Artigos
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
Multimídia
Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
ibge
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou, na segunda-feira (31), em Salvador, a primeira prova piloto do Censo Nacional de População em Situação de Rua. Segundo informações da Agência de Notícias IBGE, a atividade tem como objetivo testar os procedimentos de abordagem, identificação e coleta de dados antes da realização do levantamento em todo o país.
Na capital baiana, as equipes percorreram inicialmente bairros das regiões oeste e central da cidade, passando por localidades como Itapuã, Stella Mares, Praia do Flamengo, São Marcos, São Rafael e São Cristóvão.
Ao todo, seis equipes participaram da operação, reunindo 59 pessoas entre coordenadores, supervisores e recenseadores. Também integram os trabalhos representantes do movimento da população em situação de rua, colaboradores de programas sociais do Governo do Estado e da Prefeitura de Salvador, além de observadores técnicos do IBGE e de outras instituições.
De acordo com Francisco Brito, coordenador da operação em Salvador, o primeiro dia de atividades teve resultado considerado positivo. Ele destacou a importância da escuta das pessoas abordadas e da participação dos colaboradores que acompanham as equipes em campo.
A escolha de Salvador para a prova piloto considera as características urbanas da cidade. A presença de ladeiras, ruas estreitas e áreas de difícil acesso exige estratégias específicas para que os recenseadores consigam identificar diferentes pontos de concentração e circulação da população em situação de rua.
As áreas turísticas também são consideradas um desafio, devido à intensa movimentação de pessoas e às mudanças na dinâmica urbana ao longo do dia e da semana. Para o IBGE, a experiência na capital baiana poderá contribuir para o aprimoramento da metodologia utilizada no levantamento nacional.
Viviane França, integrante do Movimento Nacional de Luta em Defesa da População em Situação de Rua, também participa da operação como ponto focal. Ela já vivenciou a situação de rua e atualmente auxilia as equipes durante as abordagens.
Nesta terça-feira (1º), os trabalhos do IBGE terão continuidade com novas coletas na região central de Salvador.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% no trimestre abril-maio-junho deste em relação ao primeiro trimestre do ano, resultado puxado principalmente pelo crescimento da agropecuária (2,8%), serviços (0,2%) e indústria (0,1%). Os números foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE.
Segundo o IBGE, em relação ao segundo trimestre de 2025, o PIB avançou 2%, com crescimento na agropecuária (6,8%), na indústria (1,5%) e nos serviços (1,5%). Já o PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em junho de 2026 cresceu 1,9% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
O resultado se colocou no topo da expectativa do mercado financeiro. Estimativas desta semana projetavam uma alta do PIB no segundo trimestre entre 0,4% e 0,5%.
Os números divulgados pelo IBGE mostram que o Produto Interno Bruto brasileiro totalizou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre de 2026, sendo R$ 2,9 trilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 487,9 bilhões, aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.
No mesmo período, a taxa de investimento foi de 16,1% do PIB, abaixo dos 16,6% do segundo trimestre de 2025. Já a taxa de poupança foi de 16,6%, superando os 16,5% do mesmo trimestre de 2025.
O resultado do segundo trimestre de 2026 representa uma desaceleração em relação ao avanço maior registrado no primeiro trimestre deste ano, de 1,1%. A agropecuária foi o setor com o maior crescimento no período, com percentual de 2%. Na sequência apareceram a indústria (1%) e serviços (0,5%).
Veja abaixo como se comportaram os setores da economia brasileira na apuração sobre o PIB do segundo trimestre de 2026:
Serviços: 0,2%
Indústria: 0,1%
Agropecuária: 2,8%
Consumo das famílias: -0,4%
Consumo do governo: 0,4%
Investimentos: 1,2%
Exportações: -0,8%
Importação: 1,8%
Salvador é a quinta cidade mais populosa do Brasil, com população estimada em 2.559.945 habitantes, segundo levantamento divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (28).
A capital baiana aparece atrás de São Paulo, com 11,9 milhões de moradores; Rio de Janeiro, com 6,7 milhões; Brasília, com 3 milhões; e Fortaleza, com 2,58 milhões. Juntas, as cinco maiores cidades concentram 26,8 milhões de pessoas, o equivalente a 12,5% da população brasileira.
Apesar da posição no ranking, Salvador registrou queda de 0,17% na população em relação à estimativa de 2025. A capital baiana foi uma das quatro capitais que apresentaram redução no período.
Taxa de desemprego no país cai a 5,3% em julho, menor taxa para o período na série histórica do IBGE
A taxa de desocupação no Brasil foi de 5,3% no trimestre encerrado em julho, o que representou uma queda de 0,5% em relação ao trimestre terminado em abril (5,8%). Os números finalizados em julho revelam também um recuo de 0,3% ante o trimestre de maio a julho de 2025 (5,6%).
Esses números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), estudo sobre a situação do emprego no Brasil e que foi divulgado nesta quinta-feira (27) pelo IBGE. O resultado atual é o menor para o intervalo até julho na série histórica da Pnad Contínua, que começou em 2012.
De acordo com o IBGE, a população desocupada no país, que atualmente está no patamar de 5,8 milhões, diminuiu 8% na comparação com o trimestre de fevereiro a abril (6,3 milhões). No confronto com igual trimestre do ano anterior (6,1 milhões), houve queda de 4,9% (menos 299 mil pessoas).
Já a população ocupada, que atingiu o contingente de 103,3 milhões, foi a maior da série histórica, com alta de 1% no trimestre (mais um de pessoas) e aumento de 0,9% no ano (mais 899 mil pessoas). O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,9% com variação de 0,5% no trimestre (58,4%).
A taxa composta de subutilização (13%) caiu 0,8% frente ao trimestre anterior (13,8%) e teve queda de 1,1 p.p. no ano (14,1%). A população subutilizada (14,9 milhões) caiu 5,2% no trimestre (menos 819 mil pessoas) e recuou 7,7% no ano (menos 1,2 milhão de pessoas).
O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões, o maior contingente da série. Houve estabilidade no trimestre (0,4%) e no ano (0,8%).
Já o número de empregados sem carteira no setor privado (13,8 milhões) cresceu 3,6% no trimestre (mais 477 mil pessoas) e ficou estável (2,1%) no ano (mais 283 mil pessoas). Com esses resultados, o contingente de empregados no setor privado também foi o maior da série (53,2 milhões de pessoas).
O número de trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) ficou estável no trimestre (0,3%) e no ano (0,6%). Já o número de trabalhadores domésticos (5,4 milhões) ficou estável (-0,4%) no trimestre (menos 23 mil pessoas) e recuou 4,2% no ano (menos 236 mil pessoas).
A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais), contra 37,2% (ou 38,1 milhões) no trimestre encerrado em abril e 37,8% (ou 38,8 milhões) no trimestre de maio a julho de 2025.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.762) ficou estável no trimestre (-0,7%) e cresceu 3,3% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 383,5 bilhões) foi a maior da série, com estabilidade (0,2%) no trimestre (mais R$ 904 milhões) e crescimento de 4,1% (mais R$ 15,1 bilhões) no ano.
A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre de maio a julho foi estimada em 109,2 milhões de pessoas, a maior da série, com alta de 0,5% (mais 499 mil pessoas) quando comparada com o trimestre de fevereiro a abril. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 0,6% (mais 600 mil pessoas).
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial do país, teve deflação de 0,40%, depois de ter marcado 0,06% em julho. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (26) pelo IBGE.
O índice de -0,40% saiu bem abaixo do esperado pelos agentes do mercado financeiro, e muda o quadro inflacionário do ano: o IPCA-15 passa a acumular 3,09% em 2026 e desacelera para 4,24% em 12 meses, ante os 4,52% registrados na leitura anterior. Em agosto de 2025, a taxa foi de -0,14%.
A deflação foi a primeira do IPCA-15 em um ano, desde agosto de 2025 (-0,14%), e a maior em quatro anos, desde agosto de 2022 (-0,73%).
O resultado de agosto foi influenciado principalmente pelas quedas nos grupos Habitação (-1,41%), Transportes (-1,00%) e Alimentação e bebidas (-0,57%). Os demais grupos ficaram entre o -0,20% de Vestuário e o 0,66% de Despesas Pessoais.
A queda registrada no grupo Habitação (-1,41%) veio da contribuição da energia elétrica residencial, principal impacto negativo no índice geral, que recuou 6,25%, em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. Ressalta-se que, em agosto, continua em vigor a bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.
Na taxa de água e esgoto (0,34%), foram contemplados os reajustes de 5,77% em Porto Alegre (1,34%), vigente desde 1º de julho, e de 3,55% em Salvador (3,07%), vigente desde 20 de julho.
O grupo Alimentação e bebidas apresentou variação de -0,57% em agosto, com a redução de 0,97% na alimentação no domicílio, destacando-se as quedas do tomate (-27,38%), da batata-inglesa (-25,14%), da cenoura (-17,05%) e do café moído (-2,31%). No lado das altas, destacam-se o leite longa vida (3,41%) e as frutas (3,11%).
A alimentação fora do domicílio saiu de 0,55% em julho para 0,42% em agosto. O lanche (0,75%) registrou variação superior à registrada no mês anterior (0,30%), enquanto a refeição desacelerou de 0,66% em julho para 0,25% em agosto.
Quanto aos índices regionais, as onze áreas pesquisadas tiveram variações negativas em agosto. A menor variação foi registrada em Curitiba (-0,82%), por conta dos recuos da passagem aérea (-15,34%) e da energia elétrica residencial (-4,83%).
A cidade de Salvador teve a terceira maior deflação em agosto, com -0,74%. No ano, o resultado para a capital baiana está em 2,99%, abaixo da média nacional de 3,09%.
Também no acumulado dos últimos 12 meses o indicador da prévia da inflação mostra um resultado em Salvador melhor do que a média nacional. Enquanto a capital da Bahia marcou 3,74% em um ano, o índice para todo o país ficou em 4,24%.
A área urbana no Brasil cresceu 12,27% no período de 2019 a 2022. Nesse intervalo, o país ganhou 5.954,99 quilômetros quadrados (km²) de malha urbanizada, isto é, uma área praticamente do tamanho do Distrito Federal (5.760 km²).
Os dados de 2022 são os mais recentes disponíveis e revelam que o país tinha 53.925 quilômetros quadrados de área urbanizada, o que representa apenas 0,6% de todo o território brasileiro. É como se toda a área urbanizada do país ocupasse o tamanho da Paraíba (56,5 km²).
Os dados fazem parte do levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil, divulgado nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O instituto chegou às informações com base em interpretação de imagens de satélite. Por questões de metodologia, a única comparação possível é com os dados de 2019.
A analista da pesquisa, Andressa Rosas de Menezes, ressalta que o estudo não apresenta dados sobre número de população nas áreas mapeadas nem crescimento vertical das áreas. “A gente olha telhados, a gente vê de cima. Então essa pesquisa não traz nenhuma informação de verticalização”, diz.
ÁREAS DENSAS E VAZIOS
Veja como o IBGE detalha a extensão urbana do país:
- Áreas urbanizadas (identificadas pela presença de moradias, comércio e indústrias): 48,8 mil km²
- Outros equipamentos urbanos (estruturas não residenciais como aeroportos, portos, cemitérios, estação de tratamento de água e usinas fotovoltaicas): 1,6 mil km²
- Vazios intraurbanos (áreas não edificadas dentro do tecido urbano, como parques e lagoas): 503 km²
- Loteamentos vazios (áreas com arruamento definido, mas sem edificações suficientes para serem consideradas urbanizadas, representando vetores de expansão): 2,9 mil km²
Outra classificação feita pelo instituto é relacionada à densidade das áreas urbanizadas:
- Densa (forte concentração de edificações e pouca arborização ou espaços vazios): 70,66% do total
- Pouco densa (construções mais espaçadas, comuns em periferias ou vetores de expansão): 23,88%
- Loteamentos vazios (áreas com arruamento definido, mas ainda sem construções significativas): 5,46%
A analista da pesquisa aponta que os objetivos do estudo são mapear e medir as formas urbanas e a sua distribuição em todo o território nacional, de forma a acompanhar a evolução do fenômeno urbano. “Isso possibilita retratar e projetar a distribuição da urbanização, fornecendo dados essenciais para o planejamento urbano para a implementação de políticas públicas e impactando análise de questões como mobilidade, habitação e sustentabilidade”, destaca.
CONCENTRAÇÃO DA URBANIZAÇÃO
O levantamento identificou a concentração da ocupação urbana em municípios costeiros. Essas cidades ocupam 5,02% do território do país, mas representam 19,5% de toda a área urbanizada.
No outro extremo, a Amazônia Legal (abrange os estados de Rondônia, do Acre, Amazonas, de Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, de Mato Grosso e a maior parte do Maranhão) ocupa 59,11% da área do país, mas apenas 14,27% da extensão urbanizada.
“Podemos notar uma forte concentração da urbanização no litoral brasileiro”, assinala Andressa Rosas.
Ela completa a análise destacando que, na faixa de fronteira e no interior do país, a ocupação é “mais rarefeita”. Ela acrescenta que a urbanização acompanha os principais eixos rodoviários do país.
O IBGE revelou também que metade da área urbanizada (50,35%) está em cinco estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.
Apesar de não constar na lista das maiores áreas, o Distrito Federal figura como unidade da Federação com maior proporção de área urbanizada: 11,5% de seu território. De acordo com a analista, isso acontece por causa da “extensão diminuta do território e pelo planejamento coordenado para a urbanização e integração do interior brasileiro”. Na outra ponta, Amazonas tem apenas 0,05% de superfície urbanizada.
CIDADES COM MAIOR ÁREA URBANA
Ao classificar as cidades pelo tamanho de área urbana, a pesquisa mostra que, das dez maiores extensões, apenas a última, Campinas, no interior paulista, não é capital.
| 1. São Paulo | 922,41 km² |
| 2. Brasília | 662,54 km² |
| 3. Rio de Janeiro | 644,36 km² |
| 4. Curitiba | 338,41 km² |
| 5. Goiânia | 312,71 km² |
| 6. Manaus | 287,18 km² |
| 7. Belo Horizonte | 279,09 km² |
| 8. Fortaleza | 254,91 km² |
| 9. Campo Grande | 254,29 km² |
| 10. Campinas (SP) | 253,56 km² |
O instituto calculou também quais cidades têm maior proporção de área urbanizada. Em todo o país, 20 municípios têm mais de 60% do território ocupado pela urbanização, sendo 11 no estado de São Paulo:
| Cidades com maiores proporções de superfícies urbanizadas | Área urbanizada |
| 1. São Caetano do Sul (SP) | 100% |
| 2. São João de Meriti (RJ) | 99,99% |
| 3. Olinda (PE) | 96,36% |
| 4. Carapicuíba (SP) | 94,29% |
| 5. Osasco (SP) | 93,38% |
| 6. Taboão da Serra (SP) | 91,44% |
| 7. Diadema (SP) | 89,63% |
| 8. Belo Horizonte | 84,23% |
| 9. Jandira (SP) | 82,61% |
| 10. Poá (SP) | 82,51% |
| 11. Fortaleza | 81,61% |
| 12. Belford Roxo (RJ) | 79,66% |
| 13. Curitiba | 77,81% |
| 14. Mauá (SP) | 69,99% |
| 15. Barueri (SP) | 66,30% |
| 16. Recife | 66,02% |
| 17. Hortolândia (SP) | 62,44% |
| 18. Ferraz de Vasconcelos (SP) | 61,28% |
| 19. São Paulo | 60,64% |
| 20. Natal | 60,34% |
Para Andressa Rosas, as áreas urbanizadas do Brasil apresentam dinâmicas heterogêneas que demandam “respostas integradas por meio do monitoramento geoespacial, além de indicadores socioambientais, no sentido de orientar políticas públicas de ordenamento territorial”.
A Bahia terminou o segundo trimestre de 2026 com a maior taxa de desemprego do país (9,1%), índice acima da média nacional, que é 5,4%. O estado fica atrás somente do Amapá (9,8%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada na manhã desta sexta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O estado também apresentou um aumento na taxa de informalidade (50,7%) e ocupa o ranking das maiores proporções de informais do Brasil, atrás do Maranhão (56,9%), do Pará (55,9%) e do Amazonas (51,7%) todas acima de 50% da mão de obra ocupada.
Por outro lado, das 27 unidades da federação do país, 11 terminaram o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego abaixo da média nacional. Em cinco deles, o índice sequer chega a 3%. Confira:
A PESQUISA
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria.
Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
QUEDA NO DESEMPREGO LONGO
De acordo com a Pnad, 1,06 milhão de pessoas enfrentavam o chamado desemprego longo, isto é, pessoas que estão à procura de vagas há dois anos ou mais. Esse é o menor contingente de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, a queda nesse contingente foi de 15,6%.
NEGROS E MULHERES ACIMA DA MÉDIA
O levantamento do segundo trimestre aponta ainda que o desemprego para homens (4,6%) ficou abaixo da média nacional, enquanto o das mulheres ficou acima (6,4%).
Ao observar os números pela cor da pessoa, a desocupação de pretos (6,9%) e pardos (6,1%) é maior que a média; enquanto o dos brancos, abaixo (4,2%).
A pesquisa do IBGE não utiliza o termo negro. Mas o Estatuto da Igualdade Racial considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.
O Dia do Magistrado, o Dia do Advogado e o Dia do Estudante são celebrados nesta terça-feira (11) em homenagem à criação dos primeiros cursos jurídicos no país, instituídos por lei imperial em 1827 por Dom Pedro I. As primeiras instituições foram a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, e a Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco, transferida anos depois para a capital e consolidada como a Faculdade de Direito do Recife.
Criada com o intuito de consolidar a independência nacional, a fundação dos cursos marcou a emancipação intelectual e jurídica do Brasil, que até então dependia do sistema e dos diplomas importados de Portugal.
“A fundação dos cursos jurídicos no Brasil foi a verdadeira Carta Magna da nossa independência cultural: deslocava-se de Coimbra para a nossa terra o antigo e único centro oficial de formação do nosso ensino superior”, explica o renomado jurista e ex-consultor-geral da República Haroldo Valadão no livro História do Direito, Especialmente do Direito Brasileiro.
As primeiras academias de Direito não formaram apenas juízes e advogados, elas foram também o berço de poetas, intelectuais, romancistas e articulistas políticos. Entre alguns dos alunos mais notáveis formados nas primeiras décadas do Brasil Império estão Teixeira de Freitas, Joaquim Nabuco, José de Alencar, Rui Barbosa e Castro Alves.
Na época, as faculdades eram frequentadas predominantemente pela elite aristocrática brasileira. Jovens filhos de fazendeiros, políticos e nobres saíam dos quatro cantos do país para estudar em Pernambuco e São Paulo. Nesse período de exclusão social, destaca-se a figura do abolicionista Luiz Gama que, impedido de se matricular formalmente por ser negro e ex-escravizado, frequentou as aulas do Largo de São Francisco como ouvinte e adquiriu o conhecimento jurídico de forma autodidata para libertar centenas de escravizados.
CONTRASTE HISTÓRICO
O cenário atual, contudo, é muito diferente do século XIX. Se na época do Império o Brasil contava com apenas duas academias para formar seus quadros intelectuais, hoje o país ocupa o posto de nação com o maior número de faculdades de Direito do mundo, ultrapassando a marca de 1,8 mil cursos ativos e mais de 1,3 milhão de advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Outro ponto de mudança profunda foi o perfil dos estudantes e profissionais. Segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a representatividade feminina e negra vem crescendo na área. Apesar dos desafios históricos de inclusão, percebe-se um avanço gradual da diversidade rácica e socioeconômica impulsionado, sobretudo, por políticas públicas de acesso ao ensino superior, a exemplo da Lei nº 12.711/2012 (Lei de Cotas), que garante a reserva de vagas em universidades públicas com recorte racial e de renda.
Puxada principalmente pela forte queda nos preços de alimentos e bebidas, a inflação oficial de julho caiu em relação ao mês passado e fechou em 0,07%. O índice de julho ficou 0,09 ponto percentual abaixo da taxa de 0,16% registrada em junho.
No ano, o indicador que marca a inflação oficial brasileira acumula alta de 3,44% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,44%, abaixo dos 4,64% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a variação havia sido de 0,26%.
Esses são alguns resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de julho. O indicador que registra a inflação oficial foi divulgado nesta terça-feira (11) pelo IBGE.
A queda de julho foi puxada principalmente pela redução de preços do grupo Alimentação e bebidas, que apresentou variação de -0,67% em julho, por influência principalmente da alimentação no domicílio (-1,14%).
As principais quedas no grupo alimentação foram observadas no tomate (-29,09%) – principal impacto negativo no resultado do mês (-0,10 p.p.) - na batata-inglesa (-19,59%), na cenoura (-14,41%) e no café moído (-2,45%). No lado das altas, destacam-se o leite longa vida (2,47%) e as frutas (1,20%).
A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição de 0,15% para 0,42%, no mesmo período.
Já o grupo Habitação teve resultado diverso e acelerou de junho (0,63%) para julho (0,99%), com a alta observada no subitem energia elétrica residencial que saiu de 1,53% para 3,09%, figurando como o principal impacto individual no resultado do mês.
Em julho, foram incorporados os seguintes reajustes tarifários: 8,85% em uma das concessionárias em São Paulo (7,55%), a partir de 04 de julho; 14,89% em uma das concessionárias em Porto Alegre (0,32%), a partir de 19 de junho e 19,55% em Curitiba (12,15%), vigente desde 24 de junho.
Vale destacar que, em julho, permanece vigente a bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos.
Ainda em Habitação destaca-se, também, a variação da taxa de água e esgoto (0,40%) refletindo os reajustes de 3,57% em Salvador (1,31%), a partir de 20 de julho; 5,77% em Porto Alegre (2,85%), a partir de 1º de julho e 3,97% em Brasília (0,24%) e 6,00% em Rio Branco (0,37%), ambos vigentes desde 1º de junho.
Em relação aos índices regionais medidos pelo IBGE, a maior variação (0,32%) foi registrada em Rio Branco, por influência das altas da passagem aérea (12,27%) e da energia elétrica residencial (2,66%). A menor variação ocorreu em Belém (-0,45%), por conta dos recuos da gasolina (-3,42%) e do açaí (-14,24%).
A segunda maior queda de preços entre as capitais pesquisadas pelo IBGE foi verificada em Salvador, com índice de -0,32%. No total, a queda em relação ao mês passado na capital baiana foi de 0,47%.
No ano, a variação acumulada em Salvador foi de 3,40%, abaixo da média nacional de 3,44%. Também no acumulado dos últimos 12 meses o resultado da capital da Bahia foi melhor do que o total nacional: 4,17% em Salvador contra 4,44% para todo o país.
Salvador registrou queda de 0,10% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE). O dado, que funciona como uma prévia da inflação oficial, ficou abaixo da média nacional, que foi de 0,06%, e colocou a capital baiana entre as cidades com variação negativa no período. A cidade também acumula inflação de 3,73% em 2026 e de 4,25% nos últimos 12 meses.
No país, a desaceleração foi puxada principalmente pela queda de 0,66% no grupo Alimentação e bebidas. Já Habitação teve a maior alta (0,97%), influenciada pelo aumento de 3,03% na energia elétrica residencial. Entre os produtos que mais ficaram baratos em julho estão o tomate (-19,95%), a batata-inglesa (-10,03%) e o café moído (-3,13%).
Em contrapartida, a passagem aérea subiu 11,70%, enquanto os combustíveis tiveram queda média de 0,90%. No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 do Brasil chegou a 4,52%, abaixo dos 4,80% registrados até junho.
Graças principalmente a uma queda acentuada de preços de alimentos e bebidas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) fechou em 0,06% no mês de julho, o que representou uma redução de 0,35% em relação ao resultado auferido em junho.
O resultado foi divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (28). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 é o indicador oficial que mede a prévia da inflação no mês.
De acordo com o IBGE, em 2026, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% e, em 12 meses, de 4,52%, abaixo dos 4,80% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, o IPCA-15 foi de 0,33%.
O grupo Alimentação e bebidas foi o que mais puxou o IPCA-15 para baixo. Em junho, o resultado desse grupo havia sido de 0,74%, e agora em julho, o indicador para Alimentação e Bebidas fechou em -0,66%, uma redução de 1,40%.
Na composição desse percentual, o maior peso foi a queda de 1,14% na alimentação no domicílio, com destaque para as quedas do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%). No lado das altas destacam-se a cebola (7,10%) e o pão francês (0,65%).
A alimentação fora do domicílio saiu de 0,40% em junho para 0,55% em julho. A refeição (0,66%) registrou variação superior à registrada no mês anterior (0,39%), enquanto o lanche desacelerou de 0,45% em junho para 0,30%, em julho.
Dos nove grupos pesquisados, Habitação foi o de maior de variação e impacto (0,97% e 0,15 p.p.). Neste grupo, o destaque foi a energia elétrica residencial, que subiu 3,03%, sendo o principal impacto individual no resultado do mês (0,12 p.p.).
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,28%.), o resultado foi influenciado pelos produtos de higiene pessoal (0,51%), com destaque para o subitem perfume (1,74%), e o plano de saúde, cuja variação de 0,42% reflete a incorporação do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 5,11%, com vigência a partir de maio de 2025 e cujo ciclo se encerra em abril de 2026. Para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, a depender do plano.
O grupo Transportes saiu de -0,03% em junho para 0,11% em julho, reflexo da alta de 11,70% da passagem aérea. Por outro lado, os combustíveis caíram 0,90%, com todos apresentando queda: etanol (-2,50%), óleo diesel (-1,32%), gás veicular (-0,97%) e gasolina (-0,68%).
Quanto aos índices regionais, a maior variação foi registrada no Rio de Janeiro (0,44%), por conta das altas da passagem aérea (24,34%) e da energia elétrica residencial (4,88%). Já o menor resultado (-0,22%) ocorreu em Belém destacando-se as reduções no açaí (-19,45%) e na gasolina (-3,35%).
A cidade de Salvador teve a terceira menor variação de preços na prévia de julho entre todas as capitais pesquisadas, com -0,10%. O resultado neste mês ficou 0,38% abaixo do que foi apurado em junho (0,28%).
No ano, a capital baiana tem o IPCA-15 em 3,73%, acima da média nacional de 3,51%. Já no acumulado de 12 meses, a capital da Bahia figura com resultado de 4,25%, abaixo do percentual para todo o país, que foi de 4,52%.
Dados do Censo de 2022 do IBGE revelam que 8,1 milhões de avós moram no mesmo domicílio que seus netos. Neste contexto, os números confirmam um consenso: avós são vistos como figuras importantes no cotidiano de netas e netos. O Dia dos Avós, celebrado neste domingo (26), tem origem no catolicismo, motivada pela celebração de Santa Ana (ou Sant’Ana) e São Joaquim, mãe e pai de Maria, os avós de Jesus.
As mulheres chefiam cerca de 70% dessas residências em que os avós dividem espaços com a segunda geração de descendentes. Em 2022, a Bahia tinha o 3º maior número absoluto de avós que moravam com netos e a 11ª maior participação deles no total da população, entre as 27 unidades da Federação.
Para além dos números, essa presença simboliza não apenas suporte emocional e financeiro, como também, em muitos casos, mediação de crises na vida dos netos. Luisy Franca, de 21 anos, é Técnica em Eletromecânica formada pelo IFBA do município de Irecê, no Centro-Norte da Bahia. Hoje, ela é casada e tem sua própria casa. Mas, por 18 anos, o cenário foi outro. Ela morou em Presidente Dutra, a 20 km de Irecê, com a avó Elisia Franca, de 58 anos, por um motivo curioso.
Em relatos, Luisy relembra que até os 2 meses de vida, morou em Presidente Dutra com sua mãe Thaiane Franca e sua avó. Depois desse período, mudou-se para Irecê apenas com Thaiane, o que ocasionou, por meses, um mal-estar enorme. Ainda com poucos meses de vida, ela ficava muito doente, sentia muitas cólicas e chorava incessantemente.
Após passar por muitos médicos, o diagnóstico: saudade. Um profissional levantou a possibilidade do motivo do choro ser mais emocional do que físico. Luisy estava sentindo saudade de alguém que já havia passado um tempo com ela e havia sido tirada de sua rotina, a avó.
Ao retornar para Presidente Dutra, todo o mal-estar cessou quase instantaneamente. E a partir disso, viveu a infância e a adolescência com Elisia. A mãe também participou da sua criação, mas a maior parte de seu cotidiano foi vivido ao lado da avó, com quem aprendeu tarefas domésticas que carregou até a sua independência:
“Tudo o que eu sei hoje, como cozinhar, eu aprendi porque ela me ensinava, éramos só nós duas dentro de casa, então a dinâmica era assim", recorda.
Em outros casos, porém, a figura da avó representa a única alternativa clara de criação. O multiartista Gabriel Silva, de 21 anos, saiu de Canarana, um município do semiárido baiano, para morar em Salvador. No interior, deixou a irmã de 17 anos, Gabrielly Silva, e a avó, Ivete Oliveira, de 69.
Gabriel passou a morar com a avó aos nove anos quando perdeu a mãe, vítima de um acidente de moto. O processo de luto foi vivido por ambos os lados: “A gente perdeu a mãe e ela perdeu a filha também. Então foi uma ajuda mútua”, diz. Em meio à perda, vieram também dificuldades financeiras vencidas ao decorrer dos anos a partir do papel da avó aposentada, antes professora pelo Estado:
“Ela continuou esse processo de ser a provedora dentro de casa, sempre tinha alguma linha pra tudo, organizando os gastos”, relembra Gabriel.
Neste Dia dos Avós, os indicadores do Censo 2022 unidos aos relatos de netos mostram que a configuração das famílias brasileiras contemporâneas, com destaque para o cenário baiano, reforça a centralidade dos avós como pilares de milhões de moradias.
Graças a quedas de preços na alimentação e na energia elétrica residencial, a inflação oficial no país foi de 0,16% no mês de junho, o menor resultado desde o mês de outubro do ano passado. Em relação a maio, a inflação de junho teve forte queda, caindo de 0,58% para os atuais 0,16%.
Os números foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE, com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O indicador revela a inflação oficial brasileira.
No ano, o IPCA acumula alta de 3,36% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,64%, abaixo dos 4,72% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2025, a variação havia sido de 0,24%.
O principal formador do índice de 0,16% de junho saiu das altas de preços do grupo Habitação, que teve variação de 0,63%. Por outro lado, o grupo Alimentos e Bebidas, com queda de 0,24%, registrou a maior variação negativa e o maior impacto negativo no indicador (-0,05%).
Em junho, o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação de -0,24%, após a alta de 1,33% em maio. A alimentação no domicílio variou -0,39%, ante a alta de 1,65% de maio, com influência das quedas do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%). No lado das altas destacam-se o feijão-carioca (8,31%) e a batata-inglesa (3,57%).
A alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,49% em maio para 0,15% em junho com o lanche saindo de 0,49% para 0,13% e a refeição de 0,51% para 0,15% no mesmo período.
O grupo Habitação desacelerou de maio (1,22%) para junho (0,63%) com o recuo no subitem energia elétrica residencial que saiu de 3,67% para 1,53%, ainda figurando como o principal impacto individual no resultado do mês.
Com variação de 0,25% o grupo Despesas Pessoais aparece com a segunda maior variação entre os todos os que são pesquisados, com destaque para os subitens empregado doméstico (0,53%) e cabeleireiro e barbeiro (0,65%).
Em relação aos índices regionais, a maior variação (0,52%) foi registrada em Brasília, por influência das altas da passagem aérea (11,05%) e da gasolina (1,74%). A menor variação ocorreu em Recife (-0,04%), por conta do recuo do tomate (-22,56%) e da gasolina (-1,99%).
Na cidade de Salvador, a inflação oficial de junho foi de 0,05%, uma forte redução em relação ao mês passado, quando o resultado ficou em 0,65%. O índice verificado na capital baiana ficou abaixo da média nacional de 0,16%.
No ano de 2026, a variação de preços acumulada na cidade de Salvador, segundo o IBGE, chegou a 3,92% em junho, acima da média para todo o país, que foi de 3,51%. Salvador também teve inflação maior do que a média nacional no acumulado dos últimos 12 meses, ficando com 4,37% contra os 4,32% do total para todo o país.
Uma taxa de desemprego de 5,6% no trimestre encerrado em maio deste ano, o menor índice já verificado no período desde o início da série histórica de pesquisas sobre o mercado de trabalho brasileiro, em 2012. Foi o que mostrou a Pnad Contínua do IBGE, divulgada na manhã desta sexta-feira (26).
De acordo com o IBGE, o índice de 5,6% verificado em maio teve queda frente ao trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, que foi de 5,8%, e caiu 0,6% ante o trimestre móvel de março a maio de 2025 (6,2%).
A Pnad Contíua revelou que a população ocupada no país, de 102,7 milhões, teve alta de 0,5% no trimestre (mais 558 mil pessoas) e aumento de 0,8% no ano (mais 840 mil). O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,6%, com variação de 0,2 no trimestre (58,4%) e mantendo-se estável ano (58,6%).
Também a população desocupada registrou pequena queda na comparação com o trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, passando de 6,2 milhões para 6,1 milhões. Na comparação com igual trimestre do ano anterior (6,7 milhões), houve queda acentuada de 9,3% (menos 624 mil pessoas desempregadas no país).
Ainda segundo o IBGE, o número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,3 milhões. Houve estabilidade no trimestre e no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,4 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e no ano.
O número de trabalhadores por conta própria (26,0 milhões) ficou estável no trimestre e no ano. Já o número de trabalhadores domésticos (5,4 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e redução de 328 mil pessoas no ano.
A taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada (ou 38,3 milhões de trabalhadores informais), contra 37,5% (ou 38,3 milhões) no trimestre encerrado em fevereiro e 37,8% (ou 38,5 milhões) no trimestre de março a maio de 2025.
Pelo segundo mês consecutivo, o indicador que registra a prévia da inflação oficial apresentou queda, com os preços dos grupos de Alimentação e Bebidas e Habitação contribuindo para o segundo melhor resultado em 2026. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quinta-feira (25) pelo IBGE, a prévia da inflação de junho foi de 0,41%, uma redução de 0,21% em relação à taxa de 0,62% verificada em maio.
Em abril, o IPCA-15 havia chegado a 0,89%; em dois meses, o indicador acumulou uma queda de 0,48 ponto percentual. No ano, o índice acumula alta de 3,45% e, em 12 meses, 4,80%, acima dos 4,64% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para a composição do IPCA-15, destacaram-se Alimentação e Bebidas, com a maior variação (0,74%), e Habitação (0,72%). Juntos, os dois grupos responderam por cerca de 66% do resultado do mês. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,03% em Transportes e a alta de 0,47% em Saúde e Cuidados Pessoais.
A alimentação no domicílio passou de 1,73% em maio para 0,87% em junho. Contribuíram para esse resultado as altas da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%). Os subitens tomate, cenoura e batata-inglesa mais que dobraram de preço no 1º semestre, com acumulados de, respectivamente, 103,84%, 103,10% e 100,20%. Entre as quedas, destacaram-se o café moído (-3,69%) e as frutas (-0,96%).
Os preços do grupo Habitação desaceleraram de 1,03% em maio para 0,72% em junho. A energia elétrica residencial subiu 2,04%, configurando-se como o principal impacto individual no resultado de junho (0,08%), com a vigência da bandeira tarifária amarela.
No grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,47%), os destaques foram para os artigos de higiene pessoal (1,03%) e o plano de saúde, cuja variação de 0,35% refletiu a incorporação de reajuste de 5,11% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vigente a partir de maio de 2026.
No grupo Transportes (-0,03%), registraram-se aumentos na passagem aérea (7,24%), no ônibus urbano (1,18%) e no automóvel novo (0,42%). Entre os recuos, destacaram-se os combustíveis (-1,22%).
Quanto aos índices regionais, a maior variação foi registrada em Brasília (0,93%), devido às altas da passagem aérea (11,05%) e da gasolina (3,62%). Já o menor resultado (0,28%) ocorreu no Rio de Janeiro, em Curitiba e em Salvador.
A capital baiana, assim como Rio de Janeiro e Curitiba, registrou alta geral de preços de 0,28%, abaixo da média nacional de 0,41%. Os fatores que contribuíram para um resultado menor que o nacional foram as quedas verificadas no café moído (-5,00%) e na gasolina (-1,53%).
De acordo com o IPCA-15, houve uma forte queda entre maio (0,69%) e junho (0,28%). No trimestre, a variação acumulada na capital baiana foi de 2,17%; em todo o ano de 2026, de 4,50%, abaixo da média nacional, que foi de 4,80%.
Apesar da forte alta de preços de alimentos, bebidas e energia elétrica, a inflação oficial brasileira desacelerou no mês de maio em relação a abril, marcando 0,58% agora contra 0,67% do período anterior. Mesmo com a queda, o resultado acumulado dos últimos 12 meses subiu para o patamar de 4,72%, acima do teto da meta estipulada pelo Banco Central.
Os números da inflação brasileira foram divulgados nesta sexta-feira (12) pelo IBGE. O resultado aparece no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) do mês de maio, indicador que revela os dados oficiais da inflação.
De acordo com o IBGE, nos primeiros cinco meses de 2026, a inflação do país já acumula alta de 3,20%. Em relação ao mês de maio do ano passado, o resultado de 2026 ficou bem acima do que foi verificado em 2025 (0,58% agora contra 0,26% no ano passado).
Com taxa de 1,33%, o grupo alimentos e bebidas foi o maior vilão da alta da inflação em maio, ao responder por metade do resultado do mês, seguido dos grupos habitação, com 1,22% de variação, e saúde e cuidados pessoais, cuja alta foi de 0,90%. O subitem com maior impacto individual (0,15%) foi energia elétrica residencial, que subiu 3,67%.
Em maio, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,65%, com influência das altas da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%), e das carnes (1,39%). No lado das quedas destacam-se o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%).
O grupo Habitação acelerou de abril (0,63%) para maio (1,22%) sob influência do subitem energia elétrica residencial que subiu 3,67% e foi o principal impacto individual no resultado do mês (0,15%). Os reajustes incorporados foram os seguintes: 5,91% em Aracaju (7,37%), 5,59% em Fortaleza (6,94%) e 4,78% em Salvador (6,73%), os três com vigência desde 22 de abril; 12,36% em Campo Grande (13,56%) a partir de 24 de abril; 3,86% em Recife (8,84%) vigente desde 29 de abril e 5,21% em Belo Horizonte (2,27%), a partir de 28 de maio.
Em Saúde e cuidados pessoais (0,90%) sobressaem as altas dos artigos de higiene pessoal (1,95%), com destaque para o perfume (4,42%), e do plano de saúde, com variação de 0,50%. A variação do grupo Transportes (-0,46%), único com queda em maio, se deu pelo recuo nos combustíveis (-1,95%), com o etanol saindo de 0,62% em abril para -6,20% em maio, o óleo diesel de 4,46% para -2,34% e a gasolina, de 1,86% para -1,46%.
Quanto aos índices regionais, as maiores variações foram registradas em Aracaju e Campo Grande com 1,31%, em ambas, por influência das altas da energia elétrica residencial (7,37% e 13,56%) e do tomate (32,75% e 22,61%), respectivamente. A menor variação ocorreu em Curitiba (0,29%), por conta do recuo do emplacamento e licença (-4,83%) e da gasolina (-2,49%).
Em Salvador, o IPCA verificado para a cidade foi de 0,51% em maio, abaixo da média nacional de 0,58%. A capital baiana teve resultado melhor do que diversas outras cidades, só ficando atrás dos números apurados em Belo Horizonte, Vitória e Curitiba.
No ano, a cidade de Salvador acumula uma alta total de 3,57%, acima do total nacional de 3,20%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a capital baiana chegou a um índice de 4,67%, melhor do que o verificado para todo o país, que foi de 4,72%.
O volume de serviços prestados na Bahia caiu 1,6% na passagem de fevereiro para março de 2026. Esse foi o pior desempenho para um mês de março no estado desde 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19, quando houve retração de 10,5%. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (15) e foi a primeira queda nesse tipo de comparação após três meses consecutivos de alta, registrados desde dezembro de 2025.
O resultado baiano ficou abaixo da média nacional, já que, no Brasil, o setor de serviços recuou 1,2% no mesmo período. Entre os 27 estados, a Bahia apresentou apenas o 19º desempenho, com 13 unidades da Federação registrando queda. Os melhores resultados foram observados no Distrito Federal (10,3%), Amapá (9,3%) e Santa Catarina (2,7%), enquanto Mato Grosso do Sul (-6,0%), Mato Grosso (-5,2%) e Pernambuco (-3,9%) tiveram as maiores retrações.
No comparativo anual, a Bahia teve desempenho muito inferior ao nacional, já que o Brasil registrou crescimento de 3,0% no setor de serviços. O estado ocupou apenas a 22ª posição entre as 27 unidades da Federação, sendo que 12 delas tiveram retração. As maiores altas foram verificadas no Distrito Federal (16,2%), Roraima (9,6%) e Amapá (8,2%), enquanto Acre (-11,2%), Tocantins (-10,3%) e Alagoas (-4,2%) apresentaram as quedas mais intensas.
Com os resultados de março, o setor de serviços baiano voltou a acumular variação negativa em 2026, com retração de 0,4% no acumulado do ano. O desempenho é apenas o 18º entre os estados e segue bem abaixo da média nacional, que registra crescimento de 2,3%.
No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março, a Bahia manteve retração de 1,8%, marcando o oitavo mês consecutivo de resultados negativos, sequência iniciada em agosto de 2025. Nesse indicador, o estado também permanece abaixo do cenário nacional, que registra expansão de 2,8%, e ocupa a 25ª posição no ranking nacional — o terceiro pior resultado do país, à frente apenas de Amazonas (-2,5%) e Acre (-1,9%). Apenas seis das 27 unidades da Federação apresentam desempenho negativo nesse recorte.
O volume de vendas do comércio varejista baiano apresentou um recuo de 2,2% em março de 2026 na comparação com o mês anterior. O desempenho ficou abaixo do cenário brasileiro, que registrou um crescimento modesto de 0,5% no mesmo período. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio pelo IBGE, analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
Especialistas da SEI apontam que o recuo mensal pode estar associado ao fator sazonal do Carnaval, que em 2026 ocorreu em fevereiro, ao contrário de março do ano anterior. A festividade é um pilar de dinamização econômica em cidades turísticas como Salvador. Além disso, a inflação na Região Metropolitana de Salvador atingiu 1,47% em março, especialmente nos grupos de Transportes (4,79%) e Alimentação e Bebidas (2,26%).
Apesar da retração mensal, o comparativo com março de 2025 revela um avanço expressivo de 6,3%. Este é o 12.º mês consecutivo de expansão nessa base de análise, superando a média brasileira de 4,0%. Com esse resultado, a Bahia encerra o primeiro trimestre de 2026 com crescimento de 4,5%. No acumulado dos últimos 12 meses, o estado registra alta de 3,9%, enquanto o Brasil cresceu 1,8%.
O desempenho positivo em relação ao ano passado foi impulsionado pelos segmentos de hipermercados, produtos alimentícios, combustíveis e lubrificantes, além de móveis e eletrodomésticos. Em contrapartida, o setor de tecidos, vestuário e calçados recuou 5,3%, refletindo o ajuste das famílias para arcar com despesas típicas de início de ano, como IPVA, IPTU e materiais escolares.
Apesar de ter saído menor do que o resultado verificado em março (0,88%), a inflação oficial do país no mês de abril ficou em 0,67%, influenciada principalmente pelo aumento no preço dos alimentos. Com o resultado de abril, a inflação brasileira acumula alta de 2,60% em 2026, chegando a 4,39% nos últimos 12 meses.
Os números foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE, por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com taxa de 1,34%, o grupo alimentos e bebidas respondeu por 0,29% do indicador final de abril, enquanto no grupo saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 1,16% e o impacto 0,16% no índice do mês.
“Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos”, explicou o gerente da pesquisa do IPCA no IBGE, José Fernando Gonçalves.
O gerente da pesquisa lembra que apesar de ajudar a manter a inflação oficial em um patamar elevado, o ritmo de aumento do preço dos alimentos desacelerou em relação a março, quando o grupo havia registrado alta de 1,56%.
A alta de 1,34% no grupo alimentação foi impulsionada pelos aumentos da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). Por outro lado, o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%) registraram algumas das principais quedas do mês.
Já a alimentação fora de casa subiu menos, com alta de 0,59%. O preço do lanche desacelerou, passando de 0,89% em março para 0,71% em abril. A refeição, por sua vez, teve leve aceleração, de 0,49% para 0,54% no mesmo período.
Em relação ao aumento de preços das carnes, houve alta impulsionada pelo aumento do preço da carne bovina, que deve continuar subindo durante o ano. Isso porque a quantidade de bovinos disponíveis para abate vem diminuindo, após um ano de produção recorde.
No 1º quadrimestre de 2025, o acumulado no grupo Alimentação e bebidas foi de 3,70%, 0,26% acima do resultado de 2026 (3,44%) no mesmo período. O gerente do IPCA destaca que “em 2025 ainda havia o efeito das altas do café e do tomate. Já desde julho de 2025 o café vem registrando queda nos resultados mensais”.
Em Saúde e cuidados pessoais (1,16%), tiveram destaque os produtos farmacêuticos (1,77%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e os artigos de higiene pessoal (1,57%), com destaque para o perfume (1,94%).
Já no grupo Habitação, a variação de 0,63% em abril teve influência do gás de botijão, com alta de 3,74%, e da energia elétrica residencial (0,72%), que incorpora os seguintes reajustes: 6,92% e 14,66% nas concessionárias no Rio de Janeiro (4,83%), ambos com vigência a partir de 15 de março; 12,36%, em Campo Grande (2,27%), a partir de 24 de abril; 4,78%, em Salvador (2,23%), desde de 22 de abril; 3,86% em Recife (1,05%), vigente desde de 29 de abril; 5,91% em Aracaju (0,89%), e 5,59% em Fortaleza (0,44%).
No grupo Transportes, houve elevação no preço dos combustíveis, o que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete. O setor verificou aumento de 1,80% nos combustíveis.
A gasolina desacelerou de março (4,59%) para abril (1,86%), ainda se posicionando como o principal impacto individual no índice do mês (0,10 p.p.). Também se destacam as altas no óleo diesel, 4,46%, e no etanol (0,62%). O gás veicular recuou 1,24%.
Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Goiânia (1,12%), influenciada pela alta da gasolina (5,77%) e da taxa de água e esgoto (4,80%). A menor variação ocorreu em Brasília (0,16%), por conta do recuo da passagem aérea (-10,88%) e da gasolina (-1,03%).
No mês de abril, a cidade de Salvador teve um índice de inflação de 0,64%, abaixo, portanto, da média nacional de 0,67%. Entretanto, neste ano de 2026, o total auferido para a capital baiana foi de 3,04%, acima do resultado do país, que ficou em 2,60%.
Outro resultado em que a cidade de Salvador ficou acima da média nacional foi na avaliação da inflação dos últimos 12 meses. Enquanto o indicador do IPCA mede um índice de 4,39% para todo o país, a capital baiana teve um resultado de 4,51% no mesmo período.
A renda média mensal dos brasileiros alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (8). O resultado representa um crescimento real de 5,4% em comparação com 2024, quando o rendimento médio era de R$ 3.195. O levantamento considera valores corrigidos pela inflação.
Segundo a pesquisa, cerca de 143 milhões de brasileiros tiveram algum tipo de renda no ano, o equivalente a 67,2% da população. O trabalho segue como a principal fonte de ganhos da população. A massa de rendimento do trabalho também atingiu recorde, chegando a R$ 361,7 bilhões por mês. Já o rendimento médio do trabalho ficou em R$ 3.560, alta de 5,7% na comparação anual.
O IBGE destacou que o crescimento da renda vem sendo sustentado pela recuperação do mercado de trabalho nos últimos anos, após os impactos provocados pela pandemia da Covid-19. Apesar da melhora nos indicadores, a pesquisa aponta que desigualdades continuam presentes no país. Pessoas brancas tiveram rendimento médio de R$ 4.577, enquanto pretos receberam R$ 2.657 e pardos, R$ 2.755.
A diferença também aparece entre homens e mulheres. Em 2025, os homens tiveram rendimento médio de R$ 3.921, enquanto as mulheres receberam, em média, R$ 3.085. O levantamento ainda mostra que a escolaridade segue influenciando diretamente na renda. Trabalhadores com ensino superior completo tiveram rendimento médio de R$ 6.947, mais de quatro vezes acima do registrado entre pessoas sem instrução.
Após quatro anos consecutivos de crescimento da massa de rendimento do trabalho a taxas anuais superiores a 6%, o rendimento médio da população brasileira atingiu, em 2025, os maiores níveis desde que foi iniciada a série histórica da pesquisa Pnad Contínua sobre o mercado de trabalho no país. Foi o que revelou o estudo divulgado nesta sexta-feira (8) pelo IBGE.
De acordo com a pesquisa, diversos recordes foram registrados, como, por exemplo, o rendimento médio mensal real de todas as fontes da população residente. Com um aumento de 5,4% em relação ao que foi registrado em 2024, esse rendimento alcançou R$ 3.367 em 2025 no Brasil.
Já o rendimento médio habitualmente recebido de todos os trabalhos, em 2025, foi de R$ 3.560, o valor máximo registrado desde o início da pesquisa do IBGE. O instituto constatou que houve crescimento de 5,7% em relação a 2024 e de 11,1% em comparação a 2019, ano que antecedeu a pandemia.
Outro recorde histórico foi verificado no percentual de brasileiros que, no ano passado, possuía algum tipo de rendimento. Segundo o IBGE, do total de 212,7 milhões de pessoas residentes no Brasil em 2025, 67,2% possuíam algum tipo de rendimento, o maior nível da série histórica da pesquisa, o que equivale a 143 milhões de pessoas.
Os resultados em maior nível desde o início da série histórica da Pnad Contínua não param por aí. A massa de rendimento mensal real de todos os trabalhos atingiu em 2025 o patamar de R$ 361,7 bilhões, o maior valor da série, com crescimento real de 7,5% frente a 2024 e de 23,5% em relação a 2019.
Há números marcantes também no rendimento médio mensal real domiciliar per capita, que alcançou a faixa de R$ 2.264, em 2025, o maior valor da série histórica da PNAD Contínua. Houve crescimento de 6,9% em relação a 2024 e de 18,9% frente a 2019.
Em comparação com o período pré-pandemia, o avanço no mercado de trabalho é ainda mais expressivo: o rendimento médio de todas as fontes, que abrange os rendimentos provenientes tanto do trabalho quanto de outras fontes, ficou 8,6% acima do registrado em 2019 e 12,8% superior ao observado em 2012.
Regionalmente, a Região Sul manteve a maior proporção de pessoas com rendimento (70,9%), enquanto Norte (60,6%) e Nordeste (64,4%) apresentaram os menores percentuais, apesar dos avanços registrados nos últimos anos. O Nordeste, por exemplo teve crescimento no número de pessoas com rendimento acima da média nacional nos últimos seis anos.
Enquanto na média nacional houve aumento de 5,8% no percentual de pessoas com rendimento (passou de 61,4% em 2019 para 67,2%), no Nordeste esse crescimento foi de 6,9% (saiu de 57,3% em 2019 para 64,4% em 2025).
Outros destaques da pesquisa do IBGE:
- O rendimento domiciliar per capita nos domicílios que recebiam o Bolsa Família, em 2025, foi de R$ 774, o que corresponde a menos de 30% do rendimento médio daqueles que não recebiam tal benefício;
- Considerando o rendimento domiciliar per capita, em 2025, os 10% da população com os maiores rendimentos receberam, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% com os menores rendimentos;
- O décimo da população com maior rendimento domiciliar per capita detinha, em 2025, 40,3% do total da massa de rendimentos domiciliares, parcela superior à que possuíam os 70% da população com os menores rendimentos.
A Bahia encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. A informação foi divulgada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa anual de desocupação caiu para 8,7%, recuo em relação aos 10,8% registrados em 2024 e o quarto ano consecutivo de queda, sequência inédita no estado.
O resultado reflete a expansão do número de pessoas ocupadas, que atingiu 6.511 milhões em 2025, o maior contingente já registrado. O crescimento de 3,4% superou o desempenho nacional e regional, enquanto o número de desempregados caiu para 621 mil pessoas, também o menor da série histórica. Houve ainda redução no desalento, que chegou a 500 mil pessoas, menor nível desde 2015.
O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, atribuiu o desempenho a uma combinação de políticas públicas e atração de investimentos.
“Esse resultado é esforço de um trabalho em equipe liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, que tem buscado atrair investimentos com a instalação de novas empresas, fortalecendo as já existentes, além de um amplo programa de qualificação profissional que já certificou mais de 25 mil pessoas em todos os setores da economia. Também modernizamos a Rede SineBahia, que alcançou 125 unidades, e inauguramos a primeira Casa do Trabalhador no Brasil no Metrô de Pituaçu. Vale destacar também nosso programa Credibahia e as grandes obras de infraestrutura que impulsionam o desenvolvimento”, afirmou.
No campo da renda, os dados também apontam crescimento. O rendimento médio real habitual chegou a R$ 2.284, maior valor desde 2020, enquanto a massa de rendimento atingiu R$ 14,587 bilhões, recorde da série. De acordo com o diretor-geral da SEI, José Acácio Ferreira, o cenário evidencia a consolidação da recuperação econômica. “A Bahia alcançou em 2025 a menor taxa de desocupação de sua história, com recorde de 6,5 milhões de pessoas ocupadas e crescimento superior à média nacional. O avanço simultâneo do emprego e da massa salarial reflete a consolidação da recuperação econômica no estado”, destacou.
Apesar dos avanços, a informalidade ainda é um desafio. A taxa chegou a 52,8% da população ocupada em 2025, acima do registrado no ano anterior, embora ainda figure como a terceira menor da série histórica. Para 2026, a SEI projeta um cenário mais desafiador, com expectativa de desaceleração econômica, mas manutenção da geração de empregos e renda, ainda que em ritmo mais moderado.
Puxado principalmente por aumentos maiores de preços nos segmentos de alimentação e combustíveis, o indicador que registra a prévia da inflação oficial subiu 0,45% em relação ao mês passado e fechou abril em 0,89%. Foi o que revelou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira (28) pelo IBGE.
Em março, o indicador havia ficado em 0,44%. Agora em abril, a taxa de 0,89% do IPCA-15 fechou no patamar mais alto para o período desde 2022, quando ficou em 1,73%.
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,39% e, nos últimos 12 meses, de 4,37%, acima dos 3,90% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,43%.
Entre as capitais pesquisadas para a composição do índice nacional, Salvador aparece com o segundo pior resultado para o mês de abril: 1,19%, bem acima da média para todo o país, de 0,89%. A capital baiana só perde para Belém, no Pará, que registrou 1,46%.
O indicador do IBGE mostra um aumento significativo na prévia da inflação de Salvador em relação a março, quando o IPCA-15 ficou em 0,45%. No ano, o indicador na capital da bahia está em 2,82, acima da média nacional de 2,39%. Em relação aos últimos 12 meses, o IPCA-15 em Salvador está em 4,14%, abaixo do total para o país que chegou a 4,37%.
Na composição da prévia da inflação nacional, a maior variação e o maior impacto positivo saíram do grupo Alimentação e Bebidas (1,46%). O grupo Transportes (1,34%) teve o segundo maior impacto no índice geral (0,27%), impulsionado pelo aumento dos combustíveis, que passou de -0,03% em março para 6,06% em abril. A gasolina (6,23%) foi o principal impacto individual no índice do mês (0,32%), após ter recuado 0,08% em março.
No grupo Alimentação e Bebidas (1,46%), o resultado foi influenciado, principalmente, pela alta na alimentação no domicílio, que acelerou de 1,10% em março para 1,77% em abril. Os preços dos seguintes produtos contribuíram para o resultado: cenoura (25,43%), da cebola (16,54%), do leite longa vida (16,33%), do tomate (13,76%) e das carnes (1,14%).
A alimentação fora do domicílio (0,70%) acelerou em relação ao mês de março (0,35%), em virtude da alta do lanche (0,87%) e da refeição (0,65%), que haviam registrado, em março, altas de 0,50% e 0,31%, respectivamente.
Saúde e cuidados pessoais (0,93%) teve a terceira maior influência no resultado geral, em função das altas nos itens de higiene pessoal (1,32%), pelos produtos farmacêuticos (1,16%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e pelo plano de saúde (0,49%).
O grupo Habitação acelerou de 0,24% em março para 0,42% em abril. A energia elétrica residencial foi de 0,68% (0,29% de março), contemplando os reajustes de 6,92% e 14,66% nas tarifas das concessionárias, no Rio de Janeiro (6,50%), a partir de 15 de março.
A Bahia aparece como o quarto estado com maior número de adeptos de Umbanda e Candomblé no Brasil, em números proporcionais, com 1% da população declarando seguir religiões de matriz africana, segundo dados do Censo Demográfico de 2022 do IBGE.
O levantamento indica crescimento expressivo no país: em dez anos, o número de praticantes mais que triplicou, passando de 0,3% para 1,05% da população, o equivalente a mais de 1,8 milhão de pessoas. A pesquisa considera a população com 10 anos ou mais e inclui, na categoria, outras religiões afro-brasileiras.
No ranking proporcional por estados, o Rio Grande do Sul lidera com 3,19% da população adepta, seguido por Rio de Janeiro (2,58%) e São Paulo (1,47%). A Bahia aparece na sequência, consolidando-se entre as unidades da federação com maior presença dessas religiões.

O Censo também detalha o perfil por cor ou raça entre os adeptos: 42,9% se declararam brancos, 33,2% pardos e 23,2% pretos.
Os dados são baseados na autodeclaração dos entrevistados e integram o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Graças à alta de preços de combustíveis, passagens aéreas e de alimentos, a inflação oficial no país subiu de 0,70% em fevereiro para 0,88% em março. A inflação mensal no país não chegava a esse patamar desde fevereiro do ano passado, quando ficou em 1,31%. Para um mês de março, esse foi o pior resultado desde 2022 (1,62% no mesmo período).
No ano de 2026, a inflação oficial brasileira acumula alta de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%, acima dos 3,81% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o IPCA foi de 0,56%.
Esses são alguns dos resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (10) pelo IBGE. O IPCA é o indicador que registra a inflação oficial do país.
O grupo de transportes foi um dos principais responsáveis pelo aumento de 0,18% do índice de 0,7% fevereiro para este agora de 0,88% em março. A alta mais relevante foi a da gasolina (4,59%), com impacto de 0,23% na inflação do mês.
Outras altas ocorreram em passagem aérea (6,08%) e diesel (13,90%), embora com menos impacto, devido aos menores pesos desses subitens no índice geral.
Já em Alimentação e bebidas, os subitens Leite longa vida (11,74%) e Tomate (20,31%) tiveram as elevações de preços mais importantes. Juntos, esses cinco subitens foram responsáveis por 0,43 pontos percentuais do IPCA de março (0,88%).
De acordo com a avaliação do gerente da pesquisa do IPCA, Fernando Gonçalves, “em alguns subitens, especialmente nos combustíveis, já se sente o efeito das incertezas no cenário internacional”, afirmou, em referência ao impacto da guerra do Oriente Médio principalmente no preço dos combustíveis.
Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados para a formatação da inflação oficial tiveram altas de preços em março. O líder foi Transportes, com alta de 1,64%, seguido por Alimentação e bebidas (1,56%). Juntos, os dois grupos respondem por 76% do IPCA de março.
Para Fernando Gonçalves, “no grupo alimentação, em especial na alimentação em casa, a aceleração no nível de preços foi mais evidente, com a alta de 1,94%, a maior desde abril de 2022 (2,59%), combinando efeitos de redução de oferta de alguns produtos com altas do frete, em decorrência dos combustíveis mais caros”.
Entre as 16 localidades onde o IBGE coleta preços para o cálculo do IPCA, a maior variação ocorreu em Salvador (1,47%), influenciada pela alta da gasolina (17,37%) e das carnes (3,56%). O índice de março revelou um forte aumento em relação a fevereiro, quando a inflação na capital baiana havia ficado em 0,30%.
No ano, a inflação medida em Salvador ficou em 2,39%, acima da média nacional de 1,87%. Já no resultado dos últimos 12 meses, a cidade de Salvador aparece com índice de 3,62%, abaixo dos 3,77% obtidos para todo o país.
Apesar de altas consideráveis de preços de alimentos e de despesas pessoais, a prévia da inflação no país teve uma forte queda em março na comparação com o mês de fevereiro. Foi o que revelou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) divulgado nesta quinta-feira (26) pelo IBGE.
De acordo com o resultado, o IPCA-15 de março ficou em 0,44%, uma queda de 0,4% em relação aos 0,84% de fevereiro. No ano de 2026, a prévia da inflação chegou a 1,49%, e nos últimos 12 meses registrou um índice de 3,90%.
O IPCA-15 de março foi influenciado, principalmente, pelos grupos de Alimentação e bebidas, com alta de 0,88%, e de Despesas pessoais, que subiu 0,82%. Em março de 2025, o IPCA-15 havia registrado alta de 0,64%.
Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram variação positiva em março. No grupo Alimentação e bebidas (0,88%), a alimentação no domicílio acelerou de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março.
Contribuíram para esse resultado as altas do açaí (29,95%), do feijão-carioca (19,69%), do ovo de galinha (7,54%), do leite longa vida (4,46%) e das carnes (1,45%). No lado das quedas destacam-se o café moído (-1,76%) e as frutas (-1,31%).
A alimentação fora do domicílio saiu de 0,46% em fevereiro para 0,35% em março. A refeição (0,31%) registrou variação inferior à verificada no mês anterior (0,62%), enquanto o lanche aumentou de 0,28% para 0,50%, no mesmo período.
Além de Alimentação e bebidas, o grupo Despesas pessoais (0,82%) também exerceu forte influência no índice geral, com destaque para os subitens serviço bancário (2,12%) e empregado doméstico (0,59%). No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,36%), os destaques foram o plano de saúde e os artigos de higiene pessoal, que subiram 0,49% e 0,38%, respectivamente.
No grupo Transportes (0,21%), o destaque foram as passagens aéreas (5,94%). No resultado para ônibus intermunicipal (1,29%), estão contemplados o reajuste de 11,69% a 12,61% no Rio de Janeiro (12,59%) e de 7,27% em Curitiba (1,70%).
Os combustíveis apresentaram redução de 0,03%, com decréscimos nos preços do gás veicular (-2,27%), do etanol (-0,61%) e da gasolina (-0,08%), enquanto o óleo diesel teve variação positiva de 3,77%.
Regionalmente, dez das onze áreas tiveram alta em março. A maior variação foi registrada em Recife (0,82%), por conta das altas do tomate (46,27%) e da gasolina (1,37%). Já o menor resultado ocorreu em Curitiba (-0,06%), que apresentou queda nos preços do emplacamento e licença (-4,83%), das frutas (-3,78%) e da gasolina (-0,84%).
Em Salvador, o IPCA-15 de março ficou em 0,45%, acima dos 0,44% da média nacional. Já a variação acumulada nos últimos 12 meses foi de 3,18%, bem abaixo da média nacional de 3,90%.
Entre 2019 e 2024, a Bahia registrou uma leve redução na proporção de estudantes de 13 a 17 anos que já experimentaram cigarro. No mesmo período, porém, o uso de cigarro eletrônico avançou de forma significativa, mais que dobrando entre os adolescentes. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quarta-feira (25).
Em cinco anos, a parcela de estudantes baianos que já haviam fumado cigarro convencional caiu de 12,9% para 12,3%. No Brasil, a tendência foi semelhante, com recuo de 22,6% para 18,5%. Ainda assim, a Bahia manteve, em 2024, o menor percentual do país nesse indicador. Salvador também se destacou entre as capitais, apresentando a menor proporção de estudantes que já experimentaram cigarro, com queda expressiva de 18,0% para 12,2%.
Na contramão dessa redução, o uso de cigarro eletrônico cresceu de forma acelerada. Na Bahia, a proporção de adolescentes que já utilizaram esse tipo de produto ao menos uma vez saltou de 9,6% para 21,2%, o equivalente a um em cada cinco jovens. Em nível nacional, o avanço foi igualmente expressivo: de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024.
O aumento da experimentação de cigarros eletrônicos ocorreu em todos os estados brasileiros. Na Bahia, embora o crescimento tenha sido o 16º em termos absolutos, foi suficiente para que o estado subisse três posições no ranking nacional, passando da 3ª menor proporção (25ª maior) para a 6ª menor (22ª maior) no período.
Entre os estados com maiores índices de experimentação estão Mato Grosso do Sul (48,2%), Paraná (44,9%) e Distrito Federal (43,7%). Já as menores proporções foram registradas no Amapá (12,4%), Amazonas (14,7%) e Rio de Janeiro (19,7%). Em Salvador, também ocorreu um crescimento entre fumantes diários dos vapes e queda do cigarro tradicional.
A produção industrial da Bahia de janeiro voltou a apresentar alta em relação ao mês anterior, dezembro de 2025. No entanto, o aumento ainda representa uma queda quando comparado com os números de janeiro de 2025, porém. É o que mostram os resultados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em janeiro, o crescimento foi de 3,0% entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, na comparação com ajuste sazonal, após ter registrado forte queda na passagem de novembro para dezembro, quando registrou -10,0%. Foi um desempenho acima do verificado no país como um todo, de 1,8%.
Em comparação aos estados, apenas 15 locais que têm informações para essa comparação, colocando a Bahia como o 4º maior avanço dentre eles, abaixo apenas de Pará (8,6%), São Paulo (3,5%) e Minas Gerais (3,2%). Por outro lado, 8 locais registraram resultados negativos, puxados por Rio Grande do Sul (-4,5%), Espírito Santo (-4,3%) e o Ceará (-2,5%).
Na comparação com janeiro de 2025, porém, a produção industrial da Bahia teve forte queda, chegando a -10,3%, apresentando um segundo resultado negativo consecutivo frente ao mesmo mês do ano anterior. O desempenho da Bahia ficou abaixo do nacional, onde houve variação positiva (0,2%), e foi a 2ª maior retração entre os 18 locais que têm resultados nesse confronto, acima apenas da registrada no Rio Grande do Norte (-24,9%).
Nessa comparação, 8 locais apresentaram crescimento, liderados por Pernambuco (27,7%), Espírito Santo (14,5%) e Mato Grosso do Sul (8,7%). Com os resultados do mês, a indústria da Bahia passou a ter queda na produção, no acumulado nos 12 meses encerrados em janeiro (-1,0%). O indicador anualizado não apresentava resultado negativo para o estado desde abril de 2024.
O índice baiano está abaixo do nacional (0,5%) e apresenta a 7ª retração mais intensa entre os 18 locais pesquisados. Dos 10 locais com resultados negativos, os piores foram registrados em Rio Grande do Norte (-12,5%), Mato Grosso do Sul (-12,1%) e Mato Grosso (-5,6%). Por outro lado, Espírito Santo (13,6%), Rio de Janeiro (5,7%), Goiás (2,0%) e Santa Catarina (2,0%) tiveram as maiores altas.
O estado da Bahia recebeu boas e más notícias com a divulgação, nesta sexta-feira (13), do estudo produzido pelo IBGE sobre a produção industrial brasileira no mês de janeiro deste ano. O estudo revelou que a produção industrial nacional cresceu 1,8% em janeiro na comparação com dezembro do ano passado.
De acordo com o IBGE, sete dos 15 estados pesquisados apresentaram resultados positivos, e a Bahia foi um dos que se destacou. Em janeiro, a produção industrial da Bahia foi de 3% frente ao resultado de dezembro de 2025, ficando atrás apenas do Pará (8,6%), São Paulo (3,5%) e Minas Gerais (3,2%).
O resultado obtido pela Bahia na comparação de janeiro com dezembro também foi melhor do que o obtido por toda a Região Nordeste somada, que teve um índice total de 2% na apuração para o período.
A partir daí, o estado da Bahia tem uma série de más notícias. Na análise da média móvel trimestral da produção industrial, a Bahia teve resultado negativo, de -2,1%, que só não foi maior do que as quedas verificadas em Goiás (-3,9%), no Amazonas (-2,4%), no Ceará (-2,2%) e em Santa Catarina (-2,1%),
Na comparação do índice da atividade industrial do mês de janeiro de 2026 com o mesmo período do ano passado, a Bahia teve resultado ainda pior. Com um recuo de -10,3%, a Bahia só ficou atrás do Rio Grande do Norte (-24,9%) no cômputo negativo.
No acumulado dos últimos 12 meses, o setor industrial brasieiro avançou 0,5% em todo o país, com taxas positivas em oito dos 18 locais pesquisados. Na pesquisa de dezembro, a Bahia aparecia com resultado positivo de 0,3% na soma dos últimos 12 meses, índice que caiu para -1,0% na avaliação de um ano agora em janeiro.
Nesse quesito, o estado que teve o melhor desempenho de produção industrial no acumulado dos últimos 12 meses foi o Espírito Santo, com 13,6%. No mesmo período, a queda da Bahia, de -0,1%, não foi tão acentuada quanto a avaliação de 12 meses para toda a Região Nordeste, que ficou com índice de -0,6%.
Com uma alta forte de preços a partir do reajuste das mensalidades escolares, a inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) disparou, saindo de 0,33% em janeiro para 0,70% em março. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (12) pelo IBGE.
O setor de Educação, graças aos reajustes de mensalidades, foi o que impactou na composição do IPCA de fevereiro. Sozinho, o grupo Educação respondeu por cerca de 44% do índice do mês de fevereiro.
A maior contribuição para a inflação veio dos cursos regulares (6,20%), por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. As maiores variações foram nos subitens ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).
No ano de 2026, o IPCA acumula alta de 1,03% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores.
A pesquisa do IBGE revelou que, embora mais alto que em meses anteriores, o resultado atual é o menor para um mês de fevereiro desde 2020 (0,25%). Em fevereiro do ano passado, quando o IPCA ficou em 1,31%, houve maior pressão do grupo habitação, em especial na energia elétrica, em função do fim do Bônus de Itaipu.
Ainda na comparação com o ano anterior, o setor de Educação acelerou ao registrar 5,21% em fevereiro de 2026 contra 4,70% de fevereiro de 2025.
O grupo Transportes (0,74%) foi o responsável pelo segundo maior impacto no índice de fevereiro (0,15% impacto), com a alta de 11,40% na passagem aérea. A pesquisa do IBGE também apontou altas no seguro voluntário de veículos (5,62%), o conserto de automóvel (1,22%) e o ônibus urbano (1,14%).
O subitem ônibus urbano (1,14%) reflete a incorporação dos seguintes reajustes tarifários: 20,00% em Fortaleza (3,91%), a partir de 1º de janeiro; 8,70% em Belo Horizonte (1,73%), a partir de 1º de janeiro; 6,38% no Rio de Janeiro (1,01%), a partir de 04 de janeiro; 5,36% em Salvador (-0,37%), a partir de 05 de janeiro.
O grupo Alimentação e bebidas saiu de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro. A alimentação no domicílio registrou variação de 0,23%, ante o 0,10% do mês anterior, com influência das altas do açaí (25,29%), do feijão-carioca (11,73%), do ovo de galinha (4,55%) e das carnes (0,58%).
No lado das quedas de preços, os destaques apontados pelo IBGE são as frutas (-2,78%), o óleo de soja (-2,62%), o arroz (-2,36%) e o café moído (-1,20%).
A alimentação fora do domicílio (0,34%) desacelerou em relação ao mês anterior (0,55%). A refeição saiu de 0,66% em janeiro para 0,49% em fevereiro e o lanche passou de 0,27% para 0,15% no mesmo período.
Regionalmente, a maior variação do IPCA de fevereiro ocorreu na cidade de Fortaleza (0,98%), influenciada pela alta dos cursos regulares (6,83%) e da gasolina (2,95%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,07%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-1,27%) e do automóvel novo (-0,85%).
Na cidade de Salvador, o índice de inflação foi de 0,40% em fevereiro, menor do que a média nacional de 0,70%. No ano, a inflação na capital baiana está em 0,91%, e nos últimos 12 meses, ficou em 2,93%, bem abaixo da média para todo o país que foi de 3,81% no período.
A taxa de desemprego no Brasil, medida no trimestre novembro-dezembro-janeiro, atingiu 5,4%. O resultado ficou acima do recorde de 5,1% obtido no trimestre anterior (outubro-novembro-dezembro), mas foi o menor índice registrado para o período desde 2012.
Esse e outros resultados estão na Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) divulgada nesta quinta-feira (5) pelo IBGE. O estudo revela o nível da desocupação no país.
O estudo revela que a população ocupada no Brasil no trimestre encerrado em janeiro deste ano chegou a 102,7 milhões, o maior contingente da série histórica da Pnad Contínua, ficando estável no trimestre e com aumento de 1,7% (mais 1,7 milhões de pessoas) no ano.
O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,7%, com estabilidade no trimestre (58,8%). Em relação à desocupação, cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam nesta situação no trimestre encerrado em janeiro de 2026.
Esse patamar, segundo o IBGE, é o menor contingente de desocupados da série histórica medida desde 2012. O resultado do período encerrado em janeiro ficou estável frente ao verificado no trimestre anterior, além de registrar redução de 17,1% na comparação anual, o que representa 1,2 milhão de pessoas desocupadas a menos de um ano para o outro.
Outro dado apurado pelo IBGE foi o rendimento real habitual de todos os trabalhos, que chegou a R$ 3.652, o mais alto da série histórica, com aumento de 2,8% no trimestre e de 5,4% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 370,3 bilhões), que também registrou recorde, cresceu 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% (mais R$ 25,1 bilhões) no ano.
Em relação à taxa de informalidade, que mede a proporção de trabalhadores informais na população ocupada, o IBGE apurou que ela foi de 37,5%, o menor patamar desde julho de 2020, equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais. No trimestre móvel anterior, o percentual estava em 37,8% e no mesmo trimestre de 2024 em 38,4%.
Outro dado verificado pela Pnad Contínua revela o número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos), que foi de 39,4 milhões no trimestre encerrado em janeiro. Houve estabilidade no trimestre e alta de 2,1% (mais 800 mil pessoas) no ano. Por outro lado, o total empregados sem carteira no setor privado (13,4 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.
Já o contingente de trabalhadores por conta própria (26,2 milhões) ficou estável no trimestre e aumentou 3,7% no ano (mais 927 mil pessoas). Também o número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e redução de 4,5% no ano (menos 257 mil pessoas).
Com um quarto trimestre de desaceleração, registrando aumento de apenas 0,1% em relação ao período anterior, o Produto Interno Bruto brasileiro teve um resultado de 2,3% ao final de 2025. Em valores correntes, o PIB brasileiro de 2025 alcançou R$ 12,7 trilhões.
O resultado do Produto Interno Bruto do ano passado foi divulgado nesta terça-feira (3) pelo IBGE. O índice observado ficou abaixo do que foi verificado em 2024, quando o PIB fechou em 3,4%, a maior taxa desde 2021.
De acordo com o IBGE, três atividades econômicas foram as principais responsáveis pelo resultado final de 2025: Agropecuária (11,7%), Serviços (1,8%) e Indústria (1,4%). Em relação ao PIB per capita, o mesmo chegou a R$ 59.687,49, com um crescimento real de 1,9% frente a 2024.
O Boletim Focus, que condensa as perspectivas e estimativas de mais de uma centena de instituições financeiras do país, fechou o ano de 2025 prevendo um PIB de 2,26%. No começo de 2025, o mesmo Boletim previa um PIB de 2,02%, esse cenário teve que ser corrigido durante o decorrer do ano passado. O resultado final do ano, portanto, ficou um pouco acima do que previa o mercado.
A pesquisa do Sistema de Contas Nacionais, divulgada hoje pelo IBGE, revela que o crescimento de 11,7% na Agropecuária em 2025 decorreu, principalmente, de aumentos na produção e ganhos na produtividade de várias culturas. Os destaques foram o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes em 2025.
Em relação ao setor industrial, o destaque positivo, segundo o IBGE, foi a extração de petróleo e gás. Outra contribuição positiva veio da Construção, que variou 0,5% no ano. Por outro lado, a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,4%) e as Indústrias de Transformação (-0,2%) fecharam o ano com variações negativas.
Já o setor de Serviços seguiu aquecido em 2025, com crescimento em todas as suas atividades: Informação e comunicação (6,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), Transporte, armazenagem e correio (2,1%).
Também houve crescimento em outras atividades de serviços como Atividades imobiliárias (2,0%), Comércio (1,1%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).
Em relação ao Consumo das Famílias, houve crescimento de 1,3% em relação a 2024, com a melhora no mercado de trabalho, o aumento do crédito e os programas governamentais de transferência de renda. Entretanto, esta taxa representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 2024 (5,1%) devido, principalmente, aos efeitos adversos das altas taxas de juros, mantidas há alguns meses pelo Banco Central no patamar de 15% ao ano.
O volume de investimentos no país, sinalizados pela Formação Bruta de Capital Fixo, cresceu 2,9% em 2025, puxado pelo aumento da importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software, além da alta na indústria da Construção. Essas contribuições positivas compensaram a queda na produção interna de bens de capital.
Por fim, o IBGE constatou que a taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, foi de 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024.
A primeira semana de março representa uma espécie de largada para as movimentações eleitorais, por conta do início, na próxima quinta-feira (5), da chamada janela partidária. Entre 5 de março e 5 de abril, deputados federais, estaduais e distritais poderão trocar de partido sem risco de perder o mandato, e com isso é instalado no Congresso Nacional e em assembleias estaduais verdadeiras arenas para intensa negociação político-partidária.
Nessa semana o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta definir o seu palanque no estado de São Paulo. Lula conversa com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por enquanto o nome mais forte do PT para confrontar o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
No Congresso, além das disputas entre governo e oposição na CPMI do INSS, há uma frente de batalha do Legislativo com o Judiciário. A CPI do Crime Organizado pretende recorrer da decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa Maridt, de propriedade do ministro Dias Toffoli e seus irmãos.
Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes em Brasília.
PODER EXECUTIVO
Nesta segunda-feira (2), o presidente Lula vai cumprir uma agenda de reuniões e compromissos com seus auxiliares. No começo da manhã, Lula se reuniu com o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, e com o secretário de Imprensa, Laércio Portela.
No meio da manhã, Lula teve um encontro com o ministro dos Esportes, André Fufuca. Na parte da tarde, o primeiro compromisso do presidente Lula é uma reunião às 15h com a ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck.
Participam também da reunião com Dweck os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Os compromissos da agenda de Lula nesta segunda se encerram em uma reunião às 17h, no Palácio do Planalto, com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick.
Na terça (3), o presidente Lula realizará uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin. O encontro tem como objetivo para definir como será o palanque do governo para enfrentar o governador Tarcísio de Freitas nas eleições em São Paulo neste ano.
Na reunião, é provável que também seja definido quem serão os candidatos do Palácio do Planalto ao Senado em São Paulo. Estão cotados para a disputa os nomes de Geraldo Alckmin e da ministra de Planejamento, Simone Tebet.
O restante da agenda do presidente Lula para a semana ainda não foi divulgado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
No calendário da divulgação de indicadores econômicos, a semana começa com o IBGE apresentando os números do PIB do quarto semestre de 2025. Com o resultado do quarto trimestre, o IBGE vai apresentar também o fechamento do Produto Interno Bruto consolidado no ano passado.
Na quinta (5), será a vez de o IBGE apresentar a Pnad Contínua, com os números do desemprego no Brasil. O instituto deve apresentar o resultado do mercado de trabalho brasileiro no mês de fevereiro.
Na sexta (6), o IBGE divulga a sua Pesquisa Mensal da Indústria. A análise mostrará o desempenho e os números do setor industrial no país no mês de janeiro deste ano.
PODER LEGISLATIVO
Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanps-PB) tenta acelerar a votação da PEC da Segurança Pública, principal aposta do governo Lula para o setor neste ano eleitoral. Motta tenta convencer os líderes a apoiar a aprovação do texto na comissão especial na manhã da próxima quarta (4).
Se o projeto for aprovado na comissão especial, o presidente da Câmara quer levar no mesmo dia o projeto para ser apreciado no plenário. Pontos controversos do projeto, entretanto, ainda dificultam o acordo para a votação da PEC, como a inclusão no texto, pelo relator, Mendonça Filho (União-PE), da redução da maioridade penal para pessoas até 16 anos.
A PEC 18/2025, de autoria do governo Lula, tenta alterar a Constituição para redefinir competências da União, Estados e municípios na área da segurança pública. O objetivo central do governo é constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), fortalecer a integração de inteligência e garantir financiamento estável.
O deputado Mendonça Filho, em seu parecer, preservou parte do eixo central da proposta elaborada pelo governo a partir de conversas lideradas pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. As lideranças governistas, entretanto, afirmam que o relator promoveu mudanças que desfigurariam parte do projeto.
Entre as mudanças, Mendonça Filho ampliou a autonomia dos Estados nas operações e incluiu a previsão de um referendo, em 2028, sobre a redução da maioridade penal para 16 anos em crimes violentos. É justamente esse ponto que ameaça travar o acordo, por conta da oposição de PT e Psol ao tema.
Paralelamente à PEC da segurança pública, a pauta acertada por Hugo Motta com os líderes partidários apresenta uma série de projetos penais sob regime de urgência. Entre os destaques:
projeto de lei 6.240/2013, que tipifica o desaparecimento forçado como crime hediondo;
projeto de lei 2.525/2024, que estabelece protocolo penal para casos de estupro, com prazos para exame de corpo de delito e medidas de proteção à vítima;
projeto de lei 4.716/2025, que cria o crime de gerontocídio e amplia penas para homicídios contra idosos;
projeto de lei 3.880/2024, que inclui a violência vicária na Lei Maria da Penha.
Segundo Motta, o conjunto de medidas colocadas em votação reforça o clima de endurecimento penal que domina o debate parlamentar na Câmara e dialoga diretamente com a discussão mais ampla da PEC.
Para segunda (2), Hugo Motta agendou uma sessão deliberativa para votação de requerimentos de urgência a projetos como:
projeto de lei 2.158/2023, que autoriza a venda de medicamentos em farmácias instaladas em supermercados;
projeto de lei 5.764/2025, que reforça a transparência ativa de gastos públicos e combate sigilos indevidos;
projeto de lei 6.139/2023, que cria o sistema brasileiro de apoio oficial ao crédito à exportação;
projeto de lei complementar 281/2019, que trata dos regimes de resolução de instituições supervisionadas pelo Banco Central, Susep e CVM.
Também devem avançar nesta semana, em sessões na terça (3) e na quarta (4), projetos do Ministério Público e do Conselho Nacional de Justiça que criam cargos e reorganizam estruturas administrativas. Caso as urgências sejam aprovadas, essas propostas também poderão ser votadas no Plenário.
Há ainda para esta semana, segundo Hugo Motta, a votação do PLP 281/2019, que busca atualizar os instrumentos para o BC (Banco Central), a Superintendência de Seguros Privados e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) lidarem com instituições financeiras. Motta disse na semana passada que a proposta, chamada de PL da resolução bancária, dará segurança no momento em que o país enfrenta questionamentos sobre a fragilidade do sistema bancário depois da liquidação do Master.
No Senado, o relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que a comissão pretende recorrer da decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular a quebra de sigilo da empresa Maridt, ligada ao ministro Dias Toffoli e a seus irmãos. Vieira classificou a decisão como “absurda na forma e no mérito”, e disse que vai recorrer para tentar reverter a anulação do requerimento aprovado pelos membros da CPI.
Para as sessões no plenário, o presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), agendou na terça (3) a votação do PL 3780/2023, de autoria do deputado Kim Kataguiri (União-SP), que altera o Código Penal com objetivo de majorar as penas previstas para os crimes de furto, roubo, receptação, receptação de animal e interrupção ou perturbação de serviço telefônico, informático, telemático ou de informação de utilidade pública. A proposta também tipifica os crimes de recepção de animal doméstico e de fraude bancária.
Outro projeto na pauta é o PL 4553/2023, do deputado Túlio Gadelha (PDT-PE), que institui o Selo de Engenharia ou Arquitetura Solidária, destinado às empresas e aos profissionais de engenharia, arquitetura ou ramo da construção civil que executarem ou financiarem projetos para atendimento de comunidades carentes.
Ainda estão em pauta dois projetos de decreto legislativo, ambos de autoria da Comissão de Relações Exteriores, que aprovam acordos internacionais do Brasil com organizações internacionais e outros países.
Para a sessão de quarta, o presidente do Senado quer tentar votar no plenário, o texto do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e seus Estados-Partes, de um lado, e a União Europeia (UE), de outro. O acordo, assinado em Assunção, no Paraguai, em 17 de janeiro de 2026, já foi ratificado na semana passada pela Câmara dos Deputados.
O acordo internacional determina a redução gradual, em até 18 anos, na média, das tarifas comerciais entre os cinco países do Mercosul e os 27 da União Europeia, criando regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas e investimentos.
O projeto sobre o acordo Mercosul-UE é relatado no Senado por Tereza Cristina (PP-MS). A senadora disse na semana passada que acredita que o tratado será aprovado sem maiores dificuldades, por trazer muitos benefícios para todo o Brasil.
A relatora disse, entretanto, que pretende fazer algumas recomendações necessárias, sobretudo em relação às novas salvaguardas impostas de última hora pelos europeus. Para Tereza Cristina, é preciso avançar com o tratado, mas sem prejudicar o Brasil como potência agroambiental.
Para a sessão de quarta, Alcolumbre também pretende votar o PL 4012/2024, do deputado Damião Feliciano (União-PB), que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para definir a extensão da oferta de educação infantil em creches e pré-escolas pelos Municípios às zonas urbanas e rurais. Outro projeto em pauta é o PL 5811/2025, que institui o salário-paternidade no âmbito da Previdência Social.
Estão ainda na pauta do Senado PL 3391/2020, do senador Romário (PL-RJ), que altera a Lei nº 13.652, de 13 de abril de 2018, para instituir o Dia Nacional do Orgulho Autista; e o PL 1770/2024, do senador Paulo Paim (PT-RS), que institui o Dia Nacional de reflexão do “Cantando as Diferenças”.
Na CPMI do INSS, está agendado para esta segunda (2) a oitiva do presidente da Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social (Dataprev), Rodrigo Ortiz D'Avila Assumpção, a partir das 16h. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), alegou a necessidade da oitiva afirmando que há indícios de falhas na Dataprev, estatal que presta serviços ao INSS, que “podem ter favorecido fraudes”.
Também devem ser ouvidos nesta segunda (2) pelos parlamentares da CPMI a ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes - o “Careca do INSS” - Aline Barbara Mota de Sa Cabral, além do advogado Cecílio Galvão.
PODER JUDICIÁRIO
Na pauta desta semana do STF distribuída por seu presidente, ministro Edson Fachin, devem ser julgados dois temas de relevante impacto econômico para empresas e entes públicos. Por um lado, os ministros retomam o julgamento sobre o adicional de ICMS sobre telecomunicações, e por outro momento, vão julgar a validade de trechos da Lei Ferrari, que rege as relações entre montadoras de automóveis e concessionárias.
No primeiro julgamento, está em discussão a constitucionalidade de trechos de duas normas da Paraíba que criaram um adicional de ICMS sobre serviços de comunicação (ADI 7716).?A ação foi proposta pela Associação Nacional das Operadoras de Celulares (Acel) e pela Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix).
O relator, ministro Dias Toffoli, negou os pedidos. No Plenário virtual, chegou a ser formada maioria junto ao voto dele, mas o julgamento foi suspenso por pedido de destaque e reiniciado em sessão presencial. A continuação da análise deve ser em conjunto com outras duas ações sobre a cobrança maior de ICMS sobre serviços essenciais no Rio de Janeiro, uma delas (ADI 7077) relatada pelo ministro Flávio Dino, e a outra (ADI 7634) pelo ministro Luiz Fux.
Já a validade de dispositivos da Lei Ferrari, Lei nº 6729, de 1979, será julgada em ação proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A norma regulamenta a concessão comercial entre produtores e distribuidores de veículos automotores.
Entre os dispositivos questionados e que serão analisados pelos ministros estão a autorização à vedação da comercialização de veículos fabricados ou fornecidos por outro produtor (cláusula de exclusividade) e que proíbem ou limitam a venda por concessionárias em uma área geográfica específica (exclusividade territorial).
Na ação, a PGR alega que a política industrial e comercial automotiva implementada pela lei intervém indevidamente na economia e viola princípios constitucionais como o da livre concorrência, o da defesa do consumidor e o da repressão ao abuso de poder econômico.
Por fim, nessa semana os ministros do STF analisarão uma ação, a ADI 7584, sobre a participação de crianças e adolescentes na Parada LGBTQIAPN+.
O julgamento envolve a constitucionalidade da lei do Estado de Amazonas que proíbe a presença de crianças e adolescentes na Parada LGBT+, mesmo se elas estiverem acompanhadas de um responsável.
Reajustes de mensalidades escolares, aumento no preço das passagens aéreas e altas no setor de combustíveis. Esses foram os principais vilões da aceleração dos índices que medem a prévia da inflação, que passou de 0,20% em janeiro para 0,84% agora em fevereiro.
O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (27) pelo IBGE. O instituto apresentou os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), indicador que mede a prévia da inflação no mês de fevereiro.
Segundo o IBGE, no ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,04% e, nos últimos 12 meses, de 4,10%, abaixo dos 4,50% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Apesar da alta, o índice de 0,84% ficou abaixo do que foi apurado em fevereiro de 2025, quando o indicador foi de 1,23%.
A maior contribuição para a formação do indicador saiu do grupo Educação (5,20%), com aumento maior verificado nos cursos regulares (6,18%). As maiores variações foram registradas nos preços do ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%).
Já no grupo dos Transportes (1,72%), a maior variação foi nas passagens aéreas, que aumentaram 11,64%. Os combustíveis subiram 1,38%, com acréscimos nos preços do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do óleo diesel (0,44%), enquanto o gás veicular teve resultado negativo de 1,06%.
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,67%), os destaques foram os artigos de higiene pessoal e o plano de saúde, que subiram 0,91% e 0,49%. Já no grupo Alimentação e Bebidas (0,20%), a alimentação no domicílio aumentou 0,09% em fevereiro, abaixo do resultado de janeiro (0,21%).
As principais variações positivas foram registradas no tomate (10,09%) e nas carnes (0,76%) e, no lado das quedas, destacaram-se o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%). A alimentação fora do domicílio registrou maior variação que aquela no domicílio: 0,46%, com as altas da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%).
Quanto aos índices regionais, a maior variação foi observada em São Paulo (1,09%), por conta das altas nos subitens passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%). Já o menor resultado ocorreu em Recife (0,35%) em razão das quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%).
A cidade de Salvador teve índice de 0,69% no mês de fevereiro, abaixo da média nacional de 0,84%. No ano, entretanto, a capital baiana chegou a um índice de 1,16% em relação à prévia da inflação, acima dos 1,04% da totalização do país.
Na inflação acumulada no resultado dos últimos 12 meses, a cidade de Salvador está melhor do que o índice brasileiro. Enquanto o IPCA-15 apura um total de 4,10% de média nacional, a capital da Bahia ficou com 3,31% no período de um ano.
Apesar da redução nos preços da luz elétrica residencial, a alta da gasolina levou a inflação oficial do país a ficar em 0,33% no mês de janeiro, mesmo índice verificado em dezembro do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,44%.
O resultado foi divulgado na manhã desta terça-feira (10) pelo IBGE. O instituto apresentou os números do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registra a inflação oficial brasileira.
Para a composição dos 0,33% de janeiro, a maior influência veio da alta de preços de combustíveis, em especial da gasolina, que subiu em média 2,06% no mês. Também houve variação dos demais combustíveis, como etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%).
A subida de preços de combustíveis acabou anulando o impacto positivo gerado pela redução de 2,73% na energia elétrica residencial. Com isso, o índice em janeiro ficou bem acima do que o verificado no início do ano passado, quando o IPCA foi de 0,16%.
Ainda no setor de Transportes, houve impacto com aumentos nas passagens de ônibus urbano, que variaram 5,14% em janeiro, especialmente por conta de reajustes tarifários em seis capitais do país: Fortaleza (20,00%), São Paulo (6,00%), Rio de Janeiro (6,38%), Salvador (5,36%), Belo Horizonte (8,70%) e Vitória (4,16%).
Já o grupo Alimentação e bebidas desacelerou, na passagem de dezembro (0,27%) para janeiro (0,23%). A alimentação no domicílio registrou variação de 0,10%, ante o 0,14% do mês anterior, com influência das quedas do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%).
No lado das altas, os destaques são o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%), principalmente o contrafilé (1,86%) e a alcatra (1,61%). A alimentação fora do domicílio (0,55%) também desacelerou em relação ao mês anterior (0,60%).
A refeição saiu de 0,23% em dezembro para 0,66% em janeiro, enquanto o lanche, que havia registado 1,50% no mês anterior, variou 0,27% no mês.
Entre as 16 capitais pesquisadas pelo IBGE, a maior variação ocorreu em Rio Branco (0,81%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (5,34%) e dos artigos de higiene pessoal (1,75%). A menor variação ocorreu em Belém (0,16%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,85%) e da passagem aérea (- 11,01%).
A cidade de Salvador teve o segundo maior índice de inflação no mês de janeiro entre todas as capitais, marcando 0,52%. Apesar de alto, e acima da média nacional de 0,33%, o resultado de janeiro ficou abaixo do que foi apurado em dezembro do ano passado, quando a capital baiana teve alta de preços de 0,59%.
Na variação acumulada de 12 meses, a inflação em Salvador está em 3,94%. O índice está abaixo da média nacional, que ficou em 4,44%.
A taxa de desocupação no mercado de trabalho brasileiro bateu um recorde histórico no trimestre encerrado em dezembro, ao cair para 5,1%, nível mais baixo desde o início, em 2012, das pesquisas sobre o emprego no país. E o resultado do trimestre outubro-novembro-dezembro levou a taxa anual do indicador de desemprego a cair dos 6,6%, apurados no ano de 2024 para 5,6% agora em 2025, também o patamar mais baixo desde 2012.
Esses são alguns dos resultados apresentados pela Pnad Contínua do IBGE na manhã desta sexta-feira (30). A Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho no Brasil.
Em 2012, primeiro ano da série histórica da Pnad, a taxa de desocupação era de 7,4%. Essa taxa chegou a cair a 7% em 2014 e foi subindo progressivamente, até alcançar o seu máximo de 14% em 2021, por conta da pandemia da Covid-19.
De acordo com o IBGE, de 2024 ao final de 2025, a média de pessoas desocupadas no país caiu de 7,2 para 6,2 milhões. Já a população ocupada em 2025 foi recorde na série histórica, com 103 milhões de pessoas, frente a 101,3 milhões em 2024.
Houve recorde também em um outro indicador que mede a qualidade do mercado de trabalho, que é o valor anual do nível de ocupação, ou seja, percentual de ocupados na população em idade de trabalhar. A Pnad Contínua apurou que esse indicador em 2025 bateu o recorde da série histórica, alcançando 59,1%, enquanto em 2024 era de 58,6% e em 2012 era de 58,1%.
A estimativa anual da população subutilizada (pessoas desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial) recuou 10,8% entre 2025 e 2024, passando de 18,7 milhões de pessoas, em 2024, para cerca de 16,6 milhões, em 2025.
Apesar da redução, esse contingente ainda está acima do menor nível da série, atingido em 2014 (16,3 milhões de pessoas). Em 2012, totalizava 19 milhões de pessoas. E nos anos da Covid, chegou a 31,2 milhões em 2020 e 32,1 milhões em 2021.
Com isso, a taxa composta de subutilização para 2025 (14,5%) foi a menor da série, enquanto em 2024 foi de 16,2%. Esse indicador chegou a 28,3% e 28,5%, nos anos 2020 e 2021 devido aos efeitos da pandemia de Covid-19 no mercado de trabalho.
O valor do rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3.560, um aumento de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024. Já o valor anual da massa de rendimento real habitual chegou a R$ 361,7 bilhões, em 2025, o maior da série, com alta de 7,5% (mais R$ 25,4 bilhões) em relação a 2024.
A estimativa anual do número de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada cresceu 2,8% no valor de 2025 frente a 2024 e chegou a 38,9 milhões de pessoas, o mais alto da série, um acréscimo de cerca de 1 milhão de pessoas com carteira assinada em relação ao ano anterior.
Por sua vez o contingente anual de empregados da iniciativa privada sem carteira assinada caiu 0,8%, passando de 13,9 milhões para 13,8 milhões de pessoas. Já o número de trabalhadores domésticos mostrou redução de 4,4%, chegando a 5,7 milhões de pessoas.
O contingente na força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), no trimestre de outubro a dezembro de 2025, foi estimado em 108,5 milhões de pessoas, com estabilidade em ambas as comparações.
Com influência principalmente da alta de preços no grupo de saúde e cuidados pessoais e também no de alimentação e bebidas, a prévia da inflação de janeiro de 2026 ficou em 0,20%. Foi o que mostrou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira (27) pelo IBGE.
O resultado de janeiro ficou 0,05% abaixo do verificado em dezembro do ano passado, quando a prévia da inflação marcou 0,25%. Os 0,20% agora de janeiro repetem o índice que havia sido registrado pelo IBGE no mês de novembro do ano passado.
A taxa de 0,20% apurada pelo IBGE é a segunda menor para meses de janeiro no Plano Real, que entrou em vigor a partir de julho de 1994. O índice para janeiro só fica acima do registrado no primeiro mês de 2025 (0,11%).
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,20% e, nos últimos 12 meses, de 4,50%, acima dos 4,41% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2025, a taxa foi de 0,11%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, Habitação (-0,26%) e Transportes (-0,13%) apresentaram recuo na taxa de janeiro. Os demais grupos ficaram entre 0,05% de Educação e o 0,81% de Saúde e cuidados pessoais.
No grupo Saúde e cuidados pessoais os destaques em janeiro ficaram com os artigos de higiene pessoal que subiram 1,38% ante a queda de 0,78% de dezembro, e o plano de saúde, com 0,49% de variação.
Já o grupo de alimentação e bebidas subiu 0,21% no primeiro mês de 2026, interrompendo uma sequência de sete meses consecutivos de queda. Com isso, Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, acelerou na passagem de dezembro (0,13%) para janeiro (0,31%).
Contribuíram para esse resultado as altas do tomate (16,28%), da batata-inglesa (12,74%), das frutas (1,65%) e das carnes (1,32%). No lado das quedas, destacaram-se os recuos do leite longa vida (-7,93%), do arroz (-2,02%) e do café moído (-1,22%). Já a alimentação fora do domicílio registou variação de 0,56% em janeiro, com as altas do lanche (0,77%) e da refeição (0,44%).
O grupo Transportes apresentou queda de 0,13% em janeiro, sob influência da passagem aérea, que caiu 8,92%, e do ônibus urbano, com recuo de 2,79%. No lado das altas, os combustíveis subiram 1,25% com as variações de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel.
Em relação ao grupo Habitação, o mesmo também apresentou queda (- 0,26%) em janeiro, por conta da redução de 2,91% na energia elétrica residencial, maior impacto negativo no resultado do mês, com -0,12 p.p. Em dezembro estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente é a verde, sem custo adicional para os consumidores.
No capítulo dos índices verificados nas capitais pesquisadas pelo IBGE para a composição do IPCA-15, Recife registrou a maior prévia da inflação em janeiro (0,64%) e São Paulo o menor resultado (-0,04%).
A cidade de Salvador teve o terceiro maior resultado na prévia da inflação entre as capitais pesquisadas, registrando 0,47% em janeiro. O índice ficou acima do que havia sido verificado em dezembro (0,41%), e maior também do que a média nacional, que foi de 0,20%.
Na variação dos últimos 12 meses, entretanto, a capital baiana teve resultado abaixo da média nacional. Salvador teve resultado de 4% nos últimos 12 meses, contra 4,50% da média para todo o país.
A desigualdade social também se estende para o acesso ao sistema público de transporte. Além de, muitas vezes, conviver em situação de precariedade, insegurança e dificuldade no acesso a unidades de saúde e educação, os moradores das favelas da Bahia também possui obstáculos em simplesmente pegar um ônibus. O motivo? As vias não têm largura o suficiente para o trânsito de veículos de grande porte.
Conforme o levantamento Favelas e Comunidades Urbanas: Características urbanísticas do entorno dos domicílios, feito no Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 44,46% das Favelas e Comunidades em áreas urbanas possuem capacidade de receber ônibus ou caminhões. Outro detalhe é que foi apontado a existência de pontos de parada em somente 3,7% das vias.
Para calcular a capacidade máxima de circulação, o IBGE avaliou a largura das vias e a presença de obstáculos, como postes ou fios baixos, para determinar o tamanho do veículo que consegue transitar sem dificuldades. As ruas são classificadas em níveis que vão desde as vias amplas, onde circulam ônibus e caminhões, até passagens estreitas limitadas a carros, motos ou apenas pedestres, como becos e escadarias.
Apenas as favelas da Bahia, Amapá, Pernambuco e Alagoas registraram uma capacidade inferior a 50% para receber veículos de grande porte. Em contrapartida, mais de 90% das vias das comunidades do Piauí e do Tocantis podem receber ônibus e caminhões.
Fora das favelas, o cenário se inverte no estado baiano. Conforme o IBGE, 82,45% da parte externa às periferias da Bahia possuem capacidade para a circulação de ônibus e caminhões. Todavia, o território baiano tem o pior percentual de vias com a possibilidade de circulação de veículos de grande porte entre as 27 unidades da federação.
PAVIMENTAÇÃO E CALÇADA
Em contrapartida à circulação de ônibus, as vias das favelas de áreas urbanas da Bahia são as com maior percentual de pavimentação do Brasil. Conforme o mesmo levantamento, 91,54% das ruas das comunidades baianas são pavimentadas.
De acordo com IBGE, também existe uma deficiência na existência de calçadas nas favelas urbanas. No caso da Bahia, 60,14% das vias das comunidades dos grandes centros não possuem um espaço para os pedestres. O estado foi o 6º pior nessa categoria.
Além disso, o estudo aponta que há obstáculos em 34,49% das calçadas existentes, dificultando, a circulação dos pedestres. Neste quesito, a Bahia foi o estado com o 6º menor percentual entre as unidades da federação.
Confira detalhes:
Um dos bairros mais conhecidos e famosos da região da Cidade Baixa e de Salvador, o Bonfim registrou 2.944 domicílios permanentes ocupados. Desses, 6 em cada 10 deles eram casas, representando 58,2% ou 1.714. O dado mostrou que o local tem mais residências deste tipo do que prédios e apartamentos, que obtiveram 4 em cada 10, sendo 39,0% ou 1.147 eram apartamentos.
Os dados são do Censo 2022 e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), nesta segunda-feira (12). Segundo o estudo, o Bonfim possuía 8.037 moradores na época. Desta quantidade, 4.466 eram mulheres, 55,6% do total sendo o 35º bairro com a maior proporção de mulheres da capital baiana.
A localidade foi considerada também, um bairro mais idoso do que a média de Salvador. Dos seus moradores, 2.111 tinham 60 anos ou mais, o que representava pouco mais do que 1 em cada 4 habitantes (26,3%), a 15ª maior proporção de idosos de Salvador. Na capital baiana como um todo, 16,5% dos moradores têm 60 anos ou mais.
Porém, entre os bairros de Salvador, o Bonfim tem a 29ª menor proporção de crianças e adolescentes entre 0 e 14 anos de idade. Somente 986 moradores estão nessa faixa etária, 12,3% do total. A proporção está abaixo da registrada na capital baiana como um todo, que é de 16,8%.
Além disso, pouco mais da metade da população do Bonfim (51,8%) se autodeclarou parda, o que é mais do que a proporção de Salvador (49,1%). Porém, a proporção da população preta do bairro (23,5%) é bastante inferior à da capital como um todo (34,1%) e é menor do que a da população branca (23,7%).
Com isso, dos 169 bairros com população em Salvador, o Bonfim tem a 31ª menor proporção de pessoas pretas e a 34ª maior de pessoas brancas. O Bonfim é um dos bairros onde menos se mora sozinho em Salvador. São 581 domicílios unipessoais no local, o que representa 19,7% (1 em cada 5) do total dos domicílios, o 9º menor índice entre os bairros da cidade. Na capital baiana como um todo, em 24,8% (1 em cada 4) dos domicílios, alguém mora sozinho. Cerca de 1.165 domicílios do Bonfim são chefiados por pessoas com 60 anos ou mais, 39,5% do total.
O bairro tem a 13ª maior proporção de idosos responsáveis pelos domicílios em Salvador. Na capital baiana como um todo, o índice era de 27,0%.O Bonfim tinha o 39º maior rendimento médio das pessoas responsáveis pelos domicílios, entre os 170 bairros de Salvador, com um valor de R$ 3.501,99, superior à média do município, que era de R$ 3.160,73.
A inflação brasileira fechou o ano de 2025 em 4,26%, dentro, portanto, ficando abaixo do limite superior da meta do Banco Central, que é de 4,50%. O resultado veio após o registro de uma alta de preços de 0,33% no mês de dezembro. O IPCA ficou 0,57% abaixo do índice de 2024 (4,83%).
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo IBGE, por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O indicador registra a inflação oficial brasileira.
A permanência dentro da tolerância máxima fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) aconteceu apesar do aumento dos preços em dezembro em relação a novembro, que fechou em 0,18%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento ainda maior, de 0,52%.
O IPCA de 4,26% verificado pelo IBGE acabou ficando abaixo das previsões do mercado financeiro. O último Boletim Focus do Banco Central, divulgado em 26 de dezembro, apontava uma inflação total em 2025 de 4,32%.
Os analistas de mercado consultados pelo Banco Central projetavam, no início de janeiro de 2025, uma inflação total de 4,99%. O Boletim Focus chegou a trazer uma previsão de inflação total de 5,68%, em publicação divulgada no dia 7 de março.
Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, apenas o de preços na área de Habitação teve queda, de 0,33%. Todos os demais grupos tiveram alta no mês de dezembro.
A maior variação de preços (0,74%) aconteceu no grupo Transportes, seguido por Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52%. O grupo Artigos de residência (0,64%) teve a segunda maior variação em dezembro, após o recuo de 1,00% registrado em novembro.
No grupo de Transportes, o resultado de 0,74% foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), subitem com maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.).
Os combustíveis , após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%).
Em Artigos de residência, a alta de 0,64% reflete as variações de preços em produtos de Tv, som e informática (1,97%) e dos aparelhos eletroeletrônicos (0,81%) que, no mês anterior, haviam caído 2,28% e 2,37%, respectivamente.
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,52%), o destaque fica por conta do plano de saúde (0,49%) e dos artigos de higiene pessoal (0,52%).
O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio interrompeu a sequência de seis meses consecutivos de queda e subiu 0,14%, influenciada pelas altas da cebola (12,01%) e da batata-inglesa (7,65%).
As carnes tiveram alta moderada, de 1,48%, com destaque para o contrafilé (2,39%), a alcatra (1,99%) e a costela (1,89%) e das frutas (1,26%), em especial o mamão (7,85%) e a banana-prata (4,32%). No lado das quedas os destaques são o leite longa vida (-6,42%), o tomate (-3,95%) e o arroz (-2,04%).
Em relação aos preços nas capitais pesquisadas pelo IBGE, a maior variação ocorreu em Porto Alegre (0,63%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (3,90%) e do transporte por aplicativo (17,75%). A menor variação ocorreu em São Luís (-0,19%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-4,83%) e das frutas (-6,01%).
A cidade de Salvador teve a terceira maior alta de preços no mês de dezembro, registrando 0,59%. O índice ficou bem acima do que havia sido verificado em novembro, quando a inflação foi de 0,01%. O IPCA na capital baiana também ficou bem acima da média nacional de 0,33%.
Apesar de ter ficado acima em dezembro, no ano de 2025 a alta de preços em Salvador ficou abaixo da que foi registrada em todo o país. Enquanto a média nacional foi de 4,26%, a capital da Bahia teve inflação final no ano passado de 3,80%.
Dados consolidados referentes ao exercício de 2023 apontam que o município de São Francisco do Conde, na região metropolitana de Salvador, detém o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil, com o valor aproximado R$ 684 mil por habitante. O desempenho da cidade é impulsionado pela atividade de refino de petróleo, setor que também posicionou bem outras cidades do ranking nacional.
A liderança do país segundo levantamento do IBGE pertence a Saquarema (Rio de Janeiro), com R$ 722,4 mil por habitante, devido à extração de petróleo e gás. O grupo dos dez maiores PIB's per capita do país concentra 3,4% do PIB nacional, embora abrigue apenas 0,3% da população brasileira. A média nacional no período foi registrada em R$ 53,9 mil.
E A BAHIA?
Dados consolidados referentes ao exercício de 2023 apontam que o município de São Francisco do Conde detém o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil, com o valor de R$ 684.319,23.
Outros municípios no Oeste Baiano, como São Desidério e Formosa do Rio Preto, também se destacam no ranking por sua capacidade de produção agropecuária. Em lista dos 10 municípios da Bahia com os maiores PIBs per capita em 2023:
-
São Francisco do Conde - R$ 684.319,23
-
São Desidério - R$ 259.713,10
-
Formosa do Rio Preto - R$ 205.989,92
-
Jaborandi - R$ 164.727,19
-
Correntina - R$ 117.274,03
-
Luís Eduardo Magalhães - R$ 107.118,26
-
Pojuca - R$ 94.490,87
-
Camaçari - R$ 91.283,07
-
Riachão das Neves - R$ 87.644,68
-
Mucuri - R$ 82.350,03
Em cidades como Pojuca, Camaçari e São Francisco do Conde, localizadas na Região Metropolitana de Salvador, têm sua economia voltada principalmente para o refino de petróleo e a indústria, impulsionando seus PIB's per capita.
Os municípios com menor produção segundo os mesmos dados, todos estão abaixo de R$ 10 mil por habitante, são eles os municípios dos menores PIB's per capita em 2023:
-
Mansidão - R$ 8.462,31
-
Lamarão - R$ 9.234,88
-
Jussara - R$ 9.284,49
-
Bom Jesus da Serra - R$ 9.492,91
-
Presidente Jânio Quadros - R$ 9.667,50
-
Santanópolis - R$ 9.692,77
-
Érico Cardoso - R$ 9.707,09
-
Serra Preta - R$ 9.738,74
-
Buritirama - R$ 9.792,24
-
Ibitiara - R$ 9.915,96
Esses municípios apresentam um PIB per capita significativamente mais baixo, o que pode refletir uma dependência maior de atividades de subsistência e uma base econômica. Confira em um mapa ilustrativo do BN com os valores de cada município baiano:
O fim do ano aquece tradicionalmente o mercado de trabalho, e 2025 não foge à regra. Com o aumento da demanda no comércio, na indústria, na logística e nos serviços, empresas em todo o país abrem centenas de vagas temporárias para atender ao movimento intenso típico desse período. Para quem está desempregado, esse pode ser exatamente o momento de retomar a carreira.
O cenário geral também é favorável. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em outubro, mantendo um dos níveis mais baixos desde 2012. Na Bahia, o índice ficou em 8,5%, o menor da série histórica recente, embora ainda acima da média nacional.
Em entrevista ao Bahia Notícias, a especialista em recrutamento Rafaela Régis destacou que o último trimestre deste ano tem favorecido diversos setores, colaborando para o surgimento de novas oportunidades. À reportagem, ela também ressaltou a importância das vagas temporárias, explicando que, atualmente, elas também costumam funcionar como um processo seletivo ampliado.
“O mercado está reagindo melhor do que muita gente imagina. Há oportunidades surgindo em diversos setores, especialmente neste último trimestre. Temporário não significa instável. Pelo contrário: para muitas empresas, é uma forma de observar, em tempo real, quem entrega resultado, quem tem atitude e quem se adapta rápido. Esses profissionais saem na frente quando a temporada vira e chegam as vagas permanentes”, explicou a consultora.
Segundo a especialista, características simples fazem diferença hora da contratação efetiva. Qualidades como assiduidade, responsabilidade, boa comunicação, organização e vontade genuína de aprender costumam chamar a atenção dos recrutadores.
“O básico nunca sai de moda. Em um mercado tão competitivo, quem demonstra postura profissional desde o primeiro dia passa raramente despercebido”, diz.
Rafaela destaca que o final do ano é “um ponto de virada” para quem está buscando trabalho. E lista estratégias práticas para quem quer aproveitar o momento envolve tópicos como encarar a vaga temporária como oportunidade real, atualizar o currículo e perfis profissionais, fazer cursos rápidos e estratégicos, se preparar para entrevistas e construir conexões.
"Torne visíveis suas habilidades, resultados e interesses. Um currículo estruturado e um perfil ativo no LinkedIn já fazem você pular etapas. Também busque se aperfeiçoar com cursos em atendimentos, logística, vendas e ferramentas digitais aumentam a empregabilidade de forma imediata. Pesquise sobre a empresa, sobre o setor e treine respostas. Demonstração de preparo conta muito. E mais: networking não é uma fórmula de mágica, mas abre portas que muitas vezes não aparecem nos sites de vagas", sugeriu a especialista.
O LINKEDIN
A psicóloga e analista de gente e gestão, com experiência em talent hacking, Maria Victoria de Alencar avalia que o LinkedIn é, hoje, uma ferramenta relevante principalmente para cargos mais corporativos, mas exige cautela no uso. Segundo ela, a plataforma funciona como um espaço de construção de marca pessoal e profissional, o que pode tanto favorecer quanto dificultar processos seletivos.
De acordo com a especialista, o LinkedIn “é sim muito útil” para quem atua ou busca posições em ambientes corporativos, especialmente por facilitar o networking. Ela pondera, no entanto, que recrutadores não costumam analisar todas as postagens de um candidato, nem chamá-lo apenas pela frequência de publicações. Ainda assim, destaca que conteúdos consistentes ajudam a fortalecer conexões profissionais.
“Quanto mais você posta conteúdo relevante, não apenas postagens vazias, você tende a construir uma rede de conexões que dialoga com você. Antes mesmo de postar, comentar de forma qualificada nas publicações de outras pessoas já ajuda a criar pontes”, explica.
Maria Victoria ressalta que esse movimento deve ser feito com atenção, já que tudo o que é publicado pode ser visto por futuros gestores, colegas ou contratantes. Para ela, o LinkedIn consolida uma imagem que passa a ser associada diretamente ao profissional.
“O LinkedIn acaba construindo uma marca pessoal e profissional que será associada a você. Isso pode ser muito útil, mas também pode prejudicar, dependendo de como essa imagem é construída”, afirma.
Sobre o impacto do comportamento nas redes sociais, a especialista pondera que não são todas as empresas que investigam perfis além do LinkedIn. Ainda assim, ela reconhece que, em alguns casos, publicações podem influenciar decisões de contratação, sobretudo em cargos mais estratégicos.
Ao Bahia Notícias, ela cita como exemplo postagens excessivamente negativas ou reclamações frequentes sobre empregadores, que podem gerar interpretações desfavoráveis.
“O que você posta pode influenciar, sim, se você será chamado para uma posição ou não. Não por todo mundo, mas por alguém. Existem denúncias justas, claro, mas também há postagens muito ‘reclamonas’ que acabam gerando julgamentos. Alguém sempre vai interpretar isso mal”, comentou.
Para quem foi demitido e busca recolocação no mercado, Maria Victoria aponta que o primeiro passo é acionar a rede de contatos. “Falar com amigos, ex-colegas, família. Se as pessoas conhecem seu trabalho e confiam em você, tendem a ajudar e indicar oportunidades”, destaca.
Além disso, ela recomenda ajustar cuidadosamente o currículo e o perfil no LinkedIn, manter perseverança e entender que procurar emprego é, por si só, um trabalho exigente. “É um processo demandante, então é preciso se estruturar emocionalmente para fazê-lo com qualidade”, afirma.
A especialista também observa que o mercado tende a absorver com mais facilidade profissional em contextos semelhantes aos que já vivenciaram. “É mais fácil ser contratado para cargos e ambientes parecidos com aqueles em que você já atuou. O contexto importa tanto quanto a função”, explica.
Por fim, Maria Victoria aponta que ferramentas digitais e inteligência artificial podem auxiliar na preparação para entrevistas e na adaptação de currículos. Segundo ela, plataformas que simulam entrevistas ou permitem treinar respostas podem ajudar candidatos a entender melhor o perfil das vagas e se preparar com mais segurança. Durante a entrevista ela também sugeriu a plataforma www.salariotransparente.com.br.
“Olha, essa é uma plataforma voltada para salário, mas também tem uma parte para você se cadastrar que dá para você treinar, fazer entrevista com IA. Vale ressaltar que você pode fazer entrevista com IA utilizando qualquer plataforma, é só você fazer um prompt bom”, explicou Maria Victoria de Alencar.
O volume de serviços prestados na Bahia seguiu em alta (0,6%) na passagem de setembro para outubro de 2025, na série com ajuste sazonal (que retira do cálculo o efeito de eventos/datas recorrentes como Carnaval, Páscoa etc.).
Segundo IBGE, este foi o segundo resultado positivo consecutivo, após 5 meses entre quedas e estabilidade nos serviços baianos nessa comparação. Também foi superior ao nacional (0,3%), embora apenas o 12º melhor índice entre as 27 unidades da Federação. Entre setembro e outubro, o setor de serviços mostrou avanços em 15 dos 27 estados, liderados por Acre (10,0%), Piauí (7,3%) e Mato Grosso do Sul (6,3%).
Por outro lado, Tocantins (-5,7%), Distrito Federal (-3,9%) e Mato Grosso (-3,3%) apresentaram as piores retrações no comparativo com o mês anterior. Já frente ao mesmo mês (outubro) de 2024, o volume dos serviços baianos voltou a cair (-2,8%), retornando a sequência de resultados negativos, após ter registrado variação positiva em setembro (que havia sido de 0,3%).
O desempenho, ficou bem abaixo do nacional (2,2%) e foi o 4º recuo mais intenso entre os estados, acima apenas dos registrados em Tocantins (-8,4%), Amazonas (-5,2%) e Rio Grande do Sul (-3,7%). Nessa comparação, o volume dos serviços cresceu em 17 das 27 unidades da Federação, lideradas por Rondônia (16,5%), Distrito Federal (7,8%) e Mato Grosso do Sul (5,6%).
Os serviços baianos sustentam resultados negativos tanto no acumulado no ano de 2025 (-1,1%) quanto nos 12 meses encerrados em outubro (-0,9%). Nos dois casos, os índices estão abaixo dos verificados no Brasil como um todo (2,8% em ambos os acumulados), sendo ainda os 4ºs menores dentre os estados.
COMPARAÇÃO COM 2024
O recuo do volume de serviços prestados na Bahia em outubro de 2025, na comparação com o mesmo mês de 2024 (-2,8%), foi concentrado em duas das cinco atividades investigadas pelo IBGE: transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-6,9%) e serviços prestados às famílias (-4,9%).
Os transportes, atividade com o maior peso na composição do setor de serviços na Bahia, tiveram a queda mais profunda e deram a principal contribuição para a retração geral no mês. O segmento retomou a sequência de resultados negativos, iniciada em dezembro de 2024, depois de ter registrado alta em setembro (1,7%), e apresenta o pior resultado no acumulado em 2025 (-3,3%).
Já os serviços prestados às famílias tiveram o quinto recuo consecutivo(-4,7%) e sustentam o segundo pior resultado no ano (-1,4%). Por outro lado, os serviços de informação e comunicação (2,5%), com o segundo maior aumento entre as atividades, foram os que mais ajudaram a segurar a queda geral do setor de serviços baiano em outubro. O segmento teve um segundo resultado positivo consecutivo, mas ainda apresenta recuo no acumulado em 2025 (-0,3%).
Os outros serviços tiveram o maior aumento no volume prestado (10,1%) e também foram importantes para evitar uma retração maior do setor como um todo no estado, em outubro. A atividade cresce há 14 meses seguidos (desde setembro de 2024) e tem o melhor resultado no acumulado em 2025 (9,4%).
O Brasil deve enfrentar um novo cenário no campo em 2026. Após safra recorde de grãos em 2025, o IBGE divulgou um segundo prognóstico para o próximo ciclo agrícola, prevendo queda de 4,7% na produção baiana. O recuo deve ser impulsionado principalmente pela redução no rendimento da soja e pela baixa rentabilidade do algodão, dois pilares da produção nacional.
Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), analisado pela SEI e divulgado nesta quinta-feira (11), a Bahia deve encerrar 2025 com 12,8 milhões de toneladas de cereais, oleaginosas e leguminosas. O resultado representa crescimento de 12,8% frente a 2024 e consolida o estado como uma das principais forças agrícolas do país. O desempenho é sustentado pelo avanço da área plantada, que chegou a 3,65 milhões de hectares, e pelo aumento do rendimento médio, agora em 3,52 t/ha, alta de 9,8%.
SOJA
A soja, carro-chefe da produção baiana, deve fechar 2025 com 8,61 milhões de toneladas, alta de 14,3%. O rendimento de 4 t/ha impulsiona o resultado. Para 2026, porém, o cenário muda. O IBGE aponta queda de 5,7% na produção, reflexo do baixo ritmo de expansão da área plantada, causado pelos preços desestimulantes da commodity no mercado internacional.
ALGODÃO
Outro destaque negativo no prognóstico de 2026 é o algodão, que deve recuar 17,5%. O setor enfrenta custo de produção elevado e preços pouco atrativos, reduzindo margens de lucro.
Ainda assim, em 2025 a Bahia mantém posição de destaque. São 1,79 milhão de toneladas, o que consolida o estado como maior produtor do Nordeste e segundo maior do Brasil, atrás do Mato Grosso.
MILHO E FEIJÃO
O milho deve encerrar 2025 com 2,74 milhões de toneladas (+18,2%). A primeira safra cresceu 24,6%, enquanto a segunda deve avançar 5,3% Para 2026, o prognóstico mostra queda na 2ª safra (-11,5%), mas crescimento na 1ª safra (+8,1%). No feijão, a safra 2025 deve somar 187 mil toneladas (-15,8%). O IBGE prevê para 2026 recuo na 2ª safra (-14,9%), mas forte alta na 1ª (+35,3%).
Ainda segundo a SEI, o café colheu 262 mil toneladas (+5,1%); arábica cai 14,6% e canéfora sobe 19,3%. A cana-de-açúcar obteve 6,24 milhões de toneladas (+12,6%). O cacau chegou a 119 mil toneladas (+7%). Na fruticultura, banana (+4,8%), laranja (+0,3%) e uva (+84,4%). No caso da mandioca foram 907 mil toneladas (+14,7%), e o tomate expressou queda expressiva de 48,4%.
PROJEÇÃO DA CONAB
Enquanto o IBGE projeta queda na produção, a Conab [Companhia Nacional de Abastecimento] indica tendência oposta. O terceiro levantamento para a safra 2025/2026 estima 14,6 milhões de toneladas, alta de 4,4%. O crescimento é impulsionado pela expansão da área plantada em 181 mil hectares (+4,6%), totalizando 4,1 milhões de ha. O destaque é a soja, que deve expandir 201 mil ha.
A Conab prevê aumento de 9,4% na área de soja, totalizando 2,34 milhões de ha, com produção estimada em 9,25 milhões de toneladas (+4,5%). Mesmo com o avanço, a produtividade deve cair 4,5%. Algodão, milho, feijão e sorgo também avançam.
O primeiro deve bater 2,05 milhões de toneladas (+2,5%). O segundo 2,87 milhões de toneladas (+2,2%), com forte peso da 1ª e 3ª safra. Já o feijão pode chegar a 347 mil toneladas (+19,4%), favorecido pelas chuvas no oeste baiano, e o sorgo 798 mil toneladas (+2,1%).
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ficou praticamente estável no terceiro trimestre de 2025, registrando um pequeno crescimento de 0,1%. Quando comparado, entretanto, ao mesmo período do ano anterior, o PIB cresceu 1,8% neste terceiro trimestre.
A composição do resultado do PIB teve uma influência positiva a partir de maior crescimento da Agropecuária (0,4%) e da Indústria (0,8%). Já o percentual verificado para o setor de Serviços, que tem maior peso na economia, ficou praticamente estável (0,1%), ajudando a taxa geral a ficar nos mesmos 0,1%.
Esses foram alguns dos resultados do Sistema de Contas Nacionais, divulgado na manhã desta quinta-feira (4) pelo IBGE.
O percentual apurado ficou levemente abaixo do esperado. A expectativa em pesquisa do mercado financeiro era de crescimento de 0,2% na comparação com o trimestre anterior.
O estudo do IBGE mostra que, em valores correntes, o PIB brasileiro no terceiro trimestre chegou a R$ 3,2 trilhões. O Valor Adicionado dos três grandes segmentos da economia foi de R$ 176,2 bilhões para a Agropecuária, R$ 682,2 bilhões para a Indústria e R$ 1,9 trilhão para os Serviços.
Pelo lado das despesas, o Consumo das Famílias (0,1%) ficou praticamente estável e o Consumo do Governo cresceu 1,3%. Já a Formação Bruta de Capital Fixo subiu 0,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
O avanço de 1,8% apurado na comparação com o mesmo período do ano anterior se deve principalmente à Agropecuária, que cresceu 10,1% em relação a 2024. Esse crescimento foi puxado por aumentos acima de 10% na produção de três culturas com safras significativas no terceiro trimestre: milho (23,5%), laranja (13,5%) e algodão (10,6%).
Na mesma comparação, a Indústria cresceu 1,7%, puxada pela alta de 11,9% nas Indústrias extrativas, com a maior extração de petróleo e gás. A Construção também cresceu (2,0%).
Por outro lado, houve quedas nas Indústrias de transformação (-0,6%) e em Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,0%).
O setor de Serviços (1,3%) avançou frente ao mesmo período de 2024. Os principais resultados positivos vieram de Informação e comunicação (5,3%), Transporte, armazenagem e correio (4,2%) e Atividades imobiliárias (2,0%).
Cerca de 8,6 milhões de pessoas saíram da pobreza e outras 1,9 milhão deixaram a condição de miséria no Brasil entre 2023 e 2024. É o que apontam os dados da Síntese dos Indicadores Sociais (SIS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (3). Segundo o estudo, a proporção da população na pobreza caiu de 27,3% em 2023 para 23,1% em 2024.
Este é o menor nível já registrado desde 2012, quando começa a série histórica do IBGE. Segundo o levantamento, no ano passado, o Brasil tinha 48,9 milhões de pessoas que viviam com menos de US$ 6,85 por dia, o equivalente à cerca de R$ 694 por mês, em valores corrigidos. O valor é o limite que o Banco Mundial define como linha da pobreza. Em 2023, o contingente na pobreza era de 57,6 milhões de brasileiros.
Foi a terceira queda consecutiva deste indicador, que vem diminuindo anualmente desde 2022, após atingir seu percentual mais alto em 2021, com 36,8%, ou 76,9 milhões de pessoas, na pandemia de Covid-19. No caso da extrema pobreza, o Brasil vivenciou também redução das pessoas que viviam com renda de até US$ 2,15 por dia, cerca de R$ 218 mensais em valores corrigidos.
De 2023 para 2024, esse contingente passou de 9,3 milhões para 7,4 milhões, ou seja, 1,9 milhão de pessoas deixaram a condição. Essa evolução fez com que a proporção da população na extrema pobreza recuasse de 4,4% para 3,5%, a menor já registrada.
RETRATOS DA POBREZA
Regionalmente, o Nordeste teve a maior redução anual na proporção de pobres em sua população: de 47,2% em 2023 para 39,4% em 2024, uma queda de 7,8 pontos percentuais. A proporção de pobres na Região Sul foi a menor do país em 2024: 11,2%.
Entre as disparidades de gênero, a pobreza atinge, proporcionalmente, mais as mulheres (24%) do que os homens (22,2%). As taxas de pobreza e extrema pobreza chegaram, respectivamente, a 4,5% e 30,4%, entre as mulheres pretas ou pardas, enquanto entre os homens brancos os percentuais foram de 2,2% e 14,7%.
No panorama de raça ou etnia, as pessoas pretas e pardas, juntas, representavam 56,8% do total da população e 71,3% dos pobres do país. Entre as pessoas pretas, 25,8% eram pobres e, entre as pardas, 29,8% estavam nessa condição, enquanto a prevalência da pobreza entre as pessoas brancas era de 15,1%. Cerca de 3,9% das pessoas de cor ou raça preta e 4,5% das pardas eram extremamente pobres em 2024 (contra 2,2% entre brancos).
Entre as crianças e adolescentes de 0 a 14 anos de idade, 5,6% eram extremamente pobres e 39,7% eram pobres, proporções superiores às da população com 60 anos ou mais de idade: 1,9% e 8,3%, respectivamente.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que revela a inflação oficial do país, registrou um resultado de 0,09% no mês de outubro. Este percentual é o menor para o período desde 1998, quando o índice foi de 0,02%.
Além de ter o menor resultado em 27 anos, a inflação oficial recuou 0,39% entre setembro e outubro deste ano, caindo de 0,48% no mês retrasado para 0,09%. A queda acentuada se deu principalmente por preços menores na energia elétrica residencial, com a mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2, vigente em setembro, para a bandeira vermelha patamar 1.
Os números do IPCA foram apresentados nesta terça-feira (11) pelo IBGE. De acordo com o órgão, no ano, a inflação acumula alta de 3,73% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,68%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.
O indicador menor em outubro teve forte influência graças à diminuição de preços no gasto da energia elétrica residencial, que registrou queda de 2,39%. Outros destaques na composição da redução no IPCA foram as quedas nos preços de aparelhos telefônicos (-2,54%) e no seguro voluntário de veículos (-2,13%).
O IPCA de outubro revelou também uma interrupção na sequência de quedas que vinha acontecendo no grupo alimentação e bebidas. Os preços desse grupo apresentaram estabilidade em relação a setembro, variando 0,01%.
Na composição do resultado geral do IPCA de outubro, os preços do setor de alimentação acabaram não exercendo pressão, e a variação de 0,01% é a menor para um mês de outubro desde 2017, quando foi de -0,05%.
Já a alimentação no domicílio caiu 0,16%, com destaque para as quedas do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%). Dentre as altas, estão a batata-inglesa (8,56%) e o óleo de soja (4,64%).
Na análise regional, os índices apontam que a maior variação foi registrada na cidade de Goiânia (0,96%), impulsionada pela alta da energia elétrica residencial (6,08%) e da gasolina (4,78%). A menor variação (-0,15%) foi registrada em São Luís, em função da queda do arroz (-3,49%) e da gasolina (-1,24%), e em Belo Horizonte, com destaque para as quedas na gasolina (-3,97%) e na energia elétrica residencial (-2,71%).
A cidade de Salvador, que em setembro havia tido uma inflação de 0,17%, registrou queda no indicador oficial e fechou outubro em 0,06%. O resultado ficou abaixo da média nacional do IPCA, que foi de 0,09%.
No ano de 2025, a inflação total na capital baiana está em 3,17%, abaixo do total apurado pelo IBGE para o país, que ficou em 3,73%. Já no acumulado de 12 meses, o indicador oficial da inflação registra 4,39% em Salvador, também abaixo da média nacional para o mesmo período, que é de 4,68%.
O Suplemento de Segurança Alimentar da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2024 divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (7) apontou baixa cobertura de equipamentos públicos voltados à segurança alimentar em prefeituras da Bahia.
No ano passado, apenas 12 dos 417 municípios baianos, ou 2,9% do total, contavam com restaurante popular mantido pela gestão municipal. No total, eram 22 restaurantes populares no estado, sendo que 18 serviam apenas uma refeição por dia.
As cidades que dispunham do serviço eram Alagoinhas, Brumado, Dom Basílio, Feira de Santana, Itabuna, Juazeiro, Lauro de Freitas, Paulo Afonso, Ribeira do Amparo, Salvador, São Félix do Coribe e Vitória da Conquista.
A proporção baiana é inferior à média nacional (3,8%), equivalente a 212 cidades em todo o país. Entre os estados, a Bahia ocupa a 14ª posição no ranking. O Maranhão (14,7%), o Rio de Janeiro (12%) e o Amazonas (9,7%) lideram a lista. Já Rondônia, Roraima e Mato Grosso do Sul não contam com o serviço.
COZINHAS COMUNITÁRIAS MAIS RARAS
O número de municípios com cozinhas comunitárias é ainda menor. Em 2024, nove cidades baianas (2,2%) mantinham o serviço, em um total de 11 unidades em funcionamento — apenas cinco delas serviam três ou mais refeições por dia.
Os municípios com cozinhas comunitárias eram Biritinga, Lauro de Freitas, Malhada de Pedras, Maraú, Nova Canaã, Nova Redenção, Paulo Afonso, Santa Inês e Santo Estêvão. A Bahia também ficou abaixo da média nacional (5,1%), com a 13ª maior proporção entre os estados. O ranking é liderado por Pernambuco (67,6%), Ceará (19%) e Alagoas (6,9%). Rondônia, Acre, Roraima, Amapá e o Distrito Federal não têm cozinhas comunitárias.
BANCO DE ALIMENTOS
O levantamento aponta que apenas 16 municípios baianos (3,8%) contavam com Banco de Alimentos sob responsabilidade da gestão municipal. As cidades que tinham o equipamento eram Belo Campo, Bom Jesus da Lapa, Brotas de Macaúbas, Camaçari, Carinhanha, Cocos, Ibotirama, Juazeiro, Lauro de Freitas, Paratinga, Paulo Afonso, Piatã, Salvador, Serra do Ramalho, Sítio do Mato e Teixeira de Freitas.
A proporção baiana é ligeiramente menor que a nacional (4,1%), mas o estado ocupa a 9ª posição no país. Minas Gerais (10,1%), São Paulo (8,5%) e Ceará (7,3%) lideram. Já Amazonas, Roraima, Amapá e Alagoas não têm o serviço.
MERCADOS PÚBLICOS
Apesar dos baixos índices nos programas de alimentação, a Bahia se destaca na gestão de mercados públicos. Mais da metade das cidades do estado (213 municípios, ou 51,1%) têm mercado público administrado pela gestão municipal, um total de 345 mercados, dos quais 327 (94,8%) estão sob responsabilidade exclusiva das prefeituras.
A proporção é superior à nacional (29,2%), mas coloca a Bahia apenas na 12ª posição entre os estados. O Acre (77,3%), o Amazonas (74,2%) e o Ceará (73,9%) lideram o ranking. Além disso, nove municípios (2,2%) têm mercados públicos estaduais, e sete (1,7%) contam com mercados mantidos por entidades privadas.
SACOLÕES E QUITANDAS PÚBLICAS AINDA SÃO EXCEÇÃO
Em 2024, apenas Paulo Afonso tinha um sacolão ou quitanda pública mantida pela gestão municipal, em parceria com entidades privadas.
Em todo o país, apenas 27 cidades abrigavam esse tipo de equipamento, distribuídas em 12 unidades da Federação. Já os sacolões privados estavam presentes em dez municípios baianos.
A Bahia registrou, no ano passado, 256 dos 417 municípios (61,4%) com algum tipo de estrutura de gestão na área de segurança alimentar e nutricional. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e faz parte do Suplemento de Segurança Alimentar da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2024. O dado é superior à média nacional, que foi de 50,7% (2.826 dos 5.570 municípios).
Segundo o IBGE, as estruturas municipais variam entre secretarias exclusivas, setores subordinados a outras pastas ou vinculados diretamente ao Executivo local. Entre os estados, a Bahia ocupou a 10ª posição nacional (excluindo o Distrito Federal) em proporção de municípios com esse tipo de estrutura.
O ranking foi liderado por Amapá (93,8%), Ceará (85,9%) e Maranhão (80,2%), enquanto Goiás (22,0%), Acre (22,7%) e Mato Grosso do Sul (27,8%) apresentaram os menores índices. Ainda segundo o levantamento, entre 2023 e 2024, o número de cidades baianas com estrutura na área de segurança alimentar aumentou 6,2%, passando de 241 para 256.
No mesmo período, o avanço nacional foi de 0,9%, de 2.799 para 2.826 municípios. Na Bahia, acrescenta a pesquisa, apenas 14 cidades (5,5%) tinham uma secretaria municipal exclusiva voltada ao tema. A maioria (222 municípios, ou 86,7%) tinha o setor subordinado a outra secretaria, sendo que, em 185 deles, se vinculava à área de assistência social.
Ainda conforme o suplemento, o problema ainda atingia 2,1 milhões de residências (37,8%), onde moravam 5,8 milhões de pessoas (39,1% da população), apesar da redução em relação a anos anteriores. Em 2023, por exemplo, 321 municípios baianos (77%) realizaram ações de promoção do acesso da população a alimentos, proporção superior à média nacional de 71,5% (3.985 municípios).
CESTAS BÁSICAS
Com esse índice, a Bahia ficou em 9º lugar no ranking nacional, liderado por Alagoas (89,2%), Espírito Santo (85,9%) e Ceará (85,9%). O IBGE ainda informou que a distribuição de cestas básicas foi a ação mais comum, presente em 315 municípios.
Outras iniciativas incluíram a oferta de refeições prontas (41 cidades), benefícios monetários (18 cidades) e ações diversas (50 municípios). Ainda em 2023, 342 municípios baianos (82%) ofertaram o Benefício Eventual da Assistência Social a famílias em situação de insegurança alimentar — também acima da média nacional, de 78,3% (4.363 municípios).
O estado ocupou a 12ª posição no ranking, liderado por Sergipe (93,3%), Espírito Santo (91,0%) e Paraíba (89,7%). Entre os municípios baianos que ofereciam o benefício, 98% (335) distribuíam cestas básicas aos beneficiários.
Em 85 cidades, o auxílio incluía distribuição de alimentos in natura, e em 22, benefício monetário. No total, 247,5 mil famílias receberam o Benefício Eventual da Assistência Social na Bahia, o 5º maior contingente entre os estados. No Brasil, 3,3 milhões de famílias foram contempladas.
Em julho passado, um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) informou que o Brasil tinha deixado o Mapa da Fome. Com isso, o país ficava abaixo do patamar de 2,5% da população em risco de subnutrição ou de falta de acesso à alimentação suficiente.
O Brasil já tinha alcançado o patamar em 2014, mas retornou ao Mapa da Fome entre 2018 e 2020. (Atualizado às 12h36)
Em algumas cidades baianas, o amor ainda está no ar. Os dados do índice de “nupcialidade” do Censo do IBGE de 2022, divulgados nesta quarta-feira (5), revelam as três cidades baianas que possuem os maiores índices de uniões conjugais, sejam elas formais ou informais. Segundo o levantamento, a Bahia possui 48% de sua população com mais de 10 anos de idade vivendo relacionamentos conjugais, registrados em cartório ou não, mas três cidades superam a média estadual e se tornam a “cidade do amor”.
Na Bahia, em 2022, 193 dos 417 municípios tinham mais da metade da população de 10 anos ou mais de idade vivendo em união conjugal, mas os principais eram Feira da Mata, na região do Velho Chico, com 60,0% da população com mais de 10 anos vivendo em uniões conjugais. Em seguida, vem Brejo Velho (59,0%), na Bacia do Rio Corrente, e Rio do Antônio (58,8%), no sertão produtivo. Na lanterna dos casamentos, Anguera (40,6%) e Teodoro Sampaio (40,6%) e Tanquinho (40,4%), todas na região do Portal do Sertão, tinham os menores percentuais.
Por outro lado, existem aqueles municípios em que o amor ficou mais esquecido. O mesmo levantamento do IBGE destaca as cidades que possuem o maior número de pessoas “descasadas” ou “solteironas” e Salvador é uma delas.
No Brasil, a capital baiana fica de fora da “trilha do amor” e é considerada a principal entre os “descasados”, ou seja, pessoas que já viveram uniões conjugais mas não vivem mais. Esse grupo representava 23,8% da população soteropolitana em 2022, ou 511.638 pessoas. Ou seja, 1 em cada 5 moradores de 10 anos ou mais de idade em Salvador já haviam vivido em união conjugal, mas não viviam mais.
A participação do grupo de “descasados” na população soteropolitana ficava discretamente acima da de Porto Alegre no Rio Grande do Sul (23,7%); em 3º lugar vinha o Rio de Janeiro (RJ) (22,7%). Quando analisadas variações de porcentagem, entre os censos de 2010 e 2022, Salvador foi a capital que teve o maior ganho de participação de pessoas “descasadas”: o índice foi de 18,3% em 2010, para 23,8% em 2022, registrando mais 5,5% pontos percentuais.
Além de ter a maior proporção de “descasados”, a capital baiana possui a 2ª menor proporção, entre as capitais, de pessoas “casadas”, ou seja, pessoas de 10 anos ou mais que viviam em união conjugal. Ao todo, eram 963.209 mil baianos, sendo 44,7% da população. Nesse sentido, Salvador só ficava acima de São Luís no Maranhão (44,5%).
Salvador também possui uma grande população de “solteirões”, aquelas que não viviam e nunca viveram em união conjugal. Em 2022, 3 de cada 10 moradores da capital (31,5%), o equivalente a 679.425 pessoas, nunca tinham vivido em união conjugal. No entanto, o número caiu significativamente em comparação a 2010, quando os “solteirões” somavam 877.876 pessoas, ou 37,7% da população.
Mas para além da capital, se destacam entre os “descasados” as cidades de Almadina (27,0%), no Litoral sul; Gongogi (26,7%), no Médio Rio de Contas; e Cachoeira (26,5%), no Recôncavo baiano. Por outro lado, os menores índices de pessoas que já viveram uniões conjugais, mas não vivem mais estavam localizadas em Lagoa Real (11,6%), no Sertão baiano; Tabocas do Brejo Velho (11,2%), na Bacia do Rio Corrente; e Tanque Novo (10,3%) também no sertão baiano.
No caso dos “solteirões”, os municípios com maior porcentagem da população que nunca viveu em união conjugal na população de 10 anos ou mais eram Ipecaetá (38,2%), no Portal do Sertão; Mansidão (37,9%), na Bacia do Rio Grande; e Antônio Cardoso (37,3%), também no Portal do Sertão. Os menores percentuais estavam em Nova Ibiá (26,1%), Mutuípe (26,0%) e Várzea do Poço (25,4%).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento".
Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
