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As mais recentes pesquisas realizadas nos nove estados do Nordeste mostram que nas eleições deste ano, pode vir a se repetir o panorama observado em 2022, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva recebeu grande quantidade de votos na região, o que acabou garantindo a sua vitória contra o então presidente Jair Bolsonaro, que tentava se reeleger.
No segundo turno da eleição passada, Bolsonaro foi vitorioso sobre Lula nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O líder petista, entretanto, fechou o segundo turno com 69,34% dos votos válidos contra 30,66% do então presidente.
A diferença de votos obtida no segundo maior colégio eleitoral do país levou Lula a ganhar a disputa com apenas 1,8% de diferença para Bolsonaro. O candidato do PT recebeu cerca de 12,5 milhões de votos a mais que Jair Bolsonaro, diferença que anulou a vantagem obtida nas outras regiões pelo candidato à reeleição.
Levantamento do Bahia Notícias com base nas pesquisas mais recentes divulgadas nos nove estados do Nordeste mostram que em relação a Flávio Bolsonaro, o presidente Lula não conta com uma vantagem tão folgada quanto obteve em 2022. Os números, porém, mostram que Lula ganha com folga nas simulações de segundo turno contra o candidato do PL, vantagem que pode ser decisiva no cômputo final de votos.
Para esse levantamento, as pesquisas citadas foram realizadas em um período máximo de um mês e meio. Apenas no estado de Alagoas a pesquisa citada foi divulgada no mês de janeiro, por conta de decisões da Justiça Eleitoral que retiraram de circulação sondagens de alguns institutos.
Confira abaixo como está a disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro nos nove estados do Nordeste.
Bahia
Lula 57% x 33,7% Flávio Bolsonaro
Futura/Apex (05/5)
Maranhão
Lula 61,6% x 31,8% Flávio Bolsonaro
AtlasIntel (15/5)
Piauí
Lula 67,3% x 20,6% Flávio Bolsonaro
AtlasIntel (22/6)
Ceará
Lula 55,8% x 31,8% Flávio Bolsonaro
AtlasIntel/Focus (17/6)
Rio Grande do Norte
Lula 61,1% x 31,8% Flávio Bolsonaro
AtlasIntel/94 FM (29/5)
Paraíba
Lula 58% x 30% Flávio Bolsonaro
Big Time Real Data (27/5)
Pernambuco
Lula 62% x 30% Flávio Bolsonaro
Datafolha (29/5)
Alagoas
Lula 45% x 22% Flávio Bolsonaro
TDL Pesquisa (29/1)
Sergipe
Lula 62% x 26% Flávio Bolsonaro
Real Time Big Data (26/5)
Veja a seguir como foi o quadro de vitórias do líder petista contra Jair Bolsonaro nos nove estados do Nordeste no segundo turno das eleições de 2022:
Alagoas
Lula: 976.8 votos (58.68%)
Bolsonaro: 687.827 votos (41,32%)
Bahia
Lula: 6.097.815 votos (72,12%)
Bolsonaro: 2.357.028 votos (27,88%)
Ceará
Lula: 3.807.891 votos (69,97%)
Bolsonaro: 1.634.477 votos (30,03%)
Maranhão
Lula: 2.668.425 votos (71,14%)
Bolsonaro: 1.082.749 votos (28,86%)
Paraíba
Lula: 1.601.953 votos (66,62%)
Bolsonaro: 802.502 votos (33,38%)
Pernambuco
Lula: 3.640.933 votos (66,93%)
Bolsonaro: 1.798.832 votos (33,07%)
Piauí
Lula: 1.551.383 votos (76,86%)
Bolsonaro: 467.065 votos (23,14%)
Rio Grande do Norte
Lula: 1.326.785 votos (65,10%)
Bolsonaro: 711.381 votos (34,90%)
Sergipe
Lula: 862,951 votos (67,21%)
Bolsonaro: 421.086 votos (32,79%)
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 completa, nesta semana, um mês de aprovação em dois turnos pela Câmara dos Deputados, ocorrida em 27 de maio de 2026. No entanto, a matéria segue sem andamento no Senado Federal, dependendo do aval dos senadores para que possa ser promulgada.
Membros da base aliada do governo no Congresso Nacional acompanham a tramitação com crescente preocupação. O foco está no prazo limite de 17 de julho de 2026, data em que se inicia o recesso legislativo, após o qual as atividades parlamentares serão interrompidas em decorrência das eleições.
Caso a proposta não seja votada até julho, o presidente Lula da Silva (PT) perderá a oportunidade de capitalizar politicamente com a pressão eleitoral sobre o tema, além de não poder incluir a medida já promulgada como uma conquista na plataforma de sua campanha.
PRÓXIMOS PASSOS
Como a única movimentação oficial registrada no Senado foi o agendamento de uma sessão de debate temático no plenário para o dia 1º de julho de 2026, às 10h, a bancada do PT no Senado solicitou que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União), receba representantes das centrais sindicais.
A expectativa do governo é que Alcolumbre encaminhe a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde um relator deverá ser designado. Contudo, o colegiado não possui sessões agendadas para esta semana, sugerindo que o texto continuará paralisado temporariamente.
Após passar pela CCJ, o projeto poderá seguir para o plenário, mas parlamentares e assessores demonstram incerteza quanto ao cronograma final. Entre as possibilidades avaliadas estão a realização de uma nova rodada de debates na semana de 6 de julho ou mesmo a criação de uma comissão especial.
ENTRE BASTIDORES
Nos bastidores de Brasília, as dificuldades de tramitação são acentuadas pela falta de diálogo direto entre o presidente Lula e Davi Alcolumbre. A relação entre o Palácio do Planalto e a presidência do Senado segue ruim após a recente rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na última quarta-feira (17), o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT), celebrou a marcação do debate temático e declarou-se confiante na aprovação da PEC antes do início do recesso parlamentar. Randolfe também sinalizou que um encontro de conciliação entre Lula e Alcolumbre estaria próximo de ocorrer, embora ainda sem data confirmada.
Entretanto, o cenário político sofreu um novo abalo no dia seguinte às declarações de Randolfe, devido a uma operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT). Na mesma data, Alcolumbre cancelou a sessão conjunta do Congresso destinada à análise de vetos presidenciais. No sábado (20), o senador e ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), admitiu que os canais de interlocução entre Lula e Alcolumbre continuam "travados", mas manifestou otimismo de que o impasse será superado.
Enquanto as articulações políticas patinam em Brasília, o presidente Lula cumpre agenda nesta segunda-feira (22) no Rio de Janeiro e, na terça-feira (23), terá compromissos na região da Serra das Araras. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.
O ex-governador de Goiás e terceiro pré-candidato a falar, nesta segunda-feira (22), no evento no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Ronaldo Caiado (PSD) criticou a condução macroeconômica do governo Lula da Silva (PT) e elogiou os investimentos e inovações do governo Geisel com o surgimento da Embrapa.
Ao analisar o atual cenário de endividamento e os riscos fiscais do país, o goiano disparou que "Lula fará um Dilma II em novo governo", afirma para a possibilidade de uma crise orçamentária profunda decorrente da falta de controle de gastos.
Confira o momento:
Caiado defendeu que o exercício da Presidência e a governabilidade de uma nação exigem, acima de tudo, "autoridade moral". Em discurso focado em desenvolvimento de longo prazo e responsabilidade fiscal, o governador relembra políticas econômicas do passado e compartilha sua própria experiência de ajuste nas contas goianas.
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias
O chefe do Executivo de Goiás iniciou sua fala exaltando os investimentos estratégicos na década de 1970, período da ditadura militar brasileira, apontando a falta de planejamentos estruturais duradouros nas últimas décadas no cenário nacional.
"A única política estruturante que o Brasil viu foi e 1975, ainda no governo [Ernesto] Geisel, quando se teve a criação da Embrapa e o desenvolvimento da cana-de-açúcar voltada para a geração de energia, com o Proálcool. A partir dali, você vê um país caminhar com tanta riqueza e tanto potencial", diz.
Para Caiado, o comando da nação requer uma postura de respeito e firmeza na articulação política, o que ele define como um dos principais desafios de um governante.
"É por isso que eu acho que, mais do que tudo, governar um país é algo de uma responsabilidade muito grande. Mas, para isso, tem que ter autoridade moral. Autoridade moral para poder chamar, convidar os presidentes dos Poderes e dialogar", argumenta.
Como exemplo prático de sua "filosofia de gestão", o governador resgatou o cenário de crise financeira que enfrentou ao assumir o governo de Goiás, detalhando como conduziu as negociações para contornar o endividamento do estado.
"Foi assim que eu fiz. Dessa maneira que pacificamos o Estado. Chamei todos os presidentes: do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da iniciativa privada, enfim... E disse: 'Olha, o Estado está quebrado, o Estado está bloqueado pelo Tesouro Nacional, e comuniquei a todos que vamos ter que cortar 25% do duodécimo', relata.
Caiado defendeu que a transparência na contabilidade pública e a definição clara das metas fiscais foram essenciais para garantir o apoio das demais instituições públicas, evitando assim disputas ideológicas prejudiciais à gestão. Apesar de não ter percebido, destacou um período de falta de clareza [ditadura militar] nos gastos públicos.
"Com isso, a discussão interna se acalma, sem levar o debate para a polarização. Fazendo um governo sério, enfrentando os problemas, sabendo resolvê-los e dando resultado, fazemos com que os benefícios cheguem de verdade à população", termina o governador.
Do dia 10 de junho até este sábado, 21, foram divulgadas cinco pesquisas com simulações de primeiro e de segundo turno sobre a disputa presidencial que acontecerá em outubro. No espaço de 11 dias, os institutos Genial/Quaest, BTG/Nexus, CNT/MDA, Futura/Apex e Datafolha divulgaram suas mais recentes sondagens e foram poucas as diferenças nos números apurados de intenções de votos nos dois principais concorrentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Nos cenários de primeiro turno, o presidente Lula alcançou 42% como seu melhor resultado nas cinco pesquisas, e teve o índice de 39% como pior marca. Já o senador Flávio Bolsonaro observou uma distância maior entre o melhor resultado (34%) e o pior (28,2%).
Em relação ao segundo turno, o presidente Lula aparece liderando sobre o senador do PL em todas as pesquisas. A vantagem de Lula varia dos 12,5% apurados pela CNT/MDA até a menor diferença que foi verificada pelo Datafolha, de apenas quatro pontos percentuais.
Confira abaixo um resumo da disputa entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro nas simulações de primeiro e de segundo turno, de acordo com as cinco últimas pesquisas divulgadas nacionalmente.
1º Turno
Quaest BTG CNT Futura Datafolha
Lula 39% 42% 41,8% 42% 41%
Flávio 29% 33% 28,2% 34% 31%
2º Turno
Quaest BTG CNT Futura Datafolha
Lula 44% 49% 49,3% 48,1% 47%
Flávio 38% 43% 36,8% 42,9% 43%
O pré-candidato e senador da República, Flávio Bolsonaro (PL), criticou a modelagem da reforma tributária e os rumos da atual política macroeconômica do governo federal. O parlamentar justificou seu voto contrário à proposta no Congresso Nacional, argumentando que a medida resultará na maior alíquota de Imposto sobre Valor Agregado (IVA).
Flávio esclareceu que seu posicionamento não se deve a uma oposição a reformas no sistema de tributação nacional, mas sim ao impacto final sobre a população. Segundo ele, a alta carga tributária é fruto de sucessivas concessões decorrentes de pressões de grupos de interesse específicos que desfiguraram o projeto original.
"Eu, como político, sei que é preciso haver concessões, mas não ao sabor de pressões. O lobby mais forte vence de um lado, o outro perde do outro, e com isso o governo vai cedendo em sucessivas concessões. O resultado é que hoje caminhamos para pagar quase R$ 1 trilhão, fora da carga tributária regular", alega o senador.
Para o parlamentar, o descompasso gerado pelo atual governo reflete-se diretamente no descontrole da taxa básica de juros (Selic), atualmente fixada em 14,5% ao ano, mas que já registrou picos de 15% ao ano. Ele classificou o atual patamar como "padrão de pandemia" e atribuiu o cenário ao impacto negativo das políticas econômicas da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
Como contraponto, o senador oposicionista relembrou o cenário projetado ao final do mandato de seu pai, Jair Bolsonaro. "Se pegarmos a previsão do Boletim Focus de outubro de 2022, antes do processo eleitoral, a projeção da taxa de juros para 2025 era de 7,75% ao ano. Hoje, o índice está em quase o dobro disso. Estamos pagando cerca de R$ 1 trilhão em juros ao ano", aponta.
Flávio concluiu, afirmando que o país deixa de poupar centenas de bilhões de reais devido à condução da atual política fiscal. "Se estivéssemos operando com a taxa prevista lá atrás (estimativa baseada no trabalho que vinha sendo feito pelo governo do presidente Bolsonaro), estaríamos economizando mais de R$ 500 bilhões ao ano. Esse montante poderia ser revertido para amortizar a dívida pública", alega.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (22) a convergência entre os setores público e privado durante evento que marcou os 74 anos do BNDES, na sede da instituição no Rio de Janeiro. Aparentando rouquidão, Lula fez um discurso de menos de dois minutos e elogiou a gestão de Aloizio Mercadante à frente do banco de fomento.
"O que estamos assistindo hoje é apenas uma demonstração de que o Brasil não pode comportar mais o discurso atrasado entre a competência privada e a competência pública. O que é público e funciona tem que continuar público e funcionando. O que é privado e funciona tem que continuar privado e funcionando. O importante é que os dois continuam produzindo", afirmou o presidente.
Mercadante aproveitou o evento para prestar contas de sua gestão em discurso de quase 50 minutos. Segundo o executivo, em pouco mais de três anos à frente do BNDES, o banco concedeu R$ 862 bilhões em crédito, sem discriminar se os valores se referem a aprovações ou desembolsos, nem se incluem o programa de garantias que utiliza crédito de bancos privados. No mesmo período, os ativos totais do banco saltaram de cerca de R$ 650 bilhões para R$ 1,015 trilhão.
"Os ativos do banco dão estabilidade. Não adianta crescer, tem que crescer com segurança", afirmou Mercadante.
O pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), discursou nesta segunda-feira (22) no evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e fez duras críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comparando o impacto econômico do governo petista ao de uma guerra.
Flávio afirmou que o Brasil registra a segunda maior taxa de juros do mundo, atrás apenas da Rússia, que está em conflito armado há três anos, e usou o dado para atacar a condução econômica do governo Lula. "O governo Lula faz mais mal para o país do que uma guerra", disse o senador.
O pré-candidato também criticou o que classificou como uso da máquina pública contra adversários políticos, aumento da carga tributária e crescimento desenfreado das despesas. Em contraposição, defendeu a gestão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando a responsabilidade fiscal mantida durante a pandemia, a crise hídrica e os desastres ambientais do período.
"Eu sou testemunho ocular de que, sempre que havia aumento da arrecadação, nós conseguíamos isso com a modernização do Estado, com desburocratização, com desregulamentação. Chegamos a ser o segundo governo mais eficiente do mundo", afirmou Flávio.
O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, determinou que o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, remova de suas redes sociais um vídeo no qual sugere, sem apresentar evidências, que o Partido dos Trabalhadores (PT) recebe financiamento de facções criminosas. A decisão liminar, proferida na sexta-feira (19), atendeu a uma representação da federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PV e PCdoB.
Na publicação, o parlamentar afirma que não é verdade que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vá "mandar bombas e mísseis" para comunidades em razão da classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, medida anunciada recentemente pelo governo americano.
Segundo o deputado, essa informação estaria sendo divulgada por "presidentes de ONGs". Em seguida, ele declara que os EUA vão investigar os recursos dessas facções e que "há grandes suspeitas" de que esses valores financiem campanhas do PT.
Na liminar, Mendonça destacou que a liberdade de expressão é um pilar da democracia, mas não ampara a divulgação de "fatos inverídicos, descontextualizados ou sem lastro mínimo". O ministro afirmou que "a liberdade de expressão não protege, em princípio, a imputação de fato ilícito grave" e ressaltou que "o que se veda, neste momento, não é a discussão pública sobre tais temas, mas a manutenção de conteúdo específico que, em contexto eleitoral, atribui a partido político a suspeita de financiamento por facções criminosas sem indicar base mínima de verificação".
Segundo o magistrado, a imputação de acusação grave sem comprovação mínima tem potencial para comprometer a integridade do debate eleitoral e induzir o eleitorado a erro. A decisão estabeleceu prazo de 24 horas para a exclusão da postagem, sob pena de multa diária. Até as 19h de domingo (21), o vídeo ainda permanecia no perfil do deputado no Instagram.
AÇÕES NO TSE
De acordo com a Folha de S. Paulo, a ação movida pela federação é mais uma entre as mais de 60 representações protocoladas pela campanha do presidente Lula no TSE, a maioria delas por propaganda eleitoral antecipada.
Desse total, 18 ações são direcionadas contra a campanha do deputado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas também há pedidos contra o presidenciável Romeu Zema (Novo-MG) e outros pré-candidatos bolsonaristas, com destaque para o uso de inteligência artificial em vídeos publicados por adversários.
DEPUTADO ALVO DE OPERAÇÃO
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na sexta-feira (19) contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do Partido Liberal (PL), na Operação Galho Fraco. O alvo da investigação é um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de cotas parlamentares.
Durante as diligências, os agentes apreenderam aproximadamente R$ 400 mil em espécie em um endereço vinculado a Sóstenes, em Brasília. De acordo com os investigadores, o dinheiro estava armazenado dentro de um saco preto, guardado em um armário.
A nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20) mostrou que o presidente Lula (PT) manteve a vantagem frente a Flávio Bolsonaro (PL), com 41% das intenções de voto no cenário mais provável de primeiro turno, contra 31% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A nova pesquisa mostrou ainda que o senador estancou por ora o prejuízo eleitoral causado pelo caso "Dark Horse". No último levantamento feito pelo Datafolha, após a revelação de que Flávio havia pedido dinheiro a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para bancar um filme sobre Jair Bolsonaro (PL), Lula marcou 40% enquanto o senador tinha os mesmos 31%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Atrás de Lula e Flávio Bolsonaro aparecem Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) com 3% cada, seguidos por Romeu Zema (Novo), Aécio Neves (PSDB), Samara Martins (UP) e Augusto Cury (Avante), todos com 2%.
No hipotético segundo turno entre Lula e Flávio, os candidatos repetiram os números de um mês atrás, de 47% para o petista e 43% para o bolsonarista. De acordo com a pesquisa, desta vez, os brancos e nulos somam 8%, e 1% não sabe.
O Datafolha ouviu 2.004 entrevistados em 139 cidades. A pesquisa está registrada no TSE (Superior Tribunal Eleitoral) com o número BR-09956/2026.
Esta foi a primeira pesquisa Datafolha desde que a Câmara dos Deputados aprovou o fim da escala 6x1, uma das principais apostas do governo Lula para ampliar os pontos do petista. A pesquisa, no entanto, aconteceu antes do escândalo envolvendo o senador Jaques Wagner.
O Datafolha testou outras duas possibilidades de segundo turno, entre Lula e Caiado, no qual o petista aparece com 47% contra 41% do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos são 10%, e 2% não sabem.
Já entre Lula e Zema, a pesquisa mostrou 48% do atual presidente ante 39% do ex-governador de Minas Gerais, mesma diferença da pesquisa anterior, com 11% de brancos e nulos e 2% que não sabem.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (19). Em entrevista ao site norte-americano Axios, o republicano afirmou que "não poderia se importar menos" com o chefe do Executivo brasileiro e o classificou como uma pessoa "muito volátil".
Ao ser questionado sobre sua relação com Lula, Trump declarou que não costuma pensar no presidente brasileiro. "Não se trata de ser fã ou não ser fã. Para ser sincero, eu não penso nele. Realmente não penso nele. Não poderia me importar menos. Mas agora ele é um tipo diferente de pessoa. Muito volátil", afirmou.
As declarações ocorrem em um momento de tensão entre os dois países. Recentemente, o governo dos Estados Unidos anunciou novas tarifas sobre produtos brasileiros e passou a classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou nesta sexta-feira (19) a situação do atacante Neymar na Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026, afirmando que ele é "o primeiro convocado home office do mundo". A fala foi feita durante evento em Belo Horizonte (MG), provocando risos na plateia.
Lula conversava com uma criança sobre igualdade de gênero quando perguntou ao menino se ele já tinha visto a jogadora Marta, seis vezes eleita a melhor futebolista do mundo, em campo. A criança respondeu que não. Em seguida, o presidente questionou quem o Brasil tem de "bom de bola" atualmente, e o menino respondeu: "Neymar".
Ao ouvir a resposta, Lula lembrou que o atacante não está nem jogando, já que segue afastado dos gramados por uma lesão na panturrilha.
"Eu vi uma coisa ontem, que o Neymar é o primeiro convocado home office do mundo. Jogador home office", brincou o presidente.
"Isso eu vi na internet ontem. Eu acho que qualquer dia a gente vai ter que fazer uma seleção na inteligência artificial: 11 Pelés", completou.
Neymar está fora dos jogos da Seleção há cerca de um mês por causa da lesão e não participou nem da estreia contra o Marrocos, nem da partida contra o Haiti, que será disputada nesta sexta-feira.
Depois de ter apresentado explicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre suas relações com o Banco Master e os sócios Daniel Vorcaro, que o levaram a ser alvo, nesta quinta-feira (18), de operação da Polícia Federal, o senador Jaques Wagner (PT-BA) seguiu atuando normalmente como líder do governo. Em entrevista à Band News, Wagner disse que Lula se solidarizou com ele e que vai continuar na liderança do governo no Senado até segunda ordem.
“A liderança do governo fica a cargo do presidente Lula, com quem eu falei hoje, e eu acho muito difícil que ele mexa na minha posição pela relação que a gente tem e pela confiança que ele tem em mim”, disse Jaques Wagner na entrevista.
Como líder, o senador Jaques Wagner protocolou, na noite desta quinta, um recurso ao projeto que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662 para jornada de 20 horas semanais. No documento, o líder do governo pede que o projeto seja apreciado e votado no plenário do Senado.
O projeto, aprovado em 10 de maio na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, foi analisado em caráter terminativo, e caso não recebesse recurso de algum senador, seguiria diretamente para a Câmara dos Deputados. A proposta que aumenta a remuneração mínima de médicos e cirurgiões-dentistas, é considerada pelo governo federal uma das “pautas-bombas” em análise pelo Congresso.
A equipe econômica do governo apresentou uma estimativa de impacto de R$ 47 bilhões ao ano para as contas públicas caso o projeto seja aprovado também pela Câmara. Além de elevar o piso salarial, a proposta também prevê um aumento de 20% para 50% no adicional por trabalho noturno e as horas extras e estabelece um intervalo obrigatório de dez minutos de descanso a cada 90 minutos de trabalho.
O prazo para recurso ao projeto vencia nesta quinta (18), e o senador Jaques Wagner apresentou seu recurso às 21h04 da noite. A partir do recurso apresentado por Jaques Wagner, a Mesa Diretora decidiu abrir prazo para recebimento de emendas, que serão analisadas posteriormente por um relator de plenário a ser escolhido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A ação de Jaques Wagner como líder, na prática, retardou a tramitação do projeto tachado pelo governo como uma “pauta-bomba”. O projeto agora só deverá ter sua discussão retomada no início de julho, a depender de decisão do presidente do Senado.
Em um vídeo divulgado nas suas redes sociais na manhã desta sexta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou a assinatura de um decreto para bloquear recursos financeiros de empresas que atuam no mercado ilegal de apostas. O decreto foi explicado pelos ministros da Fazenda, Dario Durigan, e da Justiça, Wellington Cesar Lima e Silva.
“Depois desse decreto, a gente vai poder dizer ao povo brasileiro que nenhuma empresa que tentar fazer jogo iegal vai funcionar no Brasil?”, questionou Lula aos dois ministros.
De acordo com o ministro da Fazenda, a operação faz parte de uma sequência de ações que deverão ocorrer no país para acelerar a responsabilização de empresas e operadores ilegais. Durigan explicou que o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça e Segurança Pública terão atuação administrativa para bloquear preventivamente recursos oriundos de apostas ilegais.
No vídeo, Dario Durigan citou a Operação Conto da Sorte, realizada nesta quinta (18), com cumprimento de mandados de busca e apreensão em quatro estados: Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará e São Paulo.
“A gente vai até o fim. Ontem tivemos uma operação, a Conto da Sorte, em que a gente cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro estados: Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará e São Paulo. Para que o jogo irresponsável, quem mobiliza recursos da população de maneira ilegal, não fique mais sem responder”, afirmou Durigan.
O decreto impõe que após o bloqueio preventivo de recursos de empresas ilegais de apostas, o processo será encaminhado ao Ministério da Justiça, que ficará responsável por dar andamento ao procedimento até a destinação dos valores ao Fundo Nacional de Segurança Pública, respeitado o devido processo legal.
“A partir disso vamos mandar o processo para o Ministério da Justiça, que vai cuidar de encaminhar até o fim para que este recurso saia dos bancos, respeitado o devido processo legal, e vá para o fundo de segurança pública, para fortalecer o combate à corrupção, ao crime organizado, a partir dos recursos das bets ilegais”, disse Durigan.
De sua parte, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, disse que a medida se tornou possível a partir da Lei Antifacção, que ampliou os instrumentos do governo para atingir financeiramente organizações criminosas.
“Tudo isso é possível em função da Lei Antifacção, que deu essa ferramenta ao governo. Assim, o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça vão poder adotar essa providências para reverter o dinheiro do crime para o combate ao crime organizado. É mais uma ferramenta para fazermos a asfixia financeira contra o crime organizado”, afirmou explicou Wellington.
Ainda na conversa com Lula, o ministro da Fazenda apresentou números da ofensiva do governo federal contra o mercado ilegal de apostas. Segundo ele, 50 mil sites de empresas ilegais já foram bloqueados, cerca de 350 operadores foram identificados e 37 instituições financeiras movimentaram recursos considerados ilegais.
“Hoje a gente bloqueou 50 mil sites de empresas ilegais, identificamos cerca de 350 operadores, que estão bloqueados. Tem 37 instituições financeiras que movimentaram recurso ilegal. Precisamos garantir, com o devido processo legal, que esse recurso vá para a segurança pública e para de seguir atrapalhando a poupança e a economia das famílias brasileiras”, afirmou o ministro.
No final da fala dos ministros, Lula disse que estava assinando o decreto com "muito prazer", e nas suas redes, chamou a medida de “block para o jogo ilegal”.
Vice-líder do governo defende afastamento de Jaques Wagner da liderança do Senado: "Doa a quem doer"
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, defendeu nesta quinta-feira (18) que o senador Jaques Wagner (PT-BA) se afaste da liderança do governo no Senado após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Ao citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar afirmou a investigação precisa ser concluída "doa a quem doer".
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Em publicação nas redes sociais, Correia afirmou que Wagner deve concentrar esforços em sua defesa, sem abrir mão da presunção de inocência. "Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas", escreveu.
O parlamentar também destacou que a investigação demonstra a autonomia dos órgãos de controle durante o governo do Lula, afirmando que a Polícia Federal atua com independência. Apesar da manifestação do correligionário, Jaques Wagner afirmou que pretende permanecer no comando da liderança do governo no Senado e só deixará a função caso seja uma decisão do presidente.
CONFIRA A PUBLICAÇÃO:
O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Com as novas informações reveladas pela Operação Compliance não seria diferente.
— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) June 18, 2026
Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar a sua…
O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) criticou o senador Jaques Wagner (PT) nesta quinta-feira (18), após a Polícia Federal deflagrar a Operação Compliance Zero e apontar o petista como "beneficiário central" de vantagens econômicas pagas por integrantes do Banco Master. Zema ironizou o senador baiano com a expressão "se gritar pega ladrão".
"Vamos lembrar o seguinte: o líder do governo é aquele senhor que o próprio Lula escolheu para falar dele no Congresso. É a voz do presidente dentro do Senado. É por essa pessoa que o Lula se sente representado? Um indivíduo que está sendo investigado por corrupção no maior escândalo financeiro da história recente do Brasil?", questionou o ex-governador de Minas Gerais.
Zema também escreveu nas redes sociais que "sempre disse que na Bahia do PT foi onde tudo começou" e que "dia após dia a verdade fica ainda mais clara."
O mineiro passa por pressão interna no próprio Novo por suas críticas ao bolsonarismo no caso Master. Ele foi desconvidado de um evento do partido em Santa Catarina marcado para o início de julho, movimento que ocorreu após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro sugerir um rompimento "geral" entre PL e Novo.
O senador Jaques Wagner (PT) descartou nesta quinta-feira (18) a possibilidade de desistir da candidatura ao Senado nas eleições de 2026 após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Em entrevista à TV Band, o senador lembrou que já foi alvo de busca e apreensão em 2018 e ainda assim se elegeu como o senador mais votado da história da Bahia.
"Minha candidatura está absolutamente mantida. Estou muito seguro da minha vida pessoal. Em 2018, houve uma busca e apreensão na minha casa por conta da Fonte Nova e mantive minha candidatura. Fui o senador mais bem votado da história da Bahia. Não tenho que retirar minha candidatura", afirmou.
Wagner também disse que a liderança do governo Lula no Senado, cargo que ocupa, está à disposição do presidente, caso ele queira trocar seu representante. Ainda assim, o senador considerou a mudança pouco provável.
"A liderança do governo no Senado fica a cargo do presidente Lula, a quem falei hoje. Não acho, sinceramente, muito difícil que ele mexa na minha posição. Ele fez questão de me ligar e se solidarizar comigo", declarou.
O senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, negou nesta quinta-feira (18) ter recebido qualquer dinheiro do Banco Master após ser alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
Em entrevista à TV Band, o senador afirmou que os US$ 49 mil encontrados pela PF são referentes a diárias recebidas do Congresso Nacional para viagens ao exterior.
"O dinheiro, várias vezes viajei pro exterior. Mandei até levantar: de diária eu recebi 70 mil dólares. Eu fui viajar e comprei via Banco do Brasil. Então não tenho nada para esconder desse dinheiro. Do ponto de vista do dinheiro, estou absolutamente tranquilo", disse Wagner.
O senador também comentou sobre um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões no Horto Florestal, em Salvador. Segundo ele, não houve transferência de patrimônio.
Wagner afirmou que queria dar o imóvel à filha e pediu ao empresário Augusto Lima, a quem chama de "Guga", que comprasse o apartamento com a intenção de recomprá-lo depois.
"Nunca recebi dinheiro do Master ou de Augusto Lima. Sobre o apartamento, eu tinha interesse de dar à minha filha um apartamento desse. Falei com o Guga: você pode comprar e depois eu recomprar? Não tem nenhuma transferência de patrimônio para mim", declarou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quarta-feira (17), o uso da inteligência artificial para o que classificou de "práticas extremamente nefastas", alertou para os riscos de ampliação das desigualdades globais e defendeu o Pix como um modelo bem-sucedido de infraestrutura digital pública.
As declarações foram feitas durante a participação do chefe do Executivo brasileiro em uma reunião ampliada do G7, realizada na França. Essas informações foram confirmadas pelo jornal O Globo.
Durante seu pronunciamento focado em governança digital e inteligência artificial, Lula reconheceu os benefícios e avanços gerados pela tecnologia em setores estratégicos, como saúde, indústria, segurança alimentar, serviços públicos e transição energética.
No entanto, ponderou que o avanço tecnológico acelerado traz consigo desafios complexos que demandam regulação robusta e coordenação internacional.
“Mas há também práticas extremamente nefastas, como o emprego de armas autônomas, discursos de ódio, desinformação, pedofilia, manipulação de imagens de crianças e mulheres para pornografia, violência contra mulheres e meninas e precarização do trabalho”, diz.
O presidente brasileiro apresentou dados sobre a alta concentração do mercado global de serviços de tecnologia, apontando que a maior parte dos países em desenvolvimento ainda atua na economia digital de forma periférica — limitando-se a fornecer dados, consumir tecnologias importadas e exportar insumos estratégicos.
Ao abordar o conceito de soberania digital, Lula defendeu a necessidade de os dados gerados por cidadãos e instituições locais gerarem valor econômico e social para suas próprias nações. Ele classificou a infraestrutura digital pública como um dos ativos mais estratégicos do século XXI.
Nesse cenário, o mandatário utilizou o Pix como exemplo prático de política pública de alta eficiência na área tecnológica. Sem citar o nome comercial do sistema de pagamentos instantâneos gerido pelo Banco Central, o presidente descreveu a plataforma como uma conquista do Estado.
“Uma de nossas maiores entregas para o cidadão brasileiro, um sistema de pagamento público e gratuito que serve como referência de como dados integrados podem promover inclusão financeira e eficiência digital” afirma.
Em entrevista coletiva concedida hoje, quarta-feira (17), após se reunir na cúpula do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o sistema eleitoral brasileiro, mandou um recado direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e cobrou a cooperação jurídica internacional para a extradição de cidadãos brasileiros investigados que se encontram em território norte-americano.
Confira o momento:
"Ele pode gostar do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil, que as eleições são problema do Brasil. A única coisa que quero é o respeito pelo Brasil que eu tenho pelos Estados Unidos, só isso", exige o presidente.
O presidente mencionou ainda, em tom diplomático, que planeja apresentar a urna eletrônica a Donald Trump em um próximo encontro. "Se tem alguém que tem que aprender com as eleições civilizadas do Brasil é meu amigo Trump. Na próxima, vou levar a urna eletrônica para ele ver como é", completa.
Lula comentou sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem se referiu como inelegível e sob o alcance da Justiça brasileira, e mencionou a presença de apoiadores do ex-mandatário nos Estados Unidos que buscam interlocução com o governo americano.
O presidente declarou esperar que o governo dos Estados Unidos colabore com as autoridades brasileiras, realizando a entrega de cidadãos investigados para que a Polícia Federal possa dar andamento aos trabalhos de investigação em curso. "Quero que eles entreguem os bandidos brasileiros para a Polícia Federal trabalhar", pede o presidente.
Ao analisar os processos democráticos de ambos os países, Lula sugeriu que os Estados Unidos poderiam observar o modelo eleitoral adotado pelo Brasil, classificando-o como mais rápido e pacífico. "O EUA deveria aprender com o Brasil o que é eleição mais leve, mais tranquila. Não tem país no mundo com sistema como o nosso. Em duas horas, sabemos quem é o presidente, senadores e os deputados", comenta.
Lula enfatizou a importância de se manter o código de ética diplomático que rege as relações entre nações soberanas. Segundo ele, embora o líder norte-americano tenha liberdade para manter simpatias políticas pessoais, as eleições brasileiras constituem um assunto de exclusiva competência interna do Brasil.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na cúpula do G7, realizada em Evian, na França. Os dois líderes se encontraram novamente nesta quarta-feira (17), em um dos corredores do hotel onde ocorre o evento.
?? Lula e Trump se cumprimentam durante encontro do G7
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 17, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/Zu5WWUAJMo
Segundo registros obtidos pelo ICL Notícias, Trump caminhou em direção a Lula ao vê-lo, fez um gesto de cumprimento, e desejou ao líder brasileiro um "bom trabalho". Esse foi o segundo encontro informal entre os dois presidentes durante a cúpula. Antes, eles também haviam se cumprimentado na noite de terça-feira (8), durante um evento social organizado pelos anfitriões franceses do G7. Na ocasião, não houve registro fotográfico e os dois seguiram para um jantar oferecido aos chefes de Estado.
O novo encontro aconteceu após Lula participar de uma reunião da manhã e fazer um discurso sobre os desequilíbrios da economia mundial. Horas antes, em uma conversa informal com outros líderes, Lula afirmou que se considera uma pessoa de centro e declarou: “Nunca fui esquerdista”.
Durante o diálogo, o presidente brasileiro comentou sobre sua relação com sindicatos da Alemanha e da Itália e relembrou episódios de sua trajetória política. Ele também contou que foi convidado para visitar a Rússia nos anos 1980, mas foi impedido de viajar.
Apesar dos cumprimentos e dos gestos públicos de aproximação, Lula e Trump ainda não realizaram uma reunião bilateral para discutir a relação entre Brasil e Estados Unidos.
Depois da divulgação das pesquisas de intenção de voto da Genial/Quaest, da BTG/Nexus e da CNT/MDA, nesta quarta-feira (17) os pesquisadores do Datafolha estão nas ruas de todo o país para apurar a opinião dos brasileiros a respeito da corrida presidencial. O levantamento registrado pelo Datafolha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que as entrevistas seguem até a próxima sexta (19), data da provável divulgação dos resultados.
Além das intenções de voto para a presidência da República, o Datafolha vai avaliar a aprovação do governo Lula, a percepção dos eleitores sobre temas como economia e segurança pública, além da avaliação dos principais pré-candidatos, os índices de rejeição eleitoral e cenários de primeiro e de segundo turno.
O questionário do Datafolha também inclui perguntas sobre o impacto de um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a candidatos brasileiros. Os entrevistados responderão ainda se concordam ou discordam que facções do crime organizado como PCC e CV devem ser classificadas como organizações terroristas pelo governo norte-americano.
Sobre esse tema relacionado ao governo Trump, o Datafolha vai indagar da população se a influência do senador Flávio Bolsonaro na decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas foi positiva ou negativa para o Brasil.
Em relação aos cenários de primeiro e segundo turno das eleições presidenciais, a perspectiva é para saber se o Datafolha alcançará resultados parecidos com as últimas pesquisas divulgadas. A Genial/Quaest, por exemplo, apurou que no primeiro turno, o presidente Lula abriu uma distância de dez pontos sobre Flávio Bolsonaro, e de seis pontos na simulação de segundo turno.
Números próximos foram apurados pela mais recente pesquisa BTG/Nexus. Segundo o instituto, Lula abriu vantagem de nove pontos sobre Flávio no cenário de primeiro turno e de seis pontos no segundo.
Já a pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça (16) apresentou números ainda melhores para a candidatura de Lula. De acordo com o levantamento, o candidato à reeleição abriu 13,6% de vantagem sobre o senador do PL na simulação de primeiro turno, e 12,5% no cenário de segundo turno.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está perdendo a capacidade de vencer a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem pouco em experiência administrativa a oferecer ao eleitor brasileiro e ainda não deu explicações convincentes sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
As afirmações foram feitas pelo pré-candidato a presidente, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO), em entrevista concedida nesta terça-feira (16) ao site Poder360. Na conversa com o site, Caiado disse que Flávio Bolsonaro teria no momento um teto eleitoral insuficiente para derrotar o presidente Lula em uma eventual disputa de segundo turno.
Segundo afirmou Caiado, as pesquisas mais recentes mostram que Flávio Bolsonaro perdeu capacidade de crescimento eleitoral depois da divulgação de áudios em que pede recursos ao dono do Banco Master para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, de acordo com o ex-governador, o senador se prejudicou com a proposta de tarifaço de 25% dos norte-americanos sobre produtos brasileiros.
“Com os últimos acontecimentos, Flávio está perdendo essa capacidade de vencer o Lula no 2º turno. Isso é uma análise das pesquisas. Mostram que ele pode até chegar ao 2º turno, mas terá condições de virar? O que as pesquisas mostram é que essa distância aumenta”, afirmou.
Ronaldo Caiado explicou na entrevista que a comparação da sua experiência como governador durante os últimos sete anos com a trajetória dos demais candidatos da direita pode levá-lo a ganhar espaço nas pesquisas ao longo da campanha.
“O Flávio tem um recall muito forte por levar o nome do pai, que foi a maior liderança da centro-direita em capacidade de mobilização. Mas o eleitor vai começar a assistir aos debates e comparar experiência, resultados e trajetória. É isso que vai definir a eleição”, coloca Caiado.
Perguntado sobre as explicações dadas por Flávio Bolsonaro sobre os contatos com Daniel Vorcaro, Caiado disse que as justificativas dadas por ele não convenceram o eleitor. “Se tivesse sido suficiente, ele teria mantido a posição que tinha. O resultado está aí. Ele teve queda nas pesquisas”, esclareceu o pré-candidato.
Questionado ainda pelo Poder360 sobre quais ações implementaria para melhorar a condição fiscal brasileira, Caiado afirmou que, se for eleito presidente, adotará uma redução imediata de 25% nos orçamentos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Esta, segundo ele, seria uma das suas primeiras medidas para enfrentar o desequilíbrio fiscal do país.
De acordo com Caiado, o ajuste fiscal deveria começar pela estrutura do próprio Estado para garantir credibilidade antes da adoção de outras medidas econômicas.
“O primeiro passo é dar exemplo. Como eu fiz em Goiás: cortar na carne. Cortar no Executivo, no Legislativo, no Judiciário, nos tribunais, em todos. Um corte imediato de 25% para poder ter credibilidade e avançar em outras correções”, declarou o ex-governador.
“Um governo não pode exigir sacrifícios da população sem antes reduzir seus próprios gastos”, completou Caiado.
Segundo ele, a atual carga tributária brasileira não comportaria novos aumentos de impostos. “O brasileiro já está com uma carga tributária de 34,2%. Não existe mais espaço para aumentar impostos”, disse o pré-candidato a presidente pelo PSD.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas veladas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (16), durante seu discurso na reunião ampliada do G-7 em Évian-les-Bains, nos Alpes Franceses.
Sem citar diretamente o governo americano, Lula criticou as medidas protecionistas adotadas por países ricos e defendeu que o combate internacional ao crime organizado deve obrigatoriamente respeitar a soberania nacional de cada país. As declarações foram registradas pela imprensa. O Estadão confirmou o tom do discurso.
"O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias. Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas", relata o presidente brasileiro.
As declarações de Lula ocorrem em um momento de forte tensão diplomática, motivada pelo anúncio recente de tarifas alfandegárias impostas pelo governo Trump a produtos brasileiros, além da classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas pelo Departamento de Estado dos EUA.
Em um cenário próximo ao que foi apresentado pela pesquisa BTG/Nexus, um novo levantamento divulgado nesta terça-feira (16), desta vez da Futura/Apex, mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando as simulações de primeiro e segundo turnos com vantagem sobre seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
No principal cenário de primeiro turno da Futura/Apex, Lula aparece com 7,5% à frente do senador do PL. Já na pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda (15), o presidente Lula apareceu com nove pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro.
Confira abaixo o principal cenário de primeiro turno da Futura/Apex:
Lula (PT) - 41,6%
Flávio Bolsonaro (PL) - 34,1%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,5%
Romeu Zema (Novo) - 3,5%
Renan Santos (Missão) - 2,3%
Joaquim Barbosa (DC) - 2,1%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1,1%
Augusto Cury (Avante) - 0,9%
Brancos/nulos - 6,3%
Não sabe - 3,7%
A proximidade dos números das pesquisas Futura/Apex e BTG/Nexus aparece também no cenário em que é testada a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Enquanto no BTG/Nexus Lula vence o segundo turno com 6% de distância para Flávio, essa diferença vai para 5,2% no levantamento Futura/Apex.
O estudo Futura/Apex também simulou outros dez cenários de segundo turno para a eleição presidencial, incluindo disputas com Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Tereza Cristina (PP), Michelle Bolsonaro (PL) e Fernando Haddad (PT).
Confira abaixo como ficaram as simulações de disputas de um eventual segundo turno, com Lula e sem Lula:
Lula 48,1% x 42,9% Flávio Bolsonaro
Lula 45% x 36,3% Ronaldo Caiado
Lula 48,5% x 34,9% Romeu Zema
Lula 48,3% x 30,8% Renan Santos
Lula 48,5% x 29,2% Tereza Cristina
Lula 48% x 42,4% Michelle Bolsonaro
Flávio Bolsonaro 40,5% x 30,3% Romeu Zema
Flávio Bolsonaro 40,3% x 32,4% Ronaldo Caiado
Flávio Bolsonaro 42% x 29,2% Renan Santos
Flávio Bolsonaro 43,9% x 38,9% Fernando Haddad
Romeu Zema 30% x 29,7% Ronaldo Caiado
A pesquisa Futura/Apex entrevistou 2.000 pessoas em 861 municípios em todo o território nacional, de 8 a 12 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. Está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-01461/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve vir a Alagoinhas, no Agreste baiano, no dia 1° de julho, data marcada para a inauguração do novo Hospital Regional do Litoral Norte. Segundo o Alagonews, parceiro do Bahia Notícias, o local será a primeira unidade hospitalar do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) entregue no país.
A estrutura contará com 190 leitos, incluindo 30 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de serviços especializados nas áreas de oncologia, cardiologia, neurologia, neurocirurgia, hemodinâmica e traumato-ortopedia. A agenda em Alagoinhas marcará a primeira visita oficial de Lula ao município desde o início do atual mandato presidencial, iniciado em 2023.
Uma das passagens mais conhecidas de Lula na cidade ocorreu em novembro de 2013, quando participou da inauguração da unidade da cervejaria Itaipava, na condição de ex-presidente. Ainda segundo o site, a unidade também abrigará a primeira UTI pediátrica da região e a expectativa é que o hospital atenda moradores de 34 municípios das regiões de saúde de Alagoinhas e Ribeira do Pombal.
O custo da obra supera R$ 187 milhões, e a previsão é de que mais de mil empregos diretos sejam gerados com o funcionamento da unidade.
Além de Lula, a cerimônia deverá contar com a presença de autoridades dos governos federal e estadual, entre elas o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e os senadores Jaques Wagner e Otto Alencar.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve telefonar ou enviar uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para falar sobre as tarifas impostas ao Brasil. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista ao podcast Warren Política publicada nesta segunda-feira (15).
Segundo o titular da pasta, o país continua em busca de diálogo com autoridades norte-americanas contra a ameaça de imposição de novas tarifas a produtos brasileiros. “Eu também já disse, estou à disposição para falar com o Scott Bessent [secretário do Tesouro dos EUA]”, afirmou Durigan.
Os dois líderes se encontrarão no encontro do G7, grupo das sete maiores economias do mundo, na França. O Brasil não integra o grupo de países-membros, mas participa como convidado.
Na terça-feira (9), o ministro disse que “nos próximos dias” haveria um encontro virtual entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Jamieson Greer, o representante comercial dos Estados Unidos..
Com a Copa do Mundo 2026 já dominando conversas e postagens nas redes sociais, os três poderes em Brasília terão uma semana intensa, com definições importantes no Congresso Nacional, julgamentos de destaque no Judiciário e com o governo federal tentando negociar acordos durante a reunião das maiores economias do mundo, na França.
Esta reunião, do chamado G7, conta com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve fazer discursos no evento e manter encontros com Emmanuel Macron e a premiê do Japão. Lula tenta ainda uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar reverter uma nova aplicação de tarifas impostas aos produtos brasileiros.
E na França, Lula estará de olho no que acontece nessa semana no Congresso, principalmente em relação aos rumos do projeto que muda a jornada 6x1. Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) marcou a votação do projeto do governo que muda a jornada 6x1 e que tem urgência constitucional, e no Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) ainda segura o envio da PEC que trata do tema para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A semana ainda tem dois importantes julgamentos no Supremo Tribunal Federal: a Corte julga o ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação, e retoma a análise de recursos contra trechos do Marco Civil da Internet, uma decisão que vai definir a responsabilidade das big techs em relação a danos causados por conteúdos publicados por usuários.
Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula chegou nesta segunda-feira (15) à cidade de Évian-les-Bains, na França, onde vai acontecer a reunião dos líderes do G7, o grupo formado pelas principais economias do mundo. Essa reunião acontece pouco depois de o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, anunciar que chegou a um acordo para encerrar a guerra com o Irã.
E além de discutir os próximos passos desse acordo entre Estados Unidos, Israel e Irã, os líderes globais vão debater temas como a interminável guerra entre Rússia e Ucrânia, assim como os desequilíbrios econômicos globais, o fornecimento de minerais críticos fora da China, entre outros assuntos.
Durante a cúpula, o presidente Lula participará de debates sobre parcerias internacionais, desenvolvimento global e crescimento econômico equilibrado. Lula deve cobrar dos países ricos a manutenção do financiamento de iniciativas voltadas ao combate à pobreza e ao desenvolvimento das economias emergentes.
Na agenda de Lula está previsto um encontro bilateral com o presidente da França, Emmanuel Macron, além de outra reunião fechada com a premiê do Japão, Sanae Takaichi. A delegação brasileira também quer aproveitar a cúpula para tentar reverter a proibição de importação determinada em 5 de junho pela União Europeia a vários produtos agropecuários brasileiros.
Outro encontro que está sendo negociado pelo Brasil é com o presidente norte-americano Donald Trump. O governo brasileiro quer tentar reverter a disposição dos EUA de aplicar novas tarifas ao Brasil e busca acertar uma conversa entre Lula e Trump. O presidente brasileiro retorna ao Brasil na próxima quinta (18).
No calendário da economia, o destaque da semana será a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que decidirá sobre a taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião, no final de abril, o Copom reduziu a Selic de 14,75% para 14,50%, o segundo corte seguido de 0,25% nos juros neste ano.
Para a reunião desta semana, o mercado financeiro aposta em um novo corte de 0,25% na taxa de juros, reduzindo a Selic a 14,25% ao ano. O Comitê começa a se reunir na terça (16) e divulga a sua decisão sobre a Selic na quarta (17).
PODER LEGISLATIVO
Cansado de esperar que o governo retirasse a urgência constitucional do projeto que modifica a escala de trabalho 6x1, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), marcou para esta terça (16) a votação da matéria no plenário. A apreciação do projeto do governo levará à desobstrução da pauta de plenário.
Motta escalou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para ser o relator do projeto no plenário. Prates já havia sido o relator da proposta de emenda constitucional que tratava do tema, e que foi aprovada em 27 de maio pelos deputados.
O texto proposto pelo governo é parecido com a PEC do fim da 6x1, que estabelece o limite de 40 horas de jornada e dois dias de descanso semanais. A diferença entre os dois textos está justamente no regime de urgência do projeto de lei. Como foi apresentado em 14 de abril, o texto deveria ser votado até o final de maio.
Em uma publicação nas redes sociais, o presidente da Câmara deixou claro que a análise do projeto que trata sobre a redução de jornada de trabalho tem como objetivo destravar a pauta para focar em dois projetos ainda neste semestre: a regulamentação da Inteligência Artificial no Brasil e a proposta que reajusta o teto de faturamento para os MEIs (Microempreendedores Individuais).
O primeiro foi aprovado no Senado no fim de 2024, mas deve retornar se os deputados fizeram mudanças no texto. O projeto determina quais são os compromissos das empresas que desenvolvem IA no país e orienta a finalidade para o uso dessa ferramenta. Para isso, a proposta define o SIA (Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial).
Já a outra proposta aumenta o limite de faturamento de MEI para R$ 130 mil e passa a permitir a contratação de até dois empregados.
Esses projetos são o foco de Motta para este semestre, mas outra proposta também volta à Câmara e deve gerar pressão para ser votada antes do recesso: o texto aprovado pelo Senado que cria uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos adversos e dificuldades econômicas.
Caso haja a desobstrução da pauta, Motta deve priorizar também a votação do “PL dos Combustíveis”. O texto entrou em pauta no plenário nas últimas semanas, mas não foi discutido e pode ser levado à votação.
Criado com o objetivo de diminuir impactos econômicos gerados pelo conflito no Oriente Médio, o projeto busca reduzir os tributos incidentes em combustíveis, como gasolina e etanol.
Nas comissões da Câmara, o destaque será a análise do relatório da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) ao projeto que criminaliza a misoginia. A relatora manteve em seu parecer o ponto central da proposta original, de tornar a misoginia crime inafiançável e imprescritível, nos moldes do racismo. A principal mudança feita pela deputada está na definição jurídica da conduta.
Em vez de caracterizar a misoginia como “ódio” ou “aversão” às mulheres, o novo texto fala em “menosprezo ou discriminação” em razão da “condição de mulher”. Segundo Tabata Amaral, a mudança que ela introduziu no texto busca aproximar o projeto da linguagem já usada na legislação penal e processual penal.
No Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, apresentou uma pauta de temas diversificados para serem analisados no plenário nesta semana. Entre os destaques estão projetos sobre formação continuada de professores, criação de uma universidade voltada ao esporte e inclusão da educação política no currículo escolar.
Na sessão deliberativa de terça (16), os senadores devem analisar o projeto de lei 96/2024, de autoria do deputado Idilvan Alencar (PDT-CE), que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para detalhar quais atividades poderão ser consideradas para fins de aperfeiçoamento profissional continuado dos profissionais da educação básica pública.
Também está na pauta o projeto de lei 5.672/2025, de autoria do deputado Leo Prates, que prevê a transferência simbólica da sede do governo federal para Salvador no dia 2 de julho de cada ano, em referência à consolidação da Independência do Brasil na Bahia.
Outro destaque é o projeto de lei 6.133/2025, encaminhado pela Presidência da República, que cria a Universidade Federal do Esporte. A proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Esporte e busca ampliar a formação acadêmica e a produção de conhecimento voltadas ao setor esportivo.
Já na quarta (17), o plenário deve apreciar o projeto de lei 4.088/2023, da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), que inclui educação política e direitos da cidadania como componente curricular obrigatório da educação básica. A proposta também institui a Semana Nacional da Ética e da Cidadania.
Os senadores ainda poderão analisar o projeto de lei 162/2024, que institui a Semana Nacional da Ética e da Cidadania, e o projeto de lei 6.113/2023, do deputado Duda Ramos (Podemos-RR), que cria o Banco Nacional de Boas Práticas na Prevenção e no Combate à Violência contra a Mulher.
Além das votações, o Senado realizará na terça a cerimônia de entrega da Comenda Santa Dulce dos Pobres e, na quinta (18), uma sessão especial em homenagem aos 70 anos de criação do Conselho Federal de Química.
PODER JUDICIÁRIO
A semana começa no Supremo Tribunal Federal com o julgamento, marcado para esta terça (16) na Primeira Turma, do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). O ex-parlamentar é acusado de coação por articular sanções a autoridades brasileiras junto ao governo dos Estados Unidos, como forma de influenciar no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República, o objetivo de Eduardo Bolsonaro com suas ações nos Estados Unidos teria sido o de constranger integrantes do STF e interferir nas investigações relacionadas aos atos antidemocráticos e à tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.
A acusação tem como base elementos reunidos pela Polícia Federal, que apontam que Eduardo passou a atuar de forma mais intensa nos EUA após deixar o Brasil. O ex-deputado afirma ser alvo de perseguição política.
Na Primeira Turma do STF votarão os ministros Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, além de Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.
No plenário virtual, os ministros do STF analisarão decisão do ministro Flávio Dino que cobra do Congresso Nacional a regulamentação da mineração em terras indígenas. A decisão em debate estabelece prazo de dois anos para que os parlamentares aprovem uma lei sobre o tema e, enquanto isso não ocorre, prevê regras provisórias para a atividade, como a realização de consulta às comunidades afetadas, participação dos povos indígenas nos lucros da exploração e medidas de proteção ambiental.
Já no plenário físico, o presidente do STF, Edson Fachin, agendou para a próxima quarta (17) a continuidade do julgamento dos recursos apresentados a uma decisão da Corte sobre o Marco Civil da Internet. No julgamento, o STF deve consolidar a tese que servirá de referência para milhares de processos envolvendo redes sociais e plataformas digitais em todo o país, na discussão do marco civil.
Os dois recursos que serão analisados esta semana são relatados pelos ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. A Corte já definiu que grandes empresas de tecnologia terão de adotar medidas para combater conteúdos ilegais, como publicações relacionadas à pornografia infantil, terrorismo, tráfico de pessoas, discursos de ódio e incentivo à automutilação.
A redação final da tese deve esclarecer em quais situações as plataformas poderão ser responsabilizadas por danos causados por conteúdos publicados por usuários, encerrando um dos julgamentos mais relevantes dos últimos anos para a regulação da internet no Brasil. Um dos pontos de consenso, até o momento é de que as plataformas terão 60 dias, a partir do final do julgamento, para implementar as mudanças estruturais previstas na tese.
As determinações abrangem, além do chamado dever de cuidado (adoção de medidas concretas para reduzir riscos de ofensas a direitos fundamentais), a autorregulação e a disponibilização de canais de atendimento específico para pedidos de retirada de conteúdo.
Também ficou definido que os provedores de aplicações de internet terão responsabilidade solidária pelos danos decorrentes de conteúdos gerados por terceiros em casos de crime ou atos ilícitos. Na responsabilidade solidária, a dívida pode ser cobrada de todos ou apenas da parte que tem mais probabilidade de quitá-la.
Ainda nesta semana, está na pauta do STF a discussão sobre os efeitos da decisão que passou a exigir a comprovação de intenção de cometer irregularidades para enquadrar um agente público por improbidade administrativa. Na prática, o entendimento dificulta a punição de gestores por erros, negligência ou má administração quando não houver prova de má-fé, tema que divide especialistas em combate à corrupção e defesa da administração pública.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece na liderança em número de intenções de voto na corrida eleitoral deste ano. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (15), por meio da pesquisa BTG/Nexus, o petista chega a abrir uma margem de 9 pontos frente ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.017 eleitores por telefone (via CATI), entre os dias 12 e 14 de junho. A margem é de 2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-06645/2026.
Em análise de voto espontâneo, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Lula foi citado como o candidato de 36% dos eleitores. Flávio Bolsonaro aparece em seguida com 27% das respostas. O presidente do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos aparece em terceiro lugar, com 3% das intenções de voto. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparececem, respectivamente com 1%.
Nas demais respostas, 24% dos entrevistados não respondeu ou não sabia. 3% disseram que otariam nulo ou branco e 4% citaram outros candidatos.
Já em cenário estimulado, quando são apresentados os nomes dos candidatos, Lula aumenta a margem de liderança. Segundo o levantamento, o atual presidente chegou a 42% dos votos, frente a 33% do senador carioca. Ronaldo Caiado também avançou nesse formato, indo a 4% das intenções de voto, empatado com Renan Santos. Romeu Zema, Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) também aparecem empatados com 2%.
Aécio Neves e Cabo Daciolo pontuam com 1% das intenções de voto, cada um. 5% dos entrevistados responderam que votariam nulo ou branco e 3% não souberam responder.
2º TURNO
No segundo turno, a liderança do presidente Lula segue mantida. Em cenário estimulado de entrevista, o levantamento BTG/Nexus avaliou o desempenho do petista frente a Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Lula venceria em todos os cenários.
Contra Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Lula chegou a registrar 49/5 dos votos, contra 43% do senador, o equivalente a 6 pontos de diferença. 8% dos entrevistados responderam que votariam branco ou nulo e 1% não souberam.
No cenário contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula também aparece com 49% dos votos, frente a 39% do adversário. Brancos e nulos foram 11% e 1% não souberam responder.
O terceiro cenário, contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente Lula aparece com 48% dos votos, frente a 39% do governador do Goiás. Brancos e nulos são 11% e 2% dos entrevistados não souberam responder.
Já contra Renan Santos, Lula mantem o mesmo número, e o candidato do MBL aparece com 36% das intenções de voto. 13% dos entrevistados responderam que votariam branco ou nulo e 2% não souberam. (Reportagem atualizada às 09h03)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou neste domingo (14) a Lei nº 15.432/2026, que institui o Marco Legal do Transporte Público Coletivo. A norma altera o Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001) e a Lei de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/2012) e foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
A lei estabelece diretrizes para organização, planejamento, regulação, financiamento e prestação dos serviços de transporte público coletivo urbano, com foco na sustentabilidade econômico-financeira dos sistemas, na ampliação de fontes de custeio além da tarifa paga pelos usuários, na melhoria da qualidade e transparência dos serviços, na integração regional e na transição energética das frotas.
Um dos principais avanços é a ruptura com o modelo historicamente predominante no Brasil, em que o financiamento do transporte público recaía quase exclusivamente sobre a tarifa. Esse modelo gerava distorções como superlotação dos veículos, priorização de linhas mais rentáveis em detrimento das menos atrativas economicamente e desatendimento de regiões periféricas ou de menor demanda, resultando em um sistema orientado pela lógica do lucro operacional, e não pela qualidade e universalidade do serviço.
A nova legislação também altera o Estatuto da Cidade no trecho que trata da aplicação dos recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE-Combustíveis) e fortalece a integração entre planejamento urbano e sistemas de transporte, incorporando diretrizes de desenvolvimento orientado ao transporte e aprimoramento dos instrumentos de ordenamento territorial e mobilidade.
Parte dos assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) duvida que ele volte a indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a declaração pública do presidente de que pretende reapresentar o nome.
Segundo apuração da coluna de Lauro Jardim, a avaliação interna é de que, ao menos até as eleições, não há condições políticas para uma nova tentativa de indicação.
A fala de Lula veio dias após a derrota histórica sofrida pelo governo, quando a indicação de Messias ao STF foi rejeitada pelo Senado, em articulação conduzida pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, com apoio de outros nomes.
Mesmo diante do cenário desfavorável, Lula reafirmou a intenção de insistir na indicação.
"Vou mandar o Messias outra vez. Sou eu quem indico", declarou o presidente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (14) para Évian-les-Bains, na França, para participar da Cúpula do G7. A viagem do mandatário brasileiro foi antecipada devido à possibilidade de o presidente norte-americano, Donald Trump, comparecer apenas à abertura do evento, que ocorre na segunda-feira (15).
Apesar da expectativa de um novo encontro, o Palácio do Planalto optou por não formalizar um pedido de reunião bilateral com Trump. A avaliação do governo é de que não há justificativa ou necessidade política para uma agenda logo após o recente encontro entre os dois na Casa Branca. Diante disso, uma reunião oficial ainda é incerta, mas interlocutores não descartam um diálogo informal.
A relação diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos ficou mais delicada nos últimos meses. A classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelo governo dos EUA, a ameaça norte-americana de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e a cobrança de uma taxa de 12,5% sob alegações de falhas do Brasil no combate ao trabalho forçado são alguns dos motivos desse enfraquecimento da relação entre os dois países. Lula teria sinalizado que deseja entender melhor o alcance dessas medidas e avaliar se há margem para negociação para proteger o comércio bilateral.
Nos discursos previstos para o G7, Lula deve adotar uma postura estratégica, retomando uma pauta que tem defendido em fóruns anteriores: a ampliação da participação dos países emergentes nas discussões globais. Além de criticar medidas unilaterais e protecionistas, fazendo referência ao "tarifaço" dos Estados Unidos sem citar nominalmente o governo de Trump. O Brasil participará de sessões abertas aos países convidados. Na terça-feira, 16, o debate será sobre parcerias internacionais. Na quarta-feira, 17, a discussão terá como foco o crescimento econômico equilibrado.
Os dois principais candidatos a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), fizeram postagens em suas redes sociais sobre a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026, que acontece neste sábado (13). Entretanto, enquanto Lula procurou mandar um recado de otimismo ao time brasileiro, Flávio Bolsonaro preferiu criticar o seu adversário e dizer que ele só veste as cores do Brasil em época de Copa.
Vestido com a camisa da seleção, Lula mandou um recado ao técnico do time, Carlo Ancelotti, e aos jogadores, ao pedir que a equipe jogue “pensando no povo brasileiro”.
“O que vale é a garra! O que vale é a coesão do time, a unidade do time, a a harmonia do time. Eles têm que estar bem, eles têm que estar motivados e eles têm que jogar pensando no povo brasileiro, que está precisando de uma vitória. Se você conseguir isso, Ancelotti, você vai virar o nosso herói”, afirmou o presidente.
Segurando uma bola de futebol e com um broche na camisa onde se lê “O Brasil é dos brasileiros”, o presidente Lula pediu que os jogadores joguem com alma e chutem a gol para conseguir a vitória sobre a seleção do Marrocos.
“Time você tem, a Copa do Mundo a gente não disputa, a gente ganha! A gente não tem que ir pra disputar, a gente tem que ir para ganhar. “E lembrar de uma coisa: o que vale é chutar a bola no gol do adversário e ela entrar. O que vale é bola no gol do adversário, então sempre que puder chute! Pelo amor de Deus, chute!”, afirmou.
Já o senador Flávio Bolsonaro postou um vídeo que é aberto com a frase “Lula e o PT usam verde e amarelo apenas nos momentos da eleição e da Copa do Mundo”. O vídeo, que reproduz o jingle “Vem com fé”, da campanha presidencial, não chega a se referir diretamente ao jogo do Brasil, mas afirma que a camisa verde e amarela seria vestida por ele e pelo pai, Jair Bolsonaro, “a vida inteira”.
Na legenda que acompanha o vídeo, Flávio Bolsonaro faz uma rápida referência à Copa do Mundo: “Vamos para cima, Brasil, porque com o pé direito tudo dá certo: na vida, na política e, claro, no gol”.
A Seleção Brasileira entrará em campo a partir das 19h (de Brasília) contra o Marrocos no Estádio de Nova York e Nova Jersey, que também será palco da final do Mundial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve adotar uma postura de cautela e moderação política ao abordar as tarifas alfandegárias propostas pelos Estados Unidos contra exportações brasileiras. A manifestação ocorrerá durante sua participação na reunião de cúpula do G7 na próxima semana, na França.
Lula embarca para o país europeu neste domingo (14) e tem retorno previsto para a quarta-feira (17). O petista participará das sessões de debate como convidado, com foco especial na mesa que discutirá os desequilíbrios macroeconômicos globais.
De acordo com interlocutores do Palácio do Planalto ao Metrópoles, a expectativa é de que o presidente brasileiro faça críticas firmes ao protecionismo econômico e ao unilateralismo, mas sem citar nominalmente o presidente americano Donald Trump ou os Estados Unidos.
A avaliação da equipe diplomática brasileira é que fóruns internacionais de alto nível, como o G7, não são adequados para disputas políticas ou palanques diretos. No entanto, o tom firme que costuma adotar em defesa dos países em desenvolvimento será mantido.
Lula deve focar sua fala em como o modelo de desenvolvimento excludente global empurra nações mais pobres a situações de extrema vulnerabilidade.
Mais de 33,3 mil famílias de Salvador e do município de Buerarema serão beneficiadas pelo programa Imóvel da Gente, do governo federal. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (11) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia no Palácio do Planalto.
Na capital baiana, as famílias estão nos bairros de Alagados e Paripe. Em Buerarema, no bairro Nossa Senhora Aparecida. Do total, mais de 10,5 mil famílias estão qualificadas para financiamento via PAC.
O evento marcou a destinação de 32 núcleos urbanos para regularização fundiária em 15 municípios de dez estados, medida que pode beneficiar mais de 62 mil famílias em todo o país, das quais cerca de 32 mil já estão qualificadas para financiamento do novo PAC.
Além da Bahia, foram contemplados Amapá, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Pará, Paraíba, Paraná, Sergipe e São Paulo.
"Muito significativo o que estamos fazendo. Eu queria que a gente pegasse todos os imóveis que temos e os transformasse em coisas de utilidade pública. Estou feliz porque conseguimos fazer uma coisa que muita gente não conseguiu fazer", celebrou Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou nesta sexta-feira (12) que concluiu o tratamento complementar contra um câncer de pele diagnosticado no couro cabeludo. A declaração foi feita durante cerimônia no Palácio do Planalto. Segundo Lula, a 15ª e última sessão de radioterapia foi realizada nesta sexta-feira. O presidente afirmou estar recuperado e classificou o tratamento como uma medida para eliminar qualquer risco relacionado à doença.
“Hoje, eu fui no hospital e terminei a minha 15ª sessão de radioterapia. Tive câncer de pele e a radioterapia é para sumir de vez qualquer perspectiva. Estou bem e feliz pela minha cura definitiva desse câncer de pele”, declarou.
O tratamento teve início em maio, após a retirada de uma lesão identificada como carcinoma basocelular, tipo mais comum de câncer de pele associado à exposição prolongada ao sol. O procedimento cirúrgico foi realizado em abril, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
De acordo com a equipe médica, o tratamento não exigiu afastamento das atividades presidenciais, permitindo que Lula mantivesse normalmente sua agenda de compromissos oficiais.
O uso da tradicional camisa verde e amarela da Seleção Brasileira de futebol voltou a ser mais novo palco de disputa simbólica na corrida presidencial. Em evento no Pará nesta quinta-feira (11), na véspera da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) travam um embate direto pela apropriação das cores nacionais.
Confira em vídeo:
Durante agenda de pré-campanha de Flávio Bolsonaro no Pará. Em discurso direcionado a apoiadores que vestiam o uniforme da Seleção, o senador corrigiu um ato falho na sua fala e chamou a vestimenta de "camisa do Bolsonaro".
"A Copa do Mundo começa hoje. E a gente vai torcer [pelo] Brasil. A gente vai botar a camisa do Br... do Bolsonaro que vocês estão vestindo aí", corrige o parlamentar. Na ocasião, Flávio também acusou o atual presidente de tentar "roubar" a bandeira nacional e criticou a gestão petista.
Nas redes sociais, o presidente Lula (PT) publicou uma imagem utilizando o uniforme da Seleção sob a legenda "o Brasil é dos brasileiros". O próprio Flávio usa uma camisa azul com a frase "A Amazônia é dos brasileiros", logo após críticas sobre vira-latismo do presidente e opositores no jogo político nacional.
A estratégia discursiva nacionalista tem sido adotada pelo Palácio do Planalto para responder à recente decisão do governo de Donald Trump de impor novas tarifas alfandegárias sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou confiança na campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Em transmissão ao vivo realizada nesta sexta-feira (12), pelas redes sociais, o chefe do Executivo afirmou que a equipe comandada por Carlo Ancelotti reúne condições para fazer um grande torneio, desde que os jogadores tenham consciência da responsabilidade que carregam ao vestir a camisa do Brasil.
"O Brasil tem todas as condições. Os jogadores precisam estar compenetrados da responsabilidade que têm", declarou Lula.
Segundo o presidente, os atletas representam não apenas a si próprios, mas também milhões de brasileiros que enxergam no futebol uma fonte de inspiração.
"Eles não jogam apenas por eles. Jogam por milhões de jovens brasileiros que nasceram pobres e não tiveram as oportunidades que eles tiveram", acrescentou.
Lula ainda afirmou que acredita em uma campanha positiva da Seleção caso os jogadores demonstrem comprometimento dentro de campo.
"Se eles jogarem com o coração na ponta da chuteira e pelo povo brasileiro, tenho certeza de que faremos uma grande Copa", disse.
A declaração foi feita na véspera da estreia brasileira no Mundial. O Brasil enfrenta Marrocos neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Na última quarta-feira (10), durante agenda oficial em Brasília, o presidente já havia comentado sobre a expectativa para o primeiro compromisso da Seleção na competição. Ao ser questionado sobre um possível resultado, Lula afirmou que qualquer vitória seria suficiente.
"Eu quero que o Brasil ganhe. Se ganhar de meio a zero, já está bom. Mas eu acho que o Brasil vai ganhar, tá?", afirmou na ocasião.
A Seleção Brasileira integra o Grupo C da Copa do Mundo de 2026, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. Esta é a primeira edição do torneio realizada simultaneamente em três países: Estados Unidos, México e Canadá.
Um representante do Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT) criticou publicamente o ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa, nesta quarta-feira (10), durante evento com a presença do presidente Lula.
Do palco, o homem relatou dificuldades para conseguir audiência com o ex-governador e cobrou mais humildade do petista.
"Eu faço esse apelo para o ministro Rui Costa, que é do meu estado e que deveria ter a mesma humildade de nos receber. Nós tentamos diversas vezes contatos com ministros do senhor e tivemos dificuldades. Eu falo isso porque não sou de governo e eu construo essa política junto com o nosso povo e não tenho medo nem vergonha de falar", disse o representante, dirigindo-se a Lula.
O líder estava no evento em busca da assinatura de um decreto de regularização fundiária dos povos e comunidades tradicionais. Segundo ele, os territórios de sua comunidade estão sendo invadidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (10) que avalia uma nova etapa do programa Celular Seguro para notificar pessoas que utilizam aparelhos com registro de roubo ou furto.
Segundo ele, o governo tem cadastro de cerca de 2,5 milhões de celulares roubados e estuda enviar mensagens aos atuais usuários orientando a devolução dos aparelhos.
A declaração foi feita durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável (CDESS), o Conselhão. Lula informou ter recebido há cerca de dez dias um estudo do Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre a implementação da medida.
"Nós temos o cadastro, o endereço e o chassi de 2,5 milhões de celulares roubados. Não sabemos quem roubou, mas sabemos que os telefones foram roubados", afirmou o presidente.
Pela proposta em análise, os usuários desses dispositivos receberiam uma mensagem informando que o aparelho possui registro de roubo ou furto e seriam orientados a devolvê-lo.
Lula argumentou que quem permanecer com o equipamento poderá estar sujeito a responsabilização por receptação. "Precisa devolver porque pode estar cometendo um delito e, se for pego, pode sofrer uma punição desnecessária", declarou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (10), durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, que o Brasil não tem o direito de aceitar as novas tarifas propostas pelos Estados Unidos. O petista rebateu os argumentos da gestão Donald Trump, incluindo as críticas ao desmatamento no país.
"Essa última imputação de taxa que eles colocaram para nós, nós não temos o direito de aceitar, por dignidade e respeito ao que nós fazemos aqui com os trabalhadores brasileiros. Quero saber quais são os direitos que os trabalhadores dos EUA têm para vir um tal de diretor financeiro impor multa por conta do desmatamento. Será que eles não percebem que eles já estão carecas?", disse Lula.
O presidente também defendeu o gasto público e questionou críticas às despesas do governo.
"As pessoas nunca pararam para discutir e fazer a grande pergunta: quanto custou não fazer as coisas certas?", afirmou.
Antes de discursar, Lula segurou uma placa em defesa do Pix, que entrou na mira dos Estados Unidos e passou a ser explorado na disputa eleitoral entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário nas eleições de 2026.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma vantagem frente ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral. Isso é o que apontam os dados da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10). Em simulação de um segundo turno, Lula venceria o rival por 44% a 38% dos votos, uma margem de seis pontos.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais feitas de 5 a 8 de junho. O nível de confiança das estimativas é de 95%, e a margem de erro máxima prevista é de cerca de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada sob o código BR-07661/2026.
O levantamento é o primeiro do instituto após a divulgação do caso Dark Horse. Nas respostas, cerca de 14% dos entrevistados disseram que votariam branco, nulo ou não votariam, enquanto 4% estariam indecisos.
Em comparação ao mês de maio, Lula, que aparecia com 42%, teve uma evolução de dois pontos percentuais, enquanto Flávio Bolsonaro recuou três pontos, considerando que ele chegou a 41% das intenções de voto na época. Os indecisos eram 3%.
O levantamento também testou os nomes de Renan Santos (MBL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) em cenários alternativos de segundo turno contra Lula. O petista bate o pré-candidato do partido do MBL com 45% a 31%, e Zema e Caiado, por 45% a 35%
PRIMEIRO TURNO
Já em cenários de primeiro turno, a Quaest retirou os nomes de Aldo Rebelo, expulso do DC, e Hertz Dias (PSTU), e testou, de forma inédita, as possíveis candidaturas de Aécio Neves (PSDB), Edmilson Costa (PCB), Joaquim Barbosa (DC) e Heró Bezerra (PRTB).
Nesse cenário, Lula ainda lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 29%. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 3%. Aécio e Romeu Zema (Novo) têm 2%, e Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) aparecem com 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram.
REJEIÇÃO
A pesquisa também avalia os índices de rejeição dos candidatos. Lula e Flávio seguem na liderança. Entre os entrevistados, 53% dizem que conhecem e não votariam no pré-candidato do PT, enquanto 56% também afirmaram conhecer e não votar no senador Flávio Bolsonaro.
Já Aécio tem rejeição de 54%, Zema, de 29%, Caiado, de 32%, e Renan, de 20%, e Joaquim Barbosa, 17%. Augusto Cury aparece com 16%, Edmilson Costa, com 9%; Heró Bezerra, com 10%; Hertz Dias, com 8%, e Samara Martins, 10%.
O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou, nesta segunda-feira (8), uma carta direcionada ao público evangélico na qual afirma que os governos da legenda sempre mantiveram uma relação de respeito com as igrejas e reconhecem a importância do segmento religioso no país. O documento foi elaborado durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos do PT e publicado poucos dias após a realização da Marcha para Jesus, em São Paulo.
Na mensagem, o partido evita abordar temas ligados à pauta de costumes e concentra o discurso em iniciativas adotadas durante as gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltadas à garantia da liberdade religiosa e ao fortalecimento de políticas relacionadas à fé cristã.
A carta afirma que o PT nunca atuou contra as igrejas. “Os governos do PT nunca se opuseram às igrejas, sempre tiveram uma postura de respeito e de reconhecimento da importância e do papel da Igreja Evangélica”, registra um trecho.
O texto também cita medidas como a criação de leis para assegurar o livre exercício dos cultos religiosos, ações para facilitar a abertura de igrejas, o reconhecimento da música gospel como patrimônio cultural e a instituição de datas nacionais relacionadas à fé cristã e ao combate à intolerância religiosa
Depois que o site Intercept Brasil revelou, em 13 de maio, áudios que mostraram as conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, com pedidos de dinheiro para o filme “Dark Horse”, o pré-candidato do PL a presidente experimentou uma forte redução no fluxo de conquista de novos seguidores em suas redes sociais.
Um levantamento da empresa Solon Data, entretanto, mostra que mesmo com essa redução, Flávio Bolsonaro ainda ganhou mais seguidores do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos 30 dias, embora ambos tenham perdido, no mesmo período, para o presidenciável do partido Missão, Renan Santos.
A pesquisa Solon Data mostra inclusive que Renan Santos foi o político brasileiro que mais ganhou novos seguidores no último mês: 445 mil. Renan está à frente de Flávio Bolsonaro, que agregou 374 mil novos seguidores às suas redes. Para se ter uma ideia da redução na conquista de novos seguidores por Flávio, entre os meses de março e abril, ele havia aumentando em dois milhões o total de pessoas que segue as suas redes sociais.
Na terceira posição deste ranking aparece a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que teve o acréscimo de 334 mil seguidores em suas redes. Na quarta posição está a jovem vereadora da cidade de Praia Grande (SP), Eduarda Campopiano (PL). Com apenas 22 anos, Eduarda conquistou 313 mil seguidores em suas redes sociais no mesmo período.
Já o presidente Lula, de acordo com o levantamento Solon Data, teria tido um acréscimo de 152 mil novos seguidores em suas redes sociais. Lula ganhou mais seguidores que outros presidenciáveis, como Augusto Cury (48 mil), Ronaldo Caiado (44 mil) e Romeu Zema (14 mil).
Apesar de ter tido menor crescimento em suas redes sociais nos últimos 30 dias, o presidente Lula continua muito à frente dos adversários Flávio Bolsonaro e Renan Santos na quantidade de seguidores. Veja abaixo levantamento do Bahia Notícias sobre a quantidade total de seguidores nas redes sociais dos pré-candidatos Lula, Flávio Bolsonaro e Renan Santos.
Lula
Instagram - 14,7 milhões
Facebook - 6,4 milhões
X - 10,3 milhões
Threads - 3,1 milhões
TikTok - 5,6 milhões
Youtube - 1,61 milhão
Total: 41,7 milhões
Flávio Bolsonaro
Instagram - 10,6 milhões
Facebook - 3,5 milhões
X - 3,7 milhões
Threads - 2,4 milhões
TikTok - 2,1 milhões
Youtube - 814 mil
Total: 23,114 milhões
Renan Santos
Instagram - 1,6 milhões
Facebook - 78 mil
X - 143,6 mil
Threads - 29 mil
TikTok - 538 mil
Youtube - 175 mil
Total: 2,563 milhões
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei de autoria da deputada federal baiana Lídice da Mata (PSB) que determina a reserva de um minuto diário no programa A Voz do Brasil para a divulgação de informações sobre serviços de enfrentamento e prevenção à violência contra as mulheres.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União no último dia 3.
A nova legislação altera o Código Brasileiro de Telecomunicações e estabelece que as emissoras de rádio que retransmitem A Voz do Brasil deverão veicular, de segunda a sexta-feira, informações sobre canais de denúncia, serviços de apoio e equipamentos públicos que integram a rede de proteção às mulheres.
A iniciativa busca ampliar o alcance das políticas públicas de combate à violência de gênero por meio da capilaridade do rádio, levando orientações a regiões onde o acesso a outros meios de comunicação é mais limitado. A medida entrou em vigor na data de sua publicação.
A partir desta segunda-feira (8), o governo federal e os governos municipais têm apenas 26 dias para realizar solenidades de inauguração de obras, fazer nomeações de cargos públicos, participar de pronunciamentos em cadeia de rádio e TV, apresentar publicidade de programas oficiais, entre outras atividades.
Isso porque, a partir de 4 de julho (três meses antes do 1º turno das eleições 2026), agentes públicos terão diversas de suas condutas vedadas pela legislação eleitoral. As medidas impostas pela Justiça Eleitoral têm como objetivo evitar o uso da máquina pública para beneficiar candidaturas e garantir equilíbrio na disputa para cargos majoritários.
De acordo com a legislação eleitoral, nos três meses anteriores ao pleito, é vedado aos agentes públicos “nomear, contratar ou, por qualquer forma, admitir, dispensar sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou, por outros meios, dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, de ofício, remover, transferir ou exonerar servidora ou servidor público, na circunscrição do pleito, sob pena de nulidade de pleno direito”.
Também ficam proibidos ao presidente da República e aos governadores pronunciamentos em cadeia de rádio e televisão, assim como a participação na inauguração de obras públicas, federais ou estaduais. Assim como ocorre com a publicidade institucional, a exceção é permitida apenas em situações de urgência reconhecidas pela Justiça Eleitoral.
De olho no prazo fatal imposto pela legislação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu para sua equipe, na reunião ministerial realizada na semana passada, que acelerasse as entregas à população. Lula cobrou de seus auxiliares maior agilidade nas entregas e um balanço das ações de cada pasta para ser usado em divulgações oficiais.
“Temos até 3 de julho para fazermos todas as entregas que temos que fazer, porque depois do dia 3 não podemos fazer mais convênios com prefeituras, governo do estado, inaugurar obras [...] Ninguém me apresenta absolutamente nada novo. Agora é entregar o que já foi pensado”, disse Lula na reunião ministerial.
Algumas dessas entregas do governo federal já foram acertadas pelo Palácio do Planalto. No dia 19, por exemplo, o presidente Lula irá à cidade mineira de Divinópolis, para a inauguração do Hospital Regional do município.
Na agenda do presidente também está prevista uma ida a Salvador no dia 1º de julho. Na ocasião, Lula deve participar da reabertura da sala principal do Teatro Castro Alves, na região central de Salvador. O local está fechado há três anos após um incêndio.
Durante a Plenária Territorial do Programa de Governo Participativo (PGP) da Bacia do Jacuípe, realizada neste domingo (7), o senador Jaques Wagner (PT-BA) subiu o tom contra as recentes declarações do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. Sem poupar críticas ao adversário, Wagner defendeu uma postura política baseada no respeito mútuo.
"Alguém que lidera um grupo político e se expressa dizendo: 'eu quero humilhar o governador da minha terra', me perdoe, essa pessoa não presta. Eu quero ganhar a eleição, com Jerônimo e Lula, mas não quero humilhar ninguém. Ele que siga o caminho dele”, disparou o senador.
Wagner também criticou a postura da oposição em relação à importância da gestão municipal, apontando um distanciamento do adversário em relação à realidade das cidades.
"Eu fico triste de ver alguém que foi prefeito falar por aí que não precisa de prefeito. Realmente, se o cara não entende isso, algo está errado na cabeça dele", lamentou, fazendo um contraponto em defesa das lideranças locais, a quem chamou de "verdadeiros heróis da política", além de ressaltar que prefeitos e vereadores são o primeiro ponto de apoio da população: "Quando a coisa aperta, não dá para bater na porta do presidente ou do governador. É na porta do vereador e do prefeito que a gente bate logo de manhã para pedir socorro".
O ato político reuniu o governador Jerônimo Rodrigues (PT-BA), o ex-ministro e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT-BA), e o senador Otto Alencar (PSD-BA), além de deputados federais, estaduais, prefeitos, prefeitas e outras lideranças da região da Bacia do Jacuípe.
Líder do Governo Lula no Senado, Wagner celebrou o sucesso e a alta adesão popular aos PGPs, destacando que a iniciativa já coletou mais de 10 mil propostas da população para a construção do próximo programa de governo.
"Muito feliz em levarmos para os territórios essa metodologia inspirada no modo de governar do presidente Lula, de quem sou amigo há 48 anos. Esse método é um respeito a vocês, estamos aqui para ouvir quais são as suas prioridades", concluiu.
O anúncio da proposta de uma nova tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre mercadorias brasileiras forçou o Partido dos Trabalhadores (PT) a alterar a estratégia pré-eleitoral que havia sido traçada em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A nova diretriz interna do partido estabelece que o foco total das manifestações públicas seja direcionado contra o chamado "Tariflávio". Até então, o planejamento do PT previa a exploração de uma pauta positiva para o governo federal: a aprovação na Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho na escala 6x1.
Os bastidores foram confirmados pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O projeto agora depende do Senado Federal, sob a presidência de Davi Alcolumbre, para avançar.
Lula posa com camisa da seleção antes de amistoso e reforça campanha pelo resgate do verde e amarelo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou uma foto nas redes sociais neste sábado (6) vestindo a camisa da seleção brasileira de futebol antes do amistoso entre Brasil e Egito, agendado para as 19h. Na imagem, o presidente aparece sorridente, acompanhado de uma legenda com seu slogan sobre soberania nacional: "O Brasil é dos brasileiros".
A publicação ocorre no contexto do ano eleitoral de 2026, período no qual Lula tem força nas pesquisas de intenção de voto entre os pré-candidatos do espectro da esquerda. Confira:
A iniciativa de posar com a vestimenta da seleção nacional converge com o posicionamento recente do próprio chefe do Executivo. No último sábado (30), durante o lançamento da plataforma pública de streaming Tela Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, o petista defendeu de forma direta que a esquerda reaproveite as cores da bandeira nacional.
"A esquerda brasileira precisa aprender a utilizar na Copa do Mundo as cores verde e amarela para que elas não sejam tomadas por fascistas", disse o presidente na ocasião.
Relembre a ocasião:
Um advogado acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a Polícia Federal (PF) investigue uma suposta organização internacional voltada à clonagem de DNA, controle mental e substituição de pessoas por clones. A petição aponta como supostos integrantes do esquema o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o papa Leão XIV e o ator norte-americano Leonardo DiCaprio.
O caso foi protocolado na Suprema Corte e ainda aguarda a distribuição para a definição de um ministro relator. Apesar do teor das acusações, a petição não apresenta quaisquer evidências científicas, documentos ou elementos mínimos de prova que sustentem as alegações e foi revelada pelo portal Metrópoles.
AS ALEGAÇÕES
Na ação judicial, o advogado Kelmo Martins Bandeira afirma que a suposta organização (classificada por ele como "666" ou "Babilônia") que também contaria com a participação da Igreja Católica, de Hunter Biden (filho do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden) e de familiares de DiCaprio.
O autor da petição sustenta que o mapeamento do genoma humano deu início a práticas de manipulação física e de gênero. Segundo a tese apresentada, as vítimas teriam sua genética clonada de forma violenta para que robôs ou outras pessoas assumissem suas identidades.
Entre os alvos e afetados pela suposta rede, o advogado lista diversas personalidades públicas, políticos e artistas brasileiros, tais como Neymar, Ronaldo Fenômeno, William Bonner, Hamilton Mourão, Claudia Leitte, Samuel Rosa e Wesley Safadão.
A petição também traz alegações de que o empresário Joesley Batista teria aparecido grávido no Maranhão e que a cantora Marília Mendonça estaria viva, sugerindo que a vítima do acidente aéreo ocorrido em 2021 teria sido um clone da artista.
O advogado autor da ação, não foi localizado para comentar as declarações ou explicar os fundamentos para acionar o STF, que atua como Corte Constitucional do país.
Especialistas e praxes do meio jurídico apontam que o Poder Judiciário dispõe de mecanismos para rejeitar sumariamente ações consideradas ineptas, abusivas ou absurdas. Nesses casos, os magistrados costumam extinguir o processo logo no início, sem analisar o mérito da questão.
Além disso, a legislação prevê a aplicação de multas e o pagamento de custas processuais por litigância de má-fé, caso fique caracterizado o abuso do direito de acionar a Justiça de maneira puramente infundada.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu nesta quarta-feira (03) que o Brasil avalie a substituição do Pix pelo sistema de pagamentos instantâneos norte-americano Zelle. Segundo o ex-parlamentar, a medida poderia ser utilizada como um gesto de boa vontade nas negociações comerciais com o governo de Donald Trump.
Confira sua declaração:
?? Eduardo Bolsonaro sugere que o Brasil abandone Pix e adote sistema dos EUA
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 4, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/qWQw8OSjMR
“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos. Aqui é o Zelle. Então, dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos”, alega Eduardo Bolsonaro.
O Zelle é um sistema de pagamentos e transferências rápidas amplamente utilizado nos Estados Unidos, mas que possui características estruturais e operacionais bastante distintas do Pix brasileiro.
EDUARDO E FLÁVIO
Vale contextualizar que seu irmão e pré-candidato Flávio Bolsonaro foi alvo de campanha de grupos da base do governo nas redes sociais após o anúncio de novas tarifas e acusado de ser responsável pelas mesmas, batizadas de "Tariflávio".
Fotos: Ricardo Stuckert / PR / Arthur Búrigo | Folhapress
Como resposta, Flávio pousou com um cartaz idêntico ao do presidente Lula, com os dizeres "O Pix é o do Brasil", mais a adição "E do Bolsonaro", como provocativa à pose do rival nas Eleições de 2026. Além de suas declarações na imprensa: “Tem que sentar na mesa e conversar. O Brasil não pode brigar com os Estados Unidos. O Pix é do Brasil. O Pix é do Bolsonaro. Não tem essa conversa de que alguém vai acabar com o Pix".
Até mesmo em postagem recente, o senador ressaltou a posição:
Por sua vez, o presidente Lula alega que é necessário abandonar o complexo nacional de vira-lata [sentimento de inferioridade e autodepreciação em que os brasileiros]: “Precisamos jogar fora o complexo de vira-lata, de achar que somos pequenos e que não temos nada. A gente precisa querer ter para poder fazer”, afirma.
Mesmo após a repercussão, Eduardo Bolsonaro segue alegando que Lula é contra a soberania nacional por meio das suas redes sociais:
Lula não defende a soberania do Brasil,
— Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) June 4, 2026
ele defende a soberania do crime.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.