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Artigos

Gustavo Falcón
O Paraguaçu sob ataque
Foto: Acervo pessoal

O Paraguaçu sob ataque

O rio Paraguaçu é o mais longo rio baiano. Ele nasce na cidade de Barra da Estiva e desagua em Salinas das Margaridas após um longo percurso de cerca de 600 km. Irriga plantações, serve de bebedouro para os animais, fonte de renda para pescadores, corta povoados e cidades, incorpora muitos afluentes e em Cachoeira, já próximo a sua foz, majestoso e imponente, se transforma num imenso lago represado na Barragem de Pedra do Cavalo. Dali manda água para abastecer milhares de pessoas, no interior e principalmente na capital do estado.

Multimídia

Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria

 Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria
Em entrevista ao Projeto Prisma, com Fernando Duarte, o secretário de Relações Institucionais de Salvador e deputado federal licenciado, Alex Santana (Republicanos), afirmou que a decisão de não disputar a reeleição em 2026 foi motivada exclusivamente por razões pessoais.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

estados unidos

Trump diz que "não poderia se importar menos" com Lula e chama presidente de "volátil"
Ricardo Stuckert / PR

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (19). Em entrevista ao site norte-americano Axios, o republicano afirmou que "não poderia se importar menos" com o chefe do Executivo brasileiro e o classificou como uma pessoa "muito volátil".

 

Ao ser questionado sobre sua relação com Lula, Trump declarou que não costuma pensar no presidente brasileiro. "Não se trata de ser fã ou não ser fã. Para ser sincero, eu não penso nele. Realmente não penso nele. Não poderia me importar menos. Mas agora ele é um tipo diferente de pessoa. Muito volátil", afirmou.

 

As declarações ocorrem em um momento de tensão entre os dois países. Recentemente, o governo dos Estados Unidos anunciou novas tarifas sobre produtos brasileiros e passou a classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
 

Copa do Mundo: com Brasil x Haiti, saiba onde assistir aos jogos desta sexta-feira
Foto: Rafael Ribeiro e Nelson Terme/CBF

Após o México se consagrar como o primeiro país classificado para a fase de 16 avos de final do Mundial de 2026, a Seleção Brasileira volta a campo nesta sexta-feira (19). O Brasil enfrenta o Haiti às 21h30 (horário de Brasília), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C.

 

A rodada do dia promete ser decisiva para os donos da casa. No Grupo D, os Estados Unidos buscam sua primeira vitória no torneio diante da Austrália. Ainda no Grupo C, Escócia e Marrocos fazem um confronto direto pela liderança. 

 

Na virada para o sábado, Turquia e Paraguai fecham os compromissos da noite.

 

CONFIRA OS HORÁRIOS E ONDE ASSISTIR AOS JOGOS DESTA SEXTA-FEIRA (19)

16h - Estados Unidos x Austrália
Local:
Lumen Field, Seattle (EUA)
Transmissão: CazéTV

 

19h - Escócia x Marrocos
Local:
Gillette Stadium, Foxborough (EUA)
Transmissão: CazéTV

 

21h30 - Brasil x Haiti
Local: Lincoln Financial Field, Filadélfia (EUA)
Transmissão: TV Globo, Globoplay, SporTV, ge TV, SBT, NSports e CazéTV

 

0h (sábado, 20) - Turquia x Paraguai
Local:
Levi's Stadium, Santa Clara (EUA)
Transmissão: TV Globo, Globoplay, SporTV e CazéTV

 

RESULTADOS DOS JOGOS DESTA SEXTA-FEIRA (18)

Tchéquia 1 x 1 África do Sul
Dando início à segunda rodada da fase de grupos, tchecos e sul-africanos continuam sem vencer no Mundial. A partida realizada em Atlanta terminou empatada em 1 a 1. Sadílek abriu o placar para a Tchéquia aos 6 minutos do primeiro tempo, mas Mokoena garantiu a igualdade para a África do Sul aos 38 da etapa final.

 

Suíça 4 x 1 Bósnia e Herzegovina
A Suíça pressionou intensamente até superar o bloqueio defensivo da Bósnia, mas só encontraram o caminho das redes após a entrada dos reservas no segundo tempo. Johan Manzambi, duas vezes, Rúben Vargas e Granit Xhaka marcaram para os suíços, enquanto Ermin Mahmic descontou para os bósnios nos acréscimos.

 

Canadá 6 x 0 Catar
Jogando em Vancouver, o Canadá aplicou uma goleada histórica de 6 a 0 sobre o Catar, registrando o placar mais elástico de uma seleção da Concacaf na história do torneio. O confronto foi marcado por uma atuação inspirada de Jonathan David (que marcou três gols), além de tentos de Cyle Larin, Nathan-Dylan Saliba e um gol contra de Almanai. A nota triste do jogo foi a grave lesão na perna do meio-campista canadense Ismaël Koné.

 

México 1 x 0 Coreia do Sul
O primeiro classificado para o mata-mata está confirmado. Atuando em Guadalajara, o México venceu a Coreia do Sul por 1 a 0 com gol de Luis Romo logo no início do segundo tempo. Com o resultado, os donos da casa chegaram aos 6 pontos e carimbaram antecipadamente a vaga na próxima fase.

Alok e cantora norte-americana Jennifer Lopez anunciam parceria musical
Foto: Reprodução Instagram/ @jlo @alok

A cantora norte-americana Jennifer Lopez e o DJ brasileiro Alok se juntaram e vão lançar um single. A notícia foi compartilhada pelos dois artistas em uma publicação em conjunto no Instagram nesta quarta-feira (17).

 

 

A faixa intitulada "Everything's Fine" chega ao mundo no dia 26 de junho, logo depois do São João, e será a primeira colaboração entre os artistas. Os rumores sobre a parceria dos dois já estavam circulando desde quando J.Lo publicou uma bandeira do Brasil na rede social X, antigo Twitter. Logo depois, o DJ apareceu vestindo uma camisa da artista, o que aumentou os boatos.

 

A divulgação dessa parceria vem depois de Jennifer Lopez revelar que o filme brasileiro indicado ao Oscar, "Ainda Estou Aqui", teria mudado sua vida.

 

VÍDEO: Trump chama situação política do Brasil de "perigosa" e se confunde ao falar sobre prisão de Bolsonaro Junior
Foto: Reprodução / Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a situação política do Brasil como "perigosa" e "complicada" durante entrevista a jornalistas na cúpula do G7 nesta quarta-feira (17). Na ocasião, o líder norte-americano também se confundiu ao comentar a situação jurídica dos familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro, acreditando que prenderam o "Bolsonaro junior".

 

"O Brasil se tornou um país um pouco complicado, certo? Politicamente. Ficou um pouco perigoso do ponto de vista político", diz Trump ao ser questionado se havia conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as propostas de novas tarifas de importação de até 37,5% e a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos EUA.

 

Confira o momento em que ele é questionado em vídeo registrado pelo portal Metrópoles:

 

Segundo informações apuradas pela Folha de S.Paulo. Durante a coletiva, o presidente norte-americano demonstrou desconhecimento sobre os detalhes das recentes decisões do Judiciário brasileiro.

 

"Ouvi dizer que prenderam hoje alguém que está concorrendo a um cargo público. [...] Ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr.",  comenta Trump, acrescentando que a suposta prisão teria ocorrido devido a uma declaração feita no Texas.

 

SEM PRISÃO
A declaração faz referência à decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.

 

Diferente do afirmado por Trump, não houve decretação de prisão, uma vez que a decisão ainda cabe recurso. Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde março de 2025. O presidente norte-americano também confundiu o ex-deputado com seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República.

 

Ao comentar o cenário, Trump afirmou que as autoridades brasileiras "jogam pesado", mas alegou que as eleições em seu próprio país seriam "manipuladas". Em Genebra, na Suíça, o presidente Lula rebateu as declarações do líder norte-americano. O petista afirmou que, se o republicano avalia o Brasil apenas pela relação que mantém com a família Bolsonaro, ele "desconhece o Brasil".

 

"Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania", declarou Lula. "Ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto. [...] Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil".

VÍDEO: Lula passa recado para Trump: 'Não se meta nas eleições do Brasil'
Fotos: Reprodução / CanalGovBr / The White House

Em entrevista coletiva concedida hoje, quarta-feira (17), após se reunir na cúpula do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o sistema eleitoral brasileiro, mandou um recado direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e cobrou a cooperação jurídica internacional para a extradição de cidadãos brasileiros investigados que se encontram em território norte-americano.

 

Confira o momento:

 

"Ele pode gostar do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil, que as eleições são problema do Brasil. A única coisa que quero é o respeito pelo Brasil que eu tenho pelos Estados Unidos, só isso", exige o presidente.

 

O presidente mencionou ainda, em tom diplomático, que planeja apresentar a urna eletrônica a Donald Trump em um próximo encontro. "Se tem alguém que tem que aprender com as eleições civilizadas do Brasil é meu amigo Trump. Na próxima, vou levar a urna eletrônica para ele ver como é", completa.

 

Lula comentou sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem se referiu como inelegível e sob o alcance da Justiça brasileira, e mencionou a presença de apoiadores do ex-mandatário nos Estados Unidos que buscam interlocução com o governo americano.

 

O presidente declarou esperar que o governo dos Estados Unidos colabore com as autoridades brasileiras, realizando a entrega de cidadãos investigados para que a Polícia Federal possa dar andamento aos trabalhos de investigação em curso. "Quero que eles entreguem os bandidos brasileiros para a Polícia Federal trabalhar", pede o presidente.


Ao analisar os processos democráticos de ambos os países, Lula sugeriu que os Estados Unidos poderiam observar o modelo eleitoral adotado pelo Brasil, classificando-o como mais rápido e pacífico. "O EUA deveria aprender com o Brasil o que é eleição mais leve, mais tranquila. Não tem país no mundo com sistema como o nosso. Em duas horas, sabemos quem é o presidente, senadores e os deputados", comenta.


Lula enfatizou a importância de se manter o código de ética diplomático que rege as relações entre nações soberanas. Segundo ele, embora o líder norte-americano tenha liberdade para manter simpatias políticas pessoais, as eleições brasileiras constituem um assunto de exclusiva competência interna do Brasil.
 

Koulibaly critica restrições dos EUA na Copa: "Não entendo por que pessoas da África não podem ter representantes"
Foto: X / @wire_pitch

A derrota de Senegal por 3 a 1 para a França, na estreia da Copa do Mundo de 2026, não foi o único assunto abordado pelo capitão Kalidou Koulibaly após a partida disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O experiente zagueiro aproveitou a zona mista para lamentar a ausência de parte da torcida senegalesa no estádio em razão das restrições migratórias impostas pelos Estados Unidos.

 

Em dezembro do ano passado, o governo norte-americano implementou limitações parciais de viagem para cidadãos de alguns países, entre eles Senegal, Costa do Marfim, Haiti e Irã, todos representados no Mundial. Embora atletas, dirigentes e familiares próximos tenham recebido exceções, muitos torcedores ficaram impossibilitados de viajar para acompanhar suas seleções.

 

Koulibaly afirmou que a federação senegalesa tentou viabilizar a presença de familiares e apoiadores, mas reconheceu que muitos não conseguiram entrar no país.

 

"A federação fez o possível para que nossos pais ou familiares próximos pudessem estar conosco. Mas é verdade que alguns torcedores não puderam viajar para os Estados Unidos. Acho que cada equipe pode ter seus representantes, então não entendo por que pessoas da África não podem ter os seus", declarou.

 

O defensor, que construiu carreira de destaque no futebol europeu com passagens por Napoli e Chelsea, evitou aprofundar o debate político, mas reforçou que o futebol deve ser um espaço acessível para todos os povos.

 

"Não quero falar de política. Só quero falar de futebol, aproveitar o futebol. Acho que o futebol é para todos. Espero que a situação fique bem, mas o mais importante é que temos de jogar pelo nosso povo", completou.

 

Apesar das dificuldades, Senegal contou com apoio de integrantes da comunidade senegalesa residente nos Estados Unidos. Torcedores vindos principalmente de Nova York, onde há uma significativa diáspora do país africano, marcaram presença nas arquibancadas e tentaram transformar o MetLife Stadium em uma extensão de Dakar durante a estreia da equipe no Mundial.

 

Dentro de campo, porém, o apoio não foi suficiente para evitar a derrota para a França. Agora, os senegaleses buscam recuperação na próxima rodada para seguir vivos na briga por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. O próximo confronto será contra a Noruega, de Erling Haaland, na próxima segunda-feira (22). 

Técnico do Irã acusa tratamento injusto na Copa do Mundo: "Somos os mais prejudicados"
Foto: Divulgação / Fifa

O técnico da seleção do Irã, Amir Ghalenoei, criticou as condições enfrentadas por sua equipe durante a disputa e a preparação para a Copa do Mundo de 2026, afirmando publicamente que os iranianos estão sendo prejudicados por mudanças de última hora na logística da delegação.

 

As declarações ocorreram na madrugada desta terça-feira (16) após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia, pela primeira rodada do Grupo G. Segundo o treinador, as dificuldades de deslocamento e adaptação afetaram diretamente o desempenho da equipe.

 

"Deveríamos ficar aqui esta noite para nos recuperar e voltar amanhã ao meio-dia, mas não nos permitiram. Para ser honesto, não faço ideia do porquê. Acho que talvez a nossa seleção seja a mais oprimida de toda a Copa do Mundo", afirmou.

 

A preparação do Irã para o torneio já havia sido alterada antes mesmo do início da competição. Em meio às incertezas envolvendo vistos e à tensão diplomática entre o país com os Estados Unidos, a Federação Iraniana de Futebol transferiu seu centro de treinamento do Arizona para a cidade mexicana de Tijuana.

 

Após o empate em Los Angeles, a delegação esperava permanecer nos Estados Unidos para recuperação física e preparação para o próximo compromisso. No entanto, segundo Ghalenoei, o grupo foi obrigado a retornar imediatamente ao México.

 

"Quero falar sobre o tratamento injusto dado à seleção iraniana. Passamos tanto tempo no ar que acho que quase não pisamos em terra firme. Não nos deram a oportunidade de chegar duas semanas antes para nos adaptarmos e nos aclimatarmos. Mesmo hoje à noite, logo após a partida, nos disseram que tínhamos que ir embora", declarou.

 

O treinador não especificou qual entidade determinou a mudança. Até o momento, nem a Fifa nem autoridades norte-americanas se manifestaram publicamente sobre as acusações.

 

Outros pontos também foram tocados durante a entrevistra coletiva. Confira abaixo:

 

DESGASTE FÍSICO
De acordo com o comandante iraniano, a rotina de deslocamentos teve impacto direto na condição física dos jogadores durante a partida.

 

Ghalenoei relatou que vários atletas apresentaram cãibras e associou o problema ao desgaste provocado pelas viagens constantes entre México e Estados Unidos.

 

Apesar das dificuldades, o treinador elogiou a postura da equipe em campo e valorizou o ponto conquistado diante da Nova Zelândia.

 

TAREMI TAMBÉM RECLAMA
Principal nome da seleção iraniana, o atacante Mehdi Taremi reforçou as críticas feitas pelo treinador e afirmou que a situação vivida pela delegação prejudica o futebol.

 

"Não é bom para nós. Acho que não é bom para o futebol. Acho que a FIFA tem que nos ajudar mais do que isso", declarou.

 

O atacante revelou que o grupo enfrentou uma rotina desgastante nos dias que antecederam a partida, com deslocamentos entre Tijuana, Los Angeles, hotel e estádio.

 

"Eles deveriam ter nos dado dois dias para nos ambientarmos em Los Angeles. É uma situação muito ruim que afeta nossa equipe e nós só queremos paz", afirmou.

 

Segundo Taremi, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, esteve no vestiário iraniano após o empate.

 

COMISSÃO DESFALCADA
Ghalenoei também destacou que parte da estrutura da seleção não conseguiu acompanhar a delegação por causa de restrições relacionadas a vistos.

 

"Muitos membros da nossa equipe de gestão não estão aqui. Tivemos que lidar com esses papéis por conta própria", disse o treinador.

 

O Irã volta a campo pela Copa do Mundo nos próximos dias buscando a primeira vitória no torneio e a classificação para a fase eliminatória.

Opositores do governo iraniano realizam ato em Los Angeles antes da estreia na Copa
Foto: Reprodução/Divulgação/@iran_football_federation

Horas antes da estreia do Irã na Copa do Mundo, nesta segunda-feira (15), em Los Angeles, centenas de iranianos contrários ao atual regime do país realizaram um protesto nos arredores do estádio. Os manifestantes exibiam a bandeira do leão e do sol, símbolo nacional antes da Revolução Islâmica de 1979.

 

Apesar de a Fifa proibir manifestações políticas em suas competições, alguns torcedores conseguiram entrar no estádio com a bandeira. O grupo também havia realizado atos durante o último treino da seleção iraniana, em Carson, cidade vizinha a Los Angeles.

 

Os protestantes criticam o governo iraniano e defendem mudanças no regime comandado pelos aiatolás. A manifestação ocorreu em meio às dificuldades enfrentadas pela delegação para disputar o torneio nos Estados Unidos, após meses de incerteza devido ao conflito entre os dois países.

 

Por problemas relacionados à emissão de vistos, o Irã precisou alterar sua base de preparação para Tijuana, no México, e parte da comitiva não conseguiu entrar em território americano. Em campo, a seleção iraniana empatou por 2 a 2 com a Nova Zelândia, pelo Grupo G da competição. 

Lula embarca para o G7 na França em meio a tensões comerciais com os EUA
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (14) para Évian-les-Bains, na França, para participar da Cúpula do G7. A viagem do mandatário brasileiro foi antecipada devido à possibilidade de o presidente norte-americano, Donald Trump, comparecer apenas à abertura do evento, que ocorre na segunda-feira (15).

 

Apesar da expectativa de um novo encontro, o Palácio do Planalto optou por não formalizar um pedido de reunião bilateral com Trump. A avaliação do governo é de que não há justificativa ou necessidade política para uma agenda logo após o recente encontro entre os dois na Casa Branca. Diante disso, uma reunião oficial ainda é incerta, mas interlocutores não descartam um diálogo informal.

 

A relação diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos ficou mais delicada nos últimos meses. A classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelo governo dos EUA, a ameaça norte-americana de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e a cobrança de uma taxa de 12,5% sob alegações de falhas do Brasil no combate ao trabalho forçado são alguns dos motivos desse enfraquecimento da relação entre os dois países. Lula teria sinalizado que deseja entender melhor o alcance dessas medidas e avaliar se há margem para negociação para proteger o comércio bilateral.

 

Nos discursos previstos para o G7, Lula deve adotar uma postura estratégica, retomando uma pauta que tem defendido em fóruns anteriores: a ampliação da participação dos países emergentes nas discussões globais. Além de criticar medidas unilaterais e protecionistas, fazendo referência ao "tarifaço" dos Estados Unidos sem citar nominalmente o governo de Trump. O Brasil participará de sessões abertas aos países convidados. Na terça-feira, 16, o debate será sobre parcerias internacionais. Na quarta-feira, 17, a discussão terá como foco o crescimento econômico equilibrado.

Árbitro proibido de entrar nos EUA receberá cachê integral pela Copa do Mundo
Foto: Reprodução/TV Globo

 

Barrado na imigração dos Estados Unidos, sendo impedido de apitar a Copa do Mundo no país, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan receberá o cachê integral por sua participação no torneio. A informação foi publicada neste domingo pela BBC.

 

Segundo a rede britânica, fontes da Federação Internacional de Futebol (Fifa) garantem que Artan terá direito a receber a quantia, mesmo sem atuar na Copa. Os valores ainda são desconhecidos, já que os árbitros só recebem o pagamento ao fim da competição.

 

Aos 34 anos, Omar Artan faz parte do quadro de árbitros da Fifa desde 2018 e foi eleito o melhor árbitro da África em 2025. Recentemente, comandou a final da Liga dos Campeões da África entre Mamelodi Sundowns e AS FAR, consolidando seu protagonismo no cenário continental.

 

Escolhido entre os 52 árbitros da Copa do Mundo de 2026, Artan faria história como o primeiro somali a apitar uma partida do torneio. No entanto, teve a entrada nos Estados Unidos barrada pelas autoridades migratórias. Segundo o árbitro, nenhuma justificativa oficial foi apresentada no momento da recusa.

 

Em nota, a imigração norte-americana informou que o profissional foi considerado "inadmissível devido a preocupações relacionadas à verificação de antecedentes". Já na última quarta-feira (10), um representante do governo do presidente Donald Trump afirmou que Artan estaria sendo investigado por suposto envolvimento com terrorismo.

 

De volta à Somália, o árbitro foi recebido com homenagens no aeroporto. Apesar do episódio, ele segue escalado para apitar a Supercopa Europeia entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, marcada para o dia 12 de agosto, em Salzburgo, na Áustria.

O sonho americano: Estados Unidos atropela Paraguai no primeiro tempo e vence na estreia da Copa
Foto: Reprodução/Instagram (@usamnt)

Os Estados Unidos fecharam com chave de ouro a abertura dos países-sedes na Copa do Mundo de 2026, nesta sexta-feira (12). Os norte-americanos derrotaram o Paraguai por 4 a 1, no SoFi Stadium, na Califórnia, com uma noite iluminada de Christian Pulisic – para os mais íntimos, Lebron James do ‘soccer’ – e Folarin Balogun, que marcou duas vezes. Mesmo com o gol de Maurício, brasileiro naturalizado que joga no Palmeiras, já era tarde demais para uma revolta sul-americana.

 

Com a presença de famosos artistas norte-americanos – além da californiana Katy Perry, que se apresentou na cerimônia de abertura –, os Estados Unidos precisaram “apenas” de um ótimo primeiro tempo para construir a vitória na estreia da Copa. Com sete minutos de jogo, Pulisic fez uma bonita jogada e passou no meio da área. Damián Bobadilla, do São Paulo, tentou cortar o passe, mas acabou ateando contra o próprio patrimônio, deixando 1 a 0 para os donos da casa.

 

Aos 31 minutos, Christian Pulisic, camisa 10 dos EUA, fez nova jogada de efeito e passou para Folarin Balogun, que balançou as redes. Nos acréscimos do primeiro tempo, foi a vez de Malik Tillman dar um bom lançamento para Balogun driblar o zagueiro e fazer 3 a 0.

 

Na segunda etapa, após a parada para a hidratação, o Paraguai conquistou a posse depois de uma dividida e o atacante Júlio Enciso, com um passe, encontrou Maurício progredindo na área. O camisa 11 bateu cruzado e diminuiu para Os Guaranis. Nos acréscimos, ainda deu tempo de Giovanni Reyna fazer um golaço de trivela e fechar a conta por 4 a 1  na estreia do Grupo D da Copa.

 

Agora o cronograma da primeira fase da Copa do Mundo volta para sua programação normal neste sábado (13) e o Catar enfrenta a Suíça, no segundo jogo da primeira rodada do Grupo B, ás 16h, no Levi's Stadium, em Santa Clara, nos Estados Unidos. Às 19h, vai ser a vez da Seleção Brasileira, que pega Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey. 

 

Vini Jr. comenta em foto de Dia dos Namorados de Virginia e acende rumores da volta do casal
Foto: Reprodução / Instagram @virginia

Virginia Fonseca e Vini Jr. movimentaram a internet nesta sexta-feira (12). A influenciadora postou uma foto especial de Dia dos Namorados com várias rosas vermelhas, ao que o jogador comentou, gerando especulações de que o casal teria reatado o relacionamento.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por Virginia (@virginia)

 

Na foto, Virginia aparece deitada em uma cama de hotel, exibindo um buquê gigante de cerca de 250 rosas e seu ex-namorado Vini Jr. comentou um coração vermelho. A influenciadora está em Nova York, nos Estados Unidos, para cobrir a Copa do Mundo de 2026 pela Rede Globo.

 

 

"Confesso que por essa eu não esperava, mas gostei", disse a influenciadora sobre o gesto. De acordo com a Revista Quem, o presente custa 2,1 mil dólares, cerca de 11,1 mil reais. Além dos internautas, os próprios amigos de Virgínia deixaram mensagens que deram a entender que as rosas teriam sido enviadas por Vini. Álvaro disse: "E lá vamos nós". Já Lucas Guedez deixou um emoji de olhinhos curiosos, enquanto Rafa Uccman disse: "Estamos de olho".

 

Virginia e Vini Jr. namoraram por cerca de seis meses e anunciaram o término em maio deste ano, em meio a rumores de traição por parte do jogador.

 

Na época do término, Virginia disse que algumas coisas são inegociáveis. “Enquanto estivemos juntos, me dediquei muito, como me dedico a tudo o que me proponho a viver na minha vida. Afinal, eu sempre trabalhei muito, sempre fui muito focada nos meus sonhos e nas minhas responsabilidades", disse a influenciadora.

 

"Mas também sou uma mulher, e me permiti viver isso sem criar qualquer barreira, prezando pelo respeito que eu sempre tive dentro de qualquer relação. Ao longo da minha vida, aprendi a nunca negociar aquilo que, para mim, é inegociável. Então, quando algo deixa de fazer sentido, eu prefiro ter maturidade para encerrar com carinho do que permanecer por permanecer", disse sem dar mais detalhes.

Copa do Mundo 2026: Estados Unidos e Canadá fazem estreia como anfitriões nesta sexta-feira
Fotos: Instagram / @usmnt / @canadasoccer

 

Com o primeiro dia da Copa do Mundo de 2026 encerrado, as atenções se voltam para as estreias de Estados Unidos e Canadá, dois dos três países-sede da competição ao lado do México. Nesta sexta-feira (12), as seleções entram em campo em partidas que também contarão com cerimônias de abertura e atrações musicais.

 

O primeiro duelo do dia será entre Canadá e Bósnia, às 16h (horário de Brasília), no BMO Field, em Toronto. Esta é a primeira vez que o país recebe partidas de uma Copa do Mundo masculina, e a abertura contará com apresentações de Alanis Morissette, Michael Bublé, Alessia Cara e Jessie Reyez. As seleções integram o Grupo B, ao lado de Catar e Suíça.

 

Mais tarde, às 22h (horário de Brasília), os Estados Unidos enfrentam o Paraguai no SoFi Stadium, em Los Angeles. A cerimônia de abertura terá como atrações principais Katy Perry, a brasileira Anitta, o rapper Future, o DJ Sanjoy e a cantora paraguaia Marilina Bogado.

 

Esta é a segunda vez que os Estados Unidos sediam uma Copa do Mundo masculina. A primeira foi em 1994, edição que terminou com o tetracampeonato da Seleção Brasileira. O Mundial de 2026 entra para a história por ser o primeiro realizado simultaneamente em três países. No Grupo D estão Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia.

 

CONFIRA OS JOGOS DESTA SEXTA-FEIRA (12)

16H - Canadá x Bósnia
Local: BMO Field, Toronto
Transmissão: CazéTV (YouTube)

 

22H - Estados Unidos x Paraguai
Local: SoFi Stadium, Los Angeles

Transmissão: CazéTV (YouTube), Globo (TV aberta), SBT (TV aberta), GE TV (Globoplay) e NSports (pay-per-view)

 

RESULTADOS DESTA QUINTA-FEIRA (11)

México 2 x 0 África do Sul
Na partida de abertura da Copa do Mundo de 2026, o México venceu a África do Sul por 2 a 0, no Estádio Azteca, na Cidade do México, e conquistou seu primeiro triunfo em estreias de Mundial. Julián Quiñones marcou o primeiro gol da competição, enquanto Raúl Jiménez fechou o placar na etapa final. O confronto ainda teve três expulsões e colocou os mexicanos na liderança provisória do Grupo A.

 

Coreia do Sul x Tchéquia
No segundo jogo da Copa e também do Grupo A, a Coreia do Sul venceu a República Tcheca de virada por 2 a 1 no Estádio Akron, em Jalisco, Guadalajara, e também largou na frente.  Os tchecos abriram o placar com Ladislav Krejcí e viram 
Hwang In-beom e Oh Hyeon-gyu marcarem os gols que deram os primeiros três pontos para os sul-coreanos na segunda etapa. 

 

Confira abaixo a classificação do Grupo A atualizada, com dados do Sofascore:

 

Classificação fornecida por Sofascore


 

Flávio Bolsonaro pede ao STF investigação sobre reunião de Lula após prisão de Maduro
Andressa Anholete / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes autorização para que a Polícia Federal apure uma reunião realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, ocorrida em janeiro deste ano. O pedido foi apresentado nesta quinta-feira (11) no âmbito do inquérito que investiga uma publicação feita por Flávio nas redes sociais.

 

Na ocasião, o senador compartilhou uma reportagem sobre a suposta reunião e afirmou que Lula seria “delatado”, associando o presidente a crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a ditaduras. A defesa argumenta que novas diligências são necessárias para demonstrar que o parlamentar não teve a intenção de caluniar o chefe do Executivo.

 

Além da obtenção de informações sobre o encontro, os advogados pediram autorização para ouvir a líder opositora venezuelana María Corina Machado, o procurador norte-americano Walter Clayton III e o colaborador Euzenando Prazeres de Azevedo. Os advogados também solicitaram o compartilhamento de documentos de investigações e ações penais abertas nos Estados Unidos contra Maduro. O pedido ainda aguarda análise de Moraes. 

Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta com abertura no México; veja jogos e atrações
Foto: Divulgação

Foi dada a largada para a maior Copa do Mundo da história. O Mundial de 2026 começa nesta quinta-feira (11), no México, com a partida entre México e África do Sul, às 16h, pelo horário de Brasília, no Estádio Azteca.

 

O palco da abertura entra mais uma vez para a história do futebol. O Estádio Azteca se torna o primeiro estádio do mundo a receber três jogos de abertura de Copa do Mundo. Antes de 2026, o local também havia sido sede das partidas inaugurais das edições de 1970 e 1986.

 

A escolha do México para receber o primeiro jogo também funciona como uma homenagem da Fifa à importância do país na história do torneio. A edição de 2026 será a primeira organizada por três países: México, Estados Unidos e Canadá.

 

Antes da bola rolar no Azteca, a Fifa realizará a primeira das três cerimônias oficiais de abertura, uma em cada país-sede. O evento no México está marcado para começar às 14h30. Entre as atrações previstas estão Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná, Tyla e Shakira.

 

O jogo entre México e África do Sul terá transmissão de todas as emissoras detentoras dos direitos da Copa do Mundo.

 

Ainda nesta quinta, Coreia do Sul e República Tcheca também entram em campo pelo Grupo A. A partida será disputada às 23h, no Estádio Jalisco, em Guadalajara, com transmissão da CazéTV.

 

Na sexta-feira (12), será a vez dos outros dois países-sede estrearem na Copa do Mundo. O Canadá enfrenta a Bósnia e Herzegovina às 16h, no BMO Field, em Toronto. A partida terá transmissão do SporTV, Globoplay e ESPN.

 

Antes do jogo, Toronto recebe a cerimônia oficial de abertura canadense. Entre as atrações previstas estão Alanis Morissette, Alessia Cara, Michael Bublé, Jessie Reyez, entre outros nomes.

 

Mais tarde, os Estados Unidos fazem sua estreia diante do Paraguai. O confronto será às 22h, no SoFi Stadium, em Inglewood, na região de Los Angeles, com transmissão da CazéTV, SBT e ESPN.

 

A cerimônia de abertura nos Estados Unidos está marcada para as 20h30, também pelo horário de Brasília. O evento contará com apresentações de Katy Perry, Anitta, LISA, Rema, Tyla e Future.

 

Jogos de abertura da Copa do Mundo de 2026:

 

Quinta-feira (11)
16h — México x África do Sul
Estádio Azteca, Cidade do México
Cerimônia de abertura: 14h30

 

23h — Coreia do Sul x República Tcheca
Estádio Jalisco, Guadalajara
Transmissão: CazéTV

 

Sexta-feira (12)
16h — Canadá x Bósnia e Herzegovina
BMO Field, Toronto
Transmissão: SporTV, Globoplay, ESPN e CazéTV

 

22h — Estados Unidos x Paraguai
SoFi Stadium, Inglewood
Transmissão: CazéTV, SBT e ESPN

Spike Lee surpreende visitando treino da Seleção Brasileira nos Estados Unidos
Foto: Divulgação Getty Images

Nesta quarta-feira (10), a Seleção Brasileira recebeu um convidado ilustre durante a preparação para a Copa do Mundo. Trata-se do cineasta norte-americano Spike Lee. O diretor acompanhou uma parte do treinamento da equipe no centro de treinamento do New York Red Bulls, em Morristown, Nova Jersey.

 

 

Spike Lee foi convidado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e participou da atividade junto com patrocinadores e convidados da entidade, além de ter se encontrado com jogadores e membros da comissão técnica. A ação atraiu a atenção dos jornalistas e dos integrantes da delegação brasileira.

 

Quando questionado sobre Neymar, o diretor bem-humorado afirmou: "Esse é o meu cara". Spike Lee é um dos diretores mais renomados e influentes de Hollywood, construindo uma carreira marcada por filmes que abordam questões raciais e sociais.

 

Fã declarado do Brasil, Lee recebeu uma camisa personalizada da seleção com seu nome estampado nas costas. "Eu quero que o Brasil ganhe", afirmou o diretor, reforçando seu apoio.

Trump ameaça novo ataque ao Irã após escalada militar entre os dois países
Joyce N. Boghosian / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (10) que pretende realizar novos ataques contra o Irã ainda hoje, em meio à escalada militar entre os dois países no Oriente Médio. Em declaração a jornalistas na Casa Branca, Trump disse que os EUA voltariam a agir após os bombardeios realizados na terça-feira (9) contra alvos iranianos.

 

Segundo ele, as ações são uma resposta à derrubada de um helicóptero militar americano na região do Estreito de Ormuz. “Eles deveriam ter assinado um acordo”, declarou o presidente norte-americano ao comentar as negociações que buscam encerrar as hostilidades.

 

A tensão aumentou após forças dos Estados Unidos atacarem sistemas de defesa aérea, radares e centros de controle iranianos localizados próximos ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. O Comando Central dos EUA informou que a operação foi conduzida como medida de autodefesa e retaliação ao incidente envolvendo o helicóptero Apache.

 

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra instalações militares americanas no Bahrein. A Guarda Revolucionária iraniana classificou a ofensiva como uma reação “contundente”, enquanto o chanceler Abbas Araghchi afirmou que o país revidará.

 

Apesar da troca de bombardeios, negociações diplomáticas seguem em andamento. De acordo com informações divulgadas pela agência Reuters, representantes do Catar viajaram a Teerã para tentar avançar em um acordo entre os dois países.

Comissão aprova PEC que amplia autonomia do Banco Central e garante manutenção da gratuidade do Pix
Foto: Edu Mota / Brasília

Os senadores da Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovaram, na reunião desta quarta-feira (10), a PEC 65/2023, que cria um regime jurídico próprio e concede autonomia orçamentária e financeira para o Banco Central. A proposta segue agora para ser apreciada pelo plenário. 

 

O projeto, de autoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), garante ao Banco Central autonomia não apenas operacional — já prevista em lei desde 2021 —, mas também administrativa, orçamentária e financeira. Além disso, a PEC transforma o BC em uma entidade pública de natureza especial, integrante do setor público financeiro e dotada de poder de polícia, incluindo poderes de regulação, supervisão e resolução.

 

Um dos principais pontos do texto do relator Plínio Valério (PSD-AM) é a inclusão de dispositivos para blindar o Pix. O projeto estabelece competência exclusiva do Banco Central para regular e operar o sistema de pagamentos instantâneos, vedando a transferência da estrutura para entidades privadas. A proposta também preserva a gratuidade do Pix para pessoas físicas.

 

A alteração que fortalece o Pix surge em um momento no qual ele vem sendo atacado pelo governo norte-americano, que acusa o sistema de pagamentos brasileiro de prejudicar empresas dos Estados Unidos. Os defensores do projeto afirmam que haverá o fortalecimento do Pix ao incluí-lo na Constituição e garantir recursos para seu funcionamento e aprimoramento. Em seu parecer, o senador Plínio Valério garante a gestão do Pix pelo Banco Central.

 

O projeto, aprovado em votação simbólica na CCJ, apesar da resistência do governo Lula, foi enfaticamente defendido pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Os servidores da instituição, representados pela ANBCB (Associação Nacional de Auditores do Banco Central), também deram seu apoio ao projeto.

 

Na manhã desta terça (9), 43 chefes de departamento do BC divulgaram uma carta reforçando o apoio à proposta do Senado, e pedindo celeridade na sua aprovação. 

 

De acordo com o projeto, o orçamento da instituição será aprovado e executado por ato próprio do BC, custeado por receitas que passariam a ser próprias, não mais do Tesouro. O Banco Central hoje realiza operações financeiras e administra ativos bilionários, como ganhos com aplicação das reservas internacionais em ativos no exterior, receitas relacionadas à emissão de moeda e títulos públicos.

 

Essas operações geram receitas, às quais a PEC dá a destinação de financiar o funcionamento do BC. O relator inseriu na PEC a previsão de que uma lei complementar vai estabelecer limites para o crescimento das despesas de custeio e de investimento do Banco Central. 

 

As despesas de pessoal e encargos sociais, de custeio administrativo, de benefícios e assistência a pessoal e de investimento deverão passar por apreciação prévia do Conselho Monetário Nacional (CMN) e por deliberação conclusiva da comissão temática do Senado Federal.
 

Ministro da Justiça confirma suicídio de Sicário e fala em transformar 138 presídios em unidades de segurança máxima
Foto: Renato Araújo / Câmara dos Deputados

Em audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, na tarde desta terça-feira (9), o ministro da Justiça, Wellington Cesar Lima, assegurou que Luiz Philip Mourão, cúmplice de Daniel Vorcaro conhecido como Sicário, atentou contra a própria vida na cela onde estava custodiado.

 

Apesar de confirmar a ação de Luiz Philip, o ministro disse aos deputados que os detalhes sobre a morte dele têm “muitas facetas sigilosas” que devem ser destituídas de sigilo em breve.

 

“Não houve menor dúvida da natureza do evento (suicídio) com base em perícias. Não assisti ao vídeo, mas oficiais disseram que era inequívoco. A PF (Polícia Federal) apurou com todo rigor”, disse o ministro.

 

Conhecido pelo apelido “Sicário”, termo usado para designar um matador de aluguel, Luiz Phillipi Mourão era apontado pela polícia como um operador de perfil violento e ligado a fraudes financeiras. Preso na operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades bilionárias relacionadas ao Banco Master, Mourão morreu após tentar suicídio dentro da cela da Polícia Federal em Belo Horizonte, em 4 de março deste ano.

 

As investigações também o relacionam ao banqueiro Daniel Vorcaro e a um grupo que monitorava e intimidava adversários. Embora não tenha respondido formalmente por homicídios, Mourão já era conhecido das autoridades, pois tinha passagens por crimes como estelionato, receptação, uso de documento falso e ameaça.

 

Em outro momento da audiência pública, o ministro Wellington Cesar Lima e Silva revelou que o governo federal estuda a conversão de 138 presídios em unidades de segurança máxima. O ministro não deu detalhes sobre o trabalho de coordenação com as secretarias penitenciárias estaduais, e também não deu um prazo para conclusão dessa conversão.

 

“Vamos converter em presídios de segurança máxima dotando de equipamentos e tecnologia para tirar esses 138 presídios de estado precário. Nossa ideia original era fazer um novo por estado, seriam 27, até que tivemos o estímulo e o apoio para elevarmos”, afirmou Wellington.

 

O ministro da Justiça recebeu ainda diversos questionamentos de deputados de oposição sobre o papel da Polícia Federal na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), em abril deste ano, no estado da Flórida (EUA), pelo serviço de imigração americano. Ele foi condenado por tentativa de golpe e é foragido da Justiça brasileira.

 

Na sua fala, Wellington Lima e Silva negou que autoridades brasileiras teriam intercedido junto aos Estados Unidos pela prisão de Ramagem e citou um relatório da PF. 

 

“Teria ocorrido uma comunicação ao nível da cooperação policial, uma comunicação informal entre diálogos entre os agentes da ICE [serviço de imigração] e o oficial de ligação, que teriam trocado informações sobre o cidadão brasileiro que acabou sendo alcançado pela providência”, afirmou.
 

Irã acusa Estados Unidos de revogarem cota de ingressos para torcedores na Copa do Mundo
Foto: Divulgação

A Federação de Futebol do Irã acusou os Estados Unidos de revogarem a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos para a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Segundo a entidade, a medida foi tomada poucos dias antes do início do torneio e impede a distribuição dos bilhetes aos fãs que pretendiam acompanhar a seleção no Mundial.

 

A Copa do Mundo começa nesta quinta-feira (11) e será disputada em Estados Unidos, México e Canadá. O Irã está no Grupo G e tem estreia marcada para o dia 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. A equipe também enfrentará a Bélgica, no dia 21, novamente em Los Angeles, e o Egito, no dia 26, em Seattle.

 

De acordo com a federação iraniana, o regulamento da Fifa prevê que cada seleção participante tenha direito a 8% dos ingressos de suas partidas para distribuição entre seus torcedores. A entidade afirma que a venda dos bilhetes já havia sido iniciada antes da suposta revogação.

 

Em comunicado, a Federação de Futebol do Irã criticou a medida e afirmou que a decisão afeta torcedores que já haviam organizado planos de viagem.

 

“Privar os torcedores iranianos do acesso à sua cota legal e oficial de ingressos é uma ação contrária ao espírito que rege as competições internacionais e ao princípio da igualdade entre os países participantes”, afirmou a FFIRI.

 

A entidade também levantou questionamentos sobre possível interferência de fatores externos à organização esportiva.

 

“Esse desenvolvimento levanta sérias questões sobre a interferência de considerações não esportivas e políticas na organização do maior evento de futebol do mundo”, completou.

 

A federação pediu ainda que a Fifa mantenha “os princípios de neutralidade, justiça e respeito aos regulamentos estabelecidos”.

 

Entrada nos Estados Unidos também gera impasse

 

A participação do Irã na Copa do Mundo tem sido cercada por incertezas fora de campo. Em maio, a seleção transferiu sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México, sob alegação de que os Estados Unidos não estariam dispostos a receber a delegação iraniana.

 

Pelas condições dos vistos concedidos, a delegação do Irã terá que entrar e sair dos Estados Unidos nos dias de cada partida da fase de grupos.

 

No dia 6 de junho, a federação iraniana também acusou os Estados Unidos de negar vistos a membros considerados “essenciais” da comissão técnica e administrativa da seleção. Segundo a entidade, 15 dirigentes e funcionários tiveram a entrada recusada.

 

Antes disso, a FFIRI havia enviado à Fifa uma lista de condições para participação no Mundial. Entre elas, estava a autorização para que jogadores, treinadores e dirigentes que tenham cumprido serviço militar junto ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica pudessem participar do torneio.

 

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que os jogadores iranianos serão bem-vindos à competição, mas que pessoas com vínculos ao IRGC podem enfrentar restrições de entrada no país.

 

O Irã também foi o único país ausente no congresso anual da Fifa realizado em Vancouver, no Canadá, em abril. Na ocasião, uma delegação da federação iraniana, incluindo o presidente Mehdi Taj, foi impedida de entrar no país pelo serviço de imigração canadense.

 

Até o momento, a Fifa não divulgou um posicionamento público detalhado sobre a acusação feita pela federação iraniana.

Márcio Martins embarca para cobertura especial da Copa do Mundo nos EUA: "Vou trazer todos os bastidores"
Foto: Divulgação

A Copa do Mundo de 2026 terá cobertura baiana reforçada diretamente dos Estados Unidos. O jornalista e radialista Márcio Martins, integrante da equipe dos Galáticos, da Salvador FM, embarca nesta quinta-feira (11) para acompanhar de perto o Mundial e produzir conteúdos especiais sobre a Seleção Brasileira, os bastidores da competição, as sedes e o ambiente do país durante o torneio.

 

A cobertura também terá ligação direta com o Bahia Notícias. Márcio trabalhará ao lado do jornalista Leonardo Baran, que será correspondente do BN nos Estados Unidos e já iniciou a produção dos primeiros boletins sobre a Seleção Brasileira em solo norte-americano.

 

"Baran já viajou, já fez os primeiros boletins de lá, cobrindo a Seleção. Então, Baran é o nosso repórter que vai cobrir a Seleção Brasileira. Todas as notícias do dia a dia da Seleção, notícias de entrevistas, cobertura e tudo mais, vamos ficar com ele", explicou Márcio.

 

Além de Baran, a equipe também contará com Eraldo Leite, comentarista da Rádio Tupi, que se junta ao projeto durante a cobertura. Márcio chega aos Estados Unidos na tarde de quinta-feira e terá uma atuação voltada não apenas aos jogos, mas também ao entorno do maior evento de futebol do planeta.

 

"Lá, vou fazer a cobertura da Copa do Mundo no geral, trazendo tudo sobre as sedes, sobre o país, sobre as questões envolvendo a competição, e vou estar em todos os jogos da Seleção no camarote, no setor onde ficam parentes de jogadores, celebridades e tudo mais. Vai ser um conteúdo diferente, que eu já fiz na Copa do Catar. Agora, nos Estados Unidos, vou ficar nos jogos no setor que eles chamam de hospitality", detalhou.

 

A proposta, segundo o jornalista, é mostrar ao público uma visão de bastidor, com entrevistas e registros de personagens que costumam circular em áreas mais restritas dos estádios durante os jogos da Seleção Brasileira.

 

"Vou entrevistar as pessoas, artistas, cantores brasileiros e celebridades do Brasil. Depois, antes e durante os jogos, vou estar lá não só assistindo e acompanhando a partida, mas também fazendo essa cobertura dos bastidores", afirmou.

 

A viagem para os Estados Unidos será mais um capítulo da trajetória de Márcio Martins em coberturas de Copa do Mundo. O jornalista iniciou esse modelo de cobertura em 2010, na África do Sul, e também esteve em outras edições acompanhando a Seleção Brasileira.

 

"Na verdade, comecei a cobrir Copa do Mundo nesse formato em 2010, na África do Sul. De lá para cá, a gente sempre vive aquela situação de confiar muito na Seleção. Tanto que eu sempre fazia meu planejamento voltando após a Copa do Mundo. Só que isso foi interrompido fora do Brasil, porque a Seleção sempre caía nas quartas de final", relembrou.

 


Foto: Divulgação / Salvador FM

 

Para Márcio, a edição de 2026 traz um elemento diferente em relação às anteriores: a presença de Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira. Apesar de adotar cautela sobre as chances de título, ele aponta o treinador como um fator de confiança no ambiente da equipe.

 

"Me parece que essa expectativa agora, com Ancelotti, tem um diferencial em relação às outras edições: o treinador. A gente confia que a Seleção possa ir um pouco mais longe. Não sei se hoje dá para confiar no título, mas acho que o diferencial em relação às outras Copas é o treinador. Há uma confiança grande, tanto do torcedor brasileiro quanto dos dirigentes", avaliou.

 

O radialista também destacou a postura do técnico italiano nos bastidores da Seleção.

 

"Cobri com Dunga, cobri com Tite, e agora a gente nota algo diferente, de respeito, de imposição de algumas regras que são cumpridas. Com os outros treinadores, não havia esse cumprimento tão rígido. Essa coisa de controlar bem o clima da Seleção, acho que ele faz muito bem", completou.

 

Mesmo com a confiança no trabalho de Ancelotti, Márcio mantém cautela ao projetar a campanha brasileira na Copa do Mundo. Para ele, a Seleção ainda não chega ao Mundial com o mesmo nível de segurança transmitido por outras seleções favoritas.

 

"Estou muito realista. A Seleção hoje não tem time para ser campeã. Mas pode se recuperar ao longo da competição, porque começa enfrentando equipes ainda consideradas abaixo do nosso nível técnico, fora Marrocos, que acho que é o jogo mais difícil do grupo. A partir da fase de mata-mata, pode começar a embalar", analisou.

 

O jornalista reforçou que, neste momento, não colocaria o Brasil entre os finalistas, embora reconheça a possibilidade de crescimento ao longo do torneio.

 

"Sinceramente, se eu apostasse hoje, não apostaria no Brasil nem na final. É claro que há um sentimento de recuperação ao longo da competição, de crescimento durante a disputa. Mas, pela expectativa que tenho, e acho que muita gente também tem, a Seleção ainda não dá algo substancial para cravar que será campeã do mundo tão antecipadamente", disse.

 

"Não passa a mesma garantia e segurança que passam, por exemplo, França, Espanha, Argentina e até Portugal. O diferencial do Brasil é o treinador", acrescentou.

 

A cobertura dos Galáticos e da Salvador FM durante a Copa do Mundo será distribuída em diferentes canais. Márcio explicou que a equipe chegou a cogitar a compra dos direitos de transmissão do Mundial, mas a ideia não avançou por questões de tempo e organização interna.

 

"A gente chegou a cogitar a compra dos direitos da Copa do Mundo, mas não deu certo. A compra dos direitos de transmissão, além de ser muito cara, seria dividida com a Rádio Tupi, e acabou não acontecendo. Eu assumi o futebol da rádio, assumimos os Galáticos, depois de 20 anos na Itapuã. Começamos no dia 5 de janeiro. Então, não deu tempo para organizar minha equipe para levar mais gente", explicou.

 

Apesar disso, o projeto para 2026 foi mantido com foco em conteúdo, bastidores, boletins, programas especiais e presença digital. A meta, segundo Márcio, é ampliar a estrutura nas próximas edições.

 

"Fiz o mesmo formato, mas sabendo que, a partir da Copa de 2030, a gente vai montar uma base em Portugal, na Espanha e em Marrocos para comprar os direitos e transmitir os jogos também", projetou.

 

Para este Mundial, a equipe terá conteúdo em rádio, YouTube, Instagram e nos portais ligados ao grupo.

 

"A transmissão seria de rádio. Imagem eu já faço, por exemplo, no meu YouTube e no YouTube da rádio. A gente vai ter um programa especial depois dos jogos, no estúdio, com uma hora de duração, voltado para a Copa do Mundo, com todo o layout da competição. Temos um estúdio separado só para isso", afirmou.

 

"Também vamos fazer cobertura no meu Instagram, no YouTube da rádio, no meu canal, nos nossos sites, no portal Galáticos Online e no portal Salvador FM. Então, há toda uma cobertura voltada para todos os nossos veículos", concluiu.

 

Abaixo, confira o vídeo publicado por Márcio Martins, onde conta em seu canal o roteiro da sua viagem para a sexta Copa do Mundo da carreira. 

 

 

Árbitro da Copa do Mundo é barrado nos Estados Unidos por problema no visto
Foto: Instagram / @mickyjnrofficial

O árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, foi impedido de entrar nos Estados Unidos, onde trabalharia em partidas da Copa do Mundo. O juiz teve a entrada negada por oficiais de imigração americanos e precisou retornar à Turquia, país de onde havia partido seu voo. A informação foi confirmada pelo jornalista Romain Molina, do jornal britânico The Guardian, neste fim de semana. 

 

De acordo com Molina, o impedimento ocorreu por um problema relacionado ao visto de entrada nos Estados Unidos. Artan teria enfrentado dificuldades para emitir o documento e conseguiu viajar após obter um passaporte diplomático com apoio da embaixada da Somália em Nairobi, no Quênia.

 

O documento, no entanto, não foi aceito pelas autoridades migratórias americanas. Com isso, o árbitro acabou barrado ao desembarcar no país-sede do Mundial.

 

A situação ocorre em meio à preparação final da arbitragem para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Até o momento, a Fifa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O governo dos Estados Unidos também não divulgou informações públicas sobre a decisão da imigração.

 

Artan é considerado um dos principais árbitros do futebol africano. Aos 34 anos, ele apitou a final da Champions League Africana de 2025 entre Pyramids FC, do Egito, e Mamelodi Sundowns, da África do Sul.

 

No mesmo ano, foi eleito o melhor árbitro da África pela Confederação Africana de Futebol. A presença dele na Copa representaria mais um passo de destaque em sua carreira internacional.

Seleção Brasileira feminina vence Estados Unidos de virada em amistoso em São Paulo
Foto: Staff Images/CBF

A Seleção Brasileira feminina derrotou os Estados Unidos por 2 a 1 na noite deste sábado (6), em amistoso realizado na Neo Química Arena, em São Paulo. O resultado foi construído ainda na etapa inicial, após a equipe comandada por Arthur Elias reagir rapidamente ao gol sofrido nos primeiros instantes da partida.

 

As norte-americanas abriram o placar logo no primeiro minuto, com Sophia Wilson. O Brasil, porém, respondeu ainda no primeiro tempo. Tainá Maranhão deixou tudo igual e, pouco depois, Bia Zaneratto marcou o gol da virada, garantindo a vitória da equipe brasileira.

 

O confronto ocorreu simultaneamente ao último compromisso da seleção masculina antes da Copa do Mundo. Em Cleveland, nos Estados Unidos, o Brasil enfrentou o Egito em amistoso iniciado às 19h (de Brasília), apenas 30 minutos após o início da partida feminina.

 

Mesmo com a coincidência de horários, o público compareceu em bom número à Neo Química Arena. Mais de 30 mil torcedores acompanharam o triunfo brasileiro sobre as atuais campeãs olímpicas.

 

As duas seleções voltarão a se enfrentar na próxima terça-feira (9), no Castelão, em Fortaleza, em mais um amistoso preparatório.

 

Os confrontos fazem parte do planejamento da equipe brasileira para a disputa da Copa do Mundo Feminina de 2027, torneio que será sediado pelo Brasil.

Proposta de tarifa dos EUA muda estratégia pré-eleitoral do PT e adia foco em pauta positiva
Fotos: Reprodução / Bruno Peres / Marcelo Camargo / Agência Brasil

O anúncio da proposta de uma nova tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre mercadorias brasileiras forçou o Partido dos Trabalhadores (PT) a alterar a estratégia pré-eleitoral que havia sido traçada em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

A nova diretriz interna do partido estabelece que o foco total das manifestações públicas seja direcionado contra o chamado "Tariflávio". Até então, o planejamento do PT previa a exploração de uma pauta positiva para o governo federal: a aprovação na Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho na escala 6x1. 

 

Os bastidores foram confirmados pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O projeto agora depende do Senado Federal, sob a presidência de Davi Alcolumbre, para avançar.

Gustavo Gómez projeta gol contra Estados Unidos e brinca sobre presença de Trump: “Ele vai ficar triste”
Foto: Reprodução/Instagram (@gustavogomez462)

Capitão da seleção paraguaia e do Palmeiras, Gustavo Gómez demonstrou confiança para a estreia do Paraguai na Copa do Mundo. Em entrevista, o zagueiro afirmou que imagina marcar um gol diante dos Estados Unidos, adversário da equipe no primeiro compromisso do Mundial.

 

A partida está marcada para o dia 12 de junho, em Los Angeles, às 22h (horário de Brasília). Ao comentar suas expectativas para o confronto, o defensor descreveu uma cena que espera vivenciar durante o jogo e fez uma brincadeira envolvendo o presidente norte-americano, Donald Trump.

 

"Vai vir o escanteio, eu vou pular, vou cabecear, fazer o gol e comemorar. Visualizo isso. Não sei se o Donald Trump vai estar no jogo, mas acho que vai estar meio triste se nós ganharmos. É nessas coisas que começamos a pensar", disse Gustavo Gómez em entrevista à PodpahTV.

 

O Paraguai disputará sua nona edição de Copa do Mundo. A seleção esteve presente nos torneios de 1930, 1950, 1958, 1986, 1998, 2002, 2006, 2010 e volta a participar em 2026. O melhor desempenho da equipe ocorreu em 2010, quando alcançou as quartas de final.

 

Além dos Estados Unidos, os paraguaios terão pela frente Turquia e Austrália no Grupo D. Após a estreia, a equipe enfrentará os turcos no dia 20 de junho, à 1h (horário de Brasília), em Santa Clara. O encerramento da participação na fase de grupos será contra a Austrália, em 25 de junho, às 23h (horário de Brasília), também em Santa Clara.

Ancelotti testa mudanças na Seleção em treino aberto antes de amistoso contra o Egito
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O Brasil realizou nesta quarta-feira (3) mais uma atividade de preparação para a Copa do Mundo nos Estados Unidos. O treinamento, realizado no Columbia Park Training, em Morristown, contou com a presença de aproximadamente 200 torcedores e marcou o segundo dia de trabalhos da equipe sob o comando de Carlo Ancelotti em solo norte-americano.

 

A atividade aberta ao público atende a uma exigência da FIFA para que as seleções promovam interação com as comunidades que recebem as delegações durante o torneio. Entre os presentes estavam brasileiros residentes na região e fãs locais interessados em acompanhar de perto a seleção.

 

Dentro de campo, Ancelotti aproveitou o treinamento para testar alternativas visando o amistoso contra o Egito, último compromisso antes da estreia no Mundial. A principal novidade foi o retorno dos zagueiros Marquinhos e Gabriel Magalhães, ausentes no confronto diante do Panamá devido à participação na final da Liga dos Campeões.

 

Além da dupla de defesa, o lateral Douglas Santos foi observado entre os titulares na vaga de Alex Sandro.

 

No setor ofensivo, Lucas Paquetá e Igor Thiago apareceram na equipe principal após boas atuações na partida anterior. Os dois ocuparam os lugares de Matheus Cunha e Luiz Henrique.

 

Durante os trabalhos, Paquetá foi utilizado pelo lado direito do ataque, com liberdade para atuar por dentro. A movimentação abriu espaço para as investidas de Wesley pelo corredor direito. Com a posse de bola, a equipe apresentou uma formação próxima do 3-5-2, explorando a amplitude do setor.

 

Ancelotti também promoveu rodízio entre os defensores e avaliou o jovem Rayan como alternativa para os lugares de Vinícius Júnior e Raphinha ao longo da atividade.

 

O amistoso contra a seleção egípcia será disputado no próximo sábado (6), às 19h (de Brasília), no Huntington Bank Field, em Cleveland. A partida será o último teste da equipe antes da estreia na Copa do Mundo, marcada para o dia 13, diante do Marrocos, no MetLife Stadium.

Adversário do Brasil na Copa, Haiti goleia Nova Zelândia em amistoso atrasado por raios
Foto: Reprodução/Instagram (@fhfhaiti)

A seleção do Haiti venceu a Nova Zelândia por 4 a 0 na noite da última terça-feira (2), em amistoso preparatório para a Copa do Mundo disputado no Chase Stadium, em Fort Lauderdale, na Flórida, Estados Unidos.

 

Os gols da partida foram marcados por Providence, Joseph, Pierrot e Lacroix, garantindo uma vitória convincente da equipe caribenha na reta final de preparação para o torneio.

 

O confronto teve início adiado em 35 minutos por causa da ocorrência de raios nas proximidades do estádio. Em cumprimento aos protocolos de segurança adotados nos Estados Unidos, os torcedores precisaram deixar as arquibancadas e buscar abrigo até que as condições climáticas permitissem a realização do jogo.

 

A medida segue orientações do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, que prevê a interrupção ou o adiamento de eventos esportivos quando são registradas descargas elétricas em um raio de aproximadamente 13 a 16 quilômetros do local da partida. Procedimentos semelhantes já haviam sido aplicados durante o Mundial de Clubes da Fifa de 2025.

 

O Haiti chega à Copa do Mundo integrando o Grupo C, ao lado de Seleção Brasileira, Seleção da Escócia e Seleção de Marrocos. A estreia haitiana será no dia 13 de junho, diante dos escoceses. O confronto contra o Brasil está marcado para 19 de junho, pela segunda rodada da chave.

 

Já a Nova Zelândia integra o Grupo G, que também reúne as seleções da Seleção da Bélgica, Seleção do Egito e Seleção do Irã. Os neozelandeses iniciarão sua campanha no Mundial em 15 de junho, contra os iranianos.

Brasil se envolve em colisão tripla na SailGP, e Martine Grael lamenta: "Foi duro"
Fotos: Divulgação / SailGP

A brasileira Martine Grael relatou o acidente que tirou sua equipe da última regata do segundo dia do Mubadala SailGP New York 2026. O barco do Brasil se envolveu em uma colisão tripla com Itália e Estados Unidos durante a largada da prova, em um dos momentos mais tensos da etapa realizada em Nova York.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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A velejadora brasileira afirmou que a equipe entrou na água animada para a disputa, mas acabou imprensada entre os barcos italiano e norte-americano logo no início da regata.

 

"A gente foi pra água muito animada hoje aqui. Tivemos um acidente na largada da última regata. Foi duro eu não poder correr essa última regata. Viramos um sanduíche entre o italiano e o americano. Acontece, por enquanto não temos nenhuma notícia. Estamos esperando pra saber como vai ser o processo desse conserto. Parecia ter sido um pouco pior, mas parece que são coisas consertáveis. Vamos ver o quanto dura", afirmou Martine.

 

 

Apesar do impacto, a organização do evento não relatou feridos. A principal preocupação da equipe brasileira agora é avaliar os danos na embarcação e entender quanto tempo será necessário para realizar os reparos.

 

O acidente ocorreu em uma largada marcada por disputa apertada por espaço. Segundo a análise da regata, o Brasil vinha de trás da área de largada em alta velocidade e tentou encontrar uma brecha. O espaço, no entanto, acabou fechado por Itália e Estados Unidos, provocando a batida entre os três barcos.

 

A colisão retirou as equipes envolvidas da regata e poderia ter tido consequências ainda mais graves, já que a SailGP reúne embarcações de alta velocidade e decisões tomadas em poucos segundos durante as largadas.

 

O segundo dia do Mubadala SailGP New York 2026 também teve outras situações de tensão dentro e fora da água. Antes das provas, a organização informou que não concederia pontos pelas três regatas de sábado, decisão que gerou contestação, principalmente por parte da Espanha.

 

Dentro da disputa, Canadá, Grã-Bretanha e Austrália avançaram à final. Para o Brasil, a etapa terminou marcada pelo acidente e pela espera por uma definição sobre as condições do barco para as próximas competições da temporada.

Marco Rubio exclui Brasil de grupo de "amigáveis" dos EUA
Reprodução / White House

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (2) que o Brasil não integra o grupo de países latino-americanos considerados aliados ou alinhados aos interesses de Washington. A declaração foi dada durante audiência no Senado norte-americano ao comentar a política externa dos EUA para a região. 

 

Segundo Rubio, a América Latina vive atualmente um cenário favorável aos Estados Unidos, com diversos governos considerados parceiros. Ao listar exceções, porém, o secretário citou Brasil, Cuba, Nicarágua, Venezuela e o atual governo da Colômbia. No caso brasileiro, ele ressaltou que o país atravessa um ciclo eleitoral. 

 

“Nós agora temos, neste hemisfério, uma coalizão de países amigáveis de mais de uma dúzia (…). É uma história incrível, exceto por Nicarágua, por Cuba, por Venezuela, que ainda têm alguns desafios, e, claro, o Brasil, embora eles estejam no meio de um ciclo eleitoral (…). Em geral, é agora uma região repleta de aliados americanos”, afirmou.

 

ASSISTA:

VÍDEO: Lula chama filhos de Bolsonaro de 'traidores da pátria' e os associa ao tarifaço dos EUA
Fotos: Reprodução / CanalGovBr / Redes Sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) responsabilizou diretamente, nesta terça-feira (2), a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela elaboração de um relatório governamental dos Estados Unidos que propõe uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. A proposta americana alega a existência de práticas restritivas ao comércio por parte do Brasil.

 

Veja o momento:

 

Durante discurso em um evento no município de Catalão, no sul de Goiás, o petista subiu o tom contra os filhos do ex-mandatário, classificando-os como "traidores" e "vendilhões da pátria".

 

“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores do que ele, e são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer em alto e bom som. São traidores”, dispara Lula.


O presidente ainda relembrou o passado brasileiro, com o herói símbolo da República nacional: “Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado”, pontua.

 

Em nota oficial, o governo brasileiro manifestou "indignação" com o relatório apresentado pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). No comunicado, o Executivo federal argumentou que o documento foi produzido sob "provocação da família Bolsonaro" e criticou o que considerou uma tentativa de ingerência em assuntos internos do país.

 

O próprio Trump fez uma postagem agradecendo a reunião com Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro no Salão Oval.  "Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!", escreveu o presidente norte-americano.

 

Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, reagiu às declarações e articulações do Partido dos Trabalhadores que o associam a essa nova onda de tarifas. Negando que tenha pedido mais tarifas ao Brasil. 

 

"Eu pedi expressamente: 'não taxem as empresas brasileiras'. Em 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual. O nosso agro alimenta o mundo e não é justo taxar as nossas empresas. Temos que valorizar a nossa tecnologia, o nosso Pix, o nosso etanol, que é uma energia limpa", relata Flávio em entrevista à Rádio Itatiaia.

 

Relembre em postagem do senador:

 

(Nota atualizada às 19h07 para incluir hiperlinks e postagens)

Adolescente é presa suspeita de esfaquear três cavalos durante competição nos Estados Unidos; entenda
Foto: Divulgação / GoFoundMe

Uma adolescente competidora de corrida de barris foi presa em Las Vegas, nos Estados Unidos, suspeita de esfaquear três cavalos durante um evento realizado no South Point Arena & Equestrian Center. O caso aconteceu na madrugada do último sábado (30) e mobilizou a polícia local, organizadores da competição e proprietários dos animais.

 

De acordo com a Polícia Metropolitana de Las Vegas, agentes foram acionados pouco depois das 2h para uma ocorrência em um dos estábulos do complexo. Ao chegarem ao local, encontraram três cavalos com ferimentos provocados por objeto cortante.

 

A investigação apontou rapidamente uma jovem participante da competição como suspeita. Segundo as autoridades, ela tinha acesso às baias e teria utilizado uma faca para causar múltiplos cortes nos animais.

 

Os ferimentos não foram considerados fatais, mas os cavalos precisarão ficar afastados das competições durante o período de recuperação. A adolescente foi localizada em um hotel da região e encaminhada ao Centro de Detenção Juvenil do Condado de Clark.

 

Ela responde a 12 acusações de crueldade contra animais e três de destruição dolosa de propriedade privada. O prejuízo estimado passa de US$ 5 mil.

 

A Associação Nacional de Cavalos de Tambor (NBHA) confirmou que vários animais foram feridos durante o Vegas Super Show. Em comunicado, a entidade informou que a situação foi tratada imediatamente em conjunto com a organização do evento, a segurança do complexo e a polícia local.

 

Ainda segundo a associação, a suspeita foi retirada do local e não há ameaça em andamento.

 

Enquanto os animais seguem em recuperação, uma campanha foi criada na plataforma GoFundMe para ajudar no custeio dos tratamentos veterinários e nas despesas dos proprietários. Até a publicação desta reportagem, a arrecadação já havia ultrapassado US$ 19 mil.

Trump pode receber moção de aplausos na AL-BA após EUA classificarem PCC e CV como terroristas
Daniel Torok / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá receber uma moção de aplausos na Assembleia Legislativa da Bahia após a decisão do governo americano de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A proposta foi protocolada pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL), que acompanhou o senador Flávio Bolsonaro (PL) em viagem aos Estados Unidos para discutir o tema com o governo americano.

 

No documento enviado à Casa, o parlamentar afirma que as facções representam ameaça à segurança pública e destaca crimes ligados ao tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e homicídios. O texto também menciona os impactos da atuação criminosa em cidades baianas, incluindo episódios de violência armada e domínio territorial.

 

 

“A iniciativa do Governo norte-americano reforça a necessidade de ampliação da cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado transnacional”, diz a moção.

 


Divulgação

 

Além da moção de aplausos, o deputado também apresentou um projeto para criar a Política Estadual de Combate ao Narcoterrorismo na Bahia, com ações voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas e fortalecimento da presença do Estado em áreas afetadas pela violência.

VÍDEO: Lula responde à classificação dos EUA sobre facções brasileiras como terroristas: ‘não aceitamos ser tratados como moleques
Fotos aprimoradas por I.A (Gemini): Reprodução / Redes Sociais / CanalGovBr

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta sexta-feira (29), que o governo brasileiro combaterá internamente as facções do crime organizado e não aceitará intervenções internacionais. “Não aceitamos ser tratados como moleques”, rebate o presidente.

 

Confira fala do vídeo:

 

O pronunciamento ocorre após o Departamento de Estado dos Estados Unidos, chefiado pelo secretário Marco Rubio, anunciar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

 

"Eu [estou] muito triste, senadores. Hoje é um dia decepcionante, com a notícia do secretário de um tal de Marco Rubio. Esse Comando Vermelho e PCC são terroristas para o povo da periferia desse país. Incomodam a família, roubam tudo do povo. São terroristas aqui dentro. Não somos uma republiqueta", desabafa Lula.

 

Durante discurso em Sergipe, onde participava de um evento sobre investimentos da Petrobras, o chefe do Executivo brasileiro defendeu a soberania do país e criticou duramente a medida adotada por Washington. 

 

COMBATE É INTERNO
Lula ainda reafirmou que o PCC e o CV atuam de forma terrorista contra as famílias das periferias brasileiras e, por isso, devem ser combatidos pelas forças de segurança nacionais. Ele ressaltou que o Congresso brasileiro aprovou recentemente legislações rigorosas, como a Lei Antifacção.

 

Ação da PF e muro em Salvador | Fotos: Ascom da PF / Google Maps

 

Em contrapartida à ação norte-americana, o presidente sugeriu que o governo dos EUA colabore com as autoridades brasileiras entregando cidadãos do Brasil foragidos da Justiça que atualmente vivem em território estadunidense.

 

Ainda na sexta-feira, a Folha de S.Paulo revelou que o presidente Lula teme sanções de Trump contra o Brasil. E, mesmo que seja elogiado como "dinâmico" em reunião, o chefe de Estado brasileiro pediu uma análise sobre o impacto econômico da decisão dos EUA. 

 

Lula citou nominalmente o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (investigado em inquérito sobre tentativa de golpe de Estado) e o empresário Ricardo Magro, controlador do Grupo Refit (dono da Refinaria de Manguinhos), que está foragido após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). O presidente relembrou que teria entregado ao presidente Donald Trump documentos com fotos e nomes dos envolvidos.

 

"Que combater crime organizado? Me entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos. Tive 3 horas com ele, entreguei quatro documentos para ele com a foto da casa [do Ricardo Magro] em Miami. Marco Rubio não estava lá, preocupado em ajudar um filho bolsonarista que não tem vergonha na cara de trair a pátria", grita Lula.

 

Vale lembrar que o ex-deputado Alexandre Ramagem é um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. E, durante sua rápida visita à Casa Branca, o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) pediu para o governo classificar as facções brasileiras como terroristas. O mesmo senador agradeceu como um "grande dia" a classificação. Algo que seus votos no Congresso Nacional parecem ter sido esquecidos na pré-campanha

 

De fato, o lobby do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e do economista Paulo Figueredo dentro da Secretaria de Estado Norte-Americana (equivalente ao Itamaraty dos Estados Unidos) foi decisivo na classificação anunciada por Marco Rubio. 

EUA oficializam PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas internacionais
Agencia Brasil e Google Street View

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira (28) a classificação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais. A medida foi anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio e passa a valer oficialmente a partir de 5 de junho de 2026.

 

Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que as duas facções estão entre as organizações criminosas “mais violentas do Brasil” e possuem atuação além das fronteiras brasileiras. Segundo o governo americano, os grupos comandam milhares de integrantes e são responsáveis por ataques contra policiais, agentes públicos e civis.

 

Rubio declarou que a gestão do presidente Donald Trump continuará utilizando “todas as ferramentas disponíveis” para bloquear financiamento e recursos destinados ao que chamou de “narcoterroristas”. O anúncio ocorre após viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Durante a agenda, o parlamentar se reuniu com Trump, Rubio e o vice-presidente JD Vance.

 

CONFIRA:

 

Com a classificação, pessoas ligadas aos grupos podem ter bens bloqueados nos EUA, sofrer sanções econômicas e ficar impedidas de entrar no país. Instituições financeiras americanas também passam a ser obrigadas a reportar movimentações suspeitas relacionadas às organizações. 

 

A legislação brasileira prevê enquadramento por terrorismo apenas em casos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito com objetivo de provocar terror social generalizado. Já a legislação americana permite a classificação de grupos estrangeiros considerados ameaça à segurança nacional dos EUA.

 

China reafirma apoio a Cuba após aumento da pressão dos EUA
Divulgação / Ministério das Relações Exteriores da China

A China afirmou que continuará apoiando Cuba diante do aumento da pressão política e econômica exercida pelos Estados Unidos sobre a ilha caribenha. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, durante reunião com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, realizada em Nova York, na terça-feira (26).

 

 

Durante a conversa, Wang Yi declarou que Pequim seguirá defendendo Cuba em fóruns internacionais e apoiando o desenvolvimento econômico e social do país. Segundo o chanceler chinês, a posição faz parte da defesa da “justiça” em relação à ilha.

 

“A China continuará a defender a justiça para Cuba, a apoiar a justa causa do povo cubano e a auxiliar Cuba em seu desenvolvimento econômico e social”, destacou.

 

A manifestação ocorre em meio ao endurecimento do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra Cuba. Nos últimos meses, Washington ampliou medidas de pressão sobre o país, que enfrenta embargo econômico norte-americano desde 1962. Além das restrições econômicas, Trump voltou a fazer declarações sobre a possibilidade de agir diretamente contra o governo cubano após o encerramento do conflito envolvendo o Irã.

 

Nova York e Nova Jersey investigam Fifa por preços ‘impossivelmente altos’ de ingressos da Copa
Foto: Divulgação

A política de ingressos da Copa do Mundo de 2026 entrou na mira das autoridades dos Estados Unidos. Os estados de Nova York e Nova Jersey anunciaram, nesta quarta-feira, a abertura de uma investigação para apurar se a Fifa explorou torcedores com preços considerados “impossivelmente altos” para partidas do Mundial. A informação foi divulgada pela AFP nesta quarta-feira (27).

 

Promotores dos dois estados informaram que irão analisar as práticas adotadas pela entidade na venda de ingressos para o torneio, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá a partir do próximo mês.

 

A investigação também vai apurar se torcedores foram induzidos ao erro durante o processo de compra, especialmente em relação à localização dos assentos adquiridos.

 

"Reportagens recentes indicam que os torcedores podem ter sido induzidos ao erro sobre a localização dos assentos que compraram e que as declarações públicas da Fifa, assim como o processo de venda de ingressos, podem ter contribuído para os aumentos exorbitantes de preços", afirmaram os procuradores-gerais em comunicado.

 

A discussão sobre os valores cobrados pela Fifa ganhou força nos últimos meses, especialmente por causa dos preços de jogos de maior apelo, incluindo partidas da fase final. A entidade é criticada por supostamente praticar valores acima do esperado para um evento global de grande alcance popular.

 

A Fifa, por outro lado, tem defendido sua política comercial. O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que os preços refletem uma demanda “demencial” pelos ingressos da Copa.

 

Em dezembro, a entidade criou uma categoria de entradas a US$ 60, cerca de R$ 300, voltada a clubes oficiais de torcedores. No entanto, segundo a Football Supporters Europe (FSE), essa cota estava praticamente esgotada antes mesmo da abertura das vendas ao público geral.

 

A investigação ocorre em dois estados diretamente ligados ao torneio. Nova Jersey receberá jogos no MetLife Stadium, palco também da final da Copa do Mundo de 2026. Já Nova York integra a região metropolitana associada à sede da decisão.

 

A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história, com 48 seleções e 104 partidas. O torneio começa em junho e terá jogos distribuídos entre cidades dos três países-sede.

BN na Copa: Entenda os contextos políticos dos países-sede durante a preparação para o Mundial de 2026
Fotos: Divulgação/Casa Branca | Governo do México | Governo do Canadá

A Copa do Mundo de 2026 será disputada com a bola rolando em três países, mas seu centro de gravidade político estará concentrado em um deles. Sede de 78 dos 104 jogos do torneio, os Estados Unidos chegam às vésperas do Mundial diante de uma combinação de fatores que extrapolam o campo: política migratória mais rígida, reforço da segurança interna, pressão de entidades de direitos humanos, tensão diplomática com o Irã e a necessidade logística de receber milhões de torcedores estrangeiros no maior evento da história da Fifa.

 

Diante desse cenário, o Bahia Notícias preparou uma matéria especial dentro do quadro BN na Copa, com um levantamento sobre a conjuntura política dos países-sede e os possíveis impactos diretos na organização do Mundial. A proposta é mostrar como Estados Unidos, Canadá e México chegam ao torneio a partir de temas como imigração, segurança, circulação de torcedores, logística internacional e relações diplomáticas.

 

ESTADOS UNIDOS

Os Estados Unidos terão de administrar uma Copa atravessada por decisões governamentais e por uma ampla operação federal. Em março de 2025, a Casa Branca criou uma força-tarefa específica para coordenar as ações relacionadas ao Mundial de 2026. A estrutura reúne órgãos ligados à segurança, transporte, turismo e imigração, e foi desenhada para centralizar a atuação do governo federal junto às cidades-sede. O próprio governo norte-americano aponta que a força-tarefa ficará administrativamente vinculada ao Departamento de Segurança Interna.

 

Entre as medidas associadas à preparação do torneio estão o reforço da segurança em eventos de grande porte, apoio às cidades-sede e investimentos em tecnologia para proteção de estruturas estratégicas. O orçamento federal de 2027 também cita recursos voltados ao fortalecimento da capacidade estadual e local para eventos especiais, incluindo a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

 

O ponto mais sensível de toda a operação está na entrada de torcedores estrangeiros no país. Para tentar reduzir "gargalos" no atendimento consular, foi criado o Fifa Pass, em parceria com o Departamento de Estado dos EUA. O sistema concede prioridade no agendamento de entrevistas de visto para torcedores que compraram ingressos diretamente pelos canais oficiais da Fifa e optaram pelo procedimento.

 

A medida busca dar maior previsibilidade ao fluxo de visitantes, mas não substitui a análise migratória tradicional. Na prática, o Fifa Pass não é um visto, não garante aprovação do pedido e também não assegura a entrada automática em território norte-americano. O torcedor segue obrigado a cumprir as exigências legais de viagem e imigração dos Estados Unidos.

 

Esse rigor ocorre em meio a um momento de endurecimento da política migratória dos EUA. Por conta disso, organizações de direitos humanos vêm pressionando a Fifa para garantir que o torneio mantenha compromissos de inclusão, segurança e liberdade de circulação. Os alertas envolvem riscos de restrições de visto, deportações, abordagens migratórias e impactos sobre torcedores, trabalhadores, comunidades imigrantes e profissionais da imprensa durante o Mundial.

 

CIDADES-SANTUÁRIO

A tensão política também se reflete no ambiente doméstico americano. Segundo informações da Reuters, o secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, alertou executivos do setor de viagens sobre a possibilidade de suspender o processamento alfandegário e migratório em aeroportos localizados em “cidades-santuário” — municípios que adotam políticas locais de proteção a imigrantes e não cooperam integralmente com determinadas diretrizes federais de imigração.

 

Ainda de acordo com as informações preliminares, a eventual medida foi associada ao período posterior à Copa do Mundo, mas o tema já entrou no debate público por envolver aeroportos de grande fluxo internacional. Entidades do setor de viagens e aviação manifestaram preocupação com possíveis impactos sobre passageiros, cargas e turismo, enquanto integrantes do próprio governo indicaram cautela sobre a adoção de restrições que afetem o funcionamento de aeroportos.

 

CONFLITO ENTRE EUA/ISRAEL E IRÃ

Para além da organização interna, a Copa também está inserida em um contexto de instabilidade geopolítica. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã colocou a participação da seleção iraniana no centro de uma discussão diplomática e esportiva. O Irã está classificado para o Mundial e tem partidas previstas em território norte-americano, mas a tensão entre os países levou a questionamentos sobre vistos, segurança e circulação da delegação.


Embora a presença do Irã tenha sido tratada com incerteza nas últimas semanas, a Federação Iraniana confirmou a participação do país no torneio. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a federação apresentou condições relacionadas à emissão de vistos, segurança, tratamento da delegação, circulação de torcedores e atuação de profissionais de imprensa.


A situação segue acompanhada de perto pela Fifa. Em reunião recente com representantes da federação iraniana, a entidade afirmou ter mantido conversas positivas sobre questões operacionais. Ainda assim, a seleção do Irã iniciou preparação fora do país, em Antalya, na Turquia, em meio a pendências de visto. Parte da delegação também passou por procedimentos relacionados a solicitações de entrada no Canadá e nos Estados Unidos.


Do lado norte-americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que Washington não se opõe à presença dos atletas iranianos na Copa. No entanto, o governo indicou que poderá aplicar restrições a integrantes de delegação ou comitiva que tenham ligação com a Guarda Revolucionária Islâmica, organização classificada como terrorista pelos Estados Unidos e pelo Canadá.


O caso iraniano também envolve a tabela do torneio. O Irã chegou a solicitar a transferência de seus jogos para o México, mas a Fifa manteve o calendário original. A seleção iraniana tem jogos previstos nos Estados Unidos na fase de grupos e poderá precisar entrar no Canadá em caso de avanço na competição.

 

Com isso, os Estados Unidos chegam à Copa de 2026 como principal sede esportiva e também como epicentro político da operação. A promessa de um Mundial histórico, impulsionado pelo crescimento do futebol no mercado norte-americano e pelo retorno do país ao posto de sede após 32 anos, convive com alguns desafios.

 

Contudo, os Estados Unidos representam apenas uma parte dessa engrenagem. Para compreender o funcionamento completo do torneio, também é preciso olhar para os papéis de Canadá e México. Embora fiquem com uma fatia menor do calendário, com 13 jogos cada, os dois vizinhos serão decisivos nas operações de fronteira, na logística de deslocamento entre países e na recepção do fluxo de torcedores que circulará pela América do Norte durante a competição.

 

MÉXICO

Enquanto os EUA lidam com os holofotes e as pressões de segurança do principal país-sede, o vizinho México assume um papel ponderado na geopolítica da Copa do Mundo de 2026. Historicamente posicionado como uma ponte diplomática, o país latino chamou atenção para si ao se colocar como resposta para um dos maiores impasses esportivos e militares recentes que antecedem o torneio: a participação do Irã.

 

A escalada da tensão militar no Oriente Médio, transferiu o conflito diretamente para as pranchetas da Fifa (Federação Internacional de Futebol). O Irã, sorteado no Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, tinha seus três jogos iniciais programados para Los Angeles e Seattle. Alegando falta de garantias de segurança em solo americano, reforçadas pelos movimentos do ministro dos Esportes do país, Ahmad Donyamali, que chegou a classificar a participação como impossível, a federação iraniana iniciou uma forte pressão para mudar seus jogos de sede.

 

Em meio ao impasse, o México se posicionou. A presidente Claudia Sheinbaum declarou publicamente que o país estava de portas abertas para acolher as demandas logísticas e de segurança da República Islâmica. 

 

O desfecho dessa costura de bastidores ganhou contornos oficiais neste sábado (23), quando o Irã confirmou a transferência de sua base de treinamentos. A delegação, que inicialmente ficaria em Tucson, no Arizona (EUA), cruzou a fronteira para se estabelecer em Tijuana, cidade mexicana colada no território americano. Embora o remanejamento dos locais das partidas ainda aguarde a chancela oficial da federação, a mudança da base para o México foi aprovada pela entidade máxima do futebol como um respiro humanitário e logístico diante das incertezas da guerra.

 

A CORRIDA CONTRA O TEMPO NA CAPITAL

Se na diplomacia o governo federal atua com folga, nos canteiros de obras das três cidades-sede (Monterrey, Guadalajara e Cidade do México) o cenário é de pura pressão. A menos de um mês para o início do torneio, a capital mexicana vive uma frenética corrida contra o tempo para entregar intervenções urbanas cruciais até o fim de maio, poucas semanas antes do jogo de abertura, no dia 11 de junho, entre México e África do Sul, no Estádio Azteca.

 

Um levantamento da agência Reuters aponta que as obras estruturais têm gerado forte controvérsia e dividido opiniões entre os moradores locais. Na Calzada de Tlalpan, uma das artérias viárias mais movimentadas da Cidade do México, equipes trabalham em turnos ininterruptos para erguer um corredor de dois quilômetros voltado para pedestres e ciclistas, gerando congestionamentos caóticos e protestos contra a poluição sonora noturna.

 

Parte da população critica as intervenções, acusando a gestão pública de priorizar a estética e o turismo em detrimento de melhorias estruturais urgentes para o dia a dia da comunidade, como a manutenção do antigo sistema de metrô de superfície. 

 

Por outro lado, as autoridades locais, representadas pelo diretor do metrô, Adrián Rubalcava, defendem que a vitrine da Copa do Mundo foi a oportunidade ideal para acelerar investimentos profundos em estações que precisavam de atenção urgente e que serão o verdadeiro legado de longo prazo para os mais de 1,2 bilhão de passageiros que utilizam o sistema anualmente.

 

“A OLA, SIM; O GRITO, NÃO”

Além da infraestrutura e do acolhimento, a Federação Mexicana de Futebol (FMF) trava uma batalha cultural interna para garantir que o país passe uma imagem de modernidade. Historicamente punida pela Fifa devido aos recorrentes gritos de cunho homofóbico entoados por sua torcida nos tiros de meta adversários, a entidade máxima do futebol mexicano lançou uma campanha de conscientização de massa.

 

Com o nome “A ola, sim; o grito, não”, a ação é apadrinhada por lendas do futebol local, como Hugo Sánchez e o técnico Javier Aguirre, além de outros integrantes do elenco histórico da Copa de 1986. 

 

Segundo a entidade, a estratégia utiliza a nostalgia para combater o preconceito: a campanha incentiva o torcedor a abafar os gritos discriminatórios levantando a famosa "ola", o movimento de onda humana nas arquibancadas que o próprio México popularizou para o mundo no Mundial de 86. A ação será massificada nas redes sociais e nos últimos amistosos preparatórios da seleção.

 

ACERTOS FINAIS

Para os torcedores que seguirão  rumo às 13 partidas que o México irá sediar, o governo estabeleceu medidas para facilitar o fluxo. Desde fevereiro, os turistas brasileiros que viajam por via aérea podem emitir um visto eletrônico de forma simplificada na internet, acelerando a imigração para o evento.

 

O plano nacional para a Copa prevê ainda um forte esquema de segurança unificado entre as forças federais e a inteligência da Fifa para blindar os pólos turísticos contra os recentes episódios de violência interna que preocupavam o comitê organizador. 

 

Para garantir que a festa seja inclusiva, o governo mexicano confirmou a criação de Fan Fests e exibições públicas gratuitas com transmissões dos jogos em praças de todo o país, descentralizando o evento para quem não conseguiu ingressos. 

 

Carregando a representatividade latina desta edição, o México Busca se provar como o porto seguro e o coração pulsante da América do Norte em 2026.



CANADÁ

Se os Estados Unidos concentram a maior pressão política e operacional da Copa do Mundo de 2026, o Canadá chega ao torneio tentando consolidar uma imagem de estabilidade institucional, segurança pública e abertura internacional. Mesmo com apenas 13 partidas distribuídas entre Toronto e Vancouver, o país terá papel estratégico na logística do Mundial, especialmente pela circulação constante de delegações e torcedores entre as três sedes norte-americanas.

 

A preparação canadense ocorre em meio a debates sobre imigração, custo de vida, segurança urbana e relações diplomáticas. Em abril de 2025, o Partido Liberal manteve o comando do governo após a saída de Justin Trudeau, e Mark Carney assumiu o cargo de primeiro-ministro em um cenário de desaceleração econômica, pressão sobre políticas migratórias e necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura antes da Copa.

 

Apesar da mudança de liderança, o governo federal manteve o compromisso assumido com a Fifa de transformar o Mundial em uma vitrine internacional para o país. As autoridades canadenses tratam a competição como uma das maiores operações de segurança da história recente do Canadá, principalmente pelo aumento esperado no fluxo de visitantes estrangeiros e pela integração operacional com Estados Unidos e México.

 

CONTROLE DE FRONTEIRAS

Um dos principais desafios canadenses está na gestão das fronteiras. A realização conjunta do torneio obrigará o Canadá a atuar em coordenação direta com as agências migratórias e de segurança dos EUA, sobretudo em voos, conexões terrestres e deslocamentos de torcedores entre os três países durante a competição.

 

Nos últimos meses, o governo canadense ampliou investimentos em vigilância de fronteiras, inteligência e segurança cibernética. O foco está em evitar incidentes relacionados a terrorismo, crimes transnacionais, ataques digitais e ações extremistas durante grandes eventos internacionais.

 

Ao mesmo tempo, Ottawa tenta equilibrar a imagem de país receptivo com um discurso político mais cauteloso sobre imigração. O governo federal anunciou limites temporários para determinados programas migratórios e estudantis, alegando pressão sobre habitação, serviços públicos e custo de vida. O debate ganhou força dentro do Parlamento canadense às vésperas da Copa.

 

DIPLOMACIA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

O Canadá também aparece envolvido em temas diplomáticos que cercam o Mundial. Assim como os Estados Unidos, o país mantém a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã em sua lista de organizações terroristas, fator que colocou as autoridades canadenses nas discussões relacionadas à eventual entrada de integrantes da delegação iraniana no território canadense durante a competição.

 

O tema ganhou relevância porque seleções classificadas poderão cruzar a fronteira canadense nas fases eliminatórias, aumentando a necessidade de coordenação diplomática e migratória entre os países-sede. 

 

Ao mesmo tempo, o Canadá busca utilizar o torneio como ferramenta de projeção internacional. O governo federal e as províncias envolvidas vêm destacando pautas ligadas à diversidade, inclusão e multiculturalismo como marcas da participação canadense na Copa. Vancouver e Toronto, as duas cidades-sede, já anunciaram programas culturais paralelos voltados para comunidades imigrantes e populações indígenas durante o período do Mundial.


 

INFRAESTRUTURA E PRESSÃO SOBRE AS CIDADES-SEDE

Apesar da imagem de estabilidade, o Canadá também enfrenta críticas internas relacionadas aos custos públicos da Copa. Em Toronto e Vancouver, parte da população questiona o aumento dos investimentos em estádios, segurança e mobilidade urbana em meio à crise habitacional que atinge diferentes regiões do país.

 

Autoridades locais defendem que os investimentos deixarão legado permanente em transporte, turismo e infraestrutura urbana, enquanto opositores apontam preocupação com gastos públicos elevados. Em Toronto, o foco das autoridades está na modernização do sistema de transporte e no reforço da capacidade hoteleira para receber turistas durante o torneio.

 

Dentro da estrutura da competição, o Canadá será peça importante para aliviar parte da pressão logística concentrada nos Estados Unidos. O país participa das negociações sobre integração tecnológica entre os três governos para compartilhamento de informações de segurança, controle de fronteiras e monitoramento de riscos durante o evento.

 

Assim, embora ocupe uma posição mais discreta em comparação aos Estados Unidos, o Canadá chega à Copa de 2026 tendo papel relevante na integração logística e migratória entre os três países-sede, sendo importante na engrenagem diplomática. Entre debates internos sobre imigração, pressão por infraestrutura e necessidade de coordenação internacional, o país tentará equilibrar a imagem de estabilidade global com os desafios de sediar um dos maiores eventos esportivos do planeta.

Itamaraty lança guia para brasileiros que vão para a Copa do Mundo de 2026
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) lançou oficialmente o “Guia Consular da Torcida Brasileira - Copa do Mundo 2026”. O manual é direcionado aos cidadãos brasileiros que planejam viajar para acompanhar presencialmente as partidas do Mundial, que será sediado de forma conjunta pelos Estados Unidos, México e Canadá.

 

O material informativo reúne orientações sobre a documentação exigida para o ingresso nos países, regras migratórias locais, contatos detalhados da rede consular brasileira, diretrizes para situações de emergência e recomendações gerais de segurança para os torcedores. O guia completo pode ser acessado diretamente no Portal Consular do Itamaraty.

 

Foto ilustrativa: Reprodução / Itamaraty

 

A iniciativa visa dar suporte ao fluxo de turistas brasileiros para as três nações anfitriãs do torneio de 2026, que será o maior da história da competição ao contar com a participação de 48 seleções.

 

AS CIDADES
O guia apresenta os contatos e endereços dos consulados-gerais do Brasil localizados nas cidades-sede e em pontos estratégicos dos três países:

  • Estados Unidos: Haverá postos de atendimento consular em Atlanta, Boston, Houston, Los Angeles, Miami, Nova York, Orlando e São Francisco.

  • México: O suporte será centralizado no Consulado-Geral do Brasil na Cidade do México.

  • Canadá: Os torcedores contarão com o auxílio das unidades consulares de Toronto e Vancouver, cidades que também receberão partidas oficiais da Copa.

 

Além do expediente regular de atendimento, todas as representações diplomáticas manterão telefones de plantão exclusivos para emergências envolvendo brasileiros no exterior.

Avião cai nos Estados Unidos e passageiros são resgatados após cinco horas em alto-mar
Foto: Divulgação / Guarda Costeira dos Estados Unidos

Um grupo de 11 pessoas foi resgatado após o avião em que estavam cair no mar próximo ao estado da Flórida, nos Estados Unidos. Eles passaram cerca de cinco horas em alto-mar e ficaram em uma embarcação inflável enquanto aguardavam a chegada da Guarda Costeira americana. As imagens foram divulgadas nesta quinta (14).

 

Segundo a CNN, a aeronave saiu de Marsh Harbour, nas Bahamas, e seguia em direção a Freeport, também no país caribenho. A queda ocorreu a cerca de 130 quilômetros da cidade de Melbourne e teria sido causada por uma falha no motor. 

 

Um sinal de emergência foi enviado às autoridades locais que encaminharam equipes para o resgate. Um outro avião projetado para busca e combate estava em missão de treinamento no local e se juntou ao resgate. Os militares lançaram pacotes de comida, água e flutuação adicional para ajudar os sobreviventes enquanto aguardavam os socorristas. 

 

Todos os ocupantes foram resgatados com vida e encaminhados para uma unidade de saúde da região. "É um milagre todas essas pessoas terem sobrevivido", disse a major da Força Aérea Elizabeth Piowaty, comandante de uma das aeronaves envolvidas no resgate.

Iraque tem jogadores sem visto para os EUA e vive impasse antes da Copa do Mundo
Foto: Divulgação

A preparação do Iraque para a Copa do Mundo de 2026 ganhou um problema fora de campo. A menos de um mês da abertura do torneio, jogadores da seleção iraquiana ainda não conseguiram visto de entrada para os Estados Unidos, uma das sedes da competição.

 

A situação foi revelada na noite da última terça-feira (12) por Ghalib Al-Zamili, membro da Federação Iraquiana de Futebol, em declaração à agência iraquiana Shafaq. Segundo o dirigente, cinco atletas seguem sem a autorização necessária para entrar em território norte-americano.

 

"Os jogadores que não receberam vistos de entrada são Ibrahim Bayesh, Muhannad Ali, Zaid Tahseen, Haider Abdul Karim e Ali Al-Hammadi, e até o momento não se sabem os motivos", afirmou o dirigente.

 

A federação pretende acionar a Fifa para tentar acelerar uma solução. Nos bastidores, o tema preocupa porque os jogadores citados integram a base da equipe e são tratados como nomes importantes para a campanha iraquiana no Mundial.

 

O caso amplia as discussões sobre a logística da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. A abertura está marcada para o dia 11 de junho, enquanto a final será realizada em 19 de julho.

 

No sorteio da competição, o Iraque ficou no Grupo 9, ao lado de França, Noruega e Senegal.

Maioria da população avalia que encontro de Lula com Trump foi positivo e que ele saiu fortalecido, mostra Quaest
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula saiu mais forte após encontro com o líder norte-americano Donald Trump, que ocorreu na semana passada na Casa Branca. Para 43% dos entrevistados pela Genial/Quaest, essa foi a impressão ao final da reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, conforme revelou a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13).

 

Ainda sobre o encontro, outros 26% dos entrevistados disseram que Lula saiu mais fraco após a conversa com Donald Trump. Para 13%, o presidente brasileiro ficou igual, e 18% não souberam ou não quiseram responder.

 

Veja abaixo outros questionamentos da Genial/Quaest a respeito do encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos.

 

  • A reunião com Trump foi mais positiva ou mais negativa para Lula?

 

Mais positiva - 37%
Nem positiva, nem negativa - 6%
Mais negativa - 20%
Não sabe/não respondeu - 37%

 

  • Lula teve postura mais dura ou mais amigável na reunião com Trump?

 

Dura - 13%
Amigável - 56%
Nem dura, nem amigável - 3%
Não sabe/Não respondeu - 28%

 

  • Reunião de Lula com Trump na Casa Branca é bom ou ruim para o Brasil?

 

Bom para o Brasil - 60%
Nem bom, nem ruim - 10%
Ruim para o Brasil - 18%
Não sabe/não respondeu - 12%

 

  • Para você, qual a relação que o presidente do Brasil deve ter com os Estados Unidos?

 

Aliado - 56%
Independente - 29%
Opositor - 6%
Não sabe/Não respondeu - 9%

 

A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

 

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.
 

Deputado bolsonarista pede à CBF a convocação do atacante Neymar para a Copa do Mundo 2026
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em ofício enviado nesta semana à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o deputado federal Hélio Lopes, do PL do Rio de Janeiro, defendeu a convocação do atacante Neymar para disputar a Copa do Mundo 2026. O ofício, de três páginas, reforça que o pedido não tem intenção de interferir na decisão do técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti.

 

“Neymar não é apenas um jogador. O atacante é o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira e um símbolo de talento, criatividade, superação e esperança para milhões de torcedores”, afirma o deputado do PL.

 

Hélio Lopes reitera, no documento, que a autonomia da comissão técnica deve ser “integralmente respeitada”. O pedido do parlamentar, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorre em meio ao debate sobre a presença de Neymar na Copa, tema que voltou a mobilizar ex-jogadores, torcedores e aliados políticos do atleta. 

 

“O presente documento representa apenas a manifestação legítima de milhões de brasileiros apaixonados pelo futebol e pela história da nossa Seleção”, diz o ofício enviado à CBF.

 

Na defesa da convocação do atacante do Santos, o deputado postou ainda em suas redes sociais, neste domingo, um vídeo gravado por Neymar em que ele dança ao som de uma música que diz: “Vamos colocar de novo o Bolsonaro na presidência”. Na legenda da postagem, Hélio Lopes questiona: “Será que é por isso?”, associando a não convocação com a proximidade do jogador a Bolsonaro.

 

O suspense sobre a presença ou não de Neymar na Seleção Brasileira seguirá até o próximo dia 18 deste mês, quando será divulgada a convocação final para a Copa do Mundo 2026. O técnico Carlo Ancelotti divulgará os 26 nomes em evento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, às 17h, com transmissão da CBF TV.
 

Governo dos EUA divulga arquivos sobre OVNIs e Donald Trump celebra: "Divirtam-se e aproveitem"
Foto: Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA

O governo dos Estados Unidos publicou na última sexta-feira (8) documentos inéditos sobre "vida extraterrestre" e objetos voadores não identificados (OVNIs). 

 

A liberação cumpre uma promessa feita pelo presidente Donald Trump em fevereiro deste ano, em um momento em que ele buscava recuperar popularidade em meio a tensões militares no exterior.

 

Nas redes sociais, Trump celebrou a abertura dos arquivos, que agora podem ser consultados pelo público através da internet.

 

"Quanto à minha promessa, o Departamento de Guerra liberou o primeiro lote de arquivos sobre OVNIs/UAPs para que o público os revise e estude. Em um esforço por total e máxima transparência, tive a honra de orientar minha administração a identificar e fornecer arquivos governamentais relacionados à vida alienígena e extraterrestre (...). Enquanto administrações anteriores falharam em ser transparentes sobre este assunto, com esses novos documentos e vídeos, as pessoas podem decidir por si mesmas: 'O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO?' Divirtam-se e aproveitem!."

 

O material inclui mais de 160 arquivos vindos de diferentes agências, como o FBI, a NASA e o próprio Pentágono, com destaque para um registro da missão Apollo 17, de 1972, onde astronautas fotografaram três pontos de luz descritos como "partículas ou fragmentos de forma triangular e muito brilhantes".

 

O Departamento de Guerra esclareceu que os documentos tratam de casos não resolvidos.

 

"Os materiais arquivados se referem a casos não resolvidos, o que significa que o governo não é capaz de determinar de forma definitiva a natureza dos fenômenos observados."

 

Ao se pronunciar sobre o caso, o governo utilizou o termo UAP (Fenômenos Anômalos Não Identificados) para falar sobre as imagens. É necessário reforçar que a classificação de um objeto como UAP ou OVNI não confirma a existência de alienígenas; significa apenas que a ciência e os sensores militares ainda não conseguiram explicar o que foi visto.

 

O governo prometeu novas divulgações para as próximas semanas e afirmou ainda que "é hora do povo americano ver por si mesmo" a verdade.

BN na Copa: Entenda por que condições climáticas e logística vão influenciar o desempenho das seleções nesta Copa do Mundo
Fotos: Reprodução/Redes sociais

A definição das cidades-sede e dos horários da Copa do Mundo de 2026 colocou em evidência um fator que pode ser decisivo para o desempenho das seleções: a combinação entre logística e condições climáticas ao longo do torneio disputado em Estados Unidos, México e Canadá.

 

Além da qualidade técnica das equipes, a edição de 2026 tende a ser marcada por desafios extracampo. A distância continental entre as sedes, somada às diferenças bruscas de temperatura, umidade, altitude e fuso horário, pode interferir diretamente em recuperação muscular, desgaste físico, intensidade das partidas e preparação das delegações.

 

A Seleção Brasileira aparece entre as equipes que terão uma logística considerada relativamente confortável na fase de grupos. Na primeira fase, o Brasil jogará em Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e Miami, permanecendo integralmente na costa leste norte-americana.

 

A estreia será no MetLife Stadium, em Nova Jersey, diante do Marrocos, num sábado, 13 de junho, às 19h (horário de Brasília). Depois, a seleção enfrenta o Haiti, na Filadélfia, no dia 19, uma sexta-feira, às 21h30. A Seleção encerra a primeira fase em Miami, contra a Escócia, dia 24, uma quarta-feira, às 19h.

 

A proximidade geográfica entre Nova Jersey e Filadélfia reduz o impacto de deslocamentos longos e minimiza desgaste de viagem. Além disso, o Brasil evita jogos em altitude mexicana, considerada uma das condições mais exigentes fisicamente do torneio.

 

Por outro lado, Miami surge como ponto de atenção. O verão no sul dos Estados Unidos costuma registrar calor intenso, elevada umidade e tempestades frequentes, fatores que podem alterar preparação e até o andamento das partidas.

 

As questões climáticas nos Estados Unidos passaram a gerar preocupação ainda maior após episódios registrados durante a disputa da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2025. Em diferentes cidades-sede, partidas sofreram atrasos, interrupções temporárias, antecipações e ajustes operacionais por causa de tempestades elétricas, alertas meteorológicos e condições severas de clima.

 

Em alguns casos, protocolos de segurança obrigaram a paralisação parcial de jogos devido à incidência de raios nas proximidades dos estádios. O calor extremo também virou preocupação recorrente durante a competição, especialmente em cidades do sul e do leste norte-americano, onde a sensação térmica elevada aumentou o desgaste dos atletas e exigiu monitoramento constante das condições físicas das equipes.

 

Esse cenário amplia o debate sobre a Copa de 2026. Com jogos distribuídos em diferentes zonas climáticas da América do Norte, seleções que conseguirem manter estabilidade geográfica e menor exposição a extremos meteorológicos podem ganhar vantagem importante ao longo da competição.

 

Entre as equipes mais beneficiadas aparece a seleção mexicana. O México disputará seus jogos em Cidade do México, Guadalajara e Monterrey, permanecendo totalmente dentro do território mexicano.

 

Além da familiaridade com clima e altitude, os mexicanos terão deslocamentos reduzidos e ambiente amplamente favorável nas arquibancadas. A adaptação natural às condições de altitude da Cidade do México aparece como uma das principais vantagens competitivas da seleção anfitriã.

 

A Seleção dos Estados Unidos também desponta entre as seleções favorecidas. Os norte-americanos jogarão principalmente em Los Angeles e Seattle, permanecendo concentrados na costa oeste do país.

 

A distribuição regional evita travessias continentais e reduz impactos relacionados a fusos horários e desgaste aéreo. Outro ponto positivo é o clima relativamente mais ameno da costa oeste em comparação com regiões mais quentes e úmidas do sul dos Estados Unidos.

 

A seleção canadense também terá cenário considerado favorável. O Canadá atuará em Toronto e Vancouver durante a fase de grupos. 

 

As cidades canadenses apresentam temperaturas mais moderadas e menor incidência de calor extremo durante o período da competição, condição que pode favorecer recuperação física e intensidade de jogo.

 

Outro caso visto como positivo é o da seleção belga. A Bélgica terá partidas concentradas em regiões de clima mais ameno e menos sujeitas a temperaturas extremas. A avaliação logística indica menor desgaste ambiental em comparação com outras potências europeias.

 

Além disso, os belgas aparecem em um grupo considerado mais equilibrado tecnicamente, sem a mesma exigência física observada em outras chaves mais pesadas do torneio. A combinação entre condições climáticas menos agressivas e adversários teoricamente menos desgastantes pode permitir maior controle físico ao longo da primeira fase.

 

O cenário da seleção francesa é visto de forma diferente. A França terá jogos em regiões mais quentes e enfrentará uma sequência considerada fisicamente exigente diante de seleções como Senegal e Noruega.

 

A combinação entre calor, deslocamentos longos e partidas de alta intensidade pode aumentar significativamente o desgaste francês durante a fase de grupos. Em torneios curtos, o acúmulo de viagens e mudanças climáticas costuma impactar diretamente recuperação muscular, risco de lesão e rendimento competitivo.

 

A seleção argentina também deve enfrentar uma trajetória mais desgastante. A previsão é de deslocamentos mais extensos entre sedes e maior exposição a mudanças climáticas ao longo da competição.

 

Já a seleção inglesa aparece como uma das equipes europeias mais suscetíveis ao impacto térmico do verão norte-americano. Em determinadas regiões dos Estados Unidos, especialmente no sul e na costa leste, a combinação entre calor e umidade eleva consideravelmente a sensação térmica, afetando recuperação física e intensidade de jogo.

 

A Copa do Mundo de 2026 tende a transformar fatores extracampo em elementos ainda mais decisivos do que em edições anteriores. Em um torneio espalhado por três países, 16 cidades e diferentes zonas climáticas, logística, clima e adaptação física podem representar vantagem competitiva tão importante quanto o desempenho técnico dentro de campo.

Fifa defende valores da Copa do Mundo após ingressos da final chegarem a US$ 2,3 milhões
Foto: Divulgação

A polêmica sobre o preço dos ingressos da Copa do Mundo de 2026 ganhou novo capítulo com uma defesa pública de Gianni Infantino na última quinta-feira (7), durante participação na Conferência Global do Instituto Milken, em Beverly Hills.

 

O presidente da Fifa voltou a justificar a política de valores adotada pela entidade em meio à repercussão de entradas milionárias anunciadas para partidas do torneio, especialmente para a final no MetLife Stadium, nos Estados Unidos.

 

Em abril, quatro ingressos localizados atrás do gol para a decisão chegaram a ser anunciados por cerca de 2,3 milhões de dólares cada em plataforma de revenda. A situação ampliou as críticas de torcedores sobre a acessibilidade ao Mundial, que será disputado entre Estados Unidos, México e Canadá.

 

"Se alguém comprar um ingresso por US$ 2 milhões, eu mesmo levarei um cachorro-quente e uma Coca-Cola para garantir que essa pessoa tenha uma ótima experiência", ironizou o italiano.

 

Infantino afirmou que a Fifa precisa levar em conta o funcionamento do mercado norte-americano, onde a revenda de ingressos é permitida em boa parte dos eventos esportivos e culturais.

 

"Nos Estados Unidos, a revenda de ingressos é permitida. Se vendermos barato demais, os ingressos acabam revendidos por preços ainda maiores", afirmou.

 

Segundo o dirigente, aproximadamente 25% dos ingressos da fase de grupos poderão ser comprados por menos de US$ 300, valor equivalente a cerca de R$ 1,7 mil. Para Infantino, os preços oficiais da entidade estão em linha com grandes eventos esportivos realizados nos Estados Unidos.

 

"Isso é comparável ao preço de jogos universitários aqui nos Estados Unidos. E estamos falando de uma Copa do Mundo", acrescentou.

 

A discussão também chegou ao Canadá. A Fifa alterou sua plataforma oficial para impedir que ingressos de partidas em Toronto sejam revendidos acima do valor original, em cumprimento a uma nova legislação aprovada na província de Ontário. Com a mudança, entradas para jogos na cidade canadense só poderão ser revendidas pelo preço de face na plataforma da entidade.

 

A restrição vale para Toronto, mas não se aplica automaticamente às demais sedes da Copa do Mundo. Nos outros locais, a possibilidade de revenda acima do valor original dependerá das leis vigentes em cada jurisdição.

 

A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, com final marcada para o MetLife Stadium, em Nova Jersey. O torneio será o primeiro com 48 seleções e terá 104 partidas.

Câmara aprova marco legal da exploração de minerais críticos na véspera do encontro entre Lula e Donald Trump
Foto: Reprodução Redes Sociais

Na véspera do encontro que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá na Casa Branca, em Washington, com o líder norte-americano Donald Trump, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria, no país, o Marco Legal dos Minerais Críticos. O projeto foi aprovado de forma simbólica na sessão desta quarta-feira (6) e agora segue para ser apreciado pelo Senado.

 

O tema dos minerais críticos e as terras raras deve ser um dos pontos fortes da conversa entre Lula e Trump nesta quinta-feira (7). O governo brasileiro tenta aproveitar o interesse global crescente por minerais usados em baterias, chips, carros elétricos e datacenters para ampliar o peso do Brasil na nova geopolítica da energia e da tecnologia.  

 

A proposta analisada na Câmara, o PL 2780/2024, cria um marco legal para minerais como lítio, cobalto, nióbio, grafite e terras raras. Entre os minerais abrangidos estão matérias-primas usadas na fabricação de:

 

  • Smartphones
  • Carros elétricos
  • Baterias
  • Equipamentos eletrônicos
  • Sistemas militares

 

O projeto foi relatado pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que antes da votação fez novas mudanças no seu parecer, retirando do marco legal a menção à “anuência prévia” de Conselho Ministerial para a eventual mudança de controle societário de empresa titular de direitos minerários neste segmento. 

 

De acordo com o texto, o colegiado terá o condão “homologar” tal operação. Ou seja, validar um ato já realizado. A mudança foi justificada sob o risco de litígio comercial. 

 

O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) proporá políticas e ações públicas com vistas ao desenvolvimento da cadeia produtiva dos minerais críticos e minerais estratégicos no país. Haverá 15 representantes de órgãos do Poder Executivo. Haverá ainda representante dos Estados e do Distrito Federal, representante dos Municípios e do setor privado.

 

Pelo projeto, o Conselho Nacional, vinculado à Presidência da República, irá gerir os recursos e será responsável por aprovar projetos alinhados a essa política, além de monitorar transferências e mudanças de controle acionário no setor. Caberá ao conselho homologar contratos, acordos ou parcerias internacionais que envolvam o fornecimento desses minerais.

 

Com a criação do Conselho, o deputado Arnaldo Jardim atendeu a um pedido do governo federal, o que gerou discordâncias nos bastidores. Por um lado, o governo quis garantir um papel do Estado de gerenciar a atividade nas reservas brasileiras, sob a justificativa da soberania nacional. Já as empresas criticaram a intervenção estatal e a falta de critérios para embasar a decisão do Conselho de eventualmente barrar decisões empresariais.

 

“O Brasil não pode ser mero exportador de commodities minerais, deve ter estratégia política, determinação de agregar valor,fazer o seu beneficiamento,fazer a transformação e usar isso, que é um atributo nosso, geológico, como um instrumento claro de desenvolvimento”, disse o relator ao defender as mudanças no texto. 

 

Após a aprovação do projeto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a construção de um consenso sobre o texto e o diálogo entre os partidos que permitiu o avanço sobre o tema que, para ele, é de interesse mundial. 

 

“Trata-se de um assunto que está para o futuro assim como o petróleo, há alguns anos, esteve para o desenvolvimento de diversos países importantes, porque não há tecnologia sem a exploração das terras raras e dos minerais críticos”, disse Motta.

 

O texto aprovado pela Câmara prevê R$ 5 bilhões em créditos fiscais entre 2030 e 2034 para estimular a cadeia de minerais críticos no país. O benefício é limitado a até 20% dos investimentos e condicionado a processos concorrenciais para a produção de insumos estratégicos. O projeto também autoriza a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), voltado a viabilizar o financiamento de projetos no setor.

 

A proposta prevê ainda outros incentivos, como a emissão de debêntures incentivadas e de infraestrutura para financiar projetos de beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana. O relatório aprovado de forma simbólica inclui atividades no escopo do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), ampliando os benefícios fiscais para obras em setores como transporte, portos, energia, saneamento e irrigação, além da cadeia de minerais críticos e estratégicos.

 

Para viabilizar os incentivos fiscais, o governo vai propor ao Congresso uma mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que veda neste ano a concessão de novos incentivos fiscais ou a prorrogação de benefícios existentes e a criação de fundos para financiamento de políticas públicas.
 

Fifa chama Irã para reunião na Suíça em meio a impasse sobre jogos da Copa do Mundo
Foto: Divulgação / Fifa

A Fifa convidou a Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI) para uma reunião em sua sede, em Zurique, na Suíça, antes do dia 20 de maio. O encontro tem como objetivo tratar da preparação da seleção iraniana para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho na América do Norte. A informação foi divulgada nesta terça-feira (5) pela AFP, com base em fontes próximas ao processo.

 

A participação do Irã no Mundial ainda gera atenção nos bastidores em meio à guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro, após bombardeios de Israel e dos Estados Unidos em território iraniano. Mesmo diante do cenário político e diplomático, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, tem afirmado publicamente que a seleção iraniana disputará normalmente suas partidas da fase de grupos em solo norte-americano.

 

"Quero confirmar, sem ambiguidades, que o Irã vai participar da Copa do Mundo de 2026. E, com certeza, o Irã jogará nos Estados Unidos", reiterou Infantino, durante a abertura do 76º Congresso da Fifa, realizado em Vancouver, no Canadá, em 30 de abril.

 

A posição do dirigente também recebeu sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração posterior.

 

"Se o Gianni falou, então estou de acordo", declarou Trump.

 

"Eu disse a ele: 'Faça o que quiser. Você pode ficar com eles' (...) Acho que eles devem poder jogar", acrescentou.

 

Em outras ocasiões, Trump havia indicado dúvidas sobre a segurança dos jogadores iranianos caso viajassem aos Estados Unidos. As declarações provocaram reação de dirigentes do futebol do Irã, que chegaram a avaliar um boicote antes de solicitar que os jogos da seleção fossem transferidos para o México. O pedido foi recusado pela Fifa.

 

Apesar da posição pública de Infantino, o Congresso da Fifa também expôs dificuldades operacionais envolvendo a presença do Irã no Mundial. A delegação iraniana cancelou sua participação no evento em Vancouver na véspera da abertura, alegando comportamento ofensivo por parte da polícia de imigração após a chegada ao aeroporto de Toronto.

 

O Canadá classifica a Guarda Revolucionária Iraniana, braço armado ideológico da República Islâmica, como grupo terrorista. O presidente da FFIRI, Mehdi Taj, é ex-integrante da organização.

 

Ao retornar ao Irã, Taj afirmou à imprensa local que pretendia ter "uma reunião" com a Fifa, na qual teria "muitas questões a tratar".

 

A entidade máxima do futebol espera uma resposta da federação iraniana até, no máximo, três semanas antes do início da Copa do Mundo.

 

O Irã está previsto para estrear no Mundial no dia 16 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. A segunda partida da seleção será contra a Bélgica, no dia 21, também em Los Angeles.

 

O encerramento da participação iraniana na fase de grupos está marcado para o dia 27 de junho, contra o Egito, em Seattle. Durante a competição, a seleção ficará concentrada em Tucson, no Arizona.

Lula estará na Casa Branca na próxima quinta para encontro oficial com o presidente dos EUA, Donald Trump
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Na próxima quinta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará na Casa Branca, em Washington, onde se encontrará com o líder norte-americano, Donald Trump, um encontro que já vem sendo preparado desde o começo do ano. A possível reunião ocorre após a crise aberta entre os dois países por conta da prisão e posterior liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem, nos Estados Unidos.

 

O episódio foi mais um capítulo nas tensas relações entre os governos Trump e Lula. O caso Ramagem levou o governo americano a expulsar um policial federal brasileiro que atuava nos EUA, e em resposta, o Palácio do Planalto também descredenciou um oficial americano que atuava no Brasil.

 

A visita de Lula a Trump vem sendo tratada pelo Itamaraty como um passo crucial para normalizar as relações comerciais e diplomáticas entre os dois países. Além da economia, temas como a situação na Venezuela e parcerias em minerais críticos e terras raras devem compor a mesa de discussões.

 

Durante um compromisso nesta segunda (4) em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin disse que espera que o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump seja pautado pelo diálogo. 

 

“Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício dos dois grandes países, duas grandes democracias do Ocidente”, disse Alckmin a jornalistas. 

 

Para o vice-presidente, a reunião entre os dois presidentes será muito importante, principalmente porque os Estados Unidos são o principal investidor do País.

 

“Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia. Mas ele é o primeiro investidor no Brasil. Então é [uma reunião] muito importante”, afirmou.

 

A confirmação da viagem vem depois de um momento negativo para o governo Lula. O Congresso impôs duas derrotas ao presidente na semana passada, rejeitando a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e derrubando o veto presidencial ao PL da Dosimetria.

 

A previsão inicial era que o petista seria recebido na Casa Branca em março, mas isso não se concretizou. O adiamento foi atribuído ao conflito entre EUA e Irã, que monopolizou a atenção americana, além de desafios domésticos de Trump, como impacto da alta dos combustíveis no bolso dos americanos.

 

A confirmação da visita agora acontece a poucas semanas do que interlocutores do presidente brasileiro consideravam a janela de oportunidade possível para que esse encontro acontecesse.

 

De acordo com a avaliação de alguns de seus assessores, a chance de uma reunião entre os dois presidentes ficaria cada vez menor à medida em que o período eleitoral brasileiro se aproximasse. O cálculo é de que essa espécie de janela de oportunidade só se manteria aberta até o fim do primeiro semestre porque a equipe de Lula não acredita que Trump gostaria de mostrar proximidade com o petista em meio à disputa eleitoral no país.
 

Gastroenterologista Marina Pamponet representa a Bahia em um dos maiores congressos médicos do mundo
Gastroenterologista Marina Pamponet representa a Bahia em um dos maiores congres

A gastroenterologista baiana Marina Pamponet participou como palestrante do Digestive Disease Week (DDW), um dos principais encontros mundiais nas áreas de gastroenterologia, hepatologia, endoscopia e cirurgia gastrointestinal. O evento acontece até esta terça-feira (5), em Chicago, nos Estados Unidos.

 

A médica foi convidada pela organização para ministrar uma aula sobre doença diverticular do cólon, apresentada no último sábado (2). Ao lado dela, outros quatro brasileiros integram a programação científica.

 

“Para mim, é uma honra fazer parte desse evento. Também é uma oportunidade para aprender e aprimorar o cuidado e tratamento dos nossos pacientes na Bahia”, afirmou ao BN Hall. 

 


Foto: Divulgação

 

O congresso reúne médicos, pesquisadores e profissionais de saúde para discutir avanços na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças do sistema digestivo.

 

Doutora em Ciências em Gastroenterologia pela Universidade de São Paulo, Marina Pamponet integra a diretoria da Federação Brasileira de Gastroenterologia e foi vice-presidente da Sociedade Baiana de Gastroenterologia no biênio 2023–2024. Também é membro do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil e da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva.

 

Em Salvador, coordena o Serviço de Gastroenterologia do Hospital Mater Dei Salvador e atua no ambulatório de Doença Inflamatória Intestinal do Hospital Universitário Professor Edgard Santos. Além disso, é professora adjunta da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia e preceptora do programa de residência em Gastroenterologia da instituição.

 

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Gianni Infantino afirma que Irã vai jogar Copa do Mundo nos Estados Unidos: “Temos de nos unir”
Foto: Reprodução/Fifa

 

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou nesta quinta-feira (30) que o Irã está confirmado na Copa do Mundo de 2026 e disputará suas partidas nos Estados Unidos, mesmo diante das tensões recentes envolvendo o país.

 

Durante discurso no 76º Congresso da entidade, realizado em Vancouver, no Canadá, o dirigente reforçou a participação da seleção iraniana e destacou o papel do futebol como instrumento de união.

 

"Para começar, gostaria de confirmar logo de início que, é claro, o Irã participará da Copa do Mundo da Fifa de 2026. E, é claro, o Irã jogará nos Estados Unidos. O motivo é simples: temos de nos unir, unir as pessoas, é a nossa responsabilidade. O futebol une o mundo", disse. Em seguida, completou: "Temos de sorrir, ser felizes, ser positivos. Muitas pessoas tentando dividir o mundo, se ninguém unir, o que acontecerá? Temos essa oportunidade, temos a Copa, muito poderosa, tem a mágica de nos unir. Juntos somos invencíveis".

 

A presença do Irã no torneio chegou a ser questionada após a escalada de conflitos envolvendo o país, os Estados Unidos e Israel, iniciada em fevereiro. Ainda assim, Infantino já havia sinalizado anteriormente que a seleção estaria garantida na competição, apesar de declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que levantou dúvidas sobre a segurança dos iranianos em território americano.

 

A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 seleções e está programada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho. O Irã integra o Grupo G, ao lado de Nova Zelândia, Bélgica e Egito, com todos os jogos previstos para os Estados Unidos.

 

A estreia iraniana será diante da Nova Zelândia, no dia 15 de junho, em Los Angeles. Na sequência, a equipe enfrenta a Bélgica, também na cidade californiana, em 21 de junho. O último compromisso da fase de grupos será contra o Egito, em 26 de junho, em Seattle. Em caso de classificação, a equipe seguirá atuando exclusivamente em solo norte-americano.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Na era da IA, será Gargamel o último que mostra a verdade nas redes? Tudo bem que não é lá uma verdade muito bonita, mas... Enquanto isso, o Soberano devia parar de focar no cozido de Card e ficar de olho nas chapas que estão montando pra ele por aí. E teve prefeito brilhando também essa semana. É anúncio emocionado de São João, é #tápago com post sobre buraco na rua... Mas o amor mesmo está no Detalhes! Saiba mais!

Pérolas do Dia

João Roma

João Roma

"A lei não pode ter lado político".

 

Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.

Podcast

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (15). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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