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Multimídia

"Lula vai ganhar essa eleição porque virou na rede social e ocupou as ruas", afirma Luiz Caetano

"Lula vai ganhar essa eleição porque virou na rede social e ocupou as ruas", afirma Luiz Caetano
O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), atribuiu à mobilização popular e à atuação nas redes sociais o desempenho da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela reeleição. Durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (19), o gestor afirmou que a combinação entre o ambiente digital e os atos presenciais será determinante para o resultado das eleições.

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Paulo Avena
O mar como indústria: uma oportunidade para a Bahia
Foto: Divulgação

O mar como indústria: uma oportunidade para a Bahia

Quando pensamos na vocação econômica da Bahia, é impossível ignorar o mar. Temos mais de mil quilômetros de litoral, clima favorável durante praticamente todo o ano, uma baía totalmente navegável e uma relação histórica com a navegação. Poucos lugares no Brasil possuem condições tão favoráveis ao desenvolvimento da economia náutica.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

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Secretário aponta preocupação de federações esportivas com custos do novo Balbinão: "Não queremos elitizar o esporte"
Foto: Divulgação

A possibilidade dos custos operacionais do novo Balbinão, em construção pela Prefeitura de Salvador na Boca do Rio, dificultarem a realização de competições por federações esportivas passou a ser motivo de preocupação para o Governo da Bahia.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias concedida nesta semana, o secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda, Esporte e Lazer (Setre-BA), Augusto Vasconcelos, afirmou que o modelo da arena municipal poderá tornar sua utilização financeiramente inviável para diferentes modalidades e defendeu a construção do complexo poliesportivo estadual apelidado de “Novo Balbininho”.

 

De acordo com o secretário, a avaliação é baseada em conversas com representantes de federações, que demonstram preocupação com os custos necessários para utilizar o futuro equipamento. Embora reconheça a importância da nova arena para a realização de grandes eventos, Vasconcelos considera que Salvador continuará necessitando de uma estrutura voltada prioritariamente à prática esportiva.

 

"A gente não quer fazer uma arena de shows, como está sendo projetada na Boca do Rio, o novo Balbinão. Na prática, vai ser uma casa de eventos, o que é importante também. A gente não acha ruim, acha bom. Mas, para a atuação do esporte, pelas conversas que temos tido com as federações, vai ficar impagável, pelos custos fixos que aquele empreendimento vai exigir das federações. E a maioria das modalidades esportivas não consegue pagar. Estamos muito preocupados", declarou.

 

A manifestação ocorre enquanto a Prefeitura de Salvador avança com a construção da Arena Multiuso Antônio Balbino, cuja inauguração está prevista para o início de 2027. O equipamento municipal, projetado para receber eventos esportivos, culturais e de entretenimento, alcançou 80% de execução física em outubro deste ano, conforme informações divulgadas pela gestão municipal.

 

EQUIPAMENTO ANUNCIADO PELO GOVERNO
O projeto defendido por Augusto Vasconcelos foi apresentado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) em março de 2025, durante as comemorações pelos 476 anos de Salvador. Apelidado pelo próprio governador de “Novo Balbininho”, o complexo poliesportivo estadual está previsto para a Avenida Gal Costa, entre os bairros de São Marcos e Sussuarana, com investimento inicialmente estimado em R$ 50 milhões.

 

A denominação faz referência ao antigo Ginásio Antônio Balbino, demolido em 2010 junto à antiga Fonte Nova. Apesar do apelido, Jerônimo esclareceu, na ocasião do anúncio, que o equipamento receberia outro nome oficial.

 

Conforme informações divulgadas pela Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) ao Bahia Notícias, o projeto contempla um ginásio climatizado com capacidade para 5.200 espectadores, quadra externa para esportes de areia, pista de skate, campo de grama sintética com iluminação em LED e estacionamento para aproximadamente 550 veículos.

 

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A estrutura também prevê pista de caminhada e corrida, espaços de convivência, acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e integração com a estação Pituaçu do metrô.

 

Durante a entrevista, Vasconcelos confirmou que a proposta continua sendo discutida pelo Governo do Estado e destacou a dimensão financeira do empreendimento.

 

"Esse tema do ginásio está na mesa. A gente já apresentou o projeto. O governador, sabiamente, tem conduzido essa discussão. É um investimento grande, não é pequeno", afirmou.

 

A preocupação apresentada pelo secretário já havia sido manifestada anteriormente por representantes da Sudesb.

 

Em março de 2025, o diretor-geral da autarquia, Vicente Neto, explicou ao Bahia Notícias que a decisão de elaborar um projeto estadual ocorreu após uma análise da arena planejada pela Prefeitura de Salvador.

 

Na avaliação da Sudesb, o modelo municipal poderia não atender às necessidades de federações e ligas esportivas, especialmente em razão dos custos para a realização de competições locais.

 

A proposta estadual, portanto, foi concebida para atender tanto à formação esportiva quanto à realização de torneios estaduais, nacionais e internacionais, com uma estrutura que pudesse ser utilizada regularmente pelas modalidades.

 

Em maio de 2025, durante participação no podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, Augusto Vasconcelos já havia antecipado essa distinção. Na ocasião, o secretário explicou que a intenção era construir um equipamento de porte internacional, mas com prioridade para a prática esportiva, diferentemente da arena multiuso da Boca do Rio. Assista ao programa na íntegra abaixo:

 

 

 

Na nova entrevista, o titular da Setre-BA voltou a defender essa proposta e ressaltou que a estrutura estadual deverá atender tanto às competições de maior porte quanto às atividades cotidianas de atletas e federações.

 

"Salvador precisa ter um equipamento para eventos esportivos, não só para grandes shows. A gente pensa em um equipamento que garanta que todas as modalidades possam ser acolhidas e que comporte, com referências internacionais, competições importantes e o dia a dia do esporte", explicou.

 

Para o secretário, o modelo de administração e utilização dos espaços também precisa considerar a capacidade financeira das entidades esportivas, evitando que os custos de funcionamento se tornem um obstáculo para o acesso.

 

"O olhar que o Governo do Estado quer passar é de acolhimento das modalidades, não de expulsão, não de elitização do esporte. É o olhar para o ano inteiro, não apenas para os grandes eventos. Achamos bom o equipamento, o Balbinão, para grandes eventos. Acho até que poderia ser melhor pensado. A gente entende que a cidade vai continuar precisando de um equipamento esportivo", acrescentou.

 

ENTRAVES TÉCNICOS
Apesar de anunciado em março de 2025, o complexo estadual ainda não possui uma data de entrega confirmada.

 

Em setembro do ano passado, uma apuração do Bahia Notícias revelou que o projeto permanecia em fase de elaboração técnica, sem prazo definido para conclusão. À época, a Sudesb informou que os estudos seriam utilizados para subsidiar a licitação do projeto executivo.

 

Segundo a autarquia, a complexidade do empreendimento, que prevê diferentes estruturas esportivas e administrativas, exigia ajustes técnicos e soluções específicas de engenharia.

 

Dois meses depois, em novembro de 2025, Vicente Neto voltou a tratar do assunto durante participação no Projeto Prisma. O diretor-geral da Sudesb afirmou que a licitação dos projetos preliminares estava prevista para dezembro daquele ano e apresentou um cronograma que projetava o início das obras em abril de 2026, com conclusão no fim de 2027.

 

Na ocasião, o dirigente também revelou que o anúncio do empreendimento já havia despertado interesse para a realização de competições nacionais de basquete, futsal escolar e vôlei.

 

Na entrevista mais recente, Augusto Vasconcelos não apresentou uma atualização específica sobre a fase de licitação, o início das obras ou a previsão de entrega do complexo. O secretário limitou-se a confirmar que a proposta permanece em discussão com o governador Jerônimo Rodrigues.

 

LANÇAMENTO DA ARENA MULTIUSO
Enquanto o projeto estadual segue em discussão, a Prefeitura de Salvador trabalha para concluir a Arena Multiuso Antônio Balbino, localizada na orla da Boca do Rio, ao lado do Centro de Convenções.

 

A construção foi anunciada pelo prefeito Bruno Reis (União) em 2023, com a proposta de suprir parte da demanda por um equipamento de grande porte na capital baiana.

 

A arena terá capacidade para aproximadamente 7,3 mil espectadores em competições esportivas e até 12 mil pessoas em shows e outros eventos. O projeto contempla climatização, tratamento acústico, arquibancadas retráteis, camarotes, camarins e espaços de alimentação.

 

O contrato de construção, inicialmente estimado em R$ 163 milhões, chegou a aproximadamente R$ 172,4 milhões após um aditivo firmado em novembro de 2025, conforme levantamento do Bahia Notícias.

 

Em entrevista ao BN, Bruno Reis afirmou que a expectativa é inaugurar o espaço após o Carnaval de 2027, possivelmente nas proximidades do aniversário de Salvador, comemorado em 29 de março.

 

Apesar das críticas de Augusto Vasconcelos, a Prefeitura apresenta o Balbinão como uma estrutura destinada tanto à realização de eventos culturais quanto a competições esportivas. Até o momento, não há informações suficientes sobre os valores que serão cobrados das federações para confirmar a inviabilidade financeira apontada pelo secretário.

STF leva ao plenário em novembro possível terceiro mandato de Muniz na presidência da Câmara de Salvador; veja detalhes
Foto: Reginaldo Ipê / CMS

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar entre 6 e 13 de novembro se o vereador Carlos Muniz (PSDB) pode disputar mais uma vez a presidência da Câmara Municipal de Salvador (CMS), agora para o biênio 2027-2028. O pedido foi feito pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), e o julgamento será no plenário virtual, sistema em que os ministros registram seus votos pela internet ao longo de uma semana. O relator, ministro Gilmar Mendes, já negou o pedido em uma decisão provisória.

 

A data foi marcada na terça-feira (20). A ação foi apresentada em 23 de setembro e é uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), tipo de processo usado para questionar no STF atos que violariam princípios da Constituição.

 

O PDT argumenta, em parecer jurídico produzido pelo escritório de um ex-ministro do STF, que a primeira passagem de Muniz pela presidência da Câmara, no biênio 2023-2024, não deveria contar no limite de mandatos seguidos. Segundo o partido, ele não foi eleito para o cargo naquela ocasião. Muniz assumiu automaticamente, como prevê o regimento da Casa, depois da renúncia do então presidente, Geraldo Júnior (MDB), que deixou a Câmara para assumir o cargo de vice-governador da Bahia.

 

Gilmar Mendes rejeitou essa tese. Na decisão, o ministro destacou que Muniz comandou a Câmara durante todo o biênio 2023-2024 e depois foi eleito para o período de 2025-2026, também cumprido por inteiro. Uma nova eleição, segundo ele, permitiria que a mesma pessoa ficasse seis anos seguidos à frente do Legislativo municipal, em três mandatos consecutivos, o que a jurisprudência do STF proíbe.

 

O relator diferenciou a situação de Salvador dos casos em que alguém assume a chefia de um Legislativo por pouco tempo ou por força de uma decisão judicial provisória. Nessas hipóteses, o período pode não ser contado para efeito do limite de reconduções. Para Gilmar, o caso de Muniz não se encaixa nessa exceção, já reconhecida pelo STF em julgamento anterior com efeito para todo o país.

 

O ministro negou a liminar, que é o pedido de decisão urgente e provisória, por não ver os requisitos necessários. Ele indicou que vai propor ao plenário uma decisão definitiva sobre o tema.

 

Segundo apurou o Bahia Notícias, a ação foi inicialmente distribuída ao ministro Kassio Nunes Marques, mas precisou ser sorteada novamente porque ele preside o TSE. De acordo com essa apuração, o cargo impede que o ministro relate no STF casos com pedido de urgência nos três meses anteriores e posteriores às eleições.

 

O resultado do julgamento pode ter impacto também na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD), assumiu o cargo em março de 2025. Ela era primeira vice-presidente e chegou ao comando depois que o próprio STF barrou, por considerar inconstitucional, o terceiro mandato consecutivo de Adolfo Menezes. Ivana é favorita para ser reconduzida no biênio 2027-2028. Se for reeleita e tentar um novo mandato para 2029-2030, ela poderá enfrentar uma situação parecida com a de Muniz.

Escola Antirracista de Nutrição pauta justiça alimentar no Conselho Regional de Nutrição na Bahia: “Trazer a cultura alimentar para a mesa”
Foto: Acervo pessoal

O Conselho Regional de Nutrição da 5ª Região (CRN-5 – Bahia e Sergipe) lançou oficialmente a Escola Antirracista de Nutrição, curso de formação para estudantes e profissionais que propõe ampliar o debate sobre racismo estrutural no campo da alimentação e da saúde.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, a conselheira do CRN-5, Taiane Cazumbá, explica que, sob o lema “Nutrição não é um território neutro”, a Escola nasce como um espaço para fortalecer práticas profissionais fundamentadas na equidade racial, no Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e na construção de sistemas alimentares mais justos e sustentáveis.

 

Segundo ela, “a nutrição antirracista fala muito sobre justiça social, sobre garantia de direitos, equidade racial. A gente vem trabalhando essa temática, principalmente na Bahia, onde nossa a maioria da nossa população é a população negra, então a gente precisa identificar o indivíduo e trabalhar respeitando a cultura, respeitando a diversidade, respeitando a religião”, narra. 

 

“Então, [é necessário] aprender e compreender quais são as políticas públicas atuais que garantem o acesso à alimentação, que forma a gente pode valorizar essa essa cultura, esses programas, essas políticas e tornar ela mais acessível para a população. Acho que nós, enquanto profissionais de saúde, precisamos estar muito empoderados de compreender o momento político, compreender as nossas políticas existentes no momento para que a gente possa contribuir para a formação e para orientação da nossa população.”

 

Como parte das atividades da Escola Antirracista, o CRN-5 abriu inscrições para o curso “Nutrição, Antirracismo e Justiça Alimentar” (clique aqui). A formação, com carga horária de 20 horas em formato híbrido, abordam desde políticas públicas voltadas à saúde da população negra até estratégias práticas de atuação antirracista no cotidiano profissional. 

 

O BN conversou com Taiane Cazumbá para compreender o processo de elaboração da Escola Antirracista e como são pautados os temas do racismo e equidade social no âmbito da Nutrição. Confira aqui a entrevista completa. 

Escola Antirracista de Nutrição pauta justiça alimentar no Conselho Regional de Nutrição na Bahia: “Trazer a cultura alimentar para a mesa”
Foto: Acervo pessoal

 

O Conselho Regional de Nutrição da 5ª Região (CRN-5 – Bahia e Sergipe) lançou oficialmente a Escola Antirracista de Nutrição, curso de formação para estudantes e profissionais que propõe ampliar o debate sobre racismo estrutural no campo da alimentação e da saúde.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, a conselheira do CRN-5, Taiane Cazumbá, explica que, sob o lema “Nutrição não é um território neutro”, a Escola nasce como um espaço para fortalecer práticas profissionais fundamentadas na equidade racial, no Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e na construção de sistemas alimentares mais justos e sustentáveis.

 

Segundo ela, “a nutrição antirracista fala muito sobre justiça social, sobre garantia de direitos, equidade racial. A gente vem trabalhando essa temática, principalmente na Bahia, onde nossa a maioria da nossa população é a população negra, então a gente precisa identificar o indivíduo e trabalhar respeitando a cultura, respeitando a diversidade, respeitando a religião”, narra. 

 

“Então, [é necessário] aprender e compreender quais são as políticas públicas atuais que garantem o acesso à alimentação, que forma a gente pode valorizar essa essa cultura, esses programas, essas políticas e tornar ela mais acessível para a população. Acho que nós, enquanto profissionais de saúde, precisamos estar muito empoderados de compreender o momento político, compreender as nossas políticas existentes no momento para que a gente possa contribuir para a formação e para orientação da nossa população”.

 


Foto: Acervo pessoal

 

Como parte das atividades da Escola Antirracista, o CRN-5 abriu inscrições para o curso “Nutrição, Antirracismo e Justiça Alimentar” (clique aqui). A formação, com carga horária de 20 horas em formato híbrido, abordam desde políticas públicas voltadas à saúde da população negra até estratégias práticas de atuação antirracista no cotidiano profissional. 

 

O BN conversou com Taiane Cazumbá para compreender o processo de elaboração da Escola Antirracista e como são pautados os temas do racismo e equidade social no âmbito da Nutrição. Confira a entrevista completa: 

 

Taiane, o que é a nutrição antirracista e como essa formação foi elaborada dentro do Conselho Regional de Nutrição?
Eu me chamo Taiane Cazumbá, sou nutricionista e conselheira do Conselho Regional de Nutrição, que representa a Bahia Sergipe, que é o CRN-5. Atualmente, no Conselho, eu coordeno a Comissão de Formação Profissional e, dentro da formação profissional, a gente tem um grupo de trabalho que trabalha a escola de nutrição antirracista.

 

Por muito tempo a gente conversa e dialoga sobre a nutrição, sobre ciência, de forma científica, mas a nutrição lá vai muito além disso. Então, a gente não tem como dialogar sobre o que a pessoa vai comer sem se perguntar: ‘Qual é o território em que ela come? Qual é a forma? Qual é o modo de vida que ela desenvolve?

 

A nutrição antirracista, a gente fala muito sobre justiça social, sobre garantia de direitos, equidade racial. A gente vem trabalhando essa temática, principalmente na Bahia, onde nossa a maioria da nossa população é a população negra, então a gente precisa identificar o indivíduo e trabalhar respeitando a cultura, respeitando a diversidade, respeitando a religião. Então o curso da nutrição antirracista a gente dialoga muito sobre isso. A gente trabalha sobre os fundamentos, as políticas, as práticas para um cuidado com a equidade racial. Eu preciso compreender que o corpo de uma mulher negra é diferente do corpo de uma mulher branca. Tem a questão genética que a gente precisa ser respeitada.

 

A gente traz também muito a questão da valorização das heranças da nutrição, na questão do alimento. Então a gente combate a questão do racismo alimentar, da nutrição dentro do SUS, dentro da segurança alimentar e nutricional. Então, a gente vai passando pela construção do ato político que é o comer.

 

Por que é tão fundamental o discurso anti racismo dentro dessa formação e da prática da nutrição no Brasil? Como é que você acredita que o racismo estrutural se manifesta nesse atendimento nutricional e na garantia da segurança alimentar?

O racismo estrutural, ele acaba trazendo uma violação de direitos, porque direito à alimentação é um direito humano garantido e a gente acaba percebendo que às vezes alguns territórios estão passando muito pela questão da industrialização. Então, há um monte de alimentos industrializados. 

 

Nesse momento a gente acaba cometendo nutricídio. A gente tá ofertando alimentos que são com calorias vazias, alimentos que não vão garantir a segurança alimentar e nutricional e deixando pequenos hábitos, como comprar em feira, como a prática do cozinhar em casa, de gente fazer um alimento totalmente aproveitado. Então, a gente começa a dialogar justamente sobre isso.

 

A gente começa a perceber que muitas pessoas começam o atendimento nutricional, o acompanhamento nutricional, mas às vezes aquele atendimento, ele é um atendimento individualizado, mas que ele não retrata a memória alimentar, a cultura alimentar, o hábito de comer em família. Então a gente vem dialogando muito sobre isso dentro da nutrição.

 

Qual é o objetivo dessa capacitação e como surgiu a ideia de transformar esse debate acadêmico dentro do Conselho em uma capacitação e um curso formativo?

O nosso principal foco é formar um profissional capaz de enxergar que a nutrição historicamente vê o racismo como determinante da alimentação e da saúde. Então que a gente consiga compreender os determinantes sociais de qual meio aquele indivíduo está colocado. Como é que eu consigo enfrentar e garantir esses direitos de uma alimentação saudável e adequada para ele nesse momento?

 

A escola atua muito na forma de rever a nossa formação profissional. Então, a gente não pode falar só como um sujeito padrão. Não, a gente precisa falar o que é nutrição erudita, como é os protocolos, como são os materiais educativos que vocês produzem dentro da sua formação, dentro da sua conduta com o seu paciente, dentro das construções de políticas públicas. 

 

A gente trabalha muito na questão do fortalecimento das políticas, inclusive as públicas do SUS. Então, a gente vai fazer a garantia da segurança limitada, a política nacional de saúde integrada da população negra. A gente começa a dialogar sobre isso, a gente começa a produzir materiais que a gente consiga fazer a valorização de saberes mesmo, valorizar os saberes da negras, dos terreiros, quilombolas, das periferias, dialogar sobre as cozinhas comunitárias, como a gente reconhece esse produto de conhecimento e de cuidado.

 

A gente vem transformar a nutrição e fazer com que a nutrição ela se identifique cada vez mais perto com o indivíduo da ponta, que é a população no geral.

 

Você acredita que formando esses profissionais, a gente também consegue se aproximar desse público [pessoas negras e em situação de vulnerabilidade] e fazer esse público entender a importância da nutrição? 

O que a gente vê muito é a questão da insegurança alimentar e nutricional. A gente tem até estudos que têm esse caso que a gente avalia o estado de insegurança alimentar e nutricional. A Bahia tem índices alarmantes de insegurança alimentar e nutricional e isso perpassa muito pela nossa correria do dia a dia. Então uma população, uma família que trabalha. No momento que as contas apertam, a gente sempre corta o quê? Na alimentação.

 

Aquele cuidado que era mensal, a passa quinzenal, passa a ser diário, mas ele acaba restringindo entre pagar o aluguel, pagar a luz pagar um medicamento, sempre a alimentação sofre. Então é cortado no consumo, por exemplo, de uma coisa básica que são frutas e verduras. Às vezes, se a gente parar para refletir, as pessoas passam dois, três dias sem comer uma simples fruta. De acordo com a vulnerabilidade, as pessoas acabam sempre achando que cortar da alimentação é o mais rápido, é o mais eficiente, mas a gente não pensa sobre o que isso vai gerar lá na frente. 

 

Como funciona a estrutura do curso? Ele é exclusivo para profissionais da nutrição? 

Atualmente o curso está voltado para nutricionistas, estudantes de nutrição, técnicos de nutrição formados e estudantes também. Hoje, o curso é fechado para profissionais da área de nutrição, até mesmo porque a linguagem é adaptada, as orientações.

 

É muito para que a gente possa ter profissionais que consigam trabalhar em diferentes territórios e trabalhar com a linguagem mais acolhedora, que a gente consiga compreender e mostrar aosnutricionistas negros o espaço deles na sociedade, mas também trazer a reflexão sobre valorizar os nossos hábitos culturais, de trazer a questão da cultura alimentar para a mesa e mostrar que nos protocolos a gente consegue trabalhar com isso.

 

[É dizer que] A gente não precisa comparar o nosso protocolo a um protocolo americano. Então a gente pode trabalhar com os alimentos da nossa terra, com a nossa região e sobretudo mesmo trabalhar o foco da população negra em periferias, em quilombos, em comunidades tradicionais. Então a gente trabalha muito a questão da justiça alimentar.

 

Como é que você avalia a atual inclusão das pautas de equidade e raça dentro das faculdades de nutrição e como CRN já vem pautando esse tema para além dessa formação extra?

Dentro do Conselho Regional, a equidade é uma pauta prioritária dentro do Conselho. Então, a gente já vem dialogando com os coordenadores de curso dentro da construção, dentro da reformulação das novas DCNs do curso de nutrição. Então, são pautas que a gente vem trabalhando em diferentes contextos.

 

O curso surgiu de alguns encontros de coletivos de nutricionistas negros e negras que veio trabalhando a pauta e a gente abraçou para fazer realmente a formação, porque a gente acaba muitas vezes nos conteúdos universitários sendo muito generalistas e não se aprofundando nas nos biomas, nas características da nossa população do estado da Bahia e do Brasil.

 

Que mensagem você deixa para os estudantes e nutricionistas que ainda não se atentaram para a importância desse debate anti-racista dentro da rotina profissional e de estudos?

O que a gente sempre fala é que assim não basta dizer o que se deve comer, é preciso perguntar que condições ela tem para comer com dignidade e como é que a gente consegue fazer essa garantia de direitos. Então, [é necessário] aprender e compreender quais são as políticas públicas atuais que garantem o acesso à alimentação, que forma a gente pode valorizar essa essa cultura, esses programas, essas políticas e tornar ela mais acessível para a população.

 

Acho que nós, enquanto profissionais de saúde, precisamos estar muito empoderados de compreender o momento político, compreender as nossas políticas existentes no momento para que a gente possa contribuir para a formação e para orientação da nossa população.

Silva Neto chega à AL-BA após dois mandatos em Araci e aposta na saúde como bandeira
Foto: Reprodução / Instagram @silvaneto.bahia

Eleito deputado estadual pela Bahia com 66.967 votos em 2026, Silva Neto (Avante) chega à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) após construir sua trajetória política no município de Araci, na região sisaleira. Fisioterapeuta e ex-prefeito por dois mandatos, ele pretende levar à Casa Legislativa pautas ligadas à saúde, à valorização dos profissionais da área e ao fortalecimento das gestões municipais.

 

Formado em Fisioterapia há cerca de 20 anos, Silva Neto atuou na profissão e chegou a manter uma clínica antes de assumir a direção da antiga Diretoria Regional de Saúde (DIRES) de Serrinha. A experiência na área antecedeu sua entrada na disputa eleitoral, em 2010, quando concorreu pela primeira vez a uma vaga de deputado estadual.

 

A política, porém, já fazia parte da história familiar. Filho de José Eliotério da Silva, conhecido como Zedafó, ex-prefeito de Araci, Silva Neto cresceu acompanhando a atuação política do pai, que também foi vereador e disputou eleições para deputado estadual. Zedafó morreu em setembro de 2020, aos 83 anos, após uma infecção pulmonar.

 

“Meu pai foi político, teve uma trajetória de longo período na política. Nasci em 1981, 1982, e meu pai já era vereador. Então existe uma trajetória de família, já está no sangue”, contou Silva Neto ao Bahia Notícias.

 

Em 2012, aos 31 anos, Silva Neto foi eleito prefeito de Araci pelo PDT, com 14.569 votos, equivalentes a 52,85% dos votos válidos. Quatro anos depois, tornou-se o primeiro gestor municipal reeleito da cidade, ao conquistar 83% dos votos, com 14.143 eleitores. Ao fim do segundo mandato, em 2020, sua então vice-prefeita, Keinha, foi eleita para sucedê-lo e acabou reeleita em 2024.

 

Após deixar a prefeitura, Silva Neto voltou a disputar uma cadeira na AL-BA em 2022. Na ocasião, recebeu 45.163 votos e ficou na primeira suplência pelo PDT. Para a eleição de 2026, migrou para o Avante e conquistou 66.967 votos, garantindo uma vaga na Assembleia.

 

Na nova etapa da carreira, o deputado eleito pretende priorizar projetos relacionados à saúde e à categoria dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Ele citou a atuação na articulação de uma proposta para instituir o piso salarial nacional das duas profissões e disse esperar que o projeto avance na próxima etapa de tramitação. “Com certeza, vou ter pautas muito ligadas à saúde. Sou fisioterapeuta e defensor das causas da categoria”, afirmou.

 

“Fora isso, muito trabalho, disciplina e muita presença, que é uma característica minha na política. Sou um político muito presente, que visita, que anda muito, que entende que isso é essencial para realizar um bom trabalho”, afirmou.

 

Silva Neto também destacou o municipalismo como uma das áreas em que pretende atuar, com iniciativas voltadas à qualificação de integrantes do Legislativo municipal e ao aprimoramento das gestões públicas.

Salvador amplia rede e disponibiliza nove ecopontos para descarte gratuito de resíduos
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

Moradores de Salvador podem utilizar nove ecopontos e um ponto limpo para descartar gratuitamente resíduos domésticos, materiais recicláveis, móveis inutilizados e pequenas quantidades de entulho. Os equipamentos são administrados pela Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) e estão distribuídos por diferentes regiões da capital.

 

Entre janeiro e setembro deste ano, mais de 10 mil toneladas de resíduos foram encaminhadas aos espaços, segundo a Limpurb. A iniciativa busca reduzir o descarte irregular em ruas e terrenos baldios, além de evitar o entupimento de bueiros e a proliferação de animais transmissores de doenças.

 

Entre os materiais recebidos estão papel, papelão, plástico, metal, pneus, colchões, sofás, armários, geladeiras, fogões e resíduos de poda. Também é possível levar restos de obras, como gesso, pisos, blocos e cimento, respeitando o limite de 2 metros cúbicos por gerador ao dia.

 

De acordo com o diretor de Operações da Limpurb, Augusto Guanaes, a rede passou de um equipamento no início da gestão para nove ecopontos, além do ponto limpo em Novo Horizonte. A orientação é separar os resíduos por tipo e acondicioná-los adequadamente antes de levá-los ao local.

 

A Limpurb também recomenda que moradores que contratam serviços particulares para retirada de móveis ou transporte de entulho verifiquem o destino dos materiais, para evitar que sejam abandonados irregularmente.

 

Confira os endereços e horários de funcionamento:
Itaigara: Rua Wanderley de Pinho, s/n, com acesso pela Avenida ACM, atrás do Hiper Posto BR. De segunda a sábado, das 7h às 19h; domingo, das 8h às 12h.
Itapuã: Rua Alto do Abaeté, s/n, em frente à sede do bloco Malê Debalê. De segunda a sábado, das 7h às 19h; domingo, das 8h às 12h.
Bonocô: Avenida Mário Leal Ferreira, próximo ao Posto Ipiranga, em Santa Teresa. De segunda a sábado, das 7h às 19h; domingo, das 8h às 12h.
Alto da Terezinha: Rua Cardeal Jean, s/n. De segunda a sábado, das 7h às 15h20.
Ilha Amarela: Rua Boa Esperança, s/n. De segunda a sábado, das 7h às 17h; domingo, das 8h às 12h.
Ilha de Bom Jesus: Rua da Fonte Nova, s/n, Ilha de Bom Jesus dos Passos. Diariamente, das 7h às 15h20.
Itacaranha: Rua Teskey, s/n. De segunda a sábado, das 7h às 17h; domingo, das 7h às 12h.
Narandiba: Avenida Edgard Santos, s/n, próximo ao camelódromo, no sentido de quem segue da região do Cabula VI. De segunda a sexta, das 7h às 19h; sábado, das 7h às 14h.
Vale da Muriçoca: Rua Sérgio de Carvalho, ao lado da USF Lealdina Barros, no Engenho Velho da Federação. De segunda a sábado, das 7h às 19h; domingo, das 7h às 12h.
Galpão Massaranduba: Rua Lopes Trovão, Massaranduba. De segunda a sábado, das 7h às 17h.

Mensagens de Vorcaro apontam negociação de contrato de R$ 1,8 mi com CEO da Quaest
Foto: Reprodução / Instagram @professorfelipenunes

Mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, apontam negociações para contratar Felipe Nunes, CEO da Quaest, para prestar serviços de consultoria estratégica à instituição financeira. O acordo discutido previa pagamentos mensais de R$ 150 mil durante um ano, totalizando R$ 1,8 milhão.

 

Os diálogos, divulgados pelo Metrópoles, ocorreram em setembro de 2024 e envolvem Vorcaro e Ana Matos, integrante da equipe de marketing do banco. Em uma mensagem enviada no dia 9 daquele mês, ela perguntou se estava alinhada a contratação de Nunes, por meio da empresa Quaest, pelo valor previsto.

 

Vorcaro respondeu que acreditava que Augusto havia fechado o acordo e orientou Ana a alinhar os detalhes com ele. Na sequência, ela confirmou que daria continuidade ao processo. 

 

Até o momento, não há informação sobre quantas parcelas do contrato teriam sido efetivamente pagas. Felipe Nunes negou ter relação pessoal com o ex-banqueiro e afirmou que o contato com o Banco Master ocorreu de forma “estritamente técnica”.

PF encontra sala oculta com máquina de contar dinheiro em hangar de Willer Tomaz
Foto: Divulgação / Willer Tomaz Advogados Associados

A Polícia Federa (PF) encontrou uma sala oculta em um hangar no Aeroporto de Brasília utilizado por empresas de transporte aéreo do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O local tinha prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro, mas os agentes não encontraram cédulas durante a inspeção.

 

A existência do espaço foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela TV Globo. Segundo as informações divulgadas, a PF chegou à sala em agosto, após receber uma denúncia anônima sobre a estrutura escondida atrás de um painel de madeira, com uma porta aparentemente blindada.

 

Em nota, a defesa de Tomaz confirmou a existência da chamada “sala-cofre” e afirmou que o ambiente é utilizado para atender empresas de transporte de valores que são clientes das companhias de aviação do advogado. Os representantes negaram qualquer irregularidade e classificaram como “fantasiosa” a suspeita de que o espaço serviria para guardar ou contar dinheiro ilícito.

 

A busca ocorreu no âmbito da operação Sem Desconto, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Tomaz foi um dos alvos da investigação. Na residência dele, os agentes também encontraram uma máquina de contar dinheiro e apreenderam quatro aeronaves vinculadas às suas empresas.

 

Além desse caso, o advogado e Flávio Bolsonaro são investigados em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Durante a investigação, a Polícia Federal identificou e-mails que indicariam o cadastro de Flávio como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa de propriedade de Tomaz.

 

O caso foi encaminhado ao STF em razão do foro especial do senador e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são amigos e já afirmaram não manter negócios em conjunto.

Salvador terá programação gratuita na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 
Foto: Divulgação / GOV-BA

A 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), chega à Bahia com uma programação gratuita voltada à popularização da ciência e ao incentivo à participação de meninas e mulheres na produção científica. Com o tema “Ciência Delas”, o evento destaca a contribuição de meninas e mulheres para a pesquisa, a inovação e a produção do conhecimento.

 

Em Salvador, as atividades serão realizadas no Parque Tecnológico da Bahia, nos dias 27 e 28 de outubro, das 9h às 18h, com coordenação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). A iniciativa também contará com ações em outros municípios baianos.

 

Com atividades interativas para diferentes públicos, a programação inclui oficinas sobre foguetes, criação de jogos digitais e produção de animações. O espaço contará com estação gamer, laboratório interativo, óculos de realidade virtual, demonstrações de robótica e estandes de startups das áreas científica e tecnológica.

 

 Também serão apresentados projetos desenvolvidos por estudantes de escolas públicas de diferentes municípios baianos, com pesquisas que exploram soluções tecnológicas, sustentabilidade, saúde e questões sociais. A programação inclui ações na capital e no interior (clique aqui https://www.ba.gov.br/secti/snct). 

AGU usa lei antifacção pela primeira vez e pede confisco de R$ 190,3 milhões de integrantes do PCC e do CV
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O governo federal usou pela primeira vez a lei antifacção para pedir à Justiça o confisco de R$ 190,3 milhões de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). As ações foram apresentadas na terça-feira (20) pela Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que representa o governo nos tribunais. Os alvos são suspeitos de tráfico internacional de drogas, contrabando de cigarros e agrotóxicos e lavagem de dinheiro.

 

Ao todo, foram quatro ações, apresentadas pela Procuradoria-Geral da União, setor da AGU, em varas da Justiça Federal de São Paulo, do Rio Grande do Sul e do Paraná. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

 

Segundo nota da AGU, três dessas ações tentam recuperar R$ 82 milhões e atingem 87 réus investigados por participação em grupos criminosos ligados ao PCC. Entre as atividades apontadas está um esquema de contrabando de cigarros e agrotóxicos vindos do Paraguai para o Brasil.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Janja decidiu ajustar o slogan da campanha do Molusco nessa reta final. Aliás, acho que da família inteira do Molusco, ela talvez fosse quem ia gerar mais crise se liberasse o sigilo do Zap. E nem seria por corrupção. Só deixo uma dica pra oposição: não subestimem o Sinônimo. Enquanto isso, já tem gente de olho nas próximas eleições, tem gente doida que endoideceu mais ainda, e tem quem esteja tentando correr atrás do prejuízo depois de passar a disputa inteira comendo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Júlio Pinheiro

Júlio Pinheiro
Foto: Daniel Araújo / Antena 1 Salvador

“Eu acho que na democracia cabe a representação de qualquer forma, desde que ela seja validada pelas urnas. Eu entendo que a rede social é um instrumento, ela não pode ser a base política, porque a base política ela precisa expressar anseios da sociedade que sejam calcados em coisas concretas, certo?".


Disse o deputado estadual eleito Júlio Pinheiro (PT), ao comentar em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1) nesta segunda-feira (21), sobre a popularização da modalidade de “políticos influencers”, aqueles parlamentares que se elegem com forte apelo das redes sociais e conteúdos virais. Segundo o ex-prefeito de Amargosa, “na democracia cabe a representação de qualquer forma”, mas é necessário avaliar o conteúdo produzido e incentivado pelos candidatos nas redes sociais. 

AjorProjor

Podcast

Prefeito de Camaçari Luiz Caetano é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

Prefeito de Camaçari Luiz Caetano é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira
Foto: Projeto Prisma
O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (19). O programa será transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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