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O candidato ao Governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSol) dará início à campanha neste domingo (16), em Salvador, com uma agenda que reúne panfletagem, inauguração de comitê e caminhada pela capital baiana. A primeira atividade está marcada para as 8h30, com uma panfletagem na feira do Nordeste de Amaralina.
Na sequência, às 9h30, Mansur participa da inauguração do comitê do candidato a deputado estadual Kleber Rosa, localizado na Avenida Juracy Magalhães, 978, na Chapada do Rio Vermelho.
O primeiro dia de campanha será encerrado às 14h, com a Caminhada Azoany, com trajeto entre o Pelourinho e a Federação. Antes da largada oficial, Mansur tem compromisso marcado para este sábado (15), em Cachoeira. A agenda prevê visita à Festa da Boa Morte e participação na missa, às 10h.
"Uma coisa é o PT, outra coisa é o governo. É um governo de direita".
Disse o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) ao listar uma série de insatisfações com o Executivo baiano, citando o que classificou como uma "política de segurança que não existe", além de falhas na saúde e na educação. Sobre este último ponto, criticou a postura do governo estadual diante da recusa dos professores em aderir à aprovação automática nas escolas.
O candidato ao governo da Bahia pela federação PSOL-REDE, Ronaldo Mansur, subiu o tom contra a atual gestão estadual e fez questão de demarcar as diferenças entre o seu partido e o governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Durante sabatina na TV Aratu, ao ser questionado pelo jornalista Maurício Leiro, do Bahia Notícias, sobre o contraste entre o apoio nacional do PSOL a Lula e o lançamento de candidatura própria na Bahia, Mansur fez críticas aos rumos da política local.
O candidato lembrou que o PSOL apoiou Jerônimo no segundo turno das eleições de 2022, mas acusou o governador de ignorar as pautas apresentadas pela legenda. "Entregamos uma carta compromisso ao Jerônimo Rodrigues. Essa carta deve ter sido amassada e jogada no primeiro lixeiro que foi achado após a nossa reunião", disparou.
JERÔNIMO DE DIREITA
Para justificar a candidatura própria, Mansur listou uma série de insatisfações com o Executivo baiano, citando o que classificou como uma "política de segurança que não existe", além de falhas na saúde e na educação. Sobre este último ponto, criticou a postura do governo estadual diante da recusa dos professores em aderir à aprovação automática nas escolas.
O psolista fez ainda uma separação clara entre a boa relação que mantém com o Partido dos Trabalhadores e a sua visão sobre a atual administração. "Uma coisa é o PT, outra coisa é o governo. É um governo de direita", cravou.
Para embasar a afirmação, Mansur apontou o dedo para as alianças políticas firmadas pela gestão petista. "Quem tem Geddel Vieira Lima ao seu lado não pode fazer uma política de esquerda. Otto Alencar, que é filho do Carlismo, está ao lado do governo Jerônimo. Então, [o governo] não consegue imprimir uma política de esquerda na Assembleia Legislativa", argumentou.
APOIO NO SEGUNDO TURNO
Provocado por Maurício Leiro sobre a possibilidade de o PSOL voltar a apoiar o PT em um eventual segundo turno contra ACM Neto, Mansur preferiu desconversar e inverteu a lógica da pergunta.
"Esse cenário eu não vejo. O futuro a gente discute no futuro. Essa pergunta também era bom ser feita ao Jerônimo: em um eventual segundo turno, se ele apoiaria o PSOL?", rebateu o candidato, reafirmando que a legenda se apresenta como uma alternativa fora do "pacotão de 50 anos" que, segundo ele, governa a Bahia.
Em entrevista concedida nesta quarta-feira (5) durante sabatina promovida pela TV Aratu, o candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, fez duras críticas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro e à política de preços do setor de combustíveis no estado. Questionado por jornalistas, o postulante acusou o candidato ACM Neto (União) de aliança com a ala bolsonarista por meio do “Genócida Lá ele”, bem como direcionou críticas também ao atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT).
Veja momento em vídeo:
??Ronaldo Mansur cita 'Genocida Lá Ele' para criticar ACM Neto e defende retomada da Landulpho Alves
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) August 5, 2026
????TV Aratu
Confira?? pic.twitter.com/KMFOzkQFSc
Ao abordar os preços praticados na Bahia, Mansur cobrou um posicionamento público do adversário do União Brasil sobre a privatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM).
“É preciso perguntar ao candidato ACM qual é a posição dele em relação à venda da Landufo Alves. Porque foi o seu aliado, 'Genocida Lá Ele', quem vendeu a refinaria Landufo Alves. E hoje, se a Bahia tem o combustível, a gasolina mais cara da Bahia, deve-se ao aliado de ACM Neto, o 'Genocida Lá Ele'”, dispara o candidato.
Mansur acrescentou que a coligação de ACM Neto possui postulantes ao Senado alinhados ao bolsonarismo, contrapondo essa composição à chapa apresentada pelo PSOL.
O candidato afirmou que, caso eleito, atuará em alinhamento com o Governo Federal para reverter a venda da refinaria e buscar a equiparação das tarifas baianas com as de outros estados, criticando a postura da atual gestão estadual diante do tema.
“No nosso governo, nós vamos trabalhar junto com o Governo Federal para que a gente retome a refinaria Landufo Alves e não tenha uma política tímida, inexistente, do governador Jerônimo, que não batalhou para que a gente conseguisse de volta essa refinaria, que é um patrimônio não só da Bahia”, afirma.
RELEMBRE O CASO
A Refinaria Landulpho Alves (RLAM) foi privatizada pela Petrobras em novembro de 2021, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, sendo vendida por US$ 1,65 bilhão ao fundo Mubadala Capital, grupo de investimentos de Abu Dhabi pertencente à família real dos Emirados Árabes Unidos.
Um relatório de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu que a unidade foi vendida abaixo do preço de mercado. Segundo a CGU, a transação ocorreu em meio à pandemia de Covid-19, período de forte desvalorização dos indicadores econômicos do setor petrolífero.
O órgão apontou que a Petrobras assumiu riscos desnecessários ao manter as negociações naquele momento de turbulência, em vez de aguardar a recuperação e a estabilização do mercado internacional, além de ter utilizado metodologias atípicas na avaliação do ativo.
Ao comparar o mercado baiano com o de outros estados, Mansur citou disparidades de valores em relação a São Paulo: “É inaceitável. Olha que em São Paulo o consumo de combustível é um número significativamente maior do que o da Bahia, e hoje o da Bahia é maior do que o combustível comprado no Estado de São Paulo”, conclui.
O patrimônio declarado pelo candidato ao Governo da Bahia, Ronaldo Mansur (PSol), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) saltou de R$ 1.737,55 em 2022 para R$ 91.397,22 nas eleições de 2026.
Na declaração anterior, quando concorreu ao cargo de vice-governador, Mansur informou apenas R$ 1.737,55 em ações da Magazine Luiza. Para o pleito de 2026, a principal mudança está na inclusão de uma participação societária de R$ 30 mil na empresa Babayaga.
O candidato também declarou R$ 50 em uma conta poupança no Banco do Brasil e R$ 923,52 em uma caderneta mantida na Caixa Econômica Federal. Ao todo, os bens informados à Justiça Eleitoral neste ano chegam a R$ 91.397,22. A diferença entre as duas declarações é de R$ 89.659,67.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Angelo Coronel
"Não tenho presidente de estimação".
Disse o senador Angelo Coronel ao negar ser um senador bolsonarista, durante participação no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias. Segundo ele, seu compromisso não é com nenhuma liderança específica.