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O número de inadimplentes no Brasil atingiu a marca histórica de 84,2 milhões de pessoas no mês de setembro. Os dados integram o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, divulgado nesta segunda-feira (2). O contingente de negativados registrou alta em relação a agosto, quando a Serasa contabilizou 83,9 milhões de pessoas nessa situação.
Segundo informações do Mapa da Inadimplência divulgadas pela Serasa, o volume total de débitos acumulados no sistema financeiro nacional alcançou R$ 597,4 bilhões, o que representa uma elevação de 0,90% em comparação com o mês anterior. O valor médio da dívida por inadimplente é de R$ 7.093,83.
Pela primeira vez no levantamento, as financeiras assumiram a segunda posição no ranking dos principais credores, somando 20,66% dos débitos e ultrapassando as contas básicas de água, luz e gás (20,32%). Os bancos e cartões de crédito lideram a lista, concentrando 27,16% das pendências.
Em termos demográficos, as mulheres representam 50,5% do total de endividados, enquanto os homens equivalem a 49,5%. A faixa etária entre 41 e 60 anos concentra a maior fatia dos inadimplentes (35,7%), seguida por pessoas de 26 a 40 anos (33,2%), idosos acima de 60 anos (20,1%) e jovens de 18 a 25 anos (11%).
Para conter o avanço do endividamento, a Serasa inicia nesta terça-feira (3) a edição do Feirão Limpa Nome, reunindo mais de 3,3 mil empresas parceiras com ofertas de negociação e descontos que podem chegar a 99%.
A plataforma de negociação de criptomoedas Binance registrou uma retirada líquida de US$ 3,64 bilhões (aproximadamente R$ 19,8 bilhões) em um período de nove horas e meia no domingo, logo após a retomada parcial das operações de saque. A movimentação financeira ocorreu após a corretora sofrer um ataque hacker que resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34,2 bilhões) em ativos digitais.
Segundo informações da Reuters, divulgadas pelo g1, o montante sacado pelos clientes representou 2,1% do total de ativos custodiados pela empresa, percentual avaliado por analistas de mercado como um indicador de que não houve pânico generalizado entre os investidores.
O ataque, atribuído pelo FBI a cibercriminosos norte-coreanos, é investigado como um dos maiores roubos financeiros da história. Em comunicado, a administração da Binance informou que cobrirá integralmente os prejuízos dos usuários utilizando US$ 6 bilhões provenientes de caixa próprio, de um fundo de seguro e de reservas de emergência.
Nossa principal prioridade neste momento é garantir que o ambiente esteja seguro; só então os usuários poderão sacar seus fundos e a Binance poderá retomar as operações”, declarou o co-CEO da corretora, Yi He, em publicação na rede social X.
A Petrobras anunciou reajuste médio de 7,2% no querosene de aviação vendido às distribuidoras, a partir deste domingo (1°). Isso corresponde a um aumento de R$ 0,45 por litro em relação ao mês anterior.
Em outubro, o combustível utilizado em aviões e helicópteros já havia sofrido reajuste médio de 11,76%, ou 0,65 centavos por litro.
A estatal tem participação de cerca de 85% na produção do QAV nacional, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.
De acordo com a companhia, o reajuste se deve ao aumento da cotação internacional do combustível, "em um cenário de intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e de redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em decorrência do conflito entre os dois países."
A Petrobras ressalvou, em nota, que as variações acumuladas no Brasil são menores do que as observadas no mercado internacional, onde os reajustes chegam a ser diários, desde o início do conflito no Oriente Médio. Aqui, o valor é reajustado mensalmente.
A companhia disse também que segue uma "fórmula paramétrica prevista em contrato", que vem amortecendo as oscilações de curto prazo, "resultando em reajustes mais moderados do que os observados internacionalmente."
Apesar disso, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas, a participação do QAV nos custos operacionais das companhias brasileiras subiu de 30% para mais de 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio.
Os cartões de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) terão mudanças a partir de 7 de novembro. A principal é a aceitação de cartões de diferentes operadoras em qualquer maquininha habilitada para processar esse tipo de pagamento.
A transição começou em maio e vai até novembro, quando completa um ano da assinatura do decreto que atualizou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
Na prática, a medida pretende ampliar as opções de uso dos benefícios em restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos que trabalham com alimentação. Cartões de empresas como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile estão entre os abrangidos pelas mudanças, conforme o enquadramento no PAT.
As novas regras também estabelecem limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais e reduzem o prazo para o repasse dos valores das vendas. O objetivo do governo é estimular a concorrência no setor e facilitar a aceitação dos benefícios pelo comércio.
Apesar da previsão de implementação em novembro, a mudança enfrenta desafios operacionais. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) alega que os sistemas das empresas ainda não estão totalmente integrados e aponta dificuldades para o funcionamento da medida no prazo previsto. Além disso, parte das regras é alvo de questionamentos judiciais por operadoras do setor.
O QUE MUDA?
A partir de 7 de novembro, está prevista a entrada em vigor integral da interoperabilidade entre os cartões de vale-refeição e vale-alimentação.
Isso significa que cartões de diferentes operadoras deverão funcionar em qualquer maquininha habilitada para receber esse tipo de pagamento, sem depender de contratos ou equipamentos específicos para cada bandeira.
A mudança não obriga todos os estabelecimentos a aceitar os benefícios. A regra vale para os comércios habilitados a processar essas transações.
ONDE USAR?
A proposta é ampliar a rede de aceitação dos cartões. Assim, o trabalhador poderá utilizar o benefício em diferentes estabelecimentos que aceitem a modalidade correspondente, independentemente da operadora responsável pelo cartão.
A aceitação dependerá da habilitação do estabelecimento e do funcionamento da integração entre os sistemas de pagamento.
O VALOR AUMENTA?
Não. As novas regras não determinam aumento nem redução automática do valor do vale-refeição ou do vale-alimentação pago pelas empresas aos funcionários.
Os recursos continuam destinados exclusivamente à alimentação. O vale-refeição é utilizado para a compra de refeições prontas, enquanto o vale-alimentação é voltado à aquisição de alimentos.
A principal mudança para o trabalhador é a ampliação das possibilidades de utilização do benefício.
QUAIS REGRAS JÁ VALEM?
Além da interoperabilidade, a regulamentação do PAT estabeleceu limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos e reduziu o prazo de repasse dos valores das vendas.
As principais medidas são:
- Taxa máxima de 3,6%: limite para a taxa de desconto cobrada dos estabelecimentos nas transações com benefícios vinculados ao PAT;
- Tarifa de intercâmbio de até 2%: teto para a cobrança relacionada às operações entre participantes do sistema;
- Repasse em até 15 dias corridos: prazo máximo para que os estabelecimentos recebam os valores das vendas.
Antes da mudança, comerciantes reclamavam de taxas elevadas e de prazos de recebimento que podiam ultrapassar 30 dias.
TODOS OS BENEFICIÁRIOS ENTRAM?
Não necessariamente. As regras descritas se aplicam aos benefícios vinculados ao PAT, criado em 1976.
Há uma diferença entre os benefícios concedidos no âmbito do PAT e o auxílio-alimentação previsto na legislação trabalhista. Segundo a Abrasel, essa distinção tem provocado dificuldades na identificação das transações e na conciliação financeira dos estabelecimentos.
A entidade afirma que parte das empresas teria migrado operações para o auxílio-alimentação após a regulamentação, modalidade que não está sujeita aos mesmos limites de taxas e prazos previstos para o PAT.
A MUDANÇA ESTÁ GARANTIDA?
A implementação está prevista para novembro, mas enfrenta obstáculos operacionais. A Abrasel afirma que as empresas responsáveis pelos cartões e as credenciadoras ainda precisam integrar seus sistemas para permitir o funcionamento pleno da interoperabilidade.
Segundo a associação, um dos problemas envolve o canal específico utilizado para processar transações com vales, que ainda não estaria funcionando plenamente.
A entidade também afirma que a falta de integração pode dificultar a identificação das modalidades de benefício utilizadas pelos consumidores e o controle financeiro dos estabelecimentos.
QUAIS SÃO AS PUNIÇÕES?
O descumprimento das regras aplicáveis ao PAT pode resultar em sanções administrativas e financeiras.
Entre as penalidades previstas estão:
- Multas;
- Autuações;
- Descredenciamento do programa;
- Cobrança de benefícios fiscais anteriormente utilizados, quando cabível.
As consequências dependem da infração identificada e podem atingir operadoras, empresas participantes do programa e estabelecimentos comerciais.
O QUE DIZEM AS OPERADORAS?
Empresas do setor questionam na Justiça pontos do decreto que regulamentou as mudanças no PAT. Entre os argumentos apresentados estão a contestação dos limites tarifários e a imposição de alterações estruturais por meio de decreto.
Algumas operadoras conseguiram decisões provisórias que suspenderam parte das exigências, mas as liminares foram posteriormente derrubadas, conforme as informações reunidas no material de referência.
A Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) também manifestou preocupação com o modelo de arranjo aberto. A entidade argumenta que a ampliação da aceitação dos cartões pode dificultar o controle e a fiscalização dos estabelecimentos credenciados.
O QUE FALTA?
A implementação da interoperabilidade depende da integração dos sistemas das operadoras de benefícios e das empresas responsáveis pelas maquininhas.
Embora a regra esteja prevista para entrar em vigor integralmente em novembro, a avaliação da Abrasel é que ainda existem dificuldades técnicas para garantir o funcionamento em toda a rede. Para os trabalhadores, a expectativa é de ampliação das opções de uso dos cartões, mas a efetiva disponibilidade dependerá da conclusão dessa integração.
As exportações brasileiras de produtos beneficiados pelo acordo comercial entre Mercosul e União Europeia cresceram 21% nos primeiros cinco meses de aplicação provisória do tratado. O resultado considera as vendas realizadas entre maio e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Os dados foram divulgados na quinta-feira (29) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Entre os produtos com maior avanço estão abacates frescos, com alta de 421%, mel, que cresceu 367%, e óleo de milho, com aumento de 266%.
Também registraram expansão as vendas de ferrossilício-manganês (173%), alumínio em bruto (107%), óleos combustíveis (102%), etanol (95,2%), óleo essencial de laranja (75,8%) e maçãs frescas (29%).
Outro destaque foi o setor de equipamentos elétricos. As exportações brasileiras de transformadores para o mercado europeu, que não haviam registrado vendas no período equivalente de 2025, somaram US$ 39 milhões entre maio e setembro deste ano.
As preferências tarifárias começaram a valer em 1º de maio e permitem a redução ou eliminação de impostos de importação para produtos contemplados pelo acordo.
A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo em volume de negociação, investiga desde esta quinta-feira (29) um possível ataque hacker que pode envolver até US$ 5,5 bilhões em moedas digitais. Se o prejuízo for confirmado, o caso será o maior ataque já registrado no mercado de criptomoedas. A empresa afirma que os recursos dos usuários estão seguros.
Segundo o BP Money, analistas de blockchain, a tecnologia que registra publicamente todas as transações com criptomoedas, identificaram transferências suspeitas a partir de carteiras digitais ligadas à plataforma. O valor de US$ 5,5 bilhões é uma estimativa preliminar do total movimentado, e a Binance ainda não confirmou que todo esse montante foi roubado.
Em comunicado, a corretora disse que acompanha os relatos sobre um possível incidente de segurança e que suas equipes estão analisando as movimentações. A empresa prometeu divulgar novas informações apenas pelos canais oficiais.
Até agora, o maior ataque hacker do setor havia sido registrado em fevereiro de 2025, quando a corretora Bybit teve cerca de US$ 1,5 bilhão em criptomoedas roubados. Em nota enviada ao Bahia Notícias nesta sexta-feira (30), a BBrasil SPSAV LTDA., entidade da Binance responsável pelo atendimento aos usuários brasileiros, afirmou que os fundos dos clientes no país permanecem seguros.
A empresa declarou que, além de observar os requisitos de segregação estabelecidos pelo Banco Central do Brasil, mantém os ativos virtuais em cold wallets (carteiras frias), como camada adicional de proteção. A Binance Brasil também informou que os saques de ativos virtuais estão temporariamente suspensos por medida preventiva, enquanto é realizada uma verificação de segurança.
Segundo a empresa, os demais serviços da plataforma continuam funcionando normalmente, e as operações de saque serão retomadas após a conclusão do procedimento. Confira o posicionamento da Binance Brasil na íntegra:
"Aviso sobre Incidente de Segurança na Binance Global aos Usuários Brasileiros (2026-10-30)
Diante das notícias recentes sobre o incidente de segurança envolvendo a Binance Global, a BBrasil SPSAV LTDA., entidade da Binance que atende os usuários brasileiros, confirma que os fundos de seus clientes permanecem seguros. Além de observar os requisitos de segregação estabelecidos pelo Banco Central do Brasil, os ativos virtuais são mantidos em cold wallets (carteiras frias), agregando uma camada adicional de segurança e reforçando o compromisso da BBrasil SPSAV com a proteção dos ativos de seus clientes.
Como medida preventiva e conforme informado anteriormente, os saques de ativos virtuais estão temporariamente suspensos enquanto realizamos uma verificação minuciosa de segurança. Todos os demais serviços da plataforma continuam funcionando normalmente, e retomaremos as operações de saque assim que o processo de verificação for concluído.
A segurança dos ativos virtuais de nossos clientes continua sendo nossa maior prioridade. Permanecemos plenamente comprometidos com a manutenção de padrões rigorosos de segurança para garantir a total confiança de todos os nossos clientes.
Pedimos sinceras desculpas por qualquer inconveniente causado", termina a equipe Binance Brasil.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira (29) que o governo avalia transferir ativos estatais considerados não essenciais ao setor privado ou devolvê-los a antigos proprietários. Segundo a dirigente, o processo de análise dos bens está em estágio avançado. Em pronunciamento televisionado, a líder apoiada por Trump afirmou que determinou a avaliação dos ativos para identificar quais poderão ser disponibilizados à iniciativa privada ou restituídos aos antigos donos.
“Dei instruções para que os bens não essenciais detidos pelo Estado sejam avaliados a fim de determinar quais podem ser oferecidos ao setor privado ou devolvidos aos seus antigos proprietários. Esse processo já está bem avançado”, alega.
A iniciativa ocorre em meio a uma série de mudanças na política econômica venezuelana, com medidas para ampliar a participação de empresas privadas em setores historicamente controlados pelo Estado.
Em janeiro, o Legislativo do país aprovou a abertura do setor petrolífero à iniciativa privada, flexibilizando o controle estatal sobre uma das principais atividades econômicas da Venezuela. A medida representou uma mudança em relação ao modelo defendido pelo movimento político que governa o país há mais de duas décadas.
Em agosto, um acordo entre os governos venezuelano e norte-americano permitiu que empresas dos Estados Unidos passassem a operar em campos de petróleo venezuelanos.Nos meses anteriores, Rodríguez também promoveu reformas nos setores de petróleo e mineração, ampliando as possibilidades de participação do capital privado, especialmente estrangeiro, nessas atividades.
A eventual oferta de ativos estatais amplia esse movimento de abertura econômica. Até o momento, porém, não foram detalhados quais bens poderão ser transferidos, quais empresas ou investidores poderão participar do processo nem os prazos para a conclusão das avaliações.
O Tribunal de Contas da União (TCU) propôs a fixação em 11,3% da alíquota inicial da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo federal instituído pela reforma tributária previsto para entrar em vigor em 2027. O percentual apresentado tem como objetivo manter a neutralidade da arrecadação federal sobre o consumo e ficou acima do patamar projetado por analistas do mercado financeiro.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, a proposta elaborada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) baseou-se em dados fornecidos pela Receita Federal e será encaminhada ao Senado Federal. Os parlamentares terão até o dia 15 de dezembro para analisar e eventualmente alterar o índice. Caso a Casa Legislativa não se manifeste dentro do prazo legal, o valor sugerido pelo órgão de controle passará a vigorar para o exercício de 2027.
O cálculo da alíquota considera a substituição de tributos federais como PIS, Cofins, IOF relativo a seguros e a maior parte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A definição do percentual em 11,3% reflete o impacto de concessões de regimes diferenciados, isenções fiscais, devolução de tributos a famílias de baixa renda (mecanismo de cashback) e a desoneração da cesta básica aprovados durante a tramitação da matéria no Congresso Nacional.
A legislação determina que a arrecadação da CBS não poderá ultrapassar a média histórica da carga dos tributos extintos verificada entre 2012 e 2021, estimada em cerca de 4,99% do Produto Interno Bruto (PIB). O TCU fará revisões anuais do índice até o ano de 2035 para assegurar que a transição do sistema tributário não resulte em elevação da carga sobre a sociedade.
Paralelamente, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência estadual e municipal, iniciará sua fase de transição com uma alíquota de teste estipulada em 0,1%. O relatório aprovado por unanimidade pelo plenário do TCU foi relatado pelo ministro Vital do Rêgo e incluiu também ajustes nas regras de aquisição de bens e serviços por órgãos da administração pública.
Micro e pequenas empresas que solicitaram ingresso ou retorno ao Simples Nacional para 2027 têm até esta sexta-feira (30) para regularizar débitos e outras pendências que possam impedir a adesão ao regime. Na mesma data, termina o prazo para empresas do sistema optarem por recolher separadamente os novos tributos da reforma tributária, o IBS e a CBS.
O prazo para solicitar entrada ou retorno ao Simples terminou em 15 de outubro. Agora, a regularização é necessária para quem fez o pedido, mas ainda tem alguma pendência. Empresas que já estão regularmente enquadradas no regime não precisam apresentar uma nova solicitação para permanecer nele, segundo o Ministério da Fazenda.
O Simples Nacional reúne o pagamento de tributos em um sistema simplificado destinado a empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Já a escolha relativa ao IBS, Imposto sobre Bens e Serviços, e à CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços, permite que empresas do Simples optem por recolher esses tributos pelas regras do regime regular, separadamente do pagamento unificado.
Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão exige avaliação de cada negócio. Para empresas que vendem a outras empresas, o regime regular pode permitir a geração e o aproveitamento de créditos tributários, mas a vantagem depende de fatores como atividade, perfil dos clientes e custos. A recomendação é simular as alternativas com o auxílio de um contador antes de decidir. As opções terão efeito a partir de janeiro de 2027.
Quem fizer uma dessas escolhas poderá cancelar a decisão entre 3 de novembro e 20 de dezembro deste ano. De acordo com o Ministério da Fazenda, porém, o cancelamento será irretratável, sem possibilidade de voltar atrás na desistência. Para os microempreendedores individuais (MEIs), o calendário é diferente. A opção pelo Simei, sistema que permite o recolhimento de tributos em valores fixos mensais por meio de uma guia única, continuará sendo realizada em janeiro.
O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, afastou os rumores de que pode deixar o comando da autoridade monetária para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu em coletiva nesta terça-feira (27) para comentar o Relatório de Estabilidade Financeira.
"Não existe eu estar sendo cotado. Nada disso relativo à Fazenda. Para quem é economista, não existe emprego mais legal do que o que eu estou. Adoro meu emprego. Meu mandato vai até o final de 2028. Estou muito contente e feliz aqui", declarou Galípolo.
O mandato de Gabriel Galípolo como presidente do Banco Central tem duração prevista de 4 anos, de 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2028.
GOVERNADOR COTADO
O nome do governador do Piauí, Rafael Fonteles, despontou como um dos favoritos para ocupar o Ministério da Fazenda. Ele foi reeleito governador do Piauí no 1° turno.
A eventual ida de Fonteles para a Fazenda tem como justificativa sua trajetória. Antes de assumir o governo do Piauí, ele comandou a Secretaria estadual da Fazenda e presidiu o Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda).
O Ministério do Planejamento informou, nesta terça-feira (27), que foi prorrogada a chamada subvenção ao diesel, ou seja, um tipo de subsídio, por mais 30 dias. Sem a renovação, o benefício, que mantém o preço do combustível mais baixo, acabaria nesta semana.
O comunicado diz que a Portaria com a definição será publicada ainda nesta terça no "Diário Oficial da União". Segundo o governo, a manutenção do subsídio ocorre por conta da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis.
A subvenção do diesel no valor de R$ 2,12 é composta atualmente por duas parcelas: uma de R$ 1,12, criada por uma medida provisória de maio deste ano; e outra, de R$ 1, foi acrescentada em setembro, diante da piora do cenário externo.
Segundo o governo, a mudança não representa aumento do subsídio. O objetivo é evitar que o valor caia para R$ 1 por litro com o fim da primeira medida provisória.
Vale destacar que mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado e o petróleo do tipo Brent, referência global, segue acima da marca de US$ 100 por barril por conta dos conflitos no Oriente Médio.
O Ibovespa fechou esta segunda-feira (26) em queda de 13,88%, aos 176.608 pontos, no menor patamar desde 17 de julho. A Bolsa brasileira acionou o mecanismo de circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno frustrar as expectativas de parte do mercado.
Na mínima do dia, o principal índice da Bolsa recuou 17,34%. O dólar subiu 8,41%, a R$ 5,409, após atingir alta de 12,37% e cotação de R$ 5,604. Os juros futuros e o risco-Brasil também avançaram, refletindo o aumento da aversão ao risco.
Às 17h06, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia 22 pontos-base, para 13,696%. Para janeiro de 2031, a alta era de 254 pontos-base, para 15,190%. O risco-Brasil encerrou em alta de 19,15%, após disparar 27% no início do pregão.
A reação reverte parte dos ganhos acumulados antes da eleição. Entre a confirmação das candidaturas e a última sexta-feira (23), o Ibovespa havia subido 15,3%, enquanto o dólar recuara cerca de 2%. Após o primeiro turno, a Bolsa avançou 7,70%, aos 206.911 pontos, superando pela primeira vez a marca dos 200 mil pontos. Na mesma sessão, o dólar caiu 4,11%, para R$ 5,001, sua maior queda diária desde 2018.
REAÇÃO DO MERCADO
A vitória de Lula ampliou a preocupação de investidores com a condução da política fiscal e a capacidade do governo de equilibrar as contas públicas. A expectativa de continuidade de gastos elevados pode aumentar o prêmio de risco, pressionar os juros e encarecer o crédito para empresas e consumidores.
O J.P. Morgan rebaixou sua recomendação para o real e os títulos públicos brasileiros de overweight (exposição acima da referência) para marketweight (exposição em linha com a referência). Segundo o banco, o resultado eleitoral, considerado inesperado, deve provocar uma “reavaliação significativa” dos ativos brasileiros. A instituição também citou incertezas sobre a composição do governo, os rumos da política econômica e a postura da oposição após Flávio Bolsonaro não reconhecer a derrota.
O BTG Pactual, por sua vez, projetou uma venda expressiva de ações brasileiras nas próximas semanas e uma desvalorização de 10% a 15% do real. Para os analistas, juros de longo prazo elevados, moeda mais fraca e expectativas desancoradas podem levar o Banco Central a evitar cortes mais agressivos na taxa básica.
Segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, a queda reflete o descompasso entre as expectativas do mercado e o resultado das urnas. O acionamento do circuit breaker busca conter a pressão vendedora e evitar uma sequência de desvalorizações.
Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos, também atribuiu a reação às preocupações fiscais, citando o risco de manutenção de gastos elevados, crédito subsidiado e aumento da relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB). Nesse cenário, empresas com receitas em dólar tendem a ser favorecidas, enquanto setores sensíveis aos juros, como o varejo, podem ser prejudicados.
EXPORTADORAS REGISTRAM GANHOS
Na contramão da queda generalizada, algumas empresas exportadoras encerraram o pregão em alta, beneficiadas pela valorização do dólar. A Suzano liderou os ganhos, com avanço de 10,07%, seguida pela Vale, que subiu 4%. Embraer, WEG, Bradespar e Klabin também registraram valorização.
A reação dos ativos era esperada por parte dos investidores. Levantamento do Citibank com 73 gestores de fundos de ações e multimercado mostrou que 80% projetavam queda superior a 5% do Ibovespa caso Lula vencesse. Outros 7% esperavam recuo entre 1% e 5%, enquanto 3% previam alta de 1% a 5%.
No câmbio, 63% dos gestores esperavam desvalorização superior a 5% do real, e 28% projetavam queda entre 2% e 5%. Já 6% estimavam valorização superior a 5% da moeda brasileira.
Apesar da reação inicial, analistas apontam que o comportamento da Bolsa e do dólar no médio prazo dependerá das sinalizações sobre a política fiscal. Para João Daronco, analista da Suno Research, a intensidade e a duração do movimento dependerão das medidas adotadas pelo presidente eleito e da possibilidade de reversão das expectativas do mercado.
“Bastião” do PSD em apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Otto Alencar avalia que o presidente venceu não apenas o “sobrenome Bolsonaro”, mas também toda uma estrutura, incluindo a pressão internacional, contra um quarto mandato do petista no Palácio do Planalto. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (26), Otto indicou que Lula tem a chance de “apaziguar” o país após a reeleição e chamou Flávio Bolsonaro de “orgulhoso e vaidoso.”
“Quando eu queria fazer uma crítica a Flávio sobre economia e tinha problemas para publicar, por exemplo”, citou o senador ao tratar sobre a eventual influência da Meta e de outras plataformas no processo político-eleitoral brasileiro em 2026. Otto listou ações como o tarifaço dos Estados Unidos, as críticas ao pix e também o apoio via big techs a Flávio Bolsonaro como a maior pressão estrangeira sobre uma eleição no Brasil desde a redemocratização. “Nunca um governo americano influenciou tanto numa eleição”, reclamou.
Otto ainda ponderou o posicionamento de parte da elite econômica brasileira relacionada com a Faria Lima – avenida de São Paulo conhecida pelos escritórios de investimentos. “Lula derrotou um grupo da Faria Lima, que influenciou no Datafolha e na Quaest”, reforçou o senador baiano. Na véspera do 2º turno, os relatórios previam números para o Nordeste muito abaixo do percentual final obtido por Lula, conforme relato do líder do PSD baiano.
Durante a conversa, o senador ainda ironizou o vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre a região Nordeste. “Ele não conhece o norte de Minas, com problemas seríssimos e um IDH menor que o da Bahia”, disse.
“UM SOBRENOME”
Ao falar sobre o colega de Senado e candidato derrotado à Presidência da República, Otto tratou Flávio Bolsonaro como “um sobrenome” e chamou-o de “orgulhoso e vaidoso”. “Lamentavelmente, Flávio demonstrou falta de caráter ao não reconhecer a vitória de Lula”, vaticinou o baiano.
Para o senador, o momento de Lula permite que o presidente construa, com base no diálogo, um projeto que volte a unificar o país – ou pelo menos minimizar a cisão. “O presidente fez um discurso muito bom, voltado para os brasileiros. Lula disse que vai governar para 215 milhões de brasileiros e não apenas para aqueles que votaram nele”, sugeriu.
Em meio a já conhecida “ressaca eleitoral”, Otto preferiu não fazer prognósticos das atividades do Senado nos próximos dias. “Conversei rapidamente com o Davi [Alcolumbre] e ele indicou que vai ‘esfriar’ um pouco essa semana, esperando novos fatos”, indicou, ao comentar sobre a pauta da PEC da Segurança Pública, que aguarda por votação na Casa.
A Bolsa brasileira acionou o circuit breaker nesta segunda-feira (26), após a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25). É a primeira vez que o mecanismo é acionado desde março de 2020, durante a pandemia de coronavírus.
O circuit breaker é um mecanismo que interrompe temporariamente as negociações na Bolsa em momentos de forte queda do mercado. Durante a suspensão, ficam interrompidas as negociações de ativos, derivativos e títulos de renda fixa privada.
O mecanismo é ativado quando a queda do Ibovespa atinge determinados patamares. Se o índice cair 10% em relação ao fechamento do pregão anterior, as operações são suspensas por 30 minutos. Após a reabertura, se o recuo chegar a 15%, a interrupção dura uma hora. Caso a queda atinja 20%, a B3 pode suspender novamente as negociações por um período que a própria Bolsa definirá.
A queda expressiva desta segunda-feira reverte os ganhos registrados após o primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou a votação na liderança, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula, então presidente.
No pregão seguinte à primeira rodada da eleição, a Bolsa subiu 7,70%, aos 206.911 pontos, em recorde em termos nominais e reais. O dólar, por sua vez, caiu 4,11%, a R$ 5,001, no maior recuo de fechamento desde 2018, quando a moeda havia perdido 5,50% em uma única sessão.
No acumulado desde a confirmação das candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro à Presidência, em agosto, a Bolsa brasileira registrava alta de 15,3%.
O desempenho positivo dos ativos após o primeiro turno refletia a expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro e de um ajuste fiscal mais rigoroso sob seu governo. Para os investidores, a continuidade de Lula na Presidência aumenta o temor de que não haja medidas suficientes para ajustar as contas públicas.
A expectativa de menor controle fiscal tende a elevar o prêmio de risco exigido pelos investidores para financiar o governo, pressionando a curva de juros. Taxas mais altas, por sua vez, podem encarecer o crédito para as empresas e reduzir as perspectivas de lucro, pressionando o mercado acionário.
Agentes do mercado já esperavam a reação dos ativos. Levantamento do Citibank com 73 gestores de fundos de ações e multimercado mostrou que, para 80% dos entrevistados, a vitória de Lula deveria provocar uma queda superior a 5% no Ibovespa nesta segunda-feira. Outros 7% esperavam recuo entre 1% e 5%, enquanto 3% projetavam valorização de 1% a 5%.
No câmbio, 63% dos gestores esperavam uma desvalorização superior a 5% do real, enquanto outros 28% estimavam recuo entre 2% e 5%. Já 6% projetavam valorização superior a 5% da moeda brasileira.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (BC) aprovaram nesta quinta-feira (22) mudanças nas regras de compartilhamento de dados pelo Open Finance, sistema que permite aos clientes autorizar o compartilhamento de informações financeiras entre instituições.
As alterações reforçam a segurança, ampliam a transparência e estabelecem novas exigências para bancos e demais participantes, com atenção especial às necessidades de pessoas jurídicas, como empresas.
Aprovadas em resolução conjunta dos dois órgãos, as novas regras buscam esclarecer as responsabilidades das instituições envolvidas, reduzir divergências de interpretação e dar mais controle aos clientes sobre o uso de suas informações.
Entre as principais mudanças, estão a exigência de consentimento específico para cada empresa parceira, o monitoramento mais rigoroso dessas parcerias e a possibilidade de interromper o compartilhamento de dados diante de riscos à segurança.
A regulamentação também prepara o sistema para permitir que, em determinadas situações, a autorização para compartilhar dados seja concedida em momentos diferentes por cada instituição envolvida. No caso de empresas, isso poderá facilitar processos que dependem da aprovação de diferentes representantes.
O QUE É OPEN FINANCE
O Open Finance, ou sistema financeiro aberto, permite que clientes autorizem o compartilhamento de seus dados financeiros entre instituições participantes. O objetivo é facilitar o acesso a serviços e estimular a concorrência entre bancos, fintechs e outras empresas do setor.
Na prática, uma pessoa ou empresa pode autorizar uma instituição a consultar informações mantidas em outra, conforme as permissões concedidas. Isso pode ajudar na oferta de serviços financeiros mais adequados ao perfil do cliente.
Num exemplo prático, uma empresa que mantém conta em um banco pode autorizar outra instituição a consultar determinadas informações financeiras para avaliar uma proposta de crédito, sem precisar depender exclusivamente dos dados disponíveis na instituição que fará a oferta.
O compartilhamento depende de autorização e deve seguir as regras de segurança e privacidade aplicáveis.
O QUE MUDA?
As alterações aprovadas pelo CMN e pelo BC abrangem cinco pontos principais:
- Consentimento específico: o cliente deverá autorizar o compartilhamento com cada entidade parceira envolvida, aumentando a clareza sobre quem poderá acessar seus dados;
- Mais fiscalização: as instituições participantes terão de reforçar o acompanhamento das empresas parceiras, verificando se elas cumprem as regras e protegem adequadamente as informações recebidas;
- Mais transparência: os clientes terão acesso a informações mais amplas sobre as parcerias e sobre o compartilhamento de seus dados;
- Interrupção por segurança: a regulamentação prevê mecanismos para suspender o compartilhamento quando houver situações que representem riscos à segurança das informações;
- Prevenção de uso indevido: serão aplicadas restrições adicionais para evitar que os dados compartilhados sejam utilizados de maneira inadequada.
O conjunto de medidas procura deixar mais claro quem pode acessar os dados, em quais condições isso pode ocorrer e quais responsabilidades cabem a cada participante.
RESPONSABILIDADE
As mudanças também reforçam o papel da alta administração das instituições financeiras na supervisão do Open Finance.
Diretorias e conselhos de administração deverão ter responsabilidades mais claras em relação ao monitoramento das parcerias, ao cumprimento das normas e à adoção de medidas para prevenir ou corrigir irregularidades.
Na prática, a segurança do sistema não deverá ficar restrita às equipes técnicas. A governança das instituições também deverá acompanhar os riscos relacionados ao compartilhamento de informações.
Caso sejam identificados problemas, as instituições deverão adotar providências preventivas ou corretivas, conforme as exigências regulatórias aplicáveis.
PESSOAS JURÍDICAS
Uma das principais novidades é a preparação para jornadas de consentimento mais flexíveis, especialmente para clientes pessoas jurídicas.
Atualmente, o compartilhamento de dados envolve instituições que transmitem as informações e instituições que as recebem. As mudanças abrem caminho para que as autorizações necessárias sejam concedidas em momentos diferentes em cada uma delas.
No caso de empresas, quando aplicável, os consentimentos também poderão ser dados por usuários distintos, de acordo com os processos internos de representação e aprovação.
Exemplo:
1. A empresa inicia o processo: um representante pede um serviço financeiro em uma instituição que deseja consultar dados mantidos em outro banco;
2. As autorizações são organizadas: os consentimentos necessários podem ser concedidos em momentos diferentes nas instituições envolvidas;
3. Outros responsáveis participam: quando aplicável, outro usuário autorizado pela empresa poderá realizar uma das etapas de aprovação;
4. O compartilhamento ocorre: os dados poderão ser compartilhados conforme as autorizações concedidas e as regras de segurança do sistema.
Esse modelo pode facilitar a utilização do Open Finance por empresas que exigem aprovação de mais de um responsável para movimentações ou decisões financeiras.
O QUE MUDA PARA O CLIENTE?
Para pessoas físicas e jurídicas, o principal efeito esperado é o aumento do controle e da transparência sobre o compartilhamento de informações.
As mudanças também buscam tornar os processos mais claros e previsíveis, sem comprometer a segurança dos dados.
Em resumo, os clientes poderão se beneficiar de:
- Maior clareza sobre as entidades autorizadas a receber seus dados;
- Regras mais rigorosas para proteger as informações compartilhadas;
- Mais mecanismos para interromper o compartilhamento em situações de risco;
- Processos de autorização potencialmente mais flexíveis para empresas;
- Maior responsabilização das instituições envolvidas.
OBJETIVO DAS MUDANÇAS
Segundo a proposta regulatória, os aperfeiçoamentos buscam permitir que o Open Finance continue evoluindo sem enfraquecer a proteção dos usuários.
Ao esclarecer as regras e reforçar a governança, o CMN e o Banco Central pretendem estimular a inovação, ampliar a confiança no compartilhamento de dados e favorecer a concorrência entre instituições financeiras.
A expectativa é que um ambiente com regras mais claras e mecanismos de segurança mais robustos contribua para modernizar o Sistema Financeiro Nacional e facilitar o desenvolvimento de serviços financeiros, especialmente aqueles voltados às necessidades das empresas.
Embora o presidente do BC, Gabriel Galípolo, também componha o CMN, as regras foram aprovadas em resolução conjunta dos dois órgãos.
A procura pelos veículos da montadora chinesa BYD já ultrapassa a capacidade de produção da empresa no Brasil, levando a fabricante a iniciar os trâmites para ampliar sua operação e alcançar uma produção anual de 600 mil unidades. O plano prevê dobrar a capacidade da fábrica brasileira, enquanto a empresa finaliza obras e testes em setores responsáveis pela estamparia, soldagem e pintura dos veículos.
Segundo a Folhapress, via Reuters, o vice-presidente sênior da BYD no país, Alexandre Baldy, afirmou que a companhia pretende iniciar 2027 com mais da metade dos componentes utilizados na produção nacionalizados. A meta é superar o índice de 50%, exigido pelas regras regulatórias, e preparar a unidade para exportar veículos a outros países da América Latina.
A estratégia também responde à pressão de representantes da indústria automotiva nacional, que questionam a dependência da montadora em relação a peças importadas e os benefícios de tarifas temporariamente reduzidas. Segundo Baldy, a fabricante trabalha para colocar as diferentes etapas industriais em funcionamento e fortalecer o reconhecimento da operação brasileira como uma produção local.
A empresa planeja chegar ao fim de 2026 fabricando 25 mil veículos por mês. No entanto, a demanda mensal já alcança aproximadamente 30 mil unidades, segundo o executivo. A diferença entre procura e capacidade produtiva representa de cinco mil a seis mil carros que poderiam ser vendidos, mas não são atendidos pela oferta atual.
Os investimentos na fábrica brasileira já superam R$ 5,5 bilhões. Baldy também informou que as vendas faturadas da unidade devem atingir, ainda nesta semana, 200 mil veículos acumulados em 2026. Em setembro, a marca contabilizou 22,2 mil emplacamentos no mercado brasileiro, o equivalente a 8,5% de participação, conforme dados apresentados pela própria companhia.
Além de ampliar a presença no Brasil, a BYD pretende avançar no mercado latino-americano. De acordo com Baldy, a montadora já ocupa a liderança no Uruguai e tem participação relevante nas vendas da Colômbia e da Argentina. A meta da empresa é assumir a primeira posição entre as montadoras no Brasil em volume de vendas até 2030.
Depois de ter registrado 0,70% em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial do país, desacelerou e fechou o mês de outubro em 0,32%. O recuo de setembro a outubro foi de 0,38 ponto percentual.
Os resultados do IPCA-15 foram divulgados nesta sexta-feira (23) pelo IBGE. No ano, o indicador já acumula alta de 4,15% e, em 12 meses, de 4,62%, acima dos 4,47% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2025, o IPCA-15 foi de 0,18%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, oito tiveram alta em outubro. A maior variação e o maior impacto vieram de Alimentação e Bebidas (0,88%). As demais variações ficaram entre o recuo de 0,10% de Habitação e o aumento de 0,55% em Despesas pessoais.
Em Alimentação e Bebidas (0,88%), a alimentação no domicílio (1,01%) acelerou em relação ao mês anterior (0,38%). Contribuíram para esse resultado os aumentos do tomate (24,54%), da cebola (13,63%), da batata-inglesa (10,96%) e do arroz (5,80%).
Por outro lado, o IBGE destaca, em sua pesquisa, os recuos de preços da cenoura (-10,67%), das frutas (-1,37%) e do café moído (-1,16%) em outubro.
A alimentação fora do domicílio também acelerou na passagem de setembro (0,44%) para outubro (0,56%), em virtude das altas da refeição (de 0,38% para 0,61%) e do lanche (de 0,44% para 0,66%).
Em Despesas pessoais (0,55%), os destaques foram os subitens cinema, teatro e concertos (4,30%), pacote turístico (2,18%) e empregado doméstico (0,62%).
No grupo Transportes (0,05%), o resultado foi influenciado, principalmente, pelos combustíveis que saíram de 0,22% em setembro para 1,20% em outubro. O óleo diesel (3,70%), o etanol (2,73%) e a gasolina (0,92%) apresentaram altas, enquanto o gás veicular teve queda de 0,18%.
Quanto aos índices regionais, dez das onze áreas de abrangência tiveram alta em outubro. A maior variação foi observada em Belém (0,76%), por conta das altas do tomate (17,55%) e da energia elétrica residencial (3,71%).
Em Salvador, a prévia da inflação em outubro foi de 0,34%, acima da média nacional de 0,32%. Em relação a setembro, houve uma desaceleração e o indicador mostrou queda de 0,16%.
No ano, a variação acumulada na capital baiana é de 3,86%, abaixo do resultado para todo o país, que foi de 4,15%. Também no acumulado dos últimos 12 meses Salvador está melhor do que a média nacional, ao marcar 4,33% contra os 4,62% registrados no país.
A Meta, empresa dona do Instagram, removeu da plataforma nesta quinta-feira (22) um vídeo da série “Revelando” em que Mc Cabelinho fala sobre o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). O vídeo derrubado pela Meta, porém, era apenas um teaser e o vídeo completo continua no ar por meio do YouTube. Após a derrubada do vídeo original, a página do projeto “Revelando” e o próprio MC Cabelinho publicaram o conteúdo novamente.
O vídeo em questão aborda a acusação de Flávio ter sido funcionário fantasma no gabinete de seu pai, Jair Bolsonaro, aos 19 anos. O artista comentou, em suas redes sociais, sobre a retirada do conteúdo. “Tropa, derrubaram meu reels (revelando), mas o episódio continua no YouTube… No link do story vocês conseguem ver. Qual foi, Meta?”, questionou o cantor.
Esse episódio ocorre apenas três dias antes do segundo turno das eleições presidenciais e dois dias depois de a empresa precisar responder ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as medidas adotadas para garantir um tratamento igualitário entre as campanhas que disputam o governo federal. O próprio projeto Revelando também demonstrou indignação com a decisão, além dos atores Fábio Porchat e Gregório Duvivier, que contestaram a justificativa de que o conteúdo seria propaganda eleitoral. Segundo eles, um recurso foi apresentado para restabelecer a publicação.
“Voltei, tropa! Jornalismo não é propaganda! Esse é o vídeo que a Meta não quer que você veja! Quem nunca precisou trabalhar de verdade quer te convencer de que o melhor é cortar investimentos para quem está na correria. Flávio Bolsonaro, acusado de ser funcionário fantasma no gabinete de Jair aos 19 anos e que sempre viveu às custas do pai, quer cortar justamente aquilo que sempre ajudou milhões de brasileiros a subir na vida: aposentadoria, saúde, educação, Bolsa Família e direitos trabalhistas. É esse homem que quer ser presidente do Brasil. Se Flávio ganha, você perde”, disse MC Cabelinho ao publicar novamente o conteúdo em conjunto com o Revelando.
A empresa de Mark Zuckerberg afirmou que a retirada está relacionada às regras eleitorais para conteúdos produzidos ou alterados por Inteligência Artificial (IA). “Em conformidade com a resolução aplicável às eleições gerais de 2026, restringimos conteúdos gerados ou alterados por IA nas 72 horas antes da votação, no dia da eleição e no dia seguinte”, informou a empresa ao G1.
A Meta explicou ainda que a restrição referente ao segundo turno começa à meia-noite da quinta-feira (22) e vai até as 23h59 de segunda-feira (26). De acordo com a empresa, o bloqueio também pode atingir arquivos editados por aplicativos que utilizam recursos pontuais de IA, mesmo quando o usuário não está ciente de que a tecnologia foi usada. “Vale reforçar que muitos aplicativos de edição de imagem, vídeo e áudio usam recursos de IA e incorporam ao arquivo um sinal padrão da indústria indicando esse uso. A Meta lê esses sinais automaticamente e, para cumprir a determinação, indisponibiliza esses conteúdos no Brasil”, declarou a empresa.
A Meta já havia sido cobrada pelo TSE anteriormente. Na terça-feira (20), a empresa respondeu ao TSE, afirmando ter cumprido as determinações da Corte para garantir a igualdade na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais durante a campanha do segundo turno. Essa manifestação veio depois de o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Aurélio Bellizze, determinar na segunda-feira (19) que a empresa apresentasse, em até 24 horas, informações detalhadas sobre as medidas adotadas pela companhia.
Em documento enviado à Justiça Eleitoral, a empresa afirmou que uma declaração técnica apresentada no processo confirma que os conteúdos relacionados às duas candidaturas são, de fato, tratados de maneira igual e não discriminatória.
Essa disputa acerca dos conteúdos políticos nas redes sociais surgiu depois que o TSE determinou, no dia 15 de outubro, que a Meta não reduzisse a distribuição nem restringisse a recomendação ou a busca de conteúdos político-eleitorais sobre qualquer um dos candidatos que disputam o segundo turno. A decisão do Tribunal atendeu a um pedido da campanha de Lula, que acusou a plataforma de não entregar suas publicações, além de apontar diferenças no funcionamento da ferramenta de IA da rede social da empresa, que, segundo o processo, não permitia que imagens relacionadas a Lula fossem geradas, enquanto conteúdos relacionados a Flávio Bolsonaro não passavam por esse problema.
Já o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, também afirmou que conteúdos relacionados à sua própria campanha estavam sendo prejudicados pela empresa.
Por maioria dos votos, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional uma lei municipal que autorizou o empréstimo de R$ 85 milhões no município de Simões Filho. De acordo com a decisão, a Lei Municipal n. 1.287/2023, que autorizava a prefeitura a contratar uma operação de crédito milionária e oferecia garantias contratuais, é inconstitucional por ter sido editada sem a prévia estimativa de impacto orçamentário e financeiro.
Anteriormente, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) havia entendido que a legislação não violava nenhuma norma, porque era meramente autorizativa e não criava despesas obrigatórias ou concedia benefícios tributários. Contudo, o PSD acionou o STF alegando que a autorização do empréstimo, que representava cerca de 1% de todo o PIB do município, gerava um compromisso financeiro de longo prazo com vinculação de receitas e tornava o estudo do impacto indispensável.
O STF deu provimento ao agravo interno, justificando que o requisito de estimativa prévia de impacto financeiro aplica-se a todos os entes federativos (União, Estados, DF e Municípios) quando a proposição legislativa cria ou altera despesa obrigatória, e que, mesmo qualificada como "autorizativa", a norma prevê compromissos e despesas inequívocas (vinculação de receitas como garantia, consignação obrigatória de dotações orçamentárias anuais para amortização e abertura de créditos adicionais.
A lei foi aprovada em 2023, durante a gestão do ex-prefeito Dinha, e passou pela Câmara Municipal quando a Casa era presidida pelo atual prefeito, Del Soares. Como a lei autorizativa foi declarada inconstitucional, o contrato de operação de crédito assinado com a instituição financeira contratada fica desprovido de amparo legal, devendo ser suspenso ou rescindido.
A decisão ocorreu no Plenário Virtual e foi tomada por maioria de votos. O ministro Alexandre de Moraes divergiu do relator, Nunes Marques, e inaugurou a corrente vencedora, sendo seguido pela maioria dos ministros no sentido de impor um padrão rígido de responsabilidade fiscal a leis autorizativas municipais.
Os gastos com alimentação e supermercado são os que mais comprometem o orçamento de 59% dos brasileiros, segundo pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box. O levantamento também aponta que 41% dos entrevistados enfrentam mais dificuldades para equilibrar as contas na terceira e quarta semanas do mês, quando os recursos disponíveis começam a ficar mais limitados.
Além da alimentação, as despesas com moradia, aluguel ou financiamento foram citadas por 40% dos participantes, enquanto as contas da casa aparecem entre os principais compromissos financeiros para 32%. O estudo mostra ainda que 28% dos consumidores precisam fazer cortes, adiar pagamentos ou lidar com despesas que não conseguem quitar dentro do próprio mês.
Para Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira, o desequilíbrio está relacionado tanto ao peso das despesas essenciais quanto à concentração dos vencimentos ao longo do mês. “Os dados revelam que, além de olhar para os gastos, devemos olhar também para quando se gasta. Alimentação e supermercado pesam no orçamento de 59% dos brasileiros, moradia entra para 40% e contas da casa para 32% e, geralmente, boa parte desses compromissos essenciais se concentra no início do mês, logo depois do salário cair”, explicou ao Bahia Notícias.
Segundo a especialista, essa concentração pode ajudar a explicar por que a terceira e a quarta semanas são apontadas como as mais difíceis. Nesse período, parte significativa da renda já foi destinada às despesas fixas, reduzindo a margem disponível para imprevistos.
A orientação é acompanhar o orçamento durante todo o mês, registrando as entradas e saídas de dinheiro, verificando os compromissos que ainda vão vencer e identificando antecipadamente a necessidade de ajustes. “Por isso, a orientação é acompanhar o saldo semana a semana, não só no início do mês: registrar o que entra e o que sai, revisar as contas que ainda vão vencer e, se perceber que o dinheiro pode faltar, agir antes”, afirma Aline.
CARTÃO DE CRÉDITO E ENDIVIDAMENTO
Quando percebem que o dinheiro pode não ser suficiente até o fim do mês, 29% dos entrevistados afirmam reduzir gastos não essenciais, enquanto 22% buscam fontes de renda extra. O cartão de crédito também aparece como alternativa para cobrir despesas: 28% dos participantes disseram ter recorrido ao recurso para lidar com a falta de dinheiro nos últimos 12 meses.
Ao mesmo tempo, a fatura do cartão foi o compromisso financeiro mais citado entre os pagamentos que deixaram de ser quitados por falta de recursos, mencionada por 25% dos entrevistados.
Aline alerta que o crédito pode apenas transferir o problema financeiro de um mês para o seguinte, especialmente quando o consumidor não consegue pagar a fatura integralmente ou já tem parte da renda comprometida com parcelas. “O cartão de crédito é um ‘tampa o buraco de um mês’, mas, se a fatura não cabe no orçamento seguinte, o problema só se desloca para frente e cresce, tornando-se uma bola de neve”, afirma.
A especialista recomenda que o consumidor avalie a capacidade de pagamento antes de utilizar o cartão para cobrir despesas essenciais. “O limite do cartão não deve ser tratado como uma extensão da renda. Antes de usar o cartão para cobrir uma despesa, é importante checar como aquela fatura vai ser paga e quanto da receita dos próximos meses já está comprometido com parcelas. Do contrário, a solução de um mês vira a dificuldade do mês seguinte”, acrescenta.
PLANEJAMENTO FINANCEIRO
Apesar das dificuldades, 75% dos entrevistados afirmam planejar frequentemente os gastos antes do início do mês. Entre os recursos utilizados para organizar as finanças, 46% recorrem a cadernos e anotações, enquanto 21% utilizam planilhas.
Os dados indicam, porém, que o planejamento antecipado nem sempre é suficiente para evitar dificuldades financeiras. O peso das despesas essenciais, os imprevistos e a renda disponível podem comprometer o orçamento mesmo entre aqueles que procuram se organizar.
Para Aline, o acompanhamento das contas precisa continuar depois que o salário é recebido, permitindo que o consumidor identifique possíveis desequilíbrios antes das semanas finais. “É importante que o planejamento continue ao longo do mês, e não seja feito apenas quando o salário chega. Vale registrar os gastos conforme eles acontecem, acompanhando o saldo disponível e revisando as próximas contas, o que ajuda a perceber o aperto antes de chegar nas semanas finais”, orienta.
A especialista destaca que não é necessário utilizar ferramentas complexas para manter esse controle. Cadernos, planilhas e aplicativos podem cumprir essa função, desde que as informações sejam atualizadas e consultadas regularmente.
Para as famílias com renda limitada, a reorganização das despesas e a busca por alternativas para complementar os ganhos aparecem como estratégias recorrentes. De acordo com a pesquisa, 36% dos participantes deixaram de sair de casa para economizar, enquanto 21% realizaram trabalhos extras ou atividades informais que normalmente não fariam.
“Para quem tem renda mais limitada, os dados mostram que o ajuste muitas vezes vem por dois caminhos: cortar o que não é essencial, estratégia de 29% dos entrevistados, e rever a rotina para fazer a renda durar, como os 36% que deixaram de sair de casa ou os 21% que fizeram um trabalho extra no período”, afirma Aline.
METODOLOGIA
A pesquisa foi realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, entre 29 de setembro e 5 de outubro de 2026. Foram entrevistadas 1.008 pessoas por meio de entrevistas online em todo o território nacional. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.
A Justiça de São Paulo autorizou, nesta quarta-feira (21), o processamento da recuperação judicial do Grupo Casas Bahia e de outras nove empresas ligadas à companhia. A decisão foi assinada pela juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível da capital paulista. O grupo busca renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e manter suas operações.
Apesar de autorizar o início do processo, a magistrada determinou que as empresas regularizem documentos pendentes no prazo de 30 dias, sob risco de revogação da medida. Entre as informações que precisam ser complementadas estão dados sobre o fluxo de caixa de 2023 de quatro empresas, projeções financeiras individuais e a atualização da relação de credores.
A juíza considerou que as pendências são pontuais e podem ser corrigidas durante o andamento do processo. A decisão também mantém a suspensão temporária de determinadas cobranças judiciais contra as empresas. A AJ Ruiz Consultoria Empresarial S/A foi nomeada administradora judicial, com a função de acompanhar as atividades do grupo e fiscalizar o cumprimento das obrigações durante a recuperação.
Após a publicação do edital, os credores terão 15 dias para apresentar créditos não incluídos na lista ou contestar os valores informados. As manifestações deverão ser encaminhadas à administradora judicial. A autorização para iniciar a recuperação judicial não significa que o plano de reestruturação foi aprovado. A proposta ainda deverá ser apresentada e submetida à análise dos credores, conforme as etapas previstas na legislação.
A recuperação judicial permite que empresas em dificuldades financeiras negociem suas dívidas sob supervisão da Justiça, enquanto continuam operando. O mecanismo busca viabilizar a reorganização financeira e evitar a falência.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (21), em cerimônia no Palácio do Planalto, lei que perdoa dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) e aumenta o teto de faturamento para a categoria.
O pacote voltado aos MEIs é uma das apostas da campanha de Lula à reeleição para a reta final do pleito. O petista tenta acenar ao público de classe média que empreende – que resiste ao seu governo, segundo sondagens de avaliação da gestão federal.
A lei aumenta o teto de faturamento anual do MEI de R$ 81 mil para R$ 110 mil já em 2027. Em 2028, o patamar máximo passa para R$ 140 mil por ano. Na prática, empresários que estão em outras modalidades poderão se enquadrar na categoria e pagar menos imposto.
O texto também perdoa R$ 15,5 bilhões em dívidas da categoria com a União, o que beneficiaria 3,6 milhões de microempreendedores. Ainda será estabelecido um programa de renegociação de débitos bancários que promete descontos mínimos de 90%.
Estiveram presentes na cerimônia parlamentares aliados a Lula e ministros de Estado. O chefe da pasta do Empreendedorismo, Paulo Pereira, um dos responsáveis pela formulação do pacote, afirmou que a aprovação da lei pelo Congresso em uma tramitação de dois dias foi “histórica”.
O projeto de lei com o pacote foi apresentado a 12 dias das eleições e tramitado “a toque de caixa” pelo Congresso Nacional na última semana. O tema, no entanto, já era discutido pelos parlamentares em uma comissão especial desde abril.
A Receita Federal pagou R$ 41 bilhões em restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) em 2026, beneficiando 25,9 milhões de contribuintes. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20). Segundo o órgão, 80% dos pagamentos foram liberados em até um mês após o encerramento do prazo de entrega das declarações.
Além das restituições, o chamado cashback do IRPF distribuiu R$ 460 milhões a 3,4 milhões de pessoas que não haviam apresentado declaração no ano anterior. A Receita também enviou cartas a cerca de 500 mil contribuintes para orientar a correção de inconsistências que podem atrasar o pagamento de restituições.
O grupo representa aproximadamente 1,25% dos mais de 40 milhões de declarantes do imposto. O envio das correspondências, iniciado no começo do mês, termina nesta terça-feira.
A iniciativa faz parte do Projeto Cartas, que busca incentivar a regularização voluntária de pendências antes de eventuais procedimentos de fiscalização. Segundo a Receita, o recebimento da correspondência não significa que o contribuinte esteja sendo fiscalizado, autuado ou que tenha recebido uma multa.
O órgão afirma que a medida está alinhada à Lei Complementar 225/2026, que prevê o direito do contribuinte à orientação antes do início de atividades fiscalizatórias. A proposta é facilitar a correção de erros e evitar que inconsistências comprometam o processamento das declarações e o recebimento de valores devidos.
O fim da escala de trabalho 6x1 foi classificado como um "avanço civilizacional" pelo secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Augusto Vasconcelos, durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta terça-feira (20). Para o gestor, a redução da jornada estimulará o consumo e diminuirá o volume de afastamentos médicos no país.
Ao rebater a tese de que a mudança trará prejuízos ao setor produtivo, Vasconcelos resgatou o histórico das legislações trabalhistas. “A última vez que havíamos reduzido a jornada de trabalho no Brasil foi em 1988, há quase 40 anos. Em todas as vezes, o argumento das elites econômicas é de que isso ia quebrar o país. Muito pelo contrário, eu avalio que a redução da jornada sem redução de salários vai fazer a economia girar”, afirmou.
O secretário argumentou que o tempo livre se converte diretamente em consumo. “Quanto mais tempo livre para o trabalhador, mais tempo também para ele poder consumir. Áreas importantes como entretenimento, cultura, lazer, esporte, saúde, passam a ter um dinamismo maior”, pontuou.
SAÚDE E PRODUTIVIDADE
Vasconcelos destacou que longas jornadas já resultam em ineficiência devido ao desgaste físico. “Não é a redução da jornada que vai implicar a redução de produtividade, porque a redução de produtividade em algum momento já acontece pela fadiga física e mental”, explicou.
O titular da Setre também chamou atenção para o impacto positivo nas contas públicas. “Os indicadores demonstram que a sobrecarga de trabalho está entre os fatores que mais fazem as pessoas se afastarem pelo INSS, o que implica em custos públicos, tanto para o INSS quanto para o SUS. Ao mesmo tempo, você reduz o número de acidentes de trabalho e os encargos para as empresas”, avaliou.
AMPARO A PEQUENOS NEGÓCIOS
Questionado sobre a apreensão de micro e pequenos empresários durante a transição para a nova escala, o secretário garantiu que o governo estadual e o federal atuam para amortecer os impactos.
“A nossa gestão é toda feita em diálogo com a sociedade”, assegurou Vasconcelos, destacando ações de estímulo financeiro já em curso na Bahia. “Nós temos um programa próprio do estado, que é o CredBahia. Estamos alcançando quase R$ 800 milhões já emprestados, com a meta de, nos próximos anos, chegar a R$ 1 bilhão em empréstimos de até R$ 21 mil para micro e pequenos empreendedores poderem comprar maquinário e matéria-prima”.
No âmbito federal, o gestor citou a ampliação da faixa de faturamento do MEI, desenhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e os programas de renegociação de dívidas. Para Vasconcelos, o crescimento do mercado deve ser ancorado em modernização, e não em exaustão. “O avanço em produtividade não pode significar aumento da exploração. Ele tem que significar melhoria de tecnologia, automação e garantia de condições de trabalho adequadas. Isso sim muda a eficiência", concluiu.
Confira a entrevista completa:
A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou em entrevista à rádio CBN Bahia nesta segunda-feira (19) que planeja implementar uma regra de transição de dois anos no programa Bolsa Família. Essa medida visa permitir que os beneficiários abram seus próprios negócios ou aceitem empregos com carteira assinada, garantindo o retorno automático ao benefício caso não consolidem as oportunidades.
"As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família, aquilo é uma proteção mas é o início de uma jornada e todo mundo merece sonhar com mais oportunidade, mais dignidade. É justamente nisso que a gente quer focar, esse é o coração do plano do Flávio", disse.
Segundo a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, o banco público atuarás como o principal braço de apoio para a iniciativa, juntamente com o Banco do Nordeste, oferecendo crédito focado em pequenos empreendedores.
Durante a entrevista, a coordenadora defendeu a implementação de um plano emergencial para reestruturar as dívidas de famílias e empresas, atribuindo o atual cenário de endividamento a medidas eleitoreiras da gestão do presidente Lula da Silva (PT) às vésperas do pleito.
Pela proposta apresentada, o plano emergencial prevê carência de seis meses para que as famílias recomponham suas contas. Para as micro e pequenas empresas, o período de carência proposto é de 12 meses para a reorganização da capacidade de pagamento.
AJUSTE FISCAL
Segundo informações do Uol, Daniella Marques rebateu acusações sobre possíveis cortes em programas sociais e aposentadorias em um eventual governo do Partido Liberal (PL), classificando as afirmações como "campanha criminosa de fake news".
De acordo com a coordenadora, as reduções orçamentárias serão direcionadas aos gastos da máquina pública. "Nós iremos cortar os privilégios em Brasília, férias de 60 dias, supersalários, viagens e outros privilégios, desperdícios da máquina pública e fechar o buraco das estatais para que a gente tenha um Estado mais eficiente", acrescenta.
A economista ressaltou que o ajuste das contas públicas é um dos pilares centrais do plano de governo do candidato. O objetivo é controlar o avanço da dívida pública e permitir a queda dos juros reais, cujo patamar atual é apontado por ela como causa primária do endividamento severo da população e do setor produtivo. Marques concluiu afirmando que o corte pretendido incidirá sobre impostos e burocracia, argumentando que o país enfrenta entraves excessivos para a abertura de novos negócios.
Depois de dois meses de recuo, a economia brasileira voltou a crescer e apresentou expansão de 0,5% na passagem de julho para agosto. Como resultado, o desempenho chega a 1,8% no acumulado de 12 meses.
A constatação faz parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (19).
A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, reunindo dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.
O Monitor do PIB é considerado um “termômetro” da economia e funciona como uma prévia do PIB oficial.
Veja o comportamento da economia na comparação entre meses seguidos, de acordo com o levantamento:
- Agosto: 0,5%
- Julho: -0,3%
- Junho: -0,9%
- Maio: 0,6%
- Abril: 0,3%
- Março: 0,1%
- Fevereiro: 0,5%
- Janeiro: 0,6%
O mês retrasado apresentou avanço de 1,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. No trimestre terminado em agosto, a FGV sinaliza alta de 1,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
MOTORES
A FGV destacou que a economia foi impulsionada em agosto pela indústria extrativa e a atividade de serviços.
O economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre, aponta que, pelo lado da oferta, o resultado refletiu o crescimento da indústria extrativa e a continuidade da expansão da atividade de serviços.
“Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo”, complementa.
Ele assinala ainda que em um contexto de inflação persistente, que obriga uma política monetária contracionista, ou seja, juros elevados, “a economia apresenta capacidade de recuperação”.
No trimestre até agosto, o consumo das famílias cresceu 0,4%, refletindo principalmente a contribuição positiva dos produtos duráveis.
Em valores correntes, a FGV estima o PIB acumulado até agosto em R$ 9,020 trilhões.
PROJEÇÕES
O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (16), que indicou expansão de 0,3% na passagem de julho para agosto e de 1,6% em 12 meses.
O relatório Focus divulgado também nesta segunda-feira, sondagem do Banco Central com instituições do mercado financeiro, sinaliza que o PIB deve crescer 1,83% este ano.
O Boletim Macrofiscal da Secretária da Política Econômica do Ministério da Fazenda, divulgado em setembro, aponta estimativa de crescimento do PIB de 2% este ano.
Na última semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou que o Brasil deve crescer 2,2% este ano. O órgão, instituição multilateral vinculada às Nações Unidas, estima que o país deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027.
RESULTADO OFICIAL
O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A próxima divulgação será referente ao terceiro trimestre do ano, em 2 de dezembro.
A última divulgação, no início de setembro, mostrou que a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre e 1,9% no acumulado de 12 meses.
A Polícia Federal (PF) pediu nesta sexta-feira (16) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação, por 90 dias, do inquérito que investiga os pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com o delegado responsável pela apuração, Anderson Rodrigo Andrade de Lima, a prorrogação é necessária para conclusão de perícias contábeis e para aguardar a tramitação do pedido de cooperação internacional com os Estados Unidos para obter registros financeiros de entidades estrangeiras que teriam recebido repasses.
Os investigadores da PF também avaliam documentos repassados pelo empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, delator do caso Master. Segundo a Agência Brasil, os documentos comprovariam repasses para o fundo de investimentos Havengate Development, criado nos Estados Unidos para receber os pagamentos para o filme.
O caso chegou ao Supremo após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitar a investigação sobre o pedido de dinheiro feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, a Vorcaro para o custeio das gravações.
O filme que retrata a vida política de Bolsonaro veio à tona após o site The Intercept revelar que o senador pediu dinheiro a Vorcaro para financiar as gravações.
Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.
Em julho deste ano, Flávio Bolsonaro foi incluído no inquérito e também passou a ser investigado.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos enviou um documento oficial reafirmando que o governo de Donald Trump apoia o direito do povo brasileiro de escolher seus representantes em eleições livres e justas. A diplomacia americana destacou o compromisso de manter o diálogo e a cooperação com o governo eleito no Brasil em temas de segurança, comércio recíproco e investimentos.
A manifestação da Casa Branca ocorreu em reação à série de questionamentos enviados por congressistas norte-americanos. Em setembro, trinta e um parlamentares enviaram uma carta acusando o governo Trump de tentar influenciar o pleito brasileiro por meio de pressões econômicas, políticas e diplomáticas. A cobrança por garantias de que os EUA aceitariam o resultado das urnas foi reforçada por senadores democratas e por um segundo grupo de doze deputados após a realização do primeiro turno.
Além de tratar das eleições, o Departamento de Estado defendeu as ações restritivas aplicadas contra alvos brasileiros. A diplomacia dos EUA justificou a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, ocorrida em julho de 2025, alegando a existência de evidências de "graves violações dos direitos humanos". O órgão acusou o magistrado de autorizar prisões preventivas injustificadas e emitir ordens sigilosas a redes sociais para banir contas de opositores. O nome de Moraes foi retirado da lista de sancionados em dezembro de 2025.
Além disso, o governo norte-americano manteve a defesa da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O Departamento de Estado afirmou que os grupos operam com extrema violência e constituem uma ameaça à segurança regional e aos próprios Estados Unidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (15) que não sabia que o Bolsa Família não havia recebido reajuste em seu governo até a reta final da campanha eleitoral. A declaração foi feita durante sabatina na TV Globo, ao explicar a decisão de aumentar o benefício em 15,04%.
“Eu não sabia, porque é inexplicável que no governo do Lula alguém pense não em reajustar a inflação no salário das pessoas. É impensável, mas aconteceu”, afirmou o presidente.
Questionado sobre a ausência da correção na proposta de Orçamento de 2027, enviada ao Congresso em 31 de agosto, Lula disse que decidiu agir após descobrir que o benefício não seria reajustado. Segundo ele, havia espaço fiscal para conceder o aumento.
“Eu fui perguntar por que não aumentaram o Bolsa Família. Se tem espaço fiscal para aumentar, por que não aumentaram? Aí tomei a decisão de mandar aumentar”, declarou.
O reajuste de 15,04% foi anunciado em setembro e entrou em vigor na folha de pagamentos de outubro de 2026. A atualização foi calculada com base na inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
ASSISTA:
A Bahia registrou o maior crescimento do volume de atividades turísticas do país entre janeiro e agosto de 2026. No período, o setor avançou 7,4% em relação aos mesmos meses de 2025, enquanto o índice nacional apresentou queda de 0,8%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O desempenho baiano também se destacou em agosto, quando o turismo estadual cresceu 10,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No Brasil, a alta foi de 0,9%.
O resultado mantém uma sequência de crescimento do setor na Bahia. Em 2023, as atividades turísticas avançaram 11,4%, ante 7% no país. Em 2024, a expansão estadual foi de 8,4%, enquanto a média nacional ficou em 3,6%. Já em 2025, a Bahia registrou alta de 6,6%, contra 4,6% no Brasil.
Outro levantamento, realizado pela Fecomércio São Paulo, apontou que o turismo baiano movimentou R$ 759 milhões em julho de 2026. O valor representa um crescimento de 18,7% em relação ao mesmo mês de 2025, superando a expansão nacional, de 2,4%.
Uma aprovação que amplia o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) pela Câmara dos Deputados e representa um avanço para o setor produtivo, mas deve vir acompanhada de uma agenda mais ampla de fortalecimento dos pequenos negócios. Essa foi a avaliação da Associação Comercial da Bahia (ACB) divulgada nesta quinta-feira (15), que defende a necessidade de atualizar também os limites do Simples Nacional, desburocratizar processos e criar condições efetivas para o crescimento das empresas.
A proposta em questão foi aprovada na última quarta-feira (14), atendendo a uma reivindicação da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) junto ao Congresso Nacional. O texto prevê a elevação progressiva do teto do MEI — atualmente fixado em R$ 81 mil — para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
Essa matéria autoriza a contratação de até dois empregados e estabelece diretrizes para a regularização de débitos. O projeto segue agora para análise do Senado Federal, e as regras atuais permanecem em vigor até a conclusão do processo legislativo.
Sob a liderança da presidente Isabela Suarez, a ACB tem reiterado a importância da atualização dos limites do MEI e do Simples Nacional como mecanismo para acompanhar a realidade econômica atual. Contudo, a entidade alerta para a urgência de avaliar o impacto conjunto das decisões econômicas e trabalhistas sobre as empresas, especialmente diante das discussões que preveem alterações na jornada de trabalho.
“O aumento do teto do MEI atende a uma reivindicação antiga, mas precisamos olhar para essa equação como um todo. De um lado, temos a perspectiva de ampliar o limite de faturamento dos pequenos negócios; de outro, mudanças nas regras de jornada de trabalho vão elevar os custos de operação. Como o pequeno comerciante de bairro vai absorver esses custos e manter seu negócio funcionando? Não podemos tomar decisões de forma isolada, sem avaliar seus impactos e discutir mecanismos que permitam às empresas se adaptar”, avisa Isabela Suarez.
Segundo a entidade, o fortalecimento dos pequenos empreendimentos exige uma agenda contínua e consistente, pautada pela simplificação de obrigações tributárias e pela segurança jurídica. A Associação defende que qualquer medida com reflexos sobre a economia e o mercado de trabalho seja conduzida com planejamento e diálogo, evitando que interesses eleitorais se sobreponham à sustentabilidade de quem empreende.
"É preciso responsabilidade, diálogo com quem empreende e medidas que garantam condições reais para continuar gerando emprego e renda", complementa a presidente.
O fim da escala 6x1 e seus profundos impactos nas relações trabalhistas, no comércio e na economia brasileira foram o tema central da entrevista do contador e professor André Luis Barbosa ao programa Bahia Notícias no Ar, da Antena 1 Salvador, nesta quinta-feira (15). Durante a sua participação, o especialista evitou juízos de valor isolados, mas alertou para as consequências práticas e os custos que a medida trará para a sociedade.
Barbosa destacou que a sociedade está em um momento de transição e que as relações de trabalho vêm sofrendo grandes mutações desde a pandemia. Segundo ele, há uma busca crescente por qualidade de vida e autonomia. "As pessoas estão começando a empreender mais, e isso está dizendo pra sociedade: 'eu preciso de mais tempo, eu preciso produzir, eu preciso estar mais satisfeito nesse processo'", pontuou o professor.
Apesar do forte apelo emocional da medida, o contador fez um alerta contundente sobre o repasse de custos. Setores como restaurantes, clínicas médicas e o comércio varejista serão diretamente afetados e precisarão reorganizar suas escalas ou investir em tecnologia para cobrir as lacunas deixadas pela redução da jornada. Na prática, isso elevará o custo operacional das empresas. "Objetivamente com números, o próprio trabalhador vai pagar por essa circunstância, porque vai encarecer os preços, há uma tendência de ter uma inflação inevitavelmente, porque o empregador vai ter um valor a mais nesse processo de custo e deve repassar", explicou.
De acordo com os dados apresentados por Barbosa na entrevista, dos cerca de 45 milhões de trabalhadores celetistas no Brasil, aproximadamente 15 milhões estão atualmente inseridos na escala 6x1. Para mitigar os impactos negativos dessa transição, o especialista ressaltou a importância das legislações adjacentes, especialmente para os pequenos negócios. "Existe a possibilidade, após essa aprovação, de lei complementar [...] para que MEI, micro e pequenas empresas tenham algum processo diferenciado a fim de preservar os empregos", afirmou.
O professor concluiu sua análise destacando a necessidade de o governo atuar rapidamente para que a nova realidade não prejudique a economia de forma severa, equilibrando o que chamou de "lado técnico e o lado emocional" da pauta. A expectativa agora, segundo Barbosa, é torcer para que a legislação complementar seja eficaz em proteger as micro e pequenas empresas.
FIM DA ESCALA 6x1
Com o voto de 75 senadores favoráveis e 1 contra, foi aprovada, na noite desta quarta-feira (14), em segundo turno, a PEC 221/2019, que modifica a jornada de trabalho 6x1. Após ter sido aprovada em primeiro turno no início da noite, a matéria foi confirmada de forma definitiva em segundo turno com uma votação praticamente igual em ambos os turnos no Senado Federal.
Confira a entrevista completa:
Nesta quinta-feira (15), em Salvador, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu a realização de um ajuste fiscal, porém com foco em cortes de privilégios e "super salários", criticando a possibilidade de penalizar aposentados e a classe média.
Em coletiva durante o encontro com empresários baianos, Alckmin destacou que 70% dos aposentados e pensionistas do INSS recebem apenas um salário mínimo (R$ 1.621) e que, muitas vezes, enfrentam dificuldades adicionais, como falta de moradia própria e problemas de saúde. "Você quer tirar dele R$ 40?", questionou o vice-presidente.
Segundo Alckmin, o foco do ajuste deve ser os "super salários" e os privilégios que, em alguns casos, chegam a R$ 300 mil ou R$ 400 mil. Ele ressaltou a experiência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na condução da economia e alertou sobre os riscos de colocar pessoas inexperientes em posições de alta relevância, em referência ao candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL), o que, em sua visão, pode levar a resultados desastrosos para o país.
Para o vice-presidente, a solução passa pelo crescimento econômico: "Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, e segurar a despesa. Aí você melhora a relação dívida/PIB", explicou. Alckmin enfatizou a importância de evitar a recessão e o desemprego, protegendo a classe média e a população de baixa renda de arcar com os custos do ajuste fiscal.
A visita de Alckmin à capital baiana, acompanhado do governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT), faz parte da mobilização nacional para o segundo turno das eleições presidenciais, visando fortalecer a campanha do presidente Lula no estado.
Nesta quinta-feira (15), durante visita a Salvador (BA), o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), comentou a aprovação pelo Senado do fim da escala de trabalho 6x1, ocorrida na última quarta-feira (14). Em coletiva de imprensa ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), Alckmin defendeu a medida, classificando-a como uma "tendência mundial" e afirmando que uma parte importante da indústria brasileira já atua no modelo 5x2.
O vice-presidente detalhou como funcionará a transição para a nova jornada: "O que você vai fazer? Em 60 dias reduz de 44 para 42 horas e, depois de mais 12 meses, reduz para 40". Ele também esclareceu que as pequenas empresas estão fora da nova regra, assim como todo o setor público, seja na esfera municipal, estadual ou federal.
Para Alckmin, a mudança é uma questão de respeito ao trabalhador e de adaptação aos novos tempos. Ele destacou o impacto positivo para as mulheres, lembrando que elas hoje estão ativas no mercado de trabalho e frequentemente enfrentam uma dupla jornada. "É preciso entender as mudanças da sociedade moderna", pontuou, observando que a agricultura tem passado por mecanização e a indústria por processos de robotização e automação.
RETOMADA INDÚSTRIAL E REFORMA TRIBUTÁRIA
Além de abordar a manutenção de empregos com as novas regras trabalhistas, Alckmin celebrou, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), a recuperação da indústria no estado da Bahia. Ele citou como exemplo o complexo que abrigava a antiga fábrica da Ford, que foi reaberto para receber a BYD, destacada por ele como a maior indústria de veículos elétricos do mundo. O vice-presidente também mencionou a força do estado em energias renováveis (solar e eólica) e o setor petroquímico.
Alckmin reforçou que o crescimento sustentável e a competitividade serão impulsionados pela Reforma Tributária, que trará mais eficiência econômica ao país. Segundo ele, a partir de 1º de janeiro, a cesta básica terá seus impostos zerados, o que deverá reduzir o preço dos alimentos. A reforma também desonerará investimentos e exportações, um setor que, segundo o vice-presidente, tem grande potencial de expansão, citando que o acordo entre Mercosul e União Europeia já aumentou as exportações brasileiras para o bloco europeu em 30%.
O volume de serviços na Bahia registrou uma queda de 4,8% no mês de agosto de 2026 na comparação com julho, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O resultado acompanhou a trajetória do índice nacional, que teve variação de -0,1%, porém com uma intensidade maior de retração no estado. De acordo com a análise técnica, o desempenho foi impactado por oscilações na circulação de pessoas e no consumo de serviços, sob influência de juros elevados, crédito mais encarecido e estabilidade na renda.
Apesar do recuo mensal, o setor de serviços baiano apresentou expansão de 8,3% em relação a agosto de 2025, superando o resultado médio do país (0,6%). Das cinco atividades pesquisadas, quatro registraram crescimento:
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Serviços profissionais, administrativos e complementares: +13,2%
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Serviços prestados às famílias: +10,2%
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Serviços de informação e comunicação: +10,2%
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Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: +5,8%
A única atividade com resultado negativo no confronto anual foi a categoria de Outros serviços, com queda de 2,8%.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior, a Bahia registrou alta de 4,0%, ante 1,7% da média nacional. Nos últimos 12 meses, o setor acumula crescimento de 2,2% no estado, igualando o índice do Brasil.
Em comunicado à imprensa logo após a conclusão da votação, pelo Senado, da proposta que modifica a jornada de trabalho 6x1, na noite desta quarta-feira (14), o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, fez um alerta sobre possíveis aumentos de custos e de preços com a redução da quantidade de horas trabalhadas.
Na avaliação do presidente da CNI, a medida aprovada pelo Senado Federal causará perdas econômicas, demissões, repasse de custos para a população e inflação em todo o país.
“Lamentamos que a votação tenha sido feita sem mais debates com a sociedade brasileira e entendemos que os impactos dessa medida não foram devidamente mensurados”, disse Ricardo Alban no comunicado.
Levantamento recente da CNI mostra que a redução da jornada para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, elevará os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões. A entidade também afirma que a mudança promovida pelo Congresso Nacional resultará em uma queda de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o equivalente a R$ 76,9 bilhões.
Os dados da CNI apontam que os preços para o consumidor terão alta de 6,2% em média, impactando nas compras em supermercado, por exemplo, que podem ficar 5,7% mais caras. Para a entidade, os produtos industrializados terão alta média de 6% – no caso de roupas e calçados o aumento dos preços pode alcançar 6,6%.
Ricardo Alban expõe ainda, no comunicado, que a mudança aprovada em pleno período eleitoral representa um retrocesso para o Brasil, que já sofre com baixa produtividade e falta de competitividade no mercado internacional. O dirigente diz esperar que o tema volte a ser debatido pelo Congresso em busca de soluções que evitem desemprego e perda de renda.
“Após a constatação, por exemplo, da perda de competitividade e da alta inflacionária, acreditamos que o Congresso Nacional possa abrir espaço para revisitar o tema visando encontrar a melhor solução para a economia brasileira”, acrescentou Alban.
O governo de Portugal confirmou a vitória da alemã Lufthansa na disputa pela aquisição de 44,9% do capital social da TAP Air Portugal. A proposta vencedora soma € 1,201 bilhão (aproximadamente R$ 6,74 bilhões) na fase inicial, superando em 16% o montante apresentado pelo consórcio concorrente Air France-KLM. O modelo do negócio estabelece que o Estado português manterá a maioria do capital da empresa, detendo 50,1% das ações.
Por sua vez, a divisão executiva e a gestão das operações diárias da transportadora ficarão sob o comando da Lufthansa. Com a transação, a avaliação global da empresa aérea atingiu € 2,552 bilhões (cerca de R$ 14,32 bilhões).
Segundo informações do Jornal O Globo, o patamar atual demonstra forte recuperação em comparação ao histórico recente da companhia, cujo valor de mercado chegou a sofrer reduções acentuadas registrados pelo governo português.
A estrutura acionária prevê ainda a reserva preferencial de 5% dos títulos para os funcionários da TAP. Caso os colaboradores optem por não adquirir essa fatia, a participação da Lufthansa poderá ser ampliada.
O planejamento do processo prevê uma segunda fase até o ano de 2028, quando o governo de Portugal poderá converter o capital restante em participação direta na holding do grupo alemão. Esse desdobramento envolve um aporte adicional de € 480 milhões (R$ 2,685 bilhões) e pode transformar o Estado português no segundo maior acionista global da Lufthansa.
A proposta contemplada prevê ainda o investimento direto de € 500 milhões (R$ 2,796 bilhões) em projetos operacionais em Portugal, incluindo:
- Abertura de uma escola para capacitação e formação de pilotos;
- Implantação de um centro focado em inovação;
- Estruturação de um polo de serviços corporativos.
- Importância do mercado brasileiro e manutenção da marca
A relevância da TAP no mercado no Brasil funcionou como divisor de águas na concorrência entre os grupos europeus. As operações brasileiras somam 17 rotas em 15 cidades, respondendo por 30% do faturamento da aérea portuguesa.
O CEO da Deutsche Lufthansa AG, Carsten Spohr, destacou que a operação integra o plano de internacionalização da corporação e consolida a presença do grupo no Atlântico Sul. Em nota oficial, a TAP ratificou que o acordo garante o cumprimento de pontos fundamentais.
"Estamos prosseguindo consistentemente com nossa estratégia de internacionalização e fortalecendo de forma sustentável nossa posição no Atlântico Sul", disse o executivo.
Criada em 1945 e receptora de aportes estatais durante a crise sanitária global, a TAP acumulou prejuízo de € 99 milhões no primeiro semestre, impulsionada pelo encarecimento dos combustíveis. Segundo as autoridades de Portugal, a integração ao quarto maior conglomerado de aviação do planeta assegura os ganhos de escala necessários para a viabilidade do negócio no longo prazo.
A operação de cogestão deve ter início ainda este ano, embora a transferência definitiva dependa da aprovação do órgão antitruste da Comissão Europeia, processo estimado entre 18 e 24 meses. O presidente do Conselho de Administração da TAP, Carlos Oliveira, afirmou que a empresa alcança este estágio após um ciclo de transformações profundas e reafirmou o compromisso da equipe na condução do plano estratégico traçado para o período 2026-2035.
Os juros altos são o principal obstáculo para a indústria brasileira acessar crédito, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Entre as empresas que tiveram dificuldades para obter financiamento de curto ou médio prazo, 76% apontaram as taxas elevadas como uma das principais barreiras. Nas operações de longo prazo, com vencimento superior a cinco anos, os juros foram citados por 69% dos empresários.
A Sondagem Especial 107 – Condições de Acesso ao Crédito em 2026 ouviu 1.701 empresas industriais, de 3 a 12 de agosto, sobre as condições enfrentadas entre fevereiro e julho. O universo da pesquisa inclui 692 pequenas, 612 médias e 397 grandes empresas industriais em todo o país.
Apesar de ainda liderarem o ranking de obstáculos, as taxas perderam peso em relação à pesquisa anterior. Em 2025, eram apontadas por 80% das empresas nas operações de curto e médio prazo e por 71% nas de longo prazo.
“A queda dos juros leva um tempo para se refletir no custo do crédito, que ainda chega bastante elevado para as empresas”, afirma em nota Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI.
OUTRAS BARREIRAS
Depois dos juros, as exigências de garantias reais aparecem como o principal entrave nas operações de curto e médio prazo. O problema foi citado por 33,4% das empresas. No crédito de longo prazo, o percentual ficou em 31,5%.
A burocracia foi mencionada por 13,6% dos empresários nas operações de curto e médio prazo. Já no longo prazo, a segunda dificuldade foi o prazo de carência considerado insuficiente, citado por 18,9%.
PRINCIPAIS OBSTÁCULOS
- Juros elevados: 76% no curto/médio prazo e 69% no longo prazo;
- Garantias reais: 33,4% e 31,5%, respectivamente;
- Burocracia: 13,6% no curto/médio prazo;
- Carência insuficiente: 18,9% no longo prazo.
BUSCA POR CRÉDITO
Quase metade das empresas industriais, 49,9%, não tentou contratar ou renovar crédito de curto ou médio prazo no período analisado. Apenas 22,9% conseguiram contratar ou renovar financiamento, e 7,5% tentaram, mas não obtiveram os recursos.
No crédito de longo prazo, 54% não buscaram financiamento. Outros 15,5% conseguiram contratar ou renovar operações, e 9,2% tentaram, sem sucesso.
Considerando apenas as empresas que efetivamente buscaram crédito, a taxa de frustração aumentou em relação a 2025:
- Curto/médio prazo: 24,7%, contra 20% em 2025;
- Longo prazo: 37,2%, contra 33% no ano anterior.
As pequenas empresas tiveram os maiores índices de insucesso. No longo prazo, por exemplo, 48,2% das pequenas e 48,1% das médias não conseguiram obter o crédito procurado, ante 29,9% das grandes.
CRÉDITO PARA DESPESAS
A pesquisa também identificou que empresas industriais continuam recorrendo a linhas de longo prazo para financiar despesas do dia a dia. Entre as que buscaram, contrataram ou renovaram esse tipo de crédito, 28,7% indicaram o capital de giro como principal finalidade.
O percentual ficou acima do registrado para investimentos em máquinas e equipamentos (23,6%) e construção ou instalações (11,6%).
Segundo a CNI, o movimento chama atenção porque linhas de longo prazo normalmente são destinadas a investimentos, enquanto despesas como folha de pagamento, materiais e insumos costumam ser financiadas por operações de menor duração.
No curto e médio prazo, quase 60% das empresas apontaram o capital de giro como principal finalidade do crédito.
MENOS CUSTOS
Para as empresas, a redução dos custos tributários e administrativos seria a principal medida para facilitar o acesso ao crédito. A alternativa foi escolhida por 38,4% dos entrevistados para operações de curto e médio prazo e por 31,2% para as de longo prazo.
Também aparecem entre as principais sugestões:
- Ampliação das linhas públicas: 22,8% no curto/médio prazo e 26,3% no longo;
- Simplificação das exigências bancárias: 21,1% e 22,1%, respectivamente.
Os bancos e as instituições financeiras começam nesta sexta-feira (9) a devolver cerca de R$ 1,325 bilhão em saldos que permaneceram nas contas de apostadores após o encerramento de plataformas de apostas on-line atingidas pela Medida Provisória (MP) 1.394/2026. A restituição deve alcançar aproximadamente 26,5 milhões de pessoas até a próxima quarta-feira (14).
Os pagamentos serão feitos nas contas bancárias utilizadas pelos usuários para depositar dinheiro nas plataformas. Os apostadores devem acompanhar as movimentações e consultar os canais oficiais das instituições financeiras.
O prazo para retirar os recursos diretamente nos sites e aplicativos terminou às 23h59 de segunda-feira (5). As empresas tiveram até quinta-feira (8) para encaminhar aos bancos os dados dos saldos associados aos CPFs e às contas bancárias dos clientes.
Caso a devolução não seja concluída por problemas operacionais, a Caixa Econômica Federal ficará responsável pelos valores pendentes a partir de 14 de outubro. Segundo o Ministério da Fazenda, as orientações para essa etapa serão divulgadas pelos canais oficiais.
Durante o processo de restituição, os apostadores devem ficar atentos a tentativas de fraude. O governo alerta que não é necessário pagar taxas antecipadas para receber os valores e recomenda não compartilhar senhas ou códigos bancários com terceiros.
Daniel Vorcaro, preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal desde março deste ano, tem tentado um espaço na televisão para falar sobre o caso do Banco Master. O empresário, junto com sua defesa, estaria negociando com duas emissoras para uma entrevista exclusiva. As informações são da Folha de S. Paulo.
Contatos próximos ao ex-banqueiro procuraram a Rede Globo para discutir a proposta e, antes mesmo de a emissora da família Marinho ser contatada, a Record já teria demonstrado interesse. Vorcaro, no entanto, teria preferência pela emissora de Edir Macedo, com a possível entrevista sendo feita pelo apresentador do Domingo Espetacular, Roberto Cabrini. Segundo informações, o tempo de tela poderia ser maior, já que a emissora costuma ser mais flexível em relação à sua grade televisiva.
A negociação foi confirmada por Cabrini, ao afirmar que aguarda um desfecho positivo. Já a defesa de Vorcaro não se manifestou. Já que o empresário está preso, a entrevista teria que ser realizada dentro do presídio e, para que isso aconteça, seria necessária uma autorização da Justiça. Além disso, o ex-banqueiro também negocia uma delação premiada com a Polícia Federal e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
O caso do Banco Master, que resultou na liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central em novembro de 2025, abarca fraudes financeiras e emissões de títulos de investimentos sem as garantias exigidas. As investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que o conglomerado acumulou rombos bilionários, gerando impactos no sistema financeiro nacional, mobilizando o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O caso tornou-se uma das maiores crises de insolvência do país.
A partir da prisão de Daniel Vorcaro, controlador da empresa, e da apreensão dos seus dispositivos eletrônicos por meio da Operação Compliance Zero, a PF descobriu uma rede de influência política, além de conexões com autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
O faturamento da indústria de transformação recuou 3,5% em agosto, segundo os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (7). Foi o segundo mês consecutivo de queda, após retração de 2,2% em julho.
A redução da receita veio acompanhada de menor ritmo de produção. As horas trabalhadas caíram 1% no mês, enquanto a utilização da capacidade instalada passou de 77,5% para 76,9%. No acumulado de janeiro a agosto, o faturamento registra queda de 0,2% em relação ao mesmo período de 2025.
As horas trabalhadas também recuaram, 0,8%, enquanto a utilização média da capacidade instalada ficou 1,5% acima da registrada nos oito primeiros meses do ano passado. O emprego permaneceu estável em agosto, mas acumula queda de 0,5% no ano. Já a massa salarial avançou 0,5% no mês e 0,9% no acumulado, enquanto o rendimento médio subiu 0,5% em agosto e 1,5% no ano.
Segundo a CNI, a indústria tem sido pressionada pela carga tributária, pelo custo de insumos e matérias-primas e pelos juros elevados. Esses fatores, de acordo com a entidade, afetam a demanda por produtos industriais e o endividamento das famílias.
As empresas de apostas on-line autorizadas a atuar no Brasil começam nesta quarta-feira (7) a repassar aos bancos os dados dos saldos que ainda estão nas contas dos apostadores. Ao todo, R$ 1,325 bilhão deverá ser devolvido a cerca de 26,5 milhões de pessoas.
As informações, vinculadas ao CPF e às contas bancárias utilizadas nos depósitos, deverão ser enviadas pelas plataformas até quinta-feira (8). A devolução pelos bancos está prevista entre sexta-feira (9) e quarta-feira (14).
Os valores serão transferidos diretamente para as contas bancárias usadas pelos apostadores para realizar os depósitos nas plataformas. A partir de 14 de outubro, quantias que não puderem ser devolvidas serão encaminhadas à Caixa Econômica Federal, que ficará responsável pela restituição.
O prazo para retirada voluntária dos valores diretamente nas bets terminou às 23h59 de segunda-feira (5). O governo informou ainda que 188 sites legalizados tiveram a autorização cancelada, enquanto 13.241 plataformas ilegais foram encaminhadas para bloqueio.
A maior parte das contas ainda possui valores muito baixos. São 86,2 milhões de contas com saldo entre R$ 0,01 e R$ 0,99, que somam R$ 15,5 milhões. O número de contas supera o de apostadores porque uma mesma pessoa pode ter cadastro em diferentes plataformas.
A Cesta Básica de Salvador passou a custar R$ 608,50 no mês de setembro de 2026, registrando um aumento de 3,64% em relação a agosto. A elevação representa um acréscimo nominal de R$ 21,38 no orçamento das famílias. Os dados foram calculados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em 3.353 cotações de preços realizadas em 88 estabelecimentos comerciais da capital baiana.
Dos 25 produtos monitorados no levantamento, 17 apresentaram alta de preço:
- Tomate: 43,75%
- Flocão de milho: 34,48%
- Batata inglesa: 34,16%
- Cebola: 17,20%
- Maçã: 7,46%
- Farinha de mandioca: 6,54%
- Café moído: 5,36%
- Banana-prata: 5,33%
- Arroz: 3,56%
- Óleo de soja: 2,63%
- Linguiça calabresa: 2,48%
- Queijo muçarela: 2,19%
- Carne de segunda: 1,74%
- Açúcar cristal: 1,51%
- Leite: 1,08%
- Carne de sertão: 0,91%
- Carne de primeira: 0,26%
Por outro lado, oito itens registraram redução nos preços médios:
- Cenoura: -7,46%
- Feijão: -5,17%
- Frango: -4,48%
- Queijo prato: -2,47%
- Ovos de galinha: -2,34%
- Macarrão: -1,78%
- Pão francês: -0,77%
- Manteiga: -0,29%
Segundo a SEI, as condições climáticas nas regiões produtoras — especialmente a ocorrência de chuvas e temperaturas mais amenas —, aliadas às variações de oferta e demanda, foram os fatores determinantes para o comportamento dos preços.
O expressivo encarecimento do tomate decorreu da menor oferta nos principais mercados do país, provocada por temperaturas mais baixas que desaceleraram o ciclo das plantas e a maturação dos frutos. Além disso, o esgotamento de áreas de colheita e as chuvas no campo dificultaram os trabalhos de coleta.
Essa escassez resultou na presença marcante de frutos verdes nos entrepostos de abastecimento, movimento de alta que começou na segunda metade de agosto e persistiu ao longo de setembro. O subconjunto de ingredientes voltados ao almoço soteropolitano — composto por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola — teve aumento de 5,27% em setembro, sendo responsável por 37,78% do valor total da Cesta Básica.
Já o subgrupo da refeição matinal — formado por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho — subiu 0,57%, representando 35,35% do custo da cesta. Para adquirir a Cesta Básica em setembro de 2026, um trabalhador de Salvador precisou cumprir uma jornada de 89 horas e 16 minutos. Isso equivale ao comprometimento de 40,58% do valor líquido do salário mínimo de R$ 1.499,43 (após a dedução de 7,50% da contribuição previdenciária).
O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos, defendeu a continuidade da agenda de reindustrialização do Brasil e afirmou esperar um cenário mais favorável para o setor em 2027. A declaração foi dada ao comentar as perspectivas para a indústria diante do cenário político e econômico após as eleições de 2026.
Segundo Passos, apesar das incertezas provocadas pelo processo eleitoral, o país não pode recuar na busca pelo fortalecimento da indústria nacional. Ele afirmou que a expectativa de avanço na reindustrialização é um dos fatores que alimentam a perspectiva de que 2027 seja melhor para o setor do que 2026.
Ao comentar a campanha eleitoral, o presidente da Fieb também avaliou que o 1º turno não proporcionou um ambiente suficiente para a discussão de propostas entre os candidatos. Para ele, o 2º turno deve ampliar o espaço para o contraditório e para a apresentação das ideias que deverão orientar o país nos próximos anos.
Passos criticou ainda a predominância da polarização na campanha, afirmando que parte das discussões eleitorais ficou concentrada em temas que, em sua avaliação, não contribuem para uma reflexão sobre os caminhos para o desenvolvimento econômico e social do país.
A expectativa do presidente da Fieb é que os debates entre os dois candidatos no 2º turno permitam à sociedade analisar de forma mais aprofundada as propostas apresentadas. Para ele, uma escolha baseada na discussão de ideias também poderá conferir maior autoridade e força política ao vencedor para implementar sua agenda.
Entre os temas que, na avaliação de Passos, deveriam estar no centro dessa discussão estão uma "verdadeira reforma tributária" e um processo de reindustrialização do Brasil. O dirigente defendeu que o cenário econômico e os desafios estruturais do país sejam analisados durante a reta final da disputa presidencial.
A Federação das Indústrias da Bahia (Fieb) anunciou, nesta terça-feira (6), a terceira edição do Index, para o ano de 2027. O evento, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), é considerado o maior da indústria do Nordeste e a expectativa é reunir até 40 mil pessoas no Centro de Convenções em Salvador entre os dias 15 e 17 de junho.
O anúncio ocorreu na sede do Sistema Fieb em Salvador, com a presença do presidente da federação, Carlos Henrique Passos, e do superintendente do Sebrae, Jorge Cury. Ao Bahia Notícias, Cury destacou a importância da conexão entre o mercado de negócios e o setor industrial para a movimentação da economia baiana.
“Porque tem havido esse entrelaçamento entre as diferentes parcerias, quer seja a FIeb com as grandes e médias empresas da indústria e o Sebrae com as micro e pequenas empresas da indústria. Isso faz com que o nosso estado tenha um entrelaçamento muito forte dentro dessa jornada [de crescimento econômico]”, afirmou.
Jorge Cury, superintendente do Sebrae na Bahia | Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias
Ele explica que parte do trabalho do Sebrae é reunir e preparar empreendedores de todo o estado para participar do evento.
“Então, muitos [empreendedores e empresários] estiveram expondo e vão também continuar expondo nesse novo evento no próximo ano, mas também nós temos trazido caravanas das 10 gerências regionais do estado, [caravana] do Sebrae, caravanas para o evento, onde os micro e pequenos industriais estão tendo a oportunidade de ver, visitar, de conhecer, de assistir palestras, de participar de encontros. E com isso nós temos que voltar e fazer muito mais pelo desenvolvimento da indústria em nosso estado, gerando mais emprego e gerando mais riqueza”, detalha.
Esse trabalho, no âmbito do Sebrae, está sob liderança e organização do diretor técnico, André Gustavo Barbosa. Em entrevista ao BN, André destaca que “a micro e pequena empresa é a prioridade do Sebrae e a Federação das Indústrias tem um escopo maior de atender a todas as empresas do estado do setor industrial”. Essa diferença permite que ambos os nichos, que parecem distantes, se aproximem e gerem impactos na produção de inovação e crescimento econômico para ambas as partes.

André Gustavo, diretor técnico do Sebrae na Bahia | Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias
“O evento é feito também para isso, para fazer essas empresas se conectarem com indústrias maiores através do encadeamento produtivo, ou que ela faça negócio diretamente com empresas do setor do comércio, vendendo para quem realmente comercializa os produtos. Então, as empresas estão muito inseridas”, detalha.
“Tem uma área muito forte de inovação, ajudando as pequenas indústrias a investirem mais em inovação em seus negócios, como também capacitação, qualificação, acesso a mercados internacionais. Então, vai ser um evento muito focado na micro e pequena empresa, que é a prioridade do Sebrae”, diz o diretor do Sebrae Bahia.
Durante o anúncio do evento, os coordenadores do Index, Manuela Martinez e Tércio Calmon, apresentaram as projeções de crescimento do evento. Segundo a expectativa dos organizadores para 2027, o evento deve ocupar uma área de 20 mil m² e contar com uma estrutura distribuída por 3 pavilhões.
Ao Bahia Notícias, Tércio destaca o crescimento do evento ano a ano: “A feira cresce em 25%. A grande novidade é a chegada do congresso INDEX, que vai acontecer simultaneamente ali dentro do Centro de Convenções, com uma capacidade de até 800 participantes, onde a gente vai discutir temas de interesse da indústria, mas também do setor produtivo, tratando sobre inovação, tecnologia, sustentabilidade, competitividade para fortalecer a economia do nosso estado ainda mais”, explica.

Tércio Calmon | Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias
A edição projeta reunir 420 expositores e oferecer 250 horas de conteúdo técnico, com uma estimativa de movimentação financeira na ordem dos R$ 260 milhões em negócios. A previsão de público é de 40 mil visitantes, o mesmo de 2026, mas os coordenadores defendem que a prioridade é melhorar a experiência dos visitantes, em especial, os B2B, ou seja “Business to Business”, focado na venda de produtos ou serviços entre pessoas jurídicas.
“A gente não pode perder o foco que o INDEX é um evento também de negócios, certo? E a expectativa para 2027 é que a gente realize e fomente mais de R$ 250 milhões em negócios para todas as empresas participantes. Serão três rodadas de negócios acontecendo simultaneamente ali dentro do evento com empresas âncoras, compradoras prospectadas, inclusive do país inteiro, que estarão ali voltadas para fazer negócios com todas essas empresas expositoras”, aponta.
O presidente da FIeb, Carlos Henrique Passos, celebrou os esforços do Index para impulsionar a indústria baiana. “Além do comércio que já tem estado presente, vamos trazer também os bancos, com suas de fomento à inovação, para debater temas que são importantíssimos. Nós estamos num momento muito desafiador para a indústria brasileira e em especial aqui para a indústria da Bahia”, completa.
O Governo da Bahia publicou na segunda-feira (5) o Decreto Nº 24.839, que autoriza a venda da sua participação acionária minoritária na Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás). O objetivo da medida é atrair investimentos privados para modernizar e expandir a infraestrutura de gás canalizado no estado, sem privatizar o controle da companhia, que continuará operando como sociedade de economia mista.
A operação não altera os prazos da concessão vigente, as regras tarifárias ou a regulação feita pela AGERBA.
COMO FUNCIONARÁ A VENDA
O primeiro passo será a contratação de uma empresa independente e especializada para realizar a avaliação econômico-financeira da companhia. É este estudo que determinará o preço mínimo de venda das ações ordinárias e preferenciais, valor este que não poderá ser inferior ao patrimônio líquido da empresa.
Em respeito ao Acordo de Acionistas em vigor desde 1993, os atuais sócios da Bahiagás terão o chamado "direito de preferência". Eles serão notificados e terão um prazo mínimo de 30 dias para decidir se desejam comprar a fatia do Estado pelas mesmas condições estipuladas na avaliação.
ABERTURA PARA NOVOS INVESTIDORES
Caso os atuais acionistas recusem a oferta ou não comprem a totalidade das ações, o Governo da Bahia publicará um edital abrindo a venda para terceiros, pelo mesmo preço oferecido aos sócios.
Poderão entrar na disputa empresas nacionais ou estrangeiras, mas as exigências são altas. O adquirente precisará comprovar:
-
Capacidade econômico-financeira compatível com a compra;
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Experiência comprovada no setor de energia, gás natural ou infraestrutura;
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Regularidade fiscal e trabalhista.
O decreto também impõe barreiras. Estão proibidas de adquirir as ações empresas em processo de falência, recuperação judicial, ou que tenham sido declaradas inaptas pelo poder público. Concorrentes diretos da Bahiagás no estado da Bahia também estão vetados, a não ser que recebam uma autorização expressa do Conselho de Administração da companhia.???????
FISCALIZAÇÃO
A entrada de um novo investidor não alterará as regras do jogo para o consumidor. O decreto garante a manutenção dos critérios tarifários, o papel fiscalizador da AGERBA e as obrigações de universalização do serviço. O novo acionista minoritário será obrigado a aderir integralmente ao atual Acordo de Acionistas e deverá garantir os investimentos proporcionais à sua fatia para o plano de expansão do gás no estado.
Todo o trâmite será monitorado de perto pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), responsável por zelar pela legalidade da operação. O Governo do Estado também incluiu uma cláusula de segurança, reservando-se o direito de suspender ou revogar a venda a qualquer momento, sem que isso gere direito a indenizações aos participantes do processo.
O Ibovespa alcançou uma nova máxima histórica nesta segunda-feira (5) e superou, pela primeira vez, a marca dos 200 mil pontos e avançou posteriormente para a região dos 206 mil pontos. A ação ocorreu em uma sessão marcada por forte valorização generalizada das ações brasileiras no primeiro pregão após a eleição.
Segundo informações do BP Money, o movimento é acompanhado por forte queda do dólar comercial, que recua para a região de R$ 4,98, e dos juros futuros. O Banco Central informou a primeira parcial da PTAX com compra a R$ 4,9888 e venda a R$ 4,9894.
Logo nos primeiros minutos de negociação, o Ibovespa avançava 4,32%, aos 200.417,75 pontos, mesmo antes da abertura de todas as ações. Na sequência, acelerou para 4,88%, aos 201.536,68 pontos, e continuou renovando recordes até alcançar a região dos 206 mil pontos.
O Índice de Small Caps (SMLL) iniciou o pregão com alta preliminar de 0,02%, aos 2.351,08 pontos.
Os grandes bancos aparecem entre os principais responsáveis pelo salto do Ibovespa nesta abertura, com ganhos expressivos no primeiro pregão após a eleição. O Banco do Brasil (BBAS3) disparou 10,88%, enquanto o Bradesco (BBDC4) subiu 10,19%. As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) avançaram 9,23%.
O Santander (SANB11) também opera no campo positivo, mas apresenta movimento mais moderado, com valorização de 2,06%.
Depois afirmar na véspera que discute com o Banco Central a adoção de uma medida para impedir as instituições financeiras de enviarem mais de um cartão crédito por pessoa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, nas redes sociais, que cada cidadão pode "tem o direito de ter quantos cartão quiser".
"Ontem falei da preocupação com o cartão de crédito, pois os juros são indecentes. Hoje meus adversários acordam para defender os bilionários donos de operadoras desses cartões. Claro que sei da importância do crédito para a vida das famílias. Cada cidadão tem o direito de ter quantos cartões de crédito quiser. O que não aceito é que bancos enviem para a casa das pessoas sem que elas tenham solicitado. Vamos acabar com essa prática e com os juros abusivos no Brasil", postou Lula.
Nos oito primeiros meses de 2026, os idosos baianos deram um passo importante para regularizar a vida financeira. Consumidores com 65 anos ou mais no estado fecharam 49.903 acordos de dívidas, um salto expressivo de 26,59% em comparação ao mesmo período de 2025. O índice baiano superou tanto o crescimento nacional da mesma faixa etária (23,1%) quanto a média geral do país (17,2%). No entanto, esse esforço de regularização esbarra em um dado preocupante: a inadimplência entre brasileiros com 60 anos ou mais avançou 10,7% no último ano, a maior alta entre todas as idades, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa.
Para Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira, o aumento simultâneo das negociações e da inadimplência não é um cenário contraditório. “Eles mostram, na verdade, que existe uma pressão maior sobre o orçamento dessa população, mas também uma disposição para buscar a regularização”, explica.
Uma pesquisa recente da Serasa ilustra o aperto financeiro enfrentado por esse público: 46% dos aposentados dizem que o valor do benefício não é suficiente para manter o padrão de vida anterior e metade já precisou recorrer ao crédito para pagar contas. Destes, 35% utilizam o crédito inclusive para gastos essenciais. Além das contas do dia a dia, a segurança é outro fator de desequilíbrio: quatro em cada dez idosos relataram já ter sofrido golpes com prejuízo financeiro.
ARMADILHAS DO ORÇAMENTO
A especialista aponta que a volta à inadimplência na terceira idade é multifatorial. A renda que não acompanha a inflação, o alto comprometimento da aposentadoria com o crédito consignado, o uso do cartão de crédito para despesas rotineiras e o apoio financeiro a familiares são os principais vilões.
Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira | Foto: Serasa
Para que a tentativa de limpar o nome não vire uma nova dor de cabeça, Aline Vieira orienta cautela na hora de fechar um acordo. “O cuidado central é garantir que a parcela caiba na renda mensal sem comprometer as despesas essenciais, como moradia, alimentação e, especialmente, medicamentos e saúde”, alerta. A recomendação é priorizar dívidas com juros mais altos (como o cartão de crédito), observar o Custo Efetivo Total (CET) do acordo e jamais contrair um novo empréstimo para pagar outro.
NOME LIMPO
Após renegociar os débitos, o desafio passa a ser a manutenção das contas em dia, sobretudo para quem conta com renda fixa. O primeiro passo, segundo a especialista da Serasa, é construir um orçamento realista, mapeando tudo o que entra e sai, separando o supérfluo do que é essencial.
"Sempre que possível, vale construir uma pequena reserva para imprevistos, como despesas médicas", orienta Aline. A Serasa recomenda ainda o monitoramento constante do CPF e do Score de crédito, redobrar a atenção contra abordagens suspeitas para evitar fraudes e ter muito cuidado com o volume de parcelas atreladas ao crédito consignado.
Oportunidades de negociação na Bahia
Para os idosos — e consumidores de outras faixas etárias — que desejam aproveitar o momento para reorganizar as finanças, o Feirão Serasa Limpa Nome reúne atualmente mais de 43 milhões de ofertas de negociação apenas na Bahia. O cenário de busca por equilíbrio financeiro ganha uma camada extra de relevância nesta quinta-feira (1º), data em que é celebrado o Dia do Idoso.
O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central (BC) retirou o teto específico de R$ 500 por transação para essa modalidade de pagamento. Com a mudança, o cliente poderá pedir ao banco o aumento ou a redução dos limites aplicados às operações, que continuarão sujeitos às regras de segurança de cada conta.
A alteração foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho. A medida também alcança transações realizadas por Código QR, chaves de acesso e operações iniciadas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance (mecanismo de compartilhamento de dados entre instituições financeiras).
Na prática, o fim do teto de R$ 500 não significa que o usuário poderá fazer pagamentos de qualquer valor automaticamente. O limite continuará sendo determinado pelas configurações de segurança e pelos valores estabelecidos para cada cliente.
O que muda é que, até agora, o Pix por aproximação tinha uma restrição: cada transação realizada pela modalidade não poderia ultrapassar R$ 500. No entanto, a partir desta quinta, o teto fixo de R$ 500 deixa de existir e o cliente poderá pedir aumento ou redução dos limites, mediante o limite da conta.
Não haverá, portanto, um novo teto único para substituir os R$ 500. Um cliente poderá fazer uma transação de R$ 600 ou de R$ 1 mil por aproximação se o limite de sua conta permitir.
O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar dados. Disponível desde fevereiro de 2025, a modalidade pode ser usada diretamente pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis.
Para usar o recurso por meio de uma carteira digital, é necessário primeiro vincular a conta bancária ao serviço.
COMO AJUSTAR
A mudança do limite será feita pelo aplicativo da instituição financeira. A ferramenta deverá permitir que o cliente gerencie os valores autorizados para esse tipo de operação.
O procedimento pode variar conforme o banco, mas a lógica será:
acessar o aplicativo da instituição;
localizar as configurações do Pix;
acessar a área de limites ou gerenciamento do Pix por aproximação;
pedir o aumento ou a redução do valor permitido;
seguir as etapas de autenticação exigidas pelo banco.
A retirada do teto específico de R$ 500, portanto, não elimina os mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas.
O PIX
Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento utilizados no país. Em agosto, o sistema movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou cerca de 8,11 bilhões de transações.
O Pix por aproximação, no entanto, ainda engatinha para conquistar o interesse do usuário. Em agosto, a modalidade registrou apenas 2 milhões de transações, apenas 0,06% do total de operações no mês.
Apesar da baixa adesão, o volume de transações do Pix por aproximação cresce de forma expressiva. Em janeiro, o total de operações na modalidade somou 1,06 milhão de transações.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.
