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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, publicou nesta segunda-feira (30) em suas redes sociais uma manifestação após o anúncio de Ronaldo Caiado como candidato do PSD à presidência.
?? Após anúncio de Caiado, Eduardo Leite critica decisão e fala em polarização política
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 30, 2026
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Em publicação nas redes sociais, o gestor diz estar desencantado e afirma que a escolha da sigla mantém a polarização política no país. "Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão", disse Leite.
A confirmação da candidatura de Ronaldo Caiado deve ocorrer às 16h em uma entrevista coletiva na sede do partido em São Paulo. O candidato desistente, Ratinho Jr, declarou apoio ao escolhido.
Na semana passada, após conversa com Kassab, Leite havia se colocado como a melhor opção de centro e afirmado que Caiado é de um grupo que 'já tem representante', referindo-se a ascensão do candidato Flávio Bolsonaro na direita.
O partido Avante estabeleceu como meta para as eleições deste ano um aumento na bancada, planejando a eleição de até cinco deputados estaduais e quatro federais.
A estratégia da legenda utiliza a base de prefeitos no sudoeste da Bahia, com foco em municípios como Guanambi e Brumado, como plataforma de expansão.
Em Brumado, o prefeito Fabrício Abrantes atua na identificação de lideranças e potenciais candidatos em conjunto com o deputado estadual Felipe Duarte e o presidente estadual da sigla, Ronaldo Carletto.
De acordo Abrantes, a gestão municipal tem sido utilizada como vitrine para atrair novos quadros e dialogar com outros gestores da região.
“Nesse trabalho partidário, estamos buscando lideranças regionais para o Avante, o que tem sido facilitado pelo fato de que voltamos a atrair obras e investimentos e a projetar Brumado como um polo regional de desenvolvimento, coisa que a cidade havia perdido durante 20 anos. Isso dá visibilidade e fortalece o partido, ajuda a atrair pessoas e a dialogar com outros prefeitos”, afirmou Abrantes.
A cúpula do partido e gestores municipais defendem a inclusão de Ronaldo Carletto na chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O nome de Carletto é avaliado para os postos de: vice-governador; suplente de senador na chapa encabeçada por Rui Costa.
Em Guanambi, o prefeito Nal Azevedo também confirmou sua movimentação política em suporte ao crescimento do partido no sudoeste e reiterou a indicação de Carletto para a composição da chapa governista estadual.
O pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), se pronunciou nesta quarta-feira (11) após a divulgação de pagamentos do banco Master/ Reag feitos a uma empresa dele. O ex-prefeito de Salvador afirmou que vai acionar o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República para pedir a apuração do que classificou como vazamento criminoso de dados sigilosos.
? Após divulgação de pagamento do Master a ACM Neto, ex-prefeito aciona STF e afirma que foram “manipulados”
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 11, 2026
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Segundo Neto, o requerimento será protocolado ainda nesta quarta-feira e também coloca o próprio ex-prefeito à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
“Ainda no dia de hoje, estamos dando entrada junto ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República, com um requerimento, solicitando que se apure o vazamento criminoso de dados sigilosos, um vazamento manipulado que foi amplamente noticiado na imprensa. Neste mesmo requerimento, eu vou me colocar inteiramente à disposição desses dois órgãos para prestar qualquer tipo de esclarecimento”, afirmou.
Na declaração, Neto levantou a hipótese de motivação política por trás da divulgação das informações. “É claro que esse vazamento que aconteceu faz com que a gente se pergunte se não tem política por trás disso. Nós sabemos que a gente está na boca de uma eleição, e é muito estranho isso acontecer”, disse.
O presidente do União Brasil alega que passou a dedicar parte do tempo à atividade empresarial no final de 2022, quando não possuía nenhum cargo público. Dentre as atividades, está a empresa de consultoria que atendia as empresas Master e Reag.
O ex-prefeito afirmou que os contratos foram realizados de forma regular e que seguirá atuando politicamente apesar do episódio.
A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) comentou a formação da chapa majoritária no estado e defendeu a participação de seu partido. Apesar de reforçar a ideia de unidade pregada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), a parlamentar expressou nesta quarta-feira (11) o desejo de ver o PCdoB em destaque.
“O PCdoB, que esteve junto nas alegrias e nas tristezas, acha que já deveria também ser contemplado em algum posto da chapa majoritária. Essa é a verdade, nós temos quadros, estou no meu sexto mandato de deputada federal, ajudei a pavimentar o caminho da democracia e ainda estou aqui, com energia, defendendo o governo Lula e o governo Jerônimo”, afirmou.
Apesar disso, a deputada reconhece como normal as articulações em torno do candidato a vice-governador e mantém sua posição de apoio à unidade do grupo. No momento, o PSD é uma das siglas cotadas para angariar o posto de vice e seus líderes têm negociado com o governador por uma saída do MDB da disputa pelo Palácio de Ondina.
Alice ainda reforçou o nome da vereadora Aladilce Souza para a suplência do Senado e afirmou que, até o momento, não houve respostas por parte do PT sobre essa possível configuração.
“Aladilce é um nome para a suplência de senadora, e mesmo assim nós ainda não temos qualquer tipo de aceno nessa possibilidade. É um excelente nome e acho que seria uma boa oportunidade do partido ser contemplado nesta composição”, concluiu a deputada.
Considerando que são “jovens” as pessoas entre 15 e 29 anos, isso significa que a juventude contemporânea é fruto das gerações Z (1997-2010) e Alpha (2010-2024), mantendo uma relação direta e intrínseca com a internet e as redes sociais. Enquanto as demais gerações anteriores conheceram o mundo pré-conectado virtualmente, os jovens atuais - e os que virão - nasceram em meio à ascensão das plataformas com atualizações que já promoveram mudanças significativas em diversas áreas, incluindo a política. Do chão de fábrica e dos palanques em praças públicas até vídeos em redes sociais e contagem de engajamento por hashtags, ainda é possível mobilizar a juventude?
Tentando responder a essa pergunta, o Bahia Notícias elaborou uma série de reportagens mesclando dados e relatos de lideranças juvenis para compreender o cenário de renovação política e participação jovem na política eleitoral na Bahia. A terceira reportagem desta série explora justamente os desafios dos líderes políticos para garantir a aproximação dos jovens com a vida política e promover o engajamento social dentro e fora das redes.
Para compreender esse cenário, a reportagem conversou com os seguintes líderes partidários de juventude: Ítalo Menezes, do Partido dos Trabalhadores (PT); Felipe Santana, do Partido Social Democrático (PSD); Matheus Pinheiro, do União Brasil; e Yuri Andrade, do Progressistas (PP).
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Divididos entre siglas, posicionamentos políticos e ideologias distintas, o consenso entre as lideranças juvenis é que os desafios que a juventude enfrenta na política são múltiplos e os artifícios para se conectar com esse grupo têm se atualizado cada vez mais rápido.
Para o social-democrata Felipe Santana (PSD), a dificuldade é que, para manter jovens na disputa e atrair novos nomes, é necessário romper com parte da “tradição”. “Em um cenário macro, um cenário externo, a dificuldade é romper as estruturas que as grandes famílias, que os grandes mandatos e que os veteranos vêm fazendo”, explica o líder, que também é vereador de Salvador.
O posicionamento é o mesmo que o do prefeito de Pedro Alexandre, no interior da Bahia, Yuri Andrade (PP). O representante da Juventude Progressista diz que o maior desafio são “as velhas práticas políticas”. “Isso você pode ter certeza que é do início da política, que a gente faz aqui no interior, até a nacional”, completa.
Segundo ele, essas velhas práticas funcionam como uma espécie de excessiva burocracia, que limita a renovação. “Cada uma no seu nível, municipal, estadual, e nacional, vai aumentando as dificuldades, mas é o mais comum, e não só com a classe política, realmente, mas também com aquela classe dos bastidores, das pessoas que estão na política”, aponta. Yuri completa dizendo que “essa dificuldade, para mim, era uma coisa que eu achava que evoluiria mais rápido, mas vejo um pouco devagar na política ainda”.
Por outro lado, Felipe acredita, no entanto, que apesar da barreira, a própria juventude também pode apresentar uma solução para o problema. “Nós viemos com um gosto de gás diferenciado que representa a nossa juventude. A gente vem com a vontade, a gente vem aguerrido, a gente vem com novas ideias, novas proposições, com um jeito de fazer política e de fazer o trabalho do homem público de uma maneira diferenciada”, garante.
Já na visão do petista Ítalo Menezes, “o maior desafio hoje do jovem é ser ouvido”. “É ter o seu lugar de fala nos lugares e posteriormente conseguir dar seguimento para aquilo”, afirma. Para ele, a questão mais sensível na política partidária, no entanto, é o orçamento.
“Então, tem essa dificuldade, mas, para além disso, tem uma questão de dificuldade de orçamento também. Às vezes não chega muito, porque são muitos candidatos em uma legenda para se dividir valores, mas a gente está correndo atrás para que a juventude tenha sim, um lugar de fala, mas também um lugar de pautar e um lugar de construção, por óbvio”, destacou o líder petista.
O mesmo ocorre do outro lado do espectro político. Matheus Pinheiro, líder do União Jovem, também cita o orçamento e participação como as principais barreiras. “A gente sabe hoje que os principais desafios de muitos dentro de qualquer partido político são, às vezes, os recursos financeiros. O acesso ao recurso financeiro é uma grande dificuldade. Também tem dificuldade na construção de redes de apoio, é a dificuldade de invenção nos espaços de decisão. Além disso, às vezes existe um preconceito em alguns partidos que também gera dificuldade para conquistar uma visibilidade em meio a grandes lideranças tradicionais”, ressalta.
O secretário da Juventude do PT afirmou ao BN que, para se conectar com uma juventude cada vez mais “cronicamente online”, adaptações foram necessárias na comunicação do Partido dos Trabalhadores.
“Hoje a gente tem uma comunicação pujante para que a gente consiga atingir esses públicos. Não é à toa que o governo federal, por exemplo, está no TikTok, coloca meme todos os dias, então consegue chegar nesse público, para poder conseguir externalizar aquilo que a gente pensa, porque às vezes uma notícia não chega na sociedade, simplesmente porque o algoritmo ou porque determinado público não costuma ver”, explica.
A mesma mudança foi promovida na oposição. Para o representante do União Brasil, “a gente está organizando e vamos incorporar temas como inovação, sustentabilidade, diversidade, inclusão digital para esses jovens, para essa geração que quer estar ali debatendo, formando essa militância digital que hoje é muito grande. Então a gente já está se adaptando a esse novo método.”
Todas essas mudanças ocorrem porque, segundo os próprios líderes, é necessário encontrar um ponto de equilíbrio entre a realidade “presencial” e a virtual.
MOBILIZAÇÃO REAL?
“Eu acredito que não é uma questão de adaptação, é uma questão do que a gente oferece”. É o que defende o vereador Felipe Santana. Segundo ele, a mobilização política dos jovens está relacionada ao nível de interesse em cada tema.
“Quando você oferece um serviço e um diálogo em que a geração alfa, a geração Z, independentemente da geração, queira fazer parte daquele projeto político, daquele momento, as pessoas buscam e a gente faz esse diálogo afetivo”, destaca o representante do PSD.
Segundo o democrata, o “jeito de falar com o jovem” é o mesmo jeito de falar com as demais gerações. “Eu acredito que, muito mais do que uma estratégia, é uma maneira de se comunicar para que a geração é, ao fazer, ou qualquer geração, a geração mais madura, ela tenha interesse no tema e aí vêm as nossas propostas de renovação política, de renovação de ideias e de trabalho”, garante Felipe.
Com um grupo de jovens participativo e engajado nas ruas e nas redes, o petista Ítalo Menezes também concorda ser necessário “pautar” os jovens. “Então, é pautar que as pessoas saibam discutir política e saibam implementar o processo político nas redes sociais, isso é óbvio, mas também nas ruas, não é à toa que a juventude do PT estava na rua há uns dias pedindo a tarifa zero da passagem de Salvador ou fazendo atividades de panfletagem”, diz.
O representante da Juventude do PT defende que a mudança geracional provocou mudanças por si só, mas que elas não são necessariamente negativas. “A juventude anterior não é a mesma de hoje e o pensamento, por óbvio, também muda. Eu acho que a gente tem que ter uma presença qualificada, não apenas na rua, mas também nas redes sociais”, afirma.
Para Menezes, o equilíbrio é saber como se posicionar em ambos os espaços. “Estamos aí na rua, estamos lutando, mas também nas redes sociais, que é muito importante para evitar que a extrema direita avance como avançou na pandemia”, conclui.
Esse não é o ponto de vista do progressista, Yuri Andrade (PP). Ele, que é chefe do Executivo, destaca que, em sua visão, falta um engajamento espontâneo dos jovens. “Nós temos muitos jovens que, quando estão engajados, que estão na política, eles estão de coração, então eles se doam mais, mas muitos se desviam no meio do caminho, ou porque não é o que querem, ou porque desfocam mesmo”, contextualiza.
Ele explica que “acredito muito que o jovem está precisando se engajar mais na política, se preocupar mais com política”. O representante do Progressistas defendeu ainda que isso não diz respeito à qualidade técnica da geração. “Nós temos muitos jovens bons no Brasil, eu acho que a gente melhorou até a qualidade de jovens, na parte técnica de estudos, jovens que se dedicam mais, porém que estão se afastando cada vez mais da política”, destaca.
E ele segue dizendo que esse afastamento é mais visível ao observar que o engajamento político é mais forte quanto “à distância”. “Nas redes sociais, o engajamento é incrível. Infelizmente, às vezes, eles chegam ao ponto de misturar notícias com política. Agora, nós temos a dificuldade de trazer para o campo. É isso que acontece”, afirma.
O líder jovem do União Brasil, Matheus Pinheiro, por sua vez, destacou que cada geração tem uma marca própria e esta é, inevitavelmente, tecnológica. “A gente sabe que a juventude de hoje, ela está muito tecnológica. A juventude de hoje tem um pensamento diferente de muitos que estão na política atualmente”, aponta. Para ele, isso é bom para oxigenar as ideias nos partidos. “Então eu acho que o que acontece hoje é que, quando junta um pouco da experiência com um pouco da juventude, a gente consegue movimentar novos e bons frutos dentro do partido. É preciso essa oxigenação”, garante.
No entanto, mesmo sendo um jovem, Matheus afirma compreender as críticas à geração: “É, os jovens, é, mobilizam muito facilmente na internet, eles entendem como é que funcionam os trending topics, é, sabem viralizar os temas importantes, mas dificilmente eles conseguem transformar isso em uma mobilização real, no sentido de ter impacto na política real”.
A solução encontrada pelo partido foi garantir que as plataformas sejam mais bem exploradas. “A gente tem feito alguns encontros, algumas pesquisas para entender um pouco da demanda dessa geração que debate em casa, que gosta de entrar no debate em casa, porque se a gente não consegue levar algumas pessoas para o debate na rua, a gente tem que começar a arrumar um formato que, mesmo de casa, essas pessoas possam debater”, contextualiza.
Pelo PSD, Felipe Santana se posiciona dizendo que “a rede social serviu para blindar e dar conforto às pessoas, não só aos jovens”. Ele acredita que a reputação precede a própria geração, desestimulando os jovens. “A gente tem que começar a separar essa ideia de que o jovem não vai para a rua, o jovem não vai para a rua porque, quando a gente trata o jovem dessa maneira, a gente exclui o jovem da sociedade e do diálogo. Então, o nosso papel aqui é trazer o jovem para o centro, é trazer o jovem para o espaço de poder, um espaço de decisão”, explica.
O vereador soteropolitano completa dizendo que “acredito que a gente viva uma ótica em que a gente tenha que quebrar esses paradigmas enquanto a gente jovem interromper o tipo do discurso”.
Andrade, junto ao PP, vai de encontro a essa posição. “Assim, ficou muito fácil você ficar atrás de um computador, do celular, defendendo suas ideias, mas quando vai para o campo mesmo, a gente não vê essa vontade e a gente acaba perdendo força. Força nas decisões, força até no respeito, na credibilidade de poder ter uma opinião no partido”, diz.
Para o prefeito de Pedro Alexandre, a solução deve ser conjunta para garantir que a presença seja valorizada. “Os partidos, todos os partidos, também precisam fazer com que o jovem tenha interesse em buscar, se aproximar da política, porque a política, queira ou não queira, para os que gostam e os que não gostam, ela move o país”, destaca.
Garantindo que a participação nas ruas não é o problema central do debate, Ítalo Menezes (PT) finaliza ressaltando que é necessário usar os conhecimentos da geração como ferramenta: “Nós almejamos que tenham ainda mais jovens engajados dentro do processo, que tenha um processo espontâneo dessa nova galera que a gente já vai acabar furando a bolha. [Almejamos] Um legado que tenha mais pessoas e pessoas com qualidade e pensamento a partir de uma formação política adequada e correta, por óbvio”, conclui.
Os jovens brasileiros representam cerca de 25% da população e, nas urnas, simbolizam cerca de 23% do eleitorado na última disputa municipal, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Tribunal Superior Eleitoral de 2025. Assim, os mais de 50 milhões de brasileiros entre 15 e 29 anos formam um grupo diverso e com posicionamentos partidários múltiplos. No entanto, a participação social e política deste grupo ainda depende de pouquíssimos expoentes. Seria a filiação partidária uma porta de entrada ou apenas mais uma barreira para a participação da juventude no debate político?
Pensando nisso, o Bahia Notícias elaborou uma série de reportagens mesclando dados e relatos de lideranças juvenis para compreender o cenário de renovação política e participação jovem na política eleitoral na Bahia. A segunda reportagem desta série explora justamente a organização política dos partidos para garantir a inserção dos jovens e os mecanismos de garantia da participação política e diversidade.
Para o projeto, o Bahia Notícias entrevistou representantes da juventude de quatro entre as siglas com maior representatividade política, todos entre os partidos com maior inserção de jovens na eleição municipal analisada. Foram eles o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Social Democrático (PSD), o União Brasil e o Progressistas (PP). (A reportagem foi atualizada às 18h08 do dia 04/03 para a adição de links de outras reportagens)
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JOVENS DE VERMELHO
No que diz respeito ao partido que lidera o Palácio de Ondina há cerca de duas décadas, o PT cita a sua renovação como um de seus pilares. Mesmo com a manutenção dos “caciques”, figuras já conhecidas na política estadual e nacional, a oxigenação de ideias e nomes também aparece como aposta dos diretórios estadual e nacional. No entanto, para além de novos candidatos, por si só, se faz necessária a garantia de espaço para a juventude.
É sob esta luz que o Bahia Notícias conversou com o recém-eleito secretário de Juventude do PT na Bahia, Ítalo Menezes, para falar sobre a inserção de jovens na sigla. Para o jovem soteropolitano, “todo lugar é político” e essa inserção da juventude na política também pode ocorrer de forma natural.
Ele narra que sua própria relação com a política começa com a identificação comunitária e familiar. “Eu comecei no partido desde quando eu me entendo por gente. Meus pais sempre foram militantes e, por coincidência, eu nasci no ano em que Lula foi eleito, no ano em que ele lançou a carta ao povo brasileiro”, relata.
Com essa relação tão particular com o partido, ele destaca que a promessa de “renovação” do Lula I, já era um chamado da sigla à juventude: “Ele dizia justamente sobre esse processo de renovação e acredito que, quando ele falava em renovação, era também nas pessoas que estavam nascendo e que futuramente poderiam votar e ter essa esperança renovada nos lugares”.
E essa “esperança” vem sendo renovada praticamente há 20 anos de “domínio” petista na Bahia. Com mais de 80 mil filiados e uma forte inserção no interior do estado, o partido se tornou uma das principais influências partidárias da Bahia. Neste contexto, Menezes detalha como se dá o funcionamento da Secretaria de Juventude no partido.
“A Secretaria de Juventude do Partido dos Trabalhadores hoje funciona com um processo setorial dentro da executiva do partido. Então, nós temos por obrigação pautar o processo de juventude político-partidário dentro da gestão, dialogando, executando, conferindo e também validando ações que a gente imagina com política para a juventude”, explica.
Ele ressalta que, assim como o partido na totalidade, o setor também possui inserção nos 27 territórios do estado, em formato capilar. Segundo a liderança jovem, a eleição interna do PT conta como um processo eleitoral regulamentado e estruturado, que perpassa todas as cidades e inclui o PED (Processo Eleitoral Direto), que elege os líderes estaduais e municipais, e as eleições setoriais, que ocorrem posteriormente, e elegem os líderes de cada setor e secretaria interna do partido. Ao final da etapa estadual, tudo isso culmina na eleição das lideranças nacionais, por meio de delegados estaduais e nacionais.
Com relação ao trabalho da Secretária de Juventude, em especial, tudo começa em uma espécie de diretoria interna, que leva os posicionamentos e ideias para os demais espaços do partido. “Para além disso, a juventude tem uma executiva própria formada que compõe de 23 pessoas, contando com o secretário que sou eu, e ali se discute os trajetos, os pensamentos, a linha política, os cronogramas, os projetos para que a gente possa levar para a Executiva Estadual e também para os municípios do interior”, explica Menezes.
Nesses outros espaços, o gestor conta que “a participação é ampla, até porque a executiva do partido, por obrigatoriedade, dá uma cadeira para que a juventude possa discutir, possa ouvir e também externalizar aquilo o que a gente entende e almeja”. Ítalo cita que, devido a essa obrigatoriedade, o espaço está sempre aberto para os jovens petistas. “O processo dentro da executiva estadual do Partido dos Trabalhadores é muito aberto para que jovens que fazem parte do setor de juventude entrem e dialoguem”, destaca.
Outra obrigatoriedade, não só do Partido dos Trabalhadores, mas de todas as siglas partidárias, é, conforme a Lei dos Partidos (Lei nº 9.096/1995), a destinação de parte do recurso do Fundo Partidário a projetos e ações de “estudos, pesquisas, doutrinação e educação política”. Dentro dos partidos, esse investimento ajuda a “formar” lideranças direcionadas à sua visão e valores, garantindo uma “preparação” para cargos assistenciais ou até mesmo de protagonismo na gestão pública.
No caso do PT, Ítalo Menezes relata que a Fundação Perseu Abramo, ligada ao partido, realiza um trabalho educativo interseccional que não se limita a jovens ou até mesmo a filiados.
“A Fundação tem uma atuação nacional a partir de um projeto chamado Nova Primavera. É uma construção de aulas, tem diversos temas, inclusive política nas redes sociais, formação de quadros para falas específicas, relações internacionais e diversos outros temas que atingem a sociedade hoje. Ali a gente tem um lugar de formação de novos quadros, não apenas jovens, mas também de toda classe da sociedade que queira conhecer um pouco mais”, explica.
JUVENTUDE PROGRESSISTA
Outra força partidária na Bahia é o Progressistas, que também figura o “top 5” em número de filiados no estado e levou 162 jovens às eleições de 2026. No entanto, além de uma força política, o PP também é uma liderança influente no cenário nacional. Com a 4° maior bancada partidária do Congresso, os posicionamentos progressistas têm peso nos rumos eleitorais e políticos no país, ainda que o partido não integre as principais lideranças do Executivo nacionalmente.
No entanto, com uma presença capilar em todo o país, o PP se fortalece no municipalismo. O retrato disso é que o líder da Juventude Progressista na Bahia é o prefeito de Pedro Alexandre, Yuri Andrade. Uma força do interior, Andrade foi um jovem prefeito eleito em 2020, aos 30 anos, recém-saído da juventude.
Ao Bahia Notícias, ele ressalta que a estrutura da Juventude Progressista é, essencialmente, comunitária. “A gente atua principalmente na liderança comunitária, principalmente no interior. A gente sempre tem naquelas lideranças, aqueles jovens que estão ali na comunidade mesmo, que lidam com os problemas”, contextualiza.
Andrade explica que o foco do setor de Juventude é chegar o mais perto possível da realidade das comunidades. “Para a gente, isso é muito importante para poder construir um futuro no Brasil, construir um futuro numa cidade como a nossa, que a gente precisa muito de emenda parlamentar, cidades pobres que vivem de FPM [Fundo de Participação dos Municípios]. Então, realmente é muito importante para a gente [a Juventude] poder planejar o nosso futuro, planejar as políticas públicas”, aponta o gestor.
Com cerca de 68 mil filiados na Bahia, o Progressistas chega a ser o terceiro maior partido do país em número de filiados. É nesse sentido que a sigla se dedica à “busca contínua do ideário democrático e dos objetivos nacionalistas de seus fundadores”, conforme escrito em seu programa partidário. Esse ideal democrático e nacionalista exige de seus jovens uma participação engajada no PP e nas comunidades.
O líder do grupo sustenta que, como no seu caso, os jovens filiados vão sendo incentivados a participar de reuniões, realizar formações e se aproximar das gestões do partido, como forma de “treinamento” para possíveis lideranças futuras. “Eu já gostava de política. E, como a gente sempre participou de política no interior, sempre a gente estava ali nos bastidores, eu fui convidado para ser secretário de agricultura do meu município. A gente fez um bom trabalho lá e fui candidato a prefeito em 2016, onde eu perdi a eleição por 3%. Tentamos de novo em 2020 e fomos eleitos”, explica o gestor.
“É como se diz, quem não é visto não é lembrado, é ser participativo, é estar ativo no partido, estar ativo na sua comunidade”, defende. O prefeito de Pedro Alexandre relata que o importante é ter interesse na vida pública e política. “Para a gente, isso é muito importante, que seja participativo, que seja ativo, que tenha interesse em demonstrar que vai seguir a vida pública.”
No que tange à participação política, Yuri conta que o setor de Juventude de todo o país se reúne periodicamente para a discussão dos temas de interesse comum. “Somos ouvidos e sempre a gente tem contato, tem uma área do partido só para os presidentes [da Juventude] de cada estado, para estarmos sempre dialogando, sempre nas suas ideias”, sucinta.
Na Bahia, por sua vez, junto ao diretório estadual do PP, ele garante que “a gente tem influência ainda maior nas políticas do partido”. “A gente hoje é bem ouvido pelo nosso presidente [deputado federal Mário Negromonte Júnior], então eu acho que o presidente já carrega uma bandeira jovem”, garante.
Essa participação na comunidade e no partido também é diretamente influenciada pela formação dos filiados nos programas de educação do Progressistas, por meio da Fundação Milton Cruz, com abrangência nacional. Em entrevista, o gestor jovem conta que “a gente incentiva o jovem a participar, inclusive para nós, políticos, que já estamos em cargos, eles também oferecem esses cursos, congressos e atividades de formação”.
O prefeito sustenta que a preparação política e técnica é um fator indissociável dos resultados que a juventude pode promover nas gestões progressistas. “Isso importa muito porque você vai se atualizando de cada modelo de gestão que você pode implantar e conseguir desenvolver sua comunidade, ou então no seu mandato da maneira que você achar melhor. A gente não pode fazer só a parte política, tem que fazer a parte técnica para que a gente possa avançar e ter essa renovação de ideias que a política tanto precisa”, garante.
UNIÃO ENTRE JOVENS
Em oposição ao Partido dos Trabalhadores, uma força política importante se coloca como oposição estadual na Bahia: o União Brasil. O partido de ACM Neto, ex-prefeito da capital baiana e vice-presidente do partido, é reconhecido pela força política nas grandes cidades do Estado, aonde nos últimos oito anos, o União já chegou a liderar ao menos uma vez as quatro maiores cidades do estado, sendo elas Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista e Camaçari.
Nacionalmente, o partido também é uma das maiores forças, com uma bancada isolada de 59 deputados na Câmara, mais de 500 prefeitos e milhares de vereadores. A dimensão do partido também se reflete na Bahia, onde, ainda que com uma retórica muito menos ideológica que a do PT, o União aparece como a segunda maior força do estado, com 83 mil filiados e uma capilaridade importante.
No cenário jovem, o partido levou 148 jovens às eleições municipais de 2020, o 6° maior contingente do estado. Esses jovens são liderados, atualmente, por Matheus Pinheiro, presidente estadual do União Jovem. Ele, que é assessor do atual prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União), um dos caciques da política baiana, conversou com o Bahia Notícias sobre o envolvimento dos jovens na organização do partido.
Uma figura já conhecida nos “bastidores” do União, Matheus conta que sua relação com a sigla começou antes mesmo de ela ser conhecida como “União Brasil”. “Eu comecei ainda na época da Juventude Democratas, lá em 2016. Eu sempre participei do movimento jovem estudantil, de organizações de centro de direita e direita na Bahia, como Renova Brasil, Acredita, entre outros”, revela.
Ele conta que, por meio da experiência na mobilização de jovens nas eleições em Feira de Santana, sua cidade natal, e depois em Salvador, o seu crescimento chegou ao maior patamar em 2025, quando assumiu a liderança da Juventude. Ao BN, Matheus conta que a União Jovem forma um núcleo relevante no diretório estadual. “A gente é um braço institucional, responsável por promover a participação ativa dos jovens, né, nos espaços de decisão da política do partido”, explica.
Entre as ações internas, o gestor conta que “nossa atuação se dá tanto na mobilização e na formação política de novos quadros, elaboração de projetos, de ações focadas na demanda de juventude”. “A gente trabalha para garantir que as pautas dos jovens sejam ouvidas e incorporadas nas decisões do partido, promovendo algumas ações como debates, seminários, eventos, campanhas”, resume Matheus.
No entanto, a atuação da União Jovem não se limita à bolha interna da sigla. Assim como em sua própria experiência, Pinheiro narra que o grupo se mantém próximo a movimentos sociais e entidades da sociedade civil. E para garantir o equilíbrio na ascensão interna de jovens, o presidente eleito no final do último ano relata que o processo eleitoral considera diversos critério.
“O processo eleitoral é bem democrático, ele busca garantir a representatividade de todas as regiões e segmentos para que qualquer tipo de jovem que queira, ocupe o cargo de liderança. São avaliados critérios como engajamento, histórico da participação, a liderança em projetos anteriores, o compromisso com o partido”, conta ao BN. Nesse sentido, as eleições ocorrem em um encontro estadual, com a participação de todos os jovens filiados. O mesmo ocorre nas eleições da Juventude nacional, com a participação dos núcleos estaduais.
Ele revela ainda que, neste formato, a eleição interna do partido vem favorecendo a participação de jovens filiados no interior, como ele próprio. “Hoje, o União Brasil vem numa pegada de interior. Eu estou em Feira de Santana, o meu secretário-geral é de Salvador. Aí eu já tenho o primeiro vice-presidente de Vitória da Conquista, a segunda de Campo Formoso, o outro é de Camaçari, e já tem outros em Juazeiro e em Ilhéus”, sinaliza.
E complementa: “Óbvio que esse é o núcleo principal, mas a gente tem ainda um núcleo secundário que tem coordenadores em todo o estado, nas 27 macrorregiões do estado”, diz o líder jovem. Para garantir que esse projeto siga firme nos próximos anos, Matheus destaca que o ano de 2026 é crucial para o núcleo. “A gente precisa preparar essas novas lideranças, tornando a juventude protagonista na construção de políticas públicas”, afirma.
E, para isso, o União conta com a Fundação Índigo, que promove formação política e debates em torno de temas de interesse social. “A Fundação Índigo tem diversos cursos de formação política, cursos presenciais, cursos online, módulos sobre legislação, oratória, gestão pública, comunicação digital. Eles também promovem oficinas práticas, mentorias com parlamentares, são ações para a juventude, mas também para o partido todo”, destaca Matheus.
Segundo ele, todo esse movimento se faz relevante para garantir que sua própria gestão possa “continuar e aumentar a representatividade de jovens em cargos efetivos dentro da nossa estrutura partidária”, conclui.
JOVENS DEMOCRATAS
Apesar da força dos caciques e nomes mais antigos, a juventude também parece ser uma das forças do Partido Social Democrata. O partido “mais jovem” das eleições de 2024, no entanto, foi o PSD. A sigla, conhecida pela influência de Otto Alencar, figura histórica da política baiana, levou mais de 240 jovens entre 18 e 29 anos às urnas na ocasião.
Um dos principais pilares da base governista no estado, o partido é aliado do PT e tem participação relevante nas prefeituras e câmaras legislativas baianas. No que diz respeito ao número de filiados, são mais de 45 mil na Bahia. Em esfera nacional, o partido também se mostra relevante, com cerca de 45 deputados federais e cerca de 7 governos estaduais sob a liderança de Gilberto Kassab.
No que diz respeito à juventude, o partido possui o núcleo do PSD Jovem, organização liderada, na Bahia, pelo vereador de Salvador, Felipe Santana. Eleito ao seu primeiro mandato em 2024, o gestor de 33 anos é o único representante da sigla na Câmara Municipal de Salvador. Apesar de não ser considerado jovem, devido à faixa etária, o líder do grupo conversou com o BN sobre a organização e mobilização da juventude baiana.
De prontidão, o gestor destaca que o espaço de formação é a primeira prioridade do PSD Jovem. “A gente tem um espaço de formação online por um curso de qualificação e informação na plataforma no nosso site do PSD Nacional e as [direções] estaduais fazem essa formação, a partir daí nós também realizamos encontros com a juventude do PSD e garantimos espaço nos diretórios municipais”, explica.
Segundo Felipe, a organização do partido permite que os jovens sejam inseridos em todos os municípios e organizações do PSD. “Tem espaço em todo diretório para criação de uma coordenação de juventude para que a gente dialogue de perto com toda a nossa categoria de nós jovens, tratando de empregabilidade, de renda, de sonhos para o futuro, de uma renovação política e de tudo que a gente acredita para levar as cidades, o nosso estado, o nosso país sempre no trilho do progresso com protagonismo juvenil”, conta.
Sobre o processo interno de filiação e preparação de jovens, o vereador conta que “o partido é um partido muito tranquilo e muito aberto ao diálogo”. “Funciona inicialmente com afiliação ao PSD e que os jovens talvez tenham vontade, como eu tive vontade, de ajudar a escrever a história do partido com um posicionamento voltado à juventude, voltado, no meu caso específico, à área da assistência social, da educação, da saúde, do desenvolvimento local e regional, por exemplo”, conta.
Tenho iniciado sua carreira política como estagiário no setor público, estudante e, posteriormente, assessor parlamentar, Felipe Santana conta que foi incentivado a ir para a política partidária pelo próprio líder estadual partido. “Toda aquela atuação me chamou a atenção e me aproximou muito da política. E Otto [Alencar] é um senador muito receptivo. Então a gente conseguia ter um diálogo com ele, trocar ideias, dar sugestões e ele sempre ali muito próximo”, relata. “Essa postura que o PSD adota na condução estadual, faz com que os líderes sejam inspiração para outros jovens”, afirma o líder jovem.
Essa postura também serve como guia para a participação no núcleo de juventude do partido. “O PSD Jovem é realiza projetos, faz as caravanas, faz os projetos, a qualificação online. A gente apresenta as ideias, senta com o presidente do partido, senta com a coordenação, com a executiva estadual, para desenvolver os trabalhos, e esses trabalhos sempre são muito fluidos e muito acolhedores’, destaca Santana. Ele conta ainda que essas ações e projetos acabam se refletindo diretamente no seu próprio trabalho como legislador.
“Eu sou presidente do PSD Jovem para servir de exemplo e servir de inspiração para os jovens, para que jovens vejam que tem sim como você fazer a diferença na vida de outras pessoas e ter a oportunidade de ocupar os cargos públicos, de disputar a eleição, de ser testado na urna, basta ter a vontade”, completa o vereador.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta segunda-feira (2) as regras sobre utilização de inteligência artificial (IA) durante as eleições gerais de outubro deste ano. As normas valem para candidatos e partidos.
Por unanimidade, o tribunal decidiu proibir postagens nas redes sociais de conteúdos modificados no período de 72 horas antes do pleito e 24 horas após a votação.
A restrição vale para modificações com imagem e voz de candidatos ou pessoas públicas. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
As regras foram definidas com a aprovação de diversas resoluções que vão nortear o pleito, no qual serão escolhidos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
Os ministros também proibiram que provedores de IA permitam, ainda que solicitado pelos usuários, sugestões de candidatos para votar. O objetivo é evitar a interferência de algoritmos na livre escolha dos eleitores.
Para combater a misoginia digital, o TSE proibiu postagens nas redes sociais com montagens envolvendo candidatas e fotos e vídeos com nudez e pornografia.
A Corte eleitoral também reafirmou que os provedores de internet poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários.
Para evitar episódios de censura ocorridos em eleições anteriores, os ministros decidiram permitir, no período de pré-campanha, manifestações espontâneas sobre conteúdo político em ambientes universitários, escolares e espaços de movimentos sociais.
Também foi garantido que candidatos poderão fazer panfletagem em ruas, parques e praças, desde que garantida a mobilidade da população nos espaços.
Na semana passada, o TSE aprovou mais sete resoluções sobre as eleições. Os textos tratam da divulgação de pesquisas eleitorais, transporte de eleitores, arrecadação de recursos, prestação de contas, além de alterações no cadastro de eleitores.
Todo jovem brasileiro tem direito à participação social, profissionalização e igualdade. Esses são alguns pontos defendidos pelo Estatuto da Juventude, documento oficial firmado em 2013 mediante a Lei 12.852, que traça direitos de homens e mulheres entre 15 e 29 anos. No entanto, na prática, as candidaturas de jovens representaram apenas 6,12% dos 35.201 candidatos a cargos eletivos nas eleições municipais da Bahia em 2024.
Ao todo, foram 2.155 jovens candidatos à eleição de 2024. O número representa um aumento quando comparado à última eleição nacional, em 2022, quando apenas 71 jovens de até 29 anos compuseram as chapas proporcionais para disputa de vagas como deputado estadual ou federal, senador, governadores ou presidente da República. O número representou 4,13% das 1.719 candidaturas submetidas ao Tribunal Superior Eleitoral.
Em partes, a ausência de jovens em determinados casos se justifica pelas regras estabelecidas pela Constituição de 1988, que define as idades mínimas de acordo com o cargo pleiteado. Atualmente, é necessária idade mínima de 35 anos para presidente e vice-presidente da República e senador; 30 anos para governador e vice-governador de estado e do Distrito Federal; 21 anos para deputado federal, deputado estadual ou distrital, prefeito, vice-prefeito e juiz de paz; e 18 anos para vereador.
Neste cenário, o Bahia Notícias elaborou uma série de reportagens mesclando dados e relatos de lideranças juvenis para compreender o cenário de renovação política e participação jovem na política eleitoral na Bahia. Como pontapé inicial, o BN montou um “Raio-X” das candidaturas juvenis das últimas eleições municipais do estado, onde a maior parte dos jovens tem possibilidade de candidatura. O que os números mostram é uma juventude menos masculina e mais instruída que a média geral.
JUVENTUDE NA URNA
Inicialmente, destaca-se que a maior parte dos jovens candidatos em 2024 tinha de 25 a 29 anos (1.516), seguidos por jovens de 21 a 24 anos (465) e 20 anos (77). Apenas 32 jovens foram candidatos aos 18 anos e 62 se candidataram aos 19. Nos demais quesitos, o perfil dos jovens na política baiana pode ser avaliado em três vieses principais, sendo eles: o gênero dos candidatos, a raça ou cor, e o grau de instrução.
No aspecto de raça, a população jovem da política baiana se mostra ligeiramente mais diversa que a média geral dos candidatos no estado. A maior parte das identificações de raça ou cor são de pessoas pardas, que formam 57,6% (1.242) do grupo. O segundo maior grupo é o de pessoas negras de pele preta, com 23,9% (515) do total. Em comparação aos índices gerais - que incluem candidatos de todas as idades - o número de pessoas pretas é pouco mais de 2% maior entre os jovens, frente a um decréscimo de pouco mais de 1% no índice de pessoas pardas.
Os jovens brancos na urna foram 16,8% (363) do total e os candidatos gerais foram 18,1%. Outros 9 jovens se identificaram como amarelos, formando um índice de 0,4%, frente a um índice ligeiramente menor na média geral, de 0,32%. Já o grupo indígena foi formado por 14 jovens, que representaram 0,6% do total da faixa etária. No índice geral, indígenas representaram 0,4%. Os demais jovens, 12 deles, não informaram sua raça ou etnia.
No que diz respeito ao gênero, a juventude se mostra amplamente mais diversa que os candidatos em geral. Enquanto homens são a ampla maioria dos candidatos em formato geral, formando 66% das candidaturas, o equivalente a quase 7 em cada 10 dos nomes das urnas, restando 34% das candidaturas sendo femininas. Entre os jovens, o equilíbrio entre gêneros é quase igualitário: as mulheres representam 48,7% das candidaturas eleitorais em 2024. Outras 51,3% são masculinas.
O grau de instrução exibe algumas especificidades no que tange à juventude. A maioria dos jovens candidatos baianos tem ensino médio completo, o equivalente a 55,4% (1.193). Entre os menos instruídos que a média do grupo, que são 20%, estão: 30 que são apenas alfabetizados (1,4%), 123 com ensino fundamental incompleto (5,7%), 138 com ensino fundamental completo (6,4%) e 139 com ensino médio incompleto (6,5%). Os jovens que estão acima da média de instrução são 24,7%, relativos a 231 jovens com ensino superior incompleto (10,7%) e 310 com ensino superior completo (14%).
Na média geral entre os candidatos do estado em 2024, 43,46% tinham ensino médio completo; 28,8% teriam grau de instrução menor, entre analfabetos, apenas alfabetizados, pessoas com ensino fundamental completo ou incompleto e pessoas com ensino médio incompleto. Os demais 27,5% tinham nível maior de instrução, considerando ensino superior completo ou incompleto.
POLÍTICA ENTRE JOVENS
Os dados disponibilizados pelo TSE ainda apontam a filiação dos jovens, indicando partidos com maior participação da juventude nas urnas, e o cargo do pleito, ou seja, qual o cargo almejado pelo grupo. Considerando as eleições municipais, que por si só já pretendem eleger candidatos a cargos políticos de menor alcance regional, os jovens concentraram suas forças políticas especialmente no cargo de vereador.
Ao todo, 2.105 das candidaturas de jovens pleiteavam cargos de legislação municipal, o equivalente a 97,7% do total do grupo. Outros 17 pleitos eram de candidatos a prefeito (0,8%) e outros 33 (1,5%) eram para o cargo de vice-prefeito. O resultado desses números pode ser observado em Salvador, por exemplo, onde foram eleitos 3 vereadores jovens: Sandro Filho (PP), de 19 anos; Marcelo Guimarães Neto (União), de 20 anos; e Isabela Souza (Cidadania), que tinha 28 anos na data da eleição.
No que diz respeito à filiação partidária, alguns partidos concentraram o maior número de candidatos jovens. O principal partido entre a juventude candidata em 2024 era o Partido Social Democrata (PSD), que tinha 248 candidatos entre 18 e 29 anos na eleição em questão. O partido também acumulou o maior número de candidaturas gerais, com 4.375 nomes representando a sigla nas eleições municipais. Assim, o número de jovens equivale a 5,67% de todas as candidaturas.
Em seguida, aparecem os partidos Avante, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e o Partido dos Trabalhadores (PT), com 186, 179 e 175 candidatos cada, respectivamente. Os partidos também figuram a liderança do número de candidatos gerais. O Avante teve 3053 candidatos na eleição municipal, com o segundo maior número; em seguida aparece o PT, com 2.945 candidaturas. No caso dos dois últimos partidos, o contingente de jovens até 29 anos era equivalente a 6,09% e 5,94%, respectivamente. O MDB, por sua vez, teve 2.709 candidatos totais e o índice de jovens foi de 6,42%.
O TSE volta a julgar nesta segunda-feira (2) sete resoluções sobre calendário eleitoral, auditoria e fiscalização, registro de candidatura, propaganda eleitoral, representações e reclamações, ilícitos eleitorais e consolidação das normas voltadas ao cidadão. Os membros da Corte realizarão sessão extraordinária administrativa a partir das 19h.
As regras vão orientar as condutas de partidos políticos, candidatas e candidatos, eleitoras e eleitores durante o pleito deste ano, marcado para o dia 4 de outubro (1º turno). Na última quinta-feira (26), o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou sete das 14 resoluções que regerão as Eleições Gerais de 2026.
A elaboração e a revisão dos textos foram realizadas sob a coordenação do vice-presidente do Tribunal e relator das resoluções, ministro Nunes Marques. As normas devem ser aprovadas e publicadas pelo TSE até o dia 5 de março do ano do pleito
Já foram aprovadas as resoluções sobre pesquisas eleitorais, atos gerais do processo eleitoral, sistemas eleitorais, prestação de contas, Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), transporte especial de eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida e cronograma operacional do cadastro eleitoral para o pleito.
A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Bahia (OAB-BA), Daniela Borges, afirmou que a entidade deve manter postura neutra, mesmo que advogados, individualmente, tenham posicionamentos políticos. A declaração foi feita nesta sexta-feira (27), durante a posse do procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia.
“Com toda certeza, a gente tem uma preocupação imensa de ter uma instituição que não se envolve no lado A, B ou C da política. Nosso papel institucional é trabalhar sempre na defesa da Constituição e do processo eleitoral, tão importante para garantir a nossa democracia, sempre nessa equidistância. As pessoas, nas suas individualidades, vão ser cidadãos e ter suas posições, mas a instituição efetivamente se mantém à parte disso”, declarou.
A presidente também destacou a atuação da OAB-BA no ano eleitoral de 2026.
“A OAB sempre trabalha na perspectiva de observatório, para que a gente tenha um processo eleitoral democrático e transparente. Ao mesmo tempo, atuamos na defesa das prerrogativas dos advogados, que estão no dia a dia do processo eleitoral, representando diferentes partes”, afirmou.
O pré-candidato a governador ACM Neto afirmou neste domingo (15) que ainda não escolheu o nome para compor sua chapa como vice-governador. Em entrevista ao Bahia Notícias, o ex-prefeito garantiu que deve escolher alguém com grande representatividade política no interior do estado.
“Vários nomes foram especulados, como Sheila de Conquista, Zito de Barreiras, Susana e Isaac de Juazeiro… Muitos nomes são especulados, mas sem nenhum fundamento até então. Não houve da minha parte nenhuma decisão sobre quem será essa pessoa”, disse Neto.
No entanto, o presidente da fundação Índigo destacou que o nome virá do interior, mas deve ser decidido em março.
“Há definição sobre o perfil. Alguém ou do interior, ou com grande representatividade política no interior, com capacidade de articulação e que chegue com o respaldo dos partidos e das lideranças políticas. Esse é o perfil. Agora, o nome, exatamente, nós vamos tratar ao longo do mês de março”, completou.
Antes dessa resolução, o pré-candidato apontou como prioridade a escolha do partido de Angelo Coronel, que anunciou sua saída do grupo político de Jerônimo Rodrigues (PT) e será candidato ao Senado no grupo de ACM. Apesar de especulações de uma migração para o União Brasil, a sigla do senador ainda não foi definida.
"A gente agora está construindo para Coronel até o fim do mês fechar com um partido político, que pode ser ou não União Brasil, a gente não exige isso. Pode até ser que um outro partido do grupo acomode melhor, e aí o passo seguinte vai ser definir a vice", disse Neto.
O deputado federal Antônio Brito (PSD) acompanhou nesta sexta-feira (13) a saída do Olodum, no circuito Batatinha (Pelourinho). Na ocasião, ele falou sobre as pretensões do partido para as eleições de outubro.
“Lamentamos muito a saída. Mas o presidente se reestruturou sobre a liderança de Otto, deveremos fazer de sete a oito deputados federais, mais de doze deputados estaduais. Tenho conversado com diversos prefeitos, todos têm se reunido e a gente se estruturou no partido, lamentamos, mas a vida seguiu e nós estamos arrumando o partido” , afirmou o parlamentar.
O deputado, acompanhado de seu pai, também comentou a suposta migração dos deputados federais Cláudio Cajado e Mário Negromomnte Jr. do PP para seu partido. Segundo ele, a possibilidade ainda está sendo discutida.
Eles estão discutindo a possibilidade de entrada, mas não há ainda nenhum tipo de filiação nem conversa específica. Até porque depois do Carnaval iremos conversar com a bancada federal do partido, que define tudo isso", afirmou.
O deputado prevê ainda novas negociações. "Temos várias outras conversas acontecendo e que vão ser boas surpresas para depois do Carnaval, o partido tender´q a manter seus deputados federais e ampliar a bancada estadual", concluiu.
Caso não seja candidato à reeleição como vice-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin pode ficar de fora das eleições deste ano.
A informação, divulgada pela coluna de Valdo Cruz, do G1, teria sido de amigos de Alckmin, incomodados com as articulações de dentro do PT para “rifar” o atual vice-presidente da República da chapa presidencial.
Alckmin não tem feito comentários a respeito de qual será seu destino neste ano eleitoral, mas teria preferência por ser novamente candidato a vice de Lula e não tem vontade de disputar a eleição em São Paulo.
Nas articulações internas, o PT gostaria de ter Alckmin disputando ou o governo ou o Senado por São Paulo. O presidente nacional do PSB, prefeito de Recife, João Campos, esteve ontem com o presidente Lula e reafirmou o desejo de manter Geraldo Alckmin como vice na chapa de Lula.
O presidente do PT, Edinho Silva, mais cedo havia dito que a vaga será de Alckmin se assim ele desejar.
O vereador Duda Sanches (União) comentou nesta terça-feira (10) o rompimento com o empresário Ditinho Lemos, anunciado na imprensa na última semana. Ele também negou pretensões de candidatura de seu irmão, Leonardo Sanches, a vereador.
Com relação às últimas declarações, o parlamentar relatou em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 (100.1 FM), que pretendia revelar a todos o imbróglio entre ele e Ditinho Lemos, pré-candidato a deputado federal.
“Eu precisava de uma vez só que todos tomassem conhecimento do que estava acontecendo, e por isso eu tomei essas medidas. O grupo político em Santo Antônio de Jesus que apoiava meu pai, de certa forma foi coagido a apoiar esse empresário”, contou.
Para Sanches, o rompimento aconteceu por uma atitude do empresário, descrita por ele como um “golpe”. Durante a entrevista, ele repetiu as acusações.
“Domingo, nós sepultamos meu pai. E na segunda-feira, esse dito melhor amigo dele, procurou todas as nossas lideranças políticas para se colocar como candidato à deputado federal, sonho que era de meu pai, com o corpo ainda quente dentro do caixão”, acusou Duda.
Durante a entrevista, ele ainda negou pretensões de que seu irmão, Leonardo Sanches, saísse candidato a vereador.
O segundo turno das eleições presidenciais em Portugal sofreu adiamentos pontuais neste domingo (8) em áreas atingidas por inundações provocadas por tempestades recentes, que trouxeram chuvas intensas e ventos fortes ao país. Entre os locais afetados está a cidade de Cartaxo.
Três câmaras municipais situadas nas regiões sul e centro decidiram adiar a votação por uma semana. A medida impacta aproximadamente 37 mil eleitores registados, o equivalente a cerca de 0,3% do total do eleitorado português.
Apesar dos adiamentos localizados, os eleitores de todo o país participam neste domingo da escolha do novo presidente da República. Disputam o cargo o candidato de esquerda António José Seguro e o candidato de extrema-direita André Ventura, sendo que as sondagens indicam vantagem para Seguro.
A divulgação dos resultados oficiais parciais segue mantida para a noite deste domingo a partir das 20h no horário local (17h em Brasília).
O senador Angelo Coronel (PSD) comentou a possibilidade da formação de uma chapa majoritária “puro-sangue” do PT, com o ministro da Casa Civil Rui Costa, o senador Jaques Wagner, ambos candidato ao Senado, e o atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, como candidato à reeleição. A declaração foi dada em entrevista à Antena 1 nesta sexta-feira (30).
Para o socialdemocrata, seu partido, que sempre esteve na base do governo, deveria ter mais espaços nas eleições de outubro. “É um absurdo, no meu pensamento, o PSD abrir mão desse espaço, já que se prega tanto essa unidade entre os partidos que compõem a base. Eu vejo que é uma gula muito grande por parte do PT”, declarou.
O senador criticou a escolha de uma chapa formada por um único partido. As especulações vieram após declarações de Jaques Wagner que sugeriam uma formação 100% petista.
“Talvez seja a chapa dos sonhos para o Partidos dos Trabalhadores, porque pra mim mesmo, não vejo nada de chapa de sonho aí. Até então não vi nenhuma palavra por parte do governador Jerônimo”, declarou Coronel.
Ele ainda chamou atenção para o silêncio do governador sobre a questão. “Talvez o governador deve estar imaginando: essa chapa dos sonhos pode terminar virando uma chapa pesadelo”, completou.
Agora, seu filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD) é o responsável pelas articulações sobre o futuro dos dois para a corrida eleitoral. Segundo ele, a permanência na corrida ao lado do PT ainda está em negociação.
De acordo com a pesquisa nacional realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas que analisa o grau de conhecimento sobre os candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro apresentam os maiores índices de fidelidade de voto, mas também as maiores rejeições para as eleições de outubro.
Lula é a figura mais conhecida entre os entrevistados, com 82,1% afirmando que o conhecem bem, enquanto apenas 1,9% declaram não conhecê-lo. Em termos de potencial eleitoral, 31,5% dos eleitores que o conhecem afirmam que votariam nele com certeza, já a rejeição é de 45,3%.
Com relação a Flávio Bolsonaro, a pesquisa ainda indica que 34,9% da população conhece bem o senador, enquanto a maioria, 52,7%, afirmou apenas ouvir falar, e 12,4% não possuem conhecimento sobre ele. Seu potencial eleitoral entre os que o conhecem revela que 26,3% votariam nele com certeza e o índice de rejeição chega a 44,7%.
O levantamento comparativo mostra que o Lula é o candidato mais conhecido pela população, enquanto Ratinho Junior possui o menor índice de conhecimento entre os citados.
Uma nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada na manhã desta quinta-feira (29), revela que o Lula mantém a liderança nas intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026. No entanto, o cenário se complica para o atual presidente no segundo turno, chegando a registrar empate técnico contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Na consulta espontânea, onde os nomes não são apresentados, Lula lidera com 25,5%, seguido por Jair Bolsonaro (12,1%) e Flávio Bolsonaro (6,3%). 44,2% dos eleitores afirmou que não sabe.
Nos cenários estimulados, a disputa se estreita. Lula registra 39,8% contra 33,1% de Flávio Bolsonaro. Os dados mostram uma trajetória de crescimento consistente de Flávio, que saltou de 19,2% em outubro de 2025 para o patamar atual. Outros candidatos como Ratinho Junior (6,5%), Ronaldo Caiado (3,7%) e Romeu Zema (2,8%) aparecem na sequência. Com Tarcísio de Freitas como oponente, Lula atinge 40,7% contra 27,5% do governador de São Paulo.

As projeções para um eventual segundo turno mostram que a vantagem do atual governo vem diminuindo. No embate entre Lula (44,8%) e Flávio Bolsonaro (42,2%), a diferença caiu para apenas 2,6 pontos percentuais. Contra Tarcísio de Freitas, o cenário é de empate técnico, com Lula somando 43,9% e Tarcísio 42,5%.
Entre quem recebe o Bolsa Família, 63,3% afirmam que Lula merece a reeleição. Nesse segmento, o presidente atinge 55,8% das intenções de voto no primeiro turno. Por outro lado, o eleitorado religioso mostra-se mais dividido: entre aqueles que participaram de celebrações religiosas nos últimos 10 dias, Flávio Bolsonaro (37,0%) e Lula (36,0%) aparecem tecnicamente empatados.
Regionalmente, o Sul do país apresenta a maior resistência, com 58,1% dos eleitores afirmando que o presidente não merece ser reeleito, enquanto o Nordeste mantém-se como o maior reduto governista, com 57,1% de aprovação ao merecimento da reeleição.

METODOLOGIA
A pesquisa ouviu 2.080 eleitores em 160 municípios de 26 estados e do Distrito Federal entre os dias 25 e 28 de janeiro de 2026. O levantamento utiliza uma amostra representativa com grau de confiança de 95,0% e possui uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
O senador Otto Alencar (PSD) afirmou, em entrevista à Antena 1, que não apoiará a candidatura de Ronaldo Caiado caso o presidenciável migre para o PSD. A declaração acontece em meio à saída do governador de Goiás do União Brasil e chegada no PSD, confirmada nesta terça-feira (27).
Questionado por Maurício Leiro e Rebeca Menezes, no programa Bahia Notícias no Ar, o senador garantiu que seguirá com o apoio ao presidente Lula mesmo com a escolha de um nome de sua sigla para disputar à Presidência da República.
“No palanque do PSD Bahia não. Aqui na Bahia vamos apoiar com todas as letras Luiz Inácio Lula da Silva em sua reeleição e a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. Isso já conversei com deputados federais, a maioria deles consentiram. O Kassab já sabe disso”, destacou Otto.
O senador ainda afirmou que, apesar de não ter problemas com o candidato, a decisão não foi planejada. “Não tenho nenhuma crítica a ele, mas aqui na Bahia não não vamos aceitar uma mudança de caminho de última hora”, disparou.
O senador Otto Alencar (PSD) comentou as articulações para as eleições para o Governo da Bahia e garantiu que o PSD ainda está na etapa das negociações sobre o espaço do partido na chapa majoritária. A declaração foi dada em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 (100.1 FM).
Após uma série de especulações acerca da participação de seu partido na chapa governista, o parlamentar negou qualquer definição para a disputa de outubro.
“Ainda está em discussão, não tem ainda uma decisão formalizada. A convenção é em julho, e nós vamos ter que aguardar. Até lá tem muito tempo”, alegou Otto.
Questionado sobre a foto do presidente Lula tirada com a ausência dele e de seus correligionários, o senador desmentiu os rumores de rompimento com o presidente. “Quanto à fotografia que se tira num evento com o presidente Lula, são elucubrações simplistas.”, afirmou.
O psdbista ainda criticou as declarações sobre uma possível chapa “puro-sangue” e atribuiu a responsabilidade ao senador petista e atual líder do governo no Senado, Jaques Wagner.
“Lamentavelmente, e aí não fui eu, quem levantou essa possibilidade em janeiro foi Wagner, fazendo a chapa com o governador Jerônimo, o ministro da Casa Civil Rui e ele [Wagner], se passou 2025 todo discutindo isso e até agora não resolveu. Na minha óptica, eleição se discute no ano da eleição. Até porque a discussão precoce termina prejudicando as ações do governo. Não foi eu que levantei essa questão”, completou.
Durante a inauguração do viaduto José Linhares, na manhã desta segunda-feira (26), o prefeito Bruno Reis (União) comentou a foto tirada neste final de semana com os principais nomes do PT baiano.
Durante o encontro do MST na Bahia, Lula esteve ao lado do senador Jaques Wagner, o atual governador Jerônimo Rodrigues, e o atual ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa. A ausência de Otto Alencar e Angelo Coronel, senadores do PSD, chamou a atenção após rumores de rompimento entre as duas siglas no estado.
Para o gestor da capital baiana, a foto vai ao encontro do discurso de “unidade política” do grupo. “Uma foto onde praticamente só tem representantes petistas. Muito mais importante do que palavras é a imagem. E a imagem mostra um isolamento político”, declarou o prefeito.
O comentário vem em um momento de especulações sobre uma chapa governista “puro-sangue”. Os nomes de Jerônimo, Rui e Wagner são os principais cotados para assumir a disputa deste ano.
Na ocasião, o prefeito negou que a oposição estaria espalhando boatos sobre a substituição de Jerônimo por Rui Costa na chapa e alega que o nome do atual governador é avaliado como “meia boca” até por aliados.
“Por parte da oposição, apenas a recondução dos fatos que estão aí. Afinal de contas, o ex-governador chega em qualquer roda e não esconde de ninguém o desejo de ser governador do Estado da Bahia”, afirmou.
O grupo da oposição na disputa pelo governo do estado, liderado por ACM Neto (União), não descarta a presença do senador Ângelo Coronel (PSD) na chapa. Apesar da aliança histórica com o PT, o senador não estaria satisfeito com o espaço na chapa governista, mas ele ainda não definiu, de fato, sua posição nas eleições de outubro.
Durante a inauguração do viaduto José Linhares, nesta segunda-feira (26), o atual prefeito, Bruno Reis (União) comentou sobre a possibilidade de receber o senador no grupo. “Nós estamos abertos ao diálogo, temos toda disposição de conversar e tentar construir uma parceria. Temos já uma relação e parcerias pretéritas que nos permitem construir planos para o futuro”, afirmou
O candidato a governador, ACM Neto, também comentou a migração de Coronel para sua base. “Espaço aberto existe, eu nunca escondi nossa disposição em dialogar. Entretanto, eu não posso tratar isso no campo da especulação. Só tenho condições no momento que houver uma real sinalização de que o senador não vai caminhar no projeto de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues”, ponderou.
O candidato ainda criticou a possibilidade de uma chapa “puro-sangue”. “Me parece um absurdo que só exista PT [...] O PSD está sendo excluído, mas eu não vou falar pelo PSD, quem fala é Otto.”, declarou Neto.
A definição da chapa, no entanto, deve ocorrer apenas em março.
O número cada vez maior de pessoas que ingressam na caminhada a pé iniciada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) na cidade de Paracatu (MG), na última segunda-feira (19), e que terminará neste domingo (25) com uma manifestação em Brasília, deve dar novo fôlego à coleta de assinaturas para a apresentação de uma PEC que reduz a idade mínima para disputar o cargo de presidente da República ou uma vaga ao Senado.
A proposta beneficia diretamente o deputado Nikolas Ferreira, já que, aos 29 anos, ele só teria idade para disputar a presidência da República ou o Senado nas eleições de 2034. Quem teve a ideia da PEC, e que desde o ano passado vem coletando assinaturas para viabilizar o projeto, é o deputado Eros Biondini (PL-MG), que na última quinta (22) se associou a Nikolas e ao grupo que faz a caminhada.
Biondini ainda não protocolou a sua proposta. A ideia do deputado é modificar o artigo 14, § 3º, VI, "a", da Constituição Federal de 1988, que estabelece como condição de elegibilidade a idade mínima de 35 anos para os cargos de presidente, vice-presidente e senador. O texto constitucional prevê que este requisito etário deve ser atendido na data da posse, salvo para o registro de candidatura, onde a idade mínima deve ser comprovada.
Caso a PEC seja aprovada, este parâmetro da idade mínima seria alterado para 30 anos, no caso dos candidatos a presidente da República e senador. Já para os governos estaduais, a proposta de Biondini seria de reduzir esse mínimo de 30 para 28 anos. Em relação a mandatos de deputados e prefeitos, a idade mínima cairia de 21 para 20 anos.
Eros Biondini é aliado de Nikolas Ferreira em Minas Gerais, e a proposta poderia atender às futuras ambições do deputado que foi o mais votado no estado em 2022. Nikolas nasceu em 30 de maio de 1996, e tem apenas 29 anos. Com essa idade, só poderia ser candidato ao Senado ou a presidente da República em 2034.
Com a amplitude de postagens e vídeos nas redes sociais sobre a caminhada iniciada por Nikolas, cresceu a quantidade de pessoas defendendo o nome do deputado mineiro como candidato a presidente do segmento de direita. O empecilho da idade, entretanto, só pode vir a ser modificado para o pleito de 2030, caso Câmara e Senado aprovem a proposta.
O deputado Eros Biondini disse ao Bahia Notícias, em fevereiro do ano passado, que a sua proposição tem seu colega de partido Nikolas Ferreira como inspiração.
‘Realmente não há como negar: Nikolas Ferreira seria o grande nome da direita. Não tenho dúvidas que elegeríamos ele, caso esta PEC seja aprovada e tenho certeza que será", afirmou o deputado, que, entretanto, ao longo do ano, não chegou a protocolar a proposta.
Uma PEC nesta mesma direção, da redução da idade mínima para quem deseja concorrer a presidente ou ao Senado, já havia sido apresentada na Câmara, mas por uma parlamentar de esquerda. Em 2007, a então deputada Manuela d`Ávila, na época no PCdoB, ingressou com uma proposta para diminuir de 35 para 30 anos a idade mínima requerida para que alguém possa se eleger senador, presidente e vice-presidente da República.
Na justificativa do projeto, Manuela d`Ávila, que ingressou no Psol e tenta neste ano viabilizar uma candidatura ao Senado pelo Rio Grande do Sul, disse não haver lógica na existência de uma diferença de cinco anos entre a idade mínima requerida para a eleição de senadores e de governadores ou deputados, por exemplo.
“É factível o argumento da experiência e maturidade. Entretanto, essa também é indispensável aos governadores e deputados”, argumentou na ocasião a deputada.
A proposta de Manuela d`Ávila tramitou por oito anos, e quase chegou a ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça, mas acabou sendo arquivada em 2015.
A Paraná Pesquisas divulgou, nesta sexta-feira (23), uma pesquisa sobre o cenário eleitoral do estado do Paraná. O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 22 de janeiro deste ano.
O instituto analisou a aprovação do governador Ratinho Junior, que já alcança 85,5% de aprovação popular. Do total de entrevistados, 36,5% avaliam a gestão como ótima e 38,3% como boa, enquanto apenas 11,5% desaprovam a administração.
Apesar de Ratinho Junior não poder disputar a reeleição direta, seu nome ainda aparece espontaneamente quando os eleitores são questionados sobre o próximo governador do Estado. Na pesquisa espontânea, 74,2% afirmaram não saber ou preferiram não opinar. Entre os nomes citados, Ratinho Junior aparece com 9,5%, seguido por Sergio Moro (4,5%) e Requião Filho (2,2%).
Nos cenários estimulados, quando uma lista de candidatos é apresentada, o ex-juiz e senador Sergio Moro (União) lidera a disputa. No primeiro cenário testado, Moro registra 41,6% das intenções de voto, à frente de Alvaro Dias (19,7%), Requião Filho (19,5%) e Guto Silva (5,7%). Em outro cenário, com a inclusão do ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, Moro mantém a liderança com 37,8%, enquanto Alvaro Dias e Greca empatam com 17,5%.
As simulações de segundo turno reforçam a vantagem de Sergio Moro. Ele venceria todos os adversários testados, com destaque para a disputa contra Alexandre Curi (56,0% a 28,2%) e contra Requião Filho (55,9% a 33,4%). Mesmo nos cenários mais equilibrados, como diante de Alvaro Dias e Rafael Greca, Moro aparece numericamente à frente.
Em relação à rejeição, Requião Filho lidera com 30,2%, seguido por Sergio Moro, que apresenta 20,2%.
No cenário para o Senado Federal, o grau de indefinição é ainda maior. Na pesquisa espontânea, 82,5% dos eleitores não souberam indicar um nome. Já no cenário estimulado, em que os entrevistados puderam citar até dois candidatos, Alvaro Dias lidera com 47,5%, seguido por Alexandre Curi (36,2%), Cristina Graeml (26,0%) e Filipe Barros (23,0%). Alvaro Dias também aparece como o mais rejeitado para o Senado, com 21,0%.
A pesquisa ouviu 1.300 eleitores em 54 municípios do Paraná, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas de forma presencial e individual.
O presidente Lula (PT) pediu a Sidônio Palmeira, atual ministro da Secretaria de Comunicação Social, que continue no cargo até o fim do mandato. Para assumir a campanha de 2026, Lula deve contratar outro baiano, o publicitário Raul Rabelo.
Aliado de Sidônio, Raul já atuou em campanhas na Bahia e deve manter o ministro atualizado sobre ações de camapanha.
A conversa entre Palmeira e Lula aconteceu na última semana. Ele e a equipe acreditam que as ações não devem parar durante o período eleitoral, o que inclui a pasta da Comunicação. Hoje, o ministro apresenta influencia inclusive na comunicação do PT, chefiada por Éden Valadares.
Reforçando o discurso de mudança da oposição, o vereador Kiki Bispo (União) comentou a disputa eleitoral de 2026 na Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15). Na ocasião, ele também comentou as pretensões para o ano de trabalhos na Câmara Municipal de Salvador, sem confirmar se segue na liderança do governo na Casa.
O parlamentar relembrou a derrota do grupo de ACM Neto em 2022 e avaliou a intenção de voto do aliado. “Em 2022, ficaram os aprendizados e agora nós vamos para uma nova eleição. Tenho certeza que Neto começou a percorrer o estado, ouvindo o povo e percebendo um desgaste no governo do PT, e é natural a ascensão do nosso candidato”, afirmou.
Com relação aos trabalhos na Câmara, Bispo não confirmou a manutenção da liderança do governo na Casa, mas garantiu que, se for mantido, deve continuar dialogando com todos os vereadores.
“Se eu for reconduzido, vamos seguir a mesma máxima de dialogar com a oposição, com os independentes, com muito respeito. Tem sido assim com todos os projetos do prefeito na Câmara, não foram raras as vezes que eles foram emendados até por colegas da oposição”, comentou o vereador.
Para o ano, a expectativa é fazer um calendário que não seja prejudicado pelo ano eleitoral, “mínimo e exitoso”. Ele ainda citou a possibilidade de dar início a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador, que se encontra atrasada.
Durante Lavagem do Bonfim, o prefeito Bruno Reis (União) comentou sobre a presença do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, no evento desta quinta-feira (15). O grupo de oposição à chapa governista, liderado por ACM Neto, ainda não definiu o candidato à presidência.
Questionado pelo Bahia Notícias, o gestor baiano endossou a candidatura de Caiado. “É do nosso partido, é o nosso candidato natural, o melhor governador do Brasil e tem todos os requisitos para ser presidente. Apostamos nele”, afirmou.
Apesar do endosso, o prefeito afirmou que o grupo busca unidade na escolha do nome. “Tem muito caminho para andar, muita conversa pela frente. Vamos estar juntos num projeto contra o PT, o nosso adversário é o PT”, garantiu Bruno Reis.
Quem também marcou presença no Bonfim foi o deputado federal e presidente do União Brasil na Bahia, Paulo Azi. O parlamentar comentou as articulações do partido para as eleições estaduais e para a corrida presidencial, sem bater o martelo sobre o candidato ao Palácio do Planalto.
Azi analisa com otimismo a disputa pelo governo da Bahia e descreve como momento de “renovação”. “A gente sente que o desejo do povo da Bahia é pela mudança e contra esse projeto hegemônico do PT. Tenho certeza que o povo da Bahia vai escolher alguém que representa a renovação e a luta para combater as desigualdades sociais, que se chama ACM Neto”, avaliou.
O deputado também comentou as movimentações do senador Angelo Coronel (PSD) e sua possível mudança de chapa. “O aprofundamento dessas conversas só vai ocorrer quando houver uma decisão oficial de que ele estará fora da chapa majoritária do PT como, aliás, todas as evidências demonstram”, disse o parlamentar.
Sobre a disputa presidencial, a chapa da oposição ainda não bateu um martelo sobre qual nome apoiar para se opor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tentará seu quarto mandato. Questionado sobre o nome de Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás, Azi afirmou que ele tem “todas as condições de ser presidente”.
“Ele é o nosso pré-candidato, governador mais bem avaliado de todo o Brasil e reúne todas as condições de ser presidente. Mas é claro que vai sentar na mesa com os outros pré-candidatos para que nós possamos construir uma chapa competitiva no embate nacional, que também será contra o PT”, ponderou o líder do União.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), marcou presença na Lavagem do Bonfim nesta quinta-feira (15). Na ocasião, o gestor comentou o cenário das eleições para o governo da Bahia e endossou o apoio ao grupo político liderado por ACM Neto.
Para ele, após mais de 20 anos de gestão do PT, a população deve se comportar de maneira diferente na hora do voto. Reis ainda criticou o atual governador do estado ao analisar as diferenças entre essas eleições e a última disputa pelo governo, em 2022.
“A maior diferença é que hoje a população sabe quem é ele e responsabiliza ele pelos problemas da Bahia. Problemas que se acumularam ao longo de 20 anos”, avaliou o gestor.
Para o prefeito, a vitória de Jerônimo foi atribuída a falta de conhecimento da população baiana sobre sua carreira. “Jerônimo se escondeu atrás de um número e efetivamente a população não pôde responsabilizar o verdadeiro culpado pelos problemas da Bahia”, completou.
Um total de 42% dos moradores da capital baiana afirmou não lembrar em quem votou para o cargo de deputado estadual e senador, na última eleição geral, ocorrida em 2022. O número é semelhante ao registrado ao índice de 45%, que não se recordam do seu destino ao voto de deputado federal.
O dado foi extraído pelo Bahia Notícias na pesquisa "Viver nas Cidades: Qualidade de Vida”, do Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com o Sesc-SP, executado pela Ipsos-Ipec, divulgado em dezembro de 2025. Segundo o levantamento, somente 35% dos entrevistados indicaram lembrar em quem depositou seu voto para deputado estadual na disputa eleitoral.
Outros 23% revelaram não votar em 2022. Salvador ocupa a 3ª colocação entre as dez capitais pesquisadas no que diz respeito ao número de pessoas que não se lembram em quem votaram para deputado estadual nas eleições de 2022.
A cidade fica atrás apenas de Belém (46%) e Fortaleza (44%), que registram os maiores índices de esquecimento. As cidades com os eleitores que possuem a memória mais "fresca" sobre essa escolha são Goiânia (32% de esquecimento) e Porto Alegre (34%).
Neste quesito, Salvador ocupa a 9ª colocação no ranking das cidades onde os eleitores mais se lembram em quem votaram para deputado da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Esse índice coloca Salvador à frente apenas de Belém, que ocupa a última posição com 33% de lembrança.
O desempenho do município está abaixo da média geral das dez capitais, que é de 39%. Já no deputado federal, somente 34% da população se recorda em quem escolheu para ocupar uma vaga na Câmara e outros 22% não votaram ao posto.
A capital baiana divide a 1ª colocação com Belém no ranking das dez capitais pesquisadas com o maior índice de eleitores que não se lembram em quem votaram para parlamentar federal. O índice de esquecimento de Salvador é significativamente maior que a média geral das dez capitais consultadas, que ficou em 37%.
Apenas 34% dos soteropolitanos afirmaram se lembrar do nome escolhido para o cargo, o menor índice de recordação entre todas as cidades da lista. Os demais 22% declararam não ter votado naquela eleição. Para senador, somente 34% do público participante lembra de quem votou.
A cidade ocupa a 8ª colocação (empatada com Belém) entre as dez capitais pesquisadas no ranking de eleitores que se lembram em quem votaram para senador nas eleições de 2022. O percentual de lembrança é inferior à média geral das dez capitais consultadas, que ficou em 38%. A lista com os eleitores de memória mais persistente para o Senado são Porto Alegre (48%) e Goiânia (46%).
No extremo oposto, Recife apresenta o menor índice de recordação, com apenas 33%. Salvador ocupa a 3ª colocação entre as cidades com o maior índice de eleitores que não se lembram em quem votaram para o Senado nas eleições de 2022.
Foram efetuadas 3.500 entrevistas de forma online com internautas de 16 anos ou mais, de todas as classes sociais (ABCDE), residentes em Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Goiânia. A coleta dos dados aconteceu de 02 a 27 de dezembro de 2024 e foram divulgados em dezembro do ano passado.
Segundo o instituto, a amostra foi elaborada com base em dados do Censo 2010, PNADC 2022 e dados do Ipec Inteligência, com controle de cotas pelas variáveis sexo, idade, classe social e ocupação. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, e a margem de erro máxima estimada para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O governador Jerônimo Rodrigues confirmou, nesta terça-feira (6), que secretários do seu governo deixarão os cargos em janeiro de 2026 para disputar as eleições, tanto para o Congresso Nacional quanto para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A declaração foi feita durante a posse da Mesa Diretora do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) para o biênio 2026/2027.
“Vou fazer uma reforma. Vou chamar uma reunião para poder fazer um balanço. [As saídas acontecem] em janeiro”, afirmou o governador.
Entre os nomes já sinalizados para a disputa estão o secretário da Casa Civil, Afonso Florence (PT), e o secretário de Infraestrutura, Sérgio Brito (PSD), que pretendem concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados. Para a Assembleia Legislativa, aparecem os deputados licenciados Osni Cardoso, atual secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), e Neusa Cadore, que comanda a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).
Também devem disputar uma vaga na AL-BA as secretárias Fábya Reis, da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), e Rowenna Brito, da Educação, ambas sem mandato parlamentar.
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Na mesma ocasião, Jerônimo também rebateu críticas recebidas após se posicionar sobre a operação dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em Caracas. Segundo o governador, é dever de um gestor público se manifestar diante do que classificou como um erro grave de condução internacional.
“Qualquer gestor, qualquer ser humano, não concorda quando as coisas são feitas de forma equivocada. Tem gente querendo colar em Lula, em mim, no nosso time, a defesa do Maduro. Nós não defendemos a posição de Maduro. O que repudiamos é a forma como um país invade o outro e sequestra um chefe de Estado. Isso fere a soberania nacional”, declarou.
Jerônimo também alertou para possíveis impactos da crise venezuelana no Brasil, citando riscos geopolíticos e estratégicos, especialmente na região Norte. “É uma situação que acontece na nossa fronteira. A Venezuela está ligada à Roraima, à Amazônia, às nossas terras raras. Não posso me furtar de comentar um equívoco dessa magnitude”, concluiu.
Representantes do Corinthians voltaram a discutir, na noite de sexta-feira (5), a possibilidade de incluir os sócios-torcedores no processo eleitoral do clube. A audiência, realizada no auditório de imprensa da Neo Química Arena, reuniu conselheiros, associados e torcedores, que apresentaram propostas distintas, mas convergiram na defesa do direito de voto para integrantes do programa Fiel Torcedor.
Os participantes debateram sugestões para a redação do artigo 21 da reforma estatutária. Atualmente, o estatuto impede o voto de sócios-torcedores. Embora tenha havido consenso sobre a inclusão desse grupo no processo eleitoral, os presentes divergiram em pontos como valor das mensalidades, tempo mínimo de permanência no programa e regras de elegibilidade, entre elas, a possibilidade de aplicar o direito a quem já é participante.
Algumas propostas incluíram critérios adicionais, como frequência mínima em jogos na Neo Química Arena. A medida foi criticada por parte do público, incluindo o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, que avaliou que a exigência restringiria o acesso dos torcedores. Também houve quem defendesse ampliar o escopo de votação para cargos do Conselho Deliberativo.
A reunião contou com cerca de 100 participantes, número superior ao da primeira audiência, realizada no Parque São Jorge. Diante da unanimidade pela ampliação do voto, Tuma recomendou à Comissão de Reforma Estatutária a retirada da proposta que mantinha o impedimento aos sócios-torcedores.
"Diante de tudo o que eu vi, que se elimine a proposta de não votar. Ninguém propôs que não vote. Temos que ter duas propostas, em qualquer uma delas o fiel torcedor possa votar. Ninguém veio falar contra, por que vai ter proposta que fala que o Fiel não vai votar?", questionou.
A votação da reforma estatutária, antes prevista para 24 de novembro, foi adiada para ampliar o debate. Um ciclo de audiências seguirá até o início de 2026. A nova data para apreciação do texto pelo Conselho Deliberativo está prevista para fevereiro do próximo ano.
O desembargador Mário Albiani Júnior foi eleito para a 2ª vice-presidência, no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), nesta quarta-feira (19). Na eleição que ocorre no plenário do TJ, Albiani foi eleito com 43 votos. Ele enfrentou e superou a desembargadora Carmen Lúcia Santos Pinheiro.
Durante votação nesta quarta, participaram 63 desembargadores. Na mesma eleição, o desembargador José Rotondano foi eleito novo presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
A eleição é para o biênio 2026-2028. Além da presidência e da vice, os desembargadores votam para outros cargos na seguinte ordem: 2° vice-presidente; corregedor-geral da Justiça; corregedor do Foro Extrajudicial
O convidado do podcast BN na Bola da última terça-feira (28) foi José Guerra, pré-candidato à presidência do Vitória. Durante a conversa com Hugo Araújo e Carlos Matos, o servidor público enfatizou o posicionamento da Frente Vitória Popular em relação à Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
“Nós, da Frente Vitória Popular, evoluímos a nossa posição e somos completamente favoráveis à SAF no Vitória como única forma de profissionalizar o clube. Não acreditamos que a manutenção do sistema associativo, com essa diretoria, seja capaz de profissionalizar o clube ou implementar a SAF no Vitória”, enfatizou.
Depois de ressaltar um posicionamento claramente favorável à Sociedade Anônima do Futebol (SAF), José Guerra analisou os modelos de SAF’s no Brasil e afirmou que prefere um estilo de projeto semelhante ao do maior rival do Vitória, o Bahia.
“Temos um avanço muito grande nos modelos de SAF no Brasil. A primeira geração de SAF’s era de um padrão de SAF’s que entravam para salvar a operação do clube. O time estava praticamente falindo, não tinha mais como operar e o investidor chegava oferecendo qualquer coisa, oferecendo praticamente assumir as dívidas. No início foi a SAF do Botafogo, Vasco e Cruzeiro. Hoje vivemos um momento com SAF’s, em situações diferentes, que oferecem um projeto de futebol, um projeto de gestão diferente, como é a SAF do nosso rival (Bahia)”, analisou.
O pré-candidato, que representa a chapa da Frente Vitória Popular, destacou que, na visão dele, o Vitória precisa de um modelo de SAF que dê um salto maior, que além do alinhamento de cláusulas, resultados e investimentos, respeite a identidade do Esporte Clube Vitória.
“A SAF do rival tem cláusulas de quanto vai se investir em estrutura, na base e no clube, já é algo evoluído. Acredito que podemos dar um outro salto oferecendo uma SAF com essas cláusulas e que também ofereça o tangível e o intangível. Uma SAF que, além de se preocupar com os resultados e investimentos, se preocupa com a manutenção do patrimônio imaterial do Vitória: sua torcida, seus símbolos, a visibilidade nacional, e além de investir, a gente mantenha e potencialize isso como forma de ganhar dinheiro”, finalizou.
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O convidado do podcast BN na Bola da última terça-feira (28) foi José Guerra, pré-candidato à presidência do Vitória. Durante a conversa com Hugo Araújo e Carlos Matos, o servidor público deu ênfase nos planejamentos anuais da gestão de Fábio Mota, atual presidente do Rubro-Negro.
“Uma das grandes mentiras que se fala da atual gestão é que há uma boa gestão administrativa e só é ruim no futebol, sendo que o futebol é 80 a 90% do nosso orçamento. Como que uma gestão boa em tudo, menos no futebol, pode ser uma boa gestão? É o mesmo que falar que uma empresa de automóveis é a melhor do mundo, mas que não sabe fazer carros. O gestor não pode ser considerado bom se a sua atividade principal é onde ele mais erra. Não tem gestão”, refletiu.
Após traçar um paralelo entre a administração de uma empresa automotiva e a condução de um clube de futebol, Guerra apontou falhas da atual gestão, liderada por Fábio Mota.
“Neste mandato tiveram pessoas na direção da base sem ter experiência, depois virou diretor de arena e por fim virou diretor de operação. Houve uma pessoa sem condição de se tornar diretor de futebol e que assumiu esse cargo. Respeito a trajetória dele e da família, prefiro não citar o nome, mas não tinha condições de ser diretor de futebol de um time de Série A”, analisou.
Por fim, o pré-candidato, que representa a chapa da Frente Vitória Popular, respondeu como pretende estruturar o clube para evitar mudanças de planejamentos anuais que prejudiquem o futuro da instituição.
“A forma correta de trabalhar é com um planejamento com diretrizes. Queremos um Esporte Clube Vitória de primeira divisão, que forme jogadores e que esteja disputando copas. Por exemplo, a gente contrata um profissional de futebol que seja qualificado, faz o planejamento com ele e blinda o profissional. Presidente não se envolve no dia a dia do futebol, porque o futebol é tocado por profissionais de futebol. A função do gestor é estabelecer diretrizes e orçamentos, e a partir disso, o profissional trabalhar”, finalizou.
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Uma das grandes novidades da programação da Globo para 2026 envolve o debate presidencial com os candidatos à presidência da República e o horário que o conteúdo irá ao ar.
A emissora anunciou na última segunda-feira (13), durante o evento Upfront Globo 2026 que o programa será exibido pela emissora no horário da novela das 21h, logo após o Jornal Nacional.
De acordo com o jornal 'Folha de S.Paulo', a decisão para a mudança foi o horário de término do debate, que em 2024, chegou a terminar às 2h.
Nas redes sociais, a decisão foi celebrada e se tornou meme na web. "O pedido do Lula em 2022 foi atendido. O pobre que precisa acordar cedo no outro dia não pode ficar até a madrugada acompanhando um debate", escreveu um internauta.
"Deveria ser transmitido em horário nobre mesmo... talvez até mais cedo do que o horário da novela!!!", analisou outro.
"Até porque o debate por si só é uma novela dramática de excelente qualidade. Tem emoção maior que padre de festa junina, cadeirada, "a você quer me calar?", comida de rabo, teatro, e muito mais?", ironizou um terceiro.
Esta é a primeira vez que a atração é exibida em um horário antes das 21h30. Nas últimas quatro eleições, a programação foi ao ar às 22h30, e em 2022, o debate teve início às 21h30.
O vereador Cláudio Tinoco (União) negou a possibilidade de disputar uma vaga como deputado estadual ou federal no próximo ano. Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, ele afirmou que seu objetivo para 2026 é contribuir para a eleição de um nome ao governo da Bahia, argumentando que o Partido dos Trabalhadores (PT) já ocupa o Executivo estadual "há quase um quarto de século".
"Eu fui candidato nos últimos quatro anos três vezes. A vereador em 2020, a deputado estadual em 2022 e novamente a vereador em 2024. Então, a minha decisão pessoal é de não ser candidato em 2026. Acho que mais importante do que eu ter um mandato de deputado estadual, federal ou senador é devolver ao nosso grupo o comando da Bahia, não por outro motivo que não seja a importância da alternância de poder", afirmou o vereador.
O parlamentar também sinalizou, em entrevista ao BN, que o principal nome que pretende apoiar é o do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, que ainda não oficializou sua pré-candidatura ao governo da Bahia.
"Espero que em breve ACM Neto possa admitir a sua candidatura ao governo do Estado. Estarei ao lado dele para exercer qualquer função necessária, das mais simples às mais estratégicas, de qualquer forma que eu possa ajudar", ressaltou.
Além disso, o vereador declarou que avalia solicitar uma licença na Câmara Municipal de Salvador para participar de forma mais ativa do processo eleitoral do candidato indicado pela oposição.
"Não descarto me licenciar no período eleitoral para poder ajudar de forma mais direta na campanha, então sair da Câmara por três meses e me dedicar integralmente à disputa", disse.
Apesar desse posicionamento, Tinoco destacou que, além da oposição ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026, também pretende trabalhar para ajudar na eleição de aliados, citando os deputados Léo Prates (PDT) e Sandro Regis (União).
"É claro que estarei também ao lado de deputados federais e estaduais, contribuindo com a minha base em Salvador e com a minha capacidade de trabalho para ajudar alguns amigos e correligionários a se elegerem. Tenho um compromisso com o deputado federal Léo Prates, sobretudo pelo bom trabalho que ele vem fazendo nesse primeiro mandato, e considero importante a sua reeleição. Também destaco o deputado estadual Sandro Regis", declarou.
A eleição para a mesa-diretora da Câmara de Vereadores de Rafael Jambeiro, no Piemonte do Paraguaçu, foi marcada para a próxima terça-feira (22). A data foi divulgada após a publicação da retificação ao Edital de Convocação, para a disputa eleitoral da mesa executiva do Legislativo. O edital publicado neste sábado trata da convocação do novo processo do biênio 2025-2026.
A votação vai ocorrer na primeira sessão ordinária desta terça, às 9h, na sede do Legislativo local. O Bahia Notícias obteve acesso ao documento, de número 004/2025 assinado pelo o vereador Fernando Coni Silva. O edital retificado deve ser publicado no Diário Oficial do Município (DOM), afixado nos murais da Câmara e divulgado por outros meios regulares.
A retificação chega após uma medida do Judiciário determinar uma nova eleição para a mesa-diretora da Câmara de Vereadores de Rafael Jambeiro, na última sexta-feira (17). A decisão foi tomada pelo juiz Leonardo Brito Pirajá de Oliveira, da Comarca de Castro Alves, na mesma região, e atende um recurso de vereadores, entre eles Magna Lúcia (União).
De acordo com o magistrado, o edital antes publicado por Fernando Coni tinha falhas, como a omissão de data, horário e regras para inscrição de chapas, itens que precisam ser retificados.
Em junho passado, o juiz já havia ordenado nova eleição com prazo de 15 dias para a mesma ocorrer. No dia 1° de janeiro deste ano, em um caso sui generis Ana Lúcia se tornou presidente da Casa, assim como Fernando Coni, (o último segue no posto).
Os dois participaram de sessões distintas e cada um se “elegeu” presidente da Câmara, o que criou um imbróglio jurídico, colocando a disputa na Justiça.
Ainda nesta última decisão, o juiz Leonardo Pirajá determinou que a eleição ocorra na primeira sessão ordinária seguinte à publicação do edital, respeitando um intervalo mínimo de 48 horas entre a divulgação do documento e a votação. Em caso de descumprimento, Fernando Coni deve arcar com multa diária de R$ 50 mil.
O presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares, falou sobre o processo democrático das eleições no PT, por meio do Processo de Eleição Direta (PED), e destacou a oportunidade de os filiados votarem diretamente nos seus candidatos. O petista realizou seu voto no Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFBA na manhã deste domingo (6).
"Hoje é chance, a oportunidade de a militância expressar sua opinião, seja votando nas chapas, nas teses, nos programas, seja votando nos candidatos e candidatas", disse Éden, ao ressaltar que espera um PT ainda mais forte após o PED tanto nas cidades e municípios no estado da Bahia, como nacionalmente.
Sobre a expectativa para a votação, o presidente disse que é a "melhor possível".
"Acabei de votar aqui no Diretório Central dos Estudantes, da UFBA, aqui em Salvador. Muito bom estar aqui onde comecei na militância no movimento estudantil. E estar aqui enquanto presidente do PT, conduzindo mais um PED, motivo de muito orgulho. Nós estamos organizados em mais de 380 cidades para o PED. Então, a nossa expectativa é que tudo ocorra bem, em clima de civilidade, de cidadania petista, de ampla participação. Esperamos que esse PED seja maior do que o que foi em 2019”, disse Éden.
Éden afirmou que é natural no PT variadas opiniões que levam, naturalmente, a um curso integrado entre os dirigentes. "São diversas teses, diversas opiniões. Quem é de fora estranha, fala em divergência no PT, no PT rachado, mas não é isso. O PT constrói a sua unidade a partir da diversidade".
Ainda no tradicional cortejo do Dois de Julho, em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protagonizou um gesto político que repercutiu no cenário local nesta quarta-feira (02), o presidente levantou uma placa em referência aos professores da rede municipal em greve com os dizeres: “Prefeito, nos devolva o plano e pague o piso”.
Em clima de pré-campanha para 2026, o presidente voltou a sinalizar apoio à oposição em Salvador, acirrando a disputa política no maior colégio eleitoral da Bahia.
O gesto foi visto como uma crítica direta à gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil). Lula demonstra apoio às reivindicações dos educadores, que há mais de dois meses pressionam a prefeitura pelo cumprimento do piso salarial nacional da categoria e pela devolução do antigo plano de carreira, alterado pela atual administração.
A tensão entre os professores e a prefeitura de Salvador é recente, após a invasão do plenário da Câmara Municipal de Salvador por um grupo de servidores da educação durante uma sessão. Na ocasião, houve agressões contra os vereadores da base governista, e o líder sindical Bruno Carianha foi detido e acusado de lesão corporal dolosa, incitação ao crime e dano qualificado ao patrimônio público.
O protesto resultou na suspensão dos trabalhos legislativos e se tornou mais um capítulo do impasse entre o Executivo municipal e os professores. O gesto também ganha peso por ocorrer justamente no Dois de Julho, a data cívica histórica baiana, que celebra a independência. Tradicionalmente a data serve de palanque político para lideranças locais e nacionais.
Em depoimento à Justiça nesta terça-feira (27), Djairlon Henrique Moura, ex-diretor de operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), afirmou que recebeu determinação do Ministério da Justiça para realizar blitz em ônibus com destino ao Nordeste durante as eleições de 2022. Segundo ele, o objetivo era verificar transporte irregular de eleitores e dinheiro, e não dificultar o voto, como alegam as acusações.
O depoimento ocorreu no julgamento da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que ouviu testemunhas de defesa do ex-ministro Anderson Torres. A ação penal investiga supostas tentativas golpistas por parte da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Um servidor da PRF relatou que Djairlon teria ordenado à inteligência do órgão que intensificasse as abordagens a ônibus e vans na época. A orientação da chefia, segundo o depoimento, era de que a PRF deveria "tomar um lado", por decisão do então diretor-geral.
Djairlon, no entanto, sustentou que a operação foi solicitada pela Secretaria de Operações Integradas em reunião no Ministério da Justiça.
O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, solicitou nesta sexta-feira (16) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão das eleições convocadas pelo interventor Fernando Sarney para o próximo dia 25 de maio.
Na petição, Rodrigues argumenta que a realização do pleito antes do julgamento sobre a legalidade da sua destituição, previsto para 28 de maio no STF, pode resultar em sanções internacionais à CBF e às seleções nacionais.
“A despeito do não reconhecimento pela FIFA e CONMEBOL como legítimos representantes da entidade aqueles nomeados judicialmente em substituição à diretoria eleita pela Assembleia Geral, o que potencialmente sujeita a CBF e suas seleções a severas sanções, inclusive a exclusão de competições esportivas de nível internacional”, declarou no documento.
O processo que será analisado pelo STF avalia a legitimidade do Ministério Público para firmar acordos com entidades esportivas, o que impacta diretamente na validade do termo que afastou Ednaldo Rodrigues do cargo.
Em janeiro de 2024, uma decisão liminar do ministro Gilmar Mendes determinou a volta de Rodrigues ao comando da entidade, alertando para o risco de punições da Fifa caso a CBF continuasse sob gestão não reconhecida.
Além de demonstrar o interesse na suspensão das eleições, Ednaldo Rodrigues reiterou ao Supremo, um pedido feito ainda na última quinta-feira (15), a solicitação de anulação da nomeação de Fernando Sarney como interventor. Segundo ele, o estatuto da CBF prevê que, em caso de vacância, o vice-presidente mais velho assuma a presidência, o que, nesse caso, indicaria Hélio Menezes para o cargo. A CBF e o STF ainda não se manifestaram sobre.
Candidata terá que pagar multa por impulsionar conteúdo negativo contra adversário nas redes sociais
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, na terça-feira (29), a multa aplicada à Márcia Eliza da Silva (PL), candidata à prefeitura de Taubaté (SP) em 2024, por propaganda eleitoral irregular. A decisão seguiu parecer do Ministério Público Eleitoral. A candidata foi condenada por impulsionar conteúdo negativo contra adversário, na última eleição municipal, o que é proibido pela legislação eleitoral.
Em 2024, Márcia contratou o impulsionamento em duas redes sociais de vídeo com críticas à família do candidato concorrente, atribuindo a ele o suposto atraso do município e o não cumprimento de promessas de campanha. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE/SP) manteve a condenação, mas a candidata recorreu.
No parecer enviado ao TSE, o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, defende que a condenação seja mantida, pois a decisão seguiu jurisprudência do TSE sobre o tema. Além disso, segundo ele, as mensagens disparadas pela candidata tinham evidente conteúdo negativo e prejudicial ao adversário, o que é proibido.
Por unanimidade, os ministros do TSE negaram o recurso apresentado por Márcia e mantiveram a condenação.
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) realizará nesta terça-feira (15) a eleição para o cargo de 1ª vice-presidente da Casa. A convocação foi feita pela presidente da AL-BA, deputada Ivana Bastos (PSD), e ocorrerá após o encerramento da sessão ordinária do dia, conforme antecipado pelo Bahia Notícias.

Esta será a segunda tentativa de realizar o pleito, que visa eleger a substituta de Ivana Bastos na condução dos trabalhos legislativos. A primeira tentativa, marcada para o dia 26 de março, foi adiada após o deputado Júnior Muniz (PT) oficializar sua candidatura, surpreendendo até mesmo o líder do governo na Casa, o deputado Rosemberg Pinto (PT), que afirmou ter sido pego de “surpresa” pela movimentação..
Na ocasião, Muniz afirmou que a eleição foi adiada por receio de sua possível vitória. “Não sei por que derrubaram a sessão, mas que tinha quórum, tinha deputado para votar. Acho que ficaram com medo de alguma coisa”, declarou o parlamentar, que chegou a provocar ao dizer que teria mais votos que a concorrente Fátima Nunes (PT).
Desde então, o cenário político na AL-BA se reorganizou. Pressionado por lideranças partidárias, Muniz recuou da disputa, abrindo caminho para a construção de uma candidatura única. O Partido dos Trabalhadores consolidou consenso em torno do nome de Fátima Nunes, que deve ser eleita sem concorrência.
A nova data para o pleito só foi possível após a previsão de retorno de cerca de 15 deputados que estavam em compromissos no interior do estado na última semana, o que inviabilizou o quórum necessário para a votação na última terça-feira (8).
O município de Ruy Barbosa, cidade a 320km de Salvador, voltará as urnas neste domingo (6), em caráter especial com uma eleição suplementar, devido à inelegibilidade do candidato mais votado.
O cargo de prefeito da cidade é disputado por dois candidatos: o médico Dr. George (PSD) e a vereadora Eridan de Bonifácio (MDB), que é esposa do ex-prefeito Bonifácio (MDB), julgado inelegível pelo TRE.
Com 23.883 eleitores aptos para votação, os eleitores têm até às 17h para declararem o novo escolhido nas urnas. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), 89 urnas eletrônicas serão usadas na cidade para a eleição.
Para a eleição suplementar, o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), operado pelo Centro Integrado de Comunicações (CICOM/Itaberaba).
A célula reúne representantes das Forças da Segurança Pública do estado, além de servidores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) e da cidade local. O esquema de segurança conta com efetivo da Polícia Militar, com equipes do 11º BPM, CPR-Chapada, CIPT-Chapada e a CIPE Chapada.
A Polícia Civil atuará com agentes da Delegacia Territorial de Ruy Barbosa com o apoio da 12ª COORPIN/Itaberaba. O Departamento de Polícia Técnica e o Corpo de Bombeiros atuarão com equipes de plantão.
O prefeito de São José do Jacuípe, Aberlan Peris (PP) conhecido como Peris Cunha, e seu vice, Tonho de Nonó (PP), enfrentam uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por suposto abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2024. A acusação, movida pelos opositores Robson e Buinho, está em tramitação na Justiça Eleitoral, representada pelo advogado Dr. Daniel Novaes de Araújo.
A petição alega que o prefeito, candidato à reeleição, nomeou mais de 463 servidores comissionados ao longo de 2024, número superior ao total de servidores efetivos do município. A ação sustenta que essas nomeações foram feitas sem critérios técnicos e visando garantir apoio político.
"Nós pedimos ao magistrado que a prefeitura fosse obrigada a fornecer a listagem das pessoas nomeadas. São mais de quatrocentas nomeações precárias de servidores temporários e a gente pediu para a prefeitura provar que essas pessoas estavam realmente trabalhando, apresentando frequências, frequência do local de trabalho, contracheques. A maioria foi designada para a pasta da educação", relata o advogado.
A ação também aponta o suposto uso de uma empresa terceirizada para empregar eleitores em troca de votos e a distribuição clandestina de combustível, o que configuraria abuso econômico.
"Só de técnico de informática foram nomeadas em torno de umas 40 pessoas, para 'Auxiliar de TI'. E o município não tem essa quantidade de computadores. Ou seja, na rede municipal tem essa quantidade de computadores para se ter a noção da dimensão. Era uma coisa surreal. A coisa criou um cabide de emprego surreal", explica o advogado.
Caso as acusações sejam comprovadas, a Justiça Eleitoral pode cassar o mandato de Aberlan Peris e Tonho de Nonó, anular os votos da chapa e convocar novas eleições no município.
Com os votos dados pelos ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia, já está em 3 x 0 no Supremo Tribunal Federal (STF) o placar a favor da condenação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O julgamento começou nesta sexta-feira (21) em plenário virtual, e será encerrado na próxima sexta (28).
Em seu voto, o ministro Gilmar Mendes condenou a deputada a uma pena de cinco anos e três meses de prisão, além da perda de mabndato. O ministro argumentou que o caso revela um “elevado grau de reprovabilidade” e se agrava por ter sido cometido por uma parlamentar.
“O contexto fático em que a Deputada Federal persegue em via pública, com arma de fogo, indivíduo desarmado de corrente partidária adversa, na véspera das eleições, após troca de insultos recíprocos, reveste-se de elevado grau de reprovabilidade”, alegou o ministro.
Em agosto de 2023, o STF tornou ré a deputada de São Paulo por ter perseguido, de arma em punho, um homem negro, considerado apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O caso aconteceu em outubro na véspera do segundo turno das eleições de 2022, pelas ruas dos Jardins, bairro nobre de São Paulo.
Essa etapa do julgamento decide se Carla Zambelli será condenada ou absolvida. Em caso de condenação, os ministros propõem uma pena, que pode ser questionada em recurso pela parlamentar. Se for absolvida, o caso será arquivado. Os ministros também podem ainda pedir vista (mais tempo para análise) ou destaque (o que envia a análise para o plenário físico).
Gilmar Mendes reconhece, em seu voto, que o jornalista Luan Araújo iniciou a discussão e ofendeu a honra de Zambelli, mas ressaltou que “o comportamento da vítima não justifica qualquer valoração em favor da acusada”.
O ministro também destacou que, embora a deputada tenha direito ao porte de arma de fogo, isso não a autoriza a perseguir pessoas em via pública com a arma em punho, o que sustenta a tese de porte ilegal de arma.
“É importante que fique claro: o porte de arma de fogo para defesa pessoal não se presta a autorizar que a portadora persiga outras pessoas em via pública com sua arma de fogo, ainda que supostos criminosos, em situações nas quais sua integridade física ou a de terceiros não está em risco”, afirmou o relator em seu voto.
O ministro Alexandre Moraes concordou com o voto do relator Gilmar Mendes, e também reforçou que a cassação do mandato da deputada se dê depois do trânsito em julgado do caso, quando não couber mais recursos. O ministro determinou o pagamento de multa por 34 dias depois do trânsito em julgado.
Moraes reforçou o argumento do relator de que inexistem nos autos elementos suficientes para a fixação do valor adequado a um pedido de indenização por danos morais. O ministro Alexandre de Moraes disse ainda que, por ser deputada, Zambelli deveria estar acostumada a receber críticas.
"Como agente política, deveria a ré estar mais acostumada a eventuais críticas surgidas no curso do mandato, sem que isto fosse suficiente para abalar e alterar seu comportamento em face da sociedade", declarou o ministro.
A defesa de Carla Zambelli alegou que, durante os acontecimentos, a parlamentar visualizou um “volume atípico na cintura” de Luan Araújo e que, ao ouvir um estampido interpretado como disparo de arma de fogo teria presumido que ele estaria armado.
Os defensores da deputada argumentaram também que ela reagiu sob forte abalo emocional, após receber ameaças na véspera e diante do temor por sua segurança e a do filho, presente no local. Gilmar Mendes, entretanto, avaliou que as provas não corroboram essa versão.
Em nota, Carla Zambelli afirmou que tem confiança na Justiça. "Acredito que, com o esclarecimento completo dos fatos, minha inocência será comprovada", afirmou a deputada.
Neste domingo (16), o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ednaldo Rodrigues, publicou, no jornal "O Globo", o edital de convocação para as eleições do novo presidente da entidade máxima do futebol brasileiro. O pleito está agendado para o dia 24 de março, às 10h30, com segunda convocação prevista para às 11h30, na sede da entidade, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
A eleição acontecerá na véspera do duelo entre Argentina e Brasil, pela 14ª rodada das eliminatórias sul-americanas. O jogo será realizado no Monumental de Nuñez, às 21h30. O estatuto da CBF prevê, no máximo, duas reeleições na presidência da entidade. Ednaldo completou mandato como interino, depois da destituição de Rogério Caboclo, e se elegeu em 2022 para mandato até março de 2026.
Na eleição para presidente da CBF, a Assembleia Geral Eleitoral deve ser convocada por três vezes em jornal de grande circulação, com antecedência mínima de oito dias, mas, em caso de urgência, esse prazo pode ser reduzido para cinco dias. Com a desistência de Ronaldo, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, deve ser o único concorrente de Ednaldo.
A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), comentou as especulações sobre sua possível candidatura ao Senado na chapa de oposição liderada por ACM Neto (União Brasil) nas eleições de 2026.
Em entrevista com o Blog do Sena, Sheila Lemos afirmou que as especulações demonstram a força política de Vitória da Conquista e o trabalho realizado em sua gestão. "A especulação envolvendo o meu nome para compor a chapa majoritária de 2026 é uma demonstração da força da nossa cidade e do trabalho que temos feito à frente da Prefeitura", declarou Sheila Lemos.
A prefeita destacou que o reconhecimento do grupo liderado por ACM Neto é motivo de orgulho, mas ressaltou seu compromisso com Vitória da Conquista. "Assumi o compromisso de governar Conquista por quatro anos, mas é claro que essa sinalização do nosso grupo, liderado por ACM Neto, me deixa orgulhosa e ainda mais consciente da minha responsabilidade como Prefeita de uma das maiores cidades administradas por uma mulher do meu partido", afirmou a prefeita.
Sheila Lemos também enfatizou a importância da região sudoeste da Bahia no processo eleitoral de 2026. "O fato é que Vitória da Conquista e a região sudoeste serão decisivas nas eleições de 2026 e não podem ficar fora da mesa de negociação para composição de um projeto que se queira exitoso", disse a prefeita.
Apesar das especulações, a prefeita se mantém cautelosa quanto a uma possível candidatura, e a oposição segue articulando sua chapa majoritária para as eleições de 2026.
Ficou para a próxima terça-feira (11) a instalação e eleição dos presidentes e vice-presidentes das 16 comissões permanentes do Senado. O novo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), havia dito no último sábado (1º) que iria promover as eleições nas comissões nesta semana, mas devido à falta de acordo entre os líderes para o comando de algumas delas, o senador preferiu deixar tudo para a semana que vem.
Um dos colegiados que já tem decisão confirmada entre os líderes é a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que será presidida pelo senador baiano Otto Alencar (PSD-BA). O senador há muitos anos era o líder do PSD, e foi substituído no cargo por Omar Aziz (AM). O baiano Angelo Coronel passou a ser o vice-líder do PSD no Senado.
Em conversa com jornalistas, o senador Otto Alencar disse que uma das suas prioridades à frente da CCJ será pautar o debate e a votação do PLP 112/2021, de autoria da deputada federal Soraya Santos (PL-RJ), que promove diversas mudanças no Código Eleitoral brasileiro. O projeto, que já foi aprovado pela Câmara, é relatado pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), que no final do ano passado apresentou um novo parecer com diversas mudanças no texto.
Além das mudanças previstas no projeto, o senador Otto Alencar quer colocar em votação, dentro da discussão sobre mudanças na lei eleitoral, projetos de emenda constitucional que promovam a coincidência das eleições, para unificar as votações em todos os cargos em um mesmo ano. A ideia é a de estabelecer mudanças nos mandatos de prefeitos e vereadores para que, no ano de 2030 ou mais à frente, haja uma única eleição geral. Nessa eleição seriam escolhidos o presidente da República, os governadores, os senadores, os deputados federais e estaduais, os prefeitos e os vereadores, e não haveria mais no Brasil eleições de dois em dois anos.
O senador Otto Alencar é um entusiasta dessa mudança na lei eleitoral. O senador baiano disse considerar que um dos efeitos maléficos da realização de eleições de dois em dois anos é o fato de os governantes terem de atuar sempre preocupados e em torno do pleito seguinte. Otto também cita como problema o custo dessas eleições, principalmente por conta do uso do Fundo Eleitoral, que abastece com dinheiro público as campanhas para os cargos eletivos.
“Se o Congresso não acabar com a eleição de 2 em 2 anos, a eleição acaba com o Congresso”, disse Otto Alencar à imprensa.
A dificuldade para a aprovação dessas propostas, segundo explicou o senador baiano, é obter acordo para promover essa mudança, principalmente na definição de qual cargo teria o mandato estendido ou reduzido. Pelas propostas que já foram discutidas e debatidas pelo senador Marcelo Castro com outros parlamentares, os prefeitos que foram eleitos em 2024 ficariam no mandato por quatro anos, até 2028, e teriam direito a uma reeleição, já com um mandato de cinco anos.
No caso de governadores e presidente da República, eleitos em 2026, também ficariam no mandato por quatro anos, até 2030, e teriam direito a disputar uma reeleição, com mandato de cinco anos, com o intervalo entre os dois pleitos de três anos, em vez de dois, como atualmente.
Desta forma, as eleições no Brasil ficariam assim: em 2030, eleições gerais para governador, presidente, senador, deputado federal e estadual; em 2033, eleições municipais, para prefeitos e vereadores; 2035, eleições gerais.
Há uma outra proposta que foi discutida no ano passado, que prevê um mandato tampão de dois anos para o cargo de prefeito. A ideia é a de que os prefeitos eleitos em 2024 exerceriam os quatro anos de mandato e, em caso de reeleição, um mandato tampão de 2028 a 2030.
No caso dos governadores e presidente da República, como a eleição está marcada para 2026, o mandato ficaria, como determina a legislação atual, em quatro anos, ainda com a possibilidade de reeleição, e a disputa para todos os cargos ocorreria a partir de 2030, já com o mandato de cinco anos.
Assim, já em 2030 haveria a coincidência das eleições no Brasil. Elas se dariam todas num ano só, e passariam a ocorrer em 2030, em 2035, 2040 e assim em diante.
Uma terceira ideia em discussão é a de manter a coincidência das eleições, mas descartando o mandato tampão. Nesse caso, a coincidência das eleições passaria a ocorrer a partir de 2034.
Assim, os governadores e presidente eleitos em 2026 teriam um mandato de quatro anos, podendo concorrer, em 2030, para uma reeleição pelo mesmo período. Em relação aos prefeitos, no pleito de 2028 eles seriam eleitos para um mandato de seis anos.
Com essa regra, a eleição geral ocorreria 2034, depois em 2039, 2044, 2099; todas seguindo o mandato de cinco anos. Em todas as propostas, os mandatos de vereadores, deputados estaduais e federais seriam de cinco anos e os senadores teriam mandato de dez anos.
Em conversa com o Bahia Notícias, o senador Marcelo Castro disse que vai fazer uma última tentativa, neste ano, de tentar aprovar essas mudanças na legislação eleitoral. Castro disse que tenta há mais de 20 anos convencer o Congresso a realizar a coincidência de eleições, e que já estaria cansado de “bater na trave”.
“É agora ou nunca. Se não conseguirmos aprovar agora, não conseguimos nunca mais”, brincou o senador ao falar com o BN.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Marcinho Oliveira
"Venho a público esclarecer que fui surpreendido, nesta quarta-feira (1º), com o cumprimento de mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre contratos no município de Serrinha. Reforço que nunca exerci cargo público nem tive função de gestão no município de Serrinha, não tendo qualquer participação na condução desses contratos".
Disse o deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) ao usar as redes sociais no início da tarde desta quarta-feira (1°) para se pronunciar sobre a operação da Polícia Federal (PF).