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Artigos

Adriano Sampaio
O Espectro Invisível das Pesquisas
Foto: Acervo pessoal

O Espectro Invisível das Pesquisas

Os fantasmas metodológicos que distorcem a intenção de voto

Multimídia

Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador

Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador
O secretário estadual de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, afirmou que o período em que o Teatro Castro Alves (TCA) permaneceu fechado para reforma evidenciou a carência de grandes espaços para espetáculos em Salvador. Em entrevista ao Projeto Prisma, ele classificou o equipamento como o principal complexo cultural das regiões Norte e Nordeste.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

economia

Copom inicia nesta terça reunião para definir taxa básica de juros
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça-feira (4) a quinta reunião de 2026, em meio às projeções do mercado financeiro para novos cortes nos juros e redução das expectativas sobre a inflação.

 

A decisão sobre a Taxa Selic será anunciada na noite de quarta-feira (5), depois de dois dias de discussões acerca do cenário econômico nacional e internacional.

 

A Selic está em 14,25% ao ano – menor nível de 2026, após três reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual promovidas pelo Copom nas reuniões de março, abril e junho.

 

Na véspera do encontro, o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (3) mostrou mudança nas expectativas do mercado financeiro. A mediana das projeções para a Selic ao fim de 2026 caiu de 14% para 13,75%, após cinco semanas de estabilidade.

 

As projeções do mercado, portanto, sugerem que o Banco Central promova pelo menos um ou dois novos cortes até o final do ano.

 

BOLETIM FOCUS

 

Pela quinta semana consecutiva, os analistas consultados pelo BC para a elaboração do boletim reduziram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, considerada a inflação oficial do país) para o ano. A estimativa passou de 5,12% para 5,03%.

 

Apesar da melhora, a projeção continua acima do teto da meta contínua de inflação perseguida pelo Banco Central. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o limite superior é de 4,5%.

 

TAXA SELIC

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional e serve de referência para as demais taxas da economia. O índice é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.

 

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida. Juros mais altos encarecem o crédito, estimulam a poupança e reduzem pressões sobre os preços.

 

Por outro lado, taxas mais elevadas também podem dificultar a expansão da economia. Além da Selic, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro ao definir os juros cobrados dos consumidores.

 

Quando a Selic é reduzida, a tendência é de crédito mais barato, o que favorece consumo e investimentos e estimula a atividade econômica.

 

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial, além do comportamento do mercado financeiro.

 

No segundo dia, os integrantes do comitê analisam os cenários e definem o nível da taxa básica de juros.

 

META

Pelo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação definida pelo CMN é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dessa forma, o limite inferior é de 1,5%, e o superior, de 4,5%.

 

Embora as projeções do mercado para a inflação tenham recuado nas últimas semanas, as estimativas permanecem acima do teto da meta para 2026, fator que continua no radar do Banco Central ao definir os rumos da política monetária.

FGTS: 138 milhões de trabalhadores receberão R$ 13 bilhões de lucros
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (28) a distribuição de R$ 13,04 bilhões aos trabalhadores, referente ao resultado positivo obtido pelo fundo em 2025.

 

O valor corresponde a 89% do lucro de R$ 14,65 bilhões registrado no exercício. Ao todo, cerca de 138,2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras serão beneficiados pela distribuição.

 

Segundo a proposta aprovada pelo colegiado, o crédito será feito de forma proporcional ao saldo existente em cada conta vinculada em 31 de dezembro de 2025.

 

Os recursos serão creditados nas contas vinculadas do FGTS até 31 de agosto, conforme prevê a legislação.

 

Terão direito ao recebimento os trabalhadores que possuíam saldo positivo em contas do fundo em 31 de dezembro de 2025, incluindo contas ativas e inativas.

Exportações batem recorde e déficit das contas externas cai em junho
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

As exportações brasileiras bateram recorde histórico em junho e contribuíram para a melhora das contas externas do país.

 

De acordo com as Estatísticas do Setor Externo divulgadas nesta terça-feira (28) pelo Banco Central (BC), o déficit em transações correntes ficou em US$ 2,3 bilhões no mês, menos da metade do resultado negativo de US$ 5,2 bilhões registrado em junho de 2025.

 

A redução do déficit foi impulsionada principalmente pelo desempenho da balança comercial. O superávit comercial alcançou US$ 8,8 bilhões em junho deste ano, ante US$ 5,2 bilhões no mesmo mês do ano passado.

 

Na comparação interanual, houve aumento de US$ 3,6 bilhões no saldo positivo do comércio exterior.

 

As exportações de bens somaram US$ 36,4 bilhões, o maior valor da série histórica do Banco Central. O resultado representa crescimento de 24,8% em relação a junho de 2025. As importações também avançaram, alcançando US$ 27,6 bilhões, alta de 15,3% na mesma comparação.

 

Apesar da melhora da balança comercial, o déficit na conta de serviços aumentou US$ 0,7 bilhão em relação a junho do ano passado, totalizando US$ 5,1 bilhões.

 

O resultado foi influenciado principalmente pelo crescimento das despesas líquidas com viagens internacionais, transporte e serviços de telecomunicações, computação e informação.

 

No acumulado de 12 meses encerrado em junho, o déficit em transações correntes somou US$ 61,4 bilhões, equivalentes a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB). Em junho de 2025, o saldo acumulado negativo era de US$ 75,5 bilhões, ou 3,52% do PIB.

 

INVESTIMENTOS

Investimentos
Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$ 9,1 bilhões em junho, ante US$ 3,1 bilhões no mesmo mês do ano passado. Em 12 meses, o investimento direto acumulado alcançou US$ 89,3 bilhões, o equivalente a 3,58% do PIB.

 

Já os investimentos em carteira registraram saída líquida de US$ 0,6 bilhão no mês. Houve retirada líquida de US$ 2,2 bilhões em ações e fundos de investimento, parcialmente compensada por ingressos de US$ 1,6 bilhão em títulos no mercado doméstico.


RESERVAS
As reservas internacionais fecharam junho em US$ 367,6 bilhões, redução de US$ 3,6 bilhões em relação a maio. Segundo o Banco Central, contribuíram para a queda do estoque as variações cambiais entre as moedas que compõem as reservas, as vendas de dólares no mercado à vista e as oscilações nos preços dos ativos.

Durigan chama Milei de "palhaço" e descarta recessão no Brasil em 2027
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se referiu ao presidente argentino Javier Milei como "palhaço" em entrevista concedida nesta segunda-feira (27) e afirmou que a economia brasileira está em situação melhor do que a da Argentina. O ministro também afastou a possibilidade de recessão no Brasil em 2027.

 

As declarações foram feitas em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, em resposta à visita de Milei ao Brasil no fim de semana anterior. O presidente argentino esteve em São Paulo neste sábado (25) para participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República, cargo disputado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

"O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil e falou de Brasil, quando o risco país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta", declarou Durigan.

 

O ministro listou indicadores para sustentar a comparação favorável ao Brasil: mínimas históricas de desemprego e inflação, recordes na balança comercial, safra expressiva e queda no desmatamento. Segundo ele, o risco-país brasileiro é menor do que o argentino.

 

Ainda assim, Durigan reconheceu os problemas da economia doméstica. "Não estou dizendo que está tudo resolvido. Juros altos que afetam todo mundo; agricultores, família, empresas. Eu tenho que pagar juros altos para rolar a dívida, me incomoda muito", afirmou.

 

Para reduzir os juros, o ministro defendeu três frentes: corte de gastos obrigatórios, manutenção do arcabouço fiscal vigente, com possibilidade de endurecimento da norma, e modernização do Estado. Durigan também rejeitou prognósticos pessimistas sobre a trajetória da economia. "Não dá para entrar na onda dessas pessoas que dizem que vai virar apocalipse", disse.

 

Sobre o desempenho econômico esperado para o próximo ano, o ministro projetou crescimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027. Ele admitiu que há projeções mais conservadoras, de 1%, mas descartou o cenário de recessão. 

 

As falas do Ministro da Fazenda ocorreram após Milei fazer um discurso em espanhol de quase meia hora em São Paulo associando a corrida presidencial brasileira a uma "transformação política em curso" na América Latina, com países da região se alinhando à direita.

 

O presidente argentino também atacou figuras do campo político oposto. Chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de "lixo careca", por este ter negado pedido de visita a Jair Bolsonaro, e se referiu ao presidente Lula como "presidiário".

Simpar vende controladora da CS Porto Aratu por R$ 1,8 bi
Foto: Divulgação/CS Portos

A Simpar firmou contrato de compra e venda vinculante com a ICTSI Americas para alienar a HSIM, holding que detém integralmente a CS Porto Aratu, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador O negócio foi fechado por enterprise value de R$1,8 bilhão, conforme fato relevante divulgado pela companhia nesta quinta-feira (23).

 

Segundo informações publicadas pelo UOL, o valor total da operação contempla R$ 750 milhões em equity value e R$1,0 bilhão de dívida líquida apurada no primeiro trimestre de 2026.

 

O pagamento do equity value será dividido em duas parcelas. Serão desembolsados R$ 650 milhões na data de fechamento da transação; os R$100 milhões restantes serão pagos na modalidade earn-out, em prazo de 18 meses a contar do encerramento do negócio.

 

A Simpar aportou R$900 milhões no CS Porto Aratu para modernizar a infraestrutura e ampliar a capacidade operacional do terminal, que atingiu potencial de movimentação de 9,5 milhões de toneladas por ano, conforme informado pela própria companhia.

 

O contrato foi assinado pela Simpar em conjunto com sua subsidiária CS Brasil Holding. As duas empresas controlam a HSIM com participações de 63,27% e 36,73%, respectivamente.

Durigan defende mais regras para bets e compara apostas a cigarro
Fotos: Washington Costa / MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo brasileiro precisa ampliar a regulamentação e a tributação das casas de apostas esportivas, conhecidas como bets, para reduzir o incentivo ao uso pela população, destacou matéria do portal Bp Money.

 

Durante a Expert XP, evento da XP Investimentos, Durigan comparou o setor de apostas ao mercado de cigarros e defendeu maior controle sobre as empresas que atuam no segmento. “Temos que tratar bet igual tratamos cigarro. As empresas que operam nesse segmento precisam informar ao governo sobre todas as apostas feitas e pagar o tributo devido”, afirmou o ministro.

 

Segundo Durigan, a cobrança de impostos também funciona como uma forma de desestimular uma atividade que, na avaliação dele, pode prejudicar financeiramente parte da população.

 

GOVERNO QUER LIMITAR APOSTA DE PESSOAS ENDIVIDADAS

Além da tributação, o ministro defendeu restrições para impedir que pessoas em situação financeira vulnerável utilizem plataformas de apostas.

 

Durigan afirmou que beneficiários de programas sociais, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de pessoas endividadas que participam do Desenrola, não deveriam apostar. “Quem recebe Bolsa Família, BPC ou quem está endividado e vai tentar renegociar dívida no Desenrola, não pode apostar em bet”, disse.


Além disso, o ministro afirmou que o governo trabalha para reduzir a publicidade de casas de apostas no país.


FAZENDA DEBATE USO DE DADOS PARA REDUZIR ENDIVIDAMENTO

Durigan também defendeu uma maior atuação do governo e do sistema financeiro na concessão de crédito ao consumidor. 

Segundo ele, informações financeiras poderiam ajudar bancos a avaliar melhor o risco antes de liberar novos empréstimos. “Se a gente já sabe que determinado consumidor tem cinco plásticos [cartões de crédito] e está com a dívida atrasada, como podemos aprovar mais um cartão?”, questionou. 

 

O ministro afirmou que parte relevante das dívidas atuais surgiu durante a pandemia, quando muitos brasileiros contrataram crédito e depois tiveram dificuldades para reorganizar os pagamentos. 

 

Além disso, Durigan destacou que o cartão de crédito é um dos principais fatores de impacto no endividamento das famílias. Segundo ele, o governo busca estimular a troca de dívidas com juros elevados por modalidades mais baratas.

    

  

DURIGAN PROJETA ESTABILIDADE DA DIVIDA PÚBLICA ENTRE 2029 E 2030

Durante o evento, o ministro também voltou a defender o compromisso do governo com o ajuste fiscal. 

 

Durigan afirmou que a expectativa da equipe econômica é estabilizar a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB) entre 2029 e 2030.

 

Segundo ele, o governo trabalha com uma projeção de superávit primário de 0,5% em 2027, ou seja, receitas superiores às despesas antes do pagamento de juros.

 

O ministro afirmou ainda que uma melhora nos preços do petróleo e uma eventual redução de subvenções poderiam contribuir para um resultado fiscal mais positivo.

 

No entanto, Durigan ressaltou que o cenário econômico ainda enfrenta desafios externos, como a política de juros dos Estados Unidos, a guerra no Irã e as tarifas impostas pelo presidente americano Donald Trump.

  

Acordo regulamenta trabalho no comércio em feriados
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, assinou nesta terça-feira (21) a portaria que regulamenta o trabalho no comércio durante os feriados. As negociações duraram cerca de três anos entre representantes dos trabalhadores, do setor empresarial e do governo.

 

A norma, que será publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22) e entra em vigor imediatamente, estabelece que o funcionamento do comércio nessas datas dependerá de autorização prevista em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), firmada entre sindicatos de trabalhadores e empregadores. Ao mesmo tempo, restabelece a autorização permanente para uma lista de atividades consideradas essenciais ou de interesse público.

 

O QUE MUDA

Com a nova regulamentação, empresas do comércio somente poderão funcionar em feriados quando houver previsão em convenção coletiva da categoria. Na prática, a decisão unilateral do empregador deixa de ser suficiente para autorizar o funcionamento em feriados para as atividades abrangidas pela norma.

 

A regra mantém a necessidade de observância da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e da legislação municipal aplicável.

 

SETORES LIBERADOS

As seguintes atividades passam a ter autorização permanente para funcionar em feriados, sem necessidade de convenção coletiva:

  •     Venda de pães e biscoitos;
  •     Farmácias, inclusive de manipulação;
  •     Comércio de flores e coroas;
  •     Barbearias e salões de beleza;
  •     Postos de combustíveis;
  •     Comércio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP);
  •     Locação de bicicletas e equipamentos similares;
  •     Hotéis, restaurantes, bares e estabelecimentos similares;
  •     Casas de diversão e estabelecimentos esportivos com cobrança de ingresso;
  •     Feiras livres;
  •     Porteiros e cabineiros de edifícios residenciais;
  •     Agências de turismo, locadoras de veículos e embarcações;
  •     Comércio em feiras e exposições;
  •     Lavanderias, inclusive hospitalares;
  •     Serviços funerários.

As demais atividades comerciais, incluindo supermercados e comércio varejista em geral, dependerão de negociação coletiva para operar em feriados.

 

NEGOCIAÇÃO

 

Durante a cerimônia de assinatura, Luiz Marinho afirmou que a regulamentação é resultado do diálogo entre trabalhadores e empregadores. "O que a gente espera é que haja maturidade das lideranças sindicais para que, em torno de uma mesa, possam encontrar soluções para problemas que muitas vezes pareciam não ter solução. Esse é o espírito do nosso governo, buscar o diálogo", disse.

 

O ministro acrescentou que o governo continuará atuando como mediador sempre que houver necessidade. "Enquanto houver problema, as portas do diálogo têm que permanecer abertas. É a forma mais eficiente de evitar conflitos", declarou o ministro.

 

SEGURANÇA JURÍDICA

Representante do setor privado na cerimônia, o presidente da Fecomércio-SP e diretor da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Ivo Dall'Acqua, avalia que o acordo traz maior previsibilidade para empresas e trabalhadores ao preservar a negociação coletiva prevista na legislação trabalhista. "Os critérios estão mais claros para a organização das atividades aos feriados", destacou.

 

Segundo ele, a norma fortalece a segurança jurídica das relações de trabalho ao permitir que empregadores e sindicatos negociem regras específicas para cada categoria, respeitando a Constituição e a CLT. Dall'Acqua também destacou que o entendimento firmado não encerra o debate sobre o tema. "Hoje estamos celebrando um acordo muito bem discutido, mas a discussão não para por aqui. O nosso diálogo tem que ser permanente", afirmou.]

 

HISTÓRICO

A regulamentação é resultado das negociações iniciadas em 2023, após a publicação da Portaria nº 3.665, que voltou a exigir convenção coletiva para o trabalho em feriados no comércio e substituiu a regra editada em 2021, que autorizava de forma permanente o funcionamento de diversos setores sem necessidade de negociação.

A nova portaria também determina que futuras inclusões ou exclusões de atividades com autorização permanente para funcionamento em feriados deverão ser analisadas por uma comissão tripartite, formada por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores.

Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

A economia brasileira cresceu 0,7% na passagem de abril para maio. No trimestre móvel terminado em maio, a alta é de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2025. Com esse desempenho, a variação positiva acumulada no período de 12 meses fica em 1,7%.

 

Os dados fazem parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (20).

 

A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

 

O resultado de maio retoma a trajetória positiva na comparação entre meses imediatamente seguidos, após recuo em abril e estabilidade em março.

Confira o comportamento do ano mês a mês:

  • Maio: 0,7%
  • Abril: -0,1%
  • Março: 0%
  • Fevereiro: 0,5%
  • Janeiro: 0,7%

 

SINAIS DE ARREFECIMENTO

 

Apesar da retomada de crescimento em maio, o indicador de 12 meses (1,7%), que mostra uma visão de retrovisor de mais longo prazo, aponta desaceleração, ou seja, perda de força. Em março deste ano, a variação era de 3%. Em maio do ano passado, 3,8%.

 

Ao apresentar os resultados, a FGV destaca que o consumo das famílias cresceu 3,3% no trimestre até maio, chegando ao maior patamar desde o quarto trimestre de 2024, quando avançou 4%. Desse desempenho, mais de 60% vieram do consumo de serviços e de bens duráveis.

 

A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, destaca que o consumo das famílias foi o grande responsável pelo desempenho positivo da economia.

 

No entanto, ela aponta que há algumas “fragilidades” no resultado do PIB brasileiro. “O crescimento da agropecuária vem após sequência de retrações, a estabilidade industrial mostra perda de fôlego do setor e, apenas os serviços mostraram resultado um pouco melhor que a média geral do início do ano”, explica.

 

Para ela, a concentração do crescimento no consumo das famílias mostra dependência desse componente, uma vez que as exportações e os investimentos apresentaram quedas. “Com isso, conclui-se que, embora a economia siga em crescimento, há alguns sinais importantes de arrefecimento que começam a aparecer no resultado”, avalia.

 

COMPORTAMENTOS

 

As exportações tiveram crescimento de 4,3%, o menor desde o segundo trimestre de 2025 (2,1%).

“As exportações da [indústria] extrativa mineral registram crescimento significativamente inferior ao que vinha apresentando desde o início do ano, o que explica a redução do crescimento das exportações”, destaca o acompanhamento.

 

As importações cresceram 8,9%, terceiro trimestre móvel seguido de alta.

 

A chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede o investimento na economia, como compras de máquinas e equipamentos, teve expansão de 2% no trimestre móvel. Foi a segunda expansão depois de recuo nos quatro trimestres móveis imediatamente seguidos.

 

O estudo estima que a taxa de investimento da economia em maio foi de 18,6%, a segunda maior do ano, perdendo apenas para fevereiro (19,2%). De acordo com a FGV, em termos monetários, o PIB acumulado até maio, em valores correntes, é estimado em R$ 5,466 trilhões.

 

RESULTADO

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (17), que indicou expansão de 0,1% na passagem de abril para maio e de 1,4% em 12 meses.

 

O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A última divulgação foi no fim de maio, que apontou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026.

 

A próxima divulgação será referente ao segundo trimestre de 2026, no dia 1º de setembro.

 

EXPECTATIVAS

O relatório Focus desta semana, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro estima que a economia brasileira vai terminar 2026 com alta de 1,99%.  

 

A previsão do Ministério da Fazenda é variação de 2,3%.

Programação de eventos projeta movimentação multimilionária na economia de Ilhéus
Foto: Nadson Carvalho

Pronta para viver um período de grande movimentação, Ilhéus, município da Costa do Descobrimento, deverá receber dois grandes eventos que deverão movimentar bastante a economia da cidade. Além de sediar o Festival de Inovação 2026, a localidade, que é um dos destinos turísticos mais procurados da Bahia, se prepara para receber mais uma edição do Chocolat Bahia, principal evento de cacau e chocolate da América Latina.

 

O Festival de Inovação reuniu no Centro Histórico estudantes, empreendedores, pesquisadores, gestores públicos e representantes do setor produtivo em uma programação gratuita voltada à tecnologia, educação, empreendedorismo, sustentabilidade e economia criativa. Com apoio da Prefeitura de Ilhéus, do Sistema FIEB e do Sebrae Bahia, o evento promove debates, oficinas, experiências práticas e espaços de networking.

 

Na próxima semana, Ilhéus será novamente sede do Chocolat Bahia. Criado na cidade em 2009, o festival retorna à sua terra de origem, consolidado como o maior evento de cacau e chocolate da América Latina. A expectativa é reunir mais de 90 mil visitantes e movimentar cerca de R$ 25 milhões em negócios.

 

Para o prefeito Valderico Junior (União), a realização de grandes eventos como estes amplia a projeção do município. “Cada evento realizado em Ilhéus movimenta hotéis, bares, restaurantes e comércio. Esse é o caminho que queremos para a cidade: gerar oportunidades, atrair visitantes e manter Ilhéus relevante”, afirmou o gestor municipal.

Setores atingidos por tarifaço dos EUA terão novo plano de socorro
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (16) que retomará o programa de apoio aos setores empresariais atingidos pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos (EUA). Ontem, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou uma tarifa adicional de 25% em parte dos produtos brasileiros alegando supostas práticas "desleais" no comércio por parte do Brasil.

 

O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação. As novas tarifas passam a valer a partir do dia 22 de julho. "O governo, a partir de agora, tem como prioridade atender e apoiar esses setores por essa injusta, indevida e ilegal tarifação que nos foi imposta", afirmou o ministro Márcio Elias Rosa, titular da pasta Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), durante coletiva de imprensa, em Brasília, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e de outros ministros, incluindo Dario Durigan, da Fazenda.

 

Segundo Rosa, os exportadores mais atingidos desta vez são os setores de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis e mobiliários, produtos cerâmicos, calçados e  açúcar. Eles deverão contar com linha de crédito para capital de giro, investimentos e com apoio para escoamento de produtos a outros clientes e países.

 

Estimativas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao MDIC, apontam um total de 2,4 mil empresas nacionais diretamente atingidas pelo tarifaço, que respondem, juntas por cerca de 18% das exportações brasileiras com destino aos EUA, o que corresponde a transações estimadas de US$ 7,4 bilhões, na comparação com números de 2024.

 

PREJUÍZO

No ano passado, esses mesmos setores já haviam reduzido para US$ 5,5 bilhões o volume total de exportações aos norte-americanos. Mais da metade da pauta de exportações do Brasil aos EUA, como carnes, café, óleos e itens de aviação, foi poupada da taxação por decisão norte-americana desta vez.

 

A participação dos EUA nas exportações brasileiras, que era de 12,1%, até o ano passado, caiu para 9,4% em 2026, e o governo continuará a fomentar uma política de diversificação de mercados para esses produtos, afirmou Márcio Elias Rosa.

 

O vice-presidente Geraldo Alckmin, ex-ministro do MDIC e um dos negociadores brasileiros com os EUA, afirmou que, a partir de agora, o governo vai estudar formas de aplicar a Lei da Reciprocidade.

 

Aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional, a norma estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

 

"Nós temos uma lei, a lei da reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, e o governo, no momento adequado, saberá como implementá-la", disse Alckmin, que chamou o novo tarifaço de "injusto" e "descabido".

 

INTERFERÊNCIA EXTERNA

O ministro da Fazenda classificou a decisão dos EUA com uma interferência externa indevida. "É inadmissível, do ponto de vista do governo, ter essa interferência externa, seja ela política, econômica, seja ela uma forma qualquer para afugentar e constranger o Brasil, as famílias brasileiras, os empresários e os trabalhadores brasileiros", disse Dario Durigan.

 

Segundo o ministro, todas as alegações dos EUA são falsas e não se sustentam em dados concretos. De acordo com Durigan, o tarifaço não afetará a estabilidade macroeconômica do país e as medidas de socorro que serão tomadas pelo governo deverão ser linhas de crédito em montantes inferiores aos do ano passado, já que a lista de exceções ao tarifaço está maior desta vez.

 

PIX

Entre os pontos questionados pelos norte-americanos, nas diversas rodadas de negociação desde o ano passado, está o Pix, o sistema brasileiro de transferências e pagamentos eletrônicos, criado pelo Banco Central (BC).

 

Durante a coletiva de imprensa, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, foi enfático ao dizer que o Pix não se sustenta como motivo para o tarifaço, e que empresas norte-americanas de cartão de crédito, que estão entre as principais do mercado, não foram diretamente afetadas.

 

"Seria mais ou menos como tentar dizer que, ao criar o saneamento básico, prejudicou a receita de quem tem caminhão pipa. Por mais estapafúrdio que possa parecer esse argumento, nem ele se comprovou verdade. Analisando o que aconteceu efetivamente, a partir da implementação do Pix, o mercado de cartão de crédito cresceu 150%. Quem perde espaço são os cheques e o dinheiro físico, o que é absolutamente desejável para todos".

 

A investigação iniciada há um ano pelo USTR concluiu que certas práticas brasileiras são descabidas e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.

 

Entre as medidas citadas pelo governo norte-americano estão "práticas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal".

 

Em outras das alegações por parte do governo dos EUA contra o Brasil, estariam o aumento do desmatamento e o comércio ilegal de madeira.

 

Os dois dados foram classificados de falsos e sem fundamento técnico pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. Ele lembrou, por exemplo, que a redução do desmatamento na Amazônia foi de 50% nos últimos três anos.  

Vendas no varejo crescem 0,1% de abril para maio, diz IBGE
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O volume de vendas no comércio varejista brasileiro cresceu 0,1% em maio, na comparação com o mês anterior. A alta veio depois de uma queda de 1,6% na passagem de março para abril. Os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) foram divulgados nesta quinta-feira (16), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Na média móvel trimestral, houve uma queda de 0,2%. Nos demais tipos de comparação, no entanto, o varejo apresentou avanços: de 0,4% na comparação com maio do ano passado, de 1,7% no acumulado do ano e de 1,4% no acumulado de 12 meses.

 

A alta de 0,1% de abril para maio foi puxada por cinco dos oito setores pesquisados: livros, jornais, revistas e papelaria (15,2%), tecidos, vestuário e calçados (3,1%), móveis e eletrodomésticos (2,7%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,4%) e combustíveis e lubrificantes (1,1%).

 

Por outro lado, três setores apresentaram queda: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,7%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,5%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,3%).

 

VAREJO AMPLIADO

O varejo ampliado, que também inclui materiais de construção e o setor de veículos e peças, por outro lado, caiu 0,2%. Os materiais de construção cresceram 2,1%, enquanto os veículos e peças avançaram 1,8%.

 

O comércio varejista ampliado também teve quedas de 0,3% na média móvel trimestral e de 0,6% na comparação com maio de 2025. No acumulado do ano, o setor apresentou alta de 1,3%. Já no acumulado de 12 meses, o crescimento foi 0,1%.

 

RECEITA NOMINAL
A receita nominal do varejo cresceu 0,1% na comparação com abril deste ano, 4,4% em relação a maio de 2025, 4,2% no acumulado do ano e 4,8% no acumulado de 12 meses.

 

Considerando-se o varejo ampliado, a receita nominal teve altas de 0,4% na passagem de abril para maio, de 2,3% na comparação com maio do ano passado, de 3% no acumulado do ano e de 2,8% no acumulado de 12 meses.

Ministério Fazenda vai endurecer restrições para sites de bets, diz ministro
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira (15) que o governo federal pretende endurecer as regras de funcionamento de plataformas de jogos on-line, conhecidas como bets.

 

Após reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para tratar do tema, Durigan disse que a pasta passará a monitorar mais de perto os sites de apostas para aprimorar a proteção da população.

 

O ministro da Fazenda disse que haverá "tolerância zero" com bets ilegais e ampliação das restrições de publicidade das plataformas que atuam legalmente.

 

"O compromisso é o endurecimento permanente, o rigor permanente no tratamento das bets. A gente tem as informações, sabe a quantidade de apostas que tem no país, sabe, com o cruzamento de dados do Desenrola, qual o nível de endividamento das pessoas", comentou.

 

IMPACTO FINANCEIRO

Durigan informou que conversou nesta terça-feira (14) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após a Casa aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria regras específicas para aposentadoria diferenciada aos agentes comunitários de saúde. De acordo com a Fazenda, o impacto financeiro estimado nas contas públicas é de aproximadamente R$ 27 bilhões ao longo de dez anos.

 

"Pedi para que ele promulgasse a PEC assim que tivesse os dados todos, para que ele não promulgasse no escuro, sem saber qual o impacto que a PEC terá", completou.

 

O ministro também acrescentou que "é possível e provável" que o governo recorra ao Supremo.

 

ANULAÇÃO

Em junho, o ministro Gilmar Mendes, decano no STF, alertou que a aprovação de gastos pelo Congresso pode ser considerada inconstitucional pela Corte. Pelo entendimento do ministro, a ausência de estudos prévios de impacto financeiro pode gerar a anulação de medidas legislativas.

 

A fala de Mendes ocorreu após o Congresso aprovar outro projeto que pode ter grande impacto nas contas do governo federal.

 

Os senadores autorizaram a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos e geopolíticos, como a guerra no Irã. O impacto da aprovação pode chegar a R$ 140 bilhões.

Inadimplência volta a crescer na Bahia em junho, aponta Serasa
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O número de inadimplentes na Bahia voltou a crescer em junho, atingindo a marca de 5.194.983 consumidores negativados. O dado representa um aumento de 0,3% em relação a maio e reflete uma tendência nacional, segundo o novo Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa. No Brasil, mais de 234 mil novos CPFs entraram no cadastro de devedores no mesmo período.

 

No estado baiano, os débitos em aberto ultrapassam a cifra de R$ 23,2 bilhões. Os setores de bancos e cartões de crédito lideram as causas do endividamento (32,22%), seguidos por empresas financeiras (22,71%) e o varejo (14,48%). O cenário local acompanha a alta em todo o país, onde a inadimplência atinge 50,9% da população adulta e a dívida média chega a R$ 6.920,63 por pessoa. Apenas sete dos 27 estados brasileiros registraram queda no número de devedores.

 

Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa, pontua que, embora a alta seja mais lenta do que no início do ano, o cenário exige cautela. "Manter as contas organizadas e antecipar a negociação de débitos em atraso ajuda a evitar que o problema se acumule ao longo dos próximos meses, se tornando uma bola de neve", alerta.

 

RENEGOCIAÇÃO

Para auxiliar na regularização financeira, a Serasa prorrogou a campanha de renegociação de dívidas com benefícios extras. Por meio do site ou aplicativo da empresa (Serasa Limpa Nome), consumidores podem utilizar cupons de desconto que garantem abatimentos adicionais de até R$ 500, que se somam aos descontos já oferecidos pelas empresas credoras e pelas ofertas do programa Desenrola.

Dino dá 15 dias a Tesouro Nacional para informar viabilidade técnica e operacional de criação de códigos para rastrear emendas

O ministro Flávio Dino deu prazo de 15 dias corridos para que o secretário do Tesouro Nacional informe a viabilidade técnica e operacional da criação de códigos e padrões contábeis específicos que permitam identificar, de forma individualizada, os lançamentos relativos a recursos oriundos de emendas parlamentares das esferas estadual, distrital e municipal, conforme sugerido pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).

 

Decisão divulgada nesta terça-feira, é um novo desdobramento da ADPF 854/DF, ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) que trata da transparência, rastreabilidade e controle das emendas parlamentares. O ministro reitera em sua decisão que "somente parlamentares podem propor e deliberar sobre emendas", não havendo "espaço para a existência de emendas “de terceiros" - ora compreendidos como não detentores de mandato parlamentar. O trecho faz referência as operações da Polícia Federal que na última semana indicaram o envolvimento do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e de Eduardo Cunha na orientação de emendas.

 

 

Governo espera nova reunião com EUA antes de decisão sobre novo tarifaço
Foto: Presidência da República

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera ter uma última reunião com representantes dos Estados Unidos antes de o país definir se aplica ou não um tarifaço contra o Brasil. Os norte-americanos tomam a decisão até quarta-feira (15), com base em investigação da chamada “seção 301”.

 

A gestão federal tenta, segundo fontes envolvidas nas negociações, alinhar a agenda junto ao chefe do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos), Jamieson Greer. O encontro aconteceria no âmbito de um GT (grupo de trabalho) entre os países, voltado a discutir tarifas.

 

A expectativa é de que, neste encontro, o USTR já indique ao Brasil qual será a decisão na investigação da chamada “seção 301”. Esta será a quinta reunião de Greer com membros do governo brasileiro.

 

O presidente Lula decidiu reunir ministros na última sexta-feira (10) para definir a estratégia do Brasil para os últimos dias de negociação.

 

No encontro, os ministros apresentaram o atual momento das negociações – em que o cenário considerado mais provável é de que os Estados Unidos taxem o Brasil em 25% no dia 15 de julho.

 

De acordo com fontes no Planalto, pesam para a avaliação sinais negativos em reuniões com os norte-americanos, o histórico negocial da administração de Donald Trump, mas também falas públicas recentes do chefe do USTR.

 

"Tenho conversado com os brasileiros. Temos tentado negociar. Acredito que ainda há uma grande distância entre nós; portanto, vocês verão uma decisão final sobre o Brasil muito em breve, pois temos um prazo legal que se encerra em 15 de julho", disse Greer em entrevista na quinta-feira (9).

 

Na reunião, Lula decidiu seguir com a estratégia adotada até agora: manter a negociação técnica, mas não fazer concessões que, na visão do governo brasileiro, não se justifiquem. Isso significa que temas considerados caros pelos norte-americanos, como tarifas para o etanol, seguirão fora da mesa.

 

Participaram da reunião Márcio Elias Rosa, do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), e Mauro Vieira, das Relações Exteriores – principais representantes brasileiros no grupo de trabalho de negociação do tarifaço.

 

Dentre os cenários traçados pelo Planalto, aquele considerado o mais provável segue sendo a aplicação das tarifas. Mas não está descartado, entre as projeções, que os Estados Unidos decidam adiar a aplicação das taxas, como uma maneira de viabilizar uma vitória política ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – que atuou na audiência do tarifaço nesta semana. A hipótese é considerada remota, contudo.

 

NEGOCIAÇÃO

Uma das principais apostas brasileiras para evitar a taxa foi a apresentação aos norte-americanos de um plano com medidas que o Brasil pode adotar para contornar as investigações da "seção 301", que serve como base para a ameaça norte-americana de taxar o país em 25%.

 

O Brasil apresentou as medidas que poderia estabelecer para contemplar preocupações norte-americanas relacionadas a cada um dos seis eixos da investigação, que critica desde corrupção até controle do desmatamento. O governo, contudo, voltou a dizer que o Pix é inegociável e deixou a ferramenta de fora do documento.

 

Parte das medidas apresentadas pelo Brasil são textos em tramitação no Congresso Nacional ou medidas infralegais formuladas internamente no Palácio do Planalto, de acordo com apuração da CNN.

 

Em reuniões anteriores, segundo fontes próximas ao assunto, o foco foi a discussão tarifária. O Brasil acenou aos norte-americanos com a possibilidade de reduzir taxas para cerca de 300 linhas tarifárias.

 

Sob as diretrizes da OMC (Organização Mundial do Comércio), o Brasil não poderia baixar tarifas para um único país. Portanto, não poderia fazê-lo somente aos Estados Unidos. A solução encontrada foi acenar com a redução das taxas a vários países, em setores nos quais os Estados Unidos teriam maiores condições de competir e que não prejudicariam a indústria nacional.

Inflação tem forte queda em junho e registra 0,16%, menor resultado desde outubro do ano passado, revela o IBGE
Foto: Agência IBGE de Notícias

Graças a quedas de preços na alimentação e na energia elétrica residencial, a inflação oficial no país foi de 0,16% no mês de junho, o menor resultado desde o mês de outubro do ano passado. Em relação a maio, a inflação de junho teve forte queda, caindo de 0,58% para os atuais 0,16%.

 

Os números foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE, com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O indicador revela a inflação oficial brasileira.  

 

No ano, o IPCA acumula alta de 3,36% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,64%, abaixo dos 4,72% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2025, a variação havia sido de 0,24%.

 

O principal formador do índice de 0,16% de junho saiu das altas de preços do grupo Habitação, que teve variação de 0,63%. Por outro lado, o grupo Alimentos e Bebidas, com queda de 0,24%, registrou a maior variação negativa e o maior impacto negativo no indicador (-0,05%).

 

Em junho, o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação de -0,24%, após a alta de 1,33% em maio. A alimentação no domicílio variou -0,39%, ante a alta de 1,65% de maio, com influência das quedas do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%). No lado das altas destacam-se o feijão-carioca (8,31%) e a batata-inglesa (3,57%).

 

A alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,49% em maio para 0,15% em junho com o lanche saindo de 0,49% para 0,13% e a refeição de 0,51% para 0,15% no mesmo período.

 

O grupo Habitação desacelerou de maio (1,22%) para junho (0,63%) com o recuo no subitem energia elétrica residencial que saiu de 3,67% para 1,53%, ainda figurando como o principal impacto individual no resultado do mês. 

 

Com variação de 0,25% o grupo Despesas Pessoais aparece com a segunda maior variação entre os todos os que são pesquisados, com destaque para os subitens empregado doméstico (0,53%) e cabeleireiro e barbeiro (0,65%).

 

Em relação aos índices regionais, a maior variação (0,52%) foi registrada em Brasília, por influência das altas da passagem aérea (11,05%) e da gasolina (1,74%). A menor variação ocorreu em Recife (-0,04%), por conta do recuo do tomate (-22,56%) e da gasolina (-1,99%).

 

Na cidade de Salvador, a inflação oficial de junho foi de 0,05%, uma forte redução em relação ao mês passado, quando o resultado ficou em 0,65%. O índice verificado na capital baiana ficou abaixo da média nacional de 0,16%. 

 

No ano de 2026, a variação de preços acumulada na cidade de Salvador, segundo o IBGE, chegou a 3,92% em junho, acima da média para todo o país, que foi de 3,51%. Salvador também teve inflação maior do que a média nacional no acumulado dos últimos 12 meses, ficando com 4,37% contra os 4,32% do total para todo o país. 
 

Governo adia decisão sobre retirada do subsídio à gasolina após novos ataques ao Irã
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que vai avaliar, na próxima semana, a retirada parcial ou total do subsídio à gasolina criado pelo governo para conter os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis.

 

Segundo o ministro, a intenção inicial era retirar o benefício ainda nesta semana. No entanto, a alta de mais de 5% no preço do barril de petróleo na quarta (8) levou a equipe econômica a adiar a decisão.

 

Em maio, o governo anunciou o subsídio à gasolina importada ou produzida no Brasil. A medida, inicialmente, tinha previsão de duração de dois meses para conter os efeitos da guerra nos preços do petróleo. O valor do subsídio é de R$ 0,44 por litro.

 

"Essa semana eu ia anunciar a retirada do subsídio da gasolina, vou analisar a retirada na próxima semana, porque o preço da gasolina já está com o impacto diferente do que eu estava prevendo", disse ele, nesta manhã, em entrevista à Rádio Gaúcha.

 

Em abril deste ano, o governo federal anunciou um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis diante da escalada do preço do petróleo.

 

Entre as medidas anunciadas estão:

 

  • subvenção ao diesel (importado e ao produzido no Brasil);
  • isenção de impostos federais sobre o biodiesel;
  • subvenção ao gás de cozinha;
  • subvenção ao querosene da aviação;
  • linhas de crédio para o setor aéreo.

 

Em 1º de julho a subvenção do diesel foi retirada. A previsão era que uma medida semelhante fosse anunciada no caso da gasolina em breve. Mas, o governo pode adiar a decisão em meio aos novos ataques dos Estados Unidos no Irã.

 

NOVA OFENSIVA

As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã nesta quarta-feira (8), com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios comerciais e marinheiros civis no Estreito de Ormuz.

 

Segundo o comunicado emitido pelas forças americanas, a ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar.

 

A ofensiva desta quarta-feira dá continuidade a uma primeira onda de ataques realizada na noite anterior. Na terça-feira (7), as forças do Centcom já haviam bombardeado aproximadamente 80 alvos militares no Irã, incluindo mais de 60 pequenas embarcações do Corpo da Guarda da Revolução Islâmica.

Receita libera consulta a lote especial de cashback do IR nesta quarta
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Receita Federal abre às 9h desta quarta-feira (8) a consulta ao primeiro lote especial de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), modalidade chamada pelo órgão de "cashback". Ao todo, 3.551.101 contribuintes serão beneficiados nesta etapa, que soma cerca de R$ 460 milhões em restituições.

 

O pagamento será realizado em 15 de julho, diretamente na conta vinculada à chave Pix do tipo CPF do contribuinte.

 

QUEM RECEBE
O lote contempla pessoas não obrigadas a apresentar a declaração do Imposto de Renda de 2025 e, por isso, não enviaram o documento. Ainda assim, tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2024 e passaram a ter direito à restituição.

 

Para identificar esses casos, a Receita utiliza informações disponíveis em suas bases de dados para gerar automaticamente uma declaração simplificada, sem necessidade de pedido prévio pelo contribuinte.

 

O valor da restituição é limitado a R$ 1 mil por pessoa.

 

Além de não estar obrigada a declarar o IR em 2025, a pessoa precisa ter mantido o CPF em situação regular e possuir uma chave Pix vinculada ao CPF até o fim de junho deste ano. Segundo a Receita, cerca de 500 mil contribuintes deixaram de receber o cashback este ano por não cumprir um desses requisitos.

 

COMO CONSULTAR
A consulta poderá ser feita no portal da Receita Federal, por meio da página Consulta cashback, criada para o serviço de restituição automática, ou pelo aplicativo oficial da Receita.

 

Também será possível acessar a declaração gerada automaticamente na área "Meu Imposto de Renda". O documento poderá ser conferido, complementado ou retificado antes da conclusão do processamento, caso o contribuinte identifique alguma informação que precise ser ajustada.

 

PAGAMENTO
A restituição será depositada exclusivamente em conta vinculada à chave Pix do tipo CPF. Não haverá depósito em contas bancárias comuns nem emissão de ordem de pagamento.

 

Quem tiver direito à restituição, mas não atender aos requisitos do lote automático, como não possuir chave Pix cadastrada até o prazo estabelecido, estar com o CPF irregular ou ter valor superior a R$ 1 mil para receber, poderá apresentar declaração de Imposto de Renda de exercícios anteriores para pedir a restituição.

 

A página Download do Programa de Imposto de Renda – Receita Federal traz instruções para o preenchimento online ou através dos programas geradores de declaração dos anos anteriores.

 

LOTE SEPARADO
A Receita destaca que esse pagamento não faz parte do calendário regular de restituições do Imposto de Renda 2026. O lote especial foi criado exclusivamente para contribuintes que não entregaram declaração por não serem obrigados.

 

Os contribuintes que apresentaram a declaração dentro do prazo continuam seguindo o cronograma tradicional de restituições. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho.

Canetas emagrecedoras movimentaram mais de R$ 10 bilhões em 4 anos
Foto: Reprodução

O mercado brasileiro de medicamentos à base de GLP-1, classe das chamadas canetas emagrecedoras, movimentou mais de R$ 10 bilhões nos últimos 4 anos, o número é cinco vezes o registrado em 2021.

 

Entre 2021 e 2025, o Ozempic liderou o mercado brasileiro em faturamento, com cerca de R$ 11,3 bilhões, seguido por outros medicamentos da mesma classe ou de terapias similares, como Forxiga, com movimentação de R$ 4,6 bilhões, Wegovy, que chegou a R$ 4,3 bilhões, e Mounjaro com R$ 3,8 bilhões.

 

Para o presidente-executivo da Farma Brasil, Reginaldo Arcuri, esses produtos fazem parte, em grande medida, de uma nova geração de medicamentos inovadores e de alto valor agregado, o que ajuda a explicar uma tendência mais ampla da economia brasileira, o crescimento consistente das importações de fármacos de maior complexidade.

 

Dados mostram que, entre 2000 e 2025 as importações de medicamentos saltaram de US$ 1,3 bilhão para US$ 14,2 bilhões, uma alta superior a 950%.

Ele explica que esse movimento não é restrito às canetas emagrecedoras, mas reflete fatores estruturais, como o envelhecimento da população, o aumento das doenças crônicas e a incorporação de terapias mais sofisticadas no sistema de saúde.

 

Hoje, os itens mais importados pelo país estão concentrados justamente em segmentos de maior intensidade tecnológica, como imunológicos, vacinas, medicamentos biológicos e terapias especializadas. Apenas produtos imunológicos responderam por cerca de 25% das importações em 2025, mostrou o presidente.

 

Nesse contexto, medicamentos à base de GLP-1  ganharam protagonismo. O mercado brasileiro desses produtos saltou de R$ 1,8 bilhão em 2021 para cerca de R$ 10 bilhões em 2025, mais de cinco vezes em quatro anos.

 

No mesmo período, a participação desses remédios no varejo farmacêutico passou de 3% para 9%.

 

As vendas também cresceram em volume, foram de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades entre 2021 e 2025. Atualmente, mais de 70% do faturamento desse segmento está concentrado em dois produtos, Mounjaro e Wegovy.

 

MUDANÇAS NO MERCADO FARMACÊUTICO

Apenas entre janeiro e maio, a semaglutida movimentou R$ 2 bilhões no varejo brasileiro, com mais de 2 milhões de unidades comercializadas. Em maio, o faturamento mensal atingiu R$ 449 milhões, o maior do ano até agora.

  • Semaglutida é um princípio ativo análogo do GLP-1 e que imita o hormônio responsável pela saciedade, reduzindo o apetite e retardando o esvaziamento gástrico, usado nas canetas emagrecedoras.

Apesar da expansão, a entrada de versões nacionais, como a semaglutida lançada pela EMS, já pressiona os preços para baixo. Nos primeiros cinco meses de 2026, o valor médio desses medicamentos registrou queda, com recuo de cerca de 8% no caso da semaglutida.

 

CANETAS EMAGRECEDORAS NO SUS

O avanço das terapias com canetas emagrecedoras começou a chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS), ainda de forma inicial. No fim do mês passado, o Ministério da Saúde deu início a um projeto para uso da semaglutida em pacientes do SUS em Porto Alegre.

 

Segundo informações da pasta, nesta fase, cerca de 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças, como problemas cardiovasculares, serão acompanhados ao longo de dois anos, com objetivo de avaliar a efetividade do tratamento, o impacto na qualidade de vida e, principalmente, os custos para o sistema de saúde, hoje considerados o principal entrave à ampliação do acesso.

Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 5,30%
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado pelo mercado financeiro para este ano foi reduzido para 5,30%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC). Na última semana, a estimativa era de 5,33%.        

 

O índice, que é referência oficial da inflação no país, foi reduzido pela primeira vez após 16 semanas, mas o percentual permanece acima da meta que deve ser perseguida pelo BC, de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

 

Para 2027, a projeção da inflação permanece em trajetória de aumento, passando de 4,17% para 4,18% em relação à semana anterior. As estimativas para 2028 e 2029 se mantiveram estáveis em 3,7% e 3,5%, respectivamente.

 

SELIC

A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 foi mantida pelos analistas em 14%, indicando que este ano haverá mais um corte sobre a atual taxa de 14,25% estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, no último dia 17 de junho. A próxima reunião do Copom deve ocorrer nos dias 4 e 5 de agosto.

 

A previsão da Selic para 2027 foi mantida em 12% ao ano, em relação à última projeção. Não houve alteração na taxa básica de juros esperada para os anos de 2028 e 2029, permanecendo as projeções da última semana em 10,5% e 10% ao ano

 

PIB

A estimativa média de Produto Interno Bruto (PIB), que indica o crescimento da economia brasileira, permaneceu em 1,99% para este ano. Na projeção para 2027, o indicador, que resulta da soma dos bens e serviços produzidos no país, cresceu de 1,68%, para 1,69%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro manteve a estimativa do PIB em 2% para os dois anos.

 

CÂMBIO

No boletim Focus desta semana, a estimativa para a cotação do dólar, em 2026, foi mantida em R$ 5,20. Para 2027, a projeção permaneceu em R$ 5,58 e para 2028, em R$ 5,35. A previsão  para o câmbio em 2029 ficou estável em R$ 5,40.

Datafolha: 50% preferem pagar menos impostos a ter serviços públicos
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (3) mostra que 50% dos brasileiros preferem pagar menos impostos e contratar serviços particulares de saúde e educação, enquanto 44% defendem pagar mais tributos para receber esses serviços gratuitamente do Estado. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

 

A pergunta faz parte da matriz ideológica do Datafolha e integra o eixo econômico da pesquisa. O indicador é utilizado pelo instituto para medir a visão dos entrevistados sobre o papel do Estado na economia, ao lado de temas como atuação do governo, benefícios públicos, leis trabalhistas, investimentos e ajuda estatal a empresas.

 

Os números mostram uma mudança em relação à última edição da pesquisa, realizada em 2022. Naquele ano, as duas posições apareciam em empate técnico: 46% preferiam pagar menos impostos e contratar serviços privados, enquanto 48% defendiam pagar mais impostos para receber serviços públicos gratuitos.

 

O levantamento foi realizado presencialmente com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, em 139 municípios brasileiros, nos dias 17 e 18 de junho. O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.

 

DIFERENÇAS ENTRE GÊNERO

O Datafolha identificou diferenças de opinião entre homens e mulheres.

 

Entre os homens, 56% preferem pagar menos impostos e contratar serviços particulares, enquanto 39% defendem pagar mais impostos para receber serviços gratuitos.

 

Já entre as mulheres, o cenário se inverte: 50% preferem pagar mais impostos e receber serviços públicos, enquanto 44% optam por pagar menos impostos e recorrer à iniciativa privada.

 

DIFERENÇAS POR RELIGIÃO

A pesquisa também aponta diferenças entre grupos religiosos. Entre os evangélicos, 56% preferem pagar menos impostos, enquanto 37% defendem pagar mais tributos para financiar serviços públicos.

 

Entre os católicos, as duas posições aparecem empatadas, com 47% para cada lado

 

RECORTE POR INTENÇÃO DE VOTO

No levantamento por intenção de voto para a Presidência da República, a preferência também varia.

 

Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 35% preferem pagar menos impostos e contratar serviços privados, enquanto 59% defendem pagar mais impostos para receber serviços públicos gratuitos.

 

Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 65% preferem pagar menos impostos, e 29% optam por pagar mais tributos em troca de serviços públicos gratuitos.

 

Segundo o Datafolha, a questão integra o conjunto de indicadores usados para medir o posicionamento econômico dos brasileiros e não representa, isoladamente, a classificação ideológica dos entrevistados.

Itaú é alvo de CPI em São Paulo por dívida bilionária de impostos e fraude fiscal
Foto: Google Street View

A Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou o requerimento para que o Banco Itaú preste esclarecimentos à CPI do Devedor. O banco é o maior devedor do município, com débitos que se aproximam de R$ 20 bilhões, segundo dados da Prefeitura. O objetivo da comissão é recuperar os valores para investimentos públicos.

 

De acordo com a coluna de Andreza Matais no site Metrópoles, que obteve acesso ao relatório da CPI da Sonegação Tributária, iniciada em 2019, o conglomerado utilizou o braço Itaucard para estruturar uma fraude fiscal. 

 

O banco montou um suposto complexo empresarial no centro de Poá (SP), cidade que oferecia alíquota de ISS de 0,25%, contra os 2% cobrados na capital paulista.

 

A fiscalização constatou que as estruturas eram de fachada, sendo que uma das sedes funcionava em uma sala de 14 m² na sobreloja de um supermercado.

 

Os diretores do banco confessaram em depoimento que nunca visitaram o local, invalidando atas de assembleias, e o banco barrou fiscalizações da Polícia Científica e de parlamentares na sede real, em São Paulo.

 

Após as constatações, o Itaú fechou um acordo para transferir as operações de volta à capital paulista, mas não quitou os impostos retroativos devidos entre 2015 e 2019.

 

O Conselho Municipal de Tributos (CMT) rejeitou os recursos do banco e aplicou a "multa qualificada" de 100% sobre o valor devido, por constatar dolo e intenção deliberada de lesar o fisco.

 

Além do caso de Poá, o CMT condenou o Itaú em segunda fraude unânime: o banco omitia receitas de comissões de seu marketplace, registrando-as falsamente como "divisão de lucros" para não emitir notas fiscais. O Ministério Público sinalizou que pode indiciar o banco criminalmente por sonegação, fraude e falsidade ideológica.

 

Segundo a Prefeitura de São Paulo, o montante de R$ 19,9 bilhões devido pelo banco equivale ao valor necessário para financiar: 100 hospitais de grande porte; 400 escolas públicas; ou 61.700 ambulâncias.

 

Em nota, o Itaú Unibanco informou que mantém discussão judicial com a Prefeitura de São Paulo a respeito de impostos que afirma terem sido recolhidos regularmente para o município de Poá entre 1992 e 2019. O banco declarou que a capital paulista tenta cobrar os mesmos valores, o que geraria dupla tributação.

 

O banco afirmou ter convicção da regularidade de suas operações, negou a existência de fraude e ressaltou que as cobranças estão suspensas por garantias apresentadas à Justiça.

Pix reduziu uso de dinheiro em espécie para 61% dos brasileiros, revela Serasa
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Em meio a atualizações e novas regulamentações, o Pix segue consolidado como o principal meio de pagamento no Brasil. Uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box revelou os impactos da ferramenta: segundo o levantamento, 61% afirmam ter abandonado ou reduzido o uso do dinheiro em espécie após a popularização do Pix.

 

Ainda segundo o levantamento, 28% deixaram de usar boletos bancários com a mesma frequência, 17% diminuíram o uso do cartão de débito físico e 13% reduziram a utilização do cartão de crédito físico.

 

Além disso, o Pix vem provocando mudanças significativas nos hábitos financeiros dos brasileiros e conquistando espaço em diferentes tipos de transação: 57% dos entrevistados já utilizam o Pix para realizar transferências entre familiares e amigos, 36% em compras online e 24% para pagamentos em lojas físicas.

 

O avanço constante da ferramenta acompanha uma série de inovações que prometem tornar as transações ainda mais simples e rápidas. Entre elas está o Pix por aproximação, que passa a oferecer novas experiências ao consumidor durante a jornada de pagamento, incluindo funcionalidades que ampliam a visualização e o acompanhamento do saldo disponível antes da confirmação da compra.

 

Segundo Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira, a evolução dos meios de pagamento digitais traz benefícios importantes para a gestão financeira e podem contribuir para decisões mais conscientes. "Quanto mais simples e instantâneo se torna o pagamento, maior é a importância de acompanhar o orçamento e refletir sobre cada gasto. Recursos, como dar visibilidade à situação financeira no momento da compra, podem ajudar o consumidor a manter o controle e evitar decisões impulsivas. A tecnologia é uma aliada importante, mas o planejamento continua sendo o principal instrumento para preservar a saúde financeira", conclui.

 

Atualmente a nova funcionalidade está disponível apenas em celulares com o sistema Android, por meio de carteiras digitais como Google Pay e Samsung Wallet, por exemplo. Para utilizar o Pix por aproximação, é necessário ativar a funcionalidade no aplicativo do seu banco ou na carteira digital compatível.

 

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Opinion Box entre 2 e 9 de setembro de 2025, com 1.184 entrevistas online em todo o Brasil. Margem de erro de 2,8 pontos percentuais.

Mulheres comandam produção em duas em cada dez propriedades rurais
Foto: Marcello Casal jr / Agência Brasil

As mulheres brasileiras são responsáveis pela produção agropecuária em duas de cada 10 propriedades rurais (19%). Em termos espaciais, isso equivale a 30 milhões de hectares, ou 8,5% da área explorada na zona rural. Elas estão presentes principalmente em unidades de até 20 hectares e dedicadas à agricultura familiar.

 

Os dados foram compilados pelo estudo Mulheres nas Cadeias de Valor do Agronegócio Brasileiro, publicado pela Fundação IDH e elaborado a partir de revisão bibliográfica sobre a representatividade feminina no comando de atividades rurais no Brasil no Século 21.

 

Como acontece em outras atividades econômicas no país, o trabalho feminino nas fazendas é menos valorizado do que o dos homens.

 

“Somente 17,4% das mulheres do setor recebem mais de três salários mínimos — ante 29,8% dos homens”, compara a divulgação do estudo.

 

O levantamento se dedica a analisar o papel feminino em seis cadeias produtivas do agronegócio: pecuária, cacau, citros, soja, café e cana-de-açúcar.

 

RESULTADO POR CADEIA PRODUTIVA

A pecuária é o subsetor de atividade no campo com maior participação feminina: em 33% das propriedades com produção pecuária, há mulheres liderando a produção.

 

No caso do cacau, as mulheres gerem 22% das propriedades, especialmente aquelas pertencentes às suas famílias e localizadas na Bahia e no Pará.  

 

Nas culturas de laranja, limão, tangerina, lima ácida e toranja, as mulheres lideram 18% da produção.

 

Na cultura da soja, a que tem maior peso na economia brasileira, o estudo concluiu que “o acesso à gestão ainda enfrenta barreiras culturais severas, incluindo pressão doméstica para o abandono de cargos de liderança”. Elas representam 17% da força de trabalho na produção primária.

 

Em uma das culturas mais tradicionais do país, a do café, a gestão feminina só é verificada em 13,2% dos estabelecimentos. Nas propriedades que elas administram, a participação feminina na mão-de-obra chega a 43% ? bem acima do que acontece sob o comando masculino (24%).

 

Na cana-de-açúcar, a participação feminina é ainda menor: apenas 8,8% delas compõem a força de trabalho e 5,4% estão em cargos de liderança.

 

De acordo com a Fundação IDH, as mulheres dedicadas à atividades rurais são consideradas "campeãs de inovação", pois dão prioridade á responsabilidade social e técnicas avançadas de conservação do solo.

 

O IDH que dá nome à fundação é a sigla em holandês para Iniciativa de Comércio Sustentável. A fundação tem sede em Utrecht, nos Países Baixos. No Brasil, a Fundação IDH atua em cadeias produtivas rurais nos estados de Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. 

Mercado mantém em 5,33% projeção de inflação para 2026
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado pelo mercado financeiro se mantém em 5,33% para este ano, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central (BC).

 

A estabilização do índice, que é referência oficial da inflação no país, ocorre após 15 meses de altas consecutivas, mas o percentual permanece acima da meta que deve ser perseguida pelo Banco Central, de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%, conforme determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

 

A projeção da inflação para 2027 permanece em uma trajetória de aumento, passando de 4,15% para 4,17% em relação à semana anterior. Já as estimativas para 2028 e 2029 se mantém estáveis em 3,7% e 3,5%, respectivamente.

 

SELIC

Nesta semana, os analistas mantiveram em 14% a projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026, indicando mais um corte sobre a atual taxa de 14,25% estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, no último dia 17. A próxima reunião do Copom deve ocorrer nos dias 4 e 5 de agosto.

 

A previsão da Selic para 2027, em relação à última projeção, foi mantida em 12% ao ano. Já para 2028, o indicativo subiu de 10,25% para 10,5% ao ano. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.

 

PIB

A estimativa média de Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 avançou de 1,98% para 1,99%, indicando avanço na economia brasileira. Na projeção para 2027, o indicador que resulta da soma dos bens e serviços produzidos no país sofreu uma pequena redução de 1,7% para 1,68%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro manteve a estimativa do PIB em 2% para os dois anos.

 

CÂMBIO

A estimativa para a cotação do dólar em 2026 foi mantida no Boletim Focus desta semana em R$ 5,20. Para 2027, a projeção aumentou de R$ 5,27 para R$ 5,58 e a estimativa para 2028 cresceu de R$ 5,30 para R$ 5,35. A projeção para o câmbio em 2029 ficou estável em R$ 5,40.

Governo federal abre crédito de R$ 550 milhões para subsidiar diesel
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 550 milhões para subsidiar a importação de óleo diesel de uso rodoviário. A medida provisória publicada nesta segunda-feira (29) destina-se ao Ministério de Minas e Energia, com execução pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

 

A norma está vinculada à iniciativa prevista na Medida Provisória nº 1.349, de 2026, que trata do mesmo tipo de apoio ao combustível.

 

O crédito extraordinário é um instrumento previsto na Constituição para atender despesas urgentes e imprevisíveis. Nesse caso, o valor será aplicado em âmbito nacional para subsidiar a importação de diesel, com o objetivo de viabilizar o abastecimento e mitigar impactos no mercado.

 

Segundo a medida provisória, a integralidade dos recursos — classificados como despesas primárias do orçamento fiscal — será direcionada para essa finalidade. 

 

 

Boletos da TFF e do ISS Autônomo 2026 já estão disponíveis para emissão no site da Sefaz Salvador
Foto: Divulgação

Os boletos da Taxa de Fiscalização do Funcionamento (TFF) e do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) para profissionais autônomos, referentes ao exercício de 2026, já estão disponíveis para emissão.

 

O Documento de Arrecadação Municipal (DAM) pode ser gerado no portal da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), por meio do endereço www2.sefaz.salvador.ba.gov.br/servico/2-via-documento-de-arrecadacao. A pasta ressalta que os tradicionais carnês impressos serão entregues nos próximos dias nos endereços cadastrados.

 

Neste ano, a Prefeitura reajustou o calendário de vencimento da cota única e da primeira parcela dos tributos para o dia 30 de junho. A mudança encerra a medida excepcional adotada desde 2021 em razão dos impactos econômicos causados pela pandemia de covid-19. Antes desse período, o recolhimento era realizado tradicionalmente no mês de maio. Esse novo cronograma contribui para a normalização da gestão tributária e amplia a previsibilidade fiscal do município.

 

Os contribuintes que optarem pelo parcelamento deverão efetuar os pagamentos das demais parcelas nos dias 31 de julho e 31 de agosto. Os profissionais autônomos que escolherem quitar o ISS em cota única continuarão tendo direito ao desconto de 7% sobre o valor do imposto.

 

Em 2026, a expectativa é que 111.061 contribuintes recolham a TFF de Estabelecimento e outros 9.144 efetuem o pagamento do ISS Autônomo. Os recursos arrecadados ajudam a financiar atividades de fiscalização municipal, ações de controle sanitário e de saúde pública, entre outros serviços prestados à população.

 

Pagamento – Os tributos podem ser pagos por PIX, utilizando o QR Code disponível na segunda via do documento, ou por cartão de crédito e débito diretamente no portal da Sefaz, por meio da ferramenta Pague Fácil. Também é possível efetuar o pagamento em terminais de autoatendimento, aplicativos bancários, internet banking, agências credenciadas e casas lotéricas.

 

Em caso de dúvidas, os contribuintes podem acessar o portal fas.sefaz.salvador.ba.gov.br ou procurar uma das unidades de atendimento da Fazenda Municipal. A recomendação é observar os prazos de vencimento para evitar a incidência de juros e multas.

Desemprego até maio cai para 5,6%, o menor já registrado no período
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio ficou em 5,6%. O resultado é o menor para o período em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.

 

A taxa representa também redução em relação ao trimestre móvel anterior (dezembro, janeiro e fevereiro), quando estava em 5,8%. Em 2025, o índice do trimestre encerrado em maio era 6,2%.

 

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

 

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, atingir a mínima histórica para o período indica que “o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”.

 

O levantamento aponta que o país tinha 6,1 milhões de desocupados, patamar considerado estável em comparação ao trimestre móvel terminado em fevereiro (6,2 milhões) e diminuição de 9,3% em relação ao ano anterior, quando eram 6,7 milhões.

 

A população ocupada ficou em 102,7 milhões no trimestre terminado em maio, 0,5% acima do período terminado em fevereiro (mais 558 mil pessoas).

 

PNAD

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, sejam com ou sem carteira assinada, temporárias e por conta própria, por exemplo.

 

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

 

RENDIMENTO

O rendimento médio mensal do trabalhador ficou em R$ 3.726 no trimestre encerrado em maio, estável em relação ao trimestre móvel anterior (R$ 3.756) e 4% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Os valores são reais, ou seja, já levam em conta a inflação do período.

 

INFORMALIDADE

A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população ocupada - foi de 37,3%, o que representa 38,3 milhões de trabalhadores. Um ano antes, o indicador era 37,8%. O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e décimo terceiro salário.

 

CONTRIBUIÇÃO PARA A PREVIDÊNCIA

A pesquisa revelou que 66,6% dos trabalhadores contribuíram para a previdência. Isso equivale a 68,4 milhões de pessoas.

 

Ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.

 

O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.

 

O instituto esclarece que um trabalhador informal (por conta própria sem CNPJ) pode ser contribuinte individual do INSS.

 

MARCOS HISTÓRICOS

O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1% no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

Exigências regulatórias da UE podem embarreirar pequenos cafeicultores
Foto: Divulgação / Embrapa

Restrições que serão impostas pelo Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) até junho de 2027 farão com que cooperativas rurais e produtores familiares do café brasileiro tenham mais dificuldades para vender a produção para o bloco europeu.

 

A constatação faz parte de um estudo do projeto Descarbonização e Política Industrial: Desafios para o Brasil, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), divulgado nesta sexta-feira (26) pela Agência Bori, voltada a estudos científicos.

 

O levantamento contextualiza que pouco mais da metade (51,2%) da produção do café brasileiro teve como destino a União Europeia (UE), em 2024, e prevê quais impactos da política de conservação ambiental europeia afetarão as exportações brasileiras.

 

O QUE É EUDR

EUDR é a sigla para European Union Deforestation Regulation, uma regulação que o bloco europeu criou como forma de desestimular o desmatamento nos países que exportam para a EU.

 

O futuro regulamento condiciona o acesso ao mercado europeu à comprovação de que os produtos não foram cultivados em áreas que sofreram desmatamento após dezembro de 2020.

 

Se não houver comprovação, a importação pela UE é vetada. As pesquisadoras da UFRJ Kethelyn Ferreira e Marta Castilho destacam que o bloco europeu classifica o Brasil como país de “risco padrão”.

 

Isso obriga os produtores a executarem um processo rigoroso de verificação e rastreabilidade para certificar a origem sustentável das safras.

 

A pesquisa aponta que a exposição da economia brasileira à nova regra é de 5,3% do total de exportações. O estudo identifica sete commodities como “relevantes” no âmbito da EUDR, e o café é a que mais depende de compras da União Europeia, único com mais da metade da safra indo para o Velho Continente.

 

Commodities são matérias-primas vendidas em grandes quantidades e negociadas em preços internacionais.

 

CAFÉ MAIS AFETADO

Além do café, as commodities citadas pela pesquisa da UFRJ são gado bovino, cacau, óleo de palma, borracha, soja e madeira.

 

As autoras do estudo apontam que, no caso do café, micro e pequenos produtores serão mais afetados, pois esbarram em limitações técnicas e falta de regularização fundiária, o que dificulta rastrear dados que comprovem que a área não foi desmatada após 2020.

 

Originalmente o EUDR começaria a vigorar no fim de 2024, mas, depois de dois adiamentos, está previsto para começar valer de forma gradual: para grandes e médios produtores em 30 de dezembro de 2026 e para micro e pequenos em 30 de junho de 2027.

 

"PROTECIONISMO VERDE"

A economista Kethelyn Ferreira considera que o EUDR tem um objetivo ambiental legítimo, “reduzir o desmatamento associado às cadeias globais de produção”.

 

No entanto, aponta que pode ser considerado uma forma de “protecionismo verde”, ou seja, um meio de usar propósitos de conservação ambiental para proteger fazendeiros locais da concorrência externa.

 

“Seu desenho e seus efeitos comerciais levantam questionamentos sobre impactos potencialmente discriminatórios para países exportadores, como o Brasil”, disse em entrevista à Agência Brasil.

 

“O acesso ao mercado europeu passa a depender do cumprimento de exigências rigorosas de rastreabilidade e devida diligência”, completa.

 

Para a pesquisadora, especialmente em países em desenvolvimento, as condições geram custos adicionais aos exportadores, resultando, na prática, em barreira não tarifária ao comércio.

 

Outra crítica feita pela pesquisa é que o novo regulamento da EU equipara os desmatamentos legal e ilegal.

 

O mecanismo europeu começará a valer meses após a celebração do acordo de livre comércio Mercosul-UE, que elimina tarifas na circulação de bens e serviços entre os blocos e entrou em vigor em 1º de maio. Pelo lado sul-americano fazem parte do tratado Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

 

CONSEQUÊNCIAS

A economista diz que não é possível afirmar que o Brasil necessariamente perderá participação no mercado europeu de café. Entretanto, ela sustenta que há indícios de que o EUDR pode favorecer a concentração da produção com grandes produtores.

 

“É razoável esperar que médios e grandes produtores possuam melhores condições técnicas, financeiras e administrativas para implementar sistemas de rastreabilidade e comprovar que sua produção não está associada ao desmatamento após 2020”, avalia.

 

Outra consequência pode ser a migração de compras europeias para países classificados como de "baixo risco", sujeitos a mecanismos de diligência mais brandos. Ela cita o exemplo do Vietnã.

 

Em 2024, o Brasil era o principal fornecedor de café para a UE, representando 21,8% das compras do bloco econômico. O Vietnã é o segundo maior exportador (9,1%).

 

“É plausível supor que parte dos importadores europeus possa substituir fornecedores brasileiros por vietnamitas”, sugere.

 

CAMINHOS

As pesquisadoras da UFRJ avaliam que o adiamento da vigência do EUDR para os próximos anos abre uma janela estratégica de negociação diplomática para o agronegócio sul-americano.

 

Entre os pontos que poderiam suavizar as restrições, o estudo cita o reconhecimento de sistemas de monitoramento locais já operantes, como a Moratória da Soja e o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que cruza dados de localização dos imóveis rurais com informações sobre situação ambiental.

 

A Moratória da Soja é um acordo voluntário de empresas para não comercializar soja proveniente de áreas da Amazônia que tenham sido desmatadas a partir de 2008.

 

As autoras defendem também a criação de fundos europeus de apoio técnico e financeiro para pequenos produtores sul-americanos.

 

A Agência Brasil pediu comentários aos ministérios das Relações Exteriores (MRE) e da Agricultura e Pecuária (Mapa) e está aberta a posicionamentos.

Taxa de desemprego tem melhor índice no país para o mês de maio desde o início da série histórica do IBGE
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma taxa de desemprego de 5,6% no trimestre encerrado em maio deste ano, o menor índice já verificado no período desde o início da série histórica de pesquisas sobre o mercado de trabalho brasileiro, em 2012. Foi o que mostrou a Pnad Contínua do IBGE, divulgada na manhã desta sexta-feira (26).

 

De acordo com o IBGE, o índice de 5,6% verificado em maio teve queda frente ao trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, que foi de 5,8%, e caiu 0,6% ante o trimestre móvel de março a maio de 2025 (6,2%).

 

A Pnad Contíua revelou que a população ocupada no país, de 102,7 milhões, teve alta de 0,5% no trimestre (mais 558 mil pessoas) e aumento de 0,8% no ano (mais 840 mil). O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,6%, com variação de 0,2 no trimestre (58,4%) e mantendo-se estável ano (58,6%).

 

Também a população desocupada registrou pequena queda na comparação com o trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, passando de 6,2 milhões para 6,1 milhões. Na comparação com igual trimestre do ano anterior (6,7 milhões), houve queda acentuada de 9,3% (menos 624 mil pessoas desempregadas no país).

 

Ainda segundo o IBGE, o número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,3 milhões. Houve estabilidade no trimestre e no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,4 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e no ano.

 

O número de trabalhadores por conta própria (26,0 milhões) ficou estável no trimestre e no ano. Já o número de trabalhadores domésticos (5,4 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e redução de 328 mil pessoas no ano.

 

A taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada (ou 38,3 milhões de trabalhadores informais), contra 37,5% (ou 38,3 milhões) no trimestre encerrado em fevereiro e 37,8% (ou 38,5 milhões) no trimestre de março a maio de 2025.
 

Prévia da inflação perde força pelo 2º mês e fecha junho em 0,41%
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A prévia da inflação oficial de junho ficou em 0,41%. Esse resultado representa que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) perdeu força pelo segundo mês seguido. Em abril, o IPCA-15 tinha marcado 0,89% e, em maio, 0,62%.

 

No acumulado de 12 meses, o índice soma 4,8%. Em maio, essa alta acumulada era de 4,64%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

 

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA.

 

De acordo com o Boletim Focus da última segunda-feira (22), sondagem feita pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras, a mediana da expectativa para a inflação oficial de junho é de 0,32%. 

 

Para chegar à prévia da inflação, os pesquisadores coletam preços de nove grupos de produtos e serviços. Em junho, a alta média dos alimentos e bebidas e da habitação responderam por dois terços do IPCA-15.

 

Veja o comportamento dos grupos e os impactos em ponto percentual (p.p.):

Alimentação e bebidas: 0,74% (0,16 p.p.)

 

Habitação: 0,72% (0,11 p.p.)

 

Artigos de residência: 0,36% (0,01 p.p.)

 

Vestuário: 0,45% (0,02 p.p.)

 

Transportes: -0,03% (-0,01 p.p.)

 

Saúde e cuidados pessoais: 0,47% (0,06 p.p.)

 

Despesas pessoais: 0,34% (0,04 p.p.)

 

Educação: -0,02% (0,00 p.p.)

 

Comunicação: 0,34% (0,02 p.p.)

 

ALIMENTAÇÃO EM CASA SOBE MENOS

Dentro do grupo alimentação e bebida, a alimentação no domicílio variou 0,87%. Em maio, tinha subido 1,73%.

 

Os preços que mais subiram no grupo foram o da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%).

 

O IBGE destacou que, no semestre, tomate (103,84%), cenoura (103,10%) e batata-inglesa (100,20%) mais que dobraram de preço. Alimentos são produtos que têm os custos muito relacionados a condições climáticas.

 

BANDEIRA AMARELA PESA

No grupo habitação, o custo que mais cresceu foi o da energia elétrica residencial (2,04%). De todos os 377 produtos e serviços pesquisados, a conta de luz teve o maior impacto de alta (0,08 p.p.).

 

A explicação, segundo o IBGE, está na bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos. 

 

As bandeiras tarifárias são determinadas mês a mês pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo a agência, a previsão de chuva abaixo de média e a expectativa de aumento do consumo de energia justificam a tarifa extra.

 

A previsão de escassez de chuvas e as temperaturas mais altas no país aumentam os custos de operação do sistema de geração de energia das hidrelétricas. Dessa forma, é necessário acionar as usinas termelétricas, que têm custo maior.

 

Contribuíram também para a alta da conta de luz os reajustes tarifários em Belo Horizonte, no Recife, em Fortaleza e Salvador. Mesmo esses sendo impactos regionais, o IPCA, por ser uma média nacional, reflete os aumentos.

 

No grupo transportes, as passagens aéreas ficaram 7,24% mais caras (impacto de 0,05 p.p.).  No sentido inverso, os combustíveis recuaram 1,22% (impacto de -0,08 p.p.).

 

De todo o IPCA-15, o etanol (-5,30%) e a gasolina (-0,73%) foram os preços com o maior impacto negativo (-0,04 p.p. cada). O óleo diesel recuou 1,47% em junho.

 

IPCA-15
O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos.

 

A diferença entre os índices está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 16 de maio a 16 de junho.

 

Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.

 

O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de junho será divulgado em 10 de julho.

Governo estuda aumentar teto de faturamento do MEI para R$ 140 mil até 2028
Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados

O governo federal estuda assumir o protagonismo nas negociações para alterar o teto de faturamento dos Microempreendedores Individuais (MEIs). A proposta em análise prevê elevar o faturamento anual da categoria de forma escalonada, alcançando R$ 140 mil até o ano de 2028.

 

De acordo com informações divulgadas pelo portal G1, o tema já está em debate em uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados, que foi instalada no final de abril. A estimativa é de que a medida possa beneficiar cerca de 15 milhões de pessoas em todo o país.

 

Interlocutores da Esplanada dos Ministérios avaliam que a apresentação de uma proposta própria pelo governo federal carrega um forte simbolismo político em ano eleitoral, servindo como estratégia de aproximação com os empreendedores.

 

 

ARTICULAÇÃO DE BASTIDOR
O ministro responsável pela articulação política do governo, José Guimarães, comprometeu-se com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), a enviar o texto do projeto de lei até esta quarta-feira (24).

 

A matéria será discutida no âmbito da comissão especial, que tem como relator o deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC). Conforme o acordo firmado entre Guimarães e Motta, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, será ouvido antes da apresentação do parecer final do projeto.

 

O teto de faturamento anual para os MEIs — atualmente fixado em cerca de R$ 80 mil — sofrerá um reajuste progressivo. A transição prevê um acréscimo de R$ 30 mil no limite de faturamento até 2027, seguido de um novo aumento de R$ 30 mil em 2028, atingindo o teto de R$ 140 mil proposto.

 

Além da correção financeira, a medida também projeta alterar o limite de contratação de pessoal: os microempreendedores, que hoje podem registrar apenas um funcionário, passarão a ter autorização para contratar até dois empregados. A alteração das regras é uma demanda histórica da categoria e teve as discussões iniciadas na Câmara por determinação direta do deputado Hugo Motta.

Programa de incentivo à indústria receberá mais R$ 140 bilhões em 2026
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Nova Indústria Brasil (NIB), política do governo federal de incentivo à indústria nacional, vai receber o aporte de mais R$ 140 bilhões até o fim deste ano. Com o incremento, o programa de apoio do banco à industrialização chegará a R$ 750 bilhões de investimentos desde 2023.

 

Do novo conjunto de recursos, R$ 102,5 bilhões sairão dos cofres do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), banco público vinculado ao governo federal voltado ao fomento de setores estratégicos da economia.

 

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento à inovação, ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), contribuirá com R$ 37,5 bilhões.

 

O anúncio do aporte de recursos para o programa foi feito nesta segunda-feira (22), durante cerimônia pelo aniversário de 74 anos do BNDES, na sede da instituição, no Rio de Janeiro. O evento contou com a participação dos presidentes da República, Luís Inácio Lula da Silva; do BNDES, Aloizio Mercadante; do vice-presidente, Geraldo Alckmin e de ministros.

 

SETORES ESCOLHIDOS

Os recursos serão destinados às áreas de fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias duais (aplicações civis e militares).

 

MINERAIS CRÍTICOS

No evento, o BNDES e a Petrobras anunciaram uma parceria para construir iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação relacionadas a minerais críticos e estratégicos, essenciais às cadeias de transição energética e de óleo e gás.

 

A parceria inclui troca de informações e análises das principais lacunas de capacidade produtiva ou tecnológica.

 

MERCADO DE CARBONO

O BNDES e a Petrobras anunciaram ainda os nomes das três empresas vencedoras do primeiro leilão do ProFloresta+, iniciativa conjunta voltada à compra de créditos de carbono gerados a partir da restauração ecológica de áreas degradadas na Amazônia.

 

As empresas selecionadas são a Systemica, brCarbon e re.green. A iniciativa deverá mobilizar cerca de R$ 450 milhões em investimentos, apenas em plantio, gerar 6,3 mil empregos verdes, viabilizar o plantio de mais de 25 milhões de árvores nativas e capturar 5 milhões de toneladas de carbono.

 

E-BIKES

Ainda na cerimônia de aniversário do BNDES, foi anunciado também o financiamento de R$ 340 milhões para a Tembici, empresa de aluguel de bicicletas, adquirir até 85 mil bicicletas elétricas (e-bikes), que serão alugadas a entregadores de plataforma digitais com custo 25% menor do que o atual.

 

Consulta ao segundo lote de restituição do IRPF 2026 inicia nesta terça-feira
Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

A Receita Federal libera nesta terça-feira (23) a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). O crédito bancário será realizado no dia 30 de junho.

 

A consulta pode ser feita a partir das 9h, pelo site da Receita Federal, na opção “Meu Imposto de Renda” e depois “Consultar minha restituição”

 

Também é possível consultar pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones, 

 

Com R$ 16 bilhões em créditos e 9.585.797 contribuintes contemplados, o lote é o maior da história em quantidade de contribuintes contemplados. O valor pago será igual ao do primeiro lote de restituição deste ano, registrado no dia 29 de maio deste ano. 

 

Do total, R$ 4.494.204.020,63 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

  • Idosos acima de 80 anos: 155.060 restituições
  • Idosos entre 60 e 79 anos: 1.106.923 restituições
  • Pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 106.294 restituições
  • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 507.768 restituições

 

Outras 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes sem prioridade legal, mas que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber via PIX.

Ipsos-Ipec: desaprovação de Lula segue alta, mas há melhora nas expectativas sobre a situação da economia
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Uma desaprovação alta que permanece estável, mas com pequenas melhorias na faixa de brasileiros que avaliam de forma positiva o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resultados acompanhados por uma melhora nas expectativas econômicas para os próximos meses. Em resumo, foi o que revelou a nova pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira (22). 

 

O levantamento mostrou que a avaliação negativa do governo Lula caiu dos 40% verificados em março para 38% agora em junho. Já a avaliação positiva subiu de 32% para 33% no mesmo período. Outros 28% avaliam o governo como regular.

 

A avaliação positiva do governo é mais elevada entre os eleitores que afirmam ter votado em Lula em 2022 (62%), moradores do Nordeste (47%), pessoas com ensino fundamental (47%), brasileiros com renda familiar de até um salário mínimo (41%) e católicos (38%).

 

Por outro lado, a avaliação negativa é mais acentuada entre os que declaram ter votado em Jair Bolsonaro em 2022 (74%), pessoas com renda superior a cinco salários mínimos (54%), evangélicos (49%), entrevistados com ensino superior (46%) e moradores da região Sudeste (44%).

 

A Ipsos-Ipec também mediu a aprovação da maneira como o presidente Lula governa o país. Segundo as respostas, 44% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 50% desaprovam. Outros 6% não souberam ou preferiram não responder.

 

Em março, os índices eram de 43% de aprovação e 51% de desaprovação. Os que não souberam ou não quiseram responder foram os mesmos 6% da pesquisa anterior.

 

Nas respostas sobre a confiança em Lula, 41% afirmam confiar no líder petista, número que era de 40% em março. Os que dizem não confiar em Lula são 56% dos entrevistados (mesmo índice da pesquisa anterior). Outros 3% não responderam.

 

No recorte sobre a situação da economia nos últimos seis meses, 41% responderam que a situação piorou, enquanto 30% disseram que permaneceu igual e 25% afirmaram que houve melhora. Na pesquisa divulgada em março pelo Ipsos-Ipec, 27% diziam que a situação havia melhorado, 28% responderam que estava igual e 42% que tinha piorado.

 

Em relação aos próximos seis meses, 36% dos entrevistados acreditam que a economia brasileira estará melhor, 32% avaliam que ela estará pior e 25% esperam estabilidade. Os números representam uma mudança em relação ao levantamento de março, quando os pessimistas eram maioria.

 

Melhor: 36% (eram 33%);
Igual: 25% (eram 23%);
Pior: 32% (eram 36%);
Não sabem ou não responderam: 7% (eram 8%).

 

A pesquisa Ipsos-Ipec ouviu 2.000 eleitores em 130 municípios presencialmente, de 13 a 17 de junho. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
 

Mercado eleva projeção de inflação e vê Selic em 14% ao ano em 2026
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,3% para 5,33% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

 

Mesmo após o anúncio de acordo para o fim da guerra no Oriente Médio, que vem pressionando o preço dos combustíveis e de alimentos, a previsão para o IPCA até o fim deste ano foi elevada pela décima quinta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

 

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.,

 

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação.

 

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 4,1% para 4,15%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,7% e 3,5%, respectivamente.

 

TAXA SELIC

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela terceira vez seguida, apesar das tensões em torno do fim da guerra no Oriente Médio.

 

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o corte dos juros em março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificultou a queda da taxa em ritmo mais elevado.

 

Nessa reunião, o Copom apontou a permanência de incertezas sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados e as consequências dos efeitos já materializados como determinantes para a decisão de reduzir a Selic. O comitê informou ainda que o tamanho total do ajuste dos juros dependerá dos próximos dados econômicos, com o objetivo de garantir que a inflação volte à meta.

 

Nesta edição do Focus, os analistas de mercado elevaram a estimativa para a taxa básica até o fim de 2026, de 13,75% ao ano para 14% ao ano. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 4 e 5 de agosto, quando, para o mercado, deverá ocorrer a última redução do juro no ano.

 

Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.

 

Quando o juro sobe ou fica alto por muito tempo, o crédito encarece, ficando mais caro para quem compra no cartão, nas parcelas de produtos e no financiamento de imóveis, levando a uma perda de força no consumo. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

 

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

 

PIB E CÂMBIO

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,96% para 1,98%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

 

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ?1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE.

 

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

 

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,27.

Banco Central decide fazer novo corte de 0,25% na Selic e Alban diz que percentual não reduz "asfixia financeira"
Foto: Edu Mota / Brasília

Em decisão anunciada na noite desta quarta-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros em 0,25%. Com isso, a Selic passa de 14,5% para 14,25% ao ano. 

 

Esta foi a terceira vez consecutiva que o comitê do BC reduziu os juros básicos do país. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o corte dos juros em março, num cenário de queda da inflação. 

 

Na nota divulgada à imprensa, o Copom apontou que o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e as consequências dos efeitos já materializados da guerra até o momento, com reflexos nas condições financeiras globais. 

 

“Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, diz o comunicado.

 

Na reunião anterior, em abril, o comitê também apontou como justificativa para um ritmo menor na queda dos juros as incertezas sobre os desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e as expectativas de inflação em alta por período mais prolongado. No entanto, a guerra, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, vem dificultando a redução da taxa em níveis mais acentuados. 

 

Após a divulgação da decisão do Banco Central, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, criticou o corte de apenas 0,25% na Selic. Para Alban, a redução não contribui para a reversão da “asfixia financeira” das empresas e das famílias. 

 

“Enquanto os juros reais continuarem tão elevados, beneficiando diretamente o capital especulativo, o custo do crédito seguirá inviabilizando os planos de produção e expansão da indústria. Da mesma forma, a medida se mostra ineficaz em aliviar o orçamento das famílias, das empresas e do próprio governo”, argumentou o presidente da CNI.
 

Cooperativas são reconhecidas como manifestação da cultura nacional
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A partir desta quarta-feira (17), o cooperativismo é reconhecido como manifestação da cultura nacional e poderá acessar recursos de fundos regionais de desenvolvimento. As duas normas que fortalecem o setor estão publicadas no Diário Oficial da União.

 

A Lei nº 15.433, além de considerar o setor parte do conjunto cultural brasileiro, determina que o Estado garanta a livre atividade das cooperativas e apoie o modelo, conforme previsto na Constituição Federal.

 

A proposta reconhece o papel histórico do cooperativismo na formação social e econômica do país, presente em diversos setores e associado a valores como colaboração e gestão coletiva.

 

A Lei Complementar nº 231 inclui as cooporativas no grupo de beneficiários do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). A mudança foi feita por meio de alterações em normas anteriores e amplia o acesso dessas entidades a financiamentos voltados a projetos produtivos. 

 

ACESSO A RECURSOS

Com a inclusão, os recursos desses fundos poderão ser destinados não apenas a empresas, mas também a sociedades cooperativas, desde que organizadas conforme a legislação do setor.

 

Na prática, a medida amplia as possibilidades de financiamento para iniciativas em áreas estratégicas, como infraestrutura, agroindústria e outros empreendimentos capazes de gerar desenvolvimento econômico regional.

 

Os fundos regionais têm como objetivo apoiar projetos com potencial de impulsionar novas atividades produtivas e reduzir desigualdades entre regiões do país, especialmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

 

A Bahia possui 157 cooperativas registradas, de acordo com Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sendo o 10º estado com o maior número de cooperativas, sendo o maior do Nordeste no setor.

 

FORTALECIMENTO DO SETOR

As duas normas integram um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento do cooperativismo brasileiro. Com maior acesso a financiamento e reconhecimento institucional, o setor ganha respaldo para ampliar investimentos, gerar renda e impulsionar o desenvolvimento regional.
 

Caiado diz que Flávio Bolsonaro não explicou relação com Vorcaro e perdeu capacidade de ganhar de Lula
Foto: Reprodução Youtube

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está perdendo a capacidade de vencer a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem pouco em experiência administrativa a oferecer ao eleitor brasileiro e ainda não deu explicações convincentes sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. 

 

As afirmações foram feitas pelo pré-candidato a presidente, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO), em entrevista concedida nesta terça-feira (16) ao site Poder360. Na conversa com o site, Caiado disse que Flávio Bolsonaro teria no momento um teto eleitoral insuficiente para derrotar o presidente Lula em uma eventual disputa de segundo turno. 

 

Segundo afirmou Caiado, as pesquisas mais recentes mostram que Flávio Bolsonaro perdeu capacidade de crescimento eleitoral depois da divulgação de áudios em que pede recursos ao dono do Banco Master para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, de acordo com o ex-governador, o senador se prejudicou com a proposta de tarifaço de 25% dos norte-americanos sobre produtos brasileiros.

 

“Com os últimos acontecimentos, Flávio está perdendo essa capacidade de vencer o Lula no 2º turno. Isso é uma análise das pesquisas. Mostram que ele pode até chegar ao 2º turno, mas terá condições de virar? O que as pesquisas mostram é que essa distância aumenta”, afirmou.

 

Ronaldo Caiado explicou na entrevista que a comparação da sua experiência como governador durante os últimos sete anos com a trajetória dos demais candidatos da direita pode levá-lo a ganhar espaço nas pesquisas ao longo da campanha. 

 

“O Flávio tem um recall muito forte por levar o nome do pai, que foi a maior liderança da centro-direita em capacidade de mobilização. Mas o eleitor vai começar a assistir aos debates e comparar experiência, resultados e trajetória. É isso que vai definir a eleição”, coloca Caiado.

 

Perguntado sobre as explicações dadas por Flávio Bolsonaro sobre os contatos com Daniel Vorcaro, Caiado disse que as justificativas dadas por ele não convenceram o eleitor. “Se tivesse sido suficiente, ele teria mantido a posição que tinha. O resultado está aí. Ele teve queda nas pesquisas”, esclareceu o pré-candidato. 

 

Questionado ainda pelo Poder360 sobre quais ações implementaria para melhorar a condição fiscal brasileira, Caiado afirmou que, se for eleito presidente, adotará uma redução imediata de 25% nos orçamentos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Esta, segundo ele, seria uma das suas primeiras medidas para enfrentar o desequilíbrio fiscal do país. 

 

De acordo com Caiado, o ajuste fiscal deveria começar pela estrutura do próprio Estado para garantir credibilidade antes da adoção de outras medidas econômicas. 

 

“O primeiro passo é dar exemplo. Como eu fiz em Goiás: cortar na carne. Cortar no Executivo, no Legislativo, no Judiciário, nos tribunais, em todos. Um corte imediato de 25% para poder ter credibilidade e avançar em outras correções”, declarou o ex-governador.

 

“Um governo não pode exigir sacrifícios da população sem antes reduzir seus próprios gastos”, completou Caiado.

 

Segundo ele, a atual carga tributária brasileira não comportaria novos aumentos de impostos. “O brasileiro já está com uma carga tributária de 34,2%. Não existe mais espaço para aumentar impostos”, disse o pré-candidato a presidente pelo PSD.
 

Sete em cada 10 brasileiros sentem o peso do aumento do custo de vida no orçamento
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

O orçamento das famílias brasileiras enfrenta um momento de forte pressão. De acordo com um levantamento recente da Serasa, sete em cada dez brasileiros notaram aumento nos custos cotidianos nos últimos 12 meses. O cenário de juros altos e inflação impacta diretamente a qualidade de vida, deixando menos de 20% da população com condições de pagar as contas sem dificuldades.

 

A pesquisa aponta que gastos inadiáveis, como supermercado, contas recorrentes (água, luz, telefone) e moradia, já representam 57% do orçamento médio mensal, que gira em torno de R$ 3.520. As regiões Sul e Sudeste lideram o ranking de maiores custos no país.

 

Segundo o IBGE, o rendimento médio do trabalhador brasileiro atingiu R$ 3.722 no primeiro trimestre. Diante do "aperto" nas contas, é comum que muitas famílias busquem crédito ou empréstimos para fechar o mês. O consultor financeiro Raphael Carneiro alerta, contudo, para os riscos dessa prática.

 

"É preciso ter muito cuidado. O crédito pode resolver o agora, mas é preciso lembrar que ele gera uma parcela que precisará ser paga. Se o mês já não fecha hoje, com o acréscimo de uma dívida, a situação pode virar uma bola de neve", explica o consultor.

 

Para o consultor, o equilíbrio financeiro depende da manutenção de uma margem de segurança entre receitas e despesas. "O ideal é que as despesas fiquem sempre abaixo das receitas, mantendo uma margem de folga entre 10% e 20%. A partir do momento que essa margem cai ou deixa de existir, é um indicativo claro de que a situação saiu do controle", orienta o profissional.

 

Ele ressalta que o ideal é realizar cortes preventivos assim que essa diferença diminui, antes que o endividamento se torne um problema instalado.

 

Carneiro pondera, entretanto, que a gestão financeira não é uma solução universal, dada a realidade socioeconômica do Brasil. "Vivemos em um país desigual. Não podemos esquecer que, para uma grande parcela da população, a renda é tão baixa que não basta apenas cortar gastos; o valor recebido mal cobre o básico para a sobrevivência", destaca.

 

Para quem possui um cenário mais flexível, o consultor reforça a importância da organização: "Para quem tem uma condição um pouco mais folgada, o foco deve ser a reorganização dos custos para criar essa margem. É isso que permitirá formar uma reserva financeira capaz de suportar altas de preços repentinas sem comprometer a saúde do orçamento a longo prazo", conclui.

Setor de serviços cresce 1,2% em abril, primeira alta em seis meses
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O setor de serviços, formado por atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação (TI), cresceu 1,2% na passagem de março para abril. O resultado marca a primeira alta em um intervalo de seis meses.

 

Em março, o desempenho recuou 1,1%. No acumulado de 12 meses, o setor apresenta expansão de 2,9%. Já na comparação com abril de 2025, houve crescimento de 1,9%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Segundo informações da Agência Brasil, na comparação entre meses imediatamente seguidos, a última alta foi em outubro de 2025, com expansão de 0,3%, quando alcançou o nível mais alto da série iniciada em janeiro de 2011.

 

Veja o comportamento do setor nos últimos seis meses:

  • Abril: +1,2%
  • Março: -1,1%
  • Fevereiro: 0%
  • Janeiro: 0%
  • Dezembro: -0,3%
  • Novembro: -0,1%

 

O resultado de abril é a maior variação positiva desde outubro de 2024, quando os serviços cresceram 1,3%. Para calcular o desempenho do setor, os pesquisadores do IBGE coletam informações de 166 tipos de serviços, classificados em cinco grandes grupos de atividades. Os cinco ficaram no campo positivo na passagem de março para abril, com a maior influência positiva vindo de transportes, armazenagem e correios.

 

  • Serviços prestados às famílias: 1,4%
  • Informação e comunicação: 0,5%
  • Serviços profissionais e administrativos: 0,4%
  • Transportes, armazenagem e correio: 0,9%
  • Outros serviços: 2,2

 

Das atividades acima, a com maior peso é a de transportes, armazenagem e correio, que representa mais de um terço (36,4%) no setor de serviços brasileiro.

Frente do agro quer acelerar votação na Câmara de "pauta-bomba" que pode ter impacto de mais de R$ 140 bilhões
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) vai buscar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para acelerar a votação do PL 5.122/2023, que permite aos produtores rurais o acesso a uma linha especial de refinanciamento de dívidas, com carência, juros mais baixos e prazo alongado. O projeto foi aprovado pelo Senado na sessão desta quarta-feira (10) e agora retorna à Câmara.

 

A proposta é criticada pelo governo Lula, que a coloca no rol das chamadas “pautas-bombas”, que causam forte impacto nas contas públicas nos próximos anos. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, caso o projeto seja validado pela Câmara dos Deputados, o impacto da proposta é de R$ 140 bilhões em dez anos, se houver renegociação integral das dívidas. 

 

Segundo o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), a aprovação do representou uma vitória para o setor, pela possibilidade de renegociar dívidas por um prazo mais alongado. Em vídeo publicado nas suas redes sociais, Lupion citou as intensas negociações e discussões acerca da proposta, que foi aprovada em discordância com o governo. 

 

“Tentamos fazer com que o governo entendesse a necessidade dessa renegociação”, afirmou. De acordo com o líder da frente, agora a bancada vai “correr” para fazer com que a Câmara dos Deputados vote a versão aprovada no Senado. “Para que o produtor tenha esse alento”, comentou.

 

A aceleração da apreciação desse projeto na Câmara, entretanto, depende da desobstrução da pauta da Casa, que está travada por conta do projeto de autoria do Poder Executivo que modifica a jornada de trabalho. O projeto foi apresentado com urgência constitucional, e até ser apreciado em plenário, nenhuma outra matéria pode ir a voto. 

 

A vice-presidente da FPA, senadora Tereza Cristina (PP-MS), comemorou a aprovação do projeto nesta quarta e disse que houve tentativa de diálogo com a equipe econômica. A senadora afirmou que o governo não se sensibilizou com a situação dos produtores rurais, mas ressaltou, porém, que ainda será possível fazer ajustes, já que o texto será votado pela Câmara.

 

"Nós tentamos esgotar todos os pontos que eram preocupantes e hoje nós não estamos falando de um problema de eleição. Estamos falando de um segmento que carrega o Brasil que é a agricultura brasileira. E ela passa por um momento terrível: temos as commodities em baixa, juros em alta, plantamos uma safra com dólar a R$ 6 e estamos colhendo com dólar a R$ 5. Isso é mortal para os preços dos agricultores, fora o problema climático que o Rio Grande do Sul teve", declarou Tereza Cristina.

 

O projeto aprovado no Senado cria uma linha especial para produtores rurais, associações, cooperativas de produção e condomínios rurais. Os recursos poderão ser usados para renegociar dívidas de crédito rural, empréstimos e Cédulas de Produto Rural.

 

No texto final aprovado em Plenário, o relator acolheu emendas e ampliou o alcance da proposta para incluir operações renegociadas ou prorrogadas até 30 de abril de 2026, desde que estejam em situação de adimplência na data da contratação.

 

As principais condições da linha especial são:

 

  • juros de 3,5% a 7,5% ao ano, conforme o porte do produtor;
  • limite de até R$ 10 milhões por beneficiário;
  • limite de até R$ 50 milhões para cooperativas, associações e condomínios rurais;
  • prazo de pagamento de até dez anos;
  • carência de três anos;
  • prazo final de até 15 anos em casos especiais.

 

A proposta também manteve a possibilidade de uso do Fundo Social do Pré-Sal e de fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda, sem fixar um limite de valor. A utilização dos recursos é autorizativa, ou seja, dependerá de decisão do Executivo.
 

Programa Desenrola não consegue frear endividamento dos brasileiros e índice tem recorde no mês de maio
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Problema que é considerado pelo governo como um dos principais entraves para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o endividamento da população brasileira teve o seu quinto crescimento consecutivo no mês de maio, atingindo um novo recorde: 81,6%.

 

No mês passado, o nível de endividamento da população estava em 80,9%. A avaliação foi divulgada nesta quarta-feira (10) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por meio da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

 

O levantamento da CNC considera como dívidas as contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa. A pesquisa mostrou que a fatia de famílias inadimplentes avançou ligeiramente de 29,7% em abril para 29,9% em maio. 

 

Além disso, de acordo com a pesquisa, a fatia de famílias brasileiras afirmando que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso, ou seja, que permanecerão inadimplentes, ficou estável em 12,3% em maio, mesma proporção vista em abril. Segundo a CNC, o cartão de crédito permanece como a modalidade de dívida mais utilizada, mencionada por 84,6% das famílias endividadas.

 

Para tentar conter a sangria do endividamento crescente da população, o governo Lula lançou, no mês de maio, o programa Novo Desenrola Brasil, que possibilita a renegociação de dívidas para pessoas e pequenas empresas. A iniciativa está sendo destinada aos brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).

 

Segundo o governo federal, estão sendo renegociados débitos adquiridos até 31 de janeiro de 2026 no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC), com atraso de 90 dias a 2 anos. O programa oferece descontos que variam entre 30% e 90%, com taxa de juros que vão até 1,99% ao mês.

 

Em entrevista ao portal Uol nesta terça (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o Novo Desenrola Brasil já renegociou seis milhões de dívidas e que deve chegar a dez milhões até o fim deste mês. Segundo disse o ministro, quatro milhões de brasileiros saíram do cadastro negativo. 

 

Na entrevista, o ministro da Fazenda afirmou também que essas pessoas conseguiram quitar suas principais pendências. Assim, deixaram de ter restrições a novas operações de crédito.
 

Com queda no refino e recuo nos EUA, exportações da Bahia caem 6,1% em maio e têm pior resultado do ano
Foto: Jean Vagner / Ascom da SEI

As exportações baianas atingiram US$ 815,7 milhões no mês de maio, registrando o menor valor para as vendas externas no ano e uma queda de 6,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado negativo foi reflexo de embarques menores (-5,8%) e de preços médios ligeiramente mais fracos (-0,29%).

 

Segundo os dados analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), a redução acumulada do volume embarcado no ano chega a 5,7%, puxada principalmente pelo setor de refino.

 

Apenas em maio, a quantidade de derivados de petróleo embarcada despencou 83,1%. Esse recuo é reflexo de paradas programadas para manutenção e da taxação sobre exportações de petróleo e derivados implementada pelo governo federal em março, visando proteger o mercado interno diante da crise global de combustíveis fósseis provocada pela guerra no Irã.

 

Além do petróleo, outros produtos de peso na pauta exportadora baiana registraram queda nos embarques em maio:

  • Derivados de cacau: -14,9%

  • Produtos químicos: -8,4%

  • Celulose: -6,5%

 

Como consequência, a indústria de transformação baiana registrou recuo de 14,6% nas vendas externas. A indústria extrativa também recuou devido à queda nas exportações de minério de cobre e níquel, embora a alta internacional dos preços do ouro tenha ajudado a mitigar as perdas do setor.

Tribunal dos EUA mantém tarifa global de Trump enquanto disputa judicial continua
Patrick B. Ruddy/White House

Um tribunal de apelações dos Estados Unidos decidiu nesta terça-feira (12) manter temporariamente em vigor a tarifa global de 10% aplicada pelo governo do presidente Donald Trump sobre produtos importados. A medida suspende uma decisão anterior da Corte de Comércio Internacional dos EUA, que havia considerado ilegal o aumento das tarifas imposto pela administração Trump com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.

 

Com isso, as taxas seguem valendo, inclusive para três importadores que tinham conseguido na Justiça a suspensão da cobrança. Na semana passada, a corte comercial entendeu, por dois votos a um, que o presidente não possuía autoridade legal para aplicar tarifas amplas utilizando esse mecanismo da legislação americana. Apesar da decisão, os efeitos beneficiavam apenas os autores da ação, entre eles duas pequenas empresas e o estado de Washington.

 

Após a derrota judicial, o governo recorreu. O tribunal de apelações, então, decidiu congelar temporariamente a decisão da instância inferior até que o caso seja analisado definitivamente. A tarifa de 10% foi criada em fevereiro, depois que a Suprema Corte dos EUA limitou o uso de uma lei de emergência nacional de 1977 para justificar aumentos tarifários amplos. Na ocasião, os ministros entenderam que apenas o Congresso pode autorizar tarifas globais dessa natureza.

 

Desde então, o governo Trump passou a usar a Seção 122 da Lei de Comércio como base legal para manter o chamado “tarifaço”, argumentando que a medida é necessária para enfrentar desequilíbrios comerciais do país. As tarifas têm prazo temporário e devem expirar em 24 de julho, caso não sejam prorrogadas pelo Congresso americano.

Inflação oficial desacelera em abril e registra 0,67%, mas preços dos alimentos seguem em alta, diz IBGE
Foto: Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Apesar de ter saído menor do que o resultado verificado em março (0,88%), a inflação oficial do país no mês de abril ficou em 0,67%, influenciada principalmente pelo aumento no preço dos alimentos. Com o resultado de abril, a inflação brasileira acumula alta de 2,60% em 2026, chegando a 4,39% nos últimos 12 meses.

 

Os números foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE, por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com taxa de 1,34%, o grupo alimentos e bebidas respondeu por 0,29% do indicador final de abril, enquanto no grupo saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 1,16% e o impacto 0,16% no índice do mês.

 

“Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos”, explicou o gerente da pesquisa do IPCA no IBGE, José Fernando Gonçalves. 

 

O gerente da pesquisa lembra que apesar de ajudar a manter a inflação oficial em um patamar elevado, o ritmo de aumento do preço dos alimentos desacelerou em relação a março, quando o grupo havia registrado alta de 1,56%.

 

A alta de 1,34% no grupo alimentação foi impulsionada pelos aumentos da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). Por outro lado, o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%) registraram algumas das principais quedas do mês.

 

Já a alimentação fora de casa subiu menos, com alta de 0,59%. O preço do lanche desacelerou, passando de 0,89% em março para 0,71% em abril. A refeição, por sua vez, teve leve aceleração, de 0,49% para 0,54% no mesmo período.

 

Em relação ao aumento de preços das carnes, houve alta impulsionada pelo aumento do preço da carne bovina, que deve continuar subindo durante o ano. Isso porque a quantidade de bovinos disponíveis para abate vem diminuindo, após um ano de produção recorde.

 

No 1º quadrimestre de 2025, o acumulado no grupo Alimentação e bebidas foi de 3,70%, 0,26% acima do resultado de 2026 (3,44%) no mesmo período. O gerente do IPCA destaca que “em 2025 ainda havia o efeito das altas do café e do tomate. Já desde julho de 2025 o café vem registrando queda nos resultados mensais”.

 

Em Saúde e cuidados pessoais (1,16%), tiveram destaque os produtos farmacêuticos (1,77%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e os artigos de higiene pessoal (1,57%), com destaque para o perfume (1,94%). 

 

Já no grupo Habitação, a variação de 0,63% em abril teve influência do gás de botijão, com alta de 3,74%, e da energia elétrica residencial (0,72%), que incorpora os seguintes reajustes: 6,92% e 14,66% nas concessionárias no Rio de Janeiro (4,83%), ambos com vigência a partir de 15 de março; 12,36%, em Campo Grande (2,27%), a partir de 24 de abril; 4,78%, em Salvador (2,23%), desde de 22 de abril; 3,86% em Recife (1,05%), vigente desde de 29 de abril; 5,91% em Aracaju (0,89%), e 5,59% em Fortaleza (0,44%).

 

No grupo Transportes, houve elevação no preço dos combustíveis, o que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete. O setor verificou aumento de 1,80% nos combustíveis. 

 

A gasolina desacelerou de março (4,59%) para abril (1,86%), ainda se posicionando como o principal impacto individual no índice do mês (0,10 p.p.). Também se destacam as altas no óleo diesel, 4,46%, e no etanol (0,62%). O gás veicular recuou 1,24%. 

 

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Goiânia (1,12%), influenciada pela alta da gasolina (5,77%) e da taxa de água e esgoto (4,80%). A menor variação ocorreu em Brasília (0,16%), por conta do recuo da passagem aérea (-10,88%) e da gasolina (-1,03%).

 

No mês de abril, a cidade de Salvador teve um índice de inflação de 0,64%, abaixo, portanto, da média nacional de 0,67%. Entretanto, neste ano de 2026, o total auferido para a capital baiana foi de 3,04%, acima do resultado do país, que ficou em 2,60%. 

 

Outro resultado em que a cidade de Salvador ficou acima da média nacional foi na avaliação da inflação dos últimos 12 meses. Enquanto o indicador do IPCA mede um índice de 4,39% para todo o país, a capital baiana teve um resultado de 4,51% no mesmo período. 
 

Renda média do brasileiro bate recorde e chega a R$ 3,3 mil em 2025
José Cruz/Agência Brasil

A renda média mensal dos brasileiros alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (8). O resultado representa um crescimento real de 5,4% em comparação com 2024, quando o rendimento médio era de R$ 3.195. O levantamento considera valores corrigidos pela inflação.

 

Segundo a pesquisa, cerca de 143 milhões de brasileiros tiveram algum tipo de renda no ano, o equivalente a 67,2% da população. O trabalho segue como a principal fonte de ganhos da população. A massa de rendimento do trabalho também atingiu recorde, chegando a R$ 361,7 bilhões por mês. Já o rendimento médio do trabalho ficou em R$ 3.560, alta de 5,7% na comparação anual.

 

O IBGE destacou que o crescimento da renda vem sendo sustentado pela recuperação do mercado de trabalho nos últimos anos, após os impactos provocados pela pandemia da Covid-19. Apesar da melhora nos indicadores, a pesquisa aponta que desigualdades continuam presentes no país. Pessoas brancas tiveram rendimento médio de R$ 4.577, enquanto pretos receberam R$ 2.657 e pardos, R$ 2.755.

 

A diferença também aparece entre homens e mulheres. Em 2025, os homens tiveram rendimento médio de R$ 3.921, enquanto as mulheres receberam, em média, R$ 3.085. O levantamento ainda mostra que a escolaridade segue influenciando diretamente na renda. Trabalhadores com ensino superior completo tiveram rendimento médio de R$ 6.947, mais de quatro vezes acima do registrado entre pessoas sem instrução.

Pesadelo do governo Lula, endividamento das famílias sobe ainda mais em abril e registra novo recorde
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Considerado um dos principais entraves para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o endividamento da população brasileira aumentou ainda mais na passagem do mês de março para abril. É o que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

 

Divulgada nesta quinta-feira (7), a pesquisa da CNC revelou que a proporção de famílias com dívidas subiu de 80,4% em março para um novo recorde de 80,9% em abril. A Confederação avalia como dívidas as contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

 

Pela pesquisa, a fatia de famílias inadimplentes subiu ligeiramente de 29,6% em março para 29,7% em abril. Essa proporção era de 29,1% em abril de 2025.

 

Além disso, a fatia de famílias brasileiras afirmando que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso, ou seja, que permanecerão inadimplentes, ficou estável em 12,3% em abril, mesma proporção vista em março. Entre os inadimplentes, 49,5% relataram terem débitos vencidos há mais de 90 dias.

 

Na análise da Confederação Nacional do Comércio, os resultados sobre o endividamento das famílias brasileiras indicam relativa acomodação das condições financeiras da população. 

 

“Embora o endividamento mantenha trajetória de avanço, esse movimento não tem sido acompanhado por deterioração expressiva da inadimplência, que segue relativamente estável, assim como a parcela de famílias sem condições de quitar dívidas em atraso”, apontou o relatório da CNC.

 

O aumento no endividamento em abril foi disseminado entre todas as faixas de renda. No grupo com renda familiar mensal de até três salários mínimos, a proporção de endividados subiu de 82,9% em março para 83,6% em abril.

 

Na classe média baixa, com renda de três a cinco salários mínimos, a proporção de endividados avançou de 82,6% em março para 82,8% em abril. Já no grupo de cinco a dez salários mínimos, houve elevação de 79,2% para 80,1%. No grupo com renda acima de 10 salários mínimos mensais, essa fatia subiu de 69,9% para 70,8%.
 

CNH do Brasil gera economia de R$ 1,8 bi no país e mais de R$ 150 mi na Bahia, diz governo
Foto: © Marcello Casal jr/Agência Brasil

A plataforma CNH do Brasil, iniciativa do Ministério dos Transportes, gerou uma economia de R$ 1,8 bilhão aos brasileiros desde dezembro de 2025, segundo o governo federal. A medida permite que o curso teórico, etapa obrigatória para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), seja realizado gratuitamente.

 

Na Bahia, a economia estimada ultrapassa R$ 150 milhões, chegando a cerca de R$ 171,5 milhões, de acordo com os dados oficiais.

 

Entre os estados, Minas Gerais lidera a redução de custos, com R$ 269,6 milhões economizados, seguido por São Paulo (R$ 225,3 milhões) e Rio Grande do Sul (R$ 217,9 milhões).

 

Outros estados também registraram impacto relevante, como Pernambuco, com economia de R$ 113,6 milhões, e Rio de Janeiro, com R$ 108,8 milhões.

 

Antes da iniciativa, o custo total para obtenção da CNH podia chegar a R$ 4,9 mil em alguns estados. Com a oferta gratuita do curso teórico, o Ministério dos Transportes estima que o valor atual varie entre R$ 810 e R$ 1,6 mil.

Instalada comissão que vai debater projeto que aumenta de R$ 81 mil para R$ 130 mil receita bruta anual do MEI
Foto: Divulgação Sebrae

Foi instalada nesta terça-feira (5), na Câmara dos Deputados, a comissão especial que vai avaliar o projeto que amplia o limite de faturamento dos microempreendedores individuais (MEI). A deputada Any Ortiz (PP-RS) foi eleita presidente da comissão, e o deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) atuará como relator. 

 

Os deputados e deputadas da comissão vão debater o projeto de lei complementar 108/2021 de autoria do senador Jayme Campos (União-MT). O projeto já foi aprovado no Senado e desde 2021 aguarda ser votado na Câmara.

 

A proposta que será analisada e debatida na comissão eleva o teto anual de receita bruta dos microempreendedores de R$ 81 mil para R$ 130 mil. O texto do projeto também permite que o MEI contrate até dois funcionários (atualmente a legislação permite apenas um).

 

Ao assumir a presidência da comissão, Any Ortiz afirmou que o limite vigente está defasado há cerca de uma década. Para a deputada, a atualização é necessária para manter os microempreendedores dentro da formalidade.

 

“Estamos tratando de um tema urgente para quem movimenta a economia no país”, disse a presidente da comissão, que defendeu ainda que o projeto seja entendido como um ajuste na política pública voltada aos pequenos negócios, e não como um benefício adicional.

 

Após ser nomeado relator, o deputado Jorge Goetten afirmou que pretende dialogar com a equipe econômica do governo Lula e com representantes do setor produtivo antes de elaborar o seu parecer. Para Goetten, a atualização do teto do MEI exige convergência entre governo e Congresso para viabilizar a aprovação da proposta. 

 

“O setor precisa dessa correção com urgência”, afirmou o relator, que destacou também que a aprovação do projeto pode facilitar o crescimento gradual dos empreendedores, criando condições de transição do MEI para categorias empresariais maiores.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
A partir de agora, todo mundo dorme com um olho aberto. A não ser que faça como Cunha, e prefira fingir que está dormindo. Lancei um prêmio de piores representações em IA, e já começo com um candidato de peso. Aliás, enquanto tem gente criando drama, tem outros criando emprego. Mas admito: tem invenções nessas eleições que nem toda criatividade do mundo poderia prever. Criaram até o apoio com o "não voto". Saiba mais!

Pérolas do Dia

João Roma

João Roma
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo". 

 

Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal João Roma (PL) nesta segunda

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A entrevista integra a série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar os principais nomes na disputa pelo Senado e pelo governo do Estado nas eleições de 2026.

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