Sábado, 24 de Agosto de 2019 - 21:01

Veja melhores momentos de Vitória 0 X 0 Operário (MT)

Acordo com países do Efta ampliará mercado para produtos brasileiros
Foto: Reprodução / MercoPress

O acordo entre o Mercosul e o bloco de países europeus da Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) vai ampliar mercados para produtos brasileiros e aumentar a competitividade da economia nacional. O governo brasileiro manifestou essa expectativa neste sábado (24) em nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores, da Economia e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Nesta sexta-feira (23), após 10 rodadas de negociações, iniciadas em 2017, os dois blocos chegaram a um acordo comercial, que terá de ser votado pelos parlamentos dos países-membros para entrar em vigor. 

 

Na nota conjunta, os três ministérios afirmam que o mercado brasileiro terá facilidade de acesso ao bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, que tem Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1,1 trilhão e população de 14,3 milhões de pessoas. 

 

"O acordo ampliará mercados para produtos e serviços brasileiros, promoverá incremento de competitividade da economia nacional, ao reduzir custos produtivos e garantir acesso a insumos de elevado teor tecnológico com preços mais baixos. Os consumidores serão beneficiados com acesso a maior variedade de produtos a preços competitivos", segundo a Agência Brasil.

 

De acordo com os ministérios, após entrar em vigor, o acordo permitira acesso preferencial para produtos agrícolas exportados pelo Brasil, por meio isenção de tarifas ou cotas, e a abertura de oportunidades comerciais a diversos produtos, como carne bovina, carne de frango, milho, farelo de soja, melaço de cana, mel, café torrado, frutas e sucos de frutas.

 

"Segundo estimativas do Ministério da Economia, o acordo Mercosul-Efta representará um incremento do PIB brasileiro de US$ 5,2 bilhões em 15 anos. Estima-se um aumento de US$ 5,9 bilhões e de US$ 6,7 bilhões nas exportações e nas importações totais brasileiras, respectivamente, totalizando um aumento de US$ 12,6 bilhões na corrente comercial brasileira. Espera-se um incremento substancial de investimentos no Brasil, da ordem de US$5,2 bilhões, no mesmo período",diz a nota. 

 

O anúncio do acordo foi feito ontem pelo presidente Jair Bolsonaro e ocorreu menos de dois meses após o Mercosul concluir o maior acordo comercial de sua história, fechado com a União Europeia em junho. 

Eventos alteram tráfego de veículos em bairros de Salvador no domingo
Foto: Divulgação

Os bairros do Costa Azul, Barra, Pau da Lima e Pernambués, todos em Salvador, terão o tráfego de veículos alterado no próximo domingo (25), por conta de eventos que serão realizados no local.

CONFIRA ALTERAÇÕES


XXIII Corrida dos Bancários - Costa Azul


Para a corrida, haverá interdição do tráfego de veículos, das 6h às 10h, na Rua Adelaide Fernandes da Costa, entre o Clube da Braskem e o Parque Costa Azul; e das 7h às 08h, na Av. Professor Magalhães Neto, na pista sentido orla, a partir da Av. Tancredo Neves (com desvio para a Via Marginal), e a interdição da pista no sentido Av. Luís Viana. Também haverá interdição progressiva do tráfego de veículos a partir das 7h, na Rua Adelaide Fernandes da Costa (a partir do Parque Costa Azul), na Av. Octávio Mangabeira (trecho entre o Parque Costa Azul e a Av. Prof. Magalhães Neto) e na Rua José Peroba. Os veículos provenientes da Rua José Peroba, com destino a orla, terão como opção de tráfego a Rua Dr. Boureau e Rua Adelaide Fernandes da Costa, até chegar na Av. Octávio Mangabeira. Já os que vêm da orla em direção a Av. Tancredo Neves têm como opção a Rua Arthur de Azevedo Machado. Os provenientes da Av. Tancredo Neves têm como opção a Av. Professor Magalhães Neto e a Via Marginal.

 

Manifestação - Barra


O tráfego de veículos será interditado das 9h às 13h, na Av. Oceânica, no trecho entre a Rua Marquês de Caravelas e a Rua José Sátiro de Oliveira. Os veículos que trafegam no trecho interditado, terão como opção de tráfego, sentido Ladeira da Barra / Ondina, a Av. Sete de Setembro, Rua Afonso Celso, Rua Marquês de Caravelas, Rua Miguel Burnier, Largo do Chame – Chame e Av. Centenário. Já sentido Ondina / Barra, a opção é Av. Oceânica, Rua José Sátiro de Oliveira, Rua Comendador Francisco Pedreira, Av. Centenário e Rua Augusto Frederico Schmith.

 


10ª Parada Gay de Pau da Lima - Pau da Lima


Transalvador fará a interdição progressiva do tráfego de veículos, das 13h às 21h, em uma faixa, das seguintes vias: Rua Dr. Arthur Gonzales (Saída Casas Bahia), Rua Ten. José Nelson de Almeida e Praça Nossa Senhora Auxiliadora / Final de Linha (chegada). Das 15h às 21h, haverá também a interdição do tráfego de veículos, nas vias de acesso à Praça Nossa Senhora Auxiliadora/ Final de Linha.
8ª Parada LGBT de Pernambués – Pernambués
Das 14h às 20h, haverá a interdição progressiva do tráfego de veículos, em uma faixa, das seguintes vias: Largo da Ventosa (saída no Final de Linha), Rua Escritor Edson Carneiro, Rua Thomaz Gonzaga, Rua Thomaz Gonzaga, Praça Artur Lago (chegada).

Vitória fica no empate com o Operário no Barradão pela Série B
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

O Vitória ficou no empate com o Operário neste sábado (24), no Barradão. A partida foi válida pela 18ª rodada da Série B do Brasileiro e terminou com o placar de 0 a 0.

 

Com o resultado, o Leão segue fora da zona de rebaixamento, mas caiu para a 15ª colocação com 19 pontos na tabela de classificação, mesma pontuação do Oeste que é o 17°. Com 25, o Fantasma aparece na 10ª posição.

 

O Vitória volta ao gramado na próxima terça-feira (27), às 19h15 para enfrentar o Coritiba, no Couto Pereira, pela 19ª rodada da Série B. No mesmo dia, mas às 20h30, o Operário recebe o Figueirense, no Germano Krüger. Clique aqui e leia a crônica do jogo na nossa coluna de Esportes!

Sábado, 24 de Agosto de 2019 - 18:20

Não tenho problema nenhum com Moro, diz Bolsonaro sobre sua ingerência em ministros

por Talita Fernandes | Folhapress

Não tenho problema nenhum com Moro, diz Bolsonaro sobre sua ingerência em ministros
Foto: Reprodução / G1

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste sábado (24) ter ingerência sobre todos os ministros ao ser questionado se o ministro Sergio Moro (Justiça) tinha carta branca. 

"Olha, carta branca eu tenho poder de veto em qualquer coisa, se não eu não sou presidente. Todos os ministros têm essa ingerência minha e eu fui eleito para mudar. Ponto final", disse ao deixar o Palácio da Alvorada. 

O presidente disse não ter nenhum problema com Moro em meio a um enfraquecimento do titular da Justiça. 

"Não tenho problema nenhum com o Moro. Cada hora levantam uma coisa. Uma hora era Marcelo Álvaro Antonio, o Onyx também.", disse. 

Como mostrou a Folha de S.Paulo, Bolsonaro mudou seu discurso de quando escolheu o ex-juiz da Lava Jato para sua equipe ministerial e disse que ele teria carta branca. 

Recentemente, ele já deu diversas declarações de interferência na Polícia Federal, subordinada à pasta de Moro, dizendo que poderia trocar até o diretor-geral do órgão. 

A recente interferência na PF é apontada internamente como a mais emblemática da falta de poder de Moro no cargo atual, mas episódios com teor semelhante se acumularam ao longo de mais de oito meses do governo Bolsonaro.

Apesar dos ataques à sua prometida autonomia, Moro permanece calado. 

Quando confirmou o convite, em novembro de 2018, Bolsonaro disse em entrevistas que tinha combinado com Moro que ele teria "liberdade total" para o combate à corrupção e ao crime organizado.

Em uma das manifestações, o então presidente eleito citou a escolha do chefe da Polícia Federal como uma das atribuições do ministro da Justiça.

Os últimos oito dias foram de crise entre Bolsonaro, Moro e a PF, após o presidente atropelar a instituição e anunciar a troca do superintendente no Rio de Janeiro. 

Em sua última declaração sobre o assunto, na última quinta-feira (22), o presidente ameaçou até trocar o comando do órgão, hoje a cargo de Maurício Valeixo.

A PF é subordinada ao Ministério da Justiça, e Valeixo virou chefe por escolha de Moro. Os dois se conhecem há vários anos e trabalharam juntos na Operação Lava Jato.

Quadrilha é presa por desvio de R$ 60 milhões das contas de falecidos no interior de SP
Foto: Reprodução / G1

Dois homens e uma mulher foram presos pela Polícia Civil suspeitos de desviar quase R$ 60 milhões de clientes falecidos de um banco em Rio Preto (SP), na última sexta-feira (23).

 

De acordo com a polícia, o setor de inteligência em parceira com a agência bancária verificou que havia um golpe em andamento, no qual os criminosos estavam desviando dinheiro de contas inativas com ajuda de funcionários de um banco no Ceará.

 

Trio é preso suspeito de desviar quase R$ 60 milhões de banco de Rio Preto, segundo o G1.

 

Investigadores do GOE ficaram no interior da agência central, em Rio Preto, e observaram a atuação de um dos golpistas, de 39 anos, que fez diversas operações financeiras. Foi verificado também que dois comparsas o aguardavam do lado de fora durante as ações.

 

Conforme a corporação, depois do suspeito ter feito as transferências, ele foi abordado e questionado sobre as operações. Contudo, apresentou contradições nas alegações.

 

Ainda de acordo com a polícia, foi verificado que ele tinha recebido em sua conta o valor de R$ 59.998.765,55 que, segundo a investigação, foram desviados de contas inativas por meio de aviso de crédito feito por gerentes do banco do estado do Ceará.

 

As investigações apontaram também que o suspeito estava recebendo dinheiro dessas contas, dividindo em quantias menores e depositando em diversas contas. A polícia constatou que o homem já havia feito seis transferências bancárias para pessoas físicas e jurídicas, que também serão investigadas.

 

Além do homem, outras duas pessoas foram presas, sendo uma mulher de 50 anos e um homem 36 anos. Os dois foram encontrados em um hotel da cidade.

 

Os policiais apresentaram a ocorrência na DIG, onde os três suspeitos foram presos em flagrante pelo crime de lavagem de dinheiro. A suspeita é de que eles integram uma quadrilha com 12 pessoas, que já foram identificadas.

MEC libera R$ 60 milhões para internet nas escolas rurais; Nordeste tem maior parte
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Educação (MEC), Abraham Weintraub, anunciou na última sexta-feira (23) a liberação de R$ 60 milhões para o programa Inovação Educação Conectada que leva internet banda larga para escolas da zona rural do país. A expectativa é que até o final do ano, cerca de três milhões de estudantes sejam beneficiados com o programa.

 

Os recursos serão repassados para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), responsável por realizar as conexões de internet. De acordo com o MEC, os recursos representam a segunda parcela do programa. A primeira, ainda em 2017, foi no mesmo valor. No total, serão seis repasses, um por ano, até 2023.

 

De acordo com a pasta, de janeiro até o momento já foram atendidas 5.662 instituições de ensino em 1758 municípios, com cerca de dois milhões de alunos beneficiados. A maior parte das escolas está localizada na Região Nordeste, 3.596. Depois vem a Região Norte, com 1.022 cidades. O Centro-Oeste aparece em seguida, com 653 municípios atendidos pelo programa.

 

Segundo o MEC, também houve uma aumento na meta de escolas que serão conectadas até o final de 2019; agora serão oito mil escolas rurais. Antes, o governo trabalhava com a meta de 6.500 escolas.

 

As conexões são feitas por meio de satélite, com velocidade de 10 megabytes por segundo (Mbs), realizada em parceria com a Telebras, vinculada ao MCTIC, ao custo mensal médio de R$ 750 por escola conectada, segundo a Agência Brasil.

 

Além do acesso, o MEC também tem um programa para os professores voltado para o uso pedagógico da internet, com conteúdos didáticos exclusivos que serão disponibilizados somente na plataforma própria do programa.

 

Ao entregar o cheque simbólico, Weintraub disse que a prioridade do governo é investir na universalização da banda larga e no ensino básico. "Esse cheque que o MEC está entregando é muito simbólico pela prioridade. A educação, a educação básica. A educação é um dos pilares para você ser livre", disse. "A internet é uma coisa recente para toda a humanidade, mas ela é tão importante quanto o livro, saber ler e escrever. Ela dá a possibilidade de se ter acesso a todo conhecimento humano produzido até esse momento", acrescentou. 

Batida frontal mata motorista e deixa ferido na BR-116 em Irajuba
Foto: Reprodução / Blog Marcos Frahm

Uma colisão frontal entre duas carretas deixou um motorista morto e outro ferido na tarde deste sábado (24/08) na Rodovia Santos Dumont BR-116, no trecho do município de Irajuba, no Vale do Jiquiriçá, Sudoeste baiano.

 

De acordo com as primeiras informações levantadas pelo Blog Marcos Frahm, as duas carretas colidiram no KM 594. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), com o impacto da batida, os veículos pegaram fogo e um dos condutores morreu carbonizado na cabine.

 

O acidente provocou interdição da pista pela PRF. Uma equipe do 8º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Jequié foi ao local apagar as chamas que consumiu os veículos envolvidos.

 

Não há informações sobre as causas da colisão. A vítima fatal ainda não foi identificada pela polícia. Peritos do Departamento de Polícia Técnica de Jequié estão no local para os serviços periciais e providenciar o encaminhamento do cadáver ao IML. 

Bolsonaro contraria dados do governo e diz que fogo é restrito a regiões desmatadas
Foto: Reprodução / G1

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste sábado (24) que os incêndios na região amazônica não acontecem na floresta e estão restritos a pontos de desmatamento. A declaração contraria dados oficiais do governo, que mostram que o fogo já atingiu áreas protegidas. 

"Agora, a floresta não está pegando fogo como o pessoal está dizendo. O fogo é onde o pessoal desmata", disse o presidente ao deixar o Palácio da Alvorada. 

Vestindo uma camisa de clube de futebol, Bolsonaro parou para cumprimentar apoiadores na porta de casa e fez uma breve declaração à imprensa. Ele foi ao Palácio do Jaburu, a poucos metros do Alvorada, para almoçar com o vice-presidente, general Hamilton Mourão. 

"A média das queimadas está abaixo dos últimos anos e está indo para a normalidade esta questão", afirmou.

A declaração confronta dados divulgados recentemente pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), elaborados a partir de imagens de satélite.

De acordo com o órgão, com 72.843 focos de incêndio do início de janeiro até segunda-feira (19), o Brasil já registra um aumento de 83% em relação ao mesmo período do ano passado.

Descontrolado, o fogo também avança sobre áreas protegidas. Somente nesta semana, houve 68 ocorrências dentro de terras indígenas e unidades de conservação estaduais e federal.

Entre as áreas protegidas mais afetadas neste ano está o Parque Nacional de Ilha Grande (PR). Somente até a última quinta-feira (19), o fogo destruiu 32,5 mil hectares, o equivalente a 206 Parques Ibirapuera, segundo nota do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). 

Em Mato Grosso, o Parque Nacional Chapada dos Guimarães (MT), que perdeu 12% de sua vegetação, e a Terra Indígena Parque do Araguaia (TO), localizada na ilha do Bananal, com 1.127 focos registrados desde o ano passado.

Já a Nasa, que divulgou imagens dos incêndios, disse que apenas com o passar do tempo será possível analisar se as queimadas são recordes.

Bolsonaro modificou o discurso que vinha fazendo ao longo da semana sobre a autoria do fogo. Ele antes falava em queimadas criminosas e chegou a lançar suspeitas de autoria das ONGs sem apontar dados.

Agora, falou que alguns incêndios podem ser espontâneos.

"É lamentável o que acontece. Alguns incêndios são espontâneos, outros parecem criminosos. Geralmente começam na beira da pista, bituca de cigarro", disse.

Um dos apoiadores então interrompeu a fala do presidente e disse que o agronegócio tem como prática a realização de queimadas entre as safras. Ele endossou o comentário.

"O pessoal mesmo faz essa queimada. É quase uma tradição. Não é apenas educar, não é fácil, lá são 20 milhões de habitantes. Depende em parte do incentivo do estado nesse sentido", afirmou. 

Bolsonaro disse não ter planos de viajar para a região. 

"Tive na Amazônia há poucas semanas, se quiser eu retorno para lá", disse. Questionado se não estuda ir para ver o trabalho das Forças Armadas, afirmou que isso dependeria do que estiver acontecendo lá. 

O decreto de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), assinado na sexta (23) por Bolsonaro, entrou em vigor neste sábado (24), autorizando o início do trabalho das Forças Armadas. 

"Agora é conter os focos de incêndio, está chovendo. Você pega uma faixa lá no Noroeste e Sudeste tem chuvas, acabamos de ver aqui num site adequado essa questão de chuva. Agradeço a Deus ai", afirmou.

Questionado sobre se o governo demorou para agir, o presidente não respondeu, apenas disse que a Amazônia é maior que a Europa. 

Bolsonaro comentou ainda a conversa que teve na sexta com o presidente americano, Donald Trump. Ele disse ter conversado neste sábado com o chileno Sebastián Piñera e com líderes da Espanha e do Equador.

O presidente não soube explicar como os EUA podem ajudar o Brasil no combate às queimadas, como foi anunciado por Trump. Ele citou a experiência do país norte americano tem experiência devido às queimadas da Califórnia.

Bolsonaro disse estar sendo "extremamente educado" com o presidente francês, Emmanuel Macron, que o chamou de mentiroso sobre o compromisso do governo brasileiro com políticas de meio ambiente. 

"Depois de tudo que ele falou a meu respeito, você acha que vou ligar para ele, pô?", afirmou.

Questionado se ele conversaria com Macron, caso a iniciativa parta do presidente francês, respondeu de forma afirmativa. 

"Se bem eu estou sendo educado. Se ele ligar, eu atendo. Estou sendo extremamente educado com ele depois de ele me chamar de mentiroso", afirmou.

Brasil e França vivem uma crise diplomática após Macron ter ido às redes sociais para criticar a política ambiental do governo Bolsonaro. Ele levou a questão das queimadas na Amazônia à reunião de cúpula do G7, realizado neste sábado no balneário francês de Biarritz. O Brasil não participa do fórum.

O presidente diz ter conversado com o chanceler Ernesto Araújo sobre a possibilidade de convocar o embaixador do Brasil na França, Luiz Fernando Serra, para voltar ao país.

No meio diplomático, esse gesto seria visto como um agravamento nas relações entre os dois países.

Irritado, Bolsonaro não quis explicar a liberação de recursos financeiros no combate às queimadas. Primeiro disse que o governo ia destinar R$ 40 milhões.

Confrontado sobre anúncio feito na manhã deste sábado pelo Ministério da Defesa, de descontingenciamento de R$ 28 milhões do Orçamento, disse não tem como saber de tudo.

"Não sei, não vou falar mais nesse nível com vocês. Não posso ter todos os números na minha cabeça, impossível. Ontem se falou em R$ 38 milhões na reunião."

Segundo o ministro da Defesa, ficou acertado o descontingenciamento de cerca de R$ 28 milhões -que já estavam no orçamento do ministério para este ano, mas acabaram sendo bloqueados- para a realização da GLO na Amazônia.

"Está combinado com Paulo Guedes [ministro da Economia], mas estou numa fase que só acredito quando abrir o cofre e ver", disse o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, em entrevista coletiva neste sábado. 

O ministro observou, porém, que esse montante dura pouco. Como comparação, a GLO realizada na comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, custava cerca de R$ 1 milhão por dia.

Haddad diz que juiz o condenou por algo que não foi acusado em coluna na Folha
Foto: Reprodução / Twitter

O ex-candidato a presidência do Brasil, Fernando Haddad, se defendeu da condenação sofrida por suposto caixa dois da UTC Engenharia na campanha eleitoral de 2012, quando ele foi eleito em São Paulo (relembre aqui).

 

Em sua coluna na Folha de São Paulo, divulgada neste sábado (24), o ex-prefeito da capital paulista diz que "a injustiça é como uma bala perdida que fere a alma. Não me impedirá de caminhar ereto e lutar pela verdade".

 

"Em 2015, fui alvo de delação premiada. Fui acusado de ter uma dívida de serviços gráficos não declarada à Justiça Eleitoral quitada por uma empreiteira com recursos de caixa dois.O assunto foi, por três anos, exaustivamente debatido pela imprensa. Em 2018, fui denunciado. Escrevi um artigo nesta Folha, “Questão de honra” (16/5/2018), narrando todos os fatos que seriam demonstrados no curso do processo que levariam à minha absolvição", comenta Haddad.

 

Fernando diz que no artigo tratou da decisão tomada no início sua administração, quando suspendeu o contrato de construção do túnel Roberto Marinho, por suspeita de superfaturamento, semanas antes de ter feito o pagamento feito à gráfica e que a decisão contrariava os interesses do delator.

 

"Tratei também do depoimento do dono da gráfica de que os serviços pagos pela empreiteira tinham sido encomendados pelo Diretório Estadual do PT e não estavam relacionados à minha campanha, para a qual os pequenos serviços prestados haviam sido declarados e pagos com recursos regularmente arrecadados.Estes fatos foram corroborados por depoimentos de secretários municipais, de funcionários da gráfica e de dirigentes do próprio partido que, de forma determinada, confirmaram a origem da encomenda dos serviços gráficos", analisou.

 

Haddad diz que provou que o delator estava mentindo, mas o juiz o condenou por algo que sequer foi acusado.

 

"No que me diz respeito, depois de afastar a hipótese de corrupção, improbidade ou qualquer crime doloso, o juiz, contrariando todos os depoimentos, entendeu que nenhum serviço gráfico havia sido prestado, nem para o diretório estadual (não declarados) nem para a minha campanha (declarados), tomando como base a evolução da conta de energia elétrica da gráfica.Mesmo sendo réu primário, fixou a pena em quatro anos e meio de prisão, quando o limite máximo é de cinco anos, pelo simples “desinteresse” em checar notas correspondentes a 0,5% das despesas da minha campanha", disse Haddad em seu artigo.

 

O ex-candidato diz que fez um trabalho forte para desmentir o delator e que isso caiu por terra.

 

"Vejam que a acusação de receber vultosos recursos de caixa dois para pagar serviços gráficos não declarados —hipótese afastada pelo juiz— se transformou, em função de um frágil elemento de convicção, em condenação por pequenos serviços declarados e supostamente não realizados, pagos com recursos lícitos. Uma inversão, no mínimo, extravagante: pagar notas frias com dinheiro quente", conclui.

Mega-Sena acumulada sorteia prêmio de R$ 35 milhões neste sábado
Foto: Reprodução / Agência Brasil

A Mega-Sena que está acumulada, sorteia neste sábado (24) prêmio de R$ 35 milhões. O sorteio das dezenas do concurso 2.182 da Mega-Sena será realizado no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo. 

 

Aplicado na Poupança da Caixa, o prêmio estimado da Mega-Sena pode render aproximadamente R$ 130 mil por mês. O valor é suficiente para adquirir 3.500 pacotes de viagens, no valor de R$ 10 mil cada, para destinos nacionais e internacionais.

 

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país e também no Portal Loterias Online. Clientes com acesso ao Internet Banking Caixa podem fazer as apostas na Mega-Sena pelo computador pessoal, tablet ou smartphone. O serviço funciona das 8h às 22h, exceto em dias de sorteios, quando as apostas se encerram às 19h, retornando às 21h para o concurso seguinte.

Ibotirama: Motoristas ficam feridos após engavetamento na BR-242
Foto: Reprodução / G1

Dois motoristas ficaram feridos em um engavetamento de veículos em Ibotirama, na região do Velho Chico, oeste baiano, nesta sexta-feira (23). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF-BA), via G1, o acidente envolveu dois caminhões e um carro em um trecho da BR-242.

 

Os veículos aguardavam uma operação "pare e siga" quando uma carreta atingiu um carro que. por sua vez, bateu no fundo de outro caminhão. Uma ambulância do Samu foi até o local e levou as vítimas para o Hospital Regional de Ibotirama. Não há mais informações sobre o estado de saúde deles. 

Sábado, 24 de Agosto de 2019 - 15:40

Combate à corrupção no país está sob ataque dos três Poderes, diz Deltan

por Folhapress

Combate à corrupção no país está sob ataque dos três Poderes, diz Deltan
Foto: Reprodução / O Globo

O procurador Deltan Dellagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, afirmou que o combate à corrupção no país está sob ataque por parte dos três poderes da República.

Em entrevista à Gazeta do Povo na última quinta-feira (20), ele disse que a Lava Jato e todos os mecanismos anticorrupção do Brasil estão ameaçados por ações do Congresso, do STF e do governo Bolsonaro. 

"A gente vê um movimento amplo [de enfraquecimento do combate à corrupção]. Não é um movimento restrito, não é uma pessoa ou duas. A gente vê um movimento que engloba o Legislativo, o Executivo e o Judiciário", disse Deltan.

O procurador acredita que o vazamento de mensagens da força-tarefa faz parte desta estratégia de enfraquecimento e que cabe à sociedade civil se manifestar "para que as mudanças positivas aconteçam e não os retrocessos".

As mensagens obtidas pelo Intercept e divulgadas até este momento pelo site e por outros órgãos de imprensa, como a Folha de S.Paulo, expuseram a proximidade entre Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato e colocaram em dúvida a imparcialidade do juiz e atual ministro da Justiça no julgamento dos processos da operação.

Na entrevista, Deltan nega que haja irregularidades na conduta da força-tarefa e do ex-juiz. Ele defendeu a postura e o trabalho de Moro em diversos momentos ao longo da entrevista, embora continue a negar a autenticidade das mensagens. 

Quando as primeiras mensagens vieram à tona, em 9 de junho, o Intercept informou que obteve o material de uma fonte anônima, que pediu sigilo. 

O procurador afirmou que a divulgação fora de contexto e possivelmente editada das mensagens gera desinformação e se configuram como ofensivas ao combate à corrupção.

O pacote inclui mensagens privadas e de grupos da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, no aplicativo Telegram, a partir de 2015.

No caso de Deltan, as mensagens trocadas pelo Telegram indicam que o procurador incentivou colegas em Brasília e Curitiba a investigar os ministros do STF Dias Toffoli e Gilmar Mendes sigilosamente.

A legislação brasileira não permite que procuradores de primeira instância, como é o caso dos integrantes da força-tarefa, façam apurações sobre ministros de tribunais superiores.

Conforme revelou a Folha de S.Paulo, em parceria com o Intercept, Deltan também montou um plano de negócios de eventos e palestras para lucrar com a fama e contatos obtidos durante a Lava Jato. Deltan fez uma palestra remunerada para uma empresa que havia sido citada em um acordo de delação. 

Deltan e seus colegas procuradores da Operação Lava Jato também contornaram limites legais para obter informalmente dados sigilosos da Receita Federal em diferentes ocasiões nos últimos anos. 

Os diálogos indicam que integrantes da força-tarefa do caso em Curitiba buscaram informações da Receita sem requisição formal e sem que a Justiça tivesse autorizado a quebra do sigilo fiscal das pessoas que queriam investigar. 

Para o procurador, estamos vivendo um momento de reação daqueles "contra o combate à corrupção". Ele cita a lei contra o abuso de autoridade, aprovada no Congresso e no aguardo da sanção presidencial, como o mais recente ataque do Legislativo. Ele afirma que a medida intimida agentes da lei e dificulta a atuação contra "pessoas poderosas". 

Deltan enumerou três decisões do Judiciário que também enxerga como retrocessos. A primeira foi do ministro Dias Toffoli,  impedindo que investigações e processos que envolvam informações fiscais, do Coaf e da Receita Federal, ocorram sem autorização judicial. 

O segundo equívoco, para o procurador, foi a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu investigações e procedimentos fiscais da Receita Federal contra "poderosos" -"parlamentares e até pessoas relacionadas a ministros do Supremo".

E, por fim, também considera um equívoco a decisão que deixou crimes de corrupção eleitoral sob responsabilidade da Justiça Eleitoral. 

"Mas os movimentos negativos contra a atuação do combate à corrupção não param, hoje, no Legislativo e no Judiciário. Nós tivemos recentemente ações do presidente [Bolsonaro] que foram lidas como uma intervenção indevida na Polícia Federal e na Receita Federal", afirmou o procurador, que avaliou como negativo o afastamento (e o que chamou de desprestígio), do auditor da Receita Federal, Roberto Leonel. 

Deltan acredita que o presidente se apropriou da pauta anticorrupção durante a eleição, mas na prática a coloca em segundo plano. Para ele, a atuação de Bolsonaro é indevida. E ele enxerga relação entre a interferência em órgãos como o Coaf e a Receita e as investigações relativas à família do presidente. 

Ele também indica que o pacote anticrime de Moro está sendo "desidratado" e que não possui apoio suficiente do governo Bolsonaro. 

Contudo Deltan não atribuiu o desgaste da imagem da Lava Jato ao ingresso de Moro no governo Bolsonaro. Ao contrário, disse que, mesmo com os diálogos revelados pelo Intercept, a atuação de Moro era técnica e apartidária, "acima de qualquer suspeita". 

Para Deltan, a decisão de Moro de integrar o governo se fincou na "busca de uma transformação mais robusta que a sociedade precisa". Mas ressaltou que "essa ida dele [de Moro] é passível de uma série de interpretações", mas que não faz avaliações políticas do ex-juiz, apenas técnicas. 

No que tange ao futuro da Lava Jato e a possibilidade de anulação das condenações da investigação, o procurador diz não estar preocupado. E afirmou novamente que a atuação da força-tarefa sempre se baseou na lei e na ética. 

Mas Deltan admite a possibilidade de ser pessoalmente punido pelo Conselho Nacional do Ministério Público, seja por declarações que fez em redes sociais (relativas ao voto aberto para a presidência do Senado) seja pelo conteúdo revelado pelas mensagens no Telegram.

Ele afirma que suas manifestações foram políticas, o que tem o direito de fazer, mas não político-partidárias. E, caso seja punido, seria uma afronta ampla à liberdade de expressão de todos os procuradores. Para ele, sua atuação foi "política, legítima, boa, saudável e que, na minha visão, deve sim ser estimulada e não objeto de censura."

Quando questionado sobre a repercussão das mensagens vazadas em sua vida e na de sua família, Deltan falou em frustração e indignação, mas que atravessa o momento com coragem.

"Coragem é você enfrentar os medos de retaliação de poderosos, você enfrentar, mesmo diante dos perigos que isso representa para tua vida pessoal, profissional e familiar. (...) E o que nunca faltou a força-tarefa da lava jato em Curitiba foi coragem."

 

Bolsonaro nega ter ofendido presidente da OAB e pede ao Supremo arquivamento do caso
Foto: Reprodução / G1

O presidente Jair Bolsonaro enviou na última sexta-feira (23) uma resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF) na qual negou ter ofendido o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, por declarações sobre o pai dele.

 

Além disso, a Advocacia Geral da União (AGU), representando Bolsonaro, pediu o arquivamento do caso. O relator do processo é o ministro Luís Roberto Barroso.

 

As manifestações de Bolsonaro e da AGU foram enviadas porque Felipe Santa Cruz apresentou uma interpelação ao STF em 31 de julho. O presidente da OAB queria que Bolsonaro explicasse uma declaração sobre o pai dele, Fernando Santa Cruz de Oliveira.

 

No mês passado, Bolsonaro disse que Santa Cruz, opositor do regime militar, foi morto por um grupo de esquerda. Afirmou também que o presidente da OAB não gostaria de saber a "verdade" sobre a morte do pai. O atestado de óbito, contudo, diz que Santa Cruz foi morto por agentes da ditadura, segundo o G1.


"Não tive qualquer intenção de ofender quem quer que seja, muito menos a dignidade do interpelante [Felipe Santa Cruz] ou de seu pai", afirmou Bolsonaro na resposta ao STF.

 

"No tocante à forma pela qual teria ocorrido a morte do pai do interpelante, limitei-me a expor minha convicção pessoal em função de conversas que circulavam à época", acrescentou o presidente.Bolsonaro não era obrigado a responder à interpelação. Em 1º de agosto, Barroso deu a ele 15 dias para responder, se quisesse.

 

Esse tipo de processo serve para tentar esclarecer se o que a outra parte disse é ofensivo e pode gerar uma ação posterior por crime contra a honra.A AGU também apresentou uma petição ao STF na qual afirmou que não houve calúnia ou injúria porque as declarações de Bolsonaro não se dirigiram diretamente ao pai do presidente da OAB.

 

"A característica negativa apontada se dirigiu especificamente ao grupo e não à pessoa do pai", argumentou a AGU.

 

Na peça, o órgão afirmou ainda não haver dúvida de que Fernando Santa Cruz integrou o movimento Ação Popular. "Não é passível de maiores dúvidas, assim como a periculosidade do grupo pode ser verificada em notas históricas", completa.

Time econômico do governo estuda atrelar remuneração da poupança à inflação
Foto: Reprodução / Senado Federal

Após a criação do crédito imobiliário corrigido pelo IPCA, governo quer dissociar a rentabilidade da caderneta da Selic, para que a poupança acompanhe os indicadores usados nos empréstimos para a compra da casa própria.

 

A taxa básica de juros no País no piso histórico e a abertura do caminho para corrigir os financiamentos imobiliários pela inflação provocam uma nova e polêmica discussão na equipe econômica e nos bancos: a mudança das regras de remuneração da poupança.

 

A ideia por trás dessa eventual alteração, é desatrelar a rentabilidade das cadernetas da taxa básica de juros com o argumento de que é preciso fazer com que essas contas acompanhem os indicadores usados nos financiamentos imobiliários – o principal destino do dinheiro da poupança.

 

O assunto ainda está trancado a sete chaves na equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro, mas o anúncio, feito pela Caixa Econômica Federal, dos novos financiamentos imobiliários corrigidos pela inflação nesta semana parece ter levado o debate para uma próxima etapa que, agora, passa a focar a rentabilidade das cadernetas, segundo o Estadão.

 

“O crédito imobiliário com IPCA é um sinal de que, se já estão desregulamentando o passivo (os empréstimos), naturalmente, é preciso desregulamentar o ativo, que é a fonte de recursos para o crédito imobiliário”, diz uma fonte a par do tema.

 

Atualmente, a poupança é remunerada pela Taxa Referencial (TR), que atualmente está zerada, somada a 70% da taxa básica da economia. A regra, criada em 2012 pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff, entra em vigor toda vez que a Selic cai abaixo de 8,5% ao ano – caso atual, em que a taxa básica de juros da economia está em 6%.

 

Para depósitos feitos até maio de 2012, vale a regra antiga, que prevê rentabilidade fixa de 0,5% ao mês, ou 6,17% ao ano, mais a TR. Caso os juros básicos da economia subam acima de 8,5% ao ano, volta a vigorar a norma anterior. 

 

Agora, a equipe econômica cogita atrelar a rentabilidade da caderneta ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

 

Como a Selic está em 6% ao ano e a TR está zerada, a remuneração das cadernetas atualmente é de 4,20% ao ano. A meta de inflação do BC para este ano é de 4,25%. O Conselho Monetário Nacional (CMN) já anunciou a redução do patamar do IPCA nos próximos anos até chegar em 3,50% em 2022.

 

Esse quadro tem gerado distorção adicional no mercado de investimentos. Isso acontece porque a poupança tem isenção de imposto de renda e, comparativamente, já consegue render mais que alguns fundos de renda fixa dos grandes bancos de varejo. Essa vantagem das cadernetas tem influenciado até o custo da emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDB).

 

Para os poupadores, o impacto da mudança na remuneração da poupança dependerá da regra a ser adotada no governo atual – se haverá ou não, por exemplo, um porcentual adicional ao IPCA. 

 

O estudo do governo sobre eventual mudança na remuneração da poupança ocorre, ainda, em meio a crescentes saques nas cadernetas. No acumulado do ano até julho, as saídas líquidas somam mais de R$ 16 bilhões. Trata-se da maior retirada para o período desde 2016, quando o fluxo das cadernetas ficou negativo em R$ 43,721 bilhões.

Sábado, 24 de Agosto de 2019 - 14:40

Fã de Caymmi, Thiago Arancam reverencia Bahia em show: ‘Onde tudo acontece’

por Júnior Moreira Bordalo

Fã de Caymmi, Thiago Arancam reverencia Bahia em show: ‘Onde tudo acontece’
Foto: Divulgação / Philipe Monção

Uma das grandes vozes brasileiras pelo mundo, o tenor Thiago Aracan deu o pontapé nos festejos do 34º aniversário do Ecoresort Praia do Forte , Mata de São João, na noite desta sexta-feira (23). Considerando-se “baiano de alma e coração”, o paulista vem buscando desde 2017 popularizar o canto erudito através de apresentações pelo Brasil. “Sempre fui um intérprete, interpretei grandes óperas e dei vida a diversos personagens. Porém, almejava um trabalho que fosse eu, que não fosse um intérprete de um papel, mas sim de músicas que me tocam e, por isso, essa junção dos dois paralelos”, explicou em entrevista ao Bahia Notícias. 

 

No dia três de novembro deste anos ele fará o encerramento da turnê “Bela Primavera” - iniciada em 2017 no Teatro Castro Alves (TCA), Salvador - na Concha Acústica do TCA, mas já planeja novos passos nessa linha da popularização. “Vamos buscar algo entre a música latina e romântica, sem perder essa característica da força do canto. Pretendemos rodar todo o Brasil e mundo a fora”, avisou. 

 

No papo, confessou que não sentiu dificuldade de mudar o foco da carreira, mas entendeu que é um processo lento. “Por incrível que pareça a receptividade é muito grande. Tive a felicidade de ter um público assíduo lotando teatro. Claro que não é a número um nas rádios, mas por onde fui consegui arrastar pessoas”, orgulhou-se. 

 

AMOR PELA BAHIA

Em cartaz em São Paulo com o musical “O Fantasma da Ópera” - franquia já vista por mais de 140 milhões de pessoas em todo mundo-, o músico pontuou que esse é o “empecilho” para não estar mais na terra do dendê. Fã de Dorival Caymii desde a infância, ele vê a Bahia como o celeiro de todo artista. “É onde tudo nasce e acontece. Foi aqui que aconteceu essa nova fase do Thiago. Costumo dizer que sou baiano de coração e alma. Meu foco é aqui, minha equipe é daqui”, destacou. Inclusive, casou-se aqui no Estado, na praia dos Lagos, no final de 2018 com a empresária Aline Frare.

 

Voltando ao show, o artista interagiu com a plateia, desceu do palco e cedeu o microfone para que fãs cantassem com ele. No repertório, elencou sucessos como “Hallelulajah”, “Bella Ciao” - momento de maior vibração por conta da série “La Casa de Papel” -, “Sweet Dream”, “Amigos Para Sempre” e uma adaptação de “O Fantasma da Ópera”.

 

Entre as personalidades que prestigiaram o primeiro dia de festa estavam a inspiração para o clássico “Garota de Ipanema”, Helô Pinheiro, o fotógrafo André Nicolau, a promoter Lícia Fábio, Janete Freitas, Ronaldo Jacobina e Pam Sampaio. Neste sábado (24) a festa do Tivoli será comandada pela Banda Eva.

Sábado, 24 de Agosto de 2019 - 14:20

Sombra do que já foi, G7 se reúne ofuscado por agendas domésticas

por Lucas Neves | Folhapress

Sombra do que já foi, G7 se reúne ofuscado por agendas domésticas
Foto: Reprodução / G1

Palco de construção de consensos sobre questões econômicas e geopolíticas desde 1975, a cúpula do G7, o clube dos países mais industrializados do mundo, chega a sua 45ª edição neste sábado (24) em crise de identidade.

A agenda doméstica devora qualquer vislumbre de concertação dos países participantes em torno de soluções para dilemas globais.

EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Japão e Canadá andam ensimesmados, entregues a turbulências internas dos mais diversos feitios.

Em Biarritz (sul francês), talvez só a resposta aos incêndios em curso na Amazônia seja capaz de congregar os sócios do grupo em torno de um foco comum --ainda que o retrospecto ambiental de Donald Trump e sua aparente simpatia por Jair Bolsonaro sugiram que os americanos não irão subscrever reprimendas a Brasília.

No rol do "farinha pouca, meu pirão primeiro", há, de início, a guerra comercial entre EUA e China, que teve nesta sexta (23) mais um capítulo.

Os chineses anunciaram novas tarifas sobre 5.000 artigos americanos, em retaliação aos US$ 300 bilhões (R$ 1,1 trilhão) em tributos que passarão a ser cobrados pelos EUA.

A queda de braço e o clima de instabilidade que ela enseja repercutem globalmente, afetando economias como a alemã, altamente dependente de exportações --o PIB da maior potência europeia retraiu no segundo trimestre de 2019.

O clima plúmbeo em Berlim é reforçado pelo fato de a chanceler Angela Merkel, no posto desde 2000, ter anunciado a intenção de deixá-lo ao fim de seu mandato, em 2021.

Já há quem acredite que o folhetim do brexit não termine até lá. Em curso desde 2016, quando um plebiscito definiu a separação, o vaivém sobre os termos do adeus britânico ganhou novo "roteirista-chefe", o premiê Boris Johnson.

Primeiro-ministro desde o fim de julho, ele se mostra disposto a levar o processo a termo até 31 de outubro, com ou sem aprovação do acordo de "divórcio" por seu Parlamento.

O líder conservador insiste para que a UE aceite tirar do pacto o "backstop", mecanismo concebido para evitar a volta de controles alfandegários na fronteira entre a Irlanda (membro da UE) e a Irlanda do Norte (integrante do Reino Unido) --caso não se encontre solução melhor.

A ideia de uma união aduaneira temporária é inconcebível para Londres, que vê aí o risco da permanência de uma ingerência europeia em sua política comercial.

Johnson deixou claro, em visitas a Macron e Merkel nesta semana, que não há entendimento possível enquanto o "backstop" não for descartado.

Foi instado, com maior (em Berlim) ou menor (em Paris) simpatia, a sugerir uma alternativa nos próximos 30 dias, a tempo da reunião de setembro do Conselho Europeu (colegiado de líderes).

Na verdade, trata-se de um jogo de cena bem ensaiado entre França e Alemanha para não serem acusados de ter forçado o "no deal", a saída sem acordo.

Até porque, na sexta, deputados britânicos partidários da ruptura brusca disseram que o "backstop" não é o único empecilho.

De seu lado, a Itália envia ao G7 um premiê demissionário, Giuseppe Conte, que pediu as contas depois de a Liga, partido de ultradireita que governava em coalizão com o Movimento 5 Estrelas, retirar-se da gestão. Roma também está às voltas com uma economia anêmica e uma dívida pública fora de controle --que representa mais de 130% de seu PIB.

Os solavancos atingem até o ameno Canadá. O premiê Justin Trudeau, até há pouco tido como modelo de liderança carismática e idônea, está em maus lençóis desde que a procuradora-geral do país disse ter sofrido pressão dele para não levar adiante um processo contra uma grande empreiteira nacional.

Na semana passada, um relatório independente confirmou que ele infringiu a lei que rege o conflito de interesses na administração pública. Devido ao imbróglio, as intenções de voto no partido Liberal (governista) nas eleições de outubro deste ano derreteram.

Por fim, o Japão viu na quinta (22) a Coreia do Sul cancelar um acordo de cooperação militar, em mais uma etapa da recente escalada de tensões entre os dois países. Com a decisão, as desavenças políticas e comerciais entre Seul e Tóquio agora se estendem para algumas das questões de segurança mais sensíveis da região.

A crise no estreito de Hormuz (golfo Pérsico) após a apreensão de um petroleiro britânico pelo Irã também estará na pauta do G7. O episódio se insere num contexto de deterioração das conversas para salvar o acordo sobre o programa nuclear de Teerã após a saída dos EUA, em 2018.

O anfitrião Macron tentará obter de Trump o relaxamento de sanções que voltaram a ser impostas ao governo iraniano --em troca de um compromisso dos persas de respeitar os termos do pacto em vigor.

A Rússia, suspensa do clube (então G8) em 2014, depois de invadir a Ucrânia e anexar a Crimeia, também estará nos corações (ou talvez num só coração, o de Trump) e mentes em Biarritz. O presidente americano, apesar de ter retirado seu país do tratado de armas de alcance intermediário com a Rússia (que respondeu fazendo o mesmo), faz lobby pela volta de Moscou.

Alemanha e Grã-Bretanha disseram nos últimos dias, porém, que ainda não é o momento de readmitir Putin. Macron recebeu o russo nesta semana para tentar pavimentar um regresso, mas nada concreto deve sair da cúpula de agora.

Por causa das divergências, não haverá na segunda (26) uma declaração final referendada pelos líderes. Da última vez que se tentou isso, em 2018, no Canadá, Trump retirou sua anuência depois da divulgação do comunicado e ainda acusou Trudeau de desonestidade.

A verdade é que o G7 é hoje uma sombra do que já representou. Congrega 40% do PIB mundial e 12% da população.

Talvez por isso Macron tenha convidado ao encontro seus homólogos na Índia, na Austrália, no Chile e na África do Sul. Em suas palavras, em entrevista coletiva na quarta (21), é tempo de "defender um multilateralismo contemporâneo, renovando-o e não cedendo ao embrutecimento do mundo".

Anvisa permite importação de CBD para tratamento de uma gata tetraplégica
Foto: Reprodução / CBDB

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permitiu a importação de canabidiol (CBD) substância encontrada na folha da "maconha" para tratamento de uma gata que é tetraplégica na cidade de São Paulo.

 

A decisão foi a primeira liberação legal de uso de remédios canábicos em animais domésticos no Brasil.

 

A gata Denise tem 15 anos e sofre de problemas na coluna, que foram causados por ela ter vivido muito tempo na casa de uma acumuladora sem nenhum tratamento adequado, isso lhe ocasionou dores crônicas e até quatro convulsões por dia, segundo o CBDB.

 

“O laboratório então nos forneceu essa amostra, principalmente pela gravidade do caso da Denise. Eles se sensibilizaram com isso e forneceram essa amostra para que nós possamos administrar e iniciar (o tratamento) o quanto antes, em primeira mão”, contou Maira Formeton, médica veterinária da USP.

 

Simone, sua dona, faz o acompanhamento médico dela no Hospital da Faculdade De Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP) e teve a recomendação do uso de CBD como alternativa aos medicamentos tradicionais, os quais possuem mais efeitos colaterais.

 

“Agora já deu um alívio, né? Além de ter ganhado o remédio, que a gente nem imagina o valor que vai ser aqui no Brasil, eu vou poder tratar os meus animais com a dignidade que eles merecem”, afirmou a dona da gata.

Sábado, 24 de Agosto de 2019 - 13:42

Roger destaca consistência da equipe em triunfo fora de casa: 'Foi um grande jogo'

por Gabriel Rios

Roger destaca consistência da equipe em triunfo fora de casa: 'Foi um grande jogo'
Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

O técnico Roger Machado comemorou o triunfo do Bahia sobre o Atlético-MG por 1 a 0, neste sábado (24), no Independência, pelo Campeonato Brasileiro. O treinador destacou a consistência dos seus comandados e o resultado que aproximou o Esquadrão do G-6 da competição nacional.

 

“Foi um grande jogo. Não havíamos vencido fora ainda, uma partida consistente, que mais uma vez não tomamos gol. Conseguimos um triunfo que nos dá condição de se aproximar no G-6”, salientou Roger Machado.

 

O treinador também comentou a opção do técnico do Atlético-MG, Rodrigo Santana, em colocar o time reserva contra o Bahia: “Naturalmente, pela engrenagem do modelo que o Rodrigo joga, primeiro era não se iludir com o fato de jogarem com os que vêm jogando menos. Segundo saber que essas engrenagens não iam funcionar como funciona com os que jogam mais vezes. Ter atenção com o Geuvânio e Otero que finalizam bem, sofremos pressão em um determinado momento, mas controlamos bem a partida”.

 

Com o resultado, o Esquadrão de Aço subiu para 8ª colocação e se aproximou do G-6 do Campeonato Brasileiro, grupo que classifica para a Copa Libertadores. Roger pediu pés no chão e salientou que a equipe precisa atuar bem dentro e fora de casa.  

 

“Temos que ter os pés no chão. Tudo é possível. Tem que ser jogo a jogo, entender que precisamos fazer jogos bons dentro ou fora de casa. Sabíamos que o triunfo nos colocaria numa condição muito boa, com o campeonato se encaminhando pela metade, é importante”, afirmou Roger.

 

O próximo desafio do Bahia será diante do CSA, no sábado (31), às 17h, na Arena Fonte Nova, pela 17ª rodada do certame nacional.  

Sábado, 24 de Agosto de 2019 - 13:40

LEM: Mulher é presa ao levar 15 kg de maconha em ônibus

LEM: Mulher é presa ao levar 15 kg de maconha em ônibus
Foto: Divulgação / SSP-BA

Uma mulher foi presa na noite desta sexta-feira (23) com 15 quilos de maconha em Luís Eduardo Magalhães, no extremo oeste baiano. A acusada viajava em um ônibus que tinha saído de Irecê, no centro norte, com destino a Luís Eduardo Magalhães. 

 

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), uma denúncia levou policiais militares da Cipe Semiárido até a rodoviária da cidade. Após vistoria, os PMs encontraram na bagagem da mulher 14 pacotes de maconha prensada, um celular e R$ 387 em espécie. A acusada foi encaminhada para a Delegacia Territorial de Irecê.

Sábado, 24 de Agosto de 2019 - 13:20

Gilberto comemora gol contra Atlético-MG, mas diz que precisa melhorar na marcação

por Gabriel Rios

Gilberto comemora gol contra Atlético-MG, mas diz que precisa melhorar na marcação
Foto: FramePhoto/Folhapress

Autor do gol que deu o triunfo ao Bahia por 1 a 0 sobre o Atlético-MG, neste sábado (24), no Independência, pela 16ª rodada do Brasileirão, o atacante Gilberto chegou ao 8º tento no certame nacional, o 23º na temporada. Apesar da marca expressiva, o camisa 9 afirmou não focar na briga pela artilharia, mas sim em ajudar a equipe do Esquadrão de Aço. O centroavante ainda salientou pela pouca participação defensiva no confronto.

 

“Não miro brigar pela artilharia, só quero ajudar meus companheiros. Foi uma partida boa, tive duas oportunidades e pude concluir uma. Espero melhorar alguns setores, hoje não pude marcar tanto. Não tive muita participação defensiva, por estar voltando de um incômodo na posterior, mas a entrega foi excelente para conseguir o triunfo”, disse Gilberto.

 

Sem perder há seis jogos no Brasileirão, Gilberto salientou que faltava um triunfo fora de casa, que veio justamente contra o Atlético-MG, que não havia perdido jogando no Independência em 2019: “Nosso time estava numa sequência boa, e queríamos muito um triunfo fora de casa. Esperamos dar continuidade, ter o máximo de atenção para buscarmos o triunfo na próxima rodada”.

 

 Com o resultado, o Esquadrão subiu para a 8ª colocação com 24 pontos conquistados. A equipe volta a campo no próximo sábado (31), quando recebe o CSA, na Arena Fonte Nova, às 17h, pela 17ª rodada do certame nacional.

Douglas valoriza união da equipe e dedica atuação a preparador de goleiros do Bahia
Foto: Bruno Cantini / Atlético

Jogando fora de casa, o Bahia venceu o Atlético-MG por 1 a 0, neste sábado (24), no Independência, pela 16ª rodada do Brasileirão. Destaque da partida com grandes defesas, o goleiro Douglas valorizou o triunfo e dedicou sua atuação ao aniversariante Rogério Lima, preparador de goleiros.

 

"Eu penso que a união do nosso time tem feito com que o individual apareça. O jogo coletivo foi muito forte, a gente não deixou de lutar e de se entregar em nenhum momento. Hoje, em especial, queria dedicar minha boa atuação ao Rogério Lima, nosso preparador, que está fazendo aniversário hoje", disse em entrevista ao Premiere.

 

Com o resultado, o Esquadrão subiu para a 8ª colocação com 24 pontos conquistados. A equipe volta a campo no próximo sábado (31), quando recebe o CSA, na Arena Fonte Nova, às 17h, pela 17ª rodada do certame nacional.

Sábado, 24 de Agosto de 2019 - 13:00

Expressar-se de forma vaga é um jeito de dizer coisas falsas, diz Nobel de Economia

por Anna Virgínia Balloussier | Folhapress

Expressar-se de forma vaga é um jeito de dizer coisas falsas, diz Nobel de Economia
Foto: Reprodução / Wall Street Journal

Paul Romer, 63, teve um ano e tanto em 2018. Em janeiro, renunciou ao cargo de economista-chefe do Banco Mundial após uma série de atritos com a instituição.

Ele saiu dias depois de dar uma entrevista incendiária ao The Wall Street Journal, na qual sugeriu que o banco teve motivações políticas ao rebaixar o Chile, à época sob guarda da socialista Michelle Bachelet, no ranking de competitividade de nações para negócios.

Mas as fricções entre os dois lados começaram antes, quando Romer teve problemas com o tipo de escrita usado pela instituição que empresta dinheiro para países em desenvolvimento.

"A razão pela qual fui tão crítico sobre a escrita vaga é por ver ali um jeito de pessoas dizerem coisas que não eram verdade", disse à reportagem na quarta (21), após dar uma palestra no 1º Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia, no Rio.

Fato é que, no mesmo ano em que deixou o Banco Mundial após apenas 15 meses, o professor da Universidade de Nova York e autoproclamado nerd descobriu que ganhou a maior láurea em seu campo. Naquela manhã, acordou a então namorada, uma professora de literatura francesa na Universidade Columbia, e sussurrou: "Querida, então, acabei de ganhar o Nobel de Economia".

Dois dias depois, 10 de outubro, casou e aceitou o prêmio.

*

Pergunta - Após sua passagem no Banco Mundial, o sr. deu a entender que a instituição poderia ser ideológica em algum grau e também criticou a linguagem dela.

Paul Romer - Não diria que é ideológico. O Banco Mundial tem uma função diplomática, e quando se engaja na diplomacia, às vezes gosta-se de ser vago, às vezes gosta-se de convergir numa ficção conveniente. É assim que a diplomacia funciona, mas não a ciência. A fricção que tive com o banco foi esta: quando você dá uma declaração sobre um fato, tem que fazê-lo de forma clara e tem que ser verdade. A razão pela qual fui tão crítico sobre a escrita vaga é por ver ali um jeito de pessoas dizerem coisas que não eram verdade.



Algum exemplo?

PR - Olha a linguagem que advogados usam o tempo todo. Pode sugerir algo, mas se for vago o bastante, se alguém o desafia, pode escapar disso. Insistia que algumas questões tinham como resposta sim ou não, falso ou verdadeiro. Não dá para usar um monte de palavras para esconder algo. É apenas fraude.



O sr. ganhou o Nobel junto com Willian Nordhaus, que estuda as consequências econômicas da crise climática. A ascensão de populistas como Donald Trump e Jair Bolsonaro, com auxiliares que até negam o aquecimento global ou defendem o terraplanismo, pode ser um freio na economia?

PR - Uma das minhas mensagens é que verdade e honestidade são muito importantes, coisas nas quais precisamos investir. Mas, se a comunidade científica descobre que as pessoas não confiam nela, é parcialmente nosso trabalho reconstruir essa confiança. Em vez de apenas ficar com raiva ou criticar quem nos critica, precisamos nos perguntar: o que devemos fazer para ganhar de volta o apreço dessa gente? Porque, se você parar para pensar, há muitas pessoas que não confiam nos cientistas quando dizemos que as vacinas protegem suas crianças. Essa desconfiança não é algo que podemos simplesmente pôr na conta de alguns líderes. Precisamos trabalhar mais para persuadir as pessoas.



E por que tantos perderam a confiança na ciência?

PR - Não acho que sabemos. Às vezes as pessoas sentiram como se não estivéssemos contando a verdade, mas algo que as faria fazer algo que gostaríamos que elas fizessem. Preocupavam-se que estivéssemos tentando as manipular para atingir alguma meta.



O sr. mencionou na palestra os interesses da indústria do cigarro, por exemplo.

PR - Isso [deturpações criadas pelo meio para vender mais] obviamente não veio da ciência. Mas essas empresas pagaram, de fato, para alguns cientistas, que acabaram sendo úteis a elas. Alguns cientistas… Por exemplo, pegue os direito animais. As pessoas podem temer que dizemos algo sobre biologia pois queremos convencê-las de que elas deveriam tratar animais de forma diferente. Essas duas coisas precisam ser tratadas separadamente. Precisamos assegurar que, se falamos "isso é o que sabemos sobre a experiência da dor num animal", as pessoas não achem que estamos tentando enganando-as para chegar a um resultado político. Temos que dizer: isso é o que sabemos, e vocês têm que decidir o que fazer com isso. O mais importante é entender que a ciência não deveria fazer com que ninguém se sentisse que estamos olhando de cima para baixo, tratando-os como criança. Eles são os eleitores, eles tomam as decisões. Nossa missão é lhes dar informação.



Há uma visão parecida com a mídia, vista com ceticismo por muita gente.

PR - É interessante. Alguns dos novos veículos de mídia no mundo digital não estão ajudando. Quero proteger minha reputação. Se alguém puder dizer algo online, e eu não sei quem é, essa pessoa é livre para inventar, não tem uma reputação, é apenas anônima. Esse mundo do anonimato não é bom.



Nesse sentido, as redes sociais são heróis ou vilões para a economia?

PR - Elas são boas ao conectar o mundo. Há, contudo, razões para se preocupar com o papel que têm tido nas nossas vidas. A forma como a mídia social têm encorajado o anonimato é danosa. Não é meu trabalho, mas outros pesquisadores concordam que crianças pequenas não estão aprendendo a interagir umas com as outras como humanos. Como ter empatia, como lutar, como se reconciliar depois de uma briga. É tudo voltado a apresentar uma imagem numa tela. Se a interação digital reduz a interação cara a cara, isso pode não ser saudável.



?O sr. critica quem defende que, para proteger o meio ambiente, é preciso parar de crescer economicamente. Qual a receita?

PR - Crescimento pode significar expandir em valores, não quer dizer ter mais energia, material, objetos. Seu celular pode tocar música agora com muito menos eletricidade do que o amplificador que meu pai usava. Como crescer sem machucar a natureza? Economistas têm alguns palpites. Precisamos taxar o que a prejudica. Criar incentivos para usar tecnologias limpas. Dá para não destruir o meio ambiente e ter vidas mais satisfatórias.



Em 2008, o sr. veio com uma ideia polêmica: cidades que poderiam ser governadas por outros países que não o seu, até mesmo empresas. Ainda lhe parecem uma boa ideia?

PR - Bem, comecemos com fatos. Segundo o [instituto de pesquisa] Gallup, 750 milhões de pessoas no mundo afirmam que gostariam de deixar o país onde vivem. É o tamanho do problema que estamos enfrentando. Minha motivação: não temos uma resposta boa para apontar onde esse contingente poderia ir. Estava argumentando que precisamos idealizar lugares que comportariam essa gente. Muitas nações dizem, "ok, podemos aceitá-los como refugiados ou migrantes", mas a escala é grande demais. Esse fluxo começa a perturbar sociedades, e eleitores não querem isso, milhares ou milhões de migrantes. Não gosto dessa ideia, nenhum lado gostou da ideia, mas há uma percepção crescente de que ninguém tem uma proposta melhor, e deveríamos considerar algo assim mais seriamente. Há pessoas em países onde suas vidas são perigosas e miseráveis. Pense na Colômbia. Há um limite de venezuelanos que o país pode abrigar. Só que o mundo não pode deixar milhões morrerem de fome na Venezuela. Se encontrarmos algum lugar para eles, seria algo muito valioso.



Temos algo próximo dessas cidades hoje?

PR - Hong Kong sob controle dos britânicos era um exemplo [voltou a ficar sob guarda chinesa em 1997]. Não temos muitos exemplos desde então, mas podemos replicar essa experiência. Só não vale usar a força: não podemos tirar uma terra à força de outra nação. Mas dá para negociar um aluguel voluntário para criar lugares como Hong Kong que aceitariam novos residentes.



Há quem defenda que a região amazônica seja administrada por algo como uma coalização de países que garantisse sua preservação, por exemplo. Isso lhe soa bem?

PR - É complicado. Você precisa pensar no lado ambiental. A floresta é valiosa [para todos].



O sr. é um entusiasta da inteligência artificial. Não é otimista afirmar que haverá emprego para todos no futuro, na medida em que a automação avança?

PR - Depende de nós. Agora falando como um eleitor. Temos que decidir se queremos criar empregos para todos, em vez de tratar o assunto como algo fora do nosso controle.



E a humanidade tem essa disposição?

PR - Talvez não, mas deveríamos ter. E poderíamos ter. Na Grande Depressão, teve um programa voluntário nos EUA para ajudar desempregados a achar trabalho. Havia campos onde jovens podiam adquirir alguma disciplina. Acordar cedo, fazer a cama, tomar café e ir trabalhar nas florestas. Ajudou muita gente a voltar aos trilhos após tantos ficarem perdidos naquele período. Podemos de novo usar dinheiro do governo ou esquemas de subsídio para criar novas oportunidades de trabalho.



O sr. defendeu na sua fala no prêmio que deveria ser mais fácil demitir pessoas que, por exemplo, chegam sempre atrasadas no trabalho.

PR - Não defendi. Disse é que, se alguém está num mercado de trabalho no qual pode ser dispensado se chegar tarde, essa pode ser uma maneira melhor de aprender a ser pontual. E isso pode ser melhor para o trabalhador, pois ele ganha responsabilidade. Às vezes a demissão ou a disciplina é um jeito de aprender.



É verdade que o sr. casou no mesmo dia em que ganhou o Nobel?

PR - Me disseram que fui o único [risos].

Douglas brilha, Gilberto marca e Bahia vence Atlético-MG no Independência
Foto: Photo Press/Folhapress

Contando com atuação inspirada do goleiro Douglas, o Bahia venceu o Atlético-MG por 1 a 0, neste sábado (24), no Independência, pela 16ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O único gol da partida foi marcado pelo atacante Gilberto, que chegou ao 23º tento na temporada. O triunfo Tricolor impôs a primeira derrota do Galo na praça esportiva em 2019. Clique aqui e leia a crônica completa da partida na Coluna de Esportes!

Itaparica: Missa marca 2 anos de naufrágio de lancha Cavalo Marinho I
Foto: Reprodução / Popular FM

Pessoas que sobreviveram e parentes dos mortos no naufrágio da lancha Cavalo Marinho I participaram neste sábado (24) de um missa em referência aos dois anos do acidente. A embarcação virou na Baía de Todos-os-Santos, entre Salvador e a Ilha de Itaparica, no dia 24 de agosto de 2017. Dezenove pessoas morreram na ocasião (lembre aqui). Segundo o G1, a missa foi realizada na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Mar Grande, na Ilha de Itaparica. Com uma fita preta nas camisas, os participantes demonstraram luto pelas perdas das vidas.

 

Ainda segundo o site, enquanto a empresa responsável pela embarcação continua em operação, sobreviventes e familiares das 19 vítimas que morreram na tragédia continuam sem respostas da justiça. Na época do naufrágio, a Defensoria Pública ajuizou 46 ações contra a empresa CL Transportes Marítimos, sendo 41 delas na comarca de Itaparica. As outras cinco foram ajuizadas em Salvador.

 

Do total, 36 pessoas estão sob a responsabilidade da Defensoria. Apenas cinco constituíram advogados particulares para defendê-las. A Defensoria pediu cerca de R$ 100 mil para os sobreviventes que perderam bens no acidente. No caso dos familiares dos mortos não foi divulgado o valor pedido.

Feira: Seis estudantes passam mal durante jogo; prefeitura apura caso
Foto: Secom / Feira

Seis estudantes de uma escola de Feira de Santana passaram mal durante uma partida de futebol nesta sexta-feira (23). Uma apuração já foi aberta pela Vigilância Sanitária e pela Secretaria Municipal de Educação. O fato ocorreu no distrito de Matinhas, na Escola Municipal Crispiniano Ferreira da Silva. Elas tiveram dor abdominal, tontura, falta de ar e dormência nas pernas.

 

Segundo a prefeitura, das seis alunas, três passaram mal durante o jogo realizado em um campo perto da unidade de ensino. As outras três estudantes não participaram da partida. Após a constatação do mal-estar, as estudantes foram levadas para a Unidade Básica de Saúde do Alecrim Miúdo e para as policlínicas de São José e do Parque Ipê. Após serem atendidas, as meninas voltaram para casa. Elas estudam entre o 6° e o 9°ano. 

Sábado, 24 de Agosto de 2019 - 12:00

Auditoria da CGU diz que patrimônio do FGTS é R$ 17 bi menor

por Julio Wiziak | Folhapress

Auditoria da CGU diz que patrimônio do FGTS é R$ 17 bi menor
Foto: Reprodução

A Controladoria-Geral da União fez uma auditoria no balanço de 2017 do FGTS (Fundo Garantidor por Tempo de Serviço) e verificou que os ativos do fundo foram inflados em R$ 17 bilhões.

Devido às inconsistências apontadas pela CGU, o Ministério da Economia chegou a avisar a Caixa Econômica Federal que reduziria o valor pago ao banco pela administração dos recursos dos trabalhadores. Pelo acordo, a Caixa recebe anualmente o equivalente a 1% dos ativos do fundo, algo em torno de R$ 5 bilhões.

A Folha de S.Paulo teve acesso à troca de correspondências entre o fundo e a Caixa ocorrida entre o início e o final de julho deste ano. Em um dos ofícios, o diretor do Departamento do Fundo de Garantia da Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia afirma não ser possível “precisar o valor do ativo”. Por isso, ele diz que, até que as divergências com a CGU fossem resolvidas, haveria um abatimento de 3% no valor devido à Caixa.

Esses pagamentos são realizados em parcelas mensais. Em junho, por exemplo, o banco receberia R$ 215 milhões a menos por isso, segundo as simulações.

O assunto foi discutido na última reunião do conselho curador do FGTS na semana em que o governo anunciou a liberação de R$ 40 bilhões das contas dos trabalhadores.

Existem divergência severas sobre os resultados da auditoria, que é preliminar e pode sofrer mudanças caso os auditores sejam convencidos dos argumentos apresentados pelos representantes do fundo e da Caixa.

Na reunião do conselho curador, houve quem defendesse que as inconsistências não passariam de R$ 450 milhões.

Por isso, o conselho decidiu manter os pagamentos até que as partes cheguem a uma conclusão em torno da diferença de valores.

Pessoas que participam dessa discussão afirmam que, caso as inconsistências se confirmem e seja preciso reduzir esses pagamentos, cogita-se implementar um sistema de compensação mensal.

Concluída em abril deste ano, a auditoria da CGU foi feita no balanço de 2017 do FGTS publicado em agosto do ano passado. Naquele momento, os ativos do fundo somavam R$ 496,6 bilhões e os auditores verificaram uma diferença de R$ 17 bilhões a mais nos ativos, o que levaria a uma redução do valor pago para a Caixa.

Essa diferença existiu porque, segundo a CGU, o fundo não reconheceu perdas nas operações de crédito (habitação, saneamento e infraestrutura), nem nas debêntures (títulos de dívida emitidos por empresas) adquiridas como forma de investimento. Também considerou como ativos o que, na verdade, eram garantias.

Nas operações de crédito, o FGTS não reconheceu perdas mesmo tendo operações com inadimplência maior que um ano. O fundo explicou para a CGU que essas operações eram garantidas pela União até 2001 e que, após essa data, o risco passou para a Caixa. Ou seja, o risco seria zero porque a garantia é praticamente "soberana" [A União não teria como quebrar se fosse arcar com esse gasto].

No entanto, os auditores dizem que, mesmo assim, não se pode confundir um ativo (operação de crédito) com uma garantia ou aval. A garantia, explicam, só se torna um ativo quando é executada.

Pelas regras da contabilidade, operações com atraso maior que 180 dias, implicam no reconhecimento de 100% de perdas com provisionamento no balanço.

A CGU estimou essas perdas, que não constam na contabilidade do FGTS, em R$ 13,3 bilhões. Segundo o parecer, esse não reconhecimento causou uma superavaliação do ativo nesse mesmo valor.

Os gestores do fundo recorreram, afirmando que os R$ 13,3 bilhões identificados pela CGU incluíram juros. Por isso, o valor correto estaria mais próximo de R$ 5 bilhões.

Além disso, o fundo reconheceu ter lançado R$ 3,1 bilhões recebidos em garantias por outras operações.

O fundo também não computou perdas decorrentes de compra de debêntures (títulos de dívida emitidos por empresas) vinculadas a empreendimentos financiados pelo FGTS.

Diversos pagamentos dessas debêntures encontravam-se em atraso e alguns emissores chegaram a se atolar na recuperação judicial desde que os papéis foram adquiridos pelo fundo.

Pela simulação dos auditores, os investimentos nessas debêntures de R$ 3,3 bilhões, em 2017, na verdade teriam de ser computados como R$ 435,9 milhões. Isso também teria inflado artificialmente os ativos do FGTS.

Para a CGU, o fundo reconheceu as perdas, mas afirmou não fazer o registro porque entende que a garantia (pelo agente operador) é suficiente para cobrir eventual prejuízo.

Nesse quesito, os gestores acataram a posição da CGU e devem lançar perdas nos próximos balanços do FGTS.

Para não dizer que só houve distorção para mais, o fundo não contabilizou cerca de R$ 2 bilhões decorrentes do fluxo anual de cobrança das dívidas ativas do FGTS, aqueles recolhimentos que deveriam ter sido feitos pelas empresas nas contas de seus funcionários e que não se realizaram. Esse valor deveria ter sido registrado no ativo, e não foi.

No relatório de 42 páginas obtido pela Folha de S.Paulo, os auditores explicam que essas discrepâncias ocorreram porque o fundo não seguiu as normas de contabilidade. Em vez de consolidar o resultado de todos os seus braços operacionais, o fundo só prestou contas de cada um deles separadamente.

Além do FGTS, existem recursos dos trabalhadores aplicados em fundos de investimento como o FI-FGTS, três fundos imobiliários e um fundo de direitos creditórios (FIDC).

Para a CGU, o FGTS disse que segue os parâmetros determinados pelo TCU (Tribunal de Contas da União), que também fiscaliza as contas do fundo.

Os auditores da CGU não acataram a explicação. Para eles, o fato de o TCU exigir contas separadas não livra o fundo da obrigação de consolidação do resultado.

“A divulgação de demonstrações consolidadas é uma exigência não uma escolha”, disseram no relatório.

Em outra frente, os auditores contestaram o “excesso de liquidez” [dinheiro em caixa] nos fundos de investimento do FGTS. Se o balanço fosse consolidado, haveria quase R$ 10,5 bilhões no caixa do FGTS.

Para os auditores, “considerando que a taxa de administração é cobrada como um percentual do total do ativo (FI-FGTS) ou do patrimônio líquido (demais fundos), a unidade [FGTS] poderia ter economizado um valor significativo caso o excesso de liquidez fosse mantido no FGTS e não nos fundos de investimento”.]

Esses valores economizados poderiam estar entre R$ 27 milhões e R$ 82 milhões anualmente, considerando-se uma redução entre 70% e 90%, respectivamente, de parte das aplicações dos fundos.

Para os auditores, “não há óbices para que boa parte dos recursos permaneça sob a gestão do FGTS.”

A controladoria também encontrou problemas nas despesas. Cerca de 75% do saldo das contas do FGTS permanecem depositadas por mais de um ano. Particularmente depois de 2017, quando o ex-presidente Michel Temer autorizou saques das contas, apenas um terço do estoque dos depósitos vinculados foi sacado dentro de um ano.

Para os auditores, isso é relevante porque o FGTS registra esse estoque no balanço como passivo circulante quando o correto seria marcá-lo como passivo não circulante (para despesas que serão feitas num prazo mais longo do que um ano).

“A incorreta segregação dos passivos [despesas] não propicia uma visão da real necessidade de recursos do FGTS, podendo causar descasamento entre os recebimentos e os pagamentos”, escrevem os auditores.

Consultados, CGU, Caixa e o Ministério da Fazenda não quiseram se manifestar.

Inema adverte para 28 praias impróprias neste fim de semana em litoral baiano
Praia do Buracão / Foto: Reprodução / Guia Melhores Destinos

Ao todo, 28 praias estão impróprias para banho neste final de semana. As localidades estão em Salvador e em cidades do interior baiano, informou nesta sexta-feira (23) o Instituto do Meio-Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). O órgão adverte que em período chuvoso, as praias podem ser contaminadas por arraste de detritos diversos, carregados das ruas através das galerias pluviais, podendo causar doenças.

 

Além disso, é desaconselhável, ainda em dias de sol, o banho próximo à saída de esgotos, desembocadura dos rios urbanos, córregos e canais de drenagem. Veja abaixo as praias que devem ser evitadas. 

 

SALVADOR

 

São Tomé de Paripe (em frente a casa Vila Maria, ao lado da rampa de acesso à praia)
Tubarão (em frente ao conjunto habitacional, próximo à antiga fábrica de cimento)
Periperi (na saída de acesso à praia após travessia da via férrea)
Penha (situada em frente à barraca do Valença)
Bogari (em frente ao Colégio da PM (antigo Colégio João Florêncio Gomes)
Pedra Furada (atrás do Hospital Sagrada Família, em frente a ladeira que dá acesso a praia)
Santa Maria (em frente ao Mar Azul hotel, limítrofe ao Hospital Espanhol, em frente a escada de acesso à praia)
Farol da Barra (próximo ao Barra Vento e escada de acesso à praia, em frente a Av. Oceânica)
Ondina (próximo à escada de acesso à praia, em frente ao posto BR e Hotel Bahia Sol)
Rio Vermelho (em frente a Rua Bartolomeu de Gusmão, Próximo a escada de acesso à praia, ao lado da Rua Morro da Paciência e próximo a escada de acesso à praia, em frente à igreja Nossa Senhora de Santana)
Buracão (em frente ás escadarias de acesso à praia)
Amaralina (no fundo da Escola Cupertino de Lacerda, em frente do painel do artista plástico Bel Borba e em frente à rua do Balneário e ao Edifício Atlântico)
Pituba (em frente à escada de acesso a praia, em frente à Portinox, na Rua Paraíba e atrás da Praça – antigo Clube Português)
Armação (em frente ao Hotel Alah Mar e a Rua João Mendes da Costa)
Boca do Rio (em frente ao posto Salva Vidas)
Patamares (em frente ao posto Salva Vidas Patamares, próximo ao Coliseu do Forró e ao Caranguejo de Sergipe)
Itapuã (próximo à escada de acesso à praia e em frente à Rua Sargento Waldir Xavier e em frente à Sereia de Itapuã)

 

BAÍA DE TODOS-OS-SANTOS

 

Madre de Deus (em frente à Câmara Municipal de Madre de Deus e Sob á ponte em Madre de Deus)
Barra do Pote (em frente às barracas de praia)
Coroa (em frente às barracas de praia).

 

COSTA DOS COQUEIROS

 

Buraquinho (a cerca de 200 m da foz do rio Joanes)
Busca Vida (em frente à guarita de segurança nº 42 – Lote 42A)


COSTA DO DENDÊ

 

1ª Praia de Morro de São Paulo (início da primeira praia)


COSTA DO CACAU

 

Marciano (próximo ao Bar Litrão)
Malhado (próximo à escultura da sereia)
Avenida (próximo à lanchonete Subway)
Cristo (próximo a Barraca Point Conde Badaró)
Sul (em frente às barracas, acesso Km 0, em direção ao Aeroporto de Ilhéus).

CBF e clubes definem modelo de fair play financeiro para 2020
Foto: Thais Magalhães / CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que haverá fair play financeiro a partir de 2020 no futebol nacional. Após reuniões entre representantes da entidade, dos clubes brasileiros e da Ernst & Young, foi finalizado o modelo. As regras começam a ser utilizadas no ano que vem na Série A, com implementação dos primeiros itens, e na Série B, com orientação.

 

Estiveram presentes o Diretor de Registro, Transferência e Licenciamento da CBF, Reynaldo Buzzoni, e o Gerente de Licenciamento da CBF, Ênio Gualberto. Economista e consultor especializado em esportes, César Grafietti compôs o debate com executivos da Ernst & Young e de membros da Associação dos Diretores Financeiros dos Clubes da Série A. Os times brasileiros foram representados pelos executivos de São Paulo, Flamengo, Palmeiras e Internacional. 

 

Compreendendo a dimensão e as características únicas do futebol brasileiro, o modelo de fair play financeiro será implementado gradativamente ao longo dos próximos quatro anos, como destacou Buzzoni: “O resultado do trabalho é um documento robusto, que será a base do trabalho nos próximos anos. O Fair Play Financeiro é um ponto fundamental para a evolução do futebol brasileiro e crucial para o licenciamento dos clubes. Será um processo gradual, com informação, orientação e, posteriormente, punições”.

Sábado, 24 de Agosto de 2019 - 11:00

Premiê britânico diz que queimadas na Amazônia apontam 'crise internacional'

por Francis Juliano

Premiê britânico diz que queimadas na Amazônia apontam 'crise internacional'
Foto: Reprodução / Mirror

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, também se pronunciou sobre as queimadas da Amazônia que mobilizaram divesos países pelo mundo. Em postagem pelo Twitter desta sexta-feira (23), Johnson disse que os focos de incêndio devem ser encarados como "crise internacional". Premiê britânico declarou que está disposto a ajudar o Brasil a conter o fogo. Para ele, a Amazônia é uma das “maravilhas da terra”.

 

"Os incêndios que assolam a floresta amazônica não são apenas desoladores, eles são uma crise internacional. Estamos prontos para fornecer qualquer ajuda que pudermos para controlá-los e ajudar a proteger uma das maiores maravilhas da Terra”, escreveu [em tradução livre].

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