Lula chama Flávio Bolsonaro de "cara de pau" e diz que ele tem os "bolsos cheios de dinheiro roubado" do Master
Por Edu Mota, de Brasília
Em entrevista na noite desta terça-feira (15) à TV Record, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de “cara de pau” e disse que ele tem os “bolsos cheios de dinheiro” do Master. Lula disse que o candidato do PL não tem como pedir impeachment do ministro Alexandre de Moras, do Supremo Tribunal Federal (STF), se também recebeu dinheiro supostamente ilício da mesma fonte.
“Eu vi aquele cara de pau do filho do Bolsonaro na TV cobrando punição ao Alexandre de Moraes. Cara, você também pegou dinheiro do Banco Master! A fonte do suposto dinheiro ilícito para o Moraes é a mesma do seu. Você pensa que é quem? É melhor do que quem? Está acima da lei? Como você pode pedir a prisão de ministros se seus bolsos estão cheios de dinheiro roubado? Chega! Esse país tem que passar por um choque de moralidade. Chega de putaria, chega de coisas obscuras!”, afirmou.
Em outra crítica a Flávio Bolsonaro, o presidente Lula chegou a chorar ao comentar a possibilidade de o Brasil adotar políticas econômicas semelhantes às da Argentina, como defendido por pessoas ligadas ao candidato do PL. O presidente relatou que a primeira-dama, Janja, mostrou a ele uma declaração de uma integrante da campanha do senador.
“Ontem a Janja me mostrou que uma senhora que se diz chefe econômica da campanha do Flávio disse que, se eles ganharem, vão aplicar no Brasil as políticas econômicas do Milei. Como assim? Vocês vão botar a sociedade brasileira para comer carne de jumento?”, afirmou.
Lula detalhou os impactos das políticas do presidente argentino Javier Milei, mencionando o corte de aposentadorias, o aumento da mortalidade infantil e a falta de recursos para a educação.
“Na Argentina estão comendo carne de jumento porque as pessoas não têm dinheiro para comprar carne. Lá, o Milei cortou aposentadoria de idosos de 80 anos, que hoje moram na rua, comem lixo e estão morrendo com depressão. Cortou o dinheiro da educação e tem universidade sem água para os alunos beberem. A mortalidade infantil aumentou porque as mães não têm o que dar para os seus filhos comerem”, comentou
O presidente se emocionou nessa parte da entrevista, questionando se os brasileiros permitiriam que o país seguisse esse caminho.
“Eu fico emocionado falando sobre isso porque parece uma loucura. Não é possível que os brasileiros estejam tão cegos de ódio que queiram fazer seus irmãos comerem lixo”, disse o presidente.
