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A esposa do sertanejo Henrique, da dupla com Juliano, Amanda Vasconcelos, está em liberdade após ter sido detida nos Estados Unidos.
De acordo com o portal LeoDias, a influenciadora digital deixou a custódia das autoridades americanas na terça-feira (3), após o pagamento de uma espécie de fiança prevista na legislação dos EUA que funciona como um seguro financeiro.
O valor só pode ser pago se o réu garantir que irá cumprir a obrigação de comparecer a todos os atos judiciais.
Toda situação envolvendo Amanda aconteceu na segunda-feira (2), após a empresária ter ignorado ordens de parada da polícia, mesmo com luzes e sirenes acionadas. A assessoria do artista não se pronunciou sobre o caso.
A empresária Amanda Vasconcelos Tavares Reis, de 28 anos, esposa do cantor Henrique, da dupla com Juliano, foi presa em Orlando, nos Estados Unidos, na última segunda-feira (2).
A jovem foi detida por dirigir com a carteira de habilitação vencida. De acordo com informações, do g1, não há registros públicos que confirmam se houve pagamento de fiança ou se a Justiça da Flórida liberou Amanda.
O registro oficial do Gabinete do Xerife do Condado de Orange (Orange County Sheriff’s Office), indica que a brasileira enfrenta duas acusações criminais e o motivo principal da prisão é a fuga de uma abordagem policial.

Segundo o relatório da polícia, o crime cometido pela esposa do cantor é considerado grave, uma felonia de terceiro grau, por ter ignorado uma ordem de parada.
Até o momento, a assessoria do cantor não se pronunciou sobre o ocorrido.
O cantor evangélico Regis Danese sofreu um acidente doméstico no último sábado (31) e precisou passar por uma bateria de exames após mal-estar ao dormir.
O artista explicou que sofreu uma queda após subir em uma cadeira na área externa de sua casa para desligar uma lanterna. Com a queda, o cantor acabou sendo atingido na região do abdômen e das costas.
Apesar do ocorrido, Danese só decidiu procurar atendimento médico após sentir dores durante a hora de dormir. No hospital, o cantor passou por uma bateria de exames e descartar complicações.
Cantor evangélico sofre acidente doméstico nos Estados Unidos
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 2, 2026
? Confira pic.twitter.com/2vxS2n8nIN
“Está tudo bem, fiz a tomografia e não deu nada, tudo perfeito. Deus é muito bom e fiel”, tranquilizou os fãs. O cantor contou ainda que logo após sua passagem no hospital, faria uma pregação em uma igreja da cidade.
A Embaixada dos Estados Unidos emitiu um alerta de segurança para os cidadãos norte-americanos que pretendem vir ao Brasil para passar o Carnaval deste ano. Com uma lista de instruções, a entidade falou das festas mais famosas do país, como Salvador, Recife e Rio de Janeiro, e instruiu os foliões dos EUA a “evitarem favelas” por questões de segurança ao longo da folia.
“A celebração anual do Carnaval acontecerá entre sábado, 14 de fevereiro, e quarta-feira, 18 de fevereiro. Embora os eventos mais famosos ocorram no Rio de Janeiro, Salvador e Recife, você pode esperar grandes aglomerações e desfiles, também conhecidos como "blocos", por todo o Brasil. Antes das festividades, os cidadãos dos EUA são lembrados de permanecerem vigilantes e atentos ao seu entorno”, diz o comunicado enviado nesta terça-feira (27).
Dentro das orientações, a representação do governo norte-americano também sugeriu que os cidadãos evitem usar “joias caras” e andar com “grandes quantias de dinheiro”. Além disso, o comunicado reforçou a ocorrência de “crimes oportunistas”, com o furto de celulares sendo “comum” durante a festa momesca.
Também se destaca a instrução para evitar bebidas de estranhos durante o Carnaval, além de não oferecer resistência física em possíveis tentativas de roubo, pois, de acordo com a embaixada, os criminosos “geralmente andam armados”.
Veja as instruções:
- Evite favelas (comunidades) em todos os momentos, mesmo durante festas/blocos de rua;
- Não use joias caras nem carregue grandes quantias de dinheiro. Crimes oportunistas, incluindo roubo de celulares, são comuns durante o Carnaval;
- Esteja atento ao que acontece ao seu redor. Evite andar sozinho, especialmente à noite;
- Não aceite bebidas de estranhos e não deixe bebidas sem vigilância;
- Não ofereça resistência física a qualquer tentativa de roubo, pois os criminosos geralmente estão armados;
- Planeje com antecedência para chegar ao seu destino;
- Faça planos alternativos para o caso de se separar de amigos ou familiares durante as comemorações;
- Mantenha as janelas fechadas quando estiver dentro do veículo. Estacione em áreas bem iluminadas e evite deixar objetos de valor dentro do carro;
- Beba bastante água para evitar a desidratação durante os dias quentes de verão;
- Mantenha-se informado. Acompanhe as notícias para ficar por dentro dos últimos acontecimentos na área da segurança;
- Denuncie qualquer atividade criminosa primeiro à polícia local (190) e depois entre em contato conosco nos números listados abaixo se precisar de ajuda.
A baiana Ana Andrade foi reconhecida como Estagiária Universitária do Ano 2025 na região Sul dos Estados Unidos durante um evento promovido pela Northwestern Mutual, empresa do setor de seguros e serviços financeiros da América do Norte.
A premiação, chamada Southern College Intern of the Year, é concedida a estagiários universitários que participam do programa de formação da companhia. Ana atua no Striano Network Office, escritório parceiro da Northwestern Mutual, onde desenvolve atividades ligadas à área financeira.
O reconhecimento leva em conta critérios como desempenho acadêmico, dedicação ao programa e evolução ao longo do período de estágio. A avaliação considera a atuação dos participantes durante o último ano.
O evento reuniu líderes, gestores e estagiários de diferentes regiões dos Estados Unidos. Durante o encontro, foram apresentados resultados do período e discutidas estratégias futuras da companhia.

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Segundo informações da Agência Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. A conversa, que aconteceu nesta quarta-feira (21), teve como um dos principais assuntos a situação da Faixa de Gaza e o convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a criação de um Conselho de Paz para a região.
Brasil e Turquia estão entre os mais de 50 países convidados pelo presidente norte-americano para fazerem parte do Conselho. O governo brasileiro ainda não deu uma resposta sobre o convite, e a avaliação do Itamaraty é que ainda há muitas dúvidas sobre os objetivos da iniciativa, e que o Brasil pode enfrentar consequências diplomáticas tanto se aceitar quanto se recusar a participar do grupo.
Já a Turquia, junto com outros sete países árabes e de maioria islâmica, anunciaram a adesão ao Conselho da Paz para a guerra na Faixa de Gaza. O grupo de países árabes e de maioria islâmica que decidiram integrar o Conselho são a Turquia, a Jordânia, os Emirados Árabes Unidos, a Indonésia, o Paquistão, a Arábia Saudita, o Catar e o Egito.
A adesão turca e desses países ao Conselho foi mencionada por Erdogan na conversa com Lula. De acordo com o Palácio do Planalto, os dois chefes de Estado trocaram impressões sobre Gaza e os esforços internacionais em favor da paz na região.
A conversa entre os presidentes do Brasil e da Turquia também girou sobre temas como a agenda climática e a ampliação das relações econômicas entre ambos países. A Agência Brasil informou que Erdogan parabenizou Lula pela condução das presidências do G20 e da COP-30.
No tema climático, Erdogan afirmou ter interesse em contar com a experiência do Brasil na organização da COP-31, que será realizada em novembro, na Turquia. O líder turco citou ainda a disposição de empresas de seu país em investir no Brasil, com foco em projetos de infraestrutura.
Outro ponto da conversa se deu em torno do tema da agenda bilateral entre Brasil e Turquia. Os presidentes defenderam a ampliação e a diversificação do intercâmbio comercial, que superou US$ 5,5 bilhões em 2025. Eles concordaram em estimular reuniões entre representantes do setor privado.
A França confirmou que disputará a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. De acordo com a ministra dos Esportes francesa, Marina Ferrari, o governo do país não tem, neste momento, qualquer intenção de boicotar o torneio, apesar das pressões políticas vindas de diferentes setores da Europa em razão da política internacional do presidente norte-americano Donald Trump.
"Até agora, não há vontade de boicote", afirmou a ministra. Segundo ela, embora existam manifestações contrárias dentro de alguns blocos políticos, o esporte deve permanecer dissociado de questões diplomáticas.
"Agora, não faço previsões sobre o que pode acontecer, mas também ouvi vozes que se levantam vindas de alguns blocos políticos. Faço questão de que se dissocie o esporte (da política). A Copa do Mundo de futebol é um momento extremamente importante para todos os amantes do esporte", acrescentou.
As declarações ocorrem em meio a um debate crescente na Europa sobre a permanência dos Estados Unidos como uma das sedes do Mundial. Na última terça-feira (20), o deputado francês Éric Coquerel, do partido A França Insubmissa (LFI), solicitou à Fifa que a competição seja disputada apenas no México e no Canadá.
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar questionou a realização do torneio em solo americano. "Sério, dá para imaginar jogar uma Copa do Mundo de futebol em um país que agride seus ‘vizinhos’, ameaça invadir a Groenlândia, destrói o direito internacional, quer sabotar a ONU, instaura uma milícia fascista e racista em seu território, ataca as oposições, proíbe o acesso à competição de torcedores de cerca de quinze países, planeja banir dos estádios qualquer sinal LGBT, etc.?", escreveu Coquerel no X.
??????????Sérieux on imagine aller jouer la Coupe du monde de foot dans un pays qui agresse ses « voisins », menace d’envahir le Groenland, détruit le droit international, veut torpiller l’Onu, instaure une milice fachiste et raciste dans son pays, y attaque les oppositions, interdit…
— Eric Coquerel (@ericcoquerel) January 20, 2026
O tema também repercute em outros países europeus. Na Alemanha, a secretária de Estado para o esporte, Christiane Schenderlein, afirmou que uma eventual decisão sobre boicote caberia exclusivamente à Federação Alemã de Futebol e à Fifa, ressaltando que ambas teriam total “autonomia” para deliberar sobre o assunto.
Já na França, o ex-treinador do Senegal, Claude Le Roy, levantou dúvidas sobre a participação no Mundial. Em entrevista ao jornal Figaro, ele disse "se perguntar se não seria o caso de convocar um boicote à Copa do Mundo de 2026, diante do comportamento de Donald Trump em relação ao continente", citando também as dificuldades de obtenção de visto para torcedores senegaleses.
No Reino Unido, o debate ganhou contornos políticos. O parlamentar conservador Simon Hoare defendeu que a retirada da seleção inglesa da Copa do Mundo de 2026 poderia representar uma forma de protesto contra o presidente dos Estados Unidos.
"(Trump) é sensível, tem um ego inflado e não gosta de passar vergonha. A visita de Estado (do Rei Charles aos EUA) deve acontecer? As seleções de futebol devem jogar em estádios americanos na Copa do Mundo? Essas são coisas que envergonhariam o presidente em casa. É necessário combater fogo com fogo", declarou.
Apesar das críticas e pressões políticas, até o momento não há indicação oficial de que grandes seleções europeias deixarão de disputar o próximo Mundial.
Os conflitos e controvérsias gerados pelo norte-americano Donald Trump, que nesta terça-feira (20) completou um ano à frente do governo dos EUA, foram citados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante uma solenidade para entrega de unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida. A cerimônia aconteceu no município gaúcho de Rio Grande.
No pronunciamento, Lula fez críticas a Trump e disse que ele quer “governar o mundo pelo Twitter”. O governo brasileiro está entre os países convidados pelo presidente dos Estados Unidos para participar de um “Conselho de Paz” de Gaza.
“Vocês já perceberam uma coisa, que o presidente Trump quer governar o mundo pelo Twitter? É fantástico. Todo dia ele fala uma coisa e todo dia o mundo aborda a coisa que ele falou. Vocês acham que é possível? É possível tratar o povo com respeito se eu não olhar na cara de vocês, se eu achar que vocês são objetos, e não um ser humano”, afirmou Lula.
Acompanhado dos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Jader Filho (Cidades), Lula inaugurou um empreendimento que entregou 1.276 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida na cidade de Rio Grande. O empreendimento contou com investimento total de R$ 123,6 milhões, provenientes do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), com contrapartida do governo do Rio Grande do Sul.
Além das críticas a Trump, o presidente Lula da Silva defendeu ser necessário acabar com a “era da mentira”. Lula afirmou que seus discursos, assim como as falas de aliados, são monitorados por opositores que buscam frases isoladas para descontextualizar em vídeos e postagens nas redes sociais.
“Eles querem pegar uma palavra para que eles possam distorcer e mandar para o mundo na internet”, afirmou.
O presidente relembrou vídeos recentes que circularam pelas redes sociais com uma fala dele distribuída de forma descontextualizada. Cortes de vídeo de um discurso feito pelo presidente dão a entender que ele teria afirmado que “pobre não precisa estudar”, porque “nasceu para trabalhar”.
Na fala original, o presidente defende a necessidade de dar oportunidades para que pessoas de baixa renda sejam da profissão que quiserem, e fez ironias sobre o discurso das elites de que “pobre não precisa estudar”.
Segundo Lula, “é mais fácil acreditar em uma mentira que, na verdade”, principalmente em ambientes digitais.
“Todos vocês aprenderam desde pequenos que é mais fácil acreditar em uma mentira do que, na verdade, porque a verdade tem que ser explicada, a mentira é só falar. E tem muita mentira circulando”, concluiu o presidente Lula.
María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, presenteou Donald Trump com sua medalha do Prêmio Nobel da Paz nesta quinta-feira (15). A entrega aconteceu durante uma reunião na Casa Branca após declarações do presidente norte-americano de que ela não tinha apoio para comandar Venezuela.
Em uma publicação nas redes sociais, Trump escreveu: "María me presenteou com seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que tenho feito. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María!"
Corina descreveu a reunião como "excelente" e disse que o presente foi um reconhecimento do que ela chamou de compromisso de Trump com a liberdade do povo venezuelano.
O ex-armador Delonte West, conhecido por sua passagem por equipes tradicionais da NBA, voltou a se envolver em problemas com a polícia nos Estados Unidos. Na última ocorrência, registrada no condado de Fairfax, nesta semana, na Virgínia, o ex-jogador foi detido sob acusações de roubo e agressão.
Segundo informações repassadas pelas autoridades locais, a polícia foi chamada após um homem afirmar ter sido atacado e assaltado em um trecho da Richmond Highway, na região de Belle Haven. O suspeito deixou o local antes da chegada dos agentes, mas acabou localizado e preso ainda no mesmo dia.
West foi formalmente acusado de subtrair US$ 23 da vítima, além de responder por agressão física. Após a prisão, ele foi liberado mediante o pagamento de fiança no valor de US$ 1.000, conforme divulgou o site TMZ.
Com oito temporadas disputadas na NBA, Delonte West construiu uma carreira sólida na liga, defendendo franquias como Boston Celtics, Seattle SuperSonics, Cleveland Cavaliers e Dallas Mavericks. Ao longo desse período, acumulou mais de US$ 16 milhões em salários.
Nos últimos anos, no entanto, o ex-atleta passou a chamar atenção fora das quadras, em meio a episódios recorrentes envolvendo dependência química, detenções e dificuldades pessoais. Em novembro do ano passado, por exemplo, ele foi encontrado inconsciente em uma via pública, sob efeito de álcool, e acabou levado sob custódia após recusar atendimento médico oferecido pela polícia.
Ao longo da carreira, Delonte West também ficou marcado pela parceria com LeBron James no Cleveland Cavaliers, onde atuaram juntos entre 2008 e 2010. Naquele período, West teve papel relevante na rotação da equipe, especialmente na temporada 2008/2009, quando o time alcançou a final da Conferência Leste. A relação entre os dois voltou a ganhar destaque anos depois, quando LeBron ajudou publicamente West em momentos de dificuldade pessoal, oferecendo apoio e assistência fora das quadras.
Donald Trump acertou em invadir a Venezuela para prender Nicolás Maduro, o presidente Lula errou em condenar a ação do governo dos Estados Unidos, mas há um temor de que algo parecido seja feito também no Brasil. Essas foram algumas das opiniões que predominaram na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (15).
O instituto entrevistou pessoas em todo o país para avaliar a visão dos brasileiros a respeito dos acontecimentos recentes na Venezuela, assim como a posição do governo brasileiro a respeito da captura do presidente Nicolás Maduro. A pesquisa revelou, por exemplo, que 46% dos entrevistados aprovaram a ação militar dos Estados Unidos naquele país, contra 39% que desaprovaram.
Entre as razões que teriam levado o presidente norte-americano a invadir a Venezuela, o combate ao narcotráfico foi a principal resposta na pesquisa Genial/Quaest, com 31% de menções. Na sequência aparecem entre as motivações restaurar a democracia (23%), controlar o petróleo venezuelano (21%), reduzir a influência da China (4%), e uma combinação de todas as intenções (6%).
O Levantamento revelou também que 50% dos brasileiros consideraram aceitável interferir em outro país para prender um ditador, enquanto 41% discordaram dessa possibilidade. A opinião favorável à intervenção foi majoritária principalmente entre os que se declaram ser “direita não bolsonarista”, com 75% de concordância. Já entre os que são contrários à ação em outro país, a opinião foi mais presente entre os que se declaram “lulistas”, com 66%.
Apesar de um maior apoio dos entrevistados à ação ordenada por Donald Trump para capturar Maduro, 58% dos brasileiros disseram temer que os Estados Unidos façam algo similar no Brasil. Outros 40% afirmaram que não temem uma iniciativa do tipo em nosso país.
Perguntados sobre o que o Brasil deveria fazer a respeito das ações de Trump na Venezuela, a grande maioria, 66%, optou por dizer que nosso país deve se manter neutro em relação ao problema. Apoiar as ações de Trump foi a opção de 18% dos entrevistados, e apenas 10% disseram que o Brasil deveria se opor ao presidente dos Estados Unidos.
Em outro recorte da pesquisa, 51% afirmaram que a postura do presidente Lula de condenar as ações ordenadas por Donald Trump teria sido errada. Outros 37% disseram que Lula acertou em condenar a invasão da Venezuela pelas forças especiais do governo dos EUA.
Apesar de a pesquisa ter revelado uma maioria com posição crítica à postura do governo Lula em relação à invasão na Venezuela, 71% disseram acreditar que a postura do presidente não afeta a sua decisão de voto nas eleições de outubro.
Para 17%, as críticas do presidente brasileiro à operação na Venezuela levam à preferência por votar na oposição. Somente 7% dizem que a postura do líder petista reforça o voto nele neste ano.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O cantor Xanddy Harmonia anunciou o cancelamento da edição de 2026 do We Are Carnaval Orlando, festa promovida pela HCX Production, que pertence ao baiano, nos Estados Unidos.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a produção do evento não explicou o motivo do cancelamento da edição deste ano, mas lamentou a pausa na festa, que atraia milhares de brasileiros na terra do Tio Sam.
"O We Are Carnaval nasceu para celebrar o que o Brasil tem de mais bonito: a alegria, a música, o encontro, a emoção e a energia contagiante do nosso povo. Em Orlando, ele se transformou em muito mais do que um evento - virou um momento aguardado, uma tradição, um reencontro anual entre amigos, famílias e amantes da cultura brasileira que fazem questão de estar presentes, ano após ano. Cada edição foi marcada por sorrisos, abraços, dança, saudade do Brasil e, acima de tudo, por um público fiel, que entende que o Carnaval é mais do que uma festa: é identidade, é memória afetiva, é pertencimento. Por isso, é com o coração apertado, mas com total transparência e respeito a todos vocês, que comunicamos que em 2026 não realizaremos o We Are Carnaval em Orlando."
Segundo a equipe da festa, a pausa não significa o fim do evento. De acordo com a produção, a festa deve passar por reformulações para voltar a acontecer em 2027.
"Essa pausa não significa um fim - muito pelo contrário. Ela representa um tempo necessário para reorganizar, fortalecer e planejar cada detalhe com o carinho, a grandiosidade e a excelência que esse projeto e esse público merecem. Agradecemos profundamente a compreensão, o carinho e o apoio de todos. Seguimos juntos, com o coração cheio de saudade - e a certeza de que o próximo encontro será ainda mais especial. Nos vemos em 2027, ainda mais fortes, mais emocionantes e mais inesquecíveis. SIM, verdadeiramente, nós somos o Carnaval."
Em 2025, o evento foi realizado em meio a um cenário tenso. De acordo com a colunista Fábia Oliveira, do site Metrópoles, o evento sofreu com a vitória de Donald Trump nas eleições, tendo uma baixa na procura de ingressos devido a forte política de combate a imigrantes ilegais nos EUA.
Apesar da situação, o evento foi realizado com shows de Tomate, Péricles e Saulo, além do show de Xanddy. Durval Lelys cancelou a participação após contrair Covid-19.
Os Estados Unidos vão suspender o processamento de vistos para o Brasil e mais 74 países. Segundo a Fox News, O Departamento de Estado orientou funcionários consulares a recusarem os vistos. Na lista dos países afetados estão Rússia, Irã, Somália, Afeganistão, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e outros.
A proibição passa a valer a partir de 21 de janeiro. Segundo documento que a emissora teve acesso, os funcionários devem recusar vistos de acordo com a legislação vigente enquanto o governo reavalia os procedimentos de triagem e verificação.
A medida do governo Trump faria parte de um "esforço para coibir candidatos considerados propensos a se tornarem um encargo público".
Em meio à escalada da repressão do governo iraniano sobre os manifestantes que há dias ocupam as ruas de Teerã, que já levou a mais de duas mil mortes, a área externa do governo Lula declarou que acompanha “com preocupação”, a evolução dos acontecimentos naquele país. O Itamaraty declarou também que “lamenta as mortes e transmite condolências às famílias afetadas”.
Os protestos contra o governo do Irã eclodiram no país no final de dezembro, em uma onda de agitação nacional que representa o maior desafio ao regime em anos. As manifestações tiveram início nos bazares da capital, Teerã, inicialmente contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em atos principalmente contra o regime.
As manifestações violentas provocaram a morte de civis, autoridades e integrantes das forças de segurança. Em sua comunicação nesta terça-feira (13), o Itamaraty destaca que “cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país”.
“O Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”, acrescenta o comunicado do Ministério das Relações Exteriores.
O Itamaraty afirmou ainda que a Embaixada do Brasil em Teerã mantém contato permanente com a comunidade brasileira no Irã, estimada em 85 pessoas. Segundo relatos recebidos pelo Itamaraty de interlocutores naquele país, não há registro até o momento de nacionais brasileiros atingidos ou afetados pelas manifestações.
Enquanto o governo brasileiro pede diálogo e defende a soberania do Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça que cancelou qualquer conversa com autoridades do Irã. O líder norte-americano instou manifestantes a “tomarem as instituições”, em meio aos grandes protestos nas ruas de diversas cidades do país persa.
O ex-piloto brasileiro de Fórmula 1 Antônio Pizzonia, de 45 anos, foi preso no sábado (10) no Condado de Montgomery, no Texas, nos Estados Unidos. Conforme registros das autoridades locais, a detenção ocorreu sob acusação de agressão com lesão corporal.
Segundo o site TMZ Sports, Pizzonia foi conduzido à delegacia e fichado após um incidente registrado no Speedsportz Racing Park, local que sediava uma etapa do Superkarts USA Winter Series, campeonato de kart do qual o filho do ex-piloto participava. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre as circunstâncias do caso.
A legislação do Texas classifica a agressão que resulta em lesão corporal como crime de Classe A, de acordo com o Artigo 22.01(a) do código penal, quando o acusado “intencionalmente, conscientemente ou por negligência causa lesão corporal a outra pessoa, incluindo o cônjuge da pessoa”.
Para esse tipo de infração, a pena pode chegar a um ano de prisão. Também está prevista a aplicação de multa de até US$4 mil (cerca de R$21,5 mil, pela cotação atual), ou a combinação de multa e detenção.
Natural de Manaus, Antônio Pizzonia iniciou sua trajetória na Fórmula 1 como piloto de testes da Williams em 2003. No mesmo ano, foi contratado pela Jaguar, equipe pela qual competiu até 2004. Posteriormente, retornou à Williams e disputou quatro provas, substituindo Ralf Schumacher. Sua última participação na categoria ocorreu no Grande Prêmio da China de 2005.
Ao longo da carreira na Fórmula 1, Pizzonia disputou 20 corridas. Fora da categoria, conquistou títulos importantes, como a Fórmula Vauxhall, a Fórmula Renault e a Fórmula 3 Inglesa. Entre 2007 e 2010, também competiu na Stock Car brasileira.
O recém-anunciado técnico do Chelsea, Liam Rosenior, passou a ser assunto nas redes sociais antes mesmo de comandar o time inglês em sua estreia oficial. Usuários resgataram um artigo publicado pelo treinador no jornal The Guardian, em junho de 2020, no qual ele faz duras críticas ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à onda global de protestos contra o racismo após a morte de George Floyd.
O texto, publicado no dia 5 de junho daquele ano, 11 dias após Floyd, um homem negro, morrer asfixiado durante uma abordagem policial em Minneapolis, foi escrito em formato de carta aberta e adota um tom fortemente irônico. À época, Rosenior atuava como auxiliar técnico do Derby County e utilizou o espaço para responsabilizar Trump pelo agravamento das tensões raciais no país.
No artigo, o treinador afirma que o então presidente demonstrava uma "atitude maligna e falta de consideração para com a população negra sobre a qual você governa" e sustenta que esse comportamento serviu como um catalisador para mobilizações sociais que extrapolaram as fronteiras dos Estados Unidos. Segundo Rosenior, as ações do governo norte-americano ajudariam a impulsionar mudanças estruturais não apenas no país, mas também em outras partes do mundo, incluindo o Reino Unido.
Em um dos trechos mais pessoais do texto, Rosenior menciona o impacto do contexto político em sua própria família. "Você é o motivo pelo qual minhas filhas – que são cidadãs americanas – me perguntam: ‘Por que o presidente odeia os negros?", escreveu.
Liam Rosenior é filho de Leroy Rosenior, ex-jogador britânico que recebeu o título de Membro da Ordem do Império Britânico (MBE) por sua atuação no combate à discriminação no esporte. Leroy integrou a organização Show Racism The Red Card e teve passagens por clubes como Fulham, West Ham, QPR e Bristol City. Após encerrar a carreira como atleta, trabalhou como treinador e também comandou a seleção de Serra Leoa.
A seguir, o conteúdo do artigo escrito por Liam Rosenior, publicado originalmente no The Guardian, reproduzido na íntegra:
"Prezado Presidente Trump,
Sei que este é um período extremamente atarefado para você, entre partidas de golfe e tweets, mas espero que você se sinta encorajado por uma rara e bem-vinda carta de agradecimento de um homem negro em um momento tão inconveniente na história dos Estados Unidos da América.
Enquanto todos esses ‘animais’ estão se revoltando e saqueando as ruas por algo tão insignificante e sem importância quanto justiça e igualdade de direitos humanos para pessoas negras, e que, por alguma razão ridícula, parecem estar chateados com a polícia ‘fazendo seu trabalho’ ao aplicar um pouco de força física excessiva na prisão de mais um cidadão negro que posteriormente morreu sob sua custódia, percebi que ninguém lhe agradeceu pelo trabalho maravilhoso que você está fazendo.
Continue!
Tenho certeza de que um homem de seu vasto intelecto pode achar que meu sentimento tem um toque de sarcasmo, mas posso garantir que minha gratidão é genuína, pois o senhor se tornou, sem querer, o presidente mais influente da história dos Estados Unidos, por todos os motivos errados.
Obrigado por ser tão aberto e franco em sua atitude maligna e falta de consideração para com a população negra sobre a qual você governa.
Obrigado por não se curvar ao ‘politicamente correto’ e sequer fingir ter alguma empatia por quem não se parece com você ou não compartilha de suas visões ultrapassadas, vergonhosas e perturbadoras sobre a sociedade.
Obrigado por nos mostrar que qualquer um pode se tornar presidente (até você!) e por nos indicar o caminho a seguir, inspirando-nos (mesmo que sem querer) a promover mudanças duradouras, e não apenas um protesto pacífico apoiado por cliques vazios nas redes sociais. Isso é só o começo. Eu prometo.
Obrigado por dar visibilidade a pessoas ao redor do mundo que, infelizmente, desconheciam a situação do seu país e o estado em que ele se encontra há centenas de anos, e por expor as pessoas racistas, odiosas, intolerantes e violentas que não apenas votaram em você, mas que detêm a chave cultural para uma sociedade e um sistema injustos, corruptos e fundamentalmente preconceituosos desde a concepção dos EUA, construídos sobre o genocídio dos nativos americanos e a escravidão e o encarceramento de milhões de negros.
Obrigado por nos dar um inimigo tangível e simbólico (você e seus asseclas do ‘Make America Great Again’) contra o qual as pessoas agora têm combustível para se organizar, traçar estratégias e mobilizar um movimento e um processo duradouros para mudar nosso planeta para melhor.
Esses problemas existem desde a minha infância e ao longo das gerações anteriores, e como homem negro, minha maior dor, angústia e desânimo não vêm apenas de testemunhar essas atrocidades cometidas repetidamente contra o meu povo, mas também da falta de choque e da vívida dessensibilização acumulada ao longo dos anos, enquanto ouvia (e infelizmente acreditava) que ‘as coisas não vão mudar’.
Antes de você, tivemos presidentes que fecharam os olhos para isso, que não fizeram o suficiente e estavam ocupados demais atendendo aos desejos de corporações corruptas que os haviam pressionado para chegar ao poder. A diferença é que eles eram espertos o suficiente para lidar com a mídia e dizer a coisa certa em público, demonstrando apenas a dose certa de falsa compaixão em resposta a essas violações dos direitos humanos, a fim de apaziguar o número crescente de pessoas que, instintivamente, sabiam que era preciso haver mudança.
Você realmente reflete as opiniões e a ideologia de um grupo de pessoas que devemos e iremos superar.
Por isso, Senhor Presidente, agradeço-lhe sinceramente.
Liam Rosenior"
Rosenior foi contratado e anunciado pelo Chelsea nesta semana com contrato vigente até o fim da temporada de 2032. A chegada do treinador de 41 anos veio após o clube londrino ter demitido Enzo Maresca, técnico campeão da inédita Copa do Mundo de Clubes da Fifa 2025.
O novo comandante dos Blues estava treinando o Strasbourg, clube que pertence ao mesmo consórcio de empresas, o grupo norte-americano BlueCo. Ele soma passagens também por Derby County e Hull City.
A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações para escoltar um petroleiro venezuelano que está sendo monitorado pelos Estados Unidos em seu caminho para a Venezuela. A informação é do Wall Street Journal.
O navio, identificado por entidades marítimas como Bella 1, está sendo perseguido pelos EUA há cerca de duas semanas. Segundo a Reuters, a embarcação é alvo de sanções e já havia sido alvo de uma tentativa de apreensão no domingo. Esta seria a terceira embarcação interceptada pelo governo Trump.
O Kremlin já havia feito um pedido diplomático na última quarta-feira (31), para que a perseguição ao petroleiro fosse interrompida. A Casa Branca, o Departamento de Estado dos EUA e o governo russo não se pronunciaram sobre o caso.
Segundo informações do jornal, os EUA alegaram que o navio operava sem uma bandeira nacional válida, o que permitiria uma interceptação já que o petroleiro não responde a legislação de nenhuma nação.
O jornal relata ainda que o Bella 1 agora tem um registro oficial de navios da Rússia, com um novo nome, Marinera. O porto de origem indicado é Sochi, cidade russa no mar Negro.
Na última semana, os EUA impuseram sanções a quatro empresas que operam no setor de petróleo da Venezuela. A Reuters informou que a Casa Branca determinou que as Forças Armadas dos EUA concentrem esforços na aplicação de um bloqueio ao petróleo venezuelano pelos próximos dois meses.
O título de Melhor Filme Internacional no Critics Choice Awards e as expectativas para novos troféus com a temporada de premiação do cinema, vem colocando Wagner Moura como o queridinho dos norte-americanos.
O baiano, que subiu ao palco com Kleber Mendonça Filho, diretor de 'O Agente Secreto', e alfinetou a organização do CCA pela forma como o troféu para o filme brasileiro foi dado, não perdeu a moral na terra do Tio Sam e foi transformado em um drink durante um evento nos Estados Unidos.
Wagner, que esteve presente na cerimônia de entrega de prêmios do New York Film Critics Circle e recebeu o título de Melhor Ator, teve um drink batizado em sua homenagem na premiação, e fez questão de posar com a bebida.

O cocktail misturava vodka, purê de lichia e frutas cítricas, e foi chamado de 'The Wagner Moura-tini'. Além do brasileiro, outros trabalhos também foram homenageados.
Nas redes sociais, o público celebrou o reconhecimento do baiano e brincou com a escolha para criar a bebida. "Poderia ser um drink com caipirinha para se tornar mais brasileiro", escreveu um.
Em entrevista ao programa de Seth Meyers, Moura celebrou o apoio do público brasileiro e falou sobre como o cinema tem movimentado o país desde 2024.
“Ver os brasileiros, desde o ano passado, quando um filme chamado Ainda Estou Aqui — que é outro filme fantástico, um filme brasileiro ganhou um Oscar — ver os brasileiros torcendo por esse filme e vendo esses artistas [dizendo] ‘essas pessoas nos representam como nossos’, acho que é simplesmente lindo e estou apenas feliz pelos brasileiros e pela nossa cultura.”
A atriz Jayne Trcka, que participou do filme “Todo Mundo em Pânico” (2000), foi encontrada morta, aos 62 anos, na casa onde morava em San Diego, nos Estados Unidos.
A atriz, que interpretou a professora de educação física do clássico de Hollywood, era fisiculturista e participou de competições nos anos 1980. A morte teria ocorrido no dia 12 de dezembro, segundo o site TMZ.
Ainda conforme o site, o corpo da atriz foi encontrado por um amigo, que já tentava contato com Jane dias antes. A causa da morte ainda é investigada.
A balança comercial brasileira bateu um recorde histórico no mês de dezembro de 2025, ao alcançar um superávit de US$ 9,6 bilhões. Apesar do bom resultado de dezembro, entretanto, o saldo final do comércio exterior registrou um recuo de 7,9% em relação ao resultado observado em 2024, e o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos tem relação direta com a queda.
Segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o Brasil registrou superávit de US$ 9,6 bilhões em dezembro de 2025.
O resultado apresentado pelo Mdic representa um avanço de 107,8% na comparação com o mesmo mês de 2024, quando o saldo positivo foi de US$ 4,6 bilhões. O patamar atingido no último mês de 2025 também é recorde para o mês na série histórica iniciada em 1997.
No cálculo dos 12 meses de 2025, a balança comercial teve um superávit de US$ 68,3 bilhões, um recuo foi de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo positivo foi de US$ 74,2 bilhões. O saldo é formado pela diferença entre as exportações, que foram de 348,7 bilhões, e as importações, que chegaram a US$ 280,4 bilhões.
Em relação a 2024, houve um aumento de 3,5% no volume total das exportações. Entretanto, as importações acabaram subindo mais, em 6,7%, e por isso o saldo final foi menor na comparação entre os dois anos.
Um outro bom resultado foi apurado na corrente de comércio, que também bateu recorde, totalizando US$ 629,1 bilhões. A alta da corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, foi de 4,9% no ano de 2025 em relação a 2024.
O saldo observado em 2025 foi o terceiro maior da série histórica, atrás apenas de 2023 e 2024 — ano que fechou com superávit de US$ 74,177. O recorde registrado foi em 2023, que fechou em US$ 98,9 bilhões.
O superávit poderia ter sido maior neste ano se não fosse a imposição do tarifaço aos produtos brasileiros pelo presidente Donald Trump, dos Estados Unidos. As tarifas de até 50% impostas pelos EUA entraram em vigor em 6 de agosto.
A medida deixou as exportações do Brasil aos Estados Unidos mais caras. Somente em 14 de novembro o presidente norte-americano anunciou a redução em 40% das tarifas de importação sobre diversos produtos brasileiros, como carne bovina, café, tomate e banana, entre tantos outros.
Uma situação inusitada marcou o pré-jogo entre Mallorca e Girona, disputado no último domingo (4), pelo Campeonato Espanhol. Durante a chegada da delegação do Mallorca ao Estádio Son Moix, imagens mostraram jogadores e integrantes da comissão técnica vestindo um conjunto esportivo idêntico ao utilizado por Nicolás Maduro em registros divulgados horas antes após sua captura.
O traje, da linha Nike Tech Fleece, ganhou repercussão internacional depois que imagens oficiais mostraram o líder venezuelano algemado a bordo do porta-aviões norte-americano USS Henry Ford vestindo o mesmo modelo, na cor cinza. O conjunto, composto por agasalho e calça de moletom, tem valor aproximado em 219,98 dólares (aproximadamente R$ 1,1 mil no mercado brasileiro).

Foto: Divulgação / Governo dos Estados Unidos

Foto: Divulgação / Nike

Foto: Divulgação / Nike
A coincidência visual rapidamente se espalhou nas redes sociais. Após a publicação das imagens da chegada do Mallorca, torcedores passaram a associar a vestimenta ao episódio envolvendo Maduro, utilizando bandeiras da Venezuela e comentários irônicos nas postagens do clube espanhol.
O impacto não se limitou às redes. Dados do Google Trends indicam que o termo "Nike Tech" registrou um crescimento significativo no volume de buscas no sábado (3) e no domingo (4), impulsionado pela ampla circulação das imagens relacionadas à captura do líder venezuelano.

Dentro de campo, o Mallorca não conseguiu transformar a atenção fora das quatro linhas em resultado esportivo. A equipe foi derrotada pelo Girona por 2 a 1. O adversário integra o City Football Group, conglomerado que administra clubes em diferentes países.
CAPTURA DE NICOLÁS MADURO
No sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a captura de Nicolás Maduro. Segundo o chefe da Casa Branca, a ação durou cerca de 47 segundos e enfrentou resistência armada.
Trump declarou que o planejamento levou em consideração riscos de divulgação prévia, que, segundo ele, poderiam partir do Congresso americano. Apesar do curto tempo de execução, o presidente classificou a operação como complexa, ressaltando o uso do chamado "elemento surpresa" até o momento da detenção.
A ofensiva militar realizada pelos Estados Unidos na Venezuela, realizada no último sábado (3) e que resultou na prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, não deve provocar impactos na realização da Copa do Mundo de 2026. O torneio tem início previsto para pouco mais de cinco meses e será organizado de forma conjunta por Estados Unidos, México e Canadá.
Com a repercussão internacional da operação, analistas e usuários de redes sociais passaram a comparar o episódio com o que ocorreu em 2022, quando a Rússia foi punida após a invasão da Ucrânia. Naquele contexto, a federação russa foi retirada das Eliminatórias Europeias e acabou fora da Copa do Mundo do Catar, disputada no mesmo ano, além de ficar impedida de participar do Mundial seguinte.
Apesar das comparações, os dois cenários apresentam diferenças significativas. Em 2022, as seleções europeias ainda disputavam vagas para o Mundial. A Rússia se preparava para enfrentar a Polônia na repescagem, e o vencedor do confronto teria pela frente quem avançasse do duelo entre Suécia e Tchéquia.
Em resposta à invasão da Ucrânia, a Polônia comunicou à Fifa que não entraria em campo contra os russos. Suecos e tchecos também anunciaram que se recusariam a enfrentar a Rússia em uma eventual decisão. Diante do impasse, Fifa e Uefa optaram por afastar o país das competições, evitando a possibilidade de classificação automática por W.O.
Em 28 de fevereiro de 2022, as entidades anunciaram conjuntamente que “todas as equipes russas, sejam elas seleções nacionais ou clubes, ficarão suspensas da participação em competições da Fifa e da Uefa até novo aviso”. Ou seja, a medida atingiu o processo classificatório, e não diretamente a Copa do Mundo.
PORQUE A COPA DE 2026 NÃO MUDARÁ DE SEDE
No caso atual, o cenário é distinto. A Copa do Mundo de 2026 depende diretamente dos Estados Unidos, que receberão 78 dos 104 jogos do torneio, incluindo todas as partidas a partir das quartas de final. Além disso, contratos bilionários com patrocinadores e parceiros comerciais já estão firmados, o que torna inviável qualquer mudança de sede a poucos meses do início da competição. Como previsto nos regulamentos da Fifa, os países-sede também têm vaga assegurada no Mundial.
Ainda assim, a operação militar coloca a Fifa em uma posição sensível. No mês passado, o presidente da entidade, Gianni Infantino, concedeu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o primeiro Prêmio da Paz da Fifa.
“O senhor sempre poderá contar, Sr. Presidente (Trump), com o meu apoio, com o apoio de toda a comunidade do futebol, para ajudá-lo a fazer a paz e a prosperar no mundo inteiro”, afirmou Infantino na ocasião.
“La Libertad Avanza. Viva la libertad carajo”. Com essa frase curta, postada na rede X, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou a captura do venezuelano Nicolás Maduro pelas forças especiais do governo dos Estados Unidos, neste sábado (3).
Milei foi um dos poucos líderes das américas a apoiar a investida militar do governo Donald Trump para prender Maduro e retirá-lo do seu país. Assim como Milei, o presidente do Equador, Daniel Noboa, sinalizou ser a favor dos ataques dos Estados Unidos à Venezuela.
Em uma postagem no seu perfil nas rede social X, Noboa disse ver a estrutura criminosa do que chamou de “narco chavistas” desmoronar em todo o continente.
“A todos os criminosos narco chavistas, sua hora hora chegou. Sua estrutura vai terminar de cair em todo o continente”, escreveu o presidente do Equador.
Do lado contrário, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por exemplo, criticou a ofensiva norte-americana e disse que o seu governo convocou o Conselho de Segurança Nacional para dar assistência aos colombianos na Venezuela.
“O governo da Colômbia repudia a agressão à soberania da Venezuela e da América Latina. Os conflitos internos entre os povos devem ser resolvidos pelos próprios povos em paz. Esse é o princípio da autodeterminação dos povos, que é a base do sistema das Nações Unidas”, declarou Petro na rede X.
“Convido o povo venezuelano a encontrar os caminhos do diálogo civil e da sua unidade. Sem soberania não há nação. A paz é o caminho, e o diálogo entre os povos é fundamental para a união nacional. Diálogo e mais diálogo é a nossa proposta”, acrescentou o líder colombiano.
Uma condenação mais veemente à ação dos Estados Unidos foi postada na rede X pelo líder cubano, Miguel Díaz-Canel, que repudiou a ofensiva das forças especiais norte-americanas.
“Cuba denuncia e exige urgente reação da comunidade internacional contra o criminoso ataque dos EUA à Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o corajoso povo venezuelano e contra a nossa América. Pátria ou morte! Venceremos!”, declarou Miguel Díaz-Canel.
A declaração do líder cubano encontra paralelo no comunicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que a ação militar dos Estados Unidos ultrapassa a linha do que é aceitável na relação entre países.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, disse Lula.
Para Lula, a ação da madrugada é uma flagrante violação do direito internacional e abre espaço para um mundo de “violência, caos e instabilidade”.
Com mais comedimento, o presidente do Chile, Gabriel Boric, disse estar preocupado com a situação e pediu uma solução pacífica para a manutenção do poder na Venezuela. “Apelamos por uma solução pacífica para a grave crise que afeta o país”, declarou.
Boric disse ainda que a crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio do multilateralismo, não por meio da violência ou da interferência estrangeira.
Na mesma linha, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, relembrou um trecho da Carta das Nações Unidas: “Os integrantes da Organização deverão abster-se, nas suas relações internacionais, da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os objetivos das Nações Unidas”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou na manhã deste sábado sobre o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e condenou a ação militar do país norte-americano.
Em comunicado, o presidente brasileiro afirmou que a ação militar ultrapassa a linha do que é aceitável na relação entre países.
"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional."
Para Lula, a ação da madrugada é uma flagrante violação do direito internacional e abre espaço para um mundo de "violência, caos e instabilidade".
"Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões", acrescentou.
O presidente, que interrompeu a folga de final de ano para se reunir com ministros e assessores do governo, ainda defendeu que "a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz".
"A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação."
Uma foto que começou a circular nas redes sociais nesta manhã de sábado (3) supostamente mostraria o momento da prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas forças especiais dos Estados Unidos. A captura de Maduro ocorreu em meio a ataques e bombardeiros na Venezuela.
Pela foto se vê Maduro sendo preso por militares, entre eles um da Drug Enforcement Administration (Administração de Repressão às Drogas), conhecida como DEA. O órgão é a principal agência norte-americana no combate ao crime relacionado a drogas, e possui atuação internacional.
A imagem da prisão ainda não foi divulgada por nenhum órgão do governo do presidente Donald Trump, mas vem sendo utilizada em reportagens de sites venezuelanos. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) replicaram a imagem em suas contas na rede X, ao mesmo tempo em que comemoraram a captura do presidente da Venezuela.
Nas redes sociais, usuários afirmam que a foto se trata de inteligência artificial. Já a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, afirmou que desconhece o paradeiro de Nicolás Maduro.
A vice-presidente, em pronunciamento nesta manhã de sábado, exigiu que o governo dos Estados Unidos apresentasse uma prova de vida de Nicolás Maduro.
Delcy Rodriguez disse que “em face dessa situação brutal, desconhecemos o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cília Flores. Exigimos do governo do presidente Donald Trump prova de vida imediata do presidente Maduro e da primeira-dama”.
Tropa de Elite dos EUA foi responsável por captura de Maduro na Venezuela, diz veículo internacional
A Delta Force, unidade de elite do exército dos Estados Unidos especializada em contraterrorismo e resgate de reféns, que é considerada a "tropa de elite" dos EUA, teria sido a responsável pela captura de Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores.
A emissora norte-americana CBS News, creditou a captura do presidente da Venezuela a unidade de elite dos EUA, e citou como fonte um oficial do exército dos EUA.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou em pronunciamento na TV estatal que o governo não possui informações sobre o paradeiro de Maduro e sua esposa, exigindo uma prova de vida imediata.
Por meio das redes sociais, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a retirada de Maduro e Cilia do país, no entanto, não revelou o destino do casal. Uma coletiva de imprensa está marcada para as 13h, para detalhar a operação.
SOBRE A INVASÃO A VENEZUELA
Na madrugada deste sábado (3), os Estados Unidos realizaram uma operação militar em larga escala na Venezuela.
O presidente Donald Trump anunciou a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, afirmando que ambos foram retirados do país por via aérea.
Explosões foram registradas na capital venezuelana por volta das 2h da manhã, no horário local. Instalações militares importantes, como o complexo de Fuerte Tiuna e a base aérea de La Carlota, foram atingidas.
Antes de ser capturado por Trump, Maduro chegou a declarar estado de emergência e convocar as forças armadas para a resistência.
Ministros e assessores do governo Lula farão uma reunião de emergência na manhã deste sábado (3) para discutir a invasão da Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro, que aconteceram durante a madrugada e foram anunciadas mais cedo por Donald Trump.
De acordo com a coluna de Igor Gadelha, do site Metrópoles, encontro está previsto para as 10h, no Itamaraty e há a expectativa de que o presidente Lula participe de forma remota, já que o petista está de férias na base da Marinha em Marambaia, no Rio de Janeiro.
A publicação ainda indicou que o presidente já foi informado sobre o anúncio feito por Trump, e ainda avalia se retornará antes para Brasília.
SOBRE A INVASÃO A VENEZUELA
Na madrugada deste sábado (3), os Estados Unidos realizaram uma operação militar em larga escala na Venezuela.
O presidente Donald Trump anunciou a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, afirmando que ambos foram retirados do país por via aérea.
Explosões foram registradas na capital venezuelana por volta das 2h da manhã, no horário local. Instalações militares importantes, como o complexo de Fuerte Tiuna e a base aérea de La Carlota, foram atingidas.
Antes de ser capturado por Trump, Maduro chegou a declarar estado de emergência e convocar as forças armadas para a resistência.
O governo da Venezuela anunciou, na madrugada deste sábado (4), que o país foi alvo de uma agressão militar.
Diante dos episódios, o presidente Nicolás Maduro assinou um decreto declarando estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, medida que visa mobilizar as forças de defesa e as instituições do país.
De acordo com o comunicado oficial, as investidas atingiram a capital, Caracas, e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
O governo venezuelano afirma que a ação teve como alvos instalações civis e militares, descrevendo o episódio como uma tentativa dos Estados Unidos de assumir o controle das reservas de petróleo e minerais do país.
A agência de notícias Associated Press (AP) confirmou a ocorrência de ao menos sete explosões em Caracas. Testemunhas relataram pânico nas ruas e a presença de aeronaves sobrevoando a região no momento dos estrondos.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também se manifestou em suas redes sociais, afirmando que o território venezuelano foi atingido por mísseis.
Leia o comunicado na íntegra:
"A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanos, em localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Esse ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas.
O objetivo desse ataque não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do petróleo e dos minerais, tentando quebrar pela força a independência política da Nação. Não o conseguirão. Após mais de duzentos anos de independência, o povo e seu Governo legítimo mantêm-se firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir o próprio destino. A tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma “mudança de regime”, em aliança com a oligarquia fascista, fracassará como todas as tentativas anteriores.
Desde 1811, a Venezuela enfrentou e venceu impérios. Quando, em 1902, potências estrangeiras bombardearam nossas costas, o presidente Cipriano Castro proclamou: “A planta insolente do estrangeiro profanou o solo sagrado da Pátria”. Hoje, com a moral de Bolívar, Miranda e de nossos libertadores, o povo venezuelano se levanta novamente para defender sua independência diante da agressão imperial.
O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativar os planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular, militar e policial, encontram-se mobilizados para garantir a soberania e a paz. Simultaneamente, a Diplomacia Bolivariana de Paz apresentará as correspondentes denúncias ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário-Geral dessa organização, à CELAC e ao MNOAL, exigindo a condenação e a responsabilização do governo dos Estados Unidos.
O presidente Nicolás Maduro determinou todos os planos de defesa nacional para serem implementados no momento e nas circunstâncias adequadas, em estrito apego ao previsto na Constituição da República Bolivariana da Venezuela, na Lei Orgânica sobre Estados de Exceção e na Lei Orgânica de Segurança da Nação.
Nesse sentido, o presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada. O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.
Da mesma forma, ordenou o imediato deslocamento do Comando para a Defesa Integral da Nação e dos Órgãos de Direção para a Defesa Integral em todos os estados e municípios do país.
Em estrito apego ao artigo 51 da Carta das Nações Unidas, a Venezuela reserva-se o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência. Convocamos os povos e governos da América Latina, do Caribe e do mundo a se mobilizarem em solidariedade ativa diante desta agressão imperial.
Como afirmou o Comandante Supremo Hugo Chávez Frías: “diante de qualquer circunstância, de novas dificuldades, do tamanho que forem, a resposta de todos e de todas as patriotas… é unidade, luta, batalha e vitória”.
Caracas, 3 de janeiro de 2026"
Os Estados Unidos realizaram duas novas operações militares contra embarcações em águas internacionais, segundo informações divulgadas pelo Comando Sul norte-americano. As ações ocorreram nos dias 30 e 31 de dezembro e resultaram, juntas, em oito mortes.
A primeira ofensiva aconteceu na terça-feira (30), no Pacífico Oriental, e teve como alvo três embarcações. De acordo com o Comando Sul, três pessoas morreram durante a operação. Já a ação mais recente, realizada na quarta-feira (31), atingiu duas embarcações e deixou cinco mortos. A localização exata dessa segunda operação não foi informada.
Com essas ações, sobe para pelo menos 115 o número de mortos na campanha militar iniciada em 2 de setembro deste ano. Segundo o governo norte-americano, as ofensivas têm como foco o combate ao narcotráfico em rotas marítimas da região.
As operações dos dias 30 e 31 de dezembro foram divulgadas pelo Comando Sul dos Estados Unidos por meio das redes sociais. Segundo a corporação, as ações foram autorizadas pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth.
“Três narcoterroristas a bordo da primeira embarcação foram mortos no primeiro disparo.”
Ainda segundo o comunicado, após o ataque inicial, os ocupantes das outras duas embarcações tentaram escapar.
“Os narcoterroristas restantes abandonaram as outras duas embarcações, pulando no mar e se distanciando antes que os disparos seguintes afundassem suas respectivas embarcações.”
O Comando Sul informou que, após a ofensiva, a Guarda Costeira dos Estados Unidos foi acionada para iniciar procedimentos de busca e resgate.
“Após os disparos, o Comando Sul dos EUA notificou imediatamente a Guarda Costeira dos EUA para ativar o sistema de busca e resgate.”
Até o momento, não houve divulgação oficial sobre o resgate de sobreviventes ou o desfecho das buscas.
O sorteio da Copa do Mundo de 2026, realizado na tarde desta sexta-feira (5) em Washington (EUA), definiu os confrontos e locais dos jogos da Seleção Brasileira na primeira fase. O Brasil ficou no Grupo C e terá pela frente Marrocos, Escócia e Haiti na etapa inicial do torneio. A Canarinho vai jogar a fase de grupos em Boston, Miami e Nova Jersey.
As partidas do grupo estão previstas para ocorrer entre 13 e 24 de junho, distribuídas por cinco estádios: Gillette Stadium (Boston), MetLife Stadium (Nova Jersey), Lincoln Financial Field (Filadélfia), Hard Rock Stadium (Miami) e Mercedes-Benz Stadium (Atlanta).
Com o calendário e as sedes definidos, a Seleção já conhece o caminho que precisará percorrer nos primeiros compromissos do Mundial de 2026.
O presidente Lula telefonou para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na tarde desta terça-feira (2). A conversa, classificada pelo Palácio do Planalto como “muito produtiva”, pautou temas como comércio bilateral, econômica e combate ao crime organizado. O telefonema durou cerca de 40 minutos.
Durante a conversa, o presidente brasileiro elogiou a decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% imposta a alguns produtos brasileiros, como carne, café e frutas. Lula, no entanto, destacou que ainda há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos entre os dois países. No âmbito econômico, o petista indicou que o Brasil deseja avançar rápido nessas negociações.
Com relação à segurança, o presidente Lula ressaltou urgência em reforçar a cooperação com os EUA para combater o crime organizado internacional. Destacou as recentes operações realizadas no Brasil pelo governo federal e identificou ramificações que operam a partir do exterior.
O Planalto informou que Trump, por sua vez, demonstrou disposição em trabalhar junto com o Brasil e que dará todo o apoio a iniciativas conjuntas entre os dois países para enfrentar essas organizações criminosas. Os dois presidentes concordaram em voltar a conversar em breve sobre o andamento dessas iniciativas.
A cantora Simone Mendes surpreendeu ao relevar ter sido presa nos Estados Unidos aos 15 anos.
Em entrevista ao programa Angélica ao Vivo, da GNT, a baiana revelou que a situação aconteceu no início da carreira, na época em que ainda era backing vocal de Frank Aguiar.
"Não falava uma palavra em inglês. Botaram a algema na minha mão. Daqui a pouco me atravessaram no aeroporto no carro de polícia sem ninguém, sozinha. Depois, tiraram aquela foto de frente, aquela coisa lá", disse a artista.
Segundo a cantora, toda situação aconteceu justamente por ela ser menor de idade. "Me mandaram para uma salinha. Eles queriam entender que show era esse que ele ia fazer, porque a gente era menor de idade".
Sem saber falar inglês, na época, Simone ficou detida por um dia e depois foi liberada. O retorno da artista ao país, ainda com Frank Aguiar aconteceu de forma mais tranquila e atualmente a baiana brinca sobre a relação com os EUA: "Hoje sou prefeita de Orlando".
Depois de dias em silêncio desde que a imprensa descobriu sua fuga para os Estados Unidos, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) publicou um vídeo em suas redes sociais nesta segunda-feira (24), e além de dizer que não fugiu, afirmou que vai continuar atuando na Câmara, mesmo estando no exterior.
Ramagem, que havia ingressado com dois pedidos de atestado médico na Mesa da Câmara, em um período que cobria os meses de setembro a dezembro, foi localizado pelo site PlatôBR em um condomínio de luxo na cidade norte-americana de Miami, na quarta-feira (19). A descoberta do seu paradeiro levou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a decretar a sua prisão preventiva.
O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Jair Bolsonaro é delegado federal, e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão. Ramagem também foi condenado à perda do mandato, por participação na tentativa de golpe de Estado ocorrida após as eleições de 2022.
“Estou regular. Posso, sim, continuar minha atuação parlamentar mesmo à distância como vários de vários partidos fazem também. Estou respaldado na Constituição, nas leis e no regramento da Câmara”, disse o deputado, que classificou a ordem de prisão decretada por Moraes como “manifestamente ilegal”.
No mesmo vídeo, Alexandre Ramagem pediu que haja uma mobilização das bancadas evangélica e do agronegócio para que o projeto de uma “anistia ampla, geral e irrestrita” seja aprovado na Câmara e no Senado.
“É hora de anistia, ampla geral e irrestrita. Cadê a bancada do agro? Vai ficar do lado dos destruidores do país? Cadê a bancada evangélica? Vai ficar do lado de quem persegue, de quem é contra a família, os valores cristãos? Eu falo porque eu faço parte das duas. Com todos os votos delas a gente consegue aprovar a anistia. É hora de conseguir pautar a anistia. Se pautar, passa, consegue a aprovação, na Câmara e no Senado”, afirmou.
Em outro momento do vídeo, o deputado federal afirmou que está “seguro” nos Estados Unidos.
“Eu estou aqui em segurança nos Estados Unidos. Eu tive que trazer a minha família para nossa proteção”, diz ele no vídeo.
Neste domingo (23), a esposa do deputado, Rebeca Ramagem, postou um vídeo nas redes sociais em que Ramagem aparece recebendo a família em um aeroporto. Rebeca disse que chegou aos Estados Unidos há uma semana.
“Desembarquei com minhas filhas nos EUA com um único propósito: proteger a minha família”, escreveu. “Temos enfrentado uma perseguição política desumana”, diz o post de Rebeca Ramagem que afirmou ainda que “não há garantia de justiça imparcial no Brasil”.
Rebeca Ramagem é procuradora concursada em Roraima desde 2015. Atualmente, ela está de férias da função, segundo nota do governo de Roraima.
“A procuradora iniciou período de férias em 17 de novembro de 2025 e encerra no dia 28 do mês em curso [novembro]. A instituição permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais”, informou em nota à imprensa a Procuradoria-Geral de Roraima (PGE-RR).
De acordo com a PGE-RR, desde agosto de 2020, Rebeca, que ganha salário de R$ 46 mil, está lotada na Coordenadoria da Procuradoria em Brasília (DF), na unidade responsável pela representação judicial do estado em Tribunais Superiores.
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (21), o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, confirmou que após o anúncio do governo dos Estados Unidos de retirada da sobretaxa sobre mais de 200 produtos brasileiros, apenas 22% das exportações brasileiras permanecem com a aplicação do tarifaço.
A Casa Branca anunciou nesta quinta (20) a decisão do presidente Donald Trump de retirar a tarifa de 40% sobre 238 produtos brasileiros. A decisão é válida para os produtos que entrarem nos EUA a partir de 13 de novembro.
Geraldo Alckmin disse na entrevista que a decisão anunciada pelo governo norte-americano representa o maior avanço até agora nas negociações bilaterais. Ele destacou que, no início da imposição das tarifas, 36% das vendas brasileiras ao mercado dos Estados Unidos estavam submetidas a alíquotas adicionais.
“Gradualmente, tivemos decisões que ampliaram as isenções. Com a retirada dos 238 produtos, reduzimos para 22% a fatia da exportação sujeita ao tarifaço”, disse o presidente em exercício.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que, tomando como base os US$ 40,4 bilhões exportados pelo Brasil aos EUA em 2024: US$ 8,9 bilhões seguem sujeitos à tarifa adicional de 40% (ou 10% mais 40%, dependendo do produto); US$ 6,2 bilhões continuam enfrentando a tarifa extra de 10%; US$ 14,3 bilhões estão livres de sobretaxas; US$ 10,9 bilhões permanecem sob as tarifas horizontais da Seção 232, aplicadas a setores como siderurgia e alumínio.
Alckmin disse ainda que a decisão do governo dos Estados Unidos foi influenciada pelo diálogo recente entre Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado na Malásia, em outubro. O governo brasileiro enviou aos EUA, em 4 de novembro, uma proposta de acordo comercial.
Outro ponto confirmado por Alckmin na entrevista foi o de que o presidente Lula apresentou a Trump, além do pedido de redução tarifária, questionamentos sobre a aplicação da Lei Magnitsky, que resultou em sanções contra autoridades brasileiras. O principal implicado na Lei Magnitsky foi o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Segundo o presidente em exercício, ainda não há uma nova reunião prevista entre os presidentes, embora Lula tenha convidado o mandatário norte-americano para visitar o Brasil. Alckmin afirmou que seguirá empenhado em buscar novas exceções. “Continuamos otimistas. O trabalho não terminou, mas avança com menos barreiras”, declarou.
Um dos setores que seguem com as tarifas de 40% aplicadas pelos Estados Unidos, e que não foi contemplado com a redução desta quinta, são os produtos de madeiras e móveis. E o estado mais afetado neste tipo de produção desde que o tarifaço entrou em vigor, no início de agosto, é Santa Catarina.
Após a divulgação da decisão do presidente Donald Trump, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) disse que a medida representou um avanço para o país, mas não trouxe alívio aos exportadores catarinenses.
"Vemos a medida com otimismo, pois sinaliza que os canais de negociação estão sendo efetivos, mas a lista é composta basicamente por itens primários, enquanto Santa Catarina exporta aos Estados Unidos predominantemente produtos industrializados", disse o presidente da entidade, Gilberto Seleme.
"Não foram contemplados itens que fazem parte da chamada investigação 232, por meio da qual produtos brasileiros como madeira e móveis são sobretaxados. Por isso, seguimos atentos aos resultados deste processo e na expectativa de que as negociações entre os dois países possam avançar também nestas áreas", afirma Seleme.
Os produtos de madeira e móveis representam 37,3% das exportações catarinenses para os Estados Unidos. As vendas aos Estados Unidos, principal destino das exportações do estado, recuaram 9,3% neste ano.
Estudo da FIESC estima a perda de 19 mil empregos em um ano e de 45 mil vagas em até três anos no estado, caso as tarifas sejam mantidas. Os setores mais afetados são madeira, peças automotivas, equipamentos elétricos e móveis.
Após o início do tarifaço, foi registrado pela indústria catarinense, nos meses de agosto e setembro, o fechamento de 1,7 mil postos de trabalho no setor de madeira, 562 no de móveis, 446 em máquinas e equipamentos e 313 na indústria metalúrgica.
Paraguai e Estados Unidos protagonizaram uma briga generalizada durante o amistoso disputado na noite do último sábado (15), na Filadélfia. A confusão começou quando Gustavo Gómez, zagueiro do Palmeiras, tentou acelerar a reposição de bola após um lateral. Assista:
Gustavo Gómez entrou numa confusão SURREAL no amistoso entre EUA x Paraguai.
— Doentes por Futebol ? (@DoentesPFutebol) November 16, 2025
Do nada os caras fecharam o tempo pra ver quem fica com a bola. pic.twitter.com/SPJgckp8HE
A briga estourou já nos acréscimos da partida. Gómez buscava rapidez no reinício do jogo, já que o Paraguai perdia por 2 a 1, mas foi impedido pelo camisa 16 dos EUA, Alexander Freeman. A discussão rapidamente escalou, e jogadores e membros das comissões técnicas de ambas as seleções se envolveram em uma pancadaria que durou pouco mais de dois minutos.
No campo, o placar terminou mesmo em 2 a 1 para os norte-americanos. Giovanni Reyna e Folarin Balogun marcaram para os Estados Unidos, enquanto Alex Arce descontou para o Paraguai.
Os EUA voltam a campo nesta terça-feira (18), contra o Uruguai, no Raymond James Stadium, na Flórida. No mesmo dia, o Paraguai enfrenta o México, no Alamodome, em San Antonio, na Califórnia.
O baiano campeão olímpico em Tóquio, Hebert Conceição, voltará ao ringue no dia 19 de dezembro, em Fort Lauderdale, na Flórida, nos Estados Unidos. O adversário da vez será o norte-americano Paul Kroll, que possui um cartel de 12 vitórias, sendo 8 nocautes e 2 empates.
Além dos resultados positivos do adversário, Conceição também segue invicto no boxe profissional, e embalou após sua última vitória, no Spaten Fight Night, em São Paulo, contra Yamaguchi Falcão. O cartel do brasileiro conta com 9 vitórias, sendo 5 por nocautes, e ocupa a 22ª posição no ranking mundial da WBC na categoria dos Super Médios (76,2kg).
"A luta contra Yamaguchi foi um marco importante na minha trajetória profissional. Mostrei evolução, controle e confiança. Agora é seguir firme, lutar contra adversários duros e provar que estou pronto para disputar grandes títulos internacionais", revelou o lutador depois de ter batido Yamaguchi.
Já nos preparativos para a disputa, o baiano foi para um training camp de 90 dias em Los Angeles. No local, o atleta está sob a supervisão do técnico Luiz Dórea e de Anderson Silva.
“Treinar ao lado de Anderson Silva é uma experiência única. Ele é um ícone do esporte mundial, uma referência dentro e fora do ringue. Tenho aprendido muito com ele, com o professor Dórea e com toda a equipe. Essa convivência tem elevado meu nível em todos os aspectos”, completou.
A última luta de Paul Kroll foi ainda nesse ano, contra o venezuelano Antoni Armas, rival que possui um cartel de 13-10. O americano bateu o adversário e somou mais uma vitória em seu histórico.
O lutador de MMA, Godofredo Pepey foi encontrado morto em uma prisão nos Estados Unidos, na Flórida, no último domingo (9), aos 38 anos. O ex-atleta estava detido desde 30 de junho por denúncias de sequestro e violência doméstica contra Samara Mello, sua esposa.
O advogado de Samara, Gaudenio Santiago, confirmou a informação através de um vídeo nas redes sociais. Durante a publicação, o profissional explicou que "Samara é a única representante legal autorizada pelas autoridades americanas para a liberação e repatriação do corpo".
"Nas últimas horas, eu recebi a informação de que Pepey foi encontrado morto na unidade prisional onde se encontrava nos Estados Unidos. As autoridades americanas ainda não informaram oficialmente à imprensa, mas já comunicaram à família. Neste momento circulam comentários maldosos, e responsáveis de pessoas próximas atribuindo à Samara a culpa pelo ocorrido", revelou o advogado.
Pepey participou do reality show The Ultimate Fighter Brasil, além de colecionar passagens pelo UFC na carreira no MMA. A última luta do atleta foi em fevereiro de 2022, quando foi derrotado na disputa pelo cinturão da categoria peso pena, na competição Ares FC, contra o francês Abdoul Abdouraguimov, conhecido como The Lazy King.
Até então, as circunstâncias da morte de Godofredo Pepey ainda não foram divulgadas pelas autoridades locais.
Neste dia 6 de novembro, no qual se completam três meses desde que o governo dos Estados Unidos começou a cobrar uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 7 bilhões em outubro deste ano. O resultado representa um aumento de 70,2% frente ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo foi de US$ 4,1 bilhões.
O bom desempenho da balança comercial em outubro é resultado de exportações que somaram US$ 32 bilhões e importações de US$ 25 bilhões. A corrente de comércio totalizou US$ 57 bilhões no mês, com crescimento de 4,5% na comparação com o mesmo período no ano de 2024.
Os dados foram anunciados nesta quinta-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).
No mês de outubro, as exportações cresceram 9,1%. As vendas foram impulsionadas pela agropecuária e indústria extrativa. As vendas de carne bovina registraram alta de 40,9% e as de soja aumentaram 42,7%. Já as vendas de minério de ferro aumentaram 30% no mês.
Do lado das importações, houve uma queda de 0,8% em relação a outubro de 2024. Petróleo (- 28,2%), e acessórios de veículos (- 14,7%) foram os itens que registraram a maior queda nas importações.
No acumulado do ano, de janeiro a outubro, as exportações brasileiras somaram US$ 289,7 bilhões, uma leve alta de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2024. As importações, por outro lado, cresceram 7,1% e atingiram US$ 237 bilhões.
No acumulado do ano em comparação com os mesmos meses do ano passado, o saldo da balança comercial caiu 16,6%.
Já no resultado de janeiro a outubro de 2025, as exportações brasileiras somaram 289,73 bilhões de dólares e as importações, 237,34 bilhões de dólares. O superávit foi de US$ 52,39 bilhões de dólares e corrente de comércio de US$ 527,07 bilhões.
No terceiro mês desde que começou a vigorar o tarifaço norte-americano de 50% sobre a maior parte dos produtos exportados pelo Brasil, as exportações para os Estados Unidos caíram 37,9% em relação ao mesmo mês de 2024. No entanto, a diminuição nos embarques para o segundo maior parceiro comercial do Brasil não impediu o avanço das exportações totais e das vendas para América do Sul, China e Europa.
As exportações para a China, que é a maior compradora do país, cresceram 33,4%, totalizando US$ 9,21 bilhões. Já os embarques para a Argentina avançaram 5,8%, totalizando US$ 1,64 bilhões e a consolidaram como uma das principais parceiras comerciais do Brasil em outubro.
Por fim, as vendas de produtos brasileiros para o continente europeu cresceram 4,5%, totalizando 4,62 bilhões de dólares.
Em uma entrevista concedida na tarde desta terça-feira (4) na Base Naval de Val de Cães, em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que caso não avancem as negociações entre Brasil e Estados Unidos sobre o tarifaço, ele irá ligar e conversar pessoalmente com Donald Trump. Lula afirmou que falará com o presidente norte-americano ao final da COP30 caso as tratativas não tenham progredido.
Na entrevista, Lula falou sobre o encontro que teve na Malásia com o presidente dos Estados Unidos, e lembrou que Trump determinou aos seus secretários que dessem prosseguimento às conversas e negociações sobre o tarifaço aplicado os produtos brasileiros exportados aos EUA.
“Saí da reunião com o presidente Trump certo de que chegaremos a um acordo. Disse a ele que era muito importante que nossos negociadores começassem a conversar em breve”, explicou.
Lula disse também que o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estão prontos para uma nova rodada de conversas com os negociadores escalados por Donald Trump para tratar do tema com o Brasil.
Alguns correspondentes estrangeiros questionaram ainda o presidente Lula sobre a tensão entre países da América do Sul e os Estados Unidos da América, como Venezuela e Colômbia. Lula respondeu que a reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos e da União Europeia (Celac-UE) em Santa Marta, na Colômbia, pode servir de ambiente apropriado para receber discussões sobre a situação.
“Só tem sentido a reunião da Celac, neste momento, se a gente for discutir essa questão dos navios de guerra americanos aqui nos mares da América Latina. Tive oportunidade de conversar com o presidente Trump sobre esse assunto, dizendo para ele que a América Latina é uma zona de paz. Aqui não proliferam armas nucleares. Somos uma zona de paz, não precisamos de guerra aqui. O problema que existe na Venezuela é um problema político que deve ser resolvido na política”, ressaltou Lula.
Lula reforçou aos jornalistas estrangeiros que a solução para o embaraço diplomático é o diálogo.
‘Eu pedi ao presidente Trump que ele converse com o ex-presidente Bush para que ele conte o que fizemos em 2003, quando propus a criação de um Grupo de Amigos da Venezuela”, finalizou o presidente.
Antes do início da reunião oficial, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump conversaram por cerca de oito minutos com jornalistas brasileiros e norte-americanos. Trump foi questionado se as penas contra o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, eram uma das condições para as negociações com o governo brasileiro, e disse gostar do líder oposicionista.
“Eu gosto de Bolsonaro. Ele é um bom sujeito. Nós ficamos incomodados com as penas contra ele”, afirmou Trump.
Logo depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu com irritação quando uma repórter perguntou se o tema Bolsonaro seria abordado na conversa. Trump respondeu de forma seca: “None of your business” (“não é da sua conta”, em tradução livre).
Membros do governo brasileiro afirmaram após o encontro, porém, que o ex-presidente Bolsonaro foi um assunto brevemente tocado na conversa. O próprio presidente Lula teria citado o caso Bolsonaro durante a reunião.
Segundo membros do governo brasileiro, a citação a Bolsonaro feita por Lula teria sido apenas para deixar claro que o ex-presidente foi julgado pelo Judiciário brasileiro, um órgão independente.
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump tiveram uma reunião de cerca de 50 minutos neste domingo (26) em Kuala Lumpur, na Malásia. Essa foi a primeira conversa presencial agendada entre os dois presidentes. Ambos estão na Malásia para participar da 47ª reunião de cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático).
Donald Trump disse acreditar que Brasil e Estados Unidos vão chegar a um “bom acordo” após a imposição de tarifas aos produtos brasileiros.
“Acho que conseguiremos fechar alguns bons acordos, como temos conversado, e acho que acabaremos tendo um ótimo relacionamento”, disse o presidente dos EUA.
Em uma rápida declaração à imprensa, o presidente dos EUA disse: "Vamos chegar a uma conclusão rápida sobre tarifas".
“É uma grande honra estar com o presidente do Brasil. É um grande país e eles estão indo muito bem até onde eu sei”, disse ele.
Já o presidente Lula afirmou que a imprensa teria boas notícias após a reunião com o líder republicano. “Não há nenhuma razão para ter desavença entre Brasil e Estados Unidos”, disse ele. Lula disse que tinha uma “longa pauta” a ser tratada com Trump acrescentando que estava otimista com a possibilidade de Brasil e EUA avançarem na manutenção da relação “mais civilizada possível”.
Lula estava acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, do assessor da Presidência da República, Audo Faleiro, e do secretário-executivo do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa. Trump, por sua vez, levou o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Estado, Marco Rubio.
Após a reunião, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou à imprensa que Trump e Lula trataram de “todos os assuntos”, incluindo as tarifas.
‘Lula começou dizendo que não havia assunto proibido e renovou o pedido brasileiro de suspensão das tarifas impostas à exportação brasileira durante um período de negociação”, afirmou Vieira.
Segundo o ministro, a reunião entre os presidentes foi “muito positiva”.
“O saldo final é ótimo. Trump declarou que dará instruções à sua equipe para que comece um processo de negociação bilateral, que pode ser iniciada hoje ainda. Hoje mesmo devemos ter um encontro”, disse.
O chanceler declarou também que a conversa entre os presidentes foi “descontraída” e “muito alegre”.
“Trump declarou admirar o perfil da carreira política do presidente Lula, tendo sido, por duas vezes, presidente da República, tendo sido perseguido no Brasil, tendo provado sua inocência e voltado a conquistar seu terceiro mandato como presidente da República”, colocou Vieira.
Ainda segundo o ministro, Lula e Trump estabeleceram, que farão visitas recíprocas. “Trump quer ir ao Brasil e Lula disse que irá, com prazer, aos Estados Unidos no futuro’, pontuou Vieira.
Em meio à forte repercussão negativa nas redes sociais após ter dito nesta sexta-feira (24), durante entrevista coletiva na Indonésia, que traficantes de drogas são “vítimas de usuários”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou um comunicado afirmando que teria feito uma “frase mal colocada”. A declaração sobre traficantes e usuários vem sendo explorada pela oposição com fortes críticas a Lula.
“Quero dizer que meu posicionamento é muito claro contra os traficantes e o crime organizado. Mais importante do que as palavras são as ações que o meu governo vem realizando, como é o caso da maior operação da história contra o crime organizado, o encaminhamento ao Congresso da PEC da Segurança Pública e os recordes na apreensão de drogas no país”, disse Lula na rede X, comentário que depois foi reproduzido nos stories da conta oficial do presidente no Instagram.
“Continuaremos firmes no enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado”, completou o presidente Lula.
A declaração do presidente Lula sobre traficantes e usuários repercutiu fortemente nas redes sociais nesta sexta. O comentário na entrevista foi feito em resposta a perguntas sobre a política antidrogas dos Estados Unidos.
“Toda vez que a gente fala em combater drogas, possivelmente era mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também. É preciso que a gente tenha mais cuidado no combate à droga”, disse o presidente na entrevista.
Durante uma entrevista coletiva após seus compromissos em Jacarta, na Indonésia, nesta sexta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi questionado sobre as ações do governo dos Estados Unidos contra o tráfico internacional e em especial em relação aos países da América Latina. Na sua resposta, Lula disse que os narcotraficantes são vítimas dos usuários de drogas.
“Toda vez que a gente fala em combater drogas, possivelmente era mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também. É preciso que a gente tenha mais cuidado no combate à drogfa”, disse o presidente.
“Você não pode simplesmente dizer que vai invadir, que vai combater o tráfico na terra dos outros sem levar em conta a constituição dos outros países, a autodeterminação dos povos, sem levar em conta a soberania territorial dos países”, completou Lula.
Enquanto falava sobre o narcotráfico, Lula disse, ainda, ter “prazer” em discutir o tema com o líder norte-americano, caso fosse do seu interesse.
“Se ele quiser discutir comigo, terei imenso prazer em discutir com ele esse assunto. Esse e outros assuntos, porque o mundo não pode continuar nessa polarização do bem contra o mal”, disse o presidente.
A declaração do presidente Lula sobre traficantes e usuários repercutiu fortemente nas redes sociais nesta manhã de sexta. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Calvacante (RJ), usou as redes para criticar a fala do presidente.
“É inacreditável. O homem que governa o país defende quem destrói famílias, quem enche os cemitérios e quem espalha violência nas ruas. O país precisa de Justiça, não de romantização do tráfico”, escreveu.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) reproduziu a declaração do presidente em suas redes sociais e disse que a fala era "surreal". Na mesma linha, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez fortes críticas à colocação de Lula, e disse que para Lula, a culpa das drogas seria do usuário e não do traficante.
"Lula trata o traficante como vítima. É uma atrocidade disfarçada de loucura. O Brasil não aguenta mais a esquerda", afirmou o senador.
Quem também comentou a fala do presidente Lula foi o senador Ciro Nogueira, presidente do PP: "Os traficantes são vítimas dos usuários, os assaltantes são vítimas dos assaltados, os assassinos são vítimas dos mortos, os estupradores são vítimas das violentadas e por aí vai. Presidente Lula, vítima é o povo brasileiro dessa visão em que as vítimas são culpadas e os culpados são vítimas".
Críticas sobre a fala também foram postadas pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente. Mourou criticou Lula e a esquerda por "romantizarem o crime", afirmando que discursos que tratam traficantes como vítimas enfraquecem a segurança e os valores do país.
"Enquanto Lula chama narcotraficantes de “vítimas” e Gustavo Petro os trata como “trabalhadores do tráfico, nós, brasileiros de bem, seguimos pagando o preço da violência das drogas. É inacreditável ver a esquerda romantizando o crime e invertendo a lógica da responsabilidade. O Brasil precisa de líderes que defendam a lei e a ordem, não que abracem discursos perigosos que só enfraquecem nossa segurança e valores", afirmou.
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, anunciou que o país dispõe de um arsenal com mais de 5 mil mísseis antiaéreos russos do modelo Igla-S. A declaração ocorreu nessa quarta-feira (22) durante transmissão na televisão estatal venezuelana, em um momento de crescente tensão entre Venezuela e Estados Unidos.
"Qualquer força militar do mundo conhece o poder da Igla-S, e a Venezuela tem nada menos que 5 mil Igla-S em posições-chave de defesa antiaérea para garantir a paz, a estabilidade e a tranquilidade do nosso povo. Mais de 5 mil (…) quem entende, entende", afirmou o presidente venezuelano durante o pronunciamento.
O líder venezuelano descreveu os equipamentos como "uma das armas mais poderosas que existem". Segundo Maduro, os mísseis estão estrategicamente posicionados em pontos de defesa antiaérea por todo o território nacional.
O anúncio acontece no mesmo dia em que o jornal The Washington Post revelou que o presidente Donald Trump autorizou a CIA a realizar "ações agressivas contra o governo venezuelano". De acordo com a publicação, "o documento [que dá aval para as ações] não ordena explicitamente que a CIA derrube Maduro, mas autoriza medidas que podem levar a esse resultado, disseram pessoas familiarizadas com o assunto".
Na terça-feira anterior (14), Trump havia anunciado um novo bombardeio contra uma embarcação venezuelana. Este foi o quinto ataque desse tipo desde agosto de 2025. Os Estados Unidos têm realizado operações militares no Caribe, abatendo embarcações que, segundo a versão norte-americana, transportariam drogas com destino ao país.
Os ataques americanos contra embarcações na região já resultaram em 27 mortes desde agosto, conforme mencionado pelo presidente venezuelano. O governo da Venezuela interpreta essas ações como agressões diretas ao país.
A partida entre Villarreal e Barcelona foi marcada para acontecer nos Estados Unidos. Apesar da novidade, os jogadores protestaram contra a ação e tiveram apoio do técnico Xabi Alonso, do Real Madrid. Em entrevista coletiva, o treinador afirmou que a competição perderia o sentido caso tivesse um jogo fora da Espanha.
"Minha opinião é a mesma de quando você me perguntou há dois meses. Somos contra a partida porque ela corrompe a competição. Não houve consulta, e os protestos são positivos. Não há unanimidade", completou o comandante.
Na última sexta-feira (17), os atletas do Real Oviedo e Espanyol se mantiveram parados em campo após o apito inicial como forma de protesto, por 10 segundos. A mesma ação deve ser realizada por jogadores de outros clubes durante as próximas rodadas da La Liga.
O protesto foi organizado pela Associação Espanhola de Jogadores de Futebol, para expor sua posição contrária ao duelo entre Villarreal e Barcelona que seria em Miami, no dia 20 de dezembro, no Hard Rock Stadium.
De acordo com a AFE, a ação foi promovida sem consulta aos atletas dos clubes espanhóis. Além disso, o sindicato afirmou que como resposta à "falta de transparência e diálogo da La Liga", a associação elaborou a manifestação.
A cineasta brasileira Bárbara Marques, sobrinha da atriz Elisa Lucinda, que foi presa pela imigração dos Estados Unidos no dia 16 de setembro, foi liberada na noite da última quinta-feira (16), um mês após a detenção.
De acordo com o marido da brasileira, Tucker May, Bárbara já está em casa com a família.
"Estou muito feliz em dizer que Bárbara está de volta para casa! Agradecemos a todos que nos ofereceram palavras gentis, nos mantiveram em seus pensamentos ou nos ajudaram com nossas campanhas telefônicas para garantir que tivéssemos o devido processo legal que todos merecem", afirmou.

A cineasta, que é natural de Vitória, no Espírito Santo, foi detida após uma entrevista no escritório do Serviço de Cidadania e Imigração, no centro de Los Angeles, na Califórnia.
Segundo o marido da brasileira, durante a entrevista para obter o visto de residência permanente nos Estados Unidos, Bárbara foi levada para um funcionário da imigração, que disse que só faltava uma cópia do passaporte da brasileira, e não voltou mais.
Os agentes do serviço de imigração afirmaram que o motivo da detenção da brasileira era a ausência em uma audiência de regularização de visto em 2019, já que a cineasta entrou no país com visto de turista em 2018.
Os governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram uma declaração conjunta em que consideraram “positivo” o encontro desta quinta-feira (16), em Washington, entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado do governo dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Além da indicação de que ambos os governos pretendem colaborar em um futuro imediato, o texto indica que Brasil e Estados Unidos concordaram em trabalhar conjuntamente pela realização de uma reunião presencial entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “na primeira oportunidade possível”.
As reuniões entre o secretário Marco Rubio e o chanceler Mauro Vieira aconteceram na Casa Branca. Inicialmente houve uma primeira conversa a sós entre Vieira e Rubio, que durou cerca de 15 minutos. Em seguida, ambos partiram para outra reunião expandida, que teve duração aproximada de 50 minutos.
A declaração conjunta dos dois governos foi assinada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, do representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, e do ministro Mauro Vieira.
Veja a declaração conjunta na íntegra:
Hoje, o Secretário de Estado Marco Rubio e o Representante de Comércio dos Estados Unidos Jamieson Greer se reuniram com o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e mantiveram conversas muito positivas sobre comércio e questões bilaterais em andamento.
O Secretário Rubio, o Embaixador Greer e o Ministro Mauro Vieira concordaram em colaborar e conduzir discussões em várias frentes no futuro imediato, além de estabelecer uma rota de trabalho conjunto.
Ambas as partes também concordaram em trabalhar conjuntamente pela realização de reunião entre o Presidente Trump e o Presidente Lula na primeira oportunidade possível.
Uma “ótima” reunião, muito “produtiva” e em ambiente descontraído, sem qualquer tentativa de constrangimento. Essas foram algumas das descrições usadas pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao descrever a reunião na tarde desta quinta-feira (16) com o secretário de Estado do governo dos Estados Unidos, Marco Rubio, ocorrida em Washington.
Mauro Vieira deu uma rápida entrevista e expôs alguns detalhes do encontro. Segundo Vieira, os dois chanceleres fizeram uma primeira conversa apenas entre eles, que durou cerca de 15 minutos. Em seguida, partiram para outra reunião expandida, que durou aproximadamente 50 minutos.
Segundo o chanceler, a conversa foi marcada por uma atitude construtiva, com ênfase em cooperação e respeito mútuo.
“Prevaleceu uma atitude construtiva na retomada das relações entre nossos países”, disse Vieira, destacando que o diálogo com parlamentares norte-americanos faz parte dos esforços para reaproximar Brasil e EUA em temas econômicos, ambientais e de segurança.
Pelo lado do Brasil, participaram deste encontro expandido o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, Mauricio Carvalho Lyrio; Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores; e Joel Sampaio, chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do MRE.
Já pelo lado do governo dos Estados Unidos, além de Marco Rubio, participou da conversa o representante comercial da administração Trump, Jamieson Greer.
Na entrevista, Mauro Vieira destacou que após o encontro, serão mantidas as tratativas para uma reunião futura entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. O chanceler disse, entretanto, que ainda não foi definida data e lugar para a conversa entre ambos.
Questionado se eles podem se encontrar na próxima semana na Malásia, onde haverá a reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático, Vieira pontuou que “até pode ser”, mas que dependeria de coincidência de datas.
“Há um interesse de ambas as partes de que os presidentes se encontrem muito em breve”, comentou.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (12), durante embarque para Israel, que a libertação dos reféns israelenses mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza “pode ocorrer um pouco antes do previsto”. A previsão inicial é que a troca entre reféns israelenses e prisioneiros palestinos ocorra a partir das 8h de segunda-feira (13), no horário local – 2h da manhã em Brasília.
Trump embarcou no Air Force One com destino a Jerusalém, onde tem compromissos oficiais ao longo da segunda-feira. A visita inclui reuniões com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com familiares de reféns. Ele também deve discursar no Knesset, o parlamento israelense.
Antes de deixar os Estados Unidos, Trump comentou sobre a primeira fase do cessar-fogo entre Israel e Hamas, afirmando que "todo mundo está muito animado" com o avanço das negociações. O conflito já dura dois anos.
“Isso nunca aconteceu antes. Normalmente, se você tem um celebrando, o outro não está. Esta é a primeira vez que todo mundo está surpreso e emocionado, e é uma honra estar envolvido”, disse.
Mais cedo, o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, afirmou, em entrevista à NBC News, que a libertação dos reféns pode ocorrer “a qualquer momento”. A troca será feita com a libertação de prisioneiros palestinos por parte de Israel.
Em entrevista dada nesta quinta-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu um telefonema do secretário de Estado do governo dos Estados Unidos, Marco Rubio, e que as negociações entre os dois países vão levar “a gente a se acertar”. Rubio foi escalado por Trump para ser o interlocutor da Casa Branca na negociação comercial com o Brasil.
“Ainda ontem o Marco Rubio ligou para o Mauro Vieira. Talvez comece a ter conversa a partir de agora. E vamos ver se a gente começa a se acertar, porque o Brasil não quer briga com os Estados Unidos”, disse Lula.
Apesar de Lula ter dito que a ligação teria sido ontem, na verdade a conversa entre Vieira e Rubio se deu na manhã desta quinta. Durante o telefonema, que durou 15 minutos, Marco Rubio convidou o chanceler brasileiro para uma ida a Washington, a fim de negociar sobre o tarifaço.
De acordo com informações do Palácio do Planalto, Mauro Vieira aceitou o convite e a viagem acontecerá nos próximos dias. Em nota, o governo brasileiro confirmou o encontro.
“Após diálogo muito positivo sobre a agenda bilateral, acordaram que equipes de ambos os governos manterão reunião proximamente em Washington, em data a ser definida, para dar seguimento ao tratamento das questões econômico-comerciais entre os dois países, conforme definido pelos presidentes. O Secretário de Estado convidou o ministro Mauro Vieira para que integre a delegação, de modo a permitir uma reunião presencial entre ambos, para tratar dos temas prioritários da relação entre o Brasil e os Estados Unidos”, afirma o comunicado.
A conversa entre Rubio e Mauro Vieira é um desdobramento do telefonema que aconteceu na última segunda entre os presidentes Lula e Donald Trump. Após ambos conversarem por 30 minutos, ficou acertado que aconteceriam reuniões entre membros do primeiro escalão dos governos brasileiro e americano para preparar um futuro encontro presencial entre os dois mandatários.
Na entrevista desta quinta, Lula disse que se surpreendeu no tom cordial do telefonema, e que esperava que a conversa com Trump transcorresse com maior dificuldade.
“Ele me telefonou e eu estava na expectativa que teria muito discussão, ele me ligou da forma mais gentil que um ser humano pode tratar o outro, eu tratando ele de forma civilizada e ele me tratando de forma civilizada”, afirmou o presidente.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ivana Bastos
"Gostaria que tivesse terminado de outra maneira".
Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), ao lamentar o anúncio de saída do senador Angelo Coronel (PSD) do partido após embates por uma vaga na chapa do Senado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), durante a abertura dos trabalhos da AL-BA, a deputada estadual afirmou que preferia que a tratativas “tivessem terminado de outra maneira”.