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Artigos

Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres

Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres
O candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, afirmou que a legenda tem ampliado a participação feminina nas disputas majoritárias, mas é necessário que "as mulheres decidam" disputar um lugar na majoritária. A declaração ocorreu durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias, com Fernando Duarte. Para ele, a escolha precisa partir das próprias integrantes do partido.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

politica

Lula é citado por 38% e Flávio Bolsonaro por 31% em pesquisa sobre crise no STF, aponta pesquisa Datafolha
Fotos: Ronne Oliveira / Mauricio Leiro / Bahia Notícias | ACSPA

Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (18), indica a percepção do eleitorado sobre os reflexos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) nas campanhas políticas. Segundo o levantamento, 38% dos entrevistados avaliam que o atual momento da Suprema Corte prejudica o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 31% apontam prejuízo ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

 

A opção de que a crise não prejudica nenhum dos candidatos foi citada por 25% dos eleitores, e 5% consideram que todos são afetados. Não souberam responder 14% dos ouvintes. Da mesma pesquisa, a esquerda é mais citada do que a direita em questão de espectro ideológico. O presidente Lula tem se descolar do caso, mesmo elogiando Moraes. 

 

Entre os demais pré-candidatos citados na pesquisa, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) registraram 2% cada. O escritor Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) pontuaram 1% cada. Os pré-candidatos Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) não atingiram 1% das citações.

 

A crise no STF intensificou-se nas últimas semanas em decorrência dos desdobramentos do Caso Master e do levantamento de sigilo, ordenado pelo ministro André Mendonça, de um relatório da Polícia Federal que inclui mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes.

 

Ainda na última terça-feira (15), a sessão da Suprema Corte sobre o tema foi encerrada sem decisão, após pedido de vista do ministro Flávio Dino, que dispõe de prazo de até 90 dias para devolver o processo. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

 

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.

Gilmar Mendes decide que reajuste do Bolsa Família não viola legislação eleitoral
Foto: Antônio Augusto / STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18) que o decreto presidencial que reajusta os valores do programa Bolsa Família não viola as regras eleitorais. A decisão atende a uma solicitação encaminhada pela Advocacia-Geral da União (AGU) para reconhecer a constitucionalidade da medida.

 

Na decisão, o magistrado pontuou que o reajuste de 15,04% reflete a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Segundo o relator, a medida representa recomposição monetária e não configura aumento real, criação de novo benefício, expansão de público-alvo ou alteração de critérios de elegibilidade.

 

Com a atualização, o piso do benefício passa de R$ 600 para R$ 691. Os novos valores passam a vigorar em outubro, com início dos pagamentos previsto para o dia 19 do mesmo mês. De acordo com estimativas do Ministério do Planejamento, o impacto orçamentário do reajuste é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de quase R$ 23 bilhões em 2027.

 

O pedido da AGU ocorreu no âmbito de uma ação sob relatoria de Gilmar Mendes que determinou, em 2022, a implementação progressiva da renda básica de cidadania. Em junho de 2024, o relator já havia reconhecido o Bolsa Família como etapa dessa política pública, submetendo o programa a atualizações periódicas de no máximo 24 meses, conforme prevê a Lei nº 14.601/2023.

 

Um dia antes da edição do decreto, a Defensoria Pública da União também havia acionado o STF cobrando manifestação do governo sobre a atualização dos valores. O documento foi relevado pelo portal G1. 

Flávio Bolsonaro afirma que manterá reajuste do Bolsa Família se vencer eleição
Foto: Reprodução / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou que pretende manter o reajuste de 15,04% no programa Bolsa Família caso vença a eleição presidencial. Isso vem após o presidente Lula da Silva (PT) realizar um aumento no programa elevando o valor para R$ 600. O assunto é tema de disputa nas campanhas em período eleitoral. 

 

A afirmação foi concedida à Revista Oeste. Isso ocorreu logo após o parlamentar ter criticado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo aumento anunciado a poucos dias do primeiro turno das eleições, momento em que chegou a definir a quantia do reajuste como "merreca".

VÍDEO: Bruno Reis minimiza pedido da PF contra ACM Neto e atribui repercussão a adversários políticos
Fotos: Arianne Marins / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), minimizou nesta sexta-feira (18) o pedido da Polícia Federal para realizar buscas e apreensões contra o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União), no âmbito da Operação Overclean.

 

Ao comentar o caso durante evento na capital baiana, o gestor declarou que adversários políticos estariam utilizando a repercussão do episódio para tentar prejudicar a candidatura de ACM Neto. O prefeito, aliado do candidato, questionou a divulgação da medida perto do período eleitoral e afirmou que se trata de uma tentativa de criar distração diante de outras controvérsias políticas.

 

Confira: 

 

A declaração ocorre após ser tornado público que a Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a execução de buscas contra o ex-prefeito na 10ª fase da operação. Embora a Procuradoria-Geral da República (PGR) tenha emitido parecer favorável, o relator do caso, ministro Kassio Nunes Marques, negou o pedido sob a justificativa de ausência de elementos suficientes para autorizar a medida.

 

A investigação apura suspeitas de irregularidades em contratos da área de Educação na Prefeitura de Belo Horizonte efetuados entre 2024 e 2025. A Polícia Federal analisa a hipótese de que ACM Neto teria indicado o ex-secretário de Educação Bruno Barral para beneficiar empresários em processos licitatórios, suspeita rejeitada pelo candidato.

 

Na quinta-feira (17), ACM Neto afirmou que a divulgação do pedido visa interferir no processo eleitoral baiano e reitera não possuir qualquer vínculo com os fatos sob apuração.

Após 130 anos, Elevador Lacerda pode ter alteração de nome e se chamar Elevador Makota Valdina; entenda
Foto: Divulgação/Semob

A vereadora Eliete Paragiassu apresentou um projeto de lei na Câmara Municipal de Salvador (CMS) que altera o nome do Elevador Lacerda para Elevador Makota Valdina.

 

O projeto foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final e está aguardando a escolha de um relator.

 

A educadora Valdina de Oliveira Pinto, mais conhecida como Makota Valdina, foi uma das principais ativistas contra o racismo e a intolerância religiosa no Brasil. O nome "Makota" vem da função que exercia como conselheira da mãe de santo, no terreiro de candomblé Tanuri Junsara.

 

Professora da rede municipal de Salvador, fez parte do Conselho Estadual de Cultura da Bahia, onde sempre defendeu a preservação das culturas de matriz africana. Por seu trabalho, recebeu diversas homenagens, como o "Prêmio Clementina de Jesus", da União de Negros pela Igualdade, o "Troféu Ujaama", do grupo cultural Olodum, e a condecoração como "mestra popular do saber", pela Fundação Gregório de Mattos.

 

Em 2013, Makota Valdina publicou o livro de memórias "Meu Caminhar, Meu Viver." A educadora morreu em março de 2019, após uma parada cardíaca, aos 65 anos.

 

O elevador passou a ter o nome de Lacerda em 1896, 23 anos após sua inauguração, por indicação do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), em homenagem ao seu idealizador, o engenheiro Antônio de Lacerda.

 

Antes disso, ele havia sido inaugurado em 1873 e era chamado oficialmente de Elevador Hydraulico da Conceição da Praia, conhecido também como Elevador do Parafuso.

TSE confirma decisão que absolveu candidatos a prefeito e vice de Niterói
Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sessão desta quinta-feira (17), confirmou, por unanimidade, decisão do Tribunal Regional do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e negou recurso à decisão que absolveu Carlos Jordy (PL), deputado federal e segundo colocado ao cargo de prefeito de Niterói (RJ), e Alexandra Souza, candidata a vice, por suposto abuso dos meios de comunicação nas Eleições Municipais de 2024.? 

 

Na ação, o prefeito eleito Rodrigo Neves pediu a inelegibilidade de Carlos Jordy por oito anos e a condenação do jornal?O Fluminense pela suposta prática de abuso de poder e de uso indevido dos meios de comunicação. A alegação é de que, em agosto e setembro de 2024, o jornal publicou diversas reportagens favoráveis ao candidato Carlos Jordy e matérias com conteúdo negativo sobre o seu concorrente, Rodrigo Neves, as quais foram divulgadas nas redes sociais do candidato. 

 

O TRE-RJ reconheceu o uso indevido dos meios de comunicação social, mas tornou inelegível apenas Lindomar Alves Lima, proprietário do jornal, diante da ausência de gravidade suficiente para beneficiar os candidatos e comprometer a normalidade e a legitimidade do pleito.? 

 

Na sessão virtual de 14 a 20 de agosto, o julgamento foi iniciado, e o relator, ministro Villas Bôas?Cueva, negou provimento ao recurso e foi acompanhado pelos ministros Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha, André Mendonça, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Na sequência, o processo foi retirado da sessão virtual em razão de pedido de destaque formulado pelo ministro Antonio Carlos Ferreira, mas, nesta quinta-feira (17/9), ele seguiu o relator. 

 

O ministro Ricardo Villas Bôas?Cueva não aceitou o recurso e considerou que inexiste omissão ou fundamentação deficiente do TRE-RJ, pois há notória ausência de interesse recursal, e a Corte Regional se manifestou de modo claro: “Esta Corte entende que a sanção de inelegibilidade deve estar amparada em elementos de prova robustos, não sendo viável firmar decreto condenatório com base em meras presunções acerca do encadeamento dos fatos”, ressaltou. 

Justiça Eleitoral rejeita cerca de 1,2 mil registros de candidatura
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Justiça Eleitoral já indeferiu cerca de 1,2 mil registros de candidaturas às eleições gerais de outubro. Segundo o tribunal, cerca de 99% dos pedidos de registro de candidatura já foram analisados pela Justiça Eleitoral em todo o país. Ao todo, foram apresentados 20,9 mil pedidos.

 

De acordo com dados do sistema de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 335 registros indeferidos definitivamente e 869 que ainda podem ser contestados por meio de recursos às instâncias superiores. As informações são da Agência Brasil. 

 

O levantamento do TSE mostra que o descumprimento de requisitos formais previstos na legislação eleitoral é o principal motivo dos indeferimentos. Na sequência, aparecem a falta de condições de elegibilidade, ilegalidades na convenção partidária e a ausência de incompatibilização com o cargo público.

 

O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro. Serão eleitos deputados federais, deputados estaduais e distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

 

O segundo turno está marcado para o dia 25 e poderá ocorrer nas disputa para os cargos de governador e presidente. A segunda votação será realizada caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, excluídos os votos em branco e os nulos.

Trump pediu que Brasil permitisse 'dissidentes políticos' a concorrer em 2026
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo de Donald Trump exigiu, em um documento enviado ao Itamaraty, que o Brasil permitisse que "dissidentes políticos" concorressem às eleições de 2026.

 

A informação foi confirmada à TV Globo por fontes do Itamaraty nesta quinta-feira (17), após o jornal "O Estado de São Paulo" revelar o pedido.

 

Fontes da diplomacia brasileira afirmaram que a proposta foi apresentada pelos EUA durante a negociação do tarifaço que os EUA anunciaram ao Brasil, no ano passado.

 

As fontes não disseram se Washington especificou quais seriam os "dissidentes políticos" em questão — no ano passado, no entanto, Donald Trump acusou o Brasil de "caça às bruxas" e mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em carta enviada a Lula.

 

As fontes afirmaram que o Brasil rejeitou a proposta porque o texto continha "absurdos". Por isso, o pedido não chegou nem sequer a integrar os pontos do diálogo que as diplomacias dos dois países vêm travando, disseram ainda integrantes do Itamaraty.

 

A proposta também circulou apenas entre membros do nível técnico das diplomacias e não chegou a autoridades de alto nível, como o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ou mesmo os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva.

 

O governo dos Estados Unidos ainda não havia se manifestado sobre a informação até a última atualização desta reportagem.

 

CAÇA ÀS BRUXAS

No ano passado, ao anunciar que subiria tarifas aplicadas a produtos brasileiros, o presidente dos EUA, Donald Trump, enviou uma carta a Lula justificando a decisão.

 

Como argumento, o republicano afirmou, sem provas, que sua decisão de aumentar a taxa sobre o país também foi tomada "devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres..". No documento, Trump citou ainda o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse ser "uma vergonha internacional" o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

"A forma como o Brasil tem tratado o ex-Presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!", escreveu Trump na ocasião.
 

VÍDEO: Lula diz que Mendonça usava cargo para "fazer política" e defende divulgação de dados do celular de Vorcaro
Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (17) que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), estaria utilizando o cargo para “fazer política”. A declaração ocorreu durante entrevista à rádio Itatiaia. Segundo Lula, Mendonça teria feito uma “denúncia seletiva” ao divulgar informações do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

 

O presidente defendeu que os dados sejam disponibilizados aos demais ministros para que os fatos sejam esclarecidos. “E agora que o telefone [de Daniel Vorcaro], que estava com o André Mendonça, que estava utilizando o cargo dele para fazer política, está provado que estava fazendo política, fazendo denúncia seletiva, divulgando o que interessava para ele”, afirmou.

 

Lula também defendeu que as apurações envolvendo Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes sejam analisadas conjuntamente pelo STF. “Se quiser fazer justiça na votação, tem que colocar todo mundo no mesmo dia. Vamos saber se telefonema é verdade, se [Luiz] Fux está envolvido, se [André] Mendonça está envolvido, se o presidente do TSE está envolvido. O que não pode é julgar uma pessoa antes das eleições e o restante depois”, declarou.

 

Na segunda-feira (14), a Polícia Federal informou ter entregue aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes cópias dos dados extraídos do celular de Vorcaro. O aparelho foi apreendido durante a Operação Compliance Zero e reúne mensagens citadas pela PF em relatório utilizado por Mendonça para pedir investigação contra Moraes.

 

Mendonça se manifestou nesta quinta e afirmou que não tem “nada a temer”. O ministro negou irregularidades e disse não ter atuado por motivação política. Lula, por outro lado, afirmou que o STF deve manter o respeito e a transparência na condução das investigações. 

 

ASSISTA:

Eleições 2026: Quem são os candidatos ao Senado pela Bahia?
Fotos: Divulgação

Nas eleições de 2026, os eleitores baianos irão escolher dois senadores para representar o estado no Senado Federal. A disputa reúne candidatos de diferentes partidos e trajetórias políticas e profissionais.

 

A seguir, o Bahia Notícias apresenta quem são os candidatos ao Senado pela Bahia em 2026, com informações sobre idade, cidade de nascimento, profissão, trajetória política e participação em eleições anteriores.

 

Angelo Coronel (Republicanos)

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 

O senador Angelo Coronel (Republicanos) é candidato à reeleição ao Senado Federal pela Bahia nas eleições de 2026. Engenheiro civil e empresário de 68 anos, iniciou sua trajetória na vida pública em 1989 como prefeito de sua cidade natal, Coração de Maria (BA). Coronel construiu uma longa carreira no Legislativo baiano, onde atuou como deputado estadual por mais de duas décadas e chegou a presidir a Assembleia Legislativa (2017-2019). Eleito para o Senado pela primeira vez em 2018 pelo PSD, ele busca agora um novo mandato, desta vez filiado ao partido Republicanos, e diferente de 2018, concorre em oposição ao PT.

 

Carlos Sodré (MOBILIZA) 

Foto: Divulgação

 

Carlos Eduardo Sodré (Mobiliza) é advogado e procurador federal aposentado, o candidato de 80 anos é natural de Itapé, no sul do estado, cidade onde concorreu ao cargo de prefeito nas eleições de 2012 mas não conseguiu se eleger. Com uma trajetória ligada ao meio jurídico e institucional, Sodré também já atuou como cônsul da Costa do Marfim na Bahia.

 

Gregório Gould (Unidade Popular)

Foto: Divulgação / Unidade Popular

 

Gregório Gould (UP) tem 40 anos e é natural do Rio de Janeiro, ele iniciou sua militância política no movimento estudantil, período em que presidiu a Associação Estadual dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (AERJ) e foi vice-presidente nacional da UBES. Um dos fundadores do partido Unidade Popular, Gould construiu sua trajetória atrelada diretamente a movimentos sociais: na Bahia, coordenou as ocupações urbanas Luisa Mahin e Carlos Marighella pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), na região da Praça Castro Alves, em Salvador, e atualmente concentra sua atuação no movimento sindical, trabalhando junto aos operários do Polo Petroquímico de Camaçari por meio do Movimento Luta de Classes (MLC).

 

Jaques Wagner (PT)

Foto: Ton Molina/Agência Senado

 

Jaques Wagner (PT) é uma figura histórica da política baiana e nacional. Carioca radicado na Bahia iniciou sua trajetória na vida pública nos anos 1980 como técnico de manutenção no Polo Petroquímico de Camaçari, onde destacou-se como líder sindical (pelo Sindiquímica) e participou ativamente da fundação do PT e da CUT na Bahia. Foi deputado federal, ministro de Estado (Trabalho, Defesa e Casa Civil) e governou a Bahia por dois mandatos (2007-2014), período que marcou o início da hegemonia do PT no governo estadual. Eleito senador em 2018, Wagner ocupou a liderança do governo no Senado até junho de 2026, quando se afastou do cargo para se dedicar à sua defesa após ser alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, no escândalo envolvendo o Banco Master.

 

João Roma (PL)

Foto: Reprodução

 

João Inácio Ribeiro Roma Neto (PL) é candidato ao Senado Federal pela Bahia nas eleições de 2026. Nascido no Recife e radicado na Bahia, construiu sua trajetória política inicialmente na Câmara dos Deputados, sendo eleito em 2018, mas ganhou maior projeção nacional ao assumir o Ministério da Cidadania durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). Como presidente do diretório estadual do Partido Liberal, consolidou-se como a principal liderança da direita conservadora no estado. Após disputar o governo baiano em 2022 e não ser eleito, o também produtor agropecuário foca agora em retornar ao Legislativo, apresentando-se como o nome do bolsonarismo na disputa por uma das duas vagas ao Senado.

 

Marcelo Carvalho (REDE)

Foto: Divulgação

 

Marcelo Carvalho Lavigne (Rede) tem 45 anos, é professor de Filosofia, nascido em João Pinheiro (MG) e radicado no estado, construiu sua base política no movimento sindical. Ele preside, atualmente licenciado, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) na Bahia, além de atuar como dirigente estadual da Rede Sustentabilidade. Com trajetória em eleições proporcionais na capital, disputou a Câmara Municipal de Salvador em 2020, quando não foi eleito, e em 2024, ano em que obteve a suplência —, ele concorre pela primeira vez a um cargo majoritário pela Federação PSOL-Rede, apresentando uma candidatura focada nos movimentos sociais e no fortalecimento de um polo progressista alternativo na política baiana.

 

Marcelo Millet (PCO)

Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Natural de Salvador, Marcelo Millet tem 40 anos, ele atua como motorista de aplicativo e acumula experiência em disputas majoritárias recentes pelo Partido da Causa Operária: em 2020, foi candidato a vice-prefeito da capital baiana na chapa de Rodrigo Pereira, e em 2022, concorreu ao governo do estado, não sendo eleito em ambas as tentativas. Possui um histórico de militância ligado às bases operárias e participação em mobilizações de rua como as campanhas contra a prisão do presidente Lula e o movimento "Fora Bolsonaro".

 

Marcelo Santana (DC)

Foto: Divulgação

 

Marcelino José Guimarães Santana, que adota o nome de urna Marcelo Santana (DC), é advogado e natural de Salvador, ele possui um extenso histórico de participações em disputas proporcionais ao longo das últimas duas décadas. No âmbito municipal, concentrou suas campanhas na cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, onde concorreu ao cargo de vereador em 2004 (não eleito), alcançando a suplência nos pleitos de 2008, 2012 e 2016, além de retornar à disputa local em 2020 e 2024. Já em nível nacional, tentou uma vaga de deputado federal em 2006 (média), em 2018 (pelo próprio DC) e em 2022 (à época filiado ao PTB). Após essas sucessivas candidaturas legislativas, ele retorna ao Democracia Cristã neste ano para tentar pela primeira vez um cargo majoritário.

 

Professora Delliana (PSOL)

Foto: Bruno Hierro 

 

Delliana Ricelli Ribeiro da Silva, que adota o nome de urna Professora Delliana (PSOL), é Natural de Ubaitaba, no sul do estado, e radicada há cerca de duas décadas em Itabuna, a candidata de 43 anos é professora de ensino médio e construiu sua trajetória na militância ligada à educação e às pautas sociais. Representando a Federação PSOL-Rede na corrida majoritária, ela é a única mulher a disputar uma das duas vagas baianas ao Senado neste pleito. Com uma campanha focada na defesa dos serviços públicos, das minorias e dos direitos da classe trabalhadora.

 

Rui Costa (PT)

Foto: Reprodução

 

Rui Costa (PT) é economista de 63 anos e natural de Salvador, iniciou sua trajetória na vida pública nos anos 1980 como liderança no movimento sindical do Polo Petroquímico de Camaçari — atuando na direção do Sindiquímica — e como um dos fundadores do PT no estado. No Legislativo, foi vereador da capital baiana (2005-2007) e deputado federal eleito em 2010, conciliando a atuação parlamentar com o comando de secretarias estaduais de Governo e das Relações Institucionais nas gestões Jaques Wagner. Sua projeção política consolidou-se ao governar a Bahia por dois mandatos consecutivos (2015-2022). Em 2023, assumiu o Ministério da Casa Civil no governo do presidente Lula e retorna agora às urnas locais como um dos candidatos da coligação governista na disputa por uma das vagas ao Senado.

 

QUANDO SERÁ A ELEIÇÃO AO SENADO
O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado no dia 4 de outubro. Na Bahia, os eleitores irão escolher dois representantes para o Senado Federal, além dos candidatos aos demais cargos em disputa.

ACM Neto promete dar papel de destaque a lideranças do interior em seu governo
Foto: Divulgação

O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta quarta-feira (16) que pretende ampliar a presença de lideranças do interior na administração estadual caso seja eleito. Ele também apresentou propostas para a agricultura e defendeu mudanças na estrutura de assistência aos pequenos produtores.

 

Ao falar sobre o candidato a vice-governador Zé Cocá (PP), prefeito de Jequié, Neto afirmou que ele terá participação efetiva na gestão e não exercerá apenas funções protocolares. “Zé Cocá vai ter um papel decisivo no meu governo, vai ter um papel de destaque. Não vai ser um vice decorativo. Zé Cocá vai trabalhar na minha equipe e vai ter relevância para a Bahia, até porque eu quero gente do interior me ajudando a comandar o Estado”, declarou durante sabatina na Rádio Sociedade.

 

Neto disse ainda que o objetivo é contar com nomes capazes de considerar as particularidades dos 417 municípios baianos. “Quero fazer um governo com lideranças importantes do interior presentes, claro, do ponto de vista técnico, da qualificação profissional, mas que tenham esse olhar de toda a Bahia, que enxerguem cada um dos 417 municípios do nosso estado e, sobretudo, que tenham o conhecimento do interior, porque o interior tem que ser uma prioridade das ações do próximo governo”, afirmou.

 

Na área agrícola, o candidato disse que pretende fortalecer a Secretaria da Agricultura e ampliar a assistência técnica destinada aos pequenos produtores. Ele também criticou o modelo adotado após a extinção da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA). “Vamos redesenhar e fortalecer a Secretaria de Agricultura, não haverá ocupação política da Secretaria de Agricultura e a prioridade nossa vai ser organizar o órgão que vai cuidar do apoio técnico ao pequeno produtor. Vamos voltar a fazer política de extensão rural na Bahia”, declarou.

 

Entre as ações mencionadas estão a retomada de programas voltados ao semiárido, como o Cabra Forte, e medidas para ampliar a oferta de água para consumo humano e produção rural. O candidato afirmou ainda que a agricultura familiar e os moradores da zona rural estarão entre as prioridades das políticas para o setor.

VÍDEO: 'Eu não era presidente quando Moraes foi indicado para o STF’, diz Lula ao responder críticas de Flávio Bolsonaro
Fotos: Podcast DL Show / Antonio Cruz / Agência Brasil

Em meio aos desdobramentos da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (16), que não teve participação na indicação do ministro Alexandre de Moraes para a Corte. A declaração foi dada durante entrevista ao podcast DL Show.

 

As falas ocorreram um dia após uma sessão marcada por discussões entre ministros do STF e em meio à repercussão da campanha eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem associado Lula a Moraes ao criticar a atuação do magistrado. O candidato Bolsonaro é investigado na corte e a crise pode favorecer sua campanha durante a disputa eleitoral. 

 

"Ontem meu adversário gravou vídeo falando de Alexandre de Moraes. Essa apuração da Suprema Corte vai descobrir o que aconteceu no banco Master. Eles montaram a quadrilha do INSS e nós tivemos que desmontar. Eu não era presidente quando Moraes foi indicado [...]. Ele era senador, deve ter votado, portanto ele é culpado", rebate o presidente. 

 

Vale contextualizar que Flávio Bolsonaro foi eleito senador pelo PSL apenas em 2018. Quando Alexandre de Moraes foi sabatinado e teve sua indicação aprovada pelo Senado Federal, em fevereiro de 2017, o atual candidato da oposição exercia mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), sem ocupar uma vaga no Legislativo federal.

 

Dessa forma, Flávio não participou da sabatina nem da votação que confirmou Moraes para o STF. Durante a entrevista, Lula rebateu as críticas feitas ao ministro e atribuiu a insatisfação de Flávio Bolsonaro a decisões tomadas por Moraes em processos relacionados aos atos de 8 de janeiro e ao caso Marielle Franco.

 

"A raiva dele [Flávio] com o Alexandre Moraes é que o Alexandre de Moraes mandou prender quem matou Marielle [Franco]. A bronca dele é que Moraes prendeu o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de Janeiro", criticou o presidente.

 

Registro dos candidatos | Fotos: Podcast DL Show / Instagram via @flaviobolsonaro
 

Ao comentar o cenário eleitoral de 2026, Lula destacou que Moraes foi indicado ao STF em 2017 pelo então presidente Michel Temer (MDB). O ministro assumiu a vaga aberta com a morte de Teori Zavascki, ou seja, saía da pasta de segurança pública do presidente da época para assumir uma cadeira na mais alta corte. 

 

"Na presente hipótese, de maneira absolutamente inconstitucional e ilegal, o ministro relator determinou, de ofício, a realização de atos de investigação em relação a um ministro da Corte", alega Moraes sobre o julgamento marcado na corte.

 

RESPOSTA PARA FLÁVIO
Na entrevista, Lula afirmou que as críticas feitas por Flávio Bolsonaro a Moraes não estariam relacionadas ao caso envolvendo o Banco Master, mas sim a decisões judiciais proferidas pelo ministro. Ao comentar o tema, o presidente questionou os recursos destinados ao filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

"Ele tem que explicar cadê os R$ 130 milhões que pegou do Vorcaro. Foi R$ 130 milhões para fazer o filme. Como ele explica? Cadê esse dinheiro? Flávio tem que explicar os R$ 130 milhões que pegou do Vorcaro para fazer um filme mequetrefe sobre o seu pai", questiona Lula.

 

Lula elogiou a atuação de Moraes em processos relacionados à tentativa de golpe de Estado e sua condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2022. Na ocasião, Moraes atuou em decisões envolvendo a disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral e determinou medidas contra aliados do então presidente Jair Bolsonaro.

 

O presidente ainda comentou uma peça da propaganda eleitoral que faz referência ao que o senador classifica como "escândalo do Alexandre de Moraes" Em resposta, Lula mencionou investigações que apuram repasses de recursos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse.

 

As investigações apuram a negociação de recursos para a produção cinematográfica. Segundo informações já divulgadas pela imprensa após o áudio revelado pelo The Intercept Brasil, o valor previsto para o projeto era de R$ 134 milhões, dos quais US$ 12,3 milhões teriam sido repassados por Vorcaro.

 

"Ninguém aguenta mais o Lula, ninguém aguenta mais 4 anos do atual governo, ninguém aguenta mais os ministros do Lula no Supremo, melando o Brasil, atrapalhando a nossa democracia", dispara o opositor em agenda de campanha.

 

Flávio Bolsonaro admite ter se reunido com Vorcaro no fim de 2025, quando o empresário cumpria prisão domiciliar. O senador afirma que o encontro tratou da conclusão da captação de recursos para o filme e sustenta que os valores obtidos tiveram origem em "financiamento privado", isso sem considerar as emendas parlamentares de aliados que são investigadas pela Polícia Federal.

 

ASSISTA:

Mulher é encaminhada à delegacia após jogar tinta em prefeito de Madre de Deus durante carreata do governador Jerônimo
Foto: Reprodução / Redes sociais

Uma mulher foi levada à delegacia após jogar tinta azul no prefeito de Madre de Deus, Dailton Filho (PSB), e tentar lançar pedras durante uma carreata encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) na cidade.

 

Segundo informações da Polícia Militar enviadas ao Bahia Notícias, militares da 26ª BPM foram acionados para averiguar a situação e, quando chegaram ao local, a suspeita já estava sendo contida pela população. Em seguida, ela foi levada à delegacia, onde será apresentada às autoridades para as medidas cabíveis.

 

Segundo informações obtidas pelo BN com interlocutores do grupo político, a situação ocorreu em um momento de espera pela chegada do governador Jerônimo para o início da carreata, e o prefeito, atingido pela tinta, deixou o local para trocar de camisa.

Medo da violência altera rotina de 78% das mulheres e interfere em lazer, mobilidade, trabalho e estudo
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Oito em cada dez mulheres brasileiras (78%) afirmam já ter sido vítimas de algum tipo de violência, enquanto 98% dizem adotar estratégias para tentar reduzir os riscos no cotidiano. Os dados fazem parte da pesquisa Segurança das Mulheres: Percepção da Sociedade Brasileira sobre Violência, realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber.

 

O levantamento será apresentado nesta quarta-feira (16), durante o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no painel “(In)segurança das Mulheres e Mobilidade”.

 

A pesquisa ouviu 1,5 mil pessoas com 16 anos ou mais, de todas as regiões do país, entre 22 e 30 de abril de 2026. As entrevistas foram realizadas de forma digital e por autopreenchimento. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.

 

MULHERES RELATAM MAIOR SENSAÇÃO DE INSEGURANÇA

Os resultados indicam que o medo da violência está presente na rotina da população brasileira, mas é mais intenso entre as mulheres. Entre as entrevistadas, 94% afirmaram se sentir inseguras diante da violência no dia a dia, enquanto o índice entre os homens foi de 84%.

 

A preocupação também aparece nos deslocamentos pelas cidades. Nesse caso, 94% das mulheres e 90% dos homens disseram sentir medo de sofrer violência.

 

Em entrevista concedida à Agência Brasil, a diretora de Pesquisa do Instituto Locomotiva, Maíra Saruê, afirmou que a percepção de insegurança está relacionada a experiências concretas de violência.

 

Segundo ela, o receio influencia a maneira como as mulheres ocupam e circulam pelos espaços urbanos, sendo alimentado tanto por situações vivenciadas diretamente quanto por relatos de pessoas próximas.

 

A pesquisa também aponta que as mulheres são percebidas pela população como mais vulneráveis a diferentes formas de violência, especialmente nos casos de violência doméstica, sexual, psicológica e física. Entre as entrevistadas, seis em cada dez apontaram a violência doméstica como motivo de preocupação.

 

Bares, festas, baladas e locais de transporte público aparecem entre os espaços considerados menos seguros. De acordo com o levantamento, 41% das mulheres afirmaram não se sentir nada seguras em bares, festas e baladas. Em pontos de ônibus e estações, o percentual foi de 42%. Já dentro do transporte público, 33% disseram não se sentir nada seguras.

 

Também em entrevista à Agência Brasil, Maíra Saruê destacou que mulheres e homens têm experiências diferentes ao circular pelas cidades, já que a preocupação com a segurança interfere no acesso das mulheres a espaços e oportunidades.

 

ESTRATÉGIAS PARA EVITAR SITUAÇÕES DE VIOLÊNCIA

A pesquisa mostra que 98% das mulheres adotam pelo menos uma medida para diminuir o risco de violência. A estratégia mais citada é evitar determinados locais, prática mencionada por 90% das entrevistadas.

 

Outras atitudes incorporadas à rotina incluem não compartilhar informações pessoais ou localização nas redes sociais (88%), evitar utilizar o celular enquanto estão na rua (84%), avisar alguém sobre seus deslocamentos e horários (83%) e evitar sair à noite (83%).

 

Também aparecem entre os comportamentos adotados evitar o uso de aplicativos bancários na rua (80%), compartilhar a localização com pessoas de confiança (77%), alterar trajetos habituais (69%), utilizar carros ou motos por aplicativo para evitar caminhar pelas ruas (66%) e pedir companhia para sair de casa (66%).

 

O receio da violência também interfere nas atividades de lazer. Segundo o levantamento, 62% das mulheres já modificaram hábitos de lazer e 58% deixaram de frequentar locais de que gostavam. Além disso, 56% afirmaram já ter optado por algum meio de transporte em vez de caminhar, mesmo quando o destino ficava próximo.

 

Entre as entrevistadas, 27% praticam ou já praticaram técnicas de defesa pessoal, enquanto 26% afirmaram carregar algum item de proteção, como spray de pimenta ou alarme pessoal.

 

MEDO TAMBÉM AFETA TRABALHO E ESTUDOS

As consequências da insegurança ultrapassam os momentos de lazer e deslocamento e chegam às decisões profissionais e acadêmicas. Conforme a pesquisa, 45% das mulheres já deixaram de aproveitar alguma oportunidade de trabalho ou estudo por medo da violência.

 

Outras 44% disseram já ter considerado mudar de bairro ou de cidade em busca de maior sensação de segurança.

 

À Agência Brasil, a diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Vera Vieira, afirmou que os resultados indicam que a insegurança passou a fazer parte das decisões cotidianas das mulheres, levando-as a evitar lugares, modificar trajetos, abrir mão de atividades de lazer e até reconsiderar oportunidades profissionais.

 

PODER PÚBLICO E ELEIÇÕES

Para as entrevistadas, o enfrentamento da violência contra as mulheres deve envolver diferentes instituições públicas. As polícias Militar e Civil foram apontadas por 73% como responsáveis pela atuação na área. Na sequência aparecem o governo federal e os governos estaduais, ambos com 69%, e as prefeituras, com 66%.

 

Apesar disso, a maioria das mulheres avaliou negativamente a atuação das instituições no combate à violência. O Legislativo apresentou 74% de avaliações negativas, seguido pelos governos estaduais (72%), pelo Poder Judiciário (71%) e pelo governo federal (71%).

 

A segurança das mulheres também aparece relacionada ao processo eleitoral. Segundo a pesquisa, 78% das entrevistadas afirmam que propostas voltadas ao combate à violência contra mulheres nas ruas e no transporte público terão influência sobre sua decisão de voto nas próximas eleições.

 

Para Vera Vieira, em declaração à Agência Brasil, a segurança das mulheres deve ser tratada como uma questão relacionada ao exercício da cidadania. Ela defendeu a ampliação dos canais de denúncia, melhorias na infraestrutura urbana e medidas voltadas à redução das desigualdades.

 

Entre as entrevistadas, 95% consideram importante ampliar os canais de denúncia e apoio às vítimas de violência. A melhoria da infraestrutura das cidades, incluindo transporte público, iluminação e espaços públicos, é apontada como relevante por 93%.

 

O mesmo percentual considera importante criar ou ampliar políticas específicas de proteção às mulheres, além de ações de prevenção, educação e mudança cultural. A redução das desigualdades sociais e econômicas também é apontada como medida importante por 92% das entrevistadas.

Mensagens sobre filho de Nunes Marques alteram cenário de julgamento de Moraes no STF
Foto: Rosinei Coutinho / STF

O cenário previsto para o julgamento sobre a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes mudou na véspera da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), após a circulação de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O conteúdo mencionava supostos pagamentos de R$ 500 mil mensais ao advogado Kevin Marques, filho do ministro Kassio Nunes Marques, que nega ter recebido os valores. Antes da divulgação das mensagens, integrantes da Corte avaliavam que Moraes seria derrotado na votação. 

 

Segundo informações da Folha de São Paulo, a expectativa era de cinco votos pela abertura da investigação e quatro contrários, considerando Moraes caso a discussão fosse tratada como questão processual. Dias Toffoli já indicava que se declararia impedido. Pelas projeções feitas por integrantes do próprio tribunal, Edson Fachin, Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votariam pela investigação. A situação mudou depois que o conteúdo do celular de Vorcaro foi encaminhado aos gabinetes de Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e do próprio Moraes.

 

Nunes Marques foi informado sobre as mensagens e, segundo a apuração citada, comunicou a Moraes que se declararia impedido. No início da sessão, o ministro deixou o plenário e justificou a decisão pela posição que ocupava como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Na condição de presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), eu não me sinto confortável para participar desse julgamento e afirmo o meu impedimento”, afirmou.

 

Com a saída de Nunes Marques, o quadro que era projetado como uma derrota de Moraes passou a configurar um empate entre os ministros. Integrantes do STF chegaram a preparar manifestações sobre as mensagens envolvendo Kevin Marques para serem apresentadas durante a sessão. A votação acabou sem conclusão após o ministro Flávio Dino pedir vista do processo. Com isso, a definição sobre a abertura da investigação contra Moraes foi adiada por prazo ainda indefinido.

Vinícius Júnior e Mbappé escondem mensagem em camisa de apoio a Ceuta
Foto: Reprodução/X

Vinícius Júnior, Mbappé e Konaté chamaram atenção antes do confronto entre Elche e Real Madrid, na última terça-feira (15), por não exibirem completamente a camisa entregue aos jogadores em uma ação de apoio a Ceuta.

 

A peça estampava a mensagem “Todos somos caballas”, em referência aos moradores da cidade autônoma espanhola localizada no norte da África. Os três atletas entraram em campo com a camisa enrolada, deixando parte da frase encoberta. Vini Jr. e Mbappé retiraram a peça antes do cumprimento protocolar entre as equipes, enquanto Konaté também não mostrou o texto por completo.

 

A ação foi realizada em partidas da sexta rodada do Campeonato Espanhol. Além de Elche x Real Madrid, as camisetas foram utilizadas nos jogos entre Levante e Barcelona e Villarreal e Betis. O Real Madrid apoiou institucionalmente a iniciativa.

 

No verso da camisa, apareciam o nome de Ceuta e o escudo da Espanha. A homenagem ocorreu em meio ao contexto migratório envolvendo a cidade, que registrou a entrada irregular de dezenas de milhares de pessoas vindas do Marrocos no fim de julho.

 

Localizada no norte da África, Ceuta pertence à Espanha e é um dos principais pontos de tensão na relação entre espanhóis e marroquinos. Por esse motivo, a campanha adquiriu também uma dimensão política e simbólica.

 

A iniciativa ainda gerou repercussão nas redes sociais após o atacante marroquino Ez Abde, do Betis, participar da ação. O jogador afirmou que o gesto representava uma mensagem social de apoio aos moradores de Ceuta, sem caráter político ou de ataque ao Marrocos.

 

Partidos sem mandato: Agir e Mobiliza sonham com cadeira na AL-BA, Missão mira federal e estadual, DC não deve eleger ninguém
Foto: Divulgação

Após o Bahia Notícias mapear a projeção dos 14 partidos com pelo menos um mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), sendo duas federações entre eles, o BN ouviu interlocutores de algumas siglas que não têm nenhuma cadeira na Casa atualmente sobre as expectativas para a eleição de 2026.

 

O Missão, partido recém-criado com sede em São Paulo e fundado pelo grupo do Movimento Brasil Livre (MBL), é o que projeta o maior avanço entre eles: pretende eleger um deputado federal e um deputado estadual pela Bahia. Segundo interlocutores da sigla, o nome mais forte para a vaga federal seria o de Quécia Reis, enquanto para a vaga estadual o favorito é Rafa Andrade, que compõe dobradinha com Quécia. Interlocutores do MBL apostam na transferência de votos do candidato à Presidência da República, Renan Santos, para os dois candidatos baianos do grupo, o que beneficiaria ambas as candidaturas.

 

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Já o Agir afirmou "sonhar" com uma cadeira na AL-BA, embora nenhum interlocutor tenha apontado um nome do grupo que esteja se destacando para a disputa. Apesar de montar uma nominata com oito nomes à Câmara dos Deputados, o partido não espera eleger nenhum representante para a Casa Baixa do Congresso Nacional.

 

O Mobiliza tem projeção semelhante à do Agir. Com 46 candidatos a deputado estadual, a sigla também sonha com uma cadeira na AL-BA, mas não lançou nenhum candidato a deputado federal.

 

Já o Democracia Cristã (DC) tem candidato a governador, a vice-governador e a senador, além de nominatas para a Câmara dos Deputados e para a AL-BA, mas a sigla não espera eleger ninguém em nenhuma dessas disputas.

Jerônimo defende liberdade religiosa em encontro com comunidade evangélica em Salvador
Foto: Erickson Araujo

O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) defendeu a liberdade religiosa durante encontro com representantes da comunidade evangélica, realizado nesta segunda-feira (14), no Comitê Central da campanha, em Salvador. Durante o evento, o petista afirmou que pretende continuar governando para diferentes segmentos da sociedade, independentemente de crença. 

 

Jerônimo também condenou episódios de desrespeito a templos religiosos. “Aquele ou aquela que não queira seguir determinado movimento, siga o seu. Mas respeite a opção religiosa das pessoas. [...] Nós não podemos aceitar que as igrejas evangélicas sejam desrespeitadas. Cada um que siga o que acredita”, afirmou.

 

Entre os 13 Compromissos com Evangélicos apresentados pela campanha está a universalização do ensino em tempo integral na Bahia. A proposta também inclui a continuidade de investimentos em segurança, proteção das mulheres e combate à pobreza. O encontro contou com a participação do vice-governador Geraldo Júnior (MDB), do senador Jaques Wagner (PT), além de prefeitos, deputados e vereadores.

Com placar em 4 a 3, Dino pede vista do caso e Fachin terá voto de minerva para Moraes e Mendonça serem julgados separados
Fotos: Reprodução / TV Justiça

O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou uma votação de 4 a 3 a favor da análise separada dos processos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A deliberação ocorre em sessão no plenário desta terça-feira (15), após questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu a unificação das matérias e a redistribuição da relatoria por sorteio.

 

Acompanharam o entendimento de Gilmar Mendes os ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Já o presidente da Corte, Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia, votaram pela tramitação separada dos casos e pela manutenção da condução do processo sob a responsabilidade de Fachin. 

 

A favor do entendimento de Gilmar Mendes (tramitação conjunta dos casos):

  • Gilmar Mendes

  • Alexandre de Moraes

  • Cristiano Zanin

  • Flávio Dino (antecipou voto nesse sentido, mas pediu vista e seu voto não foi contabilizado no placar oficial).

Pela tramitação separada dos casos e manutenção da relatoria com Fachin:

  • Edson Fachin

  • André Mendonça

  • Cármen Lúcia

  • Luiz Fux

Não votaram [impedidos]:

  • Dias Toffoli (declarou-se suspeito)

  • Kassio Nunes Marques (declarou-se impedido).

 

 

Ao proferir seu voto, Cármen Lúcia afirmou estar "profundamente envergonhada" com a situação do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu desculpas ao povo brasileiro pelos fatos em discussão e disse não ter sido tão eficiente quanto deveria, atuando com uma "tristeza cívica". Em seguida, acompanhou o entendimento do presidente da Corte por considerar sua posição "excessivamente institucional".

 

Confira o momento da consternação da única ministra da casa:

 

Nos casos de empate, o Regimento Interno do STF prevê que o presidente da Corte exerce o chamado voto de qualidade, também conhecido como voto de minerva. Assim, caso o placar permaneça empatado, caberá ao presidente, ministro Edson Fachin, proferir o voto decisivo sobre a questão em julgamento.

 

Com o pedido de vista apresentado por Flávio Dino, entretanto, a análise foi suspensa por até 90 dias, adiando uma definição sobre o impasse e, consequentemente, prolongando a crise institucional que envolve a Corte. Com isso, a PET 16.662 teve sua tramitação suspensa e o placar ficou em 4 a 3. Dino era um dos outros quatro votos em juntar os casos; o ministro havia votado com Moraes, Zanin e Gilmar Mendes.

 

A situação ocorre em um contexto incomum: o STF está atualmente com 10 integrantes, após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para a vaga aberta. Como a composição do tribunal é par, aumenta a possibilidade de empates em julgamentos. Nesses casos, a palavra final cabe ao presidente da Corte, que exerce a função de desempate prevista no regimento.
 

RELEMBRE: 

O julgamento contabiliza dois impedimentos declarados: o ministro Dias Toffoli alegou envolvimento prévio no caso do Banco Master, enquanto o ministro Kassio Nunes Marques citou questões relativas a mudanças eleitorais e à sua atuação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a publicação dos autos, o Supremo passa por um novo teste de disputa na próxima quarta-feira (23). (Nota atualizada às 18h32 após o ministro Flavio Dino pedir vista, deixando o placar em 4 a 3).

VÍDEO: "Pode chorar, pode chorar", Gilmar Mendes interrompe André Mendonça e ministros discutem no STF após fala do PGR

Após o pronunciamento do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, o ministro André Mendonça fazia acréscimos à sessão quando foi interrompido pelo ministro Gilmar Mendes, dando início a uma discussão no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Confira o momento:

 

O procurador abordou suas relações com Daniel Vorcaro e reconheceu que esteve com ele uma única vez. Em seguida, Mendonça, que relatava a investigação, justificou-se afirmando: "Nós estamos aqui por questão de ofício". Segundos depois do início de sua fala, o ministro Gilmar Mendes o interrompeu com críticas.

 

"É impressionante, presidente, que uma pessoa dessa estatura como Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação. Isso sim é leviandade, é leviandade. Tem de ser um sentimento polianesco. É impressionante a desfaçatez desse sujeito", criticou Gilmar Mendes.

 

Mesmo pedindo a palavra diversas vezes, Mendonça rebate. "Pode chorar, pode chorar", esbraveja Gilmar Mendes. "Não estou chorando, não. Aqui não tem choro, não. Respeite!", responde Mendonça. Durante a reação no julgamento, Gilmar Mendes subiu o tom com o magistrado e declarou: "Me respeite. É impressionante". O bate-boca entre os ministros ocorreu em meio aos debates no plenário da Corte.

Luiz Carlos Bassuma descarta retorno à política e declara apoio a ACM Neto e Flávio Bolsonaro
Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias

O ex-deputado federal Luiz Carlos Bassuma, afastado da vida pública desde 2016, quando concorreu a vice-prefeito de Salvador na chapa do pastor Sargento Isidório, declarou ao Bahia Notícias que não tem mais interesse em concorrer a cargos eletivos. Ele também opinou sobre o atual cenário político e afirmou apoiar candidaturas de oposição, tanto no âmbito federal quanto estadual.

 

Luiz Carlos esteve na rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), acompanhando o convidado do programa Bahia Notícias no Ar, o senador Eduardo Girão (Novo), candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo).

 

O ex-vereador de Salvador relatou ter amizade de longa data com o senador cearense e afirmou que auxilia o mandato e a campanha de Girão por afinidade política. “Eu acompanho e ajudo, na medida do possível, porque temos as mesmas bandeiras, como a defesa da vida e o combate à corrupção”, declarou.

 

CRÍTICAS AO PT E AO STF
Ao tratar do combate à corrupção, Bassuma demonstrou preocupação com a crise no STF e estendeu as críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), do qual é ex-integrante. Segundo ele, a atuação do Senado diante de denúncias envolvendo ministros da Corte deveria ser mais efetiva, enquanto uma eventual reeleição de Lula poderia ampliar a influência do governo sobre o Supremo com novas indicações.

 

Bassuma integrou o PT de 1995 a 2009, período em que se elegeu vereador de Salvador (1997-1999), deputado estadual (1999-2002) e deputado federal (2003-2011).

 

“Na época, como eu costumo dizer, eu fui candidato pelo velho PT. Era o PT que era um partido ótimo de oposição e tinha como grande bandeira a ética. [...] Quando eu fui eleito deputado federal, em 2005, aconteceu o primeiro grande escândalo do PT, que é o Mensalão. Eu disse: ‘Não dá mais para eu continuar no partido, estou fora, vou procurar outra alternativa’”, afirmou.

 

CONFLITO COM O PARTIDO
O então deputado Luiz Bassuma, adepto da Doutrina Espírita, entrou em conflito com o PT após se posicionar contra a descriminalização do aborto e defender a criação de uma “CPI do aborto”, posição contrária à decisão do partido aprovada em seu congresso de 2007.

 

Em 2009, teve as atividades partidárias suspensas por um ano e perdeu direitos internos e espaços na Câmara ligados à legenda. Bassuma recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando violação à liberdade de convicção religiosa e filosófica, e posteriormente deixou o PT para se filiar ao PV, partido pelo qual concorreu ao governo estadual em 2010.

 

APOIO A ACM NETO
Devido à sua postura crítica ao PT, no atual cenário eleitoral, Bassuma apoia a oposição no âmbito estadual, onde elogiou a gestão de ACM Neto (União) como prefeito de Salvador e o apontou como alternativa a Jerônimo Rodrigues (PT).

 

“É preciso ter uma mudança. E, para mim, ACM Neto tem seus defeitos, mas é muito melhor do que o que está aí. É uma mudança positiva. Quando ele foi prefeito de Salvador, pegou uma cidade destruída pelo governo anterior e fez uma das melhores gestões do país e mostrou que tem capacidade. É isso que a Bahia precisa, começar a ser reestruturada. Então, eu sou favorável a essa mudança na Bahia”, afirmou.

 

POSIÇÃO NACIONAL
Seu posicionamento é o mesmo no âmbito nacional, onde ele se inclui entre aqueles que se opõem a Lula.

 

“No segundo turno, eu acredito que a tendência é reunir todos contra a continuidade, porque não é nem só contra Lula, é contra a continuidade do governo do PT. Acho que isso une todo mundo, na minha opinião. Eu me incluo, claro, sem dúvida”, afirmou Bassuma, ao sinalizar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno.

 

SEM RETORNO À VIDA PÚBLICA
Por fim, Luiz Carlos Bassuma afastou um possível retorno à vida pública. “Decidi sair da política entendendo que meu ciclo na política havia terminado. Minha consciência está em paz, porque cumpri meu dever”, concluiu.

Mansur cita presença feminina no PSOL e diz que escolha de candidata deve partir das mulheres
Foto: Divulgação / @ronaldomansur.psol

O candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, afirmou que a legenda tem ampliado a participação feminina nas disputas majoritárias, mas ainda não conseguiu lançar uma mulher como cabeça de chapa no estado ou em Salvador. Para ele, a escolha precisa partir das próprias integrantes do partido. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (14), durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias.

 

Mansur destacou que as mulheres são maioria na direção do PSOL e participam da definição das candidaturas. Segundo ele, foram elas que escolheram seu nome para disputar o Governo da Bahia em 2026. O candidato citou ainda nomes que participaram de chapas majoritárias da legenda, como Heloísa Helena, Dona Mira, Tamara Azevedo, Adeliana e Meire Reis. 

 

Ele afirmou que essas mulheres seguem atuando na política e na estrutura partidária. “Então, a participação das mulheres no PSOL é real e ela não se dá em quatro ou a cada dois anos. Ela tem participação”, disse. Apesar da presença feminina nas chapas, Mansur reconheceu que o partido ainda não tem uma mulher na disputa pelo principal posto da chapa. “Mas o que falta é termos uma mulher para a cabeça de chapa”, afirmou.

 

Segundo o candidato, a legenda lançará uma candidatura feminina quando houver uma integrante disposta a disputar e consenso entre as mulheres do partido. “As mulheres decidiram, hoje a maioria das filiadas e das dirigentes são mulheres. No dia que elas disserem que estão aptas e disserem, nós temos aqui uma companheira que se coloca, está à disposição e que tem acordo dentro do partido, nós lançaremos uma candidatura a mulher”, declarou.

 

Mansur também defendeu que os homens atuem como parceiros na luta contra o machismo e na ampliação da participação feminina na política. Para ele, a construção de uma candidatura não deve, porém, ser imposta às mulheres.

 

ASSISTA O PROGRAMA COMPLETO:

Na Antena 1, Girão acusa Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do STF
Foto: Antena 1 Salvador

O senador Eduardo Girão (Novo) fez uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada”, afirmou no programa Bahia Notícias no Ar. 

 

Girão relembrou uma fala atribuída a Alcolumbre, apontando que mesmo com 81 assinaturas (o total de senadores) não abriria processo de impeachment contra ministros do Supremo.

 

“Ele já tinha engavetado, de uma forma eu posso dizer assim, submissa, dezenas de pedidos de impeachment. Então eu já sabia qual era o jogo ali, que ele não ia levar [pedido de impeachment]. O presidente do Senado meses atrás bate no peito e diz o seguinte na frente dos colegas senadores, o que para mim é um desrespeito muito grande: ‘se tiver 81 assinaturas para abrir um processo de impeachment contra qualquer ministro do STF, eu não abro.’ Você sabe o que significa 81 assinaturas? É inclusive a dele. Então isso é fazer um deboche com todos os colegas. E muitos baixam a cabeça e aceitam isso”, observou aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes. 

 

O ex-presidente do Fortaleza contou que acionou o STF por meio do Partido Novo para obrigar o Senado a instalar a Comissão de Ética. Segundo ele, a ação está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia há cerca de 60 dias sem decisão.

 

“Tive que entrar [com um pedido] no Supremo Tribunal Federal para pedir que o Senado abra a Comissão de Ética. Já está com a ministra Cármen Lúcia há 60 dias. Ela já ouviu o Alcolumbre, a PGR e não decide. Para você ver como as nossas instituições estão deterioradas hoje, como o processo democrático está contaminado nesse aspecto, porque é como se um poder protegesse o outro. É um jogo de 'uma mão lava a outra'. Eu fico muito preocupado com isso”, revelou. 

 

Eduardo informou que se deslocará para Brasília para participar de uma manifestação ao lado do candidato Romeu Zema em frente ao STF nesta terça. 

 

“Vou amanhã para uma manifestação pública ali próxima ao STF junto com Romeu Zema, que estará comigo, para gente acompanhar esse julgamento como uma final de Copa do Mundo”, indicou.

Confira os compromissos oficiais de ACM Neto e do governador Jerônimo nesta segunda-feira (14)
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Edição Bahia Notícias

ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT), principais candidatos ao Governo da Bahia, cumprem novos compromissos de campanha nesta segunda-feira (14), em Salvador e no interior do estado, na disputa eleitoral de 2026.

 

Os candidatos seguem com agendas oficiais desde 16 de agosto e entram na reta de preparação para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Até lá, estão previstos atos de rua, reuniões, entrevistas, encontros com segmentos da sociedade e outras atividades de campanha.

 

O Bahia Notícias acompanha os compromissos diários dos candidatos ao Governo da Bahia e reúne, abaixo, as principais atividades previstas para esta segunda.

 

ACM NETO - União Brasil

O candidato inicia a agenda pela manhã em Guanambi, no sudoeste baiano. Às 8h44, participa de uma caminhada com concentração na Praça Manoel Novaes.

 

À tarde, retorna a Salvador para uma visita à Maternidade e Hospital da Criança (MHC) Deputado Alan Sanches, na Federação, marcada para as 14h.

 

No período da noite, às 18h45, ACM Neto participa de uma entrevista em uma emissora de TV. Depois, segue para um evento político de um candidato a deputado federal, também na capital baiana.

 

JERÔNIMO RODRIGUES - PT

Jerônimo Rodrigues começa o dia em Salvador com uma reunião com a coordenação de campanha e gravações para o programa eleitoral.

 

Ao meio-dia, o governador participa de entrevista para a TV Bahia. Já durante a tarde, às 15h, realiza caminhada pelos bairros de Itapuã e Nova Brasília, com concentração na Ladeira do Mirante de Itapuã, antigo final de linha.

 

A agenda segue às 17h, no Wet Eventos, onde o petista participa de um encontro com evangélicos no Comitê Central.

 

RONALDO MANSUR - PSOL

Mansur inicia a segunda-feira com uma reunião interna com dirigentes e a equipe de campanha, durante a manhã.

 

Às 16h, o candidato participa de uma entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias.

Jerônimo reúne aliados em carreata em Cajazeiras e destaca obras de mobilidade
Foto: Carícia Temporal

O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) participou de uma carreata em Cajazeiras, em Salvador, neste domingo (13), ao lado de Jaques Wagner, Rui Costa, Geraldo Júnior e da ministra da Cultura, Margareth Menezes. A mobilização ocorreu dentro da campanha “Tô com o 13”, que promoveu atos simultâneos em municípios baianos.

 

Na capital, o percurso teve concentração no fim da nova Estrada do Derba, no sentido da BR-324. Durante a atividade, Jerônimo destacou intervenções realizadas na Estrada do Derba, como duplicação, pavimentação e iluminação. “Nessa carreata de hoje tem um sabor especial. Primeiro, é dia 13. Segundo, o time está completo. Uma multidão de carros, de gente”, afirmou.

 

O governador também mencionou o corredor destinado ao VLT, previsto para integrar o projeto de expansão do transporte sobre trilhos até Piatã. Após a agenda em Salvador, Jerônimo tinha previsão de participar de um comício em Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, ao lado de Rui Costa e Jaques Wagner.

 

Em Feira de Santana, Ronaldo Mansur defende ampliação de políticas para a cultura baiana
Reprodução / Instagram @ronaldomansur.psol

O candidato ao Governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) cumpriu agenda em Feira de Santana nesta sexta-feira (11), onde visitou o Mercado de Arte Popular (MAP) e defendeu a criação de políticas públicas voltadas à valorização da cultura regional.

 

Durante a visita, Mansur afirmou que pretende ampliar a atenção ao setor nos 27 territórios de identidade da Bahia. Segundo ele, espaços tradicionais como o MAP precisam receber mais investimentos do poder público.

 

“O MAP é um espaço tradicional que precisa de mais atenção e investimento do poder público. Saio de Feira com o compromisso de levar esse debate para toda a Bahia e construir políticas que valorizem a nossa cultura, a nossa gente e os nossos territórios”, afirmou.

 

Mansur esteve acompanhado de lideranças locais durante a passagem pelo município.

 

TRE-BA julga nesta segunda manutenção ou cassação da candidatura de Binho Galinha
Foto: Divulgação / Al-Ba

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) julga nesta segunda-feira (14), a partir das 15h, o processo que pode manter ou cassar o registro de candidatura de Kleber Cristian Escolano de Almeida, o Binho Galinha. A sessão será realizada na Sala de Sessões 2 do tribunal.

 

O caso é resultado de uma Ação de Impugnação ao Registro de Candidatura apresentada no início de agosto pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) e outros autores. Autuado sob o número 0601122-44.2026.6.05.0000, o processo está sob relatoria do desembargador eleitoral Moacyr Pitta Lima Filho.

 

Segundo o TRE-BA, o processo teve tramitação acelerada durante o fim de semana e foi incluído oficialmente na pauta de julgamentos na manhã deste domingo (13).

 

Durante a sessão, os desembargadores irão analisar os argumentos apresentados pela Procuradoria e pela defesa para decidir se Binho Galinha atende aos requisitos legais para manter a candidatura nas eleições deste ano ou se terá o registro cassado.

 

CASO BINHO GALINHA

O deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, o Binho Galinha (Avante), que concorre à reeleição em 2026, teve a sua candidatura oficializada pelo partido em julho. O político se encontra preso de forma preventiva no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. Binho Galinha foi alvo da Operação El Patrón, deflagrada pela Polícia Federal, Receita Federal, Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública da Bahia e Ministério Público do Estado da Bahia. O deputado é apontado como chefe de um grupo miliciano com atuação na região de Feira de Santana.

 

Em julho de 2026, o parlamentar foi condenado a mais de 36 anos de prisão. A sentença determinou pena de reclusão por posse ilegal de arma de fogo e por outros crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. A decisão também cita envolvimento com crimes de lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem e receptação qualificada. Mesmo com a condenação e a prisão preventiva, Binho Galinha segue mantendo o registro para a reeleição ao cargo de deputado estadual. O Ministério Público Eleitoral contestou a candidatura no TRE-BA e pede a impugnação do seu registro.

Flávio Bolsonaro e Lula empatam com 46% de rejeição, aponta Datafolha
Foto: Ricardo Stuckert e Vittor Sales

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam o mesmo índice de resistência entre os eleitores: 46% afirmam que não votariam em nenhum dos dois de jeito nenhum. O percentual coloca os dois empatados no topo da rejeição medida pela pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (11).

 

 

Renan Santos (Missão) aparece com 17%, enquanto Romeu Zema (Novo) soma 16% e Ronaldo Caiado (PSD), 14%. Augusto Cury (Avante) registra 10%, após marcar 9% na pesquisa anterior.

 

 

O levantamento foi realizado entre 8 e 10 de setembro com 2.002 eleitores em 125 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada no TSE sob o número BR-01833/2026.

ACM Neto visita terreno de policlínica em Barra e questiona promessa de Jerônimo
Foto: Divulgação

O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União) visitou nesta sexta-feira (11) o terreno onde está prevista a construção de uma policlínica em Barra, no oeste do estado, e questionou o andamento do empreendimento. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele mostrou o local cercado por tapumes, com uma placa, mas sem trabalhadores ou equipamentos.

 

A manifestação ocorreu após o governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmar, em entrevista à TV Globo, que a unidade estava sendo construída no município. Neto disse que a policlínica foi anunciada há 2 anos e acusou o petista de apresentar a obra como em andamento às vésperas da eleição. “Governador, você prometeu essa policlínica aqui na cidade há dois anos, aí chega na véspera da eleição, ele bota a placa, faz o tapume, vai para a TV, tenta enganar o cidadão dizendo que está em construção e é desmentido”, afirmou.

 

Neto afirmou que pretende manter projetos considerados relevantes para a Bahia, mesmo quando iniciados ou propostos pela atual gestão. Sobre a unidade de Barra, disse que, se eleito, pretende tirar o projeto do papel para ampliar a oferta regional de consultas e exames especializados. “Eu, quando assumo compromisso, eu cumpro, eu cobro, eu fiscalizo e eu só faço propaganda depois que a obra está pronta”, completou.

 

A agenda do candidato em Barra incluiu uma caminhada com apoiadores e lideranças políticas da região. Ele esteve acompanhado dos candidatos ao Senado João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos), além do ex-prefeito Artur Silva Filho.

VÍDEO: Prefeito baiano sugere espalhar fake news sobre corte de cestas básicas por Lula
Foto: Reprodução / Blog do Anderson

O prefeito de Tremedal, no Sudoeste baiano, José Carlos Vieira Bahia, o Zé Bahia (Avante), apareceu em um vídeo ao propor ameaças de cortes de cestas básicas para quem votaria na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A imagem repercute nas redes sociais desde esta quinta-feira (10).

 

“Se a gente vê aquela votação em Tremedal expressiva no PT, quando chegar lá, diz o seguinte: que Lula vai cortar a cesta básica. Quer votar em Lula? Corta e diz que foi Lula que cortou”, declarou o gestor da cidade durante uma reunião com apoiadores.

 

 

 

Apesar de ser do Avante, que compõe a aliança com a chapa de reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT), Zé Bahia é oposição ao governo do estado e está no terceiro mandato à frente da prefeitura de Tremedal.

 

Até o início da manhã desta sexta-feira (11), o prefeito de Tremedal não havia se manifestado sobre as declarações do vídeo. O Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias, acompanha o caso.

Eleições 2026: quem são os candidatos ao governo da Bahia?
Fotos: Divulgação / TSE

Nas eleições de 2026, seis candidatos disputam o governo da Bahia. O atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) busca a reeleição, enquanto o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) volta a concorrer ao Palácio de Ondina após disputar o cargo em 2022. Também estão na disputa Ariel Capistrano (DC), Aroldo Félix (UP), Maria Bona (PCO) e Ronaldo Mansur (PSOL).

 

A seguir, o Bahia Notícias apresenta quem são os candidatos ao governo da Bahia, suas trajetórias políticas e profissionais e o histórico de cada um em eleições anteriores.

 

ACM Neto (União Brasil)

Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias

 

Antônio Carlos Magalhães Neto, conhecido como ACM Neto (União Brasil), tem 53 anos, nasceu em Salvador e é advogado. Foi deputado federal entre 2003 e 2012 e prefeito da capital baiana por dois mandatos, de 2013 a 2020. Neto de Antônio Carlos Magalhães (ACM) (1927-2007) e sobrinho de Luís Eduardo Magalhães (1955-1998), integra uma das famílias de maior tradição na política baiana.

 

Nas eleições de 2026, ACM Neto disputa novamente o governo da Bahia, em uma tentativa de retornar ao Executivo após seis anos sem exercer mandato eletivo. O período fora de cargos eletivos começou após deixar a prefeitura de Salvador em 2024 e não ter logrado êxito no segundo turno da eleição estadual de 2022 para Jerônimo Rodrigues (PT). Desde então, passou a atuar como dirigente e articulador de seu partido.

 

Ariel Capistrano (DC)

Fotos: Reprodução / TSE

 

Ariel Capistrano (DC) tem 39 anos, é natural de Feira de Santana e concorre pela primeira vez a um cargo eletivo nas eleições de 2026. Empresário, declarou ter ensino médio incompleto.

 

Aroldo Félix (UP)

Foto: Divulgação

 

Aroldo Felix de Azevedo Júnior tem 43 anos, nasceu na Paraíba, e mora em Salvador desde 2023. Doutor em Engenharia Química, iniciou sua trajetória política no movimento estudantil, período em que presidiu o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Em 2010, foi professor do Instituto Federal da Bahia (IFBA), no campus de Simões Filho, e, desde 2013, leciona no curso de Engenharia de Energias da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Feira de Santana.

 

Além da atuação como professor universitário, integra a coordenação nacional do Movimento Luta de Classes e exerce o cargo de diretor do ANDES-SN. Na última eleição, disputou o governo de Sergipe e, em 2026, concorre pela primeira vez ao cargo de governador da Bahia.

 

Jerônimo Rodrigues (PT)

Foto: Divulgação

 

Jerônimo Rodrigues (PT) tem 61 anos, nasceu em Aiquara e é o atual governador da Bahia. Engenheiro agrônomo e professor universitário, construiu sua trajetória pública em cargos de gestão governamental, com destaque para as passagens pelas secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural, entre 2015 e 2019, e da Educação, de 2019 a 2022, na gestão de Rui Costa (PT).

 

Eleito governador em 2022, em sua primeira disputa por um cargo eletivo, Jerônimo Rodrigues concorre à reeleição nas eleições de 2026. Sua candidatura coloca à prova a aprovação de seu primeiro mandato e busca dar continuidade ao projeto político do Partido dos Trabalhadores, que governa a Bahia de forma consecutiva desde 2007.

 

Maria Bona (PCO)

Fotos: Reprodução

 

Maria Bona Carrara de Sumbuy (PCO), tem 73 anos e é natural de São Paulo. Aposentada, possui domicílio eleitoral em Rio de Contas, na Chapada Diamantina, desde 1989. Esta será a primeira eleição disputada por Maria Bona, que concorre ao governo da Bahia e será a única mulher na disputa pelo comando do Executivo estadual. A presença feminina volta ao pleito baiano após oito anos, desde a candidatura de Célia Sacramento ao governo do estado nas eleições de 2018.

 

Ronaldo Mansur (PSOL)

Foto: Mateus Bomfim

 

Ronaldo Mansur, de 46 anos, nasceu em Alagoinhas e é técnico em meio ambiente, estudante de Direito e presidente estadual do PSOL. Também atua como presidente estadual do partido e presidente da Federação PSOL-Rede. Um dos fundadores da sigla e um de seus primeiros coordenadores, iniciou sua trajetória política no movimento estudantil, ainda aos 11 anos.

 

Em sua trajetória política, Mansur destaca a participação em mobilizações populares e estudantis, como o Maio Baiano, em 2001, e a Revolta do Buzú, em 2003. Ele disputou a vice-governadoria da Bahia em 2014 e 2022 e, nas eleições de 2026, concorre pela primeira vez ao cargo de governador do estado.

 

O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado no dia 4 de outubro. Na data, os brasileiros irão às urnas para eleger o presidente da República, dois senadores, o governador do estado, além de deputados federais e estaduais.

Nikolas Ferreira diz que Anitta "não é artista" e critica cantora por ser cabo eleitoral da esquerda
Foto: Montagem com reprodução de redes sociais

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) gerou polêmica nas redes sociais nesta terça-feira (8) ao fazer diversas críticas à cantora Anitta, além de sugerir que ela seria remunerada para defender candidatos de esquerda. O deputado mineiro fez suas críticas em entrevista a Luiz Bacci, no programa Show do Bacci. 

 

Durante a conversa, Nikolas chegou a dizer que a cantora não poderia ser considerada uma “artista”, e explicou que não considerar alguma de suas produções como música ou expressões culturais.

 

“Nossa, aí você tá pegando pesado demais. Nós estamos falando de artista. Anitta não é considerada artista. Pelo amor de Deus. Vamos lá, ela tem a arte dela, mas eu, Nikolas, eu sou músico, beleza, eu admiro músicas boas. Anitta é afinada? É afinada, mas eu não posso considerar uns 'trem' que ela faz de música ou de alta cultura”, apontou.

 

Bacci também questionou o deputado se Anitta conseguiria manter a afinação sem o auxílio de equipamentos. Nikolas respondeu que possui conhecimento sobre o assunto e mencionou as cantoras Alcione e Ana Castela ao estabelecer diferenças entre apresentações musicais. 

 

O deputado também citou a participação de Anitta na abertura do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, realizada em Interlagos, São Paulo, em 2017, quando a artista interpretou o hino nacional.

 

Nikolas Ferreira questionou o que teria levado a cantora a se aproximar da esquerda e sugeriu que amigos e pessoas ao redor dela poderiam ter influenciado seu posicionamento.

 

"Pra mim ela se tornou um cabo eleitoral da esquerda porque ganha com isso. Ficou falando contra bet, mas os eventos dela são tudo patrocinado por bet", disparou.

 

“Não sei, mas quando a pessoa entra lá, vem a pressão de amigos, a esquerda chama para poder bater palma para o sol, é legal, propagandas e tal, mas vale a pena? Será que essa galera tem paz quando coloca a cabeça no travesseiro?”, completou o parlamentar.

 

Até a publicação desta matéria, a cantora Anitta ainda não havia se manifestado publicamente sobre as críticas feitas por Nikolas Ferreira.
 

Michelle recorda indicação de Mendonça e o chama de "ungido do Senhor"
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A ex-primeira-dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) publicou, na noite deste sábado (5), uma mensagem de apoio ao ministro André Mendonça, do STF. A manifestação ocorre em meio ao embate entre Mendonça e Alexandre de Moraes nos desdobramentos das investigações sobre o Banco Master.

 

Sem mencionar diretamente a crise no Supremo, Michelle relembrou o período que antecedeu a chegada de Mendonça à Corte. Segundo a ex-primeira-dama, ela e outros apoiadores fizeram orações para que ele fosse aprovado para o tribunal. "Somente Deus, eu e os nossos intercessores sabemos o quanto buscamos a presença dEle para que você fosse abençoado em sua indicação ao STF", escreveu

 

Michelle também afirmou ter recebido uma revelação sobre a chegada de Mendonça ao Supremo. Segundo ela, durante um momento de oração, teve uma "visão" do então indicado entrando no tribunal "com uma nuvem branca" sobre a cabeça. "Depois daquele dia, tivemos a certeza de que aquela cadeira era sua", escreveu.

 

Ao final da publicação, Michelle chamou Mendonça de "escolhido" e "ungido do Senhor" e disse que integrantes de igrejas oram por ele. "Você foi chamado para este tempo", declarou.

 

MICHELLE ACOMPANHOU INDICAÇÃO AO STF

A proximidade de Michelle com o processo de chegada de Mendonça ao Supremo remonta à indicação feita pelo então presidente Jair Bolsonaro, em 13 de julho de 2021. O nome ficou quase cinco meses à espera da sabatina no Senado, que só ocorreu em 1º de dezembro. Na época, senadores cobraram do então presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre, a marcação da sessão.

 

Foto: Reprodução Redes Sociais

 

A sabatina durou cerca de oito horas. Mendonça foi aprovado por 18 votos a 9 na CCJ e, no mesmo dia, teve a indicação confirmada pelo plenário do Senado por 47 votos a 32. Michelle acompanhou a votação e comemorou a aprovação ao lado de Mendonça, familiares e integrantes da bancada evangélica. Após o resultado, disse "glória a Deus" e "aleluia" e falou em línguas, prática religiosa também conhecida como glossolalia.

 

EMBATE NO SUPREMO

Mendonça é relator das investigações do caso Master no STF e, na terça-feira (1º), retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens e registros de contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Os documentos indicam que o banqueiro buscava a atuação do ministro junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em assuntos relacionados às investigações sobre o banco.

 

A Procuradoria-Geral da República questionou a validade do relatório. A crise se aprofundou na quinta-feira (3), quando Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por supostas irregularidades na condução das apurações. Entre as condutas apontadas estão interferência em investigações da Polícia Federal e direcionamento de alvos por motivos pessoais e políticos.

 

Na sexta-feira (4), o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que as apurações sobre Mendonça fossem retiradas do inquérito das fake news e tratadas em outro procedimento, sob sua relatoria. Fachin também abriu prazo para que a PGR e Mendonça se manifestem sobre o caso.

 

Confira postagem de Michelle:

 

Flávio Bolsonaro alega que Tarcísio de Freitas é 'um dos grandes quadros' para a disputa de 2030
Fotos: Reprodução / Agencia Brasil / Mifra

Em agenda de campanha o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou que o aliado "é um dos grandes quadros da direita" para a disputa presidencial de 2030. A declaração ocorre após a recente divulgação da pesquisa Quaest mostrar a importância do eleitorado de centro-direita nessa eleição.

 

Ao público e questionado pelo portal UOL,  Flávio afirmou que "não há dúvidas" sobre a presença de Tarcísio entre os nomes para 2030. Durante a fala, o governador paulista, que busca a reeleição, não fez comentários diretos sobre o assunto, reagindo apenas à passagem de um trem próximo ao local da agenda. 

 

Na ocasião, Flávio brinca: "A gente não consegue nem dar entrevista de tanta ferrovia que ele entregou". Apesar disso, se vencer, Flávio já foi claro que pretende anistiar seu pai, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ou seja, mesmo em caso de vitória o futuro é incerto para o candidato ao Palácio do Planalto em 2030.

 

Esta é a terceira vez que ambos cumprem agenda juntos na campanha. Tarcísio figurava como um dos nomes cotados para a corrida ao Planalto deste ano, mas Flávio foi o indicado por Jair Bolsonaro (PL) para encabeçar a chapa presidencial.


Tarcísio de Freitas, por sua vez, tem mencionado com mais frequência as eleições de 2030, embora evite confirmar oficialmente sua entrada no pleito. No último dia 24, o governador destacou que seu compromisso atual é vencer as eleições de 2026 e cumprir as promessas de campanha, complementando.

 

"O resto aí é projeto de Deus, é o tempo que vai dizer". Anteriormente, no dia 19, ao ser questionado sobre uma possível candidatura à Presidência "no futuro", limitou-se a responder: "Talvez.

PF aponta critérios distintos de André Mendonça para casos de ACM Neto e Lulinha
Foto: Divulgação e Redes sociais

Relatórios de inteligência da Polícia Federal apontam uma suposta diferença de tratamento do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na condução de investigações envolvendo o ex-prefeito de Salvador ACM Neto e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações aparecem em relatório citado na decisão do ministro Alexandre de Moraes contra o colega André, documento obtido pelo Bahia Notícias nesta quinta-feira (3).

 

Segundo o material, a PF identificou semelhanças entre as situações investigadas dos dois políticos, mas avaliou que Mendonça teria utilizado critérios diferentes para analisar as condutas. Em uma reunião realizada em 13 de agosto de 2026, o ministro teria manifestado a percepção de que ACM Neto, então candidato ao Governo da Bahia, “aparentaria estar exercendo atividade de representação de interesses dentro dos limites do permitido”.

 

Os investigadores, contudo, fizeram uma avaliação diferente. O relatório afirma que “a situação fática apurada quanto a ele [ACM Neto] guarda similaridade relevante com a de Fábio Luís Lula da Silva”. A partir dessa comparação, a PF registrou que a postura do relator “sugere a adoção de standards probatórios distintos conforme o espectro político da pessoa envolvida nos fatos”.

 

Outro ponto destacado pela corporação envolve ACM Neto e Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil. Conforme o documento, Mendonça teria sugerido que as apurações sobre os dois fossem apresentadas em petições separadas, apesar de uma possível conexão entre as condutas. Para os investigadores, a orientação representaria uma “assimetria de tratamento”.

 

 

ENTENDA OS CASOS

A investigação envolvendo Lulinha surgiu a partir da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura fraudes em descontos associativos não autorizados sobre benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Mensagens e dados apreendidos durante as apurações levaram a PF a investigar uma possível atuação dele em negociações envolvendo a Dataprev e o Ministério da Saúde, sob suspeita de tráfico de influência.

 

Já o nome de ACM Neto aparece em apurações relacionadas à Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo o Banco Master. Relatórios analisaram possíveis fluxos de recursos e menções a empresas ligadas ao político baiano. No STF, a condução dessas investigações passou a envolver discussões sobre a separação de apurações relativas a ACM Neto e Antonio Rueda e sobre os critérios utilizados na análise de diferentes investigados.

Avaliação negativa do governo Lula é de 42% e a positiva fica em 31%, aponta Datafolha
Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é avaliado como ruim ou péssimo por 42% dos eleitores, segundo nova pesquisa do instituto Datafolha. O levantamento indica ainda que 31% dos entrevistados classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 25% a consideram regular.

 

No tocante ao trabalho pessoal do presidente, 51% dos eleitores afirmaram desaprovar a atuação de Lula, ao passo que 45% a aprovam. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 125 municípios na terça-feira (1º) e quarta-feira (2). O levantamento, contratado pela TV Globo e pela Folha de S. Paulo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03669/2026, possui margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

 

Na rodada anterior do levantamento, realizada duas semanas antes, a avaliação ruim ou péssima havia registrado 41%, apresentando oscilação dentro da margem de erro em relação ao final de julho, quando marcava 38%. O percentual de ótimo ou bom variou de 32% para 33% no mesmo período, enquanto a avaliação regular passou de 28% para 25%.

 

Em relação à aprovação pessoal de Lula, a pesquisa anterior mostrava um cenário de empate técnico, no qual 50% expressavam menções negativas e 48%, positivas.

Felipe Freitas compara Jerônimo a João Durval por obras em Feira de Santana e minimiza risco de traição de prefeitos no interior
Foto: Daniel Araújo / Antena 1 Salvador

O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, rechaçou a possibilidade de uma debandada de prefeitos baianos e exaltou o volume de investimentos do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar nesta quinta-feira (3), na Rádio Antena 1 Salvador, Freitas demonstrou forte confiança na fidelidade dos gestores municipais e chamou a atenção ao comparar o atual governador ao ex-governador João Durval Carneiro no que diz respeito às entregas em Feira de Santana.

 

Ao avaliar a base de apoio no interior baiano para a campanha de reeleição de Jerônimo, o secretário classificou como "má política" a mudança repentina de lado e afirmou ter convicção de que a "maioria absoluta" dos prefeitos honrará os compromissos públicos firmados "Não posso acreditar que pessoas eleitas pelo povo [...] vão reunir quase 400 prefeitos, tirar foto com o governador, abraçar o governador [...] para depois ter que passar a vergonha de explicar para o seu eleitorado", pontuou Freitas. Segundo ele, os prefeitos se manterão na base não apenas por compromisso com o governador, mas com o próprio povo, que "quer e vai votar em Jerônimo Rodrigues", tornando qualquer mudança "aos 45 do segundo tempo" muito difícil de ser justificada nas urnas.

 

OBRAS EM FEIRA DE SANTANA
Um dos pontos mais chamativos da entrevista, no entanto, foi o balanço do cenário em Feira de Santana. Felipe Freitas fez questão de destacar que o município vive uma "revolução" e cravou que o atual chefe do Executivo baiano só encontra paralelo histórico em João Durval Carneiro, ex-governador e ex-prefeito da Princesa do Sertão.

 

"Eu afirmo aqui, sem meias palavras, o governador Jerônimo Rodrigues só pode ser comparado com o governador João Durval Carneiro em Feira de Santana. Não há paralelo", declarou o secretário.

 

João Durval Carneiro (1929) é dentista e um dos mais proeminentes políticos da história da Bahia, natural de Feira de Santana. Ele construiu uma extensa trajetória na vida pública, iniciando sua carreira como vereador em sua cidade natal, da qual também foi prefeito em duas ocasiões (1967-1971 e 1993-1994). Além da política municipal, João Durval alcançou grande projeção estadual e nacional, ocupando os cargos de deputado federal, secretário de Estado, governador da Bahia (1983-1987) e senador da República (2007-2015).

 

Como governador, sua administração foi fortemente marcada por obras de infraestrutura, incluindo a construção de estradas, barragens, hospitais (como o Hospital Geral Clériston Andrade) e o fomento à educação com a criação da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

 

Para embasar a comparação, Freitas listou uma série de intervenções recentes, citando o Centro de Convenções, o teatro e a transformação estrutural na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), a duplicação do Contorno Norte, a reforma da Igreja Senhor dos Passos e a reconstrução de patrimônios da cidade.

 

Em tom de desafio, o secretário foi além e afirmou que as realizações da atual gestão no município superam os 16 anos das gestões petistas anteriores somadas. "Não tem paralelo o volume de coisas que se fez em Feira de Santana no governo Jerônimo Rodrigues. Supera a soma dos dois governos de Rui [Costa] e do governo de Jaques Wagner. E eu topo fazer a conta na caneta", concluiu.

PSD da Bahia projeta ampliar bancadas e busca 11 cadeiras na AL-BA e sete na Câmara
Foto: Divulgação / PSD

O PSD da Bahia trabalha com a expectativa de ampliar sua presença nas eleições de outubro de 2026. Em conversas com parlamentares e lideranças da legenda, o Bahia Notícias apurou que a sigla projeta eleger entre 10 e 11 deputados estaduais e chegar a sete representantes na Câmara dos Deputados.

 

Na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o partido atualmente ocupa dez cadeiras. Integram a bancada Adolfo Menezes, Alex da Piatã, Cláudia Oliveira, Eduardo Alencar, Ivana Bastos, Jusmari Oliveira, Ludmilla Fiscina, Niltinho, Marcone Amaral e Ricardo Rodrigues. A composição, no entanto, deve sofrer uma baixa após o pleito. Adolfo irá ocupar uma vaga no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) e indicou que pretende assumir o cargo depois das eleições.

 

Entre os nomes apontados internamente como mais consolidados para a disputa estão a presidente da Casa Ivana Bastos, o líder da bancada Alex da Piatã, e os parlamentares Niltinho, Ricardo Rodrigues e Eduardo Alencar. Outro forte nome é o Denise Menezes, esposa de Adolfo, que aparece na projeção como uma das apostas do partido para manter a representação do grupo. 

 

Nas contas internas, as demais cadeiras devem ser definidas em uma disputa mais acirrada. As deputadas Ludmilla Fiscina, Jusmari Oliveira e Cláudia Oliveira, a primeira-dama de Itabuna Andreia Castro, o vereador de Salvador Felipe Santana, o ex-prefeito de Belo Campo Quinho e a advogada Doutora Elaine aparecem entre os nomes citados nessa faixa da corrida. Também são mencionados o ex-deputado Marcone Amaral e o ex-prefeito de Castro Alves Thiancle Araújo.

 

Na Câmara dos Deputados, a legenda conta atualmente com seis representantes: Antonio Brito, Charles Fernandes, Gabriel Nunes, Paulo Magalhães, Raimundo Costa e Sérgio Brito. A expectativa da cúpula é conquistar sete cadeiras em outubro. A projeção inclui os atuais deputados e Daniel Alencar, filho do Senador Otto Alencar, apontado entre os principais nomes para alcançar uma vaga, "herdando" a vaga de Otto Filho, que renunciou à cadeira para assumir como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA).

 

Além dele, a disputa reúne nomes como o ex-prefeito de Serrinha Adriano Lima, o ex-deputado Federal Bebeto Galvão, o jornalista Uziel Bueno, a ex-vereadora de Salvador Ana Rita Tavares, ex-vice-prefeita de Jacobina Katia da Saúde, o ex-vereador de Simões Filho Alfredinho e ex-vereador e vice-prefeito de Juazeiro Joseph Leonardo Bandeira. 

Senado aprova a indicação de Rodrigo Pacheco para vaga de ministro do Tribunal de Contas da União
Foto: Edu Mota, de Brasília

Com 63 votos favoráveis e apenas quatro contrários, foi aprovada nesta terça-feira (1°) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Pacheco assumirá na vaga aberta após a renúncia do ministro Bruno Dantas.

 

A votação da indicação aconteceu no plenário do Senado, após a aprovação unânime de um requerimento de urgência. A indicação deveria ter sido apreciada inicialmente na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, mas com a urgência, a votação foi realizada sem a necessidade de sabatina.

 

O projeto para indicar Pacheco ao TCU foi apresentado pelo próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O presidente do Senado foi o maior fiador da indicação de Rodrigo Pacheco, e negociou a escolha inclusive com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião na semana passada.

 

Para relatar a indicação de Rodrigo Pacheco para o TCU, Davi Alcolumbre escolheu o senador Renan Calheiros (MDB-AL). O senador é o atual presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, que acabou não realizando a sabatina do indicado por conta do pedido de urgência.

 

Rodrigo Pacheco, de 49 anos, estava cumprindo seu primeiro mandato no Senado. Pacheco havia desistido de concorrer à sua reeleição nas eleições deste ano. 

 

Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Pacheco ocupou, entre outros, os cargos de Conselheiro Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MG – 2007-2012); Conselheiro Federal da OAB (2013-2015); e de Auditor no Tribunal de Justiça (TJ-MG) Desportiva do Estado de Minas Gerais (2011-2014). Em 2014, em sua primeira disputa a um cargo eletivo, foi eleito deputado federal pelo PMDB. 

 

Em 2018, Pacheco filiou-se ao DEM e elegeu-se senador, com 20,49% dos votos válidos. Em fevereiro de 2021, o representante de Minas Gerais foi eleito como presidente do Senado Federal, sendo reeleito em 2023 para o mesmo cargo.

Secretária de Salvador rebate Estado sobre déficit de delegacias da mulher e impasse da Casa Abrigo
Foto: Beatriz Leal / SPMJ

Em resposta ao Bahia Notícias, a secretária de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) de Salvador, Fernanda Lordêlo, rebateu as críticas feitas pela titular da pasta estadual (SPM), Camilla Batista, a respeito da ausência de uma Casa Abrigo gerida pelo município.

Após a secretária do Estado afirmar, em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, que a falta do equipamento na capital se devia também a uma "falta de vontade política", Lordêlo rebateu a declaração, destacou que o município mantém sua rede de proteção com recursos próprios e apontou um déficit na segurança pública estadual para as mulheres no interior da Bahia.

 

De acordo com a gestora municipal, Salvador concentra hoje a estrutura mais completa de acolhimento do estado, operando com três Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs), a Patrulha Guardiã Maria da Penha (da Guarda Civil Municipal), o Núcleo de Enfrentamento e Prevenção ao Feminicídio (NEF) e a recém-inaugurada Casa da Mulher Brasileira.

 

"É leviano dizer que Salvador negligencia a política de proteção, visto que todos os equipamentos são mantidos com recursos próprios da Prefeitura, sem nenhum recurso do Governo do Estado", declarou Lordêlo. A secretária lembrou que a Bahia lidera o ranking de violência contra a mulher no Nordeste e ocupa a 3ª posição no Brasil, cenário que escancara a necessidade de maior presença estadual: "Diante de uma realidade tão grave, o que deveria existir é uma rede muito mais ampla. Nos 417 municípios baianos, só existem 41 Centros de Referência de Atendimento à Mulher, e três deles estão em Salvador".

 

DÉFICIT DE DELEGACIAS NO INTERIOR

A resposta de Fernanda Lordêlo se estendeu à rede de atendimento policial, que é de competência do Estado. A titular da SPMJ chamou a atenção para a baixa cobertura de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs). Das 417 cidades baianas, apenas 15 contam com o serviço especializado.

 

Para a secretária municipal, o número reflete um abandono das vítimas fora da capital. "Estamos falando de mulheres que sofrem violência dentro de casa e que, muitas vezes, no momento mais crítico, não encontram sequer uma delegacia especializada em seu município", criticou Lordêlo, enfatizando a falta de amparo principalmente em situações de emergência durante a madrugada.

 

IMPASSE DA FINANCEIRO DA CASA ABRIGO

Sobre a principal queixa do Governo do Estado — a ausência de uma Casa Abrigo municipal, já que mais de 70% das vítimas que precisam desse acolhimento de urgência são de Salvador —, Lordêlo explicou que a implantação esbarra na insuficiência de recursos oferecidos como contrapartida pelo Estado.

 

Por ser uma política de alta complexidade, destinada a mulheres sob grave risco de morte, a Casa Abrigo exige funcionamento 24 horas, equipes altamente especializadas e, acima de tudo, proteção absoluta e sigilo de endereço.

 

"Não se trata simplesmente de disponibilizar um imóvel. O que o Estado oferece de contrapartida é um valor muito baixo diante de toda a estrutura necessária e do risco de que, quando esse espaço é identificado, o sigilo caia", justificou a titular da SPMJ.

 

Apesar do embate, Lordêlo garantiu que Salvador está aberta à ampliação da rede, mas cobrou que o Palácio de Ondina assuma suas responsabilidades financeiras na expansão dessas políticas. "Não é razoável cobrar do município aquilo que o próprio Estado não consegue garantir no restante da Bahia. Antes de responsabilizar a capital, é preciso olhar para as mulheres que estão desassistidas no interior. Salvador continuará fazendo a sua parte, mas o Governo do Estado precisa fazer a dele", concluiu.

"Falta vontade política": Secretária critica ausência de Casa Abrigo municipal em Salvador e cobra prioridade no orçamento
Foto: Daniel Araújo / Antena 1 Salvador

Para a Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Camilla Batista, a destinação de recursos para a prevenção e o combate à violência contra a mulher esbarra, muitas vezes, na ausência de prioridade dos gestores municipais. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, a secretária foi categórica ao apontar a "falta de vontade política" e usou a capital baiana como exemplo de lacuna na rede de proteção.

 

O principal ponto de alerta levantado pela secretária foi a ausência de uma Casa Abrigo gerida pelo município de Salvador. O equipamento, de caráter sigiloso, é vital para acolher mulheres e seus filhos que se encontram em risco iminente de morte. "Nós temos três [Casas Abrigo] no estado: uma em Feira de Santana, uma em Juazeiro e uma em Itabuna (...). Salvador não tem. E para a gente era fundamental ter um em Salvador. Isso passa pela política de gestão do município, estado e governo federal, e aqui foi uma opção de não ter pelo município", disparou Camilla Batista.

 

A ausência do equipamento municipal na capital agrava o cenário estadual, já que, segundo a titular da pasta, mais de 70% das vítimas que necessitam desse abrigamento de urgência são moradoras de Salvador.

 

INTERIORIZAÇÃO E REDE DE APOIO

Para ilustrar como a decisão política afeta a ponta, a secretária traçou um paralelo com o avanço da rede no interior. Hoje segundo a titular da pasta, 108 municípios baianos possuem organismos estruturados de políticas para mulheres. Em parceria com as prefeituras, o Estado já entregou mais de 20 salas de acolhimento de pequeno porte e instalou 24 núcleos da Ronda Maria da Penha.

 

No âmbito estadual, Batista destacou que o atual governo aportou R$ 121 milhões exclusivamente para as atividades-fim da Secretaria. O montante tem sido direcionado para evitar que a polícia seja a única resposta ao problema, apostando na quebra do ciclo de abusos através do auxílio-aluguel e de programas de empreendedorismo. "Quando eu falo de orçamento, é priorizar o que é esse orçamento para prevenir, para coibir os crimes contra as mulheres e para garantir a autonomia econômica (...). Uma mulher que sai do círculo de violência não permite que seus filhos e filhas passem por isso. É uma mudança geracional", finalizou.

 

Para conferir a entrevista completa:
 

Vagão Lilás no metrô de Salvador: Secretária detalha bastidores jurídicos e aprovação do público feminino
Foto: Daniel Araújo / Antena 1 Salvador

A implantação do Vagão Lilás no sistema metroviário de Salvador foi uma resposta direta ao aumento de denúncias de assédio e coroa um trabalho de monitoramento que já durava mais de um ano. A afirmação é da Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Camilla Batista, que detalhou os bastidores do projeto em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (31).

 

Antes de o vagão exclusivo se tornar realidade, a Secretaria implantou duas salas de acolhimento para mulheres vítimas de violência nas estações Iguatemi e Pirajá. Em apenas um ano, esses espaços registraram mais de 140 atendimentos. Segundo a secretária, a urgência de uma ação dentro dos trens ficou evidente pela própria mobilização popular. "A gente começou a ter casos de importunação dentro do metrô, com a própria sociedade filmando, participando do processo e denunciando. Então, a gente viu a necessidade de ter um vagão específico para as mulheres", explicou Camilla Batista.

 

ENTRAVES JURÍDICOS

Apesar da sanção da lei municipal que garantia o espaço exclusivo, a medida enfrentou resistência inicial na Justiça por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN). Para não atrasar a proteção às passageiras, o Governo do Estado adotou uma manobra estratégica, lançando o projeto no mês do "Agosto Lilás" com um caráter flexível. "Nesse processo, a gente disse: vamos implantar pelo Governo do Estado como preferencial, como ação educativa. A gente tensionou esse processo e conseguimos que, na vara judicial, a ADIN fosse indeferida por incompetência da associação que entrou", revelou a titular da pasta, destacando que agora o vagão passa pelo processo de consolidação legal definitiva.

 

ALÍVIO E SEGURANÇA

Durante o período de adaptação, a Secretaria e outros institutos realizaram pesquisas de campo para medir a eficácia da ação. O retorno das usuárias, segundo a secretária, validou a importância da iniciativa no combate aos abusos cotidianos no transporte público. "Elas falando o quanto foi importante a ação. Primeiro, que garante segurança para elas. Muitas disseram: 'vai ser até um vagão mais cheiroso, a gente não tem mais a importunação de, às vezes, encostar'. Até muitas mulheres não sabiam se elas eram importunadas ou não, mas sentiam incômodo", concluiu a secretária, ressaltando que a política pública segue no sistema metroviário da capital baiana.

 

Para conferir a entrevista completa:
 

Bruno Reis repudia uso de mulheres seminuas em carreata e nega vínculo com campanha
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Durante o lançamento do Programa Fachadas da Memória, na Barroquinha, nesta segunda-feira (31), o prefeito Bruno Reis respondeu às críticas da oposição sobre a presença de mulheres seminuas em uma carreata da campanha de ACM Neto (União), ocorrida no último final de semana. Questionado pela imprensa, o prefeito foi direto ao afastar o episódio da coordenação oficial do grupo político. "Não tem qualquer vinculação com a campanha dos nossos candidatos. Foi algo de um eleitor, sem autorização, vinculado a um candidato a deputado", afirmou.

 

Reis ressaltou que, por estar no calor do evento, não percebeu a presença do veículo no momento, mas garantiu que teria agido para impedir a situação. "Pra você ter ideia, eu estava lá e nem vi quando isso aconteceu. Se eu tivesse visto, de imediato, teria interrompido", declarou. O prefeito encerrou o assunto marcando o posicionamento da chapa sobre o caso: "Nós não concordamos com isso. Somos totalmente contra e repudiamos esse tipo de iniciativa."

 

O episódio gerou forte repercussão na política baiana e rendeu críticas de adversários, incluindo o governador Jerônimo Rodrigues, que condenou o uso do corpo feminino para atrair votos. Após a repercussão negativa, o deputado Emerson Penalva afirmou que a iniciativa partiu, de forma isolada e impensada, de um eleitor, sem qualquer consulta, conhecimento prévio ou autorização dele ou da coordenação da campanha, ele também isentou a coordenação da campanha de ACM Neto e pediu desculpas públicas pelo constrangimento.

VÍDEO: Lula reclama de sabatina no JN e afirma ter se preparado para debater futuro do Brasil
Foto: Ainoã Teles / Bahia Notícias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reclamou, nesta sexta-feira (28), durante coletiva de imprensa realizada antes da caminhada na Liberdade, em Salvador, da sabatina que deu ao Jornal Nacional na última quinta-feira (27), quando foi questionado pelos apresentadores César Tralli e Renata Vasconcellos.

 

Segundo ele, assistiu às demais sabatinas que os candidatos à Presidência vêm fazendo nesta semana e não espera que os jornalistas estejam lá para agradá-lo. Mas disse que havia se preparado para uma sabatina em que pudesse falar sobre o futuro do Brasil, dando a entender que não foi isso que aconteceu.

 

"Gosto de dar entrevista, gosto de ser convocado. Decidi que, daqui para frente, em cada estado que a gente for, a gente vai tentar trabalhar com nossos candidatos para mostrar as coisas que a gente faz. Eu assisti a todas as entrevistas do JN, e vocês viram a minha ontem. Eu nunca espero que jornalista faça pergunta para me agradar. O que é triste é que você se prepara para tentar discutir o futuro do Brasil", disse em coletiva.

 

Ele também relembrou, afirmando que o grupo petista foi quem conseguiu tirar o país "da lama" quando foi eleito em 2022, após o governo do presidente Jair Messias Bolsonaro (PL). 

 

"E eu nunca me preparei tanto, depois de tudo que nós fizemos para mostrar ao Brasil que só nós tivemos a capacidade de tirar o Brasil da lama em 2022, com a seriedade que levamos a esse país", disse.

 

No horário eleitoral, Jerônimo aposta em legado do PT e busca se apresentar como a “verdadeira mudança”
Foto: Reprodução

Teve início nesta sexta-feira (28) a propaganda eleitoral gratuita na televisão e no rádio para as eleições de 2026. O primeiro programa da campanha de Jerônimo Rodrigues tenta subverter o slogan de ACM Neto, “Mudança com Segurança”, e apresenta o governador como representante da “verdadeira mudança”. A estratégia é associar a ideia de transformação aos governos do PT na Bahia, citando os mandatos de Jaques Wagner, Rui Costa e do próprio Jerônimo.

 

A campanha também resgata um suposto legado do carlismo para estabelecer um contraste histórico. Segundo a narrativa apresentada, áreas como transporte, segurança, saúde e educação teriam sido negligenciadas no período anterior à chegada do PT ao governo estadual. Ao lado do presidente Lula, o partido é apresentado como responsável por promover mudanças estruturais na Bahia.
 

Um dos principais focos do programa são as ações das gestões petistas em Salvador, especialmente o metrô e o VLT. Nesse contexto, a campanha utiliza o slogan “Isso é mudança” para se contrapor a ACM Neto. Outra mensagem recorrente é “Mudança não aceita retrocesso”, reforçando a tentativa de associar uma eventual vitória de Neto à possibilidade de perda dos avanços apresentados pelo PT.
 

A estratégia também é reforçada por depoimentos de populares, que aparecem em diferentes espaços, como estações de metrô e unidades de saúde, afirmando que “para mim, mudou”. A utilização dessas falas busca validar a narrativa de que as transformações promovidas pelos governos petistas são percebidas no cotidiano da população.
 

No segundo momento, a campanha muda o foco para a trajetória pessoal de Jerônimo. É ressaltada sua origem e sua ascendência indígena, mantendo uma estratégia que já vinha sendo utilizada nos debates: a construção da imagem do governador como o “candidato do interior” e alguém identificado com as camadas populares.
 

Jerônimo aparece como alguém que saiu da roça e conseguiu transformar a própria história. A frase “quando a gente sabe de onde veio, é fácil avançar” sintetiza essa abordagem. Ao mesmo tempo, o candidato reconhece que ainda há desafios pela frente ao afirmar que “ainda preciso fazer mais”. O jingle reforça essa identidade popular ao apresentar Jerônimo como “um de nós” e “cara do povo”.

 

PRINCIPAIS TEMAS:

Saúde, educação, transporte e infraestrutura.

 

A campanha prioriza a apresentação de realizações e investimentos dos governos petistas, especialmente em áreas com forte impacto no cotidiano da população.

Ronaldo Mansur não participará de ato de Lula em Salvador nesta sexta-feira
Fotos: Live Comunicação

O candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, não participará do ato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para esta sexta-feira (28), em Salvador. O presidente fará uma caminhada com apoiadores no bairro da Liberdade.

 

Apesar de a Federação PSOL/Rede na Bahia apoiar a reeleição de Lula, Mansur afirmou que optou por não comparecer ao evento por considerar que a atividade está relacionada à chapa majoritária da coligação do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que também disputa a reeleição e é adversário de Mansur na corrida pelo governo estadual.

 

Segundo o candidato, a decisão busca evitar uma situação de constrangimento durante o ato. “Apoiamos a reeleição do nosso presidente Lula, temos unidade de esquerda na luta em muitas pautas na Bahia, mas neste momento, defendemos projetos para as eleições que nos diferem”, declarou.

 

Mansur afirmou ainda que mantém o apoio a pautas defendidas pelo partido, entre elas a realização de uma auditoria da dívida pública, mudanças no sistema tributário para ampliar a cobrança sobre os mais ricos e oposição a novas alterações na Previdência.

Lula defende Jaques Wagner e diz ter 'consciência' de sua honestidade em caso Banco Master
Foto: Paula Fróes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (27), durante entrevista à TV Globo, que tem “consciência” de que o senador Jaques Wagner (PT-BA) é honesto. A declaração ocorreu em meio às suspeitas que envolvem o petista no caso Banco Master. Lula disse que não pretende romper politicamente com Wagner com base nas acusações e defendeu que qualquer eventual responsabilidade seja definida a partir das investigações da Polícia Federal e da Justiça. 

 

“Ele é um homem que tem relação comigo. Não posso colocar em dúvida o comportamento comigo. Tenho consciência de que o Wagner é honesto. Se ele cometeu um crime, vai pagar. Não sou uma pessoa que mudo de calçada se um amigo for acusado.”

 

O presidente também afirmou que não considera uma investigação suficiente para atribuir culpa e criticou avaliações baseadas em suposições. “Não posso fazer política vivendo de ilações todo santo dia. O Banco Master causou um prejuízo a esse país de 60 bilhões de reais. Não foram 60 dólares. Há muita gente nesse país envolvido. Jaques tem relação com Augusto [Lima], que não era do Master. Não posso fazer política com base em ilações. As pessoas são inocentes até que se prove o contrário”, afirmou o presidente.

 

Wagner é alvo de uma investigação da Polícia Federal sobre um esquema envolvendo o Banco Master. O senador nega ter recebido vantagens ou atuado em benefício da instituição.

Angelo Coronel declara 'página virada' em partido e prevê virada no cenário da Bahia
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que a possibilidade de mudança de partido ficou para trás e classificou o assunto como “página virada”. O parlamentar também avaliou que as articulações em torno da chapa majoritária mostram preocupação de integrantes da base governista com a disputa pelo Senado. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (24), durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, na série especial “Vota BN”.

 

Segundo Coronel, reuniões realizadas por lideranças para discutir sua participação na chapa acabaram sendo interpretadas por ele como um sinal de que sua candidatura passou a incomodar setores do grupo governista. “Para mim, é uma pauta, página virada. Ao mesmo tempo, eu fico lisonjeado de marcarem uma reunião com, sei lá, cento e tantos prefeitos, onde a pauta principal foi o ‘episódio Coronel’. Então, significa que Coronel deve estar gerando algum incômodo”, afirmou.

 

O senador também criticou as articulações que, segundo ele, discutiam uma eventual posição de suplente na chapa, enquanto Jaques Wagner (PT) permaneceria como titular. “Eu dormi muito vaidoso quando eu vi os vídeos. O Rui Costa principalmente, contando a história que Lula ia ligar para Diego [Coronel], que ia me ligar, que ia dar quatro anos a Wagner. Depois mais quatro anos. Gente, tudo isso estava se falando de suplência, ninguém estava falando de titularidade”, disse.

 

Para o parlamentar, as movimentações demonstram que a vaga para o Senado é um dos principais pontos de disputa dentro da composição governista. “Eu só tenho a dizer isso: eles estão preocupados com a vaga de Senado, porque, se não estivessem preocupados, não estariam se reunindo e, a todo momento, me depreciando no interior perante os prefeitos”, declarou.

 

O republicano também falou sobre a relação com prefeitos baianos que, neste momento, sinalizam apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e aos nomes ligados ao grupo governista para o Senado. Na avaliação de Coronel, os gestores municipais possuem autonomia para rever seus posicionamentos conforme a campanha avance.

 

“O prefeito vai fingir que está recebendo a pressão do governo, vai fingir até que está obedecendo, mas prefeito (a), são pessoas independentes, são pessoas que estão no cargo porque o povo os elegeu. Não estão no cargo por imposição de governador ou de ministro”, afirmou.

 

Coronel acredita que o cenário eleitoral ainda pode sofrer mudanças significativas nas próximas semanas. Ele citou o início de setembro como um momento de maior movimentação das lideranças baianas. O parlamentar afirmou ainda que espera continuar entre as opções consideradas pelos prefeitos na corrida pelo Senado.

 

ASSISTA O PROGRAMA COMPLETO:

TRE-BA revoga liminar favorável a José Estêvão e devolve comando do Democracia Cristã a Ariel Capistrano
Fotos: DivulgaCand e Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) extinguiu nesta sexta-feira (21) a ação que garantia a José Estêvão o comando estadual do Democracia Cristã (DC). A decisão foi assinada pela desembargadora eleitoral Patrícia Didier de Morais Pereira.

 

Com isso, Ariel Capistrano volta a ser o principal nome à frente do partido no estado em meio à disputa interna pelo controle da sigla e pela candidatura ao governo baiano. Capistrano e Estêvão reivindicam o direito de representar o DC na eleição e aguardam a decisão da Justiça para saber quem será o candidato do partido.

 

Ao encerrar o processo sem julgamento do mérito, a magistrada entendeu que a discussão sobre quem tem legitimidade para dirigir o partido e praticar atos eleitorais deve ser resolvida nos processos específicos de registro de candidatura e de regularidade partidária, e não por meio da ação apresentada por José Estêvão.

 

Após a decisão, Ariel Capistrano afirmou ao g1 que o resultado confirma a expectativa de seu grupo político e disse que sua campanha nunca foi interrompida, apesar da disputa judicial. "Decisão judicial se cumpre e foi feita justiça, como já prevíamos. Tanto que fizemos convenção e seguimos fazendo campanha, inclusive no interior do estado. Acho que a decisão anterior nos prejudicou, pois fomos alijados de entrevistas e outros atos. Agora é seguir com o que nunca parou, diversificar e intensificar nossa campanha", declarou.

 

Já José Estêvão informou que recorrerá da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e afirmou estar confiante em uma reversão do entendimento adotado pelo TRE-BA. "Já estamos recorrendo ao TSE, até porque toda essa situação pode ocasionar uma insegurança jurídica. A outra convenção do partido é clandestina, nós é que tínhamos o respaldo jurídico na época. Nossa campanha estava nas ruas, ganhando visibilidade, senti que estava impactando as pessoas. Não vamos desmobilizar, mas ficamos impedidos de compromissos oficiais. Hoje tivemos que cancelar a entrevista que daríamos na TV Band. Vamos continuar nossa campanha nas redes sociais e acredito que o julgamento não vai demorar e estamos confiantes que tudo vai ser revertido", afirmou.

 

A DISPUTA

A crise no Democracia Cristã se intensificou em junho, quando o partido, sob a liderança de Ariel Capistrano, anunciou a retirada da pré-candidatura de José Estêvão ao governo da Bahia. Na ocasião, a legenda argumentou que o projeto eleitoral não demonstrava viabilidade competitiva e indicou alinhamento com a candidatura à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

Dias depois, uma nova composição da direção estadual divulgou comunicado informando que José Estêvão voltaria a disputar o governo. O grupo ligado ao político sustentava que mudanças anteriores na estrutura partidária haviam sido revistas pela direção nacional da sigla.

 

Na ação apresentada ao TRE-BA, Estêvão alegou que sua destituição do comando estadual ocorreu de forma irregular e pediu o reconhecimento de sua permanência na presidência do partido. Durante a tramitação do processo, Ariel Capistrano ingressou na ação defendendo a validade de decisões judiciais anteriores favoráveis ao seu grupo e contestando a liminar que beneficiava o adversário.

 

Ao extinguir o processo, a desembargadora ressaltou que as controvérsias sobre quem tem legitimidade para dirigir o partido e conduzir os atos eleitorais da legenda deverão ser analisadas nos processos de registro de candidaturas e no Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap).

Alcolumbre envia PEC do fim da escala 6x1 para CCJ do Senado
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta de emenda à Constituição PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. 

 

O relator da matéria na CCJ será o senador Omar Aziz (PSD-AM).

 

Na semana passada, Alcolumbre havia sinalizado que iria destravar o andamento da proposta na Casa após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

A PEC do fim da escala foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio, e reduz a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

 

A PEC estabelece ainda dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial. 

 

PEC DA SEGURANÇA PÚBLICA

A PEC da Segurança Pública (18/2025) também foi enviada para a CCJ do Senado. O texto ficará sob a relatoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE).

 

Aprovada pelos deputados federais em março, a PEC reorganiza o sistema de segurança pública no país, como a destinação parcial da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

 

As duas PECs precisam ser aprovadas na comissão. Depois, serão encaminhadas ao Plenário, necessitando do aval de 49 senadores, no mínimo, em dois turnos. Em seguida, é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

 

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que as coisas vão, não sei se o Soberano chega inteiro em outubro. Mas não foi o único que levou bola nas costas também. Tiveram que recorrer até ao passado pra lembrar da conexão entre o Pernambucano e o Capitão, por exemplo. Enquanto isso, o passado deixa outros tristes. Não é, Ferragamo? Mas o futuro também tira o sono de alguns. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, já tem seu plano B. Saiba mais!

Pérolas do Dia

André Viana

André Viana
Foto: Antena 1 Salvador

"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade". 


Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) nesta segunda
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar as principais lideranças políticas na disputa pelo Executivo estadual e pelo Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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