Artigos
Sobre memória, esquecimento e a hora do voto
Multimídia
Diego Castro minimiza divergências entre Michelle e Flávio Bolsonaro: “Acontece nas melhores famílias”
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
lula
O senador Camilo Santana (CE), ex-ministro da Educação, foi oficializado nesta quarta-feira (8) como o novo líder da bancada do PT no Senado. O nome de Santana foi escolhido após reunião da bancada.
Camilo Santana substituirá na função a senadora Teresa Leitão (PT-PE), que no final do mês passado assumiu a função de líder do governo no Senado. A senadora entrou no lugar de Jaques Wagner (BA), que deixou a liderança do governo após ter seu nome envolvido em transações suspeitas com o banco Master.
Eleito em 2022 pelo Ceará, o ex-governador Camilo Santana está na metade do seu mandato de oito anos e não será candidato nas eleições deste ano. Além da liderança do partido, Camilo Santana também deve seguir como principal coordenador da campanha do governador cearense Elmano Freitas (PT).
Já como líder do PT, Camilo Santana esteve presente em diversas reuniões nesta quarta com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e com líderes partidários, para definição da pauta de votações. Outra negociação foi realizada a respeito de uma eventual sessão conjunta do Congresso Nacional, que estava a princípio programada para esta quinta (9).
Alcolumbre, entretanto, disse no plenário, durante a sessão deliberativa, que não iria convocar a sessão do Congresso. Segundo ele, não houve acordo entre os líderes para a realização da sessão nesta semana.
Ao lado de Camilo Santana, o presidente do Senado afirmou que continuará buscando um entendimento para definir uma pauta consensual antes de convocar uma nova sessão do Congresso. Segundo ele, realizar a sessão sem acordo poderia impedir até mesmo a obtenção do quórum necessário para a abertura dos trabalhos.
Já sobre o projeto que modifica a jornada de trabalho 6x1, Camilo Santana disse nesta quarta, em conversa com jornalistas, que dificilmente o projeto será votado antes do recesso parlamentar. Santana afirmou que tem mantido diálogo tanto com Alcolumbre quanto com o presidente Lula, mas que o presidente do Senado diz que só colocará pautas como a redução da jornada 6×1 e a PEC da Segurança em pauta depois de ter uma conversa com o presidente.
“Acho que dificilmente vão votar qualquer coisa dessas pautas mais importantes antes do recesso que deve começar agora no próximo dia 16. O próprio Davi Alcolumbre tem dito que só vai colocar as pautas importantes em votação depois de conversar com o presidente”, disse Camilo, que vem trabalhando nessa intermediação desde que o ambiente se deteriorou devido à rejeição, articulada por Alcolumbre, do nome de Jorge Messias para uma vaga de ministro do STF.
A campanha do presidente Lula vai evitar o uso de inteligência artificial na produção de conteúdos para redes sociais e de materiais que serão divulgados durante a disputa pela reeleição ao Palácio do Planalto.
Segundo apuração do portal Metrópoles, a orientação partiu do próprio presidente, que tem adotado uma postura cautelosa e frequentemente crítica em relação ao uso da IA.
Integrantes do núcleo político do petista afirmam que a decisão também busca evitar eventuais problemas com a Justiça Eleitoral.
Durante agenda na Bahia, no mês passado, Lula criticou o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais e afirmou que a tecnologia pode favorecer “mentirosos”.
“Um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu não aceitará IA para fazer campanha política. Vocês estão vendo na televisão: a verdade tarda, mas não falha. A mentira tem perna curta, ela pode causar prejuízo. Vocês viram o que fizeram comigo para não ser candidato em 2018.”. declarou.
Na ocasião, o petista também elogiou a iniciativa do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, de restringir o uso da ferramenta nas eleições deste ano.
Em março, o TSE aprovou regras que proíbem a publicação, a republicação e o impulsionamento de conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas seguintes ao encerramento das urnas.
O secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT) e coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Éden Valadares, reagiu às declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a viagem aos Estados Unidos e afirmou que o parlamentar tenta desfazer um suposto "ato de traição" contra o Brasil.
A crítica do ex-presidente do PT na Bahia foi feita após Flávio participar de uma audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que debate a proposta de tarifas sobre produtos brasileiros. Em nota, Éden classificou o senador como "mentiroso contumaz" e disse que a tentativa de negar apoio às medidas é uma mudança de discurso motivada pelo desgaste político.
"O Brasil todo sabe que ele articulou as tarifas contra a nossa economia para tentar salvar o pai da cadeia e agora para tentar salvar a própria campanha", declarou o dirigente petista.
Ainda segundo Éden, o suposto arrependimento de Flávio seria apenas uma "lágrima de crocodilo" e não representaria uma mudança real de posicionamento. O secretário também citou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão do senador, ao acusar ambos de atuarem contra os interesses econômicos do país.
A expectativa de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro deste ano disparou nos últimos dias e alcançou nesta segunda-feira (6) o patamar de 62% no site norte-americano Polymarket, uma das maiores plataformas mundiais do chamado mercado de previsões.
Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula nas eleições presidenciais, mantém trajetória de queda e no momento possui apenas 22% de chances de vitória, na pesquisa “Brazil Presidential Elect”. Em seu melhor momento no site, em maio, o presidenciável do PL chegou a liderar por alguns dias as previsões, com pico de 45,4% contra 38% de Lula.
Desde a revelação sobre as ligações entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, no mês de maio, com áudios que mostravam pedidos de dinheiro para o filme “Dark Horse”, o senador pelo Rio de Janeiro começou a cair no Polymarket. O patamar atual é o mesmo que ele tinha em janeiro, quando sua candidatura ainda estava se consolidando.
Outros candidatos também pontuam no mercado da previsão eleitoral brasileira. Renan Santos, do Missão, é o terceiro nome mais apostado, com 10% de menções, e logo depois diversos outros nomes figuram com 1%.
A Polymarket não é uma pesquisa eleitoral. A plataforma funciona como um mercado de previsão, no qual usuários compram e vendem posições sobre eventos futuros, como as eleições no Brasil.
Em decisão tomada no mês de abril, o governo Lula bloqueou ao menos 27 sites do chamado mercado de previsão, como a Polymarket, por exemplo. O mercado preditivo vinha crescendo no Brasil sem regras específicas e à margem da regulação.
Na visão do governo, o funcionamento é semelhante às apostas on-line de quota fixa, que são permitidas por lei e dependem de uma licença específica do Ministério da Fazenda para funcionar. A legislação hoje autoriza as apostas relativas a eventos reais de temática esportiva ou cassinos on-line.
Mesmo proibidas, essas plataformas continuam a ser tratadas nas redes sociais brasileiras como termômetro político e uma espécie de “alternativa” às pesquisas eleitorais tradicionais. Especialistas, entretanto, ressaltam que essas plataformas não são uma boa forma de estimar intenções de voto nem de traçar um cenário da disputa ou prever seu resultado, apesar do nome dado a esse mercado.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Polícia Federal (PF) colha o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que investiga uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na manifestação enviada ao STF, Gonet classificou a oitiva como uma medida de "especial relevância" e indicou que uma eventual retratação do parlamentar poderá ser considerada no andamento do caso, antes de um posicionamento definitivo da Procuradoria-Geral da República.
O pedido foi apresentado após a polícia concluir a investigação e apontar que orimogênito de Jair Bolsonaro (PL) teria cometido o crime de calúnia ao publicar, nas redes sociais, uma mensagem atribuindo a Lula supostos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro.
A defesa do senador havia solicitado que ele fosse ouvido somente após a realização de outras diligências, como depoimentos de autoridades e compartilhamento de documentos de órgãos do governo federal e de um tribunal dos Estados Unidos. Os pedidos, no entanto, foram rejeitados pela PF, sob o entendimento de que apenas retardariam a conclusão do inquérito, posição que também foi acompanhada por Paulo Gonet.
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) criticou nesta segunda-feira (6) as projeções fiscais do governo Lula (PT) e protocolou um requerimento de informação ao Ministério da Fazenda cobrando esclarecimentos sobre as estimativas do Tesouro Nacional e as medidas previstas para garantir o equilíbrio das contas públicas nos próximos anos.
O baiano atua como vice-líder da oposição na Câmara. No protocolo, Alden pede acesso às premissas econômicas, memórias de cálculo e estudos técnicos que embasam os números oficiais, além de informações sobre ações planejadas pelo governo para cumprir as metas fiscais.
No documento, ele cita o relatório do Tesouro Nacional que aponta a necessidade de um esforço fiscal equivalente a cerca de 1,2% do PIB entre 2027 e 2036 para manter o equilíbrio das contas públicas.
“O Congresso Nacional tem o dever constitucional de fiscalizar os atos do Poder Executivo e garantir que qualquer medida com potencial impacto sobre a sociedade esteja fundamentada em critérios técnicos, transparentes e amplamente debatidos”, afirmou.
O deputado defende ainda que a população tenha acesso prévio às medidas que podem ser adotadas para enfrentar os desafios fiscais apontados pelo governo, evitando surpresas para famílias, trabalhadores e setores produtivos.
Segundo ele, a iniciativa reforça o papel fiscalizador do Parlamento e a necessidade de transparência na gestão das contas públicas.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) divulgou uma nova mensagem em suas redes sociais neste sábado (4) com o objetivo de conter a repercussão negativa entre seus apoiadores. O desgaste na base aliada teve início após Michelle elogiar publicamente a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada na última sexta-feira (3) pelo Ministério da Educação do governo de Lula (PT)
De acordo com informações publicadas pelo jornal Estadão, a ex-primeira-dama justificou que a defesa dos direitos das pessoas com deficiência é um tema que deve ser tratado "acima de qualquer ideologia ou partido". Para ilustrar seu argumento, ela citou a sanção da Lei Amália Barros durante o mandato de Jair Bolsonaro.
O projeto, que reconheceu a visão monocular como deficiência sensorial, era de autoria de um parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT) e, segundo Michelle, foi avaliado pelo ex-presidente estritamente pelo seu mérito social.
O esclarecimento público foi motivado pela forte reação de lideranças e parlamentares da ala bolsonarista nas redes sociais. A classificação do programa do governo federal como um "sonho realizado" por parte de Michelle levou opositores a compartilharem críticas e montagens que a associavam ao PT, gerando acusações internas de deslealdade política.
Este episódio também relembra a outro momento de instabilidade recente no Partido Liberal (PL). Na semana anterior, Michelle havia compartilhado um vídeo relatando divergências com o senador Flávio Bolsonaro (PL), a quem acusou de desrespeito em um telefonema.
Embora o parlamentar tenha se desculpado publicamente, as tensões internas resultaram em divisões na legenda e culminaram na saída de Michelle do cargo de comando do PL Mulher.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma cobrança pública ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), nesta sexta-feira (3), após ouvir o pedido de uma criança para que fossem retiradas pichações de casarões e muros da capital baiana.
A declaração ocorreu durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, em que o governo federal anunciou entregas nas áreas de educação, saúde e habitação em cidades de diferentes estados. Ao relatar a situação em Salvador, o menino afirmou que gostaria de ver os imóveis abandonados com nova pintura.
Ao responder, Lula destacou que a responsabilidade pela demanda é da gestão municipal e lembrou que a prefeitura é comandada por um adversário político do governador Jerônimo Rodrigues (PT). "É importante você lembrar que a prefeitura de Salvador não é ligada ao Jerônimo. É adversário do Jerônimo. Então você tem que dar um recado aqui para o prefeito. [...] Prefeito, vamos pintar um prédio!", disse o presidente.
Durante a conversa, a criança afirmou que pichações em muros e casarões abandonados estariam deixando a cidade "feia" e sugeriu que os locais recebessem uma nova pintura. Lula pediu que o garoto repetisse a reivindicação e aproveitou para direcionar o apelo ao prefeito da capital baiana.
ASSISTA:
O senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) deve assumir, na próxima terça-feira (7), a liderança da bancada do PT no Senado. A definição ocorre após o parlamentar ter sido cotado para comandar a liderança do governo na Casa, cargo que acabou ficando com a senadora Teresa Leitão (PT-PE).
Com a nova função, Camilo deverá acumular a articulação da bancada petista no Senado com a coordenação da campanha do PT no Ceará, um dos principais redutos eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No estado, a disputa ocorre em meio ao cenário de enfrentamento político com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB).
Nos bastidores do Palácio do Planalto, Camilo chegou a ser apontado como um dos favoritos para substituir o senador Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado. O nome do parlamentar ganhou força em razão da boa relação com integrantes da base aliada e da proximidade com o presidente Lula, mas a escolha recaiu sobre Teresa Leitão.
Interlocutores do PT afirmam que, à frente da bancada no Senado, Camilo terá papel estratégico na articulação das pautas do governo, especialmente às vésperas do período eleitoral.
No Ceará, o senador seguirá como principal coordenador das campanhas de reeleição do presidente Lula e do governador Elmano Freitas. Aliados avaliam que a combinação das duas funções amplia o protagonismo de Camilo na estrutura nacional do PT.
Com mandato no Senado até 2030, Camilo Santana não disputará cargo eletivo neste ano, o que, segundo aliados, lhe permitirá dedicar-se tanto à articulação política no Congresso quanto à coordenação da campanha no estado.
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva projetam, atualmente, dois possíveis cenários para a proposta do governo de Donald Trump de impor um tarifaço de 25% sobre as importações brasileiras: a aplicação imediata da taxa ou o adiamento da decisão para após as eleições de outubro no Brasil.
Segundo informações apuradas pelo portal Metrópoles, no primeiro cenário calculado por assessores da área internacional de Lula, os Estados Unidos confirmariam a ameaça e aplicariam de fato a taxa de 25% sobre os produtos nacionais.
Essa avaliação parte do princípio de que um eventual recuo exigiria de Trump uma complexa “engenharia política” para justificar a mudança de postura perante seu eleitorado, sem que a decisão pareça uma derrota política interna no cenário americano.
No segundo cenário traçado, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) aguardaria a realização das eleições de outubro no Brasil para tomar uma decisão definitiva sobre a barreira comercial.
Integrantes e aliados no Palácio do Planalto avaliam que o governo Trump pode optar por esperar o resultado da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) antes de bater o martelo sobre a aplicação das tarifas.
Assessores do presidente brasileiro relembram, ainda, que a gestão Trump tenta interferir na política nacional desde o primeiro tarifaço, implementado em 2025, ocasião em que Washington relacionou diretamente a medida econômica ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL).
O fotógrafo Ricardo Stuckert deixará o governo federal para atuar na campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, ele permanecerá no cargo de secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual até esta sexta-feira (3) e passará a integrar a equipe de campanha a partir de sábado (4).
Ainda de acordo com a publicação, a exoneração deverá ser publicada na edição de segunda-feira (6) do Diário Oficial da União.
Na campanha, Stuckert ficará responsável pela coordenação das redes sociais de Lula, como X, Instagram e TikTok, em parceria com Nicole Briones, que atualmente atua nas plataformas digitais do Partido dos Trabalhadores (PT).
Fotógrafo há cerca de três décadas, Stuckert acompanha Lula há 23 anos e é considerado um dos auxiliares mais próximos do presidente, tendo permanecido ao lado do petista mesmo durante o período em que ele esteve fora da Presidência.
Conforme a colunista, a equipe de comunicação da campanha será liderada pelo marqueteiro Raul Rabelo, braço direito do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira. Ele ficará responsável, principalmente, pela produção dos programas de rádio e televisão.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) encaminhou um documento ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) solicitando que a aplicação da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros seja adiada para depois das eleições presidenciais. No texto, o parlamentar argumenta que a medida pode favorecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Flávio, a adoção das tarifas neste momento daria ao governo federal uma "vitória política", além de prejudicar interesses econômicos dos próprios Estados Unidos. O senador também sustenta que a postergação da medida evitaria que a decisão fosse interpretada como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro.
No relatório, o parlamentar afirma que pesquisas de opinião indicam crescimento de Lula após o anúncio das sobretaxas e cita esse cenário para defender que a pressão comercial tem fortalecido o presidente. O primogênito de Jair Bolsonaro (PL) também declarou que pretende participar de uma audiência pública do USTR, marcada para 7 de julho, em Washington, para apresentar seus argumentos.
Além do pedido de adiamento das tarifas, o senador defendeu no documento a manutenção do Pix, classificado por ele como uma das principais realizações do governo Bolsonaro, e sugeriu que os Estados Unidos adotem outras medidas contra autoridades brasileiras, como sanções individuais e restrições de vistos, em vez de impor novas tarifas comerciais ao Brasil.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, destacou nesta quinta-feira, durante a caminhada do 2 de Julho, os investimentos em andamento para modernizar o sistema prisional do estado, com apoio do governo federal.
"Nós temos muita confiança na decisão do presidente Lula e no projeto Brasil Mais Seguro para reforçar os investimentos em presídios estaduais com estruturas de segurança adequadas para isolar as lideranças do crime organizado e garantir processos de ressocialização", afirmou Freitas.
O secretário também destacou as ações do governo estadual na área, como a realização do primeiro concurso para policiais penais em muitos anos, a criação da polícia penal e a aquisição de equipamentos para o controle de entrada nas unidades prisionais. Segundo ele, reformas em andamento vão viabilizar a criação de novas vagas, com modernização sendo processada por meio do apoio do Ministério da Justiça e da Segurança Pública.
O secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro, destacou nesta quarta-feira (1º) a reforma do Teatro Castro Alves como a principal entrega do governo Jerônimo Rodrigues desde o início da gestão, em 2023. A inauguração ocorre ainda hoje, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador.
"Essa é a principal entrega do governador Jerônimo Rodrigues para a cultura baiana nesses três anos e meio", declarou Monteiro ao Bahia Notícias.
O secretário também falou sobre o processo que culminou na entrega. "Nós sabíamos desde o início o peso e a importância de entregarmos o teatro de volta às artes e é com muita satisfação que conduzimos esse processo", afirmou.
ASSISTA:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quarta-feira (1º), que vai sancionar a lei que estabelece a transferência simbólica da capital do Brasil para Salvador em todos os dias 2 de Julho, data que celebra a Independência da Bahia. Segundo o chefe do Executivo, a sanção será publicada na edição desta quinta-feira (2) do Diário Oficial da União (DOU).
A proposta, de autoria do deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovada pelo Senado em junho e determina que, durante as comemorações da Independência da Bahia, Salvador passe a sediar simbolicamente a capital do país, com a realização de atos oficiais dos Três Poderes, sem comprometer o funcionamento das atividades em Brasília.
Durante evento em Alagoinhas, Lula explicou que não participará das festividades do 2 de Julho na Bahia porque cumprirá agenda no Rio Grande do Norte antes do início do período de restrições eleitorais. Em tom descontraído, o presidente afirmou ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) que ele representaria simbolicamente a Presidência nas celebrações. "Amanhã, você será o presidente aqui", brincou.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira (1º), que a Ilha de Itaparica ainda preserva um cenário de tranquilidade e segurança, durante a cerimônia que marcou o início das obras da Ponte Salvador-Itaparica, realizada em Vera Cruz.
Ao discursar para moradores e autoridades, Lula destacou que a ilha não enfrenta os mesmos problemas de violência observados em grandes centros urbanos e defendeu que essa característica seja mantida com o avanço do desenvolvimento da região.
"Vocês têm aqui um valor que muita gente não tem no mundo, que é a tranquilidade de morar em uma ilha pacífica. Numa ilha que não foi tomada pelo crime organizado, que não tem a bandidagem que tem das grandes cidades e que vocês muitas vezes podem até dormir de janela aberta. Essa tranquilidade que vocês não podem perder", afirmou o presidente.
A declaração foi feita durante o evento que oficializou o início da construção da Ponte Salvador-Itaparica, considerado um dos maiores projetos de infraestrutura do país. A solenidade contou com a cravação simbólica da primeira estaca da obra e a assinatura de um protocolo de intenções para a liberação de recursos federais destinados ao empreendimento.
Confira abaixo:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), durante agenda realizada nesta terça-feira (1º) no estado.
Em discurso, Lula relembrou a polêmica envolvendo a autodeclaração racial do político nas eleições de 2022. "O teu adversário é tão mentiroso que chegou a querer passar por negro", disse Lula olhando para o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
A declaração faz referência ao episódio em que ACM Neto se autodeclarou pardo no registro de candidatura na última eleição para o poder executivo. À época, o ex-prefeito afirmou que essa sempre foi a forma como se identificou, apresentou documento de identidade em que consta a mesma classificação e negou ter buscado qualquer benefício com a declaração.
ASSISTA:
O senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD na Bahia, garantiu nesta quarta-feira (1º) seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026, mesmo com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, anunciado como vice na chapa de Ronaldo Caiado (PSD).
A declaração foi feita durante a inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte, em Alagoinhas, onde Lula esteve ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do pré-candidato ao Senado Rui Costa (PT).
"Com o presidente do meu partido, se ele for o vice, vou com Luiz Inácio Lula da Silva. Minha fidelidade ao senhor não vai parar em momento nenhum", afirmou Otto diretamente ao presidente.
Otto também defendeu o nome de Jaques Wagner para o Senado e disse que, se fosse pré-candidato na mesma disputa, renunciaria ao próprio voto para votar no senador. A declaração do pessedista ocorre poucas semanas após a 9ª fase da Operação Compilance Zero que teve Wagner como um dos alvos.
Veja o vídeo:
?? Otto garante apoio a Lula mesmo com Kassab como vice de Caiado: "Minha fidelidade não vai parar em momento nenhum"
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 1, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/EchOHk1Ykf
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda oficial na Bahia nesta quarta-feira (1) ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, com entregas nas áreas de saúde, infraestrutura e cultura em Alagoinhas, Vera Cruz e Salvador.
"Voltei ao estado para mais um dia de trabalho e importantes entregas", escreveu o presidente nas redes sociais.
A programação começa às 10h em Alagoinhas com a inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte, primeira unidade hospitalar entregue no Brasil no âmbito do Novo PAC. Na ocasião, também serão entregues ambulâncias do Samu, unidades odontológicas móveis, micro-ônibus, vans e ônibus escolares do Programa Caminho da Escola, além da assinatura da Portaria de Custeio do hospital, consolidando a parceria entre os governos estadual e federal para a regionalização da saúde.
À tarde, às 15h30, em Vera Cruz, Lula, Jerônimo e a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, participam da cravação da primeira estaca da Ponte Salvador-Itaparica, obra de 12,4 quilômetros que integra o Novo PAC. Também será assinado o protocolo que viabiliza a transferência de recursos federais para o Sistema Rodoviário Ponte Salvador-Itaparica.
À noite, às 19h, em Salvador, Lula, Jerônimo e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, inauguram o Novo Teatro Castro Alves após a conclusão da terceira e última etapa das obras de requalificação. A cerimônia terá o descerramento da placa inaugural e será seguida pelo concerto "Benção do Novo Teatro Castro Alves", apresentado pela Orquestra Sinfônica da Bahia e convidados.
O presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) está na Bahia e respondeu alguns questionamentos do Bahia Notícias. Em contato com a reportagem, Lula tratou, entre outro assuntos, sobre o cenário eleitoral da Bahia e destacou entregas feitas pela gestão estadual, em parceria com o governo federal.
Lula ressaltou a importância da Bahia no processo eleitoral de 2026, colocando o estado como um dos principais pontos para a manutenção do mandato. O presidente está presente na Bahia, desde a última terça-feira (30) e ficará no estado até esta quarta-feira (1º), onde visita o canteiro de obras da Ponte Salvador-Ilha de Itaparica, em Vera Cruz e, acompanhará a inauguração do novo Teatro Castro Alves, em Salvador.
Ao BN, o presidente também destacou que a Bahia terá papel fundamental nas eleições estaduais, onde o gestor pretende ampliar ainda mais a margem de votos. "Neste ano, a população baiana poderá, mais uma vez, comparar qual governo tem feito mais pelo estado e por sua economia. Poderá colocar lado a lado esses projetos. E, tenho certeza, saberá mais uma vez quem é que realmente está do seu lado", disse.
Confira a entrevista completa:
O governo baiano apostou na expansão da rede de saúde, com apoio do governo federal, e a inauguração dessa unidade em Alagoinhas faz parte dessa estratégia. Junto com programas como o Mais Especialistas, qual a avaliação que o senhor faz sobre a chegada de saúde para populações distantes dos grandes centros urbanos?
Quando o assunto é saúde, as pessoas têm o direito de serem atendidas com muita dignidade. E é por isso que investimos tanto em obras como a do Hospital de Alagoinhas, que terá 190 leitos e terá investimentos de R$ 76 milhões do Governo do Brasil, complementando os R$ 114,2 milhões investidos pela gestão do companheiro Jerônimo Rodrigues. Também estamos entregando hoje 256 veículos de saúde para 152 municípios do estado. Com investimentos de R$ 118,7 milhões, são ambulâncias do SAMU, unidades móveis para prestar atendimento móvel e também vans e micro-ônibus para transportar as pessoas que moram a mais de 50 km de distância das unidades de saúde onde serão atendidas pelo programa Agora Tem Especialistas. Esse programa, aliás, é uma prioridade do nosso governo, pois seu objetivo é atender às pessoas que precisam de um atendimento ou exame mais complexo e não podem ficar esperando. Para isso, colocamos uma série de ações em movimento. Entre elas, os mutirões de atendimento dos hospitais universitários, que já realizaram mais de 200 mil cirurgias, exames e procedimentos desde o ano passado. Colocamos 89 carretas do Agora Tem Especialistas para rodar o Brasil levando consultas, exames de imagem e cirurgias especializadas diretamente a municípios e regiões onde o deslocamento da população é mais difícil. Só na Bahia, são 6 delas. E já conseguimos zerar a fila para mamografias, tomografias e cirurgias de cataratas em 51 municípios de 22 estados.
A ponte Salvador x Itaparica é um considerado um marco do desenvolvimento para a Bahia, em especial pelo novo corredor logístico criado para escoamento da produção baiana, além do deslocamento entre a capital e o interior baiano. O gargalo da logística segue como um entrave para o desenvolvimento do país. A parceria com a China pode resultar em novos investimentos, como acontece na ponte? O sonho de um Brasil plenamente integrado é um dos legados que o senhor quer deixar?
Uma coisa extraordinária que ocorreu nos últimos anos é que o Brasil voltou a investir fortemente em infraestrutura –e os R$ 11,6 bilhões que estão sendo aportados nessa ponte sonhada há tanto tempo é prova disso. E os chineses são parceiros importantes de nosso país, mas não os únicos. Ainda na semana passada, por exemplo, entregamos obras de ampliação de aeroportos do Mato Grosso do Sul, feitos em parceira com uma concessionária espanhola. Quando um país tem projetos de longo prazo, capazes de tornar sua economia ainda mais competitiva e dinâmica, quando tem estabilidade política, quando tem a previsibilidade na sua economia, ele atrai investidores. O Novo PAC, com investimentos previstos de R$ 1,3 trilhão até o final desse ano, está mostrando que que o Brasil não pode se apequenar, que sabe investir e crescer. Apenas no eixo de logística e transportes, são investimentos de R$ 366 bilhões. Na Bahia, os aportes em infraestrutura do PAC são de R$ 86,4 bilhões – e incluem ações estruturantes como a construção da Ferrovia da Integração Oeste-Leste, a FIOL, a ampliação das capacidades dos portos e o investimento de mais de R$ 12 bilhões nas rodovias que cruzam o Estado. Se olharmos a história recente do Brasil, veremos que nenhum governo fez tanto pela nossa infraestrutura quanto fizemos em meus mandatos e nos mandatos da presidenta Dilma. Pois acreditamos que um país soberano tem que ser desenvolvido e competitivo – e estradas, ferrovias, portos e aeroportos são fundamentais para isso.
A pauta da cultura foi marginalizada pela oposição e, após o retorno do senhor ao Palácio do Planalto, o tema voltou a ter repercussão, com um novo momento de investimentos. O novo TCA é um exemplo de fomento à cultura. Isso é uma pauta exclusiva da esquerda ou é algo que fervilha no Brasil e precisa ser melhor aproveitado?
Estou muito orgulhoso de participar da reinauguração da sala principal do Teatro Castro Alves que, tenho certeza, não deixa nada a dever para qualquer outra sala de nosso país. Um Teatro que a Bahia merecia ter de volta. E que finalmente está recebendo. Quanto a ser uma pauta da direita ou da esquerda, só posso dizer que quem despreza a cultura brasileira comete um crime contra a nossa própria identidade e também joga fora uma das mais importantes oportunidades para a geração de empregos e de renda com as quais podemos contar. E os baianos sabem disso melhor do que ninguém, pois têm na cultura um de seus maiores atrativos turísticos, são grandes exportadores de música e demais bens culturais para o Brasil e o mundo. Sempre tratamos o investimento em cultura como algo estratégico. Desde 2023, já repassamos para o estado e os municípios da Bahia mais de R$ 307 milhões da Lei Paulo Gustavo eperto de R$ 450 milhões da Lei Aldir Blanc. E esse investimento, podem estar certos, será multiplicado. Pois já está provado em um estudo da Fundação Getúlio Vargas que, para cada um real investido em cultura por meio da Lei Rouanet, a sociedade tem um retorno de R$ 7,59 na movimentação de toda a cadeia produtiva do setor.
É impossível falar de investimentos na Bahia sem tratar dos investimentos que o governo federal tem feito em território baiano. Citamos saúde, infraestrutura e cultura, porém segurança é um tema bem caro à população. E esses três temas que tratamos são ligados indiretamente à pauta da segurança. É assim que o senhor enxerga o enfrentamento à violência, com investimentos nas mais diversas áreas?
Para garantir a segurança à população nos dias de hoje temos uma prioridade bem clara, que é combater o crime organizado. Pois a população tem pressa e exige respostas rápidas para acabar com o medo imposto pelos bandidos. Estamos agindo forte para asfixiar as facções, endurecendo a repressão não só contra quem leva o medo à população nas ruas e comunidades, mas também indo atrás de que anda de terno e gravata na Faria Lima lavando o dinheiro que foi obtido com o crime. Só no ano passado, por exemplo, a Polícia Federal, em parceria com diversos órgãos, tirou R$ 9,5 bilhões das mãos dos criminosos – dinheiro que seria usado para comprar armas ou financiar ainda mais crimes, como o tráfico de drogas. Criamos a Lei Antifacção, aprovada no Congresso em fevereiro, que, entre outros pontos, prevê penas de até 80 anos para os faccionados – a mais longa de todo o nosso Código Penal. E, já com base nas novidades trazidas pela Lei, lançamos o programa Brasil Contra o Crime Organizado, que une tecnologia, inteligência policial e cooperação entre as diferentes polícias para reprimir essas organizações. Em cerca de um mês de operação, o programa mobilizou mais de 15 mil profissionais de segurança em 11 operações nacionais, gerou um prejuízo estimado em R$ 2 bilhões às facções criminosas e contabilizou mais de 12 mil pessoas presas. Com a PEC da Segurança Pública, que apresentamos ao Congresso, queremos expandir em muito ações desse tipo, pois as polícias poderão trabalhar de forma cada vez mais integrada, cada uma cumprindo seu papel, além de passarmos a contar com um Ministério da Segurança Pública.
A Bahia tem sido um estado estratégico nas eleições nacionais. Analisando a última eleição, o estado foi preponderante para a vitória do senhor. Como tem visto a importância eleitoral da Bahia e como pretende ampliar o número de votos no estado?
Tenho certeza de que a Bahia vai desempenhar um papel muito importante em 2026. Vai ajudar o Brasil a seguir em seu caminho de progresso, de democracia, e a evitar os retrocessos e as forças autoritárias que teimam em seguir existindo. Os baianos, por vários mandatos, contam com governadores que executam verdadeiros projetos de desenvolvimento. Um trabalho que começou com o Jaques Wagner, passou pelo Rui Costa e agora está com o Jerônimo Rodrigues. Ao longo desse tempo, a população pôde testemunhar as melhorias reais que ocorreram na vida das famílias baianas. Segundo o IBGE, apenas de 2022 até o ano passado, a taxa de desemprego caiu cinco pontos percentuais no estado, chegando a 8,7%. É a menor taxa desde 2012, quando o indicador começou a ser medido. Já a renda domiciliar per capita, também segundo o instituto, chegou a R$ 1.465, outro recorde na série histórica. Os investimentos na Bahia estão retornando com força, seja com recursos estaduais, federais ou mesmo com o capital privado, permitindo ao estado retomar sua vocação para a indústria e a tecnologia. Neste ano, a população baiana poderá, mais uma vez, comparar qual governo tem feito mais pelo estado e por sua economia. Poderá colocar lado a lado esses projetos. E, tenho certeza, saberá mais uma vez quem é que realmente está do seu lado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial com 46,3% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36,6% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1). O levantamento indica ainda que Lula vence todos os cenários de segundo turno testados.
Na sequência do primeiro turno aparecem Renan Santos (Missão), com 7,8%, Ronaldo Caiado (PSD), com 2,9%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Completam o cenário Joaquim Barbosa (DC), com 1%, Aécio Neves (PSDB), com 0,7%, Samara Martins (UP), com 0,6%, Augusto Cury (Avante), com 0,5%, Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,2%, Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB), ambos com 0,1%, e Hertz Dias (PSTU), que não pontuou.

Foto: AtlasIntel/Bloomberg/Reprodução
Em segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula tem 48,8% das intenções de voto contra 42,3% do senador. Em abril, os dois estavam empatados com 48% cada, o que indica que Flávio perdeu 5,7 pontos percentuais desde então. A pesquisa de maio permanece suspensa por determinação do Tribunal Superior Eleitoral.

Foto: AtlasIntel/Bloomberg/Reprodução
Nos demais cenários de segundo turno, Lula tem 48% contra 39% de Caiado, 48,2% contra 38,5% de Zema e sua maior vantagem aparece no teste com Renan Santos, com 49,2% contra 28,9%, diferença de 20,3 pontos percentuais.
A pesquisa também testou nomes que não são pré-candidatos. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro perderia para Lula com 38,9% contra 48,7% do petista. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível, teria o melhor resultado entre os testados com 43,1%, mas ainda perderia para Lula, que somaria 48,6%.
O levantamento foi realizado entre 26 e 30 de junho com 4.999 entrevistados, margem de erro de um ponto percentual, nível de confiança de 95% e está registrado no TSE sob o número BR-04582/2026.

Foto: AtlasIntel/Bloomberg/Reprodução
A Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) inaugura nesta quarta-feira (1) dois dos maiores equipamentos públicos executados pela empresa nos últimos anos: o Hospital Estadual do Litoral Norte, pela manhã, em Alagoinhas, e a requalificação do Teatro Castro Alves, à noite, em Salvador.
As cerimônias contarão com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jerônimo Rodrigues.
O Hospital Estadual do Litoral Norte foi construído com investimento de R$ 161,2 milhões, em parceria entre os governos estadual e federal. A unidade atenderá mais de um milhão de habitantes de 34 municípios da região, com 150 leitos de enfermaria, 20 leitos de UTI adulto, 10 leitos de UTI pediátrica, centro cirúrgico, diagnóstico por imagem, hemodinâmica e um centro oncológico com acelerador linear para tratamento do câncer.
À noite, a Conder entrega a requalificação do Teatro Castro Alves, um dos maiores complexos culturais do país, executada em parceria com a Secretaria de Cultura da Bahia. A intervenção modernizou toda a infraestrutura do equipamento, preservando o patrimônio arquitetônico e incorporando soluções de acessibilidade, segurança e atualização tecnológica. As obras incluíram a reforma da Sala Principal, o restauro do foyer, a requalificação do jardim suspenso, novos sistemas de climatização e combate a incêndio, modernização dos equipamentos cênicos e a construção de um edifício anexo com passarela.
Para o diretor-presidente da Conder, José Trindade, as entregas simbolizam a capacidade técnica da companhia na execução de empreendimentos complexos.
"O Teatro Castro Alves é um patrimônio afetivo e cultural dos baianos. Requalificá-lo significou unir engenharia, restauro e inovação para devolver ao estado um equipamento preparado para receber grandes espetáculos e continuar formando gerações de artistas e de público", afirmou.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, se reúne nesta terça-feira com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas. O encontro está marcado para as 14h, horário de Brasília. Pela manhã, Múcio já havia se reunido com o ministro da Defesa venezuelano, Gustavo González López, com quem conversou sobre a ajuda que o Brasil vem enviando ao país após os terremotos da semana passada.
"Precisamos ver onde podemos ajudar mais. A simpatia que o meu presidente tem pela Venezuela é absoluta. A partir de agora, Brasil e Venezuela são um só país", afirmou Múcio ao jornal Folha de São Paulo.
Na Venezuela, o ministro fará um diagnóstico da destruição causada pelos terremotos e organizará um plano de cooperação para a reconstrução urbana. Múcio viajou acompanhado da vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Inês da Silva Magalhães, e do secretário nacional de Habitação, Henrique Rabelo.
O presidente Lula afirmou ter conversado novamente com a presidente venezuelana na segunda-feira (30).
O Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) tentou, entre maio e junho deste ano, reproduzir uma iniciativa idealizada por Silvio Santos (1940-2024) em 1989: entrevistar os candidatos à Presidência da República no programa dominical da emissora, atualmente apresentado por Patrícia Abravanel. A proposta, no entanto, foi suspensa temporariamente devido a dificuldades para confirmar as datas de participação dos principais convidados.
De acordo com a Folha de S. Paulo, foram chamados para o quadro Show de Calouros os presidenciáveis Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (União Brasil), Renan Santos (MBL) e Romeu Zema (Novo). Segundo a emissora, todos os nomes inicialmente aceitaram o convite.
Porém, ao tentar definir as datas das gravações, o SBT esbarrou em obstáculos para viabilizar a presença de Lula e de Flávio Bolsonaro, o que levou a direção a desistir do projeto, ao menos por enquanto.
A atração, que ganhou uma versão com Patrícia Abravanel no ano passado, conta com um júri formado por nomes como Dudu Bertholini, Helen Ganzarolli, Cela, Lord Vinheteiro, Rodrigo Capella e Victor Sarro.
A intenção era levar ao público popular as propostas dos candidatos em áreas como economia e educação, além de abordar aspectos da vida pessoal de cada um, para que o telespectador pudesse conhecer melhor os postulantes ao Palácio do Planalto.
Internamente, setores do SBT avaliam que o formato poderia ser reaproveitado em um eventual segundo turno, caso haja viabilidade de agenda e interesse das campanhas.
Por enquanto, a emissora segue definindo os detalhes de sua cobertura eleitoral, que já inclui a produção de um debate em setembro, em parceria com outras televisões, como a CNN Brasil, além de sabatinas previstas para serem veiculadas pelo SBT News.
O governo federal enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que amplia o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI). A proposta prevê elevar o teto para R$ 110 mil já no próximo ano e para R$ 140 mil em 2028. O projeto foi entregue pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta segunda-feira (29).
Além do aumento no limite de faturamento, o texto autoriza que microempreendedores possam contratar mais um funcionário, ampliando a capacidade de operação dos negócios enquadrados no regime.
Em publicação nas redes sociais, Motta afirmou que a iniciativa faz parte de uma negociação conduzida durante a tramitação da PEC do fim da escala 6x1.
"Acabo de receber em mãos do presidente Lula o projeto de lei que amplia o limite do MEI para R$ 110 mil já no próximo ano e R$ 140 mil em 2028, permitindo ainda a contratação de mais um funcionário por empresa. Esta matéria faz parte de uma negociação direta que liderei junto à aprovação da PEC 6x1", escreveu o presidente da Câmara.
Em solenidade nesta segunda-feira (29) no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um novo programa para reduzir o endividamento da população, mas desta vez voltado às pessoas que pagam as contas em dia. O programa “Desenrola Adimplentes” tem como alvo trabalhadores informais, profissionais com carteira assinada e estudantes formados pelo FIES que têm boa parte de sua renda comprometida devido aos altos juros de suas dívidas.
O “Desenrola Adimplentes” permitirá que as pessoas possam renegociar dívidas de crédito pessoal não consignado de até 15 mil reais, com juros máximos de 1,99% ao mês. Uma condição importante: quem aderir a este programa terá o CPF bloqueado em plataformas de apostas esportivas por seis meses.
Já para quem tem carteira assinada, as regras do crédito consignado privado mudaram. Agora, o saldo do FGTS poderá ser usado como garantia para os empréstimos. A taxa de juros também foi limitada a 1,99% ao mês.
O novo programa do governo foi lançado pelo presidente Lula ao lado do vice Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. Na solenidade, Durigan disse que “pela primeira vez na história”, o governo faz um esforço para olhar pro trabalhador informal.
Outro programa anunciado pelo governo nesta segunda foi o “FIES Empreendedor”, voltado para graduados que querem abrir ou expandir o próprio negócio. A linha de crédito é exclusiva para quem está com as parcelas do financiamento estudantil em dia há pelo menos três anos.
Pelas regras anunciadas no Palácio do Planalto, o limite de empréstimo do “FIES Empreendedor” chega a 180 mil reais para empresas e 80 mil reais para pessoa física, com juros de 0,87% ao mês. Assim como os informais, esses beneficiários também não poderão usar sites de apostas por seis meses.
Os programas utilizarão R$ 4 bilhões em recursos do Tesouro Nacional para ampliar o acesso ao crédito de trabalhadores informais e estudantes que mantêm o financiamento estudantil em dia. Do total, R$ 3 bilhões serão destinados ao Desenrola Adimplentes e R$ 1 bilhão ao Fies Empreendedor. Os recursos serão usados em operações financeiras reembolsáveis e não terão impacto sobre o resultado primário das contas públicas.
Ainda na solenidade, o Ministério da Fazenda divulgou um balanço do “Novo Desenrola”. De acordo com Durigan, 7,5 milhões de famílias já foram beneficiadas, somando 17,5 bilhões de reais renegociados, com um desconto médio de 80%. Além disso, quase cinco milhões de pessoas conseguiram limpar o nome.
O Desenrola Adimplentes será destinado a trabalhadores informais com operações de crédito pessoal de até R$ 15.000. O limite considera o saldo devedor remanescente do contrato no momento da renegociação. Poderão aderir trabalhadores que tenham quitado pelo menos 4 parcelas do empréstimo e estejam em dia ou com atraso máximo de 90 dias.
As regras anunciadas pelo governo são as seguintes:
- renegociação: dívida nova para a quitação integral da anterior;
- taxa máxima: 1,99% ao mês;
- prazo: o remanescente da dívida original, com ampliação de no máximo 6 meses;
- limite: prestação de no máximo 90% da dívida original;
- novo crédito: possibilidade de crédito adicional de até 50% do saldo devedor da dívida original;
- garantia: FGO de 50% nas primeiras perdas da carteira, com 100% de garantia por operação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou 5 pontos percentuais para baixo no Nordeste, seu maior pólo eleitoral do país, após a citação de Jaques Wagner na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. Isso é o que diz um dado divulgado pela BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (29).
O levantamento é divulgado dez dias após a operação da Polícia Federal que apontou o suposto envolvimento do senador Jaques Wagner (PT) com Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Foram entrevistados 2.009 eleitores por telefone, entre 26 e 28 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa BTG/Nexus está registrada no TSE sob o número BR-08521/2026. Segundo os números, Lula registrou 61% das intenções de votos entre os eleitores nordestinos, contra 30% do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Recorte por região – Lula:
Norte/Centro-Oeste — 41%
Nordeste — 61%
Sudeste — 47%
Sul — 33%
Recorte por região – Flávio Bolsonaro:
Norte/Centro-Oeste — 50%
Nordeste — 30%
Sudeste — 44%
Sul — 63%
No levantamento anterior, de 15 de junho, o petista tinha 66% das intenções de votos na região na simulação de segundo turno. Flávio pontuava 28%. A nova pesquisa BTG/Nexus também mostra Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em empate técnico em um cenário de segundo turno.
O petista aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o adversário pontua 44%. Trata-se de um empate técnico, dentro da margem de erro. No levantamento anterior, o atual presidente vencia Flávio por 49% a 43%: diferença de seis pontos pontos percentuais, fora da margem de erro.
Até o momento, o episódio do vídeo gravado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com fortes críticas ao seu enteado, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não causou mudanças significativas no quadro da intenção de votos dos brasileiros. Foi o que mostrou pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (29).
O novo levantamento do instituto, o quinto apresentado neste ano, revela um cenário de pouca mudança tanto nas simulações de primeiro turno quanto nas disputas de segundo turno. As entrevistas feitas pela pesquisa BTG/Nexus foram iniciadas na última sexta (26), depois, portanto, da repercussão criada pelo vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro e das desculpas públicas apresentadas por Flávio Bolsonaro.
No cenário de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança da corrida presidencial, embora o candidato Flávio Bolsonaro tenha reduzido ligeiramente a distância entre os dois em relação ao último levantamento da BTG/Nexus. Confira abaixo o resultado da simulação de primeiro turno:
Lula (PT) - 42%
Flávio Bolsonaro (PL) - 34%
Ronaldo Caiado (PSD) - 5%
Renan Santos (Missão) - 4%
Romeu Zema (Novo) - 3%
Joaquim Barbosa (DC) - 1%
Augusto Cury (Avante) - 1%
Aécio Neves (PSDB) - 1%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Brancos/nulos - 5%
Não sabe/não respondeu - 3%
No voto espontâneo, Lula amplia a vantagem sobre Flávio Bolsonaro e reforça posição de favorito. O presidente é citado por 33% dos entrevistados, ante 26% registrados na rodada anterior, enquanto o senador Flávio Bolsonaro oscilou de 19% para 20%, com a diferença entre os dois passando de sete para 13 pontos percentuais.
Nas simulações de segundo turno, o presidente Lula continua à frente de todos os adversários testados, embora com uma margem menor diante de Flávio Bolsonaro. No principal confronto, Lula aparece com 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro.
Em relação à rodada anterior, o presidente recuou dois pontos (de 49% para 47%), enquanto o senador avançou um ponto (de 43% para 44%), reduzindo a diferença de seis para três pontos percentuais.
Confira abaixo as disputas de segundo turno, de acordo com o resultado da pesquisa BTG/Nexus:
Lula 47% x 44% Flávio Bolsonaro
Lula 48% x 38% Romeu Zema
Lula 47% x 39% Ronaldo Caiado
Lula 48% x 36% Renan Santos
Os indicadores de rejeição seguem desfavoráveis ao senador Flávio Bolsonaro. O pré-candidato do PL registra 51% de rejeição, dois pontos acima dos 49% de Lula.
Embora a diferença permaneça favorável ao presidente, a trajetória dos dois candidatos mudou nesta rodada: Flávio reduziu sua rejeição em um ponto percentual em relação ao levantamento anterior, enquanto a de Lula subiu dois pontos.
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.009 pessoas entre os dias 26 e 28 de junho em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-08521/2026.
A Polícia Federal (PF) concluiu o relatório final das investigações e confirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, caluniou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por conta da acusação, tem como base uma postagem feita pelo parlamentar na rede social X (antigo Twitter), na qual associou falsamente o chefe do Executivo federal a práticas criminosas graves.
Em documento enviado à Suprema Corte, obtido pelo portal G1, a autoridade policial formaliza o encerramento do inquérito e solicita o prosseguimento dos ritos processuais:
"Resta claro o cometimento, pelo Exmo. Sr. Senador Flávio Nantes Bolsonaro, do crime tipificado no art. 138 c/c art. 141, inciso I e § 2° do Código Penal. Posto isto, encerram-se os trabalhos de Polícia Judiciária, remetendo-se os presentes autos para apreciação e demais providências que se entendam pertinentes, permanecendo este órgão policial à disposição para eventuais outras diligências que sejam imprescindíveis à apuração do fato", conclui a PF.
A investigação foi instaurada em abril de 2026 por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, com o propósito de examinar a legalidade de uma publicação feita pelo senador em 3 de janeiro de 2026. A análise técnica da Polícia Federal confirmou que Flávio Bolsonaro imputou falsamente condutas criminosas a Lula.
Confira a postagem:
Captura da postagem | Foto: Reprodução / X
Com a entrega do relatório final da PF, o relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes, deverá abrir vista dos autos para a Procuradoria-Geral da República (PGR). O Ministério Público Federal terá a responsabilidade de examinar as provas colhidas e definir o destino do caso, podendo optar por:
- Apresentar uma denúncia formal contra o senador à Justiça;
- Requerer novas investigações e diligências à Polícia Federal;
- Solicitar o arquivamento definitivo do procedimento.
Cabe lembrar que a abertura deste inquérito ocorreu a pedido da própria Polícia Federal e contou com o aval da PGR. Na ocasião, o órgão de acusação destacou que as publicações apresentavam indícios consistentes de atividade ilícita, configurando uma atribuição caluniosa e vexatória de crimes.
De acordo com o relatório da PF, Flávio Bolsonaro vinculou de forma deliberada a imagem do presidente brasileiro à do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O texto da publicação sugeria que Lula seria alvo de uma delação premiada Os investigadores detalharam o contexto e o nexo causal da calúnia no relatório técnico:
"Tendo em vista o teor da postagem associando a imagem do Presidente Lula à do ex-Presidente Maduro, que acabara de ser preso, acusado pelos EUA de envolvimento com o tráfico de drogas, alegando que o primeiro seria delatado, fica claro que o Senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro, e que, no entendimento do Senador, os crimes pelos quais o Presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem, quais sejam, tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e eleições fraudadas", diz o texto.
Na referida postagem veiculada no início de 2026, o parlamentar fluminense atribuiu diretamente a Lula a suposta autoria dos seguintes delitos:
- Tráfico internacional de armas e drogas;
- Lavagem de dinheiro;
- Apoio logístico ou financeiro a ditaduras e organizações terroristas;
- Fraude em sistemas eleitorais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou sua participação na caminhada do 2 de Julho, em Salvador, que ocorreria ao lado do senador Jaques Wagner (PT) e do governador Jerônimo Rodrigues.
Segundo uma fonte da executiva nacional do PT ouvida pela CNN, a exposição ao sol, ao calor intenso, ao suor e à multidão não pode ser conciliada com o tratamento de radioterapia a que ele está submetido.
Apesar do cancelamento, Lula mantém outras agendas na Bahia. No dia 1 de julho, ele inaugura o Hospital Regional de Alagoinhas e participa da entrega de veículos do Ministério da Saúde no mesmo município, ao lado do ex-ministro Rui Costa e de Wagner.
À noite, deve participar da solenidade de reabertura da Sala Principal do Teatro Castro Alves, em Salvador.
As agendas ocorrem em meio ao desgaste político causado pela saída de Wagner da liderança do governo no Senado, após ele ser alvo de uma operação da Polícia Federal no caso Master.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (26) que enviará o ministro da Defesa, José Múcio, à Venezuela na semana que vem para discutir como o Brasil pode auxiliar o país após os terremotos que deixaram ao menos 920 mortos. O anúncio foi feito durante a cerimônia de lançamento e batismo da Fragata "Cunha Moreira", em Itajaí (SC).
Antes de seu discurso, Lula pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da tragédia. Em seguida, se dirigiu diretamente ao ministro. "Queria, Zé Múcio, determinar que na semana que vem você fosse à Venezuela para discutir o que a nossa Defesa pode fazer de ajuda ao povo da Venezuela", disse o presidente.
O número de mortos subiu para 589 segundo balanço divulgado pelo governo venezuelano nesta sexta, mais que o dobro das 265 vítimas informadas inicialmente. Equipes de resgate seguem em corrida contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros, principalmente em Caracas e no estado de La Guaira, uma das áreas mais atingidas.
Diversos países já mobilizaram apoio humanitário à Venezuela, com envio de equipes de busca e resgate, especialistas e equipamentos. O Brasil está entre as nações que ofereceram ajuda ao país vizinho.
Lula diz que está "cheio de nego maluco no mundo" e afirma que Trump quer tomar Panamá e Groenlândia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (26) que o mundo vive um cenário de instabilidade, defendeu que o Brasil invista em defesa, e criticou o presidente norte-americano Donald Trump por ameaçar anexar regiões como o Canal do Panamá e a Groenlândia.
Eu não quero guerra, mas eu também não quero ser pego de surpresa [...]. Está cheio de nego maluco no mundo. Agora mesmo, o presidente americano, ele quer tomar a Groelândia, o Canadá, que vai virar estadunidense. Vai tomar o Canal do Panamá, sabe, onde que nós estamos?", questionou Lula.
A declaração foi feita durante viagem a Santa Catarina, onde o presidente participou de evento de batismo da Fragata “Cunha Moreira”.
Na ocasião, Lula ainda reforçou o discurso de soberania nacional, contrário a interferências externas no Brasil.
As declarações citadas por Lula sobre a Groelândia e Canal do Panamá fazem referência a falas de Trump feitas no início de 2025, quando ele afirmou que não descartava usar a força para assumir o controle das regiões.
Nesse contexto, Lula afirmou que o Brasil precisa se preparar diante de um cenário de conflitos internacionais. “Estamos vendo o mundo vivendo a maior concentração de conflitos da história depois da Segunda Guerra, e temos que lembrar que ninguém respeita quem não se respeita”, disse.
O presidente também disse que o Brasil não pretende entrar em conflitos, mas que precisa estar pronto para se defender.
O tema ganhou ainda mais força após os Estados Unidos decidirem classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas.
A avaliação do governo brasileiro é de que a classificação abre margem para ações mais duras dos Estados Unidos e, em um cenário extremo, poderia ensejar os EUA a usarem desse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países.
RELAÇÃO BRASIL E ESTADOS UNIDOS
Brasil e Estados Unidos vivem momentos de tensão na relação. Lula e Trump estiveram presentes na Cúpula do G7, na França, na semana passada, mas a interação entre eles foi limitada.
Os dois chegaram a posar juntos para a foto oficial, sem troca de cumprimentos em frente às câmeras, em um cenário marcado por divergências comerciais e políticas.
O principal ponto de atrito é a política comercial adotada pelo governo americano. Os Estados Unidos propuseram tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros, medida criticada pelo governo Lula, que classificou o tratamento como inadequado.
Nesta semana, em carta endereçada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, após visita do parlamentar a Washington, o secretário de Estado Marco Rubio reforçou a posição americana em impor sobretaxas a produtos brasileiros.
Em 6 de julho, uma audiência pública sobre o tema pode ser decisiva para os próximos capítulos da disputa comercial entre os dois países.
A audiência integra o processo previsto na legislação comercial americana e permitirá que empresas, associações, governos e outros interessados apresentem argumentos antes da decisão final da administração do presidente Donald Trump.
MOMENTOS DE APROXIMAÇÃO
Antes disso, contudo, Lula e Trump tiveram momentos de aproximação. Em 7 de maio, Lula visitou a Casa Branca e se reuniu por cerca de três horas com o presidente americano.
Após o encontro, ambos adotaram tom positivo: Trump classificou a reunião como “muito boa” e elogiou Lula como “muito dinâmico”, enquanto o brasileiro disse ter saído satisfeito e defendeu o fortalecimento da parceria entre os dois países, especialmente nas áreas econômica e comercial.
Semanas depois, a relação bilateral passou a envolver também o senador Flávio Bolsonaro.
Em maio, ele viajou a Washington e se reuniu com integrantes do governo Trump, incluindo o próprio presidente, o vice J.D. Vance e Marco Rubio, tratando de temas como segurança e defendendo a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas.
O movimento ocorreu em meio a uma investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil por determinação de Trump, que levou à proposta de tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros.
Flávio chegou a enviar carta a Rubio pedindo que o tarifaço não fosse aplicado, mas, na resposta, o governo americano manteve a posição e reafirmou críticas às políticas comerciais brasileiras, aprofundando a tensão com o governo Lula.
Apesar de ter ficado em segundo plano nesta semana por conta da briga pública entre Michelle e Flávio Bolsonaro, a saída do senador Jaques Wagner (PT-BA) da Liderança do Governo deve seguir sendo explorada pela oposição e por seus adversários. Segundo a coluna Radar da revista Veja que chegou às bancas nesta sexta-feira (26), interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam afirmado que a demora na demissão do senador baiano seguirá sendo um “prato cheio” que pode vir a impactar o desempenho do líder petista nas pesquisas.
Uma das principais críticas dos adversários do senador baiano foi direcionada para a entrevista dada por ele à Band News no mesmo dia em que foi deflagrada a operação da Polícia Federal em suas residências. Ouvido pela coluna Radar, o presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, disse à Veja que a performance de Jaques Wagner na entrevista foi pior do que a própria operação.
“É um escárnio. Uma coisa é ter relação com Vorcaro, outra é ver as coisas materializadas. É uma vergonha ele achar normal um banqueiro comprar um apartamento para a filha dele como se fosse um picolé na praia, uma cervejinha”, disse Roma.
Apesar da crítica, integrantes do PT da Bahia ouvidos pela coluna minimizaram o impacto da operação contra Jaques Wagner em relação ao desempenho do senador nas eleições, assim como do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A aposta desses interlocutores é que bastaria o presidente Lula dedicar algumas agendas no estado da Bahia para consagrar junto aos eleitores quem estiver ao seu lado.
A coluna Radar da Veja afirma ainda que na comemoração da independência da Bahia, no próximo dia 2 de julho, o presidente Lula deve evitar fotos ao lado de Jaques Wagner. Fontes ouvidas pela coluna dizem que a orientação a Lula seria a de manter uma “distância protocolar” do senador petista e candidato à reeleição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (25), que é necessário que a sociedade "se prepare" para o avanço da Inteligência Artificial (IA). De acordo com o mandatário, o ser humano corre o risco de perder o controle sobre o desenvolvimento dessa tecnologia no futuro.
Confira a declaração:
"Na minha intuição, a IA é um monstro que vai fugir do conhecimento do ser humano e vai se autorregular sozinha. Não está longe o dia em que a IA não vai mais precisar do ser humano. Aí é o ser humano perdendo o controle de uma coisa que ele criou", critica o presidente em discurso na cerimônia da Petrobras, no Mato Grosso do Sul.
Não é a primeira vez que Lula critica abertamente os avanços da IA. Ainda durante o G7, o presidente chamou o uso da tecnologia de prática nefasta. "Nós precisamos ter sentimento, paixão e solidariedade. A gente não pode virar algoritmo. Algoritmo não tem coração, não tem visão social, não estende a mão para quem necessita mais", argumenta o petista.
Vale contextualizar que as eleições de 2026 serão marcadas pelo uso de IA em campanhas eleitorais. Pela primeira vez, o Tribunal Superior Eleitoral já delimitou regras claras para que as campanhas indiquem o uso da ferramenta e criou um grupo especializado na fiscalização. O petista tem sido enfático na defesa de restrições da ferramenta.
Um exemplo relacionado ao PT ocorreu quando o ex-deputado federal Lindbergh Farias (PT) postou uma imagem alterada do presidente utilizando inteligência artificial. O líder do PT na Câmara compartilhou uma montagem de Lula em "boa forma" que estava circulando nas redes sociais e fez uma ironia sobre a condição do presidente: “O homem tá on, o tetra vem!”.
O posicionamento do presidente ocorre em um momento de rápida expansão da tecnologia no país. Atualmente, o Brasil lidera a adoção de Inteligência Artificial na América Latina e figura entre o segundo e o terceiro maior usuário do ChatGPT no mundo, a depender da métrica utilizada.
Segundo levantamento realizado pela Ipsos para o Google, 71% dos adultos brasileiros conectados à internet já utilizaram algum chatbot, índice superior à média global, que é de 62%.
Como resposta a esse cenário, o governo federal conta com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). Lançado em 2024, o projeto visa fomentar o desenvolvimento de uma indústria nacional voltada para o setor e diminuir a dependência externa. O plano prevê investimentos de R$ 23 bilhões até o ano de 2028.
LEIA TAMBÉM:
- Inteligência Artificial ameaça liberdade do voto e impõe desafios inéditos para a Justiça Eleitoral, diz Cármen Lúcia;
- Senadora pede ao TSE mais agilidade na remoção de conteúdos com IA e criação de força-tarefa contra deep fakes;
- Novo presidente do TRE-BA, Mauricio Kertzman destaca uso de IA para a organização das eleições
"Se preparem. Vocês já cansaram de ver filmes de ficção, então se preparem, porque não está longe o dia em que a inteligência artificial não vai precisar mais dos seres humanos. Aí é o ser humano perdendo o controle de uma coisa que ele criou", alerta Lula.
É possível ver a transmissão completa do evento logo abaixo:
Pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira (25) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve uma pequena recuperação desde a última sondagem do instituto, em março, e diminuiu a distância para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na simulação de segundo turno. A recuperação do candidato do PL acontece na esteira da revelação de ligações suspeitas entre o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), com os sócios do Banco Master.
Segundo o PoderData, o presidente Lula marcou 46% na simulação de segundo turno, contra 43% de Flávio Bolsonaro. Brancos e nulos são 8% e não sabe em quem votar, 3%.
Na pesquisa passada, o senador do PL obteve 42%, e com a recuperação agora em junho, a diferença de três pontos percentuais permite dizer que ele e Lula estão em situação de empate técnico, já que a margem de erro do levantamento é de dois pontos. A sondagem do PoderData não teve influência, entretanto, das críticas feitas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao seu enteado, nesta quarta (24).
A estratificação da intenção de votos apurada pelo PoderData mostra que o presidente Lula é o nome escolhido por 50% das mulheres entrevistadas, contra 38% que escolherem o nome do PL. Entre os homens, o cenário se inverte: Lula 41% X 48% Flávio.
O líder petista tem vantagem também no Nordeste (53% das intenções de voto) e entre os que cursaram até o ensino fundamental (49%). Flávio Bolsonaro vai melhor no Centro-Oeste (52%) e entre os que têm o ensino médio (50%).
Outras simulações de disputas em segundo turno também foram feitas pela pesquisa PoderData. Confira abaixo os resultados:
Lula 43% x 41% Joaquim Barbosa (DC)
Lula 45% x 38% Renan Santos (Missão)
Lula 45% x 42% Romeu Zema (Novo)
Lula 45% x 42% Ronaldo Caiado (PSD)
Os dados da pesquisa PoderData foram coletados de 21 a 24 de junho de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.400 entrevistas em 617 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o nº BR-05722/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (25), que a senadora Teresa Leitão (PT-PE) é a nova líder do governo no Senado, após a saída de Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a função nesta quarta (24).
Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros.
— Lula (@LulaOficial) June 25, 2026
Em publicação no X, antigo Twitter, o presidente escreveu: "Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros", afirmou.
O senador baiano Jaques Wagner deixou o cargo de líder do governo no Senado, dias após ser incluído na lista de alvos da 9ª fase da Compliance Zero, operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou, nesta quinta-feira (25), uma nota formal de reconhecimento às eleições democráticas da Colômbia, cujo resultado foi divulgado no último final de semana. Na ocasião, Abelardo de la Espriella, candidato da extrema direita, derrotou nas urnas o senador Iván Cepeda, aliado do atual presidente Gustavo Petro, após a votação de domingo.
Parabenizo o povo colombiano pelo processo democrático e soberano, expresso por sua vontade nas urnas, da escolha de seu novo presidente Abelardo de la Espriella nas eleições do último domingo. A amizade entre o Brasil e a Colômbia, que transcende ideologias, é fundamental para a…
— Lula (@LulaOficial) June 25, 2026
Em nota publicada no X, antigo Twitter, Lula escreveu: “Parabenizo o povo colombiano pelo processo democrático e soberano, expresso por sua vontade nas urnas, da escolha de seu novo presidente Abelardo de la Espriella nas eleições do último domingo”.
Apesar de ser aliado histórico de Petro, Lula garantiu que as relações entre os países devem ser mantidas no combate às organizações criminosas e à preservação ambiental.
“A amizade entre o Brasil e a Colômbia, que transcende ideologias, é fundamental para a superação de desafios comuns como a preservação da Amazônia, o enfrentamento da pobreza e o combate ao crime organizado”, O presidente brasileiro finaliza dizendo: “Que sigamos trabalhando juntos em benefício dos nossos povos”.
RECONHECIMENTO AMERICANO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua vez, não apenas reconheceu a eleição colombiana como parabenizou, nesta segunda-feira (22), o candidato Abelardo de la Espriella pela vitória, ainda quando o resultado era preliminar. Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que pretende trabalhar ao lado do presidente eleito para ampliar a cooperação entre os dois países.
O republicano também lembrou que declarou apoio público à candidatura de Espriella durante a campanha. "Parabéns ao 'El Tigre' Abelardo de la Espriella, o novo presidente da Colômbia. Foi uma grande honra apoiá-lo e espero que trabalhemos juntos para construir uma relação poderosa entre a Colômbia e os Estados Unidos", escreveu.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou o Decreto nº 13.034, de 23 de junho de 2026, que cria o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR). A nova plataforma vai reunir informações sobre aparelhos móveis roubados, furtados ou recuperados em todo o país. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (24) e tem como objetivo fortalecer o combate a crimes envolvendo celulares, como roubo, furto, receptação e comércio ilegal dos dispositivos.
O BNCR fará parte do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e será administrado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Com a criação do novo banco, o atual Cadastro Nacional de Celulares com Restrição será substituído. Estados e o Distrito Federal deverão compartilhar informações sobre registros de ocorrências, recuperação de aparelhos e demais dados necessários para o funcionamento do sistema.
Segundo o governo federal, a ferramenta deve ampliar a integração entre as forças de segurança, facilitar investigações e ajudar na devolução de celulares aos proprietários.
O decreto também prevê a disponibilização de uma consulta pública para que cidadãos possam verificar se determinado aparelho possui algum tipo de restrição. A medida busca evitar a compra de celulares com origem irregular.
A norma estabelece ainda regras de proteção de dados, determinando que as informações sejam utilizadas apenas para as finalidades previstas, como prevenção e investigação de crimes. O uso dos dados para monitoramento de pessoas ou criação de perfis comportamentais fica proibido.
O Ministério da Justiça ficará responsável pela migração dos registros existentes, pela segurança da plataforma e pela criação de mecanismos de auditoria e controle de acesso ao banco.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir nesta quarta-feira (24) com o senador Jaques Wagner (PT) para tratar da permanência do parlamentar na liderança do governo no Senado. As informações são do portal Metrópoles.
O encontro acontece após Wagner ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A operação foi deflagrada na última quinta-feira (18).
Desde a ação, o senador permanece na Bahia e ainda não retornou a Brasília. A expectativa é de que ele viaje para a capital federal nesta quarta-feira para a conversa com Lula, que deve cumprir agenda sem compromissos públicos.
Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que Wagner pode deixar a liderança como forma de reduzir desgastes políticos. A possibilidade também é vista como uma tentativa de evitar impactos na articulação para a campanha de reeleição de Lula em 2026.
Aliados do Planalto e do Partido dos Trabalhadores defendem a saída do senador do posto, argumentando que a permanência poderia gerar desgaste ao governo em meio às investigações.
Wagner, porém, resiste à ideia de deixar a função. Segundo aliados, ele pretende construir uma decisão em conjunto com Lula e busca evitar que uma eventual saída seja interpretada como admissão de culpa, já que ele não é réu no caso.
O senador também avalia a possibilidade de se licenciar da liderança, alegando necessidade de concentrar esforços na própria defesa e na preparação para a disputa eleitoral de 2026, quando pretende concorrer à reeleição ao Senado.
As mais recentes pesquisas realizadas nos nove estados do Nordeste mostram que nas eleições deste ano, pode vir a se repetir o panorama observado em 2022, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva recebeu grande quantidade de votos na região, o que acabou garantindo a sua vitória contra o então presidente Jair Bolsonaro, que tentava se reeleger.
No segundo turno da eleição passada, Bolsonaro foi vitorioso sobre Lula nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O líder petista, entretanto, fechou o segundo turno com 69,34% dos votos válidos contra 30,66% do então presidente.
A diferença de votos obtida no segundo maior colégio eleitoral do país levou Lula a ganhar a disputa com apenas 1,8% de diferença para Bolsonaro. O candidato do PT recebeu cerca de 12,5 milhões de votos a mais que Jair Bolsonaro, diferença que anulou a vantagem obtida nas outras regiões pelo candidato à reeleição.
Levantamento do Bahia Notícias com base nas pesquisas mais recentes divulgadas nos nove estados do Nordeste mostram que em relação a Flávio Bolsonaro, o presidente Lula não conta com uma vantagem tão folgada quanto obteve em 2022. Os números, porém, mostram que Lula ganha com folga nas simulações de segundo turno contra o candidato do PL, vantagem que pode ser decisiva no cômputo final de votos.
Para esse levantamento, as pesquisas citadas foram realizadas em um período máximo de um mês e meio. Apenas no estado de Alagoas a pesquisa citada foi divulgada no mês de janeiro, por conta de decisões da Justiça Eleitoral que retiraram de circulação sondagens de alguns institutos.
Confira abaixo como está a disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro nos nove estados do Nordeste.
Bahia
Lula 57% x 33,7% Flávio Bolsonaro
Futura/Apex (05/5)
Maranhão
Lula 61,6% x 31,8% Flávio Bolsonaro
AtlasIntel (15/5)
Piauí
Lula 67,3% x 20,6% Flávio Bolsonaro
AtlasIntel (22/6)
Ceará
Lula 55,8% x 31,8% Flávio Bolsonaro
AtlasIntel/Focus (17/6)
Rio Grande do Norte
Lula 61,1% x 31,8% Flávio Bolsonaro
AtlasIntel/94 FM (29/5)
Paraíba
Lula 58% x 30% Flávio Bolsonaro
Big Time Real Data (27/5)
Pernambuco
Lula 62% x 30% Flávio Bolsonaro
Datafolha (29/5)
Alagoas
Lula 45% x 22% Flávio Bolsonaro
TDL Pesquisa (29/1)
Sergipe
Lula 62% x 26% Flávio Bolsonaro
Real Time Big Data (26/5)
Veja a seguir como foi o quadro de vitórias do líder petista contra Jair Bolsonaro nos nove estados do Nordeste no segundo turno das eleições de 2022:
Alagoas
Lula: 976.8 votos (58.68%)
Bolsonaro: 687.827 votos (41,32%)
Bahia
Lula: 6.097.815 votos (72,12%)
Bolsonaro: 2.357.028 votos (27,88%)
Ceará
Lula: 3.807.891 votos (69,97%)
Bolsonaro: 1.634.477 votos (30,03%)
Maranhão
Lula: 2.668.425 votos (71,14%)
Bolsonaro: 1.082.749 votos (28,86%)
Paraíba
Lula: 1.601.953 votos (66,62%)
Bolsonaro: 802.502 votos (33,38%)
Pernambuco
Lula: 3.640.933 votos (66,93%)
Bolsonaro: 1.798.832 votos (33,07%)
Piauí
Lula: 1.551.383 votos (76,86%)
Bolsonaro: 467.065 votos (23,14%)
Rio Grande do Norte
Lula: 1.326.785 votos (65,10%)
Bolsonaro: 711.381 votos (34,90%)
Sergipe
Lula: 862,951 votos (67,21%)
Bolsonaro: 421.086 votos (32,79%)
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 completa, nesta semana, um mês de aprovação em dois turnos pela Câmara dos Deputados, ocorrida em 27 de maio de 2026. No entanto, a matéria segue sem andamento no Senado Federal, dependendo do aval dos senadores para que possa ser promulgada.
Membros da base aliada do governo no Congresso Nacional acompanham a tramitação com crescente preocupação. O foco está no prazo limite de 17 de julho de 2026, data em que se inicia o recesso legislativo, após o qual as atividades parlamentares serão interrompidas em decorrência das eleições.
Caso a proposta não seja votada até julho, o presidente Lula da Silva (PT) perderá a oportunidade de capitalizar politicamente com a pressão eleitoral sobre o tema, além de não poder incluir a medida já promulgada como uma conquista na plataforma de sua campanha.
PRÓXIMOS PASSOS
Como a única movimentação oficial registrada no Senado foi o agendamento de uma sessão de debate temático no plenário para o dia 1º de julho de 2026, às 10h, a bancada do PT no Senado solicitou que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União), receba representantes das centrais sindicais.
A expectativa do governo é que Alcolumbre encaminhe a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde um relator deverá ser designado. Contudo, o colegiado não possui sessões agendadas para esta semana, sugerindo que o texto continuará paralisado temporariamente.
Após passar pela CCJ, o projeto poderá seguir para o plenário, mas parlamentares e assessores demonstram incerteza quanto ao cronograma final. Entre as possibilidades avaliadas estão a realização de uma nova rodada de debates na semana de 6 de julho ou mesmo a criação de uma comissão especial.
ENTRE BASTIDORES
Nos bastidores de Brasília, as dificuldades de tramitação são acentuadas pela falta de diálogo direto entre o presidente Lula e Davi Alcolumbre. A relação entre o Palácio do Planalto e a presidência do Senado segue ruim após a recente rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na última quarta-feira (17), o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT), celebrou a marcação do debate temático e declarou-se confiante na aprovação da PEC antes do início do recesso parlamentar. Randolfe também sinalizou que um encontro de conciliação entre Lula e Alcolumbre estaria próximo de ocorrer, embora ainda sem data confirmada.
Entretanto, o cenário político sofreu um novo abalo no dia seguinte às declarações de Randolfe, devido a uma operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT). Na mesma data, Alcolumbre cancelou a sessão conjunta do Congresso destinada à análise de vetos presidenciais. No sábado (20), o senador e ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), admitiu que os canais de interlocução entre Lula e Alcolumbre continuam "travados", mas manifestou otimismo de que o impasse será superado.
Enquanto as articulações políticas patinam em Brasília, o presidente Lula cumpre agenda nesta segunda-feira (22) no Rio de Janeiro e, na terça-feira (23), terá compromissos na região da Serra das Araras. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.
O ex-governador de Goiás e terceiro pré-candidato a falar, nesta segunda-feira (22), no evento no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Ronaldo Caiado (PSD) criticou a condução macroeconômica do governo Lula da Silva (PT) e elogiou os investimentos e inovações do governo Geisel com o surgimento da Embrapa.
Ao analisar o atual cenário de endividamento e os riscos fiscais do país, o goiano disparou que "Lula fará um Dilma II em novo governo", afirma para a possibilidade de uma crise orçamentária profunda decorrente da falta de controle de gastos.
Confira o momento:
Caiado defendeu que o exercício da Presidência e a governabilidade de uma nação exigem, acima de tudo, "autoridade moral". Em discurso focado em desenvolvimento de longo prazo e responsabilidade fiscal, o governador relembra políticas econômicas do passado e compartilha sua própria experiência de ajuste nas contas goianas.
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias
O chefe do Executivo de Goiás iniciou sua fala exaltando os investimentos estratégicos na década de 1970, período da ditadura militar brasileira, apontando a falta de planejamentos estruturais duradouros nas últimas décadas no cenário nacional.
"A única política estruturante que o Brasil viu foi e 1975, ainda no governo [Ernesto] Geisel, quando se teve a criação da Embrapa e o desenvolvimento da cana-de-açúcar voltada para a geração de energia, com o Proálcool. A partir dali, você vê um país caminhar com tanta riqueza e tanto potencial", diz.
Para Caiado, o comando da nação requer uma postura de respeito e firmeza na articulação política, o que ele define como um dos principais desafios de um governante.
"É por isso que eu acho que, mais do que tudo, governar um país é algo de uma responsabilidade muito grande. Mas, para isso, tem que ter autoridade moral. Autoridade moral para poder chamar, convidar os presidentes dos Poderes e dialogar", argumenta.
Como exemplo prático de sua "filosofia de gestão", o governador resgatou o cenário de crise financeira que enfrentou ao assumir o governo de Goiás, detalhando como conduziu as negociações para contornar o endividamento do estado.
"Foi assim que eu fiz. Dessa maneira que pacificamos o Estado. Chamei todos os presidentes: do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da iniciativa privada, enfim... E disse: 'Olha, o Estado está quebrado, o Estado está bloqueado pelo Tesouro Nacional, e comuniquei a todos que vamos ter que cortar 25% do duodécimo', relata.
Caiado defendeu que a transparência na contabilidade pública e a definição clara das metas fiscais foram essenciais para garantir o apoio das demais instituições públicas, evitando assim disputas ideológicas prejudiciais à gestão. Apesar de não ter percebido, destacou um período de falta de clareza [ditadura militar] nos gastos públicos.
"Com isso, a discussão interna se acalma, sem levar o debate para a polarização. Fazendo um governo sério, enfrentando os problemas, sabendo resolvê-los e dando resultado, fazemos com que os benefícios cheguem de verdade à população", termina o governador.
Do dia 10 de junho até este sábado, 21, foram divulgadas cinco pesquisas com simulações de primeiro e de segundo turno sobre a disputa presidencial que acontecerá em outubro. No espaço de 11 dias, os institutos Genial/Quaest, BTG/Nexus, CNT/MDA, Futura/Apex e Datafolha divulgaram suas mais recentes sondagens e foram poucas as diferenças nos números apurados de intenções de votos nos dois principais concorrentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Nos cenários de primeiro turno, o presidente Lula alcançou 42% como seu melhor resultado nas cinco pesquisas, e teve o índice de 39% como pior marca. Já o senador Flávio Bolsonaro observou uma distância maior entre o melhor resultado (34%) e o pior (28,2%).
Em relação ao segundo turno, o presidente Lula aparece liderando sobre o senador do PL em todas as pesquisas. A vantagem de Lula varia dos 12,5% apurados pela CNT/MDA até a menor diferença que foi verificada pelo Datafolha, de apenas quatro pontos percentuais.
Confira abaixo um resumo da disputa entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro nas simulações de primeiro e de segundo turno, de acordo com as cinco últimas pesquisas divulgadas nacionalmente.
1º Turno
Quaest BTG CNT Futura Datafolha
Lula 39% 42% 41,8% 42% 41%
Flávio 29% 33% 28,2% 34% 31%
2º Turno
Quaest BTG CNT Futura Datafolha
Lula 44% 49% 49,3% 48,1% 47%
Flávio 38% 43% 36,8% 42,9% 43%
O pré-candidato e senador da República, Flávio Bolsonaro (PL), criticou a modelagem da reforma tributária e os rumos da atual política macroeconômica do governo federal. O parlamentar justificou seu voto contrário à proposta no Congresso Nacional, argumentando que a medida resultará na maior alíquota de Imposto sobre Valor Agregado (IVA).
Flávio esclareceu que seu posicionamento não se deve a uma oposição a reformas no sistema de tributação nacional, mas sim ao impacto final sobre a população. Segundo ele, a alta carga tributária é fruto de sucessivas concessões decorrentes de pressões de grupos de interesse específicos que desfiguraram o projeto original.
"Eu, como político, sei que é preciso haver concessões, mas não ao sabor de pressões. O lobby mais forte vence de um lado, o outro perde do outro, e com isso o governo vai cedendo em sucessivas concessões. O resultado é que hoje caminhamos para pagar quase R$ 1 trilhão, fora da carga tributária regular", alega o senador.
Para o parlamentar, o descompasso gerado pelo atual governo reflete-se diretamente no descontrole da taxa básica de juros (Selic), atualmente fixada em 14,5% ao ano, mas que já registrou picos de 15% ao ano. Ele classificou o atual patamar como "padrão de pandemia" e atribuiu o cenário ao impacto negativo das políticas econômicas da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
Como contraponto, o senador oposicionista relembrou o cenário projetado ao final do mandato de seu pai, Jair Bolsonaro. "Se pegarmos a previsão do Boletim Focus de outubro de 2022, antes do processo eleitoral, a projeção da taxa de juros para 2025 era de 7,75% ao ano. Hoje, o índice está em quase o dobro disso. Estamos pagando cerca de R$ 1 trilhão em juros ao ano", aponta.
Flávio concluiu, afirmando que o país deixa de poupar centenas de bilhões de reais devido à condução da atual política fiscal. "Se estivéssemos operando com a taxa prevista lá atrás (estimativa baseada no trabalho que vinha sendo feito pelo governo do presidente Bolsonaro), estaríamos economizando mais de R$ 500 bilhões ao ano. Esse montante poderia ser revertido para amortizar a dívida pública", alega.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (22) a convergência entre os setores público e privado durante evento que marcou os 74 anos do BNDES, na sede da instituição no Rio de Janeiro. Aparentando rouquidão, Lula fez um discurso de menos de dois minutos e elogiou a gestão de Aloizio Mercadante à frente do banco de fomento.
"O que estamos assistindo hoje é apenas uma demonstração de que o Brasil não pode comportar mais o discurso atrasado entre a competência privada e a competência pública. O que é público e funciona tem que continuar público e funcionando. O que é privado e funciona tem que continuar privado e funcionando. O importante é que os dois continuam produzindo", afirmou o presidente.
Mercadante aproveitou o evento para prestar contas de sua gestão em discurso de quase 50 minutos. Segundo o executivo, em pouco mais de três anos à frente do BNDES, o banco concedeu R$ 862 bilhões em crédito, sem discriminar se os valores se referem a aprovações ou desembolsos, nem se incluem o programa de garantias que utiliza crédito de bancos privados. No mesmo período, os ativos totais do banco saltaram de cerca de R$ 650 bilhões para R$ 1,015 trilhão.
"Os ativos do banco dão estabilidade. Não adianta crescer, tem que crescer com segurança", afirmou Mercadante.
O pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), discursou nesta segunda-feira (22) no evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e fez duras críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comparando o impacto econômico do governo petista ao de uma guerra.
Flávio afirmou que o Brasil registra a segunda maior taxa de juros do mundo, atrás apenas da Rússia, que está em conflito armado há três anos, e usou o dado para atacar a condução econômica do governo Lula. "O governo Lula faz mais mal para o país do que uma guerra", disse o senador.
O pré-candidato também criticou o que classificou como uso da máquina pública contra adversários políticos, aumento da carga tributária e crescimento desenfreado das despesas. Em contraposição, defendeu a gestão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando a responsabilidade fiscal mantida durante a pandemia, a crise hídrica e os desastres ambientais do período.
"Eu sou testemunho ocular de que, sempre que havia aumento da arrecadação, nós conseguíamos isso com a modernização do Estado, com desburocratização, com desregulamentação. Chegamos a ser o segundo governo mais eficiente do mundo", afirmou Flávio.
O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, determinou que o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, remova de suas redes sociais um vídeo no qual sugere, sem apresentar evidências, que o Partido dos Trabalhadores (PT) recebe financiamento de facções criminosas. A decisão liminar, proferida na sexta-feira (19), atendeu a uma representação da federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PV e PCdoB.
Na publicação, o parlamentar afirma que não é verdade que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vá "mandar bombas e mísseis" para comunidades em razão da classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, medida anunciada recentemente pelo governo americano.
Segundo o deputado, essa informação estaria sendo divulgada por "presidentes de ONGs". Em seguida, ele declara que os EUA vão investigar os recursos dessas facções e que "há grandes suspeitas" de que esses valores financiem campanhas do PT.
Na liminar, Mendonça destacou que a liberdade de expressão é um pilar da democracia, mas não ampara a divulgação de "fatos inverídicos, descontextualizados ou sem lastro mínimo". O ministro afirmou que "a liberdade de expressão não protege, em princípio, a imputação de fato ilícito grave" e ressaltou que "o que se veda, neste momento, não é a discussão pública sobre tais temas, mas a manutenção de conteúdo específico que, em contexto eleitoral, atribui a partido político a suspeita de financiamento por facções criminosas sem indicar base mínima de verificação".
Segundo o magistrado, a imputação de acusação grave sem comprovação mínima tem potencial para comprometer a integridade do debate eleitoral e induzir o eleitorado a erro. A decisão estabeleceu prazo de 24 horas para a exclusão da postagem, sob pena de multa diária. Até as 19h de domingo (21), o vídeo ainda permanecia no perfil do deputado no Instagram.
AÇÕES NO TSE
De acordo com a Folha de S. Paulo, a ação movida pela federação é mais uma entre as mais de 60 representações protocoladas pela campanha do presidente Lula no TSE, a maioria delas por propaganda eleitoral antecipada.
Desse total, 18 ações são direcionadas contra a campanha do deputado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas também há pedidos contra o presidenciável Romeu Zema (Novo-MG) e outros pré-candidatos bolsonaristas, com destaque para o uso de inteligência artificial em vídeos publicados por adversários.
DEPUTADO ALVO DE OPERAÇÃO
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na sexta-feira (19) contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do Partido Liberal (PL), na Operação Galho Fraco. O alvo da investigação é um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de cotas parlamentares.
Durante as diligências, os agentes apreenderam aproximadamente R$ 400 mil em espécie em um endereço vinculado a Sóstenes, em Brasília. De acordo com os investigadores, o dinheiro estava armazenado dentro de um saco preto, guardado em um armário.
A nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20) mostrou que o presidente Lula (PT) manteve a vantagem frente a Flávio Bolsonaro (PL), com 41% das intenções de voto no cenário mais provável de primeiro turno, contra 31% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A nova pesquisa mostrou ainda que o senador estancou por ora o prejuízo eleitoral causado pelo caso "Dark Horse". No último levantamento feito pelo Datafolha, após a revelação de que Flávio havia pedido dinheiro a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para bancar um filme sobre Jair Bolsonaro (PL), Lula marcou 40% enquanto o senador tinha os mesmos 31%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Atrás de Lula e Flávio Bolsonaro aparecem Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) com 3% cada, seguidos por Romeu Zema (Novo), Aécio Neves (PSDB), Samara Martins (UP) e Augusto Cury (Avante), todos com 2%.
No hipotético segundo turno entre Lula e Flávio, os candidatos repetiram os números de um mês atrás, de 47% para o petista e 43% para o bolsonarista. De acordo com a pesquisa, desta vez, os brancos e nulos somam 8%, e 1% não sabe.
O Datafolha ouviu 2.004 entrevistados em 139 cidades. A pesquisa está registrada no TSE (Superior Tribunal Eleitoral) com o número BR-09956/2026.
Esta foi a primeira pesquisa Datafolha desde que a Câmara dos Deputados aprovou o fim da escala 6x1, uma das principais apostas do governo Lula para ampliar os pontos do petista. A pesquisa, no entanto, aconteceu antes do escândalo envolvendo o senador Jaques Wagner.
O Datafolha testou outras duas possibilidades de segundo turno, entre Lula e Caiado, no qual o petista aparece com 47% contra 41% do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos são 10%, e 2% não sabem.
Já entre Lula e Zema, a pesquisa mostrou 48% do atual presidente ante 39% do ex-governador de Minas Gerais, mesma diferença da pesquisa anterior, com 11% de brancos e nulos e 2% que não sabem.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (19). Em entrevista ao site norte-americano Axios, o republicano afirmou que "não poderia se importar menos" com o chefe do Executivo brasileiro e o classificou como uma pessoa "muito volátil".
Ao ser questionado sobre sua relação com Lula, Trump declarou que não costuma pensar no presidente brasileiro. "Não se trata de ser fã ou não ser fã. Para ser sincero, eu não penso nele. Realmente não penso nele. Não poderia me importar menos. Mas agora ele é um tipo diferente de pessoa. Muito volátil", afirmou.
As declarações ocorrem em um momento de tensão entre os dois países. Recentemente, o governo dos Estados Unidos anunciou novas tarifas sobre produtos brasileiros e passou a classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou nesta sexta-feira (19) a situação do atacante Neymar na Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026, afirmando que ele é "o primeiro convocado home office do mundo". A fala foi feita durante evento em Belo Horizonte (MG), provocando risos na plateia.
Lula conversava com uma criança sobre igualdade de gênero quando perguntou ao menino se ele já tinha visto a jogadora Marta, seis vezes eleita a melhor futebolista do mundo, em campo. A criança respondeu que não. Em seguida, o presidente questionou quem o Brasil tem de "bom de bola" atualmente, e o menino respondeu: "Neymar".
Ao ouvir a resposta, Lula lembrou que o atacante não está nem jogando, já que segue afastado dos gramados por uma lesão na panturrilha.
"Eu vi uma coisa ontem, que o Neymar é o primeiro convocado home office do mundo. Jogador home office", brincou o presidente.
"Isso eu vi na internet ontem. Eu acho que qualquer dia a gente vai ter que fazer uma seleção na inteligência artificial: 11 Pelés", completou.
Neymar está fora dos jogos da Seleção há cerca de um mês por causa da lesão e não participou nem da estreia contra o Marrocos, nem da partida contra o Haiti, que será disputada nesta sexta-feira.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Manno Góes
"A festa baiana enfrenta hoje a forte concorrência de capitais como São Paulo. Consequentemente, os turistas de fora deixaram de vir com a mesma frequência, e o público atual tem sido sustentado pelo turismo interno, com moradores do interior da Bahia se deslocando para a capital".
Disse o músico e compositor Manno Góes analisou o atual cenário cultural da Bahia e fez reflexões sobre os desafios e a estagnação do Carnaval de Salvador, durante entrevista concedida ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador.