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Artigos

Nelson Cadena
 A mãe da gula
Foto: Acervo pessoal

A mãe da gula

Andei revisitando os sete pecados capitais, os que o Papa Gregório I publicitou, dizem que inspirado nos oito pensamentos malignos que o monge Evágrio Póntico listou no século IV do cristianismo. Não com a intenção de corrigir meus erros, levar uma vida virtuosa. Já passei dessa fase. Alguns me parecem pecados, apenas no dia seguinte. Sei que o arrependimento é um ato de generosidade do tipo não vou pecar mais, juro! Pelo menos nesta semana. Na próxima, talvez, a depender da oportunidade. 

Multimídia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
O deputado estadual Adolfo Menezes opinou sobre o uso de emendas parlamentares e a contratação de grandes atrações em cidades do interior da Bahia. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (4), o deputado afirmou ser contra o pagamento de altos valores em dinheiro em cidades pequenas. Na ocasião, ele citou como exemplo shows de cantores como Gustavo Lima e Wesley Safadão, que cobram valores superiores a R$ 1 milhão.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

lula

Messias, que saiu de férias antes de decidir se fica no governo, não foi aplaudido por Alcolumbre durante homenagem
Foto: Reprodução Youtube

Após participar, na noite desta terça-feira (12), da posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, o advogado-geral da União, Jorge Messias, decidiu tirar férias. O período de recesso será de 12 dias, a contar desta quarta (13), e só depois, no seu retorno, ele deve decidir se continua ou não no governo. 

 

Jorge Messias vinha avaliando sua continuidade na Esplanada dos Ministérios após ter tido sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Senado. O desgaste com a rejeição, a primeira de um indicado ao STF em 132 anos, levou o advogado da União até mesmo a esboçar um pedido de demissão ao presidente Lula, no dia da votação no Senado.

 

Naquela noite, Jorge Messias foi aconselhado a “esfriar a cabeça” por Lula, que pediu ainda para que ele reconsiderasse a decisão. Depois das férias em família, a tendência é que Messias continue à frente da AGU. 

 

Dentro do governo, houve quem sugerisse que Lula indicasse Jorge Messias para o Ministério da Justiça. Depois do lançamento do novo plano para a área de segurança pública do governo, nesta terça, em que o atual ministro da Justiça, o baiano Wellington César Lima e Silva, obteve protagonismo, essa opção parece estar por enquanto descartada. 

 

Durante a posse do ministro Kássio Nunes, Jorge Messias recebeu uma homenagem durante a fala do presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, que o chamou de “querido amigo” e puxou uma salva de palmas da plateia. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acusado de ter atuado para barrar a indicação de Messias, não aplaudiu o advogado-geral da União.
 

Depois da revogação da taxa das blusinhas, internautas exigem que governadores zerem o ICMS estadual
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Um dia depois da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de revogar, por medida provisória, o imposto de importação de 20% cobrado sobre compras de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”, internautas agora exigem que os governos estaduais cortam também o ICMS cobrado sobre produtos adquiridos em plataformas internacionais. 

 

Com o volume de comentários em toda a manhã desta quarta-feira (13), o tema “ICMS” chegou ao topo dos trending topics da rede X. A grande maioria dos internautas que estão se manifestando vem criticando governadores por não cortarem ou mesmo zerarem o imposto estadual. 

 

“Estamos vendo a direita - que se diz contra impostos - indignada com Lula zerando a taxa das blusinhas, mas caladinha sobre os governadores (maioria de direita) que mantém o ICMS (imposto estadual) sobre essas importações”, afirma um usuário da rede X, em comentário na mesma linha de muitos outros feitos nesta manhã.

 

A provocação aos governadores para redução do ICMS estadual também vem sendo feita por parlamentares. Foi o caso do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que em postagem nas redes sociais, questionou especificamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). 

 

“Eu desafio o governador Tarcísio de Freitas, tem que zerar o ICMS. Tarcísio, você vai zerar o ICMS estadual?”, questionou o deputado petista. 

 

Além dos pedidos de revogação do ICMS estadual, há na rede X quem critique o presidente Lula por não retirar a cobrança do imposto estadual. Internautas da Bahia também fazem apelos ao governador Jerônimo Rodrigues para zerar o imposto no estado.
 

Presidente da CNI diz que fim da "taxa das blusinhas" é um retrocesso que resultará na perda de empregos
Foto: Iano Andrade / CNI

A revogação, pelo governo Lula, do imposto de importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”, resultará na perda de empregos e impactará principalmente as micro e pequenas empresas brasileiras. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (13) pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban. 

 

Em nota à imprensa, o presidente da CNI avalia que o fim da cobrança do imposto será prejudicial à indústria brasileira e ao desenvolvimento econômico do país. Alban disse também que mais do que uma simples mudança tributária, a decisão do governo federal de extinguir a “taxa das blusinhas” representa uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional.

 

“Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro”, afirma o presidente da CNI.

 

A revogação da taxa foi formalizada com a assinatura, pelo presidente Lula, de uma medida provisória, além de ter sido editada uma portaria do Ministério da Fazenda. Segundo o governo, a isenção entrou em vigor já nesta terça (12), e com isso a tarifa já não pode mais ser cobrada.

 

Na avaliação feita por Ricardo Alban, a retomada da isenção de produtos estrangeiros, enquanto os nacionais permanecem tributados, fere um princípio básico da isonomia e da coerência econômica. 

 

“Um sistema que penaliza a produção interna desestimula investimentos, reduz a competitividade e enfraquece a indústria. Em um cenário global marcado por disputas comerciais e por políticas de proteção econômica, é contraditório que o Brasil abra mão de instrumentos mínimos de equilíbrio concorrencial”, disse o dirigente. a Alban.

 

A CNI argumenta ainda que a decisão do governo Lula representaria um retrocesso, já que, segundo a entidade, a instituição da “taxa das blusinhas” havia sido uma conquista para a indústria e o comércio nacional. Estudo recente da entidade revela que a cobrança do imposto impediu a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados no Brasil, redução que teria ajudado a preservar mais de 135 mil empregos e quase R$ 20 bilhões na economia brasileira.

 

“Fica claro que o objetivo dessa taxação quando criada não foi tributar o consumidor, mas proteger a economia. A medida anunciada hoje vai na contramão do bom senso, pois tornar a indústria brasileira competitiva é primordial para que possamos manter empregos e gerar renda. Não somos contra as importações. Elas são bem-vindas e aumentam a competitividade, mas é preciso que entrem no Brasil em condições de igualdade”, completou o presidente da CNI, Ricardo Alban. 
 

Maioria da população avalia que encontro de Lula com Trump foi positivo e que ele saiu fortalecido, mostra Quaest
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula saiu mais forte após encontro com o líder norte-americano Donald Trump, que ocorreu na semana passada na Casa Branca. Para 43% dos entrevistados pela Genial/Quaest, essa foi a impressão ao final da reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, conforme revelou a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13).

 

Ainda sobre o encontro, outros 26% dos entrevistados disseram que Lula saiu mais fraco após a conversa com Donald Trump. Para 13%, o presidente brasileiro ficou igual, e 18% não souberam ou não quiseram responder.

 

Veja abaixo outros questionamentos da Genial/Quaest a respeito do encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos.

 

  • A reunião com Trump foi mais positiva ou mais negativa para Lula?

 

Mais positiva - 37%
Nem positiva, nem negativa - 6%
Mais negativa - 20%
Não sabe/não respondeu - 37%

 

  • Lula teve postura mais dura ou mais amigável na reunião com Trump?

 

Dura - 13%
Amigável - 56%
Nem dura, nem amigável - 3%
Não sabe/Não respondeu - 28%

 

  • Reunião de Lula com Trump na Casa Branca é bom ou ruim para o Brasil?

 

Bom para o Brasil - 60%
Nem bom, nem ruim - 10%
Ruim para o Brasil - 18%
Não sabe/não respondeu - 12%

 

  • Para você, qual a relação que o presidente do Brasil deve ter com os Estados Unidos?

 

Aliado - 56%
Independente - 29%
Opositor - 6%
Não sabe/Não respondeu - 9%

 

A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

 

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.
 

Genial/Quaest: Lula se recupera e ultrapassa Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno; Confira a pesquisa
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

A mais nova pesquisa da Genial/Quaest sobre as eleições nacionais de outubro deste ano, divulgada nesta quarta-feira (13), revelou mudanças tanto na simulação de primeiro turno quanto na disputa do segundo turno: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a dianteira no primeiro turno e voltou a aparecer na frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na avaliação sobre o segundo turno, embora a situação seja de empate técnico.

 

Desde que o nome de Flávio Bolsonaro começou a ser testado na pesquisa Genial/Quaest, Lula manteve a liderança nas simulações de segundo turno até que ambos chegaram empatados no levantamento de março. Na pesquisa seguinte, em abril, Flávio Bolsonaro já liderava, com 42% a 40%.

 

Agora na pesquisa deste mês de maio, o presidente Lula teve uma pequena recuperação e retornou a 42%, ficando à frente do senador do PL, que marcou 41%. Os números configuram empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. 

 

Confira abaixo as simulações de disputa no segundo turno:

 

Lula 42% x 41% Flávio Bolsonaro

Lula 44% x 37% Romeu Zema

Lula 44% x 35% Ronaldo Caiado

Lula 45% x 28% Renan Santos

 

Já no cenário de primeiro turno colocado pela Genial/Quaest aos entrevistados, o presidente Lula segue na liderança acima da margem de erro. A diferença dessa pesquisa para a que foi divulgada em abril é a melhora de Lula, que ganhou dois pontos percentuais, e a piora de Flávio Bolsonaro, que caiu um ponto.

 

Veja abaixo o cenário único de primeiro turno:

 

Lula (PT) - 39%
Flávio Bolsonaro (PL) - 33%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Renan Santos (Missão) - 2%
Augusto Cury (Avante) - 1%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Samara Martins (UP) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 0%
Hertzs Dias (PSTU) - 0%
Indecisos - 5%
Branco/Nulo/Não vai votar - 10%

 

Assim como foi verificado nas simulações de primeiro e segundo turno, o presidente Lula também teve melhora em seus números na pesquisa espontânea, na qual os entrevistados respondem sem verem qualquer lista com nomes. Veja abaixo como ficou o cenário de respostas espontâneas.

 

Lula - 22%
Flávio Bolsonaro - 14%
Outros - 5%
Jair Bolsonaro - 2%
Indecisos - 57%

 

Outro dado que mostrou o presidente Lula se saindo melhor do que o senador Flávio Bolsonaro foi na rejeição. Lula, que em abril era rejeitado por 55% em abril, viu esse índice cair para 53% agora em maio. Já o candidato do PL, que tinha 52% de rejeição no mês passado, agora viu esse indicador subir para 54%, ficando acima do que foi registrado pelo seu principal adversário.

 

A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

 

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.
 

Lula registra 49% de rejeição e sobe em popularidade desde março, afirma Quaest
Foto: Wallison Breno/PR

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, é aprovado por cerca de 49% dos eleitores e aprovado por outros 46%. Pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (13), mostra que, com estes índices, o presidente aumentou sua popularidade e diminuiu a rejeição desde março. 

 

Na pesquisa de abril, 52% desaprovavam o governo e 43% aprovavam; em março, a rejeição chegava a 51% e a aprovação era apenas de 44%. O levantamento de maio foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-03598/2026.

 

Veja os números:

  • Desaprova o governo: 49% (eram 52% em abril e 51% em março);
  • Aprova: 46% (eram 43 em abril e 44% em março);
  • Não sabe/não respondeu: 5% (eram 5% em abril e em março).

 

A pesquisa ocorre em um cenário em que restam cinco meses para a eleição, onde o presidente Lula tenta melhorar seus índices. No começo do mês, o governo lançou o programa "Desenrola 2.0", para renegociação de dívidas com uso do FGTS, um novo programa de combate ao crime organizado e retirou a “taxa da blusinhas” em compras importadas de até U$50.

 

DADOS DO ELEITORADO
Entre as mulheres, 44% desaprovam e 48% aprovam o governo. Nesse público, em abril, o índice de desaprovação era de 49%, e o de aprovação era de 45%. O eleitorado feminino é considerado fundamental na disputa presidencial.

 

Já entre os brasileiros de 16 a 34 anos, 55% desaprovam e 41% aprovam. Em abril, o percentual era de 56% de desaprovação e 40% de aprovação.

 

O Nordeste ainda é a região em que Lula tem a maior aprovação, de 63% (eram 63% em abril e 65% em março). Nas demais regiões, a desaprovação é mais alta: Sudeste (54%), Sul (61%) e Centro-Oeste/Norte (52%).

 

Entre os católicos, a desaprovação era de 46% em abril e marca 42% agora. A aprovação, que estava em 49% no mês passado, neste mês é de 55%. A desaprovação entre os evangélicos saiu de 61% em março para 65% neste mês, uma variação de 3 pontos percentuais. As informações são do g1. 

Lula assina MP que zera imposto sobre compras internacionais de até US$ 50
Wallison Breno/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (12) uma Medida Provisória (MP) que elimina a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida que ficou conhecida como “taxa das blusinhas”. A MP deve ser publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União ainda nesta terça.

 

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a decisão foi possível após ações de combate ao contrabando e maior regularização do comércio eletrônico internacional nos últimos anos. “O contrabando, que era uma marca presente nesse setor, foi eliminado. Agora, o setor regularizado vai poder usufruir dessa isenção sobre esses produtos”, afirmou.

 

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que as compras de baixo valor não envolvem apenas roupas. “Não é só roupa. Há um conjunto de outros bens que são comprados, todos de valor pequeno”, disse.

 

A cobrança do imposto entrou em vigor em agosto de 2024 dentro do programa Remessa Conforme, criado para ampliar a fiscalização das compras internacionais e reduzir fraudes no setor.

Após derrota de Messias no STF e distanciamento de Lula, Alcolumbre falta a evento do governo
Foto: Seaud/PR

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não participou do lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, realizado nesta terça-feira (12), no Palácio do Planalto, apesar de ter sido convidado pelo governo federal.

 

A ausência ocorre em meio ao agravamento da crise entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a rejeição da indicação do ministro Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

 

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), participou da cerimônia, discursou e circulou ao lado de Lula. O gesto foi interpretado por aliados do Planalto como uma tentativa de preservar a relação institucional entre o governo e a Câmara.

 

Apesar da ausência no evento, Alcolumbre deve se encontrar com Lula ainda nesta terça, durante a posse do ministro Kássio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral.

 

A assessoria de Alcolumbre informou apenas que o senador cumpriu “agenda institucional da Presidência do Senado” pela manhã e, em seguida, participaria da sessão plenária da Casa. A equipe, no entanto, não detalhou quais compromissos motivaram a ausência no evento no Planalto.

 

Segundo informações do Globo, nos bastidores, a ausência foi interpretada por integrantes do governo como mais um sinal do distanciamento entre Lula e o presidente do Senado.

 

Segundo relatos de senadores, Alcolumbre atuou diretamente contra a indicação de Jorge Messias ao STF e defendia, de forma reservada, o nome do senador Rodrigo Pacheco para a vaga na Corte. A derrota do Planalto foi vista no Congresso como uma demonstração de força política de Alcolumbre diante do governo federal.

Lula lança plano de combate ao crime e diz aguardar aprovação de PEC para criar Ministério da Segurança Pública
Foto : Cadu Gomes/VPR

Um programa que busca construir pontes com os estados para combater as facções criminosas e as milícias não apenas nas comunidades e na periferia, mas também o crime organizado que atua a partir de endereços chiques por “engravatados que estão tomando uísque e zombando da nossa cara”. Em resumo, essa foi a definição dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao programa “Brasil contra o Crime Organizado”, apresentado nesta terça-feira (12) em solenidade no Palácio do Planalto.

 

O novo plano contará com um orçamento de cerca de R$ 11 bilhões e se fundamenta em quatro pilares de combate ao crime: asfixia financeira das organizações; promoção do padrão de segurança máxima no sistema prisional; ampliação das taxas de esclarecimento de homicídios; enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos.

 

“Esse ato de hoje não é apenas a criação de um programa. É mais do que isso. O que estamos fazendo aqui hoje é um sinal para a gente dizer ao crime organizado que eles, em pouco tempo, não serão mais donos de nenhum território. Esse território será devolvido ao povo brasileiro de cada cidade e de cada estado”, disse Lula na sua fala na solenidade. 

 

“Esse progama está permitindo que a gente possa combater o crime desde a esquina até o andar de cima do prédio mais alto, para que a gente possa dizer ao mundo que muitas vezes o criminoso não é o pobre, não é o negro, não é o desempregado. Muitas vezes o responsável está no andar de cima de um prédio, é o engravatado que está no andar de cima, tomando uísque e zombando da nossa cara”, explicou o presidente.

 

No início da sua fala, o presidente Lula da Silva disse que o seu governo criará Ministério da Segurança após aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Senado. O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e no momento se encontra paralisado no Senado.

 

“O dia que o Senado aprovar a PEC da Segurança, nos próximos dias, nós criaremos Ministérios da Segurança Pública nesse país”, afirmou Lula.

 

“Sempre recusei aprovar o ministério enquanto não tiver decidido o papel do governo federal. Na Constituição de 1988, passamos muita responsabilidade para os estados e, agora, sentimos a necessidade que o governo federal participe ativamente, com critério, sem ocupar espaço de governadores, mas, se não trabalhar junto, a gente não consegue vencer”, completou o presidente.

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não compareceu à solenidade. Já o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), elogiou o programa do governo e afirmou que, sob sua gestão, a Casa aprovou cerca de 50 projetos de lei relativos à segurança pública. Motta também lembrou da PEC da Segurança Pública e do PL Antifacção, este já promulgado, outras iniciativas do Planalto.

 

Quem também se pronunciou durante a solenidade foi o vice-presidente Geraldo Alckmin, que afirmou que quem deve portar armas é a polícia, que é profissional. Alckmin também aproveitou para criticar o governo anterior, de Jair Bolsonaro.

 

Segundo o vice-presidente, na administração anterior, a única política de segurança pública era distribuir armas para a população.

 

“Cerca de 73% das mortes violentas, intencionais, é por arma de fogo. O feminicídio é arma de fogo. Quanto mais a gente deixar na rua a polícia, melhor será a solução. Parabéns pelo trabalho”, disse Alckmin, sobre o lançamento do novo programa do governo.

 

Geraldo Alckmin disse ainda que o governo Lula já apreendeu R$ 22 bilhões em ativos ligados ao crime em três anos. Alckmin, que já foi governador de São Paulo em quatro ocasiões, lembrou que quatro dos cinco presídios federais de segurança máxima foram construídos nos governos do presidente Lula.

 

O novo programa de segurança pública do governo federal foi detalhado na cerimônia pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. O ministro explicou como vai funcionar na prática o combate ao crime a partir dos quatro pilares nos quais se sustenta o plano.

 

O ministro explicou, por exemplo, que a área de asfixia financeira é a que mais vai receber recursos federais neste ano: R$ 388,9 milhões. O programa prevê ações mensais coordenadas das FICCOs estaduais e a compra de softwares para a extração de dados de celulares. 

 

Também está prevista, segundo Wellington, a ampliação da prática de alienação antecipada (antes de decisão definitiva da Justiça) de bens apreendidos que estejam ligados ao crime organizado.

 

No caso dos presídios, a ação do governo federal consiste em equipar 138 cadeias nos estados com a compra de drones, kits para varreduras equipamentos de raio X e scanners corporais, detectores de metal, sistemas de câmeras, bloqueadores de sinal de celular e veículos.

 

De acordo com o ministro da Justiça, a intenção é “aproximar o padrão de vigilância e segurança dos presídios estaduais do sistema penitenciário nacional”. Do valor total destinado ao programa neste ano pelo governo federal, os presídios vão receber R$ 330,6 milhões.

 

Para o eixo de esclarecimentos de homicídios, a verba federal é de R$ 201 milhões. Estão contempladas medidas de qualificação de investigadores e peritos, além da compra de equipamentos para os Institutos Médico-Legais (IMLs), como viaturas refrigeradas para o transporte de corpos, mesas de necropsia, mesas ginecológicas, comparadores balísticos, equipamentos de DNA, kits de coleta e amplificação de material biológico, armários deslizantes, etc.
 

Ministro da Justiça detalha ações contra o crime organizado e pede união dos estados para combater facções e milícias
Foto : Cadu Gomes/VPR

Durante a solenidade desta terça-feira (12) no Palácio do Planalto, para apresentação do programa “Brasil contra o Crime Organizado”, o ministro da Justiça, o baiano Wellington César Lima e Silva, apresentou os conceitos básicos do plano que está sendo implementado pelo governo federal. Na cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz a assinatura de um decreto e de quatro portarias para regulamentar a atuação governamental.

 

O ministro da Justiça detalhou como vai funcionar o novo programa do governo, que terá que é estruturado em quatro pilares básicos de ação: asfixia financeira do crime organizado; reforço na segurança no sistema prisional; aumento das taxas de esclarecimentos de homicídios; e enfrentamento ao tráfico de armas.

 

“Todos serão testemunhas do quão inteligente, racional e adequado é esse plano”, disse o baiano Wellington César Lima e Silva. 

 

O plano foi elaborado, segundo o ministro da Justiça, a partir de um diagnóstico de que o crime organizado sustentam o seu poder sobre esses quatro pilares fundamentais. Para o ministro, é a articulação entre esses eixos que produz o impacto real na sociedade, e não a atuação isolada de cada um, e, portanto, a ideia é oferecer uma resposta estruturada do Estado para combater as facções e milícias a partir desses quatro pilares.

 

Wellington César Lima e Silva detalhou na cerimônia os quatro pilares de combate ao crime e os quatro eixos de resposta:

 

  • Lucro - Combater os fluxos financeiros e lavagem de dinheiro;
  • Poder armado - impedir o mercado ilegal de armas;
  • Violência letal - Solucionar homicídios sem resposta;
  • Comando das prisões - Impedir que líderes comandem ações de dentro dos presídios.

 

O ministro Wellington destacou ainda que o pacote de medidas prevê um investimento direto de R$ 1,06 bilhão do Orçamento de 2026 e mais R$ 10 bilhões através de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aos estados que aderirem. 

 

Do total de investimentos previstos, R$ 1,06 bilhão será de recursos da União, distribuídos entre: R$ 388,9 milhões para ações de asfixia financeira; R$ 330,6 milhões para o eixo do sistema prisional; R$ 201 milhões para esclarecimento de homicídios; R$ 145,2 milhões para ações de enfrentamento ao tráfico de armas.

 

“Isso aqui é fruto de um trabalho de equipe, muito sério, de muita articulação, de muito diálogo com todos os atores que estão aqui, e sem dúvida nenhuma, teremos resultados muito importantes contando com a participação de cada um, porque o risco na esquina, a vulnerabilidade de um ente querido, a vulnerabilidade do patrimônio diz respeito a todos, então o governo federal está cumprindo um papel como nunca antes foi possível viabilizar, induzindo essa medida estruturante”, argumentou o ministro da Justiça.

 

No final de sua fala, o ministro da Justiça fez um apelo aos agentes públicos para que participem do programa e contribuam com as iniciativas, principalmente nos estados. Wellington afirmou que o plano não é do governo federal, e sim do Brasil.

 

“É fundamental que cada um dos agentes de segurança pública tome o plano como seu. O programa é do Brasil, o programa não é só do governo federal. O programa é de cada um dos cidadãos, para que possamos viver sem medo, com muita paz e dominando o território brasileiro e devolvendo ele ao cidadão”, concluiu o ministro da Justiça. 

 

A cerimônia de lançamento conta com a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), assim como do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não compareceu. 
 

Pouco mais de um mês após última visita, Lula retorna à Bahia para entregar moradias em Camaçari
Foto: Ednei Cunha / Bahia Notícias

Cerca de 40 dias depois de sua última passagem na Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estará em terras baianas por mais uma vez. Depois de cumprir agenda na capital baiana para assinar a ordem de serviço da obra de ampliação do metrô de Salvador até o bairro do Campo Grande, no Centro Histórico, o petista visitará a Região Metropolitana em uma nova missão. 

 

Desta vez, Lula deve visitar Camaçari para entregar 384 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida, no Residenciais Verdes Horizontes I e II. Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias, nesta terça-feira (12), o chefe do Planalto estará no município na próxima quinta-feira (14), em evento marcado para às 8h, inicialmente. 

 

A ida do presidente para o município é a segunda em menos de um ano. Em outubro de 2025, o presidente já tinha visitado a cidade para a inauguração oficial da fábrica BYD, fabricante chinesa de veículos.

 

A unidade estava ativa desde julho deste ano, quando os primeiros veículos montados em solo baiano foram apresentados, na modalidade SDK. Além de pousar em solo baiano no mês de abril, Lula participou em fevereiro de eventos como o aniversário do PT, a entrega de ambulâncias do Samu e o Carnaval de Salvador.

Pesquisa Futura/Apex: 57% dos brasileiros dizem ser a favor do impeachment de um ministro do STF
Fotos: Gustavo Moreno/STF

Em um dos recortes da pesquisa Futura/Apex divulgada nesta segunda-feira (11), os entrevistados responderam a um questionamento sobre um eventual processo de impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Um total de 57% disse ser a favor do impeachment, sem citação de nenhum ministro particularmente.

 

O recorte mostrou ainda que 27,2% se posicionaram contra o processo de impeachment de algum ministro do STF. Outros 15,9% disseram não saber ou não ter opinião.

 

Na avaliação dos poderes, todos os três possuem mais desaprovação do que aprovação às suas atividades. O Congresso Nacional foi o poder com desaprovação mais alta, de 60,1% (com aprovação de 26,1%. Na sequência vem o STF, com desaprovação de 54,3% (contra aprovação de 33,9%) e depois a presidência da República, com 51,8% de percentual de desaprovação e 44,9% de aprovação.

 

Em relação à anistia aos presos e condenados pelos atos de 8 de janeiro e por tentativa de golpe, 37% afirmaram ser contra a concessão desse tipo de benefício. Outros 31,5% se colocaram a favor da anistia aos presos do 8 de janeiro, e 20,3% disseram não saber.

 

O levantamento foi realizado pela Futura/Apex de 4 a 8 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-03678/2026.
 

Flávio encosta em Lula no 1º turno e lidera com distância maior no 2º turno, revela pesquisa Futura/Apex
Foto: montagem (Marcelo Camargo/Agência Brasil/Waldemir Barreto/Agência Senado)

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (11) pela Futura/Apex mostrou o pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reduzindo a distância para o líder nas simulações de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas abrindo uma distância maior no cenário de segundo turno.

 

Na simulação de primeiro turno, o presidente Lula lidera, mas a diferença para Flávio, que já foi bem maior, caiu para apenas 2,2%. A pesquisa ainda havia incluído o ex-governador Ciro Gomes, que, entretanto, anunciou nesta segunda (11) que não será candidato a presidente.

 

Confira abaixo o resultado do cenário de primeiro turno:

 

Lula (PT) - 38,3%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36,1%
Ciro Gomes (PSDB) - 4,4%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,4%
Romeu Zema (Novo) - 3,6%
Renan Santos (Missão) - 1,5%
Augusto Cury (Avante) - 1,4%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,6%
Aldo Rebelo (DC) - 0,1%
Ninguém/branco/nulo - 5,5%
Não sabe/indeciso - 4,1%

 

Nos cenários de segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro segue na liderança, mas neste levantamento, ele abre distância de 2,5% sobre o presidente Lula. A pesquisa Futura/Apex fez diversas simulações de disputas de segundo turno, inclusive com outros candidatos no lugar do líder petista. Veja abaixo as simulações: 

 

Flávio 46,9% x 44,4% Lula

Lula 45,1% x 36,9% Ronaldo Caiado

Lula 46% x 37,8% Romeu Zema

Lula 41,4% x 37,8% Ciro Gomes

Flávio 47,8% x 36,2% Fernando Haddad

Flávio 45,5% x 37% Ciro Gomes

Flávio 43,9% x 27,1% Romeu Zema

Fernando Haddad 38,9% x 32,8% Ronaldo Caiado

Fernando Haddad 39% x 35,6% Romeu Zema

 

O levantamento foi realizado pela Futura/Apex de 4 a 8 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-03678/2026.
 

Lula sanciona Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid e critica gestão Bolsonaro
SEAUD/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data escolhida foi 12 de março, quando ocorreu a primeira morte causada pela doença no Brasil, em 2020. A cerimônia de sanção ocorreu no Palácio do Planalto e foi marcada por críticas de Lula à condução da pandemia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Durante o discurso, o petista afirmou que é necessário preservar a memória das vítimas da Covid-19 e criticou falas e posicionamentos adotados pelo antigo governo em relação às vacinas e às medidas sanitárias.

 

"Bolsonaro dizia: a pressa da vacina não se justifica. Essa fala foi em entrevista publicada em canal de YouTube do seu filho, aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar golpe contra o Brasil. [...] A quantidade de médico que receitava cloroquina, que dizia que vacina fazia as pessoas virarem gay, jacaré, que fazia tudo de mal para as crianças", declarou.

 

O projeto que originou a nova lei foi apresentado pelo deputado Pedro Uczai e relatado no Senado por Humberto Costa. A proposta havia sido aprovada pelos senadores no mês passado antes de seguir para sanção presidencial.

Lula veta projeto que considera tempo de estágio como experiência profissional
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou o projeto que altera a Lei do Estágio e prevê reconhecimento do estágio como experiência profissional. Na justificativa para o veto, o petista considerou que o PL é inconstitucional e contraria o interesse público.


O projeto de lei 2.762, de 2019, aprovado em abril no Senado, defende  que a experiência dos estudantes seja considerada em seleções de empregos e concursos públicos que solicitassem “experiência prévia” e permitia candidatos a utilizar o tempo de estágio para cumprir a experiência.


A decisão, baseada em pareceres de ministérios e da Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o veto, “a previsão de regulamentação genericamente atribuída ao Poder Público promove a centralização de competência exclusivamente no Presidente da República, em violação à autonomia dos entes federativos e à independência dos Poderes, previstas nos art. 2º e art. 18 da Constituição”.

 

O autor da proposta, deputado Flávio Nogueira (PT), defendia que a medida ajudaria a reduzir o desemprego entre jovens de 18 a 24 anos. Agora, a lei retorna para o Congresso Nacional, que pode manter ou derrubar o veto do presidente.

Lula e Janja recebem aves de Baixa Grande na residência presidencial: “Raça genuinamente brasileira”
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A primeira-dama brasileira, Janja da Silva, divulgou, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a aquisição de duas aves baianas para a Granja do Torto, residência presidencial de campo, localizada em Brasília. Em um vídeo públicado neste sábado (9), o presidente aparece aparece ao lado das aves, que ele explica serem “tipicamente brasileiras”. 

 

“Alô, Bahia! Olha o tipo de frango que vocês estão produzindo para o Brasil. É a única raça genuinamente brasileira, o frango nordestino, gordo, forte, que só tem seis meses de idade ao tamanho do bicho”, destaca o presidente. 

 

As aves, da raça Galinha Sertaneja Balão (GSB), originalmente brasileira, são de Baixa Grande, no interior baiano. Os animais foram entregues pelo criador de aves Mario Irineu Salviato, do Instituto Avis.

 

“Na cidade de Baixa Grande, esse frango aqui, que é um frango genuinamente brasileiro, é nordestino e é muito, muito grande. Ele vai pedar uns seis quilos com o time agudo e aquela galinha ali, que é a parceira dele, vai pedar pelo menos quatro quilos. Isso aqui ainda não está sendo criado em escala. Vai ter que ter uma pequena propriedade para você dar um até galinha, um galo, e vai ser muito bom”, afirma Lula. 

Jerônimo questiona apoio “dividido” de integrantes da oposição com candidatos a presidente: “Não gostam de Lula”
Foto: Divulgação

Durante evento realizado neste sábado (9), em Feira de Santana, o governador Jerônimo Rodrigues comentou as articulações políticas para as eleições de 2026. O gestor estadual, que buscará a reeleição, abordou a formação de sua base de apoio e fez críticas à composição da oposição liderada por ACM Neto.

 

Questionado sobre possíveis preferências por nomes nas disputas para as câmaras estadual e federal, Jerônimo sinalizou que não irá priorizar nenhum nome. 

 

O objetivo central, segundo o governador, é ampliar a governabilidade por meio de todos os partidos da coalizão, e evitar desavenças.

 

“Está na fase de definição das pré-candidaturas. Muitos já se apresentaram. Quero que todos e todas pré-candidatos, de todos os partidos, não só do PT, que nos acompanham possam ser fortalecidos. Quero aumentar minha base na Assembléia, quero ajudar aumentar a base na Câmara Federal. Quero entregar a Lula dois senadores do time nosso. Temos um conselho político, pelo menos isso não chegou na minha mesa. Ficarei atento para que a gente não possa criar desavença. No dia eu terei o meu candidato. Mas, vocês não verão proteção. Quero fazer por todos”, apontou.

 

O governador também aproveitou para fazer críticas a chapa opositora, e apontou uma falta de unidade ideológica e política em relação ao cenário nacional.

 

Para Jerônimo, os integrantes da chapa adversária possuem apoios distintos para a Presidência da República, apresentando uma postura "anti-lulista", o que, para ele, mostra a falta de afinidade com o projeto do governo federal.

 

"Nós temos, pelo que tenho acompanhado, temos o líder da chapa [ACM Neto] com um candidato à presidência e os outros três com outro candidato. O vice não acompanha a indicação do 01 da chapa. Os dois senadores não acompanham sua liderança. Não quero saber quem está certo ou errado, mas é um Deus nos acuda. Uma situação do tanto faz. De uma coisa eu tenho certeza, a chapa de lá é anti lulista. A oposição é anti lulista e não gosta de Lula. A câmara de vereadores representa a vontade do povo. Não sei qual os serviços que este homenageado fez por Salvador”.

 

O evento deste sábado contou ainda com a participação do senador Jaques Wagner, e do pré-candidato ao Senado, Rui Costa, além do deputado federal Jorge Solla.

Flávio Bolsonaro diz que Lula foi aos EUA “defender PCC e CV”
Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta sexta-feira (8), a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos Estados Unidos e afirmou que o petista foi ao encontro com Donald Trump para “defender seus eleitores do PCC e CV”. Segundo o pré-candidato à Presidência da República em 2026, Lula deixou de aproveitar a reunião na Casa Branca para avançar em acordos voltados ao combate das facções criminosas.

 

“Perdeu a oportunidade de trazer algo concreto para o Brasil, como fazer uma parceria de fato para combater o crime organizado”, afirmou em entrevista à CNN Brasil.

 

Lula e Trump se reuniram na última quinta-feira (7), em Washington, nos Estados Unidos. Entre os temas discutidos pelos dois governos estiveram segurança pública, comércio e cooperação internacional.

Alcolumbre, que pediu ajuda a Lula para se livrar da PF, deve ser o próximo grande alvo da investigação, diz revista
Foto: Reprodução CNN

Depois da operação de busca e apreensão da Polícia Federal que envolveu o senador Ciro Nogueira (PP-PI), por suspeita de envolvimento em ações de corrupção relacionadas ao Banco Master, o próximo grande alvo que estaria na mira dos investigadores seria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Foi o que afirmou a coluna Radar da revista Veja, que chegou às bancas nesta sexta-feira (8). 

 

Segundo a coluna, as apurações da Polícia Federal estariam desvendando as relações de Alcolumbre com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A revista Veja afirma que, cientes dessa investigação, dois ministros do governo Lula já teriam procurado o presidente do Senado para dizer que o líder petista não tem responsabilidade sobre o que virá pela frente nos desdobramentos da investigação. 

 

O próprio Alcolumbre, segundo apuração da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, teria falado recentemente com o presidente Lula sobre a investigação da PF a respeito dele. A jornalista afirma que duas semanas antes da votação no Senado que rejeitou Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), Alcolumbre teria se queixado a Lula de estar sendo perseguido pela Polícia Federal, e pediu ao presidente que o ajudasse a se blindar do que chamou de “injustiças”. 

 

Malu Gaspar afirma que, na conversa, que ocorreu nos bastidores da posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, Alcolumbre disse a Lula que a delação de Vorcaro viria com “muitas mentiras e injustiças” sobre ele e apelou ao presidente para que o ajudasse a ficar de fora. De acordo com o relato que fez a aliados, Lula respondeu que não tem como segurar delegado da PF, o Ministério Público Federal (MPF) e muito menos o Supremo. 

 

Alcolumbre, de sua parte, teria certeza de que será alvo de retaliação do PT, após manobrar pela derrota na indicação de Jorge Messias, tanto que, como diz a coluna Radar da Veja, até teria desabafado com um ministro do STF. “Todo dia vem alguém me avisar de alguma delação”, teria dito o senador amapaense. 
 

Líder do governo Lula apresenta projeto para proibir “Jogo do Tigrinho” e cassinos on-line
Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara dos Deputados, apresentou um projeto de lei para proibir jogos de azar baseados em resultados gerados por sistemas eletrônicos ou algoritmos, como o chamado “Jogo do Tigrinho”.

 

A proposta, registrada nesta quinta-feira (7) sob o PL 2258/2026, mira plataformas conhecidas como cassinos on-line, incluindo caça-níqueis digitais e jogos do tipo “crash”.

 

“O alvo normativo do presente projeto é a modalidade popularmente conhecida como cassino on-line, que engloba caça-níqueis digitais, jogos de crash e similares, notoriamente exemplificados pelo chamado ‘Jogo do Tigrinho’”, afirma trecho da justificativa do texto.

 

A proposta não atinge apostas esportivas de quota fixa, em que o resultado depende de eventos reais, nem as loterias operadas pela Caixa Econômica Federal. Caso o projeto seja aprovado e sancionado, essas modalidades continuarão autorizadas no país.

VÍDEO: “Espero que não anule o visto dos jogadores”, brinca Lula com Trump sobre a Copa de 2026
Fotos: Reprodução / CanalGov / Rafael Ribeiro - CBF

O futebol e a Copa do Mundo de 2026 também fizeram parte da agenda, ao menos no campo do humor, durante o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump nesta quinta-feira (7). Em uma "visita de trabalho" marcada por tons diplomáticos e econômicos, Lula aproveitou para brincar com o líder americano sobre a política de vistos e a competição que se inicia em junho.

 

“Espero que você não anule o visto dos jogadores da seleção brasileira, pois a gente vai vir para ganhar a Copa do Mundo”, brinca Lula ao colega americano. A Copa de 2026 será sediada conjuntamente pelos Estados Unidos, México e Canadá.

 

A Seleção Brasileira é uma das equipes que aguarda a definição de logística e segurança para o torneio. A fala de Lula, embora em tom de piada, ocorre em um contexto de discussões mais amplas sobre políticas migratórias e de fronteira da administração Trump, que são temas centrais de sua gestão.

 

Confira o momento abaixo:

Lula impõe condição para terras raras: "Não queremos ser meros exportadores"
Foto: Reprodução / CanalGov

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou um tom de firmeza ao falar sobre o futuro da mineração de minerais críticos no Brasil durante coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil, em Washington, nesta quinta-feira (7). Questionado sobre o interesse estrangeiro nas terras raras brasileiras, Lula alega que o país não aceitará um papel de simples fornecedor de matéria-prima.

 

“O que vocês devem saber é que essa questão é muito importante nos armamentos dos países. O Brasil tem a obrigação de conversar com quem quer participar conosco. O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas”, declarou o presidente.


Em sua fala, o presidente traçou um paralelo histórico para justificar a nova postura do governo brasileiro em relação aos seus recursos naturais, citando os ciclos extrativistas que marcaram a história do continente. “Não podemos permitir o que aconteceu com a prata ou com o ouro na América Latina. Com as terras raras, vamos mudar de comportamento; as terras raras são geradoras dessa riqueza para o Brasil”, enfatiza o líder brasileiro. 

 

A declaração ocorre no contexto de uma visita oficial de três horas à Casa Branca, em que a pauta econômica e a transição energética foram temas centrais. Mais cedo, o presidente já havia classificado o encontro com Donald Trump como um “passo importante da consolidação histórica entre Brasil e Estados Unidos”, destacando o papel das duas maiores democracias do continente.

 

Vale lembrar que a Bahia não está fora desse jogo de interesses, pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) já mapearam esses materiais dentro do interior do estado. Nestes casos, bem como em outros estados, empresas transnacionais atuam diretamente.  

 

Confira a transmissão da coletiva ao vivo abaixo:

Lula elogia reunião com Trump e brinca: “é melhor ele rindo do que de cara feia”
Foto: Reprodução / CanalGov

Após uma reunião bilateral de três horas na Casa Branca, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cinco de seus ministros concederam uma coletiva de imprensa na embaixada brasileira na tarde desta quinta-feira (7). “Vocês viram na fotografia o presidente Trump rindo? É sempre melhor ele rindo do que de cara feia”, brinca Lula.

 

Em tom elogioso ao encontro com Donald Trump, Lula afirmou que a visita representa um marco diplomático. "Saímos com um passo importante da consolidação histórica entre Brasil e Estados Unidos. As duas maiores democracias deste continente devem servir como exemplo para o mundo", declarou o presidente na abertura da coletiva.

 

Durante seu discurso, Lula reconheceu a sólida parceria comercial construída entre os dois países ao longo do século XX, mas observou que essa relação foi subestimada diante da ascensão da China.

 

O presidente fez uma análise crítica sobre o papel das potências ocidentais na região, afirmando que "tanto os EUA quanto a União Europeia deixaram de olhar para a América Latina e para a África".

 

Em uma defesa enfática do multilateralismo, Lula não poupou uma alfinetada direta. O mandatário brasileiro questionou o foco militarista nas relações internacionais, afirmando que "os Estados Unidos combatem as drogas com bases militares em outros países".

 

O anúncio oficial, realizado logo após a saída da comitiva da sede do governo americano, também detalhou os pontos técnicos da reunião. O ponto central da coletiva ministerial foi a exploração e o processamento de minerais críticos, conhecidos como terras raras. 

 

Confira a coletiva abaixo:

Trump e Lula cancelam entrevista coletiva conjunta na Casa Branca
Foto: Reprodução / Casa Branca

Os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Luiz Inácio Lula da Silva cancelaram a entrevista coletiva conjunta que estava prevista para ocorrer na tarde desta quinta-feira (7), na Casa Branca. A informação foi confirmada pela equipe de reportagem da TV Globo que acompanha a visita oficial em Washington.

 

A reunião bilateral entre os dois líderes teve uma duração aproximada de três horas. Até o momento, a Casa Branca não emitiu um comunicado oficial confirmando o cancelamento da conversa com os jornalistas, mas assessores da Presidência da República informaram que Lula já deixou a sede do governo americano.

 

Veja postagem da chegada do Lula na Casa Branca:

 

O presidente brasileiro seguiu em direção à Embaixada do Brasil em Washington. A expectativa é que o mandatário preste declarações à imprensa e faça um balanço dos temas discutidos no encontro diretamente da representação diplomática brasileira.

Joesley Batista intermediou encontro entre Lula e Trump, afirma agência
Fotos: Reprodução / PR / Agência Brasil

O empresário Joesley Batista, um dos proprietários da JBS, atuou como intermediário na articulação da reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, programada para as 12h desta quinta-feira (07), na Casa Branca. 

 

A informação foi divulgada pela agência Reuters e confirmada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que reportou o desembarque do empresário na capital americana na última quarta-feira.

 

Embora Joesley Batista não componha a comitiva oficial do governo brasileiro, dados de rastreamento da plataforma FlightAware indicam que um jato da J&F, controladora da JBS, voou do Colorado para Washington na véspera do encontro. 

 

Esta não é a primeira vez que o empresário exerce papel diplomático informal; em outubro do ano passado, ele foi um dos articuladores da primeira reunião entre os dois mandatários após a implementação de tarifas comerciais, ocorrida na Malásia.

 


A atuação de Batista evidencia a influência de grandes líderes empresariais na agenda da administração Trump. Atualmente, o brasileiro é considerado um dos empresários mais próximos do presidente americano. 

 

Prova disso seria a Pilgrim’s Pride, empresa de processamento de aves sediada nos EUA e controlada pela JBS, que realizou uma doação de US$ 5 milhões ao comitê de posse de Trump em 2025, configurando-se como a maior contribuição individual registrada.

 

O histórico recente do empresário também inclui movimentações na América Latina. Segundo a Reuters, a mesma aeronave utilizada para a viagem a Washington esteve na Venezuela no fim do ano passado, em um contexto de tentativas de negociação para a saída de Nicolás Maduro do poder.

Lula e sua comitiva já estão na Casa Branca em reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump
Foto: Reprodução TV Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou na manhã desta quinta-feira (7) à Casa Branca, em Washington, para uma reunião com o líder norte-americano, Donald Trump. Na chegada à sede do governo dos EUA, Lula foi recebido na porta por Trump, e trocaram um rápido cumprimento antes de entrarem na Casa Branca.

 

Lula participa de uma reunião de trabalho, em atendimento ao convite feito pelo presidente dos Estados Unidos. A reunião foi negociada durante os últimos meses entre a área diplomática dos dois países. 

 

Esta é a segunda vez que os dois presidentes se encontram para tratar de temas de interesse entre os dois países. A primeira ocorreu em outubro do ano passado na Malásia, na esteira da imposição de tarifas de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros para os EUA e de sanções a autoridades brasileiras.

 

Desde então, Lula e Trump têm conversado por meio de telefonemas e também feito declarações públicas sobre a relação entre os dois países. O telefonema mais recente foi na última sexta (1º), quando o líder petista recebeu uma ligação do presidente dos EUA e a conversa durou cerca de 40 minutos, de acordo com fontes do governo brasileiro.

 

Durante o telefonema, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e realizar o encontro presencial. No encontro desta quinta, o presidente Lula está acompanhado de uma comitiva pequena, de apenas cinco pessoas.
 

Há quase sete meses atuando com apenas dez ministros, STF tem ações emperradas por empate no julgamento
Foto: Antonio Augusto/STF

Levantamento feito pelo jornal Estado de S.Paulo e divulgado nesta quinta-feira (7) revela que pelo menos 14 julgamentos que aconteciam no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) se encontram suspensos por terem dado empate de cinco a cinco na votação dos ministros. E com a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, essa situação deve perdurar por tempo ainda indefinido.

 

Barroso se aposentou em 16 de outubro do ano passado, e desde então o STF atua com apenas dez ministros. Essa situação vem causando efeitos em julgamentos na Corte, como mostra o levantamento do Estadão, emperrando a análise de temas de impacto, como improbidade administrativa, cadastro nacional de pedófilos, aposentadoria obrigatória no serviço público, manutenção de empregados de conselhos profissionais sem concurso, licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul, entre outros. 

 

De acordo com o jornal, além das ações empatadas em plenário, estão paralisados os 684 processos do acervo do antigo gabinete de Barroso, que será herdado por seu substituto. Enquanto isso, os atuais integrantes do Supremo têm recebido mais trabalho, uma vez que o sorteio de novas ações só leva em conta os gabinetes ativos.

 

Um dos casos que acabou paralisado no STF por ter dado empate foi um julgamento sobre a pena de improbidade administrativa imposta a Antonio Carlos da Silva, ex-prefeito de Caraguatatuba (SP). Os magistrados analisavam um pedido de Silva para atestar que havia cumprido toda a punição judicial, mas a ação acabou sendo adiada. 

 

E essa situação, que já dura quase sete meses, pode se arrastar por quase um ano mais. Isso porque o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já teria sinalizado nos bastidores que não colocará em votação nenhuma nova indicação de ministro do STF antes das eleições de outubro. 

 

Para tentar apaziguar a relação com Alcolumbre e tentar contornar a situação da nova indicação de ministro do Supremo, o Palácio do Planalto escalou o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, para conversar com o presidente do Senado. Guimarães esteve nesta quarta (6) com Alcolumbre e disse que sentiu no presidente do Senado disposição de “olhar para a frente”, além de ter manifestado que quer “continuar colaborando com o governo”. 

 

Sobre uma nova indicação de ministro do Supremo Tribunal Federal, Guimarães disse a jornalistas que ainda não falou sobre esse tema com o presidente Lula e que essa conversa deve ficar para depois da viagem de Lula aos Estados Unidos. O líder petista se reúne nesta quinta com o presidente norte-americano Donald Trump.
 

Câmara aprova marco legal da exploração de minerais críticos na véspera do encontro entre Lula e Donald Trump
Foto: Reprodução Redes Sociais

Na véspera do encontro que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá na Casa Branca, em Washington, com o líder norte-americano Donald Trump, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria, no país, o Marco Legal dos Minerais Críticos. O projeto foi aprovado de forma simbólica na sessão desta quarta-feira (6) e agora segue para ser apreciado pelo Senado.

 

O tema dos minerais críticos e as terras raras deve ser um dos pontos fortes da conversa entre Lula e Trump nesta quinta-feira (7). O governo brasileiro tenta aproveitar o interesse global crescente por minerais usados em baterias, chips, carros elétricos e datacenters para ampliar o peso do Brasil na nova geopolítica da energia e da tecnologia.  

 

A proposta analisada na Câmara, o PL 2780/2024, cria um marco legal para minerais como lítio, cobalto, nióbio, grafite e terras raras. Entre os minerais abrangidos estão matérias-primas usadas na fabricação de:

 

  • Smartphones
  • Carros elétricos
  • Baterias
  • Equipamentos eletrônicos
  • Sistemas militares

 

O projeto foi relatado pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que antes da votação fez novas mudanças no seu parecer, retirando do marco legal a menção à “anuência prévia” de Conselho Ministerial para a eventual mudança de controle societário de empresa titular de direitos minerários neste segmento. 

 

De acordo com o texto, o colegiado terá o condão “homologar” tal operação. Ou seja, validar um ato já realizado. A mudança foi justificada sob o risco de litígio comercial. 

 

O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) proporá políticas e ações públicas com vistas ao desenvolvimento da cadeia produtiva dos minerais críticos e minerais estratégicos no país. Haverá 15 representantes de órgãos do Poder Executivo. Haverá ainda representante dos Estados e do Distrito Federal, representante dos Municípios e do setor privado.

 

Pelo projeto, o Conselho Nacional, vinculado à Presidência da República, irá gerir os recursos e será responsável por aprovar projetos alinhados a essa política, além de monitorar transferências e mudanças de controle acionário no setor. Caberá ao conselho homologar contratos, acordos ou parcerias internacionais que envolvam o fornecimento desses minerais.

 

Com a criação do Conselho, o deputado Arnaldo Jardim atendeu a um pedido do governo federal, o que gerou discordâncias nos bastidores. Por um lado, o governo quis garantir um papel do Estado de gerenciar a atividade nas reservas brasileiras, sob a justificativa da soberania nacional. Já as empresas criticaram a intervenção estatal e a falta de critérios para embasar a decisão do Conselho de eventualmente barrar decisões empresariais.

 

“O Brasil não pode ser mero exportador de commodities minerais, deve ter estratégia política, determinação de agregar valor,fazer o seu beneficiamento,fazer a transformação e usar isso, que é um atributo nosso, geológico, como um instrumento claro de desenvolvimento”, disse o relator ao defender as mudanças no texto. 

 

Após a aprovação do projeto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a construção de um consenso sobre o texto e o diálogo entre os partidos que permitiu o avanço sobre o tema que, para ele, é de interesse mundial. 

 

“Trata-se de um assunto que está para o futuro assim como o petróleo, há alguns anos, esteve para o desenvolvimento de diversos países importantes, porque não há tecnologia sem a exploração das terras raras e dos minerais críticos”, disse Motta.

 

O texto aprovado pela Câmara prevê R$ 5 bilhões em créditos fiscais entre 2030 e 2034 para estimular a cadeia de minerais críticos no país. O benefício é limitado a até 20% dos investimentos e condicionado a processos concorrenciais para a produção de insumos estratégicos. O projeto também autoriza a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), voltado a viabilizar o financiamento de projetos no setor.

 

A proposta prevê ainda outros incentivos, como a emissão de debêntures incentivadas e de infraestrutura para financiar projetos de beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana. O relatório aprovado de forma simbólica inclui atividades no escopo do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), ampliando os benefícios fiscais para obras em setores como transporte, portos, energia, saneamento e irrigação, além da cadeia de minerais críticos e estratégicos.

 

Para viabilizar os incentivos fiscais, o governo vai propor ao Congresso uma mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que veda neste ano a concessão de novos incentivos fiscais ou a prorrogação de benefícios existentes e a criação de fundos para financiamento de políticas públicas.
 

Lula nomeia desembargadora baiana para o Tribunal Superior do Trabalho
Geraldo Magela/Agência Senado Fonte: Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou, nesta quarta-feira (6), a desembargadora Margareth Rodrigues Costa para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A indicação já havia sido aprovada pelo Senado Federal no último dia 29 de abril. Com a nomeação, a magistrada passa a ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Aloysio Corrêa da Veiga.


Natural de Salvador, Margareth ingressou na Justiça do Trabalho em 1990. Ao longo da carreira, consolidou atuação na área até ser promovida, em 2014, ao cargo de desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região.


A escolha seguiu o rito tradicional para o cargo. Ao todo, 23 magistrados se candidataram à vaga. O TST elaborou uma lista tríplice composta apenas por mulheres, da qual saiu a indicação final feita pelo presidente da República.
 

Quaest: Baianos não conhecem candidatos a presidência além de Lula e Bolsonaro
Foto: Reprodução/BPMoney

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (6), analisou o cenário da eleição presidencial e o nível de rejeição dos eleitores aos candidatos em 10 estados brasileiros. Na Bahia, em média, 74% dos eleitores não conhecem outros presidenciáveis além de Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL).

 

O candidato que lidera a lista é Renan Santos (Missão), desconhecido por 82% dos baianos entrevistados. Augusto Cury (Avante) está em segundo lugar com 80%. Cabo Daciolo (Mobiliza), com 74%, Romeu Zema (Novo), com 72% e Ronaldo Caiado (União Brasil), com 64%, completam a lista.

 

O cenário foi visto durante a análise sobre rejeição e potencial de voto nos candidatos. O mesmo desconhecimento não é demonstrado com Lula e Flávio, conhecidos por 95% e 88% dos eleitores, respectivamente.

 

O levantamento também analisou o cenário eleitoral no território baiano no primeiro e segundo turnos. No primeiro, 49% apontaram a intenção de votar no atual presidente. Flávio surge em segundo lugar com 19%, enquanto os outros candidatos somam 8% das intenções.

 

Lula também vence nos cenários de segundo turno, em uma possível disputa com Flávio, Zema ou Caiado.

 

Contra Flávio, o atual presidente obteve 55% das intenções contra 22% do pré-candidato do PL. O cenário se repete nos outros cenários. Contra Caiado, o resultado ficou em 56% x 15% para Lula. Já contra Zema, Lula receberia 56% dos votos, contra 13% do mineiro.

 

Os entrevistados também avaliaram o terceiro mandato do presidente Lula (PT), que obteve aprovação de 60% dos baianos. O índice de reprovação ficou em 33%.

 

Além da Bahia, a pesquisa foi realizada nos estados do Ceará, Pernambuco, Goiás, Pará, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná. O instituto entrevistou 1.200 baianos entre os dias 21 e 28 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais, com confiabilidade é de 95%.

Lula embarca para os EUA e terá reunião com Trump na Casa Branca
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou no início da tarde desta quarta-feira (6) para os Estados Unidos, onde se reunirá com o presidente Donald Trump. Lula deixou Brasília às 13h35 com destino a Washington, onde será recebido por Trump na Casa Branca nesta quinta-feira (7).

 

O presidente brasileiro está acompanhado dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também integra a comitiva.

 

Entre os temas previstos para discussão estão tarifas sobre exportações brasileiras, a política externa dos EUA em relação ao Irã, o combate ao crime organizado na América Latina e a exploração de minerais críticos.

 

Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a tarifa de 50% imposta por Trump sobre produtos brasileiros. Dias depois, o presidente norte-americano afirmou que seu governo mantém investigações sobre Brasil e China por supostas práticas comerciais desleais.

 

Outro ponto sensível da agenda é a possibilidade de os EUA classificarem facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Autoridades brasileiras avaliam que a medida pode gerar impactos sobre a soberania nacional.

 

Em março, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que considera as facções criminosas brasileiras uma ameaça relevante à segurança regional.

Para 52% dos brasileiros, Lula não merece um novo mandato de presidente, revela pesquisa Meio/ideia
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governo vem anunciando medidas para tentar reverter o quadro de desaprovação em alta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, até aqui, os números não cedem e não demonstram sinal de virada. Essa análise foi feita pela pesquisa Meio/Ideia, ao apresentar os números sobre a avaliação a respeito do governo Lula.

 

O levantamento revelou um aumento na desaprovação do presidente Lula da última pesquisa, em abril, para esse mais recente de maio, quando a avaliação negativa subiu de 51% para 53%. Já a aprovação ao trabalho do presidente caiu de 45% para 44%. 

 

Confira abaixo a avaliação do terceiro mandato do líder petista:

 

Ótimo - 11%
Bom - 20,5%
Regular - 21%
Ruim - 14%
Péssimo - 32,3%
Não sabe - 1,2%

 

A região onde Lula recebeu o maior percentual de menções “ótimo” foi no Nordeste, com 18,3%. Já a menção “péssimo” teve seu pior índice na região Centro-Oeste, com 43,3%. 

 

Em outro recorte da pesquisa, o Meio/Ideia perguntou aos seus entrevistados se o presidente Lula merecia um novo mandato. Um total de 52% disseram que Lula não merece conquistar o seu quarto mandato, enquanto 44% afirmaram que sim. 

 

A região Nordeste foi a única em que mais pessoas disseram que Lula merece um novo mandato, com 57,8% marcando essa opção. A região que mais rejeitou um novo mandato do líder petista foi a Centro-Oeste, com 65,8% rejeitando o quarto mandato de Lula. 

 

O levantamento Meio/ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 1º e 5 de maio. O nível de confiança é de 95% e o protocolo no TSE é BR-05356/2026.
 

Pesquisa Meio/Ideia: Lula tem maior rejeição e lidera no 1º turno enquanto Flávio consolida liderança no 2º turno
Foto: Montagem com imagens da Agência Senado, Agência Brasil e redes sociais

Liderança do presidente Lula nas simulações de primeiro turno, dianteira de Flávio Bolsonaro na disputa de um eventual segundo turno. Esse cenário que vem se repetindo em pesquisas recentes de intenção de voto de diversos institutos também foi apresentado nesta quarta-feira (6) no mais novo levantamento do Meia/Ideia.

 

A pesquisa Meia/Ideia entrevistou 1.500 pessoas em todo o Brasil de 1º a 5 de maio de 2026. Os resultados confirmam o quadro de total estabilidade nos cenários da disputa presidencial que já haviam sido identificados por todos os últimos levantamentos.

 

Confira abaixo o cenário único de primeiro turno apresentado pelo Meia/Ideia aos seus entrevistados:

 

Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36%
Ronaldo Caiado (União) - 5,6%
Romeu Zema (Novo) - 3%
Ciro Gomes (PSDB) - 2,3%
Augusto Cury (Avante) - 1,6%
Renan Santos (Missão) - 1,4%
Aldo Rebelo (DC) - 0,8%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,3%
Hertz Dias (PSTU) - 0%
Samara Martins (UP) - 0%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0%
Ninguém/branco/nulo - 3,7%
Não sabe - 5,4%

 

Entre os recortes da pesquisa Meio/Ideia, houve o questionamento aos entrevistados de forma espontânea a respeito de suas preferências na disputa presidencial. Nessa modalidade, o entrevistado diz o seu nome de escolha sem a apresentação de qualquer lista. Veja o resultado:

 

Lula - 33,4%
Flávio Bolsonaro - 20%
Jair Bolsonaro - 4%
Ronaldo Caiado - 3,7%
Romeu Zema - 3%
Outros - 2,5%
Renan Santos - 1,4%
Ciro Gomes - 1,3%
Nikolas Ferreira - 0,5%
Michelle Bolsonaro - 0,5%
Eduardo Bolsonaro - 0,4%
Augusto Cury - 0,3%
Cabo Daciolo - 0,3%
Tarcísio de Freitas - 0,3%
Marina Silva - 0,2%
Aldo Rebelo - 0,1%
Ratinho Junior - 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo - 5%
Não sabe - 23,1%

 

Já nas simulações de segundo turno, a pesquisa Meio/Ideia aponta que Flávio Bolsonaro, com 45,3%, e o presidente Lula, com 44,7%, estão tecnicamente empatados na corrida pelo Palácio do Planalto. Eles oscilaram dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais na comparação com a rodada anterior, em abril. Há um mês, Flávio tinha 45,8% e Lula 45,5%.

 

A pesquisa também aponta empate técnico de Lula contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) - o placar é de 44,7% a 40%, respectivamente. O líder petista, contudo, ganharia do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por 44% a 39%.

 

Abaixo, um resumo das disputas de segundo turno:

 

Flávio 45,3% x 44,7% Lula

Lula 44,7% x 40% Ronaldo Caiado

Lula 44% x 39% Romeu Zema

Lula 44,7% x 27,6% Renan Santos 

Lula 44,7% x 24% Aldo Rebelo

Lula 44% x 34,5% Ciro Gomes

 

No quesito da rejeição, o presidente Lula segue na liderança entre os pré-candidatos. Confira abaixo o panorama dos candidatos mais rejeitados pelos entrevistados:

 

Lula - 44,8%
Flávio Bolsonaro - 38%
Ronaldo Caiado - 18,5%
Romeu Zema - 18%
Renan Santos - 14,5%
Ciro Gomes - 14%
Cabo Daciolo - 11,9%
Samara Martins - 9,6%
Aldo Rebelo - 9,1%
Edmilson Costa - 9%
Rui Costa Pimenta - 8,7%
Augusto Cury - 7,4%
Hertz Dias - 5,3%
Não rejeita ninguém - 2,8%
Não sabe - 8%

 

O levantamento Meio/ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 1º e 5 de maio. O nível de confiança é de 95% e o protocolo no TSE é BR-05356/2026.
 

Alckmin defende mandatos temporários para ministros do STF
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu, nesta terça-feira (5), a adoção de mandatos temporários para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em substituição ao modelo atual de permanência até a aposentadoria compulsória.

 

A declaração foi feita durante entrevista à GloboNews, em meio ao crescimento das discussões sobre uma possível reforma do Judiciário. Segundo Alckmin, a adoção de prazos fixos para os ministros é uma prática comum em outros países. Ele citou modelos com duração entre 10 e 12 anos.

 

“Cumpre o mandato, prestou serviço ao país, substitui, entra outro. Acho que esse é um bom caminho para a reforma do Judiciário”, afirmou.

 

 

O vice-presidente também foi questionado sobre a possibilidade de o assunto entrar na pauta política nacional, mas disse que ainda não discutiu o tema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Lula critica prisão de ativista brasileiro em Israel e cobra libertação imediata
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (5), que a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila, detido por forças israelenses, é injustificável e deve ser condenada internacionalmente.

 

Ávila foi preso no último dia 30 de abril enquanto participava da Flotilha Global Sumud, interceptada em águas internacionais durante missão com destino à Faixa de Gaza.

 

Para Lula, a ação representa uma violação grave. “A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado uma séria afronta ao direito internacional”, declarou.

 

O presidente brasileiro também defendeu a soltura imediata dos envolvidos e garantias de segurança. “Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, afirmou.

 

CONFIRA O COMUNICADO:

 

Além do brasileiro, o ativista espanhol Saif Abu Keshek também foi detido. Os ativistas integravam um grupo internacional que tentava romper o bloqueio à Faixa de Gaza por meio da entrega de ajuda humanitária. A flotilha havia partido de Barcelona no dia 12 de abril.

 

A prisão preventiva de Ávila e Abu Keshek, que seria encerrada nesta semana, foi prorrogada novamente e deve seguir até o próximo domingo (10).

Lula prepara anúncio de quase R$ 1 bi para segurança pública em 2026
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja anunciar cerca de R$ 960 milhões em ações voltadas à segurança pública no âmbito do programa Brasil contra o Crime Organizado. A medida ocorre em meio a uma estratégia do governo para fortalecer sua atuação em uma área considerada sensível para a gestão. O anúncio é esperado para a próxima terça-feira (12).

 

O programa prevê a edição de um decreto e ao menos quatro portarias com o detalhamento das iniciativas. A proposta regulamenta pontos do chamado PL Antifacção e reúne medidas operacionais e de financiamento voltadas ao combate ao crime organizado.

 

A iniciativa faz parte de uma estratégia do Palácio do Planalto para consolidar uma agenda na área de segurança pública e responder a críticas sobre a atuação do governo no enfrentamento às facções criminosas.

 

No cenário político, o tema também ganha relevância com a aproximação do próximo ciclo eleitoral, em que o debate sobre segurança pública tende a ocupar espaço central. Entre possíveis adversários estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil), que costumam adotar um discurso mais rígido no combate ao crime.

Ata do Copom indica ao mercado que guerra no Oriente Médio pode retardar novos cortes na taxa oficial de juros
Foto: Edu Mota / Brasília

Aguardada com ansiedade pelo mercado financeiro, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, na qual foi decidido um corte de apenas 0,25% na taxa básica de juros, reforçou a tendência de que o ciclo de corte de juros tende a ser menor do que o inicialmente esperado pelo governo federal, pelas instituições financeiras e pela própria diretoria do BC. 

 

No documento, os membros do Conselho adotam tom de cautela em relação a previsões futuras, e admitem que diante de um quadro de incertezas externas e internas, a restrição monetária pode vir a durar mais tempo. 

 

“A principal conclusão obtida, e compartilhada por todos os membros do Comitê, foi a de que, em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”, afirmaram os membros do Copom na Ata.

 

O texto da Ata do Copom revela que a equipe do presidente Gabriel Galípolo trabalha com uma expectativa de redução da taxa Selic menor do que o que vinha sendo projetado anteriormente. A Selic iniciou 2026 em um patamar de 15% ao ano, posteriormente sofrendo dois cortes de 0,25%, chegando na semana passada a 14,50%. 

 

Diante da posição de cautela impressa na Ata do Copom, o mercado financeiro especula se na próxima reunião do comitê, em 16 e 17 de junho, se haverá um novo corte de 0,25% ou até mesmo a manutenção da taxa no mesmo patamar. Isso porque, na Ata, o Copom reforça que o ciclo de cortes está diretamente ligado à duração da guerra no Oriente Médio. 

 

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, informaram os diretores do Banco Central.
 

Lula lançará plano para combater crime organizado em meio à especulação se nomeará Messias ministro da Justiça
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Apesar de especulações sobre uma possível nomeação de Jorge Messias para ser ministro da Justiça, como um “prêmio de consolação” após ter sua indicação ao STF rejeitada pelo Senado, o atual titular da pasta, o baiano Wellington César Lima e Silva se reuniu nesta segunda-feira (4) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, e acertou com ele o lançamento de novas medidas na área de segurança pública. 

 

O ministro da Justiça definiu com Lula as medidas que farão parte do Plano de Combate ao Crime Organizado, a ser anunciado na próxima semana. O pacote de medidas faz parte do esforço do governo em tomar a dianteira de ações voltadas à redução da violência e para reforçar o combate ao crime no país. 

 

As medidas que estão sendo preparadas pela equipe do ministro Wellington César Lima e Silva devem incluir um decreto presidencial e quatro portarias. A precisão é que esses documentos sejam assinados pelo presidente Lula durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, na próxima terça (12). 

 

Segundo apuração da CNN feita junto ao Ministério da Justiça, o plano será centrado em quatro eixos principais:

 

  • Asfixia financeira das organizações criminosas;
  • Elevação da segurança em presídios;
  • Aumento da taxa de esclarecimento de homicídios; e
  • Combate ao tráfico de armas, explosivos e munições.

 

Ainda de acordo com a CNN, o Plano de Combate ao Crime Organizado deve ser financiado com R$ 1,1 bilhão do Orçamento Geral da União, além de R$ 10 bilhões em empréstimos aos estados via Fundo de Investimento de Infraestrutura Social (FIIS), operado pelo BNDES. O fundo é destinado ao financiamento de projetos nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

 

Esses valores poderão ser aplicados pelo governo federal para reforçar ações como o Território Seguro, que visa à retomada de áreas exploradas pelo crime organizado; o Celular Seguro, aplicativo lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para combater roubos, furtos e golpes digitais; além de iniciativas de enfrentamento ao feminicídio.

 

Em relação a uma possível indicação de Jorge Messias ao Ministério da Justiça, essa decisão só deverá ser tomada pelo Lula após retorno da viagem que fará a Washington, para encontro com o presidente norte-americano Donald Trump, programado para a próxima quinta (7). Messias esteve com Lula nesta segunda, e disse à imprensa que, se for convidado para a pasta da Justiça, irá “atender ao chamado”. 
 

Primeira pesquisa após rejeição de Messias mostra quadro estável: Lula lidera 1º turno e Flávio aparece à frente no 2º turno
Foto: Montagem com imagens Agência Senado, Agência Brasil e redes sociais

O instituto Real Time Big Data divulgou nesta terça-feira (5) a primeira pesquisa sobre a disputa presidencial após os acontecimentos da semana passada, com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas. Os números revelam que o cenário de momento ainda não foi afetado pelas derrotas sofridas pelo governo Lula no Congresso Nacional. 

 

No cenário de primeiro turno, o presidente Lula segue liderando as intenções de voto à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A diferença entre os dois principais adversários segue no mesmo patamar revelado recentemente por outros institutos de pesquisa. 

 

Lula aparece com 40% das intenções de voto, ante 34% de Flávio. Em seguida, aparece o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 5%.

 

Confira abaixo o principal cenário da pesquisa Big Data:

 

Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 34%
Ronaldo Caiado (PSD) - 5%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Renan Santos (Missão) - 3%
Augusto Cury (Avante) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Branco/nulo - 6%
Não sabe/não opinou - 5%

 

Na pesquisa espontânea, Lula também segue na liderança nesta modalidade de pesquisa em que o entrevistado diz um nome sem que seja apresentada a ele alguma lista de candidatos. Nesta modalidade, Flávio segue na segunda colocação, e o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, é o terceiro nome mais citado pelos eleitores. Veja os números abaixo:

 

Lula (PT) - 31%
Flávio Bolsonaro (PL) - 24%
Jair Bolsonaro (PL) - 3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 1%
Romeu Zema (Novo) - 1%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 1%
Ciro Gomes (PSDB) - 1%
Nenhum/branco/nulo - 14%
Não sabe - 24%

 

Na rejeição, o presidente Lula lidera entre todos os outros candidatos. Confira os dados da rejeição:

 

Lula - 44%
Flávio Bolsonaro - 41%
Ciro Gomes - 5%
Romeu Zema - 4%
Ronaldo Caiado - 2%
Cabo Daciolo - 2%
Augusto Cury - 2%
Aldo Rebelo - 2%
Rui Costa Pimenta - 2%
Samara Martins - 2%
Hertz Dias - 2%
Não rejeito ninguém - 2%

 

Em relação aos cenários de segundo turno, há um empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Conforme aponta o levantamento, Flávio surge com 44% das intenções de voto, contra 43% de Lula.

 

Outros quatro possíveis cenários de segundo turno entre Lula e nomes da direita também foram testados. Veja a seguir os resultados:

 

Flávio 44% x 43% Lula

Lula 43% x 43% Ciro Gomes

Lula 43% x 42% Ronaldo Caiado

Lula 43 x 39% Romeu Zema

Lula 48% x 24% Renan Santos

 

Para fazer a pesquisa, o Real Time Big Data ouviu 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 2 e 4 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03627/2026.
 

Petistas da Bahia defendem criação de "Comitê Nordeste" para focar em eleições da Bahia, Pernambuco e Ceará; entenda
Foto: Reprodução / Flickr Ricardo Sturckert

O Partido dos Trabalhadores irá olhar para o Nordeste como foco nas eleições de 2026. Com forte protagonismo no último pleito presidencial, a região deve passar por uma estratégia específica para as demandas e peculiaridades eleitorais deste ano. Com eleições "acirradas", os estados da Bahia, Pernambuco e Ceará podem capitanear um "Comitê Nordeste", de acordo com lideranças petistas baianas. 

 

Ao Bahia Notícias, alguns interlocutores do partido e lideranças do grupo que gere o governo do estado, a formação desse comitê, preferencialmente localizado em Recife, capital de Pernambuco, tem sido analisada. O projeto também tem como ideal "uniformizar" o discurso de campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região e resgatar pontos de contato direto das campanhas ao governo nos três estados. Lula possui três nomes que irá apoiar, com a reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, a reeleição de Elmano de Freitas (PT) no Ceará e, além deles, João Campos (PSB) na disputa pelo governo de Pernambuco.  

 

Tradicional reduto petista, o Nordeste foi decisivo para a vitória de Lula. Ele recebeu 69,34% dos votos válidos da região – única em que ele superou Jair Bolsonaro (PL). A larga vantagem de petista na região foi capaz de conduzi-lo à Presidência em 2022, ainda que atual mandatário tenha sido mais votado em outras localidades. No último pleito, o ex-presidente Bolsonaro venceu em todas as outras regiões do país, tendo a maior vantagem no Sul, onde conquistou 61,84% dos votos válidos. No Sudeste, que concentra o maior número de eleitores, Lula recebeu 45,73% dos votos válidos. Bolsonaro, 54,27%.

 

Petistas baianos revelaram ao BN que a estratégia é adequar alguns pontos de campanha e facilitar a interlocução de três estados "chaves" para a reeleição de Lula. O movimento também busca contrapor um "avanço" de aliados do ex-presidente Bolsonaro, que possui uma estratégia nacionalizada, também focada em "encorpar" as cadeiras do grupo no Congresso. "É buscar traduzir para o nordestino o que o presidente Lula tem feito para a região, da melhor forma. Unificar as estratégias estaduais e focar na regão", revelou um interlocutor do grupo que defende a medida. 

Governo libera R$ 305 milhões para socorro a estados atingidos por chuvas
Ricardo Stuckert / PR

O governo federal autorizou o repasse de R$ 305 milhões para atender famílias afetadas por fortes chuvas em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Sul. A medida foi oficializada nesta segunda-feira (4) por meio de uma Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

De acordo com o Executivo, os recursos serão utilizados em ações de defesa civil, incluindo socorro imediato, assistência humanitária e recuperação de serviços essenciais nas áreas atingidas. A prioridade é apoiar municípios que decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública.

 

Apesar da liberação, o repasse efetivo depende de um procedimento técnico. As prefeituras precisam enviar relatórios detalhados sobre os danos causados pelas chuvas por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), ferramenta utilizada pelo governo federal para validar as demandas.

 

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o objetivo é garantir resposta rápida às regiões afetadas. “Nenhuma família ficará desassistida”, declarou.

 

CONFIRA:

Lula estará na Casa Branca na próxima quinta para encontro oficial com o presidente dos EUA, Donald Trump
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Na próxima quinta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará na Casa Branca, em Washington, onde se encontrará com o líder norte-americano, Donald Trump, um encontro que já vem sendo preparado desde o começo do ano. A possível reunião ocorre após a crise aberta entre os dois países por conta da prisão e posterior liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem, nos Estados Unidos.

 

O episódio foi mais um capítulo nas tensas relações entre os governos Trump e Lula. O caso Ramagem levou o governo americano a expulsar um policial federal brasileiro que atuava nos EUA, e em resposta, o Palácio do Planalto também descredenciou um oficial americano que atuava no Brasil.

 

A visita de Lula a Trump vem sendo tratada pelo Itamaraty como um passo crucial para normalizar as relações comerciais e diplomáticas entre os dois países. Além da economia, temas como a situação na Venezuela e parcerias em minerais críticos e terras raras devem compor a mesa de discussões.

 

Durante um compromisso nesta segunda (4) em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin disse que espera que o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump seja pautado pelo diálogo. 

 

“Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício dos dois grandes países, duas grandes democracias do Ocidente”, disse Alckmin a jornalistas. 

 

Para o vice-presidente, a reunião entre os dois presidentes será muito importante, principalmente porque os Estados Unidos são o principal investidor do País.

 

“Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia. Mas ele é o primeiro investidor no Brasil. Então é [uma reunião] muito importante”, afirmou.

 

A confirmação da viagem vem depois de um momento negativo para o governo Lula. O Congresso impôs duas derrotas ao presidente na semana passada, rejeitando a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e derrubando o veto presidencial ao PL da Dosimetria.

 

A previsão inicial era que o petista seria recebido na Casa Branca em março, mas isso não se concretizou. O adiamento foi atribuído ao conflito entre EUA e Irã, que monopolizou a atenção americana, além de desafios domésticos de Trump, como impacto da alta dos combustíveis no bolso dos americanos.

 

A confirmação da visita agora acontece a poucas semanas do que interlocutores do presidente brasileiro consideravam a janela de oportunidade possível para que esse encontro acontecesse.

 

De acordo com a avaliação de alguns de seus assessores, a chance de uma reunião entre os dois presidentes ficaria cada vez menor à medida em que o período eleitoral brasileiro se aproximasse. O cálculo é de que essa espécie de janela de oportunidade só se manteria aberta até o fim do primeiro semestre porque a equipe de Lula não acredita que Trump gostaria de mostrar proximidade com o petista em meio à disputa eleitoral no país.
 

Lula sanciona lei que endurece penas para roubo, furto e fraudes digitais
Foto: Agência Brasil

O presidente Lula (PT) sancionou a Lei 15.397/2026, que altera o Código Penal e endurece as penas para crimes como furto, roubo, latrocínio, receptação e estelionato. O texto foi publicado no Diário Oficial da União, nesta segunda-feira (4).

 

Com a nova lei, o crime de furto simples passa a ter uma pena-base de 1 a 6 anos de prisão. Já os casos qualificados, como o furto de armas de fogo, gado, animais domésticos passam a prever reclusão de 4 a 10 anos, a mesma pena prevista para o furto cometido por meios eletrônicos. Outro tipo escrito na legislação é o furto de fios, cabos ou equipamentos de serviços como energia e internet, com pena de 2 a 8 anos.

 

O crime de roubo teve sua pena-base aumentada para 6 a 10 anos de prisão, com endurecimento das sentenças em caso de roubo de celulares, computadores ou outros dispositivos eletrônicos. O latrocínio, roubo seguido de morte, passa a prever entre 24 e 30 anos de reclusão.

 

A lei também cria modalidades específicas de estelionato. Uma delas é a “fraude eletrônica”, cometida através das redes sociais, contatos telefônicos ou e-mails fraudulentos, com previsão de 4 a 8 anos de prisão.

 

O crime de receptação, que consiste na aquisição ou venda de um produto obtido por meio ilícito, teve sua pena aumentada para 2 a 6 anos de reclusão. A legislação cria o crime de “receptação de animal”, com previsão de 3 a 8 anos de prisão e multa.

Semana em Brasília tem Lula lançando Desenrola, STF avaliando dosimetria e Câmara discutindo a jornada 6x1
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Após o terremoto político que atingiu Brasília na semana passada, com a rejeição à indicação de Jorge Messias para uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria de penas, os três poderes retomam suas atividades com uma pauta pesada que deve ser ainda influenciada pelos movimentos dos últimos dias.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o maior derrotado nas votações recentes, começa a semana procurando sair das cordas com a apresentação da medida provisória que implanta um novo programa de incentivo ao pagamento de dívidas. O Novo Desenrola Brasil busca solucionar, em parte, um dos problemas que mais vem contribuindo para a derrubada da aprovação do presidente, que é o alto endividamento da população.

 

No Congresso, o tema da semana é o início da discussão sobre o projeto que modifica a jornada de trabalho 6x1. A comissão especial criada para debater os projetos sobre o tema inicia seus trabalhos, enquanto por outro lado, partidos governistas decidem se ingressam no Judiciário para cancelar a votação do Congresso que derrubou o veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria.

 

Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula inicia a semana, nesta segunda-feira (4), com a assinatura da medida provisória que regulamenta o programa Nova Desenrola Brasil, para reduzir o endividamento da população. Entre outras medidas, o programa permite que os trabalhadores possam negociar dívidas do cartão de crédito, do cheque especial, do rotativo, do crédito pessoal e do FIES.

 

A medida provisória, que precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional, mas que já produzirá efeitos desde a sua assinatura, permitirá às pessoas endividadas renegociações com juros de no máximo 1,99%, e descontos de 30% até 90% no valor da dívida. A medida também permitirá o saque de até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento de dívidas. 

 

Ainda nesta segunda, o presidente Lula terá na parte da tarde, no Palácio do Planalto, uma reunião com o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva. Existem especulações nos bastidores de Brasília de que Lula pode nomear o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a pasta da Justiça, como um “prêmio de consolação” pela rejeição que sofreu ao seu nome no Senado para ser ministro do STF. 

 

A agenda do presidente Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. 

 

No calendário da apresentação de indicadores da economia, um dos destaques da semana é a divulgação da Ata do Copom, que revela os detalhes da decisão do Banco Central que reduziu a taxa básica de juros de 14,75% para 14,50%. A Ata possui informações que mostram ao mercado financeiro quais devem ser os próximos passos do Copom nas decisões futuras sobre os juros anuais. 

 

Na quinta (7), será a vez de o IBGE divulgar os números da produção industrial brasileira no mês de março. No mesmo dia, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio revela os dados sobre a balança comercial de abril. Já na sexta (8), o mesmo IBGE apresentará pesquisa sobre o rendimento dos brasileiros no ano de 2025.

 

PODER LEGISLATIVO

 

Na Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) anunciou a realização de uma “maratona” de sessões deliberativas, de segunda a sexta. A decisão tem como objetivo apressar a votação da PEC do fim da jornada 6x1 na comissão especial instalada nesta semana. 

 

A medida serve para contar os prazos regimentais de tramitação das propostas sobre o tema. Na comissão especial, as PECs que estão sendo analisadas possuem prazo de dez sessões para apresentação de sugestões e emendas ao texto.

 

A comissão especial que vai analisar os projetos que mudam a jornada de trabalho terá sua primeira sessão administrativa nesta terça (5). O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), pretende apresentar o seu plano de trabalho e perspectivas de prazos até a elaboração do parecer final.

 

Além das audiências públicas que serão realizadas na comissão especial para debater o projeto, o colegiado também vai organizar seminários em alguns estados. O primeiro deles deve ser na Paraíba.

 

A expectativa é de que a cidade de João Pessoa receba o primeiro debate sobre a mudança na jornada 6x1 já na próxima quinta (7), com a presença do presidente Hugo Motta. Além de João Pessoa, Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP) também devem receber os debates sobre a mudança na escala de trabalho ainda no mês de maio.

 

No plenário, o principal item na pauta da Câmara é o projeto de lei 2.780/2024, que institui o Marco Regulatório de Minerais Críticos. O texto, relatado por Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), cria uma política nacional para organizar a extração e a comercialização de minerais críticos e terras raras.

 

A proposta também prevê facilitação do licenciamento ambiental, acesso a crédito, incentivos fiscais, estímulo à inovação e investimento obrigatório em pesquisa por grandes empresas.

 

O parecer estava previsto para ser apresentado no início de abril, mas o governo pediu mais tempo para analisar o texto, definir posição e sugerir mudanças. Desde então, o Executivo permanece dividido, com demandas distintas entre ministérios. Sem consenso, o Planalto solicitou novo adiamento e a votação ficou para este mês.

 

Outro item relevante é o projeto de lei 466/2015, que regulamenta mecanismos para travessia segura de animais silvestres em rodovias, como passarelas verdes, fiscalização e campanhas educativas.

 

Também será votado o projeto de lei 5.744/2023, da Comissão de Legislação Participativa, que aumenta as penas para homicídios contra agentes de segurança em serviço ou por motivação relacionada, além de casos que envolvam parentes de primeiro grau e cônjuges.

 

Na quarta (6), haverá sessão solene em comemoração aos 200 anos da Câmara dos Deputados. Embora legalmente instituída na Constituição Imperial de 1824, a Casa iniciou suas atividades apenas em 1826, em sessão conjunta com o Senado.

 

Já no Senado, passada a turbulenta sabatina e votação da indicação de Jorge Messias ao STF, a semana terá uma retomada do ritmo regular de trabalhos com propostas de menor controvérsia. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apontado pelo governo Lula com principal responsável pela rejeição a Jorge Messias, agendou projetos de consenso para serem analisados nos próximos dias.

 

Na terça (5), no Plenário, está prevista a votação do projeto de lei 6.132/2025, que cria a Universidade Federal Indígena. Também devem ser analisados o projeto de lei 636/2023, que busca acelerar ações de proteção e defesa civil, e o projeto de lei 6.249/2019, que atualiza o Dia Nacional da Artesã e do Artesão e amplia políticas públicas para o setor.

 

Na quarta (6), a pauta será voltada à saúde. Entre os itens está o projeto de lei 1.799/2023, que reforça no SUS a implementação de ações voltadas à saúde da mulher e garante ao menos um exame geral anual. Também será votado o projeto de lei 2.480/2021, que institui o mês de conscientização sobre o transtorno de personalidade borderline, em agosto.

 

Outro destaque no dia é o projeto de lei complementar 11/2026, que exclui do corte linear de isenções fiscais os tributos pagos por instituições sem fins lucrativos.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

Após a derrubada, pelo Congresso Nacional, do veto presidencial ao projeto da dosimetria de penas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e por tentativa de golpe, a bola agora está com o Supremo Tribunal Federal. Os ministros podem vir a ser acionados, por meio de ações de partidos governistas, a decidir se a derrubada do veto se deu de forma legal e com respeito à Constituição.

 

Antes de entrar no tema da dosimetria, o plenário do STF terá a discussão, na próxima quarta (6), de diversas ações que tratam das regras de distribuição dos royalties do petróleo e da participação especial dos entes federativos na partilha. O tema está em discussão nas ADIs 4916, 4917, 4918, 4920 e 5038, de relatoria da ministra Cármen Lúcia. 

 

Também consta na pauta a ADI 3545, relatada pelo ministro Luiz Fux, que trata da antecipação de receitas de royalties do petróleo. Os ministros julgarão a constitucionalidade de uma lei de 2012 que modifica a distribuição dos recursos, reduzindo o valor repassado aos Estados e municípios “produtores” de petróleo. A decisão pode impactar diretamente a arrecadação de estados e municípios que recebem esses royalties.

 

Ainda na sessão da próxima quarta, os ministros do STF vão analisar a ADI 7631 e a ADC 92, ambas relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que discutem pontos da lei que trata da igualdade salarial entre homens e mulheres. Entre outras providências, a norma determina a publicação semestral de relatórios de transparência salarial e de critérios remuneratórios por empresas com 100 ou mais empregados.

 

O Partido Novo questiona no STF pontos da lei que trata da igualdade salarial entre homens e mulheres. Este é o segundo processo sobre o tema chega à Corte. A primeira ação foi proposta pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (CNC).

 

Na ADI 7631, o partido Novo sustenta que partes da Lei 14.611/2023 são inconstitucionais, ao obrigar empresas com mais de 100 empregados a divulgarem salários e critérios remuneratórios em relatórios de transparência a serem enviados ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O preenchimento obrigatório desse documento está regulamentado no Decreto 11.795/2023 e na Portaria 3.714/2023 do MTE, e seu descumprimento prevê a imposição de multas às empresas.

 

O Novo argumenta que a divulgação desse relatório sobre a composição das remunerações é inconstitucional, por expor informações sensíveis sobre estratégia de preços e custos das empresas, violando o princípio constitucional da livre iniciativa. O partido explica que mesmo que a empresa não queira divulgar, tais dados poderão ser disponibilizados pela União ou até mesmo por entidade sindical dos trabalhadores.

 

Por fim, o partido Novo pede na ação a suspensão de qualquer divulgação de relatório sobre remuneração de empregados, do pagamento de multas em caso de descumprimento, de imposição de elaboração de plano de ação contra a desigualdade salarial e também da determinação de que os empregadores entreguem uma cópia desse plano ao sindicato dos trabalhadores.

 

A ação do Novo foi distribuída ao ministro Alexandre, que já relata a ADI 7612, ajuizada pela CNI e pela CNC.
 

Lula é aconselhado a adiar indicação ao STF após derrota de Messias e reage com críticas nos bastidores
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido orientado por interlocutores a adiar o envio de um novo nome para o Supremo Tribunal Federal (STF), após a rejeição da indicação de Jorge Messias pelo Senado. A recomendação é aguardar a redução da tensão política antes de retomar o processo.

 

Segundo relatos de conversas ocorridas na última semana com ministros do Judiciário, Lula demonstrou irritação com a articulação que resultou na derrota de Messias. Na ocasião, o presidente chamou de “filhos da p.” os responsáveis pela movimentação contrária à indicação.

 

De acordo com as informações, Lula avalia que a articulação não partiu exclusivamente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e estende o descontentamento a outros atores políticos que, segundo ele, acompanharam o desfecho sem reação.

 

Entre os nomes citados no contexto está o atual ministro da Justiça, Wellington César, que assumiu o cargo em janeiro, em substituição a Ricardo Lewandowski. Ele teria sido alvo de críticas internas por uma atuação considerada discreta na defesa da indicação de Messias.

Defesa de Débora do Batom se adianta e já pede ao STF redução da pena com base na nova lei da dosimetria
Foto: Reprodução Redes Sociais

Apesar de ainda ter sido ainda promulgada, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a nova lei da dosimetria, fruto da derrubada do veto pelo Congresso Nacional, a defesa da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que ficou conhecida como “Débora do Batom”, já se adiantou e pediu a revisão da pena que a condenou a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

 

O pedido foi feito nesta sexta-feira (1º) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Débora ficou conhecida por escrever, com batom, a frase “perdeu, mané” em uma estátua em frente ao STF, nos atos de 8 de janeiro, e acabou se tornando uma espécie de símbolo nas críticas de partidos de direita e de oposição a eventuais excessos que teriam sido cometidos pelo Judiciário. 

 

No pedido de redução de pena, a defesa de “Débora do Batom” alega que a mudança aprovada pelo Congresso Nacional é mais benéfica à ré, o que permitiria a revisão da condenação. Os advogados reconhecem que o pedido é antecipado, já que o texto ainda não entrou em vigor, mas argumentam que a aprovação pelo Congresso já indica uma mudança de orientação legislativa que deve impactar diretamente o caso.

 

Além da revisão da pena, a defesa também pede a progressão de regime. De acordo com a petição, Débora já cumpriu mais de três anos de pena e deve atingir, em junho deste ano, o requisito temporal necessário para a mudança de regime.

 

Com a derrubada do veto na sessão conjunta do Congresso da última quinta (30), cabe ao presidente Lula fazer a promulgação da lei da dosimetria em até 48 horas. Caso Lula não faça a promulgação, a mesma caberá ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP).

 

Mesmo após a promulgação da nova lei, os efeitos da redução de pena a condenados pelos atos de 8 de janeiro e por tentativa de golpe não são imediatos. Caberá aos ministros do STF analisarem a situação dos condenados caso a caso.

 

Há ainda a possibilidade de judicialização da sessão do Congresso que derrubou o veto do presidente Lula. Líderes de partidos governistas estudam ingressar com ação no Supremo pedindo a anulação da derrubada do veto. 

 

Caso o STF acate algum pedido de concessão de liminar desses partidos, a análise da redução de penas teria que aguardar uma futura decisão sobre a legalidade da derrubada do veto presidencial.
 

VÍDEO: Lula defende fim da escala 6x1, critica bets e anuncia nova etapa do Desenrola Brasil
Foto: Marcelo Camargo / EBC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  defendeu o fim da escala de trabalho 6x1 e anunciou medidas voltadas à população endividada em pronunciamento em alusão ao Dia do Trabalhador. O petista realizou o pronunciamento na noite desta quinta-feira (30), na véspera do feriado nacional.

 

Na fala, Lula afirmou que enviou ao Congresso um projeto para reduzir a jornada semanal para até 40 horas, com dois dias de descanso, sem redução salarial. Segundo ele, o modelo atual não condiz com a realidade do século XXI. O presidente também destacou que a mudança pode garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores.

 

“Não faz sentido que, em pleno século XXI, milhões de brasileiros tenham que trabalhar seis dias por semana para descansar apenas um dia. O fim da escala 6x1 vai garantir mais tempo com a família, para estudar, cuidar da saúde e descansar”, afirmou.

 

Lula também relacionou a proposta de redução da jornada à valorização histórica dos direitos trabalhistas e defendeu que avanços nesse campo contribuem para o crescimento econômico.

 

“Todas as conquistas dos trabalhadores foram criticadas no passado, mas o Brasil nunca quebrou por dar direitos. Pelo contrário, ficou mais forte”, disse.

 

Durante o pronunciamento, Lula anunciou ainda uma nova etapa do programa Desenrola Brasil, voltada à renegociação de dívidas das famílias brasileiras. De acordo com ele, haverá redução de juros, possibilidade de descontos e prazo maior para pagamento. O presidente também fez críticas às plataformas de apostas online, as chamadas “bets”, e afirmou que beneficiários do programa ficarão impedidos de utilizar esses serviços por um período.

 

Ele também anunciou que a população poderá realizar saques do FGTS para fazer o pagamento das dívidas.

 

“A dívida das famílias cresceu por anos e agora está sufocando uma parte da sociedade brasileira. Por isso, vamos lançar, na próxima segunda-feira, o Novo Desenrola Brasil, um conjunto de medidas  para ajudar a resolver a vida financeira das famílias endividadas. As trabalhadoras e os trabalhadores poderão negociar dívidas do cartão de crédito, do cheque especial, do rotativo, do crédito pessoal e até do Fies. Os brasileiros endividados terão juros mais baixos de no máximo 1,99 e desconto de 30 até 90% no valor da dívida. Assim, você vai ter uma parcela bem menor e mais tempo para pagar a sua dívida. E cada pessoa poderá sacar até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)”, afirmou o presidente.

 

Confira:

 

Governo Lula empenhou R$ 2,4 bi em emendas a senadores entre indicação e sabatina de Messias
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo federal, sob o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), empenhou mais de R$ 2,4 bilhões em emendas parlamentares destinadas a senadores após o envio da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Nas últimas semanas, o Executivo intensificou a articulação para tentar garantir a aprovação do nome do advogado-geral da União e evitar uma derrota no Senado, como a registrada na última quarta-feira (29).

 

Em comparação com março, o volume de liberações de emendas individuais indicadas por senadores aumentou mais de 12 vezes. O levantamento utiliza dados do Siga Brasil, referente ao período entre 1º de abril — quando Lula enviou a indicação — e 29 de abril, data da votação.

 

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) foi o maior beneficiado, com R$ 71,8 milhões empenhados. Em seguida aparece Romário (PL-RJ), com cerca de R$ 69 milhões. Na sequência estão Jader Barbalho (MDB-PA) e Renan Calheiros (MDB-AL).

 

O senador baiano Angelo Coronel (PSD-BA) aparece na sétima posição, com aproximadamente R$ 48,5 milhões.

 

As emendas individuais têm execução obrigatória, o que exige sua liberação ao longo do ano. No entanto, o ritmo e a prioridade adotados pelo governo federal costumam influenciar negociações políticas no Congresso. As informações são do portal Metrópoles.

Para dar um "prêmio de consolação", Lula pode tirar baiano do Ministério da Justiça e nomear Jorge Messias
Foto: Edu Mota / Brasília

Após ter sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Senado nesta quarta-feira (29), o advogado-geral da União, Jorge Messias, pode vir a ser escalado para o Ministério da Justiça. A decisão, a ser tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seria uma espécie de prêmio de consolação pela derrota sofrida no Congresso Nacional. A informação foi dada pela CNN.

 

Caso Lula decida fazer a nomeação, o presidente teria que trocar o atual ministro da Justiça, o baiano Wellington Cesar Lima, que assumiu o cargo em 15 de janeiro. Wellington tomou posse no cargo em 15 de janeiro deste ano, em substituição ao então ministro Ricardo Lewandowski, que pediu para deixar o governo. 

 

O jurista baiano já havia ocupado o cargo de ministro da Justiça em 2016, durante o governo Dilma Rousseff. Posteriormente, após o impeachment de Dilma, continuou exercendo funções estratégicas na administração pública federal, e antes de assumir no lugar de Lewandowski, comandava a Advocacia-Geral da Petrobras.

 

Segundo a CNN, a avaliação dentro do governo federal é de que a nomeação de Messias poderia fortalecer a posição do aliado de Lula, demonstrando deferência política. Além disso, blindaria sua imagem pública e o manteria em evidência para uma eventual nova indicação à Suprema Corte no futuro.

 

O diagnóstico é também que, no Ministério da Justiça, Messias também atuaria junto ao Supremo Tribunal Federal para arrefecer a resistência ao seu nome no Poder Judiciário. Nos bastidores, de acordo com a CNN, a leitura de interlocutores do governo é de que a transferência para a pasta da Justiça colocaria Jorge Messias em um patamar mais elevado dentro da administração federal, ajudando a mitigar o desgaste provocado pela derrota.
 

Em sessão tensa, Alcolumbre retira trecho do PL da dosimetria e abre caminho para derrubada do veto de Lula
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Um dia depois da rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso Nacional realiza uma sessão conjunta, nesta quinta-feira (30), em clima beligerante entre bancadas governistas e de oposição. Desde o início da reunião, muitas discussões, gritos, acusações, críticas e ironias foram vistas de lado a lado na análise do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas dos condenados pelos atos do 8 de janeiro de 2023 e por tentativa de golpe.

 

Líderes e parlamentares de oposição apresentaram ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), diversas questões de ordem contestando a realização da sessão. Alcolumbre negou o avanço de todos os pedidos da bancada governistas e de partidos de esquerda.

 

Em uma de suas decisões nesta quinta, o presidente do Congresso anunciou o desmembramento de trechos do veto integral de Lula ao PL da Dosimetria que contradizem os mecanismos do PL Antifacção. O projeto, aprovado por Câmara e Senado e depois sancionado pelo presidente Lula, cria novos instrumentos de enfrentamento ao crime organizado.

 

Um dos argumentos citados pelo governo para vetar o PL da Dosimetria foi a contradição entre os instrumentos do projeto antifacção que dificultam a progressão de regime para membros de organizações criminosas ultraviolentas e autores de crimes hediondos e contra as mulheres, e os termos do projeto vetado, que aceleram a progressão em diversos cenários. Segundo a alegação do governo, essa contradição afetaria tipos penais como feminicídio, estupro e formação de milícia privada.

 

Segundo Alcolumbre, essa situação levaria à invalidação de decisões do Congresso Nacional sobre o projeto. Para o senador, a contradição também significaria “um passo atrás’ nas ações de combate à criminalidade, em especial ao feminicídio e ao crime organizado.

 

“Nesse sentido, o fatiamento do projeto vetado se destina a compatibilizar a intenção do legislador em ambas as matérias, reconhecendo a prejudicialidade da parte do veto que foi objeto da Lei Antifacção”, explicou o presidente do Congresso.

 

Davi Alcolumbre argumentou ainda que na ocasião em que foi apreciado o PL Antifacção, deputados e senadores já estavam cientes do conteúdo aprovado e posteriormente vetado do PL da dosimetria. “Em outras palavras, a deliberação do PL Antifacção, por ter ocorrido depois, supera as disposições coincidentes que foram votadas no PL da dosimetria”, apontou Alcolumbre, anunciando que estariam sem efeito os pontos contraditórios do veto.

 

No fim, o presidente do Congresso reforçou: “Caso o veto seja rejeitado, será promulgada a integralidade do PL da dosimetria, com exceção dos dispositivos que foram declarados prejudicados pela decisão desta Presidência”.

 

Nesta quinta, deputados e senadores deliberam sobre um tema único: o veto presidencial integral ao PL da Dosimetria. O projeto impede a cumulatividade de penas para crimes contra o Estado de Direito, além de flexibilizar critérios de progressão de regime para reduzir o período de prisão de condenados por envolvimento nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

 

Pelo projeto, o tempo de prisão em regime fechado do ex-presidente Jair Bolsonaro, originalmente definido em seis anos, cairia para dois.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
De duas, uma: ou alguém afasta o Soberano de enxada, pás e afins, ou coloca ele num curso de pedreiro. Outro que precisa de um choque de realidade, aparentemente, é Juninho de Elmar. E enquanto Bruno de Wagner confunde a todos com sua estratégia eleitoral, o Galego se mostra o melhor garoto propaganda do governo. Mas ninguém está com uma imagem melhor do que Maistarde. E o Bonitão mostrou que o molejo ainda está em dia. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Ricardo Alban

Ricardo Alban
Foto: Iano Andrade / CNI

"Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro". 

 

Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar sobre a revogação, pelo governo Lula, do imposto de importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”, resultará na perda de empregos e impactará principalmente as micro e pequenas empresas brasileiras.

Podcast

Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (4). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias. 

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