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Artigos

Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

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Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

lula

Na ONU, Lula classifica ações de Israel em Gaza como “genocídio”
Foto: Reprodução / ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como “genocídio” a atuação do governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Faixa de Gaza. A declaração foi feita nesta terça-feira (22), durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

 

Ao abordar o conflito no Oriente Médio, Lula afirmou que os efeitos da ofensiva militar israelense sobre a população palestina serão sentidos por gerações. Segundo o presidente brasileiro, mulheres e crianças estão entre as principais vítimas da guerra.

 

“Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma de um genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza”, declarou.

 

Lula também mencionou os ataques do Hamas e afirmou que a população civil de Israel foi afetada pelo conflito. O presidente condenou os atos terroristas cometidos pelo grupo e associou a violência à intolerância e ao radicalismo.

 

Durante o discurso, Lula ainda criticou medidas contra o Tribunal Penal Internacional (TPI) e seus integrantes. Para o presidente, iniciativas desse tipo podem contribuir para a impunidade em casos de violações de direitos humanos.

 

O presidente brasileiro também voltou a defender a criação de dois Estados, com Israel e Palestina coexistindo em paz. Na avaliação de Lula, a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia dificulta a implementação dessa solução.

 

“Os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados, essencial para que israelenses e palestinos possam viver em paz”, afirmou.

 

Lula acrescentou que ameaças à existência de povos e Estados não contribuem para a estabilidade no Oriente Médio.

Lula critica ONU e Conselho de Segurança por não impedirem guerras e associa Netanyahu ao "genocídio" em Gaza
Foto: Reprodução Youtube

Com direito a algumas críticas ao Conselho de Segurança por sua incapacidade de colocar fim aos conflitos e guerras atuais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula falou de sua indignação diante de um cenário internacional conturbado, e disse que a ONU está falhando em evitar as guerras, mortes e destruição. 

 

“A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar o mundo, a humanidade, do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena”, afirmou.

 

Na sequência, Lula declarou que “somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel” e classificou o atual cenário como o mais grave desde sua primeira participação na Assembleia, em 2003.

 

Segundo Lula, o Brasil "não cabe no quintal de ninguém" e precisa de parceiros com agenda positiva, que fomente o desenvolvimento.

 

Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais", prosseguiu.

 

Em sua fala, o presidente Lula também qualificou de “genocídio”, a atuação do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, ao citar o conflito na Faixa de Gaza. 

 

“Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza”, declarou. Na mesma passagem, condenou os ataques cometidos pelo Hamas contra Israel: “Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, disse Lula. 

 

Ainda sobre a situação do Oriente Médio, o presidente brasileiro lembrou do esforço feito por Yasser Arafat e Yitzhak Rabin para negociar uma solução para o conflito entre israelenses e palestinos. 

 

“Yasser Arafat e Rabin foram estadistas. Desafiaram o passado para projetar um futuro de paz. Foram derrotados pelo ódio”, afirmou o presidente Lula durante o discurso na Assembleia Geral.

 

Na sequência, Lula voltou a defender a solução de dois Estados e criticou a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia. “Os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados, essencial para que Israel e o Estado da Palestina possam viver em paz”, afirmou.
 

Aumenta quantidade de pessoas que dizem que o escândalo do Master afeta mais a família Bolsonaro, revela Quaest
Fotos: Montagem com foto da Agência Senado e divulgação Master

Um recorte da pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) revela que aumentou a quantidade de eleitores que passou a associar o escândalo do Banco Master à família Bolsonaro. O levantamento mostra que passou de 15% da pesquisa anterior para 21% nesta mais recente o percentual de pessoas que dizem que o escândalo afeta mais os políticos do grupo do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).

 

A parcela dos entrevistados que acredita que o escândalo do Master prejudica a “todos”, por outro lado, caiu nove pontos percentuais em uma semana. Na rodada anterior, 46% dos entrevistados respondiam que o caso Master afetava “todos”, percentual que caiu para 37%.

 

Outros 16% dos entrevistados pela Quaest dizem que as descobertas do Banco Master afetam o Supremo Tribunal Federal (STF). Já o governo Lula é visto como o mais afetado pelo escândalo por 11% dos eleitores.

 

A mudança ganha peso eleitoral porque Flávio Bolsonaro é o candidato da família Bolsonaro à Presidência da República e disputa diretamente com Lula a liderança da corrida eleitoral.

 

A leitura sobre quem é mais afetado pelo escândalo varia de acordo com a preferência política dos entrevistados. Entre os eleitores de Lula, 46% apontam a família Bolsonaro como a mais atingida. Entre os bolsonaristas, por outro lado, 37% citam o governo Lula, enquanto 22% apontam o STF.

 

A Quaest também mediu a influência da crise institucional e das tensões no STF sobre a decisão dos eleitores na disputa presidencial. Para 62% dos entrevistados, a turbulência na Corte não influencia o voto para presidente. 

 

Outros 26% afirmam que os acontecimentos reforçam a escolha que já haviam feito, enquanto 7% dizem que podem mudar de candidato por causa da crise. Segundo a Quaest, 74% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento do episódio da crise no STF. 

 

A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06004/2026.
 

Flávio Bolsonaro dispara na plataforma Polymarket, chega a 60% de chance de vitória e Elon Musk reage: "Uau"!
Foto: Montagem com reprodução de redes sociais e Agência Senado

Em uma disparada nos últimos 11 dias, o senador Flávio Bolsonaro (PL) atingiu na manhã desta segunda-feira (21) o seu mais alto patamar como favorito a vencer a disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições de outubro, conforme mostram estimativas do Polymarket, plataforma digital do chamado mercado de previsão. 

 

Após ter ultrapassado Lula nas previsões do Polymarket no dia 10 de setembro, Flávio cresceu cerca de oito pontos percentuais e inicia a semana nesta segunda com 60% de apostas na sua vitória. Já o presidente Lula caiu para 40% de previsões em sua vitória nas eleições de outubro. 

 

O crescimento de Flávio Bolsonaro no Polymarket foi citado pelo bilionário Elon Musk neste domingo (20). Musk reagiu com a expressão “Wow” (“Uau”) a uma publicação na rede X que destacava os números atribuídos a Flávio Bolsonaro (PL) e Lula no mercado de previsões.

 

A publicação compartilhada por Musk no domingo apresentava Flávio com 58% e Lula com 42% nas estimativas da plataforma para a eleição presidencial brasileira. De lá pra cá, Flávio subiu mais dois pontos percentuais, chegando a 60%.

 

A expectativa de vitória de Lula na plataforma Polymarket foi caindo desde o início de agosto, quando o presidente marcou sua maior diferença para Flávio Bolsonaro. Em 1º de agosto, Lula tinha 67% de chances de vitória, contra apenas 25% de Flávio, uma diferença de mais de 40 pontos percentuais. Essa vantagem foi caindo progressivamente até o dia 10 de setembro, quando Flávio passou Lula e passou a liderar as previsões de vitória na eleição brasileira. 

 

A Polymarket é uma plataforma internacional do mercado de previsões, em que apostadores negociam suposições com dinheiro real — geralmente em criptomoedas — sobre a probabilidade de eventos futuros ocorrerem. As estimativas não seguem critérios metodológicos e o mercado preditivo é proibido no Brasil.

 

No mês de abril, o Conselho Monetário Nacional aprovou uma resolução que proíbe a oferta e a negociação de apostas atreladas a temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento no Brasil praticadas por plataformas que atuam em mercados preditivos. Na prática, a resolução impede as plataformas de oferecerem apostas sobre eleições, jogos, reality shows e outros acontecimentos que não sejam econômicos, a critério da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Semana tem Lula na ONU, incertezas no STF e possível abertura de investigação sobre relação de Gonet com Vorcaro
Foto: Reprodução Redes Sociais

Faltando apenas 13 dias para o primeiro turno das eleições 2026, em 4 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se ausenta da campanha eleitoral para uma série de compromissos na cidade de Nova York. O ponto alto da viagem será o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). 

 

No seu pronunciamento, Lula deve defender o multilateralismo e a soberania dos países, além de abordar o combate ao crime organizado e as eleições brasileiras. Após seu discurso, é possível que Lula se encontre rapidamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que será o segundo a falar na assembleia.

 

E com o Congresso Nacional ainda com suas atividades paralisadas, as atenções da semana em Brasília se voltam novamente para o Supremo Tribunal Federal (STF). Termina nesta segunda-feira (21) o prazo dado para que a Procuradoria-Geral da República e o ministro André Mendonça se manifestem sobre o relatório de inteligência da Polícia Federal que levanta suspeitas de direcionamento das investigações dos casos INSS e Master.

 

E com o cancelamento, pelo presidente do STF, Edson Fachin, da sessão que estava prevista para analisar suspeitas na atuação de André Mendonça, o plenário da Corte terá uma sessão na próxima quarta (23) de julgamentos previamente agendados sobre temas diversos. Entretanto, com o clima ainda tenso entre os ministros, é possível que Fachin adie mais uma vez a sessão plenária, como já aconteceu em outras oportunidades nas últimas duas semanas.

 

Confira abaixo a agenda da semana em Brasília. 

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula iniciou a semana, nesta segunda-feira (21), na cidade de Nova York, onde vai participar da abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A sessão da ONU será nesta terça (22), e o presidente Lula fará o discurso inaugural do encontro anual.

 

Esta será a décima vez que o presidente Lula fará o tradicional discurso de abertura pelo Brasil, repetindo uma participação que começou em 2003. Nos seus três mandatos, Lula só não falou na assembleia nos anos de 2005 e 2010.

 

O tema deste ano da assembleia é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”. Líderes dos 193 Estados-membros da ONU estarão presentes no fórum.

 

No seu pronunciamento, Lula deve falar sobre a defesa da soberania nacional e do princípio da não interferência externa de um país no estado democrático. O presidente também deve abordar questões relacionadas aos processos eleitorais e às relações do Brasil com outros países.

 

O combate ao crime organizado transnacional é outro ponto que deverá ser mencionado por Lula na sua fala, que tem duração prevista de 20 minutos. A expectativa é que o presidente destaque medidas de cooperação adotadas pelo Brasil com países vizinhos e com os Estados Unidos para enfrentar organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

 

Conflitos internacionais, mudanças climáticas e inteligência artificial ainda estão entre os assuntos que podem fazer parte do pronunciamento. Após a fala de Lula, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará o seu pronunciamento. 

 

Antes da participação na assembleia, o presidente Lula cumprirá uma série de agendas em Nova York nesta segunda (21). Lula tem encontros marcados com o senador democrata Bernie Sanders, com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.

 

Lula permanecerá na residência do representante do Brasil na ONU no transcorrer desta segunda, segundo seus aliados. Após discursar na assembleia geral, Lula já retornará ao Brasil na própria terça. A agenda do presidente para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

 

No calendário da divulgação de indicadores econômicos, o destaque da semana é a apresentação dos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), que traz a prévia da inflação oficial. O indicador a ser divulgado pelo IBGE na próxima sexta (25) antecipará os números da inflação do mês de setembro.

 

PODER LEGISLATIVO

 

O Congresso Nacional sem atividades ou sessões marcadas nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. Depois da realização de dois períodos de esforço concentrado, as duas casas legislativas só retomarão as atividades na primeira semana de outubro, após as eleições. 

 

Na semana passada, um grupo de senadores esteve em Brasília para acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal que iria julgar a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Os parlamentares criticaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por ele ter ordenado que o plenário tivesse a porta trancada, o que impediu a realização de uma sessão extraordinária. 

 

PODER JUDICIÁRIO

 

No Supremo Tribunal Federal, o ministro Flávio Dino presidirá, nesta terça (22), uma audiência pública para discutir a responsabilidade de parlamentares na destinação de emendas impositivas. O debate envolve regras de controle, fiscalização, prestação de contas e responsabilização pelo uso dos recursos públicos.

 

E com o cancelamento da sessão que seria realizada na próxima quarta (23) para análise do pedido de investigação contra o ministro André Mendonça, o presidente do STF, Edson Fachin, deve seguir com a pauta de julgamentos previamente anunciada para o plenário. Entretanto, diante do cenário de tensões entre os ministros, a sessão da próxima quarta pode vir também a ser cancelada, como já aconteceu outras três vezes nas últimas duas semanas. 

 

Caso a sessão plenária seja mantida, os ministros vão julgar ações como a ADI 7935, que questiona regras sobre custas, taxas e despesas processuais no Judiciário do Espírito Santo. Entre os pontos levantados na ação estão o acesso à Justiça, a proporcionalidade dos valores e a capacidade de pagamento dos contribuintes.  

 

Também está previsto o julgamento de recurso na ADPF 557, que trata do uso do subsídio do procurador-geral da República como referência para a remuneração dos membros do Ministério Público e da aplicação automática dos reajustes. A pauta do plenário inclui recurso no ARE 1490466, sobre a remuneração dos procuradores municipais. 

 

Há a previsão da continuidade do julgamento da ADPF 1218, que discute a extensão de vantagens concedidas pelo Conselho de Reitores das Universidades do Estado de São Paulo (Cruesp) a empregados de instituições de ensino vinculadas às universidades estaduais paulistas. 

 

Além disso, estão pautadas as ADIs 7822, 7830, 7844 e 7848, que questionam regra do Decreto 65.255/2020 do Estado de São Paulo sobre benefícios fiscais de ICMS. As ações discutem a concessão de isenções, benefícios e incentivos fiscais sem aprovação prévia dos demais entes da Federação e apontam possíveis impactos sobre o pacto federativo, a integração nacional e as desigualdades regionais. 

 

Também está marcada para esta semana a análise, pelo Conselho Superior do MPF (Ministério Público Federal), das  menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A reunião do Conselho está marcada para as 10h da próxima sexta (25). 

 

O objetivo da sessão extraordinária é avaliar se os registros levantados pela Polícia Federal comprometem a imparcialidade de Gonet na condução dos casos relacionados à instituição financeira.

 

O procedimento foi aberto na primeira semana de setembro após uma representação de parlamentares do Partido Novo, que questionaram a atuação de Gonet nas investigações envolvendo o Master. A sigla apresentou pedido para que Gonet se afaste do caso e para que a subprocuradoria da PGR atue no lugar dele.

 

Uma possível investigação sobre as mensagens, no entanto, só deve ser aberta se o relator no Conselho Superior, o subprocurador-geral da República Francisco de Assis Sanseverino, identificar irregularidades na conduta de Gonet.
 

BTG/Nexus: Lula empata com Flávio Bolsonaro, Caiado e Augusto Cury nas simulações de segundo turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil, Senado e reprodução de redes sociais

A mais nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (21), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de empate técnico com outros três candidatos nas simulações de disputa em um eventual segundo turno. Lula empata com o senador Flávio Bolsonaro, com o ex-governador Ronaldo Caiado e com o escritor Augusto Cury nesses cenários, segundo a pesquisa.

 

Em eventual disputa contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece numericamente à frente, com 46%, enquanto o senador tem 45%. Do total de entrevistados, 7% dizem que votariam branco, nulo ou em nenhum dos nomes, enquanto 1% não sabem ou não responderam.

 

Na simulação entre Lula e Ronaldo Caiado, pelo primeira vez o candidato do PSD marcou o mesmo percentual de 45% verificado por Lula. Na rodada passada, o petista tinha 47% e o ex-governador, 41%.

 

Já na disputa contra o escritor Augusto Cury, Lula também aparece com um ponto à frente, a menor distância já verificada entre ambos. Nesta simulação, o atual presidente registra 44%, enquanto Augusto Cury aparece tecnicamente empatado, com 43%.

 

No cenário contra o candidato do Missão, Renan Santos, o líder petista mantém vantagem além da margem de erro. Em um eventual segundo turno contra Renan, o presidente tem 47% contra 39%.

 

A vantagem de Lula é um pouco menor em uma simulação contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Nese cenário, Lula tem 47% contra 41% de Zema. 

 

Na pesquisa espontânea, em que o entrevistado não tem acesso a uma lista de nomes, o presidente Lula lidera no número de menções, com 40%. Confira abaixo o resultado da simulação espontânea.

 

Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 34%
Augusto Cury (Avante) - 4%
Renan Santos (Missão) - 3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 3%
Zema (Novo) - 1%
Outros - 2%
Nenhum/branco/nulo - 6%
Não sabe/não respondeu - 8%

 

Em relação à disputa em primeiro turno, o presidente Lula segue na liderança, com a mesma quantidade de intenções de voto do cenário espontâneo, 40%. Flávio Bolsonaro mantém os 37% que ele atingiu no levantamento passado. 

 

Veja abaixo o cenário de primeiro turno, de acordo com a pesquisa BTG/Nexus:

 

Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 37%
Augusto Cury (Avante) - 6%
Ronaldo Caiado (PSD) - 5%
Renan Santos (Missão) - 3%
Zema (Novo) - 1%
Samara Martins (UP) - 1%
Nenhum/branco/nulo - 4%
Não sabe/não respondeu - 2%

Os demais candidatos ficam com 0% das intenções de voto.

 

A pesquisa Nexus entrevistou 2.006 eleitores, entre os dias 18 e 20 de setembro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00485/2026.
 

Lula associa caso do Banco Master à gestão Bolsonaro e vê crise no STF impactando eleições
Foto: Podcast Desce a Letra / Ascom do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (18) que a crise em torno do Banco Master, instituição financeira que destacou ter sido criada durante o governo de Jair Bolsonaro, envolve diretamente ou indiretamente 5 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Tupi, concedida antes de compromissos no Rio de Janeiro ao lado do governador interino do Estado, o desembargador Ricardo Couto. Para o chefe do Executivo, a situação "contamina tudo" nas eleições e exige uma solução antes de qualquer debate sobre a reforma do Judiciário.

 

Durante a entrevista, o petista citou expressamente os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ressaltando que "ninguém está defendendo" os contratos celebrados por eles com a instituição bancária. Sem mencionar nominalmente o ministro Kassio Nunes Marques, Lula também fez referência a mensagens que indicariam o pagamento de um encontro do magistrado com uma acompanhante por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

 

Ao abordar a relação de opositores políticos com a Suprema Corte, Lula sugeriu a existência de ligações do senador Flávio Bolsonaro (PL) com milícias no Rio de Janeiro e argumentou que a insatisfação do parlamentar com o ministro Alexandre de Moraes se deve às decisões judiciais contra seu pai, Jair Bolsonaro, e não ao escândalo do banco.

Flávio Bolsonaro afirma que manterá reajuste do Bolsa Família se vencer eleição
Foto: Reprodução / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou que pretende manter o reajuste de 15,04% no programa Bolsa Família caso vença a eleição presidencial. Isso vem após o presidente Lula da Silva (PT) realizar um aumento no programa elevando o valor para R$ 600. O assunto é tema de disputa nas campanhas em período eleitoral. 

 

A afirmação foi concedida à Revista Oeste. Isso ocorreu logo após o parlamentar ter criticado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo aumento anunciado a poucos dias do primeiro turno das eleições, momento em que chegou a definir a quantia do reajuste como "merreca".

Caiado faz duras críticas a Lula por anúncio de reajuste no Bolsa Família: "quer comprar voto por R$ 90"
Foto: Reprodução Redes Sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer “comprar voto por R$ 90”, ao anunciar o reajuste no benefício do programa Bolsa Família. A opinião foi dada nesta sexta-feira (18) pelo candidato Ronaldo Caiado (PSD), em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, do Paraná. 

 

“À véspera de uma eleição, você vê uma atitude populista como essa aí, de querer dizer: 'Agora eu vou aumentar R$ 91 no Bolsa Família.' Isso é brincar com a inteligência do brasileiro, desrespeitar a inteligência do brasileiro e achar que o cidadão, a 16 dias, pode mudar e comprar o voto por mais R$ 90”, disse Caiado.

 

Nesta quinta (17), o presidente Lula anunciou um reajuste do Bolsa Família em cerca de 15%, a pouco mais de duas semanas das eleições. O valor mínimo do programa sai de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777.

 

Na entrevista à Gazeta do Povo, Ronaldo Caiado classificou Lula como “ladrão do futuro brasileiro”. A crítica sobre medidas eleitoreiras do governo Lula já sido exposta por Caiado ao Jornal da Record, na última quarta (16). 

 

“Essas medidas agora, de reta final, aí. Estou vendo o Lula prometer canetinha de emagrecimento, aumentar o Bolsa Família. Tudo certo, mas não com essa aparência de populismo”, declarou o candidato.

 

Ronaldo Caiado também voltou a dizer na entrevista à Gazeta do Povo que, se eleito, fará um ajuste fiscal para controlar os gastos públicos por meio de uma emenda constitucional com um limitador de gastos do governo federal, de até 50% do crescimento do Produto Interno Bruno (PIB). O candidato também defendeu a revisão de isenções fiscais e de recursos para programas sociais.

 

“Vou cortar 100% das emendas impositivas e vou cortar 25% do repasse do duodécimo aos Poderes e órgãos independentes da República”, completou o ex-governador de Goiás. 
 

Eleitores de Lula e de Flávio tem visões radicalmente opostas sobre atuação de Mendonça e de Alexandre de Moraes
Foto: Alejandro Zambrana/STF

Um recorte da pesquisa PoderData/Aya divulgado nesta sexta-feira (18) revela como a orientação política dos eleitores determina a opinião a respeito da atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mais propriamente de Alexandre de Moraes e André Mendonça, que desde o começo de setembro se acusam mutuamente e tentam abrir investigações um contra o outro. 

 

A pesquisa questionou seus entrevistados sobre a aprovação ao trabalho de Alexandre de Moraes e de André Mendonça. Moraes teve aprovação de 33% e desaprovação de 57%, enquanto Mendonça teve sua atuação aprovada por 50% e desaprovada por 36% dos eleitores brasileiros. 

 

O PoderData/Aya cruzou as respostas dos eleitores sobre a avaliação dos ministros e a declaração de voto em um eventual segundo turno da eleição presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os que declaram voto em Flávio, 75% aprovam a atuação de André Mendonça no Supremo, enquanto outros 16% o desaprovam e 9% não sabem responder.

 

O cenário se inverte quando a avaliação de Mendonça é feita entre os eleitores de Lula. Nesse caso, apenas 21% aprovam Mendonça, enquanto 60% desaprovam sua atuação e outros 19% não sabem.

 

Já na avaliação do ministro Alexandre de Moraes, 91% dos eleitores do candidato do PL desaprovam o trabalho dele, enquanto apenas 4% aprovam e 5% não sabem responder. Os percentuais se invertem quando a avaliação de Moraes é feita por quem declara voto em Lula: 67% aprova atuação do ministro, contra 18% que desaprovam e 15% que não souberam responder. 

 

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos próprios. O levantamento teve parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados de 13 a 16 de setembro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.  

 

Foram 3.000 entrevistas em 623 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-00360/2026.
 

Trump pediu que Brasil permitisse 'dissidentes políticos' a concorrer em 2026
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo de Donald Trump exigiu, em um documento enviado ao Itamaraty, que o Brasil permitisse que "dissidentes políticos" concorressem às eleições de 2026.

 

A informação foi confirmada à TV Globo por fontes do Itamaraty nesta quinta-feira (17), após o jornal "O Estado de São Paulo" revelar o pedido.

 

Fontes da diplomacia brasileira afirmaram que a proposta foi apresentada pelos EUA durante a negociação do tarifaço que os EUA anunciaram ao Brasil, no ano passado.

 

As fontes não disseram se Washington especificou quais seriam os "dissidentes políticos" em questão — no ano passado, no entanto, Donald Trump acusou o Brasil de "caça às bruxas" e mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em carta enviada a Lula.

 

As fontes afirmaram que o Brasil rejeitou a proposta porque o texto continha "absurdos". Por isso, o pedido não chegou nem sequer a integrar os pontos do diálogo que as diplomacias dos dois países vêm travando, disseram ainda integrantes do Itamaraty.

 

A proposta também circulou apenas entre membros do nível técnico das diplomacias e não chegou a autoridades de alto nível, como o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ou mesmo os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva.

 

O governo dos Estados Unidos ainda não havia se manifestado sobre a informação até a última atualização desta reportagem.

 

CAÇA ÀS BRUXAS

No ano passado, ao anunciar que subiria tarifas aplicadas a produtos brasileiros, o presidente dos EUA, Donald Trump, enviou uma carta a Lula justificando a decisão.

 

Como argumento, o republicano afirmou, sem provas, que sua decisão de aumentar a taxa sobre o país também foi tomada "devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres..". No documento, Trump citou ainda o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse ser "uma vergonha internacional" o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

"A forma como o Brasil tem tratado o ex-Presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!", escreveu Trump na ocasião.
 

Datafolha: Lula registra 39% e Flávio Bolsonaro aparece com 36% no 1º turno
Foto: Ricardo Stuckert e Charles Vieira

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17) mostra Lula (PT) com 39% das intenções de voto para a Presidência, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 36%. Os dois estão em empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

 

Augusto Cury (Avante) tem 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. Romeu Zema (Novo) registra 2%, enquanto Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm 1% cada.

 

Nos cenários de segundo turno, Lula e Flávio também aparecem tecnicamente empatados: 46% a 44%. O petista registra ainda 46% contra 42% de Caiado, 49% contra 39% de Zema e 47% contra 38% de Renan Santos. Já na simulação contra Augusto Cury, os dois aparecem com 44% das intenções de voto.

 

O levantamento ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo e está registrada no TSE sob o número BR-04029/2026.

Maria Bethânia e Caetano Veloso participam de ato de campanha de Lula no Rio de Janeiro
Foto: Divulgação / Ricardo Stuckert

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está preparando um grande ato com artistas para o dia 23 de setembro, no Rio de Janeiro. O evento teria o objetivo de reunir importantes nomes do setor cultural para reforçar a campanha na reta final e deve contar com grandes nomes da música, como Maria Bethânia, Caetano Veloso e Chico Buarque. Antes do evento, o presidenciável participará de uma ação de campanha voltada para o setor de saúde na cidade. 

 

A ação acontecerá às 19h na Fundição Progresso, na Lapa, no centro da capital fluminense, que tradicionalmente recebe shows, festivais e encontros culturais de grande porte. Essa ação está entre as principais mobilizações do setor cultural em apoio à campanha do Presidente, trazendo representantes da música e da cultura.

 

A presença de grandes nomes da música popular brasileira, como Maria Bethânia e Caetano Veloso, deve fazer do dia 23 uma das maiores manifestações de apoio de artistas à campanha de Lula

 

A campanha de Lula em 2022 também contou com apoio massivo da classe artística brasileira, mobilizando celebridades e artistas de diversos setores. Entre os músicos, estavam nomes como Gilberto Gil, Daniela Mercury, Anitta, Gal Costa, Ludmilla, Milton Nascimento, Pabllo Vittar, Luísa Sonza e Marina Sena. Já entre os atores e atrizes, Bruno Gagliasso, Giovanna Ewbank, Malu Mader, Marieta Severo, Camila Pitanga, Wagner Moura e Lázaro Ramos foram alguns dos que apoiaram publicamente o petista.

Bolsa Família: reajuste eleva gasto para R$ 178,5 bi em 2027
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O programa Bolsa Família vai atingir um custo de R$162,4 bilhões este ano e R$178,5 bilhões em 2027 graças a um reajuste anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (17). O gasto do programa se multiplicou por 15 em duas décadas.

 

A previsão para o ano que vem representa um salto de cerca de 1.380% em relação a 2004, ano de lançamento do benefício. Naquela época, o custo anual, considerando valores atualizados pela inflação, foi de R$ 12,1 bilhões.

 

O reajuste de 15% vai começar a valer na folha de pagamento de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Desse modo, o custo adicional este ano será de R$ 5,8 bilhões, se somando à dotação orçamentária atual de R$ 156,6 bilhões. 

 

Já para 2027, a estimativa do governo é de que o gasto deve aumentar R$ 22,7 bilhões frente ao valor previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), de R$ 155,8 bilhões.

Segundo pesquisa PoderData/Aya, Flávio Bolsonaro ganharia de Lula no segundo turno por 46% a 44%
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Simulação de disputa de segundo turno feita pela pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira (17), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 46% das intenções de voto. Em segundo lugar no cenário de segundo turno está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 44%.

 

Segundo a PoderData/Aya, os percentuais dos dois principais candidatos a presidente variaram levemente para baixo em relação ao levantamento divulgado na semana passada. Na ocasião, a diferença era de 47% a 45% a favor de Flávio Bolsonaro, mas ainda dentro da margem de erro. 

 

Por outro lado, cresceram as intenções de voto branco e nulo: passaram de 6% para 8%. Outros 2% disseram não saber em quem votar no segundo turno.

 

O PoderData/Aya também fez outras duas simulações de segundo turno. Em uma disputa de Lula contra Augusto Cury, o escritor ganha de 45% a 42%, e em um eventual confronto entre Flávio e Cury, o senador vence por 43% a 36%. 

 

No cenário de primeiro turno, o presidente Lula aparece com 37% (eram 38%) e Flávio com 36%, mesmo patamar do levantamento anterior. O escritor Augusto Cury (Avante) caiu de 10% para 8%.

 

Na sequência, Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 3% cada um. Hertz Dias (PSTU) registrou 2%. Romeu Zema (Novo), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Clariana Barão (Democracia Cristã) têm 1%.

 

Wilson Grassi (Democrata) e Edmilson Costa (PCB) não pontuam. Outros 4% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular, enquanto 2% não souberam responder. 

 

A pesquisa foi realizada com 3.000 eleitores de 13 a 16 de setembro por meio de entrevistas por telefone em 623 municípios de todo o país. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, em um intervalo de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é BR-00360/2026.

Pesquisa Atlas/Bloomberg: Flávio aparece com 47,2% e Lula tem 46,8% no cenário de disputa em segundo turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando no primeiro turno, mas nas simulações de segundo turno, foi ultrapassado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), apesar de ambos estarem em uma situação de empate técnico. Em resumo, esses foram os resultados da mais nova rodada da pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (17).

 

No principal cenário testado em segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 47,2%, enquanto Lula registra 46,8%. A diferença é de 0,4 ponto percentual, dentro da margem de erro de um ponto, o que configura empate técnico. Nos votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 50,2%, contra 49,8% de Lula.

 

Além do confronto entre Lula e Flávio, a Atlas/Bloomberg simulou outros quatro cenários. Confira abaixo:

 

Flávio Bolsonaro 47,2% x Lula 46,8%
Lula 46,3% x Romeu Zema 43,7%
Lula 46,0% x Ronaldo Caiado 41,7%
Lula 45,6% x Augusto Cury 37,8%
Lula 46,1% x Renan Santos 29,7%

 

Já na simulação de primeiro turno, o presidente Lula mantém a liderança da disputa presidencial, mas houve redução na distância para o segundo colocado. Lula marcou 44,1% das intenções, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 41,7%.

 

A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro é de 2,4 pontos percentuais, acima da margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos, o que mantém o líder petista numericamente à frente no levantamento. Nos votos válidos, Lula aparece com 45%, contra 42,6% de Flávio Bolsonaro.

 

Confira os números:

 

Lula (PT): 44,1%
Flávio Bolsonaro (PL): 41,7%
Renan Santos (Missão): 5,1%
Augusto Cury (Avante): 3,5%
Ronaldo Caiado (PSD): 1,7%
Romeu Zema (Novo): 1,1%
Samara (UP): 0,7%
Branco/nulo: 1,6%
Não sei: 0,5%

 

Os candidatos Clariana Barão (DC), Rui Costa Pimenta (PCO), Veterinário Wilson Grassi (Democrata), Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram na pesquisa.

 

A Atlas/Bloomberg entrevistou 5.018 pessoas entre os dias 11 e 16 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-06221/2026.
 

Lula revela preocupação com dívida do Corinthians e sugere plano para quitar débito
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou estar preocupado com a dívida do estádio do Corinthians, time do coração do mandatário. Em entrevista ao podcast Desce a Letra, nesta quarta-feira (16), Lula revelou ter conversado com pessoas da Caixa Econômica Federal sobre débito do time paulista com o banco.

 

"Eu estou preocupado com o Corinthians. Esses dias eu estava falando com a Caixa Econômica. Você sabe que o Corinthians pegou 400 milhões emprestados para fazer o estádio. Já pagou R$ 1,075 bilhão e ainda deve R$ 600 milhõeshões. Eu falei para o cara da Caixa: 'Que loucura é essa?' É por conta do juros", disse.

 

Entre as possiblidades para "ajudar" o Timão com a dívida, o presidente sugeriu pegar a a Fazendinha (estádio que abriga treinos e jogos das categorias de base, além de partidas de futebol feminino), para fazer um convênio com o setor imobiliário para pagar as dívidas.

 

""Mas eu estou tentando ajudar o Corinthians. Agora eu falei para o presidente da Caixa (Carlos Antônio Vieira Fernandes) propor uma coisa nova para o Corinthians: pega a Fazendinha, o velho Parque São Jorge, faz um convênio com o setor imobiliário e venda aquilo para pagar a dívida", completou.

 

DÍVIDA DO CORINTHIANS
Nos últimos anos o Corinthians vinculou a sua imagem a ser um clube com dívidas. Segundo o presidente da entidade, Osmar Stabile, anunciou que a dívida da equipe chega a  R$ 2,8 bilhões.

"A dívida é de R$ 2,8 bilhões. No Corinthians, dá para a gente fazer um trabalho de redução de custos, estamos fazendo em todos os departamentos. Fizemos no futsal, no basquete...a gente não está mais levando dinheiro do futebol para o clube social. Nós diminuímos esse fluxo de dinheiro que vinha. Nós temos vários contratos que vão vencer no fim do ano, que a gente tem que manter o time competitivo, mas não podemos gastar mais do que arrecadamos", afirmou Stabile.

 

O presidente ainda explicou que espera resolver equilibrar gastos e arrecadação, devido aos juros embutidos. "Um dos grandes problemas nosso é o que pagamos para a Caixa. No ano passado, pagamos R$ 120 milhões mais R$ 42 milhões da vaquinha. Neste ano, nós pagamos R$ 52 milhões, e nós temos um fundo de reserva de mais de R$ 27 milhões. Então, a gente resolvendo isso, a gente passa a diminuir gastos e trazer mais resultados ao Corinthians", explicou.

 

Outro ponto levantado pelo mandatário alvinegro, está os transfer bans (punição administrativa que proíbe um clube de registrar ou inscrever novos jogadores) que o clube acumula, além de juros que estão em atraso. 

 

"Entre transfer bans e impostos que estavam atrasados, gastamos R$ 170 milhões. Pagamos R$ 52 milhões mais esses R$ 27 milhões de fundo de reserva, então foram R$ 250 milhões que tivemos que pagar. É uma dificuldade enorme. Se não fosse transfer ban, fechava em zero a zero. Temos mais R$ 21 milhões de transfer ban para pagar durante o ano", finalizou Stabile, em entrevista à Rádio Energia 97 FM.

Lula rebate críticas e diz não ser responsável por indicação de Moraes ao STF
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta quarta-feira (16) que não pode ser responsabilizado pelas indicações dos ministros Alexandre de Moraes, Kássio Nunes Marques e André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que não estava na Presidência da República quando eles foram nomeados.

 

Lula declarou que a responsabilidade pelas indicações é de quem estava no cargo à época e defendeu que qualquer pessoa que tenha cometido irregularidades seja investigada e julgada. Quando Alexandre de Moraes foi indicado ao STF, em 2017,o presidente era Michel Temer (MDB). 

 

Desde o início da crise no STF, no começo deste mês, Lula evitava fazer afirmações contundentes sobre o caso, essa é a primeira vez que ele fala nominalmente dos ministros desde o julgamento no Supremo nesta terça (15). 

 

Segundo interlocutores, a estratégia se deu para tentar descolar sua campanha à reeleição do cenário turbulento entre os ministros da Corte.

 

DIREITO DE DEFESA

Lula também disse defender que todos tenham direito à ampla defesa e a um julgamento justo, mas ressaltou que eventuais crimes devem ser punidos, independentemente de quem seja o investigado.

 

Ainda afirmou que adversários políticos, em especial o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), tentam associá-lo à atuação de Alexandre de Moraes e atribuiu as críticas ao ministro às decisões tomadas em investigações conduzidas pelo STF.

 

"Ontem [terça] meu adversário disse que eu sou responsável pelo Moraes. Mas a raiva dele [Flávio Bolsonaro] é porque o Moraes mandou prender quem matou Marielle. E porque prendeu o pai dele e golpistas. Esse é o pavor dele", afirmou.

 

ELOGIOS A MORAES

Na mesma entrevista, o presidente elogiou a atuação de Alexandre de Moraes na condução da Justiça Eleitoral durante as eleições de 2022.

 

Segundo Lula, o ministro teve papel importante na defesa do sistema eleitoral diante dos questionamentos feitos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro às urnas eletrônicas.

 

"Eu acho que o Moraes prestou um serviço à democracia. Ele foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição em que eu ganhei e sabe da tentativa que o Bolsonaro fez de destruir a credibilidade da urna eletrônica", disse.

Lula diz que Flávio tem o "rabo preso" com o Banco Master e tem que explicar dinheiro para o "Dark Horse"
Foto: Ricardo Stuckert

Em entrevistas para podcasts, como o "Desce a Letra", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de “cara de pau”, disse que ele está "nervosinho" com a possibilidade de serem descobertas novas revelações sobre o dinheiro para o filme "Dark Horse", e que ele não tem como pedir impeachment do ministro Alexandre de Moras, do Supremo Tribunal Federal (STF), se também recebeu dinheiro supostamente ilício da mesma fonte.

 

"O meu adversário gravou um vídeo dizendo que eu sou responsável pelo Alexandre de Moraes… A obsessão dele é pegar o Alexandre de Moraes. Mas eles não querem brigar com o Alexandre de Moraes por causa do Banco Master. Não é por isso que ele tem raiva. Porque ele sabe que ele tem o rabo preso ao Banco Master mais do que qualquer outra pessoa. A raiva dele do Alexandre de Moraes, é porque o Alexandre de Moraes, sabe, mandou prender os caras que mataram a Marielle. A bronca dele do Alexandre de Moraes é que o Alexandre de Moraes prendeu […] o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de janeiro. Então, esse é o pavor dele", afirmou. 

 

Na entrevista ao podcast Desce a Letra, Lula cobrou Flávio Bolsonaro dos milhões pedidos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para fazer o filme sobre Jair Bolsonaro.

 

“O que ele [Flávio Bolsonaro] tem que explicar é cadê os 130 milhões que ele pegou do Vocaro para o filme do seu pai. Aquele filme mequetrefe. […] Eu quero saber, o Flávio pegou o dinheiro, 130 milhões. 130 milhões, não foi 13 reais. Não foi 130 mil, não foi 1 milhão e 300. Foi 130 milhões para fazer um filme… e não explica da onde tá esse, não explica onde tá esse dinheiro.", disse.

 

O presidente Lula criticou ainda o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que desde março do ano passado mora nos Estados Unidos. Lula vinculou Eduardo Bolsonaro ao dinheiro para o filme "Dark Horse", e disse que se Eduardo voltar ao Brasil, será preso.

 

"Era um fundo que saía direto não sei da onde para ir pros Estados Unidos, ou seja, para sustentar o irmão dele que tá lá tramando o golpe contra o Brasil. E se ele voltar pro Brasil vai ser preso. Porque traidor da pátria tem que ser preso. Ele tá vendendo o Brasil aos interesses americanos", afirmou Lula.

Lula sanciona lei que cria o Redata, programa que incentiva a instalação de data centers no Brasil
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em solenidade no Palácio do Planalto nesta terça-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional que cria incentivos fiscais para estimular a instalação de data centers (centros de processamento de dados) no Brasil. O projeto, que foi apresentado pelo então deputado José Guimarães (PT-CE), cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, chamado de Redata. 

 

A proposta, aprovada na última semana se esforço concentrado realizada pelo Congresso, no início de setembro, beneficia empresas com a suspensão do Imposto de Importação, do PIS/Cofins, do PIS/Cofins-Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A estimativa do governo Lula é de uma isenção de tributos em torno de R$ 5,2 bilhões em 2026, caindo para R$ 1 bilhão em cada um dos dois anos seguintes.

 

O projeto do Redata foi sancionado por Lula sem qualquer veto ao texto aprovado pelo Congresso Nacional. Também nesta terça, o presidente sancionou o projeto de lei complementar que afasta travas fiscais e libera o Redata ainda neste ano. O vice-presidente Geraldo Alckmin também participou da solenidade.

 

Nesta lei complementar para afastar as travas fiscais, houve vetos por parte do presidente Lula. Um deles foi no dispositivo que flexibilizava exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal para municípios de até 65 mil habitantes.

 

A criação do Redata estava inicialmente prevista na Medida Provisória (MP) 1.318/2025, que não foi votada pelo Congresso Nacional e acabou perdendo a validade. Para garantir a criação desses incentivos fiscais, o conteúdo foi apresentado no projeto de lei 278/2026 por José Guimarães, atualmente licenciado e no comando da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.

 

Em sua conta no Instagram, o presidente Lula disse que, com a sanção do projeto, o Brasil estaria dando mais um passo para fortalecer sua economia digital. 

 

“Atualmente, a maioria dos dados e serviços digitais usados no Brasil é processada fora do país. Com o Redata, queremos ampliar essa capacidade aqui dentro, sob as nossas leis e com mais soberania sobre os nossos dados”, disse Lula.

 

O presidente Lula lembrou ainda que o programa também cria condições mais favoráveis para investimentos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, contribuindo para ampliar a presença da infraestrutura digital em diferentes regiões do Brasil.

 

“O Redata faz parte do esforço para fortalecer nossa capacidade tecnológica, estimular inovação e gerar novas oportunidades de desenvolvimento no país”, conclui o presidente.

 

O texto da nova lei cria incentivos fiscais para estimular a instalação de data centers no país, principalmente os que tenham como foco a computação em nuvem e a inteligência artificial. Os incentivos incluem cinco anos de suspensão de tributos na compra de equipamentos.

 

As contrapartidas das empresas incluem o uso de energia de fonte renovável (solar, eólica) ou de baixa emissão (hidrelétricas, biomassa, biogás). Como condição para ter acesso aos benefícios, as empresas também precisam estar em dia com os tributos federais.

 

A entrada das empresas no Redata deverá ser autorizada pelo Ministério da Fazenda. A empresa beneficiada terá suspensão do Imposto de Importação, do PIS/Cofins, do PIS/Cofins-Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

 

A suspensão será válida para a compra — dentro ou fora do Brasil — de componentes eletrônicos e outros produtos de tecnologias da informação e comunicação. A empresa que vender os equipamentos também poderá ser beneficiada pelo Redata, mas somente no caso dos produtos empregados na fabricação dos computadores a serem utilizados nos data centers.

 

Podem participar do Redata os centros de processamento voltados à armazenagem, ao processamento e à gestão de dados e aplicações digitais, incluindo, entre outros:

 

  • computação em nuvem;
  • processamento de alto desempenho;
  • treinamento;
  • inferência (geração de respostas) por modelos de inteligência artificial.

 

As empresas que quiserem participar do Redata devem assumir os seguintes compromissos, como contrapartidas:

 

  • direcionar ao mercado interno pelo menos 10% do fornecimento efetivo de processamento, armazenagem e tratamento de dados instalado;
  • atender a critérios de sustentabilidade, a serem definidos em regulamento;
  • honrar toda a demanda contratual de energia elétrica, com contratos de suprimento ou com autoprodução a partir de fontes limpas ou renováveis;
  • apresentar Índice de Eficiência Hídrica para resfriamento dos equipamentos igual ou inferior a 0,05 litro de água/kWh, medido anualmente;
  • fazer investimentos no país equivalentes a 2% do valor dos produtos comprados no mercado interno ou importados com o benefício fiscal.
Lula abre sete pontos sobre Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno, revela pesquisa CNT
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil / Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu 10 pontos percentuais sobre seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), nas simulações de primeiro turno, e se distanciou 7,3% do seu oponente no cenário de segundo turno. Foi o que revelou a 170ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião, divulgada nesta terça-feira (15) pela Confederação Nacional do Transporte, em parceria com o Instituto MDA.

 

Na simulação de disputa em primeiro turno, o presidente Lula registra 40,6% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30,4%. Em seguida, aparece Augusto Cury (Avante) aparece com 6%, Ronaldo Caiado, do PSD, com 3%, e Renan Santos, do Missão, com 2,7%. Os demais candidatos registram menos de 2%. 

 

Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula tem 47,3%, ante 40% de Flávio. A diferença entre os dois é de 7,3 pontos percentuais. 

 

A pesquisa CNT divulgada no mês de agosto mostrava uma distância de nove pontos entre Lula e Flávio. Na simulação atual, brancos e nulos somam 10,2%, e 2,5% estão indecisos. 

 

Na pesquisa espontânea, o presidente Lula registra 36,6% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 26,7%. Os indecisos somam 20,8%. 

 

A avaliação negativa do governo federal é de 39,4%, enquanto a positiva registra 33,8%. Outros 25,4% consideram o governo regular. 

 

Outro recorde da pesquisa da CNT revela que, na avaliação pessoal do presidente Lula, 49,7% desaprovam o desempenho dele, enquanto 45,9% aprovam.

 

O levantamento mostra que 79,8% dos eleitores que indicaram um candidato consideram a decisão definitiva, enquanto 20,2% dizem que ainda podem mudar de escolha. Em agosto, 71,2% afirmavam que a decisão era definitiva. 

 

As respostas dos entrevistados revelam ainda que para 35,5%, o maior receio é a volta de alguém da família Bolsonaro ao governo. Outros 34,7% apontam que seu maior medo é a continuidade do governo Lula. 

 

A 170ª rodada foi realizada pelo Instituto MDA Pesquisa entre 9 e 13 de setembro de 2026, com 2.002 entrevistas em todas as regiões do país. A coleta foi feita de forma presencial, em domicílios e pontos de fluxo. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06902/2026.
 

Quaest: Com 42%, Flávio Bolsonaro supera Lula no 2° turno 
Foto: Agência Brasil / Agência Senado

A nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (14), mostra cinco simulações de 2º turno para as eleições deste ano. Na principal delas, o senador e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, por dois pontos percentuais. Ainda assim, ambos os candidatos estão empatados tecnicamente. 

 

Lula oscilou de 41% na pesquisa Quaest de 7 de setembro para 40% agora. O senador foi de 41% para 42%. Todas essas oscilações aconteceram dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

 

Já contra os outros quatro candidatos, sendo eles Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), Lula aparece à frente.

 

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e pelo jornal "O Globo" e entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. O registro no TSE é BR-03607/2026. A margem de erro é de dois pontos e o nível de confiança, de 95%.

 

Lula x Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (PL): 42%
Lula (PT): 40%
Branco/nulo/não vai votar: 13%
Indecisos: 5%

 

Lula x Augusto Cury

Lula (PT): 38%
Escritor Augusto Cury (Avante): 36%
Branco/nulo/não vai votar: 21%
Indecisos: 5%

 

Lula x Ronaldo Caiado

Lula (PT): 41%
Ronaldo Caiado (PSD): 39%
Branco/nulo/não vai votar: 16%
Indecisos: 4%

 

Lula x Renan Santos

Lula (PT): 41%
Renan Santos (Missão): 38%
Branco/nulo/não vai votar: 17%
Indecisos: 4%

 

Lula x Romeu Zema

Lula (PT): 45%
Romeu Zema (Novo): 33%
Branco/nulo/não vai votar: 18%

Indecisos: 4%

Semana em Brasília tem decisão sobre juros e possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes no STF
Foto: Gustavo Moreno/STF

Em uma semana com expectativa sobre a decisão do Banco Central a respeito da taxa básica de juros, as atenções em Brasília estarão voltadas principalmente para a sessão marcada para esta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF). Marcada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, inclusive com determinação para que seja transmitida ao vivo pela TV Justiça, a sessão pode representar o ápice da crise que começou no início de setembro, desde que o ministro André Mendonça tornou públicas as mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. 

 

Com a escalada da crise no STF e em meio às incessantes revelações sobre casos como o do financiamento do filme “Dark Horse”, que envolve o candidato Flávio Bolsonaro (PL), as eleições perderam protagonismo no debate político em Brasília. Ainda assim, a campanha segue a todo vapor e entra em uma fase decisiva, já que faltam apenas três semanas para o primeiro turno, em 4 de outubro.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem realizado viagens de campanha mais em dias como sextas, sábados e domingos, inicia sua semana com compromissos internos no Palácio do Planalto e a sanção da medida provisória que destina recursos para o financiamento de veículos a motoristas de transporte privado de passageiros. A medida inclui benefícios a motoristas de aplicativo (motos ou carros), taxistas, cooperativas de taxistas e profissionais de transporte escolar.

 

Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula inicia sua semana em Brasília nesta segunda-feira (14) com compromissos internos no Palácio do Planalto. A agenda de Lula para a manhã inclui apenas uma reunião com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. 

 

Na parte da tarde, o presidente Lula terá uma reunião às 14h40 com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, e logo depois, às 15h, haverá uma solenidade para a sanção da medida provisória 1359/2026, que institui linhas de financiamento do MOVE para veículos novos. 

 

A medida, aprovada pelo Senado no dia 1º de setembro, destina até R$ 30 bilhões para o financiamento da compra de veículos novos que respeitem critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica. O texto da medida também abre permissão para o financiamento de infraestrutura, equipamentos e renovação da frota do transporte urbano de passageiros ou cargas, com foco principal na concessão de empréstimos para a compra de motos e motocicletas por entregadores de aplicativo.

 

Nesta segunda, o presidente Lula ainda terá uma reunião, no Palácio do Planalto, com os ministros da Fazenda, Dario Durigan, da Casa Civil, Miriam Belchior, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, às 16h30. 

 

A agenda de Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. 

 

No calendário da economia, a semana tem como destaque a decisão do Comitê de Política Econômica do Banco Central na chamada “superquarta” (16). O Banco Central anunciará a nova taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, e a expectativa dos analistas de mercado é de mais um corte de 0,25 ponto percentual, principalmente depois de o IPCA de agosto registrar deflação de 0,32%.

 

Antes do Copom, será divulgado nesta semana, nesta terça (15), o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, um estudo completo do IBGE sobre a situação da agropecuária no país. O estudo mostrará os resultados da produção brasileira no mês de agosto deste ano. 

 

Também na terça o IBGE apresenta os resultados da sua Pesquisa Mensal do Comércio. A pesquisa mostrará um raio-x da situação do comércio brasileiro no mês de julho. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

O Congresso Nacional segue paralisado, em um momento de recesso branco por conta da campanha eleitoral. Depois de realizar dois período de esforço concentrado, Senado Federal e Câmara dos Deputados só terão sessões em plenário após o primeiro turno das eleições. 

 

Apesar da paralisação, um grupo de parlamentares vêm pressionando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a realizar uma sessão no plenário nesta semana. Senadores como Carlos Viana (PSD-MG) e Eduardo Girão (Novo-CE) reivindicam a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. 

 

Alcolumbre, não dá sinais de que irá ceder às pressões e até o momento, não há indicação de realização de qualquer sessão no plenário do Senado. 

 

PODER JUDICIÁRIO

 

Nesta semana, o Supremo Tribunal Federal se prepara para viver um dos momentos mais delicados de seus mais de 130 anos de história. Nesta terça (15), às 10h, o plenário se reúne em sessão extraordinária para analisar o procedimento originado a partir de informações da Polícia Federal sobre suposta relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

 

Os ministros devem definir o destino dos elementos reunidos pela PF e indicar se há espaço para que seja iniciada uma investigação na Corte relacionada ao ministro Alexandre de Moraes. Na votação, os ministros também poderão decidir se prevalecerá a tese da Procuradoria-Geral da República (PGR), que questiona a validade do relatório da PF e pede a sua nulidade.

 

A crise ganhou maior dimensão quando o relatório da PF foi tornado público, no início do mês de setembro. O documento levou André Mendonça a separar o material para apreciação dos demais ministros do Supremo. 

 

Já Alexandre de Moraes reagiu em outro procedimento, o inquérito das fake news, e apresentou elementos para questionar a relatoria do próprio ministro Mendonça, responsável pelas investigações. O STF então passou a conviver com duas frentes distintas: uma relacionada aos elementos que alcançaram Moraes e outra referente à conduta de Mendonça na condução dos procedimentos. 

 

Apesar da pressão do grupo ligado a Moraes, o presidente do STF, Edson Fachin, colocou na pauta apenas o pedido relacionado às conversas de Daniel Vorcaro com o ministro do STF. A denúncia apresentada por Alexandre de Moraes contra Mendonça foi agendada para a sessão plenária do dia 23 deste mês.

 

Edson Fachin também tomou para si a relatoria do caso contra Moraes, por identificar possível impedimento de juiz por relação com envolvidos, fato previsto no Código de Processo Civil. A decisão concentra na presidência da Corte as decisões que guiarão desdobramentos da crise no STF. 

 

Na sessão desta terça, há expectativa também sobre um possível pedido de vista, que levaria o caso relacionado a Moraes a um futuro incerto, já que a votação dos demais ministros pode acabar ficando apenas para o ano que vem.

 

Com os ministros divididos entre as posições de Alexandre de Moraes e André Mendonça, ainda não se sabe se o presidente do STF, Edson Fachin, manterá a sessão plenária da próxima quarta (16), para julgamentos de uma pauta de ações previamente acertadas. Na semana passada, duas sessões no plenário foram canceladas devido à crise no Tribunal. 

 

Os ministros do STF deixaram de julgar, na semana passada, ações com a ADC 91, que tem como tema central o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). A ação julga a validade de um trecho que prevê que dados de registro de conexão, como o IP (informação utilizada para identificar usuários), só podem ser disponibilizados mediante ordem judicial. 

 

Também foram adiados os julgamentos das ADIs 5059 e 5073, que envolvem o alcance do poder de requisição de provas, informações, dados e documentos por delegados de polícia em investigações criminais, conforme previsto em trechos da Lei 12.840/2013.  

 

Para esta semana, a pauta previamente agendada tem como primeiro item a análise da ADI 7495, que discute diferenças nas regras de licença parental, incluindo a equiparação entre maternidade biológica e adotiva e a possibilidade de compartilhamento do período de afastamento entre os responsáveis pela criança. A ação foi proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes, que pediu destaque do processo no Plenário Virtual. 

 

Também estão pautados dois processos que discutem a aplicação do Estatuto da Pessoa Idosa a reajustes de planos de saúde por faixa etária. Na ADC 90, o STF analisa se a proibição de cobrança de valores diferenciados em razão da idade alcança contratos firmados antes da entrada em vigor do estatuto, em 2004. 

 

O tema também é tratado no RE 630852, com repercussão geral (Tema 381), cujo julgamento aguarda a proclamação do resultado. A Presidência do STF indicou que os entendimentos dos dois processos serão harmonizados para a proclamação conjunta.  

 

A pauta inclui ainda a retomada do julgamento da ADI 5385, que questiona lei de Santa Catarina que redefiniu os limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e criou o Mosaico de Unidades de Conservação da Serra do Tabuleiro e Terras de Massiambu. O julgamento foi suspenso em agosto, diante da possibilidade de empate em cinco a cinco, em razão da cadeira vaga no Tribunal. 

Lula defende conduta ética no STF e afirma: "Ninguém pode ser ministro para ficar rico"
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Durante um evento em Curitiba neste sábado (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a apuração e punição de eventuais condutas ilícitas, independentemente de quem sejam os envolvidos, citando desde seus familiares até integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

O chefe do Executivo afirmou que ocupantes da Suprema Corte devem manter um padrão de comportamento ético rigoroso, ressaltando que o cargo exige dedicação e não deve ser utilizado para enriquecimento pessoal.

 

"Ninguém pode ser ministro da suprema corte para ficar rico, aquilo é um sacerdócio. As pessoas têm que se dedicar. Porque é a Corte Suprema, quando ela toma uma decisão, ninguém pode mudar. As pessoas têm de ter um padrão de comportamento acima da média da sociedade. É por isso que nós vamos investigar", disse no ato "Brasil Pronto Pra Mais."

 

 

Segundo informações da CNN, a declaração ocorreu após a decisão que determinou a retirada do sigilo das investigações relativas ao caso Master, medida cumprida pelo ministro relator André Mendonça após determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. A reportagem apurou que o presidente Lula manteve contatos telefônicos prévios com a presidência da Corte para tratar da publicidade dos autos.

 

Durante o discurso no ato político, ao lado de correligionários e aliados, Lula declarou que os desdobramentos das apurações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro devem expor condutas irregulares e relações mantidas no meio político, reiterando que eventuais responsabilidades devem ser apuradas no âmbito do processo.

Flávio Bolsonaro e Lula empatam com 46% de rejeição, aponta Datafolha
Foto: Ricardo Stuckert e Vittor Sales

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam o mesmo índice de resistência entre os eleitores: 46% afirmam que não votariam em nenhum dos dois de jeito nenhum. O percentual coloca os dois empatados no topo da rejeição medida pela pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (11).

 

 

Renan Santos (Missão) aparece com 17%, enquanto Romeu Zema (Novo) soma 16% e Ronaldo Caiado (PSD), 14%. Augusto Cury (Avante) registra 10%, após marcar 9% na pesquisa anterior.

 

 

O levantamento foi realizado entre 8 e 10 de setembro com 2.002 eleitores em 125 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada no TSE sob o número BR-01833/2026.

Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula em empate técnico no segundo turno, aponta Pesquisa Atlas/Bloomberg
Fotos: Ronne Oliveira / Mauricio Leiro / Bahia Notícias

Pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (10), mostra um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno das eleições presidenciais.

 

De modo surpreendente, Flávio aparece com 46,4% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46,2%, diferença de 0,2 ponto percentual, abaixo da margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos. As informações foram divulgadas pela CNN.

 

Os votos brancos, nulos e os entrevistados indecisos somam 7,4%. No levantamento anterior, Lula aparecia com 47,1%, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 42,6%. Na ocasião, brancos, nulos e indecisos representavam 10,3% do eleitorado.

 

OUTROS CENÁRIOS 
A pesquisa também simulou outros quatro confrontos diretos envolvendo o presidente Lula:

  • Lula x Romeu Zema (Novo): Zema registra 46,2%, enquanto Lula aparece com 46%, configurando empate técnico.
  • Lula x Ronaldo Caiado (PSD): ambos somam 45,7%, em empate numérico.
  • Lula x Augusto Cury (Avante): Lula tem 43,8% contra 41,1% do adversário.
  • Lula x Renan Santos (Missão): o presidente registra 46%, enquanto o empresário soma 33,8%.

Na simulação de primeiro turno, Lula lidera com 43% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 37,4%. Na sequência, Augusto Cury (Avante) registra 6,6%, enquanto Renan Santos (Missão) soma 6,5%, em situação de empate técnico. O levantamento também avaliou a rejeição aos nomes testados.

 

Lula apresenta o maior índice, com 52,5%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 49,6%. Os demais percentuais são:

  • Luiz Inácio Lula da Silva: 52,5%
  • Flávio Bolsonaro: 49,6%
  • Jair Bolsonaro (PL): 37,7%
  • Renan Santos: 35,7%
  • Pablo Marçal: 35,1%
  • Romeu Zema: 31,6%
  • Ronaldo Caiado: 28,1%
  • Augusto Cury: 28,1%

O percentual de entrevistados que afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes avaliados é de 0,7%.

 

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.000 pessoas por meio de recrutamento digital aleatório pela internet. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01452/2026.

Lula sanciona lei que extingue 'taxa das blusinhas' e altera imposto de importação
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 13/2026, que altera o Decreto-Lei nº 1.804/1980 e extingue a chamada "taxa das blusinhas." Com a publicação da nova legislação nesta quinta-feira (10), fica extinta a cobrança da alíquota de 20% do Imposto de Importação sobre compras internacionais enviadas por remessa postal com valor de até US$ 50.

 

A nova norma mantém o regime simplificado para os bens importados por essa modalidade e limita a sua aplicação a mercadorias no valor máximo de US$ 3.000 por remessa. Além disso, a lei concede ao ministro da Fazenda a prerrogativa de alterar as alíquotas do Imposto de Importação incidentes sobre essas operações.

 

Para acompanhar os impactos da mudança, o Ministério da Fazenda realizará avaliações periódicas a cada seis meses, no máximo. O monitoramento analisará fatores como geração de emprego e renda, impacto em setores com alta utilização de mão de obra, competitividade do varejo e da indústria nacional, variação de preços ao consumidor, volume e origem das remessas, arrecadação tributária (federal e estadual) e assimetrias competitivas.

 

No âmbito do Poder Legislativo, foi instituído um mecanismo permanente de fiscalização. O Congresso Nacional deverá apresentar, anualmente até o dia 30 de abril, um relatório detalhado contendo a avaliação do impacto econômico e fiscal da medida, o montante arrecadado, os reflexos sobre o mercado interno e a estimativa de renúncia de receitas para o ano seguinte.

 

Flávio chega a 47% no 2º turno e abre dois pontos de vantagem para Lula, que perde também de Augusto Cury
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil, Agência Senado e redes sociais

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) subiu dois pontos desde o começo de setembro e chegou a 47% em uma simulação de disputa de segundo turno, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está com 45%. Esse cenário foi revelado nesta quinta-feira (10) pela pesquisa PoderData/Aya, do site Poder360. 

 

A pesquisa fez outras duas simulações de disputas em segundo turno, e o presidente Lula também perde no confronto com o escritor Augusto Cury (Avante). Confira abaixo as simulações:

 

Flávio Bolsonaro (PL) 47% 45% Lula (PT)

Augusto Cury (Avante) 44% x 43% Lula (PT)

Flávio Bolsonaro (PL) 43% x 36% Augusto Cury (Avante)

 

Na simulação de primeiro turno da pesquisa PoderData/Aya, o presidente Lula tem 38% das intenções de voto, contra 36% de Flávio. Como a margem de erro é de 1,8 ponto porcentual, eles estão tecnicamente empatados.

 

Veja o resultado completo do primeiro turno:

 

Lula (PT) - 38%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36%
Augusto Cury (Avante) - 10%
Renan Santos (Missão) - 3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 2%
Pablo Marçal (PRTB) - 2%
Romeu Zema (Novo) - 1%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 1%
Hertz Dias (PSTU) - 1%
Edmilson Costa (PCB) - 1%
Clariana Barão (DC) - 0%
Samara Martins (UP) - 0%
Wilson Grassi (Democrata) - 0%
Branco/nulo - 3%
Não sabe - 1%

 

Em outro recorte, a pesquisa apurou que a rejeição ao presidente Lula chegou a 50% de pessoas que dizem que não votariam nele “de jeito nenhum”. Já Flávio Bolsonaro tem 45% de eleitores que o rejeitam. 

 

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, em parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados de 6 a 9 de setembro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. 

 

Foram três mil entrevistas em 623 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no TSE sob o nº BR-04914/2026.
 

Liderança de Lula sobre Flávio Bolsonaro cai de 40% para 6,7% nas previsões de vitória da plataforma Polymarket
Foto: Reprodução Redes Sociais

 

O site norte-americano Polymarket, uma das maiores plataformas mundiais do chamado mercado de previsões, registrou nesta quarta-feira (9) a menor diferença dos últimos quatro meses na expectativa de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro. 

 

Às 19h desta quarta, o site Polymarket, na aba “Eleição presidencial no Brasil”, registrava uma expectativa de 53% para a vitória de Lula nas eleições de outubro. Já Flávio Bolsonaro alcançou a marca de 47% de expectativas na sua vitória eleitoral. 

 

O quadro atual revela um forte derretimento do candidato Lula e um crescimento expressivo do senador do PL. Em meados de julho, o presidente Lula havia disparado no mercado de previsões e chegou a registrar 67% nas expectativas por sua vitória, enquanto Flávio Bolsonaro havia caído para um patamar de apenas 22% de previsões. 

 

A maior diferença entre os dois candidatos foi verificada em 8 de julho, quando Lula tinha 40% a mais de expectativas de vitória do que o candidato do PL. Em dois meses, essa diferença foi reduzida de 40% para os atuais 6%. 

 

A Polymarket não é uma pesquisa eleitoral. A plataforma funciona como um mercado de previsão, no qual usuários compram e vendem posições sobre eventos futuros, como as eleições no Brasil.  

 

Em decisão tomada no mês de abril, o governo Lula bloqueou ao menos 27 sites do chamado mercado de previsão, como a Polymarket, por exemplo. O mercado preditivo vinha crescendo no Brasil sem regras específicas e à margem da regulação.

Confiante na vitória de ACM, Bruno Reis dispara críticas a Jerônimo “20 anos é suficiente”
Foto: Lucas Vieira / Bahia Notícias

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), presente na inauguração da Escola de Ofícios Tradicionais de Salvador nesta quarta (9), afirmou em coletiva de imprensa que o governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT), “transferiu responsabilidade” dos problemas na Bahia para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Há pouco mais de um mês, Jerônimo Rodrigues direcionou críticas e reivindicações ao presidente, relacionadas às obras de infraestrutura das rodovias federais que cortam o estado. E afirmou que, apesar de apoiar Lula, também precisa cobrar melhorias.

 

“Não dá mais tempo para a justificativa, para desculpas, para transferir responsabilidade. Você vê o governador atualmente transferir a culpa para o presidente da república pelos problemas da Bahia”, afirma Bruno Reis.

 

Ele também afirma estar confiante na vitória do candidato ACM Neto (União) nas eleições e argumenta que os baianos querem mudança. Segundo Bruno, “20 anos”, período que o Partido dos Trabalhadores (PT) governa a Bahia, é “tempo suficiente”.

 

“Estou confiante na vitória, por tudo que eu já detalhei, expliquei, e pelo que eu tenho visto: As pessoas dizendo, ‘meu irmão, nós queremos mudar’, 20 anos é tempo suficiente”, completa.

Flávio abre três pontos de vantagem sobre Lula em Minas Gerais e PT local diz que agora é "final de Libertadores"
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (9) revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas simulações de segundo turno no estado de Minas Gerais. O levantamento mostra Flávio com 40% das intenções de voto, enquanto Lula marca 37%. 

 

O resultado auferido pela Quaest revela uma mudança de rumos em Minas Gerais, estado que é considerado um fator-chave para quem quer vencer uma disputa presidencial. Desde a primeira eleição direta para presidente após o fim do regime militar, em 1989, o candidato que venceu a disputa nacional também saiu vitorioso no estado. 

 

Na pesquisa anterior, Flávio Bolsonaro estava na segunda colocação, com 35%, enquanto Lula liderava o cenário de segundo turno com 38%. Desde a pesquisa de agosto até esta mais recente, Flávio Bolsonaro cresceu cinco pontos percentuais, enquanto o líder petista caiu um ponto. 

 

Para reverter essa queda em Minas, o PT local quer que o presidente Lula participe de mais eventos no estado. A presidente do PT mineiro, deputada estadual Leninha, disse ao site Metrópoles que a disputa é como uma “final de Libertadores” e que o líder petista deve retornar mais duas vezes ao estado para tentar reverter a situação.

 

“Não tem jogo fácil, não tem ‘já ganhou’. Tem que jogar sério, tem que ter estratégia, pois cada minuto conta. Na política, isso não é diferente. Nosso time do Lula está mobilizado e vamos fazer com que nossos materiais de campanha cheguem a todas as regiões de Minas. Vamos marcar presenças em todos os municípios mineiros!”, afirmou a dirigente petista.

 

A pesquisa Quaest foi contratada pela Globo e ouviu 1.506 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 4 e 7 de setembro. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-04716/2026.
 

Após decisão de Dino, presidenciáveis se manifestam; Lula pede quebra de sigilo nas investigações
Foto: Reprodução

Após decisão do ministro Flávio Dino, que determinou, na manhã desta quarta-feira (9), a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa, os candidatos a presidência da República, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, utilizaram as redes sociais para se manifestar sobre o ocorrido.

 

Nesta terça-feira (8), o ministro André Mendonça havia afastado preventivamente Rodrigues e o diretor de Inteligência da Corporação, Leandro Almada por xxx. Contudo, a decisão de Dino atendeu a um pedido do diretor-geral da PF e apontou a ilegitimidade do Partido Novo em pedir o afastamento dos servidores.

 

Confira o que disseram os presidenciáveis:

 

 

 

 

TRE-BA nega liminar para suspender propaganda de candidatos do PSD na Bahia que fazem referência a Lula
Foto: Divulgação /TRE-BA

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) indeferiu um pedido de tutela de urgência que solicitava a suspensão imediata de propagandas eleitorais do Partido Social Democrático (PSD) na televisão. A ação foi movida pela "Coligação Unidos para Mudar a Bahia", que questionou a associação de candidatos a deputado estadual e federal do PSD à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.

 

De acordo com a representação, as inserções televisivas da sigla no estado utilizaram expressões de apoio, como "time de Lula", "sou Lula e Jero" e "estou com Lula e Jero". A coligação autora argumentou que a prática seria irregular, uma vez que o PSD registrou nacionalmente uma candidatura própria à Presidência, encabeçada por Ronaldo Caiado. Segundo a acusação, a legislação eleitoral não permite o uso do tempo de propaganda de uma legenda para apresentar seus candidatos proporcionais como integrantes do grupo político de um adversário na disputa federal.

 

Ao analisar o pedido liminar, o relator do caso, juiz Isaías Vinícius de Castro Simões, decidiu por não retirar as propagandas do ar de imediato. O magistrado avaliou que o tema suscita uma divergência jurídica complexa, envolvendo a extensão da autonomia partidária e a projeção das regras de coligações nacionais sobre as campanhas estaduais.

 

Na decisão, o juiz ressaltou que uma intervenção judicial abrupta no horário eleitoral gratuito, sem ouvir previamente a legenda acusada, violaria a garantia do contraditório e a vedação à "decisão surpresa". O TRE-BA determinou a citação do PSD para que o partido apresente sua defesa no prazo de dois dias. Após esse período, e com a manifestação do Ministério Público Eleitoral, o mérito da questão será julgado em definitivo.

Pesquisa Meio/Ideia mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados em 46% no cenário de segundo turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9) mostra um cenário de empate entre os dois principais postulantes à presidência da República. O levantamento mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% cada um na simulação de segundo turno.

 

Segundo o levantamento, Lula também aparece empatado tecnicamente com o candidato Ronaldo Caiado (PSD), considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Nesta simulação, Lula tem 46%, enquanto o ex-governador de Goiás aparece com 42%.

 

Confira abaixo as simulações de segundo turno da pesquisa Meio/Ideia:

 

Lula (PT) 46% x 46% Flávio Bolsonaro (PL)

Lula (PT) 46% x 42% Ronaldo Caiado (PSD)

Lula (PT) 46% x 40,9% Augusto Cury (Avante) 

Lula (PT) 46% x 38% Zema (Novo)

Lula (PT) 46% x 40,3% Renan Santos (Missão)

 

O instituto Meio/Ideia também apresentou um cenário de intenções de voto em primeiro turno. Neste recorte, o presidente Lula aparece na frente, mas em situação de empate técnico com Flávio Bolsonaro, liderando por 38,4% contra 37,3%.

 

Veja abaixo como ficou a simulação de primeiro turno:

 

Lula (PT) - 38,4%
Flávio Bolsonaro (PL) - 37,3%
Augusto Cury (Avante) - 6,6%
Renan Santos (Missão) - 4%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4%
Romeu Zema (Novo) - 1,5%
Pablo Marçal (PRTB) - 1,5%
Samara Martins (UP) - 0,7%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0,4%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata) - 0,2%
Hertz Dias (PSTU) - 0,1%
Clariana Barão (DC) - 0,1%
Edmilson Costa (PCB) - 0,1%.
Ninguém/branco/nulo - 2,5%
Não sabe - 2,8%.

 

Foram ouvidos 1.500 eleitores, por telefone, entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento, feito com recursos próprios, foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07935/26.
 

Lula critica gestão Jair Bolsonaro e diz que "basta um salafrário qualquer" para destruir políticas ambientais
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em solenidade na tarde desta terça-feira (8) no Palácio do Planalto, para demarcação de Unidades de Conservação em alusão ao Dia da Amazônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez diversas críticas ao governo do seu antecessor, Jair Bolsonaro, especialmente na área de meio ambiente. 

 

No seu discurso, Lula criticou as medidas adotadas pelo governo Bolsonaro e disse que basta um “salafrário qualquer” para rapidamente destruir políticas ambientais que levam décadas para serem elaboradas e implementadas. 

 

“Agora, para destruir isso, é só um salafrário qualquer, que não gosta da questão ambiental, assumir o governo para ele destruir tudo”, disse Lula.

 

O presidente e candidato à reeleição afirmou que as políticas ambientais implementadas pelo seu governo foram construídas ao longo de anos, com reuniões e disputas entre diferentes áreas da administração pública. 

 

“A gente não pode esquecer. Dizem que nós temos memória curta, nós não podemos ter memória curta, porque, pra construir essas políticas que nós estamos anunciando aqui, levou anos, anos de reuniões entre o Ministério do Meio Ambiente, a Casa Civil, o Ministério do Transporte, foram anos e muita briga”, explicou.

 

Lula voltou a fazer referência ao governo Bolsonaro ao criticas políticas adotadas naquele período. 

 

“A menos de quatro anos atrás, a gente tava chorando, porque o discurso era, sabe, vamos quebrar a cerca para passar o gado. Esse era o discurso de quatro anos atrás. A gente não pode esquecer”, reiterou o presidente.

 

Em sua fala de 13 minutos, o presidente Lula não citou a atual crise institucional do Supremo Tribunal Federal, e nem tampouco a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. 

 

O evento no Palácio do Planalto marcou a assinatura de decretos que criam quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no Amazonas e ampliam o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. A cerimônia também contou com a assinatura de contratos de concessão florestal, de um termo de fomento à sociobioeconomia e de aportes financeiros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 
 

Lula e Flávio Bolsonaro não confirmam presença e debate presidencial é cancelado
Fotos: Maura Martins /TV Brasill / Ricardo Stuckert / PR

O conjunto de veículos de comunicação responsável pela organização do projeto "O Momento da Decisão" anunciou, nesta terça-feira (8), o cancelamento dos debates eleitorais com candidatos à Presidência da República e ao Governo de São Paulo, que estavam programados para os dias 14 e 18 de setembro, respectivamente.

 

A decisão foi tomada após o encerramento do prazo de confirmação estabelecido pelo grupo, fixado para o dia 7 de setembro. No cenário nacional, a ausência de confirmação das candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) inviabilizou a realização do encontro presidencial.

 

Antes do cancelamento, quatro campanhas haviam confirmado presença no debate para a Presidência da República: Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Já para o debate do Governo de São Paulo, a candidatura de Fernando Haddad havia confirmado participação. Em nota, o pool agradeceu às equipes e aos candidatos que aceitaram o convite.

 

Considerada a maior união de veículos de imprensa no país para a promoção de debates eleitorais nestas eleições, a parceria O Momento da Decisão reúne 11 empresas: CNN Brasil, Exame, Metrópoles, Nova Brasil FM, Rádio Itatiaia, RedeTV!, Rede Vida, SBT, SBT News, Terra e VEJA+ TV.

 

Em comunicado oficial, o grupo reiterou a convicção de que os debates são instrumentos centrais no processo democrático, por permitirem o confronto direto de ideias e propostas sob as mesmas regras e garantias de contraditório. Os veículos reafirmaram ainda o compromisso de manter uma cobertura plural, ampla e independente ao longo do período eleitoral.

Confira onde Lula mais caiu e junto a quais eleitores Flávio subiu e passou a vencer por 46% a 45% no 2º turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

A mais recente pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8), mostrou que, no espaço de três semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu de uma posição em que ganhava do candidato Flávio Bolsonaro por três pontos percentuais no segundo turno para uma situação em que ficou atrás do senador do PL por 1%. 

 

Na pesquisa BTG/Nexus divulgada no dia 17 de agosto, o presidente Lula vencia Flávio Bolsonaro por 47% a 44% no cenário de segundo turno. O levantamento divulgado hoje mostra uma inversão na disputa, com Flávio liderando por 46% a 45% de Lula, uma situação de empate técnico.

 

A queda do presidente Lula pode ser explicada por perdas mais acentuadas entre as mulheres, os eleitores até 40 anos, pessoas que estudaram até o ensino fundamental e recebem menores salários, além de uma redução significativa nas regiões Norte e Centro-Oeste.

 

Já Flávio Bolsonaro fez o caminho inverso, melhorando sua votação entre as mulheres, junto aos mais jovens, aos que dizem professar outras religiões que não a católica e a evangélica, em meio a quem ganha de um a dois salários mínimos e com disparada nas regiões Sul, Norte e Centro-Oeste. 

 

Confira abaixo uma comparação da estratificação das intenções de voto tanto em Lula quanto em Flávio Bolsonaro, primeiro com números da pesquisa BTG/Nexus de 17 de agosto e depois nesta mais recente, divulgada hoje, no cenário de disputa em segundo turno:

 

Lula 

 

Mulheres - 53% > 48%
Homens - 41% > 41%

 

16 a 24 anos - 46% > 40%
25 a 40 anos - 43% > 36%
41 a 59 anos - 46% > 49%
60 anos ou mais - 54% > 51%

 

Ensino fundamental - 60% > 54%
Ensino médio - 39% > 38%
Ensino superior - 41% > 43%

 

Católicos - 52% > 50%
Evangélicos - 34% > 31%
Outras religiões - 38% > 52%
Sem religião - 59% > 51%

 

Até 1 SM - 58% > 53%
De 1 SM a 2 SM - 59% > 49%
De 2 SM a 5 SM - 40% > 42%
Mais de 5 SM - 41% > 38%

 

Norte/Centro-Oeste - 47% > 38%
Nordeste - 63% > 59%
Sudeste - 41% > 45%
Sul - 36% > 26%

 

Flávio Bolsonaro

 

Mulheres - 38% > 41%
Homens - 51% > 51%

 

16 a 24 anos - 41% > 53%
25 a 40 anos - 47% > 53%
41 a 59 anos - 46% > 41%
60 anos ou mais - 40% > 39%

 

Ensino fundamental - 34% > 37%
Ensino médio - 50% > 51%
Ensino superior - 49% > 49%

 

Católicos - 41% > 43%
Evangélicos - 59% > 58%
Outras religiões - 45% > 37%
Sem religião - 26% > 32%

 

Até 1 SM - 33% > 33%
De 1 SM a 2 SM - 31% > 40%
De 2 SM a 5 SM - 51% > 50%
Mais de 5 SM - 52% > 53%

 

Norte/Centro-Oeste - 46% > 53%
Nordeste - 29% > 32%
Sudeste - 49% > 44%
Sul - 57% > 65%

 

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.000 eleitores, por telefone, entre 4 e 7 de setembro. O levantamento, contratado pelo banco BTG Pactual, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-0690/2026.
 

Fenômeno Augusto Cury cresce no Nordeste, entre jovens e mulheres e até derrota Lula no segundo turno
Foto: Reprodução Redes Sociais

O escritor Augusto Cury (Avante), que nos últimos 21 dias saltou de apenas 1% nas simulações de primeiro turno para 9%, conforme revela a pesquisa divulgada nesta terça-feira (8) pela BTG/Nexus, teve seu crescimento sustentado principalmente por variações maiores entre as mulheres, eleitores de 25 a 40 anos, estudantes de ensino médio, pessoas que ganham mais de cinco salários mínimos e que moram na região Nordeste. 

 

Além de subir e consolidar sua posição como terceiro colocado no primeiro turno, Augusto Cury também passou a derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário de segundo turno. A pesquisa BTG/Nexus revelou que Cury chegou a 45% na disputa de segundo turno, enquanto Lula marcou 43%, a primeira vez que um outro candidato que não Flávio Bolsonaro vence o líder petista.

 

A 13ª rodada da pesquisa BTG/Nexus mostrou também que o escritor Augusto Cury desponta em primeiro lugar como segunda opção de candidato a presidente nas respostas dos eleitores. Cury marcou 20%, à frente de Flávio (17%), Caiado (12%), Lula (10%), Renan Santos (7%), Zema (6%), Samara Martins (2%), Edmilson Costa (2%) e demais candidatos com 1%.

 

Augusto Cury viu ainda sua candidatura crescer na menção espontânea dos eleitores, quando nenhuma lista é apresentada aos entrevistados. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 17 de agosto, o escritor não marcava sequer 1% de menções, enquanto no levantamento divulgado nesta terça, ele alcançou um total de 6% no cenário espontâneo. 

 

Confira abaixo uma comparação da estratificação do voto no escritor Augusto Cury, primeiro com números da pesquisa BTG/Nexus de 17 de agosto e depois nesta mais recente, divulgada hoje, no cenário de disputa em primeiro turno:

 

Feminino - 3% > 10% 
Masculino - 1% > 7%

 

16 a 24 anos - 1% > 10%
25 a 40 anos - 3% > 14%
41 a 59 anos - 2% > 7%
60 anos ou mais - 2% > 4%

 

Ensino fundamental - 2% > 5%
Ensino médio - 2% > 11%
Ensino superior - 4% > 11%

 

Católicos - 2% > 8%
Evangélicos - 2% > 10%
Outras religiões - 4% > 12%
Sem religião - 2% > 12%

 

Até 1 SM - 2% > 8%
De 1 SM a 2 SM - 5% > 6%
De 2 SM a 5 SM - 2% > 9%
Mais de 5 SM - 1% > 12%

 

Norte/Centro-Oeste - 2% > 7%
Nordeste - 1% > 11%
Sudeste - 3% > 9%
Sul - 3% > 8%

 

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.000 eleitores, por telefone, entre 4 e 7 de setembro. O levantamento, contratado pelo banco BTG Pactual, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-0690/2026.
 

Lula deve recorrer ao STF antes de afastamento definitivo de Andrei Rodrigues, afirma Marco Aurélio de Carvalho
Foto: Divulgação / Ricardo Stuckert

O coordenador da campanha de Lula em São Paulo, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que o governo deve recorrer ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) antes de cumprir a decisão do ministro André Mendonça de afastar definitivamente o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, do cargo.

 

Em declaração dada à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o advogado contou que, "dada a gravidade da medida", o presidente deve se reunir com urgência com o ministro Edson Fachin, presidente da Suprema Corte, e pode convocar o Conselho da República, órgão de consulta e aconselhamento da Presidência da República, para discutir a crise institucional que abala o STF e tem impacto direto nas eleições.

 

"Eleições, em toda e qualquer democracia, devem ser disputadas no voto. Não podemos permitir que funções públicas sejam novamente capturadas por interesses políticos e eleitorais", destacou Marco Aurélio.

 

Segundo ele, o país está mergulhando em uma crise institucional sem precedentes, em que poderes e órgãos estão avocando prerrogativas constitucionais que não lhes foram atribuídas. 

 

AFASTAMENTO DE ANDREI RODRIGUES

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou, nesta terça-feira (8), o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa. 

BTG/Nexus: Lula cai, Flávio Bolsonaro sobe e passa a liderar nos cenários de segundo turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

A mais nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8), mostra que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) subiu um ponto desde o último levantamento na simulação de segundo turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu um ponto no mesmo período. Com essa movimentação, Flávio passou a liderar a disputa no segundo turno, vencendo Lula por 46% a 45%.

 

O resultado mostra uma inversão na liderança nos cenários de primeiro turno, já que, na pesquisa anterior, era Lula quem vencia Flávio Bolsonaro por 46% a 45%. Mas como o levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, a situação segue considerada como empate técnico. 

 

Também no cenário de primeiro turno o presidente Lula caiu um ponto, embora siga liderando com boa distância do senador Flávio Bolsonaro. A pesquisa BTG/Nexus consolida ainda o crescimento do candidato Augusto Cury, como outras sondagens de diferentes institutos já constataram.

 

Confira abaixo a simulação de primeiro turno do BTG/Nexus, com e sem o candidato Pablo Marçal, que tem sua candidatura sub judice. 

 

Cenário 1

 

Lula (PT): 38% (eram 39% em 31 de agosto)
Flávio Bolsonaro (PL): 35% (eram 33%)
Augusto Cury (Avante): 9% (eram 11%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 5%)
Renan Santos (Missão): 4% (eram 3%)
Romeu Zema (Novo): 1% (era 1%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (era 0%)
Nenhum/Branco/Nulo: 3%
Não sabe/Não respondeu: 2%

 

Cenário 2 (com Pablo Marçal, que está inelegível)

 

Lula (PT): 39% (eram 37%)
Flávio Bolsonaro (PL): 34% (eram 31%)
Augusto Cury (Avante): 9% (eram 11%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 6%)
Renan Santos (Missão): 4% (eram 3%)
Pablo Marçal (PRTB): 3% (eram 3%) (inelegível)
Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Nenhum/Branco/Nulo: 3% (eram 3%)
Não sabe/Não respondeu: 1% (eram 2%)

 

Veja abaixo o resultado da pesquisa espontânea, sem a apresentação de uma lista de nomes ao entrevistado:

 

Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 31%
Augusto Cury (Avante): 6%
Renan Santos (Missão): 4%
Ronaldo Caiado (PSD): 2%
Romeu Zema (Novo): 1%
Outros: 1%
Nenhum/Branco/Nulo: 6%
Não sabe/Não respondeu: 11%

 

Nas simulações de segundo turno, a pesquisa BTG/Nexus traçou cinco cenários, todos eles com Lula contra outros candidatos. Confira abaixo os resultados:

 

Flávio 46% x 45% Lula

Augusto Cury 45% x 43% Lula

Lula 46% x 43% Ronaldo Caiado

Lula 47% x 40% Romeu Zema

Lula 47% x 39% Renan Santos

 

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.000 eleitores, por telefone, entre 4 e 7 de setembro. O levantamento, contratado pelo banco BTG Pactual, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-0690/2026.
 

Flávio Bolsonaro planeja ato eleitoral em Salvador no dia 17 de setembro
Foto: Divulgação / PL

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), visitará Salvador no próximo dia 17 de setembro. A informação foi divulgada pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL) durante um ato bolsonarista no Farol da Barra. A agenda do senador ainda está sendo definida, mas a expectativa é que a visita ajude a mobilizar seus apoiadores na Bahia.

 

Durante o ato, bandeiras associando Flávio Bolsonaro ao ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) chamaram a atenção, apesar de Neto já ter afirmado que não dividirá palanque com o candidato do PL. A visita de Flávio ocorre em um momento delicado para o PL na Bahia, em que candidatos locais expressam descontentamento com a falta de apoio à campanha presidencial.

 

Além disso, Flávio entende que precisa fortalecer sua presença em um estado onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganha com ampla vantagem. Recentes pesquisas indicam que Lula lidera com 52,8% das intenções de voto na Bahia, enquanto Flávio tem apenas 24,4%.

 

A visita também poderá incluir uma carreata e, possivelmente, uma extensão da agenda para Feira de Santana, o segundo maior município do estado. A mobilização é vista como crucial para aumentar a visibilidade da candidatura de Flávio em uma região estratégica para as eleições de 2026.

 

A situação interna do PL na Bahia, sob a liderança do ex-ministro João Roma, que também é candidato ao Senado, tem gerado tensões entre os membros do partido, que pedem maior empenho na promoção da candidatura presidencial de Flávio.

Manifestantes em Brasília pedem saída de Moraes e Lula no 7 de Setembro
Foto: Reprodução / Breno Esaki / Metrópoles

 

De forma paralela aos desfiles de 7 de setembro que ocorrem nesta segunda-feira (7), dois atos organizados pela oposição ao governo Lula (PT) protestam contra o presidente e contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes em Brasília.

 

Um dos protestos acontece em frente ao prédio do Banco Central, enquanto o outro é realizado no estacionamento da Funarte. Ambos os locais ficam no Plano Piloto da capital.

 

Os manifestantes cantam o hino nacional e pedem a saída de Lula e de Moraes.Também criticam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não pautar o impeachment do integrante do Supremo.

 

Os atos foram convocados por políticos como Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo), e pela deputada Bia Kicis (PL-DF), candidata ao Senado.

 

A principal manifestação da oposição está prevista para ocorrer durante a tarde na avenida Paulista, em São Paulo, com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Lula participa do desfile de 7 de Setembro em Brasília acompanhado de Fachin, Alcolumbre e Hugo Motta
Foto: Reprodução Youtube

Em uma cerimônia planejada para não causar problemas com a Justiça Eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na manhã desta segunda-feira (7), do tradicional desfile cívico-militar em comemoração ao Dia da Independência do Brasil. Sob o mote “A Força que Une o Brasil”, o evento contou também com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, e dos presidentes do STF, ministro Edson Fachin, do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta. 

 

O desfile de 7 de setembro neste ano foi organizado sob três eixos temáticos: soberania nacional, combate à violência contra a mulher e a Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil no ano que vem. Os dois primeiros são pilares da campanha de Lula à reeleição.

 

O presidente Lula chegou ao evento na Esplanada dos Ministérios com a primeira-dama, Janja, por volta das 9h10, e foi recepcionado pelo ministro da Defesa, José Múcio, e pelos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica. Em seguida, Lula foi cumprimentar as autoridades da primeira fileira.

 

O público começou a chegar ao local antes das 6h30, em meio aos preparativos e ensaios dos participantes do desfile. As arquibancadas cobertas já estavam cheias minutos antes do evento ter início, e ficaram lotadas para o desfile.

 

O tempo ameno na capital federal, com céu bastante nublado, permitiu que centenas de pessoas acompanhassem as apresentações das Forças Armadas próximo às grades de segurança. A previsão de público na Esplanada é de 30 mil pessoas.

 

Na arquibancada mais próxima às autoridades, populares se manifestaram ao longo do desfile. Antes da chegada do presidente Lula, manifestantes fizeram um coro pelo fim da escala 6x1. 

 

Já com a chegada do líder petista, populares gritaram seu nome e o bordão “olê-olê-olá, Lulá, Lulá”. Em alguns momentos, o presidente acenou e até fez um coração com as mãos.

 

Neste ano o desfile de 7 de Setembro em Brasília ano ocorreu sob o intuito do Palácio do Planalto de evitar possíveis complicações com a Justiça Eleitoral por conta do período de “defeso eleitoral”. De olho nisso, os integrantes do governo também evitaram utilizar cores, como o vermelho, para não dar argumentos à oposição sobre politização do ato. Janja, por exemplo, utilizou um vestido branco com um bordado azul.
 

Governo Lula prepara nova MP para restringir bets

Governo Lula prepara nova MP para restringir bets
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou publicamente que tomaria uma “decisão drástica” quanto à regulamentação das chamadas “bets”. Segundo fontes do Palácio do Planalto, o governo prepara uma nova MP (Medida Provisória) para fechar o cerco às casas de apostas esportivas.

 

O governo optou por uma MP, porque o texto permite efeito imediato, mas ainda fecha o conteúdo. Lula escolheu o instrumento também mirando as eleições. Pesquisas internas do PT (Partido dos Trabalhadores) mostram que três a cada quatro brasileiros são contra as “bets”. A rejeição é ainda maior entre mulheres e jovens, públicos considerados prioritários pela campanha do mandatário à reeleição.

 

Ao reunir representantes de setores econômicos, de entidades da sociedade civil, especialistas e até artistas para discutir o tema no Palácio, Lula reclamou que medidas adotadas pelo seu governo, como a expansão da isenção do Imposto de Renda e descontos na conta de luz e compra de botijão de gás, não levaram o efeito desejado às finanças da população devido ao endividamento causado pelas bets.

 

“Eu, pessoalmente, acabaria com as bets. Acho que elas são um mal para a sociedade. Agora, como presidente da República, sei que tenho que compartilhar decisões para fazer da forma mais correta possível, sem comprometer a estabilidade política, econômica, social deste país”, disse.

 

Auxiliares do presidente calculam impactos de medidas restritivas e, de acordo com as fontes, não descartam a proibição de segmentos de jogos. Estão na mira, por exemplo, os cassinos online, como o "tigrinho” e mesmo modalidades das casas esportivas.

 

A avaliação do governo é de que um crescente endividamento no país (que também teria impacto na aprovação do Lula 3) está diretamente relacionado à expansão das casas de apostas. Também foi verificado um aumento sensível no índice de ludopatia (vício em jogos) ao redor do país.

 

O governo também analisa que um projeto de lei (PL) enfrentaria resistência no Congresso Nacional e não haveria espaço para uma aprovação antes das eleições. A próxima semana de esforço concentrado no Legislativo se dá em outubro, e a prioridade do governo para o momento é a PEC (proposta de emendas à Constituição) do fim da escala 6x1.

Sistema Pix bate recorde histórico no país, com mais de R$ 186 bilhões movimentados em um único dia
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Banco Central informou que na última sexta-feira (4) o sistema de pagamentos instantâneos Pix bateu novo recorde diário de transações. Segundo o BC, foram 319.073.816 operações liquidadas na sexta, o que equivale a R$ 186,8 bilhões movimentados. 

 

O recorde anterior do sistema Pix havia ocorrido no dia 5 de dezembro do ano passado. Na ocasião, foram 313.339.828 operações liquidadas, com movimentação de R$ 179,9 bilhões.

 

Em dezembro de 2025, as operações que bateram recorde em um único dia tiveram valor médio de operação de R$ 574,24. Agora em setembro deste ano, a média por transação também foi recorde, chegando a R$ 587,58, segundo o Banco Central.

 

Dados mais recentes, do segundo trimestre de 2026, mostram que o Pix é a modalidade de pagamento mais utilizada pelo brasileiro. Foram 22,93 bilhões de operações de abril a junho, totalizando R$ 10,499 trilhões movimentados. 

 

A pesquisa do BC mostra que o cartão de crédito ficou na segunda posição entre as modalidades de pagamentos mais utilizadas, com 6,049 bilhões de transações e R$ 815,57 bilhões de movimentação no período.

 

Em junho, o sistema Pix foi um dos motivos para que os Estados Unidos aplicassem tarifa de 25% em produtos brasileiros, o chamado tarifaço. O Escritório do Representante Comercial do país (USTR) alegou que, por décadas, os atos, as políticas e as práticas do Brasil prejudicaram o comércio norte-americano.

 

O Pix também foi alvo de críticas do governo americano. A administração Donald Trump acusa o Banco Central brasileiro de prejudicar empresas americanas, incluindo as grandes bandeiras de cartões Visa e Mastercard, e usou este argumento, entre outros, para justificar a imposição de novas tarifas comerciais ao Brasil.

 

Em evento de campanha neste sábado (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que vai se encontrar com Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, neste mês de setembro, e que vai mostrar a ele como funciona o Pix.

 

“O presidente dos Estados Unidos quer acabar com o Pix, mas eu agora vou para a ONU, vou encontrar com o Trump e vou dizer para ele: 'Trump, faça um Pix que você vai ver o quanto será bom'”, disse o presidente.
 

Não ter envolvimento com corrupção é o principal atributo esperado de um candidato na escolha do voto
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil, Agência Senado e redes sociais

A corrupção é o tema que mais influencia o eleitor brasileiro na hora de escolher o seu candidato a presidente da República. Essa constatação foi retirada de um recorde feito pela última pesquisa presidencial divulgada pela Quaest, nesta semana. 

 

O levantamento constatou que, para a maioria dos eleitores, o atributo considerado decisivo para o voto é o candidato não ter envolvimento com desvios, junto com a defesa da democracia. 

 

Já quanto ao fator que leva o eleitor a rejeitar um presidenciável, a ligação com casos de corrupção se apresenta como o aspecto mais mencionado. 

 

Segundo o levantamento, que contou com entrevistas em todo o país, 31% apontaram “não estar envolvido em corrupção” como o principal atributo para votar em um postulante ao Palácio do Planalto, enquanto 28% indicaram “ter compromisso com a democracia” como característica preferencial. 

 

Ao serem perguntados sobre o principal fator que os levaria a “não votar de jeito nenhum” em alguém, 40% dos entrevistados pela Quaest citaram o envolvimento em corrupção. É o dobro dos 21% que responderam rejeitar um candidato sem compromisso com a democracia. 

 

A pesquisa Quaest contou com 2.004 entrevistados de 30 de agosto a 1º de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela Editora Globo e pela Globo Comunicação e Participações S.A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: dois pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº BR-07065/2026.
 

Haddad afirma que Tarcísio recebeu R$ 2 mi do Banco Master para se eleger
Foto: Ricardo Stuckert / PT Divulgação

Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, intensificou suas críticas ao adversário Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante um evento de campanha em São José do Rio Preto, no interior paulista, neste sábado (5/9). Ao lado do ex-presidente Lula, Haddad acusou Tarcísio de ter recebido doações do Banco Master para sua campanha eleitoral, citando uma doação de R$ 2 milhões feita por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, que também está sob investigação.

 

Haddad destacou que o Banco Master teve relações com três ex-ministros do governo Bolsonaro e mencionou um quarto ministro que também recebeu recursos para sua campanha em 2022. As doações a Tarcísio e Bolsonaro ganharam destaque na mídia após a revelação de uma declaração de Vorcaro, que indicou que os repasses eram, na verdade, propina. Tarcísio respondeu às acusações, chamando-as de “ridículas”, enquanto o governo paulista também se manifestou sobre as alegações.

 

Haddad, por sua vez, afirmou que o escândalo do Banco Master é resultado de uma “máfia” ligada ao governo Bolsonaro. Ele ressaltou que o banco cresceu sob a gestão do presidente do Banco Central nomeado por Bolsonaro, e que diversos políticos, incluindo ministros e candidatos, se beneficiaram financeiramente.

 

"Três ministros, o presidente do Banco Central, o candidato a governador de São Paulo e o candidato à Presidência da República, todo mundo pôs o dinheiro, pôs a mão no dinheiro do Master, e nós não chamamos isso pelo nome que tem? Isso é uma máfia. Quem montou o Banco Master nesse país é uma máfia para se perpetuar no poder", declarou Haddad

 

Além de criticar Tarcísio, Haddad também fez observações sobre Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na corrida presidencial. Ele comparou as posturas dos dois, afirmando que Lula não interfere nas investigações da Polícia Federal para proteger familiares, enquanto Flávio é associado a polêmicas, como a compra de uma mansão em Brasília e pedidos de dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre seu pai.

VÍDEO: Janja interrompe abraço de Lula com eleitora durante ato de campanha no Ceará
Foto: Ismael Soares

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, interrompeu um abraço entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma apoiadora durante um ato de campanha realizado nesta sexta-feira (4), em Juazeiro do Norte, no Ceará.

 

O incidente aconteceu ao final de uma caminhada política, quando uma eleitora, emocionada, agarrou o presidente enquanto ele cumprimentava o público de cima de uma caminhonete. Nas imagens é possível ver que Lula retribui o abraço, mas perde o equilíbrio e se segura nas grades.

 

Janja rapidamente intervém e interrompe o abraço, tentando soltar os braços da mulher do pescoço do presidente. Confira as cenas do momento: 

 


O episódio gerou repercussão nas redes sociais, com vídeos do momento circulando e diversas opiniões sobre a segurança de figuras públicas. Alguns internautas defendem que a primeira-dama estava certa, porque Lula já tem 80 anos e passou recentemente por uma cirurgia na cabeça, enquanto outros consideraram a atitude inadequada e atribuíram o comportamento dela a ciúmes do marido.

"Nenhuma autoridade está acima da Constituição", afirma Fachin durante evento no Planalto
Foto: Divulgação / STF

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, na manhã dessa sexta-feira (4), que nenhuma autoridade está acima da Constituição Federal. A declaração ocorreu durante evento no Palácio do Planalto para celebrar a sanção de uma lei que cria fundos para a Justiça Federal.

 

"As instituições da República precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão. Nenhuma autoridade está acima da Constituição, nenhum poder está acima da lei e nenhum interesse circunstancial pode se sobressair à integridade do Estado de Direito Democrático", reafirma o magistrado durante seu discurso.

 

Segundo ele, a gravidade dos fatos revelados nesta semana não autoriza atalhos, e os fatos graves da crise que atinge a corte estão em apuração. Contudo, o presidente da Corte destacou que a resposta do STF será firme, proporcional e rigorosa. Com os ministros Mendonça e Moraes, ambos em uma disputa aberta, pedindo afastamento e investigação um do outro.

 

"Quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo e as garantias constitucionais", finalizou Fachin. Na ocasião, também estavam presentes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o advogado-geral da União, Jorge Messias, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, além de outras autoridades.

AtlasIntel: Hugo Motta é o político mais rejeitado da Paraíba e vê a sua eleição e a de seu pai ameaçadas
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está no topo da lista dos políticos mais rejeitados do seu estado, a Paraíba. Foi o que revelou pesquisa AtlasIntel realizada na Paraíba e divulgada nesta quinta-feira (3). 

 

Os números da rejeição de Motta apurados pela AtlasIntel colocam em risco não apenas a reeleição do presidente da Câmara, mas também a eleição do seu pai para uma das duas vagas para o Senado Federal. Nabor Wanderley, prefeito da cidade de Patos e pai de Motta, também foi mal avaliado pela população paraibana. 

 

De acordo com a AtlasIntel, Hugo Motta lidera a lista dos políticos mais rejeitados pelos paraibanos, com 63,%% das menções negativas. Motta está à frente de Jair Bolsonaro (56,2%), Flávio Bolsonaro (51,5%), Renan Santos (51,3%) e Romeu Zema (46%). 

 

O pai de Motta, Nabor Wanderley, aparece na sexta posição no ranking da rejeição, com índice de 45,2%. Os dois principais adversários de Wanderley ao Senado possuem rejeição mais baixa: Lucas Ribeiro (PP) tem 32,7% e o atual senador Veneziano Vital do Rego (MDB) tem 29,2% de taxa. 

 

A situação de Hugo Motta é ainda pior na avaliação que a AtlasIntel fez dos políticos que têm imagem mais positiva ou negativa entre os moradores da Paraíba. O presidente da Câmara apareceu na última posição do ranking, com 78% de impressão negativa e apenas 11% positiva.

 

O líder desse ranking é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 54% de menções positivas e 41% negativas. Na segunda colocação está o senador Veneziano, com 53% de impressões positivas e 34% de posições negativas. 

 

O estado da Paraíba possui 12 cadeiras na Câmara. Na última eleição, Hugo Motta foi o mais votado, recebendo 158.171 votos para cumprir o seu quarto mandato consecutivo. 

 

A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.207 eleitores na Paraíba entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04083/2026.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O Soberano adotou uma estratégia nova contra a oposição e soltou os cachorros - literalmente. E olha que o cão estava mais animado do que muita gente no apoio do seu candidato. Uns estão meio tímidos, outros distribuindo bola nas costas... Até o Cacique conseguiu prejudicar o próprio Cacique. Já outros estão muito agressivos. Será que Mula pega raiva? Saiba mais!

Pérolas do Dia

André Viana

André Viana
Foto: Antena 1 Salvador

"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade". 


Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Executivo estadual e ao Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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