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Podcast Bengalas recebe idealizadoras do projeto “Vó, vai fazer o que hoje?” para debater longevidade, pertencimento e redes de apoio

Podcast Bengalas recebe idealizadoras do projeto “Vó, vai fazer o que hoje?” para debater longevidade, pertencimento e redes de apoio
Foto: Bahia Notícias
As idealizadoras da comunidade Amigas do Itaigara & Redondezas, Lara Kertész e Safira Luna, participam da mais recente edição do Podcast Bengalas, que vai ao ar nesta quinta-feira (18), às 15h, sob o comando da psicóloga Marta Luzbel.

Bengalas Podcast debate humanização e desafios da institucionalização de pessoas idosas

Bengalas Podcast debate humanização e desafios da institucionalização de pessoas idosas
Foto: Bahia Notícias
O Podcast Bengalas recebe hoje Silvio Mutti, fundador da Longévité Casa de Repouso, para uma conversa sobre um dos temas mais delicados e emocionalmente complexos do envelhecimento: a institucionalização de pessoas idosas.

Podcast Bengalas debate Medicina do Estilo de Vida com endocrinologista Olivia Bomfim

Podcast Bengalas debate Medicina do Estilo de Vida com endocrinologista Olivia Bomfim
Foto: Bahia Notícias
O Podcast Bengalas recebe hoje a médica endocrinologista e metabologista Olivia Bomfim para uma conversa sobre Medicina do Estilo de Vida (MEV), abordagem que vem ganhando destaque mundial por integrar hábitos cotidianos à prevenção e ao tratamento de doenças crônicas.

Últimas notícias

Inep divulga primeira etapa do Revalida 2026 para médicos; saiba mais

Por Redação

Inep divulga primeira etapa do Revalida 2026 para médicos; saiba mais
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou o resultado da primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2026/1. 

 

A divulgação ocorreu após a apreciação dos recursos interpostos pelos candidatos que discordarem do resultado preliminar, conforme previsto em edital. Segundo a Agência Brasil, os resultados podem ser encontrados diretamente na página do participante do Sistema Revalida. 

 

O Inep também compartilhou o gabarito definitivo da prova objetiva. De acordo com a publicação, foi cobrado na aprovação na primeira etapa do Revalida 2026/1 que o participante alcançasse, no mínimo, 59 pontos, de um total de 100 possíveis na prova objetiva. 

 

Além disso, é necessário apresentar a documentação comprobatória de conclusão do curso de Medicina aprovada, conforme as regras estabelecidas no edital.O Revalida é a prova que verifica se médicos formados no exterior adquiriram os conhecimentos, habilidades e competências necessários para o exercício profissional no Brasil, adequados aos princípios e às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

O certame é composto por duas etapas de avaliação, sendo a teórica e a prática. A prova é efetuada pelos ministérios da Educação e da Saúde e serve para validar os diplomas de médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior que desejam atuar no Brasil. Essa revalidação de diplomas médicos é feita por instituições públicas de educação superior que aderiram ao Revalida.

Técnica de enfermagem é presa após tentar sequestrar recém-nascida no Piauí
Foto: Reprodução/Fantástico

Uma técnica de enfermagem foi presa após tentar sequestrar uma recém-nascida em uma maternidade de Teresina (PI). O caso foi revelado neste domingo (12) pelo Fantástico, mas não há informações sobre quando ele teria ocorrido. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ela tenta levar a criança dentro de uma bolsa. 

 

A ação foi interrompida pela tia da bebê, que desconfiou da funcionária e conseguiu recuperar a criança. A técnica de enfermagem, Auricélia Rocha, trabalhava na Maternidade Dona Evangelina Rosa havia pouco mais de dois anos. No dia do caso, porém, estava de folga.

 

 

Segundo as imagens, às 13h40 ela aparece com a bebê em um corredor do hospital. De acordo com a família, Auricélia disse à mãe da recém-nascida que precisava levar a criança para fazer exames, entre eles o teste do pezinho.

 

A tia da bebê, Daniela Beatriz, decidiu esperar do lado de fora. Dois minutos depois, a técnica deixou a sala sem a criança, carregando uma bolsa preta grande, e entrou em um banheiro. Daniela estranhou a situação e resolveu segui-la.

 

Segundo Daniela, a técnica saiu do banheiro usando outra roupa. Em outra gravação, às 13h45, Daniela interceptou a funcionária, puxou a bolsa e encontrou a sobrinha dentro dela.

 

INVESTIGAÇÃO
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Luccy Keiko, o caso é tratado como tentativa de sequestro. Como a comunicação do crime demorou, não houve prisão em flagrante. A Justiça decretou a prisão preventiva de Auricélia.

 

De acordo com a investigação, ela foi internada pela família em uma clínica psiquiátrica logo após a repercussão do caso. No dia seguinte, uma equipe policial aguardou a alta médica para cumprir o mandado de prisão.

 

Na casa da investigada, a polícia encontrou um quarto montado para receber um bebê. Segundo o delegado Hugo Alcântara, havia fraldas, roupas, banheira e berço. Os investigadores também afirmam que parentes acreditavam que Auricélia estava grávida, embora ela não tivesse apresentado exames que comprovassem a gestação.

 

Em depoimento, a técnica de enfermagem preferiu permanecer em silêncio.

 

Em nota, a defesa informou que Auricélia foi diagnosticada com sintomas esquizofrênicos, fazia uso de medicamentos psiquiátricos e apresenta comprometimento para compreender a gravidade dos fatos investigados.

 

O delegado responsável pelo caso afirmou que, apesar das alegações da defesa, a investigação não trabalha com a hipótese de insanidade mental capaz de afastar a responsabilidade pelos atos.

 

O diretor administrativo e financeiro da Maternidade Dona Evangelina Rosa, José Alberto Alencar, lamentou o ocorrido, mas afirmou que não houve falha na segurança da unidade.

 

Segundo ele, a maternidade conta com leitores faciais, portas com controle por senhas e códigos, além de profissionais treinados para esse tipo de situação.

Pesquisa revela desigualdades em escolhas de parto no Brasil; fatores sociais e estruturais favorecem cesarianas
Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

O que leva tantas gestantes brasileiras a terem seus filhos por cesariana ao invés do parto normal? Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (13) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), responde que não é uma escolha individual isolada, mas uma consequência de fatores psicológicos, sociais e estruturais. 

 

O estudo partiu de uma pesquisa divulgada em 2014 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), segundo a qual sete em cada dez gestantes do país desejavam ter um parto normal no começo da gravidez. 

 

Intitulada “Já decidiu sobre o parto? Influências e barreiras na decisão da via de nascimento entre gestantes”, a pesquisa ouviu 94 gestantes e puérperas e 37 profissionais de saúde em São Paulo (SP) e Belém (PA), tanto na rede pública quanto na rede privada. 

 

O objetivo foi entender o que acontece durante a gestação ou parto para que boa parte dessas pessoas acabem passando por uma cesárea. 

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que até 15% dos nascimentos ocorram via cesariana, cirurgia que salva vidas em situações de emergência, mas também traz riscos por se tratar de um procedimento extenso e complexo. 

 

Mas, no Brasil, a proporção de cesarianas passa de 60%, se aproximando de 90% na rede privada de saúde, de acordo com dados oficiais. Isso coloca o nosso país entre os três com a maiores taxas de cesária do mundo. 

 

FATORES DETERMINANTES
Na capital paulista, em 2024, 56,19% dos nascimentos foram por cesariana, alcançando 71,05% nos hospitais privados. Já em Belém essa taxa sobe para 69,28% dos nascimentos em geral e chega a 80,41% na rede particular. Ambas as cidades têm leis que dão direito à gestante de pedir pela cirurgia no momento do parto.

 

O Unicef identificou influências positivas e barreiras que favorecem ou impedem a escolha pelo parto normal. "Embora o desejo de protagonismo e de uma experiência positiva esteja presente, outras condições sociais e estruturais também são determinantes na forma como cada gestante vivencia e constrói sua decisão", conclui o estudo. 

 

No plano psicológico, pelo lado positivo, as participantes relataram que a recuperação mais rápida favorece a escolha pelo parto normal. Já o medo da dor faz a balança pender para o lado da cesariana.

 

Essas crenças estão relacionadas ao plano social, porque as gestantes são fortemente influenciadas pelas experiências de outras mulheres, principalmente mães, avós e demais familiares. 

 

Ainda assim, entre as usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), as experiências familiares tendem a valorizar mais o parto normal, por causa das dificuldades vividas após a cirurgia. Mas, de acordo com Stephanie, isso se deve principalmente a uma faceta cruel da desigualdade social. 

 

Já entre as usuárias do serviço privado, a ausência da rede de apoio como desvantagem para a cesária sequer foi mencionada.  

 

Outra barreira, verificada exclusivamente entre usuárias do Sistema Único de Saúde, é o desejo de fazer uma laqueadura, o que acaba levando as gestantes a optarem pela cesariana, mesmo reconhecendo os riscos da cirurgia e o desconforto do pós-operatório. 

 

PREPARAÇÃO
Entre os fatores estruturais, a centralidade das equipes de assistência aparece tanto como facilitador, quanto como barreira. De um lado, a equipe de pré-natal continua tendo maior autoridade, frente à enxurrada de conteúdo das redes sociais, e iniciativas institucionais de incentivo ao parto normal fazem diferença.

 

Por outro lado, as gestantes afirmam receber informações superficiais sobre o trabalho de parto durante o pré-natal e desconhecer a possibilidade de fazer um plano de parto com as suas preferências, principalmente no SUS. A pesquisa também identificou baixa adesão às atividades de orientação ou início tardio do pré-natal, além de acolhimento inadequado das adolescentes. 

 

Já as gestantes e puérperas do setor privado demonstraram maior preparo, por iniciativa própria. Algumas, inclusive, relataram ter trocado de profissional diversas vezes diante da recusa em realizar o parto vaginal, ou de abordagens desestimulantes. 

 

Outro ponto de diferença entre as duas redes é o acesso à analgesia, amplamente disponível na rede privada e restrito a poucos hospitais de referência no SUS. 

 

Em resposta a estes e outros dados, o Unicef também lançou a campanha “Parto normal. Uma escolha que merece respeito”, que convida gestantes, famílias, redes de apoio e profissionais de saúde a refletirem sobre como as opiniões podem pressionar as mulheres, a despeito de seus desejos e das melhores recomendações de saúde. 

 

"A OMS traz esse conceito de experiência positiva de parto. Então, não é um parto qualquer, só para as crianças nascerem e continuarem saudáveis e vivas. A gente tá falando de uma experiência que realmente deve ser respeitosa, que fique como algo importante para a mulher", diz a entidade. 

PF analisa contratos do Ministério da Saúde com empresa ligada a alvos da Carbono Oculto

Por Mateus Vargas e José Marques | Folhapress

PF analisa contratos do Ministério da Saúde com empresa ligada a alvos da Carbono Oculto
Foto: Divulgação / PF

Investigadores da Polícia Federal que apuram suspeitas de corrupção e crimes financeiros pediram ao Ministério da Saúde os processos de contratação da Star Pharma, uma distribuidora de medicamentos mencionada em inquérito da operação Carbono Oculto com ligações à rede de negócios dos investigados conhecidos como Beto Louco e Primo.
 

O ministério entregou o material em maio à equipe da Delecor (Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros) da Superintendência da PF no Distrito Federal. A análise está sob sigilo.
 

Os investigadores tiveram acesso aos processos digitais que reúnem os documentos das licitações vencidas pela Star Pharma, além dos trâmites relacionados às entregas de medicamentos e outros produtos da empresa.
 

São seis contratos assinados entre abril de 2024 e maio de 2026, somando cerca de R$ 220 milhões, para entrega de insulina e preservativos ao SUS.
 

Procurada, a Polícia Federal não afirmou se existe um inquérito aberto ou quais são as suspeitas envolvendo a empresa. Disse apenas que "não confirma nem se manifesta sobre eventuais investigações em andamento".
 

O Ministério da Saúde afirmou que não há "evidência de irregularidade" nos processos licitatórios nem informação de investigação da PF envolvendo a pasta.
 

"Os contratos foram realizados por meio de licitação pública em que a vencedora apresentou preços cerca de 30% menores e atendeu aos requisitos legais exigidos a todos os concorrentes", declarou.
 

Em nota, a Star Pharma afirma que elogia a iniciativa das autoridades de "apurar em profundidade todos os processos licitatórios e contratuais" dos fornecimentos de produtos ao SUS. A empresa afirma ainda que a análise "comprovará a total correção e integridade das práticas adotadas pela empresa".
 

A fornecedora do SUS também afirma que irá pedir uma auditoria dos contratos junto ao Ministério da Saúde para comprovar "a absoluta conformidade e ética" da sua conduta.
 

Na representação que baseou a operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) incluiu a Star Pharma em uma lista de empresas que seriam ligadas "direta ou indiretamente" a Mohamad Hussein Mourad. Conhecido como Primo, ele é um dos principais investigados, está foragido e tenta delação.
 

A Promotoria ainda afirma que a empresária Andrea Cristina Alves Borges, a única sócia da Star Pharma até novembro de 2025, teria atuado como "laranja", segundo a Promotoria em empresas do grupo de Primo e de Roberto Leme, o Beto Louco, que também está no centro das suspeitas.
 

A investigação mira a inserção do crime organizado no setor de combustíveis. A Star Pharma e Andrea não foram alvos das ações policiais, que até agora não têm como foco contratos do SUS.
 

O MP-SP aponta que o grupo de Beto Louco e Primo atuaria na venda de combustível adulterado e utilizava fintechs e fundos de investimento para movimentar os recursos.
 

O documento que menciona a atuação de Andrea baseou a operação Fluxo Oculto, feita no fim de maio de 2026 como desdobramento da Carbono Oculto. O Ministério Público diz que ela participou da reorganização financeira dos postos de gasolina após o início das apurações.
 

Com sede em Barueri (SP), a Star Pharma representa empresas estrangeiras em negócios com o SUS, especialmente para a venda de insulina. A maior parte dos acordos com o ministério foi assinada por Andrea.
 

Além de ter sido a única sócia da Star Pharma até o fim de 2025, ela teve procurações para representar ao menos cinco empresas de diferentes ramos —formuladora e distribuidora de combustível, uma investidora e lojas de conveniência— que pertenciam a parentes ou a supostos laranjas do Primo.
 

Andrea ainda assumiu a sociedade de um motel e de uma administradora transferidas a ela por uma irmã de Mourad.
 

A reportagem tenta contato com Andrea desde março por ligações, mensagens a dois telefones e email, mas não houve resposta.
 

Segundo investigadores, mensagens de Andrea a um contador do grupo investigado seriam provas de que ela teria atuado na reorganização financeira dos postos.
 

Ela teria informado ao contador, em 4 de setembro de 2025, que o banco Ceopag encerrou a relação comercial com empresas devido às investigações. Em áudio, ela apresentou o plano de abrir conta em nove fintechs e concentrar as movimentações de 56 postos no nome de apenas um deles, segundo a investigação.
 

"Porque é um dos postos em que a gente tem um recolhe maior, e nós vamos centralizar o recolhimento de 56 postos nesse posto através da Sispay", afirmou Andrea, em áudio transcrito pela Promotoria.
 

O contato dela foi salvo pelo contador como "Andreia GGX", que é o nome de uma rede de postos que a investigação diz ser ligada a Primo.
 

CONTRATOS COM O SUS
 

Os principais contratos da Star Pharma com o ministério estão ligados a um pregão vencido em 2024 para entrega de insulina. Na disputa, a farmacêutica Emanuela Medrades atuou em nome da Star Pharma e de uma concorrente, a Medicpharma, que tinha como sócio à época um advogado dela.
 

O edital vedava a participação de empresas com conexões ou a atuação em conluio. No ano passado, a Star Pharma e a Medicpharma negaram irregularidades e disseram à reportagem que não houve conluio na licitação.
 

O Ministério da Saúde afirma que a legislação impede a avaliação individual dos representantes das empresas. Diz ainda que "fez consulta" aos processos da Star Pharma e não encontrou irregularidades.
 

Medrades assumiu a sociedade da Star Pharma após a saída de Andrea. Ela já atuava na empresa ao menos desde 2023. A farmacêutica também depôs à CPI da Covid no caso envolvendo a venda da vacina indiana Covaxin ao governo de Jair Bolsonaro (PL) pela empresa Precisa Medicamentos, da qual era diretora.

Mulher aplicando a substância
Reprodução / Unsplash

A clínica STerapia, localizada no bairro do Caminho das Árvores, em Salvador, tornou-se alvo de uma investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) por supostamente praticar a venda ilegal de canetas emagrecedoras. O procedimento preparatório, assinado pela promotora Fernanda Pataro de Queiroz, é desdobramento da Operação Peptídeos, deflagrada pela Polícia Civil em março.

 

A operação apura a atuação de uma rede estruturada voltada à comercialização clandestina de substâncias utilizadas originalmente no tratamento de diabetes tipo 2, mas que vinham sendo amplamente divulgadas e vendidas para fins estéticos de emagrecimento,  muitas vezes sem prescrição médica e fora dos padrões sanitários exigidos pela legislação.

 

Conforme a portaria, a investigação vai analisar a conduta do estabelecimento com base em violações ao Código de Defesa do Consumidor e ao Código Penal, verificando se houve falsificação, corrupção ou fraude em produto destinado a fins medicinais, além de checar a ausência de registro na vigilância sanitária. No decorrer das diligências, o MP-BA também irá conferir se as substâncias comercializadas pela empresa eram próprias para o consumo e se os pacientes eram devidamente informados sobre a periculosidade do tratamento.

 

A facilidade de compra e o preço atrativo têm levado brasileiros a cederem à pressão social pelo emagrecimento e às promessas de perda de peso rápida. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que utilizar esse tipo de substância sem o devido registro ou sem supervisão médica gera graves riscos à saúde, como hipoglicemia, infecções bacterianas, lesões hepáticas, pancreatite aguda, obstrução intestinal, infarto, AVC e até a morte.

 

O procedimento preparatório funciona como uma fase preliminar de apuração, na qual a Promotoria reúne informações indispensáveis para embasar futuras medidas judiciais. Caso os indícios se consolidem, o expediente poderá ser convertido em inquérito civil para dar continuidade à investigação.

 

 

Ginecologista acusado de filmar pacientes com óculos de IA é solto em audiência de custódia em Salvador 
Fotos: Reprodução / TV Bahia / Foto Ilustração via Mercado Livre

O ginecologista Hosana Pereira de Santana foi solto em audiência de custódia neste domingo (12) após ter sido preso em flagrante após ser acusado de filmar pacientes nuas durante consultas em uma clínica particular no bairro Vila Laura, em Salvador. Segundo a denúncia, ele utilizava um suposto "óculos espião", com aparelhos de gravação embutidos. 

 

Segundo informações do Alô Juca, ao final da audiência, a Justiça determinou o relaxamento da prisão e expediu alvará de soltura. Na decisão, a magistrada entendeu que, neste momento da investigação, não há elementos que comprovem a materialidade do crime. 

 

Consta no parecer judicial que, durante a abordagem, policiais realizaram buscas no aparelho celular do médico, que foi desbloqueado voluntariamente. Em seguida, já na delegacia, ele também autorizou o acesso à galeria de fotos, aplicativo Meta View, nuvem iCloud, lixeira e arquivos apagados, fornecendo inclusive a senha pessoal. Nenhum vídeo ou imagem relacionado à denúncia foi encontrado.

 

Na audiência de custódia, a juíza destacou que o crime investigado exige a existência do registro audiovisual para comprovação da materialidade. Na falta de provas, foi determinado o relaxamento da prisão do médico.

 

Com a medida, o caso continua sendo investigado e o médico responderá ao processo em liberdade, e novas diligências poderão ser realizadas ao longo da apuração para esclarecer as circunstâncias da denúncia.

 

RELEMBRE O CASO
O ginecologista havia sido preso na última sexta-feira (10), após uma paciente denunciar que ele estaria utilizando um equipamento semelhante a um óculos com câmera para registrar imagens das partes íntimas durante a consulta. Durante a abordagem, o suspeito confessou a prática aos policiais, alegando que as imagens seriam utilizadas para "fins de pesquisa".

 

Segundo informações confirmadas pelo Bahia Notícias (BN), o médico utilizava um óculos de grau que continha uma câmera de inteligência artificial para gravar os atendimentos com as pacientes. A câmera fica localizada na parte superior do óculos, de uma forma escondida.

 

Em nota, a Polícia Militar da Bahia (PM-BA) informou que agentes da 58ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foram acionados para o local. Os militares mantiveram contato com a paciente. Ao serem informadas de que o profissional havia acabado de deixar o estabelecimento de saúde, as guarnições iniciaram diligências imediatas na região. O veículo do suspeito foi localizado e interceptado na Avenida Heitor Dias.

 

O suspeito e a vítima foram encaminhados à Casa da Mulher Brasileira, localizada na Avenida Tancredo Neves, onde a ocorrência foi registrada.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Salvador Bahia Airport terá um posto de vacinação contra influenza durante o mês de julho. A ação será realizada no térreo do terminal, próximo ao desembarque doméstico, às quintas-feiras (nos dias 16, 23 e 30), das 9h às 15h.

 

A iniciativa é promovida em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde e oferece vacinação gratuita para passageiros, trabalhadores e demais usuários do aeroporto. A medida busca ampliar o acesso à imunização em um local de grande circulação de pessoas.

 

A vacina é considerada a principal estratégia para reduzir a transmissão do vírus influenza e os casos de Síndromes Respiratórias Agudas (SRAGs), ajudando a fortalecer as defesas do organismo e a prevenir complicações causadas pela doença. A imunização também contribui para o aumento da proteção coletiva, especialmente em períodos de maior circulação viral.

 

Todas as pessoas com idade acima de 12 anos podem receber a vacina no terminal. Para ser imunizado, é necessário apresentar documento oficial de identificação com foto e, preferencialmente, o cartão de vacinação atualizado.

 

 

Maior apreensão de canetas emagrecedoras encontra 5.850 produtos em van na Ponte da Amizade
Foto: Receita Federal

A Receita Federal registrou, nesta sexta-feira (10), a maior apreensão de canetas emagrecedoras já feita na aduana internacional da Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR).
 

Uma van com placas do Paraguai, conduzida por um motorista paraguaio e com quatro passageiros, três deles brasileiros, foi flagrada no final da tarde com 5.850 canetas e ampolas de medicamentos para emagrecimento quando tentava cruzar a ponte, na fronteira entre os dois países.
 

As canetas emagrecedoras estavam escondidas no capô do veículo, em condições totalmente inadequadas de transporte e próximas a fontes de calor. A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, precisa ser mantida em refrigeração para ter eficácia.
 

Segundo a Receita Federal, os servidores do órgão abordaram a van e, aparentemente, todos os passageiros transportavam mercadorias compatíveis com a cota de viajante, de US$ 500 (R$ 2.555, ao câmbio desta sexta).
 

Quando, porém, os agentes de repressão ao contrabando pediram ao motorista para abrir o capô do veículo, ele teria simulado atender a ordem e fugiu em direção ao Paraguai.
 

O compartimento foi, então, aberto e os servidores que atuam na alfândega encontraram as 5.850 ampolas de medicamentos para emagrecimento ocultas sob o capô. Além da tirzepatida, havia também retatrutida, medicamento ainda em caráter experimental e que oficialmente não existe no mercado em nenhum país do mundo -mas já é encontrado em várias marcas no Paraguai.
 

Até então, a maior apreensão já registrada na região da tríplice fronteira tinha ocorrido em 29 de abril de 2024, quando 4.598 canetas emagrecedoras foram encontradas numa fiscalização na BR-277, rodovia que liga a fronteira à capital do Paraná, Curitiba.
 

Com isso, as apreensões neste ano já somam 115.647 canetas e ampolas, ante as 7.479 de 2025, o que representa um crescimento de 1.446,3% em comparação com o ano passado.
 

No último dia 3, um casal e uma criança já tinham sido flagrados com 2.707 canetas e ampolas de tirzepatida de 15 mg e retatrutida e, também nesta sexta, um fundo falso no filtro de ar de uma moto do Paraguai abrigava 52 caixas de ampolas de TG, uma das marcas do "Mounjaro paraguaio".
 

A apreensão na van somou cerca de R$ 735 mil em medicamentos, conforme a Receita Federal, que apontou uma série de problemas. O primeiro é a irregularidade na importação, já que a entrada no Brasil de todas as marcas de tirzepatida provenientes do Paraguai é proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
 

As canetas emagrecedoras paraguaias, porém, se espalharam pelo país devido ao preço, à facilidade de compra e à fiscalização deficiente na fronteira.
 

O tratamento mensal de Mounjaro de 15 mg (com quatro canetas, para aplicações semanais) custa a partir de R$ 3.499 no Brasil. Para quem compra nas farmácias de Ciudad del Este, no entanto, a versão paraguaia do medicamento custa em média R$ 430, sem a necessidade de apresentação de receita médica.
 

Além do ingresso ilegal do produto no país, a Receita afirmou que as canetas eram transportadas em condições incompatíveis com as recomendações da fabricante, que exigem armazenamento refrigerado. Sem isso, qualidade, eficácia e segurança ficam comprometidos.
 

Os passageiros foram ouvidos e liberados, enquanto as unidades de tirzepatida e o veículo foram encaminhados à alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu para apreensão (da van) e armazenamento para posterior destruição (das canetas).
 

Fabricante do Mounjaro, a farmacêutica Eli Lilly afirma que o medicamento que produz exige controle de temperatura em toda a cadeia, com condições rigorosas de armazenamento, transporte e manuseio.
 

"Quando produtos que alegam conter tirzepatida circulam fora dos canais autorizados e da cadeia de distribuição regulada, não há garantia de que esses requisitos foram cumpridos. Isso expõe os pacientes ao risco de receber um produto contaminado ou ineficaz", diz a empresa.
 

As canetas emagrecedoras são medicamentos agonistas de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e nos mecanismos de saciedade.
 

Entidades médicas apontam riscos à saúde com o uso de medicamentos que não têm aval da Anvisa. Há duas apresentações do medicamento no Paraguai: em canetas e em ampolas, que ocupam menos espaço e por isso têm a preferência de pequenos e grandes contrabandistas para ingresso no Brasil.

Presidente da Abeso alerta para riscos de canetas paraguaias e diz que efeitos podem ser imprevisíveis
Reprodução/Instagram @fabiotrujilho

O presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), o endocrinologista Fábio Trujilho, fez um alerta sobre os riscos do uso de canetas emagrecedoras comercializadas no Paraguai e afirmou que, sem estudos que comprovem a bioequivalência dos produtos, os efeitos no organismo permanecem desconhecidos e podem provocar complicações graves. A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, nesta sexta-feira (10).

 

O posicionamento ocorre após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarecer que é falsa a informação de que análises laboratoriais comprovaram a equivalência entre medicamentos vendidos no Paraguai e aqueles registrados no Brasil. Segundo Trujilho, identificar a presença do mesmo princípio ativo não significa que os produtos tenham o mesmo desempenho clínico.

 

"O fato de você ter a mesma substância não quer dizer que ela vai exercer o mesmo efeito do medicamento. É preciso avaliar fatores como bioequivalência, grau de pureza, estabilidade e comportamento da substância no organismo", explicou.

 

O endocrinologista destacou que, sem essas avaliações, não há garantias sobre a qualidade do produto nem sobre possíveis alterações na composição ao longo do armazenamento e transporte. De acordo com o médico, que também atua no Hospital da Obesidade, mudanças na estrutura molecular podem desencadear desde reações alérgicas até danos mais severos aos pacientes.

 

Outro ponto levantado pelo especialista é a falta de controle sobre a procedência dessas canetas, que não possuem autorização para comercialização no Brasil. Segundo ele, as condições de transporte, como exposição a temperaturas inadequadas, também podem comprometer a eficácia e a segurança do medicamento.

 

Trujilho afirmou ainda que muitos usuários recorrem aos produtos por automedicação, sem acompanhamento profissional. Para ele, essa prática aumenta os riscos, já que a obesidade é uma doença que exige diagnóstico, indicação terapêutica e monitoramento médico. "O paciente pode até perder peso, mas isso não significa que esteja tratando a obesidade de forma adequada. Além disso, existem riscos de contaminação, impurezas e efeitos adversos que podem, inclusive, levar à morte", alertou.

 

Outro ponto reforçado é que medicamentos para obesidade e diabetes devem ser utilizados apenas com prescrição médica e adquiridos em estabelecimentos autorizados. A recomendação das sociedades médicas é evitar produtos sem registro na Anvisa, cuja composição, qualidade e eficácia não tenham sido comprovadas por estudos científicos e pela fiscalização dos órgãos reguladores.

Sociedades médicas reforçam alerta contra uso de canetas emagrecedoras sem registro na Anvisa
Foto: Reprodução / Magnific

As principais entidades médicas do país voltaram a alertar sobre os riscos do uso de medicamentos injetáveis de origem alternativa para tratamento da obesidade e do diabetes. Em nota divulgada nesta sexta-feira (10), a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) defenderam que pacientes utilizem exclusivamente produtos registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

 

O posicionamento foi divulgado após repercussão de análises realizadas pela Unicamp em canetas fabricadas no Paraguai. Segundo as entidades, a identificação da tirzepatida nas amostras não permite concluir que esses produtos sejam equivalentes aos medicamentos aprovados no Brasil, já que essa comprovação depende de estudos específicos de bioequivalência e outros critérios regulatórios. 

 

A manifestação reforça esclarecimento divulgado anteriormente pela Anvisa, que também informou que os testes laboratoriais não demonstraram equivalência entre os produtos paraguaios e os medicamentos registrados no país. As associações destacam ainda que uma das amostras analisadas apresentou concentração cerca de 60% superior à informada no rótulo, enquanto outras registraram diferenças relevantes em relação ao produto de referência.

 

"Esses peptídeos são moléculas de elevada complexidade tecnológica, cuja fabricação exige rigoroso controle de  qualidade para garantir identidade molecular, pureza, estabilidade, esterilidade e desempenho clínico. Por  serem administrados por via subcutânea, dependem ainda de condições adequadas de fabricação, armazenamento e transporte", afirma.

 

Na avaliação das entidades, essa variação pode elevar o risco de reações adversas e comprometer a segurança dos pacientes.  O documento lembra que medicamentos desse tipo são moléculas complexas, cuja fabricação depende de rigoroso controle de qualidade, além de condições adequadas de armazenamento e transporte. 

 

"A  regra  geral  é  que  medicamentos  somente  podem  ser  comercializados  no  território nacional após registro sanitário na Anvisa, conforme a Lei nº 6.360/1976. Diante  dessas  evidências,  SBEM,  SBD  e  ABESO  recomendam  que  pacientes  utilizem exclusivamente  medicamentos  registrados  na  Anvisa  e  adquiridos  por  canais regulares  de  comercialização", conclui.

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Presidente da BahiaFarma, Ceuci Nunes aposta em crescimento de laboratório baiano no Brasil

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Fotos: Tito Ferreira / Bahia Notícias
Segundo ela, a entidade agora vai produzir novos medicamentos e terá algumas novidades para o ano de 2026.