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Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência

O desafio pode fazer bem. O risco está na pressão sem recuperação — e isso vale para qualquer pessoa que trabalhe sob grande exigência depois dos 80.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

cultura

Cultura do interior baiano é destaque em exposição na França 
Fotos: Reprodução / Instagram / rosefernandesartista

As artistas baianas Rose Fernandes, Sol Meira e Aila Fernandes participaram da exposição internacional Arts Sans Frontieres 2026, levando para a França a cultura do interior baiano por meio de suas obras. O trabalho das artistas ficou exposto entre os dias 16 e 29 de outubro na comuna francesa de Ansouis, região histórica no sul do país, ao lado de outros trabalhos brasileiros e internacionais.

 

Rose e Aila Fernandes, mãe e filha, representaram o município de Guanambi na exposição, levando diferentes olhares sobre o sertão nordestino e suas faces. Enquanto Rose pinta paisagens e estampas em óleo, acrílico, aquarela e pastel, sua filha mostra a realidade por meio de suas lentes fotográficas.

 

Já Sol Meira, de Macaúbas (BA), levou à mostra a série fotográfica “A Natureza por um Fio”, composta por 10 imagens que tratam de temas ecológicos e naturais.

 

A exposição coletiva reuniu pinturas, fotografias e xilogravuras de diferentes nações, estimulando o intercâmbio cultural entre os artistas selecionados.

 

Para Rose Fernandes, participar do evento validou sua trajetória como artista, uma vez que foi a Ansouis anteriormente a passeio e, dois anos depois, retornou como expositora. “Somos três artistas que representaram a Bahia nessa exposição. Gratidão a Deus e à minha família por levar a arte brasileira cada vez mais longe”, escreveu Rose nas redes sociais.

 

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Exposição revisita diferentes fases de J. Cunha em Salvador
Fotos: Reprodução / Instagram / j.cunha_oficial / Reprodução / Paulo Darzé Galer

A mostra “J. Cunha — A invenção de uma linguagem” estreia em Salvador no dia 12 de novembro, reunindo obras de diferentes períodos e técnicas do artista baiano. Selecionados em parceria com a Paulo Darzé Galeria, os trabalhos serão expostos no Palacete Tirachapéu, centro gastronômico localizado na Rua Chile, em Salvador. 

 

Com destaque para as culturas afro-indígenas, o trabalho de J. Cunha celebra símbolos populares brasileiros, criando um universo mítico impresso em telas e ambientações. Dentre os principais feitos do artista estão a assinatura estética do bloco Ilê Aiyê ao longo de 25 anos e a composição de decorações do carnaval de Salvador.

 

A curadoria das obras de J. Cunha foi realizada por Thais Darzé, diretora da galeria Paulo Darzé, que abriga parte do acervo do artista.

 

Segundo a curadora, a iniciativa ajuda a expandir a difusão artística na capital baiana. “Acreditamos que a arte precisa ocupar cada vez mais lugares, contribuindo para a construção de repertórios culturais e para o reconhecimento de trajetórias fundamentais à nossa história, como a de J. Cunha”, declara. 

 

Marcelo Magalhães, presidente do Palacete Tirachapéu, reitera o papel do restaurante como promotor de ações culturais.  “Estamos construindo parcerias que tragam a arte para o cotidiano do Palacete e da Rua Chile para criar novas razões para as pessoas frequentarem o Centro Histórico”, afirma.

 

A exposição ocorre paralelamente à estreia da 1ª Feira de Arte Contemporânea da Bahia, realizada também no Palacete Tirachapéu. O projeto segue até o dia  15 de novembro, reunindo mais de 70 artistas e coletivos em uma programação que inclui performances, leituras, pinturas, debates e outras formas de fazer cultura.

 

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Diretora do Filhas de Gandhy relata dificuldades com patrocínio para bloco: "Tratadas como se tivessem começado ontem"
Foto: Afoxé Filhas de Gandhy

Em 2027, as Filhas de Gandhy convidam o público a mergulhar nas histórias e riquezas guardadas pelo oceano através do 'Canto de Ajé', música interpretada por Márcia Short que conta a história do enredo das "meninas", que formam o primeiro afoxé composto exclusivamente por mulheres no Brasil e na Bahia.

 

Mas para que o canto consiga ecoar não só no circuito da folia, como nos quatro cantos do Brasil, a riqueza não pode ser apenas a cultural; ela necessita ser financeira, e este continua sendo um dos maiores desafios da associação em seus 48 anos de existência.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, a dançarina, cantora e produtora cultural Silvana Magda, diretora executiva e artística do afoxé fundado por Gliceria Vasconcelos, falou sobre a luta das Filhas de Gandhy para colocar o bloco na rua a cada Carnaval.

 

"São 47 anos, e ser tratada como se tivesse começado ontem é uma falta de sensibilidade e de respeito. As pessoas não conseguem entender que, em 1979, em pleno regime militar, você tem um grupo de mulheres que desafia uma sociedade machista, na sombra dos Filhos de Gandhy, desafiando um conceito social. Naquele período, as mulheres já tinham pouquíssimas opções de se expressar. Somos uma instituição que sempre passou por desafios, mas, independentemente disso, nós continuamos fazendo arte e chegamos até aqui. É essa força de Gliceria Vasconcelos, presidente do afoxé, uma mulher de 82 anos, que nos faz continuar. E queremos que a juventude se conecte com isso."

 

Silvana Magda, diretora executiva e artística do Afoxé Filhas de Gandhy | Foto: Afoxé Filhas de Gandhy

 

Silvana, que vive nos Estados Unidos e divide o tempo com o compromisso profissional em Salvador, fez um comparativo de como funciona a situação fora do país:

 

"O método de se trabalhar nos Estados Unidos, o patrocinador, ele fala de produtos. Se você tem produtos cujo maior consumo é de mulheres, você procura ter pessoas divulgando essa marca que se comuniquem com esse público. Nós somos consumistas silenciosas. Se eu sei que aquilo ali é um produto para mulher, eu vou querer ver uma mulher divulgando aquilo. Por aqui a gente não cobra essa postura. Se você tem um produto que é um sapato e vende aquilo para um público especificamente feminino, por que não associar a marca a um projeto como o Afoxé, a Banda Didá e outros grupos que levam a força feminina para as ruas?", questionou.

 

Para se ter uma ideia, em 2024, o bloco saiu na avenida com uma dívida feita pelo afoxé em 2023 para conseguir desfilar com as mais de 700 associadas no Carnaval de Salvador.

 

A diretora executiva do Filhas de Gandhy apontou ainda uma outra desvantagem do bloco: a falta de espaço para a realização de ensaios, algo que ajudaria na arrecadação de verba, além de publicizar o afoxé, existente há 48 anos.

 

Foto: Afoxé Filhas de Gandhy

 

"A gente precisa ter ensaios, e como a nossa sede é pequena, tem escadas e isso dificulta bastante o acesso, nós não temos um espaço. Agora nós estamos em busca disso: que a gente possa ter um espaço onde possamos criar ensaios para que as associadas e as pessoas que queiram conhecer a instituição possam estar participando."

 

Silvana reconhece que estar fora do país dificulta para dar continuidade à busca de empresas com interesse em patrocinar o Afoxé Filhas de Gandhy. No entanto, em 2026, a produtora cultural antecipou a vinda para o país na esperança de ter algo encaminhado para a folia do ano que vem.

 

"O que eu estou tentando fazer, para mim, é bem complicado, porque eu não moro no Brasil. Então, eu vim mais cedo agora, porque o meu objetivo é esse. Eu quero trazer [mais patrocínios] para estar com a gente no Carnaval. É um mercado que para mim é novo. Eu tenho alguns amigos, o Marrom [Osmar Marrom] é um deles, a Dib Kraychete, que me conectam com as pessoas, mas é difícil."

 

Para o ano de 2027, as Filhas de Gandhy apostam na economia azul, algo que conversa com o enredo do afoxé. A questão é: como transformar essa pauta em algo interessante para quem investe no Carnaval visando apenas o comércio e o faturamento?

 

"A gente procura mostrar, educar e conscientizar as pessoas de que a gente tem que ter uma responsabilidade social. Não é só fazer Carnaval. Quando a gente fala de economia azul, as pessoas normalmente ligam à limpeza, mas existe um fator que é base, que são as nossas marisqueiras e pescadores. Elas são a base da economia azul. E essas mulheres não são vistas; elas nem passam pelo imaginário", pontua Silvana.

 

 

A diretora artística do Afoxé Filhas de Gandhy afirma que, no bloco, elas terão voz, assim como outras figuras que passam invisíveis durante a folia. O projeto do afoxé também vai além dos seis dias de festa na avenida. Segundo Silvana, a ideia é que o projeto 'Canto das Praias' consiga trazer um olhar tanto para a economia azul quanto para a importância do Filhas de Gandhy para a cultura baiana.

 

"A gente está trazendo essa ala de marisqueiras, né? Eu estou nessa luta e a gente vai fazer uma coisa muito especial, que está em andamento agora, que é o Canto das Praias. Se a gente não conseguir os ensaios, nós vamos fazer essa coletânea de praias com o que temos, para as pessoas que se comprometem com a questão social, ambiental, e fazer isso."

 

FILHAS NA FESTA, APESAR DOS PESARES
As dificuldades não são um impeditivo para as Filhas, que seguem fazendo festa a cada Carnaval. Para 2027, o desfile está confirmado para o dia 6 de fevereiro, no Circuito Batatinha (Pelourinho), e no dia 8 de fevereiro, no Circuito Dodô (Barra-Ondina).

 

Ao Bahia Notícias, Silvana revelou que o interesse do público pelo Afoxé Filhas de Gandhy cresceu nos últimos anos. "Isso é fato, porque a mudança veio. Eu trago uma renovação onde as pessoas se sentem pertencentes", afirmou.

 

Segundo a produtora, a mudança da característica visual foi um dos principais atrativos para o público feminino. O Afoxé Filhas de Gandhy abandonou a fantasia que se assemelhava à dos Filhos de Gandhy para trazer um toque mais feminino no visual e conversar mais com o seu público.

 

"A gente não tem que vestir um lençol; somos mulheres e procuramos estar belas. Então, essa identidade visual foi uma das primeiras preocupações, porque eu acho que a mulher tem que se sentir bonita. Ela não precisa estar dentro de uma tradição que acompanha o grupo masculino."

 

Foto: Afoxé Filhas de Gandhy

 

Silvana também pontuou que explicitar as diferenças e explicar como funciona o Afoxé Filhas de Gandhy se tornou essencial para que mais pessoas se sentissem atraídas pelo bloco.

 

Um dos pontos que mais explicitam a fala de Silvana Magda é o fato de ter mulheres tocando atabaque e tambor no bloco. No Candomblé e em outras religiões de matriz africana, o toque dos atabaques e tambores é restrito aos homens.

 

"Foi fundamental explicar que o Filhas de Gandhy não é um candomblé, não é religião. Nós somos um grupo de Carnaval, onde a base é o Ijexá, que vem das raízes do candomblé. Existe um respeito, mas nós somos um grupo de Carnaval."

 

Fundado em 1979, o bloco Afoxé Filhas de Gandhy faz a festa para além do Carnaval. A associação civil sem fins lucrativos promove ações educacionais e sociais para um coletivo de mulheres através de cursos, oficinas e seminários ao longo de todo o ano. Ao todo, cerca de 800 mulheres são atendidas nos projetos do Filhas de Gandhy, que faz questão de passar a sabedoria ancestral para a frente.

 

Foto: Afoxé Filhas de Gandhy

 

E é ela que irá para a avenida em 2027, através do tema 'O Reino de Ajé Olokun: A Realeza do Ouro Abissal'. O enredo escolhido para o ano que vem propõe um mergulho simbólico nas profundezas do oceano para revelar a majestade de Olokun, divindade das águas profundas, e a força de Ajé, senhora da prosperidade.

 

A narrativa conecta ancestralidade, ciência e natureza ao abordar o petróleo como “Ouro Negro”, energia solar ancestral guardada sob o solo oceânico.   

 

A proposta estética do desfile trará um contraste marcante entre o branco tradicional das Filhas de Gandhy e o brilho iridescente que remete ao petróleo sob a luz do sol. O mistério do pré-sal será representado como uma armadura sagrada que protege os tesouros das profundezas. "A nossa história precisa ser contada com respeito, mas também com a alegria vibrante que nos define", afirma Silvana.

 

O passaporte está à venda no site oficial do Afoxé Filhas de Gandhy por R$ 400.

Morre produtora cultural Aline Rapadura, referência em grandes eventos
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O corpo da produtora cultural Aline Rapadura será velado nesta quarta-feira (28), a partir das 8 horas, no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador. O sepultamento está marcado para as 14 horas.

 

Aline faleceu no último domingo à noite, em São Paulo, onde residia há 10 anos, após um mal súbito. 

 

Produtora executiva das primeiras 15 edições do Festival de Verão de Salvador, Aline era profissional conhecida e respeitada nos cenários cultural e corporativo, sempre à frente de grandes espetáculos e de feiras, congressos, exposições e festas.

 

Em São Paulo, também atuou com destaque em eventos como o The Town, Lollapalooza, Salão do Automóvel, Festival de Interlagos e inúmeras produções teatrais, a exemplo de O Pequeno Príncipe, com Luana Piovani, de quem era grande amiga.



Luana Piovani homenageou a amiga | Foto: Reprodução/ Redes sociais

 

Aline Baraúna Rapadura deixa o viúvo, Joca, a filha Lis, de 12 anos, e uma legião de amigos que fez por todo o País.

Menino de 11 anos do sertão baiano é aprovado no Bolshoi após pesquisar seleção por conta própria

Um menino de 11 anos de Riachão do Jacuípe, no sertão baiano, está prestes a dar um passo importante para realizar o sonho de se tornar bailarino profissional: Arthur Silva Morais Rocha foi aprovado na seleção da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville, Santa Catarina, e vai ingressar na instituição em 2027.

 

A apuração é do portal G1 Bahia.

 

A aprovação na escola, uma das mais prestigiadas no segmento, foi divulgada no dia 17 de outubro. Mas a relação de Arthur com a dança começou antes mesmo das primeiras aulas de balé.

 

Segundo a mãe dele, Juliana Bispo da Silva, em entrevista ao portal g1, o menino sempre gostou de se movimentar e costumava acompanhar vídeos de pessoas dançando na internet. Desde pequeno, tinha uma rotina agitada e gostava de praticar diferentes atividades físicas.

 

Aos 9 anos, decidiu procurar aulas de balé por conta própria. Arthur foi até a única escola da modalidade em Riachão do Jacuípe, a Criativa Ballet & Arte, e manifestou interesse em participar das aulas.

 

A primeira aula aconteceu em fevereiro de 2024. Inicialmente, ele foi colocado no primeiro grau, mas a professora percebeu sua facilidade com a dança e o transferiu para o segundo.

 

Arthur também conseguiu uma bolsa de estudos. De acordo com a mãe, a professora tinha interesse em contar com um menino entre os alunos da turma.

 

Apesar de ouvir comentários de pessoas da cidade de que balé era uma atividade destinada exclusivamente a meninas, Arthur encontrou na internet referências de bailarinos e passou a enxergar novas possibilidades. Ele tinha ainda o apoio da família.

 

DA BAHIA Á JOINVILLE

Depois de começar as aulas, Arthur passou a buscar informações sobre como ingressar no Bolshoi. Ele pesquisava na internet quando haveria seleções na Bahia e descobriu uma pré-seleção em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

 

Depois, convenceu a mãe a fazer a inscrição. A primeira etapa ocorreu em junho, e Arthur foi selecionado cinco dias depois. "Enquanto eu não fiz a seleção, Arthur não me deixou em paz", lembrou Juliana.

 

Com a aprovação na pré-seleção, ele seguiu para Joinville, onde participou de duas etapas: uma avaliação física e outra artística. Foi aprovado nas duas.

 

A mãe contou ao g1 que a aprovação foi um momento de muita emoção. Na ocasião, estavam apenas os dois, enquanto os demais familiares acompanhavam o resultado à distância, na expectativa de receber notícias.

 

Arthur também se surpreendeu ao descobrir que havia conquistado a vaga. "Quando a gente vê o nosso nome ali, no resultado, passa um monte de coisa na cabeça, de tudo que aconteceu até chegar aquele momento".

 

A MUDANÇA

A aprovação representa uma conquista importante, mas também traz desafios para Arthur e a família. Para ingressar na escola, ele precisará se adaptar à rotina em Joinville, cidade que tem características diferentes das de Riachão do Jacuípe.

 

Juliana conta que esteve recentemente em Santa Catarina por quatro dias e pretende passar inicialmente cerca de dois meses na cidade para acompanhar a adaptação do filho.

 

A principal preocupação, segundo ela, é financeira. A família pretende organizar uma campanha de arrecadação e buscar apoio da prefeitura para ajudar a custear as despesas dessa nova etapa.

 

Arthur também já pensa no que vai deixar para trás. Além dos familiares e amigos, ele afirma que sentirá falta da cultura da cidade onde nasceu e até mesmo do calor da Bahia.

 

SONHO DE SER BAILARINO PROFISSIONAL

Mesmo diante das mudanças que estão por vir, o garoto mantém os planos para o futuro. O menino quer aproveitar a oportunidade de estudar no Bolshoi para aprimorar a técnica e construir uma carreira na dança. "O meu maior sonho já foi realizado, que era passar nessa etapa da seleção nacional do Bolshoi. E eu quero chegar a ser um bailarino de alto nível, que viaja vários países", projeta o garoto.

Com licitação aberta, estacionamento do Teatro Castro Alves segue sem prazo de liberação após reforma; entenda
Foto: Divulgação

O estacionamento do Teatro Castro Alves segue sem previsão de funcionamento, mesmo após a reinauguração da Sala Principal do Complexo, em julho deste ano. A retomada das atividades chegou a alimentar no público a esperança da eliminação de um transtorno, a falta de estacionamento no TCA, que desde o avanço das obras de requalificação do espaço, em 2025, está desativado para uso dos espectadores.

 

Ao Bahia Notícias, a assessoria do Teatro Castro Alves afirmou que a liberação do estacionamento depende do processo de licitação da empresa que irá administrar o espaço, como acontecia antes da reforma. Fontes do site pontuaram que o processo está sendo realizado, no entanto, sem prazo para o anúncio da empresa classificada em primeiro lugar.

 

Antes da reforma no espaço, o estacionamento do TCA tinha capacidade para 300 carros, com vagas divididas em cinco pavimentos acessados pela Travessa Corneta Lopes, rua sem saída na lateral do Teatro, adjacente à bilheteria. Não há informações se a reforma alterou a capacidade do estacionamento.

 

 

O Teatro Castro Alves foi reaberto para o público em sua totalidade no dia 1º de julho, após a conclusão das obras de requalificação, exigidas devido ao incêndio que destruiu parte da estrutura da Sala Principal.

 

O espaço tem funcionado em uma fase de operação teste, período tecnicamente chamado de "operação assistida", na qual os eventos não deixam de acontecer, no entanto, o teatro segue em ajustes técnicos e alinhamentos operacionais essenciais.

 

De acordo com a assessoria do TCA, o estacionamento ainda não foi liberado para o público pela questão do período teste e ainda não há uma data definida para a retomada das atividades neste espaço. "A empresa responsável pela obra ainda está ocupando o estacionamento. Não temos previsão exata para atender o público", informou.

 

 

Só em outubro e até esta quarta-feira, 21 de outubro, o Complexo TCA contou mais de dez apresentações, sendo espetáculos na Sala Principal, Sala do Coro e na Concha Acústica.

 

Entre os espetáculos estava a peça 'Viver! Viver!', de Regina Casé, o OSBA em Família, além dos shows de Vanessa da Mata, Xanddy Harmonia e Os Garotin, resultando em um público de aproximadamente 22 mil pessoas nos 20 dias do mês.

 

 

Como alternativa ao transtorno, o estacionamento da Ferreira Costa dos Barris passou a ser disponibilizado em uma parceria com a empresa. Ao todo, o espaço conta com 550 vagas para automóveis e 30 motocicletas.

 

Para estacionar gratuitamente, basta apresentar o ingresso do espetáculo no acesso ao estacionamento da loja. O benefício não possui custo adicional, mas a permanência do veículo está condicionada ao horário limite de saída, fixado até as 22h. 

“Começou como hobby e virou uma paixão”: como Matchola reinventa o rap alternativo a partir de Salvador
Foto: Igor Barreto / Bahia Notícias

Não é de agora que a Bahia é conhecida por ser um berço de grandes talentos musicais. Um dos nomes promissores da nova onda de artistas do estado se chama Matchola. O cantor performa, escreve e produz as próprias canções, apostando em um gênero musical único, mesclando todas as suas referências de uma vez só.

 

Definindo seu estilo como "música alternativa brasileira" ou "rap alternativo", Matchola constrói sua sonoridade unindo rap, reggae, rock, pop e Miami Bass com a tradição da música popular brasileira. Nascido e criado em Salvador, a influência da capital baiana transparece na incorporação do axé, do pagodão e de elementos percussivos da cultura afro-brasileira às estruturas do hip hop. Suas referências sonoras transitam entre ícones internacionais como Childish Gambino, Kanye West, Brockhampton, Outkast e The Neptunes, além de referências do rap baiano como Baco Exu do Blues.

 

Antes de se consolidar na música, a trajetória artística de Matchola começou ainda na infância, por meio do desenho e da edição de vídeo. Após passar pelo mercado de trabalho formal, encontrou na produção musical sua verdadeira vocação. De forma completamente autodidata, aprendendo por tutoriais no YouTube por não ter recursos para pagar um produtor, passou a compor batidas, gravar, mixar e masterizar suas próprias faixas diretamente do seu quarto.

 

Essa autonomia deu origem a uma discografia marcante. O álbum OK Tchola destacou-se por uma estética experimental influenciada pelo rap industrial de JPEGMAFIA e Death Grips, além da inspiração conceitual do disco OK Computer, do Radiohead. Em seguida, o álbum Zero Bala trouxe uma proposta mais sóbria, coesa e pop, focada no pertencimento baiano e na autoaceitação. A caminhada do artista reúne colaborações orgânicas, além da realização de uma turnê pelo Sudeste. Um marco recente de sua carreira foi a gravação do Spotify Sessions, com direção musical de Russo Passapusso, vocalista do BaianaSystem, a quem Matchola considera um amigo e mentor. Atualmente contratado pela gravadora Warner, o artista vive a transição do circuito underground para uma estrutura de lançamento mais planejada, mantendo seu processo criativo característico de transformar vivências pessoais em letras melancólicas sobrepostas a batidas alegres.

 

Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, o artista falou sobre suas influências, o momento transitório em que vive na sua carreira, além dos próximos passos daqui para frente.

 

CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI

CCBB Salvador será inaugurado em novembro com exposição em homenagem ao Ilê Aiyê
Foto: Divulgação

O Banco do Brasil e o Governo da Bahia anunciaram, nesta segunda-feira (19), a inauguração da sede física do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Salvador, marcada para 21 de novembro. Instalado no histórico Palácio da Aclamação, as atividades do CCBB Salvador serão iniciadas com a exposição "Nação Ilê", em homenagem ao primeiro bloco afro do mundo, Ilê Aiyê. 

 

A exposição "Nação Ilê" ocupará 800 m², abrangendo o anexo histórico do Palácio da Aclamação, espaço que passa por uma requalificação, sendo transformado em galeria e um pavilhão temporário de exposições, que integra a área em uso até a conclusão do restauro total do edifício.

 

Neste primeiro momento, será realizada a abertura da primeira etapa, que entrega ao público 1 mil m² de área expositiva e de convivência. O CCBB Salvador contará ao todo com 10 mil m², com mais de 2 mil m² de área expositiva, teatro, cinema, sala multiuso, áreas de convivência, restaurante, café e loja.

 

O anúncio ocorreu em cerimônia no Museu de Arte da Bahia (MAB), com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, da presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e da ministra da Cultura, Margareth Menezes. O evento reuniu autoridades, representantes da imprensa e agentes culturais, que participaram de uma visita mediada à exposição “Atlântico Sertão”, em cartaz no Museu de Arte da Bahia (MAB). 

 

Durante a cerimônia, o governador Jerônimo Rodrigues destacou a importância do equipamento para a valorização cultural e o desenvolvimento econômico da região. O governador também ressaltou a localização estratégica do palácio, próximo à futura estação de metrô do Campo Grande. “Estamos revitalizando um espaço para valorizar a cultura baiana e nordestina. Com a abertura do Centro, toda a região ganha movimento, com impactos positivos para a economia do entorno”, afirmou. 

 

A ministra Margareth Menezes destacou a parceria do Banco do Brasil nas políticas de incentivo à cultura e a importância de ampliar a visibilidade da produção artística nacional. “Como baiana e artista, sinto-me muito feliz cada vez que a gente consegue ampliar os equipamentos culturais para que possamos expor cada vez mais a criatividade artística baiana e brasileira”, afirmou. 

Primeiro CCBB do Nordeste será inaugurado em novembro, em Salvador
Foto: Divulgação / CCBB

O primeiro Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Nordeste será inaugurado em Salvador no dia 21 de novembro, no Palácio da Aclamação. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (19), durante cerimônia no Museu de Arte da Bahia (MAB), com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, da presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e da ministra da Cultura, Margareth Menezes.

 

A abertura será marcada pela exposição “Nação Ilê”, dedicada à cultura afro-brasileira. Nesta primeira etapa, o espaço disponibilizará cerca de 1 mil m² de áreas expositivas e de convivência ao público, enquanto as intervenções no restante do prédio histórico continuam. Quando estiver concluído, o CCBB Salvador terá 10 mil m², com mais de 2 mil m² destinados a exposições, além de teatro, cinema, sala multiuso, restaurante, café e loja.

 

A implantação do centro prevê a recuperação gradual do Palácio da Aclamação, com a adaptação de áreas históricas para receber exposições e atividades culturais. A exposição “Nação Ilê” ocupará 800 m² do anexo do imóvel, que será requalificado para funcionar como galeria e espaço temporário de exposições.

Edital prevê modernização de 120 espaços de leitura na Bahia com novos equipamentos
Foto: Reprodução / Lucas Rosário-Ascom / FPC

 

Destinado ao reconhecimento e modernização de bibliotecas comunitárias e demais espaços de leitura em todo o estado da Bahia, o edital “Pouso da Palavra” é lançado pelo Governo do Estado da Bahia, a partir da Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA). 

 

Com inscrições abertas de 15 de outubro a 3 de novembro, a iniciativa integra o Programa BiblioRede Bahia e prevê a seleção de até 120 propostas. Dentre elas, 12 são destinadas a espaços de Salvador, enquanto 108 serão distribuídas entre os 27 Territórios de Identidade da Bahia, conforme os quadros de vagas e os critérios estabelecidos no edital.

 

Cada espaço contemplado receberá um “Kit Pouso da Palavra” e uma placa oficial de identificação, com o compromisso de desenvolver, durante 12 meses, um Plano de Dinamização Cultural.

 

O kit é composto por uma Smart TV de 50 polegadas, um notebook, um microfone, uma caixa de som com tripé e 100 livros literários. Os itens deverão ser utilizados nas atividades previstas no plano apresentado na inscrição. 

 

O Pouso da Palavra homenageia o poeta, jornalista e fotógrafo baiano Damário Matos da Cruz, que fundou, em 2001, na cidade de Cachoeira, localizada no Recôncavo baiano, um espaço dedicado à poesia e às artes visuais.

Arena Multiuso Antônio Balbino chega a 80% das obras concluídas e tem inauguração prevista para 2027
Fotos: Betto Jr. / Secom PMS

As obras da Arena Multiuso Antônio Balbino, conhecida como Balbinão, na orla da Boca do Rio, em Salvador, chegaram a 80% de execução. O prefeito Bruno Reis (União Brasil) vistoriou o equipamento nesta sexta-feira (9) e informou que a inauguração está prevista para o início de 2027.

 

Com investimento de aproximadamente R$ 163 milhões, a arena terá capacidade para receber até 12 mil pessoas em shows e 7 mil espectadores em competições esportivas. O espaço também poderá sediar feiras, congressos e outros eventos.

 

Segundo o superintendente de Obras Públicas (Sucop), Orlando Castro, os trabalhos seguem dentro do cronograma. Ele informou ainda que os estacionamentos A, localizado ao lado do Centro de Convenções de Salvador, e B, próximo à Arena O Canto da Cidade, têm conclusão prevista para 30 de outubro, antes da Festa da Virada.

 

Durante a vistoria, Bruno Reis destacou que o equipamento deverá ampliar a capacidade de Salvador para receber grandes eventos nacionais e internacionais. A arena integra um complexo com mais de 100 mil metros quadrados, próximo ao Centro de Convenções e à Arena O Canto da Cidade.

 

O prefeito também ressaltou o potencial do espaço para movimentar setores como turismo, comércio e serviços, por meio da realização de shows, competições esportivas e eventos corporativos.

 

A estrutura será totalmente climatizada e contará com tratamento acústico para reduzir os impactos sonoros no entorno. O projeto prevê quatro pavimentos, com pista principal, arquibancadas retráteis, camarotes, camarins, sanitários e áreas de alimentação, além de instalações acessíveis ao público.

 

O equipamento homenageia Antônio Balbino, que governou a Bahia entre 1955 e 1959 e deu nome ao antigo ginásio demolido em 2010 para a construção da Arena Fonte Nova. Desde a demolição, Salvador não dispõe de um ginásio de grande porte com estrutura voltada à realização de competições esportivas e eventos de grande público.

 

Com a conclusão do Balbinão, a prefeitura pretende ampliar a infraestrutura da capital baiana para atrair eventos e fortalecer a economia local.

As obras da Arena Multiuso Antônio Balbino, conhecida como Balbinão, na orla da Boca do Rio, em Salvador, chegaram a 80% de execução. O prefeito Bruno Reis (União Brasil) vistoriou o equipamento nesta sexta-feira (9) e informou que a inauguração está prevista para o início de 2027.

 

Com investimento de aproximadamente R$ 163 milhões, a arena terá capacidade para receber até 12 mil pessoas em shows e 7 mil espectadores em competições esportivas. O espaço também poderá sediar feiras, congressos e outros eventos.

 

Segundo o superintendente de Obras Públicas (Sucop), Orlando Castro, os trabalhos seguem dentro do cronograma. Ele informou ainda que os estacionamentos A, localizado ao lado do Centro de Convenções de Salvador, e B, próximo à Arena O Canto da Cidade, têm conclusão prevista para 30 de outubro, antes da Festa da Virada.

 

Durante a vistoria, Bruno Reis destacou que o equipamento deverá ampliar a capacidade de Salvador para receber grandes eventos nacionais e internacionais. A arena integra um complexo com mais de 100 mil metros quadrados, próximo ao Centro de Convenções e à Arena O Canto da Cidade.

 

O prefeito também ressaltou o potencial do espaço para movimentar setores como turismo, comércio e serviços, por meio da realização de shows, competições esportivas e eventos corporativos.

 

A estrutura será totalmente climatizada e contará com tratamento acústico para reduzir os impactos sonoros no entorno. O projeto prevê quatro pavimentos, com pista principal, arquibancadas retráteis, camarotes, camarins, sanitários e áreas de alimentação, além de instalações acessíveis ao público.

 

O equipamento homenageia Antônio Balbino, que governou a Bahia entre 1955 e 1959 e deu nome ao antigo ginásio demolido em 2010 para a construção da Arena Fonte Nova. Desde a demolição, Salvador não dispõe de um ginásio de grande porte com estrutura voltada à realização de competições esportivas e eventos de grande público.

 

Com a conclusão do Balbinão, a prefeitura pretende ampliar a infraestrutura da capital baiana para atrair eventos e fortalecer a economia local.

Gal Costa impôs condição específica para realização de filme biográfico; saiba qual
Foto: Reginaldo Teixeira/ CS Eventos/ Divulgação

O longa 'Meu nome é Gal', que chegou aos cinemas quase um ano após a morte de Gal Costa, só foi viável por atender a uma condição imposta pela baiana para a realização do longa.

 

A diretora Dandara Ferreira, responsável pelo filme, revelou em entrevista ao podcast 'Desculpe Alguma Coisa' que Gal pediu discrição sobre aspectos de sua vida pessoal.

 

Ao ser questionada pela apresentadora Tati Bernardi sobre qual aspecto em específico a artista pediu que não estivesse de forma explícita no filme, a diretora confirmou que foi a sexualidade dela.

 

Gal foi casada com Wilma Petrillo, sua empresária. As duas conviveram por 24 anos. Para Dandara, o pedido fez sentido, mas, ao mesmo tempo, era algo de conhecimento público.

 

"Entendo e não entendo. Entendo porque não é porque você é artista que sua vida deva ser aberta e exposta. Ao mesmo tempo, é um assunto que todo mundo sabe. As pessoas sabem. A única coisa que ela me falou foi isso. Eu entendi, não discuti. Sempre teve essa questão."

 

A diretora ainda relembrou que a cantora aprovou a escalação de Sophie Charlotte para o filme. "Ela adorou a escolha e disse que Sophie tinha uma doçura e uma timidez que Gal tinha no início da carreira. Ela disse ainda que a atriz tinha um timbre parecido com o dela".

Léo Santana é atração na inauguração do Centro Cultural Novo Mané Dendê em Salvador
Foto: Reprodução / Instagram @leosantana

O cantor Léo Santana será uma das atrações do show que marca a inauguração do Centro Cultural Novo Mané Dendê, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A programação começa às 18h desta sexta-feira (2), com apresentações de cerca de 60 artistas das periferias da capital baiana.

 

O espetáculo terá apresentações de música, teatro, dança e audiovisual. Entre os nomes confirmados estão Mário Show, Elaine Brasil, Raí Ferreira, Sérgio Login, Odilon, Laisa Sartre, Andrezza, Alba Carvalho, Tiago, Junior (Quabales) e Imperatriz do Forró, além dos atores Paulo Reis, Yan Almeida, Raissa, Carol Gaspar, Cícero Locija e Bebele Cruz, além dos corpos de baile Balé Gospel e Uzarte.

 

O novo equipamento será administrado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) e integra o projeto Novo Mané Dendê, coordenado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra). Além dos eventos, o espaço terá atividades de formação artística, cultura, qualificação profissional e geração de renda. Entre as iniciativas previstas estão oficinas de dança, teatro e música, além de ações de inclusão digital e empregabilidade.

 

O Centro Cultural também terá parceria com o Balé Folclórico da Bahia, que desenvolverá ações de formação e intercâmbio, incluindo atividades para crianças, adolescentes e adultos. A programação ainda contará com iniciativas da Secretaria de Cultura, como o Escutando Nossa Cultura, o Salvador Capital Afro e o Salvador Cidade das Crianças. A Semdec também atuará no local com ações do programa Treinar para Empregar.

Bruno Reis minimiza impacto da proibição das bets em Salvador, mas critica MP de Lula: "Na calada da noite"
Foto: Luis Vasconcelos / Antena 1 Salvador

O prefeito Bruno Reis (União Brasil), durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar nesta segunda-feira (28), comentou as recentes restrições às "bets" (plataformas de apostas esportivas) no Brasil. Quando questionado sobre a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – que, na última sexta-feira (25), assinou uma Medida Provisória (MP) proibindo a atuação dessas empresas e interrompendo novas ações de publicidade e patrocínio – o gestor municipal indicou que o impacto para a capital baiana será mínimo.

 

Reis explicou que o município teve apenas um patrocínio pontual de uma plataforma de apostas durante o Carnaval, descrevendo a parceria como "não significativa". Portanto, ele avalia que a proibição determinada pelo Governo Federal não altera o planejamento financeiro ou o andamento dos eventos promovidos pela Prefeitura de Salvador.

 

Ainda assim, o prefeito demonstrou ressalvas em relação à maneira como a medida foi implementada. Segundo ele, o município tem o costume de questionar decisões tomadas de forma repentina ("na calada da noite"), argumentando que a MP não respeita plenamente as relações jurídicas e contratuais estabelecidas. Reis defendeu que o governo deveria ter buscado um formato mais equilibrado para encerrar ou adaptar as operações das apostas no país.

 

O movimento de Lula suspende o funcionamento e a publicidade dessas plataformas por 120 dias, com exigência de que os sites e aplicativos saiam do ar em outubro. A ação faz parte de um pacote do governo federal que também inclui iniciativas como o "Desenrola 3.0", focado em renegociar as dívidas de famílias prejudicadas pelo vício em apostas online.

Márcio Victor mantém tradição e distribui caruru no Engenho Velho de Brotas
Foto: Divulgação

Márcio Victor foi ao bairro do Engenho Velho de Brotas nesta quarta-feira (23) para distribuir quentinhas de caruru de Cosme e Damião para a comunidade do bairro. O cantor, que nasceu e foi criado no bairro, mantém a tradição de todos os anos, durante o mês de setembro, realizar essa ação. 

 

O artista compartilhou em suas redes sociais os bastidores da preparação do caruru. “Nas mãos da minha mãe, essa tradição carrega fé, promessa, cuidado e uma história que faz parte da nossa família”, disse o indicado ao Grammy Latino, no Instagram. “É assim que, todos os anos, ela mantém viva uma promessa feita com amor e que se tornou parte da nossa história”, continuou o artista. 

 

Márcio Victor finalizou, afirmando que o caruru de Cosme e Damião é “mais que uma tradição. É memória, família, fé e amor pelo Engenho Velho.”

 

Padre Reginaldo Manzotti, Eliana Ribeiro e Colo de Deus são atrações de festival religioso em Salvador
Fotos: Divulgação

Salvador será palco, em novembro, de um festival voltado à música e à espiritualidade católica. O Salvador Canta o Eterno acontece no dia 21 de novembro, a partir do meio-dia, no Wet Eventos, localizado na Avenida Luís Viana Filho. Os ingressos já estão disponíveis para compra.

 

Entre os nomes confirmados está o padre Reginaldo Manzotti, um dos artistas de maior projeção da música católica brasileira. Além de comandar programas de conteúdo religioso exibidos no Brasil e no exterior, o sacerdote possui 15 álbuns lançados. Em 2013, recebeu indicação ao Grammy Latino na categoria relacionada ao álbum Paz e Luz.

 

Ao longo da carreira, Manzotti também dividiu trabalhos musicais com artistas de diferentes gêneros, entre eles Alok, Thiaguinho, Fafá de Belém e Gustavo Mioto.

 

A cantora Eliana Ribeiro também integra a programação. Com trajetória ligada à música católica, ela ganhou notoriedade por sua atuação na Comunidade Canção Nova e pela produção de canções voltadas à fé e à espiritualidade.

 

O festival terá ainda a participação da Colo de Deus, comunidade católica formada por músicos e cantores que conquistou espaço especialmente entre o público jovem com músicas de louvor e adoração.

 

Fechando a programação está o Ministério Adoração e Vida, liderado pelo músico Walmir Alencar.

 

Serviço
Salvador Canta o Eterno
Data: 21 de novembro de 2026
Horário: a partir das 12h
Local: Wet Eventos, Salvador
Ingressos: a partir de R$ 30
Pontos de venda: Agenda Católica, Ticket Maker e Pida
Atrações: Padre Reginaldo Manzotti, Eliana Ribeiro, Colo de Deus e Ministério Adoração e Vida

Terreiro Casa Branca promove feira gratuita com ações de saúde, cultura e literatura neste sábado
Fotos: Divulgação / Ilê Axé Yá Nassô Oká (Terreiro Casa Branca)

O Ilê Asé Iyá Nassô Oká, conhecido como Terreiro Casa Branca, realiza neste sábado (26), a partir das 9h, a 24ª Feira da Saúde, Cultura e Literatura. Com entrada gratuita, o evento terá programação durante todo o dia e abordará o tema “Da 1ª infância ao envelhecimento com Direitos Assegurados: Prevenção, Cuidados e Promoção à Saúde”.

 

Entre as atividades estão atendimentos de saúde bucal, consultas médicas e de enfermagem, aferição de glicemia e pressão arterial, vacinação para crianças e adultos e imunização de cães e gatos. O público também poderá participar de exercícios terapêuticos, grupo de psicanálise e ações voltadas à economia solidária.

 

A programação inclui ainda um espaço gastronômico com degustação do caruru de São Cosme e Damião, além de uma feira literária dedicada à literatura e à cultura escrita.

 

Segundo a organização, a iniciativa busca contribuir para a prevenção e a promoção da saúde da população negra de Salvador, reunindo diferentes áreas de atendimento e conhecimentos relacionados à medicina afro-brasileira e à medicina convencional.

 

“Nosso intuito é promover equidade, através da troca de experiência entre os saberes da medicina afro-brasileira e a medicina oficial”, afirma Ekedy Sinha.

 

O evento também terá mesas de debate sobre os desafios e avanços no desenvolvimento da primeira infância, com discussões sobre prevenção, cuidados e promoção à saúde. Outro encontro será dedicado ao envelhecimento com direitos assegurados.

 

Ao longo do dia, o público poderá acompanhar ainda intervenções artísticas, apresentações de poesia, dança e música.

 

SERVIÇO

O quê: 24ª Feira da Saúde, Cultura e Literatura
Quando: 26 de setembro, a partir das 9h
Onde: Terreiro Casa Branca – Av. Vasco da Gama, 463, Engenho Velho da Federação, Salvador
Entrada: gratuita

Salvador: dois espaços culturais recebem R$ 70 mil para realização de shows
Foto: Divulgação

Salvador será contemplada pelo edital Palcos do Brasil, que destinará R$ 70 mil para cada um de dois espaços culturais da capital baiana. Os recursos serão usados para custear, no mínimo, oito apresentações musicais ao vivo em cada local. 

 

Voltado para bares, clubes culturais e casas de espetáculo de pequeno e médio porte, o edital também contempla as cidades de Recife e Rio de Janeiro.

 

Além da realização das apresentações, os recursos poderão ser utilizados em melhorias técnicas nos espaços, como equipamentos de som, iluminação e acessibilidade.

 

Ainda não há informações sobre quais serão os espaços beneficiados.

 

O Palcos do Brasil é uma iniciativa da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) e do Instituto Futuros, antigo “Oi Futuro”.

OSBA realiza nova edição do CineConcerto na Concha Acústica do TCA nesta sexta-feira
Foto: Fernando Gomes / Divulgação

A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) realiza, nesta sexta-feira (25), mais uma edição do CineConcerto, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador. O espetáculo, intitulado “Absolute Cinema”, começa às 19h e reúne trilhas sonoras de filmes, encenações e personagens conhecidos do cinema.

 

A apresentação terá regência do maestro Carlos Prazeres e direção artística de Manno Góes. Entre as referências previstas estão produções como Indiana Jones, O Poderoso Chefão e Harry Potter. Os músicos também participam da proposta com figurinos inspirados em personagens do cinema, enquanto o maestro adota um figurino temático.

 

Segundo Manno Góes, a proposta é criar uma experiência relacionada ao universo cinematográfico desde a chegada do público ao espaço. “A ideia é que, desde o momento em que o público chega, ele comece a entrar nesse universo cinematográfico, seja surpreendido ao longo da noite e se sinta numa sala de cinema”, afirmou.

 

PARTICIPAÇÕES

A edição de 2026 contará com a participação do ator, cantor e dublador Raphael Rossatto e da soprano e dubladora Juliana Franco. O ator João Guisande também participará da apresentação.

 

Para o maestro Carlos Prazeres, o projeto busca aproximar a música de concerto de novos públicos. “Ele tem um caráter revolucionário; com ele, conseguimos conquistar multidões para o repertório tradicional de música clássica”, declarou.

 

CINECONERTO

Criado em 2013, o CineConcerto utiliza trilhas sonoras de filmes como forma de aproximar o público da música de concerto. O espetáculo passou a ser realizado na Concha Acústica do TCA em 2016, espaço que se tornou um dos principais palcos do projeto.

 

Ao longo dos anos, o repertório incluiu referências de Harry Potter, Star Wars, Superman, Rocky e 007. Em 2019, o projeto passou a contar também com sessões temáticas voltadas aos públicos Cult, Geek e Infantil. Durante a pandemia, em 2020, a OSBA realizou o “CineConcerto em Casa”, em formato digital.

 

Em 2023, o projeto completou dez anos com uma edição especial na Concha Acústica. Segundo a OSBA, a iniciativa tem contribuído para ampliar o acesso ao repertório sinfônico e aproximar a orquestra de diferentes públicos.

 

SERVIÇO

OSBA – CINECONCERTO “ABSOLUTE CINEMA”
Data: 25 de setembro (sexta-feira)
Horário: 19h
Local: Concha Acústica do Teatro Castro Alves
Regência: Carlos Prazeres
Direção artística: Manno Góes
Solistas: Juliana Franco e Raphael Rossatto
Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia)
Vendas: Sympla e bilheteria do TCA

Primavera dos Museus amplia acesso à cultura em todo o país e reúne museus baianos em programação nacional
Foto: Divulgação / MAC_BAHIA

Museus de Salvador e de outras cidades da Bahia participam, a partir desta segunda-feira (21), da 20ª Primavera dos Museus, iniciativa promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A programação segue até o dia 27 de setembro e reúne instituições de todo o país em torno do tema “Museus para Todas as Pessoas”.

 

Na Bahia, 143 museus estão inscritos na iniciativa, sendo 51 deles em Salvador. Entre os espaços participantes na capital baiana estão o Memorial Casa do Rio Vermelho, o Museu Casa da Música da Bahia, a Casa do Carnaval da Bahia, o Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_BAHIA) e a Casa do Benin, Memorial Mãe Menininha do Gantois, entre outros equipamentos culturais.

 

O Memorial Casa do Rio Vermelho, por exemplo, terá atividade de visita mediada ao jardim do espaço, com abordagem sobre biodiversidade, espiritualidade, preservação ambiental e saberes tradicionais. A atividade está prevista para quinta-feira (24) e tem participação gratuita.

 

O MAC_BAHIA também integra a programação da Primavera dos Museus. No dia 26, o espaço, localizado no bairro da Graça, receberá uma atividade gratuita de xadrez promovida em parceria com o coletivo Cavaleiros do Centro e a Primeira Liga de Xadrez do Lobato.

 

ACESSO À CULTURA

A iniciativa ocorre em um cenário de baixa frequência da população brasileira a museus. Segundo pesquisa da Fundação Itaú, apenas 16% dos brasileiros visitaram um museu nos 12 meses anteriores a 2025. No mesmo período, 26% frequentaram um centro cultural. O acesso é ainda menor entre pessoas de faixas de renda mais baixas.

 

A Primavera dos Museus busca aproximar essas instituições da sociedade e ampliar as oportunidades de contato da população com espaços de memória, patrimônio e cultura. Em 2026, a programação cadastrada pelo Ibram inclui exposições, palestras, oficinas, seminários, rodas de conversa, visitas mediadas e ações educativas.

 

TEMA DE 2026

Com o tema “Museus para Todas as Pessoas”, a edição deste ano propõe discutir as barreiras que ainda dificultam o acesso e a participação de diferentes públicos nos museus. A proposta considera não apenas questões relacionadas à acessibilidade física, mas também barreiras comunicacionais, sociais e simbólicas.

 

O Ibram destaca ainda temas como diversidade, representatividade, direito à memória, participação e pertencimento. A ideia é estimular as instituições a fortalecerem a relação com as comunidades e possibilitar que os visitantes reconheçam nos acervos e patrimônios elementos relacionados às próprias histórias e culturas.

 

A programação completa da 20ª Primavera dos Museus pode ser consultada na plataforma Visite Museus, do Ibram.

VÍDEO: Bruno Reis detalha cronograma de entrega para novos equipamentos culturais de Salvador
Foto: Arianne Marins

Durante a inauguração da Casa de Espetáculos Letieres Leite, no Comércio, nesta sexta-feira (18), o prefeito Bruno Reis (União) anunciou prazos para a entrega de novos equipamentos culturais e obras em Salvador. O prefeito afirmou que a administração municipal busca ampliar a permanência dos turistas em Salvador, passando de seis ou sete para nove ou dez noites na cidade.

 

“Graças a Deus, Salvador vem batendo recordes atrás de recordes de visitantes em nossa cidade. Esses equipamentos ajudam a oferecer conteúdo para que o turista permaneça mais tempo em nossa cidade. O grande desafio lá atrás era o turista ficar em Salvador, que ficava no máximo três, quatro noites. Já ampliamos para seis, sete noites e queremos que eles fiquem de 9 a 10 noites aqui em Salvador, tendo conteúdo”, declarou.

 

Bruno afirmou que a Escola de Música Letieres Leite deve ser inaugurada em janeiro. O equipamento integra o complexo cultural do Comércio, ao lado da nova Casa de Espetáculos e da Cidade da Música. Ainda neste mês, o prefeito anunciou a inauguração do novo Teatro Vila Velha e do Passeio Público na próxima sexta-feira (25). 

 

Para o dia 2 de outubro, Bruno marcou a inauguração do Centro Cultural e de Convenções do Subúrbio, instalado na região do conjunto de intervenções do complexo Mané Dendê. Segundo ele, o espaço será voltado à realização de atividades culturais e de convenções. O prefeito também citou a Senzala do Barro Preto, sede do bloco afro Ilê Aiyê no Curuzu, com previsão de entrega até dezembro.

 

Durante o discurso, afirmou que pretende inaugurar o equipamento no dia 20 de novembro, data em que é celebrado o Dia da Consciência Negra. Outro projeto mencionado foi a Arena Multiuso da Boca do Rio, chamada de “Balbinão”. Segundo o prefeito, a expectativa é que a obra seja concluída no início do próximo ano. Ao falar sobre os investimentos, Bruno destacou a relação entre cultura, turismo e geração de emprego e renda.

 

ASSISTA:

Espetáculo “Ópera dos Terreiros” volta a Salvador após sucesso internacional
Foto: Divulgação

O Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, será palco de uma apresentação única de Ópera dos Terreiros no dia 11 de novembro de 2026, às 20h. Criada pelo maestro Aldo Brizzi e pelo poeta Jorge Portugal, a obra retorna à capital baiana após uma trajetória de projeção internacional, reunindo história, cultura e espiritualidade afro-brasileiras.

 

Ambientada no Recôncavo Baiano de 1840, a trama acompanha o romance proibido entre Nzailu, um homem bantu que vive em um quilombo, e Dara, uma mulher nagô que trabalha na Casa-Grande. Em meio ao contexto da sociedade escravocrata, o relacionamento dos dois serve como ponto de partida para abordar a diáspora africana, a ancestralidade, a resistência e a formação do Brasil.

 

A narrativa entrelaça acontecimentos históricos ao universo dos orixás, de modo que Exu, Oxum, Iansã e a Dona do Tempo interferem no destino dos protagonistas. A composição cênica é acompanhada por uma trilha sonora que combina percussão afro-brasileira, música eletrônica, vozes líricas, coro e performance. 

 

A união dos elementos resulta em uma ópera brasileira contemporânea, que coloca a perspectiva brasileira no centro da apresentação.

 

Lançada em 2020, Ópera dos Terreiros já foi exibida em canais como France Télévisions e TV5MONDE, além de ter sido premiada na Olimpíada Cultural de Paris, em 2024. Em 2025, a obra foi tema de enredo no Carnaval do Rio de Janeiro e, em agosto de 2026, participou da Biennale Vodun Hwendo, no Benin.


A apresentação integra a fase de operação-teste da Sala Principal do Teatro Castro Alves, após o período de reformas. Os ingressos custam entre R$ 20 e R$ 100 e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pela plataforma Sympla.

 

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Artista retrata paisagens de cidade histórica baiana em exposição com mais de 40 pinturas
Foto: Reprodução / Radar News

Mais de 40 pinturas inspiradas em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, serão reunidas na exposição “Porto Seguro: Sob a Luz do Instante”, do artista Thiago Castro.

 

Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, a mostra será aberta nesta quinta-feira (17), às 18h, na Casa da Lenha, no Centro da cidade, com um encontro entre o pintor e o público. A visitação segue até o dia 17 de novembro.

 

Carioca e pintor há cerca de 30 anos, Thiago Castro chegou a Porto Seguro com a família há quatro anos. Desde então, passou a utilizar a cidade como fonte de inspiração para suas obras, retratando paisagens naturais, o mar, a arquitetura histórica e cenas do cotidiano. “Aqui encontrei uma fonte constante de inspiração para minha pintura”, afirma o artista.

 

Thiago trabalha principalmente com óleo sobre tela e tem o impressionismo como uma de suas principais referências. Parte das obras é produzida ao ar livre, a partir da observação direta das paisagens.

 

Conforme o artista, a luz e as condições climáticas influenciam as cores e a aparência dos locais retratados. A proposta da exposição é registrar momentos passageiros, como reflexos no mar e mudanças na configuração do céu.

 

Ainda segundo informações, a mostra também pretende estimular moradores e visitantes a observar detalhes de espaços conhecidos sob uma perspectiva diferente, a partir das interpretações do artista.

Roberta Sá comemora 20 anos de carreira com show em Salvador
Foto: Flora Negri / Divulgação

A cantora e compositora Roberta Sá celebra seus 20 anos de carreira em Salvador com o espetáculo "Tudo que cantei sou". O show acontece sexta-feira (18), sábado (19) e domingo (20), e os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla a partir das 12h desta terça-feira (15).

 

O evento, que tem uma proposta de ser mais intimista, acontece na Caixa Cultural Salvador, unidade Carlos Gomes. Roberta de Sá, no show, revisita fase da sua discografia ao lado de Alaan Monteiro (bandolim) e Gabriel de Aquino (violão).

 

“Eu sambo mesmo” (Janet de Almeida), “Cocada” (Roque Ferreira), “Casa pré-fabricada” (Marcelo Camelo), “Fogo de palha” (Roberta Sá e Gilberto Gil), “O lenço e o lençol” (Gilberto Gil), e “Olho de boi” (Rodrigo Maranhão) são algumas das músicas que a cantora traz para o espetáculo.

 

Um dos destaques do show é o bloco dedicado à produção musical feminina, que reúne compositoras de diferentes gerações e estilos. O segmento inclui “Lavoura” (Pedro Amorim e Teresa Cristina), “Juras” (Fernando de Oliveira e Rosa Passos), “Virada” (Manu da Cuíca e Marina Irís) e “Essa confusão” (Dora Morelenbaum e Zé Ibarra).

 

Serviço:

Roberta Sá – “Tudo que cantei sou”

Local: CAIXA Cultural Salvador – Unidade Carlos Gomes

Endereço: Rua Carlos Gomes, 57, Centro

Datas: Dias 18, 19 e 20 de setembro de 2026 (sexta a domingo)

No sábado (19) a apresentação conta com audiodescrição
Horários: sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei)

Prefeitura de Salvador lança edital Wanda Chase e destina R$ 2,5 mi para entidades culturais
Foto: Igor Santos / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador lançou, nesta segunda-feira (14), o edital Prêmio Wanda Chase, iniciativa voltada ao reconhecimento da trajetória cultural e da contribuição sociocultural de instituições que atuam na preservação e valorização de expressões culturais negras e populares na cidade. 

 

Ao todo, 250 entidades serão contempladas com R$ 10 mil cada, totalizando R$ 2,5 milhões em investimento. As inscrições para os interessados em obter o recurso começam nesta terça-feira (15) e seguem até 19 de novembro, conforme as regras estabelecidas no edital, disponível no site da Semur. 

 

O anúncio foi feito pelo prefeito Bruno Reis e pela secretária municipal da Reparação (Semur), Isaura Genoveva, na sede da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), no Comércio. 

 


Foto: Igor Santos / Secom PMS

 

De acordo com o prefeito, o prêmio é uma iniciativa de reparação étnico-racial concebida para reconhecer a trajetória de grupos que contribuem para a preservação de saberes, tradições, identidades e expressões culturais que integram a história de Salvador.

 

“Essa grande premiação irá valorizar e apoiar diversos blocos que desfilam no Carnaval de Salvador e que levam a nossa beleza negra para os circuitos na maior festa de rua de todo o planeta. Tudo isso ocorre de forma democrática e se soma a outros investimentos que a Prefeitura concede, seja disponibilizando trio e minitrio, seja com a contratação de atrações e patrocínios”, explicou o prefeito.

 

A premiação também considera a atuação das entidades na valorização da cultura afro-brasileira e no enfrentamento ao racismo. Podem participar afoxés, blocos afro, blocos de reggae, blocos de samba, blocos indígenas, grupos de capoeira e coletivos de hip hop com sede ou atuação em Salvador, desde que atendam aos critérios previstos no edital, entre eles ter, no mínimo, cinco anos de fundação e comprovar participação em pelo menos duas edições do Carnaval soteropolitano.

 

A seleção levará em consideração aspectos como perfil e trajetória da entidade, atuação no combate à discriminação racial, relevância para a promoção das expressões culturais afro-brasileiras, tempo de existência e participação em desfiles.

 

O edital também estabelece pontuação adicional para entidades que apresentem maior representação de mulheres, jovens, pessoas com deficiência, pessoas LGBTQIA+ e quilombolas em seus corpos diretivos. A pontuação incentivada pode chegar a 10 pontos, conforme os critérios estabelecidos no edital, sem caracterizar reserva de vagas.

 

Para representantes de entidades carnavalescas, o edital também permite que os grupos tenham mais tempo para organizar suas atividades de preparação para o Carnaval. É o que avalia Alberto Lázaro, conhecido como Betão, representante da Associação do Coletivo de Entidades Carnavalescas de Matriz Africana e do Bloco Sambetão.

 

A HOMENAGEM
O prêmio presta homenagem a Wanda Chase (1950-2025), jornalista amazonense que construiu carreira na Bahia e que foi uma das personalidades associadas à história do Carnaval de Salvador e à valorização da cultura negra no estado.

 

A proposta foi apresentada em dezembro de 2025, projeto de lei (PL) n° 541/2025, que foi protocolado pelo Executivo na Câmara de Vereadores, onde foi aprovado com unanimidade. O prêmio é instituído por meio de uma atualização no Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa de Salvador, que conta na Lei Municipal nº 9.451/2019.

 

Ainda no projeto, o prefeito Bruno Reis (União) destacou: “Wanda abriu caminhos para uma representação mais justa e plural da população negra nos meios de informação, sempre pautando a verdade, a ética e o compromisso social”.

 

Presente na cerimônia de lançamento do edital, Thelma Chase ressaltou a relação afetiva da irmã com o estado. “Eu estou extremamente emocionada. Viva a Wanda, que amou Deus, a família, a Bahia e os baianos. Viva a Bahia, que respeita e mantém viva a história, a construção e o legado deixados por ela. A nossa família agradece o respeito de todos”, declarou.

Influencers, espaços culturais e investimentos: veja propostas para a cultura na Bahia
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

Resta menos de um mês para o primeiro turno das eleições estaduais, previsto para 4 de outubro. Os principais candidatos ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL) têm cumprido agendas de campanha a fim de se promoverem na corrida eleitoral e apresentarem suas propostas para cerca de 11 milhões de eleitores baianos. 

 

Pensando nisso, o Bahia Notícias (BN) avalia os programas de governo dos três principais candidatos ao governo da Bahia nas eleições de 2026. Nesta reportagem, serão destacadas as principais propostas das chapas majoritárias para políticas voltadas à cultura. 

 

ACM NETO - União:

A criação do programa “Bahia Creators” está entre as principais propostas de ACM, o candidato projeta a formação, conexão e remuneração de criadores de conteúdo digital, que produzem para as plataformas TikTok, Instagram e YouTube, para promover destinos turísticos e culturais da Bahia. 

 

Os editais, portas de entrada para financiamento de projetos artísticos e culturais, também são contemplados. ACM Neto propõe a criação de um calendário anual e previsível dos documentos, além de uma estruturação das ferramentas por meio de níveis de complexidade, a fim de reduzir burocracias do processo. 

 

Outro programa citado é o “Alma Negra”, que visa integração permanente de artistas e intelectuais negros na agenda de eventos da Bahia, além da criação de novos museus e roteiros turísticos com foco na herança cultural afro-baiana. ACM Neto mira integração de saraus, hip hop e linguagens urbanas contemporâneas nas políticas estaduais.

 

A Bienal do Livro da Bahia, que passou por um hiato de 9 anos sem atividades (2013-2022), retomou em 2024 com uma edição histórica e está incluída nos planos do candidato. Ele planeja a garantia de periodicidade regular e modelo de governança independente para a Bienal, evitando interrupções políticas.

 

JERÔNIMO RODRIGUES - PT:

Candidato à reeleição, Jerônimo foca na estruturação e fortalecimento de projetos já existentes, mas não descarta a criação de novos. As escolas de tempo integral, são exemplos. O governador busca utilizar dos teatros escolares para ampliar a circulação de manifestações artísticas pelo interior, além de expandir o “Programa Capoeira nas Escolas” fortalecendo a integração afro-brasileira e africana em instituições públicas e particulares.

 

Outro programa contemplado é o “Ouro Negro”. Segundo os objetivos de Jerônimo, caso eleito, irá fortalecer os instrumentos de fomento às entidades apoiadas pelo programa, promovendo as manifestações afro-brasileiras não apenas no Carnaval, mas em ações permanentes ao longo do ano.

 

Quanto aos novos programas, destaca-se  o “Cultura para Todos”, que busca o fortalecimento de bibliotecas, museus, espaços culturais e iniciativas comunitárias no território baiano. Enquanto o Infra Cultura Bahia, já existente, será utilizado para promover a requalificação, modernização, acessibilidade, restauro e segurança desses espaços.

 

Os planos também reforçam a consolidação da Bahia Filmes enquanto empresa pública do audiovisual, a fim de promover o estado como destino de produções internacionais. Para atrair as produções, o candidato prevê a articulação de incentivos, infraestrutura de apoio e facilitação de licenciamento. 

 

RONALDO MANSUR - PSOL:

Ronaldo Mansur prevê destinar 1,5% do orçamento do Estado para a cultura e ampliar os recursos disponíveis para o setor. Com isso, o candidato busca garantir maior estabilidade no financiamento de projetos e políticas culturais, fortalecendo a atuação de artistas e produtores.

 

Quanto ao fomento da atividade cultural, é citada a criação de editais, leis, programas e fundos com recursos próprios e mecanismos de descentralização territorial. Mansur também prevê a busca por interessados da sociedade civil para o apoio técnico nas inscrições de projetos culturais, a fim de reduzir a burocracia do processo.

 

Além disso, o candidato promete maior transparência na formulação e na gestão das políticas culturais, com mecanismos de controle e participação da população nas decisões do setor. Segundo o plano, a sociedade deverá ter espaço na criação e no acompanhamento das políticas públicas.

 

Nessa lógica, a participação dos trabalhadores da cultura no aconselhamento das políticas públicas do setor é outra proposta. A ideia apresentada consiste na inclusão desses profissionais de forma mais direta nas decisões sobre programas e ações governamentais, contribuindo para a formulação de políticas alinhadas às demandas do setor. 

 

Os planos de governo dos três candidatos ainda possuem pontos em comum. De modo geral, todas as propostas apontam para uma política cultural com mais recursos, descentralização e participação social, destacando a necessidade de aproximar a gestão pública dos trabalhadores e produtores culturais.

Em Feira de Santana, Ronaldo Mansur defende ampliação de políticas para a cultura baiana
Reprodução / Instagram @ronaldomansur.psol

O candidato ao Governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) cumpriu agenda em Feira de Santana nesta sexta-feira (11), onde visitou o Mercado de Arte Popular (MAP) e defendeu a criação de políticas públicas voltadas à valorização da cultura regional.

 

Durante a visita, Mansur afirmou que pretende ampliar a atenção ao setor nos 27 territórios de identidade da Bahia. Segundo ele, espaços tradicionais como o MAP precisam receber mais investimentos do poder público.

 

“O MAP é um espaço tradicional que precisa de mais atenção e investimento do poder público. Saio de Feira com o compromisso de levar esse debate para toda a Bahia e construir políticas que valorizem a nossa cultura, a nossa gente e os nossos territórios”, afirmou.

 

Mansur esteve acompanhado de lideranças locais durante a passagem pelo município.

 

Hariel Revignet estreia exposição sobre água, território e diáspora no MUNCAB, em Salvador
Foto: Lucas Almeida Sousa / Divulgação

O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), no Centro Histórico de Salvador, recebe, a partir desta quinta-feira (11), a exposição “OMI TUTU – Água Fresca”, da artista brasileira-gabonesa Hariel Revignet. Com curadoria de Jamile Coelho, também diretora artística do museu, a mostra reúne pinturas e instalações que abordam temas como água, território, deslocamento, pertencimento e continuidade.

 

A exposição parte da água como elemento de conexão entre diferentes territórios, corpos e experiências. Rios, mares, lágrimas e caminhos aparecem na produção da artista como referências para refletir sobre travessias e transformações entre Brasil e Gabão, países que atravessam sua história familiar e sua trajetória.

 

Foto: Divulgação

 

O título da mostra vem de uma expressão em iorubá traduzida como “água fresca” ou “água que refresca”, associada a ideias como equilíbrio, conciliação e apaziguamento. “Não quero mais resistir nem sobreviver. Quero, no empuxo das águas, transbordar”, afirma Hariel sobre a pesquisa que orienta a exposição.

 

Segundo a artista, “OMI TUTU” também representa uma celebração das águas e das chamadas Grandes Mães, além de uma reflexão sobre cuidado, abundância e referências presentes nas culturas afro-diaspóricas.

 

CONEXÃO BRASIL GABÃO

Nascida em Goiânia, em 1995, Hariel Revignet desenvolve sua produção a partir dos encontros entre Brasil e Gabão, território de origem de seu pai. A artista trabalha com o conceito de autobiogeografia, que relaciona experiências pessoais, território e deslocamentos.

 

Uma das imagens centrais da exposição é a do estuário, local onde diferentes águas se encontram sem perder suas características. O conceito também orienta o texto curatorial “Dentro do Mar tem Rio”, assinado por Jamile Coelho.

 

Na leitura proposta pela curadoria, o oceano deixa de representar apenas uma distância entre territórios e passa a ser compreendido como espaço de circulação, memória e continuidade.

 

O percurso expográfico, assinado pela arquiteta Gisele de Paula, foi organizado como uma sequência de águas e margens. Durante a visita, o público percorre espaços denominados Limiar, Mar de Lágrimas, Estuário Gabão, Rio Encantado e Portais do Retorno.

 

Entre as obras inéditas está “Peixes – Sementes”, instalação produzida em 2026 e formada por 195 esculturas de peixes. Dispostos coletivamente, os elementos remetem à água como espaço de vida, movimento e transformação.

 

A diretora-geral do MUNCAB, Cíntia Maria, também destaca a relação da exposição com Salvador e com a presença da água na cultura brasileira.

 

“Salvador é a cidade das águas e das mulheres. No Brasil, a água também é cultura: está nos banhos, nas lavagens, nas travessias e nas navegações. Ao reivindicar a água fresca, OMI TUTU afirma abundância e vitalidade. Não basta sobreviver. É preciso transbordar”, destaca.

 

A exposição “OMI TUTU – Água Fresca” fica em cartaz no MUNCAB até o dia 14 de fevereiro de 2027.

 

SERVIÇO

O quê: OMI TUTU – Água Fresca, exposição de Hariel Revignet, com curadoria de Jamile Coelho
Quando: De 11 de setembro de 2026 a 14 de fevereiro de 2027
Horário: Terça-feira a domingo, das 10h às 17h, com entrada do público até 16h30
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Gratuidade: Quartas-feiras e domingos
Onde: Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), Rua das Vassouras, nº 25, Centro Histórico de Salvador

Grande Rio oficializa Anitta como rainha de bateria no lugar de Virginia
Fotos: Divulgação / André Nicolau

É oficial! A Grande Rio anunciou a cantora Anitta como rainha de bateria do Carnaval de 2027. A escola de samba e a cantora postaram um vídeo no Instagram, neste domingo (6/9), comemorando a novidade.

 

“Aceito esse convite com muito respeito. Sabendo a importância do carnaval na vida de tantas milhares de pessoas, e para a história de um povo lutador que há décadas faz dos desfiles um ato político e revolucionário. E por isso nada na minha presença pode ser maior do que a escola, o desfile, a comunidade e os profissionais que trabalham nesse espetáculo“, disse Anitta na publicação.

 

Anitta afirmou que pretende se dedicar ao posto e dar o seu melhor, mas reconheceu que sua agenda de shows e a rotina como cantora serão desafios para conciliar com o reinado.

 

"Como tudo que faço na minha vida, me esforçarei muito e darei o meu melhor, mas sabemos que minha agenda e rotina como cantora são grandes desafios pra esse reinado, já que não vou abandonar meu fãs no momento que eles mais curtem estar comigo."

 

"Por isso demoramos tanto pra ter certeza desse movimento que, embora seja um sonho há tantos anos como muitos de vocês sabem, precisa ser tratado com o devido respeito e dedicação ao cargo. Decidimos tentar, mas sabendo que o que importa de verdade é que a comunidade, a bateria, o mestre e a escola estejam felizes com a escolha do meu nome", acrescentou.

 

O ENREDO

Em 2027, a tricolor de Caxias vai levar o enredo "Sankofa Tabon – Os Retornados da Costa do Ouro e a Estrela Negra da Liberdade" para a Sapucaí. A escola vai contar a trajetória de africanos escravizados que, após conquistarem a liberdade, retornaram ao continente africano.

 

O desfile vai abordar a história daqueles que se estabeleceram na Costa do Ouro, região onde hoje está localizado Gana, país que se tornou a primeira nação independente da África Subsaariana.

 

Segundo a proposta da escola, o enredo acompanha a viagem de retorno desses homens e mulheres e o reencontro com a cultura, os saberes e a memória dos povos que ajudaram a construir a identidade da nação ganesa.

 

A narrativa também destaca os laços históricos e culturais que permaneceram vivos mesmo após séculos de diáspora forçada, celebrando a resistência, a ancestralidade e a busca pela liberdade.

 

Com o novo enredo, a Grande Rio aposta mais uma vez em uma temática ligada à valorização da história e das raízes africanas para o desfile do próximo carnaval.


Confira a postagem:

Em Salvador, ministro do Empreendedorismo destaca potencial da economia criativa e defende integração de políticas públicas
Foto: Daniel Araújo / Antena 1 Salvador

Nesta quinta-feira (27), o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, ressaltou o impacto da economia criativa e a necessidade de estruturar o setor no país. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, o ministro fez um balanço sobre a relação entre cultura e negócios, reconhecendo que o Brasil tardou a transformar seu potencial em força econômica.

 

Para o ministro, a riqueza cultural do país ainda tem muito a ser explorada como motor de desenvolvimento. “O Brasil demorou para fazer políticas para entender que essa grande qualidade artística do nosso povo, um povo criativo, preparado intelectualmente e artisticamente, culturalmente muito rico, poderia significar renda, emprego, geração de uma indústria cultural ou criativa”, afirmou. Ele citou exemplos internacionais, como os Estados Unidos, que lucram fortemente com indústrias bilionárias de cinema e games.

 

O ministro também alertou para os desafios impostos pela digitalização, como a perda de mão de obra qualificada nacional para o mercado externo. Segundo Pereira, profissionais brasileiros têm prestado serviços para outros países em regime de home office, o que desfalca as empresas locais. “Você trabalha aqui de Salvador para uma empresa de games canadense, ganha em dólar, mas as empresas brasileiras não conseguem esse talento. Então, nós temos que abrir o olho para isso”, alertou.

 

VOCAÇÕES REGIONAIS

Ao apontar soluções e próximos passos, o titular da pasta elencou que o "grande desafio" é garantir que a indústria cultural se aproprie da riqueza que produz. “É a gente conseguir agregar valor, permitir que essa indústria cultural tenha mecanismos para que ela se empodere mais dos ganhos e do valor que ela gera na cadeia”, explicou.

 

Pereira elogiou o cenário baiano — apontando que o estado "está um pouco à frente" — e destacou que o Ministério montou um mapa da economia criativa para guiar ações futuras. A meta, segundo ele, é entender as vocações de cada região e integrá-las a outras áreas. “O mais difícil de tudo (...) é articular políticas para que a gente consiga casar isso com o turismo, casar isso com a educação”, frisou.

 

ACORDO COM A UNIÃO EUROPEIA

Durante a entrevista, o ministro também celebrou a recente conclusão do acordo comercial com a União Europeia, que abre as portas de um mercado consumidor gigantesco para a cultura e a arte brasileiras. No entanto, reconheceu que a desburocratização é urgente. “Temos lá um mercado muito propício à arte brasileira, mas exportar é uma chatice, é difícil, é burocrático, então nós vamos ter que nos preparar para isso”, ponderou.

 

Por fim, o ministro resumiu a estratégia de sua pasta para fortalecer os empreendedores culturais no Brasil em três etapas: “Os passos são de compreender as vocações (...), depois pensar como é que a gente articula as políticas públicas para essas vocações e, depois, dar o ganho de produtividade, de agregação de valor para que essas indústrias possam florescer ainda mais”.

Bruno Monteiro conta próximos passos da Bahia Filmes e relembra processo de criação da empresa
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O secretário de Cultura do governo do Estado da Bahia, Bruno Monteiro, revelou que a Bahia Filmes já projeta expansão para além de Salvador, onde a empresa está sediada atualmente. Segundo ele, o plano prevê a criação de núcleos regionais em cidades como Vitória da Conquista e Ilhéus, além das regiões da Chapada Diamantina e do Recôncavo baiano. As informações foram dadas em entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias.

 

De acordo com o secretário, a demanda para que a empresa tivesse presença no interior já existia desde o processo de criação da Bahia Filmes, e o modelo adotado permite a instalação desses núcleos sem alterar a sede principal, mantida na capital. 

 

"Há uma grande demanda, nós passamos por esse processo, para que a Bahia Filmes fosse sediada no interior. Ela é sediada em Salvador, mas nada impede de ter núcleos no interior, como a própria Vitória da Conquista, no sul, Ilhéus, Chapada, Recôncavo. Tudo isso a gente pensa no plano de expansão", afirmou Monteiro.

 

O secretário também relembrou a trajetória da Bahia Filmes, explicando que a empresa nasceu de quase dez anos de mobilização do próprio setor audiovisual baiano, que se organizou em uma comissão para desenhar o modelo da futura companhia. 

 

"A Bahia Filmes vem de um processo de quase 10 anos de discussão pelo setor do audiovisual, que se organizou e fez uma comissão, um trabalho entre eles mesmos, para desenhar como seria a Bahia Filmes", contou.

 

Segundo Monteiro, o projeto ganhou força institucional a partir do segundo governo de Rui Costa, quando passou a integrar o planejamento oficial do estado até sua aprovação pela Assembleia Legislativa.

 

"Depois, no segundo governo do Rui, esse grupo começou a interagir com várias secretarias do governo, e aquilo foi adaptando o projeto, tornando-se institucional. Foi programa de governo em 2022, foi para o Plano Plurianual, garantimos o orçamento e fomos afinando esse projeto, até ser finalmente aprovado na Assembleia em 2025 e inaugurado nesse mesmo ano", concluiu.

 

Confira episódio completo: 

Consulta pública sobre Plano Municipal de Cultura de Salvador segue aberta até 29 de julho
Foto:Jefferson Peixoto / Secom PMS

Artistas, produtores, agentes culturais e representantes da sociedade civil podem participar, até o dia 29 de julho, da consulta pública para a revisão do Plano Municipal de Cultura de Salvador. A iniciativa, promovida pela Fundação Gregório de Mattos, está em curso desde o dia 10 deste mês e busca reunir contribuições da população para a atualização do documento.

 

Realizada em parceria com o Conselho Municipal de Política Cultural, a consulta integra a programação comemorativa pelos 40 anos da Fundação Gregório de Mattos, celebrados em 2026. As propostas validadas vão subsidiar a pauta e orientar a construção da 7ª Conferência Municipal de Cultura de Salvador, que acontece no segundo semestre deste ano.

 

Para participar, é necessário acessar o site da consulta pública e ficar atento às regras de preenchimento, já que cada sessão do formulário tem limite de 30 minutos. Caso não seja possível concluir o envio dentro desse prazo, a ferramenta permite salvar o progresso para retomar o preenchimento depois, sem perder os dados já inseridos.

 

No mesmo espaço, a Fundação disponibiliza o conteúdo completo do Plano Municipal de Cultura de Salvador e do documento de monitoramento do plano. Dúvidas sobre o funcionamento do formulário podem ser encaminhadas para o e-mail [email protected].

 

O atual Plano Municipal de Cultura foi instituído pela Lei nº 9.619, de 2022, após um processo de construção realizado entre 2018 e 2019, e tem validade prevista até 2032. Ainda assim, a atualização do documento é necessária para contemplar as transformações do setor cultural, além de novas demandas e desafios que surgiram na capital baiana nos últimos anos.

 

A consulta pública funciona como um canal de diálogo com a sociedade e apresenta o conteúdo do plano original, que conta com 10 diretrizes, 13 objetivos, 29 metas e 268 ações, organizado por eixos temáticos, o que facilita a compreensão dos cidadãos e torna o processo de contribuição mais simples, dinâmico e acessível.

Bruno Monteiro celebra reinauguração do TCA como noite histórica e destaca conexão com o 2 de Julho
Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

O secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro, celebrou nesta quinta-feira, durante a caminhada do 2 de Julho, a reinauguração do Teatro Castro Alves ocorrida na noite de quarta-feira (1º). Para ele, a entrega foi histórica e ganhou ainda mais significado por ter ocorrido às vésperas da data que celebra a independência da Bahia.

 

"A noite de ontem é uma noite histórica. A volta do Teatro Castro Alves foi em grande estilo, emocionante, com muita diversidade artística e com o público muito diverso presente. Eu considero que isso dá uma força para o teatro, para essa retomada que nós queremos como uma casa viva", afirmou Monteiro.

 

O secretário também destacou a conexão simbólica entre a reinauguração do TCA e o 2 de Julho. "A cultura é a liberdade e ela só se desenvolve no ambiente democrático. Essa inauguração se abre pelo 2 de Julho, isso nos motiva porque a cultura é o território da liberdade, da democracia e dos direitos, que é justamente o que nós enaltecemos nesse 2 de Julho", disse.

Secretário de Cultura aponta reforma do TCA como principal entrega do governo Jerônimo em três anos e meio
Foto: Reprodução

O secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro, destacou nesta quarta-feira (1º) a reforma do Teatro Castro Alves como a principal entrega do governo Jerônimo Rodrigues desde o início da gestão, em 2023. A inauguração ocorre ainda hoje, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador.

 

"Essa é a principal entrega do governador Jerônimo Rodrigues para a cultura baiana nesses três anos e meio", declarou Monteiro ao Bahia Notícias.

 

O secretário também falou sobre o processo que culminou na entrega. "Nós sabíamos desde o início o peso e a importância de entregarmos o teatro de volta às artes e é com muita satisfação que conduzimos esse processo", afirmou.
 

ASSISTA:

Bahia Filmes, primeira estatal do setor audiovisual, é inaugurada em Salvador
Foto: Thuane Maria/GOVBA

Nesse domingo (28), o cenário cultural estadual ganhou um reforço histórico. Trata-se da Bahia Filmes, a primeira empresa estatal voltada exclusivamente ao setor audiovisual no Brasil, marcando um novo momento para o desenvolvimento do setor. Integrada ao Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 do Governo do Estado e vinculada à Secretaria de Cultura (Secult-BA), a instituição nasce com a missão de impulsionar a cadeia produtiva local, atrair investimentos, apoiar a distribuição de obras e gerar novos negócios para produtores e realizadores baianos.

 

Durante a solenidade na sede da empresa, localizada no bairro do Comércio, em Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues celebrou o momento e destacou o alinhamento com a esfera federal. "Essa iniciativa é resultado da parceria com o Governo Federal, e a retomada do Ministério da Cultura nos fortalece e garante que teremos uma política com repercussão nacional na Bahia. A criação representa esse arranjo das forças do setor para garantir que os profissionais que já atuam na área tenham agora um ambiente de apoio", afirmou o governante.

 

Durante o evento foram apresentadas novas medidas e incentivos para o setor. O governador anunciou o decreto que regulamenta a Bahia Film Commission, além do lançamento dos editais de contrapartida do Programa Arranjos Regionais, do Edital de Chamamento Público para Comercialização em Sala de Cinema e da concessão do Cine Glauber Rocha.

 

O secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro, destacou a importância da Bahia Filmes e do papel que a empresa terá na distribuição das produções baianas. "O objetivo é ampliar a exibição dessas produções, fortalecer a participação em festivais, cineclubes e salas de cinema, além de atuar em áreas como pesquisa, mapeamento, games, novas tecnologias, formação profissional e parcerias com universidades e escolas de ensino médio. Estamos falando de uma cadeia que movimenta figurino, transporte, cenografia, gastronomia e diversos outros serviços", destacou ele.

 

 

A expectativa entre os profissionais do setor é positiva. A Bahia Filmes é vista como uma oportunidade de fortalecer a produção local, criando novas perspectivas para o audiovisual do estado, enquanto ajuda a descentralizar o mercado. "É importante termos iniciativas como essa porque produzimos muito aqui na Bahia e precisamos de apoio para expor as nossas produções. Com a chegada da Bahia Filmes, tenho certeza de que vamos poder mostrar o nosso audiovisual para o mundo", disse a produtora de cinema local, Ailly Cavalcante.

 

A iniciativa é aguardada também por atores que trabalham no audiovisual, como o ator e comediante Daniel Ferreira. "Sou ator há dez anos e sempre tive que fazer tudo por conta própria. Com esse projeto, a gente passa a ter um caminho. É fundamental para novos atores, para as pessoas que ainda estão tentando crescer e que, muitas vezes, precisam ir para o Rio ou São Paulo. Aumentar esse solo aqui na Bahia é muito importante", pontuou o artista.

 

O diretor-presidente da Bahia Filmes, o cineasta baiano Pola Ribeiro, destacou que a empresa tem o intuito de coordenar o ambiente de produção audiovisual, ressaltando que seja uma estrutura que sistematize desde a formação do olhar, e que a estatal surge para que as oportunidades não sejam perdidas.

Ministério da Cultura promove evento gratuito em Salvador para lançar streaming Tela Brasil
Foto: Divulgação

Em celebração ao Dia do Cinema Nacional, comemorado em 19 de junho, Salvador foi escolhida pelo Ministério da Cultura (MinC) como uma das seis capitais brasileiras que receberão ações imersivas para promover o audiovisual do país. O evento acontece entre os dias 25 e 27 de junho (de quinta-feira a sábado) e marca a divulgação da Tela Brasil, nova plataforma gratuita de streaming do Governo Federal.

 

No Largo de Santana, no bairro do Rio Vermelho, a programação contará com projeções mapeadas em fachadas e monumentos, exibindo cenas de filmes marcantes das 18h30 às 22h30. Já no Terminal Rodoviário de Salvador, a Estação Tela Brasil funcionará das 10h30 às 18h30 com atividades interativas.

 

A proposta do MinC é ocupar espaços públicos de grande circulação. Na Estação instalada na Rodoviária, o público poderá assistir a trailers, curtas-metragens e conteúdos especiais. O acesso ao catálogo completo de filmes será feito por meio de QR Codes espalhados pelo local.

 

Entre as ativações confirmadas está a experiência “Pipoca & Cena”, que permite aos participantes tirar fotos personalizadas em cenários inspirados em produções nacionais para as redes sociais. Outro destaque é o “Match com o Cinema Brasileiro”, um sistema que indica filmes de acordo com o gosto de cada usuário. O público também receberá pipoca gratuita em embalagens promocionais.

 

isponível para navegadores web e acessada por meio do cadastro no sistema Gov.br, a Tela Brasil conta com mais de 550 obras nacionais. Em menos de um mês de funcionamento, o serviço registrou quatro milhões de visualizações e superou a marca de 500 mil usuários ativos.

 

Além da capital baiana, o circuito do Ministério da Cultura percorre as cidades de Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre entre os meses de junho e julho.

Fábrica Cultural oferece serviços gratuitos a empreendedores criativos em Salvador
Foto: Meneson Conceição

Uma nova oportunidade para os empreendedores da economia criativa de Salvador foi anunciada. A Fábrica Cultural está oferecendo atendimentos profissionais em audiovisual, fotografia, design gráfico e redação publicitária voltados para pequenos negócios criativos da área de comunicação.

 

Esses serviços são voltados para marcas autorais, produtores culturais e artistas que desejam ampliar sua presença no mercado e nas redes sociais, com o intuito de alavancar pequenos negócios da área, e são totalmente gratuitos, sem necessidade de edital ou qualquer tipo de seleção. Quem deseja contratar esses atendimentos deve fazer isso até julho, através de um formulário. Todo empreendedor criativo que realizar o cadastro tem direito ao atendimento e pode solicitar mais de um serviço, de acordo com as necessidades do seu negócio.

 

Entre os serviços disponíveis estão: produção de vídeos institucionais de até dois minutos, ensaios fotográficos profissionais, criação de peças gráficas digitais e impressas, além de conteúdos publicitários para divulgação de marcas e portfólios.

 

Inscrições:

Os interessados podem realizar cadastro gratuitamente pelo formulário: bit.ly/fabricaservicos

Lara Kertesz pede união para investimento na cultura em Salvador: "Ninguém faz nada sozinho"
Foto: Reprodução / Youtube Bahia Notícias

A produtora e empresária Lara Kertesz defendeu uma união de órgãos públicos e privados para o desenvolvimento da cultura em Salvador. No episódio da última semana do podcast "Elas em Cena", transmitido na quinta-feira (6), as irmãs Gabi, Nanda e Dani Brito receberam a apresentadora do Metrópole Turismo e Conexões. No encontro, Lara debateu sobre comunicação, mercado e turismo, além de tocar em temas mais sensíveis, como o investimento público.

 

Ao ser questionada se está acontecendo, de fato, o investimento nas áreas da cultura e do turismo por parte do governo da Bahia e da prefeitura de Salvador, a comunicadora explicou que não faz sentido alguns setores investirem e outros não: "A cadeia produtiva do turismo é transversal e ninguém faz nada sozinho", afirmou, referindo-se à falta de interrelação entre os investimentos públicos e os privados. "Se o governo do estado investir e o município não, não funcionou. Se a prefeitura investir e o estado não, não funcionou. Se a prefeitura e o governo do estado investirem e o setor privado não, não funcionou", disparou Lara.

 

A empresária acredita que a cidade ainda não se atentou para a promoção do destino como "precisa ser feita", e que o turista que chega à cidade fica perdido. "Tem que chamar a cadeia produtiva, é um trabalho de todos. [...] Por exemplo, o Réveillon de Salvador está consagrado como um produto turístico. A gente antigamente só conhecia Salvador como Carnaval da Bahia, hoje a gente tem maratona em Salvador, o Réveillon, o São João... O que acontece é que o turista que chega em Salvador e quer ir para o Réveillon não sabe como comprar, quem vende é o privado, então tem que ter uma interrelação. Acho que falta um pouco ainda esse match coletivo".

 

O "Elas em Cena", apresentado pelas irmãs Gabrielle, Danielle e Fernanda Brito, é gravado no estúdio do Bahia Notícias e conta com episódios quinzenais, instigando conversas diversas e reunindo nomes que estão em destaque na cena soteropolitana e baiana.

FGM investe R$ 280 mil em edital de incentivo as festas tradicionais do calendário de Salvador
Foto: Bruno Concha/ Secom

Com um aporte de R$ 280 mil, a Fundação Gregório de Mattos abriu as inscrições para o edital "Culturas Populares: Festas e Mestres", em Salvador. 

 

A iniciativa vai apoiar projetos ligados a festas tradicionais e celebrações que fazem parte do calendário cultural da cidade. 

 

As inscrições estarão abertas até o dia 29 de abril no site fgm.salvador.ba.gov.br; acessando em seguida as abas “fomento” e “editais”.

 

Podem participar pessoas físicas e jurídicas, com atuação comprovada no campo artístico-cultural em Salvador.

 

A seleção contempla três categorias distintas, a primeira oferece dez apoios de R$ 20 mil para festas de médio e grande porte; a segunda disponibiliza cinco apoios de R$ 10 mil para eventos de menor escala; e a terceira categoria premiará seis mestres com R$ 5 mil cada, como reconhecimento pela transmissão de conhecimentos tradicionais.

 

O edital também contempla microempreendedores individuais com experiência na área cultural, além de grupos e coletivos sem CNPJ, desde que desenvolvam projetos na cidade.

 

Através do edital, a FGM vai premiar mestres das culturas populares e identitárias da Bahia, reconhecendo trajetórias ligadas à preservação de saberes e ao fortalecimento dessas manifestações.

Ana Paula Matos deixa Secult e apresenta balanço da gestão
Foto: Divulgação

A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, deixa nesta quarta-feira (1º) o comando da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), após pouco mais de um ano à frente da pasta. Em seu lugar, assume o então subsecretário de Cultura, Alexandre Reis.

 

Nomeada em fevereiro de 2025, a gestora encerra um ciclo e destaca alguns trabalhos desenvolvidos na cidade. Projetos como o Viver Salvador e o Arraiá da Prefs e a criação do Mundo Encantado da Criança, primeiro equipamento voltado exclusivamente ao público infantil, são exemplos de ações da pasta.
 

No período, houve aumento de 10,7% na chegada de turistas estrangeiros, resultado de ações voltadas à promoção internacional, ampliação da conectividade aérea e maior inserção da capital baiana em mercados estratégicos.
 

O desempenho positivo também foi impulsionado pela ampliação da malha aérea, com destaque para o voo direto Salvador–Panamá, além da intensificação do diálogo com o trade turístico e investimentos na qualificação da oferta. 

 

Outro destaque apontado pela gestão é Carnaval de Salvador, que consolidou sua posição como o maior do Brasil em fluxo turístico e impacto econômico. O verão da capital foi considerado o maior da história, com 2,6 milhões de visitantes e geração de R$ 5,8 bilhões em receita.

 

No Aeroporto Internacional de Salvador, foram registrados 16,6 mil pousos e decolagens e a circulação de 2,3 milhões de passageiros, representando um aumento de 13%, o que reforça o aquecimento do setor e a consolidação da cidade como um dos destinos mais procurados do Brasil.

 

Outro eixo estratégico foi a descentralização das políticas culturais, com programas como o Boca de Brasa, que ampliaram a atuação nos territórios, e o fortalecimento do Salvador Capital Afro, iniciativa que ganhou projeção nacional e internacional ao valorizar a identidade afro-diaspórica da cidade.

Caixa Cultural ganha nova sede em Salvador em imóvel que abrigou Liceu de Artes; saiba mais
Foto: Joá Souza/ GOVBA

Salvador contará com um novo espaço cultural. Após anos de imbróglio, o Palacete Saldanha se transformará em uma nova sede da Caixa Cultural Salvador.

 

O imóvel, que já abrigou o Liceu de Artes e Ofícios, foi adquirido pelo Governo do Estado por cerca de R$ 5 milhões, e com a formalização da transferência do espaço para a Caixa, as obras de restauração e adaptação do patrimônio serão iniciadas de forma imediata.

 

O edifício é patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e integra a lista de Patrimônio Mundial Cultural da Unesco.

 

Na reforma, é prevista a criação de galerias de arte ampliadas, espaços para espetáculos e áreas dedicadas a ações educativas.

 

As chaves do Palacete Saldanha serão entregues em cerimônia que acontece nesta sexta-feira (16), e contará com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, além do governador Jerônimo Rodrigues.

 

O evento para a entrega das chaves inclui ainda a tradicional lavagem da escadaria, um cortejo percussivo com a Banda Didá e um show de encerramento com o cantor Lazzo Matumbi.

Veja São Paulo destaca Salvador como a cidade mais disputada do verão
Foto: Reprodução / Instagram / Ponto de Vista Drones

Salvador volta ao centro dos holofotes nacionais, segundo a revista Veja São Paulo, que dedicou uma reportagem ao momento vivido pela capital baiana. A publicação descreveu a capital baiana como a cidade mais disputada deste verão, impulsionada pela força da Baía de Todos-os-Santos, pela cena gastronômica em expansão e por um movimento turístico em ritmo de recorde.

 

De acordo com dados citados pela revista, Salvador espera receber cerca de 291 mil turistas apenas no período de Natal e Réveillon, enquanto a projeção para toda a temporada de verão é de 3,6 milhões de visitantes, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior, segundo a Secretaria de Cultura e Turismo (Secult). Para a Veja SP, a cidade atravessa um verdadeiro “portal da alegria” já na chegada ao aeroporto, sinalizando o clima de efervescência que toma conta da capital.

 

O crescimento não se limita ao turismo de lazer. Segundo a matéria, Salvador tem atraído cada vez mais visitantes vindos de São Paulo, que além de desfrutar da cidade, também investem em novos negócios. Esse movimento se reflete diretamente na revitalização de áreas estratégicas, como a Rua Chile, hoje apontada como um dos endereços mais sofisticados da cidade, reunindo hotéis de alto padrão, rooftops disputados e experiências gastronômicas com vista privilegiada para a Baía de Todos-os-Santos.

 

Entre os destaques citados pela publicação está o Palacete Tira-Chapéu, edifício histórico de 1914 que se transformou em um complexo de eventos e gastronomia. O espaço, que completa pouco mais de um ano de funcionamento, prepara-se para seu primeiro Réveillon e simboliza o novo momento vivido pelo Centro Histórico. No topo do palacete, o restaurante Pala 7, comandado pelo chef francês Claude Troisgros, soma-se aos terraços que se tornaram parte do novo cartão-postal da região.

 

A Veja São Paulo também destacou a consolidação de Salvador como destino gastronômico. A chef Preta, uma das mais celebradas do momento, aparece como símbolo dessa fase, com seis operações espalhadas pela cidade, incluindo o restaurante Peixe Voador, localizado no rooftop do edifício Gorges.

 

No roteiro da Rua Chile, a publicação ainda aponta outros endereços emblemáticos, como o Hotel Fasano Salvador, instalado no antigo prédio do jornal A Tarde, que abriga o restaurante Gero, além do Fera Palace Hotel, conhecido por sua piscina com vista direta para a baía.

 

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Ciclo 2 da Política Aldir Blanc conta com investimento de R$ 74 milhões em editais na Bahia
Foto: Joá Souza/GOVBA

O Ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) contará com um investimento de R$ 74 milhões para ações de premiação cultural, fomento à execução de ações culturais e iniciativas da Cultura Viva. 

 

Em anúncio feito na última quarta-feira (19) pela Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA), foram autorizados 27 editais, que abrange diversas áreas da cultura, incluindo patrimônio e museus, economia criativa, audiovisual, literatura, formação e capacitação cultural, além de apoio à manutenção e dinamização de espaços culturais.

 

De acordo com a Secult, as publicações serão feitas em duas etapas, a primeira com 21 editais que abrirão inscrições on-line nesta sexta-feira (21), e a segunda terá seis editais referentes à Lei da Cultura Viva, publicados no primeiro semestre de 2026.

Câmara aprova projeto do governo Lula que estabelece data de 11 de agosto como o Dia Nacional do Hip-Hop
Foto: José Cruz / Agência Brasil

Em votação simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou na sessão desta terça-feira (11) o projeto de lei 5.660/2023, que cria o Dia Nacional do Hip-Hop e a Semana de Valorização da Cultura Hip-Hop. O projeto agora segue para o Senado. 

 

A proposta foi apresentada pelo governo federal, e estabelece a data de 11 de agosto como o Dia Nacional do Hip-Hop. Se o projeto for aprovado pelo Senado e posteriormente sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, junto ao dia nacional será promovida uma semana de celebrações voltadas à cultura urbana. 

 

O governo anunciou o projeto no dia 20 de novembro de 2023, em uma cerimônia no Palácio do Planalto em celebração ao Dia Nacional da Consciência Negra. Naquela ocasião, o presidente Lula assinou um pacote de medidas pela igualdade racial, entre eles, o Decreto de Valorização e Fomento à Cultura Hip-Hop e o projeto prevendo a criação do Dia Nacional do Hip-Hop. 

 

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Ambas as medidas foram elaboradas em parceria entre o Ministério da Cultura (MinC), a sociedade civil e a Construção Nacional da Cultura Hip-Hop. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, que atuou para garantir as ações, falou na solenidade sobre o simbolismo das propostas assinadas por Lula. 

 

“Esse é um dia histórico para nós, para a população negra desse país, para a cultura, e também, o dia de grande coroação das ações que temos construído no MinC ao longo deste ano para que a Cultura Hip-Hop seja reconhecida e valorizada como deve ser”, afirmou a ministra. 

 

O rapper e facilitador da Construção Nacional da Cultura Hip-Hop, Rafa Rafuagi, também destacou na ocasião a importância para a cultura do estabelecimento da data de valorização do movimento musical. 

 

“Chegamos até aqui para garantir que nossos filhos saibam que não estarão sozinhos na batalha, e que a construção nacional da cultura Hip-Hop seguirá honrando quem veio antes, aprendendo com quem está agora, e construindo a unidade para assegurar um futuro digno”, afirmou Rafa. 

 

Ainda segundo Rafa, “há 40 anos somos vanguarda política e artística no continente, fruto da luta ancestral e milenar, unindo gerações através do breaking, de base e olímpico, do DJ, do grafite, do MC e a música rap e do conhecimento, fazendo a manutenção e a projeção de um plano de década para as periferias, com a garantia de vida e paz dentro das periferias e favelas brasileiras”. 

 

A articulação em torno do projeto que agora foi aprovado na Câmara foi fruto de um debate realizado pelo MinC em audiência pública, que ouviu a população sobre a Proposta Dia Nacional do Movimento Hip-Hop. A homenagem faz referência ao 11 de agosto, data que marca o surgimento do movimento cultural. 

 

O governo justificou a apresentação do projeto afirmando que a comemoração do Dia do Hip-Hop tem o objetivo de desenvolver uma agenda colaborativa de iniciativas para promover ações e programas da administração pública federal e entes federados para dar visibilidade, fomentar e difundir esta cultura em todo o país. 

 

Em seu parecer pela aprovação da proposta, o relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), afirmou que “a cultura Hip-Hop é um dos fenômenos mais marcantes e transformadores da história contemporânea da humanidade”. Ele lembrou que o movimento nasceu “como uma resposta da juventude negra e latina à exclusão, à pobreza e à violência do racismo estrutural” e destacou sua importância como ferramenta de expressão e resistência.

 

Segundo o deputado, o Hip-Hop “encontrou solo fértil nas periferias e favelas, que há séculos produzem cultura mesmo sob as marcas da exclusão”. Nessas comunidades, explicou Orlando Silva, a arte se transformou em espaço de denúncia e afirmação.

 

“O Hip-Hop é o grito coletivo de quem sempre foi invisibilizado. É o quilombo urbano que resiste à exclusão e afirma a beleza da favela como lugar de produção de saber, estética e futuro”, disse o deputado do PCdoB. 

 

O voto de Orlando Silva, aprovado de forma simbólica no plenário, cita artistas como Racionais MCs, Sabotage, Emicida, Negra Li, MV Bill e Criolo, apontados como referências de uma trajetória que, segundo ele, deu ao país “uma nova gramática de cidadania e estética: 'a favela venceu virou mais do que slogan, é filosofia de vida”. 

 

Nesta quarta-feira, 12 de novembro, em que é celebrado o Dia Mundial do Hip-Hop, o Bahia Notícias publicou matéria especial, de autoria das repórteres Laiane Apresentação e Eduarda Pinto, com os resultados de uma pesquisa que ambas fizeram junto a artistas, professores e especialistas, para que a sociedade possa compreender como esse movimento cultural se manifesta na capital baiana. Clique aqui para ler a matéria.

Entre slams e batalhas: Cultura do hip-hop se fortalece em movimentos periféricos de Salvador
Foto: Arquivo / Batalha da Torre

Hip-Hop é o ar que eu respiro, a sabedoria de quem não precisa resolver mais no tiro. É o que diz a letra da música “É Isso Que Eu Tenho No Sangue", da banda Planet Hemp, uma das mais importantes do movimento hip-hop no Brasil. A frase pode ser considerada a representação do poder de transformação e engajamento dessa cultura em diferentes partes do mundo. Nesta quarta-feira, 12 de novembro, em que é celebrado o Dia Mundial do Hip-Hop, o Bahia Notícias realizou uma pesquisa para compreender como esse movimento cultural se manifesta na capital baiana. 

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, a educadora musical e mestra formada pela Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Djenane Vieira, destaca que o hip-hop remonta as vivências de pessoas “de cor”, como eram consideradas as pessoas negras e latinas, nos subúrbios norte-americanos. Em seu estudo intitulado "Uma fita de mil grau: o movimento hip-hop na construção de identidades culturais afrodiaspóricas", a pesquisadora explora as dimensões dessa construção étnico-social. 

 

“A cultura hip-hop, ela nasce nos guetos norte-americanos e a gente precisa pensar aqui na periferia de Nova York, que não é muito diferente da periferia de grandes centros, sobretudo nas Américas”, contextualiza. “No caso ali do Bronx, do Harlem, [em Nova York, nos Estados Unidos] eram [população] majoritariamente [de] pessoas negras e pessoas latinas, que eram justamente ali postas à periferia da cidade porque eram pessoas imigrantes”, destaca. 

 

 

Essa origem norte-americana do movimento também explica a escolha do dia 12 de novembro para homenagear essa cultura. No dia 12 de novembro de 1973, foi criada em Nova York a Universal Zulu Nation, grupo de conscientização da cultura hip-hop. O grupo foi fundado pelo DJ Afrika Bambaataa, artista nova-iorquino que ainda atua como uma liderança social no movimento do hip-hop americano. 

 

Como uma “cultura afrodiaspórica”, Djenane explica que essa cultura chega com alto nível de identificação aos jovens negros dos grandes centros urbanos do Brasil. “O hip-hop ele está em todo lugar, mas nesses [centros urbanos] efetivamente, ela é uma cultura da diáspora africana”, sucita. 

 

O TOQUE BRASILEIRO
Para a sua pesquisa em território brasileiro, a Djenane considerou o “epicentro” do hip-hop como a cidade de Diadema, na região metropolitana de São Paulo. Seu primeiro contato musical com a cultura hip-hop ocorreu na capital paulista, com a repercussão do álbum “Nó na Orelha” do rapper Criolo, lançado em 2011. 

 

“Eu percebi que, com as músicas, com a dinâmica da dança - que é o break -, com os elementos da cultura hip-hop: o grafite, o break, o MC, o DJ, você tem ali um reforço de identidades afro-diaspóricas, porque as pessoas que frequentam, que consomem e fazem a cultura girar, são pessoas negras, na sua grande maioria”, explica. “Ali eles se reconhecem, ali eles constroem códigos de identificação, porque já se considera que existem outros elementos da cultura hip-hop, como, por exemplo, a moda”, ressalta. 

 

A pesquisadora destaca ainda que o “guarda-chuva cultural” do hip-hop também acaba abrangendo modos de vida e transporte como a prática do basquete, a realização de bailes e o uso do skate como prática de lazer e transporte. 

 

E isso tudo só existe porque a organização dos grandes centros combina todos esses elementos, ainda que eles possuam históricos distintos. “Esses elementos da cultura Hip-Hop, o grafite, o DJ, o MC, o break, já existiam enquanto linguagens artísticas, enquanto elementos não necessariamente de uma mesma cultura, mas se a gente pensar nessa juventude periférica - que não tinha muita oportunidade, tanto de lazer, quanto de trabalho -, eles exerciam sua criatividade na rua, por isso essa cultura hip-hop é uma cultura de rua. É uma cultura urbana essencialmente de rua”, completa. 

 

“Toda essa ligação dos elementos auxilia nessa construção [do movimento do hip-hop]. É a questão também da estética, né? O cabelo, os penteados, a roupa, as marcas de roupa, por exemplo, ‘Os Racionais’, salvo engano, montou uma grife chamada 4P. Estou dando um exemplo, mas existem outras, outros empreendedores que surgiram na questão da cultura hip-hop”, 

 

HIP-HOP COM DENDÊ 
Mas apesar do hip-hop ter sido importado dos Estados Unidos diretamente para São Paulo, essa manifestação cultural se expandiu rápido pelo Brasil e a Bahia não escapou dessa crescente. Considerando que a cultura do hip-hop possui diversos elementos para além do rap, as batalhas de rima e as batalhas de slam se destacam como expressões culturais que passam por um momento de ascensão. 

 

O Bahia Notícias conversou com Vitor Carvalho, produtor cultural e um dos organizadores da Batalha da Torre, considerada a batalha de rima mais relevante do Nordeste, que ocorre em Salvador. Em entrevista, ele conta que a batalha foi fundada por alunos do Colégio Estadual Thales de Azevedo, no bairro do Costa Azul, em 2017. As edições, que ocorriam semanalmente as sextas-feiras ao final da tarde, migraram para os sábados. 

 

“A batalha da torre surge em 2017, eu não fui fundador, criador da batalha, eu cheguei em 2018, mas surgiu em 2017 por outros organizadores. Ela surgiu ali no Parque Costa Azul, que é perto do [Colégio Estadual] Thales de Azevedo. Basicamente era o pessoal que gostava de batalha, que estudava no colégio, terminava o colégio e começou a fazer a batalha. Começou com uma brincadeira, só que começaram a gravar e chegou em outras pessoas e aí foi crescendo, assim surgiu a Batalha da Torre”, conta.

 

 

Para Vitor, que começou a atuar no grupo em 2018, o crescimento da batalha se deu conforme os vídeos das edições passaram a alcançar um público não correlacionado ao colégio. “Os vídeos chegaram em outras pessoas que não chegavam antes e chegou em batalhas de MC de São Paulo, Rio [de Janeiro], Distrito Federal e, com isso, foi de fato com onde começou o crescimento da torre e de 2018 para cá foi realmente esse pontapé que colocou a gente no cenário [nacional] de fato”. 

 


Foto: Arquivo / Batalha da Torre

 

Ele conta que os eventos semanais são gratuitos, e contam com cerca de 25 a 30 MCs, sendo que apenas 16 MCs que competem. Entre expectadores, seriam cerca de 20 espectadores presenciais, sem contar as reproduções virtuais. Já nas edições especiais, com MCs mais conhecidos, as batalhas chegam a 100 espectadores presenciais. 

 

Para Vitor, o poder do hip-hop é a capacidade de ampliar horizontes. “É o poder de mudança, o poder de transformar uma vida ou mais vidas dentro dessa cultura”, resume. Sob a própria experiência, ele relata o sentimento de milhares de jovens negros e periféricos. 

 

“Em 2017, quando eu conheci a batalha, eu estava num momento complicado na minha vida, de forma psicológica mesmo, não tava muito bem. Já foi uma pequena mudança dentro de todo o caos que estava [o psicológico] naquele momento. A mudança que teve na minha vida foi gigantesca, porque eu passava a semana toda pensando: ‘Mano, quero que chegue a sexta’, na época a batalha era na sexta, e terminava uma e eu já ficava pensando na próxima”, relata. 

 

“E com isso eu fui melhorando, [o hip-hop] foi o causador dessa mudança dentro da minha vida. Mas dentro disso tem diversas outras pessoas. Quantos jovens não saíram do crime, e eu conheço, pessoalmente, dentro da batalha, pessoas que eram do crime e ali a pessoa vê uma fagulha, um mínimo de mudança”, acrescenta. 

 


Foto: Arquivo / Batalha da Torre

 

Mas para além das batalhas de rima e do próprio rap, como a vertente musical, existe no “guarda-chuva” do hip-hop o slam, manifestação cultural com foco na poesia. É uma competição onde a performance e o conteúdo poético autoral são avaliados por juízes ou pela plateia. Nas batalhas de rima, ou freestyle, como são conhecidas, as batalhas são mais atreladas a agilidade, improviso, rimas e no "flow", com uma disputa mais direta entre os MCs. Ambas as competições ocorrem sem acompanhamento musical. 

 

Na batalha de poesia, que ocorre em mais de 80 países, os poetas não tem permissão de possuir um acompanhamento musical ou qualquer adereço. A poesia precisa ser autoral, do próprio poeta competidor, que tem até três minutos para recitar. Caso ultrapasse o tempo, o poeta sofre uma punição de décimos em sua avaliação. 

 

A capital baiana possui alguns slams em destaque, entre eles o Slam das Minas Bahia, fundado pelas artistas Nega Fyah, Ludmila Singa, Drica e Jaqueline. O projeto chegou à Bahia em 2017, após o contato de Fyah com o Slam das Minas São Paulo, em 2016, quando ela se tornou a primeira mulher nordestina a chegar na final do Campeonato Brasileiro de Poesia Falada, no Slam BR. 

 

 

“Surgiu a ideia porque aqui no cenário de poesia, da Bahia, principalmente Salvador, a maioria dos Slams eram todos homens. E aí, na maioria das vezes, só tinha um competindo dentro dessas e quando a gente se junta é para trazer a questão do protagonismo, o acolhimento das mulheres na literatura”, explica a poeta. 

 

“A gente também faz as seletivas municipais, estaduais e nível nacional para ter um representante do Brasil na competição mundial que cada ano acontece em um determinado país”, acrescentou. 

 

Apesar das diferenças, Nega Fyah afirma que o slam e o hip-hop são “parentes”. Em especial pela conexão da Slam das Minas com a música. “Slam das Minas é diferente de todos os outros slams que você possa pesquisar pelo Brasil afora. O Slam das Minas tem esse diferencial, porque a gente traz atrações musicais para tocar em nossas batalhas de poesia”, garantiu. 

 


Foto: Reprodução / @slamdasminasba

 

Ambos os movimentos, a Batalha da Torre e o Slam das Minas tem início na mesma época, em meados da década de 2010. A pesquisadora Djenane Vieira contextualiza isso devido à temporalidade da sua própria pesquisa, publicada em 2018, com análise em 2017. 

 

“Eu acho que esse boom não é de agora não. Já tem um tempo, inclusive. Na época da minha pesquisa, saiu inclusive uma porcentagem do ranking de escuta de alguns gêneros musicais e o rap era mais escutado, era mais ouvido do que o rock, por exemplo. Isso eu tô falando 2017.”

 

Esse momento, que por muitos é considerado um ponto de virada das o hip-hop no Brasil, acabou sendo só o início de um boom promovido pelas plataformas digitais durante a pandemia. Para Vitor, “depois da pandemia foi um pouco dessa virada, porque na pandemia o TikTok teve um acréscimo [de público] muito grande, tanto que hoje dentro do cenário, não só de rap e de batalha, existe o termo é o ‘público de TikTok’”. 

 

Ele explica que a divulgação dos cortes das batalhas de todo o Brasil viralizavam com mais facilidade e “isso atingiu muitas pessoas e fugiu da bolha". "Muitas pessoas não entendem que existe uma cultura por dentro disso, um jeito de acontecer”, conta. 

 

Com o repertório de sua pesquisa de mestrado, que teve uma metodologia “participativa”, Djenane conta “observava que tinha muita gente que era fora de um contexto assim". "Eram pessoas de classe média alta, pessoas brancas, em um contexto que estava se falando de um texto político nas músicas e as pessoas não estavam entendendo o que estava acontecendo”. 

 

“Elas estavam ali cantando junto sem necessariamente ter a compreensão. E assim isso é muito comum mesmo, até porque o rock, fazendo um paralelo, tem muitos grupos que foram políticos, que lançaram obras políticas, e as pessoas não entenderam muito bem”, exemplifica. 

 

Como organizador de eventos dos hip-hop, Vitor diz que “isso, de certa forma, foi e é um pouco prejudicial". "E por isso muitas batalhas estão lutando e perseverando para moldar um pouco, tentar fazer esse público entender que não é assim, que você não só está lá para ver o seu MC favorito, você está ali pelas rimas, a cultura, pelo poder de transformação que a batalha tem e, enfim, hoje em dia é complicado”, completa. 

 

Para além das rimas, a cultura política do hip-hop, infelizmente, ainda precisa avançar. Propostas como a do Slam das Minas, para o protagonismo feminino no hip-hop, ainda são consideradas inovadoras. O hip-hop, ainda muito atrelado à figura masculina cis heteronormativa, ainda dá passos lentos em direção à inclusão. 

 

DESCENTRALIZAÇÃO E INCLUSÃO
Da mesma forma que o hip-hop enquanto dimensão estética, musical e cultural impacta profundamente à vivência de pessoas negras periféricas, o movimento ainda busca incluir um público consumidor e artistas mais diversos. Em um cenário masculinista, a inclusão de mulheres e pessoas LGBT ainda é pontual. 

 

Ao BN, Fyah destaque que o Slam se tornou, com o tempo, mais do que uma batalha de poesia. “O Slam das Minas é uma plataforma de protagonismo, acolhimento e potencialização das mulheres. Então a gente tem feira de empreendedoras, hoje a gente tem um selo literário, a gente teve algumas artistas e no primeiro ano passaram pelo palco do Slam das Minas, o primeiro show de Duquesa foi no Slam das Minas, Luedji tocou conosco duas vezes”.

 

Em um ambiente costumeiramente ocupado por homens, o Slam das Minas Bahia vem com a proposta de ser um espaço onde poetas possam ser acolhidas e ouvidas. “O Slam das Minas chega justamente para assegurar um espaço seguro dentro das nossas medidas do possível para essas mulheres, para que ela tenha um protagonismo, para que ela se sinta acolhida dentro desse espaço. Não só as mulheres que estão competindo, mas o público também”, completou. 

 

Apesar disso, o espaço não exclui a participação masculina que podem frequentar o espaço, desde que respeitam o protagonismo das mulheres no evento. Essa luta pelo  protagonismo feminino é sentido por Nega Fyah também em outros elementos da cultura hip-hop. Na música, a poeta elogia o crescimento de artistas femininas na cena. 

 

“Acho que movimento hip-hop, né, tanto as outras áreas como as MCs, as DJs e agora, os Slams, lutam para que a gente tenha cada vez mais representatividade, que seja valorizada, não somente no cenário, mas financeiramente também. Então, é importante ver que a luta coletiva, - porque o hip-hop é feito coletivamente - está aí, trazendo frutos positivos para a comunidade feminina”, celebrou. 

 

Para Djenane, “é urgente se discutir a presença feminina em todos os espaços, mas eu não vou só além do feminino. A gente tem também artistas LGBTs que já fazem hip-hop há algum tempo. Aí eu vou entrar numa questão, eu acho que eu sempre pontuo isso, quando eu vou falar, porque todo mundo sabe desse senso comum. De que o hip-hop é um ambiente, uma cultura extremamente machista, que não dá vez e voz às mulheres”, conclui. A pesquisadora cita nomes femininos e LGBTs importantes para o rap, especialmente, como Negra Li, Lauren Hill e Rico Dalasam. 

 

Na tentativa de incluir mais públicos, a Batalha da Torre pensa em soluções para garantir maior acesso de minorias às batalhas. “A gente está fazendo um movimento que é tentar confirmar metade [dos MCs] sendo de outras minorias, que dentro da batalha são minoria, mulheres e LGBTs. Então, a gente tá tentando sempre confirmar quatro de cada [sub-grupo]”, explica Vitor. “E esse é um dos movimentos que a gente tá fazendo agora, mas a gente está tentando justamente [fazer] para também sentir o momento delas e entender também o pensamento delas. A gente sempre se põe disposto a ouvir também, o que a gente pode melhorar, o que a gente pode fazer para tornar um pouco mais inclusivo”. 

 

Em Salvador, apenas um das principais batalhas de rima, a Batalha das Brabas, é focada no público feminino e LGBTQIAPN+.

 

Prefeito lança 5ª edição do Natal LEM 2025 para empresários e organizações
Foto: Divulgação / Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães

O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, no Extremo Oeste, Junior Marabá (PP), lançou de forma oficial a 5ª edição do Natal LEM 2025. Segundo o gestor, a celebração promete repetir o ano anterior, quando reuniu mais de 48 mil visitantes em uma área de 20 mil metros quadrados.

 

Foto: Divulgação / Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães

 

O lançamento do evento aconteceu em um encontro com empresários e representantes de entidades do agronegócio, como Abapa, Aiba, Assomiba, Aprosoja e Sicredi. Durante o ato, o prefeito destacou o papel do Natal LEM como símbolo de união e fortalecimento comunitário.

 

“O Natal LEM é a soma de forças que faz de nossa cidade um lugar melhor para viver. É um evento que pertence ao povo de Luís Eduardo Magalhães, e não a um projeto político”, afirmou Marabá. O prefeito também ressaltou o desejo de transformar o evento em uma tradição permanente, independente de gestões futuras. “Somos um município jovem que precisa criar e manter suas tradições. O Natal LEM é um patrimônio cultural da cidade”, completou.


Criado em 2021, o Natal LEM nasceu com o nome Natal Luz e, desde então, se tornou um dos principais atrativos turísticos e culturais da região. O evento oferece entretenimento gratuito para toda a família, com shows musicais, apresentações artísticas, feira de artesanato e gastronomia variada.

 

Na 4ª edição, realizada em 2024, o evento contou com o que a prefeitura chamou de maior castelo inflável da América Latina, pista de patinação no gelo, Mega Jump, espetáculos de dança, teatro e circo, além de uma noite especial de louvor e adoração, que contou com a presença do cantor Thiago Brado.

 

A edição anterior movimentou cerca de R$ 2 milhões no comércio local, consolidando o Natal LEM como um importante impulsionador da economia e do turismo em Luís Eduardo Magalhães.


A Vila Natalina 2025 deve trazer novas atrações, como forma de manter a proposta de unir arte, fé e cultura em um ambiente de confraternização e alegria. A prefeitura promete realizar o evento em uma área ampliada e contará com estrutura moderna, segurança reforçada e programação para todas as idades.

Empresas destinam R$ 6,2 bi para ações sociais com foco em educação
Foto: 19 18:23:28 / Agência Brasil

Empresas e instituições do Brasil destinaram R$ 6,2 bilhões para ações de impacto social durante o ano de 2024. A pesquisa Benchmarking do Investimento Social Corporativo (BISC) 2025, divulgada nesta quinta-feira (23) pela Comunitas, revela um crescimento de 19,4% em comparação com os valores investidos em 2023. O estudo aponta que educação e cultura recebem a maior parte desses recursos.

 

Os investimentos com recursos próprios das organizações somaram R$ 4,79 bilhões, um aumento de 35% em relação ao ano anterior. Os recursos incentivados totalizaram R$ 1,42 bilhão no período analisado.

 

O BISC 2025 analisou informações de 337 unidades de negócios e 22 institutos e fundações corporativas. O levantamento examinou volumes de investimento, fontes de financiamento, setores econômicos e distribuição por áreas sociais.

 

"A gente pode dizer que foi praticamente o maior ano da série histórica, com exceção da pandemia, porque, em 2020, a gente alcançou patamares parecidos ou pouco superiores, mas com todo o recurso extraordinário para a mitigação dos efeitos da covid-19", disse, em entrevista à Agência Brasil, a diretora de investimento social da Comunitas, Patrícia Loyola.

 

A pesquisa, que está em sua 18ª edição, busca auxiliar profissionais do setor social corporativo a compararem suas práticas. "Dados e evidências são parâmetros para embasar a tomada de decisão. A gente está na 18ª edição da pesquisa, e o propósito dela é ajudar executivos sociais, que são os times sociais das empresas, fundações e institutos corporativos, a olhar para o lado e se comparar. Muitas vezes, essa atuação pode ser isolada, e ela fica muito ensimesmada na realidade da empresa ou no seu território. Ter uma rede de confiança que pode colaborar, pautada pelo aprendizado coletivo e pela troca em torno de desafios comuns, é muito rico", afirmou a diretora.

 

O estudo identificou mudanças na distribuição setorial dos recursos. O setor industrial equiparou-se ao setor de serviços nos volumes de investimento social. "De uma maneira geral, o volume total de investimento nos últimos anos vem se pulverizando mais, porque o setor industrial ganhou força e peso neste volume. O setor de serviços, historicamente, puxava mais a curva para cima. Na pandemia, a indústria alcançou o setor de serviços, chegou a ficar um ano mais alto, e hoje estão equiparados. Se olharmos os últimos anos, a pulverização cresceu porque a atuação da indústria cresceu", observou Loyola.

 

A inclusão produtiva ganhou destaque entre as áreas prioritárias de investimento. "A gente vê inclusão produtiva subindo muito em termos de importância, para olhar para uma educação de qualificação profissional, que é uma dor social dos negócios, é uma dor de falta de mão de obra qualificada. Então, a inteligência social da empresa pode vir a responder esse ponto de qualificação", explicou a diretora.

 

As ações voltadas para emergências climáticas tornaram-se unanimidade entre as empresas em 2024. "Ações mais humanitárias são as mais comuns de acontecer, com potencial grande de as empresas olharem mais para as ações de prevenção e adaptação climática, porque a gente não está mais no risco de emergências climáticas, a gente está vivendo as emergências. Os episódios vão ficar cada vez mais intensos. A mobilização que um episódio como esse traz pode também estar a serviço de algo mais estruturante, com uma visão de mais longo prazo, que é o que a gente defende também, iniciativas que possam mitigar os efeitos das mudanças climáticas", comentou Loyola.

 

O estudo também identificou que as empresas estão adotando um modelo financiador, preferindo apoiar projetos existentes em vez de desenvolver iniciativas próprias. O co-investimento, por meio de alianças e parcerias, tem crescido como estratégia para ampliar o impacto das ações sociais.

 

Os jovens continuam sendo o público-alvo prioritário dos investimentos sociais corporativos. "A gente tem, no Brasil, um apagão de talentos. Não é um problema só do Brasil, é mundial, mas, com nosso contexto de vulnerabilidade social e desigualdade alta, se intensifica. A digitalização vai intensificar esse gap ainda mais, porque os países em desenvolvimento vão ter maior dificuldade de alcançar os patamares de países desenvolvidos, e as empresas sentem isso na pele. As empresas estão investindo no social, mas também endereçando dores do social no negócio. O jovem acaba ficando em destaque entre as populações-alvo", explicou a diretora.

 

Sobre a tendência de financiamento de projetos externos, Loyola destacou que "no Brasil, felizmente, a gente tem uma sociedade civil muito ativa, e a gente tem identificado que existe uma direção de se financiar mais projetos do que necessariamente realizar projetos de autoria e metodologia próprias, até porque o que vem crescendo é um movimento de co-investimento, que são as alianças e parcerias. As empresas entenderam que, sozinhas, não vão conseguir resolver o tamanho do problema. Então, elas estão se aliando com suas cadeias de valor, com empresas do seu setor. O co-investimento pode se dar por causa ou territórios".

Governo atualiza regras de Classificação Indicativa e cria categoria para crianças de até 6 anos
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Governo do Brasil atualizou as regras de Classificação Indicativa no país, com o objetivo de acompanhar as transformações tecnológicas e reforçar a proteção da primeira infância, que abrange crianças de até seis anos de idade.

 

Uma das principais novidades é a criação da categoria “Não Recomendado para Menores de 6 Anos”, que passa a incluir, além das programações tradicionais de televisão, cinema e espetáculos culturais, também conteúdos digitais interativos, como aplicativos e jogos mobile.

 

A nova regulamentação está prevista na Portaria nº 1.048/2025, publicada em 15 de outubro pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

 

Em entrevista à Voz do Brasil, nesta terça-feira (21), o secretário de Direitos Digitais do MJSP, Ricardo Horta, explicou a necessidade da atualização.

 

“A gente vinha notando, a partir de consultas públicas e do Comitê de Especialistas da Sociedade Civil, que havia uma distância grande entre a classificação livre, para todos os públicos, e a de 10 anos”, afirmou Horta. “O desenvolvimento cognitivo e emocional de uma criança de três ou quatro anos é diferente do de uma de sete ou oito. Precisamos pensar nas crianças e adolescentes como sujeitos em desenvolvimento, em fases distintas”, completou.

 

A nova faixa etária será identificada pela cor rosa-fúcsia nos selos de classificação.

 

A política de classificação indicativa, que completou 35 anos desde a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), segue como referência na proteção infantojuvenil no Brasil. Horta lembrou que as famílias já estão habituadas a observar as classificações em conteúdos como filmes, novelas e espetáculos, mas nem sempre adotam o mesmo cuidado no ambiente digital.

 

O secretário destacou ainda que, desde 2015, o Brasil integra uma coalizão internacional responsável pela classificação indicativa de aplicativos em lojas virtuais.

Bruno Monteiro rebate críticas por critério de 'harmonia com política estadual' em edital de cultura: "Democracia"
Foto: Mateus Pereira/GOVBA

Uma denúncia feita por produtores culturais que submeteram projetos em editais do Governo da Bahia tem movimentado a cena da cultura baiana.

 

O item de avaliação intitulado "harmonia com a política estadual de cultura", que chegou a reprovar projetos submetidos a editais, a exemplo do Circula Cena, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), rendeu críticas a gestão de Bruno Monteiro na pasta da Cultura no governo de Jerônimo Rodrigues.

 

"É repulsivo ver que o edital da Secult tem um item de avaliação intitulado 'Harmonia com a política estadual de cultura'. Que descalabro de DIRIGISMO CULTURAL. Isso não é política para as Artes, é "apenas" o cerceamento da liberdade de expressão e criação, com o propósito claro de submeter o fazer artístico a interesses deploráveis de promoção da agenda política e ideológica de quem está no poder", desabafou Sérgio Sobreira.

 

 

Em coletiva realizada nesta sexta-feira (17), durante a visita de Jerônimo e ministro do Rui Costa as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o secretário de Cultura falou sobre a polêmica.

 

De acordo com o gestor, o critério existe desde 2011 e nunca foi um problema em outros editais. Monteiro afirma que é ele que garante a diversidade de propostas nos editais.

 

"A Bahia tem uma Lei Orgânica da Cultura que é de 2011, é o que regra a nossa política estadual, estabelece os parâmetros, e garante uma política que inclua, que seja territorializada, que valorize a diversidade cultural da Bahia. Todos os nossos editais tem esse critério, isso é a lei que estabelece. As políticas financiadas pelo recurso público têm que estar em diretriz com a política pública de cultura, que não é a política de governo, é a política de Estado."

 

O secretário ainda afirma que não se pode ter uma negativa como motivo para criticar todo um processo, que é auditado e fiscalizado por todos os órgãos.

 

"O que precisa ficar muito nítido sobre esse processo é que quando a gente prepara um edital, ele não é feito para beneficiar ou para excluir alguém. É para oferecer as condições democráticas que todos participem da mesma forma. Os critérios são técnicos, então, se alguém foi prejudicado por alguma coisa, não pode, com isso, achar que o instrumento não vale."

 

Foto: Fábio Meneses / Bahia Notícias

 

Monteiro reforçou que este e outros critérios de avaliação nos editais são formas de garantir a democracia e o acesso a todos as políticas públicas de incentivo a cultura no estado.

 

"A democracia é feita de uma forma que permite a participação equitativa, no caso, de todas as pessoas. E essa lei, esse critério, repito, desde 2011 é utilizado em todos os instrumentos, e nossos processos são auditados, acompanhados pela PGE, auditados pelo Ministério Público, pelos tribunais de conta, não temos nenhum problema com isso. Não se pode, porque um determinado grupo teve uma nota baixa num critério, achar que o critério está errado."

 

Por meio de nota, a Funceb também se pronunciou sobre o assunto e garantiu que o critério respeita os princípios da Lei Orgânica da Cultura e do Plano Estadual de Cultura.

 

"O quesito “harmonia com a política estadual de cultura”, que consta nos critérios de seleção do Edital Circula Cena, está presente nos certames do Fundo de Cultura do Estado da Bahia e garante que sejam pontuados projetos que valorizam aspectos como diversidade étnica, de gênero e orientação sexual, acessibilidade e democratização de acesso. Esses e outros critérios são avaliados por banca especializada, previamente divulgada através do Diário Oficial do Estado, sendo oferecido a todos os proponentes prazos para contestações."

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Pensando aqui em quanta energia #sabetudo e Aninha do Camaro gastaram pensando em 2028, pra verem o Soberano tomar de volta a candidatura. Mas ninguém precisa correr pra ficar com pena do Soberano. Pelo menos ele tem seu lado empresário pra ocupar o tempo até lá. O motivo, dizem às más línguas: o Carlismo morreu. Ao menos sob a batuta do herdeiro original. Dito isso, ele vai aproveitar também pra ajudar o Ferragamo com essa crise de imagem dos ônibus da eleição. O cenário agora é de reflexão real. Apoiaram o ZeroUm, para manter vivo e soltar o Capitão, agora, quem vai ter que ficar ligado é a galera da Bahia. Ao menos quem não é seguidor da família. Por falar em eleição futura, os disparos em massa de #sabetudo devem ficar mais restritos. Na boca miúda, o que se fala é que essa eleição foi um block atrás do outro. Sobrou para Elde, Bonitinho, Renatinha Ex-Fala Bela e mais uma renca. Alguns desbloqueados, mas outros ainda vão ficar no cantinho do pensamento. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

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Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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