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Artigos

Cintia Deffontaines
Empresas, inspirem-se na Copa do Mundo

Empresas, inspirem-se na Copa do Mundo

A Copa do Mundo talvez seja o maior exercício de diversidade global que existe. Em nenhum outro evento esportivo – com exceção das Olimpíadas – vemos reunidas tantas nacionalidades, culturas, religiões e histórias diferentes compartilhando o mesmo palco. Por isso, além da paixão pelo futebol, ela nos convida a refletir sobre uma questão importante: será que a diversidade que vemos nos gramados se reflete nos espaços de poder e liderança das sociedades? 

Multimídia

Rosemberg prevê vitória de Jerônimo contra ACM Neto no 1º turno

 Rosemberg prevê vitória de Jerônimo contra ACM Neto no 1º turno
Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, com Fernando Duarte, o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) afirmou ter confiança na vitória do atual governador Jerônimo Rodrigues na disputa contra ACM Neto (União) pelo governo do estado.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

eleicoes 2026

Bronca de Michelle ainda não impacta pesquisas e BTG/Nexus mostra cenário de empate técnico entre Lula e Flávio
Foto: Montagem com imagens da Agência Brasil e da Agência Senado

Até o momento, o episódio do vídeo gravado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com fortes críticas ao seu enteado, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não causou mudanças significativas no quadro da intenção de votos dos brasileiros. Foi o que mostrou pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (29). 

 

O novo levantamento do instituto, o quinto apresentado neste ano, revela um cenário de pouca mudança tanto nas simulações de primeiro turno quanto nas disputas de segundo turno. As entrevistas feitas pela pesquisa BTG/Nexus foram iniciadas na última sexta (26), depois, portanto, da repercussão criada pelo vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro e das desculpas públicas apresentadas por Flávio Bolsonaro. 

 

No cenário de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança da corrida presidencial, embora o candidato Flávio Bolsonaro tenha reduzido ligeiramente a distância entre os dois em relação ao último levantamento da BTG/Nexus. Confira abaixo o resultado da simulação de primeiro turno:

 

Lula (PT) - 42%

Flávio Bolsonaro (PL) - 34%

Ronaldo Caiado (PSD) - 5%

Renan Santos (Missão) - 4%

Romeu Zema (Novo) - 3%

Joaquim Barbosa (DC) - 1%

Augusto Cury (Avante) - 1%

Aécio Neves (PSDB) - 1%

Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%

Brancos/nulos - 5%

Não sabe/não respondeu - 3%

 

No voto espontâneo, Lula amplia a vantagem sobre Flávio Bolsonaro e reforça posição de favorito. O presidente é citado por 33% dos entrevistados, ante 26% registrados na rodada anterior, enquanto o senador Flávio Bolsonaro oscilou de 19% para 20%, com a diferença entre os dois passando de sete para 13 pontos percentuais.

 

Nas simulações de segundo turno, o presidente Lula continua à frente de todos os adversários testados, embora com uma margem menor diante de Flávio Bolsonaro. No principal confronto, Lula aparece com 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro. 

 

Em relação à rodada anterior, o presidente recuou dois pontos (de 49% para 47%), enquanto o senador avançou um ponto (de 43% para 44%), reduzindo a diferença de seis para três pontos percentuais.

 

Confira abaixo as disputas de segundo turno, de acordo com o resultado da pesquisa BTG/Nexus:

 

Lula 47% x 44% Flávio Bolsonaro

Lula 48% x 38% Romeu Zema

Lula 47% x 39% Ronaldo Caiado

Lula 48% x 36% Renan Santos

 

Os indicadores de rejeição seguem desfavoráveis ao senador Flávio Bolsonaro. O pré-candidato do PL registra 51% de rejeição, dois pontos acima dos 49% de Lula. 

 

Embora a diferença permaneça favorável ao presidente, a trajetória dos dois candidatos mudou nesta rodada: Flávio reduziu sua rejeição em um ponto percentual em relação ao levantamento anterior, enquanto a de Lula subiu dois pontos. 

 

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.009 pessoas entre os dias 26 e 28 de junho em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-08521/2026. 

VÍDEO: Lídice nega “reivindicação” de suplência ao Senado e diz: “O PSD pode continuar lutando”
Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias

A deputada federal e presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Lídice da Mata, voltou a falar, nesta segunda-feira (29), sobre uma possível composição envolvendo seu nome para a suplência do senador Jaques Wagner na disputa de reeleição ao Senado Federal. Em entrevista coletiva, a parlamentar destaca que a chapa “vai se formar no tempo certo”. 

 

 

“Olha, essa coisa da formação de chapa, ela vai se formar no tempo certo, não é o momento ainda de se fechar a chapa, está em construção”, afirma. Questionada especialmente sobre uma suposta disputa com PSD, na figura do ex-prefeito Edvaldo Brito, por esta vaga, Lídice ressalta: “Não vejo o maior problema, o PSD pode continuar lutando”, diz. 

 

Conforme já noticiado pelo Bahia Notícias anteriormente, o senador Jaques Wagner teria feito contato com Lídice para fazer o convite ainda em maio. A primeira motivação teria vínculo com a “gratidão” de Wagner à deputada, já que, em 2018, Lídice, que era senadora pela Bahia, foi preterida na chapa majoritária.

 

Nesta segunda, Lídice reiterou que nunca reivindicou a vaga. “O PSB, o meu partido, não reivindicou nada. Apenas atendeu, está conversando com o senador Jaques Wagner por um convite feito”, admitiu. 

 

Até o momento, a primeira suplência de Wagner é uma das poucas vagas a ser preenchida na chapa majoritária do grupo governista, já que, no final de maio, o ex-ministro e candidato ao Senado, Rui Costa (PT), anunciou do ex-deputado federal Ronaldo Carletto (Avante) como primeiro suplente. Os segundos suplentes ainda não entraram no debate político local.

VÍDEO: Sob aplausos e choro, Jerônimo reforça que “erro de Wagner foi cuidar de pobre” em evento com senador
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

Em um evento ocorrido em Barreiras, no Oeste da Bahia, nesta sexta-feira (26), o governador baiano, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu com veemência o senador e pré-candidato Jaques Wagner (PT), associando que o aliado teria cometido o “erro de cuidar de pobre”. Este foi o primeiro ato público conjunto dos partidários após as revelações da Polícia Federal, que mostram a relação de Wagner com um banqueiro, ex-sócio do Banco Master. 


Em seu discurso, sob aplausos do público presente, o governador elogiou a trajetória de Wagner e destacou a recente interlocução do parlamentar com o Palácio do Planalto para pacificar sua situação política. Emocionados, ambos se abraçam. Confira o momento em vídeo:

 

 

"É o primeiro ato público com Wagner depois do que quiseram fazer com ele. Ele esteve lá anteontem, conversou com o amigo dele, amigo nosso, o Lula, e se acertou. Porque, para além de um cargo de liderança, estão o Brasil e a Bahia. E nós vamos mostrar, nós vamos provar que, se você tem um erro na vida, para eles o erro é cuidar de pobre e dedicar a sua vida [a isso]. E nós confiamos em você. A Bahia te ama", alega o governador.

 

A manifestação de apoio de Jerônimo Rodrigues ocorre em um momento delicado para o senador. Jaques Wagner é alvo de investigação da Polícia Federal por suposto recebimento de vantagens indevidas da parte de Augusto Lima, banqueiro do banco Pleno, ex-sócio do banco Master.

 

O objetivo da suposta ação seria beneficiar o Banco Master em tramitações e discussões no Senado Federal. Em resposta, Wagner chamou a investigação de "patacoada"Em decorrência das investigações e do desgaste político, o parlamentar foi recentemente afastado da liderança do governo no Senado pelo presidente Lula, a ação segue na Operação Compliance Zero. 

João Roma critica Wagner e disse que ele "pediu apartamento para a filha como se fosse um picolé na praia"
Foto: Maurício Leiro/Bahia Noticias / Agência Senado

Apesar de ter ficado em segundo plano nesta semana por conta da briga pública entre Michelle e Flávio Bolsonaro, a saída do senador Jaques Wagner (PT-BA) da Liderança do Governo deve seguir sendo explorada pela oposição e por seus adversários. Segundo a coluna Radar da revista Veja que chegou às bancas nesta sexta-feira (26), interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam afirmado que a demora na demissão do senador baiano seguirá sendo um “prato cheio” que pode vir a impactar o desempenho do líder petista nas pesquisas.

 

Uma das principais críticas dos adversários do senador baiano foi direcionada para a entrevista dada por ele à Band News no mesmo dia em que foi deflagrada a operação da Polícia Federal em suas residências. Ouvido pela coluna Radar, o presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, disse à Veja que a performance de Jaques Wagner na entrevista foi pior do que a própria operação.

 

“É um escárnio. Uma coisa é ter relação com Vorcaro, outra é ver as coisas materializadas. É uma vergonha ele achar normal um banqueiro comprar um apartamento para a filha dele como se fosse um picolé na praia, uma cervejinha”, disse Roma.

 

Apesar da crítica, integrantes do PT da Bahia ouvidos pela coluna minimizaram o impacto da operação contra Jaques Wagner em relação ao desempenho do senador nas eleições, assim como do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A aposta desses interlocutores é que bastaria o presidente Lula dedicar algumas agendas no estado da Bahia para consagrar junto aos eleitores quem estiver ao seu lado.

 

A coluna Radar da Veja afirma ainda que na comemoração da independência da Bahia, no próximo dia 2 de julho, o presidente Lula deve evitar fotos ao lado de Jaques Wagner. Fontes ouvidas pela coluna dizem que a orientação a Lula seria a de manter uma “distância protocolar” do senador petista e candidato à reeleição.

VÍDEO: Lula chama inteligência artificial de "monstro" que pode escapar ao controle humano
Fotos: Reprodução / CanalGovBr

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (25), que é necessário que a sociedade "se prepare" para o avanço da Inteligência Artificial (IA). De acordo com o mandatário, o ser humano corre o risco de perder o controle sobre o desenvolvimento dessa tecnologia no futuro.

 

Confira a declaração: 

 

"Na minha intuição, a IA é um monstro que vai fugir do conhecimento do ser humano e vai se autorregular sozinha. Não está longe o dia em que a IA não vai mais precisar do ser humano. Aí é o ser humano perdendo o controle de uma coisa que ele criou", critica o presidente em discurso na cerimônia da Petrobras, no Mato Grosso do Sul.

 

Não é a primeira vez que Lula critica abertamente os avanços da IA. Ainda durante o G7, o presidente chamou o uso da tecnologia de prática nefasta. "Nós precisamos ter sentimento, paixão e solidariedade. A gente não pode virar algoritmo. Algoritmo não tem coração, não tem visão social, não estende a mão para quem necessita mais", argumenta o petista.

 

Vale contextualizar que as eleições de 2026 serão marcadas pelo uso de IA em campanhas eleitorais. Pela primeira vez, o Tribunal Superior Eleitoral já delimitou regras claras para que as campanhas indiquem o uso da ferramenta e criou um grupo especializado na fiscalização. O petista tem sido enfático na defesa de restrições da ferramenta.

 

Um exemplo relacionado ao PT ocorreu quando o ex-deputado federal Lindbergh Farias (PT) postou uma imagem alterada do presidente utilizando inteligência artificial. O líder do PT na Câmara compartilhou uma montagem de Lula em "boa forma" que estava circulando nas redes sociais e fez uma ironia sobre a condição do presidente: “O homem tá on, o tetra vem!”. 

 


O posicionamento do presidente ocorre em um momento de rápida expansão da tecnologia no país. Atualmente, o Brasil lidera a adoção de Inteligência Artificial na América Latina e figura entre o segundo e o terceiro maior usuário do ChatGPT no mundo, a depender da métrica utilizada.

 

Segundo levantamento realizado pela Ipsos para o Google, 71% dos adultos brasileiros conectados à internet já utilizaram algum chatbot, índice superior à média global, que é de 62%.

 

Como resposta a esse cenário, o governo federal conta com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). Lançado em 2024, o projeto visa fomentar o desenvolvimento de uma indústria nacional voltada para o setor e diminuir a dependência externa. O plano prevê investimentos de R$ 23 bilhões até o ano de 2028.

 

LEIA TAMBÉM:

"Se preparem. Vocês já cansaram de ver filmes de ficção, então se preparem, porque não está longe o dia em que a inteligência artificial não vai precisar mais dos seres humanos. Aí é o ser humano perdendo o controle de uma coisa que ele criou", alerta Lula.

 

É possível ver a transmissão completa do evento logo abaixo:

Haddad define França como vice na disputa pelo Governo de SP, com Tebet e Marina para o Senado
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-governador e ex-ministro Márcio França (PSB) será vice na chapa do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para o Governo de São Paulo. A decisão foi tomada após conversa com o presidente Lula (PT) na quarta-feira (24), no Palácio da Alvorada. As também ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) disputarão as vagas ao Senado no estado.

 

Segundo a Folha de S. Paulo, o acerto foi possível após França, que queria ser candidato a senador ou governador, ceder e aceitar a vice. Aliados de Haddad avaliam que ele soma à chapa votos em regiões de São Paulo onde o PT tem pouca força, como a Baixada Santista.

 

Interlocutores do presidente Lula afirmam que o petista acompanha de perto a aliança em São Paulo porque o estado tem o eleitorado mais numeroso do país, o que torna ainda mais importante a existência de um palanque forte para seu nome.

 

Na ala governista, há a avaliação de que França tem um perfil de confronto político que falta a Haddad. Devem ficar por conta do vice os principais ataques ao atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tentará a reeleição.

 

A NEGOCIAÇÃO 
Ainda conforme a Folha, na reunião com Lula, França ponderou que poderia ajudar o presidente sendo candidato a governador. Ele apresentou um raciocínio de que poderia tomar votos de Tarcísio e forçaria um segundo turno entre Haddad e o atual governador no Estado.

 

No entanto, a ideia que prevaleceu, porém, é a de que a possibilidade de Haddad ter mais votos neste primeiro turno do que em 2022, já é benéfica para Lula. Aliados do presidente da República também avaliam que, se for reeleito no primeiro turno, Tarcísio não se empenhará tanto no segundo para pedir votos para Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário do presidente na eleição nacional.

 

Em 2022, Haddad obteve o melhor desempenho do PT na história das eleições paulistas. Ele conseguiu 36% dos votos no primeiro turno e 45% dos votos no segundo. O resultado foi considerado fundamental para a vitória de Lula naquele ano.

 

O pré-candidato a governador deverá anunciar oficialmente ainda nesta quinta-feira (25) as posições que seus aliados ocuparão na chapa.

Pesquisa PoderData: Flávio tem pequena recuperação em comparação a maio e reduz distância para Lula
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira (25) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve uma pequena recuperação desde a última sondagem do instituto, em março, e diminuiu a distância para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na simulação de segundo turno. A recuperação do candidato do PL acontece na esteira da revelação de ligações suspeitas entre o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), com os sócios do Banco Master.

 

Segundo o PoderData, o presidente Lula marcou 46% na simulação de segundo turno, contra 43% de Flávio Bolsonaro. Brancos e nulos são 8% e não sabe em quem votar, 3%. 

 

Na pesquisa passada, o senador do PL obteve 42%, e com a recuperação agora em junho, a diferença de três pontos percentuais permite dizer que ele e Lula estão em situação de empate técnico, já que a margem de erro do levantamento é de dois pontos. A sondagem do PoderData não teve influência, entretanto, das críticas feitas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao seu enteado, nesta quarta (24). 

 

A estratificação da intenção de votos apurada pelo PoderData mostra que o presidente Lula é o nome escolhido por 50% das mulheres entrevistadas, contra 38% que escolherem o nome do PL. Entre os homens, o cenário se inverte: Lula 41% X 48% Flávio. 

 

O líder petista tem vantagem também no Nordeste (53% das intenções de voto) e entre os que cursaram até o ensino fundamental (49%). Flávio Bolsonaro vai melhor no Centro-Oeste (52%) e entre os que têm o ensino médio (50%).

 

Outras simulações de disputas em segundo turno também foram feitas pela pesquisa PoderData. Confira abaixo os resultados: 

 

Lula 43% x 41% Joaquim Barbosa (DC)

Lula 45% x 38% Renan Santos (Missão)

Lula 45% x 42% Romeu Zema (Novo)

Lula 45% x 42% Ronaldo Caiado (PSD)

 

Os dados da pesquisa PoderData foram coletados de 21 a 24 de junho de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.400 entrevistas em 617 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o nº BR-05722/2026.
 

Briga pelo fundão: Erika Hilton reclama da divisão de recursos do Psol e de privilégios para Manuela D´Ávila
Foto: Reprodução Redes Sociais Erika Hilton

Considerada atualmente a maior liderança política do Psol, a deputada federal Erika Hilton (SP) manifestou sua insatisfação e decepção com a decisão tomada por seu partido para a divisão dos recursos do fundo eleitoral. Em postagem nas redes sociais nesta terça-feira (23), a deputada paulista denunciou publicamente o que chamou de descumprimento de acordos internos, além de apontar a desigualdade na distribuição de recursos voltados às campanhas eleitorais.

 

No texto divulgado na rede, Erika Hilton disse que estava “simplesmente chocada e decepcionada” com a cúpula nacional do Psol, segundo ela, por receber menos apoio estrutural e financeiro do que a ex-deputada Manuela D’Ávila, que se filiou à legenda no ano passado e vai concorrer ao Senado pelo Rio Grande do Sul.

 

“Pra mim, vocês sabem, a política real se faz nas ruas, nas redes, com transparência, papo reto e propósito. Não se faz escondendo os problemas debaixo do tapete ou com tentativas de sabotagem”, disse a deputada. 

 

Erika Hilton argumenta que, “como uma mulher negra e travesti” no maior estado do país, necessita de uma logística robusta e segurança reforçada, mas sente que suas necessidades estão sendo ignoradas pela burocracia partidária. A deputada apontou inclusive o privilégio que estaria sendo dado à candidatura do presidente nacional do partido, Juliano Medeiros. 

 

“Hoje, Juliano Medeiros, presidente da Federação PSOL-Rede, em sua primeira candidatura, teria exatamente a mesma prioridade que eu. Manuela D´Ávila, que acabou de chegar ao partido, tem previsão de receber mais que o dobro. Respeito a trajetória deles e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis sobrepondo tudo: os acordos feitos conosco, cálculos eleitorais sérios… A inteligência política passou longe. É uma tentativa de asfixiar quem está na linha de frente em detrimento de um perfil de pré-candidaturas bem específico, de grupos que só pensam em si mesmos e estão, mais uma vez, arriscando a viabilidade do Psol”, apontou Hilton.

 

Manuela D´Ávila é vista pela legenda como uma peça-chave para a estratégia de crescimento no Congresso Nacional em 2027. O partido não possui um senador há mais de dez anos e pretende investir pesado para garantir essa cadeira. 

 

A disputa interna no Psol ocorre justamente pelo controle do fundo eleitoral, o dinheiro público destinado às campanhas, que é limitado e gera conflitos entre as diferentes correntes da sigla. De acordo com a Justiça Eleitoral, a Federação PSOL-Rede deve contar com um total de R$ 162,5 milhões do Fundo Eleitoral de Financiamento de Campanha (FEFC). 

 

“Ninguém quer tirar o básico ou negar importância de quem está nas suas primeiras campanhas. O que não podemos aceitar é a falta de transparência e o suicídio político de sufocar quem tem a força popular para garantir a sobrevivência do partido. Nós ficamos no Psol para superar a cláusula de barreira e eleger bancadas fortes. Agora, exigimos que a direção cumpra a sua palavra”, concluiu Erika Hilton em seu manifesto na rede X.

Pesquisas mostram que Lula pode repetir 2022 no Nordeste, quando obteve 12,5 milhões de votos a mais que Bolsonaro
Foto: Montagem com foto do Bahia Notícias e de divulgação do PL

As mais recentes pesquisas realizadas nos nove estados do Nordeste mostram que nas eleições deste ano, pode vir a se repetir o panorama observado em 2022, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva recebeu grande quantidade de votos na região, o que acabou garantindo a sua vitória contra o então presidente Jair Bolsonaro, que tentava se reeleger.

 

No segundo turno da eleição passada, Bolsonaro foi vitorioso sobre Lula nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O líder petista, entretanto, fechou o segundo turno com 69,34% dos votos válidos contra 30,66% do então presidente. 

 

A diferença de votos obtida no segundo maior colégio eleitoral do país levou Lula a ganhar a disputa com apenas 1,8% de diferença para Bolsonaro. O candidato do PT recebeu cerca de 12,5 milhões de votos a mais que Jair Bolsonaro, diferença que anulou a vantagem obtida nas outras regiões pelo candidato à reeleição. 

 

Levantamento do Bahia Notícias com base nas pesquisas mais recentes divulgadas nos nove estados do Nordeste mostram que em relação a Flávio Bolsonaro, o presidente Lula não conta com uma vantagem tão folgada quanto obteve em 2022. Os números, porém, mostram que Lula ganha com folga nas simulações de segundo turno contra o candidato do PL, vantagem que pode ser decisiva no cômputo final de votos.

 

Para esse levantamento, as pesquisas citadas foram realizadas em um período máximo de um mês e meio. Apenas no estado de Alagoas a pesquisa citada foi divulgada no mês de janeiro, por conta de decisões da Justiça Eleitoral que retiraram de circulação sondagens de alguns institutos. 

 

Confira abaixo como está a disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro nos nove estados do Nordeste.

 

Bahia

 

Lula 57% x 33,7% Flávio Bolsonaro

Futura/Apex (05/5)

 

Maranhão

 

Lula 61,6% x 31,8% Flávio Bolsonaro

AtlasIntel (15/5)

 

Piauí 

 

Lula 67,3% x 20,6% Flávio Bolsonaro

AtlasIntel (22/6)

 

Ceará

 

Lula 55,8% x 31,8% Flávio Bolsonaro

AtlasIntel/Focus (17/6)

 

Rio Grande do Norte

 

Lula 61,1% x 31,8% Flávio Bolsonaro

AtlasIntel/94 FM (29/5)

 

Paraíba

 

Lula 58% x 30% Flávio Bolsonaro

Big Time Real Data (27/5)

 

Pernambuco

 

Lula 62% x 30% Flávio Bolsonaro

Datafolha (29/5)

 

Alagoas

 

Lula 45% x 22% Flávio Bolsonaro

TDL Pesquisa (29/1)

 

Sergipe

 

Lula 62% x 26% Flávio Bolsonaro

Real Time Big Data (26/5)

 

Veja a seguir como foi o quadro de vitórias do líder petista contra Jair Bolsonaro nos nove estados do Nordeste no segundo turno das eleições de 2022:

 

Alagoas

 

Lula: 976.8 votos (58.68%)
Bolsonaro: 687.827 votos (41,32%)

 

Bahia

 

Lula: 6.097.815 votos (72,12%)
Bolsonaro: 2.357.028 votos (27,88%)

 

Ceará

 

Lula: 3.807.891 votos (69,97%)
Bolsonaro: 1.634.477 votos (30,03%)

 

Maranhão

 

Lula: 2.668.425 votos (71,14%)
Bolsonaro: 1.082.749 votos (28,86%)

 

Paraíba

 

Lula: 1.601.953 votos (66,62%)
Bolsonaro: 802.502 votos (33,38%)

 

Pernambuco

 

Lula: 3.640.933 votos (66,93%)
Bolsonaro: 1.798.832 votos (33,07%)

 

Piauí

 

Lula: 1.551.383 votos (76,86%)
Bolsonaro: 467.065 votos (23,14%)

 

Rio Grande do Norte

 

Lula: 1.326.785 votos (65,10%)
Bolsonaro: 711.381 votos (34,90%)

 

Sergipe

 

Lula: 862,951 votos (67,21%)
Bolsonaro: 421.086 votos (32,79%)

VÍDEO: “Lula fará um Dilma II em novo governo”, diz Caiado ao criticar setor fiscal de atual gestão
Fotos: Mauricio Leiro / Bahia Notícias / Fabio Rodrigues da Agência Brasil

O ex-governador de Goiás e terceiro pré-candidato a falar, nesta segunda-feira (22), no evento no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Ronaldo Caiado (PSD) criticou a condução macroeconômica do governo Lula da Silva (PT) e elogiou os investimentos e inovações do governo Geisel com o surgimento da Embrapa.

 

Ao analisar o atual cenário de endividamento e os riscos fiscais do país, o goiano disparou que "Lula fará um Dilma II em novo governo", afirma para a possibilidade de uma crise orçamentária profunda decorrente da falta de controle de gastos.

 

Confira o momento:

 

Caiado defendeu que o exercício da Presidência e a governabilidade de uma nação exigem, acima de tudo, "autoridade moral". Em discurso focado em desenvolvimento de longo prazo e responsabilidade fiscal, o governador relembra políticas econômicas do passado e compartilha sua própria experiência de ajuste nas contas goianas.

 

Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias 

 

O chefe do Executivo de Goiás iniciou sua fala exaltando os investimentos estratégicos na década de 1970, período da ditadura militar brasileira, apontando a falta de planejamentos estruturais duradouros nas últimas décadas no cenário nacional.

 

"A única política estruturante que o Brasil viu foi e 1975, ainda no governo [Ernesto] Geisel, quando se teve a criação da Embrapa e o desenvolvimento da cana-de-açúcar voltada para a geração de energia, com o Proálcool. A partir dali, você vê um país caminhar com tanta riqueza e tanto potencial", diz.

 

Para Caiado, o comando da nação requer uma postura de respeito e firmeza na articulação política, o que ele define como um dos principais desafios de um governante.

 

"É por isso que eu acho que, mais do que tudo, governar um país é algo de uma responsabilidade muito grande. Mas, para isso, tem que ter autoridade moral. Autoridade moral para poder chamar, convidar os presidentes dos Poderes e dialogar", argumenta.

 

Como exemplo prático de sua "filosofia de gestão", o governador resgatou o cenário de crise financeira que enfrentou ao assumir o governo de Goiás, detalhando como conduziu as negociações para contornar o endividamento do estado.

 

"Foi assim que eu fiz. Dessa maneira que pacificamos o Estado. Chamei todos os presidentes: do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da iniciativa privada, enfim... E disse: 'Olha, o Estado está quebrado, o Estado está bloqueado pelo Tesouro Nacional, e comuniquei a todos que vamos ter que cortar 25% do duodécimo', relata.

 

Caiado defendeu que a transparência na contabilidade pública e a definição clara das metas fiscais foram essenciais para garantir o apoio das demais instituições públicas, evitando assim disputas ideológicas prejudiciais à gestão. Apesar de não ter percebido, destacou um período de falta de clareza [ditadura militar] nos gastos públicos.

 

"Com isso, a discussão interna se acalma, sem levar o debate para a polarização. Fazendo um governo sério, enfrentando os problemas, sabendo resolvê-los e dando resultado, fazemos com que os benefícios cheguem de verdade à população", termina o governador.

Lula consolida distância sobre Flávio Bolsonaro; Confira a diferença dos números de cinco institutos diferentes
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Do dia 10 de junho até este sábado, 21, foram divulgadas cinco pesquisas com simulações de primeiro e de segundo turno sobre a disputa presidencial que acontecerá em outubro. No espaço de 11 dias, os institutos Genial/Quaest, BTG/Nexus, CNT/MDA, Futura/Apex e Datafolha divulgaram suas mais recentes sondagens e foram poucas as diferenças nos números apurados de intenções de votos nos dois principais concorrentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). 

 

Nos cenários de primeiro turno, o presidente Lula alcançou 42% como seu melhor resultado nas cinco pesquisas, e teve o índice de 39% como pior marca. Já o senador Flávio Bolsonaro observou uma distância maior entre o melhor resultado (34%) e o pior (28,2%). 

 

Em relação ao segundo turno, o presidente Lula aparece liderando sobre o senador do PL em todas as pesquisas. A vantagem de Lula varia dos 12,5% apurados pela CNT/MDA até a menor diferença que foi verificada pelo Datafolha, de apenas quatro pontos percentuais. 

 

Confira abaixo um resumo da disputa entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro nas simulações de primeiro e de segundo turno, de acordo com as cinco últimas pesquisas divulgadas nacionalmente.

 

1º Turno

 

            Quaest     BTG     CNT    Futura  Datafolha   

Lula         39%     42%   41,8%     42%     41%

Flávio      29%     33%   28,2%     34%    31%


2º Turno

 

            Quaest     BTG     CNT       Futura   Datafolha

Lula         44%     49%   49,3%     48,1%    47%   

Flávio      38%     43%   36,8%     42,9%   43%
 

Ipsos-Ipec: desaprovação de Lula segue alta, mas há melhora nas expectativas sobre a situação da economia
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Uma desaprovação alta que permanece estável, mas com pequenas melhorias na faixa de brasileiros que avaliam de forma positiva o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resultados acompanhados por uma melhora nas expectativas econômicas para os próximos meses. Em resumo, foi o que revelou a nova pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira (22). 

 

O levantamento mostrou que a avaliação negativa do governo Lula caiu dos 40% verificados em março para 38% agora em junho. Já a avaliação positiva subiu de 32% para 33% no mesmo período. Outros 28% avaliam o governo como regular.

 

A avaliação positiva do governo é mais elevada entre os eleitores que afirmam ter votado em Lula em 2022 (62%), moradores do Nordeste (47%), pessoas com ensino fundamental (47%), brasileiros com renda familiar de até um salário mínimo (41%) e católicos (38%).

 

Por outro lado, a avaliação negativa é mais acentuada entre os que declaram ter votado em Jair Bolsonaro em 2022 (74%), pessoas com renda superior a cinco salários mínimos (54%), evangélicos (49%), entrevistados com ensino superior (46%) e moradores da região Sudeste (44%).

 

A Ipsos-Ipec também mediu a aprovação da maneira como o presidente Lula governa o país. Segundo as respostas, 44% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 50% desaprovam. Outros 6% não souberam ou preferiram não responder.

 

Em março, os índices eram de 43% de aprovação e 51% de desaprovação. Os que não souberam ou não quiseram responder foram os mesmos 6% da pesquisa anterior.

 

Nas respostas sobre a confiança em Lula, 41% afirmam confiar no líder petista, número que era de 40% em março. Os que dizem não confiar em Lula são 56% dos entrevistados (mesmo índice da pesquisa anterior). Outros 3% não responderam.

 

No recorte sobre a situação da economia nos últimos seis meses, 41% responderam que a situação piorou, enquanto 30% disseram que permaneceu igual e 25% afirmaram que houve melhora. Na pesquisa divulgada em março pelo Ipsos-Ipec, 27% diziam que a situação havia melhorado, 28% responderam que estava igual e 42% que tinha piorado.

 

Em relação aos próximos seis meses, 36% dos entrevistados acreditam que a economia brasileira estará melhor, 32% avaliam que ela estará pior e 25% esperam estabilidade. Os números representam uma mudança em relação ao levantamento de março, quando os pessimistas eram maioria.

 

Melhor: 36% (eram 33%);
Igual: 25% (eram 23%);
Pior: 32% (eram 36%);
Não sabem ou não responderam: 7% (eram 8%).

 

A pesquisa Ipsos-Ipec ouviu 2.000 eleitores em 130 municípios presencialmente, de 13 a 17 de junho. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
 

VÍDEO: Zema confirma vinda ao 2 de Julho e aponta que “modelo Minas” o fará romper resistência no Nordeste
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (22) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), confirmou sua vinda ao tradicional desfile do 2 de Julho, em Salvador, data em que se celebra a Independência do país a partir da luta das forças nacionais no estado da Bahia.

 

A confirmação ocorreu após Zema ser questionado pelo portal Bahia Notícias sobre como pretende romper a resistência ao seu nome em regiões como o Nordeste, levando em consideração a falta de adesão local a candidaturas alinhadas ao seu partido no estado.

 


Confira a resposta:

 

O ex-governador de Minas Gerais demonstrou otimismo e relatou sua recente circulação por outros estados da região. "Fiquei três, quatro dias em Pernambuco e na Paraíba. Voltei ontem à noite, uma viagem, uma missão lá, um giro muito bom. Fiquei muito feliz com aquilo que eu vi lá, o polo de confecções de Caruaru e toda a região ali", relata.

 

Durante seu relato, Zema causou impacto ao comentar a situação da empregabilidade no Agreste pernambucano, apontando que, segundo relatos de empresários locais, há vagas abertas que não são preenchidas.

 

"Como eu falei, emprego existe lá no Agreste. O que tem hoje, infelizmente, são pessoas que não querem trabalhar, e os empresários de lá me reclamaram também. Quando eu falo alguma coisa, eu quero aqui fazer uma ressalva: eu nunca tiro ela da cartola não, geralmente é coisa que eu fui ver com quem tem envolvimento direto com o problema", justifica. 

 

O pré-candidato reforçou que pretende fazer uma campanha de caráter nacional, visitando todas as regiões, sem distinção ideológica. "Vou percorrer todo o Brasil, não vai ter região que eu não vá. Sei que algumas regiões são mais à esquerda, mais à direita, mas esse trabalho será feito indistintamente."

 

MINAS ENTERROU O PT?
Zema confirmou que sua agenda no Nordeste deve ser retomada muito em breve, embora tenha demonstrado hesitação temporária sobre as datas exatas de seus próximos compromissos. "Já tenho um retorno programado ao Nordeste na próxima semana... Eu vou estar lá. Aliás, é nesta semana? É nesta ou na próxima? É na próxima, exato, é na hora que eu confundo o que é a agenda", comenta.

 

A principal estratégia do político para conquistar o eleitorado nortista e nordestino será a apresentação dos resultados obtidos em sua gestão à frente do Executivo mineiro. O pré-candidato argumenta que seu modelo administrativo foi capaz de neutralizar a força de seus principais adversários políticos.

 

"E vou levar para o Nordeste, para o Norte, a proposta que já deu certo em Minas Gerais. Lá em Minas, para quem não sabe, não existe mais polarização. Lá, o PT não terá candidato ao governo do Estado este ano, não teve em 2022. Lá em Minas, o PT está enterrado por hora", conclui.

VÍDEO: Romeu Zema nega ligação com caso do Banco Master e alega ter “zero corrupção” na sua gestão
Fotos: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

Em evento realizado nesta segunda-feira (22) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), discursou para uma plateia de mais de mil representantes do setor industrial. Na sua fala, o ex-governador de Minas Gerais abordou temas de governabilidade, segurança e ética, além de questionamentos sobre sua relação com o Caso Master.

 

Veja declaração em vídeo:

 

Zema aproveitou a oportunidade para se distanciar publicamente de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. "Sou da mesma cidade do banqueiro criminoso. Nunca me encontrei com ele", alega o governador. 

 

A fala faz alusão ao financiamento de sua campanha de reeleição em 2022. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Henrique Vorcaro, pai de Daniel, realizou uma doação de R$ 1 milhão ao diretório estadual do Partido Novo em Minas Gerais durante o pleito daquele ano.

 

Em outra oportunidade, Zema ainda afirmou à imprensa que ninguém do partido Novo sabia da relação de "irmão" que Flávio Bolsonaro (PL) tinha com Daniel Vorcaro. Mesmo assim, o candidato do Novo tem sido um dos nomes mais críticos sobre o caso Master, chegando a criticar Jaques Wagner (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ambos com ligações suspeitas e investigadas pela Polícia Federal.

 

Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

 

PROMESSAS POLÍTICAS
Ao defender sua administração à frente do Executivo mineiro, que já soma sete anos e meio, Zema fez coro à ausência de escândalos em sua gestão e ironizou o noticiário político da capital federal.

 

"Nunca no meu governo, nos sete anos e meio, tivemos esquemas, corrupção, escândalos. O meu governo não foi um governo bom em gerar notícias como Brasília, que gera com tanta frequência. Ainda bem que tem Brasília para os jornais de Minas buscarem notícias, porque lá [em Minas] não teve nada de escândalo. Zero corrupção. Porque essa foi a marca", argumenta.

 

O pré-candidato reforçou a promessa de integridade pública: "E eu falei para todos os poderes de Minas, para o Ministério Público, Tribunal de Contas, Defensoria.. […] Eu estou aqui para fazer o certo. Não contem comigo nem com a minha equipe para fazer nada errado."

 

Traçando um paralelo com sua experiência no setor privado, Zema relembrou sua trajetória comercial pela Bahia e outros estados. "Conheço muito [o país], abri muitas lojas lá no sul da Bahia também", pontua, descrevendo Minas Gerais como um estado "totalmente heterogêneo".

 

O que para ele seria "diferente de outros estados que não têm tanta mistura assim, e quebrado", em relação à sua atuação na Bahia. Vale contextualizar que o pré-candidato do Novo será um dos confirmados, junto com o presidente Lula da Silva (PT), a participar do 2 de Julho em Salvador. 

 

Zema resumiu os objetivos dele para o estado em três pilares, que chamou de "choques". Estariam esses gestos em suas falas os seguintes:

  • Choque de moral, de credibilidade e de ética: "Esse é o primeiro ponto. Concordam que o Brasil precisa disso? Cheguei aqui ontem à noite e até que não senti cheiro de esgoto não, mas o que tem de esgoto aqui dá para inundar o restante do Brasil. Então, esse choque de credibilidade, esse choque ético é fundamental", asseverou.
  • Choque contra a gastança: O governador direcionou críticas diretas à atual gestão federal, propondo um "choque contra a gastança do Lula e do PT", cujos detalhes prometeu apresentar em breve.
  • Choque contra a criminalidade: Por fim, Zema defendeu um "choque contra a bandidagem, contra os criminosos".

 

Para Zema, seu desempenho em solo mineiro valida sua plataforma para o plano nacional, distanciando-se de Flávio Bolsonaro, nome mais firme da oposição nas pesquisas eleitorais. "Ser bem avaliado num estado com as contas em dia é uma coisa; num estado falido é outra história", projeta.

Após ação da PF contra Jaques Wagner, João Roma diz que ‘a lei não pode ter lado político’
Fotos: Mauricio Leiro / Bahia Notícias / Lula Marques / Agência Brasil

O presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.

 

O caso foi parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional e possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Em publicação oficial, Roma afirmou:

 

"Minha posição é a mesma de sempre: toda irregularidade deve ser apurada com seriedade, respeito ao devido processo legal e punição aos responsáveis. A lei não pode ter lado político. A Bahia merece verdade, transparência e respeito", diz o pré-candidato.

 

O ex-ministro do governo Bolsonaro também relacionou o episódio ao cenário político estadual e fez críticas à gestão petista na Bahia: "Em 2026, os baianos terão a oportunidade de decidir os rumos do nosso estado. Escolham com consciência. O futuro da Bahia está nas mãos de vocês. São 20 anos de PT na Bahia desse mesmo jeito", diz.

 

Roma reforçou o discurso de mudança política: "A Bahia cansou. O eleitor tem chance real de escolher representantes dignos, tanto para o Senado quanto para o governo. O futuro está na mão de vocês".

 

Foto: Moreira Mariz / Agência Senado
 

SENADOR NO MASTER
A operação contra Jaques Wagner (PT) ocorre em meio ao avanço das investigações relacionadas ao chamado Caso Banco Master. Para a Polícia Federal, há apurações sobre uma possível relação entre agentes públicos e integrantes do grupo empresarial ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, Wagner teria feito lobby em favor do banco Master.

 

Wagner nega irregularidades e afirma que não recebeu vantagens indevidas. Segundo as decisões judiciais divulgadas pela imprensa nacional, os investigadores apuram supostos benefícios que teriam sido destinados ao senador e pessoas próximas a ele.

 

O STF autorizou as buscas com base em elementos considerados suficientes para aprofundar as investigações, ressaltando que a medida não representa condenação nem oferecimento de denúncia.

 

A repercussão do caso alcança diferentes setores da política nacional. Reportagens publicadas nos últimos meses apontaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL) também teve seu nome mencionado em desdobramentos das investigações envolvendo Daniel Vorcaro, assim como o senador Ciro Nogueira (PP), que nega qualquer irregularidade.


A operação contra um dos principais líderes do PT no Congresso adiciona novos elementos ao debate político nacional e estadual, especialmente diante das articulações para as eleições de 2026. Aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jaques Wagner é uma das figuras centrais do grupo político que governa a Bahia.

 

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O vice-líder petista no Senado Federal também pede afastamento de Wagner: "Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas", escreve o mineiro Rogério Correia.

 

Confira abaixo:

Romeu Zema participará do desfile do 2 de Julho em Salvador, confirma Alexandre Aleluia
Fotos: Paulo Dourado / Bahia Notícias / Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), participará do tradicional cortejo cívico do 2 de Julho, em Salvador. A informação foi confirmada pelo vereador Alexandre Aleluia (Novo) nesta quarta-feira (17), em entrevista ao Bahia Notícias concedida nos corredores da Câmara Municipal de Salvador.

 

Segundo o parlamentar, a vinda do chefe do Executivo mineiro à capital baiana representará um momento importante para que ele estabeleça contato direto com o eleitorado local: "O 2 de Julho é uma data essencial. Acredito que ele será um dos poucos presidenciáveis presentes lá", avalia o vereador.

 

Aleluia informou que acompanhará pessoalmente a agenda do governador de Minas Gerais durante o desfile pelas ruas do Centro Histórico de Salvador. A comitiva também deverá contar com a presença de pré-candidatos a deputado federal do partido Novo na Bahia.

 

O desfile do 2 de Julho celebra a Independência do Brasil na Bahia, consolidada em 1823 após a expulsão das tropas portuguesas da província. Historicamente, o evento transcende o caráter cívico e serve como um dos principais termômetros políticos do Nordeste, atraindo anualmente lideranças políticas de destaque nacional.

Datafolha está nas ruas para nova pesquisa que pode consolidar cenário de liderança de Lula sobre Flávio Bolsonaro
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Depois da divulgação das pesquisas de intenção de voto da Genial/Quaest, da BTG/Nexus e da CNT/MDA, nesta quarta-feira (17) os pesquisadores do Datafolha estão nas ruas de todo o país para apurar a opinião dos brasileiros a respeito da corrida presidencial. O levantamento registrado pelo Datafolha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que as entrevistas seguem até a próxima sexta (19), data da provável divulgação dos resultados. 

 

Além das intenções de voto para a presidência da República, o Datafolha vai avaliar a aprovação do governo Lula, a percepção dos eleitores sobre temas como economia e segurança pública, além da avaliação dos principais pré-candidatos, os índices de rejeição eleitoral e cenários de primeiro e de segundo turno. 

 

O questionário do Datafolha também inclui perguntas sobre o impacto de um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a candidatos brasileiros. Os entrevistados responderão ainda se concordam ou discordam  que facções do crime organizado como PCC e CV devem ser classificadas como organizações terroristas pelo governo norte-americano.

 

Sobre esse tema relacionado ao governo Trump, o Datafolha vai indagar da população se a influência do senador Flávio Bolsonaro na decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas foi positiva ou negativa para o Brasil. 

 

Em relação aos cenários de primeiro e segundo turno das eleições presidenciais, a perspectiva é para saber se o Datafolha alcançará resultados parecidos com as últimas pesquisas divulgadas. A Genial/Quaest, por exemplo, apurou que no primeiro turno, o presidente Lula abriu uma distância de dez pontos sobre Flávio Bolsonaro, e de seis pontos na simulação de segundo turno.

 

Números próximos foram apurados pela mais recente pesquisa BTG/Nexus. Segundo o instituto, Lula abriu vantagem de nove pontos sobre Flávio no cenário de primeiro turno e de seis pontos no segundo.

 

Já a pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça (16) apresentou números ainda melhores para a candidatura de Lula. De acordo com o levantamento, o candidato à reeleição abriu 13,6% de vantagem sobre o senador do PL na simulação de primeiro turno, e 12,5% no cenário de segundo turno. 
 

Caiado diz que Flávio Bolsonaro não explicou relação com Vorcaro e perdeu capacidade de ganhar de Lula
Foto: Reprodução Youtube

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está perdendo a capacidade de vencer a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem pouco em experiência administrativa a oferecer ao eleitor brasileiro e ainda não deu explicações convincentes sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. 

 

As afirmações foram feitas pelo pré-candidato a presidente, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO), em entrevista concedida nesta terça-feira (16) ao site Poder360. Na conversa com o site, Caiado disse que Flávio Bolsonaro teria no momento um teto eleitoral insuficiente para derrotar o presidente Lula em uma eventual disputa de segundo turno. 

 

Segundo afirmou Caiado, as pesquisas mais recentes mostram que Flávio Bolsonaro perdeu capacidade de crescimento eleitoral depois da divulgação de áudios em que pede recursos ao dono do Banco Master para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, de acordo com o ex-governador, o senador se prejudicou com a proposta de tarifaço de 25% dos norte-americanos sobre produtos brasileiros.

 

“Com os últimos acontecimentos, Flávio está perdendo essa capacidade de vencer o Lula no 2º turno. Isso é uma análise das pesquisas. Mostram que ele pode até chegar ao 2º turno, mas terá condições de virar? O que as pesquisas mostram é que essa distância aumenta”, afirmou.

 

Ronaldo Caiado explicou na entrevista que a comparação da sua experiência como governador durante os últimos sete anos com a trajetória dos demais candidatos da direita pode levá-lo a ganhar espaço nas pesquisas ao longo da campanha. 

 

“O Flávio tem um recall muito forte por levar o nome do pai, que foi a maior liderança da centro-direita em capacidade de mobilização. Mas o eleitor vai começar a assistir aos debates e comparar experiência, resultados e trajetória. É isso que vai definir a eleição”, coloca Caiado.

 

Perguntado sobre as explicações dadas por Flávio Bolsonaro sobre os contatos com Daniel Vorcaro, Caiado disse que as justificativas dadas por ele não convenceram o eleitor. “Se tivesse sido suficiente, ele teria mantido a posição que tinha. O resultado está aí. Ele teve queda nas pesquisas”, esclareceu o pré-candidato. 

 

Questionado ainda pelo Poder360 sobre quais ações implementaria para melhorar a condição fiscal brasileira, Caiado afirmou que, se for eleito presidente, adotará uma redução imediata de 25% nos orçamentos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Esta, segundo ele, seria uma das suas primeiras medidas para enfrentar o desequilíbrio fiscal do país. 

 

De acordo com Caiado, o ajuste fiscal deveria começar pela estrutura do próprio Estado para garantir credibilidade antes da adoção de outras medidas econômicas. 

 

“O primeiro passo é dar exemplo. Como eu fiz em Goiás: cortar na carne. Cortar no Executivo, no Legislativo, no Judiciário, nos tribunais, em todos. Um corte imediato de 25% para poder ter credibilidade e avançar em outras correções”, declarou o ex-governador.

 

“Um governo não pode exigir sacrifícios da população sem antes reduzir seus próprios gastos”, completou Caiado.

 

Segundo ele, a atual carga tributária brasileira não comportaria novos aumentos de impostos. “O brasileiro já está com uma carga tributária de 34,2%. Não existe mais espaço para aumentar impostos”, disse o pré-candidato a presidente pelo PSD.
 

Delegado Arthur Gallas confirma pré-candidatura ao Congresso e destaca: “O sistema está montado para não dar resultado”
Foto: Redes sociais

A Bahia deve contar com mais um candidato vinculado às forças de segurança pública nas eleições de 2026. O delegado da Polícia Civil da Bahia, Arthur Gallas (Republicanos), confirmou a pré-candidatura a uma vaga na Câmara dos Deputados. Em entrevista ao Bahia Notícias, nesta terça-feira (16), o servidor de carreira do Estado destacou que os mais de 30 anos de carreira forneceram a experiência necessária para compreender as necessidades do sistema de segurança da Bahia.

 

“O que me motivou basicamente foi ter a visão de dentro do sistema de segurança pública, de que o que a gente está fazendo não tem como alcançar êxito se não houver mudanças acima. O sistema está montado para a polícia não dar resultado. Então, é uma coisa que me preocupa muito, inclusive pensando em meus filhos, em meus netos. É como é que vai ficar a sociedade daqui para frente?”, diz.

 

O delegado, que é presidente das Comissões de Titulação e Investigação Social da Polícia Civil, revela que, a partir desse posicionamento, ele foi convidado pelo ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, para compor o grupo da oposição. Filiado ao Republicanos, Gallas destaca que sua pré-candidatura foi estruturada como uma “dobradinha” da segurança pública, ao lado de Douglas Pithon, que sairá candidato a deputado estadual na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

 

“Temos a mesma formação, a mesma base, pensamos da mesma forma e, em razão disso, a ideia é que ele atue na Assembleia Legislativa e eu no Congresso Nacional”, revela. No que diz respeito aos temas defendidos na campanha, Arthur Gallas aponta que eles devem perpassar, principalmente, a valorização dos servidores da segurança.

 

Segundo ele, “as soluções hoje são todas muito voltadas para a tecnologia, essa coisa de câmera e reconhecimento facial, de ferramentas de inteligência". "Obviamente que tudo isso é necessário, mas se não tiver um policial, um ser humano capacitado para agir, a polícia não consegue dar resultados”.

 

Como um dos coordenadores de cursos da Academia da Polícia Civil da Bahia (ACADEPOL), o pré-candidato destaca que a intenção da sua candidatura é interceder por uma mudança estrutural nos formatos das secretarias de segurança pública e do Judiciário.

 

“Tem casos que se ouve falar, inclusive fora da Bahia, de o cidadão ser preso 86 vezes, ser preso 54 vezes e continuar sendo solto em audiência de custódia”, exemplifica. “Basicamente, o que a gente vai ter que tentar mudar é a questão dessa coisa do viés de ressocialização. Tem que trocar um pouco isso. Não estou dizendo que não vai ressocializar o cara que comete crimes, mas se ele não tiver a certeza de que vai ser punido pelo crime que cometeu, isso vai ser cada vez mais um estímulo”, garante o delegado.

 

Para Gallas, “tem que criar um sistema em que ele pense mil vezes antes de cometer um crime, porque ele vai ter a certeza de que vai ser alcançado e, sendo alcançado, vai perder boa parte da vida dele preso, mas preso numa cadeia dura”. Ao BN, ele explica que a intenção da dobradinha é que, justamente, esses temas possam ser abordados em nível nacional e estadual em conjunto.


Ele sustenta que, ao olhar para a valorização dos profissionais como fortalecimento do sistema de segurança pública, a Bahia e vários outros estados sofrem com um problema importante: o piso salarial da categoria.

 

“Só que não consegue resolver o problema porque o cara faz o concurso aqui e em outros estados. Na Bahia – que tem o segundo pior salário do Brasil –, rapidamente ele passa em outro concurso e vai embora, não fica aqui. Então, você não consegue resolver o problema. A Bahia está eternamente com um efetivo antigo, já há muito tempo, porque os novos, daqueles que entram, boa parte, em pouquíssimo tempo, vai para outro lugar por conta do salário”, explica o delegado.

 

Arthur Gallas diz que esses e outros temas serão debatidos efetivamente durante a campanha eleitoral, que deve ser focada na capital baiana e na região metropolitana. “O nosso foco principal é Salvador e região metropolitana, que é onde nós somos mais conhecidos. Outro foco é com o servidor policial, que nos conhece, sabe da nossa forma de proceder, inclusive como gestor”, destaca.

 

Tendo iniciado a carreira em Camamu, no Baixo Sul do estado, o delegado também aponta para uma inserção nas maiores cidades do estado. “Esperamos que, além de Salvador e RMS, nós consigamos também estar inseridos em alguns locais de maior concentração populacional, como as maiores cidades do interior, a exemplo de Feira, Conquista, Juazeiro, Itabuna e Valença”, explica.

 

Entre os colegas da segurança pública estadual, o pré-candidato explica que busca uma identificação pelo fato de que a dupla, formada por ele e Douglas Pithon "não é política". Nós estamos nos entregando ao mundo da política, que é um mundo completamente fora do nosso, mas apresentando um perfil técnico, profissional, da área de segurança, para que possamos, enquanto políticos, auxiliar na solução dos problemas da violência”, ressalta.

 

Na campanha, a expectativa é de que a mensagem de mudança e possibilidade de renovação da política de segurança pública chegue àqueles que são mais afetados pela violência no estado. “A gente está representando aí uma mudança, um novo, e com a bandeira que é a bandeira principal hoje da sociedade. Eu acho que o nosso desafio, enquanto pré-candidato e enquanto candidato, é conseguir fazer com que essa nossa mensagem chegue naquelas pessoas que estão sendo oprimidas nas comunidades”, conclui.

Futura/Apex confirma liderança consolidada de Lula sobre Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Em um cenário próximo ao que foi apresentado pela pesquisa BTG/Nexus, um novo levantamento divulgado nesta terça-feira (16), desta vez da Futura/Apex, mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando as simulações de primeiro e segundo turnos com vantagem sobre seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

 

No principal cenário de primeiro turno da Futura/Apex, Lula aparece com 7,5% à frente do senador do PL. Já na pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda (15), o presidente Lula apareceu com nove pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro.

 

Confira abaixo o principal cenário de primeiro turno da Futura/Apex:

 

Lula (PT) - 41,6%
Flávio Bolsonaro (PL) - 34,1%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,5%
Romeu Zema (Novo) - 3,5%
Renan Santos (Missão) - 2,3%
Joaquim Barbosa (DC) - 2,1%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1,1%
Augusto Cury (Avante) - 0,9%
Brancos/nulos - 6,3%
Não sabe - 3,7%

 

A proximidade dos números das pesquisas Futura/Apex e BTG/Nexus aparece também no cenário em que é testada a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Enquanto no BTG/Nexus Lula vence o segundo turno com 6% de distância para Flávio, essa diferença vai para 5,2% no levantamento Futura/Apex. 

 

O estudo Futura/Apex também simulou outros dez cenários de segundo turno para a eleição presidencial, incluindo disputas com Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Tereza Cristina (PP), Michelle Bolsonaro (PL) e Fernando Haddad (PT).

 

Confira abaixo como ficaram as simulações de disputas de um eventual segundo turno, com Lula e sem Lula:

 

Lula 48,1% x 42,9% Flávio Bolsonaro

Lula 45% x 36,3% Ronaldo Caiado

Lula 48,5% x 34,9% Romeu Zema

Lula 48,3% x 30,8% Renan Santos

Lula 48,5% x 29,2% Tereza Cristina

Lula 48% x 42,4% Michelle Bolsonaro

Flávio Bolsonaro 40,5% x 30,3% Romeu Zema

Flávio Bolsonaro 40,3% x 32,4% Ronaldo Caiado

Flávio Bolsonaro 42% x 29,2% Renan Santos

Flávio Bolsonaro 43,9% x 38,9% Fernando Haddad

Romeu Zema 30% x 29,7% Ronaldo Caiado

 

A pesquisa Futura/Apex entrevistou 2.000 pessoas em 861 municípios em todo o território nacional, de 8 a 12 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. Está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-01461/2026. 
 

VÍDEO: Após deputada Júlia Zanatta ser cotada para vice de Flávio, candidato do Missão ironiza postagem: “parem de facilitar”
Fotos: Reprodução / Canal do Youtube do MBL / Agência Brasil

O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, utilizou as redes sociais para ironizar a possibilidade de a deputada federal Júlia Zanatta (PL) ser indicada como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Ao compartilhar um vídeo publicado pela própria parlamentar, Santos legendou: "Parem de facilitar, eu quero ter algum mérito na vitória."

 

Confira o vídeo:

 

A indicação de Júlia Zanatta foi defendida na última semana pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que destacou a "lealdade" da parlamentar como uma das principais credenciais para ocupar o posto. Relembre manifestação de apoio:

 

Em uma publicação oficial em seu perfil de deputada, Júlia Zanatta escreveu: "Haverá sinais de que o Brasil tem jeito." Para Renan Santos, que aparece tecnicamente empatado com os ex-governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado na mais recente pesquisa Quaest, Flávio Bolsonaro tende a enfrentar desgaste político ao longo da corrida pelo Palácio do Planalto.

 

QUEM É ELA?
Júlia Zanatta é deputada federal por Santa Catarina e está em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Filiada ao Partido Liberal (PL), tornou-se uma das principais vozes conservadoras da bancada bolsonarista no Congresso Nacional.

 

A parlamentar ganhou projeção nacional por sua atuação em pautas relacionadas à liberdade de expressão, segurança pública e costumes de cunho moral. Nas redes sociais, mantém forte presença digital e costuma mobilizar apoiadores em defesa das bandeiras da direita.

 

Recentemente, a deputada ficou conhecida por sua postura mais radical dentro do partido. Atuando na linha de frente contra o fim da escala 6x1, envolvidas em embates na comissão da mulher, acusação de panfletagem pró-Trump e também por ser uma das pessoas que ocupou a mesa da presidência da Câmara dos Deputados. 

 

BASTIDORES DO PL
O Partido Liberal (PL) ainda não definiu oficialmente quem ocupará a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro. No entanto, em maio, o pré-candidato sinalizou que tem preferência por uma mulher para compor a candidatura.

 

Além de Júlia Zanatta, outros nomes femininos estão sendo avaliados pelas lideranças partidárias. Segundo apuração de bastidores publicada pelo jornal O Globo, entre as cotadas estão:

  • Tereza Cristina, senadora pelo PP de Mato Grosso do Sul;
  • Simone Marquetto, deputada federal pelo PP de São Paulo;
  • Priscila Costa, pré-candidata ao Senado pelo Ceará.
BTG/Nexus: Lula abre margem de 9 pontos para Flávio Bolsonaro nas intenções de voto 
Foto: Ricardo Stuckert-PR / Carlos Moura-Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece na liderança em número de intenções de voto na corrida eleitoral deste ano. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (15), por meio da pesquisa BTG/Nexus, o petista chega a abrir uma margem de 9 pontos frente ao senador Flávio Bolsonaro (PL). 

 

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.017 eleitores por telefone (via CATI), entre os dias 12 e 14 de junho. A margem é de 2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-06645/2026. 

 

Em análise de voto espontâneo, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Lula foi citado como o candidato de 36% dos eleitores. Flávio Bolsonaro aparece em seguida com 27% das respostas. O presidente do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos aparece em terceiro lugar, com 3% das intenções de voto. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparececem, respectivamente com 1%. 

 

Nas demais respostas, 24% dos entrevistados não respondeu ou não sabia. 3% disseram que otariam nulo ou branco e 4% citaram outros candidatos. 

 

Já em cenário estimulado, quando são apresentados os nomes dos candidatos, Lula aumenta a margem de liderança. Segundo o levantamento, o atual presidente chegou a 42% dos votos, frente a 33% do senador carioca. Ronaldo Caiado também avançou nesse formato, indo a 4% das intenções de voto, empatado com Renan Santos. Romeu Zema, Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) também aparecem empatados com 2%. 

 

Aécio Neves e Cabo Daciolo pontuam com 1% das intenções de voto, cada um. 5% dos entrevistados responderam que votariam nulo ou branco e 3% não souberam responder. 

 

2º TURNO
No segundo turno, a liderança do presidente Lula segue mantida. Em cenário estimulado de entrevista, o levantamento BTG/Nexus avaliou o desempenho do petista frente a Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Lula venceria em todos os cenários. 

 

Contra Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Lula chegou a registrar 49/5 dos votos, contra 43% do senador, o equivalente a 6 pontos de diferença. 8% dos entrevistados responderam que votariam branco ou nulo e 1% não souberam. 

 

No cenário contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula também aparece com 49% dos votos, frente a 39% do adversário. Brancos e nulos foram 11% e 1% não souberam responder. 

 

O terceiro cenário, contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente Lula aparece com 48% dos votos, frente a 39% do governador do Goiás. Brancos e nulos são 11% e 2% dos entrevistados não souberam responder. 

 

Já contra Renan Santos, Lula mantem o mesmo número, e o candidato do MBL aparece com 36% das intenções de voto. 13% dos entrevistados responderam que votariam branco ou nulo e 2% não souberam. (Reportagem atualizada às 09h03)

Lula pede que seleção jogue com garra e chute a gol; Flávio diz que petista só usa camisa do Brasil em eleição e Copa
Foto: Reprodução Redes Sociais

Os dois principais candidatos a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), fizeram postagens em suas redes sociais sobre a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026, que acontece neste sábado (13). Entretanto, enquanto Lula procurou mandar um recado de otimismo ao time brasileiro, Flávio Bolsonaro preferiu criticar o seu adversário e dizer que ele só veste as cores do Brasil em época de Copa. 

 

Vestido com a camisa da seleção, Lula mandou um recado ao técnico do time, Carlo Ancelotti, e aos jogadores, ao pedir que a equipe jogue “pensando no povo brasileiro”.

 

“O que vale é a garra! O que vale é a coesão do time, a unidade do time, a a harmonia do time. Eles têm que estar bem, eles têm que estar motivados e eles têm que jogar pensando no povo brasileiro, que está precisando de uma vitória. Se você conseguir isso, Ancelotti, você vai virar o nosso herói”, afirmou o presidente.

 

Segurando uma bola de futebol e com um broche na camisa onde se lê “O Brasil é dos brasileiros”, o presidente Lula pediu que os jogadores joguem com alma e chutem a gol para conseguir a vitória sobre a seleção do Marrocos.

 

“Time você tem, a Copa do Mundo a gente não disputa, a gente ganha! A gente não tem que ir pra disputar, a gente tem que ir para ganhar. “E lembrar de uma coisa: o que vale é chutar a bola no gol do adversário e ela entrar. O que vale é bola no gol do adversário, então sempre que puder chute! Pelo amor de Deus, chute!”, afirmou.

 

Já o senador Flávio Bolsonaro postou um vídeo que é aberto com a frase “Lula e o PT usam verde e amarelo apenas nos momentos da eleição e da Copa do Mundo”. O vídeo, que reproduz o jingle “Vem com fé”, da campanha presidencial, não chega a se referir diretamente ao jogo do Brasil, mas afirma que a camisa verde e amarela seria vestida por ele e pelo pai, Jair Bolsonaro, “a vida inteira”. 

 

Na legenda que acompanha o vídeo, Flávio Bolsonaro faz uma rápida referência à Copa do Mundo: “Vamos para cima, Brasil, porque com o pé direito tudo dá certo: na vida, na política e, claro, no gol”. 

 

A Seleção Brasileira entrará em campo a partir das 19h (de Brasília) contra o Marrocos no Estádio de Nova York e Nova Jersey, que também será palco da final do Mundial.
 

VÍDEO: Flávio Bolsonaro chama uniforme da Seleção de "camisa do Bolsonaro" e acirra disputa com Lula às vésperas da Copa
Fotos: Ricardo Stuckert / Redes Sociais de @lulaoficial @flaviobolsonaro

O uso da tradicional camisa verde e amarela da Seleção Brasileira de futebol voltou a ser mais novo palco de disputa simbólica na corrida presidencial. Em evento no Pará nesta quinta-feira (11), na véspera da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) travam um embate direto pela apropriação das cores nacionais.

 

Confira em vídeo:

 

Durante agenda de pré-campanha de Flávio Bolsonaro no Pará. Em discurso direcionado a apoiadores que vestiam o uniforme da Seleção, o senador corrigiu um ato falho na sua fala e chamou a vestimenta de "camisa do Bolsonaro".

 

"A Copa do Mundo começa hoje. E a gente vai torcer [pelo] Brasil. A gente vai botar a camisa do Br... do Bolsonaro que vocês estão vestindo aí", corrige o parlamentar. Na ocasião, Flávio também acusou o atual presidente de tentar "roubar" a bandeira nacional e criticou a gestão petista.

 

Nas redes sociais, o presidente Lula (PT) publicou uma imagem utilizando o uniforme da Seleção sob a legenda "o Brasil é dos brasileiros". O próprio Flávio usa uma camisa azul com a frase "A Amazônia é dos brasileiros", logo após críticas sobre vira-latismo do presidente e opositores no jogo político nacional. 

 

A estratégia discursiva nacionalista tem sido adotada pelo Palácio do Planalto para responder à recente decisão do governo de Donald Trump de impor novas tarifas alfandegárias sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.

 Augusto Cury fala sobre propostas focadas em saúde mental, educação integral e valorização policial
Fotos: Liz Barretto / Bahia Notícias / Antônio Cruz / Agência Brasil

O psiquiatra e pré-candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), detalhou as diretrizes de seu plano de governo. Com uma plataforma focada no que chama de "pacificação das pessoas", Cury defende em entrevista ao Bahia Notícias propostas voltadas para a saúde mental, o acolhimento de neurodivergentes e a reestruturação da educação básica.

 

Amparado por sua carreira na literatura, Cury se apresentou como um autor com inserção internacional para defender uma abordagem focada em "três pilares centrais": a pacificação, o foco na dor das pessoas e a busca por soluções práticas.

 

"Trabalho com a prevenção de suicídio na China, Europa, Japão. Quero ser a voz cansada da polarização pelas centenas de pessoas que não aguentam mais famílias divididas", argumenta o pré-candidato.

 

Diante de um cenário eleitoral marcado pelas taxas de rejeição entre o "antipetismo" e o "antibolsonarismo", o pré-candidato defendeu uma mudança no comportamento da classe política como primeiro passo para a pacificação do país.

 

"Se os vários partidos criticam os outros, isso é comum, um digladia o outro. Quer destruir o outro indica que o projeto de ego é mais importante que o projeto de nação. Temos que aprender a elogiar três vezes mais do que criticamos. É um modo elegante de educar e de construir. O mundo todo não faz isso, tenho sido uma voz solitária em os mais diversos continentes com voz da pacificação", diz Cury.

 

O principal pilar da agenda de saúde pública proposta por Augusto Cury é o cuidado com a saúde mental da população, com atenção especial ao contingente de pessoas neurodivergentes no país.

 

"Temos 32 milhões de neurodivergentes e ninguém fala sobre isso. Nós temos que abraçá-los. E que candidato fala do foco na dor? Precisamos garantir um tratamento multidisciplinar para essas pessoas", defendeu o médico.

 

Para a área de educação, o pré-candidato criticou as atuais condições de trabalho dos docentes brasileiros e defendeu que o desenvolvimento do país depende de uma reforma estrutural e curricular no ambiente escolar. "A dor dos professores é grande. A educação tem que ser em tempo integral, nenhum país se desenvolveu sem educação em tempo integral", diz.

 

Cury propõe a implementação de novos componentes curriculares com foco no desenvolvimento socioemocional e profissional dos jovens, como forma de prevenção a vícios modernos e substâncias entorpecentes.

 

"Com aulas de gestão financeira, empreendedorismo, os adultos têm medo de falar em público. Precisam de aulas de oratória, empreendedorismo, gestão financeira e filosofia. Para prevenir drogas como [o vício em] celular e o tempo dela, e as drogas químicas, cocaína, crack e outras. A educação em tempo integral é uma proteção para essas pessoas com um novo currículo escolar", explicou o pré-candidato.

 

O candidato do Avante também incluiu em suas propostas de segurança pública e o apoio aos agricultores brasileiros. No campo da segurança, ele defendeu a melhora geral das forças policiais, pontuando que desvios de conduta devem ser tratados como exceção.

 

"O erro de 2% dos policiais não pode comprometer a imagem dos policiais. No Brasil, invertemos os valores", alega Cury, ressaltando que policiais que cometem crimes devem ir para a cadeia, mas a instituição deve ser valorizada.

 

Ao concluir a apresentação de suas propostas, o pré-candidato reforçou que seu projeto político é movido por um propósito de doação ao país. "Não dependo do poder, ser presidente é um oásis. É uma doação para o Brasil, o amor é a fonte da pacificação", alega.

Augusto Cury minimiza divergências no Avante da Bahia e defende jogo democrático
Fotos: Liz Barretto / Bahia Notícias / Avante Bahia

O escritor e pré-candidato pelo Avante, Augusto Cury, comentou em entrevista ao portal Bahia Notícias sobre as articulações dos nomes baianos do partido nesta quinta-feira (11). Para o escritor, as diferentes alianças regionais fazem parte do jogo democrático, mesmo diante do cenário em que ele disputa o cargo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), figura com a qual o Avante baiano possui uma associação de aliados.

 

Ao ser questionado sobre a situação da legenda na Bahia, afinal o presidente do partido, Ronaldo Carletto foi indicado pelo ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), para assumir a sua suplência na vaga ao Senado, Cury afirmou avaliar o cenário com tranquilidade devido ao contexto democrático.

 

"A beleza da democracia não está na unanimidade de ideias; unanimidade só existe nas ditaduras. A divergência, reitero, é a beleza da democracia. O Ronaldo tranquilamente pode seguir o que ele quiser, porque quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo", discursa o pré-candidato.

 

Apesar das divisões nas alianças majoritárias, o escritor destacou que possui apoiadores dentro do próprio Avante na Bahia. Como exemplo, citou o deputado federal Pastor Sargento Isidório. Segundo Cury, o parlamentar está totalmente comprometido com seu projeto político, o qual definiu como focado na pacificação, na atenção às dores das pessoas e na busca por soluções para o país.

 

O pré-candidato encerrou reforçando sua postura de serenidade institucional frente às divergências partidárias. "Eu sou, mais do que ninguém, extremamente tranquilo. A democracia precisa de um oxigênio, e o oxigênio é a liberdade de expressão. E o oxigênio da liberdade de expressão é ter ideias e lutar por elas, sem colocar quem tem ideias diferentes como inimigos a serem abatidos", termina o nome do Avante.

The Board Eleições 2026: juristas e jornalistas analisam cenário político em Salvador
Foto: Divulgação

Está marcado para o dia 11 de junho, no International Trade Center, em Salvador (BA), o evento “The Board – Eleições 2026”. A iniciativa, promovida pela Tiago Ayres Academy, reunirá especialistas do Direito, da comunicação, do marketing, do jornalismo e da estratégia para discutir os movimentos que devem definir o próximo ciclo eleitoral.

 

Entre os palestrantes confirmados estão os juristas Adriano Soares da Costa e Diogo Rais, a advogada Francieli Campos, com atuação em aspectos jurídicos da inteligência artificial, o marqueteiro Paulo Maneira, e os jornalistas Victor Pinto, Flávio Sande e Fernando Duarte, que têm se dedicado à análise do cenário político.

 

A programação abordará temas como advocacia eleitoral, redes sociais, núcleos de campanha, desinformação, imprensa, jogadas político-jurídicas, instituições e o fenômeno regulatório. De acordo com a organização, as inscrições seguem abertas. O evento é descrito como “o tabuleiro que antecipa o jogo”.

Mais de 65% dos brasileiros afirmam que Flávio Bolsonaro errou ao pedir dinheiro para Daniel Vorcaro
Foto: Reprodução Redes Sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) errou ao pedir dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa foi a visão da grande maioria dos entrevistados da nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). 

 

De acordo com a pesquisa, 65% disseram que o candidato a presidente do PL errou ao pedir cerca de R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro para financiar o filme. Já para 17% dos entrevistados pela Genial/Quaest, Flávio Bolsonaro acertou em pedir o financiamento e não viram nada demais na situação. 

 

Em outro questionamento da pesquisa, 60% disseram que, pelo que foi ouvido até aqui, consideraram suspeitas as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Outros 19% acreditaram que as relações entre o senador e o banqueiro foram “normais”, e 21% não sabem ou não responderam. 

 

A Genial/Quaest também perguntou aos brasileiros se o presidenciável Flávio Bolsonaro poderia estar escondendo algum tipo de envolvimento ilegal no caso do Banco Master. Para 58%, Flávio poderia sim estar escondendo informações e ilegalidades, enquanto 27% negaram que ele estivesse envolvido em algo ilegal. 

 

A percepção de que o senador Flávio Bolsonaro “errou” na sua relação com Vorcaro foi majoritária entre lulistas (76%), esquerdistas não lulistas (87%), independentes (67%) e direitistas não bolsonaristas (53%). Entre os bolsonaristas, houve empate entre quem considerou que o pré-candidato devia ter evitado pedir financiamento e quem não viu nada de mais na negociação: 42%.

 

Outro recorte da pesquisa mostrou que 62% dos entrevistados acreditam que o senador do PL sabia que Vorcaro estava envolvido em corrupção, e mesmo assim pediu dinheiro a ele para o filme. Para outros 26%, Flávio Bolsonaro não sabia que Vorcaro seria corrupto.

 

O instituto Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, a pesquisa foi registrada junto à Justiça Federal sob o número BR-07661/2026.
 

Lula ganha vantagem de 6 pontos e venceria Flávio Bolsonaro no 2° turno, diz pesquisa Genial/Quaest
Foto: Agência Brasil

 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma vantagem frente ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral. Isso é o que apontam os dados da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10). Em simulação de um segundo turno, Lula venceria o rival por 44% a 38% dos votos, uma margem de seis pontos. 

 

A Quaest ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais feitas de 5 a 8 de junho. O nível de confiança das estimativas é de 95%, e a margem de erro máxima prevista é de cerca de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada sob o código BR-07661/2026.

 

O levantamento é o primeiro do instituto após a divulgação do caso Dark Horse. Nas respostas, cerca de 14% dos entrevistados disseram que votariam branco, nulo ou não votariam, enquanto 4% estariam indecisos. 

 

Em comparação ao mês de maio, Lula, que aparecia com 42%, teve uma evolução de dois pontos percentuais, enquanto Flávio Bolsonaro recuou três pontos, considerando que ele chegou a 41% das intenções de voto na época. Os indecisos eram 3%.

 

O levantamento também testou os nomes de Renan Santos (MBL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) em cenários alternativos de segundo turno contra Lula. O petista bate o pré-candidato do partido do MBL com 45% a 31%, e Zema e Caiado, por 45% a 35%

 

PRIMEIRO TURNO

Já em cenários de primeiro turno, a Quaest retirou os nomes de Aldo Rebelo, expulso do DC, e Hertz Dias (PSTU), e testou, de forma inédita, as possíveis candidaturas de Aécio Neves (PSDB), Edmilson Costa (PCB), Joaquim Barbosa (DC) e Heró Bezerra (PRTB).

 

Nesse cenário, Lula ainda lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 29%. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 3%. Aécio e Romeu Zema (Novo) têm 2%, e Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) aparecem com 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram.

 

REJEIÇÃO

A pesquisa também avalia os índices de rejeição dos candidatos. Lula e Flávio seguem na liderança. Entre os entrevistados, 53% dizem que conhecem e não votariam no pré-candidato do PT, enquanto 56% também afirmaram conhecer e não votar no senador Flávio Bolsonaro. 

 

Já Aécio tem rejeição de 54%, Zema, de 29%, Caiado, de 32%, e Renan, de 20%, e Joaquim Barbosa, 17%. Augusto Cury aparece com 16%, Edmilson Costa, com 9%; Heró Bezerra, com 10%; Hertz Dias, com 8%, e Samara Martins, 10%.

VÍDEO: Paulo Câmara defende João Roma como senador da oposição em 2026 e minimiza ausência de ACM Neto
Fotos: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

O deputado estadual Paulo Câmara (PL) marcou presença nesta terça-feira (9) na 20ª edição da Bahia Farm Show, realizada no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano. Em entrevista concedida ao portal Bahia Notícias, o parlamentar avaliou o avanço do setor agropecuário e analisou o cenário de articulação política da oposição, tanto no âmbito estadual quanto no nacional.

 

Confira em vídeo:

 

Ao ser questionado sobre a movimentação política no evento (que nesta terça-feira contou com a presença do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro), Câmara comentou sobre a ausência do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.

 

De acordo com o deputado, a ausência pontual foi exclusivamente a um choque de compromissos, adiantando que o aliado estará no local na próxima sexta-feira. Câmara ressaltou que a presença do ex-ministro João Roma (PL) já consolida o alinhamento das forças oposicionistas.

 

"O Roma está aqui presente, o que encerra qualquer mistério. Ele é o senador da nossa chapa, então, por si só, isso já configura o apoio mútuo. Para mim, a situação é muito natural e clara. O nosso objetivo principal é apresentar à Bahia um novo projeto e um modelo de gestão alternativo, contestando os 20 anos de governos do PT", responde.

 

Frequente no evento desde 2017, o deputado Câmara parabenizou a organização pelas duas décadas de história e enfatizou a expansão física e comercial da feira. "Estou vendo o progresso e o crescimento. Este ano, tivemos quase 40% de aumento da feira e quase 40% de aumento do espaço físico", celebra.

 

Ele relembrou o trabalho desenvolvido pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e agradeceu a parceria com o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Maraba (PP).

 

O parlamentar reforçou a relevância econômica da cidade no cenário nacional, classificando-a como a "capital do agro" e uma referência em gestão pública. Segundo ele, o agronegócio representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia e do Brasil.

 

"É uma grande referência, sendo a terceira maior feira do agronegócio. No ano passado, movimentou quase R$ 10 bilhões, e a perspectiva para este ano é superar essa marca", afirmou. Ele acrescentou que, como deputado estadual que defende a bandeira do agro, faz questão de acompanhar a modernização do setor, essencial para a geração de emprego e renda no estado.

 

PL BAIANO
No campo das disputas proporcionais, o deputado demonstrou otimismo quanto ao crescimento do Partido Liberal (PL) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). O plano da legenda é ampliar substancialmente sua bancada na próxima legislatura.

 

"O PL está muito bem estruturado, com uma perspectiva de conquistar entre seis e sete cadeiras. É um partido orgânico, que já possui representatividade e trabalha para fortalecer a atuação do presidente João Roma, tanto na montagem da chapa de deputados estaduais quanto federais", explica o parlamentar. 

 

Paulo Câmara concluiu, afirmando que o PL deve ser uma das grandes surpresas do próximo pleito, saltando dos atuais quatro deputados para até sete representantes, grupo no qual ele espera estar inserido para dar continuidade ao seu mandato.

Mesmo com o caso "Dark Horse", Flávio ganhou mais seguidores que Lula, mas ambos perdem para Renan Santos
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil, redes sociais e divulgação PL

Depois que o site Intercept Brasil revelou, em 13 de maio, áudios que mostraram as conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, com pedidos de dinheiro para o filme “Dark Horse”, o pré-candidato do PL a presidente experimentou uma forte redução no fluxo de conquista de novos seguidores em suas redes sociais. 

 

Um levantamento da empresa Solon Data, entretanto, mostra que mesmo com essa redução, Flávio Bolsonaro ainda ganhou mais seguidores do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos 30 dias, embora ambos tenham perdido, no mesmo período, para o presidenciável do partido Missão, Renan Santos.

 

A pesquisa Solon Data mostra inclusive que Renan Santos foi o político brasileiro que mais ganhou novos seguidores no último mês: 445 mil. Renan está à frente de Flávio Bolsonaro, que agregou 374 mil novos seguidores às suas redes. Para se ter uma ideia da redução na conquista de novos seguidores por Flávio, entre os meses de março e abril, ele havia aumentando em dois milhões o total de pessoas que segue as suas redes sociais.

 

Na terceira posição deste ranking aparece a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que teve o acréscimo de 334 mil seguidores em suas redes. Na quarta posição está a jovem vereadora da cidade de Praia Grande (SP), Eduarda Campopiano (PL). Com apenas 22 anos, Eduarda conquistou 313 mil seguidores em suas redes sociais no mesmo período. 

 

Já o presidente Lula, de acordo com o levantamento Solon Data, teria tido um acréscimo de 152 mil novos seguidores em suas redes sociais. Lula ganhou mais seguidores que outros presidenciáveis, como Augusto Cury (48 mil), Ronaldo Caiado (44 mil) e Romeu Zema (14 mil). 

 

Apesar de ter tido menor crescimento em suas redes sociais nos últimos 30 dias, o presidente Lula continua muito à frente dos adversários Flávio Bolsonaro e Renan Santos na quantidade de seguidores. Veja abaixo levantamento do Bahia Notícias sobre a quantidade total de seguidores nas redes sociais dos pré-candidatos Lula, Flávio Bolsonaro e Renan Santos.

 

Lula

 

Instagram - 14,7 milhões

Facebook - 6,4 milhões

X - 10,3 milhões

Threads - 3,1 milhões

TikTok - 5,6 milhões 

Youtube - 1,61 milhão 

Total: 41,7 milhões

 

Flávio Bolsonaro

 

Instagram - 10,6 milhões

Facebook - 3,5 milhões 

X - 3,7 milhões

Threads - 2,4 milhões 

TikTok - 2,1 milhões

Youtube - 814 mil

Total: 23,114 milhões

 

Renan Santos 

 

Instagram - 1,6 milhões

Facebook - 78 mil 

X - 143,6 mil

Threads - 29 mil 

TikTok - 538 mil

Youtube - 175 mil

Total: 2,563 milhões
 

PL destina R$ 2,8 milhões para pesquisas eleitorais e de opinião em 2026
Lideranças do partido se reúnem | Foto: Reprodução / Assessoria da PL

O Partido Liberal (PL) já desembolsou cerca de R$ 2,8 milhões em pesquisas e testes de opinião pública ao longo de 2026. Os valores constam nas declarações prestadas pela própria legenda ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e detalham o destino dos investimentos na aferição do cenário eleitoral.

 

De acordo com as prestações de contas, obtidas pelo Jornal O Globo, o maior montante foi destinado ao Instituto Paraná Pesquisas. Ao todo, a empresa recebeu aproximadamente R$ 1,58 milhão, valor diluído em 12 pagamentos efetuados entre os meses de fevereiro e abril deste ano. Os custos individuais de cada levantamento variaram de R$ 126 mil a R$ 150 mil, sendo integralmente custeados com recursos do Fundo Partidário.

 

Outro volume expressivo de recursos foi repassado a Nicolas de Souza Barros, sócio da B&L Pesquisas. A legenda destinou R$ 892 mil ao profissional, distribuídos em quatro repasses: dois de R$ 300 mil, um de R$ 150 mil e um de R$ 142 mil.

 

O Instituto Brasileiro de Estudos Sociais e Políticos (Ibespe) também foi contratado para serviços de mesma natureza. Foram realizados dois pagamentos ao órgão, totalizando R$ 356 mil.

VÍDEO: Jerônimo Rodrigues rebate declarações de ACM Neto: "Os humilhados serão exaltados"
Fotos: Divulgação / Mauricio Leiro / Bahia Notícias

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), respondeu nesta segunda-feira (8) às críticas do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), que teria declarado intenção de "humilhar" o atual gestor no processo eleitoral.  Questionado pelo Bahia Notícias durante a Bahia Farm Show 2026, em Luís Eduardo Magalhães, na região oeste do estado, o chefe do Executivo baiano recorreu a preceitos religiosos para rebater o opositor.

 

"Eu já comentei isso, eu sou um homem religioso, e aprendi em casa, aprendi na igreja, aprendi na Bíblia que os humilhados serão exaltados. Eu repito isso e fico muito triste por ver quando alguém se candidata a alguma coisa, não para governar a Bahia", pontua o petista.

 

Veja abaixo: 

 

Jerônimo ressaltou que sua prioridade no momento é a continuidade das entregas de obras pelo estado. "Olha, eu tenho usado o meu tempo para poder trabalhar pela Bahia. Nós estamos no oeste, estamos fazendo ar, inaugurando um laboratório de análise da qualidade do algodão baiano. Então, esse é o tempo que eu preciso para poder zelar com o circuito autoritário, pela educação ou na saúde", define.

 

Para o chefe do Executivo estadual, a disputa política deveria se pautar pela apresentação de propostas e de alternativas de melhorias para a população, e não por discursos que buscam desqualificar o oponente. "Eu achei que ele ia dizer: 'eu vou mostrar isso aqui para fazer melhor, eu quero fazer melhor, eu quero fazer mais bonito'", conclui.

Lula e governadores têm apenas mais 26 dias para inaugurar obras, fazer publicidade oficial e nomear assessores
Foto: Ricardo Stuckert/PR

A partir desta segunda-feira (8), o governo federal e os governos municipais têm apenas 26 dias para realizar solenidades de inauguração de obras, fazer nomeações de cargos públicos, participar de pronunciamentos em cadeia de rádio e TV, apresentar publicidade de programas oficiais, entre outras atividades. 

 

Isso porque, a partir de 4 de julho (três meses antes do 1º turno das eleições 2026), agentes públicos terão diversas de suas condutas vedadas pela legislação eleitoral. As medidas impostas pela Justiça Eleitoral têm como objetivo evitar o uso da máquina pública para beneficiar candidaturas e garantir equilíbrio na disputa para cargos majoritários.

 

De acordo com a legislação eleitoral, nos três meses anteriores ao pleito, é vedado aos agentes públicos “nomear, contratar ou, por qualquer forma, admitir, dispensar sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou, por outros meios, dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, de ofício, remover, transferir ou exonerar servidora ou servidor público, na circunscrição do pleito, sob pena de nulidade de pleno direito”.

 

Também ficam proibidos ao presidente da República e aos governadores pronunciamentos em cadeia de rádio e televisão, assim como a participação na inauguração de obras públicas, federais ou estaduais. Assim como ocorre com a publicidade institucional, a exceção é permitida apenas em situações de urgência reconhecidas pela Justiça Eleitoral.

 

De olho no prazo fatal imposto pela legislação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu para sua equipe, na reunião ministerial realizada na semana passada, que acelerasse as entregas à população. Lula cobrou de seus auxiliares maior agilidade nas entregas e um balanço das ações de cada pasta para ser usado em divulgações oficiais.

 

“Temos até 3 de julho para fazermos todas as entregas que temos que fazer, porque depois do dia 3 não podemos fazer mais convênios com prefeituras, governo do estado, inaugurar obras [...] Ninguém me apresenta absolutamente nada novo. Agora é entregar o que já foi pensado”, disse Lula na reunião ministerial.

 

Algumas dessas entregas do governo federal já foram acertadas pelo Palácio do Planalto. No dia 19, por exemplo, o presidente Lula irá à cidade mineira de Divinópolis, para a inauguração do Hospital Regional do município. 

 

Na agenda do presidente também está prevista uma ida a Salvador no dia 1º de julho. Na ocasião, Lula deve participar da reabertura da sala principal do Teatro Castro Alves, na região central de Salvador. O local está fechado há três anos após um incêndio.
 

Em Barra da Estiva, ACM Neto ouve demandas da população sobre água e saúde e promete novo hospital e obras hídricas na região
Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) levou neste sábado (6) o movimento “Sua Voz é Nossa Voz” a Barra da Estiva, na Chapada Diamantina, onde ouviu demandas da população que serão utilizadas na construção do plano de governo. Participaram do evento o pré-candidato a vice-governador Zé Cocá (PP) e o pré-candidato a senador João Roma (PL), além de parlamentares e lideranças do município e de diversas cidades da região. 

 

No movimento, produtores rurais e moradores apontaram diversos gargalos deixados pelos governos do PT na região, especialmente na gestão de Jerônimo Rodrigues (PT). Eles apontaram problemas na saúde e na falta de segurança hídrica, ressaltando a necessidade de uma barragem na cidade. Neto, por sua vez, se comprometeu a construir um novo hospital na região e promover obras de segurança hídrica.

 

Os produtores rurais Valdino Oliveira e Admo Marcelo ressaltaram a necessidade de construção de uma barragem na cidade para garantir água tanto para abastecimento quanto para a produção. “Então eu estou aqui em nome do nosso povo de Barra pedindo ao senhor.  Nós temos a Barragem do Saco da Laje, que foi de antigamente uma antiga usina de hidrelétrica. Ela rompeu e precisa urgentemente ser reconstruída para que nós possamos no futuro ter água”, disse Admo.

 

“O nosso pedido coletivo em um governo seu, é uma barragem no Rio Sincorá para manter ele perene o ano todo, ou pequenos barramentos. 20 anos de outros governos aí que não deram importância, vários pedidos foram feitos, mas nada foi feito. A seca vem todo ano, não dá para evitar”, afirmou Valdino.

 

A área da saúde também foi apontada como uma das principais preocupações da população. O enfermeiro Alex defendeu que a Chapada Diamantina precisa de uma estrutura regional mais forte. “A gente vê as situações de pessoa que ficam se humilhando nas redes sociais para fazer uma regulação. Se a pessoa já está na regulação é porque ela precisa daquela vaga com urgência. Não dá para ficar fazendo campanha de WhatsApp para conseguir uma vaga”, disse.

 

Ao responder às demandas apresentadas, ACM Neto afirmou que a ampliação da rede hospitalar no interior e a realização de obras para garantir segurança hídrica para a população serão tratadas como prioridade.

 

“O que a Bahia precisa e que nós vamos assegurar como prioridade é mais hospitais no interior. A Chapada precisa ter mais um hospital regional de média e alta complexidade, leitos de UTI no interior, serviços especializados, atendimento de oncologia no interior, urgência e emergência, e para isso nós vamos construir novos hospitais regionais. Mas também parcerias com hospitais filantrópicos e hospitais municipais, porque as vezes dá para pegar e fazer uma reforma ampliando aquele hospital, contratar novos profissionais e ampliar o serviço daquela unidade de saúde”, afirmou Neto.

 

“Jerônimo Rodrigues está há quatro anos governando a Bahia. Em 2022, na sua campanha de governo ele prometeu que ia dar uma atenção especial ao produtor rural. O que a gente viu foi uma postura bem diferente, hoje não há apoio técnico para o pequeno produtor. Hoje infelizmente não há nenhuma grande obra de barragem, de adutora, de sistema integrado de abastecimento de água. Quando a gente olha a situação da Chapada, as duas grandes obras aconteceram ainda no governo de Paulo Souto, há mais de 20 anos”, acrescentou.

Lula posa com camisa da seleção antes de amistoso e reforça campanha pelo resgate do verde e amarelo
Foto: Reprodução / Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou uma foto nas redes sociais neste sábado (6) vestindo a camisa da seleção brasileira de futebol antes do amistoso entre Brasil e Egito, agendado para as 19h. Na imagem, o presidente aparece sorridente, acompanhado de uma legenda com seu slogan sobre soberania nacional: "O Brasil é dos brasileiros".

 

A publicação ocorre no contexto do ano eleitoral de 2026, período no qual Lula tem força nas pesquisas de intenção de voto entre os pré-candidatos do espectro da esquerda. Confira:

 

A iniciativa de posar com a vestimenta da seleção nacional converge com o posicionamento recente do próprio chefe do Executivo. No último sábado (30), durante o lançamento da plataforma pública de streaming Tela Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, o petista defendeu de forma direta que a esquerda reaproveite as cores da bandeira nacional.

 

"A esquerda brasileira precisa aprender a utilizar na Copa do Mundo as cores verde e amarela para que elas não sejam tomadas por fascistas", disse o presidente na ocasião. 

 

Relembre a ocasião:

 

VÍDEO: Jerônimo Rodrigues responde a de ACM Neto: "política também tem um tatame de respeito"
Fotos: Reprodução / Redes Sociais via @acmneto / Ascom do PT-BA

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), respondeu neste sábado (6), em Itaberaba, a uma declaração recente de ACM Neto (União Brasil), na qual o ex-prefeito de Salvador mencionou que pretendia humilhar o petista na disputa eleitoral.

 

“Eu quando mostro a segurança pública de Goiás, é para humilhar Jerônimo. Quando eu mostro a situação da saúde pública de São Paulo, é para humilhar Jerônimo", critica o ex-prefeito de Salvador.


Confira:

 

Ao comentar a fala do adversário, o governador questionou a finalidade das propostas de candidatura apresentadas ao eleitorado. "Você imagina uma pessoa que quer se candidatar, quer ser governador para humilhar as pessoas? O papel dele é esse? Eu quero me eleger só para humilhar as pessoas?", questiona o governador.

 

O gestor estadual argumentou que o debate político deve ser pautado por limites e comparou a disputa a competições esportivas de combate para exemplificar a necessidade de normas de convivência.

 

"É igual a uma luta de boxe, uma luta de karatê, uma luta de judô, tem regras. O senhor não pode sair descumprindo regras só porque é uma luta. Não dá para matar uma pessoa, humilhar uma pessoa em um tatame. A política também tem um tatame de respeito. E mesmo a oposição merece o respeito", conclui.

 

A manifestação de Rodrigues ocorreu antes da plenária territorial do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026 do Piemonte do Paraguaçu.

Flávio Bolsonaro diz esperar união com Zema e Caiado no segundo turno para derrotar o PT
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (3) ter pedido união aos também presidenciáveis Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). O apelo ocorreu durante um encontro classificado por ele como “amistoso”, realizado na terça-feira (2) em um evento em Minas Gerais.

 

"Sempre tive uma conversa muito franca e direta com eles. Com o Zema, nós sempre conversamos dessa forma, o importante é a gente estar junto para derrotar o PT. O Zema, o Caiado e eu, nós três, temos uma grande responsabilidade de estarmos unidos contra o PT", conta o senador ao jornal O Tempo.

 

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APROXIMAÇÃO PLANEJADA
Flávio Bolsonaro afirmou possuir uma boa relação com Zema e relatou ter pedido ao ex-governador mineiro para superar episódios passados. De fato, antes da revelação do caso Master, em que o nome do partido Novo criticou abertamente os áudios da negociação entre Vorcaro e Bolsonaro, a relação chama atenção para futuros planos. 

 

"Falei: ‘Zema, vamos olhar para frente, cara. Faz o que o seu coração mandar com relação a mim, não faz o que o marqueteiro mandar, não, porque você tem que esclarecer o povo mineiro, o povo brasileiro, o perigo do Lula. Nós três aqui, independentes, como vai ser essa campanha, a gente tem que estar focado em resgatar [o Brasil]”, discursa o senador.

 

Apesar do aceno, o senador reafirmou sua avaliação de que Zema foi precipitado ao publicar um vídeo com críticas às suas conversas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Causando queda nas pesquisas e saídas dentro de sua própria equipe de campanha, incluindo a desconfiança na versão de Flávio dentro do Partido Liberal (PL).

 

"Continuo achando que ele foi um pouco precipitado, porque ele não pode colocar essa disputa entre quem vai ser o candidato que irá para o segundo turno à frente do interesse do povo brasileiro", pondera o senador, sem detalhar o teor dos diálogos com o banqueiro.

 

O pré-candidato defendeu que o bloco de oposição esteja unificado em um eventual segundo turno das eleições presidenciais. Segundo apuração do jornal Estadão, o pré-candidato acha que ainda não é possível prever uma aliança logo no primeiro turno por não possuir "controle", algo que favorece sua campanha após uma queda das intenções de voto.

 

O senador sinalizou haver dificuldades para a construção de uma chapa conjunta ao governo de Minas Gerais com o atual governador do Estado, Mateus Simões (Novo). "Ele está num grupo político que praticamente inviabilizou que houvesse alguma composição com o PL. Ele está no PSD. O PSD tem um candidato à Presidência, que é o Caiado. Matheus Simões é do grupo político do Zema, que também é candidato à Presidência da República. A gente está neste momento raciocinando", explicou.

 

Questionado sobre as diretrizes para o Judiciário, Flávio Bolsonaro assegurou que, caso venha a ser eleito presidente, indicará um perfil de corte conservador para ocupar vagas no Supremo Tribunal Federal (STF). "São pessoas que obviamente têm que ter o conhecimento técnico, pessoas que sejam de verdade conservadoras. Essa é uma característica importante, porque, volta e meia, numa canetada, o ministro autoriza a liberação de drogas, o ministro do Supremo autoriza o aborto", argumenta.

 

O senador relembrou ainda ter votado contra a indicação de Jorge Messias ao STF, realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não sei o que passa na cabeça do Lula, qual é a intenção dele. Acredito que ele já foi reprovado uma vez, vai ser reprovado de novo", concluiu.

Flávio Bolsonaro encomenda pesquisa para definir substituto de Cláudio Castro para Senado Federal
Fotos: Andressa Anholete / Waldemir Barreto / Agência Senado

O pré-candidato a presidencia da República, Flávio Bolsonaro (PL) encomendou pesquisas de intenção de voto para definir quem substituirá Cláudio Castro como candidato ao Senado Federal pelas cadeiras do Rio de Janeiro nas eleições de 2026. 

 

O ex-governador Cláudio Castro desistiu da candidatura logo após ser alcançado pela teia do Caso Master. Flávio Bolsonaro, senador que se reuniu com o banqueiro preso envolvido na maior fraude financeira do país, é acusado de negociar o repasse de até R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro para o financiamento do filme do pai, Jair Bolsonaro.

 

Agora, o PL corre atrás para assegurar as cadeiras do Rio de Janeiro nas eleições de 2026. Essa  informação é do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. O levantamento encomendado testará a viabilidade de dois nomes principais do partido fluminense: os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, o atual líder do partido na Câmara dos Deputados.

 

BASTIDORES DA DIREITA
Vale lembrar que no final da semana passada, Flávio Bolsonaro teve uma reunião com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para tratar do cenário eleitoral no estado. Durante a conversa, ambos analisaram os perfis dos dois deputados federais.

 

Sosthenes e Jordy, ambos deputados federais | Fotos: Agência Brasil / Câmara dos Deputados

 

Internamente o partido tem suas dúvidas, os perfis dos pré-candidatos dividem opiniões:

  • Carlos Jordy: É avaliado como um nome de perfil ideológico, característica que, segundo aliados, poderia limitar sua capacidade de articulação e agregação política com outras legendas.
  • Sóstenes Cavalcante: É considerado um candidato mais aberto ao diálogo e com maior facilidade para atrair e consolidar uma ampla coligação de partidos em torno de sua candidatura.

 

Apesar da vantagem competitiva de Sóstenes na articulação partidária, Flávio e Jair Bolsonaro compartilham do receio de que a oficialização de sua candidatura ao Senado possa intensificar a pressão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o parlamentar. 

 

Sóstenes é investigado no supremo sob a suspeita de desvios relacionados à cota parlamentar. A necessidade de encontrar um novo nome para a disputa majoritária no Rio de Janeiro surgiu na semana passada, quando Cláudio Castro desistiu oficialmente de concorrer ao Senado. 

 

O ex-governador recuou da disputa após se tornar alvo de duas operações conduzidas pela Polícia Federal (PF) em um intervalo de menos de 15 dias.

PSD avalia possibilidade de indicar Kassab como vice em chapa com Ronaldo Caiado
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O PSD estuda a possibilidade de indicar o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo governador Ronaldo Caiado. A informação foi confirmada pela legenda neste sábado (30).

 

De acordo com a CNN Brasil, a possibilidade de lançar uma chapa "puro-sangue" passou a ser estudada pelo partido, no entanto, apesar das articulações, a definição oficial do nome de Kassab, ou de outro integrante do partido para o posto, só deve ser anunciada em julho.

 

A proposta de unir dois nomes do mesmo partido na chapa presidencial ganhou força nos últimos dias e atende a objetivos estratégicos internos de unificação partidária, além de ser uma alternativa na direita, aresentando o projeto do PSD como uma candidatura politicamente robusta e viável dentro do campo da direita.

 

A movimentação ocorre em meio a reavaliações no cenário político. Integrantes do PSD avaliam, nos bastidores, que a potencial candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) perdeu força e viabilidade após o envolvimento do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro.

ACM Neto defende soberania e diz que facções fazem terror: “Sou a favor de todas as medidas que botem pra quebrar no PCC e CV”
Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), fez duras críticas sobre a atuação de facções criminosas no estado, durante evento pelos 146 anos de emancipação política do município de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, na noite da última sexta-feira (29).

 

A manifestação ocorre em meio ao debate sobre a decisão do governo norte-americano de Donald Trump de classificar as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

 

Ao comentar o tema, ACM Neto afirmou ser defensor da soberania nacional, mas criticou a omissão dos governos federal e estadual diante da escalada de violência na Bahia, e alertou para a gravidade da atuação desses grupos no cotidiano da população.

 

“A pergunta que eu faço é a seguinte: quem toca o terror é o quê? É o que faz o PCC, é o que faz o Comando Vermelho, é o que faz o Bonde do Maluco, é o que fazem 21 facções criminosas presentes no território baiano. Então, é fundamental que a gente sempre defenda a soberania nacional, não há dúvida. Mas eu também enxergo que o que essas facções estão fazendo no dia a dia é terror. O que essas facções fazem com o cidadão, matando gente, tirando a vida de pessoas inocentes, tirando o sonho de muitas famílias”, disse.

 

O ex-prefeito de Salvador também associou o avanço da criminalidade à falta de resposta mais firme do poder público e declarou ser favorável a ações de enfrentamento às facções.

 

“Quantas mães hoje choram? E quando você perde um filho, e eu peço a Deus todo dia que a única coisa que ele me permita na vida é jamais perder um filho, mas a gente sabe o relato de pessoas que já perderam um filho, você nunca mais é o mesmo na sua vida. Então quantas vidas essas facções criminosas já condenaram, e por que chegamos a esse ponto pela omissão do governo federal? E principalmente no caso da Bahia pela omissão do governo do Estado, mais precisamente nos últimos anos, de Jerônimo Rodrigues. Eu sou a favor de todas as medidas que botem para quebrar o PCC e o Comando Vermelho”, afirmou.

VÍDEO: Em desabafo, Jorge Araújo manda indireta a grupo político após críticas a pré-candidatura
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O ex-suplente e atual deputado federal, Jorge Araújo (PP), publicou um vídeo em suas redes sociais que está sendo interpretado nos bastidores políticos como uma série de indiretas ao seu grupo político. O desabafo ocorre logo após o anúncio de sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados para as eleições de 2026.

 

Confira abaixo:

 

Sem mencionar nomes, o ex-apresentador do quadro "Bafafá" utilizou a gravação para rebater supostos comentários sobre sua trajetória na comunicação e criticar a postura de determinados articuladores políticos.

 

A fala mais enfática, apontada como um recado ao chamado "fogo amigo" dentro de sua base, encerrou a publicação. "Existem pessoas dentro do meu grupo que tentam me desestabilizar de qualquer forma", fala o pré-candidato.

 

O ex-vereador da cidade de Salvador também direcionou sua fala a quem tenta desmerecer sua atuação política ao associá-lo apenas ao seu antigo personagem de entretenimento na televisão. 

 

"Algumas pessoas me tiram como aquele repórter 'Aeee Bafafá', fofocagem é comigo. Aqui a política é séria, é conversada e levada olho no olho. No fio do bigode", alega.

 

Em vídeos nas redes sociais, o político se coloca como já deputado federal, mirando na vitória das eleições desse ano. Questionado pela redação do Bahia Notícias, o ex-vereador se recusou a falar desse assunto. 

Zé Cocá recebe Comenda Dois de Julho na Assembleia Legislativa da Bahia: "tomei o propósito de mudar a Bahia"
Foto: Reprodução / AL-BA

O ex-prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador do estado, Zé Cocá (PP), recebeu, na manhã desta quinta-feira (28), a Comenda Dois de Julho no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A honraria, considerada a principal distinção da Casa Legislativa baiana, foi proposta pelo deputado estadual Hassan Iossef (PP).

 

Durante seu pronunciamento, Zé Cocá relembrou a trajetória política ao lado do deputado Hassan Iossef e agradeceu o apoio de sua equipe e familiares. Em seu discurso, o homenageado justificou sua aliança política com ACM Neto, destacando que a decisão visa a projetos de desenvolvimento para o estado.

 

"Tomei a decisão de caminhar com Neto com o propósito de mudar a Bahia. Ele me disse: nós podemos muito mais, e não quero que você seja uma figura decorativa, mas que chegue para botar a mão na massa, acordar cedo, dormir tarde, trabalhar de domingo a domingo para fazer da Bahia o estado mais desenvolvido da nação”, discursa Cocá. 

 

Ao abordar o significado da Comenda Dois de Julho, Cocá associou a honraria ao processo histórico de libertação da Bahia. "Essa comenda nos diz isso: o processo de libertação desse estado. Você, Neto, vai mudar os rumos da Bahia, mas não é só com obras, tirando fotos e visitando o interior: é cuidando das pessoas e chegando em todos os cantos desse estado”, afirmou. “Não tenho dúvidas da nossa vitória”, acrescentou. 

 

Antes do pronunciamento do homenageado, discursaram no plenário o deputado estadual Hassan Iossef, o vereador de Jequié Rui Bulhões (PP), o deputado federal Cacá Leão (PP), além de Leur Lomanto Júnior e ACM Neto. Os oradores abordaram o histórico profissional de Zé Cocá, que já atuou como prefeito de Lafaiete Coutinho, deputado estadual e presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB).

 

PRESENÇA DA OPOSIÇÃO 
O evento contou com a presença de representantes políticos da oposição, incluindo o pré-candidato ao governo, ACM Neto (União), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), e os pré-candidatos ao Senado, Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL). 

 

Também compareceram o deputado federal Leur Lomanto Júnior (União), os prefeitos de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (PP), e de Lauro de Freitas, Débora Régis (União), além de familiares e aliados políticos do homenageado.

 

Zé Cocá minimiza atuação do governo estadual no Médio Rio de Contas e garante: “Sairemos vitoriosos daqueles territórios”
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

O ex-prefeito de Jequié, Zenildo Brandão Santana, conhecido como Zé Cocá (PP), minimizou as ações do governo do estado na região do Médio Rio de Contas. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta quarta-feira (27), durante o lançamento do projeto "Sua Voz é a Nossa Voz", o atual pré-candidato a vice-governador afirmou que o governador, Jerônimo Rodrigues (PT), “prometeu o mundo”, mas não resolveu os problemas da região.

 

“O governador, na nossa microrregião, se você colocar nos quatro anos, ele prometeu o mundo. Ele prometeu que ia resolver o problema de todos os municípios, criou pautas que eram necessárias para a nossa região — cobranças inclusive nossas —, e infelizmente nenhuma saiu do papel. Nenhuma, nenhuma, nenhuma. Nenhuma pauta relevante saiu do papel”, destacou o ex-gestor.

 

Em eventos recentes do governo petista, Jerônimo chegou a citar o avanço da proposta de construção de um aeroporto para a região. Para Zé Cocá, a promessa é mínima. “Nós estamos falando de sistema de irrigação, nós estamos falando de aeroporto regional, abertura de novas vias, eixos de produção... Isso não aconteceu”, garante.

 

Ainda sobre as promessas, o pré-candidato da chapa de oposição afirma: “Eu torço para que isso aconteça, acho que o governo tem o seu dever, sua obrigação de fazer isso”. No entanto, ele sinaliza que “o governo teve quatro anos para iniciar essa e outras obras necessárias também”.

 

Já no que diz respeito à política na região, segundo ele, a população local já é adepta à ideia de rompimento com o governo petista. “Nós temos conversado com a maioria dos prefeitos da nossa região. É uma região de fato em que você vê um clamor por mudança. Se você fizer qualquer pesquisa eleitoral na nossa região hoje, [verá isso] por conta de muita promessa que foi feita e pouca execução do governo”, alega.

 

O ex-prefeito, reeleito em 2024, conta que deve avançar nas negociações com gestores vizinhos para fortalecer a campanha do ex-prefeito de Salvador e atual pré-candidato ao governo, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União).

 

“Nós temos alguns municípios que estão prestes a declarar apoio, outros vão declarar [mais à frente], e em outros nós estamos construindo bem as oposições. Estamos construindo bem grupos que não aceitam mais o governo, então eu não tenho dúvida de que sairemos vitoriosos daqueles dois territórios”, conclui.

ACM Neto diferencia "Sua Voz é a Nossa Voz" de PGP do governo e ressalta que projeto quer “dar voz a todos os baianos”
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

Em evento de lançamento de seu projeto “Sua Voz é a Nossa Voz”, o pré-candidato ao governo do estado da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), diferenciou as ações previstas pela oposição do que já é realizado no Programa de Governo Participativo (PGP) do PT na Bahia. O projeto da oposição prevê a visita e escuta ativa às comunidades de Salvador e do interior da Bahia durante o período de pré-campanha. 

 

“O PGP deles é uma coisa que é feita ali em quatro paredes, toda ela é manipulada para ter um resultado que interesse a eles. [O PGP é] Tudo feito e manipulado pelas pessoas dos partidos e ali do centro do governo. Nós queremos fazer uma coisa ampla, eu quero dar voz a todos os baianos, sobretudo aos que não têm uma identificação partidária imediata, não tem uma militância, não tem como chegar a gente”, afirma o ex-prefeito de Salvador. 

 

A fala ocorreu em meio ao lançamento do “Sua Voz é a Nossa Voz”, como uma forma de alcançar o interior da Bahia, com 10 eventos presenciais e transmissões virtuais. Segundo ACM Neto, a expectativa é ampliar o diálogo. “Então eu não quero fazer uma coisa maquiada, eu não quero fazer uma coisa que eu já sei o resultado e eu só vou ali validar, não. Eu quero fazer uma escuta ampla, aberta, transparente, direta, onde todo mundo possa participar”, diz. 

 

O anúncio do grupo da oposição ocorre após membros da base governista apontarem, durante o Programa de Governo Participativo (PGP 2026) em cidades do interior, que o ex-prefeito da capital baiana participa somente de ações fora da Bahia. As críticas do governo foram respondidas pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), e chegou a rebater as críticas da oposição sobre a agenda de ACM Neto no estado. 

 

Ao lado de aliados como Zé Cocá (PP), pré-candidato a vice-governador, e os pré-candidatos ao Senado, Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL), Neto aproveitou a oportunidade para questionar a efetividade do PGP do governo petista. 

 

“A segunda grande diferença é o que vai ser no futuro. Porque eu não posso conceber e admitir que o governador Jerônimo tenha coragem de voltar a uma cidade na qual há quatro anos atrás ele fez uma promessa, e estava no PGP, e ele vai lá e faz a mesma promessa de novo, como se ele não tivesse sido candidato há quatro anos. Como se ele não tivesse tido o tempo suficiente para cumprir aquela promessa”, afirma o principal líder da oposição ao PT na Bahia. 

 

Ele completa dizendo que “em alguns casos são promessas de 20 anos que eles voltam a prometer no PGP que eles fazem”. Na tentativa de se diferenciar, ele garante que “então a gente quer transformar isso aqui numa plataforma e numa base de compromissos, em um plano de governo, em uma bússola para o que será de fato a nossa gestão, sobre o que é que nós vamos nos debruçar, quais serão as nossas prioridades”, finaliza. 

ACM Neto anuncia projeto "Sua Voz é a Nossa Voz" durante a pré-campanha e projeta alcançar 417 municípios da Bahia
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

O pré-candidato ao governo do estado da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), anunciou, nesta quarta-feira (27), a realização do projeto "Sua Voz é a Nossa Voz", de visita e escuta ativa às comunidades de Salvador e do interior da Bahia durante o período de pré-campanha. 

 

Em evento realizado no Edifício Central Pinheiro, localizado na Avenida Garibaldi, ACM Neto reuniu os aliados, Zé Cocá (PP), pré-candidato a vice-governador, e os pré-candidatos ao Senado, Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL). O ex-prefeito de Salvador afirmou que serão realizados dez eventos no interior e reuniões menores na capital, com início já nesta semana.

 

Sobre as ações na capital, ele cita que o histórico de sua gestão na cidade será importante para permitir reuniões menores, “uma coisa mais do corpo a corpo, direto com as comunidades, com os bairros da cidade”. Segundo ele, “muitos deles onde nós temos relevantes serviços prestados na época da minha gestão como prefeito”, explica. 

 


Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias 

 

Já no interior, a dinâmica será maior, com a promessa de alcançar os 417 municípios. O primeio evento ocorre no dia 2 de junho em Jacobina, na região do Piemonte de Diamantina. “O primeiro encontro regional vai acontecer a partir da próxima semana e nós vamos dar início a um movimento que carinhosamente, dentro da nossa equipe, está sendo chamado de ‘Maratona da Mudança’”, detalha ACM Neto, que também é vice-presidente do partido União Brasil. 

 

Segundo ele, é impossível atingir fisicamente a marca de se comunicar com todos os municípios do estado, mas a mobilização vai envolver o uso da tecnologia. “Nós pretendemos alcançar todos os 417 municípios do estado da Bahia. Vocês vão ver qual a estratégia que nós montamos para isso. É claro que fisicamente é impossível nós estarmos em todas as cidades, só que hoje, felizmente, existem os recursos tecnológicos que nos permitem chegar sem que necessariamente, fisicamente, nós estejamos naqueles municípios”, destaca o pré-candidato. 

“Nosso debate é sobre a Bahia”, diz ACM Neto após polêmica com Flávio Bolsonaro
Reprodução/Instagram @acmneto

O pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União) , afirmou nesta segunda-feira (25) que as recentes polêmicas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) não terão impacto na estratégia da oposição baiana para as eleições de 2026. A declaração foi dada durante o lançamento do Camarote LEM, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado.

 

Ao comentar o caso envolvendo Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Neto disse ao Bahia Notícias defender que as investigações sejam conduzidas de forma séria, mas reforçou que o tema não altera os planos políticos do grupo na Bahia. 

 

“O nosso debate é sobre a Bahia. A eleição para governador será disputada contra Jerônimo Rodrigues. Tudo o que eles querem é que a gente aceite cortinas de fumaça que possam desviar o foco central dessa eleição, que é mostrar as promessas feitas há quatro anos atrás e não cumpridas”, declarou.

 

Na ocasião, o ex-prefeito de Salvador também rebateu críticas relacionadas sua fala na sexta-feira (22), em que minimizou o peso do apoio dos gestores municipais ao atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), e classificou o episódio como uma “falsa polêmica”. “Não vou render isso. Foi feito um corte completamente descontextualizado. Lamento que alguns veículos tenham dado espaço para algo manipulado”, afirmou.

 

Durante a entrevista, o vice-presidente nacional do União Brasil também afirmou não ter confirmação sobre uma eventual visita de Flávio Bolsonaro ou de outras lideranças nacionais à Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães. Segundo Neto, sua agenda na região oeste já está definida para o dia 12 de junho, quando participará de compromissos políticos ao lado do prefeito Júnior Marabá (PP) e lideranças da região.

VÍDEO: Declaração de ACM Neto sobre apoio de prefeitos gera debate em grupo de mensagens da UPB
Fotos aprimoradas com I.A(Gemini): Reprodução / Blog Marcos Frahm / Google Maps

Uma declaração do pré-candidato ao governo do Estado, ACM Neto (União), provocou uma insatisfação nos bastidores da política baiana. A fala do político na sexta-feira (22), com tom de minimizar o peso do apoio dos gestores municipais ao atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), repercutiu mal e desencadeou debates em um grupo de WhatsApp institucional da União dos Municípios da Bahia (UPB).

 

Confira a fala e mensagens vazadas abaixo:

 

Durante um evento político realizado em Vitória da Conquista, ACM Neto fez uma fala alegando o apoio como uma força da máquina pública. O posicionamento foi registrado pelo Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias. Na ocasião, ele aponta um desejo de mudança da população baiana após duas décadas de gestões consecutivas do PT e demonstrou forte confiança na vitória ao governo do Estado.

 

"Eles podem vir com a máquina de governo, com não sei quantos prefeitos que eles alegam ter, podem vir com o dinheiro do mundo, porque nós temos o povo da Bahia. E eu sei que temos o povo de Vitória da Conquista ao meu lado", discursou ACM Neto.

 

AS MENSAGENS
A fala repercutiu imediatamente nos bastidores, sendo interpretada por diversos gestores municipais como uma desvalorização de sua relevância no processo eleitoral. O vazamento de mensagens do espaço virtual da UPB, divulgado pelo Blog dos Políticos do Sul da Bahia, transformou um ambiente administrativo em arena de debates político-partidários.

 

O prefeito de Encruzilhada, Dr. Pedro Lacerda (PCdoB), defendeu o seu direito de reação no grupo. Em uma das mensagens, ele afirmou ter o “direito de manifestar” sua insatisfação com a fala do pré-candidato, argumentando que a declaração do líder do União Brasil envolveu “no coletivo os prefeitos”.

 

No mesmo sentido, o prefeito de Caturama, Antônio Leão (PSD), demonstrou descontentamento com o tom adotado por ACM Neto em relação às lideranças do interior do estado. Danilo Delicinha (PCdoB), gestor de Várzea da Roça, também se somou às críticas, posicionando-se contra a postura do ex-prefeito soteropolitano.

 

A discussão ganhou contornos ainda mais complexos quando os integrantes do grupo passaram a debater os limites do que deve ser considerado publicação política no canal oficial.

 

Pedro Lacerda ironizou compartilhamentos anteriores feitos no próprio chat ao questionar: “Isso aqui não é uma postagem política?”. Na sequência, outro Danilo Delicinha completou: “Todos os tipos de postagens aqui são políticas”.

 

Diante do agravamento da discussão e da repercussão negativa, a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União), interveio para tentar conter o desgaste e amenizar o conflito entre os colegas de partido e de oposição.

 

Ela alertou no grupo sobre o desvio de finalidade do canal, afirmando acreditar que os colegas haviam errado o grupo, uma vez que aquele espaço seria destinado estritamente a relações para assuntos institucionais da UPB.

 

Em tom de apelo, a prefeita de Conquista relembrou que o debate ali não alteraria o cenário eleitoral, pontuando que todos os prefeitos já têm seus candidatos definidos e que insistir em debates partidários poderia transformar o grupo de trabalho em uma verdadeira bagunça.

 


Nos bastidores da política estadual, analistas avaliam que o episódio tensionou a relação de ACM Neto com importantes lideranças locais. A aparente desvalorização da força política dos prefeitos acabou estremecendo pontes de diálogo essenciais para formação de bases aliadas focadas nas eleições de 2026.

 

Sede da entidade em Salvador | Foto: Divulgação / UPB

 

UPB SE MANIFESTA
Após a discussão vazada entre os gestores, o número institucional do UPB orientou os prefeitos sobre a entidade ser suprapartidária. E salientou que a reunião realizada com a Bancada Baiana em Brasília foi uma demonstração do que é o suprapartidarismo necessário para avançar na pauta municipalista.

 

No comunicado, a direção reforçou compreender que cada prefeito e prefeita possui sua própria coloração partidária e identidade política, mas enfatizou a necessidade de reconhecer a UPB como um espaço de atuação estritamente coletiva.

 

Momento em que o UPB manda comunicado | Foto: Reprodução / BN

 

Confira a mensagem na íntegra:

"Prefeitos e Prefeitas!
 

A UPB acaba de realizar uma reunião com a Bancada Baiana em Brasília, que foi uma grande demonstração do que a nossa entidade entende de suprapartidarismo e do que precisamos para avançar na luta municipalista.
 

Compreendemos que cada prefeito e prefeita tem a sua coloração partidária e identidade política, mas é preciso compreender que a UPB é um espaço de atuação coletiva.
 

Por esse motivo, pedimos o cuidado e o respeito em não divulgar conteúdo de cunho político-partidário aqui no grupo.
 

Contamos com a contribuição de todos para seguirmos unidos na luta municipalista, com um objetivo muito maior", termina a nota.

 

(Nota atualizada às 16h27 para incluir pedido da UPB)

“É a melhor que poderia ser construída”, afirma Bacelar sobre a manutenção da chapa 'puro-sangue' com Rui Costa
Foto: Rebeca Menezes / Bahia Notícias

O deputado federal da Bahia, Bacelar (PV), avaliou a escolha do grupo governista em manter uma chapa “puro-sangue” para a disputa estadual deste ano. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (25), o parlamentar alega que esta formação é “a melhor chapa que poderia ser construída”. 

 

A chapa “puro-sangue” ou “chapa dos governadores” é formada por Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição, e Jaques Wagner e Rui Costa na disputa pelas vagas no Senado, todos pelo Partido dos Trabalhadores. Para Bacelar, “a nossa chapa é uma chapa, praticamente, eu diria – porque nada humano pode ser dito que é 100% perfeito –, mas é a melhor chapa que poderia ser construída na Bahia no momento”. 

 

Ele explica que a escolha reflete o histórico do grupo governista na Bahia. “Nós temos quem iniciou tudo isso, que foi o senador Wagner. Tudo isso que nós estamos vivendo no estado de desenvolvimento, de obras, de volume de investimentos, de uma vida mais tranquila, de uma política de paz, de uma política civilizada foi iniciada pelo governador Wagner”, explica. 

 

“Depois vem o Rui Costa, o Rui Correria, com um volume de obras presente em todo o estado, o governador que era considerado um prefeito de Salvador, prefeito e governador pelo volume de obras que nós temos em Salvador, e por um estilo que o ministro Rui Costa implantou na política, de conversa direta com os prefeitos”, diz Bacelar. 

 

O parlamentar afirma que “os prefeitos têm verdadeira admiração pelo ex-ministro Rui Costa e isso tudo, a soma de Wagner com Rui Costa, refletindo nessa administração [de Jerônimo Rodrigues] que é a administração que faz a Bahia mais avançar”. 

 

Segundo ele, é justamente pela força nas bases municipais que a chapa teria aberto uma vantagem frente à oposição. “Nós temos uma chapa fortíssima, nós temos o apoio de quase 390 prefeitos, são 380 prefeitos, 11 prefeitos ainda indefinidos. Sobra para o nosso adversário cerca de 15, 16 prefeitos que a gente espera que até o início da campanha venham nos apoiar, porque essa é a melhor proposta para a Bahia e para os baianos”, ressalta. 

 

A força no Legislativo também foi destacada por Bacelar. “Temos o maior número de senadores, o maior número de deputados, as nossas bancadas, tanto a estadual quanto a federal, em relação à eleição de 2022, aumentaram o número de deputados estaduais e federais”, destaca.

Aldo Rebelo contesta expulsão do Democracia Cristã e mantém pré-candidatura à Presidência
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / Redes Sociais

O possível pré-candidato à Presidência da República, Aldo Rebelo, afirmou neste sábado (23) que permanece filiado ao partido Democracia Cristã (DC) e segue com suas atividades de pré-campanha ao Palácio do Planalto. A declaração ocorre após a direção nacional da legenda anunciar sua expulsão sumária na última sexta-feira (22).

 

"Continuo vinculado ao partido, sim, e fazendo a minha pré-campanha. Estou aqui convidado como pré-candidato e falando como pré-candidato", conta Rebelo em entrevista coletiva de imprensa em São Paulo. O ex-ministro ressaltou que não recebeu nenhuma notificação oficial acerca de seu desligamento da sigla.

 

IMPASSE NO DC?
O impasse entre Rebelo e a cúpula do Democracia Cristã se intensificou após a direção nacional apresentar o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como o novo pré-candidato oficial da legenda. Rebelo afirmou que soube da filiação de Barbosa e do plano partidário para a disputa presidencial por meio de reportagens na imprensa.

 

O ex-ministro classificou o ato de expulsão sumária como inconstitucional e abusivo, sob o argumento de que a medida viola os princípios constitucionais do devido processo legal e da ampla defesa. Ele informou que pretende recorrer ao Poder Judiciário para contestar a decisão partidária.

 

"A explicação tem que ser dada pelo próprio Joaquim Barbosa e por quem convidou o Joaquim Barbosa para uma pré-candidatura, que ele não assumiu até agora", pontuou Rebelo em entrevista ao jornal Estadão.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Vamos ver quem vai poder cantar "Amigo estou aqui". Porque às vezes é homenagem, às vezes é premonição. Mas preocupado mesmo eu estou com Gargamel. Enquanto isso, o São João chega com os clássicos: amendoim cozido, político dançando mal e Bruno de Wagner com uma combinação questionável. Mas decidiram cantar dessa vez, e aí foi uma surpresa - negativa - atrás da outra. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jaques Wagner

Jaques Wagner
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

"A pergunta que cabe é a seguinte: por que você pediria para reservar um apartamento num prédio em construção se fosse para corrupção? Por que eu não ia pegar um apartamento novo pronto?”


Disse o senador Jaques Wagner (PT) ao classificar como “nebulosa” a situação envolvendo a suposta doação de um apartamento em Salvador que é investigada pela Polícia Federal (PF). O parlamentar, alvo da Operação Compliance Zero, afirmou que a negociação envolvendo o imóvel em construção tinha como objetivo presentear a filha e negou qualquer relação com corrupção.

Podcast

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (15). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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