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Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência

O desafio pode fazer bem. O risco está na pressão sem recuperação — e isso vale para qualquer pessoa que trabalhe sob grande exigência depois dos 80.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

flavio bolsonaro

Flávio Bolsonaro recorre contra apreensão de passaportes e pede impedimento de Moraes em julgar seus processos no STF
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições presidenciais, apresentou recurso contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega dos passaportes do parlamentar. Os advogados também pediram que o magistrado seja declarado impedido ou suspeito de conduzir a investigação.

 

A decisão foi proferida no domingo (25) e estabeleceu, além da entrega dos documentos, a proibição de contato entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. Moraes também determinou o cancelamento de todos os passaportes brasileiros do senador, incluindo o diplomático.

 

Apesar da determinação, Flávio, a esposa e as filhas do casal viajaram para os Estados Unidos e chegaram ao país na quarta-feira (28). O senador não entregou os documentos à Polícia Federal (PF), descumprindo a ordem judicial.

 

No recurso, a defesa também solicitou que o caso seja retirado da relatoria de Alexandre de Moraes e redistribuído ao ministro André Mendonça. Os advogados argumentam que os fatos investigados, relacionados a uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro e à possível prática de organização criminosa, também são objeto de apuração no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e está sob relatoria de Mendonça.

 

A investigação que envolve Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz apura uma possível estrutura de lavagem de dinheiro relacionada a empresas do advogado e casas de apostas. O procedimento teve início na primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Sul, onde também eram investigados possíveis crimes de evasão de divisas. O caso foi encaminhado ao STF após o nome do senador aparecer nas apurações da Polícia Federal (PF).

 

 

Os advogados também pediram que Alexandre de Moraes seja declarado impedido ou, alternativamente, suspeito para atuar no caso. A defesa sustenta que existem vínculos entre a empresa Fraction 024, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o próprio magistrado.

 

Segundo os advogados, esses vínculos, que classificam como objetivos, documentados e públicos, comprometeriam a atuação de Moraes na investigação. Flávio Bolsonaro também é investigado em outro inquérito que apura possíveis irregularidades no financiamento da produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ex-capitão da PM baiana espalhou informações falsas para despistar fuga de Flávio Bolsonaro
Foto: Câmara Municipal de Salvador

O ex-capitão da Polícia Militar da Bahia André Porciúncula, aliado próximo da família Bolsonaro, participou da disseminação de informações falsas à imprensa durante a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil rumo aos Estados Unidos, após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições.

 

A estratégia teria sido articulada pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro para ocultar o verdadeiro trajeto do irmão, que deixou o país em descumprimento a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi publicada inicialmente pela jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, e reafirmada nesta segunda-feira (2) em reportagem da Folha de S.Paulo.

 

Na tarde da última terça-feira (27), Porciúncula informou a jornalistas que Flávio já estava em um voo com destino a Miami, nos Estados Unidos. Horas depois, voltou a procurar profissionais da imprensa para assegurar que a aeronave havia pousado em território americano e que o senador já estava reunido com Eduardo e outros familiares.

 

As informações, entretanto, não correspondiam à realidade. Naquele momento, Flávio ainda estava no Brasil, seguindo em direção à fronteira com a Argentina. Segundo a apuração de Bela Megale, as versões divulgadas pelo ex-capitão haviam sido repassadas a ele pelo próprio Eduardo Bolsonaro, que coordenava a estratégia para confundir jornalistas e dificultar o acompanhamento do deslocamento do senador.

 

A operação também envolveu outras versões sobre o trajeto utilizado. Aliados de Eduardo chegaram a sustentar que Flávio havia seguido por uma rota pela Venezuela, quando, na realidade, deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina.

 

A participação de Porciúncula chama atenção pela proximidade que mantém há anos com o núcleo mais próximo da família Bolsonaro, especialmente com Eduardo, de quem se tornou um dos principais aliados políticos.


TRAJETO ATÉ OS ESTADOS UNIDOS
Enquanto Porciúncula informava que Flávio já havia chegado aos Estados Unidos, o senador seguia em direção a Foz do Iguaçu, no Paraná. Segundo informações das autoridades migratórias argentinas, ele atravessou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga o município brasileiro a Puerto Iguazú, às 22h50 da terça-feira (27). O parlamentar estava acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas do casal.

 

Para ingressar na Argentina, Flávio utilizou um passaporte italiano. De lá, embarcou em uma aeronave particular que fez escala em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para Miami, onde chegou na manhã de quarta-feira (28).

 

A saída do país ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar que o senador entregasse seus passaportes e ficasse impedido de deixar o território nacional. Flávio descumpriu a decisão judicial, e a Polícia Federal passou a investigar as circunstâncias da viagem.

 

As informações falsas foram divulgadas justamente no período em que as autoridades brasileiras tentavam identificar a localização do parlamentar. Apesar da investigação sobre a saída do país, não há confirmação pública de que Porciúncula tenha sido formalmente acusado de participação criminosa na operação.


QUEM É ANDRÉ PORCIÚNCULA
Nascido em Salvador, André Porciúncula Alay Esteves, de 41 anos, ingressou na Polícia Militar da Bahia em 2005 e chegou ao posto de capitão. Ganhou projeção nacional durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando passou a ocupar cargos na área cultural da administração federal.

 

Porciúncula integrou a equipe do então secretário especial de Cultura, Mário Frias, e assumiu a Secretaria Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, responsável pela gestão de recursos da Lei Rouanet.

 

Sua passagem pela pasta foi marcada por embates com representantes do setor artístico e pela defesa de mudanças na política federal de financiamento cultural. Em 2022, chegou a defender a utilização de recursos da Lei Rouanet para produções de conteúdo favorável ao armamento civil. No fim daquele ano, foi nomeado secretário especial de Cultura, função que exerceu nos últimos dias do governo Bolsonaro.

 

A atuação na administração federal consolidou sua proximidade com a família do ex-presidente, especialmente com Eduardo Bolsonaro. Os dois também mantiveram relações empresariais nos Estados Unidos.

 

Em junho deste ano, Porciúncula foi transferido para a reserva remunerada proporcional da Polícia Militar da Bahia, após responder a procedimentos administrativos relacionados à ausência de retorno às atividades na corporação. O caso também chegou à Justiça Militar, onde tramita um processo que pode resultar na perda de seu posto.

 

Além da carreira militar e da passagem pelo governo federal, Porciúncula tentou ingressar na política partidária pelo PL. Em 2022, disputou uma vaga de deputado federal pela Bahia e recebeu 82.693 votos, mas não foi eleito.

 

Em 2024, concorreu ao cargo de vereador de Salvador. Na ocasião, obteve 2.758 votos, resultado insuficiente para conquistar uma cadeira na Câmara Municipal.


IMÓVEL NOS EUA E PATRIMÔNIO DECLARADO
A relação de Porciúncula com Eduardo Bolsonaro também ganhou destaque em reportagens sobre a aquisição de um imóvel nos Estados Unidos. Em maio deste ano, o jornal O Globo revelou que o ex-capitão havia adquirido uma residência no Texas, avaliada em aproximadamente R$ 3,8 milhões, por meio de um fundo administrado por um advogado de imigração ligado ao ex-deputado.

 

A aquisição chamou atenção pela diferença em relação ao patrimônio declarado por Porciúncula à Justiça Eleitoral. Na candidatura a vereador de Salvador, em 2024, ele informou possuir bens avaliados em R$ 164 mil.

 

Questionado sobre a origem dos recursos utilizados na compra do imóvel, o ex-capitão afirmou que a questão dizia respeito à sua vida pessoal e que, por não ocupar cargo público, não precisava prestar esclarecimentos.

Em nota, Flávio alega perseguição política: “Não me arrependo de nada”
Foto: Charles Vieira / Campanha de Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou, neste domingo (1º/11), uma nota oficial afirmando que não se arrepende de “absolutamente nada do que fiz”. No posicionamento, o parlamentar rebateu decisões judiciais recentes, justificou sua ida ao exterior declarando que não saiu do país, mas “pelo Brasil”.

 

Confira:



Em publicação no X, Flávio relembrou que foi alvo intimação da Polícia Federal após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse seus passaportes. “Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai (ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão”, escreveu.

 

Flávio está nos EUA desde quarta (28/10), quando fugiu do Brasil depois de ter sido derrotado nas eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o senador, ele está em um país onde pode manifestar “livremente sua opinião”.

 

“Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta”, afirmou.

Trump descarta encontro com Flávio mas afirma que senador pode ficar no país “quanto tempo quiser”
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

 

O presidente dos Estados Unidos,Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que não pretende se reunir com o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial brasileira. Em entrevista no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, Trump disse, porém, que o parlamentar pode permanecer no país "quanto tempo quiser".

 

Horas antes, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o governo dos Estados Unidos não participou diretamente da saída de Flávio do Brasil. Segundo ele, o senador já tinha visto e Trump autorizou sua entrada no país.

 

“Ele já dispunha de um visto, e o presidente [Trump] tomou a decisão de permitir sua entrada no país (...) O governo dos Estados Unidos não participou diretamente [da saída de Flávio do Brasil]”, explicou.  

 

Flávio deixou o Brasil na quarta-feira (28), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega de seus passaportes.

 

O senador viajou aos Estados Unidos passando pela Argentina e pelo Equador. Segundo os jornais The New York Times e The Wall Street Journal, o avião utilizado foi fretado por Jason Miller, assessor de Trump.

 

Desde que chegou aos Estados Unidos, Flávio afirmou, em uma carta, ser o verdadeiro líder do Brasil e disse ter deixado o país por ser vítima de perseguição.

Governo dos EUA evita apoiar pretensão de Flávio Bolsonaro de liderar o Brasil, aponta agência
Foto: Reprodução / X

O governo do presidente norte-americano Donald Trump não demonstra intenção de respaldar as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre assumir a liderança política do Brasil. A avaliação foi divulgada pela agência Reuters neste sábado (31), com base em informações de pessoas familiarizadas com as discussões na administração dos Estados Unidos.

 

De acordo com os relatos, autoridades americanas não pretendem assumir publicamente uma posição favorável ao parlamentar, apesar de terem contribuído para viabilizar sua entrada no território norte-americano. A preocupação seria evitar um novo desgaste diplomático com o governo brasileiro.

 

A movimentação de Flávio ocorre após sua derrota na disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Depois do resultado das urnas, o senador divulgou um documento no qual reivindicava o posto de “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Posteriormente, alterou o discurso e passou a se apresentar como “líder do Brasil”.

 

Ainda conforme a Reuters, a postura da Casa Branca não representa uma decisão definitiva de Trump, que poderia rever sua posição. No momento, entretanto, o presidente americano estaria pouco disposto a criar novos atritos nas relações entre os dois países.

 

O senador chegou a Miami na quarta-feira (28), depois de deixar o Brasil, e tem planos de seguir para Washington nos próximos dias. A viagem à capital americana teria como objetivo estabelecer conversas diretamente com representantes da administração Trump.

 

Em uma transmissão pelas redes sociais, Flávio afirmou que decidiu sair do país por temer novas providências judiciais contra ele. Depois da eleição, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a retenção dos documentos de viagem do parlamentar.

 

Na mesma transmissão, o senador também sinalizou que poderá voltar a disputar o comando do Executivo federal. Flávio mencionou a possibilidade de uma nova candidatura em um prazo inferior ao calendário eleitoral de 2030 e vinculou essa hipótese a uma eventual crise econômica durante o próximo governo Lula.

 

O parlamentar, contudo, não apresentou detalhes sobre como essa situação poderia resultar na convocação de uma nova eleição presidencial. “Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui pronto, inclusive, se for preciso, para disputar a Presidência da República de novo. (...) Eu não tô falando de 2030, não. Eu tô falando de antes disso”, alega.

Marco Rubio nega envolvimento dos EUA na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil
Foto: Divulgação

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado (31) que o governo americano não participou dos preparativos para a saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil. O parlamentar desembarcou em Miami na quarta-feira, após a derrota na eleição presidencial.

 

Durante coletiva de imprensa em Atlanta, Rubio disse que os Estados Unidos tinham conhecimento da chegada do senador e que o presidente Donald Trump autorizou sua entrada no país por ele possuir visto. “Não facilitamos nada. Ouvimos que ele chegaria nos Estados Unidos, ele tinha um visto, e o presidente Donald Trump decidiu permitir a entrada dele”, declarou.

 

O secretário também afirmou que o governo americano não teve participação direta nos arranjos feitos por Flávio para deixar o Brasil. Segundo Rubio, Trump havia indicado que o senador seria autorizado a entrar no país caso chegasse ao território americano.

Itamaraty convoca representante da Argentina por suposta ajuda na fuga de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, conhecido como Itamaraty, convocou nesta quinta-feira (29) a encarregada de negócios da Argentina em Brasília, María Emilia Cortés, para prestar esclarecimentos sobre a suposta participação do governo de Javier Milei na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do território argentino.

 

Flávio, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais do último domingo (25), deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos na madrugada de quarta-feira (28). Dois dias antes, o senador havia sido notificado do cancelamento de seus passaportes por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Segundo informações divulgadas pela imprensa argentina, Santiago Caputo, estrategista político e um dos principais aliados de Milei, esteve em Puerto Iguazú para auxiliar o senador durante a viagem. Relatos também apontam que o transporte de Flávio teria contado com o apoio de uma caminhonete com placa diplomática.

 

A convocação da representante argentina foi revelada pelo UOL e confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro à Folha de S.Paulo. De acordo com a publicação, o embaixador brasileiro na Argentina, João Marcelo Galvão de Queiroz, solicitou informações sobre a passagem do senador pelo país vizinho.

 

O episódio provocou repercussão política na Argentina. Após a divulgação de informações sobre a presença de um jatinho à espera de Flávio em Puerto Iguazú, diferentes versões sobre o deslocamento passaram a circular na imprensa local. Durante o dia, o governo argentino negou que o senador estivesse no país e evitou comentar detalhes da viagem.

 

A oposição argentina também passou a pressionar o governo Milei por explicações. Parlamentares apresentaram pedidos de esclarecimento, convocação de ministros e até uma denúncia penal contra o presidente, o chanceler Pablo Quirno, a ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, e o estrategista Santiago Caputo.

Voo de fuga de Flávio Bolsonaro foi pago por intermediário a partir dos EUA, diz dono do jato
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

O voo em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fugiu do Brasil foi contratado e pago por um intermediário do setor aeronáutico por meio de uma conta nos Estados Unidos, disse à agência AFP o dono da Baires Fly.

 

A empresa empresa opera o jato que levou o candidato derrotado na eleição presidencial e a família dele a Miami. "Fui contratado por um broker [um intermediário] que conheço há dez anos, que vende voos e mora nos Estados Unidos", afirma o empresário argentino Luis Grande.

 

Segundo ele, o operador, cuja identidade se recusou a revelar, teria transferido US$ 150 mil (R$ 800 mil) de uma conta em um banco americano. Grande diz não conhecer o verdadeiro contratante.

 

Os jornais The New York Times e The Wall Street Journal publicaram que o avião teria sido contratado por Jason Miller, assessor do presidente dos EUA, Donald Trump. A Casa Branca não se pronunciou.

 

A Baires Fly é citada em uma investigação sobre lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos de medicamentos e insumos médicos na Argentina. A suspeita do esquema de corrupção causou, em 2025, escândalo no governo do presidente argentino, Javier Milei.

 

Flávio cruzou a fronteira com a Argentina e, de lá, rumou para a cidade de Miami em um jato particular na madrugada de quarta-feira (28). A fuga ocorreu depois que o parlamentar, alvo de dois inquéritos por lavagem de dinheiro, foi proibido de sair do país e teve seus passaportes cancelados por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal).

 

O filho de Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente condenado e preso por tramar um golpe de Estado, não reconheceu sua derrota nas urnas para o presidente Lula (PT). Ainda no domingo (25), o ex-postulante do PL discursou criticando a prorrogação do horário de votação —pedido que sua campanha também fez ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

 

Depois de ser intimado pela Polícia Federal na segunda-feira (26), afirmou que nunca pensou em sair do Brasil, que entregaria os passaportes e que pediria a cassação da chapa vencedora. Na quarta-feira (28), já em Miami, divulgou várias versões de uma carta golpista em que disse que lideraria a oposição a partir dos EUA.

 

Grande, da Baires Fly, disse que o intermediário havia solicitado o voo para segunda (26) e depois o adiou para a tarde de terça-feira (27). Flávio, a esposa e as duas filhas partiram à 0h22 de quarta, do aeroporto argentino de Puerto Iguazú, na fronteira com o Brasil, após passarem pelo controle migratório por terra, segundo autoridades argentinas.

 

Ainda não se sabe como o postulante derrotado, que usou um passaporte italiano para cruzar a fronteira, se deslocou de Brasília até a fronteira no Paraná.

 

Trump evitou responder se reconhece a vitória de Lula. Na quinta-feira (29), o mandatário americano repetiu acusações, sem apresentar provas, de que as eleições teriam sido fraudadas e chamou o pleito de "vergonha".

 

O presidente Lula decidiu não se envolver no enredo político da fuga de Flávio Bolsonaro. A avaliação é de que uma intervenção seria despropositada, porque Flávio estaria se desgastando com a história e, por isso, não haveria sentido em arriscar uma crise diplomática com Trump por causa do adversário político.

Prefeitura de Conceição do Jacuípe nega exonerações por motivação política após eleições
Foto: Reprodução

 

A Prefeitura de Conceição do Jacuípe respondeu às acusações de que a prefeita Tânia Yoshida (PSD) teria promovido exonerações de servidores municipais que não votaram no senador Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições presidenciais no último domingo (25). Em nota enviada ao Bahia Notícias, a gestão nega a prática de retaliações partidárias no quadro de colaboradores da gestão.

 

Segundo informações do Bahia Notícias, publicadas nesta quinta-feira (29), uma ex-servidora municipal, que preferiu não se identificar, informou que a prefeita teria convocado uma série de funcionários para conversar em particular, induzindo-os a votar em Flávio Bolsonaro no segundo turno, já que, para a edil, "seria o melhor para o Conceição do jacuípe e para sua chapa". 

 

A funcionária demitida não hesitou em declarar apoio a Lula à prefeita, que encarou a desavença ideológica como uma afronta e afirmou que ela estaria demitida. Sobre o caso, a Prefeitura destaca que “a exoneração mencionada na reportagem foi um episódio pontual, decorrente de uma ocorrência de desrespeito à autoridade da gestora municipal, sem qualquer relação com a preferência eleitoral da ex-servidora”, diz a nota. 

 

O texto ressalta ainda que a prefeita possui histórico de alinhamento com lideranças do PT, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Rui Costa, o que demonstraria a inconsistência das alegações de perseguição a apoiadores da legenda.

 

“A própria prefeita é eleitora do presidente Lula e do ex-governador Rui Costa, circunstância que evidencia a inconsistência da narrativa de perseguição a servidores por apoio a lideranças petistas”, escreveu a Prefeitura de Conceição do Jacuípe.

 

A gestão municipal diz que declarações veiculadas por radialistas da região sobre o caso refletem apenas opiniões pessoais dos profissionais e não contam com autorização para representar o posicionamento ou a orientação da chefia do Executivo. 

 

A prefeitura reafirmou o compromisso com a liberdade de convicção política no ambiente público e destacou que a conduta da administração se pauta pelo respeito à pluralidade democrática.

 

“A prefeita Tânia Yoshida não persegue pessoas por suas convicções políticas. Respeita a liberdade de escolha de cada cidadão e exige, no exercício da administração pública, o mesmo respeito que sempre dispensou aos seus colaboradores.”, conclui a nota. 

 

Confira o posicionamento na íntegra:

"NOTA DE ESCLARECIMENTO 

Prefeitura Municipal de Conceição do Jacuípe 

A Prefeitura Municipal de Conceição do Jacuípe vem a público esclarecer que não procede a acusação de que a prefeita Tânia Yoshida tenha promovido exonerações de servidores por motivação ou perseguição político-partidária, conforme divulgado pelo portal Bahia Notícias nesta quinta-feira (29). A exoneração mencionada na reportagem foi um episódio pontual, decorrente de uma ocorrência de desrespeito à autoridade da gestora municipal, sem qualquer relação com a preferência eleitoral da ex-servidora. Tânia Yoshida tem sua trajetória pública marcada pelo compromisso social, pelo respeito às pessoas e pela defesa da dignidade humana. Reconhecida por sua atuação humanista, jamais condicionou o exercício de funções públicas à orientação política ou ao voto de seus colaboradores. A própria prefeita é eleitora do presidente Lula e do ex-governador Rui Costa, circunstância que evidencia a inconsistência da narrativa de perseguição a servidores por apoio a lideranças petistas. Quanto às manifestações atribuídas a radialistas da região, a Prefeitura esclarece que tais declarações expressam exclusivamente as opiniões e concepções de seus autores, não representando, em nenhuma hipótese, o pensamento da prefeita Tânia Yoshida, tampouco sua conduta republicana. A gestora não autorizou qualquer pessoa a falar em seu nome ou a emitir julgamentos políticos como se fossem manifestações de sua vontade ou orientação. A administração municipal reafirma que divergências políticas são próprias da democracia e não constituem motivo para retaliações no âmbito da gestão pública. A prefeita Tânia Yoshida não persegue pessoas por suas convicções políticas. Respeita a liberdade de escolha de cada cidadão e exige, no exercício da administração pública, o mesmo respeito que sempre dispensou aos seus colaboradores."

João Santana recusa convite para comandar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução / TV Cultura

O marqueteiro baiano João Santana foi convidado para assumir a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, mas recusou o convite. A informação foi publicada pelo jornalista Gustavo Maia, no blog de Lauro Jardim, do jornal O Globo, nesta quinta-feira (29).

 

Segundo a publicação, o contato ocorreu antes do início oficial do período eleitoral, depois que Paulo Vasconcelos, nome preferido de Flávio para comandar a campanha, informou que não poderia aceitar o trabalho por já ter se comprometido com o então governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

 

Um representante do senador procurou Mônica Moura, mulher e sócia de João Santana, para apresentar o convite. Após alguns dias, ela informou que o marqueteiro havia decidido trabalhar em apenas uma campanha nas eleições de 2026: a de ACM Neto (União), candidato ao Governo da Bahia.

 

Posteriormente, Santana também aceitou comandar a campanha de Ciro Gomes ao Governo do Ceará. De acordo com o jornal, integrantes do entorno de Flávio interpretaram a recusa como uma possível resistência ideológica do marqueteiro ao senador. Santana, no entanto, não teve essa motivação atribuída diretamente a ele na publicação.

Votos após as 17h caem 16% no segundo turno de 2026 em relação a 2022
Foto: Antonio Augusto/TSE

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 registrou 34.393 votos depositados após as 17h, número 16,2% inferior ao contabilizado no mesmo período da disputa de 2022, quando 41.025 eleitores votaram depois do horário oficial de encerramento. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram divulgados nesta quinta-feira (29), em despacho da Coordenadoria de Arquitetura, Identificação e Inovação do órgão.

 

A comparação considera que, em 2026, o horário de votação foi prorrogado por duas horas, até as 19h, por determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2022, não houve extensão do prazo, e os votos registrados após as 17h foram de eleitores que já estavam nas filas das seções eleitorais.

 

Segundo o TSE, apenas 4.773 votos foram depositados em seções efetivamente impactadas pela decisão de prolongar a votação. O número representa uma parcela do total registrado depois das 17h neste ano. 

 

A prorrogação foi determinada após um pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que relatou dificuldades de eleitores com o transporte público em diferentes estados. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também solicitou a extensão do horário.

 

Após a decisão de Zanin, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, definiu que a medida seria aplicada apenas às seções em que a votação ainda não havia terminado e cujas urnas permaneciam abertas. Lula venceu Flávio por uma diferença de 4,43 milhões de votos. Apesar do resultado, o senador contestou inicialmente a eleição e afirmou que pediria sua anulação, mas recuou no dia seguinte.

Derrotado em 2026, Flávio Bolsonaro deve anunciar candidatura para 2030 e tenta frear Tarcísio e Michelle na direita
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno da eleição presidencial no último domingo (25), deve anunciar nos próximos dias que será candidato a presidente em 2030. Segundo relatos de aliados, o objetivo é impedir desde já que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se firme como herdeiro político de Jair Bolsonaro (PL) e evitar que a madrasta, a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL), ganhe força como alternativa da direita.

 

As informações foram publicadas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Segundo a coluna, Flávio discute com o irmão, Eduardo Bolsonaro, e com aliados que estão nos Estados Unidos qual é o melhor momento para fazer o anúncio.

 

Interlocutores do senador avaliam que a mudança na carta divulgada por ele na quarta-feira (28) já foi um primeiro sinal de que os filhos de Bolsonaro não vão abrir mão de liderar o eleitorado de direita que, até agora, se manteve fiel ao grupo político da família.

Prefeita de Conceição do Jacuípe demite funcionários da prefeitura que votaram no PT após derrota de Flávio

A prefeita Tânia Yoshida (PSD) estaria sendo acusada de assediar eleitoralmente funcionários comissionados e demitir colegas que não votaram no senador Flávio Bolsonaro (PL) no pleito ocorrido neste domingo (25). Documentos recebidos pelo BN apontam que a gestora de Conceição de Jacuípe, município do Portal do Sertão Baiano, teria demitido ao menos um integrante do corpo da prefeitura por desavenças ideológico-partidárias.

 

Procurada pelo BN, uma ex-funcionária que preferiu não se identificar afirmou que a confusão começou durante o aniversário da cidade, quando vereadores de oposição da prefeita questionaram os atrasos no pagamento de salários para parlamentares do município. O momento foi encabeçado pela vereadora Juliene Vieira (PV), que saudou o ex-governador petista Rui Costa e bateu boca com parlamentares opositores.

 

Após o episódio, a prefeita chamou uma série de funcionários para conversar em particular, induzindo-os a votar em Flávio Bolsonaro no segundo turno, já que, para a edil, "seria o melhor para o Conceição do jacuípe e para sua chapa". Tânia foi uma das prefeitas de partidos da coligação governista a declarar apoio ao ex-prefeito ACM Neto (UNIÂO) no primeiro turno das eleições de 2026.

 

A funcionária demitida não hesitou em declarar apoio a Lula à prefeita, que encarou a desavença ideológica como uma afronta e afirmou que ela estaria demitida. A exoneração só veio na semana seguinte, oficializada no Diário Oficial do Município nesta segunda-feira (26). A vítima ainda contou que estaria sendo cobrada e exposta por radialistas da região a toda a cidade e retratada como traidora. 

 

"Falaremos também dos Judas de Tânia, os funcionários que se recusaram a votar e ajudar a nossa prefeita e se aliaram à corja da vereadora Juliene Vieira", afirmou um radialista atuante no município em um áudio ao qual o Bn teve acesso.

 

Coagir funcionários da prefeitura a votar em determinado político é considerado crime eleitoral, sendo aplicáveis multas de até 4 anos, perda de mandato e aplicação de multa. Já a demissão por desavença política é passível de um processo trabalhista, com restituição ao cargo e pagamento em dobro de salários e reflexos do período em que ele ficou afastado, além de danos morais.

 

O Bahia Notícias procurou a gestão de Tânia Yoshida para ouvir o seu lado sobre o caso, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno. O espaço segue em aberto. 

Governo dos EUA pediu que Flávio Bolsonaro retirasse termo “presidente eleito” de carta
Fotos: Reprodução / Google Street View / Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos pediu ao senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições presidenciais por 4,4 mi de votos, que Flávio retirasse de uma carta divulgada por ele as expressões “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”. Integrantes do Departamento de Estado alegaram que isso poderia ser interpretado como um rompimento diplomático com o governo brasileiro.

 

Segundo informações publicadas pelo blog do jornalista Valdo Cruz, da GloboNews, nesta quinta-feira (29), o uso dos termos poderia sugerir que o governo norte-americano reconhecia o parlamentar como vencedor do pleito. De acordo com diplomatas ouvidos, a mudança ocorreu após o governo do presidente Donald Trump tomar conhecimento do conteúdo da primeira versão do documento.

 

Apesar de críticas ao processo eleitoral do Brasil, Trump tem mantido interlocução com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, segundo o relato, não pretende reconhecer Flávio como presidente eleito. Aliados do senador afirmaram que a alteração foi apenas um ajuste no texto. A informação sobre a solicitação do governo norte-americano também foi divulgada pela colunista Mariana Sanches, do UOL, e confirmada por diplomatas ouvidos pela GloboNews.

 

Na primeira versão da carta, publicada na quarta-feira (28), Flávio se apresentou como o “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”. No documento, ele também contestou o resultado do segundo turno e alegou, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição.

 

Pouco depois, o senador apagou a publicação e divulgou uma nova versão, na qual substituiu as expressões por “líder do Brasil” e “líder”. Na carta revisada, Flávio agradeceu a Trump e ao presidente da Argentina, Javier Milei, e afirmou estar nos Estados Unidos com a família e em segurança. Ele também negou ter fugido do Brasil, disse ser alvo de perseguição política e declarou que passaria a liderar a oposição a partir do território norte-americano.

Valdemar Costa Neto diz que “não gostou” da carta divulgada por Flávio Bolsonaro nos EUA
Foto: Reprodução / CNN Brasil

O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, afirmou não ter gostado da carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 

 

O documento teve ao menos quatro versões, com alterações no texto e no brasão da República utilizado no cabeçalho. Em uma das versões divulgadas por aliados, Flávio se apresentava como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e, na sequência, a expressão foi substituída e ele passou a se identificar como "líder do Brasil".

 

Nesta quinta-feira (29), Costa Neto foi abordado por jornalistas quando chegava no condomínio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em resposta, disse apenas: "Não gostei", ao ser questionado sobre o teor da carta. 

 

Segundo informações da CNN, ele disse ainda, sem mais detalhes, que a conversa com Jair Bolsonaro deverá tratar de "muitas novidades" e sobre "toda a situação". O encontro entre Valdemar e Bolsonaro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O dirigente do PL chegou ao local por volta de 9 horas.

Filha de ACM Neto ironiza críticas após viagem e rebate comparações com Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Lívia Magalhães, filha do ex-prefeito de Salvador Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, ironizou as críticas recebidas após ter sido flagrada ao lado do pai no Aeroporto Internacional de Salvador, nesta quarta-feira (28), mesmo dia em que o senador Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami, nos Estados Unidos. 

 

Após a divulgação das imagens, a jovem, que estuda Administração na Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicou um story – publicação temporária com exibição em até 24 horas, dizendo: “Eu, nos Estados Unidos de São Paulo depois que eu e meu pai, e só nós dois, saímos do Brasil pelo aeroporto de Salvador”, escreveu no post. 

 

A fala ocorreu após diversas publicações compararem a viagem entre pai e filha com a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. O ex-candidato a presidente saiu do Brasil com a família na noite de terça-feira (27), em direção à Argentina, de onde pegou um voo para o Equador e, em seguida, para Miami. 

 

ACM Neto apoiou o senador Flávio na campanha presidencial no segundo turno, mas não se manifestou oficialmente sobre o resultado final, com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou sobre a ida do candidato derrotado aos Estados Unidos.

Eduardo Bolsonaro e Ramagem publicam fotos com Flávio após fuga para os EUA
Foto: Reprodução / Instagram

Os ex-deputados federais Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem publicaram fotos com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em suas redes sociais, nesta quarta-feira (28). Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na noite desta terça-feira (27) e desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, em um jatinho particular na manhã desta quarta (28) com a esposa e as filhas.

 

As imagens foram divulgadas pelos dois aliados do senador nas redes sociais X, antigo Twitter, e Instagram. Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos após a Polícia Federal (PF) pedir a apreensão de seu passaporte. 

 

"Foto de hoje, após reecontrar meu irmão. Ontem foi um dia longo, talvez o mais longo da minha vida. Mas prevalecemos. Mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil", diz Eduardo na publicação.

 

 

"Hoje nos Estados Unidos. Livre da perseguição para ser a voz do Brasil por liberdade, segurança e prosperidade. Flávio saiu do Brasil, mas não deixou os brasileiros. Essa luta só terminará quando o Brasil voltar a ser um país livre. Esse dia vai chegar", escreveu Ramagem.

 

 

O herdeiro de Jair Bolsonaro perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, mas passou a contestar o resultado da eleição sem apresentar provas de fraude.

 

Ainda nesta quarta, o senador e candidato à Presidência da República divulgou uma carta em que afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. O documento teve ao menos quatro versões, com alterações no texto e no brasão da República utilizado no cabeçalho. 

 

Em uma das versões divulgadas por aliados, Flávio se apresentava como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e, na sequência, a expressão foi substituída e ele passou a se identificar como "líder do Brasil".

Tarcísio defende respeito às urnas após Flávio se declarar líder do Brasil: "Entendo indignação, mas caminho é seguir em frente"
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (28) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) deve respeitar o resultado das eleições presidenciais e seguir em frente. A declaração foi feita após o parlamentar divulgar uma carta em que contesta o resultado do segundo turno e se apresenta como “presidente eleito” e depois corrige para “líder do Brasil”.

 

“Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, aconselhou Tarcísio. O governador também defendeu a construção de uma oposição forte, com atuação dentro das instituições democráticas.

 

“O momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte, capaz de exercer seu papel”, afirmou. Segundo Tarcísio, em entrevista à imprensa, o respeito ao processo democrático é necessário para fortalecer os mecanismos de equilíbrio entre os Poderes e preservar a democracia. As aspas foram confirmadas pelo G1.

Trump evita comentar carta em que Flávio Bolsonaro se diz ‘verdadeiro presidente’ e chama eleição de ‘muito estranha’
Foto: Molly Riley / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou comentar nesta quarta-feira (28) a carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) se apresenta como o “verdadeiro presidente do Brasil”. Questionado por um jornalista sobre a declaração, Trump disse que não pretende se envolver no assunto, mas voltou a colocar em dúvida o processo eleitoral brasileiro.

 

“Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”, afirmou o republicano. Na mesma ocasião, Trump classificou as eleições no Brasil como “muito estranhas”.

 

A carta de Flávio Bolsonaro foi divulgada mais cedo, em uma rede social. No texto, o senador afirma ser o “verdadeiro presidente do Brasil”.

Flávio Bolsonaro corrige carta e troca “presidente eleito” por “líder”; brasão também foi alterado
Foto ilustrativa: Reprodução / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) alterou trechos da primeira versão da carta divulgada pelo seu aliado nesta quarta-feira (28), na qual questiona o resultado das eleições presidenciais e alega ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, após uma derrota nas urnas. Em uma nova versão do documento, a expressão “presidente eleito” foi retirada de um parágrafo e substituída pela referência a “líder”.

 

No trecho modificado, Flávio afirma que pretende continuar atuando politicamente em defesa dos eleitores que o apoiaram. Na primeira versão, o senador dizia: “Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito”.

 

Na nova redação, a referência a “presidente eleito” foi substituída por “líder”. O restante do parágrafo mantém o tom de mobilização política, com a promessa de que o senador será “a voz e a liderança livre da nossa nação”.

 

Capturas dos trechos alterados / Reprodução / X (antigo Twitter)

 

A alteração ocorre após a repercussão da primeira versão da carta, na qual Flávio se apresenta como presidente eleito, apesar de ter sido derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25).

 

BRASÃO ERRADO
Além da mudança no texto, a carta foi distribuída inicialmente com um brasão desatualizado do Brasil. A imagem trazia a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, com a letra “z”, denominação histórica que deixou de ser utilizada oficialmente após mudanças na nomenclatura do país.

 

A primeira versão foi divulgada pelo comentarista político Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. Após a repercussão do erro, uma nova versão do documento foi compartilhada por WhatsApp, desta vez com o brasão correto e a inscrição “República Federativa do Brasil”.

 

Figueiredo afirmou, em publicação na rede social X, que a versão recebida por ele continha o brasão antigo, mas que o conteúdo do texto estava correto. O influenciador também apagou a publicação inicial. O episódio foi marcado por duas correções distintas: a substituição do brasão utilizado no documento e a mudança na forma como Flávio se refere a si próprio em um dos parágrafos da carta.

 

No texto, o senador também questiona a legitimidade do resultado eleitoral e alega fraude na votação, sem apresentar provas que sustentem as acusações nos trechos divulgados. Ele ainda afirma que pretende liderar a oposição brasileira a partir do exterior.

Aliado de Flávio Bolsonaro divulga primeira versão de carta com brasão errado e inscrição 'Estados Unidos do Brazil'
Fotos: Reprodução / X via @FlavioBolsonaro e @realpfigueiredo

O aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), Paulo Figueiredo, divulgou nesta quarta-feira (28) uma primeira versão de uma carta com um brasão desatualizado e a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. A denominação deixou de ser utilizada em 1967, quando o país passou a adotar oficialmente o nome República Federativa do Brasil.

 

A carta foi divulgada inicialmente por Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. Após a repercussão do erro, uma nova versão do documento foi distribuída por WhatsApp, desta vez com o brasão correto, que contém a inscrição “República Federativa do Brasil”. O influenciador admitiu o erro e apagou a postagem nas suas redes:

 

Confira postagem:

 

Em publicação na rede social X, Figueiredo afirmou que a versão recebida por ele continha o brasão antigo, mas que o conteúdo do texto estava correto. Ele também ressaltou que a versão publicada pelo próprio Flávio Bolsonaro deveria ser a considerada. Após a publicação errada, Flávio publicou de modo correto:

 

Captura de tela em um dos perfis de Paulo Figueredo | Foto: Reprodução / X (antigo Twitter). 

 

No documento, o senador agradece ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo acolhimento no exterior. Flávio também questiona o resultado das eleições em que foi derrotado, alegando fraude, sem apresentar, no trecho divulgado, provas que sustentem a acusação.

 

A primeira versão foi reproduzida na imprensa; internautas reagiram com brincadeiras pelo erro no contexto:

 

Flávio Bolsonaro divulga carta em que se declara “presidente eleito” e chama eleição de “golpe de Estado”
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou, nesta quarta-feira (28), uma publicação em que se declara “presidente eleito” e classifica o resultado das eleições como um “golpe de Estado”. O conteúdo foi compartilhado nas redes sociais do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, aliado do parlamentar.

 

Captura de tela em um dos perfis de Paulo Figueredo | Foto: Reprodução / X (antigo Twitter). 

 

 

Após internautas apontarem um erro no brasão do Brasil na carta publicada pelo aliado Paulo Figueiredo, Flávio Bolsonaro corrigiu a versão divulgada em seu perfil oficial. O documento inicial trazia a inscrição “Estados Unidos do Brasil”, denominação que deixou de ser utilizada em 1967, quando a Constituição passou a adotar o nome “República Federativa do Brasil”.

 

Capturas de tela das cartas | Foto: Reprodução / X via @FlavioBolsonaro e @@realpfigueiredo

 

A versão corrigida da carta foi publicada por Flávio às 17h19. O senador autodeclarado presidente eleito, que ocupa cargos públicos desde a juventude, em 2003, quando assumiu como deputado estadual  fez a correção em sua postagem.

 

Confira abaixo o documento divulgado pelo senador.

 

Essa manifestação ocorre após Flávio ser derrotado por Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, com votação histórica, perdendo por 4,4 milhões de votos, realizado no último domingo (25). Com a declaração, o senador questiona o resultado oficial das urnas e não reconhece a vitória do petista.

 

O posicionamento representa uma mudança em relação às declarações feitas pelo senador na véspera. Na terça-feira (27), ele havia afirmado que desistiria de tentar anular a eleição e que não fugiria do país. Integrantes da cúpula da campanha do Partido Liberal (PL) também relataram tentativas de convencê-lo, na segunda-feira (26), a recuar da declaração de que não aceitaria a derrota.

 

Flávio desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (28), após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião particular que fez escala no Equador. A fuga ocorreu após avisos da Polícia Federal e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes do senador no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro.

 

Flávio nega irregularidades e também diz não ter realizado uma fuga. "Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está", alega.

 

A ida para os Estados Unidos surpreendeu integrantes da campanha, segundo relatos de aliados. Inicialmente, o senador teria seguido a orientação de interlocutores mais moderados, que defendiam uma postura de reconhecimento do resultado eleitoral e o encerramento das tentativas de contestação da votação.

 

Com o novo discurso, Flávio conta com o asilo do governo Trump e retoma os questionamentos à legitimidade do resultado eleitoral, apesar da vitória oficialmente atribuída a Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Confira a carta na íntegra: 

"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.


Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.


Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.


A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime. Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento.


Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.


Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment. Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política.


Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança. Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.


Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.


Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país. José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York.
 

Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e María Corina Machado, mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática. Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.
 

Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.

 

Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam.
 

À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.
 

Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.
 

E a você, que votou em mim e sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil. Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista.
 

Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar.

Que Deus abençoe o Brasil", diz Flávio Bolsonaro.

Assessor de Javier Milei teria monitorado saída de Flávio Bolsonaro para os EUA
Foto: Reprodução / Clarin

O assessor do presidente da Argentina, Javier Milei, Santiago Caputo, teria acompanhado desde o início a operação que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos, segundo informações do jornal argentino El Clarín publicadas pela Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (28). Caputo esteve em Puerto Iguazú na noite de terça-feira (27), onde o parlamentar embarcou em um avião particular com destino ao exterior. 


De acordo com a reportagem da Folha, fontes do governo argentino afirmaram ao Clarín que Caputo monitorou a operação desde a contratação do voo, realizada por empresas vinculadas à Embaixada dos Estados Unidos junto à companhia aérea argentina Baires Fly S.A. A aeronave utilizada foi um jato executivo Gulfstream G400.

 

A movimentação ocorreu após Flávio deixar o Brasil, apesar de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse seus passaportes à Polícia Federal (PF). O senador chegou a Miami, na Flórida, na manhã desta quarta-feira, acompanhado da esposa e das duas filhas. 

VÍDEO:‘A gente falhou’: Carlos Bolsonaro relata conversa com o pai após derrota do irmão
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

Carlos Bolsonaro (PL), segundo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais após visitar a casa do pai, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. A gravação foi divulgada nesta quarta-feira (28) três dias após a derrota do filho mais velho de Jair, Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026. 

 

Na gravação, publicada nas redes sociais, ele conta que passou cerca de duas horas conversando com o pai, e confessa que se emocionou durante o encontro.

 

"Em determinado momento, eu me emocionei na frente dele e falei: 'desculpa, pai, a gente falhou'", diz em referência à derrota do irmão.

 

Diante da emoção, o senador declara que ouviu uma resposta de incentivo do pai: 

 

"Negativo, levanta a cabeça, vamos embora. Muita coisa para fazer pelo Brasil ainda".

 

Na gravação, Carlos não mencionou a fuga de Flávio para os Estados Unidos, que aconteceu nesta terça-feira (27). 

 

O vídeo já acumula 1 milhão de curtidas em seu Instagram e milhares de comentários dos apoiadores e políticos.

 

CONFIRA:

Flávio Bolsonaro entra nos EUA utilizando passaporte diplomático cancelado pelo STF
Foto: Reprodução / US Customs Border Protection

O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou a Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira (28), utilizando um passaporte diplomático que havia sido cancelado por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada pelo portal g1, com base em uma consulta ao sistema de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP, na sigla em inglês).

 

Segundo o g1, Flávio viajou acompanhado da esposa e das duas filhas. A chegada ocorreu após o parlamentar deixar o Brasil e seguir para a Argentina, de onde embarcou em uma aeronave particular com destino aos Estados Unidos.

 

A Polícia Federal (PF) informou que os passaportes comum e diplomático do senador foram cancelados após uma decisão de Moraes, emitida no domingo (25). Na segunda-feira (26), Flávio foi intimado a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades no prazo de 24 horas, mas, segundo a corporação, não cumpriu a determinação.

 

O senador também possui cidadania italiana e recebeu um passaporte do país europeu em 2023. Conforme informações do plano de voo obtidas pelo g1, esse documento teria sido utilizado no deslocamento a partir da Argentina.

 

De acordo com o relato publicado pelo portal, Flávio entrou em território argentino na noite de terça-feira (27). As circunstâncias da entrada, porém, apresentam divergências: enquanto autoridades argentinas informaram que o senador chegou por via terrestre, a Polícia Federal brasileira suspeita que ele tenha utilizado uma aeronave particular.

PF suspeita que Flávio Bolsonaro teve apoio do governo Milei para viajar aos EUA
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / CNN

A Polícia Federal (PF) investiga a suspeita de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) contou com apoio do governo do presidente argentino Javier Milei para deixar o Brasil e viajar aos Estados Unidos. O parlamentar, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, desembarcou em Miami nesta quarta-feira (28), após passar pela região da Tríplice Fronteira.

 

Segundo informações do jornal O Globo, um dos indícios analisados pelos investigadores é a presença de Santiago Caputo, assessor presidencial argentino próximo de Milei, em Puerto Iguazú, cidade que faz fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná. De acordo com a imprensa argentina, Caputo acompanhou a movimentação de Flávio na região.

 

Parlamentares argentinos de oposição a Milei também pediram, na terça-feira (27), a abertura de investigações para apurar se integrantes do governo colaboraram com a saída do senador brasileiro.

 

EMPRESA SUSPEITA
A viagem de Flávio e de familiares aos Estados Unidos teria sido realizada em um jato particular Gulfstream G400, de prefixo LV-JQW, operado pela empresa de táxi aéreo Baires Fly. Segundo o jornal argentino La Nación, a contratação da aeronave teria sido intermediada por uma pessoa próxima a Santiago Caputo.

 

A empresa é ligada ao empresário argentino Sergio Daniel Mastropietro, investigado no país vizinho por suspeita de participação em um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos desviados da Agência Nacional de Deficiência (Andis), durante o governo Milei.

 

As suspeitas de desvios são estimadas em mais de 7,8 bilhões de pesos argentinos, o equivalente a aproximadamente R$ 27 milhões. Até o momento, as informações citadas não comprovam que a empresa ou seus responsáveis tenham participado de uma operação para auxiliar Flávio a deixar o Brasil.

 

Segundo informações do Ministério da Segurança da Argentina, Flávio atravessou a fronteira entre Brasil e Argentina pela Ponte Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu a Puerto Iguazú, às 22h50 de terça-feira (27).

 

O governo argentino informou que não havia impedimento legal para a entrada do senador no país. Ele utilizou o passaporte italiano para registrar a saída da Argentina, às 23h52, antes de embarcar no jatinho com destino aos Estados Unidos. A aeronave fez uma escala no Equador antes de seguir para Miami.

 

Os passaportes brasileiros e diplomáticos de Flávio haviam sido cancelados por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, na manhã de segunda-feira (26). A medida atendeu a um pedido da Polícia Federal, que apontou risco de fuga após a derrota eleitoral do senador.

 

Apesar da restrição aos documentos brasileiros, Flávio conseguiu viajar utilizando o passaporte italiano. A entrada nos Estados Unidos também foi autorizada pelo governo do presidente Donald Trump.Em resposta ao O Globo, o Departamento de Estado norte-americano informou que concederia vistos a Flávio e aos familiares e permitiria a entrada deles no país.

 

Nos bastidores, investigadores da PF avaliam que não poderiam adotar medidas mais severas contra o senador sem um mandado de prisão preventiva ou uma ordem de captura internacional em vigor.

 

Flávio é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets. Na terça-feira (27), ele também deixou de entregar os documentos exigidos por Moraes dentro do prazo determinado. O descumprimento, contudo, não resultou automaticamente em uma ordem de prisão.

 

A investigação sobre uma possível participação do governo argentino na viagem busca esclarecer as circunstâncias da saída do senador do Brasil. A suspeita de colaboração de autoridades argentinas ainda depende de apuração.

Flávio Bolsonaro pousa em Miami em jatinho particular; veja imagens
Foto: Reprodução / CNN

O senador Flávio Bolsonaro pousou às 10h30 desta quarta-feira (28) em Miami, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. O candidato à Presidência da República deixou o Brasil na noite de terça-feira (27), em direção à Argentina por volta das 22h50, após cruzar a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. 

 

 

A viagem ocorreu após a Polícia Federal solicitar a entrega do passaporte do senador, medida que foi acatada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O filho de Jair Bolsonaro descumpriu a medida que solicitava a entrega até às 11h desta terça.

 

A entrada de Flávio em território argentino foi registrada com documentos de viagem válidos e sem impedimentos legais, informou a autoridade migratória. Ele teria ficado em uma fazenda em Foz do Iguaçu antes de viajar. 

 

Segundo o Estadão, a aeronave utilizada pelo senador é um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, que havia chegado ao Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú na noite de segunda-feira (26). Conforme informações do serviço de rastreamento Flightradar24, o avião partiu somente na madrugada de quarta-feira, às 0h18.

 

INVESTIGAÇÕES
Flávio é investigado pela relação com o advogado Willer Tomaz, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e apostas esportivas. A medida de apreensão do passaporte foi emitida no âmbito deste caso, que segue tramitando em sigilo de justiça. 

 

Flávio Bolsonaro também é formalmente investigado em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Errata: Após divulgação de buscas, STF nega ordem judicial contra Flávio Bolsonaro 
Foto: Vittor Sales / Divulgação

O Supremo Tribunal Federal (STF) informou, em nota nesta quarta-feira (28), que não há mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e seus endereços. 

 

"Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão", diz a nota. O Bahia Notícias, com base em informações do g1, publicou que a mansão de Flávio Bolsonaro em Brasília seria alvo de um mandado de busca e apreensão.

 

Flávio Bolsonaro deixou o país nessa terça-feira (27). A saída do país aconteceu depois que o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes do parlamentar.

Errata: STF nega que Polícia Federal tenha feito buscas em endereço de Flávio Bolsonaro em Brasília 
Foto: Vittor Sales / Campanha de Flávio Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) informou, em nota nesta quarta-feira (28), que não há mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e seus endereços.  "Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão", diz a nota. (Atualização às 7h55)

 

O Bahia Notícias informou, a poucos minutos, que a Polícia Federal estaria cumprindo, nesta quarta-feira (28), um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deixou o país após ordem para a entrega de seus passaportes. As informações foram divulgadas inicialmente pelo g1.

 

O BN pede desculpas pela inconsistência das publicações. 

 

ROTEIRO DA FUGA
Segundo informações atualizadas da imigração argentina, Flávio Bolsonaro e sua família atravessaram a fronteira entre o Rio Grande do Sul e a Argentina e, de lá, pegaram um voo em direção ao Equador, antes de seguir com destino a Miami. 

 

O voo de Flávio e sua família decolou às 6h22, no horário de Brasília, e segue rumo aos EUA, onde está previsto para chegar ao aeroporto Opa-locka Executive, em Miami, por volta das 10h40, segundo o site de monitoramento aéreo FlightAware.

 

O governo dos EUA afirmou na terça-feira (27) que emitirá vistos para Flávio e sua família e permitirá que eles entrem no país. Nas últimas horas, o presidente Donald Trump voltou a afirmar, sem provas, em fraude na eleição brasileira e disse também que aprovava a ida do senador aos EUA.

Flávio Bolsonaro embarca na Argentina, faz parada no Equador e segue para os EUA, diz site
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou a Argentina em um avião particular com destino aos Estados Unidos na noite desta terça-feira (27), segundo informações divulgadas pelo Departamento de Migração argentino na madrugada desta quarta-feira (28).

 

De acordo com o órgão, Flávio chegou ao país vizinho acompanhado de familiares por volta das 22h50 desta terça, após cruzar a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. A entrada foi registrada com documentos de viagem válidos e sem impedimentos legais, informou a autoridade migratória. Ele teria ficado em uma fazenda em Foz do Iguaçu antes de viajar. 

 

Segundo o Estadão, a aeronave utilizada pelo senador é um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, que havia chegado ao Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú na noite de segunda-feira (26). Conforme informações do serviço de rastreamento Flightradar24, o avião partiu somente na madrugada de quarta-feira, às 0h18.

 

A viagem também foi noticiada pelo portal argentino Infobae. Segundo o veículo, além de Flávio e seus familiares, outros quatro passageiros estavam a bordo. O trajeto previa uma parada para reabastecimento em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para os Estados Unidos. Dados do Flightradar24 indicaram que a aeronave pousou no Aeroporto Internacional de Guayaquil.

 

A viagem ocorre após a Polícia Federal informar que Flávio não havia entregado os passaportes no prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A corporação preparava uma comunicação ao magistrado sobre o descumprimento da ordem judicial e apurava informações sobre uma possível saída do senador do Brasil.

No dia da fuga de Flávio, Valdemar e Michelle posam para foto e seguidores questionam o motivo da alegria
Foto: Reprodução Redes Sociais

No meio da tarde desta terça-feira (27), enquanto o senador Flávio Bolsonaro desembarcava nos Estados Unidos após fugir do Brasil pela Argentina, a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, se reuniu com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e ao final da conversa, ambos posaram sorridentes para uma foto. 

 

Nas suas redes sociais disse que recebeu Michelle para uma “conversa sobre o futuro do nosso partido e os desafios que temos pela frente”. A esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro foi eleita senadora pelo Distrito Federal, e tomará posse no cargo em 1º de fevereiro do ano que vem. 

 

O presidente do PL, na postagem sobre o encontro, não fez qualquer referência a Flávio Bolsonaro, e falou sobre a necessidade de união no partido, que saiu das urnas com as maiores bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado. 

 

“Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil”, disse Valdemar. 

 

Já Michelle Bolsonaro não fez postagens sobre o encontro com Valdemar. A postagem recebeu mais de 1200 comentários no Instagram, muitos com críticas a uma suposta “alegria” de Valdemar e Michelle na foto. 

 

“Só acho que é muita felicidade em meio a turbulência que estamos”, disse Nika Costaval.

 

“O líder é Flávio Bolsonaro, é bom não esquecer”, afirmou um perfil de nome “Jovens de Direita”. 

 

“Nunca vi ela sorrindo tanto”, afirmou o internauta Renanfp16. 

 

“Abandonaram Flávio”, retrucou Cristiane P Brasil.
 

Ex-coordenador diz não saber paradeiro de Flávio Bolsonaro após derrota nas urnas: "queria dar um tempo”
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador Rogério Marinho (PL), ex-coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (27) que não sabe onde o candidato derrotado nas eleições está. Segundo ele, a última comunicação com o parlamentar ocorreu pela manhã, quando Flávio disse que queria “dar um tempo” e que conversaria com a equipe posteriormente.

 

“Nós não temos ainda informações sobre o seu paradeiro, apenas algumas notícias que já saíram da imprensa, inclusive de outros países, que demonstram que pode ter havido um deslocamento do senador Flávio para um outro país”, alega Marinho.

 

O ex-coordenador relatou que recebeu uma mensagem de texto de Flávio por volta das 8 horas, após ser procurado por veículos de imprensa que buscavam informações sobre o senador. Segundo Marinho, o parlamentar afirmou que precisava de um tempo naquele dia e que voltaria a conversar com a equipe.

 

Marinho disse ainda que esteve com Flávio na segunda-feira (26), até pouco depois das 16h. Na ocasião, integrantes da campanha conversaram sobre a necessidade de agradecer aos eleitores que votaram no senador. 

 

As informações foram confirmadas pelo portal g1, . O ex-coordenador afirmou que a equipe ficou surpresa com o resultado da eleição.

Governo Trump concederá vistos a Flávio Bolsonaro e família após fuga do Brasil
Fotos: Reprodução / The White House [A Casa Branca] / Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, está ciente da ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao país e concederá vistos para que ele e seus familiares permaneçam em território americano. A informação foi confirmada por uma autoridade da Casa Branca à Folha de S.Paulo nesta terça-feira (27).

 

Segundo pessoas próximas à família Bolsonaro, Flávio chegou aos Estados Unidos por volta das 16h20, acompanhado da mulher, Fernanda, e das duas filhas. A viagem ocorreu dois dias após o senador perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

De acordo com um americano ligado ao governo Trump e uma pessoa próxima ao senador, a operação para viabilizar a saída do Brasil contou com a participação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Inicialmente, aliados de Flávio afirmaram que o governo americano concederia asilo político ao parlamentar.

 

As informações foram confirmadas pelo jornal Folha de S. Paulo, a expectativa é que o senador conceda uma entrevista à imprensa nesta quarta-feira (28), em local ainda não divulgado, segundo um aliado.

Lula critica Flávio Bolsonaro por fugir para os Estados Unidos: "Ou deve ou tem medo de alguma coisa"
Foto: Reprodução Youtube

O senador Flávio Bolsonaro (PL) pode ter saído do Brasil e viajado aos Estados Unidos por “dever” alguma coisa ou por medo. A opinião foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao fazer um discurso para apoiadores nesta terça-feira (27), em frente ao Palácio da Alvorada. 

 

“O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa ou tem medo de alguma coisa. E não vá dizer lá fora que o Brasil não tem democracia. Se não tivesse democracia, um miliciano não poderia ser candidato à Presidência. Lamento a falta de respeito que ele teve com eleitores dele e com a democracia”, disse Lula.

 

O presidente criticou a decisão de Flávio Bolsonaro de fugir para os Estados Unidos, em uma operação que passou por uma saída clandestina do Brasil. O senador não entregou seu passaporte à Polícia Federal, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e teria ingressado na Argentina pela cidade de Puerto Iguazu, para depois pegar um avião com destino aos EUA. 

 

Na sua fala aos apoiadores que foram ao Palácio comemorar o seu aniversário de 81 anos, Lula também falou sobre o momento em que foi preso, durante a operação Lava-Jato, e fez uma comparação ao momento atual e à fuga de Flávio Bolsonaro.

 

“Eu fico imaginando a culpa, a confiança do cidadão que perde eleição e foge do seu país. Quando fui acusado, tive muito convite para sair do Brasil e ir para embaixada. Resolvi ficar no Brasil e me entreguei à PF porque queria desmascarar meus acusadores e provar minha inocência. E estou aqui pro quarto mandado. Quem não deve não teme”, discursou Lula.
 

PF havia apontado o risco de fuga e suspeita sobre dinheiro de Vorcaro ao pedir apreensão de passaporte de Flávio Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) havia identificado indícios considerados “concretos e atuais” de uma possível fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial, ao solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a apreensão de seu passaporte e a proibição de deixar o território brasileiro.

 

De acordo com os investigadores, três fatores fundamentaram a preocupação: as declarações públicas de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, incentivando-o a deixar o país em caso de derrota eleitoral; a capacidade financeira de Flávio; e a existência de uma estrutura no exterior que poderia permitir sua permanência por um período prolongado.

 

O prazo estabelecido para que Flávio apresentasse o passaporte terminou às 11h desta terça-feira (27), mas o documento não foi entregue. Conforme informações publicadas no blog da jornalista Andreia Sadi, no g1, a Polícia Federal apura se o senador deixou o Brasil após o resultado das eleições realizadas no domingo (25), mesmo diante da determinação judicial que o impede de sair do país.

 

No pedido, a PF citou declarações de Eduardo Bolsonaro defendendo que o irmão deixasse o Brasil em caso de derrota eleitoral. Os investigadores também mencionaram a condenação de Eduardo por coação no curso do processo.

 

A corporação destacou ainda que Willer Tomaz, investigado com Flávio em um inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro, está em Miami desde agosto de 2026, após ser alvo da Operação Sem Desconto.

 

Segundo os investigadores, Tomaz dispõe de recursos para permanecer no exterior por tempo indeterminado. A PF também investiga se recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, enviados aos Estados Unidos por intermédio do doleiro Antonio Freixo, podem ter financiado a permanência de Eduardo Bolsonaro no país. O deputado cassado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

 

No pedido, os investigadores afirmaram que “não está descartada a hipótese de que parte desses valores tenha sido destinada ao custeio da permanência de EDUARDO BOLSONARO em território estadunidense”.

 

A investigação sobre Flávio também envolve sua relação com Willer Tomaz e suspeitas relacionadas a empresas e apostas esportivas. O caso tramita sob sigilo. O senador ainda é investigado por possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Robinson Almeida critica ACM Neto por associação ao bolsonarismo na Bahia
Foto: Lucas Vieira / Bahia Notícias / Redes Sociais

 

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) criticou, nesta terça-feira (27), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) pela associação ao bolsonarismo e afirmou que o grupo político está em “declínio”. As declarações foram feitas durante entrevista coletiva à imprensa baiana.

 

Este ano, ACM Neto disputou o governo do estado contra Jerônimo Rodrigues (PT). O petista foi eleito em primeiro turno, no primeiro domingo do mês (4). Robinson compara a derrota de ACM a de Flávio Bolsonaro (PL) que disputava a presidência da república e foi derrotado nas urnas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo (25). 

 

Para o deputado,é comum da oposição “não aceitar as derrotas”.

 

“Essa é a forma daqueles que têm uma presunção de superioridade, não aceitar as derrotas, né, e reverenciar os vencedores. Ele também [ACM Neto], quando se associou ao bolsonarismo, virou um negacionista. Ele nega que perdeu para Jerônimo, por exemplo, né? E agora ele está com o mesmo método do líder maior do grupo dele, que é Flávio Bolsonaro, ele não reconhece a realidade”, comenta. 

 

O parlamentar também avaliou que o bolsonarismo atravessa um período de enfraquecimento político na Bahia e demonstrou expectativa de que o cenário represente uma mudança no quadro político local.

 

“Então, eu acredito que é o declínio desse grupo político. Eles estão no pior momento da vida deles, da existência aqui no Estado depois da conquista da prefeitura, e tomara que isso seja o prenúncio de novos ventos, de novos tempos para a nossa cidade” conclui.

Após fuga, aliado de Trump confirma chegada de Flávio Bolsonaro aos EUA
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos em segurança nesta terça-feira (27), segundo informou o advogado mexicano Simón Levy, ligado ao movimento Make America Great Again (MAGA), do presidente norte-americano Donald Trump.

 

Em uma publicação na rede social X, por volta das 15h20, Levy afirmou que o senador havia chegado ao país sem problemas. “Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos”, escreve o advogado.

 

Confira postagens do aliado trumpista: 

 

A viagem ocorre três dias após a derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Até o momento, as informações divulgadas não detalham o motivo da viagem, o tempo de permanência do senador nos Estados Unidos nem a agenda prevista para a visita.

PL realiza reunião de emergência após relatos de saída de Flávio Bolsonaro do Brasil
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reúne parlamentares da legenda em uma reunião de emergência na tarde desta terça-feira, em Brasília, diante de relatos de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria deixado o Brasil rumo aos Estados Unidos após as eleições presidenciais.

 

O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha presidencial de Flávio, também chegou à sede do partido para participar das conversas.

 

Cinco aliados de Flávio relataram ao jornal O GLOBO ter recebido a informação de que o parlamentar embarcou para os Estados Unidos, com previsão de chegada a Miami por volta das 16h30 desta terça-feira. Até o momento, há incerteza sobre o paradeiro do senador e os próximos passos do partido.

 

Segundo os interlocutores, a possibilidade de deixar o país foi discutida no domingo, após a derrota eleitoral, mas inicialmente rejeitada por Flávio. A decisão teria mudado depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão de seus passaportes.

 

Inicialmente, o senador havia decidido que apenas a mulher e as filhas deixariam o Brasil, por questões de segurança. De acordo com aliados, a ordem de Moraes provocou indignação e fez Flávio temer uma possível prisão, levando-o a decidir acompanhar a família.

 

Na manhã desta terça-feira, integrantes da defesa afirmaram ao GLOBO que não conseguiam contato com o senador. Os advogados tinham um encontro previsto com Flávio para recolher os passaportes e providenciar a entrega à Polícia Federal, mas a reunião não ocorreu. O prazo determinado por Moraes terminou às 11h sem que os documentos fossem entregues.

 

A possível saída do país provocou divergências entre aliados. Enquanto parte deles critica a decisão por considerar que ela compromete a capacidade de Flávio de liderar a oposição, outros passaram a defender a viagem diante do receio de novas medidas judiciais.

 

A movimentação ocorre enquanto o PL começava a discutir a reorganização da oposição ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dirigentes tentam avaliar as consequências políticas e jurídicas de uma eventual saída do senador, enquanto integrantes da legenda cobram esclarecimentos sobre sua situação.

 

O episódio representa um novo desafio para Valdemar, que busca preservar a unidade do partido após a derrota presidencial e organizar a atuação das bancadas eleitas para o Congresso.

 

A decisão de Moraes foi tomada no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. Além de determinar a entrega dos passaportes, o ministro proibiu o senador de manter contato com o advogado. Ambos negam irregularidades.

Michelle Bolsonaro confirma a aliados que Flávio deixou o Brasil
Foto: Reprodução

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) confirmou a aliados, nesta terça-feira (27), que o enteado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil. A apuração é da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

 

Segundo apurou a coluna, Michelle foi procurada por aliados para saber o paradeiro de Flávio e confirmou a pelo menos dois deles que o enteado havia deixado o país.

 

Flávio fugiu com a esposa, Fernanda, e as duas filhas para os Estados Unidos, onde deve pousar na tarde desta terça-feira.

 

A fuga foi organizada pelo senador brasileiro de última hora com a ajuda de um grupo restrito de aliados no Brasil e nos Estados Unidos. O objetivo era evitar vazamentos.

 

Aliados de Flávio informaram à coluna que o senador entrará oficialmente com um pedido de “asilo político” junto ao governo Trump assim que chegar em território americano.

Erika Hilton afirma que vai pedir à Justiça o bloqueio de bens e da conta bancária de Flávio Bolsonaro
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) anunciou em suas redes sociais, nesta terça-feira (27), que deve ingressar na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedidos de bloqueio de bens do senador Flávio Bolsonaro (PL). A deputada vai requer o bloqueio das contas bancárias do ex-candidato a presidente e também da esposa dele. 

 

Erika Hilton, na postagem que fez, chamou Flávio Bolsonaro de “traidor da pátria”, e acusou a candidatura presidencial de ser uma tentativa de blindagem da justiça. 

 

“Fica cada dia mais evidente que Flávio Bolsonaro não concorreu à presidência para liderar esse país. Flávio Bolsonaro zerou o Código Penal, estava na máfia do Vorcaro, protegia milicianos e defendia um assassino de criança”, afirmou a deputada. 

 

O pedido feito pela deputada após a repercussão de uma possível fuga do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. A Polícia Federal apura se o ex-candidato teria entrado na Argentina sem passar pela imigração, e de lá tomado um avião rumo aos Estados Unidos.

 

Diante da possibilidade dessa saída de Flávio Bolsonaro do país, a deputada afirma que suas ações tem como objetivo impedir que o senador use seus recursos para tentar, dos Estados Unidos, desestabilizar o governo do presidente Lula e a justiça brasileira.

 

“O mal deve ser cortado na raiz o mais rápido possível. Flávio não deve ter acesso a um real do dinheiro público que o sustentou nos últimos 30 anos”, defendeu Erika Hilton.

Milei diz que Flávio não entrou na Argentina; Prazo dado por Moraes para entrega de passaporte expirou
Foto: Redes Sociais Milei

Em nota oficial divulgada no meio da manhã desta terça-feira (27), o governo argentino negou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tenha entrado no país. O governo Milei informou que a Direção Nacional de Migrações não registra nenhuma entrada do ex-candidato a presidente na Argentina.

 

“Devido à escalada midiática pela presença de um avião privado no Aeroporto Internacional de Iguaçu, as autoridades procederam a iniciar os controles correspondentes à aeronave e à tripulação. Finalmente, constatou-se que a documentação da empresa está em ordem e não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro’, diz a nota do governo argentino. 

 

O governo argentino fez referência ainda, em sua nota, à empresa Baires Fly, dona da aeronave Gulfstream G400, que supostamente levaria Flávio Bolsonaro de Puerto Iguazu até os Estados Unidos: “Constatou-se que a documentação da empresa está regular e não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro”.

 

A informação sobre a saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil foi feita inicialmente pelo site argentino “Infobae”. O site afirmou que o ex-candidato a presidente teria chegado de madrugada à cidade de Puerto Iguazu, na fronteira com o Brasil, e de lá seguiria em um jatinho particular para os Estados Unidos. 

 

Além da suspeita de ter fugido do Brasil pela Argentina, até as 12h o senador Flávio Bolsonaro ainda não havia apresentado seu passaporte à Polícia Federal. O prazo dado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a entrega do documento à PF expirou no final da manhã. 

 

A Polícia Federal agora busca informações com autoridades da Argentina para checar se Flávio Bolsonaro viajou para o exterior por meio de algum aeroporto do país vizinho. A PF já apurou até aqui que o senador do PL não passou por nenhum ponto regular de migração brasileira nas últimas horas, embora admitam que é possível cruzar a fronteira sem passar por fiscalização.

 

Sites de notícias da Argentina afirmam que Flávio Bolsonaro teria entrado na Argentina à noite e caminhando, entre as 21h e 22h. O senador não registrou seu ingresso na imigração. 
 

Flávio Bolsonaro teria atravessado fronteira com a Argentina para viajar aos EUA, diz site Infobae
Foto: Reprodução Redes Sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência da República, teria viajado na noite desta segunda-feira (26) para a Argentina, de onde seguiria para os Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo site argentino Infobae na madrugada desta terça-feira (27).

 

Segundo a publicação, Flávio teria cruzado a fronteira entre o Brasil e a Argentina e embarcaria em um jatinho particular com destino aos Estados Unidos. Diante das informações sobre a possível viagem, a Polícia Federal (PF) acionou autoridades argentinas para apurar se o senador entrou no país vizinho.

 

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, interlocutores da PF teriam indicado que Flávio não passou por um posto regular de controle migratório brasileiro nas últimas horas. A corporação, no entanto, teria considerado a possibilidade de o senador ter cruzado a fronteira sem passar pela fiscalização.

 

O caso ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal. A medida inclui os documentos de outras nacionalidades, conforme informações divulgadas sobre a decisão judicial.

 

Procurado pela Rede Globo, o senador Rogério Marinho (PL-RN), aliado de Flávio e coordenador-geral de sua campanha, negou que ele tenha deixado o Brasil. Até o momento da publicação, a assessoria do senador não havia se pronunciado sobre o caso.

PL reconhece vitória de Lula na eleição presidencial, mas pede esclarecimentos
Foto: Beto Barata/Agência

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu nesta segunda-feira (26) a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. A posição contraria a do candidato do próprio partido, o senador Flávio Bolsonaro, que, derrotado no domingo (25), anunciou que não aceitaria o resultado e que pediria a cassação da chapa de Lula.

 

Em nota, Valdemar afirmou que o PL reconhece o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas cobrou esclarecimentos sobre o processo.

 

“Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE-BR), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático”, declarou.

 

O dirigente não parabenizou Lula pela vitória. Ele também não comentou a promessa de Flávio de recorrer à Justiça para tentar invalidar a eleição. Segundo aliados do senador, a ideia foi abandonada nesta segunda-feira.

Flávio Bolsonaro supera Lula e vence votação entre presos provisórios da Papuda no 2º turno
Foto: Vittor Sales / Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) venceu a disputa no segundo turno da eleição presidencial entre os eleitores que votaram no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, no último domingo (25). O candidato registrou 81 votos na seção destinada a presos provisórios, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 74 votos.

 

Segundo informações do Estado de Minas, o resultado marcou uma inversão em relação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro, quando o candidato do PT liderou a votação na unidade com 74 votos contra 70 de Flávio Bolsonaro. Na segunda etapa do pleito, Lula manteve a mesma votação, enquanto o postulante do PL teve um acréscimo de 11 votos.

 

A seção eleitoral funcionou na unidade conhecida como Papudinha, instalada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, em São Sebastião. O direito ao voto no local é restrito aos detentos provisórios, que ainda não possuem condenação criminal definitiva transitada em julgado, incluindo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Flávio Bolsonaro desiste de pedir anulação da eleição e prepara ação contra Lula
Foto Pedro Kirilos / Estadão

O senador Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de pedir na Justiça anulação da eleição que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT), menos de 24 horas após anunciar a iniciativa. No lugar, sua campanha deve apresentar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) por suposto abuso de poder econômico contra o presidente.

 

A mudança de estratégia ocorreu após conversas e reuniões com aliados e advogados, que apontaram fragilidades jurídicas no pedido de anulação, como a falta de argumentos concretos e o cenário desfavorável no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Além dos obstáculos jurídicos, aliados avaliaram que tentar anular o resultado poderia gerar instabilidade institucional e prejudicar a trajetória política de Flávio, que recebeu quase 60 milhões de votos. Senadores e governadores, entre eles Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, defenderam o recuo e argumentaram que a eleição é “página virada”.

 

A ação que deve substituir o pedido de anulação pretende questionar medidas anunciadas por Lula durante a campanha, apontadas pela oposição como eleitoreiras. A iniciativa pode pedir a cassação da chapa do presidente por abuso de poder econômico.

 

A avaliação entre aliados é que ações desse tipo são comuns em disputas eleitorais e não teriam o mesmo potencial de provocar uma crise institucional que uma tentativa de anular o resultado do pleito.

MC Cabelinho alfineta Neymar após vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro nas urnas
Foto: Reprodução / Instagram @mccabelinho @neymarjr

Após a vitória do presidente Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), MC Cabelinho utilizou suas redes sociais para comemorar o resultado do segundo turno e alfinetou o jogador do Santos, Neymar Jr. Na noite de domingo (25), para celebrar a vitória do petista, o cantor utilizou uma frase dita pelo atacante alguns dias antes do pleito, demonstrando apoio ao ex-senador carioca.

 

Logo após a confirmação da quarta vitória de Lula nas urnas, o funkeiro publicou uma foto “fazendo o L” com a legenda “Dito isso… 13”. Essa postagem de Cabelinho faz referência ao comentário deixado por Neymar em uma publicação do próprio cantor. Na ocasião, a Meta, empresa dona do Instagram, removeu da plataforma um vídeo da série “Revelando” em que MC Cabelinho falava sobre o, até então, candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). 

 

 

O vídeo em questão abordava a acusação de Flávio ter sido funcionário fantasma no gabinete de seu pai, Jair Bolsonaro, aos 19 anos. O artista comentou, em suas redes sociais, sobre a retirada do conteúdo e logo em seguida repostou o registro, o que gerou grande repercussão e milhares de comentários, inclusive de Neymar, que comentou: “Dito isso… 22”, acompanhado por um emoji representando a bandeira do Brasil e outro de risada. 

 

 

O jogador tem se envolvido em diversas polêmicas em relação ao seu posicionamento político desde as eleições de 2018, quando deixou curtidas em publicações a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Já em 2022, seu incentivo à candidatura do pai de Flávio à presidência da República foi mais explícito, com o jogador declarando apoio com um vídeo em que dançava ao som de uma música que dizia: “Vota, vota e confirma: 22 é Bolsonaro”. Enquanto nas eleições de 2026, o atacante se encontrou com o deputado federal por Minas Gerais, Nikolas Ferreira, que foi o mais votado da história, reforçando apoio a Flávio Bolsonaro.

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

 

“Eu acho que foi muito em virtude do momento atual eleitoral. Porque em outros momentos você teve figuras nacionais que receberam título aqui em Salvador, até o próprio Lula em 2006, e não teve essa repercussão toda de ataques, nem tentativas de revogação”, afirmou.

 

A homenagem a Flávio Bolsonaro foi entregue por Cezar Leite no dia 17 de outubro, durante um ato político no Farol da Barra. A cerimônia ocorreu após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) derrubar uma liminar que havia determinado o adiamento da solenidade para depois do segundo turno das eleições.

 

O vereador afirmou que sua principal preocupação durante a disputa judicial foi preservar as prerrogativas dos parlamentares e a autonomia da Câmara Municipal de Salvador (CMS). Para ele, a aprovação do título pelo Legislativo legitimava a concessão da homenagem.

 

“Quando você coloca em votação e é aprovado, isso tem legitimidade. Se você não fere qualquer tipo de regimento ou ato processual da Câmara, é legítimo”, declarou.

 

Cezar Leite também elogiou o presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), por ter compreendido seus argumentos, apesar das diferenças políticas entre os dois. Segundo o vereador, a discussão não se limitava à homenagem ao senador, mas envolvia a defesa das competências do Legislativo municipal.

 

A concessão do título foi aprovada pela Câmara por meio da Resolução nº 3.592/2026, após proposição apresentada a pedido de Cezar Leite. A primeira decisão judicial também havia suspendido a transferência temporária da sede do Legislativo para o Farol da Barra e estabelecido multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento. 

 

ASSISTA O PROGRAMA COMPLETO:

Kassab deseja bom governo a Lula e diz que PSD apoiará medidas pelo equilíbrio fiscal
Foto: Pedro França / Agência Senado

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, cumprimentou o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e desejou um bom governo. Em nota, ele afirmou que o partido apoiará iniciativas do governo Lula que busquem reduzir desigualdades sociais e promover o equilíbrio fiscal.

 

Kassab disse que a sigla também apoiará medidas para estimular investimentos, gerar empregos e manter a estabilidade econômica. O dirigente citou ainda propostas voltadas à pesquisa, ciência e inovação, ao fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde) e à educação dos jovens.

 

O presidente do PSD afirmou que os parlamentares e governadores eleitos pelo partido devem defender projetos que considerem positivos e manter uma relação republicana com o governo federal, em nome do desenvolvimento do país e do bem-estar da população.

 

Após o primeiro turno da eleição presidencial de 2026, quando Flávio Bolsonaro (PL) terminou o pleito na frente, Kassab anunciou que a legenda se manteria neutra e liberou os filiados para escolher os candidatos que apoiariam. O candidato do partido, Ronaldo Caiado, terminou em 4º lugar, com 2,18% dos votos, e declarou apoio ao senador.

Deputados pedem à PGR que retenha passaporte de Flávio Bolsonaro e impeça que ele saia do Brasil
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil.

Deputados federais governistas apresentaram representação na Procuradoria-Geral da República (PGR), alguns ainda neste domingo (25), pedindo a adoção de medidas urgentes para impedir que o senador Flávio Bolsonaro (PL) saia do país. Entre os pedidos estão a proibição de deixar o Brasil, a entrega dos passaportes e a comunicação da eventual decisão à Polícia Federal e às autoridades de controle migratório.

 

Nas redes sociais, uma eventual viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos é um tema que vem crescendo nos debates desde o final da apuração do segundo turno das eleições. Os internautas repercutem principalmente um vídeo da ex-deputada Joice Hasselmann, que afirmou, no fim de semana, que o senador do PL já tinha um jatinho pronto, inclusive com plano de voo, para seguir rumo a Miami, nos Estados Unidos, em caso de derrota. 

 

Um dos deputados que apresentou representação na PGR foi Otoni de Paula (PSD-RJ), que solicitou que o órgão avalie, em caráter de urgência, a possibilidade de impor medidas cautelares ao senador Flávio Bolsonaro.

 

O documento protocolado por Otoni trata principalmente do inquérito que apura operações envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, no qual Flávio figura como investigado. A representação também solicita análise de informações sobre movimentações financeiras internacionais e apurações envolvendo o advogado Willer Tomaz e a empresa Alcazar Holdings.

 

“Ele não vai fugir do país porque o negão aqui não vai deixar”, afirmou o deputado, em vídeo publicado no Instagram. “Os seus esquemas com Vorcaro você vai ter que pagar aqui”, completou Otoni.

 

Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Duda Salabert (Psol-MG) também acionaram a PGR e o Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a apreensão do passaporte e a proibição de saída do país do candidato derrotado à Presidência. 

 

Em vídeo nas redes sociais, a deputada Duda Salabert relatou que solicitou à Justiça a retenção do passaporte do senador Flávio Bolsonaro. Segundo a parlamentar, o objetivo é impedir uma eventual saída dele do Brasil para escapar de investigações ou de possíveis responsabilidades perante a Justiça. 

 

“Acabo de pedir a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro! O Brasil não pode correr o risco de assistir a mais uma tentativa de fuga para os Estados Unidos para escapar da Justiça”, escreveu Duda nas redes sociais.

 

Flávio Bolsonaro encerrará seu mandato no Senado Federal em fevereiro de 2027, ficando sem cargo eletivo e sem imunidade parlamentar pela primeira vez em 24 anos de carreira política. O senador, quando deixar o cargo, também perderá direito ao foro privilegiado. 
 

Semana tem Lula em comemoração de aniversário, ação de Flávio para anular eleição e retorno do Congresso
Foto: Ricardo Stuckert

Finalizado o segundo turno das eleições presidenciais, as atenções se voltam, em Brasília, à atuação dos três poderes e as negociações para pautas que não foram concluídas antes do período eleitoral. Uma dessas pautas é a PEC da Segurança Pública, que teve sua votação adiada no plenário do Senado devido à falta de entendimento entre governo e oposição sobre a questão da redução da maioridade penal. 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito com mais de 64 milhões de votos, retorna a Brasília e terá nesta terça-feira (27) a comemoração do seu aniversário de 81 anos. Ainda não se sabe se Lula já retomará suas atividades nesta semana ou se descansará da disputa eleitoral.

 

No Judiciário, o destaque é o eventual pedido de anulação do segundo turno das eleições, prometido pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL). Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entretanto, disseram reservadamente a jornalistas que essa iniciativa não tem chance de prosperar. 

 

Confira abaixo a agenda da semana em Brasília. 

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula não tem compromissos marcados em sua agenda oficial nesta segunda-feira (26). Lula deve voltar de São Paulo para Brasília ainda hoje. 

 

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República ainda não divulgou a agenda de Lula para esta semana. Também não relatou se haverá alguma comemoração pelo aniversário do presidente Lula, que completa 81 anos nesta terça (27). 

 

Na agenda da divulgação de indicadores da economia, o destaque da semana é a apresentação dos números da Pnad Contínua do IBGE sobre a situação do emprego no Brasil. O IBGE apresentará seu estudo na próxima sexta (30), com os números da ocupação e do desemprego no trimestre encerrado em setembro deste ano. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não definiram o calendário de sessões plenárias nesta semana. Os dois presidentes devem se reunir com os líderes partidários para acertar os projetos a serem votados nos próximos dias. 

 

Alcolumbre e Motta deram uma declaração conjunta na noite deste domingo (25), para reconhecer a vitória do presidente Lula no segundo turno das eleições e defender a pacificação do país após a disputa. Em declaração na residência oficial do Senado, Davi destacou o respeito à decisão dos eleitores e afirmou que o Congresso Nacional estará à disposição para atender às demandas da sociedade brasileira.

 

“Hoje nós estamos aqui, o Poder Legislativo brasileiro, o presidente da Câmara e o presidente do Senado, reconhecendo a decisão livre e soberana do povo brasileiro, sufragada nas urnas eletrônicas, que completam 30 anos e que são um patrimônio do Brasil que nós precisamos exaltar”, afirmou o senador. 

 

O presidente do Senado revelou que, logo após a confirmação do resultado, ele e Hugo Motta telefonaram para Lula e para o vice-presidente Geraldo Alckmin para cumprimentá-los pela vitória e desejar sucesso no novo mandato. Na fala à imprensa, os presidentes das duas Casas reafirmaram o compromisso do parlamento com as demandas apresentadas pela sociedade durante o processo eleitoral. 

 

Hugo Motta ainda disse que a reeleição de Lula abre uma nova oportunidade para conciliar o país, marcado pela divisão política e pela radicalização. Ele também defendeu o diálogo entre os Poderes e disse que o Congresso estará pronto para apoiar pautas consideradas necessárias para a população brasileira.

 

“Temos um Brasil dividido e radicalizado e, com a vitória de hoje, o presidente Lula tem uma nova oportunidade de conciliar o país, de olhar para frente e governar para todos”, afirmou o presidente da Câmara.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, agendou uma semana de poucos temas a serem debatidos no plenário, nas sessões de quarta (28) e quinta (29). Uma das ações que serão debatidos pelos ministros será a RE 1384562, que trata da possibilidade de instituição de alíquotas progressivas para as contribuições previdenciárias dos servidores públicos federais, nos parâmetros da Reforma da Previdência de 2019 (Emenda Constitucional EC 103/2019).

 

O recurso diz respeito a decisão da 5ª Turma Recursal Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul que condenou a União a restituir a uma servidora federal os valores descontados em decorrência da aplicação das alíquotas progressivas, previstas nos incisos V a VIII do parágrafo 1º do artigo 11 da EC 103/2019. 

 

De forma incidental, o colegiado declarou inconstitucionais os dispositivos, por considerar que a sistemática de tributação progressiva viola o princípio da isonomia e é confiscatória. De acordo com a decisão, a tributação deve se limitar à alíquota de 14%. No STF, a União argumenta que não há impedimento constitucional à progressividade e ao aumento da alíquota, desde que se observem os princípios da legalidade, da anterioridade, da isonomia, da capacidade contributiva e do não confisco.

 

Outro tema previdenciário na pauta é a ADI 6336, que questiona a regra da Reforma da Previdência de 2019 que revogou a isenção parcial da contribuição previdenciária sobre proventos de aposentadoria de servidores acometidos por doenças graves e incapacitantes. 

 

De acordo com a regra revogada pela Emenda Constitucional 103/2019, a contribuição para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do servidor nessa condição incidia apenas sobre as parcelas de aposentadoria e de pensão que superassem o dobro do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). A nova regra limita a isenção ao teto do RGPS.

 

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), autora da ação, argumenta que o tratamento idêntico a aposentados saudáveis e aos que têm doenças incapacitantes viola os princípios constitucionais da isonomia e da dignidade da pessoa humana na efetivação do direito fundamental à aposentadoria. A Anamatra também alega que a regra original não poderia ser revogada porque efetivava direitos fundamentais dos servidores na Constituição Federal.

 

A Advocacia-Geral da União (AGU), por sua vez, defende que a reforma visou dar sustentabilidade aos regimes próprios de servidores e que não houve a supressão total da imunidade para aposentados e pensionistas nessa condição, mas a redução da imunidade estendida.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

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Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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