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Artigos

Georges Louis
Imprensa em Risco, Desde 2018
Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

Imprensa em Risco, Desde 2018

O recente episódio de busca e apreensão contra o jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, ordenado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), escancara uma ferida aberta na democracia brasileira: o inquérito das fake news, uma ferramenta judicial que, desde sua abertura em 2019, tem sido criticada por sua inconstitucionalidade e ilegalidade. O caso, ocorrido na terça-feira (10), em São Luís (MA), envolve a apreensão de celulares e notebook do profissional após reportagens sobre o suposto uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino. Moraes invocou o inquérito para justificar a medida, alegando indícios de “perseguição” (artigo 147-A do Código Penal), mesmo sem relação direta com desinformação ou ameaças à Corte.

Multimídia

Após deixar Podemos, Raimundo da Pesca comenta convites e explica escolha pelo PSD

Após deixar Podemos, Raimundo da Pesca comenta convites e explica escolha pelo PSD
O deputado federal Raimundo Costa (PSD) comentou, nesta segunda-feira (9), sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD) após deixar o Podemos. Em declaração ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, ele detalhou a motivação da mudança partidária.

Entrevistas

VÍDEO: Presidente da Comissão de Cultura da CMS avalia Plano Municipal de Cultura de Salvador e diz: “Temos bons termos”

VÍDEO: Presidente da Comissão de Cultura da CMS avalia Plano Municipal de Cultura de Salvador e diz: “Temos bons termos”
Foto: Divulgação
O vereador Sílvio Humberto, presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, avaliou o Plano Municipal de Cultura da capital baiana e destacou o diálogo entre o Legislativo e a sociedade durante a construção da proposta.

angelo coronel

Após rompimento com o PSD, família Coronel deve ter o Republicanos como destino; saiba detalhes
Foto: Reprodução / Instagram

O futuro partidário da família Coronel parece estar caminhando para uma definição. Após o anúncio de rompimento com o PSD e com o grupo governista comandado pelo PT na Bahia, o senador Angelo Coronel e seus filhos Diego e Angelo - deputados federal e estadual respectivamente - iniciaram tratativas com legendas aliadas ao ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo baiano ACM Neto (União).

 

Informações apuradas pelo Bahia Notícias na manhã desta sexta-feira (13) junto a pessoas próximas ao senador apontam que o caminho para os três deve ser o Republicanos, partido comandado pelo deputado federal Márcio Marinho no estado. Nos bastidores, o partido já havia sido citado na "bolsa de apostas" junto o próprio União Brasil de ACM Neto, PSDB e PP.

 

Pensando na eleição de outubro, a oposição já desenha a composição de sua chapa. Além do ex-prefeito de Salvador, o grupo tem outro nome tratado como "definido" para a composição: o do ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal João Roma (PL), atual presidente estadual do partido, que deve disputar uma das duas vagas ao Senado.

 

A expectativa é que Coronel seja apresentado como o outro candidato ao Senado na chapa de Neto após as definições partidárias.

 

Ele anunciou que deixaria o PSD do também senador Otto Alencar após ter sido rifado da chapa majoritária governista para o pleito deste ano, que deve ter três petistas na composição: Jerônimo Rodrigues busca a reeleição ao Palácio de Ondina, Jaques Wagner tenta a reeleição na Casa Alta, e o ministro e ex-governador Rui Costa figura como o outro nome para o Senado.

 

No mês passado, Coronel falou abertamente que apesar de não ter escolhido o novo partido ainda, caminharia ao lado de ACM Neto.

 

PROPORCIONAL NA CONTA
Em paralelo a isso, as articulações de filiações partidárias na disputa para deputados estaduais e federais continuam. O Republicanos também deve abrigar a candidatura de Leo Prates, que busca a reeleição para a Câmara dos Deputados.

 

O indicativo é que ele deixe o PDT diante da conjuntura de aliança do partido com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O movimento passa pelas pretensões da sigla ligada a Igreja Universal do Reino De Deus (Iurd) em aumentar sua bancada. A ideia é chegar a cinco federais em Brasília, com a chegada de Prates e de Diego Coronel.

 

Atualmente o partido conta com três representantes na Câmara: Márcio Marinho, Alex Santana - que já anunciou que não vai disputar a reeleição -, e Rogéria Santos.

Aliados indicam que "pequenos ajustes" adiam anúncio da chapa de ACM Neto com Zé Cocá como vice e Coronel no Senado
Foto: Divulgação

Com a aproximação do ciclo eleitoral de 2026 e a intensificação das articulações políticas, o grupo governista liderado pelo PT na Bahia já tem sua chapa majotirária praticamente garantida. Por outro lado, a oposição também já desenha a possível composição de sua chapa para a disputa pelo governo do estado.

 

Liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), que deve encabeçar a candidatura ao Palácio de Ondina mais uma vez, o grupo tem apenas mais um nome tratado como "definido" para a composição: o do ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal João Roma (PL), atual presidente estadual do partido, que deve disputar uma das duas vagas ao Senado.

 

Com isso, permanecem em aberto as outras duas posições na chapa: a vaga de vice-governador e a segunda candidatura ao Senado. Nos bastidores, diferentes nomes foram citados ao longo dos últimos meses para a vice de Neto, entre eles o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União), a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União), e o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP).

 

Entre eles, Zé Cocá ganhou mais força nas últimas semanas, segundo interlocutores do grupo netista. A avaliação interna considera a influência regional de lideranças do interior como um fator relevante para a composição de 2026. Aliados de ACM Neto apontam que a ausência de um nome com forte base regionalizada teria sido um dos aspectos analisados após a derrota eleitoral de 2022, quando Neto foi superado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

O avanço do nome de Cocá ocorre em meio a sinais de que José Ronaldo pretende permanecer à frente da prefeitura de Feira de Santana até o fim do mandato. O próprio gestor indica que a prioridade dele segue sendo o Executivo municipal, o que reduziria a possibilidade de renúncia para disputar o cargo de vice-governador.

 

Reeleito em 2024 com mais de 90% dos votos em Jequié, Zé Cocá passou a ser citado como um dos principais nomes para compor a chapa. Pessoas próximas a ACM Neto apontam que a consolidação política do prefeito e sua influência no Médio Rio de Contas são consideradas fatores positivos na avaliação interna.

 

Nesta semana, uma liderança do grupo político de Neto afirmou ao Bahia Notícias que o diálogo com Cocá está avançando, embora ainda não haja definição oficial. Segundo essa fonte, as conversas seguem em andamento e alguns pontos ainda precisam ser ajustados antes de uma eventual confirmação.

 

Cocá manifestou que qualquer definição eleitoral estaria condicionada à formalização de compromissos relacionados a obras estruturantes para Jequié e municípios da região do Médio Rio de Contas. Entre as prioridades citadas está a construção de um aeroporto regional, projeto considerado estratégico para o desenvolvimento da região.

 

Paralelamente às negociações para a vice-governadoria, outro tema em discussão envolve o futuro partidário do senador Angelo Coronel. Atualmente filiado ao PSD, o parlamentar deve deixar a legenda e se aproximar do grupo oposicionista ao governador Jerônimo Rodrigues.

 

Informações obtidas pelo Bahia Notícias também indicam que a possível filiação de Coronel ao União Brasil ainda não foi definida, e o destino partidário do senador segue em discussão.

Séculus/ Bahia Notícias: Rui Costa e Jaques Wagner lideram corrida por vagas no Senado da Bahia em 2026
Foto: Divulgação

Com duas vagas para o Senado Federal em 2026, os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, lideram a corrida pelas cadeiras. É o que aponta o levantamento da Séculus Análise e Pesquisa, contratado pelo Bahia Notícias. O senador Jaques Wagner é candidato à reeleição, porém aparece com 19,23% das intenções de voto, atrás do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que lidera com 23,38%. É o caso de um empate técnico, porém, por serem duas vagas, ambos estariam garantidos pelas urnas.

 

A pesquisa testou ainda os nomes de João Roma (PL) e Angelo Coronel (sem partido). O ex-ministro da Cidadania do governo de Jair Bolsonaro foi citado por 12,43%, enquanto o senador, que deve ser candidato à reeleição, foi opção para 10,5% dos entrevistados. Dalliane Ribeiro também foi testada e foi opção para 3,69% dos eleitores.

 

Não souberam ou não opinaram 12,93% dos entrevistados, enquanto 17,84% responderam que não votariam em nenhum deles ou votariam nulo ou em branco. 

 

 

A pesquisa ouviu 1.535 entrevistados em 72 municípios baianos e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BA-09740/2026. O levantamento possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.

Coronel comenta encontro com Valdemar Costa Neto e projeta eleição de 5 deputados federais
Foto: Aline Gama / Bahia Notícias

O senador Angelo Coronel (PSD) comentou sobre o encontro que teve com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, durante o Carnaval e afirmou que a reunião se tratou de “atualização de fofocas”. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (27), o congressista também evitou cravar seu futuro partidário, mas projetou eleger cinco deputados federais e seis estaduais.

 

Coronel participou de um almoço com lideranças do PL no dia 14 de fevereiro e, dentre os presentes, estavam o prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal, e o presidente do diretório estadual do partido, João Roma. No entanto, o senador evitou falar sobre a possibilidade de uma discussão sobre uma possível filiação ao PL.

 

“Valdemar é um amigo das antigas, veio aqui na Bahia, me chamou para almoçar. Fui almoçar na casa do prefeito Jânio para ele [Valdemar] me atualizar sobre as fofocas da política do Planalto”, disse Coronel.

 

Questionado sobre seu futuro político e o acompanhamento de aliados após o rompimento com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Coronel evitou cravar seu futuro, mas afirmou que ele e todos os seus seguidores irão se filiar a uma única sigla.

 

“Todo mundo junto e misturado. Todos os meus amigos que me acompanham, vamos todos ingressar em um único partido. Esperamos com isso fazer uns seis estaduais e uns cinco federais. O prefeito tem a liberdade de não precisar se expor ‘trazendo’, o importante é que, quando abrir as urnas, o voto estará lá depositado”, avaliou Coronel.

“Acho que vai migrar para outro partido, que não o PL”, diz Bruno Reis sobre encontro de Coronel com Valdemar Costa Neto
Foto: Valter Pontes / PMS

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), comentou sobre o encontro do senador Angelo Coronel (PSD) com lideranças do PL no sábado (14), o que alimentou rumores de uma possível filiação do congressista à sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista coletiva neste domingo (15), o gestor afirmou que esteve com Valdemar Costa Neto recentemente e informou Coronel não deve migrar para o PL.

 

O encontro do senador no sábado, além de Valdemar, também contou com a presença do presidente estadual do PL, o pré-candidato ao Senado, João Roma, o prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal (PL), além de lideranças do Partido Liberal no Rio de Janeiro. Contudo, segundo Bruno Reis, o almoço se tratou de uma celebração da chegada de Coronel ao grupo de oposição.

 

“Meu amigo de Valdemar, que é um amigo nosso, que esteve inclusive comigo essa semana na prefeitura, não pôde vir para cá porque estava se recuperando de uma cirurgia que ele fez. Jânio me disse que Valdemar estaria lá, que Coronel ia, que o João Roma ia, que iam outros líderes políticos da Bahia. É óbvio que ali estavam celebrando a chegada de Coronel a nosso grupo, mas eu acho que Coronel vai migrar para outro partido que não o PL”, disse Bruno Reis.

 

O encontro do senador foi registrado nas redes sociais. Ele busca um novo partido após anunciar que deixaria o PSD para assegurar sua candidatura à reeleição ao Senado nas eleições deste ano. Na quinta-feira (12), Coronel confirmou que irá ser integrante da chapa do pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), principal nome da oposição na Bahia.

 

No momento, na chapa Neto, o PL já ocupa uma das vagas para o Senado, com João Roma se colocando no posto. Atualmente, o grupo enfrenta um imbróglio envolvendo o Republicanos, que alega ter prerrogativa para lançar o nome da segunda cadeira e já afirmou que “não abre mão” do espaço.

 

O Bahia Notícias entrou em contato com João Roma para saber se uma possível filiação de Coronel ao PL foi discutida, mas a reportagem, até o momento, ainda não foi respondida.

Em busca de novo partido, Angelo Coronel se encontra com João Roma e Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O senador Angelo Coronel (PSD) participou de um almoço com lideranças do Partido Liberal, incluindo o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. O encontro ocorreu no sábado (14) e também contou com a presença do líder da executiva estadual, o ex-deputado federal João Roma, e do prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal (PL).

 

O encontro foi registrado nas redes sociais, que busca um novo partido após anunciar que deixaria o PSD para assegurar sua candidatura à reeleição ao Senado nas eleições deste ano. Na quinta-feira (12), Coronel confirmou que irá ser integrante da chapa do pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), principal nome da oposição na Bahia.

 

“Almoço hoje na Bahia com o prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal, o presidente do PL da Bahia, João Roma, e o senador Angelo Coronel. Sempre muito bom estar com vocês”, escreveu Valdemar Costa Neto em publicação.

 

Confira:
 

Também estiveram presentes, o vice-presidente da Câmara Federal, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), o vereador do Rio de Janeiro, Marcos Dias (PL) e o ex-prefeito de Irecê, Luizinho Sobral (PL).

 

O Bahia Notícias entrou em contato com João Roma para saber se uma possível filiação de Coronel ao PL foi discutida, mas a reportagem, até o momento, ainda não foi respondida.

"Não pode jogar Xadrez com a cabeça de quem joga Dama", alerta Silvio Humberto sobre política baiana
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

O vereador Sílvio Humberto (PSB) avaliou, na noite deste sábado (14), as movimentações provocadas pelas eleições de 2026, especialmente o rompimento do senador Angelo Coronel com o grupo do governador Jerônimo Rodrigues.

 

Questionado sobre o "xadrez político" que se desenha, Sílvio concordou com a analogia: "O que não pode é a gente jogar Xadrez com a cabeça de quem joga Dama. A gente vai perder logo, nem senta pra jogar. Esse de fato é um momento de muitas articulações e conversas, de juntar e convencer as pessoas. Mas eu sei que só tem um juiz, e vai ser no primeiro domingo de outubro quando o conjunto chamado povo vai decidir", ponderou.

 

Segundo o vereador, que participou nesta noite da saída do Ilê Aiyê no Curuzu, um "projeto político que não tem desafios cairia numa aparente e complicada zona de conforto".

 

O socialista ainda respondeu sobre a comparação, feita nos bastidores, da situação de Coronel com a de Lídice da Mata (PSB), que também perdeu a vaga ao Senado no grupo ligado ao PT na Bahia. "Uma coisa é você ter a defesa de um projeto político de raiz, porque você vem de uma tradição, de entender que a justiça social é fundamental para fazer o país avançar. E outra coisa é você aderir ao projeto. E aí há que se perguntar, embora se tenha um número considerável de votações, até que ponto isso está internalizado para além de um projeto político individual? Eu venho de uma tradição, e a deputada Lídice da Mata também, de quem tem projetos coletivos, que entende que a mudança precisa ser construída de forma coletiva, e que é fundamental a gente avançar para enfrentas as desigualdades sociais e raciais", justificou.

Deputado minimiza saída de Angelo Coronel da base de Jerônimo: “Nenhum grande prejuízo político”
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O deputado federal Valmir Assunção (PT) afirmou que a saída do senador Angelo Coronel (PSD) da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) não deve provocar impacto político-eleitoral no grupo governista. A declaração foi dada nesta sexta-feira (13) ao Bahia Notícias ao comentar o cenário político na Bahia e o alinhamento partidário para a eleição deste ano. Assunção participa da saída do bloco afro Olodum, no Circuito Batatinha, no Centro Histórico de Salvador.

 

“Mas eu não vejo nenhum grande prejuízo político-eleitoral à saída de coronel, porque o PSD continua com o governo Jerônimo e com o presidente Lula. O PSD continua da base. Então não vejo nenhum impacto”, disse Assunção ao BN.

 

O deputado relembrou que, na última eleição estadual, o grupo liderado por João Leão (PP) deixou a base, mas, ainda assim, o atual grupo político saiu vitorioso. “Ele [Coronel] ir para o apoio a ACM Neto é como se já tivesse ido no passado”, declarou ao sugerir o passado do senador, que começou na política na base do carlismo, que era liderado por ACM, avô do ex-prefeito da capital baiana. 

 

O deputado frisou que o foco do grupo deve ser a entrega de políticas públicas no primeiro semestre. Entre as ações citadas está a entrega de mais de 100 viaturas para a Polícia Civil, como reforço na área de segurança pública.

 

Valmir Assunção confirmou ainda a presença do presidente Lula em Salvador neste sábado (14) durante o carnaval de Salvador. “É uma demonstração de respeito e de carinho que o presidente Lula tem pelo povo da Bahia. Esteve no encontro sem terra no dia 23 de janeiro, esteve agora nas comemorações dos 46 anos do PT e vai estar no carnaval participando, confraternizando com a população baiana e brasileira aqui em Salvador. Isso para nós é importante”, finalizou.

Com duas vagas em jogo para o Senado, Roma mostra entusiasmo para candidatura de Coronel ao lado de ACM Neto: "É animador'
Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

Após o senador Angelo Coronel (PSD) confirmar publicamente sua aliança com o grupo político do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), o presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, manifestou entusiasmo com a movimentação. Com duas vagas em disputa para o Senado na eleição de 2026, ele avalia que a chegada de Coronel fortalece a chapa de oposição na Bahia.

 

"Eu acho que é animador para todos aqueles que querem transformar a Bahia, encerrar esse período de 20 anos do PT, onde foram feitas bonitas propagandas, mas infelizmente o PT não entregou o que prometeu, não melhorou a vida do baiano, então a chegada do Coronel fortalece essa chapa que quer mudança para a Bahia", disse em entrevista ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (12), durante a primeira noite do Carnaval de Salvador.

 

"Ao invés do que alguns ficam achando que tem candidatura desse ou daquele do Senado, eu acredito numa chapa forte e coesa. Eu acredito que a chegada de Coronel fortalece tanto a eleição de João Roma quanto a eleição de Coronel, como, sobretudo, a eleição de ACM Neto, para que a gente possa passar por uma mudança, de fato, no estado da Bahia e que a gente volte a ter orgulho da Bahia e do Brasil", complementou.

 

A confirmação ocorre após Coronel comunicar sua saída do PSD, partido ligado ao senador Otto Alencar. O senador, no entanto, ainda não confirmou o novo partido que irá se filiar.

Adolpho Loyola diz que governo não fechou portas para diálogo com Angelo Coronel: “Depende mais dele do que de nós”
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

O secretário de Relações Institucionais da Bahia (Serin), Adolpho Loyola, afirmou que o governo estadual não fechou as portas para o diálogo com o senador Angelo Coronel (PSD), mesmo diante das indefinições partidárias envolvendo o parlamentar. Em entrevista neste sábado (7) durante as comemorações dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, realizadas em Salvador, o titular da Serin afirmou que a permanência do Coronel no grupo governista depende “mais dele” do que do próprio governo.

 

Loyola também ressaltou que a definição depende do próprio senador e que não houve qualquer iniciativa do governo para romper a relação política. O secretário informou também que aguarda um pronunciamento oficial, caso haja um a definição de rompimento.

 

“Veja, depende mais dele do que de nós. Nós não fizemos nenhum movimento em tirar os cargos que ele tem no governo de indicação dele, certo? Estamos aguardando o comunicado oficial. Diego de Faro falou que quando fosse o momento de sair da base definitivamente, ele ligaria para o governador, ligaria para o senador para poder informar, mas estamos abertos”, disse.

 

Loyola reforçou que o diálogo segue como prioridade no processo de construção da chapa majoritária para as próximas eleições.

 

“Nós não fechamos porta, estamos no diálogo, mas vamos escutar todos os partidos para a gente fechar. Gosto de gente que ele pudesse ficar. Se não ficar, a paciência, ninguém fica onde é que não gosta”, declarou.

 

Ainda sobre a formação da chapa, o secretário afirmou que o PT pretende ouvir todos os partidos da base antes de qualquer anúncio oficial. De acordo com Loyola, a prioridade é consolidar a unidade política do grupo.

 

“Veja, o desafio é que nos move. Nada para nós é fácil. Nós vamos continuar no diálogo com os partidos da base, com todos os partidos, ouvindo todos os nossos partidos, para nós definirmos a chapa. Se nós conseguirmos fecharmos a chapa dos três governadores, que é um momento que a gente pode lançar isso, nós vamos conversar com todos os partidos para que possamos sair unidos, para montarmos nossa chapa de deputados federais e estaduais cada vez mais forte, para que a gente possa reeleger o governo. O presidente, reelegeu o governador e fazia uma maior bancada”, completou.

 

RENOVAÇÃO
Em meio às articulações políticas, Loyola também destacou o processo de renovação interna do PT na Bahia, ressaltando a trajetória do partido ao longo de mais de quatro décadas.

 

“Quarenta e seis anos de PT no Brasil e na Bahia. E aqui no Bahia não podia ser diferente. Nós, que há vinte anos estamos mudando a vida do povo e fazer parte dessa renovação do partido, junto com o Éden Valadares, com o Lucas Reis, com o Tássio Brito, o próprio governador Jerônimo, o ministro Rui Costa, que também foi fruto dessa renovação, nos orgulha”, disse.

 

“E ter essa festa de quarenta e seis anos aqui na Bahia hoje é muito importante e simbólico para nós. Ter o presidente Lula aqui e ter o governador Jerônimo, todos aqui hoje, para esse grande lançamento da campanha do presidente. Mostra o símbolo que a Bahia tem para o Brasil e para o Partido dos Trabalhadores”, completou.

“Investida" do PSB em família Coronel foi reação de deputado federal de Pernambuco à aproximação de Rui e Raquel Lyra
Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados / Agência Senado

Após rumores sugerirem que o senador Angelo Coronel e os filhos dele, o deputado federal Diego Coronel e o deputado estadual Angelo Filho, poderiam migrar para o PSB, lideranças socialistas negaram a hipótese. Conforme apuração do Bahia Notícias, o deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE) foi quem ensaiou o movimento, numa reação direta à aproximação do ministro Rui Costa da governadora Raquel Lyra (PSD).

 

O prefeito de Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, negou que o partido tenha interesse em "retrucar" qualquer mobilização de aproximação do governo federal da adversária dele nas urnas em outubro, a governadora Raquel Lyra.

 

"O presidente Lula é um republicano nato", defendeu Campos, em uma referência a suposta determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em manter boas relações com governadores que, eventualmente, não tenham apoiado a candidatura do petista em 2022.

 

Em Pernambuco, o palanque de João Campos deve firmar aliança com o PT, com o senador Humberto Costa candidato à reeleição e a prima do prefeito, Marília Arraz, como candidata ao Senado. Já Raquel Lyra deve seguir com a iminente candidato do PSD ao Palácio do Planalto, que tem opções como Ratinho Jr., Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.

 

A suposta proposta para que a família Coronel migrasse para o PSB teria nascido a partir da insatisfação de setores do partido, com alinhamento mais pragmático à direita, e que desejam o afastamento dos governos petistas. Entretanto, dada as condições das relações entre as siglas, inclusive na Bahia, o enlace é considerado improvável, segundo líderes da legenda.

Senado aprova por unanimidade MP que cria o programa Gás do Povo; medida segue para sanção presidencial
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em votação simbólica, foi aprovada nesta terça-feira (3) no plenário do Senado, na primeira sessão de 2026, a medida provisória 1313/2025, do governo federal, que cria o programa Gás do Povo. Como havia sido aprovada nesta segunda (2) pela Câmara dos Deputados, a medida segue agora para sanção presidencial. 

 

A medida provisória foi relatada no plenário pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA). A MP precisava ser votada até o dia 11 deste mês para não perder a validade. 

 

Nenhum senador se colocou contra a aprovação da medida. Apesar de algumas críticas terem sido feitas por parlamentares de oposição sobre alguns aspectos da MP, todos concordaram em fazer a votação simbólica. 

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), costurou o acordo com os líderes partidários presentes ao plenário para que a medida fosse aprovada de forma unânime. Alcolumbre defendeu a aprovação da medida e destacou a importância que o programa tem para milhões de famílias.

 

“O Parlamento se une e mais uma vez, juntos, para entregar ao povo brasileiro, uma medida concreta, que faz efetivamente diferença na vida das pessoas dentro das suas casas. A medida provisória 1313/2025 não muda apenas o nome de um programa. Ela muda a realidade de milhões de famílias”, afirmou o presidente do Senado. 

 

“O novo auxílio Gás do Povo amplia o alcance da política e garante de forma inédita a distribuição gratuita de botijões para quem mais precisa. Estamos falando de um item essencial. Quando o gás falta, a dignidade falta junto”, completou Alcolumbre.

 

O programa foi desenhado para substituir o Auxílio Gás, aumentando o alcance do benefício. A estimativa do governo Lula é atender cerca de 50 milhões de pessoas, o equivalente a aproximadamente 15,5 milhões de residências, triplicando o público atendido anteriormente.

 

O acesso será destinado a famílias inscritas no Cadastro Único, com renda. com prioridade para quem recebe o Bolsa Família. Durante a transição entre os dois modelos, quem já recebe o Auxílio Gás continuará sendo atendido até a migração completa.

 

A principal mudança está na forma de entrega do benefício. Em vez do repasse em dinheiro, como ocorria no modelo anterior, o Gás do Povo permitirá que as famílias retirem gratuitamente o botijão de GLP diretamente em revendedores credenciados. 

 

O programa Gás do Povo também mantém a opção de pagamento em dinheiro, com valor de pelo menos 50% do preço médio do botijão, mas cada beneficiário deverá escolher apenas uma das modalidades.

 

No formato de retirada direta, a quantidade de botijões por ano varia conforme o tamanho da família. Lares com dois integrantes poderão receber até três botijões anuais, com três integrantes até quatro, e com quatro ou mais integrantes até seis. O benefício não se acumula entre períodos e cada liberação terá validade máxima de seis meses.
 

“Gostaria que tivesse terminado de outra maneira”, diz Ivana Bastos sobre saída de Coronel do PSD
Foto: Foto: Max Haack / Agência Haack

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), lamentou o anúncio de saída do senador Angelo Coronel (PSD) do partido após embates por uma vaga na chapa do Senado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), durante a abertura dos trabalhos da AL-BA, a deputada estadual afirmou que preferia que a tratativas “tivessem terminado de outra maneira”

 

“O senador Coronel é um amigo querido, sua esposa, seus filhos, são todos amigos. O senador Otto Alencar fala em nome do partido. Gostaria muito que as coisas tivessem terminado de outra maneira, que o PSD marchasse junto com o senador Angelo Coronel. Foi uma decisão dele de sair do PSD, mas ele deixa sua história, deixa seu respeito. Fundamos o partido juntos… É a vida, é a política, a gente toma direções e o senador decidiu uma direção oposta a nossa”, disse Ivana.

 

Apesar de lamentar a saída de Coronel, a presidente da AL-BA também endossou apoio ao presidente do PSD na Bahia, senador Otto Alencar. Na entrevista, ela comentou sobre o encontro com a liderança no último sábado (31), quando foram reunidos deputados estaduais e federais para dar sustentação à decisão de Otto.

 

“Foi um encontro espontâneo. Nós nos falamos muito, todos os deputados, os prefeitos. Os deputados resolveram ir ao senador para reforçar a sua liderança e o comprometimento de marchar junto com Jerônimo e Lula. Quando o Otto tomou a decisão continuar seguindo com o governo, foi uma posição conversada com os deputados estaduais, federais e prefeitos. O PSD é um grupo, não se resume a uma pessoa, se resume a todos que compõem esse grupo que é o PSD, o maior partido da Bahia”, afirmou Ivana Bastos. 

Sem contragolpe? Petistas e aliados de Jerônimo não visualizam "retaliação" e desfalque em grupo oposicionista; entenda
Foto: Divulgação

Toda ação gera uma reação. Com a movimentação política recente de migração do senador Angelo Coronel (PSD) em aderir o bloco de oposição na Bahia, não seria diferente. Ou não. De acordo com deputados federais ligados ao governo e lideranças da gestão, o ato de Coronel já seria um “contra-golpe” promovido pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). 

 

Além disso, segundo interlocutores oposicionistas, não existirá um novo "contragolpe no horizonte". Na avaliação, o governo tem conseguido apaziguar alguns grupos internos, incluindo o Avante, liderado pelo ex-deputado federal Ronaldo Carletto, além de nomes que ainda estão ligados ao PP. "Outro movimento foi trazer o PDT. A rigor, levar Coronel já foi um contra-ataque de ACM Neto", avaliou uma das fontes procuradas.

 

Nos bastidores se comenta sobre a adesão de alguma liderança ligada ao grupo de ACM Neto, porém, isso não estaria no radar do grupo governista. Entre os nomes mais mencionados estão o do prefeito de Feira de Santana Zé Ronaldo (União). Apesar disso, informações de bastidores indicam que o gestor não deve selar o apoio a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mesmo sem também negar o movimento diretamente. 

 

O estopim ocorreu no final de semana, quando o senador Angelo Coronel confirmou a saída do PSD em entrevista ao programa 'Frequência Política', da transmitido em rede pelas rádios Interativa FM, Difusora AM e Itapuy FM. De acordo com o político, a movimentação dele e de outros nomes, como seus filhos Diego e Angelo Filho, João de Furão, Thiago Gileno, Luizinho Sobral, acontece após ele ter sido limado da chapa.

 

A resposta veio quase que de imediato. O senador Otto Alencar se manifestou, destacando que nunca “tomou iniciativa de tirar do partido ou defenestrar ele [Coronel]”. Alencar destacou que só deve se pronunciar sobre a saída de Angelo Coronel “quando for concretizado”. No entanto, garantiu que deu oportunidade para que o senador buscasse uma reeleição de maneira avulsa, ainda que o partido estivesse vinculado ao PT baiano. “É talvez o momento mais difícil da minha vida”, completou Otto. 

 

Também na avaliação de lideranças petistas, a forma de saída de Coronel também pode deixar marca. “A história de procurar Kassab pelas costas de Otto acabou mexendo muito com o presidente [Otto Alencar]. E agora ele vai tratar o caso como uma disputa pessoal, direta, o que nos ajuda muito”, indicou um dos procurados pela reportagem. 

 

O movimento, inclusive, foi respondido de forma direta por Otto Alencar, ao reunir as bancadas de federais e estaduais após o anúncio do rompimento de Coronel com o grupo. Ivana Bastos, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), iniciou o vídeo afirmando que toda a bancada estadual segue com Otto, Jerônimo e Lula na disputa de outubro. Já Sérgio Brito, deputado federal da sigla, também reafirma o apoio a Otto e descreve a legenda como “partido unido, forte e coeso”. (Atualizado às 07h45 para corrigir o nome das emissoras de rádio)

Coligação com PT seria impeditivo legal para candidatura avulsa de Coronel pelo PSD, prometida por Otto; entenda
Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

A possibilidade de o senador Angelo Coronel disputar a reeleição de forma “avulsa” pelo PSD, mesmo após a legenda manter aliança com o PT na Bahia, encontra obstáculos jurídicos relevantes à luz da Constituição Federal e da legislação eleitoral. A hipótese foi levantada pelo senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, ao comentar a crise interna que culminou no anúncio de saída de Coronel do partido. Contudo, a promessa esbarra em regras constitucionais sobre fidelidade partidária, coligações e escolha formal de candidaturas.

 

A Constituição Federal assegura ampla autonomia aos partidos políticos para definir sua estrutura interna, funcionamento e critérios de escolha de candidaturas, conforme estabelece o artigo 17. Essa autonomia inclui a decisão sobre coligações eleitorais nas eleições majoritárias, sem obrigatoriedade de vinculação entre as esferas nacional, estadual ou municipal, regra consolidada após o fim da chamada “verticalização” das coligações, extinta pela Emenda Constitucional nº 52, de 2006.

 

Apesar disso, o mesmo dispositivo constitucional reforça a necessidade de disciplina e fidelidade partidária, que devem estar previstas nos estatutos das legendas. Na prática, isso significa que apenas os candidatos escolhidos formalmente em convenção partidária podem disputar eleições sob a legenda, respeitando as deliberações internas do partido.

 

É nesse ponto que surge o principal entrave para a chamada “candidatura avulsa”. No Brasil, o ordenamento jurídico não permite candidaturas independentes, ou seja, sem partido político. Além disso, mesmo o filiado não pode lançar candidatura por conta própria se não for o nome oficialmente escolhido pela legenda. A Justiça Eleitoral exige, como condição de elegibilidade, a filiação partidária e a indicação formal em convenção, o que inviabiliza juridicamente uma candidatura paralela ou dissociada da decisão partidária.

 

No caso específico de Angelo Coronel, o problema se agrava pelo contexto da coligação. O PSD integra a base aliada do PT na Bahia e compôs, em 2022, a coligação que elegeu o governador Jerônimo Rodrigues (PT), ao lado da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSB, Avante e MDB. Essa aliança garante, entre outros pontos, tempo de televisão e estrutura de campanha, elementos que dependem de atuação coordenada entre os partidos coligados.

 

Caso o PSD mantenha a coligação com o PT para a disputa majoritária, a legenda não pode, ao mesmo tempo, lançar oficialmente outro candidato ao Senado fora desse arranjo sem romper formalmente a aliança. Uma eventual candidatura de Coronel “à revelia” da coligação não teria respaldo jurídico, pois o partido estaria vinculado às decisões tomadas em convenção e aos compromissos firmados na aliança eleitoral.

 

“Se o PT coligar com Jerônimo e com a chapa puro-sangue, o PSD não pode lançar Coronel senador. A candidatura avulsa só seria possível se fosse formalizado uma aliança sem a coligação entre o PT e PSD. Aliança sem coligação para o Senado, porque o PSD pode coligar pelo apoio ao PT para o governo, mas não para o Senado”, explicou o advogado especialista em Direito Eleitoral, Ademir Ismerim, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

No último sábado (31), Coronel comunicou sua decisão de deixar o PSD. O senador alegou ter sido excluído da chapa majoritária e afirmou que sua saída ocorreu após ser “defenestrado” internamente. Vale lembrar que o PT articula o lançamento de uma chapa “puro-sangue”, com o senador sendo “rifado” da chapa e o lançamento de Rui Costa e Jaques Wagner para a Casa Maior.

 

“Eu saí do grupo porque não me deram a vaga que eu tenho direito. Se você não me quer, por que eu vou ficar do lado?”, declarou.

 

Otto Alencar, por sua vez, negou ter articulado a exclusão do senador e afirmou que Coronel teve a oportunidade de buscar uma reeleição de forma avulsa, mesmo com o PSD alinhado ao PT. A declaração, no entanto, entra em choque com os limites legais impostos pela Constituição e pela legislação eleitoral, que não reconhecem candidaturas avulsas nem permitem que um partido mantenha coligação e, simultaneamente, apoie candidatura dissidente dentro da mesma disputa.

 

Assim, ainda que não exista mais a verticalização das coligações e que os partidos tenham autonomia para definir alianças em cada esfera, essa liberdade não se mistura com a possibilidade de candidaturas independentes ou paralelas dentro de uma mesma legenda. Na prática, uma candidatura ao Senado fora da coligação exigiria que o PSD não integrasse a coligação, rompendo formalmente o acordo com o PT, ou que Coronel se filiasse a outra sigla disposta a lançá-lo oficialmente.

 

CORONEL NA CHAPA
Nesta terça, Neto reforçou o desejo de integrar o senador Angelo Coronel na chapa da oposição. Em entrevista, o pré-candidato também afirmou que aguardou os desdobramentos da relação de Coronel com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e acusou o Partido dos Trabalhadores de “fome de poder” em razão da provável chapa puro-sangue.

 

“Vocês sabem que eu esperei os desdobramentos da desavença entre o PT e o senador Coronel e os fatos mostraram que o PT é insaciável, tem fome de poder e não quer dar espaço para ninguém. Imaginem que eles [PT] simplesmente desprezaram um político do tamanho, peso e liderança de Coronel, que já foi deputado estadual, presidente da Assembleia e é o senador com o maior respaldo entre prefeitos da Bahia. Depois de tudo o que aconteceu, eu me sinto à vontade para dar início às conversas com o senador”, disse Neto em entrevista à Band News, na festa de Iemanjá, no Rio Vermelho.

 

Neto afirmou também que o União Brasil “estará deportas abertas” para receber o senador Coronel, que deverá se desfiliar do PSD. “Mas quem vai tomar esta decisão é o senador, ele pode vir para o nosso partido ou mesmo para outra legenda que compõe a nossa base. Não temos nenhum motivo para apressar nada (a formação da chapa). Estamos trabalhando para tudo ser definido em março. Até lá, vamos conversar com os partidos”.

 

Atualmente, Coronel possui propostas para se filiar ao União Brasil, Progressistas, PSDB, Democracia Cristã, Republicanos e Agir. Conforme informações de bastidores, o senador possui um encaminhamento para migrar à mesma sigla do pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União). Todavia, ainda não há um posicionalmente oficial sobre uma preferência partidária.

VÍDEO: Após saída de Coronel, bancada do PSD se reúne e declara apoio à Otto Alencar
Foto: Reprodução

Após a saída do senador Angelo Coronel do PSD, confirmada no último sábado (31), deputados federais e estaduais da sigla se reuniram para reafirmar o apoio ao Senador Otto Alencar, líder do partido na Bahia.

 

 

Depois de semanas de indefinição, o senador decidiu deixar a base de Jerônimo para disputar sua reeleição no Senado, já que o ministro da Casa Civil Rui Costa e o senador Jaques Wagner devem compor a chapa majoritária.

 

Ivana Bastos, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, inicia o vídeo afirmando que toda a bancada estadual segue com Otto, Jerônimo e Lula na disputa de outubro. Sérgio Brito, deputado federal da sigla, também reafirma o apoio a Otto e descreve a legenda como “partido unido, forte e coeso”.

 

O deputado Antonio Brito e Charles Fernandes não participaram do vídeo, mas segundo seus correligionários, também estão de acordo.

Cacá Leão confirma convite a Angelo Coronel para integrar o PP
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O secretário de Gestão de Salvador, Cacá Leão, revelou que fez um convite para o senador Angelo Coronel integrar o seu partido PP, após o parlamentar anunciar saída do PSD, no último sábado (31). Durante entrevista à imprensa nesta segunda-feira (2), o presidente do Progressistas baiano comentou que fez um convite oficial para que Coronel integrasse a sigla, neste domingo (1º). 

 

“As portas estão abertas. Já fiz inclusive oficialmente esse convite a ele ontem, dizendo que se for o desejo dele, com certeza qualquer um dos partidos da nossa base se orgulhará muito em receber o senador Angelo Coronel”, disse durante a reabertura dos trabalhos da Câmara Municipal de Salvador. 

 

O secretário classificou a saída do senador do PSD como uma "apunhalada" e um "golpe". Ele expressou admiração por Coronel e afirmou que a oposição acompanhava a movimentação do parlamentar e eventualmente o convidaria para se filiar. 

 

“Em primeiro lugar, Coronel é um grande senador, um homem de valor. Dos três senadores da Bahia, é o único que verdadeiramente defende os municípios. É o senador que é amigo dos deputados, vereadores e prefeitos. Faz um trabalho brilhante em prol dos municípios baianos. Tanto que teve aí o apoio de mais de 400 prefeitos para sua recondução, para sua manutenção na chapa, mas não foi o que ele viu esse apoio todo e esse peso político todo valer. Os interesses partidários maiores, o rifaram de um processo legítimo onde ele tinha todo o direito de continuar no Senado, de continuar como candidato a Senador, e nós sempre deixamos essa porta aberta”, explicou. 

 

“Confesso para você, e agora brincava até agora a pouco, que eu não esperava que eles fossem fazer com o Coronel o que eles fizeram. Eu achava que, diferente do que fizeram conosco em 2022, eles iam tentar recompor, mas não foi o que aconteceu. Coronel sofreu um golpe pelas costas, foi apunhalado, e vem aí agora, se tudo der certo, é óbvio que está tudo ainda muito cedo. As feridas ainda estão muito abertas, cicatrizadas, mas o tapete azul está estendido para que ele venha marchar nos campos da oposição da Bahia”, completou. 

“É talvez o momento mais difícil da minha vida”, afirma Otto Alencar sobre ruptura com Coronel no PSD
Foto: Pedro França/Agência Senado

O senador Otto Alencar, presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD), disse estar vivendo um momento “doloroso” de sua carreira política, após a confirmação da saída do senador Angelo Coronel do partido sob acusações de “marginalização” no processo eleitoral.  Em declaração dada ao Programa Frequência News, da rádio Boa Fm (96.1), de Itabuna, no sul baiano, neste domingo (1°), Alencar destacou que, apesar das falas, “respeita muito o senador Coronel.”

 

“Eu respeito muito o senador Coronel, é muito doloroso para mim estar vivendo uma situação dessa com um amigo meu”, afirmou o parlamentar. Os senadores são compadres, já que Diego Coronel é afilhado do dirigente. Relembrando sua trajetória recente no Congresso Nacional, Otto contextualiza que, apesar da frustração com o cenário atual, ele e o correligionário já traçavam caminhos distintos em Brasília.

 

“Lamentavelmente, lá no Senado, eu segui o nosso projeto: a aliança com o Lula, desde que me elegi. Fui oposição a Michel Temer, oposição a Bolsonaro, e o senador de Coronel é mais de direita e tomou decisões de apoiar, de se aliar, na época, à proposta do governo Bolsonaro e também sempre foi um crítico e opositor do governo Lula. Então isso tem uma situação que de alguma forma dificulta”, explica. 

 

Na mesma declaração, o senador que lidera a legenda democrata na Bahia destacou que nunca “tomou iniciativa de tirar do partido ou defenestrar ele [Coronel]”. Otto ressalta que Coronel teria tentado, por meio de uma interlocução direta com Gilberto Kassab, presidente nacional do partido, estabelecer uma neutralidade total do PSD na Bahia, promovendo um rompimento com o PT. Otto, por sua vez, defendeu a aliança, destacando a importância da aliança para a maioria dos candidatos da sigla em 2026. 

 

“É talvez o momento mais difícil da minha vida, porque eu não estou decidindo daquilo que eu vou fazer. Estou decidindo daquilo que a maioria quer que eu faça. E, lamentavelmente, aconteceram esses ajustes”, explica o líder partidário. 

 

Ao final, Otto volta a destacar que “respeito muito o senador, o senador é um senador valoroso, tem muito caráter, muita personalidade, muito capaz”. “Mas, às vezes, é assim que acontece. A vida política junta e às vezes, também por algum motivo, separa”, conclui o senador.

PSD na Bahia: Otto Alencar evita comentar mudança de Coronel, mas diz que neutralidade na eleição seria "afundar o partido de uma vez"
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Otto Alencar se manifestou, neste domingo (1°), sobre as mudanças na política interna do Partido Social Democrático (PSD) conforme a oficialização da saída do senador Angelo Coronel. Em declaração dada ao Programa Frequência News, da rádio Boa Fm (96.1), de Itabuna, no sul baiano, o senador que lidera a legenda democrata na Bahia destacou que nunca “tomou iniciativa de tirar do partido ou defenestrar ele [Coronel]”.

 

Alencar destacou que só deve se pronunciar sobre a saída de Angelo Coronel “quando for concretizado”. No entanto, garantiu que deu oportunidade para que o senador buscasse uma reeleição de maneira avulsa, ainda que o partido estivesse vinculado ao PT baiano. 

 

“O que eu quero dizer é que eu nunca tomei nenhuma iniciativa de tirar do partido ou defenestrar ele, como ele falou. O partido garantiu a ele que ele teria a candidatura a senador ‘avulso’, mas avulso com o partido coligado na eleição do governador Jerônimo. Não haveria menor condição de que o partido saísse, como se fala, na proposta de sair camarão”, afirma Otto Alencar. 

 

O senador se refere a suposta visita de Angelo Coronel a São Paulo para discutir uma mudança de posicionamento do PSD baiano junto a Gilberto Kassab, presidente nacional do partido. A ação, que não foi confirmada pelo senador Coronel, teria sido vista como uma “tentativa de golpe” para tomar o comando do partido no estado e romper a parceria entre o PSD e o PT. 

 

Otto diz que o senador Coronel teria tentado emplacar uma “neutralidade” do PSD na Bahia. “Ou seja, saía candidato a senador, deputado federal, estadual e não coligava com nenhum candidato a governador. Nem com o governador Jerônimo, nem coligava na oposição com ACM Neto. O que seria uma atitude de praticamente tirar todos os candidatos a deputado federal e estadual.”

 

Alencar avalia que uma mudança desse tipo “seria afundar o partido de vez”. “Neutralidade seria afundar o partido de uma vez. Nenhum partido neutro vai para absolutamente lugar nenhum”, afirma. O líder partidário afirma ainda que a maioria dos filiados que disputarão a eleição se mantém na base estadual, por isso, a decisão de manter a legenda na base petista foi uma decisão coletiva.

 

“Todos os candidatos, a maioria, me procuraram para apoiar a reeleição do governador Jerônimo. Dos 115 prefeitos consultados, mais de 90% querem estar na aliança com o governador Jerônimo. Todos eles têm aliança com o governador Jerônimo”, contextualiza. “Portanto, eu não posso decidir o destino de tantos candidatos por uma neutralidade ou até para levar para uma aliança com o candidato da oposição a ACM Neto. Eu não tenho absolutamente nada pessoal contra o candidato a ACM Neto, absolutamente, respeito a todos, mas a decisão de um presidente partido da grandeza do PSD deve ser sempre pela maioria dos seus filiados”, completa. 

 

O senador Angelo Coronel anunciou sua saída do PSD neste sábado (31) e deixou em aberto as possibilidades quanto à nova legenda. No mesmo dia, diversos líderes baianos vinculados ao PSD, como a atual líder da Assembléia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos, afirmou que a liderança do senador Alencar seria “incontestável”.

Após ruptura com Otto Alencar, internet relembra declaração de Coronel: "Sou liderado dele"
Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

Após a confirmação da saída do senador Angelo Coronel do seu então partido, o Partido Social Democrático (PSD), neste sábado (31), internautas relembraram uma declaração dada pelo senador no último ano, durante o aniversário do líder estadual da legenda, o também senador, Otto Alencar. No registro, Coronel afirma que "sou liderado por ele [Otto]”. 

 

 

“Ele que é líder do PSD na Bahia. Ele é líder da Bahia. O meu mesmo, eu sou liderado dele. O dia que ele vai, sai da política, eu sou ligeiro. Meu medo é ele quer sair amanhã e eu tenho vontade de ficar mais uns dias”, brincou Coronel na ocasião. O vídeo foi publicado no dia 24 de agosto de 2025, no aniversário de 78 anos de Alencar. 

 

No mesmo registro, Otto também afirma: “Vamos continuar juntos, como sempre tivemos juntos há mais de 30 e tantos anos, quando você era líder da oposição, eu era o presidente da Assembleia, pedi seu voto para a minha eleição, você concedeu o voto. Desde aí a aliança continua firme”, relembrou. 

 

O vídeo voltou a chamar a atenção após informações nos bastidores indicarem que Angelo Coronel teria viajado a São Paulo para discutir uma mudança de posicionamento do PSD com o PT baiano junto a Gilberto Kassab, presidente nacional do partido. A ação, que não foi confirmada pelo senador, teria sido vista como uma “tentativa de golpe” para tomar o comando do partido no estado. 

 

Ainda na sexta-feira (30), antes da confirmação de sua mudança partidária, Coronel afirmou ao BN que tudo não passava de uma “orquestração” contra ele e o senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, que além de correligionário são compadres e amigos pessoais. 

 

Otto não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas diversos líderes baianos vinculados ao PSD, como a atual líder da Assembléia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos, afirmou que a liderança do senador Alencar seria “incontestável”.

Jerônimo evita falar de saída de Coronel e vai ouvir Otto antes de tomar posição; governador refutou troca em cabeça de chapa
Foto: Antonio Cavalcante / Bahia Notícias

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) preferiu, neste sábado (31), não comentar o anúncio de saída do senador Angelo Coronel do PSD e de apoio ao governo do estado. Jerônimo declarou que vai ouvir o líder do PSD no senado, Otto Alencar, antes de emitir uma opinião.

 

"Eu estou montando ainda a reforma do governo, conversando com os partidos. Como vão ser as montagens das chapas. Eu vou optar por ouvir do senador Otto Alencar, a manifestação dele, para a gente poder tomar as nossas iniciativas", disse ao jornalista Victor Pinto na tarde deste sábado (31).

 

O governador também afirmou que não discutiu a situação de Coronel com o filho do senador, o deputado federal Diego Coronel, também do PSD e que pode também deixar a legenda.

 

Questionado sobre a repercussão de uma possível troca na cabeça de chapa para a eleição deste ano, Jerônimo negou as especulações.

 

"Isso não interessa à gente. O foco é a consolidação do grupo. Estive ontem com Rui Costa, Jaques Wagner, em Jequié, com o prefeito Zé Cocá, em um ambiente positivo para a continuidade da união do grupo, com minha liderança na construção política e como candidato", declarou.

Adolfo Menezes afirma que PSD segue liderança de Otto e espera conciliação interna na Bahia
Foto: Vaner Casaes

O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), afirmou que as bancadas estadual e federal do partido seguem alinhadas à liderança do senador Otto Alencar no processo de articulação política para a sucessão estadual.

 

Segundo Menezes, apesar das divergências internas, ainda há esforços para preservar a unidade do PSD no estado. De acordo com Menezes, o partido já havia definido posição, sob a condução de Otto Alencar, antes do agravamento das recentes tensões internas.

 

“Não tem discussão sobre a liderança de Otto. Antes mesmo de toda esta celeuma, sob a liderança do senador, as bancadas estaduais e federais já haviam fechado posição no apoio às reeleições do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues”, declarou o deputado.

 

O legislador disse também que, embora a política seja dinâmica, os acordos firmados devem ser respeitados. “A política é nuvem, mas é também lealdade e cumprimento do que é acordado”, acrescentou.

 

Ao comentar a posição do senador Angelo Coronel , que anunciou a saída do PSD,  Adolfo Menezes classificou a decisão como de caráter estritamente pessoal. Segundo ele, a relação com Coronel antecede a vida política e se estende à família do senador.

 

“Sou amigo dele, de Diego e de Angelo Filho, e continuarei sendo em qualquer circunstância. É um momento muito delicado para todos nós”, declarou o deputado, que tem como principal base eleitoral o município de Campo Formoso.

 

Adolfo Menezes afirmou ainda manter a expectativa de que o impasse seja resolvido sem uma ruptura interna no PSD baiano. “A única coisa que não tem jeito é a morte. Vamos continuar tentando a conciliação, para que possamos dar uma vitória ainda maior ao presidente Lula e ao governador Jerônimo Rodrigues na Bahia”, disse.

 

Para o parlamentar, o momento exige cautela dos agentes políticos. “Todos nós temos que manter a serenidade, porque um erro pode ser fatal para uma carreira política. Muitos políticos caíram no ostracismo pelos erros cometidos”, concluiu.

Coronel divulga vídeo "vendendo" tranquilidade após confirmar saída do PSD
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Antes de confirmar a saída do PSD, o senador Angelo Coronel divulgou um vídeo nas redes sociais em que aparece em tom sereno, mencionando que estaria diante de um “novo desafio”. A gravação, que antecedeu o anúncio formal, mostra o parlamentar no mar, usando óculos escuros, demonstrando tranquilidade.

 

 

No vídeo, Coronel afirma buscar força e discernimento para o novo momento político. “Oi, gente. Nada como vir aqui tomar um banho de mar, pedir a proteção das águas, que me dê força, discernimento, coragem para encarar esse novo desafio. Graças a Deus, eu sou muito contrito com Deus e nada como amanhecer, clamando a Ele, que é o nosso Guia, o nosso Pai Celestial. Valeu, vem com a gente”, declarou.

 

A saída do senador do PSD foi confirmada neste sábado (31), em entrevista concedida ao programa Frequência News, da rádio Boa FM 96,1.

 

Até então, Angelo Coronel havia afirmado publicamente que só deixaria a legenda em caso de expulsão, conforme declarou nesta sexta-feira (30) ao Bahia Notícias.

 

Conforme o senador, a decisão de deixar o partido ocorreu após ele afirmar ter sido “limado” da chapa governista. Além de Coronel, outros nomes ligados ao grupo político dele também estariam deixando o PSD, entre eles os filhos Diego Coronel e Angelo Coronel Filho, além de João de Furão, Thiago Gileno e Luizinho Sobral.

 

Até a noite da sexta, a saída de Angelo Coronel do PSD era considerada improvável nos bastidores da política baiana. 

Coronel confirma saída do PSD após ser "limado" de chapa majoritária: "Falta só formalizar no TRE"
Foto: Agência Senado

O senador Angelo Coronel confirmou a saída do PSD em entrevista ao programa 'Frequência News', da Boa FM 96,1, transmitido neste sábado (31).

 

De acordo com o político, a movimentação dele e de outros nomes, como seus filhos Diego e Angelo Filho, João de Furão, Thiago Gileno, Luizinho Sobral, acontece após ele ter sido limado da chapa.

 

Na última sexta-feira (30), em entrevista ao BN, o senador chegou a comentar sobre as trativas para tentar dar um golpe e tomar o comando do partido, e afirmou que tudo não passava de uma “orquestração” contra ele e o senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar.

 

"Eu quero que fique bem claro isso para os baianos, eu saí do grupo porque não me deram a vaga que eu tenho direito. Eu fui defenestrado e eu não tenho sangue de barata. Se você não me quer, por que eu vou ficar do lado? Se você não me quer, praticamente não é uma expulsão. Automaticamente eu já fui destituído só faltando oficializar no Tribunal Regional Eleitoral."

 

A saída de Coronel do partido era tratada como algo muito difícil de acontecer até a noite da última sexta (30).

 

Toda situação envolvendo o senador acontece após a chegada de Caiado no PSD. Desde então, Coronel vem sendo acusado de estar agido nos bastidores contra Otto ao procurar Kassab para tentar mudar o posicionamento do PSD na Bahia, migrando o partido para a base de ACM Neto (União). 

Coronel nega tentativa de “golpe” no PSD e afirma que não tem conversas para deixar o partido: “Só se for expulso”
Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado

O senador Angelo Coronel (PSD) negou trativas para tentar dar um “golpe” e tomar o comando do PSD na Bahia após a chegada do governador Ronaldo Caiado na legenda. Em conversas com o Bahia Notícias na noite desta sexta-feira (30), o congressista afirmou que a situação se trata de uma “orquestração” contra ele e o senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar.

 

À reportagem, Coronel também negou conversas com outros partidos para deixar a sigla e declarou que só iniciaria as tratativas se “fosse expulso do PSD”, cenário que ele próprio enxerga como muito difícil.

 

“Estou sentindo com toda essa orquestração que estão fazendo contra mim e Otto. Eu não tentei tomar o partido. Não tenho conversa com nenhum partido, isso só vai acontecer se o PSD decidir me expulsar, mas eu tenho uma amizade de 40 anos com Otto, não acredito que serei expulso do PSD. Não acredito que o meu partido vai me expulsar. Um partido que ajudei a fundar. Confio que ele [Otto] vai votar em Coronel e ainda vai pedir voto”, comentou o senador.

 

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Em contrapartida, em contato com o Metrópoles, Otto Alencar disse que o aliado foi procurar Kassab com a tentativa de intervir no partido. Segundo ele, houve uma “quebra de confiança”.

 

“Com a saída de Caiado, ele foi a Kassab pessoalmente para pedir para mudar o rumo do partido. Kassab me ligou e disse que não havia como fazer a mudança sem falar com o partido. Ele tinha me dito que ia para São Paulo para ir ao médico. Foi uma quebra de confiança”, disse Otto.

 

Após a chegada de Caiado no PSD, Coronel vem sendo acusado de ter agido nos bastidores contra Otto ao procurar Kassab para tentar mudar o posicionamento do PSD na Bahia, migrando o partido para a base de ACM Neto (União). A movimentação ocorre em meio a insatisfações em uma possível retirada do senador na chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que arquiteta uma chapa “puro-sangue”, com Jaques Wagner e Rui Costa ocupando as vagas para o Senado.

Coronel confirma conversas com a oposição, mas diz que permanece na base do governo até definição de Jerônimo
Foto: Divulgação

O senador Angelo Coronel admitiu que recebeu convites para conversas com grupos políticos da oposição para compor a chapa e disputar as eleições de 2026. A declaração ocorreu durante entrevista na rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (30), no programa Bahia Notícias no Ar. 

 

De acordo com ele, existiram convites e conversas com alguns nomes da oposição baiana. No entanto, o senador pregou sua permanência no grupo até que o governador Jerônimo Rodrigues bata o martelo e defina se ele estará na chapa majoritária. 

 

“Graças a Deus eu me dou com todos os grupos políticos da Bahia. Não tenho inimigos políticos. Tenho recebido convites para conversas, porém, enquanto não definir o que está acontecendo, enquanto não definir como será, e enquanto o governador Jerônimo não abrir a boca, convocar uma coletiva de imprensa sobre a chapa, eu continuo na base, não tenho porque sair”, disse. 

 

Angelo cobrou ainda um maior protagonismo do PSD na chapa do Governo do Estado. 

 

“O partido que faço parte está na base. Tenho ressalvas, pois eu acho que o partido tem que ter representação a altura do seu tamanho e não ser simplesmente coadjuvante. Novela é muito bom de assistir, mas o bom é quando assiste os atores titulares e atrizes que realmente chamam atenção do grande público. muitas vezes o coadjuvante você nem vê na novela”, completou. 

 

O senador disse ainda que vai manter suas relações com os nomes do grupo opositor, mesmo com a indefinição da chapa. 

 

“Me acho no direito, humildemente, pequeno, um grão de areia nessa seara política da Bahia atualmente, mas espero que tudo seja resolvido. Manterei minhas amizades com todos os nomes, seja do governo ou oposição. Isso ninguém pode tirar meu direito de ter amizades. Já querem tirar meu mandato, ainda tirar minhas amizades e ainda vai acontecer isso”, finalizou. 

Coronel diz que PT articula saída de Geraldo Jr. da vice de Jerônimo e critica imposição na chapa: “Estão leiloando”
Foto: Divulgação GovBA

Durante entrevista na rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (30), o senador Angelo Coronel disse que a vaga de vice-governador da Bahia, atualmente ocupada por Geraldo Jr. e o MDB, está sendo leiloada pelos caciques petistas. 

 

Ao programa Bahia Notícias no Ar, o senador comparou a possibilidade de ser rifado na chapa majoritária e não concorrer ao Senado Federal pelo grupo, com as chances do emedebista também ser retirado do cargo no grupo. 

 

“Agora querer que Angelo Coronel aceite essa imposição do PT, que em quatro vagas quer ter três. Até me preocupo, pois daqui a pouco meu amigo Geraldinho termina sendo rifado também. Não é nenhuma novidade, pois estão leiloando a vice do MDB. Isso muitas vezes soa até uma falta de respeito”, disse a Mauricio Leiro e Rebeca Menezes. 

 

Na sequência, Coronel revelou que apesar de lideranças petistas reafirmarem publicamente a continuidade de Geraldo Jr. no grupo, internamente as figuras da sigla tratam a saída dele do cargo.  

 

“Na mídia falam bem do vice-governador e nos escritórios fechados o cargo fica também aí para mudar a componente da vice que é Geraldo Jr.”, contou. 

 

 Uma reportagem do BN, nesta sexta, mostrou que para além das três cadeiras “principais”, há em jogo a vaga de vice, atualmente ocupada por Geraldo Jr. (MDB), e as suplências do Senado — que podem virar vagas temporárias em caso de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, dada as projeções do grupo para vitória conjunta nacional e estadual. São para essas composições que a queixa de aliados de outros partidos começou a aparecer de maneira discreta.

 

“Não há alinhamento automático”, confidenciou um aliado que garante ter cadeira cativa nos espaços de debate. Às vésperas dos prazos estabelecidos pelos próprios agentes políticos — no caso, o governador Jerônimo Rodrigues, que traçou o mês de março como marco-limite —, não houve um encontro da base para tratar prioritariamente do pleito de outubro. Segundo o mesmo interlocutor, as informações que chegam são “truncadas” e pela imprensa, sem “conversa olho no olho”.

“Não vejo nada de chapa de sonho”, diz Coronel sobre possível chapa puro-sangue do PT
Foto: Agência Senado

O senador Angelo Coronel (PSD) comentou a possibilidade da formação de uma chapa majoritária “puro-sangue” do PT, com o ministro da Casa Civil Rui Costa, o senador Jaques Wagner, ambos candidato ao Senado, e o atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, como candidato à reeleição. A declaração foi dada em entrevista à Antena 1 nesta sexta-feira (30).



Para o socialdemocrata, seu partido, que sempre esteve na base do governo, deveria ter mais espaços nas eleições de outubro. “É um absurdo, no meu pensamento, o PSD abrir mão desse espaço, já que se prega tanto essa unidade entre os partidos que compõem a base. Eu vejo que é uma gula muito grande por parte do PT”, declarou.

 

O senador criticou a escolha de uma chapa formada por um único partido. As especulações vieram após declarações de Jaques Wagner que sugeriam uma formação 100% petista.

 

“Talvez seja a chapa dos sonhos para o Partidos dos Trabalhadores, porque pra mim mesmo, não vejo nada de chapa de sonho aí. Até então não vi nenhuma palavra por parte do governador Jerônimo”, declarou Coronel.

 

Ele ainda chamou atenção para o silêncio do governador sobre a questão. “Talvez o governador deve estar imaginando: essa chapa dos sonhos pode terminar virando uma chapa pesadelo”, completou.

 

Agora, seu filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD) é o responsável pelas articulações sobre o futuro dos dois para a corrida eleitoral. Segundo ele, a permanência na corrida ao lado do PT ainda está em negociação.

Após entraves no PSD, Angelo Coronel nega crise com Otto: “Nossa amizade é inabalável”
Foto: Reprodução

Após uma série de impasses em relação à participação de Angelo Coronel (PSD) na chapa majoritária, o senador falou sobre sua relação com Otto Alencar, senador e presidente do PSD na Bahia. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar nesta sexta-feira (30), na Antena 1, Coronel garantiu que a relação segue firme apesar dos embates.

 

“Tem mais ou menos uma semana que nós conversamos, não tem nenhuma rusga. Evidentemente Otto prega um apoio diretamente ao PT e eu discordo. Defendo que o PSD, por ser o maior partido da Bahia, tenha espaço na chapa majoritária”, afirmou.

 

Otto já definiu o apoio à Jerônimo e afirmou que marchará com o atual governador Jerônimo Rodrigues e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. Já Angelo Coronel, mesmo sem definição da participação na chapa, garante que a amizade continue.

 

“Quanto a Otto Alencar estou tranquilo, a nossa amizade é inabalável. Agora, Otto torce pelo Vitória, eu torço pelo Bahia. Quem está plantando notas para nos afastar, está plantando errado. Da minha parte, continuo na amizade.”

Ângelo Coronel nega articulação com Kassab e pedido de intervenção no PSD baiano: "Tomei um susto"
Foto: Andressa Anholete / Agência Senado

O senador Angelo Coronel negou que realizou articulações com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, para que o dirigente do partido fizesse intervenções em seu favor na composição da chapa majoritária nas eleições de 2026. A declaração ocorreu durante entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (30). 

 

De acordo com Coronel, foram espalhadas notícias falsas sobre a chegada do ex-governador Ronaldo Caiado à sigla, pavimentar o seu caminho para ir à oposição e alterar “comando” da legenda na Bahia. 

 

“Espalharam fake news a respeito deste encontro, que ele não ocorreu. Estava em São Paulo com Diego Coronel e na madrugada veio a notícia que o PSD através do presidente Gilberto Kassab tinha colocado Caiado como candidato a presidente da república junto com Eduardo Leite, Ratinho Jr. Tomei um susto ao acordar, ligamos para Kassab para ele nos atualizar sobre o ocorrido", disse ao programa Bahia Notícias no Ar. 

 

O senador reforçou ainda que não viajou para São Paulo com o intuito de que Kassab realizasse uma intervenção no grupo político e retirasse o comando da sigla do presidente estadual, Otto Alencar. 

 

“Começaram a plantar mentiras. Nós não fomos para São Paulo para querer que Kassab interviesse no PSDB da Bahia. Achei isso um absurdo, na tarde de ontem que essas notas saíram sem nenhum fundamento. Liguei para ele para saber das novidades já que eu estava em São Paulo, toda semana eu estou lá porque tenho um filho na cidade”, revelou aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.

Wagner avalia como "difícil" candidatura independente de Coronel ligada à base governista
Foto: Senado Federal

As portas para a candidatura avulsa de Angelo Coronel (PSD) ligada a base governista parecem não estar abertas. O senador Jaques Wagner (PT), um dos nomes que deve integrar a chapa majoritária, avaliou o cenário atual. Em contato com o Bahia Notícias, o senador apontou como “difícil” a possibilidade do grupo ligado ao governo Jerônimo Rodrigues (PT) aceitar uma candidatura independente de um partido aliado à gestão estadual.

 

A possibilidade foi aventada tanto pelo presidente do estadual do PSD na Bahia, senador Otto Alencar, quanto pelo principal interessado na composição, o também senador Angelo Coronel (PSD). A resistência do grupo governista seria justamente pela acomodação de Coronel como “independente”, sendo que o partido ao qual ele é filiado já teria fechado questão quanto ao apoio do partido a reeleição de Jerônimo, quanto ao apoio para mais um mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

 

Apesar de petistas tratarem como remota, a possibilidade de Coronel ser candidato à reeleição pelo PSD contaria com o aval do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. O dirigente aposta na ampliação da bancada do partido no Senado e a saída de Coronel representaria um postulante a menos do PSD para permanecer com uma cadeira.

 

Outras lideranças petistas na Bahia também tem discutido — e rechaçado — as chances de uma candidatura avulsa ao Senado, formada por um filiado a uma sigla da base aliada, porém em condição de anonimato. “Não existe candidatura independente de partido da base”, sinalizou outro político do PT na Bahia. 

 

Com o debate ocorrendo desde 2025, todos já se posicionaram sobre o tema e um desfecho está próximo. O próprio senador Angelo Coronel comentou sobre a chapa do grupo governista para as eleições de 2026, composta apenas por petistas. O desenho da futura composição inclui o nome do governador Jerônimo Rodrigues, em busca da reeleição, fechando uma chapa “puro-sangue” com três candidatos do PT, com os ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa como candidatos ao Senado Federal. “Boa chapa. Cada partido tem o direito de indicar seus nomes para concorrer a qualquer cargo. Eu não sou PT, sou PSD”, disse Coronel em maio do ano passado. 

 

IMPACTO NACIONAL
A composição da chapa governista tem ganhado novos contornos desde a última terça-feira (27), quando o governador de Goiás Ronaldo Caiado confirmou sua filiação ao PSD. O movimento pode possibilitar que o PSD, mesmo apoiando a reeleição de Lula e Jerônimo, tenha um candidato à presidência no palanque de oposição. “O Kassab liberou nossas bases para que tivéssemos essa independência também, aquele que for escolhido. Por exemplo, eu cito, na Bahia, por exemplo, se lá o PSD estiver vinculado ao governador candidato pelo PT, o candidato nosso estará ali no palanque do ACM Neto”, afirmou o governador do Goiás. 

Rui Costa anuncia sucessora para Casa Civil e aumenta rumores de saída de Coronel em chapa de 2026
Foto: Divulgação GovBA

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, revelou, nesta quinta-feira (29), o nome que vai substituí-lo no Governo Federal durante sua saída para a disputa pelo Senado Federal, nas eleições de 2026. Em entrevista à rádio FM de Jequié, o ex-governador da Bahia confirmou que a atual secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, é o nome indicado para sucedê-lo a partir de abril.

 

“O presidente já comunicou a sua escolha tanto a mim quanto à Miriam. Ela foi ministra do Planejamento, trabalha muito, é uma técnica competente e assume o ministério no início de abril. A prioridade do presidente é que [as indicações] sejam de quem já está na equipe, para não haver descontinuidade nas ações de governo.”

 

O anúncio feito por Rui reforça as teses e especulações acerca da criação de uma chapa totalmente petista, durante a disputa eleitoral, onde ele, o senador Jaques Wagner (PT) e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), vão encabeçar o grupo. 

 

Com a oficialização, o senador Ângelo Coronel seria ceifado da chapa. 

Ida de Caiado ao PSD pode pavimentar caminho de Coronel na oposição e alterar “comando” da legenda na Bahia; entenda
Foto: Reprodução Redes Sociais

A chegada de Ronaldo Caiado ao PSD pode embaralhar as cartas e mudar as estratégias da disputa eleitoral na Bahia, em 2026. Isso porque, a filiação do governador de Goiás, pode servir como o "abre alas" para que o senador Ângelo Coronel (PSD) se aproxime do grupo da oposição na Bahia, seguindo um possível alinhamento da sigla nacionalmente. 

 

Segundo informações apuradas pelo Bahia Notícias com interlocutores, o traçado poderia retirar o poder e comando do presidente estadual do PSD, Otto Alencar, fazendo com que o senador não conseguisse determinar o destino do partido e como seria a caminhada dos filiados, em decorrência da chegada de Caiado. 

 

Na nova conta, de acordo com informações obtidas pelo BN com fontes próximas ao grupo, a filiação do gestor de Goiás ampliaria o espaço para a candidatura de Coronel ou mudança para um partido do grupo opositor, já que Caiado é classificado com um candidato de maior alcance nacional. 

 

Em meio a indefinação de Alencar e do PSD em bancar uma candidatura de Coronel na disputa, o grupo da oposição na disputa pelo governo baiano, liderado por ACM Neto (União), antigo partido de Caiado, indicou o desejado de ter Ângelo Coronel na chapa

 

Mesmo com a aliança histórica com o PT, o senador não estaria satisfeito com o espaço na chapa governista. Com a chegada de Caiado e um possível fortalecimento de uma candidatura do PSD ao Governo Federal, a “via” estaria livre para Coronel marchar junto no grupo que pode ser formado por nomes da oposição. 

 

O "flerte" entre o senador com a oposição foi fomentado após um evento no último final de semana, onde o  Coronel e o filho deputado federal Diego Coronel (PSD) estiveram com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) e o prefeito Bruno Reis (União), onde teriam dialogado sobre uma eventual aproximação nas eleições futuras. 

 

O Bahia Notícias apurou com interlocutores ligados aos dois grupos que o encontro não foi marcado com o propósito de debater sobre a relação política. O evento teria sido promovido por uma pessoa em comum com os políticos, mais precisamente no extremo-sul da Bahia. No entanto, o tema eleitoral esteve em debate, mesmo que em tom de brincadeira. Apesar do clima amistoso, a articulação da aproximação teria partido do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. 

 

Isso aconteceria, em decorrência também de Kassab, descartar a possibilidade de união da direita em favor da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a eleição presidencial de 2026. 

 

“O PSD tem uma posição muito clara. Todos sabem que se o governador Tarcísio for candidato, o partido irá apoiar. [...] Caso o governador Tarcísio não seja candidato, nós temos dois pré-candidatos no partido, dois excelentes governadores, o governador do Paraná, que é o Ratinho, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite”, disse Kassab em entrevista à CNN, nesta segunda-feira (26). 

 

Com a declaração, Kassab reforçou  a possibilidade da formação de um grupo para disputar em conjunto as eleições da oposição, abrindo o leque de possibilidades para Coronel na Bahia indiretamente. 

 

Caso o desejo de Kassab se mantenha firme, o senador Otto Alencar correria o risco de não liderar as estratégias do partido, tendo que seguir os rumos nacionais, conforme apurado pelo BN, con fontes próximas ao grupo.

 

Se o cenário se consolidar, o tempo de Televisão dos candidatos na Bahia também podem ser alterados, em decorrência de um possível apoio ao pré-candidato ACM Neto. 

 

G5 DE GOVERNADORES
Em meio a esses debates, nomes de cinco governadores correm em blocos individuais para a disputa. Entre eles, o governador de Goiás, Romeu Zema (Novo), o governador de Goiás, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD) e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). 

 

Na equação do PSD, Ratinho Jr é considerado o favorito dentro do para se candidatar à Presidência. Kassab, porém, não crava o nome e também tem elogiado posicionamentos públicos de Eduardo Leite. Depois de divulgar a filiação de Caiado em suas redes sociais, nesta terça, Kassab comentou que o trio de governadores passa a "trabalhar juntos no PSD na busca de uma candidatura a presidente da República que traga um projeto para o futuro do nosso País".

 

CHAPA DA OPOSIÇÃO
A definição sobre a composição da chapa majoritária ligada a oposição ainda segue com pontos indefinidos. Mesmo com ACM Neto já reforçando sua pré-candidatura e uma das vagas com o indicativo de ocupação do ex-ministro da Cidadania João Roma (PL). A cadeira de vice e o outro posto ao Senado seguem sem confirmações. 

 

A segunda vaga para o Senado teria como preferido por ACM Neto o atual senador Angelo Coronel, porém o movimento ainda não foi definido. O Republicanos, partido da base aliada do ex-prefeito, tem afirmado através do presidente da legenda, deputado federal Márcio Marinho, que não “renunciará a indicar um nome para uma das vagas”. Entre os postulantes estão o próprio Márcio Marinho e o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo. 

 

Já para compor a vice, a ideia seria disponibilizar o espaço para um nome “do interior”. O arranjo passa pela ideia de ampliar a atuação da chapa por territórios com menor adesão do grupo político. Alguns nomes foram cotados, incluindo o do deputado federal Ricardo Maia (MDB), o prefeito de Jequié Zé Cocá (PP), além do prefeito de Feira de Santana Zé Ronaldo (União). Os dois primeiros, inclusive, deram demonstrações públicas de estarem ao lado do projeto de reeleição de Jerônimo Rodrigues, enquanto Zé Ronaldo segue com sinais mais dúbios.

Encontro "informal" entre família Coronel e ACM Neto rende especulações de aproximação entre eles para 2026
Foto: Divulgação

Um encontro no final da última de semana está movimentando os bastidores da política baiana. Em um evento reservado, com a presença de amigos em comum, o senador Angelo Coronel (PSD) e o filho deputado federal Diego Coronel (PSD) estiveram com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) e o prefeito Bruno Reis (União), onde teriam dialogado sobre uma eventual aproximação nas eleições futuras. 

 

O Bahia Notícias apurou com interlocutores ligados aos dois grupos que o encontro não foi marcado com o propósito de debater sobre a relação política. O evento teria sido promovido por uma pessoa em comum com os políticos, mais precisamente no extremo-sul da Bahia. Apesar disso, o tema eleitoral esteve em debate, mesmo que em tom de brincadeira. 

 

“Foi uma conversa descontraída. Nenhum aprofundamento sobre a relação política, apenas sobre cenários gerais”, confidenciou uma liderança presente no encontro. 

 

Sem debater sobre migração, apoio ou mudanças partidárias, o encontro também contou com um momento cômico. Em dado momento, um dos participantes teria disparado que Coronel estaria sendo “rifado pelos petistas”, já que tanto o senador Jaques Wagner (PT) e o ministro Rui Costa (PT) indicam que ocuparão os espaços ao Senado. Com isso, logo após, diversos presentes “convocaram” o ex-prefeito de Salvador ACM Neto para comentar sobre o tema ao lado de Coronel. O riso teria vindo de ambos os grupos — até porque a expressão utilizada no momento não seria publicável na imprensa.

 

O endosso a chegada de Coronel já foi feito publicamente por Bruno Reis, que indicou que o grupo está “aberto ao diálogo”. “Temos toda disposição de conversar e tentar construir uma parceria. Temos já uma relação e parcerias pretéritas que nos permitem construir planos”, afirmou. 

 

ACM Neto também reforça que o “espaço segue aberto” para diálogo com Coronel. “Nunca escondi nossa disposição em dialogar. Entretanto, eu não posso tratar isso no campo da especulação. Só tenho condições no momento que houver uma real sinalização de que o senador não vai caminhar no projeto de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues”, ponderou.

 

CHAPA DA OPOSIÇÃO

A definição sobre a composição da chapa majoritária ligada a oposição ainda segue com pontos indefinidos. Mesmo com ACM Neto já reforçando sua pré-candidatura e uma das vagas com o indicativo de ocupação do ex-ministro da Cidadania João Roma (PL). A cadeira de vice e o outro posto ao Senado seguem sem confirmações. 

 

A segunda vaga para o Senado teria como preferido por ACM Neto o atual senador Angelo Coronel, porém o movimento ainda não foi definido. O Republicanos, partido da base aliada do ex-prefeito, tem afirmado através do presidente da legenda, deputado federal Márcio Marinho, que não “renunciará a indicar um nome para uma das vagas”. Entre os postulantes estão o próprio Márcio Marinho e o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo. 

 

Já para compor a vice, a ideia seria disponibilizar o espaço para um nome “do interior”. O arranjo passa pela ideia de ampliar a atuação da chapa por territórios com menor adesão do grupo político. Alguns nomes foram cotados, incluindo o do deputado federal Ricardo Maia (MDB), o prefeito de Jequié Zé Cocá (PP), além do prefeito de Feira de Santana Zé Ronaldo (União). Os dois primeiros, inclusive, deram demonstrações públicas de estarem ao lado do projeto de reeleição de Jerônimo Rodrigues, enquanto Zé Ronaldo segue com sinais mais dúbios.

Márcio Marinho vê espaço para Angelo Coronel na chapa de ACM Neto, mas ressalta prioridade a aliados históricos
Foto: Divulgação

O deputado federal e presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, comentou nesta segunda-feira (26) a possibilidade de o senador Angelo Coronel (PSD) integrar a chapa majoritária do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União Brasil).

 

Durante a inauguração do viaduto José Linhares, Marinho afirmou que há espaço para diálogo com Coronel dentro do grupo liderado por ACM Neto, mas ponderou que uma eventual aliança não pode enfraquecer nomes que já caminham há bastante tempo com o vice-presidente nacional do União Brasil.

 

“Não pode trazer um e perder o outro. Não pode trazer um e enfraquecer aqueles que caminham com ele há muito tempo. Mas, se o Angelo Coronel vier, há espaço para a gente estar conversando”, declarou.

 

Questionado sobre um prazo para a definição da chapa majoritária, o líder do Republicanos disse que ainda não há uma data estabelecida e que essa decisão caberá ao próprio ACM Neto. Segundo ele, o pré-candidato ao governo já sinalizou a intenção de dialogar sobre a composição.

 

“O prazo a gente não consegue definir, porque quem vai dar esse tempo é o próprio candidato. Agora há pouco ele desceu do palanque e disse: ‘Marinho, a gente precisa conversar’. Esse é o momento da reflexão para a composição da chapa, sem questão emocional ou de amizade, mas de forma objetiva, pensando em quem agrega mais votos”, afirmou.

 

Ainda durante a coletiva, Marinho disse que o Republicanos está aberto a uma possível filiação do deputado federal Elmar Nascimento, caso ele deixe o União Brasil.

 

“Elmar Nascimento é uma grande liderança política e um grande deputado do nosso estado. O Republicanos é um partido de portas abertas para quem quer ajudar a construir uma legenda forte. Eu, particularmente, ainda não tive nenhuma conversa com Elmar sobre isso, mas, se acontecer, será bem-vindo”, concluiu.

ACM Neto não descarta aliança com Coronel e presença de senador em chapa da oposição
Foto: Liz Barretto / Bahia Notícias

O grupo da oposição na disputa pelo governo do estado, liderado por ACM Neto (União), não descarta a presença do senador Ângelo Coronel (PSD) na chapa. Apesar da aliança histórica com o PT, o senador não estaria satisfeito com o espaço na chapa governista, mas ele ainda não definiu, de fato, sua posição nas eleições de outubro.

 

Durante a inauguração do viaduto José Linhares, nesta segunda-feira (26), o atual prefeito, Bruno Reis (União) comentou sobre a possibilidade de receber o senador no grupo. “Nós estamos abertos ao diálogo, temos toda disposição de conversar e tentar construir uma parceria. Temos já uma relação e parcerias pretéritas que nos permitem construir planos para o futuro”, afirmou

 

O candidato a governador, ACM Neto, também comentou a migração de Coronel para sua base. “Espaço aberto existe, eu nunca escondi nossa disposição em dialogar. Entretanto, eu não posso tratar isso no campo da especulação. Só tenho condições no momento que houver uma real sinalização de que o senador não vai caminhar no projeto de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues”, ponderou.

 

O candidato ainda criticou a possibilidade de uma chapa “puro-sangue”. “Me parece um absurdo que só exista PT [...] O PSD está sendo excluído, mas eu não vou falar pelo PSD, quem fala é Otto.”, declarou Neto.

 

A definição da chapa, no entanto, deve ocorrer apenas em março.

Alan Sanches comenta articulação em torno de Coronel e dá prazo para chapas proporcionais
Foto: Nilson Tellys / Bahia Notícias

O deputado estadual Alan Sanches também marcou presença na tradicional Lavagem do Bonfim nesta quinta-feira (15) e reafirmou seu apoio ao candidato a governador ACM Neto. O parlamentar ainda não definiu se deverá sair deputado federal junto ao grupo da oposição.

 

“Vamos fazer as avaliações de quem vai ser candidato a deputado federal, já conversei com Neto, temos até 3 de abril para tomar essa decisão”, afirmou.

 

Questionado sobre o imbróglio envolvendo a saída de Angelo Coronel (PSD) da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Sanches não confirmou nenhum movimento de contato com o senador, mas garantiu o desejo de construir a chapa mais forte possível.

 

“Nosso momento é da expectativa. Espaço pra conversar e agregar, tem. Temos o candidato a governador, o primeiro senador e o resto a gente ‘tá’ fazendo a composição”, disse o deputado.

ACM Neto diz que PT "não consegue separar o público do partidário" e prevê vitória: "Vão perder os três de uma vez"
Foto: Antonio Cavalcante/ Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), abriu espaço para diálogo com o senador Angelo Coronel na oposição ao grupo petista, como resposta a uma possível chapa “puro-sangue” do Partido dos Trabalhadores (PT) na eleição. Em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (15) durante a Lavagem do Bonfim em Salvador, o líder da oposição teceu críticas ao grupo petista e garantiu que, no caso de uma chapa com Jerônimo, Rui Costa e Jaques Wagner, “os três vão perder de uma vez só”. 

 

“Depois de 20 anos, eles não conseguem mais separar o que é o público do que é o partidário. Então, eles se acham numa posição de tal força política que podem impor três do PT. Vão perder os três de uma vez só, é o que eu acredito. Os três vão perder de uma vez só. Nós vamos pegar essa panela, vamos fazer ela entornar e ela vai virar de uma vez só e a gente começa a construir uma nova história em 2026”, afirma. 

 

Sobre o diálogo com o senador Angelo Coronel, que até então não foi confirmado como candidato à reeleição, ACM diz que “se o [Angelo] Coronel quiser fazer parte disso e quiser continuar senador, existe espaço para dialogar conosco. Nós só vamos tratar desse assunto se houver essa possibilidade”.

 

O vice-presidente nacional do União Brasil comenta ainda sobre a presença do governador do Goiás, Ronaldo Caiado, durante a celebração do Bonfim. Neto afirma que a pré-candidatura do goiano ao Palácio do Planalto segue mantida e tem o apoio do grupo. “A pré-candidatura dele foi lançada aqui em Salvador em abril do ano passado, eu estou com ele [Ronaldo Caiado] e vamos seguir juntos”. 

 

A fala ocorre após o representante do União afirmar, durante evento em Ilhéus, que poderia apoiar “qualquer candidato” contra Lula, incluindo o senador Flávio Bolsonaro. ACM garante, no entanto, que Caiado “é o pré-candidato a presidente do União Brasil, agora até outubro, muitas coisas vão acontecer, muito diálogo pela frente há de se fazer temos que respeitar a possibilidade de conversar com todos os partidos que fazem oposição PT”, afirma. 

 

Ainda sobre as eleições, o ex-prefeito de Salvador afirma que vai deixar a chapa em aberto até abril, no período de oficialização das candidaturas. “Não tem nenhuma razão para ser antes disso. A gente vai acompanhar os fatos, vai ver o desdobramento do que acontece com Jerônimo e companhia. Não que eu dependa dele, mas também não vou resolver o problema deles e eu não tenho pressa”, sucinta.

 

Ele garante ainda que, o que é possível confirmar é a candidatura do então líder do PL na Bahia, João Roma. “A gente vai ajustando e mudando as coisas, agora, com relação a João Roma, ele é o pré-candidato ao Senado hoje. Claro que isso depende da própria confirmação dele, mas eu acho que é natural hoje a pré-candidatura de João ao Senado, ao nosso lado. Isso seria já uma definição natural e vai se consolidando”, completa. 

Nelson Leal ironiza governo e diz que oposição não “abandona” aliados
Foto: Nilson Tellys/ Bahia Notícias

Ex-integrante da base do governador Jerônimo Rodrigues, o deputado estadual Nelson Leal (PP) ironizou a estratégia adotada por aliados do PT na Bahia, que sugerem que a oposição tem o hábito de “abandonar” aliados. “Vamos fazer uma chapa aonde todos os partidos e todas as lideranças serão contempladas. Nós não temos aqui, diferente do que tem dito [Jaques] Wagner, a característica de abandonar nossos aliados”, defendeu Leal, durante Lavagem do Bonfim na manhã desta quinta-feira (15).

 

A fala acontece em meio à repercussão da possível saída do senador Angelo Coronel (PSD) da chapa governista para dar lugar ao ex-governador Rui Costa (PT), renunciando à própria reeleição. “Eu tenho certeza, assim como todos, que estamos ansiosos pela definição do senador Coronel. Obviamente que, diferentemente do governo, nós somos inclusivos. Foi assim com Lídice da Mata, é, foi assim com o João Leão e está sendo agora com o Coronel”, provocou o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

 

Apesar do tom, que incluiu citações a prefeitos que seriam da base de Jerônimo ou que foram candidatos pela base e perderam as eleições que “foram esquecidos, foram excluídos”, o deputado confessou que o momento da política em que “todos estão conversando”. “o diálogo sempre algo que é muito comum na política”, completou.

“PSD vai marchar com o PT”, garante Antônio Brito no Bonfim
Foto: Nilson Tellys

O deputado federal Antônio Brito negou a possibilidade de um rompimento do PSD com o grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A declaração foi dada durante o cortejo da Lavagem do Bonfim, na manhã desta quinta-feira (15).

 

Após rumores de eventual uma saída do senador Angelo Coronel (PSD) da chapa governista, o deputado, acompanhado de seu pai, professor Edvaldo Brito, reafirmou o apoio dos dois ao governador e destacou os debates para solucionar a questão do Senado. São apenas duas cadeiras e o PT indicou os nomes dos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa, enquanto o PSD apresentou Coronel para reeleição.

 

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“Nosso posicionamento é de apoio à Jerônimo. Quanto à formação da chapa, não tenha dúvida que na hora certa — e está acontecendo esse debate — Rui, Otto [Alencar], Wagner, Coronel e Jerônimo — que é o líder do processo — irão sentar. E agora com Diego Coronel, que parece estar inserido no processo”, garantiu.

 

Para ele, o clima é de resolução. “Fico feliz que as coisas vão se acalmar e o PSD vai marchar com o PT nas eleições de 2026 como fez ao longo desse período”, completou.

 

Questionado sobre a candidatura de Ratinho Jr. (PSD-PR) à Presidência da República, o parlamentar reforçou que o diretório baiano deve seguir com o tradicional apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Jerônimo se reúne com Diego Coronel e aumenta rumores de chapa com PSD: “Construindo ambiente para 2026”
Foto: Reprodução / Redes sociais

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se reuniu com o deputado federal Diego Coronel (PSD) para “construir um ambiente” para as eleições de 2026. Em um vídeo publicado nas redes sociais, nesta quarta-feira (14), o líder estadual destacou que o deputado fará uma interlocução direta com a base do pai, o senador Angelo Coronel, e o líder do PSD, Otto Alencar. 

 

A aproximação entre Jerônimo e Diego Coronel alimenta os rumores de que o PSD pudesse se encaixar em uma nova posição na chapa eleitoral do governo em 2026. Informações de bastidores sugerem que, possivelmente, o espaço, que antes seria do senador Angelo Coronel na tentativa de reeleição, seria ocupado, no entanto, por seu filho, no cargo de vice-governador. 

 

O ajuste permitiria a manutenção de uma chapa “puro-sangue” do PT nos principais cargos - Jerônimo como candidato à reeleição estadual e Rui Costa e Jaques Wagner como candidatos ao Senado Federal - mantendo a parceria com o PSD, partido com maior número de prefeituras no estado. 

 

Na publicação nesta quarta, Jerônimo garante que o senador Coronel “vai liderar” e o deputado será um “mediador” nesse processo. “Nós estamos construindo esse ambiente para 26. Acabei de receber o Diego para a gente poder iniciar um processo dessa construção. Pacificar para que o grupo continue unido e forte. E o Coronel vai liderar, mas um mediador bom é Diego, que sabe fazer isso muito bem”, aponta. 

 

Jerônimo sugere ainda que é necessário um “distensionamento” na base. “Sob, naturalmente, a patente de Coronel, a patente de senador Otto Alencar, com Rui e Wagner acompanhando, ajudando, nós podemos dizer a vocês que nós nos encontramos para a gente poder distensionar e criar um ambiente positivo para a 26”, afirma. 

 

O vídeo desta quarta não confirma os rumores sobre a chapa, mas Diego garante que a conversa esteve pautada, principalmente, nas eleições estaduais e nacionais. “Vencemos o ano de 2025, o ano de muitas entregas, de muito trabalho. E agora é o ano de 2026, é o ano de realmente falar de eleição. E aqui estamos num processo de construção. Então, não tenho a menor dúvida, que isso trará grandes novidades para a nossa Bahia, para que a gente possa continuar lançando”, garante o deputado.

Bruno Reis evita citar "chapa dos sonhos" da oposição e diz que "está aguardando" para diálogo com Coronel
Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias

O grupo de oposição ao governo na Bahia aguarda o posicionamento do senador Angelo Coronel para revelar sua chapa para as eleições estaduais. Isso é o que aponta o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), que deve ser um dos principais coordenadores da campanha de Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto na Bahia. Em entrevista ao Projeto Prisma nesta segunda-feira (12), o prefeito garante que “estamos aguardando o desfecho do lado de lá” para finalização da chapa. 

 

"Nós falamos [com Angelo Coronel] no final do ano, éramos amigos na época de deputados. [O grupo oposicionista] Estamos aguardando o desfecho do lado de lá, quem tem que resolver esse problema são eles", destaca. 

 

O prefeito garante, no entanto, que não está 100% dependente desta resolução para o sucesso da oposição: "Então, caso Coronel não seja candidato lá, vocês têm interesse em ter uma conversa para construir algum tipo de parceria? Com certeza! Estamos dependendo disso? Não, enquanto isso estamos conversando com as pessoas do nosso grupo, nos preparando para ir para o enfrentamento", garante o gestor. 

 

Apesar disso, “evidente que caso, ele seja rifado da chapa lá [junto ao grupo petista], estamos abertos ao diálogo", diz Bruno. O aliado de ACM Neto comenta ainda sobre a chapa “puro-sangue” do PT, que seria composta por Jerônimo Rodrigues, em caráter de reeleição, e Jaques Wagner e Rui Costa como candidatos às vagas no Senado Federal. 

 

Ele afirma que a esta formação petista é "a panelinha, ou seja, vão disputar os três que são os principais responsáveis pela situação da Bahia como se encontra hoje". "Então, tenho certeza que essa é a melhor chapa para a gente enfrentar, ela é que traz o desgaste dos 24 anos que eles querem ir de poder", aponta. 

 

Já sobre o que seria a chapa “dos sonhos” para o grupo da oposição, o prefeito evita cravar nomes para além de ACM Neto e João Roma. "Temos nomes aqui, alguns já, digamos assim, definidos ou a se definir. Temos ACM Neto definido como candidato a governador, João Roma, como senador, então estamos aqui aguardando como vai se comportar, como vai ser a posição do governo [com Coronel]”, conclui. 

 

Ele finaliza dizendo que “agora temos outros nomes aqui, mas não é o momento [de revelar os nomes]". 

 

Confira o trecho da entrevista: 

Angelo Coronel provoca ao pedir fim da audiência de custódia: "Enxugando gelo"
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O senador Angelo Coronel (PSD) utilizou as redes sociais, na manhã desta segunda-feira (5), para criticar o funcionamento das audiências de custódia. Em vídeo publicado em tom descontraído, o parlamentar aparece segurando um bloco de gelo enquanto faz uma analogia entre o procedimento judicial e a tentativa de “enxugar gelo”.

 

 

Na gravação, Coronel afirma que a dinâmica das audiências de custódia se assemelha a um esforço em vão. “Tentando enxugar esse gelo, ô coisa difícil. Está parecendo até audiência de custódia, aonde o policial prende e a Justiça solta. E com isso, o bandido sai de lá gozando com a cara do policial”, declarou.

 

Na sequência, o senador questiona os impactos do modelo sobre a atuação das forças de segurança. “Aí eu pergunto: que estímulo você policial tem para continuar nas ruas combatendo o crime? Nós temos que mudar isso, acabar com audiência de custódia”, acrescentou.

Ex-prefeito de Irecê, Luizinho Sobral lança pré-candidatura a deputado estadual
Foto: Reprodução / Redes sociais

O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Irecê, Luizinho Sobral (PSD), oficializou sua pré-candidatura a deputado estadual nas eleições de 2026. O anúncio oficial ocorreu em um encontro marcado pela presença de lideranças, amigos, apoiadores e representantes de diversas comunidades de Irecê. 

 

Conhecido como uma força política na região, o ex-prefeito da Cidade do Feijão alcançou 40 mil votos na eleição de 2022, na sua primeira tentativa de eleição ao Congresso Nacional. 

 

“Estou pronto para voltar a lutar pela nossa gente. O compromisso permanece o mesmo: trabalhar por uma Bahia mais justa, desenvolvida e humana.”, afirmou Luizinho, muito aplaudido durante o evento que marcou a largada de sua pré-campanha.

 

Durante sua trajetória política, Sobral foi suplente de deputado estadual na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) entre 2011 e 2015. Na eleição de 2010, foi o candidato a deputado estadual mais votado da história de Irecê. Nas redes sociais o pré-candidato recebeu apoio público do senador Angelo Coronel (PSD).
 

“Em hipótese nenhuma vou ser candidato ao governo em 2026”, dispara Otto Alencar após rumores
Foto: Waldemir Barreto / Senado

O senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, reforçou que não será candidato a governador em 2026 em meio a rumores de um possível arranjo para encaixar Angelo Coronel (PSD) na chapa majoritária governista. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (27), o congressista rechaçou a possibilidade e declarou que disputará o Palácio de Ondina “em hipótese nenhuma”.

 

Em conversa com a reportagem, Otto informou que se reuniu com a bancada baiana do PSD durante a tarde desta quarta (26) para discutir a formação da chapa proporcional e negou que tenha indicado uma candidatura ao governo do estado. Ao BN, o senador relembrou que foi convidado para ser candidato em 2022, mas recusou por entender que o Executivo “não o apetece mais”.

 

“Eu já fui três vezes secretário, um ano governador, já passei pelo Executivo. Não quis em 2022 com uma campanha que seria vitoriosa. Rui [Costa] me ligou algumas vezes dizendo que me apoiaria até o final, mas eu falei ‘não quero ser candidato’. Até usei uma frase: ‘Não em apetece mais o Executivo (...). Às vezes as pessoas ouvem informações desencontradas e colocam sem nos ouvir. A verdade é: Hipótese nenhuma vou adotar uma candidatura ao governo em 2026, inclusive por nenhuma dessas informações que foram citadas para o senador de Coronel”, disse Otto Alencar.

 

O senador também reforçou seu apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e afirmou que “mudanças radicais não fazem seu estilo”. Sobre a montagem da chapa ao Senado, visto que o PT tem articulado uma chapa puro-sangue, com a reeleição de Jaques Wagner e a candidatura do ministro da Casa Civil, Rui Costa, Otto informou que as conversas devem se aprofundar no próximo ano e demonstrou otimismo.

 

“Eu estou esperando, como o Wagner falou, o próximo ano para a gente sentar e ver como é que vai ser. Eu torço muito para que nós continuemos juntos. Eu já disse algumas vezes que o meu candidato a presidente da república é o presidente Lula e o governador Jerônimo, eu já disse algumas vezes isso (...). O presidente Lula me trata muito bem, o Jerônimo me trata muito bem. Confio nele, acredito no governo dele. Como é que eu vou entrar numa mudança, num avesso radical desse… não é meu perfil, né?”, declaro Otto.

Renan apresenta projeto para taxar bets, mas Coronel diz que governo arrecadaria mais se acabasse com as clandestinas
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado começou a discutir nesta terça-feira (4) um projeto apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) que eleva a tributação sobre bets e fintechs. Calheiros elaborou a medida para compensar eventuais perdas de arrecadação com o projeto que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil por mês.

 

Na sessão desta terça, foi lido o relatório do senador Eduardo Braga (MDB-AM) ao PL 5.473/2025. Segundo o relator, as medidas previstas no projeto devem gerar R$ 18 bilhões entre 2026 e 2028. Por conta de pedido de vista, a proposição será votada na reunião desta quarta (5) da Comissão de Assuntos Econômicos.

 

O texto do projeto afirma que a principal fonte de receita sairá do aumento da taxação de bets, que passará de 12% para 24%. O impacto estimado é de R$ 13,3 bilhões em três anos, com efeitos positivos de R$ 4,98 bilhões em 2026, R$ 6,38 bilhões em 2027 e R$ 6,69 bilhões em 2028. 

 

A matéria prevê que parte da arrecadação com o aumento da taxação das bets será destinada à seguridade social de Estados e municípios que perderem receitas com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil.

 

O projeto também altera a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras. A alíquota sobe de 9% para 15% para instituições de pagamento, fintechs e bolsas de valores, e de 15% para 20% para sociedades de capitalização e crédito. 

 

O ajuste na alíquota deve gerar R$ 4,74 bilhões de 2026 a 2028. Bancos mantêm a alíquota de 20%, enquanto outras empresas seguem com 9%.

 

Apesar do pedido de vista, houve amplo debate sobre o projeto. O senador Angelo Coronel (PSD-BA) criticou a tentativa de se elevar a alíquota que é paga pelas casas de apostas online. 

 

O senador baiano lembrou que relatou o projeto que regulamentou o funcionamento das bets no Brasil, e disse que na discussão da proposta, houve amplo debate sobre a alíquota que seria cobrada das casas de apostas que quisessem funcionar legalmente no Brasil. O projeto original do governo propôs uma alíquota de 18%, mas após amplas negociações, foi aprovado o percentual de 12% e com 15% para o Imposto de Renda do jogador.

 

“Para os senhores e as senhoras ficarem sabendo, tem pesquisa feita pelo Locomotiva, pela LCA, publicada até na Folha de S.Paulo, em que 51% das bets que estão no Brasil são ilegais. E não é plausível, para não dizer que não é honesto, querer aumentar a carga tributária de quem está legalizado e esquecer de combater a clandestinidade. Isso aí é um absurdo a que o Senado tem que levantar a sua voz”, afirmou Coronel. 

 

Angelo Coronel argumentou ainda que para aumentar a arrecadação em relação às bets, haveria um incremento de renda caso das casas de apostas clandestinas fossem fechadas.

 

“O governo arrecadaria mais R$ 11 bilhões ao ano somente com o fechamento das bets clandestinas. Para vocês terem uma ideia, as bets legalizadas, que são 81 e que pagaram R$30 milhões de outorga, estão pagando GGR de 12% mais PIS, Cofins, ISS, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, Imposto de Renda, adicional de Imposto de Renda, chegando aí a um patamar de mais de 50% de impostos. Muita gente pensa que as bets só pagam os 12% de GGR, mas é um ledo engano: as bets são tratadas igual a uma empresa tradicional, gerando os seus impostos, como qualquer empresa paga hoje, no mercado”, defendeu Angelo Coronel.

 

O projeto em discussão na CAE também promove como mudança a ampliação do prazo para restituição de Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre lucros e dividendos remetidos ao exterior, de 360 dias para cinco anos. Também cria um programa de refinanciamento de dívidas para pessoas de baixa renda, com rendimentos mensais de até R$ 7.350. 

 

As parcelas mínimas serão de R$ 200, e os descontos de juros e multas variam conforme a faixa de renda. Receita Federal e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) terão 30 dias para regulamentar o programa, com 90 dias para adesão após a sanção da lei.

Coronel rascunha chapa majoritária, reforça PSD e MDB e indica que família não tem novas “aspirações” políticas
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Angelo Coronel (PSD) comentou, nesta terça-feira (28), a possibilidade de um movimento político voltado à indicação de sua esposa, Eleusa Coronel, como vice na chapa de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), em 2026. A declaração foi dada ao Bahia Notícias após a publicação de um bastidor que mencionava a chance de Eleusa ser considerada para o posto.

 

Segundo o parlamentar, não existe interesse familiar ou pessoal em relação à composição da chapa majoritária. “Nenhum membro da família Coronel tem aspirações de ser o vice-governador, inclusive Eleusa Coronel”, afirmou o senador.

 

Coronel também destacou que, em sua avaliação, a definição dos espaços entre os partidos que integram a base governista já está consolidada. “Na minha opinião, as quatro vagas na majoritária são imexíveis (1 PSD, 1 MDB e 2 do PT). Os partidos que definam seus nomes, dentro dos seus quadros”, disse.

 

Nesta terça, a reportagem do BN mostrou que Coronel segue se movimentando e buscando alternativas políticas para o ano de 2026 em um contexto em que o senador Jaques Wagner (PT) já indicou a prerrogativa de disputar a reeleição e o desejo do ministro da Casa Civil Rui Costa em compor a segunda vaga ao Senado na chapa de Jerônimo.

 

Segundo a publicação, o entorno do senador Coronel avaliava a indicação de Eleusa como vice na chapa majoritária. Apesar disso, o parlamentar estaria cauteloso nos bastidores, já que o movimento atingiria diretamente um dos partidos aliados ao mandato do senador: o MDB. A indicação de Eleusa tiraria da disputa o atual vice-governador Geraldo Jr. da possibilidade de reeleição, por tabela tirando o MDB da chapa. 

 

Como estratégia para manter a viabilidade eleitoral, buscando estar na chapa em 2026, Coronel possui um trunfo: prefeitos aliados — de diversos partidos, inclusive do MDB. Com essa frente “suprapartidária”, Coronel segue nutrindo o desejo de estar na chapa, inclusive acenando para o próprio MDB.

 

O agrado foi correspondido. O presidente de honra do MDB Bahia, o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima, sinalizou que Coronel deve ter apoio de diversos prefeitos baianos à reeleição, incluindo os do MDB.

Coronel suscita indicar Eleusa Coronel na vice de Jerônimo, mas "relação" com MDB prevalece com aceno a prefeitos
Foto: Divulgação

A escancarada disputa para ver quem integrará a chapa majoritária governista na Bahia segue opondo estratégias e movimentos nos bastidores. Com o senador Jaques Wagner (PT) apontando para a prerrogativa de disputar a reeleição, o também senador de mandato Angelo Coronel (PSD) pode não ter o mesmo cenário. Com o ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) pleiteando o espaço, Coronel ainda segue se movimentando e buscando alternativas políticas para o ano de 2026. 

 

Nas últimas semanas, uma articulação passou a ser aventada pelo entorno do senador Coronel: a indicação de Eleusa Coronel, esposa do parlamentar, como vice na chapa de Jerônimo Rodrigues (PT). De acordo com políticos aliados a Coronel, o Partido dos Trabalhadores “entregaria quase tudo, menos a vaga do Senado”, que seria destinada ao ministro da Casa Civil Rui Costa. Com isso, Coronel teria escalado Eleusa, como possível indicação a vice, contemplando, de certa forma, os desejos do senador.

 

A “ideia”, reforçada em um vídeo recente das redes sociais de Coronel, onde ele aponta que Eleusa “está fora da política”. “Está mordida pela mosca azul […] Tudo pode acontecer, inclusive nada”, complementou o deputado. Mesmo com a “alternativa”, Coronel manteria cautela nos bastidores, já que o movimento atingiria diretamente um dos partidos aliados ao mandato do senador: o MDB. A indicação de Eleusa tiraria da disputa o atual vice-governador Geraldo Jr. da possibilidade de reeleição, por tabela tirando o MDB da chapa. 

 

Como estratégia para manter a viabilidade eleitoral, buscando estar na chapa em 2026, Coronel possui um trunfo: prefeitos aliados — de diversos partidos, inclusive do MDB. Com essa frente “suprapartidária”, Coronel segue nutrindo o desejo de estar na chapa, inclusive acenando para o próprio MDB. O agrado foi correspondido. O presidente de honra do MDB Bahia, o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima, sinalizou que Coronel deve ter apoio de diversos prefeitos baianos à reeleição, incluindo os do MDB. 

 

“No próprio MDB. Dos 32 prefeitos, a grande maioria já nos procurou para dizer que gostaria de ficar com o Angelo Coronel”, apontou Lúcio ao OffNews, durante evento do MDB baiano, realizado na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), na última sexta-feira (24). 

 

Os “acenos” não pararam por aí. Ainda no evento, Coronel indicou, em previsão otimista, que o atual presidente estadual do MDB, Jayme Vieira Lima Filho, deverá ter votação “expressiva” em 2026. “Eu não tenho dúvida que será deputado federal eleito com mais de 200 mil votos, sendo um dos cinco mais votados na Bahia”, acrescentou o senador. 

 

Em reuniões periódicas com prefeitos, Coronel nutre o desejo de se manter na chapa, sinalizando também a importância de ter o apoio “massivo” dos mesmo, como forma de “contornar” o desejo do PT em ter a chapa com três nomes do partido. Outro critério, este não desejado por Coronel, é o que o ministro Rui Costa indica, o da realização de pesquisas para avaliar a maior aprovação da população baiana, para montar a chapa. “Coronel prefere ver quem tem mais prefeitos do que quem tem mais percentual em pesquisas”, indicou outro aliado próximo. 

 

CONVERSAR, CONVERSAR E CONVERSAR…
O diálogo segue imperando, pelo menos na teoria, na relação entre o senador Coronel e o ministro Rui Costa. Em entrevista à rádio 93 FM, de Jequié, durante agenda com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), Rui reforçou que segue conversando sobre a formação da chapa. 

 

“Você sabe que na política só tem um jeito de resolver as coisas: conversar, conversar, conversar. Quando a conversa cansa, as pessoas buscam uma solução. Assim que estou fazendo — conversando com todos. Recentemente fui jantar na casa de Ângelo Coronel, com o senador Otto Alencar e o deputado Diego Coronel. Jantamos, batemos um papo. Agora vou convidá-los para jantar em minha casa, em Brasília, e seguir conversando”, indicou Rui. 

 

Em busca da “tranquilidade”, Rui apontou também que existem outras alternativas. “Você tem uma chapa para compor, tem outras funções públicas relevantes, outros espaços políticos. Existem várias formas de as pessoas serem reconhecidas e desempenharem um papel na política. Vamos buscar esse arranjo”, afirmou.

Otto avalia que permanência de Rui como ministro cabe a Lula e reforça pacto político na Bahia
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou que a decisão sobre uma eventual permanência do ministro da Casa Civil, Rui Costa, no governo federal, em vez de disputar as eleições estaduais, é uma questão exclusiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em tom conciliador, o presidente do PSD na Bahia ressaltou que a base aliada na Bahia mantém um pacto sólido, sustentado pela confiança e pela unidade entre Lula, Rui Costa, o senador Jaques Wagner e o governador Jerônimo Rodrigues.

 

“Essa é uma questão interna do presidente da República. É ele que vai decidir como vai aceitar, como vai fazer. Eu sou aliado e luto, como sempre, pela sustentação da aliança, que é muito sólida. É um pacto de solidez muito grande com Lula, com Wagner, com Rui e com Jerônimo. Então nós vamos encontrar uma solução lá na frente”, afirmou Otto.

 

Segundo o senador, qualquer definição sobre o papel de Rui Costa no cenário eleitoral será tomada no “primeiro ou no terceiro andar do Palácio do Planalto”, em referência ao gabinete do presidente Lula, ou no “COI com Jerônimo”, como se refere ao núcleo político do governo baiano.

 

“Quem vai decidir isso são os dois que vão para a reeleição. Sempre quem vai para a reeleição coordena e organiza a sua reeleição. O que vai organizar a de Lula é Lula”, pontuou o senador.

 

Otto Alencar reforçou ainda que não há pressa nem ansiedade quanto às definições políticas de 2026. Ele destacou sua postura de serenidade e compromisso com o trabalho parlamentar. Caso Rui seja candidato ao Senado, como almeja, é especulada a saída de Angelo Coronel (PSD) da chapa majoritária de 2026, formando o que os petistas chamam de "chapa dos sonhos" com dois ex-governadores, incluindo ele próprio e Wagner, e o atual governador como candidato à reeleição.

 

“Eu não tenho pressa para isso, não tenho ansiedade. Sou muito tranquilo, a minha vida sempre foi serena. Estou cumprindo meu mandato e tenho procurado trabalhar com dedicação, como fiz ao longo da minha vida inteira, muito intensa no trabalho. Vamos aguardar os fatos”, declarou.

 

O senador reafirmou a confiança na manutenção da aliança que sustenta o grupo político no estado e no governo federal. Para ele, os compromissos firmados entre as lideranças do campo governista devem ser honrados.

 

“Acho que não vamos ter problema. Compromisso é para ser cumprido. Há uma frase em latim que diz pacta sunt servanda, que significa que o pacto deve ser cumprido. Ou então dictum et factum: dito e feito. Diga e faça. É por aí”, completou.

Prefeitos do interior declaram apoio à reeleição de Coronel: “Extremamente importante a permanência”
Foto: Waldemir Barreto / Senado

Um grupo de prefeitos de diferentes municípios ao redor da Bahia declararam apoio à reeleição do senador Angelo Coronel (PSD) nas eleições do próximo ano. O pronunciamento ocorreu por meio das redes sociais, após reunião de Coronel com diversos gestores municipais ao longo desta segunda-feira (13).

 

Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito de Entre Rios, Manoelito Argolo Júnior (Solidariedade), ressaltou o diálogo com o senador e afirmou que sua permanência no Senado é “extremamente importante” para os municípios.

 

“Se o senhor [Coronel], por acaso, não ir para lá [Senado], quem vai perder são os municípios da Bahia. Ano que vem são duas vagas para o Senado, uma, lá de Entre Rios, é do senador Angelo Coronel, pelo trabalho que ele vem fazendo na minha cidade e que eu vejo na minha região toda (...). É extremamente a importância a permanência de Coronel para todos nós”, disse o Manoelito.

 

Apesar de ser eleito em um partido da oposição ao governo do estado, o prefeito de Utinga, Átila (PSDB), também destacou a atuação de Coronel durante o seu mandato. Além disso, o tucano realçou a acessibilidade do senador no atendimento aos prefeitos.

 

“Eu não tenho vínculo político ainda com Coronel, estive em Brasília, ele me recebeu lá. Então hoje a gente vê que temos acesso a um senador da República, isso é coisa que a gente não via antes. Nunca vi um senador receber prefeito dessa forma, como ele recebe. A Bahia precisa de Coronel no Senado”, discorreu Átila.

 

Também estiveram presentes os prefeitos de Bonito, Edinho Bella (PSD); Wenceslau Guimarães, Gabriel De Parísio (MDB); Retirolândia, Guene (PSB); e Itamari, Dr. Tom (Avante).

 

Confira:
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Coronel Card passou tanto tempo ao lado do Cavalo do Cão que até o coração partido ele tentou imitar. Já o Cacique tentou um estilo diferente essa semana: o "venha a nós o vosso reino". Só faltou me contarem mesmo os detalhes mais íntimos da passagem de Marmotta por aqui. Já Lero anda mal na política e na vida pessoal, aparentemente. Saiba mais!

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Solange Almeida

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"Cuidar de mim". 


Disse a cantora Solange Almeida ao surgir com um novo visual nas redes sociais e chamou atenção dos seguidores. A mudança feita pela cantora veio através de um procedimento estético.

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