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Eduardo Grizenti, cientista político, comparece ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN) desta segunda-feira (5). No contexto das eleições de 2026, ele analisa o impacto do processo de “blogueirização dos políticos” e cita Pablo Marçal (PRTB) como um dos pioneiros.
Grizenti compreende que as mídias sociais não substituem o tradicional “corpo a corpo” na política, mas simbolizam um ambiente que “garante mais ganhos com menos riscos”. Além disso, descentralizam os debates políticos.
O melhor exemplo para ilustrar essa questão, segundo o cientista, é a atuação de Pablo Marçal nas eleições municipais de 2024, em São Paulo. O comportamento de Marçal durante debates respingou na forma que os candidatos de 2026 se portaram nas mesmas ocasiões.
“Um dos principais responsáveis, foi o Pablo Marçal, nas eleições de 2024, em São Paulo. Ele usou da gramática e da linguagem da mídia social de forma tão eficaz no debate, que levou a extremos: cadeirada, provocações absurdas…e isso levou, dois anos depois, aos candidatos ficarem com um certo temor da exposição”, afirma.
Com isso, o cientista entende que a presença massiva das mídias digitais e sociais dentro da política acarretou em uma espécie de roteirização no comportamento, em busca do corte viral direcionado para as redes. Em 2026, ele cita a atuação de Renan Santos (Missão) como a mais próxima de Marçal.
“É só observar a reação que tiveram a Renan Santos, que era, entre todos os candidatos, quem mais buscava essa tendência de produzir o corte de impacto", conclui.
CONFIRA NO PRISMA:
Resta menos de um mês para o primeiro turno das eleições estaduais, previsto para 4 de outubro. Os principais candidatos ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL) têm cumprido agendas de campanha a fim de se promoverem na corrida eleitoral e apresentarem suas propostas para cerca de 11 milhões de eleitores baianos.
Pensando nisso, o Bahia Notícias (BN) avalia os programas de governo dos três principais candidatos ao governo da Bahia nas eleições de 2026. Nesta reportagem, serão destacadas as principais propostas das chapas majoritárias para políticas voltadas à cultura.
ACM NETO - União:
A criação do programa “Bahia Creators” está entre as principais propostas de ACM, o candidato projeta a formação, conexão e remuneração de criadores de conteúdo digital, que produzem para as plataformas TikTok, Instagram e YouTube, para promover destinos turísticos e culturais da Bahia.
Os editais, portas de entrada para financiamento de projetos artísticos e culturais, também são contemplados. ACM Neto propõe a criação de um calendário anual e previsível dos documentos, além de uma estruturação das ferramentas por meio de níveis de complexidade, a fim de reduzir burocracias do processo.
Outro programa citado é o “Alma Negra”, que visa integração permanente de artistas e intelectuais negros na agenda de eventos da Bahia, além da criação de novos museus e roteiros turísticos com foco na herança cultural afro-baiana. ACM Neto mira integração de saraus, hip hop e linguagens urbanas contemporâneas nas políticas estaduais.
A Bienal do Livro da Bahia, que passou por um hiato de 9 anos sem atividades (2013-2022), retomou em 2024 com uma edição histórica e está incluída nos planos do candidato. Ele planeja a garantia de periodicidade regular e modelo de governança independente para a Bienal, evitando interrupções políticas.
JERÔNIMO RODRIGUES - PT:
Candidato à reeleição, Jerônimo foca na estruturação e fortalecimento de projetos já existentes, mas não descarta a criação de novos. As escolas de tempo integral, são exemplos. O governador busca utilizar dos teatros escolares para ampliar a circulação de manifestações artísticas pelo interior, além de expandir o “Programa Capoeira nas Escolas” fortalecendo a integração afro-brasileira e africana em instituições públicas e particulares.
Outro programa contemplado é o “Ouro Negro”. Segundo os objetivos de Jerônimo, caso eleito, irá fortalecer os instrumentos de fomento às entidades apoiadas pelo programa, promovendo as manifestações afro-brasileiras não apenas no Carnaval, mas em ações permanentes ao longo do ano.
Quanto aos novos programas, destaca-se o “Cultura para Todos”, que busca o fortalecimento de bibliotecas, museus, espaços culturais e iniciativas comunitárias no território baiano. Enquanto o Infra Cultura Bahia, já existente, será utilizado para promover a requalificação, modernização, acessibilidade, restauro e segurança desses espaços.
Os planos também reforçam a consolidação da Bahia Filmes enquanto empresa pública do audiovisual, a fim de promover o estado como destino de produções internacionais. Para atrair as produções, o candidato prevê a articulação de incentivos, infraestrutura de apoio e facilitação de licenciamento.
RONALDO MANSUR - PSOL:
Ronaldo Mansur prevê destinar 1,5% do orçamento do Estado para a cultura e ampliar os recursos disponíveis para o setor. Com isso, o candidato busca garantir maior estabilidade no financiamento de projetos e políticas culturais, fortalecendo a atuação de artistas e produtores.
Quanto ao fomento da atividade cultural, é citada a criação de editais, leis, programas e fundos com recursos próprios e mecanismos de descentralização territorial. Mansur também prevê a busca por interessados da sociedade civil para o apoio técnico nas inscrições de projetos culturais, a fim de reduzir a burocracia do processo.
Além disso, o candidato promete maior transparência na formulação e na gestão das políticas culturais, com mecanismos de controle e participação da população nas decisões do setor. Segundo o plano, a sociedade deverá ter espaço na criação e no acompanhamento das políticas públicas.
Nessa lógica, a participação dos trabalhadores da cultura no aconselhamento das políticas públicas do setor é outra proposta. A ideia apresentada consiste na inclusão desses profissionais de forma mais direta nas decisões sobre programas e ações governamentais, contribuindo para a formulação de políticas alinhadas às demandas do setor.
Os planos de governo dos três candidatos ainda possuem pontos em comum. De modo geral, todas as propostas apontam para uma política cultural com mais recursos, descentralização e participação social, destacando a necessidade de aproximar a gestão pública dos trabalhadores e produtores culturais.
As eleições de 2026 se aproximam e, além de candidatos com ocupações consideradas “tradicionais” na política, a disputa também conta com nomes que se tornaram públicos antes de fazerem parte da corrida eleitoral. O compilado feito pelo portal Bahia Notícias (BN), com base em dados do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra quem são as figuras baianas conhecidas no meio artístico e nos holofotes que disputam as eleições.
Além da esfera artística, até o momento, a apuração do BN também verificou o número de candidaturas LGBT, os nomes mais engraçados e curiosos na corrida eleitoral, a quantidade de candidatos que possuem “Dr. ou Dra.” em seus nomes na urna e associados à segurança pública.
Entre as personalidades ligadas ao setor, está Maria Marighella, candidata a deputada federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Antes de se dedicar à candidatura, foi presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte) de 2023 até 2026, após se licenciar do mandato de vereadora de Salvador para o qual foi eleita em 2020. Ela tem 50 anos e é atriz, produtora teatral e gestora cultural brasileira. Entre os trabalhos de maior destaque dela está a participação no filme Marighella (2021), dirigido pelo baiano Wagner Moura, quando interpretou Elza Sento Sé (sua avó e primeira esposa de Carlos Marighella).
No âmbito da dança, Léo Kret é o único nome da lista. Ela tem 42 anos e é candidata a deputada federal pelo União Brasil. Antes da carreira política, Léo foi dançarina da banda Saiddy Bamba e ficou conhecida pelas apresentações marcadas pelo “bate-cabelo”. A candidata construiu amizade com a cantora Anitta e participou dos clipes das músicas "Bola Rebola", em 2019, e "Me Gusta", em 2020. O nome dela também está no compilado de candidaturas LGBT, tendo em vista que é uma mulher trans. Foi a primeira transexual eleita para um legislativo no Brasil, quando assumiu uma cadeira na Câmara de Vereadores de Salvador em 2009.
Entre as “celebridades da internet”, está o influenciador digital "Ministro Rodrigo", e é candidato a deputado federal pelo PDT. Rodrigo Santos tem 36 anos e é conhecido por produzir vídeos de dicas de economia no TikTok marcados pelo famoso bordão “caneta e papel na mão pra não esquecer". Seus seguidores, que se aproximam da marca de 1 milhão, o definem como “Ministro da Economia”.
Rostos conhecidos nas telas de milhares de baianos também participam da corrida eleitoral. Candidato a deputado federal pelo PSD, Uziel Bueno tem 49 anos e é jornalista, comunicador e ex-deputado estadual da Bahia. Ele foi repórter da afiliada do SBT na Bahia, TV Aratu e apresentou o antigo programa “Na Mira” por cerca de 2 anos (2008-2010). Hoje, ele passa por um afastamento temporário (por conta de sua candidatura) da edição local do Brasil Urgente na Band Bahia.
Também candidato a deputado federal, Jorge Silva Araújo, é filiado ao Progressistas (PP) tem 48 anos e é jornalista, conhecido pelo bordão “Bafafá, confusão e agonia”. Ele projetou sua carreira como repórter em programas populares em emissoras de Salvador, como a TV Aratu, Record Bahia e Band Bahia. Ele apresentou o programa “Bafafá na Band”, que foi cancelado após Jorge deixar a emissora para se dedicar à campanha eleitoral.
Em eleições passadas, os eleitores baianos mostraram que não basta ser artista para merecer votos. Sendo assim, é esperado que os candidatos se mobilizem para superar a esfera midiática e fazer parte do imaginário popular. Por isso, até o primeiro turno, previsto para dia 4 de outubro, eles terão oportunidade de realizar atividades como caminhadas, carreatas, comícios, encontros, reuniões, sabatinas, entrevistas e debates, dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
O comediante Marcelo Adnet vai voltar a produzir o programa Sinta-se em Casa, na Globoplay. Após uma boa repercussão, a atração retorna na próxima sexta-feira (29) e vai contar com algumas novidades, como a participação dos influenciadores digitais Ney Lima, Pequena Lo, Foquinha, Thamirys Borsan, Diva da Depressão e Gkay em esquetes.
Segundo o portal F5, o programa vai seguir os mesmos moldes da temporada passada. Adnet apresentará semanalmente (sempre às sextas-feiras) humor e piadas com relação ao Big Brother Brasil 21 de forma aberta ao público. A cada semana, um influencer vai apresentar imitações, esquetes e performances relacionadas com momentos marcantes do reality show.
“Foi um aprendizado gigante em todas as esferas da produção, com muita liberdade de criação e o apoio da minha esposa, Patricia, da Daniela Ocampo, supervisionando e me ajudando remotamente, e do Globoplay. Foram quase 300 personagens ao longo dos episódios. E um processo que dialogou totalmente com o momento da quarentena e dos brasileiros”, declarou Adnet à época.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.