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Alckmin defende ajuste fiscal sobre "super salários" e proteção de aposentados em visita à Bahia

Por Victor Hernandes / Daniel Araújo

Fotos: Victor Hernandes / Bahia Notícias

Nesta quinta-feira (15), em Salvador, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu a realização de um ajuste fiscal, porém com foco em cortes de privilégios e "super salários", criticando a possibilidade de penalizar aposentados e a classe média.

 

Em coletiva durante o encontro com empresários baianos, Alckmin destacou que 70% dos aposentados e pensionistas do INSS recebem apenas um salário mínimo (R$ 1.621) e que, muitas vezes, enfrentam dificuldades adicionais, como falta de moradia própria e problemas de saúde. "Você quer tirar dele R$ 40?", questionou o vice-presidente.

 

Segundo Alckmin, o foco do ajuste deve ser os "super salários" e os privilégios que, em alguns casos, chegam a R$ 300 mil ou R$ 400 mil. Ele ressaltou a experiência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na condução da economia e alertou sobre os riscos de colocar pessoas inexperientes em posições de alta relevância, em referência ao candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL), o que, em sua visão, pode levar a resultados desastrosos para o país.

 

Para o vice-presidente, a solução passa pelo crescimento econômico: "Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, e segurar a despesa. Aí você melhora a relação dívida/PIB", explicou. Alckmin enfatizou a importância de evitar a recessão e o desemprego, protegendo a classe média e a população de baixa renda de arcar com os custos do ajuste fiscal.

 

A visita de Alckmin à capital baiana, acompanhado do governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT), faz parte da mobilização nacional para o segundo turno das eleições presidenciais, visando fortalecer a campanha do presidente Lula no estado.