Multimídia
Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
Colunistas
Artigos
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Últimas notícias
Líderes partidários e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), discutiram nesta quarta-feira (28) uma proposta de reforma eleitoral que prevê mudanças no sistema de escolha de deputados e vereadores. A articulação busca viabilizar a votação do texto ainda em 2026.
A proposta estabelece uma transição entre modelos eleitorais, com a adoção do chamado “distritão” em 2030 e a implantação do voto distrital misto a partir de 2034. As mudanças atingiriam as eleições para deputados federais, estaduais e distritais, além de vereadores.
No distritão, as vagas ficam com os candidatos mais votados individualmente em cada estado. Já no modelo misto, metade das cadeiras seria preenchida por representantes eleitos nos distritos, enquanto a outra metade viria de listas partidárias.
A discussão reúne representantes de partidos como PP, União Brasil, Republicanos, MDB, PSD, PSDB, Cidadania, Podemos e PSB. O grupo ainda busca apoio de outras siglas, incluindo PT, PCdoB, PV, Rede, PSOL, PL e Novo. Motta também pretende conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União).
Paralelamente, o presidente da Câmara anunciou a criação de um grupo de trabalho para revisar as regras do Código Eleitoral sobre propaganda nas redes sociais. A previsão é que o colegiado funcione inicialmente por duas semanas, com a meta de votar as mudanças até o fim do ano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou comentar nesta quarta-feira (28) a carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) se apresenta como o “verdadeiro presidente do Brasil”. Questionado por um jornalista sobre a declaração, Trump disse que não pretende se envolver no assunto, mas voltou a colocar em dúvida o processo eleitoral brasileiro.
“Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”, afirmou o republicano. Na mesma ocasião, Trump classificou as eleições no Brasil como “muito estranhas”.
A carta de Flávio Bolsonaro foi divulgada mais cedo, em uma rede social. No texto, o senador afirma ser o “verdadeiro presidente do Brasil”.
Casas Bahia volta a pedir liberação de verba trabalhista para pagar demitidos
Por Gabriela Cecchin | Folhapress
A Casas Bahia pediu mais uma vez à Justiça de São Paulo autorização para utilizar depósitos judiciais e recursais para pagar os valores devidos a trabalhadores demitidos em agosto. Em petição apresentada na sexta-feira (23), a varejista solicitou que os valores sejam liberados no âmbito de sua recuperação judicial.
O acordo foi homologado pela Justiça do Trabalho no último dia 15 e prevê o pagamento de uma indenização de R$ 7.500 a cada trabalhador abrangido, além das verbas rescisórias devidas. O caso envolve cerca de 4.300 funcionários demitidos pela varejista em agosto.
Maximiliano Garcez, advogado do Secor (Sindicato dos Comerciários de Osasco e Região), critica o pedido. "É inadmissível que a empresa queira levantar depósitos recursais trabalhistas, pois servem para garantir que os trabalhadores e sindicatos que ajuizaram há vários anos ações trabalhistas individuais e coletivas não fiquem a ver navios", afirma.
No pedido, a Casas Bahia solicitou que a Justiça determine a transferência de depósitos judiciais e recursais feitos pela companhia para uma conta vinculada ao processo de recuperação judicial. A empresa também pediu autorização para retirar dessa conta o montante necessário ao pagamento das obrigações previstas no acordo. O saldo restante deverá permanecer à disposição do juízo.
A Justiça ainda precisa autorizar a liberação do dinheiro para que o acordo seja cumprido da forma como pede a varejista.
A companhia afirma que a medida busca viabilizar os pagamentos e centralizar os recursos, que estão vinculados a processos trabalhistas em diferentes regiões do país. O pedido prevê a expedição de ofícios aos 24 Tribunais Regionais do Trabalho para que os valores sejam transferidos à conta judicial indicada.
A petição também prevê que a empresa comprove os pagamentos perante a Justiça do Trabalho e o juízo da recuperação judicial, com a apresentação dos comprovantes destinados a cada trabalhador, das guias de recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e dos termos de rescisão dos contratos.
Em agosto, a Casas Bahia já havia pedido à Justiça autorização para transferir mais de R$ 750 milhões em depósitos judiciais e recursais de processos trabalhistas para a recuperação judicial. Os valores, geralmente depositados pela empresa ao recorrer de decisões, funcionam como garantia de pagamento a trabalhadores que vencerem os processos.
Na ocasião, o Secor já havia contestado a solicitação para a liberação imediata, pois a juíza responsável pelo processo afirmou que a análise deveria ser feita durante o processamento do pedido de recuperação judicial. "O sindicato continuará lutando contra tal tentativa de liberação ilegal", diz Garcez.
O QUE PREVÊ O ACORDO
O acordo foi negociado após a Justiça do Trabalho ter determinado, em agosto, a reintegração dos funcionários demitidos. A decisão considerou que houve demissão em massa, sem a negociação prévia dos sindicatos, conforme o entendimento previsto pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A empresa sustentou que não teria condições financeiras e operacionais de cumprir a ordem de reintegração, inclusive porque parte das lojas em que os trabalhadores atuavam havia sido fechada. As tratativas conduzidas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania de Brasília (DF), com participação do Ministério Público do Trabalho, resultaram no acordo homologado no dia 15.
Além da indenização individual de R$ 7.500, o texto prevê o pagamento de saldo de salário referente ao período de 17 a 19 de agosto, aviso-prévio indenizado, multa de 40% do FGTS e multa por atraso no pagamento das verbas rescisórias. Também estão previstos valores relativos a férias, 13º salário proporcional, comissões e premiações, quando devidos, além de indenização substitutiva de estabilidade provisória nos casos aplicáveis.
O acordo estabelece uma distinção entre as verbas que não se submetem aos efeitos da recuperação judicial e aquelas que permanecem sujeitas ao processo. Entre as últimas estão férias vencidas e proporcionais acrescidas de um terço, 13º salário proporcional e eventuais saldos de comissões, salários anteriores e premiações referentes a vendas realizadas antes do pedido de recuperação.
A Justiça do Trabalho determinou, na homologação, o envio imediato de um ofício ao juízo responsável pela recuperação judicial da Casas Bahia, solicitando recursos para viabilizar o cumprimento do acordo.
A petição apresentada em São Paulo pede que o juízo reconheça a validade do acordo para sua implementação no processo de recuperação judicial. Os documentos não informam o valor total que a empresa pretende levantar para os pagamentos.
Flávio Bolsonaro corrige carta e troca “presidente eleito” por “líder”; brasão também foi alterado
Por Fernando Duarte / Ronne Oliveira
O senador Flávio Bolsonaro (PL) alterou trechos da primeira versão da carta divulgada pelo seu aliado nesta quarta-feira (28), na qual questiona o resultado das eleições presidenciais e alega ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, após uma derrota nas urnas. Em uma nova versão do documento, a expressão “presidente eleito” foi retirada de um parágrafo e substituída pela referência a “líder”.
No trecho modificado, Flávio afirma que pretende continuar atuando politicamente em defesa dos eleitores que o apoiaram. Na primeira versão, o senador dizia: “Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito”.
Na nova redação, a referência a “presidente eleito” foi substituída por “líder”. O restante do parágrafo mantém o tom de mobilização política, com a promessa de que o senador será “a voz e a liderança livre da nossa nação”.
Capturas dos trechos alterados / Reprodução / X (antigo Twitter)
A alteração ocorre após a repercussão da primeira versão da carta, na qual Flávio se apresenta como presidente eleito, apesar de ter sido derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25).
BRASÃO ERRADO
Além da mudança no texto, a carta foi distribuída inicialmente com um brasão desatualizado do Brasil. A imagem trazia a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, com a letra “z”, denominação histórica que deixou de ser utilizada oficialmente após mudanças na nomenclatura do país.
A primeira versão foi divulgada pelo comentarista político Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. Após a repercussão do erro, uma nova versão do documento foi compartilhada por WhatsApp, desta vez com o brasão correto e a inscrição “República Federativa do Brasil”.
Figueiredo afirmou, em publicação na rede social X, que a versão recebida por ele continha o brasão antigo, mas que o conteúdo do texto estava correto. O influenciador também apagou a publicação inicial. O episódio foi marcado por duas correções distintas: a substituição do brasão utilizado no documento e a mudança na forma como Flávio se refere a si próprio em um dos parágrafos da carta.
No texto, o senador também questiona a legitimidade do resultado eleitoral e alega fraude na votação, sem apresentar provas que sustentem as acusações nos trechos divulgados. Ele ainda afirma que pretende liderar a oposição brasileira a partir do exterior.
Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Otto Alencar (PSD-BA) defendeu, nesta quarta-feira (28), o avanço de um projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, responsável por analisar a proposta, Otto também admitiu conversas sobre o tema com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Segundo Otto, a medida não seria direcionada especificamente a Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e atualmente em prisão domiciliar, mas a todos os envolvidos nos processos relacionados aos atos golpistas.
“Não é uma anistia à figura de Jair Bolsonaro, e sim a todos aqueles que estão respondendo a processos desde o dia 8 de janeiro (...) São pessoas que tiveram penas que, segundo os seus defensores, estão bem acima do que se esperava. Não é só o Jair Bolsonaro”, declarou.
A discussão ocorre em meio às articulações para a reeleição de Alcolumbre à presidência do Senado, em 2027. Para permanecer no cargo, o senador precisa de pelo menos 41 votos em uma Casa que terá maior presença da direita.
A cantora Ivete Sangalo publicou uma nota oficial em suas redes sociais nesta quarta-feira (28) anunciando o espetáculo “A La Sangalo”, previsto para o dia 31 de outubro, será remarcado para 6 de março de 2027, em virtude às fortes chuvas que atingem no Parque Ibirapuera, em São Paulo, local do show.
A IESSI Entertainment, responsável pelo evento, informou que as condições climáticas têm prejudicado a montagem da estrutura do espetáculo. Segundo a produtora, as normas de segurança do parque impedem a continuidade dos trabalhos durante o período de condições meteorológicas adversas.
A previsão de intensificação das chuvas e dos ventos ao longo da semana e até o próximo fim de semana também foi apontada como um fator para a mudança da data.
“Diante desse cenário, priorizando a segurança do público, da artista, dos profissionais envolvidos e de toda a equipe de produção, a IESSI Entertainment informa que se fez necessária a transferência do show para o dia 06 de março de 2027, no mesmo local”, informou a empresa.
De acordo com a organização, os ingressos já adquiridos continuarão válidos para a nova data, sem necessidade de troca.
Quem preferir não comparecer à apresentação poderá solicitar o reembolso integral dos valores pagos, incluindo as taxas da compra, sem multas ou encargos. Os pedidos devem ser feitos diretamente pela plataforma de venda até 22 de novembro de 2026.
Renato Cariani, um dos principais nomes do mundo fitness, teve a condenação solicitada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta quarta-feira (21).
Nas alegações finais, a promotoria pediu a condenação do empresário e influenciador alegando que Cariani é suspeito de integrar um esquema de desvio de produtos químicos destinados à produção de toneladas de drogas, especialmente crack e cocaína.
Caso seja condenado, ele poderá cumprir pena de 16 a 51 anos de prisão em regime fechado. Cariani responde ao processo em liberdade e se tornou réu no processo em 2024. O empresário foi um dos alvos da Operação Hinsberg, deflagrada em dezembro de 2023 para desarticular um esquema de desvio de produtos químicos usados na fabricação de drogas.
Na época, a Polícia Federal apontou que a Anidrol Produtos para Laboratórios, empresa da qual Cariani era sócio, fraudava a venda de insumos a empresas farmacêuticas. Segundo a investigação, os produtos eram desviados para o refino de cocaína. A empresa tem sede em Diadema, na Grande São Paulo.
Além do influenciador, o Ministério Público pede a condenação de Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira pelos mesmos crimes. Fábio, apontado como responsável pela venda dos produtos químicos, também atuaria como intermediador no fornecimento das substâncias, fazendo a ligação entre a empresa e os compradores de crack e cocaína.
Rodrigo, por sua vez, seria responsável por atividades relacionadas à movimentação de recursos ilícitos, incluindo depósitos em espécie e operações para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com os crimes.
Em nota enviada ao G1, a defesa de Cariani afirmou que o pedido de condenação do Ministério Público “não representa nenhuma surpresa”. Os advogados disseram que vão demonstrar, “com base na prova produzida ao longo da instrução”, que as teses da acusação são improcedentes.
Após o atacante do Bahia Willian José publicar um vídeo com ofensas ao Nordeste em suas redes sociais, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um procedimento para apurar uma suspeita de xenofobia. A medida foi tomada nesta quarta-feira (25) e está sendo investigado pela Promotoria de Justiça de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa.
A publicação foi feita no domingo (25), após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O conteúdo em questão chega a classificar a população nordestina como "o câncer do país".
Depois da repercussão, o jogador de 34 anos apagou a publicação e afirmou que sua intenção era criticar a atuação dos políticos, defendendo melhorias na educação, saúde e segurança. Willian José também destacou que é nordestino e tem familiares na região.
POSICIONAMENTO DO CLUBE
Em nota, o Esquadrão repudiou manifestações de ódio, xenofobia e preconceito. Sem citar diretamente o atleta, o clube afirmou que esse tipo de conteúdo não representa os valores da instituição e reforçou seu compromisso com o respeito à diversidade e à identidade nordestina. A abertura do procedimento não significa que a prática de um crime tenha sido comprovada.
Aliado de Flávio Bolsonaro divulga primeira versão de carta com brasão errado e inscrição 'Estados Unidos do Brazil'
Por Ronne Oliveira
O aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), Paulo Figueiredo, divulgou nesta quarta-feira (28) uma primeira versão de uma carta com um brasão desatualizado e a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. A denominação deixou de ser utilizada em 1967, quando o país passou a adotar oficialmente o nome República Federativa do Brasil.
A carta foi divulgada inicialmente por Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. Após a repercussão do erro, uma nova versão do documento foi distribuída por WhatsApp, desta vez com o brasão correto, que contém a inscrição “República Federativa do Brasil”. O influenciador admitiu o erro e apagou a postagem nas suas redes:
Confira postagem:
Em publicação na rede social X, Figueiredo afirmou que a versão recebida por ele continha o brasão antigo, mas que o conteúdo do texto estava correto. Ele também ressaltou que a versão publicada pelo próprio Flávio Bolsonaro deveria ser a considerada. Após a publicação errada, Flávio publicou de modo correto:
Captura de tela em um dos perfis de Paulo Figueredo | Foto: Reprodução / X (antigo Twitter).
No documento, o senador agradece ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo acolhimento no exterior. Flávio também questiona o resultado das eleições em que foi derrotado, alegando fraude, sem apresentar, no trecho divulgado, provas que sustentem a acusação.
A primeira versão foi reproduzida na imprensa; internautas reagiram com brincadeiras pelo erro no contexto:
Um professor de 40 anos foi preso em flagrante por agentes da Polícia Civil após ser denunciado por estupro de vulnerável contra o próprio aluno, de 13 anos, em uma escola no município de Teixeira de Freitas, situado no Extremo-Sul da Bahia. A ocorrência foi registrada no final da tarde desta terça-feira (27), mas os policiais só conseguiram chegar ao local e prender o homem no período da noite.
De acordo com o inquérito policial, o investigado atuava como professor na instituição e dava aula à vítima naquele dia. Já no fim da explicação, o docente esperou os colegas do jovem saírem e o impediu de deixar a sala de aula.
A sós com o adolescente, o homem violentou o jovem ainda em sala de aula. Após deixar o local, o menino relatou os fatos aos familiares, que procuraram a unidade policial para registrar a denúncia.
O adolescente foi encaminhado para exame pericial e atendimento psicossocial pelo município, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Outros exames, incluindo procedimentos para coleta e confronto de material genético, foram requisitados para auxiliar nas investigações. O professor foi encaminhado à delegacia local para exames de praxe e segue à disposição da Justiça.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Erika Hilton
"Fica cada dia mais evidente que Flávio Bolsonaro não concorreu à presidência para liderar esse país. Flávio Bolsonaro zerou o Código Penal, estava na máfia do Vorcaro, protegia milicianos e defendia um assassino de criança".
Disse a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) ao anunciar em suas redes sociais, nesta terça-feira (27), que deve ingressar na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedidos de bloqueio de bens do senador Flávio Bolsonaro (PL). A deputada vai requer o bloqueio das contas bancárias do ex-candidato a presidente e também da esposa dele.