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O candidato derrotado ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), negou articulações para assumir um ministério em eventual governo do candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). O relato chega após uma reportagem do Bahia Notícias apontar que o ex-prefeito da capital baiana almejava compor o eventual governo de Flávio, podendo integrar um ministério que trouxesse uma "conexão" com a Bahia e o Nordeste.
Interlocutores apontam que a vontade seria de ter um ministério nos moldes do antigo Ministério da Integração Nacional, órgão que foi criado em 1999 sob o governo de Fernando Henrique Cardoso, com o objetivo de centralizar as políticas de redução das desigualdades regionais e coordenar frentes críticas como a Defesa Civil e a infraestrutura hídrica nacional.
Em contato com o site, ACM Neto confirmou que houve uma conversa com Flávio e classificou o encontro como “ótima conversa” ao decorrer da semana. Entretanto, o ex-candidato ao governo baiano disse que não tratou nenhum “ministério” em “nenhum momento”.
ENTENDA O DEBATE
As articulações realizadas recentemente pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), culminando no apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial, teriam passado por acordo futuro. Um encontro na última quarta-feira (7) pavimentou o apoio ao presidenciável e abriu um leque de possibilidades para uma futura gestão.
Para além de organizar uma agenda ampla de Flávio na Bahia, buscando ampliar a votação no estado, alguns pontos futuros também foram debatidos. Lideranças presentes na capital federal e no encontro entre os "novos" aliados indicaram ao Bahia Notícias, sob condição de anonimato, que alguns pleitos foram apresentados. Por parte de Neto, o desejo é, de fato, compor o eventual governo de Flávio, podendo integrar um ministério que traga uma "conexão" com a Bahia e o Nordeste.
O Ministério da Integração Nacional, alvo do debate, ao longo das décadas passou por profundas reestruturações políticas: em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), foi fundida ao Ministério das Cidades para dar origem ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Essa configuração permaneceu até janeiro de 2023, quando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva desmembrou novamente as áreas, rebatizando a pasta com o seu nome atual, Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), devolvendo ao primeiro escalão o foco exclusivo no desenvolvimento das regiões mais vulneráveis do país.
Ao longo dessa trajetória, a Bahia exerceu forte protagonismo no comando da pasta, consolidando sua influência na articulação de grandes projetos para o Nordeste. Políticos baianos de grande peso nacional ocuparam a cadeira de ministro, como Geddel Vieira Lima, que liderou o órgão entre 2007 e 2010 gerenciando obras emblemáticas como a transposição do Rio São Francisco, e o engenheiro João Reis Santana Filho, que assumiu o posto em 2010 garantindo a continuidade de investimentos estruturantes em segurança hídrica e saneamento.
A presença dessas lideranças reforça o caráter estratégico do ministério que, historicamente, canaliza demandas decisivas para o semiárido e para o fortalecimento da infraestrutura do estado. Outro ponto seria também o fortalecimento das relações políticas, já que a atuação direta também possibilita uma maior interação com prefeitos, mantendo o projeto político de ACM Neto aceso, pensando em 2030. A possibilidade também passaria, por um aceno que também já teria sido verbalizado pelo político, de que não seria candidato à prefeitura de Salvador.
A entrega no ministério também contaria com a verticalização dos cargos, ampliando também a atuação do ex-prefeito na acomodação de aliados no estado. Outras duas siglas também despertam o desejo: Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas). Elas são autarquias e empresas públicas federais vinculadas ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, voltadas para o desenvolvimento regional, infraestrutura hídrica e apoio a municípios no Brasil.
Ambas possuem uma larga margem para atuação, especialmente no Nordeste e na Bahia, inserindo, de certa forma, a possível gestão de Flávio Bolsonaro em uma região onde ainda enfrenta desafios nas urnas.
As articulações realizadas recentemente pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), culminando no apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial, passam por acordo futuro. Um encontro na última quarta-feira (7) pavimentou o apoio ao presidenciável e abriu um leque de possibilidades para uma futura gestão.
Para além de organizar uma agenda ampla de Flávio na Bahia, buscando ampliar a votação no estado, alguns pontos futuros também foram debatidos. Lideranças presentes na capital federal e no encontro entre os "novos" aliados indicaram ao Bahia Notícias, sob condição de anonimato, que alguns pleitos foram apresentados. Por parte de Neto, o desejo é, de fato, compor o eventual governo de Flávio, podendo integrar um ministério que traga uma "conexão" com a Bahia e o Nordeste.
Interlocutores apontam que a vontade seria de ter um ministério nos moldes do antigo Ministério da Integração Nacional, órgão que foi criado em 1999 sob o governo de Fernando Henrique Cardoso, com o objetivo de centralizar as políticas de redução das desigualdades regionais e coordenar frentes críticas como a Defesa Civil e a infraestrutura hídrica nacional.
Ao longo das décadas, a pasta passou por profundas reestruturações políticas: em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), foi fundida ao Ministério das Cidades para dar origem ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Essa configuração permaneceu até janeiro de 2023, quando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva desmembrou novamente as áreas, rebatizando a pasta com o seu nome atual, Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), devolvendo ao primeiro escalão o foco exclusivo no desenvolvimento das regiões mais vulneráveis do país.
Ao longo dessa trajetória, a Bahia exerceu forte protagonismo no comando da pasta, consolidando sua influência na articulação de grandes projetos para o Nordeste. Políticos baianos de grande peso nacional ocuparam a cadeira de ministro, como Geddel Vieira Lima, que liderou o órgão entre 2007 e 2010 gerenciando obras emblemáticas como a transposição do Rio São Francisco, e o engenheiro João Reis Santana Filho, que assumiu o posto em 2010 garantindo a continuidade de investimentos estruturantes em segurança hídrica e saneamento.
A presença dessas lideranças reforça o caráter estratégico do ministério que, historicamente, canaliza demandas decisivas para o semiárido e para o fortalecimento da infraestrutura do estado. Outro ponto seria também o fortalecimento das relações políticas, já que a atuação direta também possibilita uma maior interação com prefeitos, mantendo o projeto político de ACM Neto aceso, pensando em 2030. A possibilidade também passaria, por um aceno que também já teria sido verbalizado pelo político, de que não seria candidato à prefeitura de Salvador.
A entrega no ministério também contaria com a verticalização dos cargos, ampliando também a atuação do ex-prefeito na acomodação de aliados no estado. Outras duas siglas também despertam o desejo: Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas). Elas são autarquias e empresas públicas federais vinculadas ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, voltadas para o desenvolvimento regional, infraestrutura hídrica e apoio a municípios no Brasil.
Ambas possuem uma larga margem para atuação, especialmente no Nordeste e na Bahia, inserindo, de certa forma, a possível gestão de Flávio Bolsonaro em uma região onde ainda enfrenta desafios nas urnas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem agenda prevista em Salvador para o dia 16 de outubro, focada nas estratégias do segundo turno. A vinda à Bahia foi amarrada diretamente com o ex-prefeito da capital baiana e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, durante um encontro a portas fechadas na noite de terça-feira (6).
De acordo com apuração da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, a reunião aconteceu na mansão de Flávio, em Brasília, e contou também com a presença de Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil. O coordenador da campanha, Rogério Marinho, foi desfalque no encontro por estar internado com gastroenterite.
Durante as tratativas, Rueda e ACM Neto desenharam o cenário de apoio ao senador dentro do partido e discutiram táticas para alavancar a captação de votos. Em aceno aos caciques, Flávio sinalizou que a sigla será devidamente contemplada com espaço em um eventual governo.
A articulação noturna pavimentou o caminho para o apoio oficial. Antes do encontro na mansão, ACM Neto e Rueda já haviam liderado uma reunião com parlamentares da federação União Progressista para aprovar o alinhamento. A formalização da aliança ocorreu na manhã de quarta-feira (7), em um novo encontro das lideranças no QG da campanha de Flávio, em Brasília.
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, prometeu fazer investimentos no desenvolvimento da Bahia, caso seja eleito. Em mensagem direcionada ao estado, que é tradicionalmente alinhado ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o herdeiro de Jair Bolsonaro aparece ao lado do ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), que já declarou apoio à sua candidatura no 2º turno e do ex-ministro da Cidadania João Roma (PL).
“No último dia 4 de outubro, no primeiro turno, ficou claro que o Brasil quer mudança. Ficou claro que existe um novo momento em nosso país. Ficou claro que chegou a hora da gente construir uma nova história, uma história de prosperidade, uma história de crescimento, uma história onde o brasileiro volte a ser feliz”, diz ACM Neto logo no início do vídeo publicado nas redes sociais.
“Flávio, eu conversei com você e fiz um pedido. O pedido de que você possa cuidar da Bahia e cuidar dos baianos. Que você seja o presidente da República que entre para a história como o presidente que mais trabalhou pelo Nordeste e pela nossa grande Bahia”, diz o ex-prefeito de Salvador.
Ao lado de João Roma, presidente estadual do PL e ex-ministro de Jair Bolsonaro, Flávio pede uma chance aos eleitores baianos. “Eu quero de verdade ter uma oportunidade de fazer diferente. Eu vou cuidar de você, só que eu vou estender a mão para você. Eu quero fazer muito mais. Eu quero fazer muito melhor”, ressalta o senador.
“Se ele precisar, vai ter o Bolsa Família. Agora eu quero que você deixe herança para o seu filho, um colégio bom. Ele ter estudado numa boa faculdade. Ele vai ter um diploma para pendurar na parede. Mas ele vai poder trabalhar num emprego que pague bem. Ele vai poder abrir a própria empresa”, promete o presidenciável.
ACM Neto completa que diz a Flávio que, “mesmo o governador do estado sendo de outro partido, ele vai cuidar da Bahia, vai trabalhar pelos baianos”. “E vocês tenham certeza, eu vou estar aqui cobrando isso, acompanhando isso e, é claro, sendo sempre esse interlocutor do nosso estado, do nosso povo e da nossa gente ao lado do nosso presidente Flávio Bolsonaro”, finaliza.
Após ter sido derrotado para o governo da Bahia em primeiro turno nas eleições 2026, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), finalmente assumiu a pecha de bolsonarista que, pelo menos desde 2018, o PT baiano insiste em taxá-lo. Acuado e sem a necessidade de flertar com o eleitor “Lula-Neto”, tônica que o motivou a tentar manter a neutralidade nos últimos dois pleitos, ACM Neto endossou o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no próximo dia 25, quando o herdeiro de Jair enfrenta Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições 2026.
Até aqui, apesar de buscar equidistância do grupo político que sintetizou ao eleitor brasileiro o antipetismo, o ex-candidato ao governo da Bahia tentava se desvencilhar da cristalização como bolsonarista. Há quatro anos, ficou “neutro” mesmo no segundo turno, quando a disputa foi entre Jair e Lula. Para quem acompanha política, era sabida a posição anti-Lula dele. Todavia, não havia manifestação pública e explícita a favor do clã Bolsonaro. A derrota nas urnas no último domingo (4) encerrou essa estratégia.
No discurso após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a reeleição de Jerônimo Rodrigues, ACM Neto deu sinais de que faria a adesão formal ao projeto político de Flávio Bolsonaro. “É preciso mudar o Brasil para mudar a Bahia”, disse ele. Era a senha que autorizava não apenas o entorno direto, mas toda a militância ligada a ele assumir publicamente que Bolsonaro seria o candidato do grupo – no primeiro turno, a chapa majoritária dele se dividiu entre declarações de apoio a Ronaldo Caiado (PSD), no caso dele, e a Flávio Bolsonaro, nos casos de João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos).
Não chega a ser uma surpresa o posicionamento. Todavia, em um estado tipicamente apoiador do lulopetismo, o ex-candidato ao governo da Bahia foi ponderado na tentativa de não acabar rechaçado como bolsonarista. Agora não mais. E as consequências eleitorais só podem ser medidas em dois ou em quatro anos, a depender de quem saia vitorioso em 25 de outubro. ACM Neto pagou para ver. E a roupa de bolsonarista é bem mais cara do que aparenta. Especialmente quando a oposição a ele inflacionou durante tanto tempo a vestimenta.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.