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Eduardo Bolsonaro defende sanções dos EUA contra ministros do STF em reunião em Washington

Por Redação

Reprodução / Instagram @realpfigueiredo08

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o empresário Paulo Figueiredo se reuniram nesta quarta-feira (16) com integrantes da equipe do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no Departamento de Estado, em Washington. No encontro, os dois defenderam sanções contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes.

 

Segundo Figueiredo, eles argumentaram ao governo norte-americano que Moraes permanece formalmente designado pela Lei Global Magnitsky e que não haveria motivo para seu retorno à lista de pessoas sancionadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). O órgão havia retirado o ministro da lista em dezembro de 2025. “Nossa posição é a de que Moraes continua sob a designação da Lei Global Magnitsky e que não há razão para que ele não seja reincluído na lista SDN [lista de pessoas designadas e bloqueadas] do OFAC”, afirmou Figueiredo à CNN Brasil.

 

Figueiredo também disse que foram solicitadas medidas contra Flávio Dino e Gilmar Mendes. Segundo ele, os dois ministros estariam prestando “apoio material a um indivíduo designado” e, por isso, deveriam ser incluídos nas sanções. A reunião ocorreu um dia após o julgamento do STF relacionado ao relatório da Polícia Federal (PF) no âmbito do Caso Master.

 

De acordo com Figueiredo, a crise institucional brasileira e o combate ao crime organizado estiveram entre os principais temas discutidos. O empresário também citou críticas atribuídas a Trump sobre o combate ao tráfico de drogas no Brasil. Em documento enviado pelo Congresso dos EUA na terça-feira (15), o presidente norte-americano afirmou que o governo brasileiro teria falhado no enfrentamento ao PCC e ao Comando Vermelho e defendeu medidas mais agressivas contra os grupos.