Artigos
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
Multimídia
Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
cenario politico
A Associação Comercial da Bahia (ACB), em parceria com o LIDE Bahia e o portal Política Livre, realiza, no dia 21 de setembro, uma edição do projeto Diálogos que Transformam, com foco nos cenários políticos da Bahia e do Brasil.
O encontro será realizado às 19h, no Palacete Tirachapéu, em formato de jantar. O convidado será o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ).
Lavareda apresentará a palestra “O Brasil às vésperas das urnas: uma leitura do cenário político de 2026.” A discussão deve abordar os movimentos da disputa eleitoral, o comportamento do eleitorado e as tendências apontadas pelas pesquisas.
Também estarão em pauta fatores que podem influenciar as eleições nos âmbitos estadual e federal, em um momento de preparação para o pleito de 2026.
O senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que a possibilidade de mudança de partido ficou para trás e classificou o assunto como “página virada”. O parlamentar também avaliou que as articulações em torno da chapa majoritária mostram preocupação de integrantes da base governista com a disputa pelo Senado. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (24), durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, na série especial “Vota BN”.
Segundo Coronel, reuniões realizadas por lideranças para discutir sua participação na chapa acabaram sendo interpretadas por ele como um sinal de que sua candidatura passou a incomodar setores do grupo governista. “Para mim, é uma pauta, página virada. Ao mesmo tempo, eu fico lisonjeado de marcarem uma reunião com, sei lá, cento e tantos prefeitos, onde a pauta principal foi o ‘episódio Coronel’. Então, significa que Coronel deve estar gerando algum incômodo”, afirmou.
O senador também criticou as articulações que, segundo ele, discutiam uma eventual posição de suplente na chapa, enquanto Jaques Wagner (PT) permaneceria como titular. “Eu dormi muito vaidoso quando eu vi os vídeos. O Rui Costa principalmente, contando a história que Lula ia ligar para Diego [Coronel], que ia me ligar, que ia dar quatro anos a Wagner. Depois mais quatro anos. Gente, tudo isso estava se falando de suplência, ninguém estava falando de titularidade”, disse.
Para o parlamentar, as movimentações demonstram que a vaga para o Senado é um dos principais pontos de disputa dentro da composição governista. “Eu só tenho a dizer isso: eles estão preocupados com a vaga de Senado, porque, se não estivessem preocupados, não estariam se reunindo e, a todo momento, me depreciando no interior perante os prefeitos”, declarou.
O republicano também falou sobre a relação com prefeitos baianos que, neste momento, sinalizam apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e aos nomes ligados ao grupo governista para o Senado. Na avaliação de Coronel, os gestores municipais possuem autonomia para rever seus posicionamentos conforme a campanha avance.
“O prefeito vai fingir que está recebendo a pressão do governo, vai fingir até que está obedecendo, mas prefeito (a), são pessoas independentes, são pessoas que estão no cargo porque o povo os elegeu. Não estão no cargo por imposição de governador ou de ministro”, afirmou.
Coronel acredita que o cenário eleitoral ainda pode sofrer mudanças significativas nas próximas semanas. Ele citou o início de setembro como um momento de maior movimentação das lideranças baianas. O parlamentar afirmou ainda que espera continuar entre as opções consideradas pelos prefeitos na corrida pelo Senado.
ASSISTA O PROGRAMA COMPLETO:
A divisão baseia-se em uma tabela de representatividade partidária divulgada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As propagandas vão ao ar entre 28 de agosto e 1º de outubro.
De acordo com o tribunal, o partido do presidente Lula terá mais tempo de televisão por compor a federação Brasil da Esperança, que integra PT, PCdoB e PV. Além deles, a candidatura de Lula terá o apoio de PSB, PDT e da federação Psol-Rede, o que dá a vantagem ao petista. Serão aproximadamente 5min32s de tempo de televisão para Lula nas propagandas eleitorais.
Ainda que o PL seja o segundo partido com mais deputados federais eleitos (98), o partido não conseguiu costurar alianças que deem ao candidato um aumento no tempo de televisão. Na última semana, a cúpula da federação formada por PP e União Brasil decidiu não estar em nenhum palanque nacional. O Republicanos e o Podemos também adotarão posição de neutralidade.
O cenário é diferente de 2022. Naquela ocasião, Jair Bolsonaro (PL) recebeu o apoio formal de PP e Republicanos antes das convenções. Sem esse apoio, Flávio deverá ter em torno de 4min20s nas propagandas eleitorais.
O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, será o terceiro na lista de candidatos com tempo de televisão. O ex-governador de Goiás também não tem apoio de outros partidos. A sua sigla, no entanto, tem 42 deputados na Câmara e fica atrás somente da federação União-Progressista (que não tem candidato), do PT e do PL.
Com isso, Caiado deverá ter cerca de 2 minutos e 2 segundos na televisão.
O último candidato com tempo de propaganda gratuita é Augusto Cury, do Avante. O partido tem 7 deputados eleitos e deve ter 36 segundos nas propagandas.
Outros dois candidatos não atingiram o mínimo esperado pela cláusula de desempenho e, por isso, não terão tempo de televisão. O partido Novo tem apenas 5 deputados e 1 senador eleitos. Sem novas alianças, Romeu Zema não terá acesso à propaganda eleitoral gratuita.
Renan Santos também é outro que aparece bem posicionado nas pesquisas eleitorais e que não terá tempo de televisão. Seu partido, o Missão, tem apenas um deputado eleito e não poderá entrar na divisão do tempo.
COMO FUNCIONA A DIVISÃO
A chamada cláusula de desempenho é uma regra que estabelece que os partidos precisam atingir um percentual mínimo de votos válidos para a Câmara dos Deputados ou um número mínimo de deputados eleitos para ter acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda na televisão e no rádio. Na prática, essa norma força os partidos a terem um desempenho nacional e não apenas regional.
O cálculo de tempo de propaganda eleitoral gratuita considera os 510 deputados federais eleitos. Do tempo total, 90% é distribuído proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos em 2022. Os 10% restantes são divididos igualmente entre os partidos que superaram a cláusula de desempenho.
Na última eleição geral, em 2022, 15 partidos não atingiram a cláusula. Naquele ano, para superar a “barreira”, as agremiações precisavam eleger ao menos 11 deputados federais, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação, nove estados ou oito estados e no Distrito Federal; ou conseguir ao menos 2% dos votos válidos, com um mínimo de 1% em nove estados.
Para este ano, será preciso eleger 13 deputados federais em pelo menos um terço das unidades da federação, nove estados ou oito estados e no Distrito Federal; ou obter pelo menos 2,5% dos votos válidos, com um mínimo de 1,5% em nove estados.
As eleições seguintes terão um critério ainda mais ampliado. Em 2030, as siglas precisarão ter 3% dos votos válidos nacionais para a Câmara dos Deputados, com 2% dos votos válidos em pelo menos um terço das unidades da Federação. Eles também poderão ter acesso ao fundo e ao tempo de televisão se elegerem 15 deputados seguindo o mesmo critério.
Em 2026, dois blocos de 12 minutos e 30 segundos serão exibidos às terças, quintas e sábados no rádio e televisão. Ainda serão divulgadas inserções de 30 e 60 segundos, distribuídas ao longo da programação. Para isso, as emissoras devem reservar 70 minutos diários.
FLÁVIO COM MAIS TEMPO QUE JAIR
Mesmo atrás de Lula, esse será o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita que a família Bolsonaro terá desde que começou a disputar as eleições. Em 2018, o ex-presidente Jair Bolsonaro teve apenas 8 segundos de tempo de televisão. Na ocasião, Geraldo Alckmin era o candidato do PSDB e liderou o tempo com 5min32s. Fernando Haddad era o candidato do PT e apareceu com 2min23s.
Lula havia sido registrado como candidato do PT, mas o TSE rejeitou a candidatura com base na Lei da Ficha Limpa e aceitou o registro de Haddad somente em setembro, depois do início da campanha.
Já em 2022, Bolsonaro ampliou o tempo de televisão, mas mesmo como presidente, ficou atrás de Lula. O petista tinha 3min23s enquanto o então mandatário teve 2min45s.
Que futebol e política conversam, já é sabido. Não à toa, vemos de maneira muito comum nomes influentes do esporte brasileiro atuando nas câmaras estaduais e federais — a exemplo do tetracampeão mundial Romário e de Bobô, ídolo do Bahia e campeão brasileiro em 1988. Agora, a tendência parece ser outra: as novas filiações partidárias estão bebendo da referência de anúncios de mercado da bola "à la" Fabrizio Romano.
No último fim de semana, o portal Camarote da República utilizou uma forma diferente para anunciar a filiação de Simone Tebet ao PSB. Ela estava no MDB há 29 anos. Na imagem, a frase "Here we go!", marca registrada de Fabrizio Romano — um dos maiores jornalistas e especialistas em transferências de futebol do mundo —, foi utilizada para ilustrar a nova "janela" política. Veja:
?????? ASSINOU
— Camarote da República (@camarotedacpi) March 28, 2026
Simone Tebet assinou ontem com o PSB e reforça a campanha do time no Campeonato Paulista do Senado. Há 29 anos no MDB, Tebet muda de partido e de estado para disputar sob palanque do Presidente Lula em São Paulo. pic.twitter.com/QfBEbr3U6R
Para aproveitar a brincadeira, um usuário do X (antigo Twitter) criou um card de estatísticas da ministra. Entre os dados listados estão: uma corrida presidencial, um ministério assumido, o terceiro lugar na disputa pelo Planalto em 2022 (com 4,16% dos votos) e três processos vencidos na Justiça. Os dados são do “Lulascore”, alusão ao site de estatísticas Sofascore, que deu nota 8.4 para a Ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil.
Números de Simone Tebet (2002-2026)
— guinhoshambala (@guinhotina) March 28, 2026
???? 1/1 corridas presidenciais (!)
???? 1/1 ministérios assumidos
????? 3° lugar em 2022 (!)
????? 4,6% dos votos (intenções de voto em 5%)
?????????? 3/3 processos vencidos na justiça
????3 cargos fodas
Nota Lulascore: ???? 8,4
Cabe no seu partido, eleitor? pic.twitter.com/AeZs7oP541
Entre as referências da página, estão outras maneiras de anunciar diferentes estágios na “janela de transferências” política. Entre as notícias, figuram o acerto de André Janones com a Rede Sustentabilidade e a proximidade da “assinatura de contrato” do ex-presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, trocando o PSD pelo PSB.
?????? Janones acerta contratação com a Rede Sustentabilidade afirmando que será um partido que lhe dará carta branca pra "sentar o cacete no gado" e "descer o bambu no Flávio Bolsonaro".
— Camarote da República (@camarotedacpi) March 27, 2026
Anúncio da assinatura foi feito ao lado de Paulo Lamac, porta-voz nacional da Rede. pic.twitter.com/BLZ0LXT2gy
?????? FALTA ASSINAR
— Camarote da República (@camarotedacpi) March 27, 2026
Rodrigo Pacheco (PSD) diz que a proposta do PSB é "sedutora". Pacheco está atrás de um novo partido para disputar o Governo de Minas Gerais sob palanque do Presidente Lula. PSB e MDB são cotados para receber o ex-presidente do Congresso. pic.twitter.com/3doqI8y64g
ELEIÇÕES 2026
O portal Camarote da República pertence aos administradores Paola Costa e Stevens, como se identificam no X. As eleições (ou o "mercado da bola", como preferir) terão início no dia 4 de outubro, com encerramento no dia 25. Neste ano de 2026, além do novo presidente, o Brasil elegerá governadores, deputados estaduais e federais, além de senadores.
QUEM É FABRIZIO ROMANO?
Fabrizio Romano é um jornalista italiano que se tornou a maior autoridade global em notícias sobre contratações no futebol. Sua trajetória de sucesso começou aos 18 anos, quando recebeu informações privilegiadas sobre a ida de Mauro Icardi para o Barcelona, mas o fenômeno mundial veio com a criação do seu bordão icônico: "Here we go!".
A expressão surgiu de forma espontânea em suas redes sociais para confirmar que um negócio estava 100% selado, servindo como um selo de garantia em um meio repleto de especulações vazias. Hoje, o "Here we go!" se tornou um dos grandes bordões do jornalismo esportivo que paralisa a internet, sendo aguardado por torcedores de todos os continentes como a palavra final antes do anúncio oficial dos clubes.
Conhecida como a Terra das Carrancas, o município de Juazeiro, no Vale do São Francisco, é um dos pontos estratégicos da disputa eleitoral em 2024. Com 158.229 de eleitores e como o 5º maior colégio eleitoral do estado, Juazeiro desponta com sete pré-candidatos à prefeitura, sendo três deles, candidatos da Federação Brasil Esperança, aliados ao governo estadual.
Atualmente, o quinto município mais populoso da Bahia é administrado por Suzana Ramos (PSDB), a primeira prefeita eleita da cidade, com mais de 64 mil votos em 2020. Candidata a reeleição em outubro, a juazeirense já foi eleita por três mandatos consecutivos como vereadora, entre 2004, 2008 e 2012.
Em oposição à prefeita, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, se encontra fragmentada entre três pré-candidatos, um para cada partido. No PT, partido do governador Jerônimo Rodrigues, o nome do ex-prefeito do município, Isaac Carvalho (PT), foi anunciado em agosto de 2022. Eleito duas vezes consecutivas em Juazeiro, pelo PCdoB, entre 2009 e 2016, as condições de elegibilidade do atual petista são incertas.
Apontado como inelegível até 2030, em decorrência do processo de improbidade administrativa no Tribunal de Contas da União (TCU), Isaac negou as acusações através de sua assessoria jurídica, alegando que “ao contrário do divulgado, a decisão [do TCU] reforça a prescrição do processo e garante que Isaac pode ser candidato.” Na mesma nota, o ex-comunista declarou que “é de conhecimento de toda a população, inclusive de setores da imprensa e dos bastidores da política, o nome dele é o que mais se destaca como principal opositor da atual prefeita”.
No Partido Verde (PV) e no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), a disputa ocorre nos corredores da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), entre os deputados estaduais Roberto Carlos (PV) e Zó (PCdoB).
LEIA MAIS:
Natural de Uauá, município na região norte do estado, Roberto Carlos foi eleito vereador de Juazeiro por três mandatos, tendo assumido dois deles, entre 1997 e 2004, representando o Partido Democrático Brasileiro (PDT). Na AL-BA, o legislador cumpre seu 5º mandato, sendo este o primeiro pelo Partido Verde e a Federação Brasil Esperança. No cenário atual, Roberto Carlos é apontado como um dos favoritos, porém, além de disputar os votos da população juazeirense, ele também compete pelo suporte do governador Jerônimo Rodrigues.
Do outro lado da disputa, o deputado comunista Crisostomo Antônio Lima, o “Zó”, acumula três mandatos na Câmara de Vereadores de Juazeiro, entre 2005 e 2014, ano em que se elegeu para a AL-BA. Xiquexiquense, Zó também busca o apoio do governo, mas segundo apuração do Bahia Notícias, as chances diminuíram após a ausência do PCdoB na eleição para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), na Assembleia, em março deste ano.
Em meio a alguns cenários incertos, Andrei Gonçalves, conhecido como Andrei da Caixa, surge como uma alternativa do MDB para a disputa no município. Eleito em 2023 como novo presidente do diretório municipal do MDB em Juazeiro, para o biênio de 2023 a 2025, o emedebista também participou da campanha em prol do governador Jerônimo Rodrigues em 2022, nas eleições estaduais. Como já reportado pelo Bahia Notícias, lideranças do partido afirmaram que a apresentação de um “novo nome” na disputa poderia colaborar para que o candidato escapasse da rejeição do eleitorado com relação aos pré-candidatos já lançados.
Com articulação mais recente, o PSB também deve anunciar um candidato à prefeitura de Juazeiro. O principal nome em discussão é o do ex-prefeito de Juazeiro e ex-deputado federal, Joseph Bandeira. Eleito como chefe do executivo municipal por dois mandatos, de 1989 a 1992 e 2001 a 2004, Joseph também deve liderar uma campanha para a eleição de vereadores no município. Ainda sem anúncio oficial, a formalização da pré-candidatura do veterano deve ocorrer nos próximos dias.
O sétimo candidato ao cargo municipal é o Coronel da Reserva da Polícia Militar, Anselmo Bispo (PSD). Na última eleição, em 2020, o oficial se candidatou pelo União Brasil, como uma opção de “novo modelo de gestão” no município e obteve 12 mil votos, ficando em terceiro lugar na disputa. Em entrevista ao Rede GN, parceiro do Bahia Notícias, em novembro do ano passado, o candidato alegou, entretanto, que não descartava a opção de retirar candidatura e apoiar outra sigla em 2024. Até o momento, a candidatura continua mantida.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento".
Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).