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Em decisão anunciada na noite desta quarta-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros em 0,25%. Com isso, a Selic passa de 14,5% para 14,25% ao ano.
Esta foi a terceira vez consecutiva que o comitê do BC reduziu os juros básicos do país. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o corte dos juros em março, num cenário de queda da inflação.
Na nota divulgada à imprensa, o Copom apontou que o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e as consequências dos efeitos já materializados da guerra até o momento, com reflexos nas condições financeiras globais.
“Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, diz o comunicado.
Na reunião anterior, em abril, o comitê também apontou como justificativa para um ritmo menor na queda dos juros as incertezas sobre os desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e as expectativas de inflação em alta por período mais prolongado. No entanto, a guerra, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, vem dificultando a redução da taxa em níveis mais acentuados.
Após a divulgação da decisão do Banco Central, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, criticou o corte de apenas 0,25% na Selic. Para Alban, a redução não contribui para a reversão da “asfixia financeira” das empresas e das famílias.
“Enquanto os juros reais continuarem tão elevados, beneficiando diretamente o capital especulativo, o custo do crédito seguirá inviabilizando os planos de produção e expansão da indústria. Da mesma forma, a medida se mostra ineficaz em aliviar o orçamento das famílias, das empresas e do próprio governo”, argumentou o presidente da CNI.
A partir desta quarta-feira (17), o cooperativismo é reconhecido como manifestação da cultura nacional e poderá acessar recursos de fundos regionais de desenvolvimento. As duas normas que fortalecem o setor estão publicadas no Diário Oficial da União.
A Lei nº 15.433, além de considerar o setor parte do conjunto cultural brasileiro, determina que o Estado garanta a livre atividade das cooperativas e apoie o modelo, conforme previsto na Constituição Federal.
A proposta reconhece o papel histórico do cooperativismo na formação social e econômica do país, presente em diversos setores e associado a valores como colaboração e gestão coletiva.
A Lei Complementar nº 231 inclui as cooporativas no grupo de beneficiários do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). A mudança foi feita por meio de alterações em normas anteriores e amplia o acesso dessas entidades a financiamentos voltados a projetos produtivos.
ACESSO A RECURSOS
Com a inclusão, os recursos desses fundos poderão ser destinados não apenas a empresas, mas também a sociedades cooperativas, desde que organizadas conforme a legislação do setor.
Na prática, a medida amplia as possibilidades de financiamento para iniciativas em áreas estratégicas, como infraestrutura, agroindústria e outros empreendimentos capazes de gerar desenvolvimento econômico regional.
Os fundos regionais têm como objetivo apoiar projetos com potencial de impulsionar novas atividades produtivas e reduzir desigualdades entre regiões do país, especialmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
A Bahia possui 157 cooperativas registradas, de acordo com Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sendo o 10º estado com o maior número de cooperativas, sendo o maior do Nordeste no setor.
FORTALECIMENTO DO SETOR
As duas normas integram um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento do cooperativismo brasileiro. Com maior acesso a financiamento e reconhecimento institucional, o setor ganha respaldo para ampliar investimentos, gerar renda e impulsionar o desenvolvimento regional.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está perdendo a capacidade de vencer a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem pouco em experiência administrativa a oferecer ao eleitor brasileiro e ainda não deu explicações convincentes sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
As afirmações foram feitas pelo pré-candidato a presidente, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO), em entrevista concedida nesta terça-feira (16) ao site Poder360. Na conversa com o site, Caiado disse que Flávio Bolsonaro teria no momento um teto eleitoral insuficiente para derrotar o presidente Lula em uma eventual disputa de segundo turno.
Segundo afirmou Caiado, as pesquisas mais recentes mostram que Flávio Bolsonaro perdeu capacidade de crescimento eleitoral depois da divulgação de áudios em que pede recursos ao dono do Banco Master para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, de acordo com o ex-governador, o senador se prejudicou com a proposta de tarifaço de 25% dos norte-americanos sobre produtos brasileiros.
“Com os últimos acontecimentos, Flávio está perdendo essa capacidade de vencer o Lula no 2º turno. Isso é uma análise das pesquisas. Mostram que ele pode até chegar ao 2º turno, mas terá condições de virar? O que as pesquisas mostram é que essa distância aumenta”, afirmou.
Ronaldo Caiado explicou na entrevista que a comparação da sua experiência como governador durante os últimos sete anos com a trajetória dos demais candidatos da direita pode levá-lo a ganhar espaço nas pesquisas ao longo da campanha.
“O Flávio tem um recall muito forte por levar o nome do pai, que foi a maior liderança da centro-direita em capacidade de mobilização. Mas o eleitor vai começar a assistir aos debates e comparar experiência, resultados e trajetória. É isso que vai definir a eleição”, coloca Caiado.
Perguntado sobre as explicações dadas por Flávio Bolsonaro sobre os contatos com Daniel Vorcaro, Caiado disse que as justificativas dadas por ele não convenceram o eleitor. “Se tivesse sido suficiente, ele teria mantido a posição que tinha. O resultado está aí. Ele teve queda nas pesquisas”, esclareceu o pré-candidato.
Questionado ainda pelo Poder360 sobre quais ações implementaria para melhorar a condição fiscal brasileira, Caiado afirmou que, se for eleito presidente, adotará uma redução imediata de 25% nos orçamentos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Esta, segundo ele, seria uma das suas primeiras medidas para enfrentar o desequilíbrio fiscal do país.
De acordo com Caiado, o ajuste fiscal deveria começar pela estrutura do próprio Estado para garantir credibilidade antes da adoção de outras medidas econômicas.
“O primeiro passo é dar exemplo. Como eu fiz em Goiás: cortar na carne. Cortar no Executivo, no Legislativo, no Judiciário, nos tribunais, em todos. Um corte imediato de 25% para poder ter credibilidade e avançar em outras correções”, declarou o ex-governador.
“Um governo não pode exigir sacrifícios da população sem antes reduzir seus próprios gastos”, completou Caiado.
Segundo ele, a atual carga tributária brasileira não comportaria novos aumentos de impostos. “O brasileiro já está com uma carga tributária de 34,2%. Não existe mais espaço para aumentar impostos”, disse o pré-candidato a presidente pelo PSD.
O orçamento das famílias brasileiras enfrenta um momento de forte pressão. De acordo com um levantamento recente da Serasa, sete em cada dez brasileiros notaram aumento nos custos cotidianos nos últimos 12 meses. O cenário de juros altos e inflação impacta diretamente a qualidade de vida, deixando menos de 20% da população com condições de pagar as contas sem dificuldades.
A pesquisa aponta que gastos inadiáveis, como supermercado, contas recorrentes (água, luz, telefone) e moradia, já representam 57% do orçamento médio mensal, que gira em torno de R$ 3.520. As regiões Sul e Sudeste lideram o ranking de maiores custos no país.
Segundo o IBGE, o rendimento médio do trabalhador brasileiro atingiu R$ 3.722 no primeiro trimestre. Diante do "aperto" nas contas, é comum que muitas famílias busquem crédito ou empréstimos para fechar o mês. O consultor financeiro Raphael Carneiro alerta, contudo, para os riscos dessa prática.
"É preciso ter muito cuidado. O crédito pode resolver o agora, mas é preciso lembrar que ele gera uma parcela que precisará ser paga. Se o mês já não fecha hoje, com o acréscimo de uma dívida, a situação pode virar uma bola de neve", explica o consultor.
Para o consultor, o equilíbrio financeiro depende da manutenção de uma margem de segurança entre receitas e despesas. "O ideal é que as despesas fiquem sempre abaixo das receitas, mantendo uma margem de folga entre 10% e 20%. A partir do momento que essa margem cai ou deixa de existir, é um indicativo claro de que a situação saiu do controle", orienta o profissional.
Ele ressalta que o ideal é realizar cortes preventivos assim que essa diferença diminui, antes que o endividamento se torne um problema instalado.
Carneiro pondera, entretanto, que a gestão financeira não é uma solução universal, dada a realidade socioeconômica do Brasil. "Vivemos em um país desigual. Não podemos esquecer que, para uma grande parcela da população, a renda é tão baixa que não basta apenas cortar gastos; o valor recebido mal cobre o básico para a sobrevivência", destaca.
Para quem possui um cenário mais flexível, o consultor reforça a importância da organização: "Para quem tem uma condição um pouco mais folgada, o foco deve ser a reorganização dos custos para criar essa margem. É isso que permitirá formar uma reserva financeira capaz de suportar altas de preços repentinas sem comprometer a saúde do orçamento a longo prazo", conclui.
O setor de serviços, formado por atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação (TI), cresceu 1,2% na passagem de março para abril. O resultado marca a primeira alta em um intervalo de seis meses.
Em março, o desempenho recuou 1,1%. No acumulado de 12 meses, o setor apresenta expansão de 2,9%. Já na comparação com abril de 2025, houve crescimento de 1,9%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo informações da Agência Brasil, na comparação entre meses imediatamente seguidos, a última alta foi em outubro de 2025, com expansão de 0,3%, quando alcançou o nível mais alto da série iniciada em janeiro de 2011.
Veja o comportamento do setor nos últimos seis meses:
- Abril: +1,2%
- Março: -1,1%
- Fevereiro: 0%
- Janeiro: 0%
- Dezembro: -0,3%
- Novembro: -0,1%
O resultado de abril é a maior variação positiva desde outubro de 2024, quando os serviços cresceram 1,3%. Para calcular o desempenho do setor, os pesquisadores do IBGE coletam informações de 166 tipos de serviços, classificados em cinco grandes grupos de atividades. Os cinco ficaram no campo positivo na passagem de março para abril, com a maior influência positiva vindo de transportes, armazenagem e correios.
- Serviços prestados às famílias: 1,4%
- Informação e comunicação: 0,5%
- Serviços profissionais e administrativos: 0,4%
- Transportes, armazenagem e correio: 0,9%
- Outros serviços: 2,2
Das atividades acima, a com maior peso é a de transportes, armazenagem e correio, que representa mais de um terço (36,4%) no setor de serviços brasileiro.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) vai buscar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para acelerar a votação do PL 5.122/2023, que permite aos produtores rurais o acesso a uma linha especial de refinanciamento de dívidas, com carência, juros mais baixos e prazo alongado. O projeto foi aprovado pelo Senado na sessão desta quarta-feira (10) e agora retorna à Câmara.
A proposta é criticada pelo governo Lula, que a coloca no rol das chamadas “pautas-bombas”, que causam forte impacto nas contas públicas nos próximos anos. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, caso o projeto seja validado pela Câmara dos Deputados, o impacto da proposta é de R$ 140 bilhões em dez anos, se houver renegociação integral das dívidas.
Segundo o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), a aprovação do representou uma vitória para o setor, pela possibilidade de renegociar dívidas por um prazo mais alongado. Em vídeo publicado nas suas redes sociais, Lupion citou as intensas negociações e discussões acerca da proposta, que foi aprovada em discordância com o governo.
“Tentamos fazer com que o governo entendesse a necessidade dessa renegociação”, afirmou. De acordo com o líder da frente, agora a bancada vai “correr” para fazer com que a Câmara dos Deputados vote a versão aprovada no Senado. “Para que o produtor tenha esse alento”, comentou.
A aceleração da apreciação desse projeto na Câmara, entretanto, depende da desobstrução da pauta da Casa, que está travada por conta do projeto de autoria do Poder Executivo que modifica a jornada de trabalho. O projeto foi apresentado com urgência constitucional, e até ser apreciado em plenário, nenhuma outra matéria pode ir a voto.
A vice-presidente da FPA, senadora Tereza Cristina (PP-MS), comemorou a aprovação do projeto nesta quarta e disse que houve tentativa de diálogo com a equipe econômica. A senadora afirmou que o governo não se sensibilizou com a situação dos produtores rurais, mas ressaltou, porém, que ainda será possível fazer ajustes, já que o texto será votado pela Câmara.
"Nós tentamos esgotar todos os pontos que eram preocupantes e hoje nós não estamos falando de um problema de eleição. Estamos falando de um segmento que carrega o Brasil que é a agricultura brasileira. E ela passa por um momento terrível: temos as commodities em baixa, juros em alta, plantamos uma safra com dólar a R$ 6 e estamos colhendo com dólar a R$ 5. Isso é mortal para os preços dos agricultores, fora o problema climático que o Rio Grande do Sul teve", declarou Tereza Cristina.
O projeto aprovado no Senado cria uma linha especial para produtores rurais, associações, cooperativas de produção e condomínios rurais. Os recursos poderão ser usados para renegociar dívidas de crédito rural, empréstimos e Cédulas de Produto Rural.
No texto final aprovado em Plenário, o relator acolheu emendas e ampliou o alcance da proposta para incluir operações renegociadas ou prorrogadas até 30 de abril de 2026, desde que estejam em situação de adimplência na data da contratação.
As principais condições da linha especial são:
- juros de 3,5% a 7,5% ao ano, conforme o porte do produtor;
- limite de até R$ 10 milhões por beneficiário;
- limite de até R$ 50 milhões para cooperativas, associações e condomínios rurais;
- prazo de pagamento de até dez anos;
- carência de três anos;
- prazo final de até 15 anos em casos especiais.
A proposta também manteve a possibilidade de uso do Fundo Social do Pré-Sal e de fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda, sem fixar um limite de valor. A utilização dos recursos é autorizativa, ou seja, dependerá de decisão do Executivo.
Problema que é considerado pelo governo como um dos principais entraves para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o endividamento da população brasileira teve o seu quinto crescimento consecutivo no mês de maio, atingindo um novo recorde: 81,6%.
No mês passado, o nível de endividamento da população estava em 80,9%. A avaliação foi divulgada nesta quarta-feira (10) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por meio da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).
O levantamento da CNC considera como dívidas as contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa. A pesquisa mostrou que a fatia de famílias inadimplentes avançou ligeiramente de 29,7% em abril para 29,9% em maio.
Além disso, de acordo com a pesquisa, a fatia de famílias brasileiras afirmando que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso, ou seja, que permanecerão inadimplentes, ficou estável em 12,3% em maio, mesma proporção vista em abril. Segundo a CNC, o cartão de crédito permanece como a modalidade de dívida mais utilizada, mencionada por 84,6% das famílias endividadas.
Para tentar conter a sangria do endividamento crescente da população, o governo Lula lançou, no mês de maio, o programa Novo Desenrola Brasil, que possibilita a renegociação de dívidas para pessoas e pequenas empresas. A iniciativa está sendo destinada aos brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).
Segundo o governo federal, estão sendo renegociados débitos adquiridos até 31 de janeiro de 2026 no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC), com atraso de 90 dias a 2 anos. O programa oferece descontos que variam entre 30% e 90%, com taxa de juros que vão até 1,99% ao mês.
Em entrevista ao portal Uol nesta terça (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o Novo Desenrola Brasil já renegociou seis milhões de dívidas e que deve chegar a dez milhões até o fim deste mês. Segundo disse o ministro, quatro milhões de brasileiros saíram do cadastro negativo.
Na entrevista, o ministro da Fazenda afirmou também que essas pessoas conseguiram quitar suas principais pendências. Assim, deixaram de ter restrições a novas operações de crédito.
As exportações baianas atingiram US$ 815,7 milhões no mês de maio, registrando o menor valor para as vendas externas no ano e uma queda de 6,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado negativo foi reflexo de embarques menores (-5,8%) e de preços médios ligeiramente mais fracos (-0,29%).
Segundo os dados analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), a redução acumulada do volume embarcado no ano chega a 5,7%, puxada principalmente pelo setor de refino.
Apenas em maio, a quantidade de derivados de petróleo embarcada despencou 83,1%. Esse recuo é reflexo de paradas programadas para manutenção e da taxação sobre exportações de petróleo e derivados implementada pelo governo federal em março, visando proteger o mercado interno diante da crise global de combustíveis fósseis provocada pela guerra no Irã.
Além do petróleo, outros produtos de peso na pauta exportadora baiana registraram queda nos embarques em maio:
-
Derivados de cacau: -14,9%
-
Produtos químicos: -8,4%
-
Celulose: -6,5%
Como consequência, a indústria de transformação baiana registrou recuo de 14,6% nas vendas externas. A indústria extrativa também recuou devido à queda nas exportações de minério de cobre e níquel, embora a alta internacional dos preços do ouro tenha ajudado a mitigar as perdas do setor.
Um tribunal de apelações dos Estados Unidos decidiu nesta terça-feira (12) manter temporariamente em vigor a tarifa global de 10% aplicada pelo governo do presidente Donald Trump sobre produtos importados. A medida suspende uma decisão anterior da Corte de Comércio Internacional dos EUA, que havia considerado ilegal o aumento das tarifas imposto pela administração Trump com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.
Com isso, as taxas seguem valendo, inclusive para três importadores que tinham conseguido na Justiça a suspensão da cobrança. Na semana passada, a corte comercial entendeu, por dois votos a um, que o presidente não possuía autoridade legal para aplicar tarifas amplas utilizando esse mecanismo da legislação americana. Apesar da decisão, os efeitos beneficiavam apenas os autores da ação, entre eles duas pequenas empresas e o estado de Washington.
Após a derrota judicial, o governo recorreu. O tribunal de apelações, então, decidiu congelar temporariamente a decisão da instância inferior até que o caso seja analisado definitivamente. A tarifa de 10% foi criada em fevereiro, depois que a Suprema Corte dos EUA limitou o uso de uma lei de emergência nacional de 1977 para justificar aumentos tarifários amplos. Na ocasião, os ministros entenderam que apenas o Congresso pode autorizar tarifas globais dessa natureza.
Desde então, o governo Trump passou a usar a Seção 122 da Lei de Comércio como base legal para manter o chamado “tarifaço”, argumentando que a medida é necessária para enfrentar desequilíbrios comerciais do país. As tarifas têm prazo temporário e devem expirar em 24 de julho, caso não sejam prorrogadas pelo Congresso americano.
Apesar de ter saído menor do que o resultado verificado em março (0,88%), a inflação oficial do país no mês de abril ficou em 0,67%, influenciada principalmente pelo aumento no preço dos alimentos. Com o resultado de abril, a inflação brasileira acumula alta de 2,60% em 2026, chegando a 4,39% nos últimos 12 meses.
Os números foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE, por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com taxa de 1,34%, o grupo alimentos e bebidas respondeu por 0,29% do indicador final de abril, enquanto no grupo saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 1,16% e o impacto 0,16% no índice do mês.
“Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos”, explicou o gerente da pesquisa do IPCA no IBGE, José Fernando Gonçalves.
O gerente da pesquisa lembra que apesar de ajudar a manter a inflação oficial em um patamar elevado, o ritmo de aumento do preço dos alimentos desacelerou em relação a março, quando o grupo havia registrado alta de 1,56%.
A alta de 1,34% no grupo alimentação foi impulsionada pelos aumentos da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). Por outro lado, o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%) registraram algumas das principais quedas do mês.
Já a alimentação fora de casa subiu menos, com alta de 0,59%. O preço do lanche desacelerou, passando de 0,89% em março para 0,71% em abril. A refeição, por sua vez, teve leve aceleração, de 0,49% para 0,54% no mesmo período.
Em relação ao aumento de preços das carnes, houve alta impulsionada pelo aumento do preço da carne bovina, que deve continuar subindo durante o ano. Isso porque a quantidade de bovinos disponíveis para abate vem diminuindo, após um ano de produção recorde.
No 1º quadrimestre de 2025, o acumulado no grupo Alimentação e bebidas foi de 3,70%, 0,26% acima do resultado de 2026 (3,44%) no mesmo período. O gerente do IPCA destaca que “em 2025 ainda havia o efeito das altas do café e do tomate. Já desde julho de 2025 o café vem registrando queda nos resultados mensais”.
Em Saúde e cuidados pessoais (1,16%), tiveram destaque os produtos farmacêuticos (1,77%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e os artigos de higiene pessoal (1,57%), com destaque para o perfume (1,94%).
Já no grupo Habitação, a variação de 0,63% em abril teve influência do gás de botijão, com alta de 3,74%, e da energia elétrica residencial (0,72%), que incorpora os seguintes reajustes: 6,92% e 14,66% nas concessionárias no Rio de Janeiro (4,83%), ambos com vigência a partir de 15 de março; 12,36%, em Campo Grande (2,27%), a partir de 24 de abril; 4,78%, em Salvador (2,23%), desde de 22 de abril; 3,86% em Recife (1,05%), vigente desde de 29 de abril; 5,91% em Aracaju (0,89%), e 5,59% em Fortaleza (0,44%).
No grupo Transportes, houve elevação no preço dos combustíveis, o que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete. O setor verificou aumento de 1,80% nos combustíveis.
A gasolina desacelerou de março (4,59%) para abril (1,86%), ainda se posicionando como o principal impacto individual no índice do mês (0,10 p.p.). Também se destacam as altas no óleo diesel, 4,46%, e no etanol (0,62%). O gás veicular recuou 1,24%.
Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Goiânia (1,12%), influenciada pela alta da gasolina (5,77%) e da taxa de água e esgoto (4,80%). A menor variação ocorreu em Brasília (0,16%), por conta do recuo da passagem aérea (-10,88%) e da gasolina (-1,03%).
No mês de abril, a cidade de Salvador teve um índice de inflação de 0,64%, abaixo, portanto, da média nacional de 0,67%. Entretanto, neste ano de 2026, o total auferido para a capital baiana foi de 3,04%, acima do resultado do país, que ficou em 2,60%.
Outro resultado em que a cidade de Salvador ficou acima da média nacional foi na avaliação da inflação dos últimos 12 meses. Enquanto o indicador do IPCA mede um índice de 4,39% para todo o país, a capital baiana teve um resultado de 4,51% no mesmo período.
A renda média mensal dos brasileiros alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (8). O resultado representa um crescimento real de 5,4% em comparação com 2024, quando o rendimento médio era de R$ 3.195. O levantamento considera valores corrigidos pela inflação.
Segundo a pesquisa, cerca de 143 milhões de brasileiros tiveram algum tipo de renda no ano, o equivalente a 67,2% da população. O trabalho segue como a principal fonte de ganhos da população. A massa de rendimento do trabalho também atingiu recorde, chegando a R$ 361,7 bilhões por mês. Já o rendimento médio do trabalho ficou em R$ 3.560, alta de 5,7% na comparação anual.
O IBGE destacou que o crescimento da renda vem sendo sustentado pela recuperação do mercado de trabalho nos últimos anos, após os impactos provocados pela pandemia da Covid-19. Apesar da melhora nos indicadores, a pesquisa aponta que desigualdades continuam presentes no país. Pessoas brancas tiveram rendimento médio de R$ 4.577, enquanto pretos receberam R$ 2.657 e pardos, R$ 2.755.
A diferença também aparece entre homens e mulheres. Em 2025, os homens tiveram rendimento médio de R$ 3.921, enquanto as mulheres receberam, em média, R$ 3.085. O levantamento ainda mostra que a escolaridade segue influenciando diretamente na renda. Trabalhadores com ensino superior completo tiveram rendimento médio de R$ 6.947, mais de quatro vezes acima do registrado entre pessoas sem instrução.
Considerado um dos principais entraves para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o endividamento da população brasileira aumentou ainda mais na passagem do mês de março para abril. É o que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Divulgada nesta quinta-feira (7), a pesquisa da CNC revelou que a proporção de famílias com dívidas subiu de 80,4% em março para um novo recorde de 80,9% em abril. A Confederação avalia como dívidas as contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.
Pela pesquisa, a fatia de famílias inadimplentes subiu ligeiramente de 29,6% em março para 29,7% em abril. Essa proporção era de 29,1% em abril de 2025.
Além disso, a fatia de famílias brasileiras afirmando que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso, ou seja, que permanecerão inadimplentes, ficou estável em 12,3% em abril, mesma proporção vista em março. Entre os inadimplentes, 49,5% relataram terem débitos vencidos há mais de 90 dias.
Na análise da Confederação Nacional do Comércio, os resultados sobre o endividamento das famílias brasileiras indicam relativa acomodação das condições financeiras da população.
“Embora o endividamento mantenha trajetória de avanço, esse movimento não tem sido acompanhado por deterioração expressiva da inadimplência, que segue relativamente estável, assim como a parcela de famílias sem condições de quitar dívidas em atraso”, apontou o relatório da CNC.
O aumento no endividamento em abril foi disseminado entre todas as faixas de renda. No grupo com renda familiar mensal de até três salários mínimos, a proporção de endividados subiu de 82,9% em março para 83,6% em abril.
Na classe média baixa, com renda de três a cinco salários mínimos, a proporção de endividados avançou de 82,6% em março para 82,8% em abril. Já no grupo de cinco a dez salários mínimos, houve elevação de 79,2% para 80,1%. No grupo com renda acima de 10 salários mínimos mensais, essa fatia subiu de 69,9% para 70,8%.
A plataforma CNH do Brasil, iniciativa do Ministério dos Transportes, gerou uma economia de R$ 1,8 bilhão aos brasileiros desde dezembro de 2025, segundo o governo federal. A medida permite que o curso teórico, etapa obrigatória para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), seja realizado gratuitamente.
Na Bahia, a economia estimada ultrapassa R$ 150 milhões, chegando a cerca de R$ 171,5 milhões, de acordo com os dados oficiais.
Entre os estados, Minas Gerais lidera a redução de custos, com R$ 269,6 milhões economizados, seguido por São Paulo (R$ 225,3 milhões) e Rio Grande do Sul (R$ 217,9 milhões).
Outros estados também registraram impacto relevante, como Pernambuco, com economia de R$ 113,6 milhões, e Rio de Janeiro, com R$ 108,8 milhões.
Antes da iniciativa, o custo total para obtenção da CNH podia chegar a R$ 4,9 mil em alguns estados. Com a oferta gratuita do curso teórico, o Ministério dos Transportes estima que o valor atual varie entre R$ 810 e R$ 1,6 mil.
Foi instalada nesta terça-feira (5), na Câmara dos Deputados, a comissão especial que vai avaliar o projeto que amplia o limite de faturamento dos microempreendedores individuais (MEI). A deputada Any Ortiz (PP-RS) foi eleita presidente da comissão, e o deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) atuará como relator.
Os deputados e deputadas da comissão vão debater o projeto de lei complementar 108/2021 de autoria do senador Jayme Campos (União-MT). O projeto já foi aprovado no Senado e desde 2021 aguarda ser votado na Câmara.
A proposta que será analisada e debatida na comissão eleva o teto anual de receita bruta dos microempreendedores de R$ 81 mil para R$ 130 mil. O texto do projeto também permite que o MEI contrate até dois funcionários (atualmente a legislação permite apenas um).
Ao assumir a presidência da comissão, Any Ortiz afirmou que o limite vigente está defasado há cerca de uma década. Para a deputada, a atualização é necessária para manter os microempreendedores dentro da formalidade.
“Estamos tratando de um tema urgente para quem movimenta a economia no país”, disse a presidente da comissão, que defendeu ainda que o projeto seja entendido como um ajuste na política pública voltada aos pequenos negócios, e não como um benefício adicional.
Após ser nomeado relator, o deputado Jorge Goetten afirmou que pretende dialogar com a equipe econômica do governo Lula e com representantes do setor produtivo antes de elaborar o seu parecer. Para Goetten, a atualização do teto do MEI exige convergência entre governo e Congresso para viabilizar a aprovação da proposta.
“O setor precisa dessa correção com urgência”, afirmou o relator, que destacou também que a aprovação do projeto pode facilitar o crescimento gradual dos empreendedores, criando condições de transição do MEI para categorias empresariais maiores.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse se tratar de “fake news” a notícia divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, nesta quarta-feira (22), sobre supostas discussões de sua equipe de campanha a respeito de medidas econômicas que podem envolver cortes em gastos sociais e mudanças estruturais que afetariam diretamente aposentados, trabalhadores e serviços públicos.
Em postagem nas suas redes sociais, Flávio mostra a reportagem da Folha com um carimbo de “fake news”. O pré-candidato afirma ainda, no post, que a notícia seria “furada”, e que ele nunca teria tratado desse tema internamente com sua equipe.
A matéria da Folha de S.Paulo, que se baseia em relatos de aliados e integrantes da equipe do pré-candidato, afirma que a campanha de Flávio Bolsonaro trabalharia com a perspectiva de promover ajustes de natureza fiscal com impacto de cerca de 2% do PIB. Entre as propostas em discussão pela equipe do senador do PL estariam, segundo a Folha:
- Desvinculação de gastos com saúde e educação dos pisos constitucionais, o que, na prática, pode limitar o crescimento real de investimentos nessas áreas essenciais;
- Mudanças na política do salário mínimo, separando os reajustes reais dos benefícios previdenciários e assistenciais;
- Revisão das regras da Previdência, incluindo possíveis alterações na forma como os benefícios são corrigidos.
As supostas medidas econômicas de um eventual governo Flávio Bolsonaro já vêm sendo criticadas por seus adversários em postagens nas redes sociais. A conta oficial do PT no Instagram, por exemplo, postou uma imagem da matéria da Folha em meio a uma foto do senador, com a seguinte mensagem: “URGENTE! Vaza plano de Flávio Bolsonaro para congelar gastos com saúde, educação e aposentadorias”.
A postagem vem sendo replicada por diversos parlamentares e ativistas de partidos de esquerda. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), por exemplo, não apenas replicou o post do partido como gravou vídeo denunciando o que seria uma iniciativa do candidato a presidente de congelar o salário mínimo e prejudicar aposentados e trabalhadores.
“A Folha revelou hoje o que o Flávio Bolsonaro e a equipe econômica dele tanto querem esconder: o brutal ataque aos trabalhadores que eles querem fazer acabando com a política de valorização do salário mínimo do Lula. E não é só isso. Eles querem destruir os pisos constitucionais da saúde e da educação. Eles querem repetir o governo do pai dele que congelou o salário mínimo por anos sem nenhum centavo de ganho real”, disse Lindbergh no vídeo.
Quem também repercutiu o suposto plano econômico de Flávio Bolsonaro foi o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. À coluna “Painel”, da Folha, Guimarães afirmou que o presidenciável do PL vai promover um “desmonte” na saúde e na educação do país.
“Este é o verdadeiro Flávio, a fiel cópia do pai. É o inimigo da saúde e da educação”, disse o ministro ao “Painel”.
Uma campanha barata, pacífica e inteligente, que promova uma “repaginação” educacional no país voltada a criar profissionais para a nova economia, e com forte estímulo ao empreendedorismo. Esta é, em resumo, a plataforma Make Humanity Great Again (fazer a humanidade grande outra vez), um projeto de nação que será apresentada pelo psiquiatra Augusto Cury na campanha presidencial deste ano, para unir desenvolvimento econômico com saúde emocional, tecnologia com humanismo, crescimento com justiça social.
Essas e outras propostas foram detalhadas por Augusto Cury em entrevista ao jornal Diário de Notícias, de Portugal, publicada nesta segunda-feira (20). Cury, um dos autores brasileiros mais lidos no exterior, com mais de 40 milhões de livros vendidos, é pré-candidato à presidência da República pelo Avante, e na última pesquisa Genial/Quaest, apareceu com 2% de intenções de votos, na primeira vez que teve seu nome inserido entre os candidatos.
O slogan bolado para a sua campanha - Make Humanity Great Again - é propositalmente adaptado do “Make America Great Again” da campanha do norte-americano Donald Trump. Se dizendo de centro, Augusto Cury ambiciona preparar o Brasil para o que chama de ‘grande tsunami da robótica e da inteligência artificial”, propondo a criação de clubes de empreendedorismo pelo país.
“Não faço este caminho por poder. Não amo o poder, não preciso dele e sempre fui um crítico do culto ao ego e da busca ansiosa pelo centro das atenções. A minha pré-candidatura é um gesto de contribuição. O meu projeto é Make Humanity Great Again. Faço-a com um compromisso inegociável: não perder a minha alma, não negociar a minha essência, não abrir mão dos valores que construíram a minha história como psiquiatra mais lido do mundo. O que me move é algo raro: o romantismo de contribuir para mudar o país e influenciar o teatro radicalizado das nações, onde projetos pessoais transcendem projetos para a sociedade”, explica o psiquiatra sobre suas ideias para o país.
O jornal Diário de Notícias, ao traçar um perfil do pré-candidato a presidente pelo Avante, afirma que Cury é o “psiquiatra mais lido do mundo” e “mentor de projetos internacionais gratuitos, incluindo em Portugal, para prevenção de suicídios”. O autor possui um best-seller internacional, o livro “O Vendedor de Sonhos: O Chamado”, publicado em 70 países.
“Candidato-me porque me tiram o sono as dores que muitos brasileiros vivem: oito milhões de jovens que não trabalham nem estudam, vivendo à margem das oportunidades, 1560 mulheres assassinadas por ano, sete milhões de jovens no ensino médio no Brasil que precisam de uma repaginação educacional sem formação técnica para a nova economia, muitos não terão lugar ao sol na sociedade digital e serão silenciosamente excluídos, o aumento do índice de suicídios desde a pandemia em 148%. Essas dores não são números. São vidas, histórias interrompidas, sonhos sufocados. E são elas que me impulsionam a dar este passo”, disse Augusto Cury em resposta ao questionamento do jornal português a respeito dos motivos que o fizeram se candidatar.
Em relação a seus projetos educacionais, Augusto Cury disse ao Diário de Notícias que pretende “repaginar” o ensino médio no país, integrando formação técnica e profissional voltada para o que ele chama de nova economia.
“Quero ver o Brasil como centro global de inovação e tecnologia: criar diversos polos de inovação – micro Silicon Valleys – espalhados pelo país. Como costumo dizer, os professores de hoje são cozinheiros do conhecimento que preparam alimento para uma plateia sem apetite”, disse.
Já nas respostas a respeito de suas propostas para a economia brasileira, o psiquiatra e pré-candidato afirmou que entre suas ideias está a de criar zonas francas de exportação para ampliar a competitividade internacional do país. Augusto Cury falou também em ampliar o papel exercido pelas embaixadas brasileiras no exterior, para transformá-las em plataformas de negócios com o objetivo de “vender” o Brasil.
“Precisamos vender o Brasil não como celeiro do mundo ou produtor de commodities mas como o supermercado do mundo; dobrar a produção de alimentos em dez anos, pois o mundo precisará de aumentar em 70% a sua produção de grãos até 2050; regularizar mais de 30 milhões de residências; Bolsa Família Turbo, proteger os vulneráveis sim mas premiar quem empreende, sem punições da perda do próprio Bolsa Família, gerando incentivos, como embrião da renda universal, que pode ser necessária se ocorrer o desemprego em massa devido às novas tecnologias; transformar a nação numa das mais empreendedoras do mundo ao estimular milhões de microempresas; preparar o país para o tsunami da IA e robótica, criar políticas de requalificação para evitar o caos social; criar a Black Week do Turismo Brasileiro, semanas anuais para atrair turistas do mundo com condições especiais”, descreveu o pré-candidato.
Perguntado se, dentro do atual cenário de polarização política no país, e se tem mais proximidade com Lula ou Flávio Bolsonaro, Augusto Cury disse que possui uma mente capitalista, mas com um coração social, não socialista.
“Desejo realizar uma pré-campanha e uma campanha que elevem o nível do debate, substituindo ataques por ideias, rótulos por propostas e radicalização por consciência crítica. Precisamos encerrar um ciclo perigoso de radicalização. Não é aceitável que extremos ideológicos se alimentem de acusações superficiais, sem compreensão profunda da psicologia humana e dos processos históricos e sociais que moldam comportamentos coletivos. O Brasil e o mundo precisam amadurecer emocional e intelectualmente”, afirmou o pré-candidato do Avante.
“Tenho recebido o apoio de líderes e pensadores que têm valorizado a transparência, a coerência e a inteligência deste projeto. Quero, por fim, reafirmar com convicção: desejo realizar a campanha mais barata, mais pacífica, mais inteligente e mais propositiva da história do Brasil – uma campanha com 0% de ataques pessoais e 100% de projetos”, completou Augusto Cury na entrevista ao Diário de Notícias.
A procura por hospedagem para a próxima Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos está abaixo do esperado, o que levou hotéis a reduzirem significativamente os preços das diárias. Segundo a informação do jornal Financial Times, divulgada nesta semana, as tarifas caíram cerca de um terço em cidades-sede como Atlanta, Dallas, Miami, Filadélfia e São Francisco, em comparação ao pico registrado no início do ano.
De acordo com dados da Lighthouse Intelligence, a retração ocorre em meio a uma demanda internacional mais fraca do que a projetada. Entre os fatores apontados estão os altos preços dos ingressos, o receio de inflação global e questões geopolíticas que impactam o interesse de torcedores estrangeiros.
Outro indicativo do cenário foi a decisão da Fifa de cancelar milhares de reservas previamente bloqueadas para equipes técnicas. Embora ajustes sejam comuns nesse tipo de evento, o volume de cancelamentos chamou atenção do setor hoteleiro.
Para Lior Sekler, diretor comercial da operadora HRI Hospitality, havia expectativa de grande fluxo de turistas tanto nas cidades-sede quanto em regiões próximas. No entanto, o movimento atual não acompanha essa projeção inicial.
Além disso, o contexto internacional também pesa. O custo elevado das passagens aéreas — impulsionado pelo aumento do preço dos combustíveis — e políticas migratórias mais rígidas são citados como possíveis entraves. O ambiente econômico global e tensões no Oriente Médio também contribuem para a cautela de viajantes.
Os preços dos ingressos são outro fator relevante. Mesmo com disponibilidade limitada, bilhetes mais acessíveis ainda giram em torno de US$ 530 (cerca de R$ 2,6 mil), enquanto entradas para a final podem chegar a US$ 10.990 (aproximadamente R$ 54,8 mil).
Levantamento do grupo Football Supporters Europe aponta que um torcedor que deseje acompanhar sua seleção desde a estreia até a final pode gastar pelo menos US$ 6.900 (cerca de R$ 34 mil), valor significativamente superior ao registrado na Copa do Mundo de 2022, no Catar.
Apesar da expectativa da Fifa de atrair “centenas de milhares” de visitantes, representantes do setor hoteleiro demonstram cautela quanto à concretização desse cenário.
O crescimento da inflação oficial nos últimos dois meses, saindo dos 0,33% medidos em janeiro para 0,88% no mês de março, puxado principalmente pela alta dos combustíveis e dos alimentos, já causa impactos na visão da população brasileira a respeito dos rumos da economia brasileira. Foi o que revelou a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15).
O levantamento mostrou que a maioria da população possui uma visão negativa em relação ao momento atual da economia do país. Para 50% dos entrevistados, a economia brasileira piorou nos últimos 12 meses, e somente 21% acham que melhorou no mesmo período. Para 27%, a economia ficou do mesmo jeito durante este último ano.
A pesquisa também questionou especificamente os entrevistados sobre a percepção a respeito do aumento de preços dos alimentos nos mercados. Nesse recorte, houve um salto expressivo na quantidade de pessoas que afirmam ter observado aumento de preços de alimentos.
Na pesquisa anterior da Genial/Quaest, era de 59% o percentual de brasileiros que afirmava ter visto o aumento de preços dos alimentos. Essa número aumentou para 72% agora na pesquisa de abril, uma elevação de 13 pontos percentuais. Já a quantidade de pessoas que acha que os preços estão menores caiu de 16% em março para 8% em abril, e 18% entendem que os alimentos continuam no mesmo valor.
Esse salto no percentual de brasileiros que enxergam aumento de preços nos mercado está em linha com a alta do índice de inflação relacionado aos alimentos. Segundo o IPCA de março, divulgado na semana passada, os preços do grupo alimentação aceleraram 1,94% em março na comparação com fevereiro.
Também houve crescimento expressivo no percentual de pessoas que acreditam que houve perda do poder de compra do seu salário no período dos últimos 12 meses. A pesquisa Genial/Quaest revela que aumentou de 61% em fevereiro para 71% agora em abril o percentual dos que afirmam que o seu poder de compra diminuiu no último ano.
Na outra ponta, caiu de 14% para 11% o percentual de pessoas que dizem que o seu poder de compra subiu nos últimos 12 meses. Já os que afirmam que o seu poder de compra ficou igual caiu de 21% em março para 17% nesta pesquisa mais recente.
No recorte sobre a condição de conseguir um emprego atualmente na comparação com o período de um ano atrás, 53% afirmam que no momento está mais difícil ser empregado. Para 37%, está mais fácil arrumar um emprego agora do que há um ano, e outros 5% dizem estar igual a dificuldade.
A Genial/Quaest questionou ainda os entrevistados sobre a questão do endividamento da sociedade, tema que vem preocupando bastante o governo Lula. A pesquisa mostra que aumentou de 34% em março para 43% agora em abril o percentual de pessoas que afirmam ter poucas dívidas.
Outros 29% dos entrevistados dizem ter muitas dívidas, e 28% afirmam que não possuem qualquer endividamento. Na soma de quem tem muitas com quem tem poucas dívidas, haveria um percentual de 72% de brasileiros endividados.
Esse total se aproxima da informação divulgada recentemente pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), de que o endividamento das famílias brasileiras encerrou 2025 em patamares recordes. Pelo estudo da CNC, cerca de 78,9% das famílias relataram ter dívidas em dezembro, um aumento de 2,3 pontos percentuais em relação a 2024.
Por fim, o levantamento questionou os entrevistados se apoiariam um novo programa do governo federal para ajudar as famílias endividadas. Um total de 70% disse ser a favor de um programa nos moldes do Desenrola, que ajudou as pessoas a pagarem suas dívidas com desconto maior sobre os juros. Apenas 24% disseram ser contra um programa para redução das dívidas.
A Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores por meio de entrevistas pessoais, entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09285/2026.
O deputado estadual Radiovaldo Costa (PT) avaliou os impactos da privatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), hoje Refinaria de Mataripe, no aumento dos preços de combustíveis na Bahia. A exemplo, a capital baiana entrou no ranking das gasolinas mais caras do país na 9ª posição, com preço médio de R$ 6,99, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em março deste ano.
Ao Bahia Notícias, o deputado, que esteve presente no evento oficial do presidente Lula em Salvador, nesta quinta-feira (2), destacou que o cenário é comum em cenários de privatização de refinarias. “A privatização que ocorreu em 2021, e naquele momento nós já anunciávamos que, se privatizasse, os preços de combustível iam aumentar. Hoje, a Bahia e o Amazonas são os dois estados que têm os combustíveis mais caros do Brasil. Preço refinaria. Em função do processo de privatização.”
Ele explica que a situação se complexifica com a instabilidade no mercado internacional. “O Mubadala [fundo árabe, dono da RLAM] não produz um barril de petróleo. Ela compra todo o petróleo no mercado internacional ao preço do Brent. E é isso que tem provocado esses aumentos elevados. Só para você ter ideia, eu estive no Rio de Janeiro recentemente, abastecido pela Petrobras, a diferença do preço da gasolina para a Bahia é de R$ 1,00 por litro”, detalha.
O parlamentar petista destaca que a negociação para uma possível recompra segue no radar, especialmente após a demonstração do interesse do fundo árabe em repassar a refinaria para a Petrobrás. “O Mubadala, com quem a gente tem contato, conversa com a direção da empresa, eles não têm nada contrário a fazer a venda. Ou seja, há o interesse também do Mubadala de vender. Eu acho que eles avaliaram que é um negócio complexo, não é da expertise deles, e devolver para a Petrobras seria de fato uma solução. Mas é claro que é preciso, é uma negociação comercial”, ressalta.
O deputado conclui dizendo que espera, inclusive, um aceno do presidente Lula sobre o tema durante sua passagem pela Bahia. “Espero que, inclusive hoje na Bahia, ele [Lula] possa sinalizar algo, possa ser concretizada como o anúncio efetivo da recompra pela Petrobras da refinaria e, com isso, a Bahia possa ter mais empregos, mais arrecadação, porque vai aumentar o processamento e principalmente preços adequados com a realidade”, finaliza.
Apesar de altas consideráveis de preços de alimentos e de despesas pessoais, a prévia da inflação no país teve uma forte queda em março na comparação com o mês de fevereiro. Foi o que revelou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) divulgado nesta quinta-feira (26) pelo IBGE.
De acordo com o resultado, o IPCA-15 de março ficou em 0,44%, uma queda de 0,4% em relação aos 0,84% de fevereiro. No ano de 2026, a prévia da inflação chegou a 1,49%, e nos últimos 12 meses registrou um índice de 3,90%.
O IPCA-15 de março foi influenciado, principalmente, pelos grupos de Alimentação e bebidas, com alta de 0,88%, e de Despesas pessoais, que subiu 0,82%. Em março de 2025, o IPCA-15 havia registrado alta de 0,64%.
Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram variação positiva em março. No grupo Alimentação e bebidas (0,88%), a alimentação no domicílio acelerou de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março.
Contribuíram para esse resultado as altas do açaí (29,95%), do feijão-carioca (19,69%), do ovo de galinha (7,54%), do leite longa vida (4,46%) e das carnes (1,45%). No lado das quedas destacam-se o café moído (-1,76%) e as frutas (-1,31%).
A alimentação fora do domicílio saiu de 0,46% em fevereiro para 0,35% em março. A refeição (0,31%) registrou variação inferior à verificada no mês anterior (0,62%), enquanto o lanche aumentou de 0,28% para 0,50%, no mesmo período.
Além de Alimentação e bebidas, o grupo Despesas pessoais (0,82%) também exerceu forte influência no índice geral, com destaque para os subitens serviço bancário (2,12%) e empregado doméstico (0,59%). No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,36%), os destaques foram o plano de saúde e os artigos de higiene pessoal, que subiram 0,49% e 0,38%, respectivamente.
No grupo Transportes (0,21%), o destaque foram as passagens aéreas (5,94%). No resultado para ônibus intermunicipal (1,29%), estão contemplados o reajuste de 11,69% a 12,61% no Rio de Janeiro (12,59%) e de 7,27% em Curitiba (1,70%).
Os combustíveis apresentaram redução de 0,03%, com decréscimos nos preços do gás veicular (-2,27%), do etanol (-0,61%) e da gasolina (-0,08%), enquanto o óleo diesel teve variação positiva de 3,77%.
Regionalmente, dez das onze áreas tiveram alta em março. A maior variação foi registrada em Recife (0,82%), por conta das altas do tomate (46,27%) e da gasolina (1,37%). Já o menor resultado ocorreu em Curitiba (-0,06%), que apresentou queda nos preços do emplacamento e licença (-4,83%), das frutas (-3,78%) e da gasolina (-0,84%).
Em Salvador, o IPCA-15 de março ficou em 0,45%, acima dos 0,44% da média nacional. Já a variação acumulada nos últimos 12 meses foi de 3,18%, bem abaixo da média nacional de 3,90%.
Foi aprovado na noite desta terça-feira (17), na Câmara dos Deputados, de forma simbólica, um requerimento para votação com urgência do projeto de lei complementar 108/2021, que aumenta dos atuais R$ 81 mil para R$ 130 mil a receita bruta anual permitida para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI). O projeto pode vir a ser votado nas próximas semanas.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), atendeu a pedidos de diversos parlamentares para colocar o projeto em votação. A proposta é de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), e foi aprovada no Senado em agosto de 2021.
Na Câmara, o projeto já foi aprovado anteriormente pela Comissão de Finanças e Tributação e pela Comissão de Constituição e Justiça. O projeto havia chegado no plenário no início de setembro de 2022, e desde então aguardava na fila para ser votado.
Depois da aprovação da urgência, Hugo Motta disse que a aprovação do requerimento por unanimidade deixava clara a intenção da Câmara em avançar no aumento do limite de valor para os microempreendedores.
“Trataremos com os líderes, daremos a oportunidade de todos os envolvidos se manifestarem e, no momento oportuno, com o amadurecimento que a matéria requer, traremos ao Plenário”, disse o presidente da Câmara.
O limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) está congelado em R$ 81 mil desde janeiro de 2018. O montante representa um total de R$ 6.750,00 por mês.
A proposta em análise na Câmara modifica a Lei Complementar 123, de 2006, que criou o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, enquadrando o MEI o empresário individual que tenha auferido a receita bruta de até R$ 81 mil e que seja optante pelo Simples Nacional, além de observar outras condições legais. Entre elas a de que o MEI só pode empregar uma única pessoa que receba exclusivamente um salário-mínimo ou o piso salarial da categoria profissional.
Pelo projeto, em caso de empresa recém-aberta, o limite será de R$ 10.833,33 multiplicados pelo número de meses compreendido entre o início da atividade e o final do respectivo ano-calendário. Para os casos de afastamento legal de um ou de ambos empregados do MEI, será permitida a contratação de empregados em número equivalente aos que foram afastados, inclusive por prazo determinado, até que cessem as condições do afastamento, na forma estabelecida pelo Ministério do Trabalho.
Entre os benefícios de ser MEI, está a emissão de CNPJ, dispensa de alvará e licença para as atividades; possibilidade de vender para o governo; acesso a produtos e serviços bancários como crédito; baixo custo mensal de tributos (INSS, ISS e ICMS) em valores fixos; possibilidade de emissão de emitir nota fiscal; além de direitos e benefícios previdenciários (aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, salário maternidade e pensão por morte para a família).
O imposto devido — o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional do MEI) — é um valor fixo atualizado apenas uma vez por ano, junto com o aumento do salário mínimo. O MEI ainda recebe apoio técnico do Sebrae, com palestras, oficinas e cursos para alavancar os negócios, preparar a abertura da empresa e sobre os direitos e obrigações da categoria.
O ano de 2025 foi marcado pelo maior faturamento do varejo baiano em 10 anos, de acordo com a Fecomércio BA. Segundo o relatório, elaborado com base em dados do IBGE, o volume movimentado pelo setor no estado foi de R$ 234,1 bilhões, o mais elevado desde 2015, com os valores já atualizados pela inflação. O montante representa um aumento de 1,4% na comparação com 2024.
O segmento que mais contribuiu para o resultado do varejo no ano passado foi o de supermercados, com alta de 2,6%. Devido ao seu elevado faturamento, de R$ 90 bilhões — ou quase 40% do comércio do estado —, gerou um ganho de R$ 2,27 bilhões para o setor. Observa-se, ainda, uma aceleração no crescimento do primeiro para o segundo semestre, de 1,6% para 3,6%, indicando maior disponibilidade financeira das famílias para a aquisição de bens essenciais.
Na mesma linha, as farmácias e perfumarias registraram faturamento de R$ 17,8 bilhões, o mais elevado de toda a série histórica, iniciada em 2011. O segmento apresentou a maior variação do ano, de 7,7%, gerando um adicional de R$ 1,27 bilhão para o varejo em 2025. O resultado foi praticamente igual ao do setor de veículos, motos, partes e peças, que também adicionou R$ 1,27 bilhão, embora com variação um pouco menor, de 2,9%.
Mesmo diante de um cenário de juros elevados, em torno de 15% ao longo do ano, famílias com maior segurança no emprego mantiveram forte presença no mercado de crédito. Nesse segmento, entretanto, a desaceleração foi nítida: o crescimento saiu de quase 7% na primeira parte do ano para estabilidade no segundo semestre, evidenciando perda de fôlego.
Essas três atividades sustentaram o avanço de 1,4% do varejo no ano, já que os demais setores apresentaram retração nas vendas. A maior variação negativa e a maior contribuição para a queda vieram do setor de vestuário, tecidos e calçados, com recuo de 5,6% e perda de R$ 486,5 milhões no ano.
A mesma variação negativa, de 5,6%, foi observada nas lojas de móveis e decoração, que registraram faturamento de R$ 4,3 bilhões, quase R$ 260 milhões a menos do que em 2024. As demais quedas foram registradas em materiais de construção (-2,1%), lojas de eletroeletrônicos (-1,6%) e no grupo outras atividades (-0,6%).
A movimentação econômica de Salvador ficou praticamente estável em dezembro de 2025 e encerrou o ano com retração de 0,8%. Os dados são do Índice de Movimentação Econômica de Salvador (IMEC-SSA), divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
No último mês do ano, o indicador apresentou leve queda de 0,1% em relação a novembro, considerando a série com ajuste sazonal.
Entre as seis variáveis que compõem o índice, duas registraram desempenho negativo, com destaque para carga portuária (-12,0%), que teve a retração mais expressiva, seguida por passageiros de ônibus urbanos (-0,2%).
Por outro lado, houve avanço nos segmentos de passageiros de ônibus intermunicipais (16,3%), combustíveis (3,8%), consumo de energia elétrica (1,7%) e passageiros no Aeroporto Internacional de Salvador (0,5%).
Na comparação com dezembro de 2024, o IMEC-SSA cresceu 0,6%. Já no acumulado de 2025, o índice registrou queda de 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O Carnaval na Bahia é um grande motivo de festa não somente para os foliões, mas também para a economia do Estado. Segundo a mais recente projeção da Fecomércio BA, os setores de comércio e turismo devem movimentar R$ 12,4 bilhões neste mês de fevereiro, quando ocorrem os festejos, representando um aumento real de 6% na comparação com igual período do ano passado.
O comércio deve liderar a movimentação em volume no mês, considerando apenas os setores que têm alguma relação com a festa, como supermercados, vestuário, combustíveis, entre outros. São consumidores que buscam fantasias, alegorias, alimentos e bebidas, além de abastecer o automóvel para viagens, entre outras finalidades.
Por exemplo, não consta no cálculo a venda de veículos, pois não há sentido nessa correlação. O montante estimado para o segundo mês do ano é de R$ 11,7 bilhões, representando um incremento anual de 5,4%.
No turismo, a movimentação é relativamente menor, estimada em R$ 730 milhões para o mês, mas o crescimento é expressivo, de 12,3% na comparação anual. Caso confirmado, será o melhor mês de fevereiro da história no Estado.
Além dos próprios baianos aproveitando o período para gastar em outras localidades do estado, fora de sua cidade de domicílio, os turistas que vêm de todo o País, principalmente de São Paulo, contribuem significativamente para a movimentação econômica da região, seja no comércio, seja no turismo, nos hotéis, pousadas, restaurantes, locação de veículos, entre outros serviços.
No começo do mês de fevereiro deste ano, em encontro com presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e líderes partidários, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entregou aos deputados uma agenda de prioridades da área econômica do governo para 2025.
Haddad apresentou ao Congresso uma agenda com 25 medidas, das quais 15 dependiam de análise pelo Poder Legislativo. O documento da equipe econômica listava como prioridades do governo Lula um total de dez projetos em tramitação e cinco que estavam programados para serem encaminhados durante os meses seguintes.
Entre as medidas elencadas por Haddad estavam, por exemplo, a prioridade número 1 do governo federal, que era o aumento na faixa de isenção do Imposto de Renda. O projeto acabou sendo aprovado por unanimidade nas duas casas do Congresso e foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para começar a valer a partir de 1º de fevereiro de 2026.
Também constavam da lista apresentada por Fernando Haddad a segunda etapa da Reforma Tributária, a regulamentação das Big Techs, a modernização do marco legal de preços de medicamentos, a implantação de um arcabouço legal para a Inteligência Artificial, além de várias iniciativas que integram o Novo Brasil - Plano de Transformação Ecológica.
Confira abaixo como foram encaminhadas as discussões e votações a respeito dos dez projetos listados como prioritários pelo governo para o ano de 2025:
- Regulamentação da reforma tributária
Resumo: projeto estipula a Lei de Gestão e Administração do IBS, Fundos e Imposto Seletivo, e criação do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CG-IBS).
Status: O projeto foi aprovado em outubro pelo Senado, e depois teve seu texto ratificado na Câmara dos Deputados na última semana de atividades antes do recesso parlamentar, neste mês de dezembro. O projeto aguarda sanção do presidente Lula.
- Reforma da previdência dos militares
Resumo: Altera a previdência dos militares e reduz assimetrias em relação aos regimes previdenciários civis. O projeto define idade mínima de transferência dos militares à reserva remunerada, fixa contribuição para assistência médico-hospitalar e social dos militares e seus pensionistas, extingue a concessão de pensão para a “morte ficta” e elimina o instituto da reversão de pensão.
Status: PL 4920/2024 foi apresentado pelo governo em 17/12/2024. Desde então, aguarda um despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta, para ser enviado às comissões de mérito.
- Projeto da conformidade tributária e aduaneira
Resumo: Corrige distorções no planejamento da arrecadação, valoriza o bom contribuinte, penaliza o devedor recorrente, e traz melhorias para a gestão fiscal da União. A proposta institui programas de conformidade tributária e aduaneira, dispõe sobre o devedor contumaz e estabelece condições para fruição de benefícios fiscais.
Status: PL 15/2024 está no momento na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara, com relatório já pronto do deputado Danilo Forte (União-CE). O projeto chegou a ser colocado em pauta em 10 de dezembro, mas foi retirado da lista de votação e aguarda ser colocado em votação na comissão a partir de fevereiro do ano que vem.
- Aprimoramento da Lei de Falências
Resumo: Aprimora a governança do processo falimentar, com designação da figura do gestor fiduciário e a criação do plano de falências.
Status: O PL 3/2024 foi aprovado na Câmara no final do mês de março de 2024. Desde abril do ano passado está parado na Mesa Diretora do Senado, aguardando despacho do presidente, Davi Alcolumbre, para ser enviado às comissões da Casa.
- Fortalecimento da proteção a investidores no mercado de capitais
Resumo: Aprimora mecanismos de proteção a investidores minoritários no mercado de capitais e aperfeiçoa regras contra eventuais prejuízos causados por acionistas controladores.
Status: o PL 2925/2023 foi apensado a uma outra proposta que estava mais adiantada. O governo tentou votar um requerimento de urgência para o projeto, e depois desistiu. A proposta acabou sendo arquivada, por conta da aprovação de um outro projeto de teor parecido.
- Consolidação legal das infraestruturas do mercado financeiro
Resumo: Dispõe sobre as instituições operadoras de infraestruturas do mercado financeiro no âmbito do Sistema de Pagamentos Brasileiro. Maior eficiência nas operações realizadas entre as instituições financeiras, com menores custos e mais segurança aos consumidores finais.
Status: O PL 2926/2023 já foi aprovado na Câmara dos Deputados. Depois que chegou ao Senado, em dezembro de 2024, o projeto demorou para ser enviado à Comissão de Assuntos Econômicos, onde posteriormente acabou tendo relatório favorável aprovado em 9 de dezembro. O projeto agora está na Comissão de Constituição e Justiça, onde aguarda designação de relator.
- Resolução bancária
Resumo: Aprimora e homogeneiza regimes de estabilização e liquidação de instituições do sistema financeiro, securitário e do mercado de capitais.
Status: PLP 281/2019 aguardando apreciação na Câmara. O projeto teve requerimento de urgência aprovado em novembro de 2024, e desde então aguarda ser colocado em votação no plenário pelo presidente da Câmara.
- Mudanças no mercado de crédito
Resumo: O projeto prevê a desjudicialização da execução civil de título executivo judicial e extrajudicial; a operacionalização das operações de crédito consignado por meio de plataforma digital; o uso de fluxo de pagamentos no Pix e outros recebíveis em garantia de operações de crédito, especialmente para MPEs; a criação de um ecossistema único para registro e uso de ativos financeiros como garantia em operações de crédito.
Status: O PL 6204/2019 está em tramitação no Senado Federal. O projeto encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça, para decisão terminativa. O relator é o senador Rogério Carvalho (PT-SE), que ainda não emitiu seu parecer.
- Modernização do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos e das parcerias público-privadas
Resumo: Reforma substancial do marco legal para aprimorar o equilíbrio econômico dos contratos, melhorar o processo de seleção das empresas, prever repartição objetiva de riscos e aprimorar a segurança jurídica dos contratos.
Status: Projeto de Lei 7063/2017 foi aprovado na Câmara dos Deputados no mês de maio deste ano e enviado de volta ao Senado.
- Marco legal da inteligência artificial e política de atração de datacenter
Resumo: Conjunto de medidas para promover o desenvolvimento responsável da Inteligência Artificial e atração de datacenters sustentáveis (aproveitando o potencial de energia renovável) para impulsionar a produtividade da economia nacional.
Status: Marco legal de IA foi aprovado no Senado Federal em 2024 (PL 2338/2023). No final do mês de abril o presidente da Câmara criou uma comissão especial para debater o projeto. Foi designado o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) para ser o relator da proposta. A comissão passou o ano realizando diversas audiências públicas para debater a matéria, mas não chegou a votar a proposta.
Já da lista das propostas que ainda seriam apresentadas durante o ano, o maior sucesso do governo aconteceu com o projeto que mudou a faixa de isenção do Imposto de Renda. A proposta foi apresentada em 18 de março na Câmara dos Deputados, e o presidente Hugo Motta criou uma comissão especial para analisar o texto.
Na comissão, a proposta foi relatada pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), que fez diversas alterações e conseguiu aprovar o seu parecer por unanimidade no mês de julho. Com a volta do recesso parlamentar, entretanto, o projeto acabou tendo sua votação adiada no plenário devido ao acirramento dos confrontos entre governo e oposição.
O projeto acabou sendo aprovado por unanimidade no plenário no final de setembro, e seguiu para o Senado, onde foi relatado por Renan Calheiros (MDB-AL). Apesar de ter prometido fazer mudanças, Calheiros manteve o texto de Arthur Lira, e o projeto também foi aprovado por unanimidade pelos senadores.
No final do mês de novembro, o presidente Lula sancionou o projeto. Com isso, a partir de 1º de janeiro de 2026, quem ganha até R$ 5 mil estará completamente isento da cobrança de Imposto de Renda. Já quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350, haverá uma cobrança menor de IR. Essa acabou sendo a principal vitória da equipe econômica em 2025.
Além do projeto do IR, entre as medidas da listagem do ministro Fernando Haddad que foram prometidas para serem apresentadas durante o ano, uma delas, para limitação dos supersalários do funcionalismo público, acabou sendo protocolada pela bancada do PT. O PL 3401/25, assinado por todos os deputados e deputadas do PT, seguiu a orientação da equipe econômica.
O projeto visa a impedir a existência de supersalários em todas as esferas do funcionalismo público. O objetivo é limitar o pagamento de “penduricalhos” - benefícios e vantagens financeiras adicionais que não aparecem como um salário de fato, mas que engordam as remunerações finais. A proposta foi apresentada em julho pela bancada do PT e depois enviada para a Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara, onde se encontra aguardando deliberação.
Outra proposta prometida pelo governo para 2025 teve seu texto enviado para a Câmara dos Deputados somente em setembro. Trata-se do projeto da regulação econômica e concorrencial das Big Techs.
O projeto, o PL 4675/2025, propõe ajustes no Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência para que sejam inseridos novos instrumentos pró-competitividade direcionados a plataformas consideradas “sistemicamente relevantes”. De acordo com o texto da proposta, a ideia é possibilitar a criação de novos mecanismos para impedir o abuso de poder econômico por grandes plataformas digitais.
O governo Lula justifica a proposta pela necessidade de prevenir práticas que prejudiquem a livre concorrência e garantir mais transparência, equilíbrio e liberdade de escolha, além de menores preços, a consumidores e empresas. A ideia é corrigir distorções, baratear serviços e preservar o espaço para inovação.
O PL 4675, apresentado em setembro, ainda encontra-se parado na mesa do presidente da Câmara, Hugo Motta. Diversos deputados apresentaram requerimentos para pedir a criação de uma comissão especial de análise do tema, mas os pedidos não chegaram a ser votados.
Da lista apresentada pelo ministro Haddad no começo de fevereiro, o governo ficou devendo a apresentação de dois seguintes projetos que constavam como prioridades para 2025:
- Pé-de-Meia: permissão ao aluno investir em poupança ou títulos do Tesouro
Resumo: Permite ao aluno investir antecipadamente os benefícios que seriam resgatados somente ao final do ensino médio, a fim de promover a educação financeira e possibilitar o aumento dos benefícios com a rentabilidade auferida no período.
- Implementação da Taxonomia Sustentável Brasileira
Resumo: Criação de sistema de classificação de atividades, projetos e ativos que contribuem para objetivos climáticos e sociais.
O agronegócio na Bahia registrou um desempenho sólido no terceiro trimestre de 2025, atingindo um volume financeiro de R$ 32,5 bilhões. O valor representa quase um quarto (24,9%) de toda a economia do estado no período. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), revelam que o setor teve uma expansão nominal de 8,1% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior.
Esse aumento foi impulsionada tanto pelo aumento na produção quanto pela recuperação dos preços. O balanço anual da safra de grãos reforça este crescimento, com uma produção total de 13,9 milhões de toneladas, equivalendo a uma alta de 10,9%. Entre as culturas com maior destaque produtivo estão as lavouras permanentes, que cresceram 24,5%, seguidas pelos cereais (+21%) e pelo café (+14%).
A oferta gerou o aumento acompanhado por uma demanda externa aquecida, resultando em recordes de exportação para a carne e outros produtos de origem animal. No setor da pecuária, o município de Feira de Santana destacou-se pela forte valorização comercial. O preço médio do boi gordo na região saltou de R$ 214,00, no terceiro trimestre de 2024, para R$ 290,00 no mesmo período de 2025.
Além do sucesso nas lavouras e na criação de animais, o cenário econômico geral favoreceu o consumo interno. A melhora na renda das famílias e a redução do desemprego garantiram que a produção fosse absorvida pelo mercado doméstico. Enquanto os setores industriais e de serviços agrícolas mantiveram índices estáveis, a produção primária consolidou-se como o motor da economia baiana.
A violência se tornou a segunda maior preocupação dos brasileiros, segundo uma nova pesquisa do Datafolha, divulgada neste sábado (13). O levantamento revela que 16% da população apontam a segurança pública como o problema mais grave do país, ficando atrás apenas da saúde, citada por 20% dos entrevistados.
O levantamento foi realizado presencialmente entre os dias 2 e 4 de dezembro, com 2.002 participantes distribuídos em 113 municípios, e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais. O aumento da preocupação com a violência também acompanhou uma queda na preocupação com a economia: até abril deste ano, a economia nacional, junto a inflação e o preço dos alimentos liderava as preocupações de 22% das pessoas ouvidas, e em dezembro o fator caiu para a terceira posição, com 11%.
Ao longo da gestão Lula 3, o Datafolha mostra que a saúde se mantém como uma preocupação constante e dominante, oscilando entre 20% e 22% da população. A segurança pública, por sua vez, teve um pico em setembro, atingindo aproximadamente 22%, antes de recuar para 16% na última medição.
A pesquisa também revela diferenças entre homens e mulheres em relação às preocupações com o país. Entre os homens, a violência se destaca como o problema mais citado: 18% deles apontam a segurança pública como prioridade, enquanto a saúde, embora relevante, aparece um pouco atrás.
Já entre as mulheres, a saúde lidera de forma clara, com 26% das citações, seguida pela violência/segurança, indicada por 13%, e pela economia, com 11%. Educação e desemprego aparecem em 8% cada, corrupção e fome em 6%, desigualdade social em cerca de 5%, impostos em 1% e política em 0%, enquanto 8% mencionaram outros problemas.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ficou praticamente estável no terceiro trimestre de 2025, registrando um pequeno crescimento de 0,1%. Quando comparado, entretanto, ao mesmo período do ano anterior, o PIB cresceu 1,8% neste terceiro trimestre.
A composição do resultado do PIB teve uma influência positiva a partir de maior crescimento da Agropecuária (0,4%) e da Indústria (0,8%). Já o percentual verificado para o setor de Serviços, que tem maior peso na economia, ficou praticamente estável (0,1%), ajudando a taxa geral a ficar nos mesmos 0,1%.
Esses foram alguns dos resultados do Sistema de Contas Nacionais, divulgado na manhã desta quinta-feira (4) pelo IBGE.
O percentual apurado ficou levemente abaixo do esperado. A expectativa em pesquisa do mercado financeiro era de crescimento de 0,2% na comparação com o trimestre anterior.
O estudo do IBGE mostra que, em valores correntes, o PIB brasileiro no terceiro trimestre chegou a R$ 3,2 trilhões. O Valor Adicionado dos três grandes segmentos da economia foi de R$ 176,2 bilhões para a Agropecuária, R$ 682,2 bilhões para a Indústria e R$ 1,9 trilhão para os Serviços.
Pelo lado das despesas, o Consumo das Famílias (0,1%) ficou praticamente estável e o Consumo do Governo cresceu 1,3%. Já a Formação Bruta de Capital Fixo subiu 0,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
O avanço de 1,8% apurado na comparação com o mesmo período do ano anterior se deve principalmente à Agropecuária, que cresceu 10,1% em relação a 2024. Esse crescimento foi puxado por aumentos acima de 10% na produção de três culturas com safras significativas no terceiro trimestre: milho (23,5%), laranja (13,5%) e algodão (10,6%).
Na mesma comparação, a Indústria cresceu 1,7%, puxada pela alta de 11,9% nas Indústrias extrativas, com a maior extração de petróleo e gás. A Construção também cresceu (2,0%).
Por outro lado, houve quedas nas Indústrias de transformação (-0,6%) e em Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,0%).
O setor de Serviços (1,3%) avançou frente ao mesmo período de 2024. Os principais resultados positivos vieram de Informação e comunicação (5,3%), Transporte, armazenagem e correio (4,2%) e Atividades imobiliárias (2,0%).
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (26), um projeto que proíbe o uso de dinheiro em espécie em transações imobiliárias, como compra e venda de imóveis. Aprovada por unanimidade, a proposta ainda vai passar por uma nova rodada de votação na Comissão antes de ser avaliada diretamente pela Câmara dos Deputados ou ir ao plenário do Senado.
O texto, que é de autoria do senador Flávio Arns (PSB-PR), determina que o Conselho Monetário Nacional (CMN) terá de criar limites para operações com "dinheiro vivo" intermediadas por bancos e instituições financeiras. Na prática, a medida busca estabelecer um teto para o uso da moeda física nas transações.
Segundo informações do g1, o objetivo do texto seria combater a lavagem de dinheiro e a sonegação fiscal. O texto aprovado pela CCJ não estabelece nominalmente quais serão os limites para as transações financeiras com dinheiro em espécie, deixando a definição para o Conselho Monetário Nacional. Os tetos para as operações deverão ser estabelecidos a partir de um diálogo com Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), órgão que monitora atividades suspeitas e atua na prevenção e combate à lavagem de dinheiro.
O relator indicou ainda que o modelo já é adotado em diversos países, como os Estados Unidos, Canadá e Austrália.
Também deverá haver limite para uso de "dinheiro vivo" no pagamento de boletos e cheques. Pelo texto, se as transações financeiras com esses dois mecanismos superarem os valores máximos, deverão ser feitas por meio eletrônico e a regra seria válida para todos os clientes de bancos e instituições financeiras regulamentadas pelo Banco Central.
Para virar lei, além de ser aprovado pelos deputados, o projeto também precisará ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Pix completa cinco anos neste domingo (16) como o principal método de pagamento do país. Lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, o meio de pagamentos digital movimentou R$ 26,4 trilhões no ano passado. Isso equivale a quase duas vezes o produto interno bruto (PIB) do Brasil em 2024.
Segundo a Agência Brasil, neste ano, de acordo com o Banco Central, foram R$ 28 trilhões em transações via Pix até outubro.
O diretor de organização do sistema financeiro e resolução do Banco Central, Renato Gomes, avaliou em uma transmissão online que a plataforma incluiu mais pessoas no sistema bancário.
"Por um lado, teve essa redução de custo de distribuição de dinheiro. Por outro lado teve, vamos dizer assim, esse aumento da fatia de clientes e do consumo dos clientes e, obviamente, como o Pix trouxe muita concorrência com o sistema de pagamentos, acabou havendo uma redução de tarifas assim", disse.
O Pix foi criado primeiramente para facilitar transações entre pessoas com transferências instantâneas. Com o tempo novas funcionalidades foram adicionadas. Como o Pix, cobrança, que faz o papel do boleto, e o Pix automático, que equivale ao débito automático.
Dados recentes mostram que 170 milhões de adultos e mais de 20 milhões de empresas usam o Pix.
Tecnologia nacional
As discussões para a criação do meio de pagamento que conquistou o país começaram oficialmente em 2016, com os requisitos fundamentais da ferramenta sendo lançados em 2018 pelo Banco Central. Em agosto de 2019, o BC comunicou que desenvolveu a base de dados e assumiu a administração do sistema de pagamentos instantâneos, que ganhou o nome Pix em fevereiro de 2020.
O Pix foi lançado, em caráter de teste, em 3 de novembro de 2020, para uma fatia entre 1% e 5% dos clientes de bancos e em horários especiais. O lançamento oficial, com funcionamento 24 horas e para todos os clientes que criarem chaves Pix, só ocorreu duas semanas mais tarde, em 16 de novembro de 2020.
Alvo de Trump
No contexto das medidas tomadas pelo governo dos Estados Unidos como pressão contra o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, o meio de pagamento desenvolvido por servidores públicos brasileiros se tornou alvo de uma investigação comercial.
O governo Trump iniciou a investigação apontando que o Pix poderia prejudicar empresas financeiras americanas. Em uma resposta oficial enviada ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o Brasil afirmou que o Pix visa à segurança do sistema financeiro, sem discriminar empresas estrangeiras.
O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), vai comandar nesta terça-feira (11) uma audiência pública que tem como objetivo debater ações que assegurem a segurança jurídica e a proteção dos direitos do consumidor no setor de apostas de quota fixa, conhecidas como “bets”. A audiência foi solicitada pelo próprio deputado baiano.
Na justificativa da convocação da audiência, o deputado Daniel afirmou que o setor público precisa ficar atento às práticas abusivas decorrentes da ausência de regulamentação sobre a atividade das bets, além do crescimento exponencial do endividamento dos consumidores com a participação cada vez maior nas casas de apostas online.
“As apostas vêm ocupando espaço crescente no mercado brasileiro, exigindo do Poder Legislativo uma regulamentação que assegure não apenas segurança jurídica, mas sobretudo a preservação dos direitos do consumidor", afirma o deputado.
Segundo afirma Daniel Almeida, dados do Banco Central revelam que os brasileiros despenderam entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões por mês em apostas online no período de janeiro a agosto de 2024. O estudo do BC também indica que a maioria dos apostadores se encontra na faixa etária de 20 a 30 anos, e o valor médio mensal das apostas tende a aumentar com a idade.
Foram convidados a participar da audiência o diretor do Departamento de Proteção e de Defesa do Consumidor da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Osny da Silva Filho; a coordenadora-geral de Monitoramento do Jogo Responsável da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Andiara Maria Braga Maranhão; o secretário da Secretaria Nacional de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Esporte do Ministério do Esporte, Giovanni Rocco Neto; o diretor de Fiscalização do Procon SP da Secretaria da Justiça e Cidadania do Governo do Estado de São Paulo, Marcelo Pagotti João; o advogado da Associação Nacional de Jogos e Loterias - ANJL, Bernardo Freire; e o representante do Instituto Livre Mercado, Rodrigo Marinho.
Também foram convidados a participar do debate, mas ainda não confirmaram presença, os representantes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), da Associação Brasileira de Bets e Fantasy Sport - ABFS e da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB.
O deputado Daniel Almeida é autor do PL 4130/2024, que busca alterar a legislação para garantir que sejam estabelecidas no Brasil todas as medidas possíveis de combate ao endividamento de cidadãos e cidadãs por excesso de apostas nas bets. Além disso, o projeto do deputado baiano busca tornar mais rigorosa a lei que regulamentou as apostas esportivas online no país no caminho de uma maior proteção ao consumidor.
O projeto de Daniel Almeida está no momento sendo discutido na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família.
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, de forma simbólica, o projeto de autoria do governo federal que eleva a faixa de isenção total do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. O projeto será votado no plenário do Senado ainda nesta quarta-feira (5).
Os senadores votaram o relatório apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), que não fez mudanças em relação ao texto que foi aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados. Renan inseriu no projeto apenas emendas de redação, que não obrigam o retorno da proposta para a Câmara.
Na abertura da reunião da CAE, o senador Renan Calheiros explicou porque não havia acatado mais de 100 emendas apresentadas pelos senadores. Renan fez críticas ao texto aprovado na Câmara, de autoria do seu inimigo político, o deputado Arthur Lira (PP-AL), mas disse que adotou uma estratégia de pragmatismo, para que o projeto possa ter validade já no primeiro dia de 2026.
“É absolutamente primordial que a lei seja sancionada e publicada até 31 de dezembro de 2025, e qualquer emenda de mérito aprovada obrigaria o projeto a retornar para a Câmara, que é tudo que não queremos. Diante do exíguo prazo e da tramitação atípica na outra casa, enviar a matéria de volta à casa iniciadora representa um risco fatal”, afirmou o relator.
Renan Calheiros vinha afirmando até a semana passada que poderia fazer mudanças no texto, segundo ele, para corrigir problemas que teriam surgido a partir da tramitação na Câmara. Também na última semana, o relator se reuniu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que reafirmou a neutralidade da proposta, ou seja, o que o governo irá deixar de arrecadar será compensado pela taxação dos mais ricos.
Após conversar com Haddad, o relator mudou o seu discurso e defendeu a aprovação rápida no Senado para que a medida possa surtir efeitos já em 2026. Em seu parecer, Calheiros defendeu que o projeto é “socialmente justo, tecnicamente sólido e fiscalmente responsável”, e destacou que o Senado precisa aprová-lo ainda em 2025 para entrar em vigor em janeiro de 2026, respeitando o princípio da anterioridade tributária.
“Essa linha de defender o descumprimento do prazo de 31 de dezembro não é mera formalidade. Ele adiaria toda a reforma para 1º de janeiro de 2027, como alguns queriam na Câmara. Isso criaria cenários inaceitáveis, e custaria caro à população que aguarda ansiosamente por este alívio em seus orçamentos domésticos, negando o benefício a milhões de trabalhadores no próximo ano”, afirmou o senador alagoano.
“Ou aprovamos o texto como está, beneficiando milhões de brasileiros em janeiro, ou buscamos o aperfeiçoamento imediato, correndo o risco concreto de adiar toda a medida para 2027, e a escolha continua sendo ao lado da população. Portanto, a rejeição das emendas vem nesse sentido. Não significa que o Senado renuncia ao seu dever de aprimorar a legislação. Pelo contrário, significa que escolhemos a estratégia mais pragmática e eficaz para garantir o objetivo principal da proposta, que é equilibrar urgência social e responsabilidade fiscal”, completou Renan Calheiros ao finalizar a leitura do complemento de voto ao parecer que ele apresentou nesta terça (4).
Atualmente, quem ganha até R$ 3.036 por mês (considerando o desconto simplificado) está isento do Imposto de Renda. A partir desse valor, a tributação começa a subir de acordo com a faixa salarial, chegando a até 27,5%.
Com o projeto apresentado pelo governo, a isenção total sobe para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Já para quem ganhar entre R$ 5 mil e R$ 7.350, haverá um desconto parcial, reduzindo o imposto a pagar. A tabela sobe progressivamente, a depender da renda, com alíquota máxima de 27,5% para as faixas mais altas.
O texto aprovado pela Câmara e agora na Comissão de Assuntos Econômicos prevê a compensação fiscal da isenção por meio da criação de um imposto mínimo de 10% sobre rendimentos superiores a R$ 600 mil mensais e sobre dividendos acima de R$ 50 mil por mês. Também haverá tributação de 10% sobre dividendos enviados a empresas no exterior.
Para compensar possíveis perdas de arrecadação em municípios, o texto prevê repasses trimestrais automáticos da União. A regra busca equilibrar o impacto fiscal da medida em cidades cuja base de contribuintes será afetada pela ampliação da faixa de isenção.
O projeto também estabelece que dividendos apurados em 2025 não serão tributados, mesmo que pagos nos anos seguintes. Assim, empresas poderão efetuar a distribuição de lucros aprovados até 31 de dezembro de 2025 sem incidência de imposto, desde que o pagamento ocorra entre 2026 e 2028.
Se aprovado sem alterações também no plenário do Senado, o projeto seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou nesta quarta-feira (5) o adiamento da votação do PL 5473/25, que eleva a tributação sobre bets, fintechs e bancos. O projeto, de autoria do próprio Renan, retoma alguns pontos polêmicos da Medida Provisória (MP) alternativa ao IOF, que caducou após não ser apreciada pela Câmara dos Deputados.
Segundo Renan, o relator da proposta, Eduardo Braga (MDB-AM), pediu um tempo maior para analisar as diversas emendas apresentadas pelos senadores ao projeto. Braga havia lido o relatório sobre o projeto na sessão da CAE nesta terça (4).
O PL 5473 dobra a tributação de casas de apostas, passando de 12% para 24%. Metade desse acréscimo — 12% — será destinada à Seguridade Social, com foco em ações na área da saúde.
Entre 2026 e 2028, esse valor adicional poderá ser repassado parcial ou integralmente aos Estados e municípios, como forma de compensar perdas de arrecadação com a mudança na faixa de isenção do Imposto de Renda. Na MP do IOF, o governo havia proposto 18%.
O texto também prevê um aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de diversas instituições financeiras. A alíquota passa de 15% para 20% no caso de bancos e sociedades de crédito, financiamento e investimento, e de 9% para 15% para fintechs, distribuidoras de valores mobiliários e corretoras. É a mesma proposta que o governo fez na MP do IOF.
Segundo cálculos incluídos no parecer de Braga, a previsão de arrecadação para os próximos três anos é de R$ R$ 4,98 bilhões em 2026, R$ 6,38 bilhões em 2027 e R$ 6,68 bilhões em 2028.
O projeto do senador Renan Calheiros também aumenta a alíquota da CSLL cobrada de empresas do sistema financeiro:
- De 9% para 15% no caso de bancos e sociedades de crédito, financiamento e investimento;
- De 15% para 20% para fintechs, distribuidoras de valores mobiliários e corretoras.
Ainda na sessão desta quarta, o senador Renan Calheiros anunciou que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comparecerá à Comissão de Assuntos Econômicos no dia 25 deste mês. Segundo Renan, Galípolo irá ao Senado para dar explicações sobre as chamadas “contas-ônibus” utilizadas pela Fintechs junto a bancos, entre outros pontos.
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE), Angelo Almeida (PSB), avaliou as críticas relacionadas a fragilidade do sistema de logística e escoamento de produtos e serviços na Bahia. Durante entrevista no Projeto Prisma, nesta segunda-feira (3), o gestor afirmou que “toda a crítica é construtiva”, porém destacou que a falta de investimento nacional atrasaram a evolução estadual neste sentido.
“Acho que toda crítica é construtiva. Eu aceito a crítica da oposição, mas também convido a oposição a fazer uma reflexão, até porque, no lugar em que eu estou, eu vi o que aconteceu com a Bahia”, afirmou o secretário. Ele que relembrou o cenário de “vazio” durante as gestões federais de Michel Temer e Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto, tendo o PT na Bahia como “oposição”.
“Entre os anos de 2016 e 2022, a Bahia caminhou em um vazio de investimentos por parte do Governo Federal”, afirmou. “Então nos eramos tidos como um estado governado pelo PT que a federação não poderia olhar para nós, não poderia abrir as expectativas de investimentos. Daí, nos temos sofrido tanto com o vazio das linhas de transmissões [energéticas]”, destaca.
Para ele, a conexão atual entre os governos estaduais e federais deve facilitar o andamento dessas medidas. “O presidente Lula assume em janeiro de 2023 e rapidamente a gente tem essa chave virada. São 15 bilhões de investimentos em linhas de transmissões no nordeste brasileiro, destes 15 bilhões, 10 estão investidos na Bahia”, revela. Angelo Almeida ainda retoma o comentário sobre as críticas dos opositores: “Então a gente vê essa crítica, mas é uma crítica que, antes de ser feita, tem que ser [revisada], tudo tem o porquê da coisa”, ressaltou o secretário.
“Infelizmente nós temos esse gargalo, mas estamos enfrentando com trabalho, com dignidade. Em apenas dois anos, o governador consegue atrair os dois maiores investimentos da América Latina, um é a Ponte Salvador-Itaparica, eque vai desobstruir muito nossos canais de logística, vai abrir outro modelo de desenvolvimento em direção ao Recôncavo e o sul da Bahia”, completa Almeida.
Confira o trecho:
O fundador e CEO da GIST Impact, Pavan Sukhdev, esteve presente no 26º Congresso do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), nesta quarta-feira (8), e destacou a confiança, transparência e resiliência como pilares para empresas em cenários de mudança.
Segundo informações do BP Money, parceiro do Bahia Notícias, diretamente do evento, que ocorre em São Paulo (SP). Para Sukhdev, que é economista ambiental nascido na Índia, é importante a governança deve ser entendida como um espaço com propósito, capaz de gerar conhecimento positivo e promover co-criação entre colaboradores.
O CEO compreende que a governança deve ser entendida como um espaço com propósito, capaz de gerar conhecimento positivo e promover co-criação entre colaboradores. “Enfrentar as cinco dimensões de governança nos próximos cinco anos exige colaboração e co-criação”, afirmou em sua fala.
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (24), ao final de seus compromissos em Nova York, nos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o encontro que teve com Donald Trump, na abertura da Assembleia Geral da ONU, e declarou que ficou feliz pelo norte-americano ter dito que “pintou uma química boa entre os dois”.
"Satisfação de ter um encontro com o presidente Trump. Aquilo que parecia impossível, deixou de ser impossível e aconteceu. Fiquei feliz quando ele disse que pintou uma química boa entre nós. Como eu acho que a relação humana é 80% química e 20% emoção, é muito importante essa relação. Torço para que dê certo, porque Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias do continente", disse o presidente Lula.
Lula e Trump tiveram um rápido encontro logo após a fala do brasileiro, quando o presidente dos Estados Unidos se dirigia ao púlpito para discursar. O encontro foi relatado de forma elogiosa por Trump em seu discurso, além de ter falado da boa química entre ambos e da impressão positiva que teve do líder brasileiro.
Questionado pelos jornalistas sobre o que espera para o encontro com Trump, possivelmente na próxima semana, o presidente Lula disse ter boas expectativas em torno da conversa entre ambos. Lula afirmou esperar que a conversa com Trump seja principalmente civilizada.
“Acho que vamos conversar como seres humanos civilizados, não existe espaço para brincadeira. O que existe é espaço e necessidade para conversar sobre os conflitos”, comentou.
O líder petista ressaltou que vai tratar Trump com o “respeito que merece o presidente dos Estados Unidos” e que “certamente” será tratado com o respeito que ‘merece o presidente do Brasil”.
Outro ponto salientado por Lula sobre o encontro futuro é o fato de ele acreditar que as diferenças precisam ser colocadas na mesa antes de ambos começarem a tomar decisões. Ele afirmou acreditar que os problemas recentes com o republicano começaram porque o Trump não recebeu “as informações corretas”.
“Na hora que ele tiver as informações corretas, eu acho que ele pode mudar de posição tranquilamente, da mesma forma que o Brasil pode mudar de posição”, declarou Lula.
Sobre essa questão da falta de conhecimento do presidente dos EUA a respeito do Brasil, Lula deu indiretas de que Trump estaria ouvindo as pessoas erradas.
‘Nós nunca tínhamos nos encontrado, e nos encontramos por acaso. Eu disse para ele que Brasil e EUA têm muita coisa para conversar. E eu acho que ele está mal informado com relação ao Brasil, e possivelmente isso tenha levado ele a tomar algumas decisões que não são aceitáveis na relação de dois países que tem relação diplomática há mais de 200 anos. Na hora que a gente tiver o encontro eu acho que tudo isso ficará resolvido”, disse.
O presidente Lula afirmou ainda que o Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias do continente, e que ambos os países têm muitos interesses empresariais, industriais, tecnológicos, científicos e comerciais.
“Portanto, se nós somos as duas maiores economias e os dois maiores países do continente, não há porque o Brasil e os Estados Unidos viverem em momentos de conflito”, destacou o presidente brasileiro.
“Eu fiz questão de dizer ao presidente Trump que nós temos muito o que conversar, tem muitos interesses dos dois países em jogo, tem muita coisa para discutir sobre a necessidade de garantir a paz no planeta Terra. E eu fiquei satisfeito quando ele disse que é possível a gente conversar. Quem sabe dentro de alguns dias a gente possa se encontrar e fazer uma pauta positiva entre Estados Unidos e Brasil. É isso que eu quero e eu acho que é isso que ele deve querer também”, concluiu Lula.
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio da Bahia cresceu 14,6% no segundo trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. A informação foi divulgada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O crescimento real, descontando a inflação, foi de 5,0%.
Em termos monetários, o agronegócio baiano movimentou R$ 41,9 bilhões, o que representa 29,6% do total da economia do estado. Isso significa que, para cada R$ 1,00 gerado na Bahia, quase R$ 0,30 vieram de atividades ligadas ao setor agropecuário.
O crescimento foi impulsionado pela alta produção agrícola, especialmente de soja, algodão e café, e pelo aumento nos preços desses produtos. A análise da SEI destaca que o agronegócio é um motor importante para o crescimento da Bahia, pois está diretamente ligado a outras áreas essenciais da economia, como a indústria, o comércio e os transportes.
O município de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), possui a maior autonomia financeira entre os 369 municípios baianos avaliados no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Conforme dados relacionados ao ano de 2024, o município recebeu a nota 0,9798, se encaixando na lista de “gestões de excelência” no Brasil.
O levantamento é realizado com base em dados declarados pelas prefeituras e, desta forma, 48 prefeituras não disponibilizaram dados de gestão financeira no último ano. O ranking utiliza indicadores de Autonomia, Gastos com Pessoal, Investimentos e Liquidez com notas de 0 a 1.
Desta forma, a situação dos municípios é considerada crítica em caso de resultados inferiores a 0,4 ponto; em dificuldade com desempenhos entre 0,4 e 0,6 ponto; boa com resultados entre 0,6 e 0,8 ponto; e de excelência em resultados superiores a 0,8 ponto. O ranking geral é o resultado da média de notas obtidas pelos municípios nos indicadores.
MELHORES RESULTADOS
Com o melhor índice, Mata de São João (0,9798) recebeu a nota máxima,1,0, no indicador de autonomia financeira. O indicador avalia a capacidade da máquina pública municipal manter suas despesas essenciais com as receitas oriundas da atividade econômica local. O município também recebeu nota máxima no indicador de gastos com pessoal, ou seja, a avaliação quantitativa dos gastos municipais com pessoal em relação à Receita Corrente Líquida.
Em liquidez, a gestão de Mata de São João recebeu a nota 0,9191, frente a um histórico de notas máximas. O índice avalia se as prefeituras estão postergando pagamentos de despesas para o exercício seguinte sem a devida cobertura de caixa. Em Investimentos, por fim, o município voltou a receber nota máxima, de 1,0. Este indicador mede a parcela da receita total dos municípios para essa finalidade.

Município de Mata de São João. Foto: Reprodução / Prefeitura de Mata de São João
Na sequência, o segundo município com a maior capacidade de gestão financeira no estado foi Camaçari, também na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O município vizinho a capital, que possui a quarta maior população do estado, recebeu a nota geral de 0,9641. Os melhores desempenhos do município foram em Gastos com Pessoal e Autonomia, ambos os critérios com nota máxima de 1,0. A menor nota foi a de Liquidez, em que o município recebeu a nota de 0,9017. Em Investimentos, a nota foi 0,9547.

Foto: Secom / Prefeitura de Camaçari
Salvador despontou como a terceira melhor gestão financeira do estado. Com a nota geral de 0,9460, a capital aparece no ranking nacional com o terceiro melhor desempenho entre capitais. A cidade se destaca especialmente nos indicadores de Autonomia, Investimentos e Gastos com Pessoal, os quais foram atribuídas notas máximas, porém obteve uma nota considerada apenas “boa” quando avaliada a Liquidez da gestão financeira, com a nota de 0,7839.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
A cidade de Madre de Deus, no Recôncavo baiano, obteve a quarta maior nota entre os municípios baianos, 0,9187. O resultado é fruto do seguinte desempenho nos indicadores: o de Investimentos com a nota máxima; Autonomia com nota máxima; Gastos com pessoal com desempenho de 0,9796; e Liquidez com nota 0,695.

Foto: Divulgação
Em Candeias, também na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a gestão se destaca em Investimentos e Autonomia, em que obteve nota máxima. Com o quinto melhor desempenho, a nota geral do município foi de 0,9148. Nos demais indicadores, a gestão financeira do município obteve a nota 0,7368 em Gastos com Pessoal e 0,9223 em Liquidez.

Foto: Reprodução / Prefeitura de Candeias
A primeira cidade fora da zona do Recôncavo na lista, Morro do Chapéu, na região da Chapada Diamantina, obteve a nota 0,9044 e ficou na sexta posição entre a gestão financeira de todos os municípios baianos. O resultado é fruto do seguinte desempenho nos indicadores: o de Investimentos com a nota máxima; Gastos com pessoal com nota máxima; Liquidez com nota máxima; e Autonomia com nota 0,6175.

Foto: Prefeitura de Morro do Chapéu / Secom
Alagoinhas, no Agreste Baiano, obteve a sétima melhor nota entre os municípios baianos, com nota geral de 0,8781. O resultado é fruto do seguinte desempenho nos indicadores: o de Gastos com pessoal com nota máxima; Autonomia com nota máxima; Investimentos com a nota 0,9654; e Liquidez com nota 0,5471.

Foto: Prefeitura de Alagoinhas
No território de Irecê, a cidade de Gentio do Ouro obteve o desempenho de 0,8748, sendo a oitava melhor nota geral do estado. Nos indicadores, o desempenho foi o seguinte: nota máxima em Autonomia; 0,7539 em Gastos com Pessoal; 0,7451 em Liquidez; e nota máxima em Investimentos.

Foto: Prefeitura de Gentio do Ouro
No extremo oeste baiano, uma das cidades mais jovens da Bahia, Luís Eduardo Magalhães, recebeu a nota de 0,8593 por sua gestão financeira. Nos indicadores, o desempenho foi o seguinte: nota máxima em Autonomia; nota máxima em Gastos com Pessoal; 0,4373 em Liquidez; e nota máxima em Investimentos.

Foto: Divulgação / Secom - Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães
Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, obteve o décimo melhor desempenho estadual, com a nota de 0,8477. O resultado é fruto do seguinte desempenho nos indicadores: o de Gastos com pessoal com nota máxima; Autonomia com nota 0,9103; Investimentos com a nota máxima; e Liquidez com nota 0,4805.

Foto: Reprodução / TV Subaé
PIORES DESEMPENHOS
Do outro lado do ranking, cerca de 103 municípios baianos obtiveram uma nota considerada crítica, de até 0,4, em sua gestão financeira. O número representa quase 1 em cada 4 municípios baianos (417), cerca de 24,7%, e 27,9% dos municípios avaliados (369).
A pior nota do estado, de 0,0441, é do município de Potiraguá, no médio sudoeste baiano. Com 10.651 habitantes, a cidade não obteve nem 0,1 na nota geral. Nos indicadores, o desempenho foi o seguinte: nota zerada em Autonomia; nota zerada em Gastos com Pessoal; nota zerada em Liquidez; e nota 0,1764 em Investimentos.
Destes, os dez piores desempenhos em gestão financeira é dos municípios de Potiraguá (0,0441), Camacan (0,1190), Macururé (0,1343), Taperoá (0,1485), Una (0,1505), Quijingue (0,1569), Cícero Dantas (0,1758), Abaíra (0,1859), Mascote (0,1903) e Anagé (0,1928).
Levantamento do Sebrae divulgado nesta sexta-feira (12) revela que de janeiro a agosto deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, o Brasil verificou a criação de 22% a mais de novos pequenos negócios. Nesses oito primeiros meses de 2025, foram criadas 3,5 milhões de empresas, das quais 97% são pequenos negócios.
Somente no último mês de agosto, 412 mil novos microempreendedores individuais (MEI) tiveram seus negócios oficializados. Segundo o Sebrae, o número é 13% superior ao mesmo período de 2024.
O levantamento revela que o setor de serviços é o que mais concentra a criação de novos MEIS no mês de agosto deste ano, com 64% dos novos pequenos negócios (262 mil empresas). Em seguida aparece o setor de comércio, com 87.585 empresas (21% do total).
O aumento significativo de pequenos negócios é dividido entre MEI (77%), Microempresa (19%) e Empresa de Pequeno Porte (4%). Em agosto, assim como em 2024, o Sudeste foi a região com a maior abertura de pequenos negócios, com um total de 208.929 empresas abertas, o que representa mais de 50% dos pequenos negócios abertos no mês.
Em segundo lugar ficou a Região Sul, com a abertura de 77.360 novos pequenos negócios (19% do total), seguida pelo Nordeste, com 66.943 (16%); Centro-Oeste, com 38.599 (9%); e Norte, com 20.514 novos pequenos negócios (5%).
O forte crescimento na abertura de novos negócios de MEIS pode vir a se acentuar ainda mais caso vire lei projeto que tramita na Câmara dos Deputados, e que nesta semana foi aprovado na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 67/25 aumenta de R$ 81 mil para R$ 150 mil o limite de receita bruta anual para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI).
O projeto, de autoria do deputado Heitor Schuch (PSB-RS), foi relatado na Comissão de Indústria da Câmara por Beto Richa (PSDB-PR), ex-governador do Paraná.
Richa defendeu a aprovação da proposta e afirmou que a defasagem atual do limite de receita bruta anual para enquadramento como MEI tem restringido o alcance da medida.
“Muitos profissionais permanecem à margem do sistema, privados de direitos, acesso ao crédito e a novos mercados”, afirmou o deputado paranaense.
O autor do projeto, deputado Heitor Schuch, destacou no texto da proposta dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que mostra que os MEIs injetam anualmente cerca de R$ 70 bilhões na economia brasileira.
Além dos números do Sebrae, foram citados também estatísticas da Receita Federal, que mostram que no início de 2025 existiam 15,6 milhões de MEIs no Brasil. Em 2018, eram 7,8 milhões.
A proposta agora será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para votação no Plenário.
Caso seja aprovado algum requerimento de urgência, o projeto seguirá imediatamente para ser apreciado em sessão plenária.
O tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros vai “prejudicar muito” a nossa economia, o presidente norte-americano é o principal culpado pela iniciativa de taxar as exportações, e Lula deveria deixar de enfrentar Donald Trump e tentar negociar.
Essas foram algumas das opiniões majoritárias apontadas pelos entrevistados da nova edição da Pesquisa CNT/MDA de Opinião, divulgada nesta segunda (8). O levantamento apresenta uma avaliação do governo federal, além de projeções eleitorais para 2026, assim como avalia junto à população temas como o tarifaço imposto aos produtos brasileiros.
No primeiro questionamento no bloco do tarifaço, a CNT/MDA perguntou aos entrevistados qual seria o resultado da elevação das tarifas às exportações do Brasil aos EUA. Para 47,2% dos entrevistados, o tarifaço vai “prejudicar muito a economia brasileira”.
Outros 21,5% disseram que o tarifaço “vai prejudicar um pouco”, e 5,2% afirmaram que “não vai ter impacto”. Enquanto 13,2% marcaram a opção “desconheço/não ouvi falar do assunto”, um total de 7,9% disse que o tarifaço “pode até trazer benefícios”.
Sobre as responsabilidades a respeito do tarifaço, o presidente norte-americano Donald Trump foi considerado o principal causador do problema por 28,6% dos entrevistados. Na sequência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi visto como principal culpado por 20,2%, e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teve 18% de menções. No final da fila, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, foi apontado por 16,4% como o causador do tarifaço, e 16,8% não identificaram nenhum responsável.
A CNT/MDA também indagou à população qual seria a principal ação que o presidente Lula deveria fazer em relação ao tarifaço. Para 37%, Lula deveria parar de enfrentar Donald Trump e buscar negociar o final das sanções.
Outros 20,7% disseram acreditar que Lula deveria ouvir mais as empresas afetadas para achar a melhor solução. Já para 20,3%, o presidente deveria fortalecer a produção nacional e reduzir a dependência dos Estados Unidos. A pesquisa ainda identificou 11,7% que acham que Lula deveria manter um posicionamento rígido em nome da soberania brasileira.
Já em relação à atuação do deputado Eduardo Bolsonaro para estimular o governo dos EUA a impor sanções ao Brasil, 46,7% dos entrevistados acreditam que a postura do parlamentar é negativa, “pois ele está defendendo interesses pessoais ou familiares”.
Para 25,6% dos entrevistados, a atuação de Eduardo Bolsonaro seria positiva, “pois pode trazer benefícios para o Brasil”. Por fim, 17% se manifestaram indiferentes à atuação do parlamentar nos Estados Unidos.
Um último tópico levantado pela CNT/MDA diz respeito à tentativa do governo Trump de influenciar nas questões internas do Brasil. Para 56,1%, a tentativa de Trump é negativa, e atrapalha o Brasil.
Já para 20,6%, a influência que o governo dos EUA tenta exercer sobre questões internas brasileiras é positiva, e ajuda o país. Outros 20,9% enxergam que a ação de Trump não é positiva e nem negativa, e nem interfere nos assuntos do Brasil.
O levantamento da CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas entre os dias 3 e 6 de setembro, em 140 municípios de todos os estados, incluindo o Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos.
Um levantamento divulgado pelo CIES (Observatório do Futebol) revelou os 100 clubes que mais movimentaram dinheiro com transferências em 2025. O Botafogo aparece como o brasileiro mais bem colocado, ocupando a 30ª posição, com transações que somaram 228,3 milhões de euros (aproximadamente R$1,4 bilhão) entre compras e vendas de jogadores.
Além do clube carioca, também figuram na lista Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Atlético-MG. A liderança do ranking é do Liverpool, responsável por movimentar 754,8 milhões de euros (cerca de R$4,8 bilhões).
A pesquisa ainda aponta contrastes entre clubes europeus. O Barcelona, por exemplo, aparece apenas na 83ª posição, com 84,8 milhões de euros (R$539 milhões). A colocação reflete a crise financeira enfrentada pelo clube catalão, que tem encontrado dificuldades para investir em reforços e até mesmo para registrar novas contratações.
Veja os brasileiros na lista:
30º - Botafogo: 228,3 milhões de euros
41º - Palmeiras: 205,4 milhões de euros
66º - Flamengo: 132,7 milhões de euros
90º - Fluminense: 76,8 milhões de euros
99º - Atlético-MG 71,0 milhões de euros
A construtora Prima Empreendimentos Inovadores, conhecida por atuar com projetos turísticos e residenciais de alto padrão no litoral da Bahia, entrou em reestruturação de dívida com o fundo imobiliário Urca Prime Renda (URPR11). Segundo informações da BP Money, parceira do Bahia Notícias, a operação somava um saldo devedor de R$ 142,8 milhões e foi parcialmente quitada por meio de dação em pagamento de participações acionárias em empreendimentos da própria construtora.
A medida foi tomada após a Prima não conseguir cumprir os pagamentos acordados em debêntures remuneradas a IPCA + 17% ao ano. O fundo passou a deter participação direta em quatro ativos, incluindo o Hotel Fasano Salvador (30% do capital), o projeto Ponta de Inhambupe (30%) e o empreendimento residencial Anantara Imobiliário (25%).
Com isso, o URPR11 deixa de receber os juros mensais previstos e passa a receber os lucros advindo do desempenho e eventuais dividendos futuros desses empreendimentos. A situação também inclui uma participação de 7,49% na própria Prima Empreendimentos, que agora tem o fundo como acionista.
Segundo o relatório gerencial de maio, a equipe gestora afirma que a nova estrutura pode gerar retornos superiores no médio e longo prazo, mas admite que houve necessidade de aceitar ativos no lugar do pagamento da dívida.
Além disso, a Prima tem opção de recompra desses ativos, com correção mínima de IPCA + 17%, dentro de prazos previamente estipulados. Com a notícia, a cota de mercado do URPR11 caiu para R$ 48,70, acumulando uma desvalorização de mais de 50% em relação ao valor patrimonial do fundo (R$ 100,50).
Com cerca de 72 mil cotistas, o URPR11 é um fundo de recebíveis imobiliários com foco em CRIs de empreendimentos residenciais e loteamentos. A operação da Prima representa cerca de 11% da distribuição mínima de rendimentos do fundo, o que reforça o impacto da reestruturação no desempenho do ativo.
O Grupo Prima, enviou uma nota ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (5) para esclarecer os termos da reestruturação de uma debênture com o fundo de investimento URPR11. Em nota, a empresa afirmou que “não houve, em momento algum, inadimplência por parte do Grupo Prima”. A companhia afirma que todas as obrigações financeiras e contratuais foram “integralmente cumpridas” e classificou como “equivocadas” as reportagens que indicaram o contrário.
"A operação consistiu em uma decisão estratégica de negócios, acordada com o fundo. Trata-se de uma debênture conversível, ou seja, a possibilidade de conversão em participação societária já estava prevista desde o início da operação. A debênture estava associada a uma captação de recursos que, por conjunturas de mercado, não alcançou o montante total originalmente previsto. Diante deste cenário, o Grupo Prima, em alinhamento com a gestora do fundo, optou pela conversão da debênture em participação acionária em seus empreendimentos", disse o Grupo Prima.
Veja a nota na íntegra:
O Grupo Prima, uma das mais relevantes incorporadoras do país, vem a público elucidar os termos da reestruturação de uma debênture vinculada ao fundo Urca Prime Renda (URPR11), em resposta às recentes reportagens que apresentam informações equivocadas sobre a operação, sugerindo uma repactuação decorrente de inadimplência. Causa surpresa e merece veemente correção qualquer insinuação nesse sentido: não houve, em momento algum, inadimplência por parte do Grupo Prima. Todas as obrigações contratuais e financeiras foram integralmente cumpridas. O Grupo Prima mantém uma trajetória marcada pela responsabilidade, ética e compromisso com o mercado financeiro. A companhia honra, rigorosamente, seus contratos e relações institucionais, preservando a confiança de investidores, credores e parceiros.
A operação consistiu em uma decisão estratégica de negócios, acordada com o fundo. Trata-se de uma debênture conversível, ou seja, a possibilidade de conversão em participação societária já estava prevista desde o início da operação. A debênture estava associada a uma captação de recursos que, por conjunturas de mercado, não alcançou o montante total originalmente previsto. Diante deste cenário, o Grupo Prima, em alinhamento com a gestora do fundo, optou pela conversão da debênture em participação acionária em seus empreendimentos.
Esta conversão representa uma solução que otimiza a estrutura de capital dos projetos e alinha, de forma ainda mais sólida, os interesses de longo prazo do Grupo Prima e dos investidores do fundo ao potencial de valorização e sucesso dos ativos imobiliários. A medida reforça a confiança no portfólio da companhia e em sua capacidade de geração de valor.
O Grupo Prima reitera seu compromisso com a transparência, a solidez financeira e a entrega de empreendimentos de excelência, adaptando-se com agilidade e visão estratégica às dinâmicas do mercado para assegurar o melhor desempenho de suas operações e proteger os interesses de seus parceiros e clientes.
(Atualizada às 21h07 do dia 05/08/2025 para adicionar o posicionamento do Grupo Prima)
A economia de Salvador registrou retração em maio de 2025, com uma queda de 8,7% no Índice de Movimentação Econômica de Salvador (IMEC-SSA), na comparação com o mês anterior. O dado foi divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
Cinco das seis variáveis que compõem o indicador apresentaram desempenho negativo, com destaque para a movimentação de passageiros em ônibus intermunicipais, que despencou 22,9% no período. Também contribuíram para a queda a carga portuária (-15,1%), o fluxo de passageiros no Aeroporto Internacional de Salvador (-6,0%), a comercialização de combustíveis (-3,7%) e o transporte urbano por ônibus (-0,6%). O único componente em alta foi o consumo de energia elétrica, que cresceu 1,6%.
Na comparação com maio de 2024, o IMEC-SSA também apresentou retração, com queda de 6,8%. No acumulado de janeiro a maio de 2025, o índice recuou 2,1%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, houve crescimento de 2,4% em relação ao mesmo período anterior.
Depois de quatro meses de queda, o indicador que revela a prévia da inflação oficial brasileira voltou a subir no mês de julho. É o que mostra o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira (25) pelo IBGE.
De acordo com o indicador, a prévia da inflação de julho apresentou alta de 0,33%, após o índice de 0,26% registrado em junho. Apesar da subida, o resultado de julho ainda está menor do que o verificado em maio, que foi de 0,36%.
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,40% e, nos últimos 12 meses, a variação foi de 5,30%, acima dos 5,27% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2024, a taxa havia sido de 0,30%.
O índice apurado neste mês ficou mais alto também do que o verificado em julho do ano passado, quando o IPCA-15 foi de 0,30%. Na série histórica, esse patamar de 0,33% é o maior em um mês de julho desde 2021.
Segundo o IBGE, a maior variação de preços em julho veio do grupo Habitação, com 0,98%. Além de Habitação, quatro dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta no mês de julho: Transportes (0,67%), Despesas pessoais (0,25%), Saúde e cuidados pessoais (0,21%) e Comunicação (0,11%).
Por outro lado, os grupos de Alimentação e bebidas (-0,06%), Artigos de residência (-0,02%) e Vestuário (-0,10%) mostraram variação negativa, enquanto Educação (0,00%) teve variação nula.
Responsável pela maior variação e o maior impacto no índice, o grupo Habitação mostrou desaceleração em relação a junho, quando subiu 1,08%. O aumento de 3,01% nos preços da energia elétrica residencial contribuiu para o resultado do grupo.
Já o grupo Transportes apresentou aceleração de junho (0,06%) para julho (0,67%). A alta foi impulsionada pelas passagens aéreas (19,86%) e pelo transporte por aplicativo (14,55%).
Por outro lado, os combustíveis recuaram 0,57% em julho, com quedas nos preços do gás veicular (-1,21%), do óleo diesel (-1,09%), do etanol (-0,83%) e da gasolina (-0,50%).
Em Saúde e cuidados pessoais (0,21%), o subitem plano de saúde subiu 0,35%, consequência da incorporação dos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No caso dos planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 6,06%, valendo a partir de maio de 2025 e cujo ciclo se encerra em abril de 2026, enquanto para aqueles contratados antes da Lei, os percentuais autorizados foram de 6,47% e 7,16%, dependendo do plano.
A queda de preços de Alimentação e bebidas (-0,06%) em julho foi a segunda seguida. Em junho, esse grupo recuou 0,02%. A alimentação no domicílio teve redução de 0,40% nos preços em julho, ante a variação de -0,24% observada em junho. As quedas da batata-inglesa (-10,48%), da cebola (-9,08%) e do arroz (-2,69%) impactaram o resultado. No lado das altas, destacou-se o tomate (6,39%), depois da queda de 7,24% no mês anterior.
Em relação à alimentação fora do domicílio, ocorreu aceleração de junho (0,55%) para julho (0,84%), em virtude dos aumentos do lanche (de 0,32% em junho para 1,46% em julho) e da refeição (de 0,60% em junho para 0,65% em julho).
A respeito dos índices regionais, a maior variação foi registrada em Belo Horizonte (0,61%), por conta das altas da gasolina (4,49%) e da energia elétrica residencial (3,89%). Já o menor resultado ocorreu em Goiânia (-0,05%).
A cidade de Salvador foi a terceira entre todas as capitais com o menor resultado para julho, com IPCA-15 de 0,15%. Enquanto a média nacional subiu de 0,26% para 0,33% em julho, a capital baiana teve movimento inverso, com uma forte queda de 0,42% em junho para 0,15% em julho.
No ano, a inflação medida pelo IPCA-15 em Salvador está em 3,29%, menor do que a média nacional de 3,40%. E no indicador da prévia da inflação dos últimos 12 meses, a capital baiana aparece com média também menor do que a média nacional (4,90% na Bahia contra 5,30% em todo o Brasil).
Apesar de o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ter cancelado o funcionamento de todas as comissões, para concentrar esforços nas votações em plenário, a comissão especial de discussão do projeto que muda a isenção do Imposto de Renda foi autorizada a funcionar, e votou nesta quarta-feira (16) o relatório do deputado Arthur Lira (PP-AL) sobre o projeto de autoria do governo federal.
Depois de algumas horas de discussão, o parecer do deputado Arthur Lira foi aprovado por unanimidade. A matéria deve seguir para o plenário, e a previsão é que já seja discutida na sessão deliberativa de hoje.
O projeto, o PL 1087/2025, eleva a faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil. O relator fez algumas mudanças em relação ao texto original enviado pelo governo ao Congresso.
Entre as mudanças, Lira elevou a faixa de renda que terá redução parcial do imposto de R$ 7 mil para R$ 7.350, mudança que, segundo ele, vai beneficiar cerca de 500 mil pessoas. O relator também fez uma nova alteração nesta semana, com a retomada do redutor da incidência da tributação mínima sobre dividendos mensais acima de R$ 50 mil.
Inicialmente, o governo enviou o projeto ao Congresso com a determinação do redutor. Quando apresentou o seu relatório, no último dia 10, Arthur Lira retirou esse dispositivo do texto, alegando que a Receita Federal não havia enviado dados suficientes que justificassem a inclusão do redutor de dividendos na proposta.
Entretanto, nos últimos dias, a Receita Federal teria enviado a Lira as informações necessárias sobre a questão dos dividendos, que são recursos recebidos a partir dos resultados positivos de uma empresa. Diante da posição do governo, o ex-presidente da Câmara decidiu modificar o seu relatório para inserir novamente o dispositivo.
De acordo com o texto votado, o redutor sobre a cobrança do Imposto de Renda incidirá sobre os dividendos de pessoas físicas que tenham empresas. A trava será aplicada quando a soma dos impostos pagos pelas pessoas jurídica (IRPJ + CSLL) e física (IRPF) ultrapassarem os seguintes limites: 34% para empresas em geral; 40% para seguradoras; e 45% para instituições financeiras.
O novo relatório de Lira também adicionou um dispositivo para determinar que os lucros e dividendos com distribuição até 31 de dezembro 2025 não estarão sujeitos à tributação do novo Imposto de Renda. Com isso, esses recursos poderão ser distribuídos aos acionistas em 2026, conforme regras aprovadas no ano anterior.
Um estudo da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) aponta que a nova tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, anunciada por Donald Trump e com previsão de início de agosto, pode gerar um prejuízo de até R$ 1,8 bilhão para o nosso estado, os dados foram divulgados nesta segunda-feira (14).
Economistas da SEI, confirmam que essa medida tornará os produtos baianos muito mais caros e menos atraentes para os compradores americanos. Isso significa que venderemos menos para os EUA, o que pode diminuir a produção em diversas áreas e, consequentemente, reduzir a geração de empregos e renda em nossos municípios.
O estudo estima uma queda de US$ 643,5 milhões (cerca de 5,4%) no total das exportações da Bahia. Para se ter uma ideia, em 2024, a Bahia exportou US$ 11,9 bilhões. Se essa perda não for compensada por vendas para outros países, o impacto pode ser grande: uma redução de R$ 1,8 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB) do estado, o que representa 0,38% do nosso PIB.
"A decisão do governo norte-americano, justificada por uma suposta relação comercial injusta, ocorre em um momento em que o Brasil registrava recordes de exportações para os Estados Unidos, tornando o impacto ainda mais relevante", explica Armando Castro, diretor de Indicadores e Estatística da SEI.
Ele ressalta que "a Bahia possui uma pauta comercial diversificada com os Estados Unidos, que figura como um dos principais destinos de suas exportações, atingindo 8,3% do total comercializado internacionalmente pelo estado no primeiro semestre de 2025".
Apesar de a China ser o principal parceiro comercial da Bahia desde 2012, os Estados Unidos ocupam a importante terceira posição. Em 2024, os EUA foram destino de 7,4% das exportações baianas, e no primeiro semestre de 2025, esse percentual subiu para 8,3%.
E OS EMPREGOS?
Embora o estudo não precise a quantidade exata de empregos que podem ser perdidos, ele destaca o risco para os trabalhadores formais nos setores que produzem esses bens exportados. Cerca de 210 mil pessoas trabalham nesses setores na Bahia, o que representa 7,8% do total de empregos formais no estado. A petroquímica, por exemplo, que é um dos principais setores afetados, emprega cerca de 81 mil pessoas.
SETORES ATINGIDOS?
Os setores que mais vendem para os Estados Unidos e, portanto, podem sofrer mais com as novas tarifas são:
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Papel e Celulose: 25,3% das exportações para os EUA. As perdas podem chegar a US$ 191 milhões.
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Químicos e Petroquímicos: 23,5% das exportações. Perdas estimadas em US$ 177 milhões.
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Borracha e suas Obras (inclui pneus): 11,8% das exportações. Perdas de US$ 89,3 milhões.
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Metalúrgicos: 8,2% das exportações.
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Frutas: 8,1% das exportações.
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Cacau e derivados: 7,1% das exportações.
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Petróleo: 5% das exportações.
Juntos, esses segmentos representam 89% de tudo que a Bahia exporta para os EUA. A expectativa é que o aumento dos preços causado pela tarifa reduza, em média, 13,2% as exportações de produtos básicos e impressionantes 85,7% as exportações de produtos industrializados.
Durante uma discussão política nas redes sociais neste domingo (13), o senador e presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, criticou duramente o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Na ocasião, ele também atacou o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), aliado de Rui, dizendo: “Vai trabalhar, governador!”
Veja o tweet:
Governador @Jeronimoba13, peço desculpas se mandei o ministro Rui Costa trabalhar. Sei que isso é muito ofensivo para ele e para o senhor. Mas não é nada pessoal. Por mais que vocês não gostem, foram eleitos e nomeados para isso. Então, vai trabalhar governador! pic.twitter.com/jWP3c1Jmg3
— Ciro Nogueira (@ciro_nogueira) July 13, 2025
A troca de farpas começou após Rui Costa afirmar que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), estaria tentando agradar o ex-presidente Jair Bolsonaro ao comentar as tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Tarcísio culpou a diplomacia do governo Lula pela decisão americana, dizendo que o governo prioriza “ideologia acima da economia”. Rui respondeu pela rede X (antigo Twitter), lamentando a postura do governador paulista.
Lamento que o governador de São Paulo defenda uma tarifa de 50%, imposta pelo governo dos EUA, que, a partir de 1º de agosto, penalizará a indústria e a agroindústria paulista, em vez de defender a população do seu estado e do Brasil como nação. É curioso: liderar a maior…
— Rui Costa (@costa_rui) July 10, 2025
Aliado de Tarcísio e ex-ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira saiu em defesa do governador de São Paulo e rebateu Rui Costa. Segundo Ciro, a função do ministro agora deve ser tirar o país da “encrenca em que o radicalismo da diplomacia do PT o colocou” — e não discutir com governadores. Veja momento:
Ministro Rui Costa, sua função agora é tirar o Brasil da encrenca em que o radicalismo da diplomacia do PT enfiou o país e não ficar batendo boca com o governador de São Paulo. Vai trabalhar!
— Ciro Nogueira (@ciro_nogueira) July 10, 2025
O episódio escancara a crescente tensão entre o governo federal e a oposição, especialmente em temas ligados à política externa e seus reflexos na economia.
Depois de uma queda acentuada entre abril e maio, a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês de junho teve apenas leve variação para baixo, fechando o mês em 0,24%. Foi o que mostrou o indicador divulgado nesta quinta-feira 10) pelo IBGE.
Em maio a inflação oficial havia sido de 0,26%, e agora em junho portanto houve uma queda de 0,02%. No ano, a inflação acumulada, segundo o IBGE, é de 2,99% e, nos últimos 12 meses, de 5,35%.
O resultado do IPCA de junho foi influenciado, principalmente, pela alta da energia elétrica residencial, que, com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1, registrou aumento de 2,96% no mês. Em todo o primeiro semestre do ano, a energia elétrica residencial já subiu 6,93%, registrando o principal impacto positivo individual (0,27%) no resultado acumulado de 2025.
Em relação aos índices regionais, a maior variação (0,64%) ocorreu em Rio Branco. Já a menor variação ocorreu em Campo Grande (-0,08%) em razão da queda nas frutas (-5,15%) e na gasolina (-1,38%).
Na cidade de Salvador, a alta de preços em junho foi de 0,29%, acima da média nacional de 0,24%. Apenas quatro capitais registraram inflação maior do que Salvador.
No ano, a inflação acumulada em Salvador está em 3%, praticamente igual ao que foi verificado para todo o país (2,99%). Já nos últimos 12 meses, o IPCA para a capital baiana foi de 5,23%, abaixo da média nacional, que ficou em 5,35%.
Outro impacto na composição da inflação oficial de junho saiu da alta de preços do grupo Habitação (0.99%). Esse resultado foi influenciado principalmente pela alta na taxa de água e esgoto (0,59%).
Por outro lado, o grupo Alimentação e bebidas registrou a primeira queda (-0,18%) nos últimos nove meses. O grupo foi influenciado pela alimentação no domicílio, que saiu de 0,02% em maio para -0,43% em junho, com quedas no ovo de galinha (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%). No lado das altas, destaca-se o tomate (3,25%).
Já a alimentação fora do domicílio desacelerou para 0,46% em junho, frente ao 0,58% de maio. O subitem lanche passou de 0,51% em maio para 0,58% em junho, e a refeição, por sua vez, saiu de 0,64% em maio para 0,41% em junho.
O grupo dos Transportes também teve contribuição positiva relevante no mês (0,05%), aumentando 0,27% após recuo de 0,37% em maio. Mesmo com a queda dos combustíveis (-0,42%), as variações no transporte por aplicativo (13,77%) e no conserto de automóvel (1,03%) impulsionaram a alta.
Nos preços do grupo Vestuário (0,75%), destacam-se as altas na roupa masculina (1,03%), nos calçados e acessórios (0,92%) e na roupa feminina (0,44%). As demais variações e impactos no IPCA de junho foram: Saúde e cuidados pessoais (0,07%); Despesas pessoais (0,23%); Comunicação (0,11%); Educação (0,00%); e Artigos de residência (0,08%).
Segundo notícia divulgada pelo site BP Money, o deputado Arthur Lira (PP-AL) afirmou que as negociações em torno do projeto que eleva a faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil serão retomadas na próxima semana. Lira é o relator da proposta na comissão especial criada para discutir o projeto.
O deputado havia prometido entregar o seu relatório no dia 27 de junho, mas devido às tensões nas relações entre o governo federal e o Congresso Nacional, preferiu adiar a apresentação do texto. Com o retorno de parlamentares e do presidente Lula na próxima semana, os debates sobre o projeto devem ser retomados na comissão especial.
As negociações para aprovação deste projeto que é considerado uma das principais prioridades do governo Lula neste ano de 2025 foram afetadas principalmente após a derrubada do decreto presidencial que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O clima de tensão, aliado à demora do governo em pagar as emendas parlamentares, vem contribuindo para elevar a má vontade dos deputados em priorizar a pauta de interesse do Palácio do Planalto.
Nos últimos dias, o que se percebeu na Câmara foram discursos e conversas de bastidores dando conta de que a maioria dos deputados, no momento, se mostraria pouco disposta a colaborar com o avanço da agenda governista. Além do projeto do Imposto de Renda, estão paradas todas as outras propostas elencadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como pauta prioritária do governo no Congresso.
A agenda prioritária do governo para 2025 e 2026 foi apresentada por Haddad e a ministra da Planejamento, Simone Tebet, em encontros no início de fevereiro com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Na ocasião dos encontros, Haddad afirmou que o governo e as duas casas do Congresso estavam “unidos no propósito de ajudar o Brasil, com projetos bastante amadurecidos para melhorar ainda mais o ambiente de negócios”.
Desde o início de fevereiro até este começo de julho, entretanto, as propostas elencadas por Haddad como agenda prioritária pouco ou quase nada andaram no primeiro semestre deste ano.
Veja abaixo quais são as propostas prioritárias apresentadas pelo governo e como está sua situação no Congresso:
- Regulamentação da reforma tributária
Resumo: projeto estipula a Lei de Gestão e Administração do IBS, Fundos e Imposto Seletivo, e criação do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CG-IBS).
Status: PLP 108/2024 em tramitação no Senado Federal. O projeto está na Comissão de Constituição e Justiça, nas mãos do senador Eduardo Braga (MDB-AM). O projeto já recebeu 272 emendas, mas não há previsão de quando será apresentado o relatório final.
- Reforma da previdência dos militares
Resumo: Altera a previdência dos militares e reduz assimetrias em relação aos regimes previdenciários civis. O projeto define idade mínima de transferência dos militares à reserva remunerada, fixa contribuição para assistência médico-hospitalar e social dos militares e seus pensionistas, extingue a concessão de pensão para a “morte ficta” e elimina o instituto da reversão de pensão.
Status: PL 4920/2024 foi apresentado pelo governo em 17/12/2024. Desde então, aguarda um despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta, para ser enviado às comissões de mérito.
- Projeto da conformidade tributária e aduaneira
Resumo: Corrige distorções no planejamento da arrecadação, valoriza o bom contribuinte, penaliza o devedor recorrente, e traz melhorias para a gestão fiscal da União. A proposta institui programas de conformidade tributária e aduaneira, dispõe sobre o devedor contumaz e estabelece condições para fruição de benefícios fiscais.
Status: PL 15/2024 está no momento na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara, com relatório já pronto do deputado Danilo Forte (União-CE). O projeto aguarda ser colocado em pauta para poder ser votado na comissão.
- Aprimoramento da Lei de Falências
Resumo: Aprimora a governança do processo falimentar, com designação da figura do gestor fiduciário e a criação do plano de falências.
Status: O PL 3/2024 foi aprovado na Câmara no final do mês de março de 2024. Desde abril do ano passado está parado na Mesa Diretora do Senado, aguardando despacho do presidente, Davi Alcolumbre, para ser enviado às comissões da Casa.
- Fortalecimento da proteção a investidores no mercado de capitais
Resumo: Aprimora mecanismos de proteção a investidores minoritários no mercado de capitais e aperfeiçoa regras contra eventuais prejuízos causados por acionistas controladores.
Status: o PL 2925/2023 foi apensado a uma outra proposta que está mais adiantada, e que tem um requerimento de urgência aguardando ser colocado em votação pelo presidente da Câmara.
- Consolidação legal das infraestruturas do mercado financeiro
Resumo: Dispõe sobre as instituições operadoras de infraestruturas do mercado financeiro no âmbito do Sistema de Pagamentos Brasileiro. Maior eficiência nas operações realizadas entre as instituições financeiras, com menores custos e mais segurança aos consumidores finais.
Status: O PL 2926/2023 já foi aprovado na Câmara dos Deputados. Desde que chegou no Senado, em dezembro de 2024, aguarda na Mesa Diretora um despacho do presidente para envio às comissões permanentes.
- Resolução bancária
Resumo: Aprimora e homogeneiza regimes de estabilização e liquidação de instituições do sistema financeiro, securitário e do mercado de capitais.
Status: PLP 281/2019 aguardando apreciação na Câmara.
O projeto teve requerimento de urgência aprovado em novembro de 2024, e desde então aguarda ser colocado em votação pelo presidente da Câmara.
- Mudanças no mercado de crédito
Resumo: O projeto prevê a desjudicialização da execução civil de título executivo judicial e extrajudicial; a operacionalização das operações de crédito consignado por meio de plataforma digital; o uso de fluxo de pagamentos no Pix e outros recebíveis em garantia de operações de crédito, especialmente para MPEs; a criação de um ecossistema único para registro e uso de ativos financeiros como garantia em operações de crédito.
Status: O PL 6204/2019 está em tramitação no Senado Federal. O projeto encontra-se na CCJ, para decisão terminativa. O relator é o senador Rogério Carvalho (PT-SE), que ainda não emitiu seu parecer.
- Modernização do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos e das parcerias público-privadas
Resumo: Reforma substancial do marco legal para aprimorar o equilíbrio econômico dos contratos, melhorar o processo de seleção das empresas, prever repartição objetiva de riscos e aprimorar a segurança jurídica dos contratos.
Status: Projeto de Lei 7063/2017 foi aprovado na Câmara dos Deputados no mês de maio deste ano e enviado de volta ao Senado.
- Marco legal da inteligência artificial e política de atração de datacenter
Resumo: Conjunto de medidas para promover o desenvolvimento responsável da Inteligência Artificial e atração de datacenters sustentáveis (aproveitando o potencial de energia renovável) para impulsionar a produtividade da economia nacional.
Status: Marco legal de IA foi aprovado no Senado Federal em 2024 (PL 2338/2023) e deve começar discussão na Câmara. No final do mês de abril o presidente da Câmara criou uma comissão especial para debater o projeto. Foi designado o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) para ser o relator da proposta. A comissão ainda realizará diversas audiências públicas para debater a matéria.
Depois de ter subido a 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, a taxa de desemprego no Brasil teve uma expressiva queda nos meses de março, abril e maio, e encerrou o período chegando a 6,2%. O resultado ficou próximo à taxa mais baixa já registrada na série histórica, que foi de 6,1% no trimestre setembro-outubro-novembro de 2024.
Além da redução de 0,6% na taxa de desocupação, o mercado de trabalho atingiu um patamar recorde no contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado: esse número chegou a 39,8 milhões de trabalhadores no trimestre encerrado em maio, com crescimento de 3,7% ante igual trimestre do ano passado.
Esses são alguns dos resultados apresentados pela Pnad Contínua Mensal, elaborada pelo IBGE. O estudo foi divulgado na manhã desta sexta-feira (27).
De acordo com a Pnad Contínua, a taxa de desocupação no Brasil para o trimestre de março a maio de 2025, de 6,2%, resultou em uma queda de 1% frente ao mesmo trimestre do ano de 2024 (7,1%). Essa taxa atual, quando comparada ao primeiro ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, revela queda ainda maior, já que naquela ocasião, em maio de 2023, o desemprego estava em 8,3%.
Outro destaque da Pnad Contínua divulgada nesta sexta foi a quantidade de desalentados em todo o país. Este dado mostrou fortes quedas, de 10,6% comparada ao trimestre encerrado em abril, e de 13,1% ante o mesmo período de 2024.
Os números do IBGE revelam também que de março a maio de 2025, cerca de 6,8 milhões de pessoas estavam desocupadas no Brasil. Na comparação com o trimestre móvel anterior (dezembro de 2024 a fevereiro de 2025), no qual 7,5 milhões de pessoas não tinham ocupação, esse indicador recuou 8,6%, equivalente a menos 644 mil pessoas.
Por outro lado, comparado a igual trimestre do ano anterior, quando existiam 7,8 milhões de pessoas desocupadas, houve recuo de 12,3%, uma redução de 955 mil pessoas desocupadas na força de trabalho.
Já a quantidade de pessoas ocupadas no trimestre encerrado em maio deste ano era de aproximadamente 103,9 milhões, avanço de 1,2% em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, quando havia no Brasil 101,3 milhões de pessoas ocupadas, ocorreu alta de 2,5% (mais 2,5 milhões de pessoas).
O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), por sua vez, atingiu 58,5%, expansão de 0,6% ante o trimestre de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025 (58%). Confrontado ao mesmo trimestre do ano anterior (57,6%), esse indicador teve variação positiva de 1%.
Outro dado positivo revelado pela Pnad Contínua está na taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada). Essa taxa ficou em 14,9%, caindo 0,8% na comparação com o trimestre anterior (15,7%).
O estudo mostra ainda que houve evolução no rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos, que chegou a R$ 3.457 no trimestre de março a maio de 2025. Esse resultado registrou crescimento de 3,1% quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior.
E por fim, foi verificado um novo recorde na massa de rendimento real habitual (a soma das remunerações de todos os trabalhadores). Essa massa de rendimento real atingiu R$ 354,6 bilhões, subindo 1,8% no trimestre, um acréscimo de R$ 6,2 bilhões, e aumentando 5,8% (mais R$ 19,4 bilhões) no ano.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.