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Artigos

Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

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Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres

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O candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, afirmou que a legenda tem ampliado a participação feminina nas disputas majoritárias, mas é necessário que "as mulheres decidam" disputar um lugar na majoritária. A declaração ocorreu durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias, com Fernando Duarte. Para ele, a escolha precisa partir das próprias integrantes do partido.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

economia

Após semana em greve, empregados dos Correios têm dissídio na segunda
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

A greve dos funcionários dos Correios ultrapassou uma semana em todo o país. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para segunda-feira (21), às 13h30.

 

O principal impasse está na mudança do plano de saúde. Os trabalhadores contestam a intenção da empresa de migrar sua condição de mantenedora para patrocinadora do CorreiosSaúde.

 

De acordo com a categoria, essa alteração pode elevar de forma abusiva custos e mensalidades cobrados de funcionários, aposentados e dependentes, com a perda de direitos trabalhistas.

 

Os sindicatos rejeitaram a proposta inicial da direção da empresa, que ofereceu reajuste de 0,87%.

 

REINVIDICAÇÕES

A categoria reivindica recomposição condizente com a inflação acumulada e ganho real, apontando que a oferta da estatal ficou bem abaixo do Índice Nacional do Preço ao Consumidor (INPC).

 

Os trabalhadores reivindicam também o retorno do adicional tradicional de 70% sobre as férias, além da retomada do pagamento de 200% sobre o repouso ou feriado trabalhado.

 

A categoria também é contra a proposta da empresa de extinguir gratificações específicas, como a de motoristas, por quebra de caixa e o vale extra de Natal.

 

EFETIVO DE 80%

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) ao julgar a legalidade da greve dos Correios determinou a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade. 

O presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho considerou a essencialidade do serviço e o impacto no período eleitoral de 2026.

 

CATEGORIA

A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) informou, em nota, que é difícil aceitar que outros temas ganhem destaque justamente quando a categoria espera iniciativa concreta para retomar a mesa e negociar seriamente um acordo.

 

 “Em meio a uma greve e com o acordo coletivo sem solução, a empresa dedica espaço a novos uniformes, tamanhos, tecidos e procedimentos de entrega, enquanto a questão que mais preocupa os trabalhadores permanece sem resposta: a garantia do plano de saúde.”

 

De acordo com a federação, tais aquisições são relevantes, mas estão sendo executadas em momento inoportuno.

 

CORREIOS

Em nota, os Correios disseram que mantem os serviços em todo o país, atuando para reduzir os eventuais impactos da paralisação, que tem a adesão parcial de empregados.

 

“Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.”

 

Os Correios orientam os clientes a acompanharem o rastreamento de suas encomendas pelo site ou aplicativo da empresa e a aguardarem a entrega no endereço de destino. 

 

Para o tratamento de situações específicas, os clientes devem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, por meio do chat ou do serviço Fale Conosco disponível no portal dos Correios: www.correios.com.br.

Banco Central reduz a taxa de juros a 13,75% ao ano, menor patamar da Selic desde março de 2025
Foto: Divulgação Banco Central

Em sua última reunião antes das eleições de 4 de outubro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (16), reduzir em 0,25% a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Com o corte, a Selic foi reduzida de 14% para 13,75% ao ano.

 

O corte de 0,25% vinha sendo aguardado por praticamente todas as instituições e consultorias do mercado financeiro. As apostas para a reunião do Copom de novembro, entretanto, mostram uma situação absolutamente dividida: metade das instituições projetam pelo menos mais um corte da Selic e a outra metade acredita em uma pausa na redução dos juros. 

 

Iniciada em março deste ano, a sequência de cortes na Selic chegou ao seu quinto recuo seguido, todos eles de 0,25%. Com a taxa agora em 13,75%, os juros básicos atingem o menor nível desde o março de 2025, quando estava em 13,25%. 

 

Naquele mês, o Banco Central, já sob a presidência de Gabriel Galípolo, promoveu aumentos seguidos na taxa de juros, elevando-a dos 13,25% para 15%, patamar atingido em junho de 2025. Depois disso, a Selic só voltaria a ser reduzida em março deste ano. 

 

No comunicado sobre a decisão, o Comitê de Política Monetária afirmou que a atividade econômica apresenta uma desaceleração gradual, embora o mercado de trabalho continue aquecido. O colegiado também destacou a queda recente da inflação, mas alertou para a permanência das expectativas acima da meta.

 

Segundo o BC, o cenário exige cautela na condução da política monetária. O Copom afirmou que a extensão do ciclo de redução dos juros dependerá de novas informações sobre a economia e a inflação.

 

”O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, disse o Copom.

 

A decisão do quinto corte seguido na taxa Selic foi tomada pelos sete integrantes do colegiado, presidido por Gabriel Galípolo.
 

Lula sanciona Política Nacional de Minerais Críticos e cria conselho interministerial
Fotos: Ricardo Stuckert / PR / Portal Gov.br

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (16), a lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A legislação tem como objetivo central ampliar a agregação de valor aos recursos minerais em território nacional, estimulando a pesquisa, a lavra, o beneficiamento, a transformação e a mineração urbana, de modo a assegurar a soberania sobre o uso dessas matérias-primas para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social do país.

 

A nova política busca criar condições para que os minerais considerados críticos e estratégicos fortaleçam a industrialização, a inovação tecnológica, a segurança energética e a sustentabilidade regional. 

 

Junto à sanção da lei, o presidente assinou o decreto que regulamenta a estrutura e o funcionamento do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE). Vinculado à Presidência da República, o órgão será a instância central de coordenação, planejamento e acompanhamento da PNMCE, responsável por formular o Plano Nacional do setor, selecionar e habilitar projetos prioritários e definir ou atualizar a lista oficial de minerais estratégicos.

 

O CIMCE também terá atribuições para homologar reorganizações e mudanças de controle societário de ativos minerais e estabelecer diretrizes de diversificação econômica para territórios impactados pela mineração. A lei preserva integralmente as competências regulatórias, fiscalizatórias e de outorga da Agência Nacional de Mineração (ANM).

 

Para tanto, prevê mecanismos de financiamento e incentivos fiscais, exigindo como contrapartida investimentos empresariais em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), cumprimento de exigências socioambientais e utilização preferencial de produtos e mão de obra locais.

 

Essa legislação prevê ainda a criação da Rede Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Formação Profissional em Minerais Críticos e Estratégicos (RNMCE), voltada à integração entre o setor mineral, universidades, startups e centros de pesquisa. O texto estabelece obrigações de rastreabilidade para toda a cadeia produtiva, incluindo controle de origem, licenças ambientais, outorgas, transporte e reciclagem.

 

A governança do CIMCE será dividida em três instâncias:

  • Pleno: Instância superior de formulação estratégica e deliberação normativa, presidida pelo Ministro da Casa Civil. É composto pelos ministros de Minas e Energia, do Gabinete de Segurança Institucional, da Agricultura e Pecuária, da Gestão e Inovação, da Secretaria-Geral, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, das Relações Exteriores, da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Defesa e do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O Pleno conta também com voto de um representante dos estados/DF, um dos municípios, 2 do setor privado e 1 das instituições de ensino superior, todos com mandatos de 2 anos.

  • Comitê Executivo: Órgão encarregado da aprovação, classificação e priorização de projetos submetidos ao conselho, sob a presidência do MDIC e integrado por representantes dos ministérios da Casa Civil, Minas e Energia, Fazenda, Planejamento, Relações Exteriores, Defesa, Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente.

  • Secretaria Executiva: Estrutura técnico-administrativa abrigada no MDIC, responsável pela organização dos trabalhos, triagem de investimentos e instrução das matérias submetidas ao Pleno e ao Comitê Executivo.

Governo regulamenta subsídio de R$ 1 por litro para diesel e custo chega a R$ 7 bi
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O Ministério da Fazenda regulamentou nesta quarta-feira (16) a nova subvenção para o diesel e fixou o benefício em R$ 1 por litro do combustível tipo “A”. A medida foi oficializada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), após ter sido anunciada pelo governo na semana passada. A nova subvenção terá duração inicial de 30 dias, com possibilidade de renovação por igual período. 

 

O valor será adicional ao benefício de R$ 1,12 por litro que já está em vigor até 26 de setembro. Com isso, até essa data, a subvenção total sobre o diesel chega a R$ 2,12 por litro. A medida provisória que autorizou o novo benefício permite que o governo altere o valor a qualquer momento. A possibilidade considera o cenário de guerra no Oriente Médio e uma eventual necessidade de manter o subsídio acima de R$ 1 por litro após 26 de setembro.

 

Além do diesel, o governo anunciou na semana passada a desoneração de PIS/Cofins sobre combustíveis, com redução de R$ 0,63 por litro da gasolina e de R$ 0,19 por litro do etanol. Segundo o governo, a nova subvenção do diesel e essas desonerações representam um custo adicional de R$ 7 bilhões por mês aos cofres da União.

Bahia Notícias integra comitiva de imprensa internacional em visita aos estúdios de Bollywood, em Mumbai
Foto: Bahia Notícias

Os jornalistas internacionais que viajaram à Índia para acompanhar a 18ª Cúpula do BRICS, a convite do governo indiano, visitaram, nesta quarta-feira (16), a Film City de Mumbai. O Bahia Notícias, representado pelo empresário Ricardo Luzbel, integrou a comitiva que conheceu a estrutura e os bastidores de uma das maiores indústrias cinematográficas do mundo.

 

"Bollywood", termo utilizado para se referir ao cinema produzido em língua hindi na cidade, é fruto justamente da união das palavras "Bombaim", antigo nome de Mumbai, com "Hollywood." Sua história remonta a 1913, quando Dadasaheb Phalke lançou Raja Harishchandra, considerado o primeiro longa-metragem indiano.

 

A Film City, oficialmente denominada Dadasaheb Phalke Chitranagari, foi criada em 1977 pelo governo do estado de Maharashtra. O complexo ocupa uma área pública de aproximadamente 500 acres e possui 16 estúdios cobertos, além de mais de 40 locações externas, cenários permanentes, espaços de pós-produção e infraestrutura técnica para filmes, novelas, publicidade e conteúdos digitais.

 


Fotos: Bahia Notícias

 

O governo local utiliza o complexo como instrumento de desenvolvimento econômico e preservação cultural. Produções em língua marathi que valorizam os artistas, a história e as tradições regionais podem receber apoio financeiro e benefícios públicos. Algumas modalidades oferecem descontos e concessões que podem chegar a 50%, conforme o programa e os critérios estabelecidos.

 

Ao longo das décadas, Bollywood desenvolveu uma linguagem marcada por música, dança, romances, dramas familiares e grandes produções. Entre seus filmes mais conhecidos estão Mother India, Mughal-e-Azam, Sholay, Lagaan, 3 Idiots, Dangal, Pathaan e Jawan.

 

A comparação com Los Angeles é inevitável. Bollywood produz, em média, cerca de 200 a 250 filmes em língua hindi por ano. Quando são considerados também os demais polos cinematográficos e idiomas regionais, a Índia ultrapassa 1.900 lançamentos anuais, superando os Estados Unidos em quantidade de produções.

 


Fotos: Bahia Notícias

 

A força dessa indústria também aparece na geração de trabalho e renda. Segundo estudo da Motion Picture Association em parceria com a Deloitte, o setor indiano de filmes, televisão e plataformas de vídeo sustentou aproximadamente 2,64 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos em 2024. São profissionais de atuação, direção, fotografia, figurino e efeitos visuais, além de trabalhadores ligados a transporte, alimentação, hotelaria, construção de cenários, segurança e publicidade.

 

Em faturamento, entretanto, Hollywood continua à frente. A bilheteria de toda a Índia alcançou aproximadamente $13,4 mil crore em 2025, o equivalente a cerca de US$ 1,48 bilhão. O cinema hindi respondeu por aproximadamente $5,5 mil crore, perto de US$ 610 milhões. No mesmo período, as salas dos Estados Unidos e do Canadá movimentaram aproximadamente US$ 8,7 bilhões.

 

A visita permitiu aos profissionais de imprensa conhecer uma indústria que vai muito além do entretenimento. O cinema indiano movimenta a economia, cria oportunidades de trabalho e funciona como uma poderosa vitrine da música, da moda, dos costumes e da diversidade cultural do país.

Brasil e EUA voltarão a discutir tarifas em encontro do G20
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, disse nesta segunda-feira (14) que representantes do governo brasileiro vão se reunir com o representante comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, durante o encontro do G20, que ocorrerá nos dias 30 de setembro e 1º de outubro na cidade de Milwaukee, nos Estados Unidos.

 

Elias falou rapidamente sobre o assunto com a imprensa após um evento no Palácio do Planalto. Ele não adiantou detalhes sobre o que será tratado no encontro, mas se limitou a dizer que estavam trocando documentos e combinando o encontro entre as duas equipes.

 

TARIFAÇO

Em julho, o USTR impôs uma sobretaxa de 25% sobre vários produtos provenientes do Brasil. Foram taxados exportadores de ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados.

 

O USTR justificou a tarifa adicional dizendo que certas práticas adotadas pelo Brasil eram descabidas e oneravam ou restringiam o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.

 

Uma sobretaxa adicional de 12,5% também foi aplicada na sequência sobre mais produtos nacionais, sob a alegação de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

 

Após isso, Rosa e Greer se reuniram, em ambiente virtual, no dia 31 de agosto, para iniciar uma nova etapa de renegociação das tarifas.

 

A retomada das tratativas foi acertada durante telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ocorrido em 21 de agosto. A conversa durou cerca de uma hora e 20 minutos e, segundo o Palácio do Planalto, ocorreu de forma cordial.

 

Os dois líderes abriram um novo canal de diálogo entre Brasília e Washington em meio à disputa comercial provocada pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.

Potência financeira da Índia, Mumbai apresenta infraestrutura e gestão pública a jornalistas
Fotos: Bahia Notícias

A cidade de Mumbai, maior cidade da Índia e capital do estado de Maharashtra, impressiona pela dimensão, diversidade e força econômica. Com aproximadamente 12,5 milhões de habitantes em seu núcleo urbano e mais de 23 milhões em sua região metropolitana, a cidade possui uma das maiores concentrações populacionais do planeta.

 

Conhecida como a capital financeira da Índia, Mumbai abriga instituições estratégicas, como o Banco Central indiano, a Bolsa de Valores de Bombaim — uma das mais antigas da Ásia — e a Bolsa Nacional da Índia. Além disso, a cidade concentra grandes bancos, multinacionais e importantes grupos empresariais.

 

O desenvolvimento da cidade, entretanto, vai muito além do mercado financeiro. Mumbai se destaca nos setores de tecnologia, indústria, comércio exterior, construção civil, logística, saúde, comunicação, entretenimento e produção audiovisual. A cidade também é o berço de Bollywood, uma das maiores indústrias cinematográficas do mundo.

 

A modernização da infraestrutura urbana, com investimentos em metrô, estradas, pontes, ferrovias, aeroportos e centros empresariais, demonstra a preparação de Mumbai para acompanhar o acelerado crescimento da Índia. O país registrou expansão econômica de 6,5% no ano fiscal de 2024–2025, mantendo-se entre as grandes economias que mais crescem no mundo.

 

 

Durante a programação, o grupo foi recebido na sede da Prefeitura de Mumbai, onde conheceu o espaço destinado ao Legislativo municipal e parte da estrutura administrativa responsável pela gestão da cidade. A visita permitiu compreender melhor o funcionamento da administração pública de uma metrópole com milhões de habitantes, os processos de tomada de decisão e os desafios enfrentados pelo poder público na prestação de serviços essenciais.

 

Também foi possível conhecer os gestores do Departamento de Gestão de Desastres de Mumbai. Eles apresentaram as ações desenvolvidas para prevenir e enfrentar situações de emergência, incluindo monitoramento meteorológico, preparação para enchentes, sistemas de alerta, treinamento de equipes e coordenação entre diferentes órgãos públicos. O trabalho envolve um centro de operações responsável pelo acompanhamento permanente dos riscos e pela rápida mobilização dos serviços de emergência.

 

Após a 18ª Cúpula do BRICS, realizada em Nova Délhi, o governo indiano levou a Mumbai o grupo de jornalistas internacionais convidados para acompanhar o encontro. A visita tem como objetivo apresentar de perto o desenvolvimento econômico da cidade, seu potencial empresarial e a importância de Mumbai para a economia indiana e mundial.

 

O Bahia Notícias foi até a Índia nessa missão internacional, a convite do governo indiano. O CEO do Bahia Notícias, Ricardo Luzbel, representa, durante a viagem, o BP Money e a Associação Comercial da Bahia (ACB). A passagem por Mumbai amplia a oportunidade de conhecer novos projetos, estabelecer contatos e identificar possibilidades de cooperação e negócios entre a Bahia, o Brasil e a Índia.

Mercado projeta corte da Selic para 13,75%

Mercado projeta corte da Selic para 13,75%
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O mercado financeiro tem a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza em 0,25 ponto percentual (p.p.) a taxa básica de juros (Selic) em reunião prevista para esta semana. Atualmente, a taxa está em 14%, devendo baixar para 13,75%.

 

A projeção consta do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central. Para os analistas, a Selic deverá fechar 2026 nestes mesmos 13,75%. O próximo encontro do Copom para definir a taxa será nos dias 15 e 16 de setembro.

 

Com relação aos demais índices projetados pelo mercado financeiro por meio deste boletim, foram observadas tendências de queda para a inflação de 2026 (para 4,90%) na comparação com a semana anterior, que estava em 5%.

 

Há quatro semanas, o mercado financeiro projetava uma inflação de 5,02% ao final do ano.

 

PIB

Em relação à economia, o mercado trabalha com a projeção de crescimento de 1,89% em 2026. Na semana passada, a expectativa do mercado era que o Produto Interno Bruto brasileiro (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) fecharia o ano em 1,93%; e há quatro semanas, em 1,98%.

 

Para 2027, o Boletim Focus projeta que a economia do país crescerá 1,45%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, que é a referência oficial da inflação no país), deverá ficar em 4,30% ao final do ano que vem.

 

As projeções do mercado relacionadas ao câmbio permanecem estáveis, com o dólar fechando 2026 cotado a R$ 5,20 – cotação que vem sendo projetada há 13 semanas consecutivas.

 

TAXA SELIC

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, definida atualmente em 14% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em agosto, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela quarta vez seguida.

 

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião de março, em cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda da taxa.

Vorcaro diz ao BC que encontrou solução para venda do Banco Master antes de ser preso
Fotos: Agência Brasil / PF (Foto aprimorada com uso de I.A - Gemini)

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, responsável pelo extinto Banco Master, declarou em depoimento que informou ao Banco Central (BC) ter encontrado uma alternativa para a venda da instituição financeira na manhã do dia 17 de novembro de 2025, data em que foi preso pela Polícia Federal.

 

Durante oitiva realizada em agosto, Vorcaro relatou ter viajado ao menos três vezes aos Emirados Árabes Unidos em busca de investidores privados. As tratativas para a venda da instituição ganharam força após o fracasso das negociações para a aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB), ocorrido em setembro de 2025.

 

As declarações integram o acervo de documentos tornados públicos após o Supremo Tribunal Federal (STF) levantar o sigilo das investigações relativas ao caso. Conforme o relato de Vorcaro, após a negativa da operação com o BRB, a instituição formalizou junto ao Banco Central um pedido de prazo de até 180 dias para apresentar uma nova proposta de reestruturação. O empresário alegou que conseguiu estruturar o modelo em dois meses.

Feira de negócios reúne mais de 100 expositores e movimenta economia em cidade baiana
Foto: Divulgação

A Feira Baiana de Negócios da Chapada Norte [Feban 2026] segue até este sábado (12), no Casarão do Forró, em Jacobina, na região do Piemonte da Diamantina, com entrada gratuita. Na abertura neste quinta-feira (10), a organização do evento registrou mais de 100 expositores dos setores de comércio, serviços e indústria.

 

Promovida pela Associação Comercial e Industrial de Jacobina (Acija), a feira traz o tema “A conexão que gera negócios”, com programação que inclui exposição empresarial, capacitações, rodadas de negócios, moda, cultura, música, gastronomia e espaço infantil.

 

Presidente da Acija, Cida Carvalho destacou a dimensão alcançada pela feira e a participação dos empresários. Ela também chamou atenção para as mudanças nos hábitos de consumo e a necessidade de adaptação das empresas.

 

O presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (Faceb), Paulo Cavalcanti, também participou da solenidade. Cavalcanti defendeu o associativismo como forma de organização e representação dos empresários e a aproximação das entidades com o poder público para discutir soluções para os municípios.

 

NEGÓCIOS

O Sebrae participa da Feban com o Empório de Negócios, espaço destinado a rodadas entre empresas atendidas pelo programa Agente de Mercado. A iniciativa busca aproximar empreendedores e estimular parcerias comerciais. Segundo a organização, a edição de 2025 recebeu mais de 10 mil visitantes e movimentou mais de R$ 5 milhões em negócios. 

 

Neste ano, participam também municípios da Chapada Norte, como Várzea do Poço, Ponto Novo, Serrolândia, Miguel Calmon, Várzea da Roça, Mirangaba e Várzea Nova. Os municípios apresentam produtos, gastronomia, agricultura familiar, cultura e potenciais turísticos.

 

A feira funciona nesta sexta-feira (11) das 18h às 23h, e no sábado (12), das 16h às 23h. 

Inflação oficial de agosto fecha em -0,32%, menor taxa em quatro anos
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

O Bônus de Itaipu e a queda de preço dos alimentos e dos transportes fizeram a inflação oficial de agosto fechar em -0,32%, a menor taxa desde agosto de 2022, quando o índica alcançou -0,36%. Em julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi 0,07%. Em agosto de 2025, -0,11%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

 

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todo, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços). Os valores são apurados em dez regiões metropolitanas, sendo elas Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre; além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. 

 

Segundo a Agência Brasil, a variação negativa de agosto fez o índice acumular 4,22% em 12 meses – menor valor desde março de 2026 (4,14%). Em julho, a soma estava em 4,44%.

 

O IPCA do mês passado veio abaixo da estimativa do mercado. O Boletim Focus da última terça-feira (8), sondagem do Banco Central (BC) com agentes do mercado financeiro, projetou a inflação de agosto em -0,23%. Para o fim de 2026, a expectativa do mercado é de 5%.

 

A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%. 

 

Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se a inflação estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.

 

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, quatro apresentaram deflação em agosto.

 

  • Alimentação e bebidas: -0,34% (impacto de -0,07 ponto percentual);
  • Habitação: -1,87% (-0,29 p.p.);
  • Artigos de residência: 0,64% (0,02 p.p.);
  • Vestuário: 0,12% (0,00 p.p.);
  • Transportes: -0,86% (-0,17 p.p.);
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,23% (0,03 p.p.);
  • Despesas pessoais: 1,30% (0,13 p.p.);
  • Educação: 0,47% (0,03 p.p.);
  • Comunicação: -0,09% (0,00 p.p.).

 

O grupo habitação teve a deflação mais profunda desde o início do Plano Real, em 1994. 

 

A explicação está no Bônus de Itaipu, desconto que os consumidores receberam na conta de luz do mês, que caiu, em média 7,63%. O bônus consiste na distribuição do saldo positivo da conta de comercialização de Itaipu, hidrelétrica estatal, que vira crédito nas contas de energia.

 

A queda de preços em alimentação e bebidas foi a terceira seguida. Em julho, havia recuado 0,67%; em junho, 0,24%. Os alimentos são o grupo de maior peso do IPCA, representando 21,5% da cesta mensal de consumo dos brasileiros. As principais quedas no grupo foram:

 

  • batata-inglesa: -19,89%;
  • cenoura: -11,22%;
  • cebola: -11,07%;
  • tomate: -10,94%;
  • ovo de galinha: -4,15%;
  • café moído: -1,86%.
Novo subsídio aos combustíveis deve custar R$ 7 bi por mês, diz governo
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Os novos subsídios à gasolina, etanol e diesel anunciados pelo governo federal nesta quarta-feira (9) devem ter um custo fiscal de R$ 7 bilhões, segundo projeções da equipe econômica.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou mais cedo um decreto e uma medida provisória para ampliar o subsídio para os combustíveis no Brasil.


O texto do decreto reduz em R$ 0,63 os impostos PIS/Cofins por litro da gasolina e zera os impostos federais sobre o etanol que antes somavam R$ 0,19. Já a MP autoriza uma subvenção a produtores e importadores de diesel no valor de R$ 1 por litro.

 

As medidas devem ser publicadas no DOU (Diário Oficial da União) de quinta-feira (10). Os benefícios para a gasolina e etanol valerão até o dia 5 de outubro.

 

A subvenção de R$ 1 ao diesel tem previsão de custo de R$ 5 bilhões por mês. Essa nova subvenção se soma aos R$ 1,12 que tem vigência até 26 de setembro, que devem custar R$ 5,5 bi em um mês.

 

No caso da gasolina, os R$ 0,63 centavos vigentes a partir de agora devem ter custo de R$ 1,7 bilhões por mês, enquanto a decisão de zerar as alíquotas do etanol devem custar R$ 300 milhões por mês.

 

O governo informou ainda que a nova subvenção ao diesel vai ser custeada via abertura de crédito extraordinário. Enquanto as desonerações da gasolina e do etanol virão da previsão de arrecadação de R$ 10 bilhões com receitas extras de petróleo, no próximo mês.

Polícia Federal deflagra operação sobre financiamento do filme “Dark Horse”; deputado Mário Frias está entre alvos
Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10), uma operação relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse", que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo informações do blog da Andréia Sadi, no g1, estão sendo cumpridos mandados de busca contra Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e outras 20 pessoas. 

 

O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação sobre o financiamento do filme teve início na Polícia Civil de São Paulo (PC-SP). 

 

As primeiras informações sobre o tema foram divulgadas em maio deste ano pelo site  Intercept Brasil. Reportagens revelaram uma troca de mensagens e um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair Bolsonaro e candidato à Presidência, cobrava dinheiro do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para um suposto financiamento do filme sobre o ex-presidente. 

 

De acordo com a reportagem, Vorcaro pagou ao menos R$ 61 milhões em 2025 a um fundo financeiro dos Estados Unidos, que seria administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio.

 

A ação desta quinta ocorre após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologar o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como "Mineiro." Mineiro é dono da Entre Investimentos, a empresa que fez repasses para o filme "Dark Horse" sob ordens de Daniel Vorcaro.

CBPM leva potencial mineral da Bahia a fórum de investimentos na China
Foto: Divulgação

A diversidade mineral, o potencial geológico e um amplo portfólio de minerais críticos e estratégicos, aqueles considerados essenciais para setores como tecnologia e energia, levaram a Bahia ao centro das discussões do 2º Fórum Brasil-China de Investimento em Mineração, realizado nesta terça-feira (8), em Pequim. A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) representou o estado no evento, que reúne autoridades, investidores, empresas e instituições dos setores minerais brasileiro e chinês.

 

O presidente da CBPM, Henrique Carballal, e o vice-presidente, Carlos Borel, integram a delegação brasileira no fórum, que faz parte da programação da Missão Internacional Brasil-China 2026, organizada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

 

Durante o encontro, Carballal apresentou o potencial mineral da Bahia e o trabalho desenvolvido pela CBPM para impulsionar a mineração de forma responsável, ampliar a atração de investimentos e agregar valor aos recursos minerais do território baiano.

 

"A Bahia é uma potência mineral e está pronta para ampliar sua presença no cenário global como um polo de oportunidades, inovação e investimentos. Viemos à China para mostrar ao mundo que o nosso estado está preparado para atender às crescentes demandas globais por minerais essenciais à transição energética, à inovação tecnológica e à construção de uma economia de baixo carbono", afirmou o presidente da CBPM.

'Dinheiro esquecido': BC diz que R$ 5,6 bilhões podem ser resgatados; 23,6 milhões de pessoas têm direito
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O Banco Central (BC) atualizou os dados e informou nesta terça-feira (8) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 5,64 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes.

 

O balanço considera valores contabilizados até julho deste ano.

 

Deste total:

  • R$ 4,24 bilhões são recursos de 23,6 milhões de pessoas físicas;
  • R$ 1,4 bilhão são valores de 2,2 milhões de empresas.
  • Em março, segundo o Banco Central, havia R$ 10,6 bilhões de valores esquecidos nas instituições financeiras. Parte do montante foi transferida para um fundo público para viabilizar o Desenrola 2.0.
  • Em maio, o valor já havia recuado para R$ 6,2 bilhões e, em junho, para R$ 5,1 bilhões.

 

O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições.

 

No começo de maio, o governo anunciou o uso, de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões, dos recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas.

 

No fim de maio, parte do dinheiro, cerca de R$ 5,7 bilhões, foi encaminhada para um fundo público, o Fundo de Garantia de Operações (FGO), para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

 

"Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]", informou o governo à época.

 

em junho, o caso entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público.

 

Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação).

 

Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral.

 

Em julho, o governo informou que, justamente para obedecer ao limite de despesas existente, R$ 17,9 bilhões do orçamento dos ministérios ainda permaneciam bloqueados neste ano.

 

A limitação de recursos já está afetando áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, como as agências reguladoras.

 

O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br.

Governo federal projeta receita total de R$ 3,24 trilhões em 2026; número é recorde e equivale a 23,7% do PIB
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

A equipe econômica estimou que as receitas totais do governo atingirão R$ 3,24 trilhões neste ano, o equivalente a 23,7% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

Para o próximo ano, a expectativa da área econômica, de acordo com a proposta de orçamento, é de pequena queda nas receitas totais para 23,4% do PIB (R$ 3,46 trilhões).

 


As informações constam na proposta de orçamento para o ano de 2027, encaminhada nesta semana ao Congresso Nacional, que projeta um superávit de R$ 18,6 bilhões nas contas públicas no próximo ano.

 

Se confirmado, o patamar de 23,7% do PIB será o novo recorde da série histórica da Secretaria do Tesouro Nacional, que tem início em 1997, ou seja, o maior patamar em 30 anos.

 

A receita total considera a ou o valor da arrecadação corrigida pela inflação, são conceitos que, segundo analistas, permitem uma comparação histórica de longo prazo.

 

Até então, a maior receita total do governo, na proporção com o PIB, havia sido registrada em 2010, último ano do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (23,6% do PIB).


A média para a receita total do governo nos últimos 29 anos, entre 1997 e 2025, foi de 21,4% do PIB, segundo informações do Tesouro Nacional.
A receita total considera a arrecadação de tributos do governo federal, e outros ingressos de recursos, como "royalties", concessões e dividendos, sem contar estados e municípios.

 

Esse conceito difere da chamada carga tributária da economia brasileira, que somou 32,1% do PIB em 2024, segundo dados da Secretaria da Receita Federal - que engloba os tributos de estados e municípios. O resultado de 2025 ainda não saiu.

 

CARGA TRIBUTARIA E PETRÓLEO

O terceiro mandato do presidente Lula foi caracterizado pela carga tributária batendo recordes históricos e pelo crescimento de despesas — autorizado pela PEC da transição, que aumentou em cerca de R$ 170 bilhões as despesas anuais nos orçamentos públicos de cada ano, com criação de novas despesas e recomposição de orçamentos.

 

Ao mesmo tempo, o governo tem registrado alta nas receitas de exploração do petróleo neste ano, impulsionadas pelo preço do produto no mercado externo, fruto da guerra no Oriente Médio.

 

A expectativa do governo é de arrecadar R$ 172,1 bilhões neste ano (1,3% do PIB) em 2026, contra R$ 139,3 bilhões em 2025 (1,1% do PIB).

 

Analistas têm manifestado reiteradamente preocupação com a trajetória das contas públicas, que seguem apresentando déficits seguidos apesar do bom comportamento das receitas.

 

Eles avaliam que isso pressiona a taxa de juros, e consequentemente, o endividamento público. Para baixar o juro e conter a dívida, defendem um corte de gastos por parte do governo.

 

Em contrapartida, o governo ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês (R$ 60 mil ao ano), que será efetivada na declaração de 2027. Também foi criado um desconto progressivo menor para rendas de até R$ 7.350 mensais.

 

Para compensar as reduções no imposto, a medida também estabelece uma cobrança mínima para contribuintes de alta renda, com alíquota progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano. Nada muda para aqueles que já têm desconto em folha.

Trump posta mensagem de senador dos EUA que diz que agricultores brasileiros pagam menos por sementes de milho
Fotos: Divulgação / Casa Branca / Congresso dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou, na noite de quinta-feira (3), uma publicação em que o senador republicano Chuck Grassley pede medidas para reduzir os preços de fertilizantes, sementes e outros insumos agrícolas para os produtores americanos.

 

No pedido, o senador, que é produtor rural e próximo de agricultores do estado de Iowa, cita um dado da National Corn Growers Association, associação de produtores de milho dos EUA, que diz que os americanos pagam 68% a mais pelas sementes de milho do que os brasileiros.

 

O Brasil é o principal concorrente dos Estados Unidos no mercado global de milho, especialmente nas vendas à China. Os americanos lideram as exportações mundiais, seguidos pelos brasileiros, segundo o Departamento de Agricultura americano.

 

O texto da postagem diz ainda que "empresas americanas que produzem sementes, fertilizantes e produtos químicos" estão vendendo seus produtos no Brasil "com grandes descontos".

 

"É fácil perceber que, se o senhor pressionar essas empresas, como fez com as farmacêuticas, não será necessário destinar US$ 11 bilhões aos agricultores como ajuda temporária", disse Grassley.

 

"Por favor, analise essa questão. Caso constate uma injustiça contra os agricultores americanos, anuncie alguma medida em breve, mesmo que não seja possível chegar a um acordo imediatamente", acrescentou Grassley, que cultiva milho e soja em New Hartford, no nordeste de Iowa.

 

PRODUTORES PRESSIONAM TRUMP

Agricultores dos Estados Unidos, sobretudo do Cinturão do Milho — região que inclui o estado de Iowa —, têm pressionado o presidente Trump por medidas para aliviar a alta dos insumos agrícolas. Segundo eles, o setor enfrenta a pior crise em décadas.

 

Os gastos com diesel, fertilizantes, sementes e máquinas dispararam, em um cenário agravado pela guerra no Irã e por problemas logísticos. Ao mesmo tempo, os preços do milho e da soja continuam baixos, enquanto os tarifaços de Trump reduziram as vendas para outros países.

 

Pecuaristas americanos também pressionam o presidente. O rebanho bovino do país está em seu menor nível em 75 anos, após períodos de secas extremas e aumento dos custos de produção.

 

Nesta semana, Trump anunciou uma série de medidas para ajudar os pecuaristas do país, que incluem crédito para pequenos frigoríficos, ampliação de áreas disponíveis para pastagem e medidas para aumentar a presença da carne produzida nos EUA em compras do governo.

 

O anúncio aconteceu após o presidente ter estabelecido cotas de importação de carne magra para tentar reduzir os preços no país, o que desagradou pecuaristas americanos. A medida passou a valer em 1º de setembro e vale por 90 dias.

Concessão das BR's 116 e 324 terá áreas de descanso, postos de pesagem e expansão da PRF, prevê edital da Rota 2 de Julho
Fotos: Reprodução / Google Street View

O edital de concessão das rodovias BR-116 e BR-324, Rota "2 de Julho", aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) nesta sexta-feira (4), prevê investimentos bilionários em infraestrutura e serviços ao longo dos 653,3 quilômetros das vias. Entre as novidades estão dois pontos de descanso para caminhoneiros na BR-116.

 

Um deles ficará próximo ao distrito de Empoeira, na região de Castro Alves, no Recôncavo Baiano, em um posto de combustíveis, e o outro nas proximidades de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano.

 

Além dos espaços de descanso, o projeto prevê quatro postos fixos de pesagem. As estruturas devem ser instaladas nas regiões de Pé de Galinha, no sudoeste baiano; Fazenda Nova, no Portal do Sertão; Passagem do Teixeira, na BR-324; e em outro ponto ainda previsto no traçado concedido.

 

O contrato também inclui 12 Bases de Serviços Operacionais (BSOs), um posto da ANTT nas proximidades de Valéria, na BR-324, sentido Simões Filho, cinco novos pórticos de sinalização e um Centro de Controle Operacional (CCO) na região da Mata da Aliança, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

 

Também está prevista a reforma e ampliação de duas estruturas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre delegacias e Unidades Operacionais (UOPs). A principal intervenção ocorrerá no complexo da delegacia e da UOP de Vitória da Conquista. Já a atual delegacia de Simões Filho, hoje ocupada pelo Corpo de Bombeiros, deverá ser demolida após a construção de uma nova unidade nas proximidades de Passagem do Teixeira.

 

O Bahia Notícias já detalhou as principais mudanças previstas na concessão, incluindo requalificações, ampliações de capacidade, novas edificações e duplicações de trechos rodoviários.

 

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Vale lembrar que as BRs 116 e 324 estão entre os corredores rodoviários mais complexos para manutenção no estado, acumulando histórico de buracos, sinalização precária e capacidade insuficiente para o volume de tráfego. Esses fatores contribuíram para o encerramento da concessão anterior, operada pela ViaBahia. Mesmo após o fim do contrato, parte dos problemas continuou sendo alvo de reclamações de usuários.

 

E AS TARIFAS?
O cálculo da ANTT considera uma tarifa-teto por quilômetro rodado. A estimativa inicial é de R$ 0,08396 por quilômetro no primeiro ano de contrato. O valor terá reajustes progressivos de 13%, 13% e 14,244% nos três primeiros anos, alcançando R$ 0,12248 por quilômetro a partir do quarto ano.

 

A tarifa efetivamente cobrada, entretanto, dependerá do deságio oferecido pela empresa vencedora do leilão. Atualmente, o trecho conta com sete praças de pedágio em operação. Cinco delas estão localizadas na BR-116, nos municípios de Jequié, Nova Itarana, Planalto, Rafael Jambeiro e Vitória da Conquista. As outras duas ficam na BR-324, em Simões Filho e Amélia Rodrigues.

 

Com base nas projeções da ANTT, os valores das cinco praças da BR-116 passariam para:

  • Jequié (km 697): R$ 8,93;

  • Nova Itarana (km 566): R$ 8,71;

  • Planalto (km 772): R$ 9,14;

  • Rafael Jambeiro (km 482): R$ 11,06;

  • Vitória da Conquista (km 872): R$ 10,49.

Setor da construção civil na Bahia divulga carta aberta ao Senado sobre fim da escala 6x1
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Representantes do setor imobiliário e da construção civil do estado publicaram, nesta terça-feira (1), uma carta aberta direcionada aos senadores baianos Ângelo Coronel (REPUBLICANOS), Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD). O documento faz um alerta sobre os impactos socioeconômicos de uma possível aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a extinção da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.

 

Assinada de forma conjunta pelos presidentes do SINDUSCON-BA (Eduardo Freire Bastos), da ADEMI-BA (Cláudio Cunha) e do CRECI-BA (Nilson Araújo), a carta expressa "profunda preocupação quanto às propostas em tramitação nesta Casa, que visam à abolição sumária da escala de trabalho 6x1 e redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas". Embora as entidades reiterem o compromisso com a saúde e o bem-estar do trabalhador brasileiro, elas argumentam que "uma alteração estrutural dessa magnitude, sem amparo no aumento prévio da produtividade, trará consequências severas e imediatas para a economia do País".

 

Segundo o manifesto, a imposição de uma redução na jornada de trabalho sem a adequação salarial correspondente representa um choque direto nos custos operacionais das empresas. Entre os efeitos imediatos listados, o setor destaca o aumento na folha de pagamento e uma consequente pressão inflacionária. As entidades alertam que as empresas serão forçadas a repassar esses custos para os consumidores, "gerando uma nova onda inflacionária que penalizará principalmente as famílias de menor renda".

 

A carta também aponta para o risco de precarização e demissões em massa, especialmente entre as micro e pequenas empresas, que poderão encerrar seus negócios ou migrar para a informalidade por não possuírem capacidade de "atrair novos trabalhadores em um mercado escasso".

 

Outro ponto polêmico levantado pelo documento questiona o principal benefício defendido pela proposta: o lazer e convívio familiar. Para os representantes da construção civil, não haverá descanso efetivo, pois "o trabalhador será obrigado a complementar sua renda fazendo bicos, em trabalhos informais, acarretando maior risco de acidentes e na prática o aumento do custo será maior que a redução do tempo, o que implica em redução do poder de compra".

 

Por fim, os empresários rogam por responsabilidade técnica e fazem um alerta político direto aos senadores sobre os riscos de pautar a decisão no período eleitoral. A carta adverte que uma aprovação apressada "colocará tudo isso na conta dos políticos que aprovarem essa PEC, pois o povo se voltará contra quando verificarem que efetivamente foram enganados". O setor pede que seja promovido um debate amplo, preservando a sustentabilidade empresarial e a estabilidade do mercado de trabalho.

Senado pode votar no plenário projeto que eleva para R$ 13.662 o piso nacional de médicos e cirurgiões-dentistas
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Um grupo de senadores pretende levar ao plenário, na sessão desta quarta-feira (2), um pedido de urgência para a votação do projeto que eleva o piso nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662, com uma jornada de 20 horas semanais. O projeto foi aprovado nesta terça (1º) na Comissão de Assuntos Sociais.

 

O PL 1365/2022 é de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), e é considerado pela equipe econômica do governo como uma das “pautas-bomba” em tramitação no Congresso Nacional. Segundo a equipe econômica, esse projeto, se virar lei, implicará em um impacto de R$ 47 bilhões para as contas públicas. 

 

De acordo com o texto do relator, senador Fernando Dueire (PSD-PE), o aumento do piso salarial nacional deverá ser implantado gradualmente, ao longo de três anos. Na comissão, o relator aceitou uma emenda da líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), estipulando um período de transição para que o piso passe dos atuais R$ 3.636 ao total de R$ 13.662.

 

Pela emenda aprovada, a implantação do piso será em três etapas: 40% do valor no primeiro ano posterior à publicação da lei, 70% no segundo e 100% no terceiro. O senador Fernando Dueire afirmou, durante a votação do projeto, que essa transição dará tempo para que empregadores públicos e privados se adaptem ao aumento.

 

O PL 1.365/2022 aumenta de 20% para 50% o adicional por trabalho noturno e por horas extras. A nova remuneração mínima se aplica aos profissionais dos setores público e privado.

 

O projeto também assegura intervalo de dez minutos de descanso a cada 90 minutos de trabalho. Além disso, o texto estabelece que a chefia de serviços médicos e odontológicos deverá ser exercida exclusivamente por médicos e cirurgiões-dentistas, respectivamente.

 

Outro ponto garantido pelo projeto é a imposição de correção anual do piso com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para médicos concursados de estados, Distrito Federal e municípios, a atualização poderá seguir outro índice, previsto em legislação local.

 

Atualmente, o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas é congelado em três vezes o salário-mínimo de 2022, segundo decisão do Supremo Tribunal Federal (ADPF 325).

PIB do Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre, mostra IBGE
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 na comparação com o primeiro trimestre.  Em relação ao segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto dos bens e serviços produzidos no país, apresenta alta de 2%.

 

No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 1,9%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).    

 

De acordo com o instituto, o PIB chegou a R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.  No primeiro semestre, a economia expandiu 1,9% na comparação com a primeira metade de 2025.

 

O boletim Focus, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, divulgado nesta segunda-feira (31), projeta que 2026 deve terminar com crescimento do PIB de 1,92%. 

 

COMPONENTES

O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos). Pela ótica da produção, a agropecuária foi destaque, com variação positiva de 2,8% na passagem do primeiro para o segundo trimestre. Em 12 meses, a alta chega a 6,2%.

 

A indústria variou positivamente 0,1% do primeiro para o segundo trimestre e 1,4% em 12 meses. Dentro da indústria, o principal motor foi a indústria extrativa, que saltou 3,4% entre os trimestres seguidos.

 

O setor de serviços, que mais emprega na economia, cresceu 0,2% entre os trimestres seguidos e 1,7% no acumulado de 12 meses. Detalhando os dados do setor, os segmentos de serviços que mais cresceram foram informação e comunicação (2,1%), transporte, armazenagem e correio (1,1%) e atividades imobiliárias (0,2%). O comércio ficou estável, ou seja, variação nula (0%).

 

Houve variação negativa no segmento administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,4%) e em atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,3%).

 

A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que representa os investimentos, cresceu 1,2% no trimestre. Pela ótica da demanda, o consumo do governo subiu 0,4%, enquanto o das famílias recuou (-0,4%).

 

No setor externo, as exportações caíram (-0,8%), e as importações subiram 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

 

O QUE É PIB

O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.    

 

O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria.  

 

Durante o cálculo, há cuidados para não haver dupla contagem. Um exemplo: se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, o PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.    

 

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.   

 

O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida. 

Presidente da UPB orienta prefeituras sobre "dever de casa" e detalha ações de enfrentamento ao El Niño
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

Ao elencar os "deveres de casa" das administrações municipais para combater os impactos do El Niño, o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, destacou a formação de parcerias práticas e a busca por infraestrutura para os pequenos produtores.

 

Durante o encontro com gestores de Defesa Civil nesta terça-feira (01/09), em Salvador, o dirigente enfatizou a estruturação de um projeto conjunto com a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) focado em equipar as associações locais. Segundo Cardoso, o objetivo da parceria é fornecer "um misturador, para poder já misturar e balancear aquela ração", justificando que o pequeno produtor frequentemente "recebe o milho e termina não tendo nem as condições de moer".

 

Além da busca por equipamentos, a orientação da entidade inclui a necessidade imediata de "conscientizar logo a população" e a instauração de uma força-tarefa contínua. O presidente da UPB anunciou a implementação de uma "reunião semanal agora com o governo federal, governo estadual e os governos municipais" nas cidades com maior risco de afetação. A proposta dessas mesas semanais é avaliar os cenários de perto para que se "amenize de vez esses problemas do efeito do El Niño, que pode ser desastroso", alertou o gestor.

 

O alinhamento dessas ações foi o foco central do evento promovido na sede da UPB em parceria com a Secretaria Especial de Assuntos Federativos. O debate buscou integrar áreas como saúde, infraestrutura e recursos hídricos, antecipando soluções para um cenário de estiagem prolongada que ameaça a segurança alimentar e a agropecuária no Nordeste.

 

No âmbito econômico, Cardoso abordou as estratégias desenhadas para diferentes perfis de produtores. Complementando o suporte aos pequenos, a entidade tem articulado junto à Conab a oferta do milho "50% mais barato do que é vendido no balcão". Já para os grandes produtores e irrigantes, que podem sofrer perdas caso a seca afete o volume dos barramentos, a estratégia defendida é a flexibilização de crédito.

 

O foco é fazer com que instituições financeiras — como Banco do Nordeste, Caixa Econômica e Banco do Brasil — facilitem a renegociação de dívidas para garantir a continuidade das atividades e evitar perdas que venham a gerar um prejuízo capaz de inviabilizar "a próxima safra".

União Europeia suspende importação de carnes, ovos e mel do Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Os 27 países que integram a União Europeia suspenderão temporariamente a importação de carne bovina, carne de aves, ovos e mel oriundos do Brasil. A duração da sanção, que começará a valer nesta quinta-feira (3/9), dependerá de cada setor produtivo, existindo a expectativa de retomada mais célere para o mercado de aves e mel, a depender do resultado de auditoria em andamento, enquanto o setor bovino deve enfrentar processo de liberação mais demorado.

 

As informações são do Portal Metrópoles

 

A medida ocorre após o Brasil ter sido retirado, no mês de maio, da lista de nações que cumprem as normas comunitárias contra o uso abusivo de antibióticos na pecuária.

 

As diretrizes europeias proíbem o emprego de antimicrobianos como estimulantes de crescimento ou para aumento da produtividade do rebanho, além de vetar a aplicação em animais de criação de medicamentos restritos à medicina humana.

 

Tais restrições integram a estratégia do bloco europeu para combater a resistência antimicrobiana, considerada uma ameaça global de saúde pública. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções por bactérias e germes resistentes a medicamentos são diretamente responsáveis por mais de 1 milhão de mortes anualmente em todo o mundo.


Apesar da interrupção das compras, a Comissão Europeia destacou que mantém o diálogo institucional aberto com o governo brasileiro. Um porta-voz do órgão ressaltou que o Brasil permanece como um parceiro relevante e que ambos os lados trabalham de forma construtiva para garantir a conformidade com as exigências sanitárias, condição indispensável para a liberação dos embarques.

 

Para a cadeia de carne bovina, no entanto, a normalização do comércio exterior tende a exigir prazo mais longo. A Comissão Europeia esclareceu que o calendário para comprovação de conformidade do Brasil varia diretamente conforme o ciclo de produção e manejo específico de cada espécie animal.

 

MERCOSUL EM JOGO

A decisão europeia gera desdobramentos em um momento delicado da diplomacia comercial, ocorrendo meses após a assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, firmada em janeiro e em vigor desde maio.

 

O tratado tem sido alvo de contestações por parte de agricultores europeus e do governo da França, que cobram rigor na fiscalização dos padrões sanitários e ambientais.

 

IMPACTO FINANCEIRO

O impacto financeiro da medida promete ser expressivo para a balança comercial brasileira, visto que o país se consolida como um dos principais fornecedores do mercado europeu. No ano de 2025, o Brasil figurou como o segundo maior exportador de carne bovina para a União Europeia, somando mais de 92 mil toneladas negociadas e um faturamento superior a € 713 milhões (aproximadamente R$ 4,3 bilhões).

 

Até o momento, a cúpula de Bruxelas não fixou um prazo definitivo para o encerramento total das restrições. A eventual revogação dos embargos dependerá estritamente das garantias formais e comprovações técnicas fornecidas pelas autoridades brasileiras de que cada setor atende integralmente à legislação sanitária do bloco.

Impulsionado principalmente pela agropecuária, PIB brasileiro cresce 0,5% no segundo trimestre do ano
Foto: Reprodução Redes Sociais

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% no trimestre abril-maio-junho deste em relação ao primeiro trimestre do ano, resultado puxado principalmente pelo crescimento da agropecuária (2,8%), serviços (0,2%) e indústria (0,1%). Os números foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE. 

 

Segundo o IBGE, em relação ao segundo trimestre de 2025, o PIB avançou 2%, com crescimento na agropecuária (6,8%), na indústria (1,5%) e nos serviços (1,5%). Já o PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em junho de 2026 cresceu 1,9% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

 

O resultado se colocou no topo da expectativa do mercado financeiro. Estimativas desta semana projetavam uma alta do PIB no segundo trimestre entre 0,4% e 0,5%.

 

Os números divulgados pelo IBGE mostram que o Produto Interno Bruto brasileiro totalizou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre de 2026, sendo R$ 2,9 trilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 487,9 bilhões, aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. 

 

No mesmo período, a taxa de investimento foi de 16,1% do PIB, abaixo dos 16,6% do segundo trimestre de 2025. Já a taxa de poupança foi de 16,6%, superando os 16,5% do mesmo trimestre de 2025.

 

O resultado do segundo trimestre de 2026 representa uma desaceleração em relação ao avanço maior registrado no primeiro trimestre deste ano, de 1,1%. A agropecuária foi o setor com o maior crescimento no período, com percentual de 2%. Na sequência apareceram a indústria (1%) e serviços (0,5%).

 

Veja abaixo como se comportaram os setores da economia brasileira na apuração sobre o PIB do segundo trimestre de 2026:

 

Serviços: 0,2%
Indústria: 0,1%
Agropecuária: 2,8%
Consumo das famílias: -0,4%
Consumo do governo: 0,4%
Investimentos: 1,2%
Exportações: -0,8%
Importação: 1,8%

Lula recebe empresários e banqueiros no Palácio da Alvorada, nega atritos com Galípolo e fala em equilíbrio fiscal 
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou, nesta segunda-feira (31), um jantar com banqueiros e empresários no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, em Brasília. O evento contou com 25 convidados, incluindo os empresários André Esteves, do BTG, Joesley Batista, da JBS, e Rubens Menin, da MRV, e durou 3 horas. 

 

Segundo informações do Metrópoles, a realização do jantar foi organizada após Lula ter demonstrado incômodo com o jantar promovido por Flávio Bolsonaro com empresários, na última quinta-feira (27), em São Paulo. A coluna Igor Gadelha relatou que no evento desta segunda, o presidente tentou ampliar sua interlocução com representantes do setor privado e aproveitou o encontro para negar atritos com o atual chefe do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. 

 

Segundo relatos, primeiro Lula deu a palavra aos empresários e ouviu apelos para que o governo dê mais sinalizações sobre equilíbrio fiscal. Depois, discursaram o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento), além de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

 

Em sua fala, segundo relatos, Lula fez um balanço das ações do governo e afirmou que respeita o presidente do Banco Central e ressaltou ter uma amizade com o banqueiro. Lula argumentou ainda que, apesar de ser muito cobrado pelo empresariado pelos juros altos no Brasil, tem pouca influência sobre a política monetária, em razão da independência do Banco Central, aprovada pelo Congresso.

 

Os empresários trouxeram à mesa ainda a temática da segurança pública. O petista, contudo, ressaltou que o tema passará a ser uma questão da União após a aprovação da PEC da Segurança. As informações são do Metrópoles e da coluna Igor Gadelha. 

 

Confira lista completa dos convidados para o jantar:

 

  • Presidente da República
  • Geraldo Alckmin, vice-presidente da República
  • Dario Durigan, ministro da Fazenda
  • Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
  • Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento
  • Aloizio Mercadante, presidente do BNDES
  • Tarciana Medeiras, presidenta do Banco do Brasil
  • Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal
  • Edinho Silva, presidente do PT
  • Josué Gomes, Coteminas
  • André Esteves, BTG
  • Luiz Carlos Trabucco Cappi, Bradesco
  • Rubens Ometto Silveira Mello, Cosan
  • Joesley Batista, JBS
  • José Seripieri Filho, Amil
  • Henrique Constantino, Gol Linhas Aéreas
  • André Gerdau Johannpeter, Gerdau
  • Rubens Menin, MRV Engenharia
  • Eraí Maggi, Grupo Bom Futuro
  • Fábio Ermírio de Moraes, Votorantim Cimentos
  • José Luís Cutrale Júnior, Cutrale
  • Chain Zaher, Grupo SEB
  • Roberto Setúbal, Itaú Unibanco
  • João Alves de Queiroz Filho, Hypera Pharma
  • Ricardo Lacerda, BR Partners
     
Lula defende investimento em defesa para blindar riquezas do Brasil
Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta sexta-feira (28), durante a “Caminhada da Liberdade”, em Salvador, mais investimentos na indústria de defesa brasileira. O discurso ocorreu após ele citar o projeto que prevê atrair R$ 500 bilhões em investimentos para data centers no país.

 

Lula afirmou que o Brasil não pode apenas acompanhar os conflitos e movimentos de preparação militar de outras nações sem fortalecer sua própria estrutura de defesa. O presidente também citou a extensão territorial e as riquezas naturais brasileiras como a floresta amazônica, reservas minerais e a disponibilidade de água doce do país

 

“O Brasil não pode ficar vendo o mundo em conflito, os Estados Unidos falando em guerra todo dia, a China se preparando, os EUA se preparando [...] e não pode ficar à mercê de que nenhum país venha querer tomar a nossa riqueza. Por isso, nós vamos investir muito na indústria de defesa”, declarou.

Taxa de desemprego no país cai a 5,3% em julho, menor taxa para o período na série histórica do IBGE
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A taxa de desocupação no Brasil foi de 5,3% no trimestre encerrado em julho, o que representou uma queda de 0,5% em relação ao trimestre terminado em abril (5,8%). Os números finalizados em julho revelam também um recuo de 0,3% ante o trimestre de maio a julho de 2025 (5,6%).

 

Esses números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), estudo sobre a situação do emprego no Brasil e que foi divulgado nesta quinta-feira (27) pelo IBGE. O resultado atual é o menor para o intervalo até julho na série histórica da Pnad Contínua, que começou em 2012.

 

De acordo com o IBGE, a população desocupada no país, que atualmente está no patamar de 5,8 milhões, diminuiu 8% na comparação com o trimestre de fevereiro a abril (6,3 milhões). No confronto com igual trimestre do ano anterior (6,1 milhões), houve queda de 4,9% (menos 299 mil pessoas).

 

Já a população ocupada, que atingiu o contingente de 103,3 milhões, foi a maior da série histórica, com alta de 1% no trimestre (mais um de pessoas) e aumento de 0,9% no ano (mais 899 mil pessoas). O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,9% com variação de 0,5% no trimestre (58,4%).

 

A taxa composta de subutilização (13%) caiu 0,8% frente ao trimestre anterior (13,8%) e teve queda de 1,1 p.p. no ano (14,1%). A população subutilizada (14,9 milhões) caiu 5,2% no trimestre (menos 819 mil pessoas) e recuou 7,7% no ano (menos 1,2 milhão de pessoas).

 

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões, o maior contingente da série. Houve estabilidade no trimestre (0,4%) e no ano (0,8%). 

 

Já o número de empregados sem carteira no setor privado (13,8 milhões) cresceu 3,6% no trimestre (mais 477 mil pessoas) e ficou estável (2,1%) no ano (mais 283 mil pessoas). Com esses resultados, o contingente de empregados no setor privado também foi o maior da série (53,2 milhões de pessoas).

 

O número de trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) ficou estável no trimestre (0,3%) e no ano (0,6%). Já o número de trabalhadores domésticos (5,4 milhões) ficou estável (-0,4%) no trimestre (menos 23 mil pessoas) e recuou 4,2% no ano (menos 236 mil pessoas).

 

A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais), contra 37,2% (ou 38,1 milhões) no trimestre encerrado em abril e 37,8% (ou 38,8 milhões) no trimestre de maio a julho de 2025.

 

O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.762) ficou estável no trimestre (-0,7%) e cresceu 3,3% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 383,5 bilhões) foi a maior da série, com estabilidade (0,2%) no trimestre (mais R$ 904 milhões) e crescimento de 4,1% (mais R$ 15,1 bilhões) no ano.

 

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre de maio a julho foi estimada em 109,2 milhões de pessoas, a maior da série, com alta de 0,5% (mais 499 mil pessoas) quando comparada com o trimestre de fevereiro a abril. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 0,6% (mais 600 mil pessoas).
 

Renan Santos cita Palmeiras e Flamengo como exemplos para economia do Brasil se "salvar da quebradeira”
Foto: Reprodução / TV Globo

O futebol brasileiro entrou no debate sobre as contas públicas do país. Candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos citou Palmeiras e Flamengo como exemplos de gestão financeira que, segundo ele, deveriam ser seguidos pelo Brasil. A declaração aconteceu nesta quarta-feira (26), durante sabatina realizada pela TV Globo.

 

A comparação surgiu quando Renan foi questionado pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli sobre suas propostas para conter o crescimento da dívida pública. O candidato defendeu uma combinação de corte de gastos e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

 

Para explicar a proposta de maneira mais simples, Renan recorreu ao futebol e colocou Palmeiras e Flamengo como exemplos positivos de reorganização financeira.

 

"As medidas que Palmeiras e Flamengo adotaram para salvar esses times da quebradeira têm que ser adotadas para o Brasil sobreviver", explicou.

 

Na sequência, Renan fez o contraponto utilizando outros clubes brasileiros. O candidato citou São Paulo, Corinthians e Vasco como exemplos de equipes que, na avaliação dele, não fizeram os ajustes necessários e acabaram acumulando problemas financeiros.

 

A presença do futebol na resposta ganhou um momento inusitado. Ao mencionar Palmeiras e Flamengo, Renan lembrou que a própria Globo transmitiria, posteriormente, o confronto entre Palmeiras e Santos pela Copa do Brasil.

 

"E já, já tem jogo do Palmeiras aqui na Globo, continue assistindo", brincou.

 

 

Renan defendeu ainda mudanças na estrutura dos gastos públicos e uma nova reforma da Previdência. Segundo o candidato, o objetivo seria economizar R$ 1,1 trilhão em cinco anos com um conjunto de reformas e desacelerar o crescimento da dívida.

 

A participação aconteceu dentro da série de sabatinas da Globo com candidatos à Presidência da República. Renan foi o terceiro entrevistado, depois de Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

Fazenda prorroga subvenção à gasolina até 9 de setembro, quando caduca MP
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

O Ministério da Fazenda publicou na noite desta terça-feira (25) a portaria que prorroga subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina até o dia 9 de setembro. O texto saiu em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

 

A prorrogação foi adiantada pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, na terça. A Medida Provisória que autoriza o governo federal a criar subvenções para os combustíveis por conta da guerra perde a validade em 9 de setembro e deve caducar.

 

Há o entendimento no governo de que o recém-aprovado PLP (Projeto de Lei Complementar) dos Combustíveis poderia ser usado para manter as subvenções por mais tempo, em princípio, mas os detalhes jurídicos ainda estão em análise.

 

A equipe econômica se debruça sobre qual medida será escolhida porque, além de questões técnicas, é preciso haver respaldo também na base jurídica da decisão. O referido PLP ainda não foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Enquanto o texto da MP é explícito sobre a possibilidade de conceder subvenção, o PLP só fala em liberar regras fiscais para possíveis renúncias com medidas para os combustíveis ao longo de 2026.

Empresas atingidas por tarifaço e guerras terão R$ 13,5 bi em crédito
Foto: Reprodução

O governo federal definiu como serão aplicados os R$ 13,5 bilhões em linhas de crédito do Plano Brasil Soberano destinados a empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos e pelos impactos de conflitos e da instabilidade internacional.

 

A resolução que detalha a distribuição dos recursos foi publicada nesta segunda-feira (24) no Diário Oficial da União (DOU) pelo Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano. O pacote havia sido anunciado pelo governo em julho e dependia da regulamentação para avançar.

 

A maior parte do dinheiro, R$ 5 bilhões, será direcionada a exportadores e fornecedores atingidos pelo aumento das tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

 

Outros R$ 3,5 bilhões serão destinados a empresas que exportam para países do Golfo Pérsico, região afetada pelo conflito no Oriente Médio.

 

DIVISÃO DOS RECURSOS

Os R$ 5 bilhões restantes serão distribuídos entre três áreas consideradas estratégicas pelo governo:

  • R$ 2 bilhões para empresas que atuam na produção de adubos, fertilizantes e intermediários para fertilizantes;
  • R$ 2 bilhões para atividades industriais e tecnológicas relacionadas à cadeia de minerais críticos e estratégicos;
  • R$ 1 bilhão para empresas de setores industriais considerados relevantes para o comércio exterior brasileiro.

 

No caso dos minerais, o crédito poderá financiar atividades de lavra, etapa de extração do minério. As atividades deverão estar associadas ao beneficiamento, refino ou transformação da matéria-prima.

 

A estratégia amplia o alcance do programa para além das empresas diretamente atingidas pelo tarifaço. O governo também pretende fortalecer setores considerados importantes para a segurança das cadeias produtivas e para o comércio exterior.

 

QUEM TERÁ ACESSO

As linhas de financiamento poderão ser contratadas por diferentes tipos de empresas e organizações ligadas à atividade exportadora.

 

Entre os beneficiários estão:

  • empresas, cooperativas e associações exportadoras de bens industriais e seus fornecedores;
  • produtores e exportadores dos setores de agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca e aquicultura;
  • empresas que exportam recursos minerais e seus fornecedores;
  • empresas de setores industriais relevantes para o comércio exterior brasileiro.

 

A medida, portanto, não se restringe às companhias que vendem diretamente para o mercado externo. Fornecedores das cadeias afetadas também poderão acessar os recursos, desde que se enquadrem nas regras do programa.

 

COMO USAR O CRÉDITO

O dinheiro poderá ser empregado tanto para despesas de curto prazo quanto para investimentos.

 

Entre as finalidades previstas estão capital de giro, compra de máquinas e equipamentos e adaptação da atividade produtiva. Também poderão ser financiados projetos para aumentar a capacidade de produção e fortalecer cadeias produtivas.

 

O programa prevê ainda crédito para inovação tecnológica e para a adaptação de produtos, serviços e processos às novas condições de mercado.

 

Outras possibilidades de financiamento poderão ser definidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e pelo Ministério da Fazenda.

 

IMPACTO DO TARIFAÇO

A parcela de R$ 5 bilhões destinada aos exportadores foi criada em meio ao aumento das tarifas estadunidenses sobre produtos brasileiros.

 

Segundo as informações apresentadas pelo governo, as sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos elevaram os custos de acesso ao mercado estadunidense e aumentaram a pressão sobre empresas brasileiras que dependem das exportações.

 

O crédito do Plano Brasil Soberano busca dar fôlego financeiro a essas empresas e às cadeias de fornecedores relacionadas às exportações. 

 

O programa também direciona recursos para empresas que negociam com países do Golfo Pérsico, diante dos possíveis impactos econômicos provocados pelo conflito no Oriente Médio.

 

BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ficará responsável pelo acompanhamento das operações.

 

O banco deverá enviar mensalmente ao Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano informações sobre as operações aprovadas e contratadas, além dos valores efetivamente desembolsados.

 

A distribuição dos R$ 13,5 bilhões também poderá ser alterada. A resolução permite que o Conselho Interministerial revise a alocação dos recursos conforme o ritmo de execução do programa e as prioridades da política pública.

Mercado reduz projeção para crescimento da economia em 2026
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Analistas do mercado financeiro reduziram de 1,98% para 1,95% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (24) pelo Banco Central.

 

A revisão foi a única alteração nas estimativas para o próximo ano entre os principais indicadores monitorados pelo mercado. Em sentido oposto, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2028 subiu de 1,89% para 1,98%.

 

INFLAÇÃO

A estimativa para a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 5,02% para 2026, mesma projeção da semana anterior. Para 2027, houve leve alta na expectativa dos analistas, de 4,24% para 4,25%. Já a projeção para 2028 permaneceu em 3,8%.

 

Em julho, a inflação oficial perdeu força pelo quarto mês consecutivo, ficando em 0,07% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

 

Com o resultado, o IPCA acumulou alta de 4,44% em 12 meses, retornando ao intervalo da meta contínua de inflação, fixada em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

 

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve como principal indicador da atividade econômica. A redução da expectativa para 2026 indica uma percepção de crescimento um pouco mais moderado para a economia brasileira no próximo ano.

 

Já a revisão para cima em 2028 sugere uma perspectiva mais favorável para o ritmo de expansão da atividade no médio prazo. Para 2027, o mercado manteve a projeção de alta de 1,5% para o PIB.

 

JUROS

A expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano. A projeção para 2027 continuou em 12% ao ano e, para 2028, em 10,5%.

 

Definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a Selic é o principal instrumento de controle da inflação. O aumento da taxa busca conter a demanda e reduzir pressões sobre os preços. Por outro lado, juros mais elevados tendem a encarecer o crédito e desacelerar a atividade econômica.

 

CÂMBIO

A previsão para a cotação do dólar ao fim de 2026 continuou em R$ 5,20. Para 2027, a estimativa passou de R$ 5,29 para R$ 5,30. Já para 2028, a projeção foi mantida em R$ 5,30.

 

O Boletim Focus reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira e serve como referência para o acompanhamento do cenário econômico pelo Banco Central.

 

RESUMO DO BOLETIM FOCUS

2026

  • IPCA: manteve-se em 5,02%
  • PIB: caiu de 1,98% para 1,95%
  • Câmbio: permaneceu em R$ 5,20
  • Selic: manteve-se em 13,75%

2027

  • IPCA: subiu de 4,24% para 4,25%
  • PIB: permaneceu em 1,50%
  • Câmbio: avançou de R$ 5,29 para R$ 5,30
  • Selic: permaneceu em 12,00%

2028

  • IPCA: manteve-se em 3,80%
  • PIB: subiu de 1,89% para 1,98%
  • Câmbio: permaneceu em R$ 5,30
  • Selic: manteve-se em 10,50%
Flávio Bolsonaro reforça equipe econômica com sete novos nomes para campanha
Foto: Vittor Sales

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou, nesta sexta-feira (21), sete novos integrantes de sua equipe econômica. Os especialistas se juntam à ex-presidente da Caixa Daniella Marques e ao ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida, que já participavam da coordenação econômica da campanha.

 

A equipe terá como objetivo apresentar medidas para enfrentar problemas como juros elevados, endividamento e dificuldades nas contas públicas. A maior parte dos novos integrantes teve passagem pelo governo de Jair Bolsonaro, enquanto um deles também atuou na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Entre os nomes anunciados estão:

  • Alexandre Messa: Doutor em Economia pela USP e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Entre 2023 e 2025, durante o governo Lula, foi diretor de Infraestrutura e Melhoria do Ambiente de Negócios do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), então comandado por Geraldo Alckmin.
  • Alexandre Ywata: PhD em Estatística pela Northwestern University e engenheiro pelo ITA. Já ocupou cargos no Ipea e na Caixa, além de funções no Ministério da Economia. Tem experiência em finanças, análise de dados, tecnologia e inteligência artificial.
  • Andrei Spacov: PhD em Economia pela Universidade da Califórnia e com 22 anos de experiência no mercado financeiro. Sua atuação inclui política monetária e fiscal, além de investimentos.
  • Arilton Teixeira: PhD em Economia pela Universidade de Minnesota e mestre pela PUC-RJ. Foi professor do Ibmec-RJ e fundador da Fucape Business School, com estudos voltados a finanças e crescimento econômico.
  • Eduardo Cavendish Carvalho: Pós-graduado em Valuation pela FGV e formado em Administração pelo Insper. Atua no mercado de investimentos, capitais, renda variável e criptomoedas.
  • Myrian Prado: Mestre em Economia e Mercados pelo Mackenzie. Trabalhou no Ministério da Economia entre 2019 e 2022 e participou de projetos como a privatização da Eletrobras e o Novo Marco do Saneamento.
  • Vladimir Kühl Teles: Doutor em Economia pela UnB, com pós-doutorado em Harvard e professor titular da FGV. Foi secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Economia e tem experiência em macroeconomia, política fiscal e monetária.

 

A campanha também vem incorporando nomes ligados ao mercado financeiro e à infraestrutura para discutir o programa presidencial. Na terça-feira (18), Flávio havia anunciado, entre outros nomes, Carolina Ragazzi, ex-vice-presidente do banco de investimentos Goldman Sachs. Na coordenação do núcleo econômico, Daniella Marques é apontada como uma das principais conselheiras do candidato.

Correios abrem novo programa de demissão voluntária após baixa adesão
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Os Correios abriram um novo programa de demissão voluntária nesta quinta-feira (20), após a primeira tentativa ficar abaixo do esperado. As adesões podem ser realizadas até o dia 30 de setembro.

  

O PDV-E (Plano de Plano de Desligamento Voluntário Específico) oferece incentivos e aposentadoria ao funcionário que aceitar o desligamento prévio.

 

Na tentativa de diminuir os déficits da estatal, os Correios trabalhavam com meta de 10 mil desligamentos em 2026 e outros 5 mil em 2027.

 

Segundo os Correios, a nova fase do plano foi concebida para atender às adequações e particularidades decorrentes do processo de reestruturação da empresa.

 

A primeira fase do programa de demissão voluntária, apresentado no fim de 2025, teve baixa adesão e a empresa optou por estender o prazo até abril de 2026.

 


Na apresentação do balanço de 100 dias do plano de reestruturação, os Correios informaram que, durante o período de adesão do PDV, somente 3.181 empregados pediram demissão de forma voluntária, ou seja, 31% do público-alvo.

 

Com isso, a estatal projetou uma economia de cerca de 40% do estimado inicialmente com o PDV.

 

Em nota, os Correios confirmaram que as informações sobre o PDV-E já foram veiculadas internamente aos empregados.

Score médio do Nordeste cai dois pontos em um ano, aponta Serasa
Foto: Divulgação / Serasa

O Score médio de crédito dos consumidores da região Nordeste caiu de 527 para 525 pontos entre abril de 2025 e abril de 2026, segundo dados do Mapa Score do Brasil, divulgado pela Serasa. A retração ocorreu em um período marcado por juros elevados e aumento da inadimplência no país.

 

De acordo com o levantamento, todos os estados nordestinos registraram queda no indicador no período. Entre eles, o Piauí apresentou a maior redução, de seis pontos. Na Bahia, por outro lado, houve aumento de dois pontos na média do Score.

 

No estado, a maior variação positiva foi registrada entre consumidores com mais de 65 anos, cuja pontuação média passou de 597 para 605. Na faixa etária de 51 a 65 anos, o aumento foi de três pontos. Já entre pessoas de 31 a 40 anos, houve queda de um ponto, de 527 para 526. As demais faixas etárias apresentaram estabilidade ou crescimento.

 

O Score é uma pontuação que varia de zero a mil e é utilizada por empresas na análise de concessão de crédito. Segundo a Serasa, o indicador é calculado com base em informações relacionadas ao histórico financeiro do consumidor.

 

Para Wesley Brandão, gerente de Score da Serasa, a redução observada no indicador pode estar relacionada a fatores econômicos e sociais. Entre eles, estão os juros elevados, o custo de vida e dificuldades para manter pagamentos em dia e administrar dívidas.

 

Atualmente, segundo a empresa, mais de 83 milhões de consumidores brasileiros estão negativados. A Serasa afirma que esse cenário também influencia a composição da pontuação de crédito.

 

SCORE

Uma pesquisa realizada pela Serasa aponta que 48% dos consumidores consultam o Score quando pretendem solicitar crédito, enquanto 29% acompanham a pontuação para monitorar a própria situação financeira.

 

O levantamento indica ainda que o Score é o principal motivo para o primeiro acesso de parte dos usuários ao ecossistema da empresa. Entre os consumidores que utilizam o aplicativo ou site da Serasa, 42% afirmam consultar inicialmente a pontuação antes de realizar outras ações, como negociar dívidas ou solicitar crédito.

 

Para 77% dos entrevistados, o Score é o principal fator considerado pelas empresas no momento da solicitação de crédito. Além disso, 96% afirmam considerar importante manter uma pontuação alta.

 

A Serasa defende que o acompanhamento do indicador também pode contribuir para a educação financeira. Entre as práticas apontadas pela empresa para a manutenção de um histórico financeiro positivo estão o pagamento de contas em dia, a negociação de dívidas em atraso, a atualização dos dados cadastrais e o uso responsável do crédito.

 

Custo do gás natural na Bahia pode afastar usina de R$ 250 milhões
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Uma usina termelétrica de 60 megawatts (MW), com investimento estimado em R$ 250 milhões, colocou o gás natural na Bahia no centro de uma decisão que envolve custo, infraestrutura, emprego e arrecadação. A Green Energy Ventures avalia onde instalar o empreendimento contratado para entrar em operação em outubro de 2028, e a Bahia está entre as alternativas consideradas pela companhia.

 

As informações foram divulgadas pelo portal BP Money

 

O estado reúne pontos que pesam a favor da instalação, como acesso à rede de gás, conexão ao sistema elétrico e enquadramento integral na área de atuação da Sudene. Entretanto, segundo Luiz Felipe Herrmann, sócio da Green Energy Ventures, o custo de distribuição do gás pode mudar a conta.

 

“O principal hoje, em termos de dinheiro e viabilidade do negócio, é o custo do gás”, afirmou o executivo durante entrevista ao BP Money. De acordo com ele, o projeto ainda não definiu onde ficará. “A gente está finalmente nessa definição. Não está definido ainda. A gente tem algumas opções”, disse.

 

A escolha importa porque o estado selecionado receberá a instalação da usina, parte dos gastos da construção, postos de trabalho, contratação de serviços e a atividade econômica ligada à operação do empreendimento durante o contrato.

 

TARIFA DE GÁS ENTRA NA CONTA DO PROJETO

O custo do gás natural pago por uma termelétrica não se resume à molécula consumida. A conta inclui fornecimento, transporte e distribuição. Para uma usina contratada em um leilão de capacidade, uma parcela do custo existe mesmo nos períodos em que o equipamento não gera energia.

 

Isso ocorre porque a térmica precisa manter capacidade disponível para receber o gás quando for acionada.

 

No caso da Green Energy Ventures, Luiz Felipe afirma que a companhia precisa contratar capacidade para atender à usina, embora o uso efetivo fique perto de 10%.

 

“Como eu tenho que contratá-lo 100%, mas eu só uso ele próximo de 10%, eu pago muita coisa por usar pouca coisa”, afirmou. Na entrevista, ele comparou a situação a contratar um pacote de celular acima da utilização necessária.

 

Essa estrutura ganha peso porque o contrato da usina nova terá prazo de 15 anos. O edital do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência de 2026 prevê justamente contratos desse prazo para novos empreendimentos termelétricos com início de suprimento a partir de 2028.

 

Segundo Luiz Felipe, nas simulações realizadas pela empresa, o componente tarifário da Bahiagás considerado para o projeto estava em torno de três vezes o menor valor encontrado entre as alternativas analisadas na área da Sudene.

 

“No caso da tarifa deles, eles estavam três vezes mais caros, até mais, um pouco, do que o mais barato”, afirmou. Questionado se o item seria o principal impeditivo para a escolha da Bahia, ele ponderou: “Eu não diria que é o maior, mas é um, dois, com certeza”.

 

A entrevista não informa o volume diário de gás que seria contratado pela usina nem apresenta os valores unitários utilizados nas propostas comparadas. Portanto, não é possível calcular, com os dados disponíveis, quanto o diferencial tarifário representaria em reais por ano ou ao longo dos 15 anos de contrato.

 

Os R$ 250 milhões citados representam o investimento estimado no projeto, e não o custo adicional provocado pela tarifa baiana.

 

R$ 250 MILHÕES ENTRAM NA DISPUTA ENTRE ESTADOS

A usina da Green Energy Ventures terá 60 MW e deve demandar cerca de R$ 250 milhões em investimentos, segundo Luiz Felipe.

 

“Nossa usina tem 60 megawatts. A gente vai ter um investimento de mais ou menos R$ 250 milhões”, afirmou.

 

A empresa estima entre 30 e 50 trabalhadores no período de maior atividade da construção. Na fase operacional, a projeção é manter entre 30 e 40 profissionais, com funcionamento 24 horas por dia.

 

A dimensão do mercado é maior quando considerados os demais projetos contratados no País. A CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) informou que o 4º Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 terminou com 100 usinas vencedoras e 18.977 MW de potência contratada. Os investimentos declarados no certame somaram cerca de R$ 64,5 bilhões, enquanto a receita total dos contratos alcançou R$ 515,7 bilhões ao longo dos períodos de suprimento.

 

Na entrevista, Luiz Felipe estima que o conjunto de obras e estruturas necessárias ao redor dos projetos poderá movimentar bilhões no estado.

 

BAHIA JÁ CONCENTRA PROJETOS DE TERMOELÉTRICAS

A discussão sobre o custo ocorre em um estado que já recebe investimentos relacionados ao gás.

 

A própria Bahiagás informou, em março de 2026, que dez termelétricas localizadas na Bahia saíram vencedoras do LRCAP 2026. Segundo a distribuidora, esses empreendimentos representam demanda potencial de aproximadamente 5,98 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Para atendê-los, a companhia estima cerca de R$ 64 milhões em gasodutos e expansão de aproximadamente 22,3 quilômetros da rede.

 

A infraestrutura existente também entra na conta. A Bahiagás encerrou 2025 com mais de 1.350 quilômetros de rede de gasodutos. Para 2026, a companhia prevê aproximadamente R$ 259,6 milhões em investimentos e a implantação de cerca de 101 quilômetros de dutos.

 

Essa estrutura é um dos motivos citados pelo sócio da Green Energy Ventures para manter a Bahia entre as opções.

 

De acordo com Luiz Felipe, a disponibilidade de gás e de pontos de conexão elétrica reduz etapas para um empreendimento que precisa começar a operar em 1º de outubro de 2028. “A Bahia tem a capacidade de ser muito boa em tudo”, afirmou ao explicar a combinação entre gás e conexão elétrica.

Inadimplência na Bahia ultrapassa 5,2 milhões de pessoas, aponta Serasa
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

A Bahia registrou 5.239.780 pessoas inadimplentes em julho de 2026, segundo dados do Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa. O número representa um aumento de 0,86% em relação ao mês anterior, acima da variação registrada no cenário nacional, de 0,23%.

 

No Brasil, 83,9 milhões de pessoas estavam inadimplentes no período. Ao todo, eram mais de 348,3 milhões de dívidas em aberto, que somavam R$ 586,4 bilhões.

 

Na Bahia, a média de crescimento da inadimplência nos últimos três meses foi de 0,79%. Apesar da alta, o ritmo ficou abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando a média mensal de aumento no estado foi de 1,2%.

 

O levantamento também aponta crescimento na procura pela renegociação de dívidas. Entre maio e julho deste ano, foram registrados mais de 813 mil acordos na Bahia por meio do Serasa Limpa Nome, realizados por mais de 413 mil consumidores. O número de acordos cresceu 46% na comparação com o mesmo período de 2025.

 

Em todo o país, mais de 14 milhões de acordos foram fechados na plataforma durante o trimestre, envolvendo mais de 7 milhões de consumidores. O volume representa uma alta de 41% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Segundo a Serasa, o aumento das negociações ocorreu paralelamente à desaceleração do crescimento da inadimplência. No Brasil, a média mensal de alta passou de 0,7% entre maio e julho de 2025 para 0,2% no mesmo período de 2026. Na Bahia, a média caiu de 1,2% para 0,79%.

 

Uma pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box também avaliou o comportamento financeiro dos consumidores no primeiro semestre. Metade dos entrevistados, 50%, afirmou ter gastado mais do que o planejado nos primeiros seis meses de 2026. Já 54% disseram que costumam revisar o planejamento financeiro no meio do ano.

 

O levantamento indica ainda que 55% dos entrevistados têm como principal objetivo manter as contas em dia, seis pontos percentuais a mais do que no levantamento realizado em 2025. Para o segundo semestre, 49% afirmaram que pretendem quitar dívidas até o fim do ano, enquanto 32% querem limpar o nome e 29% planejam formar uma reserva para emergências.

 

A intenção de economizar também aumentou, passando de 64% para 69% na comparação com o ano anterior. Outros 33% dos entrevistados disseram que pretendem investir com maior frequência.

 

Apesar das dificuldades financeiras, 74% dos participantes afirmaram estar otimistas em relação à própria situação financeira até o fim de 2026.

Brics discute sistemas de pagamentos e moedas digitais, diz BC da Índia
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

Os membros do Brics estão ?discutindo possíveis integrações ?entre seus respectivos sistemas de pagamentos rápidos e as moedas digitais dos bancos centrais, afirmou o presidente do banco central da Índia, Sanjay Malhotra, em um evento ?nesta terça-feira (11).

 

O Brics ?inclui Brasil, Rússia, Índia, China ?e África do Sul, entre outros. ?A Índia sediará a ?edição de 2026 da cúpula ?anual ‌do grupo.


“Os pagamentos transfronteiriços são uma ?área de interesse para todos nós, incluindo os países do Brics, pois acreditamos que ‌há grande ?potencial para ‌reduzir custos”, disse Malhotra em Mumbai.

 

“Várias opções estão em discussão, mas ainda estão ?em fase de ?debate, incluindo as CBDCs (moedas digitais de bancos centrais) ‌e as integrações entre sistemas de pagamentos rápidos”, acrescentou ele.

 

A Reuters informou no início deste ano que o banco ‌central da Índia recomendou ao governo que uma proposta para conectar as CBDCs ?fosse incluída na agenda da cúpula do Brics de 2026.

 

O banco central indiano ?também continuará seus esforços para internacionalizar a ?rupia e promover o uso de moedas locais para pagamentos e comércio transfronteiriços, disse Malhotra.

Ex-deputado baiano Aristeu Barreto de Almeida morre aos 98 anos
Foto: Reprodução

Morreu no último domingo (9), aos 98 anos, o economista, professor universitário, político e intelectual baiano Aristeu Barreto de Almeida. Natural de Santo Antônio de Jesus, ele teve uma trajetória marcada pela atuação no planejamento econômico da Bahia e pelas discussões sobre desenvolvimento regional e econômico do Nordeste.

 

Aristeu foi eleito deputado estadual da Bahia pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e exerceu o mandato entre 1975 e 1979, período em que também ocupou a função de vice-líder da minoria na Assembleia Legislativa.

 

Formado em Ciências Sociais pela Faculdade Nacional de Filosofia, no Rio de Janeiro, em 1955, Aristeu concluiu posteriormente o curso de Economia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 1962. Ao longo da carreira, também realizou estudos e especializações ligados à Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, e ao Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (CEDEPLAR).

 

Sua trajetória profissional se relacionou diretamente com o desenvolvimento econômico do Nordeste. Ele trabalhou como técnico em desenvolvimento econômico do Banco do Nordeste do Brasil, chefiou o setor de Agricultura da Comissão de Planejamento Econômico da Bahia (CPE), entre 1957 e 1961, e comandou o setor Econômico-Financeiro do Conjunto Petroquímico da Bahia (COPEB).

 

O economista também atuou como assessor econômico da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). Na área acadêmica, foi professor da Faculdade de Economia da UFBA por mais de três décadas, de 1962 até sua aposentadoria, em 1997.

 

Aristeu Barreto de Almeida também deixou contribuições na produção intelectual. Entre seus trabalhos estão os livros "Reforma Agrária sem Atritos", publicado em 1986, e "Rômulo Almeida, o Construtor de Sonhos", lançado em 1995. Ele também integrou instituições como o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e o Instituto Genealógico da Bahia.

 

Na área de integração econômica regional, teve participação de destaque ao ocupar o cargo de primeiro secretário-executivo, também denominado secretário-geral, da Associação Latino-Americana de Livre-Comércio (ALALC).

 

Em nota, a Universidade Federal da Bahia lamentou a morte do ex-professor e destacou sua contribuição para a instituição e para o desenvolvimento econômico do estado.

 

A UFBA ressaltou a trajetória de Aristeu como professor da Faculdade de Economia, além de sua atuação como deputado estadual, técnico do Banco do Nordeste, assessor econômico da FIEB e dirigente de setores ligados ao planejamento econômico e ao polo petroquímico da Bahia.

 

Ao final da manifestação, a universidade prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de Aristeu Barreto de Almeida neste momento de pesar.

Salário mínimo 2027: governo divulga valor previsto para o próximo ano
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O governo federal prevê elevar o salário mínimo para R$ 1.717 em 2027, conforme consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) encaminhado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. O valor representa um aumento nominal de 5,92% em relação aos R$ 1.621 previstos para 2026.

 

A estimativa considera a reposição da inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além de um ganho real de 2,5%, percentual máximo permitido pelas regras do novo arcabouço fiscal para o crescimento vinculado ao Produto Interno Bruto (PIB).

 

A política de reajuste do salário mínimo leva em conta a inflação acumulada nos 12 meses encerrados em novembro do ano anterior e o desempenho do PIB de dois anos antes. O valor apresentado no PLDO, no entanto, ainda é uma projeção e pode sofrer alterações até sua definição oficial.

 

Antes da entrada em vigor do novo piso salarial, o governo ainda precisará encaminhar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) ao Congresso Nacional. Após a divulgação do INPC de novembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será publicado, em dezembro, o decreto presidencial com o valor definitivo.

 

Caso a proposta seja mantida, o novo salário mínimo passará a valer a partir de 1º de janeiro de 2027. O reajuste influencia diretamente benefícios e programas sociais, como aposentadorias, pensões, abono salarial do PIS/Pasep, seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

 

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo continua abaixo do valor considerado necessário para cobrir as despesas básicas de uma família brasileira, como alimentação, moradia, saúde e educação. O cenário mantém o debate sobre o poder de compra da população e os impactos do reajuste nas contas públicas e no orçamento das famílias.

Balança comercial registra superávit de US$ 7,1 bilhões em julho; exportações crescem 10,5% no ano
Foto: Jean Wagner / SEI

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,1 bilhões em julho, alta de 1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No acumulado de 2026, o saldo positivo alcançou US$ 49 bilhões, crescimento de 31,9% na comparação anual.

 

Entre janeiro e julho, as exportações somaram US$ 218,6 bilhões, avanço de 10,5% frente ao mesmo intervalo do ano passado. Já as importações atingiram US$ 169,5 bilhões, alta de 5,5%. Apenas em julho, as vendas externas chegaram a US$ 34,1 bilhões, enquanto as compras internacionais totalizaram US$ 27 bilhões.

 

O desempenho foi puxado principalmente pela indústria extrativa, que cresceu 21,3% no acumulado do ano, impulsionada pelas exportações de óleos brutos de petróleo, minério de cobre e minério de ferro. A agropecuária avançou 9,2%, com destaque para soja, algodão, milho e animais vivos.

 

Na indústria de transformação, a expansão foi de 6,3%, com aumento nas vendas de carne bovina, ouro, óleos combustíveis derivados de petróleo, carnes de aves e farelo de soja.

 

Em julho, as exportações para a China cresceram 8,6%, chegando a US$ 10,6 bilhões. Também houve avanço nas vendas para a União Europeia, com alta de 3,9%, e para o Oriente Médio, que registrou crescimento de 9,8%. Em contrapartida, os embarques para os Estados Unidos recuaram 5%, passando de US$ 3,8 bilhões para US$ 3,6 bilhões.

 

A queda ocorre após o governo de Donald Trump confirmar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A cobrança entrou em vigor em julho e se soma às tarifas já aplicadas sobre setores como aço e alumínio, embora o governo americano tenha sinalizado que poderá rever a medida caso as exigências apresentadas ao Brasil sejam atendidas.

 

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Presidente da CNI critica corte de apenas 0,25% na taxa de juros e diz que decisão segue asfixiando a população
Foto: Edu Mota / Brasília

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, criticou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de promover corte de 0,25% na taxa básica de juros. A decisão, tomada na noite desta quarta-feira (5), rebaixou a Selic para o patamar de 14% ao ano. 

 

Para Ricardo Alban, os juros altos agravam as dificuldades da indústria e seguirão asfixiando empresas e famílias. 

 

“Não há justificativa compreensível para a manutenção da taxa de juros em um nível tão alto. A decisão do Banco Central piora a perspectiva para a indústria, já tão prejudicada pelas incertezas no cenário externo. Além disso, o crédito caro compromete gravemente a renda das famílias, que já apresentam níveis recordes de endividamento e inadimplência”, afirmou o presidente da CNI, em comunicado à imprensa. 

 

A CNI destaca que os juros estão em patamar restritivo no país há 55 meses. A taxa Selic, segundo a entidade, está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor — estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia. 

 

A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação. 

 

Outra crítica feita pelo presidente da CNI diz respeito ao elevado nível de juros no crédito livre, que encarece o refinanciamento das dívidas familiares. “O resultado é o endividamento em patamar crítico e o comprometimento da renda, reduzindo recursos para consumo essencial e ampliando o risco de superendividamento. O Desenrola 2.0 trata, sobretudo, o sintoma, sem atacar causas estruturais, como a baixa educação financeira e o elevado nível das taxas de juros”, afirma o comunicado assinado por Ricardo Alban. 
 

Banco Central promove novo corte de 0,25% na taxa de juros, que cai para patamar de 14% ao ano
Foto: Edu Mota / Brasília

Como já era esperado pela quase totalidade das instituições financeiras do país, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir em 0,25% a taxa básica de juros da economia. Com a decisão, a taxa Selic caiu para o patamar de 14%. 

 

Esse foi o quarto corte seguido na taxa de juros. A Selic, que iniciou 2026 em 15% ao ano, sofreu quatro cortes de 0,25% desde a reunião do Copom em 18 de março, chegando agora ao patamar de 14%. Esse índice é o mais baixo na Selic desde março de 2025.

 

A desaceleração da inflação deu força para a decisão de um novo corte dos juros. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) de julho, que mede a prévia da inflação oficial, subiu apenas 0,06%, vindo abaixo do esperado.

 

No comunicado à imprensa após a decisão, os membros do Copom afirmam que o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. O Banco Central afirma que esse cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.

 

“Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião sugere uma moderação gradual da atividade econômica, embora ainda em patamar resiliente, com sinais mistos entre setores, e mercado de trabalho aquecido. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia desacelerou, porém ainda acima do limite superior da meta, enquanto as medidas subjacentes desaceleraram para patamar ligeiramente abaixo do limite superior da meta”, afirma o comunicado do Copom.

 

Sobre movimentos futuros da taxa Selic, o comunicado do Copom afirma que em decorrência da “dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços”, o BC reafirma que mudanças na taxa serão estabelecidas à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta.

 

“O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária. O Comitê seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, afirmam os membros do Comitê que votaram pela redução de 0,25%.

 

Os analistas do mercado projetam que se a inflação seguir recuando e a atividade doméstica traga apresentar sinais maiores de desaceleração, o Copom poderá estender o ciclo de corte para as reuniões seguintes, em setembro e novembro. O mercado também acredita que cortes mais expressivos poderão acontecer apenas em 2027, caso haja um avanço nas reformas fiscais, para que as contas públicas voltem a uma trajetória de maior estabilidade. 
 

Cesta básica fica 6,98% mais barata em Salvador

Cesta básica fica 6,98% mais barata em Salvador
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

A Cesta Básica de Salvador, apurada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) a partir de 3.307 pesquisas de preços realizadas em 89 estabelecimentos comerciais da capital baiana, fechou o mês de julho de 2026 com custo de R$ 612,18. Em relação a junho, o valor apresentou queda de 6,08%, o que representa uma redução nominal de R$ 39,60.

 

Entre os 25 itens que compõem a cesta, 16 registraram diminuição nos preços. As maiores quedas foram observadas no tomate (-41,36%), batata inglesa (-31,75%) e cenoura (-25,07%). Também ficaram mais baratos o queijo prato (-12,19%), ovos de galinha (-9,19%), maçã (-8,46%), flocão de milho (-7,73%), queijo muçarela (-5,83%), óleo de soja (-5,40%), banana-prata (-4,15%), café moído (-2,90%), manteiga (-2,62%), macarrão (-1,96%), frango (-1,55%), carne de sertão (-0,71%) e arroz (-0,67%). O preço do feijão permaneceu estável (0,00%). Em contrapartida, oito produtos tiveram alta: cebola (11,43%), pão francês (5,39%), linguiça calabresa (4,15%), leite (1,81%), açúcar cristal (1,78%), carne de segunda (1,02%), farinha de mandioca (0,99%) e carne de primeira (0,66%).

 

No mês de julho de 2026, o conjunto de alimentos que compõe o almoço típico do soteropolitano — formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola — apresentou retração de 7,47% e respondeu por 37,67% do valor total da Cesta Básica de Salvador. Já o grupo de produtos tradicionalmente consumidos no café da manhã, composto por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, registrou aumento de 0,87%, representando 34,16% do custo total da cesta no período.

 

Em julho, um trabalhador de Salvador precisou dedicar 89 horas e 49 minutos de trabalho para adquirir uma Cesta Básica. Esse valor corresponde ao comprometimento de 40,83% do rendimento líquido de um salário mínimo de R$ 1.499,43, já considerado o desconto de 7,50% referente à contribuição para a Previdência Social.

Copom inicia nesta terça reunião para definir taxa básica de juros
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça-feira (4) a quinta reunião de 2026, em meio às projeções do mercado financeiro para novos cortes nos juros e redução das expectativas sobre a inflação.

 

A decisão sobre a Taxa Selic será anunciada na noite de quarta-feira (5), depois de dois dias de discussões acerca do cenário econômico nacional e internacional.

 

A Selic está em 14,25% ao ano – menor nível de 2026, após três reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual promovidas pelo Copom nas reuniões de março, abril e junho.

 

Na véspera do encontro, o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (3) mostrou mudança nas expectativas do mercado financeiro. A mediana das projeções para a Selic ao fim de 2026 caiu de 14% para 13,75%, após cinco semanas de estabilidade.

 

As projeções do mercado, portanto, sugerem que o Banco Central promova pelo menos um ou dois novos cortes até o final do ano.

 

BOLETIM FOCUS

 

Pela quinta semana consecutiva, os analistas consultados pelo BC para a elaboração do boletim reduziram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, considerada a inflação oficial do país) para o ano. A estimativa passou de 5,12% para 5,03%.

 

Apesar da melhora, a projeção continua acima do teto da meta contínua de inflação perseguida pelo Banco Central. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o limite superior é de 4,5%.

 

TAXA SELIC

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional e serve de referência para as demais taxas da economia. O índice é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.

 

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida. Juros mais altos encarecem o crédito, estimulam a poupança e reduzem pressões sobre os preços.

 

Por outro lado, taxas mais elevadas também podem dificultar a expansão da economia. Além da Selic, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro ao definir os juros cobrados dos consumidores.

 

Quando a Selic é reduzida, a tendência é de crédito mais barato, o que favorece consumo e investimentos e estimula a atividade econômica.

 

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial, além do comportamento do mercado financeiro.

 

No segundo dia, os integrantes do comitê analisam os cenários e definem o nível da taxa básica de juros.

 

META

Pelo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação definida pelo CMN é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dessa forma, o limite inferior é de 1,5%, e o superior, de 4,5%.

 

Embora as projeções do mercado para a inflação tenham recuado nas últimas semanas, as estimativas permanecem acima do teto da meta para 2026, fator que continua no radar do Banco Central ao definir os rumos da política monetária.

FGTS: 138 milhões de trabalhadores receberão R$ 13 bilhões de lucros
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (28) a distribuição de R$ 13,04 bilhões aos trabalhadores, referente ao resultado positivo obtido pelo fundo em 2025.

 

O valor corresponde a 89% do lucro de R$ 14,65 bilhões registrado no exercício. Ao todo, cerca de 138,2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras serão beneficiados pela distribuição.

 

Segundo a proposta aprovada pelo colegiado, o crédito será feito de forma proporcional ao saldo existente em cada conta vinculada em 31 de dezembro de 2025.

 

Os recursos serão creditados nas contas vinculadas do FGTS até 31 de agosto, conforme prevê a legislação.

 

Terão direito ao recebimento os trabalhadores que possuíam saldo positivo em contas do fundo em 31 de dezembro de 2025, incluindo contas ativas e inativas.

Exportações batem recorde e déficit das contas externas cai em junho
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

As exportações brasileiras bateram recorde histórico em junho e contribuíram para a melhora das contas externas do país.

 

De acordo com as Estatísticas do Setor Externo divulgadas nesta terça-feira (28) pelo Banco Central (BC), o déficit em transações correntes ficou em US$ 2,3 bilhões no mês, menos da metade do resultado negativo de US$ 5,2 bilhões registrado em junho de 2025.

 

A redução do déficit foi impulsionada principalmente pelo desempenho da balança comercial. O superávit comercial alcançou US$ 8,8 bilhões em junho deste ano, ante US$ 5,2 bilhões no mesmo mês do ano passado.

 

Na comparação interanual, houve aumento de US$ 3,6 bilhões no saldo positivo do comércio exterior.

 

As exportações de bens somaram US$ 36,4 bilhões, o maior valor da série histórica do Banco Central. O resultado representa crescimento de 24,8% em relação a junho de 2025. As importações também avançaram, alcançando US$ 27,6 bilhões, alta de 15,3% na mesma comparação.

 

Apesar da melhora da balança comercial, o déficit na conta de serviços aumentou US$ 0,7 bilhão em relação a junho do ano passado, totalizando US$ 5,1 bilhões.

 

O resultado foi influenciado principalmente pelo crescimento das despesas líquidas com viagens internacionais, transporte e serviços de telecomunicações, computação e informação.

 

No acumulado de 12 meses encerrado em junho, o déficit em transações correntes somou US$ 61,4 bilhões, equivalentes a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB). Em junho de 2025, o saldo acumulado negativo era de US$ 75,5 bilhões, ou 3,52% do PIB.

 

INVESTIMENTOS

Investimentos
Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$ 9,1 bilhões em junho, ante US$ 3,1 bilhões no mesmo mês do ano passado. Em 12 meses, o investimento direto acumulado alcançou US$ 89,3 bilhões, o equivalente a 3,58% do PIB.

 

Já os investimentos em carteira registraram saída líquida de US$ 0,6 bilhão no mês. Houve retirada líquida de US$ 2,2 bilhões em ações e fundos de investimento, parcialmente compensada por ingressos de US$ 1,6 bilhão em títulos no mercado doméstico.


RESERVAS
As reservas internacionais fecharam junho em US$ 367,6 bilhões, redução de US$ 3,6 bilhões em relação a maio. Segundo o Banco Central, contribuíram para a queda do estoque as variações cambiais entre as moedas que compõem as reservas, as vendas de dólares no mercado à vista e as oscilações nos preços dos ativos.

Durigan chama Milei de "palhaço" e descarta recessão no Brasil em 2027
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se referiu ao presidente argentino Javier Milei como "palhaço" em entrevista concedida nesta segunda-feira (27) e afirmou que a economia brasileira está em situação melhor do que a da Argentina. O ministro também afastou a possibilidade de recessão no Brasil em 2027.

 

As declarações foram feitas em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, em resposta à visita de Milei ao Brasil no fim de semana anterior. O presidente argentino esteve em São Paulo neste sábado (25) para participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República, cargo disputado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

"O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil e falou de Brasil, quando o risco país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta", declarou Durigan.

 

O ministro listou indicadores para sustentar a comparação favorável ao Brasil: mínimas históricas de desemprego e inflação, recordes na balança comercial, safra expressiva e queda no desmatamento. Segundo ele, o risco-país brasileiro é menor do que o argentino.

 

Ainda assim, Durigan reconheceu os problemas da economia doméstica. "Não estou dizendo que está tudo resolvido. Juros altos que afetam todo mundo; agricultores, família, empresas. Eu tenho que pagar juros altos para rolar a dívida, me incomoda muito", afirmou.

 

Para reduzir os juros, o ministro defendeu três frentes: corte de gastos obrigatórios, manutenção do arcabouço fiscal vigente, com possibilidade de endurecimento da norma, e modernização do Estado. Durigan também rejeitou prognósticos pessimistas sobre a trajetória da economia. "Não dá para entrar na onda dessas pessoas que dizem que vai virar apocalipse", disse.

 

Sobre o desempenho econômico esperado para o próximo ano, o ministro projetou crescimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027. Ele admitiu que há projeções mais conservadoras, de 1%, mas descartou o cenário de recessão. 

 

As falas do Ministro da Fazenda ocorreram após Milei fazer um discurso em espanhol de quase meia hora em São Paulo associando a corrida presidencial brasileira a uma "transformação política em curso" na América Latina, com países da região se alinhando à direita.

 

O presidente argentino também atacou figuras do campo político oposto. Chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de "lixo careca", por este ter negado pedido de visita a Jair Bolsonaro, e se referiu ao presidente Lula como "presidiário".

Simpar vende controladora da CS Porto Aratu por R$ 1,8 bi
Foto: Divulgação/CS Portos

A Simpar firmou contrato de compra e venda vinculante com a ICTSI Americas para alienar a HSIM, holding que detém integralmente a CS Porto Aratu, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador O negócio foi fechado por enterprise value de R$1,8 bilhão, conforme fato relevante divulgado pela companhia nesta quinta-feira (23).

 

Segundo informações publicadas pelo UOL, o valor total da operação contempla R$ 750 milhões em equity value e R$1,0 bilhão de dívida líquida apurada no primeiro trimestre de 2026.

 

O pagamento do equity value será dividido em duas parcelas. Serão desembolsados R$ 650 milhões na data de fechamento da transação; os R$100 milhões restantes serão pagos na modalidade earn-out, em prazo de 18 meses a contar do encerramento do negócio.

 

A Simpar aportou R$900 milhões no CS Porto Aratu para modernizar a infraestrutura e ampliar a capacidade operacional do terminal, que atingiu potencial de movimentação de 9,5 milhões de toneladas por ano, conforme informado pela própria companhia.

 

O contrato foi assinado pela Simpar em conjunto com sua subsidiária CS Brasil Holding. As duas empresas controlam a HSIM com participações de 63,27% e 36,73%, respectivamente.

Durigan defende mais regras para bets e compara apostas a cigarro
Fotos: Washington Costa / MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo brasileiro precisa ampliar a regulamentação e a tributação das casas de apostas esportivas, conhecidas como bets, para reduzir o incentivo ao uso pela população, destacou matéria do portal Bp Money.

 

Durante a Expert XP, evento da XP Investimentos, Durigan comparou o setor de apostas ao mercado de cigarros e defendeu maior controle sobre as empresas que atuam no segmento. “Temos que tratar bet igual tratamos cigarro. As empresas que operam nesse segmento precisam informar ao governo sobre todas as apostas feitas e pagar o tributo devido”, afirmou o ministro.

 

Segundo Durigan, a cobrança de impostos também funciona como uma forma de desestimular uma atividade que, na avaliação dele, pode prejudicar financeiramente parte da população.

 

GOVERNO QUER LIMITAR APOSTA DE PESSOAS ENDIVIDADAS

Além da tributação, o ministro defendeu restrições para impedir que pessoas em situação financeira vulnerável utilizem plataformas de apostas.

 

Durigan afirmou que beneficiários de programas sociais, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de pessoas endividadas que participam do Desenrola, não deveriam apostar. “Quem recebe Bolsa Família, BPC ou quem está endividado e vai tentar renegociar dívida no Desenrola, não pode apostar em bet”, disse.


Além disso, o ministro afirmou que o governo trabalha para reduzir a publicidade de casas de apostas no país.


FAZENDA DEBATE USO DE DADOS PARA REDUZIR ENDIVIDAMENTO

Durigan também defendeu uma maior atuação do governo e do sistema financeiro na concessão de crédito ao consumidor. 

Segundo ele, informações financeiras poderiam ajudar bancos a avaliar melhor o risco antes de liberar novos empréstimos. “Se a gente já sabe que determinado consumidor tem cinco plásticos [cartões de crédito] e está com a dívida atrasada, como podemos aprovar mais um cartão?”, questionou. 

 

O ministro afirmou que parte relevante das dívidas atuais surgiu durante a pandemia, quando muitos brasileiros contrataram crédito e depois tiveram dificuldades para reorganizar os pagamentos. 

 

Além disso, Durigan destacou que o cartão de crédito é um dos principais fatores de impacto no endividamento das famílias. Segundo ele, o governo busca estimular a troca de dívidas com juros elevados por modalidades mais baratas.

    

  

DURIGAN PROJETA ESTABILIDADE DA DIVIDA PÚBLICA ENTRE 2029 E 2030

Durante o evento, o ministro também voltou a defender o compromisso do governo com o ajuste fiscal. 

 

Durigan afirmou que a expectativa da equipe econômica é estabilizar a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB) entre 2029 e 2030.

 

Segundo ele, o governo trabalha com uma projeção de superávit primário de 0,5% em 2027, ou seja, receitas superiores às despesas antes do pagamento de juros.

 

O ministro afirmou ainda que uma melhora nos preços do petróleo e uma eventual redução de subvenções poderiam contribuir para um resultado fiscal mais positivo.

 

No entanto, Durigan ressaltou que o cenário econômico ainda enfrenta desafios externos, como a política de juros dos Estados Unidos, a guerra no Irã e as tarifas impostas pelo presidente americano Donald Trump.

  

Acordo regulamenta trabalho no comércio em feriados
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, assinou nesta terça-feira (21) a portaria que regulamenta o trabalho no comércio durante os feriados. As negociações duraram cerca de três anos entre representantes dos trabalhadores, do setor empresarial e do governo.

 

A norma, que será publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22) e entra em vigor imediatamente, estabelece que o funcionamento do comércio nessas datas dependerá de autorização prevista em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), firmada entre sindicatos de trabalhadores e empregadores. Ao mesmo tempo, restabelece a autorização permanente para uma lista de atividades consideradas essenciais ou de interesse público.

 

O QUE MUDA

Com a nova regulamentação, empresas do comércio somente poderão funcionar em feriados quando houver previsão em convenção coletiva da categoria. Na prática, a decisão unilateral do empregador deixa de ser suficiente para autorizar o funcionamento em feriados para as atividades abrangidas pela norma.

 

A regra mantém a necessidade de observância da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e da legislação municipal aplicável.

 

SETORES LIBERADOS

As seguintes atividades passam a ter autorização permanente para funcionar em feriados, sem necessidade de convenção coletiva:

  •     Venda de pães e biscoitos;
  •     Farmácias, inclusive de manipulação;
  •     Comércio de flores e coroas;
  •     Barbearias e salões de beleza;
  •     Postos de combustíveis;
  •     Comércio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP);
  •     Locação de bicicletas e equipamentos similares;
  •     Hotéis, restaurantes, bares e estabelecimentos similares;
  •     Casas de diversão e estabelecimentos esportivos com cobrança de ingresso;
  •     Feiras livres;
  •     Porteiros e cabineiros de edifícios residenciais;
  •     Agências de turismo, locadoras de veículos e embarcações;
  •     Comércio em feiras e exposições;
  •     Lavanderias, inclusive hospitalares;
  •     Serviços funerários.

As demais atividades comerciais, incluindo supermercados e comércio varejista em geral, dependerão de negociação coletiva para operar em feriados.

 

NEGOCIAÇÃO

 

Durante a cerimônia de assinatura, Luiz Marinho afirmou que a regulamentação é resultado do diálogo entre trabalhadores e empregadores. "O que a gente espera é que haja maturidade das lideranças sindicais para que, em torno de uma mesa, possam encontrar soluções para problemas que muitas vezes pareciam não ter solução. Esse é o espírito do nosso governo, buscar o diálogo", disse.

 

O ministro acrescentou que o governo continuará atuando como mediador sempre que houver necessidade. "Enquanto houver problema, as portas do diálogo têm que permanecer abertas. É a forma mais eficiente de evitar conflitos", declarou o ministro.

 

SEGURANÇA JURÍDICA

Representante do setor privado na cerimônia, o presidente da Fecomércio-SP e diretor da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Ivo Dall'Acqua, avalia que o acordo traz maior previsibilidade para empresas e trabalhadores ao preservar a negociação coletiva prevista na legislação trabalhista. "Os critérios estão mais claros para a organização das atividades aos feriados", destacou.

 

Segundo ele, a norma fortalece a segurança jurídica das relações de trabalho ao permitir que empregadores e sindicatos negociem regras específicas para cada categoria, respeitando a Constituição e a CLT. Dall'Acqua também destacou que o entendimento firmado não encerra o debate sobre o tema. "Hoje estamos celebrando um acordo muito bem discutido, mas a discussão não para por aqui. O nosso diálogo tem que ser permanente", afirmou.]

 

HISTÓRICO

A regulamentação é resultado das negociações iniciadas em 2023, após a publicação da Portaria nº 3.665, que voltou a exigir convenção coletiva para o trabalho em feriados no comércio e substituiu a regra editada em 2021, que autorizava de forma permanente o funcionamento de diversos setores sem necessidade de negociação.

A nova portaria também determina que futuras inclusões ou exclusões de atividades com autorização permanente para funcionamento em feriados deverão ser analisadas por uma comissão tripartite, formada por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que as coisas vão, não sei se o Soberano chega inteiro em outubro. Mas não foi o único que levou bola nas costas também. Tiveram que recorrer até ao passado pra lembrar da conexão entre o Pernambucano e o Capitão, por exemplo. Enquanto isso, o passado deixa outros tristes. Não é, Ferragamo? Mas o futuro também tira o sono de alguns. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, já tem seu plano B. Saiba mais!

Pérolas do Dia

ACM Neto

ACM Neto
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"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento". 

 

Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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