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Multimídia

Adolpho Loyola diz que Rui Costa não deve tentar o governo em 2026: “O ministro está com outras tarefas no Governo Federal”

Adolpho Loyola diz que Rui Costa não deve tentar o governo em 2026: “O ministro está com outras tarefas no Governo Federal”
Sobre o cenário de 2026, Adolpho Loyola repercutiu a informação ventilada nos bastidores de que o ex-governador e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, poderá disputar novamente o governo da Bahia. “É natural que o candidato seja Jerônimo. O ministro está com outras tarefas, com a tarefa de coordenar o governo federal e ele tem feito isso: tem coordenado o PAC, tem puxado para si responsabilidades, ele tem cuidado disso e está limpando a pauta para o presidente Lula”, frisou.

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Artigos

Jorge Khoury
Empreender na indústria: oportunidades para fortalecer a Bahia
Foto: Dario Neto, ASN/BA

Empreender na indústria: oportunidades para fortalecer a Bahia

A produção industrial baiana registrou crescimento de 2,1% em janeiro deste ano, em comparação com dezembro de 2023, demarcando seu papel fundamental para a economia do estado. Este crescimento e cenário expandem horizontes para os diversos pequenos negócio do setor. O percentual indica um caminho positivo que pode se confirmar com o perfil inovador da nossa indústria, além da impulsão a toda a cadeia produtiva com a chegada de empreendimentos como a montadora BYD a Camaçari.    

Entrevistas

Grupo de Trabalho estuda drenagem na região da Cidade Baixa durante fortes chuvas e maré alta em Salvador

Grupo de Trabalho estuda drenagem na região da Cidade Baixa durante fortes chuvas e maré alta em Salvador
Foto: Reprodução / TV Bahia
Tendo assumido a Secretaria de Sustentabilidade (Secis), logo no início de abril, Ivan Euller pretende, durante sua gestão, focar na atuação do melhoramento da drenagem da Cidade Baixa, em Salvador, região duramente afetada por alagamentos e inundações nos períodos chuvosos e de maré alta na capital baiana. O então subsecretário assumiu a pasta após a saída da vereadora licenciada Marcelle Moraes (União) que deve disputar, novamente, uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador (CMS). 

Últimas notícias

Sem ligar para queda de seguidores e polêmicas, Globo vai renovar contrato de Davi Brito
Foto: Reprodução Altas Horas / Rede Globo

Mesmo perdendo 1 milhão de seguidores desde o fim do BBB 24 (Globo) e envolvido em polêmicas na vida pessoal, a Globo não tem pretensões de dispensar Davi Brito, campeão da última edição de seu principal reality show. Seu acordo artístico e de gerenciamento comercial, que vai até o fim de junho com a emissora, será renovado até o fim do ano. O vínculo será assinado nas próximas semanas.
 

O F5 apurou que Davi tem uma procura comercial abaixo de algumas participantes do programa, como Fernanda Bande e Beatriz Reis, mas tem entregas comerciais previstas para as próximas semanas. Além disso, a emissora enxerga a perda de seguidores como algo muito comum de acontecer. Parte do público deixa de acompanhar nomes do BBB após o fim do programa pelas redes sociais.
 

O engajamento de Davi segue alto, algo que a empresa não pode desprezar neste momento. O documentário "Davi: Um Cara Comum da Bahia" chegou a ficar entre as produções em alta do Globoplay, serviço de streaming da Globo.
 

Davi, no entanto, não está nos planos da emissora para projetos artísticos no curto prazo. Suas aparições serão limitadas a participações em programas quando convidado, ao menos neste primeiro momento.
 

O ex-motorista de aplicativo vem alimentando as redes sociais com vídeos de danças e lives amadoras. O campeão do BBB 24 até tem equipe profissional para cuidar das redes, mas segue seu instinto para se comunicar com os seguidores.
 

O baiano foi ao Rio Grande do Sul duas vezes para participar de resgates de pessoas ilhadas pelas chuvas. A presença dele foi criticada ao fazer diversos vídeos durante salvamentos e resgates na água.

Favoritismo de Davi Alcolumbre no Senado atrapalha Elmar Nascimento na Câmara, avalia o governo Lula
Foto: Rodrigo Pozzebom/ Agência Brasil / Câmara dos Deputados / Montagem BN

 

Integrantes do governo Lula avaliam que o favoritismo de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado deve atrapalhar os planos de Elmar Nascimento (União-BA) em suceder Arthur Lira (PP-AL) na Câmara. 

 

O motivo, de acordo com lideranças governistas ouvidas sob reserva pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, seria o fato de tanto Alcolumbre quanto Elmar Nascimento pertencerem ao mesmo partido: o União Brasil.

 

Na avaliação de auxiliares de Lula com trânsito no Congresso Nacional, dificilmente um único partido conseguirá levar as presidências da Câmara e do Senado, como já ocorreu no passado com outras legendas. 

 

Segundo lideranças governistas, o Legislativo brasileiro vive um “momento diferente”, com uma divisão maior entre os partidos do Centrão, o que dificultaria o controle das duas casas legislativas por uma mesma sigla.

 

A última vez que um partido controlou a Câmara e o Senado ao mesmo tempo foi entre 2019 e 2021, quando o extinto DEM comandou as duas casas com Rodrigo Maia (RJ) e Alcolumbre, respectivamente.

 

Além de Elmar Nascimento, se colocam como pré-candidatos à presidência da Câmara os deputados Antônio Brito (PSD-BA), Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Marcos Pereira (Republicanos-BA).

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões; próximo sorteio é na terça
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do sorteio do concurso 2.729 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (25). Com o resultado, o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 75 milhões. 

 

Os números sorteados foram: 20 - 27 - 41 - 47 - 53 - 54. Quase 60 apostas tiveram cinco acertos e foram premiadas com R$62.041,66. Outras 3.760 apostas tiveram quatro acertos e os apostadores levarão para casa o valor de R$ 1.390,75, cada. 

 

O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (28). 

Salvador terá voo direto para o Benin; passagens custarão até R$2,5 mil
Foto: Valter Pontes/ Secom

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, e o presidente do Benin, Patrice Talon, discutiram neste sábado (25) acordos de cooperação entre a capital baiana e o país africano, durante encontro na Casa do Benin, no Centro Histórico de Salvador. Um dos pontos debatidos foi a criação de um voo direto entre Salvador e Cotonou, maior cidade beninense. 

 

O prefeito Bruno Reis destacou que a capital baiana tem estimulado o afroturismo, ao citar o programa Salvador Capital Afro, que tem projetado a cidade no Brasil e no mundo. “Nós somos a cidade mais negra fora da África, 83% da nossa população é negra. E temos muito orgulho disso. É assim que nós temos que nos apresentar para todos que vieram nos conhecer e, sem sombra de dúvidas, há aí um grande potencial”, frisou.

 

Bruno Reis frisou que a criação do voo direto vai aproximar ainda mais Salvador do Benin. A ideia debatida nas negociações, explicou o prefeito, é que a conexão tenha subsídio do governo federal do Brasil e da República do Benin, com o objetivo de tornar o valor da passagem mais acessível. 

 

“Agora a expectativa é que seja o mais breve possível. Pelos primeiros dois anos, será subsidiado tanto pelo Governo Federal do Brasil, como pela República do Benin, para que tenham passagens mais baratas, acessíveis”, acrescentou.

 

Patrice Talon ressaltou que a criação do voo direto entre Salvador e o Benin vai ampliar a conexão entre as populações. “Decidimos que, para a criação desse voo direito, financiaríamos as passagens aéreas. Nos dois primeiros anos, vamos financiar estas passagens e fazer com que ninguém pague mais do que R$ 2.500”, frisou.

 

Bruno Reis ainda informou que uma comitiva do Benin vem a Salvador em julho para seguir discutindo os acordos de cooperação e, em agosto, um grupo da capital baiana vai ao país africano para ampliar os debates. Ele disse também que pretende ir ao Benin para estreitar ainda mais as relações. 

Também neste sábado, Patrice Talon recebeu o título de cidadão soteropolitano e a Medalha Zumbi dos Palmares, do presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz. 

Julgamento de Moro no TSE reabre discussão sobre regras de pré-campanha

Por José Marques e Thaísa Oliveira | Folhapress

Julgamento de Moro no TSE reabre discussão sobre regras de pré-campanha
Foto: Lula Marques / Agência Senado

O julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que livrou o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) da cassação levantou discussões a respeito da necessidade de regulamentação do período da pré-campanha eleitoral e de quais gastos podem ser feitos nessa fase.
 

Na terça-feira (21), o tribunal rejeitou por 7 a 0 ação que acusava Moro de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação em 2022.
 

As acusações contra Moro tratavam, principalmente, de temas relacionados aos gastos no período que antecedeu a campanha oficial ao Senado.
 

O PL e o PT argumentaram que os valores foram desproporcionais porque ele almejava inicialmente a Presidência da República, gerando desequilíbrio entre os concorrentes.
 

A conclusão do julgamento foi célere por pressão do Senado sobre o TSE e pela intenção do presidente da corte, Alexandre de Moraes, de fazer um aceno ao Legislativo.
 

Mas também gerou preocupações no Judiciário de que o tribunal acabasse passando o recado a políticos de todo o país, em ano de eleição municipal, de que os julgamentos sobre gastos de pré-campanha serão afrouxados com essa decisão.
 

A própria ministra Cármen Lúcia, que assumirá a presidência do TSE em junho e comandará o tribunal nas eleições municipais, deu recados ao votar sobre o assunto.
 

Ela disse que analisava apenas sobre o caso concreto de Moro, e que não foram apresentadas provas suficientes para que houvesse caracterização de conduta irregular.
 

"Este período de pré-campanha traz uma série de dificuldades, o que se mostra até na nossa jurisprudência", disse a ministra. "Nesta fase não se tem, rigorosamente, de maneira exaustiva e fechada, o que pode e o que não pode [fazer]", afirmou. "[Mas] É preciso alertar que este período [de pré-campanha] não é algo tolerável para qualquer tipo de comportamento."
 

Ao votar, no fim do julgamento, Moraes também cobrou regulamentação do tema.
 

"Há necessidade de uma alteração no sistema eleitoral brasileiro em relação à pré-campanha", disse, acrescentando que essa divisão em relação à campanha não existe em países como França, Inglaterra e Estados Unidos.
 

"Aqui nós temos essa figura da pré-campanha que gera alguns problemas. Por exemplo, alguém que é ligado a associações comerciais e é um pré-candidato a deputado federal", exemplificou.
 

"Ele, durante dois ou três anos faz palestra em todas as associações comerciais e a associação comercial convida, paga o hotel e o transporte, e isso não é considerado pré-campanha. Quem é ligado a universidade é convidado pelas universidades. Há necessidade de uma regulamentação melhor", afirmou.
 

O próprio Moro disse, num evento de comemoração organizado pela oposição do Senado após a decisão do TSE, que é necessário acabar com a "incerteza jurídica" sobre pré-campanhas.
 

Ele sugeriu que essa discussão seja feita no âmbito do novo Código Eleitoral, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e teve o texto modificado pelo Senado. O relatório sobre o tema deve ser votado na Comissão de Constituição e Justiça no dia 5 de junho, e pode ser levado ao plenário no mesmo dia.
 

"No meu caso, a tentativa de cassação não era porque a gente tinha excedido gasto de campanha, não foi por caixa dois, mas foi questionamento em cima da pré-campanha, que no fundo está mal regulada", disse Moro.
 

"Por ter um certo vazio de regras, muitas vezes o intérprete quer criar regras, e aí vão criando regras meio absurdas e querem aplicar retroativamente."
 

A partir da minirreforma eleitoral de 2015, as vedações às pré-campanhas, que eram mais rígidas, foram flexibilizadas. A regra principal é a de que não se pode pedir voto explícito ao eleitor.
 

A partir de entendimentos da Justiça Eleitoral, outro tipos de restrições foram sendo formadas, como a vedação a pedidos implícitos de voto (como dizer "em outubro conto com vocês"), além do uso de outdoors para exaltar qualidades pessoais dos candidatos. Também não é permitido gasto excessivo que tire a isonomia do pleito.
 

Especialistas consultados pela Folha ressaltam a importância dessas regras, apesar da falta de regulamentação sobre esse período.
 

"Na pré-campanha é permitido anunciar a intenção de concorrer nas eleições, projetos políticos, ideias e posicionamentos sobre assuntos de interesse do debate público, inclusive pela internet, e participar de eventos partidários", diz Amanda Cunha, coordenadora da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político).
 

Também é possível "impulsionar conteúdos online e usar anúncios pagos, desde que identificado o CNPJ do partido ou CPF do pré-candidato e moderação de gastos –que nas decisões eleitorais gira em torno de 10% [do total de despesas na campanha], mas isso não está na lei, nem nas resoluções".
 

O advogado eleitoral Walber Agra, também membro da Abradep, diz que não considera a prestação de contas na pré-campanha "um terreno sem leis, uma anomia".
 

Ele aponta que resolução do TSE mostra que os gastos da pré-campanha não são "um indiferente eleitoral", mas que devem observar "os impedimentos da campanha" (por exemplo, contribuição de pessoa jurídica) e "devem ser moderados, proporcionais e transparentes".
 

"Dessa forma, os gastos não podem ser exorbitantes, devem ser escriturados, públicos e não configurar qualquer tipo de ilícito eleitoral", afirma.
 

A principal discussão a respeito de necessidade de regulamentar a pré-campanha é a possibilidade de estabelecer um teto sobre os gastos que podem ser feitos.
 

Isso é defendido por parte de acadêmicos e observadores do processo eleitoral, já que a métrica de 10% não está prevista em norma.
 

"Isso clama por uma regulamentação mais detalhada do Congresso", diz o advogado Fernando Neisser, doutor pela USP e professor de direito eleitoral da FGV-SP.
 

Para ele, não há necessidade de que haja sistemas de prestação de contas como acontece durante a campanha, mas que se crie um limite para as despesas.
 

"Um parâmetro de gastos é uma solução mais inteligente e menos burocrática. Uma prestação de contas da pré-campanha vai criar centenas de processos para a Justiça Eleitoral. Há muito mais pré-candidatos do que candidatos."

Políticos caem na esbórnia em boate após evento com Lula no DF: “Vai, prefeito”
Foto: Reprodução Coluna Na Mira / Metrópoles

Enquanto o vento frio cortava a madrugada de quarta-feira (22) na área central da capital da República e os termômetros beiravam os 16°C, a temperatura dentro de uma boate de prostituição, a cerca de 800 metros da Esplanada dos Ministérios, ignorava a friaca e se mantinha em ebulição. Alvoroçada, a tropa de pelo menos 50 garotas de programa dava tudo para conquistar a atenção de prefeitos e suas comitivas. 

 

Os chefes de dezenas de municípios de todo país haviam desembarcado no DF para os três dias de eventos organizados pela 25ª Marcha dos Prefeitos. Como é de praxe, após as agendas oficiais, as noitadas são regadas a álcool e sexo — sempre negociado em altas cifras com as prostitutas. Aos berros de “Vai, prefeito!”, era fácil identificar quando assessores gritavam e encorajavam o chefe da comitiva a abraçar e beijar as garotas durante os shows de striptease. O flagrante foi feito pela coluna Na Mira, do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias. 

 

Anualmente, as "meninas" que trabalham na boate esperam com ansiedade pela Marcha dos Prefeitos. “É a hora de faturar. Os políticos chegam com vontade de gastar, e a gente precisa estar com disposição para ganhar”, afirmou uma das garotas que estava na casa e conversou com a reportagem sem saber que estava sendo gravada.

 

Goiana, a morena de 20 anos veio para o DF preparada para ficar pelo menos durante os três dias de evento. A morena e a maioria das garotas que desfilava pelo carpete vermelho da boate topavam uma hora de sexo por R$ 1 mil. Outras pediam valores entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. 

 

Ainda de acordo com a coluna, ávidos, alguns políticos não barganhavam os cachês. Pegavam nas mãos da garota de programa, acertavam o valor exigido e o casal subia para um dos quartos do hotel ou deixavam o local de carro. 

Prefeitura corta árvore sadia no Garcia e gera revolta de morador: “Não tinha nenhuma praga”
Foto: Leitor/Bahia Notícias

O corte de uma árvore de, aproximadamente, 6 metros de altura gerou revolta de um morador do bairro do Garcia, na manhã deste domingo (26).  

 

De acordo com um leitor do Bahia Notícias, ao se deparar com a ação da prefeitura na Avenida Leovigildo Filgueiras, ele questionou o porquê da poda da árvore, que estava localizada em frente ao Colégio Antônio Vieira e era, aparentemente, saudável. “A justificativa não era que a árvores estava doente, que ia cair, ou qualquer coisa do tipo, mas que eles vão eliminar essa parte de concreto, de sinalização, de visão do tráfego e vão fazer algum tipo de ação em frente ao colégio Antônio Vieira”, contou o morador. 

 

Foto: Leitor / Bahia Notícias 

 

O leitor também classificou a ação como “um absurdo”, já que o próprio funcionário da prefeitura admitiu que a árvore não enfrentava nenhum tipo de praga. “Não era porque a árvore tinha algum problema, alguma praga. É porque eles vão tirar essa estrutura, não sei o que vai ser feito, mas essa foi a justificativa”, frisou. 

 

O órgão da prefeitura responsável pela poda de árvores é a Seman (Secretaria de Manutenção da Cidade).  

Governo federal libera mais R$ 6,7 bilhões para compra de arroz importado
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta sexta-feira (24), a Medida Provisória (MP) nº 1.225/2024, que autoriza a compra pública, pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de arroz beneficiado importado. Os estoques adquiridos serão destinados à venda direta para mercados de vizinhança, supermercados, hipermercados, atacarejos e outros estabelecimentos comerciais com ampla rede de pontos de venda nas regiões metropolitanas.

 

 

Ao todo, foram liberados R$ 7,2 bilhões para a compra de até 1 milhão de toneladas de arroz estrangeiro que serão comercializadas com a logomarca do Governo Federal e chegarão ao consumidor com o preço tabelado de R$ 4 por quilo. O objetivo é garantir que o cereal chegue diretamente ao consumidor final, assegurando o abastecimento alimentar em todo o território nacional, que pode ser afetado pela tragédia climática no Rio Grande do Sul. O estado é responsável pela produção de 70% do arroz consumido no Brasil.

 

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou a importância desta iniciativa. "Esta medida provisória é um passo crucial para garantir a segurança alimentar de todo o povo brasileiro", afirmou.

 

Além da distribuição de alimentos, o governo tem trabalhado na reconstrução de infraestrutura e na recuperação da capacidade produtiva das áreas devastadas pelas enchentes no RS.  

Cooperativas e empresários driblam regras e criam mega-áreas para exploração de ouro

Por João Gabriel e Lucas Marchesini | Folhapress

Cooperativas e empresários driblam regras e criam mega-áreas para exploração de ouro
Foto: Reprodução / Jornal da Record

Cooperativas e empresários driblam regras do setor de mineração para criar mega-áreas para exploração de ouro de forma ilegal na Amazônia, em regiões maiores que os limites de grandes capitais do Brasil.
 

Levantamento feito pela Folha com base em registros ativos na ANM (Agência Nacional de Mineração) revela, por exemplo, que uma única cooperativa acumula mais de 200 mil hectares, tamanho superior ao do município de São Paulo.
 

Se fosse uma mineradora, essa cooperativa seria a terceira maior do país em área, atrás apenas da Vale e da Companhia Brasileira de Alumínio.
 

Em outra brecha na lei, uma única pessoa conseguiu autorização para explorar 8.000 hectares, mais que o tamanho de Serra Pelada, que foi o maior garimpo a céu aberto do mundo e onde atuaram cerca de 100 mil trabalhadores no seu auge.
 

Atualmente, as regras sobre mineração determinam que um só CPF pode ter até cinco garimpos, e que cada um desses deve ter apenas 50 hectares --limite que sobe para 10 mil no caso de pessoas jurídicas, as cooperativas.
 

Essas restrições, no entanto, foram determinadas por portarias e normativas e, como revelam os dados, são desrespeitadas.
 

Como mostrou a Folha, a ANM foi sucateada nos últimos anos e não é capaz de fiscalizar o setor.
 

Um dos sintomas disso é uma bilionária evasão fiscal, mas também o surgimento desses megagarimpos.
 

O levantamento feito pela reportagem mostra, por exemplo, que José Antunes, conhecido como dr. José Antunes, ligado à Amot (Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós), tem 161 requerimentos ativos de garimpo na ANM, acumulando 8.048 hectares no estado do Pará.
 

No caso das cooperativas, o cenário é pior. A Cooperalfa (Cooperativa de Pequenos Mineradores de Ouro e Pedras Preciosas de Alta Floresta) tem 48 requerimentos ativos na ANM, que somam 207,8 mil hectares em Mato Grosso.
 

Para comparar, Ancara, capital e segunda maior cidade da Turquia, tem cerca de 205 mil hectares; o município de São Paulo, 105 mil hectares.
 

Os requerimentos da Cooperalfa ficam todos próximos uns dos outros, a grande maioria colados, o que na prática transforma toda uma região do norte mato-grossense em um enorme garimpo.
 

Outras duas cooperativas ultrapassam os 100 mil hectares. A Coogavepe (Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto), com 207,4 mil hectares e 197 requerimentos, em Mato Grosso; e a Coogam (Cooperativa dos Garimpeiros da Amazônia), no Amazonas, com 129,9 mil hectares e 25 registros na ANM.
 

Procurada, a ANM disse que está revisando a norma burlada por cooperativas e empresários.
 

A agência cita que "desde o início de 2023 há um esforço coordenado pelo Ministério da Justiça para rastreio da cadeia do ouro, de modo a coibir evasão de divisas e mineração ilegal".
 

A Coogam, por sua vez, afirmou que "não compactua com nenhum tipo de ilegalidade, muito menos dribla restrições para criar megagarimpos", e que seus requerimentos junto a ANM "são para atender a necessidade de seus cooperados, garantindo que possam lavrar de forma lícita".
 

A Folha não conseguiu contato com José Antunes. A Cooperalfa e a Coogavepe não responderam.
 

O fato de as restrições serem determinadas por normas, não no texto da lei, facilita a atuação às margens da fiscalização.
 

Atualmente, o registro de extração de ouro é feito por autodeclaração, ou seja, o próprio garimpeiro diz a quantidade e Para driblar a lei, criminosos extraem o material de áreas ilegais --como terras indígenas ou mesmo áreas privadas, mas sem autorização na ANM-- e o registram como se tivesse origem em uma área regularizada.
 

Essa é a prática mais comum para lavagem de ouro ilegal no Brasil e serve também para alimentar a exportação do minério para algumas das maiores empresas do mundo, como a Disney e a Amazon.
 

Hoje, as cooperativas se tornaram um mecanismo importante para comercializar o ouro irregular e viraram alvo da Polícia Federal (PF).
 

Esses grupos podem registrar áreas maiores na ANM e conseguem declarar que exploram mais minério. Portanto, têm capacidade de lavar mais ouro, levantando menos suspeitas.
 

Outro caso comum é o de pessoas físicas que funcionam como facilitadoras informais do processo burocrático dentro da agência. Elas atuam irregularmente para pequenos garimpos encaminhando todo o processo burocrático --que inclui a necessidade de estudos geográficos. O registro da lavra fica no nome do atravessador, que lucra com o negócio.
 

Muitos garimpos são operados por famílias de baixa renda sem condições financeiras de viajar para uma cidade maior, protocolar documentos em cartório ou acompanhar a tramitação de suas solicitações.
 

A atual presidente da Funai (Fundação dos Povos Indígenas do Brasil), Joenia Wapichana, quando deputada, apresentou um projeto de lei para criar um sistema de rastreabilidade do ouro e acabar com a autodeclaração.
 

Já Joaquim Passarinho (PL-PA) quer alterar o Código da Mineração, o que pode colocar no texto da lei as restrições das lavras garimpeiras.
 

Julio Lopes (PP-RJ), por sua vez, protocolou um projeto para criar um órgão de monitoramento da mineração, que tem como objetivo sistematizar as informações do setor e coibir práticas ilegais, como essas.

Jerônimo entrega obras de infraestrutura, educação e segurança em Sebastião Laranjeiras
Foto: Mateus Pereira/GOVBA

A uma distância de quase mil quilômetros de Salvador e uma população de cerca de dez mil habitantes, o município de Sebastião Laranjeiras recebeu mais de R$ 3,1 milhões de investimentos do Governo do Estado, em obras entregues neste sábado (26), pelo governador Jerônimo Rodrigues. Na visita ao município do Território de Identidade do Sertão Produtivo, o chefe do Executivo baiano entregou o novo Mercado Municipal e cerca de 10,6 mil metros quadrados de pavimentação em paralelepípedo nas ruas do bairro Bela Vista. 

 

Dois Sistemas Simplificados de Abastecimento de Água (SSAA) também foram entregues pelo Governo do Estado, nas localidades de Campos e Vaqueiros, somando, investimento de R$420 mil, para o abastecimento de água a mais de 100 famílias. A  obra de construção de uma areninha society no distrito de Mandiroba, conhecida como Mamonas, foi executada pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), por meio da Superintendência de Desportos da Bahia (Sudesb), com aplicação de recursos de R$849 mil. Uma ambulância, tipo Van, foi cedida pelo Estado para reforçar a oferta de saúde aos munícipes.  

 

Foto: Mateus Pereira/GOVBA

 

“Alegre em estar aqui em Sebastião Laranjeiras, feliz mesmo, município pequeno, que no passado a distância de quase mil quilômetros para Salvador dificultava bastante a presença de políticos, deputados, secretários, e dificultava a vida do prefeito, porque gerenciar o município com essa distância era mais fácil às vezes desistir; porque a ida à Salvador até hoje é distante, mas a ida hoje é uma ida com a certeza que vai trazer alguma coisa. E a vinda nossa aqui é para dizer que o Estado também tem que estar presente nesses municípios, pequenos, distantes, mas importantes para a economia, para a cultura e para o nosso estado”, afirmou o governador Jerônimo. 

 

Além das entregas, Sebastião Laranjeiras receberá em breve uma nova escola estadual de tempo integral, que está com 50% das obras concluídas, além da intervenção para reforma e ampliação do Hospital Municipal Walter Leão Rocha, que tem previsão de conclusão até o final deste ano. Outras ações e obras nas áreas de infraestrutura, agricultura, esporte e lazer, tecnologia e segurança pública estão em andamento no município; como a construção da nova Unidade Integrada de Delegacia Territorial e Pelotão da Polícia Militar da Bahia, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2024. 

 

MAIS INVESTIMENTOS 

Com início previsto para montagem do canteiro de obras e a contratação de mão de obra local no início de junho próximo, o anúncio da pavimentação do trecho entre o entroncamento da BA-263 até o acesso ao Balneário foi bastante comemorada pelos presentes, após a assinatura da ordem de serviço dada pelo governador. 

 

“A BA-263 é uma rodovia muito importante que vai permitir a ligação de Sebastião Laranjeiras a Urandi, fazendo com que toda a região não necessite mais ir até Brumado, Guanambi para chegar em Vitória da Conquista, ou ao Norte de Minas Gerais, diminuindo o tempo de deslocamento e melhorando a qualidade de vida”, explicou Rafael Bastos, diretor de Construção e Manutenção da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra). No total, os investimentos do Estado em infraestrutura no município chegam a R$ 40 milhões. 

 

O governador deve retornar ainda este ano em Sebastião Laranjeiras para entregar o novo Colégio de Tempo Integral Dom Pedro I e a nova Unidade Policial Integrada, ambos com obras em fase final de construção. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Enquanto a equipe do Ferragamo se esforça pra deixar a eleição mais acirrada, o Vice ainda busca quem vai ficar na vice. Mas a gente sabe que, no fim, política é quase um esquema de pirâmide. O bom de ano eleitoral é que o povo se anima. O ruim é que o povo se empolga além da conta. Já quem não vai disputar eu tô achando meio fraco. Né, Adolfinho? Saiba mais!
Marca Metropoles

Pérolas do Dia

Ivete Sangalo

Ivete Sangalo
Foto: Instagram

"Me enchendo de dengo". 


Disse a cantora sobre as comemorações dos 52 anos que, já começaram, mesmo que a data oficial seja só no dia 27 de maio. A artista foi surpreendida com uma festa planejada pela equipe com direito a buquê de flores, bolo decorado e balões. 

Podcast

Terceiro Turno: De volta ao debate, ACM Neto busca ser rosto da oposição e deve encarar desafios para 2026

Terceiro Turno: De volta ao debate, ACM Neto busca ser rosto da oposição e deve encarar desafios para 2026
Arte: Paulo Vitor Nadal
Superado pela primeira vez em 2006, quando, após longo período governando a Bahia, passou a ser oposição, o grupo até então liderado pelo falecido senador Antônio Carlos Magalhães seguiu buscando “líderes” para retornar ao poder. Alternando entre outros “cabeças brancas” que atuaram no período do Carlismo na Bahia, o grupo se renovou e segue sendo a principal força de oposição ao Partido dos Trabalhadores no estado.

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