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Integrantes do Palácio do Planalto e do PT esperam que o senador Jaques Wagner (PT-BA) entregue o cargo de líder do governo no Senado depois da operação da Polícia Federal (PF) desta quinta-feira (18), que mirou a relação dele com o ex-banqueiro Augusto Lima, ex-sócio do banco Master.
As informações são da GloboNews.
Interlocutores do presidente Lula ainda aguardam uma reunião para avaliar a repercussão política do episódio envolvendo Wagner. O petista chegou essa madrugada em Brasília, depois de participar da reunião de cúpula do G7 na França.
A avaliação interna é de que será preciso blindar a campanha de Lula do episódio. O tom do Planalto é de se afastar ao máximo do escândalo, deixando a responsabilidade da explicação com o próprio Wagner.
Tanto no Planalto como no PT, a avaliação é que Jaques fará um gesto de entregar o cargo de líder, no governo, o ambiente é de surpresa. A avaliação é que Jaques deveria ter se antecipado e deixado a liderança sabendo do que poderia surgir na investigação. Há o reconhecimento de que a investigação da PF revela fatos graves envolvendo Wagner.
Além disso, que a resposta política precisa ser firme para se diferenciar dos casos do senador Flávio Bolsonaro (PL), que pediu dinheiro para Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro; e do senador Ciro Nogueira que recebeu mesada do ex-banqueiro de acordo com a PF.
A PF investiga se o senador atuou diretamente em favor de projetos de interesse do grupo financeiro.
Entre as medidas citadas estão a chamada "Emenda Master" e uma proposta legislativa que visava ampliar o limite do crédito consignado, setor onde o grupo de Vorcaro e Lima possui forte atuação por meio do Credcesta.
A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Simões Filho ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (15). A Justiça da Bahia determinou a suspensão da eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028, que estava prevista para ocorrer nesta terça-feira (16).
A decisão foi tomada após uma ação apresentada pelos vereadores Berlindo Gazineu e Adeilson Santos, que contestaram a antecipação da votação. Eles argumentaram que a Lei Orgânica do Município estabelece que a eleição da Mesa Diretora para o segundo biênio da legislatura deve ser realizada em 1º de novembro do segundo ano de mandato.
Ao analisar o caso, o juiz entendeu que a Lei Orgânica deve prevalecer sobre o Regimento Interno da Câmara, que prevê a realização da eleição na última sessão ordinária de junho. Segundo a decisão, em caso de divergência entre as normas, vale o que está previsto na legislação municipal.
O magistrado também apontou possíveis irregularidades na condução do processo. De acordo com a decisão, a Presidência da Câmara publicou a Portaria nº 189/2026, que estabeleceu ponto facultativo em vários dias de junho por causa dos festejos juninos, e utilizou essa situação para antecipar a eleição para o dia 16.
Para a Justiça, em vez de adiantar a votação, a sessão poderia ter sido transferida para o primeiro dia útil seguinte, conforme prevê a própria Lei Orgânica. A decisão também destaca que a convocação da eleição ocorreu com prazo reduzido, o que poderia comprometer a participação dos vereadores e a transparência do processo.
Com a medida, ficam suspensos todos os atos relacionados à eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028, incluindo eventual votação, divulgação de resultado, posse e transmissão de cargos. O juiz determinou ainda que a Câmara de Simões Filho não realize novo processo eleitoral antes de 1º de novembro de 2026, data prevista pela Lei Orgânica do Município.
A decisão foi expedida em caráter de urgência e encaminhada para cumprimento imediato pela Presidência da Câmara.
O presidente da Casa, Uilton Ramos (PSDB), chegou a recorrer da decisão, mas o pedido foi rejeitado pela Justiça, mantendo a suspensão da eleição.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e sua esposa, Lívia Orletti Ferreira, viajaram aos Estados Unidos para acompanhar a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, realizada no MetLife Stadium, em Nova York. A caminho do estádio neste sábado (13), o parlamentar fez uma provocação em suas redes sociais ao comentar a partida do Brasil contra a seleção do Marrocos.
Confira a declaração:
??VÍDEO: No jogo do Brasil, Nikolas Ferreira associa símbolos da bandeira do Marrocos ao PT
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 13, 2026
?????? Confira: pic.twitter.com/w5tIyu5dqW
Em vídeo divulgado na internet, Nikolas ironizou os elementos visuais do país adversário e a data do confronto. "Hoje a gente joga contra um time de vermelho, com uma estrela no meio, no dia 13. Só ganham da gente hoje no tapetão", alega o deputado de oposição.
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
A referência direta à cor vermelha, à estrela central e ao número 13, que são símbolos historicamente associados ao Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar da associação satírica feita pelo deputado ao cenário político brasileiro, a bandeira nacional do Marrocos possui profundas raízes históricas e religiosas, tendo sido adotada oficialmente pelo governo do país em 1915.
BANDEIRA AFRICANA
O pavilhão marroquino é composto por um campo inteiramente vermelho com um pentagrama verde no centro. Na tradição local:
- O vermelho: simboliza o sangue dos antepassados e a unidade do povo.
- O verde: É a cor tradicional do Islã.
- A estrela verde (pentagrama): Conhecida historicamente como o Selo de Salomão, suas cinco pontas representam os cinco pilares do Islã.
O desenho atual foi introduzido pelo sultão Iúçufe em 1915, por meio de um decreto real (dahir). Durante o período em que o Marrocos esteve sob o controle de protetorados franceses e espanhóis, o uso da bandeira foi restringido apenas ao interior do território, sendo proibida a sua utilização em embarcações marítimas. Com a restauração da independência do país, em 1955, ela voltou a ser adotada plenamente como pavilhão nacional.
De acordo com o artigo sétimo da Constituição do Reino do Marrocos, a bandeira deve ser confeccionada em tecido retangular de cor vermelho-brilhante e opaco, contendo no centro uma estrela aberta de cor verde-palmeira, tecida de forma a ser visível de ambos os lados da peça.
Em ano eleitoral, deputados baianos gastaram quase R$ 3 mi em divulgação parlamentar; veja o ranking
Com o prazo para uso de verbas da Câmara dos Deputados para divulgação de atividade parlamentar encerrado no último sábado (6), o Bahia Notícias levantou os valores gastos pelos deputados federais baianos nos últimos seis meses de 2026.
No total, a bancada baiana gastou quase R$ 3 milhões com recursos públicos do Congresso Nacional para divulgar seus mandatos. Os maiores gastos individuais foram da deputada Roberta Roma (PL), com R$ 179.500, seguida de Alice Portugal (PCdoB), com R$ 152.000, e Neto Carletto (Avante), com R$ 132.000.
O encerramento do prazo se dá pelo Ato da Mesa nº 40/2012, que proíbe o uso da verba para divulgação parlamentar nos 120 dias anteriores às eleições. A única exceção é para parlamentares que não forem candidatos.
Segundo o levantamento feito pelo BN, o partido que mais gastou no total foi o PT, com oito cadeiras na bancada baiana. O grupo desembolsou aproximadamente R$ 496.750, com média de R$ 62.000 por parlamentar. O destaque individual foi Waldenor Pereira, com R$ 97.668.
O PSD, com cinco cadeiras, registrou gasto total de R$ 470.000 e a maior média por parlamentar entre os grandes partidos, de R$ 94.000. Três deputados da bancada ultrapassaram R$ 100.000: Charles Fernandes (R$ 115.600), Paulo Magalhães (R$ 102.800) e Gabriel Nunes (R$ 102.200).
O Republicanos, que teve seis representantes no período por conta da substituição do deputado licenciado Alex Santana pelo deputado Marcelo Nilo, gastou R$ 386.000, com média de R$ 64.300. O presidente estadual da sigla, Márcio Marinho, foi o que mais gastou no grupo, com R$ 95.000.
O PCdoB se destacou pela maior média por parlamentar entre todos os partidos. Com apenas duas cadeiras, o partido registrou média de R$ 138.000, com Alice Portugal gastando R$ 152.000 e Daniel Almeida, R$ 125.000.
No PL, além de Roberta Roma, que lidera o ranking geral, Capital Alden gastou R$ 130.000 e Jonga Bacelar, R$ 107.525.
Já Neto Carletto, único representante do Avante, foi o terceiro maior gasto individual da bancada, com R$ 132.000.
No PSB, Lídice da Mata e Mário Negromonte Jr. somaram R$ 150.000, sendo R$ 82.467 do deputado e R$ 67.000 da ex-prefeita de Salvador. O PP, com três nomes no período, gastou R$ 88.000 no total, média de R$ 29.000 por parlamentar. O PSDB, com Adolfo Vianna, registrou R$ 40.000, e o MDB, com Ricardo Maia, R$ 69.100.
Os dados foram levantados pelo Bahia Notícias no dia 11 de junho e podem ser alterados, já que a prestação de contas dos deputados pode ser apresentada em até 90 dias após o gasto.
Confira o ranking completo:
- Roberta Roma R$ 179.510,00
- Alice Portugal R$ 152.019,50
- Neto Carletto R$ 132.000,00
- Capitão Alden R$ 130.000,00
- Daniel Almeida R$ 124.965,00
- Charles Fernandes R$ 115.600,00
- João Carlos Bacelar R$ 107.525,00
- Paulo Magalhães R$ 102.800,00
- Gabriel Nunes R$ 102.200,00
- Waldenor Pereira R$ 97.668,00
- Márcio Marinho R$ 95.000,00
- Bacelar R$ 91.080,00
- Dal Barreto R$ 90.000,00
- Diego Coronel R$ 89.500,00
- Leo Prates R$ 88.000,00
- Zé Neto R$ 83.929,60
- Joseildo Ramos R$ 83.920,00
- Mário Negromonte Jr. R$ 82.467,98
- Raimundo Costa R$ 81.794,79
- Ivoneide Caetano R$ 80.118,25
- Félix Mendonça Júnior R$ 77.700,00
- Ricardo Maia R$ 69.100,00
- Sérgio Brito R$ 69.000,00
- Lídice da Mata R$ 67.000,00
- Paulo Azi R$ 60.500,00
- Leur Lomanto Júnior R$ 58.714,72
- Valmir Assunção R$ 53.250,00
- Elisangela Araujo R$ 52.000,00
- Rogéria Santos R$ 48.000,00
- Arthur Oliveira Maia R$ 45.554,60
- Alex Santana R$ 41.400,00
- Adolfo Viana R$ 40.000,00
- Claudio Cajado R$ 40.000,00
- João Leão R$ 26.500,00
- Marcelo Nilo R$ 25.000,00
- Afonso Florence R$ 24.000,00
- Jorge Araújo R$ 22.000,00
- Jorge Solla R$ 21.700,00
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu nas redes sociais nesta quarta-feira (11) o nome da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) para compor a chapa de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), como vice na disputa à Presidência da República.
Em publicação na rede X, Eduardo afirmou que Zanatta está "à altura do cargo" por sua lealdade e pelas pautas que defende no Congresso.
"Se os maus reclamam, este é o caminho", acrescentou.
A indicação de Júlia Zanatta representaria uma chapa puro-sangue do PL, com dois nomes do partido. Flávio ainda não definiu a vice, mas declarou em maio ter preferência por uma mulher no cargo.
O nome mais cotado até então era o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), inserida em uma negociação que envolvia o apoio do PP e do União Brasil à campanha de Flávio, considerado estratégico para ampliar tempo de televisão, estrutura eleitoral e capilaridade regional.
SE OS MAUS RECLAMAM, ESTE É O CAMINHO
— Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) June 11, 2026
Certamente a Dep. @apropriajulia (PL-SC) está a altura do cargo, basta ver sua lealdade, pautas que muito bem defende no Congresso e, claro, o esperneio da esquerda. pic.twitter.com/WBr9akiKYa
Lula posa com camisa da seleção antes de amistoso e reforça campanha pelo resgate do verde e amarelo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou uma foto nas redes sociais neste sábado (6) vestindo a camisa da seleção brasileira de futebol antes do amistoso entre Brasil e Egito, agendado para as 19h. Na imagem, o presidente aparece sorridente, acompanhado de uma legenda com seu slogan sobre soberania nacional: "O Brasil é dos brasileiros".
A publicação ocorre no contexto do ano eleitoral de 2026, período no qual Lula tem força nas pesquisas de intenção de voto entre os pré-candidatos do espectro da esquerda. Confira:
A iniciativa de posar com a vestimenta da seleção nacional converge com o posicionamento recente do próprio chefe do Executivo. No último sábado (30), durante o lançamento da plataforma pública de streaming Tela Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, o petista defendeu de forma direta que a esquerda reaproveite as cores da bandeira nacional.
"A esquerda brasileira precisa aprender a utilizar na Copa do Mundo as cores verde e amarela para que elas não sejam tomadas por fascistas", disse o presidente na ocasião.
Relembre a ocasião:
A defesa do empresário Daniel Vorcaro apresentou nesta semana uma nova versão de proposta de delação premiada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Parte da documentação foi entregue na segunda-feira (1) e parte na terça-feira (2). O material está sendo analisado pelas autoridades.
A primeira proposta havia sido rejeitada pela PF no dia 20 de maio, por ser considerada fraca e sem informações relevantes para as investigações.
Mesmo na elaboração da segunda proposta, Vorcaro vinha insistindo que os pagamentos feitos a investigados, entre eles o senador Ciro Nogueira, decorreram de relação de amizade, segundo envolvidos nas tratativas.
A defesa de Vorcaro também havia solicitado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça um regime excepcional de visitas até o dia 12 de junho para tratar dos anexos da nova delação. A informação é da colunista Bela Megale, do Globo.
O PSD estuda a possibilidade de indicar o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo governador Ronaldo Caiado. A informação foi confirmada pela legenda neste sábado (30).
De acordo com a CNN Brasil, a possibilidade de lançar uma chapa "puro-sangue" passou a ser estudada pelo partido, no entanto, apesar das articulações, a definição oficial do nome de Kassab, ou de outro integrante do partido para o posto, só deve ser anunciada em julho.
A proposta de unir dois nomes do mesmo partido na chapa presidencial ganhou força nos últimos dias e atende a objetivos estratégicos internos de unificação partidária, além de ser uma alternativa na direita, aresentando o projeto do PSD como uma candidatura politicamente robusta e viável dentro do campo da direita.
A movimentação ocorre em meio a reavaliações no cenário político. Integrantes do PSD avaliam, nos bastidores, que a potencial candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) perdeu força e viabilidade após o envolvimento do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro.
As Copas do Mundo de 1942 e 1946 jamais aconteceram. As duas edições do torneio foram canceladas em meio ao maior conflito armado do século XX: a Segunda Guerra Mundial. O impacto do confronto ultrapassou fronteiras políticas e militares e atingiu também o esporte, interrompendo o crescimento da principal competição de seleções organizada pela Fifa. Entre os dois torneios cancelados, a edição de 1942 acabou simbolizando o momento em que o futebol internacional entrou em colapso diante do avanço da guerra e da radicalização política que tomava conta da Europa.
Quando a Fifa criou a Copa do Mundo, nos anos 30, existia a ideia de alternar a sede do torneio entre Europa e América do Sul. O Uruguai recebeu e venceu a primeira edição, em 1930. Quatro anos depois, a Itália sediou a competição em meio ao fortalecimento do regime fascista de Benito Mussolini. A expectativa sul-americana era de que a Copa de 1938 retornasse ao continente, com a Argentina aparecendo como principal candidata.
A decisão da Fifa de realizar novamente o torneio na Europa, desta vez na França, provocou forte reação na América do Sul. Argentina e Uruguai boicotaram a competição em protesto contra o rompimento do modelo de alternância continental defendido nos primeiros anos do Mundial. O episódio ampliou tensões políticas dentro da própria Fifa e influenciou diretamente a disputa pela sede da edição seguinte, marcada para 1942.
Sem definição oficial, Alemanha e Brasil surgiram como os principais candidatos para receber o torneio. A Alemanha nazista aparecia como favorita nos bastidores. O governo de Adolf Hitler via o esporte como instrumento de propaganda política e de fortalecimento da imagem internacional do regime, estratégia já utilizada nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936. Uma Copa do Mundo em território alemão seria mais uma oportunidade de exibir poder político, capacidade organizacional e influência internacional em um momento de crescimento das tensões na Europa.

Congresso da Fifa, na França, em 1938 | Foto: Victor Sinet/Fifa
Ao mesmo tempo, o cenário político europeu se agravava rapidamente. A expansão territorial da Alemanha, a anexação de regiões vizinhas e o aumento das disputas diplomáticas indicavam que o continente caminhava para um conflito de grandes proporções. Em setembro de 1939, a invasão da Polônia pelas tropas alemãs marcou oficialmente o início da Segunda Guerra Mundial e encerrou qualquer possibilidade prática de realização da Copa de 1942.
A guerra alterou completamente a estrutura do futebol internacional. Campeonatos nacionais foram interrompidos ou reduzidos, estádios passaram a ser utilizados para funções militares e milhares de jogadores foram convocados para os exércitos de seus países. Muitos atletas morreram durante o conflito, enquanto outros tiveram suas carreiras interrompidas por anos. A própria Fifa perdeu capacidade operacional em meio ao cenário de instabilidade internacional.
A entidade nunca chegou a anunciar oficialmente a sede da Copa de 1942. O torneio acabou abandonado antes mesmo da conclusão do processo de escolha do país anfitrião. Em poucos meses, o avanço da guerra pela Europa e posteriormente por outros continentes tornou inviável qualquer organização internacional de grande porte.
Mesmo distante dos campos, o futebol continuou sendo utilizado como ferramenta política durante o conflito. Regimes autoritários, como os da Alemanha e da Itália, exploravam o esporte como elemento de propaganda nacionalista e de fortalecimento ideológico. Ao mesmo tempo, partidas locais e amistosos continuaram sendo realizados em algumas regiões como tentativa de preservar aspectos da vida cotidiana em meio à guerra.

Início dos conflitos da Segunda Guerra Mundial | Foto: Ullstein Bild
O cancelamento da Copa de 1942 interrompeu um processo de expansão internacional do torneio. A competição ainda era recente, pois havia sido criada apenas 12 anos antes e buscava consolidar sua dimensão global. A ausência do Mundial durante a guerra criou uma lacuna que também atingiria a edição de 1946, posteriormente cancelada pelas consequências econômicas, políticas e estruturais deixadas pelo conflito.
No pós-guerra, a Fifa precisou reorganizar o futebol internacional em um mundo profundamente transformado. Países destruídos economicamente, mudanças territoriais e a nova configuração geopolítica afetaram diretamente o esporte. A Alemanha, derrotada e dividida após a guerra, deixou de ocupar o espaço de protagonismo internacional que buscava consolidar no fim da década de 1930.
A Copa de 1942 permaneceu apenas como um projeto interrompido pela guerra. Ainda assim, o torneio inexistente se transformou em símbolo de um período em que o futebol deixou de ser prioridade diante de uma crise humanitária sem precedentes. O cancelamento revelou como o esporte, apesar de sua crescente popularidade mundial, jamais esteve isolado das disputas políticas, ideológicas e militares que marcaram o século XX.
CICLO SEGUINTE: 1946
Há exatamente 80 anos, o planeta ainda tentava sarar as feridas abertas pela Segunda Guerra Mundial, encerrada em 1945. Com a Europa em ruínas, ferrovias destruídas e economias colapsadas, o Velho Continente caminhava a passos lentos rumo a uma reconstrução. Diante desse cenário de terra arrasada, a Fifa não teve alternativa a não ser cancelar a Copa do Mundo de 1946, repetindo a medida de 1942.
Os motivos para o cancelamento iam muito além da falta de estádios. Os anos de conflito impediram completamente a realização das eliminatórias e desmanchou ligas inteiras. Dezenas de milhares de atletas, entre amadores e profissionais, trocaram as chuteiras pelos fuzis nas frentes de batalha. De acordo com dados da Commonwealth War Graves Commission (organização intergovernamental responsável por marcar, registrar e manter os túmulos e memoriais de quase 1,7 milhão de militares mortos durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial), embora não exista um censo global exato, estima-se que cerca de 80 jogadores profissionais britânicos tenham perdido a vida em combate.
As baixas humanas foram severas e remodelaram o mapa do esporte. Na Polônia e na União Soviética, o cenário do futebol foi praticamente dizimado. Talentos judeus de grande destaque, como o húngaro József Braun, foram assassinados em campos de concentração nazistas. Em solo ucraniano, o período foi marcado pelo horror da famosa "Partida da Morte" (1942), onde jogadores do Dínamo de Kiev que ousaram desafiar e vencer oficiais nazistas em campo foram presos pela Gestapo, culminando na execução de quatro atletas. Nomes consolidados do futebol inglês, como Tom Cooper (Liverpool) e Harry Goslin (capitão do Bolton), também tombaram em missões militares no exterior.

Jogadores do Bolton Wanderers, da Inglaterra, servindo na Segunda Guerra Mundial | Foto: IWM (H 7496)
O martelo sobre o destino do futebol mundial foi batido em julho de 1946, durante um congresso da Fifa na cidade de Luxemburgo. Com a Europa incapacitada de sediar qualquer evento de grande porte, o Brasil colocou-se a disposição. O país apresentou a única candidatura viável para organizar o torneio, assumindo a missão de trazer a Copa de volta após um hiato de 12 anos de paralisação.
Originalmente planejado para 1949, o Mundial acabou adiado para 1950 a pedido das próprias autoridades brasileiras, garantindo um tempo maior de planejamento interno e permitindo que as nações europeias se reorganizassem minimamente. Para o Brasil, o torneio representava a oportunidade de ouro para se projetar internacionalmente como uma nação moderna, pacífica e em pleno desenvolvimento, distanciando-se do clima sombrio do pós-guerra.
Para receber o planeta, o país abriu mão de centralizar os jogos e dividiu o torneio em seis cidades-sede: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife. O grande símbolo dessa afirmação nacional foi a construção do icônico Estádio do Maracanã, idealizado para ser o maior do mundo, com capacidade para cerca de 200 mil pessoas.
Treze seleções participaram daquela edição. Países do Eixo sofreram severas restrições, com a Alemanha sendo banida pela FIFA e o Japão não participando. Enquanto isso, nações do Leste Europeu enfrentaram barreiras geopolíticas e fronteiras alteradas pelo conflito.
A própria campeã de 1938, a Itália, chegou ao Brasil com uma equipe enfraquecida não apenas pelos anos de guerra, mas pela recente Tragédia de Superga, acidente aéreo de 1949 que matou todo o elenco do Torino, base da seleção azzurra.
O torneio, como a história bem lembra, terminou em uma das tristezas esportivas do nosso povo, o Maracanaço, derrota por 2 a 1 para o Uruguai que gerou um trauma cultural profundo na sociedade da época.
BRASIL COPA DO MUNDO 2026
Apesar dos paralelos históricos inevitáveis sobre como a política e os conflitos internacionais cruzam o caminho do esporte, a exemplo os recentes pontos diplomáticos envolvendo a segurança da seleção do Irã na América do Norte, a ideia de um cancelamento passou longe em 2026.
Hoje, o mundo do futebol respira a contagem regressiva. Estamos a apenas 12 dias do pontapé inicial para mais uma edição da Copa do Mundo, espalhada por três países-sede: Estados Unidos, Canadá e México. A bola rola oficialmente no dia 11 de junho, às 13h (horário de Brasília), com o confronto entre México e África do Sul no Estádio Azteca.
Como maior campeão da história da competição, o Brasil mais uma vez reivindica para si os holofotes. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a Canarinho faz a sua estreia no dia 13 de junho, às 19h (horário de Brasília), contra o Marrocos. Integrando o Grupo C ao lado de Haiti, Escócia e Marrocos.
O presidente estadual do Partido Liberal na Bahia, ex-ministro da Cidadania e pré-candidato ao Senado, João Roma, comemorou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Para Roma, a medida representa um reconhecimento internacional da gravidade da atuação das facções criminosas no Brasil e reforça a necessidade de endurecimento no combate ao crime organizado.
“A decisão dos EUA de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas é uma medida importante e necessária diante da gravidade do que essas facções representam hoje para o Brasil e para os brasileiros. E a Bahia talvez seja a maior prova do mal que essas facções fazem ao povo”, afirmou.
O ex-ministro também declarou que a Bahia enfrenta uma crise permanente de violência provocada pela expansão das organizações criminosas.
“Vivemos uma verdadeira tragédia humanitária, com milhares de mortes, territórios dominados pelo crime e uma população refém do medo, aprisionada dentro de casa e sem liberdade para viver em paz”, disse.
João Roma ainda elogiou a atuação do senador Flávio Bolsonaro, que, segundo ele, tem defendido internacionalmente medidas mais rígidas contra facções criminosas.
“Parabéns ao senador Flávio Bolsonaro por levantar essa bandeira e pela coragem em enfrentar esse tema”, declarou.
O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (21), vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 e retomou dispositivos que flexibilizam regras para repasses federais a municípios e transferências durante o período eleitoral.
A sessão conjunta foi convocada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, responsável por pautar as reuniões do Congresso destinadas à análise de vetos presidenciais.
A articulação para derrubar os vetos ganhou força durante a Marcha dos Prefeitos, realizada nesta semana em Brasília. O evento reúne gestores municipais de todo o país em busca de liberação de verbas, convênios e emendas parlamentares, em diálogo direto com deputados, senadores e integrantes do governo federal.
Um dos trechos retomados pelo Congresso diz respeito ao artigo 95 da LDO, que estabelece que a “doação de bens, valores ou benefícios pela administração pública com encargo ao donatário” não configura descumprimento das restrições previstas na legislação eleitoral. Na prática, o dispositivo flexibiliza repasses e transferências em ano de eleição.
Ao vetar o trecho anteriormente, o governo argumentou que a proposta criava exceção à Lei das Eleições e tratava de tema fora do escopo da LDO.
Na justificativa do veto, Lula também citou a legislação eleitoral que proíbe, nos três meses anteriores às eleições, transferências voluntárias da União para estados e municípios, com exceção de recursos destinados a obras já em andamento ou situações de emergência e calamidade pública.
Contrário à derrubada do veto, o líder do PSOL na Câmara, Tarcísio Motta, afirmou que a retomada do dispositivo pode abrir espaço para “compra de votos” ao permitir repasses federais em período eleitoral.
“Antirrepublicano, uma aberração”, declarou o parlamentar.
O vice-prefeito de Lagedo do Tabocal, Flávio Dias (PP), se envolveu em uma confusão durante uma partida do Campeonato Municipal de Futebol de Maracás, no Vale do Jiquiriçá, no último domingo (10). O episódio aconteceu no Estádio Siva.
Imagens obtidas e repercutidas pelo Blog do Valente, parceiro do Bahia Notícias, mostram o momento em que o gestor pisa na cabeça de um jogador da equipe adversária durante uma discussão entre atletas das duas equipes. Assista abaixo:
?? Vice-prefeito de Lagedo do Tabocal é flagrado pisando na cabeça de jogador em campeonato
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) May 11, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/FUf2Q08guh
A cena foi registrada por torcedores que acompanhavam a partida nas arquibancadas. No registro, um espectador cobra uma atitude da arbitragem após a agressão.
Segundo informações preliminares, Flávio Dias costuma participar de competições de futebol amador na região. Até o momento, ele não se manifestou publicamente sobre o episódio.
Os deputados Angelo Almeida, Lídice da Mata e Osni Cardoso, participaram da apresentação do terceiro Plano de Governo Participativo (PGP), realizado neste sábado (9), em Feira de Santana, e comentaram as diferentes estratégias adotadas pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo ex-prefeito ACM Neto na elaboração de planos de gestão para a Bahia.
O debate central girou em torno da origem das referências utilizadas por cada grupo político. Para a deputada Lídice da Mata, a estratégia de ACM Neto é algo "sem sentido", em comparação ao atual governador, Jerônimo Rodrigues.
"Primeiro, em tese, o ex-prefeito tem uma experiência executiva na maior cidade do estado. Depois, vai buscar não com especialistas, não com debate público, não com opinião do povo, mas sim com modelos ideológicos na segurança pública, e que nem sempre estão certos. A segurança pública de São Paulo é um caos, basta assistir o jornal todos os dias. Então, eu creio que é uma diferença básica", disse Lídice.
O deputado Angelo Almeida, fez elogios ao PGP apresentado pelo atual governador. "Estamos chegando para o terceiro PGP do Governador Jerônimo, nesse projeto que escuta com generosidade o povo, os movimentos sociais, sindicatos, associações, os vereadores e prefeitos e que contempla uma Bahia grande da forma que ela é, respeitando as suas peculiaridades, ou seja, cada Território tem a sua identidade. Essa é a forma de escutar a Bahia, porque como diz o governador Jerônimo, quando a gente escuta bem, a gente faz bem e entrega melhor ainda".
Durante o evento, Jerônimo também criticou o opositor, afirmando que ele apresentava uma campanha "anti-lulista".
Os parlamentares destacaram a realização do terceiro Plano de Governo Participativo (PGP). Segundo os deputados Angelo Almeida e Osni Cardoso, a metodologia foca em percorrer os Territórios de Identidade da Bahia para ouvir demandas de movimentos sociais, sindicatos e representantes locais. O objetivo defendido pela base governista é criar soluções baseadas nas particularidades de cada região do estado.
Osni Cardoso voltou a alfinetar ACM Neto, afirmando que o candidato repete uma tática equivocada. "Enquanto o meu governador Jerônimo, o nosso time está aqui ouvindo o povo, aprendendo com a sua realidade, com o seu jeito de governar, com o seu sonho, tem candidato por aí indo para fora, está viajando, está passeando para dizer que está aprendendo. Chega de conversa fiada, o bom é ouvir o povo da Bahia e fazer gestão boa como a gente faz aqui".
Durante evento realizado neste sábado (9), em Feira de Santana, o governador Jerônimo Rodrigues comentou as articulações políticas para as eleições de 2026. O gestor estadual, que buscará a reeleição, abordou a formação de sua base de apoio e fez críticas à composição da oposição liderada por ACM Neto.
Questionado sobre possíveis preferências por nomes nas disputas para as câmaras estadual e federal, Jerônimo sinalizou que não irá priorizar nenhum nome.
O objetivo central, segundo o governador, é ampliar a governabilidade por meio de todos os partidos da coalizão, e evitar desavenças.
“Está na fase de definição das pré-candidaturas. Muitos já se apresentaram. Quero que todos e todas pré-candidatos, de todos os partidos, não só do PT, que nos acompanham possam ser fortalecidos. Quero aumentar minha base na Assembléia, quero ajudar aumentar a base na Câmara Federal. Quero entregar a Lula dois senadores do time nosso. Temos um conselho político, pelo menos isso não chegou na minha mesa. Ficarei atento para que a gente não possa criar desavença. No dia eu terei o meu candidato. Mas, vocês não verão proteção. Quero fazer por todos”, apontou.
O governador também aproveitou para fazer críticas a chapa opositora, e apontou uma falta de unidade ideológica e política em relação ao cenário nacional.
Para Jerônimo, os integrantes da chapa adversária possuem apoios distintos para a Presidência da República, apresentando uma postura "anti-lulista", o que, para ele, mostra a falta de afinidade com o projeto do governo federal.
"Nós temos, pelo que tenho acompanhado, temos o líder da chapa [ACM Neto] com um candidato à presidência e os outros três com outro candidato. O vice não acompanha a indicação do 01 da chapa. Os dois senadores não acompanham sua liderança. Não quero saber quem está certo ou errado, mas é um Deus nos acuda. Uma situação do tanto faz. De uma coisa eu tenho certeza, a chapa de lá é anti lulista. A oposição é anti lulista e não gosta de Lula. A câmara de vereadores representa a vontade do povo. Não sei qual os serviços que este homenageado fez por Salvador”.
O evento deste sábado contou ainda com a participação do senador Jaques Wagner, e do pré-candidato ao Senado, Rui Costa, além do deputado federal Jorge Solla.
O líder do governo na Câmara Municipal de Salvador, Kiki Bispo (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira (6) que o Plano Municipal de Segurança Pública chegou para votação com consenso entre base e oposição, após meses de debates e inclusão de emendas ao texto. Em entrevista, o vereador avaliou o processo de construção da proposta.
“Eu diria que foi muito produtiva. Tivemos, desde dezembro, uma ampla discussão desse projeto que está na ordem do dia, que é segurança pública”, destacou.
Segundo Kiki, uma das principais mudanças foi o fortalecimento do Conselho Municipal de Segurança, com a ampliação da representatividade. “Foi acrescido mais três entidades no Conselho, que já previa 33. Passando para 36 assentos, incluindo mulheres e a pauta antirracial”, explicou.
Para o líder, a ampliação permite maior participação social no debate sobre segurança. “Cada segmento vai poder contribuir com a sua essência, com o olhar sobre a violência que sofre, dando condições para políticas públicas mais eficazes”, afirmou.
PROJETO APROVADO
O Plano Municipal de Segurança foi aprovado na Câmara Municipal de Salvador nesta quarta, em meio a um pacote de 480 proposições.
Entre os demais textos, estão projetos de resolução, indicações, moções e requerimentos. Também estão previstas homenagens, como a concessão do título de cidadão soteropolitano ao técnico do Bahia, Rogério Ceni.
Gusttavo Lima reuniu uma multidão em um evento "longe" da música. A cidade de Bela Vista de Goiás, no interior do estado, foi palco da 1ª edição da 'Cavalgada do Embaixador'.
Com a fazenda Lumiar como sede e ponto de encontro dos cavaleiros e amazonas, o artista liderou o cortejo que acompanhou o artista pela região.
Para participar da festa, era necessário desembolsar R$ 500. O ingresso dava direito ao café da manhã reforçado, churrasco e bebida liberada durante a Cavalgada.
O evento contou com a participação de Daniel Vilela, vice-governador do estado, Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD).
Na página oficial da Cavalgada, a organização informou ao público as exigências necessárias para participar do evento, a exemplo do negativo de anemia infecciosa equina.
Foi proibido também animais machos não castrados, charrete, carroças e afins, além de carros no circuito. Tudo para preservar os animais que participaram da cavalgada ao longo dos 12km de percurso.
Ao fim da cavalgada, o público ainda pôde curtir shows de artistas que fazem parte do catálogo da Balada Music, e o anfitrião ainda fez questão de dar uma palhinha para os cavaleiros.
RELAÇÃO DE GUSTTAVO LIMA COM CAIADO
O atual pré-candidato à Presidência pelo PSD já mostrava desde 2025 a proximidade com o cantor sertanejo.
No início do ano passado, Gusttavo chegou a ser especulado como um possível candidato à Presidência. No entanto, o artista decidiu não seguir com a carreira política.
Caiado chegou a falar sobre o assunto: "Sabemos muito bem que, independente de ser ou não candidato, o Gusttavo Lima já entrou para a política. Gusttavo Lima sabe do que fala. Ele viveu uma história de muitas dificuldades e provações até alcançar o sucesso".
Cinco meses antes de ser preso pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE), o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) afirmou que estava “seguro” no país com a “anuência do governo americano”.
“Hoje estou seguro aqui [nos Estados Unidos] com anuência do governo americano. Essa perseguição contra mim é grave”, declarou à época.
Ramagem também disse que deixou o Brasil para evitar que as filhas o vissem sendo preso.
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, ele foi detido pelo ICE nesta segunda-feira (13). A informação foi confirmada pela Polícia Federal à GloboNews.
Segundo as investigações, Ramagem deixou o Brasil de forma clandestina antes do fim do julgamento, passando pela fronteira com a Guiana e seguindo para os Estados Unidos.
Em entrevista anterior ao canal Conversa Timeline, no YouTube, ele negou ter cometido crimes e criticou a decisão judicial. “Não ia ficar no Brasil com minhas filhas me vendo ser preso sem ter cometido crime nenhum”, afirmou.
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) foi oficializado, nesta quinta-feira (9), como relator da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o parlamentar, o relatório deve ser apresentado na próxima quarta-feira (15). Já a sabatina do indicado está marcada para o dia 29, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, no ano passado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), encaminhou a indicação à CCJ nesta quinta, permitindo o avanço da análise.
Após a sabatina, o colegiado vota o parecer, e a decisão final cabe ao plenário do Senado. Para ser aprovado e tomar posse no STF, Messias precisa do apoio de ao menos 41 senadores.
A cada oito anos, os brasileiros elegem dois representantes por estado para o Senado. Dos 54 senadores eleitos em 2018, pelo menos 32 devem disputar a reeleição nas eleições de 2026, o que representa mais da metade da atual composição com mandato em curso.
Entre os nomes que devem tentar permanecer na Casa estão figuras de destaque como Jaques Wagner, Angelo Coronel Ciro Nogueira e Renan Calheiros.
Além dos que buscarão um novo mandato, outros sete senadores já manifestaram intenção de disputar cargos diferentes, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, que deve concorrer à Presidência da República.
Por outro lado, sete parlamentares afirmaram que não pretendem disputar as eleições deste ano, sendo que alguns devem se aposentar da vida pública, como Paulo Paim e Jader Barbalho.
Há ainda um caso indefinido, o do senador Flávio Arns, que não confirmou se participará do pleito.
Outro dado relevante é que sete dos senadores eleitos em 2018 já não ocupam mais seus cargos. Entre eles estão Major Olímpio e Arolde de Oliveira, que morreram vítimas da Covid-19, além de políticos que deixaram o cargo para assumir outras funções ou por decisões judiciais.
O editor de política do Bahia Notícias, Mauricio Leiro, celebra mais um ano de vida neste sábado (12). “Mais um ano agradecendo todas as bençãos e as boas amizades da vida!”, destacou o jornalista.
À frente da editoria de política do portal desde 2023, Mauricio também é âncora do Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador, onde comanda o noticiário de segunda a sexta-feira, das 7h às 9h.
Casado com a médica Taryn Abreu, o jornalista comemora a data ao lado da família e amigos.
O BN Hall deseja felicidades, saúde e um novo ciclo repleto de conquistas.
Uma denúncia de falsificação de assinaturas em documentos internos da Rede Sustentabilidade levanta questionamentos sobre a regularidade de um processo partidário realizado em Ilhéus, no sul da Bahia. Conforme relatos, as supostas vítimas teriam seus dados colhidos durante oferecimento de benefícios sociais, como o Minha Casa Minha Vida (MCMV), e de cursos de capacitação. O caso segue sob análise na Justiça.
Em áudios e documentos obtidos pelo Bahia Notícias, há registro de assinaturas de uma reunião da qual moradores afirmam não ter participado ou desconhecer a natureza política da convenção, alegando que não foram informados da relação com o partido.
A reunião em questão foi realizada no dia 3 de fevereiro de 2025, às 18h, em um pequeno imóvel localizado no bairro Nossa Senhora da Vitória, identificado pelos nomes ouvidos nesta reportagem como uma “igreja”.
Segundo a ata de presença, 84 pessoas teriam participado do encontro, que definiu a escolha de delegados para a conferência estadual do partido Rede Sustentabilidade na Bahia.
Trecho das atas do partido — Foto: Reprodução / Bahia Notícias
Números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) daquele mesmo mês de 2025 registram que a cidade de Ilhéus possuía 62 filiados, o que implicaria que pessoas de municípios vizinhos teriam participado da conferência.
As dúvidas sobre essa reunião foram apresentadas em uma ação na Justiça do Distrito Federal, já que muitos nomes que aparecem na lista de presença negam ter participado. O documento implica que afiliados políticos assinaram a lista de presença de modo consciente em uma plenária.
No entanto, pessoas que aparecem na ata afirmam não ter estado naquela igreja na data em questão ou sequer saber da existência do partido, mesmo que o documento esteja assinado. O Bahia Notícias identificou e entrou em contato com pessoas que constavam com assinatura na lista.
Embora não tenham conhecimento da natureza política da convenção, os entrevistados relataram temer represálias. Por isso, o BN optou utilizar nomes fictícios para as supostas vítimas, em respeito aos relatos e às queixas de possíveis retaliações por parte dos organizadores. Vale ressaltar que parte dos ouvidos e fontes internas do partido na Bahia confirmam que o caso segue em sigilo na Justiça.
Para casos como o de Gabriela Santos, tudo teria sido uma “enganação malandra”. Mãe de duas crianças no espectro autista e moradora de Ilhéus, a mulher relata se sentir enganada com promessas de que a reunião seria para conseguir um endereço por meio do programa Minha Casa Minha Vida.
Mesmo com o nome assinado junto ao número de seu título de eleitor no documento, entre os 84 registros, ela declarou que não foi informada que usavam seus dados para associação com um partido político.
"Me colocaram em grupo, outro grupo, outro grupo. E eu confirmei minha presença, pois eu quero a minha casa. Me sinto enganada. Estou me sentindo um lixo, já tem 3 anos, dei meus dados. Estou sendo usada para política. Eles estão nos enganando”, revela ao BN.
Além de Gabriela Santos, a reportagem identificou pelo menos outros dez moradores da região que declararam, em entrevistas ou em manifestações anexadas ao processo judicial, não serem associados ao partido e afirmarem que não assinaram nenhuma ata de filiação partidária.
Um deles é Pedro Borges, morador de Águas de Pontal, em Ilhéus. Ele afirma que não conhece a Rede Sustentabilidade e que acredita ter sido incluído na lista de presença sem autorização.
“Não estive presente nesse ano. Alguém deve ter colocado meu nome lá. Eu moro em Águas de Pontal, nem estive na cidade. O número do título na ata é meu, mas eu não assinei nada, nem fui lá”, salienta.
Outra pessoa citada na ata é Verônica Costa, que declarou à reportagem não conhecer a sigla e disse não ter informações sobre qualquer participação em reunião partidária. Em alguns casos, os relatos apontam que os convites para as reuniões eram feitos por meio de promessas relacionadas a programas sociais, principalmente o Minha Casa Minha Vida.
Patricia Santos diz ter participado de um encontro em 2024 acreditando se tratar de uma reunião sobre moradia. “Fui a uma reunião no ano passado, mas foi do Minha Casa Minha Vida. Não foi em fevereiro e não assinei nada”, relata.
Segundo familiares, Patricia teria sido atraída pela promessa de informações sobre o programa habitacional. Outro caso semelhante é o de Fernanda Santana, que afirmou à reportagem ter fornecido dados pessoais, incluindo o título de eleitor, após os organizadores alegarem ser para um cadastro para habitação.
Ela afirma que o grupo reunia mais de 200 pessoas que aguardavam informações sobre moradias populares. “Disseram que era para casa do Minha Casa Minha Vida. Pediram o título de eleitor e dados pessoais. Até hoje estamos esperando”, relata.
Karoline Sales afirma ter participado de uma reunião em uma igreja, mas diz que não foi informada de qualquer vínculo partidário. “Não faço parte de nenhum partido. Assinei uma ata de presença na igreja, mas não era documento de partido político”, diz.
Ela também cita os nomes organizadores na cidade, entre eles o pastor Antonio Araújo, como pessoas presentes na organização do encontro.
Em outros casos, os relatos apresentam contradições. Edison Carvalho retrata inicialmente que teria participado de uma assembleia do grupo, mas depois disse que não autorizou o uso do próprio nome em registros políticos.
“Na realidade, eu nem participei dessa reunião. Usaram meu nome. É questão política lá da igreja”, declara.
Já Maria Rocha confirmou que autorizou sua filiação em certo momento ao partido, mas afirmou não ter estado presente na reunião registrada na ata, mesmo com seu nome nela. Em alguns casos, os registros apresentam grafias muito semelhantes.
Um dos nomes é o de Hanna Dias, que afirma no processo não ter participado do encontro. A suposta vítima diz que a assinatura atribuída a ela não corresponde à sua própria letra, além de apresentar erro na grafia de seu nome. Na ata recebida pelo Bahia Notícias, a assinatura inclui sua nomenclatura escrita errado, sem a letra "H".
"Não estive na Assembleia de Deus no dia. Não é minha letra na assinatura da ata de convenção, fora que meu nome está escrito errado na assinatura", disse em relato.
MODUS OPERANDI
Os relatos coletados pela reportagem indicam que a mobilização das pessoas ocorria principalmente por meio de grupos de mensagens e convites informais, frequentemente associados a promessas de benefícios sociais, batizados como “MLMT” ou “MSTI” com centenas de membros.
Capturas de telas realizadas pelas fontes nos grupos | Foto: Reprodução / BN
Em áudios obtidos e revelados pelos moradores dentro desses grupos, é possível ouvir menções a cursos de qualificação, viagens e oportunidades relacionadas ao programa Minha Casa Minha Vida.
Alguns entrevistados relataram que os participantes eram orientados a levar documentos pessoais e o título de eleitor, sem que fosse explicado que a reunião teria relação com atividades partidárias.
LIDERANÇAS DA REDE
Ao final da ata consta a assinatura de Paulo Roberto Chaves de Miranda, dirigente do partido em Minas Gerais e aliado da deputada federal Heloísa Helena. Uma fonte da reportagem indicou que ele seria responsável por todas as atas eleitorais da legenda ao redor do país, sendo um dos mentores da suposta fraude.
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Uma das páginas da lista de presença, anexada ao processo. (Nomes / N.° de eleitor / Data de Afiliação e Assinaturas) | Foto: Reprodução / BN
No âmbito municipal, nomes são apontados por moradores como organizadores da reunião. Entre eles aparece Antonio Araújo, citado durante as entrevistas como articulador na mobilização de pessoas para o encontro.
“Participei sim, em 3 de fevereiro, ele falou do Minha Casa Minha Vida, perguntou quem queria ser associado ou viajar para Brasília, mas como tenho dois filhos, não tinha como. É um tal de pastor. Eu não sou afiliada a nada, não me falou disso não. Uma moça me enviou um link e pediu meus dados para enviar os documentos para Brasília para o Minha Casa Minha Vida”, detalha a mãe, Gabriela Santos.
Mensagem obtida pela pela reportagem em grupos de participantes, um áudio atribuído ao pastor Antônio Araújo orienta as pessoas a não falarem com a imprensa. A gravação de voz foi enviada durante a apuração do Bahia Notícias sobre o suposto esquema de fraude nas assinaturas nas atas.
“Não dê ouvido a pessoas que estão passando por jornalistas, dizendo que querem entrevista porque vocês estão na base do partido. Não vá nessa não. É gente que quer atrapalhar nosso trabalho, roubar o sonho de vocês”, instrui na gravação.
Confira o registro reproduzido em grupo:
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— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 19, 2026
????Matéria completa: Denúncia aponta coleta de dados vinculada a benefícios sociais e assinaturas falsificadas em processo da Rede: https://t.co/CxfNzmwru4
Vídeo: Reprodução / BN ?????????? ? pic.twitter.com/Hy8mG0Xk4U
Procurado, o pastor Antonio Araújo, afirmou à reportagem que passa por um momento de luto e negou ter enviado áudios orientando moradores a não falar com jornalistas. Ao BN, ele também respondeu sua relação com o partido, mas nega coleta de dados, registrada no mesmo espaço de sua mobilização.
“Sou ligado ao partido Rede. Não houve coleta de dados eleitorais de qualquer tipo, não falamos sobre partido lá. Tenho projetos de moradia. A igreja é um espaço meu que faço realizações independentemente do partido”, esclarece.
O pastor recomenda falar à direção do partido, contudo não deu mais informações sobre as reuniões no espaço.
A reportagem também procurou Paulo Roberto Chaves de Miranda via e-mail para comentar as denúncias e esclarecer a origem das assinaturas presentes na ata, mas não houve resposta até o fechamento desta edição.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que questionamentos semelhantes já teriam ocorrido em outros municípios baianos, como Entre Rios e Una. Em janeiro, o Bahia Notícias publicou uma reportagem que trouxe uma denúncia de uma assinatura “pós-morte” do cantor e compositor baiano Carlos Pitta (1955–2025).
A reportagem do BN obteve acesso à ata da conferência de eleição do partido, datada em 3 de fevereiro de 2025, na qual consta a presença de Carlos Pitta, inclusive, com sua assinatura. Entretanto, o artista faleceu no mês anterior, no dia 7 de janeiro de 2025, assim não sendo possível sua participação na conferência.
DECISÕES
A reportagem também identificou decisões judiciais envolvendo disputas internas da legenda no Rio de Janeiro. O caso relacionado à ata de Ilhéus está sendo analisado pela Justiça, com julgamento relacionado ao tema previsto para tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF).
Lideranças locais da Rede Sustentabilidade foram procuradas para comentar as denúncias. A organização municipal do partido não respondeu. Todavia, o Diretório Estadual da Bahia, por meio de seu porta-voz Marcelo Carvalho, enviou uma nota.
Na manifestação, a legenda pontua que “reafirma seu compromisso histórico com a ética, a legalidade e a transparência em todas as suas atividades partidárias” e que “não compactua, em nenhuma hipótese, com qualquer prática irregular ou ilegal”.
O partido também alega que “todas as conferências municipais realizadas no estado da Bahia observaram rigorosamente as normas partidárias e os procedimentos estatutários aplicáveis”, acrescentando que os encontros foram analisados e ratificados pela Comissão Eleitoral Nacional da sigla.
Leia a nota completa do partido na íntegra:
"A Rede Sustentabilidade – Diretório Estadual da Bahia reafirma seu compromisso histórico com a ética, a legalidade e a transparência em todas as suas atividades partidárias.
O partido não compactua, em nenhuma hipótese, com qualquer prática irregular ou ilegal, e rechaça de forma veemente quaisquer condutas que eventualmente possam contrariar a legislação eleitoral ou os princípios que orientam sua atuação política.
Cumpre esclarecer que todas as conferências municipais realizadas no estado da Bahia observaram rigorosamente as normas partidárias e os procedimentos estatutários aplicáveis. Tais conferências foram devidamente submetidas à análise da Comissão Eleitoral Nacional da Rede Sustentabilidade, tendo sido regularmente ratificadas por esse órgão interno de controle.
Além disso, os atos partidários correspondentes foram posteriormente validados no Congresso Nacional do partido, instância máxima de deliberação da Rede Sustentabilidade, o que reforça a regularidade formal e institucional dos procedimentos adotados.
A direção estadual permanece à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários e reafirma sua confiança nos mecanismos institucionais de apuração, certos de que os fatos serão devidamente esclarecidos.
A Rede Sustentabilidade seguirá atuando com responsabilidade institucional e respeito às normas democráticas, preservando os valores que orientam sua atuação política e sua relação com a sociedade."
Durante uma sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Laje, no Vale do Jiquiriçá, realizada nesta terça-feira (10), a exibição repentina de um vídeo com conteúdo pornográfico nas telas do plenário. O episódio ocorre durante a votação de um projeto e as imagens chegaram a repercutir no espaço.
Como o vídeo estava sem áudio, a situação não foi notada de imediato pelos presentes, mas causou repercussão nas redes sociais da cidade. Em nota oficial, a Presidência da Câmara esclarece que, assim que o problema foi identificado, o sistema foi desligado para restabelecer a normalidade.
Confira trecho do momento em que o vídeo aparece em uma televisão da sessão:
? Cenas de sexo são exibidas durante sessão da Câmara de Vereadores de Laje
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 11, 2026
????Reprodução
Confira ? pic.twitter.com/4yqakxa03J
De acordo com o comunicado, obtido pelo Blog do Valente, parceiro regional do Bahia Notícias, há indícios de que o ocorrido tenha sido causado por interferência externa ou instabilidade no sistema de exibição remota.
O Poder Legislativo iniciou procedimentos de averiguação para investigar os fatos e anunciou que adotará medidas administrativas e jurídicas caso encontre o responsável. A Câmara Municipal também reforçará os protocolos de segurança e o controle dos equipamentos de transmissão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vence todos os cenários de segundo turno testados, com exceção da disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesse caso, há empate técnico entre os dois. Os dados são da pesquisa da Genial Investimentos em parceria com a Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11).
Nesse cenário, Lula aparece com 41% das intenções de voto, mesmo percentual de Flávio Bolsonaro. A pesquisa registra ainda 16% de votos brancos ou nulos e 2% de eleitores indecisos.

Em um segundo cenário testado, Lula vence o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), com 42% das intenções de voto, contra 33% do adversário. Nesse caso, 22% disseram que votariam em branco ou nulo e 3% se declararam indecisos.

No terceiro cenário, o presidente derrota o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por 44% a 34%. Outros 19% afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 3% disseram estar indecisos.

A pesquisa também testou disputas de segundo turno entre Lula e dois outros governadores: Ronaldo Caiado, de Goiás, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. Em ambos os cenários, o petista aparece à frente com vantagem de pelo menos 12 pontos percentuais.
Contra Caiado, Lula teria 44% das intenções de voto, contra 32% do governador. Nesse cenário, 21% votariam em branco ou nulo e 3% estão indecisos. Já contra Eduardo Leite, o presidente venceria por 44% a 26%.


O levantamento também incluiu cenários contra outros nomes. O fundador do Missão, Renan Santos, aparece com 24% das intenções de voto, contra 43% de Lula. Nesse caso, 30% votariam em branco ou nulo e 3% estão indecisos.

Já o ex-ministro Aldo Rebelo, pré-candidato do Democracia Cristã, registra o pior desempenho entre os testados: 23% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Nesse cenário, 30% votariam em branco ou nulo e 3% estão indecisos.

A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Celebrado em 8 de março, o Dia Internacional da Mulher surgiu em homenagem a manifestações organizadas por operárias no início do século XX. Mais de cem anos depois, o caráter político da data continua atual: a participação feminina nos espaços de decisão ainda é muito menor do que o desejado.
Mesmo com avanços, a busca pela representatividade de mulheres na política continua sendo um desafio. Segundo dados da União Interparlamentar e da ONU Mulheres, divulgados em 2025, o Brasil ocupa apenas a 133ª posição no ranking mundial de participação feminina no Parlamento.
No Congresso, as mulheres representam 18,7% da Câmara dos Deputados e 19,8% do Senado. A média global é de 27,2%. Pesquisadores definem essa diferença histórica como sub-representação feminina, caracterizada pelo número baixo de mulheres em cargos eletivos, causada por diversos fatores.
A SUB REPRESENTAÇÃO E SEUS IMPACTOS
Para Vanessa Vitório, mestra em estudos feministas pela UFBA, o problema vai além dos números, e evidencia uma série de desigualdades históricas.
“Esse histórico passa pela divisão sexual do trabalho, existia ‘trabalho de mulher’ e ‘trabalho de homem’. O labor feminino era associado ao cuidado doméstico, e os grupos de poder não estão dentro de casa, o que dificulta na construção de um capital político”, afirmou a pesquisadora, que estuda representação política.
E o impacto dessa ausência é claro: a falta do ponto de vista feminino na construção da sociedade brasileira. Esse cenário é definido pela especialista como um déficit democrático, e que contribui para a criação de barreiras institucionais que afastam as mulheres da política e de outras esferas de poder.
“Ao não ocupar essas instâncias, vão sendo criadas burocracias para mulheres. As leis e a estrutura da engenharia eleitoral não são pensadas para elas, já que elas não estão lá para construir”, conclui Vanessa.
A ausência de mulheres é sentida por parlamentares que conseguem acessar o espaço apesar dessas barreiras. Para Cris Correia (PSDB), os desafios em sua trajetória foram amplificados pela condição de gênero e raça.
“Temos que estar o tempo inteiro provando que somos competentes e temos condições de estar ali. Esse peso sobre a mulher pra mim é um dos maiores desafios, o tempo inteiro tendo que provar para que a gente possa fazer parte dos projetos e debates importantes”, desabafa a vereadora.
Durante o primeiro episódio do podcast Democracia Incompleta, a vereadora conta sobre os principais desafios enfretados durante a atuação na Câmara de Salvador.
VIOLÊNCIA DA RUA PARA O PLENÁRIO
Além dessa dificuldade, muitas parlamentares e prefeitas enfrentam um outro obstáculo: a violência política de gênero. A Lei 14192/21 a define como toda ação, conduta ou omissão cuja finalidade seja impedir, obstaculizar ou restringir os direitos políticos das mulheres.
Segundo a 3ª edição da pesquisa “Violência política e eleitoral no Brasil”, quase metade dos casos registrados no país envolvem mulheres, mesmo representando a minoria nas casas legislativas.
Para o instituto “E se Fosse Você?”, essa prática é um reflexo do machismo presente nesses espaços e surge como uma resposta colateral ao aumento da presença dessas mulheres em um ambiente majoritariamente masculino.
Na Bahia, a deputada Olívia Santana (PCdoB) move um processo contra Diego Castro (PL) por violência política de gênero após discussão ocorrida no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia em agosto de 2025.
No segundo episódio do podcast Democracia Incompleta, a deputada estadual relata sua experiência e detalha a denúncia.
Apesar do cenário exposto, a ampliação da participação feminina na política também tem avançado nos últimos anos. Resultado da atuação feminina, está em vigor a lei que garante a reserva de 30% das candidaturas para mulheres.
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos (PSD), acredita que a chegada das mulheres deve impulsionar uma nova geração mais representativa.
“Acho que a chegada de pessoas como eu, na presidência, faz com que as que estão na luta vejam que é capaz. A cada ano estamos avançando, mas não é o suficiente. Os partidos observarem também os resultados das mulheres nos cargos já é o começo”, afirmou.
A entrevista completa da presidente está disponível no terceiro episódio do podcast Democracia Incompleta.
O FUTURO É AGORA
E para construir uma democracia cada vez mais plural, organizações do terceiro setor apontam que o envolvimento de toda a população é importante e necessário, especialmente em um ano eleitoral. Juliana Barros, do instituto Elas no Poder, alerta para a necessidade de mobilização.
“Acho que a gente tem que exercer nosso direito de voto, olhar para candidaturas de mulheres e, se possível, ajudar voluntariamente essas campanhas, já que o investimento também é uma grande barreira”, afirmou a ativista.
Outro ponto destacado por ela é o acompanhamento da agenda do legislativo ao longo dos mandatos. Segundo Juliana, a pressão para uma legislação mais preocupada com questões de gênero pode acelerar as mudanças em nosso país.
“Como sociedade a gente tem que pressionar para que um novo código eleitoral, por exemplo, seja votado, para que tenhamos cota de cadeiras e cobrar a punição pros partidos que não cumprem com as cotas existentes”, acrescentou.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) anunciou, na última quinta-feira (26), que irá acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Segundo ela, o parlamentar teria atrapalhado os trabalhos de resgate e reconstrução em Ubá, na Zona da Mata mineira, atingida por fortes chuvas que deixaram ao menos 62 mortos e milhares de desabrigados.
Na rede social X, Hilton compartilhou um vídeo em que um morador, filmando da sacada de um imóvel, critica a presença do deputado em uma rua tomada por entulhos e lama. De acordo com o relato, o trânsito teria sido bloqueado e integrantes do Exército e da Guarda Municipal teriam interrompido temporariamente as atividades para garantir a segurança do parlamentar durante gravação de vídeos.
“Sabe por que está tudo parado desse jeito, máquina querendo trabalhar, uma outra máquina impossibilitada de trabalhar, o trânsito todo fechado ali por conta do Nikolas, que está aqui fazendo mídia, fazendo vídeo, atrapalhando no meio da obra, no meio do canteiro”, afirma o morador na gravação.
Em publicação, Hilton citou o artigo 265 do Código Penal, que trata de atentado contra o funcionamento de serviço de utilidade pública, e afirmou que Nikolas teria interrompido os trabalhos para realizar uma ligação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a quem teria relatado a situação das chuvas.
O vídeo também foi compartilhado por outras lideranças da oposição, entre elas o vereador Pedro Rousseff (PT-BH).
Nikolas respondeu indiretamente à deputada. Também no X, compartilhou imagem de uma manchete que informava a denúncia e escreveu: “Já são mais de 2 milhões de reais que levantei pra atrapalhar. Atrapalhe você também”.
O parlamentar divulgou o link de uma vaquinha destinada às vítimas das enchentes, com recursos direcionados à Cruz Vermelha Brasileira e outras entidades de apoio emergencial. Até a publicação desta matéria, a campanha havia arrecadado cerca de R$ 2,2 milhões.
Gracyanne se lançou como pré-candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, após oficializar sua filiação ao Republicanos. A legenda, que possui forte ligação com a Igreja Universal do Reino de Deus, aposta no capital digital de Gracyanne para fortalecer a bancada na corrida por uma vaga na Câmara nas eleições de outubro.
“O meu posicionamento está alinhado com tudo que defendo durante minha trajetória. O partido está alinhado com as minhas expectativas, valores e princípios e o que eu quero fazer é trabalhar em cima do que foi feito toda minha vida. Disciplina, foco, falar sobre o esporte. São pautas que estão na minha vida, presentes em toda minha história”, afirmou.
O ato da filiação contou com a participação do presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), do presidente estadual do Republicanos RJ, deputado federal Luís Carlos Gomes (RJ), além de autoridades e representantes do partido no estado.
Para o Republicanos, a chegada da musa fitness e ex-mulher de Belo ao partido destaca a importância do reforço para os próximos desafios eleitorais. “O Republicanos tem a satisfação de receber a Gracyanne conosco. Estamos felizes por ela fazer parte da família republicana e tenho certeza de que vamos dar toda a assistência necessária para uma eleição organizada e vitoriosa”, afirmou.
Apesar da derrota no Bafta, Wagner Moura não deixou sua participação no Oscar britânico passar despercebida.
Em entrevista à revista Deadline, o baiano exaltou a democracia brasileira e afirmou que o Brasil voltou a ser uma nação que compreende a importância estratégica da cultura.
"O Brasil é novamente um país democrático e, portanto, é um país que acredita que a cultura é uma coisa importante. Como o Kléber disse, temos um sistema que financia a cultura que funciona muito bem e nunca deve ser destruído, do jeito que era quando estávamos com Bolsonaro" disse Moura.
Esta não é a primeira vez que o ator fala sobre política para veículos internacionais. A Jordan Klepper, apresentador do talk show americano The Daily Show, o baiano afirmou que sem Bolsonaro, 'O Agente Secreto' não existiria.
"O filme nasce a partir da perplexidade compartilhada por mim e Kleber Mendonça Filho [diretor do filme] diante do que estava acontecendo no Brasil entre 2018 e 2022. Este homem, eleito democraticamente, veio para trazer de volta valores da ditadura militar para o Brasil do século XXI. Quando elegemos um presidente de extrema-direita em 2018, esse homem foi como uma manifestação física desses ecos."
Apesar da derrota no Bafta, o longa brasileiro já acumula mais de 56 troféus em 36 premiações, incluindo melhor diretor e melhor ator no Festival de Cannes, na França. A produção concorre ao Oscar em 4 categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco.
A ex-vice-prefeita de Salvador, Bete Wagner, esteve presente na Mudança do Garcia na manhã desta segunda-feira (16). Durante o desfile, ela elogiou o movimento e falou sobre a participação feminina na política.
Para ela, a essência da crítica ao sistema capitalista se manteve ao longo dos anos. “Essa mudança é incrível, ela mantém aquele âmago que é a crítica contundente ao sistema”, afirmou.
Bete compôs uma chapa 100% feminina nos anos 90, conhecida como "Três Marias”. Juntamente com Lídice da Mata e Salete, o trio concorreu nas eleições ao Governo e Senado. Bete reforça a necessidade de ampliação na participação feminina no cenário político brasileiro.
“Mudou muito, fomos pioneiras, reabrimos um largo caminho, mas ainda é pouco. As mulheres são minorias na representação política, estão sendo assediadas e brutalizadas como nunca”
O circuito Osmar (Campo Grande) foi palco de uma das passagens mais politizadas e com torcidas pelo Oscar do Carnaval 2026, tudo isso ainda neste começo de noite de sábado (14). O Navio Pirata, trio do grupo BaianaSystem, arrastou uma multidão que transformou o centro da cidade num espaço de engajamento social, unindo o som percussivo da banda a diversas pautas políticas e culturais.
Entre os foliões, havia proliferação de cartazes com reivindicações trabalhistas, como o pedido pelo “Fim da Escala 6×1”, manifestações de apoio a presença do presidente da república e ao Partido dos Trabalhadores. Outra manifestação recorrente no público foi o apoio ao ator Wagner Moura, com mensagens que solicitavam o reconhecimento do artista brasileiro na campanha pelo Oscar.
Saída do Navio no circuito do Campo Grande | Fotos: Laiane Apresentação / Bahia Notícias
PRESENÇA DE LULA
Um dos momentos de maior repercussão foi a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jeronimo Rodrigues no camarote do Governo do estado. O chefe do Executivo federal acompanhou o desfile aos pulos da música no Campo Grande, reforçando o simbolismo político da apresentação. Durante a execução de faixas da banda como 'Lucro', 'Sulamericano' e 'Miçanga'.
“Quero saudar essa cidade, quero saudar o presidente Lula. Muito obrigado por tudo, para Janja, para o governador da Bahia. Para todo mundo, salve todo mundo. Pelo fim do embargo em Cuba, fora ICE”, felicita o vocalista Russo.
O público respondeu com coro e cartazes que reforçavam a identidade cultural e social do movimento. Na oportunidade da ministra Margareth Menezes puxou em coro a música Faraó. Com a avenida cheia, uma fã precisou subir em uma árvore para acompanhar a saída do Navio pirata.
Momentos dos fãs curtindo na pipoca | Fotos: Laiane Apresentação / Bahia Notícias
A estética do BaianaSystem, que tradicionalmente utiliza a folia como ferramenta de crítica e afirmação identitária, se fortifica nesta edição como o ponto de convergência para o debate político no circuito tradicional da capital baiana.
Confira em vídeo o momento da pipoca da Banda:
BaianaSystem transforma pipoca no Campo Grande em festa de manifestações políticas pic.twitter.com/Rinr0kC8Yd
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 14, 2026
Apesar da lotação da “pipoca”, a estrutura de segurança operou para garantir a fluidez do Navio Pirata até à Avenida Sete de Setembro. Confira momentos:
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Fotos: Ednei Cunha / Bahia Notícias
A secretária de Saúde da Bahia, Roberta Santana, comentou ao Bahia Notícias sobre as ações desenvolvidas pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) para o Carnaval de Salvador e também para festas no interior. Em declaração nesta quinta-feira (12), ela destacou os postos de prevenção e testagem de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) como uma estratégia que “deu certo”.
“Nós decidimos colocar a prevenção e a testagem de IST nos grandes eventos. Começou no Carnaval, já estendemos para o São João e é uma estratégia que deu certo. Primeiro, porque é um momento de prevenção. É um momento de brincar, de alegria, de confraternização, mas, sobretudo, de cuidar. De forma preventiva, a gente faz um trabalho de educação, não só com ativadores falando e distribuindo preservativos — mais de um milhão e meio serão distribuídos em parceria com o Ministério da Saúde —, mas também garantindo a testagem. É rápida, é segura, sigilosa, e a gente assegura todo o cuidado com o paciente que testar positivo, além da orientação adequada. Sífilis, HIV e hepatites virais são testados muito rapidamente dentro dos postos”, afirmou a secretária.
Roberta Santana também informou que, além de Salvador, a iniciativa será realizada em cidades do interior que promovem festas no período.
“Temos dois postos aqui, na Barra e em Ondina. Também estamos no interior do estado, porque há Carnaval em outras cidades, como Porto Seguro e Brumado”, disse.
Em Salvador para reforçar os laços do PSB no estado, em evento que acontece neste sábado (7), o prefeito do Recife, João Campos, reforçou a defesa a permanência de Geraldo Alckmin como vice na chapa do atual presidente Lula (PT) para a reeleição em 2026.
Ao ser questionado sobre as recentes sinalizações de que Alckmin poderia disputar o governo de São Paulo, Campos foi enfático na defesa pela permanência do vice-presidente na composição da chapa.
"Eu enxergo uma máxima que é comum ouvir no jargão popular e que vale para a política, em time que está ganhando não se mexe. O vice-presidente Alckmin faz um grande trabalho. A gente não precisa fazer um exercício de futurologia de como seria ele vice-presidente, porque ele é hoje e ele já demonstra a sua capacidade. Quando veio o tarifaço, quem foi para a linha de frente ao lado do presidente? Foi Alckmin quem conduziu esse diálogo. Em momentos desafiadores ele sempre está presente. Então o nosso partido defende a manutenção do vice-presidente Alckmin na chapa para esse ano."
Quanto a recente aproximação entre o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), provável adversária direta nas eleições estaduais, João Campos adotou um tom cauteloso.
"Temos uma relação de longa data com o PT, de muito respeito e parceria. O presidente Lula é um republicano nato e trata bem todos os governadores, independentemente de quem votaram", pontuou, minimizando qualquer impacto da relação institucional entre o governo federal e a gestão tucana em Pernambuco.
O gestor municipal de Recife também minimizou as críticas sobre a perda de força de Lula no Nordeste, atribuindo a resistência à "estridência" da oposição.
"Se formos para os fatos práticos e concretos, o presidente Lula é imbatível porque sabe trabalhar", afirmou.
O ex-ministro e ex-presidente do PT, José Dirceu (PT-SP), fez uma análise sobre o Partido dos Trabalhadores durante o evento que celebra os 46 anos da sigla realizado em Salvador neste sábado (7), no Trapiche Barnabé.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o ex-ministro falou sobre a trajetória do partido na política brasileira e pontuou a força dos eleitores na história do PT.
"Em 86, eu fui num programa, Cadeira do Barbeiro, no final ele me perguntou, em 86, 'Qual o seu maior sonho?', falei eleger o Lula presidente do Brasil. Realmente, mas esse sonho foi realizado por causa do povo, foi realizado pela classe trabalhadora, por aqueles que se aliaram conosco. Nós não fizemos isso sozinhos."
De olho nas eleições de 2026, Zé Dirceu elencou o principal desafio do PT para a corrida: conseguir fazer uma transformação no Congresso Nacional.
"O desafio é muito grande, mas a Bahia nos deu 4 milhões de votos. Espero reeleger o presidente Lula e mudar o Congresso Nacional. Tão importante quanto reeleger o presidente Lula é mudar o Congresso Nacional. Eu inclusive vou fazer uma campanha muito no foco de mudar o Congresso Nacional para ajudar o presidente Lula a fazer as reformas que o Brasil precisa. O Brasil precisa crescer 5% ao ano, precisa dobrar essa riqueza e distribuir ela melhor em 10 anos, precisa fazer uma revolução tecnológica, e principalmente o Brasil precisa distribuir renda. Eu acredito que não é fácil, é uma disputa, mas a tendência é o Lula ser reeleito."
O presidente nacional do PSB, João Campos, participa neste sábado (7) de um ato em Salvador que deve confirmar a migração de parte dos egressos do PP da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para a sigla. Participam do evento nomes como Niltinho, Antonio Henrique Jr., Eduardo Salles, Hassan Youssef, além de Vitor Bonfim (PV), que já está apalavrado para também migrar para o PSB.
Nos últimos meses, houve a especulação de que o deputado federal Mário Negromonte Jr. teria como destino o PSB. Todavia, ele não participa do evento, mostrando que a possibilidade de migração teria ficado reduzida. O partido atualmente possui somente a presidente estadual do PSB, Lídice da Mata, com cadeira na Câmara dos Deputados e almeja a ampliação dela. Negromonte Jr., então, seria uma barreira para atração de outras candidaturas, segundo leitura de políticos que acompanharam as conversas.
Na lista proporcional dos socialistas para a Câmara, além de Lídice, devem ser apresentados nomes como Vitor Bonfim, Danilo Henrique Jr. e o ex-comandante do Corpo de Bombeiros, Adson Marquezini. O ato com o prefeito de Recife tem ainda a participação de Elisângela Araújo, então filiada ao PT - no mesmo horário, os petistas celebram 46 anos com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva no Trapiche Barnabé.
Os demais nomes que estão presentes no ato com João Campos são figuras já filiadas ao PSB, como a deputada estadual Fabíola Mansur, o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, o ex-deputado federal Bebeto Galvão e o apresentador Uziel Bueno.
Após anunciar sua pré-candidatura à presidência, publicações sobre o candidato Aldo Rebelo, do Democracia Cristã, tem sido impulsionadas nas redes por grupos de extrema-direita.
Segundo reportagem da Agência Lupa, lideranças da Nova Resistência, movimento fundado em 2015 com teor extremista e nacionalista, fazem uma intensa campanha apoio à pré-candidatura de Rebelo, ex-ministro de Lula e Dilma antigo representante da esquerda.
O grupo, que não define oficialmente seu posicionamento político e se coloca como nacionalista e anticapitalista e foi paontado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras do Banco Central (Coaf) como “grupo extremista violento”.
Também circulam na internet montagens de Rebelo com outros líderes nacionalistas, segurando a bandeira do Brasil na época do império e lutando em batalhas.
O senador Angelo Coronel confirmou a saída do PSD em entrevista ao programa 'Frequência News', da Boa FM 96,1, transmitido neste sábado (31).
De acordo com o político, a movimentação dele e de outros nomes, como seus filhos Diego e Angelo Filho, João de Furão, Thiago Gileno, Luizinho Sobral, acontece após ele ter sido limado da chapa.
Na última sexta-feira (30), em entrevista ao BN, o senador chegou a comentar sobre as trativas para tentar dar um golpe e tomar o comando do partido, e afirmou que tudo não passava de uma “orquestração” contra ele e o senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar.
"Eu quero que fique bem claro isso para os baianos, eu saí do grupo porque não me deram a vaga que eu tenho direito. Eu fui defenestrado e eu não tenho sangue de barata. Se você não me quer, por que eu vou ficar do lado? Se você não me quer, praticamente não é uma expulsão. Automaticamente eu já fui destituído só faltando oficializar no Tribunal Regional Eleitoral."
A saída de Coronel do partido era tratada como algo muito difícil de acontecer até a noite da última sexta (30).
Toda situação envolvendo o senador acontece após a chegada de Caiado no PSD. Desde então, Coronel vem sendo acusado de estar agido nos bastidores contra Otto ao procurar Kassab para tentar mudar o posicionamento do PSD na Bahia, migrando o partido para a base de ACM Neto (União).
Em uma manobra repentina e criticada por moradores e ambientalistas da comunidade local, a Câmara de Vereadores de Palmeiras, na Chapada Diamantina, se prepara para votar nesta sexta-feira (19) um conjunto de Projetos de Lei (PL's) que prometem reformular a gestão ambiental e territorial do município.
O momento da votação — às vésperas do recesso natalino — e o teor das propostas acenderam o alerta de comunidades como a do Vale do Capão, que denunciam uma tentativa de concentrar poderes nas mãos do Executivo. Veja a composição das cadeiras da casa do poder legislativo:
PACOTE PARA DEZEMBRO
Os projetos, enviados em regime de urgência pelo prefeito Wilson Rocha (Avante), tratam de temas sensíveis que o Bahia Notícias (BN) vem acompanhando desde a exoneração do ex-secretário de Meio Ambiente, Thiago Ramos, ocorrida há quatro meses após denúncias de loteamentos irregulares.
Entre as principais propostas estão propostas como:
- Novo Código Ambiental (PL 1124/2025): Transforma a atual secretaria em Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável (SMDS), conferindo poder de polícia total para multar e embargar obras, além de permitir licenciamentos de baixo impacto sem aprovação prévia do conselho;
- Criação da SEGET (PL 1125/2025): Institui uma Secretaria Extraordinária de Gestão Territorial, vinculada diretamente ao Gabinete do Prefeito, para coordenar o Plano Diretor por 12 meses. Críticos veem na medida uma forma de o prefeito controlar o ordenamento do solo, área onde ele possui interesses privados através de sua imobiliária;
- Taxa de Turismo (PL 1123/2025): Cria uma cobrança para visitantes, com foco no Vale do Capão, cujos recursos serão geridos pela nova secretaria.
Outro ponto é na pauta da gestão financeira. Os PL's 1124/2025 e 1123/2025 vinculam a nova Taxa de Turismo e as multas ambientais ao Fundo Municipal de Meio Ambiente (FUMMAP). O texto estabelece que a SMDS pode executar gastos e deliberar sobre projetos que fiquem abaixo dos limites de dispensa de licitação (Lei 14.133/2021) sem aprovação prévia do COMMAP.
Dessa forma, a Prefeitura ganha autonomia para gerir unilateralmente 70% da arrecadação da Taxa de Turismo em ações menores, como publicidade e manutenção de trilhas, prestando contas ao Conselho apenas após o recurso já ter sido empenhado.
Considerando as denúncias de loteamentos irregulares que assombram ao prefeito desde agosto — quando o ex-secretário exonerado acusou ainda no MP-BA o prefeito de possuir interesses privados na área via sua imobiliária —, a criação da Secretaria Extraordinária de Gestão Territorial (SEGET - PL 1125/2025) é vista com suspeita pelos moradores.
A SEGET será um órgão temporário (12 meses), vinculado diretamente ao Gabinete do Prefeito. Todos os seus cargos estratégicos, como o de Coordenador de Urbanismo e o de Coordenador de Uso e Ocupação do Solo, são de livre nomeação e exoneração pelo gestor.
Isso garante ao gestor o controle político direto sobre a elaboração do Plano Diretor (PDDU) e a fiscalização do solo, áreas onde ele é acusado de conflito de interesses.
MORADORES EM ALERTA
Lideranças locais e o coletivo Campanha Ambiental do Vale do Capão criticam a pressa da Casa Legislativa, bem como o fato de que a casa não tem sido receptiva com os membros da sociedade civil. Pelas redes sociais, movimentos de moradores denunciaram a mobilização política. Confira aqui:
Um dos pontos mais polêmicos é a presidência do Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMMAP). Pelo novo texto, o órgão — que deve ser independente com participação da sociedade civil — passa a ser presidido pelo próprio Secretário de Desenvolvimento Sustentável, observado como um aliado do prefeito.
A atual composição do conselho é pensada justamente de modo paritário, com votos para presença de técnicos e membros da sociedade civil. Mesmo com o lançamento de edital, a eleição do conselho ainda precisa ser definida, e ele, na prática, atua para barrar manobras que podem ferir o meio ambiente da rica região da Chapada Diamantina.
Um dos projetos retira o poder do órgão, diminuindo sua capacidade de regulação ambiental. Sem necessidade de deliberar propostas de grande impacto, que não precisariam passar pelo conselho. Membros dentro da Secretaria de Meio Ambiente que preferiram ficar anônimos por temer represálias da gestão detalharam como, na prática, o poder de fiscalização das comunidades sobre a defesa da região está sendo enfraquecido.
Questionada pela equipe do BN, a assessoria da prefeitura alegou que a secretaria à frente dos projetos deve solicitar o retorno da pauta marcada para esta sexta-feira (19). Também foi procurado o presidente da Câmara de Vereadores, Geferson Guimarães (PSD), para comentar sobre a sessão marcada, mas até o momento não houve retorno.
Nem mesmo representantes da casa parecem concordar sobre a medida, em entrevista ao BN a vereadora eleita Hérika Costa (MDB) alega já estar articulando contra os projetos. "Eu sou contra, é uma imoralidade! Cá para nós, o presidente é aliado de colegas meus, [mas parece] um acordo para favorecer um grupo. Estão incomodados com o pessoal do Capão, com a mídia. Usou de má-fé, tem o ano todo e marca isso para agora? Uma imoralidade, eu vou falar na sessão", critica a política.
Membros da Câmara de Vereadores em sua mesa | Foto: Reprodução / TV Câmara de Palmeiras
Para o engenheiro ambiental Samuel Zófi, os projetos dão ferramentas para decisões rápidas e isoladas da prefeitura, reduzindo a transparência. "A decisão final sobre o que será regularizado pode ficar nas mãos de cargos de confiança do prefeito, sem o devido rigor técnico e participação popular", afirma.
Informações apuradas pelo BN nos bastidores da casa legislativa, confirmam que presidente da Câmara tem demonstrado desconforto com a pressão popular que tomou as redes sociais nos últimos dias. Moradores prometem se manifestar na sessão desta sexta-feira (19), defendendo que matérias de tamanha complexidade exigem audiências públicas em todas as unidades do município.
A crise política em Palmeiras escalou em agosto, quando o então secretário Thiago Ramos afirmou ao Ministério Público que todos os loteamentos do prefeito no Vale do Capão eram irregulares. Na época, um áudio vazado do vice-prefeito, Edinho do Cabloco, revelou o isolamento de quem tentava aplicar a fiscalização ambiental rigorosa.
Em resposta aos questionamentos da equipe BN, a assessoria da prefeitura alega que o secretário de meio-ambiente pediu o retorno da pauta para o executivo. O Bahia Notícias continuará acompanhando a sessão e os desdobramentos jurídicos junto ao Ministério Público da Bahia.
Ídolo do Vitória e um dos zagueiros mais marcantes do clube nas últimas décadas, Victor Ramos já projeta o futuro para quando pendurar as chuteiras — e ele passa longe dos gramados. Aos 36 anos, o defensor confirmou, em entrevista ao BN na Bola na última terça-feira (18), que pretende seguir carreira política, assumindo um sonho antigo inspirado diretamente pelo pai, Emanuel Rodrigues Ferreira, atual prefeito de Rodelas.
Contratado pela Juazeirense para disputar o Campeonato Baiano de 2026, Victor reconhece que está na reta final de sua trajetória como atleta.
"Logicamente estou muito mais pro final do que para o começo da carreira. Estou com 36 anos, caminhando para 37. E eu quero seguir na política. Quero ser futuramente, se Deus quiser, prefeito de Rodelas", afirmou.
O zagueiro destacou a longa experiência do pai na vida pública — já são 20 anos de atuação política — e não escondeu o desejo de seguir esse caminho. "Ele tem uma linda carreira política em Rodelas e, se Deus quiser, quero seguir os passos dele. É um sonho que tenho também."
A ligação de Victor com a cidade do Vale do São Francisco é antiga e afetiva. Sempre que pode, o jogador volta ao interior para visitar familiares e amigos. "Gosto muito do povo de Rodelas, é uma cidade que tenho no meu coração. Sempre que tenho uma folguinha vou lá", contou.
Ele relembrou ainda que participou ativamente das últimas campanhas do pai, chegando a se afastar momentaneamente do futebol para reforçar o trabalho eleitoral. "Eu gosto desse calor humano. Isso pra política é muito importante. Está no sangue."
A vocação política, segundo ele, não é novidade. Em 2015, enquanto defendia o Palmeiras, Victor já demonstrava interesse em seguir a carreira pública e descartava se tornar treinador de futebol, mencionando até os estereótipos que enfrentava.
“Eu sou muito comunicativo, falo com todo mundo como meu pai. Futebol é complicado, ser treinador não tenho muito perfil, ainda mais cheio de tatuagem (risos). Mas quero sair do futebol depois, penso em seguir a carreira de político no interior da Bahia como meu pai, ou em Salvador”, disse, à época.
O pai do zagueiro, Emanuel Rodrigues Ferreira, natural de Paulo Afonso, está atualmente em seu quarto mandato como prefeito de Rodelas. Foi eleito pela coligação PCdoB/PT pela primeira vez em 2008 e renovou o comando do município em 2012. Voltou ao cargo em 2020 e novamente em outubro de 2024. Emanuel também foi um dos fundadores do PT em Abaré e mantém forte presença política no Vale do São Francisco.
A relação de Victor com as campanhas do pai vem de longa data. Em 2012, ano em que ajudou o Vitória a conquistar o acesso à Série A, o zagueiro também participou da mobilização política em Rodelas.
TRAJETÓRIA DE VICTOR RAMOS NO VITÓRIA
Revelado nas categorias de base do rubro-negro baiano, Victor Ramos estreou no profissional em 2008 e se firmou como titular no ano seguinte. Após ser negociado com o futebol europeu, retornou ao clube em 2012 para uma das melhores fases da carreira: foi protagonista, marcou gols decisivos e voltou a criar forte identificação com a torcida.
Seu terceiro ciclo pelo Leão ocorreu em 2016, período marcado por boas atuações, mas também por polêmicas extracampo que ajudaram a moldar sua personalidade pública. O quarto retorno veio em 2019, quando assinou até o fim da temporada, mas pediu rescisão dois meses depois.
Com a despedida dos gramados cada vez mais próxima, Victor Ramos mira cada vez mais a arena política, onde ele diz aguardar e transformar a mesma intensidade que demonstrou em campo em trabalho para o povo de Rodelas. "O sangue que tive para ser jogador foi realizado. E isso, a política, vai se concretizar novamente. Futuramente pretendo seguir esse caminho", concluiu.
Uma pesquisa que questiona os brasileiros se o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria melhor ou pior do que o do antecessor, Jair Bolsonaro (PL), é mais um levantamento que revela a recuperação do líder petista nos últimos meses. A pesquisa que compara o governo atual com o anterior foi divulgada nesta semana pelo instituto PoderData.
Segundo o PoderData, tanto quem acha que o governo Lula é melhor do que o de Bolsonaro como aqueles que enxergam o contrário, que a administração atual é pior do que anterior, tiveram 38% de percentual entre os entrevistados. Para outros 22% os dois governos são iguais.
A diferença principal da pesquisa atual para o levantamento feito em julho está na mudança dos percentuais. Os que acreditam que o governo Lula é melhor do que o de Bolsonaro subiram de 33% em julho para 38% agora no final de setembro. Já os que enxergam o terceiro mandato do líder petista pior do que a gestão de Jair Bolsonaro tiveram redução de 40% na sondagem anterior para 38% na atual.
No pior momento do governo Lula, verificado no levantamento do PoderData feito em maio, apenas 30% dos entrevistados acham a administração atual melhor do que a anterior, enquanto 45% achavam que o mandato do petista era pior do que o conduzido por Bolsonaro. A diferença, há cerca de cinco meses, era de 15% contra Lula.
Esses últimos cinco meses mostraram, portanto, uma redução total dessa diferença de 15%, com o empate atual entre os que acham que Lula é melhor e os que vêm o petista pior do que Jair Bolsonaro.
As taxas mais altas entre os que acham o governo Lula melhor do que o de Bolsonaro aparecem em meio às mulheres (39%), aos mas jovens (55%), aos moradores do Nordeste (46%), a quem tem apenas o ensino fundamental (43%), e no grupo de pessoas que ganham de dois a cinco salários mínimos (42%).
Já os que afirmam que Lula tem um governo pior do que o de Bolsonaro estão principalmente entre os homens (41%), na população de 25 a 44 anos (46%), em meio aos moradores do Centro-Oeste (53%), a quem tem o ensino médio (46%) e para quem ganha mais de cinco salários mínimos (39%).
Os dados foram coletados pelo instituto PoderData de 27 a 29 de setembro de 2025, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 178 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.
O cenário de Conquista parece diferente a partir desta terça-feira (30), quando, em um vídeo, o presidente da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, Ivan Cordeiro (PL), aparece em um momento amistoso com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). O registro ocorre após rumores de aproximação de Cordeiro com o governo do estado.
Vale lembrar que o líder do legislativo havia descartado publicamente qualquer alinhamento com o governo petista em 2026. E chama atenção a posição do presidente da Câmara aliado ferrenho do ex-ministro João Roma (PL).
Uma liderança da cidade afirmou ao Bahia Notícias (BN) que o governador deve receber um 'título de cidadão Conquistense por volta do dia 10 de novembro'. Na gravação, ocorre após a exibição de um diálogo amistoso entre Cordeiro e o governador, sugerindo uma abertura política que o vereador havia negado.
"Que alegria receber aqui no gabinete esses vereadores, nós tratamos aqui de temas estratégicos importantes para o desenvolvimento de [Vitória da Conquista]. Quero garantir a vocês que a gente não vai abrir mão de poder continuar zelando com investimento na área de pavimentação, de água, de saúde, de segurança, foi a pauta que tratamos aqui", celebra o governador.
Confira:
??VÍDEO: Presidente da Câmara de Conquista aparece em diálogo amistoso com o governador Jerônimo Rodrigues
— BN Municípios (@BNMunicipios) September 30, 2025
????Saiba mais: https://t.co/QYFOYtGeRm
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RELAÇÕES PRÉ-ELEIÇÃO
O momento parece ter ocorrido por acaso, já que Cordeiro participava de uma reunião com a Secretaria de Relações Institucionais do Estado da Bahia (SERIN-BA), com a presença do secretário Adolpho Loyola e outras figuras de Conquista.
Nas últimas semanas, Cordeiro foi categórico ao afirmar que não estaria com o atual governo nas eleições de 2026, defendendo a construção de uma "terceira via" na Bahia.
A aproximação com Jerônimo Rodrigues chama atenção pelo fato de o grupo político da prefeita Sheila Lemos (União), do qual Ivan Cordeiro é aliado declarado ao nível municipal, ser parte da oposição estadual liderada por ACM Neto, cujo principal objetivo é derrotar o grupo do PT em 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma provocação bem-humorada ao deputado federal Zé Neto (PT) durante a cerimônia de anúncio de projetos do Novo PAC Seleções 2025, em Brasília, nesta quinta-feira (18), a fala gerou risos na plateia presente.
“Estou vendo ali Zé Neto, que já foi candidato cinco vezes [pela gestão do executivo de Feira de Santana] e não se elegeu ainda. Espero que quando completar 110 anos você seja eleito prefeito”, brinca o presidente.
A brincadeira direcionada ao aliado político, que tentou por cinco vezes se eleger prefeito de Feira de Santana e foi derrotado em todas as ocasiões pelo grupo do atual prefeito. A fala do presidente destacou a longa trajetória de Zé Neto nas disputas eleitorais.
Relembre as derrotas do político:
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2004: Zé Neto foi derrotado por José Ronaldo nesta eleição.
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2012: Nesta disputa, José Ronaldo novamente venceu Zé Neto.
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2016: O deputado do PT sofreu mais uma derrota para José Ronaldo.
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2024: Zé Neto perdeu pela quarta vez para José Ronaldo, com uma diferença de 12 mil votos.
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1996: Zé Neto foi derrotado parai Zé Falcão (antigo PPB, atual PP).
Veja em vídeo:
??Lula brinca com Zé Neto sobre tentativas de eleição em Feira de Santana
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) September 19, 2025
?? Confira: pic.twitter.com/iMRjWqR0wm
“Democracia não pode ser de acordo com a conveniência de alguns que tentam impor um pensamento único. Isso é totalitarismo. Não tem cabimento cercear o direito do outro de expressar suas preferências políticas”, alega o político.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não obteve um aumento de popularidade imediato após o embate com o ex-presidente americano Donald Trump.
De acordo com a pesquisa feita pelo Datafolha, a aprovação do petista permanece estável, com 29% dos entrevistados avaliando o governo como "ótimo ou bom" e 40% como "ruim ou péssimo".
O levantamento foi feito nos dias 29 e 30 de julho, período em que Trump impôs sobretaxas de até 50% em produtos brasileiros. Foram ouvidos 2.004 eleitores de 130 cidades no país, num levantamento com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.
Na última pesquisa feita pelo instituto, Lula tinha 28% de ótimo e bom dos eleitores e 40% de ruim e péssimo. Na nova pesquisa, o regular passou de 31% para 2% e 1% não deu a opinião.
Quando questionados acerca do trabalho de Lula como presidente, há estabilidade estática de números ante o resultado de junho: 50% o reprovam e 46% o aprovam.
A tática de Lula, de assumir um discurso nacionalista e do uso de símbolos ufanistas para rebater as críticas, apesar de ter sido elogiada, não fez com que os números se alteraram significativamente em relação ao levantamento anterior.
Os números desta mesma rodada do Datafolha mostraram que 45% dos entrevistados achavam que Bolsonaro era perseguido, sugeriam matizes à leitura.
Pela primeira vez desde novembro do ano passado, a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi maior do que a taxa de desaprovação. Em levantamento realizado pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgado nesta quinta-feira (31), a aprovação do governo alcançou a marca de 50,2%, enquanto a desaprovação desceu a 49,7%.
Na pesquisa divulgada em junho, a desaprovação do governo Lula estava em 51,8%, enquanto a aprovação estava em 47,3%. No pior momento do governo, verificado na pesquisa de maio deste ano, a diferença entre a desaprovação e a aprovação do governo chegou a 8,3%, número que foi pulverizado e se reverter agora para 0,5% em favor da aprovação.
A sondagem foi realizada entre os dias 25 e 28 de julho e entrevistou 7.334 brasileiros. Com uma margem de erro de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, e um nível de confiança de 95%, os resultados refletem uma mudança significativa no cenário político atual do país.
Um outro recorte da pesquisa revela que o índice dos que consideram o governo Lula ruim ou péssimo caiu para 48,2%, uma diminuição de 1,2 ponto percentual em relação ao levantamento anterior. Por outro lado, o número de pessoas que avaliam a administração como boa ou ótima aumentou para 46,6%, registrando uma alta de 3,2 pontos. Somente 5,1% dos entrevistados consideram a gestão regular.
Outro aspecto destacado pela pesquisa foi a melhoria na percepção pública sobre a imagem do presidente Lula. A avaliação positiva da imagem do presidente passou de 47% em junho para 51% em julho, enquanto a imagem negativa recuou de 53% para 48%.
Os deputados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovaram nesta terça-feira (15) a PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, de autoria do governo federal. A proposta recebeu 43 votos favoráveis, e 23 contrários.
Da bancada da Bahia, votaram a favor da proposta os deputados Capitão Alden (PL), José Rocha (União Brasil), Cláudio Cajado (PP), Paulo Magalhães (PSD), Felix Mendonça Jr. e Lídice da Mata (PSB). Nenhum deputado baiano votou contra a proposta.
Na votação desta terça, os deputados da CCJ aprovaram a admissibilidade da PEC da Segurança Pública. O mérito da matéria agora passará por análise de uma comissão especial, que será criada em agosto pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Caso seja aprovada na comissão especial, a PEC da Segurança Pública seguirá para o plenário, onde precisará ser aprovada em dois turnos de votação.
Na CCJ, a proposta foi relatada pelo deputado Mendonça Filho (União-PE), que fez duas alterações no texto original de autoria do governo federal. A primeira mudança feita por Mendonça foi a exclusão de um trecho que dava à União o poder exclusivo de legislar sobre segurança pública, defesa social e sistema penitenciário. A segunda mudança foi a retirada do termo “exclusiva” ao tratar da apuração de infrações penais pelas polícias federal e civis.
Na avaliação do relator da PEC, o texto da proposta, como foi enviado pelo governo ao Congresso Nacional, ameaçava o pacto federativo.
“A descentralização do poder, consolidada a partir da Constituição de 1988, representa uma inequívoca opção organizacional e, mais importante, um verdadeiro compromisso democrático”, afirmou.
Mendonça Filho disse que diante dessa ameaça, foi preciso mexer no trecho do projeto que conferia poder exclusivo à União para legislar sobre segurança pública.
“Ou a matéria é de competência privativa da União ou é de competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal. Não se pode ser as duas coisas ao mesmo tempo”, disse o parlamentar.
A deputada Lídice da Mata foi uma das parlamentares que defendeu a aprovação da PEC da Segurança, durante a discussão da matéria. A deputada baiana elogiou o trabalho do relator, e afirmou que o texto estava juridicamente correto.
"A matéria é constitucional, a matéria é juridicamente correta e está bem relatada e, mais do que isso, vai no sentido de fazer com que haja maior entrosamento entre os segmentos de polícia no Brasil, fazendo com que nós possamos ter os mesmos padrões de referência para crimes em todos os Estados. Isso é absolutamente positivo. Além do mais, trata-se de um ato de coragem do governo federal, do Ministério da Justiça, colocar essa matéria em discussão. Ele cumpre o seu dever. A Câmara, agora, que cumpra o seu", defendeu Lídice.
Durante uma discussão política nas redes sociais neste domingo (13), o senador e presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, criticou duramente o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Na ocasião, ele também atacou o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), aliado de Rui, dizendo: “Vai trabalhar, governador!”
Veja o tweet:
Governador @Jeronimoba13, peço desculpas se mandei o ministro Rui Costa trabalhar. Sei que isso é muito ofensivo para ele e para o senhor. Mas não é nada pessoal. Por mais que vocês não gostem, foram eleitos e nomeados para isso. Então, vai trabalhar governador! pic.twitter.com/jWP3c1Jmg3
— Ciro Nogueira (@ciro_nogueira) July 13, 2025
A troca de farpas começou após Rui Costa afirmar que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), estaria tentando agradar o ex-presidente Jair Bolsonaro ao comentar as tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Tarcísio culpou a diplomacia do governo Lula pela decisão americana, dizendo que o governo prioriza “ideologia acima da economia”. Rui respondeu pela rede X (antigo Twitter), lamentando a postura do governador paulista.
Lamento que o governador de São Paulo defenda uma tarifa de 50%, imposta pelo governo dos EUA, que, a partir de 1º de agosto, penalizará a indústria e a agroindústria paulista, em vez de defender a população do seu estado e do Brasil como nação. É curioso: liderar a maior…
— Rui Costa (@costa_rui) July 10, 2025
Aliado de Tarcísio e ex-ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira saiu em defesa do governador de São Paulo e rebateu Rui Costa. Segundo Ciro, a função do ministro agora deve ser tirar o país da “encrenca em que o radicalismo da diplomacia do PT o colocou” — e não discutir com governadores. Veja momento:
Ministro Rui Costa, sua função agora é tirar o Brasil da encrenca em que o radicalismo da diplomacia do PT enfiou o país e não ficar batendo boca com o governador de São Paulo. Vai trabalhar!
— Ciro Nogueira (@ciro_nogueira) July 10, 2025
O episódio escancara a crescente tensão entre o governo federal e a oposição, especialmente em temas ligados à política externa e seus reflexos na economia.
Entre os 11 vetos derrubados por deputados e senadores na sessão conjunta do Congresso Nacional, na última terça-feira (17), estava um que tratava das regras para o cálculo do Fundo Partidário, inserido na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025. Com a derrubada do veto, os partidos terão, até o final do ano, um reforço de R$ 164,8 milhões no orçamento da União destinado ao fundo.
Ao sancionar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para este ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula vetou o trecho que limitava o reajuste do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, conhecido como Fundo Partidário.
Ao derrubarem o veto, os parlamentares permitiram que volte a valer o que estava antes na LDO, que estabelecia que o valor do Fundo Partidário passaria a ser calculado com base no montante autorizado em 2016, corrigido pela inflação (IPCA) e acrescido de um ganho real, entre 0,6% e 2,5%, conforme as regras do novo Arcabouço Fiscal.
Antes da mudança promovida pelo Congresso na votação da LDO no final do ano passado, o fundo era reajustado apenas pela inflação acumulada desde 2016, o que limitava seu crescimento real. Com a derrubada do veto agora nesta semana, o valor passará a ter aumento real, acompanhando o crescimento da arrecadação federal, como já ocorre com outras despesas primárias do governo.
Defensores da derrubada do veto presidencial argumentaram que era necessário corrigir uma distorção na atualização dos valores do fundo, ainda baseada em uma regra de transição já superada com a adoção do novo arcabouço fiscal.
A vinculação do reajuste à nova regra fiscal, que permite ganho real além da inflação, alinha o Fundo Partidário ao tratamento dado a outras despesas obrigatórias da União. Parlamentares sustentaram que os partidos também têm direito a uma recomposição real de seus recursos.
Com a decisão, o valor total destinado aos partidos para este ano sobe de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,368 bilhão. Os principais beneficiados com a mudança são o PL, que terá um
acréscimo de R$ 23,8 milhões em relação ao recebido no ano passado, e o PT, com um aumento de R$ 18,8 milhões.
Veja abaixo quanto os principais partidos vão receber em fundo partidário em 2025 com o novo cálculo após a derrubada do veto, de acordo com estudos da Consultoria de Orçamento do Congresso:
PL - 194,1 milhões
PT - 153,2 milhões
União Brasil - 122,3 milhões
PP - 103 milhões
Republicanos - 93,8 milhões
PSD - 91,1 milhões
MDB - 90,7 milhões
Podemos - 57,9 milhões
PSB - 53,8 milhões
Psol - 51,6 milhões
PDT - 49,3 mihões
PRD - 35,2 milhões
Solidariedade - 33,4 milhões
PSDB - 30 milhões
Avante - 29,9 milhões
PCdoB - 20,2 milhões
Cidadania - 17,5 milhões
Rede - 13,4 milhões
PV - 13,3 milhões
A regra de distribuição do fundo segue critérios definidos em lei. Cerca de 95% do montante é repartido proporcionalmente ao desempenho dos partidos na eleição mais recente para a Câmara dos Deputados, com base no total de votos válidos recebidos pelas legendas. Os 5% restantes são divididos igualmente entre todas as siglas com registro regular no TSE.
Por 201 votos favoráveis e apenas dois contrários, os membros do Diretório Nacional do PSDB decidiram nesta quinta-feira (5) aprovaram a incorporação do partido pelo Podemos. A decisão foi tomada durante a 17ª Convenção Nacional do PSDB, em Brasília.
Apesar de ser chamada publicamente de fusão pelo presidente do PSDB, Marconi Perillo, na verdade o partido será incorporado pelo Podemos, e haverá a troca do nome para PSDB+Podemos. Um novo nome será decidido futuramente após consulta aos filiados e realização de pesquisas.
Na Convenção desta quinta, os membros do Diretório tucano também delegaram poder à Executiva Nacional para adotar as medidas necessárias para a execução da incorporação, assim como para acertar com os dirigentes do Podemos um texto comum do programa e do Estatuto do PSDB+Podemos. A Convenção aconteceu no modo híbrido, com a maioria dos membros do partido acompanhando a reunião via internet.
A presidente nacional do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), a princípio deve continuar no comando do partido agora com a incorporação do PSDB. Dirigentes do PSDB, entretanto, desejam acertar com a deputada paulista um sistema de rodízio, com cada grupo assumindo a presidência após um período de seis meses.
A deputada Renata Abreu não esteve presente no encontro do PSDB nesta quinta. A presidente do Podemos já se manifestou anteriormente em suas redes sobre a incorporação, afirmando que a fusão representa uma união de propósitos e valores para colocar o interesse público acima de disputas ideológicas e extremismos.
“Essa sinalização fortalece o caminho que já vínhamos construindo, pautado pelo diálogo, respeito mútuo e pela busca de uma alternativa sólida para o Brasil - uma alternativa que una forças comprometidas com o centro democrático, a estabilidade institucional e o desenvolvimento sustentável do país”, disse Renata Abreu.
Em uma semana esvaziada por conta da realização do 11º Fórum Parlamentar dos Brics, a Convenção Nacional do PSDB contou com poucas pessoas presentes na sede do partido em Brasília. O deputado federal Adolfo Viana, líder do PSDB na Câmara, esteve presente no encontro.
Após a decisão do Diretório Nacional, o presidente do PSDB, o ex-governador de Goiás Marconi Perillo, fez críticas à polarização política e apresentou o novo partido como uma alternativa de centro.
Já o deputado mineiro Aécio Neves, presidente nacional do PSDB entre 2013 e 2017, reconheceu que o partido perdeu espaço na política nacional, principalmente pelo que chamou de decisões equivocadas tomadas pela legenda.
“Tomamos decisões equivocadas e pagamos um preço alto por elas. Mas não perdemos o sentimento de que é possível ter no Brasil um partido programático, que foi motivador da fundação do PSDB”, disse Aécio Neves, que negou que o propósito da incorporação seja o de temer o não cumprimento da cláusula de barreira.
A ideia agora dos dois partidos é a de dar entrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no mês de julho, para receber o aval da Corte até setembro ou outubro. Após isso, os dirigentes querem negociar também uma federação com outros partidos, como o Solidariedade.
Com a incorporação do PSDB pelo Podemos, o partido que se chamará PSDB+Podemos contará com uma bancada de 28 deputados, com aumento expressivo do fundo eleitoral. O PSDB+Podemos também terá sete senadores, se tornando a quinta maior bancada, junto com PP e União Brasil.
Gilberto Gil terá carreira política retratada em novo documentário com lançamento previsto para 2026
O cantor Gilberto Gil terá outra área da vida pública explorada em um documentário. O artista, que já teve um material lançado pela Prime Video sobre a vida nos palcos ao lado da família com o 'Família Gil: Em casa com os Gil' e o 'Viajando com os Gil', terá a carreira política retratada em um documentário.
De acordo com a coluna Painel, do jornal 'Folha de S.Paulo', a atuação política do artista, que foi vereador em Salvador entre 1989 e 1992, e ministro da Cultura de 2003 a 2008 no primeiro mandato do presidente Lula, será relatada em um documentário com previsão de lançamento em 2026.
O longa, dirigido por Diógenes Muniz, com produção da Vitrine Filmes e Boulevard Filmes, e coprodução da Gegê Produções, de Gil e sua mulher, Flora, teve as filmagens concluídas.
No filme, Gil, relembra momentos de sua vida como gestor público e pensador e cita episódios como uma apresentação clandestina durante a ditadura militar e, 30 anos depois, um show na sede da ONU, ao lado do então secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
O documentário também acompanha Gil em visita a locais emblemáticos de sua trajetória, como o anfiteatro da Escola Politécnica da USP, onde fez um show durante o período da ditadura.
De acordo com a publicação, a produção de Muniz também irá mostrar arquivos inéditos da história do artista.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.