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O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (28) a prorrogação por mais um ano da ordem executiva assinada contra o Brasil em julho de 2025. A renovação, no entanto, não altera o cenário das tarifas comerciais, já que a sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros foi derrubada anteriormente pela Suprema Corte norte-americana.
A medida mantém em vigor outras sanções previstas na ordem executiva, como restrições financeiras e possíveis embargos contra autoridades brasileiras. No comunicado, a Casa Branca voltou a acusar o governo brasileiro de adotar práticas que afetariam a economia dos Estados Unidos, restringiriam a liberdade de expressão de cidadãos americanos e violariam direitos humanos.
O texto também faz referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro e critica decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), citando suposta censura e prisões relacionadas à liberdade de expressão. As tarifas atualmente aplicadas ao Brasil decorrem de outra investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, e não da ordem executiva renovada nesta terça-feira.
Em discurso durante evento no Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que levasse um recado a Donald Trump. Lula fez referência ao corte de verbas promovido pelo presidente dos Estados Unidos para a OMS.
“Quando você puder conversar com o presidente Trump, que anunciou que ia cortar verba da Organização Mundial da Saúde, diga para ele como um país que não é rico como os Estados Unidos consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde que terá o presidente da República”, disse Lula.
Além do diretor-geral da OMS, o evento no Rio de Janeiro contou com a presença do governador interino do estado, o desembargador Ricardo Couto, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Na fala voltada a Tedros Adhanom, o presidente Lula citou o próprio tratamento contra um câncer de próstata para defender a igualdade no acesso à tecnologia de saúde.
“Qualquer pessoa mais humilde que precisar fazer radioterapia vai fazer numa máquina que o Trump fará, que o Xi Jinping fará, que o Putin fará e que o Lula fará. Tratamento de saúde não é para rico, é para quem está doente”, afirmou.
O discurso de Lula incluiu ainda uma defesa enfática do Sistema Único de Saúde (SUS), que, segundo ele, passa por uma “revolução”. O líder petista pediu que a Organização Mundial da Sapude divulgue internacionalmente o modelo brasileiro de atendimento público.
“O que a gente quer provar ao mundo é que é possível as pessoas mais pobres do mundo terem um tratamento de saúde qualificado. Ninguém precisa morrer por falta de atendimento porque é pobre”, colocou Lula.
O presidente afirmou que o SUS ainda enfrenta desafios, mas disse que as ações do governo representam uma transformação no sistema. “Ainda falta muita coisa para ser feita, mas o que nós estamos fazendo nesse período é uma revolução na saúde brasileira”.
Durante o seu discurso, Lula lembrou que Tedros recebeu atendimento pelo SUS quando esteve no Rio de Janeiro para a reunião do G20, após passar mal. “Ele ficou doente, foi internado e foi tratado pelo SUS. Está com vida aqui”, finalizou.
Antes do seu pronunciamento, o presidente Lula conheceu, junto com o diretor-geral da OMS, equipamentos do SAMU que são utilizados pela equipe do Hospital do Andaraí.
Cerca de 52% dos eleitores brasileiros acreditam que o tarifaço imposto pelo governo americano do presidente Donald Trump aos produtos brasileiros tem como objetivo ajudar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Isso é o que dizem os dados divulgados pela pesquisa Datafolha desta segunda-feira (27).
Ainda sobre o tema, outros 37% afirmam que a medida não busca favorecer o senador, enquanto 11% dizem não saber responder. A pesquisa também mostra que 63% dos entrevistados afirmam conhecer o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Desse total, 25% dizem estar bem informados sobre o assunto e 34% se declaram razoavelmente informados.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa Datafolha está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026.
Em julho, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial. Dias depois, acrescentaram uma sobretaxa de 12,5% relacionada a alegações de abusos trabalhistas. A pesquisa questionou aos eleitores quem está correto ao atribuir a responsabilidade pela crise comercial.
Para 34%, Lula tem razão ao afirmar que a responsabilidade é de Flávio Bolsonaro. Já 26% concordam com o senador quando ele atribui a culpa ao governo brasileiro.Outros 24% consideram que nenhum dos dois está certo, enquanto 11% dizem que ambos têm razão. Mais 6% não souberam responder.
Ao serem questionados sobre quem é o principal responsável pela punição comercial imposta pelos Estados Unidos, 35% apontaram Lula. Outros 28% atribuíram a responsabilidade a Trump. Os irmãos Bolsonaro somaram 23% das respostas, sendo 13% para Flávio e 10% para Eduardo. Já 10% não souberam responder.
Segundo o levantamento, 74% dos brasileiros defendem que o país negocie uma solução para a crise comercial com os Estados Unidos. Outros 17% consideram que o governo brasileiro deveria retaliar os americanos na mesma proporção. Apenas 2% afirmam que o Brasil deveria aceitar as tarifas impostas por Washington.
A pesquisa também avaliou a atuação do governo Lula nas negociações. Para 51% dos entrevistados, o presidente fez menos do que poderia para tentar evitar o tarifaço. Já 29% avaliam que ele agiu corretamente e 12% dizem que Lula fez mais do que deveria. As informações são do G1.
O governo brasileiro rechaçou, nesta quinta-feira (23), a decisão dos Estados Unidos de impor tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, resultado de uma investigação da chamada Seção 301, que trata de restrições à importação relacionadas ao trabalho forçado. Segundo nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o governo americano teria usado o tema para acusar 59 países e a União Europeia de práticas comerciais desleais, na ausência de base legal interna que sustentasse sua própria política protecionista.
De acordo com a nota, o Ministério do Trabalho e Emprego forneceu ao longo da investigação documentação sobre a legislação brasileira e a atuação das autoridades aduaneiras do país no combate à importação de bens produzidos com trabalho forçado.
O texto ressalta que o Brasil é reconhecido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho por seus compromissos no combate a esse tipo de prática, sendo signatário de 66 convenções em vigor no órgão, número bem maior do que as 10 ratificadas pelos Estados Unidos.
A nota destaca ainda que o Brasil ratificou os quatro instrumentos da OIT relacionados ao trabalho forçado, enquanto os americanos ratificaram apenas um deles. Segundo o governo brasileiro, os acordos de livre comércio firmados pelo país e pelo Mercosul, incluindo com Chile, União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio, preveem compromissos de eliminação do trabalho forçado e compulsório, reforçados por políticas domésticas de fiscalização, prevenção e acolhimento de vítimas resgatadas dessa condição.
Ainda de acordo com a nota, o Brasil tipifica como crime não apenas a submissão ao trabalho forçado, mas também jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho e restrição de locomoção, além de aplicar multas a empresas e indivíduos responsabilizados e manter um cadastro conhecido como Lista Suja de empregadores.
Diante do que classificou como caráter arbitrário e injustificado da nova tarifa, o governo brasileiro afirmou que vai acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levar o caso ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio.
Os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, em decisão baseada na Seção 301 da Lei de Comércio, após investigação sobre o suposto uso de trabalho forçado. A medida foi divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) e começou a valer à 1h01 desta sexta-feira (horário de Brasília).
A sobretaxa será aplicada a uma ampla lista de produtos e se soma aos 25% anunciados na semana passada em outra investigação envolvendo itens brasileiros. Segundo o USTR, a alíquota foi definida por orientação do presidente Donald Trump para pressionar países considerados passíveis de sanções comerciais.
Em nota, o órgão americano afirmou que a iniciativa busca combater a chamada “escravidão moderna” e garantir que produtos fabricados em condições consideradas abusivas deixem de circular no comércio internacional.
GOVERNO BRASILEIRO REAGE
O governo federal divulgou nota oficial rechaçando a decisão dos EUA e classificando a medida como “completamente arbitrária e injustificada”. A nota também destaca que o país é reconhecido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) pelo combate ao trabalho forçado e lembra que o Brasil é signatário de 66 convenções em vigor da OIT, incluindo todos os instrumentos relacionados ao tema, enquanto os EUA ratificaram apenas parte deles.
Segundo o governo, o país mantém políticas de fiscalização, prevenção, acolhimento de vítimas e responsabilização de empregadores, incluindo a chamada “Lista Suja” do trabalho escravo. A Presidência informou ainda que iniciará imediatamente os procedimentos previstos na Lei de Reciprocidade e levará o caso ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (22), em solenidade no Palácio do Planalto, a medida provisória 1345/2026, aprovada pelo Congresso Nacional e que abre crédito para empresas exportadoras e da agroindústria afetadas por medidas comerciais unilaterais e por instabilidades no cenário internacional. Junto com a sanção, o governo federal lançou o programa Brasil Soberano 3, para ajudar empresas exportadoras afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
A medida provisória sancionada por Lula destina R$ 18,5 bilhões em financiamentos a exportadores e agroindústria. Desse valor, R$ 13,5 bilhões serão garantidos pelo Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Ao falar na solenidade, o presidente Lula disse que “há males que vêm para o bem”. Lula afirmou acreditar que o Brasil pode, buscando novos parceiros comerciais, sair fortalecido após a medida dos Estados Unidos.
“Todos nós, desde que entendemos as primeiras palavras, ouvimos a frase há males que vêm para o bem. Na política, a sociedade sempre encontra um jeito de sair mais forte”, declarou o presidente.
“Na economia, também provamos que precisamos encontrar saídas para as crises. Estamos demonstrando, com o Brasil Soberano III, que não há crise que impeça o Brasil de continuar crescendo”, completou Lula.
Com a nova linha de crédito, será ampliado o alcance das linhas anteriores, com objetivo de incluir empresas atingidas pelas novas medidas tomadas pelo governo dos Estados Unidos. A lei proveniente da sanção da medida também permite a inclusão de novos setores que venham a ser prejudicados caso outras tarifas sejam anunciadas.
O texto da medida aprovada por Câmara dos Deputados e Senado inclui entre os beneficiários das novas linhas as empresas dos setores da agricultura, da pecuária, das florestas plantadas, da pesca, da aquicultura e dos recursos minerais. Cooperativas e associações também poderão acessar as linhas de financiamento, desde que atendam aos critérios de elegibilidade previstos na proposta.
Os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, ampliação da capacidade produtiva e investimentos em inovação tecnológica. Também poderão financiar adaptações de produtos, serviços e processos às exigências do mercado internacional, como requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade estabelecidos por outros países.
Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, o programa atende a uma reivindicação apresentada por 22 setores produtivos em reuniões realizadas neste semana.
Elias Rosa disse ainda que a iniciativa reforça a estratégia do governo de ampliar mercados para as exportações brasileiras e reduzir a dependência dos Estados Unidos, destacando que 73% das 2.400 empresas apoiadas pela ApexBrasil já exportam para outros destinos.
Desde o anúncio, na semana passada, do novo tarifaço de 25% imposto pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu reduzir de oito pontos percentuais para apenas 1% a diferença entre a desaprovação e a aprovação da população ao seu desempenho pessoal.
Foi o que revelou pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (22). O último levantamento do PoderData sobre o desempenho do presidente Lula havia sido apresentado no dia 15 de julho, quando o governo Donald Trump anunciou a adoção do tarifaço.
Em 15 de julho, a desaprovação do presidente Lula estava em 50%. Já a aprovação do desempenho pessoal de Lula estava em 42%, após ter chegado a 44% em maio.
Uma semana depois do anúncio do novo tarifaço, a desaprovação de Lula desceu três pontos percentuais, caindo de 50% para 47%. Já a aprovação do desempenho do presidente subiu quatro pontos, passando de 42% para 46%, reduzindo a diferença para apenas 1%.
Já na avaliação do governo Lula, as mudanças nos patamares da semana passada não foram tão significativas. A desaprovação ao governo desceu de 52% para 51%, e a aprovação subiu de 42% para 43%. A diferença, que em 15 de julho estava em 10%, caiu nesta quarta (22) para oito pontos percentuais.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData com recursos próprios. Os dados foram coletados de 18 a 20 de julho de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 147 municípios nas 27 unidades da Federação.
A margem de erro da pesquisa PoderData é de dois pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. Não se trata de uma pesquisa de sondagem de intenção de votos e, por essa razão, não há necessidade de registro na Justiça Eleitoral.
Em uma terça-feira (21) de compromissos com sua equipe no Palácio do Planalto e sem agendas públicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu nas redes sociais apenas com uma postagem na qual volta a defender a soberania nacional. O comentário de Lula foi postado na véspera da entrada em vigor das novas tarifas de 25% aplicadas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros.
“Este país foi criado e construído por brasileiro. Aqui ninguém diz o que vamos fazer”, diz o presidente Lula em um card publicado no Instagram, em uma mensagem indireta ao governo Donald Trump.
Lula diz ainda na sua postagem que nada é mais sagrado do que a defesa da soberania nacional.
“Precisamos fazer com que o povo brasileiro sinta orgulho. Aqui nós erramos por nós. Acertamos por nós. E aqui ninguém diz o que vamos fazer. O Brasil não se entrega”, completou o presidente Lula na legenda da sua postagem.
O novo tarifaço de 25% imposto sobre produtos brasileiros que são vendidos aos EUA foram resultado de uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio. Mesmo com a imposição das tarifas, cerca de dois mil itens essenciais foram deixados de fora.
Em meio às críticas do presidente Lula à medida aplicada pelos Estados Unidos, o governo federal iniciou nesta terça (21) uma série de reuniões com representantes dos setores que potencialmente sofrerão os impactos pela tarifa de 25%. O objetivo dos encontros é identificar as principais demandas de cada segmento e definir medidas de apoio.
A coordenação dos encontros ficará a cargo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, devem participar das reuniões.
Escrivão da Polícia Federal concursado desde 2010, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro deve ser demitido por abandono de cargo. Foi o que decidiu a Polícia Federal após concluir um Processo Administrativo Disciplinar aberto em fevereiro contra o ex-parlamentar por abandono de cargo.
Com a conclusão do processo, caberá agora ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, assinar o ato de expulsão de Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal. O posto de escrivão da corporação, que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ocupava, tem remuneração inicial de cerca de R$ 14 mil mensais.
Eduardo Bolsonaro se auto-exilou nos Estados Unidos desde o mês de fevereiro do ano passado. Como ainda era deputado federal, estava licenciado de suas funções na PF.
No final de 2025, entretanto, Eduardo teve decretada a perda de seu mandato pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por excesso de faltas. Desde então, Eduardo Bolsonaro recebeu diversas advertências da Polícia Federal para que se apresentasse à unidade onde é lotado, no Rio de Janeiro. A PF alertou que a ausência injustificada poderia resultar em providências administrativas e disciplinares.
Como o ex-parlamentar não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso. Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio de Janeiro determinou que ele entregasse a sua carteira funcional e arma de fogo.
A perda do cargo na Polícia Federal representa mais um revés para Eduardo Bolsonaro. Além da perda de mandato como deputado federal, o irmão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, acusado de atuar nos Estados Unidos para impedir a análise de ações por tentativa de golpe de Estado.
Quando o seu julgamento transitar em julgado no STF, Eduardo Bolsonaro ficará inelegível por 12 anos, de acordo com a Lei da Ficha Limpa.
Apesar da condenação pelo STF, o ex-deputado não tem intenção de retornar ao Brasil. Inclusive porque nesta terça (21) o governo dos Estados Unidos concedeu a ele o visto de residência permanente (green card).
O documento assegura ao cidadão estrangeiro o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem a necessidade de autorizações adicionais.
A justiça dos Estados Unidos suspendeu temporariamente a compra de US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 562 bilhões) da Warner Bros.Discovery pela Paramount. A decisão foi tomada a partir de uma coalizão de 12 estados americanos liderada pela Califórnia, as informações são da Reuters.
Segundo os estados, a união das duas empresas criaria um grupo midiático com poder desproporcional no setor de entretenimento nacional, isso pode aumentar os preços de filmes e programas de TV, além de enfraquecer a competição no setor.
A ação ainda afirma que se a compra for concluída antes da decisão final da Justiça, a Paramount poderá começar a demitir funcionários e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery.
Caso a fusão seja posteriormente considerada ilegal, essas mudanças seriam difíceis de reverter.
O processo foi apresentado em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, e pode atrasar os planos da Paramount de ampliar sua atuação no mercado de entretenimento e competir de forma mais direta com gigantes do streaming, como Netflix e Disney.
A Paramount, por sua vez, afirma que a ação dos estados interpreta de forma equivocada as leis antitruste dos Estados Unidos. A empresa também afirma que trabalhadores do setor de entretenimento podem ser afetados pelo atraso na conclusão das negociações.
Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (20) a aplicação de tarifas de 50% sobre uma ampla lista de produtos importados do Canadá, em uma decisão que aumenta a tensão comercial entre os dois países e pode reabrir uma disputa que havia perdido força nos últimos meses.
Segundo integrantes do governo do presidente Donald Trump, a medida foi adotada em resposta ao que Washington classifica como práticas comerciais desleais por parte do Canadá. Entre as acusações estão a suspensão da compra de bebidas alcoólicas americanas por províncias canadenses, tarifas sobre automóveis produzidos nos EUA e suposta discriminação contra queijos norte-americanos.
As novas taxas devem entrar em vigor em 30 dias. A lista divulgada pelo governo inclui leite e derivados, bebidas alcoólicas, peças de vestuário, móveis e outros bens de consumo. Por outro lado, alguns setores ficarão de fora da medida, como energia, potássio, minerais críticos, pescados, aço e alumínio, que já estão sujeitos a tarifas específicas ligadas à segurança nacional.
Um dos pontos que mais chamou atenção foi a decisão de não manter a isenção para produtos enquadrados no Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), firmado em 2020 durante o primeiro mandato de Trump. Com isso, diversos itens canadenses que atualmente entram nos EUA sem cobrança de tarifas poderão passar a enfrentar tributação elevada.
O governo do presidente norte-americano Donald Trump concedeu o visto de residência permanente (green card) ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O documento assegura ao cidadão estrangeiro o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem a necessidade de autorizações adicionais.
Com a concessão do benefício, Eduardo passará a residir no país com direitos semelhantes aos de um cidadão norte-americano, exceto pela prerrogativa de votar em eleições locais. As informações são da Folha de S. Paulo. Para o influenciador Paulo Figueiredo, amigo e aliado do ex-parlamentar, a solicitação havia sido protocolada há mais de um ano, tendo a aprovação final ocorrido neste mês de julho de 2026.
Figueiredo afirmou que, para obter a residência permanente, Eduardo teve de comprovar o preenchimento de uma série de requisitos legais. "Eduardo agora está protegido pela Constituição americana", diz.
Foto: Reprodução / Folha de S. Paulo
CONDENADO PELO STF
A concessão do documento ocorre pouco após Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no mês passado, a uma pena de 4 anos e 2 meses de reclusão em regime fechado, pelo crime de coação no curso do processo.
Segundo a decisão do STF, ficou comprovado que o ex-parlamentar atuou diretamente para interferir no julgamento da ação penal que resultou na condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
A denúncia aponta que Eduardo tentou constranger os magistrados da Suprema Corte por meio de declarações públicas e postagens em redes sociais. Nessas ocasiões, ele declarou ter realizado articulações junto ao governo dos Estados Unidos para que fossem impostas sanções a autoridades brasileiras.
A extradição de Eduardo Bolsonaro para o cumprimento de sua pena no Brasil já era avaliada por analistas como uma possibilidade remota, em razão dos reiterados acenos de apoio público feitos pela administração norte-americana ao ex-deputado. Com a obtenção do green card, esse cenário torna-se ainda mais improvável.
Em manifestações recentes, Eduardo Bolsonaro tem afirmado ser vítima de perseguição política promovida por um sistema classificado por ele como "covarde e desumano", justificando que sua saída do Brasil ocorreu para evitar submeter-se ao que define como um "regime de exceção".
O pentacampeão mundial brasileiro, Ronaldo Nazário, chamou a atenção neste domingo (19), durante o confronto entre Espanha e Argentina no Estádio Nova York/Nova Jersey em busca do título da Copa do Mundo. No camarote oficial da Federação Internacional de Futebol (FIFA), o craque levou a taça para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a tocou logo no início da partida.
????VEJA: Ronaldo Fenômeno levou a taça da Copa do Mundo ao camarote presidencial antes da final entre Argentina e Espanha e a mostrou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump pic.twitter.com/FcBnXhkHBL
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) July 19, 2026
JUST IN: President Trump gives the FIFA World Cup trophy a pat as he arrives for the World Cup Final between Spain and Argentina in New Jersey.
— Overton (@overton_news) July 19, 2026
Trump was joined by First Lady Melania Trump, Secretary of State Marco Rubio, and FIFA President Gianni Infantino.
FOX: “As you see… pic.twitter.com/COwwCOtfhC
Na ocasião, Trump estava ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino. O presidente americano participou ainda da cerimônia de entrega da taça e das medalhas à equipe vencedora do torneio após a partida.
Trump just refusing to leave when they’re lifting the trophy.
— Out of Context Football Manager (@nocontextfm1) July 19, 2026
Infantino desperately trying to get him to move.
Circus. pic.twitter.com/JABUGKUWXm
Segundo as regras da FIFA, apenas campeões mundiais e estadistas e o presidente da Fifa podem tocar o troféu sem utilizar luvas.
No palco da seleção espanhola, Trump ainda tentou participar do levantamento do troféu e se recusou a deixar o palco no momento em que a taça era erguida. A cena, conforme lembraram internautas, é parecida com a da Copa do Mundo de Clubes, em 2025, onde Trump também viralizou por querer participar da vitória do Chelsea.
O comando militar dos Estados Unidos informou, neste sábado (18), que realizou novos ataques aéreos contra o Irã. De acordo com Washington, a ação tem o objetivo de punir a Guarda Revolucionária Islâmica após um ataque com drones e mísseis na Jordânia, ocorrido na sexta-feira (17), que causou a morte de dois militares americanos, deixou um desaparecido e outros quatro hospitalizados.
Segundo o Comando Central dos EUA, os bombardeios foram projetados para reduzir a capacidade do Irã de obstruir o trânsito de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. O local é uma das principais rotas de escoamento de combustíveis do planeta e respondia por cerca de 20% do fornecimento global de petróleo antes do início do conflito.
Enquanto o Irã reivindica o controle da rota marítima, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou recentemente cobrar pedágio para a passagem de embarcações pelo estreito.
O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, afirmou nesta sexta-feira (17) que a Copa do Mundo de 2026 "não teria sido um sucesso tão incrível" sem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita durante uma recepção realizada na Trump Tower, em Nova York.
Durante o evento, Infantino elogiou o mandatário norte-americano e atribuiu a ele parte do êxito do torneio disputado nos Estados Unidos, Canadá e México. "Você não precisa de pessoas para bajulá-lo, mas esta Copa do Mundo não teria sido um sucesso tão incrível sem você", declarou o dirigente.
A reunião não constava na agenda oficial da Fifa e só se tornou pública após a divulgação de imagens de Infantino ao lado de Trump na Trump Tower. O edifício abriga, desde o ano passado, um escritório da entidade em Nova York, inaugurado em meio à aproximação entre o presidente da Fifa e o chefe da Casa Branca.
Na quinta-feira (16), a Casa Branca confirmou que Donald Trump acompanhará a final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha, marcada para domingo (19), no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.
A Justiça dos Estados Unidos arquivou uma ação coletiva que acusava a Apple de permitir o armazenamento e o compartilhamento de material de abuso sexual infantil no iCloud. A decisão, proferida na segunda-feira (13), concluiu que a legislação americana não obriga empresas de tecnologia a detectar ou denunciar esse tipo de conteúdo.
O processo havia sido apresentado, em dezembro de 2024, por duas mulheres que alegavam que a companhia deixou de implementar mecanismos de proteção contra esse material, mesmo após anunciar medidas voltadas à segurança infantil. A ação também buscava mudanças nas políticas da empresa e uma indenização superior a US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,1 bilhões).
Na sentença, a juíza Noël Wise afirmou que eventuais exigências para que plataformas identifiquem esse tipo de arquivo dependem de mudanças na legislação, e não do Judiciário. Segundo ela, cabe ao Congresso estabelecer regras que obriguem empresas a adotar esse tipo de monitoramento.
O caso poderia beneficiar cerca de 2.680 vítimas e reacendeu o debate sobre o papel das empresas de tecnologia na prevenção da exploração sexual infantil. Segundo a Folha de São Paulo, empresa não comentou a decisão. Já a defesa das autoras informou que avalia recorrer.
Levantamentos divulgados nesta quinta-feira (16) revelam que, nas redes sociais, o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sofreu o maior desgaste com a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. E o engajamento negativo para o senador do PL não saiu apenas das tarifas, mas também da foto divulgada nesta quarta (15) em que ele aparece ao lado do “Sicário” de Daniel Vorcaro.
Segundo o site da revista Veja, desde que foram anunciadas as novas tarifas para os produtos brasileiros, mais de 21 milhões de menções e interações digitais foram feitas nas principais redes sociais. O tema do tarifaço imposto por Donald Trump ultrapassou o campo econômico e se transformou em uma disputa política sobre quem deveria ser responsabilizado pela crise.
Realizado pela Ativaweb DataLab para a revista Veja, o levantamento mostrou que o senador Flávio Bolsonaro concentrou o maior desgaste, impulsionado pela disseminação da expressão “TariFlávio”, utilizada nas redes sociais para atribuir à família Bolsonaro a responsabilidade pela aplicação de tarifas ao Brasil.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com o levantamento, levou vantagem em relação ao seu adversário ao ser associado à defesa da soberania nacional, do Pix e da reação brasileira às medidas adotadas pelo governo Trump.
A revista Veja destaca ainda que um outro ponto destacado pelo levantamento foi a transformação do Pix em um símbolo da soberania brasileira. A ferramenta de pagamentos passou a ser retratada nas redes como um patrimônio nacional e exemplo da capacidade brasileira de desenvolver infraestrutura pública própria.
Outro estudo, desta vez realizado pela empresa Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, mostrou que desde a última terça (14) o senador Flávio Bolsonaro vem sofrendo desgaste nas redes sociais, por conta da foto em que aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, mais conhecido como “Sicário”. A imagem foi divulgada pelo site ICL Notícias no início da tarde de terça.
Segundo o levantamento da nexus, as publicações sobre a imagem de Flávio ao lado do chefe da milícia privada de Daniel Vorcaro registraram 1.247.615 interações nas três redes entre 9h da terça (15) e 9h da quarta (16). O volume total representa um engajamento 22% superior ao das publicações sobre as novas tarifas norte-americanas, que somaram 1.020.184 interações no mesmo período em redes como X, Facebook e Instagram.
O presidente dos Estados Unidos, principal país-sede da Copa do Mundo de 2026, Donald Trump, confirmou presença na final do torneio, marcada para o domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela Casa Branca.
O mandatário passará primeiro pela cidade de Nova York na sexta-feira (17) para participar de uma recepção da Federação Internacional de Futebol (Fifa) na Trump Tower, antes da partida.
"Na sexta-feira, o presidente viajará para Nova York para participar de uma recepção da Fifa na Trump Tower, seguida de sua presença, no domingo, na final da Copa do Mundo da Fifa entre Espanha e Argentina", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. "Sua presença coroará aquela que foi a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história americana", finalizou.
Esta edição do Mundial é a primeira a ocorrer em mais de um país, sendo sediada em conjunto com o México e o Canadá. Até o momento, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, não confirmou presença na final do Mundial.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também não confirmou presença, mas já declarou anteriormente que não comparecerá a nenhuma partida do torneio. Em solidariedade à população mexicana, ela abriu mão de seus ingressos.
A polêmica envolvendo Folarin Balogun não terminou com a eliminação dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026. Dias após a derrota por 4 a 1 para a Bélgica, o atacante reconheceu que a decisão da Fifa de suspender sua punição às vésperas das oitavas de final afetou o ambiente da seleção norte-americana.
Em entrevista ao programa CBS Mornings concedida nesta semana, Balogun comentou pela primeira vez a repercussão do caso. O jogador admitiu que recebeu com alívio a notícia de que poderia enfrentar os belgas, mas percebeu rapidamente que a liberação viria acompanhada de pressão.
"Minha reação inicial foi de felicidade por voltar à equipe. Mas, quando comecei a pensar melhor, percebi que isso geraria muita controvérsia", afirmou.
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, na fase anterior. O cartão vermelho renderia suspensão automática para o jogo seguinte, mas a Fifa decidiu transformar a punição em uma sanção suspensa, permitindo que o atacante entrasse em campo contra a Bélgica.
A decisão ocorreu depois de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, confirmar que conversou com Gianni Infantino, presidente da Fifa, para tratar da expulsão. O episódio provocou críticas no futebol internacional e levantou questionamentos sobre uma possível interferência política em um processo disciplinar da entidade.
Para Balogun, a repercussão saiu dos bastidores e chegou ao grupo.
"Era possível perceber um certo nervosismo entre os jogadores, porque era uma situação muito incomum. Conforme o jogo se aproximava, tentei manter o foco, mas foi difícil. Havia muito barulho do lado de fora, e é complicado ignorar isso", disse.
Os Estados Unidos acabaram derrotados pela Bélgica por 4 a 1 e se despediram da Copa nas oitavas de final. Balogun foi titular na partida, mas não conseguiu evitar a eliminação da seleção anfitriã.
A liberação do atacante já havia provocado reação antes mesmo de a bola rolar. A federação belga contestou a elegibilidade do jogador, enquanto a Uefa criticou publicamente a decisão da Fifa e afirmou que a entidade havia cruzado uma “linha vermelha”.
O caso também foi comentado por Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca criada para acompanhar a Copa do Mundo. Ele admitiu que a controvérsia pode ter pesado no contexto da partida, embora tenha evitado apontar uma relação direta com o desempenho dos jogadores.
"Não sou psicólogo esportivo, então não posso dizer até que ponto isso afetou os jogadores. Mas continuo orgulhoso da maneira como esse grupo demonstrou caráter, mesmo nos momentos mais difíceis", afirmou.
A Fifa sustenta que o processo foi conduzido de forma independente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas nesta segunda-feira (13) à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de cobrar uma taxa de 20% sobre a carga que passa pelo Estreito de Ormuz, qualificando a medida como "pirataria". O presidente republicano anunciou ainda que pretende restaurar o bloqueio naval contra navios iranianos.
“Ele [Donald Trump] fez um tweet [postagem na rede social X, antigo Twitter], dizendo que ele vai desobstruir, mas cada navio que ele desobstruir, que ele tirar do estreito, o dono do petróleo tem que pagar 20% para ele. Isso, antigamente, se chamava pirataria“, acusa o presidente do Brasil.
Confira a declaração:
O petista, durante visita aos laboratórios do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Mais cedo, o presidente norte-americano havia declarado que o Exército dos EUA iria “tomar” o Estreito de Ormuz. O governo do Irã respondeu com ameaças, declarando que reagirá a qualquer ação no canal “com firmeza” e que atacará qualquer nação do Oriente Médio que auxilie as forças dos Estados Unidos.
Veja postagem do presidente norte-americano:
The Hormuz Strait is OPEN, and will remain OPEN, with or without Iran. We are reinstating the THE IRANIAN BLOCKADE, so named because it is only stopping Iran’s ships or customers from entering or leaving. All other countries will have fair and open use of the Strait. The U.S.A.… pic.twitter.com/m81hb9Nl3p
— Commentary Donald J. Trump Truth Social Posts On X (@TrumpTruthOnX) July 13, 2026
Trump declarou ainda que os EUA irão restabelecer “imediatamente” o bloqueio marítimo contra navios ligados ao Irã. A medida, que permaneceu vigente durante meses, ocorre em retaliação ao fechamento do Estreito de Ormuz por parte da Guarda Revolucionária do Irã.
Ilha de Laraque, próxima ao bloqueio. | Fotos ilustrativas (aprimoradas com I.A - Gemini): Reprodução / Google Earth.
De acordo com a alegação de Washington, o bloqueio, realizado nas águas do Mar Arábico, nas proximidades do Estreito de Ormuz, em como alvo exclusivo navios com origem ou destino em portos iranianos, ou que transportem produtos provenientes do país persa.
A liberação de Folarin Balogun para defender os Estados Unidos nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 segue provocando desgaste nos bastidores da Fifa. Dias depois da eliminação norte-americana para a Bélgica, novos detalhes sobre o julgamento disciplinar ganharam repercussão nesta semana.
Segundo a rádio inglesa talkSPORT, a decisão que suspendeu a punição automática do atacante foi tomada apenas por Mohammad Al-Kamali, presidente da Comissão Disciplinar da Fifa. Embora o regulamento permita decisões individuais em alguns processos, casos de maior repercussão costumam ser analisados por um painel formado por três membros.
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, pela fase anterior. O cartão vermelho foi aplicado após revisão do VAR, depois de o atacante atingir Tarik Muharemovic com a sola da chuteira em uma disputa de bola.
Pela regra disciplinar, a expulsão resultaria em suspensão automática para o jogo seguinte. A Fifa, no entanto, transformou a punição em uma sanção suspensa, o que permitiu que Balogun enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final. Os Estados Unidos acabaram eliminados com derrota por 4 a 1.
O caso ganhou dimensão política depois que Donald Trump confirmou ter procurado Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir uma revisão da expulsão. A entidade sustenta que a análise foi conduzida de forma independente, mas a sequência dos acontecimentos aumentou a pressão sobre a transparência do processo.
A situação de Balogun também passou a ser comparada com a de outros jogadores expulsos no Mundial. Ainda segundo a talkSPORT, ele foi o único entre 14 atletas que receberam cartão vermelho na competição a não cumprir suspensão imediata.
O contraste mais citado envolve Jarell Quansah, da Inglaterra. Expulso contra o México, o zagueiro recebeu dois jogos de suspensão e desfalcou a seleção inglesa nas quartas de final contra a Noruega. Ele também ficará fora da semifinal diante da Argentina.
A Federação Inglesa não teve margem para reverter a punição da mesma forma, apesar de considerar que a análise do lance também se apoiou em imagens em câmera lenta e quadros congelados, elementos semelhantes aos usados na defesa apresentada pelos Estados Unidos no caso Balogun.
Antes da vitória da Inglaterra sobre a Noruega, o auxiliar técnico Anthony Barry lamentou a ausência de Quansah, mas evitou transformar o episódio em crítica direta à Fifa.
"É decepcionante, não pela decisão em si, mas porque perdemos um bom jogador. Ele vinha treinando muito bem e havia uma oportunidade para atuar. A decisão foi tomada e não vamos gastar mais energia com isso", afirmou.
A Fifa defende que o julgamento foi feito por um órgão disciplinar independente e dentro das regras previstas no seu código. Ainda assim, a falta de explicações públicas mais detalhadas e a diferença de tratamento em relação aos demais expulsos mantêm o caso no centro das discussões sobre arbitragem, disciplina e influência política na Copa.
A Uefa e a Federação Belga já haviam criticado a decisão, classificando a liberação como um precedente perigoso.
Após ser superado pela Tailândia em sets diretos, o Brasil encerrou a terceira semana da fase classificatória da Liga das Nações Feminina de Vôlei (VNL) com mais uma derrota. Neste domingo (12), em Osaka, no Japão, a Seleção Brasileira perdeu para os Estados Unidos por 3 sets a 0, com parciais de 26/24, 25/22 e 25/16.
Com o resultado, o Brasil sofreu a terceira derrota em 12 partidas na competição. Mesmo com o revés, a equipe brasileira manteve a terceira colocação na tabela de classificação, com 26 pontos.
A maior pontuadora do Brasil foi a ponteira Ana Cristina, com 18 pontos. Na sequência, apareceram a oposta Rosamaria, com 13, e a ponteira Julia Bergmann, com 10. Pelos Estados Unidos, o destaque foi a ponteira Skinner, que comandou a vitória com 21 pontos, sendo 18 de ataque e três de bloqueio.
O Brasil começou o primeiro set em ritmo forte e abriu 5 a 1 nos pontos iniciais, aproveitando os erros das norte-americanas e a boa eficiência no ataque. A vantagem chegou a 9 a 6, mas os Estados Unidos reagiram e empataram em 10 a 10.
A partir daí, a parcial ficou equilibrada, com trocas constantes de liderança. A Seleção Brasileira buscou a igualdade em 16 a 16 e 22 a 22, mas não conseguiu conter as adversárias na reta final. Mais eficientes nos pontos decisivos, as norte-americanas fecharam em 26 a 24.
No segundo set, as equipes começaram trocando pontos até o empate em 4 a 4. Os Estados Unidos abriram 6 a 4, mas o Brasil reagiu, igualou em 8 a 8, virou para 10 a 8 e ampliou a vantagem para 14 a 10.
As norte-americanas, no entanto, voltaram a crescer na parcial, empataram em 17 a 17 e passaram à frente em 22 a 19. O Brasil ainda tentou reagir, mas os Estados Unidos fecharam em 25 a 22 e abriram 2 sets a 0.
Na terceira parcial, os Estados Unidos começaram melhor e fizeram 5 a 2. O Brasil reagiu, empatou em 6 a 6, virou para 10 a 8 e chegou a abrir 13 a 10. A equipe norte-americana voltou a igualar o placar em 13 a 13 e, a partir daí, assumiu o controle do set.
Com uma sequência de pontos e destaque para Skinner, os Estados Unidos abriram vantagem e não deram chances de reação ao Brasil. As norte-americanas fecharam a parcial em 25 a 16 e confirmaram a vitória por 3 sets a 0.
Eliminado da Copa do Mundo de 2026 após a derrota por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final, o Brasil deixou de movimentar a concentração de torcedores em Nova Jersey. Para quem permanece na região de Nova York, uma das opções para manter o clima de futebol é visitar a loja Pelé Soccer, localizada na Times Square, em Manhattan.
O correspondente do Bahia Notícias na cobertura da Copa, Leonardo Baran, apresentou o espaço, considerado um ponto de encontro para fãs do esporte.
"O que faz o torcedor brasileiro em Nova York sem a presença da nossa seleção? Visitar a loja do Pelé. Fica bem no coração da Times Square e é uma verdadeira devoção ao maior jogador de futebol de todos os tempos."
Segundo o correspondente, o local reúne itens que marcaram a trajetória do Rei do Futebol.
"Lá você encontra pôster gigante do Pelé, a emblemática camisa do Santos que Pelé vestiu por tanto tempo, as camisas da seleção brasileira e do Cosmos, time aqui dos Estados Unidos que Pelé também defendeu. A loja lembra o tricampeonato conquistado pelo Pelé na seleção brasileira. No coração da Times Square, em Manhattan, Nova York, você encontra a loja do Pelé."
Inaugurada em novembro de 2019, a Pelé Soccer fica na esquina da Broadway com a 7ª Avenida, em frente à Times Square. A loja comercializa camisas oficiais de clubes e seleções, chuteiras, artigos esportivos e oferece serviço de personalização de uniformes, atraindo turistas e apaixonados por futebol de diferentes países.
O Brasil foi eliminado do Mundial ao perder por 2 a 1 para a Noruega, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Erling Haaland marcou os dois gols da seleção norueguesa, enquanto Neymar descontou para a equipe brasileira em cobrança de pênalti.
Capitão da Inglaterra, Harry Kane confirmou já ter jogado golfe com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (10), às vésperas de uma decisão contra a Noruega, o atacante afirmou que o encontro aconteceu em Palm Beach, na Flórida, há cerca de um ano e meio e descreveu a experiência como “surreal”.
"Foi uma experiência bastante surreal apenas conhecê-lo e, obviamente, jogar golfe com ele. Para ser sincero, ele joga muito bem. Espero conseguir jogar tão bem quanto ele quando tiver a idade dele. Foi uma experiência única e fiquei muito grato pelo convite", afirmou Kane aos jornalistas em Miami, onde ocorrerá a decisão pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026.
No início desta semana, Trump havia contado a jornalistas que disputou uma partida de golfe com o camisa 9. “Acho que Kane é um grande jogador. Joguei golfe com ele e gosto muito dele. É um bom golfista. É realmente excelente", declarou.
Um dia antes da revelação, a Inglaterra havia vencido o México por 3 a 2, pelas oitavas de final da competição. Logo após a partida, o presidente elogiou Kane na rede Truth Social: “Harry Kane, da Inglaterra, é um GRANDE jogador!!!", escreveu.
Inglaterra e Noruega entram em campo para disputar uma vaga na semifinal neste sábado (11), às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami (EUA). A partida tem transmissão exclusiva da CazéTV, pelo YouTube.
Já classificada para a fase final da Liga das Nações de Vôlei, a Seleção Feminina perdeu para a Tailândia por 3 sets a 0, com parciais de 25/15, 25/16 e 25/17, pela 11ª rodada, na terceira semana da VNL, em Osaka, no Japão, na madrugada deste sábado (11).
O Brasil foi à quadra com Macris (levantadora), Kisy (oposta), Rosamaria e Helena (ponteiras), Luzia e Lorena (centrais) e Natinha (líbero). Durante o jogo, entraram Marcelle (líbero) e Maiara Basso (ponteira).
A central tailandesa Thatdao foi a maior pontuadora da partida com 15 pontos, seguida por Pimpichaya, com 12. Kisy foi a brasileira que mais colocou bolas no chão, também com 15 pontos.
O Brasil enfrenta os Estados Unidos na última rodada, neste domingo (12), à 0h (horário de Brasília), em confronto direto pelo primeiro lugar da classificação, visto que as equipes estão empatadas com 26 pontos, junto com a Itália. A partida conta com transmissão do SporTV 2 e VBTV.
A primeira fase da Liga das Nações reúne 18 seleções, que disputam 12 partidas ao longo de três etapas. Ao fim da fase classificatória, oito equipes disputarão as quartas de final na China.
Por sediar a fase eliminatória do torneio, a China já está garantida na próxima fase. Com isso, passam as sete melhores colocadas. Confira a classificação da VNL abaixo:
Manifestantes iranianos queimaram um boneco gigante de blocos de montar (estilo Lego) com a fisionomia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o funeral público do ex-líder supremo do país, Ali Khamenei. O ato ocorreu na quinta-feira (9) em Mashhad, cidade sagrada onde o corpo foi sepultado, encerrando quase uma semana de cerimônias fúnebres.
Confira o vídeo:
Toda a ação foi divulgada pela emissora estatal iraniana PressTV. Imagens mostram a figura erguida por um guindaste enquanto a multidão ateava fogo em sua base. O fogo se alastrou rapidamente pela estrutura, que acabou desmoronando.
Ali Khamenei morreu no dia 28 de fevereiro de 2026, vítima de bombardeios conjuntos realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel no início do conflito na região. Para a realização das homenagens e do funeral público, o governo iraniano preservou o corpo do líder supremo e os de familiares que faleceram no mesmo ataque por cerca de quatro meses antes do sepultamento.
Os Estados Unidos querem transformar o sucesso comercial da Copa do Mundo de 2026 em novo ativo para o calendário da Fifa. Depois de receberem a primeira edição ampliada do Mundial de Clubes, em 2025, os norte-americanos manifestaram interesse em sediar novamente a competição em 2029.
A informação é do jornal britânico The Guardian. Segundo a publicação, a Fifa já manteve conversas com autoridades dos Estados Unidos sobre a possibilidade, embora o processo oficial de candidatura ainda não tenha sido aberto.
O interesse americano surge em um momento favorável para a relação entre o país e a entidade. A Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, México e Canadá, bateu recordes comerciais. A Fifa vendeu 6,5 milhões de ingressos e deve superar a meta de receita de US$ 11 bilhões, cerca de R$ 56,3 bilhões.
Além da infraestrutura já testada em competições recentes, os Estados Unidos oferecem à Fifa um mercado de alto retorno financeiro, com estádios de grande capacidade, forte presença de patrocinadores e potencial de expansão do futebol.
O caminho, no entanto, não está livre. O Brasil também manifestou interesse em sediar o Mundial de Clubes de 2029. A CBF já comunicou à Fifa o desejo de receber a competição, em um movimento que busca aproveitar a tradição do país no futebol e a experiência de organização de grandes eventos.
O Catar é outro interessado. O país recebeu a Copa do Mundo de 2022 e avalia a possibilidade de voltar a abrigar um torneio da Fifa, embora questões de calendário e clima possam pesar em uma eventual candidatura.
Havia expectativa de que a edição de 2029 pudesse ser entregue a países envolvidos na organização da Copa do Mundo de 2030, especialmente Espanha e Marrocos. A movimentação dos Estados Unidos, porém, recoloca o país no centro da disputa.
A relação próxima entre a Fifa e o governo norte-americano também virou tema durante a Copa de 2026. Um dos episódios mais discutidos foi o caso Folarin Balogun, quando Donald Trump afirmou ter pedido ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, uma revisão da expulsão do atacante dos Estados Unidos contra a Bósnia e Herzegovina. A entidade suspendeu a punição automática e liberou o jogador para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.
O episódio gerou críticas de federações europeias e da Uefa, mas também evidenciou o canal direto entre a Fifa e a Casa Branca. Para a escolha de uma nova sede, esse ambiente político pode ter peso nos bastidores.
A Fifa ainda não anunciou o cronograma oficial nem os critérios de escolha da sede do Mundial de Clubes de 2029. A decisão é esperada para o próximo ano, provavelmente depois da eleição presidencial da entidade, marcada para abril.
A edição de 2025 foi entregue aos Estados Unidos sem um processo formal de candidatura. Na época, a escolha foi aprovada por unanimidade pelo Conselho da Fifa, em junho de 2023, como parte da implantação do novo formato ampliado do torneio.
Para 2029, a tendência é que a competição volte a crescer. A Fifa discute a possibilidade de ampliar o Mundial de Clubes de 32 para 48 equipes, o que aumentaria o número de jogos, a exigência de infraestrutura e o peso comercial da sede escolhida.
As forças dos Estados Unidos voltaram a realizar ataques contra alvos no Irã nesta quarta-feira (8), poucas horas após o presidente norte-americano, Donald Trump, declarar o fim da trégua entre os dois países, em vigor desde 17 de junho.
Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, a nova ofensiva busca impedir que o governo iraniano cumpra a ameaça de bloquear o Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
A escalada ocorre após o Irã atacar três petroleiros na região. Na terça-feira (7), os Estados Unidos bombardearam posições iranianas próximas ao Golfo Pérsico. Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra bases militares americanas localizadas no Bahrein e no Kuwait.
O aumento das hostilidades eleva novamente a tensão no Oriente Médio e reforça as preocupações sobre possíveis impactos no fornecimento global de energia e na segurança da navegação em uma das principais rotas marítimas do mundo.
O secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT) e coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Éden Valadares, reagiu às declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a viagem aos Estados Unidos e afirmou que o parlamentar tenta desfazer um suposto "ato de traição" contra o Brasil.
A crítica do ex-presidente do PT na Bahia foi feita após Flávio participar de uma audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que debate a proposta de tarifas sobre produtos brasileiros. Em nota, Éden classificou o senador como "mentiroso contumaz" e disse que a tentativa de negar apoio às medidas é uma mudança de discurso motivada pelo desgaste político.
"O Brasil todo sabe que ele articulou as tarifas contra a nossa economia para tentar salvar o pai da cadeia e agora para tentar salvar a própria campanha", declarou o dirigente petista.
Ainda segundo Éden, o suposto arrependimento de Flávio seria apenas uma "lágrima de crocodilo" e não representaria uma mudança real de posicionamento. O secretário também citou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão do senador, ao acusar ambos de atuarem contra os interesses econômicos do país.
A Bélgica não respondeu à polêmica apenas com nota oficial, recurso e reclamação nos bastidores. Respondeu com quatro gols, classificação e deboche. Após golear os Estados Unidos por 4 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, a seleção belga transformou a comemoração em recado direto sobre o caso Folarin Balogun.
O episódio aconteceu depois do quarto gol, marcado por Romelu Lukaku nos acréscimos. Em roda, jogadores belgas foram flagrados fazendo gestos associados à chamada “dança de Trump”, movimento em que o presidente dos Estados Unidos balança o quadril e movimenta os braços lentamente, gesto popularizado durante a campanha presidencial de 2024.
E para completar a HUMILHAÇÃO sofrida pelos EUA em casa, os jogadores belgas comemoraram o quarto gol com a dancinha de Trump!
— Análise Política (@analise2025) July 7, 2026
HAHAHAHAHAHAHAHA
Não sobrou nada para o pedófilo tirano! pic.twitter.com/rWC1NiJtdR
A brincadeira veio em meio à insatisfação belga com a decisão da Fifa de permitir que Balogun enfrentasse a equipe nas oitavas. O atacante dos Estados Unidos havia recebido cartão vermelho direto no jogo anterior, contra a Bósnia e Herzegovina, mas teve a aplicação da suspensão automática suspensa pela entidade.
A liberação aconteceu após Donald Trump afirmar que pediu à Fifa uma revisão do lance. O presidente norte-americano negou ter determinado qualquer mudança, mas comemorou publicamente a decisão e disse que a entidade corrigiu uma injustiça.
Dentro da Bélgica, o caso foi tratado como combustível. O meio-campista Nicolas Raskin afirmou que o elenco entrou em campo incomodado com o episódio.
"Muita coisa aconteceu fora de campo nos últimos dois dias. Houve um sentimento de injustiça no elenco, e estávamos determinados a responder em campo", afirmou.
Capitão da equipe, Youri Tielemans seguiu a mesma linha e disse que a resposta precisava vir no jogo.
"Dissemos a nós mesmos que tínhamos que responder em campo. Foi isso que fizemos", disse.
A provocação não parou no gramado. Após a classificação, a conta oficial da seleção belga publicou uma imagem de Lukaku com a mão na orelha e a legenda “anula isso”, em referência direta à discussão sobre a suspensão de Balogun.
Antes da partida, a Federação Belga de Futebol já havia manifestado surpresa com a decisão da Fifa. A entidade argumentou que o Código Disciplinar prevê suspensão automática para expulsões e afirmou que a liberação do atacante contrariava regras reforçadas pela própria Fifa em reuniões e circulares durante o torneio.
A Uefa também criticou a decisão e afirmou que a Fifa havia “cruzado uma linha vermelha” ao permitir que a punição não fosse cumprida imediatamente. A entidade europeia disse que o episódio colocava em risco a integridade da competição.
A Fifa, por sua vez, defendeu a legalidade do procedimento e afirmou que o cartão vermelho não foi anulado. Segundo a entidade, apenas a aplicação da suspensão foi adiada por período probatório, com base no Código Disciplinar.
Em campo, Balogun jogou, mas os Estados Unidos não resistiram. A Bélgica dominou a partida, construiu a goleada e eliminou uma das seleções anfitriãs da Copa. Com o resultado, os belgas avançaram às quartas de final, onde enfrentarão a Espanha.
A eliminação dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026, após a goleada por 4 a 1 sofrida para a Bélgica nesta segunda-feira (6), foi acompanhada por uma das maiores polêmicas do torneio. No entanto, apesar de lamentar o ambiente criado em torno do caso envolvendo Folarin Balogun, o técnico Mauricio Pochettino garantiu que a controvérsia não serviu como justificativa para a queda da equipe nas oitavas de final.
Em entrevista após a partida disputada em Seattle, o treinador argentino demonstrou incômodo com as críticas, acusações e ataques direcionados ao atacante e à seleção norte-americana desde que a Fifa decidiu reverter a suspensão automática do jogador.
"Quero dizer uma coisa, mas é muito pessoal. Estou muito frustrado e decepcionado com as pessoas. Elas deveriam compreender a situação e não misturar as coisas. Não acredito que isso tenha afetado o nosso desempenho. Não é uma desculpa, e não podemos usar desculpas. Simplesmente não era o nosso dia", afirmou.
Pochettino também criticou a repercussão gerada nas redes sociais e a tentativa de associar a decisão da Fifa a interesses políticos.
"Qual é o sentido de insultar alguém, enviar uma quantidade enorme de mensagens ofensivas ou até ameaças? Estou muito decepcionado com muitas pessoas. Misturam política, falam em manipulação e questionam ética e integridade", completou.
A discussão ganhou força após o Comitê Disciplinar da Fifa anular a suspensão de Balogun, expulso na vitória sobre a Bósnia. O cartão vermelho foi aplicado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus após revisão do VAR por uma entrada no zagueiro Muharemovic.
Nos bastidores, o caso ganhou dimensão internacional depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter conversado com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, sobre a situação do atacante. Na ocasião, Trump chegou a classificar Claus como um "árbitro suspeito", provocando reação da CBF, que saiu em defesa do brasileiro e destacou sua trajetória marcada por "excelência técnica e conduta ética".
Questionado sobre o tema, Pochettino evitou alimentar a controvérsia e reforçou que apenas seguiu o regulamento da entidade.
"Eu sou o treinador da seleção. Existe uma regra que permite à federação solicitar que um jogador fique disponível. Minha função era treinar a equipe. Se o jogador estava liberado porque o regulamento da Fifa permitia isso, então não havia problema", explicou.
O comandante norte-americano ainda demonstrou incômodo com a forma como o debate se desenvolveu nos últimos dias.
"Se começarmos a discutir a história deste jogo falando de ética ou tentando misturar esses assuntos, isso me decepciona pessoalmente. O debate deveria ser apenas sobre uma possibilidade prevista no regulamento, algo que já aconteceu com outros jogadores e outras seleções", declarou.
Com a derrota, os Estados Unidos encerram sua participação na Copa do Mundo disputada em casa. Já a Bélgica segue viva na competição e enfrentará a Espanha nas quartas de final.
A Bélgica confirmou sua vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 ao vencer os Estados Unidos por 4 a 1, nesta segunda-feira (6), em Seattle, em confronto válido pelas oitavas de final da competição.
O destaque da partida foi o atacante Charles De Ketelaere, que abriu o placar aos nove minutos e voltou a balançar as redes aos 33 da etapa inicial, recolocando a Bélgica em vantagem logo após o empate dos Estados Unidos. Malik Tillman havia deixado tudo igual aos 31 minutos do primeiro tempo, enquanto Hans Vanaken e Romelu Lukaku deram números finais ao confontro.
Com o resultado, a Bélgica terá pela frente a Espanha nas quartas de final. Os espanhóis garantiram a classificação mais cedo ao eliminarem Portugal. O duelo está marcado para Los Angeles, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira (10).
Além de Bélgica x Espanha, outros dois confrontos das quartas de final já estão definidos: França x Marrocos e Noruega x Inglaterra.
As duas últimas vagas serão conhecidas nesta segunda-feira (6), quando a Colômbia enfrenta a Suíça, e a Argentina mede forças com o Egito. Os vencedores desses confrontos completarão a lista dos oito classificados para a próxima fase da Copa do Mundo.
A classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas eleva o risco de o governo dos Estados Unidos articular algum tipo de uso de força militar contra o Brasil. Além disso, a medida da administração Donald Trump em relação às organizações criminosas pode causar prejuízos tanto no plano econômico como na soberania nacional.
As colocações foram feitas pelo Ministério das Relações Exteriores em ofício enviado à Câmara dos Deputados. O documento foi elaborado em resposta a um pedido de informações apresentado pelo deputado federal Evair Vieira de Melo (PP-ES).
“A referida classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional”, afirma o Itamaraty.
O ofício foi assinado pelo ministro Mauro Vieira. No documento enviado à Câmara, o Itamaraty afirmou que a posição do governo brasileiro tem como base o entendimento de órgãos de segurança pública, inteligência e justiça, assim como informou que os Estados Unidos não comunicaram formalmente o Brasil sobre a decisão.
No início de junho, o governo dos Estados Unidos classificou CV e PCC como organizações terroristas. Ao anunciar a decisão, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que PCC e CV “são estrangeiros que cometeram ou tentaram cometer, representam um risco significativo de cometer, ou participaram de treinamento para cometer atos de terrorismo que ameaçam a segurança de cidadãos norte-americanos ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos”.
O ministro Mauro Vieira reforça na resposta à Câmara que não houve notas diplomáticas ou comunicações ao governo brasileiro sobre o tema. Para o Itamaraty, a classificação feita pelos norte-americanos seria um ato unilateral que não exige manifestação formal do governo brasileiro.
“O governo brasileiro tem reiterado sua posição de que tal classificação não traz benefícios concretos ao combate ao crime organizado, e vem buscando reforçar o diálogo bilateral para incrementar a cooperação na matéria, com base no respeito ao Estado de Direito e à soberania nacional”, explica o Itamaraty.
Ao site Poder360, o deputado Evair de Melo criticou a resposta dada pelo Ministério das Relações Exteriores à Câmara. O parlamentar do PL disse que o governo deixou de apresentar informações objetivas sobre providências adotadas pelo Estado brasileiro diante do tema.
“O Ministério limitou-se a cumprir uma formalidade burocrática, mas deixou de responder aquilo que o Congresso Nacional efetivamente perguntou”, declarou.
Melo questionou a falta de detalhamento sobre a atuação diplomática do governo. Segundo ele, embora o ministério tenha declarado ter manifestado sua posição aos Estados Unidos, não informou quando os contatos foram realizados, quais canais diplomáticos foram utilizados nem quais autoridades participaram das discussões.
“O Parlamento não pediu um posicionamento político; pediu informações objetivas sobre a estratégia do governo”, disse.
O deputado também criticou a ausência de informações sobre a articulação entre diferentes órgãos do governo e questionou se as avaliações apresentadas pelo Itamaraty foram fundamentadas em pareceres técnicos ou estudos oficiais.
A classificação dos Estados Unidos às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ganhou um capítulo político e institucional antes mesmo de a bola rolar contra a Bélgica. A decisão da Fifa de liberar o atacante Folarin Balogun para a partida desta segunda-feira (6) provocou reação da Uefa, da União Europeia e da Federação Belga de Futebol.
Balogun havia sido expulso na vitória norte-americana por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, na última quarta-feira (1º), pela fase de 16 avos de final. Após revisão no VAR, o árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou cartão vermelho direto ao atacante por um pisão no tornozelo de Tarik Muharemovic.
Pelo regulamento disciplinar, expulsões diretas resultam em suspensão automática de uma partida. A Fifa, no entanto, decidiu suspender por um ano a aplicação da punição, em período probatório, o que permite que Balogun esteja à disposição dos Estados Unidos contra a Bélgica. O cartão vermelho segue registrado, mas a suspensão não será cumprida neste momento.
A decisão gerou questionamentos por causa dos relatos de intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a imprensa internacional, Trump entrou em contato com Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir uma revisão do caso. Em uma publicação nas redes sociais, o presidente norte-americano agradeceu à entidade e afirmou que a decisão corrigiu uma “grande injustiça”.
A reação mais dura veio da Uefa. Em comunicado oficial, a entidade europeia afirmou que a Fifa “cruzou uma linha vermelha” ao suspender a punição automática.
"Manifestamos nossa incredulidade diante de uma decisão tão inédita, incompreensível e injustificável. Quando a certeza das regras deixa de ser garantida por seus responsáveis, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade da competição é prejudicada", declarou a Uefa.
A crítica também chegou à União Europeia. Glenn Micallef, comissário europeu responsável por esporte, afirmou que decisões esportivas devem permanecer dentro das instituições esportivas e não sofrer interferência política.
"Influenciar decisões esportivas prejudicaria a autonomia do esporte. Nosso foco deveria estar nos verdadeiros desafios de governança que o esporte enfrenta, incluindo a instrumentalização do esporte para fins políticos", afirmou.
A Bélgica, adversária dos Estados Unidos nas oitavas, também protestou. Em nota, a federação belga declarou “surpresa” com a liberação de Balogun e citou o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da Fifa, que prevê suspensão automática para a partida seguinte em caso de cartão vermelho.
A entidade belga também mencionou o Artigo 10.5 do regulamento da Copa do Mundo de 2026 e afirmou que a regra havia sido reforçada pela Fifa em circulares e reuniões oficiais antes dos jogos. Segundo a federação, todas as opções estão sendo avaliadas para proteger os princípios de fair play e os direitos das seleções participantes.
Do lado norte-americano, a decisão foi recebida como correção de um erro. O técnico Mauricio Pochettino afirmou que os Estados Unidos já haviam sido punidos durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina por atuarem cerca de 30 minutos com um jogador a menos.
"Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia-Herzegovina ao jogar com um a menos por 30 minutos, em uma decisão completamente injusta. E não só porque sou o técnico da seleção dos Estados Unidos e preciso defender meu lado. É porque acredito que 99,9% das pessoas concordam que aquele cartão vermelho foi injusto", disse o treinador argentino.
A polêmica desloca parte da atenção do campo para os bastidores no dia do confronto. Estados Unidos e Bélgica se enfrentam nesta segunda-feira (6), às 21h, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O vencedor avança às quartas e segue na disputa pelo título.
Mais do que a presença de Balogun em campo, o caso abriu uma discussão maior sobre limites entre regra, interpretação disciplinar e influência política no futebol. Para os críticos da decisão, o problema não está apenas em revisar uma punição, mas no precedente criado em uma competição em andamento.
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva projetam, atualmente, dois possíveis cenários para a proposta do governo de Donald Trump de impor um tarifaço de 25% sobre as importações brasileiras: a aplicação imediata da taxa ou o adiamento da decisão para após as eleições de outubro no Brasil.
Segundo informações apuradas pelo portal Metrópoles, no primeiro cenário calculado por assessores da área internacional de Lula, os Estados Unidos confirmariam a ameaça e aplicariam de fato a taxa de 25% sobre os produtos nacionais.
Essa avaliação parte do princípio de que um eventual recuo exigiria de Trump uma complexa “engenharia política” para justificar a mudança de postura perante seu eleitorado, sem que a decisão pareça uma derrota política interna no cenário americano.
No segundo cenário traçado, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) aguardaria a realização das eleições de outubro no Brasil para tomar uma decisão definitiva sobre a barreira comercial.
Integrantes e aliados no Palácio do Planalto avaliam que o governo Trump pode optar por esperar o resultado da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) antes de bater o martelo sobre a aplicação das tarifas.
Assessores do presidente brasileiro relembram, ainda, que a gestão Trump tenta interferir na política nacional desde o primeiro tarifaço, implementado em 2025, ocasião em que Washington relacionou diretamente a medida econômica ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL).
A Fifa e o presidente da entidade, Gianni Infantino, são alvos de uma ação judicial movida na Corte Federal de Boston, nos Estados Unidos, por Lotfollah Kaveh Afrasiabi, analista iraniano-americano. O autor do processo afirma representar 91 milhões de iranianos e pede uma indenização de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,2 bilhões) pela eliminação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026.
Segundo informações do jornal britânico The Independent, Afrasiabi sustenta que a equipe foi prejudicada por uma decisão do árbitro de vídeo na derrota para o Egito. O lance contestado é a anulação do gol de Shojae Khalilzadeh, invalidado por impedimento após revisão do VAR, resultado que impediu a classificação iraniana para a fase seguinte do torneio.
Na ação, o autor alega que houve tratamento discriminatório contra a seleção iraniana. “Cidadãos iranianos ou iraniano-americanos que torciam para a seleção iraniana de futebol sofreram danos emocionais devido à discriminação flagrante contra seu time do coração”, afirmou o processo.
Afrasiabi, de 68 anos, é ex-professor da Universidade de Harvard e já atuou como conselheiro da equipe de negociação nuclear do Irã durante o governo de Barack Obama. No processo, ele argumenta que existem evidências de que a eliminação da seleção foi consequência de uma decisão arbitral injusta.
A ação também cita as condições enfrentadas pela delegação iraniana durante a competição. Entre os pontos mencionados estão restrições para permanecer em território norte-americano no início da Copa, a transferência da base de treinamentos para o México e a negativa de vistos a 11 integrantes da delegação. Para Afrasiabi, a Fifa deveria ter assegurado igualdade de condições de preparação às seleções participantes.
Caso obtenha decisão favorável, o autor informou que pretende destinar parte da indenização a programas esportivos voltados para jovens no Irã. Até o momento, a Fifa não se manifestou sobre o processo.
Esta é a segunda ação envolvendo cidadãos americanos de origem iraniana contra a entidade máxima do futebol em 2026. Em junho, a Justiça da Califórnia decidiu a favor da Fifa em um processo que questionava a proibição do uso da bandeira do Irã anterior à Revolução Islâmica nas arquibancadas da Copa do Mundo. A entidade mantém a vedação a manifestações políticas nos estádios durante a competição.
A combinação de calor intenso, altitude elevada, poluição do ar e longos deslocamentos entre cidades-sede da Copa do Mundo de 2026 impõe um nível de exigência física sem precedentes aos jogadores. A avaliação consta em um estudo publicado na revista científica Sports Medicine, que analisa os impactos das condições ambientais sobre a saúde e o desempenho dos atletas durante o torneio.
De acordo com a pesquisa, a ampla distribuição geográfica das sedes nos Estados Unidos, México e Canadá submete as equipes a mudanças frequentes de clima, altitude e fuso horário, fatores capazes de provocar elevado estresse fisiológico.
O médico e gestor hospitalar Tiago Simões Leite afirma que os efeitos observados entre os atletas também podem atingir pessoas que realizam viagens longas, seja a lazer ou a trabalho. "O corpo humano exige tempo de adaptação. Submeter o organismo a mudanças bruscas de fuso horário, clima e qualidade do ar sem o preparo adequado é um risco real de adoecimento", afirmou.
"O viajante precisa adotar a mesma mentalidade preventiva de um atleta. Hidratação rigorosa, ajuste gradual do sono e atenção à qualidade do ar no destino são medidas inegociáveis para evitar crises respiratórias e exaustão”, completou.
Segundo o especialista, deslocamentos prolongados podem comprometer o funcionamento do organismo em razão da alteração do ciclo circadiano, da menor disponibilidade de oxigênio em regiões de maior altitude, da desidratação e da exposição a alérgenos sazonais, aumentando a suscetibilidade a infecções e à fadiga.
Ele ressalta ainda que o planejamento de viagens deve considerar as características do destino para reduzir os impactos dessas mudanças. “Ignorar as exigências do ambiente resulta em fadiga crônica e vulnerabilidade a infecções. Avaliar as condições climáticas e geográficas do destino é uma etapa obrigatória de qualquer viagem segura”, alertou.
A seleção dos Estados Unidos foi a décima classificada para as oitavas de final da Copa do Mundo ao vencer a Bósnia por 2 a 0, nesta quarta-feira (1º), no Levi's Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. Os gols da vitória foram marcados por Folarin Balogun, no primeiro tempo, e Malik Tillman, na etapa final.
Com isso, os Estados Unidos se juntam a Canadá, Brasil, Paraguai, Marrocos, França, Noruega, México, Inglaterra e Bélgica, seleções que já garantiram vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. A equipe estadunidense, comandada pelo técnico argentino Mauricio Pochettino, enfrentará a Bélgica, que venceu o Senegal de virada, na prorrogação, também nesta quarta-feira (1º).
Ainda restam seis vagas nas oitavas de final. Elas serão definidas nos confrontos entre Portugal x Croácia, Espanha x Áustria, Gana x Colômbia, Argélia x Suíça, Egito x Austrália e Cabo Verde x Argentina.
Esta será a sexta vez que os Estados Unidos disputarão as oitavas de final de uma Copa do Mundo.
Alvo de críticas nos últimos dias, o senador Romário (PL-RJ) anunciou que irá devolver aos cofres públicos o salário referente ao período da Copa do Mundo. Em pronunciamento por videoconferência no plenário do Senado, nesta terça-feira (30), o parlamentar revelou ter enviado um ofício à Presidência da Casa solicitando a suspensão dos pagamentos. Ele afirma que qualquer valor eventualmente creditado durante a competição será estornado.
O ex-jogador está desde a segunda semana de junho nos Estados Unidos, um dos países-sede do Mundial, onde atua como comentarista na CazéTV, principal parceira na transmissão da Copa em 2026.
Segundo Romário, a decisão foi tomada de forma voluntária. “Abri mão do meu salário por todo o período em que estarei acompanhando a Copa. Não receberei salário desde o primeiro dia da Copa. O que for pago será devolvido aos cofres públicos”, afirmou. Confira o momento abaixo:
O senador ressaltou que optou por não pedir licença do cargo para continuar apto a participar das votações no Senado, especialmente da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.
“Votarei pelo fim da escala 6x1. O dia da votação ainda não foi marcado. Pelo compromisso que assumi de votar favoravelmente a essa matéria é que decidi não tirar licença no Senado no período em que estou acompanhando a Copa do Mundo. A tecnologia moderna permite que eu me conecte por vídeo, como estou fazendo agora, e dê o meu voto”, disse.
Além do trabalho como comentarista, o ex-jogador passou a assinar uma coluna de análises sobre os jogos da Seleção Brasileira em um jornal, mantendo as atividades parlamentares apenas por meio de videoconferências e do sistema remoto de votação da Casa.
Em postagem da rede X nesta terça-feira (30), a senadora Soraya Thronicke (PSB/MS) rebateu declaração do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, que em vídeo com críticas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, havia afirmado que as mulheres “estatisticamente votam mal”. Soraya também anunciou que acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o influenciador, que é neto do ex-presidente João Figueiredo e atualmente mora nos Estados Unidos.
No vídeo que foi ao ar nesta segunda (29), Paulo Figueiredo, que é investigado por coação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não apresentou dados, pesquisas ou estudos que pudessem embasar sua afirmação sobre o comportamento eleitoral das mulheres.
“Mulher vota estatisticamente muito mal, principalmente mulheres solteiras. Mulheres casadas em geral tendem a acompanhar o voto do marido. Mulheres solteiras não, isso que eu tô dizendo, pode arrancar os pentelhos das calcinhas, pode fazer o que você quiser”, disse Figueiredo.
Na postagem que fez na rede X, Soraya Thronicke disse que o influenciador “defeca pela boca”. A senadora também pediu que Figueiredo seja proibido de se comunicar publicamente por meio das redes sociais e de outros canais de comunicação.
“Esse traidor da pátria, foragido da justiça brasileira, covarde, parvo, néscio, limítrofe, lerdo, acéfalo, não amado, medroso, inseguro, complexado por não conseguir ser ninguém além de um neto de ditador, resolve, lá dos EUA, defecar pela boca. Independente de quem seja a mulher atacada, se mexeu com uma, mexeu com TODAS”, afirmou Soraya.
Paulo Figueiredo é próximo da família Bolsonaro e, nos Estados Unidos, atua junto ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Junto com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Figueiredo busca junto a integrantes do governo dos Estados Unidos a tomada de sanções contra autoridades brasileiras, principalmente ministros do STF.
Essa atuação de Figueiredo nos EUA, que levou o governo Trump a aplicar tarifas contra o Brasil, motivou Soraya Thronicke a chamar o influenciador de “traidor”. A senadora também disse que “o Brasil não é os EUA”, e chamou o bolsonarista de “zé ninguém”.
Por fim, em sua manifestação, a senadora Soraya Thronicke, que é candidata à reeleição pelo estado do Mato Grosso do Sul, afirmou que a violência política de gênero ultrapassa a figura da mulher diretamente ofendida e afeta todas as mulheres.
“A violência política de gênero ultrapassa a figura da ofendida e ataca todas nós, e é por isso que acabo de oficiar a MPF/PGR para que inicie a ação penal o quanto antes”, concluiu.
Suprema Corte dos EUA encerra tentativa de Trump de reverter condenação por abuso sexual e difamação
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (29), o recurso apresentado pelo presidente Donald Trump e encerrou mais uma tentativa de reverter a condenação por abuso sexual e difamação em ação movida pela escritora e jornalista E. Jean Carroll. Com a decisão, permanece válida a indenização de US$ 5 milhões, cerca de R$ 26 milhões na cotação atual.
Sem apresentar justificativa ou votos divergentes, a Corte decidiu não analisar o pedido da defesa, mantendo a decisão de um júri proferida em 2023 e posteriormente confirmada por um tribunal federal de apelações.
No processo, os jurados concluíram que Trump foi responsável por abusar sexualmente de Carroll em um episódio ocorrido em uma loja de departamentos de Nova York na década de 1990. A acusação de estupro, no entanto, foi rejeitada. O presidente também foi responsabilizado por difamação após contestar publicamente o relato da escritora e atacar sua credibilidade.
Trump ainda responde a outro processo movido por Carroll, no qual foi condenado a pagar US$ 83,3 milhões por declarações feitas em 2019. Paralelamente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação para apurar se a escritora cometeu perjúrio durante os depoimentos prestados nas ações, procedimento que segue em andamento.
Os Estados Unidos garantiram o primeiro lugar do Grupo D mesmo com a derrota na madrugada desta sexta-feira (26), frente à já eliminada Turquia, pelo placar de 3 a 2. Os donos da casa fecharam a fase classificatória com seis pontos em três jogos, trás as vitórias frente ao Paraguai e Austrália.
A seleção da Oceania, inclusive, ficou com o segundo lugar do grupo pelo critério do saldo de gols. Foi uma vitória, um empate e uma derrota, o mesmo que a seleção paraguaia, mas os gols fizeram com que a Austrália avançasse em segundo.
O Paraguai ainda aguarda mais definições para saber qual será seu destino no meio dos outros terceiros colocados.
Já classificados, os donos da casa agora aguardam para conhecer seu adversário. O regulamento prevê um confronto contra um terceiro colocado dos grupos B, E, F, I ou J. Hoje, os possíveis rivais seriam Bósnia e Herzegovina, Equador, Suécia, Senegal ou Argélia.
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (25) um pacote de US$ 150 milhões (cerca de R$ 780 milhões) em ajuda humanitária para a Venezuela após os terremotos que atingiram o país na quarta-feira (24). A assistência inclui recursos financeiros, equipes especializadas de busca e resgate e apoio logístico às regiões afetadas.
Segundo o Departamento de Estado, o presidente Donald Trump autorizou uma resposta emergencial para reforçar as operações de socorro e colaborar com as autoridades venezuelanas diante da tragédia.
Do total anunciado, US$ 50 milhões serão destinados a acordos com organizações humanitárias que já atuam no país. Os outros US$ 100 milhões serão repassados ao fundo humanitário administrado pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), responsável por apoiar as ações de assistência às vítimas e a recuperação das áreas atingidas.
Em tempos de Copa do Mundo, o nome de Romário segue repercutindo. Antes pela memória do desempenho icônico no tetracampeonato mundial em 1994, também disputado nos Estados Unidos, como a Copa atual, agora ‘o baixo’ viralizou em um vídeo onde está preso em uma roleta – que tem a frase “viver é bom demais” escrita – enquanto o giram para os dois lados, em uma festa em Miami.
Simplesmente Romário dentro de uma roleta em uma balada em Miami pic.twitter.com/jEbcz7FDJg
— Planeta do Futebol ???? (@futebol_info) June 25, 2026
Atualmente senador (PL-RJ), Romário está em solo estadunidense desde o dia 10 de junho, porque é um dos comentaristas da Cazé TV no período das transmissões da Copa do Mundo. No entanto, ele não se licenciou de suas obrigações parlamentares e segue recebendo salário normalmente.
Diferentemente dos desfiles que fez em campos dos Estados Unidos em 1994, em 2026 Romário tem se destacado por comparecer em partidas de futebol de veteranos, dancinhas e festas como a do vídeo mais recente.
A final da Copa do Mundo de 2026 deve ter a presença de Donald Trump na cerimônia de premiação. Segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, o presidente dos Estados Unidos estará no estádio de Nova Jersey e participará da entrega da taça ao campeão do torneio.
A declaração foi dada na última terça-feira (23), em entrevista à emissora norte-americana Fox News. A decisão da Copa está marcada para o dia 19 de julho, no New York/New Jersey Stadium.
"Estaremos juntos com o presidente (Trump), aproveitando a final e entregando o troféu ao vencedor, claro, juntos. Estamos juntos o tempo todo", afirmou Infantino.
FIFA President Gianni Infantino: We're going to be together with @POTUS enjoying the World Cup Final and handing the trophy to the winner together. ???? pic.twitter.com/hocUn7ihHE
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) June 23, 2026
O trecho da entrevista foi publicado pelo perfil oficial da Casa Branca na rede social X. Trump ainda não se manifestou oficialmente sobre a declaração.
A fala do presidente da Fifa trouxe novamente atenção ao protocolo de entrega dos troféus da entidade. No caso da Copa do Mundo, a seleção campeã recebe a taça original durante a cerimônia, ergue o troféu no gramado e participa da celebração com o elenco. Depois, o objeto principal retorna aos cuidados da Fifa.
Desde 2005, a entidade não entrega mais a taça original de forma definitiva ao campeão. A seleção vencedora passa a receber uma réplica oficial, conhecida como Troféu dos Vencedores da Copa do Mundo da Fifa. A peça é banhada a ouro e fica com a federação campeã.
Ou seja, o campeão mundial levanta a taça original na cerimônia, mas não fica com ela. O troféu principal permanece sob responsabilidade da Fifa.
A situação é diferente do que ocorreu recentemente no Mundial de Clubes. Em 2025, Trump e Infantino participaram juntos da premiação da competição disputada nos Estados Unidos. Na final, o Chelsea venceu o Paris Saint-Germain por 3 a 0 e recebeu a taça das mãos do presidente norte-americano.
Durante a comemoração, Trump permaneceu no palco ao lado dos jogadores do Chelsea.
O tema ganhou outro desdobramento quando Trump afirmou, em entrevista à DAZN, que havia ficado com uma versão do troféu do Mundial de Clubes no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Segundo ele, a Fifa teria produzido outro exemplar para o Chelsea.
"Eles (a Fifa) disseram: ‘Vocês poderiam segurar este troféu por um tempinho?’. Nós o colocamos no Salão Oval e então eu disse: ‘Quando vocês vão pegar o troféu?’, e Gianni Infantino disse: ‘Nós nunca vamos pegá-lo, vocês podem ficar com ele para sempre no Salão Oval. Estamos fazendo um novo’. E eles realmente fizeram outro", revelou.
De acordo com a Fifa, o Mundial de Clubes conta com três versões do troféu: uma original e duas réplicas. A taça principal fica guardada junto aos demais troféus da entidade, em Zurique, na Suíça. Uma das cópias ficou com o Chelsea, campeão do torneio, e outra foi destinada ao país sede.
Na Copa do Mundo, o procedimento é tratado de forma mais restrita pela entidade. A taça original é usada nos principais eventos oficiais e na cerimônia de premiação, mas não permanece com o campeão.
A presença prevista de Trump na final de 2026 também ocorre em um contexto específico. A Copa será disputada em três países: Estados Unidos, México e Canadá. A decisão, no entanto, acontecerá em território norte-americano.
Com isso, a cerimônia de premiação deve reunir o presidente da Fifa, o presidente dos Estados Unidos e a seleção campeã no momento de entrega do troféu. A definição sobre o posicionamento das autoridades no palco e a condução da entrega seguirá o protocolo da entidade para a final.
A Justiça dos Estados Unidos autorizou, nesta terça-feira (23), a participação da Advocacia-Geral da União (AGU) na ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Com a decisão, fica suspensa a possibilidade de o magistrado ser considerado revel por não ter apresentado defesa no processo.
A AGU havia solicitado sua habilitação na última semana, argumentando que a atuação é necessária para defender a soberania do Estado brasileiro. Segundo o órgão, agentes públicos não podem ser submetidos diretamente à jurisdição estrangeira por atos praticados no exercício de suas funções sem o consentimento do Brasil.
A ação foi apresentada pelas plataformas, que contestam decisões de Moraes relacionadas ao bloqueio de perfis de brasileiros residentes nos Estados Unidos, entre eles o blogueiro Allan dos Santos. As medidas foram determinadas pelo ministro no âmbito de investigações sobre ataques às instituições democráticas.
No mês passado, a Justiça norte-americana autorizou que Moraes fosse notificado por e-mail, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitar um pedido da Rumble para realizar a citação por carta rogatória, mecanismo utilizado para comunicações judiciais internacionais.
O técnico da seleção francesa, Didier Deschamps, não comandará a equipe na última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, contra a Noruega, na próxima sexta-feira (26), em Boston, nos Estados Unidos. O treinador retornará ao país para comparecer ao funeral de sua mãe, que morreu na manhã desta terça-feira (23).
A informação foi confirmada pela Federação Francesa de Futebol, por meio de uma nota oficial. “Neste momento extremamente doloroso, desejamos muita força ao treinador e à sua família e asseguramos-lhes o apoio de todos na Federação", escreveu.
Guy Stéphan, auxiliar de Deschamps, comandará a equipe na partida contra a Noruega. O confronto definirá a liderança do Grupo I.
A França garantiu a classificação para os 16 avos de final após vencer Senegal por 3 a 1 e Iraque por 3 a 0 em seus dois primeiros jogos.
CONFIRA NOTA DA FFF NA ÍNTEGRA
"Didier Deschamps não poderá comandar os treinos antes da partida entre Noruega e França. Ele também não estará disponível para o banco de reservas na sexta-feira, para o último jogo da seleção francesa no Grupo I (21h, horário local).
O técnico da seleção nacional ficou consternado ao saber da morte de sua mãe na manhã de terça-feira. Ele retornará à França para comparecer ao funeral.
Em comum acordo com Philippe Diallo, presidente da Federação Francesa de Futebol, que estava presente no centro de treinamento da seleção francesa para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, Didier Deschamps confiou a responsabilidade de liderar o grupo até seu retorno ao seu auxiliar, Guy Stéphan”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou nesta segunda-feira (22) o candidato Abelardo de la Espriella pela vitória nas eleições presidenciais da Colômbia, conforme a contagem preliminar divulgada pela autoridade eleitoral do país. Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que pretende trabalhar ao lado do presidente eleito para ampliar a cooperação entre os dois países.
O republicano também lembrou que declarou apoio público à candidatura de Espriella durante a campanha. "Parabéns ao 'El Tigre' Abelardo de la Espriella, o novo presidente da Colômbia. Foi uma grande honra apoiá-lo e espero que trabalhemos juntos para construir uma relação poderosa entre a Colômbia e os Estados Unidos", escreveu.
Abelardo de la Espriella derrotou nas urnas o senador Iván Cepeda, aliado do atual presidente Gustavo Petro, segundo o resultado preliminar divulgado após a votação de domingo. A confirmação oficial do resultado ainda depende da conclusão do escrutínio realizado pelas autoridades eleitorais colombianas.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm evitado assistir aos jogos da Copa do Mundo realizados nos Estados Unidos. O receio é serem barrados na chegada aos aeroportos ou na entrada dos estádios por eventuais efeitos remanescentes da Lei Magnitsky, segundo apuração da jornalista Andreza Matais.
Não é possível saber se os magistrados seguem total ou parcialmente sujeitos aos efeitos das sanções aplicadas pelo governo de Donald Trump. No ano passado, a administração norte-americana sancionou o ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky e restringiu vistos de outras autoridades brasileiras. Apenas Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques teriam sido poupados.
Em dezembro do ano passado, os Estados Unidos retiraram a sanção aplicada a Moraes dias após um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os vistos, no entanto, permanecem uma incógnita, e nenhum ministro quer arriscar o constrangimento de ser barrado na imigração americana.
O ex-ministro Luís Roberto Barroso, que deixou o STF logo após o fim de sua presidência em outubro, chegou a comentar publicamente o tema enquanto a Lei Magnitsky ainda estava em vigor. "Essa questão dos Estados Unidos quanto ao visto é desagradável. Uma pena que tem acontecido, é injusto, mas não deixa de ser uma competência discricionária de cada país", declarou à CNN Brasil à época.
A Copa do Mundo é disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. Ao menos na primeira fase, o Brasil joga apenas em território americano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (19). Em entrevista ao site norte-americano Axios, o republicano afirmou que "não poderia se importar menos" com o chefe do Executivo brasileiro e o classificou como uma pessoa "muito volátil".
Ao ser questionado sobre sua relação com Lula, Trump declarou que não costuma pensar no presidente brasileiro. "Não se trata de ser fã ou não ser fã. Para ser sincero, eu não penso nele. Realmente não penso nele. Não poderia me importar menos. Mas agora ele é um tipo diferente de pessoa. Muito volátil", afirmou.
As declarações ocorrem em um momento de tensão entre os dois países. Recentemente, o governo dos Estados Unidos anunciou novas tarifas sobre produtos brasileiros e passou a classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).