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Acordo entre Ipac e Instituto Brasileiro de Museus avança na criação do Sistema Estadual de Museus da Bahia
Por Mauricio Leiro / Eduarda Pinto / Ronne Oliveira
O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica para estruturar e implementar o Sistema Estadual de Museus da Bahia. O extrato da parceria foi publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (14) e prevê ações para fortalecer as políticas públicas voltadas ao setor museal em todo o estado.
A cooperação foi firmada no âmbito do programa nacional (re)Conexões e busca ampliar a articulação entre União, estado e municípios. Para o Ibram, a iniciativa pretende fortalecer o pacto federativo e promover uma atuação integrada na construção e implementação de políticas públicas voltadas aos museus e às instituições de memória e patrimônio cultural da Bahia.
Entre as ações previstas estão a capacitação de gestores e profissionais de museus, o desenvolvimento de instrumentos técnicos para a implementação de sistemas de museus e a articulação de políticas de fomento e financiamento para a área. A parceria também prevê o incentivo à criação e ao fortalecimento de Sistemas Municipais de Museus, aproximando as políticas estaduais das instituições e demandas dos municípios.
A iniciativa terá abrangência nos 27 Territórios de Identidade da Bahia e deverá promover encontros, oficinas, debates e atividades de formação para trabalhadores e gestores do setor museal. Também está previsto o compartilhamento de boas práticas e conhecimentos técnicos entre o Ibram e o Ipac.
Com o acordo, os museus e instituições de memória baianos também deverão ampliar sua integração com programas e iniciativas de alcance nacional promovidos pelo Ibram, como a Semana Nacional de Museus, a Primavera de Museus, o Passaporte de Museus e o Fórum Nacional de Museus. O plano de trabalho prevê ainda a implementação, na Bahia, de ações estruturantes desenvolvidas pelo Instituto Federal.
Sedes do Ibram e Ipac-BA | Fotos: Reprodução / Google Street View
O Ibram é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura e responsável pela gestão de 27 museus nacionais brasileiros. Nenhum deles está localizado na Bahia. Além do gerenciamento dessas unidades, o instituto atua na formulação de diretrizes para a gestão do setor museológico no país, mantém o cadastro nacional de museus e promove ações relacionadas à preservação e gestão do patrimônio museológico.
Já o Ipac, autarquia estadual vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), atua tanto no gerenciamento de museus quanto no reconhecimento e na preservação do patrimônio cultural e artístico do estado. O órgão realiza o registro de patrimônios e também executa, fiscaliza e orienta intervenções em prédios históricos tombados no âmbito estadual.
No campo dos museus, as ações do Ipac são operacionalizadas por meio da Diretoria de Museus (Dimus), responsável pela gestão de cerca de oito museus e outros equipamentos culturais na Bahia, entre eles o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), em Salvador, e o Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, em Candeias.
Algumas ações de articulação entre os órgãos já foram realizadas no estado. Em abril deste ano, a Bahia sediou a segunda edição do programa (re)Conexões, que reuniu gestores, pesquisadores e profissionais do setor museal de diferentes regiões. Também foi realizada uma Oficina de Gestão de Risco do Patrimônio Musealizado, que deverá contar com novas edições.
A cooperação entre Ipac e Ibram terá duração inicial de 12 meses, podendo ser prorrogada mediante termo aditivo. A execução ocorrerá em regime de cooperação mútua, com cada instituição utilizando seus próprios recursos humanos, tecnológicos e materiais. O acordo não prevê transferência voluntária de recursos financeiros entre os órgãos. Eventuais ações que envolvam repasse de recursos deverão ser formalizadas por instrumentos específicos.
O plano de trabalho estabelece como abrangência os 27 Territórios de Identidade da Bahia e como público-alvo o setor museal do estado. A iniciativa busca aproximar as instituições baianas das políticas, programas e instrumentos da política nacional de museus e, ao mesmo tempo, fortalecer o Sistema Brasileiro de Museus por meio da articulação com o futuro sistema estadual.
Confira abaixo as notas das instituições enviadas à redação do Bahia Notícias (BN):
"O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) informa que o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) já foi assinado e publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, 14 de agosto.
A parceria foi firmada no âmbito do programa (re)Conexões e tem como objetivo fortalecer as políticas públicas para o setor museal na Bahia, contribuindo para o fortalecimento do Sistema Brasileiro de Museus e para a estruturação do Sistema Estadual de Museus no estado.
As ações previstas incluem, entre outras iniciativas, a capacitação de gestores e profissionais de museus; a articulação de políticas de fomento e financiamento para museus e instituições de memória; o incentivo à criação de Sistemas Municipais de Museus; e a realização conjunta de ações como a Semana Nacional de Museus, a Primavera dos Museus, o Passaporte de Museus, o Fórum Nacional de Museus e o programa (re)Conexões.
A cooperação também busca ampliar a articulação entre União, estado e municípios, fortalecendo o pacto federativo e a atuação integrada na construção e implementação das políticas públicas para os museus", finaliza o Ibram.
O Ipac também se manifestou. Confira:
"O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) firmaram Acordo de Cooperação Técnica para avançar na implementação do Sistema Estadual de Museus da Bahia e fortalecer as políticas públicas para o setor no estado. Publicado nesta sexta-feira (14) no Diário Oficial da União, o acordo tem vigência de 12 meses, podendo ser prorrogado mediante termo aditivo.
A parceria reúne competências e recursos técnicos dos dois órgãos para o desenvolvimento de ações voltadas ao fortalecimento, à difusão e ao fomento das políticas museológicas. Entre os resultados previstos estão a capacitação de gestores e profissionais de museus, o desenvolvimento de instrumentos técnicos para a implementação de sistemas de museus, ações conjuntas visando o estreitamento de políticas de fomento e financiamento e o fortalecimento da articulação entre instituições museológicas e de memória.
A cooperação também prevê o estímulo à criação e ao fortalecimento de Sistemas Municipais de Museus, aproximando as políticas estaduais das instituições e demandas dos municípios. Estão previstos encontros, oficinas e debates sobre o Sistema Brasileiro de Museus, além do compartilhamento de boas práticas e conhecimentos técnicos entre Ibram e IPAC.
Algumas ações de articulação entre os dois órgãos já foram realizadas na Bahia. Em abril deste ano, o estado sediou a segunda edição do Programa (re) Conexões, reunindo gestores, pesquisadores e profissionais do campo museal de diferentes regiões. Também foi realizada uma Oficina de Gestão de Risco do Patrimônio Musealizado, iniciativa que contará com novas edições.
Integração à política nacional de museus
A parceria deverá ampliar a presença dos museus e instituições de memória baianos nas iniciativas promovidas pelo Ibram, incluindo a Semana Nacional de Museus, a Primavera de Museus, o Passaporte de Museus e o Fórum Nacional de Museus. O plano de trabalho prevê ainda a implementação, na Bahia, de ações estruturantes desenvolvidas pelo instituto federal.
A iniciativa contribui para aproximar as instituições baianas das políticas, programas e instrumentos da política nacional de museus e, ao mesmo tempo, fortalecer o Sistema Brasileiro de Museus por meio da articulação com o sistema estadual. O plano de trabalho estabelece como abrangência os 27 Territórios de Identidade da Bahia e como público-alvo o setor museal do estado.
A execução será feita em regime de cooperação mútua, com utilização de recursos humanos, tecnológicos e materiais próprios dos partícipes. O acordo não prevê transferência voluntária de recursos financeiros entre Ibram e IPAC. Eventuais ações que envolvam o repasse de recursos deverão ser viabilizadas por instrumentos específicos", termina o Ipac.
Celeiro de craques históricos, a base do Vitória ganhou fama internacional ao longo dos anos e hoje vive um processo de reconstrução, assim como todo o clube desde a virada de chave iniciada durante a Série C de 2022. Após um período sem protagonismo dos jogadores formados no clube e de instabilidade do Rubro-Negro antes da arrancada iniciada naquele ano, o Vitória tem atualmente no goleiro Lucas Arcanjo, cria da base e hoje uma das referências do clube, um dos símbolos desse processo e da busca por dias melhores.
Após retornar à Série A do Campeonato Brasileiro Sub-20 ao conquistar o acesso no ano passado, o Vitória terminou a competição na 14ª colocação, com 20 pontos, três a mais que o Criciúma, 18º colocado e rebaixado ao lado de Avaí e Fortaleza. O ano de consolidação na elite, porém, contrastou com a eliminação na semifinal do Campeonato Baiano da categoria, diante do Fluminense de Feira, que acabou derrotado pelo Bahia na decisão. Com o resultado, o Leão viu o rival conquistar o octacampeonato consecutivo da competição e ampliou para nove anos o jejum de títulos estaduais da categoria, já que a última conquista aconteceu em 2017.
Para dar sequência ao processo de reconstrução, que já apresenta reflexos no elenco profissional através de jogadores como Lucas Arcanjo, um dos principais nomes da equipe, e Edenilson, que integra o grupo principal rubro-negro desde o ano passado, o Vitória acertou a contratação do experiente técnico Jonilson Veloso para assumir o comando do Sub-20, substituindo Mário Henrique na função.
Eleito o melhor treinador do Campeonato Baiano de 2023, Jonilson, que estava no Vilavelhense, do Espírito Santo, também realizou estágios no Bayern de Munique durante o período em que Pep Guardiola comandava a equipe alemã. Com passagens por Jequié, Ypiranga e Jacuipense, onde conquistou o acesso à Série C e o vice-campeonato do Campeonato Baiano, o treinador chega ao clube com a missão de desenvolver novos talentos e recolocar a base do Vitória em posição de protagonismo.
Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, Jonilson Veloso falou sobre o desafio de comandar uma das divisões de base mais tradicionais do Brasil, explicou os motivos que o levaram a aceitar o novo desafio e revelou bastidores do projeto, que terá como primeiro grande objetivo a preparação da equipe para a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a Copinha, em janeiro de 2027.
Leia aqui a entrevista completa.
Celeiro de craques históricos, a base do Vitória ganhou fama internacional ao longo dos anos e hoje vive um processo de reconstrução, assim como todo o clube desde a virada de chave iniciada durante a Série C de 2022. Após um período sem protagonismo dos jogadores formados no clube e de instabilidade do Rubro-Negro antes da arrancada iniciada naquele ano, o Vitória tem atualmente no goleiro Lucas Arcanjo, cria da base e hoje uma das referências do clube, um dos símbolos desse processo e da busca por dias melhores.
Após retornar à Série A do Campeonato Brasileiro Sub-20 ao conquistar o acesso no ano passado, o Vitória terminou a competição na 14ª colocação, com 20 pontos, três a mais que o Criciúma, 18º colocado e rebaixado ao lado de Avaí e Fortaleza. O ano de consolidação na elite, porém, contrastou com a eliminação na semifinal do Campeonato Baiano da categoria, diante do Fluminense de Feira, que acabou derrotado pelo Bahia na decisão. Com o resultado, o Leão viu o rival conquistar o octacampeonato consecutivo da competição e ampliou para nove anos o jejum de títulos estaduais da categoria, já que a última conquista aconteceu em 2017.
Para dar sequência ao processo de reconstrução, que já apresenta reflexos no elenco profissional através de jogadores como Lucas Arcanjo, um dos principais nomes da equipe, e Edenilson, que integra o grupo principal rubro-negro desde o ano passado, o Vitória acertou a contratação do experiente técnico Jonilson Veloso para assumir o comando do Sub-20, substituindo Mário Henrique na função.
Eleito o melhor treinador do Campeonato Baiano de 2023, Jonilson, que estava no Vilavelhense, do Espírito Santos, também realizou estágios no Bayern de Munique durante o período em que Pep Guardiola comandava a equipe alemã. Com passagens por Jequié, Ypiranga e Jacuipense, onde conquistou o acesso à Série C e o vice-campeonato do Campeonato Baiano, o treinador chega ao clube com a missão de desenvolver novos talentos e recolocar a base do Vitória em posição de protagonismo.
Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, Jonilson Veloso falou sobre o desafio de comandar uma das divisões de base mais tradicionais do Brasil, explicou os motivos que o levaram a aceitar o novo desafio e revelou bastidores do projeto, que terá como primeiro grande objetivo a preparação da equipe para a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a Copinha, em janeiro de 2027.
Bahia Notícias: O que pesou para você aceitar o convite do Vitória, especialmente deixando o futebol profissional para assumir o Sub-20?
Jonilson Veloso: Primeiro, o desafio. A gente tem dez anos de carreira, não só no futebol profissional, e chegou a pensar: "Será que estou dando um passo atrás?". Mas, por outro lado, encaramos isso como um desafio enorme, porque sabemos que a marca Vitória supera qualquer coisa.
Também pensamos muito no investimento futuro. Dar esse passo, aproveitando a marca Vitória, é uma oportunidade de valorização no mercado de trabalho. A divisão de base do Vitória dispensa apresentações. Os craques revelados pelo clube falam por si só. A marca do Esporte Clube Vitória, não só no profissional, mas também na base, é muito forte.
BN: Como aconteceu o contato com a direção do Vitória e quem integra a sua comissão técnica?
JV: O primeiro contato foi feito pelo gerente de futebol, Ricardinho (Ricardo Amadeu), que me explicou e apresentou o projeto do Vitória. A gente tem uma comissão muito experiente. Temos o auxiliar técnico John Sugar, que recentemente era auxiliar da equipe profissional da Jacuipense; o preparador físico Léo Coutinho; o Victor Miller, treinador de goleiros da comissão anterior, que está há muitos anos no clube e foi atleta do Vitória; e o analista de desempenho Tomás.
Pela experiência e pela vivência dessa comissão, a equipe do Vitória pode esperar muitas coisas boas pela frente.
BN: Você tem cerca de uma semana conhecendo o clube antes do anúncio oficial. O que encontrou nesse período?
JV: Foi um período para me ambientar, conhecer as estruturas, as instalações e os departamentos do clube. Também começamos a analisar os elencos do Sub-20 e das outras categorias, como Sub-17 e Sub-16. Foi uma semana de adaptação ao clube, tanto para mim quanto para a comissão técnica. Agora já colocamos a mão na massa e estamos trabalhando, porque sabemos que nossa missão é difícil e o desafio é muito grande.
BN: Você também teve contato com o presidente Fábio Mota. Como foi essa conversa?
JV: Fomos apresentados ao presidente e ele me mostrou toda a estrutura do clube. No final, falou: "Olha o tamanho para onde você está vindo".
Isso é uma pressão a mais, mas estamos acostumados e preparados. O Vitória é uma equipe gigante do futebol brasileiro. Quem não conhece a estrutura do Vitória não tem dimensão do tamanho que é o clube. Fico muito feliz pelo convite e tenho certeza de que a equipe Sub-20 vai dar muitas alegrias à nossa torcida.
BN: Como você avalia o momento atual do Sub-20 do Vitória, que terminou o Brasileiro na 14ª colocação e caiu na semifinal do Campeonato Baiano, amargando nove anos sem título estadual na categoria?
JV: A equipe Sub-20 está se reestruturando. Alguns atletas, por força de contrato, terminaram seus vínculos e deixaram o clube. Membros da comissão também saíram. Então, estamos chegando para algo novo. Começamos praticamente do zero.
Ainda temos este período do ano para nos prepararmos para duas competições oficiais: a Copa Atlântico e, logo em seguida, em janeiro, a Copa São Paulo. Temos tempo para trabalhar. O departamento de análise de desempenho e o departamento de mercado estão trabalhando para trazer outros atletas e fortalecer a equipe.
O projeto do Vitória é ter uma equipe muito forte no Sub-20, porque é a categoria principal da base, aquela que prepara os atletas para o profissional. Esse é um dos motivos pelos quais está acontecendo essa reestruturação, para que no próximo ano possamos estar ainda mais fortes.
BN: Como foi a conversa com o técnico Jair Ventura?
JV: É um trabalho em conjunto. Precisamos trabalhar muito próximos para avaliar e analisar quais atletas do Sub-20 estão capacitados para serem inseridos na equipe profissional.
Essa integração é muito próxima. O Jair me desejou boa sorte, deu as boas-vindas e falou que eu estava chegando a um grande clube. Também disse que estava à disposição para o que precisássemos e que poderia nos ajudar.
BN: A Copa Atlântico será sua primeira competição oficial. O que o torcedor pode esperar da equipe?
JV: Na Copa Atlântico já teremos uma equipe com a nossa cara, claro que respeitando a identidade e a cultura do clube. Não vamos esperar a Copa São Paulo. Precisamos mostrar isso logo na primeira competição.
Temos tempo para adaptar os novos atletas que vão chegar e também aqueles que permaneceram à nossa ideia e ao nosso modelo de jogo. A expectativa é a melhor possível. Nosso intuito é sempre ser o melhor e fazer uma campanha melhor do que estamos acostumados a fazer.
BN: Já existe uma definição sobre o perfil do elenco que será levado para a Copa São Paulo de 2027?
JV: Ainda não. Estamos planejando porque temos tempo para isso. Geralmente, não se leva uma equipe formada apenas por atletas do último ano. Vai uma garotada mais nova para que eles possam amadurecer e vivenciar uma competição como a Taça São Paulo, que é uma das principais competições de base do país.
Vamos sentar ainda com o clube para definir o planejamento em relação à Copa São Paulo e aos atletas mais jovens que serão inseridos nesse processo.
BN: O Vitória tem jogadores da base retomando espaço no profissional, como Lucas Arcanjo e Edenilson. Como você enxerga essa geração e os atletas que podem dar esse salto?
JV: Vou ser muito sincero: ainda é muito novo para mim. A gente ainda está conhecendo o elenco e formando um novo grupo para as futuras competições. Mas isso é a identidade do clube. O Vitória sempre foi uma equipe que utilizou muitos jogadores da base e acho que isso precisa continuar. Quem acompanha o clube sempre viu garotos revelados aqui recebendo oportunidades.
Isso é um DNA do Vitória e não vai mudar. Em relação aos novos atletas que têm condições de chegar ao profissional, isso vai acontecer de acordo com o trabalho e com o tempo. Precisamos trabalhar e preparar bem esses atletas para que possam ser inseridos na equipe profissional.
BN: O Alisson Santos é um exemplo recente de jogador formado no Vitória que conseguiu se destacar no futebol europeu, mas no Leão não teve sequência. O que esse caso representa para o trabalho de formação?
JV: Isso é o futebol. Não existe uma fórmula. Como o DNA do clube é lançar atletas, eles serão lançados no momento bom e no momento ruim da equipe. É uma característica do clube.
O Alisson mostrou que o trabalho não estava errado. Talvez o atleta não tenha se saído tão bem naquele momento, mas, pela capacidade de todo o trabalho que foi feito anteriormente, ele conseguiu chegar a patamares maiores e hoje está no Napoli. Isso aconteceu com o Alisson e vai acontecer com outros jogadores que estão vindo.
BN: Quais características você considera fundamentais para transformar um jogador Sub-20 em um atleta profissional?
JV: Tirando a parte técnica e tática, a principal é a psicológica. Precisamos preparar o atleta para que, quando subir para a equipe principal, ele consiga absorver toda a pressão que será colocada sobre ele.
O atleta entra em campo e acaba sendo julgado em 90 minutos. É naquele período que ele é avaliado pelo que rende dentro da partida. Mas ninguém sabe o que acontece no dia a dia. Por isso temos essa preocupação com a parte mental, para que, quando eles subirem para o profissional, não sintam tanto essa pressão. Temos muitas conversas e também o auxílio da psicóloga, que acompanha e entende cada atleta.
BN: Que tipo de equipe o torcedor pode esperar do Vitória de Jonilson Veloso?
JV: O torcedor pode esperar uma equipe que gosta de se impor em campo, trabalhando a bola, tendo posse e controle do jogo. É uma posse de bola intencional e muito agressiva no último terço.
Sem a bola, vamos priorizar a compactação, com as linhas muito próximas para não dar espaço ao adversário nas transições. Perdemos a bola e já mudamos a atitude. É a pós-perda. Isso vai nos dar uma identidade, uma cara para a equipe do Vitória. O torcedor pode nos cobrar organização. A organização nós podemos dar. O que acontece lá dentro depende dos jogadores, mas podem ter certeza de que tudo isso será visto quando a equipe estiver em campo.
BN: Hoje existe um debate sobre a formação de jogadores no Brasil, principalmente sobre a redução de meio-campistas e camisas 10. Como você avalia essa mudança?
JV: O futebol mudou. Mudou em termos físicos, porque a intensidade passou a ser muito priorizada, mas eu sempre digo que, para ser um atleta de futebol, primeiro ele tem que jogar.
A parte técnica é fundamental. Independentemente de tamanho ou peso, ele tem que saber jogar. Eu priorizo sempre a parte técnica. Gosto do controle do jogo, de uma equipe que fique com a bola e tenha protagonismo.
A parte física é importante, mas, para mim, a técnica é o que mais sobressai. Passe, domínio, condução e finalização são fundamentos que precisam ser muito bem trabalhados e refinados.
BN: O Vitória também tem buscado jogadores fora do estado e do país, como Alejandro Amaraz, camisa 10 da equipe sub-20. Você pretende manter esse olhar para o mercado?
JV: Esse olhar precisa existir. Até porque, para ele ser contratado, não foi pela parte física, mas pela técnica.
O clube precisa ter esse olhar, mas também não podemos esquecer a nossa própria identidade. Quantos jogadores o Vitória revelou com muita qualidade técnica? Isso é tradição do clube.
O Barradão também contribui para isso. O Vitória sempre foi uma equipe que se impõe aqui, e isso cria jogadores técnicos, jogadores que gostam da bola. Às vezes deixamos isso passar em algum momento, mas precisamos resgatar. Primeiro, o atleta precisa ser muito bem tecnicamente. Depois vêm as valências físicas, que vamos desenvolvendo.
BN: Você já conseguiu identificar algum jogador do atual elenco que tenha chamado sua atenção?
JV: Sim, mas não vamos falar nomes ainda. Posso garantir que tem gente boa. Temos jogadores de qualidade e vamos vir fortes.
As peças estão dentro de casa. Só precisamos ter uma paciência maior, trabalhar bem e preparar esses atletas. Acho que a solução está aqui dentro. Temos muitos jogadores com qualidade para estar jogando no profissional.
BN: Você foi eleito o melhor treinador do Campeonato Baiano de 2023. O que mudou daquele Jonilson Veloso para o treinador que chega hoje ao Vitória?
JV: Mudou muita coisa. Quando comparamos o início da carreira com hoje, vemos uma evolução muito grande. Aprendemos o que não devemos fazer e o que devemos transmitir e mostrar. Dentro disso, amadurecemos com as situações que vivemos no dia a dia e nos jogos.
Tudo isso faz com que a gente evolua e fique mais preparado do que quando começou. Hoje é uma nova versão do treinador Jonilson Veloso, e é uma versão da qual eu gosto mais.
BN: Você é tio do zagueiro Dante, que encerrou a carreira recentemente. O que essa relação representa para você?
JV: O Dante é meu sobrinho, filho do meu irmão mais velho. Temos uma ligação familiar muito grande porque fomos criados todos juntos. Fico muito feliz pela carreira dele. A gente sabe o quanto ele sofreu e o caminho que percorreu para chegar onde chegou. Pegamos isso como exemplo para passar aos mais jovens
A vida de um atleta não é fácil. É muito difícil e existem muitas barreiras que precisam ser quebradas para chegar ao ápice. Como vivemos tudo isso de perto, temos um certo respaldo para falar com mais convicção sobre essas coisas e ensinar os mais jovens a trilhar um caminho melhor.
BN: Qual a importância de ter Lucas Arcanjo, um jogador formado no clube e hoje referência no profissional, tão próximo dos jovens da base?
JV: Isso é fundamental. Ter ídolos e referências muito próximos é uma das principais coisas que uma equipe profissional pode oferecer aos jovens. Você olha para a equipe principal e tem ali um ídolo seu, uma referência. Isso motiva e faz o jogador acreditar ainda mais que é possível chegar onde aquele ídolo chegou.
Quando existe esse contato no dia a dia, essa proximidade, eles acreditam cada vez mais. Não é apenas aquele ídolo que você vê de longe. É alguém que está ali todos os dias. Essa aproximação e essa integração são as melhores coisas que poderiam acontecer em um clube. É assim que se cria uma cultura e um sentimento de fazer parte de um clube tão grande como o Vitória.
BN: Como você pretende trabalhar a integração entre o Sub-20 e as categorias mais jovens?
JV: O Sub-20 é a principal categoria da base e precisa ser referência para as outras equipes. Até o Sub-9, o menino que está começando olha para o Sub-20. Existe essa integração entre as comissões. Estamos sempre acompanhando o dia a dia, sentando juntos, almoçando, conversando e trocando ideias.
O Sub-20 precisa ser referência para as categorias menores. A responsabilidade aumenta porque sabemos que somos referência até para as comissões. A comissão do Sub-20 precisa ser exemplo para a do Sub-17, assim como o Sub-17 para o Sub-15.
BN: Quais são suas principais referências como treinador?
JV: Eu estudo muito futebol. Gosto muito da metodologia do Diego Simeone pela fase defensiva que ele exerce no Atlético de Madrid. Na organização ofensiva, gosto muito do Pep Guardiola. Nas transições, gosto muito do Klopp.
Também temos muitos treinadores bons no futebol brasileiro. São escolas diferentes, mas nós, como treinadores, precisamos entender todas elas. Estudamos essas escolas e acabamos criando nossa própria metodologia. É a nossa identidade que precisamos levar para a equipe.
Quando falo em identidade, é o time do Sub-20 jogar de uma maneira que, mesmo sem ver a camisa, você consiga olhar e dizer: "Esse é o time do Jonilson". Isso é a identidade do treinador.
BN: Qual é a principal meta de Jonilson Veloso neste novo desafio no Vitória?
JV: Acredito que o objetivo maior do clube seja preparar bem os atletas e revelar o máximo possível para o profissional. Nosso objetivo é sempre ser melhor do que fomos antes. A cada ano, precisamos procurar ser melhores do que no ano anterior. É claro que precisamos buscar resultados, mas o objetivo maior é formar o máximo de atletas que possam ser inseridos na equipe principal.
BN: O Campeonato Baiano também será uma prioridade, considerando o longo jejum do Vitória na categoria?
JV: É um dos objetivos principais. Voltar a ser campeão é realmente importante. Temos essas competições oficiais e vamos trabalhar para chegar fortes em todas elas. O Campeonato Baiano, o Brasileiro, a Copa São Paulo e a Copa Atlântico fazem parte desse calendário.
BN: Para finalizar, que mensagem você deixa para a torcida do Vitória, que espera o retorno da base ao protagonismo?
JV: A mensagem que tenho para deixar para a torcida rubro-negra é que tenha paciência e confie nos processos que estão sendo implantados. É uma categoria de base que sabemos que sempre deu muitas alegrias ao torcedor e que está sendo resgatada neste momento. Pedimos apenas um pouco mais de paciência.
Sabemos que é um processo de transição e que essa transição é lenta, mas o torcedor pode confiar que, em 2027, vamos estar dando muitas alegrias para essa torcida maravilhosa do Rubro-Negro.
Arena Multiuso é apresentada a empresários como alternativa para shows internacionais em Salvador: "Momento crucial"
Por Victor Hernandes / Bianca Andrade
O segundo semestre de 2026 será agitado para a capital baiana no que diz respeito ao calendário de shows internacionais. Salvador receberá oito atrações divididas em três grandes eventos na cidade até o fim do ano.
A agenda começa com o show do Maroon 5 na Arena Fonte Nova no dia 10 de setembro, e segue com o AFROPUNK Brasil nos dias 7 e 8 de novembro, no Parque de Exposições, com shows de Jorja Smith, Flo, Kehlani e Kelela.
O último show internacional, até então, confirmado para Salvador em 2026 é a apresentação de Duane Stephenson, Johnny Clarke e Alpha Blondy, na República do Reggae, que acontece no WET, na Paralela.
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O cenário próspero chega a assustar quem se acostumou com a pouca oferta na capital, mas, nos bastidores, a expectativa é de que Salvador tenha ainda mais em 2027.
Com a inauguração da Arena Multiuso Antônio Balbino (Balbinão) prevista para outubro deste ano, Salvador passa a contar com um quarto espaço para shows para um público superior a 10 mil pessoas, algo atrativo para atrações de médio porte.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, afirmou que o espaço já vem sendo apresentado a empresários na expectativa de tornar o Balbinão palco de shows internacionais.
Foto: André Carvalho/ BN Hall
"A gente está em um momento crucial para isso. Estamos em passos acelerados para essa obra. O simples fato de anunciar essa iniciativa, a gente já começa a receber demandas de grandes produções que já começam a considerar, querem saber quando é que inaugura, querem conhecer. A gente tem levado empresários pra conhecer esse equipamento para que quando ele inaugurar, ele já comece a ter uma agenda, comece a ter uma pauta consistente", pontuou.
O empresário Néi Ávila, um dos responsáveis pela vinda do Maroon 5 para Salvador junto à Salvador Produções, de Marcelo Britto, já havia declarado que o Balbinão seria a opção ideal para algumas apresentações na cidade pelo fato de o espaço já ser preparado para esse tipo de evento, diferentemente da Fonte Nova, do Parque de Exposições e do WET, por exemplo, que requerem montagem de palco.
A Arena Multiuso terá capacidade para receber 7,3 mil pessoas em competições esportivas e até 12 mil espectadores em shows e eventos. O complexo contará com estrutura climatizada, tratamento acústico, arquibancadas retráteis, camarotes, camarins, áreas de alimentação e espaços voltados para shows e competições esportivas.
Para Edington, a movimentação de 2026 em relação aos grandes shows e os bons resultados na cidade atiçaram a iniciativa privada a seguir investindo em Salvador.
"Além dos eventos que nós produzimos, aqueles que a gente fortalece por meio de parcerias público-privadas, fazem com que Salvador comece a ser desejada, e esses sinais que são emitidos, isso acaba ultrapassando as nossas fronteiras e estimulando para que os produtores de eventos internacionais comecem a considerar Salvador como um local estratégico também para sua plataforma de eventos."

O empresário avalia que Salvador passa por um momento de transformação e reposicionamento diante do grande mercado de eventos.
"A gente se habilita a receber esses eventos, criamos todas as facilidades possíveis, o apoio do Poder Público que é fundamental para isso, e usando todo o seu arcabouço de governança para tornar a cidade cada vez mais atraente ainda para que esses eventos possam acontecer aqui."
Fora dos grandes palcos, Salvador continua como cenário de encontros internacionais. O presidente da Saltur celebrou a realização do Wine Music Festival no Centro Histórico da capital baiana.
"Vamos transformar Salvador na capital nacional do vinho. Temos convidados de vários países, dos principais produtores de vinho não só do Brasil, como da França, da Itália, do Chile, da Argentina. E teremos em Salvador fazendo oficinas, degustação, também toda a questão da gastronomia. Estamos levando esse evento para as ruas, né, para a Rua Chile, a primeira rua do Brasil. E sem sombra de dúvida, a partir de agora esse é mais um evento que consta na nossa plataforma, que a partir de agora se torna um evento oficial da cidade."
Para Isaac, posicionar-se como uma cidade capaz de receber eventos internacionais de todos os tipos, para além dos shows, é uma forma de atrair o empresariado e gerar renda.
"A gente está muito feliz que com esses novos equipamentos, além do novo Centro de Convenções no Centro da cidade também, uma nova hotelaria que tá se despontando também no Centro da cidade, são várias coisas que, todas elas juntas, fazem com que a gente tenha o resultado que a gente tá tendo. Salvador considerada, por exemplo, agora um dos principais destinos do Brasil quando a gente fala em turismo internacional, potencializando inclusive o turismo do Estado da Bahia toda a partir de Salvador."
Baiano Felipe Franco é nova sensação entre brasileiros no UFC e se prepara para terceira luta
Por Thiago Tolentino / Carlos Matos
O soteropolitano Felipe Franco vive uma fase de ascensão no UFC (Ultimate Fighting Championship). Depois de estrear com derrota e se recuperar com uma vitória por nocaute técnico, acompanhada do bônus de Performance da Noite, o meio-pesado já se prepara para o terceiro compromisso na organização, marcado para 10 de outubro, contra o alemão Alexander Poppeck.
A relação de Felipe com as artes marciais começou ainda na infância, por influência do pai. Aos 10 anos, iniciou no judô e disputou sua primeira competição ainda na faixa cinza. Anos depois, encontrou no jiu-jitsu uma possibilidade de transformar o esporte em profissão. O MMA, inicialmente, não fazia parte dos planos, mas a mudança de equipe acabou colocando o lutador em contato com o boxe, o muay thai e outras áreas da modalidade.
“Minha pretensão nunca foi fazer MMA. Eu queria continuar competindo no jiu-jitsu. Só que a equipe para a qual fui depois era especializada em MMA”, contou. A estreia na modalidade aconteceu em 2022 e abriu caminho para uma trajetória que, três anos depois, o levaria ao UFC.
Antes de chegar à principal organização de MMA do mundo, Felipe precisou conciliar os treinos com trabalhos e outras formas de arrecadar dinheiro para continuar competindo. A primeira oportunidade de conquistar um contrato veio no Dana White's Contender Series, em setembro de 2025. O baiano, porém, foi derrotado naquela noite. Para ele, o resultado não encerrou o projeto.
“Foi muito triste para mim na época, mas não me deixei abalar. Eu sabia que tinha potencial e entendia que aquele simplesmente não era o meu dia. Eu tinha sofrido uma lesão grave e não consegui fazer toda a preparação da maneira que deveria. Não fui bem, mas bola para frente.”
A recuperação foi rápida. Felipe voltou a competir ainda em 2025 e conseguiu uma vitória por nocaute em apenas 30 segundos. Em fevereiro deste ano, venceu novamente, desta vez por finalização no primeiro round. A sequência manteve o atleta ativo até surgir uma oportunidade inesperada no UFC.
Chamado de última hora para substituir um lutador lesionado, Felipe precisou subir de categoria e enfrentar um peso-pesado em sua estreia. O resultado foi uma derrota por decisão dos jurados, mas a atuação diante de um adversário considerado próximo do topo da divisão deixou uma impressão positiva.
“Eu não consegui vencer, mas fiz uma luta muito boa. Ele não conseguiu me nocautear. Venceu porque foi mais inteligente e soube conduzir melhor a luta”, avaliou. “Mesmo com a derrota, recebi muitos elogios e a mídia começou a falar sobre mim. Eu fiquei de olho nesse moleque, começaram a dizer. Isso mostrou que eu tinha deixado uma boa impressão.”
Na segunda luta, já de volta ao meio-pesado, Felipe enfrentou o brasileiro Levi Rodrigues e conseguiu o resultado que buscava. O baiano venceu por nocaute técnico no segundo round e ainda foi premiado com o bônus de Performance da Noite.
“Quando casaram minha segunda luta, agora na minha categoria de origem, eu sabia que precisava muito daquela vitória. Coloquei na cabeça que minha história começaria a partir daquele momento e treinei incessantemente até a luta”, afirmou.
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Felipe Franco celebrando vitória por nocaute técnico contra Levi Rodrigues | Foto: Acervo pessoal
O resultado colocou Felipe em uma posição mais favorável dentro da organização, mas o lutador não teve um longo período de descanso. Segundo ele, duas semanas após a vitória, recebeu a confirmação do próximo compromisso e manteve a preparação.
“Eu já venho me preparando para a próxima luta. Como falei, depois da última vitória eu não tive férias. Na verdade, duas semanas depois já recebi o aviso de que teria mais um compromisso, então não dava para parar”, disse.
Agora, o objetivo é repetir o desempenho e continuar avançando na divisão. Contra Alexander Poppeck, Felipe busca a segunda vitória consecutiva, além de mirar novamente o bônus de Performance da Noite.
“Vamos buscar mais um bônus de Performance da Noite e uma vitória sólida sobre ele para continuar galgando os degraus mais altos dentro do UFC”, projetou.
A ascensão até o UFC representa, para Felipe, a concretização de uma ideia que surgiu ainda na infância, quando acompanhava as lutas pela televisão e tinha José Aldo como referência. O sonho, que por alguns anos pareceu distante e chegou a ser colocado em segundo plano, hoje ganha novos capítulos a cada combate.
“Eu lembro de estar conversando com meu pai no sofá de casa depois de assistir às lutas. Naquele momento, nasceu em mim essa vontade de, um dia, entrar no UFC e lutar MMA. Mesmo que, ao longo do tempo, eu não quisesse seguir esse caminho, a vida acabou acontecendo de uma forma que a gente não entende. No fim, o caminho tinha que ser esse.”
Para o próximo desafio, o lutador também reforça que o momento vivido no UFC é resultado de um trabalho coletivo. Ele cita os treinadores, empresário e companheiros de equipe como peças importantes na preparação diária, entre eles os também lutadores Malhadinho, Samuel Sanchez, Mário Piazzon e Felipe Silva.
“Eu não faço essa caminhada sozinho. Tenho o apoio de muitas pessoas, começando pelos meus mestres, pelo meu empresário e pelos meus amigos de treino, que são fundamentais no dia a dia”, destacou.
Aos poucos, Felipe Franco transforma a oportunidade conquistada após anos de preparação em uma sequência dentro do UFC. Depois da derrota na estreia e da resposta imediata com uma vitória e um bônus, o terceiro combate aparece como mais uma oportunidade de consolidar seu espaço entre os principais nomes da divisão.
Dólar sobe e Bolsa cai nesta sexta com dados dos EUA e tensão no cenário doméstico
Por Júlia Galvão | Folhapress
O dólar está em alta nesta sexta-feira (14), com investidores ainda repercutindo os novos dados da economia dos Estados Unidos. Às 10h57, a moeda norte-americana subia 0,54%, cotada a R$ 5,221.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, ampliava as perdas após a divulgação dos dados de vendas no varejo dos Estados Unidos, recuando cerca de 0,44% no mesmo horário.
As vendas varejistas tiveram queda de 0,6% em julho ante o mês anterior, contrariando a expectativa de alta de 0,1% em pesquisa da Reuters.
Para Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, a agenda econômica desta sexta é mais esvaziada, apesar da divulgação dos dados de vendas no varejo nos EUA. Segundo ele, embora seja um indicador relevante para acompanhar o comportamento do consumo das famílias americanas, a expectativa é de que o dado tenha impacto mais limitado nos mercados, principalmente após uma semana marcada por indicadores importantes de inflação.
"Ao longo dos últimos dias, os grandes destaques foram os dados de inflação ao consumidor (CPI) e inflação ao produtor (PPI) nos Estados Unidos, que vieram em linha com a expectativa do mercado e reforçaram a percepção de desaceleração gradual da pressão inflacionária", diz Yamashita.
Com a divulgação dos números, dados do FedWatch, do CME Group, mostram que houve aumento nas apostas de manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% após a divulgação do indicador. Às 11h, 69,2% das apostas indicavam manutenção, contra 30,8% de aumento de 0,25 ponto percentual.
Às 11h08, o Ibovespa registrava queda de 0,94%. Para Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, o movimento ocorre sob forte influência de um cenário doméstico tenso, que ofusca o alívio vindo dos dados de inflação nos EUA.
"Enquanto o mercado externo respira com o adiamento das apostas de alta de juros pelo Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) para dezembro, o Brasil enfrenta uma combinação nociva de risco fiscal agravado por promessas de campanha, tensão geopolítica com a abertura de processo da Lei da Reciprocidade contra os EUA e uma sequência histórica de oito quedas consecutivas do índice", afirma.
Na véspera (13), o dólar fechou em alta de 0,27%, a R$ 5,191, enquanto a Bolsa encerrou o dia em baixa de 0,23%, aos 167.100 pontos. O índice terminou no menor nível desde 20 de janeiro, quando fechou aos 166.276 pontos.
O pregão foi marcado pela saída de investidores estrangeiros do Brasil, movimento que tem marcado agosto e pressionado os ativos domésticos ao longo da sessão.
Até o dia 11, o saldo de agosto está negativo em R$ 11,9 bilhões, o que, até o momento, coloca o mês como o segundo pior saldo do ano, atrás apenas de maio. No acumulado de 2026, porém, o saldo permanece positivo em R$ 29,1 bilhões.
O cenário eleitoral e as preocupações fiscais também pressionam os ativos brasileiros. Os fatores foram citados pelo banco JPMorgan ao reduzir a recomendação para as ações brasileiras de "overweight" (acima da média) para "neutra".
"O rebaixamento do Brasil pelo JPMorgan contribuiu para destravar essa percepção do investidor estrangeiro, que estava um pouco mais alheio a essa questão. O investidor local é que estava mais preocupado com a eleição, a dinâmica da dívida bruta e o crescimento real das despesas", diz Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.
Também pesa a perspectiva de juros elevados por mais tempo, em meio às incertezas relacionadas à guerra no Irã. A Selic em patamar elevado favorece os investimentos de renda fixa e reduz parte da atratividade da Bolsa. O conflito também favorece a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar.
Às 11h05, o barril do petróleo Brent era negociado a US$ 87, com alta de 0,25%, enquanto os investidores aguardavam novos desdobramentos sobre as negociações entre EUA e Irã e a situação no estreito de Hormuz.
Segundo Yamashita, os mercados caminham para encerrar a semana próximos das máximas históricas, ainda acompanhando alguns pontos de atenção, como os debates em torno do setor de inteligência artificial. Em agosto, o segmento de semicondutores vem mostrando recuperação após um mês de julho mais pressionado.
As bolsas americanas sem direção única. O S&P 500 subia 0,02%, o Dow Jones recuava 0,08% e o Nasdaq tinha alta de 0,08%
No mercado doméstico, o pregão da véspera ainda teve influência da divulgação de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que informou que o setor varejista brasileiro encerrou o segundo trimestre com alta nas vendas acima do esperado em junho.
O avanço foi de 0,5% na comparação com maio, acelerando o ritmo em relação ao mês anterior e sinalizando alguma resiliência do consumo, mesmo diante do cenário de juros ainda elevados.
Para André Valério, economista sênior do Inter, apesar do avanço, o resultado de junho reforça sinais de moderação da atividade.
"O desempenho de junho foi amplamente explicado por supermercados, um consumo essencial. No ano, grande parte do crescimento é oriundo de combustíveis, farmacêuticos e supermercados, consumos essenciais, enquanto o varejo ampliado, mais sensível ao crédito, demonstra sinais de perda de dinamismo", diz.
A combinação perfeita de água, malte de cevada, trigo, aveia, lúpulos americanos e levedura levou a cerveja Atrás do Bloco, da Cervejaria Landel, de Campinas (SP), ao topo do mundo. A bebida produzida artesanalmente no interior de São Paulo foi eleita a melhor India Pale Ale (IPA) na competição World Beer Awards 2026.
O reconhecimento internacional ocorreu em Norwich, no Reino Unido, nesta quarta-feira (12/8), quando jurados, entre cervejeiros e outros profissionais do setor, se reuniram para avaliar amostras inscritas de diferentes países e estilos.
Bruno Oliveira Cardoso, cervejeiro e fundador da Landel, destaca que a conquista mundial coroa a trajetória vencedora que a Atrás do Bloco já vinha construindo desde o lançamento, em 2023.
“Foi uma sequência de prêmios. Primeiro, ela ganhou o ouro na etapa nacional e foi eleita a melhor do Brasil. Isso a classificou para a etapa final do World Beer Awards. Lá, ela passou pela avaliação e concorreu com outras cervejas do mesmo estilo. Depois de conquistar o ouro novamente, avançou para disputar com as melhores dentre todos os estilos de IPA. E ganhou de novo. A sensação é indescritível”, contou à Globo Rural.
CONHEÇA A CERVEJA VENCEDORA
Com a proposta de sempre oferecer cervejas artesanais diferentes nas 14 torneiras da cervejaria mais antiga em atividade de Campinas (SP), Bruno desenvolveu a Atrás do Bloco depois de muitos testes e aperfeiçoamentos na receita.
O lote criado há três anos para atender ao público durante o Carnaval acabou conquistando não apenas o paladar dos consumidores locais, mas o reconhecimento em diversas competições cervejeiras pelo país.
“Tínhamos uma produção marcada para atender no Carnaval, o que acabou influenciando no nome, e também porque ela remete, até pelo próprio estilo, a uma cerveja mais aromática. Ela saiu no Carnaval e, desde então, a procura foi enorme. Quando acabou o primeiro lote, as pessoas começaram a perguntar, e eu fiz de novo. A partir daí, passou a ganhar medalhas e, hoje, é a queridinha da cervejaria”.
De aparência turva, característica intencional e essencial do estilo Hazy IPA, a Atrás do Bloco tem teor alcoólico de 7,5%, baixo amargor e perfil refrescante. O aroma frutado é resultado, segundo o cervejeiro, da elevada quantidade de lúpulos americanos adicionada ao fim do processo de fermentação.
“Como é um estilo que nasceu nos Estados Unidos, ela tem que trazer esses aromas cítricos que os lúpulos americanos entregam bastante, como manga, manga verde, maracujá, pêssego e abacaxi. Então, a cerveja é produzida, vai para o tanque, fermenta e recebe uma carga elevada de lúpulos para trazer esse aroma fantástico. Ela tem um aroma muito refrescante, um corpo mais aveludado por conta dos maltes que usamos e é bem aromática. É maravilhosa”, finaliza.
A cerveja eleita a melhor IPA do mundo no World Beer Awards 2026 é comercializada por R$ 36 a lata de 473 ml. Na Cervejaria Landel, o consumidor também pode experimentar a bebida diretamente das torneiras, com três opções de volume: 300 ml (R$ 26), 450 ml (R$ 34) e 1 litro (R$ 69).
Idoso de 64 anos é espancado após denúncia de importunação sexual contra jovem em Feira de Santana
Por Redação
Um homem de 64 anos foi agredido por moradores na tarde de quarta-feira (12), na Rua Georgio Ariel, bairro Papagaio, em Feira de Santana, após ser denunciado por importunação sexual contra uma jovem de 24 anos. Agentes do 25º Batalhão de Polícia Militar (BPM) retiraram o suspeito do local e o encaminharam a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde ele recebeu cuidados médicos e foi liberado.
Segundo o relato da vítima para a polícia, por volta das 21h do dia anterior, flagrou o idoso a observando por uma fresta no portão de sua residência (ato que, segundo ela, vinha ocorrendo de forma reiterada). Na última quarta-feira (12), o homem foi localizado e agredido por populares da região.
Após o atendimento médico do suspeito, ambos foram conduzidos ao Complexo de Delegacias para o registro do Boletim de Ocorrência (B.O.), conforme apuração do Acorda Cidade, parceiro local do Bahia Notícias. Este é o segundo caso de importunação sexual divulgado no município em menos de uma semana. Na última sexta-feira (7), no bairro Aviário, uma mulher denunciou um vizinho de 44 anos que invadiu sua garagem para observá-la pela janela.
O fato, gravado por câmeras de segurança e presenciado por uma testemunha, foi investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e resultou na concessão de uma medida protetiva de urgência em favor da vítima.
VÍDEO: Lula cota Haddad como sucessor, mas diz que ainda falta “um pouco mais” para ser líder
Por Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) tem um “potencial imenso” mas que precisa de “um pouco mais” para ser líder.
As declarações aconteceram em um episódio conjunto dos podcasts “Não Inviabilize” e “As Cunhãs”, que reuniu a comunicadora Déia Freitas e as jornalistas Inês Aparecida e Hébely Rebouças. Ao ser questionado sobre possíveis sucessores, o petista fez menção ao seu ex-ministro da Fazenda.
“O Haddad é um companheiro com potencial de crescimento extraordinário. Agora, para ser líder, tem que ter um pouco mais disso. Para ser líder, você tem que ser o primeiro a chegar no lugar e tem que ser o último a sair”, afirmou.
Haddad ocupou o cargo de ministro até o começo deste ano, quando saiu para se dedicar à candidatura ao governo paulista. Originalmente, sua intenção era atuar nos bastidores da campanha de Lula e, por isso, já havia sinalizado publicamente que não tinha a intenção de ser candidato ao governo; no entanto, a pedido do presidente, vai concorrer às eleições.
CONFIRA O MOMENTO:
O preço da gasolina da Refinaria de Mataripe para distribuidoras caiu R$ 0,44 por litro na Bahia, após a Acelen começar a aplicar o desconto previsto na subvenção federal. Com a redução, o valor passou de R$ 3,93 para R$ 3,49 por litro.
A Acelen informou ao Bahia Notícias que o abatimento corresponde a R$ 440 por metro cúbico de combustível, o equivalente aos 44 centavos por litro. A redução representa cerca de 11,3% no preço praticado anteriormente.
O novo valor, porém, não corresponde ao preço final nos postos. Sobre a gasolina vendida pela refinaria ainda são acrescentados custos de distribuição, logística, tributos e margens de comercialização.
A subvenção foi publicada pelo governo federal nesta quinta-feira (13), com o objetivo de reduzir os impactos do choque internacional no mercado de energia. A medida determina que produtores e importadores habilitados repassem o benefício diretamente no preço de venda.
O programa tem duração inicial de dois meses, com possibilidade de prorrogação pelo Executivo. A MP também estabelece que o desconto seja identificado nas notas fiscais das operações.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Gabriel Galípolo
"Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente, por isso que a gente vem trabalhando muito com o FGC, numa sucessão de medidas".
Disse o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo ao criticar a pressão de instituições não bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo.