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Salvador será o primeiro destino brasileiro do navio-universidade World Odyssey na temporada 2026/2027, com chegada para a próxima quinta-feira (7). A embarcação será também a primeira a atracar na cidade neste ciclo e permanecerá na capital baiana por cerca de uma semana, marcando oficialmente o início da temporada de cruzeiros em Salvador.
A passagem pela Bahia acontece antes do início da temporada de cruzeiros de lazer no país, prevista para 23 de outubro.
Apesar de não integrar a operação regular de cruzeiros turísticos, o World Odyssey leva cerca de 500 estudantes de graduação em um roteiro semestral de formação acadêmica. A embarcação funciona como um campus universitário itinerante, com alojamentos e salas de aula onde são realizadas as atividades educacionais.
Durante as paradas, os estudantes participam de atividades de campo relacionadas aos aspectos culturais, históricos e econômicos dos destinos visitados. A passagem pela Bahia integra um roteiro de 100 dias, iniciado em 9 de setembro, na Holanda, e com encerramento previsto para 22 de dezembro, em Hong Kong.
Ao longo do percurso, os alunos passam ainda por destinos em Portugal, Marrocos, Santa Helena, África do Sul, Maurício, Sri Lanka, Vietnã, entre outros. Em Salvador, a programação prevê uma permanência de quase uma semana antes de o navio seguir pelo Atlântico em direção à África.
A temporada regular de cruzeiros de lazer no Brasil começa, neste ciclo, no dia 23 de outubro, com a estreia da armadora espanhola Corazul Cruceros. Ao todo, estão previstos oito navios em operação no país, com 187 roteiros e 675 escalas, totalizando uma oferta superior a 831 mil leitos.
Festival Japão-Coreia reúne gastronomia e cultura asiática no Shopping da Bahia
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O distrito de Trancoso, em Porto Seguro, se prepara para receber, entre os dias 9 e 14 de outubro, a terceira edição do SMX Golf Tour Trancoso 2026. Organizado pela Argentina Soulmax Sports, o evento deve reunir cerca de 50 participantes, entre golfistas e acompanhantes, em uma programação que combina esporte, gastronomia, praia, lazer e experiências exclusivas no litoral sul da Bahia.
De acordo com a organização do evento, as atividades serão realizadas no Terravista Golf Course, onde os participantes disputarão o torneio no formato Stableford, com 36 buracos e categorias divididas por handicap. Além das partidas, a programação contará com dias de prática, clínicas de golfe, Copa Ryder, cerimônia de premiação e encontros sociais.
A proposta acompanha um movimento crescente no turismo esportivo internacional, que combina a prática esportiva com experiências de lazer e a descoberta dos destinos. Em Trancoso, o roteiro aproveita a estrutura turística da região e inclui opções de hospedagem como o Club Med Trancoso e as Casas/Villas Terravista. Parte da programação também se estende a Porto Seguro, com hospedagem no Porto das Naus e atividades voltadas aos acompanhantes dos jogadores.
Para o organizador do evento, Hernán Rodrigues, a realização do torneio contribui para ampliar a presença da região entre os destinos procurados por turistas ligados ao golfe. “O turismo de golfe atrai visitantes de alto poder aquisitivo, amplia estadias e gastos e fortalece Trancoso e Porto Seguro no mercado esportivo internacional”, afirma.
Com participação majoritariamente argentina, o SMX Golf Tour também cria uma oportunidade de aproximação com o mercado internacional. Segundo o secretário do Turismo, Guto Jones, a realização do evento ajuda a diversificar os segmentos atendidos pelos destinos.
“Ao associar esporte, natureza, serviços especializados e experiências de alto valor agregado, o evento contribui para diversificar a oferta turística do destino e fortalece sua inserção em segmentos capazes de gerar novas oportunidades para a hotelaria, gastronomia, receptivo e demais atividades da cadeia turística”, destaca.
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O Anantara Spa, localizado no Tivoli Ecoresort Praia do Forte, foi eleito, pelo 8º ano consecutivo, o melhor spa de resort do Brasil pelo World Spa Awards 2026. O resultado foi anunciado na terça-feira (22) e mantém o espaço baiano entre os destaques do segmento de bem-estar no país.
A premiação também consolida uma sequência iniciada em 2019, quando o spa passou a figurar entre os vencedores da categoria.
Instalado em uma área reservada do resort, o Anantara Spa foi desenvolvido a partir da combinação entre tradições de origem tailandesa e elementos da cultura e da natureza de Praia do Forte. Cercado pela vegetação da Mata Atlântica, o espaço oferece tratamentos e massagens, além de uma estrutura com circuitos de água quente e fria, piscina, caminho de pedras e jacuzzi.
A proposta inclui tratamentos personalizados e experiências voltadas ao relaxamento e ao bem-estar, atendendo tanto hóspedes do Tivoli Ecoresort Praia do Forte quanto visitantes externos.
“O reconhecimento consecutivo mostra que não se trata apenas de uma conquista pontual, mas da construção de um padrão de excelência ao longo dos anos. Temos uma equipe muito dedicada e uma proposta que busca fazer com que cada tratamento tenha relação com o ambiente, com a cultura e com o momento de cada hóspede”, afirma João Corte-Real, diretor-geral do hotel.
SOBRE A PREMIAÇÃO
O World Spa Awards está em sua 12ª edição e reconhece spas, hotéis e profissionais ligados ao segmento de bem-estar em diferentes categorias e mercados. A escolha dos vencedores envolve votos de profissionais da indústria e consumidores.
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Há coisas que nenhum catálogo de turismo consegue vender. Não cabem numa fotografia de praia, não aparecem na tarifa de um hotel, não estão no cardápio de um restaurante, não são patrimônio histórico, nem atração turística, nem equipamento urbano, mas o turista percebe e, muitas vezes, leva para casa.
Não estou falando de educação no sentido de escolaridade. Estou falando de educação cidadã, civilidade, respeito ao espaço público, cordialidade, gentileza, paciência, organização e compreensão de que o visitante também faz parte da economia e da experiência daquele lugar. Há pesquisas que sustentam exatamente essa relação. Um estudo realizado no Algarve, em Portugal, constatou que turistas hospedados em municípios onde os moradores tinham atitudes mais positivas em relação ao turismo percebiam maior receptividade e apresentavam maior satisfação com a experiência turística.
Outro estudo, publicado no Journal of Sustainable Tourism, analisou 750 visitantes na Grécia e encontrou uma relação significativa entre a qualidade da interação com os moradores, a imagem que o visitante forma do destino, sua satisfação e sua intenção de retornar ou recomendar o lugar. Ou seja: o morador também é produto turístico, e o Japão é um exemplo perfeito.
Um estudo publicado em julho de 2026 analisou justamente o papel do omotenashi, conceito japonês associado à hospitalidade e ao cuidado com o visitante. A pesquisa concluiu que hospitalidade e serviço amigável têm papel significativo na satisfação dos visitantes estrangeiros e na recuperação do turismo japonês. O Japão não exporta apenas templos, tecnologia, sushi e paisagens; exporta também uma maneira de tratar o outro.
Imagine o turista chegando a uma cidade e percebendo que:
- O motorista respeita a faixa de pedestres;
- O carro para para o pedestre;
- As pessoas respeitam filas;
- Há silêncio onde se pede silêncio;
- O cidadão não joga lixo na rua;
- Ninguém tenta levar vantagem o tempo inteiro;
- O motorista não transforma o trânsito numa guerra;
- O morador orienta o turista em vez de tratá-lo como um incômodo.
Isso tudo não aparece no folder turístico, mas aparece na memória do visitante.
A pesquisa de 2025 da Singapore Management University, divulgada agora, em setembro de 2026, mostra que 98,6% dos entrevistados consideram que manter a cidade limpa é responsabilidade de cada indivíduo. E 95,5% disseram devolver sempre bandejas e utensílios após comer. Mais interessante ainda, o estudo mostra que esses comportamentos são cada vez mais percebidos como normas sociais, e não simplesmente como resultado de fiscalização.
E existe uma pesquisa anterior ainda mais diretamente relacionada ao turismo: 94% dos moradores entrevistados disseram acreditar que os visitantes admiram a limpeza de Singapura.
Quando uma sociedade é educada para respeitar o espaço coletivo, o turista percebe. Não é necessário colocar uma placa dizendo “somos educados”; o visitante percebe sozinho.
Essa é uma questão que o turismo brasileiro precisa discutir com mais profundidade. Falamos muito sobre infraestrutura turística. Precisamos de bons hotéis, aeroportos, restaurantes, estradas, sinalização, atrações, segurança e serviços qualificados. Tudo isso é fundamental, mas existe uma infraestrutura invisível: é a infraestrutura humana. Uma cidade pode investir milhões em um equipamento turístico e, ao mesmo tempo, perder valor por causa de pequenos comportamentos cotidianos.
Talvez esteja na hora de compreendermos que política de turismo não deveria terminar na porta do hotel; ela começa muito antes. Começa na escola, ensinando respeito ao espaço público; começa em casa, ensinando cordialidade; começa no trânsito, ensinando que o outro também tem direitos; começa na rua, ensinando que lixo não desaparece porque alguém foi pago para recolhê-lo; começa na compreensão de que o turista não é um invasor, é um convidado. E existe uma diferença enorme entre receber alguém e simplesmente tolerar a presença de alguém.
Destinos turísticos extraordinários existem aos milhares. Já destinos onde o visitante se sente bem-vindo são mais raros; talvez esse seja um dos grandes diferenciais do turismo contemporâneo. Não basta perguntar: “Quantos turistas queremos trazer?” Precisamos perguntar também: “Que cidade queremos oferecer a eles?” Porque o turista pode esquecer o nome da rua, pode esquecer o número do quarto, pode até esquecer o nome daquele restaurante, mas dificilmente esquecerá como foi tratado e, no turismo, a memória também é uma forma de propaganda.
A melhor campanha publicitária de um destino pode estar justamente no comportamento de seu povo, e essa não custa milhões. Uma cidade pode não ter o melhor patrimônio turístico do mundo. Mas, se souber receber, pode deixar no visitante uma lembrança melhor do que aquela que encontrou.
Boa viagem!
A Ilha de Boipeba é, de fato, um destino com infinitas descobertas. Localizada no município-arquipélago de Cairu, no Baixo Sul da Bahia, reúne praias de águas claras, piscinas naturais formadas entre recifes, extensos coqueirais, manguezais, trechos de Mata Atlântica e pequenas comunidades, que com a pesca e os processos artesanais e ancestrais auxilia na formação de opções gastronômicas de alto nível.
Mas Boipeba ainda garante aos seus visitantes um aspecto cada vez mais raro de encontrar: um cenário em que predomina a tranquilidade e a segurança. Por lá, dezenas de espécies de pássaros passeiam constantemente, e o contato com a natureza acontece em qualquer caminho que escolha.
Algumas opções podem ser aproveitadas a pé, por uma das inúmeras trilhas, por lancha ou com a ajuda dos quadriciclos. Há ainda o trator, que puxa uma espécie de jardineira. O embarque acontece em dois pontos de saída: da Rua da Tiririca ou da Rua das Pedras. Os preços são tabelados e acompanhados de perto por fiscais da prefeitura.
Para chegar até Boipeba, saindo de Salvador, há a opção de lancha direta (de cerca de 2h30 de viagem), pela agência Coco Louco Turismo - com possibilidade de cancelamento, a depender das condições meteorológicas -, ou de transporte semi-terrestre (de barco até a Ilha de Itaparica, transfer terrestre até Graciosa, vilarejo de Valença, e depois uma lancha rápida até Boipeba, em um trajeto que dura cerca de 5 horas).
A convite da Associação Comercial e Empresarial de Boipeba (Ascoeb), o BN Hall conheceu alguns dos atrativos mais conhecidos dessa ponta do arquipélago, e desvendou alguns dos segredos e dicas de quem vive a ilha de verdade. Abaixo, estão alguns desses pontos para que você possa se planejar e escolher o que mais combina com o seu roteiro perfeito.
VELHA BOIPEBA
Principal porta de entrada da ilha, a Velha Boipeba reúne pousadas, restaurantes, comércio e serviços. É também um ponto de partida estratégico para conhecer outras regiões a pé ou de barco.
Além dos atrativos naturais, A vila guarda parte da história da ocupação de Boipeba, como a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, e tem diversas lojas para quem quiser comprar um biquíni de última hora, ou passar no mercado. Também é o lugar ideal para garantir um souvenir ou uma camisa com a marca mais conhecida, a Boipebe-se.

Foto: Rebeca Menezes / BN HALL
BOCA DA BARRA
Logo na chegada no Atracadouro você consegue ver, à esquerda, a Praia da Boca da Barra, situada no encontro das águas do mar com o estuário. A região é especialmente procurada no fim da tarde, quando turistas se concentram à beira-mar para acompanhar o pôr do Sol.
Ao longo do dia, também é um ótimo lugar para quem quer passear pelo calçadão, e também há redes para quem quiser praticar esportes como beach tennis e futevôlei.

Foto: Rebeca Menezes / BN HALL
MIRANTE DA IGREJA
Na Velha Boipeba, a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo pode até passar despercebida pra quem não estiver mais atento, mas esconde um segredo: um mirante com vista da Boca da Barra, da foz do Rio do Inferno e da Ilha de Tinharé. O lado positivo é que é uma parada fácil de encaixar enquanto se conhece a vila.
TASSIMIRIM E CUEIRA
Saindo de Velha Boipeba, uma das caminhadas mais tradicionais da ilha segue pelo litoral em direção às praias de Tassimirim e Cueira.
Menor e cercada por vegetação, Tassimirim tem águas geralmente tranquilas e piscinas que aparecem entre as formações rochosas conforme a maré. É uma opção para quem busca passar algumas horas longe do movimento da vila.
Logo depois, tem a Praia da Cueira, uma das paisagens mais conhecidas de Boipeba. A extensa faixa de areia, repleta de coqueiros, ganhou fama pela gastronomia.
Há duas barracas com estrutura para quem quiser aproveitar ótimos pratos de frutos do mar: Guido da Lagosta, com sua tradicional lagosta na manteiga, ou a inusitada lagosta no mel; e a Ority, que virou marca por suas bandeiras de diversos países, e um misto de frutos do mar que deixa qualquer um com água na boca.
Foto: Alex Lemonis / Divulgação
EXPERIÊNCIAS EM MORERÉ
Moreré está entre os lugares mais conhecidos de Boipeba. A pequena vila reúne pousadas, restaurantes e praias de águas claras, mantendo uma atmosfera mais rústica entre as ruas de areia. O visitante fica mais distante da Velha Boipeba, mas é o ideal para quem quer ainda menos contato com o agito - o que só não vale quando o assunto é Réveillon.
O principal cartão-postal são as piscinas naturais de Moreré, formadas em meio aos recifes durante a maré baixa. O passeio costuma ser realizado de barco ou lancha e permite mergulhar e observar peixes em águas transparentes. Como a experiência depende diretamente da maré, vale consultar previamente a tábua de marés e priorizar os horários próximos à maré baixa.

Foto: Alex Lemonis / Divulgação
Outra experiência única é observar o nascer do Sol e da Lua na areia da praia, próximo ao Ventos Moreré.
BAINEMA
Para quem procura uma experiência ainda mais tranquila, a Praia de Bainema é uma das opções. Localizada depois de Moreré, possui uma longa faixa de areia, coqueiros e trechos onde é possível caminhar praticamente sem encontrar construções.
Bainema também pode integrar roteiros de caminhada pelo litoral da ilha. O atrativo aparece entre os pontos turísticos naturais de destaque identificados pelo planejamento turístico estadual para a Costa do Dendê.
A caminhada entre Moreré e Bainema é, por si só, parte do passeio: dependendo da maré, o percurso intercala areia, vegetação e trechos próximos a manguezais.
PRAIA DAS AMENDOEIRAS
Se você quer uma praia mais vazia, é uma ótima escolha. A praia conta com algumas mesas embaixo de largar amendoeiras, mas não tem nenhuma estrutura. Não há restaurantes nem banheiro, mas você pode escolher seu próprio canto na areia sem ter que dividir muito espaço.

Foto: Rebeca Menezes / BN HALL
PONTA DOS CASTELHANOS
Mais distante dos principais núcleos turísticos, a Ponta dos Castelhanos fica próxima à Praia das Amendoeiras - uma caminhada de cerca de 20 minutos, que passa muito mais rápido quando você aprecia a vista incrível. O acesso mais comum é feito em passeios de barco, embora a região também possa ser alcançada por quadriciclo.

Foto: Rebeca Menezes / BN HALL
Além da praia extensa e pouco urbanizada, a região é conhecida pelos recifes e pela história de naufrágios. Nos Castelhanos, você encontra barracas para almoçar ou petiscar, como o tradicional drink de cacau com biribiri, servido na própria casca do cacau, ou o famoso pastel de lagosta - muito bem servido, por sinal - da Barraca da Nega.
E aqui vão dois segredos para aproveitar ainda mais o seu dia por lá:
> Há um "Caminho de Moisés", em que você consegue andar bem longe dentro do mar, seguindo pelo caminho formado por bancos de areia. Só fique atento à maré!
> Entre as Amendoeiras e Castelhanos, os locais indicam o lugar que ficou conhecido como "Praia dos Três Coqueiros". Fica a poucos metros das Amendoeiras, seguindo à esquerda. Você pode deixar seus pertences na sombra e aproveitar o mar com menos pedras e a água quente.
COVA DA ONÇA
Na parte sul de Boipeba, a comunidade de São Sebastião, mais conhecida como Cova da Onça, oferece um contato mais próximo com o cotidiano dos moradores e com a tradição pesqueira da ilha.
A visita pode ser combinada com um passeio pela vila e uma parada para experimentar a gastronomia local, especialmente peixes e frutos do mar. Entre as opções está o Restaurante Estrela do Mar, um dos endereços para quem deseja almoçar durante a passagem pela comunidade.

Foto: Rebeca Menezes / BN HALL
O MELHOR PÔR DO SOL
Não há consenso quando o assunto é escolher qual é o mais belo pôr do Sol de Boipeba. Mas há opções para todos os gostos - e bolsos - além da Boca da Barra.
>Céu de Boipeba
Um dos mais conhecidos certamente é o Céu de Boipeba, uma pousada/bar com apenas cinco quartos disponíveis, mas com a opção para quem não estiver hospedado também poder curtir. Mais perto da Velha Boipeba, é uma ótima opção para quem quiser aproveitar tomando um drink ou um espumante. Mas fique atento e se certifique as regras vigentes antes de passar por lá. Apesar de a reserva não ser obrigatória, só há opções de pagamento com pix ou dinheiro, e há cobrança de consumação mínima. O valor geralmente está disponível no site da pousada.

Foto: Rebeca Menezes / BN HALL
> Mirante de Cova da Onça
O mirante que fica na Cova da Onça é uma experiência oposta. Não há qualquer estrutura, mas ao mesmo tempo é de graça. Vale a pena aproveitar o passeio para o lado sul da ilha e, no final do dia, seguir com o quadriciclo até o topo do morro, estender sua canga e aproveitar a vista.
> Nature Moreré
Apesar da visão privilegiada do nascer do sol, Moreré não tem tantas opções pra observar quando ele se põe. Uma alternativa é o Nature Moreré, pousada que construiu uma torre de madeira de eucalipto, onde funciona um bar com drinks e petiscos.
PRAIA DO AMOR
Praticamente desconhecida, foi um achado compartilhado com nossa equipe pelos locais. Apesar de também ser um ótimo local para ver o pôr do Sol, merece um capítulo à parte porque não é tão fácil chegar. Você tem mais sorte de chegar até lá tratando muito bem quem estiver pilotando o seu barco durante o passeio.
A história é que é tão pouco frequentada que também ficou conhecida como “Praia Fura Olho” - por ser um bom lugar quando você quer ficar mais escondido.
SILVIO DO DENDÊ
Está na rota dos passeios de quadriciclo para quem vai ver Sol se pondo na Cova da Onça. Com uma tradição familiar na produção de azeite de dendê com técnicas ancestrais, Silvio conta passo a passo do seu processo, que vai desde subir nos dendezeiros, até separar, cozinhar, pilar e lavar o dendê. Ele ainda mostra como reaproveita praticamente tudo que é gerado - e você tem a opção de levar pra casa um dendê de alta qualidade.
BÔNUS - BANCO DE AREIA DO RIO CATU
Você provavelmente não vai encontrar esse passeio tabelado em Boipeba, mas talvez tenha a sorte de chegar até lá. Subindo pela foz do Rio Catu - o terceiro maior de Boipeba -, a partir de sua foz, na Ponta dos Castelhanos, você encontra um banco de areia perfeito para curtir a paz e o silêncio. Enquanto se delicia vendo o Sol refletido nas águas, você ainda ouve diversos pássaros que circulam entre os manguezais. Um verdadeiro presente para quem gosta da natureza.

Foto: Rebeca Menezes / BN HALL
Com cinco hotéis, Bahia é o segundo estado com mais empreendimentos na seleção do Guia Michelin 2026
A Bahia aparece em posição de destaque na seleção hoteleira de 2026 do Guia Michelin, divulgada nesta sexta-feira (18). Com cinco empreendimentos reconhecidos, o estado é o segundo com mais hotéis do Brasil, atrás apenas de São Paulo, que reúne nove.
Os hotéis baianos já haviam conquistado Uma Chave em 2025 e mantiveram a distinção na edição deste ano. São eles: Barracuda Hotel & Villas, Fasano Salvador, Fasano Trancoso, Fera Palace Hotel e Txai Resort. Ao todo, 22 hotéis brasileiros foram contemplados com as Chaves Michelin em 2026.
Entre as novidades da seleção estão o Hotel Unique e o Tivoli São Paulo Mofarrej, ambos em São Paulo, que passaram a integrar a lista com Uma Chave. Já o antigo Ponta dos Ganchos Exclusive Resort, em Santa Catarina, recebeu a segunda Chave Michelin e passou a se chamar Awasi Santa Catarina.
Na edição deste ano, dois hotéis brasileiros receberam Duas Chaves: o Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, e o Palácio Tangará, em São Paulo. A classificação máxima, de Três Chaves Michelin, foi concedida ao Hotel das Cataratas, no Paraná, e ao Rosewood São Paulo.
Entre os demais hotéis brasileiros contemplados com Uma Chave estão o Botanique Hotel & Spa, o Carmel Taíba Exclusive Resort, o Emiliano São Paulo, o Fasano Boa Vista, o Fasano São Paulo, o Hotel Santa Teresa Rio MGallery, o Kenoa Exclusive Beach & Spa Resort, o Pulso Hotel Faria Lima e a Toca da Coruja.
Em escala global, a seleção de 2026 reúne mais de 9,4 mil propriedades, sendo 2.832 hotéis contemplados com pelo menos uma Chave Michelin. Ao todo, 470 novos estabelecimentos, distribuídos por 79 destinos, foram incluídos na seleção. Entre os novos destinos estão Armênia, Benin, Botsuana, Cazaquistão, Liechtenstein, Mongólia, Myanmar, Ruanda, Eslováquia e Zimbábue.
A seleção global contabiliza 155 hotéis com Três Chaves, 657 com Duas Chaves e 2.020 com Uma Chave. Na América do Sul, foram concedidas mais de 20 novas Chaves Michelin, com mudanças em seis países e um total de 94 hotéis contemplados.
De acordo com Gwendal Poullennec, diretor internacional do Guia Michelin, a seleção acompanha as transformações do setor hoteleiro, com atenção às experiências personalizadas e imersivas, além da valorização de hotéis independentes e estabelecimentos boutique. Confira a lista completa:
Hotéis com Três Chaves Michelin
Hotel das Cataratas (A Belmont Hotel) (PR)
Rosewood São Paulo (SP)
Hotéis brasileiros com Duas Chaves Michelin
Awasi Santa Catarina (SC) | Hotel foi promovido a Duas Chaves MICHELIN em 2026
Copacabana Palace (A Belmond Hotel) (RJ)
Palácio Tangará (SP)
Hotéis com Uma Chave Michelin
Hotel Unique (SP) | Hotel recebeu Uma Chave MICHELIN em 2026
Tivoli São Paulo Mofarrej (SP) | Hotel recebeu Uma Chave MICHELIN em 2026
Barracuda Hotel & Villas (BA)
Botanique Hotel & Spa (SP)
Carmel Taíba Exclusive Resort (CE)
Emiliano São Paulo (SP)
Fasano Angra dos Reis (RJ)
Fasano Boa Vista (SP)
Fasano Salvador (BA)
Fasano São Paulo (SP)
Fasano Trancoso (BA)
Fera Palace Hotel (BA)
Hotel Santa Teresa Rio MGallery (RJ)
Kenoa Exclusive Beach & Spa Resort (AL)
Pulso Hotel Faria Lima (SP)
Toca da Coruja (RN)
Txai Resort (BA)
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Salvador terá protagonismo na temporada de cruzeiros 2026/2027, que começa em 23 de outubro e segue até 9 de abril de 2027. A capital baiana estará entre os sete portos brasileiros com operações de embarque e desembarque e receberá escalas com pernoite da nova operadora Corazul Cruceros, ampliando o tempo de permanência dos turistas na cidade.
Ao todo, oito navios realizarão 187 roteiros e 675 escalas no país durante o período. Em Salvador, a programação ganha um novo capítulo com a estreia da empresa no Brasil, que chega à temporada com o navio Buenavista e terá a capital baiana entre os destinos de seus roteiros.
A viagem inaugural do Buenavista acontece em 23 de outubro, com partida de Santos. Com capacidade para 2.140 passageiros, a embarcação terá atendimento em português e espanhol, além de cardápios e atrações voltados ao público brasileiro. O navio cumprirá roteiros de três a sete noites entre o Sudeste, o Sul e a Bahia.
Outro destaque da temporada é a chegada do MSC Virtuosa, com capacidade para 6.334 passageiros e mais de 331 metros de comprimento. A embarcação ficará baseada em Santos e fará cruzeiros de sete noites para o Nordeste entre dezembro e abril, trazendo uma estrutura que inclui parque aquático, trilha suspensa e bar operado por robô humanoide.
A frota da MSC contará ainda com outras quatro embarcações: Seaview, Musica, Divina e Splendida. A temporada será completada pela Costa Cruzeiros, que operará com o Costa Diadema e o Costa Serena. Este último estreará no Brasil o Sea Destinations, programa de experiências imersivas relacionadas à cultura dos destinos visitados.
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Durante muito tempo, o turismo brasileiro pareceu ter escolhido um lado: o mar. Sol, praia, coqueiro, verão. Foi assim que vendemos o Brasil para o mundo e, em boa medida, para nós mesmos. Mas existe um outro Brasil turístico. Um Brasil de montanhas, cachoeiras, trilhas, pequenas vilas, gastronomia, frio, silêncio e experiências. Um Brasil que começa, cada vez mais, a descobrir que viajar também pode ser uma forma de desacelerar.
É nesse cenário que surge Conceição de Ibitipoca. Encravada na Serra de Ibitipoca, em Minas Gerais, a pequena vila vem ganhando projeção justamente por aquilo que muitos destinos turísticos tentam construir artificialmente: identidade. E Ibitipoca tem identidade de sobra.
O Parque Estadual do Ibitipoca, localizado na Serra da Mantiqueira, possui cerca de 1.488 hectares e reúne mirantes, grutas, cachoeiras, piscinas naturais, trilhas e paisagens de montanha.
Mas talvez a maior riqueza de Ibitipoca esteja justamente fora das atrações que aparecem nos cartões-postais. Está na experiência.
Na caminhada sem pressa. No café depois da trilha. Na pousada pequena. Na conversa na praça. Na gastronomia mineira. No friozinho da noite. Na sensação de estar em um lugar que ainda não foi completamente tomado pela pressa do turismo de massa.
E isso tem valor, muito valor. Não por acaso, Conceição de Ibitipoca foi escolhida, em 2026, entre as sete vilas brasileiras que representaram o país na disputa pelo reconhecimento de Melhores Vilas Turísticas da ONU Turismo. O programa avalia características como patrimônio cultural, sustentabilidade, preservação e qualidade da experiência turística. É uma distinção importante, porque aponta para uma mudança no comportamento do viajante.
O turista contemporâneo não quer necessariamente apenas chegar a um lugar. Ele quer sentir o lugar. E talvez seja essa a grande oportunidade do turismo de montanha brasileiro.

Foto: Divulgação
Ibitipoca mostra que não é preciso construir um destino artificial para transformá-lo em produto turístico. É possível fazer o contrário: preservar a identidade, organizar a oferta, qualificar os serviços, melhorar a infraestrutura e permitir que o visitante descubra aquilo que já existe.
O desafio está justamente aí. Como crescer sem destruir aquilo que fez o destino crescer? Como receber mais turistas sem transformar a vila em mais uma vítima do próprio sucesso? Como gerar emprego e renda para a população local sem descaracterizar sua cultura?
São perguntas que Ibitipoca terá de responder e que deveriam estar na agenda de muitos outros destinos brasileiros, porque o Brasil possui uma enorme geografia de montanhas ainda subaproveitada pelo turismo.
E aqui faço uma provocação especialmente para nós, baianos: a Bahia é mundialmente conhecida por suas praias, pelo Carnaval, pela cultura, pela gastronomia e pelo patrimônio histórico. Mas também temos montanhas, serras, vales, cachoeiras, pequenas cidades e experiências que poderiam compor uma poderosa oferta de turismo de natureza e de montanha.

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Piatã, Mucugê, Rio de Contas, Morro do Chapéu e tantos outros destinos mostram que existe uma Bahia muito além do litoral. Talvez esteja na hora de olharmos para cima.
Ibitipoca não precisa ser copiada, precisa ser observada. Porque ela mostra que, no turismo do futuro, o tamanho do destino pode ser menos importante do que o tamanho da experiência. E talvez a próxima grande fronteira do turismo brasileiro não esteja em construir novos destinos, mas em descobrir os que já existem.
Às vezes, para encontrar um novo destino, basta olhar para uma velha montanha com novos olhos.
Boa viagem!
Os famosos destinos de Morro de São Paulo e Boipeba, no município de Cairu, projetam alta ocupação dos meios de hospedagem durante o feriado prolongado de 7 de setembro. A expectativa da Associação Comercial e Empresarial de Cairu (ACEC), que representa o setor produtivo local, é de movimento próximo ao registrado na alta temporada entre esta sexta-feira (4) e segunda-feira (7), com impacto direto na hotelaria, gastronomia, comércio e serviços das ilhas.
A projeção ocorre em um momento de crescimento do turismo baiano. As atividades turísticas da Bahia cresceram 6,6% em 2025, acima da média nacional de 4,6%, segundo dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e da Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA). Foi o terceiro ano consecutivo em que o estado registrou crescimento superior ao resultado do país.
No primeiro quadrimestre de 2026, quase quatro milhões de passageiros passaram pelos principais aeroportos baianos, um aumento de 9,2% em relação ao mesmo período de 2025. A demanda pelo litoral nordestino também aparece nas plataformas de viagem. Levantamento da Booking.com para o feriado aponta três praias da região entre os cinco destinos nacionais mais buscados.
Dados do Kayak colocam Salvador como o terceiro destino mais procurado pelos brasileiros para o período, com preço médio de R$ 1.136 para passagens de ida e volta. Pesquisa da Booking.com indica ainda que 64% dos brasileiros planejam realizar viagens curtas em 2026, perfil que pode favorecer o fluxo em feriados prolongados.
Para o presidente da ACEC, Jackson Fernandes, o cenário favorece o movimento nas duas ilhas. “A expectativa do trade é de ocupação elevada nos dois destinos, com movimento próximo ao de alta temporada. O turismo da Bahia cresce acima da média nacional, e Cairu acompanha essa demanda, com Morro de São Paulo e Boipeba, que recebem públicos diferentes e complementares”, afirma.
Segundo Fernandes, o aumento no fluxo de visitantes também movimenta outros setores da economia local. “A diária de hotel movimenta restaurantes, transporte, comércio e passeios. Esse ciclo beneficia diretamente moradores e trabalhadores das ilhas e reforça o papel do turismo como principal atividade econômica do município”, diz.
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A Bahia aparece entre os principais destinos buscados pelo turismo de luxo no Brasil, segundo o Anuário BLTA 2026, lançado na última semana. O litoral baiano foi escolhido por 17% das operadoras associadas à Brazilian Luxury Travel Association (BLTA), enquanto Salvador aparece logo na sequência, com 16% das preferências. Os dados são referentes a 2025 e foram levantados pela entidade em parceria com o Senac.
O levantamento mostra que o turismo de alto padrão movimentou R$ 3,34 bilhões no país no ano passado, um crescimento de 0,8% em relação a 2024. A pesquisa reuniu informações de 63 meios de hospedagem, entre hotéis, pousadas, lodges e resorts, que registraram cerca de 1 milhão de hóspedes e ocupação média de 50%. A diária média ficou em R$ 3.109.
Entre os destinos mais procurados pelas operadoras, o Rio de Janeiro lidera, com 51%, seguido por Foz do Iguaçu (40%), Pantanal (24%), Maranhão (19%), litoral da Bahia (17%) e Salvador (16%). A lista também inclui São Paulo e o litoral do Ceará, ambos com 14%, além de Fernando de Noronha, com 10%.
O mercado brasileiro continua sendo responsável pela maior parcela dos hóspedes de luxo, representando 70% do total. Os estrangeiros correspondem a 30%, principalmente europeus (13%), norte-americanos (9%) e latino-americanos (5%).
Apesar da predominância do público nacional, os viajantes internacionais costumam permanecer mais tempo no país. Enquanto 58% dos brasileiros ficam até três noites e 35% entre quatro e sete noites, 80% dos estrangeiros permanecem por mais de uma semana.
Entre as operadoras, o ticket médio diário também cresceu. Para o público brasileiro, chegou a R$ 16.524, alta de 6% em relação a 2024. Entre os estrangeiros, o valor médio foi de R$ 21.216, aumento de 4%.
O lazer aparece como principal motivo das viagens, responsável por 55% das hospedagens. No calendário de eventos, Réveillon, Carnaval e casamentos são os que mais movimentam o segmento, com 82%, 67% e 60% das menções, respectivamente.
A busca por experiências também influencia a escolha dos hotéis. Bem-estar, spa e relaxamento aparecem entre as atividades mais procuradas, citados por 93% dos empreendimentos. A gastronomia de alto padrão foi mencionada por 87%, enquanto os serviços personalizados aparecem em 65% das respostas.
Na Bahia, o desempenho do litoral e de Salvador reforça a presença do estado no mapa do turismo de alto padrão, especialmente pela combinação de natureza, gastronomia, cultura e oferta hoteleira. O perfil também acompanha uma tendência apontada pelo anuário: a procura por experiências que vão além da hospedagem.
A sustentabilidade também ganhou espaço no setor. A BLTA estabeleceu como meta que todos os associados tenham certificação ESG até 2028. Atualmente, 35,48% dos meios de hospedagem e 28,57% das operadoras possuem certificação ou estão em processo de obtenção. Os empreendimentos associados apoiam, juntos, 190 projetos socioambientais ligados à educação, à conservação ambiental e ao desenvolvimento socioeconômico.
Atualmente, a BLTA reúne 74 associados, sendo 66 hotéis, resorts, lodges e pousadas e oito operadoras de viagens. O anuário foi elaborado a partir de questionários respondidos por 71 associados, com dados referentes ao desempenho do setor em 2025.
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