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E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
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Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (18), indica a percepção do eleitorado sobre os reflexos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) nas campanhas políticas. Segundo o levantamento, 38% dos entrevistados avaliam que o atual momento da Suprema Corte prejudica o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 31% apontam prejuízo ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
A opção de que a crise não prejudica nenhum dos candidatos foi citada por 25% dos eleitores, e 5% consideram que todos são afetados. Não souberam responder 14% dos ouvintes. Da mesma pesquisa, a esquerda é mais citada do que a direita em questão de espectro ideológico. O presidente Lula tem se descolar do caso, mesmo elogiando Moraes.
Entre os demais pré-candidatos citados na pesquisa, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) registraram 2% cada. O escritor Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) pontuaram 1% cada. Os pré-candidatos Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) não atingiram 1% das citações.
A crise no STF intensificou-se nas últimas semanas em decorrência dos desdobramentos do Caso Master e do levantamento de sigilo, ordenado pelo ministro André Mendonça, de um relatório da Polícia Federal que inclui mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes.
Ainda na última terça-feira (15), a sessão da Suprema Corte sobre o tema foi encerrada sem decisão, após pedido de vista do ministro Flávio Dino, que dispõe de prazo de até 90 dias para devolver o processo. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.
O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.
Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (18), indica a percepção do eleitorado sobre a presença de políticos de diferentes correntes ideológicas no escândalo envolvendo o Banco Master, investigado por suspeitas de fraudes e rede criminosa atribuídas ao ex-banqueiro e dono da instituição, Daniel Vorcaro.
Ao serem questionados sobre qual espectro político reúne a maioria dos envolvidos no caso, 34% dos entrevistados responderam ser a esquerda, enquanto 27% apontaram a direita. A opção de centro foi citada por 10% dos eleitores, e 13% avaliaram que políticos de todas as posições estão envolvidos. Não souberam responder 16% dos ouvidos, e a opção "nenhum" registrou 0%.
A Polícia Federal apura repasses e direcionamento de emendas efetuados por parlamentares ligados a Daniel Vorcaro. Os senadores Ciro Nogueira, Jaques Wagner e Flávio Bolsonaro negam a prática de irregularidades.
Em desdobramento recente do caso, o Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou, na última terça-feira (15), a sessão que analisava mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes sem alcançar uma decisão, após o ministro Flávio Dino formular pedido de vista, com prazo de suspensão de até 90 dias.
O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04029/2026.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou que pretende manter o reajuste de 15,04% no programa Bolsa Família caso vença a eleição presidencial. Isso vem após o presidente Lula da Silva (PT) realizar um aumento no programa elevando o valor para R$ 600. O assunto é tema de disputa nas campanhas em período eleitoral.
A afirmação foi concedida à Revista Oeste. Isso ocorreu logo após o parlamentar ter criticado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo aumento anunciado a poucos dias do primeiro turno das eleições, momento em que chegou a definir a quantia do reajuste como "merreca".
Um recorte da pesquisa PoderData/Aya divulgado nesta sexta-feira (18) revela como a orientação política dos eleitores determina a opinião a respeito da atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mais propriamente de Alexandre de Moraes e André Mendonça, que desde o começo de setembro se acusam mutuamente e tentam abrir investigações um contra o outro.
A pesquisa questionou seus entrevistados sobre a aprovação ao trabalho de Alexandre de Moraes e de André Mendonça. Moraes teve aprovação de 33% e desaprovação de 57%, enquanto Mendonça teve sua atuação aprovada por 50% e desaprovada por 36% dos eleitores brasileiros.
O PoderData/Aya cruzou as respostas dos eleitores sobre a avaliação dos ministros e a declaração de voto em um eventual segundo turno da eleição presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os que declaram voto em Flávio, 75% aprovam a atuação de André Mendonça no Supremo, enquanto outros 16% o desaprovam e 9% não sabem responder.
O cenário se inverte quando a avaliação de Mendonça é feita entre os eleitores de Lula. Nesse caso, apenas 21% aprovam Mendonça, enquanto 60% desaprovam sua atuação e outros 19% não sabem.
Já na avaliação do ministro Alexandre de Moraes, 91% dos eleitores do candidato do PL desaprovam o trabalho dele, enquanto apenas 4% aprovam e 5% não sabem responder. Os percentuais se invertem quando a avaliação de Moraes é feita por quem declara voto em Lula: 67% aprova atuação do ministro, contra 18% que desaprovam e 15% que não souberam responder.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos próprios. O levantamento teve parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados de 13 a 16 de setembro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.
Foram 3.000 entrevistas em 623 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-00360/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão numericamente empatados na liderança do índice de rejeição entre os postulantes à Presidência da República, segundo nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira.
Tanto o atual chefe do Executivo quanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro registraram 47% de recusa do eleitorado, uma oscilação de um ponto percentual para cima em relação ao levantamento da semana anterior.
As movimentações ocorreram dentro da margem de erro, mantendo o quadro de estabilidade observado desde o final de agosto. A pesquisa é a primeira realizada pelo instituto após a sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) referente ao caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Contratado pela Folha de S. Paulo e pela TV Globo, o levantamento ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.
A oscilação dos demais pré-candidatos também se deu estritamente dentro da margem de erro, mantendo os percentuais da semana anterior:
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Flávio Bolsonaro (PL): 47% (eram 46%)
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Lula (PT): 47% (eram 46%)
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Renan Santos (Missão): 15% (eram 17%)
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Romeu Zema (Novo): 14% (eram 16%)
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Ronaldo Caiado (PSD): 13% (eram 14%)
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Rui Costa Pimenta (PCO): 11% (eram 11%)
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Samara Martins (UP): 10% (eram 9%)
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Edmilson Costa (PCB): 10% (eram 9%)
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Escritor Augusto Cury (Avante): 9% (eram 10%)
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Clariana Barão (DC): 7% (eram 7%)
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Hertz Dias (PSTU): 7% (eram 7%)
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Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 6% (eram 7%)
Entre os entrevistados, 2% declararam rejeitar todos os concorrentes e outros 2% afirmaram não rejeitar nenhum candidato (ou que votariam em qualquer um). O percentual de entrevistados que não souberam ou não responderam também somou 2%.
O prefeito Marcelo Araújo (União), aliado declarado do candidato Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela presidência, posou ao lado do filho 01 de Jair Bolsonaro e do candidato ao Senado, João Roma (PL), em um vídeo de agradecimento do presidenciável ao apoio da gestão Conceição do Coité em sua tentativa de assumir o cargo máximo da república. Em vídeo publicado nas redes sociais do prefeito de Coité, Flávio ainda afirmou que, se eleito, "Coité terá todo apoio que precisar do governo federal". Ainda no vídeo publicado, Marcelo Araújo afirmou que Flávio poderia contar com toda a região do Sisal na eleição marcada para o dia 4 de outubro.
O encontro ocorreu durante um cumprimento de agenda do candidato no município de Vitória da Conquista, situado no Sudoeste Baiano. Lá, além de se encontrar com João Roma, Marcelo Araújo e a primeira-dama de Coité, Suzi Ramaldes, o presidenciável realizou uma motociata e um ato político com outras lideranças do partido em frente ao Estádio Lomanto Júnior.
Marcelo Passos já havia declarado apoio a Flávio Bolsonaro em outras ocasiões e, durante o vídeo, chegou a criticar o governo atual. "Vamos lá recuperar o nosso Brasil, vamos nos livrar das mãos sujas da esquerda e vamos tirar o Brasil do vermelho", declarou Marcelo.
Apesar da intimidade, Conceição do Coité e a região sisaleira foram obstáculos para a reeleição de Jair Bolsonaro nas eleições gerais de 2022. Segundo dados levantados pelo O GLOBO, cerca de 36% do eleitorado do município votou no ex-candidato do PL, frente aos 63% de eleitores que votaram em Lula. A discrepância se torna ainda maior em cidades vizinhas. No município de Serrinha, por exemplo, Bolsonaro não alcançou nem 1/4 dos votos válidos, com apenas 24% de escolhas.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17) mostra Lula (PT) com 39% das intenções de voto para a Presidência, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 36%. Os dois estão em empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Augusto Cury (Avante) tem 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. Romeu Zema (Novo) registra 2%, enquanto Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm 1% cada.
Nos cenários de segundo turno, Lula e Flávio também aparecem tecnicamente empatados: 46% a 44%. O petista registra ainda 46% contra 42% de Caiado, 49% contra 39% de Zema e 47% contra 38% de Renan Santos. Já na simulação contra Augusto Cury, os dois aparecem com 44% das intenções de voto.
O levantamento ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo e está registrada no TSE sob o número BR-04029/2026.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) negou, nesta quinta-feira (17), durante agenda de campanha em Vitória da Conquista, que a oposição brasileira receba ajuda do governo dos Estados Unidos. O senador foi questionado sobre a revelação de que a gestão Donald Trump apresentou ao governo Lula uma exigência relacionada à participação de "dissidentes políticos" nas eleições deste ano.
Ele afirmou que o pleito será decidido pelos brasileiros e rejeitou a ideia de que a cobrança feita por Washington represente uma ajuda à oposição.
"Vamos ser bem claros, não existe ajuda do governo americano. Essa narrativa não vai colar, desculpa. Quem resolve a eleição é a gente aqui. A oposição tá disputando a eleição. A gente disputa a eleição com as regras que estão aí. E, se Deus quiser, vai ser no primeiro turno", afirmou.
Simulação de disputa de segundo turno feita pela pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira (17), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 46% das intenções de voto. Em segundo lugar no cenário de segundo turno está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 44%.
Segundo a PoderData/Aya, os percentuais dos dois principais candidatos a presidente variaram levemente para baixo em relação ao levantamento divulgado na semana passada. Na ocasião, a diferença era de 47% a 45% a favor de Flávio Bolsonaro, mas ainda dentro da margem de erro.
Por outro lado, cresceram as intenções de voto branco e nulo: passaram de 6% para 8%. Outros 2% disseram não saber em quem votar no segundo turno.
O PoderData/Aya também fez outras duas simulações de segundo turno. Em uma disputa de Lula contra Augusto Cury, o escritor ganha de 45% a 42%, e em um eventual confronto entre Flávio e Cury, o senador vence por 43% a 36%.
No cenário de primeiro turno, o presidente Lula aparece com 37% (eram 38%) e Flávio com 36%, mesmo patamar do levantamento anterior. O escritor Augusto Cury (Avante) caiu de 10% para 8%.
Na sequência, Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 3% cada um. Hertz Dias (PSTU) registrou 2%. Romeu Zema (Novo), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Clariana Barão (Democracia Cristã) têm 1%.
Wilson Grassi (Democrata) e Edmilson Costa (PCB) não pontuam. Outros 4% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular, enquanto 2% não souberam responder.
A pesquisa foi realizada com 3.000 eleitores de 13 a 16 de setembro por meio de entrevistas por telefone em 623 municípios de todo o país. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, em um intervalo de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é BR-00360/2026.
Apoiadores do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) se concentram na manhã desta quinta-feira (17) no aeroporto de Vitória da Conquista, no Sudoeste.
Espera de Flávio Bolsonaro em Conquista tem climão e grito de ‘comunista’ contra prefeita
— BN Municípios (@BNMunicipios) September 17, 2026
Imagens: Blog do Anderson pic.twitter.com/3reYi0h7u6
Imagens feitas pelo Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias, mostram um grupo dentro do terminal. Em um dos vídeos, um eleitor bolsonarista chega a chamar a prefeita da cidade, Sheila Lemos (União), de “comunista”.
Não se sabe o motivo porque a palavra foi usada, mas a suspeita seja porque uma vereadora [Lara Fernandes] teria sido barrada de ter acesso ao local onde o presidenciável seria recebido, situação que teria sido atribuída à prefeita.
Nos últimos dias, Fernandes acusou a gestão municipal de favorecer a candidatura de Wagner Alves (União), esposo de Sheila Lemos. Wagner Alves assim como Lara Fernandes integram a base da prefeita e concorrem a uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nas eleições de outubro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando no primeiro turno, mas nas simulações de segundo turno, foi ultrapassado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), apesar de ambos estarem em uma situação de empate técnico. Em resumo, esses foram os resultados da mais nova rodada da pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (17).
No principal cenário testado em segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 47,2%, enquanto Lula registra 46,8%. A diferença é de 0,4 ponto percentual, dentro da margem de erro de um ponto, o que configura empate técnico. Nos votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 50,2%, contra 49,8% de Lula.
Além do confronto entre Lula e Flávio, a Atlas/Bloomberg simulou outros quatro cenários. Confira abaixo:
Flávio Bolsonaro 47,2% x Lula 46,8%
Lula 46,3% x Romeu Zema 43,7%
Lula 46,0% x Ronaldo Caiado 41,7%
Lula 45,6% x Augusto Cury 37,8%
Lula 46,1% x Renan Santos 29,7%
Já na simulação de primeiro turno, o presidente Lula mantém a liderança da disputa presidencial, mas houve redução na distância para o segundo colocado. Lula marcou 44,1% das intenções, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 41,7%.
A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro é de 2,4 pontos percentuais, acima da margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos, o que mantém o líder petista numericamente à frente no levantamento. Nos votos válidos, Lula aparece com 45%, contra 42,6% de Flávio Bolsonaro.
Confira os números:
Lula (PT): 44,1%
Flávio Bolsonaro (PL): 41,7%
Renan Santos (Missão): 5,1%
Augusto Cury (Avante): 3,5%
Ronaldo Caiado (PSD): 1,7%
Romeu Zema (Novo): 1,1%
Samara (UP): 0,7%
Branco/nulo: 1,6%
Não sei: 0,5%
Os candidatos Clariana Barão (DC), Rui Costa Pimenta (PCO), Veterinário Wilson Grassi (Democrata), Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram na pesquisa.
A Atlas/Bloomberg entrevistou 5.018 pessoas entre os dias 11 e 16 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-06221/2026.
Em meio aos desdobramentos da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (16), que não teve participação na indicação do ministro Alexandre de Moraes para a Corte. A declaração foi dada durante entrevista ao podcast DL Show.
As falas ocorreram um dia após uma sessão marcada por discussões entre ministros do STF e em meio à repercussão da campanha eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem associado Lula a Moraes ao criticar a atuação do magistrado. O candidato Bolsonaro é investigado na corte e a crise pode favorecer sua campanha durante a disputa eleitoral.
"Ontem meu adversário gravou vídeo falando de Alexandre de Moraes. Essa apuração da Suprema Corte vai descobrir o que aconteceu no banco Master. Eles montaram a quadrilha do INSS e nós tivemos que desmontar. Eu não era presidente quando Moraes foi indicado [...]. Ele era senador, deve ter votado, portanto ele é culpado", rebate o presidente.
Vale contextualizar que Flávio Bolsonaro foi eleito senador pelo PSL apenas em 2018. Quando Alexandre de Moraes foi sabatinado e teve sua indicação aprovada pelo Senado Federal, em fevereiro de 2017, o atual candidato da oposição exercia mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), sem ocupar uma vaga no Legislativo federal.
Dessa forma, Flávio não participou da sabatina nem da votação que confirmou Moraes para o STF. Durante a entrevista, Lula rebateu as críticas feitas ao ministro e atribuiu a insatisfação de Flávio Bolsonaro a decisões tomadas por Moraes em processos relacionados aos atos de 8 de janeiro e ao caso Marielle Franco.
"A raiva dele [Flávio] com o Alexandre Moraes é que o Alexandre de Moraes mandou prender quem matou Marielle [Franco]. A bronca dele é que Moraes prendeu o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de Janeiro", criticou o presidente.
Registro dos candidatos | Fotos: Podcast DL Show / Instagram via @flaviobolsonaro
Ao comentar o cenário eleitoral de 2026, Lula destacou que Moraes foi indicado ao STF em 2017 pelo então presidente Michel Temer (MDB). O ministro assumiu a vaga aberta com a morte de Teori Zavascki, ou seja, saía da pasta de segurança pública do presidente da época para assumir uma cadeira na mais alta corte.
"Na presente hipótese, de maneira absolutamente inconstitucional e ilegal, o ministro relator determinou, de ofício, a realização de atos de investigação em relação a um ministro da Corte", alega Moraes sobre o julgamento marcado na corte.
RESPOSTA PARA FLÁVIO
Na entrevista, Lula afirmou que as críticas feitas por Flávio Bolsonaro a Moraes não estariam relacionadas ao caso envolvendo o Banco Master, mas sim a decisões judiciais proferidas pelo ministro. Ao comentar o tema, o presidente questionou os recursos destinados ao filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Ele tem que explicar cadê os R$ 130 milhões que pegou do Vorcaro. Foi R$ 130 milhões para fazer o filme. Como ele explica? Cadê esse dinheiro? Flávio tem que explicar os R$ 130 milhões que pegou do Vorcaro para fazer um filme mequetrefe sobre o seu pai", questiona Lula.
Lula elogiou a atuação de Moraes em processos relacionados à tentativa de golpe de Estado e sua condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2022. Na ocasião, Moraes atuou em decisões envolvendo a disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral e determinou medidas contra aliados do então presidente Jair Bolsonaro.
O presidente ainda comentou uma peça da propaganda eleitoral que faz referência ao que o senador classifica como "escândalo do Alexandre de Moraes" Em resposta, Lula mencionou investigações que apuram repasses de recursos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse.
As investigações apuram a negociação de recursos para a produção cinematográfica. Segundo informações já divulgadas pela imprensa após o áudio revelado pelo The Intercept Brasil, o valor previsto para o projeto era de R$ 134 milhões, dos quais US$ 12,3 milhões teriam sido repassados por Vorcaro.
"Ninguém aguenta mais o Lula, ninguém aguenta mais 4 anos do atual governo, ninguém aguenta mais os ministros do Lula no Supremo, melando o Brasil, atrapalhando a nossa democracia", dispara o opositor em agenda de campanha.
Flávio Bolsonaro admite ter se reunido com Vorcaro no fim de 2025, quando o empresário cumpria prisão domiciliar. O senador afirma que o encontro tratou da conclusão da captação de recursos para o filme e sustenta que os valores obtidos tiveram origem em "financiamento privado", isso sem considerar as emendas parlamentares de aliados que são investigadas pela Polícia Federal.
ASSISTA:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta quarta-feira (16) que não pode ser responsabilizado pelas indicações dos ministros Alexandre de Moraes, Kássio Nunes Marques e André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que não estava na Presidência da República quando eles foram nomeados.
Lula declarou que a responsabilidade pelas indicações é de quem estava no cargo à época e defendeu que qualquer pessoa que tenha cometido irregularidades seja investigada e julgada. Quando Alexandre de Moraes foi indicado ao STF, em 2017,o presidente era Michel Temer (MDB).
Desde o início da crise no STF, no começo deste mês, Lula evitava fazer afirmações contundentes sobre o caso, essa é a primeira vez que ele fala nominalmente dos ministros desde o julgamento no Supremo nesta terça (15).
Segundo interlocutores, a estratégia se deu para tentar descolar sua campanha à reeleição do cenário turbulento entre os ministros da Corte.
DIREITO DE DEFESA
Lula também disse defender que todos tenham direito à ampla defesa e a um julgamento justo, mas ressaltou que eventuais crimes devem ser punidos, independentemente de quem seja o investigado.
Ainda afirmou que adversários políticos, em especial o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), tentam associá-lo à atuação de Alexandre de Moraes e atribuiu as críticas ao ministro às decisões tomadas em investigações conduzidas pelo STF.
"Ontem [terça] meu adversário disse que eu sou responsável pelo Moraes. Mas a raiva dele [Flávio Bolsonaro] é porque o Moraes mandou prender quem matou Marielle. E porque prendeu o pai dele e golpistas. Esse é o pavor dele", afirmou.
ELOGIOS A MORAES
Na mesma entrevista, o presidente elogiou a atuação de Alexandre de Moraes na condução da Justiça Eleitoral durante as eleições de 2022.
Segundo Lula, o ministro teve papel importante na defesa do sistema eleitoral diante dos questionamentos feitos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro às urnas eletrônicas.
"Eu acho que o Moraes prestou um serviço à democracia. Ele foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição em que eu ganhei e sabe da tentativa que o Bolsonaro fez de destruir a credibilidade da urna eletrônica", disse.
Em entrevistas para podcasts, como o "Desce a Letra", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de “cara de pau”, disse que ele está "nervosinho" com a possibilidade de serem descobertas novas revelações sobre o dinheiro para o filme "Dark Horse", e que ele não tem como pedir impeachment do ministro Alexandre de Moras, do Supremo Tribunal Federal (STF), se também recebeu dinheiro supostamente ilício da mesma fonte.
"O meu adversário gravou um vídeo dizendo que eu sou responsável pelo Alexandre de Moraes… A obsessão dele é pegar o Alexandre de Moraes. Mas eles não querem brigar com o Alexandre de Moraes por causa do Banco Master. Não é por isso que ele tem raiva. Porque ele sabe que ele tem o rabo preso ao Banco Master mais do que qualquer outra pessoa. A raiva dele do Alexandre de Moraes, é porque o Alexandre de Moraes, sabe, mandou prender os caras que mataram a Marielle. A bronca dele do Alexandre de Moraes é que o Alexandre de Moraes prendeu […] o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de janeiro. Então, esse é o pavor dele", afirmou.
Na entrevista ao podcast Desce a Letra, Lula cobrou Flávio Bolsonaro dos milhões pedidos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para fazer o filme sobre Jair Bolsonaro.
“O que ele [Flávio Bolsonaro] tem que explicar é cadê os 130 milhões que ele pegou do Vocaro para o filme do seu pai. Aquele filme mequetrefe. […] Eu quero saber, o Flávio pegou o dinheiro, 130 milhões. 130 milhões, não foi 13 reais. Não foi 130 mil, não foi 1 milhão e 300. Foi 130 milhões para fazer um filme… e não explica da onde tá esse, não explica onde tá esse dinheiro.", disse.
O presidente Lula criticou ainda o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que desde março do ano passado mora nos Estados Unidos. Lula vinculou Eduardo Bolsonaro ao dinheiro para o filme "Dark Horse", e disse que se Eduardo voltar ao Brasil, será preso.
"Era um fundo que saía direto não sei da onde para ir pros Estados Unidos, ou seja, para sustentar o irmão dele que tá lá tramando o golpe contra o Brasil. E se ele voltar pro Brasil vai ser preso. Porque traidor da pátria tem que ser preso. Ele tá vendendo o Brasil aos interesses americanos", afirmou Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu 10 pontos percentuais sobre seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), nas simulações de primeiro turno, e se distanciou 7,3% do seu oponente no cenário de segundo turno. Foi o que revelou a 170ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião, divulgada nesta terça-feira (15) pela Confederação Nacional do Transporte, em parceria com o Instituto MDA.
Na simulação de disputa em primeiro turno, o presidente Lula registra 40,6% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30,4%. Em seguida, aparece Augusto Cury (Avante) aparece com 6%, Ronaldo Caiado, do PSD, com 3%, e Renan Santos, do Missão, com 2,7%. Os demais candidatos registram menos de 2%.
Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula tem 47,3%, ante 40% de Flávio. A diferença entre os dois é de 7,3 pontos percentuais.
A pesquisa CNT divulgada no mês de agosto mostrava uma distância de nove pontos entre Lula e Flávio. Na simulação atual, brancos e nulos somam 10,2%, e 2,5% estão indecisos.
Na pesquisa espontânea, o presidente Lula registra 36,6% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 26,7%. Os indecisos somam 20,8%.
A avaliação negativa do governo federal é de 39,4%, enquanto a positiva registra 33,8%. Outros 25,4% consideram o governo regular.
Outro recorde da pesquisa da CNT revela que, na avaliação pessoal do presidente Lula, 49,7% desaprovam o desempenho dele, enquanto 45,9% aprovam.
O levantamento mostra que 79,8% dos eleitores que indicaram um candidato consideram a decisão definitiva, enquanto 20,2% dizem que ainda podem mudar de escolha. Em agosto, 71,2% afirmavam que a decisão era definitiva.
As respostas dos entrevistados revelam ainda que para 35,5%, o maior receio é a volta de alguém da família Bolsonaro ao governo. Outros 34,7% apontam que seu maior medo é a continuidade do governo Lula.
A 170ª rodada foi realizada pelo Instituto MDA Pesquisa entre 9 e 13 de setembro de 2026, com 2.002 entrevistas em todas as regiões do país. A coleta foi feita de forma presencial, em domicílios e pontos de fluxo. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06902/2026.
A nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (14), mostra cinco simulações de 2º turno para as eleições deste ano. Na principal delas, o senador e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, por dois pontos percentuais. Ainda assim, ambos os candidatos estão empatados tecnicamente.
Lula oscilou de 41% na pesquisa Quaest de 7 de setembro para 40% agora. O senador foi de 41% para 42%. Todas essas oscilações aconteceram dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Já contra os outros quatro candidatos, sendo eles Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), Lula aparece à frente.
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e pelo jornal "O Globo" e entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. O registro no TSE é BR-03607/2026. A margem de erro é de dois pontos e o nível de confiança, de 95%.
Lula x Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro (PL): 42%
Lula (PT): 40%
Branco/nulo/não vai votar: 13%
Indecisos: 5%
Lula x Augusto Cury
Lula (PT): 38%
Escritor Augusto Cury (Avante): 36%
Branco/nulo/não vai votar: 21%
Indecisos: 5%
Lula x Ronaldo Caiado
Lula (PT): 41%
Ronaldo Caiado (PSD): 39%
Branco/nulo/não vai votar: 16%
Indecisos: 4%
Lula x Renan Santos
Lula (PT): 41%
Renan Santos (Missão): 38%
Branco/nulo/não vai votar: 17%
Indecisos: 4%
Lula x Romeu Zema
Lula (PT): 45%
Romeu Zema (Novo): 33%
Branco/nulo/não vai votar: 18%
Indecisos: 4%
A retirada do sigilo do inquérito relacionado ao filme “Dark Horse” trouxe, entre outras revelações, uma mensagem apreendida no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que cita um pedido de reunião dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro no mesmo dia em que o então deputado federal anunciou que iria morar nos Estados Unidos. Essa mensagem foi enviada pelo publicitário Thiago Miranda a Vorcaro em 18 de março do ano passado.
Segundo relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito que apura o financiamento do filme, o publicitário, que intermediou as tratativas sobre o filme, enviou mensagem a Vorcaro às 9h34 do dia 18 de março de 2025. Disse Thiago Miranda: “Flavio B e Eduardo querem marcar uma agenda com vc. Filme”.
No mesmo dia, Eduardo Bolsonaro fez uma postagem às 11h37, convocando seguidores para uma live na qual acabou por anunciar que havia decidido morar nos Estados Unidos. Um dia depois do anúncio, o então deputado afirmou, em entrevista à CNN, que cogitava inclusive abrir mão do seu mandato, segundo ele, porque não tinha “tranquilidade para voltar ao Brasil”.
O relatório não informa qual foi a resposta do dono do Banco Master sobre o pedido de reunião e nem se ela ocorreu. O primeiro repasse de verbas a mando de Vorcaro foi feito pouco mais de um mês antes do anúncio de Eduardo.
Outros dois repasses foram realizados seis dias depois, segundo o relatório. O documento foi tornado público pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O dinheiro para o filme “Dark Horse foi repassado por Vorcaro por meio da empresa Entre Investimentos, que enviou os valores para o fundo Havengate, nos Estados Unidos. O fundo é controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.
O então deputado Eduardo Bolsonaro estava nos Estados Unidos desde 27 de fevereiro de 2025. Na época, aquela era a sua quarta viagem ao país no início de ano, todas pagas com recursos próprios. Quando Daniel Vorcaro fez o seu primeiro repasse para o filme, de US$ 2 milhões, em 13 de fevereiro de 2025, Eduardo estava em sua terceira ida aos EUA.
Em 24 de fevereiro, o deputado do PL foi a uma conferência nos Estados Unidos e passou duas semanas em um périplo para falar com autoridades americanas sobre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, meses depois sancionado pela Lei Magnitsky.
A data do primeiro pagamento é posterior ao que foi combinado na proposta de financiamento: seriam 14 parcelas repassadas todo dia 5 — sendo as duas primeiras no valor de US$ 2 milhões em janeiro de 2025 e outras 12 de US$ 1,66 milhão, como mostra documento anexado pela PF.
Em nota à imprensa, Eduardo Bolsonaro diz que nunca conversou ou se reuniu com Vorcaro e nega qualquer relação entre sua mudança para os EUA e o dinheiro do filme. Já a equipe de Flávio vem repetindo a afirmação de que ele não cometeu irregularidades e defende o fim do sigilo da investigação.
O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) tentou, por quatro vezes, retirar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a investigação sobre destinação de emendas e desvio de finalidade para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na última quinta-feira (10/9), Dino autorizou uma operação contra 29 alvos ligados à investigação sobre o repasse de emendas parlamentares à produtora do filme.
Os quatro pedidos feitos pela defesa de Flávio Bolsonaro foram feitos entre os dias 13 e 29 de julho deste ano. Dois dos pedidos foram endereçados ao presidente do STF, Edson Fachin, e dois ao próprio Flávio Dino.
A alegação dos advogados de Flávio Bolsonaro era a de que a investigação sobre o filme “Dark Horse” estava sob o comando do ministro André Mendonça, e que, por isso, ele também deveria assumir a apuração sobre eventual uso de recursos públicos na obra.
“Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso, mas se tratou de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente do Exmo. Min. Flávio Dino para os fatos”, disse a defesa do senador.
Na investigação sobre as emendas parlamentares, relatada por Flávio Dino, é apurado o suposto uso irregular de verbas públicas para a produção do filme. A Polícia Federal investiga se verbas destinadas à execução de projetos sociais foram desviadas por meio do Instituto Conhecer Brasil (ICB) para bancar a cinebiografia.
Já a investigação que envolve o Caso Master, e que está sob comando de André Mendonça, apura o repasse de milhares de reais feitos por Daniel Vorcaro para financiar o filme. Os investigadores querem saber se houve lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam o mesmo índice de resistência entre os eleitores: 46% afirmam que não votariam em nenhum dos dois de jeito nenhum. O percentual coloca os dois empatados no topo da rejeição medida pela pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (11).
Renan Santos (Missão) aparece com 17%, enquanto Romeu Zema (Novo) soma 16% e Ronaldo Caiado (PSD), 14%. Augusto Cury (Avante) registra 10%, após marcar 9% na pesquisa anterior.
O levantamento foi realizado entre 8 e 10 de setembro com 2.002 eleitores em 125 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada no TSE sob o número BR-01833/2026.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu no início da noite desta sexta-feira (11) derrubar o sigilo de investigações de grande repercussão política derivadas do caso do Banco Master. A decisão atendeu a um pedido formal encaminhado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornou públicos inquéritos que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL), o senador Ciro Nogueira (PP), o senador baiano Jaques Wagner (PT) e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).
A manifestação que motivou a decisão foi assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho. A PGR havia sustentado que diversos procedimentos vinculados à apuração mais ampla da Operação Compliance Zero não constavam na lista inicial de processos cujo sigilo havia sido suspenso pelo relator na quinta-feira.
Essa quebra dos sigilos de outros processos foi revelada pelo Jornal O Globo. Com a retirada do segredo de Justiça, Mendonça atende ao pedido de Fachin (presidente da corte) e deixa os processos públicos com os detalhes das apurações específicas sobre a conduta das autoridades citadas:
- Flávio Bolsonaro (PL): O inquérito investiga o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Conforme os relatórios de investigação, o senador teria atuado como "interlocutor direto" com o empresário Daniel Vorcaro na captação de recursos, que seriam geridos nos Estados Unidos pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Flávio e Eduardo Bolsonaro negam qualquer irregularidade;
- Ciro Nogueira (PP): A apuração examina a suposta atuação do parlamentar no Congresso Nacional em favor do Banco Master e de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal aponta suspeita de pagamento de vantagens financeiras ao senador além da evidente proximidade dos dois;
- Cláudio Castro (PL): A investigação apura possíveis irregularidades no repasse de R$ 3,6 bilhões do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro, para papéis do Banco Master. Os investigadores sustentam que houve manobra na gestão do fundo para viabilizar operações classificadas como de alto risco. Castro nega ter cometido atos ilícitos;
- Jaques Wagner (PT): O procedimento apura a relação do senador com o ex-sócio da instituição financeira Augusto Lima. A investigação aponta suspeitas de repasses a uma empresa ligada a familiares do parlamentar e à compra de um apartamento de luxo em Salvador. Wagner, por sua vez, nega a concessão de benefícios ao banco ou a prática de ilícitos e segue sendo defendido pelo presidente Lula.
Reportagem exclusiva do site ICL Notícias revelou, nesta sexta-feira (11), que a empresa de capacetes Bravo Grafeno, de propriedade do senador Flávio Bolsonaro e do seu irmão, Carlos Bolsonaro, divide o mesmo endereço em Brasília com 16 firmas de propriedade do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
O levantamento do ICL Notícias indica que a empresa de Flávio Bolsonaro usou não apenas a mesma estrutura do Careca do INSS, investigado na Operação Sem Desconto da Polícia Federal e que se encontra preso na Papuda. O candidato a presidente também se utilizava dos mesmos serviços de contabilidade das firmas do Careca do INSS.
O contador do Careca do INSS se chama Alexandre Caetano dos Reis, dono da Voga Serviços Contábeis. O contador foi preso em dezembro de 2025, envolvido em negócios ilegais com o Careca do INSS, inclusive sendo sócio dele em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe.
Alexandre Caetano dos Reis é responsável também pela contabilidade do escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro. Além disso, o escritório da firma de Reis funciona no mesmo prédio onde estão localizadas as firmas do Careca do INSS e da Bravo Grafeno de Flávio e Carlos Bolsonaro.
O endereço compartilhado entre a empresa de capacetes e as firmas do Careca do INSS, de acordo com a reportagem do site ICL Notícias, é a sala de número 2601 bloco D, do Edifício Connect Towers, em Águas Claras, região administrativa do Distrito Federal.
A Bravo Grafeno foi aberta pela família Bolsonaro em junho de 2024 e conta com capital social de R$ 100 mil. A loja online vende dois modelos de capacete por R$ 598,90 e viseiras branca e preta, por R$ 54.
O ICL Notícias apurou ainda que outra conexão de Flávio Bolsonaro com personagens investigados no escândalo do INSS se chama Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia do senador. Ela é irmã do contador Alexandre Caetano dos Reis, preso na Papuda.
Em entrevista à Agência Pública, em 30 junho de 2022, Letícia afirmou que chegou ao escritório de Flávio Bolsonaro por indicação de Willer Tomaz, amigo do senador e advogado que também foi alvo da Operação Sem Desconto. Willer Tomaz tem procuração nos autos da investigação sobre os desvios no INSS para defender Alexandre Caetano dos Reis.
O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que concorre à presidência e se recupera em um hospital, falou sobre a revelação do site ICL Notícias em postagem na rede X.
“Estou dois dias internado e quando fui olhar as notícias de Brasília, dou de cara com essa: Careca do INSS é sócio do Flávio Bolsonaro? É isso mesmo?” questionou Caiado.
A pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (11), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa pela Presidência da República, com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo, com 35%. O levantamento foi encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo.
Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em 3 de setembro, Lula oscilou de 38% para 39%, enquanto Flávio passou de 33% para 35%. Augusto Cury (Avante) aparece na terceira colocação, com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%.
Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO) registram 1% cada. Brancos, nulos ou nenhum somam 6%, enquanto 4% dos entrevistados se declararam indecisos.
Segundo turno
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista aparece com 46%, contra 44% do candidato do PL. O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais. Brancos, nulos ou nenhum somam 8%, e 1% dos entrevistados estão indecisos. Na pesquisa anterior, os dois tinham os mesmos percentuais, de 46% e 44%, respectivamente.
Contra Ronaldo Caiado, Lula também tem 46%, enquanto o governador de Goiás aparece com 41%. Brancos, nulos ou nenhum são 10%, e 2% estão indecisos. Os percentuais dos candidatos eram os mesmos no levantamento anterior. No cenário com Romeu Zema, Lula registra 48% e o candidato do Novo, 39%. Brancos, nulos ou nenhum somam 11%, enquanto 2% não sabem em quem votar. Os números dos candidatos se mantiveram iguais à pesquisa anterior.
Lula aparece com 48% contra 37% de Renan Santos. Nesse cenário, o petista oscilou um ponto para cima, enquanto o candidato do Missão caiu de 38% para 37%. Brancos, nulos ou nenhum são 12%, e 2% estão indecisos. Na simulação contra Augusto Cury, Lula tem 45%, enquanto o candidato do Avante registra 43%. Brancos, nulos ou nenhum somam 10%, e os indecisos representam 2%.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais entre 8 e 10 de setembro, em 125 municípios. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01833/2026.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou a abertura de um inquérito para investigar a atuação do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), no financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada ainda em julho, mas foi divulgada nesta sexta-feira (11), após a queda do sigilo sobre o caso Master. (Reportagem atualizada às 09h14)
A investigação sobre Flávio foi pedida pela Polícia Federal (PF) e teve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo informações do O Globo, o despacho foi incluído ao inquérito principal do caso Master, mas a investigação focada em Flávio segue sob sigilo, indicando que PF segue realizando diligências. A corporação apura os supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
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"A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro", diz o documento judicial.
Em seu despacho, Mendonça destaca: "Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”.
Em suas declarações, o presidenciável nega irregularidades e diz que todos os recursos do filme foram privados. Em maio, mensagens reveladas pelo portal Intercept Brasil mostram que Flávio pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 131 milhões para a produção da obra, dos quais R$ 60 milhões foram pagos, de acordo com planilhas apreendidas pela PF.
Desde então, Flávio reforça que não houve irregularidades envolvendo o filme. “Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso”, disse Flávio ainda nesta quinta-feira (10), em ato de campanha em Roraima.
A fala ocorreu logo após a Polícia Federal deflagrar, nesta quinta, a Operação Make Up relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse", que teve como alvos as ONGs de Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mário Frias (PL-SP). Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A ação foi determinada pelo ministro Flávio Dino.
O ministro André Mendonça, conforme determinado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, levantou no final da noite desta quinta-feira (10) o sigilo de diversas investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master. Mendonça, entretanto, manteve em segredo de justiça algumas delas, como a petição que investiga o repasse de recursos por Daniel Vorcaro para um fundo de investimento nos Estados Unidos com o objetivo de financiar a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O presidente do STF, na decisão em que solicitou a retirada do sigilo das investigações do caso Master que tramitam na Corte, autorizou André Mendonça a manter em sigilo o que poderia prejudicar investigações futuras operações e diligências sobre o caso.
Nesse sentido, Mendonça manteve fechadas as informações sobre o repasse para o filme “Dark Horse” e também a petição que investiga a relação entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima. Outra investigação mantida em sigilo por Mendonça foi aquela revelada pela Polícia Federal no relatório de inteligência enviado para o ministro Alexandre de Moraes, sobre Antônio Rueda e ACM Neto.
Os documentos relacionados à relação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro estão na lista de processos que se tornaram públicos após determinação de André Mendonça. Os documentos desse processo, entretanto, já tinham sido liberados na última semana por decisão do próprio Mendonça.
Na noite desta quinta, o ministro André Mendonça tornou público 14 procedimentos sob sua relatoria no STF. Entre eles estão dois dos principais inquéritos que detalham a engenharia financeira que levou ao rombo bilionário do Banco Master.
O principal deles é o inquérito 5026, da Operação Compliance Zero. Ele foi criado quando o processo ainda estava sob relatoria do ministro Dias Toffoli, momento em que o magistrado determinou a remessa do inquérito que tramitava na Justiça Federal contra Daniel Vorcaro e outros suspeitos.
É a partir deste inquérito que outras investigações foram ramificadas. Entre as que tiveram o sigilo levantado por André Mendonça, cinco tratam direta ou indiretamente das operações de prisão e busca e apreensão contra os envolvidos no grupo chamado “A Turma”, utilizado por Vorcaro para intimidação e perseguição de adversários e desafetos.
Outro inquérito, que investiga a cooptação de influenciadores, o chamado “Projeto DV”, para influenciar a percepção pública sobre Vorcaro e o Banco Master, também teve seu sigilo levantado pelo ministro André Mendonça.
Também consta no material liberado por André Mendonça as informações sobre o pagamento de viagens e jantares internacionais por Daniel Vorcaro para os dois servidores do Banco Central acusados de atuar para favorecer o Banco Master. É o que afirma a Polícia Federal nos relatórios enviados ao STF.
De acordo com a investigação, Vorcaro teria custeado parte de uma viagem do ex-chefe de Supervisão Bancária do BC, Belline Santana, junto com a esposa para Paris, assim como do ex-diretor de Fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza para a Disney, nos Estados Unidos.
Segundo a investigação, Vorcaro teria organizado uma viagem de Belline e da esposa para Paris. O ex-banqueiro “tratou diretamente com prestadores de serviços no exterior sobre reservas de restaurantes, recepção e logística, chegando inclusive a encaminhar o contato pessoal do servidor para que a programação fosse finalizada”, diz a PF.
A decisão tomada por Edson Fachin sobre as investigações do Banco Master ocorre às vésperas da sessão extraordinária do Supremo marcada para 15 de setembro. O plenário deverá analisar a controvérsia envolvendo o relatório da Polícia Federal que revelou diálogos entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) questiona a validade dessa parte da investigação e pediu a nulidade do relatório.
O levantamento do sigilo, na visão de Fachin, teve como objetivo permitir que os demais integrantes do STF tenham acesso ao conjunto de informações relacionadas ao caso antes da sessão.
Renan Santos, candidato do partido Missão à presidência, disse acreditar que novas revelações sobre o filme “Dark Horse” não farão o eleitor do senador Flávio Bolsonaro mudar seu voto. Renan postou um vídeo em suas redes sociais nesta quinta-feira (10) para comentar a operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o deputado Mário Frias (PL-SP) e outras pessoas envolvidas com possível uso de dinheiro público para financiar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“É óbvio que houve roubalheira no caso Dark Horse, é óbvio que havendo justiça no país, e eu não estou dizendo que haverá, alguns serão presos, e isso vai incluir membros da família do próprio Flávio, e é óbvio que o eleitor do Flávio não liga. Isso não vai mudar nada. O eleitor que vota no Flávio vai olhar isso e falar, dane-se”, afirmou o candidato.
Para Renan Santos, o eleitor do Flávio Bolsonaro já superou denúncias como a das rachadinhas na época em que ele era deputado estadual, já aturou informações sobre a relação do senador com o advogado Willer Tomaz, envolvido no escândalo do INSS, além de outros casos, como compra de mansão com financiamento abaixo dos juros de mercado pelo BRB.
“Eles já aturaram de tudo. Agora vem o escândalo Dark Horse, mas esse pessoal não tem salvação. A desculpa que se usa agora é ´melhor ele do que a turma do Lula´, mas eles estão nos mesmos escândalos, e no primeiro turno o eleitor pode votar em outra pessoa”, afirmou o candidato do Missão.
Ainda no seu vídeo, Renan Santos disse acreditar que a população brasileira “gosta de bandido”, citando, além das denúncias sobre Flávio Bolsonaro, o alto número de seguidores de pessoas como as influenciadoras Virgínia e Deolane Bezerra.
“É muito difícil pegar um eleitor que ama bandido e fala para ele não amar o seu bandido porque ele é bandido. E nem que as pessoas amam o Flávio, elas amam o Jair, e vão se juntando ao Flávio por conveniência”, explicou o candidato do Missão.
Relatório do Coaf citado na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), indica que a deputada Bia Kicis, do PL do Distrito Federal, teria movimentado, de maneira atípica, um total de R$ 3,4 milhões no período de um ano. A informação foi divulgada pela coluna Tácio Lorran, do site Metrópoles, nesta quinta-feira (10).
O nome da deputada bolsonarista apareceu na investigação comandada por Flávio Dino sobre envio de emendas parlamentares e dinheiro público para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, devido ao registro de um repasse pontual de R$ 500,00 realizado a ela pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), um dos alvos da investigação. Segundo o relatório do Coaf, Bia Kicis teria movimentado, entre maio de 2025 e maio de 2026, R$ 1,7 milhão em créditos e R$ 1,7 milhão em débitos.
Bia Kicis também aparece na investigação por ter destinado emenda parlamentar à ANC (Academia Nacional de Cultura), entidade presidida por Karina Gama, alvo da operação Make Up, que investiga suspeitas de irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”. Os recursos foram destinados, por meio do Governo de São Paulo, ao projeto “Heróis Nacionais”.
O documento da investigação afirma que a emenda não teve execução financeira e que, até a data da análise, nenhum valor havia sido transferido para a ANC. Os registros do Portal da Transparência, porém, mostram que os recursos foram empenhados e pagos ao Estado de São Paulo.
Como deputada federal, Bia Kicis tem salário de R$ 46.366,19. Nas eleições deste ano, em que concorre a uma das duas vagas de senadora pelo Distrito Federal, Kicis declarou possuir um imóvel no Lago Sul avaliado em R$ 1,2 milhão e R$ 100 mil em depósitos bancários.
Pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (10), mostra um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno das eleições presidenciais.
De modo surpreendente, Flávio aparece com 46,4% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46,2%, diferença de 0,2 ponto percentual, abaixo da margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos. As informações foram divulgadas pela CNN.
Os votos brancos, nulos e os entrevistados indecisos somam 7,4%. No levantamento anterior, Lula aparecia com 47,1%, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 42,6%. Na ocasião, brancos, nulos e indecisos representavam 10,3% do eleitorado.
OUTROS CENÁRIOS
A pesquisa também simulou outros quatro confrontos diretos envolvendo o presidente Lula:
- Lula x Romeu Zema (Novo): Zema registra 46,2%, enquanto Lula aparece com 46%, configurando empate técnico.
- Lula x Ronaldo Caiado (PSD): ambos somam 45,7%, em empate numérico.
- Lula x Augusto Cury (Avante): Lula tem 43,8% contra 41,1% do adversário.
- Lula x Renan Santos (Missão): o presidente registra 46%, enquanto o empresário soma 33,8%.
Na simulação de primeiro turno, Lula lidera com 43% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 37,4%. Na sequência, Augusto Cury (Avante) registra 6,6%, enquanto Renan Santos (Missão) soma 6,5%, em situação de empate técnico. O levantamento também avaliou a rejeição aos nomes testados.
Lula apresenta o maior índice, com 52,5%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 49,6%. Os demais percentuais são:
- Luiz Inácio Lula da Silva: 52,5%
- Flávio Bolsonaro: 49,6%
- Jair Bolsonaro (PL): 37,7%
- Renan Santos: 35,7%
- Pablo Marçal: 35,1%
- Romeu Zema: 31,6%
- Ronaldo Caiado: 28,1%
- Augusto Cury: 28,1%
O percentual de entrevistados que afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes avaliados é de 0,7%.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.000 pessoas por meio de recrutamento digital aleatório pela internet. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01452/2026.
O candidato a presidente pelo Avante, o escritor Augusto Cury, condicionou o seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL), em um eventual segundo turno, se ele explicar de que forma foi gasto o dinheiro repassado por Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme “Dark Horse”. Em entrevista nesta quinta-feira (10), Cury recusou ficar neutro caso não avance para o segundo turno, mas apresentou condições para apoiar Flávio.
"Não ficaria neutro. Mas em relação ao Flávio, ele tem que provar que não tem corrupção. Ele tem que provar para onde foi o dinheiro do ´Dark Horse´. Tem um longa-metragem meu sendo rodado agora com quase um décimo do valor do filme do pai dele, para se ter uma ideia”, afirmou o candidato.
Augusto Cury deu um salto nas últimas semanas nas pesquisas de intenção de voto, passando de 2% em média para 10%, como mostram levantamentos recentes. O escritor disse que se Flávio Bolsonaro quiser seu apoio, precisa garantir que vai utilizar o plano de governo feito por ele e o Avante.
“Ele tem que pegar o meu plano de governo, ir no cartório e assinar, que vai executá-lo. Se ele fizer isso, as pessoas que me seguem estão liberadas a votar nele”, disse o psiquiatra.
Já sobre um eventual apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cury afirmou que “em hipótese nenhuma” estará ao lado do líder petista. O escritor argumentou ainda que sua candidatura é o “pesadelo” de Lula, já que, ao contrário do presidente, ele não tem histórico de corrupção.
“Eu não vou apoiar o Lula, claramente, no segundo turno, e eu creio que eu vou estar no segundo turno fortemente com o meu time. O pesadelo do Lula, com muito respeito, é a minha candidatura, porque eu não tenho história de corrupção”, declarou Augusto Cury.
Questionado sobre sua estratégia para chegar ao segundo turno, Augusto Cury disse que iria partir para um confronto sério com Lula, mas sem ataques pessoais.
“Se o pai não conseguiu tirar o Lula, o filho, muito menos. E o sonho do Lula é ter Flávio Bolsonaro no segundo turno”, explicou.
Em outra entrevista, ao portal Money Times, o candidato do Avante explicou porque, na opinião dele, sua candidatura teria parado de crescer após um repentino salto nas pesquisas. Para o escritor, houve um “mutirão” de robôs e “haters” com ataques para estancar o crescimento dele entre os eleitores.
“A indústria dos haters entrou pesadamente. É inacreditável. Minha esposa falou: ‘querido, que mundo é esse, um show de agressão, onde as pessoas querem construir e desconstruir a imagem um do outro?'”, lamentou Cury sem detalhar de onde teriam partido os ataques verificados contra ele nas redes sociais.
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) subiu dois pontos desde o começo de setembro e chegou a 47% em uma simulação de disputa de segundo turno, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está com 45%. Esse cenário foi revelado nesta quinta-feira (10) pela pesquisa PoderData/Aya, do site Poder360.
A pesquisa fez outras duas simulações de disputas em segundo turno, e o presidente Lula também perde no confronto com o escritor Augusto Cury (Avante). Confira abaixo as simulações:
Flávio Bolsonaro (PL) 47% 45% Lula (PT)
Augusto Cury (Avante) 44% x 43% Lula (PT)
Flávio Bolsonaro (PL) 43% x 36% Augusto Cury (Avante)
Na simulação de primeiro turno da pesquisa PoderData/Aya, o presidente Lula tem 38% das intenções de voto, contra 36% de Flávio. Como a margem de erro é de 1,8 ponto porcentual, eles estão tecnicamente empatados.
Veja o resultado completo do primeiro turno:
Lula (PT) - 38%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36%
Augusto Cury (Avante) - 10%
Renan Santos (Missão) - 3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 2%
Pablo Marçal (PRTB) - 2%
Romeu Zema (Novo) - 1%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 1%
Hertz Dias (PSTU) - 1%
Edmilson Costa (PCB) - 1%
Clariana Barão (DC) - 0%
Samara Martins (UP) - 0%
Wilson Grassi (Democrata) - 0%
Branco/nulo - 3%
Não sabe - 1%
Em outro recorte, a pesquisa apurou que a rejeição ao presidente Lula chegou a 50% de pessoas que dizem que não votariam nele “de jeito nenhum”. Já Flávio Bolsonaro tem 45% de eleitores que o rejeitam.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, em parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados de 6 a 9 de setembro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.
Foram três mil entrevistas em 623 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no TSE sob o nº BR-04914/2026.
O site norte-americano Polymarket, uma das maiores plataformas mundiais do chamado mercado de previsões, registrou nesta quarta-feira (9) a menor diferença dos últimos quatro meses na expectativa de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro.
Às 19h desta quarta, o site Polymarket, na aba “Eleição presidencial no Brasil”, registrava uma expectativa de 53% para a vitória de Lula nas eleições de outubro. Já Flávio Bolsonaro alcançou a marca de 47% de expectativas na sua vitória eleitoral.
O quadro atual revela um forte derretimento do candidato Lula e um crescimento expressivo do senador do PL. Em meados de julho, o presidente Lula havia disparado no mercado de previsões e chegou a registrar 67% nas expectativas por sua vitória, enquanto Flávio Bolsonaro havia caído para um patamar de apenas 22% de previsões.
A maior diferença entre os dois candidatos foi verificada em 8 de julho, quando Lula tinha 40% a mais de expectativas de vitória do que o candidato do PL. Em dois meses, essa diferença foi reduzida de 40% para os atuais 6%.
A Polymarket não é uma pesquisa eleitoral. A plataforma funciona como um mercado de previsão, no qual usuários compram e vendem posições sobre eventos futuros, como as eleições no Brasil.
Em decisão tomada no mês de abril, o governo Lula bloqueou ao menos 27 sites do chamado mercado de previsão, como a Polymarket, por exemplo. O mercado preditivo vinha crescendo no Brasil sem regras específicas e à margem da regulação.
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (9) revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas simulações de segundo turno no estado de Minas Gerais. O levantamento mostra Flávio com 40% das intenções de voto, enquanto Lula marca 37%.
O resultado auferido pela Quaest revela uma mudança de rumos em Minas Gerais, estado que é considerado um fator-chave para quem quer vencer uma disputa presidencial. Desde a primeira eleição direta para presidente após o fim do regime militar, em 1989, o candidato que venceu a disputa nacional também saiu vitorioso no estado.
Na pesquisa anterior, Flávio Bolsonaro estava na segunda colocação, com 35%, enquanto Lula liderava o cenário de segundo turno com 38%. Desde a pesquisa de agosto até esta mais recente, Flávio Bolsonaro cresceu cinco pontos percentuais, enquanto o líder petista caiu um ponto.
Para reverter essa queda em Minas, o PT local quer que o presidente Lula participe de mais eventos no estado. A presidente do PT mineiro, deputada estadual Leninha, disse ao site Metrópoles que a disputa é como uma “final de Libertadores” e que o líder petista deve retornar mais duas vezes ao estado para tentar reverter a situação.
“Não tem jogo fácil, não tem ‘já ganhou’. Tem que jogar sério, tem que ter estratégia, pois cada minuto conta. Na política, isso não é diferente. Nosso time do Lula está mobilizado e vamos fazer com que nossos materiais de campanha cheguem a todas as regiões de Minas. Vamos marcar presenças em todos os municípios mineiros!”, afirmou a dirigente petista.
A pesquisa Quaest foi contratada pela Globo e ouviu 1.506 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 4 e 7 de setembro. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-04716/2026.
O empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, detalhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) a realização de sete repasses financeiros, sob o formato de "subscrições de cotas", para o fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos. O fundo é apontado como responsável pelo financiamento do filme "Dark Horse", produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo informações apuradas pelo g1, os repasses ocorreram entre janeiro e setembro de 2025 e totalizaram US$ 12,333 milhões (o equivalente a cerca de R$ 62,8 milhões na cotação de setembro de 2025). As operações teriam sido efetuadas por meio da empresa Entre Investimentos, a pedido do ex-dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro.
A subscrição de cotas consiste na emissão de novas frações por um fundo para ampliação do seu patrimônio mediante investimento. Conforme o depoimento do delator, os recursos haviam sido solicitados a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atual candidato à Presidência da República.
Em seu relato, Freixo Jr. afirmou que Vorcaro o procurou via aplicativo de mensagens entre o final de 2024 e o início de 2025 para solicitar os envios. A intenção inicial do ex-banqueiro previa a transferência de aproximadamente US$ 24 milhões divididos em mais de dez operações, até janeiro de 2026. Contudo, apenas sete transações foram concluídas antes da primeira prisão de Vorcaro, ocorrida em novembro de 2025.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) estará na Bahia no próximo dia 17, quinta-feira, para cumprir agenda de campanha em Vitória da Conquista. A programação, anunciada pelo candidato ao Senado e presidente do PL na Bahia, João Roma, terá carreata e ato político com lideranças e apoiadores.
A previsão é que Flávio desembarque no aeroporto de Vitória da Conquista às 10h, onde será recebido por Roma, além de lideranças políticas, apoiadores e candidatos do PL. Na sequência, a comitiva seguirá em carreata pelas ruas da cidade até o Estádio Municipal Lomanto Júnior, o Lomantão, no bairro Candeias, onde acontecerá a concentração do ato.
A passagem por Vitória da Conquista marca uma nova agenda da campanha presidencial de Flávio na Bahia nesta reta final das eleições. A cidade, considerada estratégica para a mobilização do grupo no estado, já foi palco de grandes manifestações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e agora recebe Flávio como candidato à Presidência.
Presidente estadual do PL, Roma destacou a expectativa para a mobilização e a importância da Bahia para a campanha presidencial. "Vamos receber Flávio na Bahia com muita energia e mostrar que existe uma força enorme de brasileiros e baianos que querem um país que volte a avançar, com segurança, liberdade e oportunidade. Vitória da Conquista vai dar mais uma demonstração dessa força", afirmou Roma.
Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9) mostra um cenário de empate entre os dois principais postulantes à presidência da República. O levantamento mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% cada um na simulação de segundo turno.
Segundo o levantamento, Lula também aparece empatado tecnicamente com o candidato Ronaldo Caiado (PSD), considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Nesta simulação, Lula tem 46%, enquanto o ex-governador de Goiás aparece com 42%.
Confira abaixo as simulações de segundo turno da pesquisa Meio/Ideia:
Lula (PT) 46% x 46% Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT) 46% x 42% Ronaldo Caiado (PSD)
Lula (PT) 46% x 40,9% Augusto Cury (Avante)
Lula (PT) 46% x 38% Zema (Novo)
Lula (PT) 46% x 40,3% Renan Santos (Missão)
O instituto Meio/Ideia também apresentou um cenário de intenções de voto em primeiro turno. Neste recorte, o presidente Lula aparece na frente, mas em situação de empate técnico com Flávio Bolsonaro, liderando por 38,4% contra 37,3%.
Veja abaixo como ficou a simulação de primeiro turno:
Lula (PT) - 38,4%
Flávio Bolsonaro (PL) - 37,3%
Augusto Cury (Avante) - 6,6%
Renan Santos (Missão) - 4%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4%
Romeu Zema (Novo) - 1,5%
Pablo Marçal (PRTB) - 1,5%
Samara Martins (UP) - 0,7%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0,4%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata) - 0,2%
Hertz Dias (PSTU) - 0,1%
Clariana Barão (DC) - 0,1%
Edmilson Costa (PCB) - 0,1%.
Ninguém/branco/nulo - 2,5%
Não sabe - 2,8%.
Foram ouvidos 1.500 eleitores, por telefone, entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento, feito com recursos próprios, foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07935/26.
O conjunto de veículos de comunicação responsável pela organização do projeto "O Momento da Decisão" anunciou, nesta terça-feira (8), o cancelamento dos debates eleitorais com candidatos à Presidência da República e ao Governo de São Paulo, que estavam programados para os dias 14 e 18 de setembro, respectivamente.
A decisão foi tomada após o encerramento do prazo de confirmação estabelecido pelo grupo, fixado para o dia 7 de setembro. No cenário nacional, a ausência de confirmação das candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) inviabilizou a realização do encontro presidencial.
Antes do cancelamento, quatro campanhas haviam confirmado presença no debate para a Presidência da República: Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Já para o debate do Governo de São Paulo, a candidatura de Fernando Haddad havia confirmado participação. Em nota, o pool agradeceu às equipes e aos candidatos que aceitaram o convite.
Considerada a maior união de veículos de imprensa no país para a promoção de debates eleitorais nestas eleições, a parceria O Momento da Decisão reúne 11 empresas: CNN Brasil, Exame, Metrópoles, Nova Brasil FM, Rádio Itatiaia, RedeTV!, Rede Vida, SBT, SBT News, Terra e VEJA+ TV.
Em comunicado oficial, o grupo reiterou a convicção de que os debates são instrumentos centrais no processo democrático, por permitirem o confronto direto de ideias e propostas sob as mesmas regras e garantias de contraditório. Os veículos reafirmaram ainda o compromisso de manter uma cobertura plural, ampla e independente ao longo do período eleitoral.
A mais recente pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8), mostrou que, no espaço de três semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu de uma posição em que ganhava do candidato Flávio Bolsonaro por três pontos percentuais no segundo turno para uma situação em que ficou atrás do senador do PL por 1%.
Na pesquisa BTG/Nexus divulgada no dia 17 de agosto, o presidente Lula vencia Flávio Bolsonaro por 47% a 44% no cenário de segundo turno. O levantamento divulgado hoje mostra uma inversão na disputa, com Flávio liderando por 46% a 45% de Lula, uma situação de empate técnico.
A queda do presidente Lula pode ser explicada por perdas mais acentuadas entre as mulheres, os eleitores até 40 anos, pessoas que estudaram até o ensino fundamental e recebem menores salários, além de uma redução significativa nas regiões Norte e Centro-Oeste.
Já Flávio Bolsonaro fez o caminho inverso, melhorando sua votação entre as mulheres, junto aos mais jovens, aos que dizem professar outras religiões que não a católica e a evangélica, em meio a quem ganha de um a dois salários mínimos e com disparada nas regiões Sul, Norte e Centro-Oeste.
Confira abaixo uma comparação da estratificação das intenções de voto tanto em Lula quanto em Flávio Bolsonaro, primeiro com números da pesquisa BTG/Nexus de 17 de agosto e depois nesta mais recente, divulgada hoje, no cenário de disputa em segundo turno:
Lula
Mulheres - 53% > 48%
Homens - 41% > 41%
16 a 24 anos - 46% > 40%
25 a 40 anos - 43% > 36%
41 a 59 anos - 46% > 49%
60 anos ou mais - 54% > 51%
Ensino fundamental - 60% > 54%
Ensino médio - 39% > 38%
Ensino superior - 41% > 43%
Católicos - 52% > 50%
Evangélicos - 34% > 31%
Outras religiões - 38% > 52%
Sem religião - 59% > 51%
Até 1 SM - 58% > 53%
De 1 SM a 2 SM - 59% > 49%
De 2 SM a 5 SM - 40% > 42%
Mais de 5 SM - 41% > 38%
Norte/Centro-Oeste - 47% > 38%
Nordeste - 63% > 59%
Sudeste - 41% > 45%
Sul - 36% > 26%
Flávio Bolsonaro
Mulheres - 38% > 41%
Homens - 51% > 51%
16 a 24 anos - 41% > 53%
25 a 40 anos - 47% > 53%
41 a 59 anos - 46% > 41%
60 anos ou mais - 40% > 39%
Ensino fundamental - 34% > 37%
Ensino médio - 50% > 51%
Ensino superior - 49% > 49%
Católicos - 41% > 43%
Evangélicos - 59% > 58%
Outras religiões - 45% > 37%
Sem religião - 26% > 32%
Até 1 SM - 33% > 33%
De 1 SM a 2 SM - 31% > 40%
De 2 SM a 5 SM - 51% > 50%
Mais de 5 SM - 52% > 53%
Norte/Centro-Oeste - 46% > 53%
Nordeste - 29% > 32%
Sudeste - 49% > 44%
Sul - 57% > 65%
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.000 eleitores, por telefone, entre 4 e 7 de setembro. O levantamento, contratado pelo banco BTG Pactual, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-0690/2026.
O escritor Augusto Cury (Avante), que nos últimos 21 dias saltou de apenas 1% nas simulações de primeiro turno para 9%, conforme revela a pesquisa divulgada nesta terça-feira (8) pela BTG/Nexus, teve seu crescimento sustentado principalmente por variações maiores entre as mulheres, eleitores de 25 a 40 anos, estudantes de ensino médio, pessoas que ganham mais de cinco salários mínimos e que moram na região Nordeste.
Além de subir e consolidar sua posição como terceiro colocado no primeiro turno, Augusto Cury também passou a derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário de segundo turno. A pesquisa BTG/Nexus revelou que Cury chegou a 45% na disputa de segundo turno, enquanto Lula marcou 43%, a primeira vez que um outro candidato que não Flávio Bolsonaro vence o líder petista.
A 13ª rodada da pesquisa BTG/Nexus mostrou também que o escritor Augusto Cury desponta em primeiro lugar como segunda opção de candidato a presidente nas respostas dos eleitores. Cury marcou 20%, à frente de Flávio (17%), Caiado (12%), Lula (10%), Renan Santos (7%), Zema (6%), Samara Martins (2%), Edmilson Costa (2%) e demais candidatos com 1%.
Augusto Cury viu ainda sua candidatura crescer na menção espontânea dos eleitores, quando nenhuma lista é apresentada aos entrevistados. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 17 de agosto, o escritor não marcava sequer 1% de menções, enquanto no levantamento divulgado nesta terça, ele alcançou um total de 6% no cenário espontâneo.
Confira abaixo uma comparação da estratificação do voto no escritor Augusto Cury, primeiro com números da pesquisa BTG/Nexus de 17 de agosto e depois nesta mais recente, divulgada hoje, no cenário de disputa em primeiro turno:
Feminino - 3% > 10%
Masculino - 1% > 7%
16 a 24 anos - 1% > 10%
25 a 40 anos - 3% > 14%
41 a 59 anos - 2% > 7%
60 anos ou mais - 2% > 4%
Ensino fundamental - 2% > 5%
Ensino médio - 2% > 11%
Ensino superior - 4% > 11%
Católicos - 2% > 8%
Evangélicos - 2% > 10%
Outras religiões - 4% > 12%
Sem religião - 2% > 12%
Até 1 SM - 2% > 8%
De 1 SM a 2 SM - 5% > 6%
De 2 SM a 5 SM - 2% > 9%
Mais de 5 SM - 1% > 12%
Norte/Centro-Oeste - 2% > 7%
Nordeste - 1% > 11%
Sudeste - 3% > 9%
Sul - 3% > 8%
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.000 eleitores, por telefone, entre 4 e 7 de setembro. O levantamento, contratado pelo banco BTG Pactual, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-0690/2026.
A mais nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8), mostra que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) subiu um ponto desde o último levantamento na simulação de segundo turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu um ponto no mesmo período. Com essa movimentação, Flávio passou a liderar a disputa no segundo turno, vencendo Lula por 46% a 45%.
O resultado mostra uma inversão na liderança nos cenários de primeiro turno, já que, na pesquisa anterior, era Lula quem vencia Flávio Bolsonaro por 46% a 45%. Mas como o levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, a situação segue considerada como empate técnico.
Também no cenário de primeiro turno o presidente Lula caiu um ponto, embora siga liderando com boa distância do senador Flávio Bolsonaro. A pesquisa BTG/Nexus consolida ainda o crescimento do candidato Augusto Cury, como outras sondagens de diferentes institutos já constataram.
Confira abaixo a simulação de primeiro turno do BTG/Nexus, com e sem o candidato Pablo Marçal, que tem sua candidatura sub judice.
Cenário 1
Lula (PT): 38% (eram 39% em 31 de agosto)
Flávio Bolsonaro (PL): 35% (eram 33%)
Augusto Cury (Avante): 9% (eram 11%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 5%)
Renan Santos (Missão): 4% (eram 3%)
Romeu Zema (Novo): 1% (era 1%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (era 0%)
Nenhum/Branco/Nulo: 3%
Não sabe/Não respondeu: 2%
Cenário 2 (com Pablo Marçal, que está inelegível)
Lula (PT): 39% (eram 37%)
Flávio Bolsonaro (PL): 34% (eram 31%)
Augusto Cury (Avante): 9% (eram 11%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 6%)
Renan Santos (Missão): 4% (eram 3%)
Pablo Marçal (PRTB): 3% (eram 3%) (inelegível)
Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Nenhum/Branco/Nulo: 3% (eram 3%)
Não sabe/Não respondeu: 1% (eram 2%)
Veja abaixo o resultado da pesquisa espontânea, sem a apresentação de uma lista de nomes ao entrevistado:
Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 31%
Augusto Cury (Avante): 6%
Renan Santos (Missão): 4%
Ronaldo Caiado (PSD): 2%
Romeu Zema (Novo): 1%
Outros: 1%
Nenhum/Branco/Nulo: 6%
Não sabe/Não respondeu: 11%
Nas simulações de segundo turno, a pesquisa BTG/Nexus traçou cinco cenários, todos eles com Lula contra outros candidatos. Confira abaixo os resultados:
Flávio 46% x 45% Lula
Augusto Cury 45% x 43% Lula
Lula 46% x 43% Ronaldo Caiado
Lula 47% x 40% Romeu Zema
Lula 47% x 39% Renan Santos
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.000 eleitores, por telefone, entre 4 e 7 de setembro. O levantamento, contratado pelo banco BTG Pactual, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-0690/2026.
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), visitará Salvador no próximo dia 17 de setembro. A informação foi divulgada pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL) durante um ato bolsonarista no Farol da Barra. A agenda do senador ainda está sendo definida, mas a expectativa é que a visita ajude a mobilizar seus apoiadores na Bahia.
Durante o ato, bandeiras associando Flávio Bolsonaro ao ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) chamaram a atenção, apesar de Neto já ter afirmado que não dividirá palanque com o candidato do PL. A visita de Flávio ocorre em um momento delicado para o PL na Bahia, em que candidatos locais expressam descontentamento com a falta de apoio à campanha presidencial.
Além disso, Flávio entende que precisa fortalecer sua presença em um estado onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganha com ampla vantagem. Recentes pesquisas indicam que Lula lidera com 52,8% das intenções de voto na Bahia, enquanto Flávio tem apenas 24,4%.
A visita também poderá incluir uma carreata e, possivelmente, uma extensão da agenda para Feira de Santana, o segundo maior município do estado. A mobilização é vista como crucial para aumentar a visibilidade da candidatura de Flávio em uma região estratégica para as eleições de 2026.
A situação interna do PL na Bahia, sob a liderança do ex-ministro João Roma, que também é candidato ao Senado, tem gerado tensões entre os membros do partido, que pedem maior empenho na promoção da candidatura presidencial de Flávio.
De forma paralela aos desfiles de 7 de setembro que ocorrem nesta segunda-feira (7), dois atos organizados pela oposição ao governo Lula (PT) protestam contra o presidente e contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes em Brasília.
Um dos protestos acontece em frente ao prédio do Banco Central, enquanto o outro é realizado no estacionamento da Funarte. Ambos os locais ficam no Plano Piloto da capital.
Os manifestantes cantam o hino nacional e pedem a saída de Lula e de Moraes.Também criticam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não pautar o impeachment do integrante do Supremo.
Os atos foram convocados por políticos como Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo), e pela deputada Bia Kicis (PL-DF), candidata ao Senado.
A principal manifestação da oposição está prevista para ocorrer durante a tarde na avenida Paulista, em São Paulo, com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Durante ato de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizado na manhã desta segunda-feira (7), no Farol da Barra, em Salvador, o deputado estadual Diego Castro (PL) defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República e reforçou o movimento pela saída do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação, realizada no Dia da Independência, reuniu lideranças e militantes da direita baiana e teve como principais bandeiras o apoio a Flávio na disputa pelo Palácio do Planalto e o “Fora Moraes”. Atos com pautas semelhantes foram convocados em outras cidades do país.
O parlamentar afirmou que a militância bolsonarista na Bahia estará mobilizada para ampliar a votação de Flávio em um estado onde o PT historicamente obtém vantagem nas disputas presidenciais.
“Flávio Bolsonaro representa hoje a continuidade de um projeto que milhões de brasileiros escolheram defender. Aqui na Bahia, sabemos do tamanho do desafio, mas não vamos entregar nenhum voto sem disputa. Vamos para as ruas mostrar que existe uma Bahia conservadora, que defende a liberdade e quer Flávio Bolsonaro presidente”, afirma.
A candidatura de Flávio tem apostado nos atos do 7 de Setembro para mobilizar a base bolsonarista na reta final da campanha. O senador também convocou apoiadores para manifestações sob as palavras de ordem “Fora Lula” e “Fora Moraes”. Na Bahia, a mobilização no Farol da Barra já vinha sendo organizada por integrantes do PL como uma demonstração de apoio ao presidenciável.
Diego também direcionou críticas a Alexandre de Moraes. A pressão sobre o ministro ganhou novo impulso entre integrantes da oposição após a divulgação de informações da investigação envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que ampliaram a crise interna no STF e passaram a ser exploradas politicamente por aliados de Flávio Bolsonaro.
“Ninguém pode estar acima da lei, nem mesmo um ministro do STF. Diante de tudo o que veio à tona, Alexandre de Moraes precisa responder ao país. Por isso dizemos, de forma clara: fora Moraes”, declarou Diego.
O deputado baiano ainda relacionou as duas principais bandeiras do ato. Segundo ele, a mobilização em torno de Flávio Bolsonaro e as críticas ao ministro fazem parte de uma mesma agenda política da direita para as eleições deste ano.
“O 7 de Setembro é o Dia da Independência, e independência também significa ter coragem para enfrentar abusos, cobrar respostas e defender a liberdade. O recado que sai hoje do Farol da Barra é muito claro: a direita está nas ruas, está mobilizada e vai trabalhar até o último dia para eleger Flávio Bolsonaro e mudar os rumos do Brasil”, completa.
A corrupção é o tema que mais influencia o eleitor brasileiro na hora de escolher o seu candidato a presidente da República. Essa constatação foi retirada de um recorde feito pela última pesquisa presidencial divulgada pela Quaest, nesta semana.
O levantamento constatou que, para a maioria dos eleitores, o atributo considerado decisivo para o voto é o candidato não ter envolvimento com desvios, junto com a defesa da democracia.
Já quanto ao fator que leva o eleitor a rejeitar um presidenciável, a ligação com casos de corrupção se apresenta como o aspecto mais mencionado.
Segundo o levantamento, que contou com entrevistas em todo o país, 31% apontaram “não estar envolvido em corrupção” como o principal atributo para votar em um postulante ao Palácio do Planalto, enquanto 28% indicaram “ter compromisso com a democracia” como característica preferencial.
Ao serem perguntados sobre o principal fator que os levaria a “não votar de jeito nenhum” em alguém, 40% dos entrevistados pela Quaest citaram o envolvimento em corrupção. É o dobro dos 21% que responderam rejeitar um candidato sem compromisso com a democracia.
A pesquisa Quaest contou com 2.004 entrevistados de 30 de agosto a 1º de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela Editora Globo e pela Globo Comunicação e Participações S.A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: dois pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº BR-07065/2026.
Em agenda de campanha o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou que o aliado "é um dos grandes quadros da direita" para a disputa presidencial de 2030. A declaração ocorre após a recente divulgação da pesquisa Quaest mostrar a importância do eleitorado de centro-direita nessa eleição.
Ao público e questionado pelo portal UOL, Flávio afirmou que "não há dúvidas" sobre a presença de Tarcísio entre os nomes para 2030. Durante a fala, o governador paulista, que busca a reeleição, não fez comentários diretos sobre o assunto, reagindo apenas à passagem de um trem próximo ao local da agenda.
Na ocasião, Flávio brinca: "A gente não consegue nem dar entrevista de tanta ferrovia que ele entregou". Apesar disso, se vencer, Flávio já foi claro que pretende anistiar seu pai, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ou seja, mesmo em caso de vitória o futuro é incerto para o candidato ao Palácio do Planalto em 2030.
Esta é a terceira vez que ambos cumprem agenda juntos na campanha. Tarcísio figurava como um dos nomes cotados para a corrida ao Planalto deste ano, mas Flávio foi o indicado por Jair Bolsonaro (PL) para encabeçar a chapa presidencial.
Tarcísio de Freitas, por sua vez, tem mencionado com mais frequência as eleições de 2030, embora evite confirmar oficialmente sua entrada no pleito. No último dia 24, o governador destacou que seu compromisso atual é vencer as eleições de 2026 e cumprir as promessas de campanha, complementando.
"O resto aí é projeto de Deus, é o tempo que vai dizer". Anteriormente, no dia 19, ao ser questionado sobre uma possível candidatura à Presidência "no futuro", limitou-se a responder: "Talvez.
O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), acusou nesta sexta-feira (4) o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), de atuar para proteger o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), diante da pressão da oposição para que a Casa analise pedidos de impeachment contra o magistrado.
Confira o momento:
“Eu acho que ele se equivocou ao querer proteger um amigo, ao invés de proteger a instituição”, disse Flávio durante agenda em São Carlos, no interior de São Paulo. Ao ser questionado sobre a postura do presidente do Senado e sobre declarações recentes de Alcolumbre envolvendo recursos destinados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, o parlamentar afirmou enxergar uma busca por “autoproteção”.
“Eu, infelizmente, vejo que o Davi Alcolumbre está muito preocupado, assim como o Alexandre de Moraes, com a sua autoproteção”, alega. A fala de Flávio ocorre após um embate registrado na última quarta-feira (2), quando Alcolumbre foi pressionado por senadores da oposição a dar andamento aos processos de impeachment contra Moraes.
Na ocasião, o presidente do Senado mencionou o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro para argumentar que as relações de Vorcaro não se limitavam ao integrante do STF. “Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. Agora o culpado é só o ministro Alexandre de Moraes”, disse Alcolumbre durante a discussão, em referência a Flávio e à captação para Dark Horse.
Ao responder sobre o tema nesta sexta-feira (4) ao portal Metrópoles, Flávio negou qualquer irregularidade na captação de recursos que ele mesmo pediu ao Vorcario. “Não tem absolutamente nada a esconder, não tem nada de errado com o filme do presidente Bolsonaro”, diz.
IMPEACHMENT NO SENADO
Durante a entrevista coletiva, Flávio Bolsonaro sustentou ainda que uma reunião entre Alcolumbre e Moraes teria resultado em articulações com o ministro Flávio Dino para a adoção de medidas contra ele. “Eu lamento que ele tenha feito uma reunião longa com o Alexandre de Moraes na terça-feira, pouco antes do plenário, em que parece que foi combinado alguma coisa com o Flávio Dino para tomar algumas ações ilegais contra mim”, afirmou o candidato.
Ele não apresentou provas que confirmem a existência da articulação. Anteriormente, o parlamentar já havia feito publicação semelhante em suas redes sociais, alegando que Moraes e Alcolumbre teriam conversado com Dino sobre medidas de reação às revelações feitas pelo ministro André Mendonça, com o objetivo de desgastá-lo eleitoralmente.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está no topo da lista dos políticos mais rejeitados do seu estado, a Paraíba. Foi o que revelou pesquisa AtlasIntel realizada na Paraíba e divulgada nesta quinta-feira (3).
Os números da rejeição de Motta apurados pela AtlasIntel colocam em risco não apenas a reeleição do presidente da Câmara, mas também a eleição do seu pai para uma das duas vagas para o Senado Federal. Nabor Wanderley, prefeito da cidade de Patos e pai de Motta, também foi mal avaliado pela população paraibana.
De acordo com a AtlasIntel, Hugo Motta lidera a lista dos políticos mais rejeitados pelos paraibanos, com 63,%% das menções negativas. Motta está à frente de Jair Bolsonaro (56,2%), Flávio Bolsonaro (51,5%), Renan Santos (51,3%) e Romeu Zema (46%).
O pai de Motta, Nabor Wanderley, aparece na sexta posição no ranking da rejeição, com índice de 45,2%. Os dois principais adversários de Wanderley ao Senado possuem rejeição mais baixa: Lucas Ribeiro (PP) tem 32,7% e o atual senador Veneziano Vital do Rego (MDB) tem 29,2% de taxa.
A situação de Hugo Motta é ainda pior na avaliação que a AtlasIntel fez dos políticos que têm imagem mais positiva ou negativa entre os moradores da Paraíba. O presidente da Câmara apareceu na última posição do ranking, com 78% de impressão negativa e apenas 11% positiva.
O líder desse ranking é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 54% de menções positivas e 41% negativas. Na segunda colocação está o senador Veneziano, com 53% de impressões positivas e 34% de posições negativas.
O estado da Paraíba possui 12 cadeiras na Câmara. Na última eleição, Hugo Motta foi o mais votado, recebendo 158.171 votos para cumprir o seu quarto mandato consecutivo.
A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.207 eleitores na Paraíba entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04083/2026.
A um mês do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, nova pesquisa do instituto Datafolha mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto com 38%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 33%. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira (3),
Na comparação com o levantamento anterior, de 21 de agosto, Lula oscilou um ponto para baixo (tinha 39%), enquanto Flávio manteve o mesmo percentual. A diferença entre os dois líderes passou de seis para cinco pontos percentuais. O principal destaque da rodada foi o crescimento do escritor Augusto Cury (Avante), que subiu de 2% para 8% das intenções de voto, apresentando uma alta de seis pontos percentuais.
NO 1° TURNO
Ao todo, o instituto testou 13 candidaturas ao Palácio do Planalto. O candidato Pablo Marçal (PRTB), por estar inelegível, não foi incluído no levantamento.
- Lula (PT): 38% (-1 p.p.)
- Flávio Bolsonaro (PL): 33% (estável)
- Augusto Cury (Avante): 8% (+6 p.p.)
- Ronaldo Caiado (PSD): 4% (-1 p.p.)
- Renan Santos (Missão): 3% (-1 p.p.)
- Romeu Zema (Novo): 2% (-1 p.p.)
- Samara Martins (UP): 1% (estável)
- Edmilson Costa (PCB): 1% (estável)
- Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (estável)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0% (estável)
- Clariana Barão (DC): 0% (estável)
- Hertz Dias (PSTU): 0% (estável)
- Branco/Nulo/Nenhum: 6% (estável)
- Indecisos: 3% (-1 p.p.)
- Cenários de 2º turno
O Datafolha também simulou disputas de segundo turno entre o atual presidente e quatro adversários:
- Lula x Flávio Bolsonaro: Lula soma 46% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro. Brancos e nulos chegam a 9%, e indecisos são 2%. No levantamento de 21 de agosto, Lula tinha 47% e Flávio, 43%.
- Lula x Ronaldo Caiado: O presidente atinge 46%, ante 41% do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos somam 11%, e indecisos, 2%.
- Lula x Romeu Zema: Lula marca 48% das preferências, contra 39% do ex-governador de Minas Gerais. Brancos e nulos registram 12%, e indecisos, 2%.
- Lula x Renan Santos: Lula registra 47%, enquanto o coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) alcança 38%. Brancos e nulos representam 13%, e indecisos, 2%.
TAXAS DE REJEIÇÃO
A pesquisa indicou que os dois líderes da corrida eleitoral mantêm altos índices de rejeição entre os eleitores. Flávio Bolsonaro é descartado por 47% dos entrevistados (tinha 46% na pesquisa anterior), enquanto 45% afirmam que não votariam de jeito nenhum em Lula (mesmo índice da rodada anterior).
A taxa de rejeição dos demais postulantes apresenta o seguinte quadro:
- Romeu Zema (Novo): 16% (era 16%)
- Renan Santos (Missão): 15% (era 14%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 13% (era 14%)
- Augusto Cury (Avante): 9% (era 8%)
- Samara Martins (UP): 9%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 9%
- Edmilson Costa (PCB): 8%
- Clariana Barão (DC): 8%
- Hertz Dias (PSTU): 7%
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 6%
- Disseram rejeitar todos os candidatos ou que não votariam em nenhum 1% dos ouvidos; outros 1% afirmaram que poderiam votar em qualquer um. Os indecisos sobre a rejeição somam 3%.
Analistas e marqueteiros apontam que índices de rejeição acima de 40% representam um obstáculo relevante na reta final das campanhas, tornando decisiva a disputa pelos votos dos eleitores indecisos em um eventual segundo turno.
O crescimento de Augusto Cury ocorre em meio a uma estratégia de ampliação de sua presença nas redes sociais, que gerou um ganho de 2,5 milhões de seguidores no Instagram, compensando o tempo reduzido de 35 segundos por bloco no horário eleitoral gratuito. A campanha de Cury nega o uso de impulsionamento pago com influenciadores ou robôs.
O levantamento do Datafolha ouviu 2.002 eleitores com mais de 16 anos em 125 cidades nos dias 1º e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03669/2026.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, ingressou com representação no Conselho de Ética contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alegando quebra de decoro parlamentar. Segundo o partido, o senador e candidato a presidente teria mentido em uma entrevista à Globonews, no mês de maio, sobre pagamentos para o filme “Dark Horse” feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
A representação do PT destaca que o senador pelo Rio de Janeiro afirmou, em entrevista à GloboNews, no mês maio, que o último pagamento de Vorcaro para o filme “Dark Horse” havia sido feito em maio de 2025. No entanto, reportagem da revista Piauí, publicada nesta semana, revelou que o dono do Master realizou um novo pagamento em setembro de 2025.
Na ocasião, foi feita uma nova transferência de US$ 1,6 milhão, mais de R$ 8 milhões na cotação atual, para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, responsável pela gestão financeira do filme.
“A utilização da autoridade política do cargo em tratativas privadas de grande vulto, seguida de negativas ou explicações conscientemente desconformes com documentos, constitui irregularidade grave no desempenho do mandato e violação do dever de dignidade e respeito à coisa pública e à vontade popular”, afirma a representação do PT.
Outro ponto questionado pelo partido foram as versões conflitantes que Flávio Bolsonaro apresentou sobre os recursos de Vorcaro para o filme a respeito da vida de seu pai, Jair Bolsonaro. Na mesma entrevista à Globonews, Flávio Bolsonaro nega ter proximidade com o banqueiro preso, mas as evidências, segundo o PT, apontam o contrário.
“A relação íntima e financeira prosseguiu até as vésperas de o banqueiro ser preso pela Polícia Federal, quando as suspeitas de fraudes e gestão temerária do Banco Master e ações de intervenção do Banco Central já eram de conhecimento público”, salienta a representação enviada ao Conselho de Ética.
No final do documento, protocolado no Conselho de Ética do Senado, o Partido dos Trabalhadores pede “a devida condenação” do senador Flávio Bolsonaro por violação do decoro parlamentar. O pedido não tem data para ser analisado pelo Conselho de Ética do Senado, que não se reúne desde julho de 2024.
Deputados do PT pedem a Fachin afastamento de Mendonça do caso Master após encontro dele com Vorcaro
Uma petição assinada pelo líder do PT, Pedro Uczai (SC), e por deputados como Lindbergh Farias (PT-RJ) e André Janones (Rede-MG) pede ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que declare a suspeição do ministro André Mendonça como relator da investigação sobre o Banco Master. Os deputados também pedem o fim do sigilo das investigações do caso sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que envolve o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
No documento, os parlamentares citam reportagem publicada inicialmente pelo site ICL Notícias sobre um encontro realizado entre o ministro André Mendonça e Daniel Vorcaro, que aconteceu em março do ano passado. O encontro se deu na sede do instituto fundado pelo ministro, em São Paulo.
Os deputados argumentam, na petição apresentada a Fachin, que Mendonça adotou tratamentos diferentes para investigações relacionadas ao Banco Master. Os parlamentares lembram que o ministro abriu o sigilo de apurações envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e informações relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes, mas não tornou públicas as informações sobre três procedimentos que envolvem Flávio Bolsonaro.
“Nós não podemos aceitar seletividade do ministro André Mendonça. Ele também precisa retirar o sigilo de Flávio Bolsonaro e do filme Dark Horse. Se não tirar o sigilo, e falta de isenção. Tem que investigar todo mundo, não importa se é ministro do STF, deputado ou senador”, disse o deputado Lindbergh Farias em vídeo nas redes sociais, após apresentar a petição no STF.
Para os parlamentares, a confirmação do encontro com Vorcaro inclusive pelo próprio André Mendonça muda o quadro das investigações relacionadas ao caso Master no STF. A petição sustenta que o episódio precisa ser analisado também sob a ótica da chamada imparcialidade objetiva.
Nesse caso, dizem os deputados que apresentaram a petição, não é necessário demonstrar que um juiz efetivamente pretendeu beneficiar ou prejudicar uma das partes: entram na análise circunstâncias externas capazes de gerar dúvida legítima sobre sua equidistância.
Os próprios deputados afirmam que não acusam o ministro André Mendonça de ter agido para favorecer ou prejudicar qualquer investigado. O questionamento é dirigido às circunstâncias que cercam sua atuação e à diferença de tratamento entre os procedimentos e personagens envolvidos no escândalo do Master.
Nesta quarta (2), o ministro André Mendonça divulgou uma nota na qual confirma que se reuniu com Daniel Vorcaro no início do ano passado, para tratar de um caso sobre precatórios em julgamento no Supremo.
“O ministro André Mendonça esclarece que recebeu o empresário Daniel Vorcaro uma única vez, em março de 2025, por iniciativa do próprio empresário, e que se limitou a ouvi-lo”, diz a nota.
“No mesmo mês, atendeu também o advogado do empresário, e ainda mantém, nos registros do gabinete, os memoriais escritos recebidos por ocasião do encontro”, explica o ministro.
VÍDEO: Alcolumbre rebate oposição e diz que “todo mundo esqueceu” pedido de R$ 130 milhões a Vorcaro
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rebateu nesta quarta-feira (2) as críticas de senadores da oposição sobre sua atuação diante dos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a sessão do plenário, Alcolumbre afirmou que parlamentares teriam solicitado R$ 130 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Eu vou voltar para a pauta porque senão, terei que responder muitas agressões que, como presidente do Senado, estou recebendo nos últimos dias. Apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar, todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado sou eu e o ministro Alexandre de Moraes”, disse Alcolumbre durante sessão do plenário do Senado.
A declaração foi direcionada a integrantes da oposição. Na véspera, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teria solicitado recursos a Vorcaro para a produção, cobrou Alcolumbre sobre a tramitação dos pedidos contra Moraes. Segundo informações da revista piauí, além disso, veio a público um novo repasse de US$ 1,6 milhão para o longa-metragem, realizado em setembro de 2025, após Flávio cobrar o ex-banqueiro sobre parcelas atrasadas.
Alcolumbre foi questionado sobre o impeachment de Moraes por Flávio e outros três parlamentares de oposição entre terça (1º) e quarta-feira (2). As cobranças ocorrem após a divulgação de mensagens entre Moraes e Vorcaro. Os diálogos indicam que o ministro discutia com o ex-banqueiro a possibilidade de uma operação da Polícia Federal que poderia ter Vorcaro como alvo.
ASSISTA:
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa pelo Palácio do Planalto no primeiro turno, com 37% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo, com 29%, enquanto o escritor Augusto Cury (Avante) registra 10%.
O levantamento foi encomendado pelo jornal O Globo e pela Globo. No cenário estimulado — quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados —, aparecem ainda Renan Santos (Missão), com 3%; Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP), com 1% cada.
Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram.
Confira os números:
- Lula (PT): 37%
- Flávio Bolsonaro (PL): 29%
- Augusto Cury (Avante): 10%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Ronaldo Caiado (PSD): 1%
- Romeu Zema (Novo): 1%
- Samara Martins (UP): 1%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Wilson Grassi (Democrata): 0%
- Clariana Barão (DC): 0%
- Edmilson Costa (PCB): 0%
- Hertz Dias (PSTU): 0%
- Indecisos: 11%
- Branco/nulo/não vai votar: 7%
CENÁRIO COM PABLO MARÇAL
A Quaest também testou um segundo cenário de primeiro turno, desta vez com Pablo Marçal (PRTB). Nele, Lula permanece com 37%, enquanto Flávio Bolsonaro sobe para 30%. Augusto Cury mantém os 10%.
Renan Santos aparece com 3%. Caiado, Marçal e Zema registram 1% cada. Samara Martins, Rui Costa Pimenta, Clariana Barão, Wilson Grassi, Edmilson Costa e Hertz Dias ficam com 0%.
- Lula (PT): 37%
- Flávio Bolsonaro (PL): 30%
- Augusto Cury (Avante): 10%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Ronaldo Caiado (PSD): 1%
- Pablo Marçal (PRTB): 1%
- Romeu Zema (Novo): 1%
- Samara Martins (UP): 0%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Clariana Barão (DC): 0%
- Wilson Grassi (Democrata): 0%
- Edmilson Costa (PCB): 0%
- Hertz Dias (PSTU): 0%
- Indecisos: 10%
- Branco/nulo/não vai votar: 7%
Os resultados não podem ser comparados diretamente com a pesquisa anterior, divulgada em 14 de agosto, porque o cenário eleitoral era diferente. Naquele levantamento, Leonardo Avalanche aparecia como candidato do PRTB. Ele deixou a disputa para Pablo Marçal, que registrou sua candidatura no último dia do prazo, em 15 de agosto.
Marçal, no entanto, está inelegível, e ainda cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir se ele poderá disputar a eleição.
PESQUISA ESPONTÂNEA
No cenário espontâneo, em que os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos, Lula também lidera, com 28%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 20%. Augusto Cury aparece com 4%, enquanto outros nomes somados chegam a 4%.
O dado que chama atenção é o elevado número de eleitores que ainda não definiram o voto: 42% estão indecisos. Outros 2% afirmaram que votarão em branco, nulo ou não irão votar.
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em todo o país, entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07065/2026.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.