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Foto do colunista Davidson pelo Mundo

Davidson pelo Mundo

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Davidson pelo Mundo: Destination Wedding – Quando o “sim” vira também uma viagem

Foto: Divulgação
Nos últimos anos, dizer “sim” deixou de ser apenas um ato íntimo entre duas pessoas e passou a ser cada vez mais uma experiência coletiva.
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Foto do colunista Desafio Ambiental - Por Lenilde Pacheco

Desafio Ambiental - Por Lenilde Pacheco

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Desafio Ambiental: Bahia tem prioridade em restauração de recifes no litoral brasileiro

Foto: Enrico Marcovaldi / ICMBio Divulgação
Abrigo do maior banco de corais do país, localizado no Parque Nacional Marinho de Abrolhos, a Bahia recebeu prioridade no primeiro projeto do BNDES Corais.
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Executiva baiana Nathalia Garcia assume comando da Bradesco Consórcios

Executiva baiana Nathalia Garcia assume comando da Bradesco Consórcios
Foto: Divulgação
Com a nomeação, ela passa a ocupar sua sexta posição na trajetória construída dentro do banco, onde, até então, liderava o setor de marketing.

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Bahia recebe quase 4 milhões de turistas nos dois primeiros meses de 2026
Foto: Mauro Zaniboni / Ag Haack / Bahia Notícias

A Bahia recebeu cerca de 4 milhões de turistas durante os meses de janeiro e fevereiro, segundo dados da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA). O número destaca o estado entre os principais destinos do país neste começo de 2026.

 

Durante o período, visitantes de mais de 70 países passaram pela Bahia. A expectativa do governo é manter o ritmo de crescimento ao longo do ano.

 

Em 2025, o turismo movimentou cerca de R$ 7 bilhões no estado. Para 2026, a projeção é alcançar R$ 8 bilhões em receita.

 

Segundo o governador Jerônimo Rodrigues (PT), durante o lançamento do programa “Brasil Mais Crédito para o Turismo”, do Ministério do Turismo, a ampliação da malha aérea tem ajudado a impulsionar o setor. “Os voos que nós estamos capitaneando de outros países para cá e de outros estados para cá. No ano passado, registramos um acumulado de R$ 7 bilhões capturado pelo turismo. Neste ano, a expectativa nossa é de R$ 8 bilhões”, destacou.

 

Salvador concentra o principal aeroporto internacional do estado, com voos diretos para Lisboa, Madri, Paris, Buenos Aires, Montevidéu, Cidade do Panamá e Santiago.

 

Durante o evento, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou o impacto do Carnaval de Salvador na economia. Segundo ele, a festa, encerrada em 17 de fevereiro, injetou mais de R$ 8 bilhões na capital.

 

O ministro também afirmou que o Carnaval contribuiu para o aumento do fluxo aéreo no país. Em janeiro, houve crescimento de 9% na movimentação em comparação com o mesmo mês do ano passado, com 9,4 milhões de passageiros circulando pelo Brasil.

 

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Davidson pelo Mundo: Destination Wedding – Quando o “sim” vira também uma viagem
Foto: Divulgação

Nos últimos anos, dizer “sim” deixou de ser apenas um ato íntimo entre duas pessoas e passou a ser cada vez mais uma experiência coletiva. A tendência dos chamados destination weddings, casamentos realizados fora da cidade de origem dos noivos, revela uma mudança profunda na forma como as pessoas enxergam o matrimônio: menos protocolo, mais experiência; menos formalidade engessada, mais memória afetiva.

 


O casamento fora da cidade não é apenas uma cerimônia deslocada no mapa. Ele é, antes de tudo, uma narrativa construída em torno de um lugar.

 

O CENÁRIO COMO PROTAGONISTA
Praias de mar transparente, vinícolas emolduradas por montanhas, hotéis históricos ou vilas charmosas no interior. O destino deixa de ser pano de fundo e assume papel central na experiência. O cenário cria atmosfera, imprime identidade e transforma o evento em algo único.

 

Para muitos casais, casar fora é também uma forma de traduzir sua história: o lugar onde se conheceram, a cidade que marcou uma viagem especial, o refúgio que simboliza a ideia de futuro a dois.

 

A EXPERIÊNCIA ESTENDIDA: MAIS QUE UM DIA, UM FIM DE SEMANA

Diferente do modelo tradicional de cerimônia e festa concentradas em poucas horas, o casamento em outra cidade se dilui em dias. Há o jantar de boas-vindas, o brunch de despedida, passeios informais, encontros espontâneos.

 

Para os convidados, a celebração deixa de ser um compromisso social de agenda e passa a ser uma vivência compartilhada. É a oportunidade de viajar, conhecer um destino novo e, ao mesmo tempo, celebrar alguém querido. O casamento vira também turismo.

 

TURISMO AFETIVO: O IMPACTO ALÉM DOS NOIVOS
Sob a ótica do turismo, o destination wedding movimenta cadeias produtivas inteiras:

* Hotéis e pousadas  
* Restaurantes  
* Empresas de transporte  
* Guias e receptivos  
* Comércio local  
* Produtores de gastronomia regional  
* Profissionais de eventos  

 

Uma única celebração pode gerar dezenas e, às vezes, centenas de reservas de hospedagem, consumo em bares e restaurantes e circulação de renda na economia local. Destinos turísticos consolidados se beneficiam, mas cidades menores ou menos exploradas também encontram nesse nicho uma oportunidade estratégica de desenvolvimento.

 

INTIMIDADE E CURADORIA DE CONVIDADOS
Há ainda um fator emocional: casar fora naturalmente reduz a lista de convidados. Nem todos poderão viajar, e isso gera uma curadoria espontânea.
Para muitos casais, essa é uma vantagem. A celebração tende a ser mais íntima, mais conectada, menos protocolar. Quem está ali realmente fez um esforço para estar. Isso cria uma atmosfera de pertencimento difícil de replicar em eventos maiores e impessoais.

 

EXPECTATIVA, INVESTIMENTO E PLANEJAMENTO
É claro que há desafios. Logística, deslocamento de fornecedores, custos de transporte e hospedagem exigem planejamento minucioso. Em contrapartida, muitos destinos oferecem estrutura completa, com hotéis que concentram cerimônia, festa e hospedagem no mesmo espaço, reduzindo complexidades.

 

Curiosamente, em alguns casos, o investimento total pode ser semelhante ou até inferior ao de um grande casamento urbano tradicional, especialmente quando a lista de convidados é reduzida.

 

O CASAMENTO COMO EXPERIIÊNCIA DE MARCA PESSOAL
Vivemos a era da experiência. Redes sociais, fotografia autoral e produção audiovisual ampliaram o alcance simbólico do casamento. O destino agrega valor estético e narrativo.

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Mais que um evento, o casamento fora da cidade torna-se uma história contada em capítulos: desde a chegada ao aeroporto, o primeiro encontro na piscina do hotel, o ensaio ao pôr do sol, a pista de dança sob o céu aberto.

 

UM NOVO SIGNIFICADO PARA O “SIM”
No fundo, o que está por trás dessa tendência é o desejo de transformar o casamento em algo que represente estilo de vida. Não é apenas oficializar uma união; é criar uma memória coletiva.

 

Para os noivos, é a possibilidade de unir amor e viagem.
Para a família, é um reencontro prolongado.
Para os amigos, é uma desculpa perfeita para explorar um novo destino.
Para o turismo, é uma engrenagem econômica que combina emoção e consumo.

 

O destination wedding não é apenas uma moda. É um reflexo de um tempo em que experiências valem mais que formalidades e em que o amor, cada vez mais, escolhe ter paisagem. É uma celebração que se vive antes, durante e depois. É uma nova forma de turismo em grupo ou coletivo, porém cheia de conteúdo e memórias pessoais que ficarão para sempre.

 

Boa viagem!

Carnaval de Salvador registra alta na ocupação de aluguel por temporada em 2026

Salvador registrou um crescimento consistente no aumento do aluguel por temporada, segundo dados da Seazone. A plataforma, considerada líder do mercado na Bahia para o Airbnb e Booking, aponta que as informações são referentes à ocupação do Carnaval de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025, refletindo o aquecimento da demanda.

 

Considerando o consolidado da cidade, Salvador registrou 18.131 diárias ocupadas para o Carnaval de 2026, de um total de 23.268 disponíveis, o que representa taxa de ocupação de 77,9%. No mesmo período de 2025, foram 15.782 diárias ocupadas, de um total de 21.138 disponíveis, com taxa de 74,6%.

 

O avanço de mais de três pontos percentuais e o aumento expressivo no volume de diárias confirmam o fortalecimento do segmento e a ampliação da oferta na capital baiana.

 

Entre os bairros mais procurados, Stella Maris lidera, com 84,3% de ocupação para 2026, ante 78,3% no ano anterior. No Rio Vermelho, a taxa chega a 83%, acima dos 79,7% registrados em 2025, enquanto a Barra alcança 82,1%, superando os 76% do último Carnaval. Caminho das Árvores apresenta 76,4% de ocupação, frente a 75,9% em 2025, e Ondina registra 71,2%, crescimento relevante em relação aos 65,6% do ano passado. Os números evidenciam a valorização de bairros estratégicos próximos aos circuitos e à orla.

 

De acordo com a CCO da Seazone, Mônica Medeiros, o desempenho reforça a maturidade do mercado de aluguel por temporada em Salvador e acompanha uma tendência nacional de preferência por hospedagens compactas, mais flexíveis e com melhor custo-benefício. “Esse movimento, claro, impulsiona a economia local e consolida a cidade como um dos destinos mais competitivos do país durante o Carnaval. Para 2027, a perspectiva é que os números continuem em ascensão”, concluiu a executiva.

 

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Davidson pelo Mundo: Galápagos, a viagem em que eu descobri que o mundo não gira ao meu redor
Foto: Divulgação

Sempre que alguém me pergunta qual foi a viagem mais marcante da minha vida, eu penso em muitos lugares, mas a memória sempre volta para o mesmo ponto no mapa: o arquipélago de Galápagos, no Equador.

 

É difícil explicar Galápagos sem cair no clichê, mas vou tentar. É como entrar num documentário da National Geographic, só que sem trilha sonora e sem roteirista. Lá, a natureza não foi feita para impressionar ninguém; ela simplesmente existe. E nós, turistas, somos apenas visitas toleradas.

 

ONDE A TEORIA DA EVOLUÇÃO VIRA PAISAGEM
Foi em Galápagos que Charles Darwin, em 1835, encontrou pistas que ajudaram a formular a teoria da evolução. Caminhar por lá hoje é quase uma viagem no tempo. Em um mesmo dia, eu vi:

 

  • iguanas marinhas negras se aquecendo nas rochas vulcânicas;
  • tartarugas gigantes se movendo com a calma de quem não tem pressa nenhuma;
  • lobos-marinhos dormindo nos bancos da praça, como se fossem moradores oficiais da ilha.

 

O mais curioso: eles não fogem. Não porque sejam domesticados, mas porque nunca aprenderam a temer humanos. A sensação é de ser invisível — e isso mexe com a nossa arrogância de “donos do planeta”.

 

UM LUGAR ONDE O TURISTA NÃO MANDA

 

Se você gosta de destinos onde tudo é pensado para o seu conforto, prepare-se: Galápagos não está nem aí para você.

 

As regras são rígidas:

  • não pode tocar nos animais;
  • não pode sair das trilhas demarcadas;
  • o número de visitantes é controlado;
  • muitos passeios só podem ser feitos com guia credenciado.

 

No começo, parece exagero. Depois, faz todo sentido. Eu me peguei várias vezes pensando:
“Ainda bem que não é a gente que manda aqui”.

 

COMO FOI A LOGÍSTICA DA VIAGEM

 

Eu optei por ficar hospedado em terra (em vez de fazer cruzeiro) e fazer passeios diários de barco. Funciona assim:

 

  • você se baseia em ilhas como Santa Cruz ou San Cristóbal;
  • fecha passeios com agências locais ou com antecedência;
  • acorda cedo, entra no barco, faz trilhas, snorkel, observa a fauna, volta cansado e feliz.

 

Os cruzeiros são outra experiência: você dorme no barco e alcança áreas mais remotas. São mais caros, mas permitem ver lugares que o turista “de base em terra” não vê.

Seja qual for sua escolha, uma coisa é certa: é uma viagem ativa. Tem trilha, sol, barco, mar mexido às vezes, máscara de snorkel, protetor solar e cama, no fim do dia, chamando seu nome.

 

QUANDO IR

De dezembro a maio: água mais quente, ideal para quem sente frio no mar. Paisagem mais verde, clima mais abafado.

De junho a novembro: água mais fria e mar mais rico em vida marinha (ótimo para mergulho). Clima em terra mais ameno.

Eu morei no Equador por cerca de 3 anos e tive várias oportunidades. Não existe “época perfeita”; existe o que você prioriza: conforto na água ou abundância de bichos.

 

O CHOQUE DE REALIDADE

Uma coisa que me marcou foi perceber o paradoxo.

 

Para que Galápagos continue existindo como é, o turismo precisa ser extremamente controlado. Ao mesmo tempo, é o próprio turismo que financia a conservação e faz o mundo prestar atenção nessas ilhas.

 

Por isso, algumas decisões fazem diferença:

 

  • escolher operadoras que realmente respeitam as regras do parque;
  • não usar plástico descartável à toa;
  • consumir de negócios locais;
  • entender que certas áreas são proibidas — e ponto.

 

Viajar para lá foi, para mim, mais do que “ver bichos incríveis”. Foi aceitar um papel menor na história. E isso é libertador.

 

POR QUE EU RECOMENDO GALÁPAGOS

 

Se você gosta de natureza, de mar e de viagens que fazem pensar, coloque Galápagos no topo da lista. Não é a viagem mais barata, nem a mais confortável. Mas é, sem exagero, uma das mais transformadoras.

 

Você volta com fotos lindas. Mais do que isso, volta com uma nova noção de escala. Nós somos só uma espécie entre muitas, vivendo num planeta que funcionava muito bem antes da nossa chegada e que, com sorte, continuará funcionando depois.

 

Em Galápagos, pela primeira vez, eu realmente senti isso na pele. E talvez seja por isso que, sempre que penso em “lugar especial no mundo”, minha mente volta para aquelas ilhas perdidas.

Carnaval da Bahia bate recorde em 2026 com 3,8 milhões de turistas e R$ 8,1 bilhões em receita
Foto: Ednei Cunha / Bahia Notícias

O Carnaval da Bahia registrou recorde de público em 2026 e superou os números do ano anterior, segundo balanço divulgado pelo Governo do Estado. De acordo com a Secretaria de Turismo (Setur-BA), mais de 3,8 milhões de turistas participaram da festa nas 13 zonas turísticas baianas, movimentando R$ 8,1 bilhões na economia.

 

Em 2025, foram registrados 3,5 milhões de visitantes e R$ 7 bilhões em receita.

 

Entre os destaques está o crescimento do fluxo internacional, com turistas de mais de 80 países. Argentinos, franceses, espanhóis, alemães e norte-americanos lideraram a presença estrangeira.

 

Segundo o balanço, os visitantes chegaram ao estado por aeroportos, rodovias e pelo Porto de Salvador. O Aeroporto Internacional de Salvador registrou 365 mil assentos em rotas com destino à Bahia no período, alta de 19% em relação ao Carnaval anterior. Já a nova rodoviária, em Águas Claras, teve circulação de 170 mil passageiros.

 

A taxa média de ocupação hoteleira em Salvador foi de 95%, com picos de 100% nos meios de hospedagem próximos aos circuitos oficiais. No interior, onde mais de 150 municípios realizaram festejos com apoio do Governo do Estado, a ocupação média ficou em 85%. Cidades como Prado e Mucugê registraram lotação máxima.

 

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Portos de Salvador e Ilhéus devem receber cerca de 20 mil turistas no Carnaval
Foto: Lázaro Neiva

Os portos de Salvador e Ilhéus, no litoral sul do estado, devem registrar movimento intenso durante o Carnaval, funcionando como portas de entrada para milhares de turistas que chegam à Bahia pelo mar. Segundo a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), cerca de 20 mil passageiros desembarcarão nos terminais administrados pela autoridade portuária federal até a Quarta-feira de Cinzas (18).

 

Ao longo da semana, estão previstas atracações de navios de diferentes portes. Na capital baiana, serão seis escalas de cruzeiros, com capacidade total para 17.206 passageiros. Entre as embarcações confirmadas estão MSC Armonia, MSC Seaview e Bolette, que permanecem em Salvador durante o dia, permitindo que os visitantes acompanhem a programação da folia e conheçam atrativos turísticos da cidade.

 

Para recepcionar os cruzeiristas, o Porto de Salvador prepara um esquema especial, com mini trio elétrico, apresentações musicais, aulas de fitdance e a presença de baianas caracterizadas para interação com o público, além de espaços para registros fotográficos e pintura tribal, oferecendo uma primeira imersão cultural logo no desembarque.

 

Em Ilhéus, a expectativa é pela escala do MSC Armonia, com o desembarque de 2.902 passageiros ao longo da folia. A parada permite o acesso dos visitantes ao centro histórico, às praias e a roteiros culturais e gastronômicos, contribuindo para a integração entre o porto e a cidade e para o fortalecimento do turismo no litoral sul baiano durante o período.

 

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Davidson Pelo Mundo: Carnaval em movimento, entre viagens e folias de casa
Foto: André Carvalho/BN Hall

Enquanto o Brasil se prepara para mais um Carnaval, a maior festa popular do país, um fenômeno chama atenção além das marchinhas e blocos de rua: o equilíbrio entre turismo e permanência local. A cada ano, milhões de brasileiros enfrentam a velha pergunta: vale a pena pegar a estrada para celebrar ou é melhor ficar na própria cidade e aproveitar a folia por perto?

 

Os números oficiais já sinalizam o peso do Carnaval na economia do setor. Segundo projeções do Ministério do Turismo, mais de 53 milhões de foliões devem invadir ruas e avenidas por todo o país durante o período, um crescimento de cerca de 8% em relação ao ano anterior. Essa movimentação também se reflete no turismo organizado e nas viagens, com mais de 6,6 milhões de passageiros viajando pelo país usando meios como avião e ônibus apenas no feriado carnavalesco, um aumento de 9% em relação ao Carnaval anterior.

 

Além do fluxo interno, o Brasil também atrai visitantes de fora. A Embratur estimou que aproximadamente 286 mil turistas estrangeiros escolheram o país para curtir o Carnaval de 2025, com destaque para argentinos, americanos e chilenos, e destinos como Rio de Janeiro e Florianópolis no topo da preferência.

 

QUEM VIAJA E QUEM FICA?
Mas nem todo mundo pega mala e passa pelos bloqueios do trânsito rumo à praia ou aos circuitos mais famosos. Uma pesquisa recente com participantes de um levantamento nacional apontou que 70% dos brasileiros preferem ficar em casa ou curtir o Carnaval local, seja acompanhando blocos de rua, festas comunitárias ou encontros familiares.

 

Essa preferência por permanecer na própria cidade ou região mais próxima, mesmo entre aqueles que gostam da folia, reflete uma mudança no perfil dos foliões. Há uma busca clara por experiências menos custosas, com logística simplificada e mais centradas no ambiente social imediato, sem a pressão e os custos de viagens longas.

 

Para quem decide viajar, o feriado ainda é um atrativo forte. As praias lideram como destino de escolha, com 48% dos viajantes optando pelo litoral, enquanto cidades grandes, campo ou cruzeiros completam o leque de opções.

 

O efeito econômico da movimentação turística durante o Carnaval é enorme. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estimou que o feriado deve movimentar mais de R$ 12 bilhões apenas no setor turístico, um dos maiores valores da série histórica.

 

Mas essa massa de foliões também testa a logística urbana. Hotéis e pousadas registram ocupações altíssimas nas principais cidades-sede da festa, enquanto serviços de transporte adaptam suas operações, com voos extras e horários estendidos para atender à demanda.

 

O Carnaval brasileiro vive hoje sua face dual:
• Turismo em plena expansão, com milhões de deslocamentos interestaduais e internacionais motivados pela festa;
• Uma maioria silenciosa de foliões locais, que opta por curtir a festa onde vive, valorizando circuitos de bairro, celebrações gratuitas e encontros com amigos e família.

 

Esse jogo entre viajar e ficar reflete mais do que preferências pessoais: é uma fotografia da economia, da mobilidade social e da própria relação do brasileiro com sua festa mais emblemática. Entre aviões, blocos de rua e churrascos no quintal, o Carnaval segue sendo um roteiro múltiplo, feito tanto por quem chega quanto por quem simplesmente abre a janela e deixa as marchinhas entrarem pela sala.

 

Boa viagem e bom Carnaval!

Venda de passagens aéreas internacionais para a Bahia no Carnaval cresce 43% e supera média nacional
Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS

A procura por passagens aéreas internacionais com destino à Bahia durante o Carnaval de 2026 registrou crescimento de 43% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da Embratur. O índice supera com folga a média nacional, que ficou em 21%, e reforça o estado como um dos destinos mais buscados do Brasil durante o período da maior festa popular do país.

 

Os dados indicam aumento expressivo no interesse de turistas estrangeiros pela folia baiana. Entre os países com maior crescimento na emissão de bilhetes para o período estão a Argentina, com alta de 63%, seguida por Portugal, com 23%, e Uruguai, com 27%. A expectativa é de que, durante os dias de folia, Salvador e os principais circuitos do Carnaval recebam visitantes de diferentes nacionalidades.

 

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, o desempenho está diretamente ligado à força cultural do evento. “O Carnaval baiano é uma festa inigualável. Reúne música, identidade, diversidade, ancestralidade e inovação, além de ser um poderoso gerador de emprego e renda. Esse crescimento não é por acaso, é resultado de um destino que se preparou, que diversificou sua oferta de atrativos e que entendeu que o luxo está também na autenticidade de sua cultura”, afirmou.

 

O crescimento da demanda internacional também acompanha a expansão da conectividade aérea do estado. Em 2025, 95,6% das entradas internacionais na Bahia ocorreram por via aérea. Salvador recebeu 1.536 voos internacionais, número 30% superior ao registrado em 2024. Além disso, novas rotas passaram a operar, como o voo direto de Córdoba, na Argentina, e houve ampliação da oferta de assentos vindos de Buenos Aires, Madri, Lisboa e Paris. Atualmente, a Bahia ocupa a sexta posição entre os estados brasileiros que mais recebem turistas estrangeiros.

 

De acordo com a Embratur, o avanço nas vendas para o Carnaval de 2026 é reflexo de um conjunto de ações de promoção internacional do destino. Entre as iniciativas estão campanhas publicitárias em mercados europeus, ativações digitais em países como Argentina, Estados Unidos e Chile, além de press trips, roadshows e ações de relacionamento com o trade turístico internacional.

 

Como resultado desse trabalho, a Bahia registrou a entrada de 211.539 turistas estrangeiros em 2025, crescimento de 47,3% em comparação com 2024. Para 2026, a expectativa da Embratur é de manutenção da curva de alta, impulsionada pela combinação entre cultura, conectividade aérea e posicionamento internacional do destino.

 

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Davidson pelo Mundo: Gastronomia não é nacional, é regional. O que o turista precisa saber antes de sentar à mesa

Viajar é também comer. E, para muitos turistas, a experiência gastronômica é tão ou mais importante do que visitar atrações, museus ou praias. O problema é que boa parte das decepções à mesa nasce de um erro básico: imaginar que a gastronomia de um país é homogênea, quando, na prática, ela é profundamente regional.


No Brasil, por exemplo, ainda é comum o estrangeiro e até o turista nacional acreditarem que uma boa moqueca de camarão pode ser encontrada em qualquer estado. A realidade é outra. Moqueca é um prato de identidade regional, com raízes claras na Bahia e no Espírito Santo. Encontrar uma “moqueca” no Paraná ou no Rio Grande do Sul pode até ser possível, mas dificilmente será uma referência autêntica. A frustração não está no prato, mas na expectativa criada.


Esse mesmo equívoco se repete em destinos internacionais. A pizza, símbolo mundial da Itália, é um exemplo clássico. Muitos turistas chegam a Roma ou Milão esperando encontrar a “melhor pizza do mundo” e acabam decepcionados. A pizza de referência é napolitana, com características próprias de massa, forno e ingredientes. Fora desse contexto regional, o prato existe, mas perde sua essência.


Na Espanha, acontece algo semelhante com a paella. Embora seja um prato famoso no mundo inteiro, sua origem está na região de Valência. Comer uma paella realmente autêntica em Madri não é tão simples quanto parece. O mesmo vale para a Alemanha, onde pratos típicos variam enormemente entre regiões, ou para a França, cuja gastronomia muda completamente de uma cidade para outra. Por isso, uma dica valiosa ao turista é simples: antes de viajar, estude a gastronomia regional do destino. Entenda quais pratos são típicos daquela cidade ou região, quais são apenas adaptações e quais são armadilhas turísticas. Isso evita frustrações e amplia, de forma significativa, a experiência cultural da viagem.


Outra orientação importante é desconfiar de cardápios muito extensos e genéricos, que prometem “pratos típicos” de várias regiões ao mesmo tempo. Restaurantes verdadeiramente conectados à cultura local costumam ser mais específicos, valorizando ingredientes regionais, modos de preparo tradicionais e receitas passadas de geração em geração. Viajar com o paladar aberto, mas com informação, é a melhor combinação. Gastronomia não deve ser tratada como um produto nacional padronizado, e sim como um reflexo da história, do território e da identidade de cada região. Quando o turista entende isso, ele deixa de procurar “o prato famoso” e passa a viver uma experiência muito mais autêntica e quase sempre mais saborosa.


Bom apetite, boa viagem!

Carnaval 2026: Salvador deverá atrair mais de 1,2 milhão de turistas e movimentar R$ 2,6 bilhões na economia
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

Faltando menos de duas semanas para os trios ganharem as ruas e os circuitos começarem a ferver, Salvador já se prepara para um Carnaval histórico. A capital baiana deve receber mais de 1,2 milhão de turistas durante o Carnaval de 2026 e movimentar cerca de R$ 2,6 bilhões na economia local, segundo projeção do Observatório do Turismo da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). A estimativa considera o período entre 12 e 18 de fevereiro, quando a cidade concentra os principais dias da folia.

 

De acordo com o levantamento, o número de visitantes representa um crescimento de aproximadamente 10,2% em relação ao Carnaval do ano passado. Apenas entre sexta e terça-feira, considerados os dias de maior fluxo, a expectativa é de um público superior a 900 mil turistas, volume cerca de 6% maior do que o registrado em 2025.

 

A maioria dos turistas brasileiros vem de fora da Bahia. Do total de visitantes nacionais, 70% são de outros estados, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais e Pernambuco. Entre os estrangeiros, que correspondem a cerca de 11,9% do público, predominam visitantes da França, Alemanha, Argentina, Estados Unidos e Chile.

 

A movimentação financeira prevista ao longo dos sete dias de festa chega a R$ 2,6 bilhões, sendo R$ 1,8 bilhão concentrados nos cinco dias principais do Carnaval. O impacto se distribui por setores como alimentação, bebidas, transporte, hospedagem, comércio, moda, serviços e entretenimento.

 

Os gastos médios durante a estadia também foram estimados. Turistas nacionais devem gastar cerca de R$ 7.131,97, enquanto estrangeiros têm desembolso médio de R$ 5.079,02. Já os turistas baianos devem gastar, em média, R$ 2.590,67 no período.

 

Para a vice-prefeita e secretária municipal de Cultura e Turismo, Ana Paula Matos, a folia tem papel central na economia da cidade. “O Carnaval de Salvador é uma engrenagem poderosa de geração de emprego, renda e oportunidades para milhares de famílias. Estamos falando de uma festa que movimenta bilhões, aquece toda a economia da cidade e projeta Salvador para o mundo. A cada ano avançamos mais, e a nossa previsão é realizar, em 2026, a maior festa de todos os tempos, consolidando Salvador como a capital mundial do Carnaval”, destacou.

 

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Lifestyle

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Doutor Pet: Março Azul-Marinho e a prevenção de verminoses em pets

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Pierre Onassis é o convidado do novo episódio do podcast “Elas em Cena”

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O Vem Com a Dani de hoje leva vocês ao coração de Madrid.
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Vinho por Ela: Clássicos franceses, vinhos baianos e o charme do Chez Bernard

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A celebração aconteceu no Business Lounge Alphaville, novo espaço para eventos pertencente ao grupo Hub Nexxo, liderado pelos empresários Caio Paiva e Paulo Neto, e contou com o buffet Rósula Luz, assessoria e organização de Indira Marrul Assessoria, e com a Concept Bar.
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Enjoy

Agenda BN Hall: Festival Salvador Gastronomia, Baco Exu do Blues e Sambaiana estão entre os destaques do final de semana

Agenda BN Hall: Festival Salvador Gastronomia, Baco Exu do Blues e Sambaiana estão entre os destaques do final de semana
Fotos: Divulgação
O final de semana chega trazendo ao público atrações para todos os gostos.