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Em rápido vídeo postado nas suas redes sociais nesta quinta-feira (13), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se pronunciou sobre a descoberta de que ele tinha sido filiado ao partido Missão, e por isso não conseguiu registrar sua candidatura a presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Flávio, a filiação teria sido uma tentativa de o “sistema” derrubar a sua candidatura.
“O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não, porque Deus está no comando e a gente vai resgatar o Brasil”, disse o senador, destacando que a desfiliação do PL “não funcionou e nem vai funcionar”.
Flávio Bolsonaro aproveitou para convocar militantes a participarem do seu ato de início de campanha, que será realizado no próximo domingo (16), na praia de Copacabana. O candidato a presidente também anunciou que fará uma live em seu canal no Youtube na noite desta quinta (13), onde falará mais sobre a fraude de sua filiação ao partido Missão.
A pessoa que filiou Flávio Bolsonaro ao partido Missão cadastrou como endereço do senador a “Rua dos Bandidos”, no “Bairro Miliciano”. O endereço foi registrado na ficha de filiação preenchida por meio de senha atribuída ao Missão.
Além da rua e do bairro, o responsável informou que o número da residência de Flávio Bolsonaro seria o “666”, algarismo associado a entidades demoníacas. Também foi informado um CEP inexistente na ficha de filiação.
O partido Missão divulgou nota nesta quinta (13) negando qualquer participação na filiação que travou o registro da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Segundo o comunicado, o partido teria sido alvo de uma tentativa fraudulenta de filiação.
A nota encaminhada para a imprensa diz ainda que, ao identificar a filiação do senador, já teria tentado reverter o cadastro no mesmo dia em que a fraude foi identificada, mas o pedido teria sido negado pelo tribunal eleitoral.
“O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês. Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos. O Missão já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos. Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades”, diz a legenda.
Na nota, o Missão também faz questão de esclarecer que não teria interesse em receber o senador em seus quadros, citando divergências ideológicas e as suspeitas de corrupção envolvendo o filho de Jair Bolsonaro.
O senador e candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, aparece como filiado ao Partido Missão no sistema da Justiça Eleitoral. Uma certidão, emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (13) aponta que o parlamentar está com a filiação regular ao Missão desde quarta-feira.
A informação obtida pelo jornal Metrópoles indica que, neste momento, o postulante ao Palácio do Planalto está impedido de registrar a candidatura pelo PL. O mesmo documento registra que ele o senador desfiliado do PL também na quarta.
O comitê do candidato já acionou o TSE para restabelecer a filiação do senador ao PL.
Aliados de Flávio afirmam que o jurídico da campanha investiga o que provocou a alteração. Uma das suspeitas é um suposto ataque hacker ao sistema de candidaturas e membros da campanha avaliam a possibilidade de acionar a Polícia Federal para investigar o caso.
No documento de certidão, o TSE pontua que os dados sobre filiação têm por base lançamentos feitos pelos próprios partidos no sistema Filia. O documento ressalta ainda que essas informações são inseridas sob responsabilidade das legendas e que a certidão tem “presunção apenas relativa de veracidade”.
Ao jornal Metrópoles, o presidente nacional do Missão e candidato do partido à Presidência, Renan Santos, afirmou que a legenda abrirá uma investigação interna para apurar o que ocorreu. “A última coisa que a gente quer é o Flávio Bolsonaro filiado à Missão”, disse.
O prazo para que partidos e coligações registrem seus candidatos termina às 19h no sábado (15).
Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos garantiu que a Casa deve funcionar e o plenário deve ser acionado quinzenalmente para evitar atrasos no Legislativo Estadual durante o período eleitoral. Em entrevista ao Bahia Notícias durante a celebração oficial dos 215 anos da Associação Comercial da Bahia (ACB), nesta quinta-feira (13), a parlamentar afirmou que, mesmo durante as campanhas, as sessões plenárias seguirão em formato presencial.
“A casa, tirando o plenário, funciona normalmente. Aqui a casa tem girado normalmente. Então, estamos tentando não ter nenhum atraso em votações e não ter nenhum prejuízo para a população nesse período eleitoral dessa ausência aqui dos deputados diariamente”, garante.
O cronograma foi firmado, segundo Ivana, durante uma reunião da Mesa Diretora e Colegiado de Líderes. “Na semana passada nós fizemos uma reunião com a Mesa e com o Colegiado de Líderes e nós definimos aqui que as sessões serão presenciais. Tinha uma solicitação de alguns deputados para a sessão híbrida ou então sessão totalmente virtual. A maioria decidiu para para ser presencial. Nós pautamos os projetos de 15 em 15 dias nas terças-feiras”, destaca.
Ela explica que apesar do calendário fixado quinzenalmente, a Presidência da Assembleia ainda poderá convocar os parlamentares em casos de votações urgentes. “E caso venha algum projeto que tenha um uma necessidade mais rápida, a gente convocará, chamará os deputados aqui na Casa”, afirma.
Segundo a presidente, a retomada após o recesso foi tranquila. “Tivemos a votação na semana retrasada, na semana passada, tivemos uma votação. Estamos com a pauta ainda tranquila, não tem nenhum projeto que esteja atrasado, que precisa ser discutido. E vamos ajustando. São 45 dias [de campanha]”, destaca.
Contas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em redes sociais e perfis oficiais na página do Senado e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) atribuem a ele uma pós-graduação em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que é negada pela instituição.
Em reportagem exclusiva, o site G1 obteve uma declaração da UFRJ a respeito de eventual curso feito por Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo PL. “Pelo Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (SIGA), não há registro referente ao sr. Flávio Nantes Bolsonaro como discente [aluno] na Universidade Federal do Rio de Janeiro”.
O único Bolsonaro que de fato passou pelos bancos da UFRJ, segundo a instituição, foi Eduardo Bolsonaro, irmão mais novo de Flávio, que se formou em Direito na instituição.
Em resposta ao site G1, a equipe de campanha do senador Flávio Bolsonaro afirmou que se tratam de “erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia”.
“O senador Flávio Bolsonaro é graduado em Direito pela Universidade Cândido Mendes, pós-graduado em Políticas Públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e tem MBA em Empreendedorismo pela FGV, conforme consta no seu site oficial: flaviobolsonaro.net”, diz nota enviada a site pela assessoria.
A informação sobre a suposta pós-graduação na UFRJ não aparecia só na Wikipedia: constava também em um perfil mantido pela própria assessoria de Flávio Bolsonaro no LinkedIn, que saiu do ar depois que a reportagem do G1 começou a apurar o caso.
Em 27 de julho, a assessoria do candidato enviou à reportagem uma nota biográfica que também trazia a informação sobre a pós-graduação na UFRJ.
Nesta quarta, a assessoria de Flávio Bolsonaro enviou ao G1 diplomas digitalizados que mostram que ele se formou em Direito em 2006, concluiu a especialização em Políticas Públicas em 2012 e o MBA em Empreendedorismo em 2015.
O ex-prefeito da capital baiana, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, o senador Jaques Wagner (PT) e o deputado federal Neto Carletto (Avante) figuraram entre os candidatos mais “ricos” registrados no painel de Transparência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na Bahia. Conforme apuração do Bahia Notícias, com base nos dados disponíveis na plataforma da Corte Eleitoral nesta terça-feira (11), apenas três candidatos a cargos eletivos na Bahia possuem um patrimônio acima dos R$ 50 milhões, sendo eles: Duda Sanches, ACM Neto e Nicolau (PL).
O levantamento realizado pelo BN combinou, com auxílio de inteligência artificial, dois grupos de dados disponibilizados pelo TSE: perfil dos candidatos e informações sobre as declarações de bens. As informações foram validadas pelos repórteres. Os dados foram atualizados pelo painel na segunda-feira (10) e podem ser corrigidos pelos candidatos até o fim do prazo para submissão das candidaturas, às 19h do dia 15 de agosto.
Antes de descrever os principais dados encontrados pela reportagem, é importante destacar alguns dados relevantes acerca dos registros de bens dos candidatos registrados na Bahia. Ainda com relação ao patrimônio dos 20 mais ricos, apenas os três mais bem colocados representam 46% do valor, o equivalente a R$ 275,7 milhões.
Por outro lado, a média de valor em patrimônio dos candidatos baianos – considerando os 1.104 candidatos registrados até o momento – é de R$1,07 milhão por candidato. Confira o ranking completo dos candidatos mais “ricos” da Bahia:
- Duda Sanches (PSDB) — R$ 140,5 milhões | Candidato a deputado federal:
O postulante mais “rico” da lista é o atual vereador soteropolitano Eduardo Henrique “Duda” Sanches (PSDB). Herdeiro político do ex-deputado estadual Alan Sanches, falecido em janeiro deste ano, Duda busca uma vaga na Câmara dos Deputados, após mais de três mandatos na Câmara Municipal de Salvador (CMS). Segundo a declaração submetida pelo candidato ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seu patrimônio é de R$ 140,51 milhões em bens registrados.
Esse valor corresponde, quase que na totalidade, a uma área agrícola estimada em R$ 140 milhões, chamada “Sítio Ouro Verde”, sem localização exata. A mesma propriedade teve o valor de R$ 140 mil no último pleito declarado, ou seja, a Justiça Eleitoral deverá confirmar o valor até o fim do prazo. Ainda constam R$ 444 mil relativos a 50% de um imóvel, R$ 30 mil em cotas de participação social e R$ 40 mil em conta corrente.
1. ACM Neto (União) — R$ 84,8 milhões | Candidato ao governo da Bahia:
O ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo do estado, Antônio Carlos Magalhães Neto (União), registrou R$ 84,8 milhões em sua declaração de bens no Tribunal Superior Eleitoral. O valor é mais que o dobro do declarado há quatro anos, quando foi candidato ao cargo de governador pela primeira vez. Em seu primeiro pleito para o Palácio de Ondina, Neto registrou uma fortuna de R$ 41,71 milhões.
O patrimônio em bens inclui dois apartamentos — um localizado no bairro da Vitória, em Salvador, no valor de R$ 7,8 milhões, e outro em um condomínio na Península de Maraú, no litoral sul da Bahia, avaliado em R$ 1,04 milhão —, dois veículos que somam R$ 465 mil e dezenas de aplicações e participações em fundos financeiros.
2. Antônio Nicolau Cerqueira (PL) — R$ 50,2 milhões | Candidato a deputado federal:
O candidato a deputado federal Antônio Nicolau Cerqueira, que se apresenta como “Nicolau Agora é Federal” (PL) na urna, é o terceiro candidato mais “rico” do estado. O empresário acumula um patrimônio de R$ 50,2 milhões, sendo que a maior parte, exatamente R$ 50 milhões, é referente a uma área de mineração sem localização divulgada.
Ele ainda declarou um imóvel no valor de R$ 250 mil e um veículo no valor de R$ 30 mil. Esta é a quarta eleição de Nicolau, que já foi candidato a vereador de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, em 2008 pelo PMN; suplente de deputado estadual também pelo PMN em 2010; e candidato a vereador em Camaçari novamente em 2016, pela mesma sigla.
3. Marcos Espinheira (Mobiliza) — R$ 41,1 milhões | 1º suplente de senador:
O candidato à 1ª suplência ao Senado Federal, Marcos Espinheira, aparece em quarto lugar do ranking. O empresário, componente da chapa de Carlos Sodré pelo partido Mobilização Nacional, registrou R$ 41,1 milhões em bens no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O patrimônio inclui quatro terrenos que, juntos, somam R$ 18,967 milhões, além de outras terras nuas, somadas no valor de R$ 6,9 milhões, e quotas ou quinhões de capital que, somadas, equivalem a cerca de R$ 15,2 milhões.
4. Neto Carletto (Avante) — R$ 34,3 milhões | Candidato a deputado federal:
O atual deputado federal e candidato à reeleição, Orlando Sulz de Almeida Neto, conhecido como Neto Carletto (Avante), é o quinto nome da lista, com um patrimônio declarado de R$ 34,3 milhões em bens. O montante representa um crescimento de quase 6.000% em relação ao pleito de 2022, quando o parlamentar, então filiado ao PP, havia informado R$ 591 mil em bens.
O patrimônio é composto por um segmento de participações societárias que ultrapassa R$ 19,2 milhões. Entre elas, chama a atenção uma empresa de participações avaliada em R$ 17,37 milhões. No setor imobiliário, também passou a ter peso relevante no patrimônio do deputado, com a inclusão de um prédio comercial em Porto Seguro avaliado em R$ 7,62 milhões.Ao BN, o deputado Neto Carletto afirmou que todo o aumento patrimonial se deve a uma doação recebida de seus pais nos últimos anos.
5. Dr. Cássio Modesto (MDB) — R$ 30,3 milhões | Candidato a deputado estadual:
O médico Cássio Modesto da Silva, candidato a deputado estadual pelo MDB, registrou R$ 30,3 milhões em bens. O patrimônio é composto, quase em sua totalidade, por uma fazenda orçada em R$ 30 milhões, um terreno de R$ 250 mil em Itabuna e uma casa comercial registrada em R$ 100 mil.
6. Jaques Wagner (PT) — R$ 24,5 milhões | Candidato a senador:
O atual senador e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), declarou um patrimônio de R$ 24,5 milhões no registro eleitoral deste ano, um valor com aumento expressivo desde o último pleito do senador. O item de maior valor na declaração do senador foi um crédito no montante de R$ 13.834.129, decorrente da venda de um imóvel para o Esporte Clube Bahia e para a empresa Lagoons Empreendimentos SPE Ltda.
7. Juiz Ricardo D'Ávila (PL) — R$ 20,5 milhões | Candidato a deputado estadual:
O servidor público estadual Manoel Ricardo D'Ávila (PL) registrou um patrimônio de R$ 20,5 milhões. O patrimônio inclui aplicações financeiras, imóveis e ações em empresas privadas.
8. Robinho (União) — R$ 19,3 milhões | Candidato a deputado federal:
O ex-prefeito de Nova Viçosa e deputado estadual Carlos Robson da Silva, conhecido como Robinho (União), declarou um patrimônio de R$ 19,3 milhões em bens, incluindo R$ 13 milhões em uma participação societária em uma empresa privada e um apartamento de R$ 1,2 milhão em Patamares. Ele é candidato a deputado federal.
9. João Roma (PL) — R$ 17 milhões | Candidato a senador:
O ex-ministro da Cidadania e presidente do Partido Liberal (PL) na Bahia, João Roma, registrou um patrimônio de R$ 17,01 milhões em bens em sua ficha de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Candidato ao Senado Federal, Roma declarou propriedades rurais localizadas em diversos municípios baianos. Entre os destaques estão as participações na Fazenda Mirage, avaliadas em R$ 5,1 milhões no total, e na Fazenda Selma Nunes, em Iraquara, avaliada em R$ 1,62 milhão.
10. Ditinho Avivip (União) — R$ 16,98 milhões | Candidato a deputado estadual:
Empresário no interior do estado, concorre como nome pelo União Brasil, com patrimônio de R$ 16,985 milhões em capital de empresas e algumas propriedades, como sítios e fazendas em Santo Antônio de Jesus e Pedra Branca.
- Coronel França (PL) — R$ 16,96 milhões | Candidato a deputado federal:
Não eleito para a Prefeitura de Teixeira de Freitas nas eleições de 2024, Ancleto Silva concorre como “Coronel França” mais uma vez às eleições gerais, após também não obter a cadeira principal, terminando como suplente em 2022 na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). O candidato declarou um terreno avaliado em R$ 16 milhões, mais uma casa de R$ 900 mil, um carro e outros bens registrados no TSE.
- Felipe Duarte (Avante) — R$ 16,1 milhões | Candidato a deputado estadual:
O empresário, conhecido por ser um dos fundadores da UNIFG, concorreu como vice-prefeito de Guanambi, no sudoeste baiano, e não foi eleito, mas foi eleito em 2022 para uma cadeira na AL-BA, com R$ 12 milhões declarados. Em 2026, declarou R$ 16,15 milhões. Declarou R$ 8 milhões em espécie em sua casa, R$ 900 mil em cabeças de gado e uma casa de R$ 4,9 milhões.
- Dal Barreto (União) — R$ 14,7 milhões | Candidato a deputado federal:
O deputado federal Dal Barreto (União Brasil) declarou patrimônio de R$ 14,73 milhões para as eleições de 2026, quase o dobro dos R$ 7,46 milhões declarados em 2022. Entre os bens, predominam participações societárias em empresas do setor de combustíveis espalhadas por diversos municípios da Bahia
Entre os maiores valores estão R$ 4,018 milhões em quotas da Barreto Participações Societárias Ltda., além de um empréstimo de R$ 1,1 milhão à empresa. A declaração também inclui participações em dezenas de postos e distribuidoras de combustíveis, além de terrenos destinados à construção de postos em municípios como Barreiras, Correntina, Cipó, Conceição da Feira e Nova Itarana. Também aparecem imóveis rurais e urbanos, aplicações financeiras e cerca de R$ 498,9 mil em plano da Brasilprev.
- Paulo Magalhães (PSD) — R$ 13,5 milhões | Candidato a deputado federal:
Já deputado federal Paulo Magalhães (PSD) declarou patrimônio de R$ 13,58 milhões para a disputa de 2026. Veterano da política baiana, Magalhães está na Câmara dos Deputados desde 1999. A maior parte dos bens declarados está concentrada em imóveis rurais.
O patrimônio declarado em 2026 é inferior ao informado pelo parlamentar na eleição de 2022, segundo os valores apresentados. A declaração atual reúne fazendas, terrenos, imóveis, veículos, aeronaves e recursos bancários, com destaque para a concentração de patrimônio em propriedades rurais
Entre os principais ativos estão a Fazenda Iracema, avaliada em R$ 3,3 milhões; a Fazenda MC – Curral Novo, de R$ 1,75 milhão; uma aquisição da Fazenda MC, de R$ 1,8 milhão; além das fazendas Pindorama, de R$ 1,1 milhão, e Margarida, de R$ 1,5 milhão. A declaração também inclui um terreno em Porto Seguro avaliado em R$ 1,5 milhão, veículos e duas aeronaves.
- João Carlos Bacelar (PL) — R$ 13,4 milhões | Candidato a deputado federal
Também busca a reeleição como deputado federal pela Bahia, João Carlos Bacelar (PL) declarou R$ 13,47 milhões em patrimônio para a disputa de 2026, ante cerca de R$ 9,9 milhões em 2022, um crescimento de aproximadamente 36%.
Entre os principais bens declarados estão R$ 6,36 milhões em ações, R$ 4,89 milhões em aporte para futuro aumento de capital e R$ 625,1 mil em cotas de sociedade. A relação inclui ainda uma aeronave avaliada em R$ 396 mil, aplicações financeiras, imóveis e terrenos em Salvador e Jandaíra, além de uma fazenda e um sítio.
- Edvaldo da Reconcavo (PDT) — R$ 13,3 milhões | Candidato a deputado federal:
Edvaldo Souza dos Santos declarou R$ 13,34 milhões em bens em 2026. Empresário, foi candidato a prefeito de Santo Antônio de Jesus pelo O Democrata (na época, Partido da Mulher Brasileira), mas não foi eleito. Ele concentra a maior parte do patrimônio em participações empresariais, reservas para aumento de capital e recursos financeiros.
Em 2022, Edvaldo havia declarado R$ 10,12 milhões. O patrimônio informado em 2026, portanto, representa um aumento de aproximadamente R$ 3,22 milhões, ou 31,8%, em quatro anos.
Entre os principais bens estão R$ 5,7 milhões em quotas da Comercial Recôncavo de Combustíveis Ltda., R$ 2,97 milhões em reserva de crédito para aumento de capital da Distribuidora Recôncavo de Alimentos Ltda., R$ 1,67 milhão em recursos na Caixa Econômica Federal e R$ 1,52 milhão em quotas do Atacadão Recôncavo Ltda.
- Edvaldo Brito (PSD) — R$ 12,5 milhões | 1º suplente do senador Jaques Wagner:
Ex-prefeito e ex-vereador de Salvador, o jurista Edvaldo Brito (PSD) declarou cerca de R$ 12,5 milhões em patrimônio. Reconhecido como um dos principais intelectuais do direito pela Universidade Federal da Bahia, Brito tem uma declaração concentrada em imóveis, recursos bancários e participações societárias.
Entre os maiores bens estão R$ 3 milhões depositados no Banco do Brasil, uma casa no Jardim Armação, em Salvador, avaliada em R$ 2,87 milhões, e uma casa no Rio Vermelho avaliada em R$ 915,7 mil. A declaração também inclui imóveis em Salvador, Vera Cruz, Lauro de Freitas, São Paulo e Rio de Janeiro.
O patrimônio inclui ainda apartamentos, terrenos, fazendas, veículos e R$ 35 mil em participação na sociedade Edvaldo Brito e Advogados Associados. Entre os veículos, aparece um BYD King GL, avaliado em R$ 149,8 mil.
- . Manuel Rocha (União) — R$ 12,2 milhões | Candidato a deputado federal:
Ex-prefeito de Coribe, advogado de formação e atual deputado estadual pelo União Brasil, Manuel Rocha declarou R$ 12,23 milhões em bens para a disputa de 2026. A declaração chama atenção pela forte concentração em investimentos financeiros, além de dois imóveis de alto valor em Salvador.
Entre os principais ativos estão um apartamento no Corredor da Vitória, avaliado em R$ 3,02 milhões; outro imóvel na Graça, de R$ 1,16 milhão; além de R$ 1,41 milhão em um fundo de investimentos da XP, R$ 1,33 milhão em letra de crédito imobiliário do Bradesco e R$ 1,08 milhão em saldo na XP Investimentos.
A carteira inclui ainda ações de Petrobras, Banco do Brasil, Vale e CVC, cotas de fundos imobiliários, CDBs, CRIs, CRAs, debêntures e previdência privada. Entre os maiores investimentos também aparecem R$ 691 mil em CDB do BTG Pactual e mais de R$ 700 mil somados em VGBLs do Banco do Brasil, XP e Bradesco.
- Rogério Faedo (PL) — R$ 8,7 milhões | Candidato a deputado federal:
Produtor rural e empresário do setor agropecuário, Rogério Faedo (PL) declarou cerca de R$ 8,7 milhões em patrimônio para a disputa de 2026. Ele concorreu como vice-prefeito de Luís Eduardo Magalhães em 2016, mas foi derrotado. Sua declaração é marcada principalmente por consórcios, investimentos e propriedades rurais.
Entre os principais valores estão R$ 1,25 milhão em outros bens e direitos, uma carta de crédito de consórcio contemplado de R$ 485,6 mil, além de diversos consórcios Sicredi, Randon e New Holland. Entre elas, aparecem cotas de R$ 631,4 mil, R$ 631,1 mil, R$ 420,1 mil e R$ 417,8 mil. Também declarou R$ 259,2 mil em investimento automático no Sicredi e R$ 146,5 mil em conta capital da instituição.
No patrimônio imobiliário, Faedo declarou uma propriedade rural de 1,5 mil hectares em Barreiras, avaliada em R$ 345,3 mil, e outra área rural de 450 hectares no município, além de terrenos no Oeste baiano. O patrimônio é composto de um segmento de participações societárias que ultrapassa R$ 19,2 milhões. Entre elas, chama a atenção uma empresa de participações avaliada em R$ 17,37 milhões.
O levantamento mostra que o patrimônio declarado pelos 20 candidatos mais ricos da Bahia reúne perfis bastante distintos, que vão de empresários e produtores rurais a políticos com longa trajetória na vida pública. Entre os bens aparecem fazendas, terrenos, imóveis, participações societárias, aplicações financeiras, aeronaves, veículos e até recursos em espécie.
A lista elaborada dos vinte candidatos com maior patrimônio registrado em bens é composta totalmente por homens que, juntos, somam um patrimônio de R$ 601,7 milhões. Destaca-se que esses homens são, majoritariamente, brancos ou pardos, e apenas um nome se autodeclarou preto.
O número de candidaturas oficializadas na Bahia junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até esta terça-feira (11), é mais de um terço menor do que o registrado em 2022. Ao todo, são 1.104 candidaturas registradas até o momento, frente às 1.719 de 2022, representando uma queda de 35% no total de candidatos na disputa eleitoral.
O número registrado até o momento, com cerca de quatro dias até o fim do prazo para o cadastro dos candidatos no TSE – que vai até às 19h do dia 15 de agosto –, também é menor que o registrado em 2018, quando 1.196 candidatos baianos disputaram cargos eletivos nas eleições estaduais e nacionais.
Os dados oficiais do TSE apontam ainda que a maior parte das candidaturas baianas está concentrada no cargo de deputado estadual. Ao todo, são 555 candidatos para as 63 vagas na Assembleia Legislativa da Bahia, formando uma concorrência de 8,81 candidatos para cada vaga.
No entanto, a grande concorrência está na disputa ao Congresso Nacional, em especial à Câmara dos Deputados. Na Bahia, são 513 candidaturas para deputado federal para um total de 39 vagas da bancada baiana na Câmara. Com esses índices, a concorrência é de 13,15 candidatos para cada vaga.
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Na disputa ao governo da Bahia, são seis chapas, incluindo um candidato à governadoria e um candidato a vice. Considerando que apenas um governador e um vice serão eleitos, ambos os cargos têm uma concorrência de seis candidaturas para uma vaga.
A menor concorrência está na disputa ao Senado Federal. São oito candidatos à Câmara Alta do Congresso, sendo que há apenas duas vagas para a Bahia, formando uma concorrência de quatro candidatos para cada vaga.
PARTIDOS E FEDERAÇÕES
Nesse cenário, alguns partidos e federações saíram na frente na oficialização dos candidatos. O principal deles é o partido Republicanos (10), que concentra, sozinho, quase 10% dos candidatos baianos nestas eleições.
Conforme os dados do TSE, são 104 candidaturas registradas pelo partido na Bahia este ano, representando 9,42% das candidaturas. Em seguida, aparece o Partido Liberal (PL - 22), com 98 candidatos, o equivalente a 8,88% do total. O Partido Democrático Trabalhista (PDT - 12) registrou 91 candidatos, cerca de 8,24% das candidaturas.
O Partido dos Trabalhadores (PT - 13) e o União Brasil (44), que representam as principais chapas majoritárias do estado, ficaram na 10ª e 8ª posições nesse ranking, com 54 e 72 candidatos, respectivamente. Veja os dados gerais:
No que tange às federações partidárias, quando somados os candidatos dos partidos federados entre si, a federação PSDB/Cidadania sai na frente com 103 candidatos no total, sendo 88 do PSDB (45) e 15 do Cidadania (23). A federação União-Progressista registrou 98 candidaturas, sendo 72 do União Brasil e 26 do Progressistas (PP).
A federação PSOL/Rede foi a terceira mais bem colocada, com 92 candidaturas registradas, sendo 72 do PSOL (50) e 20 da Rede (18). A Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB) registrou, por sua vez, 84 candidatos, sendo eles: 54 do PT, 17 do Partido Verde (PV) e 13 do PCdoB.
Por fim, a federação PRD/Solidariedade aparece com 33 candidatos, sendo 12 candidaturas do PRD (25) e 21 do Solidariedade (77).
FUNIL NA PRÁTICA
A comparação entre as eleições de 2018, 2022 e 2026 não é aleatória. As três eleições gerais foram marcadas pelo início de um processo importante de afunilamento na política partidária. Mas tudo começou em 2017, quando o Congresso Nacional promulgou a Emenda à Constituição que criou a cláusula de desempenho para que os partidos pudessem ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de rádio e TV durante as eleições.
Com vigência inicial em 2018, a cláusula definiu que, naquele ano, os partidos teriam que obter pelo menos 1,5% dos votos válidos nas eleições para deputado federal distribuídos em, no mínimo, um terço das unidades da Federação, com ao menos 1% dos votos válidos em cada uma delas; ou ter eleito pelo menos nove deputados, distribuídos em, no mínimo, um terço das unidades da Federação.
Naquele ano, foram registrados 1.196 candidatos baianos no TSE, considerando os cargos de deputado estadual e federal, governadoria, vice e Senado. Já no país, foram 29.153 candidatos ao todo.
Em 2022, a cláusula de desempenho se tornou ainda mais complexa: a meta de votos por partido passou a ser de pelo menos 2% dos votos válidos na Câmara dos Deputados, distribuídos em, ao menos, um terço das unidades da Federação, com 1% dos votos válidos em cada uma; ou eleger 11 deputados, distribuídos em, no mínimo, um terço das unidades da Federação.
Vale destacar que, segundo dados oficiais do painel do TSE, a eleição de 2022 foi a mais “robusta” do país desde 1994, considerando o número de candidatos. Foram 29.262 candidatos em todo o país, sendo 1.719 na Bahia.
Restando apenas quatro dias para o fim do prazo para que os partidos políticos, as federações e as coligações apresentem à Justiça Eleitoral os pedidos de registro de candidaturas, apenas 13.872 candidatos foram registrados no painel oficial, considerando todo o país. Caso se mantenha abaixo dos 15 mil candidatos, o número será o menor desde 1998, quando o TSE registrou 15.040 candidaturas.
Nesse cenário, os partidos parecem ter mudado de estratégia para garantir sua participação no fundo eleitoral. A meta da cláusula de barreira para 2026 é de que os partidos terão de obter pelo menos 2,5% dos votos válidos nas eleições para deputado federal, distribuídos em, no mínimo, um terço das unidades da Federação, com ao menos 1,5% dos votos válidos em cada uma delas; ou eleger 13 deputados, distribuídos em, no mínimo, um terço das unidades da Federação.
A última meta da cláusula é de que, em 2030, os partidos terão que alcançar ao menos 3% dos votos válidos nas eleições para deputado federal, distribuídos em, no mínimo, um terço das unidades da Federação, com ao menos 2% dos votos válidos em cada uma; ou vir a eleger ao menos 15 deputados, distribuídos em no mínimo um terço das unidades da Federação.
Segundo cálculos feitos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), os eleitores devem levar, em média, pouco mais de dois minutos para concluir a votação na urna eletrônica. A estimativa considera todo o percurso do eleitor na seção eleitoral, desde a identificação perante o mesário até a confirmação do último voto.
No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a ordem de votação será: deputado federal, deputado estadual, primeiro senador, segundo senador, governador e vice-governador, presidente e vice-presidente da República. Caso haja segundo turno para os cargos de governador e/ou presidente, a votação ocorrerá em 25 de outubro.
A estimativa foi elaborada com base nos dados registrados nas Eleições Gerais de 2018 e 2022. “Nas duas últimas eleições gerais, o tempo médio de votação ficou em pouco mais de dois minutos por eleitor, por isso utilizamos esse parâmetro para 2026. Não consideramos as Eleições Municipais de 2024 porque, naquele pleito, o eleitor votou para apenas dois cargos”, explica Luciana Bichara, secretária de Planejamento de Estratégia, Inovação e de Eleições (SPL) do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).
Para tornar o processo de votação mais ágil, os eleitores devem consultar previamente o local e a seção de votação, levar anotados os números dos candidatos, ter em mãos documento oficial com foto, saber o número do CPF ou do título eleitoral para facilitar a localização do cadastro e, sempre que possível, dar preferência aos horários de menor movimento, evitando o início da manhã e o final da tarde. “Esses cuidados contribuem para agilizar o atendimento na seção eleitoral e tornam a experiência de votação mais rápida para todos”, orienta a secretária.
A Justiça do Rio de Janeiro determinou o cumprimento da sentença que condenou o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) a suspensão dos direitos políticos por oito anos. A decisão, publicada pelo juiz Ricardo Cyfer da 4ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (10), aponta que o caso transitou em julgado.
Juiz citou que o processo chegou ao fim após o Supremo Tribunal Federal (STF) negar seguimento ao recurso de Garotinho. A principal consequência é sua inelegibilidade, que ainda deve ser analisada pela Justiça Eleitoral. O ex-governador é candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo Republicanos.
Com a execução da sentença, a candidatura de Garotinho ao Palácio Guanabara fica inviabilizada. Garotinho foi condenado por improbidade administrativa no esquema de desvio de verbas na Saúde, na época em que era secretário de governo na gestão de sua mulher, a ex-governadora Rosinha Garotinho.
Em 2024, o MPE (Ministério Público Eleitoral) já havia obtido, em razão da mesma condenação, a impugnação da candidatura de Garotinho ao cargo de vereador na cidade do Rio de Janeiro.
Ao G1, a defesa de Anthony Garotinho informou, em nota, que vai contestar a decisão da Justiça e disse que "persistir na execução de uma pena já exaurida viola a Lei de Improbidade e a segurança jurídica".
A defesa alega que a “suspensão dos direitos políticos, portanto, se exauriu em 1º de agosto de 2026”. “A defesa assim reitera sua convicção de que o sr. Anthony Garotinho está em pleno gozo dos seus direitos políticos, circunstância esta que certamente será reconhecida quando da apreciação do registro de sua candidatura ao cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro, pela Justiça Eleitoral do Brasil”, completa.
Confira a nota na íntegra:
“A defesa de Anthony Garotinho contesta, com veemência, a decisão proferida em 10 de agosto de 2026, pelo Juízo da 4ª Vara de Fazenda Pública da Capital, que determinou a comunicação da suspensão dos direitos políticos ao TRE-RJ e ao TSE.
Aquele r. Juízo foi informado por nós, em defesa, que o título condenatório transitou em julgado, juridicamente, em 1º de agosto de 2018. Os recursos seguintes foram inadmitidos por intempestividade, de modo que as decisões posteriores dos Tribunais Superiores possuem natureza meramente declaratória e efeitos anteriores (ex tunc), conforme pacífica orientação do Supremo, do STJ e do próprio Tribunal Superior Eleitoral. A suspensão dos direitos políticos, portanto, se exauriu em 1º de agosto de 2026.
Conforme informado por nós, àquele Juízo, repita-se, a certidão formal de trânsito em julgado não cria o marco temporal; apenas o documenta. Sendo assim persistir na execução de uma pena já exaurida viola o art. 20 da Lei de Improbidade, viola a segurança jurídica e também viola a própria limitação temporal fixada no título.
A defesa assim reitera sua convicção de que o sr. Anthony Garotinho está em pleno gozo dos seus direitos políticos, circunstância esta que certamente será reconhecida quando da apreciação do registro de sua candidatura ao cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro, pela Justiça Eleitoral do Brasil”
A mais nova rodada da pesquisa presidencial da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA, divulgada nesta terça-feira (11), revelou um cenário de total estabilidade na simulação de primeiro turno em relação ao levantamento feito em junho, e algumas pequenas mudanças na disputa de segundo turno entre os principais adversários, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em relação ao primeiro turno, a CNT/MDA apurou números praticamente iguais dos candidatos Lula e Flávio, com o líder petista vendo sua diferença reduzir de 14 pontos percentuais para 13. Já no segundo turno, na simulação de disputa contra o senador, a diferença entre os dois, que era de 12 pontos em junho, caiu para nove neste novo levantamento.
Para o segundo turno, foram apresentadas pela CNT/MDA cinco simulações de disputas, todas elas com Lula contra outros adversários. Lula segue vencendo todos os outros candidatos, com margens mais ou menos parecidas.
Resultado da pesquisa espontânea:
Lula (PT) - 35,3%
Flávio Bolsonaro (PL) - 22,4%
Jair Bolsonaro (PL) - 2,0%
Ronaldo Caiado (PSD) - 1,3%
Renan Santos (Missão) - 0,7%
Outros - 1%
Branco/nulo - 6,5%
Indeciso - 30,7%
Rejeição espontânea
Lula - 42,1%
Flávio Bolsonaro - 39,8%
Ronaldo Caiado - 2,3%
Romeu Zema - 2,2%
Renan Santos - 1,5%
Rejeita todos - 0,8%
Não rejeita nenhum - 8,7%
Não sabe/não respondeu - 11,5%
Simulação de cenário de primeiro turno:
Lula (PT) - 42,4%
Flávio Bolsonaro (PL) - 28,7%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,0%
Romeu Zema (Novo) - 3,3%
Renan Santos (Missão) - 2,8%
Samara Martins (UP) - 1,6%
Augusto Cury (Avante) - 1,2%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0,9%
Outros - 0,9%
Branco/nulo - 6,8%
Indeciso - 7,2%
Cenários de segundo turno:
Lula (PT) 48,0% x 39,1% Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT) 49,1% x 34,9% Romeu Zema (Novo)
Lula (PT) 47,9% x 35,9% Ronaldo Caiado (PSD)
Lula (PT) 48,5% x 33,0% Renan Santos (Missão)
Lula (PT) 48,6% x 32,4% Augusto Cury (Avante)
Medição do potencial de voto dos dois principais candidatos.
Lula:
Votaria nele com certeza - 40,5%
Poderia votar - 12,1%
Não votaria - 46,2%
Não conhece - 0,3%
Flávio Bolsonaro:
Votaria nele com certeza - 26,0%
Poderia votar - 16,1%
Não votaria - 54,5%
Não conhece - 2,5%
Realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto MDA, a pesquisa teve 2002 entrevistas entre 5 e 9 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06935/2026.
Terceiro publicitário a assumir o marketing eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Duda Lima decidiu tirar o sobrenome das peças publicitárias que devem ser veiculadas a partir da próxima semana e definiu o slogan “O Brasil vai vencer” para a campanha a partir do próximo dia 16 de agosto. É o que informa o jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo.
Duda Lima, que substituiu a dupla de marqueteiros Eduardo Fischer e Alexandre Oltramari, criou uma nova identidade visual para o candidato do PL, que será apresentado apenas como “Flávio”, sem o sobrenome “Bolsonaro” aparecendo nos materiais de campanha. Segundo Jardim, a coordenação da campanha afirma que o nome “Bolsonaro” constará em outros materiais de propaganda ao longo do processo eleitoral.
O conceito da marca do candidato foi feito pelo novo marqueteiro de campanha a partir do formato da letra “V”, integrada ao nome “Flávio”, combinando as cores verde e amarela. A estratégia de ocultar o sobrenome “Bolsonaro” das peças publicitárias visa blindar Flávio do acentuado desgaste associado à marca da família, decorrente da má avaliação do governo de seu pai, Jair Bolsonaro, no período de 2019 a 2022.
A medida busca ainda distanciar a imagem do candidato das intensas complicações judiciais do ex-presidente, marcadas por investigações e pela condenação a mais de 27 anos de prisão no Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
O pilar da estratégia publicitária desenhada por Duda Lima apoia-se em críticas diretas à gestão do presidente Lula, sustentando que a população supostamente sofreu perdas econômicas e de qualidade de vida. Duda Lima é um dos profissionais de marketing político mais próximos do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e nasceu na mesma cidade que ele, Mogi das Cruzes (SP).
A relação entre os dois começou há mais de duas décadas, quando o publicitário trabalhou na campanha de um aliado de Valdemar em São Paulo. Desde então, tornou-se um dos nomes de confiança do dirigente e passou a atuar em campanhas da legenda.
Na eleição presidencial de 2022, Duda Lima foi responsável pelas propagandas de televisão e rádio de Jair Bolsonaro. À época, o publicitário defendia que a campanha explorasse programas sociais, como o Auxílio Brasil, e obras de infraestrutura, especialmente a transposição do Rio São Francisco, numa tentativa de ampliar o diálogo com eleitores além da base bolsonarista.
Também foi de Duda Lima uma das principais mudanças na identidade visual do PL após a filiação de Bolsonaro. Duda sugeriu abandonar o vermelho na logomarca do partido, substituindo-o por azul e branco, para aproximar a legenda das cores verde e amarela adotadas pelos apoiadores do ex-presidente.
Apesar de seu partido, o Republicanos, ter declarado neutralidade nas eleições deste ano, o presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), afirmou que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua tentativa de obter um quarto mandato. Motta conversou com a imprensa antes da cerimônia de posse da advogada Giovanna Mayer como desembargadora no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), nesta segunda-feira (10).
“Eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição, revelada aqui em primeira mão de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição”, afirmou o parlamentar.
Motta ressaltou que o Republicanos, quando decidiu a posição de neutralidade, liberou os diretórios estaduais do partido a apoiarem os candidatos a presidente que entendessem ser o melhor para o país.
“Acredito que o presidente Lula é quem converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país, por isso estamos revelando em primeira mão esse apoio ao seu projeto de reeleição”, explicou o presidente da Câmara.
O Republicanos optou pela neutralidade na corrida presidencial após ter sido pressionado pelo senador Flávio Bolsonaro a formar uma coligação para a disputa de 2026. Flávio queria que a sua candidata a vice-presidente fosse a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, filiada ao Republicanos, mas o partido, após uma consulta aos seus diretórios, preferiu ficar neutro e liberar apoios.
Assim como Hugo Motta apoia o presidente Lula na Paraíba, da mesma forma que o ex-ministro Silvio Costa Filho em Pernambuco, em São Paulo, um dos principais expoentes do Republicanos, o governador Tarcísio de Freitas, declara apoio em Flávio Bolsonaro, do PL.
Apesar de Motta ter declarado seu apoio ao presidente Lula, o PT, na Paraíba, não colocou o pai do presidente da Câmara entre os candidatos apoiados pelo partido no estado. O pai de Motta, o ex-prefeito Nabor Wanderley, da cidade de Patos, concorre a uma vaga ao Senado, e até o momento, não conta com apoio declarado de Lula e do PT.
Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) revelou um grupo que planejava, pela internet, realizar atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília. Segundo informações divulgadas pelo programa Fantástico, neste domingo (9), um dos integrantes do grupo chegou a sugerir "explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater".
As comunicações ocorreram em dois grupos do aplicativo Telegram. Os dados monitorados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), apontam que os suspeitos, que não se conheciam pessoalmente, falavam em fabricar explosivos e disseminavam discursos de ódio pela rede.
"Vocês deveriam listar os principais alvos para garantir o sucesso da revolução", dizia uma das mensagens. Outras afirmavam: "Muito dificilmente nossos inimigos estão concentrados em um único lugar".
Um relatório do Ciberlab, laboratório especializado em crimes cibernéticos, concluiu que o conteúdo compartilhado apresentava elevado grau de periculosidade, planejamento de atos violentos mediante utilização de artefatos explosivos, disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência.
O acesso aos grupos era restrito, exigindo links específicos ou buscas por nomes exatos. O recrutamento de pessoas começava por um grupo maior, com mais de 600 integrantes. E quem se radicalizava era convidado para um grupo mais restrito, com 46 pessoas, que onde era organizado o suposto ataque.
Nesse ciclo restrito, os suspeitos compartilhavam manuais de como construir explosivos, coquetéis Molotov e desenvolvimento de artefatos explosivos. Eles também calculavam quantidades de explosivos e custos dos ataques. Um dos usuários utilizava a foto de Hitler como imagem de perfil.
O monitoramento das autoridades revelou que as condutas não eram inofensivas. "Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios", disse Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública.
O ministro ressaltou a relevância do caso, afirmando que a sociedade deve atentar para o fato de que tais comportamentos não podem ser minimizados ou normalizados. "Chegaram, inclusive, a compartilhar a planta baixa do Palácio do Planalto, para mostrar lá: 'A planta deles é assim, a gente pode entrar por aqui, sair por aqui'", afirmou.
O Ciberlab funciona em uma sala de acesso restrito em Brasília. Os investigadores identificam quem se esconde por trás dos perfis anônimos: em geral, homens jovens que produzem e compartilham conteúdo racista, misógino, homofóbico. Apenas em 2026, o Ciberlab produziu 103 relatórios sobre mais de 50 grupos de ódio diferentes.
Na última terça-feira (4), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados. Os investigados devem responder por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime. A investigação segue na análise dos computadores e celulares apreendidos.
Faltando poucos dias para o encerramento do período de inscrição de candidaturas na Justiça Eleitoral, prazo que se encerra no próximo sábado (15), Brasília terá uma semana de retorno de deputados e senadores aos trabalhos, para a realização de um esforço concentrado de votações. Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), agendaram esta semana e o início de setembro para esses dois períodos de tentativa de votar matérias no Congresso.
No aguardo do início oficial da campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta uma conversa com Alcolumbre para articular votações de interesse do Palácio do Planalto. A perspectiva, entretanto, é que apenas projetos de consenso entre os líderes sejam votados, e matérias como a mudança na jornada 6x1 dificilmente terão espaço para votação nos próximos dias.
No Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem, entre os destaques da pauta de julgamentos, dois temas de grande relevância, um relativo à nova lei do licenciamento ambiental, e outro sobre a possibilidade de mineração em terras indígenas. Já o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá como destaque na semana o julgamento de uma ação do PT que pede o recálculo do fundo eleitoral.
Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes em Brasília.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula tem uma agenda com poucos compromissos oficiais nesta segunda (10). A agenda inclui reuniões, no Palácio do Planalto, com o secretário para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, além da exibição de um filme, às 19h, no cinema do Palácio da Alvorada.
Para esta segunda, há ainda a perspectiva de um encontro, fora da agenda oficial, entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Depois de terem se reunido na semana passada para “aparar as arestas”, Lula e Alcolumbre devem conversar sobre as pautas prioritárias do governo que estão emperradas no Congresso Nacional.
A agenda do presidente Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Lula, que não aceitou convite da Globonews para uma sabatina na semana passada, deve continuar concedendo entrevistas apenas a rádios e podcasts.
No calendário dos indicadores econômicos, um dos destaques da semana é a divulgação nesta terça (11), pelo Banco Central, da ata da reunião do Copom que decidiu pelo corte na taxa Selic. Na reunião em que foi definido mais um corte de 0,25% nos juros, os membros do Comitê não deram pistas se pretendem manter o ritmo de redução da Selic na próxima reunião.
Também na terça (11), o IBGE apresenta os números do índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho. O indicador revela a situação da inflação oficial brasileira.
Durante a semana, o IBGE também divulgará as suas pesquisas mensais sobre a situação da Indústria, do Comércio, dos Serviços, além do Levantamento Sistemática da Produção Agrícola brasileira.
PODER LEGISLATIVO
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), programou para esta terça (11) uma reunião de líderes partidários para definir a pauta de votações para esta semana, que será de esforço concentrado. Motta quer definir que projetos serão votados nas sessões plenárias marcadas até a próxima quinta (13).
É certo, entretanto, que temas polêmicos e que não possuam consenso entre os líderes sejam deixados de fora da pauta do esforço concentrado, tanto agora quanto no começo de setembro. Apenas matérias com acordo serão levadas a voto nos próximos dias.
Entre as propostas que devem ser votadas estão sete medidas provisórias (MPs) editadas no início do ano e que perdem a validade se não forem analisadas pela Câmara e pelo Senado até o final de agosto. Uma delas (MP 1355/26) institui o Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro das Famílias, também chamado de Novo Desenrola Brasil. O programa tem o objetivo de ajudar famílias a renegociar dívidas com instituições financeiras, com condições mais favoráveis.
Outra medida provisória que precisa ser votada (MP 1349/26) cria ajuda financeira para importadores de óleo diesel e gás de cozinha, como maneira de evitar desabastecimento em função da guerra no Oriente Médio. Ela também prevê apoio financeiro ao setor aéreo.
Ainda em relação a combustíveis, pode ser votado projeto (PLP 114/26) do governo que cria subsídios e ajuda financeira para empresas do setor, como maneira de reduzir o impacto da guerra entre Estados Unidos e Irã nos preços do óleo diesel, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação.
Há ainda projetos apresentados como prioritários pela Frente Parlamentar da Agropecuária. Um deles é o PL 2898/25, que suspende por dois anos sanções e embargos ambientais a pequenos produtores rurais. A medida não tem apoio do governo, que argumenta que, na Amazônia Legal, isso pode significar a suspensão de sanções a quem possui propriedades de até 400 hectares.
Outras propostas prontas para a pauta ainda não têm consenso entre os diversos partidos políticos. É o caso do projeto (PL 896/23) que inclui o incentivo à violência contra a mulher como crime inafiançável, como o racismo.
No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) já distribuiu uma lista ampla de projetos confirmados para votação, entre eles os estatutos do Aprendiz e da Vítima. Há ainda previsão de realização de uma reunião conjunta, em data ainda a ser confirmada, para discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. A votação do parecer na Comissão Mista de Orçamento (CMO) está marcada para esta terça (11).
Aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto de lei 6.461/2019 cria um novo marco legal para os programas de aprendizagem profissional de jovens e deficientes, buscando ampliar o acesso à modalidade de contrato que mistura horas de ensino com horas de serviço. O texto mantém os atuais limites de idade, de 14 a 24 anos, salvo para pessoas com deficiência, que podem aderir em qualquer faixa etária.
A proposta altera as regras de contratação e cumprimento das cotas pelas empresas. O contrato terá, em regra, duração máxima de dois anos, podendo chegar a três anos para alunos de cursos técnicos e ultrapassar dois anos para pessoas com deficiência em situações justificadas. Micro e pequenas empresas continuarão com contratação facultativa, assim como algumas outras categorias.
O Estatuto amplia e detalha as garantias dos aprendizes. A formação teórica deverá corresponder a pelo menos 20% da carga horária total ou 400 horas, prevalecendo o maior valor, e deverá incluir preparação para o enfrentamento do assédio no trabalho.
Outro destaque é o projeto de lei 3.890/2020, apelidado “Estatuto da Vítima”, que estabelece direitos e garantias para pessoas que sofreram danos em decorrência de crimes, atos infracionais, calamidades públicas, desastres ou epidemias. A proposta busca assegurar que essas pessoas sejam reconhecidas e tratadas pelo poder público de forma individualizada, respeitosa e adequada, desde o primeiro atendimento até eventual investigação ou processo judicial.
O estatuto determina que a vítima tenha acesso a informações sobre seus direitos e sobre o andamento do caso, possa ser ouvida e participar do processo, receba orientação e assistência jurídica gratuita e tenha acesso a mecanismos de proteção. O texto do projeto também assegura direitos relacionados à indenização pelos danos sofridos, ao ressarcimento de despesas, à restituição de bens, à preservação da intimidade e ao atendimento médico, psicológico e social.
Veja a seguir a lista de propostas na pauta do Senado:
Terça (11):
- Projeto de lei 699/2023: Institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert); cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes (FPNF); estabelece crédito fiscal para a produção de fertilizantes; e dá outras providências.
- Projeto de lei 429/2024: Dispõe sobre as custas judiciais no âmbito da Justiça Federal; cria o Fundo Especial da Justiça Federal (Fejufe); e revoga a Lei nº 9.289, de 4 de julho de 1996.
- Projeto de lei 1.872/2025: Cria e estrutura o Fundo de Fortalecimento da Cidadania e Aperfeiçoamento do Ministério Público da União (FMPU).
- Projeto de lei 1.881/2025: Cria e estrutura o Fundo de Fortalecimento do Acesso à Justiça, Promoção dos Direitos Fundamentais e Estruturação da Defensoria Pública da União.
- Projeto de lei 3.289/2026: Altera a Lei nº 14.293, de 4 de janeiro de 2022, que dispõe sobre o Programa de Venda em Balcão (ProVB); e a Lei nº 8.171, de 17 de janeiro de 1991, para dispor sobre a realização de leilões públicos destinados à formação de estoques.
Quarta (12):
- Projeto de lei 124/2022: Altera a Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional), a fim de estabelecer normas gerais sobre solução de controvérsias, consensualidade e processo administrativo em matéria tributária e aduaneira; e altera a Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996.
- Projeto de lei 6.461/2019: Institui o Estatuto do Aprendiz; e altera a Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 (CLT), e as Leis nºs 6.019, de 3 de janeiro de 1974, e 14.601, de 19 de junho de 2023.
- Projeto de lei 3.890/2020: Institui o Estatuto da Vítima; e altera a Lei Complementar nº 79, de 7 de janeiro de 1994, e a Lei nº 12.340, de 1º de dezembro de 2010.
- Projeto de lei 5.972/2023: Altera a Lei nº 14.747, de 5 de dezembro de 2023, para prever a criação de protocolos de atendimento para urgências cardiovasculares no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), incluídas medidas trombolíticas em Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
- Projeto de lei 3.099/2019: Altera a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990 (Lei Orgânica da Saúde), para prever o estímulo ao autocuidado responsável na assistência às pessoas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS); cria a Política Nacional de Autocuidado; e institui o Dia Nacional do Autocuidado.
PODER JUDICIÁRIO
No Supremo Tribunal Federal (STF), dois temas de grande relevância estão na pauta da semana. Para a sessão plenária de quarta (12), está previsto o julgamento de uma ação que tenta suspender a nova lei do licenciamento ambiental, apelidada pelos críticos como o “PL da Devastação”.
Os ministros do STF vão analisar três Ações Diretas de Inconstitucionalidade propostas contra a Lei Federal 15.190/2025, que instituiu a Lei Geral de Licenciamento Ambiental. Na ADI 7919, além da Lei Geral de Licenciamento Ambiental, o PSOL e a Apib questionam também a Lei 15.300/2025, que regulamentou a Licença Ambiental Especial (LAE).
Trata-se de um ato em que a autoridade licenciadora estabelece condicionantes a serem observadas e cumpridas pelo empreendedor para localização, instalação e operação de atividades ou de empreendimentos estratégicos. A norma estabelece que a LAE se aplica a atividades ou empreendimentos tidos como estratégicos pelo Conselho de Governo, que irá elaborar uma lista bianual a ser proposta ao presidente da República.
Entre outros pontos, o PSOL e a Apib sustentam que a própria criação da LAE é inconstitucional, pois não foi acompanhada de critérios técnicos e objetivos para definir o que se enquadra como “empreendimento estratégico”. Na ação é questionado o fato de que essa lacuna dá ampla margem de discricionariedade ao Poder Executivo e permite “decisões pautadas por conveniência política em detrimento de fundamentos técnicos”.
Para o partido e a associação, esse tipo de decisão exigiria avaliação especializada e fundamentada em evidências científicas, como vem sendo feito há quatro décadas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), órgão de composição plural e competência técnica específica para estabelecer normas e critérios voltados à proteção ambiental.
O outro julgamento em destaque na semana é a possibilidade de mineração em terras indígenas. O Supremo discute na quinta (13) uma decisão do ministro Flávio Dino que permitiu que os indígenas Cinta-Larga teriam o direito de preferência para explorar minérios nas suas terras e determinou a retirada de garimpeiros ilegais da área.
A decisão de Dino também abriu um prazo de dois anos para o Congresso regulamentar a pesquisa e a lavra de minérios em terras indígenas. Indígenas e ambientalistas criticaram a decisão, por abrir precedente (e interpretações) sobre a exploração mineral nesses territórios.
Há ainda na pauta da semana no STF a análise de leis que desestimulam acordo voluntário que diminui desmatamento em produção de soja. É o caso de uma legislação do estado do Mato Grosso, que proíbe incentivos fiscais e de terrenos públicos a empresas aderirem ao acordo, e a lei de Rondônia, que retira incentivos a empresas no acordo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma maior margem de distância frente ao senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de votos do primeiro turno na nova rodada de pesquisa da BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (10). No principal cenário estimulado, considerando o primeiro turno, Lula registra 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 35%.
Em relação à rodada anterior, Lula oscilou de 41% para 40%, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 37% para 35%, mantendo a diferença entre os dois em cinco pontos percentuais. Os demais candidatos seguem em patamares de um dígito, com Ronaldo Caiado aparecendo com 5%, Renan Santos com 4% e Romeu Zema com 3%.
Foram ouvidos 2.001 eleitores nas 27 unidades da Federação, por telefone, entre os dias 7 e 9 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. A pesquisa BTG/Nexus está registrada no TSE sob o número BR-08428/2026.
No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário é de empate técnico entre os candidatos. No cenário estimulado, Lula aparece com 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro. Em comparação com a rodada anterior, Lula oscilou de 46% para 47%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 45% para 44%.
O levantamento também mostra que a consolidação das preferências eleitorais permanece elevada. Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no primeiro turno, 74% afirmam que sua decisão de voto já está tomada e não deve mudar até a eleição. Outros 25% dizem que ainda podem alterar sua escolha, enquanto 2% não souberam responder.
Entre os eleitores de Lula no primeiro turno, 83% afirmam que seu voto já está definido, enquanto 80% dos eleitores de Flávio Bolsonaro dizem o mesmo. Considerando os grupos ideologicamente mais identificados, 89% dos lulistas convictos e 84% dos bolsonaristas convictos afirmam que sua decisão de voto não deve mudar até a eleição, reforçando o elevado grau de fidelidade eleitoral entre os dois principais campos da disputa.
O segundo bloco do debate da Band ao Governo da Bahia, neste domingo (9), foi o mais tenso da noite, com perguntas dos jornalistas e confrontos diretos que elevaram o tom entre ACM Neto (União Brasil), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL). Segurança pública, saúde, meio ambiente e a relação dos candidatos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dominaram as trocas.
Na etapa das perguntas dos jornalistas, Jerônimo e ACM Neto foram questionados sobre segurança pública. A Mansur, coube responder sobre a estrutura da Secretaria de Segurança e o histórico crítico do PSOL em relação à atuação policial; o candidato defendeu a valorização dos profissionais das forças de segurança. Jerônimo, ao responder, citou Neto e criticou o uso de inteligência artificial na elaboração do plano de governo do adversário. Neto, por sua vez, negou que tenha usado IA para escrever o programa.
Outro ponto quente foi o Planserv, o plano de saúde dos servidores estaduais. Questionado sobre uma possível privatização, ACM Neto disse que não pretende privatizar o serviço, mas afirmou que, se for preciso, pagaria consultas na rede privada para evitar que pessoas morram à espera de atendimento. Mansur rebateu, afirmando que Neto acabaria privatizando o Planserv, e fez críticas às gestões do grupo político do adversário, incluindo uma referência ao período do ex-senador Antônio Carlos Magalhães, avô de Neto.
No meio ambiente, Mansur perguntou a Jerônimo se ele assinaria um decreto de proteção à Serra da Chapadinha, que, segundo o candidato do PSOL, estaria sob risco. O governador respondeu que a proposta está na Procuradoria-Geral do Estado e garantiu que a unidade de conservação da área será criada. Mansur ainda aproveitou para criticar o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), na área ambiental.
A relação com Lula foi outro foco de embate. Mansur questionou ACM Neto sobre a associação de seu nome ao do presidente na campanha, e o ex-prefeito respondeu que quer o melhor para a Bahia. O candidato do PSOL fez então uma acusação dura, atribuindo ao grupo político de Neto responsabilidade por mortes durante a pandemia de covid-19. Neto classificou a colocação como um absurdo, relembrou casos de baianos mortos em filas de espera por atendimento e afirmou que a paciência da população com Jerônimo teria acabado.
O confronto mais acirrado veio na última rodada, entre Neto e Jerônimo. Neto cobrou o governador sobre um buraco na BR-324, afirmando que Jerônimo teria dito que a cratera estava tapada, e perguntou se aquilo teria sido mentira ou desinformação. Jerônimo respondeu criticando a forma como Neto trata os adversários, repetiu que o rival é "anti-Lula" e afirmou já ter sido alvo de tratamento desrespeitoso por ser indígena e negro. Neto retomou o tema da BR-324, disse que teria sido colocada apenas uma lona sobre o buraco e acusou o governador de se colocar como vítima, citando ainda a ponte Salvador-Itaparica, que, segundo ele, não teve obras iniciadas. Na tréplica, Jerônimo destacou a parceria com Lula e disse que Neto não fazia as mesmas críticas nos governos Temer e Bolsonaro, classificando o adversário de negacionista ao lembrar de obras como o metrô e o VLT.
O Congresso Nacional chega às eleições de 2026 com uma relação diferente com a disputa pelo Palácio do Planalto. O aumento do controle dos parlamentares sobre recursos destinados aos estados e municípios reduziu a dependência em relação ao governo federal e abriu espaço para que partidos concentrem esforços na eleição de deputados e senadores, sem necessariamente declarar apoio a um candidato presidencial.
Segundo o portal Metrópoles, o fortalecimento das emendas parlamentares é um dos fatores que ajudam a explicar a postura mais independente adotada por siglas de centro. Tradicionalmente, partidos buscavam se aproximar dos principais candidatos à Presidência antes das eleições para ampliar as chances de influência sobre o Orçamento e garantir espaço em um eventual governo eleito.
Esse cenário mudou à medida que o Congresso ampliou sua participação na definição e execução de recursos públicos. Com as chamadas emendas impositivas, parlamentares passaram a contar com maior previsibilidade para destinar verbas às suas bases eleitorais, diminuindo a necessidade de depender exclusivamente de articulações com o Executivo.
No Orçamento de 2026, as emendas parlamentares receberam uma dotação inicial de R$ 49,9 bilhões. Desse total, R$ 26,56 bilhões correspondem a emendas individuais e de bancadas estaduais, que possuem execução obrigatória. Outros R$ 12,1 bilhões foram destinados às emendas de comissão, que não têm caráter impositivo.
EMENDAS PARA AMPLIAR
As emendas individuais passaram a ter execução obrigatória após uma mudança constitucional aprovada em 2015. Na prática, o mecanismo impede que o governo deixe de executar uma emenda simplesmente porque determinado parlamentar integra a oposição ou não acompanha as orientações do Palácio do Planalto.
Em 2026, uma nova regra ampliou a previsibilidade sobre a liberação desses recursos. A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabeleceu que o Executivo deve considerar, até o fim do primeiro semestre, o pagamento de 65% de determinadas emendas individuais e de bancada.
A mudança fortalece a capacidade dos parlamentares de apresentar recursos a prefeitos e governadores de suas bases eleitorais. Com maior autonomia para direcionar verbas, deputados e senadores passam a ter menos motivos para escolher antecipadamente um candidato presidencial apenas como forma de obter acesso ao Orçamento federal.
A autonomia, porém, não elimina a importância do presidente da República. O Executivo continua responsável pelo controle de ministérios, cargos, programas federais, investimentos e parte significativa das despesas discricionárias. Além disso, qualquer presidente eleito precisará construir uma maioria no Congresso para aprovar suas principais propostas.
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) participou, neste domingo (9), de um culto evangélico em homenagem ao Dia dos Pais na cidade de São Paulo. A cerimônia contou com a presença do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Republicanos), que concorre a uma vaga na mesma Casa Legislativa.
Conforme informações do portal Metrópoles, Flávio discursou durante a celebração e se emocionou ao falar sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), citando o fato de ter sido impedido de visitá-lo na data comemorativa.
O parlamentar pediu aos fiéis que valorizem a convivência com seus pais e avós, declarando que "nunca saberemos quando vai ser a última vez que isso vai acontecer". A impossibilidade da visita decorre de uma decisão proferida no sábado (8) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que indeferiu o pedido para que os filhos visitassem o ex-chefe do Executivo.
Jair Bolsonaro segue em prisão domiciliar desde março. Em seu despacho, o magistrado destacou a validade da determinação que suspendeu as visitas por 30 dias, liberando exclusivamente atendimentos médicos, fisioterapêuticos e encontros com advogados.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, voltou a defender publicamente a credibilidade das urnas eletrônicas na manhã deste domingo (9). Em discurso, o magistrado afirmou que descredibilizar o sistema eleitoral brasileiro equivale a "desconvidar" os cidadãos a participarem do pleito democrático.
Conforme reportado pelo jornal O Globo, as declarações foram feitas durante a Corrida pela Democracia, realizada no Autódromo de Brasília para marcar o encerramento da primeira Semana Nacional do Sistema de Votação.
Durante a solenidade, Nunes Marques destacou que o modelo de votação brasileiro construiu sua confiança ao longo de três décadas por meio de auditorias, fiscalização contínua e aprimoramento tecnológico.
Esse pronunciamento reforça a postura adotada pelo ministro na abertura do segundo semestre da Justiça Eleitoral, diante de pressões de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) para que o TSE reaja com firmeza aos ataques e à desinformação sobre o processo eleitoral.
O posicionamento do presidente da Corte ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, ter utilizado dados falsos sobre o sistema de votação em evento com embaixadores no mês de julho. Na ocasião, em fala semelhante às de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o parlamentar pediu a presença de observadores internacionais para acompanhar o pleito deste ano.
O Presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), formalizou a submissão dos dados de sua candidatura ao sistema da Justiça Eleitoral. No painel, o petista, que está em seu 3° mandato no Palácio do Planalto, registrou R$4,7 milhões em bens, cerca de R$2,6 milhões a menos que o valor registrado em sua última eleição, em 2022.
O perfil dos candidatos no Tribunal Superior Eleitoral concentra as principais informações dos candidatos aos cargos eletivos, como dados de perfil, limite de gastos e filiações, além da declaração de bens dos candidatos.
Em sua ficha de candidatura, Lula registrou R$4,7 milhões em patrimônios. O valor representa uma queda em comparação ao registrado na eleição anterior, em 2022, quando o seu patrimônio foi declarado em R$7,4 milhões.
Na descrição do patrimônio, constam os seguintes itens: a construção de uma casa, orçada em R$ 246 mil, em São Bernardo do Campo; parte de um um terreno de R$ 265 mil também em São Bernardo do Campo; além de outras aplicações e investimentos.
Entre eles, há dois planos de previdência privada no Bradesco, que representaram queda de 2022 a 2026. Há quatro anos, Lula registrava a um único VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) no valor de R$5,5 milhões.
Já nos dados de perfil, as informações foram as mesmas descritas em 2022: o candidato se autodeclarou um homem branco, casado, com ensino médio completo.
A ficha do TSE ainda adiciona informações sobre o limite legal de gastos na campanha. Neste caso, o valor despendido na campanha do candidato à reeleição está limitado ao teto de R$88,9 milhões no primeiro turno e R$44,4 milhões no segundo. Na declaração de 2026 são dois planos, mas em valor menor: somados, dão R$3,3 milhões.
A fim de monitorar a divulgação de conteúdos falsos e o uso indevido de inteligência artificial nas eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou nesta semana um órgão composto por especialistas em diferentes áreas.
De acordo com a Corte, o Conselho Consultivo de Integridade Informacional será formado por especialistas em tecnologia e inteligência artificial, segurança pública e criminalidade organizada, comunicação social, entre outros campos.
Os integrantes ainda serão definidos e participarão de reuniões que ocorrerão pelo menos uma vez por mês até dezembro; eles não receberão remuneração.
Entre outras atribuições, o conselho deverá assessorar o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, em ações contra a desinformação no período eleitoral. Além de:
- Acompanhar o uso indevido de IA no ambiente digital, além das campanhas;
- Sugerir parcerias com universidades, empresas e sociedade civil;
- Incentivar ações de educação digital e combate à desinformação.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em uma transmissão ao vivo no seu canal no Youtube nesta quinta-feira (7), anunciou a lista de candidatos ao Senado que contarão com o apoio oficial dele na campanha eleitoral que se inicia a partir do dia 15 de agosto. Na Bahia, Flávio Bolsonaro disse que apoiará as candidaturas de João Roma, que é do do seu partido, o PL, e do senador Angelo Coronel, do Republicanos.
A lista apresentada por Flávio Bolsonaro conta com 47 candidatos em todos os estados do país. Desse total, 33 são candidatos do PL e 14 são de outros partidos, como o Republicanos de Angelo Coronel. Em sete estados, o candidato a presidente apoiará apenas um nome ao Senado.
Angelo Coronel, que no mês de abril rompeu com a base do PT na Bahia e migrou do PSD para o Republicanos, declarou apoio ao candidato Flávio Bolsonaro em uma entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1, no dia 6 de abril. O senador baiano destacou sua relação pessoal com Flávio Bolsonaro e afirmou que vai priorizar a relação com o candidato na hora do voto.
“Ele, por ser meu amigo pessoal, meu colega de Senado, não vou deixar de votar num amigo para votar em outro que não tenho nenhuma relação”, disse Coronel ao Bahia Notícias no Ar.
Entre os nomes listados por Flávio Bolsonaro que contarão com o seu apoio na campanha deste ano está o do ex-presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP). Flávio ainda não havia anunciado um endosso formal a Lira, e o PL em Alagoas contava com o deputado Alfredo Gaspar para o Senado.
Entretanto, como Gaspar deixou a disputa para ser vice da chapa presidencial, Flávio oficializou o apoio a Lira. Já o presidente do PP, Ciro Nogueira, não foi mencionado pelo candidato a presidente.
No Piauí, Flávio optou por apoiar apenas o candidato Tiago Junqueira, do PL. A decisão aconteceu após a tentativa frustrada de Flávio de selar uma aliança com o PP de Ciro em âmbito nacional para que a senadora Teresa Cristina pudesse ser sua candidata a vice.
Confira abaixo a lista completa dos nomes que serão apoiados por Flávio Bolsonaro nos estados:
Acre:
– Márcio Bittar (PL) e Mara Rocha (MDB)
Alagoas:
– Maria Cândia (PSDB) e Arthur Lira (PP)
Amapá:
– Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD)
Amazonas:
– Capitão Alberto Neto (PL)
Bahia:
– João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos)
Ceará:
– Alcides Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União Brasil)
Distrito Federal:
– Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
Espírito Santo:
– Maguinha Malta (PL) e Evair Melo (Republicanos)
Goiás:
– Gustavo Gayer (PL) e Oséias Varão (PL)
Maranhão:
– Cidônio Gonçalves (PL)
Mato Grosso:
– José Medeiros (PL)
Mato Grosso do Sul:
– Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)
Minas Gerais:
– Domingos Sávio (PL)
Pará:
– Delegado Éder Mauro (PL) e Zequinha Marinho (Podemos)
Paraíba:
– Marcelo Queiroga (PL)
Paraná:
– Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL)
Pernambuco:
– Mendonça Filho (PL)
Piauí:
– Tiago Junqueira (PL)
Rio de Janeiro:
– Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)
Rio Grande do Sul:
– Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo)
Rio Grande do Norte:
– Styvenson Valentim (PSDB) e Coronel Hélio Oliveira (PL)
Rondônia:
– Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)
Roraima:
– Hélio Lopes (PL) e Nicoletti (PL)
Santa Catarina:
– Carlos Bolsonaro (PL) e Caroline de Toni (PL)
São Paulo:
– André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP)
Sergipe:
– Rodrigo Valadares (PL) e Coronel Rocha (PL)
Tocantins:
– Eduardo Gomes (PL) e Carlos Gaguim (União Brasil)
Quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete da Presidência da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, além de busca e apreensão e obtenção de informações sobre suposto vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essas foram algumas das providências requeridas pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, em petição enviada nesta quinta-feira (6) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O que motivou o pedido foi a revelação de que o ex-chefe do Gabinete Pessoal do presidente Lula recebeu pagamentos da empresária Roberta Luchsinger, a amiga do filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Marcola, um dos assessores mais próximos de Lula, ficou no cargo de chefe de gabinete pessoal durante todo o atual governo e deixou o posto no dia 21 de julho deste ano.
Oficialmente, foi informado que o motivo da saída de Marcola foi o de reforçar a campanha à reeleição de Lula. Entretanto, circulou a informação em Brasília de que o real motivo da saída do assessor foi a descoberta desses pagamentos pelo Palácio do Planalto. Nesta semana, Marcola pediu para deixar também a campanha presidencial.
A petição apresentada pelo senador Rogério Marinho, obtida pela CNN, foi assinada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro. A petição lista cinco requerimentos ao ministro André Mendonça, relator, no STF, do caso que envolve as fraudes e descontos não autorizados sobre benefícios de aposentados do INSS.
O primeiro pedido feito pela campanha de Flávio Bolsonaro é a apuração dos fatos noticiados envolvendo Marcola, com prioridade para o suposto vazamento de informações sigilosas de uma investigação sob relatoria de Mendonça. O segundo é a requisição, à Presidência da República, da lista integral de entradas e saídas do Palácio do Planalto, do Palácio da Alvorada e do Gabinete Pessoal do presidente nos últimos 30 dias, com identificação de visitantes, datas, horários e servidores responsáveis pelo atendimento.
O documento também pede que a Polícia Federal informe datas e horários de todos os despachos pessoais entre Lula e o diretor-geral da PF de janeiro a julho de 2026. Há ainda requisição da quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-assessor Marco Aurélio, incluindo contas, aplicações e declarações de ajuste anual de 1º de janeiro de 2023 até a data atual, além do pedido de expedição de um mandado de busca e apreensão contra ele, incluindo celulares pessoais e funcionais, computadores, mídias de armazenamento, documentos bancários e outros registros relacionados ao caso.
Na petição, a advogada Maria Claudia Bucchianeri afirma que o objetivo é apurar a origem do suposto vazamento, a cadeia de custódia do material divulgado, os agentes que tiveram acesso às informações sigilosas e eventual uso indevido dos dados para proteção política do presidente durante a pré-campanha eleitoral.
A deputada federal e candidata à reeleição, Ivoneide Caetano (PT), formalizou a submissão dos dados de sua candidatura ao sistema da Justiça Eleitoral. No painel, a parlamentar, que é a única mulher da bancada petista na Câmara de Deputados, registrou R$ 81 mil em bens, cerca de R$ 20 mil a menos que o valor registrado em sua última eleição, em 2022.
O perfil dos candidatos no Tribunal Superior Eleitoral concentra as principais informações dos candidatos aos cargos eletivos, como dados de perfil, limite de gastos e filiações, além da declaração de bens dos candidatos.
Em sua ficha de candidatura, a parlamentar registrou R$ 81,551 mil em patrimônio. O valor representa uma queda em comparação ao registrado na eleição anterior, em 2022, quando o seu patrimônio foi declarado em R$ 104 mil.
Na descrição do patrimônio, constam apenas dois saldos de R$41 e R$40 mil em duas contas bancárias. Já na última eleição, ela havia registrado 9,4 mil em poupança, um terreno avaliado em R$17 mil, um veículo de 67 mil reais e R$9,9 mil em participação societária em uma empresa.
Já nos dados de perfil, as informações foram as mesmas descritas em 2022: a candidata se autodeclarou uma mulher parda, casada e advogada. Além de deputada federal eleita, Ivoneide Caetano foi candidata à Prefeitura de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, em 2020, mas sem sucesso. A parlamentar é casada com o atual prefeito do município, Luiz Carlos Caetano (PT).
A ficha do TSE ainda adiciona informações sobre o limite legal de gastos na campanha. Neste caso, o valor despendido na campanha do candidato à reeleição está limitado ao teto de R$3,17 milhões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva supera com larga margem seu principal adversário nas eleições deste ano entre os eleitores do Nordeste, as pessoas que se autodeclaram pretas, os que recebem Bolsa Família, completaram até o ensino fundamental, ganham até dois salários mínimos e estão localizados na faixa etária acima de 60 anos.
Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), até o momento o principal opositor de Lula, consegue abrir maior margem sobre o líder petista entre os eleitores da região Sul, os que se dizem evangélicos, que se autodeclaram brancos, que possuem curso superior e ganham acima de cinco salários mínimos.
As conclusões podem ser retiradas da segmentação das intenções de voto verificadas na mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5). De acordo com a pesquisa, na simulação de segundo turno, o presidente Lula ganharia de Flávio Bolsonaro por 44% a 39%.
Na divisão do voto por segmentos regionais, de raça, gênero, religião, faixa etária, nível salarial e educacional, Lula demonstra ter maior vantagem sobre Flávio em pelo menos 11 categorias dentre essa estratificação de eleitores. Já Flávio Bolsonaro lidera com expressiva vantagem em cinco categorias.
Confira abaixo os segmentos em que o presidente Lula apresenta ter maior força sobre Flávio:
Nordeste - Lula 64% x 25% Flávio
Pessoas pretas - Lula 61% x 22% Flávio
Bolsa Família - Lula 62% x 26% Flávio
Ensino fundamental - Lula 55% x 30% Flávio
Até dois salários mínimos - Lula 54% x 30% Flávio
Sem religião - Lula 47% x 32% Flávio
60 anos ou mais - Lula 48% x 34% Flávio
Outras raças - Lula 49% x 35% Flávio
Mulheres - Lula 47% x 35% Flávio
Católicos - 49% x 37% Flávio
Pessoas pardas - Lula 48% x 37% Flávio
Na sequência, veja os segmentos em que Flávio Bolsonaro abre maior vantagem sobre Lula:
Região Sul - Flávio 56% x 29% Lula
Evangélicos - Flávio 48% x 33% Lula
Curso superior - Flávio 45% x 34% Lula
Pessoas brancas - Flávio 46% x 36% Lula
Mais de cinco salários mínimos - Flávio 44% x 36% Lula
Em outros segmentos do eleitorado, a vantagem tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro não são tão expressivas, ou mesmo há empate entre os dois. Veja abaixo quais são esses segmentos:
Pessoas entre 16 a 34 anos - Lula 44% x 38% Flávio
Pessoas de 35 a 59 anos - Lula 42% x 42% Flávio
Ensino médio - Lula 42% x 42% Flávio
De dois a cinco salários mínimos - Flávio 43% x 41% Lula
Região Sudeste - Flávio 40% x 38% Lula
Sem Bolsa Família - Flávio 42% x 39% Lula
Homens - Flávio 44% x 40% Lula
Regiões Centro-Oeste/Norte - Flávio 44% x 40% Lula
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. As entrevistas foram realizadas presencialmente. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.
Segundo informações da Coluna do Estadão, a Polícia Federal solicitou autorização à Procuradoria-Geral da República (PGR) para abrir um inquérito com o objetivo de investigar o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). O pedido se baseia numa denúncia de que o deputado, anunciado nesta quarta-feira (5) como vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teria cometido estupro de vulnerável, além de suposta tentativa de suborno.
Após a solicitação da PF, a PGR teria requisitado ao Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com a coluna, permissão para a realização de diligências preliminares. As medidas iniciais foram autorizadas pelo ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF contra Alfredo Gaspar.
A representação original contra Alfredo Gaspar foi protocolada na Polícia Federal pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Os parlamentares afirmam que Gaspar teria cometido estupro de vulnerável contra uma menor de idade e que uma filha teria nascido em decorrência do episódio. A denúncia foi tornada pública durante a sessão de encerramento da CPI do INSS.
Logo após ter sido feita a denúncia, Alfredo Gaspar rebateu as acusações e apresentou o vídeo de uma jovem – que seria a pessoa citada como sua suposta filha – negando o caso. O deputado afirmou que o episódio relatado envolveu, na verdade, um primo seu. Diante das declarações de Soraya Thronicke e Lindbergh Farias, Gaspar os denunciou por calúnia.
Naquela ocasião, Alfredo Gaspar representou contra a senadora Soraya Thronicle no Conselho de Ética. O deputado também colheu material genético na Polícia Científica de Alagoas para exames de DNA, explicou que a acusação era totalmente infundada, tratando-se de um ataque “covarde” dos governistas, acuados com a leitura do relatório final da CPMI que pedia o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Ainda nesta quarta, logo após ter sido anunciado na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar disse a jornalistas que prepara representação ao Ministério Público Federal e ao Supremo Tribunal Federal para cobrar celeridade na investigação sobre a acusação de que teria estuprado uma menor de idade décadas atrás.
Segundo o candidato a vice-presidente, a história real envolveria o seu primo Maurício Breda, que, na adolescência, teve uma relação consensual com uma namorada. Dessa relação, nasceu uma menina, que Breda só foi conhecer muitos anos depois. Essa menina, chamada Lourilene Pereira Marcelo da Silva, gravou um vídeo contando toda a história e desmentindo a versão de Lindbergh e Soraya Thronicke contra Gaspar.
Como envolve autoridade com foro privilegiado, o caso foi parar no STF, e sorteado para o gabinete do ministro Gilmar Mendes. Na nova representação, Alfredo Gaspar disse que cobrará medidas em 72 horas, a fim de que as denúncias que pesam sobre ele sejam prontamente esclarecidas.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que não compareceu, nesta quarta-feira (5), ao evento de apresentação de Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, tem seu nome liderando o índice de rejeição na disputa para o Senado entre os eleitores do Distrito Federal. Foi o que revelou pesquisa Correio Braziliense/Opinião Inteligência divulgada nesta quarta.
De acordo com a pesquisa, Michelle Bolsonaro registra a maior rejeição da disputa ao Senado, com 30,6%. Na segunda posição aparece a deputada federal Erika Kokay (PT), com 29,4%. O ex-senador Paulo Octávio aparece com 16,7%, enquanto a deputada Bia Kicis (PL) registra 14%.
Na sequência, a atual senadora Leila do Vôlei (PDT) tem um dos menores índices de rejeição entre os nomes pesquisados. Apenas 12% dos entrevistados disseram que não votariam na senadora, e o único candidato com rejeição menor é o desembargador aposentado Sebastião Coelho, do Novo, com 8,7%.
Já na simulação das intenções de voto entre os eleitores do DF, a senadora Leila do Vôlei lidera a disputa de 2026. A senadora reúne 46,9% das intenções de voto somadas entre primeiro e segundo voto. Leila aparece como primeira opção para 23,5% dos entrevistados e como segunda escolha para 23,4%.
Michelle Bolsonaro surge em seguida, com 42% dos votos consolidados, resultado da soma de 28,7% como primeira opção e 13,3% como segundo voto. A deputada federal Erika Kokay (PT) ocupa a terceira colocação, com 32,3%, enquanto Bia Kicis (PL) aparece com 22,6%.
Na sequência estão o desembargador aposentado Sebastião Coelho, com 12,4%, e, em um cenário alternativo, o empresário Paulo Octávio (PSD), que alcança 15,9% caso confirme candidatura. Mesmo com a entrada de Paulo Octávio, a ordem dos candidatos permanece praticamente inalterada: Leila continua na liderança, seguida por Michelle, Erika Kokay, Bia Kicis e Sebastião Coelho.
A pesquisa Correio/Opinião Inteligência foi realizada entre 30 de julho e 1º de agosto com 1.109 eleitores de 31 regiões administrativas do Distrito Federal. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-04077/2026.
Escolhido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato a vice-presidente em sua chapa, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) é alvo de um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de estupro de vulnerável. O processo contra Gaspar foi aberto a partir de denúncia feita pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MT), que acusaram o parlamentar de possível prática do crime e tentativa de ocultação.
A denúncia foi feita no dia da leitura, por Alfredo Gaspar, do relatório final da CPMI do INSS, em 27 de março. Pela manhã, quando Gaspar lia o seu relatório final, houve uma discussão entre os deputados, e Lindbergh chamou o relator de “estuprador”. Alfredo Gaspar retrucou dizendo que o deputado petista era “criminoso” e “corrupto”.
No início da tarde, durante o intervalo da CPMI, Alfredo Gaspar deu uma entrevista coletiva fazendo diversas acusações a Lindbergh, chamando-o de “drogado”, de “ladrão”, de “cafetão”, entre outros xingamentos. O relator disse ainda que iria representar contra o petista no Conselho de Ética.
Já no final da tarde, o deputado Lindbergh Farias, acompanhado da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), protocolou uma notícia de fato à Polícia Federal contra Alfredo Gaspar. No documento, Lindbergh e Soraya pedem à PF providências urgentes para apurar a denúncia, e solicitaram tramitação sob sigilo, além de preservação probatória e proteção integral das pessoas envolvidas no caso.
Farias e Soraya informaram ter recebido registros documentais e conversas indicando a prática de estupro de vulnerável contra uma menina que tinha 13 anos à época dos fatos. Alfredo Gaspar negou a acusação.
Além de negar, Gaspar também divulgou o depoimento de uma mulher que negou a paternidade atribuída a ele e apontou um primo do deputado como pai biológico. O parlamentar realizou também um exame de DNA na Polícia Científica de Alagoas para desmentir a suspeita de paternidade.
Em resposta às acusações que sofreu, Gaspar apresentou queixa-crime no STF e uma representação criminal na PGR (Procuradoria Geral da República) e na PF (Polícia Federal) contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke. Alfredo Gaspar afirmou que Lindbergh e Soraya cometeram calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.
Da mesma forma, o deputado Lindbergh Farias representou contra Gaspar no STF em uma segunda ação. O deputado do PT acusa Alfredo Gaspar de calúnia, difamação e injúria devido a declarações proferidas pelo relator durante as sessões da CPMI e em entrevistas à imprensa.
As queixas-crime mútuas tramitam sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, no STF. O ministro determinou, em 17 de abril, que os três parlamentares apresentassem esclarecimentos, por considerar que os pedidos cumpriram os requisitos formais. Ainda não há decisão sobre os processos.
O partido Democracia Cristã (DC) oficializou nesta quarta-feira (5), em convenção realizada em São Paulo, a candidatura da advogada Clariana Barão à Presidência da República. A composição conta com a também Fabiana Torquato como candidata à vice-presidência, formando uma chapa 100% feminina com foco na defesa dos direitos das mulheres e no combate à violência doméstica.
Natural do Mato Grosso, Clariana Barão possui experiência em direito administrativo e gestão pública, além de ter presidido a Comissão de Solidariedade e Assistência Social da OAB de Várzea Grande (MT). Sua plataforma eleitoral propõe uma atuação integrada no combate à violência contra a mulher por meio de ações de educação, fomento à autonomia financeira, assistência jurídica e suporte especializado às vítimas.
"Nenhuma mulher deveria enfrentar a violência sozinha. Precisamos fortalecer a rede de proteção, ampliar o acolhimento e investir em prevenção para romper esse ciclo que ainda atinge milhares de brasileiras", afirmou a candidata.
A postulante ao cargo de vice, Fabiana Torquato, é especialista em regularização fundiária e acumula passagens por órgãos públicos no Distrito Federal. Ela atuou como diretora de Regularização Rural da Terracap, estatal responsável pela gestão de terras públicas na capital federal, e exerceu o cargo de superintendente do Patrimônio da União no DF.
Dados disponibilizados publicamente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (5) revelam que o deputado federal Orlando Sulz de Almeida Neto, conhecido como Neto Carletto (Avante), declarou um patrimônio total de R$ 34,3 milhões em bens para as eleições de 2026. Esse montante representa um crescimento de quase 6.000% em relação ao pleito de 2022, quando o parlamentar, então filiado ao PP, havia informado R$ 591 mil em bens.
Na eleição de 2022, a declaração de bens do então candidato Neto Carletto somava R$ 591,6 mil e era composta por nove itens. O ativo de maior valor informado na ocasião correspondia a uma fração ideal de 16,66% de uma aeronave modelo PT-OS, avaliada em R$ 300 mil.
Naquela época, a lista contava ainda com um veículo Toyota Corolla GLI (R$ 106,5 mil), um lote no Loteamento Jardim das Acácias, em Eunápolis, no extremo sul da Bahia, avaliado em R$ 60 mil, e quotas da empresa O. Sulz de Almeida Neto no valor de R$ 30 mil.
O restante dividia-se em aplicações de renda fixa e fundos de ações no Banco do Brasil e Santander (R$ 61,4 mil no total), além de saldos em plano VGBL (R$ 17,6 mil), caderneta de poupança (R$ 14,96) e conta corrente (R$ 21,90).
OS BENS DO DEPUTADO
Hoje, a nova declaração apresentada à Justiça Eleitoral reflete uma expansão expressiva do patrimônio. O segmento de participações societárias passou a representar a maior fatia dos bens, ultrapassando R$ 19,2 milhões.
Entre elas, chama a atenção uma empresa de participações avaliada em R$ 17,37 milhões, além de cotas em um empreendimento do ramo hoteleiro (R$ 999 mil), uma construtora e incorporadora (R$ 713,5 mil), empresa de comércio atacadista (R$ 100 mil), empreendimentos imobiliários (R$ 50 mil), empresa individual (R$ 30 mil) e outra firma de participações (R$ 2 mil).
No setor imobiliário também passou a ter peso relevante no patrimônio do deputado, com a inclusão de um prédio comercial em Porto Seguro avaliado em R$ 7,62 milhões, somado à aquisição da fração ideal de um apartamento em condomínio (R$ 50 mil) e à manutenção do lote em Eunápolis (R$ 60 mil), ambos no extremo sul.
No campo dos investimentos financeiros, as aplicações somam mais de R$ 6,4 milhões, puxadas principalmente por R$ 5,7 milhões aplicados em CDBs e R$ 500 mil em um fundo de investimento em infraestrutura, complementados por operações em LCA, LCI, fundos de renda fixa e saldos bancários.
Por fim, a declaração inclui dois veículos de alto padrão: uma picape Chevrolet Silverado, avaliada em R$ 449,9 mil, e uma caminhonete Toyota SW4, no valor de R$ 357,1 mil.
Fotos: Gabriel Lopes/ Bahia Notícias | Avante na Bahia
ATUAÇÃO E JUSTIFICATIVA
Eleito em 2022, Neto Carletto teve um mandato bastante atuante na Câmara dos Deputados, inclusive chegando a ser vice-líder na casa. Presidiu uma audiência pública tensa sobre o aumento da taxa de importação de pneus de carga e passeio dos atuais 16% para 35% na Comissão de Viação e Transportes da Câmara e seu relatório ao projeto que proíbe a cobrança por bagagem de mão em voos comerciais.
Na política baiana, ele atua de modo significativo para contribuir com a formação da chapa majoritária que poderá disputar a reeleição do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). Vale explicar que ele é sobrinho do suplente do primeiro suplente de Rui Costa (PT), o ex-deputado federal Ronaldo Carletto (Avante).
Em resposta ao Bahia Notícias (BN), o deputado Neto Carletto afirmou que todo o aumento patrimonial se deve a uma doação recebida de seus pais nos últimos anos. O parlamentar diz que os bens estão devidamente declarados à Receita Federal e decorrem de herança da família.
Questionado sobre o contexto do aumento quando era deputado federal eleito, o parlamentar declarou ainda considerar "desnecessário o questionamento" referente ao crescimento de seus bens, afinal definiu-se como proprietário de um dos maiores grupos empresariais da Bahia.
Em entrevista concedida nesta quarta-feira (5) durante sabatina promovida pela TV Aratu, o candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, fez duras críticas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro e à política de preços do setor de combustíveis no estado. Questionado por jornalistas, o postulante acusou o candidato ACM Neto (União) de aliança com a ala bolsonarista por meio do “Genócida Lá ele”, bem como direcionou críticas também ao atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT).
Veja momento em vídeo:
??Ronaldo Mansur cita 'Genocida Lá Ele' para criticar ACM Neto e defende retomada da Landulpho Alves
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) August 5, 2026
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Confira?? pic.twitter.com/KMFOzkQFSc
Ao abordar os preços praticados na Bahia, Mansur cobrou um posicionamento público do adversário do União Brasil sobre a privatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM).
“É preciso perguntar ao candidato ACM qual é a posição dele em relação à venda da Landufo Alves. Porque foi o seu aliado, 'Genocida Lá Ele', quem vendeu a refinaria Landufo Alves. E hoje, se a Bahia tem o combustível, a gasolina mais cara da Bahia, deve-se ao aliado de ACM Neto, o 'Genocida Lá Ele'”, dispara o candidato.
Mansur acrescentou que a coligação de ACM Neto possui postulantes ao Senado alinhados ao bolsonarismo, contrapondo essa composição à chapa apresentada pelo PSOL.
O candidato afirmou que, caso eleito, atuará em alinhamento com o Governo Federal para reverter a venda da refinaria e buscar a equiparação das tarifas baianas com as de outros estados, criticando a postura da atual gestão estadual diante do tema.
“No nosso governo, nós vamos trabalhar junto com o Governo Federal para que a gente retome a refinaria Landufo Alves e não tenha uma política tímida, inexistente, do governador Jerônimo, que não batalhou para que a gente conseguisse de volta essa refinaria, que é um patrimônio não só da Bahia”, afirma.
RELEMBRE O CASO
A Refinaria Landulpho Alves (RLAM) foi privatizada pela Petrobras em novembro de 2021, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, sendo vendida por US$ 1,65 bilhão ao fundo Mubadala Capital, grupo de investimentos de Abu Dhabi pertencente à família real dos Emirados Árabes Unidos.
Um relatório de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu que a unidade foi vendida abaixo do preço de mercado. Segundo a CGU, a transação ocorreu em meio à pandemia de Covid-19, período de forte desvalorização dos indicadores econômicos do setor petrolífero.
O órgão apontou que a Petrobras assumiu riscos desnecessários ao manter as negociações naquele momento de turbulência, em vez de aguardar a recuperação e a estabilização do mercado internacional, além de ter utilizado metodologias atípicas na avaliação do ativo.
Ao comparar o mercado baiano com o de outros estados, Mansur citou disparidades de valores em relação a São Paulo: “É inaceitável. Olha que em São Paulo o consumo de combustível é um número significativamente maior do que o da Bahia, e hoje o da Bahia é maior do que o combustível comprado no Estado de São Paulo”, conclui.
Uma atitude “irresponsável e impensada”. Foi dessa forma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão tomada nesta terça-feira (4) pelo governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
A afirmação de Lula foi feita na entrevista que concedeu nesta quarta (5) aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos.
“Ele [Donald Trump] tirou o visto da nossa embaixadora. Eu achei uma atitude irresponsável, impensada para os dois países, que têm uma relação diplomática há 200 anos”, disse Lula na entrevista ao canal do YouTube.
A decisão tomada pelo governo Trump teria sido justificada, segundo o Departamento de Estado, por uma suposta demora do Brasil em autorizar o nome do congressista Daniel Perez, indicado pela Casa Branca para chefiar a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Perez. No rito diplomático, essa autorização passa pela concessão de um agrément.
Lula rebateu esse argumento de reciprocidade dos americanos, ao dizer que eles não se importaram com a embaixada em Brasília desde que o presidente americano, Donald Trump, assumiu o poder.
“Os Estados Unidos não deram importância para a embaixada no Brasil, porque faz um ano e meio que ele está no poder e não mandou para cá. Agora, tentam mandar e acham que a gente tem a obrigação de fazer na data que eles querem? Não é correto e não é possível, nós queremos ser tratados com respeito”, disse Lula.
Ainda durante a entrevista, o presidente Lula afirmou que o Brasil está “preparado” para enfrentar tentativas de interferência estrangeira na eleição presidencial.
“O Brasil não só está preparado como vai enfrentar qualquer pessoa, de fora, que queira interferir no nosso processo eleitoral”, afirmou Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula manteve a distância que abriu para o seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e segue liderando a disputa nas simulações de primeiro e segundo turno acima da margem de erro. Foi o que mostrou o novo levantamento nacional do instituto Ideia, em parceria com o Canal Meio, divulgado nesta quarta-feira (5).
No cenário estimulado de primeiro turno, o presidente Lula (PT) lidera com 43% das intenções de voto. Lula está com oito pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Flávio Bolsonaro (PL), que somou 35%.
Veja abaixo os números do primeiro turno:
Lula (PT): 43,0%
Flávio Bolsonaro (PL): 35,0%
Ronaldo Caiado (PSD): 5,7%
Renan Santos (Missão): 4,7%
Romeu Zema (Novo): 2,6%
Augusto Cury (Avante): 1,7%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 0,6%
Samara Martins (UP): 0,3%
Edmilson Costa (PCB): 0,2%
Hertz Dias (PSTU): 0,1%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo: 2,0%
Não sabe: 4,0%
A pesquisa Meio/Ideia ainda tinha incluído nesse levantamento o nome do candidato Cabo Daciolo, que, entretanto, não teve sua postulação efetivada por seu partido, o Mobiliza. Todos os outros nomes já foram ratificados nas convenções dos seus partidos.
O instituto Ideia também fez uma pesquisa espontânea, quando os entrevistados anunciam sua preferência sem que seja apresentada uma lista de nomes. O presidente Lula possui uma vantagem de 11,4% nessa simulação. Confira abaixo:
Lula (PT): 34,4%
Flávio Bolsonaro (PL): 23,0%
Ronaldo Caiado (PSD): 2,8%
Renan Santos (Missão): 2,5%
Romeu Zema (Novo): 1,5%
Jair Bolsonaro (PL): 1,0%
Augusto Cury (Avante): 0,6%
Ciro Gomes (PSDB): 0,4%
Samara Martins (UP): 0,3%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 0,3%
Marina Silva (Rede): 0,1%
Outros: 0,8%
Ninguém/Branco/Nulo: 4,5%
Não sabe: 27,7%
Já nos cenários de segundo turno, a pesquisa Meio/Ideia apresentou quatro cenários de disputas de segundo turno, todos com a presença de Lula. Veja abaixo como responderam os entrevistados da pesquisa:
Lula (PT) 48,5% x 43,0% Flávio Bolsonaro (PL)
Branco/Nulo: 4,0%
Não sabe: 4,5%
Lula (PT) 48,0% x 34,7% Renan Santos (Missão)
Branco/Nulo: 10,3%
Não sabe: 6,9%
Lula (PT) 48,5% x 37,0% Romeu Zema (Novo)
Branco/Nulo: 8,5%
Não sabe: 6,0%
Lula (PT) 48,5% x 40,0% Ronaldo Caiado (PSD)
Branco/Nulo: 7,0%
Não sabe: 4,5%
O Instituto Meio perguntou ainda aos seus entrevistados em quem não votariam de jeito nenhum para presidente. Confira como ficou o percentual de rejeição dos candidatos:
Flávio Bolsonaro (PL): 48,0%
Lula (PT): 47,4%
Romeu Zema (Novo): 14,6%
Ronaldo Caiado (PSD): 13,9%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 13,7%
Renan Santos (Missão): 13,5%
Rui Costa Pimenta (PCO): 12,9%
Samara Martins (UP): 10,7%
Hertz Dias (PSTU): 10,1%
Augusto Cury (Avante): 9,9%
Edmilson Costa (PCB): 9,8%
Não rejeita ninguém: 1,3%
Não sabe: 2,9%
A pesquisa Meio/Ideia contou com 1.500 entrevistados entre os dias 31 de julho a 3 de agosto de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Canal Meio S.A.. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,5 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-04579/2026.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) anunciou, nesta quarta-feira (5), que o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será o candidato à vice-presidente em sua chapa nas eleições deste ano. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa em Brasília.
Alfredo Gaspar é deputado federal por Alagoas e, atualmente, é o presidente do PL no estado, fortalecendo sua aproximação com o grupo político bolsonarista no estado.
Ex-promotor de Justiça, foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública do Alagoas. Eleito para a Câmara em 2022, ganhou projeção nacional como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
A decisão chega após diversas negativas de partidos vinculados à centro-direita, como a federação União Progressista (União Brasil e PP) e o Republicanos, quer anunciaram que neutralidade na disputa presidencial. Nesse sentido, o PL segue a linha do PSD e mantém uma candidatura “puro sangue”.
A reunião que confirmou o nome para a chapa contou com a presença de mulheres que chegaram a ser ventiladas como possibilidades para integrantes da chapa, como a senadora Tereza Cristina (PP) e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos). Elas fizeram breves pronunciamentos em defesa da candidatura, antes do anúncio de Flávio.
A Corregedoria-Geral do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) estabeleceu regras e diretrizes rígidas sobre manifestações político-partidárias e conduta digital dos membros da instituição. O documento, assinado pelo Corregedor-Geral Paulo Marcelo de Santana Costa, fixa parâmetros para a utilização de redes sociais, ferramentas de inteligência artificial e e-mails institucionais, tendo em vista o pleito eleitoral de 2026.
A norma determina que promotores e procuradores de Justiça adotem uma postura reservada, e evitem dar opiniões que possam ser configuradas como apoio ou oposição a candidatos, partidos ou projetos políticos. O texto equipara a "manifestações públicas" aquelas feitas em ambientes virtuais ou em grupos de mensagens eletrônicas que não sejam compostos exclusivamente por familiares ou amigos próximos.
Entre as principais vedações estipuladas para o ambiente virtual, a Corregedoria destacou que curtidas, comentários, compartilhamentos e até o uso de emojis em posts de conteúdo político-partidário podem ser interpretados como manifestação de apoio ou oposição, dependendo do contexto. O órgão disciplinar também proibiu categoricamente que os membros criem, veiculem ou compartilhem desinformação ou conteúdos manipulados (deepfakes), inclusive os gerados por inteligência artificial, que possam comprometer o processo eleitoral. A regra abrange ainda a proibição de divulgar alegações que coloquem em dúvida a segurança do sistema eletrônico de votação.
Além disso, a recomendação veda o uso do correio eletrônico funcional para fins alheios às atividades institucionais, bem como a participação em eventos públicos que tenham caráter de campanha eleitoral ou promoção pessoal de pré-candidatos.
Por outro lado, o ato ressalta que não configura atividade político-partidária a manifestação voltada à defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos valores constitucionais. Da mesma forma, é permitida a manifestação técnica ou jurídica sobre projetos de lei, políticas públicas e medidas governamentais, desde que não contenha viés eleitoral ou ofensas pessoais.
A presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), anunciou nesta terça-feira (4) que o seu partido decidiu por uma postura de neutralidade na disputa presidencial deste ano. Desta forma, o Podemos não fará coligação com o PL, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e nem lançará candidato próprio.
Em vídeo divulgado pelo partido, a deputada Renata Abreu, que chegou a ser cotada como potencial nome para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, disse que a decisão foi tomada após ampla consulta a parlamentares, presidentes de diretórios estaduais e municipais, vereadores e membros do Diretório Nacional.
“Fizemos aquilo que sempre acreditamos, que antes de decidir, é preciso ouvir”, justificou a deputada, que confirmou sua candidatura para tentar seu terceiro mandato consecutivo como deputada federal.
“Foi justamente por isso que depois de ouvir o partido de Norte a Sul, de construir essa decisão de forma coletiva, que o Podemos definiu permanecer neutro na disputa presidencial”, completou a presidente.
A decisão do Podemos se soma à que foi tomada por outros partidos do chamado centrão, que também anunciaram que seguirão neutros na disputa presidencial. Partidos como Republicanos, PP e União Brasil recusaram convites do senador Flávio Bolsonaro para integrarem a sua chapa.
Para a deputada Renata Abreu, a sua decisão se afirmaria como uma resposta ao ambiente de polarização política que, segundo ela, tem impedido o país de avançar em soluções concretas para problemas reais.
“Essa posição representa milhões de brasileiros que não aguentam mais ver a divisão ocupar o lugar da união, ver o confronto ocupar o lugar do diálogo e ver a polarização ocupar o lugar de soluções”, disse.
“Essas pessoas podem ter opiniões diferentes sobre política, mas elas compartilham a mesma expectativa. Elas querem que a política seja capaz de resolver problemas”, completou a presidente do Podemos.
Apesar das negativas, o candidato Flávio Bolsonaro disse nesta terça (4) que continuará insistindo com alguns partidos para fechar uma aliança no primeiro turno. Flávio disse que só vai definir quem será seu candidato ou candidata a vice no dia 15 de agosto, prazo final para o registro de candidaturas.
Durante evento realizado pela Fieb nesta terça-feira (4), o candidato ao Governo do Estado, Antonio Carlos Magalhães Neto (União Brasil), em entrevista coletiva, confirmou a intenção de criar duas novas secretarias caso eleito: a Secretaria da Pessoa com Deficiência e a Secretaria de Parcerias e Investimentos.
Pouco tempo antes, em seu discurso, ACM havia confirmado a existência de apenas uma delas, a de Parcerias e Investimentos. Ele detalha que esta tem o objetivo de executar o trabalho de articulação para a atração de empresas e capital.
A outra será responsável por cuidar das políticas para as pessoas com deficiência, estruturada em quatro vetores: saúde, educação/qualificação profissional,acessibilidade e cuidado das famílias.
ACM ainda detalhou os planos voltados para as secretarias já existentes.
“Nós vamos mostrar um novo modelo de governo que, ao fim, terá a redução de secretarias, de cargos e de funções, mas que essas duas terão peso e importância nesse novo governo”, conclui.
O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), anunciou nesta terça-feira (4) o apoio ao pré-candidato de oposição ACM Neto (União Brasil) na disputa pelo Governo da Bahia em 2026. Com a decisão, Muniz se antecipou ao prazo que ele próprio havia estabelecido para se posicionar.
O anúncio foi feito durante uma edição do "Sua Voz é Nossa Voz" do ex-prefeito de Salvador, realizada no Subúrbio da capital. Na véspera, durante a sessão de segunda-feira (3) na Câmara, Muniz havia dito que definiria seu apoio na corrida ao Governo do Estado até esta quarta-feira (5).
A equipe responsável pela campanha do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), confirmou a escolha do senador Eduardo Girão (Novo) para compor a chapa presidencial como pré-candidato a vice-presidente. A definição ocorreu após tratativas entre a dupla e lideranças do diretório nacional da legenda.
Com o alinhamento, Girão deixará a disputa pelo governo do Ceará, projeto que havia sido oficializado no começo do mês de julho. A composição consolida uma chapa inteiramente formada por filiados do Novo.
De acordo com o g1, outros nomes chegaram a ser ponderados antes do acerto com o parlamentar cearense. O ex-deputado Tiago Mitraud (Novo) integrou a lista de opções, mas acabou indicado para disputar o governo mineiro na vaga de vice de Mateus Simões (PSD).
Já o empresário Geraldo Rufino (Podemos), tido como alternativa pública por Zema, preferiu concorrer ao Senado pelo estado de São Paulo.
QUEM É O SENADOR?
Luís Eduardo Grangeiro Girão nasceu em Fortaleza em 1972. Ingressou no cenário empresarial antes da política, atuando nos segmentos de transporte de valores, segurança privada, hotelaria e produção audiovisual. Foi o criador da Associação Estação da Luz, em 2004, voltada a causas sociais.
Também esteve à frente da presidência do Fortaleza Esporte Clube no ano de 2017. Estreou na disputa por cargos eletivos no pleito de 2018, quando obteve mais de 1,3 milhão de votos e conquistou uma vaga no Senado pelo Ceará, superando o então presidente da Casa, Eunício Oliveira (MDB). O mandato teve início em fevereiro de 2019 e se estende até janeiro de 2027.
Nas eleições municipais de 2024, disputou a Prefeitura de Fortaleza, terminando o pleito na quinta colocação ao registrar aproximadamente 14,8 mil votos (1,06% do eleitorado válido).
Já para o pleito estadual de 2026, havia estruturado sua postulação com o respaldo público de Michelle Bolsonaro, a despeito de o diretório do PL no Ceará ter formalizado aliança com Ciro Gomes (PSDB).
Ao longo do mandato no Senado, duas propostas apresentadas por Girão foram convertidas em legislação nacional: a instituição do Dia Nacional do Espiritismo, celebrado em 18 de abril, e a lei sancionada em julho de 2026, que veda a produção e a comercialização de produtos alimentícios obtidos por alimentação forçada de animais.
O senador também é autor de matérias voltadas ao estabelecimento de teto para gastos públicos com propaganda e à exigência de critérios estritos de eficiência na aplicação do Orçamento. Uma emenda de sua autoria foi anexada ao texto aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que prevê a extinção da reeleição, a unificação das eleições e a fixação de mandatos de cinco anos.
Na atuação parlamentar, Girão subscreveu o requerimento para estender o escopo da CPI da Covid a estados e municípios e coletou adesões para a abertura de investigação sobre o Banco Master.
O União Brasil anunciou oficialmente, na tarde desta terça-feira (4), que adotará posição de neutralidade na eleição para a Presidência da República nas eleições de 2026. A resolução foi deliberada e aprovada durante a Convenção Nacional da legenda.
Com a decisão, os candidatos da Federação União Progressista (da qual o União Brasil faz parte) ficam liberados para apoiar, em seus respectivos estados e palanques regionais, os postulantes ao Planalto que melhor dialoguem com as composições e conveniências políticas locais.
A estratégia visa garantir flexibilidade nas alianças estaduais para governos estaduais e bancadas no Congresso Nacional, evitando divisões internas no partido diante do cenário de polarização nacional. Em declaração divulgada em nota oficial, o presidente nacional do partido, Antonio Rueda, fala que a medida reflete a consolidação da legenda no cenário político do país.
"Tenho consciência do peso político que a Federação União Progressista tem nacionalmente e que temos nomes extremamente preparados para todos os cargos. A posição que estamos adotando reflete a nossa maturidade política", afirma Rueda.
Com uma das maiores bancadas do Congresso e expressivo tempo de TV e fundo eleitoral, o posicionamento de neutralidade do União Brasil reorganiza o tabuleiro das articulações eleitorais, permitindo que palanques nos estados abriguem apoios a diferentes candidatos à Presidência.
Leia a nota oficial na íntegra:
"O União Brasil decidiu, em Convenção Nacional realizada na tarde desta terça-feira (4), adotar neutralidade na disputa eleitoral para Presidente da República nas eleições de 2026.
Sendo assim, a Federação União Progressista, da qual o União Brasil faz parte, libera seus candidatos e candidatas para apoiarem, em seus estados, os presidenciáveis que melhor se ajustem às articulações regionais e locais.
Tenho consciência do peso político que a Federação União Progressista tem nacionalmente e que temos nomes extremamente preparados para todos os cargos. A posição que estamos adotando reflete a nossa maturidade política", define Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil.
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (4) que gostaria de oficializar a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques (Republicanos), como candidata a vice-presidente em sua chapa.
A declaração foi dada durante sabatina realizada pelo G4 em parceria com o portal O Antagonista, na zona sul de São Paulo. “Dani Marques é uma pessoa que eu gostaria muito que fosse minha vice, é a primeira vez que falo isso abertamente”, conta o candidato.
“Obviamente que, nas nossas tratativas com o Republicanos, eu já deixei isso bastante claro, porque tem de ser uma pessoa que passe uma mensagem positiva, que agregue", complementa sobre as negociações entre o seu partido e Republicanos.
Flávio Bolsonaro destacou ainda as qualidades técnicas e políticas da ex-presidente da Caixa: “Ela se encaixa em qualquer lugar, seja em mobilidade social, seja em economia, seja em relacionamento com o Congresso. Ela é uma pessoa que certamente vai estar do meu lado".
ARTICULAÇÕES ELEITORAIS
Apesar de o nome de Daniella Marques ser um dos mais cotados para compor a chapa do PL, o Republicanos, seu partido atual, declarou neutralidade em âmbito nacional para a disputa presidencial. O candidato ressaltou que tem até o dia 15 de agosto para oficializar o nome do vice, data em que se encerra o prazo para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Durante a sabatina, o candidato do PL fez críticas ao cenário político atual, afirmando que o Brasil não vive uma democracia plena, e defendeu que atuará pela aprovação de uma anistia ainda no período de transição de governo, caso vença o pleito de outubro.
“Alguém acha que a democracia está plena no nosso país? Alguém concorda que o que tá acontecendo na investigação do filho do [presidente] Lula, essa interferência da própria Polícia Federal, é normal?”, questiona Flávio. “Vocês veem que a democracia não é plena quando um ministro sozinho do Supremo Tribunal Federal travou a dosimetria.”
O candidato ao Governo do Estado, Jerônimo Rodrigues (PT), durante evento realizado pela Fieb nesta terça-feira (4), em entrevista coletiva, ao comentar a possibilidade de uma “dobradinha” entre o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União), reforçou a postura contrária de ACM ao presidente.
“No caso do meu opositor, ele não é só bolsonarista. O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, é anti-Lula(...) Quem vota em Lula tem que saber que ACM Neto já prometeu uma surra a ele”, declara.
Horas antes, o candidato ACM Neto, também presente no evento, ao ser questionado sobre a mesma possibilidade, declarou que “o eleitor é livre para fazer a sua escolha”.
“O eleitor é livre pra fazer a sua escolha. É livre para escolher o seu deputado estadual, federal, para escolher o seu governador, os seus senadores, o seu presidente. Só quem manda na vontade do eleitor é o próprio eleitor, é a sua consciência”, pontua.
O candidato reforça que espera do povo baiano uma avaliação sobre o futuro do estado no momento da escolha, e, com isso, votem no modelo de gestão que desejam para os próximos anos.
Presente em evento organizado pelos setores produtivos baianos nesta terça-feira (4), o candidato ao Governo do Estado, Antônio Carlos Magalhães Neto (União Brasil), ao ser questionado sobre planos de reestruturação da Secretaria de Agricultura e desenvolvimento do setor agropecuário, teceu duras críticas à atual gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), também presente, e prometeu mudanças.
ACM Neto afirmou que a Secretaria tem sido utilizada como "objeto de indicação política" e "negociação partidária", resultando no afastamento da Federação da Agricultura, sindicatos rurais e demais associações.
“Eu tenho que ser verdadeiro, e quem conhece a dinâmica da política e também quem milita na área da produção rural sabe que o que eu estou falando é verdade (...) É assim: ‘ó gente, resolveu todos os partidos, ficou faltando qual? Ah, arranja aí um nome para poder indicar como Secretário de Agricultura do Estado’(...) Foi o que aconteceu nos últimos anos”, pontua.
Ele descreveu o cenário atual como uma divisão de cargos entre partidos aliados, onde falta liderança, coordenação e o estabelecimento de metas claras por parte do governador. Prometeu que, caso eleito, não incluirá a Secretaria de Agricultura em “mesas de negociação política”.
“Nós vamos escolher o quadro mais qualificado e preparado que compreenda os desafios da política para a produção rural em nosso Estado, a fim de que esta figura seja o Secretário de Agricultura. A partir daí, nós vamos redesenhar toda a estrutura da Secretaria de Agricultura, e a nossa prioridade principal será a retomada do apoio técnico ao pequeno produtor”, conclui.
Com a decisão do partido Mobiliza de não oficializar a candidatura do ex-deputado Cabo Daciolo, até esta terça-feira (4) são 12 os postulantes a presidente que tiveram os seus nomes chancelados nas convenções partidárias. A conta final de presidenciáveis ainda deve aumentar, já que o partido DC (Democracia Cristã) fará convenção nesta quarta (5) e lançará a advogada Clariana Barão como candidata.
O DC fará sua convenção no último dia permitido pela Justiça Eleitoral para a realização dos encontros partidários. Caso se confirme a candidatura da matogrossense Clariana Barão, a disputa de 2026 terá 13 postulantes, dois a mais do que os 11 que se candidataram em 2022, e a mesma quantidade observada na eleição de 2018.
Dos 12 nomes colocados para a disputa até o momento, apenas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na disputa de 2022. Ronaldo Caiado e Rui Costa Pimenta já foram candidatos a presidente em outras eleições, mas não participaram do último pleito.
Confira abaixo quem são os 12 candidatos que tiveram seus nomes confirmados até esta terça (4):
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): atual presidente, aos 80 anos tentará um quarto mandato. Teve seu nome oficializado no último fim de semana, em convenção nacional do PT. Terá como candidato a vice Geraldo Alckmin, do PSB, repetindo a chapa de 2022.
Flávio Bolsonaro (PL): senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem 45 anos e foi deputado estadual por diversos mandatos. A sua candidatura foi oficializada em 25 de julho, mas até o momento, ainda não conseguiu definir quem será o vice-presidente na sua chapa.
Ronaldo Caiado (PSD): aos 76 anos, o ex-governador de Goiás é o segundo mais velho na lista de candidatos, e tenta a eleição presidencial pela segunda vez desde 1989. Formou uma chapa ao lado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que foi oficializada em convenção nacional do partido no dia 26 de julho, na cidade de São Paulo.
Renan Santos (Missão): o ativista político de 42 anos, criador e presidente do Movimento Brasil Livre (MBL), é estreante na política. Junto com o deputado federal Kim Kataguiri e outros membros do MBL, fundou o Missão, o mais novo partido a receber registro do TSE. O vice de Renan é o militar da reserva Aroldo Medina, que teve o nome confirmado em um evento no último dia 1º de agosto, em São Paulo.
Romeu Zema (Novo): ex-governador de Minas Gerais por dois mandatos consecutivos, aos 61 anos de idade parte para sua primeira candidatura a presidente, que foi confirmada em convenção do partido realizada virtualmente no dia 27 de julho. Zema anunciou newsta terça (4) o nome do senador Eduardo Girão (CE) como seu candidato a vice. Girão também é do Novo.
Augusto Cury (Avante): Psiquiatra, professor e escritor no segmento de autoajuda, tem 61 anos e está estreando na política. Coloca a educação como sua bandeira principal. A candidatura foi homologada em evento nesta segunda (3), em São Paulo, com a presença do governador Tarcísio de Freitas. Cury ainda não definiu quem será o seu vice.
Samara Martins (UP): dentista no SUS (Sistema Único de Saúde), Samara disputou as eleições de 2022 como vice de Léo Péricles, atual presidente da sigla. Para este ano, Samara, que tem 38 anos, é uma das únicas mulheres na disputa, e definiu a guarda-portuária Raquel Brício, do seu partido, como vice. A oficialização da candidatura foi realizada em São Paulo no dia 26 de julho.
Rui Costa Pimenta (PCO): jornalista, escritor e dirigente político, aos 68 anos, atua na militância de esquerda desde a década de 1970 e é presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), fundado em 1995. Ao longo de sua trajetória, participou de movimentos estudantis, sindicais e de organizações políticas voltadas ao socialismo.
Leonardo Avalanche (PRTB): presidente do partido desde 2024, o político de 37 anos teve a candidatura confirmada durante convenção realizada em Goiânia, no dia 30 de julho. A policial militar veterana Tenente Dalma será sua candidata a vice, formando mais uma chapa pura.
Edmilson Dias (PCB): O professor e doutor em economia é o atual secretário-geral do PCB. O nome dele foi oficializado para a disputa presidencial em evento realizado em São Paulo no dia 1 de agosto. A vice dele será Cleusa Santos, também do Partido Comunista Brasileiro.
Hertz Dias (PSTU): professor da rede pública do Maranhão, o rapper e ativista do movimento negro, com 55 anos de idade,, terá a professora da rede pública de Belo Horizonte Vanessa Portugal como vice. A chapa foi confirmada em 31 de julho, em São Paulo.
Wilson Grassi (Democrata): veterinário e paulista, Wilson, de 56 anos, teve sua candidatura confirmada no último domingo (2), durante convenção nacional realizada no Rio de Janeiro. O partido ainda precisa definir o nome do vice. É a primeira vez que a sigla, fundada em 2008 como Partido da Mulher Brasileira, lança um nome próprio para concorrer a presidente.
O presidente Lula é o único candidato que, até o momento, conseguiu reunir outros partidos em sua coligação. Além do seu partido, o PT, Lula terá, na sua coligação, a presença do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), do Partido Verde (PV), do Partido Socialista Brasileiro (PSB), do Partido Democrático Trabalhista (PDT), do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e da Rede Sustentabilidade.
Em evento conduzido pelos presidentes das quatro entidades organizadoras, Faeb, Fecomércio-BA, Fieb e Fetrabase, realizado nesta terça-feira (4), o candidato ao Governo da Bahia e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), anunciou a proposta de criação de uma Secretaria de Parcerias e Investimentos.
Confira declaração:
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— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) August 4, 2026
????Paulo Dourado / Bahia Notícias
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"Quero aqui anunciar em primeira mão a proposta da criação da Secretaria de Parcerias e Investimentos. No total, nós vamos reduzir o número de secretarias do Estado, mas nós vamos criar a Secretaria de Parcerias e Investimentos. Com que objetivo? Com o objetivo de atrair investimentos e recursos privados", discursa.
Durante o pronunciamento, o postulante ao Executivo estadual assegurou que as pastas do setor econômico não serão loteadas por indicações políticas. "No nosso eixo econômico do governo, Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio e Cultura e Turismo não passarão por indicação política. Nós vamos escolher os quadros mais qualificados e preparados para tocarem as áreas econômicas do Estado", promete ACM Neto.
Foto: Paulo Dourado / Bahia Notícias
O candidato também detalhou o objetivo e a finalidade da nova pasta anunciada durante a reunião: "[Servirá] para ações de concessões públicas que vão ser decisivas para trazer soluções de infraestrutura, de transporte e de logística para o nosso estado", detalha.
O ex-deputado federal Cabo Daciolo não será lançado como candidato a presidente da República nas eleições deste ano. Foi o que decidiu nesta terça-feira (4) a direção nacional do partido Mobiliza, pelo qual Daciolo vinha postulando sua candidatura.
O Mobiliza, que antes se chamava Partido da Mobilização Nacional (PMN) e possui registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 1990, decidiu ainda que vai manter posição de neutralidade em relação aos candidatos a presidente que disputam as eleições de 2026.
Nas suas redes sociais, Cabo Daciolo reagiu à decisão do seu partido, em uma postagem na qual reproduz matéria jornalística a respeito da negativa à candidatura. “Decepção muito grande”, escreveu o ex-candidato a presidente.
Ainda em resposta à decisão do Mobiliza, Daciolo postou um versículo bíblico:
“TUDO ESTÁ NO CONTROLE DO NOSSO REI “YHWH”
Esta é a mensagem daquele que é santo e verdadeiro. Ele tem a chave que pertencia ao rei Davi; quando ele abre, ninguém fecha, e quando ele fecha, ninguém abre. “Eu sei o que vocês estão fazendo. Sei que têm pouca força. Vocês têm seguido os meus ensinamentos e têm sido fiéis a mim. Eu abri diante de vocês uma porta que ninguém pode fechar.
Apocalipse 3:7-8”
O ex-deputado iniciou a sua trajetória política no PSOL, partido pelo qual se elegeu à Câmara em 2014 e do qual foi expulso no ano seguinte. Para as eleições de 2018 se filiou ao Patriota, e concorreu à presidência da República. O candidato ficou conhecido por utilizar, repetitivamente, a frase “Glória a Deus” durante os debates presidenciais.
Naquela eleição de 2018, Cabo Daciolo acabou ficando na sexta colocação no primeiro turno, entre 13 candidatos. Daciolo recebeu 1.348.323 votos, ou 1,26% dos votos válidos, o que o colocou à frente de nomes como Henrique Meirelles, Marina Silva, Alvaro Dias e Guilherme Boulos.
Em 2022, Cabo Daciolo, que é pastor evangélico, migrou para o PDT, mas rompeu com a legenda ao pedir voto nulo no segundo turno entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Daciolo ainda passou por Podemos, PL, PMB (atual Democrata) e PDT, e neste ano de 2026, se filiou ao Mobiliza.
O presidente do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira (SP), comunicou a campanha do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que a sigla vai manter a independência nas eleições. Segundo Pereira, uma votação interna resultou em 17 dos 27 diretórios estaduais que se manifestaram pela neutralidade.
O presidente da legenda se reuniu nesta segunda (3) com Flávio, com o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O encontro ocorreu em um escritório da campanha do senador, em Brasília.
Marcos Pereira informou que dos 27 diretórios estaduais, 17 se manifestaram pela neutralidade, nove pelo apoio a Flávio Bolsonaro e um pelo apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas sem identificar cada diretório.
Flávio Bolsonaro participou, no final de semana, da convenção estadual do Republicanos em São Paulo, que oficializou a candidatura de Tarcísio de Freitas ao governo do estado. Durante o evento, o presidente estadual do Republicanos afirmou que o partido apoia Flávio Bolsonaro no estado, apesar de não haver uma aliança nacional com o candidato do PL.
O Republicanos realiza sua convenção nacional nesta terça (4). O evento a portas fechadas deve confirmar o que já foi informado pelo partido.
Com a resposta final, o Partido Liberal ainda não conseguiu nenhuma outra sigla para se coligar, a um dia do fim do prazo para novas convenções. Além do Republicanos, o PL já recebeu uma negativa da pela federação União Progressista, que também apostou na neutralidade.
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) mudou mais uma vez de posição e anunciou novamente que pretende ser candidato a governador de Minas Gerais. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (4), durante convenção nacional do seu partido, o Republicanos.
Apesar de liderar todas as pesquisas para o governo de Minas Gerais, Cleitinho vem há meses demonstrando incerteza se seria ou não candidato. Na semana passada, após dar um ultimato não respondido pelo senador, o Republicanos decidiu que não havia mais espaço para a candidatura, buscando um acordo para viabilizar o nome do ex-secretário de governo Marcelo Aro (PP).
Após a definição do partido, Cleitinho gravou vídeo anunciando que era sim candidato ao governo mineiro, e pediu que o Republicanos recuasse da decisão de investir em outra candidatura. Essa posição durou até esta segunda (3).
Ao lado do presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira (SP), o senador mineiro se desculpou, alegou problemas familiares para suas idas e vindas, como a doença que vitimou recentemente seu irmão. No vídeo divulgado em suas redes, Cleitinho chorou e disse que não estava preparado para assumir o governo de Minas Gerais.
“Me dirigir ao povo mineiro, pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim, para a minha família, e não adianta eu entrar na campanha agora do jeito que estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não cuidar de mim, da minha família. Eu tenho que ser honesto com vocês, tenho que falar a verdade”, disse o senador.
Menos de 24 horas depois, entretanto, o senador Cleitinho mudou novamente de posição e pediu para participar da convenção nacional. Ele disse ter ouvido de familiares pedido para não desistir.
“Eu quero ser candidato a governador e eu peço aqui humildemente ao presidente [Marcos Pereira] que me dê essa vaga. Eu não vou decepcionar o partido”, disse o senador na convenção.
Ainda em sua fala, durante o encontro que contou com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), o senador também disse que voltou atrás após um momento de oração. Segundo ele, sentiu que o irmão o incentivava a não desistir da disputa.
“Parece que ele falou para mim: ‘Você vai desistir? Você não vai disputar?’. Aquilo mexeu muito comigo. Eu senti no meu coração que eu não podia desistir. Eu não estou aqui por vaidade, por poder ou por projeto pessoal. Eu estou aqui porque acredito que Deus tem um propósito para a minha vida e porque eu tenho uma missão com o povo de Minas Gerais” declarou o senador.
Após seu pedido, Cleitinho acabou levando uma “bronca” do presidente do Republicanos. Marcos Pereira afirmou que “todas as oportunidades foram dadas” e explicou que o partido deu vários prazos para o senador decidir.
“Não podemos ir para um processo eleitoral como esse, num partido que é sério e que cresceu em 20 anos, numa instabilidade. Eu não posso, senador Cleitinho, com todo respeito a vossa excelência. Eu seria irresponsável com o povo de Minas, em colocar Minas nas mãos de uma pessoa que hora pensa uma coisa e cinco minutos depois pensa outra”, declarou Marcos Pereira.
O presidente do Republicanos citou a cronologia de idas e vindas de negociação sobre a candidatura de Cleitinho, e disse que o partido considerava o caso como “página virada”.
“Não podemos brincar com a vida de milhões de mineiros. O partido tomou uma decisão, porque nós estamos a um dia do prazo final das convenções, e por outro lado também, a gente não pode submeter o povo de Minas, milhões de brasileiros mineiros, a uma situação de insegurança, de uma instabilidade como essa”, declarou Marcos Pereira, após a convenção, a um grupo de jornalistas.
O Avante Bahia formalizou, nesta segunda-feira (3), a candidatura do deputado estadual Binho Galinha para as eleições de 2026. No registro da candidatura, o parlamentar declarou seu patrimônio, mesmo após ter bens bloqueados pela Justiça no âmbito da Operação Estado Anômico.
O deputado é um dos alvos da investigação, que busca desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes como lavagem de dinheiro, exploração de jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas e associação para o tráfico de drogas.
À época da operação, a Justiça da Bahia determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens dos investigados, além da suspensão das atividades de uma empresa apontada como instrumento para lavagem de dinheiro. Apesar do bloqueio judicial, o deputado apresentou sua declaração de bens ao registrar a candidatura.
Segundo dados atualizados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o patrimônio declarado pelo candidato soma R$ 1.068.645,81. A declaração ocorre após as investigações apontarem que Binho Galinha movimentou, ao longo de uma década, mais de R$ 15 milhões em sua conta corrente de pessoa física, valor considerado incompatível com os rendimentos anteriormente declarados.
Além disso, conforme a investigação, a empresa Tend Tudo Ltda., ligada ao deputado, teria sido utilizada para lavagem de capitais e receptação, recebendo créditos superiores a R$ 40 milhões sem o correspondente lastro em notas fiscais.
Ainda de acordo com a investigação, mesmo com as contas bloqueadas, Binho Galinha teria conseguido movimentar R$ 1 milhão para custear honorários advocatícios relacionados à defesa de seu filho, que também é investigado pela Justiça.
Os bens listados pelo deputado foram:
Depósito bancário em conta corrente no País
Saldo conta-salário Banco Bradesco
R$ 324.807,32
Outras participações societárias
Empresa Posto São Jorge Ltda, CNPJ: 30.022.585/0001-01
R$ 100.000,00
Outros bens e direitos
Bem ou direito pertencente ao titular - Empresa CNPJ 60.746.948/0001-12
R$ 220.801,84
Terreno
Imóvel em Feira de Santana
R$ 155.000,00
Depósito bancário em conta corrente no País
Saldo em conta corrente bradesco
R$ 243.392,04
Outros bens e direitos
Bem ou direito pertencente ao titular - empresa CNPJ 60.746.948/0001-12
R$ 24.644,61
CONDENAÇÃO DE DEPUTADO
O deputado estadual Binho Galinha (Avante), identificado no processo como Kléber Cristian Escolano de Almeida, foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão no âmbito da Operação El Patrón. A sentença, proferida pela Vara Criminal de Feira de Santana nesta quinta-feira (9), também condenou outros quatro réus investigados por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento.
Do total aplicado ao parlamentar, 26 anos e 3 meses são de reclusão por crimes relacionados à posse e ao porte de armas de uso restrito e adulteradas, além de 10 anos e 6 meses de detenção por posse de armas de uso permitido. A decisão, obtida pelo Bahia Notícias, ainda fixou 210 dias-multa, determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado e decretou a prisão preventiva do deputado, que não poderá recorrer em liberdade.
OUTROS CONDENADOS
Além do deputado, a eposa dele, Mayana Cerqueira da Silva, foi condenada a 3 anos e 6 meses de reclusão, pagamento de 10 dias-multa e cumprimento da pena em regime aberto, com direito de recorrer em liberdade. Já Thierre Figueredo Silva recebeu pena de 6 anos e 9 meses de reclusão, 1 ano de detenção e 34 dias-multa, em regime semiaberto, também podendo recorrer em liberdade.
Jackson Macedo Araújo Júnior, conhecido como "Macaco", foi condenado a 6 anos e 9 meses de reclusão, além de 24 dias-multa, com início do cumprimento da pena em regime semiaberto. Outro condenado foi Roque de Jesus Carvalho, que recebeu pena de 3 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão, 1 ano de detenção e 22 dias-multa, também em regime semiaberto, com direito de recorrer em liberdade.
No caso de Kleber Herculano de Jesus, conhecido como Charutinho, a Justiça declarou a extinção da punibilidade em razão de seu falecimento. Charutinho foi executado quando retornava à Feira de Santana após um habeas corpus liberá-lo do sistema prisional baiano.
A sentença estabelece ainda que o valor de cada dia-multa corresponde a 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos e afasta a substituição das penas privativas de liberdade por medidas restritivas de direitos, em razão da gravidade das condutas reconhecidas pela Justiça. Para além desta condenação, Binho ainda aguarda o desfecho de outro processo ligado a operação.
Em convenção nacional realizada na noite desta segunda-feira (3), o partido Avante oficializou a candidatura a presidente da República do psiquiatra e escritor Augusto Cury, de 67 anos. A convenção foi realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo e contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
Durante a convenção, Augusto Cury disse que não avançaram as negociações para que fosse candidato a vice-presidente na chapa do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Segundo Cury, Zema não retornou suas ligações nos últimos dias.
“Parece que não evoluiu. Ele ficou de me ligar no sábado. Se ele ligou, eu pelo menos não consegui receber a sua ligação. E, portanto, está quase que descartada essa possibilidade”, afirmou o agora candidato oficial a presidente.
O candidato do Avante declarou também durante a solenidade que apoia o governador Tarcísio de Freitas para reeleição em São Paulo. O candidato também propôs a mudança do presidencialismo para o semipresidencialismo e citou Tarcísio como possível primeiro-ministro.
Conhecido por livros voltados à autoajuda, Cury também atua como psiquiatra. Em seu discurso aos filiados na convenção, ele afirmou que pretende promover uma reforma política para dividir as funções do Poder Executivo entre o presidente da República e um chefe de governo.
“Se eu tiver o privilégio de sentar na cadeira de presidente, (…) provocaria o Brasil para mudar o regime presidencialista para o regime semipresidencialista, onde haverá um presidente que cuidará do estratégico, das Forças Armadas, da política externa, e um primeiro-ministro para gerir a nação, essa nação continental, nos milhares de itens no seu dia-a-dia. E um primeiro-ministro que está no meu radar, que eu teria o privilégio de convidar, ele se chama Tarcísio de Freitas”, colocou o candidato do Avante.
Assim como outros candidatos, Augusto Cury ainda não definiu um nome para concorrer em sua chapa como candidato a vice-presidente.
Em entrevista coletiva motivada pela retomada das atividades da Câmara nesta segunda-feira (3), o vereador André Fraga (PV) descreveu a tentativa de veto de sua candidatura a deputado estadual por parte do PT e PCdoB como "golpe" e um caso flagrante de "violência política".
“A gente está diante de uma situação que envolve vários elementos. Um elemento de perseguição política, arbitrariedade, um golpe em cima do Partido Verde, perpetrado por dois partidos que se colocam no campo da esquerda democrática e que, na prática, estão mais preocupados com o resultado eleitoral”, pontua.
Para Fraga, a tentativa desrespeita sua trajetória de 24 anos de filiação ao PV e a verdadeira motivação da perseguição não é sua figura pessoal, mas as pautas ambientais levantadas pelo Partido Verde.
“O que eu percebo é que há, na verdade, uma perseguição em função do que a gente vem apontando na nossa caminhada pela Bahia. A Bahia é o estado com o maior número de lixões no Brasil. A Bahia é o estado que mais desmata o Cerrado (...)", declara.
Apesar das pressões, o PV manteve a indicação de Fraga. O vereador confirmou a homologação de sua candidatura a deputado estadual na última sexta-feira (31).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Randerson Leal
"O combinado não sai caro".
Disse o vereador o vereador Randerson Leal (Podemos) ao criticar a exclusão dos projetos de lei de autoria dos parlamentares da Ordem do Dia da Câmara Municipal de Salvador (CMS) nesta quarta-feira (12). Em entrevista ao portal Bahia Notícias, o membro da casa critica o descumprimento de um acordo firmado no início da semana para a apreciação das matérias dos legisladores.