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Artigos

Adriano Sampaio
O Espectro Invisível das Pesquisas
Foto: Acervo pessoal

O Espectro Invisível das Pesquisas

Os fantasmas metodológicos que distorcem a intenção de voto

Multimídia

Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador

Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador
O secretário estadual de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, afirmou que o período em que o Teatro Castro Alves (TCA) permaneceu fechado para reforma evidenciou a carência de grandes espaços para espetáculos em Salvador. Em entrevista ao Projeto Prisma, ele classificou o equipamento como o principal complexo cultural das regiões Norte e Nordeste.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

politica

Jerônimo banca permanência de secretário investigado e minimiza polêmica sobre contratos com o Banco Master

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, defendeu a manutenção do secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, em seu cargo. A declaração foi dada durante sabatina na TV Aratu, após ser questionado sobre os desdobramentos das investigações recentes que citam o auxiliar do governo estadual.

 

Durante o painel, o jornalista João Pedro Pitombo, da Folha de S.Paulo, confrontou Jerônimo sobre a postura do Executivo baiano. O repórter relembrou que o presidente Lula afastou o senador Jaques Wagner da liderança do governo no Senado assim que ele foi alvo da mesma operação, e questionou se não seria mais prudente afastar Sodré para que ele pudesse se defender.

 

Jerônimo descartou a hipótese e bancou a permanência do secretário, baseando-se na presunção de inocência. "Conversei com o secretário. Ele foi citado, não tem nada judicializado que o impeça de poder praticar a sua profissão enquanto um agente nosso do desenvolvimento e fortalecimento do meio ambiente", justificou o governador.

 

Avaliando não haver motivos para afastamento imediato, Jerônimo preferiu adotar cautela em relação ao futuro de Sodré. "Portanto, eu estou ainda dentro do campo da ética. Ele não foi julgado, está respondendo às questões exigidas pela Justiça. Aguardemos para ver o que pode acontecer", concluiu.

 

CONTRATOS COM O BANCO MASTER

Antes de abordar a situação do secretário, a sabatina tocou nas investigações envolvendo o Banco Master e a demora do governo estadual em revisar ou romper os contratos do "crédito Cesta" — um cartão de benefícios com denúncias de taxas de juros acima do mercado e suposta exclusividade na gestão estadual.

 

O governador negou que o banco detenha exclusividade atualmente e afirmou que o Estado está debruçado sobre o tema junto à Procuradoria Geral do Estado (PGE) para definir os próximos passos. Ele reforçou que o Executivo baiano está agindo estritamente dentro da lei e das orientações judiciais. "A Justiça não determinou em momento algum que nós fizéssemos isso [o rompimento]. O que nós estamos fazendo é cumprir. Não é repasse público, é repasse do consignado, dinheiro do servidor", explicou. Jerônimo garantiu ainda que o governo tem colaborado de forma transparente: "Constantemente a Justiça ou a Polícia Federal pede documento, a gente encaminha. Tenho muita tranquilidade no nosso campo de governo sobre o que estamos fazendo de 2023 em diante".

ACM Neto descarta governo de "importados", promete secretariado técnico e critica Jerônimo Rodrigues
Foto: Reprodução / Tv Aratu

O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (UNIÃO), refutou as críticas de que planeja montar um secretariado formado por profissionais de fora do estado caso seja eleito. Durante sabatina na TV Aratu, ao responder ao questionamento do jornalista Maurício Leiro, do Bahia Notícias, Neto garantiu que sua gestão valorizará os profissionais locais, com foco no perfil técnico.

 

"O governo tem que ser para os baianos, feito pelos baianos. Isso não impede que, eventualmente, a gente busque um ou outro profissional fora, como aconteceu na prefeitura [de Salvador]", explicou o candidato, rebatendo os rumores sobre um "governo de importados".

TÉCNICO X POLÍTICO

ACM Neto utilizou sua experiência de oito anos à frente do Executivo municipal da capital para exemplificar seu modelo de gestão, destacando o legado de organização administrativa e financeira. Segundo ele, o mesmo modelo será aplicado no estado, blindando pastas essenciais contra a barganha política.

 

O candidato listou Educação, Saúde, Agricultura, Indústria e Comércio, e Cultura e Turismo como áreas onde não haverá "hipótese sequer" de indicações puramente políticas. Ele destacou o caso da Secretaria de Agricultura, que, em sua visão, foi desidratada nas gestões recentes para "acomodar partidos".

 

"Nossa equipe vai ser eminentemente técnica. As pessoas vão ser escolhidas pelo seu currículo e pela sua qualificação. O que não impede de pegar algum político para exercer alguma área, desde que ele tenha capacidade para isso", ponderou.

 

ALFINETADA EM JERÔNIMO RODRIGUES (PT)

Ainda sobre a relação com o secretariado, Neto aproveitou o espaço para fazer duras críticas à atual gestão estadual. Ele acusou o governador Jerônimo Rodrigues de distanciamento em relação à sua própria equipe.

 

"O compromisso político não pode ser colocado em primeiro lugar, como acontece hoje. O governador Jerônimo Rodrigues tem secretário com quem ele nunca fez reunião. Quase 4 anos de governo e ele nunca sentou com o secretário para discutir quais são as metas, os projetos, cobrar resultado. Eu sei fazer isso", disparou.

 

MUDANÇA COM SEGURANÇA

Ao finalizar sua resposta, o candidato explicou o sentido do seu slogan de campanha, "Mudança com Segurança". Ele frisou que o termo vai além da segurança pública, referindo-se à garantia de uma gestão com experiência e responsabilidade. Neto prometeu um bom diálogo com a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e garantiu que não fará um governo de terra arrasada, comprometendo-se a manter os projetos da atual gestão que estiverem funcionando corretamente.

Lideranças do PP reafirmam neutralidade e negam indicar vice de Flávio
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ser indicada como vice do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, foi rejeitada pela maioria dos dirigentes estaduais do Progressistas.

 

Consultados sobre a aliança, líderes regionais reafirmaram ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), entre quarta-feira (29) e quinta-feira (30), a preferência pela neutralidade na disputa nacional.

 

Os caciques regionais, reforçaram que querem manter o PP independente, livre para firmar alianças tanto à direita quanto à esquerda, conforme as conveniências políticas de cada estado.

 

Em Pernambuco, na Paraíba e no Maranhão, por exemplo, o Progressistas busca alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já em estados como Paraná e São Paulo, a sigla segue ao lado do senador Flávio Bolsonaro.

Jerônimo Rodrigues defende autonomia partidária ao comentar candidatura à reeleição do deputado preso Binho Galinha
Foto: Antena 1 Salvador

Em entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (30) ao programa Bahia Notícias no Ar, na Rádio Antena 1 Salvador, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), repercutiu a oficialização da pré-candidatura à reeleição do deputado estadual Binho Galinha (Avante).

 

Binho Galinha é alvo de investigações e processos conduzidos pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, o que levantou questionamentos sobre a prudência e a ética de manter sua candidatura ativa.

 

Durante a sabatina, o governador foi questionado se, na posição de líder de seu grupo político, não seria adequado orientar os partidos aliados a vetarem a filiação e a candidatura de nomes com condenações em primeira instância ou suspeitas de envolvimento com o crime organizado. 

 

Em sua resposta, Jerônimo Rodrigues procurou separar a sua atuação no Executivo das dinâmicas internas dos partidos. Ao comentar sobre a base aliada, o governador destacou que não interfere nas decisões internas das legendas. "Eu coordeno o acompanhamento da construção da política, zelo por isso, mas eu não imponho nada, e não posso e nem devo, à autonomia, à soberania e à democracia partidária", afirmou.

 

O governador afirmou que não dita regras nem mesmo dentro do seu próprio partido. Ele destacou que atua como militante e participa das assembleias para decisões conjuntas, mas não é dirigente partidário.

 

Sobre a situação legal e processual de Binho Galinha, o governador delimitou a questão aos tribunais. "Nesse caso em especial, o deputado tá com seu advogado respondendo as questões na justiça. É um caso de justiça. E meu limite vai até aí".

 

Jerônimo fez uma distinção clara entre mandatos obtidos nas urnas e posições nomeadas por ele no governo do Estado. Sobre o mandato do deputado, frisou: "Quem elegeu o deputado foi o povo, é a vontade do povo". Já sobre os membros da sua própria equipe, foi taxativo: "Todos os meus cargos de confiança quando eu indico e nomeio, eles sabem que eles têm um compromisso a zelar. Se ele não andar na linha, ele vai ser convidado a se retirar do local e procurar o advogado para cuidar".

 

Ao encerrar o assunto, Jerônimo Rodrigues reiterou que preza pela ética na política e expressou a expectativa de que seu grupo político continue sendo nutrido por "bons exemplos", para evitar que se torne uma referência negativa perante a sociedade.

 

CASO BINHO GALINHA

Mesmo preso preventivamente e condenado a 36 anos e 9 meses de prisão, o deputado estadual Binho Galinha (Avante) teve a candidatura à reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) oficializada pelo partido nesta segunda-feira (27), durante a convenção da legenda.

 

O deputado não compareceu ao evento porque está preso desde o dia 9 de julho. Em seu lugar, a irmã, Kelly Cristina Escolano, participou da convenção para representá-lo. A confirmação da candidatura foi anunciada nas redes sociais de Binho Galinha. 

 

CONDENAÇÃO

Binho Galinha foi condenado pela Vara Criminal de Feira de Santana no contexto da Operação El Patrón, que apura crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. A decisão estabeleceu pena de 36 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de posse irregular de arma de fogo de uso permitido, posse de arma de fogo com numeração raspada, além de outros delitos relacionados ao uso e à posse de armamentos.
 

Lula diz que desembargador que governa interinamente o Rio de Janeiro foi um "milagre da política"
Foto: Reprodução Instagram Lula

Durante discurso na abertura da 78ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que aconteceu na noite desta terça-feira (28) em Niterói (RJ), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a atuação do desembargador Ricardo Couto à frente do governo do Rio de Janeiro representa um “milagre da política”. 

 

“Uma coisa importante acabou de acontecer. Uma fala do nosso governador. Ele veio aqui na simplicidade de um desembargador. Nunca tinha passado pela cabeça dele ser governador. Vocês o aplaudiram pelo gesto dele de dizer que não era político. Ele não está governando porque votaram nele pela promessa de investimento na ciência. Vocês o aplaudiram porque sabem que ele pode fazer como governador provisório aquilo que nenhum eleito seria capaz. Esse é o milagre da política. É o improvável acontecer na vida da gente”, disse Lula.

 

Ricardo Couto, que é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, assumiu interinamente o governo do estado no mês de março, após a renúncia do governador Cláudio Castro. Como o vice-governador Thiago Pampolha havia renunciado e o presidente da Assembleia Legislativa foi afastado do cargo por decisão judicial, coube a Ricardo Couto assumir o governo.

 

No mês de abril, o deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Assembleia Legislativa, mas uma ação no Supremo Tribunal (STF) sobre a necessidade de eleição direta ou indireta para substituir Cláudio Castro impediu a sua posse como governador. O STF deve decidir em agosto como será a eleição para o governo, e a possibilidade mais forte é que os ministros optem por votação direta, que aconteceria no pleito de outubro.

 

Desde que entrou no cargo, Ricardo Couto promoveu uma série de demissões de funcionários fantasmas, além de medidas fortes de corte de gastos e redução de contratos. A gestão do desembargador à frente do governo vem gerando resposta positiva da população, com pesquisas mostrando aprovação maior do que tinha o governador Cláudio Castro.

 

No evento desta terça, além de elogiar o desempenho do governador interino, o presidente Lula alfinetou adversários na disputa eleitoral nacional, comparando-os com Ricardo Couto:

 

“Muitos governadores eleitos não teriam coragem de vir a uma SBPC. Muitos candidatos a presidentes e governadores também”, afirmou Lula, que completou: “Quando, no século XXI, aparece alguém achando que a solução para a educação no país é a escola cívico-militar, alguma coisa está errada. É a supremacia da ignorância tentando vencer o pensamento da maioria da sociedade”.

 

O desembargador Ricardo Couto, por sua vez, ressaltou a importância de investimento na ciência e se disse “testemunha” dos esforços do governo Lula na área social.

 

“A cada vinda de Lula ao Rio nós temos um momento de alegria, simbolizado pelo investimento no (campo) social. Chegou um momento que não podemos mais ter muros. Precisamos ter pontes para o saber. Ao investir na educação teremos reflexos na saúde e na segurança. Todos nós devemos refletir muito no momento de exercer a cidadania”, disse o governador interino.

 

Também estiveram no evento do SBPC os ministros Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), Leonardo Barquini (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde), além do prefeito de Niterói Rodrigo Neves (PDT).
 

MDB decide não apoiar candidato à Presidência e libera diretórios estaduais em 2026
Foto: Reprodução

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) decidiu, em convenção nacional nesta segunda-feira (27), que não apoiará nenhum presidenciável nas eleições de 2026. O partido informou que vai liberar os diretórios estaduais para a formação de alianças locais, com foco na eleição de governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

 

Segundo o MDB, o foco neste pleito será o fortalecimento das bases estaduais, buscando garantir resultados positivos em todo o país. O partido confirmou 10 candidatos a governador, sete postulantes a vice-governador e 20 filiados ao Senado.

 

Na Bahia, o partido tem representatividade na pré-candidatura de Geraldo Jr a vice-governador, na chapa que busca a reeleição encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Milei republica críticas a Lula no X em meio a crise diplomática entre Brasil e Argentina
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente da Argentina, Javier Milei, compartilhou uma série de publicações com críticas ao presidente Lula nas redes sociais na tarde desta segunda-feira (27). Os conteúdos foram publicados originalmente por apoiadores e repostados por ele no X.

 

Em quatro horas, Milei republicou cinco posts com críticas a Lula. As publicações foram compartilhadas em meio à crise diplomática entre os dois países, iniciada após ataques do argentino a Lula durante a convenção do PL, no último sábado (25).

 

Os posts republicados criticam a atuação de Lula nas eleições presidenciais argentinas de 2023. Usuários afirmam que o presidente brasileiro teria tentado interferir no pleito para favorecer a campanha do então candidato Sergio Massa, derrotado por Milei.

 

As publicações também retomam a visita de Lula à ex-presidente argentina Cristina Kirchner, opositora de Milei, que está em prisão domiciliar após condenação por corrupção. O encontro ocorreu em julho do ano passado, em Buenos Aires, durante viagem de Lula à cúpula do Mercosul. "Lula é um ex-condenado e, quando foi à Argentina, visitou a aliada também condenada. Ele é o fundador do Foro de São Paulo e mantém Bolsonaro inelegível", diz um dos posts republicados pelo presidente argentino.

 

Milei também republicou uma publicação do governo argentino com um trecho de entrevista concedida por ele a uma rádio no domingo (26), na qual acusou Lula de interferência nas eleições argentinas de 2023. A publicação se refere ao petista como "ex-presidiário".

Milei acusa Brasil de financiar 'campanha antiargentina' e agrava crise diplomática
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente da Argentina, Javier Milei, acusou neste domingo (26) o Brasil e outros países de financiarem uma campanha contra seu país. A declaração ocorreu horas depois de o Brasil chamar seu embaixador em Buenos Aires para consultas, em resposta a ofensas feitas por Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia anterior, durante a convenção do Partido Liberal que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

 

"Quem pôs mais dinheiro nesta campanha antiargentina? O governo do Brasil. Vinte e cinco por cento dos recursos saíram do governo do Brasil", afirmou Milei durante entrevista à rádio Mitre, sem apresentar qualquer prova.

 

Segundo o presidente argentino, a suposta campanha estaria relacionada a críticas feitas ao país nas redes sociais durante a Copa do Mundo, incluindo acusações de racismo contra a seleção argentina e questionamentos sobre arbitragens no torneio. Milei também afirmou que o governo brasileiro já teria atuado contra ele nas eleições argentinas de 2023, ao fornecer assessores à campanha do então candidato Sergio Massa.

 

Ainda durante a entrevista, Milei disse que, além do Brasil, o México e o Partido Democrata dos Estados Unidos também teriam participado do financiamento. "Também financiou esta campanha antiargentina o México e o Partido Democrata. São as cabeças progressistas que não querem que as ideias de liberdade funcionem", declarou.

 

Milei aproveitou a entrevista para reforçar críticas à Justiça brasileira, que negou seu pedido para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em prisão domiciliar por suspeita de tentativa de golpe de Estado. Ele comparou a situação à visita que Lula fez, meses atrás, à ex-presidente argentina Cristina Kirchner, também em prisão domiciliar.

Lula: "Que ninguém de fora venha meter o dedo nas nossas eleições"
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (25) que quem "se meter" nas eleições brasileiras vai "apanhar muito". Ele fez alerta para que "ninguém de fora" queira "meter o dedo" no pleito eleitoral brasileiro.

 

Em convenção que confirmou a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, o chefe do Executivo afirmou que o Brasil é "soberano" e que o destino do país será definido pelos eleitores brasileiros.

 

"Quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores", declarou em discurso.

 

A declaração de Lula ocorre um dia depois de o Ministério das Relações Exteriores negar o visto de dois funcionários norte-americanos que viriam ao país nos próximos dias.

 

Reportagem publicada pelo jornal americano Washington Post revelou que a comitiva dos Estados Unidos tinha planos de questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro.

 

"O aviso está dado. O Brasil é soberano, o Brasil quer manter relações com todos os países do mundo, o Brasil não quer guerra, o Brasil quer paz, o Brasil não quer ódio, o Brasil quer amor, o Brasil não quer fazer futrica, o Brasil quer trabalhar", disse Lula.

 

O presidente também rejeitou interferências estrangeiras no pleito eleitoral ao citar ações do governo: "Somos responsáveis pela maior quantidade de reservas ambientais criadas nestes país. É por isso que somos respeitados no mundo. E que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições", disse.

 

Na sexta-feira (25), Lula já havia defendido ampliar investimentos na área de defesa "para não deixar ninguém meter o nariz no país". Nos últimos meses, integrantes do governo têm defendido a soberania brasileira em meio a atritos com os Estados Unidos, que determinou novas taxações a produtos brasileiros.

Um terço dos partidos explicou controle de emendas parlamentares
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

Dos 21 partidos com representação no Congresso Nacional, apenas sete cumpriram a determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) de apresentar explicação sobre interferência na destinação de emendas parlamentares.

 

A manifestação dos partidos políticos foi determinada pelo ministro, no dia 15 de julho, após uma declaração em entrevista à imprensa do presidente do Partido Liberal (PL) e ex-deputado federal, Valdemar Costa Neto, de que os dirigentes partidários interferem na indicação de emendas.

 

PRAZO

O prazo de dez dias úteis estabelecido pelo ministro termina somente no dia 14 de agosto. A data considera o período de suspensão de prazos processuais estabelecido entre os dias 2 e 31 de julho, prorrogando o início da contagem para o primeiro dia útil seguinte, em 3 de agosto.

 

Após a determinação, Valdemar Costa Neto foi um dos primeiros a prestar as informações ao STF. De acordo com Flávio Dino, as explicações apresentadas pelos dirigentes de partidos serão encaminhadas à Polícia Federal no âmbito da Operação Transparência, que investiga os desvios de emendas.  

 

A destinação de emendas é prerrogativa de parlamentares em exercício.

 

O ministro Flávio Dino é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, instaurada para apurar a suspeita de direcionamento de pelo menos 21 emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.  

'Dark Horse': Mendonça autoriza abertura de investigação da PF sobre repasses para cinebiografia de Bolsonaro
Foto: Divulgação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (23) a abertura de um inquérito para investigar repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

A decisão de Mendonça atende a um pedido da Polícia Federal, que teve manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República para abertura do inquérito. O próprio ministro do STF pediu à PGR uma manifestação sobre o caso.

 

O filme "Dark Horse" ganhou notoriedade após a divulgação, pelo site Intercept Brasil, de conversas entre o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, em que o filho de Jair solicita recursos para financiar a produção cinematográfica.

 

os repasses de R$ 61 milhões feitos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ);
a eventual destinação de parte desse recurso para bancar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos;
e a indicação de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora do filme.

O g1 apurou que, no inquérito aberto a partir da decisão de Mendonça nesta quinta, a PF vai investigar tanto os repasses de Vorcaro para a cinebiografia de Jair Bolsonaro como a suposta destinação de recursos para Eduardo Bolsonaro.

 

A questão da indicação de emendas parlamentares já é apurada em um inquérito aberto pelo ministro Flávio Dino, relator do tema no STF.

 

REPASSSES MILIONÁRIOS
O valor de R$ 61 milhões foi divulgado em maio pelo site The Intercept Brasil, que obteve trocas de mensagens entre o senador e o ex-banqueiro. A PF quer confirmar a quantia.

 

O dinheiro chegou a um fundo responsável pelo financiamento do filme "Dark Horse", nos EUA, por meio de uma empresa que já era suspeita de integrar o ecossistema de fraudes do Master, a Entre Investimentos e Participações.

 

Um dos objetivos da PF será saber se o dinheiro foi repassado em troca de algum favor prestado pelo senador ou por seu grupo político.

 

Flávio, que é pré-candidato à Presidência, nega qualquer irregularidade no episódio e afirma que apenas pediu um financiamento privado para o filme de seu pai.

Nordeste lidera consumo de informação política pelas redes sociais no Brasil, aponta estudo
Foto: Marcello Casal jr / Agência Brasil

O consumo de informação no Brasil está mudando, e o Nordeste se destaca nessa transformação digital. Quase metade dos nordestinos (47,2%) usa as redes sociais para se informar sobre política, o maior percentual entre todas as regiões do país. Os dados são da pesquisa "Caminhos da Informação no Brasil: principais hábitos informacionais dos brasileiros por região", realizada pelo laboratório de pesquisa Aláfia Lab e divulgada recentemente.

 

A região também registra o maior índice nacional de uso das redes sociais como fonte geral de informação, com 57,8% da população recorrendo a essas plataformas. O cenário difere do Sudeste, onde a televisão continua sendo a principal fonte de informação política (48,4%), à frente das redes sociais (42,3%).

 

O levantamento quantitativo, realizado pelo Instituto IDEIA com 1.512 entrevistados em todo o Brasil no fim de setembro de 2025, mostra que o Instagram é a principal plataforma de informação para 52,4% dos nordestinos. Em contrapartida, o Facebook perdeu espaço e é citado como principal fonte de informação por apenas 5,2% dos entrevistados da região, o menor índice do país.

 

JORNALISMO E ENTRETENIMENTO
Para Ellen Guerra, pesquisadora do Aláfia Lab e uma das responsáveis pelo estudo, essa combinação altera a dinâmica do debate público. "No Nordeste, esse cenário é ainda mais forte", afirma, ao destacar os elevados índices de consumo de política pelas redes sociais. "Por um lado, essa dinâmica amplia a diversidade de atores que participam do debate público e facilita o acesso à informação. Por outro lado, essa convivência entre diferentes tipos de conteúdo reduz a percepção de hierarquia entre eles."

 

Segundo a pesquisadora, nesse ambiente, conteúdos jornalísticos, entretenimento, opiniões e desinformação disputam a atenção do público em condições semelhantes, o que dificulta a identificação de fontes confiáveis. "Outro aspecto importante é que essas plataformas são organizadas por algoritmos. Essa lógica pode reforçar bolhas informacionais, reduzir a diversidade de perspectivas às quais as pessoas são expostas e intensificar processos de polarização, já bastante acentuada no Brasil nos últimos anos", destaca.

 

WHATSAPP E DESINFORMAÇÃO
O estudo também aponta que o Nordeste lidera o recebimento de notícias pelo WhatsApp enviadas por amigos (74,8%) e conhecidos (57%). A região ainda registra o maior uso do Kwai entre as plataformas de vídeos curtos, com 27,9%.

 

Para Ellen Guerra, a circulação de informações por meio de pessoas próximas tem efeitos positivos e negativos. "Os laços de proximidade sempre foram importantes na circulação de informação. Receber uma notícia de um amigo ou de um familiar gera uma percepção de credibilidade, a confiança depositada na pessoa próxima é transferida para a informação que ela compartilha", explica.

 

Ela alerta, porém, para os riscos desse processo. "O desafio é quando a confiança na pessoa que compartilha a informação se sobrepõe à verificação da fonte, aumentando o risco de circulação de conteúdos falsos, desinformação e informações descontextualizadas." Segundo a pesquisadora, plataformas como WhatsApp e Kwai favorecem a rápida disseminação de conteúdos e exigem maior cuidado dos usuários na checagem das informações antes do compartilhamento.

 

COMUNICAÇÃO PÚBLICA
A migração do público do Facebook para plataformas como Instagram e TikTok amplia os desafios da comunicação pública. No TikTok, o Nordeste lidera o país tanto na busca por perfis de veículos de comunicação (42%) quanto no acompanhamento de políticos (35,8%).

 

Na avaliação de Ellen Guerra, governos, especialmente prefeituras e gestões municipais, precisam "ocupar os lugares onde as pessoas frequentam e onde o debate público está acontecendo".

 

Para isso, é necessário adaptar formatos e linguagem às características de cada plataforma. "Compreender quais redes são mais utilizadas, como no caso do crescimento do Instagram e TikTok, permite adequar a linguagem e formatos para as especificidades de cada rede. Vídeos curtos, conteúdos visuais e uma linguagem mais acessível podem ampliar o alcance de informações sobre serviços públicos, campanhas e políticas", afirma.

 

A pesquisadora também defende que a comunicação governamental assuma um papel mais ativo no enfrentamento à desinformação. "Governos também precisam investir em estratégias de combate à desinformação e de fortalecimento da confiança. Isso envolve produzir conteúdos claros, acessíveis e verificáveis, além de responder com agilidade a informações falsas que possam comprometer o acesso da população a direitos e serviços públicos", conclui.

ACM Neto prega liberdade para aliados no plano nacional, mas reforça apoio a Ronaldo Caiado
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

Em discurso durante convenção no Centro de Convenções de Salvador, ACM Neto (União Brasil) reafirmou a estratégia de descentralizar o debate presidencial na Bahia para manter a unidade do seu grupo político. Ao comentar as alianças estaduais para a disputa ao Palácio de Ondina, o ex-prefeito destacou que os partidos coligados terão total liberdade para defender seus respectivos pré-candidatos à Presidência da República.

 

A declaração contempla legendas parceiras como o PL e o Novo, permitindo que sigam suas próprias diretrizes nacionais sem comprometer o palanque baiano. "A gente respeita a posição de cada um dos partidos que integram aqui na Bahia a nossa aliança. Cada um terá a liberdade para poder fazer a campanha para o seu pré-candidato à Presidência da República, o PL, o Novo", declarou ACM Neto.

 

LEALDADE A RONALDO CAIADO

No plano pessoal e partidário, no entanto, Neto deixou claro seu alinhamento com a pré-candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também do União Brasil. O político baiano justificou a escolha com base nos laços históricos e na trajetória compartilhada na legenda. "A minha relação histórica, antiga, de amizade fraterna, de muitos e muitos anos, com o pré-candidato a presidente, ex-governador Ronaldo Caiado. Por motivos óbvios e naturais, eu não teria como adotar outra posição", pontuou.

 

Ao finalizar, ACM Neto destacou que, a despeito das preferências nacionais de cada partido da coligação, o elemento central que une o grupo é o projeto local: "O que nos une e nos move é o propósito de mudar a Bahia."

Edvaldo Brito é oficializado como primeiro suplente de Jaques Wagner na disputa pelo Senado
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

Durante a convenção estadual do Partido Social Democrático (PSD) realizada nesta terça-feira (21), em Salvador, o senador Jaques Wagner (PT-BA) oficializou o nome do professor e ex-prefeito da capital baiana, Edvaldo Brito (PSD), como o primeiro suplente em sua chapa para a reeleição ao Senado Federal.

 

O anúncio reuniu as principais lideranças da base governista na Bahia, reforçando a aliança entre o PT e o PSD para o pleito. A segunda vaga de suplência, no entanto, ainda segue em aberto.

 

ELOGIOS
Ao confirmar a indicação, Jaques Wagner relembrou a parceria histórica com Brito, destacando o papel fundamental do aliado, então vice-prefeito de Salvador, nas negociações que destravaram a transferência da gestão do metrô da prefeitura para o governo do Estado. O senador petista não poupou elogios ao novo companheiro de chapa.

 

"Estou fazendo essa indicação, de acordo com o governador, evidente, de acordo com o PSD, com muito gosto [...]. Uma pessoa que dispensa apresentações, uma reserva moral, uma reserva intelectual, uma reserva jurídica, ex-prefeito dessa capital, vereador, e, portanto, eu acho que dispensa qualificações. Edvaldo Brito, o nome fala por si só", declarou.

 

Em seu pronunciamento, Edvaldo Brito relembrou o período em que atuou como secretário de Estado na gestão de Wagner e reforçou o compromisso do PSD com a chapa majoritária. O candidato a suplente também aproveitou a oportunidade para tecer duras críticas à atual gestão de Salvador, com foco especial na cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), referindo-se à política fiscal do município como uma "extorsão tributária" que tem gerado milhares de processos judiciais.

 

Sobre a composição da chapa, Brito adotou um tom agregador. "Fui seu secretário de Estado (de Wagner). Portanto, nós estamos acostumados a unir. O PSD vai para essa chapa, disposto a colaborar com o meu presidente, o Otto Alencar, e nós vamos trabalhar."

 

PSD UNÂNIME
O presidente estadual do PSD e também senador, Otto Alencar, endossou a escolha de Brito e garantiu que o nome foi amplamente validado pelas bases da sigla na Bahia. Otto enfatizou a união do partido em torno das reeleições de Wagner, do governador Jerônimo Rodrigues e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 
"O PSD tomou essa decisão ouvindo todo o Diretório Estadual, todos os prefeitos, ex-prefeitos, prefeitas, lideranças, vereadores [...]. Foi unanimidade essa indicação para a suplência do senador Jaques Wagner."

 

Otto destacou ainda a forte relação pessoal e política de mais de quatro décadas que mantém com Edvaldo Brito, além de exaltar a atuação de Jaques Wagner no Congresso na articulação das pautas do governo federal.

 

EDVALDO BRITO
Edvaldo Brito tem 88 anos e é jurista, professor universitário e político, reconhecido como uma autoridade em Direito Tributário. Com uma sólida carreira acadêmica, sendo Professor Emérito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, ele também possui uma longa e expressiva trajetória na vida pública baiana. Ao longo de sua trajetória, Brito já ocupou os cargos de prefeito de Salvador (1978-1979), vice-prefeito da capital (2009-2012), secretário de Estado e vereador, consolidando-se como uma influente liderança política, atualmente filiada ao Partido Social Democrático (PSD).

VÍDEO: Jaques Wagner comenta intimação da PF durante convenção do PSD: "A inocência será provada"
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

Nesta terça-feira (21), durante a convenção estadual do Partido Social Democrático (PSD) na Bahia, o senador Jaques Wagner (PT-BA) manifestou-se sobre a recente intimação da Polícia Federal (PF) para depor na Operação Compliance Zero.

 

Veja em forma de vídeo:

 

Questionado sobre como recebeu a notificação da autoridade policial, o parlamentar adotou um tom de cautela jurídica, mas demonstrou confiança quanto ao desfecho das investigações. "Eu, por orientação do meu advogado, eu não falo sobre o tema, eu estou falando só sobre campanha e ele responde sobre isso aí, mas eu estou tranquilo. Acho que, assim como em 2018, a inocência será provada, independente dessa agitação que está agora."



A declaração ocorreu em meio ao evento político na sede do partido, onde Wagner anunciou o nome de Edvaldo Brito como primeiro suplente na corrida pela reeleição ao Senado Federal.

 

CONTEXTO:

O senador está intimado a prestar depoimento presencial no dia 7 de agosto, na sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A oitiva faz parte das investigações que apuram um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras com ramificações no Banco Master.

 

De acordo com o inquérito da Polícia Federal, as suspeitas contra o parlamentar envolvem os seguintes pontos:

  • Agente Beneficiário: A PF aponta o senador como o "suposto beneficiário central" de vantagens econômicas. Segundo os investigadores, pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais teriam sido estruturados em seu favor.

  • Contrapartidas no Congresso: A investigação apura se Wagner recebeu tais benefícios em troca de apoio político para aprovar medidas legislativas favoráveis ao Banco Master, como a chamada "Emenda Master".

  • Movimentações Financeiras e Bens: Estão sob escrutínio a compra de um apartamento de luxo em Salvador e repasses financeiros que totalizam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do senador.

  • Conexões no Mercado Financeiro: O inquérito destaca a proximidade do parlamentar com o banqueiro Augusto Lima, proprietário do Banco Pleno (liquidado pelo Banco Central) e ex-sócio de Daniel Vorcaro.

 

DESDOBRAMENTOS POLÍTICOS

Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da operação Compliance Zero em 18 de junho deste ano, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), sofrendo buscas e apreensões em endereços ligados a ele em Salvador e Brasília. O senador nega o cometimento de qualquer irregularidade.

 

A pressão da investigação levou a mudanças na articulação política do Planalto. Dias após as buscas, Wagner reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e abdicou do cargo de líder do governo no Senado. À época, o parlamentar afirmou que sua "prioridade absoluta" seria provar sua inocência e dedicar-se às campanhas eleitorais de seus aliados e à própria reeleição.

Deputado baiano contesta filiação ao DC em ação no STF contra regra benéfica a filho de Lira
Foto: Câmara dos Deputados

O deputado José Carlos Araújo (BA) afirmou ao STF que sua filiação ao Democracia Cristã é irregular e foi feita à sua revelia, o que pode impactar uma ação do partido para suspender uma mudança da Lei das Eleições: a regra que modificou o marco de aferição da idade mínima para que um candidato assuma o mandato.

 

Na manifestação à Corte, o parlamentar alega que a filiação não se concretizou, uma vez que não assinou qualquer ficha ou termo. Ele questiona ainda a certidão apresentada pela legenda, que indica que teria se filiado em 7 de julho, data em que, diz, ainda estava regularmente filiado a outra agremiação, o PDT.

 

Interlocutores do DC, por outro lado, afirmam que a sigla recebeu toda a documentação do deputado e que ele próprio teria comunicado à Câmara a migração. Integrantes do partido avaliam que o movimento do parlamentar se deu após pressões de Hugo Motta e Arthur Lira.

 

Isso importa porque com a filiação de José Carlos o partido passou a ter representante no Congresso, requisito básico para que o DC possa ingressar com a ação no STF. Na legenda, confia-se que o processo não será impactado caso o deputado deixe a sigla, uma vez que ele estava filiado no momento em que foi protocolada a petição.

 

O deputado, que assumiu o mandato temporariamente durante licença do deputado Léo Prates (Republicanos-BA), recuou da filiação após tomar ciência de que o partido havia acionado o STF para barrar uma regra que beneficia Álvaro Lira, filho de Arthur Lira, que completa 21 anos em março de 2027. 

 

Com a previsão da “posse presumida”, pela qual o candidato deve alcançar a idade mínima num prazo de 90 dias contados a partir da eleição da Mesa Diretora, o herdeiro do ex-presidente da Câmara poderia concorrer a deputado federal.

 

Acontece que José Carlos mantém uma relação amistosa com o ex-presidente da Câmara e entende que foi usado pela legenda numa briga política entre o grupo de João Caldas, presidente do partido, e o de Lira, que se distanciaram em Alagoas.

 

Devido a isso, o deputado pediu que o STF desconsidere a certidão juntada aos autos e quer que a Corte notifique o DC para apresentar documentos que comprovem “a vontade inequívoca e a anuência expressa” para a filiação.

Disputa política entre Alcolumbre e governo Lula marca semestre legislativo no Senado Federal
Foto Montagem: Agência Senado / Agência Brasil

O Senado Federal deu início ao recesso parlamentar após um semestre marcado pelo acirramento das tensões políticas entre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esse período foi pautado por derrotas marcantes para o Palácio do Planalto, o represamento de projetos de grande apelo popular para o Executivo e o avanço de matérias com impacto bilionário nas contas públicas.

 

O ponto mais agudo desse embate foi a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A resistência de Alcolumbre iniciou-se após o presidente Lula preterir o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB), para a vaga. Na tentativa de articular apoio, o governo atrasou o envio da documentação de Messias até 1º de abril. Apesar das visitas do atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) aos gabinetes de senadores, ele não chegou a ser recebido pela presidência da Casa.

 

Messias foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 16 votos a 11, mas acabou rejeitado no Plenário em 29 de abril. Alcolumbre atuou diretamente na articulação contra o indicado, telefonando para aliados e antecipando o placar exato momentos antes da votação, quando seu microfone captou a frase: "Ele vai perder por oito".

 

O revés marcou uma inflexão na relação com o Executivo, aproximando Alcolumbre da oposição, em especial do senador Flávio Bolsonaro (PL). No dia seguinte à rejeição de Messias, o Senado derrubou o veto presidencial à dosimetria — votação que registrou 318 votos a 144 na Câmara e 49 a 24 no Senado.

 

Outro ponto de desgaste evitado para Alcolumbre foi o cancelamento definitivo da sessão conjunta do Congresso marcada para 18 de junho, que analisaria cerca de 50 vetos, inviabilizada pela falta de consenso entre líderes partidários.

 

VEJA EM NÚMEROS
Em termos estatísticos, o Senado encerrou o semestre com os seguintes dados operacionais:

  • 258 matérias deliberadas;

  • 206 propostas aprovadas (sendo 106 em Plenário e 100 em comissões);

  • 1 matéria rejeitada (a indicação de Jorge Messias);

  • 50 propostas prejudicadas, retiradas ou Medidas Provisórias com validade expirada;

  • 107 sessões realizadas (sendo 38 deliberativas);

  • 38 indicações de autoridades aprovadas.

 

PROPOSTAS E EMPASSES 
No campo das propostas de campanha prioritárias para a agenda de reeleição de Lula, Alcolumbre manteve o andamento travado, sem despachar os projetos. Entre as matérias paralisadas estão as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) da Segurança Pública e do fim da escala de trabalho 6x1, além do Projeto de Lei dos Minerais Críticos.

 

A PEC do fim da escala 6x1 (que prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais) foi aprovada na Câmara no final de maio com forte articulação do governo e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). No entanto, o texto continua parado no Senado. Alcolumbre argumentou que a Casa necessita de tempo "razoável" para análise e que o Senado "não pode ser carimbador" de decisões da Câmara, promovendo reuniões com empresários e sindicalistas antes de enviar a medida à CCJ.

 

O governo também sofreu reveses no âmbito fiscal com o avanço das chamadas "pautas-bomba" capitaneadas pelo Senado. Em junho, três propostas avançaram na Casa com impacto estimado de R$ 250 bilhões em dez anos: a renegociação de dívidas rurais, o reajuste do piso salarial de médicos e dentistas e a aposentadoria especial para agentes de saúde.

 

Alcolumbre ignorou os apelos da equipe econômica para conter as propostas, rejeitando o rótulo de "homem das pautas-bomba" e afirmando que o andamento decorria de acordos prévios de lideranças partidárias.

 

Foto: Reprodução / Agência Brasil

 

Nos bastidores do governo, as opiniões sobre os próximos passos da relação com Alcolumbre estão divididas. Enquanto uma ala governista aposta que o presidente do Senado possa destravar propostas cruciais (como a escala 6x1) no próximo período legislativo para restabelecer pontes com o Planalto, outro grupo adota tom mais cético, afirmando que cabe a Alcolumbre dar novos acenos políticos para consolidar a pacificação com o presidente Lula.

Livro do partido Missão ecoa propostas da esquerda e de Lula, apesar de Renan Santos alegar ruptura 
Fotos: Redes Sociais via @renansantosmbl / Ronne Oliveira (Bahia Notícias)

O pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos, apresenta como principais bandeiras de sua campanha a defesa das liberdades, a redução do tamanho do Estado e a ruptura política com o governo Lula. No entanto, o Livro Amarelo, que serve como base programática do Partido Missão, reúne propostas que contrastam com essa imagem liberal e se assemelham a bandeiras historicamente defendidas por partidos de esquerda.

 

Algumas das pautas são: a regulamentação da imprensa, a desdolarização da economia sul-americana e uma maior atuação dos países emergentes no cenário internacional.

 

Além disso, a obra propõe a chamada "democracia familiar", que visa deslocar a representação política do voto individual para o núcleo familiar, medida que já foi alvo de representação da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados por possíveis impactos sobre a autonomia política das mulheres.

 

Procurados, o Partido Missão e Renan Santos, presidente da legenda, afirmaram por meio de nota que "os fascículos de pesquisa do Livro Amarelo que foram publicados não constituem um corpo definitivo de propostas do partido", classificando-os como "textos ensaísticos, com caráter de manifesto". Essa nota enviada à imprensa não se manifestou especificamente sobre as ideias de regulação da mídia e desdolarização da economia.

 

Evento do partido | Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

AS IDEIAS DO MBL
O Livro Amarelo é uma coleção de seis volumes estruturada para reunir diagnósticos e propostas para orientar o projeto político do Missão. No site da publicação, o partido afirma que o material "não é apenas uma cartilha", mas um movimento destinado a formular um projeto de país "além das narrativas da esquerda e do centrão".

 

O jornal Estado de São Paulo analisou os volumes e notou esse padrão carregado por contradição entre os discursos dos integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL). Na área da comunicação, o terceiro fascículo da coleção, intitulado Para Onde Vamos?, dedica um capítulo à defesa de uma nova legislação para o setor, prevendo uma regulação para "disciplinar" a mídia nacional. 

 

Volume sobre a imprensa e Renan Santos em live falando dos livros  | Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Essa proposta é criticada por especialistas, que apontam riscos de interferência na liberdade de expressão e censura. Sob o título "A farsa da imprensa livre", o texto aponta que o principal problema do jornalismo brasileiro é "a ausência de uma lei própria que discipline a mídia".

 

Segundo a publicação, essa legislação deveria servir como "instrumento de Estado para diluir o pesado oligopólio que controla o fluxo de informações do país". Embora o capítulo se apresente preliminarmente como um "interlúdio" de diagnóstico, o texto avança na defesa de um novo marco regulatório, um código jornalístico e critérios de responsabilização para o exercício da atividade.

 

A obra argumenta que a resistência dos proprietários de emissoras de rádio e televisão impediu mudanças nas regras e que o setor vive em um "quase estado de anarquia" desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) revogou, em 2009, a Lei de Imprensa de 1967, editada durante a ditadura militar.

 

Manifestação do partido e sede do supremo | Fotos: Reprodução / Redes Sociais /  Gustavo Moreno / STF

 

AGENDA PT-MISSÃO
Essa formulação aproxima o programa do Missão de bandeiras históricas de Lula e do PT. Em 2014, o atual presidente defendeu a "democratização dos meios de comunicação", apontando que a regulamentação do setor estava defasada.

 

A proposta de combater a concentração de mídia também constou no plano de governo petista de 2018. Lula retomou o tema na pré-campanha de 2022 e, em 2026, voltou a defender uma agenda regulatória com foco no ambiente digital e nas plataformas de tecnologia.

 

Para Patrícia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta, propostas dessa natureza exigem cautela extrema, especialmente em cenários de forte polarização. Ela alerta que termos como "disciplinar a mídia" e o uso da legislação como "instrumento de Estado" abrem margem perigosa para a tutela do jornalismo.

 

"O que é disciplinar a mídia? É tutelá-la? Quem vai regular? Que órgão vai determinar?", questiona Blanco, ressaltando que, embora seja necessário debater o fortalecimento do jornalismo independente e o combate à desinformação, isso não deve ser confundido com mecanismos de controle. "A imprensa é fundamental e tem que ser livre. Não tem regulamentação possível que não seja a regulamentação pela liberdade", conclui.

 

POLÍTICA EXTERNA
Na política externa, o Livro Amarelo apresenta o capítulo "Desdolarizar a América do Sul e exportar o real brasileiro". O texto defende a redução da dependência da moeda norte-americana e a criação de mecanismos financeiros regionais com maior autonomia.

 

A publicação tece críticas ao peso das grandes potências no sistema financeiro internacional e propõe dar mais voz aos países emergentes em instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. O texto sugere o uso de moedas locais no comércio regional e o aproveitamento do fundo de reservas do Brics.

 

Essa agenda encontra forte paralelo na política externa do governo Lula, que também preconiza o uso de moedas locais nas transações comerciais, a reforma das instituições multilaterais, a ampliação do espaço do Sul Global e a defesa de uma ordem global multipolar. O livro do Missão faz a ressalva de que a atuação no bloco do Brics traz tanto oportunidades quanto desafios geopolíticos diante da forte influência da China.

 

Outro ponto controverso do documento programático é a proposta de "democracia familiar". O texto apresenta uma crítica ao sufrágio universal e propõe que a família, e não o indivíduo, passe a ser a unidade básica de representação política. Sob esse modelo, os direitos políticos seriam organizados no âmbito do núcleo familiar, permitindo inclusive a renúncia individual ao direito de voto.

 

A ideia motivou uma representação da Bancada Feminina da Câmara à Procuradoria-Geral da República (PGR), devido ao risco de que a vontade política das mulheres seja tutelada ou absorvida pela decisão do chefe de família. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o voto direto, secreto, universal e periódico é cláusula pétrea, não podendo ser alterado pelo Congresso Nacional.

 

O MISSÃO RESPONDE

Em nota oficial, o Partido Missão esclareceu que os fascículos publicados do Livro Amarelo não representam propostas definitivas ou legislativas do partido. A legenda destaca que o primeiro e o sexto fascículos possuem caráter puramente ensaístico e de manifesto.

 

Segundo a nota, o capítulo que discute o voto familiar integra o fascículo 6 e tem o objetivo de debater teoricamente os limites da democracia liberal a partir de autores como Jason Brennan (teórico da epistocracia), sem que isso signifique uma proposta de governo:

 

"Não há endosso, porque não há proposta programática ou legislativa colocada nesse fascículo: quando o texto emprega a palavra 'proposta', emprega-a no sentido ensaístico — uma tese posta em debate —, tanto que todo o trecho está escrito no futuro do pretérito: 'passaria', 'seriam', 'dariam lugar'. É o modo verbal da hipótese, não o de um programa."

 

A executiva do partido reforça que os textos são "exercícios de imaginação política" concebidos para testar os limites do debate nacional e criticar o patrimonialismo e o clientelismo brasileiros. A legenda informou que suas propostas programáticas e plano de governo oficiais, endossados por Renan Santos, serão apresentados no lançamento do Livro Amarelo de 2026 em agosto.

 

Leia a nota na íntegra do partido:

Os fascículos de pesquisa do Livro Amarelo que foram publicados não constituem um corpo definitivo de propostas do partido. Em especial, o primeiro e o sexto fascículos — o de abertura e o de encerramento — são textos ensaísticos, com caráter de manifesto. O capítulo em questão, onde se discute a ideia do voto familiar, faz parte do fascículo 6, e discute críticas à democracia liberal a partir de pressupostos teóricos diversos, engajando com autores como Jason Brennan, autor da noção de epistocracia, e de toda uma tradição que examina os limites do sufrágio moderno. Não há endosso, porque não há proposta programática ou legislativa colocada nesse fascículo: quando o texto emprega a palavra “proposta”, emprega-a no sentido ensaístico — uma tese posta em debate —, tanto que todo o trecho está escrito no futuro do pretérito: “passaria”, “seriam”, “dariam lugar”. É o modo verbal da hipótese, não o de um programa. Nesse sentido, o que está ali não se assemelha em nada a um programa sobre o futuro do Brasil, mas a uma crítica ao nosso sistema político hoje posto.

 

O próprio prefácio do fascículo estabelece essa distinção em suas primeiras linhas: “Não seria possível encerrar o Livro Amarelo com um capítulo comum, dedicado a políticas públicas ou programas de governo.” E adiante: trata-se de “um manifesto — não no sentido panfletário ou eleitoral, mas como um ato espiritual e civilizacional”. O leitor é avisado, antes de qualquer capítulo, de que saiu do terreno da técnica e entrou no terreno do pensamento. Os capítulos que seguem são exercícios de imaginação política — provocações deliberadas, construídas para testar os limites do pensável e arrancar o debate nacional de sua inércia. Não à toa, o título do capítulo em questão é uma pergunta — “É Possível Imaginar Uma Nova Democracia?”

 

Não podemos nos furtar a discutir essas ideias. Este é um país onde qualquer discussão política, qualquer discussão teórica, é inviabilizada por uma espécie de hipermoralismo jornalístico. Esse hipermodalismo é o que possibilita a manutenção indefinida dos organismos cancerosos da democracia brasileira, como o Centrão.

 

O exercício mental é este: e se partíssemos de outra unidade política que não o indivíduo atomizado? O valor do exercício está na discussão que ele abre sobre as fragilidades do modelo atual — a compra de votos, o clientelismo, a dependência — e não na adoção literal de suas conclusões. Quem lê o capítulo inteiro encontra uma crítica ao patrimonialismo brasileiro, não uma defesa da abolição do sufrágio universal, que reconhecemos como conquista civilizatória.
 

Neeee sentido, a discussão sobre voto familiar no sexto fascículo serve para chamar atenção a um pressuposto anterior: a inadequação das nossas formas políticas ao projeto moderno liberal, em função do patrimonialismo que faz parte da tradição brasileira.
 

Não se trata portanto de uma proposta programática do nosso Partido - uma vez que essa não era a função do fascículo 6 do Livro Amarelo. Nossas propostas programáticas, endossadas por Renan Santos e pelo Partido Missão, estarão presentes no Livro Amarelo de 2026, que será lançado no Congresso da Missão dia 01/08, junto ao nosso plano de governo", conclui a nota.

PSOL e Rede realizam convenção no próximo dia 24/7 para definir candidatos às eleições de 2026
Foto: Divulgação

O partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e a Rede Sustentabilidade, federados desde 2022, realizam no próximo dia 24/7 (sexta-feira), às 14h30, no Fiesta Bahia Hotel (Itaigara), a convenção que irá confirmar as candidaturas ao Governo, Senado e proporcionais nas eleições de 2026.

 

A chapa majoritária é composta por Ronaldo Mansur (pré-candidato ao Governo), Meire Reis (pré-candidata a vice) e Delliana Ricelli (pré-candidata ao Senado) - a segunda vaga será definida pela Rede. O encontro deve atrair militantes de vários cantos do Estado, dirigentes das duas siglas, apoiadores políticos e convidados.

 

Segundo Mansur, presidente estadual do PSOL e da Federação PSOL-Rede, o lançamento de uma candidatura própria para Governo e Senado representa uma alternativa política de esquerda para a Bahia. Uma resposta às gestões petistas de Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues, bem como aos governos carlistas.

 

"A meta é reeleger Lula presidente, impedir o avanço da extrema-direita, mas entendemos que o PT não representa as bandeiras de esquerda. Assim como entendemos que o atraso do carlismo não contempla as reivindicações e necessidades do povo baiano", diz.

 

De acordo com o pré-candidato, a convenção do dia 24 também irá oficializar as candidaturas proporcionais, que irão representar PSOL e Rede na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa da Bahia. Até o momento, 40 nomes foram lançados a deputado federal e 52 a deputado estadual (número que pode aumentar).

Boa Tarde Bahia celebra quatro anos com edição especial e participação da vice-prefeita Ana Paula Matos
Foto: Adam Vidal

O Boa Tarde Bahia, programa apresentado pelos jornalistas Victor Pinto e Luís Filipe Veloso, comemora quatro anos no ar com uma edição especial diretamente do restaurante Amado, no Salvador Shopping. A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos (União), participa da conversa que vai ao ar nesta sexta-feira (17) às 14h na Band Bahia, assim como na rádio Band News FM Salvador.

 

 

No bate-papo, a vice-chefe do executivo comenta sobre sua trajetória no campo da política e fala da tarefa de assumir a coordenação da campanha de ACM Neto, além de comentar as perspectivas para 2028.

 

O Boa Tarde Bahia é um programa multiplataforma com transmissão na Band Bahia, Band News FM Salvador e no canal do YouTube. Com transmissão de segunda a sexta, a partir das 14h, tem foco na cobertura de política, economia e justiça. A atração já se prepara para a cobertura eleitoral de 2026 e receberá, em agosto, todos os candidatos a governador, vice e ao Senado.

 

Lula fica fora do Top 10 dos políticos mais influentes do Instagram; direita domina ranking
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou fora do Top 10 dos políticos brasileiros mais influentes no Instagram em 2026, segundo levantamento divulgado pela Zeeng nesta quinta-feira (16). A pesquisa aponta amplo domínio da direita nas redes sociais, com oito das dez primeiras posições ocupadas por integrantes do PL. 

 

O estudo, que analisou o desempenho de cerca de 3,1 mil políticos brasileiros entre janeiro e junho deste ano, considera a média de interações por publicação, e não o número de seguidores. No Top 10, apenas Erika Hilton (PSOL) e Carlos Bezerra Jr. (PSD) não são filiados ao PL. Nem mesmo Lula alcançou a marca, ficando em 11º. 

 

CONFIRA O TOP 10: 

1. Nikolas Ferreira (PL)
2. Michelle Bolsonaro (PL)
3. Lucas Pavanato (PL)
4. Erika Hilton (PSOL)
5. Flávio Bolsonaro (PL)
6. Sargento Fahur (PL)
7. Eduarda Campopiano (PL)
8. Carlos Bezerra Jr. (PSD)
9. Eduardo Bolsonaro (PL)
10. André Fernandes (PL)  

 

No recorte dos 100 mais influentes, o estudo reforça a predominância de políticos alinhados à direita. O PL lidera com 40 representantes, seguido por Novo, com nove, e Podemos, com oito. A pesquisa também aponta que políticos de direita representam 55% do ranking, enquanto a centro-direita soma outros 21%, totalizando 76% dos perfis analisados.

 

Outro dado destacado é a concentração geográfica da influência digital, com forte presença de políticos do Sudeste, especialmente de São Paulo e Rio de Janeiro. Apesar de 18 estados aparecerem no levantamento, a Bahia não possui representantes no ranking.

 

VEJA O ESTUDO COMPLETO:

PDT da Bahia anuncia data de convenção para definir candidatos nas eleições
Foto: Ascom PDT

O diretório estadual do PDT marcou para o dia 21 de julho, terça-feira da próxima semana, a data da sua convenção. O evento acontece no Classic Bahia Hotel, na Pituba, às 15h, e tem como objetivo principal deliberar sobre a lista de candidatos a deputado estadual e federal. 

 

A data foi escolhida um dia após a convenção nacional do PDT, marcada para segunda-feira (20), às 17h, na sede nacional do partido, em Brasília (DF). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou presença. Comandante da sigla na Bahia, o deputado federal Félix Mendonça Júnior também estará presente. 

 

"Em Brasília, iremos confirmar o apoio do partido a Lula e ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSD), entre outras deliberações. Na Bahia, vamos, além de anunciar oficialmente os nossos candidatos, deliberar sobre a coligação com o PT do governador Jerônimo Rodrigues. Depois, faremos a convenção conjunta com o governo", declarou Félix. 

 

A convenção do PT e partidos aliados ao governo deve acontecer no dia 1º de agosto, no Parque de Exposições da Bahia, situado na Avenida Paralela.

Após carta, Lindbergh pede revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para revogar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a divulgação de uma carta de apoio ao senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

O documento foi lido pelo filho mais velho do ex-presidente em uma transmissão ao vivo, nesse sábado (11/7). Na carta, Bolsonaro diz que Flávio é seu “porta-voz” e pede que aliados deixem as diferenças de lado em prol da candidatura.

 

Lindbergh alega que a divulgação da carta descumpre as medidas cautelares impostas sobre o regime da prisão domiciliar humanitária. Durante o cumprimento da pena, o ex-presidente fica proibido de usar redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros, inclusive para transmissões, retransmissões e divulgação de áudios e vídeos.

 

O deputado federal e vice-líder do governo Lula na Câmara afirma que a carta foi produzida com a única finalidade de ser divulgada nas redes sociais, o que caracterizaria a violação.

 

“O descumprimento é objetivo, deliberado e confessado. Objetivo, porque a manifestação do apenado foi efetivamente veiculada em rede social, alcançando audiência massiva. Deliberado, porque a carta foi redigida na manhã do mesmo dia da divulgação, no curso de visita familiar autorizada, instrumentalizando-se, assim, o próprio regime de visitas fixado por este Juízo como vetor da burla. Confessado, porque o próprio divulgador declarou publicamente a origem, a autoria e a finalidade do documento”, argumenta o deputado.

 

No pedido, o parlamentar alega que o episódio constitui “falta grave o descumprimento, pelo condenado, das obrigações e condições impostas” e pede a revogação do benefício e regressão ao regime fechado. Ele também solicita a aplicação de multa no valor de R$ 100 mil a Flávio Bolsonaro.

 

 

Congresso entra em recesso esta semana; veja as propostas que ficaram pendentes de análise
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

Deputados e senadores entram na última semana de trabalho antes do recesso parlamentar com projetos considerados prioritários ainda pendentes de análise pelos plenários das duas casas.

 

Parlamentares da Câmara e do Senado trabalham até 17 de julho e voltam em 1º de agosto. No entanto, as eleições deste ano devem esvaziar o parlamento pelo menos até o início de outubro, após o final do primeiro turno.

 

Na Câmara, os deputados já combinaram sessões presenciais apenas de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro.

 

Fora desse período, os parlamentares ficarão livres para articular as respectivas campanhas em suas bases eleitorais já que não estão previstas sessões de votação.

 

Em ritmo lento desde o início da Copa do Mundo e do período das festas juninas, a Câmara vai se reunir nesta semana para votar projetos. No entanto, aqueles considerados prioritários pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) devem ficar para depois do recesso..  

 

MISOGINIA

Entre as propostas que ficaram pendente de análise na Câmara está o projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo. Sem acordo sobre o texto e sob pressão de deputados religiosos, a proposta, que já passou pelo Senado e por um grupo de trabalho coordenado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), pode ser votada só depois das eleições. 

 

A parlamentar, no entanto, ainda articula a votação nesta semana e tenta viabilizar a votação antes do recesso. Um dos acordos possíveis seria alterar a Lei Maria da Penha e não equiparar a misoginia ao crime de racismo, o que o tornaria imprescritível, uma queixa de parte dos deputados. 

 

Ao mesmo tempo, parlamentares que participaram da última reunião de líderes na Câmara disseram que Motta adotou um tom moderado sobre a votação de projetos, sinalizando que nada de polêmico deve ser analisado na próxima semana. 

 

O texto de Tabata sofre com resistência de religiosos, que temem “interpretações equivocadas” e a criminalização de textos bíblicos. A proposta teve urgência aprovada há duas semanas e pode ser votada diretamente no plenário. 

 

ATUALIZAÇÃO DO MEI

Outra proposta que Motta gostaria de pautar antes do recesso é a atualização do limite anual de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), mas o texto deve ficar para depois do recesso. 

 

O relator, deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), disse que o clima na Casa vai no sentido de aumentar o limite do MEI, mas também incluir toda a tabela do Simples Nacional, o que a equipe econômica do governo vem tentando evitar. 

 

O relator afirmou que os ministros de Lula têm demonstrado boa vontade em também corrigir as demais faixas do Simples, mas o tema exige estudos técnicos que ainda estão sendo elaborados e discutidos pelo governo com os parlamentares. 

 

O texto tramita em uma comissão especial. A proposta, que veio do Senado, foi aprovada com aumento do teto anual do MEI de R$ 81 mil para R$ 130 mil. O escopo do projeto aumentou na Câmara. O limite do MEI foi para R$ 144,9 mil e passou a incluir a correção também de outras faixas adotantes do regime simplificado, como microempresas e empresas de pequeno porte, ponto que sofre resistência dentro do governo.

 

RENEGOCIAÇÃO DAS DIVIDAS RURAIS E IA

A renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos também não deve passar por aval do plenário antes do recesso.

 

O governo costura um acordo com a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) para elaborar uma medida provisória e descartar o projeto que veio do Senado, considerado uma pauta bomba pelo Executivo.

 

Questões como limite das dívidas que poderão ser renegociadas, juros, quais produtores terão acesso à renegociação e prazos para pagamento ainda estão sendo negociados.

 

Como as medidas provisórias têm efeito imediato, mas podem ser votadas em até 120 dias, o aval do plenário ficaria para depois do recesso.

 

Já a proposta que cria o marco legal da Inteligência Artificial, anunciada por Motta como uma das prioridades do plenário antes do recesso, não avançou e não deve ser votada antes do recesso.

 

A pauta da semana publicada pela Câmara na sexta (10) prevê a votação de 19 itens, entre requerimentos de urgência, medidas provisórias e um projeto que estabelece o uso de receitas extraordinárias do petróleo para reduzir tributos sobre os combustíveis, amenizando impactos da alta internacional.

 

PROPOSTAS PARADAS NO SENADO

No Senado as matérias de maior interesse do governo Lula neste ano, como a PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e a PEC da Segurança, vão entrar no recesso no mesmo lugar: a gaveta do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

 

O motivo é a crise entre Alcolumbre com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois que o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

 

A PEC que acaba com a 6x1 avançou rapidamente na Câmara dos Deputados e chegou ao Senado no dia 28 de maio. Na Casa, no entanto, a tramitação está travada e a matéria sequer foi despachada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde tramitará antes de ser votada no plenário.

 

O cenário é o mesmo da PEC da Segurança, que chegou no dia 10 de março ao Senado e ainda aguarda o despacho para a CCJ.

 

Aliados de Lula tentam articular uma reaproximação para destravar as matérias na Casa. Do lado de Alcolumbre, interlocutores garantem que essas pautas só vão avançar após os dois conversarem pessoalmente.

 

Considerado um projeto importante tanto para o governo quanto para a oposição, o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos também aguarda despacho de Alcolumbre.

 

A proposta prevê incentivos para a exploração, o processamento e a reciclagem de minerais utilizados em tecnologias, baterias e equipamentos eletrônicos.

 

Outro tema importante para o governo Lula neste ano é o projeto que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, apelidado de Redata.

 

O projeto tem o mesmo teor de uma medida provisória (MP) editada pelo governo e que perdeu a validade em fevereiro.

 

A Câmara votou a matéria antes da MP caducar, mas Alcolumbre não colocou o tema em pauta no Senado sob o argumento que deveria ser enviado com antecedência, "garantindo tempo suficiente para o debate responsável".

 

Com o desafio de distensionar a relação com Alcolumbre, Teresa Leitão (PT-PE) assumiu a liderança do governo no Senado, enquanto Camilo Santana (PT-CE) se tornou o líder do partido de Lula na Casa.

 

Após assumir o posto, Camilo afirmou que irá atuar para distensionar a relação do Palácio do Planalto com o Senado. “Já conversei com o presidente Lula várias vezes e acredito que em breve, nos próximos dias, eles estarão conversando. Eu acho que é importante distensionar. São dois presidentes. Acho que, em breve, os dois irão conversar para poder distensionar e destravar várias pautas importantes aqui do Senado”, declarou Camilo.

VÍDEO: Jerônimo Rodrigues fala da condenação do deputado Binho Galinha e defende separação entre política e justiça
Fotos: Reprodução / AL-BA / Rádio Band FM Conquista

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou sobre a relação de sua gestão com o deputado estadual Binho Galinha (Avante) após a condenação do parlamentar em primeira instância pela Justiça. A declaração foi dada na manhã desta sexta-feira (10) em entrevista à rádio Band FM Conquista, durante visita institucional do chefe do Executivo à cidade de Vitória da Conquista.

 

Confira a declaração:

 

Ao responder à pergunta feita pelo jornalista Victor Pinto, o governador enfatizou a necessidade de separar a aliança política estabelecida durante as eleições de 2022 do andamento do processo judicial, destacando que cada indivíduo deve responder por seus atos perante a lei.

 

"Sobre o julgamento, é uma decisão de primeira instância. Quero voltar a dizer que existem dois movimentos: um político e outro jurídico. No campo político, nós tivemos sim a companhia, por conta do Avante, do deputado Binho Galinha, que participou da nossa campanha de 2022. Isso é público e notório. Logo na sequência, aconteceram as denúncias e o caso virou um processo de Justiça", explica o governador.

 

Jerônimo Rodrigues pontuou que o apoio do deputado ocorreu em um momento político anterior às investigações e denúncias que culminaram na decisão judicial.

ONG acusa Infantino de violar neutralidade política e levará caso ao Comitê de Ética do COI
Foto: Reprodução/Instagram (@gianni_infantino)

A organização de direitos humanos Fair Square apresentará uma denúncia à Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI) contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino. A entidade alega que o dirigente cometeu "violações recorrentes da neutralidade política", citando sua proximidade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

De acordo com a Fair Square, Infantino, que também integra o COI, assumiu o compromisso de atuar de forma independente de interesses comerciais e políticos, conforme determina a Carta Olímpica. A ONG sustenta que esse compromisso foi comprometido pela relação do dirigente com Trump.

 

Entre os episódios mencionados está a participação de Infantino, em fevereiro, no chamado "Conselho da Paz" promovido por Trump. Na ocasião, o presidente da FIFA apareceu usando um boné com as inscrições "USA" e "45-47", em referência aos dois mandatos presidenciais do líder norte-americano.

 

Questionada sobre o tema na terça-feira (7), a presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou que ainda não houve registro formal da reclamação na Comissão de Ética. A dirigente respondeu ao ser perguntada sobre o assunto durante entrevista em que também comentou o "caso Balogun", envolvendo a revogação da suspensão do jogador dos Estados Unidos antes da partida contra a Bélgica, pelas oitavas de final.

 

"Que eu saiba, o Comitê de Ética não recebeu nenhuma reclamação sobre esse assunto. Obviamente, se recebesse uma, analisaria o caso", disse.

Dilma nunca mais falou comigo após o impeachment, diz Michel Temer
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou, nesta segunda-feira, que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) nunca mais falou com ele após o impeachment em 2016. Ele foi eleito em 2014 como vice-presidente na chapa encabeçada pela petista, e assumiu o poder após ela ser destituída do cargo. Temer sempre sustentou não ter apoiado ou "se empenhado" nas articulações políticas que acarretaram o impeachment, embora tenha se tornado alvo de críticas de apoiadores do PT.

 

— Se você verificar o meu discurso de posse na interinidade, eu disse: "Eu quero pedir um aplauso, eu respeito muito, institucionalmente, a senhora ex-presidente" — lembrou, em entrevista ao UOL. — Ela nunca mais falou comigo — completou.

 

Quando assumiu o governo, em maio de 2016, Temer disse que era preciso unificar o país e "resgatar a credibilidade" interna e internacional. Ele defendeu a implementação de reformas e elogiou a Operação Lava-Jato, afirmando que a iniciativa teria "proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la".

 

— Faço questão, e espero que sirva de exemplo, e declarar meu absoluto respeito institucional à senhora presidente Dilma Rousseff. Não discuto aqui as razões pelas quais foi afastada. Quero apenas sublinhar a importância do respeito às instituições e a observância à liturgia nas questões, no trato das questões institucionais — disse Temer, àquela altura, sobre Dilma.

 

Ainda na entrevista ao UOL, o ex-presidente defendeu que houve uma tentativa de golpe nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, o "desejo" golpista se manifestou pela invasão dos prédios que abrigam os Poderes da República.

 

Além disso, Temer também elogiou o Supremo Tribunal Federal (STF), bem como a atuação do ministro Alexandre de Moraes. O ex-presidente afirmou que as decisões da Corte e do magistrado, em especial durante as eleições, foram importantes para "fortalecer a democracia".

 

'VORCARO É FIGURA DOCE'

Questionado sobre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Temer afirmou conhecê-lo pessoalmente como uma "figura muito doce". O banqueiro foi preso pela Polícia Federal e é investigado por crimes contra o sistema financeiro nacional.

 

— Conheci (Vorcaro) pessoalmente. Ele é uma figura muito doce — disse Temer. — Agora, evidentemente, uma coisa é ser figura suave e outra coisa são as atitudes. Você tem que fazer essa distinção. Eu acho que ele exagerou, evidentemente. Tanto exagerou que está acontecendo o que acontece — ponderou o ex-presidente.

 

O Master declarou pagamentos ao escritório de advocacia de Temer. O valor informado foi de R$ 10 milhões em 2025, quando ele foi contratado por Vorcaro para atuar na tentativa de venda do Master ao BRB, instituição controlada pelo governo do Distrito Federal. À época, o governador era Ibaneis Rocha, também do MDB.

 

— Eu recebi honorários. Recebi pelo trabalho profissional que realizei. Fui chamado para tentar fazer uma composição — justificou. — Não tive sucesso nessa atividade, e me afastei do caso.

João Cláudio Bacelar analisa cenário do Podemos na Bahia e atrela permanência no partido à manutenção do apoio a Jerônimo
Foto: Antena 1 Salvador

O vereador de Salvador, João Cláudio Bacelar, comentou sobre o atual cenário de indefinições do Podemos na Bahia e as divergências internas de apoio político. Em entrevista concedida ao programa Bahia Notícias no Ar, o parlamentar destacou que sua continuidade na sigla está estritamente condicionada à manutenção de sua aliança com o governador Jerônimo Rodrigues.

 

Bacelar iniciou sua análise ressaltando a ambição natural de crescimento das legendas. "Todo grupo político quer crescer [...] O Podemos quer, sim, ocupar outros espaços, secretarias, prefeituras, fazer deputados", afirmou. No entanto, o vereador admitiu as dificuldades recentes enfrentadas pela legenda no estado, que não conseguiu montar chapas para deputado federal nem estadual, além de ter optado por apoiar a chapa de oposição ao governo estadual.

 

Essa divergência de apoios criou o que o vereador classificou como uma situação "nebulosa" e "incerta", já que, no âmbito municipal, o grupo segue alinhado à base governista. "Aqui no município nós estamos com Jerônimo, mas no estado o partido foi apoiar a chapa de oposição", pontuou.

 

Questionado sobre a possibilidade de deixar o partido devido a esse processo de divisão, Bacelar adotou um tom de cautela, mas estabeleceu seu limite. Ele afirmou que vai aguardar o resultado das eleições e destacou que, até o momento, não foi procurado ou pressionado pela cúpula partidária para mudar sua postura.

 

Contudo, o parlamentar mandou um recado direto sobre o seu futuro político: "Eu, estando com o governador Jerônimo, é a única exigência que eu tenho para permanecer ou sair do partido". Bacelar completou afirmando que, caso o cenário interno inviabilize sua posição junto ao governador, ele buscará uma nova agremiação assim que a janela partidária for aberta, embora tenha frisado que a desfiliação "não é da sua vontade".

VÍDEO: Aula de Fernando Haddad em universidade pública é marcada por briga entre participantes e membros do MBL
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

A aula magna do pré-candidato, Fernando Haddad (PT), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nesta quinta-feira (2), foi marcada por um tumulto envolvendo um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) e pessoas que acompanhavam a palestra. 

 

Confira em vídeo:

 

O crítico, identificado como Matheus Pereira (Missão), entrou em uma discussão com a equipe de segurança do evento e acabou sendo derrubado. Vídeos publicados na internet mostram o pré-candidato a deputado estadual interrompendo a aula aos gritos para criticar Haddad: "Pior prefeito da história" e "Terrível".

 

Nas imagens e publicações nas redes sociais, o manifestante afirma que Haddad realizava campanha eleitoral antecipada no campus enquanto era empurrado pelo funcionário. Logo após virar de costas, Pereira é atingido por uma rasteira e cai no chão.

 

Em nota oficial, Pereira declarou que foi ao evento acadêmico com o objetivo de questionar o petista sobre a taxação de importações de pequeno valor, conhecida popularmente como "taxa das blusinhas", e sobre a suposta campanha antecipada. 

 

Ele alegou que sua equipe foi recebida com socos e chutes tanto por estudantes quanto por seguranças de Haddad, reiterando que o grupo não buscava o confronto e que as agressões partiram de terceiros e de um funcionário. Em suas redes sociais nesta sexta-feira (03), relata que irá gravar um vídeo sobre o caso.  

 

Por outro lado, estudantes que assistiam à aula magna apresentaram uma versão divergente sobre o ocorrido. De acordo com relatos de presentes, cerca de dez manifestantes ligados ao MBL compareceram ao local com a intenção expressa de provocar tumulto e atrair atenção para postar nas redes sociais, gritando palavras de ordem.

 

Certamente, os integrantes do grupo, agora filiados a um partido, utilizam as redes sociais para publicar vídeos se opondo a uma suposta "invasão da esquerda" na Universidade de Campinas. Haddad não comentou as denúncias, mas agradeceu ao público e ressaltou a importância da universidade. 

 

Veja a postagem do ex-ministro:

 

A Reitoria da instituição de ensino superior informou em nota que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes. Bem como defende o pluralismo de ideias, desde que feito com respeito. 

 

 

Teatro onde ocorreu o caso e placa na reitoria | Fotos: Reprodução / Unicamp

 

Ao portal G1, a Polícia Militar de São Paulo informou que foi acionada para averiguar a confusão, mas que não houve necessidade de intervenção, pois "a situação foi prontamente controlada pelos organizadores".

 

Leia a nota da universidade na íntegra:

"A Reitoria da Universidade Estadual de Campinas condena veementemente os atos de violência e tumulto registrados no transcurso da aula magna realizada na noite de 2 de julho, no Teatro de Arena da Universidade. A interrupção, por meio de agressões, de uma atividade acadêmica aberta à comunidade é inaceitável e contraria os princípios mais fundamentais da instituição.
 

A Unicamp reafirma seu compromisso histórico com a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o debate qualificado — valores essenciais de qualquer universidade pública e da própria democracia. Divergências políticas e ideológicas são bem-vindas e devem ser expressas dentro do respeito mútuo e das regras do debate acadêmico, jamais por meio de violência ou intimidação.
 

A Reitoria informa que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes. A Universidade permanecerá um espaço livre, seguro e plural para a construção do conhecimento e o exercício da cidadania", conclui a nota.

 

Félix Mendonça Júnior participa de tradicional cortejo da Independência da Bahia em Caetité
Foto: Divulgação

O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT), participou nesta quinta-feira (2), das celebrações do Dois de Julho, no município de Caetité, ao lado 
do prefeito Valtécio Aguiar (PDT).

 

O parlamentar participou do evento montado em um cavalo, desfilando pelas ruas de Caetité ao lado do prefeito e de outras lideranças políticas.

 

"É uma festa muito emocionante, uma das mais importantes manifestações cívicas da Bahia. Um dos momentos mais emocionantes e aguardados é a passagem dos grupos de montaria, que reúnem cavaleiros e amazonas de diversas comunidades rurais e urbanas", disse Félix. 

 

A celebração do Dois de Julho no município do sudoeste baiano está diretamente ligada à participação de Caetité nos conflitos do século XIX. Durante o processo de independência, a antiga vila alinhou-se ao governo provisório de Cachoeira e foi palco de embates entre forças locais e tropas portuguesas.

 

O município também possui um vínculo familiar com as frentes de batalha da época: Caetité foi a terra natal do Major Silva Castro, uma das lideranças militares da independência e avô do poeta Castro Alves. Esse histórico contribui para que a cidade se mantenha como um dos principais polos de preservação da data fora do recôncavo baiano.

Única presidenciável mulher, Samara Martins defende protagonismo popular no Dois de Julho
Foto: Luiza Barbosa / Bahia Notícias

Uma dos dois únicos pré-candidatos à Presidência da República presentes nas celebrações do 2 de Julho, Samara Martins (UP) utilizou sua passagem pelo desfile para ressaltar o papel histórico das mulheres na independência e defender maior representatividade na política.

 

A pré-candidata defendeu ainda que a data se torne um feriado nacional. "O 2 de Julho é a consolidação da independência do povo brasileiro. É lembrar Maria Filipa, Maria Quitéria e as mulheres negras que deram a vida e a energia para garantir a liberdade do nosso povo", afirmou Samara.

 

A presidenciável explicou que o projeto da Unidade Popular foca nas populações pobre, negra e feminina. Segundo ela, diante do aumento da violência de gênero, apresentar o nome de uma mulher negra e trabalhadora na disputa presidencial é essencial para assegurar a soberania do país.

 

Sobre a receptividade de sua pré-candidatura nas ruas, Samara afirmou que o eleitorado tem se identificado com as propostas do partido. "A política é feita pelo povo e não só pelos engravatados, ricos e brancos da elite. É necessário que, num país majoritariamente feminino e negro, tenhamos uma mulher negra na presidência", finalizou.

Presidente da AL-BA, Ivana Bastos definirá formato das sessões do segundo semestre, em agosto
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Durante as celebrações do 2 de Julho, a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputada Ivana Bastos, comentou sobre o planejamento das atividades parlamentares para o segundo semestre. A definição sobre a continuidade ou não das sessões híbridas ocorrerá após o recesso.

 

"Nós vamos nos reunir logo no retorno do recesso, em 1º de agosto, para tomar essa decisão", afirmou a parlamentar.

 

Segundo a presidente, o legislativo baiano buscará um alinhamento com as demais casas do país. Uma reunião com presidentes de Assembleias, articulada pela União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (UNALE) para o final de agosto, será decisiva. "A nossa intenção é que todas as casas tomem uma decisão conjunta sobre a frequência das sessões e o formato de trabalho", concluiu.

Bruno Reis critica gestão estadual, sugere "liberdade" para apoio à presidência e minimiza crítica de Lula a ACM Neto
Foto: Josemar Pereira / Bahia Notícias

Durante as celebrações do 2 de Julho, o prefeito Bruno Reis aproveitou o desfile para reiterar críticas à gestão do PT no governo da Bahia. O gestor afirmou que, após 20 anos de administração petista, o estado apresenta indicadores negativos nas áreas de educação, saúde e segurança pública.

 

"São 20 anos de promessas e nenhum dos três principais projetos aconteceu; a Ponte Salvador-Itaparica, o Porto Sul e a Ferrovia Oeste-Leste", declarou o prefeito, defendendo a necessidade de mudanças no cenário político baiano.

 

Sobre a movimentação eleitoral, Bruno Reis destacou a presença de presidenciáveis em Salvador, ressaltando que o comparecimento dessas lideranças eleva a visibilidade nacional da data. O prefeito confirmou que a decisão sobre o posicionamento da sua base partidária na disputa presidencial deverá ser consolidada apenas após as convenções nacionais, previstas para agosto.

 

Quanto à liberdade de escolha dos integrantes do seu grupo político, Reis enfatizou a autonomia de cada liderança. "Todos têm autonomia e decisão própria. Temos integrantes do grupo que apoiam nomes diferentes para a presidência, e respeitamos o funcionamento de cada um", afirmou.

 

Ao ser questionado sobre as declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou o ex-prefeito ACM Neto por "se passar por negro", Bruno Reis minimizou o episódio e afirmou que a resposta será dada pela população nas urnas, no próximo dia 4 de outubro.

PF encontra dinheiro em livro falso em ação contra nomes ligados a Sóstenes
Foto: Reprodução

A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta quarta-feira (1º) a terceira fase da operação Rent a Car, denominada operação Galho Fraco II. Entre os alvos suspeitos de desvio de recursos da cota parlamentar, estão pessoas ligadas ao deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara.

 

Com mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Brasília e Goiás, a corporação apreendeu dinheiro escondido em livro falso na casa de um advogado. Durante o cumprimento das medidas, também foram apreendidos itens como relógios de luxo.

 

Os investigadores apuram se houve prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

 

À CNN, Sóstenes Cavalcante afirmou que se manifestará quando "tomar conhecimento do teor da decisão e ações".
 

Sóstenes não está entre os alvos nesta fase da operação. O congressista foi alvo da primeira Operação Galho Fraco em dezembro do ano passado. Na ocasião, agentes da PF apreenderam cerca de R$ 400 mil em dinheiro vivo na casa do parlamentar. Ele afirmou que se tratava de "recurso lícito" de venda de imóvel.

 

A operação Rent a Car, deflagrada em 2024, apurou a suspeita de desvio de verbas para a empresa de locação de veículos. Tanto a ação desta quarta-feira quanto a do ano passado são desdobramentos da operação.

Chatbots de IA ignoram normas do TSE e tentam influenciar eleitores em testes pré-eleitorais
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Mesmo após a atualização das resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026, que proíbe expressamente que provedores de Inteligência Artificial realizem o ranqueamento, recomendação ou sugestão de candidatos, as principais ferramentas de IA disponíveis no Brasil continuam a violar essas diretrizes.

 

Um levantamento inédito realizado pelo Observatório IA nas Eleições, iniciativa da Data Privacy Brasil e do Aláfia Lab, testou cinco chatbots (ChatGPT, Gemini, Grok, Deepseek e MetaAI) em abril deste ano, um mês após a resolução nº 23.755/2026 do TSE. Os resultados revelam que, longe de serem apenas uma questão técnica, as falhas expõem um desafio crítico de governança e falta de priorização das empresas em conformar seus sistemas ao contexto eleitoral brasileiro.

 

O DESAFIO DA FALSA NEUTRALIDADE
O estudo, intitulado "Ei, chat: em quem eu voto?", utilizou 14 comandos idênticos para avaliar a conduta das ferramentas. Em todas as cinco IAs, houve identificação e criação de perfis de pré-candidatos à presidência. Mais grave, quando questionadas sobre qual seria o "melhor candidato" para áreas como economia, segurança pública e educação, a maioria das plataformas entregou rankings hierarquizados, muitas vezes utilizando adjetivos vagos e critérios ambíguos.

 

"Os resultados sugerem que o problema não pode ser explicado apenas por limitações técnicas", afirma Carla Rodrigues, coordenadora na Data Privacy Brasil e do Observatório IA nas Eleições. Segundo a especialista, o fato de as empresas continuarem reproduzindo comportamentos que a norma busca restringir, mesmo um mês após a publicação da resolução do TSE indica uma falha de implementação e governança.

 

A pesquisadora aponta que, ao fornecerem essas listas, os chatbots passam a atuar como agentes de influência. "O principal risco é que avaliações políticas passem a ser percebidas pelos usuários com análises objetivas e tecnicamente fundamentadas, quando na sua realidade os critérios utilizados são frequentemente opacos, subjetivos ou insuficientemente explicados", alerta Rodrigues. Esse fenômeno, chamado pela pesquisadora de "falsa neutralidade", atribui uma autoridade indevida a algoritmos que não são transparentes nem auditáveis pelos próprios usuários.

 

CONFORMIDADE SOB ANÁLISE
A Resolução nº 23.755/2026 é clara: é vedado aos provedores de IA, mesmo sob solicitação do usuário, ranquear, recomendar ou emitir opiniões que favoreçam ou desfavoreçam candidatos. No entanto, durante os testes, ferramentas como ChatGPT, Gemini, Grok e Deepseek prontamente organizaram "pódios" de candidatos baseados em critérios próprios, enquanto a MetaAI, embora tenha evitado o ranqueamento direto em certos momentos, apresentou comportamentos contraditórios ao modificar a ordem de nomes em respostas subsequentes.

 

"O relatório do Observatório IA nas eleições busca justamente cumprir essa função preventiva de identificar esses riscos antes que eles produzam impactos mais amplos sobre a integridade do processo eleitoral", conclui Carla Rodrigues. O objetivo agora, destaca a coordenadora, é fomentar um diálogo entre autoridades eleitorais, empresas, pesquisadores e sociedade civil para transformar as previsões normativas em mecanismos efetivos de supervisão e responsabilização.

Bruno Reis projeta decisão sobre apoio nacional para agosto e cita articulação entre União Brasil e PP
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, aproveitou a entrega de um conjunto habitacional, na comunidade do Pé Preto, no Complexo de Amaralina nesta sexta-feira (26) para esclarecer o cronograma de definições do seu grupo político para a disputa presidencial. Segundo o gestor, o martelo sobre qual nome ou federação terá o apoio da sigla só deve ser batido após o encerramento do ciclo festivo de julho. "Passado o São João, São Pedro e o 2 de Julho, aí sim o partido vai se debruçar para decidir qual será a posição nacional", afirmou o prefeito.

 

ARTICULAÇÃO ENTRE PARTIDOS
Bruno Reis destacou que o processo de escolha não depende apenas de uma decisão isolada do União Brasil, mas de uma construção conjunta com o Progressistas (PP), partido que agora caminha alinhado à sua base. "Hoje não é mais só União Brasil, é União Brasil e PP juntos. A Executiva Nacional terá que se debruçar e decidir", explicou.

 

O prefeito indicou que as discussões devem se intensificar ao longo do próximo mês, respeitando o calendário eleitoral. "Essa decisão deve ocorrer até o limite de 5 de agosto", concluiu.

 

A expectativa é de que, após as celebrações da Independência da Bahia, as lideranças nacionais dos partidos envolvidos acelerem as tratativas para definir o palanque oficial da aliança em território baiano.

Governo estuda aumentar teto de faturamento do MEI para R$ 140 mil até 2028
Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados

O governo federal estuda assumir o protagonismo nas negociações para alterar o teto de faturamento dos Microempreendedores Individuais (MEIs). A proposta em análise prevê elevar o faturamento anual da categoria de forma escalonada, alcançando R$ 140 mil até o ano de 2028.

 

De acordo com informações divulgadas pelo portal G1, o tema já está em debate em uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados, que foi instalada no final de abril. A estimativa é de que a medida possa beneficiar cerca de 15 milhões de pessoas em todo o país.

 

Interlocutores da Esplanada dos Ministérios avaliam que a apresentação de uma proposta própria pelo governo federal carrega um forte simbolismo político em ano eleitoral, servindo como estratégia de aproximação com os empreendedores.

 

 

ARTICULAÇÃO DE BASTIDOR
O ministro responsável pela articulação política do governo, José Guimarães, comprometeu-se com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), a enviar o texto do projeto de lei até esta quarta-feira (24).

 

A matéria será discutida no âmbito da comissão especial, que tem como relator o deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC). Conforme o acordo firmado entre Guimarães e Motta, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, será ouvido antes da apresentação do parecer final do projeto.

 

O teto de faturamento anual para os MEIs — atualmente fixado em cerca de R$ 80 mil — sofrerá um reajuste progressivo. A transição prevê um acréscimo de R$ 30 mil no limite de faturamento até 2027, seguido de um novo aumento de R$ 30 mil em 2028, atingindo o teto de R$ 140 mil proposto.

 

Além da correção financeira, a medida também projeta alterar o limite de contratação de pessoal: os microempreendedores, que hoje podem registrar apenas um funcionário, passarão a ter autorização para contratar até dois empregados. A alteração das regras é uma demanda histórica da categoria e teve as discussões iniciadas na Câmara por determinação direta do deputado Hugo Motta.

Morre aos 99 anos Horácio de Matos Júnior, ex-deputado e ex-conselheiro do TCM da Bahia
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O ex-deputado e ex-conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) Horácio de Matos Júnior morreu neste domingo (21), aos 99 anos. Natural de Lençóis, ele construiu uma longa trajetória política ligada à Chapada Diamantina e ocupou cargos no Legislativo estadual e federal ao longo de mais de duas décadas de vida pública.

 

Horácio iniciou a carreira política como vereador de Piatã, mandato exercido entre 1958 e 1962. Na sequência, foi eleito deputado estadual pelo Partido Social Trabalhista (PST) para a legislatura de 1963 a 1967. Depois, conquistou mais dois mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa da Bahia pela Arena, permanecendo no cargo até 1975.

 

A partir daquele ano, passou a atuar na Câmara dos Deputados. Pelo Partido Democrático Social (PDS), exerceu três mandatos como deputado federal, entre 1975 e 1987. Em janeiro de 1986, deixou o Congresso para assumir uma cadeira de conselheiro no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia. A aposentadoria ocorreu ainda naquele ano.

 

Além da atuação política, Horácio de Matos Júnior estudou Contabilidade em Salvador, no Colégio Hugo Baltazar da Silveira, e concluiu a graduação em Teologia pela Faculdade de Teologia do Brasil, da Universidade Fundamentalista (Unifun), em São Paulo, em 1985.

 

A morte do ex-parlamentar foi lamentada por autoridades como o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União) e a presidente da ALBA, a deputada Ivana Bastos (PSD).

 

Planalto e PT esperam que Wagner faça gesto de entregar liderança do governo para blindar campanha de Lula
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Integrantes do Palácio do Planalto e do PT esperam que o senador Jaques Wagner (PT-BA) entregue o cargo de líder do governo no Senado depois da operação da Polícia Federal (PF) desta quinta-feira (18), que mirou a relação dele com o ex-banqueiro Augusto Lima, ex-sócio do banco Master.

 

As informações são da GloboNews.
 

Interlocutores do presidente Lula ainda aguardam uma reunião para avaliar a repercussão política do episódio envolvendo Wagner. O petista chegou essa madrugada em Brasília, depois de participar da reunião de cúpula do G7 na França.

 

A avaliação interna é de que será preciso blindar a campanha de Lula do episódio. O tom do Planalto é de se afastar ao máximo do escândalo, deixando a responsabilidade da explicação com o próprio Wagner.

 

Tanto no Planalto como no PT, a avaliação é que Jaques fará um gesto de entregar o cargo de líder, no governo, o ambiente é de surpresa. A avaliação é que Jaques deveria ter se antecipado e deixado a liderança sabendo do que poderia surgir na investigação. Há o reconhecimento de que a investigação da PF revela fatos graves envolvendo Wagner.

 

Além disso, que a resposta política precisa ser firme para se diferenciar dos casos do senador Flávio Bolsonaro (PL), que pediu dinheiro para Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro; e do senador Ciro Nogueira que recebeu mesada do ex-banqueiro de acordo com a PF.

 

A PF investiga se o senador atuou diretamente em favor de projetos de interesse do grupo financeiro.

 

Entre as medidas citadas estão a chamada "Emenda Master" e uma proposta legislativa que visava ampliar o limite do crédito consignado, setor onde o grupo de Vorcaro e Lima possui forte atuação por meio do Credcesta.

Justiça barra eleição antecipada da Câmara de Simões Filho e suspende disputa pela presidência
Foto: Divulgação / Câmara Municipal de Simões Filho

A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Simões Filho ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (15). A Justiça da Bahia determinou a suspensão da eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028, que estava prevista para ocorrer nesta terça-feira (16).
 

A decisão foi tomada após uma ação apresentada pelos vereadores Berlindo Gazineu e Adeilson Santos, que contestaram a antecipação da votação. Eles argumentaram que a Lei Orgânica do Município estabelece que a eleição da Mesa Diretora para o segundo biênio da legislatura deve ser realizada em 1º de novembro do segundo ano de mandato.
 

Ao analisar o caso, o juiz entendeu que a Lei Orgânica deve prevalecer sobre o Regimento Interno da Câmara, que prevê a realização da eleição na última sessão ordinária de junho. Segundo a decisão, em caso de divergência entre as normas, vale o que está previsto na legislação municipal.
 

O magistrado também apontou possíveis irregularidades na condução do processo. De acordo com a decisão, a Presidência da Câmara publicou a Portaria nº 189/2026, que estabeleceu ponto facultativo em vários dias de junho por causa dos festejos juninos, e utilizou essa situação para antecipar a eleição para o dia 16.
 

Para a Justiça, em vez de adiantar a votação, a sessão poderia ter sido transferida para o primeiro dia útil seguinte, conforme prevê a própria Lei Orgânica. A decisão também destaca que a convocação da eleição ocorreu com prazo reduzido, o que poderia comprometer a participação dos vereadores e a transparência do processo.

Com a medida, ficam suspensos todos os atos relacionados à eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028, incluindo eventual votação, divulgação de resultado, posse e transmissão de cargos. O juiz determinou ainda que a Câmara de Simões Filho não realize novo processo eleitoral antes de 1º de novembro de 2026, data prevista pela Lei Orgânica do Município.

A decisão foi expedida em caráter de urgência e encaminhada para cumprimento imediato pela Presidência da Câmara.

O presidente da Casa, Uilton Ramos (PSDB), chegou a recorrer da decisão, mas o pedido foi rejeitado pela Justiça, mantendo a suspensão da eleição.
 

No jogo do Brasil, Nikolas Ferreira associa símbolos da bandeira do Marrocos ao PT
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Ilustração de I.A (Gemini)

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e sua esposa, Lívia Orletti Ferreira, viajaram aos Estados Unidos para acompanhar a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, realizada no MetLife Stadium, em Nova York. A caminho do estádio neste sábado (13), o parlamentar fez uma provocação em suas redes sociais ao comentar a partida do Brasil contra a seleção do Marrocos.

 

Confira a declaração:

 

Em vídeo divulgado na internet, Nikolas ironizou os elementos visuais do país adversário e a data do confronto. "Hoje a gente joga contra um time de vermelho, com uma estrela no meio, no dia 13. Só ganham da gente hoje no tapetão", alega o deputado de oposição.

 

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

A referência direta à cor vermelha, à estrela central e ao número 13, que são símbolos historicamente associados ao Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar da associação satírica feita pelo deputado ao cenário político brasileiro, a bandeira nacional do Marrocos possui profundas raízes históricas e religiosas, tendo sido adotada oficialmente pelo governo do país em 1915.

 

BANDEIRA AFRICANA
O pavilhão marroquino é composto por um campo inteiramente vermelho com um pentagrama verde no centro. Na tradição local:

  • O vermelho: simboliza o sangue dos antepassados e a unidade do povo.
  • O verde: É a cor tradicional do Islã.
  • A estrela verde (pentagrama): Conhecida historicamente como o Selo de Salomão, suas cinco pontas representam os cinco pilares do Islã.

O desenho atual foi introduzido pelo sultão Iúçufe em 1915, por meio de um decreto real (dahir). Durante o período em que o Marrocos esteve sob o controle de protetorados franceses e espanhóis, o uso da bandeira foi restringido apenas ao interior do território, sendo proibida a sua utilização em embarcações marítimas. Com a restauração da independência do país, em 1955, ela voltou a ser adotada plenamente como pavilhão nacional.

 

De acordo com o artigo sétimo da Constituição do Reino do Marrocos, a bandeira deve ser confeccionada em tecido retangular de cor vermelho-brilhante e opaco, contendo no centro uma estrela aberta de cor verde-palmeira, tecida de forma a ser visível de ambos os lados da peça.

Em ano eleitoral, deputados baianos gastaram quase R$ 3 mi em divulgação parlamentar; veja o ranking
Foto: Renata Marques | Gabriel Lopes / Bahia Notícias | Kayo Magalhães

Com o prazo para uso de verbas da Câmara dos Deputados para divulgação de atividade parlamentar encerrado no último sábado (6), o Bahia Notícias levantou os valores gastos pelos deputados federais baianos nos últimos seis meses de 2026. 

 

No total, a bancada baiana gastou quase R$ 3 milhões com recursos públicos do Congresso Nacional para divulgar seus mandatos. Os maiores gastos individuais foram da deputada Roberta Roma (PL), com R$ 179.500, seguida de Alice Portugal (PCdoB), com R$ 152.000, e Neto Carletto (Avante), com R$ 132.000.

 

O encerramento do prazo se dá pelo Ato da Mesa nº 40/2012, que proíbe o uso da verba para divulgação parlamentar nos 120 dias anteriores às eleições. A única exceção é para parlamentares que não forem candidatos.

 

Segundo o levantamento feito pelo BN, o partido que mais gastou no total foi o PT, com oito cadeiras na bancada baiana. O grupo desembolsou aproximadamente R$ 496.750, com média de R$ 62.000 por parlamentar. O destaque individual foi Waldenor Pereira, com R$ 97.668.

 

O PSD, com cinco cadeiras, registrou gasto total de R$ 470.000 e a maior média por parlamentar entre os grandes partidos, de R$ 94.000. Três deputados da bancada ultrapassaram R$ 100.000: Charles Fernandes (R$ 115.600), Paulo Magalhães (R$ 102.800) e Gabriel Nunes (R$ 102.200).

 

O Republicanos, que teve seis representantes no período por conta da substituição do deputado licenciado Alex Santana pelo deputado Marcelo Nilo, gastou R$ 386.000, com média de R$ 64.300. O presidente estadual da sigla, Márcio Marinho, foi o que mais gastou no grupo, com R$ 95.000.

 

O PCdoB se destacou pela maior média por parlamentar entre todos os partidos. Com apenas duas cadeiras, o partido registrou média de R$ 138.000, com Alice Portugal gastando R$ 152.000 e Daniel Almeida, R$ 125.000.

 

No PL, além de Roberta Roma, que lidera o ranking geral, Capital Alden gastou R$ 130.000 e Jonga Bacelar, R$ 107.525. 

 

Já Neto Carletto, único representante do Avante, foi o terceiro maior gasto individual da bancada, com R$ 132.000.

 

No PSB, Lídice da Mata e Mário Negromonte Jr. somaram R$ 150.000, sendo R$ 82.467 do deputado e R$ 67.000 da ex-prefeita de Salvador. O PP, com três nomes no período, gastou R$ 88.000 no total, média de R$ 29.000 por parlamentar. O PSDB, com Adolfo Vianna, registrou R$ 40.000, e o MDB, com Ricardo Maia, R$ 69.100.

 

Os dados foram levantados pelo Bahia Notícias no dia 11 de junho e podem ser alterados, já que a prestação de contas dos deputados pode ser apresentada em até 90 dias após o gasto.

Confira o ranking completo: 

  1. Roberta Roma R$ 179.510,00
  2. Alice Portugal R$ 152.019,50
  3. Neto Carletto R$ 132.000,00
  4. Capitão Alden R$ 130.000,00
  5. Daniel Almeida R$ 124.965,00
  6. Charles Fernandes R$ 115.600,00
  7. João Carlos Bacelar R$ 107.525,00
  8. Paulo Magalhães R$ 102.800,00
  9. Gabriel Nunes R$ 102.200,00
  10. Waldenor Pereira R$ 97.668,00
  11. Márcio Marinho R$ 95.000,00
  12. Bacelar R$ 91.080,00
  13. Dal Barreto R$ 90.000,00
  14. Diego Coronel R$ 89.500,00
  15. Leo Prates R$ 88.000,00
  16. Zé Neto R$ 83.929,60
  17. Joseildo Ramos R$ 83.920,00
  18. Mário Negromonte Jr. R$ 82.467,98
  19. Raimundo Costa R$ 81.794,79
  20. Ivoneide Caetano R$ 80.118,25
  21. Félix Mendonça Júnior R$ 77.700,00
  22. Ricardo Maia R$ 69.100,00
  23. Sérgio Brito R$ 69.000,00
  24. Lídice da Mata R$ 67.000,00
  25. Paulo Azi R$ 60.500,00
  26. Leur Lomanto Júnior R$ 58.714,72
  27. Valmir Assunção R$ 53.250,00
  28. Elisangela Araujo R$ 52.000,00
  29. Rogéria Santos R$ 48.000,00
  30. Arthur Oliveira Maia R$ 45.554,60
  31. Alex Santana R$ 41.400,00
  32. Adolfo Viana R$ 40.000,00
  33. Claudio Cajado R$ 40.000,00
  34. João Leão R$ 26.500,00
  35. Marcelo Nilo R$ 25.000,00
  36. Afonso Florence R$ 24.000,00
  37. Jorge Araújo R$ 22.000,00
  38. Jorge Solla R$ 21.700,00
Eduardo Bolsonaro defende Júlia Zanatta como vice de Flávio e diz que ela está "à altura do cargo"
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu nas redes sociais nesta quarta-feira (11) o nome da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) para compor a chapa de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), como vice na disputa à Presidência da República. 

 

Em publicação na rede X, Eduardo afirmou que Zanatta está "à altura do cargo" por sua lealdade e pelas pautas que defende no Congresso. 

 

"Se os maus reclamam, este é o caminho", acrescentou.

 

A indicação de Júlia Zanatta representaria uma chapa puro-sangue do PL, com dois nomes do partido. Flávio ainda não definiu a vice, mas declarou em maio ter preferência por uma mulher no cargo.

 

O nome mais cotado até então era o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), inserida em uma negociação que envolvia o apoio do PP e do União Brasil à campanha de Flávio, considerado estratégico para ampliar tempo de televisão, estrutura eleitoral e capilaridade regional.

Lula posa com camisa da seleção antes de amistoso e reforça campanha pelo resgate do verde e amarelo
Foto: Reprodução / Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou uma foto nas redes sociais neste sábado (6) vestindo a camisa da seleção brasileira de futebol antes do amistoso entre Brasil e Egito, agendado para as 19h. Na imagem, o presidente aparece sorridente, acompanhado de uma legenda com seu slogan sobre soberania nacional: "O Brasil é dos brasileiros".

 

A publicação ocorre no contexto do ano eleitoral de 2026, período no qual Lula tem força nas pesquisas de intenção de voto entre os pré-candidatos do espectro da esquerda. Confira:

 

A iniciativa de posar com a vestimenta da seleção nacional converge com o posicionamento recente do próprio chefe do Executivo. No último sábado (30), durante o lançamento da plataforma pública de streaming Tela Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, o petista defendeu de forma direta que a esquerda reaproveite as cores da bandeira nacional.

 

"A esquerda brasileira precisa aprender a utilizar na Copa do Mundo as cores verde e amarela para que elas não sejam tomadas por fascistas", disse o presidente na ocasião. 

 

Relembre a ocasião:

 

Defesa de Vorcaro entrega nova proposta de delação à PF e PGR após primeira ser rejeitada
Foto: Divulgação

A defesa do empresário Daniel Vorcaro apresentou nesta semana uma nova versão de proposta de delação premiada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Parte da documentação foi entregue na segunda-feira (1) e parte na terça-feira (2). O material está sendo analisado pelas autoridades.

 

A primeira proposta havia sido rejeitada pela PF no dia 20 de maio, por ser considerada fraca e sem informações relevantes para as investigações.

 

Mesmo na elaboração da segunda proposta, Vorcaro vinha insistindo que os pagamentos feitos a investigados, entre eles o senador Ciro Nogueira, decorreram de relação de amizade, segundo envolvidos nas tratativas.

 

A defesa de Vorcaro também havia solicitado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça um regime excepcional de visitas até o dia 12 de junho para tratar dos anexos da nova delação. A informação é da colunista Bela Megale, do Globo.

PSD avalia possibilidade de indicar Kassab como vice em chapa com Ronaldo Caiado
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O PSD estuda a possibilidade de indicar o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo governador Ronaldo Caiado. A informação foi confirmada pela legenda neste sábado (30).

 

De acordo com a CNN Brasil, a possibilidade de lançar uma chapa "puro-sangue" passou a ser estudada pelo partido, no entanto, apesar das articulações, a definição oficial do nome de Kassab, ou de outro integrante do partido para o posto, só deve ser anunciada em julho.

 

A proposta de unir dois nomes do mesmo partido na chapa presidencial ganhou força nos últimos dias e atende a objetivos estratégicos internos de unificação partidária, além de ser uma alternativa na direita, aresentando o projeto do PSD como uma candidatura politicamente robusta e viável dentro do campo da direita.

 

A movimentação ocorre em meio a reavaliações no cenário político. Integrantes do PSD avaliam, nos bastidores, que a potencial candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) perdeu força e viabilidade após o envolvimento do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Campo de batalha: Relembre quando a Segunda Guerra apagou duas Copas
Fotos: Reprodução/IWM (H 7496) | Reprodução/Enciclopédia do Holocausto

As Copas do Mundo de 1942 e 1946 jamais aconteceram. As duas edições do torneio foram canceladas em meio ao maior conflito armado do século XX: a Segunda Guerra Mundial. O impacto do confronto ultrapassou fronteiras políticas e militares e atingiu também o esporte, interrompendo o crescimento da principal competição de seleções organizada pela Fifa. Entre os dois torneios cancelados, a edição de 1942 acabou simbolizando o momento em que o futebol internacional entrou em colapso diante do avanço da guerra e da radicalização política que tomava conta da Europa.

 

Quando a Fifa criou a Copa do Mundo, nos anos 30, existia a ideia de alternar a sede do torneio entre Europa e América do Sul. O Uruguai recebeu e venceu a primeira edição, em 1930. Quatro anos depois, a Itália sediou a competição em meio ao fortalecimento do regime fascista de Benito Mussolini. A expectativa sul-americana era de que a Copa de 1938 retornasse ao continente, com a Argentina aparecendo como principal candidata.

 

A decisão da Fifa de realizar novamente o torneio na Europa, desta vez na França, provocou forte reação na América do Sul. Argentina e Uruguai boicotaram a competição em protesto contra o rompimento do modelo de alternância continental defendido nos primeiros anos do Mundial. O episódio ampliou tensões políticas dentro da própria Fifa e influenciou diretamente a disputa pela sede da edição seguinte, marcada para 1942.

 

Sem definição oficial, Alemanha e Brasil surgiram como os principais candidatos para receber o torneio. A Alemanha nazista aparecia como favorita nos bastidores. O governo de Adolf Hitler via o esporte como instrumento de propaganda política e de fortalecimento da imagem internacional do regime, estratégia já utilizada nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936. Uma Copa do Mundo em território alemão seria mais uma oportunidade de exibir poder político, capacidade organizacional e influência internacional em um momento de crescimento das tensões na Europa.

 

Congresso da Fifa, na França, em 1938 | Foto: Victor Sinet/Fifa

 

Ao mesmo tempo, o cenário político europeu se agravava rapidamente. A expansão territorial da Alemanha, a anexação de regiões vizinhas e o aumento das disputas diplomáticas indicavam que o continente caminhava para um conflito de grandes proporções. Em setembro de 1939, a invasão da Polônia pelas tropas alemãs marcou oficialmente o início da Segunda Guerra Mundial e encerrou qualquer possibilidade prática de realização da Copa de 1942.

 

A guerra alterou completamente a estrutura do futebol internacional. Campeonatos nacionais foram interrompidos ou reduzidos, estádios passaram a ser utilizados para funções militares e milhares de jogadores foram convocados para os exércitos de seus países. Muitos atletas morreram durante o conflito, enquanto outros tiveram suas carreiras interrompidas por anos. A própria Fifa perdeu capacidade operacional em meio ao cenário de instabilidade internacional.

 

A entidade nunca chegou a anunciar oficialmente a sede da Copa de 1942. O torneio acabou abandonado antes mesmo da conclusão do processo de escolha do país anfitrião. Em poucos meses, o avanço da guerra pela Europa e posteriormente por outros continentes tornou inviável qualquer organização internacional de grande porte.

 

Mesmo distante dos campos, o futebol continuou sendo utilizado como ferramenta política durante o conflito. Regimes autoritários, como os da Alemanha e da Itália, exploravam o esporte como elemento de propaganda nacionalista e de fortalecimento ideológico. Ao mesmo tempo, partidas locais e amistosos continuaram sendo realizados em algumas regiões como tentativa de preservar aspectos da vida cotidiana em meio à guerra.

 

Início dos conflitos da Segunda Guerra Mundial | Foto: Ullstein Bild

 

O cancelamento da Copa de 1942 interrompeu um processo de expansão internacional do torneio. A competição ainda era recente, pois havia sido criada apenas 12 anos antes e buscava consolidar sua dimensão global. A ausência do Mundial durante a guerra criou uma lacuna que também atingiria a edição de 1946, posteriormente cancelada pelas consequências econômicas, políticas e estruturais deixadas pelo conflito.

 

No pós-guerra, a Fifa precisou reorganizar o futebol internacional em um mundo profundamente transformado. Países destruídos economicamente, mudanças territoriais e a nova configuração geopolítica afetaram diretamente o esporte. A Alemanha, derrotada e dividida após a guerra, deixou de ocupar o espaço de protagonismo internacional que buscava consolidar no fim da década de 1930.

 

A Copa de 1942 permaneceu apenas como um projeto interrompido pela guerra. Ainda assim, o torneio inexistente se transformou em símbolo de um período em que o futebol deixou de ser prioridade diante de uma crise humanitária sem precedentes. O cancelamento revelou como o esporte, apesar de sua crescente popularidade mundial, jamais esteve isolado das disputas políticas, ideológicas e militares que marcaram o século XX.

 

 

CICLO SEGUINTE: 1946
Há exatamente 80 anos, o planeta ainda tentava sarar as feridas abertas pela Segunda Guerra Mundial, encerrada em 1945. Com a Europa em ruínas, ferrovias destruídas e economias colapsadas, o Velho Continente caminhava a passos lentos rumo a uma reconstrução. Diante desse cenário de terra arrasada, a Fifa não teve alternativa a não ser cancelar a Copa do Mundo de 1946, repetindo a medida de 1942.

 

Os motivos para o cancelamento iam muito além da falta de estádios. Os anos de conflito impediram completamente a realização das eliminatórias e desmanchou ligas inteiras. Dezenas de milhares de atletas, entre amadores e profissionais, trocaram as chuteiras pelos fuzis nas frentes de batalha. De acordo com dados da Commonwealth War Graves Commission (organização intergovernamental responsável por marcar, registrar e manter os túmulos e memoriais de quase 1,7 milhão de militares mortos durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial), embora não exista um censo global exato, estima-se que cerca de 80 jogadores profissionais britânicos tenham perdido a vida em combate.

 

As baixas humanas foram severas e remodelaram o mapa do esporte. Na Polônia e na União Soviética, o cenário do futebol foi praticamente dizimado. Talentos judeus de grande destaque, como o húngaro József Braun, foram assassinados em campos de concentração nazistas. Em solo ucraniano, o período foi marcado pelo horror da famosa "Partida da Morte" (1942), onde jogadores do Dínamo de Kiev que ousaram desafiar e vencer oficiais nazistas em campo foram presos pela Gestapo, culminando na execução de quatro atletas. Nomes consolidados do futebol inglês, como Tom Cooper (Liverpool) e Harry Goslin (capitão do Bolton), também tombaram em missões militares no exterior.

 

Jogadores do Bolton Wanderers, da Inglaterra, servindo na Segunda Guerra Mundial | Foto: IWM (H 7496)

 

O martelo sobre o destino do futebol mundial foi batido em julho de 1946, durante um congresso da Fifa na cidade de Luxemburgo. Com a Europa incapacitada de sediar qualquer evento de grande porte, o Brasil colocou-se a disposição. O país apresentou a única candidatura viável para organizar o torneio, assumindo a missão de trazer a Copa de volta após um hiato de 12 anos de paralisação.

 

Originalmente planejado para 1949, o Mundial acabou adiado para 1950 a pedido das próprias autoridades brasileiras, garantindo um tempo maior de planejamento interno e permitindo que as nações europeias se reorganizassem minimamente. Para o Brasil, o torneio representava a oportunidade de ouro para se projetar internacionalmente como uma nação moderna, pacífica e em pleno desenvolvimento, distanciando-se do clima sombrio do pós-guerra.

 

Para receber o planeta, o país abriu mão de centralizar os jogos e dividiu o torneio em seis cidades-sede: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife. O grande símbolo dessa afirmação nacional foi a construção do icônico Estádio do Maracanã, idealizado para ser o maior do mundo, com capacidade para cerca de 200 mil pessoas.

 

Treze seleções participaram daquela edição. Países do Eixo sofreram severas restrições, com a Alemanha sendo banida pela FIFA e o Japão não participando. Enquanto isso, nações do Leste Europeu enfrentaram barreiras geopolíticas e fronteiras alteradas pelo conflito. 

 

A própria campeã de 1938, a Itália, chegou ao Brasil com uma equipe enfraquecida não apenas pelos anos de guerra, mas pela recente Tragédia de Superga, acidente aéreo de 1949 que matou todo o elenco do Torino, base da seleção azzurra. 

 

O torneio, como a história bem lembra, terminou em uma das tristezas esportivas do nosso povo, o Maracanaço, derrota por 2 a 1 para o Uruguai que gerou um trauma cultural profundo na sociedade da época.

 

BRASIL COPA DO MUNDO 2026
Apesar dos paralelos históricos inevitáveis sobre como a política e os conflitos internacionais cruzam o caminho do esporte, a exemplo os recentes pontos diplomáticos envolvendo a segurança da seleção do Irã na América do Norte, a ideia de um cancelamento passou longe em 2026.

 

Hoje, o mundo do futebol respira a contagem regressiva. Estamos a apenas 12 dias do pontapé inicial para mais uma edição da Copa do Mundo, espalhada por três países-sede: Estados Unidos, Canadá e México. A bola rola oficialmente no dia 11 de junho, às 13h (horário de Brasília), com o confronto entre México e África do Sul no Estádio Azteca.

 

Como maior campeão da história da competição, o Brasil mais uma vez reivindica para si os holofotes. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a Canarinho faz a sua estreia no dia 13 de junho, às 19h (horário de Brasília), contra o Marrocos. Integrando o Grupo C ao lado de Haiti, Escócia e Marrocos. 

João Roma elogia classificação de PCC e CV como terroristas e diz que Bahia é “retrato da tragédia causada pelas facções”
Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

O presidente estadual do Partido Liberal na Bahia, ex-ministro da Cidadania e pré-candidato ao Senado, João Roma, comemorou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

 

Para Roma, a medida representa um reconhecimento internacional da gravidade da atuação das facções criminosas no Brasil e reforça a necessidade de endurecimento no combate ao crime organizado.

 

“A decisão dos EUA de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas é uma medida importante e necessária diante da gravidade do que essas facções representam hoje para o Brasil e para os brasileiros. E a Bahia talvez seja a maior prova do mal que essas facções fazem ao povo”, afirmou.

 

O ex-ministro também declarou que a Bahia enfrenta uma crise permanente de violência provocada pela expansão das organizações criminosas.

 

“Vivemos uma verdadeira tragédia humanitária, com milhares de mortes, territórios dominados pelo crime e uma população refém do medo, aprisionada dentro de casa e sem liberdade para viver em paz”, disse.

 

João Roma ainda elogiou a atuação do senador Flávio Bolsonaro, que, segundo ele, tem defendido internacionalmente medidas mais rígidas contra facções criminosas.

 

“Parabéns ao senador Flávio Bolsonaro por levantar essa bandeira e pela coragem em enfrentar esse tema”, declarou.

Congresso derruba vetos de Lula à LDO e libera repasses a municípios em ano eleitoral
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (21), vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 e retomou dispositivos que flexibilizam regras para repasses federais a municípios e transferências durante o período eleitoral.

 

A sessão conjunta foi convocada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, responsável por pautar as reuniões do Congresso destinadas à análise de vetos presidenciais.

 

A articulação para derrubar os vetos ganhou força durante a Marcha dos Prefeitos, realizada nesta semana em Brasília. O evento reúne gestores municipais de todo o país em busca de liberação de verbas, convênios e emendas parlamentares, em diálogo direto com deputados, senadores e integrantes do governo federal.

 

Um dos trechos retomados pelo Congresso diz respeito ao artigo 95 da LDO, que estabelece que a “doação de bens, valores ou benefícios pela administração pública com encargo ao donatário” não configura descumprimento das restrições previstas na legislação eleitoral. Na prática, o dispositivo flexibiliza repasses e transferências em ano de eleição.

 

Ao vetar o trecho anteriormente, o governo argumentou que a proposta criava exceção à Lei das Eleições e tratava de tema fora do escopo da LDO.

 

Na justificativa do veto, Lula também citou a legislação eleitoral que proíbe, nos três meses anteriores às eleições, transferências voluntárias da União para estados e municípios, com exceção de recursos destinados a obras já em andamento ou situações de emergência e calamidade pública.

 

Contrário à derrubada do veto, o líder do PSOL na Câmara, Tarcísio Motta, afirmou que a retomada do dispositivo pode abrir espaço para “compra de votos” ao permitir repasses federais em período eleitoral.

 

“Antirrepublicano, uma aberração”, declarou o parlamentar.

VÍDEO: Vice-prefeito de Lagedo do Tabocal é flagrado pisando na cabeça de jogador durante campeonato amador
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O vice-prefeito de Lagedo do Tabocal, Flávio Dias (PP), se envolveu em uma confusão durante uma partida do Campeonato Municipal de Futebol de Maracás, no Vale do Jiquiriçá, no último domingo (10). O episódio aconteceu no Estádio Siva.

 

Imagens obtidas e repercutidas pelo Blog do Valente, parceiro do Bahia Notícias, mostram o momento em que o gestor pisa na cabeça de um jogador da equipe adversária durante uma discussão entre atletas das duas equipes. Assista abaixo: 

 

 

A cena foi registrada por torcedores que acompanhavam a partida nas arquibancadas. No registro, um espectador cobra uma atitude da arbitragem após a agressão.

 

Segundo informações preliminares, Flávio Dias costuma participar de competições de futebol amador na região. Até o momento, ele não se manifestou publicamente sobre o episódio.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Essa semana foi difícil separar quem é fã de quem é hater. Mas pra quem estiver com ódio, pode fazer que nem a música e deitar na BR... Aliás, você sabe que a polêmica envolvendo Victor do Jornal foi boa quando ela vem com trilha sonora. O evento do Molusco deixou claro quem manda na Comunicação do grupo, e também quem dá as cartas com o próprio Molusco. Por isso, nem o Cacique se fez de rogado. Mas às vezes é preciso vestir o personagem - ou pelo menos a dentadura. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jerônimo Rodrigues

Jerônimo Rodrigues
Foto: Reprodução / Tv Aratu

"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".


Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal João Roma (PL) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal João Roma (PL) nesta segunda
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A entrevista integra a série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar os principais nomes na disputa pelo Senado e pelo governo do Estado nas eleições de 2026.

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