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Entre projeções e disputas internas, partidos desenham futuro da AL-BA em 2026

Por Lucas Vieira / Paulo Dourado / Ronne Oliveira

Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias

As eleições de 2026 devem redesenhar a composição da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Com 63 cadeiras em disputa, partidos e federações já fazem suas contas nos bastidores, projetando ganhos, avaliando riscos e monitorando o desempenho de adversários e aliados. O Bahia Notícias (BN) apura as chances e projeções de cada partido de grande composição ou não dentro do estado.

 

De fato, o esperado é um cenário marcado pela disputa por espaço político, fortalecimento de algumas siglas e incertezas sobre a capacidade de outras transformarem expectativas em votos.

 

Confira projeções em lista otimista, isto é, que os partidos almejam alcançar:

  • Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV): 18 deputados;

  • União Progressista: 12 deputados;

  • PSD: 11 deputados;

  • Avante: 8 deputados;

  • PDT: 7 deputados;

  • PL: 6 deputados;

  • Republicanos: 5 deputados;

  • PSDB-Cidadania: 4 deputados;

  • PSOL-Rede: 3 deputados;

  • PSB: 1 deputado;

  • Missão: 1 deputado;

  • Agir: 1 deputado;

  • Mobiliza: 1 deputado;

  • Unidade Popular (UP): 1 deputado;

Total: 79 cadeiras projetadas para uma Assembleia de 63 vagas, 16 vagas acima do possível. Veja em composição da AL-BA aqui:

 

 

O cenário mais favorável aponta para a manutenção da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) como a maior força da Assembleia. Interlocutores do grupo trabalham com uma bancada de 18 deputados estaduais, repetindo o protagonismo conquistado nos últimos anos.

 

Apesar da confiança, lideranças admitem ao BN que a disputa interna pelas vagas será intensa, especialmente entre candidatos à reeleição e novos nomes lançados pela federação. Na oposição, a Federação União Progressista aparece como o principal bloco em condições de rivalizar com a base governista.

 

A avaliação de aliados é que a legenda pode alcançar 11 deputados estaduais, impulsionada pela força eleitoral de lideranças já consolidadas e pelo desempenho do grupo nas últimas disputas estaduais.

 

O PSD surge como uma das legendas com maior potencial de crescimento. Nos bastidores, dirigentes trabalham com a possibilidade de eleger 11 deputados estaduais, ampliando a influência da sigla tanto no Legislativo quanto na composição política do governo estadual.

 

Outro partido que aposta na expansão é o Avante. Sob a liderança de Ronaldo Carletto, agora suplente de Rui Costa (PT) em disputa ao Senado Federal, a legenda projeta alcançar oito cadeiras na Assembleia, resultado que consolidou o partido entre os principais grupos políticos do estado.

 

O PDT também aparece entre as siglas que esperam crescimento. Embora dirigentes falem publicamente em números mais elevados, interlocutores avaliam que uma bancada de seis deputados estaduais seria um resultado expressivo para o partido. Entre os nomes mais fortes estão Marcinho Oliveira e Luciano Pinheiro.

 

Já o PL trabalha com um cenário de cinco deputados estaduais. A legenda avalia que a ampliação da bancada é possível, mas reconhece que a disputa interna pelas vagas pode influenciar diretamente o resultado final.

 

O Republicanos, fortalecido pela chegada de novos quadros durante a janela partidária, projeta quatro deputados estaduais. O partido considera que a nova composição ampliou sua competitividade e pode colocá-lo entre os protagonistas da próxima legislatura.

 

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Entre os partidos menores, a federação PSDB-Cidadania trabalha para ampliar sua representação e alcançar quatro cadeiras na Assembleia. A federação PSOL-Rede acredita ser possível conquistar duas vagas, ampliando a presença da esquerda independente na Casa.

 

Já o PSB tenta garantir uma cadeira e manter representação no Legislativo estadual. Se essas projeções se confirmarem, a próxima Assembleia Legislativa terá um perfil de forte fragmentação, mas com três polos claramente definidos: a Federação Brasil da Esperança, com a maior bancada, contando com o apoio do eixo formado por PSD e Avante, que deve ampliar sua influência; e a oposição, liderada pela União Progressista, buscando reduzir a distância em relação à base governista. 

 

O resultado final, entretanto, dependerá não apenas da força dos partidos nas urnas, mas também da capacidade de cada legenda administrar suas disputas internas e converter projeções em votos.

 

Algo que deve ser garantido são nomes com candidaturas mais conhecidas e fortes dentro dos partidos, como a presidente da Casa, Ivana Bastos, eleita com maior número de votos em 2022 e novamente na disputa, bem como Samuel Júnior, que já possui um mandato na Casa.

 

Outros nomes dos bastidores ouvidos pelo BN são colocados como desafiantes, ou seja, têm chances reais, mas não são os favoritos das legendas. Bem como nomes mencionados com um caminho difícil, mas incertos na disputa. De modo claro, são esses nomes: 

 

OS FAVORITOS:

Nomes com maiores chances de vencer (favoritos das legendas):

  1. Ivana Bastos (PSD)

  2. Alex Piatã (PSD)

  3. Ricardo Rodrigues (PSD)

  4. Eduardo Alencar (PSD)

  5. Niltinho (PSD)

  6. Jordávio Ramos (PSDB)

  7. Tiago Correia (PSDB)

  8. Samuel Júnior (PL)

  9. Igor Dominguez (PL)

  10. Rosemberg Pinto (PT)

  11. Zé Raimundo (PT)

  12. Osni Cardoso (PT)

  13. Junior Muniz (PT)

  14. Angelo Almeida (PT)

  15. Rowenna Brito (PT)

  16. Eduardo Salles (PV)

  17. Marcinho Oliveira (PDT)

  18. Luciano Pinheiro (PDT)

  19. José de Arimateia (Republicanos)

  20. Jurailton Santos (Republicanos)

  21. Ângelo Coronel Filho (Republicanos)

  22. Felipe Duarte (Avante)

  23. Laerte do Vando (Avante)

  24. Patrick Lopes (Avante)

  25. Soane Galvão (Avante)

  26. Vitor Azevedo (Avante)

  27. Luciano Araújo (Avante)

  28. Elinaldo Araújo (União Brasil)

  29. Pedro Tavares (União Brasil)

  30. Sandro Régis (União Brasil)

  31. Kátia Oliveira (União Brasil)

  32. Luciano Simões (União Brasil)

  33. Hassan Iossef (União Brasil)

  34. Júnior Nascimento (União Brasil)

  35. Emerson Penalva (União Brasil)

  36. Marcelinho Veiga (União Brasil)

 

OS DESAFIANTES

Nomes desafiantes possuem chances reais, mas não há certezas:

  1. Denise Meneses (PSD)

  2. Ludmila Fiscina (PSD)

  3. Andreia Castro (PSD)

  4. Cláudia Oliveira (PSD)

  5. Felipe Santana (PSD)

  6. Doutora Elaine  (PSD)

  7. Colbert Martins (PSDB) 

  8. Luizinho Sobral (PSDB) 

  9.  Pedro Américo (PSDB)

  10. Paulo Câmara (PL)

  11. Diego Castro (PL)

  12. Cynthia Marabá  (PL)

  13. Jânio Natal Júnior (PL)

  14. Roberto Carlos (PV)

  15. Marquinho Viana (PV)

  16. Antônio Henrique (PV)

  17. Fabiola Mansur (PV)

  18. Bobô (PCdoB)

  19. Zó do Sertão (PCdoB)

  20. Fabrício (PCdoB)

  21. Jhonatas Monteiro (PSOl)

  22. Magno Lavigne (Rede)

  23. Pancadinha (PDT)

  24. Pastor Tom (PDT)

  25. Penélope Belitardo (PDT)

  26. Cacau da Mata (PDT)

  27. Rafael Meireles (PDT)

  28. Kátia Bacelar (PDT)

  29. Josafá Marinho (PDT)

  30. Mitsue Yoshida (PDT)

  31. Neto Coelho (PDT)

  32. Marinho Jr. (PSB)

  33. Silvio Humberto (PSB)

  34. Thiago Gileno (Republicanos)

  35. Silva Neto (Avante)

  36. João de Furão (Avante)

  37. Marão (Avante)

  38. Pablo Barrozo (Avante)

  39. Cafu Barreto (União Brasil)

  40. Dr. Pitágoras (União Brasil)

  41. Wagner Alves (União Brasil)

  42. Paulo Magalhães Jr. (União Brasil)

  43. Rafa Andrade (Missão)

  44. Hilton Coelho (PSOL)

  45. Kleber Rosa (PSOL)

 

OS INCERTOS

Há chances, mas sem muita certeza de vitória: 

  1. Marcone Amaral (PSD)

  2. Thiancle Araújo (PSD)

  3. Anderson Ninho (PSDB)  

  4. Pastor Luciano Braga (PSDB)

  5. Soldado Prisco (PL)

  6. Cezar Leite (PL)

  7. Coronel França (PL)

  8. Tenóbio (PL)

  9. João Felipe (PCdoB)

  10. Luciana Tavares (PCdoB)

  11. Nelson Leal (União Brasil)

  12. Andrei Castro (União Brasil)

  13. Louise Ferreira (UP)

  14. Willian Santos (UP)

  15. Isaac Nolasco (Missão)

  16. Hortensia Riccio (Missão)

 

Vale ressaltar que os partidos Novo, PCO e PRD não registraram nenhuma candidatura na Justiça Eleitoral. Já os partidos AGIR e MOBILIZA indicaram nomes, mas não apontaram nomes para a disputa de maior relevância. No divulgacand, há no total 643 candidaturas de todos os partidos para o legislativo estadual, mas as outras 551 candidaturas não estão entre as mais competitivas.

 

Outro ponto que é preciso relembrar é que o deputado estadual Binho Galinha (Avante) foi apontado como favorito, de fato tendo um apoio popular, mas o TRE-BA indeferiu sua candidatura por unanimidade, já que ele é alvo de diversas acusações, bem como condenado na justiça.

 

Confira mapa da projeção com nomes mais fortes e as incertezas para o dia 4 de outubro: