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De um lado, a maior sequência invicta do Bahia na era dos pontos corridos. Do outro, o único adversário que conseguiu derrotar o Esquadrão três vezes em 2026. Os dois cenários se encontram nesta segunda-feira (14), às 20h, quando o Tricolor recebe o Remo na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Quinto colocado, com 43 pontos, o Bahia entra em campo com a possibilidade de terminar a rodada no G-4. Caso vença, o time comandado por Rogério Ceni chegará aos 46 pontos e ultrapassará o Fluminense, derrotado pelo Atlético-MG e estacionado nos 45.
O Esquadrão vive seu melhor momento no campeonato. São dez partidas sem derrota, com cinco triunfos e cinco empates, além de três vitórias consecutivas sobre Vitória, Internacional e Red Bull Bragantino. Na rodada anterior, o Bahia venceu o Massa Bruta por 3 a 2, de virada, em Bragança Paulista.
A boa fase, porém, será colocada à prova diante do principal algoz tricolor na temporada. O Remo venceu os três confrontos disputados entre as equipes em 2026: goleou por 4 a 1 no primeiro turno do Brasileirão e ganhou os dois jogos da quinta fase da Copa do Brasil, por 3 a 1, em Salvador, e 2 a 1, em Belém.
O Bahia encerrou a preparação na manhã de domingo (13), no CT Evaristo de Macedo. No quinto e último treinamento da semana, os jogadores realizaram atividades de criação e proteção da meta antes de trabalhos divididos por setores. Defensores aprimoraram bolas aéreas, meio-campistas exercitaram a construção das jogadas e atacantes trabalharam finalizações. A sessão terminou com uma movimentação tática.
Para a partida, Rogério Ceni não poderá contar com Erick, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Jean Lucas deve assumir a vaga no meio-campo. O goleiro Léo Vieira permanece em tratamento no departamento médico.
Outra mudança acontecerá na defesa. Com a venda de Ramos Mingo ao América, do México, Marcos Victor, Kanu e Marco Moreno disputam uma posição ao lado de David Duarte. Marcos Victor aparece como favorito. Recuperado de um problema no joelho, Mateo Sanabria voltou a treinar normalmente e pode retornar à lista de relacionados.
REMO
O Remo encerrou a preparação na manhã de domingo, em Belém. O técnico Léo Condé comandou uma atividade técnica e tática antes do embarque da delegação para Salvador. Ao todo, 23 jogadores foram relacionados para a partida.
O treinador azulino possui três desfalques. O lateral-direito Marcelinho recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Flamengo e cumprirá suspensão. Matheus Alexandre deve ser o substituto. O volante Edson Fernando, expulso depois do apito final no mesmo jogo, também está fora. Na lateral esquerda, Mayk sofreu uma nova lesão na panturrilha direita e não viajou.
Dentro de campo, o Remo tenta transformar o bom retrospecto contra o Bahia em combustível para reagir no campeonato. O Leão Azul ocupa a 19ª colocação, com 23 pontos, e não vence há oito partidas, somando cinco derrotas e três empates no período. A equipe também perdeu seus três compromissos mais recentes na Série A, contra Fluminense, Coritiba e Flamengo.
O último triunfo remista aconteceu no dia 26 de julho, quando venceu o Vitória por 2 a 0, em Belém. Para o duelo na Fonte Nova, Léo Condé deve manter Patrick e Leonel Picco na proteção do meio-campo, com Zé Ricardo na armação e Yago Pikachu, Gabriel Taliari e Galeano formando o setor ofensivo.
FICHA TÉCNICA
Bahia x Remo
Competição: Campeonato Brasileiro – 27ª rodada
Data: 14 de setembro de 2026, segunda-feira
Horário: 20h
Local: Casa de Apostas Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
Transmissão: Premiere (pay-per-view)
Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (PE)
Assistente 1: Francisco Chaves Bezerra Junior (PE)
Assistente 2: Andrey Luiz de Freitas (PR)
Quarto árbitro: Leonardo Willers Lorenzatto (MT)
VAR: Douglas Schwengber da Silva (RS)
BAHIA: Ronaldo; Román Gómez, Marcos Victor (Kanu), David Duarte e Luciano Juba; Nicolás Acevedo, Jean Lucas e Rodrigo Nestor; Kike Olivera, Erick Pulga e Alejo Véliz. Técnico: Rogério Ceni.
REMO: Marcelo Rangel; Matheus Alexandre, Marllon, Tchamba e Marlon; Leonel Picco, Patrick e Zé Ricardo; Yago Pikachu, Gabriel Taliari e Galeano. Técnico: Léo Condé.
Um homem de 53 anos, procurado há 5 anos por suspeita de estupro de vulnerável e tortura, foi preso neste domingo (13), em Porto Seguro, no sul da Bahia. A localização ocorreu após a Polícia Civil (PC-BA) cruzar informações de uma publicação nas redes sociais. Segundo a corporação, o homem aparecia em uma postagem como vítima de uma agressão e pedia, por meio de terceiros, ajuda financeira para despesas médicas.
As informações permitiram que os investigadores identificassem que ele era foragido da Justiça. O suspeito vivia em Porto Seguro, onde trabalhava como vendedor ambulante e utilizava um nome falso. A publicação mencionava uma agressão atribuída a um turista, ocorrida em 4 de setembro, e indicava uma chave Pix vinculada à esposa dele para arrecadação de valores.
De acordo com a investigação, não havia registro de ocorrência feito pelo homem sobre o episódio. Ele foi localizado na região da orla norte do município e teve dois mandados de prisão preventiva cumpridos. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Proteção ao Turista (Deltur/Porto Seguro), com apoio de unidades de investigação e inteligência, dentro da Operação Malhas da Lei. O homem foi encaminhado para uma unidade policial e permanece à disposição do Poder Judiciário.
Dezoito nomes ligados a bancos, gestoras, corretoras e empresas de investimentos já destinaram R$ 11,84 milhões a campanhas eleitorais em 2026. O valor corresponde a 13,9% dos R$ 85,36 milhões doados pelos 100 maiores doadores pessoas físicas registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo levantamento do BP Money.
Entre os financiadores estão executivos, empresários, herdeiros de instituições financeiras e ex-dirigentes de bancos. A lista inclui o ex-presidente do Banco Central (BC) Armínio Fraga, que doou R$ 750 mil, e Ricardo Lacerda, fundador e CEO do BR Partners, responsável por R$ 1 milhão. O maior valor entre os integrantes do mercado financeiro foi destinado por Hélio Seibel. Fundador da HS Investimentos e dono do Grupo Ligna, ele repassou R$ 1,12 milhão às campanhas.
Também aparecem Ricardo Annes Guimarães, controlador e vice-presidente do conselho do Banco BMG, com R$ 950 mil; Beatriz Sawaya Botelho Bracher, filha de Fernão Bracher, fundador do BBA, com R$ 905 mil; e Carlos Geo Quick, ex-controlador do Banco Neon, que doou R$ 900 mil.
Quick está entre os nomes de maior destaque do levantamento por responder a uma ação penal na Justiça Federal relacionada a supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O Banco Neon foi liquidado pelo Banco Central (BC) em 2018. A lista também reúne integrantes de famílias tradicionais do setor bancário.
Três nomes ligados ao Itaú somam R$ 2,01 milhões: Beatriz Bracher, Teresa Cristina Botelho Bracher, casada com o ex-CEO do Itaú Unibanco Candido Bracher, e Walter Moreira Salles Junior, herdeiro do bloco de controle do banco. Gestores e empresários ligados a casas independentes de investimento também aparecem entre os maiores financiadores. Hélio Seibel, Haakon Lorentzen, Manuela Kayath, Richard Ionescu e Juliano Custódio, juntos, destinaram R$ 3,22 milhões.
No total, o ranking dos 100 maiores doadores reúne R$ 85,36 milhões, de um montante de R$ 313,09 milhões registrado em doações de pessoas físicas no momento do levantamento. Pela legislação eleitoral, empresas não podem financiar diretamente campanhas. As contribuições privadas são feitas por pessoas físicas e estão sujeitas ao limite de 10% dos rendimentos brutos obtidos pelo doador no ano anterior à eleição.
TH Joias intermediou venda de droga após posse como deputado e armazenou 200kg de maconha, diz MPF
Por Italo Nogueira | Folhapress
O ex-deputado Thiego de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, manteve 200 kg de cocaína armazenados e tentou intermediar a venda de drogas quando já havia assumido uma cadeira na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
As informações constam da denúncia contra o ex-deputado e outros quatro acusados na Operação Zargun, recebida nesta sexta-feira (11) pelo TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região). Com a decisão, foi retirado o sigilo sobre o processo.
O advogado Rafael Faria, que representa o ex-deputado, disse que não iria comentar as acusações. Em declarações dadas durante a investigação, ele negou a participação do réu em vazamentos ou informações a organizações criminosas.
A denúncia descreve a atuação de TH Joias em três datas distintas, a partir da troca de mensagens entre o ex-deputado e o traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão. O ex-deputado é acusado de tráfico de drogas, contrabando, corrupção ativa e organização criminosa.
Uma das trocas de mensagens ocorreu em 27 de junho de 2024, 15 dias depois de TH Joias tomar posse como deputado estadual pelo MDB.
O texto indica que TH buscou intermediar a venda de cocaína de um intermediário não identificado para Índio do Lixão.
"Muito embora não se possa afirmar que a transação tenha se concretizado, ainda assim o delito de tráfico restou configurado na modalidade oferecer, cuja consumação independe da efetiva entrega das drogas", afirma o Ministério Público Federal.
TH Joias se tornou deputado em 12 de junho de 2024, após a morte de Otoni de Paula Pai. Ele era segundo suplente da vaga e o primeiro, Rafael Picciani, foi nomeado secretário na gestão Cláudio Castro (PL).
O MPF também descreve atuação anterior do ex-deputado.
Em fevereiro de 2024, TH Joias enviou um vídeo para Índio do Lixão com a sala cheia de sacos com maconha. Logo em seguida, escreveu: "Tem 200 kg".
"Isso não é bom de vender não", respondeu Índio.
Em novembro de 2023, os dois também conversaram sobre uma planilha de pagamento. A tabela tinha o nome de "Pó amigo do TH" e listava valores a serem abatidos do que parece ser uma dívida. Naquela data, o texto indica um saldo devedor de R$ 96.190
"A planilha com as datas dos pagamentos e o saldo devedor, intitulada 'Pó amigo do TH', que foi encaminhada por TH para Índio, confirmam não só a venda do entorpecente, como a função de TH Joias na intermediação do negócio, controle e recebimento dos pagamentos", escreveu o MPF.
Todos os diálogos ocorreram quando TH Joias já era suplente de deputado estadual. Ele concorreu pelo MDB em 2022 e obteve 15 mil votos. Após sua prisão, em setembro de 2025, o ex-deputado foi expulso do partido.
TH Joias já havia sido preso em 2017 e condenado por lavagem de dinheiro. A investigação da época afirmava que ele usou uma joalheria para lavar dinheiro do tráfico e atuou repassando informações que recebia de policiais para diferentes facções, sob pagamento de R$ 11 mil por semana. Ele ficou nove meses preso.
Antes de ser empossado como deputado, em junho de 2024, TH Joias era conhecido por fazer joias personalizadas para celebridades, como cantores e jogadores de futebol.
Ivete Sangalo ampliou neste domingo (13) seu recorde no Rock in Rio ao realizar a 20ª apresentação no festival. A marca reúne participações nas edições do evento no Brasil, Portugal, Espanha e Estados Unidos, fazendo da baiana a artista que mais vezes subiu ao palco da festa. A relação começou em 2004, em Lisboa.
No Brasil, a cantora estreou em 2011 e, desde então, passou a figurar entre os nomes recorrentes do festival. Ivete também é a única artista a ter se apresentado nas quatro cidades que já receberam o Rock in Rio. Para celebrar o marco, a cantora apresentou o espetáculo “A La Sangalo”, construído a partir de referências espanholas e latinas e de elementos ligados à sua própria origem. “Sou latina, sou baiana, sou louca, sou o que eu quiser ser”, afirmou durante a apresentação.
A baiana entrou no Palco Mundo por volta das 17h, em meio à chuva, com um vestido longo rendado e coberto por pedras vermelhas. A produção contou ainda com escadarias, flores e animais projetados no telão, além de uma cenografia predominantemente vermelha. O repertório combinou sucessos recentes, como “Energia de Gostosa”, “Macetando” e “Cria da Ivete”, com músicas que atravessam diferentes fases da carreira, entre elas “Festa”, “Poeira”, “Minha Pequena Eva” e “Deixo”.
O show também teve referências latinas, como “Corazón Partío”, gravada por Ivete com Alejandro Sanz, e um trecho de “NUEVAYoL”, de Bad Bunny. A apresentação ainda contou com brincadeiras e interações com a plateia, que acompanhou a cantora mesmo sob o tempo chuvoso. “Tenho muita sorte de ter vocês”, declarou Ivete.
CONFIRA:
Ações integradas de forças de segurança resultaram em prisões de integrantes de organizações criminosas que deixaram a Bahia, segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). As capturas ocorreram nas últimas 72 horas em São Paulo, Espírito Santo e Sergipe. De acordo com a SSP, cerca de 30 líderes de facções foram localizados em 2026 na Bolívia e em outros estados brasileiros, incluindo Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina.
O secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, afirmou que, ao todo, 80 líderes de organizações criminosas foram localizados neste ano por forças estaduais, federais e municipais. “No total, as Forças Estaduais, Federais e Municipais, atuando de forma integrada e seguindo a política do Policiamento Orientado pela Inteligência, localizaram neste ano, 80 líderes de organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas e armas, mortes violentas, lavagem de dinheiro, corrupção de menores, entre outros delitos”, disse.
Werner também citou investimentos na área e informou que cerca de 11 mil policiais e bombeiros foram contratados nos últimos anos. Segundo ele, há ainda um edital em andamento para 750 vagas na Polícia Civil (PC-BA) e previsão de concurso com 2,5 mil vagas para soldados da Polícia Militar (PM-BA).
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.057 da Mega-Sena, realizado neste domingo (13), em São Paulo. O prêmio acumulou e está estimado em R$ 95 milhões para o próximo sorteio.
Os números sorteados foram: 02 - 04 - 16 - 21 - 48 - 53.
Oitenta e seis apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 31.872,72 cada
APOSTAS
O próximo concurso acontece na terça-feira (15). As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (15) em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
5.234 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 863,24 cada
Relatório da PF aponta que BRB comprou R$ 17 bi em créditos falsos do Banco Master
Por Diego Felix e Júlia Moura | Folhapress
Investigações da Polícia Federal (PF) concluíram que o Banco de Brasília (BRB) transferiu cerca de R$ 17 bilhões ao Banco Master no âmbito da compra de carteiras de crédito, segundo documentos do caso tornados públicos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana. Porém, a maior parte desses repasses, cerca de R$ 12,2 bilhões, eram títulos falsos, ou seja, sem valor.
Segundo a PF, a fraude se dava pela venda de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) falsas, derivadas de créditos consignados inexistentes gerados pela Tirreno, empresa de fachada criada em dezembro de 2024, e controlada pela Cartos (Sociedade de Crédito Direto).
"O exame pelo Banco Central, dos títulos de crédito emitidos pelo Banco Master, oriundos dos consignados da Cartos, mostraram inconsistências grotescas", diz petição endereçada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, em fevereiro.
Conversas extraídas pela PF dos celulares do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor de finanças, Dário Oswaldo Garcia Junior, feitas ao longo de novembro de 2024, mostram que uma carteira Credcesta chegou ao BRB com valor contábil de R$ 179,6 milhões. Desse montante, apenas R$ 110 milhões foram considerados aptos para compra.
Os investigadores afirmam que havia clara intenção de Paulo Henrique Costa em salvar o Master. A documentação recebida do banco de Vorcaro já indicava manipulação, ausência de lastro adequado e movimentação atípica de créditos entre fundos de investimento.
"Além dos chats, os documentos apreendidos estampam a completa displicência da diretoria do BRB em insistir na compra de ativos, consoante anotações de diretoria, o presidente ordenava a compra mesmo com pareceres jurídicos contrários desde o mês de abril de 2025", diz a PF no relatório.
Nas conversas entre o ex-presidente do BRB e o então diretor de finanças, Paulo Henrique Costa demonstra dúvidas sobre a forma como o Master operava suas carteiras, principalmente as que circulavam entre fundos de investimento.
"Não entendo quando dizem que não há carteira e aparece uma nova", escreveu Costa em 26 de novembro de 2024. "Nem eu", respondeu Garcia.
Três dias após essa troca de mensagens, Dario Garcia diz a Paulo Henrique Costa que o Master submeteria, para assinatura imediata, um contrato de cessão de R$ 400 milhões em créditos, com liquidação prevista para a sexta-feira seguinte --exatamente uma semana depois.
De acordo com a PF, a operação foi concluída em ritmo atípico e incompatível com os procedimentos de análise padrão em bancos, o que evidencia uma "pressão indevida e aceleração deliberada do processo".
As investigações mostram que os primeiros contratos relativos a essa operação foram enviados pelo Master ao BRB, assinados pela equipe do banco público, e depois cancelados pelo próprio Master, que enviou novas versões alteradas no mesmo dia.
Próximo do horário de fechamento do sistema bancário, que acontece às 17h30, a equipe do BRB assinou três contratos sucessivos em um intervalo de poucos minutos, sem análise técnica, segundo a PF.
"A insistência para que o pagamento fosse priorizado e concluído no mesmo dia, apesar da ausência de documentação consistente, confirma que a operação tinha finalidade contábil imediata e não fundamento econômico legítimo", diz a Polícia Federal.
As investigações apontam que a liquidação das operações de compra de ativos era feita sempre de forma acelerada, com baixa preocupação com os riscos envolvidos e, muitas vezes, dedicadas a flexibilizar os limites de governança do BRB.
Um desses exemplos de flexibilização envolvia a ampliação dos limites de inadimplência das carteiras de 4% para 5% --ajudando a viabilizar a entrada de ativos que já chegavam com problemas. Em outros casos, os diretores encontravam formas de aprovar operações sem realizar o circuito de aprovação padrão, fatiando contratos com a liberação em tranches.
Em fevereiro de 2025, o BRB assinou um TAC (termo de ajustamento de conduta) com o Banco Central após a identificação de falhas concretas na atuação do banco estatal. Auditorias da autoridade monetária apontavam falhas na avaliação de créditos comprados do Credcesta pelo BRB, falhas no envio de documentos, dados e informações ao BC e a necessidade de uma contratação de auditoria independente para acompanhar as operações.
Porém, mesmo após a assinatura do TAC, o BRB continuou com a aquisição desses créditos, comprando mais R$ 4 bilhões. Isso mostra, segundo a PF, que a diretoria do BRB tinha conhecimento e responsabilidade sobre as compras de créditos falsos mesmo após apontamento do Banco Central.
De acordo com os documentos, em maio de 2025, o banco regional seguiu "com apetite elevado" pelos ativos do Master, comprando novas carteiras e empenhando mais recursos no banco de Vorcaro, que até então já havia vendido R$ 12,2 bilhões em créditos fictícios.
"O BRB admite ter comprado carteiras sobre as quais era impossível fazer auditoria por falta de documentos, com transferência de R$ 12,2 bilhões", diz a PF.
O documento enviado ao ministro André Mendonça reproduz anotações manuscritas de uma reunião da diretoria do BRB, feita em 11 de julho de 2025, na qual o presidente do banco teria afirmado que era necessário efetivar as compras de carteiras de crédito, mesmo com pareceres jurídicos contrários de abril daquele ano.
Em nota divulgada na noite de sábado (12), o BRB diz que a publicidade da investigação "é uma oportunidade para todos conhecerem o que aconteceu com a instituição, vítima de atos criminosos, e as medidas adotadas pela nova gestão".
O banco estatal também afirma que removeu integralmente a diretoria executiva que comandava a instituição à época dos negócios com o Master.
"O BRB, por meio de sua atual gestão, reforça que os ex-dirigentes não devem ser confundidos com a instituição", diz o banco.
"O Banco seguirá adotando todas as medidas cabíveis para a proteção de seu patrimônio, o ressarcimento de eventuais prejuízos e o aprimoramento contínuo de sua estrutura de governança e controles", completa.
MOVIMENTAÇÕES NO MASTER
Da parte do Master, a Polícia Federal atribuiu a Augusto Lima a elaboração de carteiras fraudulentas repassadas pelo Master ao BRB. Mensagens extraídas do celular de Lima apontam sua participação direta nas negociações entre Master e BRB.
O empresário é conhecido como o criador do Credcesta, um cartão de benefício consignado, com desconto das parcelas do empréstimo na folha de pagamento. Lançado para servidores públicos da Bahia em 2018, foi disseminado pelo Master, chegando a 24 estados e 176 municípios.
Lima foi preso em novembro dentro da Operação Compliance Zero, com Vorcaro e outros executivos das instituições por suspeita de envolvimento nas fraudes de carteiras. Solto 11 dias depois, passou a usar tornozeleira eletrônica.
Segundo a petição da PF, a partir de janeiro de 2025, as carteiras passaram a ser elaboradas pelo próprio Augusto Lima. As investigações se baseiam na troca de mensagens entre Lima e Henrique Peretto, controlador e dono da Tirreno, e entre Lima e Daniel Vorcaro, que recorria pessoalmente ao diretor para conseguir recursos no BRB.
As mensagens mostram que Vorcaro cobrava contratos e CCBs imediatamente, reclamava da equipe quando os documentos atrasavam, e chegava a comemorar quando conseguia fechar prazos apertados junto ao banco público.
Em maio de 2025, as conversas entre Vorcaro e Augusto Lima mostram a organização em tempo real do envio de contratos da Tirreno e assinaturas das CCBs para não perder a janela de liquidação do dia. Esse cenário ilustra exatamente o que aconteceu na assinatura do contrato de R$ 400 milhões realizado seis meses antes.
Para sustentar essas operações junto à fiscalização, o Master criou lastros documentais a partir de extratos e documentos que comprovassem a existência de créditos já vendidos ao BRB.
Em uma conversa do grupo intitulado "INFO-BRB", criado em maio e restrito a Vorcaro, o tesoureiro do Master Alberto Félix, e o diretor Ângelo Ribeiro, o ex-banqueiro pede que o saldo de um extrato da Tirreno seja alterado. O valor saiu de R$ 6,4 milhões para R$ 7,2 milhões e depois para um terceiro valor sem correspondência com os anteriores.
A justificava usada era a de que faltava incluir a remuneração equivalente ao CDB do banco. Segundo a PF, os funcionários do Master tinham conhecimento de que os créditos eram inexistentes, a ponto de reconhecerem entre si a dificuldade de averbá-los junto aos órgãos pagadores.
Em nota à Folha, Lima rechaçou o conteúdo da petição. Disse que as informações e insinuações mencionadas reproduzem alegações formuladas no início da investigação e que, passados dez meses de apuração, não se sustentam diante dos elementos já reunidos.
Lima nega proximidade com o BRB e a negociação de carteiras. Segundo a defesa do empresário, a Polícia Federal já afastou, em relatório, a alegação envolvendo as associações ao caso.
Além disso, ele diz ter deixado a sociedade e direção do Master em maio de 2024, 1 ano e meio após a primeira fase da Operação Compliance Zero.
O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) participou de uma carreata em Cajazeiras, em Salvador, neste domingo (13), ao lado de Jaques Wagner, Rui Costa, Geraldo Júnior e da ministra da Cultura, Margareth Menezes. A mobilização ocorreu dentro da campanha “Tô com o 13”, que promoveu atos simultâneos em municípios baianos.
Na capital, o percurso teve concentração no fim da nova Estrada do Derba, no sentido da BR-324. Durante a atividade, Jerônimo destacou intervenções realizadas na Estrada do Derba, como duplicação, pavimentação e iluminação. “Nessa carreata de hoje tem um sabor especial. Primeiro, é dia 13. Segundo, o time está completo. Uma multidão de carros, de gente”, afirmou.
O governador também mencionou o corredor destinado ao VLT, previsto para integrar o projeto de expansão do transporte sobre trilhos até Piatã. Após a agenda em Salvador, Jerônimo tinha previsão de participar de um comício em Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, ao lado de Rui Costa e Jaques Wagner.
Jair cita pontos contra o Mirassol ao projetar reta final do Vitória no Brasileiro: "Se a gente fizer isso contra todos, é Libertadores"
Por Thiago Tolentino
O técnico Jair Ventura voltou a lamentar o desempenho do Vitória fora de casa após o empate por 2 a 2 com o Mirassol, neste domingo (13), no Maião, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Depois de o Rubro-Negro abrir 2 a 0 no primeiro tempo e sofrer o empate na etapa final, o treinador afirmou que o jejum como visitante já começa a pesar no aspecto mental da equipe.
Jair já havia reconhecido em outras oportunidades o incômodo por ainda não ter vencido longe do Barradão nesta edição da Série A. Desta vez, relacionou diretamente o problema à postura do time após construir uma vantagem.
"Bate muito na questão de jogar fora de casa. Contra o Grêmio, nós fizemos dois bons tempos e era para ser um placar muito mais elástico. A situação já está ficando mental. Assim como foi no Fluminense, quando fizemos 2 a 1 e sofremos o gol no final, aqui foi a mesma coisa. Temos que trabalhar, de alguma maneira, o mental da nossa equipe, que está pesando demais", argumentou.
"A gente entra praticamente como se o jogo tivesse terminado, e o jogo não terminou. Temos que trabalhar para sair na frente e manter a performance do primeiro tempo. Tenho que tirar esse peso de ainda não vencer fora de casa o quanto antes, para que a gente possa mudar e eu não venha sempre dar a justificativa de não vencer fora. Agora, a gente descansa. Tem algumas peças importantes retornando. A gente pode ter o retorno de Baralhas e Martínez para nos dar mais opções", completou.
Na avaliação do treinador, o Vitória conseguiu controlar melhor o confronto no primeiro tempo, criou as principais oportunidades e construiu a vantagem. O cenário mudou após o intervalo, quando o Mirassol passou a ter maior presença ofensiva. Jair também citou o terceiro gol rubro-negro, posteriormente anulado pela arbitragem, como um momento que poderia ter mudado o rumo do jogo.
"A gente começa melhor. Criamos as chances e criamos os gols. A gente faz o terceiro gol, que poderia ser determinante para matar o jogo. Ao invés de isso nos dar força para buscar o terceiro gol, deu força para o nosso adversário. Ele teve méritos no segundo tempo, assim como nós tivemos no primeiro. Foram dois tempos distintos, e eu venho mais uma vez aqui dar explicações sobre o porquê de não termos conseguido vencer fora", analisou.

Jair Ventura orientando os atletas na primeira etapa contra o Mirassol | Foto:Victor Ferreira / EC Vitória
Jair também explicou a opção por modificar a estrutura da equipe e utilizar três zagueiros diante do Mirassol. Segundo o técnico, a mudança foi motivada pelo momento de Brítez e pelo retorno de Cacá.
"A mudança foi por conta do bom desempenho de Brítez e da volta de Cacá. Nós potencializamos esses atletas, que vivem um bom momento, e voltamos a fazer a saída em três, lembrando que Brítez já fez linha de quatro também como lateral", explicou.
Questionado sobre a ausência de Matheuzinho entre os jogadores utilizados durante a partida, Jair confirmou que a decisão foi técnica. O treinador explicou que preferiu Pochettino por entender que o argentino apresentava características mais adequadas ao momento do jogo.
"Foi por opção. A gente tem que fazer as mexidas sem saber o que vai acontecer depois. Lógico que, quando os resultados não acontecem, as mexidas são questionadas: por que o A, e não o B? Vejo o Matheuzinho como um camisa 10 clássico. O Pochettino está mais adaptado a jogar pelo lado, tem um pouco mais de recomposição e mais força que o Matheus. Entendendo que eu estava ganhando por 2 a 0, precisava de força, ataque ao espaço e também dos gols. Entendi que o Pochettino, por característica, poderia me dar isso. Não a entrada de um camisa 10, mas, sim, de um cara mais de lado e mais adaptado a fazer essa função."
Jair também comentou a disputa na parte inferior da tabela e os investimentos realizados por outras equipes que tentam se afastar da zona de rebaixamento. O treinador reforçou que o Vitória pretende encarar a sequência rodada a rodada e destacou os quatro pontos conquistados nos dois últimos compromissos.
"Vai ser jogo a jogo. A gente sabe da competição. Foi assim no ano passado. A gente está numa competição muito melhor do que a do ano passado. Nos últimos dois jogos foram quatro pontos. Uma vitória e um empate. Pela circunstância, a gente fica muito triste de não ter conseguido segurar. Fizemos quatro pontos contra o Mirassol, uma vitória em casa e um empate fora. Se a gente fizer isso contra todos os nossos adversários é Libertadores."
Com o empate, o Vitória chegou aos 33 pontos no Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro volta a campo no próximo domingo (20), às 16h, contra o Cruzeiro, no Barradão.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.