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Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência

O desafio pode fazer bem. O risco está na pressão sem recuperação — e isso vale para qualquer pessoa que trabalhe sob grande exigência depois dos 80.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

inflacao

Economia: prévia da inflação medida pelo IBGE desacelera para 0,32% em outubro, mas alimentação segue em alta
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Depois de ter registrado 0,70% em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial do país, desacelerou e fechou o mês de outubro em 0,32%. O recuo de setembro a outubro foi de 0,38 ponto percentual. 

 

Os resultados do IPCA-15 foram divulgados nesta sexta-feira (23) pelo IBGE. No ano, o indicador já acumula alta de 4,15% e, em 12 meses, de 4,62%, acima dos 4,47% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2025, o IPCA-15 foi de 0,18%.

 

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, oito tiveram alta em outubro. A maior variação e o maior impacto vieram de Alimentação e Bebidas (0,88%). As demais variações ficaram entre o recuo de 0,10% de Habitação e o aumento de 0,55% em Despesas pessoais.

 

Em Alimentação e Bebidas (0,88%), a alimentação no domicílio (1,01%) acelerou em relação ao mês anterior (0,38%). Contribuíram para esse resultado os aumentos do tomate (24,54%), da cebola (13,63%), da batata-inglesa (10,96%) e do arroz (5,80%). 

 

Por outro lado, o IBGE destaca, em sua pesquisa, os recuos de preços da cenoura (-10,67%), das frutas (-1,37%) e do café moído (-1,16%) em outubro.

 

A alimentação fora do domicílio também acelerou na passagem de setembro (0,44%) para outubro (0,56%), em virtude das altas da refeição (de 0,38% para 0,61%) e do lanche (de 0,44% para 0,66%).

 

Em Despesas pessoais (0,55%), os destaques foram os subitens cinema, teatro e concertos (4,30%), pacote turístico (2,18%) e empregado doméstico (0,62%).

 

No grupo Transportes (0,05%), o resultado foi influenciado, principalmente, pelos combustíveis que saíram de 0,22% em setembro para 1,20% em outubro. O óleo diesel (3,70%), o etanol (2,73%) e a gasolina (0,92%) apresentaram altas, enquanto o gás veicular teve queda de 0,18%. 

 

Quanto aos índices regionais, dez das onze áreas de abrangência tiveram alta em outubro. A maior variação foi observada em Belém (0,76%), por conta das altas do tomate (17,55%) e da energia elétrica residencial (3,71%). 

 

Em Salvador, a prévia da inflação em outubro foi de 0,34%, acima da média nacional de 0,32%. Em relação a setembro, houve uma desaceleração e o indicador mostrou queda de 0,16%.

 

No ano, a variação acumulada na capital baiana é de 3,86%, abaixo do resultado para todo o país, que foi de 4,15%. Também no acumulado dos últimos 12 meses Salvador está melhor do que a média nacional, ao marcar 4,33% contra os 4,62% registrados no país. 
 

Alimentação e supermercado pesam no orçamento de 59% dos brasileiros, aponta Serasa
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

Os gastos com alimentação e supermercado são os que mais comprometem o orçamento de 59% dos brasileiros, segundo pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box. O levantamento também aponta que 41% dos entrevistados enfrentam mais dificuldades para equilibrar as contas na terceira e quarta semanas do mês, quando os recursos disponíveis começam a ficar mais limitados.

 

Além da alimentação, as despesas com moradia, aluguel ou financiamento foram citadas por 40% dos participantes, enquanto as contas da casa aparecem entre os principais compromissos financeiros para 32%. O estudo mostra ainda que 28% dos consumidores precisam fazer cortes, adiar pagamentos ou lidar com despesas que não conseguem quitar dentro do próprio mês.

 

Para Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira, o desequilíbrio está relacionado tanto ao peso das despesas essenciais quanto à concentração dos vencimentos ao longo do mês. “Os dados revelam que, além de olhar para os gastos, devemos olhar também para quando se gasta. Alimentação e supermercado pesam no orçamento de 59% dos brasileiros, moradia entra para 40% e contas da casa para 32% e, geralmente, boa parte desses compromissos essenciais se concentra no início do mês, logo depois do salário cair”, explicou ao Bahia Notícias.

 

Segundo a especialista, essa concentração pode ajudar a explicar por que a terceira e a quarta semanas são apontadas como as mais difíceis. Nesse período, parte significativa da renda já foi destinada às despesas fixas, reduzindo a margem disponível para imprevistos.

 

A orientação é acompanhar o orçamento durante todo o mês, registrando as entradas e saídas de dinheiro, verificando os compromissos que ainda vão vencer e identificando antecipadamente a necessidade de ajustes. “Por isso, a orientação é acompanhar o saldo semana a semana, não só no início do mês: registrar o que entra e o que sai, revisar as contas que ainda vão vencer e, se perceber que o dinheiro pode faltar, agir antes”, afirma Aline.

 

CARTÃO DE CRÉDITO E ENDIVIDAMENTO

Quando percebem que o dinheiro pode não ser suficiente até o fim do mês, 29% dos entrevistados afirmam reduzir gastos não essenciais, enquanto 22% buscam fontes de renda extra. O cartão de crédito também aparece como alternativa para cobrir despesas: 28% dos participantes disseram ter recorrido ao recurso para lidar com a falta de dinheiro nos últimos 12 meses.

 

Ao mesmo tempo, a fatura do cartão foi o compromisso financeiro mais citado entre os pagamentos que deixaram de ser quitados por falta de recursos, mencionada por 25% dos entrevistados.

 

Aline alerta que o crédito pode apenas transferir o problema financeiro de um mês para o seguinte, especialmente quando o consumidor não consegue pagar a fatura integralmente ou já tem parte da renda comprometida com parcelas. “O cartão de crédito é um ‘tampa o buraco de um mês’, mas, se a fatura não cabe no orçamento seguinte, o problema só se desloca para frente e cresce, tornando-se uma bola de neve”, afirma.

 

A especialista recomenda que o consumidor avalie a capacidade de pagamento antes de utilizar o cartão para cobrir despesas essenciais. “O limite do cartão não deve ser tratado como uma extensão da renda. Antes de usar o cartão para cobrir uma despesa, é importante checar como aquela fatura vai ser paga e quanto da receita dos próximos meses já está comprometido com parcelas. Do contrário, a solução de um mês vira a dificuldade do mês seguinte”, acrescenta.

 

PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Apesar das dificuldades, 75% dos entrevistados afirmam planejar frequentemente os gastos antes do início do mês. Entre os recursos utilizados para organizar as finanças, 46% recorrem a cadernos e anotações, enquanto 21% utilizam planilhas.

 

Os dados indicam, porém, que o planejamento antecipado nem sempre é suficiente para evitar dificuldades financeiras. O peso das despesas essenciais, os imprevistos e a renda disponível podem comprometer o orçamento mesmo entre aqueles que procuram se organizar.

 

Para Aline, o acompanhamento das contas precisa continuar depois que o salário é recebido, permitindo que o consumidor identifique possíveis desequilíbrios antes das semanas finais. “É importante que o planejamento continue ao longo do mês, e não seja feito apenas quando o salário chega. Vale registrar os gastos conforme eles acontecem, acompanhando o saldo disponível e revisando as próximas contas, o que ajuda a perceber o aperto antes de chegar nas semanas finais”, orienta.

 

A especialista destaca que não é necessário utilizar ferramentas complexas para manter esse controle. Cadernos, planilhas e aplicativos podem cumprir essa função, desde que as informações sejam atualizadas e consultadas regularmente.

 

Para as famílias com renda limitada, a reorganização das despesas e a busca por alternativas para complementar os ganhos aparecem como estratégias recorrentes. De acordo com a pesquisa, 36% dos participantes deixaram de sair de casa para economizar, enquanto 21% realizaram trabalhos extras ou atividades informais que normalmente não fariam.

 

“Para quem tem renda mais limitada, os dados mostram que o ajuste muitas vezes vem por dois caminhos: cortar o que não é essencial, estratégia de 29% dos entrevistados, e rever a rotina para fazer a renda durar, como os 36% que deixaram de sair de casa ou os 21% que fizeram um trabalho extra no período”, afirma Aline.

 

METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, entre 29 de setembro e 5 de outubro de 2026. Foram entrevistadas 1.008 pessoas por meio de entrevistas online em todo o território nacional. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.

Economia cresce 0,5% em agosto após dois meses de recuo, estima FGV
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

Depois de dois meses de recuo, a economia brasileira voltou a crescer e apresentou expansão de 0,5% na passagem de julho para agosto. Como resultado, o desempenho chega a 1,8% no acumulado de 12 meses.

 

A constatação faz parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (19).

 

A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, reunindo dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

 

O Monitor do PIB é considerado um “termômetro” da economia e funciona como uma prévia do PIB oficial.

 

Veja o comportamento da economia na comparação entre meses seguidos, de acordo com o levantamento:

  • Agosto: 0,5%
  • Julho: -0,3%
  • Junho: -0,9%
  • Maio: 0,6%
  • Abril: 0,3%
  • Março: 0,1%
  • Fevereiro: 0,5%
  • Janeiro: 0,6%

 

O mês retrasado apresentou avanço de 1,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. No trimestre terminado em agosto, a FGV sinaliza alta de 1,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025.

 

MOTORES

A FGV destacou que a economia foi impulsionada em agosto pela indústria extrativa e a atividade de serviços.

 

O economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre, aponta que, pelo lado da oferta, o resultado refletiu o crescimento da indústria extrativa e a continuidade da expansão da atividade de serviços.

 

“Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo”, complementa.

 

Ele assinala ainda que em um contexto de inflação persistente, que obriga uma política monetária contracionista, ou seja, juros elevados, “a economia apresenta capacidade de recuperação”.

 

No trimestre até agosto, o consumo das famílias cresceu 0,4%, refletindo principalmente a contribuição positiva dos produtos duráveis.

 

Em valores correntes, a FGV estima o PIB acumulado até agosto em R$ 9,020 trilhões.

 

PROJEÇÕES

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (16), que indicou expansão de 0,3% na passagem de julho para agosto e de 1,6% em 12 meses.

 

O relatório Focus divulgado também nesta segunda-feira, sondagem do Banco Central com instituições do mercado financeiro, sinaliza que o PIB deve crescer 1,83% este ano.

 

O Boletim Macrofiscal da Secretária da Política Econômica do Ministério da Fazenda, divulgado em setembro, aponta estimativa de crescimento do PIB de 2% este ano.

 

Na última semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou que o Brasil deve crescer 2,2% este ano.  O órgão, instituição multilateral vinculada às Nações Unidas, estima que o país deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027.

 

RESULTADO OFICIAL

O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A próxima divulgação será referente ao terceiro trimestre do ano, em 2 de dezembro.

 

A última divulgação, no início de setembro, mostrou que a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre e 1,9% no acumulado de 12 meses. 

Alckmin defende ajuste fiscal sobre "super salários" e proteção de aposentados em visita à Bahia
Fotos: Victor Hernandes / Bahia Notícias

Nesta quinta-feira (15), em Salvador, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu a realização de um ajuste fiscal, porém com foco em cortes de privilégios e "super salários", criticando a possibilidade de penalizar aposentados e a classe média.

 

Em coletiva durante o encontro com empresários baianos, Alckmin destacou que 70% dos aposentados e pensionistas do INSS recebem apenas um salário mínimo (R$ 1.621) e que, muitas vezes, enfrentam dificuldades adicionais, como falta de moradia própria e problemas de saúde. "Você quer tirar dele R$ 40?", questionou o vice-presidente.

 

Segundo Alckmin, o foco do ajuste deve ser os "super salários" e os privilégios que, em alguns casos, chegam a R$ 300 mil ou R$ 400 mil. Ele ressaltou a experiência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na condução da economia e alertou sobre os riscos de colocar pessoas inexperientes em posições de alta relevância, em referência ao candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL), o que, em sua visão, pode levar a resultados desastrosos para o país.

 

Para o vice-presidente, a solução passa pelo crescimento econômico: "Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, e segurar a despesa. Aí você melhora a relação dívida/PIB", explicou. Alckmin enfatizou a importância de evitar a recessão e o desemprego, protegendo a classe média e a população de baixa renda de arcar com os custos do ajuste fiscal.

 

A visita de Alckmin à capital baiana, acompanhado do governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT), faz parte da mobilização nacional para o segundo turno das eleições presidenciais, visando fortalecer a campanha do presidente Lula no estado.

Inflação de setembro tem forte aumento e fecha em 0,82%; Salvador tem resultado melhor do que a média nacional
Foto: arquivo Agência Brasil

Graças a um aumento de preços em todos os grupos pesquisados pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês de setembro foi de 0,82%. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (9), ficou 1,14 ponto percentual acima do -0,32% registrado em agosto. 

 

Em 2026, o IPCA, indicador que mede a inflação oficial do país, acumula alta de 3,95% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,58%, acima dos 4,22% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2025, a variação havia sido de 0,48%.

 

Entre os grupos de produtos e serviços pesquisados, o de Habitação foi o que registrou a maior alta em setembro (2,31%). Logo depois vieram as variações de preços nos grupos de Transportes (0,89%) e Alimentação e bebidas (0,83%).

 

Com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto, a energia elétrica residencial, do grupo Habitação (2,31%), subiu 7,98% em setembro, destacando-se como o principal impacto individual no índice do mês (0,32 p.p.). Ressalta-se a continuidade da vigência da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.

 

A variação do grupo Transportes (0,89%) reflete, além da alta de 9,66% das passagens aéreas, a variação positiva de 1,41% nos combustíveis, com a subida nos preços do etanol (3,16%), do óleo diesel (1,69%), da gasolina (1,21%) e do gás veicular (0,10%). O subitem táxi (0,20%) considera o reajuste de 8,42% nas tarifas em Belo Horizonte (1,97%), vigente desde 08 de agosto.

 

O grupo Alimentação e bebidas apresentou variação positiva de 0,83% em setembro, após três recuos consecutivos. A alimentação no domicílio subiu 0,96% devido às altas do tomate (37,76%), da batata-inglesa (24,07%), da cebola (10,14%), do arroz (4,56%) e das carnes (0,63%). No lado das quedas, destacam-se o frango inteiro (-1,96%), frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%).

 

A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro, com a refeição saindo de 0,18% para 0,49% e o lanche desacelerando de 0,62% para 0,47%, no mesmo período.

 

Em relação aos índices regionais, a maior variação (1,08%) ocorreu em Vitória, por conta da alta da energia elétrica residencial (10,85%) e do tomate (43,19%). Já a menor variação ocorreu em Rio Branco (0,53%), em função dos recuos da passagem aérea (-14,13%) e do ovo de galinha (-7,40%).

 

A cidade de Salvador teve uma variação ainda maior do que a média nacional. Enquanto no cálculo para o país houve um aumento de 1,14% de agosto para setembro, na capital baiana essa elevação chegou a 1,33%. 

 

No mês, o resultado do aumento de preços em Salvador foi de 0,74%. No ano o IPCA da capital baiana foi de 3,55%, e no acumulado de 12 meses o índice fechou em 4,23%, abaixo da média para todo o país, que foi de 4,58%. 
 

Cesta Básica de Salvador apresenta aumento de 3,64% em setembro e atinge R$ 608,50
Foto: Reprodução / SEI

A Cesta Básica de Salvador passou a custar R$ 608,50 no mês de setembro de 2026, registrando um aumento de 3,64% em relação a agosto. A elevação representa um acréscimo nominal de R$ 21,38 no orçamento das famílias. Os dados foram calculados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em 3.353 cotações de preços realizadas em 88 estabelecimentos comerciais da capital baiana.

 

Dos 25 produtos monitorados no levantamento, 17 apresentaram alta de preço:

  • Tomate: 43,75%
  • Flocão de milho: 34,48%
  • Batata inglesa: 34,16%
  • Cebola: 17,20%
  • Maçã: 7,46%
  • Farinha de mandioca: 6,54%
  • Café moído: 5,36%
  • Banana-prata: 5,33%
  • Arroz: 3,56%
  • Óleo de soja: 2,63%
  • Linguiça calabresa: 2,48%
  • Queijo muçarela: 2,19%
  • Carne de segunda: 1,74%
  • Açúcar cristal: 1,51%
  • Leite: 1,08%
  • Carne de sertão: 0,91%
  • Carne de primeira: 0,26%

 

Por outro lado, oito itens registraram redução nos preços médios:

  • Cenoura: -7,46%
  • Feijão: -5,17%
  • Frango: -4,48%
  • Queijo prato: -2,47%
  • Ovos de galinha: -2,34%
  • Macarrão: -1,78%
  • Pão francês: -0,77%
  • Manteiga: -0,29%

 

Segundo a SEI, as condições climáticas nas regiões produtoras — especialmente a ocorrência de chuvas e temperaturas mais amenas —, aliadas às variações de oferta e demanda, foram os fatores determinantes para o comportamento dos preços.

 

O expressivo encarecimento do tomate decorreu da menor oferta nos principais mercados do país, provocada por temperaturas mais baixas que desaceleraram o ciclo das plantas e a maturação dos frutos. Além disso, o esgotamento de áreas de colheita e as chuvas no campo dificultaram os trabalhos de coleta.

 

Essa escassez resultou na presença marcante de frutos verdes nos entrepostos de abastecimento, movimento de alta que começou na segunda metade de agosto e persistiu ao longo de setembro. O subconjunto de ingredientes voltados ao almoço soteropolitano — composto por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola — teve aumento de 5,27% em setembro, sendo responsável por 37,78% do valor total da Cesta Básica.

 

Já o subgrupo da refeição matinal — formado por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho — subiu 0,57%, representando 35,35% do custo da cesta. Para adquirir a Cesta Básica em setembro de 2026, um trabalhador de Salvador precisou cumprir uma jornada de 89 horas e 16 minutos. Isso equivale ao comprometimento de 40,58% do valor líquido do salário mínimo de R$ 1.499,43 (após a dedução de 7,50% da contribuição previdenciária).

Semana em Brasília pós-primeiro turno tem projeto da jornada 6x1 no Senado e divulgação da inflação oficial
Foto: Reprodução Youtube

Fechadas as urnas do primeiro turno, as movimentações em Brasília na primeira semana de outubro estão voltadas para a conquista de apoios pelos dois candidatos a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Com 2,2 milhões de votos a menos do que seu adversário, Lula é quem tem a situação mais difícil para conseguir reverter a derrota que sofreu no primeiro turno. 

 

A agenda das poderes nesta semana ainda se encontra esvaziada, principalmente por conta da ressaca pós-eleitoral. O presidente Lula ainda não tem agenda definida, e o Congresso retomará suas atividades aos poucos.

 

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) marcou para esta semana, no plenário, três sessões de discussão da proposta que modifica a jornada de trabalho no país. O projeto, entretanto, dificilmente será votado nesses primeiros dias de outubro. 

 

A semana ainda tem como destaque a divulgação dos números da inflação oficial do país, que pode vir acima das expectativas dos analistas econômicos, como já mostrou o indicador do IBGE que serve de prévia sobre o aumento de preços. 

 

Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes em Brasília.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula não tem compromissos em sua agenda nesta segunda-feira (5). Na noite deste domingo (4), em pronunciamento após a definição do segundo turno, Lula disse que vai descansar nesta segunda, e que a partir desta terça (6), já estará a postos para iniciar a campanha para o segundo turno presidencial. 

 

Ainda não há, portanto, definição de qual será a agenda do presidente Lula para esta semana. São esperadas, entretanto, reuniões de Lula com sua equipe de campanha, para a definição das estratégias, viagens e rumos que serão tomados no segundo turno. 

 

No calendário da economia, o destaque da semana será a divulgação, na próxima sexta (9), pelo IBGE, do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). O indicador vai apresentar os números da inflação oficial do país no mês de setembro. 

 

O IBGE também vai divulgar, na quinta (8), a sua Pesquisa Industrial Mensal. O estudo vai dar detalhes de como se comportou a produção industrial brasileira no mês de agosto deste ano. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

A Câmara dos Deputados retoma as suas atividades nesta primeira semana de outubro, após a realização das eleições que definiram a futura composição da Casa a partir de 1º de fevereiro de 2027. A agenda da Câmara, entretanto, ainda não registra nenhuma reunião, nos próximos dias, tanto nas comissões quanto no plenário.

 

Reeleito como deputado, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não definiu se realizará reunião com os líderes partidários para a definição de uma pauta de votações nesta semana. 

 

Ao contrário da Câmara, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou sessões deliberativas para toda a semana, com apenas um item na pauta de discussões: a proposta de emenda à Constituição que modifica a escala de trabalho 6x1. 

 

A proposta passará por três sessões de discussão, na terça (6), quarta (7) e quinta (8). Para ser votada, a PEC necessita de cinco sessões de discussão, o que só deve acontecer na próxima semana. 

 

Mas como haverá o feriado de Nossa Senhora Aparecida no dia 12, não é provável que o projeto vá a voto na próxima semana. Há ainda a especulação se o governo Lula conseguirá reunir os 49 votos necessários para aprovar o projeto, diante da situação de ter saído atrás do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, divulgou nesta segunda (5) a pauta de julgamentos do plenário para o mês de outubro. Entre os casos previstos para julgamento estão discussões sobre regras para fretamento de ônibus por aplicativo, recusa a tratamento médico por questões religiosas, limites de requisição por delegados em investigações criminais, base de cálculo do PIS e da Cofins e regras da Reforma da Previdência de 2019.

 

Na primeira sessão da semana, na próxima quarta (7), o plenário deverá retomar a análise do Recurso Extraordinário (RE) 835818, que trata da possibilidade da exclusão dos créditos presumidos de ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins. Os processos sobre o tema estão suspensos, em todo o país, até a decisão definitiva do STF. 

 

No mesmo dia, está prevista a continuidade do julgamento do RE 1141156, que discute a validade da inclusão de expurgos inflacionários na correção monetária de depósitos judiciais. 

 

Expurgos inflacionários são diferenças de correção monetária que deixaram de ser aplicadas a determinados valores financeiros em razão de mudanças nos índices de inflação adotados pelo governo durante os planos econômicos. O recurso foi interposto contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que fixou entendimento no sentido da inclusão dos expurgos na correção monetária dos depósitos judiciais.  

 

O Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Fazenda Nacional interpuseram recursos extraordinários contra o acórdão do STJ sustentando, entre outros pontos, que o Estado pode determinar critério distinto para a correção monetária dos depósitos judiciais, como já determinou para salário mínimo, benefícios previdenciários e débitos tributários. 

 

Eles alegam que, ao afastar o índice legalmente estabelecido e substituí-lo por outro que entendeu mais representativo da inflação real, o STJ não teria observado a cláusula de reserva de plenário (artigo 97 da Constituição Federal) além de ofender o princípio da legalidade e da reserva legal.  

 

Outro argumento é de que a decisão teria extrapolado os limites da controvérsia para se aplicar a qualquer depósito judicial, independentemente de sua causa ou de regulamentação legal, estendendo-o aos depósitos estaduais e municipais. 

 

Edson Fachin também pautou para esta semana a análise, pelos ministros, da ADPF 1181, ajuizada contra decisões da Justiça do Trabalho que obrigam o governo do Espírito Santo a pagar adicional de insalubridade de 20% para merendeiras e auxiliares de serviços gerais terceirizados da rede pública de ensino. 

 

Já a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7781, também inserida na pauta, a discussão é sobre dispositivos de lei paulista que subordina a polícia penal à Secretaria de Segurança da Administração Penitenciária e prevê a possibilidade de convocação dos policiais penais pelos seus respectivos superiores a qualquer tempo.

 

Por fim, com previsão de ser analisada na sessão arcada para a próxima quinta (8), está a ADI 7901, proposta contra norma do Estado do Paraná que obriga estacionamentos privados a concederem tempo maior de permanência gratuita a pessoas com deficiência (PCD). 
 

Índice Geral de Preços sobe em setembro e acumula alta de 3,34% em 12 meses
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou alta de 1,57% em setembro, após apresentar queda de 0,22% em agosto. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (29) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

 

Com o resultado, o indicador acumula alta de 3,45% em 2026 e de 3,34% nos últimos 12 meses. Em setembro de 2025, o IGP-M havia avançado 0,42% no mês e acumulava alta de 2,82% em 12 meses.

 

A aceleração do índice em setembro ocorreu principalmente devido aos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) passou de uma queda de 0,34% em agosto para uma alta de 2,08% neste mês.

 

Os preços ao consumidor também subiram mais em setembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,50%, após queda de 0,41% em agosto.

 

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou alta de 0,25% em setembro, abaixo do resultado de agosto, quando havia registrado avanço de 0,41%.

IPCA-15 sobe em setembro na RM Salvador, mas registra 2ª menor alta entre locais pesquisados
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,50% em setembro na Região Metropolitana de Salvador (RMS), segundo dados do IBGE. O resultado representa uma retomada da inflação após dois meses consecutivos de queda nos preços, com índices de -0,10% em julho e -0,71% em agosto.

 

O IPCA-15 considera os preços coletados entre 15 de agosto e 15 de setembro. Apesar da alta, o resultado da RMS ficou abaixo da média nacional, de 0,70%, e foi o segundo menor entre as 11 áreas pesquisadas, atrás apenas da Região Metropolitana de Recife (0,44%).

 

As maiores variações foram observadas em Goiânia (0,95%), na Região Metropolitana de Belo Horizonte (0,79%) e na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (0,77%).

 

Com o resultado de setembro, a inflação acumulada na RMS em 2026 chegou a 3,50%, abaixo da taxa nacional, de 3,82%. O índice também foi o segundo menor entre as 11 localidades analisadas, ficando acima apenas da Região Metropolitana de Curitiba, que acumulou 2,55%.

 

Considerando os 12 meses encerrados em setembro, o IPCA-15 da RMS acumula 3,93%, também abaixo da média brasileira, de 4,47%. Nesse recorte, a região apresentou a quarta menor taxa entre os locais pesquisados.

 

HABITAÇÃO LIDERA ALTA DE PREÇOS

A alta registrada em setembro na RMS foi influenciada pelo aumento de preços em sete dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA-15.

 

O grupo Habitação, com avanço de 2,03%, apresentou a maior variação e exerceu a principal pressão sobre a inflação da região. O segmento voltou a registrar aumento após dois meses de deflação.

 

O resultado foi puxado principalmente pela energia elétrica residencial, que subiu 7,41% e foi o item que mais contribuiu individualmente para a alta do índice. Em sentido contrário, o gás de botijão caiu 1,84%, ajudando a reduzir a pressão do grupo.

 

ALIMENTAÇÃO TEM SEGUNDA MAIOR PRESSÃO

O grupo Alimentação e bebidas apresentou alta de 0,39%, também interrompendo uma sequência de dois meses de deflação. Embora tenha registrado apenas a sexta maior variação entre os grupos, o segmento exerce peso significativo no orçamento das famílias da RMS e teve a segunda maior contribuição para a inflação de setembro.

 

Entre os produtos que ficaram mais caros estão o leite longa vida (4,66%), a refeição fora do domicílio (0,73%) e o tomate (14,87%).

 

Já o café moído (-3,21%), a batata-doce (-19,36%) e o feijão-carioca (-7,94%) registraram quedas e ajudaram a conter o avanço dos preços dos alimentos.

 

COMBUSTÍVEIS AJUDAM A CONTER INFLAÇÃO

Dois dos nove grupos analisados apresentaram deflação em setembro na RMS: Transportes (-0,04%) e Saúde e cuidados pessoais (-0,02%).

 

Em Transportes, a queda foi influenciada principalmente pelos combustíveis, que recuaram 3,12%. A gasolina teve redução de 3,11%, enquanto o etanol caiu 4,46%. A gasolina foi o item que mais contribuiu para conter a inflação da região no mês.

 

Por outro lado, os preços das passagens aéreas subiram 18,29%, enquanto o conserto de automóveis teve alta de 1,84%, reduzindo o impacto da queda dos combustíveis sobre o grupo.

 

Em Saúde e cuidados pessoais, a retração foi influenciada principalmente pela queda de 0,50% nos produtos de higiene pessoal, com destaque para os produtos para cabelo, que recuaram 2,44%. Os produtos farmacêuticos também registraram baixa, de 0,13%, puxada pela redução de 1,86% nos preços de hipotensores e hipocolesterolêmicos.

Prévia da inflação sobe acima do esperado e chega a 0,70%, pior resultado para um mês de setembro desde 2021
Foto: Arquivo Agência Senado

Depois de uma deflação em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou uma subida acentuada de preços, chegando a 0,70% no mês de setembro. O IPCA-15, divulgado nesta sexta-feira (25) pelo IBGE, é o índice que mede a prévia da inflação oficial. 

 

De agosto para setembro, o resultado do IPCA-15 subiu 1,10%, chegando aos atuais 0,70%. A taxa é a maior para meses de setembro em cinco anos, desde 2021 (1,14%). 

 

O resultado do indicador divulgado pelo IBGE surpreendeu analistas do mercado financeiro ao ficar acima das projeções. A alta superou tanto a mediana (0,55%) quanto o teto das estimativas (0,66%) dos analistas e das instituições financeiras.

 

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,82% e, em 12 meses, de 4,47%, acima dos 4,24% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2025, o IPCA-15 foi de 0,48%.

 

Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em setembro. A maior variação e o maior impacto positivo vieram de Habitação (2,07% e 0,31 p.p). As demais variações ficaram entre o 0,03% de Educação e o 0,96% de Despesas pessoais.

 

No grupo Habitação (2,07%), o principal e maior impacto individual no índice do mês (0,29 p.p.), veio da energia elétrica residencial, que, após a queda de 6,25% em agosto, subiu 7,42% em setembro, com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês anterior. 

 

No gás encanado (0,92%), do grupo Habitação, sobressaem os reajustes de 10,21% em Curitiba (5,20%), e 1,80% no Rio de Janeiro (0,92%), ambos a partir de 1° de agosto. O resultado do subitem taxa de água e esgoto (0,03%) decorre do aumento de 3,55% nas tarifas em Salvador (0,46%), a partir de 20 de julho.

 

No grupo Transportes (0,60% e 0,12 p.p), o resultado foi influenciado pelas passagens aéreas (9,82%). Em relação aos combustíveis (0,22%), gás veicular (1,56%) e gasolina (0,30%) registraram alta na média de preços, enquanto o óleo diesel (-0,78%) e o etanol (-0,22%) apresentaram recuo. 

 

Em Alimentação e Bebidas (0,40%), o subgrupo da alimentação no domicílio registrou variação de 0,38% em setembro, após recuar 0,97% no mês anterior. Contribuíram para esse resultado os aumentos do tomate (20,76%), do arroz (2,39%) e das carnes (1,30%). No lado das quedas, destacam-se o feijão carioca (-6,33%), a cebola (-4,41%) e o café moído (-1,36%).

 

Na alimentação fora do domicílio (0,44%), a refeição passou de 0,25% em agosto para 0,38% em setembro, enquanto o lanche desacelerou em relação ao mês anterior, de 0,75% para 0,44%.

 

Quanto aos índices regionais, as onze áreas de abrangência tiveram alta em setembro. A maior variação foi observada em Goiânia (0,95%), e o menor resultado ocorreu em Recife (0,44%).

 

A cidade de Salvador teve o segundo menor resultado entre todas as capitais pesquisadas, registrando 0,50% em setembro. Apesar de menor do que a média nacional de 0,70%, o índice alcançado pela capital baiana revela que houve um crescimento de preços de 1,21% entre agosto e o mês de setembro. 

 

No trimestre, Salvador teve um IPCA-15 de -0,31%, muito abaixo da média nacional de 0,30%. No acumulado de 12 meses, a capital da Bahia também está melhor do que a média nacional, com 3,93% contra 4,47% medida para todo o país.
 

Fazenda reduz projeção do PIB para 2026 e revisa estimativa de inflação para baixo
Foto: Edu Andrade/ASCOM/MF

O Ministério da Fazenda revisou para baixo a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, de 2,3% para 2%. A estimativa para a inflação neste ano também caiu, de 5,1% para 4,9%, mas ainda assim ficou acima do teto da meta, que é de 4,5%.

 

As informações foram divulgadas no Boletim Macrofiscal, publicado pela Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda, nesta terça-feira (22). A última versão tinha sido publicada em julho.

 

A projeção de crescimento do PIB em 2026 caiu principalmente devido ao desempenho do setor de serviços. Outro fator que segue influenciando o crescimento do PIB é o endividamento das famílias. 

 

Segundo o boletim, "ainda que o endividamento das famílias siga estável em proporção da renda, o comprometimento com o serviço da dívida atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre, o que limita a conversão do avanço da massa de rendimentos em consumo." O documento destaca ainda as dificuldades da indústria devido ao custo alto do crédito.

Mercado projeta corte da Selic para 13,75%

Mercado projeta corte da Selic para 13,75%
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O mercado financeiro tem a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza em 0,25 ponto percentual (p.p.) a taxa básica de juros (Selic) em reunião prevista para esta semana. Atualmente, a taxa está em 14%, devendo baixar para 13,75%.

 

A projeção consta do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central. Para os analistas, a Selic deverá fechar 2026 nestes mesmos 13,75%. O próximo encontro do Copom para definir a taxa será nos dias 15 e 16 de setembro.

 

Com relação aos demais índices projetados pelo mercado financeiro por meio deste boletim, foram observadas tendências de queda para a inflação de 2026 (para 4,90%) na comparação com a semana anterior, que estava em 5%.

 

Há quatro semanas, o mercado financeiro projetava uma inflação de 5,02% ao final do ano.

 

PIB

Em relação à economia, o mercado trabalha com a projeção de crescimento de 1,89% em 2026. Na semana passada, a expectativa do mercado era que o Produto Interno Bruto brasileiro (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) fecharia o ano em 1,93%; e há quatro semanas, em 1,98%.

 

Para 2027, o Boletim Focus projeta que a economia do país crescerá 1,45%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, que é a referência oficial da inflação no país), deverá ficar em 4,30% ao final do ano que vem.

 

As projeções do mercado relacionadas ao câmbio permanecem estáveis, com o dólar fechando 2026 cotado a R$ 5,20 – cotação que vem sendo projetada há 13 semanas consecutivas.

 

TAXA SELIC

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, definida atualmente em 14% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em agosto, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela quarta vez seguida.

 

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião de março, em cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda da taxa.

Com queda no preços dos alimentos e bônus de Itaipu, país tem deflação e melhor resultado em quatro anos
Foto: Reprodução Redes Sociais

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial do país, teve deflação de 0,40%, depois de ter marcado 0,06% em julho. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (26) pelo IBGE.

 

O índice de -0,40% saiu bem abaixo do esperado pelos agentes do mercado financeiro, e muda o quadro inflacionário do ano: o IPCA-15 passa a acumular 3,09% em 2026 e desacelera para 4,24% em 12 meses, ante os 4,52% registrados na leitura anterior. Em agosto de 2025, a taxa foi de -0,14%.

 

A deflação foi a primeira do IPCA-15 em um ano, desde agosto de 2025 (-0,14%), e a maior em quatro anos, desde agosto de 2022 (-0,73%).

 

O resultado de agosto foi influenciado principalmente pelas quedas nos grupos Habitação (-1,41%), Transportes (-1,00%) e Alimentação e bebidas (-0,57%). Os demais grupos ficaram entre o -0,20% de Vestuário e o 0,66% de Despesas Pessoais.

 

A queda registrada no grupo Habitação (-1,41%) veio da contribuição da energia elétrica residencial, principal impacto negativo no índice geral, que recuou 6,25%, em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. Ressalta-se que, em agosto, continua em vigor a bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. 

 

Na taxa de água e esgoto (0,34%), foram contemplados os reajustes de 5,77% em Porto Alegre (1,34%), vigente desde 1º de julho, e de 3,55% em Salvador (3,07%), vigente desde 20 de julho. 

 

O grupo Alimentação e bebidas apresentou variação de -0,57% em agosto, com a redução de 0,97% na alimentação no domicílio, destacando-se as quedas do tomate (-27,38%), da batata-inglesa (-25,14%), da cenoura (-17,05%) e do café moído (-2,31%). No lado das altas, destacam-se o leite longa vida (3,41%) e as frutas (3,11%).

 

A alimentação fora do domicílio saiu de 0,55% em julho para 0,42% em agosto. O lanche (0,75%) registrou variação superior à registrada no mês anterior (0,30%), enquanto a refeição desacelerou de 0,66% em julho para 0,25% em agosto.

 

Quanto aos índices regionais, as onze áreas pesquisadas tiveram variações negativas em agosto. A menor variação foi registrada em Curitiba (-0,82%), por conta dos recuos da passagem aérea (-15,34%) e da energia elétrica residencial (-4,83%).

 

A cidade de Salvador teve a terceira maior deflação em agosto, com -0,74%. No ano, o resultado para a capital baiana está em 2,99%, abaixo da média nacional de 3,09%. 

 

Também no acumulado dos últimos 12 meses o indicador da prévia da inflação mostra um resultado em Salvador melhor do que a média nacional. Enquanto a capital da Bahia marcou 3,74% em um ano, o índice para todo o país ficou em 4,24%.
 

Com forte queda nos preços de alimentos, inflação foi de 0,07% em julho; Salvador teve segundo melhor resultado
Foto: arquivo Agência Brasil

Puxada principalmente pela forte queda nos preços de alimentos e bebidas, a inflação oficial de julho caiu em relação ao mês passado e fechou em 0,07%. O índice de julho ficou 0,09 ponto percentual abaixo da taxa de 0,16% registrada em junho. 

 

No ano, o indicador que marca a inflação oficial brasileira acumula alta de 3,44% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,44%, abaixo dos 4,64% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a variação havia sido de 0,26%. 

 

Esses são alguns resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de julho. O indicador que registra a inflação oficial foi divulgado nesta terça-feira (11) pelo IBGE. 

 

A queda de julho foi puxada principalmente pela redução de preços do grupo Alimentação e bebidas, que apresentou variação de -0,67% em julho, por influência principalmente da alimentação no domicílio (-1,14%). 

 

As principais quedas no grupo alimentação foram observadas no tomate  (-29,09%) – principal impacto negativo no resultado do mês (-0,10 p.p.) - na batata-inglesa  (-19,59%), na cenoura (-14,41%) e no café moído (-2,45%). No lado das altas, destacam-se o leite longa vida (2,47%) e as frutas (1,20%). 

 

A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição de 0,15% para 0,42%, no mesmo período. 

 

Já o grupo Habitação teve resultado diverso e acelerou de junho (0,63%) para julho (0,99%), com a alta observada no subitem energia elétrica residencial que saiu de 1,53% para 3,09%, figurando como o principal impacto individual no resultado do mês.

 

Em julho, foram incorporados os seguintes reajustes tarifários: 8,85% em uma das concessionárias em São Paulo (7,55%), a partir de 04 de julho; 14,89% em uma das concessionárias em Porto Alegre (0,32%), a partir de 19 de junho e 19,55% em Curitiba (12,15%), vigente desde 24 de junho. 

 

Vale destacar que, em julho, permanece vigente a bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos. 

 

Ainda em Habitação destaca-se, também, a variação da taxa de água e esgoto (0,40%) refletindo os reajustes de 3,57% em Salvador (1,31%), a partir de 20 de julho; 5,77% em Porto Alegre (2,85%), a partir de 1º de julho e 3,97% em Brasília (0,24%) e 6,00% em Rio Branco (0,37%), ambos vigentes desde 1º de junho. 

 

Em relação aos índices regionais medidos pelo IBGE, a maior variação (0,32%) foi registrada em Rio Branco, por influência das altas da passagem aérea (12,27%) e da energia elétrica residencial (2,66%). A menor variação ocorreu em Belém (-0,45%), por conta dos recuos da gasolina (-3,42%) e do açaí  (-14,24%). 

 

A segunda maior queda de preços entre as capitais pesquisadas pelo IBGE foi verificada em Salvador, com índice de -0,32%. No total, a queda em relação ao mês passado na capital baiana foi de 0,47%. 

 

No ano, a variação acumulada em Salvador foi de 3,40%, abaixo da média nacional de 3,44%. Também no acumulado dos últimos 12 meses o resultado da capital da Bahia foi melhor do que o total nacional: 4,17% em Salvador contra 4,44% para todo o país. 
 

Preços de alimentos têm forte queda e prévia da inflação fecha julho em 0,06%, segundo o IPCA-15 do IBGE
Foto: Agência IBGE de Notícias

Graças principalmente a uma queda acentuada de preços de alimentos e bebidas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) fechou em 0,06% no mês de julho, o que representou uma redução de 0,35% em relação ao resultado auferido em junho.

 

O resultado foi divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (28). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 é o indicador oficial que mede a prévia da inflação no mês. 

 

De acordo com o IBGE, em 2026, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% e, em 12 meses, de 4,52%, abaixo dos 4,80% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, o IPCA-15 foi de 0,33%.

 

O grupo Alimentação e bebidas foi o que mais puxou o IPCA-15 para baixo. Em junho, o resultado desse grupo havia sido de 0,74%, e agora em julho, o indicador para Alimentação e Bebidas fechou em -0,66%, uma redução de 1,40%.

 

Na composição desse percentual, o maior peso foi a queda de 1,14% na alimentação no domicílio, com destaque para as quedas do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%). No lado das altas destacam-se a cebola (7,10%) e o pão francês (0,65%).

 

A alimentação fora do domicílio saiu de 0,40% em junho para 0,55% em julho. A refeição (0,66%) registrou variação superior à registrada no mês anterior (0,39%), enquanto o lanche desacelerou de 0,45% em junho para 0,30%, em julho.

 

Dos nove grupos pesquisados, Habitação foi o de maior de variação e impacto (0,97% e 0,15 p.p.). Neste grupo, o destaque foi a energia elétrica residencial, que subiu 3,03%, sendo o principal impacto individual no resultado do mês (0,12 p.p.). 

 

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,28%.), o resultado foi influenciado pelos produtos de higiene pessoal (0,51%), com destaque para o subitem perfume (1,74%), e o plano de saúde, cuja variação de 0,42% reflete a incorporação do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

 

Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 5,11%, com vigência a partir de maio de 2025 e cujo ciclo se encerra em abril de 2026. Para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, a depender do plano.

 

O grupo Transportes saiu de -0,03% em junho para 0,11% em julho, reflexo da alta de 11,70% da passagem aérea. Por outro lado, os combustíveis caíram 0,90%, com todos apresentando queda: etanol (-2,50%), óleo diesel (-1,32%), gás veicular (-0,97%) e gasolina (-0,68%).

 

Quanto aos índices regionais, a maior variação foi registrada no Rio de Janeiro (0,44%), por conta das altas da passagem aérea (24,34%) e da energia elétrica residencial (4,88%). Já o menor resultado (-0,22%) ocorreu em Belém destacando-se as reduções no açaí (-19,45%) e na gasolina (-3,35%).

 

A cidade de Salvador teve a terceira menor variação de preços na prévia de julho entre todas as capitais pesquisadas, com -0,10%. O resultado neste mês ficou 0,38% abaixo do que foi apurado em junho (0,28%). 

 

No ano, a capital baiana tem o IPCA-15 em 3,73%, acima da média nacional de 3,51%. Já no acumulado de 12 meses, a capital da Bahia figura com resultado de 4,25%, abaixo do percentual para todo o país, que foi de 4,52%. 
 

Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

A economia brasileira cresceu 0,7% na passagem de abril para maio. No trimestre móvel terminado em maio, a alta é de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2025. Com esse desempenho, a variação positiva acumulada no período de 12 meses fica em 1,7%.

 

Os dados fazem parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (20).

 

A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

 

O resultado de maio retoma a trajetória positiva na comparação entre meses imediatamente seguidos, após recuo em abril e estabilidade em março.

Confira o comportamento do ano mês a mês:

  • Maio: 0,7%
  • Abril: -0,1%
  • Março: 0%
  • Fevereiro: 0,5%
  • Janeiro: 0,7%

 

SINAIS DE ARREFECIMENTO

 

Apesar da retomada de crescimento em maio, o indicador de 12 meses (1,7%), que mostra uma visão de retrovisor de mais longo prazo, aponta desaceleração, ou seja, perda de força. Em março deste ano, a variação era de 3%. Em maio do ano passado, 3,8%.

 

Ao apresentar os resultados, a FGV destaca que o consumo das famílias cresceu 3,3% no trimestre até maio, chegando ao maior patamar desde o quarto trimestre de 2024, quando avançou 4%. Desse desempenho, mais de 60% vieram do consumo de serviços e de bens duráveis.

 

A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, destaca que o consumo das famílias foi o grande responsável pelo desempenho positivo da economia.

 

No entanto, ela aponta que há algumas “fragilidades” no resultado do PIB brasileiro. “O crescimento da agropecuária vem após sequência de retrações, a estabilidade industrial mostra perda de fôlego do setor e, apenas os serviços mostraram resultado um pouco melhor que a média geral do início do ano”, explica.

 

Para ela, a concentração do crescimento no consumo das famílias mostra dependência desse componente, uma vez que as exportações e os investimentos apresentaram quedas. “Com isso, conclui-se que, embora a economia siga em crescimento, há alguns sinais importantes de arrefecimento que começam a aparecer no resultado”, avalia.

 

COMPORTAMENTOS

 

As exportações tiveram crescimento de 4,3%, o menor desde o segundo trimestre de 2025 (2,1%).

“As exportações da [indústria] extrativa mineral registram crescimento significativamente inferior ao que vinha apresentando desde o início do ano, o que explica a redução do crescimento das exportações”, destaca o acompanhamento.

 

As importações cresceram 8,9%, terceiro trimestre móvel seguido de alta.

 

A chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede o investimento na economia, como compras de máquinas e equipamentos, teve expansão de 2% no trimestre móvel. Foi a segunda expansão depois de recuo nos quatro trimestres móveis imediatamente seguidos.

 

O estudo estima que a taxa de investimento da economia em maio foi de 18,6%, a segunda maior do ano, perdendo apenas para fevereiro (19,2%). De acordo com a FGV, em termos monetários, o PIB acumulado até maio, em valores correntes, é estimado em R$ 5,466 trilhões.

 

RESULTADO

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (17), que indicou expansão de 0,1% na passagem de abril para maio e de 1,4% em 12 meses.

 

O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A última divulgação foi no fim de maio, que apontou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026.

 

A próxima divulgação será referente ao segundo trimestre de 2026, no dia 1º de setembro.

 

EXPECTATIVAS

O relatório Focus desta semana, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro estima que a economia brasileira vai terminar 2026 com alta de 1,99%.  

 

A previsão do Ministério da Fazenda é variação de 2,3%.

Inflação tem forte queda em junho e registra 0,16%, menor resultado desde outubro do ano passado, revela o IBGE
Foto: Agência IBGE de Notícias

Graças a quedas de preços na alimentação e na energia elétrica residencial, a inflação oficial no país foi de 0,16% no mês de junho, o menor resultado desde o mês de outubro do ano passado. Em relação a maio, a inflação de junho teve forte queda, caindo de 0,58% para os atuais 0,16%.

 

Os números foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE, com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O indicador revela a inflação oficial brasileira.  

 

No ano, o IPCA acumula alta de 3,36% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,64%, abaixo dos 4,72% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2025, a variação havia sido de 0,24%.

 

O principal formador do índice de 0,16% de junho saiu das altas de preços do grupo Habitação, que teve variação de 0,63%. Por outro lado, o grupo Alimentos e Bebidas, com queda de 0,24%, registrou a maior variação negativa e o maior impacto negativo no indicador (-0,05%).

 

Em junho, o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação de -0,24%, após a alta de 1,33% em maio. A alimentação no domicílio variou -0,39%, ante a alta de 1,65% de maio, com influência das quedas do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%). No lado das altas destacam-se o feijão-carioca (8,31%) e a batata-inglesa (3,57%).

 

A alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,49% em maio para 0,15% em junho com o lanche saindo de 0,49% para 0,13% e a refeição de 0,51% para 0,15% no mesmo período.

 

O grupo Habitação desacelerou de maio (1,22%) para junho (0,63%) com o recuo no subitem energia elétrica residencial que saiu de 3,67% para 1,53%, ainda figurando como o principal impacto individual no resultado do mês. 

 

Com variação de 0,25% o grupo Despesas Pessoais aparece com a segunda maior variação entre os todos os que são pesquisados, com destaque para os subitens empregado doméstico (0,53%) e cabeleireiro e barbeiro (0,65%).

 

Em relação aos índices regionais, a maior variação (0,52%) foi registrada em Brasília, por influência das altas da passagem aérea (11,05%) e da gasolina (1,74%). A menor variação ocorreu em Recife (-0,04%), por conta do recuo do tomate (-22,56%) e da gasolina (-1,99%).

 

Na cidade de Salvador, a inflação oficial de junho foi de 0,05%, uma forte redução em relação ao mês passado, quando o resultado ficou em 0,65%. O índice verificado na capital baiana ficou abaixo da média nacional de 0,16%. 

 

No ano de 2026, a variação de preços acumulada na cidade de Salvador, segundo o IBGE, chegou a 3,92% em junho, acima da média para todo o país, que foi de 3,51%. Salvador também teve inflação maior do que a média nacional no acumulado dos últimos 12 meses, ficando com 4,37% contra os 4,32% do total para todo o país. 
 

Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 5,30%
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado pelo mercado financeiro para este ano foi reduzido para 5,30%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC). Na última semana, a estimativa era de 5,33%.        

 

O índice, que é referência oficial da inflação no país, foi reduzido pela primeira vez após 16 semanas, mas o percentual permanece acima da meta que deve ser perseguida pelo BC, de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

 

Para 2027, a projeção da inflação permanece em trajetória de aumento, passando de 4,17% para 4,18% em relação à semana anterior. As estimativas para 2028 e 2029 se mantiveram estáveis em 3,7% e 3,5%, respectivamente.

 

SELIC

A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 foi mantida pelos analistas em 14%, indicando que este ano haverá mais um corte sobre a atual taxa de 14,25% estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, no último dia 17 de junho. A próxima reunião do Copom deve ocorrer nos dias 4 e 5 de agosto.

 

A previsão da Selic para 2027 foi mantida em 12% ao ano, em relação à última projeção. Não houve alteração na taxa básica de juros esperada para os anos de 2028 e 2029, permanecendo as projeções da última semana em 10,5% e 10% ao ano

 

PIB

A estimativa média de Produto Interno Bruto (PIB), que indica o crescimento da economia brasileira, permaneceu em 1,99% para este ano. Na projeção para 2027, o indicador, que resulta da soma dos bens e serviços produzidos no país, cresceu de 1,68%, para 1,69%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro manteve a estimativa do PIB em 2% para os dois anos.

 

CÂMBIO

No boletim Focus desta semana, a estimativa para a cotação do dólar, em 2026, foi mantida em R$ 5,20. Para 2027, a projeção permaneceu em R$ 5,58 e para 2028, em R$ 5,35. A previsão  para o câmbio em 2029 ficou estável em R$ 5,40.

Mercado mantém em 5,33% projeção de inflação para 2026
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado pelo mercado financeiro se mantém em 5,33% para este ano, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central (BC).

 

A estabilização do índice, que é referência oficial da inflação no país, ocorre após 15 meses de altas consecutivas, mas o percentual permanece acima da meta que deve ser perseguida pelo Banco Central, de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%, conforme determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

 

A projeção da inflação para 2027 permanece em uma trajetória de aumento, passando de 4,15% para 4,17% em relação à semana anterior. Já as estimativas para 2028 e 2029 se mantém estáveis em 3,7% e 3,5%, respectivamente.

 

SELIC

Nesta semana, os analistas mantiveram em 14% a projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026, indicando mais um corte sobre a atual taxa de 14,25% estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, no último dia 17. A próxima reunião do Copom deve ocorrer nos dias 4 e 5 de agosto.

 

A previsão da Selic para 2027, em relação à última projeção, foi mantida em 12% ao ano. Já para 2028, o indicativo subiu de 10,25% para 10,5% ao ano. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.

 

PIB

A estimativa média de Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 avançou de 1,98% para 1,99%, indicando avanço na economia brasileira. Na projeção para 2027, o indicador que resulta da soma dos bens e serviços produzidos no país sofreu uma pequena redução de 1,7% para 1,68%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro manteve a estimativa do PIB em 2% para os dois anos.

 

CÂMBIO

A estimativa para a cotação do dólar em 2026 foi mantida no Boletim Focus desta semana em R$ 5,20. Para 2027, a projeção aumentou de R$ 5,27 para R$ 5,58 e a estimativa para 2028 cresceu de R$ 5,30 para R$ 5,35. A projeção para o câmbio em 2029 ficou estável em R$ 5,40.

Prévia da inflação perde força pelo 2º mês e fecha junho em 0,41%
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A prévia da inflação oficial de junho ficou em 0,41%. Esse resultado representa que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) perdeu força pelo segundo mês seguido. Em abril, o IPCA-15 tinha marcado 0,89% e, em maio, 0,62%.

 

No acumulado de 12 meses, o índice soma 4,8%. Em maio, essa alta acumulada era de 4,64%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

 

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA.

 

De acordo com o Boletim Focus da última segunda-feira (22), sondagem feita pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras, a mediana da expectativa para a inflação oficial de junho é de 0,32%. 

 

Para chegar à prévia da inflação, os pesquisadores coletam preços de nove grupos de produtos e serviços. Em junho, a alta média dos alimentos e bebidas e da habitação responderam por dois terços do IPCA-15.

 

Veja o comportamento dos grupos e os impactos em ponto percentual (p.p.):

Alimentação e bebidas: 0,74% (0,16 p.p.)

 

Habitação: 0,72% (0,11 p.p.)

 

Artigos de residência: 0,36% (0,01 p.p.)

 

Vestuário: 0,45% (0,02 p.p.)

 

Transportes: -0,03% (-0,01 p.p.)

 

Saúde e cuidados pessoais: 0,47% (0,06 p.p.)

 

Despesas pessoais: 0,34% (0,04 p.p.)

 

Educação: -0,02% (0,00 p.p.)

 

Comunicação: 0,34% (0,02 p.p.)

 

ALIMENTAÇÃO EM CASA SOBE MENOS

Dentro do grupo alimentação e bebida, a alimentação no domicílio variou 0,87%. Em maio, tinha subido 1,73%.

 

Os preços que mais subiram no grupo foram o da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%).

 

O IBGE destacou que, no semestre, tomate (103,84%), cenoura (103,10%) e batata-inglesa (100,20%) mais que dobraram de preço. Alimentos são produtos que têm os custos muito relacionados a condições climáticas.

 

BANDEIRA AMARELA PESA

No grupo habitação, o custo que mais cresceu foi o da energia elétrica residencial (2,04%). De todos os 377 produtos e serviços pesquisados, a conta de luz teve o maior impacto de alta (0,08 p.p.).

 

A explicação, segundo o IBGE, está na bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos. 

 

As bandeiras tarifárias são determinadas mês a mês pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo a agência, a previsão de chuva abaixo de média e a expectativa de aumento do consumo de energia justificam a tarifa extra.

 

A previsão de escassez de chuvas e as temperaturas mais altas no país aumentam os custos de operação do sistema de geração de energia das hidrelétricas. Dessa forma, é necessário acionar as usinas termelétricas, que têm custo maior.

 

Contribuíram também para a alta da conta de luz os reajustes tarifários em Belo Horizonte, no Recife, em Fortaleza e Salvador. Mesmo esses sendo impactos regionais, o IPCA, por ser uma média nacional, reflete os aumentos.

 

No grupo transportes, as passagens aéreas ficaram 7,24% mais caras (impacto de 0,05 p.p.).  No sentido inverso, os combustíveis recuaram 1,22% (impacto de -0,08 p.p.).

 

De todo o IPCA-15, o etanol (-5,30%) e a gasolina (-0,73%) foram os preços com o maior impacto negativo (-0,04 p.p. cada). O óleo diesel recuou 1,47% em junho.

 

IPCA-15
O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos.

 

A diferença entre os índices está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 16 de maio a 16 de junho.

 

Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.

 

O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de junho será divulgado em 10 de julho.

Prévia da inflação mostra desaceleração, apesar de preços na alimentação; Salvador tem melhor resultado entre capitais
Foto: Arquivo Agro em Campo

Pelo segundo mês consecutivo, o indicador que registra a prévia da inflação oficial apresentou queda, com os preços dos grupos de Alimentação e Bebidas e Habitação contribuindo para o segundo melhor resultado em 2026. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quinta-feira (25) pelo IBGE, a prévia da inflação de junho foi de 0,41%, uma redução de 0,21% em relação à taxa de 0,62% verificada em maio.

 

Em abril, o IPCA-15 havia chegado a 0,89%; em dois meses, o indicador acumulou uma queda de 0,48 ponto percentual. No ano, o índice acumula alta de 3,45% e, em 12 meses, 4,80%, acima dos 4,64% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

 

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para a composição do IPCA-15, destacaram-se Alimentação e Bebidas, com a maior variação (0,74%), e Habitação (0,72%). Juntos, os dois grupos responderam por cerca de 66% do resultado do mês. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,03% em Transportes e a alta de 0,47% em Saúde e Cuidados Pessoais.

 

A alimentação no domicílio passou de 1,73% em maio para 0,87% em junho. Contribuíram para esse resultado as altas da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%). Os subitens tomate, cenoura e batata-inglesa mais que dobraram de preço no 1º semestre, com acumulados de, respectivamente, 103,84%, 103,10% e 100,20%. Entre as quedas, destacaram-se o café moído (-3,69%) e as frutas (-0,96%).

 

Os preços do grupo Habitação desaceleraram de 1,03% em maio para 0,72% em junho. A energia elétrica residencial subiu 2,04%, configurando-se como o principal impacto individual no resultado de junho (0,08%), com a vigência da bandeira tarifária amarela.

 

No grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,47%), os destaques foram para os artigos de higiene pessoal (1,03%) e o plano de saúde, cuja variação de 0,35% refletiu a incorporação de reajuste de 5,11% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vigente a partir de maio de 2026.

 

No grupo Transportes (-0,03%), registraram-se aumentos na passagem aérea (7,24%), no ônibus urbano (1,18%) e no automóvel novo (0,42%). Entre os recuos, destacaram-se os combustíveis (-1,22%).

 

Quanto aos índices regionais, a maior variação foi registrada em Brasília (0,93%), devido às altas da passagem aérea (11,05%) e da gasolina (3,62%). Já o menor resultado (0,28%) ocorreu no Rio de Janeiro, em Curitiba e em Salvador.

 

A capital baiana, assim como Rio de Janeiro e Curitiba, registrou alta geral de preços de 0,28%, abaixo da média nacional de 0,41%. Os fatores que contribuíram para um resultado menor que o nacional foram as quedas verificadas no café moído (-5,00%) e na gasolina (-1,53%).

 

De acordo com o IPCA-15, houve uma forte queda entre maio (0,69%) e junho (0,28%). No trimestre, a variação acumulada na capital baiana foi de 2,17%; em todo o ano de 2026, de 4,50%, abaixo da média nacional, que foi de 4,80%.

Mercado eleva projeção de inflação e vê Selic em 14% ao ano em 2026
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,3% para 5,33% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

 

Mesmo após o anúncio de acordo para o fim da guerra no Oriente Médio, que vem pressionando o preço dos combustíveis e de alimentos, a previsão para o IPCA até o fim deste ano foi elevada pela décima quinta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

 

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.,

 

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação.

 

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 4,1% para 4,15%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,7% e 3,5%, respectivamente.

 

TAXA SELIC

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela terceira vez seguida, apesar das tensões em torno do fim da guerra no Oriente Médio.

 

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o corte dos juros em março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificultou a queda da taxa em ritmo mais elevado.

 

Nessa reunião, o Copom apontou a permanência de incertezas sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados e as consequências dos efeitos já materializados como determinantes para a decisão de reduzir a Selic. O comitê informou ainda que o tamanho total do ajuste dos juros dependerá dos próximos dados econômicos, com o objetivo de garantir que a inflação volte à meta.

 

Nesta edição do Focus, os analistas de mercado elevaram a estimativa para a taxa básica até o fim de 2026, de 13,75% ao ano para 14% ao ano. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 4 e 5 de agosto, quando, para o mercado, deverá ocorrer a última redução do juro no ano.

 

Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.

 

Quando o juro sobe ou fica alto por muito tempo, o crédito encarece, ficando mais caro para quem compra no cartão, nas parcelas de produtos e no financiamento de imóveis, levando a uma perda de força no consumo. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

 

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

 

PIB E CÂMBIO

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,96% para 1,98%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

 

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ?1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE.

 

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

 

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,27.

Alimentos seguem subindo, mas inflação oficial tem queda no mês de maio; Salvador ficou abaixo da média nacional
Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

Apesar da forte alta de preços de alimentos, bebidas e energia elétrica, a inflação oficial brasileira desacelerou no mês de maio em relação a abril, marcando 0,58% agora contra 0,67% do período anterior. Mesmo com a queda, o resultado acumulado dos últimos 12 meses subiu para o patamar de 4,72%, acima do teto da meta estipulada pelo Banco Central. 

 

Os números da inflação brasileira foram divulgados nesta sexta-feira (12) pelo IBGE. O resultado aparece no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) do mês de maio, indicador que revela os dados oficiais da inflação.

 

De acordo com o IBGE, nos primeiros cinco meses de 2026, a inflação do país já acumula alta de 3,20%. Em relação ao mês de maio do ano passado, o resultado de 2026 ficou bem acima do que foi verificado em 2025 (0,58% agora contra 0,26% no ano passado).

 

Com taxa de 1,33%, o grupo alimentos e bebidas foi o maior vilão da alta da inflação em maio, ao responder por metade do resultado do mês, seguido dos grupos habitação, com 1,22% de variação, e saúde e cuidados pessoais, cuja alta foi de 0,90%. O subitem com maior impacto individual (0,15%) foi energia elétrica residencial, que subiu 3,67%. 

 

Em maio, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,65%, com influência das altas da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%), e das carnes (1,39%). No lado das quedas destacam-se o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%).

 

O grupo Habitação acelerou de abril (0,63%) para maio (1,22%) sob influência do subitem energia elétrica residencial que subiu 3,67% e foi o principal impacto individual no resultado do mês (0,15%). Os reajustes incorporados foram os seguintes: 5,91% em Aracaju (7,37%), 5,59% em Fortaleza (6,94%) e 4,78% em Salvador (6,73%), os três com vigência desde 22 de abril; 12,36% em Campo Grande (13,56%) a partir de 24 de abril; 3,86% em Recife (8,84%) vigente desde 29 de abril e 5,21% em Belo Horizonte (2,27%), a partir de 28 de maio.

 

Em Saúde e cuidados pessoais (0,90%) sobressaem as altas dos artigos de higiene pessoal (1,95%), com destaque para o perfume (4,42%), e do plano de saúde, com variação de 0,50%. A variação do grupo Transportes (-0,46%), único com queda em maio, se deu pelo recuo nos combustíveis (-1,95%), com o etanol saindo de 0,62% em abril para -6,20% em maio, o óleo diesel de 4,46% para -2,34% e a gasolina, de 1,86% para -1,46%. 

 

Quanto aos índices regionais, as maiores variações foram registradas em Aracaju e Campo Grande com 1,31%, em ambas, por influência das altas da energia elétrica residencial (7,37% e 13,56%) e do tomate (32,75% e 22,61%), respectivamente. A menor variação ocorreu em Curitiba (0,29%), por conta do recuo do emplacamento e licença (-4,83%) e da gasolina (-2,49%).

 

Em Salvador, o IPCA verificado para a cidade foi de 0,51% em maio, abaixo da média nacional de 0,58%. A capital baiana teve resultado melhor do que diversas outras cidades, só ficando atrás dos números apurados em Belo Horizonte, Vitória e Curitiba.

 

No ano, a cidade de Salvador acumula uma alta total de 3,57%, acima do total nacional de 3,20%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a capital baiana chegou a um índice de 4,67%, melhor do que o verificado para todo o país, que foi de 4,72%.  
 

Inflação oficial desacelera em abril e registra 0,67%, mas preços dos alimentos seguem em alta, diz IBGE
Foto: Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Apesar de ter saído menor do que o resultado verificado em março (0,88%), a inflação oficial do país no mês de abril ficou em 0,67%, influenciada principalmente pelo aumento no preço dos alimentos. Com o resultado de abril, a inflação brasileira acumula alta de 2,60% em 2026, chegando a 4,39% nos últimos 12 meses.

 

Os números foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE, por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com taxa de 1,34%, o grupo alimentos e bebidas respondeu por 0,29% do indicador final de abril, enquanto no grupo saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 1,16% e o impacto 0,16% no índice do mês.

 

“Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos”, explicou o gerente da pesquisa do IPCA no IBGE, José Fernando Gonçalves. 

 

O gerente da pesquisa lembra que apesar de ajudar a manter a inflação oficial em um patamar elevado, o ritmo de aumento do preço dos alimentos desacelerou em relação a março, quando o grupo havia registrado alta de 1,56%.

 

A alta de 1,34% no grupo alimentação foi impulsionada pelos aumentos da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). Por outro lado, o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%) registraram algumas das principais quedas do mês.

 

Já a alimentação fora de casa subiu menos, com alta de 0,59%. O preço do lanche desacelerou, passando de 0,89% em março para 0,71% em abril. A refeição, por sua vez, teve leve aceleração, de 0,49% para 0,54% no mesmo período.

 

Em relação ao aumento de preços das carnes, houve alta impulsionada pelo aumento do preço da carne bovina, que deve continuar subindo durante o ano. Isso porque a quantidade de bovinos disponíveis para abate vem diminuindo, após um ano de produção recorde.

 

No 1º quadrimestre de 2025, o acumulado no grupo Alimentação e bebidas foi de 3,70%, 0,26% acima do resultado de 2026 (3,44%) no mesmo período. O gerente do IPCA destaca que “em 2025 ainda havia o efeito das altas do café e do tomate. Já desde julho de 2025 o café vem registrando queda nos resultados mensais”.

 

Em Saúde e cuidados pessoais (1,16%), tiveram destaque os produtos farmacêuticos (1,77%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e os artigos de higiene pessoal (1,57%), com destaque para o perfume (1,94%). 

 

Já no grupo Habitação, a variação de 0,63% em abril teve influência do gás de botijão, com alta de 3,74%, e da energia elétrica residencial (0,72%), que incorpora os seguintes reajustes: 6,92% e 14,66% nas concessionárias no Rio de Janeiro (4,83%), ambos com vigência a partir de 15 de março; 12,36%, em Campo Grande (2,27%), a partir de 24 de abril; 4,78%, em Salvador (2,23%), desde de 22 de abril; 3,86% em Recife (1,05%), vigente desde de 29 de abril; 5,91% em Aracaju (0,89%), e 5,59% em Fortaleza (0,44%).

 

No grupo Transportes, houve elevação no preço dos combustíveis, o que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete. O setor verificou aumento de 1,80% nos combustíveis. 

 

A gasolina desacelerou de março (4,59%) para abril (1,86%), ainda se posicionando como o principal impacto individual no índice do mês (0,10 p.p.). Também se destacam as altas no óleo diesel, 4,46%, e no etanol (0,62%). O gás veicular recuou 1,24%. 

 

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Goiânia (1,12%), influenciada pela alta da gasolina (5,77%) e da taxa de água e esgoto (4,80%). A menor variação ocorreu em Brasília (0,16%), por conta do recuo da passagem aérea (-10,88%) e da gasolina (-1,03%).

 

No mês de abril, a cidade de Salvador teve um índice de inflação de 0,64%, abaixo, portanto, da média nacional de 0,67%. Entretanto, neste ano de 2026, o total auferido para a capital baiana foi de 3,04%, acima do resultado do país, que ficou em 2,60%. 

 

Outro resultado em que a cidade de Salvador ficou acima da média nacional foi na avaliação da inflação dos últimos 12 meses. Enquanto o indicador do IPCA mede um índice de 4,39% para todo o país, a capital baiana teve um resultado de 4,51% no mesmo período. 
 

Preços de alimentos e combustíveis puxam forte alta da prévia da inflação; Salvador tem segundo pior resultado
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Puxado principalmente por aumentos maiores de preços nos segmentos de alimentação e combustíveis, o indicador que registra a prévia da inflação oficial subiu 0,45% em relação ao mês passado e fechou abril em 0,89%. Foi o que revelou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira (28) pelo IBGE.

 

Em março, o indicador havia ficado em 0,44%. Agora em abril, a taxa de 0,89% do IPCA-15 fechou no patamar mais alto para o período desde 2022, quando ficou em 1,73%. 

 

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,39% e, nos últimos 12 meses, de 4,37%, acima dos 3,90% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,43%.

 

Entre as capitais pesquisadas para a composição do índice nacional, Salvador aparece com o segundo pior resultado para o mês de abril: 1,19%, bem acima da média para todo o país, de 0,89%. A capital baiana só perde para Belém, no Pará, que registrou 1,46%.

 

O indicador do IBGE mostra um aumento significativo na prévia da inflação de Salvador em relação a março, quando o IPCA-15 ficou em 0,45%. No ano, o indicador na capital da bahia está em 2,82, acima da média nacional de 2,39%. Em relação aos últimos 12 meses, o IPCA-15 em Salvador está em 4,14%, abaixo do total para o país que chegou a 4,37%.  

 

Na composição da prévia da inflação nacional, a maior variação e o maior impacto positivo saíram do grupo Alimentação e Bebidas (1,46%). O grupo Transportes (1,34%) teve o segundo maior impacto no índice geral (0,27%), impulsionado pelo aumento dos combustíveis, que passou de -0,03% em março para 6,06% em abril. A gasolina (6,23%) foi o principal impacto individual no índice do mês (0,32%), após ter recuado 0,08% em março.

 

No grupo Alimentação e Bebidas (1,46%), o resultado foi influenciado, principalmente, pela alta na alimentação no domicílio, que acelerou de 1,10% em março para 1,77% em abril. Os preços dos seguintes produtos contribuíram para o resultado: cenoura (25,43%), da cebola (16,54%), do leite longa vida (16,33%), do tomate (13,76%) e das carnes (1,14%).

 

A alimentação fora do domicílio (0,70%) acelerou em relação ao mês de março (0,35%), em virtude da alta do lanche (0,87%) e da refeição (0,65%), que haviam registrado, em março, altas de 0,50% e 0,31%, respectivamente.

 

Saúde e cuidados pessoais (0,93%) teve a terceira maior influência no resultado geral, em função das altas nos itens de higiene pessoal (1,32%), pelos produtos farmacêuticos (1,16%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e pelo plano de saúde (0,49%).

 

O grupo Habitação acelerou de 0,24% em março para 0,42% em abril. A energia elétrica residencial foi de 0,68% (0,29% de março), contemplando os reajustes de 6,92% e 14,66% nas tarifas das concessionárias, no Rio de Janeiro (6,50%), a partir de 15 de março.
 

Dispara o percentual dos que dizem que subiu o preço dos alimentos no mercado e que piorou o poder de compra
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O crescimento da inflação oficial nos últimos dois meses, saindo dos 0,33% medidos em janeiro para 0,88% no mês de março, puxado principalmente pela alta dos combustíveis e dos alimentos, já causa impactos na visão da população brasileira a respeito dos rumos da economia brasileira. Foi o que revelou a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). 

 

O levantamento mostrou que a maioria da população possui uma visão negativa em relação ao momento atual da economia do país. Para 50% dos entrevistados, a economia brasileira piorou nos últimos 12 meses, e somente 21% acham que melhorou no mesmo período. Para 27%, a economia ficou do mesmo jeito durante este último ano.

 

A pesquisa também questionou especificamente os entrevistados sobre a percepção a respeito do aumento de preços dos alimentos nos mercados. Nesse recorte, houve um salto expressivo na quantidade de pessoas que afirmam ter observado aumento de preços de alimentos.

 

Na pesquisa anterior da Genial/Quaest, era de 59% o percentual de brasileiros que afirmava ter visto o aumento de preços dos alimentos. Essa número aumentou para 72% agora na pesquisa de abril, uma elevação de 13 pontos percentuais. Já a quantidade de pessoas que acha que os preços estão menores caiu de 16% em março para 8% em abril, e 18% entendem que os alimentos continuam no mesmo valor. 

 

Esse salto no percentual de brasileiros que enxergam aumento de preços nos mercado está em linha com a alta do índice de inflação relacionado aos alimentos. Segundo o IPCA de março, divulgado na semana passada, os preços do grupo alimentação aceleraram 1,94% em março na comparação com fevereiro. 

 

Também houve crescimento expressivo no percentual de pessoas que acreditam que houve perda do poder de compra do seu salário no período dos últimos 12 meses. A pesquisa Genial/Quaest revela que aumentou de 61% em fevereiro para 71% agora em abril o percentual dos que afirmam que o seu poder de compra diminuiu no último ano.

 

Na outra ponta, caiu de 14% para 11% o percentual de pessoas que dizem que o seu poder de compra subiu nos últimos 12 meses. Já os que afirmam que o seu poder de compra ficou igual caiu de 21% em março para 17% nesta pesquisa mais recente.

 

No recorte sobre a condição de conseguir um emprego atualmente na comparação com o período de um ano atrás, 53% afirmam que no momento está mais difícil ser empregado. Para 37%, está mais fácil arrumar um emprego agora do que há um ano, e outros 5% dizem estar igual a dificuldade.

 

A Genial/Quaest questionou ainda os entrevistados sobre a questão do endividamento da sociedade, tema que vem preocupando bastante o governo Lula. A pesquisa mostra que aumentou de 34% em março para 43% agora em abril o percentual de pessoas que afirmam ter poucas dívidas.

 

Outros 29% dos entrevistados dizem ter muitas dívidas, e 28% afirmam que não possuem qualquer endividamento. Na soma de quem tem muitas com quem tem poucas dívidas, haveria um percentual de 72% de brasileiros endividados.

 

Esse total se aproxima da informação divulgada recentemente pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), de que o endividamento das famílias brasileiras encerrou 2025 em patamares recordes. Pelo estudo da CNC, cerca de 78,9% das famílias relataram ter dívidas em dezembro, um aumento de 2,3 pontos percentuais em relação a 2024. 

 

Por fim, o levantamento questionou os entrevistados se apoiariam um novo programa do governo federal para ajudar as famílias endividadas. Um total de 70% disse ser a favor de um programa nos moldes do Desenrola, que ajudou as pessoas a pagarem suas dívidas com desconto maior sobre os juros. Apenas 24% disseram ser contra um programa para redução das dívidas.

 

A Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores por meio de entrevistas pessoais, entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09285/2026.
 

Inflação tem pior resultado em um mês de março desde 2022 e Salvador registra maior aumento de preços entre capitais
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Graças à alta de preços de combustíveis, passagens aéreas e de alimentos, a inflação oficial no país subiu de 0,70% em fevereiro para 0,88% em março. A inflação mensal no país não chegava a esse patamar desde fevereiro do ano passado, quando ficou em 1,31%. Para um mês de março, esse foi o pior resultado desde 2022 (1,62% no mesmo período).

 

No ano de 2026, a inflação oficial brasileira acumula alta de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%, acima dos 3,81% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o IPCA foi de 0,56%.

 

Esses são alguns dos resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (10) pelo IBGE. O IPCA é o indicador que registra a inflação oficial do país. 

 

O grupo de transportes foi um dos principais responsáveis pelo aumento de 0,18% do índice de 0,7% fevereiro para este agora de 0,88% em março. A alta mais relevante foi a da gasolina (4,59%), com impacto de 0,23% na inflação do mês. 

 

Outras altas ocorreram em passagem aérea (6,08%) e diesel (13,90%), embora com menos impacto, devido aos menores pesos desses subitens no índice geral. 

 

Já em Alimentação e bebidas, os subitens Leite longa vida (11,74%) e Tomate (20,31%) tiveram as elevações de preços mais importantes. Juntos, esses cinco subitens foram responsáveis por 0,43 pontos percentuais do IPCA de março (0,88%).

 

De acordo com a avaliação do gerente da pesquisa do IPCA, Fernando Gonçalves, “em alguns subitens, especialmente nos combustíveis, já se sente o efeito das incertezas no cenário internacional”, afirmou, em referência ao impacto da guerra do Oriente Médio principalmente no preço dos combustíveis.

 

Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados para a formatação da inflação oficial tiveram altas de preços em março. O líder foi Transportes, com alta de 1,64%, seguido por Alimentação e bebidas (1,56%). Juntos, os dois grupos respondem por 76% do IPCA de março. 

 

Para Fernando Gonçalves, “no grupo alimentação, em especial na alimentação em casa, a aceleração no nível de preços foi mais evidente, com a alta de 1,94%, a maior desde abril de 2022 (2,59%), combinando efeitos de redução de oferta de alguns produtos com altas do frete, em decorrência dos combustíveis mais caros”.

 

Entre as 16 localidades onde o IBGE coleta preços para o cálculo do IPCA, a maior variação ocorreu em Salvador (1,47%), influenciada pela alta da gasolina (17,37%) e das carnes (3,56%). O índice de março revelou um forte aumento em relação a fevereiro, quando a inflação na capital baiana havia ficado em 0,30%.

 

No ano, a inflação medida em Salvador ficou em 2,39%, acima da média nacional de 1,87%. Já no resultado dos últimos 12 meses, a cidade de Salvador aparece com índice de 3,62%, abaixo dos 3,77% obtidos para todo o país. 
 

Copom reduz taxa de juros pela 1ª vez desde maio de 2024 e Selic vai a 14,75%
Foto: Marcello Casal Jr. / EBC

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. A decisão foi tomada após encontro nesta quarta-feira (18) e é a primeira diminuição da Selic desde maio de 2024.

 

Essa era a expectativa da maior parte do mercado financeiro, que projetava uma redução de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano.

 

No boletim, o Copom afirmou que a decisão "é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego".

 

O começo do processo de queda dos juros no Brasil ocorre apesar das incertezas internacionais, decorrentes da guerra no Oriente Médio,  que tem pressionado o petróleo para mais de US$ 100 por barril, contra US$ 72 antes do conflito.

 

A disparada do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada.

 

A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

Inflação oficial sobe de 0,33% em janeiro para 0,70% em fevereiro puxada por reajustes de mensalidades
Foto: Alba Rosa/AEN

Com uma alta forte de preços a partir do reajuste das mensalidades escolares, a inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) disparou, saindo de 0,33% em janeiro para 0,70% em março. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (12) pelo IBGE. 

 

O setor de Educação, graças aos reajustes de mensalidades, foi o que impactou na composição do IPCA de fevereiro. Sozinho, o grupo Educação respondeu por cerca de 44% do índice do mês de fevereiro. 

 

A maior contribuição para a inflação veio dos cursos regulares (6,20%), por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. As maiores variações foram nos subitens ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).

 

No ano de 2026, o IPCA acumula alta de 1,03% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores. 

 

A pesquisa do IBGE revelou que, embora mais alto que em meses anteriores, o resultado atual é o menor para um mês de fevereiro desde 2020 (0,25%). Em fevereiro do ano passado, quando o IPCA ficou em 1,31%, houve maior pressão do grupo habitação, em especial na energia elétrica, em função do fim do Bônus de Itaipu.

 

Ainda na comparação com o ano anterior, o setor de Educação acelerou ao registrar 5,21% em fevereiro de 2026 contra 4,70% de fevereiro de 2025.

 

O grupo Transportes (0,74%) foi o responsável pelo segundo maior impacto no índice de fevereiro (0,15% impacto), com a alta de 11,40% na passagem aérea. A pesquisa do IBGE também apontou altas no seguro voluntário de veículos (5,62%), o conserto de automóvel (1,22%) e o ônibus urbano (1,14%). 

 

O subitem ônibus urbano (1,14%) reflete a incorporação dos seguintes reajustes tarifários: 20,00% em Fortaleza (3,91%), a partir de 1º de janeiro; 8,70% em Belo Horizonte (1,73%), a partir de 1º de janeiro; 6,38% no Rio de Janeiro (1,01%), a partir de 04 de janeiro; 5,36% em Salvador (-0,37%), a partir de 05 de janeiro.

 

O grupo Alimentação e bebidas saiu de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro. A alimentação no domicílio registrou variação de 0,23%, ante o 0,10% do mês anterior, com influência das altas do açaí (25,29%), do feijão-carioca (11,73%), do ovo de galinha (4,55%) e das carnes (0,58%). 

 

No lado das quedas de preços, os destaques apontados pelo IBGE são as frutas (-2,78%), o óleo de soja (-2,62%), o arroz (-2,36%) e o café moído (-1,20%).

 

A alimentação fora do domicílio (0,34%) desacelerou em relação ao mês anterior (0,55%). A refeição saiu de 0,66% em janeiro para 0,49% em fevereiro e o lanche passou de 0,27% para 0,15% no mesmo período.

 

Regionalmente, a maior variação do IPCA de fevereiro ocorreu na cidade de Fortaleza (0,98%), influenciada pela alta dos cursos regulares (6,83%) e da gasolina (2,95%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,07%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-1,27%) e do automóvel novo (-0,85%).

 

Na cidade de Salvador, o índice de inflação foi de 0,40% em fevereiro, menor do que a média nacional de 0,70%. No ano, a inflação na capital baiana está em 0,91%, e nos últimos 12 meses, ficou em 2,93%, bem abaixo da média para todo o país que foi de 3,81% no período.

 

Prévia da inflação acelera em fevereiro com aumento de passagens e reajuste de mensalidades escolares
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Reajustes de mensalidades escolares, aumento no preço das passagens aéreas e altas no setor de combustíveis. Esses foram os principais vilões da aceleração dos índices que medem a prévia da inflação, que passou de 0,20% em janeiro para 0,84% agora em fevereiro.

 

O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (27) pelo IBGE. O instituto apresentou os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), indicador que mede a prévia da inflação no mês de fevereiro. 

 

Segundo o IBGE, no ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,04% e, nos últimos 12 meses, de 4,10%, abaixo dos 4,50% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Apesar da alta, o índice de 0,84% ficou abaixo do que foi apurado em fevereiro de 2025, quando o indicador foi de 1,23%. 

 

A maior contribuição para a formação do indicador saiu do  grupo Educação (5,20%), com aumento maior verificado nos cursos regulares (6,18%). As maiores variações foram registradas nos preços do ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%).

 

Já no grupo dos Transportes (1,72%), a maior variação foi nas passagens aéreas, que aumentaram 11,64%. Os combustíveis subiram 1,38%, com acréscimos nos preços do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do óleo diesel (0,44%), enquanto o gás veicular teve resultado negativo de 1,06%. 

 

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,67%), os destaques foram os artigos de higiene pessoal e o plano de saúde, que subiram 0,91% e 0,49%. Já no grupo Alimentação e Bebidas (0,20%), a alimentação no domicílio aumentou 0,09% em fevereiro, abaixo do resultado de janeiro (0,21%). 

 

As principais variações positivas foram registradas no tomate (10,09%) e nas carnes (0,76%) e, no lado das quedas, destacaram-se o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%). A alimentação fora do domicílio registrou maior variação que aquela no domicílio: 0,46%, com as altas da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%).

 

Quanto aos índices regionais, a maior variação foi observada em São Paulo (1,09%), por conta das altas nos subitens passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%). Já o menor resultado ocorreu em Recife (0,35%) em razão das quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%).

 

A cidade de Salvador teve índice de 0,69% no mês de fevereiro, abaixo da média nacional de 0,84%. No ano, entretanto, a capital baiana chegou a um índice de 1,16% em relação à prévia da inflação, acima dos 1,04% da totalização do país.

 

Na inflação acumulada no resultado dos últimos 12 meses, a cidade de Salvador está melhor do que o índice brasileiro. Enquanto o IPCA-15 apura um total de 4,10% de média nacional, a capital da Bahia ficou com 3,31% no período de um ano. 
 

Inflação chega a 0,33% em janeiro, puxada pela alta dos combustíveis; Salvador tem segundo pior resultado
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Apesar da redução nos preços da luz elétrica residencial, a alta da gasolina levou a inflação oficial do país a ficar em 0,33% no mês de janeiro, mesmo índice verificado em dezembro do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,44%. 

 

O resultado foi divulgado na manhã desta terça-feira (10) pelo IBGE. O instituto apresentou os números do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registra a inflação oficial brasileira. 

 

Para a composição dos 0,33% de janeiro, a maior influência veio da alta de preços de combustíveis, em especial da gasolina, que subiu em média 2,06% no mês. Também houve variação dos demais combustíveis, como etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%).

 

A subida de preços de combustíveis acabou anulando o impacto positivo gerado pela redução de 2,73% na energia elétrica residencial. Com isso, o índice em janeiro ficou bem acima do que o verificado no início do ano passado, quando o IPCA foi de 0,16%. 

 

Ainda no setor de Transportes, houve impacto com aumentos nas passagens de ônibus urbano, que variaram 5,14% em janeiro, especialmente por conta de reajustes tarifários em seis capitais do país: Fortaleza (20,00%), São Paulo (6,00%), Rio de Janeiro (6,38%), Salvador (5,36%), Belo Horizonte (8,70%) e Vitória (4,16%). 

 

Já o grupo Alimentação e bebidas desacelerou, na passagem de dezembro (0,27%) para janeiro (0,23%). A alimentação no domicílio registrou variação de 0,10%, ante o 0,14% do mês anterior, com influência das quedas do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%). 

 

No lado das altas, os destaques são o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%), principalmente o contrafilé (1,86%) e a alcatra (1,61%). A alimentação fora do domicílio (0,55%) também desacelerou em relação ao mês anterior (0,60%). 

 

A refeição saiu de 0,23% em dezembro para 0,66% em janeiro, enquanto o lanche, que havia registado 1,50% no mês anterior, variou 0,27% no mês.

 

Entre as 16 capitais pesquisadas pelo IBGE, a maior variação ocorreu em Rio Branco (0,81%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (5,34%) e dos artigos de higiene pessoal (1,75%). A menor variação ocorreu em Belém (0,16%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,85%) e da passagem aérea (- 11,01%).

 

A cidade de Salvador teve o segundo maior índice de inflação no mês de janeiro entre todas as capitais, marcando 0,52%. Apesar de alto, e acima da média nacional de 0,33%, o resultado de janeiro ficou abaixo do que foi apurado em dezembro do ano passado, quando a capital baiana teve alta de preços de 0,59%.

 

Na variação acumulada de 12 meses, a inflação em Salvador está em 3,94%. O índice está abaixo da média nacional, que ficou em 4,44%. 
 

 

IPCA-15 de janeiro revela desaceleração em relação a dezembro, mas Salvador tem terceiro pior resultado entre capitais
Foto: Albari Rosa/Arquivo AEN

Com influência principalmente da alta de preços no grupo de saúde e cuidados pessoais e também no de alimentação e bebidas, a prévia da inflação de janeiro de 2026 ficou em 0,20%. Foi o que mostrou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira (27) pelo IBGE.

 

O resultado de janeiro ficou 0,05% abaixo do verificado em dezembro do ano passado, quando a prévia da inflação marcou 0,25%. Os 0,20% agora de janeiro repetem o índice que havia sido registrado pelo IBGE no mês de novembro do ano passado. 

 

A taxa de 0,20% apurada pelo IBGE é a segunda menor para meses de janeiro no Plano Real, que entrou em vigor a partir de julho de 1994. O índice para janeiro só fica acima do registrado no primeiro mês de 2025 (0,11%).

 

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,20% e, nos últimos 12 meses, de 4,50%, acima dos 4,41% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2025, a taxa foi de 0,11%.

 

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, Habitação (-0,26%) e Transportes (-0,13%) apresentaram recuo na taxa de janeiro. Os demais grupos ficaram entre 0,05% de Educação e o 0,81% de Saúde e cuidados pessoais.

 

No grupo Saúde e cuidados pessoais os destaques em janeiro ficaram com os artigos de higiene pessoal que subiram 1,38% ante a queda de 0,78% de dezembro, e o plano de saúde, com 0,49% de variação.

 

Já o grupo de alimentação e bebidas subiu 0,21% no primeiro mês de 2026, interrompendo uma sequência de sete meses consecutivos de queda. Com isso, Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, acelerou na passagem de dezembro (0,13%) para janeiro (0,31%). 

 

Contribuíram para esse resultado as altas do tomate (16,28%), da batata-inglesa (12,74%), das frutas (1,65%) e das carnes (1,32%). No lado das quedas, destacaram-se os recuos do leite longa vida (-7,93%), do arroz (-2,02%) e do café moído (-1,22%). Já a alimentação fora do domicílio registou variação de 0,56% em janeiro, com as altas do lanche (0,77%) e da refeição (0,44%).

 

O grupo Transportes apresentou queda de 0,13% em janeiro, sob influência da passagem aérea, que caiu 8,92%, e do ônibus urbano, com recuo de 2,79%. No lado das altas, os combustíveis subiram 1,25% com as variações de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel.

 

Em relação ao grupo Habitação, o mesmo também apresentou queda (- 0,26%) em janeiro, por conta da redução de 2,91% na energia elétrica residencial, maior impacto negativo no resultado do mês, com -0,12 p.p. Em dezembro estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente é a verde, sem custo adicional para os consumidores. 

 

No capítulo dos índices verificados nas capitais pesquisadas pelo IBGE para a composição do IPCA-15, Recife registrou a maior prévia da inflação em janeiro (0,64%) e São Paulo o menor resultado (-0,04%). 

 

A cidade de Salvador teve o terceiro maior resultado na prévia da inflação entre as capitais pesquisadas, registrando 0,47% em janeiro. O índice ficou acima do que havia sido verificado em dezembro (0,41%), e maior também do que a média nacional, que foi de 0,20%.

 

Na variação dos últimos 12 meses, entretanto, a capital baiana teve resultado abaixo da média nacional. Salvador teve resultado de 4% nos últimos 12 meses, contra 4,50% da média para todo o país. 
 

Levantamento do FGV Ibre aponta que materiais escolares ficam mais caros em 2025, acima da inflação em cinco anos
Foto: Agência Brasil

Um levantamento do FGV Ibre indica que os custos ligados à educação continuam pressionando o orçamento das famílias brasileiras. Em 2025, os materiais escolares, que incluem itens de papelaria e livros, registraram alta de 2,35%. O índice ficou abaixo da inflação geral do período, de 4,26%, mas superou o reajuste observado em 2024, quando a variação foi de 1,25%.

 

Quando a análise considera um conjunto mais amplo de despesas, que inclui uniformes, mensalidades escolares, livros didáticos e não didáticos, além de papelaria, o cenário é mais oneroso. A chamada “cesta de volta às aulas” avançou 5,32% em 2025, superando a inflação oficial do país.

 

No recorte dos últimos cinco anos, a diferença se torna ainda mais expressiva. Enquanto o IPCA acumulou alta de 33,13% desde 2021, a cesta escolar subiu 39,34%. Na prática, uma despesa de R$ 1.000 com educação naquele ano hoje estaria em torno de R$ 1.393,40. Se a correção seguisse apenas a inflação geral, o valor seria próximo de R$ 1.331,30.

 

A papelaria, isoladamente, teve reajuste de 2,39% em 2025, também abaixo do IPCA. Segundo o estudo, esse comportamento pode ser explicado por promoções sazonais, maior concorrência no varejo, compras antecipadas e pela substituição de marcas por opções mais baratas. Ainda assim, no acumulado de cinco anos, a inflação do segmento chega a 39,64%, um item que custava R$ 100 em 2021 hoje sai por cerca de R$ 139,64.

 

As mensalidades escolares, por sua vez, seguem como o principal fator de pressão estrutural. Em 2025, o grupo Educação teve alta de 6,22%, acima da inflação geral. Desde 2021, os reajustes do ensino fundamental (49,35%) e do ensino médio (47,52%) ficaram muito acima do IPCA, elevando significativamente o custo para as famílias. Uma mensalidade de R$ 1.000 em 2021, por exemplo, hoje estaria próxima de R$ 1.493,50, considerando apenas os percentuais levantados pelo estudo. As informações são do Globo.

IBGE: Inflação sobe em dezembro mas fecha 2025 em 4,26%, dentro do teto da meta fixada pelo Banco Central
Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

A inflação brasileira fechou o ano de 2025 em 4,26%, dentro, portanto, ficando abaixo do limite superior da meta do Banco Central, que é de 4,50%. O resultado veio após o registro de uma alta de preços de 0,33% no mês de dezembro. O IPCA ficou 0,57% abaixo do índice de 2024 (4,83%).

 

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo IBGE, por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O indicador registra a inflação oficial brasileira. 

 

A permanência dentro da tolerância máxima fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) aconteceu apesar do aumento dos preços em dezembro em relação a novembro, que fechou em 0,18%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento ainda maior, de 0,52%. 

 

O IPCA de 4,26% verificado pelo IBGE acabou ficando abaixo das previsões do mercado financeiro. O último Boletim Focus do Banco Central, divulgado em 26 de dezembro, apontava uma inflação total em 2025 de 4,32%. 

 

Os analistas de mercado consultados pelo Banco Central projetavam, no início de janeiro de 2025, uma inflação total de 4,99%. O Boletim Focus chegou a trazer uma previsão de inflação total de 5,68%, em publicação divulgada no dia 7 de março. 

 

Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, apenas o de preços na área de Habitação teve queda, de 0,33%. Todos os demais grupos tiveram alta no mês de dezembro. 

 

A maior variação de preços (0,74%) aconteceu no grupo Transportes, seguido por Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52%. O grupo Artigos de residência (0,64%) teve a segunda maior variação em dezembro, após o recuo de 1,00% registrado em novembro.

 

No grupo de Transportes, o resultado de 0,74% foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), subitem com maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.). 

 

Os combustíveis , após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%).

 

Em Artigos de residência, a alta de 0,64% reflete as variações de preços em produtos de Tv, som e informática (1,97%) e dos aparelhos eletroeletrônicos (0,81%) que, no mês anterior, haviam caído 2,28% e 2,37%, respectivamente.

 

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,52%), o destaque fica por conta do plano de saúde (0,49%) e dos artigos de higiene pessoal (0,52%).

 

O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio interrompeu a sequência de seis meses consecutivos de queda e subiu 0,14%, influenciada pelas altas da cebola (12,01%) e da batata-inglesa (7,65%). 

 

As carnes tiveram alta moderada, de 1,48%, com destaque para o contrafilé (2,39%), a alcatra (1,99%) e a costela (1,89%) e das frutas (1,26%), em especial o mamão (7,85%) e a banana-prata (4,32%). No lado das quedas os destaques são o leite longa vida (-6,42%), o tomate (-3,95%) e o arroz (-2,04%).

 

Em relação aos preços nas capitais pesquisadas pelo IBGE, a maior variação ocorreu em Porto Alegre (0,63%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (3,90%) e do transporte por aplicativo (17,75%). A menor variação ocorreu em São Luís (-0,19%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-4,83%) e das frutas (-6,01%).

 

A cidade de Salvador teve a terceira maior alta de preços no mês de dezembro, registrando 0,59%. O índice ficou bem acima do que havia sido verificado em novembro, quando a inflação foi de 0,01%. O IPCA na capital baiana também ficou bem acima da média nacional de 0,33%. 

 

Apesar de ter ficado acima em dezembro, no ano de 2025 a alta de preços em Salvador ficou abaixo da que foi registrada em todo o país. Enquanto a média nacional foi de 4,26%, a capital da Bahia teve inflação final no ano passado de 3,80%. 

Semana em Brasília tem governo de olho na situação de Maduro, atos sobre 8 de janeiro e divulgação da inflação
Foto: Reprodução Redes Sociais

A primeira semana do ano de 2026 começa em Brasília sob o impacto da operação militar do governo dos Estados Unidos que capturou e prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O governo brasileiro, que emitiu nota no fim de semana considerando a ação norte-americana uma “afronta gravíssima à soberania de outro país”, deve seguir nos próximos dias na mesma linha, de alertar para a violação de tratados internacionais, mas sem maior veemência em criticar diretamente o presidente Donald Trump.

 

Nesta segunda-feira (5), o Brasil deve participar da reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), e provavelmente deve apresentar a mesma linha de argumentação, de que a ação militar na Venezuela “ultrapassou uma linha inaceitável”. 

 

Em meio à crise política que ameaça também a Colômbia, outro aliado do governo brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende realizar nesta semana um ato no Palácio do Planalto para marcar os três anos dos acontecimentos no dia 8 de janeiro de 2023, com o vandalismo nas sedes dos três poderes. Além desse evento, o restante da agenda de Lula para essa semana ainda não foi divulgado.

 

Para o ato, na próxima quinta (8), Lula convidou os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, além de parlamentares, ministros, autoridades públicas e membros dos tribunais superiores. As presenças de Motta e Alcolumbre ainda não foram confirmadas.

 

No mesmo dia 8 de janeiro, o STF realiza o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro - Um dia para não esquecer”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate. 

 

O STF segue de recesso, embora alguns ministros estejam trabalhando normalmente, como Alexandre de Moraes e André Mendonça. O Congresso também segue em recesso parlamentar até o início de fevereiro. 

 

No calendário da divulgação de indicadores econômicos, o IBGE divulgará na próxima quinta (8) a Pesquisa Industrial Mensal. O estudo apresentará os resultados do setor industrial brasileiro no mês de novembro de 2025. 

 

O destaque da semana, entretanto, será a divulgação, na sexta (9), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O indicador representa a inflação oficial brasileira, e os números apresentados se referem à alta de preços no mês de dezembro. 

Com queda de preços na energia elétrica, inflação registrou 0,09% em outubro, menor índice no período desde 1998
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que revela a inflação oficial do país, registrou um resultado de 0,09% no mês de outubro. Este percentual é o menor para o período desde 1998, quando o índice foi de 0,02%.

 

Além de ter o menor resultado em 27 anos, a inflação oficial recuou 0,39% entre setembro e outubro deste ano, caindo de 0,48% no mês retrasado para 0,09%. A queda acentuada se deu principalmente por preços menores na energia elétrica residencial,  com a mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2, vigente em setembro, para a bandeira vermelha patamar 1.

 

Os números do IPCA foram apresentados nesta terça-feira (11) pelo IBGE. De acordo com o órgão, no ano, a inflação acumula alta de 3,73% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,68%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%. 

 

O indicador menor em outubro teve forte influência graças à diminuição de preços no gasto da energia elétrica residencial, que registrou queda de 2,39%. Outros destaques na composição da redução no IPCA foram as quedas nos preços de aparelhos telefônicos (-2,54%) e no seguro voluntário de veículos (-2,13%).

 

O IPCA de outubro revelou também uma interrupção na sequência de quedas que vinha acontecendo no grupo alimentação e bebidas. Os preços desse grupo apresentaram estabilidade em relação a setembro, variando 0,01%. 

 

Na composição do resultado geral do IPCA de outubro, os preços do setor de alimentação acabaram não exercendo pressão, e a variação de 0,01% é a menor para um mês de outubro desde 2017, quando foi de -0,05%. 

 

Já a alimentação no domicílio caiu 0,16%, com destaque para as quedas do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%). Dentre as altas, estão a batata-inglesa (8,56%) e o óleo de soja (4,64%).

 

Na análise regional, os índices apontam que a maior variação foi registrada na cidade de Goiânia (0,96%), impulsionada pela alta da energia elétrica residencial (6,08%) e da gasolina (4,78%). A menor variação (-0,15%) foi registrada em São Luís, em função da queda do arroz (-3,49%) e da gasolina (-1,24%), e em Belo Horizonte, com destaque para as quedas na gasolina (-3,97%) e na energia elétrica residencial (-2,71%).

 

A cidade de Salvador, que em setembro havia tido uma inflação de 0,17%, registrou queda no indicador oficial e fechou outubro em 0,06%. O resultado ficou abaixo da média nacional do IPCA, que foi de 0,09%.

 

No ano de 2025, a inflação total na capital baiana está em 3,17%, abaixo do total apurado pelo IBGE para o país, que ficou em 3,73%. Já no acumulado de 12 meses, o indicador oficial da inflação registra 4,39% em Salvador, também abaixo da média nacional para o mesmo período, que é de 4,68%. 
 

IPCA-15 medido pelo IBGE foi de 0,18% na prévia de outubro, menor resultado para o período desde 2022
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Abaixo das previsões das instituições financeiras, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira (24) pelo IBGE, registrou alta de 0,18% em outubro. O resultado ficou abaixo das projeções de que o indicador marcaria 0,21% neste mês. 

 

O IPCA-15 é o indicador do IBGE que indica a prévia da inflação do mês. O resultado de outubro ficou 0,30% abaixo da taxa registrada em setembro, que foi de 0,48%. A taxa de 0,18% é a menor para meses de outubro em três anos, ou seja, desde 2022 (0,16%).

 

O maior impacto na elevação dos índices do IPCA-15 saiu do grupo Transportes, com 0,41%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,94% e, nos últimos 12 meses, a variação foi de 4,94%, abaixo dos 5,32% observados nos 12 meses imediatamente anteriores (em outubro de 2024, a taxa havia sido de 0,54%).

 

Além de Transportes, cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram alta no mês de outubro: Vestuário (0,45%), Despesas pessoais (0,42%), Saúde e cuidados pessoais (0,24%), Habitação (0,16%) e Educação (0,09%). Artigos de residência (-0,64%), Comunicação (-0,09%) e Alimentação e bebidas (-0,02%) apresentaram variação negativa.

 

Responsável pelo maior impacto no índice deste mês, o grupo Transportes (0,41%) mostrou expansão frente a setembro, quando caiu 0,25%. O resultado foi influenciado principalmente pelos combustíveis (1,16%) e passagens aéreas (4,39%). 

 

O etanol (3,09%), a gasolina (0,99%) e o óleo diesel (0,01%) apresentaram altas, enquanto o gás veicular teve queda de 0,40%. Os subitens ônibus urbano (0,32%) e metrô (0,03%) também contribuíram para o resultado positivo do grupo.

 

Em Despesas Pessoais (0,42%), os destaques neste mês foram cinema, teatro e concertos (2,05%), pacote turístico (1,97%) e empregado doméstico (0,52%). 

 

No grupo Habitação, que desacelerou de 3,31% para 0,16%, na passagem de setembro para outubro, a principal contribuição negativa veio da energia elétrica residencial, que passou de 12,17% para -1,09%, com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1. 

 

Entre os subitens com aumentos, destacaram-se o gás de botijão (1,44%) e o aluguel residencial (0,95%).   

 

Já no grupo Alimentação e bebidas (-0,02%), a alimentação no domicílio registrou variação de -0,10%, após recuar 0,63% no mês anterior. Contribuíram para esse resultado as quedas da cebola (-7,65%), do ovo de galinha (-3,01%), do arroz (-1,37%) e do leite longa vida (-1,00%). No lado das altas, destacam-se o óleo de soja (4,25%) e as frutas, que subiram, em média, 2,07%.

 

Em relação à alimentação fora do domicílio, ocorreu desaceleração de setembro (0,36%) para outubro (0,19%), em virtude das altas menos intensas do lanche (de 0,70% em setembro para 0,42% em outubro) e da refeição (de 0,20% para 0,06%).

 

Quanto aos índices regionais, sete das 11 áreas pesquisadas tiveram alta de preços em outubro. A maior variação foi registrada em Goiânia (1,30%), por conta das altas do etanol (23,80%) e da gasolina (10,36%). Já o menor resultado ocorreu em Belém (-0,14%), que apresentou queda nos preços do açaí (-6,77%) e do frango inteiro (-3,55%).    

 

Depois ter registrado um índice de 0,32% em setembro, a cidade de Salvador teve resultado negativo em outubro, com o IPCA-15 marcando -0,04%. Além de ficar abaixo da média nacional de 0,18%, o patamar só ficou acima de Rio de Janeiro e Belém entre todas as capitais pesquisadas.

 

No ano, Salvador tem o resultado de 3,34% no IPCA-15, abaixo da média nacional auferida pelo IBGE, de 3,94%. No acumulado de 12 meses, a capital baiana aparece com o índice de 4,41%, bem abaixo do total nacional, que foi de 4,94%.     
 

Prévia do IBGE sobre inflação registra forte alta em setembro, puxada principalmente por preços da energia elétrica
Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

Devido principalmente ao aumento de preços da energia elétrica, o indicador que apresenta a prévia da inflação de setembro registrou forte alta de 0,48%, após ter tido índice negativo em agosto, de -0,14%. Foi o que mostrou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (25). 

 

O aumento de preços entre agosto e setembro, que chegou a 0,62% de variação, acabou por anular a forte queda verificada no período anterior. Entre os meses de julho e agosto, houve uma queda de 0,47% no IPCA-15, e o resultado de setembro é o maior no ano desde março, quando ficou em 0,64%.

 

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,76% e, nos últimos 12 meses, a variação foi de 5,32%, acima dos 4,95% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2024, a taxa havia sido de 0,13%.

 

O maior impacto positivo para a composição do índice de 0,48% veio do grupo Habitação, com 3,31% no mês. Em agosto, o grupo Habitação havia observado uma queda de 1,13%. 

 

Após a queda de 4,93% no mês passado, os preços da energia elétrica residencial, subitem com maior impacto positivo no IPCA-15 de setembro (0,47%), subiram 12,17%, contribuindo para o resultado do grupo. Houve o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. 

 

Além disso, segundo o IBGE, a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2, a partir de 1º de setembro, adicionou R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Também ocorreu reajuste tarifário de 4,25% em Belém (11,38%), a partir de 7 de agosto.

 

Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto (0,02%) foi reajustada em 4,97% em Salvador (0,31%), a partir de 18 de julho, e o resultado do gás encanado (0,19%) foi consequência do aumento de 6,41% nas faturas em Curitiba (3,32%), a partir de 1° de agosto.

 

Além de Habitação, quatro dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta no mês de setembro: Vestuário (0,97%), Saúde e cuidados pessoais (0,36%), Despesas pessoais (0,20%) e Educação (0,03%). Alimentação e bebidas (-0,35%), Transportes (-0,25%), Artigos de residência (-0,16%) e Comunicação (-0,08%) apresentaram variação negativa.

 

Já no grupo de Alimentação e bebidas, o recuo (-0,35%) em setembro foi o quarto seguido. Em agosto, esse grupo recuou 0,53%. A alimentação no domicílio teve redução de 0,63% nos preços em setembro, ante a variação de -1,02% observada em agosto. 

 

As quedas de preços do tomate (-17,49%), da cebola (-8,65%), do arroz (-2,91%) e do café moído (-1,81%) impactaram o resultado. No lado das altas destacaram-se as frutas, cujos preços subiram, em média, 1,03%.

 

Em relação à alimentação fora do domicílio, ocorreu desaceleração de agosto (0,71%) para setembro (0,36%), em virtude das altas menos intensas do lanche (de 1,44% em agosto para 0,70% em setembro) e da refeição (de 0,40% para 0,20%).

 

Quanto aos índices regionais, todas as capitais pesquisadas pelo IBGE tiveram alta de preços em setembro. A maior variação foi registrada em Recife (0,80%), por conta das altas da energia elétrica residencial (10,69%) e da gasolina (4,78%).

 

Entre todas as capitais pesquisadas para a composição do IPCA-15, a cidade de Salvador registrou o terceiro resultado mais baixo. A capital baiana teve a prévia de inflação de 0,32%. 

 

No resultado do trimestre, o IPCA-15 de Salvador foi de 0,24%, abaixo da média nacional de 0,67% no mesmo período. Em relação ao indicador dos últimos 12 meses, a capital do Estado da Bahia registrou 4,74%, bem abaixo da média para todo o país, que foi de 5,32%.
 

Haddad projeta queda de juros e menor inflação desde o Plano Real até 2026
Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou, nesta terça-feira (16), que a economia do Brasil deve caminhar para uma redução da taxa básica de juros e que o governo, comandado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode encerrar o mandato com a menor inflação de um período presidencial desde o Plano Real, iniciado em 1994. 

 

Segundo Haddad, a combinação da reforma tributária, a combinação de arcabouço fiscal e as expectativas de inflação mais ancoradas estão criando espaço para a queda gradual do custo do crédito. 

 

"Penso que vamos entrar numa trajetória de queda de juros com sustentabilidade. Acredito que vamos terminar o mandato com a menor inflação de um mandato desde o plano real. Um crescimento médio próximo de 3%", afirmou ele. 

 

O ministro também complementou que o governo tem como meta o superavit primário de 0,25% do PIB em 2026, além de alcançar o deficit zero em 2025, metas já previstas no arcabouço fiscal. 

 

Haddad também avaliou o dólar, que se encontra em torno de R$ 5,30, e tem ajudado a alinhar as expectativas de inflação, criando condições para a redução do custo do crédito.

 

"O impacto é notável no Brasil. Penso que estamos reancorando as expectativas de inflação e acredito que podemos abrir um ciclo de queda de juros nos próximos meses", afirmou.

Com quedas de preços maiores em alimentação, habitação e transportes, mês de agosto registra deflação de -0,11%
Foto: Vitor Vasconcelos / SECOM-PR

Graças a quedas acentuadas de preços nos setores de Habitação, Alimentação e Transportes, a inflação brasileira registrou deflação no mês de agosto, com resultado negativo de -0,11%. Foi o que revelou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (10). 

 

A deflação registrada pelo IBGE em agosto ficou 0,37 ponto percentual abaixo da taxa de 0,26% de julho. E o resultado de -0,11% é o primeiro índice negativo desde agosto de 2024 (-0,02%), além de ter sido o mais intenso desde setembro de 2022 (-0,29%). 

 

No ano, o IPCA acumula alta de 3,15%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,13%, abaixo dos 5,23% dos 12 meses imediatamente anteriores. 

 

A variação e o impacto negativo mais intensos vieram do grupo Habitação (-0,90% e -0,14 p.p.), devido à queda na energia elétrica residencial (-4,21%), subitem que exerceu o impacto mais intenso no índice (-0,17 p.p.). 

 

Também tiveram quedas em agosto o grupo Alimentação e bebidas (-0,46% e -0,10 p.p.) e Transportes (-0,27% e -0,06 p.p.), que exercem maior peso na composição do IPCA juntamente com Habitação.

 

Além deles, Comunicação e Artigos de residência também tiveram deflação (ambos com -0,09% de variação) e os demais grupos registraram variações e impactos positivos:  Educação (0,75%), Saúde e cuidados pessoais (0,54%), Vestuário (0,72%) e Despesas pessoais (0,40%).

 

Habitação saiu de um aumento de 0,91% em julho para uma queda de 0,90% em agosto. Essa queda, segundo o IBGE, configurou o menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real. 

 

O grupo foi influenciado pela energia elétrica (-4,21% e -0,17 p.p.), com queda em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, apesar de estar em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 na conta e luz a cada 100 Kwh consumidos. 

 

Já o grupo Alimentação e bebidas (-0,46%), de maior peso no índice, teve deflação pelo terceiro mês consecutivo (-0,18% em junho e -0,27 em julho). A queda de agosto foi influenciada pela alimentação no domicílio, com -0,83%, após redução de 0,69% em julho. 

 

O IBGE destaca as reduções de preços no tomate (-13,39%), batata-inglesa (-8,59%), cebola (-8,69%), arroz (-2,61%) e café moído (-2,17%). Já a alimentação fora do domicílio desacelerou na passagem de julho (0,87%) para agosto (0,50%). 

 

Transportes saiu de 0,35% em julho para -0,27% em agosto. O resultado reflete a queda nas passagens aéreas (-2,44%) e nos combustíveis (-0,89%). 

 

Pelo lado das altas, o grupo Educação variou 0,75% em agosto com a incorporação de reajustes nos cursos regulares (0,80%), principalmente por conta dos subitens ensino superior (1,26%) e ensino fundamental (0,65%). A alta dos cursos diversos (0,91%) foi influenciada pelos cursos de idiomas (1,87%).

 

No Vestuário (0,72%), destacam-se as altas na roupa masculina (0,93%) e nos calçados e acessórios (0,69%). Em Saúde e cuidados pessoais (0,54%), sobressaem as altas nos itens de higiene pessoal (0,80%) e no plano de saúde (0,50%).

 

Quanto aos índices regionais, a cidade de Vitória (ES) apresentou a maior variação (0,23%) por conta da energia elétrica residencial (7,02%) e da taxa de água e esgoto (4,64%). A menor variação (-0,40%) foi registrada em Goiânia e Porto Alegre, devido às quedas na energia elétrica residencial (-7,77% e -6,68%) e na gasolina (-2,20% e -2,69%).

 

Em Salvador, depois de já ter registrado 0,02% em julho, houve nova queda no índice e a capital baiana verificou deflação de -0,08% em agosto. No ano, a inflação em Salvador está em 2,94% (abaixo da média nacional de 3,15%), e no acumulado dos últimos 12 meses, a capital da Bahia registra 4,94% (também abaixo do total para o país, que é de 5,13%). 
 

Com preços de alimentos em queda, prévia da inflação tem menor resultado desde setembro de 2022
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

Com -0,14%, o mês de agosto registrou a menor prévia de inflação mensal desde setembro de 2022. Esse foi o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira (26) pelo IBGE. 

 

O indicador negativo, que revela uma deflação em agosto, levou o IPCA-15 a acumular uma alta de 3,26% e, em 12 meses, 4,95%, abaixo dos 5,30% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2024, o IPCA-15 foi de 0,19%.

 

A variação negativa da prévia da inflação em agosto foi impactada principalmente pelo grupo Habitação (-1,13%), devido à forte queda nos preços da energia elétrica residencial (-4,93%), subitem que exerceu o impacto mais intenso no índice (-0,20%. Também registraram quedas em agosto os grupos Alimentação e bebidas (-0,53% e -0,12% de impacto) e Transportes (-0,47% e -0,10%).

 

O bom resultado do IPCA-15 no mês de agosto teve forte influência do grupo Habitação, que saiu de um aumento de 0,98% em julho para uma queda de 1,13% em agosto. O grupo foi influenciado pela energia elétrica, que recuou 4,93% em agosto. Também em Habitação, a taxa de água e esgoto (0,29%) contemplou o reajuste de 4,97%, em Salvador (4,64%), vigente desde 18 de julho. 

 

Já o grupo Alimentação e bebidas (-0,53%) mostrou resultado negativo pelo terceiro mês consecutivo, intensificando a queda em relação aos meses de julho (-0,06%) e junho (-0,02%). A alimentação no domicílio recuou 1,02% em agosto, com destaque para as quedas da manga (-20,99%), da batata-inglesa (-18,77%), da cebola (-13,83%), do tomate (-7,71%), do arroz (-3,12%) e das carnes (-0,94%). 

 

Em mão oposta, a alimentação fora do domicílio subiu 0,71% em agosto, em virtude das altas no lanche (1,44%), segundo maior impacto positivo no índice (0,03 p.p.), e na refeição (0,40%).

 

Entre as cidades pesquisadas pelo IBGE, São Paulo (0,13%) foi a única área com variação positiva, por conta das altas dos cursos regulares (1,14%) e da higiene pessoal (1,33%). Já o menor resultado ocorreu em Belém (-0,61%), influenciada pela queda nos preços da energia elétrica (-6,47%) e da gasolina (-2,75%).

 

A cidade de Salvador teve uma queda ainda maior do que a média nacional. O IPCA-15 na capital baiana em agosto foi de -0,23, uma queda mais acentuada do que os -0,14% registrados em todo o país. 

 

No ano, o IPCA-15 para a cidade de Salvador ficou em 3,05% (abaixo dos 3,26% de todo o país). E na variação acumulada dos últimos 12 meses, a capital baiana também ficou abaixo da média nacional, registrando 4,77% contra 4,95% que foi o indicador geral brasileiro.
 

Inflação foi de 0,26% em julho, com alimentação em queda e alta na energia elétrica; Salvador teve IPCA de 0,02%
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Devido aos novos aumentos de preços na energia elétrica residencial, principalmente em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba, a inflação oficial não desacelerou como previsto, e fechou o mês de julho em 026%. O resultado ficou 0,02% acima da inflação de junho (0,24%), e igualou o percentual verificado em maio. 

 

Com o resultado de julho, a inflação acumulada neste ano é de 3,26% e, nos últimos 12 meses, de 5,23%. Esses e outros dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE, com a apresentação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

 

Segundo o IBGE, o resultado de julho recebeu como maior impacto o aumento na energia elétrica residencial, que influenciou em 0,12% no índice final, assim como havia acontecido nos meses de maio (0,14%) e junho (0,12%). Se não fosse esse aumento na energia elétrica, o resultado do IPCA de julho ficaria em 0,15%, conforme informou o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves. 

 

O especialista explicou que de janeiro a julho, a energia elétrica residencial acumulou uma alta de 10,18%, destacando-se como o principal impacto individual (0,39%) no resultado total do IPCA em 2025 (3,26%). “Esta variação (10,18%) é a maior para o período janeiro a julho desde 2018 quando o acumulado foi de 13,78%”, concluiu Gonçalves.

 

Ainda no grupo Habitação (0.91%), houve reajustes na taxa de água e esgoto (0,13%) em algumas áreas, como os 4,97% em Salvador (2,16%) a partir de 18 de julho. Ainda pelo lado das altas, o grupo Despesas pessoais (0,76%) teve a segunda maior variação e impacto no mês de julho. A alta foi impulsionada pelo reajuste, a partir de 9 de julho, nos jogos de azar (11,17%).

 

Pelo lado das quedas, destacam-se os grupos Alimentação e bebidas (-0,27%) e Vestuário (-0,54%). O grupo Alimentação e bebidas ficou negativo pelo segundo mês consecutivo (em junho, a variação foi de -0,18%). 

 

O IBGE avaliou que a queda agora em julho foi puxada pela alimentação no domicílio (-0,69%), com destaque para batata-inglesa (-20,27%), cebola (-13,26%) e arroz (-2,89%). Já a alimentação fora do domicílio acelerou de 0,46% em junho para 0,87% em julho, com destaque para o subitem lanche, que subiu de 0,58% em junho para 1,90% em julho.

 

Quanto aos índices regionais, São Paulo apresentou a maior variação (0,46%) por conta da passagem aérea (13,56%) e da energia elétrica residencial (10,56%). A menor variação ocorreu em Campo Grande (-0,19%) em razão da queda na batata-inglesa (-33,84%) e na energia elétrica residencial (-1,39%).

 

A cidade de Salvador teve o sexto melhor resultado entre todas as capitais pesquisas pelo IBGE, com IPCA de 0,02% em julho. O índice de julho ficou bem abaixo do que havia sido verificado em junho, quando a inflação foi de 0,29% na capital baiana. 

 

No ano, Salvador registrou uma inflação total de 3,02%, abaixo da média nacional de 3,26%. E o resultado dos últimos 12 meses também coloca a capital da Bahia abaixo do que foi verificado em todo o país: 5,06% em Salvador contra 5,23% da média nacional.
 

Prévia da inflação interrompe quatro meses de queda e sobe a 0,33% em julho; Salvador está abaixo da média nacional
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Depois de quatro meses de queda, o indicador que revela a prévia da inflação oficial brasileira voltou a subir no mês de julho. É o que mostra o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira (25) pelo IBGE. 

 

De acordo com o indicador, a prévia da inflação de julho apresentou alta de 0,33%, após o índice de 0,26% registrado em junho. Apesar da subida, o resultado de julho ainda está menor do que o verificado em maio, que foi de 0,36%.

 

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,40% e, nos últimos 12 meses, a variação foi de 5,30%, acima dos 5,27% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2024, a taxa havia sido de 0,30%.

 

O índice apurado neste mês ficou mais alto também do que o verificado em julho do ano passado, quando o IPCA-15 foi de 0,30%. Na série histórica, esse patamar de 0,33% é o maior em um mês de julho desde 2021. 

 

Segundo o IBGE, a maior variação de preços em julho veio do grupo Habitação, com 0,98%. Além de Habitação, quatro dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta no mês de julho: Transportes (0,67%), Despesas pessoais (0,25%), Saúde e cuidados pessoais (0,21%) e Comunicação (0,11%). 

 

Por outro lado, os grupos de Alimentação e bebidas (-0,06%), Artigos de residência (-0,02%) e Vestuário (-0,10%) mostraram variação negativa, enquanto Educação (0,00%) teve variação nula.

 

Responsável pela maior variação e o maior impacto no índice, o grupo Habitação mostrou desaceleração em relação a junho, quando subiu 1,08%. O aumento de 3,01% nos preços da energia elétrica residencial contribuiu para o resultado do grupo. 

 

Já o grupo Transportes apresentou aceleração de junho (0,06%) para julho (0,67%). A alta foi impulsionada pelas passagens aéreas (19,86%) e pelo transporte por aplicativo (14,55%). 

 

Por outro lado, os combustíveis recuaram 0,57% em julho, com quedas nos preços do gás veicular (-1,21%), do óleo diesel (-1,09%), do etanol (-0,83%) e da gasolina (-0,50%).

 

Em Saúde e cuidados pessoais (0,21%), o subitem plano de saúde subiu 0,35%, consequência da incorporação dos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No caso dos planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 6,06%, valendo a partir de maio de 2025 e cujo ciclo se encerra em abril de 2026, enquanto para aqueles contratados antes da Lei, os percentuais autorizados foram de 6,47% e 7,16%, dependendo do plano.  

 

A queda de preços de Alimentação e bebidas (-0,06%) em julho foi a segunda seguida. Em junho, esse grupo recuou 0,02%. A alimentação no domicílio teve redução de 0,40% nos preços em julho, ante a variação de -0,24% observada em junho. As quedas da batata-inglesa (-10,48%), da cebola (-9,08%) e do arroz (-2,69%) impactaram o resultado. No lado das altas, destacou-se o tomate (6,39%), depois da queda de 7,24% no mês anterior.  

 

Em relação à alimentação fora do domicílio, ocorreu aceleração de junho (0,55%) para julho (0,84%), em virtude dos aumentos do lanche (de 0,32% em junho para 1,46% em julho) e da refeição (de 0,60% em junho para 0,65% em julho).    

 

A respeito dos índices regionais, a maior variação foi registrada em Belo Horizonte (0,61%), por conta das altas da gasolina (4,49%) e da energia elétrica residencial (3,89%). Já o menor resultado ocorreu em Goiânia (-0,05%).

 

A cidade de Salvador foi a terceira entre todas as capitais com o menor resultado para julho, com IPCA-15 de 0,15%. Enquanto a média nacional subiu de 0,26% para 0,33% em julho, a capital baiana teve movimento inverso, com uma forte queda de 0,42% em junho para 0,15% em julho. 

 

No ano, a inflação medida pelo IPCA-15 em Salvador está em 3,29%, menor do que a média nacional de 3,40%. E no indicador da prévia da inflação dos últimos 12 meses, a capital baiana aparece com média também menor do que a média nacional (4,90% na Bahia contra 5,30% em todo o Brasil). 
 

Inflação medida pelo IPCA registra 0,24% em junho com primeira queda nos preços de alimentos em nove meses
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Depois de uma queda acentuada entre abril e maio, a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês de junho teve apenas leve variação para baixo, fechando o mês em 0,24%. Foi o que mostrou o indicador divulgado nesta quinta-feira 10) pelo IBGE. 

 

Em maio a inflação oficial havia sido de 0,26%, e agora em junho portanto houve uma queda de 0,02%. No ano, a inflação acumulada, segundo o IBGE, é de 2,99% e, nos últimos 12 meses, de 5,35%. 

 

O resultado do IPCA de junho foi influenciado, principalmente, pela alta da energia elétrica residencial, que, com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1, registrou aumento de 2,96% no mês. Em todo o primeiro semestre do ano, a energia elétrica residencial já subiu 6,93%, registrando o principal impacto positivo individual (0,27%) no resultado acumulado de 2025. 

 

Em relação aos índices regionais, a maior variação (0,64%) ocorreu em Rio Branco. Já a menor variação ocorreu em Campo Grande (-0,08%) em razão da queda nas frutas (-5,15%) e na gasolina (-1,38%).

 

Na cidade de Salvador, a alta de preços em junho foi de 0,29%, acima da média nacional de 0,24%. Apenas quatro capitais registraram inflação maior do que Salvador. 

 

No ano, a inflação acumulada em Salvador está em 3%, praticamente igual ao que foi verificado para todo o país (2,99%). Já nos últimos 12 meses, o IPCA para a capital baiana foi de 5,23%, abaixo da média nacional, que ficou em 5,35%. 

 

Outro impacto na composição da inflação oficial de junho saiu da alta de preços do grupo Habitação (0.99%). Esse resultado foi influenciado principalmente pela alta na taxa de água e esgoto (0,59%). 

 

Por outro lado, o grupo Alimentação e bebidas registrou a primeira queda (-0,18%) nos últimos nove meses. O grupo foi influenciado pela alimentação no domicílio, que saiu de 0,02% em maio para -0,43% em junho, com quedas no ovo de galinha (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%). No lado das altas, destaca-se o tomate (3,25%).

 

Já a alimentação fora do domicílio desacelerou para 0,46% em junho, frente ao 0,58% de maio. O subitem lanche passou de 0,51% em maio para 0,58% em junho, e a refeição, por sua vez, saiu de 0,64% em maio para 0,41% em junho.

 

O grupo dos Transportes também teve contribuição positiva relevante no mês (0,05%), aumentando 0,27% após recuo de 0,37% em maio. Mesmo com a queda dos combustíveis (-0,42%), as variações no transporte por aplicativo (13,77%) e no conserto de automóvel (1,03%) impulsionaram a alta.

 

Nos preços do grupo Vestuário (0,75%), destacam-se as altas na roupa masculina (1,03%), nos calçados e acessórios (0,92%) e na roupa feminina (0,44%). As demais variações e impactos no IPCA de junho foram: Saúde e cuidados pessoais (0,07%); Despesas pessoais (0,23%); Comunicação (0,11%); Educação (0,00%); e Artigos de residência (0,08%).
 

IPCA-15 de junho registra 0,26% e confirma trajetória de queda da inflação, com redução no preço dos alimentos
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Confirmando tendência de queda na alta de preços que já vem acontecendo desde o mês de março, a prévia da inflação do país ficou em 0,26% em junho. Foi o que revelou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quinta-feira (26) pelo IBGE. 

 

O IPCA-15 iniciou essa trajetória de queda ao baixar de 1,23% em fevereiro para 0,64% em março. De lá pra cá, houve queda para 0,43% em abril, 0,36% em maio e mais uma redução de 0,10% agora em junho, fechando em 0,26%. 

 

Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumulou alta de 5,27%, abaixo dos 5,40% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2024, a taxa foi de 0,39%.

 

Segundo o IBGE, o grupo de maior impacto no índice de 0,26% em junho foi o de Habitação, com alta de 1,08%, seguido de Vestuário (0,51%). Já o grupo Alimentação e bebidas registrou a primeira queda (-0,02%), após nove meses consecutivos de alta.

 

Os subitens de maior impacto positivo no índice foram energia elétrica residencial, com avanço de 3,29%, influenciada pela mudança na bandeira tarifária. Em seguida, vêm café moído (2,86%), ônibus urbano (1,39%), taxa de água e esgoto (0,94%), refeição (0,60%) e plano de saúde (0,57%), todos com impacto de 0,02 p.p.

 

Em relação aos impactos negativos, os maiores vieram da alimentação no domicílio, com destaque para os preços do tomate (-7,24%), do ovo de galinha (-6,95%) e do arroz (-3,44%). A queda nos preços da gasolina (-0,52%) foi responsável por 0,3% de impacto no IPCA-15 de junho.

 

No grupo Habitação, a alta na energia elétrica residencial está relacionada à bandeira tarifária vermelha patamar 1, com a cobrança adicional de R$4,46 a cada 100kwh consumidos, que passou a vigorar em junho, e aos reajustes: 7,36% em Belo Horizonte (6,82%), a partir de 28 de maio; 3,33% em Recife (4,58%), a partir de 29 de abril; 2,07% em Salvador (2,30%), a partir de 22 de abril.

 

Os destaques no grupo Vestuário (0,51%) ficam por conta das altas nas roupas femininas (0,66%) e nos calçados e acessórios (0,49%). O resultado do grupo Saúde e cuidados pessoais (0,29%), neste mês, foi influenciado pelo plano de saúde (0,57%).

 

Os combustíveis recuaram 0,69% em junho (ante o aumento de 0,11% em maio), com quedas nos preços do óleo diesel (-1,74%), do etanol (-1,66%), da gasolina (-0,52%) e do gás veicular (-0,33%).

 

A alimentação no domicílio recuou 0,24% em junho, ante o aumento de 0,30% em maio, influenciada pelas quedas do tomate (-7,24%), do ovo de galinha (-6,95%), do arroz (-3,44%) e das frutas (-2,47%). No lado das altas, destacaram-se a cebola (9,54%) e o café moído (2,86%).

 

Já a alimentação fora do domicílio (0,55%) desacelerou em relação ao mês de maio (0,63%), em virtude da desaceleração do lanche (de 0,84% em maio para 0,32% em junho). Por outro lado, a refeição passou de 0,49% em maio para 0,60% em junho.

 

Em relação aos índices regionais, a maior de preços foi registrada em Recife (0,66%), por conta das altas da energia elétrica residencial (4,58%) e da gasolina (3,44%). Já o menor resultado ocorreu em Porto Alegre (-0,10%).

 

A cidade de Salvador teve a quinta maior taxa de inflação entre todas as capitais pesquisas, registrando 0,42% no mês de junho. O resultado ficou acima da média nacional, que foi de 0,26% para o período. Nos últimos dois meses a capital baiana vinha observando resultados menores do que a média nacional. 

 

No resultado trimestral, entretanto, a capital da Bahia ficou com 0,89%, abaixo da média nacional de 1,05%. Outro dado que mostrou Salvador melhor do que o resultado para todo o país foi na avaliação do indicador nos últimos 12 meses: enquanto em todo o Brasil o IPCA-15 marcou 5,27% no período, a capital baiana marcou 4,86%, o que lhe confere a terceira melhor posição entre todas as capitais pesquisadas pelo IBGE. 
 

Queda no preço dos alimentos faz inflação desacelerar para 0,26% em maio; Salvador tem alta do índice em relação a abril
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Depois de ter chegado a 1,31% em fevereiro, a inflação oficial brasileira entrou em rota de queda, e neste mês de maio, pela terceira vez consecutiva, registrou desaceleração. A taxa de inflação, que em abril foi de 0,43%, caiu ainda mais, registrando 0,26% em maio. 

 

Foi o que revelou nesta manhã de terça-feira (10) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (10) pelo IBGE. De acordo com o indicador, a inflação acumulada no ano de 2025 é de 2,75% e, nos últimos 12 meses, está em 5,32%. 

 

De acordo com o IBGE, a desaceleração dos índices inflacionários em maio se deu por conta principalmente de quedas de preços em dois dos três principais grupos que possuem maior peso na formação do IPCA. Enquanto Alimentação e bebidas e Transportes tiveram redução de preços (os alimentos caíram de 0,82% em abril para 0,17% em maio, e em Transportes houve redução de 0,37%), o setor de Habitação teve alta de 1,19%, refletindo no resultado final do IPCA.

 

O grupo Habitação avançou de 0,14% em abril para 1,19% em maio, com alta de 3,62% na energia elétrica residencial, principal impacto no índice do mês, com 0,14%. Já o grupo Alimentação e bebidas variou 0,17% em maio frente a 0,82% em abril, menor variação mensal desde agosto de 2024, quando havia recuado 0,44%. 

 

Contribuíram para o resultado de maio as quedas de preços do tomate (-13,52%), do arroz (-4,00%), do ovo de galinha (-3,98%) e das frutas (-1,67%). No lado das altas destacam-se a batata-inglesa (10,34%), a cebola (10,28%), o café moído (4,59%) e as carnes (0,97%).

 

Já no grupo Transportes, a queda de 0,37% contribuiu para a desaceleração do IPCA de maio, exercendo -0,08% de impacto, com destaque para os recuos na passagem aérea (-11,31%) e combustíveis (-0,72%). Todos os combustíveis pesquisados registraram recuos em maio: óleo diesel (-1,30%), etanol (-0,91%), gás veicular (-0,83%) e gasolina (-0,66%).

 

As demais variações no IPCA de maio foram: Saúde e cuidados pessoais (0,54%); Vestuário (0,41%); Despesas pessoais (0,35%); Comunicação (0,07%); Educação (0,05%); e Artigos de residência (-0,27%).

 

Na análise dos indicadores por região, a maior variação de preços (0,82%) ocorreu em Brasília por conta da alta da energia elétrica residencial (9,43%) e da gasolina (2,60%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,00%) em razão da queda no ovo de galinha (-9,09%) e no arroz (-6,26%).

 

A cidade de Salvador desponta com o sexto pior resultado entre todas as capitais pesquisadas pelo IBGE. Depois de ter tido um resultado mais baixo em abril, com 0,16%, a inflação acelerou na capital baiana e chegou a 0,35% em maio, acima da média nacional, de 0,26%. 

 

Já no ano de 2025, a capital baiana chegou a 2,71%, um resultado melhor do que a inflação para o país (2,75%). No acumulado dos últimos 12 meses, Salvador registrou um índice ainda melhor do que o obtido em todo o país: 4,89% na capital baiana contra 5,32% na média nacional. 
 

Prévia da inflação medida pelo IBGE desacelera e fica em 0,36% em maio; Salvador tem o segundo menor índice entre as capitais
Foto: Reprodução Redes Sociais Grupo EDP

Nas últimas semanas, os preços seguiram tendência de queda iniciada em março, e a prévia da inflação caiu de 0,43% em abril para 0,36% agora em maio. Foi o que revelou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), indicador que representa a prévia da inflação oficial, e que foi divulgado nesta terça-feira (27) pelo IBGE.

 

O resultado deste mês foi menor do que o verificado em maio de 2024, quando foi registrada alta de 0,44%. No ano de 2025, o acumulado no indicador está em 2,80%, e na contagem dos últimos 12 meses, o IPCA-15 ficou em 5,40%. 

 

Ao contrário dos meses anteriores, houve menor impacto na formação do indicador da prévia da inflação do grupo de Alimentação e Bebidas, que experimentou uma forte desaceleração, caindo de 1,14% em abril para 0,39%. Contribuíram para o resultado as quedas do tomate (7,28%), do arroz (4,31%) e das frutas (1,64%). 

 

Por outro lado, destacam-se as altas da batata-inglesa (21,75%), da cebola (6,14%) e do café moído (4,82%). Destaca-se ainda o lanche, que havia subido 1,23% em abril e desacelerou para 0,84% em maio.

 

Sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram aumentos, com destaques Vestuário (0,92%), seguido de Saúde e cuidados pessoais (0,91%) e Habitação (0,67%). 

 

Em Saúde e cuidados pessoais (0,91%), o resultado foi influenciado pelos produtos farmacêuticos (1,93%), reflexo da autorização do reajuste de até 5,09% nos preços dos medicamentos, a partir de 31 de março.

 

No resultado do grupo Habitação (0,67%), sobressai a energia elétrica residencial (1,68%), principal impacto individual no índice. Em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$1,885 a cada 100kwh consumidos. 

 

Quanto aos índices regionais, a maior variação foi registrada em Goiânia (0,79%), por conta das altas do etanol (11,84%) e da gasolina (4,11%). Já o menor resultado ocorreu em Curitiba (0,18%), que apresentou queda nos preços da passagem aérea (10,13%) e das frutas (4,13%).

 

A cidade de Salvador teve o segundo índice mais baixo do IPCA-15 entre todas as capitais pesquisadas, registrando 0,20% em maio. No mês de abril, o resultado da prévia da inflação na capital baiana havia sido de 0,27%. 

 

No ano de 2025, a prévia da inflação em Salvador registra o percentual de 2,70%, abaixo da média nacional de 2,80%. Na variação acumulada de 12 meses, o indicador na capital da Bahia marcou o total de 4,68%, bem abaixo da média nacional, que foi de 5,40%. 

 

A prévia da inflação oficial no acumulado de 12 meses em Salvador só é maior entre as capitais do que a verificada em Recife, que marcou 4,28%. 
 

Pressionada por alta de preços de remédios e alimentos, inflação registra 0,43% em abril; Salvador tem terceiro melhor resultado
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Após registrar 0,56% em março, a inflação oficial brasileira ficou em 0,43% no mês de abril. Foi o que afirmou o IBGE, que nesta sexta-feira (9) divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

 

Segundo o IBGE, o acumulado dos últimos 12 meses subiu de 5,48% em março para 5,53% em abril. Neste ano de 2025, o IPCA acumula alta de 2,48%. Em abril de 2024, a variação havia sido de 0,38%. 

 

Mais uma vez, o grupo Alimentação e bebidas (0,82%) exerceu o maior impacto no índice. Destaque também para a alta de preços no grupo de Saúde e cuidados pessoais (1,18%). Já o grupo Transportes (-0,38%) foi o único a registrar queda, influenciando a taxa em -0,08%.

 

Apesar da forte influência na inflação de abril, o grupo Alimentação e bebidas desacelerou de 1,17% em março para 0,82% no mês passado. A alimentação no domicílio registrou alta de 0,83% e a alimentação fora do domicílio, 0,80%. Contribuíram para esse resultado as altas da batata-inglesa (18,29%), do tomate (14,32%), do café moído (4,48%) e do lanche (1,38%). No lado das quedas, destaca-se o arroz (-4,19%).

 

Já no grupo Saúde e cuidados pessoais (1,18%), o resultado foi influenciado pelos produtos farmacêuticos (2,32%), que exerceram o maior impacto positivo individual no índice geral (0,08%). A alta foi ocasionada pela autorização de reajuste de até 5,09% no preço dos medicamentos a partir de 31 de março.

 

Em relação ao único grupo que revelou queda de preços, o de Transportes (-0,38%), o resultado foi influenciado pela queda da passagem aérea (-14,15%) e dos combustíveis (-0,45%). Todos os combustíveis vieram com variação negativa em abril: óleo diesel, com -1,27%; gás veicular, com -0,91%; etanol, com -0,82%; e gasolina, com -0,35%. 

 

Quanto aos índices regionais, a maior variação (0,95%) ocorreu em Porto Alegre por conta da alta da energia elétrica residencial (3,37%) e do tomate (45,96%). A menor variação ocorreu em Brasília (0,04%), em razão da queda nas passagens aéreas (-7,46%) e da gasolina (-1,69%).

 

Em Salvador, a inflação no mês de abril foi de 0,16%, mais alta apenas que Goiânia (0,14%) e Brasília (0,04%). Em março a alta de preços na capital baiana havia sido de 0,41%. 

 

No ano, a inflação oficial na capital do Estado da Bahia foi de 2,34%, abaixo da média nacional de 2,48%. No acumulado de 12 meses, o resultado em Salvador foi de 5,13%, bem menor do que a alta verificada para todo o país (5,53%). 
 

Copom aumenta Selic para 14,75% ao ano e taxa de juros alcança maior patamar em 20 anos
Foto: Edu Mota / Bahia Notícias

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou nesta quarta-feira (7) a taxa básica de juros de 14,25% para 14,75% ao ano. O aumento de 0,5 ponto percentual foi aprovado por unanimidade entre os diretores do BC, incluindo o presidente da instituição, Gabriel Galípolo.

 

Com a decisão, a Selic atinge o maior nível desde julho de 2006, quando os juros chegaram a 15,25% ao ano, ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

No comunicado divulgado após a reunião, o Copom atribuiu a decisão ao cenário de incerteza no ambiente externo, com destaque para a política econômica dos Estados Unidos e seus reflexos no comércio global. A guerra tarifária iniciada pelo então presidente Donald Trump foi apontada como um fator que eleva o risco inflacionário no Brasil.

 

“A política comercial alimenta incertezas sobre a economia global, notadamente acerca da magnitude da desaceleração econômica e sobre o efeito heterogêneo no cenário inflacionário entre os países, com repercussões relevantes sobre a condução da política monetária”, justificou o Copom.

 

O comitê também sinalizou que a próxima reunião deverá ser marcada por cautela, diante do avanço do ciclo de alta de juros e dos efeitos ainda não completamente sentidos na economia.

 

“O cenário de elevada incerteza, aliado ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional na atuação da política monetária e flexibilidade para incorporar os dados que impactem a dinâmica de inflação.”

Prévia da inflação é de 0,43% em abril, com altas principalmente em alimentação e saúde; Salvador tem terceiro melhor resultado
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Apesar de registrar nova queda em relação ao mês anterior, a prévia da inflação de abril ainda mostra que os preços seguem em alta, principalmente nos grupos de alimentação e de saúde e cuidados pessoais. Foi o que revelou nesta sexta-feira (25) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo IBGE.

 

Segundo o indicador, a prévia da inflação ficou em 0,43% em abril, 0,21% abaixo da alta de 0,64% verificada em março. O resultado de abril ficou ainda menor do que a forte elevação de preços apurada em fevereiro, quando o IPCA-15 marcou 1,23%, o maior resultado mensal desde abril de 2022. 

 

No acumulado no ano, o IPCA-15 ficou em 2,43%, enquanto o total para o período de 12 meses foi de 5,49%. Em abril de 2024, o IPCA-15 havia registrado alta de 0,21%.

 

Os números da prévia de abril foram influenciados principalmente pelas altas de 1,14% no grupo de Alimentação e bebidas, e de 0,96% no grupo de Saúde e cuidados pessoais (0,96%). Juntos, os dois grupos respondem por 88% do índice do mês. 

 

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram resultados positivos. A única variação negativa em abril foi no grupo Transportes (-0,44%).

 

A alimentação no domicílio acelerou de 1,25% em março para 1,29% em abril. Contribuíram para esse resultado as altas do tomate (32,67%), do café moído (6,73%) e do leite longa vida (2,44%). Já a alimentação fora do domicílio (0,77%) acelerou em relação ao mês de março (0,66%) em virtude da alta do lanche (1,23%) e da refeição (0,50%).

 

Além de Alimentação e bebidas, o grupo de Saúde e cuidados pessoais (0,96%) também exerceu forte influência no índice geral, com a contribuição dos itens higiene pessoal (1,51%), produtos farmacêuticos (1,04%), após a autorização do reajuste de até 5,09% nos preços dos medicamentos, a partir de 31 de março, e plano de saúde (0,57%).

 

Regionalmente, nove das onze capitais pesquisadas pelo IBGE registraram altas. A maior variação foi registrada em Porto Alegre (0,88%), por conta das altas do tomate (61,16%) e da gasolina (2,25%). Já o menor resultado ocorreu em Goiânia (-0,13%), que apresentou queda nos preços do etanol (7,60%) e da gasolina (3,70%).

 

A cidade de Salvador teve o terceiro menor resultado no mês de abril, com 0,27%. O índice ficou bem abaixo do que havia sido apurado em março, quando o IPCA-15 da capital baiana foi de 0,58%. A alta de 0,27% também ficou menor do que a média nacional de 0,43%. 

 

No acumulado de 12 meses, o indicador registrado em Salvador, de 5,38%, também foi menor do que a média nacional (5,49%). Já no total do ano de 2025, a capital baiana registrou aumento de preços de 2,50%, maior do que a média nacional, que foi de 2,43%. 
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Pensando aqui em quanta energia #sabetudo e Aninha do Camaro gastaram pensando em 2028, pra verem o Soberano tomar de volta a candidatura. Mas ninguém precisa correr pra ficar com pena do Soberano. Pelo menos ele tem seu lado empresário pra ocupar o tempo até lá. O motivo, dizem às más línguas: o Carlismo morreu. Ao menos sob a batuta do herdeiro original. Dito isso, ele vai aproveitar também pra ajudar o Ferragamo com essa crise de imagem dos ônibus da eleição. O cenário agora é de reflexão real. Apoiaram o ZeroUm, para manter vivo e soltar o Capitão, agora, quem vai ter que ficar ligado é a galera da Bahia. Ao menos quem não é seguidor da família. Por falar em eleição futura, os disparos em massa de #sabetudo devem ficar mais restritos. Na boca miúda, o que se fala é que essa eleição foi um block atrás do outro. Sobrou para Elde, Bonitinho, Renatinha Ex-Fala Bela e mais uma renca. Alguns desbloqueados, mas outros ainda vão ficar no cantinho do pensamento. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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