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A desaprovação à administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu 52% em fevereiro deste ano. Segundo novo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta-feira (27), a aprovação do governo recuou para 45%, uma queda em relação aos 46,4% registrados em janeiro.
O cenário aponta para uma polarização acentuada, com o percentual de brasileiros que consideram a gestão "péssima" (36,2%) superando em quase dez pontos a soma dos que a avaliam como "ótima" (12,8%) ou "boa" (19,8%). O índice de avaliação "regular" manteve-se estável em 22,5%.
O governo mantém sua principal base de sustentação no Nordeste, única região onde a aprovação é amplamente majoritária, chegando a 59,2%. No extremo oposto, o Sul apresenta a maior rejeição, com 62,8% de desaprovação. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, a desaprovação é de 56,8%, enquanto no Sudeste atinge 55,1%.
Um dos fatores determinantes para a popularidade presidencial continua sendo o impacto dos programas sociais. Entre os eleitores que recebem o Bolsa Família (ou possuem alguém no domicílio que receba), a aprovação do governo dispara para 64,6%. Já entre os cidadãos que não dependem do benefício, o índice de aprovação cai drasticamente para 40,9%, com uma desaprovação de 56,3%.
No recorte por gênero e idade, o presidente encontra maior eco entre as mulheres (47,0% de aprovação) e entre os eleitores mais jovens (16 a 24 anos, com 49,2%) e idosos (60 anos ou mais, com 51,8%). Por outro lado, a maior resistência ao governo está concentrada na faixa etária de 35 a 44 anos, onde a desaprovação chega a 58,4%.
Ao receber nesta quinta-feira (26), na residência oficial, uma comitiva de parlamentares governistas da CPMI do INSS, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que irá analisar imagens da sessão da comissão antes de tomar alguma decisão sobre reverter a aprovação do requerimento de quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha.
Os parlamentares ligados ao governo afirmam que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), teria fraudado a votação do requerimento, ao não fazer uma chamada nominal dos membros da comissão. Viana votou de forma simbólica o requerimento que envolve Lulinha em meio a outros 86 documentos sobre outras quebras de sigilo, convocações, convites e demais pedidos tanto do relator quanto de deputados e senadores da CPMI.
Alcolumbre prometeu aos parlamentares governistas que vai ouvir os dois lados envolvidos na discussão dos requerimentos, além de técnicos do Senado, para tomar sua decisão. Até que saia a decisão de Alcolumbre sobre anulação ou não da votação, os deputados e senadores ligados ao governo descartam judicializar a votação.
Quem subiu o tom contra o presidente da CPMI foi a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), que acusou Viana de aplicar um golpe na votação que resultou na quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha. Gleisi defendeu as ações da base aliada e confirmou que o governo irá recorrer à decisão.
“Foi golpe do presidente da CPMI. Temos maioria. Tínhamos ganhado a votação anterior. Ele não contou os votos. Fez votação simbólica e tratou de anunciar o resultado. Vamos recorrer disso”, afirmou a ministra em entrevista.
Na mesma linha da ministra, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que a votação que aprovou a quebra de sigilo de Lulinha foi “manipulada”. Wagner classificou o episódio como "absurdo",e afirmou que não poderia se calar.
"Um absurdo. Realmente foi-se às vias de fato porque as pessoas ficaram indignadas com a proclamação do presidente Carlos Viana sobre o resultado. Não há como negar que o número nosso era 14 e não 7, e quem ganha é a maioria", declarou.
Já o presidente da CPMI, Carlos Viana, disse nesta quinta que não pretende recuar de sua decisão.
O senador afirmou que já começou a encaminhar às autoridades responsáveis os requerimentos aprovados na reunião da CPMI. Viana afirmou que há cerca de um mês vem sendo ignorado em seus pedidos de reunião com Alcolumbre, para decidir sobre a prorrogação dos trabalhos da comissão mista de inquérito, e que, portanto, não irá esperar a decisão do presidente do Senado sobre eventuais irregularidades na votação dos requerimentos.
Carlos Viana inclusive havia enviado na última quarta (25) um ofício ao senador Davi Alcolumbre, requerendo manifestação dele sobre a prorrogação dos trabalhos do colegiado por mais 60 dias. O prazo de funcionamento atual da CPMI, de 180 dias, se encerra em 28 de março.
O ofício foi anunciado por Viana como a última tentativa de obter da presidência do Senado uma decisão sobre a continuidade dos trabalhos. O senador mineiro disse a aliados que vai esperar uma semana para que Alcolumbre responda seu ofício.
Caso contrário o presidente do Senado não responda ou decida não prorrogar os trabalhos da CPMI, Viana pensa em recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Já houve casos recentes em que o STF exigiu a abertura de uma CPI, entendendo ser um instrumento legítimo da oposição.
Levantamento nacional divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas nesta sexta-feira (27) indica os cenários de intenção de voto para a eleição presidencial de 2026, além da avaliação sobre uma possível reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados nomes aos entrevistados, Lula aparece com 26% das intenções de voto. Em seguida estão Flávio Bolsonaro (PL), com 14,8%, e Jair Bolsonaro (PL), com 5,8%. Outros nomes citados somam percentuais inferiores, enquanto 42,6% dos entrevistados afirmaram não saber ou não opinar.

No cenário estimulado principal, em que os candidatos são apresentados aos eleitores, Lula registra 39,6% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35,3%. Ratinho Junior aparece com 7,6%, Romeu Zema com 3,8%, Renan Santos com 1,5% e Aldo Rebelo com 0,5%. Outros 6,7% declararam voto branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 5% não souberam responder.

Em um segundo cenário estimulado, Lula alcança 40,5%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 36,6%. Romeu Zema aparece com 4,3% e Ronaldo Caiado com 3,7%. O percentual de eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato foi de 7,8%, e 5,2% não souberam ou não opinaram.

A pesquisa também simulou cenários de segundo turno. Em eventual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta 43,8% das intenções de voto para Lula e 44,4% para Flávio Bolsonaro, com 6,9% de votos brancos ou nulos e 5% de indecisos, cenário que indica empate técnico.

Quando questionados se o atual presidente merece ser reeleito, 52,2% dos entrevistados responderam que Lula não merece um novo mandato, enquanto 43,9% afirmaram que ele merece ser reeleito. Outros 3,9% disseram não saber ou preferiram não opinar.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-07974/2026. De acordo com o estudo, realizado entre os dias 22 e 25 de fevereiro de 2026, foram entrevistados 2.080 eleitores em 159 municípios distribuídos pelos 26 estados e o Distrito Federal. O levantamento apresenta grau de confiança de 95% e margem de erro estimada de 2,2 pontos percentuais para os resultados gerais.
Ainda sem data certa para deixar o cargo de ministro da Fazenda, o titular da pasta, Fernando Haddad, teria sido convencido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a disputar as eleições para o governo de São Paulo. O próprio Lula teria convencido Haddad a aceitar ser candidato durante a viagem recente que fizeram para a Índia e a Coreia do Sul.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (26) pela colunista Thais Bilenky, do site Uol. Segundo a jornalista, Haddad ainda estava indeciso até mesmo se iria concorrer ao Senado, que era o plano inicial, mas foi convencido pelo presidente Lula a reforçar o palanque do PT em São Paulo nas eleições de outubro.
Até o momento, o favoritismo da disputa está nas mãos do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que vem dando declarações sobre sua intenção de concorrer à reeleição. Em entrevista para uma rádio nesta quinta (26), o governador afirmou que está pensando no estado a longo prazo e com interesse de deixar um legado.
Segundo Tarcísio, sua gestão ainda tem muita coisa para entregar para a população. O governador também falou sobre o encontro que terá nesta sexta (27) com o senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Amanhã, por exemplo, eu tenho uma conversa com o Flávio Bolsonaro. Um dos pontos é o seguinte: a gente precisa apresentar um projeto para o Brasil, importante do que qualquer nome ou qualquer candidatura, um bom projeto”, afirmou Tarcísio.
Caso Fernando Haddad confirme que atenderá o pedido de Lula e se candidatará ao governo de São Paulo, o atual ministro terá uma dura disputa com o atual dono do cargo. De acordo com a última sondagem da Paraná Pesquisas, divulgada em 11 de fevereiro, o governador Tarcísio apareceu liderando todos os cenários do levantamento.
No cenário de primeiro turno, Tarcísio chegou a 51%, contra 27,7% de Haddad, 5,2% de Kim Kataguiri (União) e 4,2% de Paulo Serra (PSDB). Na disputa de segundo turno entre os dois, o governador alcançou 58,7% contra 32,4% de Fernando Haddad.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta quinta-feira (26) que a votação que aprovou a quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na CPMI do Instituto Nacional do Seguro Social foi “manipulada”.
“Houve uma manipulação, prefiro não adjetivar e, portanto, não sei exatamente como esse imbróglio vai terminar”, disse o senador à CNN Brasil.
A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) foi suspensa após bate-boca e empurrões entre parlamentares. Durante a entrevista, Wagner classificou o episódio como “absurdo”, mas afirmou que não poderia “se calar”.
“Um absurdo. Realmente foi-se às vias de fato porque as pessoas ficaram indignadas com a proclamação do presidente Carlos Viana sobre o resultado. Não há como negar que o número nosso era 14 e não 7, e quem ganha é a maioria”, declarou.
“Na minha opinião, um horror, porque eu acho que o tratamento dentro do Congresso deveria se dar de outra forma, mas não há como se calar”, completou.
A ministra de relações institucionais, Gleisi Hoffman (PT), protestou contra a aprovação da quebra de sigilo de Lulinha pela CPMI do INSS. A ministra disse ao SBT News que o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), deu um "golpe".
Gleisi disse que o governo tinha votos suficientes para barrar a medida, mas Viana colocou o requerimento para ser votado de forma simbólica, sem atender pedidos para apuração nominal dos votos.
"Foi golpe do presidente da CPMI. Temos maioria. Tínhamos ganhado a votação anterior. Ele não contou os votos. Fez votação simbólica, e tratorou ao anunciar o resultado.. Vamos recorrer disso”, declarou Gleisi.
Segundo a ministra, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) vai recorrer ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para reverter a votação do requerimento que promoveu a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
O presidente da CPMI, Carlos Viana, disse que na hora da votação, o governo só contava com sete votos entre os presentes. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), entretanto, divulgou imagem em suas redes sociais do momento da votação do requerimento, e apontou 14 parlamentares presentes a favor do governo e contra a quebra de sigilo.
Em uma sessão marcada por muitas discussões e confusão, a CPMI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), um requerimento para quebra de sigilo bancário fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Logo após a votação, a bancada governista foi até a mesa diretora dos trabalhos e um grande empurra-empurra levou o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a suspender a sessão.
O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve o nome citado como um dos possíveis beneficiários do esquema de desvios em uma das fases da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Investigadores da PF colheram depoimentos com menções diretas e indiretas a Lulinha que o apontam como um possível “sócio oculto” de Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Em depoimento à Polícia Federal, Edson Claro, ex-funcionário do “Careca do INSS”, afirmou que Lulinha recebia uma mesada de R$ 300 mil de Antunes. Esse mesmo valor é citado em uma troca de mensagens entre Antunes e a empresária Roberta Luchsinger. Na conversa, Antunes diz que tem que repassar R$ 300 mil para o “filho do rapaz”.
Após a votação do requerimento, houve confusão e empurra-empurra na sessão. Governistas se aproximaram da mesa diretora para protestar diante do resultado, quando começou o tumulto. Alguns socos foram desferidos, mas não acertaram ninguém.
Parlamentares que ameaçavam brigar, inclusive, tiveram de ser separados. Entre os envolvidos na confusão estão o deputado Rogério Correa (PT-MG), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), os deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ).
A comissão também aprovou nesta quinta (26) a convocação do ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-PB), Gustavo Gaspar, e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, para prestarem depoimentos.
Foram aprovados ainda durante a sessão outros requerimentos relacionados ao Banco Master, como a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa.
Além de ver pela primeira vez o senador Flávio Bolsonaro à sua frente em uma simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu outras más notícias da pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira (25). O instituto, por exemplo, averiguou que a rejeição à candidatura de Lula passou a ser maior do que a do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre os entrevistados pela AtlasIntel, 48,2% afirmaram que “não votariam de jeito nenhum” no presidente Lula. Já a rejeição ao senador Flávio Bolsonaro foi de 46,4%. Logo depois entre os mais rejeitados estão Jair Bolsonaro (44,2%), Renan Santos (43,9%) e Eduardo Leite (38,3%).
No principal cenário de primeiro turno, em que Lula parece com 45% contra 37,9% de Flávio, o presidente viu sua liderança diminuir principalmente na região Nordeste, seu principal reduto eleitoral. Lula somava 58,2% na pesquisa AtlasIntel de janeiro, e caiu para 50,4% agora em fevereiro. Já Flávio subiu de 28,7% para 31,8%.
Na região Sudeste, a mais populosa do país, houve um achatamento da distância. Em janeiro, o presidente Lula tinha 49,3% das intenções de voto na região, enquanto Flávio somava 36,1%. Neste pesquisa mais recente, a distância ficou bem menor: 43,6% para o líder petista, ante 41,9% para o senador.
Chama atenção, ainda, a diferença entre as intenções de voto considerando pessoas que cursaram até o ensino fundamental. Em janeiro, Lula era o preferido de 61,2% desse grupo; em fevereiro, caiu para 37,3% – diferença de quase 24 pontos. Flávio, por por outro lado, subiu de 28% para 41,2%, alta de 13,2%.
Em outro recorte do levantamento, foi constatado que aumentou a desaprovação e piorou a avaliação positiva do governo e do desempenho do presidente. Pela pesquisa, o percentual de quem desaprova o desempenho do presidente Lula aumentou de 50,7% para 51,5%.
Já a aprovação do trabalho de Lula neste terceiro mandato caiu de 48,7% na pesquisa feita em janeiro para 46,6% nesta sondagem mais recente. Os indecisos somam 1,8%.
Na avaliação do governo como um todo houve piora ainda maior. A opção ruim ou péssimo ficou praticamente estável, com 48,4%. O percentual de ótimo ou bom caiu de 47,1% para 42,7%. Em contrapartida, passaram a considerar o governo regular 8,9%, ante 4,4% há um mês.
A pesquisa AtlasIntel foi feita entre quinta-feira (19) e esta terça (24) e tem margem de erro de um ponto percentual. Foram entrevistadas, por meio de questionários aplicados pela internet, 4.986 pessoas. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07600/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto para um eventual primeiro turno em todos os cenários testados, mas ficou pela primeira vez atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas simulações de segundo turno. É o que mostra a nova pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira (25).
De acordo com os resultados da pesquisa, Flávio, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria 46,3% dos votos contra 46,2% de Lula num eventual segundo turno. Os números revelam um empate técnico.
Num cenário de embate direto em segundo turno contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador de São Paulo aparece à frente de Lula, com 47,1% contra 45,9% do presidente. Tarcísio, no entanto, tem reafirmado que é candidato à reeleição e apoia Flávio na disputa pelo Planalto. Contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula marca 47,5% e ela, 44,7%.
Já para o primeiro turno, o presidente Lula aparece na frente nos cenários apresentados aos entrevistados. No primeiro cenário, Lula aparece com 45,0%, à frente de Flávio Bolsonaro (37,9%), Ronaldo Caiado (4,9%), Romeu Zema (3,9%), Renan Santos (2,9%) e Aldo Rebelo (1,1%).
No segundo cenário, com Ratinho Júnior no lugar de Caiado, Lula tem 45,1% e Flávio 39,5%, enquanto Zema marca 3,9%, Ratinho 3,8%, Renan 3,2% e Aldo 1,1%. No terceiro, Lula soma 45,3% e Flávio 39,1%; Zema cresce para 5,7%, Renan vai a 3,7%, Eduardo Leite aparece com 1,6% e Aldo tem 1,2%.
No quarto cenário, em que é colocado o nome Tarcísio de Freitas, no lugar de Flávio Bolsonaro, Lula registra 43,3% contra 36,2% governador de São Paulo; Zema tem 8,5%, Caiado 5,1%, Renan 2,5% e Aldo 0,9%.
Já no quinto cenário, com Lula, Flávio e Tarcísio na mesma simulação de primeiro turno, o presidente amplia a vantagem e chega a 47,1%, seguido por Flávio (33,1%) e Tarcísio (7,4%); Caiado marca 4,1%, Renan 3,3%, Zema 1,5% e Aldo 1,4%.
A AtlasIntel também testou um cenário sem Lula e apresentando o nome do ministro Fernando Haddad como candidato do governo. Nesse caso, Haddad lidera com 39,1%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37,1%.
O levantamento da AtlasIntel foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-07600/2026. O instituto ouviu 4.986 pessoas entre 19 e 24 de fevereiro, tem margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.
O Palácio do Planalto foi informado de que a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, que será divulgada nesta sexta-feira, deve apontar avanço de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e estagnação de Luiz Inácio Lula da Silva, reduzindo a diferença entre os dois em um eventual segundo turno.
Segundo informações de Lauro Jardim, do jornal O Globo, o resultado prévio deixou a cúpula do governo apreensiva.
O levantamento foi realizado após o Carnaval e, de acordo com a publicação, pode ter sido influenciado pelo desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí.
O nome Lucas Pinheiro Braathen deve seguir reverberando por muito tempo, principalmente após escrever o nome na história do esporte olímpico brasileiro ao conquistar a primeira medalha do país em Jogos de Inverno, na edição de Milano Cortina 2026. O atleta fará um bate e volta no Brasil nesta sexta-feira (27), para ser homenageado.
De acordo com informações divulgadas pelo UOL, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receberá o alpinista em Brasília, na parte da manhã, como parte das homenagens pelo feito inédito.
A recepção realizada pelo Executivo Federal é uma prática comum aos medalhistas do país, acontecendo com frequência em eventos como Jogos Olímpicos e Jogos Pan-Americanos. Esta será a primeira vez que a honraria será realizada para um atleta de modalidade de inverno.
Concretizando o bate e volta, Lucas deve retornar ainda na sexta-feira para sua base na Europa, para finalizar a temporada. Restam duas etapas para o encerramento da Copa do Mundo de Esqui Alpino. A primeira em Kranjska Gora, na Eslovênia, entre 7 e 8 de março; a segunda em Lillehammer, Noruega, entre 19 e 25 do mesmo mês.
Depois disso, ele deverá retornar ao Brasil para uma estadia mais longa para aproveitar as férias e cumprir compromissos de mídia e patrocinadores.
Antes de partir para Abu Dhabi, onde terá nesta terça-feira (24) uma reunião de trabalho com o líder dos Emirados Árabes Unidos, o xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou com a imprensa sobre a concretização de um possível acordo Mercosul-Coreia do Sul. Segundo Lula, “se tudo der certo”, o acordo será concluído ainda neste ano.
Em Seul, Lula se reuniu com o presidente sul-coreano Lee Jae-Myeung, e teria ouvido dele que o país está interessado em fazer avançar as negociações com o Mercosul.
“Eu fiz lembrar a ele que é importante que, neste instante que se discute a pauta do unilateralismo, a gente volte a discutir esse acordo. Ele se mostrou muito interessado e se tudo der certo podemos concluir esse acordo ainda este ano”, declarou Lula a jornalistas em Seul.
O presidente Lula disse também que fez um convite ao seu colega sul-coreano para visitar o Brasil, provavelmente em julho ou agosto deste ano. Nessa eventual visita oficial, a pauta principal das conversas será costurar esse acordo multilateral entre o Mercosul e a Coreia do Sul, com objetivo de reduzir tarifas comerciais entre os países e agilizar processos aduaneiros.
Na sua visita a Seul, o governo brasileiro fechou uma série de acordos com a Coreia do Sul. Um dos acordos, voltado para a integração produtiva e incentivo ao comércio entre Brasil e Coreia do Sul, foi firmado durante visita do líder petista à Casa Azul, residência oficial do presidente sul-coreano Lee Jae-Myeung.
O compromisso entre os dois países compreende uma série de áreas, desde o fomento do comércio digital à cooperação sanitária, mas o destaque vai para o desenvolvimento do setor de minerais críticos. A ideia principal do acordo é buscar o compartilhamento da tecnologia sul-coreana com o Brasil, embora o compromisso firmado não tenha estabelecido obrigações ou prazos entre as partes em nenhum dos setores de cooperação.
O que ficou acertado foi a criação, por parte dos dois países, de grupos de trabalho compostos por ministros de Estado. Esses grupos formarão a Comissão Bilateral sobre Relações Comerciais, que se reunirá uma vez por ano ou quando as partes definirem um momento apropriado.
Na conversa com os membros do governo sul-coreano, Lula deu enfoque ao potencial brasileiro de reservas de minérios críticos e afirmou que busca parcerias para desenvolver o setor de processamento dos materiais no Brasil.
Minerais de terras raras, comércio exterior, investimentos, crime organizado, cooperação na área de segurança pública. Esses serão alguns dos temas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende discutir com o norte-americano Donald Trump, em encontro que ainda não tem uma data marcada.
O presidente Lula falou sobre suas expectativas para esse encontro durante entrevista coletiva neste domingo (22). Lula está na Índia desde quinta (19), onde participou de um fórum sobre inteligência artificial e realizou reuniões bilaterais com outros líderes presentes no evento. Neste domingo Lula foi para Seul, na Coreia do Sul, onde se reúne com o presidente Lee Jae Myung e executivos de grandes empresas sul-coreanas.
Na entrevista coletiva, Lula disse que a pauta da reunião com o presidente dos Estados Unidos terá uma pauta longa, e que a cooperação na área de segurança é um dos pontos centrais. O presidente brasileiro afirmou estar “muito otimista” com o encontro e defendeu uma relação “altamente civilizada, altamente respeitosa" entre os dois países.
Para Lula, o combate ao crime organizado é uma área em que Brasil e Estados Unidos podem atuar conjuntamente.
“Se tem uma coisa que nós precisamos trabalhar juntos é no combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro”, declarou.
Sobre a questão da segurança pública, o presidente Lula disse que pretende levar para a reunião com Trump representantes da Receita Federal, da Polícia Federal, do Ministério da Justiça e do Ministério da Fazenda. Segundo ele, o objetivo é estruturar uma cooperação mais ampla no combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado internacional.
“Vou levar minha Polícia Federal, meu ministro da Justiça, a Receita. Eles levam o FBI, a CIA, o Departamento de Justiça deles”, afirmou.
Lula classificou o crime organizado como uma “empresa multinacional altamente sofisticada”, com atuação em diversos países e infiltração em diferentes esferas da sociedade. “Tem braço no poder Judiciário, tem braço no futebol, tem braço na política, tem braço no empresariado”, colocou.
Segundo ele, o Brasil já criou estruturas específicas para reforçar o combate a ilícitos na fronteira amazônica, com cooperação entre países vizinhos, e está disposto a ampliar a articulação com os Estados Unidos.
Ainda sobre questões de segurança pública, Lula disse na entrevista que já tratou do tema por telefone com Trump ao menos três vezes e que o Brasil enviou às autoridades norte-americanas documentos, fotografias e nomes de investigados. O presidente citou como exemplo um caso envolvendo contrabando de combustíveis e afirmou que o governo brasileiro encaminhou informações detalhadas sobre suspeitos que estariam nos Estados Unidos.
“Eu não quero recebê-los. Eu quero prendê-los”, declarou, ao rebater questionamento de jornalista sobre eventual pedido de repatriação de brasileiros. Segundo o presidente, a intenção é que pessoas investigadas por crimes no Brasil sejam entregues para responder à Justiça.
O presidente brasileiro afirmou ainda que espera restabelecer um diálogo direto e estável entre os dois países.
“Eu espero que depois dessa reunião a gente possa garantir que volte a ter uma relação altamente civilizada, altamente respeitosa e que a gente não vai deixar de conversar por telefone quando tiver qualquer novidade entre Brasil e Estados Unidos. E eu quero também dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova guerra fria”, disse.
Lula também fez um apelo direto ao diálogo pessoal com Trump. “Nós somos as duas maiores democracias da América Latina, nós somos dois homens com 80 anos de idade, portanto a gente não pode ficar brincando de fazer democracia. A gente tem que tratar com muita seriedade. Eu disse por telefone ao presidente Trump: é preciso a gente pegar um na mão do outro, olhar um no olho do outro pra gente ver o que a gente quer entre Brasil e Estados Unidos. E não tem veto, não tem nada proibido na mesa de negociação. Vamos colocar todos os temas na mesa de negociação”, explicou.
Ao comentar ainda a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre tarifas de comércio exterior, o presidente Lula disse que não cabe a ele julgá-la.
“O que eu quero conversar com o Trump é a relação entre Brasil e Estados Unidos. Temos uma relação diplomática de 201 anos. Somos duas grandes democracias. Não tem veto, não tem nada proibido na mesa de negociação. Vamos colocar todos os temas na mesa”, disse Lula.
Em meio à estratégia digital do governo, a primeira-dama Janja incluiu, na agenda da ultima sexta-feira (21), na Coreia do Sul, encontros com brasileiros que vivem no país e produzem conteúdo para redes sociais.
A iniciativa dialoga com a popularidade dos doramas e do k-pop no Brasil. Ao se aproximar desse universo, o Palácio do Planalto busca alcançar uma geração fortemente conectada às plataformas digitais.
Desde o ano passado, a Secretaria de Comunicação (Secom) tem investido em publicidade e em parcerias com influenciadores que já possuem público consolidado. O influenciador fitness Rodrigo Góes, por exemplo, foi contratado para falar sobre vacinação. Raphael Vicente, com forte presença nas periferias, abordou o tema do Imposto de Renda.
Já Gleici Damasceno, campeã do BBB18, acreana, de origem popular e primeira da família a cursar faculdade, foi escalada para divulgar o programa Reforma Casa Brasil. As informações são de Lauro Jardim, do Globo.
A Federação Brasil Da Esperança ingressou nesta sexta-feira (20) com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por propaganda eleitoral antecipada. A Federação, que reúne as siglas PT, PV e PCdoB, afirma que o senador promoveu campanha eleitoral antecipada negativa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e pediu a remoção dos conteúdos.
Segundo o texto da ação, o vídeo de Flávio Bolsonaro teria sido feito com As imagens geradas por inteligência artificial, e mostram o presidente Lula e a primeira-dama Janja com roupas de presidiários em uma cadeia e legendas como "Bloco do Luladrão". Além de Flávio, o vídeo em questão foi publicado pela deputada Bia Kicis (PL-DF) e pelo senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Rogério Marinho (PL-RN).
Os partidos da Federação Brasil Da Esperança alegam que a divulgação do vídeo por Flávio Bolsonaro não apenas busca prejudicar a imagem de Lula, mas também configura uma tentativa de influenciar o cenário político de forma antecipada. A representação cita ainda resolução do TSE que prevê que “não será tolerada propaganda que caluniar, difamar ou injuriar qualquer pessoa”.
“Não há dúvidas de que os Representados promoveram campanha eleitoral antecipada negativa, na medida em que realizaram publicação de imagem manipulada nas redes sociais com a desqualificação da imagem e da honra, principalmente, de Luiz Inácio Lula da Silva, com a divulgação de fatos sabidamente inverídicos, com o único intuito de influir, negativamente, na formação da opinião dos eleitores”, diz trecho da ação.
Nos conteúdos divulgados pelo senador do PL, também há uma paródia de samba-enredo com acusações a Lula e a integrantes do governo, com menções a fake news veiculadas em momentos anteriores da gestão, como a de taxação do Pix. Imagens de IA dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) também são usadas nos vídeos.
A ação do PT, PV e PCdoB foi apresentada um dia depois de o Partido Liberal (PL) protocolar um pedido de produção antecipada de provas no TSE contra o presidente Lula, a quem a sigla acusa de abuso de poder político e econômico no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, no Carnaval de 2026.
A legenda sustenta que a apresentação, que teve enredo em homenagem a Lula, se transformou em um “ato político-eleitoral” em ano de eleição presidencial, bancado majoritariamente com recursos públicos e com ingerência direta do Palácio do Planalto. No texto, o partido afirma que o desfile da Acadêmicos de Niterói extrapolou os limites da manifestação cultural e se converteu em “peça de marketing político-biográfico”, com exaltação do presidente e ataque a adversários.
Os casos estão agora nas mãos dos ministros do TSE, que deverão avaliar tanto o desfile da Acadêmicos de Niterói quanto se a publicação do vídeo de Flávio Bolsonaro realmente configura propaganda eleitoral antecipada e quais medidas poderão ser tomadas em resposta à ação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o dólar não precisa ser a moeda usada por países do Brics. As declarações foram dadas durante uma entrevista à emissora indiana "Índia Today" nesta sexta-feira (20).
O líder afirmou que entende a razão de os americanos defenderem o uso do dólar para transações comerciais internacionais, mas sugeriu que os países envolvidos nas trocas comerciais reflitam se realmente é algo necessário.
Na ocasião, Lula destacou o papel do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do Brics que, segundo o petista, precisa funcionar de maneira diferente de outras instituições internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.
A partir da próxima semana, quando o Senado retomar seus trabalhos, o Carnaval e, particularmente, o desfile realizado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, serão discutidos a partir de proposições apresentadas por parlamentares de diversos partidos.
Um dos projetos relacionados ao desfile da Acadêmicos de Niterói foi protocolado pelo senador Bruno Bonetti, do PL do Rio de Janeiro. A proposta tem como objetivo proibir a homenagem a autoridades políticas ou a ocupantes de cargos políticos no exercício do mandato por entidades culturais que receberem verbas federais.
Na justificativa do seu projeto, o senador Bruno Bonetti lembrou que neste ano, a Embratur, ligada ao governo federal, destinou R$ 12 milhões distribuídos igualmente entre todas as escolas de samba do Rio de Janeiro, inclusive a Acadêmicos de Niterói. Em entrevista à Rádio Senado, o senador disse que a ideia é reforçar a necessidade de se observar os princípios da moralidade pública.
“Essa é a maneira que o nosso mandato encontrou para que se faça justiça e não haja um desequilíbrio na relação de forças eleitorais, tendo em vista que o atual presidente já se colocou como candidato à reeleição. Há algum sentido em dinheiro público financiar a divulgação do seu nome? Isso é um escárnio e desequilibra a correlação de forças, além de ser totalmente antiético e sem propósito”, disse Bonetti.
Pelo projeto, a entidade que receber dinheiro público e desrespeitar as regras estará sujeita à suspensão do repasse dos valores remanescentes, devolução do que já foi transferido e proibição de receber dinheiro e celebrar parcerias com a União por cinco anos.
Um outro projeto nesta linha foi apresentado pelo senador Cleitinho (Republicanos-MG), pré-candidato ao governo de Minas Gerais. A proposta prevê a proibição de financiamento público a escolas de samba e blocos carnavalescos que promoverem apologia ao crime, ao tráfico de drogas, à intolerância religiosa ou a qualquer outra prática que contrarie os princípios da ordem pública e da convivência pacífica na sociedade.
O texto do senador Cleitinho prevê sanções como suspensão de repasses financeiros e aplicação de multas para as agremiações que descumprirem as regras. A proposta aguarda despacho do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) para começar a tramitar nas comissões temáticas antes de eventual votação em plenário.
Segundo o senador mineiro, o objetivo da sua proposta é buscar assegurar responsabilidade na aplicação do dinheiro público sem interferir na criatividade artística ou na crítica social tradicionalmente presente no carnaval.
“É importante destacar que o projeto não limita a liberdade de expressão artística, mas estabelece um limite claro para o financiamento de práticas que podem incitar comportamentos ilegais ou promover a intolerância religiosa. Ou seja, a proposta busca garantir que os recursos públicos destinados à cultura, seja para o fomento ao Carnaval ou a outras manifestações artísticas, sejam utilizados de maneira ética e responsável”, diz o senador Cleitinho.
Há também a proposta protocolada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), pré-candidato ao governo cearense. Girão apresentou projeto de lei complementar proibindo o uso de recursos públicos federais, estaduais e municipais para financiar festas carnavalescas.
O senador critica o fato de que o governo federal, por meio da Embratur, tenha financiado carnavais em diversos estados do Brasil. Girão faz críticas também a emendas parlamentares que bancam cachês milionários de cantores e artistas.
“O dinheiro público precisa financiar prioridades como saúde, educação e segurança”, defende o senador Girão.
Não ligada à questão do desfile da Acadêmicos de Niterói, mas com relação ao uso de dinheiro público em festas populares está a proposta apresentada na semana passada pelo senador Angelo Coronel (sem partido - BA). O parlamentar baiano apresentou um projeto de lei para limitar os gastos dos municípios com festas populares.
Na justificativa do seu projeto, Coronel destaca que as festas populares são eventos fundamentais para manutenção da cultura, fomento do turismo e potencialização da economia local, e uma prova disse seria os festejos de São João na região Nordeste. Para o senador, muito mais do que uma celebração, toda a comunidade ganharia de alguma forma com o evento.
“Por isso, todo ano é esperado que o Poder Público, especialmente as prefeituras, invistam nessas festas, que movimentam a economia do município, indo muito além do aspecto cultural e social. Ocorre que os custos dessas festas têm crescido absurdamente nos últimos anos, talvez porque empresários e artistas saibam que a população espera que as prefeituras promovam a festa de toda forma e acabam inflacionando os cachês”, argumenta Angelo Coronel.
O senador lembra que municípios da Bahia e do Ceará lideram o movimento para que exista um limite ao valor que pode ser pago a artistas quando exista dinheiro público envolvido. Dentro dessa realidade, Angelo Coronel propôs fixar um limite ao valor pago a bandas, duplas e demais artistas que são contratados pelo Poder Público.
A proposta coloca que esse limite dependerá do potencial financeiro do município, sendo de no máximo R$ 700 mil ou 0,1% da chamada Receita Corrente Líquida, que é aquilo que o município arrecada durante o ano.
“Com essa medida, as prefeituras poderão continuar investindo nessas festas, mas não ficarão nas mãos de artistas e empresários mais gananciosos, resguardando o cofre da prefeitura para investir em outras áreas fundamentais como saúde e educação”, explica o senador baiano.
Uma pesquisa realizada pelo instituto Ideia revelou o tamanho do incômodo do segmento evangélico da população brasileira com o desfile realizado no último domingo (15) pela escola de samba Acadêmicos de Niterói. Na homenagem feita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Sambódromo do Rio de Janeiro, a agremiação apresentou uma ala chamada “família em conserva”, que fazia a representação de pessoas evangélicas dentro de latas em conserva.
Segundo a pesquisa, 61,1% dos entrevistados consideraram que os evangélicos foram retratados no desfile de forma preconceituosa, além de enxergar ofensa à liberdade religiosa. Outros 11% dos entrevistados entenderam a ala como uma crítica artística legítima, algumas com referência religiosa. Já 8,7% veem como uma sátira aceitável, e 19,2% não souberam opinar.
Em outro recorte da pesquisa do Instituto Ideia, um total de 48,3% dos entrevistados avalia que o desfile da Acadêmicos de Niterói gerou um aumento da polarização religiosa e política ou normaliza a discriminação simbólica. Por outro lado, 38,2% acreditam que a ala provoca reflexão crítica ou amplia o debate público, e 13,4% afirmam entender que o desfile não gera impacto relevante.
Os dados da pesquisa Ideia revelam também que três quartos do segmento tomaram conhecimento da ala. Segundo a pesquisa, apenas 23,9% dos evangélicos não viram ou ouviram falar sobre, enquanto 19,1% assistiram ao desfile ou vídeos dele e 45,9% entraram em contato por reportagens ou postagens nas redes sociais.
Mais de um terço dos evangélicos (35,1%) também acreditam que a reação seria mais intensa caso outro grupo religioso fosse retratado daquela forma, enquanto 14,8% pensam o contrário. Já 29,3% afirmam que seria igual, e 20,9% não sabem.
As entrevistas do Instituto Ideia foram realizadas pela internet no dia 18 de fevereiro, com 656 pessoas que se autodeclaram protestantes ou evangélicas de 315 municípios. A margem de erro é de 3,8 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Flávio Bolsonaro aparece nas pesquisas em situação melhor do que seu pai estava em fevereiro de 2022
A pesquisa Genial/Quaest divulgada na semana passada confirmou a consolidação do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL) como principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de outubro. Apenas dois meses após ser escolhido por Jair Bolsonaro como candidato da oposição para a disputa, Flávio em pouco tempo reduziu a distância que tinha para Lula, de acordo com a Genial/Quaest.
Apesar de o presidente Lula liderar todos os cenários apresentados para a disputa em primeiro e segundo turnos, o filho mais velho do ex-presidente já aparece com apenas seis pontos atrás do líder petista. Em um dos cenários em que foram incluídos os nomes de Ratinho Jr., Romeu Zema, Renan Santos e Aldo Rebelo, o presidente Lula lidera com 35% dos votos, contra 29% de Flávio Bolsonaro.
Na pesquisa Genial/Quaest divulgada no início do mês de janeiro, com os mesmos nomes do cenário anterior, Flávio Bolsonaro alcançou 26%, contra 35% do presidente Lula. Em um outro cenário, no qual foi acrescentado o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Lula apareceu com 36% e o senador do PL com 23%.
A colocação atual do senador Flávio Bolsonaro na pesquisa Genial/Quaest supera o índice alcançado pelo então presidente Jair Bolsonaro no mesmo período de 2022. Naquele mês de fevereiro, em sondagem do mesmo instituto, Bolsonaro apareceu com 23%, contra 45% alcançados por Lula.
O cenário incluiu ainda nomes como Sérgio Moro (7%), Ciro Gomes (7%), João Doria (2%), André Janones (2%), Simone Tebet (1%) e Rodrigo Pacheco (0%). De todos esses nomes testados, apenas Lula, Bolsonaro, Simone Tebet e Ciro Gomes foram candidatos a presidente.
Em fevereiro de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro estava 22 pontos percentuais abaixo de Lula, o seu principal desafiante. Essa diferença foi caindo progressivamente até as eleições em primeiro turno, no mês de outubro. O resultado final das urnas no primeiro turno foi 48,43% para Lula e 43,20% para Bolsonaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (19) a regulamentação das big techs e fez um alerta sobre “práticas nefastas” das IAs na Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, que acontece na Índia.
Em seu discurso, o presidente destacou os impactos negativos das inteligências artificiais, que segundo ele podem fomentar “práticas extremamente nefastas”. O petista citou diversos problemas gerados por essa ferramenta, a exemplo de armas autónomas, discurso de ódio, desinformação, pornografia infantil e violência contra as mulheres.
A regulamentação das Big Techs também foi defendida por Lula durante sua fala. O presidente defendeu a governança global das IAs e comentou o controle das grandes empresas do ramo da tecnologia sobre o meio digital.
“Sem ação coletiva, a IA aprofundará desigualdades históricas. Capacidades computacionais, infraestrutura e capital, permanecem concentrados em poucos países e empresas. Os dados estão sendo apropriados por poucos conglomerados sem contrapartida equivalente em geração de valor e renda em nossos territórios”, afirmou o líder brasileiro.
O presidente defendeu a regulação como forma de salvaguardar os direitos humanos e a privacidade pessoal. “Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação”, denunciou Lula.
Sem se pronunciar diretamente sobre o rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que neste carnaval de 2026 desfilou fazendo uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira-dama Janja Lula da Silva compartilhou nos stories de sua conta no Instagram uma postagem da agremiação sobre o resultado da apuração no Rio de Janeiro.
A postagem replicada por Janja apresenta uma imagem do carro alegórico que tinha um boneco gigante do presidente Lula, com a frase “A arte não é para os covardes”. A escola também mandou um recado para os seus integrantes: “Comunidade, vocês foram gigantes”.
Em uma outra publicação também compartilhada por Janja na noite desta quarta-feira (18), uma imagem do desfile da Acadêmicos de Niterói é mostra junto com um trecho do samba-enredo que fala sobre Rubens Paiva e a necessidade de resistir:
“No Brasil de Rubens Paiva,
Lute pra vencer,
Aceite se perder,
Se o ideal valer,
Nunca desista,
Não é digno fugir”
Havia a previsão de que a primeira-dama Janja participasse do desfile da Acadêmicos de Niterói, como componente do último carro alegórico da escola. A presença da primeira-dama gerou forte debate interno no Palácio do Planalto, após ações terem sido apresentadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegando a possibilidade de crime eleitoral no desfile.
Janja havia sido liberada para participar do desfile, após avaliação de assessores jurídicos do governo de que não haveria problema na participação da primeira-dama, uma vez que ela não é formalmente uma autoridade nem ocupa nenhum cargo público. Na última hora, porém, a primeira-dama decidiu não participar, e a escola colocou a cantora Fafá de Belém em seu lugar como destaque do último carro alegórico.
Em nota divulgada na última segunda (16), Janja Lula da Silva, afirmou que desistiu de desfilar na Sapucaí para evitar a “possibilidade de perseguição’ ao presidente Lula e à escola de samba Acadêmicos de Niterói, autora da homenagem.
Na nota, Janja disse que foi à concentração da escola momentos antes do desfile para manifestar apoio e que, depois, decidiu assistir à homenagem ao lado de Lula, no camarote. A primeira-dama disse que a decisão foi tomada mesmo havendo segurança jurídica.
“Mesmo com toda segurança jurídica de que a primeira-dama, Janja Lula da Silva, poderia desfilar, diante da possibilidade de perseguição à escola e ao presidente Lula por receber uma das maiores honrarias que um brasileiro pode ter, que é ser homenageado por uma Escola de Samba, Janja optou por não desfilar para estar ao lado da pessoa que ela mais ama na vida”, diz um trecho da nota enviada pelo Palácio do Planalto à imprensa.
Regulação global das big techs, regras universais para desenvolvimento da Inteligência Artificial, fortalecimento da ONU como ambiente de governança sobre o tema da segurança na área da tecnologia. Esses foram alguns dos tópicos abordados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o seu discurso na abertura da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA), nesta quinta-feira (19) em Nova Délhi, na Índia.
O discurso do presidente brasileiro estava em sintonia com a fala do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, sobre a necessidade de colaboração global em inteligência artificial. O dirigente da ONU alertou contra o controle da tecnologia por um punhado de nações ou “deixada à mercê dos caprichos de alguns bilionários”.
Para Lula, a discussão sobre uma regulação global também seria fundamental para evitar que a Inteligência Artificial aprofunde desigualdades históricas, entre pessoas e também entre países.
A Cúpula é um dos principais fóruns internacionais dedicados a discussões sobre a governança, segurança e aplicação prática da inteligência artificial no mundo. O encontro conta com a presença de CEOs das maiores empresas de tecnologia do mundo e vários líderes mundiais, entre eles os presidentes Lula e o francês Emmanuel Macron.
Na sua fala na abertura do evento, Lula criticou as chamadas big techs, afirmando que elas promovem uma “dominação” digital ao se apropriar de dados de empresas, governos e cidadãos de todo o mundo.
“Dados estão sendo apropriados por poucos conglomerados sem contrapartida equivalente em geração de valor e renda em nossos territórios. Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação”, disse o presidente brasileiro na Índia.
Lula defendeu uma regulação global das big techs com objetivo de que os “direitos humanos” na esfera digital sejam salvaguardados. O líder petista disse também que é necessário promover a integridade da informação e as indústrias criativas dos países.
“O modelo atual de negócios dessas empresas depende da exploração de dados pessoais, da renúncia do direito à privacidade e da monetização de conteúdos chamativos que amplificam a radicalização política. O regime de governança dessas tecnologias definirá quem participa, quem é explorado e quem ficará à margem desse processo”, afirmou o presidente brasileiro.
O pronunciamento de Lula na Cúpula buscou destacar os efeitos negativos da falta de uma regulação mundial sobre IA, como “o emprego de armas autônomas, discursos de ódio, desinformação, pornografia infantil, feminicídio, violência contra mulheres e meninas e precarização do trabalho”. O presidente citou também as ações em curso no Brasil sobre a matéria, como a política de atração de investimentos em centros de dados e o marco regulatório da Inteligência Artificial.
O presidente brasileiro concluiu afirmando que o Brasil vem colaborando com várias iniciativas para tentar promover algum tipo de regra para o desenvolvimento da IA, entre eles debates promovidos pelo G7 e pela China. Mas, segundo Lula, a ONU é a melhor entidade para regular a questão.
“Participamos da iniciativa da China sobre a criação de uma Organização Internacional para Cooperação em Inteligência Artificial com foco nos países em desenvolvimento. Dialogamos com a Parceria Global em Inteligência Artificial que nasceu no G7. Mas nenhum desses foros substitui a universalidade das Nações Unidas para uma governança internacional da Inteligência Artificial que seja multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento”, concluiu o presidente.
A Secção do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) afirmou que desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva configurou "prática de preconceito religioso" contra evangélicos.
Em nota divulgada na última terça-feira (17), a OAB-RJ afirma que "qualquer conduta que implique intolerância ou discriminação religiosa representa afronta direta à ordem constitucional e aos compromissos internacionais assumidos pelo país".
A nota faz referência à ala "neoconservadores em conserva", que apresentu uma fantasia em lata de conserva com um desenho de uma família com pai, mãe e duas crianças.
Conforme explicação da escola sobre a ala "o humor segue em voga para caracterizar os chamados 'neoconservadores', um grupo que atua fortemente em oposição a Lula, votando contra a maioria das pautas defendidas por ele, como privatização e o fim da escala de trabalho 6x1". A explicação afirma ainda que os grupos tem representantes do agronegócio, mulher de classe alta, defensores da Ditadura Militar e grupos de religiosos evangélicos.
Informações obtidas pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a partir de pesquisas internas e trackings realizados pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, indicam que o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria sido “um desastre”.
Um estudo da agência Ativaweb divulgado nesta quarta-feira (19) confirma os números apurados pelo Palácio do Planalto e revelam que a passagem da escola de samba pelo Sambódromo do Rio de Janeiro teria sido “catastrófica” para o governo. O desfile foi realizado na noite do último domingo (15).
Segundo Lauro Jardim, a apuração feita pela equipe de comunicação do governo revelou que o principal foco de críticas ao desfile teve como alvo a ala que representou a “família tradicional” dentro de uma lata de conservas. Além de ter se tornado o “símbolo do desastre” para a imagem do presidente Lula, as fantasias da “família em conserva” acabaram, na visão de fontes do colunista, criando um forte atrito com um grupo que o governo vinha tentando atrair - os evangélicos.
“Todo um trabalho de aproximação com os evangélicos foi jogado fora”, disse um líder petista ao jornalista Lauro Jardim.
A mesma impressão de “desastre” foi corroborada pelo estudo da agência Ativaweb realizado entre a segunda (16) e a terça-feira (17). O levantamento da agência contabilizou 28,9 milhões de menções nas redes sociais às imagens da chamada “família em conserva”, surgidas após o desfile da Acadêmicos de Niterói.
A análise da Ativaweb, feita em publicações no Instagram, Facebook e a rede X, apontou que 70,7% das menções ao assunto foram classificadas como negativas, associadas a críticas à representação simbólica e à percepção de ataque a valores culturais, religiosos e familiares.
Conteúdos positivos, em defesa da liberdade artística e da sátira política, representaram 21,8%. Outros 7,5% foram considerados neutros. O estudo mostrou presença simultânea em todas as regiões do país e múltiplos polos de propagação, incluindo influenciadores políticos, usuários comuns e redes ideológicas organizadas.
De acordo com a análise da Ativaweb, o que começou como crítica foi apropriado por usuários e lideranças associadas ao campo conservador, que passaram a produzir, com uso de inteligência artificial, imagens próprias de “famílias conservadoras” dentro de latas metálicas. O movimento incluiu políticos da oposição a Lula, que compartilharam ilustrações em suas redes sociais.
A impressão de que o desfile da Acadêmicos de Niterói foi um "desastre" é compartilhada por aliados do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (P-RJ). Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o desfile deu munição aos adversários ao satirizar a parcela conservadora e evangélica da população. Para eles, foi um tiro no pé que vem sendo explorado nas redes bolsonaristas, especialmente a ala que usou uma fantasia de família em lata de conserva.
O próprio Flávio Bolsonaro aproveitou a enxurrada de críticas ao desfile nas redes sociais e gravou um vídeo dirigido a quem não se diz nem de esquerda nem de direita, com foco na questão do ataque aos conservadores.
"Quero me dirigir a você, que não é simpatizante nem de Bolsonaro nem de Lula. Você ficou feliz de ver o dinheiro dos seus impostos sendo usado para fazer campanha antecipada para o Lula? Você, que é cristão, ficou feliz de ver a escola de samba do Lula fazer chacota com a sua fé?", disse Flávio.
Em meio à polêmica após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que gerou fortes críticas da oposição e de partidos de direita, uma “trend” em defesa das famílas conservadoras começou a ganhar força nas redes sociais desde esta segunda-feira (16) de Carnaval.
Políticos e influenciadores de oposição passaram a postar em suas redes ilustrações geradas por inteligência artificial em defesa das famílias conservadoras. O movimento surgiu em reação a uma ala apresentada no desfile da Acadêmicos de Niterói, no último domingo (15), que ridicularizava as “famílias em conserva”, uma crítica a esse segmento da sociedade.
A ala foi chamada pela escola de samba de “neoconservadores em conserva”. A fantasia dos componentes era uma lata com o desenho de uma família formada por pai, mãe e duas crianças. A Acadêmicos de Niterói retratou, com fantasias, o que chamou de representantes dos “grupos que levantam a bandeira do neoconservadorismo”: o agronegócio, uma mulher de classe alta, defensores da ditadura militar e evangélicos.
Um dia após o desfile em homenagem ao presidente Lula na Marquês de Sapucaí, parlamentares e partidos de oposição anunciaram uma enxurrada de ações judiciais para contestar o desfile. Além de denúncias sobre propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e uso indevido de recursos públicos, diversas ações alegam preconceito e intolerância religiosa contra evangélicos retratados no enredo.
O candidato a presidente e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi um dos que anunciou que iria protocolar ação “contra os crimes do PT na Sapucaí com dinheiro público”. O senador disse nas suas redes sociais que o Brasil “vive uma depravação moral generalizada”, e que a escola de samba atacou “o maior projeto de Deus na Terra: a família”.
Um dos parlamentares que fez fortes críticas à forma como as famílias conservadoras foram retratadas no desfile foi o deputado federal baiano Capitão Alden (PL). Em postagem nas redes sociais acompanhando a “trend”, o deputado do PL da Bahia disse não trocar convicções ou fundamentos de vida por tendências passageiras ou aplausos.
“Nem tudo o que é novo constrói. Nem tudo o que viraliza sustenta. Há uma segurança que só existe quando a vida está ancorada na verdade e verdade não muda conforme a cultura decide. Eu não troco fundamentos eternos por tendências passageiras. Não negocio convicções por aplausos. Não substituo direção por aprovação social”, afirmou.
Capitão Alden, que postou uma imagem gerada por IA junto com sua família em uma lata de conserva, explicou o que para ele significava aquela representação:
“Eu prefiro que a minha família seja como uma boa conserva: bem guardada, bem selada, protegida do que corrói por fora. Não é isolamento, é preservação. Essa ´lata´ que nos envolve não é medo do mundo. É a vontade de Deus revelada na Sua Palavra. É ali que existem limites que protegem, valores que não vencem com o tempo, princípios que não apodrecem ao sabor das modas. Chamam de antiquado. Eu chamo de estrutura. Chamam de fechado. Eu chamo de firme”, colocou Capitão Alden.
Quem também entrou na “trend” foi um dos líderes da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que assumiu recentemente a coordenação nacional da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Na sua postagem, Marinho faz críticas ao desfile e disse que a esquerda zomba das famílias brasileiras.
“A esquerda zomba da família, alicerce do Brasil, e evidencia a perda da sintonia com o povo que trabalha, crê em Deus e educa seus filhos. É por isso que Lula e o PT perderam as ruas, e é por isso que a direita conservadora voltará a representar o Brasil real, com Flávio Bolsonaro na Presidência da República!”, disse.
O ex-deputado e pré-candidato a senador pelo estado do Paraná, Deltan Dallagnol (Novo), também entrou na “trend”, e ironizou o fato de a escola ter “transformado em piada” a opção de segmentos da população pelo conservadorismo. “Quem vive sabe o valor. Para alguns é fantasia, para outros é fundamento. Melhor ´conserva´ do que ladrão”, afirmou o ex-procurador.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, minimizou críticas à participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em eventos carnavalescos em Recife (PE), em Salvador (BA) e no Rio de Janeiro (RJ), onde ele chegou a ser homenageado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói. Em entrevista ao Bahia Notícias, Margareth rebateu opositores que criticaram Lula: “É da democracia, não há nenhuma proibição”.
No sábado (14), no Circuito Osmar, no Campo Grande, a cantora subiu ao Navio Pirata, da BaianaSystem e cantou clássicos ao lado de Russo Passapusso, enquanto o presidente vibrava com a sonoridade do grupo baiano.
“O presidente Lula é um presidente fora de série. A história dele tem base para o povo saudá-lo. As pessoas têm direito de fazer homenagens aos grandes brasileiros e ele é um deles. Ele é história”, reforçou.
Um ataque contra a família brasileira. Assim o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente nas eleições de outubro, qualificou o desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado na noite deste domingo (15). A escola fez uma homenagem à trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em postagens feitas em suas redes sociais, o senador condenou a homenagem da escola de samba, tachou o desfile de propaganda antecipada e disse que o Brasil “vive uma depravação moral generalizada, sem precedentes em sua história”. O candidato afirmou que vai protocolar ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Nossa ação contra os crimes do PT na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE. Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a família”, afirmou o senador do Rio de Janeiro.
Além de criticar o desfile em homenagem a Lula, Flávio Bolsonaro disparou também contra o ex-deputado Geddel Vieira Lima. O candidato a presidente lembrou vídeo recente que mostra Geddel dançando no Camarote Salvador na noite da última sexta (13).
“Se isso não lhe causa indignação, o vídeo de Geddel Vieira Lima, que teve aquelas famosas malas de dinheiro roubado apreendidas no seu apartamento, sapateando livre, leve e solto no carnaval também não devem lhe fazer mal né?”, disse.
Em suas postagens, Flávio Bolsonaro critica ainda a destinação de verbas públicas para o desfile da Acadêmicos de Niterói, e retoma a acusação de que a passagem da escola pela Sapucaí se travestiu de propaganda eleitoral favorável a Lula.
“Lula esfola o povo com aumento de impostos e usa esse mesmo dinheiro arrecadado para fazer campanha antecipada pra ele mesmo Sim, o dinheiro do suor do povo trabalhador brasileiro, que deveria ser devolvido à sociedade em forma de serviços públicos de qualidade, está sendo torrado num desfile de carnaval na cara de todos os brasileiros”, declarou o senador na rede X.
“Jair Bolsonaro foi tornado inelegível, na mão grande, por uma reunião com embaixadores e por discursar num carro de som que não custou um centavo de dinheiro público. Isso não ficará impune!”, finalizou o pré-candidato e principal adversário do presidente Lula.
O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado na noite deste domingo (15) na Marquês de Sapucaí no Rio de Janeiro, deve motivar uma enxurrada de ações no TSE e também na justiça comum, com acusações de cometimento de crimes como propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder e intolerância religiosa, entre outros.
Um dos que prometem ingressar na justiça contra o desfile é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O pré-candidato a presidente criticou especificamente uma ala da escola que, segundo ele, teria ridicularizado os evangélicos.
A ala citada por Zema em vídeo gravado nas suas redes sociais era chamada de “conservadores em conserva”, com fantasias que traziam uma lata com o desenho de uma família. A ala de número 22 [mesmo número de urna do Partido Liberal], foi pensada para retratar os chamados "neoconservadores" como um grupo que se posiciona contra Lula e defende pautas como privatizações e mudanças nas regras de trabalho.
Nessa ala, a escola apresentou quatro personagens associados ao neconservadorismo: representantes do agronegócio, uma mulher de classe alta, defensores da ditadura militar e evangélicos.
Para Zema, essa ala da Acadêmicos de Niterói teria ridicularizado os evangélicos, o que, para ele, configura desrespeito e crime de preconceito religioso.
“Chega a ser constrangedor e inacreditável o que foi feito no Carnaval do Rio. Levarei esse crime para a justiça”, disse o governador mineiro.
No vídeo publicado ainda na noite deste domingo, Romeu Zema fez críticas à forma como os evangélicos foram caracterizados no desfile. Para ele, divergências políticas são legítimas, mas pessoas que professam uma religião não podem ser ridicularizadas.
“O Brasil tem milhões de evangélicos, pessoas que trabalham, criam seus filhos, pagam seus impostos. Agora, colocar essas pessoas dentro de uma lata, como se fosse caricatura, isso é desrespeito”, afirmou o presidenciável, reforçando que vai ingressar na Justiça.
A escola de samba Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, em homenagem ao presidente Lula. Na apresentação, acompanhada por Lula em um camarote da Prefeitura da cidade, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi representado duas vezes: na comissão de frente, com um ator vestido de Palhaço Bozo, fazendo “arminhas” com as mãos e flexões; e em um carro alegórico, em que um palhaço aparece preso e com uma tornozeleira eletrônica.
O desfile da Acadêmicos de Niterói com uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi vaiado por setores da Sapucaí na noite deste domingo (15), mas também aplaudido. A apresentação, que ironizou o bolsonarismo e divulgou programas sociais do petista, não contou com a esperada participação da primeira-dama Janja, como era aguardado. Porém, o próprio Lula esteve na avenida e desceu à pista para beijar o pavilhão da escola.
Primeira escola a desfilar pelo grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro este ano, a Acadêmicos de Niterói narrou, ao longo de 79 minutos, a infância pobre do presidente no agreste de Pernambuco, chegando à sua terceira eleição, com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil“. A mãe de Lula foi interpretada pela atriz Dira Paes, enquanto o petista foi encarnado por Paulo Vieira, e Juliana Baroni representou a ex-primeira-dama, Marisa Letícia.

Janja acabou sendo substituída pela cantora Fafá de Belém. No mesmo carro alegórico, também participaram artistas como Paulo Betti, Bete Mendes, Chico Diaz e Júlia Lemmertz. Já o último carro alegórico contou com um boneco gigante de Lula.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi representado duas vezes: na comissão de frente, com um ator vestido de Palhaço Bozo, fazendo "arminhas" com as mãos e flexões; e em um carro alegórico, em que um palhaço aparece preso e com uma tornozeleira eletrônica. Também houve provocações ao filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, com integrantes fantasiados de Mickey e segurando a tocha da Estátua da Liberdade, colocando fogo na bandeira do Brasil.

A previsão era de que Lula permanecesse no camarote municipal, em meio a acusações de uso eleitoral do desfile, mas ele decidiu ir até a avenida saudar a escola e acompanhar a passagem de perto. A ala que fazia referência ao PT tinha a estrela vermelha, mas não o número 13, também por orientação de advogados especializados em direito eleitoral.

@toquedefolia Apresentação da comissão de frente da Acadêmicos de Niterói! #carnaval #samba #escoladesamba #niteroi #lula ? som original - Toque de Folia
Reportagem do jornal Estado de S.Paulo publicada neste domingo (15) afirma que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teria dito a pessoas próximas que não se engajará na campanha presidencial de seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o jornal, essas mesmas fontes disseram que, apesar de a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro não querer participar de campanha, ela também não pretende fazer ataques ou críticas a Flávio.
Fontes do Estadão afirmam que Michelle acredita que virou alvo constante de ilações do candidato do PL. Durante conversas com aliados, a ex-primeira-dama citou as ocasiões em que Flávio teria agido de modo reprovável.
Em uma troca de mensagens entre os dois, por exemplo, o senador do Rio de Janeiro teria sugerido que a ex-primeira-dama boicota sua candidatura ao Planalto. Ela nega qualquer ação nesse sentido.
Procurada pelo Estadão por meio de sua assessoria de imprensa, Michelle Bolsonaro não respondeu à reportagem. Já Flávio afirmou que conversa sempre com a ex-primeira-dama.
“Falo com a Michelle diretamente e não vou alimentar tentativas de divisão fabricadas por fontes ocultas e mentirosas. Todos temos um objetivo em comum de resgatar o Brasil das mãos sujas do PT”, disse o presidenciável ao Estadão.
Michelle Bolsonaro está afastada da Presidência do PL Mulher desde dezembro do ano passado. Ela alegou questões médicas, mas a saída veio à tona após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e pouco depois de o enteado anunciar que havia sido escolhido pelo pai como candidato à Presidência.
Aliados disseram ao jornal que Michelle não tem data para retornar ao comando do PL Mulher e que, por ora, seguirá se dedicando à família, especialmente ao marido, que está preso na Papudinha, e à filha Laura. Nas eleições deste ano, a ex-primeira dama pode vir a concentrar esforços na disputa ao Senado pelo Distrito Federal e no apoio a candidatas de sua confiança em diversos Estados.
Neste sábado (14), Michelle deixou ainda aberta a possibilidade de disputar a eleição deste ano. Citou, inclusive, que a candidatura deve ser para cargos majoritários.
"Como tudo na minha vida, meu futuro político entrego nas mãos de Deus", afirmou Michelle. "Digo novamente, com o coração em paz: a minha prioridade é e sempre será o meu marido e as minhas filhas".
O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, comentou a vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Carnaval. Em entrevista coletiva deste domingo (15), o gestor rebateu comentários que descrevem a presença do presidente como “corriqueira”.
“Eu não sei que mundo vivem de falar que foi uma presença esvaziada. A gente pôde ver o povo, o público, e essas declarações que tentam minimizar só mostram o quanto eles estão desintonizados com o povo, porque o povo recebeu o Lula ontem em grande número e com calor humano, que foi emocionante”, disparou o secretário.
Monteiro esteve presente na recepção do presidente na tarde de ontem (14), no circuito Osmar (Campo Grande). Ele ainda classificou os comentários negativos como “dor de cotovelo”.
“Quem torce contra que fique lá com a sua dor de cotovelo. A gente, o povo baiano, está celebrando a vinda do presidente Lula”, completou.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), afirmou que não teve restrições à manifestação feita pela banda BaianaSystem durante o Carnaval e ressaltou que a prefeitura não interfere no conteúdo político das apresentações artísticas. A declaração foi dada em entrevista ao Bahia Notícias neste domingo (15), ao comentar a saudação do grupo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no circuito do Campo Grande durante visita neste sábado (14).
“Não fazemos censura a ninguém e não pedimos também que elogie ninguém. Isso é um ato, uma manifestação espontânea do artista, que fica à vontade para cumprimentar, defender seus pontos de vista, suas posições e, por parte da prefeitura, não há qualquer tipo de restrição”, declarou.
Ao BN, o prefeito ressaltou que o Carnaval é um espaço tradicional de manifestações públicas.
“Isso faz parte da democracia e o Carnaval é um grande palco para a exposição das suas ideias e seus pensamentos, que são livres, e sempre irei defender que todos tenham seus direitos de manifestação”, completou.
Ao ser perguntado se a “pipoca” do BaianaSystem poderia voltar a receber apoio da prefeitura nos próximos anos, Bruno Reis afirmou que não há impedimentos.
“Com certeza, não tem dificuldade nenhuma. Toca sempre no Furdunço com a gente, é uma presença confirmada, já teve anos que tocaram no Festival da Virada, toca no Carnaval. Eles tendo disponibilidade, a prefeitura tem total interesse em permanecer com essa parceria”, disse.
AUSÊNCIA
Durante a entrevista, Bruno Reis também reforçou as razões para a sua ausência no circuito do Campo Grande no sábado, quando o presidente Lula participou do Carnaval de Salvador. Segundo o prefeito, compromissos previamente agendados na Barra-Ondina impediram a presença.
“Eu sempre, no sábado à noite, tenho uma programação extensa na Barra-Ondina. Ontem eu tinha duas entrevistas em duas importantes emissoras de TV marcadas. Tinha uma coletiva dos patrocinadores, uma entrevista para um importante veículo de comunicação e ainda tinha programada uma participação no trio do Psirico”, explicou.
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O gestor afirmou que não teria dificuldade em recepcionar o presidente caso as agendas fossem compatíveis.
“Naturalmente isso não possibilitou estar aqui presente porque estava no outro circuito. Não teria dificuldade nenhuma em receber o presidente, cumprimentá-lo. Tenho dito publicamente que ele sempre será bem-vindo à nossa cidade, tanto ele como qualquer outra autoridade nacional”, declarou.
Apesar da ausência, Bruno Reis também avaliou que a presença de autoridades nacionais ajuda a ampliar a projeção da festa.
“Fico feliz em ver a cidade cheia de representantes do poder legislativo, prefeitos de outras cidades, governadores que vêm a Salvador. Quanto mais autoridades, mais projeção ao nosso Carnaval. Agradeço a visita do presidente, mas ontem não foi possível compatibilizar a minha agenda para estar aqui presente”, finalizou.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) exaltou a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Carnaval de Salvador na noite deste sábado (14), quando acompanhou os trios de Margareth Menezes, BaianaSystem e Thiago Aquino. Em coletiva de imprensa neste domingo (15), Jerônimo afirmou que Lula é o primeiro presidente brasileiro na história a vir prestigiar a festa momesca em território baiano.
“A presença do Lula, segundo os autos históricos, nenhum presidente da República veio a um Carnaval da Bahia, é a primeira vez. Fizemos o convite, ele aceitou. Lula fez um roteiro muito especial pelo Nordeste, visitou Pernambuco, passou aqui e seguiu viagem porque hoje será homenageado por uma escola de samba no Rio de Janeiro”, afirmou Jerônimo.
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Na avaliação do governador, a vinda de Lula ajuda a divulgar o Carnaval da Bahia “para o mundo”, além de demonstrar o quanto o governo federal estimula as atividades culturais do país.
Isso revela o quanto o presidente estimula as atividades culturais, de renda, carnavalescas. É um momento de distribuição de alegria. Ele [Lula] estando aqui o sentimento meu é que divulga a Bahia e divulga o Brasil para o mundo inteiro, capitaneando a Bahia, o Nordeste, o Brasil como um ponto de visitação. Ele viu aquela multidão, viu a multidão dançando, saudando a ele, saudando ele. Então, hoje é um dia de muita alegria”, avaliou o petista.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT), comentou neste domingo a presença do presidente do país e seu correligionário, Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval de Salvador. O gestor enalteceu a visita do líder e criticou, sem citar nomes, a ausência do prefeito Bruno Reis no momento da visita.
“É muito desmerecimento você ignorar a presença de um presidente do país no carnaval, eu prefiro comentar as coisas boas. Se nós queremos vender bem o carnaval da Bahia, eu tenho que dizer ‘obrigado presidente, você veio aqui, mesmo que eu não concorde com você, que eu não vote no senhor, o senhor veio prestigiar um carnaval de artistas, de trabalhadores e de ambulantes, seja de quem for’”, disparou o governador.
Ontem (14), Bruno Reis afirmou que não participaria da visita por um desencontro de agendas e alegou que iria cumprir agendas com patrocinadores e imprensa na Barra-Ondina.
O governador ainda citou o exemplo da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD)e do prefeito João Campos (PSB), adversários na disputa pelo governo, mas que receberam juntos o presidente durante o desfile do Galo da Madrugada.
Apesar das críticas, Jerônimo exaltou a aparição do líder petista no Campo Grande, na tarde de ontem (14).
“Imagine a valorização que um presidente da República tem ao sair dos seus aposentos, do seu descanso. Ele realmente saiu muito impressionado. Eu não sei se ele não tinha dimensão, uma coisa é ver imagens, a outra é ver de cima o que ele viu, o que eu vi ao lado dele. Além da imagem de multidão, a praça no Campo Grande estava balançando, é o sentimento de quem está ali em cima”, comentou o gestor do estado.
Em comunicado divulgado aos seus militantes e publicado em suas redes sociais neste sábado (14), o PT elencou uma série de orientações para quem, do partido, participar do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Sambódromo do Rio de Janeiro. O desfile acontecerá na noite deste domingo (15), com um samba-enredo que homenageia a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As orientações feitas pelo PT se somam às recomendações feitas pelo próprio governo e também pela Advocacia-Geral da União (AGU), para que não haja o risco de que o desfile em homenagem a Lula seja entendido como propaganda eleitoral antecipada. O Palácio do Planalto recomendou que os ministros não participem do desfile, além de pedir que as autoridades não realizem manifestações como, por exemplo, pedido explícito de voto ou veicular conteúdo eleitoral.
Para evitar questionamentos futuros na Justiça Eleitoral, o PT publicou uma série de orientações aos militantes para evitar qualquer vinculação com uma campanha antecipada. A oposição promete acompanhar o desfile em busca de eventuais deslizes e provavelmente deve ingressar com ações no TSE alegando favorecimento à candidatura do presidente Lula.
‘Nada de pedido de voto, nada de número de urna, nada de slogan eleitoral, nada de impulsionamento com caráter eleitoral. A legislação é clara e a gente não pode dar margem para questionamentos e penalidades”, diz o diretório do PT no Rio de Janeiro, em uma publicação nas redes sociais, informando que as regras são da direção nacional da sigla.
Entre as recomendações está a proibição de usar roupas, bandeiras ou símbolos ligados ao PT, ao número 13 e às eleições. Estão vetadas, por exemplo, frases como “Lula 2026” ou outras manifestações semelhantes, bem como referências a programas ou metas do governo Lula.
O partido também orientou a militância a não fazer ataques a adversários políticos e a não mencionar disputas eleitorais nem opositores em entrevistas. A recomendação é falar do Carnaval e da história de Lula à imprensa.
O comunicado do PT também adverte seus militantes sobre o uso das redes sociais, recomendando evitar legendas com tom potencialmente eleitoral e hashtags politizadas ou historicamente vinculadas a campanhas eleitorais.
“Evitar publicações relacionadas ao desfile que, ainda que apenas na descrição, façam referência ao processo eleitoral de 2026, mediante expressões que possam ser interpretadas como pedido de voto, tais como ‘precisamos vencer’, ‘vamos ganhar’, ‘convença seus amigos’, ou qualquer outra formulação equivalente”, cita a recomendação.
O presidente Lula acompanhará o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, na Sapucaí, enquanto a primeira-dama Janja desfilará no último carro da Acadêmicos de Niterói.
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), comentou a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Carnaval da capital, e abordou o cenário político para as eleições de 2026, quando é apontado como pré-candidato ao Palácio de Ondina em nova disputa contra o atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT).
Ao tratar da vinda de Lula à Bahia, ACM Neto afirmou que a presença do presidente não representa novidade no cenário político local e avaliou que o fato não altera o quadro eleitoral. A fala foi feita na noite deste sábado (14).
“Não, a vinda de Lula aqui não é nenhuma surpresa, nenhuma novidade, Lula teve aqui semana passada, então não há nada de inédito, nem diferente disso. Eu acho que é bacana ter o presidente da República no Carnaval, não vejo nenhum problema nisso, mas não vejo mudar nada em relação a Jerônimo, ao PT, a quem quer que seja. Eu acho que as pessoas hoje estão muito conscientes e sabem separar as coisas”, disse.
O ex-prefeito também fez referência à eleição estadual de 2022 e ao peso político do presidente na disputa, ao comentar o desempenho eleitoral do atual governador.
“Na eleição passada, Lula teve um peso muito grande. E, sem dúvida alguma, a vitória de Jerônimofoi vinculada a Lula. Hoje, acho que as pessoas já conhecem Jerônimo. Ele era, antes, desconhecido. Foi para a eleição com um número, com o 13. E contou uma historiazinha bonita e enganou algumas pessoas. Agora não engana mais, porque é governador há quatro anos. E é inevitável as pessoas olharem o que foi o discurso dele em 2022, o que ele prometeu e não cumpriu. Então, esse negócio de Lula aqui não muda nada. É algo absolutamente corriqueiro, normal. Eu não vejo nada de extraordinário nisso”, finalizou.
Após acompanhar trio do BaianaSystem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou o Circuito Osmar, no Campo Grande, após cerca de duas horas no Carnaval de Salvador, neste sábado (14).
Lula permaneceu no camarote do Governo do Estado, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, do ministro da Casa Civil Rui Costa, além do secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, e do vice-governador Geraldo Júnior.
O vocalista do BaianaSystem, Russo Passapusso, puxou coro para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a passagem do Navio Pirata na pipoca do grupo, no Campo Grande, neste sábado (14).
O trio elétrico do cantor foi contratado pela Prefeitura de Salvador para desfilar no Carnaval da capital baiana.
Virado em direção ao camarote do governo do estado, o artista entoou o coro “olé, olé, olá, Lula, Lula”, acompanhado por parte da multidão que cercava o Navio Pirata.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcou presença no camarote do Governo do Estado, no circuito Osmar, no Campo Grande, em Salvador, neste sábado (14) de Carnaval.
Durante a passagem do Navio Pirata, na pipoca do BaianaSystem, o presidente se empolgou e pulou no ritmo da música “Panela”, acompanhando a vibração do público que lotava o circuito.
O circuito Osmar (Campo Grande) foi palco de uma das passagens mais politizadas e com torcidas pelo Oscar do Carnaval 2026, tudo isso ainda neste começo de noite de sábado (14). O Navio Pirata, trio do grupo BaianaSystem, arrastou uma multidão que transformou o centro da cidade num espaço de engajamento social, unindo o som percussivo da banda a diversas pautas políticas e culturais.
Entre os foliões, havia proliferação de cartazes com reivindicações trabalhistas, como o pedido pelo “Fim da Escala 6×1”, manifestações de apoio a presença do presidente da república e ao Partido dos Trabalhadores. Outra manifestação recorrente no público foi o apoio ao ator Wagner Moura, com mensagens que solicitavam o reconhecimento do artista brasileiro na campanha pelo Oscar.
Saída do Navio no circuito do Campo Grande | Fotos: Laiane Apresentação / Bahia Notícias
PRESENÇA DE LULA
Um dos momentos de maior repercussão foi a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jeronimo Rodrigues no camarote do Governo do estado. O chefe do Executivo federal acompanhou o desfile aos pulos da música no Campo Grande, reforçando o simbolismo político da apresentação. Durante a execução de faixas da banda como 'Lucro', 'Sulamericano' e 'Miçanga'.
“Quero saudar essa cidade, quero saudar o presidente Lula. Muito obrigado por tudo, para Janja, para o governador da Bahia. Para todo mundo, salve todo mundo. Pelo fim do embargo em Cuba, fora ICE”, felicita o vocalista Russo.
O público respondeu com coro e cartazes que reforçavam a identidade cultural e social do movimento. Na oportunidade da ministra Margareth Menezes puxou em coro a música Faraó. Com a avenida cheia, uma fã precisou subir em uma árvore para acompanhar a saída do Navio pirata.
Momentos dos fãs curtindo na pipoca | Fotos: Laiane Apresentação / Bahia Notícias
A estética do BaianaSystem, que tradicionalmente utiliza a folia como ferramenta de crítica e afirmação identitária, se fortifica nesta edição como o ponto de convergência para o debate político no circuito tradicional da capital baiana.
Confira em vídeo o momento da pipoca da Banda:
BaianaSystem transforma pipoca no Campo Grande em festa de manifestações políticas pic.twitter.com/Rinr0kC8Yd
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 14, 2026
Apesar da lotação da “pipoca”, a estrutura de segurança operou para garantir a fluidez do Navio Pirata até à Avenida Sete de Setembro. Confira momentos:
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Fotos: Ednei Cunha / Bahia Notícias
Thiago Aquino foi o responsável por promover o toque romântico da terceira noite de carnaval no Circuito Osmar, no Campo Grande, neste sábado (14). Com direito até ao presidente Lula dançando com a primeira-dama Janja ao som de um dos maiores nomes do arrocha do país.
Com a apresentação neste sábado, Thiago Aquino encerrou sua passagem nos circuitos do Carnaval de Salvador em 2026. No primeiro dia das festas, na quinta-feira (12), o cantor desfilou no Circuito Dodô (Barra-Ondina), na segunda noite, na sexta-feira (13), foi a vez do Campo Grande.
O cantor Thiago Aquino mencionou, durante apresentação no circuito Osmar (Campo Grande), em Salvador, neste sábado (14), a participação de um violinista integrante do trio elétrico que teria recebido o primeiro instrumento por meio de um programa federal. No momento, o músico executou a música “Lula Lá”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está presente no Carnaval de Salvador ao lado da primeira-dama Janja, acompanhando as apresentações no camarote do Governo do Estado, localizado no Campo Grande.
Durante o desfile, Thiago Aquino comentou a trajetória do violinista ao público. “Lula, você faz parte da vida desse rapaz aqui. Você foi o cara que deu o primeiro violino dele e ele está aqui hoje tocando com a gente, está morando na Bahia”, afirmou o cantor em cima do trio.
O músico citado é natural de Recife e integra a Orquestra Cidadã.
Em Salvador para acompanhar o terceiro dia do Carnaval, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) curte as atrações do circuito Osmar (Campo Grande) no final da tarde deste sábado (14).
Ele está acompanhado da primeira-dama Janja no camarote do governo do estado.
CONFIRA AS FOTOS:



*Fotos: Ednei Cunha / Bahia Notícias
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou no circuito do Campo Grande para acompanhar o Carnaval de Salvador no final da atarde deste sábado (14). Acompanhado da primeira-dama Janja, a expectativa é de que o petista acompanhe o trio de BaianaSystem com a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Lula ficará no camarote do governo do estado.
Veja a chegada:
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, também acompanham o presidente durante a agenda no Carnaval da capital baiana. Após a festa em Salvador, Lula irá para a folia no Rio de Janeiro, onde deve ser homenageado na apresentação da Acadêmicos de Niterói (RJ).

Foto: Ednei Cunha / Bahia Notícias
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Mais cedo, o prefeito Bruno Reis (União) informou que não receberia o presidente, em razão a limitações na agenda. Em coletiva de imprensa, o gestor afirmou que irá ter compromissos com patrocinadores e imprensa na Barra-Ondina.
A expectativa com a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Circuito Osmar, no Campo Grande, na tarde deste sábado (14), restringiu drasticamente a área de circulação na Praça 2 de Julho. Até mesmo o acesso à Sala de Imprensa Linda Bezerra está com limitações, com corredores para circulação de jornalistas credenciados.
Na entrada do Camarote do Governo, onde Lula deve acompanhar a passagem de trios elétricos, há um detector de metais, algo que não tinha sido registrado em anos anteriores. O acesso é controlado por integrantes da equipe de segurança da presidência da República.

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Fotos: Bahia Notícias
Segundo jornalistas, o forte esquema de segurança inclui a proibição de drones nas imediações da Passarela Nelson Maleiro. Há registros de integrantes da segurança presidencial derrubando equipamentos na área.
A reportagem, inclusive, notou que a equipe de segurança de Lula contém um armamento anti-drones para a passagem do presidente pelo circuito do Campo Grande.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), informou que não irá receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Carnaval da cidade neste sábado (14). O petista deve ficar no circuito do Campo Grande, no camarote do governo do estado, enquanto Bruno, segundo ele, irá cumprir agendas com patrocinadores e imprensa na Barra-Ondina.
“A gente já está com a programação fechada. Hoje tenho programação na Barra-Ondina a partir das 16h, vou num site no Oceania, depois em uma emissora de TV chegando em Ondina. Daí às 19h tenho uma coletiva de imprensa no camarote da Brahma com os patrocinadores. Essa coletiva seria ontem, mas os diretores pediram para marcar para hoje. Esses compromissos me impossibilitam de estar aqui no Campo Grande. Tô programado para ficar no Campo Grande todos os dias a partir de amanhã”, contou Bruno Reis em coletiva de imprensa sobre o balanço das festas.
Na ocasião, o prefeito também exaltou a atividade econômica do Carnaval afirmou que há trabalhadores que, durante a festa, conseguem a renda para sustentar a família pelo resto do ano. Bruno Reis também declarou que Salvador está disputando o Guinness Book pelo recorde de maior quantidade de lixo circuito recolhido pelo circuito.
“A importância de quem está trabalhando, o dinheiro que está ganhando. A gente fez uma pesquisa com os catadores e de 260 entrevistados, 68 disseram que o dinheiro que ganha no Carnaval é o que garante o sustento deles durante o ano. Para vocês terem ideia, a gente tá disputando o Guinness, superando o recorde do Rio de Janeiro. Ontem nós já fechamos já 16 toneladas, então, já quase dobramos em dois dias de carnaval, muito provavelmente a gente vai alcançar aí esse recorde, fruto do trabalho que tá sendo realizado com as cooperativas, com os catadores autônomos e os serviços que a prefeitura oferece”, destacou o prefeito.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanha o desfile do Galo da Madrugada, em Recife (PE), neste sábado (14), ao lado da primeira-dama, Janja Lula da Silva; da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD); do prefeito de Recife, João Campos (PSB) e de Tabata Amaral, deputada federal (PSB-SP).
Marcando o início dos festejos na capital pernambucana, o Galo completa 48 anos de existência. Considerado o maior bloco carnavalesco do mundo, o evento sai com 30 trios e nomes como Elba Ramalho, Chico César e Priscila Senna.
O destino é a primeira parada de Lula no carnaval deste ano. Ainda neste sábado, ele seguirá para Salvador. E, depois, irá ao Rio de Janeiro.
Em Salvador, Lula deve assistir oo desfile dos trios elétricos em um camarote oficial do governo estadual, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Amanhã (15), Lula acompanha a escola Acadêmicos de Niterói na Sapucaí, com enredo em sua homenagem.
Apesar de serem rivais na disputa pelo governo pernambucano, Raquel Lyra e João Campos estão no mesmo camarote.
A secretária de Assistência e Desenvolvimento Social da Bahia (Seades), Fabya Reis, comentou nesta sexta-feira (13) de Carnaval sobre as expectativas para as eleições de 2026, tanto no âmbito estadual quanto nacional. Segundo ela, a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas no estado.
“A minha expectativa é que Lula vença as eleições. Tenho certeza da reeleição do nosso governador Jerônimo Rodrigues e que a gente tenha uma bancada de mulheres na composição da Alba, junto com homens e mulheres progressistas, para continuar ajudando o nosso governador a fortalecer as políticas públicas para o nosso estado, especialmente na redução das desigualdades, e dar continuidade a esse trabalho extraordinário que Jerônimo tem feito aqui na Bahia”, afirmou ao Bahia Notícias.
Além disso, a secretária destacou as ações desenvolvidas pela pasta durante o Carnaval, com foco no combate ao trabalho infantil e no apoio aos trabalhadores da festa de rua.
“Estamos realizando ações que garantem segurança alimentar e nutricional para catadores, ambulantes e cordeiros. Também firmamos parcerias para ampliar a acessibilidade e assegurar segurança alimentar aos blocos, inclusive com atenção às pessoas com deficiência. Além disso, expandimos o Programa Corra pro Abraço em todos os territórios”, declarou.
A cantora Margareth Menezes retornou oficialmente ao posto de puxadora de trio no Carnaval de Salvador nesta quinta-feira (12). À frente do bloco Os Mascarados, no Circuito Dodô (Barra/Ondina), a artista interrompeu um intervalo de dez anos em que não liderava uma agremiação na folia baiana, período no qual realizou apenas participações especiais.
O retorno à função coincide com o marco de 25 anos do movimento Afropopbrasileiro, idealizado pela cantora. Em entrevista, Margareth destacou a relação entre o bloco e a manutenção de tradições lúdicas na abertura da festa.
"Eu cantei há muitos anos atrás e fiquei dez anos. Este ano estou voltando para puxar oficialmente um bloco, fazia muito tempo que não fazia isso. Eu vinha fazendo participações. O pessoal do bloco me pediu para voltar. E este ano é especial: 25 anos do afropopbrasileiro. Somando à própria história do Bloco dos Mascarados, que tem uma trajetória de colaboração, a quinta-feira do Carnaval da Bahia se transformou na quinta da fantasia por causa do Bloco dos Mascarados", afirmou.
Margareth Menezes ressaltou que a presença dos Mascarados na programação desta quinta foi determinante para a revitalização do uso de fantasias pelos foliões. A artista defendeu o modelo de desfile sem cordas e a independência artística como pilares do evento.
"A fantasia era uma coisa que estava até em desuso no Carnaval. E a quinta-feira se transformou nisso que nós estamos vendo hoje. As pessoas vêm à vontade. É um bloco que não tem cordas, com músicas independentes, artistas como eu, que são independentes também. São vários fatores para a gente festejar", explicou.
Sobre a possível vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Carnaval de Salvador, a artista, que também é ministra da Cultura, informou não possuir confirmação sobre o itinerário do chefe do Executivo.
"Não sei (risos). O presidente está querendo ver o Carnaval. Disseram que ele vai a Recife, talvez venha aqui, talvez vá ao Rio. O Carnaval é um tempo em que todo mundo está livre e de férias, e cada um faz o que quer, né?", declarou.
Ao finalizar, a cantora defendeu o Carnaval como um festival de grandes proporções que deve ser apresentado ao mercado externo sob a ótica da diversidade regional. "O Carnaval acontece por si. A gente precisa entender que é um grande festival. Eu sempre falei isso. É onde toda cultura se expressa. Todos os lugares do Brasil têm o seu Carnaval. A gente precisa cada vez mais entender essa diversidade e mostrar isso para o mundo", concluiu.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, reiterou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa no sábado (14) do Carnaval de Salvador, no Circuito Osmar, no Campo Grande. Conforme entrevista à imprensa nesta quinta-feira (12), Rui detalhou a escala do chefe, que inclui passagens por Recife e pelo Rio de Janeiro.
“Ele vai em Recife na sexta-feira, dorme lá, faz o Galo da Madrugada e logo depois ele vem para Salvador. Mais ou menos no final da tarde, ele vai vir conhecer o Carnaval da Bahia. O homem está com tanta energia que vem pular o Carnaval aos 80 anos”, revelou o ministro da Casa Civil. Após participar da folia de Momo no Camarote do Governo da Bahia, Lula vai para o Rio, onde será homenageado pela Escola de Samba Acadêmicos de Niterói.
A previsão é que o presidente desembarque na capital baiana à tarde e vá para o Campo Grande, com expectativa de chegada na região do Circuito Osmar entre 17h e 17h30, de acordo com Rui Costa.
Durante o primeiro dia do Carnaval de Salvador, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), concedeu entrevista coletiva no circuito Osmar (Campo Grande) e abordou temas voltados à saúde pública e a agenda internacional do estado. Entre os destaques, Jerônimo detalhou as negociações da Bahiafarma e confirmou sua participação em uma viagem oficial ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O governador afirmou que o Estado avançou em um acordo de Parceria Público-Privada (PPP) com empresas estrangeiras para viabilizar a produção de medicamentos voltados ao tratamento do câncer em solo baiano.
"Estive em São Paulo com empresas da Índia e da Coreia, acompanhado pela secretária Roberta Santana e pela diretora-presidente da Bahiafarma, Ceuci Nunes visitando os laboratórios. Com esse acordo, poderemos utilizar as instalações da Bahiafarma para produzir medicamentos contra o câncer aqui", explicou o governador.
Segundo Jerônimo, o governo baiano venceu um processo de concorrência para formalizar a parceria. A assinatura da primeira versão do acordo ocorreu em São Paulo, com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Agora, a comitiva seguirá para a Ásia para selar o contrato.
A expectativa é iniciar ainda este ano a fabricação de fármacos para o tratamento de câncer de mama, pulmão e colo de útero, com fornecimento direto ao Sistema Único de Saúde (SUS). O governador destacou o impacto financeiro positivo da iniciativa:
"Hoje, há medicamentos que custam entre R$ 17 mil e R$ 20 mil por caixa. Com a produção local, poderemos reduzir esse valor para algo em torno de R$ 10 mil ou R$ 11 mil. Isso representa economia para os cofres públicos, geração de empregos e desenvolvimento tecnológico para a Bahia", detalhou.

Foto: André Carvalho / Bahia Notícias
Jerônimo Rodrigues confirmou que acompanhará o presidente Lula em uma missão oficial de oito dias. Por conta da agenda, o governador transmitirá o cargo ao seu vice, Geraldo Júnior, na próxima terça-feira (17).
A comitiva presidencial partirá na segunda-feira (17), com passagens pela Coreia do Sul e Índia. O grupo contará com pelo menos 10 ministros, além de uma delegação de 315 empresários brasileiros. Entre os eixos principais da viagem estão a abertura de mercados, o fortalecimento diplomático e a participação na Cúpula Global sobre Inteligência Artificial (IA), em Nova Délhi, nos dias 19 e 20 de fevereiro.
A coletiva ocorreu em meio aos primeiros desfiles do Carnaval 2026. Jerônimo Rodrigues cumpriu agendas institucionais no Campo Grande e acompanhou o início oficial da festa, reforçando que, mesmo durante a folia, as pautas de desenvolvimento do Estado continuam em ritmo acelerado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"O diálogo é partidário, em momento algum a gente personaliza. Então, é o PSD, o PCdoB e o PT. Espero que a gente possa, agora em março, no prazo [definir a chapa]. Eu não estou com pressa. Estou preocupado com a qualidade dessa montagem […]".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues (PT) ao negar que a chapa majoritária para as eleições deste ano já esteja definida. A declaração chega após o senador Jaques Wagner (PT) anunciar a chapa majoritária completa da base governista para a disputa das eleições de 2026.