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Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência

O desafio pode fazer bem. O risco está na pressão sem recuperação — e isso vale para qualquer pessoa que trabalhe sob grande exigência depois dos 80.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

politica

Alexandre Aleluia tem pelo menos 37 votos para presidir Câmara de Salvador após adesão de vereadores da oposição
Oposição na CMS | Foto ilustrativa: Reprodução / CMS

O vereador Alexandre Aleluia (Novo) chegou a 37 apoios declarados, entre os 43 integrantes da Câmara Municipal de Salvador (CMS), na disputa pela presidência da Casa. A candidatura ganhou novos apoiadores nesta terça-feira (3), após a adesão de vereadores da oposição e da vereadora Débora Santana (PSDB).

 

A bancada de oposição se reuniu e decidiu liberar os partidos para que cada um definisse seu posicionamento sobre a eleição. A decisão foi anunciada pelo líder do grupo, vereador Randerson Leal (Podemos).Após o entendimento, os vereadores João Cláudio Bacelar e Randerson Leal, ambos do Podemos; Carlos Kleber (PSD); e David Rios (MDB) declararam apoio a Aleluia. A definição ocorreu depois de uma reunião dos parlamentares com o candidato, da qual não participaram os vereadores do PSOL.

 

Também nesta terça-feira, a vereadora Débora Santana confirmou adesão à candidatura durante uma reunião com Aleluia. Com o apoio da tucana, o vereador passou a contabilizar 35 votos declarados."Conheço a seriedade do trabalho de Aleluia nas comissões e sei que ele será um presidente competente e democrático à altura dos desafios da Câmara de Salvador", argumenta Débora.

 

Foto: Divulgação / Assessoria 

 

Durante o encontro com integrantes da oposição, Aleluia recebeu uma pauta de compromissos apresentada por Randerson Leal. Entre as reivindicações estão a garantia de autonomia e independência da Câmara em relação à Prefeitura de Salvador e ao Palácio Thomé de Souza, a retomada do protagonismo do Legislativo e a priorização de projetos de iniciativa dos vereadores.

 

O documento também prevê o cumprimento do Regimento Interno e dos prazos para tramitação de propostas encaminhadas pelo Executivo, a garantia da proporcionalidade na composição das comissões permanentes e a regulamentação das emendas parlamentares.

 

Segundo Randerson, Aleluia sinalizou positivamente em relação aos pontos apresentados. O líder da oposição afirmou que a liberação dos partidos permite que cada legenda discuta internamente e defina sua posição de acordo com as próprias orientações. A eleição para a presidência da Câmara Municipal definirá o comando do Legislativo soteropolitano para o próximo biênio.

Lula quer evitar "unção" a sucessor e buscará opções para Casa Civil
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu, segundo fontes próximas ao mandatário, abrir o “leque” de opções para comandar a Casa Civil – considerada a pasta mais importante do governo federal, responsável por coordenar ações de Ministérios e relações com entes federativos – em seu quarto mandato.

A apuração é da CNN Brasil.

 

Após a vitória do presidente nas urnas, a disputa pela Casa Civil se afunilava entre os ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Camilo Santana (PT). O primeiro era o preferido antes das eleições; e o segundo ganhou força após ingressar no núcleo da campanha no segundo turno e ser considerado peça crucial para a vitória.

 

Lula tem ponderado com aliados que a nomeação de um dos dois para a Casa Civil poderia ser entendida como uma “unção” a um sucessor. O presidente foca em seu último mandato e não quer adiantar essa discussão, afirmam interlocutores.

 

O mandatário se mostra disposto a ouvir outros nomes. Aliados sugeriram, por exemplo, a ex-ministra Gleisi Hoffmann – que perdeu as eleições pelo Senado no Paraná e está sem mandato – como uma opção.

 

Também são cogitadas quais posições poderiam acomodar o peso político de Haddad e Camilo e dar protagonismo a ambos sem sinalizar uma “unção”.

 

Auxiliares do presidente mencionam o Ministério da Segurança Pública, que será criado caso a PEC (proposta de emenda à Constituição) que reforça as atribuições federais nessa frente, e o Ministério da Educação, que estará responsável por promessas como a universalização da escola em tempo integral e o Pé-de-Meia Universitário.

 

Após os dois primeiros mandatos de Lula, foi indicada para a sucessão do petista Dilma Rousseff (PT) – que esteve à frente da Casa Civil entre 2005 e 2010. A então ministra era chamada de “mãe do PAC”, por tocar o Programa de Aceleração do Crescimento, que concentrava as principais obras e ações do governo.

Deputado federal Neto Carletto se casa com filha do senador Otto Alencar em cerimônia intimista no sul da Bahia
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O deputado federal Neto Carletto (Avante) e a empresária Isadora Alencar oficializaram a união neste domingo (1º), em uma cerimônia intimista realizada em Arraial d’Ajuda, no sul da Bahia. A celebração foi conduzida por Edgar Abbehussen e reuniu familiares e convidados próximos, sem grande alarde.

 

Isadora é filha mais nova do senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, que celebrou o casamento nas redes sociais. “A felicidade invadiu o meu coração”, escreveu o parlamentar na legenda de uma fotografia publicada no Instagram.

 

O casal estava noivo desde abril deste ano, quando realizou uma celebração no Horto Florestal, em Salvador.

 

Neto Carletto é sobrinho de Ronaldo Carletto, presidente estadual do Avante e suplente do senador Rui Costa (PT). O deputado integra uma família com tradição na política baiana, especialmente no interior do estado.

 

Fotos: Reprodução / Redes Sociais

 

Nas eleições de 2026, Neto Carletto foi reeleito para a Câmara dos Deputados pela Bahia, com 197.240 votos, o equivalente a 2,38% dos votos válidos no estado.

Governo dos EUA evita apoiar pretensão de Flávio Bolsonaro de liderar o Brasil, aponta agência
Foto: Reprodução / X

O governo do presidente norte-americano Donald Trump não demonstra intenção de respaldar as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre assumir a liderança política do Brasil. A avaliação foi divulgada pela agência Reuters neste sábado (31), com base em informações de pessoas familiarizadas com as discussões na administração dos Estados Unidos.

 

De acordo com os relatos, autoridades americanas não pretendem assumir publicamente uma posição favorável ao parlamentar, apesar de terem contribuído para viabilizar sua entrada no território norte-americano. A preocupação seria evitar um novo desgaste diplomático com o governo brasileiro.

 

A movimentação de Flávio ocorre após sua derrota na disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Depois do resultado das urnas, o senador divulgou um documento no qual reivindicava o posto de “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Posteriormente, alterou o discurso e passou a se apresentar como “líder do Brasil”.

 

Ainda conforme a Reuters, a postura da Casa Branca não representa uma decisão definitiva de Trump, que poderia rever sua posição. No momento, entretanto, o presidente americano estaria pouco disposto a criar novos atritos nas relações entre os dois países.

 

O senador chegou a Miami na quarta-feira (28), depois de deixar o Brasil, e tem planos de seguir para Washington nos próximos dias. A viagem à capital americana teria como objetivo estabelecer conversas diretamente com representantes da administração Trump.

 

Em uma transmissão pelas redes sociais, Flávio afirmou que decidiu sair do país por temer novas providências judiciais contra ele. Depois da eleição, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a retenção dos documentos de viagem do parlamentar.

 

Na mesma transmissão, o senador também sinalizou que poderá voltar a disputar o comando do Executivo federal. Flávio mencionou a possibilidade de uma nova candidatura em um prazo inferior ao calendário eleitoral de 2030 e vinculou essa hipótese a uma eventual crise econômica durante o próximo governo Lula.

 

O parlamentar, contudo, não apresentou detalhes sobre como essa situação poderia resultar na convocação de uma nova eleição presidencial. “Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui pronto, inclusive, se for preciso, para disputar a Presidência da República de novo. (...) Eu não tô falando de 2030, não. Eu tô falando de antes disso”, alega.

Na Antena 1, Éden defende construção de projeto para Salvador antes de discutir candidaturas em 2028
Foto: Divulgação

O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, defendeu que a discussão sobre as eleições municipais de 2028 em Salvador comece pela elaboração de um programa para a cidade, antes da definição de possíveis candidatos. A declaração foi feita nesta sexta-feira (30), durante entrevista ao programa Linha de Frente, da rádio Antena 1.

 

Ex-presidente do PT na Bahia, Éden afirmou que pretende contribuir com a formulação de uma proposta para a capital baiana e ressaltou a importância de envolver diferentes setores da sociedade nesse processo. “Eu penso que a gente não pode começar o debate pelo nome. Primeiro a gente vai ver qual é a proposta, qual é o programa, qual é o projeto para Salvador”, disse.

 

O dirigente também defendeu uma reflexão interna da esquerda sobre sua atuação na cidade e a necessidade de apresentar uma alternativa ao modelo político que classificou como carlista. “A esquerda precisa fazer autocrítica, ter humildade de admitir que a gente desacumulou sobre Salvador. A gente tem crítica ao modelo carlista, mas qual é mesmo o nosso programa?”, questionou.

 

Para Éden, a construção de uma proposta deve ocorrer em diálogo com comunidades e diferentes segmentos da sociedade. Ele reafirmou que está disposto a participar da elaboração de um projeto antes de iniciar as discussões sobre nomes e campanhas para 2028.

Vereadora denuncia lista de boicote a comerciantes considerados de esquerda em Alagoinhas
Foto: Reprodução / Redes sociais

A vereadora Juci Cardoso (PT) do município de Alagoinhas, no Agreste Baiano, foi às redes sociais para denunciar uma suposta lista de boicote a comerciantes de esquerda na cidade. Na publicação feita nesta quinta-feira (29), a parlamentar criticou a iniciativa e chamou a atenção para os possíveis impactos econômicos de um boicote motivado por posicionamentos políticos. 

 

Segundo a vereadora, mais de 65 mil eleitores de Alagoinhas votaram em Lula. Ela estimou que, considerando os familiares desses eleitores, o grupo representaria aproximadamente 130 mil consumidores. “Isso não é só sobre política partidária, também é sobre economia e sustento das famílias”, afirmou a parlamentar.

 

Em resposta à suposta iniciativa, Juci Cardoso propôs que a população adote uma postura contrária ao boicote, incentivando a divulgação e o consumo nos estabelecimentos mencionados na lista. “Indique esses estabelecimentos, comprem, curtam, compartilhem e ajudem a divulgar essas lojas e restaurantes que estão lá na tal listinha”, pediu a vereadora petista.

 

“Imaginem se fosse a esquerda fazendo o anúncio de boicote a quem votou diferente? Mas não faremos isso exatamente porque nossa luta não é contra os cidadãos que pensam diferente da gente, e sim pela democracia”, afirmou a política alagoinhense.

Com Coronel sem renovar mandato, Marinho rechaça senador na presidência do Republicanos na Bahia
Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado e Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Após não conseguir se eleger para o Senado nas eleições de 2026, Angelo Coronel (Republicanos) tem o nome cotado nos bastidores para assumir a presidência estadual do partido. A possibilidade, que já era discutida desde março, quando o senador deixou o Partido Social Democrático (PSD) para ingressar na legenda, foi rechaçada pelo atual dirigente da sigla na Bahia, Márcio Marinho.

 

Ao Bahia Notícias, Marinho afirmou que não houve conversa sobre a mudança no comando estadual. A possibilidade, no entanto, teria ganhado força após o segundo turno, realizado no último domingo (25). Fontes ouvidas pelo BN relataram que a direção nacional teria assumido o "compromisso" de ceder a presidência a Coronel após o encerramento das eleições, embora a mudança ainda dependa das articulações internas.

 

Coronel recebeu 2.898.885 votos na disputa pelo Senado, ficando em terceiro lugar entre dez candidatos. As duas vagas da Bahia foram conquistadas por Rui Costa (PT), com 4.335.196 votos, e Jaques Wagner (PT), com 3.986.690. O mandato atual de Coronel termina em 31 de janeiro de 2027. 

Áudio revela articulação de sindicalistas para adesivagem de ônibus em Salvador
Foto: Reprodução / Instagram @brunoreisba

Áudios atribuídos a Fábio Primo, presidente interino do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, mostram uma articulação de integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) para adesivar ônibus da capital baiana. As gravações foram divulgadas pelo portal Informe Baiano.

 

 

Nas mensagens, o sindicalista orienta a distribuição de materiais e divide a atuação dos grupos por garagens de empresas que operam o transporte público. Ele cita equipes responsáveis por unidades da G2, G5 e G6 e cobra o envolvimento dos integrantes da central na mobilização.

 

Em um dos trechos, Primo afirma que o material disponível não seria suficiente para toda a frota e orienta os participantes a identificar, junto aos operadores, quais veículos seriam colocados em circulação. A recomendação era adesivar apenas os ônibus que sairiam das garagens.

 

“Não tem material suficiente para todos os carros. Então a gente tem que chegar, quando chegar, pegar na mão do operador o número dos carros que vão sair, para gente colar apenas nos carros que vão sair”, diz na gravação.

 

O áudio também traz orientações sobre o local de aplicação dos adesivos. Segundo Primo, deveria ser colocado apenas um por veículo, na parte dianteira, próximo ao lado do passageiro, sem atrapalhar a visão do motorista.

 

A divulgação das gravações ocorre após problemas envolvendo propaganda eleitoral irregular em ônibus de Salvador no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Na ocasião, veículos precisaram ter adesivos retirados, o que, segundo a Prefeitura, gerou atrasos na operação do transporte público.

 

O Bahia Notícias tentou contato com Fábio Primo para obter um posicionamento sobre as gravações, mas não recebeu retorno até o momento.

ACM Neto quebra silêncio após eleições e projeta atuação da oposição: "Pensando no futuro"
Foto: Reprodução / Instagram @acmneto

Quatro dias após o segundo turno das eleições, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) se pronunciou nesta quinta-feira (29) e reuniu integrantes de sua equipe na sede do partido, na capital baiana, para discutir os próximos passos políticos do grupo.

 

Após o encontro, Neto afirmou que a oposição pretende fiscalizar os governos e cobrar soluções para os problemas da Bahia e do Brasil, respeitando o resultado das urnas. “Quem ganhou deve governar; quem não ganhou deve fazer oposição”, declarou.

 

"Nós estamos preparados para fazer um trabalho respeitando a democracia, mas um trabalho com sinceridade, com verdade, mostrando os problemas da Bahia e do Brasil. [...] Vamos à luta. Estamos aqui, já pensando no futuro”, concluiu.

 

O ex-prefeito também disse que o grupo está motivado para representar os baianos que, segundo ele, desejam mudanças no estado.

 

ASSISTA:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por ACM Neto (@acmneto)

Governo dos EUA pediu que Flávio Bolsonaro retirasse termo “presidente eleito” de carta
Fotos: Reprodução / Google Street View / Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos pediu ao senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições presidenciais por 4,4 mi de votos, que Flávio retirasse de uma carta divulgada por ele as expressões “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”. Integrantes do Departamento de Estado alegaram que isso poderia ser interpretado como um rompimento diplomático com o governo brasileiro.

 

Segundo informações publicadas pelo blog do jornalista Valdo Cruz, da GloboNews, nesta quinta-feira (29), o uso dos termos poderia sugerir que o governo norte-americano reconhecia o parlamentar como vencedor do pleito. De acordo com diplomatas ouvidos, a mudança ocorreu após o governo do presidente Donald Trump tomar conhecimento do conteúdo da primeira versão do documento.

 

Apesar de críticas ao processo eleitoral do Brasil, Trump tem mantido interlocução com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, segundo o relato, não pretende reconhecer Flávio como presidente eleito. Aliados do senador afirmaram que a alteração foi apenas um ajuste no texto. A informação sobre a solicitação do governo norte-americano também foi divulgada pela colunista Mariana Sanches, do UOL, e confirmada por diplomatas ouvidos pela GloboNews.

 

Na primeira versão da carta, publicada na quarta-feira (28), Flávio se apresentou como o “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”. No documento, ele também contestou o resultado do segundo turno e alegou, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição.

 

Pouco depois, o senador apagou a publicação e divulgou uma nova versão, na qual substituiu as expressões por “líder do Brasil” e “líder”. Na carta revisada, Flávio agradeceu a Trump e ao presidente da Argentina, Javier Milei, e afirmou estar nos Estados Unidos com a família e em segurança. Ele também negou ter fugido do Brasil, disse ser alvo de perseguição política e declarou que passaria a liderar a oposição a partir do território norte-americano.

Voto distrital misto: Entenda o sistema que deve ser votado na Câmara
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta quarta-feira (28) que pretende discutir e tentar votar ainda neste ano uma PEC para instituir o voto distrital misto no Brasil. A alteração substituiria o atual sistema proporcional de lista aberta por outro que combina a escolha individual de representantes de regiões geográficas com a distribuição de cadeiras entre os partidos.

 

Motta apresentou um calendário para a implantação do novo sistema. "A ideia aqui tratada e decidida na manhã de hoje vai no seguinte sentido: de podermos buscar a efetivação desse sistema eleitoral no voto distrital misto para o ano de 2034 e, até lá, construirmos uma transição para esse modelo", declarou.

 

A mudança alcançaria as eleições para a Câmara dos Deputados, as assembleias legislativas, a Câmara Legislativa do Distrito Federal e as câmaras municipais. As regras para presidente da República, governadores, prefeitos e senadores permaneceriam inalteradas.

 

As regras a serem adotadas para o distrital misto no Brasil ainda serão debatidas durante a elaboração da proposta. O modelo é bastante conhecido na política mundial e citado como forma de chegar ao "meio termo" entre parlamentos voltados à representação de bandeiras partidárias e aqueles que buscam priorizar o fortalecimento de bases regionais.

 

MODELO ATUAL: VOTO PROPORCIONAL

O Brasil utiliza o sistema proporcional de lista aberta para eleger deputados e vereadores. Nele, os votos recebidos pelos candidatos de cada partido ou federação são somados aos votos dados diretamente às legendas. O resultado determina quantas cadeiras cada agrupamento político terá direito a ocupar, enquanto a votação individual define quais candidatos assumirão essas vagas.

A distribuição começa pelo cálculo do quociente eleitoral, obtido pela divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras em disputa. O total recebido por cada partido ou federação determina sua participação nessa divisão, com regras adicionais para a distribuição das vagas restantes.

 

Além do Brasil, países como Finlândia, Chile, Portugal e Polônia utilizam variantes desse sistema. Alguns optam pelo modelo de lista fechada, no qual não há votação em candidatos, mas sim em partidos, com uma relação predefinida para a ordem de prioridade dos futuros ocupantes das cadeiras.

 

A principal característica do sistema proporcional é a facilidade para eleger representantes de diferentes correntes políticas. Ao mesmo tempo, a possibilidade de reunir votos de vários candidatos favorece aqueles com expressiva visibilidade pessoal, os chamados "puxadores de votos", capazes de contribuir para a eleição de colegas da mesma legenda, nem sempre conhecidos pelo eleitor.

 

O formato também facilita o acesso de partidos menores ao Parlamento, o que, por um lado, fortalece o pluralismo de ideias e, por outro, dificulta a formação de maiorias e a tomada de decisões colegiadas.

 

O QUE É VOTO DISTRITAL

O modelo proporcional tem como principal contraponto o sistema distrital puro. Nele, o território é dividido em regiões geográficas menores, chamadas distritos eleitorais. Cada uma delas elege apenas um representante, escolhido diretamente pelos moradores daquela área. Em sua forma mais comum, vence o candidato mais votado, independentemente da soma de votos obtida por seu partido em outras regiões.

 

Alguns países, como os Estados Unidos, adotam o sistema em turno único. Outros, como a França, realizam dois turnos quando nenhum candidato alcança 50% dos votos locais.

 

Esse formato dá maior peso ao desempenho individual dos candidatos e estabelece uma área geográfica específica para cada parlamentar. Seu ponto forte é permitir que o eleitor identifique o representante responsável por seu distrito, facilitando o acompanhamento e a cobrança por sua atuação.

 

O voto distrital é utilizado nas eleições legislativas dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá e da Índia. No Parlamento, ele favorece siglas capazes de vencer disputas locais, concentrando a distribuição das cadeiras nas legendas com maior força eleitoral em cada território. Partidos com votação expressiva em escala nacional podem conquistar poucas vagas caso seus eleitores estejam espalhados por diferentes distritos ou quando há tendência local ao voto útil.

 

DISTRITAL MISTO: MEIO TERMO

O voto distrital misto combina os dois sistemas. Em sua configuração mais conhecida, o eleitor dispõe de dois votos: um para escolher o candidato que representará seu distrito e outro para escolher o partido de sua preferência. Parte dos parlamentares chega ao Legislativo pela disputa territorial, enquanto os demais são escolhidos por listas partidárias, geralmente organizadas previamente pelas legendas.

 

Esse modelo é adotado em diferentes formatos ao redor do mundo, como na Alemanha, Nova Zelândia e Japão. Em alguns países, os dois sistemas operam de forma independente, com cadeiras separadas para os eleitos por voto distrital e para os escolhidos pelo proporcional. Em outros, há vinculação entre ambos, com a vitória do candidato de um distrito condicionada ao número de vagas conquistadas pela legenda.

 

A combinação procura preservar a representação das diferentes correntes políticas e permitir que parte dos parlamentares tenha vínculo eleitoral direto com suas regiões.

 

Os efeitos sobre a composição do Parlamento dependem das regras escolhidas. Sistemas com compensação proporcional tendem a preservar o espaço dos partidos menores direcionados ao debate ideológico, enquanto modelos de distribuição independente podem favorecer legendas maiores especializadas em representação regional.

 

O debate em torno da adoção do sistema distrital misto não começou agora. Desde 2017, tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 9212/2017, do ex-senador José Serra, que trata exatamente da implementação do modelo. O atual relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é o deputado Domingos Neto (PSD-CE).

Filha de ACM Neto ironiza críticas após viagem e rebate comparações com Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Lívia Magalhães, filha do ex-prefeito de Salvador Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, ironizou as críticas recebidas após ter sido flagrada ao lado do pai no Aeroporto Internacional de Salvador, nesta quarta-feira (28), mesmo dia em que o senador Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami, nos Estados Unidos. 

 

Após a divulgação das imagens, a jovem, que estuda Administração na Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicou um story – publicação temporária com exibição em até 24 horas, dizendo: “Eu, nos Estados Unidos de São Paulo depois que eu e meu pai, e só nós dois, saímos do Brasil pelo aeroporto de Salvador”, escreveu no post. 

 

A fala ocorreu após diversas publicações compararem a viagem entre pai e filha com a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. O ex-candidato a presidente saiu do Brasil com a família na noite de terça-feira (27), em direção à Argentina, de onde pegou um voo para o Equador e, em seguida, para Miami. 

 

ACM Neto apoiou o senador Flávio na campanha presidencial no segundo turno, mas não se manifestou oficialmente sobre o resultado final, com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou sobre a ida do candidato derrotado aos Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro corrige carta e troca “presidente eleito” por “líder”; brasão também foi alterado
Foto ilustrativa: Reprodução / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) alterou trechos da primeira versão da carta divulgada pelo seu aliado nesta quarta-feira (28), na qual questiona o resultado das eleições presidenciais e alega ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, após uma derrota nas urnas. Em uma nova versão do documento, a expressão “presidente eleito” foi retirada de um parágrafo e substituída pela referência a “líder”.

 

No trecho modificado, Flávio afirma que pretende continuar atuando politicamente em defesa dos eleitores que o apoiaram. Na primeira versão, o senador dizia: “Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito”.

 

Na nova redação, a referência a “presidente eleito” foi substituída por “líder”. O restante do parágrafo mantém o tom de mobilização política, com a promessa de que o senador será “a voz e a liderança livre da nossa nação”.

 

Capturas dos trechos alterados / Reprodução / X (antigo Twitter)

 

A alteração ocorre após a repercussão da primeira versão da carta, na qual Flávio se apresenta como presidente eleito, apesar de ter sido derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25).

 

BRASÃO ERRADO
Além da mudança no texto, a carta foi distribuída inicialmente com um brasão desatualizado do Brasil. A imagem trazia a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, com a letra “z”, denominação histórica que deixou de ser utilizada oficialmente após mudanças na nomenclatura do país.

 

A primeira versão foi divulgada pelo comentarista político Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. Após a repercussão do erro, uma nova versão do documento foi compartilhada por WhatsApp, desta vez com o brasão correto e a inscrição “República Federativa do Brasil”.

 

Figueiredo afirmou, em publicação na rede social X, que a versão recebida por ele continha o brasão antigo, mas que o conteúdo do texto estava correto. O influenciador também apagou a publicação inicial. O episódio foi marcado por duas correções distintas: a substituição do brasão utilizado no documento e a mudança na forma como Flávio se refere a si próprio em um dos parágrafos da carta.

 

No texto, o senador também questiona a legitimidade do resultado eleitoral e alega fraude na votação, sem apresentar provas que sustentem as acusações nos trechos divulgados. Ele ainda afirma que pretende liderar a oposição brasileira a partir do exterior.

Aliado de Flávio Bolsonaro divulga primeira versão de carta com brasão errado e inscrição 'Estados Unidos do Brazil'
Fotos: Reprodução / X via @FlavioBolsonaro e @realpfigueiredo

O aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), Paulo Figueiredo, divulgou nesta quarta-feira (28) uma primeira versão de uma carta com um brasão desatualizado e a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. A denominação deixou de ser utilizada em 1967, quando o país passou a adotar oficialmente o nome República Federativa do Brasil.

 

A carta foi divulgada inicialmente por Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. Após a repercussão do erro, uma nova versão do documento foi distribuída por WhatsApp, desta vez com o brasão correto, que contém a inscrição “República Federativa do Brasil”. O influenciador admitiu o erro e apagou a postagem nas suas redes:

 

Confira postagem:

 

Em publicação na rede social X, Figueiredo afirmou que a versão recebida por ele continha o brasão antigo, mas que o conteúdo do texto estava correto. Ele também ressaltou que a versão publicada pelo próprio Flávio Bolsonaro deveria ser a considerada. Após a publicação errada, Flávio publicou de modo correto:

 

Captura de tela em um dos perfis de Paulo Figueredo | Foto: Reprodução / X (antigo Twitter). 

 

No documento, o senador agradece ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo acolhimento no exterior. Flávio também questiona o resultado das eleições em que foi derrotado, alegando fraude, sem apresentar, no trecho divulgado, provas que sustentem a acusação.

 

A primeira versão foi reproduzida na imprensa; internautas reagiram com brincadeiras pelo erro no contexto:

 

Flávio Bolsonaro divulga carta em que se declara “presidente eleito” e chama eleição de “golpe de Estado”
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou, nesta quarta-feira (28), uma publicação em que se declara “presidente eleito” e classifica o resultado das eleições como um “golpe de Estado”. O conteúdo foi compartilhado nas redes sociais do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, aliado do parlamentar.

 

Captura de tela em um dos perfis de Paulo Figueredo | Foto: Reprodução / X (antigo Twitter). 

 

 

Após internautas apontarem um erro no brasão do Brasil na carta publicada pelo aliado Paulo Figueiredo, Flávio Bolsonaro corrigiu a versão divulgada em seu perfil oficial. O documento inicial trazia a inscrição “Estados Unidos do Brasil”, denominação que deixou de ser utilizada em 1967, quando a Constituição passou a adotar o nome “República Federativa do Brasil”.

 

Capturas de tela das cartas | Foto: Reprodução / X via @FlavioBolsonaro e @@realpfigueiredo

 

A versão corrigida da carta foi publicada por Flávio às 17h19. O senador autodeclarado presidente eleito, que ocupa cargos públicos desde a juventude, em 2003, quando assumiu como deputado estadual  fez a correção em sua postagem.

 

Confira abaixo o documento divulgado pelo senador.

 

Essa manifestação ocorre após Flávio ser derrotado por Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, com votação histórica, perdendo por 4,4 milhões de votos, realizado no último domingo (25). Com a declaração, o senador questiona o resultado oficial das urnas e não reconhece a vitória do petista.

 

O posicionamento representa uma mudança em relação às declarações feitas pelo senador na véspera. Na terça-feira (27), ele havia afirmado que desistiria de tentar anular a eleição e que não fugiria do país. Integrantes da cúpula da campanha do Partido Liberal (PL) também relataram tentativas de convencê-lo, na segunda-feira (26), a recuar da declaração de que não aceitaria a derrota.

 

Flávio desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (28), após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião particular que fez escala no Equador. A fuga ocorreu após avisos da Polícia Federal e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes do senador no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro.

 

Flávio nega irregularidades e também diz não ter realizado uma fuga. "Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está", alega.

 

A ida para os Estados Unidos surpreendeu integrantes da campanha, segundo relatos de aliados. Inicialmente, o senador teria seguido a orientação de interlocutores mais moderados, que defendiam uma postura de reconhecimento do resultado eleitoral e o encerramento das tentativas de contestação da votação.

 

Com o novo discurso, Flávio conta com o asilo do governo Trump e retoma os questionamentos à legitimidade do resultado eleitoral, apesar da vitória oficialmente atribuída a Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Confira a carta na íntegra: 

"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.


Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.


Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.


A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime. Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento.


Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.


Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment. Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política.


Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança. Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.


Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.


Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país. José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York.
 

Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e María Corina Machado, mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática. Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.
 

Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.

 

Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam.
 

À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.
 

Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.
 

E a você, que votou em mim e sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil. Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista.
 

Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar.

Que Deus abençoe o Brasil", diz Flávio Bolsonaro.

Oposição na Câmara de Salvador deve se reunir com Aleluia e levar termo de compromisso antes de decidir apoio
Foto: Divulgação

A bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS) deve se reunir até o fim desta semana com o vereador Alexandre Aleluia (Novo) para decidir se apoia a candidatura dele à presidência da Casa. O grupo, formado por 9 vereadores e liderado por Randerson Leal (Podemos), vai levar ao encontro um termo de compromisso com reivindicações que espera ver atendidas na próxima gestão. Aleluia já conta com o apoio de 33 dos 43 vereadores.

 

A reunião foi definida depois de um encontro de alinhamento da oposição na segunda-feira (26). Segundo apurou o Bahia Notícias, os vereadores querem ouvir de Aleluia como será a gestão dele antes de fechar qualquer apoio. “Vamos dialogar e ouvir dele, em caso de apoio, como será a sua gestão, e também elaborarmos um termo de compromisso de algumas pautas que defendemos”, afirmou o líder da oposição.

 

Entre os pontos do documento estão a autonomia da Câmara em relação à Prefeitura, mais protagonismo dos vereadores nas decisões da Casa, o compromisso de colocar em votação projetos apresentados pelos parlamentares e o cumprimento rigoroso do regimento interno, conjunto de regras que organiza o funcionamento da Câmara.

 

Até agora, o único vereador da oposição a declarar apoio a Aleluia foi Carlos Kleber (PSD). O anúncio foi feito na segunda-feira, depois de uma reunião com o presidente do PSD em Salvador, Edvaldo Brito.

 

Se toda a bancada de oposição fechar com Aleluia, praticamente toda a Câmara estará do lado dele. O único nome que ficaria de fora é o do atual presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB). O próprio PSDB, por meio do líder da bancada, Daniel Alves, já declarou apoio a Aleluia.

Apesar de apoio ao PT, Jonga Bacelar deve permanecer no PL e tem reunião marcada com Valdemar Costa Neto; saiba mais
Foto: Evertton Pacheco

Reeleito deputado federal com 107.332 votos, Jonga Bacelar (PL) deve continuar no Partido Liberal, mesmo depois da polêmica causada por sua participação em um ato ao lado do governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT), em Ribeira do Pombal, durante a campanha eleitoral.

 

Segundo apuração do Bahia Notícias, o parlamentar baiano tinha um encontro marcado nesta quarta-feira (28) com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para tratar de política. De acordo com relatos, reuniões desse tipo entre os dois acontecem com frequência “quase semanal”.

 

Ainda conforme a apuração, mesmo após o episódio em Ribeira do Pombal, onde o edil declarou apoio a Jerônimo e utilizou um adesivo do PT, não há qualquer possibilidade de expulsão ou de saída de Jonga do partido. Interlocutores relatam que existe uma espécie de “gratidão” da legenda com o deputado, que é o parlamentar do PL com mais legislaturas na Bahia. Ele está na Câmara desde 2007 e, a partir de 2027, chega ao sexto mandato consecutivo. Um interlocutor do grupo destaca ainda que Jonga é um parlamentar que “não precisa de fundão eleitoral para se eleger”.

 

Na Bahia, o PL não lançou candidato próprio ao governo e integrou a chapa de ACM Neto (União Brasil), com o presidente estadual da sigla, João Roma, na disputa pelo Senado. 

 

Por isso, a presença de Jonga no palanque de Jerônimo, onde chegou a usar um adesivo com o número 13, gerou mal-estar na ala bolsonarista do partido, que chegou a defender a expulsão do deputado. Na época, Jonga se retratou com Valdemar e afirmou, em nota, que sempre apoiou os candidatos indicados pelo PL.

 

Jonga já comandou o partido no estado, quando a sigla ainda se chamava Partido da República (PR). Ele assumiu a presidência estadual em janeiro de 2015, após uma disputa interna com o também deputado federal José Rocha, e ficou no cargo até agosto de 2016, cerca de um ano e meio. Nesse período, o deputado integrava a base do então governador Rui Costa (PT) e votou contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Ex-coordenador diz não saber paradeiro de Flávio Bolsonaro após derrota nas urnas: "queria dar um tempo”
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador Rogério Marinho (PL), ex-coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (27) que não sabe onde o candidato derrotado nas eleições está. Segundo ele, a última comunicação com o parlamentar ocorreu pela manhã, quando Flávio disse que queria “dar um tempo” e que conversaria com a equipe posteriormente.

 

“Nós não temos ainda informações sobre o seu paradeiro, apenas algumas notícias que já saíram da imprensa, inclusive de outros países, que demonstram que pode ter havido um deslocamento do senador Flávio para um outro país”, alega Marinho.

 

O ex-coordenador relatou que recebeu uma mensagem de texto de Flávio por volta das 8 horas, após ser procurado por veículos de imprensa que buscavam informações sobre o senador. Segundo Marinho, o parlamentar afirmou que precisava de um tempo naquele dia e que voltaria a conversar com a equipe.

 

Marinho disse ainda que esteve com Flávio na segunda-feira (26), até pouco depois das 16h. Na ocasião, integrantes da campanha conversaram sobre a necessidade de agradecer aos eleitores que votaram no senador. 

 

As informações foram confirmadas pelo portal g1, . O ex-coordenador afirmou que a equipe ficou surpresa com o resultado da eleição.

Maria Bethânia celebra aniversário de 81 anos do presidente Lula nas redes sociais
Foto: Reprodução / Instagram @mariabethania

Maria Bethânia celebrou o aniversário de 81 anos do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por meio de suas redes sociais nesta terça-feira (27). 

 

Com fotos de um encontro entre os dois e uma declaração na legenda da publicação, a baiana parabenizou o petista e desejou um bom governo. “Felicidades para o nosso Presidente Lula. Que Deus o ilumine para governar o Brasil que eu amo”, escreveu a artista. 

 

 

A cantora baiana e o presidente Lula possuem uma relação marcada por décadas de apoio político e reconhecimento mútuo. Em 2002, quando o petista foi eleito presidente pela primeira vez, a artista gravou a música “Sonho Impossível” para o programa eleitoral dele. Vinte anos depois, durante a campanha presidencial de 2022, Bethânia repetiu gestos de apoio e “fez o L”. 

 

Em 2025, Lula e a primeira-dama Janja prestigiaram um show em que Bethânia celebrou os 60 anos de carreira. Na ocasião, o presidente entregou flores à cantora no camarim e deixou um bilhete a chamando de “a mais extraordinária cantora brasileira”. Já em 2026, a cantora reafirmou seu apoio ao presidente. Durante sua apresentação no Coala Festival em São Paulo, Bethânia disse: “Eu voto Lula presidente”. 

Após fuga, aliado de Trump confirma chegada de Flávio Bolsonaro aos EUA
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos em segurança nesta terça-feira (27), segundo informou o advogado mexicano Simón Levy, ligado ao movimento Make America Great Again (MAGA), do presidente norte-americano Donald Trump.

 

Em uma publicação na rede social X, por volta das 15h20, Levy afirmou que o senador havia chegado ao país sem problemas. “Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos”, escreve o advogado.

 

Confira postagens do aliado trumpista: 

 

A viagem ocorre três dias após a derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Até o momento, as informações divulgadas não detalham o motivo da viagem, o tempo de permanência do senador nos Estados Unidos nem a agenda prevista para a visita.

Igor Dominguez assume posto na Assembleia Legislativa como nome forte de Bruno Reis
Foto: Reprodução / Instagram @igordominguez

A renovação de 38,1% da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) a partir de fevereiro de 2027 terá entre os novos integrantes Igor Dominguez (PL), eleito deputado estadual com 79.736 votos. Escolhido pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), como um dos nomes do grupo político para a disputa, ele concentrou mais da metade de sua votação na capital baiana, onde construiu parte de sua trajetória na gestão pública.

 

Dos votos recebidos por Igor nas eleições de 2026, 40.784 foram registrados em Salvador, o equivalente a 51,1% do total. O resultado evidencia o peso eleitoral da capital para o deputado eleito, que ocupava a Secretaria Particular de Bruno Reis e atuava diretamente nos bastidores da administração municipal. 

 

A relação profissional com Bruno Reis começou em 2011, quando Igor passou a integrar o gabinete do então deputado estadual. Antes disso, havia iniciado sua trajetória no serviço público, em 2002, na Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba).

 

Na Assembleia Legislativa, ocupou a Diretoria de Planejamento e comandou a Fundação Paulo Jackson, responsável pela TV e pela Rádio AL-BA. Em 2021, com a chegada de Bruno Reis à Prefeitura de Salvador, assumiu a Secretaria Particular do prefeito, função em que acompanhou demandas da gestão e atuou na interlocução com secretarias municipais, lideranças políticas e representantes de comunidades.

 

Formado em Administração de Empresas e em Direito, Igor também presidiu o Democracia Cristã (DC) na Bahia em fevereiro de 2024, antes de se filiar ao Partido Liberal (PL) para disputar as eleições de 2026. Além do prefeito, sua candidatura contou com o apoio do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).

 

Ao apresentar sua candidatura, Igor destacou a experiência acumulada ao lado das lideranças do grupo político. “Com seriedade e competência, estou preparado para minha próxima missão: representar os baianos na Assembleia Legislativa”, afirmou ao Bahia Notícias.

 

Para o mandato, o deputado eleito pretende priorizar a cobranças por melhorias na segurança pública e na saúde. Entre as propostas anunciadas também estão o fortalecimento dos municípios, a ampliação de oportunidades para jovens e o incentivo ao empreendedorismo, com foco na redução da burocracia e na geração de emprego e renda.

 

Aliado ao grupo de Neto, Igor afirma que pretende exercer uma “oposição responsável” na AL-BA, exercendo uma forte fiscalização do governo estadual e mantendo abertura ao diálogo sobre propostas que beneficiem a população baiana.

VÍDEO: Cezar Leite nega que bolsonarismo seja de extrema-direita e defende pluralidade na direita baiana
Fotos: Agência Brasil / Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Em entrevista concedida ao apresentador Fernando Duarte no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN), o vereador Cezar Leite (PL) foi questionado sobre a existência de espaço para a direita baiana fora do bolsonarismo, considerando os projetos de lei defendidos por seu mandato. Em seguida, Cezar Leite rejeitou o rótulo de extrema-direita associado ao bolsonarismo.

 

“Sim, mas o bolsonarismo não é extrema-direita, né? Essa é uma colocação de rótulo que as pessoas colocam, fazem. O bolsonarismo é... não só o carinho, mas o respeito que eu tenho por Jair Messias Bolsonaro. Que é um cara que hoje [está] preso por muitas coisas que ele não aceitou lá atrás, né? Jair tem uma história linda. 28 anos no Congresso que nunca teve nenhum ato de corrupção com ele. Ele nunca foi envolvido em nenhum ato de corrupção”, responde.

 

Veja momento em vídeo: 

 

ENTENDA O CONTEXTO
O bolsonarismo é considerado um movimento político com pautas de alienação à extrema-direita, como registros de negacionismo científico no governo federal, atos extremados como invasão e depredação no 8 de janeiro e flertes com a ditadura militar. Além do próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado pela 2.ª turma do Supremo. 

 

Na avaliação do entrevistado, o ex-presidente não integrava o sistema político tradicional e, por essa razão, enfrenta adversidades e reveses na atualidade. Durante sua trajetória parlamentar, Bolsonaro também fez declarações sobre sua relação com o chamado Centrão, bloco informal de partidos e parlamentares que costuma atuar em negociações no Congresso Nacional.

 

Na campanha presidencial de 2018, Bolsonaro se apresentou como uma alternativa "outsider" aos grupos políticos tradicionais. Já durante o governo, sua administração manteve relações com partidos e lideranças do Centrão, especialmente no contexto das negociações para garantir apoio no Legislativo.

 

Apesar de reiterar seu apoio pessoal e político a Bolsonaro, Leite reconheceu a existência e o fortalecimento de outras vertentes no espectro político da direita. Entre elas, citou a direita liberal e a direita conservadora cristã, ressaltando que ambos os segmentos vêm registrando crescimento.

 

“Ele nunca fez parte do sistema e está pagando por tudo isso. Então eu tenho um respeito muito grande pelo Bolsonaro, é por isso que eu sou bolsonarista. Mas você... claro que você tem áreas da direita que... é a direita liberal, é a direita conservadora cristã, né? Que também vem crescendo, eu não tenho dúvida nenhuma disso”, argumenta.

 

Ao abordar sua atuação pública e a importância da integridade na política, Leite ressaltou que a honestidade deve ser um compromisso permanente do representante público. 

 

O vereador também relatou o impacto pessoal e financeiro de sua dedicação à vida pública, observando que, ao reduzir sua atividade profissional como médico para focar no mandato, registrou perda de patrimônio em comparação ao período em que atuava exclusivamente na medicina.

 

Confira a entrevista completa logo abaixo:

Flávio Dino exalta "persistência democrática" e critica "chicotes, pessoas acorrentadas, símbolos nazistas" na campanha
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira (26) para saudar os candidatos vitoriosos nas eleições de 2026 nos âmbitos federal e estadual, ocasião em que exaltou a "persistência democrática" do país e criticou o uso de "pedradas, tiros, chicotes, pessoas acorrentadas, símbolos nazistas" e coações na campanha eleitoral.

 

Em pronunciamento oficial, o magistrado defendeu o pluralismo político e fez um apelo pelo fim do extremismo e da violência no debate público brasileiro. Confira a postagem: 

 

Ex-governador, ex-senador e ex-deputado federal, Dino ressaltou a honra do mandato concedido pelo voto e classificou a confiança popular como um dos pilares do Estado Democrático de Direito. Ao avaliar a conclusão do processo eleitoral, o ministro fez uma correlação com sua trajetória pessoal e política, lembrando a participação na campanha pelas "Diretas Já", em 1984.

 

"Constato que, mais uma vez, tal campanha se revelou vitoriosa, pois chegamos ao final de uma eleição presidencial com a certeza de que outras virão. Em um país marcado por tantas rupturas institucionais desastrosas, essa persistência democrática deve sempre ser enaltecida", alega o ministro.

 

Dino citou expressamente o artigo 1º, inciso V, da Carta Magna — que estabelece o pluralismo político como um dos fundamentos da República — para cobrar respeito mútuo entre as correntes políticas. Ele fez um apelo rigoroso pelo banimento de atos de coerção e extremismo do cenário eleitoral brasileiro.

 

"Pedradas, tiros, chicotes e pessoas acorrentadas, símbolos nazistas e coações nunca mais devem fazer parte de um processo eleitoral no nosso país", enfatiza.

 

Na condição de integrante do Poder Judiciário, o ministro defendeu que os representantes eleitos priorizem a governança e a implementação de políticas públicas voltadas às populações de menor renda, descritas por ele como "destinatários prioritários do manto protetor da Constituição".

 

Por fim, Flávio Dino dirigiu uma mensagem de pacificação a diversos setores do país, pedindo que atuem como vetores de paz e ponderação frente a um cenário global conflagrado. "O Constitucionalismo Social e Liberal, consagrado pela Carta de 1988, deve seguir como o nosso mapa do caminho para um futuro melhor", conclui o magistrado.

 

Confira nota na íntegra de Flávio Dino:
"
Findo o processo eleitoral de 2026, as minhas homenagens a todos os eleitos, tanto em nível federal quanto dos estados. Por ter tido a oportunidade de ser eleito governador, senador e deputado federal, sei o quanto é honroso receber a confiança popular, esteio fundamental do Estado Democrático de Direito. Espero que todos consigam bem exercer os seus mandatos, nos termos e limites da Constituição Federal.
 

Em 1984, ainda bem jovem, participei da gloriosa campanha Diretas Já. Constato que, mais uma vez, que tal campanha se revelou vitoriosa, pois chegamos ao final de uma eleição presidencial com a certeza de que outras virão. Em um país marcado por tantas rupturas institucionais desastrosas, essa persistência democrática deve sempre ser enaltecida.
 

A Constituição Federal protege o pluralismo político (artigo 1º, V), o que exige respeito entre os compatriotas. Pedradas, tiros, chicotes e pessoas acorrentadas, símbolos nazistas e coações nunca mais devem fazer parte de um processo eleitoral no nosso país.
 

Como integrante do Poder Judiciário, espero que os agentes políticos consigam definir bons caminhos de governança para que a nossa Pátria propicie mais políticas públicas especialmente aos mais pobres - destinatários prioritários do manto protetor da Constituição.
 

Desejo que a sociedade civil, os agentes de mercado, os profissionais das várias áreas, a classe trabalhadora, as empresas de mídia, os líderes religiosos, cada um no seu espectro de atuação, sejam portadores de mensagens de paz e ponderação, em um mundo tão conflagrado por extremismos e egoísmos, que nada constroem.
 

O Constitucionalismo Social e Liberal, consagrado pela Carta de 1988, deve seguir como o nosso mapa do caminho para um futuro melhor", diz em postagem. 

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

 

“Eu acho que foi muito em virtude do momento atual eleitoral. Porque em outros momentos você teve figuras nacionais que receberam título aqui em Salvador, até o próprio Lula em 2006, e não teve essa repercussão toda de ataques, nem tentativas de revogação”, afirmou.

 

A homenagem a Flávio Bolsonaro foi entregue por Cezar Leite no dia 17 de outubro, durante um ato político no Farol da Barra. A cerimônia ocorreu após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) derrubar uma liminar que havia determinado o adiamento da solenidade para depois do segundo turno das eleições.

 

O vereador afirmou que sua principal preocupação durante a disputa judicial foi preservar as prerrogativas dos parlamentares e a autonomia da Câmara Municipal de Salvador (CMS). Para ele, a aprovação do título pelo Legislativo legitimava a concessão da homenagem.

 

“Quando você coloca em votação e é aprovado, isso tem legitimidade. Se você não fere qualquer tipo de regimento ou ato processual da Câmara, é legítimo”, declarou.

 

Cezar Leite também elogiou o presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), por ter compreendido seus argumentos, apesar das diferenças políticas entre os dois. Segundo o vereador, a discussão não se limitava à homenagem ao senador, mas envolvia a defesa das competências do Legislativo municipal.

 

A concessão do título foi aprovada pela Câmara por meio da Resolução nº 3.592/2026, após proposição apresentada a pedido de Cezar Leite. A primeira decisão judicial também havia suspendido a transferência temporária da sede do Legislativo para o Farol da Barra e estabelecido multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento. 

 

ASSISTA O PROGRAMA COMPLETO:

Zé Felipe surpreende e pede para Deus abençoar Lula após reeleição: "Que possa fazer um governo incrível"
Foto: Instagram

O cantor Zé Felipe, ex-marido de Virginia Fonseca, surpreendeu os seguidores ao falar sobre o fim das eleições nas redes sociais. Filho do cantor Leonardo, que declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o sertanejo pediu para que Deus abençoasse o petista em seu quarto mandato.

 

O artista afirmou que sempre evitou falar de política nas redes sociais por saber que tem fã dos dois lados. "As Eleições 'acabou'. Nunca fui de falar de política por aqui, até porque eu não entendo muito, e canto para todo mundo, tenho fã de todo lado, amo todos e é isso", disse.

 

 

Apesar de não ter declarado apoio publicamente a nenhum candidato, o sertanejo pediu para que o governo de Lula fosse bom. Vale lembrar que no início de outubro, Zé Felipe anunciou que faria uma mudança temporária para Miami, nos Estados Unidos, para focar em novos projetos musicais.

 

"A Eleição acabou, Lula ganhou, que Deus abençoe ele, que ele possa fazer um governo incrível aí e que o Brasil possa crescer cada dia mais, nesse país que é o melhor, tem o melhor povo do mundo", afirmou.

 

Zé Felipe também frisou não falar de política por não entender sobre o assunto. "Não falo de política porque não entendo mesmo, mas que Deus abençoe nosso país e nosso povo".

 

Na família do cantor, o pai declarou apoio a Flávio Bolsonaro, enquanto o irmão, o ator João Guilherme chegou a participar de atos a favor de Lula.

Deputados pedem à PGR que retenha passaporte de Flávio Bolsonaro e impeça que ele saia do Brasil
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil.

Deputados federais governistas apresentaram representação na Procuradoria-Geral da República (PGR), alguns ainda neste domingo (25), pedindo a adoção de medidas urgentes para impedir que o senador Flávio Bolsonaro (PL) saia do país. Entre os pedidos estão a proibição de deixar o Brasil, a entrega dos passaportes e a comunicação da eventual decisão à Polícia Federal e às autoridades de controle migratório.

 

Nas redes sociais, uma eventual viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos é um tema que vem crescendo nos debates desde o final da apuração do segundo turno das eleições. Os internautas repercutem principalmente um vídeo da ex-deputada Joice Hasselmann, que afirmou, no fim de semana, que o senador do PL já tinha um jatinho pronto, inclusive com plano de voo, para seguir rumo a Miami, nos Estados Unidos, em caso de derrota. 

 

Um dos deputados que apresentou representação na PGR foi Otoni de Paula (PSD-RJ), que solicitou que o órgão avalie, em caráter de urgência, a possibilidade de impor medidas cautelares ao senador Flávio Bolsonaro.

 

O documento protocolado por Otoni trata principalmente do inquérito que apura operações envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, no qual Flávio figura como investigado. A representação também solicita análise de informações sobre movimentações financeiras internacionais e apurações envolvendo o advogado Willer Tomaz e a empresa Alcazar Holdings.

 

“Ele não vai fugir do país porque o negão aqui não vai deixar”, afirmou o deputado, em vídeo publicado no Instagram. “Os seus esquemas com Vorcaro você vai ter que pagar aqui”, completou Otoni.

 

Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Duda Salabert (Psol-MG) também acionaram a PGR e o Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a apreensão do passaporte e a proibição de saída do país do candidato derrotado à Presidência. 

 

Em vídeo nas redes sociais, a deputada Duda Salabert relatou que solicitou à Justiça a retenção do passaporte do senador Flávio Bolsonaro. Segundo a parlamentar, o objetivo é impedir uma eventual saída dele do Brasil para escapar de investigações ou de possíveis responsabilidades perante a Justiça. 

 

“Acabo de pedir a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro! O Brasil não pode correr o risco de assistir a mais uma tentativa de fuga para os Estados Unidos para escapar da Justiça”, escreveu Duda nas redes sociais.

 

Flávio Bolsonaro encerrará seu mandato no Senado Federal em fevereiro de 2027, ficando sem cargo eletivo e sem imunidade parlamentar pela primeira vez em 24 anos de carreira política. O senador, quando deixar o cargo, também perderá direito ao foro privilegiado. 
 

Flávio Bolsonaro chama resultado de ‘sacanagem’ e promete pedir anulação da eleição
Fotos: Reprodução / TV Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, afirmou neste domingo (25) que considera “impossível” reconhecer o resultado das urnas e anunciou que pretende pedir a anulação do pleito. Durante pronunciamento à imprensa, o candidato classificou o resultado como uma “sacanagem” e questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação em 2 horas.

 

“É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. [...] É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, disse Flávio.

 

O senador alegou que a decisão de Zanin, tomada em meio a relatos de dificuldades de deslocamento de eleitores, teria comprometido a igualdade de condições entre os votantes de diferentes estados. Segundo ele, a extensão do horário poderia ter influenciado o resultado da disputa.

 

“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. Eu nunca vou saber se no estado aonde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, afirmou.

 

A crítica, no entanto, contrasta com uma solicitação feita pela própria campanha de Flávio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mais cedo, o grupo pediu a extensão do horário de votação até as 19h em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sob a justificativa de que fortes chuvas prejudicaram o deslocamento de eleitores.

VÍDEO: Flávio Bolsonaro acompanha apuração em clima de consternação após vitória de Lula
Fotos: Reprodução / Leitor BN

O QG da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) foi marcado por um clima de consternação e tristeza após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25). Ao lado de aliados políticos, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador acompanhou a apuração e demonstrou incredulidade diante do resultado.

 

Veja em vídeo:

 

Também estiveram no local nomes conhecidos nas redes sociais, como André Castro, Lucas Pavanato e Pablo Marçal. A derrota de Flávio ocorreu após uma disputa marcada pela virada de Lula durante a apuração, consolidando a vitória do petista na eleição presidencial.

 

Com o resultado, Lula conquistou um quarto mandato presidencial por meio de eleições democráticas, feito inédito na história do país. O petista já havia governado o Brasil entre 2003 e 2010 e retornado ao Palácio do Planalto em 2023, após vencer Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022.

 

Ainda não se sabe se Flávio vai reconhecer a derrota publicamente para Lula, afinal, seu pai, Jair Bolsonaro, saiu do Brasil e não passou a faixa presidencial.

Abstenção cai no 2º turno e registra menor índice em 20 anos nas eleições de 2026
Foto: Reprodução / Agência Brasil

A abstenção nas eleições presidenciais de 2026 caiu no segundo turno e atingiu o menor percentual desde 2006. Cerca de 3 milhões de eleitores que não compareceram à votação do primeiro turno foram às urnas neste domingo (25). Ao todo, 30,4 milhões de pessoas deixaram de votar, segundo dados divulgados durante a apuração.

 

Com 98,27% das urnas apuradas, a taxa de abstenção ficou em 19,11%, uma redução de 1,97 ponto percentual em relação ao primeiro turno, quando o índice chegou a 21,08%, o maior da série histórica até então. Além da redução no número de ausentes, os votos brancos e nulos também registraram queda. Juntos, eles representaram 3,23% dos votos, o menor percentual observado nos dois turnos das eleições presidenciais neste século.

 

Apesar da queda na abstenção, dificuldades na oferta de transporte público prejudicaram o deslocamento de eleitores em diferentes regiões do país. O Ministério da Justiça identificou problemas em municípios da Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas e Rio de Janeiro. Em Salvador, a Justiça Eleitoral determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, em meio a medidas para garantir a circulação dos ônibus durante a votação.

 

Diante das dificuldades, o PT pediu a ampliação do horário de votação, de 17h para 19h. O PL também solicitou a extensão do prazo em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando dificuldades provocadas pelas chuvas intensas.

 

Os ministros Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acolheram os pedidos e autorizaram a extensão do horário em todo o país. No entanto, as decisões foram anunciadas perto das 17h, quando diversas seções eleitorais já haviam encerrado os trabalhos, o que limitou o alcance da medida.

 

A redução da abstenção no segundo turno também rompeu uma tendência observada em eleições presidenciais anteriores. Até 2022, o percentual de eleitores ausentes aumentava entre o primeiro e o segundo turno em todas as disputas realizadas no país.

 

Na eleição de 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou Jair Bolsonaro (PL), a abstenção caiu de 20,95% no primeiro turno para 20,57% no segundo, uma redução de 0,38 ponto percentual.

 

Em 2026, a queda foi significativamente maior, passando de 21,08% para 19,11%, conforme os dados parciais da apuração. O perfil detalhado dos eleitores ausentes, por faixa etária e escolaridade, depende da divulgação posterior dos dados pelo TSE.

VÍDEO: Lula comemora vitória histórica e celebra conquista do quarto mandato como presidente do Brasil
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

Em meio a lágrimas, risos e comemorações, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebraram a vitória do petista no segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (25). No QG da campanha, a conquista do quarto mandato foi acompanhada por momentos de forte emoção. Um clamor se ouviu entre os presentes: "Lula, guerreiro do povo brasileiro", com a presença de aliados e dos presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).

 

Veja em vídeo: 

 

Com as projeções de vitória apontadas pelos institutos Atlas, Datafolha e o jornal Estadão, o QG já se alegrava com a vitória de Lula da Silva (PT). Lula é o único brasileiro da história a obter o quarto mandato. 

Histórico: Lula vence eleição e conquista quarto mandato como presidente do Brasil
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 80 anos, tornou-se, neste domingo (25), o primeiro presidente da história do Brasil a se eleger democraticamente para um quarto mandato. Foi também a primeira vez, entre as sete vezes em que concorreu à Presidência. Lula venceu pontualmente às 21h08 uma eleição logo no segundo turno com uma virada histórica, nenhum candidato havia perdido o 1.º turno e vencido no segundo.

 

A vitória coroa uma trajetória marcada por altos e baixos desde 2016, ano em que o petista se tornou alvo central da Operação Lava Jato. Na época, ele havia sido alvo de condução coercitiva e teve a nomeação para a Casa Civil do governo Dilma Rousseff suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), semanas antes do impeachment da aliada.

 

Em 2017, Lula perdeu a esposa, Marisa Letícia, e foi condenado pelo então juiz Sérgio Moro no caso do tríplex do Guarujá. Com a pena ampliada para 12 anos e um mês pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ele se entregou à Polícia Federal em abril de 2018 e passou 580 dias preso na Superintendência da PF em Curitiba.

 

Liderando as pesquisas da época, Lula teve a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa e viu seu companheiro de partido, Fernando Haddad (PT), perder a eleição presidencial para Jair Bolsonaro (então no PSL). Na prisão, ele ainda enfrentou as mortes do irmão, Vavá, e do neto Arthur, de sete anos, em 2019.

 

A reviravolta começou no mesmo ano, com as reportagens da Vaza Jato, que expuseram diálogos entre o então juiz Sérgio Moro e procuradores responsáveis pelo caso. Em novembro de 2019, Lula deixou a prisão depois de o STF derrubar a possibilidade de execução da pena após condenação em segunda instância. Em 2021, teve as condenações anuladas pelo ministro Edson Fachin, decisão seguida pelo reconhecimento da parcialidade de Moro no processo.

 

Com os direitos políticos restabelecidos, Lula se casou com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, em 2022, e venceu Jair Bolsonaro no segundo turno daquele ano, com 50,9% dos votos válidos, na eleição mais apertada da história do país até então. A posse, em janeiro de 2023, foi marcada pela ausência do tradicional rito de passagem da faixa presidencial, já que Bolsonaro não compareceu à cerimônia, e sucedida pelos ataques de 8 de janeiro às sedes dos Três Poderes.

 

O terceiro mandato foi marcado por oscilações de popularidade, por uma cirurgia de emergência para drenar uma hemorragia intracraniana, em dezembro de 2024, e por embates externos, como o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos em 2025. Naquele ano, Bolsonaro foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado.

 

A história de Lula com as urnas presidenciais, porém, não é feita apenas de vitórias. Sua relação com o cargo começou em 1989, na primeira eleição direta para presidente desde 1960. O ex-metalúrgico e fundador do PT chegou ao segundo turno contra Fernando Collor, mas perdeu, com cerca de 47% dos votos válidos, em uma disputa marcada pela polêmica edição do último debate, exibido pela TV Globo.

Nas duas eleições seguintes, a derrota veio já no primeiro turno: em 1994 e em 1998, Lula foi superado por Fernando Henrique Cardoso, impulsionado pela estabilidade econômica do Plano Real. Após três tentativas frustradas, ele passou a ser visto por parte do PT e da imprensa como um candidato com teto eleitoral.

 

A virada ocorreu em 2002, quando o petista moderou o discurso, adotou o slogan “Lulinha paz e amor”, escolheu o empresário José Alencar como vice e divulgou a Carta ao Povo Brasileiro, na qual se comprometeu a respeitar contratos e preservar a estabilidade econômica. Lula venceu o tucano José Serra no segundo turno, com 61% dos votos válidos, e tomou posse em 2003 como o primeiro operário a presidir o país.

 

O primeiro mandato teve a criação do Bolsa Família e o crescimento da economia, mas também foi marcado pelo escândalo do mensalão, em 2005, que derrubou o ministro José Dirceu e abalou a cúpula petista. Ainda assim, Lula foi reeleito em 2006, novamente no segundo turno, contra Geraldo Alckmin.

 

O segundo mandato consolidou a popularidade do presidente, com a descoberta do pré-sal, o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a resposta à crise financeira de 2008 e a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Lula deixou o cargo em 2010 com aprovação recorde, acima de 80%, e conseguiu eleger sua sucessora, Dilma Rousseff.

 

Fora do Planalto, Lula enfrentou um câncer na laringe em 2011 e seguiu como principal fiador político de Dilma, reeleita em 2014. No mesmo ano, porém, a deflagração da Operação Lava Jato abriu o capítulo que levaria Lula ao centro das investigações a partir de 2016, dando início à montanha-russa política que o acompanharia até a conquista de seu quarto mandato presidencial.

PT estuda pedir prisão de subsecretário enquanto secretário está em Paris
Foto: Divulgação

O secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, está em Paris, na França, e teve a prisão em flagrante determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) neste domingo (25). Segundo apuração do Bahia Notícias, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, deve pedir a prisão do subsecretário da pasta, Daniel Gabrielli.

 

Pablo Souza integra a comitiva da vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, que cumpre agenda oficial na capital francesa. Conforme divulgado pela prefeitura no sábado (24), a programação inclui reuniões sobre mobilidade urbana e uma visita técnica ao teleférico Câble C1, em Créteil, em meio ao planejamento do Teleférico do Subúrbio, na capital baiana.

 

A ordem de prisão foi expedida pelo presidente do TRE-BA, desembargador Mauricio Kertzman Szporer, em meio à redução da frota de ônibus de Salvador durante o segundo turno das eleições. A decisão também determina o retorno de 100% dos coletivos à circulação e prevê multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento.

 

Grupos começaram a organizar caronas solidárias para levar pessoas que estavam no ponto. Uma eleitora, que preferiu não se identificar, contou ao BN que começou a mobilizar amigos e conhecidos para que levassem os eleitores. “Teve uma senhora que a gente levou que disse que saiu de casa 11h, e até 13h30 não tinha conseguido pegar o ônibus. A sensação que temos é que, mesmo que libere agora, não vai dar tempo de tirar o prejuízo, porque as filas estão enormes. O ônibus chega no ponto e já fica lotado”, lamentou.

VÍDEO: Vereadora do PT Iara Pimentel é agredida durante ato em Minas Gerais e recebe atendimento médico
Foto: Reprodução

A vereadora Iara Pimentel (PT-MG) foi agredida na noite deste sábado (24), enquanto estava em um carro de som na Avenida Sanitária, em Minas Gerais. Manifestantes arremessaram garrafas de vidro, tijolos e outros objetos contra os ocupantes do veículo. A parlamentar foi atingida no rosto e precisou ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), que participava da manifestação, também foi alvo dos objetos lançados contra o grupo.

 

Vídeos publicados nas redes sociais mostram um grupo de manifestantes vestindo camisas da seleção brasileira lançando objetos em direção ao trio elétrico. Em outra gravação, Pimentel aparece desacordada, com um ferimento próximo ao olho. Ao fundo, um homem que não se identifica condena as agressões e afirma que as forças de segurança seriam acionadas.

 

"O que vocês querem pregar amanhã é agressão contra as pessoas, contra as mulheres. Principalmente o mapa de Minas, que vergonha mapa de Minas. Todos nós ficamos sensíveis com você. É uma vergonha colocar funcionário para agredir um deputado e uma vereadora. Estamos acionando a força da Polícia Militar e da Polícia Federal, porque se trata de um deputado federal. E nós não vamos aceitar isso. Vai ser com spray de pimenta e nós vamos resolver essa situação agora", disse.

 

Em outro registro, a vereadora aparece deitada em uma maca e sendo colocada em uma ambulância. Na gravação, pessoas afirmam que ela teria sido atingida por uma tesoura na cabeça.

 

Em nota, a equipe de Pimentel informou que a vereadora e outras pessoas foram vítimas das agressões. Segundo o comunicado, ela foi encaminhada a um hospital, onde passa por exames e permanece em observação. A equipe também cobrou a investigação do episódio e a responsabilização dos envolvidos.

 

“É inadmissível que pessoas sejam agredidas por expressarem suas posições políticas. Nenhuma divergência justifica a violência. A democracia pressupõe liberdade de manifestação, respeito às diferenças e o direito de participar da vida política sem medo de ameaças ou agressões”, diz a nota.

 

O comunicado afirma ainda que o caso exige apuração rigorosa e que a violência política não pode ser tratada como algo corriqueiro ou tolerada no debate público. Ao final, a vereadora manifestou solidariedade às demais pessoas atingidas e agradeceu as mensagens de apoio. “Pensar diferente é um direito. A violência política é uma ameaça à democracia. Nenhuma divergência pode justificar agressões ou colocar vidas em risco”, conclui a nota.

 

Confira:

 

Segundo turno em Feira de Santana acontece com expectativa de votação rápida e sem santinhos pelas ruas
Foto: Paulo José / Acorda Cidade

A movimentação no segundo turno das eleições de 2026, neste domingo (25), começou cedo em Feira de Santana. Durante uma visita da reportagem do Acorda Cidade ao Colégio Gastão Guimarães, eleitores relataram ter chegado ainda de madrugada para votar e destacaram que o processo é mais rápido nesta etapa.
 

As informações são do Acorda Cidade, portal parceiro do Bahia Notícias.

 

“Eu cheguei 5h30”, contou Natanael Brito, morador do bairro Aviário. Já Neide Teixeira Lima, que mora no Jardim Acácia, confirmou que acordou às 4h para votar e, em seguida, viajar para São Luís, no Maranhão.

 

Além da movimentação, a reportagem também observou a redução da quantidade de material de propaganda eleitoral descartado nas entradas dos colégios. No Gastão Guimarães e no Colégio Luís Eduardo Magalhães, a equipe não identificou o acúmulo de santinhos visto durante o primeiro turno.

 

A situação ocorre após uma operação de limpeza realizada pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp). As equipes concluíram, há cerca de 10 dias, o recolhimento de materiais de propaganda eleitoral nas portas e nas vias do entorno dos colégios.

 

Segundo o secretário Justiniano França, em entrevista ao Acorda Cidade, foram retiradas das ruas 29 toneladas dos chamados “santinhos”, descartados ilegalmente durante a campanha do primeiro turno. “Não tem nesse santinho segundo turno, pelo menos no Gastão, aqui no Colégio Luís Eduardo Magalhães, aquela sujeira do material que o pessoal fez descarte na porta das escolas”, observou o repórter do Acorda Cidade durante o registro feito na manhã deste domingo.

 

 

 

 

Feira de Santana recebe atos pró-Lula e Flávio Bolsonaro antes do 2º turno
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A disputa pela Presidência da República mobilizou apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em Feira de Santana, a cerca de um dia do segundo turno das eleições de 2026. Os atos reuniram centenas de pessoas em diferentes pontos da cidade, entre sexta-feira (23) e sábado (24), segundo informações do portal Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias.

 

Na noite de sexta, apoiadores de Flávio Bolsonaro se concentraram no centro do município, vestidos principalmente com camisas da Seleção Brasileira e roupas nas cores verde e amarelo. A mobilização contou com a presença do vereador de Salvador Sandro Filho.

 

Já na manhã deste sábado, apoiadores de Lula realizaram uma caminhada pela Avenida Getúlio Vargas. O grupo usou roupas vermelhas e defendeu a reeleição do presidente, que busca o quarto mandato. As manifestações ocorreram em meio à reta final da campanha. O segundo turno está marcado para este domingo (25).
 

Flávio Bolsonaro pede desculpas a Lula após ofensa durante debate da Globo
Foto: TV Globo

O candidato à presidência do PL, Flávio Bolsonaro, se desculpou publicamente durante o Debate da Globo na última sexta-feira (23), após ser repreendido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após chamar o atual presidente de "nove dedos".

 

Durante o debate, o senador fez uma referência à amputação do dedo mindinho do presidente, resultado de um acidente de trabalho quando era metalúrgico, o que irritou o petista, que cobrou uma retratação em direito de resposta concedido pela emissora.

 

 

"Me chamou de nove dedos, se alguém aqui nesse púlpito sabe o que é trabalho, sou eu. Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos. Nunca trabalhou na vida e não sabe o que é uma carteira profissional [...] Ele vai ter que pedir desculpa. Porque o povo trabalhador está vendo. Milhões de trabalhadores se acidentam por irresponsabilidade patronal, que obriga a gente a trabalhar em jornada que a gente não tem que trabalhar", disse Lula.

 

Após a resposta de Lula, Flávio se retratou: "Se eu ofendi, eu te peço desculpas, não queria te ofender". 

 

 

O candidato ainda indagou Lula, questionando se o presidente também pediria desculpas por problemas sociais de sua gestão. Flávio citou o endividamento, o custo dos alimentos, a violência contra mulheres e o crescimento da população em situação de rua. 

 

O atual presidente replicou afirmando que, caso reeleito, pretende implementar novas medidas de políticas sociais. “Quem tem que pedir desculpa ao Brasil é a elite brasileira”, disse o presidente.

Aleluia recebe apoio de Ricardo Almeida para presidir a CMS e chega ao apoio de 31 vereadores
Foto: Divulgação

Representante do Democracia Cristã (DC) na Câmara de Salvador, o vereador Ricardo Almeida declarou seu apoio, nesta sexta-feira (23), à candidatura de Alexandre Aleluia para a presidência da Câmara Municipal de Salvador.

 

"Desejo a Alexandre Aleluia sucesso neste novo ciclo que irá se iniciar a partir de janeiro de 2027, oferecendo ao morador de Salvador dias melhores porque esse é o papel da Câmara de Salvador", afirmou Ricardo Almeida.

 

Com a declaração oficial do edil do DC, Alexandre Aleluia contabiliza o apoio de 31 dos 43 vereadores para ser o novo presidente do Legislativo soteropolitano.

 

"É uma grande honra contar com o apoio da absoluta maioria dos meus colegas para ser o futuro presidente da CMS. Agradeço pela confiança de Ricardo Almeida e de cada vereador e vereadora que acredita na democracia como o melhor caminho político para a nossa cidade", asseverou Aleluia.

João Amoêdo declara voto em Lula no segundo turno das Eleições 2026: "Em Flávio falta postura, credibilidade e competência"
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

O empresário João Amoêdo, ex-presidente e fundador do Partido Novo, declarou apoio público à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno do pleito presidencial de 2026. A manifestação reforça o posicionamento do político contra a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).

 

Segundo Amoêdo, a escolha foi motivada pela avaliação dos riscos institucionais e políticos que, em sua visão, uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro representaria para o país. O movimento do ex-dirigente liberal ocorre no cenário do segundo turno entre o atual chefe do Executivo e o candidato do PL, que reúnem forças na reta final do calendário eleitoral.

 

Veja postagem: 

 

A declaração de voto de Amoêdo em uma candidatura do PT contrapõe-se ao alinhamento histórico de parcelas da legenda que ajudou a fundar, acentuando os debates no ecossistema político sobre o direcionamento do eleitorado de centro e de direita moderada nesta etapa final do processo eleitoral.

 

As bancadas e lideranças do Congresso Nacional, bem como representantes do PL e do Partido Novo, mantêm o acompanhamento dos impactos das declarações na movimentação dos eleitores para o dia da votação.

Ídolo do Flamengo, Ronaldo Angelim relata ofensas após declarar voto em Lula
Foto: Instagram / @ronaldoangelim04

O ex-zagueiro Ronaldo Angelim, ídolo do Flamengo e do Fortaleza, afirmou ter sido alvo de ofensas pessoais após declarar voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Segundo o ex-jogador, os insultos partiram do presidente de um consulado rubro-negro, que também teria dito que ele não voltaria a frequentar o local.

 

Em relato publicado nas redes sociais, Angelim disse ter sido chamado de “vagabundo”, “ladrão”, “cara sem vergonha” e “corno”. O ex-atleta afirmou que entenderia uma eventual decisão de não ser mais convidado por causa de sua posição política, mas questionou a escolha do dirigente de partir para ataques pessoais.

 

O segundo turno da eleição presidencial será disputado neste domingo (25), entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

 

O ex-zagueiro relatou que aceitaria não ser mais recebido no consulado caso a decisão estivesse relacionada à divergência política. Para ele, no entanto, a situação ultrapassou o limite ao incluir ofensas pessoais.

 

O episódio foi divulgado em meio à polarização política que marca a disputa presidencial e às manifestações de torcedores do Flamengo sobre temas políticos e trabalhistas.

 

Nas últimas semanas, torcedores rubro-negros levaram faixas com mensagens políticas às arquibancadas. Entre os assuntos abordados estão as apostas esportivas e o fim da escala de trabalho 6x1.

 

As manifestações mostram como temas que ultrapassam o futebol também têm ocupado espaços ligados aos clubes e provocado debates entre torcedores.

 

Natural do Ceará, Ronaldo Angelim construiu uma trajetória marcante nos dois clubes. Pelo Fortaleza, destacou-se entre 2001 e 2005, período em que participou de campanhas importantes da equipe no futebol nacional.

 

No Flamengo, entrou para a história ao marcar o gol do título do Campeonato Brasileiro de 2009, na vitória sobre o Grêmio, no Maracanã. O ex-zagueiro se tornou um dos nomes lembrados pela torcida rubro-negra pela conquista que encerrou um jejum de 17 anos do clube no Brasileirão.

Elinaldo promete atuação municipalista em estreia na Assembleia Legislativa
Reprodução / Instagram @elinaldooficial

Eleito deputado estadual pela Bahia com 101.314 votos, Elinaldo (União) construiu sua trajetória política em Camaçari, onde foi vereador por dois mandatos e prefeito por oito anos. Ex-feirante, o político afirmou, em entrevista ao Bahia Notícias, que pretende levar à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) uma atuação municipalista, com foco nos trabalhadores, na geração de empregos e na fiscalização do governo estadual.

 

Natural de Mata de São João, Elinaldo construiu sua vida pessoal e política em Camaçari. Antes de entrar na vida pública, trabalhou como feirante, experiência que, segundo ele, influenciou sua forma de se relacionar com a população. “A feira foi minha primeira grande escola. Ali, aprendi a ouvir as pessoas, a entender suas dificuldades e a conhecer de perto a realidade de quem acorda cedo, trabalha duro e luta diariamente para colocar comida na mesa da família”, afirmou.

 

A entrada na política ocorreu em 2008, quando foi eleito vereador de Camaçari. Reeleito em 2012, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa em 2014, mas não conseguiu se eleger, apesar dos 36.278 votos. Dois anos depois, venceu a disputa pela Prefeitura de Camaçari, com 73.994 votos, o equivalente a 60,84% dos votos válidos.

 

Em 2020, Elinaldo foi reeleito prefeito, com 68.927 votos e 53,12% dos válidos, permanecendo no cargo até o fim do segundo mandato. Ao relembrar o período à frente da administração municipal, ele citou desafios como a pandemia de Covid-19 e o fechamento da fábrica da Ford, que impactou a economia local.

 

“Durante oito anos, tive a honra de estar à frente da cidade que me acolheu e onde construí minha história. Naturalmente, nem tudo foi fácil e nem tudo saiu como planejamos. Governar também é enfrentar dificuldades, reconhecer desafios e buscar soluções”, declarou.

 

A eleição de 2026 marca seu retorno à disputa por um cargo no Legislativo estadual. Com mais de 100 mil votos, Elinaldo foi eleito pelo quociente partidário e ficou em sexto lugar entre os 612 candidatos à AL-BA.

 

Para o mandato que começa em fevereiro de 2027, Elinaldo afirma que pretende priorizar pautas relacionadas ao desenvolvimento dos municípios, à geração de empregos e à melhoria dos serviços públicos. Entre os grupos que diz querer representar estão trabalhadores, pequenos comerciantes, feirantes, jovens e famílias que dependem de serviços de saúde e educação. “Meu mandato será municipalista, pois entendo que é na cidade que a vida acontece”, afirmou.

 

O deputado estadual eleito também declarou que fará oposição ao governo da Bahia, atualmente comandado por Jerônimo Rodrigues (PT). Ao justificar o posicionamento, criticou indicadores estaduais de violência, desemprego e pobreza extrema, e defendeu uma atuação voltada à fiscalização da gestão.

 

“Não vou fazer oposição por oposição. O que for certo e bom para o povo da Bahia nós votaremos a favor, mas o que considerarmos errado nós vamos cobrar e apontar os problemas”, disse.

 

Apesar da nova função, Elinaldo afirmou que pretende manter a atuação política voltada a Camaçari, município que considera central em sua trajetória.

Ato cristão em Salvador prevê orações em apoio a Flávio Bolsonaro
Foto: Vittor Sales

Pastores, lideranças religiosas e representantes políticos devem se reunir nesta sexta-feira (23), no Parque da Cidade, em Salvador, para o evento “Desperta Brasil — Cristãos com Flávio”. A mobilização está marcada para as 17h22 e tem como objetivo promover um momento de oração pelo país e reunir apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

 

Com o tema “Um clamor de fé e oração pela nossa nação”, o encontro busca aproximar representantes de diferentes igrejas e incentivar o engajamento do segmento cristão na campanha eleitoral na capital baiana. A divulgação do evento utiliza como referência a passagem bíblica de 2 Crônicas 7:14.

 

Segundo a vereadora de Salvador Débora Santana, a proposta é unir lideranças religiosas em torno de uma manifestação de fé e apoio político. “Queremos fortalecer essa união e mobilizar Salvador em apoio à campanha de Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Mensagens apontam presente de uísque avaliado em R$ 500 mil de Daniel Vorcaro a Lula, diz revista Veja
Foto montagem: Reprodução / Revista Veja

Mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro revelam que ele teria determinado, em outubro de 2024, a compra de uma garrafa rara de uísque Macallan 1945, avaliada em aproximadamente R$ 500 mil, para presentear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As conversas foram encontradas no celular de Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal (PF), segundo reportagem publicada pela revista Veja nesta quinta-feira (22).

 

De acordo com a reportagem, Vorcaro orientou um de seus assistentes a procurar a bebida em Londres. Nas mensagens, o banqueiro teria escrito: “Preciso dar pro Lula”, escreve. Após localizar uma garrafa por mais de 80 mil euros, o funcionário enviou uma fotografia do produto e informou que buscava outras opções com o rótulo em melhores condições. Vorcaro aprovou a compra, e a encomenda seria transportada de Dubai para o Brasil.

 

A escolha da bebida teria relação com o ano de nascimento de Lula, 1945. A garrafa, considerada rara e de alto valor, foi adquirida em um período no qual Vorcaro buscava ampliar suas relações com integrantes do governo federal e viabilizar interesses ligados ao Banco Master.

 

O texto também descreve conversas entre Vorcaro e seu advogado à época, Walfrido Warde, que teria atuado na articulação de contatos com o presidente e ministros do governo. Em setembro de 2024, Warde informou ao banqueiro que havia conversado longamente com Lula e afirmou que o encontro seria importante para os interesses de seu cliente.

 

Posteriormente, em 4 de dezembro de 2024, Vorcaro foi recebido pelo presidente em uma reunião fora da agenda oficial, articulada com a participação de Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, então chefe de gabinete da Presidência. Segundo a publicação, as mensagens indicam que o advogado orientou o banqueiro sobre os assuntos que deveria abordar no encontro.

 

Vorcaro teria relatado posteriormente a interlocutores que Lula se comprometeu a ajudar o Banco Master. O presidente, por sua vez, afirmou em entrevistas que apenas garantiu que o caso seria tratado tecnicamente.

 

Confira as mensagens: 

Capturas de tela das conversas | Fotos: Reprodução / Revista Veja

Aprovação do governo Lula fica em 49% e desaprovação soma 48%, aponta Datafolha
Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias

Uma nova pesquisa do instituto Datafolha, encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta estabilidade na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com os dados, 49% da população aprova a gestão federal, enquanto 48% desaprova.

 

Segundo os dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o levantamento, de nível de confiança é de 95%, ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 22 de outubro. A pesquisa está registrada sob o número BR-09709/2026.

Silva Neto chega à AL-BA após dois mandatos em Araci e aposta na saúde como bandeira
Foto: Reprodução / Instagram @silvaneto.bahia

Eleito deputado estadual pela Bahia com 66.967 votos em 2026, Silva Neto (Avante) chega à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) após construir sua trajetória política no município de Araci, na região sisaleira. Fisioterapeuta e ex-prefeito por dois mandatos, ele pretende levar à Casa Legislativa pautas ligadas à saúde, à valorização dos profissionais da área e ao fortalecimento das gestões municipais.

 

Formado em Fisioterapia há cerca de 20 anos, Silva Neto atuou na profissão e chegou a manter uma clínica antes de assumir a direção da antiga Diretoria Regional de Saúde (DIRES) de Serrinha. A experiência na área antecedeu sua entrada na disputa eleitoral, em 2010, quando concorreu pela primeira vez a uma vaga de deputado estadual.

 

A política, porém, já fazia parte da história familiar. Filho de José Eliotério da Silva, conhecido como Zedafó, ex-prefeito de Araci, Silva Neto cresceu acompanhando a atuação política do pai, que também foi vereador e disputou eleições para deputado estadual. Zedafó morreu em setembro de 2020, aos 83 anos, após uma infecção pulmonar.

 

“Meu pai foi político, teve uma trajetória de longo período na política. Nasci em 1981, 1982, e meu pai já era vereador. Então existe uma trajetória de família, já está no sangue”, contou Silva Neto ao Bahia Notícias.

 

Em 2012, aos 31 anos, Silva Neto foi eleito prefeito de Araci pelo PDT, com 14.569 votos, equivalentes a 52,85% dos votos válidos. Quatro anos depois, tornou-se o primeiro gestor municipal reeleito da cidade, ao conquistar 83% dos votos, com 14.143 eleitores. Ao fim do segundo mandato, em 2020, sua então vice-prefeita, Keinha, foi eleita para sucedê-lo e acabou reeleita em 2024.

 

Após deixar a prefeitura, Silva Neto voltou a disputar uma cadeira na AL-BA em 2022. Na ocasião, recebeu 45.163 votos e ficou na primeira suplência pelo PDT. Para a eleição de 2026, migrou para o Avante e conquistou 66.967 votos, garantindo uma vaga na Assembleia.

 

Na nova etapa da carreira, o deputado eleito pretende priorizar projetos relacionados à saúde e à categoria dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Ele citou a atuação na articulação de uma proposta para instituir o piso salarial nacional das duas profissões e disse esperar que o projeto avance na próxima etapa de tramitação. “Com certeza, vou ter pautas muito ligadas à saúde. Sou fisioterapeuta e defensor das causas da categoria”, afirmou.

 

“Fora isso, muito trabalho, disciplina e muita presença, que é uma característica minha na política. Sou um político muito presente, que visita, que anda muito, que entende que isso é essencial para realizar um bom trabalho”, afirmou.

 

Silva Neto também destacou o municipalismo como uma das áreas em que pretende atuar, com iniciativas voltadas à qualificação de integrantes do Legislativo municipal e ao aprimoramento das gestões públicas.

Lula cancela entrevista à TV Record após ficar afônico por excesso de compromissos
Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou a gravação de uma entrevista à TV Record, prevista para esta quarta-feira (21), após ficar completamente afônico. A condição ocorre após uma sequência de compromissos eleitorais, com discursos e comícios realizados nos últimos dias.

 

Segundo o Metrópoles, alteração na voz do presidente já havia sido notada na terça-feira (20), durante agendas em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). Nesta quarta, mesmo com a rouquidão, Lula participou de uma cerimônia no Palácio do Planalto, onde discursou por cerca de 15 minutos.

 

No evento, o presidente sancionou uma lei relacionada às dívidas e às regras de funcionamento dos microempreendedores individuais (MEIs). Ele também enviou ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê a gratuidade do transporte público aos fins de semana e feriados.

Jaques Wagner prevê diálogo “mais intenso” com o Congresso em eventual governo Lula
Fotos: Eduarda Moitinho / Bahia Notícias / Câmara dos Deputados

O senador reeleito Jaques Wagner (PT) avaliou os desafios da governabilidade caso o ex-presidente Lula da Silva (PT) seja eleito. Questionado sobre a relação com um Congresso Nacional de maioria oposicionista, o parlamentar reconheceu que a articulação exigirá mais empenho, mas demonstrou confiança na capacidade de articulação política do grupo.

 

"Isso só vai demandar de nós, que estamos lá, de apoio ao presidente Lula, um exercício de diálogo muito mais intenso, muito mais difícil, porque evidentemente o grupo de lá vai tentar fazer o quanto pior, melhor", diz o senador.

 

Jaques Wagner relembra que a ausência de maioria absoluta no Legislativo não é uma situação inédita para a base governista. Segundo ele, no período atual, o governo conseguiu aprovar matérias cruciais mesmo sem possuir maioria consolidada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

 

"Nós vamos trabalhar. Já trabalhamos assim, não tínhamos maioria. No atual momento que está concluindo em dezembro, nós já não tínhamos relata nem no Senado, nem na Câmara, e conseguimos aprovar praticamente tudo que o presidente Lula precisou", alega.

 

Por fim, o parlamentar elogiou a habilidade política de Lula no diálogo institucional: "Ele sentando na cadeira, ele é um ás na arte da negociação. Eu tenho certeza que a gente passa. Vai dar trabalho? Vai. Mas a gente vai conseguir levar adiante o projeto."

Lídice da Mata evita falar sobre secretaria no governo e prioriza reeleição de Lula
Foto: Eduarda Moitinho / Bahia Notícias

A deputada federal Lídice da Mata, que ficou como primeira suplente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na Câmara dos Deputados, evitou antecipar qualquer definição sobre a possibilidade de assumir uma secretaria no governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Em entrevista coletiva, nesta quarta-feira (21), ela afirmou que a decisão cabe ao governador e destacou que, neste momento, sua prioridade é a eleição presidencial.

 

“Eu não posso dizer nada, porque isso ainda não aconteceu. Só quem pode responder sobre isso é o governador, porque ele é que tem o comando desse processo”, declarou.

 

Lídice também comentou a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta, que aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL), com 45% das intenções de voto, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44%, na disputa pelo segundo turno. Para a deputada, o resultado indica uma oportunidade de ampliar a mobilização em favor da reeleição de Lula.

 

“É a consolidação da virada e, exatamente porque está demonstrado que cresceu a rejeição a Flávio, é hora de partirmos para uma ofensiva imediata de consolidar essa imagem frente ao povo brasileiro”, afirmou.

 

A parlamentar também disse acreditar que há preocupação entre eleitores com a possibilidade de retorno da família Bolsonaro à Presidência e defendeu intensificar as ações políticas nas ruas e nas redes sociais até o dia da votação.

VÍDEO: Jaques Wagner projeta mais votos na Bahia e cita Ivete Sangalo: "não precisa se apaixonar pelo Lula"
Fotos: Eduarda Moitinho / Bahia Notícias / Redes Sociais

Durante agenda política em Salvador, o senador reeleito Jaques Wagner (PT) analisou as perspectivas e estratégias para a disputa do segundo turno das eleições. O parlamentar ressaltou nesta quarta-feira (21) a relevância histórica e eleitoral da Bahia no cenário nacional, projetando uma votação expressiva para Lula da Silva (PT) no estado e enfatizando o trabalho de mobilização para reduzir os índices de abstenção.

 

Confira em vídeo:

 

Para dialogar com o eleitorado indeciso ou desencantado, Wagner recorreu a uma declaração da cantora Ivete Sangalo para reforçar o pragmatismo do voto. "Eu digo sempre que estou me aproveitando da frase de Ivete, quando ela disse que 'a nossa insatisfação não deve ou não pode ser maior do que a nossa lucidez'. Então, não precisa se apaixonar pelo Lula, só precisa escolher o melhor caminho para a Bahia", argumenta.

 

Wagner destacou que o estado, por ser o quarto mais populoso do país e o berço da formação cultural e social brasileira, carrega um peso decisivo no pleito. "A Bahia sempre foi muito importante. Já foi o estado que deu a maior diferença de votos em 2022, e nós estamos trabalhando para que isso volte a acontecer agora no segundo turno da eleição", relembra.

 

Ao ser questionado sobre a meta percentual de votos para Lula em solo baiano, o senador preferiu evitar estimativas exatas, mas estabeleceu um patamar de expectativa: "Essa conta eu não gosto de fazer, não. Eu quero crescer, quanto vai chegar, eu não sei. Espero que chegue acima de 70%".

 

Para alcançar as metas estabelecidas, Wagner apontou que a militância tem focado na conscientização dos eleitores e na simplificação do processo de votação no segundo turno. "Estamos trabalhando muito para diminuir as abstenções. É óbvio que essa é uma eleição mais simples, porque é um voto só, é 13 confirma. Na outra eram seis", pondera.

 

O parlamentar demonstrou otimismo em relação à virada de votos na reta final: "Tenho certeza que agora nós vamos crescer a votação dele, seja pela diminuição da abstenção, seja pelo 'vira-voto' que a gente está fazendo e eu acho que está pegando em muita gente".

Alice Portugal exalta atuação de Erika Hilton na campanha do 2º turno: "ela é fenomenal"
Fotos: Eduarda Moitinho / Bahia Notícias / Instagram via @hilton_erika

A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) elogiou publicamente a atuação da também deputada federal Erika Hilton (PSOL) durante evento político-cultural realizado na tarde desta quarta-feira (21), no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. O encontro, batizado de "Samba da Democracia", foi promovido na sede estadual do PT para mobilizar eleitores na reta final do segundo turno das eleições presidenciais.

 

Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados, Alice Portugal definiu a parlamentar paulista como uma referência na defesa das liberdades individuais e na preservação democrática. "Erika é fenomenal. É uma grande colega na Câmara dos Deputados e um fenômeno do ponto de vista da luta pelo direito das pessoas serem como são. E isso para mim é algo determinante para a afirmação da democracia", alega a deputada baiana.

 

Em sua declaração, Alice Portugal lembrou seu papel institucional no Congresso e destacou a necessidade de conter os ataques direcionados à colega parlamentar. "Eu, como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, tenho sido um anteparo muito forte a todas as agressões e preconceitos que Erika tem sofrido dos bolsonaristas", declara.

 

A parlamentar defendeu o aproveitamento da presença de Erika Hilton na capital baiana como um motor de engajamento para ampliar a votação de Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia. "Vamos aproveitar essa vinda desta mulher, que é símbolo de resistência à intolerância, e efetivamente transformar em força para a gente virar o voto, garantir o voto para o Lula nesse segundo turno, salvando o Brasil", conclama Alice.

 

MULHERES NA POLÍTICA
Ao ser questionada sobre os recentes comentários da deputada estadual eleita por São Paulo, Eduarda Campopiano (PL), direcionados a Erika Hilton, Alice Portugal pontuou que a jovem parlamentar precisará passar por um processo de aprendizado político e social.

 

"É uma menina que se elegeu, ela terá que aprender muito com a vida. Saber exatamente por que o movimento feminista tem séculos lutando por igualdade. Não pela guerra dos sexos, mas por igualdade, pela garantia da não violência, pela aceitação das diferenças, pela compreensão que a mulher é a primeira a acordar e a última a ir dormir, tem a dupla jornada sociologicamente comprovada", critica.

 

Alice ressaltou ainda as desigualdades salariais e o acúmulo de discriminações sofrido por mulheres. "Efetivamente ainda temos salários desiguais para trabalho igual. A mulher trans, essa então é discriminada ao dobro. A mulher negra é a que mais sofre exploração no salário, no trabalho, é a que mais sofre agressões e feminicídio. Então, objetivamente, aquela menina precisa receber as lições da vida".

 

Fotos inéditas revelam viagens e intimidade entre Lulinha e lobista em jatinho de 20 milhões de dólares
Foto: Reprodução / Revista Veja

As investigações da Polícia Federal (PF) indicam a atuação conjunta de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, primogênito do presidente da República, e da empresária e lobista Roberta Luchsinger em negociações dentro do governo federal. Registros obtidos em dispositivos móveis pela revista Veja apontam uma rotina de viagens internacionais de luxo, incluindo voos em jatinho fretado de US$ 20 milhões, eventos e hospedagens financiados por empresários.

 

O grupo mantinha uma residência em condomínio fechado em Brasília, com custo mensal superior a R$ 100 mil, utilizada para reuniões entre Lulinha, empresários e autoridades do primeiro escalão do governo, como ministros de Estado e assessores do Palácio do Planalto. A PF apura três inquéritos sobre suposto tráfico de influência e corrupção envolvendo a dupla.

 

Fotos: Reprodução / Revista Veja

 

Principais pontos da investigação:

  • Contratos Públicos: Mensagens indicam que a proximidade com o filho do presidente coincidiu com o crescimento expressivo de contratos governamentais de empresas parceiras, além de tentativas de negociação de acordos bilionários no Ministério da Saúde.

  • Afastamento no Planalto: A PF identificou o pagamento de despesas pessoais do então chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana, feito pela lobista. O assessor acabou afastado do cargo.

  • Delação e Declarações: Após o presidente Lula afirmar publicamente não conhecer a lobista e classificá-la como "pilantra", Luchsinger concedeu entrevista à CNN Brasil rebatendo as acusações e declarando intenção de propor um acordo de delação premiada às autoridades.

 

A defesa de Fábio Luís da Silva nega a prática de qualquer irregularidade ou ato ilícito. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que a relação entre Lulinha e a empresária decorria de amizade, que o cliente se mantém no exterior com renda proveniente do próprio trabalho de consultoria e que as acusações representam ilações sem respaldo legal.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

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Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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