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Influencers, espaços culturais e investimentos: veja propostas para a cultura na Bahia

Por Eduarda Moitinho

Fotos: Reprodução / Redes Sociais

Resta menos de um mês para o primeiro turno das eleições estaduais, previsto para 4 de outubro. Os principais candidatos ao Governo da BahiaACM Neto (União), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL) têm cumprido agendas de campanha a fim de se promoverem na corrida eleitoral e apresentarem suas propostas para cerca de 11 milhões de eleitores baianos. 

 

Pensando nisso, o Bahia Notícias (BN) avalia os programas de governo dos três principais candidatos ao governo da Bahia nas eleições de 2026. Nesta reportagem, serão destacadas as principais propostas das chapas majoritárias para políticas voltadas à cultura. 

 

ACM NETO - União:

A criação do programa “Bahia Creators” está entre as principais propostas de ACM, o candidato projeta a formação, conexão e remuneração de criadores de conteúdo digital, que produzem para as plataformas TikTok, Instagram e YouTube, para promover destinos turísticos e culturais da Bahia. 

 

Os editais, portas de entrada para financiamento de projetos artísticos e culturais, também são contemplados. ACM Neto propõe a criação de um calendário anual e previsível dos documentos, além de uma estruturação das ferramentas por meio de níveis de complexidade, a fim de reduzir burocracias do processo. 

 

Outro programa citado é o “Alma Negra”, que visa integração permanente de artistas e intelectuais negros na agenda de eventos da Bahia, além da criação de novos museus e roteiros turísticos com foco na herança cultural afro-baiana. ACM Neto mira integração de saraus, hip hop e linguagens urbanas contemporâneas nas políticas estaduais.

 

A Bienal do Livro da Bahia, que passou por um hiato de 9 anos sem atividades (2013-2022), retomou em 2024 com uma edição histórica e está incluída nos planos do candidato. Ele planeja a garantia de periodicidade regular e modelo de governança independente para a Bienal, evitando interrupções políticas.

 

JERÔNIMO RODRIGUES - PT:

Candidato à reeleição, Jerônimo foca na estruturação e fortalecimento de projetos já existentes, mas não descarta a criação de novos. As escolas de tempo integral, são exemplos. O governador busca utilizar dos teatros escolares para ampliar a circulação de manifestações artísticas pelo interior, além de expandir o “Programa Capoeira nas Escolas” fortalecendo a integração afro-brasileira e africana em instituições públicas e particulares.

 

Outro programa contemplado é o “Ouro Negro”. Segundo os objetivos de Jerônimo, caso eleito, irá fortalecer os instrumentos de fomento às entidades apoiadas pelo programa, promovendo as manifestações afro-brasileiras não apenas no Carnaval, mas em ações permanentes ao longo do ano.

 

Quanto aos novos programas, destaca-se  o “Cultura para Todos”, que busca o fortalecimento de bibliotecas, museus, espaços culturais e iniciativas comunitárias no território baiano. Enquanto o Infra Cultura Bahia, já existente, será utilizado para promover a requalificação, modernização, acessibilidade, restauro e segurança desses espaços.

 

Os planos também reforçam a consolidação da Bahia Filmes enquanto empresa pública do audiovisual, a fim de promover o estado como destino de produções internacionais. Para atrair as produções, o candidato prevê a articulação de incentivos, infraestrutura de apoio e facilitação de licenciamento. 

 

RONALDO MANSUR - PSOL:

Ronaldo Mansur prevê destinar 1,5% do orçamento do Estado para a cultura e ampliar os recursos disponíveis para o setor. Com isso, o candidato busca garantir maior estabilidade no financiamento de projetos e políticas culturais, fortalecendo a atuação de artistas e produtores.

 

Quanto ao fomento da atividade cultural, é citada a criação de editais, leis, programas e fundos com recursos próprios e mecanismos de descentralização territorial. Mansur também prevê a busca por interessados da sociedade civil para o apoio técnico nas inscrições de projetos culturais, a fim de reduzir a burocracia do processo.

 

Além disso, o candidato promete maior transparência na formulação e na gestão das políticas culturais, com mecanismos de controle e participação da população nas decisões do setor. Segundo o plano, a sociedade deverá ter espaço na criação e no acompanhamento das políticas públicas.

 

Nessa lógica, a participação dos trabalhadores da cultura no aconselhamento das políticas públicas do setor é outra proposta. A ideia apresentada consiste na inclusão desses profissionais de forma mais direta nas decisões sobre programas e ações governamentais, contribuindo para a formulação de políticas alinhadas às demandas do setor. 

 

Os planos de governo dos três candidatos ainda possuem pontos em comum. De modo geral, todas as propostas apontam para uma política cultural com mais recursos, descentralização e participação social, destacando a necessidade de aproximar a gestão pública dos trabalhadores e produtores culturais.