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Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
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O deputado federal Lindbergh Farias (PT) publicou neste domingo (11) uma foto do presidente Lula modificada por IA em suas redes sociais. Na imagem, que também foi compartilhada por outros aliados, ele aparece de costas vestindo uma sunga e tem aparência mais musculosa do que a de registros oficiais.
O líder do PT na Câmara compartilhou uma montagem que circula nas redes sociais e ironizou o estado do presidente: “O homem tá on, o tetra vem!”.
A publicação do deputado recebeu "Notas da Comunidade" da rede social X, uma ferramenta utilizada para "adicionar contexto a posts potencialmente enganosos".
Além de aparência mais atlética, a imagem foi ironizada por opositores pelo fato de ter "adicionado" um dedo a Lula na mão esquerda.
Wagner Moura recebeu uma ligação especial após conquistar o título de Melhor Ator em filme de Drama no Globo de Ouro por 'O Agente Secreto'. O ator foi felicitado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que divulgou o momento em que parabeniza o baiano pela premiação.
No telefonema, Lula reforçou a importância de Wagner para a cultura brasileira e pontuou que a trajetória do baiano era motivo de orgulho para o Brasil.
Moura devolveu o afago e agradeceu ao presidente pelo incentivo ao cinema e a cultura. "Eu me lembro que você fazia umas sessões de cinema, mostrando que gosta de cultura, presidente. Isso é uma diferença muito grande para qualquer país que quer se desenvolver", afirmou.
WAGNER MOURA GANHA O GLOBO DE OURO
— Carla Ayres (@carlaayres) January 12, 2026
O Brasil faz história mais uma vez. Wagner Mourão desbanca grandes atores e vence o Globo de Ouro como melhor ator 1 ano após a atriz Fernanda Torres conquistar o mesmo feito.
Deixo vocês com esse vídeo de Lula e Wagner ?? pic.twitter.com/896wB1tzkg
O presidente ainda prometeu seguir com a cultura como uma prioridade em seu governo. "A gente vai conseguir colocar a cultura como uma coisa perene neste país. Ela ensina as pessoas, torna as pessoas mais cultas, mais politizadas e gera milhões de empregos", disse o petista.
O baiano, que é ativo politicamente, se emocionou com a declaração do presidente. "Você não sabe a alegria que é falar com você e ouvir falar assim de cultura. É lindo, emociona e faz a gente ter certeza de que a gente está indo para o lugar certo, para o caminho certo".
Contrário ao governo de Bolsonaro que antecedeu a nova gestão de Lula, Wagner Moura aproveitou os espaços em entrevistas internacionais para falar sobre a visão dele com a mudança de governo e o impacto das ações do atual presidente na cultura.
"Um filme é sempre importante em qualquer momento. A cultura é sempre importante. E como eu disse ali, meio de improviso, mas é o que eu sinto, como é importante você viver em um país que o presidente gosta de cultura, respeita a cultura, acha que a cultura é importante para o desenvolvimento do país."
A escola de samba Acadêmicos de Niterói, que vai estrear neste carnaval de 2026, no Grupo Especial do Rio de Janeiro, com uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez uma postagem em sua conta no Instagram ironizando as críticas que vem recebendo pela escolha do enredo.
A agremiação, que será a primeira a entrar no Sambódromo no desfile do domingo, 15 de fevereiro, postou uma foto do presidente Lula mostrando a língua e ao som do samba “Vou festejar”, na voz de Beth Carvalho. “Se for chorar, manda áudio”, disse a Acadêmicos de Niterói, rebatendo as críticas.
O enredo da Acadêmicos de Niterói para o desfile, com o título “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, trata da história do presidente e exalta as ações do governo federal, não deixando de fazer referência ao principal adversário, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Sem temer tarifas e sanções/ Assim que se firma a soberania/ Sem mitos falsos, sem anistia”, diz um trecho do samba-enredo da agremiação de Niterói.
Segundo o site PlatôBR, a primeira-dama Janja ainda não confirmou com a Acadêmicos de Niterói se estará em um carro alegórico durante o desfile que homenageará Lula. Apesar da indefinição, a escola já teria recebido a confirmação de que Lula e Janja vão acompanhar a passagem da agremiação pela Marquês de Sapucaí, na abertura do Grupo Especial no dia 15 de fevereiro.
No final do ano passado, a Acadêmicos de Niterói decidiu não tentar captar os R$ 5,1 milhões em incentivos fiscais autorizados pelo Ministério da Cultura para o enredo que homenageia Lula. A decisão foi motivada pela avaliação de que o prazo disponível para buscar patrocinadores tornaria a operação inviável.
A autorização para captação de verbas a partir da Rouanet foi concedida em 15 de dezembro de 2025. Com o desfile marcado para 15 de fevereiro, a escola de samba teria menos de dois meses para fechar contratos, estruturar o orçamento e executar os recursos, prazo considerado insuficiente.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que a política de segurança pública deve ser tratada como uma política de Estado, baseada em método, inteligência e responsabilidade. A declaração foi dada em entrevista às Páginas Amarelas da revista Veja, publicada nesta sexta-feira (9).
Para o petista, o enfrentamento ao crime organizado não deve ser encarado como uma disputa ideológica. Ele defendeu que a esquerda enfrente o tema sem preconceitos e rejeitou o rótulo de leniência.
“Bandido bom é bandido preso e entregue à Justiça”, afirmou, ao destacar que a atuação policial precisa ser firme, mas dentro da lei, com respeito aos direitos humanos e ao devido processo legal.
Jerônimo reconheceu os altos índices de violência no estado e assumiu a responsabilidade pelo combate ao problema. Segundo ele, a resposta passa por investimentos em inteligência policial, formação continuada das forças de segurança, controle externo e uso de tecnologias, como câmeras corporais.
Questionado se teme que a pauta da segurança pública seja explorada politicamente pela oposição, o governador afirmou que o tema não pertence a um espectro ideológico específico.
“Temos feito o investimento necessário para fazermos o contraponto nesse debate. A segurança pública não é uma questão de esquerda ou de direita. É um tema que precisa ser apropriado por todos. O que está imposto é a necessidade de dar paz às pessoas e criar ambientes seguros”, disse.
Sobre as últimas pesquisas eleitorais que apontam vantagem do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), Jerônimo afirmou que “não existe eleição fácil” e disse manter confiança com base no histórico recente do PT na Bahia.
“Respeito todas as pesquisas, mas nos dois mandatos de Wagner, nos dois de Rui e no meu, em cinco eleições consecutivas, não ganhávamos em nenhuma delas, segundo as sondagens. O que nos interessa agora é trabalhar muito e continuar com as agendas no interior”, declarou. Segundo o governador, dos 417 municípios baianos, ele já percorreu 370 para realizar entregas e firmar novos compromissos nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e segurança pública.
A coluna “Radar” da revista Veja que chegou nesta sexta-feira (9) às bancas afirma que no final do ano passado, a Procuradoria-Geral da República arquivou um pedido de investigação sobre a existência de sósias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República. A coluna é liderada pelo jornalista Robson Bonin.
De acordo com a revista, a PGR recebeu uma denúncia anônima de que os sósias estariam se passando pelo presidente Lula no comando do governo. O denunciante afirmou que “quatro ou cinco atores de diversas aparências” se passariam por Lula para cometer crimes de corrupção na Presidência. O MPF descartou a possibilidade.
Existem diversos canais em redes sociais que divulgam fotos e vídeos que comprovariam a tese de que o governo utiliza sósias do Lula em determinados eventos públicos. A tese do uso de sósias cresceu principalmente após o acidente que o presidente Lula sofreu no banheiro do Palácio da Alvorada, quando escorregou e bateu a cabeça.
Há teorias da conspiração na internet e redes sociais que afirmam que Lula teria inclusive morrido naquele acidente, e desde então o governo estaria se utilizando dos tais sósias para preencher o lugar do presidente.
Outra investigação que teria sido arquivada pela Procuradoria, segundo a coluna “Radar”, foi o inquérito aberto para investigar a sonegação, pela Presidência da República, de informações sobre gastos de Lula e da primeira-dama Janja. No mesmo inquérito havia o pedido de investigação sobre visitas dos filhos de Lula ao Palácio da Alvorada.
A revista afirma que o inquérito sobre os gastos foi arquivado monocraticamente pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O jurista baiano Wellington César Lima e Silva é um dos nomes cotados para assumir o Ministério da Justiça, após o pedido de demissão de Ricardo Lewandowski. Atualmente, Wellington é advogado-geral da Petrobras e já assumiu o cargo de ministro da Justiça por 11 dias em 2016, durante o governo de Dilma Rousseff. A articulação estaria sendo feita pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Além de sua atuação na estatal, Wellington foi secretário de assuntos jurídicos da Casa Civil, cargo importante do Palácio do Planalto. Dentre os cargos assumidos, também está o de procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia.
De acordo com informações apuradas pelo portal Metrópoles, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), e o advogado-geral da União e indicado de Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, também estão trabalhando pelo nome de Lima e Silva.
Nascido em Salvador, o jurista ingressou no Ministério Público da Bahia em 1991. Foi chefe da instituição por dois mandatos, entre os anos de 2010 e 2014 e atuou nas comarcas de Itagimirim, Tucano e Feira de Santana. Em 1995, atuou na Promotoria de Justiça de Assistência e como assessor especial do procurador-geral de Justiça.
O baiano ficou conhecido como “breve” por ter sido nomeado ou cogitado para cargos em contextos de crise e por permanecer por curtos períodos nas funções que ocupa.
Em 2016, por exemplo, ele chegou a tomar posse como ministro da Justiça no então governo da ex-presidente Dilma Rousseff, mas, por questões jurídicas relacionadas ao acúmulo de funções, optou por deixar o cargo apenas 11 dias após assumir. (Reportagem atualizada às 14h35)
Após o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, o senador Esperidião Amin (PP-SC) protocolou, nesta quinta-feira (8), o chamado PL da Anistia. Relator da proposta vetada, Amin afirma que a nova iniciativa tem como objetivo “pacificar o país”.
O projeto barrado por Lula previa a redução de penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados por atos golpistas, incluindo os episódios de vandalismo registrados em 8 de janeiro de 2023, que completaram três anos nesta quinta-feira.
Parlamentares da oposição reagiram ao veto integral do presidente, e a resposta foi a apresentação do PL da Anistia pelo senador catarinense.
“Propomos a anistia ampla e irrestrita de todos os que participaram de manifestações com motivação política ou eleitoral, ou as apoiaram por quaisquer meios, inclusive por meio de contribuições, doações, apoio logístico, prestação de serviços e publicações em redes sociais e plataformas digitais, relacionadas ao dia 8 de janeiro de 2023”, diz o texto apresentado por Amin.
A deputada Carol de Toni (PL-SC) anunciou em suas redes sociais que protocolou, nesta quinta-feira (8), um requerimento em que solicita a realização urgente de uma sessão conjunta do Congresso Nacional. A sessão teria o objetivo, segundo a deputada, de analisar e derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que fixou uma redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro e por conta da tentativa de golpe de estado.
Lula assinou o veto ao projeto durante a solenidade realizada nesta quinta no Palácio do Planalto, para lembrar os três anos dos atos de vandalismo em Brasília que ocorreram no dia 8 de janeiro de 2023. O presidente, que já havia se posicionado contra o projeto, decidiu vetar o texto integralmente.
Para que seja realizada uma sessão do Congresso, com a presença de deputados e senadores, seria preciso que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), interrompesse o período de recesso parlamentar. Um veto, para ser derrubado, precisa receber 257 votos de deputados e 41 de senadores.
A deputada Carol de Toni afirmou que a análise do veto presidencial ao projeto da dosimetria de penas é urgente e justificaria a interrupção do recesso.
“A Constituição permite isso, quando existe urgência, e não há urgência maior do que pessoas presas injustamente. Óbvio que a dosimetria não é aquilo que queríamos. Nós queríamos anistia ampla, geral e irrestrita, afinal de contas, ilegalidades e violações de direitos humanos foram cometidas com grande repercussão na vida de pessoas que estão presas até hoje sem terem cometido nenhum crime”, afirmou a deputada.
A oposição havia pedido a interrupção do recesso parlamentar no final do mês de dezembro, para apurar revelações de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria exercido pressão sobre o Banco Central para autorização da venda do banco Master ao BRB. O pedido dos oposicionistas, entretanto, não foi para a frente.
No vídeo em que anunciou o requerimento, a deputada afirma que vai pedir a interrupção do recesso ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), mas no caso de uma eventual sessão do Congresso, somente o senador Davi Alcolumbre poderia convocá-la. Carol de Toni disse ainda que vai ingressar com requerimento para urgência de outro projeto que impõe anistia total aos presos e condenados pelo 8 de janeiro.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na manhã desta quinta-feira (8) e entregou sua carta de demissão. Segundo dois auxiliares do presidente, ele deve deixar o cargo até esta sexta-feira (9).
A integrantes do ministério, Lewandowski já havia sinalizado que pretendia permanecer na função apenas até essa data.
Os dois conversaram antes da cerimônia realizada no Palácio do Planalto, que marcou os três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Lewandowski discursou no evento e desceu a rampa do Palácio ao lado de Lula.
De acordo com interlocutores, o ministro afirmou ao presidente que a decisão foi motivada por razões pessoais, com o objetivo de dedicar mais tempo à família e aos netos. Havia expectativa de que ele pudesse permanecer no cargo até o fim deste mês.
Até o momento, o presidente Lula não definiu um nome para substituir Lewandowski. A possibilidade de uma transição no comando da pasta não está descartada, com a nomeação de um secretário para assumir o cargo de forma interina. As informações são do Globo.
Uma solenidade rápida, que durou menos de 40 minutos, e que acabou sendo marcada mais pela ausência não só das principais autoridades do Legislativo e do Judiciário, mas também da população. Assim pode ser resumido o evento desta quinta-feira (8) convocado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para registrar os três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Apesar do Palácio do Planalto ter registrado uma boa presença de público internamente, do lado de fora, os militantes de movimentos sociais, convocados pelo PT e por Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, compareceram em número reduzido. Não há ainda uma estimativa oficial, mas extraoficialmente o governo afirma que convidou cerca de duas mil pessoas.
Em seu discurso, que teve a duração de 13 minutos, o presidente Lula falou tanto de improviso como leu uma parte escrita. Apesar de Lula ter falado nos “traidores da pátria”, fazendo referência ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não houve citação ao recente caso da captura de Nicolás Maduro por forças especiais norte-americanas.
Na parte de improviso, Lula destacou a relação com o Congresso Nacional, e afirmou que, mesmo com minoria parlamentar, seu governo conseguiu aprovar pautas relevantes. Apesar das ausências dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, Lula elogiou as instituições e classificou o julgamento dos envolvidos na trama golpista como “magistral”.
Ainda falando de improviso, o presidente Lula aproveitou para fazer um balanço dos três anos de governo. Ele ressaltou os projetos aprovados no Congresso e destacou indicadores econômicos, como queda na inflação e no desemprego, além de dizer que o mercado errou todas as previsões que fez sobre a economia em 2025.
Já no pronunciamento que foi lido, o presidente classificou o 8 de Janeiro como uma “virada na democracia brasileira”. Disse que os responsáveis pelo ataque defendiam autoritarismo, violência e um estado de exceção. Para Lula, a democracia não é permanente e precisa ser construída e defendida continuamente.
“O que nós provamos nesses três anos de mandato é que a democracia é a arte do impossível. E ela é a arte da competência, da convivência democrática na diversidade”, disse.
O presidente Lula pontuou que a democracia está sempre "sujeita ao assédio" de "candidatos a ditadores", e parabenizou o Supremo pela conduta do processo sobre a trama golpista.
"A tentativa do golpe do 8 de janeiro de 2023 veio nos lembrar que a democracia não é uma conquista inabalável. Ela será sempre uma obra em construção, sujeita ao permanente assédio de velhos e novos candidatos a ditadores. Por isso, a democracia precisa ser zelada com carinho e defendida com unhas e dentes, dia após dia. Foi graças à firmeza das nossas instituições democráticas que tiveram a garantia de um julgamento justo e todos os direitos reservados", declarou.
Lula completou a sua fala sobre o julgamento dos envolvidos na trama golpista fazendo uma referência aos processos da operação Lava Jato. "Talvez, a prova mais contundente do vigor da democracia brasileira seja o julgamento dos golpistas pelo STF. Todos eles tiveram amplo direito de defesa. Foram julgados com transparência e imparcialidade. E, ao final do julgamento, condenados com base em provas robustas, e não com ilegalidades em série, meras convicções ou Powerpoints fajutos".
No fim do seu discurso, Lula afirmou rejeitar quaisquer tipos de ditaduras. "Não aceitamos nem ditadura civil, nem ditadura militar. O que nós queremos é democracia emanada do povo e para ser exercida em nome do povo".
O evento contou com poucos pronunciamentos. Além de Lula, falaram na solenidade o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, que disse que “sem soberania, a democracia é apenas simulacro”.
Ao final dos discursos e da assinatura do veto integral ao projeto que impõe redução de penas aos presos e condenados pelo 8 de janeiro e por tentativa de golpe, o presidente Lula, acompanhado de ministros, governadores e parlamentares, desceu a rampa do Palácio do Planalto. Junto com a primeira-dama Janja, Lula cumprimentou militantes de movimentos sociais que estavam na Praça dos Três Poderes.
Em paralelo à solenidade que acontecia dentro do Palácio do Planalto, os manifestantes convocados pelo PT e movimentos sociais participaram de um ato em defesa da democracia. Com bandeiras, cartazes e palavras de ordem, grupos entoaram gritos como “Fora Trump” e defenderam a liberdade na Venezuela.

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Parte dos manifestantes exibia bandeiras venezuelanas e discursava contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Cartazes pedindo veto ao projeto da dosimetria também podiam ser vistos em meio aos manifestantes.
Ao final do seu discurso na solenidade desta quinta-feira (8) para lembrar os três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023, que levaram à destruição das sedes dos três poderes em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o veto integral ao projeto da dosimetria de penas aos presos e condenados pela tentativa de golpe.
O projeto vetado por Lula foi aprovado em 17 de dezembro pelo Senado, com 48 votos a favor e 25 contra. Na Câmara, a proposta, relatada pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), recebeu 291 votos favoráveis e 148 contrários. Desde o início da discussão do projeto, que inicialmente tinha a intenção de anistiar presos e condenados pelo 8 de janeiro, o governo Lula se colocou frontalmente contra o avanço do tema.
Na prática, o texto do projeto, agora vetado, reduz a pena final de condenados por diversos enquadramentos dentro do mesmo ato golpista, inclusive nos processos já julgados ou pendentes sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022 e 2023. É o caso do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a uma pena de mais de 27 anos.
Há divergências sobre o tempo de pena que Bolsonaro deveria cumprir, caso o projeto se torne lei. De acordo com o relator, a pena do ex-presidente poderia ser reduzida de sete anos para pouco mais de dois anos em regime fechado.
O projeto promove uma alteração na Lei de Execução Penal, para prever quando o condenado poderá passar para um regime mais brando. Com a mudança, os 16% (ou 1/6) da pena em regime fechado valerão para crimes com ou sem os critérios de violência ou grave ameaça.
Além disso, os reincidentes — aqueles que já cometeram crimes — terão que cumprir 20% da pena. Com a legislação atual, os réus primários têm que cumprir 25% da pena em regime fechado, e os reincidentes, 30%.
O texto também cria uma regra de redução de pena para situações em que o crime for cometido em contexto de multidão. Nesse caso, quem não tiver financiado ou liderado as ações poderá receber um redutor de um terço a dois terços. A medida distingue quem atuou sem protagonismo de figuras organizadoras ou financiadoras dos atos antidemocráticos.
O veto integral do presidente Lula será agora analisado em sessão conjunta do Congresso Nacional, podendo ser derrubado ou mantido. A sessão terá que ser convocada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), a partir de 1º de fevereiro, quando será iniciado o ano legislativo.
Gritos de “sem anistia” proferidos pelos convidados presentes aos Palácio do Planalto marcaram o início, por volta das 11h10 desta quinta-feira (8), da solenidade voltada a lembrar os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, em que as sedes dos três poderes em Brasília foram invadidas e depredadas.
Apesar da presença numerosa de ministros, autoridades de governo e membros de movimentos sociais, poucos parlamentares compareceram ao evento, e entre as ausências estão a dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Alguns governadores marcam presença na solenidade, como Jerônimo Rodrigues, da Bahia, Elmano de Freitas, do Ceará, e Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte.
Participaram do evento os líderes do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), na Câmara, deputado José Guimarães (PT), e no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT). A quantidade de deputados e senadores no evento, entretanto, foi bastante reduzida.
Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no palanque principal estavam apenas membros do próprio governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Guilherme Boulos (Secretaria Geral) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação), além da primeira-dama Janja. Nem o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) compareceu ao evento.
O primeiro a falar no evento foi o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. O ministro vem manifestando desejo de pedir exoneração do cargo, e há uma especulação em Brasília de que ele teria esperado apenas o evento de 8 de janeiro para posteriormente conversar com o presidente Lula e efetivar o pedido de demissão.
Lewandowski falou sobre os graves acontecimentos do 8 de janeiro, da tentativa de golpe e da atuação das instituições na defesa da democracia.
“Embora as nossas instituições tenham, a muito custo, conseguido debelar a intentona, é preciso ter sempre em mente a célebre advertência de Thomas Jefferson: o preço da liberdade é a eterna vigilância. A solenidade de hoje, que vem sendo repetida todos os anos, tem justamente este propósito, de recordar a todos que é preciso permanecer unidos e vigilantes em defesa de nossa liberdade, a duras penas resgatadas”, disse Lewandowski, que ao final do discurso recebeu um abraço afetuoso do presidente Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quarta-feira (7), uma lei que proíbe a realização de descontos por associações em benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A norma havia sido aprovada pelo Congresso Nacional no fim do ano passado. Entre as medidas previstas, o texto determina a realização de uma busca ativa por beneficiários que tenham sido lesados por descontos indevidos e estabelece o ressarcimento dos valores cobrados de forma irregular. De acordo com o governo federal, os pagamentos de devolução já estão em andamento.
O tema ganhou destaque após uma operação da Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrada em abril de 2025, que apontou o desvio de bilhões de reais de aposentadorias e pensões por meio de descontos não autorizados.
A lei sancionada define que, constatada a irregularidade, o beneficiário terá direito à devolução total do valor. “Verificada a ocorrência de desconto indevido de mensalidade associativa ou referente a pagamento de crédito consignado em benefício administrado pelo INSS, será devida a devolução integral do valor ao lesado”, diz o texto legal.
Reportagem do jornal Estado de S.Paulo desta quarta-feira (7) revelou que a Polícia Federal teria informado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que vai investigar menções de que Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seria sócio oculto do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes. Conhecido como “Careca do INSS”, Antônio Carlos é apontado como líder do esquema criminoso que desviou valores bilionários de aposentados por meio de descontos associativos.
As menções foram encontradas pela Polícia Federal na investigação que realiza a respeito dos desvios nas contas dos beneficiários do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). De acordo com o “Estadão”, a PF encontrou citações do filho do presidente Lula em diálogos de WhatsApp, passagens aéreas, anotações e o depoimento de uma testemunha.
Na representação enviada ao ministro André Mendonça, relator do inquérito sobre os desvios no INSS, os investigadores da Polícia Federal ressalvam que até o momento não foi encontrado nenhum elemento que indique a participação direta de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, nos fatos sob investigação. A defesa de Lulinha disse ao jornal que ele nunca foi sócio do Careca do INSS.
“Isso é mais uma vilania, mais uma tentativa de desgastar o governo”, afirmou o advogado Marco Aurélio de Carvalho ao jornal.
Em meados de dezembro, o ministro André Mendonça autorizou a nova fase da Operação Sem Desconto da Polícia Federal. Na decisão em que autorizou a continuidade da operação, Mendonça afirma que a PF identificou cinco pagamentos de R$ 300 mil, totalizando R$ 1,5 milhão, de uma empresa do Careca do INSS — a Brasília Consultoria Empresarial S/A — para a empresa RL Consultoria e Intermediações Ltda., que pertence a outra investigada, Roberta Moreira Luchsinger.
Em mensagem trocada entre o Careca e um de seus sócios, também investigado, ele diz que um dos repasses de R$ 300 mil para a empresa de Roberta Luchsinger seria para “o filho do rapaz”. A decisão de Mendonça não esclarece quem seria essa pessoa.
A defesa de Roberta Moreira Luchsinger disse à reportagem do “Estadão” que ela possui “relação pessoal com Fábio Luís e sua família há vários anos e não é a primeira vez que surgem ataques a ela ou a Fábio, fruto de sua amizade”.
Durante um café da manhã com jornalistas, no dia 18 de dezembro, o presidente Lula afirmou que todas as pessoas que tenham envolvimento no esquema de fraudes em aposentadorias do INSS serão investigadas e eventualmente punidas. Questionado sobre as investigações da PF e a suposta parceria comercial entre o Careca do INSS e o seu filho, o Lulinha, Lula disse que se ele tiver envolvimento, será investigado.
“Muitas das coisas estão em segredo de Estado. Já li notícias e tenho dito para ministros e à CPI que é importante ter seriedade, que se possa investigar todas as pessoas envolvidas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu envolvido nisso, ele será investigado”, afirmou Lula.
Em meio à expectativa de o presidente Luiz Inácio Lula Silva sancionar com vetos o projeto que reduz penas aos presos e pelos atos do 8 de janeiro de 2023, além dos envolvidos na trama golpista, o evento para lembrar os três anos do vandalismo nas sedes dos três poderes, marcado pelo governo para a próxima quinta-feira (8), deve contar com ausências significativas.
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmaram nesta terça (6) que não comparecerão ao evento que acontecerá no Palácio do Planalto. A solenidade vem sendo promovida desde 2024, para relembrar os atos criminosos de 8 de janeiro e reforçar a necessidade de defesa da democracia.
Davi Alcolumbre informou o governo que está no Amapá cumprindo agendas e dando andamento a compromissos de trabalho. Na mesma linha, Hugo Motta alegou compromissos pessoais para justificar a ausência na solenidade.
Também não foi confirmada ainda a presença do ministro Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal). Fachin comandará uma agenda de eventos no Supremo voltados à lembrança do 8 de janeiro, na tarde do dia 8.
No ano passado, a solenidade sobre o 8 de janeiro não contou com a presença do então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), assim como do presidente da Câmara na época, Arthur Lira (PP-AL). O presidente do STF naquele momento, ministro Luís Roberto Barroso, também não compareceu.
O presidente Lula pediu a presença de todos os seus ministros na cerimônia. Parte da Esplanada, no entanto, está em recesso.
A ministra Simone Tebet (Planejamento), por exemplo, já avisou que não deve comparecer. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também está em recesso e provavelmente também não comparecerá.
Já o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, promete levar uma numerosa caravana de representantes de movimentos sociais. O PT também convocou seus militantes para estarem presente na área externa do Palácio do Planalto, onde deve ser instalado um telão.
O primeiro e único projeto registrado nos primeiros dias de 2026 no sistema da Câmara dos Deputados é a proposta, apresentada pelo governo Lula, de criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano. Pelo projeto, o novo instituto surgiria a partir de um desmembramento do Instituto Federal da Paraíba (IFPB).
De acordo com o texto apresentado pelo governo, o novo instituto será incorporado ao rol dos institutos federais previstos na legislação, passando a integrar formalmente a Rede Federal. A sede da reitoria ficará localizada no município de Patos (PB), que tem como prefeito Nabor Wanderley, pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
O envio do projeto representa um afago do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao deputado Hugo Motta, além de uma tentativa de reconstruir pontes, após um ano de muita turbulência em votações na Câmara. Nas suas redes sociais, Motta destacou a relevância da proposta para o desenvolvimento regional da Paraíba.
“A descentralização do ensino superior no interior consiste em uma bandeira que abraço desde o meu primeiro mandato. Essa é uma iniciativa que aponta para o futuro, ao fortalecer a formação de mão de obra ainda mais qualificada, atrair empresas e gerar desenvolvimento. Patos já se consolidou como um polo regional de educação e conhecimento, recebendo estudantes de toda a Paraíba e de estados vizinhos. A criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano fortalece esse papel e amplia as oportunidades para milhares de jovens”, afirmou o presidente da Câmara.
Na justificativa encaminhada ao Congresso, o governo Lula destaca que a criação do novo instituto busca fortalecer a interiorização da educação profissional e tecnológica, ampliar a capilaridade da Rede Federal e otimizar a governança no estado da Paraíba. A medida se alinha à política de expansão dos institutos federais impulsionada pelo Novo PAC.
Segundo o Executivo, a criação do Instituto Federal da Paraíba será viabilizada com redimensionamento de unidades já existentes do IFPB, com previsão de investimento de R$ 10 milhões e despesas de custeio estimadas em R$ 2,9 milhões em 2026, além de valores projetados para 2027 e 2028.
O prefeito de Patos, Nabor Wanderley, que tenta viabilizar uma candidatura ao Senado com apoio ao Palácio do Planalto, também comentou nas suas redes sociais sobre o projeto de criação do instituto.
“A implantação e o fortalecimento do IFPB em Patos são fruto de muito diálogo, persistência e articulação do presidente Hugo, em Brasília. Lutamos para que o IFPB viesse para Patos, fizemos a doação do terreno à época, demos apoio institucional e mostramos que a cidade tinha estrutura, demanda e capacidade de se tornar referência educacional no Sertão”, destacou o prefeito.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria entrado em contato com a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante o final de semana. Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (5), o presidente brasileiro abriu diálogo informal com Rodriguez entre sábado (3) e domingo (4).
O contato ocorreu após o Itamaraty, ou Ministério das Relações Exteriores, reconhecer formalmente a liderança da vice-presidente de Nicolás Maduro, após a captura do então líder venezuelano durante uma ação militar norte-americana.
Há a possibilidade de que os dois voltem a se falar ainda nesta segunda (5), ainda conforme a reportagem. Ainda no sábado, Lula manifestou, nos bastidores, preocupação com as consequências da operação militar ordenada por Donald Trump à estabilidade na América do Sul.
Durante uma reunião virtual realizada com auxiliares no sábado, Lula pediu que ministros acompanhem com atenção os desdobramentos da intervenção americana na Venezuela, especialmente possíveis impactos na fronteira com o Brasil.
Lula também determinou posicionamento crítico à operação americana, apontada por integrantes do governo como um precedente perigoso para o continente.
A primeira semana do ano de 2026 começa em Brasília sob o impacto da operação militar do governo dos Estados Unidos que capturou e prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O governo brasileiro, que emitiu nota no fim de semana considerando a ação norte-americana uma “afronta gravíssima à soberania de outro país”, deve seguir nos próximos dias na mesma linha, de alertar para a violação de tratados internacionais, mas sem maior veemência em criticar diretamente o presidente Donald Trump.
Nesta segunda-feira (5), o Brasil deve participar da reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), e provavelmente deve apresentar a mesma linha de argumentação, de que a ação militar na Venezuela “ultrapassou uma linha inaceitável”.
Em meio à crise política que ameaça também a Colômbia, outro aliado do governo brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende realizar nesta semana um ato no Palácio do Planalto para marcar os três anos dos acontecimentos no dia 8 de janeiro de 2023, com o vandalismo nas sedes dos três poderes. Além desse evento, o restante da agenda de Lula para essa semana ainda não foi divulgado.
Para o ato, na próxima quinta (8), Lula convidou os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, além de parlamentares, ministros, autoridades públicas e membros dos tribunais superiores. As presenças de Motta e Alcolumbre ainda não foram confirmadas.
No mesmo dia 8 de janeiro, o STF realiza o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro - Um dia para não esquecer”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate.
O STF segue de recesso, embora alguns ministros estejam trabalhando normalmente, como Alexandre de Moraes e André Mendonça. O Congresso também segue em recesso parlamentar até o início de fevereiro.
No calendário da divulgação de indicadores econômicos, o IBGE divulgará na próxima quinta (8) a Pesquisa Industrial Mensal. O estudo apresentará os resultados do setor industrial brasileiro no mês de novembro de 2025.
O destaque da semana, entretanto, será a divulgação, na sexta (9), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O indicador representa a inflação oficial brasileira, e os números apresentados se referem à alta de preços no mês de dezembro.
Ao final do terceiro ano do atual mandato, a gestão do presidente Lula contabiliza a assinatura de nove acordos de leniência, que somam R$ 1,54 bilhão em valores previstos para ressarcimento aos cofres públicos. O montante é significativamente inferior ao registrado no mesmo intervalo do governo Jair Bolsonaro, quando os acordos alcançaram cifras cerca de seis vezes maiores.
Entre 2019 e 2021, foram firmados 11 acordos de leniência que totalizaram R$ 9,3 bilhões. Apenas três empresas, Braskem, OAS e Camargo Corrêa, responderam por aproximadamente R$ 6,2 bilhões desse total. Na atual gestão, o maior acordo individual chegou a R$ 728 milhões e envolveu companhias de Singapura em parceria com o Estaleiro Jurong Aracruz, no Espírito Santo, em um caso relacionado ao pagamento de propinas entre 2007 e 2014 em contratos com a Petrobras.
Já em relação aos valores efetivamente recolhidos, empresas que firmaram compromissos com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) repassaram R$ 3,39 bilhões durante o governo Lula 3. O número representa uma queda de 25% na comparação com os R$ 4,54 bilhões devolvidos ao erário no mesmo período da gestão anterior. As informações são do Globo.
“La Libertad Avanza. Viva la libertad carajo”. Com essa frase curta, postada na rede X, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou a captura do venezuelano Nicolás Maduro pelas forças especiais do governo dos Estados Unidos, neste sábado (3).
Milei foi um dos poucos líderes das américas a apoiar a investida militar do governo Donald Trump para prender Maduro e retirá-lo do seu país. Assim como Milei, o presidente do Equador, Daniel Noboa, sinalizou ser a favor dos ataques dos Estados Unidos à Venezuela.
Em uma postagem no seu perfil nas rede social X, Noboa disse ver a estrutura criminosa do que chamou de “narco chavistas” desmoronar em todo o continente.
“A todos os criminosos narco chavistas, sua hora hora chegou. Sua estrutura vai terminar de cair em todo o continente”, escreveu o presidente do Equador.
Do lado contrário, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por exemplo, criticou a ofensiva norte-americana e disse que o seu governo convocou o Conselho de Segurança Nacional para dar assistência aos colombianos na Venezuela.
“O governo da Colômbia repudia a agressão à soberania da Venezuela e da América Latina. Os conflitos internos entre os povos devem ser resolvidos pelos próprios povos em paz. Esse é o princípio da autodeterminação dos povos, que é a base do sistema das Nações Unidas”, declarou Petro na rede X.
“Convido o povo venezuelano a encontrar os caminhos do diálogo civil e da sua unidade. Sem soberania não há nação. A paz é o caminho, e o diálogo entre os povos é fundamental para a união nacional. Diálogo e mais diálogo é a nossa proposta”, acrescentou o líder colombiano.
Uma condenação mais veemente à ação dos Estados Unidos foi postada na rede X pelo líder cubano, Miguel Díaz-Canel, que repudiou a ofensiva das forças especiais norte-americanas.
“Cuba denuncia e exige urgente reação da comunidade internacional contra o criminoso ataque dos EUA à Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o corajoso povo venezuelano e contra a nossa América. Pátria ou morte! Venceremos!”, declarou Miguel Díaz-Canel.
A declaração do líder cubano encontra paralelo no comunicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que a ação militar dos Estados Unidos ultrapassa a linha do que é aceitável na relação entre países.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, disse Lula.
Para Lula, a ação da madrugada é uma flagrante violação do direito internacional e abre espaço para um mundo de “violência, caos e instabilidade”.
Com mais comedimento, o presidente do Chile, Gabriel Boric, disse estar preocupado com a situação e pediu uma solução pacífica para a manutenção do poder na Venezuela. “Apelamos por uma solução pacífica para a grave crise que afeta o país”, declarou.
Boric disse ainda que a crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio do multilateralismo, não por meio da violência ou da interferência estrangeira.
Na mesma linha, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, relembrou um trecho da Carta das Nações Unidas: “Os integrantes da Organização deverão abster-se, nas suas relações internacionais, da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os objetivos das Nações Unidas”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou na manhã deste sábado sobre o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e condenou a ação militar do país norte-americano.
Em comunicado, o presidente brasileiro afirmou que a ação militar ultrapassa a linha do que é aceitável na relação entre países.
"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional."
Para Lula, a ação da madrugada é uma flagrante violação do direito internacional e abre espaço para um mundo de "violência, caos e instabilidade".
"Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões", acrescentou.
O presidente, que interrompeu a folga de final de ano para se reunir com ministros e assessores do governo, ainda defendeu que "a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz".
"A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação."
A pré-candidatura de Lula à reeleição será lançada com um grande evento em Salvador. De acordo com a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, a capital baiana foi escolhida para marcar o momento e celebrar ainda os 46 anos do PT.
Segundo a publicação, a festa está prevista para acontecer de 5 a 7 de fevereiro, período em que a cidade já recebe os eventos de pré-Carnaval, no Trapiche Barnabé, no Comércio.
A previsão é de que o presidente Lula participe do evento apenas no último dia. Nos demais dias, a programação do megaevento inclui palestras de ministros e shows que ainda estão sendo definidos pela direção do partido.
Ministros e assessores do governo Lula farão uma reunião de emergência na manhã deste sábado (3) para discutir a invasão da Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro, que aconteceram durante a madrugada e foram anunciadas mais cedo por Donald Trump.
De acordo com a coluna de Igor Gadelha, do site Metrópoles, encontro está previsto para as 10h, no Itamaraty e há a expectativa de que o presidente Lula participe de forma remota, já que o petista está de férias na base da Marinha em Marambaia, no Rio de Janeiro.
A publicação ainda indicou que o presidente já foi informado sobre o anúncio feito por Trump, e ainda avalia se retornará antes para Brasília.
SOBRE A INVASÃO A VENEZUELA
Na madrugada deste sábado (3), os Estados Unidos realizaram uma operação militar em larga escala na Venezuela.
O presidente Donald Trump anunciou a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, afirmando que ambos foram retirados do país por via aérea.
Explosões foram registradas na capital venezuelana por volta das 2h da manhã, no horário local. Instalações militares importantes, como o complexo de Fuerte Tiuna e a base aérea de La Carlota, foram atingidas.
Antes de ser capturado por Trump, Maduro chegou a declarar estado de emergência e convocar as forças armadas para a resistência.
Em postagem na rede X, no último dia do ano, nesta quarta-feira (31), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, rebateu editorial publicado pela revista britânica The Economist, no qual afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deveria disputar a reeleição por conta da idade avançada.
A publicação fez comparações entre Lula e o ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que chegou a se colocar como candidato contra Trump em 2024, mas abriu mão de disputar a reeleição ao demonstrar sinais da idade avançada. Em resposta, Gleisi Hoffmann disse que a revista quer que o Brasil volte a ser submetido aos “mandamentos do mercado”.
“A revista do sistema financeiro global, dos que fazem fortunas sem produzir nada, prefere que o Brasil volte a ser submetido aos mandamentos do mercado, abandonando as políticas públicas voltadas para o povo, o crescimento do emprego, dos salários e da renda das famílias”, rebateu Gleisi.
A ministra se referiu a Lula como “um líder cheio de vitalidade e saúde”, e disse que o que a The Economist teme seria “a continuação de um governo que retomou o crescimento do Brasil e não tem medo de enfrentar a injustiça tributária e social”. Gleisi Hoffmann também falou sobre uma eventual preferência do mercado brasileiro e internacional pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-PB).
“Não é para o ´bem do Brasil´ que preferem Tarcísio; é por seus interesses, que não são os do país nem do povo brasileiro”, concluiu a ministra.
No editorial, a revista inglesa mencionou problemas de saúde recentes de Lula, incluindo uma cirurgia no cérebro realizada em dezembro de 2024 após uma queda doméstica.
“Apesar de todo o seu talento político, é simplesmente arriscado demais para o Brasil ter alguém tão idoso no poder por mais quatro anos. Carisma não é escudo contra o declínio cognitivo”, diz a publicação feita pela The Economist.
De acordo com a publicação, apesar de a economia brasileira ter apresentado bons resultados, as políticas econômicas do governo Lula são "medíocres".
"Elas se concentram sobretudo em transferências aos pobres, acompanhadas de medidas de aumento de arrecadação que se tornam cada vez menos amigáveis aos negócios, embora ele tenha agradado aos empregadores com uma reforma para simplificar os impostos".
Na avaliação da Economist, Lula "poliria seu legado" ao abandonar o certame pelo Planalto no próximo ano, permitindo assim uma "disputa adequada em busca de um novo campeão da centro-esquerda".
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve passar a virada do ano em Copacabana, no Rio de Janeiro. A previsão é que ele acompanhe a queima de fogos a partir do Forte de Copacabana.
Segundo a expectativa, Lula estará no local acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva. O show pirotécnico previsto para a orla tem duração estimada de 12 minutos. O forte conta com esquema de segurança reforçado.
Nos últimos dias de 2025, o presidente esteve na Restinga de Marambaia, também no Rio de Janeiro. A área é militar, tem praias fechadas ao público e fica entre a Baía de Sepetiba e o Oceano Atlântico.
A previsão é que Lula retome a agenda oficial em Brasília na próxima terça-feira, dia 6 de janeiro, no Palácio do Planalto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve fechar o ano de 2025 sem sancionar o PL 1546/2024, que proíbe o desconto de mensalidades associativas em benefícios pagos a aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O projeto, originário da Câmara, foi aprovado em definitivo pelo Senado em 12 de novembro, mas só foi enviado para sanção presidencial em 12 de dezembro.
A proposta, de autoria do deputado federal Murilo Galdino (Republicanos-PB), ficou por um mês parada na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O senador não deu explicações sobre o motivo da demora para o envio da proposta ao Palácio do Planalto.
Pela data de chegada para avaliação da Casa Civil, a Presidência da República tem até 6 de janeiro para sancionar a medida.
Atualmente, a legislação permite o desconto de mensalidade pagas a associações, sindicatos e outras instituições de aposentados, desde que autorizado pelo beneficiário. Com a mudança, aprovada nas duas casas do Congresso, o desconto fica proibido.
A proposta também determina a devolução de descontos associativos e parcelas de empréstimos consignados debitados indevidamente em benefícios previdenciários. De acordo com o texto, caso a entidade responsável não devolver o dinheiro ao beneficiário em 30 dias após notificação, caberá ao INSS o ressarcimento.
Pelo projeto, caso a entidade responsável não devolver o dinheiro ao beneficiário em 30 dias após notificação, caberá ao INSS ressarcir o beneficiário e, posteriormente, cobrar da instituição financeira. O prejuízo à Previdência seria coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), caso o INSS não consiga reaver os valores junto à entidade responsável em caso de intervenção ou de liquidação da instituição.
Esse trecho foi alvo de críticas do governo, mas foi aprovado para que o projeto não precisasse de nova avaliação pela Câmara. O indicativo é que essa parte da proposta será vetada pelo presidente Lula, em acordo com o Congresso.
O tema dos descontos nos benefícios dos aposentados tem apelo político desde abril, quando a Polícia Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União) deflagraram uma operação contra descontos irregulares que se tornou um escândalo de proporções nacionais. O episódio motivou a criação da CPMI do INSS, que reúne deputados e senadores.
A operação da PF e da CGU mostrou que entidades conseguiam efetuar descontos diretamente nos rendimentos de beneficiários do INSS sem a devida autorização. Em tese, essas organizações deveriam oferecer serviços em troca dos descontos (quando autorizados), mas há indícios de que nem isso era feito.
O projeto que está na mesa do presidente Lula estipula medidas de segurança para os casos em que os descontos diretos em aposentadorias seguirão permitidos, como em empréstimos consignados. Passa a ser necessária identificação biométrica do beneficiário que aceitar o desconto, entre outras providências.
Além disso, a proposta estabelece regras para sequestro de bens de investigados ou acusados por descontos indevidos em benefícios do INSS. Poderão ser sequestrados todos os bens do titular acusado e de empresas dos quais seja sócio, além de outras hipóteses.
Um ano sem polêmicas, especialmente no mundo dos famosos, é um ano que não merece ser vivido. E em 2025, todas as áreas do entretenimento conseguiram servir, algumas até demais.
Entre as polêmicas que agitaram as redes sociais envolvendo os famosos, tiveram as mais leves, como a última com o sertanejo Zezé di Camargo e o SBT, e mais pesadas, como a prisão de Hytalo Santos após a denúncia feita pelo youtuber Felca e a CPI das Bets com Virgínia Fonseca.
O remake da novela 'Vale Tudo', por exemplo, conseguiu entregar entretenimento na telinha e nos bastidores, com a confusão entre Bella Campos e Cauã Reymond. Na parte mais delicada, chegou a ter até denúncia ao compliance da Globo.
O ano ainda trouxe as prisões de Oruam e MC Poze do Rodo, uma declaração polêmica de um padre sobre a religião de Preta Gil e o retorno do debate de intolerância religiosa envolvendo Claudia Leitte.
Confira as principais polêmicas do ano envolvendo os famosos:
Bastidores da novela Vale Tudo: o remake da trama de Gilberto Braga feito pela baiana Manuela Dias rendeu nos bastidores. A primeira confusão foi causada pela briga entre Cauã Reymond e Bella Campos, o que colocou os artistas entre os assuntos mais comentados da web. Na ocasião, Bella teria descoberto que Cauã, que interpretava seu parceiro de cena, teria reclamado de sua atuação como Maria de Fátima à direção da novela. A situação rendeu acusações de que o ator estaria sendo "machista, agressivo e debochado". O artista também foi acusado de ter mau cheiro e ser grosseiro com os colegas de elenco.
Outra grande polêmica envolvendo a trama foi o apagamento da personagem principal, interpretada por Taís Araújo. A artista registrou uma queixa no compliance da emissora contra Manuela Dias, pelos rumos da personagem com a preocupação de que Raquel estava se tornando "mais uma mulher negra escrita para sofrer em demasia", sem a ascensão social prometida. A denúncia promoveu um debate interno na emissora sobre representatividade e racismo estrutural na teledramaturgia. Manuela também teria registrado uma queixa contra Taís Araújo, alegando quebra do código de ética da empresa após a atriz dar entrevistas criticando abertamente o roteiro.
CPI das Bets: a Comissão Parlamentar de Inquérito investigou o impacto das apostas online no orçamento das famílias brasileiras e a conduta de influenciadores na promoção de jogos de azar. O relatório final da senadora Soraya Thronicke identificou crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e propaganda enganosa, sugerindo o indiciamento de 16 pessoas, incluindo figuras como Virgínia Fonseca e Deolane Bezerra. O relatório, no entanto, foi rejeitado por 4 votos a 3, fazendo com que a comissão terminasse sem indiciamentos oficiais ou propostas legislativas aprovadas pelo colegiado.
Prisão de MC Poze: a prisão de MC Poze do Rodo aconteceu na madrugada do dia 29 de maio de 2025, na casa onde o artista mora, no Rio de Janeiro. Poze foi preso sob acusações de apologia ao crime e envolvimento com o tráfico de drogas por apresentações feitas pelo funkeiro em áreas dominadas pela facção Comando Vermelho. Poze chegou a ser transferido para o presídio de Bangu 3, mas foi solto em 3 de junho de 2025, após o Tribunal de Justiça do Rio conceder um habeas corpus por falta de fundamentação suficiente para manter a prisão temporária.
Prisão de Oruam: o rapper foi preso preventivamente no dia 22 de julho de 2025, após se entregar na Cidade da Polícia, no Rio de Janeiro. Um dia antes de se entregar, Oruam e alguns amigos chegaram a atacar policiais civis com pedras para impedir a apreensão de um menor foragido. Oruam foi indiciado por sete crimes, incluindo tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência qualificada e lesão corporal, tornando-se posteriormente réu por tentativa de homicídio qualificada contra os agentes. Após ter pedidos de habeas corpus negados pela Justiça para preservar a ordem pública, ele foi transferido para uma cela coletiva no presídio de Bangu 3 em agosto. O artista foi solto no dia 29 de setembro, após 2 meses detido e responde o processo em liberdade, porém tem que cumprir medidas cautelares, entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica.
Claudia Leitte x Intolerância religiosa: a polêmica, que teve início no final de 2024 com a mudança em um trecho da música 'Caranguejo', quando Claudia Leitte trocou a saudação a orixá Iemanjá por louvores a Yeshua, voltou a ganhar espaço no final do ano após o Ministério Público da Bahia (MP-BA) ajuizar uma ação civil pública contra a cantora, pedindo uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais coletivos. Representantes de religiões de matriz africana e órgãos como o Idafro argumentam que a conduta promove um "esvaziamento simbólico" e desrespeito ao patrimônio cultural afro-brasileiro.
Zezé x SBT: a confusão entre o sertanejo e a emissora de Silvio Santos teve como motivação a presença do presidente Lula e do ministro Alexandre de Moraes na inauguração do canal SBT News. O sertanejo acusou as filhas de Silvio Santos de "estarem se prostituindo" ao se aproximarem do atual governo e exigiu que o seu especial de Natal, já gravado, fosse retirado do ar. Em resposta, a presidente do SBT, Daniela Beyruti, engavetou o especial, substituindo-o por um episódio de Chaves. A confusão também rendeu baixas para o artista, como o cancelamento de um show em Pernambuco e o veto ao sertanejo em outras emissoras.
Prisão de Hytalo Santos e Felca: o influenciador paraibano foi preso preventivamente no dia 15 de agosto de 2025, em Carapicuíba (SP), junto com seu marido, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, em uma investigação que apura crimes de tráfico humano e exploração sexual infantil. O caso ganhou repercussão nacional após o youtuber Felca publicar um vídeo denunciando a "adultização" e a exposição inadequada de menores em conteúdos produzidos pelo influenciador, o que motivou ações do Ministério Público da Paraíba.
Os blogueiros foram transferidos no dia 28 de agosto para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, em João Pessoa, após a polícia alegar que eles haviam iniciado um plano de fuga. Em audiência realizada em novembro de 2025, a Justiça negou um novo pedido de liberdade, mantendo a prisão preventiva por considerar que a medida é necessária para garantir a ordem pública e a integridade das investigações.
Pós morte de Preta Gil: um padre da Paraíba polemizou dias após o falecimento de Preta Gil com uma declaração durante uma homília, que foi transmitida ao vivo nas redes sociais. Na ocasião, o sacerdote Danilo César, da Paróquia de Areial, na Paraíba, ironizou a fé da cantora e de sua família nas religiões de matriz africana, questionando: "Cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil?". A declaração gerou revolta e levou Gilberto Gil a mover um processo judicial por racismo religioso e danos morais, pedindo uma indenização de R$ 370 mil e a proibição do padre de presidir missas.
Nicolly Martins x Bahia: a influenciadora digital foi acusada de xenofobia após associar a “lentidão” no atendimento em Salvador ao fato dos trabalhadores serem um “da praia”. Nicolly também reclamou sobre a cidade exalar uma “tensão sexual” pelo costume em beijar em lugares públicos. A fala gerou polêmica e ataques a blogueira, que ao responder sobre o caso fez piada com as facções soteropolitanas. Depois da repercussão negativa, a blogueira se desculpou publicamente nas redes sociais.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno apresentados em levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta-feira (26). Em uma das simulações de segundo turno, no entanto, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em empate técnico com Lula.
Flávio Bolsonaro é o nome apontado com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a disputa das eleições de 2026. O respaldo foi reforçado na quinta-feira (25), por meio de uma carta escrita e assinada pelo ex-mandatário.
A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 de dezembro, com 2.038 entrevistas em 163 municípios de 26 estados e do Distrito Federal. O nível de confiança informado é de 95%, com margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
PRIMEIRO TURNO
Um dos cenários estimulados apresentados pela pesquisa considera o ex-presidente Jari Bolsonaro como possível candidato. Atualmente inelegível e cumprindo pena de mais de 27 anos por tentativa de golpe de estado, ele soma 31,3% frente a 36,9% de Lula.

Ainda testando o primeiro turno, o segundo cenário aponta Lula na liderança com 37,6% contra 27,8% de Flávio Bolsonaro. Nesta simulação, Ratinho Junior tem 9%, Ciro 7,9%, Zema 3,1%, Tereza Cristina 1,9% e Renan Santos 0,8%.

Até então nome mais forte para disputar o pleito como candidato da direita, Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, aparece na terceira simulação de primeiro turno. Aqui Lula chega a 37,8% das intenções de voto e Tarcísio 26,2%.

Também foi testado pela Paraná Pesquisas o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para um eventual primeiro turno. Michelle soma 24,4% contra 37,2% de Lula.

SEGUNDO TURNO
Na simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 44,1% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 41%, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas. A diferença entre os dois é de 3,1 pontos percentuais.
O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os eleitores que afirmaram não saber ou preferiram não opinar somam 5,7%. Já aqueles que declararam voto nulo, branco ou que não votariam em nenhum dos dois candidatos totalizam 9,2%.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu, nesta terça-feira (23), a música gospel como manifestação cultural através da assinatura de um decreto. Durante a cerimônia, Lula afirmou que o gesto é um importante “acolhimento” aos evangélicos.
“A assinatura desse decreto representa mais um passo importante de acolhimento e respeito a comunidade e ao povo evangélico do Brasil. É um ato simples, mas com força simbólica muito profunda”, declarou Lula.
O presidente afirmou ainda que o decreto confirma que a “fé também se expressa com cultura, como identidade e história viva do nosso povo”. O decreto foi sugestão da senadora Eliziane Gama (PSD).
Lula ainda aproveitou para brincar com o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). “Vamos transformar a música gospel, Messias, em patrimônio. Na semana que vem, você pode estar preparado porque, além de ser ministro da Suprema Corte, você vai poder cantar música gospel no Palácio do Planalto”, afirmou.
O líder do governo Lula no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), devem encerrar 2025 em processo de reaproximação. Segundo ele, o impasse entre os dois será superado após uma conversa “aberta, franca, sincera e direta”. A declaração foi dada ao Valor Econômico e publicada nesta segunda-feira (22).
A relação entre Lula e Alcolumbre se desgastou após o presidente indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), contrariando a preferência do senador, que defendia o nome de Rodrigo Pacheco (PSD). O episódio também ampliou o distanciamento entre Alcolumbre e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
Para Randolfe, o rompimento influenciou outras turbulências na base aliada, como o acordo articulado por Wagner com a oposição que abriu caminho para a aprovação do Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro.
“Com o Jaques Wagner, ele [Alcolumbre] criou de fato uma aversão. Eu já tentei até mediar”, afirmou Randolfe. O senador ressaltou ainda que Alcolumbre nunca condicionou a relação com o governo à ocupação de cargos e que insinuações nesse sentido acabaram agravando o desgaste.
“Com o governo, com o presidente, eu acho que tudo vai se resolver quando eles conversarem. Não há distanciamento entre o Davi Alcolumbre e o governo. Há uma divergência sobre uma circunstância chamada Jorge Messias”, declarou.
Randolfe também criticou a condução da votação do PL da Dosimetria, afirmando que alertou Jaques Wagner sobre os riscos de um acordo naquele momento e que Lula foi surpreendido pelo desfecho. “O presidente Lula me ligou durante a votação, no plenário do Senado, para perguntar o que estava acontecendo”, relatou.
Apesar das derrotas recentes, o líder do governo avaliou que o balanço do ano é positivo para o Planalto. “Conseguimos aprovar as matérias centrais”, disse, citando o projeto que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Sobre as investigações envolvendo fraudes no INSS, Randolfe afirmou que o esquema será enfrentado. “Nenhum governo é imune à corrupção. O que muda é como o governo se comporta em relação à corrupção”, concluiu.
O senador Jaques Wagner (PT) esclareceu durante entrevista, nesta segunda-feira (22), sobre o caso da condução da votação do Projeto de Lei da Dosimetria no Senado. Segundo o petista baiano, a bancada do governo já estaria derrotada nesta votação.
Wagner apontou um diálogo com o senador Otto Alencar (PSD-BA) e afirmou que o grupo governista não teria mais como reverter este cenário
“O jogo estava jogado. Remanescia uma hipótese que era Otto dar uma vista de 5 dias e iria cair para o ano que vem. E, na minha opinião, a gente não ia ganhar nada. Aí fizemos essa combinação, porque o jogo já estava jogado. O que eu queria também era votar pra poder a gente terminar o ano com o orçamento votado. Então fui lá e fizemos essa combinação”, disse Wagner durante entrevista à rádio Metrópole.
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O senador ainda reforçou que é contra a mudança na dosimetria e explicou sobre a derrota sofrida no Congresso Nacional. “Queria esclarecer, eu nunca defendi e nem votei a favor do PL da dosimetria. O PT fechou contra a dosimetria, o governo do presidente Lula orientou votar contra esse processo, mas cada partido orientou [os senadores] como queria, e infelizmente a votação foi 48 a 25. A votação foi semelhante ao que teve na Câmara”, revelou.
O ex-governador da Bahia disse que fez a condução somente para conseguir um objetivo. "Não vendi democracia nenhuma, o presidente Lula já disse que vai vetar e nós votamos contra. Mas democracia é isso: quem tem maioria ganha. Não tinha maioria nem na Câmara nem no Senado. [...] Só fiz condução para atingir um objetivo que nós tínhamos. Não negociei dosimetria, não negociei nenhuma dessas pautas fundamentais para o governo brasileiro e para minha consciência também que sou contra a dosimetria”, completou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que irá vetar o Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz as penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A declaração foi feita nesta sexta-feira (19), durante uma cerimônia em São Paulo. Segundo o petista, caso o Congresso discorde da decisão, poderá derrubar o veto presidencial.
“Com todo o respeito aos congressistas que votaram a lei da redução da pena, vou vetar e, se quiserem, que derrubem o meu veto”, afirmou Lula.
Sem citar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula declarou que, em uma democracia, “vence quem tem mais voto” e ressaltou que, apesar de ter perdido três eleições, nunca tentou “tomar o poder de assalto”.
“Eles têm que aprender que, na democracia, vence quem tem mais voto. Eu perdi três eleições e nunca tentei tomar o poder de assalto”, disse o presidente.
O projeto aprovado pelo Congresso beneficia diretamente Bolsonaro, que é réu em ações relacionadas aos ataques às sedes dos Três Poderes. O texto encaminhado para sanção presidencial propõe a aplicação do chamado concurso formal, mecanismo pelo qual apenas a pena do crime mais grave é considerada, com acréscimo de uma fração que pode variar de um sexto até metade do tempo total da condenação.
A tentativa de boicote do cantor Zezé Di Camargo ao SBT após o evento com a presença do presidente Lula, acabou se virando contra ele, e o sertanejo pode amargar na geladeira das emissoras brasileiras.
De acordo com o site especializado 'Na Telinha', executivos de outros canais demonstraram perplexidade com as declarações do irmão de Luciano, e pensam em deixá-lo de fora da TV por um tempo.
Na ocasião, Zezé chegou a afirmar que as filhas de Silvio Santos estariam se prostituindo por política.
Segundo a publicação, o maior temor das emissoras é que, ao convidá-lo para participar de algum programa, neste momento, o canal acabe transmitindo ao público a impressão de que apoia ou endossa as críticas feitas por ele ao SBT, nem ser associada a um ataque direto a emissora de Silvio.
Depois da declaração, o artista chegou a ter o show gravado para o SBT engavetado e um show em Pernambuco cancelado.
A situação ainda fez a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão se pronunciar sobre o caso, repudiando as declarações de Zezé.
"A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) repudia com veemência as declarações do cantor Zezé di Camargo com ataques ao SBT e à sua direção. Inconformado com a presença de autoridades públicas durante o lançamento do novo canal de notícias da emissora, Zezé Di Camargo usou expressões pejorativas dirigidas às filhas de Silvio Santos, que estão na direção do canal, e pediu que os fãs do artista “cancelassem” o SBT. As declarações ofensivas e desrespeitosas são incompatíveis com o debate público responsável e a liberdade de expressão. A ABERT se solidariza com o SBT e lamenta que tais comportamentos cheguem ao extremo de ofender publicamente pessoas que prezam pelo entretenimento e informação levados diariamente aos lares de milhões de brasileiros."
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou solidariedade às filhas do apresentador Silvio Santos após o cantor Zezé Di Camargo publicar um vídeo nas redes sociais atacando as executivas.
Em entrevista coletiva, o presidente definiu as críticas contra as filhas de Silvio como “cretinice”. “Que você transmita as filhas do Silvio Santos a minha solidariedade pela cretinice do ataque do Zezé di Camargo fez a elas. Ele não teria coragem de fazer aquele ataque a homens, mas ele fez as mulheres”, declarou.
Lula se manifesta após polêmica entre Zezé Di Camargo e filhas de Silvio Santos
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) December 18, 2025
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A primeira-dama Rosângela Silva, Janja, já havia se pronunciado sobre o tema e condenado a atitude do cantor. Sem citar o nome do artista, a primeira-dama apontou que “falar que as filhas de Silvio estão ‘prostituindo’ ao convidar e dar voz ao Presidente e demais autoridades no evento do SBT News, reflete todo o machismo e a misoginia presentes no pensamento e nas ações de homens que seguem desrespeitando a presença de mulheres em espaços de poder”.
ENTENDA O CASO
Na segunda-feira (15), o sertanejo Zezé Di Camargo publicou um vídeo pedindo para que seu especial de Natal não fosse exibido pela emissora após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participar do lançamento do SBT News, junto a outras autoridades.
No vídeo, Zezé chegou a acusar as filhas de Silvio Santos de se prostituírem e que o apoio ao governo atual não era algo que o antigo presidente da emissora aprovaria em vida. Como resposta, a presidente do SBT, Daniela Beiruty, filha do falecido apresentador, defendeu a imparcialidade e credibilidade do jornalismo do SBT.
Após a repercussão, o cantor se manifestou nas redes sociais e afirmou ter sido “mal-interpretado”. Na última segunda-feira (16), a emissora cancelou a exibição do especial de natal do cantor “Natal é Amor com Zezé Di Camargo” e substituiu por um episódio inédito de Chaves.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou nesta quinta-feira (18) sobre as investigações que apuram um esquema de fraudes em aposentadorias do INSS. Durante discurso, o presidente afirmou que todos os envolvidos devem ser investigados e eventualmente punidos.
A declaração aconteceu durante um café da manhã entre o presidente e jornalistas no Palácio do Planalto. Na ocasião, ele foi questionado sobre as investigações da Polícia Federal e a suposta parceria comercial entre Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", e o seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
"Muitas das coisas estão em segredo de Estado. Já li notícias e tenho dito para ministros e à CPI que é importante ter seriedade, que se possa investigar todas as pessoas envolvidas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu envolvido nisso, ele será investigado", disse o petista.
O posicionamento do petista chega durante a realização da nova fase da Operação Sem Desconto, ocorrida nesta quinta. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que retirou o sigilo da decisão nesta quinta.
Mendonça afirmou que foi identificado pela Polícia Federal cinco pagamentos de R$ 300 mil, totalizando R$ 1,5 milhão, de uma empresa do Careca do INSS — a Brasília Consultoria Empresarial S/A — para a empresa RL Consultoria e Intermediações Ltda., que pertence a outra pessoa envolvida e identificada como Roberta Moreira Luchsinger.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que o ministro do Turismo, Celso Sabino, deve deixar o cargo em breve. O comunicado nesta quarta-feira (17) vem em meio a expulsão do titular da pasta do União Brasil após ele decidir permanecer no governo mesmo após o partido ter rompido com gestão petista.
Conforme informações da Folha de São Paulo, Gustavo Damião, filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB), deve assumir o cargo. Gustavo foi secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba.
A indicação partiu do grupo mais governista da bancada do partido, que reúne cerca de 20 a 22 entre 59 deputados, e é composto pelo ex-ministro Juscelino Filho (MA), pelo líder da bancada, Pedro Lucas Fernandes (MA), e pelo próprio Damião. Também houve aval do presidente da legenda, Antonio Rueda.
EXPULSÃO
No final de novembro, o Conselho de Ética do União Brasil decidiu recomendar a expulsão de Sabino e dissolver o diretório do Pará, do qual o minsitro era presidente, além de nomear uma comissão provisória no lugar. A expulsão foi definida em reunião da executiva nacional no último dia 8.
Após a decisão do partido, Sabino foi às redes sociais comentar a saída e disse que sua expulsão foi decidida pelo fato de ele se manter no governo e por "ajudar o Pará". Ele agradeceu a amigos feitos na sigla e usou o vídeo para reforçar sua pré-candidatura ao Senado em 2026.
O pedido de Zezé di Camargo para que o especial de Natal gravado para o SBT não fosse ao ar foi atendido, mas para não deixar a programação vaga, a emissora de Silvio Santos decidiu colocar um dos maiores sucessos da casa no ar.
Nesta quarta-feira (17), no lugar do show 'É O Amor', o SBT anunciou que irá exibir o especial "Fim de Ano do Chaves" com um episódio que nunca foi ao ar.
A atração será exibida logo após o Programa do Ratinho. "Você pediu e o SBT atendeu. Um episódio nunca exibido na TV aberta para te presentear neste Natal", informou a emissora.
Na web, a campanha do público é para fazer a emissora ser líder de audiência com a exibição do especial.
"Agora é com a gente, vamos dar a maior audiência pro SBT", comentou um internauta. "Temos uma missão colocar o SBT na maior audiência na quarta", disse outro. "Gente se combinar certinho nós colocamos o SBT líder de audiência nesse dia, pensa só", sugeriu mais uma.
SOBRE POLÊMICA COM O SBT
O cantor sertanejo Zezé di Camargo rompeu de forma polêmica com o SBT após a aparição do presidente Lula na inauguração de um novo projeto da emissora, o SBT News.
Em vídeo, o artista pediu para que a emissora não leve ao ar o especial de Natal gravado por ele, além de ofender as filhas de Silvio Santos, afirmando que elas não estavam preservando os desejos do pai e estariam se prostituindo.
Após a repercussão negativa do vídeo gravado pelo sertanejo, Zezé divulgou uma nota nas redes sociais pedindo desculpas e afirmando ter sido mal interpretado ao afirmar que as filhas de Silvio estavam se prostituindo por ter recebido o presidente no evento.
"Sobre o vídeo que publiquei na madrugada de ontem, esclareço que utilizei a expressão ‘prostituindo’ em sentido figurado, sem qualquer intenção ofensiva ou de cunho de gênero. Em nenhum momento houve a intenção de desrespeitar as mulheres da família Abravanel ou qualquer mulher. Ainda assim, minhas palavras causaram desconforto, e por isso peço desculpas sinceras."
54% dos eleitores avaliam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) errou ao indicar o senador Flávio Bolsonaro (PL) como seu sucessor. O anúncio foi formalizado há duas semanas e contou com o aval de integrantes do Partido Liberal (PL), mas enfrenta resistência entre aliados do Centrão. As informações são da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (16).
Segundo o levantamento, apenas 36% consideram que a escolha foi correta, enquanto 10% não souberam ou preferiram não responder. Entre os 54% que avaliaram a indicação como equivocada, 19% demonstraram preferência pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e 16% pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Outros nomes citados por essa parcela dos entrevistados foram os governadores Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Junior (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União-GO), além do ex-coach Pablo Marçal (PRTB), todos com menos de 10% das menções. Já 21% afirmaram que o sucessor de Bolsonaro nas urnas não deveria ser “nenhum desses”.
A pesquisa também mostra que 62% dos eleitores afirmaram que “não votariam de jeito nenhum” em Flávio Bolsonaro. Outros 23% disseram que poderiam considerar votar no senador, 13% afirmaram que votariam com certeza e 2% não souberam ou não quiseram responder.
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), reuniu-se nesta terça-feira (16) com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para discutir a atuação da Enel no estado de São Paulo. O encontro ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, edifício-sede do Governo do Estado.
Autoridades paulistas têm intensificado a pressão sobre o governo federal pelo encerramento da concessão da distribuidora de energia elétrica. Segundo Nunes, estudos da prefeitura indicam que os prejuízos acumulados em razão de falhas recorrentes no serviço já chegam a cerca de R$ 5 bilhões.
Na última quarta-feira (10), rajadas de vento superiores a 90 km/h deixaram aproximadamente 2,2 milhões de pessoas sem energia elétrica em todo o estado, ampliando as críticas à concessionária.
O prefeito havia antecipado, na segunda-feira (15), durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que o encontro com o ministro ocorreria.
“Acabei de receber uma mensagem informando que está marcada para amanhã, às 14h30, uma reunião com o ministro, que é quem detém o poder sobre a concessão do contrato da Enel. Estarei com o governador Tarcísio e vamos apresentar todas as questões relacionadas ao sofrimento da população”, afirmou.
Nunes também fez duras críticas à empresa. “Não podemos ficar reféns de uma companhia que não presta um serviço de qualidade, não respeita a população e causa tantos transtornos. Chega uma hora em que é preciso dar um basta”, declarou.
Além disso, o prefeito criticou a defesa feita pelo ministro Alexandre Silveira em favor da antecipação da renovação do contrato da Enel, cujo vencimento está previsto para 2028.
“O que vou dizer ao ministro é que uma empresa que não cumpre normas, não atende à população e provoca tantos prejuízos não pode ser tratada como as demais. Quando um comerciante perde produtos no freezer ou uma cabeleireira perde meses de renda, isso precisa ser levado em consideração”, concluiu.
56% dos brasileiros acreditam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não merece permanecer por mais quatro anos no cargo, enquanto 41% defendem sua reeleição em 2026. Os dados são de uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta terça-feira (16).
Apesar da maioria dos entrevistados se posicionar contra a continuidade do petista no Palácio do Planalto, o levantamento trouxe um sinal positivo para o presidente. A diferença entre os que rejeitam e os que apoiam uma nova candidatura de Lula diminuiu oito pontos percentuais em apenas um mês.
Em novembro, 60% dos entrevistados afirmavam que Lula não merecia continuar na Presidência, enquanto 37% eram favoráveis à sua permanência. Agora, esse percentual caiu para 56%, ao mesmo tempo em que o apoio subiu para 41%.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente em todos os cenários de segundo turno para as eleições de 2026, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta semana. Sem o nome de Jair Bolsonaro na disputa, Lula registra 46% das intenções de voto contra 36% do senador Flávio Bolsonaro (PL).
O levantamento indica que o petista venceria o segundo turno em todas as simulações testadas, incluindo confrontos com Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (União) e Romeu Zema (Novo).
Esta é a primeira pesquisa divulgada sem a inclusão de Jair Bolsonaro entre os possíveis candidatos, após o ex-presidente sinalizar apoio ao filho, Flávio Bolsonaro, como nome da família para a corrida presidencial de 2026.
No cenário contra Tarcísio de Freitas, Lula aparece com 45% das intenções de voto, uma alta de quatro pontos percentuais, enquanto o governador paulista recua um ponto e chega a 35%, ampliando a vantagem do presidente.
Contra Ratinho Júnior, o petista também soma 45%, ante 35% do adversário. Em um eventual confronto com Ronaldo Caiado, Lula registra 44%, contra 33% do governador de Goiás. Já diante de Romeu Zema, o presidente alcança 45%, enquanto o mineiro marca 33%.

Foto: Divulgação
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O cantor Zezé di Camargo teve a apresentação que aconteceria na cidade de São José do Egito (PE), no dia 4 de janeiro, como parte da programação da Festa de Reis, cancelada pelo prefeito Fredson Brito, após a polêmica do sertanejo com o SBT.
Em comunicado compartilhado nas redes sociais, o gestor municipal informou que não aceita que o evento, uma tradição na cidade, seja palco de polêmicas.
"Aqui não é espaço para plantar discórdias nem para alimentar falsas especulações. São José do Egito merece respeito. Merece ser lembrada pela força do seu povo, pela sua cultura e pela sua história — e assim continuará sendo", afirmou.
O artista receberia R$ 500 mil de recursos federias pelo show. A banda de forró Seu Desejo foi escolhida para substituir o sertanejo na programação da 159ª Festa de Reis.
ENTENDA A POLÊMICA
O cantor sertanejo Zezé di Camargo rompeu de forma polêmica com o SBT após a aparição do presidente Lula na inauguração de um novo projeto da emissora, o SBT News.
Em vídeo, o artista pediu para que a emissora não leve ao ar o especial de Natal gravado por ele, além de ofender as filhas de Silvio Santos, afirmando que elas não estavam preservando os desejos do pai e estariam se prostituindo.
A diretoria do SBT anunciou, por meio de comunicado, o cancelamento da apresentação e revelou que o substituto será anunciado em breve.
O cantor sertanejo Zezé di Camargo polemizou nas redes sociais ao romper com o SBT após a aparição do presidente Lula na inauguração de um novo projeto da emissora, o SBT News.
Em vídeo, o artista pediu para que a emissora não leve ao ar o especial de Natal gravado por ele que está programado para ser exibido na quarta-feira (17).
O pedido foi motivado pelo encontro entre o presidente Lula e as filhas de Silvio Santos durante a inauguração do canal. Para Zezé, as herdeiras do dono do Baú não estão preservando os desejos do pai.
O Zezé Di Camargo acaba de soltar uma bomba na cabeça da produção do sbt, pedindo que não vá ao ar o especial de Natal que ele já gravou. Advinhe o motivo...
— Paulo de Tarso (@paulodetarsog) December 15, 2025
Quanta diferença do Zezé para os "artistas" que se prostituem pela grana do regime. pic.twitter.com/kYdSB6fMsd
"Diante da situação que eu vi no SBT, das pessoas mudando totalmente a maneira de pensar, principalmente das filhas do Silvio Santos pensando totalmente diferente do que o pai pensava... Uma coisa eu sempre disse na minha vida: filho que não honra pai e mãe, para mim, não existe. Só queria dizer uma coisa para vocês, SBT: vamos tocar o caminho, tenho serviço, tudo. Mas, se puderem, não precisam por no ar o meu especial."
O artista afirmou que não vê sentido em ter um show transmitido pela emissora, por não compactuar com os mesmos pensamentos dela, mesmo que o SBT não tenha feito nenhum posicionamento político. Zezé ainda afirmou que o SBT estaria se prostituindo com a relação com o presidente.
"Para mim, não faz sentido colocar esse especial no ar. Beijo. Amo vocês, amo o SBT, tenho o maior carinho, mas acho que vocês estão... Desculpem, prostituindo. Não faço parte disso."
Além de Lula, o evento contou com outras figuras políticas como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.
A CEO do Grupo Aratu, Ana Coelho, participou nesta sexta-feira (12), em São Paulo, do lançamento do SBT News, novo canal de notícias do SBT, que estreia oficialmente na próxima segunda-feira (15). A executiva esteve entre os convidados da cerimônia realizada nos estúdios do Centro de Televisão Anhanguera, em Osasco, onde teve também um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o evento, Ana Coelho também esteve com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. Na ocasião, ela destacou a participação das emissoras regionais no novo canal. “As afiliadas devem ter um papel estratégico no projeto e seguem contribuindo para o crescimento do jornalismo do SBT”, afirmou após o encontro com o governante do país.
O lançamento reuniu autoridades, empresários e representantes do setor de comunicação. A cerimônia foi conduzida por Daniela Abravanel Beyruti, presidente do SBT, ao lado de Renata Abravanel, presidente do Conselho do Grupo Silvio Santos, e de Fábio Faria, responsável pela implementação do projeto. Nos pronunciamentos, os dirigentes trataram da ampliação da oferta de jornalismo profissional em diferentes plataformas.
Além do presidente Lula, estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O evento também contou com a presença do ex-jogador Ronaldo, o que gerou comentários sobre a participação do SBT na cobertura da próxima Copa do Mundo, que voltará a ser transmitida pela emissora após 28 anos.
O SBT News terá atuação integrada na TV aberta, no streaming e nas plataformas digitais. Com o novo canal, o grupo amplia sua presença no jornalismo nacional. Para afiliadas como a TV Aratu, o projeto prevê maior integração entre conteúdos nacionais e regionais.
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Em tom de brincadeira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a culpa pela falta de energia generalizada em São Paulo era do governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A brincadeira aconteceu ao ele ser abordado pelo prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), para falar sobre o assunto, após os três participarem da cerimônia de lançamento do canal de notícias “SBT News”.
?? Lula brinca com Tarcísio e diz que falta de energia em SP é culpa do governador
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) December 13, 2025
Confira ?? pic.twitter.com/4Rl5aKbQz0
O evento aconteceu nos estúdios da emissora, em São Paulo, nesta sexta-feira (12). A culpa é do Tarcísio”, afirmou Lula, rindo. O prefeito, então, respondeu que a culpa não era nem do presidente, nem do governador. Após a brincadeira, o petista disse que discutiria o assunto com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Outro momento aconteceu quando Nunes mostrou a Lula a tela do celular com uma tabela apontando que naquele momento havia 498 mil domicílios estavam sem energia por três dias na capital paulista e cidades da região.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (11), que pretende criar o Ministério da Segurança Pública caso a PEC enviada pelo governo sobre o tema seja aprovada pelo Congresso. Segundo ele, a mudança faria parte de uma reestruturação do setor e da redefinição do papel da Guarda Nacional.
"Queremos redefinir o papel da Guarda Nacional. Se aprovada a PEC, nós vamos criar o Ministério da Segurança Pública neste país", declarou o presidente.
Atualmente, a área de segurança pública no governo federal está sob responsabilidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública, comandado por Ricardo Lewandowski. Foi justamente a equipe do ministro que elaborou a proposta de emenda constitucional, defendida pelo governo como uma forma de ampliar a capacidade de atuação da União em situações críticas nos estados.
Em entrevista exibida pela TV Alterosa, em Minas Gerais, Lula voltou a afirmar que a PEC é necessária para dar ao governo federal instrumentos mais claros de intervenção e apoio. "Hoje, o poder da segurança pública no estado é do governador, porque ele tem a Polícia Militar e a Polícia Civil. O que queremos aprovar na PEC é como o governo federal pode entrar, qual é o papel da Polícia Federal. Se a gente vai poder interferir", disse.
O presidente citou como exemplo o caso Marielle Franco, lembrando que, apesar de cinco anos de buscas sem resultado no Rio de Janeiro, “quem encontrou o assassino foi a Polícia Federal”, defendendo que a União tenha mais capacidade de ação em investigações de grande complexidade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (11), que pode vetar o projeto de lei que reduz as penas de condenados pela trama golpista e pelos atos de 8 de janeiro, medida que alcançaria também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta foi aprovada pela Câmara nesta semana e agora aguarda análise do Senado.
“O Congresso Nacional está na discussão, agora vai para o Senado. Vamos ver o que vai acontecer. Quando chegar à minha mesa, eu tomarei a decisão. Tomarei eu e Deus, sentado na minha mesa, eu tomarei a decisão. Eu farei aquilo que entender que deve ser feito, porque ele [Bolsonaro] tem que pagar pela tentativa de golpe, pela tentativa de destruir a democracia que ele fez neste país. Ele sabe disso. Não adianta ficar choramingando agora”, disse Lula à TV Alterosa, de Minas Gerais.
O texto aprovado pelos deputados altera as regras de progressão de regime, mecanismo que permite ao condenado com bom comportamento avançar para os regimes semiaberto ou aberto.
A nova legislação prevê que essa progressão ocorra após o cumprimento de um sexto da pena, e não mais de um quarto. A mudança não se aplica a crimes hediondos nem a réus reincidentes.
O substitutivo também acaba com a soma de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito, como tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, o que beneficiaria Bolsonaro diretamente.
O senador Rodrigo Pacheco recusou um convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para participar de um evento em Belo Horizonte nesta quinta-feira (11). Ele preferiu permanecer em Brasília para acompanhar a possível votação de projetos de sua autoria. Ele foi preterido pelo presidente na indicação para a vaga no STF no lugar de Luís Roberto Barroso.
Entre eles está o projeto de lei que pune o devedor contumaz, aprovado pela Câmara na noite da última terça-feira (9) e que agora segue para sanção presidencial.
Pacheco também é autor da proposta que atualiza a lei do impeachment. A discussão do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado foi adiada para o ano que vem. Segundo o relator, senador Weverton Rocha (PDT-MA), o próprio Pacheco sugeriu mais tempo para aprofundar o debate antes da votação na comissão.
Entram em vigor nesta quarta-feira (10) as novas regras da CNH do Brasil, modelo criado pela medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proposta moderniza o processo de habilitação, reduz custos e flexibiliza etapas que, hoje, são apontadas como entraves para quem tenta tirar a Carteira Nacional de Habilitação.
O Ministério dos Transportes estima que o novo formato poderá reduzir em até 80% o custo para obter a carteira. Hoje, tirar o documento pode chegar a R$ 5 mil em alguns municípios. O governo calcula ainda que cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação, principalmente por causa dos valores elevados e da burocracia.
Durante o lançamento, o ministro Renan Filho destacou que os exames médicos e psicológicos terão redução de até 40% no valor, caindo de uma média de R$ 300 para um teto de R$ 180. Ele também reforçou que o motorista poderá optar apenas pela versão digital da CNH, gratuita para todos os aprovados.
O candidato não será mais obrigado a contratar uma autoescola para iniciar o processo de habilitação. Agora, ele poderá usar o próprio veículo, ter aulas com um instrutor autônomo credenciado pelo Detran ou optar pela autoescola apenas se desejar.
O curso teórico também passa por mudanças. O conteúdo será oferecido gratuitamente no aplicativo oficial do governo, eliminando a necessidade de carga horária mínima obrigatória.
As aulas práticas terão redução significativa: a carga mínima cai de 20 para apenas 2 horas, podendo ser realizadas tanto com instrutor autônomo quanto em autoescola.
Apesar das flexibilizações, algumas etapas continuam obrigatoriamente presenciais. O candidato ainda precisará realizar a prova prática de direção, os exames médico e psicológico e a coleta biométrica de forma presencial.
Outra novidade é a regra para reprovação. Quem não passar na primeira prova prática terá direito a uma segunda tentativa gratuita. A CNH digital também se torna mais acessível. Todos os motoristas aprovados receberão a versão digital sem custo, enquanto a versão física passa a ser opcional e paga.
Por fim, deixa de existir o prazo máximo de um ano para concluir o processo de habilitação. Com a nova regra, o candidato poderá finalizar as etapas no tempo que considerar necessário, sem risco de reiniciar tudo do zero.
Os deputados estaduais Diego Castro (PL) e Leandro de Jesus (PL) lideraram as estatísticas de engajamento nas redes sociais entre os parlamentares da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) no intervalo entre os dias 1º de janeiro e 30 novembro de 2025. A estatística foi divulgada pelo LabCaos, hub especializado em ciência de dados e marketing político.
Conforme a pesquisa, Diego Castro foi o deputado com a melhor taxa de aproveitamento de 11,76% durante o período analisado, seguido por Leandro de Jesus, que atingiu 11,48%. Fechando os cinco maiores parlamentares neste quesito, aparecem a presidente da AL-BA, Ivana Bastos (PSD), com 4,04%; José de Arimateia (Republicanos), com 3,55%; e Hilton Coelho (PSOL), com 3,33%.
“Dos 63 deputados estaduais baianos, apenas cinco conseguem uma taxa de engajamento superior a 3%. Apenas dois deputados, ambos bolsonaristas, conseguiram superar 1 milhão de interações, o que implica dizer que o uso das redes pelos deputados estaduais baianos está aquém das potencialidades da ambiência digital”, explicou o fundador do LabCaos, Yuri Almeida.
Em contrapartida, os deputados com o pior engajamento foram:
Tiago Correia (PSDB) - 0,06%
Vitor Azevedo (PL) - 0,07%
Marcelinho Veiga (União) - 0,19%
Cafu Barreto (PSD) - 0,19%
Kátia Oliveira (União) - 0,19%
SEGUIDORES
O estudo também apontou os deputados que mais ganharam seguidores durante o período analisado. Neste quesito, o estudo também é liderado pelos bolsonaristas Leandro de Jesus (61 mil novos seguidores) e Diego Castro (48 mil). Em seguida aparecem Binho Galinha (PRD [20 mil]), José de Arimateia (19 mil) e Samuel Júnior (Republicanos [19 mil]).
Yuri Almeida avaliou que os deputados da oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) atingiram números mais expressivos nas redes sociais. Temas como críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a TV Globo e ao cenário econômico foram os mais citados.
“As temáticas sobre a política nacional, o debate sobre a Bahia e posicionamentos religiosos pautaram as redes dos parlamentares e geraram mais engajamento”, destaca o estrategista político.
Confira:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
José Guimarães
"Subiu no telhado".
Disse o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE) ao comentar sobre a PEC da Segurança Pública, idealizada pelo governo federal para reorganizar e integrar o sistema de segurança no Brasil e dificilmente será votada no primeiro semestre deste ano.