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Travelling
O turismo rural no Nordeste cresce como alternativa para descentralizar o fluxo de visitantes, gerar renda local e oferecer experiências autênticas. Diferente do tradicional turismo de sol e mar, o campo nordestino combina paisagens variadas — sertão, agreste, Mata Atlântica e chapadas — com roteiros que atendem famílias, casais, empresas e eventos como casamentos e retiros corporativos.

DESTINOS E EXPERIÊNCIAS
Pernambuco (Agreste): Gravatá, Bezerros e Bonito oferecem pousadas em fazendas, roteiros de cavalaria, feiras de artesanato e vivência da cultura cafeeira, além da produção de doces e queijos. Eventos como festas juninas e festas locais atraem público na alta temporada; fora dela, retiros e workshops garantem movimento.
Paraíba (Brejo Paraibano): Bananeiras e Areia são exemplos de cidades com clima ameno, engenhos de farinha e fazendas históricas que recebem casamentos e pequenos congressos, além de trilhas e turismo gastronômico.
Ceará (Serra de Baturité, Guaramiranga): clima de serra, plantações de frutas, observação de aves e roteiros de imersão cultural. Espaços para eventos corporativos e retiros ficam mais baratos na baixa temporada.
Rio Grande do Norte (Seridó): cidades como Caicó e Currais Novos mostram turismo de base rural com artesanato em barro, fazendas e festas regionais (festas do Galo), além de opções para ensaios fotográficos e cerimônias ao ar livre.
Paraíba/Alagoas/Sergipe (estuários e pequenas fazendas): roteiros agroalimentares, produção de caju, mandioca e queijos artesanais, além de hospedagens em sítios ideais para famílias com crianças.
Bahia (zona do cacau/costa e Chapada Diamantina): no sul (Ilhéus, Itacaré), a cultura cacaueira e pequenas fazendas abrem-se ao visitante; no Recôncavo Baiano, há rotas do arroz e do cacau; na Chapada Diamantina, além do ecoturismo, pousadas-rancho oferecem eventos e casamentos com cenários naturais.
Maranhão (interior e Chapada das Mesas): turismo comunitário em vilarejos, observação de aves e propostas de vivência com comunidades quilombolas e extrativistas.
Piauí (serranias e vales): fazendas históricas e rotas de frutas e café adaptadas ao visitante, com trilhas e passeios a cavalo.
ALTA E BAIXA TEMPORADA: ESTRATÉGIAS
A alta temporada reúne feriados, férias e festas regionais (festas juninas, romarias, festejos locais). É quando produtores muitas vezes promovem festas, colheitas e eventos temáticos. Na baixa temporada, o apelo está em imersões, workshops de culinária, retiros de bem-estar, team building corporativo e casamentos fora de pico, com custos menores e mais exclusividade. Um calendário anual bem planejado (vindimas, colheitas de caju, festivais gastronômicos) ajuda a distribuir visitantes.
PÚBLICOS E USOS DO ESPAÇO
Famílias — atividades educativas para crianças (contato com animais, oficinas de roça, trilhas curtas).
Casais — hospedagem intimista, jantares com produtos locais e cenários para fotos e cerimônias.
Corporativo — retiros e treinamentos com dinâmicas ao ar livre, uso de salas adaptáveis e catering regional.
Casamentos e eventos sociais — espaços rústico-chiques, hospedagem in loco para convidados e fornecedores locais para decoração e gastronomia.
INFRAESTRUTURA E SUSTENTABILIDADE PARA CONSOLIDAR O SEGMENTO
É preciso investir em acessos, sinalização, segurança, oferta hoteleira com padrões básicos de conforto (inclusive conectividade mínima, quando necessário), capacitação de guias e anfitriões, e gestão ambiental. Boas práticas incluem manejo de resíduos, conservação de nascentes, valorização de produtos locais e turismo de baixo impacto. Parcerias com prefeituras, associações rurais e operadoras locais elevam a oferta e a visibilidade.
IMPACTO SOCIOECONÔMICO
O turismo rural gera emprego direto e indireto, fortalece cadeias produtivas (agricultura familiar, artesanato, gastronomia) e incentiva a manutenção de patrimônios culturais e paisagísticos. Quando bem gerido, amplia a permanência de visitantes na região e distribui renda fora dos centros urbanos.

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Aos 477 anos, Salvador celebra seu aniversário neste domingo (29) vendo um de seus endereços mais simbólicos reaparecer com outro ritmo. A Rua Chile, reconhecida como a primeira rua do Brasil, vive uma fase mais movimentada, mais viva e mais próxima tanto de quem visita quanto de quem circula pela cidade no dia a dia.
A mudança é perceptível para quem passa pelo Centro Histórico. O fluxo de pessoas aumentou, especialmente nos finais de semana e durante os eventos, e a rua voltou a entrar no roteiro de turistas que procuram experiências para além dos pontos mais tradicionais. Dados do Observatório do Turismo de Salvador, junto a indicadores como ocupação hoteleira e consumo no entorno, ajudam a explicar esse novo movimento.
Essa transformação também começa a aparecer na avaliação dos visitantes. Em 2025, 43% dos turistas classificaram a experiência no Centro Histórico como “ótima”, um avanço em relação aos 41% registrados em 2022. As avaliações negativas tiveram leve redução, sinalizando uma melhora gradual na percepção do destino.
Mas não é só uma questão de números. Há algo diferente no clima do lugar. Aos poucos, a Rua Chile deixa de ser apenas um caminho entre um ponto e outro e passa a convidar à permanência. Cafés, restaurantes e bares começam a ocupar espaços antes vazios, trazendo mais vida para a região e mudando a relação das pessoas com o espaço.
Esse movimento já se reflete na economia local. Novos negócios ligados à gastronomia, hotelaria e economia criativa começam a surgir, gerando empregos e atraindo investimentos. Imóveis que estavam fechados voltam a ter uso, enquanto a valorização da área avança de forma gradual.
Para o diretor de Qualificação e Promoção do Turismo da Secult, Gegê Magalhães, o momento carrega um significado especial. “A Rua Chile representa esse encontro entre passado e futuro. É um espaço histórico que ganha nova vida e volta a gerar movimento, desenvolvimento e orgulho para os soteropolitanos”, afirmou em conversa com o BN Hall.
Além do crescimento econômico, o que se percebe também é uma retomada da confiança. O Centro Histórico, por muito tempo visto com cautela, volta a despertar interesse e a ser encarado como uma oportunidade.
Integrada aos roteiros turísticos oficiais, a Rua Chile também ganha um novo papel na experiência de quem visita Salvador. A proximidade com o Comércio e a Baía de Todos-os-Santos, somada à presença de museus e espaços históricos, cria um percurso que mistura cultura, lazer e memória em um mesmo passeio.
O perfil do visitante acompanha essa mudança. Cresce o número de turistas interessados em vivências mais autênticas, gente que prefere caminhar sem pressa, observar os detalhes da arquitetura, entrar em galerias, sentar para um café e sentir o ritmo da cidade.
Apesar do momento positivo, ainda há desafios pela frente. Manter os imóveis ocupados, ampliar a segurança, fortalecer a programação cultural e estimular a vida noturna são pontos importantes para consolidar essa nova fase. A integração com outras áreas do Centro Histórico também surge como um passo essencial para ampliar o fluxo e distribuir melhor os visitantes.
Confira lugares e experiências para conhecer na Rua Chile:
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Muncab – Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira
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Ernesto Bitencourt Galeria
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Galeria Galatea
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Casa Boqueirão
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Praça Castro Alves
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Sorveteria Cubana
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Elevador Lacerda
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Mural de Carybé
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Omí Restaurante
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Cine Glauber Rocha
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Palacete Tira Chapéu
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Entre mudanças repentinas e regras voláteis, programas de fidelidade no Brasil colocam em xeque a lealdade do passageiro e fortalecem o protagonismo dos cartões de crédito.
Há um desconforto crescente entre viajantes frequentes no Brasil, uma sensação de que a relação com os programas de milhagem deixou de ser uma via de mão dupla. Durante anos, acumular pontos em companhias como LATAM Airlines Brasil, Gol Linhas Aéreas e Azul Linhas Aéreas era quase um pacto de fidelidade em troca de benefícios tangíveis, previsibilidade e, acima de tudo, respeito ao passageiro recorrente.
Hoje, esse pacto parece fragilizado. Mudanças frequentes nas regras, desvalorizações silenciosas de pontos, aumento no custo de emissões e promoções cada vez mais direcionadas ao “momento de baixa” criaram um ambiente de incerteza. O cliente fiel, aquele que voa o ano inteiro, muitas vezes percebe que o melhor resgate não está reservado para ele, mas sim para quem aparece pontualmente, aproveitando uma campanha específica.
É o fim da fidelidade como estratégia racional? Talvez estejamos vivendo uma transição. Em vez de concentrar milhas diretamente em programas como LATAM Pass, Smiles ou TudoAzul, cresce o movimento de centralização nos cartões de crédito. Não por acaso, cartões premium hoje oferecem acesso a salas VIP, acúmulo acelerado, bônus agressivos de transferência e, talvez o mais importante, liberdade. Liberdade para decidir apenas no momento da emissão qual companhia oferece a melhor relação custo-benefício. É a fidelidade sob demanda, não mais por obrigação.
Nesse novo jogo, o passageiro deixa de ser “cliente de uma companhia” e passa a ser gestor do próprio portfólio de pontos.
Isso muda tudo. Ao concentrar gastos em cartões, o viajante ganha poder de barganha. Ele não está preso a tabelas dinâmicas imprevisíveis nem a regras que podem mudar sem aviso relevante. Ele observa, compara e decide. Em vez de acumular milhas que podem perder valor, acumula opções.
Por outro lado, há um preço invisível: perda de status consistente. Benefícios como upgrades, prioridade e reconhecimento ainda são mais facilmente conquistados dentro de um único programa. A pergunta que fica é se esses privilégios ainda compensam a volatilidade do sistema. No fim, a resposta talvez seja menos emocional e mais estratégica.
Ser fiel hoje pode não significar exclusividade, mas inteligência. Talvez o viajante contemporâneo precise abandonar a ideia romântica de lealdade e adotar uma postura mais pragmática: usar os programas quando forem vantajosos, ignorá-los quando não forem e manter o controle sempre nas próprias mãos.
Porque, no cenário atual, a fidelidade cega não é recompensada.
Mas a flexibilidade, sim!
Salvador aparece entre os destinos mais buscados para o feriado da Páscoa de 2026, com aumento de 26% na procura por passagens de ônibus, segundo levantamento da ClickBus. Os dados consideram buscas realizadas entre os dias 9 e 15 de março, em comparação com a semana anterior.
De acordo com a empresa, parte dos viajantes tem antecipado a compra para garantir horários e assentos, utilizando plataformas digitais. No ranking dos destinos mais procurados para o período, Salvador ocupa a oitava posição.
A lista é liderada por Rio de Janeiro e São Paulo, seguidos por Belo Horizonte, que registrou mudança de posição em relação ao ano anterior.
Confira o ranking de 2026:
Rio de Janeiro
São Paulo
Belo Horizonte
Curitiba
Foz do Iguaçu
Florianópolis
Brasília
Salvador
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Perder documentos no exterior é mais comum do que se imagina, e saber o que fazer pode transformar um pesadelo em apenas mais uma história de viagem.
Viajar é, em essência, um exercício de liberdade.
Atravessamos os oceanos em busca de novas paisagens, sabores e histórias. Mas basta um pequeno descuido, uma mochila esquecida, um bolso aberto no metrô, uma carteira que desaparece em meio à multidão, para que o sonho do viajante dê lugar a um frio na espinha: e agora, sem passaporte, o que fazer?
A perda ou roubo de documentos durante uma viagem internacional é um dos episódios mais temidos por quem está longe de casa. E, curiosamente, acontece com muito mais frequência do que imaginamos. A boa notícia é que existe um caminho claro para resolver a situação e, na maioria dos casos, é perfeitamente possível voltar para casa sem grandes dramas.

Foto: Divulgação
O PRIMEIRO PASSO: REGISTRAR A OCORRÊNCIA
Se o passaporte foi roubado ou perdido, o primeiro procedimento é registrar um boletim de ocorrência na polícia local. Esse documento será essencial para os próximos passos, inclusive para evitar o uso indevido do seu passaporte. Mesmo em países onde a burocracia é mais lenta, o registro formal do ocorrido ajuda a legitimar sua situação junto às autoridades.
PROCURE O CONSULADO OU EMBAIXADA DO BRASIL
Com o boletim em mãos, o viajante deve procurar a embaixada ou o consulado brasileiro mais próximo.
Ali, o cidadão poderá solicitar um documento de viagem emergencial, normalmente chamado de Autorização de Retorno ao Brasil (ARB) ou um passaporte de emergência, dependendo do caso. Esse documento permite embarcar de volta ao Brasil mesmo sem o passaporte original. O processo costuma exigir:
* Boletim de ocorrência
* Algum documento de identificação (se houver)
* Cópia do passaporte ou número do documento (se possível)
* Foto
* Formulário consular
Se todos os documentos foram levados, não entre em pânico: o consulado possui mecanismos para confirmar sua identidade.
POSSO EMBARCAR SEM PASSAPORTE?
Com a Autorização de Retorno ao Brasil, emitida pelo consulado, a companhia aérea costuma permitir o embarque para o Brasil. Esse documento é válido apenas para o retorno e, geralmente, para um único trajeto.
Se houver conexão em outros países, o consulado também orienta qual a melhor rota para evitar problemas migratórios.
E OS CARTÕES DE CRÉDITO?
Outra providência imediata é bloquear os cartões de crédito e débito. Quase todos os bancos possuem atendimento internacional 24 horas. Se necessário, alguns bancos conseguem, inclusive, emitir cartões emergenciais no exterior ou liberar recursos para retirada em casas de câmbio parceiras.
UMA DICA DE OURO PARA TODO VIAJANTE
Antes de qualquer viagem internacional, é recomendável:
* Tirar foto do passaporte
* Guardar cópias digitais na nuvem ou no e-mail
* Levar uma cópia impressa separada do documento original
Esse pequeno hábito pode reduzir drasticamente a burocracia em caso de perda.
A cidade de Mucugê, um dos destinos de ecoturismo mais conhecidos da Chapada Diamantina, será palco da 10ª edição do Rally da Chapada. O evento está marcado para o dia 25 de abril e promete reunir aventureiros e amantes do off-road em meio às paisagens naturais da região.
A proposta do rally vai além da velocidade. A competição funciona em um formato de gincana automotiva, na qual as equipes precisam cumprir desafios ao longo do percurso, que incluem atividades ligadas à solidariedade e à preservação ambiental.
A prova será disputada nas categorias 4x2 e Adventure 4x4. Em duplas, piloto e navegador percorrem trilhas e estradas vicinais da região enquanto encaram tarefas e missões ao longo do caminho.
Além da disputa, o evento também busca valorizar o turismo local e estimular a conexão com a natureza, destacando a cultura e as belezas naturais de Mucugê.
Para participar, é preciso ter mais de 18 anos e possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida, compatível com a categoria do veículo. Jovens a partir de 16 anos podem se inscrever como navegadores. As inscrições estão disponíveis na plataforma Sympla, com ingressos a partir de R$ 273,90.
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Mais uma praia baiana está prestes a conquistar o selo do Programa Bandeira Azul, iniciativa internacional de certificação ambiental para praias e marinas. Desta vez, o mérito é da Praia de Santo Antônio, no litoral de Mata de São João, que já passou a fazer parte da fase piloto do projeto.
Segundo informações da Prefeitura do município baiano, o certificado de ingresso foi recebido nesta semana e marca um passo no processo de adequação da praia aos requisitos necessários para conquistar o selo.
Entre as ações já realizadas está o monitoramento da qualidade da água do mar, conduzido pela Cetrel. Até o momento, foram realizadas 70 análises semanais, com coleta das amostras feita com apoio da Barraca Santo Antônio.
O transporte das amostras até o laboratório é realizado pelo Instituto Próspera. A iniciativa envolve diferentes parceiros e integra ações voltadas ao monitoramento ambiental da praia.
A Bahia já garantiu quatro selos da Bandeira Azul, sob posse da Praia da Espera, em Itacimirim; da Praia do Paraíso, em Guarajuba; e das praias da Praia da Viração e Praia de Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, ambas localizadas na Ilha dos Frades.
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O turismo costuma nascer de estratégias bem planejadas. Campanhas milionárias, filmes de sucesso, patrimônios históricos cuidadosamente preservados. Mas, em alguns casos curiosos, destinos turísticos surgem de forma quase acidental. Um erro de interpretação, uma fotografia viral, um cenário confundido ou até mesmo um equívoco geográfico podem transformar um lugar discreto em uma sensação global.
No mundo hiperconectado de hoje, basta um detalhe fora do roteiro para colocar uma pequena cidade no mapa turístico internacional, às vezes sem que seus próprios moradores tenham planejado isso.
O VILAREJO AUSTRÍACO QUE VIROU FENÔMENO NA CHINA
A pequena vila de Hallstatt, na Áustria, é um dos exemplos mais emblemáticos de fama inesperada.
Com pouco mais de 700 habitantes, a vila alpina sempre foi bonita, mas relativamente tranquila até o início dos anos 2000. Tudo mudou quando fotografias do vilarejo começaram a circular intensamente na internet asiática, especialmente na China. A estética quase perfeita do lago cercado por montanhas, com casas coloridas refletidas na água, transformou Hallstatt em um símbolo de paisagem europeia idealizada.

Foto: Freepik
O fenômeno foi tão intenso que uma incorporadora chinesa decidiu construir uma réplica completa da vila na província de Guangdong. O resultado: grupos de visitantes curiosos começaram a chegar ao original austríaco, muitas vezes sem saber exatamente como aquele pequeno ponto do mapa havia se tornado famoso.
A CIDADE AZUL QUE VIRALIZOU ANTES MESMO DO INSTAGRAM
Outro exemplo curioso é a cidade marroquina de Chefchaouen. Durante décadas, o pequeno destino nas montanhas do Rif era conhecido apenas por viajantes mais aventureiros. As casas pintadas em tons intensos de azul têm origem em tradições culturais e religiosas locais, mas a cidade permaneceu relativamente discreta no circuito turístico internacional.

Foto: Freepik
Tudo mudou quando blogs de viagem e plataformas visuais começaram a difundir imagens da cidade azul. Antes mesmo do boom do Instagram, as fotografias começaram a circular pela internet como se fossem cenários irreais. De repente, Chefchaouen passou a aparecer em listas de “lugares mais fotogênicos do planeta”. A fama veio quase sem planejamento turístico formal, apenas impulsionada pelo poder de uma estética irresistível.
O MOSTEIRO PERDIDO QUE VIROU CENÁRIO DE CINEMA
Nem sempre o erro vem da internet; às vezes, ele nasce do cinema. A remota ilha de Skellig Michael, na costa da Irlanda, abriga um mosteiro do século VI construído por monges que buscavam isolamento espiritual no meio do Atlântico.
Por séculos, o lugar permaneceu praticamente desconhecido do grande público, visitado apenas por estudiosos e alguns poucos aventureiros. Mas tudo mudou quando a ilha apareceu como cenário em Star Wars: The Force Awakens.

Foto: Freepik
A produção buscava um local que transmitisse a ideia de isolamento absoluto. O que os produtores talvez não imaginassem era que aquela paisagem dramática despertaria imediatamente a curiosidade de fãs do mundo inteiro. Em poucos anos, o turismo na região explodiu, mesmo com acesso difícil e visitas limitadas para preservar o patrimônio histórico.
QUANDO O TURISMO NASCE DO ACASO
Histórias como essas revelam algo curioso sobre o turismo contemporâneo: ele nem sempre é fruto de planejamento.
Hoje, destinos podem emergir da combinação imprevisível entre internet, cinema, fotografia e imaginação coletiva. Pequenas cidades, ilhas remotas ou vilarejos quase anônimos podem se tornar símbolos globais de viagem praticamente da noite para o dia.
Se antes o turismo seguia guias e roteiros tradicionais, agora ele também se alimenta do inesperado: de um erro, de uma coincidência ou simplesmente de uma imagem que desperta o desejo coletivo de descobrir um lugar.
E talvez seja justamente essa imprevisibilidade que continue alimentando uma das maiores forças do turismo: a eterna curiosidade humana por lugares que, até ontem, ninguém sabia que existiam.
Talvez o mais curioso dessas histórias seja perceber que, no turismo contemporâneo, nem todos os destinos nascem de grandes estratégias ou campanhas de marketing. Alguns simplesmente acontecem. Uma foto compartilhada, um cenário de cinema, um detalhe que atravessa fronteiras digitais e, de repente, um lugar quase anônimo passa a habitar o imaginário de viajantes do mundo inteiro.
No fim, o turismo também é isso: uma sucessão de acasos felizes que transformam pontos discretos do mapa em lugares que todos passam a sonhar conhecer.
Boa viagem!
A cidade de Salvador conquistou o primeiro lugar no ranking internacional de Destinos Acessíveis para 2026 divulgado pela Expedia, empresa norte-americana de tecnologia e viagens. O levantamento considerou cidades em que a média de diárias de hospedagem permanece abaixo de US$ 150, valor equivalente a cerca de R$ 789 na cotação atual.
A lista reúne destinos internacionais avaliados com base em preços de hotéis e na oferta de experiências para visitantes.
No relatório, a empresa destaca o perfil cultural da capital baiana e sua relevância histórica no país. “Planejando viagens no próximo ano sem gastar demais? Os dados da Expedia destacam destinos onde as tarifas de hotel noturnas permanecem favoráveis ao orçamento e ainda oferecem ótimas experiências”, afirmou a empresa.
Destinos internacionais acessíveis para 2026
Salvador, Brasil
Guadalajara, México
Bogotá, Colômbia
Mérida, México
Ho Chi Minh City, Vietnã
São Paulo, Brasil
Bangkok, Tailândia
Edmonton, Canadá
Kuala Lumpur, Malásia
Santo Domingo, República Dominicana
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A Bahia recebeu cerca de 4 milhões de turistas durante os meses de janeiro e fevereiro, segundo dados da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA). O número destaca o estado entre os principais destinos do país neste começo de 2026.
Durante o período, visitantes de mais de 70 países passaram pela Bahia. A expectativa do governo é manter o ritmo de crescimento ao longo do ano.
Em 2025, o turismo movimentou cerca de R$ 7 bilhões no estado. Para 2026, a projeção é alcançar R$ 8 bilhões em receita.
Segundo o governador Jerônimo Rodrigues (PT), durante o lançamento do programa “Brasil Mais Crédito para o Turismo”, do Ministério do Turismo, a ampliação da malha aérea tem ajudado a impulsionar o setor. “Os voos que nós estamos capitaneando de outros países para cá e de outros estados para cá. No ano passado, registramos um acumulado de R$ 7 bilhões capturado pelo turismo. Neste ano, a expectativa nossa é de R$ 8 bilhões”, destacou.
Salvador concentra o principal aeroporto internacional do estado, com voos diretos para Lisboa, Madri, Paris, Buenos Aires, Montevidéu, Cidade do Panamá e Santiago.
Durante o evento, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou o impacto do Carnaval de Salvador na economia. Segundo ele, a festa, encerrada em 17 de fevereiro, injetou mais de R$ 8 bilhões na capital.
O ministro também afirmou que o Carnaval contribuiu para o aumento do fluxo aéreo no país. Em janeiro, houve crescimento de 9% na movimentação em comparação com o mesmo mês do ano passado, com 9,4 milhões de passageiros circulando pelo Brasil.
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