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A polarização da política brasileira invadiu o futebol, e há poucos dias da convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de Futebol, a expectativa em torno da inclusão ou não do atacante Neymar entre os que disputarão a competição mobiliza opiniões e posicionamentos que mudam quando o torcedor é de direita ou de esquerda.
Para medir a pulsação do tema Neymar entre torcedores de diferentes posturas políticas e ideológicas, o Centro de Estudos Aplicados de Marketing da ESPM-SP entrevistou centenas de torcedores de todo o Brasil, e pediu que cada um dos entrevistados indicasse até três jogadores que considerava indispensáveis para uma convocação e até três que não convocaria de forma alguma.
Nesse recorte inicial da pesquisa, o atacante Neymar liderou os dois rankings com folga. Um total de 56% da amostra afirmam que querem Neymar de volta à Seleção, e 30% disseram que não o convocariam de jeito nenhum.
Nenhum outro jogador chegou perto dos dois lados ao mesmo tempo. Vinícius Jr., o segundo mais querido com 38,5%, tem apenas 8,5% de rejeição. Paquetá e Danilo aparecem com mais opiniões de rejeição do que de aprovação.
Se a divisão em torno de Neymar parecia apenas esportiva, os dados indicam que ela vai além das quatro linhas. Como afirma o relatório da pesquisa, a percepção do torcedor sobre o camisa 10 acompanha, de forma consistente, o espectro político brasileiro.
Os dados do levantamento mostram que entre os que se identificam com o campo ideológico da direita, 66% defendem a presença de Neymar na Seleção, enquanto 24% são contrários, um saldo amplamente favorável. Entre os torcedores de esquerda, o cenário se inverte: a rejeição chega a 40%, superando a aprovação, de 37%.
“Os índices de aprovação e rejeição de Neymar se aproximam da dinâmica observada em pesquisas eleitorais. Segundo o levantamento, a relação entre posicionamento político e opinião sobre o jogador é estatisticamente significativa, mais do que coincidência, trata-se de padrão”, afirma a ESPM-SP.
No campo da centro-esquerda, o cenário é de equilíbrio absoluto: 45,5% defendem a presença do jogador, enquanto outros 45,5% são contrários. É o único grupo em que a divisão é total, um retrato que lembra disputas eleitorais em segundo turno.
Para os pesquisadores do CEAM, a explicação sobre a divisão em torno do atacantes do Santos passa por fatores que vão além do futebol.
“Neymar declarou apoio político em 2022 e se envolveu em episódios que alimentaram narrativas em diferentes espectros ideológicos. Nesse contexto, o futebol, tradicionalmente visto como espaço de trégua, passa a refletir também as tensões do debate público”, afirma o relatório da pesquisa.
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro admitiram para a CNN Brasil o potencial destrutivo das recentes denúncias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro. Diante do desgaste, o grupo político já cogita retomar o debate sobre o lançamento da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como candidata à Presidência da República.
Segundo apuração dos bastidores pelo jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, o entorno de Flávio Bolsonaro iniciou uma ofensiva para averiguar a extensão da relação entre o senador e o banqueiro. Aliados dentro do Partido Liberal (PL) teriam acionado o círculo próximo de Vorcaro.
OPOSIÇÃO REAGE
Questionada ainda pela SBT News, a deputada federal Glesi Hoffman (PT) responde não temer enfrentar Michelle nas eleições de 2026: "independente de quem vai ser, seja Michele, seja Flávio Bolsonaro. Eles estão envolvidos, a gente não. Não podemos deixar a extrema direita voltar a governar esse país", diz.
Ainda dentro da Câmara dos Deputados, o deputado Pedro Uczai (PT) informou que o partido já acionou advogados para analisar o caso e tomar medidas judiciais cabíveis. No campo político, disse que a sigla reforça o pedido de instalação de uma CPI para investigar o Banco Master.
O presidente Lula saiu mais forte após encontro com o líder norte-americano Donald Trump, que ocorreu na semana passada na Casa Branca. Para 43% dos entrevistados pela Genial/Quaest, essa foi a impressão ao final da reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, conforme revelou a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13).
Ainda sobre o encontro, outros 26% dos entrevistados disseram que Lula saiu mais fraco após a conversa com Donald Trump. Para 13%, o presidente brasileiro ficou igual, e 18% não souberam ou não quiseram responder.
Veja abaixo outros questionamentos da Genial/Quaest a respeito do encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos.
- A reunião com Trump foi mais positiva ou mais negativa para Lula?
Mais positiva - 37%
Nem positiva, nem negativa - 6%
Mais negativa - 20%
Não sabe/não respondeu - 37%
- Lula teve postura mais dura ou mais amigável na reunião com Trump?
Dura - 13%
Amigável - 56%
Nem dura, nem amigável - 3%
Não sabe/Não respondeu - 28%
- Reunião de Lula com Trump na Casa Branca é bom ou ruim para o Brasil?
Bom para o Brasil - 60%
Nem bom, nem ruim - 10%
Ruim para o Brasil - 18%
Não sabe/não respondeu - 12%
- Para você, qual a relação que o presidente do Brasil deve ter com os Estados Unidos?
Aliado - 56%
Independente - 29%
Opositor - 6%
Não sabe/Não respondeu - 9%
A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.
A mais nova pesquisa da Genial/Quaest sobre as eleições nacionais de outubro deste ano, divulgada nesta quarta-feira (13), revelou mudanças tanto na simulação de primeiro turno quanto na disputa do segundo turno: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a dianteira no primeiro turno e voltou a aparecer na frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na avaliação sobre o segundo turno, embora a situação seja de empate técnico.
Desde que o nome de Flávio Bolsonaro começou a ser testado na pesquisa Genial/Quaest, Lula manteve a liderança nas simulações de segundo turno até que ambos chegaram empatados no levantamento de março. Na pesquisa seguinte, em abril, Flávio Bolsonaro já liderava, com 42% a 40%.
Agora na pesquisa deste mês de maio, o presidente Lula teve uma pequena recuperação e retornou a 42%, ficando à frente do senador do PL, que marcou 41%. Os números configuram empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
Confira abaixo as simulações de disputa no segundo turno:
Lula 42% x 41% Flávio Bolsonaro
Lula 44% x 37% Romeu Zema
Lula 44% x 35% Ronaldo Caiado
Lula 45% x 28% Renan Santos
Já no cenário de primeiro turno colocado pela Genial/Quaest aos entrevistados, o presidente Lula segue na liderança acima da margem de erro. A diferença dessa pesquisa para a que foi divulgada em abril é a melhora de Lula, que ganhou dois pontos percentuais, e a piora de Flávio Bolsonaro, que caiu um ponto.
Veja abaixo o cenário único de primeiro turno:
Lula (PT) - 39%
Flávio Bolsonaro (PL) - 33%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Renan Santos (Missão) - 2%
Augusto Cury (Avante) - 1%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Samara Martins (UP) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 0%
Hertzs Dias (PSTU) - 0%
Indecisos - 5%
Branco/Nulo/Não vai votar - 10%
Assim como foi verificado nas simulações de primeiro e segundo turno, o presidente Lula também teve melhora em seus números na pesquisa espontânea, na qual os entrevistados respondem sem verem qualquer lista com nomes. Veja abaixo como ficou o cenário de respostas espontâneas.
Lula - 22%
Flávio Bolsonaro - 14%
Outros - 5%
Jair Bolsonaro - 2%
Indecisos - 57%
Outro dado que mostrou o presidente Lula se saindo melhor do que o senador Flávio Bolsonaro foi na rejeição. Lula, que em abril era rejeitado por 55% em abril, viu esse índice cair para 53% agora em maio. Já o candidato do PL, que tinha 52% de rejeição no mês passado, agora viu esse indicador subir para 54%, ficando acima do que foi registrado pelo seu principal adversário.
A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.
O levantamento realizado pela Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Noticias, também analisou o cenário de disputa pelas duas cadeiras baianas ao Senado Federal. A pesquisa revela certa vantagem ao ex-governador Rui Costa (PT).
No cenário estimulado, quando os candidatos são apresentados aos eleitores, podendo citar até dois nomes, Rui Costa surge com 48,8% dos votos, seguido do atual senador Jaques Wagner (PT) com 40,6%. Na sequência aparece João Roma (PL) com 24,8% e o atual senador Ângelo Coronel (Republicanos) com 23,2%. Delliana Ribeiro (PSOL) soma 5,3%. Nenhum, branco ou nulo são 14,1% e não sabem ou não opinaram formam 7,7%.

Registro da pesquisa eleitoral BN/Paraná Pesquisas / Cenário estimulado
Já no cenário espontâneo, sem citar os candidatos, Rui Costa também lidera com 4,7%, seguido de Jaques Wagner com 3,6%, João Roma surge com 2,7%, seguido de Ângelo Coronel com 1,7%. Na sequência aparece o atual senador Otto Alencar (PSD) com 0,5%. Outros nomes são 0,7%, brancos, ninguém e nulos surgem com 5,8%. Não sabem ou não responderam são 80,4%.
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Registro da pesquisa eleitoral BN/Paraná Pesquisas / Cenário espontâneo
O levantamento está de acordo com a Resolução-TSE n.º 23.600/2019, essa pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n. BA-03619/2026. Com coleta de dados realizada através de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais, entre os dias 10 e 12 de maio de 2026.
Para a realização desta pesquisa foi utilizada uma amostra de 1510 eleitores em 65 municípios. Tal amostra representativa do Estado da Bahia atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,6 pontos percentuais para os resultados gerais.
A disputa pelo governo da Bahia ganhou mais uma avaliação eleitoral, nesta quarta-feira (13). O levantamento realizado pela Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias, aponta vantagem para o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) frente ao atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Em cenário espontâneo, ACM Neto aparece com 26,3% das intenções de voto. Já Jerônimo Rodrigues surge com 19,8%, seguido de Ronaldo Mansur (PSOL) com 0,1%. Outros nomes citados constam com 1,1% das menções e não sabem ou não opinaram somam 47% dos entrevistados.
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Registro da pesquisa eleitoral BN/Paraná Pesquisas / Cenário espontâneo
Com cenário estimulado, quando os candidatos são apresentados, ACM Neto lidera com 47,8% e Jerônimo Rodrigues surge com 38,7% das intenções. Ronaldo Mansur aparece com 1,7%, seguido de nenhum, branco ou nulo. Não sabem ou não responderam aparecem com 4,9% das menções no levantamento.

Registro da pesquisa eleitoral BN/Paraná Pesquisas / Cenário estimulado
A rejeição dos postulantes ao governo da Bahia também foi avaliada. Em cenário estimulado, o atual governador Jerônimo Rodrigues desponta com maior rejeição com 37,1%, seguido de ACM Neto com 27,4% e Ronaldo Mansur com 25,2%. A opção “poderia votar em todos” consta com 12,4% e não sabem ou não opinaram surge com 7,6%.
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Registro da pesquisa eleitoral BN/Paraná Pesquisas / Cenário de rejeição
O levantamento está de acordo com a Resolução-TSE n.º 23.600/2019, essa pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n. BA-03619/2026. Com coleta de dados realizada através de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais, entre os dias 10 e 12 de maio de 2026.
Para a realização desta pesquisa foi utilizada uma amostra de 1510 eleitores em 65 municípios. Tal amostra representativa do Estado da Bahia atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,6 pontos percentuais para os resultados gerais.
Em um dos recortes da pesquisa Futura/Apex divulgada nesta segunda-feira (11), os entrevistados responderam a um questionamento sobre um eventual processo de impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Um total de 57% disse ser a favor do impeachment, sem citação de nenhum ministro particularmente.
O recorte mostrou ainda que 27,2% se posicionaram contra o processo de impeachment de algum ministro do STF. Outros 15,9% disseram não saber ou não ter opinião.
Na avaliação dos poderes, todos os três possuem mais desaprovação do que aprovação às suas atividades. O Congresso Nacional foi o poder com desaprovação mais alta, de 60,1% (com aprovação de 26,1%. Na sequência vem o STF, com desaprovação de 54,3% (contra aprovação de 33,9%) e depois a presidência da República, com 51,8% de percentual de desaprovação e 44,9% de aprovação.
Em relação à anistia aos presos e condenados pelos atos de 8 de janeiro e por tentativa de golpe, 37% afirmaram ser contra a concessão desse tipo de benefício. Outros 31,5% se colocaram a favor da anistia aos presos do 8 de janeiro, e 20,3% disseram não saber.
O levantamento foi realizado pela Futura/Apex de 4 a 8 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-03678/2026.
Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (11) pela Futura/Apex mostrou o pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reduzindo a distância para o líder nas simulações de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas abrindo uma distância maior no cenário de segundo turno.
Na simulação de primeiro turno, o presidente Lula lidera, mas a diferença para Flávio, que já foi bem maior, caiu para apenas 2,2%. A pesquisa ainda havia incluído o ex-governador Ciro Gomes, que, entretanto, anunciou nesta segunda (11) que não será candidato a presidente.
Confira abaixo o resultado do cenário de primeiro turno:
Lula (PT) - 38,3%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36,1%
Ciro Gomes (PSDB) - 4,4%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,4%
Romeu Zema (Novo) - 3,6%
Renan Santos (Missão) - 1,5%
Augusto Cury (Avante) - 1,4%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,6%
Aldo Rebelo (DC) - 0,1%
Ninguém/branco/nulo - 5,5%
Não sabe/indeciso - 4,1%
Nos cenários de segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro segue na liderança, mas neste levantamento, ele abre distância de 2,5% sobre o presidente Lula. A pesquisa Futura/Apex fez diversas simulações de disputas de segundo turno, inclusive com outros candidatos no lugar do líder petista. Veja abaixo as simulações:
Flávio 46,9% x 44,4% Lula
Lula 45,1% x 36,9% Ronaldo Caiado
Lula 46% x 37,8% Romeu Zema
Lula 41,4% x 37,8% Ciro Gomes
Flávio 47,8% x 36,2% Fernando Haddad
Flávio 45,5% x 37% Ciro Gomes
Flávio 43,9% x 27,1% Romeu Zema
Fernando Haddad 38,9% x 32,8% Ronaldo Caiado
Fernando Haddad 39% x 35,6% Romeu Zema
O levantamento foi realizado pela Futura/Apex de 4 a 8 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-03678/2026.
O tamanho do município onde um cidadão reside no Brasil define não apenas sua rotina, mas também o tipo de violência a que está exposto. É o que aponta o relatório "Medo do Crime e Eleições 2026", publicado neste domingo (10). Baseado em dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Instituto Datafolha, traça um diagnóstico sobre a vitimização no país, revelando que a insegurança possui características distintas em metrópoles e no interior.
Segundo os mesmos dados, nos municípios com mais de 500 mil habitantes, a dinâmica criminal está ligada à circulação de pessoas e bens. O roubo ou assalto na rua é mais de quatro vezes mais frequente nestes centros (11,6%) em comparação com cidades de até 50 mil habitantes (2,7%).
A maior disparidade, contudo, ocorre em casos de violência armada voltada ao patrimônio: o roubo à mão armada apresenta uma incidência quase cinco vezes maior nas metrópoles (6,7%) do que em municípios de pequeno porte (1,4%). Esse cenário reforça a percepção de que a criminalidade nas metrópoles é pautada pelo contato direto e pelo uso ostensivo de armas de fogo para a subtração de bens, aproveitando-se da alta densidade populacional e da concentração de ativos financeiros.
A conectividade das grandes cidades também impulsiona os crimes digitais. As fraudes financeiras e golpes por telemóvel ou internet atingem 19,2% da população das metrópoles, enquanto no interior do país o índice é de 12,7%. Na verdade, é possível checar os números abaixo:
Por outro lado, os dados mostram que a violência letal e interpessoal não se concentra apenas nos grandes centros. O índice de pessoas que tiveram um familiar ou conhecido assassinado é maior nas cidades de até 50 mil habitantes (14,5%) do que nas cidades com mais de 500 mil habitantes (13,9%).
Segundo os editores do relatório, a violência nas cidades pequenas tende a repercutir mais diretamente no cotidiano local devido às redes sociais mais densas. Outro destaque negativo para o interior é a violência doméstica: a agressão física por parceiro íntimo é mais comum em cidades pequenas (4,5%) e médias (5,0%) do que nas grandes metrópoles (3,6%).
A circulação de armas também não segue uma hierarquia urbana simples. A vitimização por bala perdida apresenta índices similares em diferentes portes: cidades médias-grandes (200 a 500 mil habitantes) lideram com 11,0%, seguidas de perto pelas metrópoles (10,4%) e pelas cidades pequenas (10,0%).
Essa distribuição indica que o risco de vida e a violência interpessoal são desafios que atravessam todo o território nacional, independentemente do nível de urbanização.
Em uma semana com a perspectiva de esvaziamento do Congresso Nacional por conta da realização da Brazil Week 2026, evento que transforma Nova York na capital extraoficial dos negócios brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia um ambicioso plano para tentar conter a expansão do crime organizado no país.
Lula anunciará nesta terça-feira (12) o plano “Brasil Contra o Crime Organizado”, programa que poderá contar com mais de R$ 11 bilhões em recursos que têm como motivação o enfraquecimento de organizações criminosas. Lula também deve ter reuniões nesta semana com o advogado-geral da União, Jorge Messias, além de buscar conversar com o presidente do Senado (Davi Alcolumbre-AP).
O Judiciário vive a expectativa da posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques. No calendário da economia, a semana terá a divulgação de indicadores importantes, como a inflação oficial do país no mês de abril e o índice nacional de desemprego no primeiro trimestre deste ano.
Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes em Brasília.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula inicia sua semana com uma reunião, no final da manhã desta segunda (11), para tratar dos ajustes finais do plano contra o crime organizado, que será anunciado nesta semana. Participam da reunião os ministros da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; da Fazenda, Dario Durigan; da Casa Civil, Miriam Belchior; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; das Minas e Energia, Alexandre Silveira; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira.
Na parte da tarde, o presidente Lula se reunirá com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para sanção do Projeto de Lei nº 2.120, de 2022. O projeto institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.
Por volta das 15h30, Lula receberá, no Palácio do Planalto, a visita da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet. Ela é cotada para ser secretária-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em 2027.
No encontro desta segunda, o presidente Lula deve reafirmar o seu apoio à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo. Jamais uma mulher foi secretária-geral da ONU desde a fundação da entidade internacional.
Lula fecha o seu dia com outra reunião no final da tarde no Palácio do Planalto, que contará com a presença de diversos ministros.
Na terça (12), o presidente Lula vai lançar, em solenidade no Palácio do Planalto, o plano “Brasil Contra o Crime Organizado”. Na ocasião, será publicado um decreto presidencial e quatro portarias para regulamentar o programa com especificação de investimentos em cada área.
Em publicação nas redes sociais, o presidente Lula disse que um dos objetivos do plano será o de “enfraquecer o potencial financeiro do crime organizado”. O investimento do projeto será ao todo de R$ 11,1 bilhões, sendo R$ 968,2 milhões em investimentos diretos e R$ 10 bilhões em financiamento via FIIS para estados e municípios.
O plano “Brasil Contra o Crime Organizado” será centrado em quatro eixos principais: asfixia financeira, sistema prisional seguro, esclarecimento de homicídios e combate ao tráfico de armas.
O primeiro eixo do plano receberá R$ 302,2 milhões para combater o fluxo de dinheiro das organizações criminosas. Esse eixo terá fortalecimento das FICCOs (Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado), criação de um FICCO Nacional para operações interestaduais, expansão do Comitê de Investigação Financeira para rastreamento de ativos e leilões centralizados de bens apreendidos.
A agenda do presidente Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
No calendário da divulgação de indicadores da economia, um dos destaques da semana será a apresentação dos números da inflação oficial brasileira. Nesta terça (12), o IBGE apresenta os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para o mês de abril.
Também na terça (12) será divulgado pelo IBGE o estudo que mostra a situação do setor da construção civil no mês de abril. O mesmo IBGE apresenta, na quarta (13), Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil os números da atividade, no mês de março, dos setores da indústria e do comércio.
Na quinta (14), o IBGE apresenta os resultados da sua pesquisa que trata da atividade agropecuária em todo o país. No mesmo dia, o órgão divulga a Pnad Contínua que revela os números do desemprego no Brasil no primeiro trimestre de 2026.
PODER LEGISLATIVO
Por conta da realização de eventos em Nova York da chamada “Brasil Week”, que prevê seminários com investidores e autoridades para falar de oportunidades no Brasil, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), programaram uma semana sem a necessidade de presença física. Isso porque diversos parlamentares participarão dos eventos nos Estados Unidos.
Na Câmara, Motta prevê realizar sessões no plenário todos os dias, para a contagem do prazo necessário à aceleração da votação, na comissão especial, do projeto que modifica a jornada de trabalho 6x1. A pauta das votações, entretanto, não envolve projetos polêmicos.
Motta programou uma pauta para votação de projetos voltados para áreas como segurança pública, infância, mobilidade urbana, agricultura, transparência e esporte. A pauta inclui propotas sobre pornografia infantil com uso de inteligência artificial, marco legal do transporte coletivo, incentivo à indústria de fertilizantes, regras para candidatas gestantes em concursos públicos e fim do sigilo sobre gastos federais.
A primeira sessão deliberativa da semana está marcada para esta segunda (11), às 18h. No Plenário, os deputados devem analisar dois requerimentos de urgência.
Um deles trata do projeto de lei 5.900/2025, que dá ao órgão federal responsável pela agricultura competência privativa para fazer análise econômica e manifestação prévia vinculante sobre normas que impactem espécies de interesse produtivo. O outro requerimento pede urgência para o projeto de lei complementar 100/2021, que altera a Lei Complementar 116/2003, norma que trata do Imposto sobre Serviços.
Entre os projetos em pauta, os deputados podem votar o PL 488/2019, que torna obrigatória a imposição de penas restritivas de direitos a condenados por crimes de pedofilia. A proposta está em regime de urgência e tem como relator o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).
Também está na lista o projeto de lei 3.0660/2025, que cria medidas de enfrentamento e repressão a crimes de pornografia infantil praticados com uso de inteligência artificial e técnicas de mascaramento de endereço de IP. O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Código de Processo Penal, a Lei de Execução Penal, a Lei dos Crimes Hediondos e a Lei das Organizações Criminosas.
Outro item da pauta é o projeto de lei 4.295/2025, que aumenta a pena para estupro de vulnerável no Código Penal Militar quando o crime resultar em lesão corporal grave.
A Câmara também pode votar o projeto de lei 1.054/2019, aprovado no Senado, que estabelece regras para a realização de testes de aptidão física por candidatas gestantes ou em fase puerperal em concursos públicos. A proposta vale para cargos e empregos públicos da administração direta e indireta de todos os Poderes da União. O objetivo é evitar que a gravidez ou o período pós-parto prejudiquem candidatas em seleções que exigem exame físico.
Na área de mobilidade, a pauta inclui o projeto de lei 3.278/2021, que institui o marco legal do transporte público coletivo urbano. A proposta altera o Estatuto da Cidade, a Lei de Mobilidade Urbana e outras normas relacionadas ao setor.
O texto busca reorganizar regras para o transporte coletivo nas cidades, tema que afeta diretamente usuários, municípios, empresas operadoras e o financiamento do serviço.
Outro item de impacto econômico é o projeto de lei 699/2023, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes, o Profert. A proposta altera leis tributárias e de infraestrutura para incentivar a produção nacional de fertilizantes. O tema é sensível para o agronegócio, já que o Brasil depende fortemente de importações para abastecer o setor.
A pauta da semana também reserva espaço para o esporte. O projeto de lei 2.978/2023 altera a Lei da Sociedade Anônima do Futebol para aperfeiçoar regras de governança das SAFs, proteger investidores e preservar direitos de clubes, profissionais do futebol e atletas em formação.
Já o projeto de lei complementar 21/2026 cria o Regime Especial de Tributação para Associações Desportivas, o Retad. A proposta unifica a cobrança de tributos federais incidentes sobre receitas de associações civis desportivas sem fins lucrativos.
No Senado, o presidente Davi Alcolumbre programou uma semana de votações com temas que vão de trânsito e justiça criminal a saúde, educação, infância, ciência e tecnologia e combate à violência contra a mulher.
Um dos principais itens da semana é a Medida Provisória 1.327/2025. A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro e trata de mudanças na Carteira Nacional de Habilitação. A MP, já aprovada pela Câmara, permite a emissão da CNH em formato digital e prevê renovação automática para condutores cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores.
Também está na pauta o projeto de lei 3.777/2023, que altera o Código de Processo Penal para estabelecer regras sobre a fixação de valor mínimo de indenização em favor da vítima de crime. A ideia é que, na própria sentença penal condenatória, o juiz fixe um valor mínimo para reparar os danos causados pela infração.
Na prática, esse tipo de proposta busca facilitar a reparação à vítima, evitando que ela precise iniciar outro processo apenas para discutir uma indenização mínima.
Outro item previsto é o projeto de lei 4.676/2019, que muda regras sobre certificação no sistema de armazenagem de produtos agropecuários. O texto confere caráter voluntário à adesão ao sistema de certificação criado para o setor.
A pauta também inclui o projeto de lei 336/2024, que cria diretrizes básicas para melhorar a atenção à saúde de pessoas com dor crônica e institui o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica. A proposta teve parecer favorável na Comissão de Assuntos Sociais.
O objetivo é dar maior visibilidade a uma condição que pode afetar a qualidade de vida, a rotina de trabalho, a saúde mental e o acesso a tratamentos adequados.
Para a sessão deliberativa de quarta (13), a pauta prevê a análise do projeto de lei 1.049/2026, que cria a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação. O texto também institui o Cadastro Nacional de Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação.
A proposta ainda depende de deliberação sobre requerimentos. Um deles pede urgência para a matéria. Outro solicita que o texto tramite em conjunto com projeto correlato apresentado no Senado.
Outro tema social previsto para a sessão de quarta é o projeto de lei 385/2024, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para tratar dos Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente em âmbito nacional, estadual, distrital e municipal.
Esses conselhos são responsáveis por formular, acompanhar e fiscalizar políticas voltadas à infância e à adolescência. Por isso, mudanças em sua composição ou funcionamento podem afetar diretamente a governança das políticas públicas para crianças e adolescentes.
Também está na lista o projeto de lei 3.102/2022, que altera a lei do plano de carreiras da área de ciência e tecnologia da administração federal direta, das autarquias e das fundações federais. A proposta inclui novos órgãos e institutos no plano de carreiras da área.
O projeto ainda depende da apreciação de requerimento de urgência. Se avançar, poderá impactar servidores e instituições ligadas à pesquisa, inovação, tecnologia, saúde e desenvolvimento científico.
Na área de direitos humanos e comunicação, os senadores podem analisar o projeto de lei 754/2023. O texto altera o Código Brasileiro de Telecomunicações para prever a divulgação, no programa A Voz do Brasil, de canais de atendimento a mulheres vítimas de violência.
A proposta já recebeu pareceres favoráveis da senadora Damares Alves nas comissões de Direitos Humanos e de Ciência e Tecnologia. A intenção é usar o alcance nacional do programa de rádio para informar mulheres sobre serviços de proteção, denúncia e acolhimento.
PODER JUDICIÁRIO
A semana no Judiciário tem como destaque a posse do ministro Kássio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A posse do magistrado, que acontece nesta terça (12), marca a transição da gestão de Cármen Lúcia para o novo comando.
Junto com Nunes Marques, assumirá a vice-presidência do TSE o ministro André Mendonça. O novo comando do Tribunal atuará nas eleições gerais de outubro deste ano.
Com a saída de Cármen Lúcia, a terceira cadeira reservada no TSE ao Supremo Tribunal Federal passará a ser ocupada pelo ministro Dias Toffoli, que era substituto da magistrada.
No STF, a agenda da semana no plenário da Corte tem como destaque o julgamento, na próxima quarta (13), da ADI 6304, que questiona dispostivos do Pacote Anticrime (Lei 13.964/2019). A ação é relatada pelo ministro Luiz Fux.
A ADI foi ajuizada no STF pela Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim) para questionar a constitucionalidade da Lei 13.964 aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro de 2019, e que prevê a perda de bens como um dos efeitos da condenação criminal. Na ação, a associação afirma que a regra cria uma pena de “confisco de bens”, em violação ao princípio da individualização da pena e da função social da propriedade.
Outro ponto questionado é a introdução do artigo 28-A no Código de Processo Penal, que trata da possibilidade de o Ministério Público formalizar com o investigado “acordo de não persecução penal”. Segundo a entidade, a obrigação de que o investigado confesse o crime para que o acordo seja proposto viola o princípio da presunção de inocência.
Ainda na pauta do dia 13 está ADPF 881, que questiona a possibilidade de membros do Poder Judiciário e do Ministério Público serem responsabilizados criminalmente em decorrência de interpretação do ordenamento jurídico no exercício regular de suas funções – o chamado “crime de hermenêutica”.
O processo é relatado pelo ministro Dias Toffoli, que, em fevereiro de 2022, deferiu liminar nos autos. O julgamento será retomado com o voto-vista do ministro Alexandre de Moraes.
Já para a sessão plenária da próxima quinta (14), está agendado o julgamento do RE 1537165, no qual a Corte definirá se o Ministério Público pode requisitar relatórios de inteligência financeira sem autorização judicial às autoridades fiscais e se o compartilhamento dessas informações exige a abertura de investigação criminal formal.
Em liminar concedida no final do mês de março, o ministro Alexandre de Moraes (relator) estabeleceu uma série de critérios para a requisição e a utilização dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo a decisão, o descumprimento dos requisitos torna ilícitas as provas produzidas.
Também ficou definido que os critérios se aplicam a pedidos judiciais e a comissões parlamentares de inquérito (CPIs).
O deputado federal da Bahia, Capitão Alden (PL) avaliou como “inocência” a hesitação do pré-candidato ao governo da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), em declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1), Alden destacou que a falta de clareza sobre os vínculos políticos é um erro na campanha da oposição ao governo petista na Bahia.
?? “Chega a ser inocência”, diz Capitão Alden sobre hesitação de ACM em apoio a Flávio Bolsonaro
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) May 11, 2026
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“Eu acho que chega a ser inocência demais você pensar assim. A pesquisa que foi feita indica que, a cada 10 votos que ACM Neto teve na última eleição, a cada 10 votantes, cerca de 7 a 8 teriam votado em Lula”, contextualiza. “Então, na cabeça deles, se eles apoiarem, por exemplo, o Flávio Bolsonaro, esse votantes ou aqueles que votaram e Lula poderiam não votar neles, mas chega a ser inocência você dizer ‘olhe, é certo que eu vou apoiar Flávio no segundo turno’, aí esse eleitor não está ouvindo isso? Ele é burro? Ele é ignorante?”
Na Bahia, a principal chapa de oposição, montada por ACM Neto, tem o PL como um dos principais aliados, por meio da figura de João Roma (PL-BA), candidato ao Senado Federal pela chapa majoritária da oposição. Nesse sentido, Capitão Alden ressalta que há uma falta de alinhamento entre os posicionamentos nacionais e estaduais.
“Eu não consigo ver racionalidade nesse cálculo. Eu acho que você tem que ter posicionamento, qual é o seu posicionamento? Acho que você pode até dizer, as minhas convicções são essas, o meu papel como gestor vai ser esse, mas palanque aberto? Até Lula poderá vir no palanque dele? E porque existe [o discurso] vamos nos unir para derrotar o PP lá em cima, no [cenário] nacional, mas não vai ser unir para derrotar o PT aqui no estado?”, questiona.
Segundo ele, “essa estratégia é ruim”. “Eu tenho ouvido isso no interior, muito, inclusive de pessoas que pretendem ou pretendiam votar em Neto e peçam postura dele de não definir claramente o que ele defende. Não quem ele defende, mas o que ele defende”, finaliza o parlamentar.
Confira o trecho da entrevista:
Há pouco mais de três meses para o prazo de formalização das chapas para as eleições nacionais, as vagas para suplência de Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) na disputa ao Senado Federal seguem indefinidas. Nos bastidores, aponta-se que os caciques do Partido dos Trabalhadores aguardam a indicação de um dos maiores aliados do grupo, Otto Alencar (PSD).
O fato é que, em março deste ano, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), integrante da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), formalizou a indicação da vereadora Aladilce Souza para compor a chapa majoritária, como suplente de um dos dois candidatos majoritários, na frente liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues.
Na época, a vereadora e ex-líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador destacou que “é realmente uma alegria muito grande ter meu nome indicado pelo partido para essa suplência”. O partido não indicou para qual suplência a vereadora seria indicada, o cenário que se forma, no entanto, é que a principal vaga em aberto é a suplencia do senador Jaques Wagner.
Ainda nesta quarta-feira (06), o senador petista Jaques Wagner indicou que as chapas estariam “quase formadas”. “Não definimos ainda a primeira e segunda suplência, nem minha nem de Rui. Tem vários nomes citados, vários partidos que têm interesse em participar; a gente vai ter que amadurecer isso. Tem muito nome bom que quer entrar”, afirmou.
Por outro lado, fontes nos bastidores do grupo governista apontam que a indicação do Partido Comunista à suplência estaria “de molho” até que novos nomes também fossem apresentados. A indicativa é que a chapa petista deve priorizar as indicações do presidente estadual do Partido Social Democrata (PSD), Otto Alencar, que não se manifestou, até o momento.
Já para as vagas relacionadas a candidatura do ex-ministro Rui Costa, um desses nomes seria o presidente estadual do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto. Atualmente, o Avante é um dos partidos com maior expressividade no interior do estado, com cerca de 60 prefeituras eleitas em 2024. Nesse sentido, as podem ganhar destaques nos bastidores da negociação.
INDEFINIÇÃO NO PSD
Ao final de janeiro, o PSD perdeu um de seus principais “soldados”. O senador Angelo Coronel e sua família romperam com o partido de Otto Alencar após meses de negociações para a composição da chapa majoritária do grupo governista. Com a confirmação da “chapa puro-sangue” do PT, com Jerônimo, Wagner e Rui, o senador teria sido “deixado de lado” em sua tentativa de reeleição.
Hoje, vinculado ao Republicanos, o senador declarou apoio ao pré-candidato ao Palácio de Ondina, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto e passou a compôr a chapa "Unidos para Mudar a Bahia", que tem como segundo candidato à "Câmara Alta", o ex-deputado federal e presidente do PL na Bahia, João Roma.
O governo vem anunciando medidas para tentar reverter o quadro de desaprovação em alta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, até aqui, os números não cedem e não demonstram sinal de virada. Essa análise foi feita pela pesquisa Meio/Ideia, ao apresentar os números sobre a avaliação a respeito do governo Lula.
O levantamento revelou um aumento na desaprovação do presidente Lula da última pesquisa, em abril, para esse mais recente de maio, quando a avaliação negativa subiu de 51% para 53%. Já a aprovação ao trabalho do presidente caiu de 45% para 44%.
Confira abaixo a avaliação do terceiro mandato do líder petista:
Ótimo - 11%
Bom - 20,5%
Regular - 21%
Ruim - 14%
Péssimo - 32,3%
Não sabe - 1,2%
A região onde Lula recebeu o maior percentual de menções “ótimo” foi no Nordeste, com 18,3%. Já a menção “péssimo” teve seu pior índice na região Centro-Oeste, com 43,3%.
Em outro recorte da pesquisa, o Meio/Ideia perguntou aos seus entrevistados se o presidente Lula merecia um novo mandato. Um total de 52% disseram que Lula não merece conquistar o seu quarto mandato, enquanto 44% afirmaram que sim.
A região Nordeste foi a única em que mais pessoas disseram que Lula merece um novo mandato, com 57,8% marcando essa opção. A região que mais rejeitou um novo mandato do líder petista foi a Centro-Oeste, com 65,8% rejeitando o quarto mandato de Lula.
O levantamento Meio/ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 1º e 5 de maio. O nível de confiança é de 95% e o protocolo no TSE é BR-05356/2026.
Liderança do presidente Lula nas simulações de primeiro turno, dianteira de Flávio Bolsonaro na disputa de um eventual segundo turno. Esse cenário que vem se repetindo em pesquisas recentes de intenção de voto de diversos institutos também foi apresentado nesta quarta-feira (6) no mais novo levantamento do Meia/Ideia.
A pesquisa Meia/Ideia entrevistou 1.500 pessoas em todo o Brasil de 1º a 5 de maio de 2026. Os resultados confirmam o quadro de total estabilidade nos cenários da disputa presidencial que já haviam sido identificados por todos os últimos levantamentos.
Confira abaixo o cenário único de primeiro turno apresentado pelo Meia/Ideia aos seus entrevistados:
Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36%
Ronaldo Caiado (União) - 5,6%
Romeu Zema (Novo) - 3%
Ciro Gomes (PSDB) - 2,3%
Augusto Cury (Avante) - 1,6%
Renan Santos (Missão) - 1,4%
Aldo Rebelo (DC) - 0,8%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,3%
Hertz Dias (PSTU) - 0%
Samara Martins (UP) - 0%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0%
Ninguém/branco/nulo - 3,7%
Não sabe - 5,4%
Entre os recortes da pesquisa Meio/Ideia, houve o questionamento aos entrevistados de forma espontânea a respeito de suas preferências na disputa presidencial. Nessa modalidade, o entrevistado diz o seu nome de escolha sem a apresentação de qualquer lista. Veja o resultado:
Lula - 33,4%
Flávio Bolsonaro - 20%
Jair Bolsonaro - 4%
Ronaldo Caiado - 3,7%
Romeu Zema - 3%
Outros - 2,5%
Renan Santos - 1,4%
Ciro Gomes - 1,3%
Nikolas Ferreira - 0,5%
Michelle Bolsonaro - 0,5%
Eduardo Bolsonaro - 0,4%
Augusto Cury - 0,3%
Cabo Daciolo - 0,3%
Tarcísio de Freitas - 0,3%
Marina Silva - 0,2%
Aldo Rebelo - 0,1%
Ratinho Junior - 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo - 5%
Não sabe - 23,1%
Já nas simulações de segundo turno, a pesquisa Meio/Ideia aponta que Flávio Bolsonaro, com 45,3%, e o presidente Lula, com 44,7%, estão tecnicamente empatados na corrida pelo Palácio do Planalto. Eles oscilaram dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais na comparação com a rodada anterior, em abril. Há um mês, Flávio tinha 45,8% e Lula 45,5%.
A pesquisa também aponta empate técnico de Lula contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) - o placar é de 44,7% a 40%, respectivamente. O líder petista, contudo, ganharia do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por 44% a 39%.
Abaixo, um resumo das disputas de segundo turno:
Flávio 45,3% x 44,7% Lula
Lula 44,7% x 40% Ronaldo Caiado
Lula 44% x 39% Romeu Zema
Lula 44,7% x 27,6% Renan Santos
Lula 44,7% x 24% Aldo Rebelo
Lula 44% x 34,5% Ciro Gomes
No quesito da rejeição, o presidente Lula segue na liderança entre os pré-candidatos. Confira abaixo o panorama dos candidatos mais rejeitados pelos entrevistados:
Lula - 44,8%
Flávio Bolsonaro - 38%
Ronaldo Caiado - 18,5%
Romeu Zema - 18%
Renan Santos - 14,5%
Ciro Gomes - 14%
Cabo Daciolo - 11,9%
Samara Martins - 9,6%
Aldo Rebelo - 9,1%
Edmilson Costa - 9%
Rui Costa Pimenta - 8,7%
Augusto Cury - 7,4%
Hertz Dias - 5,3%
Não rejeita ninguém - 2,8%
Não sabe - 8%
O levantamento Meio/ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 1º e 5 de maio. O nível de confiança é de 95% e o protocolo no TSE é BR-05356/2026.
Centenas de eleitores soteropolitanos e baianos compareceram, nesta terça-feira (5), à sede do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) para realizar atendimentos de regularização do título de eleitor. Conforme o calendário oficial, o prazo final para a regularização da situação eleitoral é esta quarta-feira, 6 de maio.
Dados divulgados pelo Tribunal em 23 de abril deste ano apontam que, até então, 453.414 eleitoras e eleitores estariam com o título cancelado na Bahia. No atendimento presencial, os eleitores poderão emitir a primeira via do título, regularizar a situação eleitoral, coletar a biometria, realizar a transferência de domicílio eleitoral, alterar o local de votação, revisar os dados cadastrais, dentre outros procedimentos eleitorais.

Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias
Para atender à demanda, o TRE-BA ampliou o horário de atendimento nos plantões de atendimento nesta e na última semana. Na capital baiana, o funcionamento é das 8h às 18h, nos cartórios eleitorais e na Central de Atendimento ao Público (CAP). No interior do estado, nas CAPs e Cartórios, os trabalhos são realizados das 8h às 15h.
PRESENCIAL OU VIRTUAL?
Para realização do atendimento presencial, o eleitor ou a eleitora deve ter em mãos o comprovante de residência atualizado e documento de identificação com foto. Homens que completam 19 anos no ano do alistamento precisam comprovar quitação militar.
Para quem já possui a biometria, é possível realizar uma série de atendimentos. Por meio do e-título, os eleitores podem realizar consulta da situação eleitoral; verificação e pagamento de multas por ausência às urnas; emissão da certidão de quitação eleitoral; acesso ao local de votação com mapa; justificativa de ausência no dia da eleição e atualização de dados cadastrais.
Eleitoras e eleitores com o título cancelado, além de não poderem votar nas eleições, ficam sujeitos a outras restrições, como impedimento para emissão de passaporte, posse em cargo público e renovação de matrícula em instituições de ensino, entre outras sanções.
O instituto Real Time Big Data divulgou nesta terça-feira (5) a primeira pesquisa sobre a disputa presidencial após os acontecimentos da semana passada, com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas. Os números revelam que o cenário de momento ainda não foi afetado pelas derrotas sofridas pelo governo Lula no Congresso Nacional.
No cenário de primeiro turno, o presidente Lula segue liderando as intenções de voto à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A diferença entre os dois principais adversários segue no mesmo patamar revelado recentemente por outros institutos de pesquisa.
Lula aparece com 40% das intenções de voto, ante 34% de Flávio. Em seguida, aparece o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 5%.
Confira abaixo o principal cenário da pesquisa Big Data:
Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 34%
Ronaldo Caiado (PSD) - 5%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Renan Santos (Missão) - 3%
Augusto Cury (Avante) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Branco/nulo - 6%
Não sabe/não opinou - 5%
Na pesquisa espontânea, Lula também segue na liderança nesta modalidade de pesquisa em que o entrevistado diz um nome sem que seja apresentada a ele alguma lista de candidatos. Nesta modalidade, Flávio segue na segunda colocação, e o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, é o terceiro nome mais citado pelos eleitores. Veja os números abaixo:
Lula (PT) - 31%
Flávio Bolsonaro (PL) - 24%
Jair Bolsonaro (PL) - 3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 1%
Romeu Zema (Novo) - 1%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 1%
Ciro Gomes (PSDB) - 1%
Nenhum/branco/nulo - 14%
Não sabe - 24%
Na rejeição, o presidente Lula lidera entre todos os outros candidatos. Confira os dados da rejeição:
Lula - 44%
Flávio Bolsonaro - 41%
Ciro Gomes - 5%
Romeu Zema - 4%
Ronaldo Caiado - 2%
Cabo Daciolo - 2%
Augusto Cury - 2%
Aldo Rebelo - 2%
Rui Costa Pimenta - 2%
Samara Martins - 2%
Hertz Dias - 2%
Não rejeito ninguém - 2%
Em relação aos cenários de segundo turno, há um empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Conforme aponta o levantamento, Flávio surge com 44% das intenções de voto, contra 43% de Lula.
Outros quatro possíveis cenários de segundo turno entre Lula e nomes da direita também foram testados. Veja a seguir os resultados:
Flávio 44% x 43% Lula
Lula 43% x 43% Ciro Gomes
Lula 43% x 42% Ronaldo Caiado
Lula 43 x 39% Romeu Zema
Lula 48% x 24% Renan Santos
Para fazer a pesquisa, o Real Time Big Data ouviu 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 2 e 4 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03627/2026.
O Partido dos Trabalhadores irá olhar para o Nordeste como foco nas eleições de 2026. Com forte protagonismo no último pleito presidencial, a região deve passar por uma estratégia específica para as demandas e peculiaridades eleitorais deste ano. Com eleições "acirradas", os estados da Bahia, Pernambuco e Ceará podem capitanear um "Comitê Nordeste", de acordo com lideranças petistas baianas.
Ao Bahia Notícias, alguns interlocutores do partido e lideranças do grupo que gere o governo do estado, a formação desse comitê, preferencialmente localizado em Recife, capital de Pernambuco, tem sido analisada. O projeto também tem como ideal "uniformizar" o discurso de campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região e resgatar pontos de contato direto das campanhas ao governo nos três estados. Lula possui três nomes que irá apoiar, com a reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, a reeleição de Elmano de Freitas (PT) no Ceará e, além deles, João Campos (PSB) na disputa pelo governo de Pernambuco.
Tradicional reduto petista, o Nordeste foi decisivo para a vitória de Lula. Ele recebeu 69,34% dos votos válidos da região – única em que ele superou Jair Bolsonaro (PL). A larga vantagem de petista na região foi capaz de conduzi-lo à Presidência em 2022, ainda que atual mandatário tenha sido mais votado em outras localidades. No último pleito, o ex-presidente Bolsonaro venceu em todas as outras regiões do país, tendo a maior vantagem no Sul, onde conquistou 61,84% dos votos válidos. No Sudeste, que concentra o maior número de eleitores, Lula recebeu 45,73% dos votos válidos. Bolsonaro, 54,27%.
Petistas baianos revelaram ao BN que a estratégia é adequar alguns pontos de campanha e facilitar a interlocução de três estados "chaves" para a reeleição de Lula. O movimento também busca contrapor um "avanço" de aliados do ex-presidente Bolsonaro, que possui uma estratégia nacionalizada, também focada em "encorpar" as cadeiras do grupo no Congresso. "É buscar traduzir para o nordestino o que o presidente Lula tem feito para a região, da melhor forma. Unificar as estratégias estaduais e focar na regão", revelou um interlocutor do grupo que defende a medida.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) realizou 2.173 atendimentos em todo o estado até as 10h deste sábado (2/5). A Central de Atendimento ao Público (CAP) e os cartórios eleitorais, tanto da capital quanto do interior, registraram movimento intenso desde o início do plantão, o que evidenciou a alta procura pelos serviços eleitorais.
O atendimento foi encerrado ao meio-dia e integra o calendário de ações do TRE-BA por causa da proximidade do fechamento do cadastro eleitoral, previsto para o dia 6 de maio.
Segundo o tribunal, após essa data o cadastro será temporariamente suspenso para viabilizar a organização do pleito, conforme estabelece a Lei das Eleições. Somados os dois primeiros plantões realizados pelo Tribunal, o total já chega a 14.400 atendimentos em toda a Bahia.
No dia 25 de abril, foram atendidas 5.484 pessoas, enquanto no feriado do Dia do Trabalhador (1º de maio) o número chegou a 8.916 eleitores e eleitoras.
O TRE-BA informou que o atendimento regular será retomado na próxima segunda-feira (4/5). Na capital, os cartórios eleitorais e as Centrais de Atendimento ao Público funcionarão das 8h às 18h. Já no interior do estado, o horário será das 8h às 15h.
A derrota do governo Lula na noite desta quarta-feira (29), no Senado, na votação da indicação de Jorge Messias para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), foi repercutida por diversos presidenciáveis em postagens nas redes sociais e entrevistas. Todos os que comentaram a rejeição de Messias fizeram críticas a Lula e ao STF, mas também a Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, que como senador votou contra a indicação ao STF e ainda teria participado de articulações para a rejeição de Jorge Messias, disse que não tinha “motivos para comemorar”, mas que via a derrota como o “fim do governo Lula”.
“Por 42 votos a 34, o Senado fez história e evitou que a esquerda e o PT aparelhassem ainda mais o Estado e a Justiça. Podemos dizer com confiança que o Brasil tem futuro”, afirmou o pré-candidato do PL, que promoveu um churrasco em sua casa para comemorar a derrota do governo Lula.
Na mesma linha, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) disse que a votação do Senado conta Messias foi um “golaço do Brasil”. Zema, que recentemente manteve discussões públicas com o ministro Gilmar Mendes, do STF, afirmou que a derrota de Messias foi um “basta” à politização do Supremo.
“Finalmente o Senado fez o que devia ter sido feito. Barrou mais uma indicação política do Lula. É um basta à politização do STF. Um basta ao comportamento vergonhoso de ministros, um basta às perseguições. O Brasil está se levantando. Não é escada, Alexandre de Moraes. Não é ofensa, Gilmar Mendes. É o Brasil que trabalha, que paga impostos, batendo na porta de vocês. Chega de intocáveis”, afirmou o presidenciável.
Já o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), foi mais econômico e fez apenas um pequeno comentário em seu perfil na rede X, criticando principalmente o presidente Lula.
“O que melhor define a rejeição é um termo muito usado por nós: O Senado não aceitou que o Lula indicasse seu cabo de chicote como membro do Supremo”, disse Caiado.
Renan Santos, candidato a presidente pelo partido Missão, também fez fortes críticas a Lula, dizendo que a votação teria representado o “começo do fim do governo”. Renan Santos, entretanto criticou também Davi Alcolumbre e o centrão, chamando-os de “lixo da República”.
“Essa é uma das maiores derrotas do STF. O Lula queria colocar o seu terceiro advogado pessoal no STF. Era Dias Toffoli, era Cristiano Zanin e agora seria o Messias. O próprio STF aceitava, porque queriam uma operação em que se salvariam da treta do Banco Master. Mais um ministro com força e com nome limpo. Foram lá, fecharam com nomes do centrão, da esquerda, fizeram o acordo com o PL. Estava todo mundo só naquele teatrinho. De treta com um dos piores seres humanos da República que é o Alcolumbre. Quando a República brasileira é tocada por lixo, o lixo faz isso com você”, afirmou o pré-candidato.
“Então Lula foi traído por pessoas que incentivou. O centrão sempre foi parceiro de negócios do petismo, então, o STF está na sarjeta e Lula está no seu pior momento em toda a sua história. Nunca foi tão grande a chance de Lula sequer ser candidato. Lula não concorre para perder, e sem apoio do centrão, não vai buscar voto no Nordeste”, completou Renan Santos.
Em outra corrente de raciocínio, o pré-candidato a presidente pelo DC, Aldo Rebelo, relacionou a derrota na indicação de Jorge Messias à insatisfação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com dificuldades impostas pelo governo Lula à exploração de petróleo na margem equatorial, próxima ao Amapá. Para o pré-candidato, o governo Lula, ao dificultar a possibilidade de desenvolvimento do estado do presidente do Senado, levou ele a “dar o troco” na votação do indicado ao STF.
“O Amapá que está dentro da margem equatorial, que aspira a ter uma indústria de petróleo e gás, que tem sido bloqueada por ações do Ministério do Meio Ambiente e pelo Ibama. Então se Lula, que se mostrou indignado pela derrota com Messias, quer saber as razões, pergunte ao presidente do Ibama”, disse Aldo.
“O Amapá é um estado que tem 73% da população vivendo da transferência de renda, do Bolsa Família. Não há atividade econômica. O Amapá é um estado sem futuro para a sua juventude, e a única esperança que tem é na mineração, na agricultura, na área de petróleo e gás, e está tendo esse crescimento impedido pelo governo federal. O governo menosprezou a aspiração do Amapá a ter um futuro com a sua indústria de petróleo e gás. Messias pagou pelos erros, pelas omissões e caprichos do governo Lula com o presidente do Senado”, completou o pré-candidato do DC.
Outros presidenciáveis como Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) não se pronunciaram sobre a rejeição da indicação de Jorge Messias.
Churrasco, futebol noturno, comemoração e articulação para impor novas derrotas ao governo Lula. Foi dessa forma que o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta quarta-feira (29).
A festa da oposição foi realizada na própria casa do senador Flávio Bolsonaro, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Senadores e deputados de oposição e de partidos do centrão, como PP, União Brasil, PSD e Republicanos estiveram presentes no encontro para celebrar a derrota histórica do presidente Lula.
Em votação relâmpago comandada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a indicação de Jorge Messias ao STF recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários. Como eram necessários 41 votos para ter seu nome aprovado, a votação acabou sendo encerrada com o anúncio feito por Alcolumbre: “A matéria vai ao Arquivo e será feita a devida comunicação à Presidência da República”.
Antes de chegar ao churrasco, Flávio Bolsonaro falou rapidamente com a imprensa ainda no Senado, logo após a rejeição ao nome de Jorge Messias. O pré-candidato a presidente disse que a posição majoritária do Senado representou uma vitória da oposição e um recado do Senado aos outros poderes.
“Não estou comemorando, mas por outro lado fico feliz em saber que esse resultado foi o resultado no Senado. Na minha opinião, é a prova de que o governo Lula não tem mais governabilidade”, afirmou ao sair do plenário do Senado.
“Eu não derrotei ninguém. Óbvio que estou satisfeito com a vitória da oposição. É um recado que o Senado dá. É um reposicionamento diante da opinião pública, um grito de independência do Senado, mas não é uma vitória pessoal de ninguém”, disse Flávio.
O líder da Oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), um dos principais articuladores da rejeição ao nome de Jorge Messias junto com Davi Alcolumbre, também conversou com a imprensa e disse que o Congresso decretou o fim do governo Lula.
“Nós trabalhamos para derrotar o ministro Jorge Messias. Nada de pessoal contra ele. Mas contra o que ele representa neste momento. Hoje acaba o Lula 3. Perde credibilidade e capacidade de articulação. Perde inclusive a legitimidade para conduzir um processo de negociação na Casa. Sem dúvida nenhuma, o governo sofre hoje uma derrota acachapante”, afirmou Marinho.
Já nas comemorações com futebol e churrasco na casa do senador Flávio Bolsonaro, os parlamentares presentes também discutiram estratégias para impor nova derrota ao governo na sessão do Congresso Nacional marcada para esta quinta-feira (30). Em sessão conjunta, será analisado o veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe.
A articulação da oposição tem como objetivo derrubar o veto integral de Lula ao projeto. A derrubada do veto e a retomada da validade do projeto aprovado pelo Congresso pode beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com a redução de sua pena.
O psiquiatra Augusto Cury, pré-candidato a presidente da República pelo Avante, disse nesta terça-feira (28) que, se for eleito, concederá anistia a “quase todos” os condenados pelos atos do dia 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Cury deu a declaração durante entrevista à CNN.
Ao justificar a medida, Augusto Cury disse que os envolvidos nos atos de 8 de janeiro cometeram crimes “muito menores” quando comparados ao escândalo do caso do Banco Master.
“Grande parte das pessoas que estão ali cometeram crimes muito menores do que esse escândalo do Banco Master. Estão lá presos e já pagaram uma sentença absurda”, afirmou.
A promessa feita por Cury já foi anunciada anteriormente por outros pré-candidatos, como Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL). Caiado, por exemplo, afirmou que seu primeiro ato como presidente seria a concessão de uma anistia “ampla, geral e irrestrita”, buscando, segundo ele, a pacificação do país.
Ao contrário dos outros presidenciáveis, Augusto Cury disse na entrevista que a anistia que propõe não alcançaria os “cabeças” dos acontecimentos em 8 de janeiro.
“Eu daria [anistia] para quase todos que estão ali. Eu não sei se daria para todos, para aqueles que são cabeças, para aqueles que tinham consciência, porque eu não conheço exatamente a história e os elementos jurídicos que compõem toda aquela peça”, disse Cury.
O pré-candidato Ronaldo Caiado incluiu o ex-presidente Jair Bolsonaro entre os beneficiados por uma medida de anistia caso ele seja eleito em outubro, e Flávio Bolsonaro foi além: disse que seu pai subiria a rampa junto com ele. Já Augusto Cury afirmou que, em relação a Bolsonaro, teria que fazer uma análise junto com sua equipe antes de tomar uma decisão.
“Jair Bolsonaro eu analisaria. Muito provavelmente, se eu estivesse convencido, com uma equipe de pessoas, de que ele não cometeu crime o suficiente para estar encarcerado, eu provavelmente o libertaria. Mas eu não tenho segurança ainda, porque não tenho todos os elementos para esse julgamento’, colocou o pré-candidato.
Viralizou nas redes sociais, nesta segunda-feira (27), um vídeo feito por um morador da cidade de Presidente Prudente, em São Paulo, que teria sido abordado por agentes da Polícia Federal. O morador filmou uma conversa com os policiais em que foi pedido a ele que retirasse da sua varanda uma faixa estendida com a palavra “ladrão”.
A faixa foi colocada pelo morador por conta da perspectiva de uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à cidade nesta segunda. Lula, entretanto, cancelou sua visita após passar por um procedimento cirúrgico na última sexta (24), quando removeu do couro cabeludo uma lesão de carcinoma basocelular, tipo menos grave e mais comum de câncer de pele.
Durante a conversa que aparece no vídeo, um policial diz: “A gente já está informando o senhor que já vai dar (problema)”. O morador respondeu: “É opinião, cara”. O agente afirmou: “Eles não vão considerar isso como opinião”.
O vídeo divulgado nas redes gerou milhares de comentários, e a hashtag “Governo da censura” alcançou o topo dos trending topics da rede X no final da tarde de hoje. Outros termos relacionados ao episódio também entraram nos assuntos mais comentados da plataforma, como “Ladrão”, “Censura”, entre outros.
Políticos e influenciadores de oposição fizeram diversas críticas à ação dos agentes da Polícia Federal. Em publicação nas redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) destacou o fato de a faixa não fazer referência direta ao líder petista.
“A faixa não tava nem com o nome do Lula… a carapuça serviu?”, questionou Nikolas.
O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), também se pronunciou e classificou o episódio como “absurdo”. Em publicação nas redes, Mello Araújo afirmou que a faixa estava na propriedade do morador e indagou sobre a atuação dos agentes.
“Fato gravíssimo em Presidente Prudente, um direito constitucional sendo quebrado. Como podem agentes da Polícia Federal adentrar no prédio e solicitar a retirada de cartazes? Isso é o fim do país, espero que os órgãos competentes apurem esse fato. Isso é o começo de outro regime em nosso país, sem consultar seu povo”, afirmou.
Até mesmo o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou sobre a retirada da faixa. O senador do PL disse que o governo da censura estaria com os dias contados: "Se Lula achou que a faixa escrito LADRÃO era pra ele, quem sou eu pra discordar!"
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) revela que o cenário da eleição presidencial de 2026 segue sendo disputado voto a voto entre os dois principais candidatos, principalmente nas simulações de segundo turno. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera nos cenários de primeiro turno, na simulação de segundo turno o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece praticamente empatado, como outras pesquisas já vêm mostrando desde o mês de março.
No principal cenário estimulado de primeiro turno da BRG/Nexus, Lula tem 41% das intenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro. A vantagem do presidente varia de três a cinco pontos percentuais, a depender da composição da disputa.
O levantamento também mostra que o presidente Lula marcou 41% em todos os cenários de primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou com mais ou menos votos nas simulações. Segundo o relatório da pesquisa, esses percentuais indicam um núcleo mais consolidado de voto em torno dos dois principais nomes.
Confira abaixo os cenários de primeiro turno:
Cenário 1
Lula (PT) - 41%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Ronaldo Caiado (PSD) - 3%
Renan Santos (Missão) - 3%
Augusto Cury (Avante) - 2%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Brancos, nulos ou nenhum - 6%
Não sabem/não responderam - 2%
Cenário 2
Lula - 41%
Flávio Bolsonaro - 36%
Romeu Zema - 5%
Ronaldo Caiado - 4%
Renan Santos - 4%
Aldo Rebelo - 1%
Brancos, nulos ou nenhum - 7%
Não sabem/não responderam - 2%
Cenário 3
Lula - 41%
Flávio Bolsonaro - 38%
Ronaldo Caiado - 6%
Renan Santos - 4%
Aldo Rebelo - 1%
Brancos, nulos ou nenhum - 7%
Não sabem/não responderam - 2%
Nas simulações de segundo turno, o quadro fica mais apertado, como vem sendo visto em todas as últimas pesquisas dos mais diversos institutos. Neste BTG/Nexus, Lula aparece numericamente à frente dos adversários testados, mas a disputa contra Flávio Bolsonaro é a mais acirrada.
Na comparação com a pesquisa BTG/Nexus anterior, Lula e Flávio estavam empatados em 46% a 46%. Agora, o presidente mantém os mesmos 46%, enquanto Flávio oscila para 45%, quadro que, entretanto, segue entendido como de empate técnico.
Cenários de segundo turno:
Lula 46% x 45% Flávio Bolsonaro
Lula 45% x 41% Romeu Zema
Lula 45% x 41% Ronaldo Caiado
A disputa presidencial também é marcada por rejeição elevada dos dois principais oponentes. Quando os entrevistados da BTG/Nexus são perguntados sobre o potencial de voto em cada candidato, 49% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum. No caso de Flávio Bolsonaro, esse percentual é de 48%.
Esse recorte do levantamento mostra ainda que 34% dizem que Lula é o único candidato em quem votariam, e 16% afirmam que poderiam votar nele, mas também em outro. No caso de Flávio, 27% dizem que ele é o único em quem votariam, e 21% afirmam que poderiam votar nele e em outro nome.
A pesquisa foi realizada pela Nexus por telefone, entre os dias 24 e 26 de abril, com 2.028 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-01075/2026.
O deputado estadual Antonio Henrique Jr (PV) comentou sobre a migração partidária dos parlamentares eleitos pelo Progressistas na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) após a consolidação da federação PP-União Brasil, na oposição ao governo estadual. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (27), o deputado afirmou que a decisão de romper com o partido e se manter na base governista foi coletiva.
Ele contextualiza, por sua vez, que a relação com o governo começou bem antes, com Rui Costa, e apenas se estendeu a Jerônimo Rodrigues, ainda que o Progressistas não tenha apoiado o PT nas eleições de 2022.
"Nos dois mandatos que tive, sempre fui bem recebido pelo ex-governador Rui Costa, sempre as nossas demandas foram atendidas, então nós tínhamos um laço de amizade, coisas muito importantes nós levamos para o oeste da Bahia. Então, nós queríamos dar continuidade a esse trabalho com o governador Jerônimo, que tem nos recebido muito bem, tem feito o trabalho, liberado as emendas parlamentares, levamos as demandas no oeste da Bahia e ele tem atendido bem", afirmou.
Ele destaca que, neste cenário, onde Jerônimo concorre à reeleição, "não vi a possibilidade de, com a federação do PP com o União Brasil, ficar com ACM Neto". "Queremos dar continuidade ao mandato com Jerônimo para a sua reeleição, para poder cada vez mais trabalhar pela Bahia, e os quatro deputados do PP tomaram a decisão de sair do PP", explicou Antônio Henrique.
O parlamentar relata que teve uma "conversa boa" com diversos partidos, incluindo o PSB, também da base governista, mas "não deu certo". Sobre a escolha do Partido Verde, Antônio Henrique destaca que houve uma identificação temática: "É um partido que defende o que eu defendo".
"Eu defendo o meio ambiente, eu defendo o desenvolvimento cuidado do meio ambiente, defendo a agricultura familiar, defendo que o recurso chegue a quem mais precisa e a bandeira do PV é isso, então a gente tem conversado com o presidente e estamos alinhados nesse sentido", destaca.
Especialmente sobre esses diálogos com a liderança Verde, na figura do presidente estadual Ivanilson Gomes, o deputado aponta que o presidente "viu a intenção" dos novos filiados em promover as pautas tradicionais do partido.
"Ele sabe que a gente está alinhado com várias pautas importantes do PV, não tem dificuldade. Como eu disse, a gente defende a agricultura na figura do agronegócio, mas também o pequeno produtor, o homem do campo, que para produzir precisa do apoio do governo. Tem divergência em algum campo? Pode ter, mas nós sabemos que estamos alinhados com a bandeira do PV"
Em entrevista ao Projeto Prisma em agosto de 2025, o próprio Ivanilson Gomes definiu que o partido por vezes serviu como “barriga de aluguel” para filiados que não estiveram alinhados com os propósitos ideológicos da sigla. Questionado sobre os alinhamentos internos do PV com os novos filiados, o deputado Antonio Henrique afirmou estar alinhado às expectativas do grupo.
"A discussão com ele foi boa, o diálogo. Ninguém está aqui para querer um partido 'de aluguel', a gente veio representar o partido, ajudar o partido a crescer e se desenvolver e é isso que vamos fazer", aponta o parlamentar. "Ele vai ter grandes companheiros de luta, de defender o partido e as causas importantes da nossa Bahia", conclui.
Confira o trecho:
Em uma postagem com o título “Textão”, publicada na noite desta sexta-feira (24), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) buscou apaziguar mais um conflito envolvendo membros de sua família com expoentes do campo da direita, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Flávio disse no texto que sua pré-candidatura a presidente vem recebendo boa acolhida nas cidades por onde passa, mas lhe causam preocupação as brigas, provocações e cobranças, segundo ele, “dentro do próprio time”.
O presidenciável do PL entrou em campo após uma discussão, via redes sociais, entre Nikolas Ferreira e um dos irmãos de Flávio, o vereador de Balneário Camboriú Jair Renan (PL-SC). Em resposta a comentários irônicos de Jair Renan com um influenciador de direita, Nikolas disse que o “filho 04” de Jair Bolsonaro teria uma capacidade cognitiva que não alcança a de uma “toupeira cega”.
Sem citar o caso ou sair em defesa de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro pediu união da direita em torno da sua candidatura. O pré-candidato disse precisar de todos do seu campo político para o defender “das mentiras criminosas da esquerda e esfregando a verdade na cara deles”.
“Fica aqui meu pedido sincero: não precisa ´pressionar´ ninguém ou me ´defender´ de pessoas que também querem Bolsonaro na Presidência da República. Já disse algumas vezes e repito, cada um tem o seu tempo e a sua forma de ajudar. Todos são importantes e preciso de todos para tornar essa caminhada menos difícil!”, disse Flávio Bolsonaro, em um apelo para aliados de sua candidatura não ataquem outros igualmente aliados.
“Apoio não se impõe, conquista-se! Deixe-me fazer do meu jeito. Se não der certo, assumo a responsabilidade. Mas tenho certeza que Deus está no comando de tudo e isso é galho fraco pra Ele!”, completou o senador do PL.
Também nas redes sociais, o deputado Nikolas Ferreira reagiu à postagem feita por Flávio com a publicação de um outro “textão”. O deputado mineiro alega que vem sofrendo provocações há três anos e que permanece calado, mas diz ter um limite em tolerar ataques de quem se diz aliado.
O deputado do PL citou nomes de políticos que, como ele, sempre estiveram “na linha de frente” de defesa da direita, e da mesma forma se tornaram alvos de perseguição de influenciadores e políticos bolsonaristas. Nikolas Ferreira citou, entre esses nomes, parlamentares como Bia Kicis, Carol De Toni, Carlos Jordy, Gustavo Gayer, André Fernandes, Filipe Barros, entre outros.
“Isso tem gerado um clima que ninguém mais suporta. Poucos tem coragem de enfrentar, e quando enfrentam, recebem o rótulo de ´traidores´. Sendo que todos, inclusive eu, faremos de tudo para que você ganhe as eleições esse ano. Mas obviamente, cada um do seu jeito, no seu papel, da sua melhor forma. Sem acusar ou perseguir ninguém. E sem colocar uma forma do que é ou não ideal de se fazer. E que mesmo após todos os seus pedidos de pacificação, insistem em criar atritos e desobedecem publicamente aquele que, de fato, é a liderança escolhida por Jair Bolsonaro. Até cor de camisa é argumento para conflitos. Como aturar isso?”, questionou Nikolas, se dirigindo diretamente a Flávio Bolsonaro.
Considerado um dos principais nomes da direita nas redes sociais, o deputado Nikolas Ferreira se defende das acusações de bolsonaristas e diz que “pessoas de bom coração” estariam sendo enganadas por influenciadores “dissimulados” que nada contribuíram para o país. O deputado faz ainda um alerta: se os ataques injustos e mentirosos continuarem, “muita gente irá começar a desistir, desanimar e perceber que esse não é um projeto que realmente mudará a nação”.
Ao fim do seu texto, Nikolas Ferreira afirma que seguirá atuando para ajudar o senador Flávio Bolsonaro em sua campanha para vencer a disputa presidencial de 2026.
“Flávio, saiba que eu farei de tudo para você chegar ao planalto. As pessoas do dia 08 merecem a anistia e os perseguidos políticos também. Seu pai igualmente. O homem que mudou o país e que sempre demonstrei lealdade e gratidão. Além de que você representa a esperança de mudança que o Brasil precisa”, concluiu o deputado.
Uma pessoa dotada de capacidade cognitiva que não alcança a de uma “toupeira cega”. Foi desta forma que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) qualificou a inteligência (ou falta dela) do vereador pela cidade de Balneário Camboriú, Jair Renan (PL), apelidado de “filho 04” do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O comentário de Nikolas foi postado na rede X nesta sexta-feira (24), em relação a um diálogo mantido pelo vereador com o blogueiro bolsonarista Fernando Lisboa. Os dois fizeram comentários sobre uma resposta dada pelo deputado mineiro a uma crítica que recebeu de outro influenciador de direita, Junior Japa.
Junior Japa reproduziu uma postagem de Nikolas no Instagram e criticou o fato dele ter trocado a camisa preta de seus vídeos por uma camiseta branca. Nikolas reagiu no próprio post, dizendo que iria mandar uma emenda para “internar vocês no hospício”.
Em reação à resposta de Nikolas Ferreira, Jair Renan escreveu: “Galvão”. Logo depois o influenciador Fernando Lisboa, do “Vlog do Lisboa” disse “Diga, Tino”, e o filho mais novo de Jair Bolsonaro completou: “Sentiu!”.
Reproduzindo um print desse diálogo, foi então que Nikolas Ferreira afirmou, na rede X: “Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega”.
Até a noite desta sexta, o vereador Jair Renan ainda não havia se manifestado sobre o comentário do seu colega de partido. Já Fernando Lisboa reproduziu uma crítica que tem sido feita por membros da família Bolsonaro, como Eduardo e Carlos, de que Nikolas Ferreira não se engaja na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Falou a voz da sabedoria. O cara que passou o Eduardo Bolsonaro para trás. Não satisfeito, ainda deu um chega pra lá em Jair Bolsonaro. Vivia lá na porta do Alvorada, mendigando atenção. Subiu um pouco e já entrou o rei na barriga. Hoje faz frescura para apoiar o filho do cara que te deu projeção política. Com todo carinho: tome vergonha na sua cara. Você ainda é jovem, dá tempo”, disse o dono do Vlog do Lisboa.
A discussão levou Nikolas para o quarto lugar entre os assuntos mais comentados da rede X, enquanto Jair Renan aparece nesta noite de sexta na 18ª colocação no trending topics. Já o termo “briguem”, com referência aos ataques de um lado ao outro, figura na 21ª colocação.
Os filhos de Jair Bolsonaro, Eduardo, Carlos e o pré-candidato a presidente Flávio, até esta noite não tinham saído em defesa do irmão Jair Renan.
O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá (PP), confirmou o apoio a pré-candidatura de Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União) ao Governo da Bahia para as eleições de outubro. A colaboração foi firmada em visita do vice-presidente do União ao município, nesta sexta-feira (24).
A esperada conversa entre os líderes aconteceu durante um almoço na casa do prefeito Marabá, onde ambos discutiram principalmente as eleições de 2026. Para ACM Neto, o apoio de Marabá reforça a estratégia de ampliar alianças no oeste baiano, região considerada estratégica no estado, onde o prefeito de Luís Eduardo Magalhães se tornou uma das maiores lideranças.
Reeleito com ampla margem, 83,5% dos votos, Marabá é uma das principais lideranças políticas da Bahia e sua adesão à pré-campanha de ACM Neto é vista como um movimento relevante na disputa pelo governo estadual.
Estavam presentes no almoço, o presidente estadual do PL João Roma, o prefeito Zé Ronaldo, o senador Ângelo Coronel, o deputado Luciano Ribeiro, o pré-candidato Ditinho, o secretário municipal Jaime Cappellesso e o sub-prefeito do Distrito do Novo Paraná, Walter Baldoni.
Após ter feito uma série de críticas ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recuou e disse ter cometido um erro ao relacionar a homossexualidade com algum tipo de conteúdo ofensivo. Além de reconhecer o erro, na postagem feita na noite desta quinta-feira (23), o ministro pediu desculpas pelos comentários que fez.
“Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la. E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro”, afirmou Gilmar Mendes na rede X.
Apesar do pedido de desculpas, o ministro do STF completou seu post afirmando que “reitero o que está certo”, embora não tenha dado maiores detalhes. A postagem na rede X fez referência a declarações que ele tinha dado um dia antes, em entrevista ao site Metrópoles, quando questionou se uma eventual criação de vídeo sugerindo que Romeu Zema seria homossexual não poderia ser considerado ofensivo.
“Agora, se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que nós começássemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo?”, questionou Gilmar ao Metrópoles.
A declaração de Gilmar Mendes ao Metrópoles mereceu uma resposta do pré-candidato Romeu Zema. Em vídeo postados nas suas redes sociais, o ex-governador, além de falar que “sabe que não é gay”, alegou que o ministro do STF teria comparado um homossexual a um ladrão.
“Eu gostaria de dizer pro ministro Gilmar que ele pode fazer o bonequinho que for meu. Pode fazer boneco do Zema homossexual, porque eu sou muito seguro da minha sexualidade; eu não tenho preconceito nenhum e eu sei que não sou gay pra um boneco me ofender. Pode até fazer boneco de Zema roubando dinheiro, porque eu sei que eu nunca roubei nada na minha vida e não vai ser um boneco que vai me ofender. Só não acho correto o ministro comparar homossexual com ladrão e dizer que é tudo ofensivo”, disse Romeu Zema.
O pré-candidato a presidente voltou também a fazer críticas não apenas a Gilmar Mendes, mas a diversos ministros do Supremo Tribunal Federal, em uma entrevista ao site Metrópoles, publicada nesta sexta (24). Para o ex-governador de Minas Gerais, o STF tornou-se um “Supremo Balcão de Negócios” e seria responsável por causar crises no Brasil.
Na entrevista, Zema disse que os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes teriam se associado a Daniel Vorcaro e ao banco Master para enriquecer.
“Nós temos ali dois ministros que sabemos nitidamente que se associaram com o maior criminoso do Brasil, que é o fundador e controlador do Banco Master. Foram tomar uísque juntos, voaram no jatinho, tiveram festas, reuniões, eram íntimos, vamos deixar bem claro”, disse ele.
Para Zema, Toffoli e Moraes deveriam não apenas sofrer impeachment, como também ser investigados e, eventualmente, presos. O presidenciável do partido Novo afirmou ainda que, se em outros momentos o STF ajudou a atenuar crises, agora a Corte se tornou causadora de problemas.
“Quem antes era bombeiro para apagar incêndio agora se transformou em incendiário. Está colocando a nossa República e as nossas instituições em risco”, disse Zema na entrevista ao Metrópoles.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse se tratar de “fake news” a notícia divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, nesta quarta-feira (22), sobre supostas discussões de sua equipe de campanha a respeito de medidas econômicas que podem envolver cortes em gastos sociais e mudanças estruturais que afetariam diretamente aposentados, trabalhadores e serviços públicos.
Em postagem nas suas redes sociais, Flávio mostra a reportagem da Folha com um carimbo de “fake news”. O pré-candidato afirma ainda, no post, que a notícia seria “furada”, e que ele nunca teria tratado desse tema internamente com sua equipe.
A matéria da Folha de S.Paulo, que se baseia em relatos de aliados e integrantes da equipe do pré-candidato, afirma que a campanha de Flávio Bolsonaro trabalharia com a perspectiva de promover ajustes de natureza fiscal com impacto de cerca de 2% do PIB. Entre as propostas em discussão pela equipe do senador do PL estariam, segundo a Folha:
- Desvinculação de gastos com saúde e educação dos pisos constitucionais, o que, na prática, pode limitar o crescimento real de investimentos nessas áreas essenciais;
- Mudanças na política do salário mínimo, separando os reajustes reais dos benefícios previdenciários e assistenciais;
- Revisão das regras da Previdência, incluindo possíveis alterações na forma como os benefícios são corrigidos.
As supostas medidas econômicas de um eventual governo Flávio Bolsonaro já vêm sendo criticadas por seus adversários em postagens nas redes sociais. A conta oficial do PT no Instagram, por exemplo, postou uma imagem da matéria da Folha em meio a uma foto do senador, com a seguinte mensagem: “URGENTE! Vaza plano de Flávio Bolsonaro para congelar gastos com saúde, educação e aposentadorias”.
A postagem vem sendo replicada por diversos parlamentares e ativistas de partidos de esquerda. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), por exemplo, não apenas replicou o post do partido como gravou vídeo denunciando o que seria uma iniciativa do candidato a presidente de congelar o salário mínimo e prejudicar aposentados e trabalhadores.
“A Folha revelou hoje o que o Flávio Bolsonaro e a equipe econômica dele tanto querem esconder: o brutal ataque aos trabalhadores que eles querem fazer acabando com a política de valorização do salário mínimo do Lula. E não é só isso. Eles querem destruir os pisos constitucionais da saúde e da educação. Eles querem repetir o governo do pai dele que congelou o salário mínimo por anos sem nenhum centavo de ganho real”, disse Lindbergh no vídeo.
Quem também repercutiu o suposto plano econômico de Flávio Bolsonaro foi o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. À coluna “Painel”, da Folha, Guimarães afirmou que o presidenciável do PL vai promover um “desmonte” na saúde e na educação do país.
“Este é o verdadeiro Flávio, a fiel cópia do pai. É o inimigo da saúde e da educação”, disse o ministro ao “Painel”.
Um levantamento realizado pela consultoria Bites e divulgado nesta quinta-feira (23) pelo jornal O Globo revela que as recentes críticas do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão impulsionando as redes sociais e elevando a interação do pré-candidato a presidente.
Nos últimos dias, o embate entre Zema e o STF subiu de patamar após ele compartilhar em suas redes sociais um vídeo mostrando fantoches dos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli discutindo sobre o escândalo do Banco Master. Depois da postagem, Gilmar enviou ao colega Alexandre de Moraes, uma solicitação para que o ex-governador de Minas Gerais passe a ser investigado no inquérito das fake news.
Em declaração à jornalista Renata LoPrete, da TV Globo, Gilmar Mendes disse que Romeu Zema “tenta sapatear aproveitando o momento eleitoral”, e completou afirmando que a atuação na vida pública requer responsabilidade. Já Romeu Zema classificou a postura do ministro como “antidemocrática” e disse que a reação de Gilmar Mendes confirmaria a sua convicção de que “nós temos hoje ministros que querem calar qualquer um que discorde dos mesmos”.
Os dados divulgados pela consultoria Bites revelam que este embate de Zema com o STF é o tema que mais impulsiona as redes sociais do mineiro neste ano. Dos dez posts dele que mais geraram engajamento em 2026, sete criticam o Supremo e decisões de seus ministros.
De acordo com o levantamento da Bites, foram publicadas 406 mil menções a Romeu Zema ou Gilmar nos últimos dias. As postagens geraram mais de 4,1 milhões de interações nas redes sociais X, Instagram, Facebook, Youtube e Bluesky. Como comparação, o Caso Master teve 239 mil menções nesses mesmos dias, com 3,2 milhões de interações.
O levantamento mostra que o pré-candidato do Novo teve a maior repercussão entre os postulantes à presidência da República neste período recente. Zema liderou o engajamento na segunda (20) e terça (21), e quase empatou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na quarta (22).
Os dois vídeos de Zema com críticas ao STF que tiveram maior repercussão alcançaram 729 mil e 535 mil curtidas, respectivamente. Num deles, o político mineiro sugere que foi alvo de uma tentativa de silenciamento e conseguiu o quarto maior número de interações (métrica que reúne curtidas, compartilhamentos e comentários).
O post de Zema, segundo a Bites, só ficou abaixo de duas publicações criticando Lula pelo carnaval e de uma na qual pediu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
O ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), apontou a possibilidade do pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), anunciar apoio e participar de palanque de candidatos que possam derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidência da República.
Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta quinta-feira (23), o pré-candidato ao Senado Federal indicou que seria possível o ex-prefeito de Salvador estar em um palanque de possíveis nomes ao Planalto, a exemplo de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, ainda no primeiro turno.
Questionado se Neto poderia participar apoiar uma candidatura nacional, antes do prazo final de formação das chapas, Roma confirmou o possível palanque.
“É possível. Cabe lembrar que a eleição foi muito antecipada esse ano. O prazo de 4 de abril, no qual nós já manifestamos e anunciamos uma chapa de pré-candidatos, na verdade era um período crucial para a filiação dos partidários. Mas a definição formal, burocrática, se dá no final de julho, quando se encerram as convenções partidárias”, disse no programa Bahia Notícias no Ar.
João comentou ainda que o cenário ainda pode sofrer mudanças até o começo do segundo semestre.
“Como nós temos esse prazo político de convenções partidárias até o final de julho, acredito inclusive que muita coisa pode mudar ainda. Tem movimentos de pessoas que defendem que Zema seja o vice de Flávio, existem movimentos do próprio Partido União Brasil e progressistas para uma possível coligação”, disse aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.
Ele ainda endossou a candidatura de seu aliado político Flávio Bolsonaro (PL) ao Governo Federal.
“Flávio Bolsonaro que até então estava bem preservado do debate político, está diminuindo a rejeição dele aumentando a aceitação e ele acho que a candidatura tende a ser realmente a antagônica”, completou.
Única mulher que, até o momento, se apresentou para a disputa presidencial de 2026, a dentista Samara Martins, do partido Unidade Popular, fará no próximo domingo (26), durante um ato público em Recife (PE), o lançamento oficial da sua pré-candidatura.
O ato de lançamento acontecerá durante o Congresso Estadual da Unidade Popular de Pernambuco. Samara Martins deve anunciar compromissos como candidata, segundo ela, em prol dos direitos dos trabalhadores, das mulheres, das negras e dos negros.
Uma das propostas que a candidata da UP já vem anunciando é o aumento do salário mínimo em 100% do valor atual. Samara defende que o piso salarial passe dos atuais R$ 1621,00 para R$ 3.242,00.
Segundo Samara Martins, a medida busca ampliar o poder de compra dos trabalhadores e garantir condições mínimas previstas na Constituição. Atualmente, o reajuste do salário mínimo segue regras vinculadas ao arcabouço fiscal, que limita o crescimento das despesas públicas a até 2,5% acima da inflação em períodos de expansão econômica.
O partido Unidade Popular critica essa política relacionada ao mínimo, e afirma que o valor atual é insuficiente para prover o acesso das famílias à alimentação, moradia e serviços básicos. Para Samara e militantes do partido, esse modelo de reajuste reduz a margem para aumentos mais expressivos no piso nacional.
Outra proposta que já vem sendo apresentada pela pré-candidata Samara Martins prometem uma ruptura total com o modelo atual no setor da segurança pública. O ponto central da proposta da Unidade Popular é a chamada “desmilitarização”, que na prática significa a extinção da Polícia Militar para a criação de uma polícia civil unificada.
Em suas redes sociais, Samara Martins afirma que dezenas de países em todo o mundo não possuem uma polícia militar, mas nem por isso deixam de realizar o policiamento urbano.
Samara Martins tem 38 anos e nasceu em Belo Horizonte (MG). Ela trabalha como dentista no Sistema Único de Saúde (SUS) e ocupa a vice-presidência nacional do UP. Também integra o Movimento de Mulheres Olga Benário e a Frente Negra Revolucionária.
Nas redes sociais, ela se apresenta como "o espelho da mulher brasileira". A pré-candidata afirma que concilia maternidade, trabalho e militância política. "Estou com muita energia para levar nossa propaganda ao máximo de pessoas, chamar o povo a debater a política", disse a pré-candidata.
A última pesquisa Genial/Quaest incluiu pela primeira vez o nome da pré-candidata Samara Martins entre os nomes a serem escolhidos pelos eleitores. Única mulher na lista de pré-candidatos, Samara registrou 1% de intenção de votos no principal cenário apresentado pela pesquisa.
Em 2022, a Unidade Popular teve o ativista Léo Péricles como seu candidato a presidente da República. No primeiro turno daquele ano, o candidato da UP recebeu 53.519 votos, ou 0,05% dos votos válidos, ficando à frente dos candidatos Sofia Manzano (PCB), Vera (PSTU) e Eymael (DC).
Uma campanha barata, pacífica e inteligente, que promova uma “repaginação” educacional no país voltada a criar profissionais para a nova economia, e com forte estímulo ao empreendedorismo. Esta é, em resumo, a plataforma Make Humanity Great Again (fazer a humanidade grande outra vez), um projeto de nação que será apresentada pelo psiquiatra Augusto Cury na campanha presidencial deste ano, para unir desenvolvimento econômico com saúde emocional, tecnologia com humanismo, crescimento com justiça social.
Essas e outras propostas foram detalhadas por Augusto Cury em entrevista ao jornal Diário de Notícias, de Portugal, publicada nesta segunda-feira (20). Cury, um dos autores brasileiros mais lidos no exterior, com mais de 40 milhões de livros vendidos, é pré-candidato à presidência da República pelo Avante, e na última pesquisa Genial/Quaest, apareceu com 2% de intenções de votos, na primeira vez que teve seu nome inserido entre os candidatos.
O slogan bolado para a sua campanha - Make Humanity Great Again - é propositalmente adaptado do “Make America Great Again” da campanha do norte-americano Donald Trump. Se dizendo de centro, Augusto Cury ambiciona preparar o Brasil para o que chama de ‘grande tsunami da robótica e da inteligência artificial”, propondo a criação de clubes de empreendedorismo pelo país.
“Não faço este caminho por poder. Não amo o poder, não preciso dele e sempre fui um crítico do culto ao ego e da busca ansiosa pelo centro das atenções. A minha pré-candidatura é um gesto de contribuição. O meu projeto é Make Humanity Great Again. Faço-a com um compromisso inegociável: não perder a minha alma, não negociar a minha essência, não abrir mão dos valores que construíram a minha história como psiquiatra mais lido do mundo. O que me move é algo raro: o romantismo de contribuir para mudar o país e influenciar o teatro radicalizado das nações, onde projetos pessoais transcendem projetos para a sociedade”, explica o psiquiatra sobre suas ideias para o país.
O jornal Diário de Notícias, ao traçar um perfil do pré-candidato a presidente pelo Avante, afirma que Cury é o “psiquiatra mais lido do mundo” e “mentor de projetos internacionais gratuitos, incluindo em Portugal, para prevenção de suicídios”. O autor possui um best-seller internacional, o livro “O Vendedor de Sonhos: O Chamado”, publicado em 70 países.
“Candidato-me porque me tiram o sono as dores que muitos brasileiros vivem: oito milhões de jovens que não trabalham nem estudam, vivendo à margem das oportunidades, 1560 mulheres assassinadas por ano, sete milhões de jovens no ensino médio no Brasil que precisam de uma repaginação educacional sem formação técnica para a nova economia, muitos não terão lugar ao sol na sociedade digital e serão silenciosamente excluídos, o aumento do índice de suicídios desde a pandemia em 148%. Essas dores não são números. São vidas, histórias interrompidas, sonhos sufocados. E são elas que me impulsionam a dar este passo”, disse Augusto Cury em resposta ao questionamento do jornal português a respeito dos motivos que o fizeram se candidatar.
Em relação a seus projetos educacionais, Augusto Cury disse ao Diário de Notícias que pretende “repaginar” o ensino médio no país, integrando formação técnica e profissional voltada para o que ele chama de nova economia.
“Quero ver o Brasil como centro global de inovação e tecnologia: criar diversos polos de inovação – micro Silicon Valleys – espalhados pelo país. Como costumo dizer, os professores de hoje são cozinheiros do conhecimento que preparam alimento para uma plateia sem apetite”, disse.
Já nas respostas a respeito de suas propostas para a economia brasileira, o psiquiatra e pré-candidato afirmou que entre suas ideias está a de criar zonas francas de exportação para ampliar a competitividade internacional do país. Augusto Cury falou também em ampliar o papel exercido pelas embaixadas brasileiras no exterior, para transformá-las em plataformas de negócios com o objetivo de “vender” o Brasil.
“Precisamos vender o Brasil não como celeiro do mundo ou produtor de commodities mas como o supermercado do mundo; dobrar a produção de alimentos em dez anos, pois o mundo precisará de aumentar em 70% a sua produção de grãos até 2050; regularizar mais de 30 milhões de residências; Bolsa Família Turbo, proteger os vulneráveis sim mas premiar quem empreende, sem punições da perda do próprio Bolsa Família, gerando incentivos, como embrião da renda universal, que pode ser necessária se ocorrer o desemprego em massa devido às novas tecnologias; transformar a nação numa das mais empreendedoras do mundo ao estimular milhões de microempresas; preparar o país para o tsunami da IA e robótica, criar políticas de requalificação para evitar o caos social; criar a Black Week do Turismo Brasileiro, semanas anuais para atrair turistas do mundo com condições especiais”, descreveu o pré-candidato.
Perguntado se, dentro do atual cenário de polarização política no país, e se tem mais proximidade com Lula ou Flávio Bolsonaro, Augusto Cury disse que possui uma mente capitalista, mas com um coração social, não socialista.
“Desejo realizar uma pré-campanha e uma campanha que elevem o nível do debate, substituindo ataques por ideias, rótulos por propostas e radicalização por consciência crítica. Precisamos encerrar um ciclo perigoso de radicalização. Não é aceitável que extremos ideológicos se alimentem de acusações superficiais, sem compreensão profunda da psicologia humana e dos processos históricos e sociais que moldam comportamentos coletivos. O Brasil e o mundo precisam amadurecer emocional e intelectualmente”, afirmou o pré-candidato do Avante.
“Tenho recebido o apoio de líderes e pensadores que têm valorizado a transparência, a coerência e a inteligência deste projeto. Quero, por fim, reafirmar com convicção: desejo realizar a campanha mais barata, mais pacífica, mais inteligente e mais propositiva da história do Brasil – uma campanha com 0% de ataques pessoais e 100% de projetos”, completou Augusto Cury na entrevista ao Diário de Notícias.
Com o feriado do Dia de Tiradentes, nesta terça-feira (21), a semana promete ser mais curta e esvaziada em Brasília, mas ainda assim muitos temas estarão em discussão nos próximos. O destaque é a votação do projeto que busca alterar a jornada de trabalho 6x1, marcada para a próxima quarta (22).
A proposta no momento está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já fala em criar ainda nesta semana a comissão especial que vai analisar o mérito do projeto. Apesar da resistência da oposição, que considera o projeto eleitoreiro, tanto Motta quanto o Palácio do Planalto tentam acelerar a análise das PECs que tratam do assunto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a semana em giro por países da Europa iniciada há alguns dias, e quando retornar ao Brasil, pretende se reunir com a equipe econômica para fechar um pacote de socorro aos endividados. Já no Judiciário, o destaque é o julgamento sobre a manutenção da prisão ou não do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, por seu envolvimento em ilícitos relacionados ao Banco Master.
Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula iniciou a semana no giro que faz por alguns países europeus, acompanhado de 15 ministros e empresários brasileiros. Nesta segunda (20), Lula está na Alemanha, onde já participou da Feira Industrial de Hannover, e conheceu o stand brasileiro.
Acompanhado da sua comitiva, o presidente Lula também participou da abertura da 42ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha. Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu com os ministros alemães Lars Klingbeil (Finanças) e Reem Alabali-Radovan (Cooperação Econômica e Desenvolvimento).
Na parte da tarde, Lula visitará as instalações da fábrica da Volkswagen, na cidade alemã de Wolfsburg. No final do dia o presidente Lula segue para Portugal.
Na terça (21), Lula irá se reunir com o presidente português, António José Seguro (Partido Socialista, centro-esquerda). Será o primeiro encontro oficial entre os líderes.
O presidente também tem na sua agenda um encontro com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, no Palácio de São Bento. Ao final de seus compromissos, o presidente Lula embarca para o Brasil no mesmo dia.
De volta ao Brasil, na quinta (23), o presidente Lula participará de uma feira sobre riqueza alimentar brasileira promovida pela Embrapa, em Planaltina (DF). Já na sexta (24), é possível que Lula compareça ao 8º Congresso Nacional do PT, que será realizado em Brasília.
PODER LEGISLATIVO
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou apenas uma sessão deliberativa nesta semana, na próxima quarta (22). Na pauta, projetos que tiveram consenso entre os líderes partidários.
Devem ser votados na sessão de quarta os seguintes projetos:
- PL 466/2015 - Sobre a adoção de medidas que assegurem a circulação segura de animais silvestres no território nacional, com a redução de acidentes envolvendo pessoas e animais nas estradas, rodovias e ferrovias brasileiras.
- PL 2780/2024 - Institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), o Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral, e dá outras providências.
- PL 539/2024 - Altera a Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, que institui o Código Brasileiro de Aeronáutica, para estabelecer hipóteses de autorização da realização de serviços aéreos de transporte doméstico por empresas sul-americanas na Amazônia Legal
- PL 533/2024 - Institui a Política Nacional “Mais Cultura nas Escolas”
- PL 3025/2023 - Estabelece normas de controle de origem, compra, venda e transporte de ouro no território nacional e altera a Lei nº 7.766, de 11 de maio de 1989.
- PRC 80/2025 - Altera o Regimento Interno da Câmara dos Deputados, para permitir que os membros efetivos da Mesa Diretora possam fazer parte de Liderança e de comissões permanentes e temporárias.
O destaque da semana na Câmara é a votação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), de dois projetos que tratam das mudanças na jornada de trabalho 6x1. O relator, deputado Paulo Azi (União-BA), apresentou parecer favorável a duas propostas que caminham juntas para redução da carga semanal de 44 para 40 horas, a PEC 8/2025 e a PEC 221/2019.
O presidente da CCJ, Leur Lomanto (União-BA), marcou a votação do relatório para a sessão da próxima quarta (22). Caso seja aprovado o projeto, o presidente Hugo Motta pretende instalar no mesmo dia a comissão especial que vai analisar a proposta, com a escolha do presidente do colegiado e do relator.
No Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou sessão deliberativa no plenário apenas para a quarta (22). A pauta de votação ainda não foi distribuída.
Na sexta, tanto na Câmara quanto no Senado, serão realizadas sessões solenes para comemoração do aniversário de Brasília. Neste dia 21 de abril, a capital da República completa 66 anos de fundação.
PODER JUDICIÁRIO
No Supremo Tribunal Federal (STF), a semana começa com a continuidade do julgamento, em plenário virtual, da ação que pede a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Apenas o ministro Alexandre de Moraes votou, pedindo a prisão do ex-deputado por um ano.
Eduardo Bolsonaro está sendo julgado por ter, em uma publicação na rede X, acusado Tabata Amaral de elaborar um projeto de lei para beneficiar o empresário Jorge Paulo Lemann, um dos financiadores de sua campanha. O projeto em questão propõe a distribuição de absorventes em espaços públicos.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a condenação de Eduardo Bolsonaro em parecer enviado ao STF. A manifestação foi assinada pela vice-procuradora-geral da República, Ana Borges.
Outro destaque da semana é julgamento, também no plenário virtual, sobre a decisão do ministro André Mendonça que decretou as prisões preventivas do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Lopes Monteiro. O julgamento começa na quarta (22) e os integrantes do colegiado terão até sexta (24) para apresentar os votos.
Os ministros Gilmar Mendes (presidente), Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques podem apenas seguir ou não o relator, sem publicizar um voto próprio, cenário mais comum nesse tipo de análise. No momento, a maior expectativa é sobre como os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes se portarão quanto às prisões.
No plenário física, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, programou para a sessão da próxima quarta (22) o julgamento conjunto das ADPFs 1005, 1006 e 1097, nas quais a Corte analisará a regulamentação, pelo Poder Executivo federal, da Lei do Superendividamento (Lei 14.181/2021). O decreto presidencial questionado fixa o valor estimado para cobrir despesas básicas e que não poderá ser utilizado para pagamento de dívidas.
As ações são relatadas pelo ministro André Mendonça. Membros do Ministério Público e da Defensoria Pública acionaram o STF contra decreto presidencial que fixou em 25% do salário mínimo atual o conceito de mínimo existencial, valor estimado para que uma pessoa possa pagar suas despesas e que não poderá ser utilizado para pagamento de dívidas.
De acordo com o Decreto 11.150/2022, só pessoas que teriam, ao final do mês, menos de R$ 303,05 (correspondente a 25% do salário mínimo atual, de R$ 1.212) estariam superendividados. Segundo as ADPs, o valor é incompatível com a dignidade humana, pois impede a fruição de uma vida digna e dos direitos sociais correlatos a ela, além de vulnerar a proteção ao consumidor.
Também está na pauta da sessão do dia 22 a análise do referendo de liminares concedidas pelo ministro Flávio Dino (relator) na ADPF 1196. As decisões estabeleceram um teto para a cobrança de serviços funerários e de cemitérios no município de São Paulo, além de medidas para sua divulgação e fiscalização.
Na ação são discutidas leis municipais que autorizaram a concessão à iniciativa privada da exploração de cemitérios e crematórios públicos, além dos serviços funerários. O julgamento foi suspenso em maio do ano passado por pedido de vista do ministro Luiz Fux.
Já para a sessão da próxima quinta (23), o presidente do STF programou o julgamento da RE 966177, no qual o Tribunal discutirá se o artigo 50 da Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688/1941), que proíbe a exploração de jogos de azar no país, foi recepcionado pela Constituição de 1988. No caso concreto, o Ministério Público do Rio Grande do Sul questiona decisão da Justiça estadual que considerou que os fundamentos que embasaram a proibição não se harmonizam com os princípios constitucionais vigentes.
Em reportagem divulgada na edição desta sexta-feira (17) da revista semanal alemã Der Spiegel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala sobre seus planos para a eleição deste ano, das pesquisas atuais e do principal adversário, Flávio Bolsonaro, e a respeito das suas estratégias para lidar com Donald Trump.
Na resposta que deu a um questionamento da revista sobre a atual liderança de Flávio Bolsonaro nas simulações de segundo turno feitas por pesquisas recentes, Lula disse que irá respeitar a decisão do povo nas urnas.
“Quando o povo toma uma decisão, seja de direita, de esquerda ou do centro, temos que aceitar esse resultado. Eu nunca teria imaginado que um metalúrgico, que já foi líder sindical como eu, fosse eleito três vezes para a presidência. Mas aqui estou eu!”, destacou o presidente.
Em declaração na última semana a um veículo de imprensa, Lula colocou em dúvida sua sétima candidatura a presidente da República. A revista Der Spiegel fez questionamento a respeito da confirmação da candidatura do líder petista, e Lula disse que “depende”.
“Haverá uma convenção partidária na qual meu partido discutirá os principais nomes. Estou me preparando para isso. Minha cabeça e meu corpo estão 100% em forma. Quero chegar aos 120 anos!”, afirmou.
Ainda sobre a disputa com Flávio Bolsonaro, Lula disse na entrevista não temer que o Brasil seja dominado pelo autoritarismo.
“O Brasil continuará sendo um país democrático no futuro. Além disso: vamos vencer esta eleição e garantir que nossa democracia se torne ainda mais estável. Aqui não há espaço para fascistas; para pessoas que não acreditam na democracia” colocou o presidente brasileiro.
“Essa ideologia de direita que governa o mundo não tem futuro. Em vez de ideias, ela apenas espalha ódio e mentiras”, completou Lula.
Deputados federais como Lindbergh Farias (RJ), Paulo Pimenta (RS) e Gleisi Hoffmann (PR), além do presidente do PT, Edinho Silva, reproduziram vídeo editado pelo PT que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter sido beneficiado pelo então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na obtenção de um financiamento bancário para compra de uma mansão em Brasília no valor de cerca de R$ 6 milhões.
Paulo Henrique Costa foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16) por envolvimento nas fraudes cometidas em conluio com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no período em que esteve à frente da presidência do banco público do Distrito Federal. Costa foi enviado no mesmo dia para a Penitenciária da Papuda.
Na legenda da postagem, o PT escreveu a seguinte chamada: "Banco Master e Flávio Bolsonaro: um negócio de família". O vídeo, que na conta do PT tem mais de 300 mil visualizações, vem sendo reproduzido em outras plataformas por políticos e influenciadores de esquerda.
No vídeo, são relembradas reportagens de diversos veículos de imprensa na época em que Flávio comprou a mansão, em 2021. As reportagens citadas no vídeo afirmaram que o senador pagou R$ 2,87 milhões à vista pelo imóvel.
Os R$ 3,1 milhões restantes foram financiados em 360 meses pelo BRB, presidido na época por Paulo Henrique Costa, com taxa de juros nominal de 3,65% ao ano. O valor era abaixo da inflação, que ficou em 4,52% em 2020.
A compra, naquela ocasião, causou polêmica, porque o valor da casa tinha valor quase quatro vezes o valor do patrimônio declarado por Flávio Bolsonaro na sua eleição para o Senado, em 2018. O vídeo faz uma relação de possível favorecimento ao senador pelo presidente do BRB, já que o financiamento da casa teve juros de 3,65%, quando a taxa de balcão praticada pelo BRB para outros financiamentos seria de 4,85%.
Em 2022, como resposta a uma ação popular movida pela deputada Erika Kokay (PT-DF), o senador Flávio Bolsonaro no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT), o senador Flávio Bolsonaro afirmou que a compra da mansão estaria relacionada à sua renda como advogado. O parlamentar justificou que sua carreira na advocacia o ajudou a juntar o montante necessário para financiar o imóvel.
Além da renda como advogado, o hoje pré-candidato a presidente também informou que atua como empresário e empreendedor, e sua esposa, Fernanda Bolsonaro, atua na odontologia “há bastante tempo”.
“Cabe dizer ainda que o banco que concedeu o financiamento, assim como todas as instituições financeiras no Brasil, segue um rigoroso complience e está sujeito a regras regulatórias e de fiscalização que impedem qualquer irregularidade”, disse também o senador em nota à imprensa em 2022 sobre a compra da mansão.
Duas ex-ministras do governo Lula, que recentemente se desincompatibilizaram de seus cargos para concorrer nas eleições de outubro, estão liderando a disputa para o Senado no estado de São Paulo. É o que mostra o levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira (16), que revela o potencial eleitoral de Marina Silva e Simone Tebet.
Nos três cenários apresentados aos eleitores pelo Paraná Pesquisas, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), aparece na liderança, sempre seguida pela ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, que saiu do MDB e se filiou ao PSB para a disputa ao Senado.
Em terceiro lugar nas simulações, desponta deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), candidato do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Logo depois aparece o deputado e ex-ministro do Meio Ambiente no governo Bolsonaro, Ricardo Salles, do Novo.
Confira abaixo os três cenários da disputa para o Senado no estado de São Paulo. Os entrevistados, ao responderem o questionamento, podiam indicar dois candidatos de sua preferência.
A mudança de nome nos cenários se dá no candidato do PL, que ainda não foi definido pelo partido:
Cenário 1
Marina Silva (Rede) - 37,8%
Simone Tebet (PSB) - 32,9%
Guilherme Derrite (PP) - 27,4%
Ricardo Salles (Novo) - 19,2%
Paulinho da Força (Solidariedade) - 15,1%
André do Prado (PL) - 9,8%
Não sabe/ não opinou: 6,8%
Nenhum/ Branco/ Nulo: 12,4%
Cenário 2
Marina Silva (Rede) - 37,7%
Simone Tebet (PSB) - 32,3%
Guilherme Derrite (PP) - 27,4%
Ricardo Salles (Novo) - 26,8%
Paulinho da Força (Solidariedade) - 14,8%
Mário Frias (PL) - 13,4%
Não sabe/ não opinou: 6,3%
Nenhum/ Branco/ Nulo: 12,3%
Cenário 3
Marina Silva (Rede) - 37,4%
Simone Tebet (PSB) - 32,36
Guilherme Derrite (PP) - 26,7%
Ricardo Salles (Novo) - 18,3%
Coronel Mello Araújo (PL) - 18,1%
Paulinho da Força (Solidariedade) - 13,8%
Não sabe/ não opinou: 5,9%
Nenhum/ Branco/ Nulo: 11,9%
Na sondagem espontânea, quando os entrevistados dizem o nome do seu preferido para o Senado sem consultar uma lista prévia, a ex-ministra Simone Tebet aparece na primeira colocação, seguida de Derrite. Confira abaixo as intenções de votos espontâneas dos eleitores de São Paulo:
Simone Tebet (PSB) - 3,1%
Guilherme Derrite (PP) - 2,1%
Fernando Haddad (PT) - 1,5%
Marina Silva (Rede) - 0,8%
Ricardo Salles (Novo) - 0,3%
André do Prado (PL) - 0,2%
Coronel Mello Araújo (PL) - 0,1%
Mario Frias (PL) - 0,1%
Paulinho da Força (Solidariedade) - 0,1%
Outros nomes - 0,9%
Não sabe/não opinou - 85,4%
Ninguém/branco/nulo - 5,5%
O levantamento do Paraná Pesquisas foi realizado entre os dias 11 e 14 de abril com 1.600 eleitores em 80 municípios. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE sob o número SP-00378/2026.
A mais nova edição da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), apresenta algumas más notícias para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de ter visto o seu principal concorrente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aumentar a distância no segundo turno (42%x40%).
Nos questionamentos sobre a aprovação do governo, por exemplo, cresceu de 51% em março para 52% agora em abril a quantidade de pessoas que desaprova a gestão do presidente Lula. Já a aprovação caiu de 44% para 43%, aumentando o déficit do governo de 7% para 9%.
Apesar de estar em movimento de alta desde fevereiro, a desaprovação atual de 52% ainda não chega no pior momento do governo Lula, registrado no mês de maio do ano passado. Naquele período, segundo a Genial/Quaest, a desaprovação do governo Lula chegou a 57%, contra 40% de aprovação, uma diferença de 17 pontos percentuais.
Na segmentação do quadro aprovação/desaprovação, onde o presidente Lula mais perde apoio é na região Sul (62%), entre os homens (55%), na faixa etária de 16 a 34 anos (56%), com pessoas com ensino superior (62%) e que ganham acima de cinco salários mínimos (62%) e em meio aos que se dizem evangélicos (68%).
Em relação à aprovação, ela é maior na região Nordeste (63%), entre as mulheres (45%), na faixa etária de 60 anos ou mais (51%), com pessoas que estudaram até o ensino fundamental (54%) e que ganham até dois salários mínimos (57%) e em meio aos que se declaram católicos (49%).
Em outro tópico da pesquisa, sobre o potencial de voto nos candidatos, o presidente Lula também não tem motivos para comemorar a redução em um ponto percentual na sua rejeição. Segundo a Quaest, caiu de 56% em março para 55% em abril a quantidade de pessoas que afirmam que não votariam no líder petista.
Com os 55%, Lula é o candidato mais rejeitado entre os eleitores, e na segunda posição aparece o senador Flávio Bolsonaro, com 52% que se dizem não votar nele. A rejeição do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro caiu oito pontos percentuais desde dezembro do ano passado, quando o seu nome apareceu pela primeira vez nas pesquisa.
Em dezembro/2025, a rejeição de Flávio Bolsonaro era de 60%. No mês seguinte, em janeiro, já tinha caído para 55%, percentual que se manteve até março, e veio a cair agora em abril, chegando a 52%.
As más notícias para o presidente Lula aparecem também no recorte da pesquisa que questionou os eleitores sobre a percepção do noticiário a respeito do governo petista. Para 48% dos entrevistados, as notícias sobre o governo Lula são mais negativas, e somente 23% acreditam que as notícias são mais positivas.
A Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores por meio de entrevistas pessoais, entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09285/2026.
Uma disputa mais acirrada entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro em um primeiro turno já com novos nomes de pré-candidatos, e a ultrapassagem do candidato do PL sobre o líder petista no segundo turno, já abrindo dois pontos de vantagem. Esses são alguns dos resultados da nova rodada da pesquisa Genial/Quaest para a presidência da República, divulgada nesta quarta-feira (15).
Na simulação de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 37% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro aparece com 32%. A maior novidade da pesquisa foi a inclusão do psicólogo e escritor Augusto Cury, pré-candidato pelo Avante, que marcou 2% entre os entrevistados.
Outros nomes que aparecem pela primeira vez em uma pesquisa sobre a eleição presidencial foram os de Cabo Daciolo, pré-candidato do partido Mobiliza, e Samara Martins, da Unidade Popular, que pode vir a ser a única mulher a disputar a presidência.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), acumulou 6% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), teve 3%.
Confira abaixo o cenário de primeiro turno:
Lula (PT) - 37%
Flávio Bolsonaro (PL) - 32%
Ronaldo Caiado (PSD) - 6%
Romeu Zema (Novo) - 3%
Augusto Cury (Avante) - 2%
Renan Santos (Missão) - 2%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Samara Martins (UP) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 0%
Indecisos - 4%
Brancos/Nulos - 11%
Na pesquisa espontânea, em que o eleitor diz o seu candidato sem olhar qualquer lista de nomes, Lula lidera a disputa, mas caiu em relação ao levantamento anterior. Já Flávio Bolsonaro subiu três pontos e reduziu a distância para o presidente.
Um aspecto interessante da pesquisa espontânea foi a diminuição da quantidade de indecisos, que caiu de 60% verificados em março para 62% agora em abril. Confira o resultado da espontânea abaixo:
Lula - 19%
Flávio - 13%
Outros nomes - 5%
Jair Bolsonaro - 1%
Indecisos - 62%
Já na simulação de segundo turno, a pesquisa Genial/Quaest mostra o senador Flávio Bolsonaro com 42% das intenções de voto, à frente do presidente Lula, que tem 40%. O resultado representa um empate dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Na pesquisa anterior da Genial/Quaest, divulgada em março, Flávio e Lula empatavam em 41%. O instituto também fez outras simulações de segundo turno. Confira abaixo todas as disputas:
Flávio 42% x 40% Lula
Lula 43% x 36% Romeu Zema
Lula 43% x 35% Caiado
Lula 44% x 24% Renan Santos
Lula 44% x 23% Augusto Cury
A Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores por meio de entrevistas pessoais, entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09285/2026.
O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, causou surpresa no universo político de Brasília ao anunciar, nesta terça-feira (14), que havia convidado o ex-governador Ciro Gomes para ser o candidato do partido à presidência da República nas eleições de outubro. O anúncio foi feito após um encontro no gabinete da liderança do partido na Câmara.
Em uma rápida entrevista, Aécio, acompanhado do líder do partido na Câmara, deputado Adolfo Viana (BA), disse que era necessário romper a polarização Lula x Bolsonaro e oferecer um novo projeto para o país.
“Ciro tem um projeto sólido e bem-sucedido no Ceará, mas acreditamos que ele pode liderar um novo caminho para o Brasil, com uma economia liberal, inclusiva e uma gestão pública responsável. É o que o PSDB sempre defendeu e que o Brasil precisa mais do que nunca”, afirmou o presidente do PSDB.
Segundo Aécio Neves, o Brasil “é muito maior do que a soma de Lula e Bolsonaro”, e por isso o partido abriu as portas para a “figura qualificadíssima, preparada e corajosa” de Ciro Gomes para uma candidatura presidencial.
O ex-governador Ciro Gomes respondeu ao convite destacando que vai “avaliar com muito respeito” a proposta feita, considerando suas responsabilidades com o Ceará, e disse ainda que vai consultar familiares e aliados. Ciro ingressou no PSDB inicialmente com intenção de concorrer ao governo do Ceará.
“O PSDB se fortalece ainda mais com essa possibilidade e continua sua jornada de crescimento com novas lideranças e uma proposta clara para o Brasil. O partido se posiciona como alternativa no cenário político atual, com foco em equilíbrio, responsabilidade e desenvolvimento para todos”, afirmou o comunicado oficial do PSDB divulgado na noite desta terça.
Caso aceite o convite de Aécio Neves, Ciro Gomes disputará a sua quinta eleição presidencial. Ciro foi candidato a presidente em 1998, 2002, 2018 e 2022.
A Confederação Nacional de Trânsito (CNT) divulgada nesta terça-feira (14) um novo levantamento de opnião sobre as eleições nacionais deste ano. A pesquisa aponta que, em um segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), o petista lidera as intenções de voto com 44,9%, contra 40,2% de Flávio.
A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o registro BR-02847/2026, entrevistou 2.002 pessoas entre os dias 08 a 12 de abril de 2026 e possui margem de erro de 2,2 pontos, com nível de confiança de 95%. Os entrevistados responderam de forma presencial domiciliar à pergunta: “Em uma hipótese de 2º turno para presidente do Brasil, em quem o(a) Sr.(a) votaria?”
Ainda no cenário de Lula e Flávio, 3,6% dos eleitores entrevistados responderam que votariam nulo ou branco e 11,3% se disseram indecisos quanto ao voto. Em relação à última pesquisa, divulgada em novembro do ano passado, Lula caiu quatro pontos percentuais. Flávio ainda não constava como opção para presidente.
A pesquisa ainda questionou sobre o cenário de Lula contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). No caso, Lula aparece com 45,2% dos votos frente a 31,6% do mineiro. 15,9% disseram que vão votar branco ou nulo e 7,3% estão indecisos.
Por fim, entre o presidente petista e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). O goiano aparece com 32,7% das intenções de voto e Lula com 44,4%. 15,2% disseram que votariam branco ou nulo e outros 7,7% responderam que estão indecisos. (A reportagem foi atualizada às 15h28)
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) iniciou, nesta segunda-feira (13), o 17º Simulado Nacional de Hardware, procedimento que avalia o desempenho, a estabilidade e a conformidade técnica das urnas eletrônicas. O simulado é realizado por servidores efetivos e requisitados e estagiários da Corte e visa garantir a segurança, eficácia e eficiência ao processo eleitoral.
A atividade ocorre na sede do Regional baiano, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. O teste consiste em uma votação simulada em 150 equipamentos, por dia, nas datas 13, 14, 15, 16, 22 e 23 de abril.
Cada pessoa realiza três votos em cada urna. Caso seja identificada alguma falha, soluções são adotadas antes das Eleições Gerais 2026, garantindo a confiabilidade e a transparência no pleito.
No simulado, são testados todos os modelos de urnas eletrônicas disponíveis para utilização no dia da eleição (2013, 2015, 2020 e 2022), contabilizando cerca de 900 equipamentos. O processo é aberto para acompanhamento pela sociedade civil e pela imprensa.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) reverteu a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e registrou 46% das intenções de voto no 2° turno, frente a 45% de Lula, figurando um empate técnico. Isso é o que aponta a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11). Essa é a primeira vez que Flávio ultrapassa o petista númericamente.
A distância entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD) ou Romeu Zema (Novo), o atual presidente registra 45% dos votos frente a 42% dos opositores, também figurando um empate técnico em ambos os cenários. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades entre os dias 07 e 09 de abril e está registrada sob o código BR-03770/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em comparação ao levantamento do Datafolha de março, Caiado foi o pré-candidato que mais avançou nas pesquisas, saindo de 36% dos votos para 42%. Flávio Bolsonaro saiu de 43% para 46% e Romeu Zema foi avaliado pela primeira vez.
Analisando o cenário do primeiro turno, Lula soma 45% das intenções em votos válidos - resultado produzido a partir da exclusão dos votos nulos e brancos -, enquanto os quatro adversários citados marcam, juntos, 55%. Segundo a Justiça Eleitoral, é preciso ter, no mínimo, 50% mais um dos votos válidos para a vitória no 1° turno.
Na medição espontânea de votos, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Lula é citado por 26% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro é a resposta de 16% dos eleitores e Jair Bolsonaro e Ronaldo Caiado aparecem empatados com 2%. Outras respostas somadas são 5%. 7% disseram que vão votar branco, nulo ou nenhum, 1% disseram que não votam e 42% não souberam responder.
REJEIÇÃO
No que diz respeito à rejeição, Lula e Flávio Bolsonaro também lideram na disputa. Segundo a pesquisa, 48% dos eleitores declararam que não votam em Lula e 46% dizem não votar no senador.
O Datafolha ainda avalia que ambos são os nomes mais conhecidos da disputa: 99% dos entrevistados disseram conhecer Lula e 93% disseram conhecer Flávio Bolsonaro.
Já Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registram uma rejeição e popularidade similares. Zema, que é governador de Minas Gerais, registra 17% de rejeição, e 56% dos eleitores dizem não o conhecer. No caso de Caiado, governador de Goiás, obteve 16% das respostas de rejeição e 54% dos eleitores disseram que não sabem quem ele é.
O novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Mauricio Kertzman, confirmou que o tribunal atuará conjuntamente às forças de segurança para garantir a livre circulação dos eleitores durante o pleito nacional e estadual de outubro. Em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (9) durante sua posse, o gestor garantiu que vai manter um diálogo próximo com os orgãos de segurança durante o planejamento eleitoral
Relembrando o ocorrido nas eleições de 2022, onde agentes da Polícia Rodoviária Federal foram acusados de tentar impedir a chegadas de eleitores nos centros de votação, Kertzman diz que a atuação de Abelardo da Mata foi importante para a porganização do pleito na Bahia.
“Nas últimas eleições, pelo menos aqui na Bahia, creio que isso [o impedimento físico para impedir a presença dos eleitores] não aconteceu. Eu acompanhei de perto um diálogo muito forte da gestão do presidente Abelardo junto com todos os órgãos de segurança, sejam federais, sejam estaduais”, diz o gestor.
Para este ano, ele aponta que “O que nós já estamos fazendo e vamos continuar no planejamento de intensificação, é um diálogo muito próximo dos órgãos de segurança, para não permitir, para que na verdade os órgãos de segurança, eles têm que servir ao livre trânsito, a livre manifestação popular e seguramente fazem e farão”, afirmou.
Ele finaliza dizendo que “qualquer desvio vai ser inibido com uma presença firme e próxima do Tribunal Regional Eleitoral”. “E não existiu, nas eleições municipais, nenhuma situação similar ao que aconteceu em 2022. Posso assegurar com toda certeza”, completa.
Empossado nesta quinta-feira (9), o novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Mauricio Kertzman, destacou que o uso de Inteligência Artificial nas campanhas eleitorais será o tema de 14 resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a serem aplicadas no ambito do juriciário nacional. O gestor destaca que a função da Corte é “organizar as eleições” e, neste contexto, o combate a desinformação e o mau uso das tecnologias será o principal desafio para o processo eleitoral de 2026.
Em entrevista coletiva, o gestor aponta que “pautarei a minha gestão na continuidade da capacitação de servidores e magistrados, na aproximação com os eleitores”. “E aí temos um grande desafio. O grande desafio da justiça eleitoral é o mau uso da inteligência artificial e o mau uso dos recursos tecnológicos, com desinformação, com fake news, e por isso, o Tribunal Superior Eleitoral [TSE], para esse ano de 2026, editou quatrorze resoluções que endurecem o sistema contra a desinoformação”, frisou o desembargador.
Kertzman explica que “combateremos a desinformação, as notícias falsas, várias modificações foram implementadas, modificações do ônus da prova para aquele que comete a desinformação”.
Entre as mudanças previstas na resolução, está a vedação no uso de Inteligencias Artificiais no auge da campanha eleitoral, que começa em agosto. “Há um período em que será proibida qualquer tipo de uso de inteligência artificial no periodo mais próximo das eleições, são diversas mudanças que foram feitas e o Tribunal estará atento para combater, firmemente, a desinformação”, afirma o presidente.
Ainda em sua fala, Mauricio ainda destaca que todos os procedimentos para a realização da eleição deste ano já foram organizados no mandato do último gestor, Abelardo da Mata. “No ano de 2025, na gestão do presidente Abelardo, toda a eleição de 2026 foi planejada e muito bem planejada, e todas as ações dessa gestão vão ser pautadas para que essas eleições sejam feitas da forma mais cuidadosa possível”.
Ele completa dizendo que, com base na organização já realizada do pleito deste ano, seu mandato deve ser pautado na continuidade dos processos. “Pautarei a minha gestão na continuidade da capacitação de servidores e magistrados, na aproximação com os eleitores”, sucinta.
O fim do prazo, na semana passada, para desincompatibilização de cargos de quem deseja se candidatar nas eleições de outubro, vem levando os partidos a acelerarem as definições sobre candidatos. Até o momento, 11 partidos já teriam definido pré-candidaturas a presidente, embora esse número ainda possa crescer ou diminuir, pois apenas nas convenções de julho/agosto serão definidos os candidatos.
Até o momento, já apresentaram disposição para se candidatarem a presidente os seguintes nomes:
Lula (PT)
Flávio Bolsonaro (PL)
Ronaldo Caiado (PSD)
Romeu Zema (Novo)
Renan Santos (Missão)
Aldo Rebelo (DC)
Cabo Daciolo (Mobilização Nacional)
Augusto Cury (Avante)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Dos nomes colocados para a disputa até o momento, apenas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na disputa de 2022. Ronaldo Caiado, Cabo Daciolo e Rui Costa Pimenta já foram candidatos a presidente em outras eleições, mas não participaram do último pleito.
Confira abaixo como está a situação de cada um dos 11 candidatos que participaram da eleição presidencial de 2022:
Lula, do PT, participou em 2022 da sua sexta eleição a presidente, tendo sido eleito após ter 48,43% dos votos válidos no primeiro turno e 50,90% dos votos válidos no segundo turno. Em 2026, o atual presidente é candidato a concorrer pela sétima vez, podendo chegar ao seu quarto mandato.
Jair Bolsonaro, do PL, em 2022 estava na presidência da República, e concorreu para renovar o mandato. Com 43,20% dos votos válidos, Bolsonaro foi para o segundo turno e acabou derrotado por Lula. No ano passado, Jair Bolsonaro foi preso após ter sido condenado a 27 anos por tentativa de golpe e outros crimes. No momento, cumpre pena em regime domiciliar, após ter passado por diversos problemas de saúde quando estava na Papudinha, e indicou seu filho, Flávio, para ser o candidato do partido a presidente.
Simone Tebet, como candidata do MDB em 2022, surpreendeu e alcançou o terceiro lugar naquela eleição, chegando a 4,16% dos votos válidos. Após ter apoiado Lula no segundo turno, Tebet foi convidada para ser ministra, e assumiu a pasta do Planejamento desde o primeiro dia do novo governo. Recentemente, se desincompatibilizou do cargo, mudou do MDB para o PSB e vai disputar uma vaga ao Senado pelo estado de São Paulo.
Ciro Gomes, então no PDT, concorreu à presidência da República pela quarta vez em 2022, e nesse pleito, ficou na quarta posição, com 3,04% dos votos válidos. Após as eleições, ficou afastado do ambiente político, e neste ano de 2026, ingressou no PSDB e anunciou que vai disputar o governo do Ceará, cargo que ele exerceu entre os anos de 1991 a setembro de 1994, quando renunciou para ser ministro da Fazenda do então presidente Itamar Franco.
Soraya Thronicke, que em 2022 exercia o cargo de senadora pelo estado do Mato Grosso do Sul, foi candidata a presidente pelo União Brasil, e alcançou 0,51% dos votos válidos no primeiro turno. No ano seguinte, trocou o União pelo Podemos, onde seguiu até a semana passada, quando entrou no PSB para tentar se reeleger ao Senado.
Felipe D´Avila, cientista político e empresário, não tinha exercido cargos públicos quando se tornou candidato a presidente pelo Novo. No primeiro turno de 2022, D´Avila obteve 0,47% dos votos válidos. Após as eleições, voltou a exercer a sua atividade empresarial e também a diretoria do Centro de Liderança Pública (CLP), uma organização sem fins lucrativos que busca formar lideranças para enfrentar os problemas do país. Também escreveu um livro, “Vire à Direita, Siga em Frente”.
Padre Kelmon, que pertence à Igreja Ortodoxa do Peru, inicialmente foi incluído em uma chapa como vice do candidato Roberto Jefferson. Com a impugnação da candidatura de Jefferson, Kelmon se tornou candidato a presidente. No primeiro turno, Padre Kelmon, candidato pelo PTB, obteve 0,07% dos votos válidos. Após criar um movimento político chamado Foro do Brasil, Kelmon ingressou no PL e deve concorrer a uma vaga de deputado federal pelo Estado de São Paulo.
Léo Péricles, ativista político mineiro, concorreu a presidente em 2022 pela Unidade Popular (UP), partido que teve seu registro homologado no TSE em 2019. No pleito de 2022, Léo Péricles obteve 0,05% dos votos válidos. Atualmente, Péricles é presidente da Unidade Popular, e ainda não definiu se vai ser candidato a algum cargo nas eleições.
Sofia Manzano, economista e professora, foi candidata a presidente em 2022 pelo PCB, e obteve 0,04% dos votos válidos. Sofia já havia participado das eleições de 2014, disputando o cargo de vice-presidente. Atualmente, Sofia continua militando politicamente no PCB, ao mesmo tempo em que é professora de Economia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Ainda não há definição se será candidata novamente a algum cargo eletivo neste ano.
Vera Lúcia, pernambucana, se candidatou a presidente pelo PSTU, e obteve 0,02% dos votos válidos. Ela, que afirma ser uma operária sapateira, participou de diversas eleições para variados cargos, nunca tendo sido eleita. Em 2026, Vera Lúcia é pré-candidata a governadora pelo Estado de São Paulo, pelo PSTU.
Eymael, em 2022, pela Democracia Cristã (DC), foi candidato a presidente pela sexta vez (já tinha tentado nos pleitos de 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018), e obteve 0,01% dos votos válidos. Eymael, que seguiu como presidente do DC até recentemente, quando foi substituído no cargo por João Caldas, pai do ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas. Em 2026, Eymael, de 86 anos, não será candidato a presidente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareceram praticamente empatados nas simulações de segundo turno na nova pesquisa Meio/Ideia sobre as eleições de 2026, divulgada nesta quarta-feira (8). Já no primeiro turno, Lula lidera a disputa com vantagem de apenas três pontos percentuais.
De acordo com a pesquisa, o presidente Lula teria 40,4% no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37%. Os demais nomes que registraram intenções de voto foram Ronaldo Caiado (União), com 6,5%; Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), com 3%; e Aldo Rebelo (DC) com 0,6%.
Já nas simulações de segundo turno, os resultados são os seguintes:
Flávio Bolsonaro 45,8% x 45,5% Lula
Lula 45% x 39% Ronaldo Caiado
Lula 44,7% x 38,7% Romeu Zema
Lula 45% x 26,4% Renan Santos
Lula 46% x 22,6% Aldo Rebelo
Na avaliação sobre a rejeição aos nomes colocados até aqui para a disputa presidencial, Lula aparece com o maior percentual na disputa ao Palácio do Planalto: 44,2% dos eleitores responderam que não votariam no líder petista “de jeito nenhum” se as eleições fossem hoje.
O segundo nome mais rejeitado é o do senador Flávio Bolsonaro, com 37,5% de eleitores que dizem não votar nele “de jeito nenhum”. As rejeições dos demais candidatos ficaram com o seguinte patamar: Ronaldo Caiado - 20,4%; Romeu Zema - 17,5%; Renan Santos - 16%; Aldo Rebelo - 11%; Não rejeita ninguém - 2,2%.
O levantamento divulgado pelo Meio/Ideia revela ainda que 51,5% dos eleitores brasileiros dizem que o presidente Lula não merece continuar no governo depois de 2026. Já 45% dos entrevistados responderam que o petista merece ter um quarto mandato.
A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 1.500 pessoas em todo o Brasil de 3 a 7 de abril de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-00605/2026.
O Ministério Público Federal (MPF) na Bahia publicou, nesta quarta-feira (8), a Portaria PRE/BA nº 3, de 23 de março de 2026, que estabelece diretrizes para a atuação das Promotorias Eleitorais no estado durante o pleito de 2026.
O documento, assinado pelo procurador regional eleitoral Cláudio Gusmão, organiza a cooperação entre os promotores eleitorais estaduais, que oficiam perante os juízes zonais, e a Procuradoria Regional Eleitoral, definindo competências, fluxos de comunicação e procedimentos em matérias cível, penal e de propaganda eleitoral.
De acordo com a portaria, cabe ao promotor eleitoral, em auxílio à Procuradoria Regional, fiscalizar os atos gerais do processo eleitoral nas zonas, incluindo a auditoria do sistema eletrônico de votação, além de praticar diligências por delegação e adotar medidas preventivas quanto à segurança na campanha e no dia da votação. Na seara penal, exceto quando houver envolvimento de autoridade com foro por prerrogativa de função, a atribuição para investigar e processar infrações é da Promotoria Eleitoral, que deverá requisitar inquérito à polícia judiciária estadual na ausência de unidade da Polícia Federal.
A norma também disciplina o tratamento de notícias de ilícitos cível-eleitorais. Ao tomar conhecimento de irregularidades, o promotor deverá instaurar procedimento investigatório, reunir provas e, concluída a instrução preliminar, remeter os autos imediatamente à Procuradoria Regional Eleitoral por meio eletrônico.
De acordo com o documento, caso a infração envolva candidaturas a presidente ou vice-presidente, de competência originária do Tribunal Superior Eleitoral, o encaminhamento deve ser feito à Procuradoria-Geral Eleitoral. Em relação à propaganda eleitoral na internet, a portaria determina que o promotor zonal promova a coleta de provas e envie o caso à Procuradoria Regional, uma vez que o poder de polícia nesse âmbito é privativo dos juízes auxiliares do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia.
Para infrações cometidas em municípios com mais de uma zona eleitoral, a atuação caberá ao promotor da zona onde ocorreu o fato. Em caso de dúvida sobre a competência, a distribuição será feita aleatoriamente pelo Núcleo de Apoio às Promotorias de Justiça Eleitorais do Estado da Bahia (NUEL), admitindo-se, ainda, que os promotores estabeleçam atuação conjunta ou regime de rodízio por consenso.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), alegou que a base partidária de apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) deve diminuir até as convenções partidárias, marcadas para agosto. Em evento de oficialização da parceria entre o União Brasil e o Novo, no âmbito da campanha eleitoral no estado, o gestor municipal destacou que o PT deve perder 2 ou mais partidos aliados até o período oficial de campanha.
? Bruno Reis diz que base governista deve sofrer baixas devido a “incapacidade” de Jerônimo
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) April 7, 2026
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“Vai perder o PRD, Solidariedade, e até as convenções, onde ainda tem mais baixas. Pela incapacidade, falta de habilidade. E aí eu pergunto, um governador que não é bom em gestão, que não é bom em política, é bom em quê?”, diz o prefeito.
Segundo Bruno, as especulações em torno da chapa majoritária do governo petista, especialmente no que diz respeito à vice-governadoria, são um retrato dessa “incapacidade”.
“Porque a gente vê agora, na política, o desastre que foi. A vice foi oferecida a mais de 20 pessoas diferentes e todos foram rejeitados. Ficou claro para a sociedade que, por falta de opção, quando não tem burro, vai tu mesmo”. Bruno Reis faz referência à confirmação do nome de Geraldo Júnior, do MDB, para a reeleição ao cargo de vice-governador.
“Jamais chegarei perto dele (Jair Bolsonaro). Seria como comparar o filho de Pelé com o próprio Pelé”. Essa afirmação foi feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma entrevista ao jornal britânico Financial Times. A publicação inglesa publicou uma extensa reportagem nesta terça-feira (7) sobre o pré-candidato do PL à presidência da República.
A frase dita por Flávio ao Financial Times se deu quando a publicação questionou o senador sobre o motivo dele se recusar a ocupar a cadeira que era utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no escritório que mantinha na sede do PL, em Brasília. Flávio Bolsonaro recebe visitantes e mantém encontros políticos no mesmo gabinete, mas não senta na cadeira do pai.
Na reportagem sobre Flávio Bolsonaro, intitulada “A Volta dos Bolsonaros”, o Financial Times diz que a candidatura do senador surgiu quando a “família Bolsonaro parecia estar politicamente acabada”. O jornal inglês, no perfil traçado sobre o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considera que Flávio teria se colocado como um candidato “altamente competitivo” para as eleições deste ano.
“Jair Bolsonaro, o ex-presidente de extrema-direita do Brasil, estava preso, condenado a 27 anos por conspiração para um golpe de Estado e libertado da prisão domiciliar após tentar romper uma tornozeleira eletrônica. Seu filho combativo, Eduardo, frequentemente visto como seu herdeiro mais provável, foi expulso do Congresso e vive em autoexílio nos EUA. Mas a família está orquestrando um rápido retorno. A seis meses das eleições presidenciais brasileiras, Flávio Bolsonaro, o filho mais velho, de temperamento mais moderado, surge como um candidato altamente competitivo”, escreve a reportagem.
O Financial Times destaca que a plataforma de campanha de Flávio Bolsonaro deve ser semelhante às posições de Jair Bolsonaro, principalmente em questões sociais e de combate à criminalidade, embora com uma postura de maior moderação. Entre as ideias destacadas pelo jornal estão a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos ou até 14 para casos de assassinato e estupro, além de impostos menores e mais privatizações.
“Para atrair o eleitorado de centro, Flávio Bolsonaro está enfatizando sua reputação como o membro mais moderado da família. Advogado que já foi dono de uma loja de chocolates, seu tom é menos agressivo e confrontador do que o de seu pai. Como presidente, Jair Bolsonaro era notoriamente cético em relação às vacinas contra a covid-19; Flávio Bolsonaro, por sua vez, tomou a vacina publicamente”, diz a matéria.
Sobre a disputa com Lula, a reportagem do jornal inglês destaca que ambos os candidatos possuem altos índices de rejeição. O Financial Times avalia que a equipe de campanha de Lula deverá atacar Flávio por casos como o da “rachadinha” na Assembleia do Rio e supostas ligações com milícias.
Outro ponto enfocado pela reportagem do Financial Times foi um questionamento se o senador estaria preparado para suportar as pressões de uma campanha presidencial. O jornal lembra do momento em que Flávio Bolsonaro desmaiou durante um debate na televisão.
“Embora Flávio Bolsonaro esteja na política há mais de 20 anos, também existem dúvidas sobre se ele consegue suportar a pressão de uma eleição presidencial. Sua campanha para prefeito do Rio de Janeiro em 2016 foi um desastre: em um debate, ele quase desmaiou e teve que desistir. Acabou ficando em quarto lugar”, afirma o texto.
Na entrevista que deu ao Financial Times, Flávio afirmou que o presidente Lula é “hostil demais” aos Estados Unidos enquanto favorece seu parceiro chinês, Xi Jinping. “O presidente Lula está errado ao fechar as portas para os Estados Unidos e simplesmente abrir o Brasil como se fosse uma colônia chinesa”, afirmou ao veículo.
Flávio Bolsonaro também procurou em suas respostas mostrar um contraste com aquele que deve ser seu principal oponente em outubro.
“O Brasil precisa urgentemente de mudanças, de um governo mais jovem, moderno e com mais energia. O problema não é a idade de Lula, é que suas ideias estão ultrapassadas”, disse o pré-candidato do PL à presidência.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar sobre a revogação, pelo governo Lula, do imposto de importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”, resultará na perda de empregos e impactará principalmente as micro e pequenas empresas brasileiras.