Artigos
O Esporte como recomeço - Construindo o futuro do Paradesporto no Brasil
Multimídia
"Nosso grupo tem 14 anos que não faz política em Salvador", diz Bacelar
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
eleicoes 2026
O feriado da Semana Santa e as movimentações de bastidores para mudanças de legenda dentro do período da janela partidária, que se encerra em 4 de abril, devem esvaziar os próximos dias em Brasília. Câmara e Senado agendaram uma semana de pouco trabalho como forma de liberar os deputados às últimas costuras com vistas a decidir o partido pelo qual irão concorrer nas eleições de outubro.
No Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também lida com o final do prazo para desincompatibilização dos ministros que pretendem concorrer nas eleições deste ano. Na terça-feira (31), Lula pretende comandar uma reunião ministerial em que os ministros que saem farão uma defesa das ações realizadas e devem ser apresentados os novos ocupantes das pastas.
Enquanto, por um lado, Lula rearruma a Esplanada com a saída de quase 20 ministros, por outro terá uma agenda cheia de compromissos e entregas à população nos estados. Nessa semana o presidente vai a solenidades em São Paulo, no Ceará e na Bahia.
Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula inicia a semana participando do anúncio da inauguração de 107 obras de educação executadas em todo o país. O evento, que acontece no Ministério da Educação, também celebra o marco de mais de 99 mil escolas públicas que já contam com internet para uso pedagógico.
As entregas, que serão feitas por Lula e pelo ministro da Educação, Camilo Santana, incluem 18 creches, 23 escolas de tempo integral, 43 obras de 12 institutos federais, dez obras em nove universidades e 13?obras em 11 hospitais universitários.
Na manhã de terça (31), o presidente Lula comandará uma reunião ministerial que marcará a despedida de diversos ministros, que sairão de seus cargos com objetivo de concorrer nas eleições de outubro. A reunião acontecerá no Palácio do Planalto.
O encontro reunirá ministros que deixam seus cargos e os futuros substitutos, com o objetivo de formalizar a “passagem de bastão”. Os ministros que deixarão suas pastas aproveitarão a reunião para apresentar um balanço das ações realizadas e alinhar as prioridades do governo para a reta final do mandato presidencial.
Ainda na terça, Lula vai a São Paulo junto com o ministro da Educação, Camilo Santana, para participar do evento Universidade com a Cara do Povo Brasileiro. Na ocasião, serão divulgadas ações relacionadas a programas e políticas do governo federal de acesso à educação superior.
O encontro contará com outros ministros e autoridades, estudantes cotistas, alunos de cursinhos populares e jovens de movimentos sociais. Na solenidade serão feitas homenagens a iniciativas que promoveram a inclusão no acesso à educação superior.
Devem ser assinados ainda no evento atos normativos relacionados ao Prouni e ao Programa Nacional Escola Nacional Hip Hop H2E, política educacional voltada para as redes de ensino públicas. Além disso, o ministro da Educação deve divulgar o resultado de propostas submetidas ao edital da chamada pública da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP).
Já na quarta (1º), o presidente Lula vai ao Ceará para inaugurar o novo campus do ITA Fortaleza. Junto com o ministro da Educação, Camilo Santana, e com o governador cearense Elmano de Freitas (PT), será inaugurada a primeira unidade do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) construída fora de São Paulo, que deve oferecer cursos de Engenharia de Sistemas e Engenharia de Energias Renováveis.
O campus do ITA Fortaleza deve contar com dois blocos de três pavimentos cada, sendo um para alojamentos e outro para o bloco das engenharias. Estima-se que terão 50 vagas por curso de graduação. O início das aulas está previsto para março de 2027.
O presidente também deverá visitar, no mesmo dia, a partir das 15 horas, as obras do novo data center que será operado pela chinesa ByteDance, controladora do TikTok. O centro de processamento de dados está sendo construído em Caucaia (região metropolitana de Fortaleza).
A agenda de Lula para a quinta (2) prevê uma viagem a Salvador, onde o presidente pretende assinar a ordem de serviço da obra que vai expandir o metrô da Lapa até o bairro do Campo Grande, região do Centro Histórico da capital baiana. O ato em Salvador vai marcar também a despedida do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que deixará o cargo para disputar as eleições como senador.
PODER LEGISLATIVO
A semana promete ser de plenários vazios na Câmara e no Senado. Por conta do feriado da Semana Santa e devido aos últimos dias de prazo da janela partidária, haverá intensa negociação nos bastidores, mas com poucas atividades legislativas em Brasília.
Na Câmara, o esvaziamento é total. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), não agendou sequer a realização de sessões deliberativas. Em acordo com os líderes, Motta liberou os deputados para se dedicarem às costuras partidárias na reta final do prazo da janela.
No Senado, haverá atividade, mas com pauta curta. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), agendou sessões com poucos temas e regime semi-presencial, em que os parlamentares não precisam registrar presença.
A sessão deliberativa no plenário na terça (31) prevê poucos itens: a medida provisória 1.326/2025, o projeto de lei 4.278/2025, do Superior Tribunal de Justiça, e o projeto de decreto legislativo 380/2021, sobre acordo de cooperação entre Brasil e Tunísia em ciência, tecnologia e inovação.
O projeto do STJ amplia a estrutura do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). que tem sede no Recife e atende os Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas e Sergipe. A proposta amplia a composição do tribunal de 24 para 27 desembargadores.
A principal urgência do Senado é a MP 1.326/2025, que reajusta a remuneração das forças de segurança pública do Distrito Federal, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros dos ex-territórios e do antigo Distrito Federal, além de elevar o auxílio-moradia desses militares e extinguir cargos vagos no Executivo federal. Os reajustes foram divididos em duas parcelas, com implantação em dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
O Senado precisa votar a medida nesta semana porque o texto está na fase final de tramitação. A MP foi publicada em 1º de dezembro de 2025, entrou em regime de urgência no Congresso e tem prazo constitucional limitado: se não for aprovada até a próxima quarta (1º), perde a validade.
PODER JUDICIÁRIO
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ainda não divulgou a pauta de julgamentos no plenário da Corte para a próxima quarta, 1º de abril.
Em relação ao julgamento sobre as eleições para governador do Rio de Janeiro, cargo que está vago desde a renúncia de Cláudio Castro, Fachin decidiu que será realizado no dia 8 de abril. No último sábado (28) o ministro Cristiano Zanin suspendeu as eleições indiretas para governador em decisão liminar.
Zanin também pediu destaque no julgamento sobre as regras da eleição-tampão que definirá o novo governador fluminense até o fim de 2026. Por isso, a votação que ocorria no plenário virtual passará para o plenário presencial, com a data definida nesta segunda (30) pelo presidente do STF.
Nesse julgamento, os ministros decidirão se as eleições para o governo do Rio serão indiretas, com votação aberta ou secreta dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa, ou se serão diretas, com a população escolhendo o novo governador para um mandato-tampão. Até o julgamento, o presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Couto de Castro, segue no exercício do cargo de chefe do Executivo.
Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (30) revela que subiu de 52,2% em fevereiro para 53,3% agora em março a quantidade de eleitores que afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não merece ser reeleito para um novo mandato. A pesquisa foi feita entre os dias 25 e 28 deste mês.
Desde o início de 2026, essa rejeição ao nome do presidente Lula como candidato já cresceu mais de dois pontos percentuais. No levantamento do Paraná Pesquisas de janeiro, o índice dos que afirmavam que Lula não merece ser reeleito era de 51%.
Na outra ponta, vem caindo a quantidade de eleitores que diz que o líder petista merece ser reeleito. Em janeiro, esse índice era de 45,3%, e houve redução para 43,9% em fevereiro e 43,7% agora em março. Apenas 3% afirmam não saber responder.
O Paraná Pesquisas revela que o Nordeste é a região que mais considera que Lula merece a reeleição: 54,8%. O Sul é a região do país que mais considera que Lula não merece vencer a eleição presidencial, com 66,1% dos entrevistados respondendo nesse sentido.
Nas outras regiões, também predomina a posição dos eleitores de que Lula não merece ser reeleito para o seu seu quarto mandato: Norte + Centro Oeste tem 59,5% de rejeição ao presidente e Sudeste 53,6%. No Nordeste, 42,6% disseram que o petista não merece ser reeleito.
A Paraná Pesquisas entrevistou 2.080 eleitores do Brasil de 25 a 28 de março de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-00873/2026.
Que futebol e política conversam, já é sabido. Não à toa, vemos de maneira muito comum nomes influentes do esporte brasileiro atuando nas câmaras estaduais e federais — a exemplo do tetracampeão mundial Romário e de Bobô, ídolo do Bahia e campeão brasileiro em 1988. Agora, a tendência parece ser outra: as novas filiações partidárias estão bebendo da referência de anúncios de mercado da bola "à la" Fabrizio Romano.
No último fim de semana, o portal Camarote da República utilizou uma forma diferente para anunciar a filiação de Simone Tebet ao PSB. Ela estava no MDB há 29 anos. Na imagem, a frase "Here we go!", marca registrada de Fabrizio Romano — um dos maiores jornalistas e especialistas em transferências de futebol do mundo —, foi utilizada para ilustrar a nova "janela" política. Veja:
?????? ASSINOU
— Camarote da República (@camarotedacpi) March 28, 2026
Simone Tebet assinou ontem com o PSB e reforça a campanha do time no Campeonato Paulista do Senado. Há 29 anos no MDB, Tebet muda de partido e de estado para disputar sob palanque do Presidente Lula em São Paulo. pic.twitter.com/QfBEbr3U6R
Para aproveitar a brincadeira, um usuário do X (antigo Twitter) criou um card de estatísticas da ministra. Entre os dados listados estão: uma corrida presidencial, um ministério assumido, o terceiro lugar na disputa pelo Planalto em 2022 (com 4,16% dos votos) e três processos vencidos na Justiça. Os dados são do “Lulascore”, alusão ao site de estatísticas Sofascore, que deu nota 8.4 para a Ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil.
Números de Simone Tebet (2002-2026)
— guinhoshambala (@guinhotina) March 28, 2026
???? 1/1 corridas presidenciais (!)
???? 1/1 ministérios assumidos
????? 3° lugar em 2022 (!)
????? 4,6% dos votos (intenções de voto em 5%)
?????????? 3/3 processos vencidos na justiça
????3 cargos fodas
Nota Lulascore: ???? 8,4
Cabe no seu partido, eleitor? pic.twitter.com/AeZs7oP541
Entre as referências da página, estão outras maneiras de anunciar diferentes estágios na “janela de transferências” política. Entre as notícias, figuram o acerto de André Janones com a Rede Sustentabilidade e a proximidade da “assinatura de contrato” do ex-presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, trocando o PSD pelo PSB.
?????? Janones acerta contratação com a Rede Sustentabilidade afirmando que será um partido que lhe dará carta branca pra "sentar o cacete no gado" e "descer o bambu no Flávio Bolsonaro".
— Camarote da República (@camarotedacpi) March 27, 2026
Anúncio da assinatura foi feito ao lado de Paulo Lamac, porta-voz nacional da Rede. pic.twitter.com/BLZ0LXT2gy
?????? FALTA ASSINAR
— Camarote da República (@camarotedacpi) March 27, 2026
Rodrigo Pacheco (PSD) diz que a proposta do PSB é "sedutora". Pacheco está atrás de um novo partido para disputar o Governo de Minas Gerais sob palanque do Presidente Lula. PSB e MDB são cotados para receber o ex-presidente do Congresso. pic.twitter.com/3doqI8y64g
ELEIÇÕES 2026
O portal Camarote da República pertence aos administradores Paola Costa e Stevens, como se identificam no X. As eleições (ou o "mercado da bola", como preferir) terão início no dia 4 de outubro, com encerramento no dia 25. Neste ano de 2026, além do novo presidente, o Brasil elegerá governadores, deputados estaduais e federais, além de senadores.
QUEM É FABRIZIO ROMANO?
Fabrizio Romano é um jornalista italiano que se tornou a maior autoridade global em notícias sobre contratações no futebol. Sua trajetória de sucesso começou aos 18 anos, quando recebeu informações privilegiadas sobre a ida de Mauro Icardi para o Barcelona, mas o fenômeno mundial veio com a criação do seu bordão icônico: "Here we go!".
A expressão surgiu de forma espontânea em suas redes sociais para confirmar que um negócio estava 100% selado, servindo como um selo de garantia em um meio repleto de especulações vazias. Hoje, o "Here we go!" se tornou um dos grandes bordões do jornalismo esportivo que paralisa a internet, sendo aguardado por torcedores de todos os continentes como a palavra final antes do anúncio oficial dos clubes.
O período da janela partidária, que autoriza que parlamentares possam trocar de siglas sem sofrerem processos de perda de mandato, começou no dia 5 de março e está programado para terminar em 4 de abril. Até o início deste sábado (28), 23 dias após o início do prazo, apenas 20 trocas de legenda foram oficializadas na Secretaria-Geral da Câmara.
Nas redes sociais, partidos anunciam crescimento de bancada e novas filiações, mas elas ainda não foram consignadas na Mesa Diretora. O PL, por exemplo, afirma que já estaria com um número entre 105 e 110 deputados, mas até o momento apenas sete parlamentares tiveram seus nomes oficializados no sistema da Câmara.
Nas trocas efetivadas até o momento, o PL é o partido que mais teve novas adesões de deputados federais. O partido não chegou a perder nenhum dos seus atuais membros.
Já o que mais perdeu parlamentares nestas três semanas de janela partidária foi o União Brasil. O partido perdeu seis deputados e não ganhou nenhum, e de acordo com movimentações anunciadas nas redes sociais, a legenda pode ser afetadas por mais sete ou oito saídas.
Na bancada da Bahia, até esta sexta apenas dois deputados mudaram oficialmente de partido: Diego Coronel foi do PSD para o Republicanos e Raimundo Costa saiu do Podemos e ingressou no PSD.
Confira abaixo quem mais teve deputados ingressando em suas fileiras, quem mais perdeu parlamentares para outros partidos e o saldo total.
Entraram Saíram Saldo
PL 7 x +7
PSD 3 3 0
Podemos 2 1 +1
Republicanos 2 4 -2
PSDB 2 1 +1
PP 1 1 0
Missão 1 x +1
MDB 1 3 -2
Solidariedade 1 x +1
União Brasil x 6 -6
PRD x 1 -1
Com as mudanças atuais, as bancadas partidárias possuem até o momento o seguinte tamanho:
PL - 94 deputados
PT - 68 deputados
União Brasil - 51 deputados
PP - 49 deputados
PSD - 47 deputados
Republicanos - 42 deputados
MDB - 40 deputados
Podemos - 17 deputados
PDT - 17 deputados
PSB - 16 deputados
PSDB - 16 deputados
Psol - 11 deputados
PCdoB - 9 deputados
Avante - 8 deputados
Solidariedade - 6 deputados
Novo - 5 deputados
Cidadania - 4 deputados
PRD - 4 deputados
PV - 4 deputados
Rede - 4 deputados
Missão - 1 deputado
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) afirmou que não houve rompimento com o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), nos últimos anos. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (26) quando os dois tornaram oficial a chapa de oposição ao governo do estado nas eleições deste ano.
Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, Neto disse que em vez de rompimento houve uma espécie de “compreensão mútua” em função das circunstâncias políticas e administrativas.
Questionado sobre o suposto esfriamento na relação com Cocá após a aliança firmada em 2022, quando o prefeito rompeu com o PT para apoiar a candidatura ao governo estadual, o ex-prefeito negou distanciamento político. ACM Neto e Zé Cocá estiveram no mesmo palanque em 2022 quando a chapa de oposição voltou a ser derrotada.

Dupla em pré-campanha em Jequié em maio de 2022 / Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm
Durante o encontro em Jequié, ACM Neto justificou que Cocá, na condição de gestor municipal, precisou priorizar a reeleição em Jequié e evitar a estadualização do debate eleitoral. Após o pleito, acrescentou, caberia ao prefeito buscar investimentos e obras junto ao governo estadual para Jequié.
“O que houve foi compreensão, de lado a lado. Eu tinha que compreender o papel de Zé Cocá como prefeito de Jequié, a movimentação que ele fez para primeiro, a sua reeleição, e ele tinha que focar na sua reeleição, não poderia estadualizar a campanha. Depois disso, a obrigação dele como prefeito de tentar buscar as obras, os investimentos, os projetos pra Jequié, como ele fez, como ele tentou e, se as coisas tivessem acontecido, o resultado disso aqui fosse outro. Nada disso é coincidência, nada disso é fruto da sorte, isso é fruto do destino e da vontade de Deus”, declarou.
Ainda segundo o blog, Cocá também revelou que recebeu convite do PSB, sigla da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mas optou por não se filiar.
A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (25) elevou as preocupações do Palácio do Planalto não apenas por revelar um aumento da desaprovação ao trabalho do presidente, mas principalmente por um aumento maior à rejeição em segmentos do eleitorado antes considerados mais favoráveis a Lula, como entre os mais jovens, cidadãos com menor renda e escolaridade média e superior.
No geral, a pesquisa mostrou que a desaprovação do trabalho do presidente Lula aumentou dos 52% verificados em fevereiro para 54% agora no mês de março. Já a aprovação de 47% para 46% no mesmo período.
O resultado apurado no mês de março iguala o pior índice de desaprovação que Lula havia alcançado em seu terceiro mandato em outros dois momentos, em março e maio do ano passado. Já os piores patamares de aprovação chegaram a 45%, também nos meses de março e maio de 2025.
Na avaliação da aprovação do presidente Lula por cruzamentos demográficos, a AtlasIntel mostra piora significativa em alguns dos segmentos pesquisados. É o caso da faixa etária de eleitores entre 16 e 24 anos. Neste grupo, a desaprovação ao trabalho do presidente Lula estava em 58,6% na pesquisa de fevereiro, número que subiu agora para 72,7% no levantamento mais recente.
Também houve forte crescimento da desaprovação de Lula na faixa etária de pessoas entre 60 e 100 anos, com o índice passando de 39,2% em fevereiro para 50,8% em março. Nas demais faixas etárias as mudanças não foram tão significativas.
Há uma variação maior de rejeição ao trabalho do presidente também entre as mulheres. Se em meio aos homens a desaprovação cresceu de 62,3% para 63,1%, entre as eleitoras esse número passou dos 41,8% verificados em fevereiro para 45,4% em março.
Em meio à segmentação dos eleitores por religião, a desaprovação ao presidente Lula teve forte crescimento junto aos que se declaram evangélicos. Neste grupo, a desaprovação a Lula passou de 74,2% em fevereiro para 85,5% em março. Já entre os católicos, a rejeição permaneceu os mesmos 45%.
Outro grupo onde foi verificado forte aumento da desaprovação se deu entre aqueles que afirmam ter como nível educacional o ensino médio. Neste grupo, a rejeição ao trabalho do presidente cresceu de 53,6% para 63,5%.
Já entre os que declaram ter como nível educacional o ensino fundamental, a rejeição a Lula caiu de 56,6% para 46,8%. Também houve crescimento da desaprovação nos que declararam ter ensino superior, de 40,7% para 48,2%.
Já na segmentação dos eleitores por região do país, onde aconteceu o maior aumento da desaprovação do presidente Lula se deu na região Norte, onde subiu de 37,7% para 63,9%. Na região Sul também houve aumento exponencial da rejeição, que saltou de 49,3% em fevereiro para 60,2% em março.
A pesquisa foi realizada pela AtlasIntel Bloomberg de 18 a 23 de março de 2026. Foram entrevistadas 5.028 pessoas com 16 anos ou mais. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o nº BR-04227/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitará mais uma vez a Bahia em 2026. Ele retorna após participar de três eventos no estado no mês de fevereiro, entre eles: aniversário do Partido dos Trabalhadores, entrega de equipamentos e ambulâncias do Samu, ambos em Salvador, e o Carnaval da capital baiana, quando prestigiou a folia no sábado carnavalesco. Pouco mais de um mês de sua última passagem em território baiano, o petista volta ao estado na próxima quinta-feira (2).
Segundo a Folha de S.Paulo, o chefe do Executivo nacional vai assinar a ordem de serviço da obra que vai expandir o metrô de Salvador até o bairro do Campo Grande, região do Centro Histórico da capital baiana. No entanto, o Planalto ainda não oficializou a viagem do presidente na agenda de compromissos.
De acordo com a publicação, o ato vai marcar também a despedida do ministro da Casa Civil, Rui Costa, do cargo no Governo Federal, para disputar as eleições de 2026 como senador. Diferente de outros ministros que devem sair da função na próxima terça-feira (31) para a disputa eleitoral, Rui permanece no cargo por mais dois dias, para anunciar a ampliação do sistema metroviário da capital baiana.
A vinda de Lula ao estado chega em um momento crucial para seus apoiadores baianos. A chapa petista ainda não oficializou o nome do candidato a vice-governador de Jerônimo Rodrigues. Nesta quarta-feira (25), o gestor baiano indicou que a definição de quem ocupará a vaga de vice-governador só deve ocorrer após o fim da janela partidária.
“O foco vai ser a composição nos partidos até o dia 4 de abril. Parece que há um acordo de que, neste momento, ninguém está tratando de vice, mas sim da montagem das chapas estaduais e federais. Até o dia 4, o olhar é esse”, declarou à imprensa.
Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (25) apresenta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma simulação de segundo turno. Flávio teria 47,6% das intenções de voto contra 46,6% de Lula.
Como a pesquisa tem margem de erro de um ponto percentual, a diferença entre Flávio e Lula representa empate técnico. Entretanto, o cenário consolida resultados de pesquisas de outros institutos que já haviam mostrado o candidato do PL à frente do líder petista.
O próprio AtlasIntel já havia registrado essa ultrapassagem de Flávio sobre Lula na pesquisa realizada em fevereiro. Naquela ocasião, entranto, a diferença era bem menor, com Flávio ganhando por 46,3% a 46,2%, uma distância de apenas 0,1%. Nesta sondagem atual, Flávio passou a ter 1% a mais que o líder petista.
Apesar da vantagem numérica de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, o presidente Lula lidera todos os cenários possíveis de simulações de primeiro turno. Confira abaixo os cinco cenários apresentados pela AtlasIntel.
Cenário 1
Lula (PT): 45,9%
Flávio Bolsonaro (PL): 40,1%
Renan Santos (Missão): 4,4%
Ronaldo Caiado (PSD): 3,7%
Romeu Zema (Novo): 3,1%
Aldo Rebelo: 0,6%
Branco/Nulo: 1,9%
Não sei: 0,3%
Cenário 2
Lula (PT): 45,5%
Flávio Bolsonaro (PL): 42,4%
Renan Santos (Missão): 4,6%
Romeu Zema (Novo): 3,7%
Eduardo Leite (PSD): 1,2%
Aldo Rebelo: 0,8%
Branco/Nulo: 1,6%
Não sei: 0,3%
Cenário 3
Neste cenário o instituto apresentou o nome do governador do Paraná, Ratinho Jr. O governador, entretanto, anunciou nesta semana que desistiu da disputa e que seguirá no cargo até o final do mandato.
Lula (PT): 45,7%
Flávio Bolsonaro (PL): 40,6%
Renan Santos (Missão): 4,5%
Ratinho Jr. (PSD): 3,4%
Romeu Zema (Novo): 3,3%
Aldo Rebelo: 0,7%
Branco/Nulo: 1,6%
Não sei: 0,3%
Cenário 4
Lula (PT): 45,6%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 33,3%
Romeu Zema (Novo): 6,2%
Renan Santos (Missão): 4,6%
Ronaldo Caiado (PSD): 4,2%
Aldo Rebelo: 0,6%
Branco/Nulo: 3,9%
Não sei: 1,7%
Cenário 5
Lula (PT): 45,7%
Flávio Bolsonaro (PL): 35,8%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 7,9%
Renan Santos (Missão): 4,3%
Ronaldo Caiado (PSD): 2,8%
Romeu Zema (Novo): 1,6%
Aldo Rebelo: 0,5%
Branco/Nulo: 1,3%
Não sei: 0,1%
Nas simulações de segundo turno, o presidente Lula, além de perder para Flávio Bolsonaro, também tem menos intenções de voto do que outros nomes apresentados pela pesquisa, como os de Michelle Bolsonaro, Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Confira abaixo o quadro de disputas de segundo turno:
Lula 46,6% x 47,6% Flávio Bolsonaro
Lula 46,8% x 47% Michelle Bolsonaro
Lula 46,6% x 47,4% Jair Bolsonaro
Lula 46,3% x 47,2% Tarcísio de Freitas
Lula 46,3% x 43,7% Romeu Zema
Lula 46,2% x 36,7% Ronaldo Caiado
Lula 46,1% x 38,7% Ratinho Jr.
Lula 45,5% x 22,7% Eduardo Leite
Os pesquisadores da AtlasIntel ouviram 5.028 eleitores entre os dias 18 e 23 de março. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de um ponto percentual.
O ex-prefeito de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, Ademir Moreira afirmou que não integra mais a base política de ACM Neto, pré-candidato mais uma vez ao governo do estado pela oposição.
Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, a declaração foi feita durante entrevista à uma emissora [Rádio Povo], ao comentar sobre o posicionamento político dele. Moreira, por sua vez, ainda não definiu sobre qual caminho deve seguir nas próximas eleições.
??Ex-prefeito de Jaguaquara deixa base de ACM Neto e mostra incerteza em escolha política
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 24, 2026
????Rádio Povo
Confira?? pic.twitter.com/CQuZDAdI4W
“Não sei o que vai acontecer daqui pra frente. O que eu posso dizer para a população de Jaguaquara é que estou saindo da base aliada de ACM Neto, não faço mais parte. Até então, estou sem partido e estou sem candidato”, afirmou.
A declaração ocorreu após questionamento sobre a possibilidade de o nome dele surgir como candidato à sucessão da prefeita Edione Oliveira (PT) em 2028. Ademir foi prefeito do município por dois mandatos, além de ter atuado como vereador e presidente da Câmara. Ele não ocupa cargo público desde 2012.
Naquele ano, teve participação ativa no processo eleitoral ao apoiar o engenheiro agrônomo Giuliano Martinelli (PP), que venceu a disputa contra o empresário Ricardo Leal (PT) por uma diferença de 603 votos.
Atualmente, tanto Giuliano Martinelli quanto Ricardo Leal não ocupam cargos políticos e atuam na iniciativa privada, no setor agrícola. Apesar disso, ambos seguem acompanhando o cenário político local. Giuliano mantém relações políticas com o grupo ligado à família Leão, enquanto Ricardo é apontado como próximo ao ministro Rui Costa (PT).
Nos bastidores, há avaliações de que, a depender do resultado das eleições estaduais, ambos podem voltar ao cenário eleitoral no município. Caso ACM Neto vença a disputa pelo governo estadual, há especulações sobre uma possível candidatura de Giuliano Martinelli à prefeitura.
Por outro lado, em caso de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Ricardo Leal poderia ser indicado como candidato do grupo governista local. Em meio a esse cenário, Ademir Moreira tem adotado postura crítica em relação à oposição e demonstrado aproximação com a atual prefeita Edione Oliveira. O ex-prefeito também tem feito avaliações positivas da gestão municipal, mesmo diante de sinais de desgaste administrativo.
Outro nome citado no contexto político local é o do ex-vice-prefeito Raimundo do Caldo (PSD), que foi segundo colocado nas duas últimas eleições municipais. Atualmente, ele ocupa função no Conjunto Penal de Jequié, por indicação do deputado federal Antônio Brito (PSD).
Nos bastidores, há informações de que Raimundo pode assumir protagonismo na oposição em Jaguaquara. A movimentação envolveria articulações do senador Angelo Coronel (PSD), que pode alterar sua filiação partidária e apoiar ACM Neto em uma futura disputa estadual.
Diante das articulações e indefinições, o cenário político em Jaguaquara segue aberto para as próximas eleições, com possíveis mudanças nas alianças e no posicionamento das principais lideranças locais.
Faltando apenas 12 dias para o encerramento do período da janela partidária, em que deputados federais podem trocar de partido para concorrer às eleições sem risco de perder o mandato, as movimentações ainda são pequenas, bem diferente do cenário observado em 2022, quando houve um recorde de mudanças de parlamentares, com 84 trocas de sigla.
Neste ano de 2026, a janela partidária foi iniciada em 05 de março, e deve seguir até o dia 4 de abril. Até o momento, apenas sete mudanças foram oficializadas na Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara. Foram as seguintes as mudanças de partido:
Kim Kataguiri (SP), do União para o Missão
Magda Mofatto (GO), do PRD para o PL
Nicoletti (RR), do União para o PL
Sargento Fahur (PR), do PSD para o PL
Saullo Vianna (AM), do União para o MDB
Vicentinho Júnior (TO), do PP para o PSDB
Vitor Lippi (SP), do PSDB para o PSB
As mudanças atuais mostram o PL como o principal beneficiário das trocas partidárias. O partido, que já era a maior bancada na Câmara, recebeu três novos deputados.
Na janela de 2022, o PL também foi o maior beneficiado com as mudanças de partido. Na ocasião, o partido do então presidente Jair Bolsonaro ganhou 38 novos deputados, saindo de uma bancada de 43 para 81 parlamentares.
Os outros partidos que mais ganharam deputados naquele ano de 2022 foram o Republicanos, com 16 novas adesões, e o PP, com dez parlamentares filiados. Apenas dois baianos mudaram de partido naquela janela: Alex Santana saiu do PDT para o Republicanos, e Marcelo Nilo saiu do PSB também para o Republicanos.
Do lado das perdas, o União Brasil até esta segunda-feira (23) é o partido que mais perdeu cadeiras, com três desfiliações. Em 2022, o União também foi o partido que mais perdeu parlamentares durante o período da janela.
Entre os dias 3 de março e 1º de abril de 2022, o União Brasil perdeu 35 deputados. O partido, que até o início da janela tinha a maior bancada da Câmara, com 81 deputados, iniciou o mês de abril com apenas 46 parlamentares.
Nos próximos dias, novas mudanças devem ser registradas no sistema da Câmara. Uma delas deve ser a saída do deputado baiano Leo Prates do PDT e entrada no Republicanos. O ato de filiação está marcado para a próxima quinta (26), no Centro de Cultura da Câmara de Vereadores, em Salvador.
Pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União) afirmou, nesta segunda-feira (23), que a composição da chapa majoritária dele deve ser anunciada até a próxima semana. Ele também comentou rumores sobre uma possível mudança no comando do Republicanos no estado.
A declaração foi dada durante a entrega da Comenda 2 de Julho ao deputado federal Márcio Marinho, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Na ocasião, Neto reforçou o papel do parlamentar no Republicanos e nas articulações para a disputa de outubro.
“Em relação à presidência, eu acho que isso nunca esteve em discussão, é um tema absolutamente pacificado. O presidente do partido na Bahia, Márcio Marinho, é, inclusive, quem vem conduzindo todos os entendimentos e o diálogo conosco sobre a organização da chapa majoritária, das chapas proporcionais”, disse Neto
O presidente da Fundação Índigo também projetou uma eleição positiva para o Republicanos, que marcha junto ao União Brasil. Para o pré-candidato, a previsão é de um grande número de votos, especialmente com a chegada de Angelo Coronel ao grupo.
“O Republicanos está dando um passo muito importante de crescimento com a chegada do senador Angelo Coronel, então a gente projeta um Republicanos grande e forte para o futuro. Certamente vai ser um dos campeões de votos da Bahia. Com perspectiva de eleger alguém para um cargo majoritário, que é o senador Angelo Coronel que vai disputar uma vaga ao Senado”, ponderou Neto.
O pré-candidato disse ainda que o anúncio oficial da chapa deve ocorrer ainda em março, possivelmente em uma cidade do interior. Segundo ele, a escolha do nome para vice prioriza um perfil com liderança política e capilaridade fora da capital.
“Estamos fazendo as últimas conversas. Provavelmente será feito no interior com apresentação do nome que está faltando, que é a pessoa que vai disputar a vice ao nosso lado. Tinha dito desde o princípio que o mais importante era entender o perfil desta pessoa, alguém que tivesse liderança política e votos no interior”, afirmou.
Entre as possibilidades avaliadas está o prefeito de Jequié, Zé Cocá. “Não estou antecipando, mas é uma das hipóteses fortes que a gente avalia. Não tenho dúvida de que será o principal fato desse processo de organização e montagem das chapas”, declarou.
O ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), cumpriu agenda em Jequié nesta sexta-feira (20), onde autorizou o início das obras de restauração da BR-330. Durante o evento, que integra investimentos de R$ 57,4 milhões do Novo PAC, o ministro criticou o prefeito Zé Cocá (PP), utilizando metáforas para reclamar de uma suposta “ingratidão” política.
“Eu nasci em uma favela. Era muita gente pobre, [às vezes] não tínhamos o que fazer. Na favela, todo domingo tinha coisa para fazer: uma laje para bater. Aí, depois, quando menos se espera, está o cara falando mal de você. Não é possível, correndo o risco de mudar sua cabeça ou seu coração. Não permito isso, porque gente ruim não pode mudar nossa cabeça”, dispara Rui Costa.
Sem citar nominalmente o gestor, cotado para compor a chapa de ACM Neto (União) como candidato a vice-governador, Rui Costa relembrou o apoio que deu à trajetória política de Cocá no passado.
Rui reforçou que sua dedicação ao aliado de outrora foi ativa e pessoal. “Eu ajudei a construir a casa do cara. Dez domingos eu me dediquei a isso, bati laje, carreguei pelas costas, e o cara está agora falando mal”, completa.
As declarações obtidas pelo Blog do Marcos Frahm, parceiro local do Bahia Notícias, ocorrem em um momento de acirramento das articulações para 2026, quando Rui e o atual prefeito de Jequié ocupam campos opostos na política estadual.
Apesar das críticas, o ministro afirmou que as divergências não mudarão sua postura pessoal ou política. O trecho da rodovia que receberá as melhorias compreende a ligação entre Jequié e Ubaitaba, obra considerada estratégica para a infraestrutura da região sudoeste e sul da Bahia.
“Tem muitas alegrias e muitas ingratidões. Não vamos nos abater com as ingratidões. Gosto de frase que nada supera a fé em Deus e vontade de trabalhar. O político pode ser ingrato, mas o povo não é ingrato.
Confira o momento das declarações:
? Em Jequié, Rui Costa critica Zé Cocá e o classifica "gente ruim" em tom de pré-campanha
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 20, 2026
????Reprodução / Blog do Marcos Frahm
Confira ? pic.twitter.com/Njw1ZRBa3J
GESTORES INGRATOS?
Na ocasião, sem citar nomes, o antigo governador da Bahia também mencionou um antigo aliado de Seabra que teria se aliado com a oposição e, em uma caminhada na cidade, Rui Costa teria mostrado a diferença de influência sob a ótica do poder na região.
“Em 2022, nunca esquecerei: em Seabra fizemos hospital da Chapada, uma maternidade que não existia. Quando chegou na hora H, o cara olhou as pesquisas e achou que a gente ia perder e disse ‘olha, vou ficar do outro lado’, e o povo reagiu com uma das maiores caminhadas, com uma surra gigantesca no prefeito de lá”, alfineta.
O “cara” mencionado pelo ministro Rui Costa parece ser o então ex-prefeito Fábio Oliveira, na época eleito pelo PP para comandar o executivo municipal. Conhecido por ter sido investigado pelo TJ-BA durante o fim do mandato por fraudes em licitações, também por ser multado pelo TCM (Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia) no valor de R$ 100 mil.
Em um evento empresarial no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (19), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.
Flávio Bolsonaro disse que há grandes chances de Lula vetar trechos da proposta. De autoria do próprio governo, o projeto antifacção é um arcabouço que cria novos instrumentos legais para que o Estado possa investigar de forma mais célere as facções criminosas, além de asfixiar o braço financeiro desses grupos e endurecer a responsabilização de seus líderes e membros.
“A depender do que vimos após a promulgação dos resultados das últimas eleições de 2022 para presidente, tem grandes chances de ele escolher o lado dos criminosos, e não do cidadão de bem”, afirmou.
O presidente Lula tem até o dia 24 para decidir sancionar ou vetar o projeto. Segundo Flávio, as medidas propostas no texto são capazes de “estancar a chamada porta giratória do sistema penal, que dificulta o trabalho das nossas polícias e farão marginais violentos ficar muito mais tempo presos”.
O pré-candidato do PL senador também chamou Lula de “ignorante” e classificou o governo petista como “atrasado” e “incompetente”.
“Não dá para continuar no caminho que o Brasil está seguindo, com gente atrasada, com gente que não tem ideia nova, com gente que acha que inteligência artificial só serve para manipular vídeo e foto na internet. Olha o tamanho da ignorância deste ser”, disse Flávio.
Ainda sobre segurança pública, o senador Flávio Bolsonaro defendeu a redução da maioridade penal para menores até 14 anos em casos de crimes hediondos.
“Hoje, um moleque dessa idade sabe exatamente o que está fazendo e quais são as consequências”, disse Flávio. “Tem de ter castração química para estuprador. Isso já se mostrou eficaz, por exemplo, em países da Europa, onde mais de 90% dos criminosos, depois de passarem pelo procedimento, não reincidem”, completou.
Depois de participar do lançamento da pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em Minas Gerais nesta sexta-feira (20) com esperança de conseguir anunciar outro candidato ligado ao governo federal. Lula participará de eventos com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e pode anunciar o nome do ex-presidente do Senado para a disputa ao governo mineiro.
Em São Paulo, nesta quinta (19), Lula aproveitou a realização da Caravana Federativa para anunciar Haddad como candidato. Nesta sexta, o presidente quer seguir o mesmo script, aproveitando uma agenda de diversos eventos e entregas à população para fazer o anúncio da pré-candidatura de Rodrigo Pacheco.
Pela manhã, o presidente Lula, junto com o senador e outros ministros, vai anunciar na cidade de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, investimentos de R$ 9 bilhões da Petrobras, com previsão de geração de 36 mil empregos nos próximos 10 anos. Nesse evento, Lula vai descerrar, ao lado de Pacheco, a placa de inauguração da primeira usina fotovoltaica da estatal, que iniciou funcionamento no final de dezembro passado.
São 20 mil painéis fotovoltaicos espelhados em 20 hectares, por meio de um investimento de R$ 63 milhões. O objetivo com a usina é substituir a queima de gás natural pelo uso de energia limpa, modelo que está sendo replicado para outras refinarias de petróleo da Petrobras.
À tarde, também acompanhado de Pacheco, Lula participa em Sete Lagoas de visita à fábrica da Iveco, quando anunciará a entrega de 158 novos ônibus escolares do Programa Caminho da Escola. O ministro da Educação, Camilo Santana, participa da agenda.
A ação marca o início da distribuição de mil ônibus da segunda etapa do Novo PAC Seleções, com investimento de cerca de R$ 500 milhões. Os veículos vão beneficiar estudantes da educação básica, especialmente de áreas rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A cerimônia contará ainda com a participação de prefeitos de diferentes regiões do estado.
A sinalização de que Rodrigo Pacheco cedeu e pode ser anunciado como pré-candidato é o fato dele estar negociando uma mudança de partido antes do prazo final de filiação para quem quer concorrer às eleições. Pacheco está de saída do PSD pelo fato de o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab (SP), ter filiado o vice-governador Mateus Simões, que vai assumir o governo com a desincompatibilização de Romeu Zema (Novo) e, no cargo, se candidatará a mais um mandato.
O senador Rodrigo Pacheco vinha negociando com o União Brasil, mas as negociações emperraram depois que o noticiário expôs ligações entre o presidente da legenda, Antônio Rueda, com Daniel Vorcaro e o banco Master. Nesse contexto, o senador retomou as negociações com o MDB e com o PSB.
No MDB, entretanto, o presidente estadual do partido, o deputado Newton Cardoso Júnior, vem resistindo à filiação. O deputado tem a intenção de lançar o nome do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, como candidato do partido ao governo.
Depois dos eventos junto com Rodrigo Pacheco, o presidente Lula viajará no final do dia para Bogotá, na Colômbia. No fim de semana será realizado o 10º Fórum de Alto Nível Celac-África, com representantes de países da América do Sul, do Caribe e da África.
O senador Jaques Wagner (PT) reagiu, nesta quinta-feira (19), à postura do prefeito de Bom Jesus da Lapa, no oeste baiano, Eures Ribeiro (PSD), que sinalizou uma divisão em seu apoio para o Senado nas eleições de 2026. Em entrevista ao programa da TV Band, Wagner admite a existência de um distanciamento político com o gestor e afirmou que pretende trabalhar para reverter o cenário.
A reação de Wagner ocorre após Eures Ribeiro declarar, na última segunda-feira (16), que, embora tenha compromisso fechado com o ministro Rui Costa (PT), a segunda vaga de sua chapa para o Senado segue indefinida. Na ocasião, o prefeito mencionou que o senador Angelo Coronel (PSD) tem destinado emendas ao município, fator que pesaria em sua decisão final.
Ao ser questionado sobre a resistência do prefeito, Wagner contextualizou que o embate tem origem na eleição municipal de 2024.
“Olha, sinceramente, eu entendo a postura do prefeito, ele teve uma relação mais próxima com Rui. Na última eleição de prefeitura, eu entendi que era o direito de quem estava sentado ir para a reeleição e de uma certa forma se estabeleceu talvez ali um mal-estar entre eu e Eures”, explica o senador, referindo-se ao seu apoio ao então prefeito Fábio Lima, hoje desafeto de Ribeiro.
Apesar do impasse, Wagner demonstrou otimismo na manutenção da unidade do grupo governista. “Se está em aberto, eu vou disputar o voto dele, eu acho que Otto [Alencar] vai disputar o voto dele e o grupo como um todo vai disputar o voto dele”, alegou o petista.
O senador reforçou ainda a tese de que o eleitorado baiano historicamente vota em chapas completas. “Todas as vezes que o grupo elegeu o governador, elegeu também um senador ou os dois senadores. Na minha opinião, deve se repetir porque as pessoas acabam votando no grupo político”, concluiu Wagner, sinalizando que a articulação política em Bom Jesus da Lapa deve se intensificar nos próximos meses.
Uma denúncia de falsificação de assinaturas em documentos internos da Rede Sustentabilidade levanta questionamentos sobre a regularidade de um processo partidário realizado em Ilhéus, no sul da Bahia. Conforme relatos, as supostas vítimas teriam seus dados colhidos durante oferecimento de benefícios sociais, como o Minha Casa Minha Vida (MCMV), e de cursos de capacitação. O caso segue sob análise na Justiça.
Em áudios e documentos obtidos pelo Bahia Notícias, há registro de assinaturas de uma reunião da qual moradores afirmam não ter participado ou desconhecer a natureza política da convenção, alegando que não foram informados da relação com o partido.
A reunião em questão foi realizada no dia 3 de fevereiro de 2025, às 18h, em um pequeno imóvel localizado no bairro Nossa Senhora da Vitória, identificado pelos nomes ouvidos nesta reportagem como uma “igreja”.
Segundo a ata de presença, 84 pessoas teriam participado do encontro, que definiu a escolha de delegados para a conferência estadual do partido Rede Sustentabilidade na Bahia.
Trecho das atas do partido — Foto: Reprodução / Bahia Notícias
Números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) daquele mesmo mês de 2025 registram que a cidade de Ilhéus possuía 62 filiados, o que implicaria que pessoas de municípios vizinhos teriam participado da conferência.
As dúvidas sobre essa reunião foram apresentadas em uma ação na Justiça do Distrito Federal, já que muitos nomes que aparecem na lista de presença negam ter participado. O documento implica que afiliados políticos assinaram a lista de presença de modo consciente em uma plenária.
No entanto, pessoas que aparecem na ata afirmam não ter estado naquela igreja na data em questão ou sequer saber da existência do partido, mesmo que o documento esteja assinado. O Bahia Notícias identificou e entrou em contato com pessoas que constavam com assinatura na lista.
Embora não tenham conhecimento da natureza política da convenção, os entrevistados relataram temer represálias. Por isso, o BN optou utilizar nomes fictícios para as supostas vítimas, em respeito aos relatos e às queixas de possíveis retaliações por parte dos organizadores. Vale ressaltar que parte dos ouvidos e fontes internas do partido na Bahia confirmam que o caso segue em sigilo na Justiça.
Para casos como o de Gabriela Santos, tudo teria sido uma “enganação malandra”. Mãe de duas crianças no espectro autista e moradora de Ilhéus, a mulher relata se sentir enganada com promessas de que a reunião seria para conseguir um endereço por meio do programa Minha Casa Minha Vida.
Mesmo com o nome assinado junto ao número de seu título de eleitor no documento, entre os 84 registros, ela declarou que não foi informada que usavam seus dados para associação com um partido político.
"Me colocaram em grupo, outro grupo, outro grupo. E eu confirmei minha presença, pois eu quero a minha casa. Me sinto enganada. Estou me sentindo um lixo, já tem 3 anos, dei meus dados. Estou sendo usada para política. Eles estão nos enganando”, revela ao BN.
Além de Gabriela Santos, a reportagem identificou pelo menos outros dez moradores da região que declararam, em entrevistas ou em manifestações anexadas ao processo judicial, não serem associados ao partido e afirmarem que não assinaram nenhuma ata de filiação partidária.
Um deles é Pedro Borges, morador de Águas de Pontal, em Ilhéus. Ele afirma que não conhece a Rede Sustentabilidade e que acredita ter sido incluído na lista de presença sem autorização.
“Não estive presente nesse ano. Alguém deve ter colocado meu nome lá. Eu moro em Águas de Pontal, nem estive na cidade. O número do título na ata é meu, mas eu não assinei nada, nem fui lá”, salienta.
Outra pessoa citada na ata é Verônica Costa, que declarou à reportagem não conhecer a sigla e disse não ter informações sobre qualquer participação em reunião partidária. Em alguns casos, os relatos apontam que os convites para as reuniões eram feitos por meio de promessas relacionadas a programas sociais, principalmente o Minha Casa Minha Vida.
Patricia Santos diz ter participado de um encontro em 2024 acreditando se tratar de uma reunião sobre moradia. “Fui a uma reunião no ano passado, mas foi do Minha Casa Minha Vida. Não foi em fevereiro e não assinei nada”, relata.
Segundo familiares, Patricia teria sido atraída pela promessa de informações sobre o programa habitacional. Outro caso semelhante é o de Fernanda Santana, que afirmou à reportagem ter fornecido dados pessoais, incluindo o título de eleitor, após os organizadores alegarem ser para um cadastro para habitação.
Ela afirma que o grupo reunia mais de 200 pessoas que aguardavam informações sobre moradias populares. “Disseram que era para casa do Minha Casa Minha Vida. Pediram o título de eleitor e dados pessoais. Até hoje estamos esperando”, relata.
Karoline Sales afirma ter participado de uma reunião em uma igreja, mas diz que não foi informada de qualquer vínculo partidário. “Não faço parte de nenhum partido. Assinei uma ata de presença na igreja, mas não era documento de partido político”, diz.
Ela também cita os nomes organizadores na cidade, entre eles o pastor Antonio Araújo, como pessoas presentes na organização do encontro.
Em outros casos, os relatos apresentam contradições. Edison Carvalho retrata inicialmente que teria participado de uma assembleia do grupo, mas depois disse que não autorizou o uso do próprio nome em registros políticos.
“Na realidade, eu nem participei dessa reunião. Usaram meu nome. É questão política lá da igreja”, declara.
Já Maria Rocha confirmou que autorizou sua filiação em certo momento ao partido, mas afirmou não ter estado presente na reunião registrada na ata, mesmo com seu nome nela. Em alguns casos, os registros apresentam grafias muito semelhantes.
Um dos nomes é o de Hanna Dias, que afirma no processo não ter participado do encontro. A suposta vítima diz que a assinatura atribuída a ela não corresponde à sua própria letra, além de apresentar erro na grafia de seu nome. Na ata recebida pelo Bahia Notícias, a assinatura inclui sua nomenclatura escrita errado, sem a letra "H".
"Não estive na Assembleia de Deus no dia. Não é minha letra na assinatura da ata de convenção, fora que meu nome está escrito errado na assinatura", disse em relato.
MODUS OPERANDI
Os relatos coletados pela reportagem indicam que a mobilização das pessoas ocorria principalmente por meio de grupos de mensagens e convites informais, frequentemente associados a promessas de benefícios sociais, batizados como “MLMT” ou “MSTI” com centenas de membros.
Capturas de telas realizadas pelas fontes nos grupos | Foto: Reprodução / BN
Em áudios obtidos e revelados pelos moradores dentro desses grupos, é possível ouvir menções a cursos de qualificação, viagens e oportunidades relacionadas ao programa Minha Casa Minha Vida.
Alguns entrevistados relataram que os participantes eram orientados a levar documentos pessoais e o título de eleitor, sem que fosse explicado que a reunião teria relação com atividades partidárias.
LIDERANÇAS DA REDE
Ao final da ata consta a assinatura de Paulo Roberto Chaves de Miranda, dirigente do partido em Minas Gerais e aliado da deputada federal Heloísa Helena. Uma fonte da reportagem indicou que ele seria responsável por todas as atas eleitorais da legenda ao redor do país, sendo um dos mentores da suposta fraude.
.jpg)
Uma das páginas da lista de presença, anexada ao processo. (Nomes / N.° de eleitor / Data de Afiliação e Assinaturas) | Foto: Reprodução / BN
No âmbito municipal, nomes são apontados por moradores como organizadores da reunião. Entre eles aparece Antonio Araújo, citado durante as entrevistas como articulador na mobilização de pessoas para o encontro.
“Participei sim, em 3 de fevereiro, ele falou do Minha Casa Minha Vida, perguntou quem queria ser associado ou viajar para Brasília, mas como tenho dois filhos, não tinha como. É um tal de pastor. Eu não sou afiliada a nada, não me falou disso não. Uma moça me enviou um link e pediu meus dados para enviar os documentos para Brasília para o Minha Casa Minha Vida”, detalha a mãe, Gabriela Santos.
Mensagem obtida pela pela reportagem em grupos de participantes, um áudio atribuído ao pastor Antônio Araújo orienta as pessoas a não falarem com a imprensa. A gravação de voz foi enviada durante a apuração do Bahia Notícias sobre o suposto esquema de fraude nas assinaturas nas atas.
“Não dê ouvido a pessoas que estão passando por jornalistas, dizendo que querem entrevista porque vocês estão na base do partido. Não vá nessa não. É gente que quer atrapalhar nosso trabalho, roubar o sonho de vocês”, instrui na gravação.
Confira o registro reproduzido em grupo:
? VÍDEO: "Não vá nessa não", orienta liderança em grupo sobre falar com a imprensa
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 19, 2026
????Matéria completa: Denúncia aponta coleta de dados vinculada a benefícios sociais e assinaturas falsificadas em processo da Rede: https://t.co/CxfNzmwru4
Vídeo: Reprodução / BN ?????????? ? pic.twitter.com/Hy8mG0Xk4U
Procurado, o pastor Antonio Araújo, afirmou à reportagem que passa por um momento de luto e negou ter enviado áudios orientando moradores a não falar com jornalistas. Ao BN, ele também respondeu sua relação com o partido, mas nega coleta de dados, registrada no mesmo espaço de sua mobilização.
“Sou ligado ao partido Rede. Não houve coleta de dados eleitorais de qualquer tipo, não falamos sobre partido lá. Tenho projetos de moradia. A igreja é um espaço meu que faço realizações independentemente do partido”, esclarece.
O pastor recomenda falar à direção do partido, contudo não deu mais informações sobre as reuniões no espaço.
A reportagem também procurou Paulo Roberto Chaves de Miranda via e-mail para comentar as denúncias e esclarecer a origem das assinaturas presentes na ata, mas não houve resposta até o fechamento desta edição.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que questionamentos semelhantes já teriam ocorrido em outros municípios baianos, como Entre Rios e Una. Em janeiro, o Bahia Notícias publicou uma reportagem que trouxe uma denúncia de uma assinatura “pós-morte” do cantor e compositor baiano Carlos Pitta (1955–2025).
A reportagem do BN obteve acesso à ata da conferência de eleição do partido, datada em 3 de fevereiro de 2025, na qual consta a presença de Carlos Pitta, inclusive, com sua assinatura. Entretanto, o artista faleceu no mês anterior, no dia 7 de janeiro de 2025, assim não sendo possível sua participação na conferência.
DECISÕES
A reportagem também identificou decisões judiciais envolvendo disputas internas da legenda no Rio de Janeiro. O caso relacionado à ata de Ilhéus está sendo analisado pela Justiça, com julgamento relacionado ao tema previsto para tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF).
Lideranças locais da Rede Sustentabilidade foram procuradas para comentar as denúncias. A organização municipal do partido não respondeu. Todavia, o Diretório Estadual da Bahia, por meio de seu porta-voz Marcelo Carvalho, enviou uma nota.
Na manifestação, a legenda pontua que “reafirma seu compromisso histórico com a ética, a legalidade e a transparência em todas as suas atividades partidárias” e que “não compactua, em nenhuma hipótese, com qualquer prática irregular ou ilegal”.
O partido também alega que “todas as conferências municipais realizadas no estado da Bahia observaram rigorosamente as normas partidárias e os procedimentos estatutários aplicáveis”, acrescentando que os encontros foram analisados e ratificados pela Comissão Eleitoral Nacional da sigla.
Leia a nota completa do partido na íntegra:
"A Rede Sustentabilidade – Diretório Estadual da Bahia reafirma seu compromisso histórico com a ética, a legalidade e a transparência em todas as suas atividades partidárias.
O partido não compactua, em nenhuma hipótese, com qualquer prática irregular ou ilegal, e rechaça de forma veemente quaisquer condutas que eventualmente possam contrariar a legislação eleitoral ou os princípios que orientam sua atuação política.
Cumpre esclarecer que todas as conferências municipais realizadas no estado da Bahia observaram rigorosamente as normas partidárias e os procedimentos estatutários aplicáveis. Tais conferências foram devidamente submetidas à análise da Comissão Eleitoral Nacional da Rede Sustentabilidade, tendo sido regularmente ratificadas por esse órgão interno de controle.
Além disso, os atos partidários correspondentes foram posteriormente validados no Congresso Nacional do partido, instância máxima de deliberação da Rede Sustentabilidade, o que reforça a regularidade formal e institucional dos procedimentos adotados.
A direção estadual permanece à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários e reafirma sua confiança nos mecanismos institucionais de apuração, certos de que os fatos serão devidamente esclarecidos.
A Rede Sustentabilidade seguirá atuando com responsabilidade institucional e respeito às normas democráticas, preservando os valores que orientam sua atuação política e sua relação com a sociedade."
A parceria entre a Band e a TV Cultura durante o período eleitoral se repetirá em 2026. Fórmula que deu certo em 2022, as emissoras firmaram um acordo que prevê a realização dos debates presidenciais deste ano.
A Band mantém a tradição e promoverá o primeiro encontro entre os candidatos ao Palácio do Planalto no mês de agosto, enquanto a sabatina com os concorrentes no segundo turno ocorrerá em outubro.
Para a emissora, o modelo visa ampliar o alcance da transmissão e fortalecer a entrega de conteúdo analítico e plural para o eleitorado.
"Esta parceria Band/TV Cultura significa antes de tudo um salto de qualidade. Um salto de qualidade num horizonte de enorme expectativa e responsabilidade. Unidos nós vamos enfrentar esse desafio com mais competência, com mais credibilidade e com mais disposição para dar na cobertura ao eleitor, ao telespectador, o que de fato interessa" afirma Fernando Mitre, da direção de Jornalismo da Band.
Em 2026, o diferencial desta eleição será a integração total dos veículos. TVs, rádios e todas as plataformas digitais do grupo atuarão em sinergia para combater a desinformação e fornecer análises em tempo real.
A TV Cultura iniciou, já em janeiro, a cobertura das eleições deste ano, com o Jornal da Cultura temático às sextas-feiras, discutindo políticas públicas que devem integrar os planos de governo dos candidatos, como saúde, segurança pública, educação, cultura, assistência social, relações internacionais, saneamento básico, entre tantos outros.
Na bancada, especialistas comentam as matérias que fazem uma radiografia de cada área e apontam caminhos para soluções dos problemas levantados.
Ainda sobre eleições, no segundo semestre haverá o tradicional programa De Olho no Voto, as coberturas das agendas dos candidatos nos telejornais e o Roda Viva que entrevistará individualmente os candidatos à presidência e ao governo de São Paulo.
“É uma alegria anunciar que estaremos juntos para levar ao público debates qualificados e uma discussão política responsável. Estamos fortalecendo em nossa programação o diálogo construtivo, as boas conversas e a informação de qualidade, para que o telespectador possa tomar sua decisão de forma consciente na hora do voto”, celebra Maria Angela de Jesus, presidente da TV Cultura.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva possui uma maior quantidade de seguidores nas redes sociais do que o seu principal oponente para as eleições de outubro, mas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é quem lidera nas últimas semanas no crescimento da base de apoiadores digitais, além de receber atualmente quase o dobro das interações nas suas postagens a mais do que o líder petista.
Essas são algumas conclusões de dois levantamentos divulgados nos últimos dias com análise da movimentação nos perfis em redes sociais do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro. Os levantamentos feitos pelas empresas Ativaweb e Bites levaram em consideração as interações nas redes Instagram, Facebook, X (antigo Twitter), Tik Tok e Youtube.
No mês de janeiro, outro levantamento, feito pelo Bahia Notícias, revelava que um ano depois do baiano Sidônio Palmeira ter assumido a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, houve um expressivo aumento na quantidade de seguidores do presidente Lula. Em janeiro de 2025, Lula tinha 36,6 milhões nas redes citadas acima e mais Threads e BlueSky.
De acordo com o levantamento do BN em janeiro deste ano, a quantidade de seguidores de Lula havia saltado para 40,3 milhões. No total, o presidente ganhou em um ano cerca de 3,7 milhões de novos inscritos no Instagram, X, Facebook, Threads, Blue Sky, TikTok e Youtube.
De janeiro até esta terça (17), o presidente Lula somou mais 600 mil seguidores no acumulado de todas as redes, com um total de 40,975 milhões. Confira abaixo como ficou a distribuição de seguidores nas redes de Lula:
- Instagram - 14,5 milhões
- X (antigo Twitter) - 10,1 milhões
- Facebook - 6,1 milhões
- Threads - 3,1 milhões
- Blue Sky - 295,3 mil
- TikTok - 5,3 milhões
- Youtube - 1,58 milhão
Já o senador Flávio Bolsonaro possui praticamente a metade da quantidade total de seguidores do líder petista, com 19,575 milhões. Flávio não tem conta oficial na rede BlueSky, e nas demais plataformas, o número de seus seguidores é o seguinte:
- Instagram - 8,2 milhões
- X (antigo Twitter) - 3,6 milhões
- Facebook - 3,2 milhões
- Threads - 2 milhões
- TikTok - 1,8 milhão
- Youtube - 775 mil
Apesar de ter a metade do número de seguidores, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem quase o dobro de comentários, curtidas e compartilhamentos nas suas postagens a mais do que o verificado nas redes do presidente Lula. De acordo com o levantamento da consultoria Bites, no cômputo total dos meses de janeiro e fevereiro, Flávio teve um total de 49,7 milhões de interações, contra 28,2 milhões de Lula.
Na quantidade de interações, Flávio também supera os outros membros da família Bolsonaro. No mesmo período de janeiro e fevereiro, a Bites apurou que Carlos Bolsonaro teve 20,2 milhões de interações, Eduardo Bolsonaro teve 17,5 milhões e Michelle Bolsonaro, 5,7 milhões. O vereador Jair Renan alcançou apenas 0,5 milhão.
A análise da consultoria Ativaweb confirma o bom desempenho de Flávio nas redes sociais neste começo de ano. A empresa verificou que o presidente Lula, mesmo com o dobro de seguidores, perde para o seu adversário na média de curtidas por publicação.
Enquanto Lula teve 65,1 mil likes por post, Flávio Bolsonaro chegou a 117,8 mil. O levantamento da Ativaweb também mostra que, proporcionalmente, o engajamento das publicações do senador (1,33%) é maior que o obtido pelos posts feitos na conta oficial do líder petista.
O relatório indica também que, ao longo do mês de março, o aumento do número de seguidores de Flávio (11,29%) foi superior ao obtido por Lula (0,45%). O parlamentar registrou maior crescimento no número de curtidas (57,60%) em comparação ao presidente (57,60%).
Os dados da Ativaweb indicam ainda que os grupos que os acompanham ambos os candidatos também variam. Enquanto o presidente Lula é seguido por um público majoritariamente feminino (61,36% de mulheres e 38,64% homens), no perfil de Flávio há uma leve predominância masculina (51,08% de homens e 48,92% de mulheres).
O levantamento, por fim, lista as principais cidades onde eles concentram o melhor desempenho online. Lula tem melhor desempenho de interações em São Paulo (10,39%), Rio de Janeiro (7,89%), Belo Horizonte (3,60%), Salvador (3,47%) e Fortaleza (3,03%).
Já Flávio Bolsonaro tem seus melhores índices no Rio de Janeiro (10,99%), São Paulo (7,13%), Belo Horizonte (2,89%), Campinas (2,18%) e Goiânia (1,87%).
O prefeito de Salvador Bruno Reis (União) comentou nesta segunda-feira (16) sobre as últimas articulações com o presidente da Câmara Municipal e seu partido, o PSDB. Bruno classificou a última reunião com o vereador como “excelente”, mesmo após declarações de Carlos Muniz sobre uma possível saída de seu filho da legenda.
“Tenho convicção que a nossa reunião de sexta-feira foi uma reunião excelente. Teve depois algum ruído e posso assegurar que não tem nada a ver com a relação do presidente da Câmara com a Prefeitura. Vamos naturalmente sentar e achar os caminhos”, disse o prefeito.
O descontentamento do vereador teria sido causado por entraves na candidatura do filho pelo mesmo partido do pai. Muniz Filho já anunciou sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados e disputaria as eleições de outubro na legenda do pai.
Bruno Reis, no entanto, negou qualquer descumprimento de acordos com os membros da sigla. “Os meus compromissos com todas as partes envolvidas do PSDB estão em dia. Os novos que nós estamos assumindo podem ter certeza que serão cumpridos”, afirmou.
Em vídeo postado nas suas redes, a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), relatou um acidente que sofreu após ter sido perseguida por um cachorro no interior de Santa Catarina. Falando da cama de um hospital, a deputada disse que teve que correr do cachorro para tentar fugir da mordida e por isso caiu em um lugar com pedras e fraturou o joelho.
Com a queda, a deputada do PL fraturou a patela e o joelho em quatro partes, e teve que passar por cirurgia. A deputada mostrou ainda que o cachorro chegou a morder e ferir a sua perna.
“Nós fomos em um sítio com as crianças, e acabou que um cachorro correu atrás de mim para me morder, caí em cima das pedras, fraturei a minha patela em quatro lugares, e vou ter que fazer cirurgia. E o cachorro me mordeu na outra perna, mas vou ter que fazer uma cirurgia ortopédica e peço a todos vocês orações”, afirmou a deputada no leito do hospital.
Neste sábado (14) a deputada, que é pré-candidata ao Senado em Santa Catarina, cumpriu diversas agendas nas cidades de Caibi e Maravilha, próximas a Chapecó, no oeste catarinense. Carol de Toni participou de eventos junto com o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), que também se candidatará ao Senado no estado.
A última pesquisa sobre a eleição para o Senado em Santa Catarina mostrou Carol de Toni e Carlos Bolsonaro bem colocados na disputa. A pesquisa do Instituto Mapa, divulgada no dia 9 deste mês, mostra Carlos Bolsonaro em primeiro, com 29,7%, e Carol de Toni em segundo, com 22,6%. Em terceiro lugar está o atual senador Esperidião Amin (PP), com 21%, e na quarta posição aparece Décio Lima (PT), com 11,5%.
O presidente Lula (PT) é um líder mais forte, mais sensível, que se preocupa com as pessoas, além de ser competente e sincero. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é visto como menos radical que Lula e mais honesto que o presidente.
Em resumo, essas foram algumas opiniões dadas pelos entrevistados da pesquisa Quaest, em uma rodada de questionamentos sobre características pessoas e atributos dos dois candidatos. A Quaest apresentou diversas características e perguntou se os entrevistados concordavam ou discordavam se o atributo cabia a cada um dos candidatos.
Um desses atributos apresentados foi a honestidade. Neste quesito, 23% concordam que Lula possui esse atributo e 69% discordam. Sobre Flávio Bolsonaro, 26% acham que o senador é honesto e 62% discordam.
O quesito em que o presidente Lula teve o maior índice de concordância a seu favor foi sobre a força como líder. Um total de 51% concordaram que Lula é um líder forte, contra 42% que enxergaram essa característica em Flávio Bolsonaro.
Confira abaixo como os entrevistados da Quaest enxergaram os dois principais candidatos da corrida presidencial deste ano:
É um líder forte?
Lula
Concorda: 51%
Discorda: 46%
Não concorda nem discorda: 1%
Não sabem/não responderam: 2%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 42%
Não concorda nem discorda: 2%
Discorda: 49%
Não sabem/não responderam: 7%
É radical?
Lula
Concorda: 46%
Discorda: 46%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 6%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 45%
Discorda: 44%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 9%
É sensível?
Lula
Concorda: 45%
Discorda: 50%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 3%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 32%
Discorda: 59%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 7%
Tem princípios?
Lula
Concorda: 42%
Discorda: 53%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 3%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 41%
Discorda: 50%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 7%
Se preocupa com as pessoas?
Lula
Concorda: 42%
Discorda: 53%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 3%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 31%
Discorda: 60%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 7%
É competente?
Lula
Concorda: 41%
Discorda: 53%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 3%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 37%
Discorda: 52%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 8%
É sincero?
Lula
Concorda: 27%
Discorda: 67%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 4%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 25%
Discorda: 64%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 8%
É honesto?
Lula
Concorda: 23%
Discorda: 69%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 5%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 26%
Discorda: 62%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 9%
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Pesquisa Ipsos/Ipec divulgada nesta terça-feira (10/3) pelo Bahia Notícias revela que, no plano nacional, 51% dos brasileiros desaprovam a forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) governa o país. Já a aprovação ao trabalho do presidente ficou em 43%.
Levantamento realizado pelo Bahia Notícias nas pesquisas mais recentes nos seis estados brasileiros com maior quantidade de eleitores revela que apenas na Bahia a desaprovação do presidente Lula iguala o 51% da média nacional. Nos outros cinco estados a desaprovação é maior, chegando a aumentar ainda mais na região Sul.
Os seis estados pesquisados pelo BN possuem cerca de 91 milhões de eleitores, ou quase 60% do total nacional apto a participar do pleito de outubro deste ano. A verificação da aprovação do presidente Lula se deu em São Paulo (33,6 milhões de eleitores), Minas Gerais (16,1 milhões), Rio de Janeiro (12,6 milhões), Bahia (11,1 milhões), Paraná (8,4 milhões) e Rio Grande do Sul (8,4 milhões).
Em São Paulo, o estado com maior quantidade de eleitores no país, a desaprovação do presidente Lula chegou a 56%, contra 40% de aprovação. A pesquisa Big Time Real Data mostrou ainda que 47% consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto apenas 28% classificaram a gestão petista como ótima ou boa.
Confira abaixo os índices de desaprovação e aprovação do governo do presidente Lula nos demais cinco estados com mais eleitores, de acordo com números do levantamento mais recente em cada unidade federativa.
Minas Gerais
Desaprovação 52,4%
Aprovação 43,4%
(Paraná Pesquisas)
Rio de Janeiro
Desaprovação 56%
Aprovação 38%
(Big Time Real Data)
Bahia
Desaprovação 51%
Aprovação 47%
(Quaest)
Paraná
Desaprovação 68%
Aprovação 30%
(Quaest)
Rio Grande do Sul
Desaprovação 66%
Aprovação 33%
(Quaest)
A secretária de Políticas para Mulheres, Neusa Cadore (PT), confirmou pré-candidatura para reeleição como deputada estadual, nas eleições de 2026. O anúncio foi feito nesta terça-feira (10), durante entrevista à rádio Antena 1 Salvador, no programa Bahia Notícias no Ar.
Neusa deixou a cadeira de deputada na Assembleia Legislativa da Bahia, para assumir a pasta em 2024. No entanto, Cadore deve deixar o órgão com o objetivo de ser uma das mulheres do Legislativo baiano. Segundo ela, o objetivo é expandir a presença feminina na Casa e na política baiana.
“Estou pré-candidata novamente. Acho que nós temos uma sub-representação na Assembleia Legislativa. Hoje, das 63 cadeiras, apenas 9 são ocupadas por mulheres. Então, a gente defende o empoderamento feminino, a presença de mulheres no espaço onde se faz leis, onde se pode fazer indicações ao governo, onde a gente pode decidir sobre o orçamento”, disse aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.
Neusa reforçou ainda a intenção de sua candidatura feminina, tendo em vista que 71 municípios da Bahia não possuem nenhuma vereadora.
“A Bahia tem 71 municípios que não tem nenhuma vereadora, então vou disputar sim, sempre defender a pauta das mulheres e estarei nessa disputa para que a gente possa usar da nossa representatividade, junto com o nosso governador, Jerônimo Rodrigues. Podemos afirmar que nosso governo tem preocupação com as mulheres [...]”, completou.
O deputado federal Kim Kataguiri (SP) anunciou nesta segunda-feira (9) que saiu do União Brasil e se filiou ao partido Missão. Assim que a mudança for oficializada pela Câmara, Kataguiri se transformará no primeiro deputado federal do partido Missão, sigla criada pelo Movimento Brasil Livre (MBL).
O Missão, que teve seu registro de funcionamento autorizado em novembro do ano passado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vinha aguardando o início da período da janela partidária para contar com Kim Kataguiri em suas fileiras. Caso o partido consiga atrair outros deputados na janela, que se encerra em 3 de abril, poderá até mesmo reivindicar um gabinete de liderança com funcionários, se atingir o total de cinco parlamentares.
Em uma postagem nas suas redes sociais, o deputado Kim Kataguiri relembra sua trajetória como membro do Movimento Brasil Livre (MBL), desde o surgimento do grupo, na época do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, até as suas eleições como parlamentar pelo estado de São Paulo. Kataguiri fala de sua atuação no Congresso e comemora o fato de ser o primeiro deputado federal do Missão.
“Com a minha eleição, uma conquista conjunta de todos nós do movimento, uma nova era se iniciou, em que eu estava separado daqueles que sempre estiveram comigo até então. A minha luta no Congresso Nacional a partir daí, isolado no meio de adversários políticos e pessoas completamente estranhas ao MBL, se mostrou extremamente solitária e difícil”, disse o deputado.
“Cada provação nos ensinou a sermos melhores que os outros. mais fortes que os outros. Mais inteligentes que os outros. As dificuldades se ergueram e nós conseguimos construir a nossa própria casa. Com muito orgulho eu serei o primeiro deputado federal do partido Missão”, afirmou Kataguiri, destacando ainda que a nova sigla deve eleger outros parlamentares neste ano.
A janela partidária está prevista na lei dos Partidos Políticos e funciona como um rearranjo de forças políticas antes das eleições nacionais, marcadas para outubro. É uma exceção à regra de fidelidade partidária. A janela é aberta sete meses antes das eleições, que, neste ano, acontecem no dia 4 de outubro.
Até as 19h desta segunda, cinco deputados já tiveram sua mudança de partido ratificada pela Mesa Diretora da Câmara. Os deputados fizeram a mudança de sigla já dentro do período da janela partidária. São eles:
Magda Mofatto (GO), saiu do PRD para o PL
Nicoletti (RR), saiu do União Brasil para o PL
Sargento Fahur (PR), saiu do PSD para o PL
Saullo Vianna (AM), saiu do União Brasil para o MDB
Vicentinho Júnior (TO), saiu do PP para o PSDB
Com as mudanças atuais (sem ainda a oficialização da saída de Kim Kataguiri para o Missão), as bancadas partidárias possuem o seguinte tamanho:
PL - 90 deputados
PT - 68 deputados
União Brasil - 56 deputados
PP - 48 deputados
PSD - 46 deputados
PDT - 16 deputados
PSB - 16 deputados
Podemos - 16 deputados
PSDB - 15 deputados
Psol - 11 deputados
PCdoB - 9 deputados
Avante - 8 deputados
Solidariedade - 5 deputados
Novo - 5 deputados
PRD - 4 deputados
PV - 4 deputados
Rede - 4 deputados
A configuração da chapa majoritária ligada ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem ganhado novos rascunhos. Após uma crise interna ligada ao atual vice-governador Geraldo Jr. (MDB), com o estopim para a retomada do debate sobre a vice ocorrendo após ocupante da cadeira solicitar em um grupo de WhatsApp que interlocutores divulgassem uma mensagem com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), o tema ganhou contornos de substituição.
A troca segue sendo debatida de forma interna, com a inserção do PSD como possível partido para indicar o nome para a vaga. Com isso, uma "lista tríplice" do partido teria três nomes, todos "mais próximos" ao senador Otto Alencar, principal liderança da legenda. O principal deles é o da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos, que começou a circular nos bastidores com maior intensidade desde a noite do último sábado (7). O entrave seria o desejo da própria deputada estadual, que comanda o legislativo baiano, podendo permanecer no posto por um período mais longo, após uma eventual reeleição. Interlocutores que participam da negociação indicaram ao Bahia Notícias que Ivana "atenderia o convite", no caso do pedido partir do próprio senador Otto Alencar.
Citados como eventuais nomes para concorrer ainda estão outros dois deputados estaduais. O ex-presidente da Assembleia Adolfo Menezes também foi mencionado como eventual integrante da chapa, também por conta da relação com Otto e o próprio Jerônimo Rodrigues. Ligado a Campo Formoso, Adolfo também reforçaria a penetração governista em uma região já ligada ao grupo. O entrave seria apenas o seu desejo de assumir uma das vagas ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), fato citado, novamente, nesta segunda-feira (9).
Além dele, o deputado estadual Alex da Piatã, mais um nome de forte relação com o senador Otto Alencar disponta na lista. O foco seria o reforço na região sisaleira, onde o deputado também tem forte atuação.
O movimento, inclusive, foi confirmado pelo governador, que sinalizou sobre o diálogo com Otto Alencar. "Conversamos com o senador Otto Alencar, nós temos um compromisso com ele e à lealdade dele ao projeto. A responsabilidade que ele tem, ele tem e terá direito na majoritária. Estamos fechando esse acordo. O senador Otto Alencar é uma pessoa de palavra e estamos discutindo com o partido, tanto aqui no estado quanto na esfera nacional, por conta da relação que nós temos com o PSD aqui na Bahia. Nós estamos aguardando isso", disse Jerônimo em coletiva, nesta segunda (9).
"Eu falei que quanto mais a gente fica aguardando acaba as pessoas mexendo mais, mas nós temos um prazo. Se nós temos um prazo no mês de março, eu vou utilizar até o último dia, se for preciso, para que a gente possa tomar uma decisão aderente com aquilo que nós acreditamos. Uma chapa que não machuque ninguém, que não maltrate ninguém, nós não podemos ter perdas nessa caminhada, mas uma chapa que dialogue com o projeto nosso", completou.
BRIGA INTERNA
Após o imbróglio, o ministro da Casa publicou um provérbio com críticas relacionadas a “falsidade” e “infidelidade”, em suas redes sociais. O post com o provérbio 11:3, descreve sobre “a integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói”. A repercussão foi imediata. Em ato contínuo, o vice-governador foi obrigado a pedir desculpas públicas ao ex-governador por enviar mensagens atribuídas a ele.
"Já pedi as minhas desculpas a quem deveria pedir e estou pedindo aqui de público porque sou um homem público, e, por ser um homem público, eu tenho que fazer essa sorte pedindo desculpas aqui a quem se sentiu incomodado, em especial ao ministro Rui Costa. Tenho o maior respeito a figura humana do ministro Rui ao homem público”, disse durante entrevista à rádio Metrópole.
Geraldo atribui o ocorrido a um “erro tecnológico” e explicou que, por ser da “época analógica", cometeu um erro ao usar o WhatsApp.
Com isso, durante uma reunião na última quarta-feira (4), o governador Jerônimo Rodrigues convocou o atual presidente do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto, e seu sobrinho, deputado federal Neto Carletto (Avante). No encontro, o tema foi, justamente, o espaço na vice. Interlocutores próximos a dupla que lidera o Avante no estado sinalizaram que um convite foi feito ao presidente da legenda, tentando ver alternativas de "compor" interesses do grupo. "Não teve negativa. Foi indicado apenas que Carletto preferia a suplência de Rui [na disputa ao Senado]. Porém, o grupo não está fechado para negociações, caso o governador entenda que é melhor", sinalizou um interlocutor do partido.
Após meses de intensas especulações e movimentações nos bastidores do partido União Brasil, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, quebrou o silêncio neste domingo (8). Em entrevista ao programa Boca de Forno, da Rádio Sociedade da Bahia, o gestor confirmou que não deixará o cargo para disputar as eleições estaduais de 2026.
A decisão de José Ronaldo encerra a teoria de que ele comporia uma "chapa de peso" como vice-governador ao lado do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. A movimentação já havia sido antecipada pelo radialista Dilton Coutinho, do programa Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, que no mês passado avaliou que o prefeito "não iria para lugar nenhum" fora do comando de Feira de Santana.
Questionado sobre os convites recebidos, José Ronaldo foi transparente ao admitir que as sondagens foram reais, mas reiterou seu compromisso com o eleitorado feirense.
“Se eu dissesse que conversas sobre a vice-governadoria não existiram, eu estaria mentindo. Elas existiram e existem. Mas minha posição é clara: sempre prometi ao povo de Feira de Santana que, se eleito, cumpriria todo o meu mandato. Eu vou cumprir. Não vou me afastar e não serei candidato a vice-governador”, explica o gestor.
O prefeito também aproveitou para descartar os boatos de que indicaria o seu vice-prefeito, Pablo Roberto, para a vaga na chapa majoritária estadual, afirmando que tal diálogo sequer ocorreu.
Apesar da definição sobre sua permanência na prefeitura, o cenário político em Feira de Santana permanece sob observação. Nos últimos meses, chamou a atenção a relação institucional harmônica e tranquila que José Ronaldo vem mantendo com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Por ora, a única certeza é que o comando da segunda maior cidade da Bahia permanece inalterado até o final de 2028.
Uma liderança apertada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cenários de primeiro turno e nas respostas espontâneas, e um empate técnico nas simulações de segundo turno, com alguns institutos apresentando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente por alguns décimos. Esse pode ser lido como o resumo das mais recentes pesquisas que traçaram cenários para as eleições presidenciais de outubro deste ano.
A análise dos quatro mais recentes levantamentos, divulgados nos últimos 11 dias, revela um cenário em que o presidente Lula segue na liderança da disputa, mas já assistindo não apenas a consolidação de Flávio Bolsonaro como seu principal oponente, mas já podendo até mesmo liderar a corrida nas próximas sondagens.
Nesse levantamento, separamos alguns dos resultados das pesquisas AtlasIntel Bloomberg, divulgada em 25/2; da Paraná Pesquisas do dia 27/2; da Real Time Big Data que teve seus números apresentados em 3/3; e da mais recente sondagem do Instituto Datafolha, que saiu neste sábado, 7/3.
Para as disputas de primeiro turno, separamos aquele que cada instituto considerou como seu cenário principal. Os cenários de primeiro turno possuem diversos outros nomes colocados aos entrevistados, mas concentramos o foco na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, já consolidamos como os dois principais adversários nestas eleições.
A comparação entre os números das quatro pesquisas revela uma diferença pequena entre cada instituto, e distâncias entre os candidatos que pouco oscilam de uma sondagem a outra. Confira abaixo a comparação entre os números dos quatro institutos para três tipos de simulação (apenas a AtlasIntel não divulgou resultados espontâneos).
Cenário principal de primeiro turno
Datafolha Atlas Paraná RealTime
Lula 39% 45% 39,6% 39%
Flávio 34% 38% 35,3% 32%
Cenário principal de segundo turno
Datafolha Atlas Paraná RealTime
Lula 46% 46,2% 43,8% 42%
Flávio 43% 46,3% 44,4% 41%
Pesquisa espontânea
Datafolha Atlas Paraná RealTime
Lula 25% - 26% 29%
Flávio 12% - 14,8% 19%
Nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (7) aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) consolidou sua posição na disputa presidencial de 2026. Nas simulações de segundo turno, o parlamentar aparece em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registrando 43% das intenções de voto contra 46% do atual mandatário.
O levantamento é o primeiro realizado pelo instituto desde o lançamento oficial de Flávio como pré-candidato pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios, entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o registro na Justiça Eleitoral é o BR-03715/2026.
Nas intenções de voto espontâneas — quando não são apresentados nomes aos entrevistados — Lula oscilou de 24% para 25%, enquanto Flávio Bolsonaro surgiu com 12%. Jair Bolsonaro, atualmente inelegível, foi citado por 3% dos eleitores.
No cenário estimulado mais provável para o primeiro turno, os números são:
-
Lula (PT): 38%
-
Flávio Bolsonaro (PL): 32%
-
Ratinho Jr. (PSD): 7%
-
Romeu Zema (Novo): 4%
-
Renan Santos (Missão): 3%
-
Aldo Rebelo (DC): 2%
-
Brancos/Nulos/Nenhum: 11%
-
Não sabem: 3%
REJEITADOS NA POLARIZAÇÃO
A polarização é refletida nos índices de rejeição. Lula possui 46% de eleitores que afirmam que não votariam nele de forma alguma. Flávio Bolsonaro registra 45% de rejeição. Entre os nomes menos conhecidos, o governador do Paraná, Ratinho Jr., apresenta 19% de rejeição, enquanto 38% dos entrevistados afirmam não conhecê-lo.
O perfil dos eleitores de Lula permanece concentrado entre católicos, nordestinos e pessoas com renda de até dois salários mínimos. Flávio Bolsonaro mantém a base do pai, com destaque entre evangélicos (onde atinge 48%), moradores das regiões Sul, Norte e Centro-Oeste.
O instituto aponta que a queda na vantagem de Lula — que era de 15 pontos em dezembro e agora é de 3 pontos no segundo turno — ocorre em meio a incertezas econômicas e repercussões de investigações. O cenário é influenciado pela percepção sobre o crescimento do PIB em 2025 e desdobramentos de casos como o do Banco Master e do INSS, além de fatores externos como o conflito no Oriente Médio.
Ao anunciar os números da balança comercial do mês de fevereiro, com um aumento de 15,6% nas exportações em relação ao mesmo período do ano passado e um superávit recorde de US$ 4,2 bilhões para o mês, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, fixou a data em que deixará o comando da pasta.
Na entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (5), , Alckmin afirmou que deixa o cargo de ministro do Desenvolvimento no próximo dia 4 de abril. O ministro disse que deixa a pasta “na data da lei”, e quando foi perguntado sobre a vice-presidência, Geraldo Alckmin disse que “não há desincompatibilização”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não definiu se Alckmin estará na chapa eleitoral como candidato a vice.
Em relação aos números da balança comercial brasileira no mês de fevereiro, o ministro Geraldo Alckmin informou que as exportações somaram US$ 26,3 bilhões, e as importações totalizaram US$ 22,1 bilhões, queda de 4,8% na mesma base de comparação. No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, o Brasil registrou exportações de US$ 50,9 bilhões, importações de US$ 42,9 bilhões e superávit de US$ 8 bilhões.
Segundo Alckmin, o avanço das exportações no país foi puxado principalmente pela indústria extrativa, que registrou crescimento de 55,5% na comparação com fevereiro do ano passado. O setor inclui produtos como petróleo bruto e minério de ferro.
A agropecuária também contribuiu para o resultado, com alta de 6,1%, impulsionada principalmente pelas exportações de carne bovina. Já a indústria de transformação, que reúne bens produzidos pela indústria, teve crescimento de 6,3%.
Somando exportações e importações, a chamada corrente de comércio alcançou US$ 48,4 bilhões no mês. O ministro Geraldo Alckmin salientou que houve crescimento de 5,3% na comparação anual.
Com duas vagas para o Senado Federal em 2026, os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, lideram a corrida pelas cadeiras. É o que aponta o levantamento da Séculus Análise e Pesquisa, contratado pelo Bahia Notícias. O senador Jaques Wagner é candidato à reeleição, porém aparece com 19,23% das intenções de voto, atrás do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que lidera com 23,38%. É o caso de um empate técnico, porém, por serem duas vagas, ambos estariam garantidos pelas urnas.
A pesquisa testou ainda os nomes de João Roma (PL) e Angelo Coronel (sem partido). O ex-ministro da Cidadania do governo de Jair Bolsonaro foi citado por 12,43%, enquanto o senador, que deve ser candidato à reeleição, foi opção para 10,5% dos entrevistados. Dalliane Ribeiro também foi testada e foi opção para 3,69% dos eleitores.
Não souberam ou não opinaram 12,93% dos entrevistados, enquanto 17,84% responderam que não votariam em nenhum deles ou votariam nulo ou em branco.

A pesquisa ouviu 1.535 entrevistados em 72 municípios baianos e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BA-09740/2026. O levantamento possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.
Levantamento realizado pela Séculus Análise e Pesquisa, encomendado pelo Bahia Notícias, mostra que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), lidera a corrida eleitoral pelo governo da Bahia em 2026. Candidato há quatro anos, ACM Neto aparece com 48,28% das intenções de voto, frente a 31,15% do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A pesquisa ouviu 1.535 entrevistados em 72 municípios baianos. O cenário estimulado em questão inclui ainda os nomes de José Carlos Aleluia (Novo), com 0,65% das intenções de voto, e Ronaldo Mansur (PSOL), com 0,52%. Não souberam ou não opinaram 9,93% dos eleitores, enquanto 9,47% indicaram votar branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados.

Esse é o primeiro levantamento da Séculus em 2026 sobre a corrida eleitoral da Bahia. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob nº BA-09740/2026 e possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. Não houve consolidação de dados de uma disputa em dois turnos, dado os baixos números obtidos pelos demais candidatos, além de ACM Neto e Jerônimo Rodrigues.
REJEIÇÃO
A Séculus perguntou ainda aos entrevistados em qual dos nomes eles não votariam de jeito nenhum. Neste questionário, o governador Jerônimo Rodrigues aparece à frente com 37,96% de rejeição entre os nomes apresentados. O adversário dele, ACM Neto, foi citado por 22,65% dos eleitores. José Carlos Aleluia aparece com rejeição de 5,71%, empatado tecnicamente no quesito com Ronaldo Mansur (6,42%).

Não souberam ou não opinaram somam 14,99% nessa questão, enquanto 12,26% responderam nenhum, branco ou nulo.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu o arquivamento do inquérito que investigava o bilionário Elon Musk, dono da rede social X, por suspeita de "instrumentalização criminosa" da plataforma contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). O parecer aponta a ausência de provas que sustentem a acusação. As informações são do O Globo.
Na manifestação enviada ao STF, Gonet destacou que as investigações conduzidas pela Polícia Federal não identificaram qualquer conduta dolosa por parte dos representantes legais do X que configurasse crime. Segundo o procurador-geral, não há "justa causa" para o prosseguimento do caso diante da "manifesta inexistência de suporte fático" para o oferecimento de uma denúncia.
"Os elementos de informação apontam para uma resistência deliberada da plataforma em acatar as determinações desta Corte ou do Tribunal Superior Eleitoral", afirmou Gonet.
O inquérito foi aberto para apurar possíveis crimes de desobediência a ordens judiciais, obstrução à Justiça no contexto de organização criminosa e incitação ao crime. A hipótese dos investigadores era a de que haveria uma "deliberada intenção" da empresa em dificultar o cumprimento de decisões do ministro Alexandre de Moraes.
Durante as apurações, a PF identificou "inconsistências operacionais" que permitiram que contas suspensas pela Justiça ainda tivessem acesso a recursos da plataforma, como ferramentas de monetização. No entanto, a corporação também verificou que a empresa havia cumprido mais de uma centena de ordens de bloqueio.
Em sua defesa, o X classificou os episódios como "falhas técnicas isoladas" e negou que houvesse qualquer "vontade deliberada de fraudar" as decisões do STF. A plataforma informou ainda que as "impropriedades detectadas" foram prontamente sanadas, restabelecendo a eficácia dos bloqueios determinados pela Corte.
"As intercorrências relatadas pela autoridade policial, embora tenham permitido o acesso efêmero a conteúdos suspensos, configuram impropriedades técnicas inerentes à gestão de uma rede de dimensões globais, carecendo de intenção fraudulenta", registrou Gonet em sua decisão.
A empresa também esclareceu que as ferramentas de monetização identificadas pela PF não eram geridas pela plataforma, mas sim links externos operados de forma autônoma pelos próprios usuários.
Liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em todos os cenários apresentados tanto em escolha espontânea do eleitor quanto nas simulações de primeiro e segundo turnos. Esse foi o resultado apurado pelo instituto Real Time Big Data, em nova pesquisa sobre as eleições presidenciais divulgada nesta terça-feira (3).
O instituto apresentou três cenários estimulados, e também projetou diversas disputas em segundo turno. Somente em um eventual confronto com o senador Flávio Bolsonaro há um quadro de empate técnico.
O mesmo quadro de empate entre Lula e Flávio já havia sido apurado em pesquisas divulgadas na semana passada pelo AtlasIntel e Paraná Pesquisas. A diferença é que na pesquisa Real Time desta terça, Lula aparece um ponto percentual à frente do senador do PL, enquanto nas sondagens anteriores Flávio liderava com alguns poucos décimos de diferença.
Confira abaixo os cenários da pesquisa Real Time Big Data.
Pesquisa espontânea
Lula (PT): 29%
Flávio Bolsonaro (PL): 19%
Jair Bolsonaro (PL): 4%
Ratinho Junior (PSD): 2%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 2%
Cenário 1
Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 32%
Ratinho Junior (PSD): 9%
Romeu Zema (Novo): 2%
Aldo Rebelo (DC): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Nulo/Branco: 7%
Não sabe/Não respondeu: 7%
Cenário 2
Lula (PT): 40%
Flávio Bolsonaro (PL): 34%
Eduardo Leite (PSD): 4%
Romeu Zema (Novo): 3%
Aldo Rebelo (DC): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Nulo/Branco: 7%
Não sabe/Não respondeu: 8%
Cenário 3
Lula (PT): 40%
Flávio Bolsonaro (PL): 33%
Ronaldo Caiado (PSD): 5%
Romeu Zema (Novo): 3%
Aldo Rebelo (DC): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Nulo/Branco: 7%
Não sabe/Não respondeu: 8%
Simulações com disputas de segundo turno:
Lula (PT) 42% x 41% Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT) 45% x 36% Ronaldo Caiado (PSD)
Lula (PT) 44% x 35% Romeu Zema (Novo)
Lula (PT) 46% x 35% Eduardo Leite (PSD)
Lula (PT) 51% x 19% Aldo Rebelo (DC)
Lula (PT) 51% x 18% Renan Santos (Missão)
Em relação à apuração do instituto sobre a rejeição dos candidatos, o presidente Lula e o seu principal opositor, o senador Flávio Bolsonaro, apareceram com o mesmo índice de rejeição de 47%. A quantidade de eleitores que se dizem certos de que votarão em Lula, entretanto, foi maior do que o percentual dos que afirmam estarem convictos de sua escolha por Flávio: 35% a 22%.
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março de 2026. O levantamento foi contratado pela Record. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº BR-09353/2026.
O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), solicitou em um grupo de WhatsApp que interlocutores divulgassem uma mensagem com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). O conteúdo teria sido encaminhado ao grupo por engano. No aplicativo, ele aparece encaminhando uma mensagem com a legenda "manda viralizar" e o link de uma publicação.
O texto que deveria ser compartilhado atribui ao ministro influência direta sobre o partido Avante e afirma: “O movimento já produz efeitos colaterais. Por conta de Rui, alguns partidos da base admitem, nos bastidores, firmar coligação apenas para o governo, deixando o Senado ‘livre’. Na prática, isso significaria que os candidatos ao Senado da chapa de Jerônimo poderiam ficar sem tempo de televisão robusto, enfraquecendo a exposição numa disputa que depende fortemente de mídia e palanque unificado. Nos corredores, a leitura é direta: Rui atua como um elefante em loja de cristal - reorganizando o espaço à sua maneira, mesmo que isso provoque ruídos”.

Segundo a publicação, a iniciativa de Geraldo seria uma reação a uma articulação atribuída a Rui Costa para indicar o Avante na composição da vice, o que resultaria na saída do atual vice-governador da posição.
Segundo o site Se Ligue Bahia, a mensagem foi apagada por Geraldo poucos minutos após o envio.
Duas ações foram protocoladas nesta segunda-feira (2) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por propaganda eleitoral antecipada. Uma ação foi apresentada pela deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), e a outra pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
As ações têm como base discursos feitos pelo senador durante manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (1º). Além de falas do pré-candidato do PL a presidente, os parlamentares citam em suas ações frases de outros políticos que discursaram no carro de som principal do ato, como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL).
O ato realizado na avenida Paulista, convocado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e lideranças da direita. Na ocasião, os discursos foram recheados de críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de pedidos de mudanças no cenário político nacional.
Na sua ação, Erika Hilton afirma que Flavio Bolsonaro foi objeto de “expressões de apelo eleitoral direto e inequívoco”. A deputada citou uma frase de Flávio considerada problemática por ter conteúdo de propaganda antecipada:
“Pai, em janeiro de 2027, pessoalmente subir aquela rampa do Planalto junto com o povo brasileiro”, disse o senador.
Para Erika, a manifestação visava “apresentação da candidatura” de Flávio, o que, para ela, viola a legislação, uma vez que o calendário do TSE estabelece 15 de agosto como data para início da propaganda eleitoral no país. A parlamentar disse ainda que as falas desequilibram a disputa.
“Não podemos aceitar propaganda eleitoral antecipada ou qualquer outra ilegalidade por parte do pré-candidato”, disse Erika Hilton, que salientou que a pré-candidatura de Flávio “começa mal e com irregularidades”, e que por isso deveria ser submetida aos “rigores da lei”.
No mesmo sentido, o deputado Lindbergh Farias afirma que o senador Flávio Bolsonaro teria incentivado o eleitorado a escolher candidatos alinhados a uma pauta de enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal, com o objetivo de formar maioria para promover impeachments de ministros. Para o deputado petista, o evento apresentou “a feição de comício/palanque”, funcionando como “instrumento de pressão coordenada sobre instituições”.
A representação protocolada pelo deputado do PT argumenta que houve apelo direto ao eleitorado em contexto pré-eleitoral. Na avaliação de Lindbergh, esse apelo caracterizaria propaganda antecipada vedada pela legislação.
“A gravidade institucional aumenta porque o representado coloca o eleitorado diante de uma lógica de ´plebiscito contra a Corte´, pois afirma que o povo terá a oportunidade de ‘escolher candidatos’ comprometidos com ´resgate da democracia´, imediatamente após imputar ao STF um comportamento ilegítimo (‘ministro que descumpra a lei’) e prometer o uso do Senado como instrumento de remoção”, diz um trecho do documento encaminhado ao TSE.
Ainda sem data certa para deixar o cargo de ministro da Fazenda, o titular da pasta, Fernando Haddad, teria sido convencido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a disputar as eleições para o governo de São Paulo. O próprio Lula teria convencido Haddad a aceitar ser candidato durante a viagem recente que fizeram para a Índia e a Coreia do Sul.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (26) pela colunista Thais Bilenky, do site Uol. Segundo a jornalista, Haddad ainda estava indeciso até mesmo se iria concorrer ao Senado, que era o plano inicial, mas foi convencido pelo presidente Lula a reforçar o palanque do PT em São Paulo nas eleições de outubro.
Até o momento, o favoritismo da disputa está nas mãos do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que vem dando declarações sobre sua intenção de concorrer à reeleição. Em entrevista para uma rádio nesta quinta (26), o governador afirmou que está pensando no estado a longo prazo e com interesse de deixar um legado.
Segundo Tarcísio, sua gestão ainda tem muita coisa para entregar para a população. O governador também falou sobre o encontro que terá nesta sexta (27) com o senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Amanhã, por exemplo, eu tenho uma conversa com o Flávio Bolsonaro. Um dos pontos é o seguinte: a gente precisa apresentar um projeto para o Brasil, importante do que qualquer nome ou qualquer candidatura, um bom projeto”, afirmou Tarcísio.
Caso Fernando Haddad confirme que atenderá o pedido de Lula e se candidatará ao governo de São Paulo, o atual ministro terá uma dura disputa com o atual dono do cargo. De acordo com a última sondagem da Paraná Pesquisas, divulgada em 11 de fevereiro, o governador Tarcísio apareceu liderando todos os cenários do levantamento.
No cenário de primeiro turno, Tarcísio chegou a 51%, contra 27,7% de Haddad, 5,2% de Kim Kataguiri (União) e 4,2% de Paulo Serra (PSDB). Na disputa de segundo turno entre os dois, o governador alcançou 58,7% contra 32,4% de Fernando Haddad.
Em uma reunião fechada do Partido Liberal (PL) na noite desta quarta-feira (25) em Brasília, com direito a emoção e lágrimas, o senador Flávio Bolsonaro (RJ) fez um apelo por união e o encerramento de brigas e disputas por vagas nas eleições de outubro, e conseguiu garantir um compromisso de maior engajamento do deputado federal Nikolas Ferreira (MG). O encontro teve a participação de parlamentares e dirigentes do partido.
O deputado Nikolas Ferreira, hoje o político do PL com maior potencial eleitoral e força nas redes sociais, vinha sendo atacado pelos irmãos Bolsonaro por falta de maior participação na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Na reunião desta quarta, Nikolas prometeu empenhar todo o seu “capital político” para ajudar o candidato do partido a presidente.
“Todo o meu capital, seja pequeno ou grande, o que qualquer um achar, ele vai ser direcionado no fim das contas para uma pessoa. E essa pessoa tá aqui do meu lado [Flávio Bolsonaro]. Ou seja, tudo que eu estou construindo agora vai ser direcionado pra ela”, afirmou o deputado.
Ao explicar o posicionamento, Nikolas relembrou sua trajetória de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à sua família. O deputado mineiro destacou no evento do partido a sua lealdade a Jair Bolsonaro, e garantiu que atuará em Minas Gerais para impulsionar a candidatura do senador.
“Porque se tem uma coisa que eu fiz desde 2015, quando o Bolsonaro tinha 3%, foi ser fiel e grato ao seu pai desde aquele momento. E eu não tenho dúvidas que ele tem também gratidão, porque naquele momento ele era um deputado como todos nós”, disse Nikolas.
Ao falar do pai na reunião, o senador Flávio Bolsonaro chorou e se emocionou. O senador relatou a visitas a Jair Bolsonaro na prisão, na Papudinha, e disse que vem do pai a motivação para ser candidato a presidente.
“Eu sou candidato para mostrar um caminho que esse país tem que seguir. [...] Ele não merece passar o que está passando, [...] a família sofre”, disse Flávio.
O candidato a presidente pelo PL também criticou as condições da cela em que Jair Bolsonaro está preso. Disse ter ficado aflito ao visitar o local.
“Ainda não tinha visto onde ele está dormindo. A gente sabe que ele não cometeu crime nenhum. Um ex-presidente da República, que não tem nenhum privilégio por isso. Todo mundo aqui tem consciência do contexto em que ele foi colocado lá”, declarou.
O senador também se emocionou ao falar de seus irmãos e da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Flávio disse respeitar todos da família, citando nominalmente os irmãos e Michelle. “Dá uma aflição na gente, é muito sério o que está acontecendo”, enfatizou Flávio.
Flávio Bolsonaro minimizou os atritos entre seu irmão, Eduardo, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Eduardo criticou Michelle e Nikolas Ferreiras por não estarem dando apoio suficiente à campanha de Flávio.
"A gente acaba às vezes querendo que as coisas aconteçam num tempo que não é o tempo que tem que acontecer ainda. Respeito todos, respeito muito a Michelle, respeito cada um que está aqui, e que está aqui, e que está no seu tempo querendo entrar de corpo e alma", colocou Flávio.
"Não adianta querer me separar de Nikolas, de Michelle, de qualquer um. Essa é uma coisa que o Eduardo lá de fora está passando, está com as contas bloqueadas, as contas da mulher dele bloqueadas. Está batalhando para conseguir sobreviver, e se sacrificou de verdade. Ele foi fundamental também para que a minha candidatura acontecesse", completou o senador.
O senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse nesta quarta-feira (25) que pretende conversar com seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, para definir os candidatos do partido ao Senado pelo estado de São Paulo. Eduardo sinalizou ao irmão que pretende concorrer mesmo morando atualmente nos Estados Unidos.
Segundo o senador, Eduardo Bolsonaro alega que está elegível, apesar de estar fora, e que está atualmente em primeiro lugar na pesquisa para o Senado em São Paulo. O senador do PL, entretanto, acha difícil justificar essa candidatura aos eleitores.
“Eduardo teria a chance teórica de ser candidato. Ele quer? Óbvio que ele quer. [...] Eu expliquei pra ele que eu vejo dificuldade em função disso. Se ele perde o mandato por falta, como é que ele vai explicar para o eleitor que ele vai se eleger, vai tomar falta e vai perder o mandato também?”, questionou o senador.
Flávio visitou nesta manhã o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na Papudinha, onde ele cumpre pena. Após sair do encontro, o senador conversou com a imprensa, e falou sobre os conflitos envolvendo membros da família Bolsonaro ocorridos nos últimos dias.
O candidato a presidente disse que pretende reunir a família para conversar e solucionar as questões envolvendo principalmente Eduardo Bolsonaro e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
“Não tenho problema em dizer que vou procurar um por um para aparar qualquer tipo de aresta que, por ventura, possa existir ainda”, afirmou o senador.
Ao lado do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), Flávio Bolsonaro disse que há um objetivo maior, destacando que todos estão na mesma página. “O Brasil corre um sério risco de virar um narcoestado sob a administração do PT nos próximos quatro anos”, declarou.
O deputado Derrite foi confirmado pelo senador Flávio Bolsonaro como um dos candidatos do partido ao Senado por São Paulo. Derrite teria recebido o apoio também do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador também informou que convocou para a tarde desta quarta (25) uma reunião na sede do PL, em Brasília, com a bancada de deputados e senadores da legenda. O encontro, tem como objetivo reorganizar a pré-campanha e aparar arestas internas que vêm se acumulando entre aqueles que postulam principalmente as vagas para o Senado pelo partido.
Além de ver pela primeira vez o senador Flávio Bolsonaro à sua frente em uma simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu outras más notícias da pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira (25). O instituto, por exemplo, averiguou que a rejeição à candidatura de Lula passou a ser maior do que a do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre os entrevistados pela AtlasIntel, 48,2% afirmaram que “não votariam de jeito nenhum” no presidente Lula. Já a rejeição ao senador Flávio Bolsonaro foi de 46,4%. Logo depois entre os mais rejeitados estão Jair Bolsonaro (44,2%), Renan Santos (43,9%) e Eduardo Leite (38,3%).
No principal cenário de primeiro turno, em que Lula parece com 45% contra 37,9% de Flávio, o presidente viu sua liderança diminuir principalmente na região Nordeste, seu principal reduto eleitoral. Lula somava 58,2% na pesquisa AtlasIntel de janeiro, e caiu para 50,4% agora em fevereiro. Já Flávio subiu de 28,7% para 31,8%.
Na região Sudeste, a mais populosa do país, houve um achatamento da distância. Em janeiro, o presidente Lula tinha 49,3% das intenções de voto na região, enquanto Flávio somava 36,1%. Neste pesquisa mais recente, a distância ficou bem menor: 43,6% para o líder petista, ante 41,9% para o senador.
Chama atenção, ainda, a diferença entre as intenções de voto considerando pessoas que cursaram até o ensino fundamental. Em janeiro, Lula era o preferido de 61,2% desse grupo; em fevereiro, caiu para 37,3% – diferença de quase 24 pontos. Flávio, por por outro lado, subiu de 28% para 41,2%, alta de 13,2%.
Em outro recorte do levantamento, foi constatado que aumentou a desaprovação e piorou a avaliação positiva do governo e do desempenho do presidente. Pela pesquisa, o percentual de quem desaprova o desempenho do presidente Lula aumentou de 50,7% para 51,5%.
Já a aprovação do trabalho de Lula neste terceiro mandato caiu de 48,7% na pesquisa feita em janeiro para 46,6% nesta sondagem mais recente. Os indecisos somam 1,8%.
Na avaliação do governo como um todo houve piora ainda maior. A opção ruim ou péssimo ficou praticamente estável, com 48,4%. O percentual de ótimo ou bom caiu de 47,1% para 42,7%. Em contrapartida, passaram a considerar o governo regular 8,9%, ante 4,4% há um mês.
A pesquisa AtlasIntel foi feita entre quinta-feira (19) e esta terça (24) e tem margem de erro de um ponto percentual. Foram entrevistadas, por meio de questionários aplicados pela internet, 4.986 pessoas. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07600/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto para um eventual primeiro turno em todos os cenários testados, mas ficou pela primeira vez atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas simulações de segundo turno. É o que mostra a nova pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira (25).
De acordo com os resultados da pesquisa, Flávio, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria 46,3% dos votos contra 46,2% de Lula num eventual segundo turno. Os números revelam um empate técnico.
Num cenário de embate direto em segundo turno contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador de São Paulo aparece à frente de Lula, com 47,1% contra 45,9% do presidente. Tarcísio, no entanto, tem reafirmado que é candidato à reeleição e apoia Flávio na disputa pelo Planalto. Contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula marca 47,5% e ela, 44,7%.
Já para o primeiro turno, o presidente Lula aparece na frente nos cenários apresentados aos entrevistados. No primeiro cenário, Lula aparece com 45,0%, à frente de Flávio Bolsonaro (37,9%), Ronaldo Caiado (4,9%), Romeu Zema (3,9%), Renan Santos (2,9%) e Aldo Rebelo (1,1%).
No segundo cenário, com Ratinho Júnior no lugar de Caiado, Lula tem 45,1% e Flávio 39,5%, enquanto Zema marca 3,9%, Ratinho 3,8%, Renan 3,2% e Aldo 1,1%. No terceiro, Lula soma 45,3% e Flávio 39,1%; Zema cresce para 5,7%, Renan vai a 3,7%, Eduardo Leite aparece com 1,6% e Aldo tem 1,2%.
No quarto cenário, em que é colocado o nome Tarcísio de Freitas, no lugar de Flávio Bolsonaro, Lula registra 43,3% contra 36,2% governador de São Paulo; Zema tem 8,5%, Caiado 5,1%, Renan 2,5% e Aldo 0,9%.
Já no quinto cenário, com Lula, Flávio e Tarcísio na mesma simulação de primeiro turno, o presidente amplia a vantagem e chega a 47,1%, seguido por Flávio (33,1%) e Tarcísio (7,4%); Caiado marca 4,1%, Renan 3,3%, Zema 1,5% e Aldo 1,4%.
A AtlasIntel também testou um cenário sem Lula e apresentando o nome do ministro Fernando Haddad como candidato do governo. Nesse caso, Haddad lidera com 39,1%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37,1%.
O levantamento da AtlasIntel foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-07600/2026. O instituto ouviu 4.986 pessoas entre 19 e 24 de fevereiro, tem margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.
O prefeito de Jequié, no Médio Rio de Contas, Sudoeste baiano, Zé Cocá, sinalizou que pode apoiar a reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT), mas condicionou a decisão ao avanço de demandas locais, sobretudo à construção do aeroporto regional no Entroncamento de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá.
Cocá voltou a falar sobre o tema durante abertura dos trabalhos legislativos de 2026 na Câmara Municipal de Jequié, nesta terça-feira (24). O gestor também é cortejado para ser pré-candidato a vice na chapa oposicionista, com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União).
Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, no discurso Zé Cocá disse que a obra do aeroporto é considerada estratégica para impulsionar o desenvolvimento econômico de Jequié e de toda a microrregião.
O prefeito cobrou definição do governo estadual sobre prazos, desapropriações e planejamento do projeto, afirmando que a demora preocupa a gestão municipal.
Mesmo afirmando que não pretende deixar a prefeitura para disputar cargo eletivo, o gestor segue sendo disputado por situação e oposição. Ainda conforme o prefeito, a disputa será “dura e competitiva”.
“Eduardo Bolsonaro não está bem”. Em uma postagem com esse o título, a esposa do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, Heloísa Bolsonaro, faz coro ao que disse recentemente o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre o colega de partido. Em uma entrevista na porta da Papudinha, concedida no último sábado (21) após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, Nikolas rebateu críticas de Eduardo dizendo que “ele não está bem”.
Na sua postagem, Heloísa Bolsonaro concorda que seu marido “pode não estar bem mesmo”, mas elenca os motivos pelos quais Eduardo Bolsonaro estaria passando por um momento ruim.
“Ele pode não estar bem, mesmo! É humano, carrega uma cobrança e um peso absurdo nas costas, além da dor da saudade. Mas é incansável e também nossa base emocional, firme como uma rocha, que não deixa a gente (eu, Geórgia e JH) desmoronar”, disse Heloísa.
Morando com Eduardo Bolsonaro e os filhos nos Estados Unidos desde o ano passado, Heloísa afirma que o ex-deputado estaria sofrendo por ter tido que “se afastar do seu país para continuar lutando pelo que acredita”. Ela afirma também que o fato de não poder se relacionar com o pai também seria um fator de peso emocional.
“Ficar longe da sua terra, da sua história, e, principalmente, do seu pai - seu maior ídolo e exemplo - não foi escolha simples. No início ainda conseguiam falar por telefone. Depois, nem isso. E hoje somente por cartas”, relatou Heloísa Bolsonaro.
No texto, Heloísa afirma que não gravou um vídeo porque iria se emocionar, e afirma que Eduardo Bolsonaro sabia dos riscos que poderiam vir com a sua atitude de ir para os EUA.
“Mesmo assim, ele seguiu e segue firme. Mas Eduardo Bolsonaro não está bem”, reforça a esposa. “Porque continua trabalhando, todos os dias, de forma voluntária, pelo Brasil que acredita”, completou.
Heloísa Bolsonaro afirma que gravou o vídeo sem que seu marido soubesse. E conclui seu texto afirmando acreditar na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para, segundo ela, “libertar o Brasil”, e talvez favorecer o retorno de Eduardo Bolsonaro dos Estados Unidos.
A grande pendência na composição da chapa majoritária de oposição na Bahia, encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), ainda segue sendo a vice. Com isso, teorias, possibilidades e muitos nomes são aventados, inclusive com cenários políticos distintos. Apesar disso, dois nomes ganham força na casa de apostas, sendo eles o dos prefeitos de Feira de Santana e Jequié, José Ronaldo (União) e Zé Cocá (PP), respectivamente.
"Zé Ronaldo só não será vice se não quiser, mas a questão é outra". A avaliação feita por lideranças ligadas ao grupo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) sobre a indicação do atual prefeito de Feira de Santana para compor a chapa majoritária de oposição nas eleições de 2026 ainda possui outros ingredientes. A reportagem do Bahia Notícias apurou que um dos principais fatores seria a saída de Zé Ronaldo da gestão em Feira.
Uma pesquisa interna, segundo lideranças do grupo, deve ser realizada, buscando identificar o "impacto eleitoral" para ACM Neto na cidade, caso Zé deixe a gestão para concorrer. A ideia é avaliar se a saída de Zé Ronaldo para integrar a vice, na chapa majoritária, poderia repercutir na avaliação popular. Zé já deixou a gestão de Feira em outra oportunidade. Reeleito prefeito de Feira de Santana em 2016, Zé deixou a gestão em 2018 para concorrer ao governo da Bahia, fazendo o vice-prefeito Colbert Filho como prefeito da cidade.
Em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (23), durante entrega vinculada ao governo do Estado, Zé Ronaldo ressaltou que "sabe o que quer", ao indicar já ter uma definição sobre seu apoio político. "Zé Ronaldo sabe o que quer. Zé Ronaldo tem personalidade e caráter suficiente para saber o que quer. Não mandei fazer nenhuma pesquisa. O povo de Feira de Santana me conhece. Há uma história longa de cinquenta e seis anos como servidor público [...] vou seguir minha história de vida. Agora, politicamente, eu falo mais na frente", indicou.
Com isso, quem desponta como principal nome para ser indicado ao posto é o prefeito de Jequié Zé Cocá (PP). O nome traria o peso de um político do interior, prefeito com alta aprovação em uma região importante do estado, além de "ter voto", fato apontado por aliados próximos ao ex-prefeito ACM Neto. Outro ponto seria o "desfalque" na oposição, já que o apoio de Cocá é dado por muitos como garantido à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues.
Ambos os nomes também têm sido alvo do governo. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que tem buscado construir um diálogo institucional com prefeitos que não estiveram ao seu lado na eleição passada e ressaltou que os investimentos do Estado não estão condicionados a alinhamentos políticos. Segundo Jerônimo, tanto o prefeito de Jequié, Zé Cocá, quanto o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, não votaram nem fizeram campanha para ele na eleição passada, porém, ainda assim, os projetos apresentados pelas prefeituras interessam ao governo estadual.
NOMES CORRENDO
Recentemente, algumas correntes internas têm apontado para mais um nome. A indicação da prefeita de Vitória da Conquista passou a circular com força a partir de declarações dela sobre a possibilidade de deixar a gestão municipal para participar do pleito. Inclusive, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou, neste domingo (22), que Sheila Lemos é considerada "uma excelente opção" para ocupar a cadeira de vice na chapa de ACM Neto ao governo da Bahia em 2026.
Outros nomes também são mencionados, porém não despontam como favoritos. Entre eles, o do ex-prefeito de Belo Campo, Quinho (PSD) que também é uma possibilidade, além do ex-prefeito de Barreiras Zito (União). Além disso, um nome do Republicanos também sido colocado como possível indicado, buscando contemplar o partido nas eleições deste ano.
O deputado federal da Bahia, João Leão (PP), anunciou, em entrevista ao site Bahia Municípios neste domingo (22), que vai se aposentar da política. O parlamentar, que já está em seu sexto mandato no Congresso Nacional, é presidente de honra do Partido Progressistas e um dos nomes esperados para a eleição nacional e estadual deste ano.
“Eu estou me despedindo da política. Fui prefeito da cidade de Lauro de Freitas. Fui deputado federal por seis mandatos. Fui vice-governador por dois mandatos. E continuo deputado federal agora. Então eu agora vou me aposentar.”
O político pernambucano, que iniciou a carreira política na Bahia, anunciou que deve escrever um livro sobre sua trajetória. “Vou ser escritor. Resolvi escrever um livro. Vou começar, o meu primeiro livro vai ser sobre a minha vida”, sucintou.
Em conversa com jornalistas, após visitar na manhã deste sábado (21) o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu críticas feitas a ele pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos. Nikolas falou com a imprensa após ficar duas horas reunido com Bolsonaro.
Em entrevista ao SBT News, Eduardo Bolsonaro criticou Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro por considerar insuficiente o engajamento deles na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro. Eduardo declarou ver “amnésia” por parte de Nikolas e Michelle em relação ao irmão.
“Primeiro, que eu discordo que eu tenha amnésia e que a Michelle tenha amnésia. Eu me lembro muito bem de todos os anos que eu fui atacado injustamente”, disse o deputado mineiro, relembrando ataques que sofreu de Eduardo Bolsonaro em ocasiões anteriores.
Nikolas Ferreira disse que já está acostumado com os ataques que sofre não apenas de Eduardo, mas de outros políticos e influenciadores de direita. O deputado também defendeu Michelle Bolsonaro e pediu foco no que chamou de “inimigo comum”.
“Diante das situações que estão acontecendo, nós temos o pai dele preso, sofrendo dificuldades de saúde, você tem as pessoas do dia 8 presas e precisando da derrubada do veto a dosimetria, você tem o STF envolvido em diversos escândalos, você tem o Lula literalmente fazendo de tudo para poder destruir esse país e a prioridade é nos atacar? Então, isso diz muito mais sobre ele do que a mim”, rebateu Nikolas.
“Bater em mim eu já estou acostumado. Já tem mais de três anos que eles estão aí nessa saga. Mas, sabe, deixa a Michelle viver o calvário dela. Ela, acima de tudo, é uma esposa, ela é uma mãe, que tem que cuidar de uma filha, que está vindo aqui todos os dias preparando alimento pro marido dela, acima de tudo, é uma esposa, ela é uma mãe, que tem que cuidar de uma filha, que está vindo aqui todos os dias preparando alimento pro marido dela, de 70 anos, que está preso injustamente”, concluiu o deputado do PL mineiro.
Por fim, Nikolas Ferreira criticou o comportamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que se auto-exilou nos Estados Unidos enquanto é réu em processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de coação.
“Então, eu acho que o Eduardo não tá bem. E eu realmente faço questão de não perder meu tempo com essas divergências, porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar”, finalizou Nikolas.
O deputado mineiro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes a visitar Jair Bolsonaro no 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como “Papudinha”. Entre os assuntos da conversa esteve a discussão sobre a estratégia do PL em Minas Gerais para as próximas eleições, especialmente a formação da chapa no estado.
A visita ocorreu em meio a movimentações políticas que envolvem tanto o cenário estadual quanto o nacional. Embora o nome de Nikolas tenha sido cogitado para disputar o governo de Minas Gerais, o parlamentar descartou essa possibilidade, e vem dizendo publicamente que pretende concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados.
O deputado assegurou que recebeu de Jair Bolsonaro a "liberdade" para "construir" suas alianças eleitorais em Minas Gerais.
"Ele me deu essa liberdade para poder construir em Minas Gerais, tanto no Senado quanto no governo, porque eu acredito que hoje temos uma força no estado para poder tomar algumas decisões; e essas vão ser algumas decisões que serão tomadas", declarou Nikolas Ferreira.
Flávio Bolsonaro aparece nas pesquisas em situação melhor do que seu pai estava em fevereiro de 2022
A pesquisa Genial/Quaest divulgada na semana passada confirmou a consolidação do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL) como principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de outubro. Apenas dois meses após ser escolhido por Jair Bolsonaro como candidato da oposição para a disputa, Flávio em pouco tempo reduziu a distância que tinha para Lula, de acordo com a Genial/Quaest.
Apesar de o presidente Lula liderar todos os cenários apresentados para a disputa em primeiro e segundo turnos, o filho mais velho do ex-presidente já aparece com apenas seis pontos atrás do líder petista. Em um dos cenários em que foram incluídos os nomes de Ratinho Jr., Romeu Zema, Renan Santos e Aldo Rebelo, o presidente Lula lidera com 35% dos votos, contra 29% de Flávio Bolsonaro.
Na pesquisa Genial/Quaest divulgada no início do mês de janeiro, com os mesmos nomes do cenário anterior, Flávio Bolsonaro alcançou 26%, contra 35% do presidente Lula. Em um outro cenário, no qual foi acrescentado o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Lula apareceu com 36% e o senador do PL com 23%.
A colocação atual do senador Flávio Bolsonaro na pesquisa Genial/Quaest supera o índice alcançado pelo então presidente Jair Bolsonaro no mesmo período de 2022. Naquele mês de fevereiro, em sondagem do mesmo instituto, Bolsonaro apareceu com 23%, contra 45% alcançados por Lula.
O cenário incluiu ainda nomes como Sérgio Moro (7%), Ciro Gomes (7%), João Doria (2%), André Janones (2%), Simone Tebet (1%) e Rodrigo Pacheco (0%). De todos esses nomes testados, apenas Lula, Bolsonaro, Simone Tebet e Ciro Gomes foram candidatos a presidente.
Em fevereiro de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro estava 22 pontos percentuais abaixo de Lula, o seu principal desafiante. Essa diferença foi caindo progressivamente até as eleições em primeiro turno, no mês de outubro. O resultado final das urnas no primeiro turno foi 48,43% para Lula e 43,20% para Bolsonaro.
A prefeita de Vitória da Conquista, no Sudoeste, Sheila Lemos (União), afirmou de forma pública, pela primeira vez, que considera a possibilidade de deixar o cargo para integrar a chapa majoritária da oposição na disputa pelo governo da Bahia neste ano. Caso o fato se concretize, a gestora teria de deixar o cargo até o início de abril, seis meses antes do pleito, marcado para 4 de outubro.
A declaração foi dada nesta quarta-feira (18) em entrevista ao jornalista conquistense Daniel Silva, informou o Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias. Na ocasião, a gestora foi questionada sobre a hipótese de compor a candidatura encabeçada por ACM Neto (União).
Lemos declarou que, apesar de ter sido reeleita para cumprir mandato de quatro anos, está disponível para assumir outras funções políticas. “Eu me reelegi com quase 60% dos votos, no primeiro turno, para cumprir quatro anos de mandato. Mas para ajudar a Bahia a se libertar do PT, eu estou preparada para qualquer missão”, afirmou.
A declaração marca uma mudança no posicionamento público da prefeita. Até então, ela evitava tratar abertamente sobre a possibilidade de deixar a administração municipal antes do término do mandato. Com a manifestação pública, a hipótese deixa o campo das especulações e passa a ser considerada como cenário viável dentro do grupo oposicionista.
Apesar de ter a candidatura tornada irregular pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), Lemos foi absolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e assim tornou-se reeleita com quase 60% dos votos. O município de Vitória da Conquista também é o terceiro maior colégio eleitoral do estado, atrás apenas de Salvador e Feira de Santana, situação que favorece a escolha do nome da prefeita na chapa oposicionista.
Informações obtidas pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a partir de pesquisas internas e trackings realizados pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, indicam que o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria sido “um desastre”.
Um estudo da agência Ativaweb divulgado nesta quarta-feira (19) confirma os números apurados pelo Palácio do Planalto e revelam que a passagem da escola de samba pelo Sambódromo do Rio de Janeiro teria sido “catastrófica” para o governo. O desfile foi realizado na noite do último domingo (15).
Segundo Lauro Jardim, a apuração feita pela equipe de comunicação do governo revelou que o principal foco de críticas ao desfile teve como alvo a ala que representou a “família tradicional” dentro de uma lata de conservas. Além de ter se tornado o “símbolo do desastre” para a imagem do presidente Lula, as fantasias da “família em conserva” acabaram, na visão de fontes do colunista, criando um forte atrito com um grupo que o governo vinha tentando atrair - os evangélicos.
“Todo um trabalho de aproximação com os evangélicos foi jogado fora”, disse um líder petista ao jornalista Lauro Jardim.
A mesma impressão de “desastre” foi corroborada pelo estudo da agência Ativaweb realizado entre a segunda (16) e a terça-feira (17). O levantamento da agência contabilizou 28,9 milhões de menções nas redes sociais às imagens da chamada “família em conserva”, surgidas após o desfile da Acadêmicos de Niterói.
A análise da Ativaweb, feita em publicações no Instagram, Facebook e a rede X, apontou que 70,7% das menções ao assunto foram classificadas como negativas, associadas a críticas à representação simbólica e à percepção de ataque a valores culturais, religiosos e familiares.
Conteúdos positivos, em defesa da liberdade artística e da sátira política, representaram 21,8%. Outros 7,5% foram considerados neutros. O estudo mostrou presença simultânea em todas as regiões do país e múltiplos polos de propagação, incluindo influenciadores políticos, usuários comuns e redes ideológicas organizadas.
De acordo com a análise da Ativaweb, o que começou como crítica foi apropriado por usuários e lideranças associadas ao campo conservador, que passaram a produzir, com uso de inteligência artificial, imagens próprias de “famílias conservadoras” dentro de latas metálicas. O movimento incluiu políticos da oposição a Lula, que compartilharam ilustrações em suas redes sociais.
A impressão de que o desfile da Acadêmicos de Niterói foi um "desastre" é compartilhada por aliados do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (P-RJ). Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o desfile deu munição aos adversários ao satirizar a parcela conservadora e evangélica da população. Para eles, foi um tiro no pé que vem sendo explorado nas redes bolsonaristas, especialmente a ala que usou uma fantasia de família em lata de conserva.
O próprio Flávio Bolsonaro aproveitou a enxurrada de críticas ao desfile nas redes sociais e gravou um vídeo dirigido a quem não se diz nem de esquerda nem de direita, com foco na questão do ataque aos conservadores.
"Quero me dirigir a você, que não é simpatizante nem de Bolsonaro nem de Lula. Você ficou feliz de ver o dinheiro dos seus impostos sendo usado para fazer campanha antecipada para o Lula? Você, que é cristão, ficou feliz de ver a escola de samba do Lula fazer chacota com a sua fé?", disse Flávio.
O prefeito de Salvador Bruno Reis (União) confirmou as alterações que deve realizar na gestão municipal. Em coletiva realizada nesta terça-feira (17), o gestor confirmou que os nomes que irão deixar os postos para disputar as eleições desde ano serão: Cacá Leão (PP) e Igor Dominguez (DC).
“Pode ser que outro seja candidato, que tenhamos que fazer algum ajuste. Mas, certo são essas duas mudanças previstas para ocorrer até o dia 3 de abril”, comentou.
Cacá Leão é o atual secretário de governo da prefeitura e é pré-candidato a deputado federal. Já Igor Dominguez é secretário particular do prefeito, que é pré-candidato a deputado estadual. Com as mudanças, Bruno não confirmou os substitutos, nem sinalizou que tem possíveis integrantes da gestão em mente.
“Serão nomes alinhados conosco. Gente que já conhece o trabalho, tem experiência. Essas duas posições tem uma pegada mais politica e técnica. Mais de relações institucionais. Temos tempo, a opinião de Cacá e de Igor serão decisivas. Vamos juntos definir esses nomes”, disse Bruno.
Um ataque contra a família brasileira. Assim o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente nas eleições de outubro, qualificou o desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado na noite deste domingo (15). A escola fez uma homenagem à trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em postagens feitas em suas redes sociais, o senador condenou a homenagem da escola de samba, tachou o desfile de propaganda antecipada e disse que o Brasil “vive uma depravação moral generalizada, sem precedentes em sua história”. O candidato afirmou que vai protocolar ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Nossa ação contra os crimes do PT na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE. Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a família”, afirmou o senador do Rio de Janeiro.
Além de criticar o desfile em homenagem a Lula, Flávio Bolsonaro disparou também contra o ex-deputado Geddel Vieira Lima. O candidato a presidente lembrou vídeo recente que mostra Geddel dançando no Camarote Salvador na noite da última sexta (13).
“Se isso não lhe causa indignação, o vídeo de Geddel Vieira Lima, que teve aquelas famosas malas de dinheiro roubado apreendidas no seu apartamento, sapateando livre, leve e solto no carnaval também não devem lhe fazer mal né?”, disse.
Em suas postagens, Flávio Bolsonaro critica ainda a destinação de verbas públicas para o desfile da Acadêmicos de Niterói, e retoma a acusação de que a passagem da escola pela Sapucaí se travestiu de propaganda eleitoral favorável a Lula.
“Lula esfola o povo com aumento de impostos e usa esse mesmo dinheiro arrecadado para fazer campanha antecipada pra ele mesmo Sim, o dinheiro do suor do povo trabalhador brasileiro, que deveria ser devolvido à sociedade em forma de serviços públicos de qualidade, está sendo torrado num desfile de carnaval na cara de todos os brasileiros”, declarou o senador na rede X.
“Jair Bolsonaro foi tornado inelegível, na mão grande, por uma reunião com embaixadores e por discursar num carro de som que não custou um centavo de dinheiro público. Isso não ficará impune!”, finalizou o pré-candidato e principal adversário do presidente Lula.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Rui Costa
"Problema de caráter".
Disse o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT) ao criticar o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), após o gestor anunciar que será o candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto. A declaração do petista ocorreu nesta sexta-feira (27), em Salvador.