Multimídia
ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
Artigos
Cartografia da Erosão Eleitoral
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Últimas notícias
PL elege sete deputados estaduais e amplia bancada na AL-BA
Por Lucas Vieira
O PL elegeu sete deputados estaduais para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nas eleições deste domingo (4). Com o resultado, a legenda terá uma das maiores representações partidárias individuais da Casa a partir de 2027. Foram eleitos Diego Castro, Cinthya Marabá, Samuel Júnior, Igor, Jânio Natal Júnior, Paulo Câmara e Soldado Prisco.
Em 2022, o PL elegeu inicialmente dois deputados estaduais: Diego Castro e Leandro de Jesus. No decorrer da legislatura, porém, a bancada passou a contar com cinco parlamentares após mudanças partidárias. Além dos dois eleitos pela sigla em 2022, Sandro Jr., Paulo Câmara e Raimundinho da JR passaram a integrar o PL.
Para a próxima legislatura, a legenda terá sete nomes eleitos diretamente pelo partido nas urnas de 2026, ampliando sua presença na AL-BA. Os sete eleitos pelo PL para assumir em 2027 são:
Diego Castro - 160.305 votos
Cinthya Marabá - 89.063 votos
Samuel Júnior - 87.152 votos
Igor - 79.736 votos
Jânio Natal Júnior - 77.706 votos
Paulo Câmara - 65.682 votos
Soldado Prisco - 50.235 votos
Considerando as siglas da oposição individualmente, o PL terá mais deputados que o União Brasil, que elegeu cinco. União Brasil e PP, no entanto, integram a Federação União Progressista, que terá oito cadeiras na próxima composição da Casa.
Vinte governadores das 27 unidades da federação foram eleitos ou reeleitos neste domingo (4), mas, fora da linha da política, outra linha pode ser traçada pelos políticos: o futebol. O levantamento foi realizado pelo ge.
Entre a preferência dos mandatários está o Flamengo, que foi citado por cinco dos vinte eleitos no primeiro turno. O Grêmio foi citado por dois políticos e apenas um não declarou seu time do coração. Dois governadores ainda admitiram torcer para dois clubes, sendo um local e outro do eixo Rio-São Paulo.
Além dos já listados, outras 17 equipes foram citadas, sendo elas: Remo, Palmeiras, Ceará, Goiás, São Raimundo-RR, Cruzeiro, Figueirense, Maringá, Corinthians, Santos, Campinense, Paysandu, Santa Cruz, Botafogo, Confiança e Vitória.
O Leão da Barra pinta de vermelho e preto o coração do governador Jerônimo Rodrigues (PT), reeleito na Bahia com 55,8% dos votos válidos.
CONFIRA A LISTA DOS TIMES DOS GOVERNADORES ELEITOS EM 1º TURNO:
- ALAGOAS: JHC (PSDB - eleito com 52,5%) - Não declarado
- AMAPÁ: Dr. Furlan (PSD - eleito com 62,75%) - Remo
- BAHIA: Jerônimo Rodrigues (PT - reeleito com 55,19%) - Vitória
- CEARÁ: Elmano de Freitas (PT - reeleito com 53,19%) - Ceará
- GOIÁS: Daniel Vilela (MDB - eleito com 59,17%) - Goiás
- MINAS GERAIS: Cleitinho Azevedo (Republicanos - eleito com 55,34%) - Cruzeiro
- MARANHÃO: Eduardo Braide (PSD - eleito com 56,86%) - Flamengo
- MATO GROSSO DO SUL: Eduardo Riedel (Progressistas - reeleito com 67,07%) - Flamengo
- MATO GROSSO: Otaviano Pivetta (Republicanos - eleito com 60,77%) - Grêmio
- PARANÁ: Sergio Moro (PL - eleito com 50,10%) - Maringá-PR
- PARÁ: Dr. Daniel (Podemos - eleito com 51,36%) - Paysandu
- PARAÍBA: Lucas Ribeiro (Progressistas - eleito com 64,30%) - Campinense e Flamengo
- PERNAMBUCO: Raquel Lyra (PSD - reeleita com 53,27%) - Santa Cruz
- PIAUÍ: Rafael Fonteles (PT - reeleito com 70,90%) - Flamengo
- RIO GRANDE DO SUL: Zucco (PL - eleito com 58,05%) - Grêmio
- RONDÔNIA: Marcos Rogério (PL - eleito com 56,86%) - Santos
- RORAIMA: Arthur Henrique (PL - eleito com 69,13%) - São Raimundo-RR e Palmeiras
- SANTA CATARINA: Jorginho Mello (PL - reeleito com 68,98%) - Figueirense
- SÃO PAULO: Tarcísio de Freitas (Republicanos - reeleito com 62,65%) - Flamengo
- SERGIPE: Fábio Mitidieri (PSD - reeleito com 59,27%) - Botafogo e Confiança
"O PT é muito mais fraco do que aparenta", explica Eduardo Grizenti sobre dependência de Lula e cenário na Bahia
Por Ronne Oliveira
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), logo após a realização do primeiro turno das Eleições 2026, o cientista político e pesquisador vinculado ao INCT.DD, Eduardo Grizenti, avaliou o cenário político nacional e estadual. Segundo o especialista, a atuação da esquerda nas mídias sociais segue fraca, reagindo a estratégias em que a extrema-direita e a direita populista continuam sendo pioneiras, tanto no Brasil quanto no mundo.
"Hoje na Bahia, é difícil fazer a distinção entre lulismo e petismo. As coisas se confundem. Eu diria que hoje o PT é muito mais fraco do que aparenta, justamente porque Lula é Lula. Se não houvesse essa figura, ele mesmo admitiu em entrevista ao Flow que 'só tô indo porque tenho que ir' , o PT é muito dependente do Lula", aponta.
O pesquisador citou também o exemplo do Ceará, em que Ciro Gomes tentou confrontar a estrutura do PT e saiu derrotado, reforçando que, na região Nordeste, o "Lulopetismo" se mantém como uma força expressiva. Ao abordar as disputas regionais na Bahia, Grizenti analisou a ascensão de Jerônimo Rodrigues (PT) nas pesquisas finais e a desvantagem enfrentada por ACM Neto (União) devido ao desdobramento de denúncias recentes.
"Com relação a ACM aqui, ele foi um dos azarados com o nome ligado à Master, e nas últimas semanas isso acabou pesando. Nas últimas pesquisas o Jerônimo começou a se afastar. Ele foi um dos azarados", argumenta. O cientista político pontua isso no fato de que outros nomes citados no caso, a exemplo de Jaques Wagner (PT) e Nikolas Ferreira (PL), conseguiram se eleger no Congresso Nacional, o que reforçou o impacto desfavorável sobre ACM Neto.
'ECONOMIA DA ATENÇÃO'
Apesar das fragilidades do PT no ambiente virtual, Grizenti ressaltou que frentes da esquerda radical e nomes do PSOL, a exemplo de parlamentares e figuras públicas como Erika Hilton, Sâmia Bomfim, Glauber Braga e Jones Manoel, conseguem obter relevância e expressiva votação com atuação digital.
"Eu acho que teve uma contenda no PSOL sobre isso, criou a frente da esquerda radical para que o PSOL se juntasse à federação com a Brasil da Esperança (PV, PT e PCdoB), e foi essa frente que se destacou com influenciadores. Os próprios parlamentares têm influência no digital, como Sâmia e Glauber. Ganham mais relevância de certa forma. Na economia da atenção, quem ganha são essas pessoas. Aqui na Bahia teve o Hilton [Coelho], que perdeu junto com os votos do Kleber Rosa; se o Kleber fosse lançado a federal, o PSOL alcançaria", elucida.
Por fim, o pesquisador explicou que o enxugamento do quadro partidário tem relação direta com a implementação das federações partidárias. "Você tem isso e gerou que os partidos começassem a agir de forma mais coesa", concluiu Grizenti.
Confira a entrevista completa:
Dois candidatos que tiveram os filhos assassinados ainda crianças foram eleitos deputados federais neste domingo (4) após levantarem como bandeira o combate à violência infantil. Leniel Borel (PP), pai de Henry Borel, recebeu 72.658 votos no Rio de Janeiro, enquanto Ana Carolina Oliveira (Podemos), mãe de Isabella Nardoni, foi eleita em São Paulo com 246.741 votos.
Henry Borel, filho de Leniel, foi morto em março de 2021, aos 4 anos, pelo ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, que era namorado da mãe da criança. Ele foi condenado por homicídio qualificado, tortura e coação de testemunhas. Henry deu entrada no hospital com múltiplas lesões internas e em parada cardiorrespiratória.
Leniel foi o quarto candidato mais votado do Progressistas no Rio de Janeiro, atrás de Dr. Luizinho, que recebeu 213.904 votos e foi o mais votado no estado; Delegado Felipe Curi, com 133.626; e Renato Cozzolino, com 84.516.
Já a morte de Isabella Nardoni, aos 5 anos, em março de 2008, marcou o país. A menina foi jogada da janela do quarto do apartamento da família, na Zona Norte de São Paulo, após o corte de uma rede de proteção. Isabella caiu no gramado e foi socorrida por bombeiros, que tentaram reanimá-la, mas ela chegou morta ao hospital.
O pai da menina, Alexandre Nardoni, e sua então companheira, Anna Carolina Jatobá, foram acusados pelo assassinato e posteriormente condenados.
Ana Carolina Oliveira tem como bandeira a defesa de pessoas vítimas de violência. No Podemos, ficou atrás apenas do Delegado Palumbo, que recebeu 303.271 votos. A entrada na política ocorreu após o assassinato da filha. Antes de ser eleita deputada federal, ela também conquistou uma vaga como vereadora de São Paulo.
"É necessária a criação de uma ameaça e de um inimigo", explica cientista político sobre estratégias dos políticos nas redes sociais
Por Ronne Oliveira
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), um dia após a realização do primeiro turno das Eleições 2026, o cientista político e pesquisador vinculado ao INCT.DD, Eduardo Grizenti, analisou as profundas transformações nas estratégias de campanha eleitoral e o impacto da migração do debate para as redes sociais.
Sobre o aumento de conteúdos curtos e viralizáveis (cortes), Eduardo Grizenti lembra a centralidade do uso de ameaças e inimigos imaginários para engajar o eleitorado no ambiente virtual.
"Hoje é necessária a criação de uma ameaça e um inimigo nessas narrativas criadas, um perigo que ameaça a sua existência. Sejam os comunistas, seja o pedófilo da esquerda ou o bandido que invade sua casa. Essa narrativa do medo é muito característica", cita o pesquisador.
Questionado sobre a mudança nas campanhas, que deixaram de priorizar o corpo a corpo e a presença territorial para focar em melhores resultados nas urnas via plataformas digitais, o pesquisador ressaltou que a política tradicional não desapareceu, mas ganhou uma nova camada. Algo que abre brecha para onda de novos influenciadores.
"Não que o corpo a corpo ou o prefeito mediador, líder local, tenha perdido o efeito, mas a questão é que entra um outro ambiente que tem ganhos com menos riscos, que é o ambiente digital. O melhor exemplo para ilustrar isso foi o que se tornou ou o que deixou de ser os debates televisivos", argumenta Grizenti.
O "EFEITO MARÇAL"
Segundo o cientista político, o candidato Pablo Marçal representou um divisor de águas no processo eleitoral durante o pleito de 2024 ao utilizar a linguagem das mídias sociais de forma assertiva e levada a extremos, com provocações e episódios como o da cadeirada. Para Grizenti, esse modelo alterou o comportamento dos candidatos na eleição geral de 2026.
"Antes, as centralidades eram apresentadas de modo mais focado para os candidatos serem conhecidos pela população. O exemplo disso foi o Marçal na eleição de 2024, que usou a linguagem da mídia social de modo assertivo e levou a extremos, cadeiras, provocações absurdas. Isso levou, na eleição geral, ao temor de se expor [...] buscando a tendência de criar um corte para as redes. Parecia um roteiro", explica.
Confira a entrevista completa:
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou nesta segunda-feira (5) como uma "grande vitória" o desempenho do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial brasileira. Com 100% das seções apuradas, o parlamentar encerrou a primeira etapa do pleito com 47% dos votos válidos, contra 45% do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Bem, é uma grande vitória. Apertada, mas uma vitória muito grande. Incrível, na verdade", declarou Trump a jornalistas na saída da Casa Branca. Apesar da comemoração, o líder americano projetou que a disputa do segundo turno, agendada para o dia 25 de outubro, será "muito acirrada".
As informações foram confirmadas pelo jornal O Globo. Interrogado na última sexta-feira se declararia apoio formal a Flávio Bolsonaro, Trump evitou posicionamento direto, mas destacou o interesse de Washington no processo: "Estamos de olho na coisa toda e acompanhamos essa eleição de muito perto," disse, acrescentando em outra ocasião que o Brasil é um "ótimo país" com "povo fantástico".
VÍDEO: “A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Eduardo Grizenti sobre recorde de abstenção e votos nulos
Por Ronne Oliveira
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Para o pesquisador, o cenário reflete a necessidade urgente de a classe política reencontrar meios de encantar e atrair o eleitorado.
O comentário surge no contexto em que as abstenções, somadas aos votos brancos e nulos, atingiram 39,4 mi de eleitores, o equivalente a 24,8% de todo o eleitorado apto a votar no país. A taxa de abstenção isolada alcançou 21,08% (mais de 33,4 mi de pessoas), consolidando-se como o maior percentual registrado em um primeiro turno presidencial desde a eleição de 1998 (21,49%).
Confira em vídeo:
Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.
"Esses números de abstenção mostram que as pessoas não se importam muito com a obrigatoriedade do voto. O voto é um dever e um direito, mas se a pessoa não quiser exercer, paga seu dever com uma multa e está tudo bem. Eu acho que a questão do voto facultativo ou tornar obrigatório dos 16 aos 18 anos não é o ponto central. A política tem que voltar a conquistar as pessoas, é isso que tem que acontecer", defende.
O especialista ressaltou que há uma distinção fundamental entre o perfil de quem escolhe votar em branco ou anular e o perfil daqueles que simplesmente se abstêm de comparecer às urnas.
"Os votos brancos e nulos se mantêm porque, de alguma forma, é aquela pessoa que tem a disposição de ir lá, está disposta a participar do processo, mas as opções não a agradam. Ela está tentando. Mas há uma porcentagem de pessoas cada vez maior que 'não está nem aí'. É esse público que precisa ser buscado", pede o cientista político.
Como exemplo de iniciativa para reaproximar a população do debate público, Grizenti mencionou uma declaração recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) direcionada aos jovens.
"A fala do Lula foi interessante quando disse: 'Se você é jovem e acha que ninguém presta na política, seja você então a pessoa que entra na política'. De alguma forma, é chamar a pessoa para o processo. Não sei se foi totalmente eficaz, mas o caminho passa por aí: encantar as pessoas e chamá-las para a democracia. É uma abordagem interessante e melhor do que outras opções que já se teve", concluiu.
Os dados oficiais com 100% das seções apuradas confirmam que a disputa pela Presidência da República será decidida em segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 47,18% dos votos válidos (55.825.882 votos), e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registrou 44,98% (53.223.914 votos).
Na mesma apuração, os votos em branco representaram 1,84% do total de votos registrados (2,3 mi), enquanto os votos nulos responderam por 2,93% (3,67 mi).
Confira o momento:
Um homem foi morto a tiros durante uma festa do tipo paredão no bairro de Plataforma, em Salvador, na noite deste domingo (4). O homem era um reciclador que estava trabalhando no local depois da festa no final de linha do bairro.
Segundo o Alô Juca, a vítima que ainda não se sabe a identidade, estaria recolhendo materiais deixados pela festa quando foi assassinado. Ele foi atingido por disparos de tiros na Rua da Tecelões de Baixo.
Na ocasião, ele foi atingido por suspeitos no local e atingido pelos disparos. Não se sabe o que causou a morte do homem e informações relacionadas ao sepultamento dele.
VÍDEO: Michel Temer declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno e fala em "reconexão" com o país
Por Redação
O ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou, nesta segunda-feira (5), apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. O candidato do PL disputa a Presidência da República contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"As urnas falaram. O povo brasileiro, autoridade única da democracia, deixou claro que deseja mudança", afirmou Temer, em nota enviada à imprensa.
Ele também disse que "a sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros" e que o eleitorado busca "novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente".
Ao justificar o apoio a Flávio, Temer resumiu: "Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio."
Confira:
“Blogueirização” leva política em busca do corte viral, diz Eduardo Grizenti
Por Eduarda Moitinho
Eduardo Grizenti, cientista político, comparece ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN) desta segunda-feira (5). No contexto das eleições de 2026, ele analisa o impacto do processo de “blogueirização dos políticos” e cita Pablo Marçal (PRTB) como um dos pioneiros.
Grizenti compreende que as mídias sociais não substituem o tradicional “corpo a corpo” na política, mas simbolizam um ambiente que “garante mais ganhos com menos riscos”. Além disso, descentralizam os debates políticos.
O melhor exemplo para ilustrar essa questão, segundo o cientista, é a atuação de Pablo Marçal nas eleições municipais de 2024, em São Paulo. O comportamento de Marçal durante debates respingou na forma que os candidatos de 2026 se portaram nas mesmas ocasiões.
“Um dos principais responsáveis, foi o Pablo Marçal, nas eleições de 2024, em São Paulo. Ele usou da gramática e da linguagem da mídia social de forma tão eficaz no debate, que levou a extremos: cadeirada, provocações absurdas…e isso levou, dois anos depois, aos candidatos ficarem com um certo temor da exposição”, afirma.
Com isso, o cientista entende que a presença massiva das mídias digitais e sociais dentro da política acarretou em uma espécie de roteirização no comportamento, em busca do corte viral direcionado para as redes. Em 2026, ele cita a atuação de Renan Santos (Missão) como a mais próxima de Marçal.
“É só observar a reação que tiveram a Renan Santos, que era, entre todos os candidatos, quem mais buscava essa tendência de produzir o corte de impacto", conclui.
CONFIRA NO PRISMA:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Viana
"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição".
Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29).