Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Política

Notícia

Lula reúne aliados e diz que quer fazer campanha na rua em diversos estados e falar mais nas rádios

Por Edu Mota, de Brasília

Foto: Reprodução Redes Sociais

Em reunião com coordenadores de campanha e aliados de diversos estados nesta segunda-feira (5) em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que, além de identificar o que foi feito de errado até o momento, é preciso uma forte mudança na estratégia para tentar, no segundo turno, reverter o resultado desfavorável saído das urnas. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), participou da reunião.

 

Lula disse aos seus aliados estar convencido de que pode vencer o segundo turno contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL), e fez um reconhecimento sobre falhas na comunicação com o eleitor. O líder petista reconheceu, por exemplo, ter investido pouco em entrevistas para rádios de todo o país durante o período eleitoral e sinalizou que vai corrigir o rumo nos 20 dias que restam até a votação final.

 

Ao acatar sugestões de aliados, Lula declarou que precisa mudar a estratégia e investir mais em entrevistas para rádio,  um maior volume de eventos de rua e contato com a população para gerar selfies, além de mais tempo dedicado aos perfis de redes sociais.

 

“São 20 dias, mas é melhor. Vamos dormir menos, vamos trabalhar mais. Eu acho que tenho que fazer mais rádio. Eu fiz muito pouco rádio nessa campanha, vou ter que fazer mais rádio. Vou ter que fazer mais selfies, vou ter que conversar mais”, afirmou. 

 

A nova estratégia passaria também pela realização de atos e passeatas nas ruas em diversos estados, assim como trabalhar o apoio de candidatos aliados e participação em debates televisivos. O presidente Lula citou em sua fala a intenção de ajudar também candidatos que seguiram para o segundo turno, como Cadu de Lula (PT), no Rio Grande do Norte, que concorre contra Allyson Bezerra (União Brasil).

 

“Agora é importante ter debate na televisão, porque agora é tête-à-tête. Agora é um contra um, é cada um poder explicar qual é a sua proposta”, concluiu Lula. Durante o primeiro turno, Lula se recusou a participar dos debates, sob alegação de que o formato seria prejudicial a ele. 

 

Outro ponto da estratégia de Lula para o segundo turno é a de fazer um contraponto entre biografias e programas de governo e deixar claro para o eleitor as conquistas que podem ser perdidas caso a vitória seja de Flávio Bolsonaro.

 

“O que está em jogo é o futuro das políticas de inclusão social deste país. E não se engane: quando o foco é cortar direitos e reduzir políticas públicas, a conta pesa justamente sobre quem mais precisa. É tirar de quem tem menos para proteger os privilégios de quem já tem mais”, disse Lula.