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Na manhã desta quarta-feira (29), um homem foi flagrado furtando mercadorias de um veículo de entregas do Mercado Livre no bairro da Boca do Rio, em Salvador. A ação criminosa ocorreu nas proximidades do restaurante Boi Preto.
Segundo informações do Alô Juca, o suspeito se aproveitou de um momento de distração do entregador, que havia deixado o automóvel destrancado ao descer para realizar uma entrega. O homem monitorou a movimentação do entregador e agiu no exato momento em que ele se afastou do veículo.
Imagens de câmeras de segurança registraram a ação. É possível observar que o homem abre a porta traseira do carro, retira os pacotes e sai caminhando com tranquilidade. Em seguida, ele corre e foge na caçamba de um Fiat Strada de cor branca que o aguardava.
Até o momento, nenhum dos envolvidos no furto foi localizado ou preso.
A Lua cheia desta quarta-feira (29) poderá ser observada a olho nu em todo o Brasil e traz consigo um nome curioso, "Lua do Veado", também conhecida como "Lua do Cervo". O fenômeno ocorre apenas uma vez por ano e faz parte de uma tradição centenária de povos indígenas da América do Norte, que associavam cada Lua cheia a eventos marcantes da natureza.
O nome faz referência ao período em que os veados e cervos machos começam a desenvolver uma nova galhada. Nessa época do ano, os animais renovam os chifres, que crescem cobertos por uma camada aveludada até atingirem o tamanho definitivo. Foi esse ciclo natural que inspirou a denominação da Lua cheia de julho.
Embora a nomenclatura tenha origem no Hemisfério Norte, ela passou a ser utilizada internacionalmente para identificar a Lua cheia deste período do ano, independentemente da estação em cada país. No Brasil, onde é inverno, o fenômeno pode ser observado normalmente, desde que as condições do tempo permitam boa visibilidade.
A Lua vai nascer no início da noite e permanecer visível durante toda a madrugada. Para uma melhor observação, a recomendação é procurar locais com pouca iluminação artificial e horizonte livre, embora o fenômeno possa ser visto sem equipamentos especiais. Binóculos ou telescópios ajudam a visualizar detalhes da superfície lunar, mas não são necessários.
A realização da Copa do Mundo Masculina de 2026 encerrou um ciclo no futebol, mas o foco já se volta para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada pela primeira vez no Brasil. Salvador está entre as cidades-sede do torneio. Com esse cenário, um grupo de trabalho da Prefeitura de Salvador realizou, na última terça-feira (28), uma reunião na Federação Bahiana de Futebol (FBF) para discutir ações voltadas à preparação da capital baiana para o Mundial.
Participaram do encontro a secretária municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude, Fernanda Lordelo; o subprefeito regional Centro/Brotas, Alan Muniz; a diretora da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom), Lilia Lopes; além das colaboradoras Tainá Barros, Daniela Brandão e Flávia Faro. O grupo é coordenado pela vice-prefeita Ana Paula Matos.
Pela FBF, estiveram presentes o presidente Ricardo Lima, o vice-presidente Manfredo Lessa, a diretora de Competições, Taíse Galvão, que participou do processo de candidatura de Salvador como cidade-sede junto à Prefeitura, ao Governo do Estado, à CBF e à FIFA, além do diretor de Registro e Transferência, Felipe Quadros.
Durante a reunião, foram apresentadas propostas para ampliar a divulgação da Copa do Mundo Feminina na capital baiana, com o objetivo de mobilizar a população e reforçar a importância do evento para Salvador. A Prefeitura também solicitou o apoio da FBF nas iniciativas.
O encontro também abordou possíveis ações conjuntas para o fortalecimento do futebol feminino no município e discutiu uma parceria entre a Prefeitura e a entidade em campanhas de valorização das mulheres e de combate à violência de gênero.
Polícia prende na Bahia suspeitos de matar casal de mulheres em Praia Grande
Por Francisco Lima Neto | Folhapress
A Polícia Civil da Bahia prendeu dois homens, de 33 e 48 anos, investigados sob suspeita de assassinar duas mulheres em Praia Grande, no litoral paulista, em 9 de julho. Os dois tinham mandado de prisão contra eles e eram considerados foragidos da Justiça. Eles foram localizados na terça-feira (28) na área rural de Cabaceiras do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano.
Os nomes dos presos não foram divulgados.
Segundo a Polícia Civil da Bahia, os dois devem ser levados para uma penitenciária em São Paulo. A prisão foi feita por agentes do Deic (Departamento Especializado de Investigações Criminais), com o apoio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana. Segundo a SSP, o caso segue em investigação, sob sigilo, pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Praia Grande.
ENTENDA O CASO
Ieda Aparecida Simplício, 62, e Fabiana de Fátima Nogueira, 47, desapareceram em Praia Grande, no último dia 9. Os corpos foram localizados enterrados em área de mata em São Vicente, na Baixada Santista, no dia 18. As duas mantinham um relacionamento.
Os corpos estavam em área do bairro Samaritá, e foram reconhecidos por parentes, de acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), após a Polícia Militar ser acionada para ocorrência de encontro de cadáver. Na mesma vala havia um crânio.
Policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais de Praia Grande), junto com uma equipe do Corpo de Bombeiros, também compareceram ao local. Foram requisitados exames periciais e necroscópicos para as vítimas. O caso foi registrado como homicídio e morte suspeita.
De acordo com o G1, as mulheres sumiram na noite do dia 9, após um encontro com uma amiga e uma familiar. Elas teriam dito que precisavam resolver algumas coisas, sem dar detalhes, e não voltaram mais.
O carro das duas, de acordo com o portal de notícias, foi encontrado abandonado e aberto ao lado do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Praia Grande, dois dias depois do sumiço.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro negou ter autorizado o uso de sua imagem em vídeo gerado por inteligência artificial (IA) em documento nesta quarta-feira (29). A declaração foi enviada pelos advogados criminalistas do ex-presidente ao ministro Alexandre de Moraes.
No documento, obtido pela GloboNews e apresentado em resposta a um pedido de esclarecimentos no âmbito de sua execução penal, a equipe jurídica justificou que não houve contato entre pai e filho para autorizar a produção da peça.
ENTENDA O CONTEXTO
Na gravação em questão, a imagem recriada do ex-presidente afirma que ele está "preso e calado por uma decisão arbitrária" e declara que "nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança" despertado por seu movimento. O vídeo também apela para que os apoiadores recebam o senador Flávio Bolsonaro "de braços abertos" como candidato à Presidência da República.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Por sua vez, os advogados de Flávio Bolsonaro argumentam que a exibição da peça não violou a legislação eleitoral. A defesa sustenta que não houve ocultação da tecnologia utilizada, visto que o público presente no evento foi expressamente informado de que a gravação não se tratava de presença física, transmissão ao vivo ou registro autêntico de Jair Bolsonaro, trazendo tarjas informando sobre a recriação da voz e da imagem por IA.
A equipe jurídica sustentou ainda que o recurso não se enquadra no conceito de deepfake, formato criado ou manipulado por inteligência artificial para simular a fala, a imagem ou o vídeo de uma pessoa com aparência de autenticidade. Os advogados compararam a tecnologia empregada ao uso de máscaras e bonecos de papel, apontando-os como recursos gráficos amplamente utilizados em campanhas eleitorais.
Segundo a manifestação, não houve qualquer tentativa de enganar o público, manipular fatos ou ocultar a tecnologia. Outro ponto destacado pela defesa foi o formato do evento, descrito como uma reunião fechada, submetida a cadastramento prévio e direcionada a um público específico e determinado, composto por filiados, delegados e convidados, e não ao eleitorado em geral.
"Houve apenas a criação de um boneco tecnológico, tudo com as devidas tarjas e anúncios, sem qualquer falseamento ou induzimento em erro, com o apelo que nem de longe sequer tangencia o pedido explícito de voto, de que os convencionais 'recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir'", cita ao STF que exigiu explicações.
O ex-presidente Jair Bolsonaro dirá ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes que não sabia que seu filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usaria um vídeo produzido por inteligência artificial com imagens e falas dele na convenção do PL.
Moraes determinou na terça (28) que a defesa de Bolsonaro explique em até 48 horas o uso do vídeo.
O encontro do PL ocorreu no sábado (25) e sacramentou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
O vídeo exibido em um telão trazia a imagem do ex-presidente se dirigindo ao público e dizendo: "Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial. Como todos aqui sabem, eu estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária, baseada em algo que eu nunca fiz".
Os advogados vão dizer que o ex-presidente nem teria como saber que a peça seria usada, já que está preso em casa, proibido pelo STF de receber visitar de políticos e de ver o próprio filho.
Flávio não pode ir à casa do pai desde que leu uma carta aberta dele dirigida aos eleitores —condenado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro não pode fazer manifestações políticas, nem diretas nem por meio de terceiros.
Procurados, os advogados Paulo da Cunha Bueno e Celso Villardi, que representam Bolsonaro, não se manifestaram.
Na decisão, Moraes afirma que, caso Bolsonaro tenha concordado com o uso do material, a conduta seria grave o suficiente para o retorno dele ao regime fechado de cumprimento de pena. Atualmente, o ex-presidente está detido na casa onde mora, em Brasília.
"A eventual concordância de Jair Messias Bolsonaro com a divulgação de um vídeo produzido por IA, e amplamente divulgado nas redes sociais, contendo sua imagem e declarações ostensivamente político-eleitorais constituiria nova e grave transgressão à decisão judicial, poucos dias após ser sancionado, e passível de reversão da prisão domiciliar humanitária para o regime fechado", disse.
No despacho desta terça-feira (28), o relator cita decisão anterior na qual vedou a divulgação de manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio usado. Ainda, fez menção à vedação da legislação eleitoral do uso de imagem de pessoas sem a devida autorização.
A resposta de que Bolsonaro dizendo que não sabia do vídeo fará com que a responsabilização recaia sob Flávio Bolsonaro e o PL, já que a prática de deep fake é proibida pela legislação eleitoral.
Uma mulher de 32 anos foi presa na França após seu companheiro encontrar cinco bebês mortos dentro de caixas em seu apartamento, na cidade de Orange, no sudeste do país. A prisão ocorreu nesta quarta-feira (29).
Segundo a Promotoria de Carpentras, informada à agência AFP, a Justiça abriu investigação por assassinato e efetuou a detenção no mesmo dia. De acordo com o jornal regional La Provence, a mulher foi presa ao deixar o hospital.
Os corpos foram encontrados depois que o companheiro da mulher levou-a a uma unidade hospitalar neste domingo (26), após ela dar à luz em casa. A gravidez havia sido descoberta pelo parceiro "tarde", conforme relataram as autoridades. Entre os cinco bebês, quatro eram recém-nascidos cujos ossos foram localizados; o quinto tinha o corpo preservado.
A Promotoria determinou o acolhimento provisório do bebê nascido no domingo e comunicou aos serviços sociais a situação dos outros dois filhos menores do casal.
Casos de infanticídio não são incomuns na França. Especialistas apontam que esses episódios frequentemente envolvem alteração do discernimento da mãe ou gestações não desejadas, ocultadas do convívio familiar e social.
O caso mais grave de infanticídio registrado no país é o de Dominique Cottrez, condenada em 2015 a nove anos de prisão por matar oito recém-nascidos. O júri reconheceu, naquela ocasião, uma alteração do discernimento da ré.
Defesa de Daniel Vorcaro abandona delação e aposta em contestar provas contra o banqueiro
Por Redação
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro não deve mais insistir em uma proposta de delação premiada e prepara uma estratégia com foco na análise do mérito da ação penal, com ênfase na contestação das provas.
Entre os principais pontos que serão levantados está a alegação de ilegalidades na cadeia de custódia dos aparelhos celulares apreendidos. A defesa pretende sustentar que houve falhas na preservação dos dispositivos, o que abriria margem para questionar a validade dessas provas no processo e, posteriormente, pedir prisão domiciliar para o ex-banqueiro.
A mudança de estratégia ocorre após sucessivas tentativas de acordo de colaboração premiada. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República rejeitaram as propostas apresentadas por Vorcaro, por entenderem que não havia fatos novos nem elementos suficientes para justificar a celebração do acordo.
As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos devem afetar diretamente apenas 1,8% do total exportado pelo agronegócio baiano, segundo estudo técnico da assessoria econômica do Sistema Faeb/Senar. O impacto é considerado limitado em termos macroeconômicos, mas concentrado em cadeias produtivas e regiões específicas do estado.
Entre julho e dezembro de 2025, o setor exportou US$ 3,6 bilhões ao mercado internacional, conforme os dados do estudo. Desse total, US$ 222,54 milhões tiveram os Estados Unidos como destino, o equivalente a 6,1% das exportações do agronegócio baiano. A nova alíquota de 12,5% anunciada pelo governo norte-americano se soma aos 25% já estabelecidos anteriormente pelo presidente Donald Trump.
Ainda assim, 68% do volume exportado à nação norte-americana, US$ 151,54 milhões, permanece isento por constar da lista de exceções. As alíquotas adicionais incidem sobre 29,1% dessas exportações, o equivalente a US$ 64,73 milhões. Outros 2,8% (US$ 6,27 milhões) aguardam definição técnica sobre o enquadramento.
PRODUTO CRÍTICO
O principal produto afetado é a pasta química de madeira para dissolução. Com US$ 49,43 milhões exportados aos EUA no segundo semestre de 2025, o item passou a suportar uma carga tarifária acumulada de até 37,5% e responde sozinho por cerca de 76% de todo o valor tarifado do agronegócio baiano, segundo o estudo.
Fotos ilustrativas: Elaborada com I.A. (Gemini) / Tomaz Silva (Agência Brasil)
Os demais produtos de maior peso na pauta exportadora permanecem isentos. Celulose convencional (US$ 51,83 milhões), manteiga e óleo de cacau (US$ 38,68 milhões) e manga (US$ 31,46 milhões) estão fora das novas medidas. Água de coco, cacau em pó e café em grão também seguem na lista de exceções.
REGIÕES AFETADAS
Algumas cadeias produtivas regionais, com forte dependência do mercado norte-americano, exigem atenção especial. O sisal é o caso mais expressivo; os cordéis do produto somam US$ 6,63 milhões em exportações aos EUA, e estimativas apontam que entre 70% e 80% das vendas baianas desse item têm aquele mercado como destino. Sobre eles passa a incidir a tarifa adicional de 12,5%.
Mel natural (US$ 1,72 milhão) e pescados (US$ 3,45 milhões) também passam a ser tributados na mesma alíquota. No caso dos pescados, cerca de 80,4% das vendas destinadas aos EUA foram atingidas. Calçados de couro (US$ 2,75 milhões) e uvas frescas (US$ 1,55 milhão) ficam sujeitos à incidência acumulada de até 37,5%.
Simulações da assessoria econômica indicam que, mesmo em um cenário de retração de 30% das vendas ao mercado norte-americano, a perda seria de US$ 19,42 milhões; o impacto sobre o total das exportações do agronegócio baiano chegaria a apenas 0,53%. Diante desse quadro, o Sistema Faeb/Senar defende medidas voltadas à diversificação de mercados, ao fortalecimento das cadeias mais dependentes e ao aumento da competitividade das empresas afetadas.
Cerca de 1500 presidiários iniciaram uma greve de fome em protesto contra a pena de morte no Irã. Alguns decidiram costurar os próprios lábios como forma extrema de chamar a atenção de organizações internacionais e do governo iraniano.
Os detentos estão no corredor da morte da prisão de Ghezel Hesar, a maior do país. O protesto começou há cerca de duas semanas, após a transferência de seis presos para celas de isolamento, procedimento que normalmente antecede a execução no Irã.
O caso tem chamado a atenção de organizações de direitos humanos, como a Iran Human Rights (IHRNGO). Segundo a entidade, a maioria das execuções envolve pessoas condenadas por tráfico de drogas, mas também há casos de indivíduos acusados de crimes ligados aos protestos contra o governo.
A organização conseguiu contato com alguns dos detentos. Eles afirmam que muitas das condenações atingem pessoas em situação de extrema pobreza, recrutadas para transportar drogas, e que não tiveram acesso a julgamentos justos.
Em uma mensagem divulgada pelo The Guardian, um dos presos resumiu o sentimento de desespero. "Cometemos erros apenas para conseguir o básico para viver e nos arrependemos profundamente. Em que outro lugar uma pessoa perde a vida por um primeiro erro?"
Além da greve de fome, alguns presos decidiram costurar os próprios lábios. O gesto simboliza a disposição de suportar dor física extrema para chamar a atenção da comunidade internacional para o aumento das execuções no país. Em vídeos e imagens divulgados nas redes sociais, os detentos também aparecem segurando cartazes com a frase "No to Executions" (Não às execuções) e gritando "Be our voice" (Sejam nossa voz).
O movimento não é novo. Faz parte da campanha "No Execution Tuesdays" (Terças-feiras Sem Execuções), iniciada por presos iranianos em 2024.
No entanto, o atual protesto é considerado um dos maiores já registrados devido ao número de participantes. Cerca de 1500 condenados à morte aderiram à greve.
Segundo a Reuters, recentemente duas especialistas independentes da ONU alertaram para a situação de um casal de britânicos preso no Irã, que estava há quase 30 dias em jejum. Eles foram condenados por espionagem, mas os familiares afirmam que há diversas irregularidades no processo.
As especialistas enviaram um apelo às autoridades iranianas denunciando o que consideram um padrão de detenção de cidadãos estrangeiros para fins políticos. Enquanto isso, o governo do Reino Unido tem intensificado a pressão pela libertação do casal.
A Anistia Internacional destaca que o Irã registrou um aumento no número de execuções nos últimos meses. A organização afirma que os Tribunais Revolucionários frequentemente aplicam penas de morte após processos considerados profundamente injustos, marcados por denúncias de confissões obtidas sob tortura, acesso limitado à defesa e pouca possibilidade de recurso.
Organizações de direitos humanos também acusam as autoridades iranianas de utilizar a pena de morte como instrumento de repressão e intimidação. Além disso, avaliam que o aumento das execuções ajuda o regime a projetar uma imagem de força e controle, especialmente em meio às tensões com os Estados Unidos.
Segundo a agência de notícias HRANA, especializada no monitoramento dos direitos humanos no Irã, as execuções são realizadas principalmente por enforcamento. Nos últimos meses, ao menos 26 pessoas foram executadas em praça pública.
Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da IHRNGO, afirma que a maioria dos condenados à morte responde por crimes relacionados ao tráfico de drogas e pertence às camadas mais pobres da população. Segundo ele, muitos são condenados com base apenas em confissões obtidas sob tortura.
Para Heba Morayef, diretora regional da Anistia Internacional, a falta de pressão da comunidade internacional contribui para a continuidade dessas práticas. "A resposta discreta da comunidade internacional encoraja as autoridades iranianas a continuarem sua matança desenfreada", declarou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Reis
"É o PT na Bahia que perdeu os escrúpulos. É o poder acima do bem e do mal".
Disse o prefeito de Salvador Bruno Reis (União) ao criticar a base do Governo do Estado por manter a candidatura do deputado estadual Binho Galinha (Avante), nas eleições de 2026.