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Angelo Coronel declara 'página virada' em partido e prevê virada no cenário da Bahia

Por Lucas Vieira

Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que a possibilidade de mudança de partido ficou para trás e classificou o assunto como “página virada”. O parlamentar também avaliou que as articulações em torno da chapa majoritária mostram preocupação de integrantes da base governista com a disputa pelo Senado. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (24), durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, na série especial “Vota BN”.

 

Segundo Coronel, reuniões realizadas por lideranças para discutir sua participação na chapa acabaram sendo interpretadas por ele como um sinal de que sua candidatura passou a incomodar setores do grupo governista. “Para mim, é uma pauta, página virada. Ao mesmo tempo, eu fico lisonjeado de marcarem uma reunião com, sei lá, cento e tantos prefeitos, onde a pauta principal foi o ‘episódio Coronel’. Então, significa que Coronel deve estar gerando algum incômodo”, afirmou.

 

O senador também criticou as articulações que, segundo ele, discutiam uma eventual posição de suplente na chapa, enquanto Jaques Wagner (PT) permaneceria como titular. “Eu dormi muito vaidoso quando eu vi os vídeos. O Rui Costa principalmente, contando a história que Lula ia ligar para Diego [Coronel], que ia me ligar, que ia dar quatro anos a Wagner. Depois mais quatro anos. Gente, tudo isso estava se falando de suplência, ninguém estava falando de titularidade”, disse.

 

Para o parlamentar, as movimentações demonstram que a vaga para o Senado é um dos principais pontos de disputa dentro da composição governista. “Eu só tenho a dizer isso: eles estão preocupados com a vaga de Senado, porque, se não estivessem preocupados, não estariam se reunindo e, a todo momento, me depreciando no interior perante os prefeitos”, declarou.

 

O republicano também falou sobre a relação com prefeitos baianos que, neste momento, sinalizam apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e aos nomes ligados ao grupo governista para o Senado. Na avaliação de Coronel, os gestores municipais possuem autonomia para rever seus posicionamentos conforme a campanha avance.

 

“O prefeito vai fingir que está recebendo a pressão do governo, vai fingir até que está obedecendo, mas prefeito (a), são pessoas independentes, são pessoas que estão no cargo porque o povo os elegeu. Não estão no cargo por imposição de governador ou de ministro”, afirmou.

 

Coronel acredita que o cenário eleitoral ainda pode sofrer mudanças significativas nas próximas semanas. Ele citou o início de setembro como um momento de maior movimentação das lideranças baianas. O parlamentar afirmou ainda que espera continuar entre as opções consideradas pelos prefeitos na corrida pelo Senado.

 

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