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O prazo para candidaturas aos cargos disputados nas eleições deste ano termina neste sábado (15). Segundo a Agência Brasil, a Justiça Eleitoral, até o momento, já recebeu cerca de 18 mil pedidos de candidaturas. Os registros devem ser feitos pelos partidos e pelas federações até as 19h.
Esse procedimento é realizado pelo Sistema de Candidaturas (CANDex) da Justiça Eleitoral. Depois dessa etapa, será decidido se a candidatura será deferida ou não.
No caso de candidatos à Presidência da República, o registro deverá ser avaliado pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As candidaturas a senador, governador e deputado federal, distrital e estadual serão julgadas por juízes eleitorais dos tribunais regionais eleitorais (TREs). Os magistrados avaliarão se o candidato é considerado inelegível pela Lei da Ficha Limpa ou por outros motivos e se apresentou os documentos obrigatórios. As candidaturas também podem ter o pedido de impugnação por candidatos e partidos e pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).
No dia 4 de outubro, terá início o primeiro turno, no qual deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República serão eleitos. O segundo turno está agendado para o dia 25 do mesmo mês e acontece nas eleições para os cargos de governador e presidente da República.
Somente se nenhum candidato conseguir mais de 50% dos votos válidos, desconsiderando os brancos e nulos, no primeiro turno, os eleitores retornarão às urnas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) tem um “potencial imenso” mas que precisa de “um pouco mais” para ser líder.
As declarações aconteceram em um episódio conjunto dos podcasts “Não Inviabilize” e “As Cunhãs”, que reuniu a comunicadora Déia Freitas e as jornalistas Inês Aparecida e Hébely Rebouças. Ao ser questionado sobre possíveis sucessores, o petista fez menção ao seu ex-ministro da Fazenda.
“O Haddad é um companheiro com potencial de crescimento extraordinário. Agora, para ser líder, tem que ter um pouco mais disso. Para ser líder, você tem que ser o primeiro a chegar no lugar e tem que ser o último a sair”, afirmou.
Haddad ocupou o cargo de ministro até o começo deste ano, quando saiu para se dedicar à candidatura ao governo paulista. Originalmente, sua intenção era atuar nos bastidores da campanha de Lula e, por isso, já havia sinalizado publicamente que não tinha a intenção de ser candidato ao governo; no entanto, a pedido do presidente, vai concorrer às eleições.
CONFIRA O MOMENTO:
Questionado sobre a disputa eleitoral baiana entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto, o ex-presidente Michel Temer preferiu a cautela e evitou fazer projeções diretas sobre o cenário político local. Durante a exibição do documentário sobre seu governo, em Salvador, o emedebista foi diplomático ao ser indagado se arriscaria um palpite entre os dois nomes: "Não posso dar palpite aqui no estado, primeiro ponto", esquivou-se.
Apesar de evitar um posicionamento direto sobre a eleição regional, Temer fez questão de destacar sua longa e estreita relação política com ACM Neto, não poupando elogios ao ex-prefeito da capital baiana e lembrando do período em que atuaram juntos no Legislativo federal.
"Tive no Neto, por exemplo, um grande parceiro quando fui presidente da Câmara, das três vezes que presidi a Câmara dos Deputados", destacou o ex-presidente. Temer ressaltou a fidelidade e o apoio do aliado durante sua trajetória no Congresso Nacional: "O Neto ou era líder ou era membro da Mesa, e sempre me auxiliou muitíssimo naquele período. Tenho muito apreço por ele", concluiu.
As declarações foram dadas durante o evento de exibição especial do documentário “963 Dias - A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”
Durante o evento de exibição especial do documentário “963 Dias - A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, na capital baiana, o ex-presidente Michel Temer avaliou o legado de sua gestão, relembrou polêmicas e analisou o atual cenário político e econômico brasileiro, utilizando a ocasião para defender o debate de ideias em detrimento dos ataques pessoais.
Avaliando seus dois anos e meio de mandato, Temer afirmou que um dos principais méritos de seu governo foi devolver "uma certa tranquilidade no país", apesar de enfrentar "uma oposição muito acentuada". Destacou o avanço de reformas fundamentais que permitiram "reduzir a inflação, reduzir os juros e recuperar o produto interno bruto, assim como recuperar as estatais".
O ex-presidente frisou que a obra audiovisual "não é chapa branca" e que "não era para me elogiar, mas apenas para contar os fatos". Ele pontuou, contudo, que o documentário acabou deixando de fora medidas importantes iniciadas em sua gestão, como a primeira medida de saneamento e o Pix, que "foi gestado com Ilan [Goldfajn] no Banco Central" e aplicado posteriormente.
POLÊMICA MINISTÉRIO DA CULTURA
Questionado sobre a extinção temporária do Ministério da Cultura em seu governo, Temer explicou o contexto da decisão: "O que nós pensávamos era reduzir o número de ministérios. Eram quase 40 ministérios, nós reduzimos na época a 23".
A ideia original era fundir a pasta à Educação, mas o ex-mandatário admitiu o erro estratégico. "Eu verifiquei logo em seguida, pela reação de artistas e de toda a área da cultura, que não foi uma boa medida administrativa", declarou. "Logo em seguida eu recuperei o Ministério da Cultura, até porque eu sou sempre fui um cultor da arte, um cultor do livro, um cultor da música."
ALERTA FISCAL E FUTURO POLÍTICO
Temer demonstrou grande preocupação com o controle de gastos públicos. Criticando a flexibilização do teto de gastos que ele mesmo havia instituído, deixou um alerta incisivo para o próximo gestor do país: "Quem assumir, seja o eleito ou reeleito, vai ter que fazer um ajustamento fiscal pesadíssimo. Vai pegar com essas tais bondades eleitorais todas que se verificaram ao longo do período". Segundo ele, a falta de um teto rígido resultará em "um problema seríssimo no próximo governo".
Sobre a polarização nas próximas eleições presidenciais, ele avaliou que existe hoje uma "radicalização já muito corporificada, muito estratificada", mas lembrou que "eleição é uma coisa sempre muito surpreendente" devido ao "chamado imponderável". Temer argumentou que o documentário sobre sua gestão serve para inspirar "uma certa tranquilização do país, uma certa pacificação", reforçando a "ideia de que o debate é entre programas, projetos, temas, e não debates pessoais".
FORÇA NAS PREFEITURAS
Analisando o tamanho do MDB no cenário atual, o ex-presidente admitiu que o partido "diminuiu um pouco no Congresso Nacional", mas destacou a sua sustentação nas bases: "É o segundo maior partido na questão dos prefeitos [...] tem uma capilaridade muito grande no país".
Evitando opinar sobre o cenário estadual baiano ("não posso dar palpite aqui no estado"), Temer fez questão de enaltecer sua relação com ACM Neto, chamando-o de "um grande parceiro" de longa data: "Sempre me auxiliou muitíssimo naquele período, tenho muito apreço por ele". Por fim, questionado sobre sua relação atual com a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-deputado Eduardo Cunha, foi categórico: "Eu não tive mais contato com eles [...] desde que saí da vida pública".
O senador e candidato à reeleição, Angelo Coronel (Republicanos), declarou acreditar na possibilidade de sabotagem no aeroporto de Feira de Santana, incidente que impediu o pouso da aeronave do ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo do estado, ACM Neto (União). Em entrevista, o parlamentar revelou que a energia do local teria sido "boicotada" momentos antes de o avião aterrissar.
Segundo o senador, num primeiro momento, ele tentou acreditar que o apagão não havia sido proposital. No entanto, Coronel afirmou ter recebido fotos na manhã seguinte que mostravam fios queimados e arrancados da caixa de energia no local. Diante das imagens, ele informou que o material foi enviado à polícia para que seja investigado se o episódio foi um acidente ou uma ação deliberada.
O episódio em questão ocorreu na noite de quarta-feira (12). As luzes da pista do aeroporto de Feira de Santana se apagaram quando a aeronave com ACM Neto se preparava para descer, forçando o seu retorno a Salvador. O ex-prefeito tinha um encontro marcado com apoiadores na cidade, que precisou ser cancelado. O público foi avisado pelo prefeito de Feira de Santana José Ronaldo (União), que explicou a situação após conversar com Neto por telefone e constatar que a viagem de carro atrasaria demais a agenda.
As declarações de Coronel foram dadas durante a sessão especial na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) em homenagem aos 215 anos da Associação Comercial da Bahia (ACB). Na ocasião, o senador elogiou a entidade, chamando-a de "ícone do comércio baiano" com uma "tradição secular".
Ainda durante a entrevista, Coronel comentou brevemente sobre reportagens recentes envolvendo um ex-sócio de João Roma e contratos bancários. Ele evitou emitir juízo de valor sobre o caso, destacando não ser juiz ou delegado, mas ressaltou que confia muito na "lisura" do companheiro de chapa. Por fim, o senador também explicou que o andamento das pautas no Senado durante as campanhas eleitorais tem sido facilitado pelo modelo de sessões híbridas, permitindo a votação de projetos importantes, como autorizações de empréstimos para Salvador e São Paulo, de forma remota.
Em nota a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra), informou que a falha elétrica no aeroporto foi causada por um curto-cirtcuito. Confira a nota na Integra:
A Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) informa que um curto-circuito dentro da casa de força do Aeroporto João Durval Carneiro, em Feira de Santana, na noite da última quarta-feira (12/08) causou a desativação de disjuntor responsável pela sinalização luminosa da pista de pouso e decolagem. Devido à necessidade de operação de pouso no equipamento aeroportuário, o balizamento noturno foi ligado por volta de 17h30. Porém, um problema elétrico foi registrado por volta de 19h ocasionando o desligamento do sistema de sinalização luminosa. A Concessionária AFS Airports, responsável pela gestão e administração do aeroporto, foi acionada por representantes da Seinfra para realizar a manutenção na estrutura. A AFS Airports já está executando os serviços para o reestabelecimento da iluminação do balizamento noturno da pista de pouso e decolagem.
O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) entregou nesta quarta-feira (12) ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) uma lista com 602 gestores públicos que tiveram prestações de contas rejeitadas nos últimos oito anos. O documento serve de subsídio para a análise dos registros de candidatura nestas eleições, uma vez que contas reprovadas podem levar à inelegibilidade.
A entrega foi feita pelo presidente do TCE-BA, conselheiro Gildásio Penedo Filho, e pela conselheira corregedora, Carolina Matos, ao presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer. Segundo Kertzman, a relação chega em um momento decisivo do calendário eleitoral e ajudará tanto o Ministério Público Eleitoral quanto os partidos a avaliarem eventuais impugnações.
"Esse documento é essencial para a análise dos registros de candidatura. As informações servirão ao Ministério Público Eleitoral e aos partidos políticos na verificação de eventuais impugnações e também serão consideradas pelo Tribunal no julgamento dos registros", afirmou.
O presidente do TRE-BA aproveitou para alertar sobre os desafios da fiscalização com o início da propaganda eleitoral, com destaque para o combate à desinformação e ao uso indevido de inteligência artificial. "O grande desafio é combater o mau uso da inteligência artificial. Ela pode ser utilizada e tornar a propaganda mais barata, mas não pode servir para manipular a realidade", disse.
Para o presidente do TCE-BA, o envio da lista é uma contribuição do controle externo ao processo eleitoral. Segundo ele, cabe agora à Justiça Eleitoral avaliar cada caso e decidir sobre eventuais impedimentos. "O Tribunal oferece à Justiça Eleitoral um insumo importante, com a relação dos gestores que tiveram contas desaprovadas. Caberá à Justiça Eleitoral avaliar cada caso e decidir sobre eventuais impedimentos à candidatura", destacou.
A corregedora Carolina Matos ressaltou que a lista reúne apenas casos com decisão definitiva e que as informações também estão disponíveis para consulta da sociedade no site do tribunal. Segundo ela, o acesso a esses dados qualifica a escolha do eleitor. "Cada eleitor passa a dispor de informação oficial sobre quem administrou recursos que pertencem a todos nós e teve as suas contas rejeitadas. Isso qualifica a escolha eleitoral e fortalece o controle social", afirmou.
Confira lista dos gestores:
O candidato a deputado federal Duda de Alan Sanches informou que o valor de seu patrimônio atualmente registrado no sistema da Justiça Eleitoral está incorreto. Segundo a assessoria do candidato, a inconsistência ocorreu por um erro de digitação durante o preenchimento do Requerimento de Registro de Candidatura (RRC).
De acordo com a explicação apresentada, o imóvel denominado Sítio Ouro Verde foi declarado pelo valor de R$ 140 mil. No entanto, por erro material, o valor teria sido registrado como R$ 140 milhões. A inconsistência foi apresentada em um levantamento usando as declarações apresentadas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), publicada pelo BN.
Em suas redes sociais, o candidato chegou a brincar com o erro na declaração: "Aqui pensando no que eu faria se tivesse 140 milhões. Infelizmente não tenho. Gostaria muito de ter". Confira abaixo:
A equipe do candidato 'Duda de Alan Sanches' afirma que o equívoco foi comunicado formalmente à Justiça Eleitoral por meio de uma petição protocolada em 29 de julho de 2026, com pedido de correção das informações.
Ainda segundo o candidato, o patrimônio efetivamente declarado é de R$ 654.064,48, e não o valor resultante do erro no cadastro. Duda afirmou que tomou as providências para regularizar a informação e reiterou o compromisso com a transparência na prestação de contas à Justiça Eleitoral.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu a questionamentos, sobretudo de políticos e apoiadores da esquerda, por declarar à Justiça Eleitoral bens no total de R$ 3,8 milhões. Os dados apontam que o patrimônio do político mineiro saltou 8.850% ao longo de seu primeiro mandato no Congresso Nacional — em 2022, ele relatou ter R$ 36 mil.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado argumentou que mais da metade do valor do patrimônio atual corresponde ao financiamento do imóvel onde vive, o qual só será quitado daqui a 35 anos. O restante, segundo ele, é o salário de parlamentar, que ele disse aplicar e administrar "para poder render". Nikolas também citou a atuação como empresário.
— Eu tenho empresa, sim, a maior escola de inglês para cristãos no Brasil. Dei palestra sobre comunicação, tenho plataforma sobre política e espiritualidade, três livros lançados. Minha rede social me dá condição de ter essas boas iniciativas — afirmou o deputado.
No vídeo, Nikolas mandou indireta para adversários políticos e disse não haver, entre seus bens, "nem um centavo" de empreiteiras, rachadinhas, contratos com o banco Master ou "roubo" de aposentados. Ele disse que o patrimônio também serve para se "resguardar" de processos "que a esquerda move" contra si.
— Não tem por que eu ocultar meu patrimônio — disse. — Não há nada de errado em prosperar, crescer e construir patrimônio com trabalho honesto. O errado é enriquecer à custa do dinheiro público e da corrupção
Corrigido pelo valor da inflação, o valor declarado na eleição de 2022 equivale a aproximadamente R$ 43,5 mil, o que significa um crescimento de 8.850% na comparação com o pleito mais recente. Em 2022, Nikolas Ferreira, que tinha sido eleito para vereador de Belo Horizonte em 2020 pelo PRTB e concorria como deputado federal, ele havia declarado apenas depósitos bancários, aplicações de renda fixa e caderneta de poupança. No primeiro pleito que disputou, ele não declarou bens.
Já neste ano, o parlamentar declarou R$ 2.231.664,61 em um imóvel financiado. Os R$ 1,6 milhão restantes está distribuído em aplicações, investimentos, ações e participações empresariais.
Declarações de bens de outros candidatos também se tornaram públicas nesta semana. Candidato à Presidência pelo Partido Novo, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema declarou ter um patrimônio de R$ 178,7 milhões, o que representa um crescimento de 15% na comparação com os R$ 154,9 milhões (em valores já corrigidos pelo IPCA no período) declarados em 2022. Também na disputa pela Presidência da República, Renan Santos (Missão) declarou ter R$ 795 mil.
O candidato do PSOL ao Governo da Bahia, Ronaldo Mansur, reagiu com irritação, neste domingo (9), à afirmação de ACM Neto (União Brasil) de que teria havido um "jogo combinado" entre PT e PSOL durante o primeiro debate da disputa, realizado na Band. Mansur negou a articulação e devolveu a acusação, apontando o que classificou como aliança de Neto com o bolsonarismo no estado.
"Falta de vergonha na cara dele. Ele tem jogo combinado com os bolsonaristas aqui na Bahia e fala que tem jogo combinado entre PSOL e PT. É pura desonestidade do candidato", afirmou o candidato do PSOL.
A reação veio depois de ACM Neto avaliar seu desempenho no debate como positivo e sugerir que enfrentou, no confronto, uma articulação entre os adversários, dando a entender que os candidatos do PT e do PSOL teriam atuado de forma combinada contra ele.
O candidato Jerônimo Rodrigues (PT) criticou a conduta do adversário ACM Neto (União) após o político se recusar a responder à pergunta do também candidato Ronaldo Mansur (Psol) para criticar o evento da ponte com o presidente Lula (PT) e cobrar a resolução do problema da cratera na BR-324. Segundo o petista, Neto seria um oponente do atual presidente e só estaria se aproveitando do nome dele. Jerônimo também criticou a 'postura de humilhação' do candidato, que, segundo ele, teria ignorado a pergunta do concorrente. Mansur teria perguntado sobre a ssociação da chapa da oposição com a família Bolsonaro.
Jerônimo ainda justificou que Neto teria assumido tal comportamento em razão de suas origens negras e indígenas, comparando a interação entre os dois à de um patrão e a de um empregado. O petista ainda mencionou as notícias que relatam a utilização de inteligência artificial na produção do plano de governo do candidato do União Brasil e ressaltou divergências passadas de ACM com o prefeito Zé Ronaldo, de Feira de Santana.
Em resposta, Neto afirmou que não era preciso nascer em Aiquara para saber das dificuldades que o interior baiano sofre. O candidato também retomou tópicos como saúde, segurança pública e infraestrutura.
Confira o trecho na íntegra:
??Jerônimo diz que ACM Neto se aproveita do nome de Lula e critica conduta de humilhação em debate
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) August 10, 2026
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O terceiro e último bloco do debate da Band ao Governo da Bahia, neste domingo (9), foi dedicado aos temas mais comentados na internet e às considerações finais dos três candidatos. ACM Neto (União Brasil), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL) puxaram, cada um, um eixo diferente antes de encerrar suas participações com apelos ao eleitor.
Primeiro a falar, Ronaldo Mansur tratou de saúde e defendeu a realização de concurso público para a área, além do fim da pejotização dos profissionais. Jerônimo ficou com a educação e afirmou ser fruto da escola pública e ter compromisso com o setor, aproveitando para criticar a rede de creches de Salvador e dizer que o direito das mães à vaga não estaria assegurado na capital.
ACM Neto abordou economia e sustentou que a educação é fundamental para o desenvolvimento, citando sua própria gestão na área quando foi prefeito de Salvador. Ele prometeu destravar aeroportos em áreas turísticas do interior, criticou o estado das estradas baianas e cobrou promessas que, segundo ele, Jerônimo não teria cumprido, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol).
Nas considerações finais, Mansur relembrou sua história de vida, disse já ter passado fome e contrastou sua trajetória com a de Neto, afirmando que o adversário nunca teria passado por dificuldades semelhantes. Voltou a mencionar a suspeita de uso de inteligência artificial no plano de governo do ex-prefeito, agradeceu ao PSOL e à Rede e aos integrantes de sua chapa ao Senado, defendeu a reeleição do presidente Lula e criticou Neto por ter, na chapa, dois senadores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Jerônimo, em seu encerramento, agradeceu aos telespectadores, à Band e ao seu grupo político, e afirmou que sua base carrega um legado marcado pelo diálogo e pelo respeito. ACM Neto, por fim, agradeceu à família e aos aliados e se dirigiu ao eleitor com uma pergunta, questionando se Jerônimo merece mais quatro anos à frente do estado e se teria cumprido o que prometeu. Ele voltou a criticar as áreas de educação, saúde e segurança pública e encerrou com o mote de campanha, ao dizer que quer "ver a Bahia grande novamente".
A ex-prefeita de Lauro de Freitas e ex-deputada, Moema Gramacho (MDB), formalizou o registro de sua candidatura a deputada federal junto ao sistema da Justiça Eleitoral. No entanto, um detalhe no painel de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCand) chama atenção: apesar de sua longa trajetória ocupando cargos públicos, Moema declarou não possuir nenhum bem em seu nome.

Foto: Reprodução
O patrimônio zerado contrasta com o extenso currículo da política baiana, que atua na vida pública há quase três décadas. Bióloga e química de formação, Moema iniciou sua trajetória no Legislativo, assumindo como vereadora de Salvador em 1997 e, posteriormente, atuando como deputada estadual entre 1997 e 2004.
Foi no Executivo municipal, contudo, que ganhou maior projeção. Moema governou a cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, por quatro mandatos (2005-2012; 2017-2020 e 2021-2024). Além do Executivo municipal, a candidata tem experiência no governo estadual e na Câmara dos Deputados. Em 2013, assumiu a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza e, no ano seguinte, foi eleita deputada federal pela Bahia.
A divisão baseia-se em uma tabela de representatividade partidária divulgada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As propagandas vão ao ar entre 28 de agosto e 1º de outubro.
De acordo com o tribunal, o partido do presidente Lula terá mais tempo de televisão por compor a federação Brasil da Esperança, que integra PT, PCdoB e PV. Além deles, a candidatura de Lula terá o apoio de PSB, PDT e da federação Psol-Rede, o que dá a vantagem ao petista. Serão aproximadamente 5min32s de tempo de televisão para Lula nas propagandas eleitorais.
Ainda que o PL seja o segundo partido com mais deputados federais eleitos (98), o partido não conseguiu costurar alianças que deem ao candidato um aumento no tempo de televisão. Na última semana, a cúpula da federação formada por PP e União Brasil decidiu não estar em nenhum palanque nacional. O Republicanos e o Podemos também adotarão posição de neutralidade.
O cenário é diferente de 2022. Naquela ocasião, Jair Bolsonaro (PL) recebeu o apoio formal de PP e Republicanos antes das convenções. Sem esse apoio, Flávio deverá ter em torno de 4min20s nas propagandas eleitorais.
O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, será o terceiro na lista de candidatos com tempo de televisão. O ex-governador de Goiás também não tem apoio de outros partidos. A sua sigla, no entanto, tem 42 deputados na Câmara e fica atrás somente da federação União-Progressista (que não tem candidato), do PT e do PL.
Com isso, Caiado deverá ter cerca de 2 minutos e 2 segundos na televisão.
O último candidato com tempo de propaganda gratuita é Augusto Cury, do Avante. O partido tem 7 deputados eleitos e deve ter 36 segundos nas propagandas.
Outros dois candidatos não atingiram o mínimo esperado pela cláusula de desempenho e, por isso, não terão tempo de televisão. O partido Novo tem apenas 5 deputados e 1 senador eleitos. Sem novas alianças, Romeu Zema não terá acesso à propaganda eleitoral gratuita.
Renan Santos também é outro que aparece bem posicionado nas pesquisas eleitorais e que não terá tempo de televisão. Seu partido, o Missão, tem apenas um deputado eleito e não poderá entrar na divisão do tempo.
COMO FUNCIONA A DIVISÃO
A chamada cláusula de desempenho é uma regra que estabelece que os partidos precisam atingir um percentual mínimo de votos válidos para a Câmara dos Deputados ou um número mínimo de deputados eleitos para ter acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda na televisão e no rádio. Na prática, essa norma força os partidos a terem um desempenho nacional e não apenas regional.
O cálculo de tempo de propaganda eleitoral gratuita considera os 510 deputados federais eleitos. Do tempo total, 90% é distribuído proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos em 2022. Os 10% restantes são divididos igualmente entre os partidos que superaram a cláusula de desempenho.
Na última eleição geral, em 2022, 15 partidos não atingiram a cláusula. Naquele ano, para superar a “barreira”, as agremiações precisavam eleger ao menos 11 deputados federais, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação, nove estados ou oito estados e no Distrito Federal; ou conseguir ao menos 2% dos votos válidos, com um mínimo de 1% em nove estados.
Para este ano, será preciso eleger 13 deputados federais em pelo menos um terço das unidades da federação, nove estados ou oito estados e no Distrito Federal; ou obter pelo menos 2,5% dos votos válidos, com um mínimo de 1,5% em nove estados.
As eleições seguintes terão um critério ainda mais ampliado. Em 2030, as siglas precisarão ter 3% dos votos válidos nacionais para a Câmara dos Deputados, com 2% dos votos válidos em pelo menos um terço das unidades da Federação. Eles também poderão ter acesso ao fundo e ao tempo de televisão se elegerem 15 deputados seguindo o mesmo critério.
Em 2026, dois blocos de 12 minutos e 30 segundos serão exibidos às terças, quintas e sábados no rádio e televisão. Ainda serão divulgadas inserções de 30 e 60 segundos, distribuídas ao longo da programação. Para isso, as emissoras devem reservar 70 minutos diários.
FLÁVIO COM MAIS TEMPO QUE JAIR
Mesmo atrás de Lula, esse será o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita que a família Bolsonaro terá desde que começou a disputar as eleições. Em 2018, o ex-presidente Jair Bolsonaro teve apenas 8 segundos de tempo de televisão. Na ocasião, Geraldo Alckmin era o candidato do PSDB e liderou o tempo com 5min32s. Fernando Haddad era o candidato do PT e apareceu com 2min23s.
Lula havia sido registrado como candidato do PT, mas o TSE rejeitou a candidatura com base na Lei da Ficha Limpa e aceitou o registro de Haddad somente em setembro, depois do início da campanha.
Já em 2022, Bolsonaro ampliou o tempo de televisão, mas mesmo como presidente, ficou atrás de Lula. O petista tinha 3min23s enquanto o então mandatário teve 2min45s.
O candidato ao governo da Bahia pela federação PSOL-REDE, Ronaldo Mansur, subiu o tom contra a atual gestão estadual e fez questão de demarcar as diferenças entre o seu partido e o governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Durante sabatina na TV Aratu, ao ser questionado pelo jornalista Maurício Leiro, do Bahia Notícias, sobre o contraste entre o apoio nacional do PSOL a Lula e o lançamento de candidatura própria na Bahia, Mansur fez críticas aos rumos da política local.
O candidato lembrou que o PSOL apoiou Jerônimo no segundo turno das eleições de 2022, mas acusou o governador de ignorar as pautas apresentadas pela legenda. "Entregamos uma carta compromisso ao Jerônimo Rodrigues. Essa carta deve ter sido amassada e jogada no primeiro lixeiro que foi achado após a nossa reunião", disparou.
JERÔNIMO DE DIREITA
Para justificar a candidatura própria, Mansur listou uma série de insatisfações com o Executivo baiano, citando o que classificou como uma "política de segurança que não existe", além de falhas na saúde e na educação. Sobre este último ponto, criticou a postura do governo estadual diante da recusa dos professores em aderir à aprovação automática nas escolas.
O psolista fez ainda uma separação clara entre a boa relação que mantém com o Partido dos Trabalhadores e a sua visão sobre a atual administração. "Uma coisa é o PT, outra coisa é o governo. É um governo de direita", cravou.
Para embasar a afirmação, Mansur apontou o dedo para as alianças políticas firmadas pela gestão petista. "Quem tem Geddel Vieira Lima ao seu lado não pode fazer uma política de esquerda. Otto Alencar, que é filho do Carlismo, está ao lado do governo Jerônimo. Então, [o governo] não consegue imprimir uma política de esquerda na Assembleia Legislativa", argumentou.
APOIO NO SEGUNDO TURNO
Provocado por Maurício Leiro sobre a possibilidade de o PSOL voltar a apoiar o PT em um eventual segundo turno contra ACM Neto, Mansur preferiu desconversar e inverteu a lógica da pergunta.
"Esse cenário eu não vejo. O futuro a gente discute no futuro. Essa pergunta também era bom ser feita ao Jerônimo: em um eventual segundo turno, se ele apoiaria o PSOL?", rebateu o candidato, reafirmando que a legenda se apresenta como uma alternativa fora do "pacotão de 50 anos" que, segundo ele, governa a Bahia.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, defendeu a manutenção do secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, em seu cargo. A declaração foi dada durante sabatina na TV Aratu, após ser questionado sobre os desdobramentos das investigações recentes que citam o auxiliar do governo estadual.
Durante o painel, o jornalista João Pedro Pitombo, da Folha de S.Paulo, confrontou Jerônimo sobre a postura do Executivo baiano. O repórter relembrou que o presidente Lula afastou o senador Jaques Wagner da liderança do governo no Senado assim que ele foi alvo da mesma operação, e questionou se não seria mais prudente afastar Sodré para que ele pudesse se defender.
Jerônimo descartou a hipótese e bancou a permanência do secretário, baseando-se na presunção de inocência. "Conversei com o secretário. Ele foi citado, não tem nada judicializado que o impeça de poder praticar a sua profissão enquanto um agente nosso do desenvolvimento e fortalecimento do meio ambiente", justificou o governador.
Avaliando não haver motivos para afastamento imediato, Jerônimo preferiu adotar cautela em relação ao futuro de Sodré. "Portanto, eu estou ainda dentro do campo da ética. Ele não foi julgado, está respondendo às questões exigidas pela Justiça. Aguardemos para ver o que pode acontecer", concluiu.
CONTRATOS COM O BANCO MASTER
Antes de abordar a situação do secretário, a sabatina tocou nas investigações envolvendo o Banco Master e a demora do governo estadual em revisar ou romper os contratos do "crédito Cesta" — um cartão de benefícios com denúncias de taxas de juros acima do mercado e suposta exclusividade na gestão estadual.
O governador negou que o banco detenha exclusividade atualmente e afirmou que o Estado está debruçado sobre o tema junto à Procuradoria Geral do Estado (PGE) para definir os próximos passos. Ele reforçou que o Executivo baiano está agindo estritamente dentro da lei e das orientações judiciais. "A Justiça não determinou em momento algum que nós fizéssemos isso [o rompimento]. O que nós estamos fazendo é cumprir. Não é repasse público, é repasse do consignado, dinheiro do servidor", explicou. Jerônimo garantiu ainda que o governo tem colaborado de forma transparente: "Constantemente a Justiça ou a Polícia Federal pede documento, a gente encaminha. Tenho muita tranquilidade no nosso campo de governo sobre o que estamos fazendo de 2023 em diante".
Em sabatina, Jerônimo condena "extremos" na PM, defende câmeras corporais e comenta caso Léo Lanches
O governador Jerônimo Rodrigues foi sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.
O questionamento trouxe à tona o recente caso que vitimou o comerciante conhecido como "Léo Lanches", no bairro de São Cristóvão, em Salvador, gerando forte comoção. Jerônimo prestou solidariedade à família e garantiu que o Estado está atuando no caso. "Me coloquei à disposição para que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a de Justiça e Direitos Humanos acompanhem os passos da família. Determinei ao secretário Marcelo [Werner] que entregue à Justiça todas as informações necessárias", assegurou o governador.
Sobre a conduta da tropa, Jerônimo Rodrigues pontuou que a polícia precisa encontrar equilíbrio. "Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las", declarou.
CÂMERAS CORPORAIS
Implementadas em maio de 2024, após tratativas iniciadas com o então ministro da Justiça Flávio Dino, as câmeras corporais seguem sendo uma prioridade, com previsão de novas compras para ampliação do uso.
Jerônimo fez questão de esclarecer que o Executivo não interfere no manuseio das gravações. "As imagens guardadas não são do governador, servirão à Justiça. A qualquer momento que a Justiça precisar, elas têm que estar disponíveis para tomar qualquer decisão: seja para a punição de um policial que exagera, seja para provar que ele não exagerou. As câmeras ajudam a defender o policial que anda na linha e atua na ética", explicou.
CRITÉRIOS DE DISTRIBUIÇÃO
Questionado sobre a estratégia de alocação dos equipamentos, o governador informou que a distribuição segue critérios rígidos, acompanhados de perto pelo Ministério Público e alinhados com o Ministério da Justiça.
O foco tem sido tropas que atuam em áreas com maiores índices de violência ou em missões estratégicas. "O comando que cuida da Ronda Escolar, por exemplo, por tratar de adolescentes e jovens, requer que o policial seja monitorado para que tanto ele quanto o público sejam protegidos", exemplificou.
Ao finalizar, Jerônimo defendeu a idoneidade prévia da corporação, mas cobrou responsabilização em caso de desvios: "Eu não acredito que nenhum policial saia de manhã mirando que vai tirar a vida de alguém. Mas se acontecer um excesso ou exagero, ele precisa responder, e a Justiça tem que tratar".
Com a chegada do período eleitoral, a Justiça do Trabalho chama a atenção para uma prática que busca interferir na liberdade do eleitor em escolher seu candidato e no exercício do voto livre e secreto: o assédio eleitoral nas relações de trabalho. Em muitas situações, patrões ou pessoas em posição de poder agem para induzir o trabalhador a votar em determinado político, às vezes com promessas de benefícios ou mesmo com ameaças à continuidade do emprego.
A prática é proibida e pode gerar consequências nas esferas trabalhista, eleitoral e, conforme o caso, criminal.
O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza sua posição de poder no ambiente de trabalho para influenciar, constranger ou pressionar trabalhadores a votar, deixar de votar ou apoiar determinado candidato, partido ou posicionamento político.
Essas situações podem dar origem a ações trabalhistas na Justiça do Trabalho, especialmente em casos de ameaça, constrangimento, discriminação ou abuso do poder diretivo do empregador, com possibilidade de responsabilização e indenização pelos danos causados.
Esse foi o caso de uma indústria de embalagens de Rio Verde (GO), condenada por coação política no ambiente de trabalho durante o segundo turno das eleições de 2022.
No curso do processo ficou constatado que a empresa promoveu reuniões para pressionar empregados a apoiarem determinado candidato nas eleições de 2022. Segundo depoimentos de testemunhas, os trabalhadores foram informados de que receberiam folga caso o candidato apoiado pela empresa vencesse o pleito.
Nesse caso, a Justiça do Trabalho condenou a empresa a indenizar por danos morais cada trabalhador ativo no período da campanha eleitoral no valor de R$1.000,00.
Em outro caso, uma empresa de coaching de Vitória (ES) foi condenada a indenizar uma vendedora por assédio eleitoral em 2022. A ação demonstrou que os empregados eram pressionados a manifestar seu voto no candidato apoiado pela empresa.
A empresa fazia pressão psicológica para que os empregados se posicionassem publicamente em favor do então presidente da República, que concorria à reeleição. A gestora fazia interferia para que os empregados revelassem o voto, deixando clara a possibilidade de demissão de quem não adotasse a mesma linha.
Como a vendedora decidiu não revelar suas posições políticas, foi dispensada às vésperas do segundo turno, com mais três colegas de trabalho.
Na ação, ela demonstrou que a demissão foi motivada por não ter manifestado apoio ao candidato da empresa. Para tanto, juntou ao processo áudios e mensagens em aplicativos. As testemunhas ouvidas confirmaram que a empresa apoiava o candidato e induzia os empregados a fazê-lo. A indenização foi fixada pela Justiça do Trabalho em R$ 8 mil.
COMO IDENTIFICAR ASSÉDIO ELEITORAL
Vale destacar que nem toda conversa sobre política configura assédio eleitoral. O problema ocorre quando há pressão, intimidação ou qualquer forma de constrangimento em razão da relação de trabalho.
São exemplos de assédio eleitoral:
• ameaçar demitir, transferir ou prejudicar empregados caso não votem em determinado candidato;
• prometer aumento salarial, promoção, bônus ou qualquer benefício em troca de voto;
• obrigar trabalhadores a participar de atos, reuniões, passeatas ou campanhas políticas;
• exigir a divulgação de candidatos nas redes sociais pessoais dos empregados;
• constranger trabalhadores a revelar em quem pretendem votar;
• humilhar, perseguir ou discriminar empregados por suas opiniões políticas.
Também configura assédio eleitoral qualquer tentativa de utilizar a relação de emprego para influenciar a liberdade de escolha do trabalhador durante o período eleitoral.
COMO DENÚNCIAR
Quem sofrer ou presenciar uma situação de assédio eleitoral deve, sempre que possível, guardar provas, como mensagens, e-mails, áudios, vídeos, fotografias ou a identificação de testemunhas. Esses elementos podem contribuir para a apuração dos fatos.
A denúncia pode ser apresentada ao Tribunal Superior do Trabalho, ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT). O denunciante pode solicitar o sigilo de sua identidade.
O CSJT disponibilizou uma página na internet onde o eleitor pode tirar dúvidas sobre o que é assédio eleitoral, conhecer exemplos dessa prática e saber quais as penalidades.
PUNIÇÕES PARA EMPREGADORES QUE COMETEM ASSÉDIO ELEITORAL
O empregador que praticar assédio eleitoral no trabalho pode enfrentar sérias consequências, como multa; rescisão indireta do contrato de trabalho – nesse caso, o trabalhador pode pedir a rescisão indireta do contrato de trabalho, podendo sair do emprego e receber direitos como se tivesse sido demitido sem justa causa; indenização por danos morais para o trabalhador; e sanções penais, que pode chegar até a prisão, dependendo da gravidade da situação.
É bom destacar que o empregador pode evitar esse tipo de problema, bastando apenas respeitar a escolha política de cada trabalhador e não usar o ambiente de trabalho para influenciar votos. É importante promover um ambiente justo e livre de pressões.
O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (UNIÃO), abordou de forma direta uma das maiores polêmicas de sua campanha anterior, em 2022. Durante sabatina na TV Aratu, ao ser questionado pela jornalista Luanne Ribeiro sobre a mudança em sua autodeclaração racial nas eleições deste ano, Neto afirmou que a alteração foi fruto de "aprendizado" e explicou porque seu registro atual foi feito como "branco".
Em 2022, o candidato havia se declarado "pardo", o que gerou intenso debate e críticas. Fazendo um mea-culpa, Neto admitiu que, no calor da disputa eleitoral, não conseguiu enxergar a dimensão do tema.
"Não tenho nenhum problema de reconhecer os meus erros. Percebi que a questão da autodeclaração não era simplesmente você pegar o que estava na sua certidão de nascimento e reproduzir. É muito mais do que isso. Tem muito a ver com como a sociedade lhe enxerga e com a história de vida", explicou o candidato, aproveitando o momento para se retratar: "Não deixo de pedir desculpas às pessoas que eventualmente tenham se sentido ofendidas por esse ato de 2022".
Neto utilizou a reflexão sobre o episódio para ressaltar que o erro trouxe amadurecimento pessoal e político, afirmando que hoje se sente ainda mais preparado para assumir o governo do estado.
Letramento racial desde a base Na segunda parte do questionamento, o candidato garantiu que sua gestão, caso eleito, investirá fortemente no letramento racial dentro das escolas. Para Neto, o combate ao preconceito enraizado na sociedade precisa começar na base da formação cidadã.
"Não pode ser só no ensino médio. Isso tem que começar na educação infantil, nos primeiros anos de convivência da criança, quando ela começa a formar o seu caráter e a desenvolver seus princípios e valores", defendeu.
ACM Neto descarta governo de "importados", promete secretariado técnico e critica Jerônimo Rodrigues
O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (UNIÃO), refutou as críticas de que planeja montar um secretariado formado por profissionais de fora do estado caso seja eleito. Durante sabatina na TV Aratu, ao responder ao questionamento do jornalista Maurício Leiro, do Bahia Notícias, Neto garantiu que sua gestão valorizará os profissionais locais, com foco no perfil técnico.
"O governo tem que ser para os baianos, feito pelos baianos. Isso não impede que, eventualmente, a gente busque um ou outro profissional fora, como aconteceu na prefeitura [de Salvador]", explicou o candidato, rebatendo os rumores sobre um "governo de importados".
TÉCNICO X POLÍTICO
ACM Neto utilizou sua experiência de oito anos à frente do Executivo municipal da capital para exemplificar seu modelo de gestão, destacando o legado de organização administrativa e financeira. Segundo ele, o mesmo modelo será aplicado no estado, blindando pastas essenciais contra a barganha política.
O candidato listou Educação, Saúde, Agricultura, Indústria e Comércio, e Cultura e Turismo como áreas onde não haverá "hipótese sequer" de indicações puramente políticas. Ele destacou o caso da Secretaria de Agricultura, que, em sua visão, foi desidratada nas gestões recentes para "acomodar partidos".
"Nossa equipe vai ser eminentemente técnica. As pessoas vão ser escolhidas pelo seu currículo e pela sua qualificação. O que não impede de pegar algum político para exercer alguma área, desde que ele tenha capacidade para isso", ponderou.
ALFINETADA EM JERÔNIMO RODRIGUES (PT)
Ainda sobre a relação com o secretariado, Neto aproveitou o espaço para fazer duras críticas à atual gestão estadual. Ele acusou o governador Jerônimo Rodrigues de distanciamento em relação à sua própria equipe.
"O compromisso político não pode ser colocado em primeiro lugar, como acontece hoje. O governador Jerônimo Rodrigues tem secretário com quem ele nunca fez reunião. Quase 4 anos de governo e ele nunca sentou com o secretário para discutir quais são as metas, os projetos, cobrar resultado. Eu sei fazer isso", disparou.
MUDANÇA COM SEGURANÇA
Ao finalizar sua resposta, o candidato explicou o sentido do seu slogan de campanha, "Mudança com Segurança". Ele frisou que o termo vai além da segurança pública, referindo-se à garantia de uma gestão com experiência e responsabilidade. Neto prometeu um bom diálogo com a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e garantiu que não fará um governo de terra arrasada, comprometendo-se a manter os projetos da atual gestão que estiverem funcionando corretamente.
O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, negou veementemente a informação de que teria utilizado ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para elaborar a maior parte do seu plano de governo. A acusação foi baseada em um levantamento publicado na coluna da jornalista Mônica Bergamo, no jornal Folha de S.Paulo, que apontou o uso de IA em cerca de 56% do documento.
Questionado sobre o tema durante sabatina na TV Aratu pelo jornalista Pablo Reis, Neto rechaçou os números. "Isso é uma mentira, um estudo que foi feito sem qualquer precisão. O próprio estudo, na conclusão, diz que não é conclusivo", disparou o candidato.
AUTORIA E ESCUTA POPULAR
Neto fez questão de ressaltar o caráter autoral do documento, afirmando que as ideias e propostas são "100% proprietárias". Segundo ele, a construção do texto contou com a colaboração de quadros técnicos, análise de exemplos do Brasil e do mundo, além de forte envolvimento pessoal.
"Eu me envolvi pessoalmente. Nos percursos de avião, nos percursos de carro, eu estava lá escrevendo e reescrevendo o plano de governo, discutindo cada proposta", detalhou. O candidato destacou ainda a influência do projeto "Sua Voz é Nossa Voz", iniciativa de escuta popular de sua campanha, que serviu como base para muitas das diretrizes apresentadas no texto.
USO RESTRITO DE IA
Apesar de negar a formulação de ideias por meio de algoritmos, ACM Neto admitiu que a tecnologia foi empregada no documento, mas de forma estritamente operacional.
De acordo com o candidato, os recursos de inteligência artificial limitaram-se a ajustes de texto e coleta de estatísticas. "A única coisa que há de inteligência artificial é correção ortográfica e dados públicos, onde você pesquisa, por exemplo, dados do IBGE. É o que há de inteligência artificial", justificou Neto, reiterando que a concepção dos projetos apresentados é inteiramente humana e de sua equipe.
O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, afirmou que áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública são "absolutamente indelegáveis", mas defendeu a forte atração de capital privado para alavancar obras de infraestrutura e logística no estado. As declarações foram dadas durante sabatina na TV Aratu, nesta segunda-feira (3), em resposta a questionamentos do editor de política do Bahia Notícias, Maurício Leiro.
Questionado sobre o futuro de grandes ativos do Estado, a exemplo da Embasa e da Bahiagás, Neto foi categórico ao negar planos de venda das estatais. "Eu não falei em nenhum momento em privatizar Embasa ou Bahiagás. O que eu falei foi em atrair o capital privado para ajudar a melhorar e ampliar o serviço", pontuou o candidato, ressaltando que, caso eleito, uma equipe técnica avaliará todas as oportunidades de parceria para garantir investimentos e gerar empregos.
Para o candidato, o foco das concessões e parcerias com a iniciativa privada deve ser direcionado a rodovias, aeroportos e portos. Segundo ele, essa estratégia permitiria que os recursos públicos fossem concentrados nas prioridades sociais e em obras de recursos hídricos para os produtores do semiárido baiano.
CRÍTICAS A GESTÃO ATUAL
Durante a resposta, ACM Neto aproveitou para ironizar o grupo político adversário. "Antes de tudo, é bom lembrar: quem entende de privatização é o PT, que privatizou a Cesta do Povo, privatizou a Ebal", alfinetou.
O candidato também criticou o que classificou como a morosidade e a falta de resultados em projetos da atual gestão, citando o caso da Ponte Salvador-Itaparica. "Foi uma concessão privada que já gastou quase um bilhão de reais e até hoje não tem uma estaca batida da ponte. Conosco é outro tipo de gestão: com metas, prazos de entrega, transparência e cobrança por parte do governador", assegurou.
Neto revelou ainda que tem um "spoiler" guardado sobre o tema. Ele prometeu apresentar uma "ideia nova" sobre novos modelos de concessões durante um debate que ocorrerá com federações que representam o setor empresarial da Bahia.
O economista Edmilson Costa foi escolhido pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) para representar a legenda na disputa pela Presidência da República em 2026. A definição ocorreu neste sábado (1º), durante a convenção nacional da sigla, realizada em São Paulo.
Para compor a chapa, o partido indicou Cleusa Santos como candidata a vice-presidente. Os dois nomes foram aprovados pelos integrantes da legenda durante o encontro realizado no auditório da Câmara Municipal de São Paulo. Costa é doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e iniciou sua trajetória na militância socialista ainda na juventude.
Com o calendário partidário avançando, outras legendas também realizam seus encontros nacionais para definir os nomes que estarão nas urnas em outubro. O Partido da Causa Operária (PCO) tem convenção marcada para este sábado (1º), enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) fará o encontro no domingo (2).
A possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ser indicada como vice do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, foi rejeitada pela maioria dos dirigentes estaduais do Progressistas.
Consultados sobre a aliança, líderes regionais reafirmaram ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), entre quarta-feira (29) e quinta-feira (30), a preferência pela neutralidade na disputa nacional.
Os caciques regionais, reforçaram que querem manter o PP independente, livre para firmar alianças tanto à direita quanto à esquerda, conforme as conveniências políticas de cada estado.
Em Pernambuco, na Paraíba e no Maranhão, por exemplo, o Progressistas busca alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já em estados como Paraná e São Paulo, a sigla segue ao lado do senador Flávio Bolsonaro.
O instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta sexta-feira (31) uma nova pesquisa de intenções de voto para governador do Rio de Janeiro nas eleições de 2026, Eduardo Paes (PSD) lidera o cenário estimulado de primeiro turno com 37,5 pontos percentuais de vantagem para Douglas Ruas (PL), que empata tecnicamente na segunda colocação com Anthony Garotinho (Republicanos).
Nas simulações de segundo turno, Paes venceria Douglas Ruas e Anthony Garotinho.
O instituto Paraná Pesquisas simulou um cenário espontâneo (quando os nomes não são apresentados) e um cenário estimulado (quando são mostrados os nomes).
Mais de 70% dos entrevistados não sabem em quem votar na pesquisa espontânea
-
Eduardo Paes (PSD): 16,1%
- Douglas Ruas (PL): 3,3%
- Anthony Garotinho (Republicanos): 2,0%
- André Marinho (Novo): 0,3%
- Coronel Busnello (Missão): 0,1%
- Cyro Garcia (PSTU): 0,1%
- Luan Monteiro (PCO): 0,1%
- William Siri (PSOL): 0,1%
- Wilson Witzel (DC): 0,1%
- Outros nomes citados: 0,6%
- Ninguém/Branco/Nulo: 7,0%
- Não sabe/Não opinou: 70,2%
SEGUNDO TURNO:
O Paraná Pesquisas simulou dois cenários de segundo turno.
Eduardo Paes X Douglas Ruas
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Eduardo Paes (PSD): 60,1%
- Douglas Ruas (PL): 24,3%
- Ninguém/Branco/Nulo: 10,8%
- Não sabe/Não opinou: 4,8%
Eduardo Paes X Anthony Garotinho
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Eduardo Paes (PSD): 61,1%
- Anthony Garotinho (Republicanos): 20,5%
- Ninguém/Branco/Nulo: 14,2%
- Não sabe/Não opinou: 4,3%
REJEIÇÃO AOS CANDIDATOS AO GOVERNO
O instituto perguntou em quem o eleitor não votaria de maneira alguma para governador. Cada entrevistado poderia citar mais de um candidato. O resultado foi:
- Anthony Garotinho (Republicanos): 37,1%
- Wilson Witzel (DC): 24,2%
- Eduardo Paes (PSD): 20,6%
- Cyro Garcia (PSTU): 13,6%
- Coronel Busnello (Missão): 9,4%
- André Marinho (Novo): 8,4%
- Douglas Ruas (PL): 11,4%
- William Siri (PSOL): 7,5%
- Luan Monteiro (PCO): 7,1%
- Juliete Pantoja (UP): 6,8%
- Poderia votar em todos: 5,4%
- Não sabe/Não opinou: 15,2%
PESQUISA PARA O SENADO
Para o Senado, o Paraná Pesquisas fez pesquisa espontânea e um cenário estimulado. O resultado dos cenários estimulados é o consolidado do primeiro e do segundo votos.
Na pesquisa espontânea, mais de 80% não sabe em quem votar
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Benedita da Silva (PT): 3,6%
- Márcio Canella (União): 1,3%
- Marcelo Crivella (Republicanos): 0,9%
- Romário (PL): 0,8%
- Pedro Paulo (PSD): 0,6%
- Carlos Portinho (PL): 0,4%
- Waguinho (Republicanos): 0,3%
- Helio Secco (Missão): 0,1%
- Marcos Dias (Podemos): 0,1%
- Mauro Campos (Novo): 0,1%
- Monica Benicio (PSOL): 0,1%
- Outros nomes citados: 0,5%
- Ninguém/Branco/Nulo: 7,6%
- Não sabe/Não opinou: 3,6%
Benedita da Silva e Marcelo Crivella lideram cenário estimulado
- Benedita da Silva (PT): 29,8%
- Marcelo Crivella (Republicanos): 25,4%
- Pedro Paulo (PSD): 17,2%
- Márcio Canella (União): 14,2%
- Carlos Portinho (PL): 9,2%
- Waguinho (Republicanos): 9,2%
- Monica Benicio (PSOL): 7,2%
- Marcos Dias (Podemos): 5,1%
- Mauro Campos (Novo): 5,0%
- Paula Falcão (PSTU): 3,1%
- Helio Secco (Missão): 2,6%
- Ninguém/Branco/Nulo: 14,6%
- Não sabe/Não opinou: 7,6%
REJEIÇÃO AOS PRÉ-CANDIDATOS AO SENADO:
O instituto perguntou em quem o eleitor não votaria de maneira alguma para senador. Cada entrevistado poderia citar mais de um candidato. O resultado foi:
- Marcelo Crivella (Republicanos): 28,9%
- Benedita da Silva (PT): 28,2%
- Waguinho (Republicanos): 14,1%
- Márcio Canella (União): 12,4%
- Pedro Paulo (PSD): 10,7%
- Helio Secco (Missão): 7,5%
- Paula Falcão (PSTU): 7,6%
- Carlos Portinho (PL): 7,4%
- Mauro Campos (Novo): 7,2%
- Marcos Dias (Podemos): 6,9%
- Monica Benicio (PSOL): 6,6%
- Poderia votar em todos: 6,8%
- Não sabe/Não opinou: 18,8%
Metodologia: 1.600 entrevistados pelo Paraná Pesquisas de 28 a 30 de julho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,5 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº RJ-09303/2026.
O candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), apresentou nesta quarta-feira (30) o seu Plano de Governo para os anos de 2027 a 2030 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento traz um capítulo estruturado com fortes críticas à situação do sistema de saúde pública do estado. Segundo o texto, a Bahia enfrenta "uma década de estagnação" e o atual sistema de regulação estadual atua como uma espécie de "cartório da dor", limitando-se a receber pedidos e empilhar casos que, em muitas situações, chegam tarde demais.
A avaliação do candidato é de que o déficit na saúde baiana não provém da escassez absoluta de recursos financeiros, mas de falhas em projetos, organização e capacidade de execução. Para enfrentar esse cenário, o plano foca em duas mudanças demográficas essenciais: a resposta a condições de emergência que dependem de agilidade no tempo, e o envelhecimento da população, que traz uma carga crescente de doenças crônicas.
O principal destaque das promessas de curto prazo é a criação do programa PIX Saúde. A iniciativa funcionará como um mecanismo para comprar serviços diretamente da rede privada e filantrópica sempre que a rede pública não for capaz de atender aos pacientes dentro de prazos pré-estabelecidos. A estratégia inicial do PIX Saúde dará prioridade para cirurgias eletivas, oncologia ambulatorial e ortopedia, com orçamento fixado na Lei Orçamentária Anual.
PRINCIPAIS PROPOSTAS:
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Fila Única e Inteligência Artificial: Implementação de uma fila unificada para o agendamento de cirurgias eletivas em todos os municípios e a adoção de inteligência artificial para monitoramento e previsão de demandas por leitos.
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Descentralização (Portas Abertas): O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) terá permissão para conduzir os pacientes ao hospital mais próximo, dispensando autorizações prévias da regulação.
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Oncologia e Saúde Mental no Interior: Criação de centros regionais especializados no interior, com o objetivo de evitar o deslocamento exaustivo de pacientes para a capital.
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Reformulação do Planserv: O atual sistema de cotas, que dificulta o agendamento de consultas e exames pelos servidores públicos, será substituído por um modelo com ampliação da rede credenciada.
A "Regionalização Real" da saúde é tratada no documento não apenas como uma escolha técnica, mas como uma escolha "moral", com implicações diretas sobre a equidade no acesso. O plano aponta o absurdo de haver regiões no estado com uma média de apenas 0,03 leito de UTI por mil habitantes. Para sanar isso, Neto promete construir novos hospitais regionais e equipar unidades municipais estratégicas. Além disso, o documento propõe uma política de "Fila Zero" voltada especificamente para as emergências que mais matam: trauma, infarto agudo, AVC e partos de risco, assegurando atendimento rápido independentemente da distância até a capital.
Por fim, o texto aposta em uma mudança de cultura na gestão do Estado, implementando contratos de desempenho com os hospitais da rede pública, que estabelecerão metas qualitativas e quantitativas. Estes resultados, que englobam desde taxas de mortalidade até infecção hospitalar e satisfação do paciente, seriam divulgados abertamente em um portal da transparência, garantindo controle social.
Dados recentes divulgados pelo Portal de Estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificam um crescimento significativo no número eleitores negros, indígenas e quilombola. Entre o eleitorado baiano, 1.261.113 pessoas (11,14%) se autodeclararam pardas em 2026, ante 727.601 (6,45%) em 2024. O aumento foi de 533.512 eleitores(as), o que representa um crescimento de 73,3%.
Para os que se consideram pretos, o número passou de 283.567 (2,51%), em 2024, para 496.424 (4,38%) em 2026, um acréscimo de 212.857 eleitores(as), equivalente a 75,1%. Entre os indígenas, em 2026 foram registrados 10.929 eleitores(as) (0,10%), contra 6.740 (0,06%) em 2024, representando um crescimento de 4.189 pessoas (62,2%) e os quilombolas passaram de 15.363 pessoas (0,14%), em 2024, para 26.850 (0,24%) em 2026, um aumento de 11.487 eleitores(as), correspondente a 74,8%.
A Bahia é o quarto maior colégio eleitoral do país. As mulheres representam 53% do eleitorado (5.973.523 eleitoras), enquanto os homens correspondem a 47% (5.347.433 eleitores). A faixa etária com maior concentração de eleitoras e eleitores é a de 40 a 44 anos, com 1.207.620 pessoas, o equivalente a 10,67% do eleitorado apto a votar.
Quanto ao grau de escolaridade, predominam as pessoas com Ensino Médio completo, que somam 3.158.410 eleitoras e eleitores (27,9%). Em seguida, aparecem aquelas com Ensino Fundamental incompleto, com 2.477.771 (21,89%), e Ensino Médio incompleto, com 2.016.068 (17,81%).
Clique aqui e confira o perfil do eleitorado baiano.
A biometria será usada mais uma vez para votar nas eleições deste ano. A tecnologia estará disponível em todas as seções eleitorais do país para evitar fraudes e garantir a lisura do pleito.
Apesar da requisição, a biometria não é obrigatória para exercer o direito ao voto. Se o título estiver regular, o eleitor pode votar mesmo sem ter realizado esse cadastro. Neste caso, será exigido o documento de identificação para acesso à urna eletrônica.
Se a urna eletrônica não reconhecer a biometria já realizada, o eleitor continua tendo o direito ao voto. A orientação é que a leitura biométrica possa ser repetida até quatro vezes. Persistindo a dificuldade, a mesa receptora vai confirmar a identidade do eleitor por outros meios de conferência do cadastro. Se as informações coincidirem, o eleitor assina o caderno de votação ou registra a impressão digital, caso não saiba assinar.
Em 2008, a Justiça Eleitoral começou a utilizar os dados da impressão digital para identificar os votantes. A medida foi adotada para aumentar a segurança das eleições e evitar que uma pessoa possa votar no lugar de outra.
Com o cruzamento de informações, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda pode detectar eleitores com registros duplicados no cadastro eleitoral.
Já não é possível cadastrar a biometria para as eleições de 2026, porque o prazo se encerrou em maio deste ano. O TSE orienta os cidadãos a comparecerem à Justiça Eleitoral após o pleito para realizar o cadastro.
No cadastramento, são coletadas a fotografia, as digitais de todos os dedos da mão e a assinatura do eleitor. As informações são utilizadas para tornar mais seguro o processo eleitoral.
Com o objetivo de facilitar a participação da sociedade na fiscalização do cumprimento das regras eleitorais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamentou o uso do aplicativo Pardal Móvel para o recebimento de denúncias de propaganda eleitoral irregular durante as Eleições Gerais de 2026. A ferramenta estará disponível a partir de 16 de agosto, data de início da propaganda eleitoral, e permitirá que eleitores encaminhem denúncias diretamente aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), responsáveis pelo exercício do poder de polícia sobre a propaganda eleitoral.
De acordo com a portaria, o sistema será composto por três módulos:
- Pardal Móvel: aplicativo gratuito disponível para smartphones e tablets nas plataformas Google Play e App Store;
- Pardal ADM: ambiente de uso exclusivo da Justiça Eleitoral para gestão de dados apresentados em denúncias relativas à respectiva circunscrição;
- Pardal Web: plataforma destinada ao acompanhamento de estatísticas das denúncias registradas.
Para acessar o aplicativo, a pessoa usuária deverá se identificar por meio do e-Título ou da plataforma Gov.br. A norma, contudo, assegura que a identidade da pessoa denunciante permanecerá protegida por sigilo, independentemente da forma de autenticação utilizada. Ao registrar uma nova denúncia, o usuário deverá informar a descrição da suposta irregularidade. Em seguida, um agente automatizado fará uma classificação preliminar da ocorrência em duas categorias: propaganda eleitoral irregular na internet e outras formas de propaganda eleitoral irregular.
Antes do preenchimento das informações complementares, o sistema apresentará orientações sobre quais condutas são permitidas ou proibidas pela legislação eleitoral, de acordo com o tipo de denúncia selecionado. A medida busca reduzir registros equivocados ou sem fundamento.
A ferramenta ainda possibilitará o envio de notificações eletrônicas a candidatas e candidatos, partidos, federações e coligações mencionados nas denúncias, para apresentação de esclarecimentos ou comprovação da regularização da situação apontada. Além disso, as ocorrências poderão ser autuadas diretamente no Processo Judicial Eletrônico (PJe), na classe processual Notícia de Irregularidade de Propaganda Eleitoral (NIPE), conferindo maior agilidade ao tratamento dos casos pela Justiça Eleitoral.
A cantora Fernanda Abreu criticou o uso de sua música,' Rio 40 Graus' em um evento promovido pelo Partido Liberal no Rio de Janeiro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a artista afirmou que não autorizou o uso de sua música para a propaganda política e criticou a associação da obra ao partido.
A canção foi utilizada para divulgar a candidatura de Douglas Ruas ao governo do Rio.
"Tive a péssima surpresa quando abri o Instagram e vi, no perfil do Diário do Porto, a minha música ‘Rio 40 Graus’, de composição minha, de Fausto Fawcett e de Carlos Laufer, sob minha interpretação e de Chico Science, vinculada e associada ao anúncio da candidatura de um candidato do PL. Isso é uma coisa que não existe."
Na ocasião, Abreu ainda reforçou que está tomando providências judiciais para a remoção do conteúdo.
"Já estou tomando as providências. Esse jornal vai ter que retirar imediatamente do ar a minha música. Eu não autorizei, não liberei e jamais autorizarei. Jamais votarei em algum candidato do PL", afirmou.
A Bahia contará com 11.321.005 (onze milhões, trezentos e vinte e um mil e cinco) eleitoras e eleitores aptas(os) a votar nas Eleições Gerais de 2026, de acordo com as estatísticas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desse total, 101.818 eleitoras e eleitores declararam possuir algum tipo de deficiência, representando um crescimento de 62,2% em relação ao pleito de 2022, que registrou 62.772 pessoas com deficiência.
O estado baiano é o quarto maior colégio eleitoral do país, ficando atrás de São Paulo - 34.105.33, Minas Gerais - 16.377.659 e Rio de Janeiro - 12.857 no número do eleitorado apto a votar, respectivamente. O município de Salvador concentra o maior eleitorado do estado, com 1.951.716 eleitoras e eleitores aptos, seguido por Feira de Santana, com 434.532, Vitória da Conquista, com 264.091, e Camaçari, com 210.364.
Biometria
10.706.119 eleitoras e eleitores possuem cadastro biométrico, representando 94,57% em relação ao eleitorado apto no estado. Em Salvador, esse número é de 1.849.077 biometrias coletadas, Feira de Santana registrou 408.508 pessoas que fizeram o procedimento, Vitória da Conquista contabilizou 248.401 indivíduos com biometria e Camaçari possui 198.388 eleitoras e eleitores com o cadastro biométrico atualizado. A biometria agiliza a identificação na seção eleitoral e reforça a segurança do processo eleitoral.
Estatísticas do eleitorado
Do total de pessoas aptas a votar na Bahia, 53% (5.973.523) são mulheres e 47% (5.347.433) são homens. Assim como nas eleições anteriores (2022), as mulheres permanecem como maioria do eleitorado baiano.
Em 2026, 1.737 eleitores(as) na Bahia farão uso do nome social. No quesito identidade de gênero, os dados demonstram que o estado possui 5.263 pessoas declaradas como transgênero.
Ainda segundo dados do TSE, 1.261.113 (59,6%) pessoas se declararam pardas, 496.424 pretas (23,47%) e 336.404 brancas (15,9%). 26.850 (1,27) pessoas se identificam como quilombolas e 10.929 (0,52%) como indígenas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (25) que quem "se meter" nas eleições brasileiras vai "apanhar muito". Ele fez alerta para que "ninguém de fora" queira "meter o dedo" no pleito eleitoral brasileiro.
Em convenção que confirmou a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, o chefe do Executivo afirmou que o Brasil é "soberano" e que o destino do país será definido pelos eleitores brasileiros.
"Quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores", declarou em discurso.
A declaração de Lula ocorre um dia depois de o Ministério das Relações Exteriores negar o visto de dois funcionários norte-americanos que viriam ao país nos próximos dias.
Reportagem publicada pelo jornal americano Washington Post revelou que a comitiva dos Estados Unidos tinha planos de questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro.
"O aviso está dado. O Brasil é soberano, o Brasil quer manter relações com todos os países do mundo, o Brasil não quer guerra, o Brasil quer paz, o Brasil não quer ódio, o Brasil quer amor, o Brasil não quer fazer futrica, o Brasil quer trabalhar", disse Lula.
O presidente também rejeitou interferências estrangeiras no pleito eleitoral ao citar ações do governo: "Somos responsáveis pela maior quantidade de reservas ambientais criadas nestes país. É por isso que somos respeitados no mundo. E que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições", disse.
Na sexta-feira (25), Lula já havia defendido ampliar investimentos na área de defesa "para não deixar ninguém meter o nariz no país". Nos últimos meses, integrantes do governo têm defendido a soberania brasileira em meio a atritos com os Estados Unidos, que determinou novas taxações a produtos brasileiros.
O partido Unidade Popular (UP) confirmou a candidatura de Aroldo Félix ao governo da Bahia. A decisão foi tomada durante convenção realizada neste sábado (25), na Casa Preta Zeferina, em Salvador.
Aroldo Félix é professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), diretor do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) e fundador do partido Unidade Popular (UP).
Essa foi a terceira convenção partidária realizada no estado. Outras candidaturas foram aprovadas no evento. Entre elas, estão:
- Marília Regina (UP) para vice-governadora;
- Gregorio Gould (UP) para o Senado.
“Nós estamos aqui para oficializar nossa candidatura e o objetivo principal é melhorar a qualidade de vida do povo baiano, para que a gente possa, de fato, avançar em cuidar das pessoas, porque o que nós estamos vendo são os candidatos se repetindo e os baianos ficando à margem de tudo isso. Queremos ouvir essas pessoas e, a partir daí, governarmos juntos”.
O Partido Unidade Popular não formou coligação com outras siglas e também lançou candidaturas para os cargos de deputado estadual e deputado federal.
CALENDÁRIO DE CONVENÇÕES
As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto. Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte.
Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte.
Nas eleições deste ano, em 4º de outubro, os brasileiros vão votar para:
- presidente;
- governador;
- Senado (duas vagas por estado);
- deputado federal;
- deputado estadual;
QUEM É AROLDO FÉLIX
Nascido na Paraíba, Aroldo Félix tem 43 anos, é pai de uma filha e mora em Salvador desde 2023. Doutor em Engenharia Química, iniciou a trajetória política no movimento estudantil, onde presidiu o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).
Em 2010, foi professor do Instituto Federal da Bahia (IFBA), no campus de Simões Filho. Desde 2013, leciona no curso de Engenharia de Energias da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Feira de Santana. Além da atuação como professor universitário, integra a coordenação nacional do Movimento Luta de Classes e exerce o cargo de diretor do ANDES-SN.
Na última eleição, disputou o governo de Sergipe. Esta será a primeira vez que concorre ao cargo de governador da Bahia.
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negou os pedidos de visto solicitados pelos diplomatas Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Os dois foram citados em reportagem do jornal "The Washington Post" como reponsáveis por uma estratégia para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
A negativa do governo foi feita nesta sexta-feira (24), antes da publicação da reportagem.
A viagem estaria prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais do país, agendadas para 4 de outubro. Segundo informações obtidas pelo blog, o governo brasileiro foi informado do caráter "inusitado" da missão dos dois funcionários e decidiu negar os vistos.
Segundo fontes da diplomacia declararam ao G1, o Brasil tem tradição de receber observadores internacionais nas eleições, mas a avaliação é que os norte-americanos não são observadores, na verdade tinham "outro papel".
DÚVIDAS SOBRE URNAS ELETRÔNICAS
Na avaliação de assessores presidenciais, a decisão do secretário de Estado Marco Rubio de enviar a missão no momento em que Flávio e Eduardo Bolsonaro levantaram dúvidas sobre as urnas eletrônicas mostra que eles estavam combinando uma operação para descrebidilizar o sistema eleitoral brasileiro.
Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro teve uma reunião com representantes de cerca de 40 países em um evento privado, na última semana. Durante o encontro, ele afirmou que o Brasil utiliza urnas fabricadas por uma empresa venezuelana suspeita de fraudes, informação já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O senador nega estar questionando o sistema eleitoral brasileiro, mas defendeu que os países presentes enviem observadores internacionais para acompanhar as eleições no Brasil.
Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros classificaram a tentativa de missão como "escandalosa" e "inusitada".
Para integrantes da Corte, a iniciativa representaria uma tentativa de interferência externa em um tema de competência exclusiva das instituições brasileiras e no processo eleitoral do país.
Os magistrados também defendem uma reação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à tentativa de enviar a missão americana.
O pré-candidato à Presidência da República, Leonardo Avalanche (PRTB), anunciou que pretende distribuir um iPhone e oferecer um ano de internet gratuita para brasileiros que concluírem um curso de empreendedorismo do governo, em um eventual mandato. A proposta também contempla beneficiários do Bolsa Família.
Segundo a pré-campanha, o aparelho seria utilizado como ferramenta de capacitação, inclusão digital e acesso ao mercado de trabalho. Avalanche será oficializado como candidato durante a convenção nacional do partido, marcada para o próximo dia 29 de julho.
O plano de governo ainda prevê a criação de um imposto único de 3,5% sobre transações financeiras, substituindo tributos federais, estaduais e municipais. A equipe do pré-candidato afirma que a medida reduziria o custo de produtos como alimentos, veículos e imóveis, embora ainda não tenha detalhado o impacto fiscal da proposta.
Outra iniciativa apresentada é facilitar o financiamento de veículos para motoristas de aplicativo, permitindo que os profissionais adquiram o próprio carro. Avalanche também promete negociar a redução das taxas cobradas pelas plataformas e, caso não haja acordo, criar um aplicativo público de transporte com cobrança de 3,5% sobre o valor das corridas.
O presidente Lula (PT) lidera a corrida eleitoral com 48% das intenções de voto no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que registra 43%, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (24) pelo jornal Folha de S. Paulo. No primeiro turno, o petista marca 40%, ante 32% do senador pelo Rio de Janeiro.
O levantamento, registrado sob o código BR-01166/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios entre quinta-feira (22) e sexta-feira (23). O resultado indica estabilidade em relação a junho e aponta baixo impacto nas intenções de voto das crises acumuladas na campanha do pré-candidato do PL.
Em votos válidos, critério utilizado no dia da eleição que exclui brancos e nulos, Lula totaliza 45% e Flávio, 36%. O instituto pondera que os 8% de brancos, nulos e nenhum registrados agora tendem a cair conforme o pleito se aproxima, o que exige cautela na leitura do dado.
EM NÚMEROS
O grupo de candidatos abaixo dos dois líderes está concentrado dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. As intenções de voto do primeiro turno para esse conjunto são:
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%;
- Romeu Zema (Novo): 3%;
- Renan Santos (Missão): 3%;
- Augusto Cury (Avante): 2%;
- Samara Martins (UP): 1%;
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%;
- Rui Costa Pimenta (PCO): 1%.
- Heitor Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. Outros 3% se declararam indecisos.
Em confrontos diretos de segundo turno testados pelo Datafolha, Lula venceria Caiado por 47% a 40% e Zema por 48% a 40%. O quadro permanece estável em relação a junho.
CRISE E REJEIÇÃO
A consolidação de Flávio como principal adversário de Lula aparece também na pesquisa espontânea; 17% dos entrevistados citaram o senador como favorito, contra 30% que mencionaram o presidente. A má notícia para o pré-candidato do PL é que esse quadro não se alterou desde maio.
A estabilidade persiste, apesar de um mês marcado por turbulências na campanha de Flávio. A mais recente envolveu a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que divulgou, cerca de um mês atrás, um vídeo em que acusava o enteado de tê-la tratado mal e considerado dispensável. Ela deixou a chefia do PL Mulher e colocou em xeque sua candidatura a senadora pelo Distrito Federal.
A retratação de Flávio chegou nesta sexta-feira (23), e Michelle respondeu com um vídeo aceitando as desculpas. O efeito prático para a campanha, no entanto, ainda é incerto. O isolamento acumulado dificultou a montagem da chapa do senador, com aliados potenciais se recusando a integrá-la.
Entre as mulheres, que compõem 52% da amostra do Datafolha, 50% declaram preferência por Lula num eventual segundo turno, ante 40% que escolhem Flávio. A rejeição geral ao senador chega a 48% dos eleitores, um ponto acima dos 46% que rejeitam o petista. Os demais candidatos registram rejeição inferior a 13%.
Também pesaram no período a relação de Flávio com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e a abertura de investigação sobre recursos que Vorcaro destinou ao financiamento do filme "Dark Horse", produção sobre Jair Bolsonaro, preso por golpe de Estado. Além da foto do sicário, que abriu novas críticas à sua campanha.
A volta das tarifas de Donald Trump contra o Brasil, prática associada ao clã Bolsonaro, também figurou no intervalo entre as duas pesquisas. Na aplicação anterior das medidas punitivas, a família trabalhou ativamente por elas; Lula respondeu com uma campanha pela soberania nacional que está sendo retomada como eixo da eleição.
Os pesquisadores foram a campo no dia seguinte ao discurso de Flávio a diplomatas estrangeiros, em que o senador divulgou informações falsas sobre as urnas eletrônicas, replicando conduta que rendeu ao pai a inelegibilidade antes da prisão.
Do ponto de vista socioeconômico, o petista mantém vantagem entre nordestinos (55% do grupo, que representa 28% da população), eleitores com menor escolaridade (51% entre os 30% da amostra nessa faixa), os mais pobres (47% entre os 50% entrevistados nessa faixa de renda) e católicos (46% entre os 49% que se declaram assim).
Flávio performa melhor na classe média, que ganha entre 2 e 5 salários mínimos (38% entre os 34% desse grupo), entre sulistas (41% dos 15% da amostra dessa região) e entre evangélicos (47% dos 25% que se identificam com essa denominação). A candidatura de Flávio Bolsonaro deve ser formalmente confirmada em convenção do PL neste domingo (25).
Durante a convenção estadual da Federação Rede-PSOL, Kleber Rosa formalizou sua pré-candidatura a deputado estadual e anunciou a aceleração das agendas de campanha pelo estado. Ex-candidato ao Governo e à Prefeitura de Salvador, Rosa destacou que o evento consolida um "time pronto e formalizado" para apresentar um programa de esquerda consistente e incidir de forma marcante no pleito deste ano.
ALINHAMENTO NACIONAL E AUTONOMIA ESTADUAL
Questionado sobre a tática eleitoral da sigla — que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito nacional, mas mantém candidatura própria ao Governo da Bahia —, Kleber Rosa explicou que o PSOL não abre mão de sua identidade programática, mas reconhece a gravidade do momento político do país.
Para o pré-candidato, o apoio ao governo federal é uma medida necessária de proteção às instituições democráticas. "Sabemos que a gente vive um momento histórico extremamente sensível, passamos recentemente por uma tentativa de golpe no Brasil [...] e nós não podemos correr o risco de que esse grupo, que são os Bolsonaros e sua família, retorne ao poder. Apoiamos Lula [...] porque Lula é o que nós temos, de fato, como muro de contenção para o retorno desse grupo autoritário, da extrema direita, e é o que nós temos para a garantia do espaço democrático de direito", pontuou Rosa.
PROJEÇÃO DE BANCADA
Apesar dos desafios financeiros e da estrutura de grandes coligações adversárias, Kleber Rosa demonstrou otimismo quanto ao desempenho da federação nas urnas. Ele apontou o crescimento recente do PSOL nas eleições municipais — como o aumento do número de vereadores no interior do estado e o dobramento da bancada na Câmara Municipal de Salvador — como indicativo de um novo patamar eleitoral.
Expectativas da Federação Rede-PSOL para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA):
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Intensificação de agenda: Rota de viagens e mobilização em ritmo acelerado em todas as regiões do estado.
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Meta de bancada: Eleger até três deputados estaduais, consolidando a expansão da representação de esquerda na ALBA.
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Capilaridade: Capitalizar o desempenho recente das urnas municipais para converter votos na disputa proporcional estadual.
"A gente não tem dúvida de que o nosso crescimento numérico se refletirá nesta eleição, na Assembleia Legislativa, com a ampliação do nosso tamanho", finalizou o pré-candidato.
Durante a convenção da Federação Rede-PSOL, o vereador de Salvador e pré-candidato a deputado federal, Hamilton Assis (PSOL), reforçou o tom de oposição da sigla na Bahia. Em seu discurso, Assis defendeu a autonomia da federação para apresentar um projeto focado no desenvolvimento econômico e no combate às desigualdades, posicionando a chapa como uma alternativa à histórica polarização política no estado.
Para o vereador, a aliança que lança Ronaldo Mansur e a professora Meire Reis ao Governo do Estado demarca um campo político distinto das forças tradicionais. "Nós temos diferença, tanto com o carlismo quanto com o petismo. Então, nós queremos preservar essa autonomia porque nós temos um programa que está muito bem representado", afirmou Assis.
METAS ELEITORAIS
Hamilton Assis destacou o capital político acumulado pelo PSOL nas eleições municipais de 2024, citando o bom desempenho da sigla com a candidatura de Kleber Rosa em Salvador. Para o pleito estadual e nacional, a federação traçou metas ambiciosas para o Legislativo, apostando na boa avaliação de seus quadros atuais.
Os principais objetivos legislativos da federação incluem:
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Reeleição e ampliação: Garantir a reeleição do deputado estadual Hilton Coelho — classificado por Assis como muito bem avaliado — e ampliar a bancada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) para até três parlamentares.
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Câmara dos Deputados: Eleger representação federal para fortalecer o projeto nacional do partido.
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Construção de alternativa: Consolidar a federação como uma terceira força política capaz de romper com a dicotomia baiana.]
OPOSIÇÃO
Atuando no Legislativo soteropolitano, Assis não poupou críticas à atual gestão da capital. Questionado sobre a margem política do grupo liderado pelo ex-prefeito ACM Neto, o vereador foi taxativo ao afirmar que esse capital "evaporou" devido aos desgastes da administração do atual prefeito, Bruno Reis (União Brasil).
Segundo o parlamentar, a base governista na Câmara Municipal tem blindado a prefeitura de investigações, barrando pedidos de apuração sobre recentes escândalos e denúncias na cidade. Assis cobrou maior celeridade do Ministério Público nas apurações e criticou as prioridades da gestão municipal. "O grande problema [...] é o próprio Bruno Reis, porque está desidratando e não tem conseguido responder às principais contradições, e tem privilegiado a relação com seus aliados, principalmente empresários da cidade", pontuou.
Para concluir sua fala, o vereador traçou um panorama negativo dos serviços públicos em Salvador, afirmando que os soteropolitanos convivem diariamente com "lixo pela rua" e um "transporte coletivo que não funciona", acusando a prefeitura de entregar a cidade aos interesses do grande empresariado urbano.
Durante a convenção partidária estadual da Federação Rede-PSOL, realizada nesta sexta-feira (24), o porta-voz da Rede Sustentabilidade na Bahia, Marcelo Carvalho, confirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal. Em um discurso contundente, Carvalho teceu duras críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e posicionou a federação como a única alternativa genuína para o eleitorado progressista baiano.
Carvalho destacou que a união entre Rede e PSOL reflete um diálogo direto com a base social do estado e criticou a forma como os grandes partidos têm conduzido a escolha de seus representantes. "Nós somos a única alternativa ao Senado do campo de esquerda [...] O que mais acontece em volta ao Senado são grandes partidos políticos que escolhem uma figura que é muito distante da população, que não debate diretamente com os trabalhadores", declarou o pré-candidato.
CRÍTICAS A GESTÃO PETISTA
Segundo ele, o PT abandonou suas raízes e deixou de representar os interesses da classe trabalhadora e do movimento sindical após duas décadas no poder. "Você tem um governo que está cansado. Você tem 20 anos de história de um governo que diz ser de esquerda, mas ao mesmo tempo que flerta com os trabalhadores, dorme na cama com os patrões", disparou Carvalho.
O pré-candidato também apontou o que ele avalia como contradições do atual grupo governista em pautas trabalhistas nacionais, como o debate sobre o fim da jornada de trabalho precarizada (referindo-se à luta pelo fim da escala 6x1), acusando a sigla de criar impeditivos no Congresso Nacional enquanto discursa a favor dos trabalhadores.
Viabilidade da chapa e disputa pelo Governo
Além de sua postulação ao Senado, Carvalho reforçou a viabilidade da chapa majoritária da federação, que conta com Ronaldo Mansur (PSOL) como pré-candidato ao Governo da Bahia. De acordo com o porta-voz, a candidatura de Mansur é uma "candidatura real", focada em elevar o nível de desenvolvimento e educação no estado.
Os principais objetivos da Federação Rede-PSOL destacados no evento incluem:
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Aproximação com as bases: Retomar o diálogo direto com os trabalhadores baianos.
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Renovação no Senado: Quebrar a tradição de candidatos "distantes da população".
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Ocupação de espaços de poder: Eleger representantes na Câmara Federal, Assembleia Legislativa (ALBA), Senado e Governo do Estado para governar "pela população baiana, para o bem da população baiana"..
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), através da Portaria nº 449/2026, oficializou os limites de gastos de campanha para os cargos em disputa nas Eleições Gerais de 2026. A Corte também disponibilizou o quantitativo atualizado de eleitoras e eleitores aptos a votar por município, dado fundamental para calcular o teto de despesas e o limite de contratação de pessoal para militância e mobilização de rua.
Por decisão unânime do Plenário, o TSE optou por manter os mesmos teto de gastos adotados no pleito de 2022. O relator e presidente do Tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, explicou que a medida visa garantir a estabilidade do processo eleitoral e preservar o equilíbrio financeiro das legendas, considerando que o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) permaneceu fixado em R$ 4,9 bilhões.
O teto de gastos engloba as despesas diretas da candidatura, transferências financeiras a outros partidos ou candidatos, doações estimáveis em dinheiro (bens e serviços) e repasses à conta partidária que excederem os gastos efetivos em benefício da campanha.
Quem ultrapassar o limite fixado estará sujeito a uma multa equivalente a 100% do valor excedente, devendo ser recolhida em até cinco dias úteis após a intimação. Além disso, o excesso pode configurar abuso de poder econômico, levando a penalidades previstas na Lei de Inelegibilidade (LC nº 64/1990).
A apuração dos gastos será realizada prioritariamente na análise da prestação de contas, sem prejuízo de outras ações judiciais cabíveis.
A divulgação atende ao disposto no art. 100-A da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) e no art. 41, § 4º, da Resolução TSE nº 23.607/2019, conferindo transparência à aplicação das regras eleitorais e fornecendo informações essenciais para o planejamento das campanhas.
O Calendário Eleitoral reúne os principais prazos e providências que devem ser observados por partidos políticos, federações, candidatas, candidatos, eleitoras, eleitores e pela Justiça Eleitoral durante todo o processo das Eleições Gerais de 2026.
O deputado federal Claudio Cajado (PP) afirmou, nesta quarta-feira (22), em entrevista ao Bahia Notícias, que a estratégia da federação União Progressista (União Brasil e Progressistas) é priorizar o fortalecimento das candidaturas proporcionais para ampliar a presença do grupo na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a posição já foi consensualizada entre os dois partidos.
Cajado explicou que a federação pretende ter liberdade para definir alianças estaduais de acordo com o que for mais favorável às disputas para deputado federal. “Nós temos uma estratégia, que é fortalecermos as candidaturas de deputados e deputadas federais nos estados da federação”, afirmou.
O parlamentar disse que os cálculos da federação apontam para uma bancada entre 105 e 120 deputados federais, o que transformaria o grupo em uma das principais forças do Congresso Nacional. “A estratégia é ter força no Parlamento, na Câmara dos Deputados”, declarou.
Ele também ressaltou que o centro político pode alcançar maioria na Casa ao lado de outras legendas. Na avaliação de Cajado, União Progressista, PL, Republicanos e PSD podem ultrapassar os 257 deputados necessários para formar maioria, o que daria peso decisivo ao bloco nas negociações de governabilidade após as eleições de 2026.
Sobre a sucessão da presidência da Câmara, o deputado considerou prematuro discutir candidaturas, mas reconheceu que o atual presidente Hugo Motta (Republicanos) largaria em vantagem caso decida disputar um novo mandato. “Ele é um quadro valoroso, que tem muita relação com todos nós”, disse.
Questionado sobre a movimentação de prefeitos em direção à base do governo estadual, Cajado afirmou que esse tipo de migração é natural em períodos eleitorais, especialmente quando os municípios recebem obras, convênios e recursos.
Em discurso durante convenção no Centro de Convenções de Salvador, ACM Neto (União Brasil) reafirmou a estratégia de descentralizar o debate presidencial na Bahia para manter a unidade do seu grupo político. Ao comentar as alianças estaduais para a disputa ao Palácio de Ondina, o ex-prefeito destacou que os partidos coligados terão total liberdade para defender seus respectivos pré-candidatos à Presidência da República.
A declaração contempla legendas parceiras como o PL e o Novo, permitindo que sigam suas próprias diretrizes nacionais sem comprometer o palanque baiano. "A gente respeita a posição de cada um dos partidos que integram aqui na Bahia a nossa aliança. Cada um terá a liberdade para poder fazer a campanha para o seu pré-candidato à Presidência da República, o PL, o Novo", declarou ACM Neto.
LEALDADE A RONALDO CAIADO
No plano pessoal e partidário, no entanto, Neto deixou claro seu alinhamento com a pré-candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também do União Brasil. O político baiano justificou a escolha com base nos laços históricos e na trajetória compartilhada na legenda. "A minha relação histórica, antiga, de amizade fraterna, de muitos e muitos anos, com o pré-candidato a presidente, ex-governador Ronaldo Caiado. Por motivos óbvios e naturais, eu não teria como adotar outra posição", pontuou.
Ao finalizar, ACM Neto destacou que, a despeito das preferências nacionais de cada partido da coligação, o elemento central que une o grupo é o projeto local: "O que nos une e nos move é o propósito de mudar a Bahia."
A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, decidiu pela neutralidade na disputa presidencial, portanto, não embarcará na campanha do pré-candidato do PL (Partido Liberal), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As informações são da CNN Brasil.
A definição saiu após uma reunião realizada na noite de terça-feira (21) pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), com dirigentes da legenda. A decisão deve ser formalizada pela federação nos próximos dias.
No encontro, integrantes do partido avaliaram que a maioria da federação defende neutralidade para preservar as escolhas individuais dos estados.
Para o PL, ainda há chances de negociação. Inclusive, por isso, o partido deixou a definição da vaga de vice para um segundo momento. O PL também negocia com o Republicanos, que sinaliza para uma posição imparcial na disputa.
Na prática, a orientação do PP e do União Brasil será para que cada estado tenha autonomia para definir seus palanques na eleição presidencial, ou seja: para decidir se vão apoiar Flávio, Lula ou qualquer outro candidato.
A decisão representa um revés para a estratégia de Flávio Bolsonaro de consolidar o apoio de partidos do centrão antes do início das convenções partidárias, em 20 de julho.
As eleições gerais deste ano contarão com o maior número de eleitoras e eleitores com deficiência aptos a votar.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral revelam que 1.963.551 pessoas têm algum tipo de deficiência, um crescimento de 42,5% em relação a 2022, quando esse número era de 1.377.787 pessoas.
Os tipos de deficiência incluem pessoas com dificuldade de locomoção, deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência física, intelectual ou outras condições que demandem adaptações no local de votação.
Entre os eleitores com deficiência aptos a votar nas Eleições 2026, 45,46% do total se enquadram na categoria “outros”.
Aproximadamente 617 mil pessoas declararam ter deficiência de locomoção; 319 mil têm deficiência visual e mais de 182 mil têm deficiência auditiva.
Mais de 64 mil pessoas com deficiência informaram ter dificuldade para o exercício do voto.
Para acompanhar esse aumento, a Justiça Eleitoral ampliou a estrutura destinada a garantir o exercício do voto com autonomia e segurança.
O número de seções eleitorais principais com acessibilidade passou de 156.296 em 2022 para 223.587 este ano, um crescimento de 43%.
Quem necessita de um local de votação adaptado pode solicitar a transferência para uma seção eleitoral acessível, instalada em locais com rampas, elevadores e trajetos livres de obstáculos físicos, por exemplo.
Para isso, é necessário atualizar o cadastro junto à Justiça Eleitoral, informando a condição de deficiência ou mobilidade reduzida.
O pedido pode ser feito pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral ou presencialmente no cartório eleitoral.
O prazo para solicitar a transferência para uma seção acessível termina no dia 20 de agosto.
O plano de governo do pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, do Partido Missão, não pôde ser protocolado integralmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ter 360 páginas.
Diante da limitação, a equipe do presidenciável deverá preparar uma versão resumida do documento para apresentá-la à Justiça Eleitoral.
Renan ironizou o episódio nas redes sociais.
"Peço desculpas ao TSE, o plano era grande demais."
Peço desculpas ao TSE, o plano era grande demais https://t.co/qNooVP6mab
— Renan Santos???????? (@RenanSantosMBL) July 19, 2026
Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan preside nacionalmente o Missão, legenda registrada no TSE com o número 14. A criação do partido foi aprovada pelo tribunal em novembro de 2025.
REGISTRO DA CANDIDATURA
Renan ainda é formalmente pré-candidato à Presidência. A oficialização de seu nome está prevista para 1º de agosto, durante a convenção nacional do Missão no Komplexo Tempo, em São Paulo.
Após a confirmação da candidatura, o partido terá até as 19h de 15 de agosto para protocolar o pedido de registro. No caso das chapas para a Presidência e a Vice-Presidência da República, a análise é feita pelo próprio TSE.
Os pedidos são enviados por meio do Sistema de Candidaturas - Módulo Externo, o CANDex. Para as eleições de 2026, a plataforma passou a funcionar pela internet e foi integrada a outras bases de dados da Justiça Eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou, nesta terça-feira (14), um programa de transporte para eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida que precisarem de apoio para chegar ao local de votação nas Eleições Gerais de 2026. O transporte pode ser solicitado até 20 dias antes da eleição, presencialmente ou por canal remoto disponibilizado pelos Tribunais Regionais Eleitorais.
O pedido faz parte da organização do programa Seu Voto Importa, iniciativa nacional voltada a ampliar as condições de acesso ao voto e reduzir barreiras de deslocamento no dia da votação.
Pelas regras do programa, a solicitação de transporte individual gratuito poderá ser apresentado pela própria eleitora ou pelo próprio eleitor, ou por curadora, curador, apoiadora, apoiador, procuradora ou procurador, no cartório eleitoral ou em outro canal de atendimento definido pelo respectivo tribunal regional eleitoral (TRE), até 20 dias antes da eleição.
A norma assegura que haja ao menos um meio não presencial para a solicitação. Também será necessária autodeclaração ou documentação que comprove a deficiência ou a dificuldade de locomoção.
O programa foi regulamentado pela Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.753/2026 e será executado de forma descentralizada pelos TREs, de acordo com a realidade de cada unidade da Federação.
COOPERAÇÃO E ACESSIBILIDADE
A iniciativa prevê que os tribunais regionais celebrem acordos de cooperação técnica para disponibilizar o serviço às pessoas que não dispõem de meios próprios para comparecer aos locais de votação.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou ofício recomendando aos presidentes dos TREs que realizassem a celebração de acordos de cooperação técnica com os respectivos Tribunais de Justiça.
Como os acordos de cooperação não envolvem transferência de recursos financeiros, a política não gera impacto orçamentário direto para o TSE.
Além do transporte especial, a Justiça Eleitoral mantém o acompanhamento dos locais de votação com seções acessíveis.
Como muitos desses espaços funcionam em prédios de redes públicas de ensino ou de parceiros privados, as condições estruturais podem mudar ao longo do tempo. Por isso, os TREs e as zonas eleitorais realizam vistorias periódicas para atualizar o panorama de acessibilidade em cada localidade.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, autorizou o governo Lula a veicular propaganda institucional sobre os riscos das apostas on-line, durante o período do defeso eleitoral. A informação foi divulgada pelo jornal Metrópoles nesta quarta-feira (15).
A decisão acatou uma solicitação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) para a divulgação da “Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online” entre julho e outubro de 2026.
A Secretaria informou que a campanha pretende estimular a reflexão sobre o tema, orientar a população a identificar sinais de alerta e incentivar a busca por ajuda, com a divulgação dos serviços públicos de prevenção, acolhimento e tratamento oferecidos pelo SUS.
O argumento é que a ação busca atender a uma “situação de grave e urgente necessidade pública”. O ministro Nunes Marques acatou a tese e afirmou que a campanha é “de interesse público, na medida em que assegura o direito à informação e à saúde“, sem “índole eleitoreira nem de promoção do atual governo”.
Para fundamentar o pedido, a Secom encaminhou a Nunes Marques peças da campanha, incluindo mídias visuais, roteiros de vídeos e spots de rádio. O material deve começar a ser divulgado pelo governo nos próximos dias, junto com o início das novas regras do governo para a publicidade de bets, que entra em vigor na sexta-feira (17).
A nova norma determina que todas as propagandas de casas de apostas deverão vir acompanhadas de alertas semelhantes aos que são estampados nas carteiras de cigarro.
PROTOCOLO DE AUTORIZAÇÃO
Como mostrou a coluna, a Secom informou à Câmara dos Deputados que todas as propostas de publicidade institucional dos ministérios e demais órgãos federais durante o período do chamado defeso eleitoral serão submetidas previamente ao TSE.
Pela legislação eleitoral, o governo está proibido de veicular publicidade institucional sobre atos, programas, obras, serviços e campanhas de 4 de julho a 25 de outubro. A regra, porém, abre exceção para ações autorizadas pelo TSE.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou o e-Título, aplicativo oficial que modernizou a relação do eleitorado com a Justiça Eleitoral. Desenvolvido para funcionar como a via digital do título de eleitor, o app ganhou novas funcionalidades e ferramentas inéditas de segurança.
O foco da nova versão é oferecer maior autonomia ao eleitor, unificando serviços que antes dependiam de outras plataformas do Tribunal. Além disso, busca facilitar a identificação no dia da eleição, proporcionando ao votante o pleno exercício da cidadania.
Por isso, não deixe para a última hora: baixe o aplicativo com antecedência, garanta a via digital do seu título de eleitor e o acesso a diversos serviços eleitorais. O acesso antecipado evita congestionamentos virtuais e garante que o documento digital esteja pronto para uso, inclusive como identificação na cabine de votação.
Novas funcionalidades
Confira, detalhadamente, todas as funcionalidades da nova versão:
- Acompanhar requerimento feito no Título Net: agora, o andamento de pedidos encaminhados à Justiça Eleitoral pelo sistema Título Net pode ser monitorado em tempo real, na aba “Mais opções”.
- Certidão de filiação partidária: a emissão do documento agora é nativa no app, dividida em duas modalidades: Simples (vínculo atual) ou Histórico (registro detalhado de filiações anteriores). Essa certidão está disponível exclusivamente para quem emitiu o e-Título validado por conferência biométrica.
- Gerar código de autenticação: a ferramenta gera um token seguro e temporário para que o eleitor possa validar sua identidade em sistemas parceiros e conveniados da Justiça Eleitoral. Por critérios de segurança, o recurso exige a realização prévia de um reconhecimento facial (vídeo-selfie) antes de liberar o código na tela.
- Sincronização ativa de dados biográficos e biométricos: não há mais necessidade de desinstalar o app ou reemitir o documento digital para ver atualizações no cadastro. As alterações biográficas (como mudança de nome ou estado civil) e biométricas são integradas automaticamente e exibidas na tela inicial em tempo real.
Melhorias e evoluções
A arquitetura do aplicativo foi revisada para simplificar a navegação e tornar a interface mais intuitiva. Veja:
- Validar autenticidade de documentos: utilizando a câmera do próprio celular, na opção de leitura de QR Code, qualquer pessoa ou órgão pode atestar, na hora, a validade jurídica de certidões emitidas pela Justiça Eleitoral, como as de quitação eleitoral e de crimes eleitorais.
- Justificativa de ausência reformulada: o fluxo para o eleitor que está fora do seu domicílio eleitoral foi completamente reestruturado. Tanto a justificativa feita no dia da eleição (por geolocalização) quanto a realizada após o pleito (com envio de anexos comprobatórios) ganharam um passo a passo simplificado.
- Descadastramento de mesário voluntário: o cidadão que se inscreveu como voluntário para trabalhar nas eleições poderá efetuar o cancelamento do voluntariado: o e-Título agora permite solicitar o descadastramento voluntário diretamente pelo celular. O sistema inativa o cadastro de voluntário na hora e informa sobre as regras para uma eventual nova inscrição futura.
- Quitação de débitos via PagTesouro: para quem está com a situação eleitoral irregular por ausência não justificada, a regularização ficou imediata. Integrado à plataforma PagTesouro, o app agora permite o pagamento de multas eleitorais utilizando PIX ou cartão de crédito, agilizando a quitação com a Justiça Eleitoral.
- Boletim na Mão integrado: o módulo "Boletim na Mão" agora faz parte do ecossistema interno do e-Título, eliminando a necessidade de um segundo aplicativo. Além disso, os fiscais, partidos e cidadãos contam com uma nova função, que permite selecionar e compartilhar múltiplos boletins de urna simultaneamente, ampliando a transparência do processo.
Baixe o app
O e-Título é totalmente gratuito e oficial. Ele pode ser baixado nas lojas de aplicativos Google Play (para sistemas Android) e App Store (para iOS). Recomenda-se manter as atualizações automáticas ativadas no celular para não perder nenhuma melhoria de segurança.
Apesar de liderar a bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o deputado estadual Alex da Piatã deixou evidente qual será seu posicionamento político nas eleições de 2026. Em entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, da Band Bahia e da BandNews FM Salvador, o parlamentar afastou qualquer possibilidade de apoiar a pré-candidatura à Presidência do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e confirmou que estará ao lado da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A manifestação reforça, mais uma vez, o descompasso entre o projeto nacional do PSD e a estratégia adotada pela legenda na Bahia. No estado, o partido é presidido pelo senador Otto Alencar e integra a base de sustentação dos governos Lula e Jerônimo Rodrigues. “Meu voto já está definido. Claro que respeito a posição do presidente nacional do partido, mas ele também entende a posição do nosso partido no estado da Bahia. Nós vamos caminhar com o presidente Lula, não tenha dúvida disso”, afirmou.
Antes mesmo da declaração de Alex, Otto Alencar, presidente estadual do PSD na Bahia, já havia assegurado apoio a Lula, mesmo diante da decisão do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, de integrar como vice a chapa de Ronaldo Caiado (PSD). A fala ocorreu durante a inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte, em Alagoinhas, evento que contou com a presença de Lula, do governador Jerônimo Rodrigues e do pré-candidato ao Senado Rui Costa (PT). "Com o presidente do meu partido, se ele for o vice, vou com Luiz Inácio Lula da Silva. Minha fidelidade ao senhor não vai parar em momento nenhum", declarou Otto diretamente ao presidente.
Alex também destacou que o PSD baiano já definiu seu posicionamento para a sucessão presidencial e apontou Otto Alencar como responsável por consolidar essa decisão. “O nosso líder, o senador Otto Alencar, já deixou isso claro. Temos consciência do quanto Lula foi importante para a Bahia e continuará sendo.”
O deputado ainda avaliou que a disputa pelo Governo da Bahia dificilmente será decidida em segundo turno. Na visão dele, Jerônimo Rodrigues chega ao próximo pleito em um cenário mais favorável do que o enfrentado na eleição de 2022.
“Jerônimo, a esta altura de 2022, estava numa situação muito pior e conseguiu a virada. Por cerca de 40 mil votos não ganhou no primeiro turno. Agora, eu não vejo uma terceira candidatura com força para provocar um segundo turno.”
As declarações evidenciam que, ao menos na Bahia, a pré-candidatura de Ronaldo Caiado não encontra respaldo nem entre integrantes de destaque do PSD. Enquanto a direção nacional busca viabilizar um projeto próprio para a Presidência da República, a cúpula estadual mantém alinhamento com Lula e considera essa definição como um assunto já encerrado.
O deputado federal Jorge Araújo (Progressistas) não poupou críticas às gestões estadual e federal durante sua participação no programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador. Em uma entrevista marcada por cobranças incisivas, o parlamentar abordou o caos na infraestrutura rodoviária baiana, o cenário político polarizado do país, as articulações para a disputa pelo Governo da Bahia e os gargalos históricos da administração estadual, como a fila da regulação da saúde e as obras de mobilidade.
RODOVIAS E PEDÁGIOS
Araújo demonstrou forte indignação com a situação da malha viária baiana, destacando que, segundo ele, apenas cerca de 10% das rodovias do estado são duplicadas. O foco principal de suas críticas foi a BR-324 e a recente cratera que expôs a falta de manutenção preventiva. O deputado lamentou a saída da Via Bahia, que, segundo ele, "levou quase um bilhão de reais, se picou e foi embora", e apontou que o DNIT não possui estrutura para assumir a demanda.
O parlamentar também alertou para o que chamou de "pegadinha" no contrato de concessão da chamada Rota dos Sertões (BR-116). Segundo Jorge, dos quilômetros previstos, a empresa assumirá a obrigação real de duplicar apenas um trecho de cerca de 80 km (de Serrinha a Tucano), enquanto a população será penalizada com a instalação de novos pedágios. Cidades como Pojuca também foram citadas como exemplos de cobranças abusivas, onde os motoristas "pagam para entrar e pagam para sair".
LULA X BOLSONARO E TERCEIRA VIA
Questionado sobre o alinhamento da oposição baiana e o cenário nacional dominado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado foi categórico ao afirmar que em sua visão o Brasil precisa de uma terceira via. Araújo pontuou que o país está estagnado nessa discussão há quase uma década, enquanto o custo de vida e a inflação castigam a população, citando o alto preço do botijão de gás, da energia elétrica (Coelba) e dos alimentos.
"Nem todo mundo que é de direita é bolsonarista, e nem todo mundo que é de esquerda é Lula", afirmou, ressaltando que não vota no atual presidente e que, embora respeite os eleitores do ex-presidente, o atual formato do grupo político de Jair Bolsonaro não condiz com o que deseja para o país. Ele também teceu duras críticas aos "deputados de internet", que vão a Brasília apenas para gravar vídeos sobre "bafafás" e polêmicas de redes sociais, em vez de atuar nas comissões para resolver os problemas reais da população.
ELEIÇÕES ESTADUAIS
Avaliando a política local e a iminente disputa pela sucessão estadual, Jorge Araújo enxerga um forte sentimento de mudança no interior e na capital, motivado pelo cansaço de duas décadas de hegemonia do grupo governista. Para ele, o atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), já atingiu o seu teto eleitoral.
O deputado cobrou uma postura mais firme de seus aliados da base de oposição. Segundo ele, quem está com ACM Neto precisa demonstrar apoio abertamente, abandonando a postura de "espinha mole". Araújo criticou também a estratégia de marketing do governo do estado, que, ao anunciar entregas de obras, evidencia a demora na conclusão de projetos que se arrastam pelos governos dos petistas Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo.
CRÍTICAS AO GOVERNO DO ESTADO
O tom da entrevista subiu ao abordar a fila da regulação de saúde na Bahia. O deputado classificou o sistema como algo que "mata, entristece e adoece" os baianos. Para Araújo, falta gestão: o governo deveria buscar a iniciativa privada para desafogar a fila de exames de alta complexidade, evitando internações prolongadas e custosas.
No campo da infraestrutura e mobilidade urbana, o parlamentar ironizou a recente entrega de um trecho do VLT no Subúrbio, afirmando que, após 11 anos de promessas, a obra atual atende a um trecho curto demais para justificar o "glamour" do governo. Sobre a Ponte Salvador-Itaparica, com entrega prevista para 2030, ele revelou ser contrário à estrutura de concreto, defendendo que o problema seria melhor solucionado com a modernização do sistema Ferry-Boat, transformando-o em uma operação de 24 horas, aos moldes dos sistemas eficientes vistos fora do país.
A 6ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada em 13 de julho de 2026, mostra um cenário de relativa estabilidade nas intenções de voto para o primeiro turno, com Lula à frente e Flávio Bolsonaro em segundo lugar, ambos dentro da margem de erro da sondagem.
A pesquisa foi realizada entre 10 e 12 de julho com 2.003 entrevistados e margem de erro de 2 pontos percentuais (95% de confiança). No principal cenário estimulado para o primeiro turno, Lula registra 40% das intenções de voto, tendo oscilado negativamente dois pontos percentuais em relação à rodada de fim de junho (de 42% para 40%), variação que está dentro da margem de erro. Flávio Bolsonaro aparece com 34%, exatamente o mesmo percentual da rodada anterior, sem variação estatisticamente relevante. Os demais nomes testados continuam na faixa de um dígito: Ronaldo Caiado alcança 5%, Renan Santos e Romeu Zema registram 4% cada um.
SEGUNDO TURNO; EMPATE TÉCNICO
No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a disputa permanece apertada e estável: Lula tem 47% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro, mantendo a diferença de três pontos em relação à rodada anterior, o que configura um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Essa estabilidade nas últimas rodadas indica que, apesar de pequenas oscilações, não houve alteração substancial no panorama competitivo até meados de julho.
METODOLOGIA
A sondagem foi realizada por telefone (CATI) com amostra nacional e distribuição proporcional por região; a pesquisa controlou cotas por sexo, idade, escolaridade, tipo de telefonia e DDD. Com registro no TSE (BR-07981/2026), 2.003 entrevistas e margem de erro de 2 pontos percentuais, o levantamento oferece um retrato com alta precisão estatística para o momento.
Registro no TSE: BR-07981/2026; número de entrevistas: 2.003; coleta: 10 a 12 de julho de 2026; margem de erro: 2 pontos percentuais; nível de confiança: 95%.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Gabriel Galípolo
"Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente, por isso que a gente vem trabalhando muito com o FGC, numa sucessão de medidas".
Disse o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo ao criticar a pressão de instituições não bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo.