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Artigos

Bernardo Araújo
Os “meninus” do trio
Foto: Acervo pessoal

Os “meninus” do trio

A poucas semanas do início do Carnaval, sempre me pego pensando: qual será a polêmica de 2026? Porque, convenhamos, em Salvador, polêmica carnavalesca não é acidente — é tradição. Todos os anos, essa cidade vocacionada para os serviços e, sobretudo, para a economia criativa, se prepara para a maior festa do planeta. Pelo menos é assim que nós, baianos, gostamos de dizer, misturando exagero e orgulho na mesma dose.

Multimídia

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sosthenes Macedo, afirmou, nesta segunda-feira (26) durante o Projeto prisma, Podcast do Bahia Notícias, que a Sedur vai priorizar eficiência, atração de investimentos e desenvolvimento urbano com impacto social, mesmo diante das críticas da oposição sobre espigões e áreas verdes em Salvador.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

daniel vorcaro

Oitiva de Daniel Vorcaro na CPMI do INSS foi adiada para depois do Carnaval e dono do Master não pretende ficar calado
Foto: Divulgação Banco Master

Marcada inicialmente para acontecer na próxima quinta-feira (5), a oitiva do dono do Banco Master na Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS só deve ser realizada após o Carnaval. Foi o que afirmou nesta terça (3) o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

 

A decisão foi tomada por Viana após se reunir com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de negociar o comparecimento com a defesa do banqueiro. Para estar na CPMI, o Vorcaro precisa de autorização do STF, já que cumpre diversas medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.

 

Viana afirmou que a nova oitiva, em 26 deste mês, foi combinada também com os advogados de Daniel Vorcaro. O presidente da CPMI disse que a defesa do banqueiro teria se comprometido a não ingressar com pedido de habeas corpus no STF a fim de que ele fique calado durante o depoimento. 

 

A convocação de Daniel Vorcaro tem como objetivo questioná-lo sobre questões relativas a contratos do Master para empréstimos consignados a aposentados e pensionistas. Segundo o senador Carlos Viana, 250 mil contratos de empréstimos consignados do Banco Master foram suspensos pelo INSS diante de “falta de comprovação da documentação”.

 

"Ele [Vorcaro] terá de explicar como o Banco Master adquiriu esses contratos e, se tantas pessoas que não tinham comprovação, como os descontos ocorreram sem autorização”, disse o presidente da CPMI.

 

Mesmo com a ausência de Daniel Vorcaro, a CPMI do INSS se reunirá pela primeira vez em 2026, e a primeira parte do encontro será para a votação de dezenas de requerimentos, entre eles, a convocação do filho do presidente Lula, o Lulinha. A CPMI também deve ouvir o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior.

 

Sobre a reunião com Toffoli, Carlos Viana disse ainda que o ministro teria se comprometido em repassar parte do inquérito sobre o Banco Master para a CPMI do INSS.
 

Defesa desmente jornalista da Folha de S.Paulo que disse que Daniel Vorcaro estaria "irritado" com Lula
Foto: Divulgação Banco Master

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro negou, nesta terça-feira (3), que ele tenha se irritado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que estivesse dando recados políticos de possível delação premiada. A nota da defesa de Vorcaro procurou negar comentário da jornalista Monica Bergamo, publicado em sua coluna na Folha de S.Paulo.

 

Segundo a colunista da Folha, o banqueiro teria manifestado irritação cada vez maior com o presidente Lula, pelas declarações contrárias a ele. No dia 23 de janeiro, por exemplo, durante um evento em Maceió, Lula disse que o pobre no Brasil é sacrificado “enquanto que um cidadão do Banco Master deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”. 

 

Monica Bergamo afirma que Vorcaro, em conversas com interlocutores, teria afirmando que declarações desse tipo do presidente Lula ajudariam a piorar a sua situação jurídica. O banqueiro também teria feito chegar ao Palácio que ele tem conexões com políticos próximos a Lula, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner (PT-BA), além de ter contratado Guido Mantega e Ricardo Lewandowski a pedido desses políticos.

 

Interlocutores de Vorcaro disseram ainda à colunista da Folha que ele teria condições de “dragar o PT” para o centro do escândalo se viesse a se decidir por tornar públicas informações e fatos constrangedores para o governo federal. 

 

A nota da defesa de Daniel Vorcaro nega essas conversas e diz que ele não fez qualquer manifestação nesse sentido. Leia abaixo a nota na íntegra:

 

“É falsa a alegação de que Daniel Vorcaro teria se irritado com o presidente da República ou feito qualquer tipo de manifestação nesse sentido. Também são falsas as ilações sobre vazamentos ou recados políticos atribuídos a ele. 

 

Daniel Vorcaro é, inclusive, um dos maiores prejudicados por vazamentos seletivos e pela divulgação de versões distorcidas dos fatos. Atribuir a ele comportamentos ou intenções sem que tenha sido sequer consultado configura narrativa indevida”.

Visa reclama de prejuízo milionário com bloqueio em consignados do Master no Rio de Janeiro
Foto: Agência Brasil

A Justiça do Rio de Janeiro bloqueou os descontos em folha dos consignados da Credcesta para tentar reaver ao menos parte dos R$970 milhões do Rioprevidência aplicados no Banco Master. Após a decisão, a Visa, uma das principais redes de pagamentos digitais do mundo, reclama de “prejuízo milionário”. 

 

O Credcesta é um cartão consignado, cujo principal emissor e distribuidor era o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e em 2021, o cartão passou a ser emitido pela Visa, por meio de uma parceria. A reportagem do jornal Metrópoles aponta, no entanto, que após a liquidação do Master pelo Banco Central, em novembro do ano passado, o “arranjo de pagamentos” foi travado.

 

Segundo a reportagem publicada neste domingo (1°), a Visa fala em “prejuízo de dezenas de milhões de reais” devido à retenção judicial dos descontos em folha dos consignados. Acontece que, conforme a decisão da juíza Georgia Vasconcellos, da 2ª Vara da Fazenda Pública do Rio de Janeiro, servidores, aposentados e pensionistas continuam a ter as parcelas dos consignados descontadas do contracheque, mas esses recursos estão retidos judicialmente. 

 

Além disso, há menos transações financeiras envolvendo cartões da Credcesta, o que acarreta menos volume de percentuais sobre transações de clientes indo para a Visa. Com o arranjo de pagamentos prejudicado e cada vez menos clientes da Credcesta usando os cartões, a Visa deixa de lucrar.

 

Técnicos da operadora Visa, que preferiram não se identificar, destacaram que os aposentados e pensionistas fluminenses seguem pagando os consignados normalmente: os descontos não foram suspensos, apenas o repasse ao Banco Master. O impacto, segundo a empresa, não decorre de desembolso direto da Visa, mas da interrupção do fluxo financeiro, o que trava liquidações e gera custos operacionais, jurídicos e regulatórios.

Alexandre de Moraes divulga nota e diz que notícia sobre encontro com presidente do BRB é "falsa e mentirosa"
Foto: Rosinei Coutinho/STF

Em nota divulgada no final da tarde desta terça-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, disse serem falsas as informações de que ele teria tido um encontro com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na mansão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A notícia foi divulgada pelo site Metrópoles.

 

Além de negar o encontro, o ministro classificou a matéria do Metrópoles como “mentirosa”. Moraes também disse que a notícia seguiria um padrão “criminoso” de ataques aos ministros do STF. 

 

“A matéria do Portal Metrópole sobre uma suposta reunião do Ministro Alexandre de Moraes, acompanhado por um assessor, com o então Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em um fim de semana do primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro é falsa e mentirosa. Essa reunião não ocorreu e, lamentavelmente, segue um padrão criminoso de ataques desqualificados contra os integrantes do Supremo Tribunal Federal”, afirmou Alexandre de Moraes na nota. 

 

Segundo a notícia publicada pela colunista Andreza Matais, o ministro Alexandre de Moraes teria, em pelo menos dois momentos diferentes, frequentado a mansão em Brasília do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em uma dessas ocasiões, Moraes foi apresentado ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que autorizou a compra do Master pelo banco público do Distrito Federal mesmo com pareceres contrários à operação.

 

A coluna do Metrópoles aponta que o encontro entre Moraes e Paulo Henrique Costa na casa de Vorcaro teria ocorrido em um fim de semana do primeiro semestre de 2025. Ainda de acordo com a colunista, a outra ocasião em que Moraes esteve na mansão de Vorcaro foi para acompanhar a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, em 2024. Nas duas ocasiões, o ministro teria ficado em área reservada da casa. 

 

Após o ministro divulgar nota, o site Metrópoles disse que mantém a apuração sobre o encontro e reitera as informações publicadas na reportagem original. A colunista afirma ter relatos que confirmam as duas idas do ministro do STF à casa de Vorcaro, no Lago Sul, em Brasília.

Site afirma que Alexandre de Moraes frequentava mansão de R$ 36 milhões de Daniel Vorcaro em Brasília
Foto: Divulgação/studioHub Arquitetura

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, (STF), em pelo menos dois momentos diferentes, teria frequentado a mansão em Brasília do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em uma dessas ocasiões, Moraes foi apresentado ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que autorizou a compra do Master pelo banco público do Distrito Federal mesmo com pareceres contrários à operação.

 

A informação foi revelada nesta terça-feira (27) pelo site Metrópoles. Colunistas do site apontam que o encontro entre Moraes e Paulo Henrique Costa na casa de Vorcaro teria ocorrido em um fim de semana do primeiro semestre de 2025.

 

A mansão de R$ 36 milhões localizada em Brasília foi comprada pelo dono do Banco Master por meio de um empréstimo desviado do próprio banco. A aquisição foi feita por meio da Super Empreendimentos e Participação, empresa que, de acordo com Vorcaro, tem como sócio seu cunhado, Fabiano Zettel.

 

O imóvel tem 1.700 m², de acordo com a escritura, e uma área privativa de 4.300 m². Antes de Vorcaro, a casa foi alugada por Salim Mattar, que era secretário de Desestatização do Ministério da Economia do governo Jair Bolsonaro (PL).

 

A coluna da jornalista Andreza Matais informa que Daniel Vorcaro teria solicitado ao então presidente do BRB a visita à sua mansão, informando que “o homem [Moraes] estava lá”. A colunista afirma que quatro pessoas presenciaram a cena.

 

Durante o período em que Moraes e Paulo Henrique Costa se conheceram, o Master buscava no BRB uma possível salvação, por meio da aquisição pelo banco público. Teria sido no encontro que Moraes e Henrique deram opiniões sobre o assunto.

 

O BRB chegou a cogitar a compra do Master, e a situação foi anunciada. No entanto, a repercussão negativa barrou a aquisição. Houve constatação de inconsistências nos ativos do Master e ainda suspeitas de transações de vendas de carteiras ao BRB.

 

Ainda de acordo com a colunista Andreza Matais, a outra ocasião em que Alexandre de Moraes foi visto na mansão de Vorcaro foi para acompanhar a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, em 2024. Nas duas ocasiões, Moraes teria ficado em área reservada da casa. 

 

Relatos feitos à coluna dizem que Alexandre Moraes estava nesta área reservada do imóvel, fumando charutos e degustando vinhos caros e raros. O espaço é descrito como uma espécie de bunker, localizado no subsolo, com acesso restrito, quatro poltronas e estrutura própria para o consumo de charutos.

 


 

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro tem investimento de R$ 30 milhões na Liga Forte União
Foto: Divulgação

O empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, possui uma participação estimada em R$ 30 milhões na Liga Forte União (LFU), entidade responsável pela negociação dos direitos de transmissão de partidas de 35 clubes do futebol brasileiro, sendo 13 da Série A. Entre as equipes envolvidas estão Corinthians, Vasco, Fluminense, Botafogo e Cruzeiro. A informação foi veículada pela Folha de São Paulo, nesta segunda-feira (26). 

 

Segundo as informações, a entrada de Vorcaro no negócio ocorreu por meio de uma debênture conversível em ações, adquirida pelo fundo Astralo 95. Esse tipo de instrumento financeiro prevê remuneração fixa acrescida de um componente variável, atrelado ao desempenho da empresa que recebe o aporte, além da possibilidade de conversão do valor investido em participação acionária após determinado prazo.

 

O fundo Astralo 95 integra um conjunto de fundos que, segundo apuração revelada pela Folha, são investigados por possível ligação com o esquema de fraudes financeiras atribuídas a Vorcaro. Apesar disso, o investimento na LFU é considerado regular e não faz parte diretamente das investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Banco Central. Ainda assim, o valor aplicado deverá constar entre os ativos a serem liquidados para pagamento de credores do Banco Master.


Os direitos de transmissão negociados pela Liga Forte União pertencem à Sports Media, empresa que opera em modelo de condomínio com os clubes participantes. Para viabilizar a operação, a companhia captou recursos por meio de três fundos de investimento. Dois deles possuem participação societária direta na Sports Media, com acionistas conhecidos pela diretoria da empresa e da liga.

O terceiro fundo levantou recursos no mercado por meio da emissão de debêntures, comercializadas junto a parceiros. Foi por meio da aquisição de um desses títulos que Vorcaro passou a integrar o projeto. Ao todo, cerca de 8.000 cotistas participam dessa estrutura financeira.

 

A Sports Media investiu aproximadamente R$ 2,2 bilhões na operação, que tem como objetivo estruturar o futebol brasileiro em moldes semelhantes ao da Premier League, principal liga do futebol inglês.

 

Além da participação na LFU, Vorcaro também mantém investimentos no futebol por meio do Atlético-MG. Ele detém cerca de 20% do clube via o fundo Galo Forte, cujo cotista é igualmente o Astralo 95. O aporte total no projeto gira em torno de R$ 300 milhões, o que garantiu ao empresário uma cadeira no conselho do clube. No entanto, ele foi afastado do cargo em novembro, após ser preso em uma operação da Polícia Federal.

 

Vorcaro é um dos alvos da Operação Compliance Zero, conduzida pela PF. Deflagrada inicialmente em 18 de novembro de 2025, a investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras que teria utilizado estruturas do mercado de capitais para desviar recursos do Banco Master e ocultar prejuízos.

 

Na primeira fase da operação, o foco foi a venda de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado consideradas fraudulentas ao BRB (Banco de Brasília). Já a segunda fase, deflagrada em 14 de janeiro, concentrou-se no uso de fundos de investimento para aquisição de chamados "ativos podres", como certificados de ações do extinto Besc (Banco do Estado de Santa Catarina).

 

Segundo os investigadores, esses ativos inflavam artificialmente o patrimônio dos fundos, que eram utilizados para desviar recursos do Banco Master e, ao mesmo tempo, retroalimentar o balanço da instituição, permitindo a continuidade da captação de recursos no mercado por meio da venda de CDBs.

 

De acordo com a Folha, as duas fases da operação deveriam ter ocorrido simultaneamente, mas entraves judiciais atrasaram a deflagração conjunta. O pedido da primeira etapa foi apresentado à Justiça de Brasília, com base em denúncia encaminhada pelo Banco Central ao Ministério Público Federal. Já a solicitação de buscas e apreensões relacionadas às fraudes envolvendo fundos de investimento foi protocolada na Justiça Federal de São Paulo, em outubro do ano passado.

Escritório da família Lewandowski recebeu mais de R$ 5 milhões por contrato de consultoria com o Banco Master
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Informações divulgadas pelo site Metrópoles revelam que o escritório de advocacia da família do ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, fechou um contrato de consultoria com o Banco Master em agosto de 2023. O acordo, segundo o site, previa pagamentos mensais ao escritório no valor de R$ 250 mil. 

 

Quando o escritório Lewandowski Advocacia assinou contrato com o Master, Ricardo Lewandowski já não era mais ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), pois havia se aposentado em abril daquele ano de 2023. Entretanto, em 1º de fevereiro de 2024, Lewandowski assumiu o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Lula.

 

A apuração da coluna da jornalista Andreza Matais revelou que a contratação teria ocorrido após articulação política. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), teria solicitado o vínculo entre o banco e o escritório de Lewandowski, assim como fez algum tempo depois, ao indicar o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega como consultor do Banco Master.

 

O contrato entre o Banco Master e o escritório da família Lewandowski, assinado em agosto de 2023, teve vigência até setembro de 2025. Nesse período, Lewandowski já estava há 21 meses no comando do Ministério da Justiça. 

 

Somados, os valores pagos pelos serviços do contrato alcançam cerca de R$ 6,5 milhões brutos, sendo R$ 5,25 milhões após Lewandowski se tornar ministro da Justiça.

 

O Metrópoles lembra que ao aceitar o cargo no governo, Ricardo Lewandowski formalizou sua saída do escritório em janeiro de 2024. Desde então, a banca passou a ser administrada por seus filhos, Enrique e Yara de Abreu Lewandowski. O contrato previa consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico ao banco.

 

Apesar disso, a atuação direta do ex-ministro teria sido restrita. Ele participou de apenas duas reuniões do Comitê Estratégico do Banco Master durante todo o período. Procurado pelo site Metrópoles, Ricardo Lewandowski afirmou, por meio da assessoria, que deixou o escritório ao assumir a pasta.
 

Colunista revela que Lula e Galípolo tiveram reunião com Vorcaro no Palácio do Planalto, fora da agenda oficial
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A jornalista Andreza Matais revelou nesta segunda-feira (26), em sua coluna no site Metrópóles, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um encontro no Palácio do Planalto com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a conversa durou cerca de uma hora e meia. O encontro teria acontecido em dezembro de 2024, e contou também com a participação do então indicado por Lula para presidir o Banco Central, Gabriel Galípolo (ele só viria a tomar posse no dia 1º de janeiro de 2025). 

 

Segundo Andreza Matais, a reunião com Vorcaro no Palácio do Planalto não foi incluída na agenda oficial do presidente Lula. Além do presidente e de Galípolo, também estiveram presentes os ministros da Casa Civil, Rui Costa, da Casa Civil, e das Minas e Energia, Alexandre Silveira. 

 

Ainda conforme Andreza Matais, o então CEO do Banco Master, Augusto Lima, também esteve presente na reunião e tratou sobre uma suposta articulação dos grandes bancos para prejudicar o Master e concentrar o poder do mercado. O ex-ministro Guido Mantega é apontado como o responsável por conseguir a reunião de Vorcaro com Lula. 

 

Uma nota publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, antecipou essa informação sobre Mantega. Segundo o colunista, Guido Mantega não só conseguiu um encontro de Vorcaro com Lula, mas ainda teria feito lobby no Banco Central para a aprovação da operação de venda do Master ao BRB e também pela não intervenção no banco de Vorcaro. 

 

O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para atuar como assessor, por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A remuneração acertada teria sido de R$ 1 milhão por mês.

 

Entre julho e novembro de 2025, em sua atuação como consultor do Master, Mantega recebeu cerca de R$ 16 milhões em honorários. O ex-ministro da Fazenda nos dois primeiros mandatos de Lula só chegou ao Master após a intervenção direta de Jaques Wagner. Antes disso, o governo havia recuado da indicação do ex-ministro para o Conselho de Administração da Vale, após questionamentos do mercado. 

 

A coluna da jornalista Andreza Matais expôs ainda que o presidente Lula teria pedido a Gabriel Galípolo para tratar a situação do Master com isenção depois que ele assumisse a presidência do BC. Foi na gestão de Galípolo que o Banco Central vetou a negociação entre o Master e o BRB e decretou a liquidação da instituição financeira de Daniel Vorcaro com a alegação de uma fraude de R$ 12 bilhões.
 

Daniel Vorcaro diz à PF que não consegue citar políticos que frequentavam sua casa
Foto: Divulgação

Em depoimento à Polícia Federal (PF), Daniel Vorcaro afirmou que não conseguiria citar nominalmente quem frequentava sua casa, ao ser questionado sobre as relações que mantinha com políticos.

 

Segundo informações que constam na transcrição do depoimento, feita com auxílio de inteligência artificial, o dono do Banco Master disse ter amigos em todos os Poderes, mas declarou não ser capaz de nomear individualmente as pessoas que frequentavam sua residência.

 

Vorcaro relatou ainda que conversou com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sobre a proposta de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), instituição controlada pelo governo do DF.

 

Ele afirmou que, além do governador e de autoridades do Banco Central, não manteve diálogo com nenhuma outra autoridade a respeito do tema.

 

Questionado diretamente se havia tratado do assunto com outras autoridades públicas, como ministros, parlamentares, secretários de Estado ou dirigentes de órgãos públicos, sobre a aquisição do Banco Master pelo BRB, Vorcaro negou qualquer contato. As informações do G1. 

Lula se posiciona sobre escândalo do Banco Master e critica defensores de Vorcaro: “Falta de vergonha na cara”
Foto: Reprodução / Youtube / CanalGOV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se posicionou publicamente pela primeira vez sobre o escândalo envolvendo o Banco Master e criticou os defensores do dono da instituição financeira, o empresário Daniel Vorcaro. Sem citar nominalmente o administrador do Master, Lula deu a declaração nesta sexta-feira (23), em evento na cidade de Maceió (AL), durante a entrega de 1,3 mil casas do programa "Minha Casa, Minha Vida".

 

Na ocasião, Lula mencionava a situação da população pobre do país e a comparou com o que chamou de "desfalque" envolvendo o banco Master.

 

"Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões nesse país", disse Lula.

 

"Então, companheiros, e tem gente que defende porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara nesse país", completou.

 

O pronunciamento sobre o desfalque é em relação com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por ressarcir os credores que compraram CDBs do Banco Master. Segundo o G1, o FGC não conta com recursos do governo nem com aportes diretos dos clientes, atua como um mecanismo de segurança. 

 

Contudo, de acordo com ministro da Fazenda, Fernando Haddad, só a Caixa responde por um terço da capitalização do FGC.

Banco Central determina liquidação da Will Financeira, controlada por Daniel Vorcaro
Foto: Divulgação

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, nesta quarta-feira (21). O BC explicou que a medida chega em expansão ao comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse do Banco Master, liquidado em novembro de 2025.

 

Um dos donos do Banco Master e da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, é o empresário Daniel Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal. A Will Holding Financeira S.A,; Master Holding Financeira S.A.; 133 Investimentos E Participações Ltda.; Armando Miguel Gallo Neto; Felipe Wallace Simonsen, também eram controladores da Will Financeira. O ato do BC determinou a ‌EFB Regimes Especiais de Empresas Ltda como liquidante da operação. 

 

A Polícia Federal realizou buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no útlimo dia 14. A ação ocorreu em residências ligadas ao empresário e a seus familiares na Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. 

 

Segundo a PF, a segunda fase da operação Compliance Zero tem como alvo a investigação de um suposto esquema de fraudes financeiras no banco. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

Família de Daniel Vorcaro é denunciada por construir obra irregular em beach club em Arraial d’Ajuda, na Bahia
Foto: Reprodução Agência Pública

A família de Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance por esquema de fraudes financeiras no Banco Master, foi denunciada em decorrência de uma obra irregular em terreno em área de restinga. A construção ocorre na cidade de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, em um beach club. 

 

Segundo a Agência Pública, a obra acontece na Estrada da Balsa, uma das principais vias de Arraial d’Ajuda, vilarejo turístico da cidade, conhecido por contar com variadas praias. De acordo com a reportagem, documentos mostraram que a construção é feita pela empresa Milo Investimentos S.A, que tem Henrique Moura Vorcaro e Natalia Bueno Vorcaro Zettel. Ambos são pai e irmã de Daniel Vorcaro. 

 

Conforme a publicação, a área onde acontece a construção é de aproximadamente 6 mil m². O espaço tombado, seria um local de restinga. A formação do local conta com um vegetal crucial para o equilíbrio da zona costeira. A estrutura funciona como uma barreira natural que protege a costa da erosão marinha e fixa as dunas. 

 

A denúncia chega após o ativista ambiental Tadeu Prosdocimi mostrar a suspeita contra a obra do beach club, no último dia 14. No vídeo, o ativista grava a obra na parte de areia da Praia de Araçaípe. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Porto Seguro, confirmou a irregularidade da obra e solicitou que a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) seja notificada para informar sobre a situação da área.

 

De acordo com a reportagem, a entidade comunicou que há possibilidade do terreno se sobrepor a terrenos de marinha. Para o IPHAN, via Agência Públcia, a construção não conta com licenças necessárias. Sem a autorização do órgão, a autorização municipal não possui validade.

 

A Prefeitura Municipal de Porto Seguro ainda não se manifestou oficialmente sobre o tema. A Milo Investimentos S.A., que está a frente do beach club tem um capital social de R$ 15 milhões e sede em um luxuoso endereço em Nova Lima (MG).

 

Segundo a publicação, Henrique e Natalia, responsáveis pelo o imóvel em Arraial, também foram alvos da Compliance. Investigações da PF apontam uma transferência suspeita de R$ 9 milhões para Henrique Vorcaro, um empresário com participação em mais de 50 empresas e dono de uma mansão de R$ 180 milhões na Flórida. 

 

Já Natalia, conforme a agência, é casada com Fabiano Campos Zettel, também alvo da operação. Zettel foi detido recentemente no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao tentar embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

PF realiza buscas em endereços de Daniel Vorcaro na Bahia e outros quatro estados
Foto: Divulgação / Banco Master

A Polícia Federal realiza buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no começo da manhã desta quarta-feira (14). A ação ocorre em residências ligadas ao empresário e a seus familiares na Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais,  Rio Grande do Sul e São Paulo. 

 

Segundo a PF, a segunda fase da operação Compliance Zero tem como alvo a investigação de um suposto esquema de fraudes financeiras no banco. Nesta quarta, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

São cumpridos também medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões. A primeira fase da operação foi deflagrada em dezembro do ano passado, Na época, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.

 

As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.

Pedido de criação da CPMI do Master já tem 229 apoios; dos baianos, apenas Capitão Alden assinou requerimento
Foto: Divulgação Banco Master

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Minoria na Câmara, confirmou em suas redes sociais que já recolheu, até esta terça-feira (6), um total de 229 assinaturas em apoio à criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar possíveis crimes financeiros cometidos pelo Banco Master. Até agora 196 deputados e 33 senadores já assinaram o requerimento. 

 

Dos 39 deputados da bancada da Bahia na Câmara, apenas Capitão Alden (PL) assinou o requerimento para criação da CPMI. Alden é o vice-líder da Oposição na Câmara. Entre os senadores baianos, nenhum assinou o pedido.

 

Carlos Jordy disse que continuará coletando assinaturas nos próximos dias, apesar de já ter conquistado o número suficiente de apoios para dar entrada no pedido de criação da CPMI. Um requerimento desse tipo precisa de, no mínimo, 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores.

 

O requerimento só deve ser avaliado a partir de 1º de fevereiro, quando o Congresso Nacional iniciar os trabalhos do ano de 2026. Caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir se acolhe o pedido e instala a comissão.

 

A justificativa apresentada pelo deputado Carlos Jordy tem como pano de fundo a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação revelou um esquema de fraudes no Banco Master estimado em R$ 12 bilhões, com uso de empresas de fachada, emissão de títulos sem lastro e participação de servidores públicos.

 

A partir da operação da PF, que resultou na prisão do seu proprietário, Daniel Vorcaro, o Banco Central decidiu pela liquidação do Banco Master. Segundo o requerimento de criação da CPMI, o banco teria sido usado como canal de lavagem de dinheiro por facções criminosas.

 

Além das fraudes, o requerimento para investigar as fraudes indica conexões entre o Master e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes. O documento menciona o contrato de R$ 131 milhões firmado entre o banco e a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes. 

 

De acordo com a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, o contrato entre a esposa de Moraes e o Banco Master previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões, por um período de 36 meses.
 

Caso Master: Ministro do TCU pode exigir cautelar contra Banco Central e suspender liquidação
Foto: Agência Brasil

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus antecipou em despacho que pode solicitar medida cautelar exigindo que o Banco Central (BC) assegure a preservação do valor da massa liquidanda do Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro. A informação foi obtida pela coluna de Tácio Lorran, do portal Metrópoles.

 

Em despacho proferido nesta segunda-feira (5), o ministro determinou a inspeção nos documentos do BC que embasaram a liquidação extrajudicial do banco Master, em 18 de novembro de 2025. Na decisão, o ministro afirma que  “não se mostra adequado antecipar juízo conclusivo acerca do preenchimento (ou não) dos pressupostos para eventual medida cautelar antes de iniciada a inspeção e de reunidos elementos primários suficientes”

 

A exigência acontece após o órgão monetário enviar, na última segunda-feira (29), os detalhes solicitados pelo próprio TCU a respeito da liquidação extrajudicial do Master. De acordo com o ministro, a nota técnica do Banco Central não veio acompanhada de provas documentais. O objetivo da determinação é proteger o patrimônio da instituição financeira antes da análise completa da situação.

 

A eventual medida teria caráter preventivo, seria proporcional e teria como objetivo preservar o valor da massa liquidanda e a efetividade do controle externo exercido pelo TCU. O documento ainda ressalta que o regime de liquidação extrajudicial envolve, por natureza, atos de difícil reversão, como alienação, oneração, transferência ou desmobilização de ativos relevantes. Para o ministro, a consumação desses atos pode reduzir a utilidade de uma eventual decisão final do Tribunal, caso sejam identificadas falhas no processo decisório ou no exame de alternativas. O ministro também destaca o "caráter de alerta" da situação e risco de atos irreversíveis.

 

“Isso, contudo, não elide o caráter de alerta: diante do risco de prática de atos potencialmente irreversíveis, não se descarta que venha a ser apreciada, em momento oportuno, providência cautelar dirigida ao Banco Central do Brasil, de natureza assecuratória e com contornos estritamente finalísticos e proporcionais, voltada à preservação do valor da massa liquidanda e da utilidade do controle externo, desde que amparada em elementos objetivos, com motivação expressa e ponderação específica quanto ao perigo na demora reverso”, escreveu Jhonatan de Jesus.

Caso Banco Master: Toffoli rejeita pedido da PGR e mantém acareação no STF
Foto: Andressa Anholete/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e decidiu manter a acareação prevista no âmbito da investigação envolvendo o Banco Master. A oitiva está marcada para a próxima terça-feira (30).

 

Na decisão, Toffoli determinou que sejam ouvidos o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil, Ailton de Aquino Santos.

 

A decisão foi proferida na noite desta quarta-feira (24), cerca de duas horas após o pedido de suspensão da acareação ter sido encaminhado por Gonet ao Supremo. O processo tramita sob sigilo.

 

Segundo a decisão, a acareação tem como objetivo esclarecer divergências existentes entre os diferentes núcleos da investigação, bem como apurar as circunstâncias em que podem ter ocorrido as supostas fraudes relacionadas ao caso.

Toffoli manda retirar de CPMI material de celular de Daniel Vorcaro
Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou, nesta sexta-feira (12), a retirada dos documentos com o sigilo das mensagens de celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O colegiado havia aprovado nesta semana a quebra do sigilo bancário e telemático do banqueiro e a documentação foi retirada dos arquivos da investigação da CPMI, após ordem do ministro.

 

A defesa de Vorcaro pediu a anulação das quebras de sigilos telemático, bancário e fiscal do empresário. Toffoli negou o pedido, mas determinou que o material colhido até o momento siga para a Presidência do Senado até decisão posterior da corte. O ministro também determinou que o Banco Central e a Receita Federal sejam notificados da medida.

 

Segundo a Folha de S. Paulo, o presidente Carlos Viana (Podemos-MG) lamentou a decisão e disse recebê-la com "indignação". "Essa decisão não é apenas estranha. É grave. Sempre que se afasta de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito o acesso a documentos essenciais, enfraquece-se a investigação e amplia-se a desconfiança da sociedade sobre o que se tenta ocultar", afirmou Viana.

 

No último dia 3 de dezembro, o ministro decidiu que as investigações envolvendo o caso Master, que estavam sendo feitas pela Justiça federal do DF, deveriam passar pelo seu crivo. Ele também já tinha imposto sigilo elevado ao caso.

 

Uma reportagem do jornal O Globo indicou uma conexão entre Toffoli e um dos advogados que atuam na ação, Augusto de Arruda Botelho, que defende o diretor de compliance do Master. Ambos teriam viajado a Lima para assistir à final da Libertadores da América.

Toffoli impõe sigilo máximo a processo de Daniel Vorcaro no STF após ação questionar foro da investigação
Foto: Rosinei Coutinho / STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o sigilo máximo a uma ação movida pela defesa do empresário Daniel Vorcaro, acusado de fraudes financeiras de R$ 12,2 bilhões. A reclamação, inicialmente colocado em “segredo de Justiça”, teve seu nível de restrição elevado para “sigiloso” na última sexta-feira (28), um dia após a divulgação da existência do recurso.

 

A decisão ocorreu após a defesa de Vorcaro acionar o STF na quinta-feira (27) com uma reclamação. O instrumento jurídico alega que a Justiça Federal de Brasília não seria o foro competente para as investigações que resultaram na prisão do empresário. A defesa pleiteia que o caso seja remetido ao Supremo, argumentando com a menção ao deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) em um contrato imobiliário apreendido.

 

De acordo com O Globo, a assessoria do STF informou que uma resolução da Corte deste ano atribui ao relator a competência para “definir o nível de sigilo aplicável ao processo, peça ou documento”, podendo essas classificações “ser revistas a qualquer tempo”. Na prática, o sigilo máximo impede a consulta pública de quaisquer informações processuais no sistema do tribunal, incluindo as iniciais das partes, a lista de advogados, a movimentação da ação e eventuais decisões.

PF encontra documentos sobre negócio imobiliário entre Vorcaro e deputado Jonga Bacelar durante investigação do Banco Master
Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados

A Polícia Federal apreendeu, em um endereço ligado ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, um envelope identificado com o nome do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA). Segundo a investigação, o material continha documentos referentes a um negócio imobiliário. Até o momento, os investigadores ainda não analisaram se há indícios de irregularidades no conteúdo apreendido.

 

A informação foi divulgada pelo Estadão nesta segunda-feira (1º). Ao site, Bacelar afirmou ter trabalhado na constituição de um fundo voltado à construção de um empreendimento imobiliário em Trancoso, distrito de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. Ele disse que Vorcaro demonstrou interesse em adquirir parte desse empreendimento e, por isso, recebeu documentos relacionados à possível transação. O deputado declarou que o negócio não foi concluído.

 

“Ele me fez uma consulta sobre um imóvel em Porto Seguro, que não se concretizou. Quando o banco começou a entrar em dificuldade, ele pediu mais um tempo para poder exercer a opção. Foi feito um documento dando a opção de compra a Daniel Vorcaro”, afirmou.

 

A defesa do empresário não se manifestou sobre o caso.

 

A apreensão do envelope levou os advogados de Vorcaro a apresentar, na última sexta-feira (28), uma ação no Supremo Tribunal Federal pedindo que toda a investigação seja remetida à Corte. Segundo a defesa, a situação seria semelhante à Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal na Bahia, encaminhada ao STF após a descoberta de documentos sobre uma transação imobiliária entre um investigado e um parlamentar.

 

Ainda conforme o Estadão, o pedido foi distribuído ao ministro Dias Toffoli. A medida integra uma estratégia da defesa para tentar retirar o caso da primeira instância da Justiça Federal, responsável pela decretação da prisão preventiva de Vorcaro.

Daniel Vorcaro terá que utilizar tornozeleira eletrônica após deixar prisão
Foto: Divulgação

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que teve concedido pelo TRF-1 o pedido de habeas corpus, terá que cumprir condições impostas pela Justiça para gozar da liberdade.

 

A desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que revogou a prisão de Daniel Vorcaro, determinou que o banqueiro utilize tornozeleira eletrônica e não se ausente da cidade onde vive.

 

Além de Vorcaro, também foram contemplados pela medida o ex-CEO do banco e dono do Banco Pleno Augusto Ferreira Lima, o diretor de riscos, compliance, RH, operações e tecnologia Luiz Antonio Bull, o superintendente executivo de Tesouraria, Alberto Feliz de Oliveira, e o sócio do banco Angelo Antonio Ribeiro da Silva. 

 

Todos terão de usar tornozeleira eletrônica e entregar passaportes, além de estarem proibidos de deixar os municípios onde vivem, conforme determinação da Justiça.

 

O grupo também está proibido de exercer atividades de administração das empresas que configuram como sócios.

Dias Toffoli assume como relator do caso Vorcaro, dono do Banco Master investigado por fraude
Foto: Rosinei Coutinho/ STF

O ministro Dias Toffolli foi sorteado para ser o relator do caso do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após o processo chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do site Metrópoles.

 

O empresário estava preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2, em Guarulhos, na Grande São Paulo, para onde foi transferido na última segunda-feira (24), até ter a prisão revogada pela desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) Solange Salgado da Silva.

 

O bancário, dono do Master, é o principal investigado da operação sobre fraudes financeiras, e é acusado de fraude de R$ 12 bilhões envolvendo carteiras de crédito vendidas ao Banco de Brasília (BRB).

 

Vorcaro foi preso pela Polícia Federal (PF) quando tentava deixar o país pelo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, após anunciar a venda do Master para um consórcio de investidores globais.

 

Pelo risco de fuga apontado pela PF, o banqueiro foi preso.

BC identificou problemas no Banco Master e seguiu todo o procedimento legal, defende Galípolo no Senado
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O Banco Central seguiu todo o procedimento legal em relação à identificação de irregularidades envolvendo o Banco Master, e foi a instituição que identificou os problemas nas operações de venda de carteiras de crédito para o BRB. A afirmação foi feita pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, nesta terça-feira (25). 

 

“Agora, tem um processo de liquidação de um banco. O BC seguiu todo o procedimento legal, trabalhou desde o primeiro minuto. Eu agradeço o MPF, PF e a Justiça. Quem tem que identificar e quem identificou foi o BC”, disse Galípolo na audiência.

 

A liquidação do Banco Master foi anunciada pelo Banco Central na semana passada, após a prisão, no mesmo dia, pela Polícia Federal, do dono da instituição, Daniel Vorcaro. A liquidação aconteceu quase um mês após o BC ter vetado a oferta de compra de uma fatia do Master pelo BRB (Banco de Brasília), operação que estava em análise desde março.

 

“Quando você tem uma dúvida se pode constituir uma fraude, não é o BC que diz. Aí entra no campo criminal. O BC precisa informar (aos órgãos competentes). E a partir dessa informação, vai cumprir este processo legal”, afirmou o presidente do Banco Central.

 

Gabriel Galípolo defendeu a importância de o BC ter seguido todos os ritos legais em relação à situação do Banco Master, como forma de evitar prejuízos aos cofres públicos. O dirigente citou que decisões passadas podem ser questionadas na Justiça e virar um grande passivo para o erário público.

 

“E depois de 20, 30 anos, quando perde apelo de clamor popular, sobra a procuradoria do BC, o erário público e meia dúzia de CPFs. Quem está no setor público não pode fazer voluntarismo com o dinheiro alheio. Por isso é tão importante cumprir o gabarito da norma legal”, defendeu.

 

Galípolo também lembrou que o Banco Master tinha balanços auditados e classificação de rating. “Por isso que é tão importante que o BC conduza o processo como conduziu”, salientou o presidente do BC.

 

Ainda sobre o caso do Banco Master, Gabriel Galípolo afirmou que vê uma confusão no debate sobre quais são as atribuições da autarquia em casos que avançam para investigações criminais. Ele enfatizou que o Banco Central identifica se há irregularidades em uma operação e, a partir disso, sua obrigação legal é informar o Ministério Público, para que a entidade siga seu processo investigativo.

 

O presidente do BC citou como exemplo uma notícia veiculada durante a Operação Carbono Oculto, que destacou que ele viajou ao exterior para participar de uma conferência no dia da operação. 

 

“Revela uma expectativa de quem escreveu aquilo, de que o presidente do Banco Central estivesse com a metralhadora na mão, dando chute em uma porta para invadir uma instituição. Não é papel do Banco Central, o Banco Central não faz isso”, afirmou.
 

Justiça Federal mantém prisão de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master
Foto: Divulgação / Banco Master

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), através de decisão da desembargadora Solange Salgado da Silva, manteve a prisão de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master. A decisão, tomada nesta quinta-feira (20), rejeitou um pedido de liminar da defesa para colocar o banqueiro em liberdade.

 

Vorcaro e outros seis executivos do banco foram detidos na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Eles são acusados de fraude em papéis vendidos ao BRB, banco de Brasília. Segundo as investigações, o Banco Master também vendia títulos de crédito falsos, emitindo CDBs com promessa de retorno de até 40% acima da taxa básica de juros, um valor considerado irreal. O esquema pode ter movimentado R$ 12 bilhões.

 

A prisão ocorreu horas após um consórcio liderado pelo Fictor Holding Financeira anunciar a compra do Banco Master. O anúncio veio pouco mais de um mês após o Banco Central rejeitar a aquisição pela instituição pelo BRB. Na terça-feira, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Master e a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores, interrompendo automaticamente a negociação de venda.

 

A defesa de Vorcaro argumentou em seu pedido de soltura que não há mais necessidade de manter o banqueiro preso, uma vez que o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central. Os advogados informaram ter anexado ao processo "comprovantes de que o dono do Master tinha uma reunião em Dubai com investidores que comprariam a instituição". Eles também destacaram que Vorcaro está proibido pela Justiça Federal de gerir qualquer fundo ou instituição financeira e que as buscas e apreensões relacionadas a ele já foram concluídas.

 

Quanto ao risco de fuga, a defesa ressaltou que o banqueiro "tem esposa e filho no Brasil e, portanto, a justificativa de que ele poderia fugir não se sustentaria". Os advogados afirmaram ainda que Vorcaro "apresentou sua rota de voo de Guarulhos para Dubai, na ocasião em que foi detido pelos federais no Aeroporto de Guarulhos".

 

Um pedido de habeas corpus enviado pela defesa também aguarda análise no TRF1, mas ainda não tem data marcada para julgamento. Na quarta-feira (19), a Justiça Federal de Brasília determinou que todos os presos da operação permaneçam detidos na carceragem da Superintendência da PF na Lapa, em São Paulo, onde estão pelo menos sete executivos ligados ao Banco Master.

 

As informações são do G1.

Sócio do Banco Master, empresário baiano Augusto Lima também é preso pela PF
Foto: Reprodução / Banco Master

Deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (18), a Operação Compliance Zero cumpriu mandado de prisão contra Augusto Lima, empresário baiano que também é sócio do Banco Master.

 

Além dele, a PF também prendeu Daniel Vorcaro proprietário do Banco Master, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU). Segundo informações confirmadas pela corporação, ele tentava deixar o país em um avião particular quando foi abordado.

 

A ação tem o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.

 

Policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.

 

As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.

Negociações entre Daniel Vorcaro e Joesley Batista envolvem precatórios, imóveis e até jatos privados
Foto: Divulgação | Marcelo Camargo/Agência Brasil

As negociações entre Daniel Vorcaro e Joesley Batista, acompanhadas de perto pelo Banco Central (BC), envolvem a venda de uma parte dos precatórios do Banco Master, participações em empresas e bens pessoais de Vorcaro. Entre os itens negociados estão imóveis de luxo, como o apartamento de R$ 60 milhões de Vorcaro no Itaim, em São Paulo, e sua participação na mineradora Itaminas, um de seus maiores ativos.

 

De acordo com O Globo, um dos pontos mais notáveis do negócio é a minifrota particular de jatos de Vorcaro. No entanto, apenas um avião, um Gulfstream G700 com autonomia para voar sem escalas de São Paulo a Dubai, entrará na negociação. Este jato não é totalmente de Vorcaro, mas sim parte da PrimeYou, empresa de compartilhamento de jatos e imóveis, na qual ele possui cotas. Também estão incluídos no negócio uma mansão em Trancoso (BA), avaliada em R$ 280 milhões, e uma lancha utilizada por Vorcaro, ambas pertencentes à PrimeYou.

 

Para garantir o sigilo da transação, o acordo entre os dois empresários foi codificado como "Projeto Vesúvio" nos documentos e minutas que circulavam entre um número restrito de pessoas.

Banco Master descarta negociações entre sócios por cotas de participação na empresa
Foto: Divulgação

O Banco Master negou qualquer tipo de negociação para a compra de participação na empresa por parte de seus sócios. No último domingo (9), o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, noticiou que Daniel Vorcaro estaria em tratativas para comprar a parte do seu sócio Augusto Lima. A pedida de Lima seria de R$ 1 bilhão por 30% que detém no banco.

 

“O Banco Master esclarece, por meio de seus sócios, Daniel Vorcaro e Augusto Lima que não há negociação com relação a participação no capital social do banco. Os sócios têm uma relação sólida de trabalho e parceria em benefício do crescimento do banco”, disse o banco em nota enviada ao jornal. 

 

O Banco Master é uma instituição brasileira, sediada em São Paulo, e também atua como corretora de investimentos. Foi fundado em 1970, inicialmente com o nome Banco Máxima, até 2018, quando passou por uma reformulação que levou a mudança do seu nome e na direção.

 

Entre 2018 e 2021, o banco passou por uma reestruturação societária e operacional, quando foi incluída uma capitalização de R$ 400 milhões, o que resultou na mudança do nome.

 

Sob a liderança de Daniel Vorcaro, junto com nossos sócios, foram realizados diversos investimentos para reverter a delicada situação financeira do Banco e assumir o controle da instituição.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O ditado já indicava a verdade pro Cavalo do Cão e pra Coronel Card, mas ninguém quis ouvir. Inclusive, será que alguém foi pedir conselho pra Baixixa? A grande pergunta é o que vai restar de natural pra essas eleições. E a nova moda já está colocada. Se continuar desse jeito, daqui a pouco só vai ter campanha virtual mesmo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Janja da Silva

Janja da Silva
Foto: Reprodução Redes Sociais


"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".

 

Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país. 
 

Podcast

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende

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O Projeto Prisma desta segunda-feira (2) recebe o historiador Marcos Rezende para falar sobre a tradicional Festa de Iemanjá, data que faz parte do calendário soteropolitano e une sagrado e profano nas ruas do bairro do Rio Vermelho.

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