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Artigos

Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

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Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres

Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres
O candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, afirmou que a legenda tem ampliado a participação feminina nas disputas majoritárias, mas é necessário que "as mulheres decidam" disputar um lugar na majoritária. A declaração ocorreu durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias, com Fernando Duarte. Para ele, a escolha precisa partir das próprias integrantes do partido.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

estados unidos

Travis Kelce é citado como vítima de golpe de 35 milhões de dólares nos EUA; empresário é condenado a 11 anos
Foto: NFL

O jogador de futebol americano Travis Kelce, do Kansas City Chiefs, foi identificado como uma das vítimas de um esquema de fraude financeira que movimentou mais de 35 milhões de dólares nos Estados Unidos. O nome do atleta foi citado por promotores durante o julgamento de Siddharth Jawahar, condenado a 11 anos de prisão por operar um esquema no estilo Ponzi.

 

Jawahar, de 38 anos, também foi condenado a pagar 31,35 milhões de dólares em restituição às vítimas. A sentença foi proferida na última terça-feira (15), no Missouri, nos Estados Unidos.

 

 

Segundo as autoridades americanas, Jawahar comandava a Swiftarc Capital, empresa de investimentos sediada no Texas. Kelce estava entre os investidores de um dos fundos administrados pela companhia.

 

A participação do jogador foi mencionada no tribunal durante a sentença, mas os promotores não detalharam quanto ele havia investido nem qual teria sido o prejuízo individual. O valor perdido por Kelce não foi divulgado publicamente.

 

Kelce não foi acusado de qualquer irregularidade no caso. Ele aparece na investigação como uma das vítimas do esquema.

 

De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Jawahar recebeu mais de 35 milhões de dólares de investidores entre julho de 2016 e dezembro de 2023, mas aplicou apenas cerca de 10 milhões em investimentos.

 

Grande parte dos recursos foi concentrada em ações da Philip Morris Pakistan. Quando o ativo perdeu valor, Jawahar teria informado falsamente aos investidores que as aplicações continuavam apresentando resultados positivos.

 

As autoridades afirmam ainda que o empresário utilizou dinheiro de novos investidores para pagar investidores anteriores, uma característica típica de esquemas Ponzi.

 

Segundo a acusação, parte dos recursos também foi utilizada para financiar um estilo de vida de alto padrão. Entre os gastos apontados estão viagens em jatos particulares, hospedagens em hotéis de luxo, apartamentos em Nova York e Austin, restaurantes, roupas e clubes privados.

 

Jawahar se declarou culpado, em janeiro deste ano, de três acusações de fraude eletrônica. Após a condenação, deverá cumprir 11 anos de prisão e pagar a restituição determinada pela Justiça.

 

O processo aponta 64 vítimas do esquema. Além de Kelce, outros atletas profissionais também foram relacionados a investimentos em fundos da Swiftarc.

Eduardo Bolsonaro defende sanções dos EUA contra ministros do STF em reunião em Washington
Reprodução / Instagram @realpfigueiredo08

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o empresário Paulo Figueiredo se reuniram nesta quarta-feira (16) com integrantes da equipe do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no Departamento de Estado, em Washington. No encontro, os dois defenderam sanções contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes.

 

Segundo Figueiredo, eles argumentaram ao governo norte-americano que Moraes permanece formalmente designado pela Lei Global Magnitsky e que não haveria motivo para seu retorno à lista de pessoas sancionadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). O órgão havia retirado o ministro da lista em dezembro de 2025. “Nossa posição é a de que Moraes continua sob a designação da Lei Global Magnitsky e que não há razão para que ele não seja reincluído na lista SDN [lista de pessoas designadas e bloqueadas] do OFAC”, afirmou Figueiredo à CNN Brasil.

 

Figueiredo também disse que foram solicitadas medidas contra Flávio Dino e Gilmar Mendes. Segundo ele, os dois ministros estariam prestando “apoio material a um indivíduo designado” e, por isso, deveriam ser incluídos nas sanções. A reunião ocorreu um dia após o julgamento do STF relacionado ao relatório da Polícia Federal (PF) no âmbito do Caso Master.

 

De acordo com Figueiredo, a crise institucional brasileira e o combate ao crime organizado estiveram entre os principais temas discutidos. O empresário também citou críticas atribuídas a Trump sobre o combate ao tráfico de drogas no Brasil. Em documento enviado pelo Congresso dos EUA na terça-feira (15), o presidente norte-americano afirmou que o governo brasileiro teria falhado no enfrentamento ao PCC e ao Comando Vermelho e defendeu medidas mais agressivas contra os grupos.

Trump diz que Brasil falhou em confrontar PCC e Comando Vermelho, designados grupos terroristas pelos EUA
Foto: Reprodução / The White House [A Casa Branca]

O governo dos Estados Unidos (EUA)  declarou, nesta quarta-feira (16), que o Brasil falhou em "confrontar as organizações terroristas estrangeiras" identificadas como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Em determinação oficial ao Congresso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que tais grupos tornaram o país sul-americano um "centro de distribuição global de cocaína."

 

Assinado pelo presidente dos EUA, o documento cita "mudanças políticas drásticas" na América do Sul, que, segundo o chefe da Casa Branca, "criaram oportunidades históricas para a cooperação dos Estados Unidos com o governo." Como exemplo, citou a Venezuela, após a prisão e a destituição, "pelo meu governo, do ex-ditador ilegítimo e narcotraficante Nicolás Maduro." O presidente dos EUA determinou a retirada de Caracas do rol de países que falharam em combater o narcotráfico.

 

Ainda no trecho sobre a América do Sul, Trump coloca o Brasil na contramão de "muitos governos" no Hemisfério Ocidental que "tomam medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar os cartéis." Em vez disso, ressalta o presidente, a administração brasileira "falhou em confrontar as organizações estrangeiras designadas como terroristas."

 

"Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente tomar medidas enérgicas para confrontá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam", ressalta o texto.

Brasil elimina Estados Unidos nos pênaltis e avança às quartas da Copa do Mundo Feminina Sub-20
Foto: Divulgação / CBF

A Seleção Brasileira está nas quartas de final da Copa do Mundo Feminina Sub-20. Na manhã desta quarta-feira (16), o Brasil eliminou os Estados Unidos nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, na Arena Katowice, na Polônia.

 

Depois de um primeiro tempo equilibrado e com poucas oportunidades claras, a Seleção abriu o placar na segunda etapa. Após cobrança de escanteio, a zagueira Sofia apareceu na área e marcou de cabeça.

 

A vantagem brasileira, porém, durou pouco. McCammon deixou tudo igual para as norte-americanas e levou o confronto para a prorrogação.

 

Nos 30 minutos adicionais, o equilíbrio permaneceu. Os Estados Unidos chegaram perto da virada em finalização de Alex Buck que acertou a trave, mas o empate persistiu e a vaga precisou ser definida nas penalidades.

 

Foi então que a goleira Thaís Lima apareceu como protagonista. A camisa 1 foi decisiva na disputa e ajudou a Seleção comandada por Camilla Orlando a confirmar a classificação entre as oito melhores equipes do Mundial.

 

O Brasil chegou ao mata-mata depois de uma primeira fase perfeita. Líder do Grupo B, a Seleção venceu a Tanzânia por 4 a 1, o Canadá por 3 a 0 e a Inglaterra por 2 a 1, fechando a chave com nove pontos e 100% de aproveitamento.

 

Nas quartas de final, a Seleção Brasileira aguarda a definição do confronto entre Espanha e Portugal para conhecer sua próxima adversária.

Trump critica Suprema Corte dos EUA e ataca ministros que indicou após decisão sobre voto pelo correio
Foto: Reprodução / The White House [A Casa Branca]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira (15) a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de barrar os esforços de seu governo para alterar as regras de votação pelo correio. Ele também fez duras críticas aos três ministros da corte que indicou durante seu primeiro mandato.

 

"Essas não são as pessoas que entrevistei para servir na Suprema Corte dos EUA", escreveu Trump nas redes sociais, referindo-se aos ministros Amy Coney Barrett, Brett M. Kavanaugh e Neil M. Gorsuch. "Eles são apenas uma sombra do que eram originalmente, um tribunal que está custando aos EUA trilhões de dólares com decisões chocantemente ruins, de uma magnitude tal que não será fácil para nosso país se recuperar ou se curar."

 

Na segunda-feira, a Suprema Corte rejeitou uma ordem executiva de Trump que teria mudado drasticamente a forma como os americanos votam pelo correio antes das eleições de meio de mandato. Trump há muito tempo critica a votação por correspondência e afirma que ela é marcada por fraudes, embora já tenha votado pelo correio em eleições recentes.

 

Em sua publicação na Truth Social, Trump classificou a decisão como "horrível e altamente política."

Brasil e EUA voltarão a discutir tarifas em encontro do G20
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, disse nesta segunda-feira (14) que representantes do governo brasileiro vão se reunir com o representante comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, durante o encontro do G20, que ocorrerá nos dias 30 de setembro e 1º de outubro na cidade de Milwaukee, nos Estados Unidos.

 

Elias falou rapidamente sobre o assunto com a imprensa após um evento no Palácio do Planalto. Ele não adiantou detalhes sobre o que será tratado no encontro, mas se limitou a dizer que estavam trocando documentos e combinando o encontro entre as duas equipes.

 

TARIFAÇO

Em julho, o USTR impôs uma sobretaxa de 25% sobre vários produtos provenientes do Brasil. Foram taxados exportadores de ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados.

 

O USTR justificou a tarifa adicional dizendo que certas práticas adotadas pelo Brasil eram descabidas e oneravam ou restringiam o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.

 

Uma sobretaxa adicional de 12,5% também foi aplicada na sequência sobre mais produtos nacionais, sob a alegação de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

 

Após isso, Rosa e Greer se reuniram, em ambiente virtual, no dia 31 de agosto, para iniciar uma nova etapa de renegociação das tarifas.

 

A retomada das tratativas foi acertada durante telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ocorrido em 21 de agosto. A conversa durou cerca de uma hora e 20 minutos e, segundo o Palácio do Planalto, ocorreu de forma cordial.

 

Os dois líderes abriram um novo canal de diálogo entre Brasília e Washington em meio à disputa comercial provocada pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.

Flávio Dino reage a possíveis sanções dos EUA contra ministros do STF em sessão no plenário: “Não tenho medo”
Fotos: TV Justiça / The White House

Em sessão de julgamento da Petição 16.662, realizada no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta terça-feira (15), que julga a abertura de uma investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes, o ministro Flávio Dino respondeu às declarações sobre possíveis sanções do governo dos Estados Unidos contra integrantes da Corte. Para o magistrado, o caso representa uma "evidente tentativa de desrespeito à instituição" e que a movimentação "não me surpreende".

 

"Não tenho medo de nada e de ninguém. Às vezes sou muito incisivo, minha esposa briga comigo de vez em quando. Mas acredite que essa incisividade é por crença patriótica. Me orgulho de ser servidor público há 37 anos, isso se deve por ser patriota", argumenta Dino em sessão.

 

Confira o momento:

 

Segundo autoridades dos Estados Unidos ouvidas reservadamente pelo veículo de imprensa, novas sanções fundamentadas na Lei Global Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes podem ser anunciadas a qualquer momento.

 

“Há a ideia falsa que o tribunal deve se submeter a pressões! (…) não me impressiono! Já atravessamos isso na primeira turma", acrescenta o ministro Dino.

 

Ainda durante a manifestação, o ministro leu uma revelação publicada pelo portal UOL. O processo contra Moraes, que resultou na imposição de sanções no ano passado, continua sendo considerado válido pelo Tesouro dos EUA. Bastaria que o Departamento de Estado, sob o comando de Marco Rubio, desse o aval para que a Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (Ofac, na sigla em inglês) reativasse as punições financeiras direcionadas ao ministro, à sua esposa, Viviane Barci, e ao escritório do casal.

 

Procurado, o Tesouro dos EUA informou que não comenta a possibilidade de aplicação de sanções. No ano passado, o próprio Departamento de Estado havia revogado as punições a Moraes citando novas prioridades da política externa norte-americana. 

 

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo viajam a Washington na quarta-feira (16) para reuniões que, segundo fontes norte-americanas, podem acelerar a análise e a imposição de sanções aos ministros da Corte brasileira.

 

Na mesma sessão, ministros também vão analisar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório.

 

Em manifestação enviada ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustenta que Mendonça, relator do caso Master, não poderia ter determinado diligências para identificar o destinatário das mensagens sem provocação do Ministério Público  ou da própria Polícia Federa.

Seleção Feminina Sub-20 encerra preparação para enfrentar os Estados Unidos pelas oitavas da Copa
Foto: Luciana Vermell/CBF

A Seleção Brasileira Feminina Sub-20 encerrou nesta terça-feira (15) a preparação para o confronto com os Estados Unidos pelas oitavas de final da Copa do Mundo da categoria. As equipes se enfrentam nesta quarta-feira (16), às 10h (de Brasília), na Arena Katowice, na Polônia.

 

A zagueira Sofia destacou a importância do duelo e avaliou que enfrentar as norte-americanas em uma partida de mata-mata representa uma experiência marcante para a carreira das jogadoras.

 

“Ficamos felizes por saber que seria um adversário forte, mas que a gente tem total capacidade de enfrentar. E claro, também pelo histórico. Jogar as oitavas de final de uma Copa do Mundo contra os Estados Unidos é bem marcante para a nossa carreira", disse.

 

A defensora também ressaltou a confiança da equipe para o confronto e afirmou que o grupo está preparado para lidar com as características das adversárias.“Nossa postura será de muito foco e confiança no nosso trabalho. Sabemos que é uma equipe muito forte, que tem suas fortalezas, mas também temos as nossas e estamos trabalhando muito duro para seguir na competição", afirmou.

Crise entre Brasil e EUA afeta combate a facções, diz NYT
Fotos: Ricardo Stuckert / PR / Instagram @realdonaldtrump

 

Segundo o The New York Times, os EUA barraram os vistos de dois agentes da Polícia Federal que atuariam em Miami e Nova York. Em contrapartida,o Brasil impediu a entrada de um oficial americano que trabalharia no país. O jornal enxerga a troca de restrições como um impasse para a cooperação dos dois países contra o crime organizado. 

 

O governo dos EUA também recusou a visita de quase 12 servidores da Receita Federal brasileira a Washington para ações contra lavagem de dinheiro e tráfico de armas. O desgaste ocorre após uma série de retaliações diplomáticas entre os dois países.

 

Em maio, Lula apresentou a Donald Trump um plano conjunto para combater facções criminosas e bloquear o envio de armas, mas não recebeu resposta. No mesmo período, os EUA classificaram as duas maiores facções brasileiras como organizações terroristas. 

 

Segundo o NYT, a decisão prejudicou investigações sigilosas da Polícia Federal ao expor suspeitos que estavam sendo monitorados.

 

Apesar da crise, Brasil e EUA ainda mantêm algumas ações de segurança, como o compartilhamento de alertas sobre contêineres suspeitos. A reportagem afirma, porém, que o Brasil ficou fora de novas iniciativas regionais dos EUA e que o afastamento entre os governos dificulta o combate ao crime organizado.

Trump apela a eleitores por votos para que ‘trapaceiem’ se não “irão para o inferno”
Foto: Reprodução / The White House [A Casa Branca]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou nesta quinta-feira (10) a convenção do Partido Republicano realizada no American Airlines Center, em Dallas, no Texas. O evento de dois dias reuniu lideranças conservadoras com o objetivo de mobilizar a base eleitoral para as eleições de meio de mandato (midterms), agendadas para o dia 3 de novembro.

 

Durante a apresentação final, que durou cerca de 25 minutos, o chefe de Estado norte-americano fez apelos diretos para que seus apoiadores compareçam às urnas. Em uma de suas declarações no palco, Trump afirmou aos presentes que aqueles que deixarem de votar nas eleições intercalares "irão para o inferno", e pediu ao público que levantasse a mão direita para realizar um ato simbólico de compromisso com o voto no partido.

 

As informações foram obtidas pela revista Veja. Trump reiterou a promessa de conceder um benefício de US$ 5 mil (cerca de € 4,3 mil) a cada cidadão caso os republicanos preservem o controle da Câmara dos Representantes e do Senado. A proposta não detalhou a origem do custeio e foi recebida com ceticismo por adversários políticos.

 

O pleito renovará a totalidade dos assentos da Câmara dos Representantes e um terço das vagas do Senado. O resultado definirá a governabilidade da administração republicana nos dois anos restantes do mandato, podendo conceder à oposição a capacidade de bloquear pautas do governo ou abrir investigações no Congresso caso os democratas conquistem a maioria.

Sistema Pix bate recorde histórico no país, com mais de R$ 186 bilhões movimentados em um único dia
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Banco Central informou que na última sexta-feira (4) o sistema de pagamentos instantâneos Pix bateu novo recorde diário de transações. Segundo o BC, foram 319.073.816 operações liquidadas na sexta, o que equivale a R$ 186,8 bilhões movimentados. 

 

O recorde anterior do sistema Pix havia ocorrido no dia 5 de dezembro do ano passado. Na ocasião, foram 313.339.828 operações liquidadas, com movimentação de R$ 179,9 bilhões.

 

Em dezembro de 2025, as operações que bateram recorde em um único dia tiveram valor médio de operação de R$ 574,24. Agora em setembro deste ano, a média por transação também foi recorde, chegando a R$ 587,58, segundo o Banco Central.

 

Dados mais recentes, do segundo trimestre de 2026, mostram que o Pix é a modalidade de pagamento mais utilizada pelo brasileiro. Foram 22,93 bilhões de operações de abril a junho, totalizando R$ 10,499 trilhões movimentados. 

 

A pesquisa do BC mostra que o cartão de crédito ficou na segunda posição entre as modalidades de pagamentos mais utilizadas, com 6,049 bilhões de transações e R$ 815,57 bilhões de movimentação no período.

 

Em junho, o sistema Pix foi um dos motivos para que os Estados Unidos aplicassem tarifa de 25% em produtos brasileiros, o chamado tarifaço. O Escritório do Representante Comercial do país (USTR) alegou que, por décadas, os atos, as políticas e as práticas do Brasil prejudicaram o comércio norte-americano.

 

O Pix também foi alvo de críticas do governo americano. A administração Donald Trump acusa o Banco Central brasileiro de prejudicar empresas americanas, incluindo as grandes bandeiras de cartões Visa e Mastercard, e usou este argumento, entre outros, para justificar a imposição de novas tarifas comerciais ao Brasil.

 

Em evento de campanha neste sábado (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que vai se encontrar com Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, neste mês de setembro, e que vai mostrar a ele como funciona o Pix.

 

“O presidente dos Estados Unidos quer acabar com o Pix, mas eu agora vou para a ONU, vou encontrar com o Trump e vou dizer para ele: 'Trump, faça um Pix que você vai ver o quanto será bom'”, disse o presidente.
 

Trump posta mensagem de senador dos EUA que diz que agricultores brasileiros pagam menos por sementes de milho
Fotos: Divulgação / Casa Branca / Congresso dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou, na noite de quinta-feira (3), uma publicação em que o senador republicano Chuck Grassley pede medidas para reduzir os preços de fertilizantes, sementes e outros insumos agrícolas para os produtores americanos.

 

No pedido, o senador, que é produtor rural e próximo de agricultores do estado de Iowa, cita um dado da National Corn Growers Association, associação de produtores de milho dos EUA, que diz que os americanos pagam 68% a mais pelas sementes de milho do que os brasileiros.

 

O Brasil é o principal concorrente dos Estados Unidos no mercado global de milho, especialmente nas vendas à China. Os americanos lideram as exportações mundiais, seguidos pelos brasileiros, segundo o Departamento de Agricultura americano.

 

O texto da postagem diz ainda que "empresas americanas que produzem sementes, fertilizantes e produtos químicos" estão vendendo seus produtos no Brasil "com grandes descontos".

 

"É fácil perceber que, se o senhor pressionar essas empresas, como fez com as farmacêuticas, não será necessário destinar US$ 11 bilhões aos agricultores como ajuda temporária", disse Grassley.

 

"Por favor, analise essa questão. Caso constate uma injustiça contra os agricultores americanos, anuncie alguma medida em breve, mesmo que não seja possível chegar a um acordo imediatamente", acrescentou Grassley, que cultiva milho e soja em New Hartford, no nordeste de Iowa.

 

PRODUTORES PRESSIONAM TRUMP

Agricultores dos Estados Unidos, sobretudo do Cinturão do Milho — região que inclui o estado de Iowa —, têm pressionado o presidente Trump por medidas para aliviar a alta dos insumos agrícolas. Segundo eles, o setor enfrenta a pior crise em décadas.

 

Os gastos com diesel, fertilizantes, sementes e máquinas dispararam, em um cenário agravado pela guerra no Irã e por problemas logísticos. Ao mesmo tempo, os preços do milho e da soja continuam baixos, enquanto os tarifaços de Trump reduziram as vendas para outros países.

 

Pecuaristas americanos também pressionam o presidente. O rebanho bovino do país está em seu menor nível em 75 anos, após períodos de secas extremas e aumento dos custos de produção.

 

Nesta semana, Trump anunciou uma série de medidas para ajudar os pecuaristas do país, que incluem crédito para pequenos frigoríficos, ampliação de áreas disponíveis para pastagem e medidas para aumentar a presença da carne produzida nos EUA em compras do governo.

 

O anúncio aconteceu após o presidente ter estabelecido cotas de importação de carne magra para tentar reduzir os preços no país, o que desagradou pecuaristas americanos. A medida passou a valer em 1º de setembro e vale por 90 dias.

ONU aprova novo mapa-múndi menos distorcido; EUA votam sozinhos contra
Foto: Divulgação / ONU / equal-earth.com

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta sexta-feira (4) uma resolução que rejeita a tradicional projeção de Mercator e apoia a adoção de um modelo cartográfico que distorce menos as massas continentais. A iniciativa foi aprovada por 164 países, incluindo o Brasil. Apenas os Estados Unidos votaram contra a proposta, enquanto seis nações se abstiveram (Estônia, Geórgia, Lituânia, Moldova, Sérvia e Ucrânia) e 22 não participaram da votação.

 

O modelo recomendado pela ONU é a projeção Equal Earth, criada em 2018 pelo cartógrafo Tom Patterson em parceria com o engenheiro Bojan Savric e o professor Bernhard Jenny. Uma das principais diferenças do novo mapa é a representação proporcional dos continentes, especialmente da África.

 

Na projeção de Mercator, criada em 1569 pelo geógrafo Gerardus Mercator para navegação náutica, as áreas mais próximas aos polos são ampliadas, fazendo com que o continente africano pareça do mesmo tamanho da Groenlândia, embora seja 14 vezes maior.

 

Segundo Patterson, a Equal Earth foi desenvolvida para manter uma forma familiar do planeta, mas com rigor proporcional em todas as áreas representadas. A promoção do texto na ONU foi liderada pelo Togo, após campanha promovida pela União Africana. 

 

 

Projeções em comparação | Fotos: Reprodução / equal-earth.com / G1

 

Para o ministro das Relações Exteriores do Togo, Robert Dussey, "um mundo justo começa com um mapa justo" e associou a medida aos esforços do continente para enfrentar legados coloniais, ressaltando que a proposta não representa um ataque a outras civilizações nem invalida o uso da projeção de Mercator para a navegação marítima e aérea.

 

Ao fundamentar o voto contrário, o governo dos Estados Unidos alegou que a resolução promove uma "agenda ideológica" e desvia o foco de questões relativas à paz, prosperidade e boas relações internacionais. As informações são da Folha de S. Paulo.

 

Contudo, a gestão do presidente Donald Trump tem feito uso da cartografia e de nomenclaturas geográficas em disputas políticas. Recentemente, o governo norte-americano renomeou o Golfo do México para "Golfo da América" — alteração que foi adotada por empresas de tecnologia como Google e Apple e usada como justificativa para vetar jornalistas da Associated Press em entrevistas na Casa Branca. 

 

Em outras frentes, Trump também renomeou o Lago Ontário para "Lago América" e propôs alterar o nome do Estreito de Hormuz para "Estreito de Trump". Além disso, em julho, o Departamento de Estado assumiu responsabilidade por erros em mapas apresentados durante uma conferência sobre Aids realizada no Rio de Janeiro.

Lionel Richie recebe alta médica após mal-estar em show nos EUA
Foto: Instagram

O cantor Lionel Richie, de 77 anos, recebeu alta hospitalar após um susto vivido no último final de semana ao passar mal durante uma apresentação nos Estados Unidos e precisar ser internado.

 

De acordo com a equipe do cantor norte-americano, após passar por uma bateria de exames, o artista está "se sentindo ótimo".

 

A equipe do artista informou que a entrada dele no hospital foi necessária após um quadro de desidratação. No entanto, os médicos decidiram investigar a situação. Nada foi diagnosticado. 

 

Richie tem shows agendados para setembro ao lado do grupo Earth, Wind & Fire, nos Estados Unidos. Já no Brasil, o artista tem um show agendado para o dia 19 de dezembro, no Nubank Parque, em São Paulo.

163 vítimas de exploração infantil são resgatadas nos EUA em força-tarefa que abrange o Brasil 
Foto: Reprodução / FDLE

 

163 crianças desaparecidas foram resgatadas por uma operação liderada pelo Departamento de Polícia da Flórida e pelo gabinete do procurador-geral da Flórida James Uthmeier, nos Estados Unidos. A força-tarefa  também foi deflagrada em outros 12 países, incluindo o Brasil.O balanço foi anunciado após cinco dias de diligências focadas no combate à exploração infantil e ao tráfico de pessoas.

 

Muitas das vítimas, com idades que variam de dois meses até 17 anos, sofreram vários níveis de abuso, negligência, exploração ou exposição a outras atividades criminosas, incluindo o tráfico de pessoas.

 

Elas foram encaminhadas a centros de acolhimento para atendimento médico e psicológico. Três suspeitos foram presos e novos mandados devem ser cumpridos nos próximos dias.

 

“A Operação Escudo Estadual demonstra o poder da colaboração e o compromisso inabalável compartilhado por todas as agências e organizações participantes para alcançar uma missão singular: encontrar nossas crianças e trazê-las para casa”, disse o Comissário da Polícia da Flórida, Mark Glass.

Lionel Richie segue em UTI após passar mal em show e médicos investigam problema cardíaco
Foto: @observadordaimagem

O cantor Lionel Richie, de 77 anos, segue internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nos Estados Unidos após passar mal durante um show.

 

De acordo com o site TMZ, o veterano passará por uma bateria de exames para investigar um possível problema cardíaco. A equipe do artista informou que a entrada dele no hospital foi necessária após um quadro de desidratação.

 

No entanto, os médicos decidiram investigar a situação e a previsão de alta do artista mudou de terça (1) para quarta (3).

 

O mal-estar de Lionel foi notado pelo público, que em relato ao TMZ afirmou que o artista apresentava dificuldades no fim do show e durante a última música, "All Night Long", ele teria pedido à equipe que levasse uma cadeira ao palco para que pudesse se sentar enquanto cantava.

 

O artista tem um show agendado para o Brasil em dezembro. Lionel fará apresentação única em São Paulo no Nubank Parque no dia 19 de dezembro.

Paulo Figueiredo intensifica ataques à Agência Pública após reportagens sobre atuação nos EUA
Fotos: Reprodução / Instagram @realpfigueiredo08 / Agencia Pública

O influenciador Paulo Figueiredo publicou ao menos quatro ataques contra a Agência Pública e sua diretora executiva, Natalia Viana, nos últimos dez dias. As manifestações ocorreram após o veículo procurá-lo para obter posicionamento sobre duas reportagens.

 

Uma das matérias revelou que Figueiredo doou US$ 10 mil à deputada republicana Elvira Salazar, valor máximo permitido, cerca de um mês antes de a parlamentar apresentar um projeto para penalizar o ministro Alexandre de Moraes. A segunda reportagem, produzida em parceria com o ICL Notícias, analisou o padrão de vida e o estilo adotado por Figueiredo e pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

 

Nas publicações, o influenciador utilizou o termo “agência puta” para se referir à Pública e direcionou ofensas à equipe e a Natalia Viana. Ele também enviou mensagens consideradas irônicas e agressivas à diretora. Eduardo Bolsonaro compartilhou uma das publicações de Figueiredo na rede social X, ampliando a repercussão dos ataques.

 

CONFIRA:

 

Segundo a Agência Pública, os episódios fazem parte de uma sequência anterior de ataques contra jornalistas da organização. Em abril de 2024, Eduardo Bolsonaro e aliados teriam promovido uma campanha de desinformação contra o veículo após uma reportagem sobre sua articulação por retaliações ao Brasil.

 

Na ocasião, Eduardo e Figueiredo acusaram a Pública de ser “a mídia de George Soros” e passaram a expor a repórter responsável pela publicação nas redes sociais.

Inter Miami, time de Messi, anuncia argentino Kily González como novo técnico
Foto: Divulgação/Platense

O Inter Miami, time liderado por Lionel Messi, anunciou, nesta sexta-feira (28), a contratação do argentino Cristian Alberto “Kily” González como novo técnico do elenco principal. Ele assume o posto no lugar do também argentino Guillermo Hoyos.

 

A mudança foi oficializada por meio das redes sociais. "González assumirá oficialmente o cargo assim que receber as permissões de trabalho necessárias [para atuar nos Estados Unidos]", escreveu o clube, em comunicado. 

 

 

Enquanto o novo comandante e sua comissão técnica não chegam, Hoyos continuará provisoriamente.

 

O Inter Miami CF anunciou hoje que chegou a um acordo com Cristian Alberto “Kily” González para que este se torne o novo treinador da equipe principal. González assumirá oficialmente o cargo assim que receber as permissões de trabalho necessárias.

 

"O Inter Miami gostaria de destacar e agradecer especialmente a Hoyos por seu comprometimento e dedicação integral ao Clube, demonstrados por sua disponibilidade em assumir o cargo durante este período, que teve início em abril", complementou.

 

A equipe norte-americana é atual campeã da Major League Soccer (MLS), mas, na atual temporada, já acumula cinco derrotas em cinco jogos.

 

O último clube de Kily González foi o Platense, e ele estava desempregado desde outubro de 2025. 

Acordo entre Lula, Alcolumbre e Motta deve levar projeto dos minerais de terras raras direto ao plenário
Foto: Reprodução Redes Sociais

Um dos projetos considerados prioritários pelo governo federal e que foi citado nesta quarta-feira (26) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), como possível de ser votado na semana de esforço concentrado, o PL 2780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, pode acabar sendo votado diretamente no plenário, sem passar por comissões. 

 

O projeto, de autoria do deputado Zé Silva (União-MG), foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 06 de maio, e desde então está na mesa do presidente do Senado aguardando despacho. Entretanto, Alcolumbre pode colocar em votação, na próxima semana, um requerimento de urgência para que o projeto siga direto para o plenário, sem passar por comissões.

 

Um requerimento apresentado pelo senador Beto Faro (PT-PA) faz esse pedido, e caso seja aprovado no plenário, o projeto pula etapas e vai direto a voto já na semana que vem. O senador do PT diz no documento que o Brasil precisa aproveitar a atual janela de oportunidade para consolidar sua posição como fornecedor confiável de minerais estratégicos.

 

“Diante do cenário internacional de rápida reorganização das cadeias globais de suprimento e da intensa competição entre países por investimentos no setor mineral, a apreciação célere da matéria permitirá que o Brasil aproveite a atual janela de oportunidade e se consolide como produtor de bens industrializados de maior valor agregado, protegendo nossa soberania e ocupando lugar privilegiado nessa nova fronteira tecnológica”, afirmou Beto Faro.

 

Na reunião desta quarta com Alcolumbre e Hugo Motta (Republicanos-PB), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a proposta dos minerais críticos é de fundamental importância para o futuro do país. 

 

“A possibilidade de investimento no Brasil pode chegar a R$ 500 bilhões. Já tem muita gente estrangeira comprando aquilo que ainda nem regulamos. Essa riqueza é do Brasil e temos de garantir que se transforme em uma coisa que faça o povo brasileiro sonhar”, disse Lula.

 

Entre outras medidas, o texto do PL 2780/2024 cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos. Também está previsto um programa específico para incentivar o beneficiamento e a transformação de minerais críticos e estratégicos no próprio país, com incentivos federais de R$ 5 bilhões em créditos fiscais ao longo de cinco anos.

 

O fundo a ser criado somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política nacional do setor. Essa decisão caberá ao Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), órgão também criado pelo projeto e que decidirá quais substâncias se enquadram como minerais críticos e estratégicos, atualizando a lista a cada quatro anos, com alinhamento ao plano plurianual.

 

As chamadas terras raras são um grupo de 17 elementos químicos encontrados em abundância em vários países, mas principalmente na China e no Brasil. O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). 

 

Esses minerais são imprescindíveis para o funcionamento de diversos produtos modernos, de smartphones e televisores a câmeras digitais e LEDs. Apesar de usados em pequenas quantidades, eles são insubstituíveis.

 

Os elementos também são fundamentais para a indústria de defesa. Estão presentes em aviões de caça, submarinos e equipamentos com telêmetro a laser. Justamente por essa relevância estratégica, o valor comercial é elevado.
 

VÍDEO: Cantora norte-americana viraliza ao surgir pendurada em disco ball no formato de saco escrotal
Foto: Instagram

A cantora norte-americana Kacey Musgraves foi o assunto do final de semana nas redes sociais após um momento inusitado em sua nova turnê. 

 

Seguindo a linha de diversas divas pop, a estrela do country estadunidense surgiu içada em uma espécie de disco ball, no entanto, o formato do objeto chamou a atenção do público. 

 

Diferente do que Beyoncé fez em seu show, por exemplo, que sobrevoou o público em cima de um cavalo prateado, Kacey apareceu no ar sentada em um saco escrotal.

 

A forma tem explicação, especialmente para Kacey, um dos grandes nomes do country no país. O item faz alusão aos “truck nuts”, comuns ao mundo do agronegócio nos EUA e utilizado por fazendeiros na traseira do carro para servir como uma declaração de masculinidade exagerada.

 

Os acessórios são proibidos em alguns estados americanos, por considerarem uma imagem obscena e ofensiva, além de uma distração no trânsito.

 

Nas redes sociais, o registro gerou memes. Internautas chegaram a confundir Kacey com Ana Castela, além de brincar, afirmando que o saco escrotal havia sido retirado do cavalo de Beyoncé.

 

"Gente, ninguém da equipe avisou ela que ficou parecendo um saco brilhante?", questionou um internauta. "Eu abri o vídeo me perguntando por que a Ana Castela estava sentada em um saco gigante", escreveu outro. "O que fizeram com o Reny?", brincou uma terceira.

TikTok pagará US$ 400 mi aos EUA por violação de privacidade infantil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agênc

O TikTok concordou em pagar US$ 400 milhões, cerca de R$ 2 bilhões, ao governo dos Estados Unidos após ser acusado de descumprir regras de proteção à privacidade de crianças na internet. Do total, US$ 300 milhões serão pagos imediatamente. Outros US$ 100 milhões deverão ser desembolsados após a publicação de uma ordem relacionada ao acordo envolvendo o Musical.ly, antigo aplicativo incorporado ao TikTok.

 

O processo foi aberto em 2024 pelo Departamento de Justiça dos EUA, durante o governo Joe Biden. Segundo a acusação, a plataforma permitia que crianças criassem contas, assistissem e compartilhassem conteúdos e interagissem com adultos.

 

O caso envolve a Children’s Online Privacy Protection Act (Coppa), legislação que exige autorização dos responsáveis para a coleta de dados pessoais de menores de 13 anos em serviços online.

 

Após o início da ação, o TikTok afirmou ter reforçado mecanismos de proteção para usuários mais jovens, incluindo controles de idade e ferramentas de supervisão parental.

Brasileiro ex-UFC, Markus Maluco, está detido há mais de um mês pelo ICE
Foto: Reprodução/Instagram (@markaomaluko)

O lutador brasileiro Markus Perez Echeimberg, conhecido como Markus “Maluko”, está detido há pouco mais de um mês nos Estados Unidos. O paulista de 36 anos foi preso pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) em 13 de julho, no aeroporto de Salt Lake City, em Utah, quando se preparava para embarcar rumo à Flórida, onde mora e treina na American Top Team.

 

Markus estava em Utah para visitar familiares e se preparava para disputar o Karate Combat 62, realizado em Miami no dia 24 de julho. De acordo com as informações do Combate, o lutador já estava no avião quando agentes do ICE solicitaram seus documentos, o algemaram e o retiraram da aeronave. Ele comunicou a prisão à mãe, que vive em São Paulo.

 

Após a abordagem, Markus passou por diferentes unidades de detenção. Inicialmente, ficou no centro de detenção do aeroporto e, posteriormente, foi levado a um presídio na cidade. Depois, foi transferido para uma unidade em Iowa e retornou por dois dias a Salt Lake City antes de ser encaminhado ao Centro de Detenção de Mojave, em California City, na Califórnia, localizado no Deserto de Mojave.

 

O brasileiro já havia solicitado o visto EB-1, destinado a pessoas com habilidades extraordinárias, uma modalidade utilizada por atletas para buscar a residência permanente nos Estados Unidos. Antes disso, ele havia obtido outros vistos de trabalho, mas enfrentou problemas com a renovação em 2024.

 

Na última sexta-feira (14), um juiz rejeitou o pedido de fiança apresentado pela defesa. Um advogado acompanhava o caso até a semana passada, e os familiares agora buscam um novo representante legal para dar continuidade ao processo.

 

Sem poder trabalhar desde a detenção, Markus também tem recebido apoio financeiro de familiares (por meio deste link) para custear as despesas do processo e seus gastos pessoais.

 

Ex-atleta do UFC, Markus Maluko integrou o elenco da organização entre 2017 e 2021, na categoria dos médios, até 84,4 kg. Ao todo, disputou sete lutas no Ultimate Fighting Championship, com duas vitórias, sobre James Bochnovic e Anthony Hernandez, e cinco derrotas. Entre os adversários, esteve o sul-africano Dricus Du Plessis, que posteriormente conquistou o cinturão dos médios da organização.

Trump reduz exercícios com Coreia do Sul e cita 'excelente relação' com Kim Jong Un
Foto ilustrativa: Reprodução / The White House [A Casa Branca]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (16) uma redução substancial na participação das forças americanas nos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. A declaração foi feita por meio de uma publicação na rede social Truth Social, na qual o líder norte-americano expressou insatisfação com a realização das manobras e orientou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a diminuir o alcance do treinamento agendado para começar nesta segunda-feira (17).

 

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, Trump destacou o histórico de contato com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e questionou os custos e o impacto diplomático do treinamento. "Com base no meu excelente relacionamento com Kim Jong Un, da Coreia do Norte, não estou feliz com o fato de que os Estados Unidos tenham concordado, há muito tempo, em participar de Exercícios Militares Conjuntos com a Coreia do Sul", afirma o presidente. 

 

Ele acrescentou que as atividades, além de dispendiosas para os cofres americanos, transmitem um sinal inadequado e hostil a Pyongyang. O exercício em questão, denominado Ulchi Freedom Shield, tem duração prevista de 11 dias e ocorre anualmente no período do verão. 

 

A atividade é realizada de forma conjunta pelas Forças Armadas sul-coreanas e pelo contingente americano no país, com a finalidade de reforçar a preparação defensiva contra a Coreia do Norte.

Beyoncé enfrenta processo por uso não autorizado de sample em hit
Foto: Divulgação

A cantora Beyoncé, de 44 anos, está sendo alvo de uma ação na Justiça dos Estados Unidos por suposta utilização não autorizada em uma canção do álbum 'Renaissance', lançado em 2022.

 

De acordo com o TMZ, a ação foi iniciada por uma empresa chamada Hirose Enterprise e um produtor chamado Shuji Hirose contra a cantora e várias gravadoras por suposta violação de direitos autorais.

 

O sample em questão seria da faixa 'Moonraker', do músico John Holiday. A empresa e o produtor alegam que a equipe de Beyoncé não pediu autorização para a utilização do trecho na faixa 'Alien Superstar' antes do lançamento.

 

Segundo os autores do processo, a diva pop teria conseguido uma autorização apenas algumas semanas depois do lançamento do álbum, porém apenas do intérprete Holiday, que, segundo Hirose, havia transferido todos os seus direitos sobre a música décadas antes.

 

A empresa busca uma liminar para impedir que a cantora continue lucrando com sua obra, além de uma indenização por danos não especificados.

Exportações da Bahia crescem 16,1% em julho, chegam a US$ 1,09 bi com soja e ouro
Foto ilustrativa: Reprodução / SEI

As exportações do estado da Bahia alcançaram a marca de US$ 1,09 bilhão no mês de julho de 2026, o que representa um crescimento de 16,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

 

O desempenho positivo foi impulsionado sobretudo pelos embarques de soja, com a colheita recorde, e pelas vendas do setor de mineração, em especial o ouro, demandado globalmente em um cenário de tensões geopolíticas, incertezas econômicas e compras por bancos centrais.

 

Os dados foram analisados e divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento do Estado (Seplan), com base nos registros da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

 

Além da alta do volume físico exportado (quantum), que cresceu 5,8% no mês e reverteu a trajetória de queda observada em junho e no primeiro semestre, o comércio exterior baiano beneficiou-se de uma elevação de 9,8% no preço médio dos produtos vendidos ao exterior.

 

SETORES E TRANSFORMAÇÕES
A indústria extrativa apresentou uma expansão de 84,4%, alavancada pelas receitas do ouro. De acordo com a SEI, a alta nas cotações e no interesse pelo metal precioso decorre de incertezas fiscais e inflacionárias globais, processos de desdolarização estratégica de reservas internacionais e busca por segurança em momentos de aversão ao risco.

 

Itens mencionados | Fotos: Reprodução / Agência Brasil / Isac Nóbrega / PR

 

Em contrapartida, a indústria de transformação teve retração de 18% no volume faturado em julho. Os fatores determinantes para essa queda foram:

  • Derivados de petróleo: queda acentuada de 88,1% nos embarques;

  • Papel e celulose: retração na produção devido a paradas técnicas de manutenção e recomposição de estoques;

  • Derivados de cacau: desvalorização nos preços internacionais após um ciclo prolongado de cotações elevadas, que reduziu a demanda global.

 

SETORES E TRANSFORMAÇÕES
As exportações baianas com destino aos Estados Unidos saltaram 39,6% em julho na comparação interanual, passando de US$ 58,4 milhões para US$ 81,5 milhões — montante correspondente a 7,5% de toda a pauta exportadora da Bahia no mês.

 

Foto ilustrativa: reprodução / Inteligência Artificial (Gemini).

 

Apesar de o acumulado dos sete primeiros meses de 2026 indicar uma queda de 7,2% no comércio com os norte-americanos, o pico de vendas em julho é atribuído à antecipação de remessas por exportadores, diante da confirmação do anúncio de uma nova rodada de sobretaxas tarifárias impostas pelos EUA, que entraram em vigor a partir de 29 de julho.

 

Lula diz que decisão de Trump de retirar visto de embaixadora brasileira nos EUA foi "impensada e irresponsável"
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma atitude “irresponsável e impensada”. Foi dessa forma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão tomada nesta terça-feira (4) pelo governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. 

 

A afirmação de Lula foi feita na entrevista que concedeu nesta quarta (5) aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos.

 

“Ele [Donald Trump] tirou o visto da nossa embaixadora. Eu achei uma atitude irresponsável, impensada para os dois países, que têm uma relação diplomática há 200 anos”, disse Lula na entrevista ao canal do YouTube.

 

A decisão tomada pelo governo Trump teria sido justificada, segundo o Departamento de Estado, por uma suposta demora do Brasil em autorizar o nome do congressista Daniel Perez, indicado pela Casa Branca para chefiar a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Perez. No rito diplomático, essa autorização passa pela concessão de um agrément.

 

Lula rebateu esse argumento de reciprocidade dos americanos, ao dizer que eles não se importaram com a embaixada em Brasília desde que o presidente americano, Donald Trump, assumiu o poder.

 

“Os Estados Unidos não deram importância para a embaixada no Brasil, porque faz um ano e meio que ele está no poder e não mandou para cá. Agora, tentam mandar e acham que a gente tem a obrigação de fazer na data que eles querem? Não é correto e não é possível, nós queremos ser tratados com respeito”, disse Lula.

 

Ainda durante a entrevista, o presidente Lula afirmou que o Brasil está “preparado” para enfrentar tentativas de interferência estrangeira na eleição presidencial. 

 

“O Brasil não só está preparado como vai enfrentar qualquer pessoa, de fora, que queira interferir no nosso processo eleitoral”, afirmou Lula.
 

Palácio do Planalto acusa governo Trump de usar alegações falsas para retirar visto da embaixadora brasileira nos EUA
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Palácio do Planalto divulgou nota oficial na noite desta terça-feira (4), assinada pela Secretaria de Comunicação da Presidência, em que rebate com veemência a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em um texto com tom duro, o governo Lula vai além e afirma que são “falsas” as alegações da administração Trump para revogar o visto. 

 

Mais cedo, o Departamento de Estado norte-americano justificou a medida como uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder a autorização diplomática para que Daniel Perez assuma o comando da embaixada dos EUA em Brasília. Apesar da anulação do documento, o órgão governamental dos Estados Unidos informou que a decisão não implica a expulsão automática da diplomata do país. 

 

Na nota em que rebate o governo dos EUA, o Palácio do Planalto e afirmou que a medida faz parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil”, motivada por razões ideológicas. No comunicado, o governo brasileiro também acusou os norte-americanos de tentar interferir no processo político nacional e na eleição presidencial brasileira, além de reafirmar que o pedido de agrément para o novo embaixador americano ainda está em análise e segue rigorosamente as normas da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.

 

Confira a íntegra da nota a seguir:

 

“Nota em reação à decisão dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington.

 

O Governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas.

 

O processo de concessão de agrément é confidencial e o nome designado só deveria vir a público depois de concedida a anuência, conforme estipula o artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. O governo dos Estados Unidos anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal de agrément ao governo brasileiro.

 

O Brasil segue estritamente o direito internacional. Não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément. O pedido norte-americano ainda se encontra em análise. Os dois funcionários do governo norte-americano que tiveram seus vistos de entrada no Brasil negados planejavam visitar o país para colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional.

 

Vale recordar que seguem em vigor sanções individuais sobre autoridades brasileiras, notadamente o cancelamento de vistos para os EUA, com base na alegação infundada de perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro. Entre essas autoridades estão ministros da Suprema Corte e funcionários de primeiro escalão do Poder Executivo.

 

O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais. A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo.  Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente.

 

Em linha com sua tradição diplomática, o governo brasileiro se opõe à lógica de confrontação e reitera a defesa do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais.

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.”
 

Governo dos EUA revoga visto da embaixadora do Brasil em Washington
Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

O governo do presidente Donald Trump anunciou, nesta terça-feira (4), a revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti. O Departamento de Estado norte-americano justificou a medida como uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder a autorização diplomática para que Daniel Perez assuma o comando da embaixada dos EUA em Brasília.

 

Apesar da anulação do documento, o órgão governamental dos Estados Unidos informou que a decisão não implica a expulsão automática da diplomata do país. A representante brasileira poderá permanecer em solo norte-americano, ainda que sem o visto regularizado, com a possibilidade de reabilitação do documento assim que o governo brasileiro conceder o aval à indicação de Perez.

 

Indicado à missão diplomática no Brasil no mês de junho, Perez teve seu nome aprovado por uma comissão do Senado dos EUA há duas semanas, aguardando a deliberação do plenário daquela Casa. As informações foram confirmadas pelo G1. 

 

Segundo a praxe diplomática internacional, a posse de um embaixador depende do aceite formal (agrément) do país de destino.

 

O Departamento de Estado alega que o Executivo brasileiro sinalizou que a concessão desse aval só ocorrerá após o término do processo eleitoral no Brasil. O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) não havia emitido posicionamento oficial sobre o caso até a publicação da matéria.

Estados Unidos estendem ordem executiva contra o Brasil até 2027
Foto: Daniel Torok / White House

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (28) a prorrogação por mais um ano da ordem executiva assinada contra o Brasil em julho de 2025. A renovação, no entanto, não altera o cenário das tarifas comerciais, já que a sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros foi derrubada anteriormente pela Suprema Corte norte-americana. 

 

A medida mantém em vigor outras sanções previstas na ordem executiva, como restrições financeiras e possíveis embargos contra autoridades brasileiras. No comunicado, a Casa Branca voltou a acusar o governo brasileiro de adotar práticas que afetariam a economia dos Estados Unidos, restringiriam a liberdade de expressão de cidadãos americanos e violariam direitos humanos.

 

O texto também faz referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro e critica decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), citando suposta censura e prisões relacionadas à liberdade de expressão. As tarifas atualmente aplicadas ao Brasil decorrem de outra investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, e não da ordem executiva renovada nesta terça-feira.

Lula pede ao diretor-geral da OMS que diga a Trump que tratamento de saúde deve ser igual para ricos e pobres
Foto: Reprodução TV Globo

Em discurso durante evento no Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que levasse um recado a Donald Trump. Lula fez referência ao corte de verbas promovido pelo presidente dos Estados Unidos para a OMS.

 

“Quando você puder conversar com o presidente Trump, que anunciou que ia cortar verba da Organização Mundial da Saúde, diga para ele como um país que não é rico como os Estados Unidos consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde que terá o presidente da República”, disse Lula. 

 

Além do diretor-geral da OMS, o evento no Rio de Janeiro contou com a presença do governador interino do estado, o desembargador Ricardo Couto, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Na fala voltada a Tedros Adhanom, o presidente Lula citou o próprio tratamento contra um câncer de próstata para defender a igualdade no acesso à tecnologia de saúde.

 

“Qualquer pessoa mais humilde que precisar fazer radioterapia vai fazer numa máquina que o Trump fará, que o Xi Jinping fará, que o Putin fará e que o Lula fará. Tratamento de saúde não é para rico, é para quem está doente”, afirmou.

 

O discurso de Lula incluiu ainda uma defesa enfática do Sistema Único de Saúde (SUS), que, segundo ele, passa por uma “revolução”. O líder petista pediu que a Organização Mundial da Sapude divulgue internacionalmente o modelo brasileiro de atendimento público.

 

“O que a gente quer provar ao mundo é que é possível as pessoas mais pobres do mundo terem um tratamento de saúde qualificado. Ninguém precisa morrer por falta de atendimento porque é pobre”, colocou Lula.

 

O presidente afirmou que o SUS ainda enfrenta desafios, mas disse que as ações do governo representam uma transformação no sistema. “Ainda falta muita coisa para ser feita, mas o que nós estamos fazendo nesse período é uma revolução na saúde brasileira”.

 

Durante o seu discurso, Lula lembrou que Tedros recebeu atendimento pelo SUS quando esteve no Rio de Janeiro para a reunião do G20, após passar mal. “Ele ficou doente, foi internado e foi tratado pelo SUS. Está com vida aqui”, finalizou. 

 

Antes do seu pronunciamento, o presidente Lula conheceu, junto com o diretor-geral da OMS, equipamentos do SAMU que são utilizados pela equipe do Hospital do Andaraí. 

Mais da metade dos brasileiros acredita Trump quer ajudar Flávio Bolsonaro com tarifaço, diz Datafolha 
Foto: Reprodução / Redes sociais / Ricardo Stuckert / Presidência da República

Cerca de 52% dos eleitores brasileiros acreditam que o tarifaço imposto pelo governo americano do presidente Donald Trump aos produtos brasileiros tem como objetivo ajudar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Isso é o que dizem os dados divulgados pela pesquisa Datafolha desta segunda-feira (27).

 

Ainda sobre o tema, outros 37% afirmam que a medida não busca favorecer o senador, enquanto 11% dizem não saber responder. A pesquisa também mostra que 63% dos entrevistados afirmam conhecer o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Desse total, 25% dizem estar bem informados sobre o assunto e 34% se declaram razoavelmente informados.

 

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa Datafolha está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026.

 

Em julho, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial. Dias depois, acrescentaram uma sobretaxa de 12,5% relacionada a alegações de abusos trabalhistas. A pesquisa questionou aos eleitores quem está correto ao atribuir a responsabilidade pela crise comercial.

 

Para 34%, Lula tem razão ao afirmar que a responsabilidade é de Flávio Bolsonaro. Já 26% concordam com o senador quando ele atribui a culpa ao governo brasileiro.Outros 24% consideram que nenhum dos dois está certo, enquanto 11% dizem que ambos têm razão. Mais 6% não souberam responder.

 

Ao serem questionados sobre quem é o principal responsável pela punição comercial imposta pelos Estados Unidos, 35% apontaram Lula. Outros 28% atribuíram a responsabilidade a Trump. Os irmãos Bolsonaro somaram 23% das respostas, sendo 13% para Flávio e 10% para Eduardo. Já 10% não souberam responder.

 

Segundo o levantamento, 74% dos brasileiros defendem que o país negocie uma solução para a crise comercial com os Estados Unidos. Outros 17% consideram que o governo brasileiro deveria retaliar os americanos na mesma proporção. Apenas 2% afirmam que o Brasil deveria aceitar as tarifas impostas por Washington.

 

A pesquisa também avaliou a atuação do governo Lula nas negociações. Para 51% dos entrevistados, o presidente fez menos do que poderia para tentar evitar o tarifaço. Já 29% avaliam que ele agiu corretamente e 12% dizem que Lula fez mais do que deveria. As informações são do G1. 

Brasil rechaça tarifa de 12,5% dos EUA e afirma que deve acionar a Lei de Reciprocidade
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo brasileiro rechaçou, nesta quinta-feira (23), a decisão dos Estados Unidos de impor tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, resultado de uma investigação da chamada Seção 301, que trata de restrições à importação relacionadas ao trabalho forçado. Segundo nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o governo americano teria usado o tema para acusar 59 países e a União Europeia de práticas comerciais desleais, na ausência de base legal interna que sustentasse sua própria política protecionista.

 

De acordo com a nota, o Ministério do Trabalho e Emprego forneceu ao longo da investigação documentação sobre a legislação brasileira e a atuação das autoridades aduaneiras do país no combate à importação de bens produzidos com trabalho forçado. 

 

O texto ressalta que o Brasil é reconhecido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho por seus compromissos no combate a esse tipo de prática, sendo signatário de 66 convenções em vigor no órgão, número bem maior do que as 10 ratificadas pelos Estados Unidos.

 

A nota destaca ainda que o Brasil ratificou os quatro instrumentos da OIT relacionados ao trabalho forçado, enquanto os americanos ratificaram apenas um deles. Segundo o governo brasileiro, os acordos de livre comércio firmados pelo país e pelo Mercosul, incluindo com Chile, União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio, preveem compromissos de eliminação do trabalho forçado e compulsório, reforçados por políticas domésticas de fiscalização, prevenção e acolhimento de vítimas resgatadas dessa condição.

 

Ainda de acordo com a nota, o Brasil tipifica como crime não apenas a submissão ao trabalho forçado, mas também jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho e restrição de locomoção, além de aplicar multas a empresas e indivíduos responsabilizados e manter um cadastro conhecido como Lista Suja de empregadores.

 

Diante do que classificou como caráter arbitrário e injustificado da nova tarifa, o governo brasileiro afirmou que vai acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levar o caso ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio.

EUA anunciam nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros e governo promete reação
Foto: Daniel Torok / White House

Os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, em decisão baseada na Seção 301 da Lei de Comércio, após investigação sobre o suposto uso de trabalho forçado. A medida foi divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) e começou a valer à 1h01 desta sexta-feira (horário de Brasília).

 

A sobretaxa será aplicada a uma ampla lista de produtos e se soma aos 25% anunciados na semana passada em outra investigação envolvendo itens brasileiros. Segundo o USTR, a alíquota foi definida por orientação do presidente Donald Trump para pressionar países considerados passíveis de sanções comerciais.

 

Em nota, o órgão americano afirmou que a iniciativa busca combater a chamada “escravidão moderna” e garantir que produtos fabricados em condições consideradas abusivas deixem de circular no comércio internacional. 

 

GOVERNO BRASILEIRO REAGE

O governo federal divulgou nota oficial rechaçando a decisão dos EUA e classificando a medida como “completamente arbitrária e injustificada”. A nota também destaca que o país é reconhecido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) pelo combate ao trabalho forçado e lembra que o Brasil é signatário de 66 convenções em vigor da OIT, incluindo todos os instrumentos relacionados ao tema, enquanto os EUA ratificaram apenas parte deles.

 

 

 

Segundo o governo, o país mantém políticas de fiscalização, prevenção, acolhimento de vítimas e responsabilização de empregadores, incluindo a chamada “Lista Suja” do trabalho escravo. A Presidência informou ainda que iniciará imediatamente os procedimentos previstos na Lei de Reciprocidade e levará o caso ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).
 

Lula anuncia plano de R$ 18,5 bilhões para ajudar agro e exportadores e diz que "há males que vem para o bem"
Foto: Reprodução Youtube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (22), em solenidade no Palácio do Planalto, a medida provisória 1345/2026, aprovada pelo Congresso Nacional e que abre crédito para empresas exportadoras e da agroindústria afetadas por medidas comerciais unilaterais e por instabilidades no cenário internacional. Junto com a sanção, o governo federal lançou o programa Brasil Soberano 3, para ajudar empresas exportadoras afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. 

 

A medida provisória sancionada por Lula destina R$ 18,5 bilhões em financiamentos a exportadores e agroindústria. Desse valor, R$ 13,5 bilhões serão garantidos pelo Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). 

 

Ao falar na solenidade, o presidente Lula disse que “há males que vêm para o bem”. Lula afirmou acreditar que o Brasil pode, buscando novos parceiros comerciais, sair fortalecido após a medida dos Estados Unidos.

 

“Todos nós, desde que entendemos as primeiras palavras, ouvimos a frase há males que vêm para o bem. Na política, a sociedade sempre encontra um jeito de sair mais forte”, declarou o presidente.

 

“Na economia, também provamos que precisamos encontrar saídas para as crises. Estamos demonstrando, com o Brasil Soberano III, que não há crise que impeça o Brasil de continuar crescendo”, completou Lula.

 

Com a nova linha de crédito, será ampliado o alcance das linhas anteriores, com objetivo de incluir empresas atingidas pelas novas medidas tomadas pelo governo dos Estados Unidos. A lei proveniente da sanção da medida também permite a inclusão de novos setores que venham a ser prejudicados caso outras tarifas sejam anunciadas.

 

O texto da medida aprovada por Câmara dos Deputados e Senado inclui entre os beneficiários das novas linhas as empresas dos setores da agricultura, da pecuária, das florestas plantadas, da pesca, da aquicultura e dos recursos minerais. Cooperativas e associações também poderão acessar as linhas de financiamento, desde que atendam aos critérios de elegibilidade previstos na proposta.

 

Os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, ampliação da capacidade produtiva e investimentos em inovação tecnológica. Também poderão financiar adaptações de produtos, serviços e processos às exigências do mercado internacional, como requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade estabelecidos por outros países.

 

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, o programa atende a uma reivindicação apresentada por 22 setores produtivos em reuniões realizadas neste semana.

 

Elias Rosa disse ainda que a iniciativa reforça a estratégia do governo de ampliar mercados para as exportações brasileiras e reduzir a dependência dos Estados Unidos, destacando que 73% das 2.400 empresas apoiadas pela ApexBrasil já exportam para outros destinos.
 

Novo tarifaço imposto por Trump ajuda recuperação da aprovação de Lula, que subiu 4% desde a semana passada
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Desde o anúncio, na semana passada, do novo tarifaço de 25% imposto pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu reduzir de oito pontos percentuais para apenas 1% a diferença entre a desaprovação e a aprovação da população ao seu desempenho pessoal.

 

Foi o que revelou pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (22). O último levantamento do PoderData sobre o desempenho do presidente Lula havia sido apresentado no dia 15 de julho, quando o governo Donald Trump anunciou a adoção do tarifaço. 

 

Em 15 de julho, a desaprovação do presidente Lula estava em 50%. Já a aprovação do desempenho pessoal de Lula estava em 42%, após ter chegado a 44% em maio.

 

Uma semana depois do anúncio do novo tarifaço, a desaprovação de Lula desceu três pontos percentuais, caindo de 50% para 47%. Já a aprovação do desempenho do presidente subiu quatro pontos, passando de 42% para 46%, reduzindo a diferença para apenas 1%. 

 

Já na avaliação do governo Lula, as mudanças nos patamares da semana passada não foram tão significativas. A desaprovação ao governo desceu de 52% para 51%, e a aprovação subiu de 42% para 43%. A diferença, que em 15 de julho estava em 10%, caiu nesta quarta (22) para oito pontos percentuais. 

 

A pesquisa foi realizada pelo PoderData com recursos próprios. Os dados foram coletados de 18 a 20 de julho de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 147 municípios nas 27 unidades da Federação. 

 

A margem de erro da pesquisa PoderData é de dois pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. Não se trata de uma pesquisa de sondagem de intenção de votos e, por essa razão, não há necessidade de registro na Justiça Eleitoral.
 

"Aqui ninguém diz o que vamos fazer", afirma Lula em cutucada no governo Trump na véspera do tarifaço
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em uma terça-feira (21) de compromissos com sua equipe no Palácio do Planalto e sem agendas públicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu nas redes sociais apenas com uma postagem na qual volta a defender a soberania nacional. O comentário de Lula foi postado na véspera da entrada em vigor das novas tarifas de 25% aplicadas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. 

 

“Este país foi criado e construído por brasileiro. Aqui ninguém diz o que vamos fazer”, diz o presidente Lula em um card publicado no Instagram, em uma mensagem indireta ao governo Donald Trump. 

 

Lula diz ainda na sua postagem que nada é mais sagrado do que a defesa da soberania nacional. 

 

“Precisamos fazer com que o povo brasileiro sinta orgulho. Aqui nós erramos por nós. Acertamos por nós. E aqui ninguém diz o que vamos fazer. O Brasil não se entrega”, completou o presidente Lula na legenda da sua postagem. 

 

O novo tarifaço de 25% imposto sobre produtos brasileiros que são vendidos aos EUA foram resultado de uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio. Mesmo com a imposição das tarifas, cerca de dois mil itens essenciais foram deixados de fora. 

 

Em meio às críticas do presidente Lula à medida aplicada pelos Estados Unidos, o governo federal iniciou nesta terça (21) uma série de reuniões com representantes dos setores que potencialmente sofrerão os impactos pela tarifa de 25%. O objetivo dos encontros é identificar as principais demandas de cada segmento e definir medidas de apoio.

 

A coordenação dos encontros ficará a cargo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, devem participar das reuniões.
 

Polícia Federal conclui inquérito e decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono do cargo de escrivão
Foto: Reprodução Redes Sociais

Escrivão da Polícia Federal concursado desde 2010, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro deve ser demitido por abandono de cargo. Foi o que decidiu a Polícia Federal após concluir um Processo Administrativo Disciplinar aberto em fevereiro contra o ex-parlamentar por abandono de cargo.

 

Com a conclusão do processo, caberá agora ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, assinar o ato de expulsão de Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal. O posto de escrivão da corporação, que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ocupava, tem remuneração inicial de cerca de R$ 14 mil mensais.

 

Eduardo Bolsonaro se auto-exilou nos Estados Unidos desde o mês de fevereiro do ano passado. Como ainda era deputado federal, estava licenciado de suas funções na PF. 

 

No final de 2025, entretanto, Eduardo teve decretada a perda de seu mandato pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por excesso de faltas. Desde então, Eduardo Bolsonaro recebeu diversas advertências da Polícia Federal para que se apresentasse à unidade onde é lotado, no Rio de Janeiro. A PF alertou que a ausência injustificada poderia resultar em providências administrativas e disciplinares.

 

Como o ex-parlamentar não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso. Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio de Janeiro determinou que ele entregasse a sua carteira funcional e arma de fogo.

 

A perda do cargo na Polícia Federal representa mais um revés para Eduardo Bolsonaro. Além da perda de mandato como deputado federal, o irmão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda foi  condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, acusado de atuar nos Estados Unidos para impedir a análise de ações por tentativa de golpe de Estado.

 

Quando o seu julgamento transitar em julgado no STF, Eduardo Bolsonaro ficará inelegível por 12 anos, de acordo com a Lei da Ficha Limpa. 

 

Apesar da condenação pelo STF, o ex-deputado não tem intenção de retornar ao Brasil. Inclusive porque nesta terça (21) o governo dos Estados Unidos concedeu a ele o visto de residência permanente (green card). 

 

O documento assegura ao cidadão estrangeiro o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem a necessidade de autorizações adicionais.
 

Justiça dos EUA suspende fusão bilionária entre Paramount e Warner Bros. Discovery
Foto: Reprodução / Reuters

A justiça dos Estados Unidos suspendeu temporariamente a compra de US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 562 bilhões) da Warner Bros.Discovery pela Paramount. A decisão foi tomada a partir de uma coalizão de 12 estados americanos liderada pela Califórnia, as informações são da Reuters.

 

Segundo os estados, a união das duas empresas criaria um grupo midiático com poder desproporcional no setor de entretenimento nacional,  isso pode aumentar os preços de filmes e programas de TV, além de enfraquecer a competição no setor.

 

A ação ainda afirma que se a compra for concluída antes da decisão final da Justiça, a Paramount poderá começar a demitir funcionários e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery. 

 

Caso a fusão seja posteriormente considerada ilegal, essas mudanças seriam difíceis de reverter.

 

O processo foi apresentado em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, e pode atrasar os planos da Paramount de ampliar sua atuação no mercado de entretenimento e competir de forma mais direta com gigantes do streaming, como Netflix e Disney.

 

A Paramount, por sua vez, afirma que a ação dos estados interpreta de forma equivocada as leis antitruste dos Estados Unidos. A empresa também afirma que trabalhadores do setor de entretenimento podem ser afetados pelo atraso na conclusão das negociações.

EUA anunciam tarifa de 50% sobre produtos canadenses e ampliam tensão comercial com o Canadá
Foto: Molly Riley / White House

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (20) a aplicação de tarifas de 50% sobre uma ampla lista de produtos importados do Canadá, em uma decisão que aumenta a tensão comercial entre os dois países e pode reabrir uma disputa que havia perdido força nos últimos meses.

 

Segundo integrantes do governo do presidente Donald Trump, a medida foi adotada em resposta ao que Washington classifica como práticas comerciais desleais por parte do Canadá. Entre as acusações estão a suspensão da compra de bebidas alcoólicas americanas por províncias canadenses, tarifas sobre automóveis produzidos nos EUA e suposta discriminação contra queijos norte-americanos.

 

As novas taxas devem entrar em vigor em 30 dias. A lista divulgada pelo governo inclui leite e derivados, bebidas alcoólicas, peças de vestuário, móveis e outros bens de consumo. Por outro lado, alguns setores ficarão de fora da medida, como energia, potássio, minerais críticos, pescados, aço e alumínio, que já estão sujeitos a tarifas específicas ligadas à segurança nacional.

 

Um dos pontos que mais chamou atenção foi a decisão de não manter a isenção para produtos enquadrados no Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), firmado em 2020 durante o primeiro mandato de Trump. Com isso, diversos itens canadenses que atualmente entram nos EUA sem cobrança de tarifas poderão passar a enfrentar tributação elevada.

Governo de Donald Trump concede visto de residência "green card" para o ex-deputado Eduardo Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

O governo do presidente norte-americano Donald Trump concedeu o visto de residência permanente (green card) ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O documento assegura ao cidadão estrangeiro o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem a necessidade de autorizações adicionais.

 

Com a concessão do benefício, Eduardo passará a residir no país com direitos semelhantes aos de um cidadão norte-americano, exceto pela prerrogativa de votar em eleições locais. As informações são da Folha de S. Paulo. Para o influenciador Paulo Figueiredo, amigo e aliado do ex-parlamentar, a solicitação havia sido protocolada há mais de um ano, tendo a aprovação final ocorrido neste mês de julho de 2026.

 

Figueiredo afirmou que, para obter a residência permanente, Eduardo teve de comprovar o preenchimento de uma série de requisitos legais. "Eduardo agora está protegido pela Constituição americana", diz.

 

Foto: Reprodução / Folha de S. Paulo

 

CONDENADO PELO STF
A concessão do documento ocorre pouco após Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no mês passado, a uma pena de 4 anos e 2 meses de reclusão em regime fechado, pelo crime de coação no curso do processo.

 

Segundo a decisão do STF, ficou comprovado que o ex-parlamentar atuou diretamente para interferir no julgamento da ação penal que resultou na condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

 

A denúncia aponta que Eduardo tentou constranger os magistrados da Suprema Corte por meio de declarações públicas e postagens em redes sociais. Nessas ocasiões, ele declarou ter realizado articulações junto ao governo dos Estados Unidos para que fossem impostas sanções a autoridades brasileiras.

 

A extradição de Eduardo Bolsonaro para o cumprimento de sua pena no Brasil já era avaliada por analistas como uma possibilidade remota, em razão dos reiterados acenos de apoio público feitos pela administração norte-americana ao ex-deputado. Com a obtenção do green card, esse cenário torna-se ainda mais improvável.

 

Em manifestações recentes, Eduardo Bolsonaro tem afirmado ser vítima de perseguição política promovida por um sistema classificado por ele como "covarde e desumano", justificando que sua saída do Brasil ocorreu para evitar submeter-se ao que define como um "regime de exceção".

VÍDEO: Ronaldo Fenômeno leva taça da Copa do Mundo para Donald Trump tocar 
Foto: Reprodução / Redes sociais

O pentacampeão mundial brasileiro, Ronaldo Nazário, chamou a atenção neste domingo (19), durante o confronto entre Espanha e Argentina no Estádio Nova York/Nova Jersey em busca do título da Copa do Mundo. No camarote oficial da Federação Internacional de Futebol (FIFA), o craque levou a taça para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a tocou logo no início da partida. 

 

 

 

Na ocasião, Trump estava ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino. O presidente americano participou ainda da cerimônia de entrega da taça e das medalhas à equipe vencedora do torneio após a partida. 

 

 

Segundo as regras da FIFA, apenas campeões mundiais e estadistas e o presidente da Fifa podem tocar o troféu sem utilizar luvas. 

 

No palco da seleção espanhola, Trump ainda tentou participar do levantamento do troféu e se recusou a deixar o palco no momento em que a taça era erguida. A cena, conforme lembraram internautas, é parecida com a da Copa do Mundo de Clubes, em 2025, onde Trump também viralizou por querer participar da vitória do Chelsea. 

Estados Unidos lançam novos ataques aéreos contra o Irã após morte de militares americanos
Foto ilustrativa: Reprodução / Getty Images

O comando militar dos Estados Unidos informou, neste sábado (18), que realizou novos ataques aéreos contra o Irã. De acordo com Washington, a ação tem o objetivo de punir a Guarda Revolucionária Islâmica após um ataque com drones e mísseis na Jordânia, ocorrido na sexta-feira (17), que causou a morte de dois militares americanos, deixou um desaparecido e outros quatro hospitalizados.

 

Segundo o Comando Central dos EUA, os bombardeios foram projetados para reduzir a capacidade do Irã de obstruir o trânsito de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. O local é uma das principais rotas de escoamento de combustíveis do planeta e respondia por cerca de 20% do fornecimento global de petróleo antes do início do conflito.

 

Enquanto o Irã reivindica o controle da rota marítima, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou recentemente cobrar pedágio para a passagem de embarcações pelo estreito.

Infantino diz que a Copa “não teria sido um sucesso tão incrível” sem Trump
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

 

O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, afirmou nesta sexta-feira (17) que a Copa do Mundo de 2026 "não teria sido um sucesso tão incrível" sem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita durante uma recepção realizada na Trump Tower, em Nova York.

 

Durante o evento, Infantino elogiou o mandatário norte-americano e atribuiu a ele parte do êxito do torneio disputado nos Estados Unidos, Canadá e México. "Você não precisa de pessoas para bajulá-lo, mas esta Copa do Mundo não teria sido um sucesso tão incrível sem você", declarou o dirigente.

 

A reunião não constava na agenda oficial da Fifa e só se tornou pública após a divulgação de imagens de Infantino ao lado de Trump na Trump Tower. O edifício abriga, desde o ano passado, um escritório da entidade em Nova York, inaugurado em meio à aproximação entre o presidente da Fifa e o chefe da Casa Branca.

 

Na quinta-feira (16), a Casa Branca confirmou que Donald Trump acompanhará a final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha, marcada para domingo (19), no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.

Justiça dos EUA arquiva ação bilionária contra Apple por conteúdo de abuso infantil no iCloud
Foto: Divulgação / Apple

A Justiça dos Estados Unidos arquivou uma ação coletiva que acusava a Apple de permitir o armazenamento e o compartilhamento de material de abuso sexual infantil no iCloud. A decisão, proferida na segunda-feira (13), concluiu que a legislação americana não obriga empresas de tecnologia a detectar ou denunciar esse tipo de conteúdo.

 

O processo havia sido apresentado, em dezembro de 2024, por duas mulheres que alegavam que a companhia deixou de implementar mecanismos de proteção contra esse material, mesmo após anunciar medidas voltadas à segurança infantil. A ação também buscava mudanças nas políticas da empresa e uma indenização superior a US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,1 bilhões).

 

Na sentença, a juíza Noël Wise afirmou que eventuais exigências para que plataformas identifiquem esse tipo de arquivo dependem de mudanças na legislação, e não do Judiciário. Segundo ela, cabe ao Congresso estabelecer regras que obriguem empresas a adotar esse tipo de monitoramento.

 

O caso poderia beneficiar cerca de 2.680 vítimas e reacendeu o debate sobre o papel das empresas de tecnologia na prevenção da exploração sexual infantil. Segundo a Folha de São Paulo, empresa não comentou a decisão. Já a defesa das autoras informou que avalia recorrer.

Levantamentos mostram que Flávio sofreu desgaste contínuo nas redes com foto ao lado do Sicário e tarifaço dos EUA
Foto: Reprodução Redes Sociais

Levantamentos divulgados nesta quinta-feira (16) revelam que, nas redes sociais, o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sofreu o maior desgaste com a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. E o engajamento negativo para o senador do PL não saiu apenas das tarifas, mas também da foto divulgada nesta quarta (15) em que ele aparece ao lado do “Sicário” de Daniel Vorcaro. 

 

Segundo o site da revista Veja, desde que foram anunciadas as novas tarifas para os produtos brasileiros, mais de 21 milhões de menções e interações digitais foram feitas nas principais redes sociais. O tema do tarifaço imposto por Donald Trump ultrapassou o campo econômico e se transformou em uma disputa política sobre quem deveria ser responsabilizado pela crise. 

 

Realizado pela Ativaweb DataLab para a revista Veja, o levantamento mostrou que o senador Flávio Bolsonaro concentrou o maior desgaste, impulsionado pela disseminação da expressão “TariFlávio”, utilizada nas redes sociais para atribuir à família Bolsonaro a responsabilidade pela aplicação de tarifas ao Brasil. 

 

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com o levantamento, levou vantagem em relação ao seu adversário ao ser associado à defesa da soberania nacional, do Pix e da reação brasileira às medidas adotadas pelo governo Trump. 

 

A revista Veja destaca ainda que um outro ponto destacado pelo levantamento foi a transformação do Pix em um símbolo da soberania brasileira. A ferramenta de pagamentos passou a ser retratada nas redes como um patrimônio nacional e exemplo da capacidade brasileira de desenvolver infraestrutura pública própria. 

 

Outro estudo, desta vez realizado pela empresa Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, mostrou que desde a última terça (14) o senador Flávio Bolsonaro vem sofrendo desgaste nas redes sociais, por conta da foto em que aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, mais conhecido como “Sicário”. A imagem foi divulgada pelo site ICL Notícias no início da tarde de terça. 

 

Segundo o levantamento da nexus, as publicações sobre a imagem de Flávio ao lado do chefe da milícia privada de Daniel Vorcaro registraram 1.247.615 interações nas três redes entre 9h da terça (15) e 9h da quarta (16). O volume total representa um engajamento 22% superior ao das publicações sobre as novas tarifas norte-americanas, que somaram 1.020.184 interações no mesmo período em redes como X, Facebook e Instagram.
 

Donald Trump confirma presença na final da Copa do Mundo de 2026
Foto: Joyce N. Boghosian/Official White House

O presidente dos Estados Unidos, principal país-sede da Copa do Mundo de 2026, Donald Trump, confirmou presença na final do torneio, marcada para o domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela Casa Branca.

 

O mandatário passará primeiro pela cidade de Nova York na sexta-feira (17) para participar de uma recepção da Federação Internacional de Futebol (Fifa) na Trump Tower, antes da partida.

 

"Na sexta-feira, o presidente viajará para Nova York para participar de uma recepção da Fifa na Trump Tower, seguida de sua presença, no domingo, na final da Copa do Mundo da Fifa entre Espanha e Argentina", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. "Sua presença coroará aquela que foi a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história americana", finalizou.

 

Esta edição do Mundial é a primeira a ocorrer em mais de um país, sendo sediada em conjunto com o México e o Canadá. Até o momento, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, não confirmou presença na final do Mundial.

 

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também não confirmou presença, mas já declarou anteriormente que não comparecerá a nenhuma partida do torneio. Em solidariedade à população mexicana, ela abriu mão de seus ingressos.

Balogun admite que polêmica com Fifa e Trump afetou clima dos EUA antes da eliminação na Copa do Mundo
Foto: Instagram / @balogun

A polêmica envolvendo Folarin Balogun não terminou com a eliminação dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026. Dias após a derrota por 4 a 1 para a Bélgica, o atacante reconheceu que a decisão da Fifa de suspender sua punição às vésperas das oitavas de final afetou o ambiente da seleção norte-americana.

 

Em entrevista ao programa CBS Mornings concedida nesta semana, Balogun comentou pela primeira vez a repercussão do caso. O jogador admitiu que recebeu com alívio a notícia de que poderia enfrentar os belgas, mas percebeu rapidamente que a liberação viria acompanhada de pressão.

 

"Minha reação inicial foi de felicidade por voltar à equipe. Mas, quando comecei a pensar melhor, percebi que isso geraria muita controvérsia", afirmou.

 

Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, na fase anterior. O cartão vermelho renderia suspensão automática para o jogo seguinte, mas a Fifa decidiu transformar a punição em uma sanção suspensa, permitindo que o atacante entrasse em campo contra a Bélgica.

 

A decisão ocorreu depois de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, confirmar que conversou com Gianni Infantino, presidente da Fifa, para tratar da expulsão. O episódio provocou críticas no futebol internacional e levantou questionamentos sobre uma possível interferência política em um processo disciplinar da entidade.

 

Para Balogun, a repercussão saiu dos bastidores e chegou ao grupo.

 

"Era possível perceber um certo nervosismo entre os jogadores, porque era uma situação muito incomum. Conforme o jogo se aproximava, tentei manter o foco, mas foi difícil. Havia muito barulho do lado de fora, e é complicado ignorar isso", disse.

 

Os Estados Unidos acabaram derrotados pela Bélgica por 4 a 1 e se despediram da Copa nas oitavas de final. Balogun foi titular na partida, mas não conseguiu evitar a eliminação da seleção anfitriã.

 

A liberação do atacante já havia provocado reação antes mesmo de a bola rolar. A federação belga contestou a elegibilidade do jogador, enquanto a Uefa criticou publicamente a decisão da Fifa e afirmou que a entidade havia cruzado uma “linha vermelha”.

 

O caso também foi comentado por Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca criada para acompanhar a Copa do Mundo. Ele admitiu que a controvérsia pode ter pesado no contexto da partida, embora tenha evitado apontar uma relação direta com o desempenho dos jogadores.

 

"Não sou psicólogo esportivo, então não posso dizer até que ponto isso afetou os jogadores. Mas continuo orgulhoso da maneira como esse grupo demonstrou caráter, mesmo nos momentos mais difíceis", afirmou.

 

A Fifa sustenta que o processo foi conduzido de forma independente. 

VÍDEO: Lula chama taxação de Trump no Estreito de Ormuz de 'pirataria'
Fotos: Reprodução / White House / Youtube via Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas nesta segunda-feira (13) à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de cobrar uma taxa de 20% sobre a carga que passa pelo Estreito de Ormuz, qualificando a medida como "pirataria". O presidente republicano anunciou ainda que pretende restaurar o bloqueio naval contra navios iranianos.

 

“Ele [Donald Trump] fez um tweet [postagem na rede social X, antigo Twitter], dizendo que ele vai desobstruir, mas cada navio que ele desobstruir, que ele tirar do estreito, o dono do petróleo tem que pagar 20% para ele. Isso, antigamente, se chamava pirataria“, acusa o presidente do Brasil.


Confira a declaração:


 

O petista, durante visita aos laboratórios do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Mais cedo, o presidente norte-americano havia declarado que o Exército dos EUA iria “tomar” o Estreito de Ormuz. O governo do Irã respondeu com ameaças, declarando que reagirá a qualquer ação no canal “com firmeza” e que atacará qualquer nação do Oriente Médio que auxilie as forças dos Estados Unidos.


Veja postagem do presidente norte-americano:


 

Trump declarou ainda que os EUA irão restabelecer “imediatamente” o bloqueio marítimo contra navios ligados ao Irã. A medida, que permaneceu vigente durante meses, ocorre em retaliação ao fechamento do Estreito de Ormuz por parte da Guarda Revolucionária do Irã.

 

Ilha de Laraque, próxima ao bloqueio. | Fotos ilustrativas (aprimoradas com I.A - Gemini): Reprodução / Google Earth.

 

De acordo com a alegação de Washington, o bloqueio, realizado nas águas do Mar Arábico, nas proximidades do Estreito de Ormuz, em como alvo exclusivo navios com origem ou destino em portos iranianos, ou que transportem produtos provenientes do país persa.

Caso Balogun ganha novo capítulo com decisão tomada por um só dirigente da Fifa, diz rádio
Foto: Instagram / @balogun

A liberação de Folarin Balogun para defender os Estados Unidos nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 segue provocando desgaste nos bastidores da Fifa. Dias depois da eliminação norte-americana para a Bélgica, novos detalhes sobre o julgamento disciplinar ganharam repercussão nesta semana.

 

Segundo a rádio inglesa talkSPORT, a decisão que suspendeu a punição automática do atacante foi tomada apenas por Mohammad Al-Kamali, presidente da Comissão Disciplinar da Fifa. Embora o regulamento permita decisões individuais em alguns processos, casos de maior repercussão costumam ser analisados por um painel formado por três membros.

 

Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, pela fase anterior. O cartão vermelho foi aplicado após revisão do VAR, depois de o atacante atingir Tarik Muharemovic com a sola da chuteira em uma disputa de bola.

 

Pela regra disciplinar, a expulsão resultaria em suspensão automática para o jogo seguinte. A Fifa, no entanto, transformou a punição em uma sanção suspensa, o que permitiu que Balogun enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final. Os Estados Unidos acabaram eliminados com derrota por 4 a 1.

 

O caso ganhou dimensão política depois que Donald Trump confirmou ter procurado Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir uma revisão da expulsão. A entidade sustenta que a análise foi conduzida de forma independente, mas a sequência dos acontecimentos aumentou a pressão sobre a transparência do processo.

 

A situação de Balogun também passou a ser comparada com a de outros jogadores expulsos no Mundial. Ainda segundo a talkSPORT, ele foi o único entre 14 atletas que receberam cartão vermelho na competição a não cumprir suspensão imediata.

 

O contraste mais citado envolve Jarell Quansah, da Inglaterra. Expulso contra o México, o zagueiro recebeu dois jogos de suspensão e desfalcou a seleção inglesa nas quartas de final contra a Noruega. Ele também ficará fora da semifinal diante da Argentina.

 

A Federação Inglesa não teve margem para reverter a punição da mesma forma, apesar de considerar que a análise do lance também se apoiou em imagens em câmera lenta e quadros congelados, elementos semelhantes aos usados na defesa apresentada pelos Estados Unidos no caso Balogun.

 

Antes da vitória da Inglaterra sobre a Noruega, o auxiliar técnico Anthony Barry lamentou a ausência de Quansah, mas evitou transformar o episódio em crítica direta à Fifa.

 

"É decepcionante, não pela decisão em si, mas porque perdemos um bom jogador. Ele vinha treinando muito bem e havia uma oportunidade para atuar. A decisão foi tomada e não vamos gastar mais energia com isso", afirmou.

 

A Fifa defende que o julgamento foi feito por um órgão disciplinar independente e dentro das regras previstas no seu código. Ainda assim, a falta de explicações públicas mais detalhadas e a diferença de tratamento em relação aos demais expulsos mantêm o caso no centro das discussões sobre arbitragem, disciplina e influência política na Copa.

 

A Uefa e a Federação Belga já haviam criticado a decisão, classificando a liberação como um precedente perigoso. 

VNL: Brasil encerra fase classificatória com derrota para os EUA no feminino
Foto: Reprodução / FIVB

Após ser superado pela Tailândia em sets diretos, o Brasil encerrou a terceira semana da fase classificatória da Liga das Nações Feminina de Vôlei (VNL) com mais uma derrota. Neste domingo (12), em Osaka, no Japão, a Seleção Brasileira perdeu para os Estados Unidos por 3 sets a 0, com parciais de 26/24, 25/22 e 25/16.

 

Com o resultado, o Brasil sofreu a terceira derrota em 12 partidas na competição. Mesmo com o revés, a equipe brasileira manteve a terceira colocação na tabela de classificação, com 26 pontos.

 

A maior pontuadora do Brasil foi a ponteira Ana Cristina, com 18 pontos. Na sequência, apareceram a oposta Rosamaria, com 13, e a ponteira Julia Bergmann, com 10. Pelos Estados Unidos, o destaque foi a ponteira Skinner, que comandou a vitória com 21 pontos, sendo 18 de ataque e três de bloqueio.

 

O Brasil começou o primeiro set em ritmo forte e abriu 5 a 1 nos pontos iniciais, aproveitando os erros das norte-americanas e a boa eficiência no ataque. A vantagem chegou a 9 a 6, mas os Estados Unidos reagiram e empataram em 10 a 10.

 

A partir daí, a parcial ficou equilibrada, com trocas constantes de liderança. A Seleção Brasileira buscou a igualdade em 16 a 16 e 22 a 22, mas não conseguiu conter as adversárias na reta final. Mais eficientes nos pontos decisivos, as norte-americanas fecharam em 26 a 24.

 

No segundo set, as equipes começaram trocando pontos até o empate em 4 a 4. Os Estados Unidos abriram 6 a 4, mas o Brasil reagiu, igualou em 8 a 8, virou para 10 a 8 e ampliou a vantagem para 14 a 10.

 

As norte-americanas, no entanto, voltaram a crescer na parcial, empataram em 17 a 17 e passaram à frente em 22 a 19. O Brasil ainda tentou reagir, mas os Estados Unidos fecharam em 25 a 22 e abriram 2 sets a 0.

 

Na terceira parcial, os Estados Unidos começaram melhor e fizeram 5 a 2. O Brasil reagiu, empatou em 6 a 6, virou para 10 a 8 e chegou a abrir 13 a 10. A equipe norte-americana voltou a igualar o placar em 13 a 13 e, a partir daí, assumiu o controle do set.

 

Com uma sequência de pontos e destaque para Skinner, os Estados Unidos abriram vantagem e não deram chances de reação ao Brasil. As norte-americanas fecharam a parcial em 25 a 16 e confirmaram a vitória por 3 sets a 0.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que as coisas vão, não sei se o Soberano chega inteiro em outubro. Mas não foi o único que levou bola nas costas também. Tiveram que recorrer até ao passado pra lembrar da conexão entre o Pernambucano e o Capitão, por exemplo. Enquanto isso, o passado deixa outros tristes. Não é, Ferragamo? Mas o futuro também tira o sono de alguns. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, já tem seu plano B. Saiba mais!

Pérolas do Dia

ACM Neto

ACM Neto
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento". 

 

Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar as principais lideranças políticas na disputa pelo Executivo estadual e pelo Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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