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Defesa de Janones pede ao TSE liberação do canal “Exército do Lula” e cita desigualdade com Flávio
Por Redação
A defesa do deputado federal André Janones (Avante-MG) pediu, nesta quarta-feira (14), ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, a liberação imediata do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, sem a necessidade de esperar o prazo de 48 horas estabelecido pelo próprio ministro.
A peça também afirma que o tribunal dá tratamento desigual às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), ao manter restrições ao canal pró-Lula.
Na petição, os advogados citam canais de WhatsApp ligados à campanha de Flávio Bolsonaro, incluindo um mantido pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que, segundo a defesa, divulgam propaganda eleitoral e materiais de mobilização política sem terem sido formalmente registrados perante a Justiça Eleitoral como instrumentos de campanha de Flávio.
Para Janones, o fato de essas ferramentas continuarem em funcionamento enquanto o “Exército do Lula” permanece sujeito a restrições compromete a igualdade de condições entre as candidaturas na reta final do segundo turno.
“O processo judicial não pode, sob pretexto fiscalizatório, converter-se em fator exógeno de assimetria na reta final do segundo turno”, afirmam os advogados no pedido.
Pesquisa Quaest aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno
Por Lucas Vieira
A primeira pesquisa Quaest de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial de 2026, divulgada nesta quarta-feira (14), aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Contratado pelo jornal O Globo e pela TV Globo, o levantamento mostra Flávio com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Outros 9% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 1% disseram estar indecisos. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula teve 45,16%.
A pesquisa, que tem nível de confiança de 95%, ouviu 2.154 pessoas aptas a votar, com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de outubro. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026.
VÍDEO: "Não há a menor dúvida de que será aprovada hoje", diz Erika Hilton sobre PEC do fim da escala 6x1 no Senado
Por Edu Mota, de Brasília / Ronne Oliveira
A deputada federal Erika Hilton (PSOL), autora da Proposta de Emenda à Constituição que extingue a jornada de trabalho na escala 6x1 (PEC 221/2019), expressou convicção na aprovação definitiva da matéria pelo Plenário do Senado Federal em dois turnos de votação nesta quarta-feira (14).
Confira momento em vídeo:
Em declarações prestadas à imprensa no Congresso Nacional, a parlamentar destacou o percurso do texto desde a sua apresentação na Câmara dos Deputados e criticou as manobras da oposição para protelar ou alterar o teor do parecer original.
"Não há a menor dúvida de que essa matéria será aprovada hoje nos dois turnos necessários no Plenário do Senado da República. Muitos tentaram impedir que a nossa matéria andasse desde o momento em que ela foi protocolada na Câmara", alega Hilton, ressaltando o expressivo apoio obtido na votação em primeiro momento na Casa Baixa.
ARTICULAÇÃO NO SENADO
A deputada reconheceu que a proposta enfrentou um período de estagnação no Senado, mas elogiou o entendimento das lideranças partidárias e da presidência do Congresso para inclusão da matéria na pauta de deliberações.
"A matéria veio para o Senado, ficou parada um tempo […] nós tecemos crítica ao tempo que ficou parado […], mas hoje ela volta com a sensibilidade do presidente Davi Alcolumbre e dos líderes partidários. Ela será também aprovada com um número de votação tão surpreendente quanto foi a da Câmara dos Deputados", disse.
Hilton também rebateu as investidas de congressistas alinhados ao senador e candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que apresentaram requerimentos alternativos e emendas para modificar os prazos de transição da proposta.
"Os trabalhadores estão aguardando o fim da escala 6x1. Nenhuma manobra feita pelos aliados do Flávio Bolsonaro, inclusive a apresentação de requerimento, para tentar pautar a PEC das Horas Trabalhadas e as emendas tentando mudar o tempo de transição, todas elas também serão derrotadas", avisa a parlamentar.
Com gol de Endrick no final, Real Madrid vira contra Roma na Liga dos Campeões; confira resultados
Por Carlos Matos
A segunda rodada da fase de liga da Champions League foi encerrada nesta quarta-feira (14). O Real Madrid conseguiu uma virada emocionante contra a Roma, jogando na Itália. O jovem brasileiro Endrick foi um dos destaques ao entrar no segundo tempo e empatar a partida na reta final. O zagueiro Antonio Rudiger marcou o gol da virada dos Madrilenhos.
No Estádio Olímpico de Roma, os donos da casa começaram melhor. Marten de Roon bateu de fora da área para abrir o placar aos 20’. Kylian Mbappé não deixou barato e empatou com um golaço em um chute da intermediária.
Na segunda etapa, a Roma começou a todo vapor. Em seis minutos, Donyell Malen balançou as redes duas vezes e colocou os Lobos na vantagem por 3 a 1. Mas na reta final, os atacantes Endrick e Carlos Espí, que entraram durante o jogo, comandaram a reação dos espanhóis ao marcar um gol cada. Nos acréscimos, Rudiger subiu mais alto e cabeceou para fazer o tento da vitória do Real Madrid.
Na Inglaterra, mais especificamente no Etihad Stadium, em Manchester, o PSG assombrou a noite dos donos da casa. Primeiro os parisienses abriram 3 a 0 com gols de Désiré Doué, Ousmane Dembélé e Vitinha com apenas 32 minutos de jogo. No segundo tempo, Erling Haaland marcou dois tentos para amenizar a derrota, mas contando com uma falha de Gianluigi Donnarumma, Maghns Akliouche ainda fez 4 a 2 para os franceses.
OUTRA REMONTADA ESPANHOLA
Na noite anterior, na terça-feira (13), foi a vez do Barcelona fazer a sua história com uma remontada. Jogando no Rams Park Stadium, em Istambul, na Turquia, o Barça viu os donos da casa, Galatasaray, abrir o placar com Aleksey Batrakov. Mas João Cancelo, Fermín López, Anthony Gordon e Karim Adeyemi marcaram os gols da virada catalã.
A Amazônia registrou o menor índice de desmatamento da série histórica que abrange o uso da terra no Brasil entre 1985 e 2025, conforme o levantamento realizado pelo MapBiomas divulgado nesta quarta-feira (14).
Em 2025 foram registrados 693 mil hectares de desmatamento, desse total, 639 mil hectares (cerca de 92%) correspondiam a vegetação primária (vegetação nativa), enquanto 54 mil hectares eram de vegetação secundária (que já sofreu alguma modificação por conta da ação humana).
Para o pesquisador do Imazon e do MapBiomas, Bruno Ferreira, o resultado está alinhado à tendência recente de diminuição no desmatamento, também observada nos dados oficiais do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes).
Apesar do menor índice anual da série, a análise aponta que o bioma perdeu 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2025. Nesse mesmo período, a área destinada à agropecuária cresceu 440%, e a área acumulada de conversão da vegetação para usos humanos aumentou 492%, chegando a 74,6 milhões de hectares.
Nos territórios localizados a até cinco quilômetros das vias identificadas pelo levantamento, a agropecuária ocupa 40,2% da área, o equivalente a 63 milhões de hectares. A participação da atividade diminui conforme aumenta a distância das estradas. Em um raio de 20 quilômetros, a agropecuária representa 26,7% da área.
Já a vegetação nativa corresponde a 56,7% do território localizado a até cinco quilômetros das vias e a 69,3% quando considerado o raio de 20 quilômetros.
Relator da PEC da escala 6x1 na Câmara, Leo Prates prevê aprovação da matéria no Senado em dois turnos
Por Edu Mota, de Brasília / Ronne Oliveira
O deputado federal Leo Prates (PDT), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019) que prevê o fim da jornada de trabalho na escala 6x1 na Câmara dos Deputados, expressou otimismo quanto à conclusão do processo deliberativo da matéria no Senado Federal nesta quarta-feira (14).
Em declarações prestadas em Brasília, o parlamentar ressaltou que esteve em diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União), para acompanhar a movimentação do texto na Casa Alta.
"A expectativa é a melhor possível de aprovação no dia de hoje. Estamos torcendo aqui para que os dois turnos sejam hoje no Senado e que o povo brasileiro tenha essa conquista", diz o deputado, enfatizando que a medida conta com amplo respaldo da população, "sobretudo pelas mulheres".
Questionado sobre o fato de o Senado apreciar a matéria sem promover alterações no conteúdo aprovado na Câmara, Prates minimizou a autoria individual do parecer e atribuiu a construção do texto ao trabalho coletivo dos parlamentares das duas Casas legislativas.
"Não é o meu texto, é o texto da Câmara dos Deputados. Foram vários parlamentares, inclusive senadores também, que sugeriram modificações. Eu acho que meu único mérito foi ter encontrado um texto médio que agradasse à Câmara e ao Senado. O texto é do Congresso Nacional", pontua.
Ao avaliar o cenário político no estado da Bahia após o pleito eleitoral, Leo Prates fez um agradecimento aos eleitores baianos e soteropolitanos pela votação que garantiu sua recondução à Câmara dos Deputados para mais quatro anos de mandato.
Sobre a disputa pelo governo estadual, o parlamentar comentou o desempenho de seu grupo político e desejou êxito ao Executivo baiano. "Infelizmente, na eleição para o governo nós não tivemos sucesso, mas é isso mesmo. Acho que o sucesso da campanha de ACM Neto foram as ideias e as propostas que trouxeram para a Bahia. A gente deseja sucesso ao governador eleito e agora é se debruçar sobre as pautas que interessam ao país", conclui.
Foram anunciados nesta quarta-feira (14) os finalistas da 68ª edição do Prêmio Jabuti pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). A entrega dos prêmios ocorrerá na Sala São Paulo, em um evento apenas para convidados na capital paulista, que será transmitido ao vivo pelo canal da CBL no YouTube. A Bahia está com dois representantes no páreo: Itamar Vieira Junior, que concorre na categoria Romance Literário com o livro “Coração Sem Medo”, e Abáz, que disputa na categoria de contos com a obra “Massaranduba”.
Neste ano, 4.675 obras e projetos estão inscritos, sendo divididos em 23 categorias, distribuídas em quatro eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. “O Prêmio Jabuti tem um papel importante nesse reconhecimento e em dar visibilidade aos profissionais que fazem parte de toda a cadeia do livro”, afirmou Hubert Alquéres, curador do prêmio.
“O volume também reflete a grande qualidade da produção literária e editorial brasileira. Agradecemos profundamente aos jurados pela dedicação e pelo excelente trabalho para selecionar, entre tantas obras, os finalistas desta edição”, disse Alquéres.
No eixo da Literatura, estão Conto, Crônica, Escritor Estreante – Poesia, Escritor Estreante – Romance, Histórias em Quadrinhos, Infantil, Juvenil, Poesia, Romance de Entretenimento e Romance Literário. Enquanto no eixo de Não Ficção as categorias são Artes, Biografia e Reportagem, Economia Criativa, Educação, Negócios e Saúde e Bem-estar. Já no eixo de Produção Editorial constam as categorias Capa, Ilustração, Projeto Gráfico e Tradução. E, por fim, no eixo de Inovação estão as categorias Incentivo à Leitura – Cultura Digital, Incentivo à Leitura – Projeto e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.
Entre as novidades da edição deste ano estão a categoria “Incentivo à Leitura - Cultura Digital”, voltada a criadores de conteúdo em plataformas digitais que contribuem para a valorização da leitura, com os nomes definidos depois de uma votação popular encerrada no dia 9 de outubro. Além disso, a categoria de Livro do Ano, a principal da noite, sofreu modificações. A partir deste ano, as obras inscritas nas categorias Escritor Estreante - Poesia e Escritor Estreante - Romance podem concorrer ao título, feito inédito nas 68 edições do prêmio. Sevani Matos, presidente da CBL, disse que os finalistas desta edição representam a diversidade nacional e a qualidade da produção literária e editorial local.
Quem vencer a categoria do Livro do Ano leva para casa a estatueta e o prêmio em dinheiro de R$ 70 mil, além de poder participar de uma das principais feiras internacionais do livro, escolhendo entre Londres, Bolonha, Frankfurt ou Guadalajara, com todas as despesas pagas pela CBL e uma programação de palestras e encontros profissionais. Já os vencedores das 23 categorias de premiação receberão a estatueta e um prêmio de R$ 5 mil.
Confira a lista completa dos indicados:
Literatura
1.1 Conto
1. Corpo estranho: ferida fechada com a lâmina dentro | Autor(a): Marcos Vinicius de Paula | Editora(s): Viseu
2. Massaranduba | Autor(a): Abáz | Editora(s): Senac Rio
3. Minha estranha loucura | Autor(a): Evandro Luiz da Conceição | Editora(s): Todavia
4. Nego tudo: ficções súbitas | Autor(a): Andréa del Fuego | Editora(s): Companhia das Letras
5. Tranças de meninas: contos | Autor(a): João Anzanello Carrascoza | Editora(s): Alfaguara
1.2 Crônica
1. A sangue quente: crônicas cariocas | Autor(a): Hermés Galvão | Editora(s): Labrador
2. Aproveitar a vida e suas dores | Autor(a): Contardo Calligaris "em memória" | Editora(s): Planeta do Brasil
3. Histórias miseráveis | Autor(a): José Castello | Editora(s): Maralto
4. Lugares para chorar no Recife e outros | Autor(a): DJ Dolores | Editora(s): Seja Breve Edições
5. Viagem no país da crônica | Autor(a): Humberto Werneck | Editora(s): Tinta-da-China Brasil
1.3 Escritor Estreante - Poesia
1. História a que ninguém deu nome | Autor(a): Juliana Cajives | Editora(s): Mormaço Editorial
2. Lavra mareia | Autor(a): Camila Paoletti | Editora(s): Patuá
3. O silêncio é a música mais antiga do mundo | Autor(a): Kalu Coelho | Editora(s): Patuá
4. Radiografia das árvores | Autor(a): Ivana Fontes | Editora(s): Cachalote
5. Resto | Autor(a): George França | Editora(s): Urutau
1.4 Escritor Estreante - Romance
1. Cantagalo | Autor(a): Fernanda Teixeira Ribeiro | Editora(s): Todavia
2. Horas azuis | Autor(a): Bruna Dantas Lobato | Editora(s): Companhia das Letras
3. Índigo | Autor(a): Juca Magalhães | Editora(s): Impressões de Minas
4. Pitangas verdes | Autor(a): Mariana Lobato Botter | Editora(s): Labrador
5. Sutura | Autor(a): Roberta Barbosa | Editora(s): Patuá
1.5 Histórias em Quadrinhos
1. Daruma: identidade | Autor(a): Monge Han | Editora(s): Pitaya
2. Ouroboros | Autor(a): Luckas Iohanathan | Editora(s): Comix Zone
3. Reparações | Autor(a): Marcelo Lelis | Editora(s): Figura
4. Segue o baile | Autor(a): Magô Pool | Editora(s): Veneta
5. Você precisa saber de mim | Autor(a): Helena Cunha | Editora(s): nVersos
1.6 Infantil
1. A baleia bailarina | Autor(a): Roberta Moysés | Editora(s): Mannú
2. A letra | Autor(a): Leo Cunha, Raquel Matsushita | Editora(s): Maralto
3. Alfabeto atrapalhado | Autor(a): Juliane Bortolucci | Editora(s): Asinha
4. Eletricista | Autor(a): Augusto Massi, Daniel Kondo | Editora(s): Elo
5. Meu | Autor(a): Alexandre Rampazo | Editora(s): Planeta do Brasil
1.7 Juvenil
1. A descoberta que mudou minha vida | Autor(a): Ingrid Haas | Editora(s): InVerso
2. A escola do fim do mundo | Autor(a): Júlio Emílio Braz | Editora(s): Arte Literária
3. A única da sala | Autor(a): Tathyana Viana | Editora(s): FTD
4. Ana & Artur desvendam a China | Autor(a): Silvana Salerno | Editora(s): Editora do Brasil
5. Uma Maria | Autor(a): Shirley Souza | Editora(s): Xica Editorial
1.8 Poesia
1. A dança áspera das raízes | Autor(a): Bárbara Mançanares | Editora(s): Praga
2. Antes de dar nomes ao mundo | Autor(a): Adriana Lisboa | Editora(s): Relicário
3. Boris e Marina | Autor(a): Alberto Martins | Editora(s): Companhia das Letras
4. Diáspora não é lar | Autor(a): Nina Rizzi | Editora(s): Pallas
5. O jardim das oliveiras | Autor(a): Adélia Prado | Editora(s): Record
1.9 Romance de Entretenimento
1. Aranha movediça | Autor(a): Moacir Fio | Editora(s): Moinhos
2. Cartografia para caminhos incertos | Autor(a): Ian Fraser | Editora(s): Intrínseca
3. Instruções para desaparecer devagar | Autor(a): Flávia Iriarte | Editora(s): Faria e Silva
4. Moeda de troca | Autor(a): Lucas Mota | Editora(s): Rocco
5. O tesouro de Joaquim Nabuco | Autor(a): Fernando Lomardo | Editora(s): Obra Independente
1.10 Romance Literário
1. Coração sem medo | Autor(a): Itamar Vieira Junior | Editora(s): Todavia
2. Dança de enganos | Autor(a): Milton Hatoum | Editora(s): Companhia das Letras
3. Meridiana | Autor(a): Eliana Alves Cruz | Editora(s): Companhia das Letras
4. Uma delicada coleção de ausências | Autor(a): Aline Bei | Editora(s): Companhia das Letras
5. Vez em quando, Billie Holiday | Autor(a): Evandro Affonso Ferreira | Editora(s): Record
Não Ficção
2.1 Artes
1. Abdias, intérprete do Brasil: textos sobre raça e cultura brasileira de 1940 a 1990 | Autor(a): Tulio Custódio (Organizador) | Editora(s): Todavia
2. Expediente | Autor(a): André Sanches | Editora(s): Voar
3. Histórias da ecologia | Autor(a): Adriano Pedrosa, André Mesquita, Isabella Rjeille (Organizadores) | Editora(s): MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
4. O devorador: Zé Celso, vida e arte | Autor(a): Claudio Leal (Organizador) | Editora(s): Edições Sesc São Paulo
5. Vaqueiro de gibão | Autor(a): Pablo Pinheiro | Editora(s): Deu na Telha
2.2 Biografia e Reportagem
1. A audácia dos invertidos: as estratégias de sobrevivência e visibilidade LGBTI+ no Rio de Janeiro e sua importância no Brasil (1950-1990) | Autor(a): Rodrigo Faour | Editora(s): Record
2. Crentes: pequeno manual sobre um grande fenômeno | Autor(a): Guilherme Damasceno, Juliano Spyer, Raphael Khalil | Editora(s): Record
3. João Gilberto e a insurreição Bossa Nova: outros lados da história | Autor(a): Tárik de Souza | Editora(s): L&PM
4. Quem é essa mulher? : uma biografia de Zuzu Angel | Autor(a): Virginia Siqueira Starling | Editora(s): Todavia
5. Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio | Autor(a): Ruy Castro | Editora(s): Companhia das Letras
2.3 Economia Criativa
1. A (r)evolução das habilidades para o futuro do trabalho na era da inteligência artificial | Autor(a): Martha Gabriel | Editora(s): Senac São Paulo
2. Economia Azul e cidades: uma introdução | Autor(a): Rinaldo Gama, Tomas Alvim (Organizadores) | Editora(s): BE?
3. Fazer cinema no Brasil: mercado, políticas públicas e ecossistema empreendedor cultural | Autor(a): Fernando Antonio Prado Gimenez | Editora(s): Caravana Grupo Editorial
4. Inovação com propósito: negócios com impacto social | Autor(a): Caio Flavio Stettiner, Clayton Alves Cunha, Clayton Pedro Capellari (Organizadores) | Editora(s): Belas Artes
5. Renda Básica Viável: Para o Governo e o Congresso reduzirem a alta desigualdade de renda no Brasil | Autor(a): Walter Barretto Jr. | Editora(s): Obra Independente
2.4 Educação
1. A esperança a gente planta | Autor(a): Alexandre Coimbra | Editora(s): Planeta do Brasil
2. Agora o meu chão são as nuvens: as famílias contemporâneas e os desafios na educação de crianças e adolescentes | Autor(a): Hugo Monteiro Ferreira | Editora(s): Autêntica
3. Atlas da Amazônia brasileira: um retrato abrangente e atual da Amazônia brasileira com mais de 300 mapas e ilustrações | Autor(a): Clovis Luciano Teixeira | Editora(s): Obra Independente
4. Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade | Autor(a): Manuel Alves de Sousa Junior | Editora(s): Schreiben
5. Inspiração Griot: por uma educação antirracista | Autor(a): Sinara Rúbia | Editora(s): Malê Edições
2.5 Negócios
1. De volta ao jogo: A história de sucesso, dramas e viradas do BTG Pactual | Autor(a): Ariane Abdallah | Editora(s): Portfolio-Penguin
2. Estado, economia, desafios fiscais e reformas estruturais no Brasil: textos em homenagem a Eduardo Guardia | Autor(a): Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi, Pedro S. Malan (Organizadores) | Editora(s): História Real
3. Governança regenerativa: uma evolução do sistema de governança para enfrentar os desafios do mundo em transição | Autor(a): Gabriela Blanchet | Editora(s): Bambual
4. Não se esqueça!: 50 memorandos sobre gestão e liderança com propósito, comprometimento e proatividade | Autor(a): Mario Sergio Cortella | Editora(s): Record
5. O manual da empresa antirracista: como transformar a sua empresa em uma potência que luta por todos | Autor(a): Adriana Alves | Editora(s): Planeta do Brasil
2.6 Saúde e Bem-Estar
1. A paixão pela mentira: a família e as tiranias | Autor(a): Paulo Schiller | Editora(s): Todavia
2. A revolução da longevidade: vivemos mais do que nunca. Mas estamos preparados para isso? | Autor(a): Alexandre Kalache | Editora(s): Vestígio
3. As dores da adolescência: como atender, acolher e cuidar | Autor(a): Carolina Delboni | Editora(s): Summus Editorial
4. O dilema das galinhas felizes: diálogos sobre a ciência da felicidade | Autor(a): Gustavo Arns, Leandro Karnal | Editora(s): Record
5. Por que a esquerda morreu?: e o que devemos fazer para ressuscitá-la | Autor(a): Jessé Souza | Editora(s): Civilização Brasileira
Produção Editorial
3.1 Capa
1. Anônimos: móvel moderno brasileiro além dos ícones | Capista: Daniel Brito | Editora(s): Olhares
2. Frans Krajcberg | Capista: Alles Blau | Editora(s): MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
3. Mano a Mano | Capista: Alceu Chiesorin Nunes | Editora(s): Companhia das Letras
4. O devorador: Zé Celso, vida e arte | Capista: Mateus Valadares | Editora(s): Edições Sesc São Paulo
5. Vaqueiro de gibão | Capista: Beatriz Matuck | Editora(s): Deu na Telha
3.2 Ilustração
1. Eletricista | Ilustrador(a): Daniel Kondo | Editora(s): Elo
2. Gran Circo | Ilustrador(a): Nelson Cruz | Editora(s): ÔZé
3. Guernica: a arte em busca da paz | Ilustrador(a): Vinicius Sabbato | Editora(s): Via Lúdica
4. Pantaleão e Serapião | Ilustrador(a): Alexandre Camanho | Editora(s): Passarinho
5. Pinóquio | Ilustrador(a): Gonzalo Ivar Cárcamo Luna | Editora(s): Figura
3.3 Projeto Gráfico
1. Dobra | Responsáveis: Raul Loureiro | Editora(s): Cosac
2. Moscou feliz | Responsáveis: Elaine Ramos | Editora(s): Ubu
3. O capital | Responsáveis: Elaine Ramos | Editora(s): Ubu
4. O Inventor de livros: Aldo Manuzio, Veneza e seu tempo | Responsáveis: Casa Rex | Editora(s): Ateliê Editorial, Mnema
5. Wendy Andrade: eu consigo te ver feliz | Responsáveis: Carlos Bocai, Julia B. Aguiar, Lucas D'Ascenção | Editora(s): Act.
3.4 Tradução
1. O Cantar de Roldão: chanson de Roland | Tradutor(a): Ronald Costa | Editora(s): Ateliê Editorial, EDUFU (Editora da Universidade Federal de Uberlândia)
2. O cavaleiro de bronze e outros contos e versos | Tradutor(a): Rubens Figueiredo | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras
3. O retorno do Barão de Wenckheim | Tradutor(a): Zsuzsanna Spiry | Editora(s): Companhia das Letras
4. Os irmãos Karamázov | Tradutor(a): Cecília Rosas, Lucas Simone | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras
5. Plotino Enéadas | Tradutor(a): Juvino Alves Maia Junior | Editora(s): Nova Acrópole
Inovação
4.1 Incentivo à Leitura - Projeto
1. A cidade da gente | Responsável(eis): Otavio
2. A Feira do Livro 2025 | Responsável(eis): Associação Quatro Cinco Um
3. Cartovivências nas periferias da cidade | Responsável(eis): Ricardo Barbosa da Silva
4. Programa de rádio Universo Literário | Responsável(eis): Fábia Pereira Lima
5. Semana Literária Sesc e Feira do Livro | Responsável(eis): Mayara Elisa de Lima Cirico
4.2 Livro Brasileiro Publicado no Exterior
1. A terra dá, a terra quer | Editora(s): Ubu, Editions Wildproject
2. Água turva | Editora(s): Companhia das Letras, Suhrkamp Verlag
3. O som do rugido da onça | Editora(s): Companhia das Letras, Liveright/ Norton
4. Os substitutos | Editora(s): Companhia das Letras, Métailié
5. Via Ápia | Editora(s): Companhia das Letras, Farrar, Straus & Giroux
Quatro homens foram presos em Jequié e Salvador na manhã desta quarta-feira (14), sob suspeita de integrarem um esquema de comercialização e distribuição de maconha, cocaína e drogas sintéticas. A rede de tráfico atuava principalmente no município de Jequié e em cidades da região.
De acordo com a Polícia Civil, cujas investigações tiveram início no final do ano passado, dois dos suspeitos possuíam mandados de prisão preventiva e temporária em aberto e foram autuados em flagrante por tráfico de drogas durante a abordagem. Os outros dois indivíduos também foram presos em flagrante pelo mesmo crime. As identidades dos detidos não foram divulgadas.
Durante a operação, as equipes policiais apreenderam drogas, 11 aparelhos celulares, duas motocicletas, uma arma de fogo e R$ 2,2 mil em espécie. As apurações policiais revelaram que a rede criminosa já vinha sendo monitorada após a descoberta da estrutura de distribuição na região. No decorrer do processo investigativo, um dos principais alvos da operação foi assassinado.
Na ocasião do homicídio, foram encontrados na cena do crime porções de entorpecentes, munições e diversos materiais utilizados no preparo e embalo de drogas. As informações foram confirmadas pelo portal G1.
Gabriel Nunes destaca R$ 3 bilhões para ponte e reforça apoio a Lula
Por Edu Mota, de Brasília / Eduarda Moitinho
Com 155.060 votos, Gabriel Nunes (PSD) foi um dos dez candidatos a deputado federal mais votados da Bahia nas eleições de 2026. Em entrevista ao Bahia Notícias (BN), o parlamentar comentou a disputa presidencial no segundo turno e manifestou apoio à reeleição de Lula.
Durante a entrevista, Nunes afirmou que está mobilizado pela reeleição de Lula, mas reconheceu que a disputa está “extremamente apertada” graças à polarização política do Brasil.
“Agora estamos trabalhando para a reeleição do presidente Lula, uma eleição extremamente apertada, país muito polarizado. Muitos partidos de centro inclusive tiveram dificuldades em diversos estados, muito fruto dessa polarização. Mas estamos muito otimistas”, comenta.
O parlamentar ainda citou o destino de R$ 3 bilhões destinados pelo governo Lula à construção da Ponte Salvador-Itaparica, formalizado na terça-feira (13).
“No dia de ontem mesmo, liberação de R$ 3 bilhões já para a nossa ponte tão sonhada, que vai trazer uma prosperidade muito grande para o nosso estado, para a região do Baixo Sul, para o Recôncavo Baiano (...) Pautas como essa que o presidente sempre teve apoiando, não à toa que a Bahia tem respondido muito bem ao presidente Lula”.
Quanto a sua reeleição, Nunes atribuiu o resultado à atuação municipalista desenvolvida ao longo dos últimos quatro anos. Ele também destacou o alinhamento do PSD com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), reeleito para o cargo, e associou o resultado eleitoral às entregas realizadas pelo governo estadual.
Alcolumbre quer promulgar a PEC da jornada 6x1 na próxima terça e Lula pode participar da sessão do Congresso
Por Edu Mota, de Brasília / Ronne Oliveira
Caso o Plenário do Senado Federal conclua na tarde desta quarta-feira (14) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), que extingue a jornada de trabalho na escala 6x1, a promulgação do texto poderá ocorrer na próxima terça-feira (20). A informação foi transmitida pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União), a interlocutores e aliados na Casa.
Essa informação vem sendo passada pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União), a aliados no Senado. Alcolumbre acredita que há votos suficientes para a conclusão da votação ainda nesta quarta. Davi Alcolumbre abriu nesta tarde, no plenário, a quinta sessão de discussão da PEC 221/2019, que modifica a jornada de trabalho. Depois dos pronunciamentos de senadores, a proposta será votada em primeiro turno.
Após a conclusão do primeiro turno, os líderes do governo pedirão que seja colocado em votação um requerimento para a chamada quebra de interstício, que permite a votação do segundo turno sem precisar passar por novas sessões de discussão. Se for colocada em votação, certamente a proposta terá sua votação encerrada ainda nesta quarta.
O governo também discute a participação do presidente Lula na sessão de promulgação. A presença de Lula ainda divide membros da campanha, que acham que a ida dele ao Congresso pode gerar reações negativas de parlamentares de oposição.
Foto: Edu Mota / Bahia Notícias
Alcolumbre comunicou a aliados sua intenção de concluir a tramitação da proposta e realizar a promulgação na próxima semana. Para que a mudança constitucional seja aprovada de forma definitiva, são necessários os votos favoráveis de pelo menos 3/5 da composição do Senado, o que equivale a 49 parlamentares em cada um dos dois turnos de votação.
A avaliação de Alcolumbre e de lideranças aliadas é de que a proposta conta com apoio político suficiente para atingir o quórum necessário e encerrar toda a tramitação nesta quarta-feira, viabilizando a formalização da mudança antes do pleito de 25 de outubro.
Além das Manchetes: Moletom, engajamento e prosperidade
Por Malu Fontes
Depois de Lula declarar em sua primeira fala pública após o primeiro turno que estava convencido de que iria vencer as eleições, o que parece é que seu eleitorado e parte dos indecisos ou ausentes, mas nem tão anti assim, compreenderam o contrário, projetado para o futuro: a direita bolsonarista vai vencer se não se fizer alguma coisa. Algo perto dessa percepção explica o que vem acontecendo do final de semana para cá nas ruas de várias metrópoles brasileiras.
As imagens da Avenida Paulista, da Praia de Copacabana, da Barra, de Recife ou da UnB, em Brasília, não são apenas a ilustração de uma campanha do segundo turno bem diferente da primeira, na rua. O telejornalismo, os feeds das redes, a imprensa estrangeira mostram uma reação que estremeceu e trincou o tom de vitória visto nos discursos da campanha de Flávio Bolsonaro. Antes deste final de semana Flávio se comportava como o quase eleito, falando de medidas, mudanças e nomes para seu governo, não como o candidato com votos a serem conquistados.
Como em tempos de redes todo mundo precisa de uma imagem do dia, da semana ou do fenômeno descrito, os movimentos de rua deram à campanha de Lula no domingo uma imagem e tanto para chamar de sua: o homem sem camisa e com uma calça de moletom sobre marquise de metrô na Avenida Paulista. De “muita massa magra” a “gostoso da campanha” e “meu homem, minha vida”, Israel Augusto (segundo informações que circulam nas redes esse é o seu nome) foi chamado de tudo e catapultado para o posto de dono da imagem indiscutível da campanha do segundo turno nas ruas. Além de muso indiscutível dos memes.

Ponte sobre rio Capiberibe, em Recife, tomada por apoiadores de Lula no último domingo (11) |
Foto: Paullo Almeida / Folha de Pernambuco
Até ontem nada se sabia, além deste nome, do personagem anônimo mais reproduzido da campanha eleitoral no segundo turno nacional. Mas em seu perfil nas redes, com raras publicações, já estava lá o @ da assessoria. De campanhas de marcas de moletom a sites gays e academias, o que não deve estar faltando são convites de todos os tipos econômicos e morais para o moço. Nem os recém-saídos do BBB durante o Carnaval, disputados por currais vips Brasil afora, jamais foram içados de modo tão rápido à fama nacional.
DE BARRIGA A VERBO
Mas como não só de barriga de tanquinho pode viver a crônica eleitoral, começamos a semana com um verbo disputado a tapa entre esquerda e direita: prosperar. Quando há algum tempo se falava em teologia da prosperidade em algumas denominações evangélicas, esse pacto com a fé que substituía o futuro bem-aventurado no reino dos céus pelo aqui e agora, não imaginaríamos que prosperar e prosperidade fossem alçados ao vocabulário dos palanques como hashtags valiosas.
Após tomar uma surra de votos dos pobres empreendedores que foram ridicularizados com a pecha de “CEO de MEI”, a esquerda fez muito rápido o contorcionismo no vocabulário. Agora, assume o comprometimento com a prosperidade de quem não quer estudar e passar o resto da vida numa sala de telemarketing ou sem chances de sair do emprego no comércio do bairro periférico onde vive.
Do seu até então conforto sobre os milhões de votos de vantagem no primeiro turno, Flávio também tem se contorcido e adotado novos pontos de vista, forçado pelas circunstâncias e pelo crescimento do engajamento de Lula nos últimos dias. Após defender a flexibilidade de as pessoas trabalharem e serem remuneradas por horas trabalhadas, foi atingido pela reação negativa e anunciou que vai votar a favor do fim da escala 6x1. Gente na rua e queda de engajamento produzem efeitos colaterais muito rápido quando se tem pouco mais de uma semana para ganhar ou perder uma eleição.
Seja por conta de um moletom sem camisa numa marquise, seja pela adoção forçada do tema da prosperidade ou da ideia de introduzir a remuneração por horas trabalhadas, o fato é que o embate Lula versus Flávio passou por uma transformação inesperada e desfavorável para a campanha bolsonarista. O engajamento da campanha de Lula quadruplicou em uma semana e o candidato ganhou duas vezes mais seguidores que seu concorrente no mesmo período. Até o dia 25, ninguém vai ter vida fácil. Nem nas ruas nem nas redes.
Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora do Curso de Jornalismo da UFBA
@maluzes [email protected]
No Brasil, todo mundo é técnico de futebol na Copa do Mundo, médico em epidemia e analista internacional diante de conflitos globais. Com as redes, nos tornamos também milhões de cientistas políticos, cada um com um diagnóstico para os números que saíram das urnas domingo. Entre os progressistas, a culpa, máxima culpa, é do lado oposto. Nunca ninguém no próprio campo cometeu erro algum, seja de avaliação, condução e, muito menos, de leitura de cenário. E se cometeu, ah, mas isso é hora de falar disso?
Chegamos ao final do primeiro turno das eleições de 2026 com o país radicalmente dividido. Metade do eleitorado com ódio da outra e invocando de modo quase explícito a extinção de quem pensa e vota diferente de si. O real é que uma metade do Brasil não vai se livrar da outra, não é verdade que tenhamos no país mais de 50 milhões de nazistas, nem 50 milhões de burros.
Imprensa e Cleitinho - Aqui, o ponto de partida de onde se observa o cenário, um Brasil cortado ao meio com uma fenda ideológica aberta por uma guerra mais cultural que política, é a imprensa. Do jornalismo profissional praticado pelas empresas de comunicação ditas tradicionais aos veículos ditos independentes, marcados cada um do seu lado por seu viés ideológico, como de um lado a revista Oeste e a Gazeta do Povo, e do outro, o ICL, a revista Fórum e o Intercept, como exemplos. Não se ignora aqui o protagonismo e a capacidade das redes de viralizar na mesma medida tanto fatos reais quanto versões avessadas destes. Só não confundimos redes com imprensa.
O que a imprensa noticiou nas últimas semanas atingiu, sim, as campanhas eleitorais, à direita e à esquerda. Entretanto, o que parte da opinião pública não consegue é separar o que são os fatos reais que constituem as notícias, seu impacto no eleitorado e a distância entre a responsabilidade da imprensa em informar e a “culpa” do jornalismo pelas performances eleitorais de A ou B.
Estamos hoje em um ecossistema informativo em que o jornalismo talvez seja a fonte pela qual só um percentual ínfimo do eleitorado leve em consideração o que lê na imprensa quando se trata de decidir em quem votar. E não diga que alguém acredita que a população de Minas Gerais levou em consideração a imprensa ao eleger com uma votação estrondosa o ex-verdureiro Cleitinho. O autoengano dos cientistas políticos do zap impressiona.
Geni e a desaplaudida - Antes, durante e depois da já histórica reunião do STF, o que se via era uma Corte metendo os pés pelas mãos e comprometendo o futuro institucional do país, desmentindo a máxima de que “as instituições estão funcionando”. A Suprema Corte ofereceu voluntariamente os melhores cortes, o mais valioso produto eleitoral da vez, para que a nova e extrema direita construísse castelos de voto. No entanto, tanto para a extrema direita como para os progressistas, a culpa de todos os prejuízos de reputação de seus totens é da imprensa. A Globo, por exemplo, é a grande Geni nacional, atacada pelos dois lados.
O que os caçadores dos votos perdidos precisam é decidir se a imprensa tem ou não poder. Na hora dos debates, por exemplo, o argumento é o de que a imprensa perdeu o protagonismo de agendar a esfera pública. Quem é o neandertal que precisa de debate na TV para decidir voto? Vamos então às redes, às mensagerias privadas, aos youtubers. Entretanto, quando faltam votos nas urnas, quem provocou o sumiço destes? A imprensa e os jornalistas malintencionados. Que paradoxo é esse? Como pode a imprensa, essa desaplaudida, ser tão poderosa para promover ou fazer debandar milhões e milhões de votos, se ninguém a consome? Vejo professores se orgulhando de não assinar jornais, não terem (mais) TV em casa e se recusarem a ver um telejornal. Mas o veredicto destes para a ressaca eleitoral é a condenação do jornalismo. No máximo dividem a sentença com os pastores. O futuro já chegou.
Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora do Curso de Jornalismo da UFBA - @maluzes / [email protected]
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Eu conversei com ele [Jair], tá bem humorado, tá satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, tá esperançoso que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele".
Disse o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) ao afirmar que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está "satisfeito" com o resultado do primeiro turno das eleições 2026. Na ocasião, o primogênito do ex-chefe do Executivo terminou a disputa com 47,03% dos votos, enquanto o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alcançou 46,16%.