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O candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) projetou, nesta quarta-feira (2), que o partido elegerá quatro deputados estaduais e, pela primeira vez, um deputado federal nas eleições de outubro. A declaração foi dada durante uma sabatina em que o candidato foi questionado pelo editor-chefe do Bahia Notícias, Fernando Duarte.
O evento, promovido pela TV Aratu, também foi palco para que Mansur projetasse como seria seu governo, caso eleito, com promessas de diálogo com a população e com a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), independentemente de partido.
"A gente vai ser um governo de diálogo, vamos dialogar com todos os deputados estaduais na AL-BA, independente do partido. Não será um balcão de negócios o nosso governo. A população participará do nosso orçamento, nós estaremos dialogando com cada deputado, o interesse do povo baiano está em primeiro lugar", disse.
O candidato também destacou o trabalho feito pelo PSOL na Assembleia Legislativa da Bahia, onde o partido conta atualmente com apenas um representante, o deputado Hilton Coelho.
"Nós temos apenas uma representação como deputado estadual, que é o nosso deputado Hilton Coelho. Nós impedimos a reeleição do grande presidente da Assembleia Legislativa. Ali teve uma aliança entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, nós do PSOL, com um único deputado", disse.
Confira sabatina:
O candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) defendeu o fortalecimento dos órgãos de fiscalização ambiental e criticou a atuação do governo estadual durante sabatina na TV Aratu. Para ele, a Bahia vive uma “verdadeira tragédia ambiental”. Em resposta a pergunta do editor-chefe do Bahia Notícias, Fernando Duarte, sobre a situação da Baía de Todos-os-Santos, o candidato citou o bloqueio judicial de mais de R$ 300 milhões de empresas responsabilizadas pela contaminação da região.
Segundo Mansur, comunidades tradicionais estão entre as mais afetadas. “A maioria dessas pessoas que são atingidas são pessoas pretas, são pessoas quilombolas”, afirmou, ao citar moradores da Ilha de Maré, Ilha de Paramana e Ilha de Bom Jesus.
O candidato também criticou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), pela condução das questões ambientais. Para enfrentar o problema, Mansur prometeu reforçar o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). O candidato ainda afirmou que pretende mudar a composição do secretariado caso seja eleito. "Secretários incompententes, como esse, não farão parte do meu quadro de governo", afirmou.
Na relação com empresários, Mansur disse que não pretende flexibilizar normas ambientais para facilitar investimentos. “A relação que nós teremos com os empresários será uma relação dentro da lei. O empresário que quiser investir na Bahia, ele será bem-vindo. Agora terá que cumprir as leis ambientais”, acrescentou.
Mansur reforçou que a proteção ambiental será prioridade em seu eventual governo. “Nós não iremos afrouxar um milímetro para agradar o empresariado. Em primeiro lugar está o meio ambiente”, concluiu.
ASSISTA:
O candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (Psol) realizou atos de campanha neste sábado (29) em Salvador, Simões Filho e em Alagoinhas, no Agreste baiano, cidade onde nasceu.
Pela manhã, Mansur visitou o terreiro Ilê Axé Yalodeidê, em Salvador. No início das atividades, o candidato publicou nas redes sociais uma mensagem sobre a visita e destacou o caráter religioso do encontro.

Foto: Reprodução / Redes Sociais
“Começamos o dia com uma visita ao Terreiro Ilê Axé Yalodeidê, recebendo as bênçãos dos Orixás e renovando as energias para seguir na caminhada”, declarou.
À tarde, o candidato esteve em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), onde participou de uma panfletagem ao lado de apoiadores.
Já à noite, Mansur realizou atividade semelhante em Alagoinhas, no nordeste do estado. Para a manhã deste domingo (30), o candidato deve participar de um ato no Farol da Barra, em Salvador, contra a chamada escala de trabalho 6x1.
O candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, não participará do ato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para esta sexta-feira (28), em Salvador. O presidente fará uma caminhada com apoiadores no bairro da Liberdade.
Apesar de a Federação PSOL/Rede na Bahia apoiar a reeleição de Lula, Mansur afirmou que optou por não comparecer ao evento por considerar que a atividade está relacionada à chapa majoritária da coligação do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que também disputa a reeleição e é adversário de Mansur na corrida pelo governo estadual.
Segundo o candidato, a decisão busca evitar uma situação de constrangimento durante o ato. “Apoiamos a reeleição do nosso presidente Lula, temos unidade de esquerda na luta em muitas pautas na Bahia, mas neste momento, defendemos projetos para as eleições que nos diferem”, declarou.
Mansur afirmou ainda que mantém o apoio a pautas defendidas pelo partido, entre elas a realização de uma auditoria da dívida pública, mudanças no sistema tributário para ampliar a cobrança sobre os mais ricos e oposição a novas alterações na Previdência.
O candidato ao Governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSol) dará início à campanha neste domingo (16), em Salvador, com uma agenda que reúne panfletagem, inauguração de comitê e caminhada pela capital baiana. A primeira atividade está marcada para as 8h30, com uma panfletagem na feira do Nordeste de Amaralina.
Na sequência, às 9h30, Mansur participa da inauguração do comitê do candidato a deputado estadual Kleber Rosa, localizado na Avenida Juracy Magalhães, 978, na Chapada do Rio Vermelho.
O primeiro dia de campanha será encerrado às 14h, com a Caminhada Azoany, com trajeto entre o Pelourinho e a Federação. Antes da largada oficial, Mansur tem compromisso marcado para este sábado (15), em Cachoeira. A agenda prevê visita à Festa da Boa Morte e participação na missa, às 10h.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.