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Artigos

Ernesto Marques
Jabuti não sobe em árvore
Foto: Divulgação

Jabuti não sobe em árvore

A expressão é comum nos corredores em que jornalistas, assessores e políticos movimentam os chamados bastidores. Refere-se a algum acontecimento estranho, consumdo por causa da ação deliberada de quem prefere o anonimato. Claro! Se aparece um jabuti no alto de uma árvore, é porque alguém o colocou lá em cima, sabe-se lá qual a razão. Mas é fato: jabuti não sobe em árvore.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

lula

Líderes do PT querem que Lula abrevie tempo de Bolsonaro na prisão com graça ou indulto
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Lideranças do PT próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem que o governo avalie alternativas jurídicas para reduzir o período de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A avaliação de integrantes do partido é de que uma iniciativa nesse sentido poderia encerrar as discussões sobre anistia no Congresso Nacional e evitar que o tema prejudique a agenda do governo no próximo ano.

 

A informação é da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Segundo a apuração, interlocutores de Lula acreditam que uma solução antecipada também poderia reduzir a pressão em torno de possíveis pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes, relator de processos relacionados à tentativa de golpe de Estado. O assunto é apontado como um possível novo foco de tensão entre o Congresso e a Corte.

 

Embora considerem que a situação prisional de Bolsonaro deverá ser revista, as lideranças avaliam que Lula poderia se antecipar a uma eventual decisão do Legislativo ou do Judiciário.

 

Uma das possibilidades discutidas seria a concessão de graça, indulto ou comutação da pena. Diferentemente da anistia, que depende de aprovação do Congresso Nacional, essas medidas podem ser concedidas pelo presidente da República. A graça é individual, enquanto o indulto tem caráter coletivo. Ambas extinguem a pena, mas não eliminam seus efeitos secundários, como a condição de réu condenado.

 

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. O Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento de que crimes contra a democracia não podem ser beneficiados por anistia.

 

Outra alternativa seria Lula apresentar uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) ao STF para defender a validade da chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso. A legislação prevê a redução das penas aplicadas a Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

 

Caso a norma entre em vigor e seja aplicada ao ex-presidente, a estimativa mencionada na apuração é de que Bolsonaro permaneça no regime fechado por aproximadamente mais um ano.

 

A aplicação da lei, no entanto, está suspensa por decisão de Alexandre de Moraes, que também relata uma ação que questiona a constitucionalidade das mudanças. Segundo a jornalista, ministros do próprio STF pressionam para que o tema seja levado a julgamento, mas o magistrado ainda não incluiu a discussão na pauta.

 

Uma eventual iniciativa de Lula para reduzir o período de prisão de Bolsonaro exigiria diálogo com o Supremo, uma vez que o assunto já está sob análise da Corte.

Léo Prates diz que foi neutro na eleição nacional por “lealdade” e destaca mobilização dos idosos na vitória de Lula
Foto: Thiago Tolentino / Antena 1 Salvador

O deputado federal reeleito, Léo Prates (Republicanos), afirmou que manteve a neutralidade na disputa eleitoral nacional por uma “lealdade”. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da Antena 1 Salvador (100.1), nesta sexta-feira (6), ele afirmou que levou em consideração o bem-estar da relação com o governo Lula, cultivado durante o mandato atual. 

 

Prates relata sua trajetória de atuação na Câmara dos Deputados, muitas vezes negociando e trabalhando em pautas do governo Lula, como na relatoria da PEC (Projeto de Emenda à Constituição) pelo fim da escala 6x1. 

 

“Em relação à política nacional, eu resolvi me recolher, porque o governo federal tinha sido leal comigo e eu tinha sido leal com o governo federal. E a maior expressão disso foi a relatoria da 6x1 [Projeto de Emenda à Constituição pelo fim da escala 6x1], onde claro que para o presidente Hugo Motta [presidente da Câmara dos Deputados] designar um relator tinha que ter a anuência do governo porque era pauta muito importante para o governo. Foi a pauta mais importante do governo”, relembra Léo Prates. 

 

Para o parlamentar, “eu achei que por lealdade a mim – não a nada – eu deveria me retrair por conta dessa questão e de uma relação”. Ainda comentando sobre o cenário nacional e a disputa em dois turnos entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), Prates diz que conversou com Marcos Pereira, presidente do Republicanos, sobre o assunto. 

 

“Em relação à questão nacional, eu destacaria que uma coisa que não é tão ativa e precisa ser explicada foi a mobilização dos idosos. Eu nunca tinha visto isso em uma eleição, e esse mesmo testemunho foi me dado pelo Marcos Pereira, em São Paulo”, afirma. 

 

Ele dá um exemplo sobre o próprio pai: “Meu pai teve um AVC isquêmico, tem uma condição de saúde muito complexa e meu pai tinha três eleições que não votava. Meu pai acordou, no domingo, pedindo para ir votar. Onde foi que a campanha do Lula acertou nesse despertar dos idosos, é uma coisa que a gente precisa entender melhor, porque realmente é uma coisa importante inclusive para a política”, completa. 

Justiça autoriza três bets a voltar a funcionar em SP, e desembargadora chama proibição do governo federal de 'verdadeiro confisco'
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), em São Paulo, autorizou três casas de apostas a voltar a funcionar no Brasil a partir desta quinta-feira (5). A decisão prevê multa de R$ 200 mil por dia ao governo federal caso a determinação não seja cumprida. Ainda cabe recurso.

 

Na decisão, a desembargadora Adriana Pileggi afirmou que proibir o funcionamento de empresas que receberam autorização do próprio governo, sem indenizá-las pelos prejuízos, representa um “verdadeiro confisco”.

 

A medida beneficia três plataformas da empresa CDA Gaming: Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online. A companhia entrou na Justiça para contestar a medida provisória editada pelo presidente Lula (PT) que proibiu as bets no país, pouco antes do primeiro turno das eleições presidenciais.

 

Para a desembargadora, o governo deu um prazo muito curto para que as empresas encerrassem suas atividades, sem considerar os investimentos feitos para obter autorização e operar legalmente no Brasil.

 

Na decisão, ela argumentou que as empresas receberam permissão do governo para funcionar e gastaram dinheiro com equipamentos, tecnologia e estrutura. Por isso, segundo ela, não poderiam ser obrigadas a encerrar as operações de forma tão repentina.

 

A magistrada também questionou a justificativa do governo de que a proibição seria necessária para proteger a saúde da população, os consumidores e as famílias dos prejuízos causados pelas apostas.

 

“A MP seria um milagre, resolveria tudo!”, questionou a desembargadora, ao afirmar que a justificativa apresentada pelo governo não era suficiente para sustentar a medida.

 

O pedido da CDA Gaming havia sido negado por dois juízes na primeira instância. A empresa recorreu e conseguiu uma decisão favorável no TRF3.

 

A autorização é provisória e vale apenas para as três plataformas da empresa. A proibição continua em vigor para as demais casas de apostas.

 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou em 25 de setembro a proibição total de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o "Jogo do Tigrinho".

 

A proibição, feita a nove dias das eleições, foi formalizada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

 

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) protocolaram três dias depois, em 28 de setembro, um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender os efeitos da medida provisória de Lula que determinou a proibição imediata da exploração, oferta, intermediação e publicidade das bets e dos cassinos online no país.


PROIBIÇÃO DO GOVERNO

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou em 25 de setembro a proibição total de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o "Jogo do Tigrinho".

 

A proibição, feita a nove dias das eleições, foi formalizada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

 

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) protocolaram três dias depois, em 28 de setembro, um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender os efeitos da medida provisória de Lula que determinou a proibição imediata da exploração, oferta, intermediação e publicidade das bets e dos cassinos online no país.

 

As entidades argumentam que a MP foi publicada sem demonstração de urgência. E que o próprio Executivo havia enviado ao Congresso o projeto de lei que resultou no marco regulatório do setor de 2023, destacando, à época, os benefícios econômicos da legalização.


As associações pedem que o STF suspenda integralmente a MP até a deliberação definitiva da medida pelo Congresso ou até o julgamento de ações em curso na Corte, preservando a vigência da legislação anterior e o funcionamento das empresas autorizadas.

AUDIÊNCIA PÚBLICA
Nesta terça-feira (3), o ministro do Supremo Luiz Fux realizou uma audiência pública para discutir a medida provisória que proibiu as bets. Ele é o relator das ações sobre o tema.

 

A audiência reuniu representantes dos clubes de futebol, entidades da sociedade civil e ministros do governo. As apostas esportivas foram legalizadas em 2018, mas a regulamentação só veio no fim de 2023. O governo arrecadou cerca de R$ 15 bilhões com a taxação das apostas.

 

Na audiência, o ministro Luiz Fux defendeu o banimento das bets, mas afirmou que a medida do governo trouxe questões que precisam ser discutidas pelo STF, como a segurança jurídica dos contratos e os impactos econômicos da proibição.

Artistas assinam manifesto e cobram de Lula troca na gestão de Margareth Menezes no MinC
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mais de 200 artistas, intelectuais e trabalhadores da cultura assinaram um manifesto dirigido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no qual cobram a substituição no comando e mudanças estruturais na condução do Ministério da Cultura (MinC), atualmente liderado pela cantora baiana Margareth Menezes.

 

Segundo informações da Folha de S. Paulo, o documento conta com a assinatura de personalidades como o ator Bruno Gagliasso, a escritora Ruth Rocha, o jornalista Fernando Morais, a cineasta Anna Muylaert e o artista plástico Paulo Bruscky. No texto, os signatários criticam a atual atuação do ministério, classificando-a como "uma falida gestão de editais e de defesa de leis de renúncia fiscal como prioridades", sem um plano estratégico voltado ao acesso às artes e ao desenvolvimento social.

 

Embora o manifesto não mencione Margareth Menezes nominalmente, o setor cultural, em especial a área do audiovisual, tem feito críticas recorrentes à gestão, cobrando celeridade e rigor na regulamentação das plataformas de streaming. O grupo defende uma legislação que proteja o direito autoral, a produção independente nacional e exija o recolhimento da Condecine por empresas como Netflix, Prime Video e Globoplay para alimentar o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

 

Em resposta a questionamentos anteriores sobre a condução da pasta, o Ministério da Cultura afirmou que a atual gestão alcançou marcas históricas, destacando a aprovação do projeto de regulamentação do streaming na Câmara dentro da conjuntura do atual Congresso, além do aporte recorde de R$ 1,225 bilhão aprovado pelo FSA para fomento e distribuição no setor.

Semana tem pronunciamento de Lula, PEC da Segurança Pública, bets no STF e decisão sobre juros
Foto: Reprodução Youtube

A primeira semana de novembro, mais curta devido ao feriado do Dia de Finados, tem o governo e o Congresso Nacional atuando para acelerar a votação de propostas consideradas prioritárias para serem aprovadas antes do fim de 2026. Entre as prioridades está a PEC da Segurança Pública, incluída na pauta do Senado para a próxima terça-feira (3), a PEC da Tarifa Zero, a MP (Medida Provisória) que proíbe as bets e a votação do Orçamento de 2027.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também pretende, nesta semana, fazer um pronunciamento à nação, além de participar de uma live no canal Exército do Lula, no WhatsApp. Ao mesmo tempo, o presidente Lula segue na montagem do seu ministério para o quarto mandato, a partir de janeiro de 2027.

 

A semana ainda tem uma importante decisão na área econômica, com a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que se reúne para avaliar a taxa básica de juros, a Selic. A decisão do BC pode ajudar a reduzir as tensões no mercado financeiro, que vive dias turbulentos desde a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições. 

 

Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes. 

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula não tem compromissos agendados nesta segunda-feira (2), feriado de dia de finados. Para a semana, Lula planeja fazer um pronunciamento à nação, em que deve pedir a pacificação do país após o encerramento das eleições. 

 

Outro compromisso do presidente Lula nesta semana deve ser a participação em uma live com o deputado André Janones (Rede-MG), que comanda o canal Exército do Lula no WhatsApp. No seu quarto mandato, Lula pretende manter um contato direto com a população, seja pelo meio digital, ou em mais eventos de rua. 

 

Outras agendas que devem contar com o presidente Lula nesta semana são conversas com líderes do governo no Congresso, em virtude da votação da PEC da Segurança Pública no Senado. O presidente também deve abrir conversas com partidos de centro para montar sua base no Congresso. 

 

Há ainda a continuidade do processo de escolha dos ministros que comporão a Esplanada dos Ministérios em seu novo mandato. O presidente vai escolher quais aliados derrotados nas urnas vão integrar o Executivo, como Gleisi Hoffmann, Simone Tebet, Marina Silva, Randolfe Rodrigues, entre outros nomes.

 

Na economia, o destaque da semana é a penúltima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central neste ano. O Copom tomará sua decisão sobre a taxa básica de juros.

 

Os membros do comitê se reúnem a partir desta terça (3). Na mesa, a decisão sobre a Selic, quie está em 13,75% ao ano desde setembro, quando foi cortada em 0,25 ponto percentual. 

 

O mercado está dividido entre a manutenção da taxa no atual patamar e um novo corte de 0,25%. A decisão sai na noite de quarta (4).

 

Ainda na agenda econômica, o IBGE divulga na próxima quinta (5) a sua Pesquisa Industrial Mensal. O estudo mostrará a situação do setor industrial brasileiro no mês de setembro. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

Na Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) esperar reunir os líderes partidários nesta terça-feira (3) para definir a pauta de votações no plenário. Ainda não há sessões deliberativas marcadas para esta semana.

 

Nas comissões da Câmara, o destaque é a votação, na próxima quarta (4), na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), do projeto de lei que instaura um período de transição administrativa entre o fim das eleições e a posse do candidato eleito. De autoria do deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ), o PL busca formar equipes de transição obrigatórias para inibir tentativas de sabotagem dos candidatos perdedores.

 

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) marcou sessão para esta terça (3), e o primeiro item da pauta é a PEC 18/2025, chamada de PEC da Segurança Pública. A proposta já passou pela Comissão de Constituição e Justiça, mas a votação foi adiada porque governo e oposição divergem sobre emendas que tratam da redução da maioridade penal. 

 

O governo Lula quer levar esse tema para outra proposta e tenta aprovar a PEC sem a inclusão da redução da maioridade penal. Já a oposição tenta emplacar um destaque em separado, mesmo que a sua aprovação leve a proposta a ser enviada novamente para a Câmara.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

Um dos destaques da semana no Supremo Tribunal Federal é a audiência pública convocada pelo ministro Luiz Fux para discutir os impactos da medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa, conhecidas como bets. O encontro, convocado no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, relatada pelo ministro, acontece nesta terça (3).

 

O ministro Luiz Fux selecionou 28 entidades para participar da audiência, entre representantes do Poder Executivo, clubes de futebol, organizações esportivas, associações e institutos ligados ao tema. 

 

A audiência será realizada a partir das 10h, na sala de sessões da Segunda Turma do STF. Cada entidade terá dez minutos para apresentar suas considerações sobre a Medida Provisória (MP) 1.394/2026, que proíbe a exploração das apostas de cota fixa e prevê o encerramento das autorizações concedidas às empresas do setor. 

 

Entre os participantes estão clubes esportivos como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians, além da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Também apresentarão manifestações a Advocacia-Geral da União (AGU), os ministérios da Fazenda e do Esporte, a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

 

A lista inclui ainda entidades representativas do setor de apostas, como a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), além de organizações ligadas à liberdade econômica, à radiodifusão e à regulação de mercados, como a Associação Brasileira de Liberdade Econômica (Able), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e o Laboratório de Regulação Econômica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ Reg). 

 

A ADI 8027 foi proposta pela ANJL, que pede a suspensão imediata da MP 1.394/2026 e, ao final do julgamento, a declaração de sua inconstitucionalidade.  Também solicita que o STF reconheça a validade das leis que regulamentam as apostas de cota fixa no país. A mesma norma é questionada nas ADIs 8024, 8028 e 8035.  

 

No plenário do STF, o destaque da semana no plenário, na próxima quarta (4), é o debate sobre a ação penal que pede a absolvição do ex-prefeito de Duque de Caxias e candidato a governador do Rio de Janeiro em 2026, Washington Reis de Oliveira (MDB-RJ), por crimes ambientais e loteamento irregular. Oliveira havia sido condenado por corrupção passiva e ativa em 2025. 

 

O relator do caso, ministro Flávio Dino, julgou infundados os pedidos formulados, mantendo a condenação de Washington Reis, de modo integral.

 

Também está na pauta do plenário o julgamento do RE 1093553, no qual os ministros julgam se a expressão “ato obsceno” no art. 233 do Código Penal é constitucional ou não, por ser uma expressão vaga. Há ainda o Rcl 78354, em que os ministros julgarão se a empresa Rádio e Televisão Iguaçu S.A deve pagar indenização por danos morais por reportagem sobre a prisão preventiva de um policial militar.

 

Já no plenário virtual do STF, um dos destaques é o julgamento, que acontece até o dia 10 de novembro, de uma ação que trata da nacionalidade da criança estrangeira adotada no exterior. No Recurso Extraordinário?(RE) 1163774, o Plenário analisa pedido de esclarecimento (embargos de declaração) na decisão que assegurou o direito à nacionalidade brasileira a crianças estrangeiras adotadas por brasileiros no exterior. 

 

Também está em julgamento, durante esta semana, a Ação Direta de inconstitucionalidade?(ADI) 7880, apresentada pela Rede Sustentabilidade, que questiona norma da Paraíba que condiciona a reserva de vagas para pessoas negras em concursos públicos a critérios como renda familiar bruta e tempo mínimo de escolarização na rede pública. O partido afirma que essas exigências restringem o alcance da política de cotas raciais. ? 

 

Outro julgamento envolve a ADPF 1247, na qual a Associação dos Mantenedores Independentes Educadores do Ensino Superior (Amies) questiona a atuação de prefeituras por criarem ou autorizarem cursos de saúde, com cobrança de mensalidades, fora dos limites do município. Decisão liminar suspendeu o ingresso de novos alunos nas faculdades criadas após a Constituição de 1988. 

 

Há ainda a ADI 7899, que discute se a lei do Estado do Pará que institui a Microrregião de Águas e Esgoto do Pará (MRAE), constituída pelo estado e pelos 144 municípios paraenses, avança na competência da União para legislar sobre saneamento básico. E, por fim, a ADI 4188, sobre a controvérsia que envolve uma lei do Estado do Rio de Janeiro que proíbe o registro, em inquéritos policiais, de dados pessoais dos investigados e das testemunhas, como endereço, telefone, identidade e CPF. 

 

Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a restrição dificulta o direito à ampla defesa. 

Lula quer evitar "unção" a sucessor e buscará opções para Casa Civil
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu, segundo fontes próximas ao mandatário, abrir o “leque” de opções para comandar a Casa Civil – considerada a pasta mais importante do governo federal, responsável por coordenar ações de Ministérios e relações com entes federativos – em seu quarto mandato.

A apuração é da CNN Brasil.

 

Após a vitória do presidente nas urnas, a disputa pela Casa Civil se afunilava entre os ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Camilo Santana (PT). O primeiro era o preferido antes das eleições; e o segundo ganhou força após ingressar no núcleo da campanha no segundo turno e ser considerado peça crucial para a vitória.

 

Lula tem ponderado com aliados que a nomeação de um dos dois para a Casa Civil poderia ser entendida como uma “unção” a um sucessor. O presidente foca em seu último mandato e não quer adiantar essa discussão, afirmam interlocutores.

 

O mandatário se mostra disposto a ouvir outros nomes. Aliados sugeriram, por exemplo, a ex-ministra Gleisi Hoffmann – que perdeu as eleições pelo Senado no Paraná e está sem mandato – como uma opção.

 

Também são cogitadas quais posições poderiam acomodar o peso político de Haddad e Camilo e dar protagonismo a ambos sem sinalizar uma “unção”.

 

Auxiliares do presidente mencionam o Ministério da Segurança Pública, que será criado caso a PEC (proposta de emenda à Constituição) que reforça as atribuições federais nessa frente, e o Ministério da Educação, que estará responsável por promessas como a universalização da escola em tempo integral e o Pé-de-Meia Universitário.

 

Após os dois primeiros mandatos de Lula, foi indicada para a sucessão do petista Dilma Rousseff (PT) – que esteve à frente da Casa Civil entre 2005 e 2010. A então ministra era chamada de “mãe do PAC”, por tocar o Programa de Aceleração do Crescimento, que concentrava as principais obras e ações do governo.

Lula nega fim de programas sociais e projeta criação de novas ações para quarto mandato
Foto: Reprodução / Redes sociais

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva garantiu, neste domingo (1º), que não vai extinguir nenhum programa social em seu próximo governo (2027-2030). Reeleito para seu quarto mandato à frente do Poder Executivo federal, Lula assegurou que tudo o que prometeu durante a campanha eleitoral será cumprido, sem a extinção de programas sociais ou a revogação de direitos conquistados.

 

 

“O que pode acontecer é a gente criar novos programas sociais ou melhorar aqueles que já estão [funcionando]”, disse Lula em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram. “Não acredite nos mentirosos de sempre, que vivem tentando vender desgraça e infelicidade para o nosso povo”, disse Lula, acusando opositores de estarem divulgando mentiras. As informações são da Agência Brasil. 

 

“Em uma semana que eu fiquei sem falar, a mentira tomou conta deste país outra vez”, comentou o presidente, explicando que, passado o segundo turno das eleições, no último dia 25, teve que se preservar, limitando suas aparições públicas, a fim de recuperar a voz – prejudicada pela rotina intensa da campanha.

 

Em 2022, o presidente se submeteu a uma laringoscopia, uma cirurgia para retirar uma lesão superficial na corda vocal esquerda que afetava sua voz, deixando-o bem rouco. A rouquidão ressurgiu durante a mais recente campanha. Desde então, Lula vem sendo acompanhado por uma fonoaudióloga.

 

“Estava sem voz durante a semana inteira. Fiz muito trabalho para me recuperar e estou me recuperando […] Estou bem de saúde, a voz melhorou e logo, logo, quero voltar a percorrer o Brasil para visitar cada estado e agradecer, olhando nos olhos de vocês que foram para as ruas e mantiveram o funcionamento da democracia brasileira”, explicou Lula, agradecendo os mais de 64,2 milhões de votos que recebeu no segundo turno.

Governo Lula recorre de decisão que determinou curso de direitos humanos na PRF
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

O governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu de uma decisão judicial que obriga a Polícia Rodoviária Federal (PRF) a restabelecer comissões regionais de direitos humanos e incluir a disciplina no curso de formação dos policiais.

 

A sentença, proferida no início de outubro pelo juiz Paulo Ernane Moreira Barros, da 6ª Vara Cível de Goiás, manteve uma liminar de 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada no contexto da morte de Genivaldo de Jesus Santos durante uma abordagem policial.

 

O magistrado determinou a revogação de uma portaria de 2022, para restabelecer as competências das comissões de direitos humanos da PRF, e a inclusão da disciplina "Direitos Humanos e Cidadania" na formação dos agentes, com carga horária de 30 horas/aula.

 

A determinação também prevê que a corporação aborde protocolos de atuação policial envolvendo grupos vulneráveis.

 

A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu sob o argumento de que a ação trata de matéria administrativa, de competência exclusiva da União. O órgão também questionou a intervenção do Judiciário na definição de políticas públicas e na estrutura pedagógica do curso.

 

"A relevância de cada um desses conteúdos não está em discussão. O que está em discussão é se cabe ao Judiciário, sem base legal específica e sem prova técnica, definir a estrutura pedagógica de um curso de formação policial", afirmou a AGU.

 

O órgão ainda argumentou que o modelo anterior não é compatível com a atual estrutura da PRF e que não há "ausência ou deficiência grave do serviço" que justifique a decisão.

 

"Sem omissão atual, um comando judicial definitivo sobre os meios não acrescenta proteção ao direito, apenas retira da administração a possibilidade de aperfeiçoá-los", declarou.

 

Entidades de defesa dos direitos humanos, que haviam comemorado a sentença, repudiaram o recurso e defenderam medidas para coibir mortes cometidas por policiais.

 

"O recurso da AGU é um equívoco técnico e político. Não há lógica neste tipo de recurso, que baixa o sarrafo da importância do mérito do processo tratando-o como mais um litígio a ser vencido", afirmou Carlos Nicodemos, advogado do Movimento Nacional de Direitos Humanos.

Lula busca uma mulher para assumir Defesa

Lula busca uma mulher para assumir Defesa
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva busca uma mulher civil para assumir o Ministério da Defesa, a primeira a comandar as Forças Armadas na história.

 

As informações são da CNN Brasil.

 

A ideia seria fazer um aceno para a diversidade nas Forças Armadas, que permitiu desde o início deste ano o serviço inicial militar feminino.

 

Nos últimos dias, segundo relatos feitos à CNN, interlocutores do governo petista levaram sugestões de nomes para os comandantes das Forças Armadas. O presidente não pretende fazer uma indicação que enfrente forte resistência.

 

O atual ministro José Múcio Monteiro já pediu ao presidente para deixar a pasta em um novo mandato. Ele já quis deixar o posto no passado, mas o petista pediu para que ele aguardasse o fim do mandato.

 

A ideia de uma mulher no Ministério da Defesa, pasta chefiada por homens desde sua criação em 1999, tem como pano de fundo também o desejo de atrair atenção da militância petista para uma área historicamente negligenciada -- e até criticada -- pela esquerda.

 

Lula falou diversas vezes, inclusive em discursos na campanha, sobre a importância em investimentos no reaparelhamento militar diante de tensões geopolíticas crescentes.

 

Em seu terceiro mandato, ele sancionou projeto de lei complementar com uma exceção de R$ 30 bilhões para a compra de equipamentos das Forças Armadas até 2031. O próprio petista, no entanto, tem dito que é preciso investir mais.

 

A favorita de Múcio é a atual secretária-geral, Cinara Wagner Fredo. O ministro tem dito a interlocutores que ela tem a vantagem de já conhecer a pasta, ter conquistado trânsito na cúpula das Forças Armadas e ser um ativo político para o Palácio do Planalto.

 

Além dela, dois nomes são citados no Palácio do Planalto. A presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha, é um deles. Lula já cogitou indicá-la ao Supremo Tribunal Federal, mas a idade se tornou um impecilho, já que ela tem 66 anos.

 

Além de ter sido a primeira mulher a presidir a Corte Militar, Maria Elizabeth teve postura firme em processos penais contra militares e defendeu punições ao ex-presidente Jair Bolsonaro no plano golpista.

 

O nome da ex-ministra Simone Tebet também tem sido mencionado. Além de ser conhecido por ter um perfil moderado, Tebet dialoga bem com segmentos conservadores. Nos bastidores, ela tem indicado teria preferência a não retornar ao Planejamento.

 

Antes de fechar um nome, Lula deve se reunir com os Alto Comando das Forças Armadas. A principal defensora de uma mulher na Defesa é a primeira-dama, Rosângela Silva, a Janja.

Jerônimo abre agenda com visita a município com maior proporção de votos a favor de Lula na Bahia

O governador Jerônimo Rodrigues escolheu Teodoro Sampaio, município do Portal do Sertão baiano, para sua primeira agenda no interior depois da vitória de Lula no segundo turno. O município deu 88,8% dos votos a Lula, ficando entre as 20 cidades brasileiras com maior proporção de votos da reeleição do presidente.

 

Durante a visita, Jerônimo entregou equipamentos de educação e saúde e inaugurou a recuperação de estradas na região. O governador agradeceu aos moradores pelo resultado. “Obrigado a cada um, a cada uma que se mobilizou, levou a mensagem do presidente, correu atrás de cada eleitor que não votou, que ajudou quem precisou. “Teodoro Sampaio está no coração de Lula”, afirmou o governador reeleito.

 

Teodoro Sampaio foi a 17ª cidade com maior votação proporcional para Lula no segundo turno no Brasil. Na Bahia, foi a cidade com maior percentual, seguida por Andorinha, no Piemonte Norte do Itapicuru (88,07%); Barra do Mendes, no sertão de Irecê (87,7%); e Glória, em Itaparica (87,7%).

Seu Jorge se irrita e xinga seguidor e sertanejos após discordância política na internet: "Você é um m*rda!"
Foto: Vinny Campos / Divulgação

Um áudio atribuído ao cantor e ator Seu Jorge viralizou nas redes sociais, no qual, o artista carioca surge xingando uma seguidora por questões políticas, após a internauta criticar o posicionamento do veterano.

 

O registro, que foi divulgado pela internauta, mostra Seu Jorge rebatendo o comentário feito pela seguidora, que afirma "só o Gusttavo Lima é maior que todos aí". A resposta do artista chamou a atenção dos internautas.

 

 

Na gravação, o intérprete de 'Burguesinha', chama a pessoa de mulambo, imbecil e m*rda. “Meu, tu é muito mulambo mesmo, né. Tu é muito mulambo mesmo para tu falar uma merda dessa. Bate na boca e se batiza dez vezes”, começou o artista. “Porra, que Gusttavo Lima é maior que todo mundo? Seu imbecil. Só te chamando assim, imbecil. Porra, não tem nada contra você gostar do Gusttavo Lima, mas não entender o que significa Milton Nascimento, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Alceu Valença, seu merda? Você é um merda! Não pode estar aqui. Você tem que ralar daqui, seu merda!".

 

Um novo registro traz outras críticas de Seu Jorge para um outro internauta, que não teve o perfil revelado. Na mensagem, a pessoa afirma "Ai que vergonha! Vocês são sarcásticos, mentirosos. Esse homem foi condenado em todas as instâncias possíveis. Pelo amor de Deus. Vergonha".

 

Dois áudios foram compartilhados na internet e Seu Jorge pede para que a pessoa jogue todos os discos de MPB fora. "Esquece da voz do Caetano, do Gil, do Buarque, fica só com o registro de Gusttavo Lima, Wesley Safadão e Jojo Todynho, sabe? Esqueça o Wagner Moura, o Lázaro Ramos, a Taís Araújo, Adriana Esteves, esqueça esses artistas, né. Esqueça tudo que você conhece de beleza e fique fixado só no Gusttavo Lima, Wesley Safadão, Jojo Todynho, Bruno e Marrone. Concentre-se na Cassia Kis e na Gabriela Duarte, no Cazarré".

 

Seu Jorge ainda incentiva que a pessoa pare de seguir artistas que apoiaram Lula: "Você não nos merece, não merece a beleza que a gente produz pro mundo. Você não entende o mundo. Seu lugar é com essas mulheres que acreditam que feminicídio não existe e que o Bolsonaro vai mesmo cuidar de você."

Inspiração da direita na eleição brasileira, Bukele parabeniza Lula e fala em fortalecer 'relação de amizade e cooperação'
Foto: Creative Commons

Referência da direita brasileira na área da segurança pública, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, parebenizou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas no último domingo. Ele se junta a outras lideranças internacionais que reconheceram o resultado das eleições brasileiras de 2026.

 

Na mensagem, obtida pela CNN, Bukele diz reiterar "a disposição da República de El Salvador de continuar fortalecendo as relações de amizade e cooperação entre nossos países, com base no respeito mútuo e no interesse comum de promover o bem-estar de nossos povos". Segundo Bukele, a mensagem é enviada "em nome do povo e do Governo da República de El Salvador, de minha esposa Gabriela e em meu próprio nome".

 

Na mensagem, obtida pela CNN, Bukele diz reiterar "a disposição da República de El Salvador de continuar fortalecendo as relações de amizade e cooperação entre nossos países, com base no respeito mútuo e no interesse comum de promover o bem-estar de nossos povos". Segundo Bukele, a mensagem é enviada "em nome do povo e do Governo da República de El Salvador, de minha esposa Gabriela e em meu próprio nome".

 

As políticas linha-dura de Bukele para o combate ao crime foram citadas mais de uma vez ao longo do pleito por candidatos da direita, como Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão). Em agosto, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro chegou a se encontrar com o ministro da Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, em um hotel de São Paulo.

 

Já em meados de outubro, antes do segundo turno, Flávio chegou a dizer em um evento que "El Salvador é pouco" se comparado ao que gostaria de fazer, caso eleito.

 

"Já tenho trocado umas ideias com o (senador eleito Guilherme) Derrite, porque eu estou achando que El Salvador é pouco. Vou fazer mais de meio milhão de vagas em presídios para prender estuprador. E abusador de mulher e criança vai sofrer castração química e vai ficar preso muito mais tempo. Ladrão de celular, a gente vai mudar a lei no Congresso, vai ser no mínimo oito anos de cadeia. Vai ficar preso e vai ser obrigado a trabalhar para dar valor a como é difícil comprar um celular" disse o candidato.

Kassio Nunes Marques diz que eleição transcorreu com normalidade e que questionamentos serão analisados pelo TSE
Foto: Luiz Roberto/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta quarta-feira (28) que as eleições de 2026 “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade” e que a Justiça Eleitoral entregou um pleito seguro. 

 

Em nota, o ministro reconheceu que houve instabilidade na reta final da votação, mas disse que as medidas adotadas pelo tribunal permitiram concluir a apuração. Ele também informou que todos os questionamentos apresentados dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos.

 

Kassio não detalhou que instabilidade foi essa nem quais questionamentos chegaram ao tribunal. No texto, o ministro destacou o compromisso da Justiça Eleitoral com “a vontade soberana do eleitorado” e classificou a disputa como “as eleições mais inclusivas da história da República brasileira”.

 

Leia a íntegra da nota:

“Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes.
No último domingo (25), foram realizadas as eleições mais inclusivas da história da República brasileira. Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança.
Informo que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos.
Com empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais.
Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral”

Aliado de Lula, Otto Alencar apoia anistia pelo 8 de janeiro
Fotos: Reprodução / Senado Federal / Agência Brasil

Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Otto Alencar (PSD-BA) defendeu, nesta quarta-feira (28), o avanço de um projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

 

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, responsável por analisar a proposta, Otto também admitiu conversas sobre o tema com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

 

Segundo Otto, a medida não seria direcionada especificamente a Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e atualmente em prisão domiciliar, mas a todos os envolvidos nos processos relacionados aos atos golpistas.

 

“Não é uma anistia à figura de Jair Bolsonaro, e sim a todos aqueles que estão respondendo a processos desde o dia 8 de janeiro (...) São pessoas que tiveram penas que, segundo os seus defensores, estão bem acima do que se esperava. Não é só o Jair Bolsonaro”, declarou.

 

A discussão ocorre em meio às articulações para a reeleição de Alcolumbre à presidência do Senado, em 2027. Para permanecer no cargo, o senador precisa de pelo menos 41 votos em uma Casa que terá maior presença da direita.

 

Lula comemora 81 anos com música, bolo, militantes e choro ao lembrar dos "velhinhos" indo votar no 2º turno
Foto: Reprodução Redes Sociais

Com direito a bolo, trio elétrico, música e a participação de mais de duas mil pessoas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou no início da noite desta terça-feira (27) o seu aniversário de 81 anos. A festa aconteceu no estacionamento em frente ao Palácio da Alvorada. 

 

O presidente Lula chegou por volta de 18h, após sair do Palácio da Alvorada em um carrinho de golfe dirigido pela primeira-dama Janja da Silva. Estavam presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin com sua esposa, Lu Alckmin, além de ministros, aliados e militantes. 

 

Ao chegar na festa, Lula cumprimentou alguns dos presentes e discursou. Depois, cantaram parabéns e serviram bolo com os recheios de morango e abacaxi. O doce estava decorado com a frase: “Gente é para brilhar. Parabéns, presidente Lula”.

 

Na sua fala, o presidente Lula falou sobre as eleições, agradeceu a participação da juventude e chorou ao comentar sobre os idosos que foram votar. 

 

“Minha gratidão à juventude, que quando percebeu que a democracia podia correr o risco, não vacilou e foi para rua sem perguntar para partido, sem perguntar para mim ou para o Alckmin. Foram para a rua porque eles acham que, mesmo a democracia tendo defeito, não tem nenhum regime que permita a participação social como a democracia”, declarou o presidente. 

 

Em outra parte do seu discurso, Lula falou sobre a necessidade de se construir um ambiente político no Brasil sem raiva e sem ódio.

 

“Temos obrigação de fazer com que as pessoas aprendam a fazer política de forma civilizada, sem raiva e sem ódio. Precisamos acabar com o ódio nesse país. Pai não precisa brigar com o filho por causa do voto. Mãe não precisa brigar com a filha por causa do voto. Voto é a manifestação soberana de cada um de nós, e a gente vota em quem quiser, e tem que acatar o resultado”, afirmou.

 

Depois, ao falar sobre os vídeos que assistiu dos “velhinhos” indo votar, Lula chorou. Disse ter visto imagens de idosos sendo carregados no colo, em carrinhos ou em macas para participar da votação. 

 

Após o discurso, a banda no trio elétrico tocou músicas de Fafá de Belém, Gonzaguinha e Elba Ramalho, entre outros artistas. Lula cumprimentou diversas pessoas presentes à festas, entre elas algumas idosas que estavam em cadeiras de roda. Lula também subiu no trio elétrico. 
 

Hugo Motta recebe apoio de PT, PCdoB e PV e já teria votos suficientes para ser reeleito em 2027
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Um dia depois de ter se reunido no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebeu, na noite desta terça-feira (27), o apoio da federação de partidos formada por PT, PCdoB e PV para a sua reeleição. Motta conversou com Lula junto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). 

 

Os três partidos governistas fizeram uma reunião e fecharam questão sobre a reeleição de Motta. Ao final da reunião, o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC), afirmou que a decisão foi tomada para ampliar a governabilidade do novo governo do presidente Lula e permitir o avanço das pautas defendidas pelos três partidos que compõem a federação.

 

“Estamos compondo com o bloco do centro, no espaço prático dentro da Casa, para permitir que a pauta avance. Essa composição estratégica para os próximos quatro anos é para dar governabilidade e avançar pautas das nossas três bancadas, como as das mulheres, da soberania e dos direitos culturais, sociais e históricos”, afirmou Uczai.

 

De acordo com o líder, PT, PCdoB e PV farão parte também do bloco parlamentar composto por partidos de centro, como União, PP, PSD, Republicanos, MDB, Federação PSDB-Cidadania e Podemos. Esses partidos já sinalizaram o apoio à reeleição de Hugo Motta.

 

Com a decisão da federação PT-PCdoB-PV, já são 15 os partidos que anunciaram seu apoio ao presidente da Câmara. No total, esses partidos reúnem mais de 330 deputados, o que deixa o PL isolado para tentar chegar à presidência da Câmara. O líder do PV, deputado Aliel Machado (PR), explicou que o apoio se deu pelo apoio dado por Motta a pautas importantes, como o fim da escala de trabalho 6x1 e medidas voltadas aos microempreendedores individuais (MEIs).

 

“Para ter governabilidade e cumprir os compromissos que o presidente Lula assumiu, é preciso que as Casas legislativas atuem com responsabilidade. O presidente Hugo colocou pautas extremamente importantes, como a escala 6x1 e os MEIs, mesmo em momentos difíceis, e isso foi uma sinalização importante”, declarou o líder do PV.
 

Maria Bethânia celebra aniversário de 81 anos do presidente Lula nas redes sociais
Foto: Reprodução / Instagram @mariabethania

Maria Bethânia celebrou o aniversário de 81 anos do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por meio de suas redes sociais nesta terça-feira (27). 

 

Com fotos de um encontro entre os dois e uma declaração na legenda da publicação, a baiana parabenizou o petista e desejou um bom governo. “Felicidades para o nosso Presidente Lula. Que Deus o ilumine para governar o Brasil que eu amo”, escreveu a artista. 

 

 

A cantora baiana e o presidente Lula possuem uma relação marcada por décadas de apoio político e reconhecimento mútuo. Em 2002, quando o petista foi eleito presidente pela primeira vez, a artista gravou a música “Sonho Impossível” para o programa eleitoral dele. Vinte anos depois, durante a campanha presidencial de 2022, Bethânia repetiu gestos de apoio e “fez o L”. 

 

Em 2025, Lula e a primeira-dama Janja prestigiaram um show em que Bethânia celebrou os 60 anos de carreira. Na ocasião, o presidente entregou flores à cantora no camarim e deixou um bilhete a chamando de “a mais extraordinária cantora brasileira”. Já em 2026, a cantora reafirmou seu apoio ao presidente. Durante sua apresentação no Coala Festival em São Paulo, Bethânia disse: “Eu voto Lula presidente”. 

Lula critica Flávio Bolsonaro por fugir para os Estados Unidos: "Ou deve ou tem medo de alguma coisa"
Foto: Reprodução Youtube

O senador Flávio Bolsonaro (PL) pode ter saído do Brasil e viajado aos Estados Unidos por “dever” alguma coisa ou por medo. A opinião foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao fazer um discurso para apoiadores nesta terça-feira (27), em frente ao Palácio da Alvorada. 

 

“O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa ou tem medo de alguma coisa. E não vá dizer lá fora que o Brasil não tem democracia. Se não tivesse democracia, um miliciano não poderia ser candidato à Presidência. Lamento a falta de respeito que ele teve com eleitores dele e com a democracia”, disse Lula.

 

O presidente criticou a decisão de Flávio Bolsonaro de fugir para os Estados Unidos, em uma operação que passou por uma saída clandestina do Brasil. O senador não entregou seu passaporte à Polícia Federal, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e teria ingressado na Argentina pela cidade de Puerto Iguazu, para depois pegar um avião com destino aos EUA. 

 

Na sua fala aos apoiadores que foram ao Palácio comemorar o seu aniversário de 81 anos, Lula também falou sobre o momento em que foi preso, durante a operação Lava-Jato, e fez uma comparação ao momento atual e à fuga de Flávio Bolsonaro.

 

“Eu fico imaginando a culpa, a confiança do cidadão que perde eleição e foge do seu país. Quando fui acusado, tive muito convite para sair do Brasil e ir para embaixada. Resolvi ficar no Brasil e me entreguei à PF porque queria desmascarar meus acusadores e provar minha inocência. E estou aqui pro quarto mandado. Quem não deve não teme”, discursou Lula.
 

Em seu quarto mandato, Lula poderá indicar duas dezenas de ministros para os tribunais superiores
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Reeleito no último domingo (25) para seu quarto mandato como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva terá pela frente a oportunidade de indicar, até o final de 2030, quase duas dezenas de novos integrantes para todos os tribunais superiores do país. Lula deverá também preencher cerca de 37 cargos nas diretorias colegiadas dos 12 principais órgãos reguladores da economia. 

 

Em relação aos tribunais superiores, o presidente Lula poderá indicar até 21 ministros, ou decidir reconduzir alguns nomes. O presidente terá cadeiras para decidir, até o final do seu mandato, no Supremo Tribunal Federal (STF), no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Tribunal Superior do Trabalho (TST), no Superior Tribunal Militar (STM) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

 

No STF, por exemplo, Lula tem a cadeira que segue em aberto desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, em 2025. Como o Senado rejeitou o indicado por Lula, o advogado-geral da União, Jorge Messias, essa já é a primeira indicação a ser feita pelo presidente.

 

Em seguida, o presidente Lula terá no mínimo mais duas vagas a preencher no STF, com as aposentadorias de Luiz Fux (2028) e de Cármen Lúcia (2029). Já o ministro Gilmar só completa 75 anos em 30 de dezembro de 2030, e a renovação desta vaga pode ficar para o futuro presidente que será eleito após Lula. 

 

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), que conta com 33 ministros, seis aposentadorias compulsórias estão previstas entre 2026 e 2029. As saídas programadas são dos ministros Antonio Saldanha Palheiro, Og Fernandes, Francisco Falcão, Nancy Andrighi, Moura Ribeiro e Benedito Gonçalves.

 

O total de indicações para o STJ poderá chegar a sete caso seja confirmada uma vaga adicional relacionada ao processo disciplinar envolvendo o ministro Marco Buzzi, afastado durante as apurações. A abertura definitiva do posto depende da conclusão do procedimento.

 

A escolha dos integrantes do STJ segue um rito diferente do adotado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Os candidatos são selecionados a partir de listas tríplices, votadas pelo plenário do tribunal e encaminhadas ao presidente da República. 

 

As vagas são distribuídas entre a Justiça Federal, a Justiça Estadual, a advocacia e o Ministério Público. Depois da indicação presidencial, os escolhidos precisam passar por sabatina e obter aprovação da maioria do Senado Federal.

 

No Tribunal Superior do Trabalho (TST), a previsão é de seis indicações no total, incluindo os nomes de Antônio Fabrício e Margareth Costa, já escolhidos, além de quatro substituições esperadas entre 2027 e 2028, em razão da idade-limite para permanência no cargo.

 

Já no Superior Tribunal Militar (STM), a expectativa é de seis nomeações acumuladas. Quatro indicações já foram concluídas, enquanto as saídas previstas dos ministros Francisco Joseli e Péricles Queiroz até 2030 devem abrir espaço para outras duas escolhas presidenciais.

 

Em relação aos órgãos reguladores, o presidente Lula terá indicações a fazer para as diretorias de dez agências reguladoras, além do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O número de indicados sobe se forem considerados os conselheiros do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 

 

Atualmente, as dez agências reguladoras estão com 15 vagas em aberto em suas diretorias colegiadas. Somando Banco Central e CVM, o número sobe a 18. No Cade, são três cargos de conselheiro vagos. 

 

Até o final do ano, mais sete posições ficarão abertas em todos esses órgãos, por término de mandato dos dirigentes. Em 2027, serão mais 12 postos disponíveis, incluido o Cade. Já no Banco Central, mandatos de quatro diretores acabarão em 2027. 

 

Até o fim do próximo mandato do presidente Lula, que começa em 5 de janeiro, praticamente todos os cargos de diretorias colegiadas poderão ser trocados. Uma legislação sancionada em 2019 definiu regras gerais para as agências reguladoras e harmonizou os mandatos de dirigentes para cinco anos. 

 

Portanto, mesmo quem foi nomeado há pouco tempo terá a gestão encerrada até o fim de 2030.

Rafael Fonteles é principal cotado para assumir o Ministério da Fazenda no governo Lula 4
Foto: Reprodução

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, é apontado por aliados e integrantes do governo Lula como o nome que mais ganha força para ocupar o Ministério da Fazenda. O próprio Fonteles admitiu a pessoas próximas essa possibilidade, segundo apuração da jornalista Bela Megale, do jornal O GLOBO.

 

Se Lula oficializar a proposta, o governador do Piauí, que foi o mais votado do Brasil, com 70% dos votos no estado, terá que renunciar. 

 

Aliados de Fonteles afirmam que ele não vê problemas em deixar o posto para o vice-governador eleito, Washington Bandeira. Além de ser filiado ao PT, Bandeira tem total confiança do governador, que é seu amigo desde os tempos da escola.

 

Fonteles é formado em matemática e foi secretário da Fazenda do Piauí de janeiro de 2015 a março de 2022, durante o governo de Wellington Dias.

 

Fonteles foi um dos principais coordenadores da campanha de Lula no segundo turno e teve papel essencial no pleito reconhecido por Lula. Foi ele um dos responsáveis por convencer o presidente sobre a importância de mergulhar com tudo na comunicação digital.

 

Foi o governador que sugeriu a Lula que passasse a fazer as gravações como “selfie”, ou seja, com o próprio presidente se filmando.

Geraldo Alckmin rebate afirmação de Donald Trump de que eleição no Brasil "pareceu fraudada"
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a eleição brasileira “pareceu fraudada”, foi criticada nesta segunda-feira (26) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Em entrevista a uma emissora de TV, Alckmin defendeu o diálogo como forma de reaproximar o governo Lula da administração do presidente republicano.

 

“Olha, totalmente equivocada, né? Primeiro não se interfere na política de outro país. Essa é uma regra basilar. Segundo não tem nenhum referencial para dizer isso. Aliás, o Brasil é um exemplo pro mundo. De urna eletrônica, de segurança jurídica. Democracia é assim. Você ganha eleição, você perde a eleição, é o povo que decide. Mas o caminho é o da negociação”, reforçou Alckmin.

 

Nesta segunda, Donald Trump, ao falar com a imprensa, criticou o processo democrático brasileiro, mas, ao mesmo tempo, evitou dizer se irá tomar alguma atitude em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro.

 

“Achei que foi uma situação muito ruim. Não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada”, disse Trump.

 

“Francamente, não tomei partido, mas foi uma imagem péssima para o mundo. É mais uma eleição. Sabe, as eleições precisam ser incontestáveis, e aquilo me pareceu muito ruim. Acompanhei a eleição. Pareceu tão, tão corrupta, tão terrível”, afirmou o presidente norte-americano.

 

Ainda sobre os Estados Unidos, Geraldo Alckmin disse que avançar nas negociações comerciais com o governo Trump será uma das prioridades do quarto mandato do presidente Lula.

 

“Nós, encerrada a eleição, vamos continuar a negociação com os Estados Unidos para ter um bom acordo, estamos abrindo mercado, fizemos acordo Mercosul-Singapura, Mercosul-Nafta, Mercosul-União Europeia, 27 países da Europa, cresceu mais de 30% em 5 meses as nossas exportações para Europa. Estamos bem encaminhados Mercosul-Canadá, tanto é que mesmo com tarifação americano nós estamos batendo recorde de exportação. eleição, é o povo que decide. Mas o caminho é o caminho da negociação”, afirmou o vice-presidente. 
 

Show de Igor Kannario em celebração à vitória de Lula ganha nova data e local em Camaçari
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O show do cantor Igor Kannário, que celebrará a vitória nas urnas do presidente Lula (PT) no pleito deste domingo (25), terá nova hora e local no município de Camaçari, situado na Região Metropolitana de Salvador. A apresentação deverá acontecer por volta das 15h desta sexta-feira (30), em frente aos Correios, no centro da cidade.

 

A festa, que contará com a presença do cantor, ex-vereador e ex-deputado federal, estava anteriormente agendada para ocorrer na tarde desta segunda-feira (26), em frente à Prefeitura Municipal de Camaçari. O cantor se apresentou em Salvador já na noite deste domingo (25) e arrastou uma multidão da Ondina até o bairro do Rio Vermelho em celebração à reeleição do candidato petista.

 

De acordo com o Camaçari Notícias, parceiro do Bahia Notícias, a troca visou permitir que o público pudesse acompanhar o trio na sexta-feira sem precisar se preocupar com a questão do trabalho, mantendo a proposta de celebrar a vitória de Lula nas urnas.

 

 

Deputadas do PL incentivam demissão de funcionários que votaram em Lula
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Marcelo Theobald

Eleitas deputadas estaduais pelo PL, Jessica Ramos Moreno, conhecida como “Jessicão”, no Paraná, e Índia Armelau, a mais votada para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, compartilharam publicações nas redes sociais que incentivam a retaliação contra trabalhadores que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito neste domingo (25). 

 

Na publicação, feita no fim da manhã do domingo, Jessicão pede aos seguidores que “demitam o mal” caso tenham funcionários que votem no PT. Ela também sugere deixar de frequentar estabelecimentos que empreguem pessoas que votam no presidente e romper relações de amizade com eleitores do petista.

 

CONFIRA:

 

A vereadora justifica o posicionamento afirmando que o voto dessas pessoas prejudica o negócio, a família e a vida das pessoas.

 

As mensagens de Índia Armelau incentivam empresários a verificar o posicionamento político de funcionários e também lançam suspeitas sobre o resultado da eleição presidencial. 

 

Uma das publicações compartilhadas pela parlamentar recomenda que empresários consultem as redes sociais dos empregados para identificar quem fez o gesto do “L”, associado à campanha petista.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

A mensagem foi originalmente publicada pelo perfil @victorruizsp e reproduzida por Índia em seu instagram. 

Rueda defende respeito ao resultado das urnas e sinaliza abertura para diálogo do União Brasil com Lula
Foto: Divulgação União Brasil

Em uma nota divulgada nesta segunda-feira (26), o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, reconheceu a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições 2026. Rueda também defendeu que fosse respeitado o resultado da urna, assim como a vontade popular.  

 

“A soberania popular se manifestou de forma livre nas urnas, e o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral deve ser respeitado por todos. Essa é a base da democracia brasileira e o compromisso do nosso partido”, afirmou Rueda.

 

Assim como defendeu o resultado das urnas, o presidente do União Brasil demonstrou a disposição de sua legenda em estabelecer uma relação de cooperação com o governo Lula durante o próximo mandato presidencial. O dirigente afirmou que, encerrada a disputa, o momento exige esforços para “unir o País em torno de uma agenda comum”.

 

“Desejo ao presidente pleno êxito no novo mandato, que começa em janeiro de 2027. Reafirmo também nossa disposição de apoiar medidas e ações por um Brasil que cresça, gere empregos e reduza as desigualdades, em benefício de todos os brasileiros”, declarou Antonio Rueda. 

 

Quem também externou posição a favor do reconhecimento do resultado das urnas foi o deputado Pedro Lucas Fernandes (MA), líder do União Brasil na Câmara. O deputado disse que a eleição passou, além de defender união e diálogo para vencer os desafios que atrasam o desenvolvimento do país. 

 

“É hora de deixar as diferenças de lado, respeitar quem pensa diferente e lembrar que, acima de qualquer partido ou candidato, está o nosso país. O Brasil precisa se unir. Não para pensar igual, mas para trabalhar junto por um futuro melhor para todos os brasileiros”, afirmou o líder do União Brasil.
 

Vitória de Lula provoca queda histórica da Bolsa e disparada do dólar
Fotos: Reprodução / Magnific / TSE

O Ibovespa fechou esta segunda-feira (26) em queda de 13,88%, aos 176.608 pontos, no menor patamar desde 17 de julho. A Bolsa brasileira acionou o mecanismo de circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno frustrar as expectativas de parte do mercado.

 

Na mínima do dia, o principal índice da Bolsa recuou 17,34%. O dólar subiu 8,41%, a R$ 5,409, após atingir alta de 12,37% e cotação de R$ 5,604. Os juros futuros e o risco-Brasil também avançaram, refletindo o aumento da aversão ao risco.

 

Às 17h06, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia 22 pontos-base, para 13,696%. Para janeiro de 2031, a alta era de 254 pontos-base, para 15,190%. O risco-Brasil encerrou em alta de 19,15%, após disparar 27% no início do pregão.

 

A reação reverte parte dos ganhos acumulados antes da eleição. Entre a confirmação das candidaturas e a última sexta-feira (23), o Ibovespa havia subido 15,3%, enquanto o dólar recuara cerca de 2%. Após o primeiro turno, a Bolsa avançou 7,70%, aos 206.911 pontos, superando pela primeira vez a marca dos 200 mil pontos. Na mesma sessão, o dólar caiu 4,11%, para R$ 5,001, sua maior queda diária desde 2018.

 

REAÇÃO DO MERCADO

A vitória de Lula ampliou a preocupação de investidores com a condução da política fiscal e a capacidade do governo de equilibrar as contas públicas. A expectativa de continuidade de gastos elevados pode aumentar o prêmio de risco, pressionar os juros e encarecer o crédito para empresas e consumidores.

 

O J.P. Morgan rebaixou sua recomendação para o real e os títulos públicos brasileiros de overweight (exposição acima da referência) para marketweight (exposição em linha com a referência). Segundo o banco, o resultado eleitoral, considerado inesperado, deve provocar uma “reavaliação significativa” dos ativos brasileiros. A instituição também citou incertezas sobre a composição do governo, os rumos da política econômica e a postura da oposição após Flávio Bolsonaro não reconhecer a derrota.

 

O BTG Pactual, por sua vez, projetou uma venda expressiva de ações brasileiras nas próximas semanas e uma desvalorização de 10% a 15% do real. Para os analistas, juros de longo prazo elevados, moeda mais fraca e expectativas desancoradas podem levar o Banco Central a evitar cortes mais agressivos na taxa básica.

 

Segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, a queda reflete o descompasso entre as expectativas do mercado e o resultado das urnas. O acionamento do circuit breaker busca conter a pressão vendedora e evitar uma sequência de desvalorizações.

 

Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos, também atribuiu a reação às preocupações fiscais, citando o risco de manutenção de gastos elevados, crédito subsidiado e aumento da relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB). Nesse cenário, empresas com receitas em dólar tendem a ser favorecidas, enquanto setores sensíveis aos juros, como o varejo, podem ser prejudicados.

 

EXPORTADORAS REGISTRAM GANHOS

Na contramão da queda generalizada, algumas empresas exportadoras encerraram o pregão em alta, beneficiadas pela valorização do dólar. A Suzano liderou os ganhos, com avanço de 10,07%, seguida pela Vale, que subiu 4%. Embraer, WEG, Bradespar e Klabin também registraram valorização.

 

A reação dos ativos era esperada por parte dos investidores. Levantamento do Citibank com 73 gestores de fundos de ações e multimercado mostrou que 80% projetavam queda superior a 5% do Ibovespa caso Lula vencesse. Outros 7% esperavam recuo entre 1% e 5%, enquanto 3% previam alta de 1% a 5%.

 

No câmbio, 63% dos gestores esperavam desvalorização superior a 5% do real, e 28% projetavam queda entre 2% e 5%. Já 6% estimavam valorização superior a 5% da moeda brasileira.

 

Apesar da reação inicial, analistas apontam que o comportamento da Bolsa e do dólar no médio prazo dependerá das sinalizações sobre a política fiscal. Para João Daronco, analista da Suno Research, a intensidade e a duração do movimento dependerão das medidas adotadas pelo presidente eleito e da possibilidade de reversão das expectativas do mercado.

Nordeste garante virada de Lula e fortalece Jerônimo no PT nacional
Foto: Divulgação

Na noite de 4 de outubro, a Bahia tinha governador reeleito e o Brasil tinha um problema. Jerônimo Rodrigues (PT) venceu ACM Neto (União) no primeiro turno. No mesmo domingo, Lula (PT) terminou atrás de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. Três semanas depois, o presidente conquistou o quarto mandato com a primeira virada da história em um segundo turno. O caminho entre uma noite e outra passou pelo Nordeste. E, dentro do Nordeste, passou pela Bahia.

 

A reação começou na segunda-feira após o primeiro turno. Lula reuniu aliados em Brasília e fez um diagnóstico duro da própria campanha. Reconheceu erros de comunicação e de estratégia. Encontrou nos governadores petistas reeleitos no Nordeste o ponto de partida para reconstruir a campanha.

 

"Temos que fazer campanha como eles fizeram. No Brasil todo", disse. Jerônimo foi citado como exemplo de liderança. O governador desembarcou em Brasília ao lado dos senadores eleitos Rui Costa e Jaques Wagner. "Vou fazer o que Lula orientar", disse à época.

 

A orientação veio em duas frentes. Rui Costa e o senador Camilo Santana reforçaram a coordenação nacional em Brasília. Jerônimo assumiu a articulação política no Nordeste, a região onde Lula precisava crescer para vencer. A tarefa era objetiva: trazer prefeitos, parlamentares e lideranças de diferentes partidos para o palanque presidencial e reduzir a abstenção nos nove estados. A experiência baiana também mudou a comunicação do presidente. Profissionais da reeleição de Jerônimo, entre eles o jornalista Bruno Monteiro, foram incorporados à equipe de Lula em Brasília. A campanha nacional passou a priorizar as redes sociais, a fala direta com o eleitor e a presença nas ruas. O método que elegeu o governador no primeiro turno virou referência para o país.

 

A PONTE
O símbolo dessa articulação regional foi construído sobre o rio São Francisco. A cinco dias da votação, Lula caminhou entre Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. Jerônimo anunciou o ato. Lideranças dos dois estados se encontraram na travessia da Ponte Presidente Dutra. "O movimento vai envermelhar aquela ponte", antecipou o governador. Enquanto o adversário gravava propaganda em estúdio, Lula percorria a pé duas das maiores bases eleitorais do país.

 

No domingo, Jerônimo votou com uma meta pública. "Eu tenho certeza que a Bahia vai, sim, hoje, demonstrar muito mais força do que fez no primeiro turno", afirmou, ao projetar mais de 70% para Lula no estado. A Bahia entregou 71,31%. Foi a maior votação do presidente no Nordeste e a segunda do país, atrás apenas de São Paulo. A abstenção caiu de quase 20% para 16,71%. Lula avançou cerca de cinco pontos em relação ao primeiro turno. A vantagem construída no estado foi a maior entre todas as unidades da federação e respondeu por parcela decisiva da diferença nacional. O Nordeste inteiro votou em Lula e produziu a margem que anulou o resultado do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste.

 

À noite, confirmado o resultado, Jerônimo deu a dimensão do que havia acontecido. "O Brasil fez história: pela primeira vez, um presidente virou o jogo no segundo turno. E a Bahia, mais uma vez, fez a diferença."

 

O governador encerra o ciclo eleitoral em outra posição. Tem mandato até 2030. Tem Rui Costa e Jaques Wagner no Senado. Tem um presidente que apresentou sua campanha como modelo e a responsabilidade pela articulação na região que decidiu a eleição. Esse conjunto amplia sua influência nas decisões do PT e sua interlocução com o Palácio do Planalto. Para a Bahia, o resultado é uma parceria federal mais forte em saúde, educação, abastecimento de água, infraestrutura e desenvolvimento regional. Jerônimo entrou na eleição para se reeleger. Saiu dela como um dos fiadores da reeleição de Lula.

Flávio Bolsonaro desiste de pedir anulação da eleição e prepara ação contra Lula
Foto Pedro Kirilos / Estadão

O senador Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de pedir na Justiça anulação da eleição que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT), menos de 24 horas após anunciar a iniciativa. No lugar, sua campanha deve apresentar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) por suposto abuso de poder econômico contra o presidente.

 

A mudança de estratégia ocorreu após conversas e reuniões com aliados e advogados, que apontaram fragilidades jurídicas no pedido de anulação, como a falta de argumentos concretos e o cenário desfavorável no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Além dos obstáculos jurídicos, aliados avaliaram que tentar anular o resultado poderia gerar instabilidade institucional e prejudicar a trajetória política de Flávio, que recebeu quase 60 milhões de votos. Senadores e governadores, entre eles Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, defenderam o recuo e argumentaram que a eleição é “página virada”.

 

A ação que deve substituir o pedido de anulação pretende questionar medidas anunciadas por Lula durante a campanha, apontadas pela oposição como eleitoreiras. A iniciativa pode pedir a cassação da chapa do presidente por abuso de poder econômico.

 

A avaliação entre aliados é que ações desse tipo são comuns em disputas eleitorais e não teriam o mesmo potencial de provocar uma crise institucional que uma tentativa de anular o resultado do pleito.

MC Cabelinho alfineta Neymar após vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro nas urnas
Foto: Reprodução / Instagram @mccabelinho @neymarjr

Após a vitória do presidente Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), MC Cabelinho utilizou suas redes sociais para comemorar o resultado do segundo turno e alfinetou o jogador do Santos, Neymar Jr. Na noite de domingo (25), para celebrar a vitória do petista, o cantor utilizou uma frase dita pelo atacante alguns dias antes do pleito, demonstrando apoio ao ex-senador carioca.

 

Logo após a confirmação da quarta vitória de Lula nas urnas, o funkeiro publicou uma foto “fazendo o L” com a legenda “Dito isso… 13”. Essa postagem de Cabelinho faz referência ao comentário deixado por Neymar em uma publicação do próprio cantor. Na ocasião, a Meta, empresa dona do Instagram, removeu da plataforma um vídeo da série “Revelando” em que MC Cabelinho falava sobre o, até então, candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). 

 

 

O vídeo em questão abordava a acusação de Flávio ter sido funcionário fantasma no gabinete de seu pai, Jair Bolsonaro, aos 19 anos. O artista comentou, em suas redes sociais, sobre a retirada do conteúdo e logo em seguida repostou o registro, o que gerou grande repercussão e milhares de comentários, inclusive de Neymar, que comentou: “Dito isso… 22”, acompanhado por um emoji representando a bandeira do Brasil e outro de risada. 

 

 

O jogador tem se envolvido em diversas polêmicas em relação ao seu posicionamento político desde as eleições de 2018, quando deixou curtidas em publicações a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Já em 2022, seu incentivo à candidatura do pai de Flávio à presidência da República foi mais explícito, com o jogador declarando apoio com um vídeo em que dançava ao som de uma música que dizia: “Vota, vota e confirma: 22 é Bolsonaro”. Enquanto nas eleições de 2026, o atacante se encontrou com o deputado federal por Minas Gerais, Nikolas Ferreira, que foi o mais votado da história, reforçando apoio a Flávio Bolsonaro.

Kassab deseja bom governo a Lula e diz que PSD apoiará medidas pelo equilíbrio fiscal
Foto: Pedro França / Agência Senado

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, cumprimentou o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e desejou um bom governo. Em nota, ele afirmou que o partido apoiará iniciativas do governo Lula que busquem reduzir desigualdades sociais e promover o equilíbrio fiscal.

 

Kassab disse que a sigla também apoiará medidas para estimular investimentos, gerar empregos e manter a estabilidade econômica. O dirigente citou ainda propostas voltadas à pesquisa, ciência e inovação, ao fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde) e à educação dos jovens.

 

O presidente do PSD afirmou que os parlamentares e governadores eleitos pelo partido devem defender projetos que considerem positivos e manter uma relação republicana com o governo federal, em nome do desenvolvimento do país e do bem-estar da população.

 

Após o primeiro turno da eleição presidencial de 2026, quando Flávio Bolsonaro (PL) terminou o pleito na frente, Kassab anunciou que a legenda se manteria neutra e liberou os filiados para escolher os candidatos que apoiariam. O candidato do partido, Ronaldo Caiado, terminou em 4º lugar, com 2,18% dos votos, e declarou apoio ao senador.

Zé Felipe surpreende e pede para Deus abençoar Lula após reeleição: "Que possa fazer um governo incrível"
Foto: Instagram

O cantor Zé Felipe, ex-marido de Virginia Fonseca, surpreendeu os seguidores ao falar sobre o fim das eleições nas redes sociais. Filho do cantor Leonardo, que declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o sertanejo pediu para que Deus abençoasse o petista em seu quarto mandato.

 

O artista afirmou que sempre evitou falar de política nas redes sociais por saber que tem fã dos dois lados. "As Eleições 'acabou'. Nunca fui de falar de política por aqui, até porque eu não entendo muito, e canto para todo mundo, tenho fã de todo lado, amo todos e é isso", disse.

 

 

Apesar de não ter declarado apoio publicamente a nenhum candidato, o sertanejo pediu para que o governo de Lula fosse bom. Vale lembrar que no início de outubro, Zé Felipe anunciou que faria uma mudança temporária para Miami, nos Estados Unidos, para focar em novos projetos musicais.

 

"A Eleição acabou, Lula ganhou, que Deus abençoe ele, que ele possa fazer um governo incrível aí e que o Brasil possa crescer cada dia mais, nesse país que é o melhor, tem o melhor povo do mundo", afirmou.

 

Zé Felipe também frisou não falar de política por não entender sobre o assunto. "Não falo de política porque não entendo mesmo, mas que Deus abençoe nosso país e nosso povo".

 

Na família do cantor, o pai declarou apoio a Flávio Bolsonaro, enquanto o irmão, o ator João Guilherme chegou a participar de atos a favor de Lula.

Governo Trump mandou segurar comunicado reconhecendo resultado da eleição após alegações de Flávio
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo de Donald Trump resolveu segurar a publicação de comunicado parabenizando a população do Brasil pela eleição presidencial de domingo (25) após o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarar que não reconhecia a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pedir a anulação do pleito.

 

O rascunho do comunicado estava pronto no Departamento de Estado dos Estados Unidos, como é de praxe em relação a eleições ao redor do mundo. Mas houve orientação para adiar a publicação e "avaliar" a situação após Flávio dizer, em entrevista na noite de domingo, que teria havido irregularidades por causa da decisão do ministro do Supremo Cristiano Zanin de prorrogar o horário da votação.

 

A apuração é da Folha de São Paulo

 

Indagada, a embaixada dos EUA no Brasil não deu previsão de publicação do comunicado.

 

Em 2022, durante o governo de Joe Biden, os EUA foram um dos primeiros países a cumprimentar o presidente Lula pela vitória no pleito, em meio a acusações de fraude feitas por Jair Bolsonaro (PL).

 

Presidentes de direita da América Latina —incluindo aliados de Donald Trump como Abelardo de la Espriella, da Colômbia, e José Antonio Kast, do Chile, próximos da família Bolsonaro— já parabenizaram o presidente Lula pelo resultado em suas contas oficiais em redes sociais.

 

O governo dos EUA tampouco emitiu comunicado sobre a eleição na Sérvia na noite de domingo, em que o primeiro-ministro Aleksandar Vucic, aliado de Trump, saiu derrotado.

 

 

Caiado reconhece vitória de Lula: "Nos curvamos à decisão da maioria"
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite do último domingo (25), o candidato derrotado no primeiro turno do pleito, Ronaldo Caiado (PSD), reconheceu o resultado e declarou "se curvar à decisão da maioria".

 

"Como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e a decisão da apuração. Essa sempre foi a nossa característica. Nós nunca tivemos uma posição que não fosse de respeito, seja ao painel no Congresso Nacional, seja das urnas no final da sua apuração", disse Caiado à imprensa.

 

Acompanhado da esposa, a senadora eleita Gracinha Caiado (União Brasil), e do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), o Caiado manifestou que acreditava em um sentimento de mudança.

 

"O sentimento de que nós trabalhamos é de uma grande mudança no país, [...] uma renovação. Esse é o ponto que todos nós lutamos favoravelmente a ele, era buscar essa virada de página. Acho que esse foi o sentimento nosso, que nos levou a este processo todo. Tanto o governador Daniel, quanto a mim, quanto o Gracinha, todos nós investimos nessa ideia, acreditamos nessa ideia", disse Caiado.

 

RESULTADO DO SEGUNDO TURNO

Com 100% das urnas apuradas, Lula teve 51,79% dos votos válidos, o equivalente a preferência de 64.256.232 eleitores. O senador fluminense, por sua vez, atingiu 48,21%, ou 59.826.041 votos.

 

Após o fim da totalização dos votos, o candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou não reconhecer o resultado e disse que pedirá a anulação do pleito.

Lula vence nas oito cidades da Costa do Descobrimento; Flávio ganha em Teixeira por 93 votos
Foto: Reprodução / Radar News

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu nas oito cidades da Costa do Descobrimento no segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25), informou o Radar News, parceiro do Bahia Notícias.

 

No Extremo Sul, Flávio Bolsonaro (PL) conquistou a maioria dos votos em Teixeira de Freitas e Itamaraju. Em Teixeira de Freitas, a disputa foi decidida por apenas 93 votos. Flávio recebeu 41.454 votos (50,06%), contra 41.361 votos de Lula (49,94%).

 

Como foi noticiado, na Bahia, Flávio venceu em apenas quatro municípios: Teixeira de Freitas, Itamaraju, Luís Eduardo Magalhães e Buerarema. Lula foi o mais votado nos outros 413.

 

RESULTADOS

Em Eunápolis, Lula obteve 53,75% dos votos válidos, com 34.496 votos, enquanto Flávio alcançou 46,25%, com 29.683 votos. Em Porto Seguro, o petista recebeu 50.543 votos (56,35%), contra 39.155 (43,65%) do candidato do PL.

 

A maior vantagem percentual de Lula no território foi registrada em Itapebi, onde conquistou 75,76% dos votos válidos, com 4.416 votos. Flávio recebeu 1.413 votos (24,24%).

 

Nos demais municípios, Lula também venceu. Em Itabela, obteve 54,81%, contra 45,19% de Flávio. Em Santa Cruz Cabrália, foram 61,68% a 38,32%; em Belmonte, 69,84% a 30,16%; em Itagimirim, 66,30% a 33,70%; e em Guaratinga, 66,18% a 33,82%.

 

Além de Teixeira de Freitas, Flávio Bolsonaro venceu em Itamaraju, onde recebeu 18.322 votos (51,56%). Lula somou 17.214 votos (48,44%).

Semana tem Lula em comemoração de aniversário, ação de Flávio para anular eleição e retorno do Congresso
Foto: Ricardo Stuckert

Finalizado o segundo turno das eleições presidenciais, as atenções se voltam, em Brasília, à atuação dos três poderes e as negociações para pautas que não foram concluídas antes do período eleitoral. Uma dessas pautas é a PEC da Segurança Pública, que teve sua votação adiada no plenário do Senado devido à falta de entendimento entre governo e oposição sobre a questão da redução da maioridade penal. 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito com mais de 64 milhões de votos, retorna a Brasília e terá nesta terça-feira (27) a comemoração do seu aniversário de 81 anos. Ainda não se sabe se Lula já retomará suas atividades nesta semana ou se descansará da disputa eleitoral.

 

No Judiciário, o destaque é o eventual pedido de anulação do segundo turno das eleições, prometido pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL). Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entretanto, disseram reservadamente a jornalistas que essa iniciativa não tem chance de prosperar. 

 

Confira abaixo a agenda da semana em Brasília. 

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula não tem compromissos marcados em sua agenda oficial nesta segunda-feira (26). Lula deve voltar de São Paulo para Brasília ainda hoje. 

 

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República ainda não divulgou a agenda de Lula para esta semana. Também não relatou se haverá alguma comemoração pelo aniversário do presidente Lula, que completa 81 anos nesta terça (27). 

 

Na agenda da divulgação de indicadores da economia, o destaque da semana é a apresentação dos números da Pnad Contínua do IBGE sobre a situação do emprego no Brasil. O IBGE apresentará seu estudo na próxima sexta (30), com os números da ocupação e do desemprego no trimestre encerrado em setembro deste ano. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não definiram o calendário de sessões plenárias nesta semana. Os dois presidentes devem se reunir com os líderes partidários para acertar os projetos a serem votados nos próximos dias. 

 

Alcolumbre e Motta deram uma declaração conjunta na noite deste domingo (25), para reconhecer a vitória do presidente Lula no segundo turno das eleições e defender a pacificação do país após a disputa. Em declaração na residência oficial do Senado, Davi destacou o respeito à decisão dos eleitores e afirmou que o Congresso Nacional estará à disposição para atender às demandas da sociedade brasileira.

 

“Hoje nós estamos aqui, o Poder Legislativo brasileiro, o presidente da Câmara e o presidente do Senado, reconhecendo a decisão livre e soberana do povo brasileiro, sufragada nas urnas eletrônicas, que completam 30 anos e que são um patrimônio do Brasil que nós precisamos exaltar”, afirmou o senador. 

 

O presidente do Senado revelou que, logo após a confirmação do resultado, ele e Hugo Motta telefonaram para Lula e para o vice-presidente Geraldo Alckmin para cumprimentá-los pela vitória e desejar sucesso no novo mandato. Na fala à imprensa, os presidentes das duas Casas reafirmaram o compromisso do parlamento com as demandas apresentadas pela sociedade durante o processo eleitoral. 

 

Hugo Motta ainda disse que a reeleição de Lula abre uma nova oportunidade para conciliar o país, marcado pela divisão política e pela radicalização. Ele também defendeu o diálogo entre os Poderes e disse que o Congresso estará pronto para apoiar pautas consideradas necessárias para a população brasileira.

 

“Temos um Brasil dividido e radicalizado e, com a vitória de hoje, o presidente Lula tem uma nova oportunidade de conciliar o país, de olhar para frente e governar para todos”, afirmou o presidente da Câmara.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, agendou uma semana de poucos temas a serem debatidos no plenário, nas sessões de quarta (28) e quinta (29). Uma das ações que serão debatidos pelos ministros será a RE 1384562, que trata da possibilidade de instituição de alíquotas progressivas para as contribuições previdenciárias dos servidores públicos federais, nos parâmetros da Reforma da Previdência de 2019 (Emenda Constitucional EC 103/2019).

 

O recurso diz respeito a decisão da 5ª Turma Recursal Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul que condenou a União a restituir a uma servidora federal os valores descontados em decorrência da aplicação das alíquotas progressivas, previstas nos incisos V a VIII do parágrafo 1º do artigo 11 da EC 103/2019. 

 

De forma incidental, o colegiado declarou inconstitucionais os dispositivos, por considerar que a sistemática de tributação progressiva viola o princípio da isonomia e é confiscatória. De acordo com a decisão, a tributação deve se limitar à alíquota de 14%. No STF, a União argumenta que não há impedimento constitucional à progressividade e ao aumento da alíquota, desde que se observem os princípios da legalidade, da anterioridade, da isonomia, da capacidade contributiva e do não confisco.

 

Outro tema previdenciário na pauta é a ADI 6336, que questiona a regra da Reforma da Previdência de 2019 que revogou a isenção parcial da contribuição previdenciária sobre proventos de aposentadoria de servidores acometidos por doenças graves e incapacitantes. 

 

De acordo com a regra revogada pela Emenda Constitucional 103/2019, a contribuição para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do servidor nessa condição incidia apenas sobre as parcelas de aposentadoria e de pensão que superassem o dobro do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). A nova regra limita a isenção ao teto do RGPS.

 

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), autora da ação, argumenta que o tratamento idêntico a aposentados saudáveis e aos que têm doenças incapacitantes viola os princípios constitucionais da isonomia e da dignidade da pessoa humana na efetivação do direito fundamental à aposentadoria. A Anamatra também alega que a regra original não poderia ser revogada porque efetivava direitos fundamentais dos servidores na Constituição Federal.

 

A Advocacia-Geral da União (AGU), por sua vez, defende que a reforma visou dar sustentabilidade aos regimes próprios de servidores e que não houve a supressão total da imunidade para aposentados e pensionistas nessa condição, mas a redução da imunidade estendida.
 

35 mil votos foram registrados após as 17h; vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no Brasil foi de 4,4 milhões
Foto: Ricardo Struckert / Lula Oficial

Um levantamento do portal g1 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que 35.521 votos foram registrados após as 17 horas de domingo (25), no horário de Brasília, no segundo turno da eleição presidencial. Lula (PT) foi reeleito com uma virada inédita ao obter 51,79% dos votos e derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL), que ficou com 48,21%.

 

A vantagem de Lula foi de 4,4 milhões de votos: teve 64,2 milhões, contra 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro.

 

Houve votação até mais tarde porque o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou o prazo até as 19h. A decisão foi proferida pouco depois das 17 horas. Como a maioria das urnas já tinha sido fechada, o ministro esclareceu que a medida valeria apenas para locais em que as seções eleitorais ainda estavam abertas.

 

As duas campanhas haviam solicitado ao TSE mais tempo para os eleitores votarem. A de Lula relatou problemas no transporte público, como falta de ônibus, redução de frotas e cobrança indevida de passagens. A de Flávio Bolsonaro pediu a extensão em cinco estados atingidos por fortes chuvas: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. A campanha de Lula recorreu também ao STF, de onde partiu a decisão mandando estender o horário de votação em todo o país.

 

Após a confirmação do resultado da eleição, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, confirmou a vitória de Lula e afirmou ter "toda a segurança no processo eleitoral".

 

O candidato Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota, questionou a decisão de Zanin e disse que vai pedir a anulação da eleição.

 

Para dimensionar a votação após as 17 horas, o levantamento do g1 analisou os logs de urna, que registram os eventos que cada equipamento grava automaticamente durante a votação. É como um "diário de bordo" da urna, no qual é possível saber o momento em que ela foi ligada, os horários dos votos e quando a votação terminou. Nesses arquivos não é possível saber para quem os votos foram dados.

 

Das 35.521 confirmações de votos registradas após as 17h no país, 30.866 estão em seções cujos dados foram conferidos com os boletins de urna e cuja transmissão aparece como “Totalizado”.

Lula provoca Bolsonaro ao avaliar má fase do Corinthians: “Só perde”
Foto: YouTube / Lula

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou sobre a fase do Corinthians durante o discurso de vitória nas eleições presidenciais, neste domingo (25), e comparou a sequência negativa do clube às derrotas eleitorais da família Bolsonaro. Torcedor declarado do Timão, o petista brincou com o momento da equipe após a derrota por 3 a 2 para o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro.

 

"Vou me reunir com o Corinthians também, porque o Corinthians perdeu outra, cara. Para onde a gente vai? Está parecendo o Bolsonaro, só perde", afirmou Lula, provocando risos entre os apoiadores presentes.

 

 

A declaração ocorreu em São Paulo, durante a comemoração da vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial. A comparação também fez referência à derrota de Jair Bolsonaro para Lula nas eleições de 2022.

 

A brincadeira do presidente aconteceu após mais um resultado negativo do clube paulista. No sábado (24), o Corinthians perdeu por 3 a 2 para o Vasco, em São Januário, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

 

O Timão chegou a ficar em vantagem por 2 a 1, mas sofreu a virada nos minutos finais. O resultado deixou a equipe na 17ª colocação, com 33 pontos, dentro da zona de rebaixamento para a Série B.

 

O Corinthians também ampliou a sequência sem vitórias na competição - agora são onze. 

 

Antes da provocação, Lula falava sobre os encontros que pretende realizar para discutir a preparação do próximo mandato. O presidente citou reuniões com empresários, educadores, cientistas e mulheres. Ao mencionar o Corinthians, ouviu manifestações de torcedores na plateia e aproveitou a oportunidade para comentar a situação do clube do coração.

Igor Kannário provoca Gusttavo Lima após vitória de Lula nas eleições: "Pau no frasco"
Foto: Instagram

O cantor Igor Kannário provocou o sertanejo Gusttavo Lima nas redes sociais após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026. O baiano, que puxou um trio para comemorar a reeleição do petista, citou o nome do sertanejo e de outros artistas que prestaram apoio a Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições.

 

"Respeita o veinho porra! Que negócio de, eu falei que esses caras era tudo pau no frasco, Gusttavo Lima, Bolsonaro, porra quem foi mais, aquele bunda mole lá do sertanejo, maluco! Maluco! Ô Gusttavo Lima, você chupou foi taca!", disse o artista.

 

 

A vitória de Lula foi confirmada pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h08, quando 97,69% das seções eleitorais já haviam sido totalizadas. O petista somou 51,74% dos votos válidos, contra 48,26% de Flávio.

 

O posicionamento de Kannário surpreendeu os seguidores ao se posicionar publicamente nas eleições de 2026. O pagodeiro, que foi deputado federal entre 2019 e 2023, foi filiado ao PHS, DEM, União Brasil e PSB, no entanto, em outras eleições já chegou a apoiar outros candidatos.

Em primeiro discurso após reeleição, Lula agradece e jovens e idosos e diz que governará para 215 milhões
Foto: Reprodução TV

Com destaque principalmente para a atuação da juventude e à disposição dos idosos em participar do segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito com 51,78% dos votos, fez seu primeiro discurso na noite deste domingo (25), após sua vitória contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL).

 

Além de agradecer aos jovens e aos mais velhos, Lula disse destacou o fato de o Brasil ter registrado a menor abstenção de sua história. A taxa de ausentes neste domingo foi de 19,11%, quase três pontos percentuais a menos do que foi verificado no primeiro turno, em 4 de outubro. 

 

“Queria agradecer ao povo brasileiro pela generosidade que eles têm comigo há muito tempo. E, nesse segundo turno, agradecer à generosidade da juventude brasileira, que foi para a rua defender a democracia”, declarou Lula.

 

“Quero também agradecer aos idosos, vi muitas pessoas sendo carregadas pelos netos para votarem”, completou o presidente.

 

Ao lado do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, da primeira-dama Janja e do deputado federal André Janones (Rede-MG), o presidente eleito fez críticas ao seu adversário, Flávio Bolsonaro. Lula classificou o resultado das urnas deste domingo como uma derrota do negacionismo e da mentira.

 

“Essa eleição foi uma derrota do negacionismo, da mentira, e eu confesso que cada vez que ia ao debate, ficava constrangido”, disse o presidente. Em seguida, afirmou nunca ter imaginado enfrentar alguém que, segundo ele, mentisse tanto em uma disputa eleitoral.

 

Ainda sobre a disputa eleitoral, Lula tentou apaziguar o clima de guerra da campanha e afirmou que vai governar para todos. 

 

"Não tenho mais adversários. Tenho que governar para 215 milhões", afirmou Lula.

 

Outra crítica do presidente Lula em seu discurso foi direcionada às big techs. Para Lula, as plataformas digitais tentaram interferir indevidamente na campanha eleitoral. 

 

"Tivemos que vencer a intromissão de fora para dentro, através de plataformas digitais que nós vamos ter que regular. Não é possível que o crime digital não tenha que ser tratado igual ao crime na vida real. Nós não podemos ter empresas monstruosas, grandes, faturando milhões e milhões e não pagando impostos para esse país, querendo direcionar as eleições deste país", colocou.

 

Ainda durante seu discurso de vitória, o presidente reeleito exaltou a atuação do deputado federal André Janones (Avante-MG) na mobilização da militância e antecipou que a presença digital será pilar central do mandato. Janones comandou no segundo turno o grupo Exército do Lula, que chegou a quase 11 milhões de inscritos, enquanto canal parecido da campanha de Flávio Bolsonaro tinha apenas dois milhões de seguidores. 

 

"Quero agradecer a esse companheiro aqui, o Janones, o nosso general, que teve um papel exponencial nessa campanha, para levantar diariamente, de manhã, de tarde e de noite, a moral da nossa tropa. Essas eleições me ensinaram muitas lições. Posso garantir a vocês que vamos mudar o jeito de governar este país. Quero dizer que vamos fazer o povo participar mais das nossas decisões e quero dizer que a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande no meu governo. Eu, inclusive, já ganhei um celular do comandante Rafael [Fonteles], governador do Piauí, já estou aprendendo a conversar com meu general, e pode ficar certo que daqui para frente eu conversar muito com o povo brasileiro, muitas vezes por dia", discursou o petista.

 

Foi ressaltada ainda uma nova postura na comunicação do governo, para eliminar intermediários no diálogo com a população e combater narrativas distorcidas sobre suas ações administrativas.

 

"Não vou ficar permitindo ser interpretado por jornalista com má-fé. Vou dizer o que eu penso e o que eu faço. Nessas eleições, uma das coisas que mais me motivou foi a gente não permitir que essa gente ganhasse para privatizar o nosso SUS", enfatizou Lula.

De 18 pesquisas divulgadas nos últimos dias, apenas a Vox Brasil acertou a vitória de Lula no 2º turno
Foto: Ricardo Stuckert

Nos últimos dias, 18 institutos de pesquisas divulgaram sondagens sobre o segundo turno das eleições presidenciais. De todas elas, apenas a pesquisa da Vox Brasil acertou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto as outras 17 fizeram previsão de que Flávio Bolsonaro (PL) seria eleito. 

 

A pesquisa Vox Brasil, divulgada na última sexta-feira (23), indicou que Lula venceria por 50,60% contra 49,40% do candidato Flávio Bolsonaro. Com 99,96% apurados até as 21h50 deste domingo (25), Lula, declarado eleito, tem 51,76% contra 48,24% do senador do PL.

 

Confira abaixo as previsões divulgadas por todos os institutos nos dias que antecederam o segundo turno das eleições:

 

PoderData/Aya

Flávio 51% x 49% Lula

 

BTG/Nexus

Flávio 50,50% x 49,50% Lula

 

AtlasIntel

Flávio 50,80% x 49,20% Lula

 

Datafolha

Flávio 51% x 49% Lula

 

Indexa/Broadcast

Flávio 50,60% x 49,40% Lula

 

França

Flávio 51,40% x 48,60% Lula

 

CNT/MDA

Flávio 50,70% x 49,30% Lula

 

Palver 

Flávio 51% x 49% Lula

 

Gerp 

Flávio 52% x 48% Lula

 

Futura

Flávio 50,10% x 49,90% Lula

 

DataTrends

Flávio 51,90% x 48,10% Lula

 

Ipespe/Abrasel

Flávio 50,50% x 49,50% Lula

 

Real Time Big Data

Flávio 52% x 48% Lula

 

Veritá

Flávio 51,10% x 48,90% Lula

 

Meio/Ideia

Flávio 51,10% x 48,90% Lula

 

Quaest 

Flávio 51% x 49% Lula

 

Vox Brasil

Lula 50,60% x 49,40% Flávio

 

Alfa Inteligência

Flávio 52% x 48% Lula

Lula amplia vantagem por 4,4 milhões e vence com mais que o dobro da diferença de votos em 2022
Foto: Reprodução / Canal Youtube Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o adversário no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Com 99,98% das seções totalizadas, Lula aparece com 64.241.786 votos (51,78%), contra 59.818.887 votos (48,22%) de Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de 4.422.899 votos.

 

O resultado representa mais que o dobro da diferença registrada na disputa presidencial de 2022, quando Lula venceu Jair Bolsonaro (PL) por 2.139.645 votos. Na ocasião, o petista recebeu 60.345.999 votos, o equivalente a 50,90% dos votos válidos, enquanto o então presidente obteve 58.206.354 votos (49,10%).

 

Em comparação com o pleito anterior, a vantagem de Lula em 2026 aumentou em 2.283.254 votos. A diferença entre os dois candidatos passou de 1,8 ponto percentual, em 2022, para 3,56 pontos percentuais neste ano. Apesar da ampliação da vantagem, Lula também registrou crescimento no total de votos recebidos.

 

Em 2022, o petista teve pouco mais de 60,3 milhões de votos. Em 2026, o número subiu para aproximadamente 64,2 milhões, um acréscimo de quase 3,9 milhões de votos. Os dados de 2026 foram atualizados às 22h05 deste domingo (25), quando 99,98% das seções eleitorais haviam sido totalizadas, segundo os números apresentados na apuração.

Lula vence Flávio Bolsonaro e conquista quarto mandato presidencial, aponta Datafolha
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) para um quarto mandato à frente da Presidência da República, segundo projeção do Datafolha. O petista venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após uma virada na disputa do segundo turno das eleições de 2026.

 

A projeção é feita a partir dos dados de apuração divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O instituto utiliza um sistema próprio que considera agrupamentos de eleitores por mesorregião e características dos municípios em cada estado para estimar o resultado da votação.A vitória ocorre após uma campanha marcada pela polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, o senador do PL ficou à frente do petista, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente.

 

O segundo turno foi marcado por uma disputa acirrada e por estratégias distintas dos candidatos. Enquanto Flávio apostou no antipetismo e no apoio de setores da direita, Lula intensificou sua atuação na reta final da campanha, com mudanças na estratégia de comunicação e mobilização de apoiadores nas redes sociais.

 

O dia da votação também foi marcado por tensão envolvendo o transporte público. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o adiamento do encerramento da votação em duas horas, após questionamentos da campanha petista sobre dificuldades para a liberação do transporte público em dez estados.

 

Com a vitória, Lula se torna o primeiro presidente brasileiro a conquistar quatro mandatos pelo voto direto. O petista já havia vencido as eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2022.

Eleições 2026: Lula vence em 64 países e Flávio Bolsonaro lidera em 37 nas parciais
Foto: Reprodução / Poder 360

Os quase 1 milhão de brasileiros aptos a votar no exterior votam neste domingo. Pelo mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em 64 países, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL), em 37. No primeiro turno das eleições, Flávio saiu à frente na disputa, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

 

 

Cerca de 918.876 brasileiros que residem no exterior estão aptos para votar no segundo turno das eleições de 2026. O número corresponde a pouco mais de 0,5% do eleitorado do país, estimado em aproximadamente 158,7 milhões de pessoas. A Nova Zelândia foi o prmeiro país a encerrar o pleito. Lá, as urnas ficaram abertas das 8h às 17h (das 16h de sábado a 1h de domingo).

 

O resultado integral da votação deverá ser divulgado após a conclusão da apuração, marcada para ocorrer às 17:00 e interrompida seis minutos depois após a decisão do TSE de prorrogar o pleito em todo o país por mais duas horas.

Confira os resultados parciais levantados pelo Poder360::

OCEANIA: AUSTRÁLIA Lula (PT) – 6.017 votos (63,46%);
Flávio (PL) – 3.465 (36,54%).
No 1º turno, Lula teve 4.562 votos e Flávio, 2.579.

 

NOVA ZELÂNDIA Lula (PT) –  418 votos (80,54%);
Flávio (PL) – 101 votos (19,46%).
No 1º turno, Lula teve 234 votos e Flávio, 64.
 

COREIA DO SUL
Lula (PT) –  148 votos válidos (64,35%);
Flávio (PL) –  82 votos (35,65%).
No 1º turno, Lula teve 123 votos e Flávio, 72.
 

CHINA
Lula (PT) – 375 votos (73,67%);
Flávio (PL) – 134 votos (26,33%).
No 1º turno, Lula teve 367 votos e Flávio, 203.

TAIWAN
Lula (PT) – 94 votos (41,96%)0;
Flávio (PL) – 130 votos (58,04%).
No 1º turno, Flávio teve 107 votos e Lula, 77.

FILIPINAS
Flávio (PL) – 39 votos (59,09%);
Lula (PT) – 27 votos (40,91%).
No 1º turno, Flávio teve 33 votos e Lula, 26....

FILIPINAS
Flávio (PL) – 39 votos (59,09%);
Lula (PT) – 27 votos (40,91%).
No 1º turno, Flávio teve 33 votos e Lula, 26.

JAPÃO
Flávio (PL) – 28.538 votos (80,08%);
Lula (PT) – 7.098 votos (19,92%).
No 1º turno, Flávio teve 24.601 votos e Lula, 5.234.

MALÁSIA
Flávio (PL) – 44 votos (51,76%);
Lula (PT) – 41 votos (48,24%)
. No 1º turno, Lula teve 44 votos e Flávio, 27.

SINGAPURA
Lula (PT) – 213 votos válidos (63,77%);
Flávio (PL) – 121 votos (36,23%).
No 1º turno, Lula teve 190 votos e Flávio, 92.

INDONÉSIA
Lula (PT) – 15 votos válidos (39,47%);
Flávio (PL) – 23 votos válidos (60,53%).
No 1º turno, Lula teve 8 votos e Flávio, 19.

TAILÂNDIA
Lula (PT) – 56 votos válidos (48,28%);
Flávio (PL) – 60 votos válidos (51,72%)
. No 1º turno, Lula teve 40 votos e Flávio, 51.

EMIRADOS ÁRABES
Flávio (PL) – 772 votos (54,56%);
Lula (PT) – 643 votos (45,44%).
No 1º turno, Lula teve 512 votos e Flávio, 659.

ARÁBIA SAUDITA
Lula (PT) – 49 votos (61,25%);
Flávio (PL) – 31 votos (38,75%). No 1º turno,
Lula teve 52 votos e Flávio, 22.

KUWAIT
Lula (PT) – 62 votos (78,48%);
Flávio (PL) – 17 votos (21,52%).
No 1º turno, Lula teve 54 votos e Flávio, 12.

JORDÂNIA
Lula (PT) – 725 votos (90,51%);
Flávio (PL) – 76 votos (9,49%).
No 1º turno, Lula teve 675 votos e Flávio, 59.

QATAR
Flávio (PL) – 195 votos (55,08%);
Lula (PT) – 159 votos (44,92%).
No 1º turno, Lula teve 147 votos e Flávio, 185.

SÍRIA
Lula (PT) – 106 votos (90,60%);
Flávio (PL) – 11 votos (9,40%).
No 1º turno, Lula teve 97 votos e Flávio, 7.

LÍBANO
Lula (PT) – 2.736 votos (68,20%);
Flávio (PL) – 1.276 votos (31,80%).
No 1º turno, Lula teve 2.538 votos e Flávio, 1.138.

PALESTINA
Lula (PT) – 1.000 votos (95,60%);
Flávio (PL) – 46 votos (4,40%).
No 1º turno, Lula teve 1.078 votos e Flávio, 46.

ISRAEL
Flávio (PL) – 699 votos (80,81%);
Lula (PT) – 166 votos (19,19%).
No 1º turno, Lula teve 92 votos e Flávio, 523.

TURQUIA Lula (PT) – 98 votos (77,17%);
Flávio (PL) – 29 votos (22,83%).
No 1º turno, Lula teve 114 votos e Flávio, 37.

QUÊNIA
Lula (PT) – 29 votos (64,44%);
Flávio (PL) – 16 votos (35,56%).
No 1º turno, Lula teve 26 votos e Flávio, 17.

MOÇAMBIQUE
Flávio (PL) – 117 votos (52,00%);
Lula (PT) – 108 votos (48,00%).
No 1º turno, Lula teve 89 votos e Flávio, 113.

ÁFRICA DO SUL
Flávio (PL) – 256 votos (57,92%);
Lula (PT) – 186 votos (42,08%)
. No 1º turno, Lula teve 152 votos e Flávio, 230.

MARROCOS
Lula (PT) – 31 votos
(83,78%); Flávio (PL) – 6 votos (16,22%).
No 1º turno, Lula teve 30 votos e Flávio, 6.

CHIPRE
Lula (PT) – 29 votos (53,70%);

Flávio (PL) – 25 votos (46,30%).
No 1º turno, Lula teve 24 votos e Flávio, 20.

GRÉCIA
Flávio (PL) – 311 votos (54,95%);
Lula (PT) – 255 votos (45,05%).
No 1º turno, Lula teve 196 votos e Flávio, 230.

FINLÂNDIA
Lula (PT) – 550 votos (74,83%);
Flávio (PL) – 185 votos (25,17%).
No 1º turno, Lula teve 475 votos e Flávio, 155.

ESTÔNIA
Lula (PT) – 160 votos (82,90%);
Flávio (PL) – 33 votos (17,10%).
No 1º turno, Lula teve 142 votos e Flávio, 19.

CROÁCIA
Lula (PT) – 31 votos (54,39%);
Flávio (PL) – 26 votos (45,61%).
No 1º turno, Lula teve 29 votos e Flávio, 17.

ESLOVÊNIA
Lula (PT) – 67 votos (70,53%);
Flávio (PL) – 28 votos (29,47%).
No 1º turno, Lula teve 61 votos e Flávio, 25.

REPÚBLICA TCHECA
Lula (PT) – 304 votos (77,95%);
Flávio (PL) – 86 votos (22,05%).
No 1º turno, Lula teve 279 votos e Flávio, 70.

POLÔNIA
Lula (PT) – 268 votos (75,07%);
Flávio (PL) – 89 votos (24,93%).
No 1º turno, Lula teve 183 votos e Flávio, 65.

SÉRVIA
Lula (PT) – 35 votos (72,92%);
Flávio (PL) – 13 votos (27,08%).
No 1º turno, Lula teve 30 votos e Flávio, 13.

ESLOVÁQUIA
Lula (PT) – 47 votos (77,05%);
Flávio (PL) – 14 votos (22,95%).
No 1º turno, Lula teve 35 votos e Flávio, 13.

BÉLGICA
Lula (PT) – 3.064 votos (58,72%);
Flávio (PL) – 2.154 votos (41,28%).
No 1º turno, Lula teve 2.516 votos e Flávio, 1.959.

HUNGRIA
Lula (PT) – 355 votos (75,21%);
Flávio (PL) – 117 votos (24,79%).
No 1º turno, Lula teve 331 votos e Flávio, 93.

DINAMARCA
Lula (PT) – 1.383 votos (85,06%);
Flávio (PL) – 243 votos (14,94%).
No 1º turno, Lula teve 1.166 votos e Flávio, 195.

SUÉCIA
Lula (PT) – 2.127 votos (78,26%);
Flávio (PL) – 591 votos (21,74%).
No 1º turno, Lula teve 1.770 votos e Flávio, 505.

NORUEGA
Lula (PT) – 820 votos (76,78%);
Flávio (PL) – 248 votos (23,22%).
No 1º turno, Lula teve 592 votos e Flávio, 198.

ÁUSTRIA
Lula (PT) – 1.178 votos (74,98%);
Flávio (PL) – 393 votos (25,02%).
No 1º turno, Lula teve 979 votos e Flávio, 311.

ALEMANHA
Lula (PT) – 16.549 votos (79,09%);
Flávio (PL) – 4.374 votos (20,91%).
No 1º turno, Lula teve 13.525 votos e Flávio, 3.532.

PAÍSES BAIXOS
Lula (PT) – 5.578 votos (80,13%);
Flávio (PL) – 1.383 votos (19,87%).
No 1º turno, Lula teve 4.387 votos e Flávio, 983.

REINO UNIDO
Lula (PT) – 10.968 votos (63,34%);
Flávio (PL) – 6.349 votos (36,66%).
No 1º turno, Lula teve 8.640 votos e Flávio, 5.366.

IRLANDA
Lula (PT) – 7.194 votos (80,20%);
Flávio (PL) – 1.776 votos (19,80%).
No 1º turno, Lula teve 6.025 votos e Flávio, 1.559.

FRANÇA
Lula (PT) – 10.676 votos (83,96%);
Flávio (PL) – 2.039 votos (16,04%).
No 1º turno, Lula teve 9.253 votos e Flávio, 2.276.

ESPANHA
Lula (PT) – 9.293 votos (68,42%);
Flávio (PL) – 4.289 votos (31,58%).
No 1º turno, Lula teve 7.263 votos e Flávio, 3.338.

PORTUGAL
Lula (PT) – 34.319 votos (59,42%);
Flávio (PL) – 23.433 votos (40,58%).
No 1º turno, Lula teve 20.844 votos e Flávio, 13.818.

ITÁLIA
Lula (PT) – 7.921 votos (59,99%);
Flávio (PL) – 5.283 votos (40,01%).
No 1º turno, Lula teve 6.148 votos e Flávio, 4.386.

SUÍÇA
Lula (PT) – 7.089 votos (56,68%);
Flávio (PL) – 5.419 votos (43,32%).
No 1º turno, Lula teve 5.194 votos e Flávio, 4.525.

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PoderData/Aya, última pesquisa antes do início do 2º turno, mostra Flávio chegando a 51% e Lula com 49%
Foto: Reprodução Redes Sociais

Última pesquisa sobre a corrida presidencial no segundo turno, divulgada ainda na madrugada antes do início da votação neste domingo (25), o PoderData/Aya apurou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 51% das intenções de votos válidos. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 49%. 

 

A pesquisa PoderData/Aya teve as entrevistas realizadas entre 23 e 24 de outubro, nos dois dias anteriores ao segundo turno das eleições 2026. As intenções de votos válidos dos dois candidatos são exatamente as mesmas registradas no levantamento divulgado na últma quinta (22). 

 

Depois do primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro saiu à frente com seis pontos percentuais de vantagem na primeira pesquisa PoderData/Aya. Na sequência, Lula avançou e a distância entre eles caiu para zero, com cada um marcando 50% dos votos válidos. 

 

Agora, no dia de votação, a distância entre os os candidatos volta ao patamar de dois pontos percentuais. No primeiro turno das eleições, Flávio teve 47,03% dos votos e Lula, 45,16%. 

 

Quando se consideram os votos totais, Lula preserva a preferência em segmentos estratégicos do eleitorado. Entre as mulheres, o presidente registra 53% das intenções de voto, contra 42% do senador do PL.

 

Flávio vai melhor no Centro-Oeste (58%) e no Sul (62%). Lula mantém grande vantagem no seu reduto histórico, o Nordeste (62%). E, no Sudeste, onde está o maior eleitorado do país, o candidato do PL tem 52% contra 44% do líder petista.

 

O levantamento PoderData/Aya ainda fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “No 2º turno da eleição para presidente, quem você acha que tem mais chance de vencer?”.  

 

Entre os entrevistados, 51% avaliam que Flávio tem mais chances de vencer a eleição, enquanto 43% consideram Lula o candidato com maior probabilidade de vitória. Outros 6% não souberam responder.

 

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, em parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados por meio de ligações para celulares e telefones fixos. 

 

Foram quatro mil entrevistas em 914 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,6 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-02828/2026.
 

Eleições 2026: Lula vota no ABC Paulista
Foto: Reprodução / TV Globo

O presidente e candidato à reeleição votou no início da manhã em São Bernardo do Campo (SP). Lula (PT) chegou à Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, no bairro Assunção, acompanhado da primeira-dama, Janja, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e de ministros.

 

Lula foi recebido por eleitores na entrada da escola. Além da esposa e do vice, estavam com o presidente: Fernando Haddad, Alexandre Padilha, Simone Tebet, Marina Silva, Luiz Marinho, Paulo Pereira, Leonardo Barchini e Moises Selerges.

 

Petista disse estar disputando a eleição "com um candidato chamado 'mentira'", em referência a Flávio Bolsonaro (PT). Presidente falou com apoiadores e a imprensa ao sair de casa, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

 

O presidente vai acompanhar a apuração com familiares e aliados no hotel Intercontinental, nos Jardins. Antes, Lula passará o dia em seu apartamento em Pinheiros. Não está prevista nenhuma interação com eleitores, mas, ontem, de improviso, à noite, ele fez uma saudação aos militantes da janela de sua casa, usando um megafone para falar, o que tem feito desde o início do segundo turno.

Eleições 2026: Veja os resultados dos países que já encerraram a votação
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os resultados de boletins de urna no exterior divulgados até as 8h00 deste domingo (25) mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente com 65,8% dos votos totais, contra 29,3% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno da eleição presidencial.

 

Ao todo, 918 mil brasileiros que vivem fora do país estão aptos a votar neste ano, distribuídos por 186 cidades de 134 países, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

 

A diferença de fuso horário entre os países permite que os primeiros votos sejam registrados antes mesmo da abertura das seções eleitorais em território brasileiro.

 

No Brasil, a votação começa às 8h deste domingo, pelo horário oficial. A votação no exterior ocorre, em geral, das 8h às 17h no horário local, o que faz com que o processo eleitoral dure, ao todo, 29 horas — começando no sábado às 16h na Nova Zelândia e terminando com o Canadá às 21h de domingo.

 

Depois da Nova Zelândia, as urnas abriram na Austrália e países da Ásia na noite de sábado. Na madrugada e manhã de domingo, brasileiros que vivem na Europa começam a votar.

 

Veja onde cada candidato tem vantagem ao redor do mundo:

 

FLÁVIO BOLSONARO (PL)

  • Japão (80,08%), com 28.538 votos contra 7.098 de Lula (19,92%)
  • Filipinas (59%), com 39 votos contra 27 de Lula (40,91%)
  • Taiwan (58%), com 130 votos contra 94 de Lula (41,9%)
  • Malásia (51,76%), com 44 votos contra 51 de Lula (57,24%)
  • Hong Kong (51,15%) com 133 votos contra 127 de Lula (48,85%)
  • Tailândia (51,72%) com 60 votos contra 56 de Lula (48,28%)
  • Indonésia (60,53%) com 23 votos contra 15 de Lula (39,47%)

 

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (PT)

  • Nova Zelândia (80,5%) com 418 votos contra 101 de Flávio (19,5%)
  • Austrália (64,5%) com 6.017 votos contra 3.465 de Flávio (36,5%)
  • China (73,7%) com 375 votos contra 134 de Flávio (26,3%)
  • Coreia do Sul (64,35%), com 148 votos contra 82 de Flávio (35,65%)
  • Singapura (63,78%) com 213 votos contra 121 de Flávio (36,22%)

 

 

Eleitores vão às urnas hoje para escolher o presidente do país
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Os brasileiros vão às urnas neste domingo (25) para escolher o presidente da República. Cerca de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar, segundo a Justiça Eleitoral.

 

A votação começa às 8h e termina às 17h (horário de Brasília).

 

Em cinco estados e no Distrito Federal, os eleitores irão também escolher governador. Nos outros locais, onde o governador já foi eleito no primeiro turno, será preciso apenas escolher o presidente.

 

ORDEM DE VOTAÇÃO

O segundo turno para escolha de governador ocorrerá nas seguintes unidades da Federação:

  • Acre 
  • Amazonas 
  • Distrito Federal 
  • Espírito Santo
  • Rio Grande do Norte  
  • Tocantins

 

Nesses locais, a ordem de votação na urna eletrônica será:

1 - Governador: digitar os dois números do candidato e confirmar

2 - Presidente da República: digitar os dois números do candidato e confirmar

 

Nos demais estados, a votação será assim: 

1 - Presidente da República: digitar os dois números do candidato e confirmar

 

RECOMENDAÇÕES

  • Eleitor deve consultar antecipadamente o local de votação, verificar a situação eleitoral e, se desejar, baixar o aplicativo e-Título.
  • Leve os números dos candidatos anotados em um papel, a chamada colinha.
  • Uso de telefone celular na cabine é proibido. O aparelho deve ser entregue aos mesários antes de votar.
  • Antes de confirmar cada voto, o eleitor deve conferir na tela da urna eletrônica: a fotografia, o nome e o partido do candidato. Em caso de erro, basta apertar a tecla "Corrige" e refazer o procedimento.
Palver, única pesquisa que acertou índice de Flávio no 1º turno, coloca senador com 50% contra 49% de Lula
Foto: Reprodução TV Band

O instituto Palver divulgou neste sábado (24) sua nova pesquisa para presidente da República na véspera do segundo turno das eleições de 2026, e o resultado mostra que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) registra 50% das intenções de voto, enquanto o presidente Lula (PT) marca 49%.

 

A Palver foi a única pesquisa que, no primeiro turno, acertou o placar do candidato Flávio Bolsonaro. Das 11 pesquisas que saíram na véspera do pleito, somente a Palver registrou Flávio Bolsonaro com 47%, índice confirmado pelas urnas.

 

Cenário estimulado - votos totais

 

Flávio Bolsonaro (PL): 50%
Lula (PT): 49%
Branco/Nulo/Não vai votar: 1%
Indecisos: 0%

 

Na comparação com o levantamento anterior, divulgado no dia 20 de outubro, o líder petista oscilou um ponto para cima, enquanto o candidato do PL permaneceu com o mesmo percentual.

 

Metodologia: 5.000 entrevistados pela Palver de 22 a 24 de outubro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,2 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº BR-01794/2026.
 

Lula e Flávio têm menor diferença em pesquisas de véspera desde 2006
Foto: Reprodução / Agência Brasil

As últimas pesquisas da Quaest e do Datafolha antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 apontam a menor diferença numérica entre os candidatos desde 2006.

 

Nos dois levantamentos, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma distância de dois pontos percentuais. Consideradas as margens de erro, os institutos indicam empate técnico.

 

A diferença é inferior à registrada nas pesquisas de véspera de eleições presidenciais anteriores. Em 2014, por exemplo, o último levantamento do Datafolha apontou Dilma Rousseff (PT) com 52% dos votos válidos, contra 48% de Aécio Neves (PSDB), uma vantagem de quatro pontos percentuais.

 

Em 2022, Quaest e Datafolha também registraram a mesma diferença nas pesquisas de véspera do segundo turno. Na ocasião, Lula tinha 52% dos votos válidos, enquanto Jair Bolsonaro (PL) aparecia com 48%. Já o levantamento Ibope/Ipec indicava 54% para Lula e 46% para Bolsonaro, uma distância de oito pontos percentuais.

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados em nova pesquisa AtlasIntel
Foto: Reprodução / TV Globo

A nova rodada da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pontua 50,8% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soma 49,2%, configurando empate técnico.

 

Com a margem de erro do levantamento sendo de 1 ponto percentual, as intenções de voto de Flávio Bolsonaro variam entre 51,8% e 49,8%. Por outro lado, a pontuação de Lula oscila entre 50,2% e 48,2%. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.

 

No levantamento dos votos totais, que contabiliza indecisos, votos brancos e nulos, Flávio Bolsonaro registra 49,9% das intenções de voto, contra 48,4% de Lula. Os eleitores que declararam voto em branco, nulo ou que não souberam responder somam 1,7%.

 

O levantamento foi realizado com 4.990 respondentes em todo o território nacional entre os dias 18 e 23 de outubro, através de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR — Random Digital Recruitment), sob o registro no TSE: BR-06380/2026.

 

Na pesquisa anterior, do dia 18 de outubro, Flávio tinha 49,8% das intenções de voto, contra 47,6% de Lula.
 

Última Quaest mostra Flávio Bolsonaro com 51% contra 49% de Lula na reta final
Fotos: Reprodução / TV Globo

A última pesquisa Quaest antes das eleições presidenciais,divulgada neste sábado (24),  mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da disputa pelo segundo turno da eleição presidencial, contando apenas os votos válidos, somando 51% das intenções de voto. O candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contabiliza 49%.

 

Os votos brancos e nulos somam 3%, enquanto 2% dos entrevistados estão indecisos ou não quiseram responder. 

 

Com margem de erro fixada em dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, o levantamento ouviu 3.702 pessoas entre os dias 23 e 24 e reflete o cenário político às vésperas da votação decisiva, marcada para este domingo (25). 

 

A pesquisa foi encomendada pelo GLOBO e pela TV Globo com registro junto à Justiça Eleitoral sob o código BR-09158/2026.

 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

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Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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