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IBGE: Inflação sobe em dezembro mas fecha 2025 em 4,26%, dentro do teto da meta fixada pelo Banco Central

Por Edu Mota, de Brasília

Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

A inflação brasileira fechou o ano de 2025 em 4,26%, dentro, portanto, ficando abaixo do limite superior da meta do Banco Central, que é de 4,50%. O resultado veio após o registro de uma alta de preços de 0,33% no mês de dezembro. O IPCA ficou 0,57% abaixo do índice de 2024 (4,83%).

 

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo IBGE, por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O indicador registra a inflação oficial brasileira. 

 

A permanência dentro da tolerância máxima fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) aconteceu apesar do aumento dos preços em dezembro em relação a novembro, que fechou em 0,18%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento ainda maior, de 0,52%. 

 

O IPCA de 4,26% verificado pelo IBGE acabou ficando abaixo das previsões do mercado financeiro. O último Boletim Focus do Banco Central, divulgado em 26 de dezembro, apontava uma inflação total em 2025 de 4,32%. 

 

Os analistas de mercado consultados pelo Banco Central projetavam, no início de janeiro de 2025, uma inflação total de 4,99%. O Boletim Focus chegou a trazer uma previsão de inflação total de 5,68%, em publicação divulgada no dia 7 de março. 

 

Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, apenas o de preços na área de Habitação teve queda, de 0,33%. Todos os demais grupos tiveram alta no mês de dezembro. 

 

A maior variação de preços (0,74%) aconteceu no grupo Transportes, seguido por Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52%. O grupo Artigos de residência (0,64%) teve a segunda maior variação em dezembro, após o recuo de 1,00% registrado em novembro.

 

No grupo de Transportes, o resultado de 0,74% foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), subitem com maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.). 

 

Os combustíveis , após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%).

 

Em Artigos de residência, a alta de 0,64% reflete as variações de preços em produtos de Tv, som e informática (1,97%) e dos aparelhos eletroeletrônicos (0,81%) que, no mês anterior, haviam caído 2,28% e 2,37%, respectivamente.

 

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,52%), o destaque fica por conta do plano de saúde (0,49%) e dos artigos de higiene pessoal (0,52%).

 

O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio interrompeu a sequência de seis meses consecutivos de queda e subiu 0,14%, influenciada pelas altas da cebola (12,01%) e da batata-inglesa (7,65%). 

 

As carnes tiveram alta moderada, de 1,48%, com destaque para o contrafilé (2,39%), a alcatra (1,99%) e a costela (1,89%) e das frutas (1,26%), em especial o mamão (7,85%) e a banana-prata (4,32%). No lado das quedas os destaques são o leite longa vida (-6,42%), o tomate (-3,95%) e o arroz (-2,04%).

 

Em relação aos preços nas capitais pesquisadas pelo IBGE, a maior variação ocorreu em Porto Alegre (0,63%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (3,90%) e do transporte por aplicativo (17,75%). A menor variação ocorreu em São Luís (-0,19%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-4,83%) e das frutas (-6,01%).

 

A cidade de Salvador teve a terceira maior alta de preços no mês de dezembro, registrando 0,59%. O índice ficou bem acima do que havia sido verificado em novembro, quando a inflação foi de 0,01%. O IPCA na capital baiana também ficou bem acima da média nacional de 0,33%. 

 

Apesar de ter ficado acima em dezembro, no ano de 2025 a alta de preços em Salvador ficou abaixo da que foi registrada em todo o país. Enquanto a média nacional foi de 4,26%, a capital da Bahia teve inflação final no ano passado de 3,80%.