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A arqueóloga Tania Andrade Lima, de 81 anos, foi atingida por três tiros durante uma tentativa de assalto no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (15). Responsável pela descoberta do Cais do Valongo, a pesquisadora havia acabado de sair de uma agência bancária quando foi abordada por um homem que tentou roubar sua bolsa.
Segundo informações médicas, os disparos atingiram o pescoço, o ombro e a mão da vítima. Os ferimentos no pescoço e no ombro não foram considerados graves, enquanto a lesão na mão exige maior atenção. Após atendimento no Hospital Municipal Miguel Couto, a família decidiu transferi-la para uma unidade particular.
Imagens de câmeras de segurança registraram a abordagem. Tania resistiu à tentativa de roubo e caiu na calçada, quando o criminoso efetuou os disparos. Três homens que presenciaram a cena correram para socorrê-la. O suspeito fugiu em uma motocicleta, conduzida por um comparsa.
Policiais militares interceptaram a dupla no túnel Rebouças, mas os dois abandonaram a moto, que era roubada, e fugiram a pé. A Polícia Civil (PC-RJ) identificou um dos suspeitos e já possui características do segundo envolvido. Ambos são procurados, e o caso é investigado pela 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon.
Pesquisadora sênior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Tania ganhou reconhecimento internacional pela descoberta do Cais do Valongo, localizado em 2011 durante obras de revitalização da zona portuária do Rio. O local foi um dos principais pontos de desembarque de africanos escravizados nas Américas e recebeu o título de Patrimônio Mundial da Unesco em 2017.
Feira de Santana: Zé Ronaldo passa por angioplastia e reduz ritmo de trabalho por 15 dias
Por Bernardo Maia
O prefeito Zé Ronaldo (União), de Feira de Santana, publicou um vídeo em suas redes sociais informando que precisou passar por uma cirurgia de angioplastia, procedimento médico feito para desobstruir artérias e restaurar o fluxo sanguíneo, às pressas nesta quinta-feira (15). Apesar do susto, o gestor apresenta um quadro de saúde estável e a expectativa do corpo médico é de que José receba alta neste sábado (17).
O político relatou ter sofrido uma série de episódios de mal-estar na última quinta-feira (8), mas não compartilhou com as pessoas próximas. O caso apresentou reincidência nesta segunda-feira (12), fazendo com que o homem de 75 anos procurasse um cardiologista e fosse encaminhado ao Hospital Santa Izabel, em Salvador. "Fui encaminhado para internação para a realização de um cateterismo na quarta-feira de manhã", complementou o político do União Brasil.
O gestor do município situado no Portal do Sertão Baiano ainda agradeceu à equipe do cardiologista José Carlos Brito pelo cuidado e êxito na aplicação do tratamento cardiovascular.
José Ronaldo precisou ficar internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na quinta-feira e deverá diminuir o ritmo de trabalho à frente da Princesa do Sertão nos próximos 15 dias. "Continuarei à frente de Feira nesse período, mas não pelas 16 horas de trotina. Um volume de trabalho menor, mais administrativo e cumprindo a minha missão", afirmou Zé Ronaldo.
A Blue Pay Solutions contestou categoricamente as alegações que associam a empresa a supostos contratos com sobrepreço e repasses de valores em espécie no âmbito das negociações envolvendo o Banco Master. Em nota oficial encaminhada ao Bahia Notícias (BN) nesta sexta-feira (16), a companhia prestou esclarecimentos sobre sua relação comercial com a instituição financeira e negou ter participado de operações destinadas à obtenção de dinheiro vivo.
Essa empresa foi citada em anexos de uma proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No relato atribuído a Vorcaro, a Blue Pay aparece entre as empresas que supostamente teriam sido utilizadas para gerar recursos em espécie.
Segundo a proposta de colaboração, que foi recusada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a empresa manteria contratos com sobrepreço firmados com correspondentes bancários ligados a Augusto Lima, conhecido como "Guga" no caso Master. Parte dos valores pagos, conforme a alegação, seria devolvida para abastecer supostos repasses a agentes políticos.
A Blue Pay, por sua vez, afirma que sua relação com o Banco Master era "estritamente comercial" e formalizada por contrato escrito de prestação de serviços. O acordo, segundo a companhia, previa a operacionalização de campanhas de incentivo e a distribuição de premiações.
Ao BN, a empresa explicou que cabia ao banco identificar os beneficiários e disponibilizar previamente os recursos necessários, enquanto a Blue Pay era responsável pela operacionalização da distribuição dos prêmios.
Em sua manifestação, a companhia negou ter celebrado contratos com sobrepreço para gerar dinheiro em espécie, recebido valores superiores aos serviços efetivamente prestados ou devolvido recursos a pessoas ligadas ou interpostas de Augusto Lima.
A Blue Pay também declarou que jamais realizou pagamentos em dinheiro vivo ou repasses a Daniel Vorcaro ou Augusto Lima. A empresa sustenta que a associação de seu nome às supostas irregularidades não corresponde à realidade e pediu a retificação da reportagem para que as acusações sejam identificadas como alegações atribuídas a terceiros, e não como fatos comprovados.
Confira nota na íntegra:
"BLUE PAY SOLUTIONS LTDA. (“Blue Pay”), qualificada no mandato anexo, em razão da matéria acima indicada, vem apresentar esclarecimentos e requerer a retificação das informações que lhe dizem respeito, bem como a publicação desta manifestação.
A relação comercial mantida entre a Blue Pay e o Banco Master encontrava-se formalmente disciplinada por contrato escrito de prestação de serviços, que previa a operacionalização de campanhas de incentivo e distribuição de premiações. Nos termos do instrumento, cabia ao Banco identificar os beneficiários e disponibilizar previamente os recursos necessários às premiações, enquanto à Blue Pay incumbia operacionalizar sua distribuição.
A matéria afirma, ao reproduzir relato atribuído ao Sr. Daniel Vorcaro, que, para obtenção de valores em espécie, teriam existido contratos com sobrepreço firmados com correspondentes bancários ligados ao Sr. Augusto Lima, citando a Blue Pay como empresa que devolveria parte dos valores pagos.
A Blue Pay esclarece, de forma categórica, que jamais celebrou contratos com sobrepreço para geração de recursos em espécie, jamais recebeu valores superiores aos serviços efetivamente prestados e jamais devolveu ou repassou qualquer diferença a pessoas ligadas ou interpostas do Sr. Augusto Lima. Também jamais efetuou pagamentos em espécie ou pagamentos ao Sr. Daniel Vorcaro ou ao Sr. Augusto Lima.
Assim, não corresponde à realidade a associação da Blue Pay a contratos com sobrepreço destinados à obtenção de dinheiro em espécie ou à suposta devolução de parcela dos valores recebidos.
A Blue Pay respeita integralmente a liberdade de imprensa e o interesse público na divulgação de informações. Entretanto, a associação de seu nome, ainda que mediante reprodução de relato de terceiro, a contratos com sobrepreço, geração de numerário em espécie e devolução de valores, possui evidente potencial de causar prejuízo à sua reputação e credibilidade empresarial.
Diante disso, requer-se que a matéria seja retificada para esclarecer, de forma clara, que a Blue Pay refuta essas alegações e que qualquer referência a tais condutas seja identificada como alegação atribuída a terceiro, e não como fato comprovado", diz comunicado.
Estudo da década de 80 mostra que redução da jornada não causou desemprego
Por Cristiane Gercina | Folhapress
Um estudo da década de 1980 sobre a redução de quatro horas na jornada semanal dos trabalhadores, quando a Constituição de 1988 diminuiu a carga horária de 48 horas para 44 horas por semana, mostrou que a mudança não trouxe desemprego significativo aos trabalhadores.
A pesquisa foi realizada pelo economista Naercio Menezes Filho, professor do Insper e da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), em parceria com outros pesquisadores da época.
O estudo do professor identificou que o desemprego não aumentou entre os trabalhadores atingidos pela mudança em comparação com o grupo de controle, que já tinha jornada de 44 horas, e houve ainda elevação da renda, por meio de alta da remuneração paga por hora.
A pesquisa é uma das referências nos debates sobre o fim da escala 6x1—seis dias de trabalho com um de descanso—, cuja emenda constitucional foi promulgada nesta sexta-feira (16) pelo Congresso Nacional, em cerimônia que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"A probabilidade de sair do mercado até diminuiu e o salário horário do trabalhador aumentou", diz ele. No entanto, houve pequena redução do salário mensal, em torno de 2%. Mas como a redução da jornada foi proporcionalmente maior, a remuneração por hora trabalhada cresceu.
Para o economista, os resultados mostram que a mudança beneficiou os trabalhadores. Segundo ele, nem todo aumento de custo foi repassado aos preços, o que permitiu que o ganho real por hora se concretizasse. Ele diz que, se todo o custo adicional tivesse sido transferido para os preços, teria gerado ainda mais inflação e o resultado sobre o salário-hora teria sido diferente.
"Não consigo entender essas previsões catastróficas", diz. Para ele, parte das projeções negativas sobre a redução da jornada se apoia em estudos com menor sustentação técnica e pode servir para alimentar a resistência à mudança. O economista avalia que os efeitos de uma eventual redução atual tendem a ser positivos e menos expressivos do que os cenários mais pessimistas sugerem.
Ele diz ainda que os benefícios sociais vão além dos custos das empresas. Uma jornada menor, diz o professor, pode permitir que pais e mães passem mais tempo com os filhos, com possíveis efeitos positivos para o desenvolvimento das crianças. Na avaliação do professor, a discussão não deve se limitar às despesas dos empregadores, mas considerar os ganhos para os trabalhadores e para a sociedade.
Na mudança de 1988, a redução ocorreu de uma só vez, sem transição, por isso o professor defende a transição que ocorrerá com a nova PEC, com a redução final da jornada apenas após 14 meses.
Para o economista Fernando de Holanda Barbosa, pesquisador do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), as particularidades da sociedade atual precisam ser levadas em consideração quando se fala dos impactos do fim da escala 6x1.
Estudo feito por ele e pelo professor Paulo Peruchetti, também do Ibre/FGV, em estudo sobre a redução da jornada de 44 para 36 horas semanais, como previa uma PEC anterior, poderia haver uma queda de 6,2% no PIB (Produto Interno Bruto).
Barbosa afirma que a projeção feita por ele e outros pesquisadores não significa que haverá desemprego em massa, mas a principal questão que precisa ser observada é como as empresas vão reagir a um aumento do custo do trabalho, já que a hora do trabalho vai subir.
Uma das possibilidades, afirma, é substituir mão de obra por tecnologia, mantendo ou ampliando a produção com menos empregados. Outra é deixar de contratar trabalhadores que seriam necessários caso a jornada permaneça inalterada em algumas categorias.
O pesquisador entende que, na década de 80, com a inflação alta, os empresários conseguiram repassar a alta de custos com mais facilidade para os preços, sem que isso fosse notado pelo consumidor. Hoje, com inflação mais baixa e controlada, não é possível. O consumidor sentiria.
"Hoje, a inflação anual é de 5% e as pessoas já estão reclamando. Se você tem aumento de custo expressivo, tem que ver o que fazer. Quem vai repassar? Quanto vai repassar? Vai absorver? Tem um bando de empresa entrando em recuperação judicial. Nesse momento ter aumento de custo não parece bom", diz ele.
O impacto, porém, não seria igual para todos os setores. Atividades intensivas em mão de obra tendem a enfrentar dificuldades maiores para absorver o aumento dos custos, especialmente em um cenário no qual empresas enfrentam desafios de produtividade. já enfrentam problemas financeiros. O economista também aponta o risco de maior rotatividade, com empregadores dispensando funcionários e contratando outros por salários menores.
O pesquisador afirma que não é contra a possibilidade de os trabalhadores terem mais tempo para a família, mas defende que o debate considere quem arcará com os custos e quais serão os efeitos sobre a produção, os preços, os salários e as contratações.
Para ele, a questão não é ser contra ou a favor da proposta, mas reconhecer que haverá consequências econômicas e que alguns grupos poderão sair perdendo.
Flávio Bolsonaro e PL pagaram R$ 731 mil a empresa suspeita de manipulação, diz Intercept
Por Redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e o Partido Liberal pagaram juntos R$ 731,9 mil à Elytron, empresa de cibersegurança que teria oferecido no exterior um sistema de inteligência artificial voltado à manipulação política clandestina. As informações foram divulgadas pelo Intercept Brasil, que teve acesso a documentos sobre a operação.
Segundo a reportagem, o sistema permitiria segmentar eleitores e disseminar boatos, desinformação e conteúdos falsos, além de utilizar perfis artificiais para desacreditar adversários. Não há, porém, evidências de que a ferramenta tenha sido utilizada pela campanha de Flávio ou pelo PL nas eleições de 2026.
De acordo com os registros eleitorais citados pelo Intercept, a campanha de Flávio declarou R$ 600 mil em pagamentos à Elytron, enquanto o PL informou uma despesa de R$ 131,9 mil. Os serviços foram descritos como consultoria em tecnologia da informação e serviços técnico-profissionais.
A denúncia partiu do tecnólogo norte-americano Vincent Edward Reed, ex-consultor da empresa, que afirmou ter rompido com a Elytron por considerar o sistema preocupante do ponto de vista ético e legal. Uma especialista ouvida pelo Intercept avaliou que os documentos descrevem uma operação de influência, que vai além do monitoramento convencional de redes sociais.
Em resposta, a campanha de Flávio afirmou que não contrata serviços que violem a legislação eleitoral e classificou como política a tentativa de associar a contratação a práticas de manipulação. Segundo a assessoria, o serviço teve como finalidade proteger sistemas de comunicação contra ataques cibernéticos.
A Elytron não respondeu aos questionamentos do Intercept até a publicação da reportagem. Executivos ligados às operações internacionais da empresa negaram oferecer serviços de manipulação política ou deepfakes e também contestaram informações sobre contatos com pessoas ligadas à campanha de Donald Trump nos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro e PL pagaram R$ 731 mil a empresa suspeita de manipulação, diz Intercept
Por Redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e o Partido Liberal pagaram juntos R$ 731,9 mil à Elytron, empresa de cibersegurança que teria oferecido no exterior um sistema de inteligência artificial voltado à manipulação política clandestina. As informações foram divulgadas pelo Intercept Brasil, que teve acesso a documentos sobre a operação.
Segundo a reportagem, o sistema permitiria segmentar eleitores e disseminar boatos, desinformação e conteúdos falsos, além de utilizar perfis artificiais para desacreditar adversários. Não há, porém, evidências de que a ferramenta tenha sido utilizada pela campanha de Flávio ou pelo PL nas eleições de 2026.
De acordo com os registros eleitorais citados pelo Intercept, a campanha de Flávio declarou R$ 600 mil em pagamentos à Elytron, enquanto o PL informou uma despesa de R$ 131,9 mil. Os serviços foram descritos como consultoria em tecnologia da informação e serviços técnico-profissionais.
A denúncia partiu do tecnólogo norte-americano Vincent Edward Reed, ex-consultor da empresa, que afirmou ter rompido com a Elytron por considerar o sistema preocupante do ponto de vista ético e legal. Uma especialista ouvida pelo Intercept avaliou que os documentos descrevem uma operação de influência, que vai além do monitoramento convencional de redes sociais.
Em resposta, a campanha de Flávio afirmou que não contrata serviços que violem a legislação eleitoral e classificou como política a tentativa de associar a contratação a práticas de manipulação. Segundo a assessoria, o serviço teve como finalidade proteger sistemas de comunicação contra ataques cibernéticos.
A Elytron não respondeu aos questionamentos do Intercept até a publicação da reportagem. Executivos ligados às operações internacionais da empresa negaram oferecer serviços de manipulação política ou deepfakes e também contestaram informações sobre contatos com pessoas ligadas à campanha de Donald Trump nos Estados Unidos.
CBF define data para anunciar convocação da Seleção Brasileira para a Data Fifa de novembro
Por Redação
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta sexta-feira (16), a data da convocação da Seleção Brasileira para os amistosos com Japão e Singapura, na próxima Data Fifa, marcada para acontecer entre os dias 9 e 17 de novembro.
O treinador da Canarinho, Carlo Ancelotti, convocará os jogadores no dia 29 de outubro, às 15h (de Brasília), com transmissão ao vivo da CBF TV.
Esta Data Fifa colocará fim na temporada de 2026 para a Seleção Brasileira. Para isso, a equipe disputará dois amistosos internacionais em Singapura.
No dia 14, às 7h15 (horário de Brasília), o Brasil enfrentará o Japão, e no dia 17, às 7h (de Brasília), a seleção de Singapura. Ambas as partidas serão realizadas no Estádio Nacional de Singapura.
Um homem de 65 anos, investigado por tentativa de homicídio, foi preso na manhã desta sexta-feira (16), no bairro de Sete de Abril, em Salvador.
Ele é suspeito de atingir um idoso de 68 anos com golpes de faca na cabeça, no dia 5 de setembro deste ano, no mesmo bairro. Segundo as investigações, o suspeito atacou a vítima após um desentendimento relacionado a um cachorro sob sua tutela, que estava solto em via pública.
O inquérito policial foi instaurado inicialmente pela 10ª Delegacia Territorial (DT/Pau da Lima) para apurar o crime de lesão corporal e teve continuidade na mesma unidade após a reclassificação do caso para tentativa de homicídio. A autoridade policial já havia solicitado ao Poder Judiciário a prisão temporária do investigado, que foi concedida.
O homem também possui registro na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM/Casa da Mulher Brasileira) por ameaçar incendiar a casa da ex-companheira, de 65 anos, em março de 2025.
No curso das diligências, a Polícia Civil também representou pela expedição de mandado de busca e apreensão, com o objetivo de localizar o instrumento utilizado no crime e outros vestígios relacionados ao caso. O investigado foi conduzido à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde o mandado de prisão foi cumprido. Ele permanece custodiado à disposição da Justiça.
O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) identificou irregularidades na folha de pagamento da prefeitura de Curaçá, no Sertão do São Francisco. Os casos são referentes ao período entre 2016 e 2022, nas gestões dos ex-prefeitos Carlos Luiz Brandão Leite e Pedro Alves de Oliveira.
A decisão foi tomada na sessão desta quinta-feira (15), com aplicação de multas a dois ex-prefeitos. Contra Carlos Luiz Brandão Leite foi estipulada uma multa de R$ 3 mil, enquanto Pedro Alves de Oliveira foi multado em R$ 5 mil.
Além disso, Pedro Alves deverá ressarcir R$ 12,4 mil aos cofres municipais, com recursos próprios, por pagamentos considerados indevidos de horas extras a três servidores ocupantes de cargos de confiança em 2022.
Segundo o TCM-BA, a auditoria identificou outras irregularidades, como a contratação de 46 servidores temporários sem processo seletivo simplificado, atrasos no recolhimento de contribuições previdenciárias, equiparação salarial sem respaldo legal e atrasos no pagamento de salários.
O relatório também apontou a concessão de vantagem de estabilidade econômica à servidora Elieusina Rodrigues de Almeida sem comprovação dos requisitos legais.
Na decisão, o TCM-BA determinou que a atual gestão instaure um procedimento administrativo para revisar o benefício concedido à servidora e adote medidas para corrigir as falhas identificadas.
Entre as recomendações estão o reforço dos controles internos e a regularização dos procedimentos de contratação temporária e recolhimento previdenciário. Ainda cabe recurso à decisão.
Mensagens revelam que ex-banqueiro organizou festa com acompanhantes para ministro do STF
Por Redação
Mensagens de WhatsApp extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e obtidas pela Polícia Federal (PF) apontam que o empresário organizou e custeou uma festa com garotas de programa e chef de cozinha para o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As 125 mensagens que tratam do caso foram originalmente reveladas pela revista Piauí e confirmadas pela reportagem do jornal O Globo. As conversas indicam que o evento ocorreu no dia 28 de fevereiro de 2025, uma sexta-feira de Carnaval, na cobertura triplex de Vorcaro, localizada no bairro Itaim Bibi, em São Paulo.
Em nota oficial, o ministro Nunes Marques afirmou que jamais proferiu decisões para beneficiar Vorcaro e negou qualquer tipo de conduta irregular. As investigações mostram que os preparativos para o encontro começaram dias antes. Em 25 de fevereiro de 2025, Vorcaro contactou uma agenciadora de acompanhantes identificada como Rayanna, solicitando o comparecimento de profissionais ao local na tarde do dia 28.
No dia seguinte, 26 de fevereiro, o banqueiro acionou um chef de cozinha e informou a um amigo e arquiteto que receberia um ministro em seu apartamento, pedindo reparos no imóvel. Ainda no dia 26, o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), contatou o agente de viagens de Vorcaro para solicitar uma reserva de quarto de hotel para Nunes Marques, referindo-se a ele como "KN".
Ramos já havia sido citado em desdobramentos do caso Banco Master e sua esposa mantinha contrato milionário de honorários com o banco sobre precatórios no TRF-1. Na data da festa, a lista de compras para a gastronomia do evento somou R$ 21.121,90, incluindo cortes de carnes, trufas e latas de caviar.
DIÁLOGOS E ENCONTRO
Conforme os registros das conversas, a agenciadora avisou que não compareceria pessoalmente, mas enviaria duas acompanhantes. Vorcaro concordou com a alteração, mas exigiu que as convidadas estivessem "sem celular". Durante a tarde, o motorista do banqueiro informou por mensagem a chegada das mulheres e dos convidados, enquanto Vorcaro instruía o mordomo e o restante da equipe a recolher os aparelhos telefônicos e orientar a entrada. Às 14h49, o mordomo confirmou a chegada do convidado principal.
Às 20h56, o funcionário pediu autorização a Vorcaro para disponibilizar um dos quartos do imóvel para o ministro e acompanhantes, o que foi prontamente autorizado pelo empresário. Por volta das 22h, o mordomo relatou que os presentes estavam na área da piscina e afirmou que o magistrado "estava sem pressa de ir embora". O convidado deixou o local às 23h17.
Uma semana após a festa, a agenciadora procurou Vorcaro para solicitar o pagamento do serviço prestado por uma das acompanhantes ao convidado, no valor de R$ 10 mil, fornecendo uma chave PIX para a transferência.
Em mensagens anteriores registradas em outubro de 2024, o ex-diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, informou a Vorcaro sobre uma vitória judicial relativa a precatórios do setor sucroalcooleiro no STF. Na ocasião, Rennó citou que o voto favorável havia sido proferido pelos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli e Nunes Marques, e repassou o contato do advogado Kevin Marques, filho do ministro.
Em nota enviada à imprensa, a assessoria do ministro Kassio Nunes Marques rebateu as acusações: "O ministro Kassio Nunes Marques nunca votou a favor de Daniel Vorcaro (inclusive deu voto pela manutenção da prisão), nunca trocou mensagens com ele e nem pediu nada ao banqueiro. O ministro também nunca autorizou ninguém a falar em nome dele e não pode se responsabilizar por conversas ou ações de terceiros. Seu filho nunca recebeu nada do Banco Master. A matéria referenciada faz ilações e tenta relacionar tais diálogos com a atuação na Presidência do TSE, numa tentativa de fragilizar a condução da Justiça Eleitoral."
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, e segurar a despesa. Aí você melhora a relação dívida/PIB".
Disse o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) ao defender a realização de um ajuste fiscal, porém com foco em cortes de privilégios e "super salários", criticando a possibilidade de penalizar aposentados e a classe média.