Pablo Souza revela que PL ingressou com ação contra sindicalistas envolvidos em “adesivaço” de ônibus no 2º turno
Por Eduarda Pinto
O secretário municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Pablo Souza, informou que uma ação movida pelo PL ainda no último domingo (25) pede a prisão dos sindicalistas envolvidos no “adesivaço” de ônibus na madrugada do dia do segundo turno das eleições 2026. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador nesta terça-feira (27), o gestor da Semob disse que a manifestação será enviada ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que ainda investiga as falhas na operação do transporte público durante o segundo turno das eleições.
Por telefone, o secretário, que retornou de uma missão em Paris nesta segunda-feira (26), diz que “nós vamos pedir sim que o TRE adote um atendimento igualitário com relação aos ônibus estaduais”, afirma.
Ainda no domingo, a Prefeitura de Salvador revelou que o motivo por trás dos atrasos e diminuições na frota de ônibus nas ruas, denunciadas por eleitores e partidos políticos, foi motivado pela ação de sindicalistas que teriam adesivados os ônibus municipais com material de boca de urna, configurando crime eleitoral.
O secretário defende que não apenas os sindicalistas envolvidos sejam identificados e responsabilizados, como também sejam analisadas outras denúncias de obstrução da operação do transporte público na Região Metropolitana de Salvador, que segundo ele, não foram tratadas com a mesma ênfase direcionada à gestão da capital baiana. Pablo Souza fala abertamente sobre a suposta “criação de um fato político”.
“É um absurdo, no estado democrático, que todos nós defendemos, a gente ter uma postura dessa natureza, em que se há uma ação desproporcional. Há imagens circulando em toda a imprensa das garagens dos ônibus metropolitanos lotados e não houve qualquer tipo de posição por parte do governador ou do Governo do Estado, muito pelo contrário, houve a criação de um fato político em relação a este tema. Mas a gente tem muita tranquilidade porque independente de política, a gente está aqui para trabalhar pelas pessoas”, diz o secretário.
