Artigos
SAFs e tributação: segurança jurídica para o futuro do futebol brasileiro
Multimídia
João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
lula
O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e afirmou que pautará a medida logo no primeiro dia de mandato, caso eleito. Para ele, a anistia serviria para "pacificar" o país e removeria o assunto da agenda política nacional.
A declaração foi dada em sabatina da GloboNews. Questionado se considera que os atos configuraram uma tentativa de golpe de Estado, Caiado evitou responder e comparou o caso à anulação das condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o candidato, a anistia não viria isolada, mas dentro de um pacote de medidas a ser enviado no início do governo. "Essa medida não estará sozinha, estará junto a dezenas de medidas que tomarei, como várias reformas que trarei no meu primeiro dia. Essa medida tem o sentido de pacificar o país, nós não podemos mais conviver com o que estamos vivendo, é impossível hoje. É uma briga inútil, que só traz desgastes. Eu tenho a consciência de que, no momento em que eu promover a anistia, esse assunto sai da pauta e vamos viver um outro momento, de pautas que sejam relevantes para as pessoas", disse.
Caiado afirmou que pretende encaminhar várias reformas como primeiros atos de governo, entre elas a administrativa e uma revisão da reforma da Previdência aprovada no atual mandato. "Eu tenho anistia, lei antiterrorismo, reforma administrativa, reforma política, revisão de pontos da reforma tributária. Eu vou trabalhar do dia 25 de outubro até o dia 1º de janeiro com toda a equipe que estou montando para ter tudo isso para encaminhar no primeiro dia. Não é aquilo de matéria fatiada, não, eu vou mandar tudo", detalhou.
Dois dias após o Brasil decidir pelo rebaixamento do nível da relação diplomática com a Argentina, o presidente Javier Milei assinou um decreto autorizando a entrada de militares, fragatas e submarinos brasileiros em águas territoriais do país vizinho para um exercício conjunto entre 13 e 24 de agosto.
O decreto, publicado no Boletim Oficial de quinta-feira (6), autoriza a entrada de uma fragata Tamandaré com 135 militares, uma fragata Niterói com 200 efetivos, um navio de socorro submarino Guillobel com 80 tripulantes e um submarino Riachuelo com 35 brasileiros a partir do dia 10 de agosto.
Também está prevista a participação de militares do Estado Maior, aviadores navais e especialistas da Marinha brasileira.
A autorização foi concedida após a realização do exercício bilateral denominado “Fraterno”, na Base Naval Puerto Belgrano, na cidade de Mar del Plata. Esse exercício é promovido entre o Brasil e a Argentina desde 1978.
De acordo com o texto assinado por Milei, “a não participação no mencionado exercício afetaria significativamente o adestramento naval em operações combinadas” com a Marinha brasileira, em relação a atividades de “elevada complexidade operacional tática”.
Na última terça-feira (4), o governo brasileiro decidiu rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina para o nível de encarregados de negócios.
Com a medida, o embaixador Julio Bitelli não retornará para Buenos Aires e o embaixador de Milei em Brasília, Daniel Raimondi, voltará para o seu país.
A decisão foi tomada em resposta à continuidade dos insultos de Milei em entrevistas, mesmo após a convocação de Bitelli para consultas e Raimondi ter sido chamado no Itamaraty.
O governo brasileiro cobrou esclarecimentos sobre as ofensas do chefe da Casa Rosada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes na Convenção Nacional do Partido Liberal no final de julho.
Quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete da Presidência da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, além de busca e apreensão e obtenção de informações sobre suposto vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essas foram algumas das providências requeridas pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, em petição enviada nesta quinta-feira (6) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O que motivou o pedido foi a revelação de que o ex-chefe do Gabinete Pessoal do presidente Lula recebeu pagamentos da empresária Roberta Luchsinger, a amiga do filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Marcola, um dos assessores mais próximos de Lula, ficou no cargo de chefe de gabinete pessoal durante todo o atual governo e deixou o posto no dia 21 de julho deste ano.
Oficialmente, foi informado que o motivo da saída de Marcola foi o de reforçar a campanha à reeleição de Lula. Entretanto, circulou a informação em Brasília de que o real motivo da saída do assessor foi a descoberta desses pagamentos pelo Palácio do Planalto. Nesta semana, Marcola pediu para deixar também a campanha presidencial.
A petição apresentada pelo senador Rogério Marinho, obtida pela CNN, foi assinada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro. A petição lista cinco requerimentos ao ministro André Mendonça, relator, no STF, do caso que envolve as fraudes e descontos não autorizados sobre benefícios de aposentados do INSS.
O primeiro pedido feito pela campanha de Flávio Bolsonaro é a apuração dos fatos noticiados envolvendo Marcola, com prioridade para o suposto vazamento de informações sigilosas de uma investigação sob relatoria de Mendonça. O segundo é a requisição, à Presidência da República, da lista integral de entradas e saídas do Palácio do Planalto, do Palácio da Alvorada e do Gabinete Pessoal do presidente nos últimos 30 dias, com identificação de visitantes, datas, horários e servidores responsáveis pelo atendimento.
O documento também pede que a Polícia Federal informe datas e horários de todos os despachos pessoais entre Lula e o diretor-geral da PF de janeiro a julho de 2026. Há ainda requisição da quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-assessor Marco Aurélio, incluindo contas, aplicações e declarações de ajuste anual de 1º de janeiro de 2023 até a data atual, além do pedido de expedição de um mandado de busca e apreensão contra ele, incluindo celulares pessoais e funcionais, computadores, mídias de armazenamento, documentos bancários e outros registros relacionados ao caso.
Na petição, a advogada Maria Claudia Bucchianeri afirma que o objetivo é apurar a origem do suposto vazamento, a cadeia de custódia do material divulgado, os agentes que tiveram acesso às informações sigilosas e eventual uso indevido dos dados para proteção política do presidente durante a pré-campanha eleitoral.
A divisão baseia-se em uma tabela de representatividade partidária divulgada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As propagandas vão ao ar entre 28 de agosto e 1º de outubro.
De acordo com o tribunal, o partido do presidente Lula terá mais tempo de televisão por compor a federação Brasil da Esperança, que integra PT, PCdoB e PV. Além deles, a candidatura de Lula terá o apoio de PSB, PDT e da federação Psol-Rede, o que dá a vantagem ao petista. Serão aproximadamente 5min32s de tempo de televisão para Lula nas propagandas eleitorais.
Ainda que o PL seja o segundo partido com mais deputados federais eleitos (98), o partido não conseguiu costurar alianças que deem ao candidato um aumento no tempo de televisão. Na última semana, a cúpula da federação formada por PP e União Brasil decidiu não estar em nenhum palanque nacional. O Republicanos e o Podemos também adotarão posição de neutralidade.
O cenário é diferente de 2022. Naquela ocasião, Jair Bolsonaro (PL) recebeu o apoio formal de PP e Republicanos antes das convenções. Sem esse apoio, Flávio deverá ter em torno de 4min20s nas propagandas eleitorais.
O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, será o terceiro na lista de candidatos com tempo de televisão. O ex-governador de Goiás também não tem apoio de outros partidos. A sua sigla, no entanto, tem 42 deputados na Câmara e fica atrás somente da federação União-Progressista (que não tem candidato), do PT e do PL.
Com isso, Caiado deverá ter cerca de 2 minutos e 2 segundos na televisão.
O último candidato com tempo de propaganda gratuita é Augusto Cury, do Avante. O partido tem 7 deputados eleitos e deve ter 36 segundos nas propagandas.
Outros dois candidatos não atingiram o mínimo esperado pela cláusula de desempenho e, por isso, não terão tempo de televisão. O partido Novo tem apenas 5 deputados e 1 senador eleitos. Sem novas alianças, Romeu Zema não terá acesso à propaganda eleitoral gratuita.
Renan Santos também é outro que aparece bem posicionado nas pesquisas eleitorais e que não terá tempo de televisão. Seu partido, o Missão, tem apenas um deputado eleito e não poderá entrar na divisão do tempo.
COMO FUNCIONA A DIVISÃO
A chamada cláusula de desempenho é uma regra que estabelece que os partidos precisam atingir um percentual mínimo de votos válidos para a Câmara dos Deputados ou um número mínimo de deputados eleitos para ter acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda na televisão e no rádio. Na prática, essa norma força os partidos a terem um desempenho nacional e não apenas regional.
O cálculo de tempo de propaganda eleitoral gratuita considera os 510 deputados federais eleitos. Do tempo total, 90% é distribuído proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos em 2022. Os 10% restantes são divididos igualmente entre os partidos que superaram a cláusula de desempenho.
Na última eleição geral, em 2022, 15 partidos não atingiram a cláusula. Naquele ano, para superar a “barreira”, as agremiações precisavam eleger ao menos 11 deputados federais, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação, nove estados ou oito estados e no Distrito Federal; ou conseguir ao menos 2% dos votos válidos, com um mínimo de 1% em nove estados.
Para este ano, será preciso eleger 13 deputados federais em pelo menos um terço das unidades da federação, nove estados ou oito estados e no Distrito Federal; ou obter pelo menos 2,5% dos votos válidos, com um mínimo de 1,5% em nove estados.
As eleições seguintes terão um critério ainda mais ampliado. Em 2030, as siglas precisarão ter 3% dos votos válidos nacionais para a Câmara dos Deputados, com 2% dos votos válidos em pelo menos um terço das unidades da Federação. Eles também poderão ter acesso ao fundo e ao tempo de televisão se elegerem 15 deputados seguindo o mesmo critério.
Em 2026, dois blocos de 12 minutos e 30 segundos serão exibidos às terças, quintas e sábados no rádio e televisão. Ainda serão divulgadas inserções de 30 e 60 segundos, distribuídas ao longo da programação. Para isso, as emissoras devem reservar 70 minutos diários.
FLÁVIO COM MAIS TEMPO QUE JAIR
Mesmo atrás de Lula, esse será o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita que a família Bolsonaro terá desde que começou a disputar as eleições. Em 2018, o ex-presidente Jair Bolsonaro teve apenas 8 segundos de tempo de televisão. Na ocasião, Geraldo Alckmin era o candidato do PSDB e liderou o tempo com 5min32s. Fernando Haddad era o candidato do PT e apareceu com 2min23s.
Lula havia sido registrado como candidato do PT, mas o TSE rejeitou a candidatura com base na Lei da Ficha Limpa e aceitou o registro de Haddad somente em setembro, depois do início da campanha.
Já em 2022, Bolsonaro ampliou o tempo de televisão, mas mesmo como presidente, ficou atrás de Lula. O petista tinha 3min23s enquanto o então mandatário teve 2min45s.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva supera com larga margem seu principal adversário nas eleições deste ano entre os eleitores do Nordeste, as pessoas que se autodeclaram pretas, os que recebem Bolsa Família, completaram até o ensino fundamental, ganham até dois salários mínimos e estão localizados na faixa etária acima de 60 anos.
Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), até o momento o principal opositor de Lula, consegue abrir maior margem sobre o líder petista entre os eleitores da região Sul, os que se dizem evangélicos, que se autodeclaram brancos, que possuem curso superior e ganham acima de cinco salários mínimos.
As conclusões podem ser retiradas da segmentação das intenções de voto verificadas na mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5). De acordo com a pesquisa, na simulação de segundo turno, o presidente Lula ganharia de Flávio Bolsonaro por 44% a 39%.
Na divisão do voto por segmentos regionais, de raça, gênero, religião, faixa etária, nível salarial e educacional, Lula demonstra ter maior vantagem sobre Flávio em pelo menos 11 categorias dentre essa estratificação de eleitores. Já Flávio Bolsonaro lidera com expressiva vantagem em cinco categorias.
Confira abaixo os segmentos em que o presidente Lula apresenta ter maior força sobre Flávio:
Nordeste - Lula 64% x 25% Flávio
Pessoas pretas - Lula 61% x 22% Flávio
Bolsa Família - Lula 62% x 26% Flávio
Ensino fundamental - Lula 55% x 30% Flávio
Até dois salários mínimos - Lula 54% x 30% Flávio
Sem religião - Lula 47% x 32% Flávio
60 anos ou mais - Lula 48% x 34% Flávio
Outras raças - Lula 49% x 35% Flávio
Mulheres - Lula 47% x 35% Flávio
Católicos - 49% x 37% Flávio
Pessoas pardas - Lula 48% x 37% Flávio
Na sequência, veja os segmentos em que Flávio Bolsonaro abre maior vantagem sobre Lula:
Região Sul - Flávio 56% x 29% Lula
Evangélicos - Flávio 48% x 33% Lula
Curso superior - Flávio 45% x 34% Lula
Pessoas brancas - Flávio 46% x 36% Lula
Mais de cinco salários mínimos - Flávio 44% x 36% Lula
Em outros segmentos do eleitorado, a vantagem tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro não são tão expressivas, ou mesmo há empate entre os dois. Veja abaixo quais são esses segmentos:
Pessoas entre 16 a 34 anos - Lula 44% x 38% Flávio
Pessoas de 35 a 59 anos - Lula 42% x 42% Flávio
Ensino médio - Lula 42% x 42% Flávio
De dois a cinco salários mínimos - Flávio 43% x 41% Lula
Região Sudeste - Flávio 40% x 38% Lula
Sem Bolsa Família - Flávio 42% x 39% Lula
Homens - Flávio 44% x 40% Lula
Regiões Centro-Oeste/Norte - Flávio 44% x 40% Lula
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. As entrevistas foram realizadas presencialmente. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (5) a lei que garante o pagamento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas. A medida também amplia a fiscalização sobre as operações e cria mecanismos para impedir contratações irregulares.
A partir da nova regra, o caminhão só poderá iniciar a viagem após a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). O código será liberado somente quando o contrato estiver de acordo com o valor mínimo do frete. Caso o pagamento previsto fique abaixo do piso, a operação será bloqueada ainda na fase de contratação.
Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a fiscalização ocorrerá de forma automática e em larga escala. O CIOT também estará vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, permitindo ampliar o controle sobre cargas transportadas sem documentação regular e ajudar no combate ao comércio ilegal de mercadorias.
A legislação torna permanente a medida provisória editada em março e estabelece as novas regras como parte definitiva da regulamentação do transporte rodoviário de cargas.
A Argentina não tomará nenhuma medida em resposta à redução das relações diplomáticas com o Brasil. Isso é o que diz a declaração dada pelo chanceler, Pablo Quirno, nesta quarta-feira (5), durante uma coletiva de imprensa. A fala do ministro argentino ocorre um dia depois que ele criticou a decisão do governo brasileiro de reduzir o nível da representação diplomática entre os dois países.
Ainda nesta terça-feira (4), o Itamaraty informou que manterá o embaixador brasileiro em Buenos Aires em solo brasileiro enquanto o presidente argentino, Javier Milei, mantiver ataques ao Brasil.
Em nota, o governo argentino informou que o Itamaraty pediu o retorno do embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, à Argentina e afirmou que o Brasil age por "questões puramente ideológicas".
A chancelaria também afirmou que recebeu a decisão "adotada unilateralmente" pelo governo brasileiro e disse que o país está "se isolando do restante da região por questões puramente ideológicas".
Por outro lado, diplomatas brasileiros disseram que, com o rebaixamento das relações, Raimondi não deve permanecer no Brasil, mas destacaram que a decisão não configura uma expulsão formal do diplomata.
A crise entre Brasil e Argentina começou após a presença de Javier Milei na convenção nacional do PL, em São Paulo, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, em 25 de julho. Durante o evento, o presidente argentino chamou Lula de "presidiário".
No dia seguinte, em entrevista a uma rádio argentina, Milei acusou o Brasil de liderar uma "campanha anti-Argentina" durante a Copa do Mundo.
O presidente argentino também afirmou que Lula enviou marqueteiros ao país para interferir nas eleições presidenciais de 2023 e apoiar o então candidato Sergio Massa, derrotado por Milei. No domingo (2), em entrevista à emissora argentina LN+, Milei voltou a subir o tom. O presidente argentino afirmou que Lula é "ladrão", "corrupto" e "não é inocente".
Após os primeiros ataques, o Itamaraty convocou o embaixador argentino em Brasília para manifestar o descontentamento do governo brasileiro. Ao mesmo tempo, chamou para consultas o embaixador brasileiro em Buenos Aires.
Em nota, o governo classificou o episódio como "sem precedentes". O chanceler Mauro Vieira disse considerar o caso grave, mas descartou, naquele momento, medidas mais duras, como a retirada definitiva de representantes diplomáticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (5) a lei que altera as regras do transporte rodoviário de cargas e reforça a política de piso mínimo do frete. A norma endurece a fiscalização sobre o cumprimento da tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mantém o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e concede anistias relacionadas a infrações administrativas e aos bloqueios rodoviários de 2022.
A lei tem origem em uma medida provisória editada pelo governo e preserva alterações feitas pelo Senado durante a tramitação. Entre elas está a retirada da proposta que previa um piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para motoristas profissionais de longa distância, que acabou de fora do texto final.
Na prática, a nova legislação fortalece a política de piso mínimo do frete, criada após a greve dos caminhoneiros de 2018. A tabela da ANTT segue como referência para a contratação dos fretes e continuará considerando custos operacionais como combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e o tempo de carga e descarga.
A atualização dos valores permanece semestral, mas passa a ocorrer também sempre que o preço do diesel variar 5% ou mais. Nesses casos, a ANTT terá até três dias úteis para publicar uma nova tabela. A lei ainda autoriza a agência a firmar parceria com a Infra S.A. para realizar os cálculos dos pisos mínimos.
Uma atitude “irresponsável e impensada”. Foi dessa forma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão tomada nesta terça-feira (4) pelo governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
A afirmação de Lula foi feita na entrevista que concedeu nesta quarta (5) aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos.
“Ele [Donald Trump] tirou o visto da nossa embaixadora. Eu achei uma atitude irresponsável, impensada para os dois países, que têm uma relação diplomática há 200 anos”, disse Lula na entrevista ao canal do YouTube.
A decisão tomada pelo governo Trump teria sido justificada, segundo o Departamento de Estado, por uma suposta demora do Brasil em autorizar o nome do congressista Daniel Perez, indicado pela Casa Branca para chefiar a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Perez. No rito diplomático, essa autorização passa pela concessão de um agrément.
Lula rebateu esse argumento de reciprocidade dos americanos, ao dizer que eles não se importaram com a embaixada em Brasília desde que o presidente americano, Donald Trump, assumiu o poder.
“Os Estados Unidos não deram importância para a embaixada no Brasil, porque faz um ano e meio que ele está no poder e não mandou para cá. Agora, tentam mandar e acham que a gente tem a obrigação de fazer na data que eles querem? Não é correto e não é possível, nós queremos ser tratados com respeito”, disse Lula.
Ainda durante a entrevista, o presidente Lula afirmou que o Brasil está “preparado” para enfrentar tentativas de interferência estrangeira na eleição presidencial.
“O Brasil não só está preparado como vai enfrentar qualquer pessoa, de fora, que queira interferir no nosso processo eleitoral”, afirmou Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula manteve a distância que abriu para o seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e segue liderando a disputa nas simulações de primeiro e segundo turno acima da margem de erro. Foi o que mostrou o novo levantamento nacional do instituto Ideia, em parceria com o Canal Meio, divulgado nesta quarta-feira (5).
No cenário estimulado de primeiro turno, o presidente Lula (PT) lidera com 43% das intenções de voto. Lula está com oito pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Flávio Bolsonaro (PL), que somou 35%.
Veja abaixo os números do primeiro turno:
Lula (PT): 43,0%
Flávio Bolsonaro (PL): 35,0%
Ronaldo Caiado (PSD): 5,7%
Renan Santos (Missão): 4,7%
Romeu Zema (Novo): 2,6%
Augusto Cury (Avante): 1,7%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 0,6%
Samara Martins (UP): 0,3%
Edmilson Costa (PCB): 0,2%
Hertz Dias (PSTU): 0,1%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo: 2,0%
Não sabe: 4,0%
A pesquisa Meio/Ideia ainda tinha incluído nesse levantamento o nome do candidato Cabo Daciolo, que, entretanto, não teve sua postulação efetivada por seu partido, o Mobiliza. Todos os outros nomes já foram ratificados nas convenções dos seus partidos.
O instituto Ideia também fez uma pesquisa espontânea, quando os entrevistados anunciam sua preferência sem que seja apresentada uma lista de nomes. O presidente Lula possui uma vantagem de 11,4% nessa simulação. Confira abaixo:
Lula (PT): 34,4%
Flávio Bolsonaro (PL): 23,0%
Ronaldo Caiado (PSD): 2,8%
Renan Santos (Missão): 2,5%
Romeu Zema (Novo): 1,5%
Jair Bolsonaro (PL): 1,0%
Augusto Cury (Avante): 0,6%
Ciro Gomes (PSDB): 0,4%
Samara Martins (UP): 0,3%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 0,3%
Marina Silva (Rede): 0,1%
Outros: 0,8%
Ninguém/Branco/Nulo: 4,5%
Não sabe: 27,7%
Já nos cenários de segundo turno, a pesquisa Meio/Ideia apresentou quatro cenários de disputas de segundo turno, todos com a presença de Lula. Veja abaixo como responderam os entrevistados da pesquisa:
Lula (PT) 48,5% x 43,0% Flávio Bolsonaro (PL)
Branco/Nulo: 4,0%
Não sabe: 4,5%
Lula (PT) 48,0% x 34,7% Renan Santos (Missão)
Branco/Nulo: 10,3%
Não sabe: 6,9%
Lula (PT) 48,5% x 37,0% Romeu Zema (Novo)
Branco/Nulo: 8,5%
Não sabe: 6,0%
Lula (PT) 48,5% x 40,0% Ronaldo Caiado (PSD)
Branco/Nulo: 7,0%
Não sabe: 4,5%
O Instituto Meio perguntou ainda aos seus entrevistados em quem não votariam de jeito nenhum para presidente. Confira como ficou o percentual de rejeição dos candidatos:
Flávio Bolsonaro (PL): 48,0%
Lula (PT): 47,4%
Romeu Zema (Novo): 14,6%
Ronaldo Caiado (PSD): 13,9%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 13,7%
Renan Santos (Missão): 13,5%
Rui Costa Pimenta (PCO): 12,9%
Samara Martins (UP): 10,7%
Hertz Dias (PSTU): 10,1%
Augusto Cury (Avante): 9,9%
Edmilson Costa (PCB): 9,8%
Não rejeita ninguém: 1,3%
Não sabe: 2,9%
A pesquisa Meio/Ideia contou com 1.500 entrevistados entre os dias 31 de julho a 3 de agosto de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Canal Meio S.A.. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,5 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-04579/2026.
Uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) apontou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou 39% das intenções de voto no cenário estimulado. Na segunda colocação aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL) marcando 30%.
Na sequência, aparecem empatados Renan Santos (Missão) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 4% da preferência. Já o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) registra 2%, seguido por Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP), com 1% cada.
Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. Eleitores que declaram voto em branco, nulo ou que não pretendem votar chegam a 8%, enquanto os indecisos representam 10% da amostra.
Na comparação com a pesquisa anterior da Genial Quaest, o cenário estimulado mostrou estabilidade. O petista oscilou para 39%, vindo de 40% em julho, por enquanto que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro variou para 30%, frente aos 28% da pesquisa anterior.
Todos esses registros ocorrem dentro da margem de erro, conforme apontou a pesquisa. O levantamento entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 31 de julho e 03 de agosto; a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.

CENÁRIO ESPONTÂNEO
No cenário espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados anteriormente ao eleitor, Lula marcou 25%, oscilando negativamente em relação aos 26% anteriores. Já Flávio Bolsonaro cresceu para 18%, superando os 14% registrados na mesma métrica em julho.
Já o nome do ex-presidente Bolsonaro permaneceu estável neste contexto e foi citado por 5% dos entrevistados. Os eleitores indecisos recuaram ligeiramente, mas ainda compõem a maioria absoluta do eleitorado neste formato, atingindo 51%.
SEGUNDO TURNO
Nas simulações de segundo turno, o atual presidente Lula (PT) aparece numericamente à frente com 44% das intenções de voto. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve 39% da preferência do eleitorado brasileiro. Neste sentido, os dados indicaram que 13% dos entrevistados afirmam votar em branco ou nulo. Outros 4% dizem seguir indecisos neste cenário principal. No entanto, Lula lidera em todos os cenários contra todos os outros candidatos.
Diante de Romeu Zema (Novo), o petista soma 46% contra 34% do ex-governador mineiro. Votos brancos e nulos totalizam 16%, e indecisos são 4%. O atual presidente chega a 45% das intenções, enquanto o ex-governador goiano alcança 37%. Brancos e nulos chegam a 14%, com 4% de indecisos.
O chefe do executivo aparece com 45% contra 35% de Renan Santos. O índice de brancos e nulos é de 16%, e os indecisos representam 4%.


O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta terça-feira (4), a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em nota, o Executivo brasileiro classificou como falsas as justificativas apresentadas para a medida.
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, a decisão está relacionada à demora do Brasil em conceder o agrément para Daniel Perez, indicado para assumir a embaixada norte-americana em Brasília. O governo brasileiro, porém, afirmou que o processo é confidencial e que o nome do diplomata só deveria ser divulgado após a anuência oficial.
"A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo. Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente", diz a nota.
A gestão Lula também ressaltou que não existe prazo previsto pela Convenção de Viena para a concessão do agrément e que o pedido continua em análise. A nota também relacionou a decisão a outras medidas recentes adotadas pelos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
O governo citou o cancelamento de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal e integrantes do Executivo, sob a alegação de perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para o governo brasileiro, a revogação do visto da embaixadora integra uma sequência de ações hostis contra o país.
Na avaliação do governo Lula, a decisão dos EUA contraria a tradição de diálogo entre os dois países. O Planalto afirmou que continuará defendendo a negociação e a cooperação nas relações internacionais.
Leia a nota completa:
O Governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas.
O processo de concessão de agrément é confidencial e o nome designado só deveria vir a público depois de concedida a anuência, conforme estipula o artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.
O governo dos Estados Unidos anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal de agrément ao governo brasileiro.
O Brasil segue estritamente o direito internacional. Não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément. O pedido norte-americano ainda se encontra em análise.
Os dois funcionários do governo norte-americano que tiveram seus vistos de entrada no Brasil negados planejavam visitar o país para colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional.
Vale recordar que seguem em vigor sanções individuais sobre autoridades brasileiras, notadamente o cancelamento de vistos para os EUA, com base na alegação infundada de perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro. Entre essas autoridades estão ministros da Suprema Corte e funcionários de primeiro escalão do Poder Executivo.
O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais.
A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo.
Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente.
Em linha com sua tradição diplomática, o governo brasileiro se opõe à lógica de confrontação e reitera a defesa do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais.
O Palácio do Planalto divulgou nota oficial na noite desta terça-feira (4), assinada pela Secretaria de Comunicação da Presidência, em que rebate com veemência a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em um texto com tom duro, o governo Lula vai além e afirma que são “falsas” as alegações da administração Trump para revogar o visto.
Mais cedo, o Departamento de Estado norte-americano justificou a medida como uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder a autorização diplomática para que Daniel Perez assuma o comando da embaixada dos EUA em Brasília. Apesar da anulação do documento, o órgão governamental dos Estados Unidos informou que a decisão não implica a expulsão automática da diplomata do país.
Na nota em que rebate o governo dos EUA, o Palácio do Planalto e afirmou que a medida faz parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil”, motivada por razões ideológicas. No comunicado, o governo brasileiro também acusou os norte-americanos de tentar interferir no processo político nacional e na eleição presidencial brasileira, além de reafirmar que o pedido de agrément para o novo embaixador americano ainda está em análise e segue rigorosamente as normas da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.
Confira a íntegra da nota a seguir:
“Nota em reação à decisão dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington.
O Governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas.
O processo de concessão de agrément é confidencial e o nome designado só deveria vir a público depois de concedida a anuência, conforme estipula o artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. O governo dos Estados Unidos anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal de agrément ao governo brasileiro.
O Brasil segue estritamente o direito internacional. Não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément. O pedido norte-americano ainda se encontra em análise. Os dois funcionários do governo norte-americano que tiveram seus vistos de entrada no Brasil negados planejavam visitar o país para colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional.
Vale recordar que seguem em vigor sanções individuais sobre autoridades brasileiras, notadamente o cancelamento de vistos para os EUA, com base na alegação infundada de perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro. Entre essas autoridades estão ministros da Suprema Corte e funcionários de primeiro escalão do Poder Executivo.
O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais. A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo. Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente.
Em linha com sua tradição diplomática, o governo brasileiro se opõe à lógica de confrontação e reitera a defesa do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais.
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.”
O presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União), não participará da solenidade conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira no Palácio do Planalto. O evento marcará a sanção de um projeto de lei de autoria do próprio senador amapaense, que está na capital federal e declinou do convite formal recebido do Executivo.
Conforme publicado pelo portal Metrópoles, a relação entre o parlamentar e o chefe do Executivo encontra-se estremecida desde novembro de 2025, período em que o presidente da República indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). À época, a preferência manifestada por Alcolumbre era pela indicação do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB).
O desgaste político intensificou-se no final do mês de abril, quando o plenário do Senado Federal rejeitou formalmente a recondução de Messias ao STF no dia 29, impondo uma derrota expressiva ao governo federal. Desde a deliberação do Legislativo, Lula e Alcolumbre não realizaram novos encontros ou conversas diretas.
A proposta formulada por Alcolumbre, que será sancionada, altera os parâmetros de análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O texto cria filtros de admissibilidade ao exigir a demonstração de relevância das questões de direito federal infraconstitucional para o recebimento e julgamento de recursos especiais pela Corte.
O candidato ao Governo do Estado, Jerônimo Rodrigues (PT), durante evento realizado pela Fieb nesta terça-feira (4), em entrevista coletiva, ao comentar a possibilidade de uma “dobradinha” entre o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União), reforçou a postura contrária de ACM ao presidente.
“No caso do meu opositor, ele não é só bolsonarista. O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, é anti-Lula(...) Quem vota em Lula tem que saber que ACM Neto já prometeu uma surra a ele”, declara.
Horas antes, o candidato ACM Neto, também presente no evento, ao ser questionado sobre a mesma possibilidade, declarou que “o eleitor é livre para fazer a sua escolha”.
“O eleitor é livre pra fazer a sua escolha. É livre para escolher o seu deputado estadual, federal, para escolher o seu governador, os seus senadores, o seu presidente. Só quem manda na vontade do eleitor é o próprio eleitor, é a sua consciência”, pontua.
O candidato reforça que espera do povo baiano uma avaliação sobre o futuro do estado no momento da escolha, e, com isso, votem no modelo de gestão que desejam para os próximos anos.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) cobrou do governo federal avanços nas obras de infraestrutura das rodovias federais que cortam a Bahia. Durante discurso nesta terça-feira (4), ele afirmou que, apesar de apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também precisa fazer críticas e apresentar reivindicações para melhorar as estradas no estado.
Jerônimo citou a BR-101 como uma das principais demandas. Segundo ele, já existe um projeto avançado para a duplicação do trecho até Santo Antônio de Jesus, enquanto a ligação entre Feira de Santana e Sergipe enfrentou dificuldades orçamentárias. “Pelo fato de ser o governo que eu apoiei, do presidente Lula, tem que fazer a crítica e ele sabe disso. Coloquei, entreguei nas mãos dele um documento que reivindica a duplicação da 101”, afirmou.
O governador também defendeu a realização de intervenções nos pontos mais críticos da rodovia, especialmente nos trechos com registros de assaltos, acidentes, atrasos e congestionamentos. Outra cobrança mencionada por Jerônimo envolve a BR-242. Ele afirmou que o trecho entre Barreiras e Luís Eduardo Magalhães está próximo de entrar em processo de licitação e citou ainda a necessidade de melhorias até o entroncamento com a BR-116.
Já em relação à BR-324, o governador informou que o processo está na etapa final de julgamento no Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo ele, a expectativa é que a análise seja concluída ainda em agosto. “Saindo do TCU, volta para o Ministério, e o Ministério faz o leilão para que a gente possa ter uma empresa que, por fim, cuide da BR-324”, declarou.
Jerônimo também comparou a situação das estradas baianas com as de estados vizinhos. Segundo ele, Alagoas e Pernambuco possuem rodovias federais em melhores condições, enquanto a Bahia ainda enfrenta problemas de duplicação e infraestrutura.
O presidente Lula (PT) exigiu explicações do seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, a respeito do empréstimo obtido por ele com a empresária Roberta Luchsinger, amiga de seu filho Lulinha e investigada pela Polícia Federal.
Marco Aurélio, conhecido como Marcola, é um dos assessores mais próximos do presidente e deixou a chefia de gabinete há duas semanas para atuar na equipe de campanha do petista. Ele diz que se tratou de um empréstimo pessoal, já quitado, e que não há ilegalidade na operação.
Ainda segundo relatos, Lula teria sabido do empréstimo dias antes de ele vir à tona, mas não antes de escalar Marcola para a equipe das eleições. Outros aliados do presidente se dizem surpreendidos com a notícia, duvidando que o presidente soubesse.
O pronunciamento de Marcola veio após o site Poder360 afirmar, em reportagem, que ele recebeu os pagamentos.
A notícia, divulgada na segunda-feira (3), irritou aliados de Lula. Por conta do período de eleições e da candidatura do presidente à reeleição, Lula precisa evitar desgastes políticos que possam afetar sua popularidade. Apesar disso, a avaliação predominante no Palácio do Planalto é que Marcola cometeu um erro, não um crime.
Marcola teria dito a Lula dispor de registros de pagamento para provar que a operação foi um empréstimo. Como justificativa, o assessor alegou que o dinheiro serviu para pagar um tratamento de saúde de seu filho. Ainda não há uma confirmação sobre a data da transação, mas integrantes do Planalto dizem acreditar que tenha sido em 2023.
O presidente da República ordenou que o assessor explicasse a operação. Marcola busca constituir um advogado antes de voltar a falar publicamente sobre o tema.
Lula também tem dito a aliados que tudo precisa ser apurado e que quer ser julgado pelo próprio governo na eleição deste ano. Ou seja, que o eleitor possa decidir o voto com base nos atos do presidente, não de pessoas próximas.
RELAÇÃO ENTRE LULA E MARCOLA
Quando o presidente ganhou as eleições de 2022, Marcola já o assessorava havia quase sete anos. Uma vez no governo, o petista escalou seu assessor como chefe de gabinete. Ele era o principal responsável pela agenda presidencial.
Além disso, servia como um dos principais contatos de políticos que buscavam falar com o chefe do governo. Lula não tem telefone celular. Quem precisa falar com ele liga para Marcola ou para outra pessoa de um grupo reduzido que está sempre próximo do petista.
QUEM É ROBERTA LUCHSINGER?
A empresária Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luis, um dos filhos do presidente da República. Ele ficou conhecido no mundo político como Lulinha, apesar de esse apelido não ser usado nos círculos petistas.
Em nota, a defesa do filho de Lula afirmou ter recebido a instauração pela PF de três inquéritos diferentes por suspeitas de tráfico de influência com "absoluta tranquilidade" e que ele irá comprovar sua inocência.
A equipe disse ainda ter pedido que os órgãos competentes tomem providências contra os vazamentos que consideram criminosos e que atendem a "interesses políticos".
"Recebemos com absoluta tranquilidade a notícia de instauração de ainda mais um inquérito. Utilizaremos todas as oportunidades para esclarecer qualquer dúvida que porventura surja sobre as atividades pessoais e profissionais de Fábio Luís. Ele comprovará, ao final, que não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade, assim como fez no inquérito das fraudes do INSS, em relação ao qual esperamos um já tardio arquivamento", dizem os advogados.
"Temos confiança plena na condução serena e equilibrada do ministro Flávio Dino, jurista que admiramos e respeitamos" diz outro trecho, em relação ao terceiro inquérito, que caiu com Dino (os dois primeiros foram autorizados por André Mendonça).
"Temos denunciado a instrumentalização de setores da Polícia Federal a serviço de interesses políticos e eleitorais, em prejuízo da imparcialidade e legalidade que deveriam reger procedimentos criminais."
A operação investiga um esquema que teria descontado mais de R$ 6 bilhões dos beneficiários do INSS de 2019 a 2024. O Careca do INSS é apontado pela PF como um dos operadores centrais do esquema de fraudes nos descontos de aposentadorias.
Em dezembro passado, Roberta foi alvo de buscas. Na apuração sobre o esquema, a PF afirmou ter encontrado pagamentos de uma empresa ligada a Careca para uma companhia de Roberta, totalizando R$ 1,5 milhão.
Com a decisão do partido Mobiliza de não oficializar a candidatura do ex-deputado Cabo Daciolo, até esta terça-feira (4) são 12 os postulantes a presidente que tiveram os seus nomes chancelados nas convenções partidárias. A conta final de presidenciáveis ainda deve aumentar, já que o partido DC (Democracia Cristã) fará convenção nesta quarta (5) e lançará a advogada Clariana Barão como candidata.
O DC fará sua convenção no último dia permitido pela Justiça Eleitoral para a realização dos encontros partidários. Caso se confirme a candidatura da matogrossense Clariana Barão, a disputa de 2026 terá 13 postulantes, dois a mais do que os 11 que se candidataram em 2022, e a mesma quantidade observada na eleição de 2018.
Dos 12 nomes colocados para a disputa até o momento, apenas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na disputa de 2022. Ronaldo Caiado e Rui Costa Pimenta já foram candidatos a presidente em outras eleições, mas não participaram do último pleito.
Confira abaixo quem são os 12 candidatos que tiveram seus nomes confirmados até esta terça (4):
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): atual presidente, aos 80 anos tentará um quarto mandato. Teve seu nome oficializado no último fim de semana, em convenção nacional do PT. Terá como candidato a vice Geraldo Alckmin, do PSB, repetindo a chapa de 2022.
Flávio Bolsonaro (PL): senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem 45 anos e foi deputado estadual por diversos mandatos. A sua candidatura foi oficializada em 25 de julho, mas até o momento, ainda não conseguiu definir quem será o vice-presidente na sua chapa.
Ronaldo Caiado (PSD): aos 76 anos, o ex-governador de Goiás é o segundo mais velho na lista de candidatos, e tenta a eleição presidencial pela segunda vez desde 1989. Formou uma chapa ao lado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que foi oficializada em convenção nacional do partido no dia 26 de julho, na cidade de São Paulo.
Renan Santos (Missão): o ativista político de 42 anos, criador e presidente do Movimento Brasil Livre (MBL), é estreante na política. Junto com o deputado federal Kim Kataguiri e outros membros do MBL, fundou o Missão, o mais novo partido a receber registro do TSE. O vice de Renan é o militar da reserva Aroldo Medina, que teve o nome confirmado em um evento no último dia 1º de agosto, em São Paulo.
Romeu Zema (Novo): ex-governador de Minas Gerais por dois mandatos consecutivos, aos 61 anos de idade parte para sua primeira candidatura a presidente, que foi confirmada em convenção do partido realizada virtualmente no dia 27 de julho. Zema anunciou newsta terça (4) o nome do senador Eduardo Girão (CE) como seu candidato a vice. Girão também é do Novo.
Augusto Cury (Avante): Psiquiatra, professor e escritor no segmento de autoajuda, tem 61 anos e está estreando na política. Coloca a educação como sua bandeira principal. A candidatura foi homologada em evento nesta segunda (3), em São Paulo, com a presença do governador Tarcísio de Freitas. Cury ainda não definiu quem será o seu vice.
Samara Martins (UP): dentista no SUS (Sistema Único de Saúde), Samara disputou as eleições de 2022 como vice de Léo Péricles, atual presidente da sigla. Para este ano, Samara, que tem 38 anos, é uma das únicas mulheres na disputa, e definiu a guarda-portuária Raquel Brício, do seu partido, como vice. A oficialização da candidatura foi realizada em São Paulo no dia 26 de julho.
Rui Costa Pimenta (PCO): jornalista, escritor e dirigente político, aos 68 anos, atua na militância de esquerda desde a década de 1970 e é presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), fundado em 1995. Ao longo de sua trajetória, participou de movimentos estudantis, sindicais e de organizações políticas voltadas ao socialismo.
Leonardo Avalanche (PRTB): presidente do partido desde 2024, o político de 37 anos teve a candidatura confirmada durante convenção realizada em Goiânia, no dia 30 de julho. A policial militar veterana Tenente Dalma será sua candidata a vice, formando mais uma chapa pura.
Edmilson Dias (PCB): O professor e doutor em economia é o atual secretário-geral do PCB. O nome dele foi oficializado para a disputa presidencial em evento realizado em São Paulo no dia 1 de agosto. A vice dele será Cleusa Santos, também do Partido Comunista Brasileiro.
Hertz Dias (PSTU): professor da rede pública do Maranhão, o rapper e ativista do movimento negro, com 55 anos de idade,, terá a professora da rede pública de Belo Horizonte Vanessa Portugal como vice. A chapa foi confirmada em 31 de julho, em São Paulo.
Wilson Grassi (Democrata): veterinário e paulista, Wilson, de 56 anos, teve sua candidatura confirmada no último domingo (2), durante convenção nacional realizada no Rio de Janeiro. O partido ainda precisa definir o nome do vice. É a primeira vez que a sigla, fundada em 2008 como Partido da Mulher Brasileira, lança um nome próprio para concorrer a presidente.
O presidente Lula é o único candidato que, até o momento, conseguiu reunir outros partidos em sua coligação. Além do seu partido, o PT, Lula terá, na sua coligação, a presença do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), do Partido Verde (PV), do Partido Socialista Brasileiro (PSB), do Partido Democrático Trabalhista (PDT), do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e da Rede Sustentabilidade.
A primeira semana do mês de agosto em Brasília é marcada pelo retorno aos trabalhos do Congresso Nacional e do Poder Judiciário. As movimentações dos partidos por conta dos últimos dias do período de convenções é outro fator que domina as ações e atenções do meio político.
Com a maioria dos candidatos a presidente já definidos, as atenções se voltam para a escolha dos vice-presidentes. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, aguarda a decisão da presidente do Podemos, Renata Abreu (SP), se vai aceitar o convite para ser candidata a vice em sua chapa.
O Congresso Nacional retoma suas atividades após o período do recesso parlamentar, mas os trabalhos de fato só serão iniciados na próxima semana. Como os parlamentares ainda estão envolvidos com os últimos dias de convenções partidárias, Brasília ficará esvaziada de deputados e senadores nesta semana.
O Poder Judiciário também volta ao trabalho após um mês de férias em julho. O Supremo Tribunal Federal (STF) volta nesta segunda-feira (3) já realizando uma primeira sessão de julgamentos com uma pauta de temas relacionados aos direitos das pessoas com deficiência e à aplicação da Lei Maria da Penha. Já o Tribunal Superior Eleitoral retoma suas atividades sendo pressionado a decidir a respeito do uso de vídeos produzidos com Inteligência Artificial na campanha eleitoral.
Confira abaixo a agenda dos três poderes em Brasília durante a semana.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula inicia a sua semana em Brasília nesta segunda-feira (3) apenas com reuniões internas, no Palácio do Planalto, com membros de sua equipe. Pela manhã, Lula se reunirá com o seu chefe do Gabinete Pessoal, Oswaldo Malatesta, e depois com o secretário para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick.
Na parte da tarde, o presidente Lula terá uma reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que estará acompanhado no encontro pelo Dr. Devi Shetty e a Dra. Ludhmila Hajjar. Lula fecha seu dia de reuniões no Palácio do Planalto em um encontro com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.
A agenda do presidente Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Alguns ministros do governo também possuem agendas fora de Brasília.
É o caso do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que inicia a semana em São Paulo. O ministro reúne-se com presidentes de bancos: André Esteves, chairman do BTG Pactual; Gilson Finkelstain, CEO do Santander; Marcelo Noronha, CEO do Bradesco; Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú; e Isaac Sidney, presidente da Febraban.
No calendário da economia, o destaque da semana é a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central. O Copom vai decidir, na quarta (5), a definição sobre a nova taxa básica de juros.
Após o bom resultado no indicador que mede a prévia da inflação oficial, a previsão do mercado é de que haja um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros. Se houver essa decisão, o Copom levará a taxa Selic para 14,25% ao ano.
Também nesta semana o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio divulga a balança comercial do mês de julho. Os números das exportações e das importações ainda não devem refletir o impacto das novas taxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Ainda no calendário da divulgação de indicadores da economia, o IBGE apresenta nesta terça (5) os números da Pesquisa Industrial Mensal. O levantamento revela a situação do setor industrial brasileiro no mês de junho deste ano.
PODER LEGISLATIVO
Esta segunda-feira (3) marca o fim do recesso parlamentar e a retomada dos trabalhos de Câmara e Senado no segundo semestre deste ano. As duas casas do Congresso, entretanto, só retomarão as sessões presenciais na próxima semana, a partir do dia 10 de agosto.
Devido ao fato de seguir até a próxima quarta (5) o período de realização das convenções nacionais e estaduais para definição de candidaturas, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), combinaram de realizar uma semana de esforço concentrado entre os dias 10 e 14 de agosto, e outra entre 31 de agosto e 3 de setembro.
Hugo Motta e Alcolumbre, entretanto, já indicaram que pretendem priorizar, na retomada dos trabalhos, projetos remanescentes do primeiro semestre, evitando, durante o período eleitoral, pautas de maior polarização ou que não tenham concordância da maioria dos líderes partidários.
Nesta primeira semana de agosto, portanto, não serão realizadas sessões de votação nos plenários da Câmara e do Senado. A expectativa é que medidas provisórias, matérias orçamentárias e propostas de maior consenso tenham prioridade nas duas semanas de esforço concentrado, enquanto temas mais controversos fiquem condicionados à construção de acordos entre as lideranças ou sejam adiados para depois das eleições de outubro.
Entre os principais temas que devem ficar para depois das eleições estão a proposta que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e extingue a escala 6x1, a PEC da Segurança Pública, a autonomia financeira, administrativa e orçamentária do Banco Central, o Marco Legal da Inteligência Artificial e o projeto que amplia o limite de faturamento do microempreendedor individual (MEI), entre outros.
A pauta também inclui a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, indispensável para a tramitação do Orçamento do próximo ano. O governo precisa encaminhar o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) até 31 de agosto, o que aumenta a pressão sobre o Congresso para concluir a análise da LDO nas próximas semanas.
Outro desafio será a apreciação de 32 medidas provisórias em tramitação. Como o Congresso não entrou em recesso formal em julho, os prazos constitucionais continuaram correndo durante a interrupção das atividades. Algumas MPs já estão em regime de urgência e podem perder a validade caso não sejam votadas a tempo.
Também permanece pendente a análise de 97 vetos presidenciais, dos quais 87 têm prioridade na pauta das sessões conjuntas do Congresso. A falta de acordo entre as lideranças provocou o cancelamento de sessões previstas no primeiro semestre e ampliou o acúmulo de matérias.
PODER JUDICIÁRIO
O início do mês de agosto marca o reinício das atividades do Poder Judiciário, após o período de recesso de julho. No Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente, ministro Edson Fachin, agendou sessão de reabertura dos trabalhos já nesta segunda (3), às 14h, no plenário.
Para a primeira sessão do segundo semestre, Fachin já agendou a retomada dos julgamentos que estão em pauta no plenário do STF. Entre os destaques da pauta estão as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7779 e ?7790, que questionam mudanças da Reforma Tributária (Lei Complementar 214/2025), assim como nas regras para isenção de impostos na compra de veículos por pessoas com deficiência.
As ações, propostas por entidades de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, sustentam que a nova legislação impõe exigências excessivas para comprovar a deficiência e a necessidade de adaptação dos veículos. O julgamento começou em junho, com a leitura do relatório e as manifestações das partes.
Também está na pauta da sessão desta segunda-feira a discussão sobre a aplicação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) a casos de violência contra a mulher sem vínculo familiar, doméstico ou afetivo entre vítima e agressor. O tema é tratado no Recurso Extraordinário com Agravo 1537713, com repercussão geral.
Ainda na sessão desta segunda-feira, Fachim programou a análise da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4395 e proclamar o resultado do julgamento sobre a validade da cobrança de contribuição previdenciária sobre a receita bruta do empregador rural ao Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural). Os processos que discutem na Justiça o recolhimento da contribuição social estão suspensos por determinação do relator, ministro Gilmar Mendes, até que o STF defina os parâmetros para a chamada sub-rogação no Funrural.
Também estão programados julgamentos no plenário do STF na quarta (5) e na quinta-feira (6). Para a sessão de quarta, o presidente do STF programou ações sobre jogos de azar, a situação dos professores de Curitiba, além de expurgos inflacionários e o tema da improbidade.
Os ministros analisarão, na próxima quarta, o artigo 50 da Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688/1941), que proíbe a exploração de jogos de azar, fere o princípio constitucional da livre iniciativa. A discussão é objeto do RE 966177, com repercussão geral.
Na mesma data está o julgamento da ARE 1477280, que trata da validade do plano de carreira para professores da educação infantil de Curitiba, no Paraná, e o RE 1141156, sobre a possibilidade de inclusão de expurgos inflacionários de planos econômicos na correção monetária de depósitos judiciais (entenda), além de embargos de declaração na?decisão do Plenário que considera a necessidade de dolo (intenção) para caracterizar improbidade administrativa. ????
Já para a sessão no plenária na quinta (6), o primeiro item da pauta é a continuidade do julgamento da ADI 5161, em que o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) questiona normas que restringem a distribuição de lucros e dividendos entre os acionistas e dirigentes de empresas, em casos de débitos junto à União ou ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Também está previsto o julgamento da Reclamação?(RCL) 78354,?em que se discute a responsabilidade civil em ação indenizatória por danos morais contra a Rádio e Televisão Iguaçu S.A. por divulgação de matéria jornalística considerada vexatória.?
Consta ainda na pauta a (ADI) 5613, em que empresas jornalísticas buscam incluir os portais de notícias e as plataformas de internet nos dispositivos?da Lei 10.610/2002 que limitam a participação de capital estrangeiro no setor.?
No mesmo dia, deverão ser apreciadas as ADIs 7822, 7848, 7830 e 7844, que questionam dispositivos de decreto estadual de São Paulo que limitam a vigência de incentivo fiscal para a saída de produtos industrializados ou semielaborados, de origem nacional. Esses produtos são destinados à comercialização ou à industrialização nas Áreas de Livre Comércio (ALC).?
Ainda nesta segunda-feira (3), quem também reiniciará os trabalhos do segundo semestre de 2026 é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com sessão extraordinária de abertura dos trabalhos às 19h. Ao longo da semana, haverá a retomada das sessões administrativas e jurisdicionais.
Na abertura do segundo semestre do TSE, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, fará o lançamento oficial da primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. A iniciativa é voltada para ampliar o conhecimento da população sobre o funcionamento, a segurança, a transparência e a auditabilidade da urna eletrônica nas Eleições Gerais de outubro, daqui a 62 dias.
Na sessão administrativa desta segunda (3), o Tribunal deve analisar duas listas tríplices destinadas ao preenchimento de vagas de juízes da classe da advocacia nos Tribunais Regionais Eleitorais do Espírito Santo (TRE-ES) e do Pará (TRE-PA). Já na sessão jurisdicional constam dois processos envolvendo aplicação de multas: um de São Paulo, por doação acima do limite legal, e outro de Londrina (PR), por propaganda eleitoral em bem de uso comum. Ambos são relatados pelo ministro Dias Toffoli.
A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (3), aponta para um cenário eleitoral competitivo no primeiro turno, com redução da distância entre os dois principais candidatos. No principal cenário estimulado, Lula (PT) registra 41% das intenções de voto, ficando empatado no limite da margem de erro com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que alcança 37%.
Os demais candidatos seguem em patamares de um dígito, com Ronaldo Caiado aparecendo com 5%, Renan Santos com 4% e Romeu Zema com 3%. Em relação à rodada anterior, Lula oscilou de 42% para 41%, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 33% para 37%, reduzindo a diferença entre ambos para quatro pontos percentuais, dentro da margem de erro.
No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% de Flávio Bolsonaro. Em comparação com a rodada anterior, Lula oscilou de 47% para 46%, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 43% para 45%, reduzindo a vantagem do presidente para apenas um ponto percentual, diferença dentro da margem de erro da pesquisa.
Brancos, nulos e os que não escolheriam nenhum dos nomes somam 8%, enquanto 2% dos eleitores não soube ou não respondeu. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
No cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), o atual presidente soma 46% das intenções, ante 42% do ex-governador. Os que disseram votar em branco, nulo e os que não escolheriam nenhum dos nomes somam 10%, enquanto 3% dos eleitores não soube ou não respondeu.
Foram ouvidos 2.002 eleitores, por telefone, entre os dias 31 de julho e 2 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento ouviu eleitores em todas as regiões do país está registrado no TSE sob o número BR-02874/2026.
FIDELIDADE DO ELEITORADO
O levantamento também indica aumento da consolidação das preferências eleitorais. Entre os entrevistados que escolheram um candidato no primeiro turno, 75% afirmam que sua decisão de voto já está tomada e não deve mudar até a eleição. Outros 23% dizem que ainda podem alterar sua escolha, enquanto 2% não souberam responder. Trata-se do maior índice de decisão consolidada registrado na série histórica da pesquisa.
A fidelidade do eleitorado permanece mais elevada entre os principais polos da disputa. Entre os eleitores de Lula no primeiro turno, 83% afirmam que seu voto já está definido, percentual que chega a 80% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro.
Considerando os grupos ideologicamente mais identificados, 86% dos lulistas convictos e 85% dos bolsonaristas convictos afirmam que sua decisão de voto não deve mudar até a eleição, reforçando o elevado grau de polarização e de fidelidade eleitoral observado na disputa presidencial.
"Quem bate em mulher não vota em mim", declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (2), durante o evento que oficializou sua candidatura à reeleição. A afirmação deu o tom do discurso do presidente na convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada no Expo Center Norte, em São Paulo.
Na ocasião, Lula fez uma forte defesa do combate à violência contra a mulher, destacou o legado de seu governo e elogiou o vice na chapa, Geraldo Alckmin (PSB).
Em seu discurso, Lula afirmou que pretende fortalecer políticas públicas voltadas à proteção e ao respeito às mulheres. "Quero criar uma sociedade que respeita mulher", disse o presidente. Ao condenar a violência de gênero, acrescentou: "Quando um homem sentir raiva de uma mulher, ele tem que lembrar de onde ele veio: da barriga de uma mulher".
Ao projetar a disputa eleitoral, Lula sustentou que o histórico de sua gestão será o principal trunfo da campanha. "O que motiva um governo nas eleições é seu legado. Quem não fez nada, não tem o que prometer", afirma, acrescentando que não precisa "inventar nada" para convencer o eleitorado.
Durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), que oficializou, neste domingo (2/8), a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, a ex-ministra e candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), chamou o senador Flávio Bolsonaro (PL) de “golpista”. Flávio é o principal adversário de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto.
“Tal pai, tal filho. Golpista, sempre golpista”, diz Tebet, referindo-se a Flávio e ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).Em seu discurso no evento realizado em São Paulo, a ex-ministra pontuou que o cenário eleitoral apresenta projetos opostos. “Não tem dois democratas disputando a eleição. O lado de lá é extrema-direita. É aquele que quer tirar e eliminar direitos já conquistados. Que acha que lugar de mulher é só dentro de casa, que discute até o direito do voto feminino. Tal pai, tal filho. Golpista, sempre golpista. E a população brasileira está começando a perceber isso”, afirma.
Tebet também destacou o caráter espontâneo da militância presente: “Ninguém pagou para estar aqui hoje. As pessoas estão aqui porque amam o Lula”. A convenção nacional, sediada no Expo Center Norte, na zona norte da capital paulista, homologou a candidatura de Lula por volta das 10h, conforme anúncio do presidente nacional do PT, Edinho Silva.
“Terminou nesse exato momento a nossa convenção oficial e, daqui a pouco, nós vamos dar início ao nosso ato político. Vamos celebrar essa construção política que é histórica, a construção política que vai reeleger o presidente Lula”, disse o dirigente.
Aos 80 anos, o líder petista tenta alcançar um quarto mandato na Presidência da República, feito inédito na história política brasileira. A chapa repete a composição vitoriosa de 2022, trazendo Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente. A candidatura de Alckmin foi oficializada na convenção nacional do PSB, em Brasília, na quarta-feira (29/8), com a participação de Lula e de lideranças partidárias.
Para o pleito deste ano, a coligação de apoio a Lula reúne PSB, PCdoB, PV, PDT, PSol e Rede. O encontro deste domingo manteve um tom reservado, focado no público militante, com o objetivo de concentrar esforços para o lançamento oficial da campanha.
O ato de abertura está marcado para o dia 16 de agosto no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo — berço político de Lula —, onde se espera a presença de 30 mil pessoas. A programação no Expo Center Norte priorizou discursos breves e a exibição da diversidade de apoios à candidatura do PT, em contraste com Flávio Bolsonaro, que ainda não formalizou coligações.
No sábado, véspera do evento petista, Flávio Bolsonaro cumpriu agenda em São Paulo para acompanhar a oficialização da candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à reeleição ao governo estadual. Em pronunciamento na convenção, o filho “01” de Jair Bolsonaro declarou que a gestão federal promove boicote ao governador paulista e afirmou que o país “não aguenta mais quatro anos de PT”.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva teceu críticas a gestão da capital baiana e destacou que deve redobrar o esforço para conquistar a Prefeitura de Salvador no próximo pleito eleitoral. Em seu discurso na convenção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador, neste sábado (1º), ele relembrou que o grupo petista já governa a Bahia há 20 anos, mas nunca conquistou a prefeitura da capital.
“Agora não é possível a gente governar esse estado há 20 anos e a gente não ganhar a cidade de Salvador, para deixar ela mais bonita do que qualquer é capital desse país”, afirmou o presidente.
Lula diz que Salvador está "abandonada" e promete apoio para vitória na capital: "Essa cidade precisa de vida"
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) August 1, 2026
Confira o trecho: ?? pic.twitter.com/xTeDO3rbVe
Ao falar sobre a gestão da capital baiana, o petista evitou se referir diretamente ao prefeito Bruno Reis (União), mas disse que a cidade estaria abandonada. “Olha, eu não preciso falar mal, que eu não vou falar mal de prefeito. Mas quem anda por Salvador sabe que essa cidade tá meio abandonada. Essa cidade precisa de vida”, destacou.
Lula apontou ainda que deve se dedicar a trazer a capital para o campo progressista. “É importante que a gente tenha competência, e eu quero me dispor a lhe ajudar a fazer isso, de eleger alguém progressista, alguém que tenha compromisso com o povo da periferia de Salvador, para a gente melhorar”.
Segundo ele, “não adianta pintar a calçada da orla marítima, não adianta pintar o meio-fio”. “O que nós queremos é saneamento básico nas favelas, o que nós queremos é casa, o que nós queremos é coisa diferente para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, concluiu o presidente, ao lado de Jerônimo Rodrigues.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva compareceu, neste sábado (1º) à convenção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, que reuniu filiados, apoiadores, políticos e partidos aliados no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador. Durante seu discurso, o petista e pré-candidato à reeleição se autodeclarou um torcedor do Esporte Clube Vitória e ainda chegou a criticar a arbitragem do jogo entre o rubro-negro baiano e o Palmeiras, na última quarta-feira (30).
Em convenção na Bahia, Lula se diz torcedor do Vitória e critica arbitragem de jogo contra o Palmeiras: “Aquilo foi um roubo”
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) August 1, 2026
Confira o trecho ?? pic.twitter.com/sFjVICRZc0
“Eu, diferentemente do Rui Costa e do Jacques Wagner, diferentemente do Rui Costa e do Jacques Wagner, que são torcedores do Bahia, eu e Jerônimo somos torcedores do Vitória. Porque nós estamos do lado dos mais necessitados, do lado dos mais fracos”, afirma o presidente.
Lula diz ainda que Rui e Wagner estariam do lado da maioria, que seriam os torcedores do tricolor baiano, mas que “torcer para a maioria é fácil, o que eu quero ver é torcer para a minoria”. O presidente diz ainda: “Eu quero ver aguentar a derrota, como o Palmeiras ganhou de 4 a 0 do Vitória”.
Ao citar a última partida do Vitória, o petista critica a arbitragem do jogo: “Mas expulsou dois jogadores do Vitória, cara. Expulsou no primeiro tempo o jogador. Aquilo foi um roubo”, conclui. Vale destacar que Lula torce, em São Paulo, para o Corinthians, rival histórico do Palmeiras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou à convenção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador, neste sábado (1º), ao lado da primeira-dama, Janja da Silva. O evento, que vai oficializar a candidatura da chapa majoritária de Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner, conta ainda com a presença dos ministros Márcia Lopes e Wellington Dias.
Durante a apresentação no palco do evento, Lula e Jerônimo foram homenageados por uma estudante de um colégio público da Bahia.
Nesta sexta-feira (31), Salvador recebe a Cerimônia de Mobilização Nacional pelo Pacto Brasil contra o Feminicídio, que reúne a primeira-dama Janja Lula da Silva, o governador Jerônimo Rodrigues e ministros de Estado numa agenda federal realizada também em outros estados.
Presente na cerimônia, o secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Marcelo Werner, falou sobre medidas que visam fortalecer a proteção das mulheres baianas e comentou rapidamente sobre a legalização do uso do spray de pimenta, lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última sexta-feira (24).
Entre as principais medidas, Werner destacou a criação de um departamento específico na Polícia Civil e a expansão de unidades especializadas. Já foram entregues 35 novas estruturas, incluindo as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e os Núcleos Especializados (NEAMs), com inaugurações recentes em Bom Jesus da Lapa e Rio Real.
A ação do governo do estado durante os meses da Copa do Mundo também foi relembrada: “Houve uma campanha maciça, porque estatisticamente são os dias em que há mais violências domésticas de homens contra as mulheres”, comenta.
Outra medida citada foi a implementação da Sala Lilás, que oferece um ambiente de atendimento mais humanizado e acolhedor para as vítimas dentro das unidades policiais. A autuação da Polícia Militar também foi brevemente citada a partir do Batalhão Maria da Penha.
“O próprio Batalhão Maria da Penha na Polícia Militar, o aumento da expansão da Operação Maria da Penha, a Sala Lilás. Logicamente, em relação a esse pacto, é uma integração que se fortalece com as ações do Estado, com a União".
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (30) que não usará o cargo para proteger o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, alvo de uma investigação da Polícia Federal. Segundo o presidente, o filho será tratado como qualquer outra pessoa e não terá privilégios diante da apuração.
"Quando eu vejo essas barbaridades faladas contra o meu filho, se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu seria tratado. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado, um juiz, não fazer as coisas corretas", disse.
Lula afirmou que o apoio ao filho depende da conduta dele diante das investigações. "Se ele estiver certo, ele vai ter ajuda minha; se fizer coisa errada, ele sabe o que eu passei. Não vão usar meu cargo para proteger. Ele vai ter que comprovar que é inocente, como eu provei, vai ter que provar. E se for culpado, vai ter que pagar o que todo mundo paga quando erra", completou.
O presidente disse ainda que o filho não vai se esquivar da Justiça. "Ele jura para mim todo dia. Se for julgado, ele vira para cá, não vai ficar escondido não", afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quinta-feira (30), a lei que amplia as fontes de financiamento do Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol). A medida determina que parte da arrecadação das apostas esportivas de quota fixa, conhecidas como bets, seja destinada ao custeio das atividades da corporação.
Pela nova legislação, os recursos serão repassados de forma escalonada: 1% da arrecadação das bets em 2026, 2% em 2027 e 3% a partir de 2028. Além disso, a União poderá destinar até R$ 200 milhões do Tesouro Nacional ao fundo ainda neste ano.
Durante a cerimônia de sanção, no Palácio do Planalto, o presidente afirmou que encaminhará ao líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), a discussão sobre a PEC nº 24/2024, que busca alterar as regras previdenciárias dos policiais federais. De acordo com Lula, a categoria alega que foi a única que não teve diferenciação entre homens e mulheres após a reforma da Previdência de 2019.
Amanhã (31), José Antonio Marcondes de Carvalho, o embaixador brasileiro em Assunção, capital do Paraguai, deve receber uma nota de repúdio como resposta do país às declarações realizadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a guerra contra o Paraguai no final do século 19.
"O governo do presidente Santiago Peña e desta chancelaria sempre defenderão os mais altos interesses do Paraguai em todos os âmbitos", afirmou o ministro das Relações Exteriores da nação vizinha, Rubén Ramírez Lezcano, em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira (30).
A declaração feita por Lula aconteceu sexta-feira passada (24), em uma visita à empresa de defesa Avibras Aeroco, em Jacareí (SP). O presidente disse que as Forças Armadas deveriam estar "bem preparadas e treinadas" devido a "loucos pelo mundo querendo fazer guerra".
"Nós gostamos da paz, mas não podemos esquecer que, certa vez, o Paraguai decidiu invadir o Brasil", disse o petista. "Invadiu Corumbá e, ao mesmo tempo, invadiu o Uruguai e a Argentina. E essa guerra, que parecia que não seria grande coisa, durou cinco anos", continuou o presidente sobre o conflito armado que colocou a Tríplice Aliança (Argentina, Brasil e Uruguai) contra a nação vizinha.
"Temos um diálogo permanente e franco com o Brasil. É um aliado estratégico do nosso país, além desse evento lamentável. Temos interesses em comum muito amplos em comércio, em integração física, em investimentos, em questões relacionadas à segurança de nossa região. Toda essa agenda ampla permanece ativa", disse o chanceler a jornalistas.
Antes mesmo disso, a declaração de Lula já havia repercutido no país.
"Lula, você está falando com muita leviandade sobre a maior tragédia da nossa história, o maior genocídio do nosso continente", afirmou o presidente da Câmara dos Deputados do Paraguai, Raúl Latorre, em um comunicado divulgado no domingo (26). "A Guerra da Tríplice Aliança (que começou com a intervenção militar do Brasil no Uruguai) devastou o Paraguai e marcou para sempre o nosso povo."
"Você disse uma vez que iria acabar com a guerra na Ucrânia 'com uma cervejinha'. Hoje, você volta a falar levianamente sobre conflitos armados nas Américas. Se você ficou sem jabuticabas, podemos te mandar algumas", continuou o político, correligionário do presidente paraguaio, o direitista Santiago Peña.
A fala teve uma repercussão negativa na oposição também. No sábado (25), a senadora Esperanza Martínez afirmou que as declarações eram "remanescentes do imperialismo que tentam encobrir uma guerra criminosa e uma política histórica de dominação e abuso da elite brasileira" contra o Paraguai.
Sem a celebração de um pacto entre os três poderes da República e os governos estaduais, o combate à violência cometida contra as mulheres não terá a força necessária para a erradicação dessa chaga. A opinião foi dada pelo vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), durante cerimônia nesta quarta-feira (29) no Palácio do Planalto para sanção de projetos voltados à proteção da mulher brasileira.
“Se não houver um pacto, não só entre os Três Poderes da União, mas com os estados, a questão de proteção à mulher fica muito limitada. É muito importante que os Três Poderes, cada um dentro da sua competência, possam auxiliar, inclusive em nível estadual”, disse o ministro.
Alexandre de Moraes participou da solenidade junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja. No evento, Lula sancionou dois projetos e assinou os seguintes decretos: PL 4300/2025, sobre a divulgação do serviço telefônico de denúncias relacionadas à violência contra a mulher; PL 4978/2023, que cria o Pix Pensão, com pagamento automático da pensão alimentícia; e decretos do Sistema Integrado Mulher Segura, e de regulamentação da Lei 15.383/2026, sobre monitoração eletrônica de agressores.
Na sua fala, o ministro Alexandre de Moraes citou decisões recentes do STF relacionadas ao combate à violência de gênero, entre elas o julgamento que considerou inconstitucional o uso da tese da legítima defesa da honra em casos de feminicídio. Moraes também elogiou os projetos sancionados por Lula.
“Muito importante todos os projetos que vêm se juntar a essa defesa da mulher para uma diminuição de feminicídios, diminuição de agressão contra as mulheres. Isso é muito bem-vindo”, afirmou Moraes.
Ao final do evento, o presidente Lula convidou o ministro Alexandre de Moraes para “tomar um café”. O momento foi capturado por um microfone do próprio evento e viralizou nas redes sociais nesta noite de quarta.
Moraes aparece indo cumprimentar Lula como quem se despede e diz alguma coisa, que não é possível identificar no áudio. Lula, então, responde: “Vamos tomar um café”.
As imagens ainda mostram o ministro apontando para o lado e o presidente fazendo sinal de “sim”, dando a entender que o “café” seria logo na saída do evento.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu condenar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quarta-feira (29), por propaganda eleitoral antecipada. A decisão foi tomada pelo juiz Ronnie Hebert Barros Soares.
A decisão atendeu parcialmente parecer da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo, elaborado após ação interposta pelo partido Missão contra Lula. O partido afirma que em um discurso feito durante o lançamento do programa Move Brasil, em 19 de maio, o presidente Lula teria pedido votos para as então pré-candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB).
Durante o evento, Lula disse aos presentes que “um dia” eles poderiam “dar voto” para as ex-ministras.
“Não tenham nenhuma preocupação de reivindicar, sabe? Vá atrás do Boulos, se ele não atender vocês, vá atrás do Alckmin. Se ele não atender vocês, vá atrás, não da Janja; do Ministro do Comércio. Vá atrás do Sidônio [Palmeira], só não mexam com a Janja. Não mexam. E nem com a Simone e nem com a Marina. O que vocês podem fazer com elas um dia, é dar voto para as duas, só isso. Um dia, sabe?”, declarou o presidente Lula na ocasião.
O juiz Ronnie Hebert Barros Soares concordou com a alegação da Procuradoria e condenou o presidente Lula a pagar R$ 15 mil. Na mesma decisão, entretanto, o magistrado rejeitou o pedido feito pela Procuradoria Regional Eleitoral de punição também contra Marina Silva e Simone Tebet.
Segundo o juiz, não há elementos que comprovem que as duas tinham conhecimento prévio do conteúdo do discurso de Lula ou que tenham exercido qualquer influência sobre a fala do presidente.
O tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos de origem brasileira ainda não é um tema muito acompanhado pelos mais jovens. Levantamento inédito da BTG/Nexus mostra que apenas 18% dos brasileiros de até 24 anos dizem conhecer bem e acompanhar o assunto, enquanto 22% afirmam saber do que se trata e 37% reconhecem ter pouco conhecimento sobre o tema.
Outros 24% dessa faixa etária sequer tinham ouvido falar da medida, o maior índice entre todas as faixas pesquisadas. Em contraponto, os brasileiros com mais de 60 anos lideram o nível de informação sobre o tema, com 33% afirmando acompanhar de perto a decisão americana, percentual acima da média nacional, de 26%.
A pesquisa também indica que o desconhecimento sobre o assunto diminui conforme a idade avança. Entre os brasileiros de 41 a 59 anos, 29% dizem acompanhar o tema de perto. Já na faixa de 25 a 40 anos, predominam os que afirmam ter apenas conhecimento superficial sobre o tarifaço, com 36% dizendo saber pouco a respeito.
A Nexus entrevistou por telefone 2.004 pessoas para o levantamento. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (29), duas leis voltadas à proteção das mulheres. As medidas criam o chamado "Pix Pensão", que permite o pagamento automático da pensão alimentícia, e ampliam a divulgação do Ligue 180, canal nacional de atendimento a vítimas de violência.
Com a nova legislação, quando o desconto em folha não for possível, o valor da pensão poderá ser transferido automaticamente da conta do devedor para a conta da pessoa beneficiária, por meio do sistema bancário. Durante a cerimônia, Lula afirmou que as iniciativas fortalecem a proteção às mulheres e incentivam maior responsabilidade dos pais. “Vocês estão criando novos mecanismos para que a mulher fique mais protegida e os homens aprendam que é necessário criar juízo”, declarou.
Já a lei do Ligue 180 determina que o serviço seja divulgado em meios de comunicação, escolas, hospitais, órgãos públicos, espaços de lazer e transportes coletivos, ampliando o acesso da população ao canal de denúncias. Além das sanções, o presidente assinou dois decretos relacionados ao Projeto Mulher Segura, que regulamentam medidas da Lei Maria da Penha, incluindo a possibilidade de monitoramento eletrônico de agressores para reforçar a prevenção e o enfrentamento da violência contra as mulheres.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro acusou o presidente Lula da Silva (PT), sem apresentar provas, de ter atuado para obter US$ 1 bilhão com o objetivo de beneficiar a campanha de Sergio Massa nas eleições presidenciais argentinas de 2023, disputadas contra Javier Milei. A declaração foi concedida em entrevista ao programa do jornal La Nación +, em meio ao clima de tensão diplomática entre os dois países.
Conforme apurado pelo portal Metrópoles, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro alegou que o chefe do Executivo brasileiro teria utilizado a então ministra do Planejamento, Simone Tebet, para conseguir o recurso com a intenção de favorecer Massa na economia local.
Ao ser questionado se possuía evidências para comprovar a acusação, o ex-parlamentar cassado desconversou e manteve a afirmação de que a movimentação financeira configurou interferência externa no pleito.
Foto:José Cruz / Agência Brasil
Na ocasião citada, em julho de 2023, o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) efetuou um empréstimo ao governo argentino. À época, o Palácio do Planalto negou que o presidente Lula tenha interferido nas negociações ou dialogado com Simone Tebet, que representava o Brasil no CAF, a respeito do valor, esclarecendo que a solicitação partiu do próprio governo argentino à instituição financeira.
A concessão do empréstimo foi aprovada por 19 dos 21 votos da diretoria do CAF, órgão no qual o Brasil dispunha de apenas um voto. O valor foi quitado antecipadamente pela Argentina em 25 de agosto de 2023. Em nota oficial, o banco informou que a operação foi analisada em reunião extraordinária para responder de forma ágil e solidária às demandas de um país acionista.
A mais nova rodada da pesquisa Atlas/Bloomberg sobre a disputa presidencial, divulgada nesta quarta-feira (29), mostrou um cenário de estabilidade, com os dois principais adversários oscilando pouco em relação ao levantamento anterior, de junho. Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oscilaram dentro da margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.
Na simulação de primeiro turno, o presidente Lula registrou 44,9% das intenções de voto, seguido de Flávio Bolsonaro com 35,8%. Na rodada anterior, o líder petista tinha 46,3% e o senador do PL, 36,6%. Confira abaixo o cenário de primeiro turno da Atlas/Bloomberg.
Lula (PT) - 44,9%
Flávio Bolsonaro (PL) - 35,8%
Renan Santos (Missão) - 7,8%
Ronaldo Caiado (PSD) - 3,1%
Romeu Zema (Novo) - 2,8%
Samara Martins (UP) - 2,1%
Augusto Cury (Avante) - 1,6%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,1%
Hertz Dias (PSTU) - 0,1%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0%
Edmilson Costa (PCB) - 0%
Brancos/nulos - 0,6%
Não sei - 1%
Também no cenário de segundo turno há estabilidade nos números em relação ao levantamento anterior da Atlas/Bloomberg. Nos números de julho, o presidente Lula alcançou 49,2% das intenções de voto contra 42,9% do senador Flávio Bolsonaro. A diferença é de 6,3% percentuais a favor do atual presidente.
Tanto Lula como Flávio oscilaram dentro da margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos. Na pesquisa Atlas/Bloomberg do mês passado, Lula tinha 48,8% contra 42,3% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A pesquisa também indica vitória de Lula contra todos os outros candidatos testados em cenários de segundo turno. Confira abaixo as simulações de segundo turno:
Lula 49,2% x 42,9% Flávio Bolsonaro
Lula 48,2% x 38,9% Ronaldo Caiado
Lula 48,6% x 39,6% Romeu Zema
Lula 47,6% x 30,2% Renan Santos
Lula 48,8% x 42,5% Michelle Bolsonaro
A pesquisa Atlas/Bloomberg também questionou os brasileiros sobre quais políticos eles não votariam de jeito nenhum. O mais rejeitado é o senador Flávio Bolsonaro, com 52,9%. O presidente Lula é o segundo da lista, com 49,4%.
Na sequência, estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, com 42,6% de rejeição, Michelle Bolsonaro, com 39,2% e Renan Santos, citado por 38% dos entrevistados. A rejeição a Zema é de 37,7%, seguido de Caiado, com 33,3% e Fernando Haddad (PT), com 32,6%.
A Atlas/Bloomberg entrevistou 5.021 eleitores por meio de questionário aplicado pela internet entre os dias 22 e 27 de julho. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos e o nível de confiança, 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08602/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente em todos os cenários pesquisados para a eleição presidencial de 2026, mantendo uma liderança isolada de intenções de votos na Bahia. Os números foram divulgados pela pesquisa Genial/ Quaest de julho nesta quarta-feira (29).
No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados, o petista apareceu com 52% de votos, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 18%, Ronaldo Caiado (PSD) com 3%, Cabo Daciolo (Mobiliza) com 1%. O escritor Augusto Cury (Avante) obteve 1% das intenções de votos, mesmo índice registrado por Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP). Indecisos somaram 13% e Branco/Nulo/Não vai votar: 9%.
Na modalidade espontânea, Lula lidera com 35% no estado, seguido por Flávio Bolsonaro com 9%, enquanto 53% ainda estão indecisos. Os outros candidatos não pontuaram neste contexto.

CENÁRIO DE SEGUNDO TURNO
O levantamento também avaliou os dados relacionados a um possível segundo turno. Na Bahia Lula vence com ampla margem em todos os cenários testados. O atual presidente liderou os votos contra o senador Flávio Bolsonaro, sendo 56% do petista contra 23% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na análise contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Lula venceria com 57% e Zema chegou a 14%. Lula supera também com 57% o candidato Renan Santos que chegou a 13%. Já contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Lula alcançou 57% contra 16% de Caiado.
A escolha por Lula é a mais consolidada, com 78% de seus eleitores afirmando que o voto é definitivo. Para Flávio Bolsonaro, esse índice é de 67%. Já 57% dos baianos afirmam que conhecem Lula e votariam nele, enquanto 38% conhecem mas não votariam. Flávio Bolsonaro possui uma rejeição de 63% ("conhece e não votaria") no estado.
O estudo, registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-05856/2026 e BA-02331/2026 ouviu presencialmente 1.200 eleitores de 16 anos ou mais, residentes na Bahia, entre os dias 23 e 27 deste mês. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Durante discurso na abertura da 78ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que aconteceu na noite desta terça-feira (28) em Niterói (RJ), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a atuação do desembargador Ricardo Couto à frente do governo do Rio de Janeiro representa um “milagre da política”.
“Uma coisa importante acabou de acontecer. Uma fala do nosso governador. Ele veio aqui na simplicidade de um desembargador. Nunca tinha passado pela cabeça dele ser governador. Vocês o aplaudiram pelo gesto dele de dizer que não era político. Ele não está governando porque votaram nele pela promessa de investimento na ciência. Vocês o aplaudiram porque sabem que ele pode fazer como governador provisório aquilo que nenhum eleito seria capaz. Esse é o milagre da política. É o improvável acontecer na vida da gente”, disse Lula.
Ricardo Couto, que é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, assumiu interinamente o governo do estado no mês de março, após a renúncia do governador Cláudio Castro. Como o vice-governador Thiago Pampolha havia renunciado e o presidente da Assembleia Legislativa foi afastado do cargo por decisão judicial, coube a Ricardo Couto assumir o governo.
No mês de abril, o deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Assembleia Legislativa, mas uma ação no Supremo Tribunal (STF) sobre a necessidade de eleição direta ou indireta para substituir Cláudio Castro impediu a sua posse como governador. O STF deve decidir em agosto como será a eleição para o governo, e a possibilidade mais forte é que os ministros optem por votação direta, que aconteceria no pleito de outubro.
Desde que entrou no cargo, Ricardo Couto promoveu uma série de demissões de funcionários fantasmas, além de medidas fortes de corte de gastos e redução de contratos. A gestão do desembargador à frente do governo vem gerando resposta positiva da população, com pesquisas mostrando aprovação maior do que tinha o governador Cláudio Castro.
No evento desta terça, além de elogiar o desempenho do governador interino, o presidente Lula alfinetou adversários na disputa eleitoral nacional, comparando-os com Ricardo Couto:
“Muitos governadores eleitos não teriam coragem de vir a uma SBPC. Muitos candidatos a presidentes e governadores também”, afirmou Lula, que completou: “Quando, no século XXI, aparece alguém achando que a solução para a educação no país é a escola cívico-militar, alguma coisa está errada. É a supremacia da ignorância tentando vencer o pensamento da maioria da sociedade”.
O desembargador Ricardo Couto, por sua vez, ressaltou a importância de investimento na ciência e se disse “testemunha” dos esforços do governo Lula na área social.
“A cada vinda de Lula ao Rio nós temos um momento de alegria, simbolizado pelo investimento no (campo) social. Chegou um momento que não podemos mais ter muros. Precisamos ter pontes para o saber. Ao investir na educação teremos reflexos na saúde e na segurança. Todos nós devemos refletir muito no momento de exercer a cidadania”, disse o governador interino.
Também estiveram no evento do SBPC os ministros Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), Leonardo Barquini (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde), além do prefeito de Niterói Rodrigo Neves (PDT).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém uma liderança folgada sobre seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em meio aos eleitores do estado do Ceará. Foi o que revelou pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta terça-feira (28).
O levantamento, encomendado pela Rádio Antena 1, coloca o presidente Lula na liderança da simulação de primeiro turno, com 54% das intenções de voto. Já o senador Flávio Bolsonaro figura com 23% das menções.
Em um cenário de segundo turno elaborado pela Ipsos-Ipec, Lula aumenta seu potencial eleitoral para 59% das intenções de voto dos cearenses, enquanto Flávio Bolsonro chega a 31%. Outros Já 9% declararam voto branco ou nulo e 2% não sabem ou não responderam.
A liderança por larga margem do presidente Lula em relação ao senador do PL, entretanto, não está ajudando os números do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT). Em uma simulação de primeiro turno, o governador petista aparece com 31%, enquanto seu principal adversário, o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), alcançou 43% das intenções de voto.
A simulação de primeiro turno ainda conta com o senador Eduardo Girão (Novo) na terceira colocação, com 6%, além de Giovanni Sampaio (PRD) com 2%, Delegado Huggo Leonardo (MISSÃO) também com 2%, e outros dois com 1%: Jarir Pereira (PSOL) e Zé Batista (PSTU) 1%.
No cenário de segundo turno, o tucano Ciro Gomes mantém a dianteira, alcançando 50% das intenções de voto. Já o governador Elmano de Freitas aparece com 41% das menções dos entrevistados. Outros 7% responderam que pretendem votar branco ou nulo, enquanto 3% não sabem ou não responderam.
A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 26 de julho de 2026, foram entrevistados 800 eleitores presencialmente em 39 municípios. A margem de erro estimada é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-07235/2026.
Ao participar de uma sabatina organizada pelo jornal Correio Braziliense, nesta terça-feira (28), o pré-candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou declarações dadas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, durante a convenção nacional do PL, no último sábado (25). Caiado disse que Milei fez “um escândalo”.
“O outro vem aqui e faz escândalo e de repente se acha no direito de xingar o presidente, xingar ministro, o outro acha no direito de vir aqui saber como é que vai auditar. Calma lá”, afirmou o ex-governador de Goiás.
Assim como condenou as falas proferidas por Milei, Ronaldo Caiado também fez críticas à reação da diplomacia brasileira ao comportamento do presidente argentino. Ao ser questionado sobre o tema, ele disse que, se eleito, irá “resgatar a liturgia do cargo”.
“Não se governa na esculhambação. A Presidência da República é um cargo que tem a importância de representar 215 milhões de brasileiros. Você não pode tratar deste assunto ridicularizando conversas, baixando o patamar da discussão”, colocou Caiado.
Outra crítica feita pelo pré-candidato à reação do governo Lula teve como alvo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que chamou Milei de “palhaço”. Ronaldo Caiado disse ainda que o Itamaraty perdeu autonomia durante os governos petistas, tendo se tornado um "braço ideológico" do partido.
"Quando você não tem um Itamaraty, quando você não tem uma diplomacia brasileira, aquilo que já foi o maior orgulho para nós, a chancelaria brasileira era algo que podia chegar em qualquer grande órgão mundial que ela era referência”, disse.
Em outro momento da sabatina ao Correio Braziliense, o pré-candidato afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentam “desviar a atenção” do eleitor ao priorizar disputas internacionais em vez de discutir os problemas do Brasil.
Para Caiado, os dois adversários que lideram as pesquisas de intenção de voto evitam apresentar propostas para temas considerados centrais para o país, recorrendo a embates externos para influenciar o debate eleitoral.
“O que eu acho importante é que as pessoas percebam o que Lula e Flávio querem fazer na eleição. Eles querem desviar o foco. Não querem discutir o Brasil porque não conhecem e não sabem. Não têm projeto para nenhum tema relevante do país”, criticou.
Na avaliação do ex-governador de Goiás, o crescimento de sua candidatura teria levado os dois grupos políticos a mudar a estratégia da campanha.
Em discurso durante evento no Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que levasse um recado a Donald Trump. Lula fez referência ao corte de verbas promovido pelo presidente dos Estados Unidos para a OMS.
“Quando você puder conversar com o presidente Trump, que anunciou que ia cortar verba da Organização Mundial da Saúde, diga para ele como um país que não é rico como os Estados Unidos consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde que terá o presidente da República”, disse Lula.
Além do diretor-geral da OMS, o evento no Rio de Janeiro contou com a presença do governador interino do estado, o desembargador Ricardo Couto, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Na fala voltada a Tedros Adhanom, o presidente Lula citou o próprio tratamento contra um câncer de próstata para defender a igualdade no acesso à tecnologia de saúde.
“Qualquer pessoa mais humilde que precisar fazer radioterapia vai fazer numa máquina que o Trump fará, que o Xi Jinping fará, que o Putin fará e que o Lula fará. Tratamento de saúde não é para rico, é para quem está doente”, afirmou.
O discurso de Lula incluiu ainda uma defesa enfática do Sistema Único de Saúde (SUS), que, segundo ele, passa por uma “revolução”. O líder petista pediu que a Organização Mundial da Sapude divulgue internacionalmente o modelo brasileiro de atendimento público.
“O que a gente quer provar ao mundo é que é possível as pessoas mais pobres do mundo terem um tratamento de saúde qualificado. Ninguém precisa morrer por falta de atendimento porque é pobre”, colocou Lula.
O presidente afirmou que o SUS ainda enfrenta desafios, mas disse que as ações do governo representam uma transformação no sistema. “Ainda falta muita coisa para ser feita, mas o que nós estamos fazendo nesse período é uma revolução na saúde brasileira”.
Durante o seu discurso, Lula lembrou que Tedros recebeu atendimento pelo SUS quando esteve no Rio de Janeiro para a reunião do G20, após passar mal. “Ele ficou doente, foi internado e foi tratado pelo SUS. Está com vida aqui”, finalizou.
Antes do seu pronunciamento, o presidente Lula conheceu, junto com o diretor-geral da OMS, equipamentos do SAMU que são utilizados pela equipe do Hospital do Andaraí.
Região do país que concentra a maior quantidade de eleitores aptos a votar em 2026 (66,3 milhões), o Sudeste tem uma das disputas mais acirradas entre os dois principais adversárioDisputa s para a presidência da República. As pesquisas mais recentes na região Sudeste revelam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputarão voto a voto os eleitores de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
No geral, pesquisas como a mais recente da BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (27), mostram um cenário em que o presidente Lula derrota o senador Flávio Bolsonaro por 45% contra 43% na região Sudeste. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o que coloca a situação em empate técnico.
Pesquisas de outros institutos revelam que Flávio Bolsonaro ganha em dois estados do Sudeste, Lula ganha em um deles e há empate em outro. Confira abaixo as simulações de segundo turno nos quatro estados da região Sudeste.
Minas Gerais
Lula 38% x 35% Flávio
Pesquisa Quaest (28/7, registrada na no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09333/2026)
Rio de Janeiro
Flávio 32% x 30% Lula
Quaest (21-25/7, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-02671/2026.)
São Paulo
Lula 35% x 35% Flávio Bolsonaro
Datafolha (1º-3/7, pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número: SP-01703/2026)
Espírito Santo
Flávio 36% x 34% Lula
Real Time Big Data (20-21/7, pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº ES-04482/2026)
Os números das pesquisas revelam uma disputa neste ano bem mais apertada do que foi verificado na eleição de 2022. No segundo turno daquele ano, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) derrotou Lula em três dos quatro estados da região Sudeste, e por ampla margem de votos.
Em 2022, Bolsonaro só perdeu para Lula em Minas Gerais. Veja abaixo como ficou o resultado final do segundo turno, em votos válidos, nos quatro estados do Sudeste:
São Paulo
Bolsonaro 55,24% x 44,76% Lula
Minas Gerais
Lula 50,20% x 49,80% Bolsonaro
Rio de Janeiro
Bolsonaro 56,53% x 43,47% Lula
Espírito Santo
Bolsonaro 58,04% x 41,96%
O presidente da Argentina, Javier Milei, compartilhou uma série de publicações com críticas ao presidente Lula nas redes sociais na tarde desta segunda-feira (27). Os conteúdos foram publicados originalmente por apoiadores e repostados por ele no X.
Em quatro horas, Milei republicou cinco posts com críticas a Lula. As publicações foram compartilhadas em meio à crise diplomática entre os dois países, iniciada após ataques do argentino a Lula durante a convenção do PL, no último sábado (25).
Os posts republicados criticam a atuação de Lula nas eleições presidenciais argentinas de 2023. Usuários afirmam que o presidente brasileiro teria tentado interferir no pleito para favorecer a campanha do então candidato Sergio Massa, derrotado por Milei.
As publicações também retomam a visita de Lula à ex-presidente argentina Cristina Kirchner, opositora de Milei, que está em prisão domiciliar após condenação por corrupção. O encontro ocorreu em julho do ano passado, em Buenos Aires, durante viagem de Lula à cúpula do Mercosul. "Lula é um ex-condenado e, quando foi à Argentina, visitou a aliada também condenada. Ele é o fundador do Foro de São Paulo e mantém Bolsonaro inelegível", diz um dos posts republicados pelo presidente argentino.
Milei também republicou uma publicação do governo argentino com um trecho de entrevista concedida por ele a uma rádio no domingo (26), na qual acusou Lula de interferência nas eleições argentinas de 2023. A publicação se refere ao petista como "ex-presidiário".
Assim como já havia sido verificado em levantamentos anteriores, a mais nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (27), confirma que a segurança pública e seus temas interligados, como a violência e a criminalidade, estão no topo das preocupações no dia a dia da sociedade brasileira.
Com entrevistas realizadas em todo o país, a pesquisa BTG/Nexus apurou que um total de 30% considera a segurança pública o maior dos problemas enfrentados pelos brasileiros nos dias atuais. Na pesquisa passada, divulgada em 13 de junho, o percentual de preocupação da sociedade em relação à segurança pública era de 29%.
Na segunda posição entre as preocupações dos brasileiros está a saúde pública, com 25% de menções dos entrevistados. Na terceira colocação está a corrupção, que foi citada por 22% dos brasileiros que responderam ao questionário da BTG/Nexus.
Também aparecem entre as principais preocupações dos brasileiros a classe política (17%), a educação (15%), o desemprego (12%), entre outros. Os entrevistados podiam citar múltiplas respostas neste recorte da pesquisa.
Entre os eleitores que dizem que votarão em outubro no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a saúde pública aparece como principal preocupação (31%), com a segurança numericamente atrás (30%). Já entre os que defendem a eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a corrupção é vista como principal problema do país (33%), com a segurança pública em segundo lugar (30%).
Os que dizem que pensam em votar em algum candidato a presidente que não seja Lula ou Flávio Bolsonaro colocam a segurança no topo das suas preocupações, com 29% das citações, e a saúde pública em segundo lugar, com 28%.
Confira abaixo como ficou o ranking das principais preocupações dos eleitores brasileiros:
Segurança pública/criminalidade - 30%
Saúde pública - 25%
Corrupção - 22%
Classe política - 17%
Educação - 15%
Desemprego/Falta de trabalho - 12%
Inflação/custo de vida/preços altos - 11%
Desigualdade social/pobreza/miséria - 8%
Baixo crescimento da economia - 6%
Impostos/aumento de impostos - 6%
Fome/insegurança alimentar - 4%
Gastos públicos/gastos do governo - 4%
Taxa de juros/aumento das taxas de juros - 2%
Moradia/habitação - 1%
Saneamento básico - 1%
Outros - 9%
Nenhum - 1%
Não sabe/não respondeu - 8%
A pesquisa BTG/Nexus entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, residentes em todo o território nacional, de 24 a 26 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01489/2026.
Cerca de 52% dos eleitores brasileiros acreditam que o tarifaço imposto pelo governo americano do presidente Donald Trump aos produtos brasileiros tem como objetivo ajudar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Isso é o que dizem os dados divulgados pela pesquisa Datafolha desta segunda-feira (27).
Ainda sobre o tema, outros 37% afirmam que a medida não busca favorecer o senador, enquanto 11% dizem não saber responder. A pesquisa também mostra que 63% dos entrevistados afirmam conhecer o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Desse total, 25% dizem estar bem informados sobre o assunto e 34% se declaram razoavelmente informados.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa Datafolha está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026.
Em julho, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial. Dias depois, acrescentaram uma sobretaxa de 12,5% relacionada a alegações de abusos trabalhistas. A pesquisa questionou aos eleitores quem está correto ao atribuir a responsabilidade pela crise comercial.
Para 34%, Lula tem razão ao afirmar que a responsabilidade é de Flávio Bolsonaro. Já 26% concordam com o senador quando ele atribui a culpa ao governo brasileiro.Outros 24% consideram que nenhum dos dois está certo, enquanto 11% dizem que ambos têm razão. Mais 6% não souberam responder.
Ao serem questionados sobre quem é o principal responsável pela punição comercial imposta pelos Estados Unidos, 35% apontaram Lula. Outros 28% atribuíram a responsabilidade a Trump. Os irmãos Bolsonaro somaram 23% das respostas, sendo 13% para Flávio e 10% para Eduardo. Já 10% não souberam responder.
Segundo o levantamento, 74% dos brasileiros defendem que o país negocie uma solução para a crise comercial com os Estados Unidos. Outros 17% consideram que o governo brasileiro deveria retaliar os americanos na mesma proporção. Apenas 2% afirmam que o Brasil deveria aceitar as tarifas impostas por Washington.
A pesquisa também avaliou a atuação do governo Lula nas negociações. Para 51% dos entrevistados, o presidente fez menos do que poderia para tentar evitar o tarifaço. Já 29% avaliam que ele agiu corretamente e 12% dizem que Lula fez mais do que deveria. As informações são do G1.
Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da China, Xi Jinping, discutiram a criação de uma zona livre de comércio entre os dois países em ligação telefônica realizada neste domingo (26). A conversa durou mais de uma hora. Entre os temas centrais, os líderes trataram da possibilidade de formalizar um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a China.
Segundo informações da Agência Brasil, a conversa foi confirmada por nota da Secretaria de Comunicação Social (Secom). Os presidentes "coincidiram a respeito da importância de acelerar as tratativas para um acordo Mercosul-China, que contemple as necessárias flexibilidades", conforme o comunicado oficial.
A pauta bilateral abrangeu ainda a cooperação em setores estratégicos e de alta tecnologia. Inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes foram áreas destacadas como prioritárias pelos dois líderes.
Lula e Xi Jinping também avaliaram positivamente iniciativas já em vigor entre os dois países. A isenção de vistos para visitas de curta duração, vigente nos dois países desde maio de 2026, foi citada como exemplo de ação concreta. As atividades promovidas pelas celebrações do Ano Cultural Brasil-China 2026, voltadas à ampliação do conhecimento mútuo entre os dois povos, receberam avaliação favorável dos presidentes.
O balanço do comércio bilateral também foi considerado positivo na conversa entre os dois chefes de Estado.
Na agenda internacional, os presidentes abordaram os impactos dos conflitos globais sobre a segurança alimentar e energética. Lula e Xi Jinping manifestaram preocupação com as restrições à livre navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, apontando que essas limitações produzem efeitos negativos sobre a economia mundial.
A situação em Gaza também foi tema do diálogo. "Os presidentes expressaram profunda preocupação com a continuidade da situação humanitária em Gaza", informa o comunicado da Secom.
Os dois líderes destacaram o Grupo de Amigos da Paz, iniciativa diplomática conduzida por Brasil e China na Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de buscar solução pacífica para os conflitos por meio do diálogo entre países do Sul Global, como instrumento relevante para o encerramento da Guerra na Ucrânia.
Apesar de reconhecerem a incapacidade do Conselho de Segurança da ONU de responder de forma adequada às crises em curso, Lula e Xi Jinping reiteraram o compromisso com o multilateralismo e a disposição de atuar de maneira coordenada nos fóruns internacionais.
O senador Flávio Bolsonaro lidera o índice de rejeição entre os candidatos à Presidência da República na disputa eleitoral de 2026. Segundo a 7ª rodada da pesquisa BTG-Nexus divulgada nesta segunda-feira (27), o candidato ao Governo Federal pelo Partido Liberal (PL)aparece com 50% na taxa de rejeição geral.
O índice mostrou o percentual de eleitores que afirmam que não votariam de jeito nenhum no candidato. Na segunda colocação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece com 48% de rejeição, seguido por Cabo Daciolo com 38%, Romeu Zema: 32%, Ronaldo Caiado: 29%, Renan Santos: 27% e Augusto Cury: 26%
Já na taxa de rejeição líquida, que considera a rejeição apenas entre os eleitores que conhecem o candidato, as taxas foram:
-
Cabo Daciolo: 72%
-
Augusto Cury: 66%
-
Ronaldo Caiado: 55%
-
Renan Santos: 52%
-
Flávio Bolsonaro: 50%
-
Lula: 48%
-
Romeu Zema: 47%
PERFIL DE REJEIÇÃO
A rejeição do presidente Lula é maior na região Sul (64%), entre evangélicos (62%), eleitores com ensino superior (57%) e com renda acima de 5 salários mínimos (58%). Já a de Flávio Bolsonaro apresenta maior rejeição no Nordeste (60%), entre as mulheres (58%), eleitores com ensino fundamental (59%) e renda de até 1 salário mínimo (63%).
Em um cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, 21% do total de eleitores votariam por rejeição. Entre os eleitores de Flávio, 32% votariam nele apenas para derrotar Lula; já entre os eleitores de Lula, 14% o escolheriam apenas para derrotar Flávio.
Entre os eleitores que dizem votar em alguém para evitar a vitória de outro, 64% querem evitar a vitória de Lula e 31% querem evitar a vitória de Flávio Bolsonaro. A pesquisa foi realizada por telefone entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. Foram entrevistados 2.004 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral pelo código BR-01489/2026.
Uma pesquisa realizada pela Nexus e pelo BTG Pactual divulgada nesta segunda-feira (27) apresentou dados relacionados à avaliação do desempenho do Governo Lula. Conforme o levantamento acessado pelo Bahia Notícias, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi considerado como ótimo/ bom por 36% da população.
Deste percentual, 15% consideram o governo como ótimo e 21% bom. Os outros números mostram ainda que 20% consideram a gestão regular. Já nos índices de ruim/péssimo, o governo marcou 43%, sendo 9% ruim e 34% péssimo.
Não sabem ou não responderam somam 1%. Quando questionados se aprovam ou desaprovam o trabalho que o presidente vem fazendo, os resultados foram:
-
Aprova: 47%.
-
Desaprova: 49%.
-
Não sabem ou não responderam: 4%.
A aprovação do governo registrou variação em diferentes regiões do país. O maior índice de aprovação está no Nordeste (62%), enquanto o menor está no Sul (33%).
PERFIL DOS ENTREVISTADOS
O governo é mais aprovado pelas mulheres (54%) do que pelos homens (40%). Católicos (54%) e pessoas sem religião (55%) aprovam mais o governo do que evangélicos (33%), segmento onde a desaprovação chega a 64%.
A aprovação é mais alta entre quem ganha até 1 salário mínimo (62%) e cai para 38% entre os que ganham mais de 5 salários mínimos.A faixa de 60 anos ou mais é a que mais aprova o governo (60%). Outros dados mostraram que 40% consideram o momento atual da economia melhor que o do governo anterior (dezembro de 2022), enquanto 42% consideram pior. Já 43% afirmam que sua situação financeira está melhor do que no governo anterior, e 33% dizem estar pior.
Para os próximos seis meses, 33% acreditam que a economia do país vai melhorar, enquanto 32% acham que vai piorar. Já em relação à própria vida financeira, 47% esperam melhora.
O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. Foram entrevistados 2.004 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral pelo código BR-01489/2026.
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatado numericamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. Em um possível 2° turno, o petista aparece com 47% as intenções de voto, enquanto o herdeiro de Jair Bolsonaro aparece com 43%.
Considerando a diferença de quatro pontos percentuais entre os dois nomes, os números não ultrapassam a margem de erro do levantamento, fixada em 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O resultado configura, portanto, um empate técnico entre o petista e seu principal rival na corrida presidencial.
A diferença de quatro pontos percentuais entre os dois nomes não ultrapassa a margem de erro do levantamento, fixada em 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O resultado configura, portanto, um empate técnico entre o petista e seu principal rival na corrida presidencial.
O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. Foram entrevistados 2.004 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral pelo código BR-01489/2026.
A BTG/Nexus perguntou: “Pensando em um possível 2º turno entre alguns candidatos, em quem você votaria para presidente da República se tivesse que escolher entre…”. Nos demais cenários testados, Lula também estaria empatado com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).
Contra Zema, Lula apresentou 46% das intemções de voto, frente a 42% do mineiro. No cenário com Caiado, o petista apresenta um resultado de 45% das respostas, frente a 43% do goiano. No caso de Renan Santos (Missão), Lula vence pela margem de 47% contra 39%. (Reportagem atualizada às 8h)
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, deu um prazo de 48 horas para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Federação Brasil da Esperança e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, apresentem esclarecimentos sobre a veiculação de publicidade institucional em canais oficiais durante o período proibido pela legislação eleitoral.
A decisão atende a uma ação movida pelo Partido Liberal (PL), que denunciou cerca de mil publicações irregulares feitas nos perfis do “Canal Gov” no Instagram e no X (antigo Twitter).
As postagens questionadas pelo partido abrangem programas como o Gás do Povo, parcelas do Pé-de-Meia, investimentos na agricultura familiar e a entrega de campi de institutos federais com a presença de Lula, pré-candidato à reeleição.
Em análise preliminar, o ministro Nunes Marques registrou que parte das postagens apresenta caráter de propaganda institucional vedada, independentemente de ter cunho informativo.
Desta forma, o TSE ordenou que as plataformas Facebook e X zelem pela conservação integral das publicações apontadas para permitir um "exame mais detido" do acervo pela Corte.
A lei proíbe a divulgação de obras e programas governamentais nos três meses que antecedem as eleições para garantir a isonomia da disputa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (25) que quem "se meter" nas eleições brasileiras vai "apanhar muito". Ele fez alerta para que "ninguém de fora" queira "meter o dedo" no pleito eleitoral brasileiro.
Em convenção que confirmou a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, o chefe do Executivo afirmou que o Brasil é "soberano" e que o destino do país será definido pelos eleitores brasileiros.
"Quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores", declarou em discurso.
A declaração de Lula ocorre um dia depois de o Ministério das Relações Exteriores negar o visto de dois funcionários norte-americanos que viriam ao país nos próximos dias.
Reportagem publicada pelo jornal americano Washington Post revelou que a comitiva dos Estados Unidos tinha planos de questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro.
"O aviso está dado. O Brasil é soberano, o Brasil quer manter relações com todos os países do mundo, o Brasil não quer guerra, o Brasil quer paz, o Brasil não quer ódio, o Brasil quer amor, o Brasil não quer fazer futrica, o Brasil quer trabalhar", disse Lula.
O presidente também rejeitou interferências estrangeiras no pleito eleitoral ao citar ações do governo: "Somos responsáveis pela maior quantidade de reservas ambientais criadas nestes país. É por isso que somos respeitados no mundo. E que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições", disse.
Na sexta-feira (25), Lula já havia defendido ampliar investimentos na área de defesa "para não deixar ninguém meter o nariz no país". Nos últimos meses, integrantes do governo têm defendido a soberania brasileira em meio a atritos com os Estados Unidos, que determinou novas taxações a produtos brasileiros.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ratinho
"Cara de viado".
Disse o apresentador Ratinho, que foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo por homofobia após o comentário feito sobre o visual do cantor sertanejo Tiago Piquilo.