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Artigos

Rachel Barros
Pelo fim da escala 6x1 para que tempo seja direito, não privilégio
Foto: Divulgação

Pelo fim da escala 6x1 para que tempo seja direito, não privilégio

Ela sente que quase não dormiu quando o despertador toca as cinco. É hora de acordar, preparar o café, organizar as mochilas das crianças, deixar a casa pronta e seguir para enfrentar mais de duas horas de deslocamento até o trabalho. Ninguém fala daquilo que roubam dela todo dia: o tempo silenciosamente perdido na escala 6x1. Tempo que vai no transporte e não volta. Tempo que é quase um segundo emprego, como o cuidado da casa, pelo qual ninguém a remunera. 

Multimídia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia
O ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) afirmou que, à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

flavio bolsonaro

Pesquisa Meio/Ideia: Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro nas simulações de primeiro e de segundo turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula manteve a distância que abriu para o seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e segue liderando a disputa nas simulações de primeiro e segundo turno acima da margem de erro. Foi o que mostrou o novo levantamento nacional do instituto Ideia, em parceria com o Canal Meio, divulgado nesta quarta-feira (5).

 

No cenário estimulado de primeiro turno, o presidente Lula (PT) lidera com 43% das intenções de voto. Lula está com oito pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Flávio Bolsonaro (PL), que somou 35%.

 

Veja abaixo os números do primeiro turno:

 

Lula (PT): 43,0%
Flávio Bolsonaro (PL): 35,0%
Ronaldo Caiado (PSD): 5,7%
Renan Santos (Missão): 4,7%
Romeu Zema (Novo): 2,6%
Augusto Cury (Avante): 1,7%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 0,6%
Samara Martins (UP): 0,3%
Edmilson Costa (PCB): 0,2%
Hertz Dias (PSTU): 0,1%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo: 2,0%
Não sabe: 4,0%

 

A pesquisa Meio/Ideia ainda tinha incluído nesse levantamento o nome do candidato Cabo Daciolo, que, entretanto, não teve sua postulação efetivada por seu partido, o Mobiliza. Todos os outros nomes já foram ratificados nas convenções dos seus partidos. 

 

O instituto Ideia também fez uma pesquisa espontânea, quando os entrevistados anunciam sua preferência sem que seja apresentada uma lista de nomes. O presidente Lula possui uma vantagem de 11,4% nessa simulação. Confira abaixo:

 

Lula (PT): 34,4%
Flávio Bolsonaro (PL): 23,0%
Ronaldo Caiado (PSD): 2,8%
Renan Santos (Missão): 2,5%
Romeu Zema (Novo): 1,5%
Jair Bolsonaro (PL): 1,0%
Augusto Cury (Avante): 0,6%
Ciro Gomes (PSDB): 0,4%
Samara Martins (UP): 0,3%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 0,3%
Marina Silva (Rede): 0,1%
Outros: 0,8%
Ninguém/Branco/Nulo: 4,5%
Não sabe: 27,7%

 

Já nos cenários de segundo turno, a pesquisa Meio/Ideia apresentou quatro cenários de disputas de segundo turno, todos com a presença de Lula. Veja abaixo como responderam os entrevistados da pesquisa:

 

Lula (PT) 48,5% x 43,0% Flávio Bolsonaro (PL)
Branco/Nulo: 4,0%
Não sabe: 4,5%

 

Lula (PT) 48,0% x 34,7% Renan Santos (Missão)
Branco/Nulo: 10,3%
Não sabe: 6,9%

 

Lula (PT) 48,5% x 37,0% Romeu Zema (Novo)
Branco/Nulo: 8,5%
Não sabe: 6,0%

 

Lula (PT) 48,5% x 40,0% Ronaldo Caiado (PSD)
Branco/Nulo: 7,0%
Não sabe: 4,5%

 

O Instituto Meio perguntou ainda aos seus entrevistados em quem não votariam de jeito nenhum para presidente. Confira como ficou o percentual de rejeição dos candidatos:

 

Flávio Bolsonaro (PL): 48,0%
Lula (PT): 47,4%
Romeu Zema (Novo): 14,6%
Ronaldo Caiado (PSD): 13,9%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 13,7%
Renan Santos (Missão): 13,5%
Rui Costa Pimenta (PCO): 12,9%
Samara Martins (UP): 10,7%
Hertz Dias (PSTU): 10,1%
Augusto Cury (Avante): 9,9%
Edmilson Costa (PCB): 9,8%
Não rejeita ninguém: 1,3%
Não sabe: 2,9%

 

A pesquisa Meio/Ideia contou com 1.500 entrevistados entre os dias 31 de julho a 3 de agosto de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Canal Meio S.A.. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,5 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-04579/2026.
 

Chapa “puro-sangue”: Flávio Bolsonaro anuncia deputado Alfredo Gaspar como vice na disputa à Presidência
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

 

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) anunciou, nesta quarta-feira (5), que o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será o candidato à vice-presidente em sua chapa nas eleições deste ano. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa em Brasília. 

 

Alfredo Gaspar é deputado federal por Alagoas e, atualmente, é o presidente do PL no estado, fortalecendo sua aproximação com o grupo político bolsonarista no estado.

 

Ex-promotor de Justiça, foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública do Alagoas. Eleito para a Câmara em 2022, ganhou projeção nacional como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

 

A decisão chega após diversas negativas de partidos vinculados à centro-direita, como a federação União Progressista (União Brasil e PP) e o Republicanos, quer anunciaram que neutralidade na disputa presidencial. Nesse sentido, o PL segue a linha do PSD e mantém uma candidatura “puro sangue”. 

 

A reunião que confirmou o nome para a chapa contou com a presença de mulheres que chegaram a ser ventiladas como possibilidades para integrantes da chapa, como a senadora Tereza Cristina (PP) e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos). Elas fizeram breves pronunciamentos em defesa da candidatura, antes do anúncio de Flávio.

Moraes pede parecer da PGR sobre recurso de Bolsonaro contra restrição a Flávio
Foto: Luiz Silveira / STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (4), deu cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o recurso da defesa de Jair Bolsonaro (PL) contra a suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai.

 

Os advogados pedem que Moraes reveja a decisão que impede o senador, pré-candidato à Presidência, de visitar o ex-presidente durante a prisão domiciliar. Caso o pedido seja negado, a defesa quer que o recurso seja analisado pela Primeira Turma do STF.

 

A restrição foi determinada após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai durante uma visita. No texto, Bolsonaro pediu apoio à pré-candidatura do filho. Para Moraes, houve desvio da finalidade da visita e descumprimento da proibição de uso das redes sociais.

 

A defesa considera a medida desproporcional e afirma que Flávio, além de filho, integra formalmente a equipe jurídica do ex-presidente. Os advogados também citam a Lei de Execução Penal e normas internacionais para defender a manutenção do contato familiar.

 

Moraes suspendeu as visitas de Flávio por 90 dias e proibiu Bolsonaro de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo STF a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

Mais uma porta fechada para Flávio Bolsonaro: Podemos decide ficar neutro e Renata Abreu rejeita vice
Foto: Reprodução Redes Sociais

A presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), anunciou nesta terça-feira (4) que o seu partido decidiu por uma postura de neutralidade na disputa presidencial deste ano. Desta forma, o Podemos não fará coligação com o PL, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e nem lançará candidato próprio.

 

Em vídeo divulgado pelo partido, a deputada Renata Abreu, que chegou a ser cotada como potencial nome para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, disse que a decisão foi tomada após ampla consulta a parlamentares, presidentes de diretórios estaduais e municipais, vereadores e membros do Diretório Nacional.

 

“Fizemos aquilo que sempre acreditamos, que antes de decidir, é preciso ouvir”, justificou a deputada, que confirmou sua candidatura para tentar seu terceiro mandato consecutivo como deputada federal.

 

“Foi justamente por isso que depois de ouvir o partido de Norte a Sul, de construir essa decisão de forma coletiva, que o Podemos definiu permanecer neutro na disputa presidencial”, completou a presidente.

 

A decisão do Podemos se soma à que foi tomada por outros partidos do chamado centrão, que também anunciaram que seguirão neutros na disputa presidencial. Partidos como Republicanos, PP e União Brasil recusaram convites do senador Flávio Bolsonaro para integrarem a sua chapa. 

 

Para a deputada Renata Abreu, a sua decisão se afirmaria como uma resposta ao ambiente de polarização política que, segundo ela, tem impedido o país de avançar em soluções concretas para problemas reais. 

 

“Essa posição representa milhões de brasileiros que não aguentam mais ver a divisão ocupar o lugar da união, ver o confronto ocupar o lugar do diálogo e ver a polarização ocupar o lugar de soluções”, disse. 

 

“Essas pessoas podem ter opiniões diferentes sobre política, mas elas compartilham a mesma expectativa. Elas querem que a política seja capaz de resolver problemas”, completou a presidente do Podemos.

 

Apesar das negativas, o candidato Flávio Bolsonaro disse nesta terça (4) que continuará insistindo com alguns partidos para fechar uma aliança no primeiro turno. Flávio disse que só vai definir quem será seu candidato ou candidata a vice no dia 15 de agosto, prazo final para o registro de candidaturas. 
 

Flávio Bolsonaro manifesta desejo de ter ex-presidente da Caixa como vice em sua chapa
Fotos: Reprodução / Redes Sociais via @flaviobolsonaro @oficialdanimarques

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (4) que gostaria de oficializar a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques (Republicanos), como candidata a vice-presidente em sua chapa. 

 

A declaração foi dada durante sabatina realizada pelo G4 em parceria com o portal O Antagonista, na zona sul de São Paulo. “Dani Marques é uma pessoa que eu gostaria muito que fosse minha vice, é a primeira vez que falo isso abertamente”, conta o candidato.

 

 “Obviamente que, nas nossas tratativas com o Republicanos, eu já deixei isso bastante claro, porque tem de ser uma pessoa que passe uma mensagem positiva, que agregue", complementa sobre as negociações entre o seu partido e Republicanos. 


Flávio Bolsonaro destacou ainda as qualidades técnicas e políticas da ex-presidente da Caixa: “Ela se encaixa em qualquer lugar, seja em mobilidade social, seja em economia, seja em relacionamento com o Congresso. Ela é uma pessoa que certamente vai estar do meu lado".

 

ARTICULAÇÕES ELEITORAIS
Apesar de o nome de Daniella Marques ser um dos mais cotados para compor a chapa do PL, o Republicanos, seu partido atual, declarou neutralidade em âmbito nacional para a disputa presidencial. O candidato ressaltou que tem até o dia 15 de agosto para oficializar o nome do vice, data em que se encerra o prazo para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Durante a sabatina, o candidato do PL fez críticas ao cenário político atual, afirmando que o Brasil não vive uma democracia plena, e defendeu que atuará pela aprovação de uma anistia ainda no período de transição de governo, caso vença o pleito de outubro.

 

“Alguém acha que a democracia está plena no nosso país? Alguém concorda que o que tá acontecendo na investigação do filho do [presidente] Lula, essa interferência da própria Polícia Federal, é normal?”, questiona Flávio. “Vocês veem que a democracia não é plena quando um ministro sozinho do Supremo Tribunal Federal travou a dosimetria.”

Na véspera do final do prazo das convenções partidárias, disputa presidencial já tem 12 candidatos definidos
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil, Agência Senado e redes sociais

Com a decisão do partido Mobiliza de não oficializar a candidatura do ex-deputado Cabo Daciolo, até esta terça-feira (4) são 12 os postulantes a presidente que tiveram os seus nomes chancelados nas convenções partidárias. A conta final de presidenciáveis ainda deve aumentar, já que o partido DC (Democracia Cristã) fará convenção nesta quarta (5) e lançará a advogada Clariana Barão como candidata. 

 

O DC fará sua convenção no último dia permitido pela Justiça Eleitoral para a realização dos encontros partidários. Caso se confirme a candidatura da matogrossense Clariana Barão, a disputa de 2026 terá 13 postulantes, dois a mais do que os 11 que se candidataram em 2022, e a mesma quantidade observada na eleição de 2018. 

 

Dos 12 nomes colocados para a disputa até o momento, apenas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na disputa de 2022. Ronaldo Caiado e Rui Costa Pimenta já foram candidatos a presidente em outras eleições, mas não participaram do último pleito.  

 

Confira abaixo quem são os 12 candidatos que tiveram seus nomes confirmados até esta terça (4):

 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): atual presidente, aos 80 anos tentará um quarto mandato. Teve seu nome oficializado no último fim de semana, em convenção nacional do PT. Terá como candidato a vice Geraldo Alckmin, do PSB, repetindo a chapa de 2022. 

 

Flávio Bolsonaro (PL): senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem 45 anos e foi deputado estadual por diversos mandatos. A sua candidatura foi oficializada em 25 de julho, mas até o momento, ainda não conseguiu definir quem será o vice-presidente na sua chapa. 

 

Ronaldo Caiado (PSD): aos 76 anos, o ex-governador de Goiás é o segundo mais velho na lista de candidatos, e tenta a eleição presidencial pela segunda vez desde 1989. Formou uma chapa ao lado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que foi oficializada em convenção nacional do partido no dia 26 de julho, na cidade de São Paulo.

 

Renan Santos (Missão): o ativista político de 42 anos, criador e presidente do Movimento Brasil Livre (MBL), é estreante na política. Junto com o deputado federal Kim Kataguiri e outros membros do MBL, fundou o Missão, o mais novo partido a receber registro do TSE. O vice de Renan é o militar da reserva Aroldo Medina, que teve o nome confirmado em um evento no último dia 1º de agosto, em São Paulo.

 

Romeu Zema (Novo): ex-governador de Minas Gerais por dois mandatos consecutivos, aos 61 anos de idade parte para sua primeira candidatura a presidente, que foi confirmada em convenção do partido realizada virtualmente no dia 27 de julho. Zema anunciou newsta terça (4) o nome do senador Eduardo Girão (CE) como seu candidato a vice. Girão também é do Novo.

 

Augusto Cury (Avante): Psiquiatra, professor e escritor no segmento de autoajuda, tem 61 anos e está estreando na política. Coloca a educação como sua bandeira principal. A candidatura foi homologada em evento nesta segunda (3), em São Paulo, com a presença do governador Tarcísio de Freitas. Cury ainda não definiu quem será o seu vice. 

 

Samara Martins (UP): dentista no SUS (Sistema Único de Saúde), Samara disputou as eleições de 2022 como vice de Léo Péricles, atual presidente da sigla. Para este ano, Samara, que tem 38 anos, é uma das únicas mulheres na disputa, e definiu a guarda-portuária Raquel Brício, do seu partido, como vice. A oficialização da candidatura foi realizada em São Paulo no dia 26 de julho.

 

Rui Costa Pimenta (PCO): jornalista, escritor e dirigente político, aos 68 anos, atua na militância de esquerda desde a década de 1970 e é presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), fundado em 1995. Ao longo de sua trajetória, participou de movimentos estudantis, sindicais e de organizações políticas voltadas ao socialismo. 

 

Leonardo Avalanche (PRTB): presidente do partido desde 2024, o político de 37 anos teve a candidatura confirmada durante convenção realizada em Goiânia, no dia 30 de julho. A policial militar veterana Tenente Dalma será sua candidata a vice, formando mais uma chapa pura.

 

Edmilson Dias (PCB): O professor e doutor em economia é o atual secretário-geral do PCB. O nome dele foi oficializado para a disputa presidencial em evento realizado em São Paulo no dia 1 de agosto. A vice dele será Cleusa Santos, também do Partido Comunista Brasileiro.

 

Hertz Dias (PSTU): professor da rede pública do Maranhão, o rapper e ativista do movimento negro, com 55 anos de idade,, terá a professora da rede pública de Belo Horizonte Vanessa Portugal como vice. A chapa foi confirmada em 31 de julho, em São Paulo.

 

Wilson Grassi (Democrata): veterinário e paulista, Wilson, de 56 anos, teve sua candidatura confirmada no último domingo (2), durante convenção nacional realizada no Rio de Janeiro. O partido ainda precisa definir o nome do vice. É a primeira vez que a sigla, fundada em 2008 como Partido da Mulher Brasileira, lança um nome próprio para concorrer a presidente.

 

O presidente Lula é o único candidato que, até o momento, conseguiu reunir outros partidos em sua coligação. Além do seu partido, o PT, Lula terá, na sua coligação, a presença do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), do Partido Verde (PV), do Partido Socialista Brasileiro (PSB), do Partido Democrático Trabalhista (PDT), do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e da Rede Sustentabilidade.

Presidente do Republicanos diz a Flávio Bolsonaro que maioria do partido apoia neutralidade na eleição presidencial
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O presidente do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira (SP), comunicou a campanha do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que a sigla vai manter a independência nas eleições. Segundo Pereira, uma votação interna resultou em 17 dos 27 diretórios estaduais que se manifestaram pela neutralidade.

 

O presidente da legenda se reuniu nesta segunda (3) com Flávio, com o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O encontro ocorreu em um escritório da campanha do senador, em Brasília.

 

Marcos Pereira informou que dos 27 diretórios estaduais, 17 se manifestaram pela neutralidade, nove pelo apoio a Flávio Bolsonaro e um pelo apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas sem identificar cada diretório. 

 

Flávio Bolsonaro participou, no final de semana, da convenção estadual do Republicanos em São Paulo, que oficializou a candidatura de Tarcísio de Freitas ao governo do estado. Durante o evento, o presidente estadual do Republicanos afirmou que o partido apoia Flávio Bolsonaro no estado, apesar de não haver uma aliança nacional com o candidato do PL.

 

O Republicanos realiza sua convenção nacional nesta terça (4). O evento a portas fechadas deve confirmar o que já foi informado pelo partido.

 

Com a resposta final, o Partido Liberal ainda não conseguiu nenhuma outra sigla para se coligar, a um dia do fim do prazo para novas convenções. Além do Republicanos, o PL já recebeu uma negativa da pela federação União Progressista, que também apostou na neutralidade. 

‘Flávio não entende do assunto’, afirma Caiado ao disputar eleitorado do agronegócio com rival do PL
Fotos: Reprodução / Youtube Canal My News / Mauricio Leiro (Bahia Notícias)

Em uma tentativa de conquistar mais espaço na disputa presidencial de 2026, o candidato do PSD ao Palácio do Planalto, Ronaldo Caiado, intensificou suas críticas ao seu oponente de direita, Flávio Bolsonaro (PL), na competição pela associação ao setor do agronegócio. 

 

Durante entrevista ao canal MyNews, o ex-governador de Goiás afirmou que o concorrente "não entende do assunto" e defendeu que sua própria trajetória política e atuação de décadas no setor rural lhe conferem autoridade para debater as demandas do campo.

 

Ao comentar a preferência que parcela do setor tem demonstrado pelo pré-candidato do PL, Caiado associou o fortalecimento do agronegócio ao avanço econômico e social em diversas regiões do país. Como exemplo de desenvolvimento impulsionado pela produção agrícola, o ex-governador citou os estados de Goiás e Mato Grosso.

 

Além da região de expansão da fronteira agrícola conhecida como Matopiba (fronteira entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), argumentando que essas localidades registram evolução nos indicadores de renda, educação e qualidade de vida.

 

Durante a sua visita na cidade de Luis Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, parte fundamental da expansão de Matopiba. O candidato e seus aliados do Partido Liberal (PL) falaram e se disseram abertos a ouvir as propostas do setor do agronegócio

Nexus/BTG: Lula lidera no 1° turno mas empata com Flávio e Caiado no 2°
Fotos: Agência Brasil e Agência Senado

A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (3), aponta para um cenário eleitoral competitivo no primeiro turno, com redução da distância entre os dois principais candidatos. No principal cenário estimulado, Lula (PT) registra 41% das intenções de voto, ficando empatado no limite da margem de erro com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que alcança 37%.

 

Os demais candidatos seguem em patamares de um dígito, com Ronaldo Caiado aparecendo com 5%, Renan Santos com 4% e Romeu Zema com 3%. Em relação à rodada anterior, Lula oscilou de 42% para 41%, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 33% para 37%, reduzindo a diferença entre ambos para quatro pontos percentuais, dentro da margem de erro. 

 

No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% de Flávio Bolsonaro. Em comparação com a rodada anterior, Lula oscilou de 47% para 46%, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 43% para 45%, reduzindo a vantagem do presidente para apenas um ponto percentual, diferença dentro da margem de erro da pesquisa. 

 

Brancos, nulos e os que não escolheriam nenhum dos nomes somam 8%, enquanto 2% dos eleitores não soube ou não respondeu. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

 

No cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), o atual presidente soma 46% das intenções, ante 42% do ex-governador. Os que disseram votar em branco, nulo e os que não escolheriam nenhum dos nomes somam 10%, enquanto 3% dos eleitores não soube ou não respondeu.

 

Foram ouvidos 2.002 eleitores, por telefone, entre os dias 31 de julho e 2 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento ouviu eleitores em todas as regiões do país está registrado no TSE sob o número BR-02874/2026.

 

FIDELIDADE DO ELEITORADO
O levantamento também indica aumento da consolidação das preferências eleitorais. Entre os entrevistados que escolheram um candidato no primeiro turno, 75% afirmam que sua decisão de voto já está tomada e não deve mudar até a eleição. Outros 23% dizem que ainda podem alterar sua escolha, enquanto 2% não souberam responder. Trata-se do maior índice de decisão consolidada registrado na série histórica da pesquisa.

 

A fidelidade do eleitorado permanece mais elevada entre os principais polos da disputa. Entre os eleitores de Lula no primeiro turno, 83% afirmam que seu voto já está definido, percentual que chega a 80% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro. 

 

Considerando os grupos ideologicamente mais identificados, 86% dos lulistas convictos e 85% dos bolsonaristas convictos afirmam que sua decisão de voto não deve mudar até a eleição, reforçando o elevado grau de polarização e de fidelidade eleitoral observado na disputa presidencial.

PP veta Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro e senador reage: "não desisto nunca"
Foto: Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira que respeita a decisão do Partido Progressista (PP) de vetar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como sua candidata a vice na disputa pela Presidência da República, mas disse que "não desiste nunca". A legenda decidiu, por maioria, ficar neutra na eleição federal, o que impede a senadora de compor a chapa.

 

"A nota deixou bem claro que o partido tinha por maioria decidido pela neutralidade. Óbvio que eu respeito, mas eu sou brasileiro e não desisto nunca. Então vamos continuar nas conversas com os demais partidos com quem já vínhamos conversando também, mas podem ter certeza que a gente vai ter a melhor chapa para poder oferecer à população brasileira", afirmou.

 

Instantes antes de o PP confirmar a neutralidade, Flávio ainda demonstrava otimismo e dizia que negociava para ter Tereza Cristina como vice. Minutos depois, o partido anunciou que ficaria de fora da disputa federal e que, por isso, a senadora não integraria a chapa do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Apesar da negativa, o senador elogiou Tereza Cristina, disse que ficou "honrado" por ela ter aceitado o convite e minimizou qualquer atrito com a sigla. "É o partido onde eu iniciei a minha carreira política, em que eu me sinto bastante em casa e me relaciono bem com seus presidentes. Até o dia 5 tudo pode acontecer. Independentemente de qualquer coisa, eu já quero aqui deixar o meu agradecimento ao Progressistas e ao União Brasil, porque as conversas continuam em vários estados do Brasil. Nós vamos estar juntos em diversos palanques, como aqui em São Paulo", disse.

 

A declaração foi dada após uma reunião de Flávio com 20 vereadores de São Paulo, organizada pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). O encontro reuniu parlamentares de PL, MDB, União Brasil, PP, Republicanos e Podemos, no comitê de campanha do senador, ao lado do Parque Ibirapuera. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também participou.

Nos EUA, Eduardo Bolsonaro chora ao falar sobre medo de prisão e ataca Kim Kataguiri
Foto: Reprodução / Redes sociais

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) chorou publicamente ao manifestar receio de ser preso e afirmar que a família Bolsonaro sofre perseguição política. As declarações foram dadas durante o lançamento de uma emissora na Flórida (EUA), onde o político reside desde o início de 2025, nesta quinta-feira (30). 

 

Em evento reuniu investigados pela Justiça brasileira, como o blogueiro Allan dos Santos e o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), Eduardo relembrou em seu discurso a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e citou o impacto pessoal das investigações.

 

 

"Você vai para uma viagem, chega em um local e não sabe se vai ser preso. A gente se pergunta por que está fazendo tudo isso, podendo deixar os moleques em casa sem ver o pai", declarou, com a voz embargada, antes de ser abraçado por Allan dos Santos.

 

Além do tom emotivo, o ex-parlamentar usou a palavra para criticar alas da própria direita. Eduardo direcionou ataques ao deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), que recentemente comentou sobre potenciais rumores envolvendo o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

"Estão destruindo uma família e os caras não estão nem aí, falando como se fosse a coisa mais natural do mundo, dando risada. Quando voltar ao Brasil, dá vontade de pegar de porrada esses moleques", afirmou.

 

Após o evento, a escalada de tom continuou nas redes sociais. Eduardo compartilhou uma publicação de Allan dos Santos com ofensas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticando as restrições impostas pela Justiça brasileira a canais e perfis investigados por atos antidemocráticos.

Lideranças do PP reafirmam neutralidade e negam indicar vice de Flávio
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ser indicada como vice do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, foi rejeitada pela maioria dos dirigentes estaduais do Progressistas.

 

Consultados sobre a aliança, líderes regionais reafirmaram ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), entre quarta-feira (29) e quinta-feira (30), a preferência pela neutralidade na disputa nacional.

 

Os caciques regionais, reforçaram que querem manter o PP independente, livre para firmar alianças tanto à direita quanto à esquerda, conforme as conveniências políticas de cada estado.

 

Em Pernambuco, na Paraíba e no Maranhão, por exemplo, o Progressistas busca alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já em estados como Paraná e São Paulo, a sigla segue ao lado do senador Flávio Bolsonaro.

Campanha de Flávio Bolsonaro troca comando da comunicação pela segunda vez e chama Duda Lima
Foto: Divulgação

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, anunciou nesta quinta-feira (30) a segunda troca no comando da comunicação desde o início da pré-campanha. O publicitário Duda Lima foi convidado para assumir a área no lugar de Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer, que deixam a equipe após pouco mais de um mês à frente da estratégia.

 

A primeira troca havia ocorrido em maio, quando o publicitário Marcello Lopes, o Marcellão, saiu da campanha. Na ocasião, ele afirmou que a decisão partiu dele próprio e que pretendia se dedicar à sua empresa. Fischer assumiu a função em meio à crise provocada pela divulgação da relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

 

Em comunicado divulgado nesta quinta, a equipe de Flávio agradeceu o trabalho de Oltramari e Fischer e afirmou que as contribuições dos dois foram, segundo a nota, "importantíssimas e valiosas" em uma etapa considerada estratégica da campanha. O texto ainda manifestou o desejo de que ambos "continuem colaborando para o aperfeiçoamento de nossa democracia, com toda a sua competência e profissionalismo". A mudança ocorre poucos dias depois da convenção do PL, marcada pela exibição de um vídeo produzido com inteligência artificial que simulava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Duda Lima, que passa a comandar a comunicação, é publicitário e marqueteiro político e atua há mais de duas décadas em campanhas eleitorais. Ligado ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ganhou projeção nacional ao comandar a propaganda da campanha de reeleição de Jair Bolsonaro, em 2022, e, dois anos depois, ao liderar a estratégia de comunicação da campanha vitoriosa de Ricardo Nunes (MDB) à Prefeitura de São Paulo.

 

O novo marqueteiro chegou a anunciar a aposentadoria em 2024, durante entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura. "Não assino mais campanha. Eu nunca me vi sendo marqueteiro, as coisas foram acontecendo, mas eu nunca me vi fazendo isso. É uma decisão minha, deu. Assinar campanha eu não vou assinar mais", afirmou na época.

Aliado de Flávio Bolsonaro chama jornalistas de "prostitutas" e diz que Miriam Leitão "não merece ser estuprada"
Foto: Reprodução Rede X

Associações que representam jornalistas e veículos de imprensa divulgaram notas nesta quinta-feira (29) em repúdio às declarações dadas pelo influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, em especial ataques misóginos dirigidos a Miriam Leitão. Durante uma live no Youtube na noite da última terça (28), Figueiredo, que é conselheiro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que jornalistas seriam “putas pagas” com recursos públicos de publicidade estatal e “prostitutas de alma”.

 

Ao longo da transmissão, o influenciador, que atua nos Estados Unidos junto a Eduardo Bolsonaro para que Donald Trump aplique sanções a autoridades brasileiras, sugeriu que veículos e jornalistas dependeriam de verbas de publicidade estatal para existir. Ele citou nominalmente empresas de comunicação como Globo, Folha de S.Paulo e Poder360, e afirmou que, sem esse financiamento, profissionais estariam fora do mercado.

 

Em uma outra fala, Paulo Figueiredo elogiou declaração do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando disse que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) não merecia ser estuprada por ser feia. O influenciador bolsonarista adaptou a declaração à jornalista Míriam Leitão, ao chamá-la de “Míriam Leitoa”.

 

“Não fossem esse dinheiro do governo Lula, elas estariam desempregadas, elas estariam catando lixo na rua, ou se prostituindo, algumas talvez tenham até aparência para se prostituir, outras não, não vou citar aqui nomes, mas tenho dificuldade de imaginar se, por exemplo, a Miriam Leitoa, caso não tivesse uma teta pra mamar na Globo, tenho dúvidas se haveria demanda caso se prostituísse. É mais uma que não merece ser estuprada, como todas as outras não merecem, mas essas talvez um pouco mais. Eu tenho desprezo por essas pessoas”, disse. 

 

Em nota, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) disse repudiar os ataques proferidos por Paulo Figueiredo contra jornalistas e veículos de comunicação. A associação destaca que as ofensas ultrapassam os limites da liberdade de expressão e configuram grave incitação ao ódio e à intimidade de jornalistas.

 

“As ofensas, que incluem insultos e a banalização da violência sexual contra uma profissional da imprensa, ultrapassam os limites da liberdade de expressão e configuram grave incitação ao ódio e à intimidação de jornalistas. É inadmissível que profissionais da comunicação sejam alvo de discursos que buscam constrangê-los, desqualificá-los e estimular a violência em razão do exercício de sua atividade. Ataques dessa natureza representam uma afronta à liberdade de imprensa, à dignidade da pessoa humana e ao direito da sociedade de receber informação livre, plural e independente”, diz a nota.

 

A entidade também manifestou solidariedade à jornalista Miriam Leitão e aos demais profissionais atingidos e disse esperar que as autoridades competentes adotem medidas cabíveis para a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. A Abert reafirmou ainda seu compromisso permanente com a defesa da liberdade de expressão, do livre exercício do jornalismo e da integridade de todos os profissionais da comunicação.

 

Outra entidade que se manifestou foi a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que igualmente repudiou as declarações de Paulo Figueiredo. Em nota, a Abraji destacou que há frases do influenciar que guardam alta similaridade com ofensas pelas quais Jair Bolsonaro foi condenado a pagar indenização por danos morais. 

 

“A escolha das falas indica que o objetivo da mensagem, além do ataque gratuito a jornalistas, é produzir engajamento e atenção”, afirma a entidade.

 

A Abraji também manifestou sua solidariedade com a jornalista Miriam Leitão e a todas as profissionais atingidas pelas declarações, e exigiu a responsabilização de Paulo Figueiredo nas instâncias cabíveis, considerando o uso de discurso de ódio e incitação à violência. 

 

“Aproveitamos o episódio para cobrar também o compromisso de toda a sociedade, e em especial daqueles que disputam mandatos públicos, com a proteção de jornalistas — sobretudo mulheres — contra ataques que buscam silenciar a cobertura crítica por meio da violência simbólica e da ameaça. Este não é um episódio isolado. Há anos, jornalistas mulheres são alvo de violência por seu trabalho na imprensa brasileira. Em junho, Figueiredo já havia atacado a jornalista Andréia Sadi, e a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou a Procuradoria-Geral da República contra ele por declarações misóginas anteriores”, coloca a entidade em sua nota. 

 

“Repudiamos veementemente qualquer tentativa de normalizar a violência de gênero como instrumento de intimidação contra a imprensa, e, em especial, nossas colegas jornalistas. Ataques digitais como esses contribuem para a estigmatização e descredibilização do trabalho jornalístico e servem de impulso para formas de violência ainda mais graves que têm se multiplicado no último período”, concluiu a Abraji no texto divulgado na noite desta quarta.

 

Além das entidades, deputadas federais também reagiram em suas redes sociais às declarações. Para as deputadas Maria do Rosário (PT-RS) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ), o conteúdo divulgado por Figueiredo incentiva o ódio contra as mulheres e reforça a necessidade de aprovação do PL da Misoginia.
 

Vereadora cotada como vice de Flávio Bolsonaro nega ter sido procurada; entenda
Fotos: Reprodução / Redes Sociais via @priscilacosta e @flaviobolsonaro

Priscila Costa, vereadora de Fortaleza e candidata à reeleição para a Câmara dos Deputados pelo PL do Ceará, afirmou nesta terça-feira (29) que não foi consultada pela cúpula do partido sobre a possibilidade de integrar a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) como vice.

 

A informação foi revelada pela coluna de Igor Gadelha do portal Metrópoles. Segundo o veículo, Priscila disse não ter tido, até o momento, qualquer conversa sobre o tema e garantiu estar inteiramente dedicada à sua campanha para deputada federal. "Fico feliz quando sou lembrada. Estou completamente focada na minha reeleição como deputada federal pelo Ceará. Esse tem sido meu único alvo, meu compromisso com o meu estado", revela a vereadora.

 

NOS BASTIDORES
O nome de Priscila passou a circular como possível vice de Flávio Bolsonaro depois que legendas do Centrão sinalizaram neutralidade na disputa presidencial. O PP comunicou ao presidente Lula que sua federação com o União Brasil não tomará partido na eleição, para preservar alianças regionais.

 

Nos bastidores, a eventual indicação de Priscila Costa é interpretada também como um aceno à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O gesto viria após Flávio publicar um vídeo pedindo desculpas à madrasta. O senador ainda mantém aberta outra frente para a vice-presidência. Há a possibilidade de convencer o Republicanos a indicar Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, para a posição. A sigla, no entanto, ainda debate se formalizará ou não uma aliança com o PL.

Atlas/Bloomberg: Lula aumenta vantagem e chega a 49,2% contra 42,9% de Flávio Bolsonaro no segundo turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil, Agência Senado e redes sociais

A mais nova rodada da pesquisa Atlas/Bloomberg sobre a disputa presidencial, divulgada nesta quarta-feira (29), mostrou um cenário de estabilidade, com os dois principais adversários oscilando pouco em relação ao levantamento anterior, de junho. Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oscilaram dentro da margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.

 

Na simulação de primeiro turno, o presidente Lula registrou 44,9% das intenções de voto, seguido de Flávio Bolsonaro com 35,8%. Na rodada anterior, o líder petista tinha 46,3% e o senador do PL, 36,6%. Confira abaixo o cenário de primeiro turno da Atlas/Bloomberg.

 

Lula (PT) - 44,9%
Flávio Bolsonaro (PL) - 35,8%
Renan Santos (Missão) - 7,8%
Ronaldo Caiado (PSD) - 3,1%
Romeu Zema (Novo) - 2,8%
Samara Martins (UP) - 2,1%
Augusto Cury (Avante) - 1,6%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,1%
Hertz Dias (PSTU) - 0,1%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0%
Edmilson Costa (PCB) - 0%
Brancos/nulos - 0,6%
Não sei - 1%

 

Também no cenário de segundo turno há estabilidade nos números em relação ao levantamento anterior da Atlas/Bloomberg. Nos números de julho, o presidente Lula alcançou 49,2% das intenções de voto contra 42,9% do senador Flávio Bolsonaro. A diferença é de 6,3% percentuais a favor do atual presidente.

 

Tanto Lula como Flávio oscilaram dentro da margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos. Na pesquisa Atlas/Bloomberg do mês passado, Lula tinha 48,8% contra 42,3% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

A pesquisa também indica vitória de Lula contra todos os outros candidatos testados em cenários de segundo turno. Confira abaixo as simulações de segundo turno:

 

Lula 49,2% x 42,9% Flávio Bolsonaro

Lula 48,2% x 38,9% Ronaldo Caiado

Lula 48,6% x 39,6% Romeu Zema

Lula 47,6% x 30,2% Renan Santos

Lula 48,8% x 42,5% Michelle Bolsonaro

 

A pesquisa Atlas/Bloomberg também questionou os brasileiros sobre quais políticos eles não votariam de jeito nenhum. O mais rejeitado é o senador Flávio Bolsonaro, com 52,9%. O presidente Lula é o segundo da lista, com 49,4%.

 

Na sequência, estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, com 42,6% de rejeição, Michelle Bolsonaro, com 39,2% e Renan Santos, citado por 38% dos entrevistados. A rejeição a Zema é de 37,7%, seguido de Caiado, com 33,3% e Fernando Haddad (PT), com 32,6%.

 

A Atlas/Bloomberg entrevistou 5.021 eleitores por meio de questionário aplicado pela internet entre os dias 22 e 27 de julho. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos e o nível de confiança, 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08602/2026.
 

Caiado critica Javier Milei por vir ao Brasil e "fazer um escândalo", mas também condena resposta do governo Lula
Foto: Reprodução Redes Sociais

Ao participar de uma sabatina organizada pelo jornal Correio Braziliense, nesta terça-feira (28), o pré-candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou declarações dadas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, durante a convenção nacional do PL, no último sábado (25). Caiado disse que Milei fez “um escândalo”. 

 

“O outro vem aqui e faz escândalo e de repente se acha no direito de xingar o presidente, xingar ministro, o outro acha no direito de vir aqui saber como é que vai auditar. Calma lá”, afirmou o ex-governador de Goiás.

 

Assim como condenou as falas proferidas por Milei, Ronaldo Caiado também fez críticas à reação da diplomacia brasileira ao comportamento do presidente argentino. Ao ser questionado sobre o tema, ele disse que, se eleito, irá “resgatar a liturgia do cargo”.

 

“Não se governa na esculhambação. A Presidência da República é um cargo que tem a importância de representar 215 milhões de brasileiros. Você não pode tratar deste assunto ridicularizando conversas, baixando o patamar da discussão”, colocou Caiado.

 

Outra crítica feita pelo pré-candidato à reação do governo Lula teve como alvo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que chamou Milei de “palhaço”. Ronaldo Caiado disse ainda que o Itamaraty perdeu autonomia durante os governos petistas, tendo se tornado um "braço ideológico" do partido.

 

"Quando você não tem um Itamaraty, quando você não tem uma diplomacia brasileira, aquilo que já foi o maior orgulho para nós, a chancelaria brasileira era algo que podia chegar em qualquer grande órgão mundial que ela era referência”, disse.

 

Em outro momento da sabatina ao Correio Braziliense, o pré-candidato afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentam “desviar a atenção” do eleitor ao priorizar disputas internacionais em vez de discutir os problemas do Brasil.

 

Para Caiado, os dois adversários que lideram as pesquisas de intenção de voto evitam apresentar propostas para temas considerados centrais para o país, recorrendo a embates externos para influenciar o debate eleitoral.

 

“O que eu acho importante é que as pessoas percebam o que Lula e Flávio querem fazer na eleição. Eles querem desviar o foco. Não querem discutir o Brasil porque não conhecem e não sabem. Não têm projeto para nenhum tema relevante do país”, criticou.

 

Na avaliação do ex-governador de Goiás, o crescimento de sua candidatura teria levado os dois grupos políticos a mudar a estratégia da campanha.
 

Ao contrário de 2022, em que Bolsonaro teve ampla vantagem sobre Lula no Sudeste, disputa agora é cabeça a cabeça
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Região do país que concentra a maior quantidade de eleitores aptos a votar em 2026 (66,3 milhões), o Sudeste tem uma das disputas mais acirradas entre os dois principais adversárioDisputa s para a presidência da República. As pesquisas mais recentes na região Sudeste revelam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputarão voto a voto os eleitores de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

 

No geral, pesquisas como a mais recente da BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (27), mostram um cenário em que o presidente Lula derrota o senador Flávio Bolsonaro por 45% contra 43% na região Sudeste. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o que coloca a situação em empate técnico.

 

Pesquisas de outros institutos revelam que Flávio Bolsonaro ganha em dois estados do Sudeste, Lula ganha em um deles e há empate em outro. Confira abaixo as simulações de segundo turno nos quatro estados da região Sudeste.

 

Minas Gerais

 

Lula 38% x 35% Flávio 

Pesquisa Quaest (28/7, registrada na no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09333/2026)

 

Rio de Janeiro

 

Flávio 32% x 30% Lula

Quaest (21-25/7, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-02671/2026.)

 

São Paulo

 

Lula 35% x 35% Flávio Bolsonaro

Datafolha (1º-3/7, pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número: SP-01703/2026)

 

Espírito Santo

 

Flávio 36% x 34% Lula

Real Time Big Data (20-21/7, pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº ES-04482/2026)

 

Os números das pesquisas revelam uma disputa neste ano bem mais apertada do que foi verificado na eleição de 2022. No segundo turno daquele ano, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) derrotou Lula em três dos quatro estados da região Sudeste, e por ampla margem de votos. 

 

Em 2022, Bolsonaro só perdeu para Lula em Minas Gerais. Veja abaixo como ficou o resultado final do segundo turno, em votos válidos, nos quatro estados do Sudeste:

 

São Paulo

 

Bolsonaro 55,24% x 44,76% Lula

 

Minas Gerais

 

Lula 50,20% x 49,80% Bolsonaro

 

Rio de Janeiro

 

Bolsonaro 56,53% x 43,47% Lula

 

Espírito Santo

 

Bolsonaro 58,04% x 41,96% 
 

Eleitores de Lula mencionam saúde como principal problema do país, enquanto bolsonaristas apontam a corrupção
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Assim como já havia sido verificado em levantamentos anteriores, a mais nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (27), confirma que a segurança pública e seus temas interligados, como a violência e a criminalidade, estão no topo das preocupações no dia a dia da sociedade brasileira.

 

Com entrevistas realizadas em todo o país, a pesquisa BTG/Nexus apurou que um total de 30% considera a segurança pública o maior dos problemas enfrentados pelos brasileiros nos dias atuais. Na pesquisa passada, divulgada em 13 de junho, o percentual de preocupação da sociedade em relação à segurança pública era de 29%.

 

Na segunda posição entre as preocupações dos brasileiros está a saúde pública, com 25% de menções dos entrevistados. Na terceira colocação está a corrupção, que foi citada por 22% dos brasileiros que responderam ao questionário da BTG/Nexus. 

 

Também aparecem entre as principais preocupações dos brasileiros a classe política (17%), a educação (15%), o desemprego (12%), entre outros. Os entrevistados podiam citar múltiplas respostas neste recorte da pesquisa.

 

Entre os eleitores que dizem que votarão em outubro no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a saúde pública aparece como principal preocupação (31%), com a segurança numericamente atrás (30%). Já entre os que defendem a eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a corrupção é vista como principal problema do país (33%), com a segurança pública em segundo lugar (30%). 

 

Os que dizem que pensam em votar em algum candidato a presidente que não seja Lula ou Flávio Bolsonaro colocam a segurança no topo das suas preocupações, com 29% das citações, e a saúde pública em segundo lugar, com 28%. 

 

Confira abaixo como ficou o ranking das principais preocupações dos eleitores brasileiros:

 

Segurança pública/criminalidade - 30%
Saúde pública - 25%
Corrupção - 22%
Classe política - 17%
Educação - 15%
Desemprego/Falta de trabalho - 12%
Inflação/custo de vida/preços altos - 11%
Desigualdade social/pobreza/miséria - 8%
Baixo crescimento da economia - 6%
Impostos/aumento de impostos - 6%
Fome/insegurança alimentar - 4%
Gastos públicos/gastos do governo - 4%
Taxa de juros/aumento das taxas de juros - 2%
Moradia/habitação - 1%
Saneamento básico - 1%
Outros - 9%
Nenhum - 1%
Não sabe/não respondeu - 8%

 

A pesquisa BTG/Nexus entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, residentes em todo o território nacional, de 24 a 26 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01489/2026.
 

Mais da metade dos brasileiros acredita Trump quer ajudar Flávio Bolsonaro com tarifaço, diz Datafolha 
Foto: Reprodução / Redes sociais / Ricardo Stuckert / Presidência da República

Cerca de 52% dos eleitores brasileiros acreditam que o tarifaço imposto pelo governo americano do presidente Donald Trump aos produtos brasileiros tem como objetivo ajudar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Isso é o que dizem os dados divulgados pela pesquisa Datafolha desta segunda-feira (27).

 

Ainda sobre o tema, outros 37% afirmam que a medida não busca favorecer o senador, enquanto 11% dizem não saber responder. A pesquisa também mostra que 63% dos entrevistados afirmam conhecer o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Desse total, 25% dizem estar bem informados sobre o assunto e 34% se declaram razoavelmente informados.

 

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa Datafolha está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026.

 

Em julho, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial. Dias depois, acrescentaram uma sobretaxa de 12,5% relacionada a alegações de abusos trabalhistas. A pesquisa questionou aos eleitores quem está correto ao atribuir a responsabilidade pela crise comercial.

 

Para 34%, Lula tem razão ao afirmar que a responsabilidade é de Flávio Bolsonaro. Já 26% concordam com o senador quando ele atribui a culpa ao governo brasileiro.Outros 24% consideram que nenhum dos dois está certo, enquanto 11% dizem que ambos têm razão. Mais 6% não souberam responder.

 

Ao serem questionados sobre quem é o principal responsável pela punição comercial imposta pelos Estados Unidos, 35% apontaram Lula. Outros 28% atribuíram a responsabilidade a Trump. Os irmãos Bolsonaro somaram 23% das respostas, sendo 13% para Flávio e 10% para Eduardo. Já 10% não souberam responder.

 

Segundo o levantamento, 74% dos brasileiros defendem que o país negocie uma solução para a crise comercial com os Estados Unidos. Outros 17% consideram que o governo brasileiro deveria retaliar os americanos na mesma proporção. Apenas 2% afirmam que o Brasil deveria aceitar as tarifas impostas por Washington.

 

A pesquisa também avaliou a atuação do governo Lula nas negociações. Para 51% dos entrevistados, o presidente fez menos do que poderia para tentar evitar o tarifaço. Já 29% avaliam que ele agiu corretamente e 12% dizem que Lula fez mais do que deveria. As informações são do G1. 

Durigan chama Milei de "palhaço" e descarta recessão no Brasil em 2027
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se referiu ao presidente argentino Javier Milei como "palhaço" em entrevista concedida nesta segunda-feira (27) e afirmou que a economia brasileira está em situação melhor do que a da Argentina. O ministro também afastou a possibilidade de recessão no Brasil em 2027.

 

As declarações foram feitas em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, em resposta à visita de Milei ao Brasil no fim de semana anterior. O presidente argentino esteve em São Paulo neste sábado (25) para participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República, cargo disputado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

"O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil e falou de Brasil, quando o risco país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta", declarou Durigan.

 

O ministro listou indicadores para sustentar a comparação favorável ao Brasil: mínimas históricas de desemprego e inflação, recordes na balança comercial, safra expressiva e queda no desmatamento. Segundo ele, o risco-país brasileiro é menor do que o argentino.

 

Ainda assim, Durigan reconheceu os problemas da economia doméstica. "Não estou dizendo que está tudo resolvido. Juros altos que afetam todo mundo; agricultores, família, empresas. Eu tenho que pagar juros altos para rolar a dívida, me incomoda muito", afirmou.

 

Para reduzir os juros, o ministro defendeu três frentes: corte de gastos obrigatórios, manutenção do arcabouço fiscal vigente, com possibilidade de endurecimento da norma, e modernização do Estado. Durigan também rejeitou prognósticos pessimistas sobre a trajetória da economia. "Não dá para entrar na onda dessas pessoas que dizem que vai virar apocalipse", disse.

 

Sobre o desempenho econômico esperado para o próximo ano, o ministro projetou crescimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027. Ele admitiu que há projeções mais conservadoras, de 1%, mas descartou o cenário de recessão. 

 

As falas do Ministro da Fazenda ocorreram após Milei fazer um discurso em espanhol de quase meia hora em São Paulo associando a corrida presidencial brasileira a uma "transformação política em curso" na América Latina, com países da região se alinhando à direita.

 

O presidente argentino também atacou figuras do campo político oposto. Chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de "lixo careca", por este ter negado pedido de visita a Jair Bolsonaro, e se referiu ao presidente Lula como "presidiário".

BTG-Nexus: Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula em rejeição entre presidenciáveis
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro lidera o índice de rejeição entre os candidatos à Presidência da República na disputa eleitoral de 2026. Segundo a 7ª rodada da pesquisa BTG-Nexus divulgada nesta segunda-feira (27), o candidato ao Governo Federal pelo Partido Liberal (PL)aparece com 50% na taxa de rejeição geral. 

 

O índice mostrou o percentual de eleitores que afirmam que não votariam de jeito nenhum no candidato. Na segunda colocação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece com 48% de rejeição, seguido por Cabo Daciolo com 38%, Romeu Zema: 32%, Ronaldo Caiado: 29%, Renan Santos: 27% e Augusto Cury: 26%

 

Já na taxa de rejeição líquida, que considera a rejeição apenas entre os eleitores que conhecem o candidato, as taxas foram:

  • Cabo Daciolo: 72%

  • Augusto Cury: 66%

  • Ronaldo Caiado: 55%

  • Renan Santos: 52%

  • Flávio Bolsonaro: 50%

  • Lula: 48%

  • Romeu Zema: 47%

PERFIL DE REJEIÇÃO

 A rejeição do presidente Lula é maior na região Sul (64%), entre evangélicos (62%), eleitores com ensino superior (57%) e com renda acima de 5 salários mínimos (58%). Já a de Flávio Bolsonaro apresenta maior rejeição no Nordeste (60%), entre as mulheres (58%), eleitores com ensino fundamental (59%) e renda de até 1 salário mínimo (63%).

 

Em um cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, 21% do total de eleitores votariam por rejeição. Entre os eleitores de Flávio, 32% votariam nele apenas para derrotar Lula; já entre os eleitores de Lula, 14% o escolheriam apenas para derrotar Flávio.

 

Entre os eleitores que dizem votar em alguém para evitar a vitória de outro, 64% querem evitar a vitória de Lula e 31% querem evitar a vitória de Flávio Bolsonaro. A pesquisa foi realizada por telefone entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. Foram entrevistados 2.004 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral pelo código BR-01489/2026. 

BTG/Nexus: Lula empata com Flávio Bolsonaro no 2° turno
Foto: Reprodução / Agência Brasil / Agência Senado

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatado numericamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. Em um possível 2° turno, o petista aparece com 47% as intenções de voto, enquanto o herdeiro de Jair Bolsonaro aparece com 43%.

 

Considerando a diferença de quatro pontos percentuais entre os dois nomes, os números não ultrapassam a margem de erro do levantamento, fixada em 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O resultado configura, portanto, um empate técnico entre o petista e seu principal rival na corrida presidencial.

 

A diferença de quatro pontos percentuais entre os dois nomes não ultrapassa a margem de erro do levantamento, fixada em 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O resultado configura, portanto, um empate técnico entre o petista e seu principal rival na corrida presidencial.

 

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. Foram entrevistados 2.004 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral pelo código BR-01489/2026. 

 

A BTG/Nexus perguntou: “Pensando em um possível 2º turno entre alguns candidatos, em quem você votaria para presidente da República se tivesse que escolher entre…”. Nos demais cenários testados, Lula também estaria empatado com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).

 

Contra Zema, Lula apresentou 46% das intemções de voto, frente a 42% do mineiro. No cenário com Caiado, o petista apresenta um resultado de 45% das respostas, frente a 43% do goiano. No caso de Renan Santos (Missão), Lula vence pela margem de 47% contra 39%. (Reportagem atualizada às 8h)

EUA planejam enviar funcionários para questionar eleições brasileiras, diz jornal
Foto: Joyce N. Boghosian / The Official White House

O governo dos Estados Unidos planeja enviar dois altos funcionários do Departamento de Estado a Brasília com a missão de questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro. A operação foi revelada pelo jornal The Washington Post nesta sexta-feira (24), com base em relatos de autoridades americanas que falaram sob condição de anonimato.

 

Conforme apurado pelo The Washington Post e repercutido pelo G1, a viagem está prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais brasileiras, marcadas para 4 de outubro. A delegação será composta por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado.

 

Samson é conhecido por percorrer países promovendo a pauta conservadora e cultivando laços com grupos de direita. A declaração ocorre dias após o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), ter feito ataques à integridade técnica das urnas eletrônicas durante um evento na presença de diplomatas. 

 

Na ocasião, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. 

 

A correlação estabelecida por Flávio foi desmentida em diversas notas técnicas do Tribunal Superior Eleitoral.

 

TENSÕES DIPLOMÁTICAS
O envio dos emissários representa um agravamento nas relações entre os dois países. The Washington Post aponta que o clima de atrito já envolve divergências em ao menos três frentes: o processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado; tarifas comerciais impostas pelos EUA a produtos brasileiros; e desentendimentos sobre os limites da liberdade de expressão.

 

A iniciativa também evidencia uma mudança no comportamento da diplomacia norte-americana. A postura contrasta com o papel exercido pelos EUA nas eleições brasileiras de 2022. Naquele período, o governo americano atuou para reforçar a estabilidade democrática e frear discursos golpistas, respaldando relatórios de inteligência que atestavam a ausência de fraudes no sistema de votação.

Com presença de Javier Milei, Flávio Bolsonaro oficializa candidatura à Presidência da República pelo PL
Foto: Reprodução / Redes sociais

O Partido Liberal (PL) lançou, neste sábado (25), a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República em convenção nacional realizada em São Paulo. O evento começou por volta das 11h e reuniu lideranças do partido e o presidente da Argentina, Javier Milei, entre os oradores previstos.

 

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não compareceu presencialmente, mas gravou um vídeo exibido durante o evento e foi homenageada com um totem instalado no espaço do PL Mulher. Entre os familiares presentes estava Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio e ex-esposa de Jair Bolsonaro, apresentada no palco durante a abertura.

 

Segundo o G1, a chegada do senador ao local gerou tumulto. Apoiadores se aglomeraram na entrada, e a equipe de segurança informou que o espaço havia atingido a capacidade máxima de 150 pessoas. 

 

 

A CHAPA
Flávio ainda não definiu o nome do vice nem fechou alianças com outras legendas. A data limite para essas decisões é 15 de agosto. O senador tem declarado preferência por uma mulher na vaga de vice, mas afirma que a definição depende das negociações de alianças, que também podem ampliar o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV. 

 

O PP e o União Brasil, reunidos em federação, e o Republicanos têm indicado preferência por neutralidade. Um acordo com o Republicanos poderia levar a economista Daniella Marques à chapa; ela foi presidente da Caixa no governo Bolsonaro e coordena o núcleo econômico da pré-campanha. 

 

No PP, a deputada federal Simone Marquetto, liderança católica de São Paulo, está entre os nomes cogitados. A senadora Tereza Cristina já descartou integrar a chapa.

 

Sem coligações, o PL, maior partido em número de deputados federais e senadores, pode lançar uma chapa "puro-sangue" com Flávio e um nome da própria legenda.

 

ELEIÇÕES 2026
Esta é a primeira candidatura presidencial de Flávio, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Advogado e empresário de 45 anos, senador eleito em 2018, ele acumula quatro mandatos como deputado estadual no Rio de Janeiro. Em 2016, disputou a prefeitura do Rio e terminou em quarto lugar. Em dezembro de 2025, Flávio anunciou que havia sido escolhido pelo pai como representante da família e herdeiro político. 

 

Flávio afirma que, se eleito, trabalhará pela anistia do pai, condenado a 27 anos de prisão por golpe de Estado. Em várias ocasiões, declarou que gostaria de receber a faixa presidencial das mãos de Jair Bolsonaro na cerimônia de posse.

 

Outros candidatos ainda realizarão suas convenções; Ronaldo Caiado (PSD) neste domingo (26), em São Paulo, com Gilberto Kassab de vice; Romeu Zema (Novo) na segunda-feira (27), em Brasília, sem vice definido; e Lula (PT) no dia 2 de agosto, em São Paulo, com Geraldo Alckmin como vice.

Pesquisa Datafolha indica que Lula lidera com 40% contra 32% de Flávio Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Lula Marques / Agência Brasil

O presidente Lula (PT) lidera a corrida eleitoral com 48% das intenções de voto no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que registra 43%, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (24) pelo jornal Folha de S. Paulo. No primeiro turno, o petista marca 40%, ante 32% do senador pelo Rio de Janeiro.

 

O levantamento, registrado sob o código BR-01166/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios entre quinta-feira (22) e sexta-feira (23). O resultado indica estabilidade em relação a junho e aponta baixo impacto nas intenções de voto das crises acumuladas na campanha do pré-candidato do PL.

 

Em votos válidos, critério utilizado no dia da eleição que exclui brancos e nulos, Lula totaliza 45% e Flávio, 36%. O instituto pondera que os 8% de brancos, nulos e nenhum registrados agora tendem a cair conforme o pleito se aproxima, o que exige cautela na leitura do dado.

 

EM NÚMEROS
O grupo de candidatos abaixo dos dois líderes está concentrado dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. As intenções de voto do primeiro turno para esse conjunto são:

  • Ronaldo Caiado (PSD): 4%;
  • Romeu Zema (Novo): 3%;
  • Renan Santos (Missão): 3%;
  • Augusto Cury (Avante): 2%;
  • Samara Martins (UP): 1%;
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%;
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 1%.
  • Heitor Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. Outros 3% se declararam indecisos.

 

Em confrontos diretos de segundo turno testados pelo Datafolha, Lula venceria Caiado por 47% a 40% e Zema por 48% a 40%. O quadro permanece estável em relação a junho.

CRISE E REJEIÇÃO
A consolidação de Flávio como principal adversário de Lula aparece também na pesquisa espontânea; 17% dos entrevistados citaram o senador como favorito, contra 30% que mencionaram o presidente. A má notícia para o pré-candidato do PL é que esse quadro não se alterou desde maio.

 

A estabilidade persiste, apesar de um mês marcado por turbulências na campanha de Flávio. A mais recente envolveu a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que divulgou, cerca de um mês atrás, um vídeo em que acusava o enteado de tê-la tratado mal e considerado dispensável. Ela deixou a chefia do PL Mulher e colocou em xeque sua candidatura a senadora pelo Distrito Federal.

 

A retratação de Flávio chegou nesta sexta-feira (23), e Michelle respondeu com um vídeo aceitando as desculpas. O efeito prático para a campanha, no entanto, ainda é incerto. O isolamento acumulado dificultou a montagem da chapa do senador, com aliados potenciais se recusando a integrá-la.

 

Entre as mulheres, que compõem 52% da amostra do Datafolha, 50% declaram preferência por Lula num eventual segundo turno, ante 40% que escolhem Flávio. A rejeição geral ao senador chega a 48% dos eleitores, um ponto acima dos 46% que rejeitam o petista. Os demais candidatos registram rejeição inferior a 13%.

 

Também pesaram no período a relação de Flávio com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e a abertura de investigação sobre recursos que Vorcaro destinou ao financiamento do filme "Dark Horse", produção sobre Jair Bolsonaro, preso por golpe de Estado. Além da foto do sicário, que abriu novas críticas à sua campanha. 

 

A volta das tarifas de Donald Trump contra o Brasil, prática associada ao clã Bolsonaro, também figurou no intervalo entre as duas pesquisas. Na aplicação anterior das medidas punitivas, a família trabalhou ativamente por elas; Lula respondeu com uma campanha pela soberania nacional que está sendo retomada como eixo da eleição.

 

Os pesquisadores foram a campo no dia seguinte ao discurso de Flávio a diplomatas estrangeiros, em que o senador divulgou informações falsas sobre as urnas eletrônicas, replicando conduta que rendeu ao pai a inelegibilidade antes da prisão.

 

Do ponto de vista socioeconômico, o petista mantém vantagem entre nordestinos (55% do grupo, que representa 28% da população), eleitores com menor escolaridade (51% entre os 30% da amostra nessa faixa), os mais pobres (47% entre os 50% entrevistados nessa faixa de renda) e católicos (46% entre os 49% que se declaram assim).

 

Flávio performa melhor na classe média, que ganha entre 2 e 5 salários mínimos (38% entre os 34% desse grupo), entre sulistas (41% dos 15% da amostra dessa região) e entre evangélicos (47% dos 25% que se identificam com essa denominação). A candidatura de Flávio Bolsonaro deve ser formalmente confirmada em convenção do PL neste domingo (25).

Contador do Careca do INSS prestava serviços também para escritório de Flávio Bolsonaro, afirma site
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Após a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu notas fiscais de seu escritório de advocacia a uma empresa que recebeu repasses do Banco Master, veio a público nesta sexta-feira (24) a informação de que o pré-candidato a presidente utiliza os serviços da mesma firma de contabilidade contratada pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. 

 

De acordo com a coluna da jornalista Andreza Matais, do site Metrópoles, no cabeçalho da nota fiscal emitida pelo escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, é possível visualizar a citação ao endereço de e-mail “[email protected]”. O domínio pertence à Voga Serviços Contábeis, empresa de Alexandre Caetano dos Reis contratada pelo Careca.

 

A colunista Andreza Matais afirma ainda que nos dados da Receita Federal, consta o nome de Letícia Caetano dos Reis como administradora do escritório de Flávio Bolsonaro. Letícia é irmã de Alexandre Caetano.

 

Segundo o relatório final da CPMI do INSS, Alexandre Caetano dos Reis era o responsável técnico pela Brasília Consultoria Empresarial S.A., a principal empresa do Careca.

 

“O contador Alexandre Caetano dos Reis exerce funções contábeis em empresas diretamente relacionadas ao núcleo empresarial de Antônio Carlos Camilo Antunes (o Careca do INSS)”, diz o relatório final da CPMI do INSS.

 

Durante o funcionamento da CPMI, parlamentares apresentaram requerimentos de convocação e de quebra de sigilo de Alexandre Caetano dos Reis. Foi o caso da deputada Bia Kicis (PL-DF), cotada para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. 

 

No seu requerimento, a deputada Bia Kicis pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal tanto de Alexandre Caetano dos Reis quanto da Voga Serviços Contábeis. A deputada do PL afirma no pedido que a Voga era responsável pela contabilidade terceirizada das empresas vinculadas ao “Careca do INSS”, principal investigado por comandar uma rede de desvio de recursos e lavagem de dinheiro envolvendo associações e entidades representativas de aposentados. 

 

Bia Kicis cita depoimentos à Polícia Federal sobre as movimentações que atingiam cerca de R$ 10 milhões mensais, cabendo à Voga a emissão e controle de notas fiscais e lançamentos financeiros das empresas ligadas ao “Careca”.

 

“Investigações conduzidas pela Polícia Federal, corroboradas por matérias publicadas em veículos de imprensa, indicam ainda que a Voga Serviços Contábeis manteve relações financeiras diretas com a empresa Prospect Consultoria Empresarial, identificada como uma das principais engrenagens utilizadas para movimentar recursos provenientes de descontos indevidos e repassar valores ilícitos a servidores do INSS”, diz o texto do requerimento de Bia Kicis.

 

“Esses elementos, em conjunto, configuram fortes indícios de interconexão entre a Voga Serviços Contábeis Sociedade Simples LTDA, operadores financeiros do esquema criminoso e pessoas politicamente expostas, justificando a adoção de medidas excepcionais de investigação patrimonial”, conclui a deputada do PL. O requerimento de Bia Kicis não chegou a ser votado pela CPMI.

 

Em dezembro passado, Alexandre Caetano dos Reis foi preso pela Polícia Federal (PF), por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além do “Careca do INSS”, Alexandre Caetano é contador de empresas do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

 

A relação de Flávio Bolsonaro com o escritório Voga foi citada ainda pelos parlamentares de oposição que apresentaram um relatório alternativo na CPMI. O relatório não colocado em votação pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (PSD-MG).

 

O documento da oposição pediu o indiciamento do senador do PL alegando o envolvimento dele com Letícia Caetano dos Reis, irmã de Alexandre Caetano e apresentada no texto como "administradora do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro".

 

De acordo com o deputado Rogério Correia (PT-MG), um dos autores do relatório alternativo, a base governista tentou aprofundar a investigação contra Flávio, mas não conseguiu vencer o bloqueio dos parlamentares de oposição.

Kim Kataguiri diz ter vídeo de Flávio Bolsonaro em festa de Vorcaro
Foto: Reprodução / Redes sociais

O deputado federal Kim Kataguiri (PSL) afirmou nesta quinta-feira (23) que existe um vídeo mostrando o senador Flávio Bolsonaro (PL) traindo a esposa em uma festa atribuída ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração foi feita durante participação no podcast Inteligência Ltda.

 

O conteúdo mencionado pelo deputado não foi divulgado publicamente. Até o momento, não há verificação independente sobre a existência ou a autenticidade do material.

 

 

Kim não apresentou a gravação nem revelou como obteve a informação. Segundo ele, o vídeo mostraria o senador com uma "autoridade da República". Ao ser questionado pelos apresentadores do podcast, o deputado disse não poder oferecer mais detalhes por temer um processo judicial.

 

"Tem o vídeo, que deve ser a próxima coisa que vai passar do Flávio Bolsonaro, se não uma das próximas, em que ele está traindo a mulher", declarou Kim Kataguiri.

 

OUTROS VÍDEOS?
A afirmação do deputado ocorreu depois do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, declarar que possui 12 minutos de imagens da chamada "Noite das Astronautas", festa também atribuída a Vorcaro e supostamente realizada em Trancoso, na Bahia.

 

Conforme o ex-governador, as imagens mostrariam deputados, senadores, governadores e políticos que defendem publicamente valores familiares. Ao ser questionado sobre Cláudio Castro, Garotinho afirmou que o ex-governador do Rio apareceria nas gravações.

 

O ex-governador disse não ter divulgado o material porque ele estaria sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar da repercussão, Garotinho declarou que Flávio Bolsonaro não aparece no vídeo que diz ter visto. 

Vídeo em que Michelle Bolsonaro aceita desculpas tem três vezes mais visualizações do que postagem de Flávio
Foto: Reprodução Redes Sociais

Publicado por volta das 19h desta quinta-feira (23), o vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em que diz aceitar as desculpas públicas de seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), atingiu cerca de 3,4 milhões de visualizações em apenas duas horas no perfil dela no Instagram. Além do vídeo, Michelle publicou uma foto em que ela e Flávio acenam do alto de um carro de som, e com a transcrição do texto do vídeo na legenda da postagem.

 

Já o vídeo do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro, postado por volta das 16h no Instagram com um pedido de desculpas à sua madrasta, atingiu às 21h desta quinta cerca de 840 mil visualizações. Na legenda do vídeo, Flávio Bolsonaro pede a “união da direita”, mas não faz citações a Michelle no texto da postagem. 

 

O vídeo da ex-primeira-dama também tem números muito superiores ao de Flávio Bolsonaro na quantidade de curtidas e comentários. Enquanto o pedido de desculpas de Flávio recebeu 129 mil curtidas e 18,3 mil comentários até as 21h, o vídeo de Michelle Bolsonaro desculpando o enteado teve 500 mil curtidas e 44,9 mil comentários no mesmo horário. 

 

No vídeo publicado no meio da tarde, o pré-candidato à Presidência pelo PL pediu desculpas à ex-primeira-dama e renovou o convite para que eles caminhem “juntos na missão de defender o Brasil”.

 

“O momento é difícil para todo mundo. Ninguém é perfeito, eu não sou perfeito e mais uma vez peço desculpas por alguns momentos que causaram desconforto. Como somos pessoas públicas, isso acaba sendo explorado pelos nossos opositores”, afirmou.

 

Já Michelle Bolsonaro, em resposta, afirmou que, depois de deixar o PL Mulher, decidiu se recolher e se afastar das articulações políticas. Ela disse ter assistido ao vídeo de Flávio Bolsonaro e recebido as palavras do senador “com muita paz”. 

 

“Todos nós cometemos erros, isso é humano. E o seu gesto de vir a público para pedir desculpas tem muito valor. Poucos homens teriam coragem de fazer isso”, declarou a ex-primeira-dama.

 

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que recentemente fez críticas à sua madrasta, não comentou o vídeo de desculpas do seu irmão. Na rede X, Eduardo postou um vídeo produzido com Inteligência Artificial que mostra a trajetória de Flávio e dos irmãos desde a infância, sem incluir Michelle. 

 

Eduardo diz ainda que “mais do que um vídeo, a história de Flávio Bolsonaro, o primogênito de Jair Bolsonaro, que está na hora certa e no lugar certo para fazer história”. 

 

Já o outro irmão de Flávio, Carlos Bolsonaro, não se pronunciou sobre o pedido de desculpas à Michelle. 
 

Michelle Bolsonaro aceita pedido de desculpas de Flávio e sinaliza reconciliação: “Pelo bem do povo”
Foto: Reprodução / Instagram @michellebolsonaro e @flaviobolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nesta quarta-feira (23) um vídeo em resposta ao pedido público de desculpas feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sinalizando uma reconciliação após o desgaste recente envolvendo integrantes da família Bolsonaro. 

 

Na gravação, Michelle afirmou que, depois de deixar o PL Mulher, decidiu se recolher e se afastar das articulações políticas. Ela disse ter assistido ao vídeo de Flávio e recebido as palavras do senador “com muita paz”. “Todos nós cometemos erros, isso é humano. E o seu gesto de vir a público para pedir desculpas tem muito valor. Poucos homens teriam coragem de fazer isso”, declarou a ex-primeira-dama.

 

A fundadora do movimento Imparáveis afirmou que o momento exige união em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro e de um projeto político comum. “O nosso propósito pelo bem do povo sempre foi maior do que desentendimentos. Por isso, aceito o seu pedido. Eu te desculpo. Vamos sentar, conversar, ajustar os detalhes e juntos reunir um grande exército de pessoas de bem para resgatarmos o nosso Brasil”, disse.

 

Ela também destacou que “há um Brasil esperando para ser reconstruído” e afirmou que todos podem unir forças por Jair Bolsonaro (PL) e por cada brasileiro.  Ao final da mensagem, Michelle agradeceu à vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e à senadora Damares Alves (Republicanos), afirmando que ambas se empenharam “dia e noite” para que o momento de reconciliação acontecesse.

 

ASSISTA:

 

O vídeo foi publicado após semanas de especulações sobre um possível racha dentro da família Bolsonaro. Em junho, Michelle havia afirmado ter sido “desrespeitada” por Flávio durante uma discussão sobre a estratégia do PL no Ceará, episódio que levou a um afastamento temporário da ex-primeira-dama das articulações políticas.

“Não sou perfeito": Flávio Bolsonaro faz pedido público de desculpas à Michelle
Foto: Reprodução / @flaviobolsonaro

Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL) usou seu perfil nas redes sociais nesta quinta-feira (23) para fazer um apelo à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ele pede desculpas a Michelle dizendo “reconhecer sua importância”, pedindo pelo apoio da ex-primeira-dama. 

 

“Eu não sou perfeito e mais uma vez peço desculpas por alguns momentos que causaram desconforto. Renovo o meu convite para caminharmos juntos”, declara

 

O pré-candidato também afirmou “reconhecer o grande trabalho” que Michelle fez no PL Mulher.

 

“Percorreu o Brasil inteiro por uma causa, valorizando e inspirando milhares de mulheres a ingressarem na vida pública.”

 

Segundo o pré-candidato, o momento atual exige união, por isso, "renova o pedido" para que ele e Michelle voltem a caminhar juntos em prol da "liderança do Brasil' e da "honra de Jair Messias Bolsonaro". 

 

Flávio conclui reforçando a necessidade de “consideração” à figura de Michelle: “Todo mundo sabe que hoje, até nós, os filhos estão proibidos de ver o próprio pai, o que aumenta ainda a importância dela. E ela precisa ser reconhecida e respeitada por isso”.

 

Sem mais respostas diretas até o momento, Michelle Bolsonaro apenas curtiu o vídeo nas redes sociais. Confira abaixo:

 

Flávio Bolsonaro enfrenta pressões em duas frentes: impasse em aliança com Republicanos e polêmica sobre notas fiscais
Fotos: Câmara dos Deputados / Agência Senado

O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atravessa um momento decisivo em sua campanha, lidando simultaneamente com o risco de isolamento político e a necessidade de se defender de polêmicas financeiras. Enquanto esbarra em duras negociações com o partido Republicanos para garantir tempo de TV e palanques estaduais, o parlamentar precisou ir a público justificar a emissão de notas fiscais milionárias de seu escritório de advocacia para empresas ligadas a um banqueiro investigado.

 

IMPASSE COM O REPUBLICANOS

A campanha de Flávio corre o risco de ficar isolada, o que o deixaria com menos tempo de televisão do que seu principal adversário, Lula (PT). Para evitar esse cenário, o PL busca o apoio do Republicanos, presidido pelo deputado federal Marcos Pereira. No entanto, Pereira condicionou a aliança nacional a um acordo nos estados de Mato Grosso e Roraima, governados pelo Republicanos, mas que atualmente enfrentam adversários do PL.

 

O Republicanos tem priorizado a eleição de seus oito pré-candidatos a governos estaduais e ameaça adotar a neutralidade na disputa presidencial (o apoio a Lula já está descartado). A sigla tem cacife eleitoral alto:

  • São Paulo: Tarcísio de Freitas é favorito à reeleição. Segundo Pereira, "Tarcísio hoje ajuda mais o Flávio do que o Flávio ao Tarcísio".

  • Minas Gerais: O partido aposta no senador Cleitinho, bem posicionado nas pesquisas, e avalia que Flávio também depende mais dele no estado do que o inverso.

  • A vice-presidência: A economista Daniella Marques, cotada para ser vice na chapa de Flávio, é filiada ao Republicanos, o que aumenta o peso da legenda nas negociações.

 

Pereira, que já apresentou pesquisas internas apontando o crescimento de Lula, negocia diretamente com o senador Rogério Marinho (PL-RN). A expectativa é que um acordo seja selado até as convenções partidárias no início de agosto (dia 1º em SP, com a presença de Flávio, e dia 4 no âmbito nacional).

 

NOTAS FISCAIS E CASO MASTER

Enquanto tenta costurar sua base política, Flávio precisou se defender, em vídeo publicado nas redes sociais na última quarta-feira (22/7), sobre a emissão de notas fiscais por seu escritório de advocacia para empresas ligadas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

 

 

Documentos revelaram que, em abril de 2025, o escritório de Flávio emitiu duas notas de R$ 500 mil cada para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., uma empresa de fachada suspeita de ser usada por Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões. Essas duas notas foram canceladas logo em seguida. No entanto, dois dias depois, uma terceira nota, também de R$ 500 mil, foi emitida para a Contábil Correa e não foi cancelada.

 

O senador negou irregularidades e classificou a relação como estritamente profissional: "Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios. Tudo certo. Relação completamente legal e privada. [...] Eu não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen. [...] [Então] cancelei duas notas fiscais", afirmou Flávio, criticando a imprensa por tentar "marginalizar a advocacia".

 

As duas empresas envolvidas estão intimamente ligadas: o contador Rogério Lourenço Novo é dono da Contábil Correa e atua como único diretor da Copenhagen, além de conselheiro em outra empresa da rede de Vorcaro. A Copenhagen, criada em novembro de 2024 com capital de apenas R$ 40, pertence a um fundo gerido pela Trustee DTVM, investigada pela Polícia Federal por ocultação de patrimônio do grupo do banqueiro.

 

As notas fiscais reforçam as conexões entre o presidenciável e o dono do Banco Master, que já havia financiado, anteriormente, um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro nega serviço a empresa de fachada de Vorcaro
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou, em vídeo publicado nesta quarta-feira (22), ter prestado serviços à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., empresa apontada como de fachada no esquema de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A negativa, porém, não esclareceu por que o escritório de advocacia do senador emitiu notas fiscais em nome da firma para um serviço que ele próprio afirma não ter aceito executar.

 

Segundo apuração do Jornal Metrópoles, o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu, em 7 de abril de 2025, duas notas fiscais no valor de R$ 500 mil cada em favor da Copenhagen. As duas foram canceladas na sequência. Dois dias depois, em 9 de abril, uma terceira nota fiscal de R$ 500 mil foi emitida pelo mesmo escritório, dessa vez para a Contábil Correa. O registro não apresenta cancelamento.

 

A Contábil Correa tem como único sócio Rogério Lourenço Novo, que também consta na Receita Federal como único diretor responsável pela Copenhagen e como membro efetivo do conselho fiscal da Ambipar, outra empresa ligada à teia de Vorcaro. A dupla presença de Novo nas duas firmas reforça a conexão entre as notas emitidas pelo escritório de Flávio e o mesmo núcleo societário.

 

Em vídeo publicado nas redes, o senador defendeu a legalidade de suas relações com outra empresa do mesmo universo. "Hoje o Metrópoles fez uma matéria criminosa querendo marginalizar a advocacia. Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios. Tudo certo. Relação completamente legal e privada", afirmou.

 

Sobre a Copenhagen especificamente, Flávio disse ter recusado o serviço. "Em outra oportunidade, eu não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen, que supostamente foi usada por Vorcaro para fazer pagamentos para algumas pessoas. Não foi o meu caso", declarou. "Eu não quis trabalhar para essa empresa. Então cancelei duas notas fiscais", complementou.

 

ESQUEMAS DE VORCARO
A Copenhagen foi criada em novembro de 2024 com capital social de R$ 40. Apesar disso, tornou-se uma das dez empresas que mais receberam repasses do Banco Master, movimentando R$ 58 milhões. No papel, a firma pertence ao fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM, gestora investigada pela Polícia Federal (PF) por movimentar e ocultar patrimônio do grupo de Daniel Vorcaro.

 

Os documentos analisados pelo Metrópoles indicam que os vínculos entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro superam o que já era conhecido no contexto da crise do Dark Horse. Antes das revelações sobre as notas fiscais, o que se sabia era que o senador havia obtido recursos do dono do Master para financiar um filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

STF autoriza que sejam investigados repasses de R$ 61 milhões de Vorcaro a filme "Dark Horse", sobre Bolsonaro
Foto: Reprodução Redes Sociais

Atendendo às manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (23) a abertura de inquérito e o início de uma investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

No início do mês de julho, o ministro havia enviado à PGR um pedido feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) para a investigação sobre eventuais irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse” por parte do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Em resposta a Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que há elementos suficientes para pedir a abertura formal de um inquérito que apure os repasses.

 

O pedido do deputado Lindbergh Farias ao STF foi feito após o site The Intercept Brasil revelar, no mês de maio, que Daniel Vorcaro repassou ao menos R$ 61 milhões para financiar o filme. A reportagem mostrou que Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, pediu dinheiro para o ex-banqueiro. 

 

A negociação inicialmente envolvia um valor maior, de R$ 134 milhões para financiar “Dark Horse”. Segundo Lindbergh, apesar de mensagens revelarem que Flávio pediu dinheiro para o filme, é preciso investigar para onde foram os recursos, quem os recebeu, quem os intermediou e se houve desvio de finalidade.

 

Na mesma linha, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pediu a abertura de investigação para apurar o envio de recursos de Daniel Vorcaro aos EUA sob a justificativa de financiar o filme.

 

O caso era inicialmente relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, mas o presidente do STF, Edson Fachin, no final do mês de junho, redistribuiu o pedido para que ele fosse conduzido por André Mendonça. O motivo é que Mendonça já relata outros inquéritos com relação ao “Dark Horse”.
 

Caso Lula e Flávio não compareçam, debate da Band pode ter apenas quatro candidatos; Saiba quem pode participar
Foto: Divulgação/Grupo Bandeirantes de Comunicação

O PT e a equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão envolvidos nos últimos dias em discussões internas sobre a participação do líder petista nos debates com outros candidatos. O primeiro debate televisivo com candidatos a presidente já está marcado para o dia 16 agosto, pela Band, e no momento as maiores chances são de que Lula não compareça. 

 

Para este primeiro debate já programado pelo Band, a ausência do presidente Lula não aconteceria por estratégia política para evitar ataques dos adversários. Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, dirigentes do PT alegam que no dia 16 de agosto acontecerá o primeiro ato oficial da campanha de reeleição de Lula, em um megaevento no estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. 

 

“Não há a menor condição de adiarmos esse evento. E também não há condição de o Lula ir a um debate à noite após passar o dia ali no estádio”, disse um dirigente petista ao colunista do Globo.   

 

Assim como o presidente Lula pode faltar a debates para evitar ataques dos demais candidatos, a equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também analisa a conveniência de marcar presença nesses encontros sem a participação do seu principal adversário. 

 

De acordo com o site da revista Veja, membros da campanha de Flávio Bolsonaro afirmam que ele garante presença nas mesmas ocasiões em que Lula comparecer, e a eventual ausência do presidente da República deixa incerta a ida do senador do PL aos debates.

 

Pessoas da campanha de Flávio ouvidos pela Veja avaliam que a presença dele nos debates só se justifica pelo embate direto com Lula. Sem a presença do presidente, Flávio Bolsonaro automaticamente se tornaria o principal alvo dos demais presidenciáveis.

 

Apesar dos temores das equipes de Lula e de Flávio Bolsonaro, as regras e o formato dos debates que estão sendo programados eliminam a maior parte dos atuais candidatos a presidente. A Band e as demais emissoras restringem a participação nos debates aos candidatos cujos partidos possuam representação mínima no Congresso Nacional. 

 

Da lista atual de postulantes à cadeira presidencial, apenas seis atendem aos requisitos das emissoras para participar dos debates: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). 

 

Os demais nomes pertencem a partidos que não possuem qualquer deputado federal em suas fileiras. São eles: Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Leonardo Avalanche (PRTB) e Joaquim Barbosa (DC). 

 

Dessa lista atual de 13 postulantes à presidência, apenas Renan Santos (Missão) já teve seu nome oficializado por seu partido. Os demais ainda terão que ter sua candidatura submetida à convenção nacional e alguns deles ainda podem desistir da candidatura. 
 

"Não vi Flávio Bolsonaro levantando essa bandeira", diz João Roma sobre tarifaço
Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias

O presidente do PL na Bahia, João Roma, presente na oficialização da chapa de ACM Neto (União) no centro de convenções de Salvador nesta quarta-feira (22) foi questionado pela imprensa a respeito da relação do candidato à presidência da república Flávio Bolsonaro (PL) com as últimas medidas do tarifaço dos EUA sobre o Brasil. 

 

Homologado candidato ao Senado pela Bahia na convenção, Roma foi pontual ao defender Flávio das alegações. Segundo ele, o senador não apenas não apoiou as medidas, como trabalhou para evitar que o aumento do tarifaço acontecesse.

 

“Eu não vi Flávio Bolsonaro levantando essa bandeira, pelo contrário, eu vi ele buscando que não ocorresse o tarifaço”, declarou.

 

João Roma aproveitou a oportunidade para direcionar críticas à oposição, afirmando que o governo dirigido pelo PT tem dado um "péssimo exemplo" ao se aliar com o que chamou de "contramão do mundo civilizado".

 

De acordo com o presidente do PL baiano, essa postura tem imposto ao Brasil graves dificuldades no comércio internacional.

Ronaldo Caiado ironiza atitude de Flávio Bolsonaro de falar sobre urnas eletrônicas com embaixadores
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Em postagem na sua conta na rede X, nesta quarta-feira (22), o pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado (PSD), ironizou o conteúdo da fala do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma reunião com embaixadores e representantes diplomáticos estrangeiros. Flávio citou uma informação falsa sobre as urnas eletrônicas brasileiras. 

 

“42 embaixadores numa sala. Dava para vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica”, escreveu Ronaldo Caiado em suas redes sociais. 

 

A citação às urnas se deu em uma palestra promovida pela consultoria Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, nesta terça (21), em Brasília. Flávio disse que os Estados Unidos denunciaram fraudes nas eleições da Venezuela e que as urnas utilizadas no país são da empresa Smartimatic, segundo ele, a mesma que fornece equipamentos à Justiça Eleitoral brasileira.

 

Estavam presentes no encontro membros do corpo diplomático de 42 países, como Estados Unidos, Israel, Reino Unido, África do Sul, Austrália, Paraguai, União Europeia e Alemanha, entre outros. O pré-candidato a presidente do PL disse que não estava questionando o sistema de votação brasileiro, mas pediu que os países mandem observadores para nossas eleições, e falou sobre suspeitas que envolvem a empresa venezuelana. 

 

“Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, é que tenha uma programação para alteração das votações nos Estados Unidos”, afirmou Flávio, acrescentando depois o dado equivocado: “Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”. 

 

Segundo esclarecimento antigo publicado na seção “Fato ou Boato” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras. Em 2017, quando a informação falsa começou a viralizar nas redes, o TSE publicou uma nota desmentindo a notícia. 

 

“As urnas eletrônicas brasileiras foram projetadas por técnicos a serviço da Justiça Eleitoral e são produzidas, sob a sua direta coordenação, por empresas selecionadas por meio de processos licitatórios públicos e de ampla concorrência”, diz a nota, que foi republicada no dia 8 de julho deste ano.
 

ACM Neto prega liberdade para aliados no plano nacional, mas reforça apoio a Ronaldo Caiado
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

Em discurso durante convenção no Centro de Convenções de Salvador, ACM Neto (União Brasil) reafirmou a estratégia de descentralizar o debate presidencial na Bahia para manter a unidade do seu grupo político. Ao comentar as alianças estaduais para a disputa ao Palácio de Ondina, o ex-prefeito destacou que os partidos coligados terão total liberdade para defender seus respectivos pré-candidatos à Presidência da República.

 

A declaração contempla legendas parceiras como o PL e o Novo, permitindo que sigam suas próprias diretrizes nacionais sem comprometer o palanque baiano. "A gente respeita a posição de cada um dos partidos que integram aqui na Bahia a nossa aliança. Cada um terá a liberdade para poder fazer a campanha para o seu pré-candidato à Presidência da República, o PL, o Novo", declarou ACM Neto.

 

LEALDADE A RONALDO CAIADO

No plano pessoal e partidário, no entanto, Neto deixou claro seu alinhamento com a pré-candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também do União Brasil. O político baiano justificou a escolha com base nos laços históricos e na trajetória compartilhada na legenda. "A minha relação histórica, antiga, de amizade fraterna, de muitos e muitos anos, com o pré-candidato a presidente, ex-governador Ronaldo Caiado. Por motivos óbvios e naturais, eu não teria como adotar outra posição", pontuou.

 

Ao finalizar, ACM Neto destacou que, a despeito das preferências nacionais de cada partido da coligação, o elemento central que une o grupo é o projeto local: "O que nos une e nos move é o propósito de mudar a Bahia."

PP e União decidem pela neutralidade e ficam de fora do palanque de Flávio Bolsonaro
Foto: Carlos Moura / Agência Senado

A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, decidiu pela neutralidade na disputa presidencial, portanto, não embarcará na campanha do pré-candidato do PL (Partido Liberal), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As informações são da CNN Brasil.

 

A definição saiu após uma reunião realizada na noite de terça-feira (21) pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), com dirigentes da legenda. A decisão deve ser formalizada pela federação nos próximos dias.

 

No encontro, integrantes do partido avaliaram que a maioria da federação defende neutralidade para preservar as escolhas individuais dos estados.

 

Para o PL, ainda há chances de negociação. Inclusive, por isso, o partido deixou a definição da vaga de vice para um segundo momento. O PL também negocia com o Republicanos, que sinaliza para uma posição imparcial na disputa.

 

Na prática, a orientação do PP e do União Brasil será para que cada estado tenha autonomia para definir seus palanques na eleição presidencial, ou seja: para decidir se vão apoiar Flávio, Lula ou qualquer outro candidato.

 

A decisão representa um revés para a estratégia de Flávio Bolsonaro de consolidar o apoio de partidos do centrão antes do início das convenções partidárias, em 20 de julho.

 

Flávio Bolsonaro espalha informações falsas sobre urnas eletrônicas em evento com diplomatas 
Foto: Divulgação/Raul Spinassé

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), fez ataques à integridade técnica das urnas eletrônicas. As declarações foram feitas durante um evento na presença de representantes de quase 50 países e organizações, nesta terça-feira (21). As acusações do senador são parte de uma narrativa já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Na reunião com diplomatas, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012.

 

 

"Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa. Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas são da mesma empresa", disse Flávio.

 

"Há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela, inclusive utilizando uma documentação do próprio serviço de inteligência americano, a CIA, apontando sobre a possibilidade de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação", afirmou o senador.

 

Segundo informações do g1, o evento em questão era o "Debatendo o Brasil", um projeto promovido pela Novo Selo Comunicação em parceria com o The Brazilian Report, veículo jornalístico em inglês voltado à cobertura do Brasil para o público internacional.

 

Durante sua fala, Flávio afirmou que não estava questionando o sistema de votação brasileiro, mas pediu para os países enviarem uma quantidade maior de observadores eleitorais.

 

"Então o pedido que eu faço a todos aqui, não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e como o Brasil pode dar ter eleições mais seguras e transparentes", afirmou.

 

NOTÍCIAS DESMENTIDAS 
A correlação das urnas utilizadas nas eleições brasileiras e a empresa venezuelana Smartmatic já foi desmentida pelo TSE em uma nota oficial publicada 2020 e atualizada em 8 de julho de 2026.

 

"São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país", diz a nota do TSE.

 

"Dessa forma, o TSE reitera que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos. A empresa atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras", complementa o TSE.

 

Assim como não fornece os aparelhos, o TSE também já desmentiu que a empresa Smartmatic tivesse acesso ao programa que roda nas urnas e afirmou que o software é desenvolvido e gerido apenas pela Justiça Eleitoral.

 

"O sistema eletrônico de votação do país utiliza meios próprios e criptografados de comunicação e transmissão de dados, não tendo nenhum contato com redes públicas, como a internet. Em mais de 20 anos de trajetória, o sistema foi reiteradamente testado e comprovadamente isento de quaisquer formas de manipulação, de fraude na totalização de votos ou de quebra do sigilo do voto", afirmou o tribunal em outra nota, divulgada em 2022.  

 

Após a repercussão do caso, a campanha do candidato soltou uma nota em que afirma que "não é verdade que o pré-candidato Flávio Bolsonaro tenha questionado a integridade do sistema de votações no Brasil".

 

O texto ainda diz que Flávio teria se limitado apenas a relatar o que causou a inelegibilidade do pai e o relatório da CIA. As informações são do g1.

Aliados de Flávio Bolsonaro temem recado de publicitário alvo da Operação Compliance Zero
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Nos últimos dias, aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) passaram a acompanhar os movimentos de Thiago Miranda, publicitário que foi alvo da 10ª fase da Operação Compliance Zero por sua ligação com Daniel Vorcaro.

 

Segundo informações do jornal O Globo, chegou ao grupo do presidenciável o recado de que Miranda tem sinalizado que, se cair, não irá sozinho e levará autoridades do meio político. Aliados de Flávio temem que o senador seja o destinatário da mensagem do publicitário.

 

Foi Thiago Miranda quem intermediou a negociação que levou Daniel Vorcaro a aportar R$ 62 milhões no filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro. Ele também chegou a intermediar uma reunião do banqueiro com Flávio Bolsonaro no fim de 2024, encontro que acabou não ocorrendo.

 

O publicitário foi alvo de buscas da Polícia Federal em outra ação envolvendo Vorcaro. Ele é apontado por investigadores como articulador do chamado "Projeto DV", iniciativa que, segundo a corporação, contratava influenciadores digitais para publicar conteúdos favoráveis ao Master e críticos ao Banco Central após a liquidação da instituição.

"Imatura": Eduardo Bolsonaro critica Michelle por expor conflitos familiares
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

 

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) chamou de  "imatura" a decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de divulgar um vídeo com críticas ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista ao portal Metrópoles nesta terça-feira (21), Eduardo afirmou que a madrasta "jamais" deveria ter tornado público o conflito e defendeu que divergências familiares sejam resolvidas internamente.

 

“Essas disputas internas infelizmente vieram a público. Acho que demonstra até uma imaturidade. Foi uma imaturidade da Michelle. Ela jamais poderia ter feito aquele vídeo. Esses assuntos eu não vou mais comentar para não dar pano pra manga. É internamente que a gente resolve esse tipo de coisa.”, disse.

 

No vídeo publicado há cerca de um mês, Michelle disse ter sido maltratada pelo enteado mais velho. Ao expor publicamente uma disputa interna do bolsonarismo, provocou desgaste para a pré-campanha presidencial do senador.

 

A crise teve início durante as negociações em torno da candidatura do PL ao Senado no Ceará. Michelle defendia a vereadora Priscila Costa (PL-CE), uma de suas principais aliadas e vice-presidente nacional do PL Mulher, enquanto Flávio conduziu as articulações que resultaram no apoio do partido à candidatura de Alcides Fernandes (PL-CE), pai do deputado federal André Fernandes (PL-CE).

 

Inconformada com o desfecho das negociações, Michelle publicou um vídeo acusando aliados de Flávio de trabalharem para retirar Priscila da disputa e questionou diretamente a condução política do enteado.

 

Dias depois, a ex-primeira-dama anunciou sua saída da presidência do PL Mulher. Embora justificando a decisão pela necessidade de dedicar mais tempo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar, e à filha Laura, aliados dos dois lados reconhecem que a crise acelerou seu afastamento do comando do segmento feminino do partido e aprofundou o racha dentro do bolsonarismo.

 

Na entrevista, Eduardo também buscou minimizar os impactos políticos do episódio sobre a candidatura presidencial de Flávio. Segundo ele, a principal oscilação enfrentada pelo senador ocorreu em razão do caso envolvendo o filme Dark Horse e o banqueiro Daniel Vorcaro, e não por causa do embate com Michelle.

 

“O Flávio já se recupera daquela oscilação que ele teve para baixo com relação ao Dark Horse, não com relação à Michelle. E eu acho que vamos chegar com cada vez mais gente apoiando o Flávio.”, afirmou.

 

O deputado também declarou que a candidatura do irmão vem atraindo legendas de centro e disse acreditar que o campo da direita chegará mais unido à disputa eleitoral, embora tanto a federação União-PP e o Republicanos, principais legendas do centro, não tenham embarcado na candidatura: “Acho que todo mundo tem esperança que essa eleição seja mais à direita. Inclusive os partidos de centro têm se aproximado de Flávio Bolsonaro”.

 

As declarações de Eduardo ocorrem em meio aos esforços do PL para reduzir a temperatura da crise. Depois da crise, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, fez um apelo público por unidade ao afirmar que a direita precisa "se entender melhor" para vencer as eleições e pediu "paciência" aos aliados diante das divergências internas.

 

Também nos últimos dias, a campanha de Flávio passou a orientar o senador a evitar referências públicas ao conflito. Em agenda realizada no Ceará, estado onde teve início o racha, aliados recomendaram que o presidenciável concentrasse seus discursos em temas como segurança pública, economia e propostas voltadas ao eleitorado feminino, deixando a disputa com Michelle fora dos holofotes.

Lula lidera no Nordeste e entre mulheres, já Flávio ganha no Sul e em meio aos homens; Confira pesquisa Big Data
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a disputa de 2026 por conta de ter mais apoio entre as mulheres, em meio aos eleitores da região Nordeste, junto aos que se denominam católicos, além de ser o preferido dos que têm 60 anos ou mais e de quem ganha até dois salários mínimos. 

 

Já o principal opositor de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), lidera entre os homens, em meio aos eleitores da região Sul, junto aos que se denominam evangélicos, além de ser o preferido dos brasileiros situados na faixa etária entre 16 e 34 anos e de quem ganha mais do que cinco salários mínimos.

 

Esses são alguns dos resultados da simulação de primeiro turno realizada pelo Instituto Real Time Big Data, em sua mais recente pesquisa sobre a disputa presidencial de 2026. A nova pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (21). 

 

O cenário único de primeiro turno da pesquisa Big Data apresentou o presidente Lula com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 33%. Logo depois aparecem Renan Santos (Missão) com 9%; Ronaldo Caiado (PSD) com 7%; Romeu Zema (Novo) com 2%; Augusto Cury (Avante) com 1%; e Joaquim Barbosa (DC) com 1%. 

 

Separando os números dos dois principais oponentes, Lula e Flávio Bolsonaro, temos a seguinte segmentação de voto, de acordo com respostas de eleitores por gênero, idade, renda, religião e região: 

 

Gênero

 

Homens 

Flávio 38% x 35% Lula

Mulheres

Lula 44% x 29% Flávio

 

Idade

 

16 a 34 anos

Flávio 36% x 34% Lula

35 a 59 anos

Lula 38% x 36% Flávio

60 anos ou mais

Lula 51% x 24% Flávio

 

Renda

 

Até dois salários mínimos

Lula 49% x 27% Flávio

De dois a cinco salários mínimos

Flávio 38% x 34% Lula

Mais que cinco salários mínimos

Flávio 39% x 28% Flávio

 

Religião

 

Católico

Lula 44% x 29% Flávio

Evangélico

Flávio 41% x 33% Lula

Outras / Sem religião

Lula 40% x 32% Flávio

 

Região

 

Nordeste 

Lula 54% x 22% Flávio

Norte

Lula 36% x 36% Flávio

Centro-Oeste 

Flávio 33% x 32% Lula

Sudeste 

Lula 37% x 37% Flávio

Sul 

Flávio 41% x 27%

 

O levantamento do Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 18 e 20 de julho, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-05864/2026.
 

Pesquisa Real Time Big Data aponta Lula com 40% das intenções de voto; Flávio Bolsonaro soma 33%
Foto: Agência Brasil

Um levantamento divulgado pelo Real Time Big Data nesta terça-feira (21) apontou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de votos do primeiro turno com 40% no cenário estimulado. Conforme a pesquisa acessada pelo Bahia Notícias, o senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve 33% dos votos. Renan Santos (Missão) registrou 9% de intenções de voto e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO), apareceu com 7%. Em seguida está o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), que atinge 2%.

 

O escritor Augusto Cury (Avante) e o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa (DC) aparecem numericamente empatados com 1% cada. Já os eleitores que afirmam votar em branco ou nulo somam 3%, enquanto outros 3% estavam indecisos. Os candidatos Cabo Daciolo (Mobiliza), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias(PSTU), somados, pontuaram 1% e foram classificados como "Outros".

No cenário espontâneo os dados da pesquisa foram: Lula (PT) - 34%, Flávio Bolsonaro (PL): 26%, Renan Santos (Missão): 3%, Ronaldo Caiado (PSD): 2%, Jair Bolsonaro: 1% e Michelle Bolsonaro: 1%. Outros: 2%, Nulo/Branco: 12% r Não Sabe/Não Respondeu: 19%

Fotos: Divulgação Real Big Data 

 

SEGUNDO TURNO

A pesquisa também trouxe dados relacionados ao segundo turno. Neste contexto, Lula aparece com 45% contra 42% de Flávio Bolsonaro. Em uma possível disputa com o ex-governador de Goiás, o petista obteve 43% de intenções de voto contra 44% de Caiado. 

 

Já contra o ex-gestor de Minas Gerais, o atual presidente tem 44% dos votos e Zema com 38%. Lula venceria ainda uma disputa de segundo turno contra Renan Santos, sendo 44% dos votos contra 35%. 

 

O levantamento do Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 18 e 20 de julho, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

 

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-05864/2026.

 

 

Semana terá diversas pesquisas sobre disputa presidencial e visão dos brasileiros a respeito do tarifaço
Foto: Montagem com imagens Agência Brasil, Agência Senado e redes sociais

Alguns institutos de pesquisa do país devem divulgar nesta semana novos levantamentos sobre a disputa presidencial de 2026. Pelo menos três pesquisas serão divulgadas já a partir desta terça-feira (21). 

 

A primeira delas será apresentada pela Big Time Real Data. O instituto realizou uma simulação de primeiro turno e outras de segundo turno com os nomes dos melhores colocados nas pesquisas. 

 

Na simulação de primeiro turno, uma lista com 13 candidatos foi apresentada aos entrevistados, dispostos em ordem alfabética: Cabo Daciolo (Mobiliza); Edmilson Costa (PCB); Escritor Augusto Cury (Avante); Flávio Bolsonaro (PL); Hertz Dias (PSTU); Joaquim Barbosa (DC); Leonardo Avalanche (PRTB); Lula (PT); Renan Santos (Missão); Romeu Zema (Novo); Ronaldo Caiado (PSD); Rui Costa Pimenta (PCO); e Samara Martins (UP). 

 

Já na quarta (22), será a vez de o Instituto Gerp apresentar os resultados de sua 23ª pesquisa sobre a corrida presidencial. Além de apurar a opinião espontânea dos entrevistados, o instituto fez questionamentos sobre cenários de primeiro e segundo turno, rejeição aos atuais candidatos, opinião a respeito do governo federal e dos problemas do país. 

 

No mesmo dia, o Instituto Datafolha envia seus pesquisadores a campo para medir as intenções de voto na eleição à presidência, além de questionar os brasileiros de todas as regiões a respeito de diversos temas. O resultado da pesquisa Datafolha deve ser divulgado na sexta (24). 

 

O questionário do Datafolha inicia querendo saber se o entrevistado já escolheu candidato a presidente e em quem ele pretende votar. A resposta será espontânea, sem a apresentação de uma lista com nomes.

 

Logo depois, os entrevistados escolhem seu candidato a partir de uma relação com nomes de doze candidatos. Diferentemente dos outros dois institutos, o Datafolha não incluiu o nome do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa. 

 

Além de também buscar saber a opinião dos entrevistados sobre o grau de rejeição a cada um desses doze nomes, o Datafolha traça alguns cenários de disputa de segundo turno: Lula versus Flávio Bolsonaro, Lula versus Caiado e Lula versus Zema.

 

A pesquisa também vai aferir a aprovação do governo Lula; sobre como o brasileiro vê a economia (se vai melhorar ou piorar); qual é o maior problema do Brasil hoje; e seis perguntas sobre o tarifaço.

 

O levantamento do Datafolha incluiu ainda perguntas para captar os efeitos do tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump nas candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro. Outro tema que o instituto vai medir diz respeito ao impacto do vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com críticas a seu enteado, Flávio Bolsonaro.
 

Jerônimo critica Trump e acusa Flávio Bolsonaro de estimular tarifa contra o Brasil
Foto: Flickr / Jerônimo Rodrigues

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) criticou neste sábado (18) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o anúncio de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, e acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de atuar politicamente para estimular a medida. Segundo o petista, a taxação tem motivação política e coloca em risco empregos e setores estratégicos da economia nacional.

 

Durante declaração pública, Jerônimo afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que a taxação não fosse aplicada, argumentando que o comércio entre os dois países também beneficia exportadores norte-americanos. O governador disse ainda que Lula só deverá se pronunciar oficialmente após a manifestação de Trump.

 

“O Brasil não vai baixar a cabeça”, afirmou Jerônimo, ao acusar integrantes da família Bolsonaro de incentivarem a medida nos Estados Unidos. “É muito grave ver um político brasileiro torcer contra o próprio país. A família de Flávio Bolsonaro e do ex-presidente Jair Bolsonaro está pedindo aos Estados Unidos para nos punir”, declarou.

 

O governador avaliou que a sobretaxa é desproporcional e pode afetar setores como frutas, pescados e mineração, com impacto direto na geração de empregos. Ele também disse acreditar que o governo federal buscará alternativas em conjunto com representantes da indústria, da agricultura e dos trabalhadores para enfrentar os efeitos da medida.

Gleisi Hoffmann critica declarações de Flávio Bolsonaro sobre a Lei Maria da Penha
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / Agência Senado

A liderança do governo Gleisi Hoffmann (PT) manifestou-se na noite deste sábado (18) em oposição a declarações recentes do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Durante um evento partidário realizado mais cedo, o parlamentar fluminense declarou que a Lei Maria da Penha é "um pedaço de papel" e afirmou que a legislação "não vai defender as mulheres".

 

Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Gleisi classificou o posicionamento do senador como "ignorante" e defendeu a relevância da norma no enfrentamento à violência doméstica e familiar no país.

 

"Como é ignorante esse Flávio Bolsonaro. Disse que a Lei Maria da Penha é um pedaço de papel e que ele, sim, vai ter programa efetivo", escreveu a deputada petista.

Flávio Bolsonaro defende eleição de senadores favoráveis ao impeachment de Moraes do STF
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que as eleições para o Senado Federal devem resultar na escolha de nomes favoráveis ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada pelo filho de Jair Bolsonaro neste sábado (18) durante o lançamento da pré-candidatura de Maguinha Malta ao Senado Federal, no Espírito Santo. 

 

No evento, também foram oficializadas as pré-candidaturas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados. Em seu discurso, o pré-candidato à Presidência da República destacou: "Não vou abaixar a cabeça para tirano". As informações são do Estadão.

 

Ele voltou a criticar a decisão do magistrado em proibir provisoriamente visitas ao ex-presidente, Jair Bolsonaro. A decisão também torna inviável a visita do presidente argentino Javier Milei, que a defesa de Bolsonaro pediu para que ocorra no próximo sábado, dia 25. A prisão domiciliar do ex-presidente brasileiro está mantida.

 

Em seu discurso, o pré-candidato à Presidência da República voltou a focar na pauta de segurança pública. Disse, por exemplo, que os Policiais Federais "voltarão" a ter autonomia e serão "valorizados" a partir de 2027. Ele também repetiu promessa de criar 500 mil novas vagas em presídios se ganhar a eleição

 

Na pauta econômica, Flávio Bolsonaro falou em redução de impostos para empreendedores, segurança jurídica e também citou que haverá a redução de impostos sobre folha de pagamento de trabalhadores.

Alexandre de Moraes proíbe visita de Javier Milei a Jair Bolsonaro; Flávio chama decisão de "covarde e cruel"
Foto: Eduardo Valente/PL

Em decisão nesta sábado, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, pudesse visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro no dia 25 de julho. O pedido havia sido feito pela defesa do ex-presidente. 

 

O ministro Alexandre de Moraes disse que o pedido estaria prejudicada em razão das medidas cautelares que proíbem Jair Bolsonaro de receber visitas com finalidade político-partidária por 30 dias. A decisão que proibiu as visitas ao ex-presidente foi tomada na noite desta sexta (17).

 

“Julgo prejudicado o pedido, uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensão pelo prazo de 30 (trinta) dias”, escreveu o ministro do STF na decisão. 

 

Com base em entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), Moraes ampliou as restrições impostas a Jair Bolsonaro, proibindo o recebimento de visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026. O ministro também determinou que o ex-presidente não divulgue manifestos de conteúdo político, nem mesmo por intermédio de terceiros.

 

No pedido dos advogados de Bolsonaro ao STF, além da autorização para o presidente argentino Javier Milei, foi requisitada autorização de visita também para uma comitiva formada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirino, a secretária-geral da presidência, Karina Milei, e o intérprete Enrique Luis de Boero Baby. 

 

Javier Milei já havia informado na semana passada que virá ao Brasil no dia 25 de julho para participar da convenção nacional do PL que vai confirmar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, que será realizada em São Paulo. O presidente argentino queria aproveitar sua vinda ao Brasil para também visitar Jair Bolsonaro. 

 

Na noite desta sexta (17), o senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou o ministro Alexandre de Moraes pela decisão que suspende visitas “político-eleitorais” a Jair Bolsonaro em sua prisão domiciliar, até as eleições, em outubro.

 

“Mais uma decisão ilegal, desproporcional, covarde e cruel. O Bolsonaro foi enterrado vivo, só com a cabeça para fora da terra, e está tomando chute na cara de Moraes. O medo de que Bolsonaro, ou um Bolsonaro, volte à Presidência do Brasil, tirou completamente a sua condição de ser juiz”, disse o pré-candidato a presidente, em vídeo divulgado em suas redes sociais.
 

Antes de decisão de Moraes que proibiu visitas, Javier Milei havia pedido para ter encontro com Jair Bolsonaro
Foto: Reprodução Redes Sociais

Na tarde desta sexta-feira (17), a defesa de Jair Bolsonaro ingressou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que fosse liberada a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, à casa do ex-presidente brasileiro. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em sua residência no bairro Jardim Botânico, em Brasília. 

 

O pedido foi feito antes da decisão tomada nesta sexta pelo ministro Alexandre de Moraes de proibir visitas a Jair Bolsonaro tanto de seu filho, Flávio, quanto de qualquer outro político, até o final das eleições. Segundo a decisão de Moraes, apenas advogados, médicos e fisioterapeutas poderão ingressar na residência do ex-presidente. 

 

Os advogados de Jair Bolsonaro informaram ao STF que Javier Milei estará no Brasil no dia 25 de julho, e gostaria de poder visitar o ex-presidente. No pedido ao STF, foi pedida autorização ainda para uma comitiva de Milei, formada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirino, a secretária-geral da presidência, Karina Milei, e o intérprete Enrique Luis de Boero Baby.

 

O presidente argentino Javier Milei já havia informado na semana passada que virá ao Brasil no dia 25 de julho para participar da convenção nacional do PL que vai confirmar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro. A convenção será realizada em São Paulo. 

 

Como em sua decisão o ministro Alexandre de Moraes proibiu visitas a Jair Bolsonaro “com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026”, o pedido feito pelo presidente da Argentina deve ser negado pelo STF.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Essa semana foi difícil separar quem é fã de quem é hater. Mas pra quem estiver com ódio, pode fazer que nem a música e deitar na BR... Aliás, você sabe que a polêmica envolvendo Victor do Jornal foi boa quando ela vem com trilha sonora. O evento do Molusco deixou claro quem manda na Comunicação do grupo, e também quem dá as cartas com o próprio Molusco. Por isso, nem o Cacique se fez de rogado. Mas às vezes é preciso vestir o personagem - ou pelo menos a dentadura. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jerônimo Rodrigues

Jerônimo Rodrigues
Foto: Reprodução / Tv Aratu

"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".


Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.

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