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Em meio a um debate interno na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o melhor momento para a estreia do filme “Dark Horse”, se antes ou depois das eleições, a Paris Filmes, considerada uma das maiores distribuidoras cinematográficas do Brasil e da América Latina, recusou uma proposta para estar à frente da exibição mundial da biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com informações obtidas pelo SBT News, a Go Up, produtora responsável pelo longa-metragem, afirmou que as negociações de distribuição “fazem parte da estratégia comercial do projeto e seguem em andamento”. Outras empresas do setor estão sendo procuradas, mas, segundo pessoas próximas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nenhum contrato foi fechado até o momento.
Após a publicação da matéria, a Paris Filmes confirmou ao SBT News que decidiu não avançar com a distribuição do filme.
“A Paris Filmes informa que, como distribuidora atuante no mercado cinematográfico brasileiro, é frequentemente procurada por produtoras nacionais e estrangeiras para avaliar oportunidades de distribuição de diversos projetos. Nesse contexto, a empresa foi contatada há um tempo para avaliar eventual interesse comercial na distribuição do filme Dark Horse”, diz o comunicado da empresa.
“Após análise interna, a Paris Filmes decidiu não avançar com a distribuição do longa. A distribuidora esclarece que não há negociação em curso, compromisso firmado ou contrato de distribuição relacionado ao filme”, finaliza a distribuidora internacional.
A princípio, o lançamento do filme “Dark Horse” estava previsto para acontecer antes das eleições presidenciais, marcadas para o início de outubro. Problemas financeiros na reta final da produção somados ao temor do impacto político na candidatura de Flávio Bolsonaro adiaram a data de estreia.
Segundo informações do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o temor de aliados do senador Flávio Bolsonaro é que a chegada da produção aos cinemas reabra as especulações sobre as relações entre o presidenciável e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Já o ex-deputado Eduardo Bolsonaro defende que o filme, exibido ao público pela primeira vez na semana passada, em Las Vegas, vai ajudar a eleger seu irmão.
Quatro dias depois de ser condenado a quatro anos e oito meses de prisão em regime semiaberto por coação, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) segue com certidão negativa de antecedentes criminais e sem ordem de prisão expedida no Brasil. O motivo é que, além de ser necessário aguardar a publicação do acórdão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, o político ainda tem direito a recursos.
Na tarde deste sábado (20), o sistema da Polícia Federal indicava que não constava condenação criminal julgada definitivamente para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O Banco Nacional de Mandados de Prisão também não registrava ordens de prisão pendentes de cumprimento contra ele.
Após o término do julgamento, o acórdão precisa ser publicado. A partir dessa publicação, a defesa tem prazo para apresentar recursos à condenação. Enquanto houver recursos disponíveis, o processo não transita em julgado, ou seja, não termina em definitivo. Em regra, a ordem de prisão só é emitida depois que os últimos recursos são analisados pelo STF, embora essa ordem possa ser antecipada a critério do tribunal.
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde o início de 2025. Ele teve o mandato cassado pela Câmara dos Deputados por excesso de faltas e mora atualmente em uma mansão avaliada em R$ 6 milhões em Southlake, no Texas, segundo informações do site The Intercept Brasil.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o condenou pelo crime de coação no curso do processo. Em entrevista concedida ao portal Metrópoles na noite desta terça-feira (16), o político alegou ter tido seu direito de defesa cerceado, classificou o julgamento como um "jogo de cartas marcadas" e sinalizou que não pretende apresentar recursos contra a decisão.
"Recorrer de quê? Não estou sabendo", diz o ex-parlamentar ao ser questionado sobre os próximos passos de sua defesa técnica. Durante a manifestação, Eduardo direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, um dos integrantes da Corte. "Se a gente tem uma Constituição, ela tem que ser respeitada. "O Alexandre de Moraes pode até não gostar dela, mas ele tem que respeitar", alega.
O ex-deputado sustentou ainda que o processo judicial possui nulidades graves desde a sua origem. "É um jogo de cartas marcadas feito para me condenar, onde há desrespeito ao processo legal e fui impossibilitado de me defender. Qualquer advogado, autoridade ou juiz internacional que olhar para as primeiras páginas desse processo vai ver que é totalmente nulo", completa.
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) a uma pena de quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação judicial nesta terça-feira (16). A decisão foi proferida pela Primeira Turma da Corte, que também determinou o pagamento de 50 dias-multa, em que cada dia-multa equivale a dois salários mínimos.
O cumprimento da sentença deverá ser iniciado em regime semiaberto. Votaram pela condenação os ministros Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
Relator da ação no colegiado, Moraes entendeu que o ex-parlamentar atuou para constranger ministros da Corte e interferir no andamento da Justiça. Segundo o ministro, as articulações de Eduardo com autoridades dos Estados Unidos (entre elas o presidente Donald Trump) e a defesa de sanções contra integrantes do STF.
"Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no Exterior contra o próprio país. Isso não consta, desde a Constituição do Império até a atual, como função de deputado federal", disse o relator durante a sessão.
A defesa, representada pela Defensoria Pública da União (DPU), sustentou que as manifestações de Eduardo estavam protegidas pela liberdade de expressão e se inseriam na atuação política.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, na tarde desta terça-feira (16), para condenar o ex-deputado federal, cassado, Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. O ex-parlamentar é acusado de tentar obstruir a ação penal que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus por tentativa de golpe de Estado.
Votaram pela condenação os ministros Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. O último a votar é o presidente do colegiado, ministro Flávio Dino.
"Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no Exterior contra o próprio país. Isso não consta, desde a Constituição do Império até a atual, como função de deputado federal", argumenta o relator, Alexandre de Moraes, durante a sessão.
A denúncia da PGR indica que Eduardo Bolsonaro fez pressão junto a autoridades dos EUA para que fossem impostas sanções a ministros do STF, delegados da PF e procuradores.
Confira a transmissão ao vivo logo abaixo:
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou nesta segunda-feira (15) o pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para adiar o julgamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo. Também foi negado o pedido para convocar um ministro da Segunda Turma para completar o colegiado responsável pelo julgamento.
Com a decisão, fica mantido para esta terça-feira (16) o julgamento de Eduardo Bolsonaro, acusado de articular sanções contra autoridades brasileiras com o objetivo de interferir no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado. O caso será apreciado pela Primeira Turma do STF, composta por Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Carmen Lúcia.
Uma das alegações da DPU para pedir o adiamento foi a composição do colegiado, que está com um integrante a menos desde que o ministro Luiz Fux pediu para trocar de turma após o julgamento da ação penal do golpe no ano passado. A vaga está aberta desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.
Ao analisar o pedido, Moraes afirmou que não há prejuízo à defesa pelo fato de a Primeira Turma contar atualmente com quatro integrantes em vez de cinco, lembrando que, em caso de empate, prevalece a decisão mais favorável ao réu. O ministro destacou não haver "violação aos princípios do juiz natural e da colegialidade" no julgamento.
Com a Copa do Mundo 2026 já dominando conversas e postagens nas redes sociais, os três poderes em Brasília terão uma semana intensa, com definições importantes no Congresso Nacional, julgamentos de destaque no Judiciário e com o governo federal tentando negociar acordos durante a reunião das maiores economias do mundo, na França.
Esta reunião, do chamado G7, conta com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve fazer discursos no evento e manter encontros com Emmanuel Macron e a premiê do Japão. Lula tenta ainda uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar reverter uma nova aplicação de tarifas impostas aos produtos brasileiros.
E na França, Lula estará de olho no que acontece nessa semana no Congresso, principalmente em relação aos rumos do projeto que muda a jornada 6x1. Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) marcou a votação do projeto do governo que muda a jornada 6x1 e que tem urgência constitucional, e no Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) ainda segura o envio da PEC que trata do tema para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A semana ainda tem dois importantes julgamentos no Supremo Tribunal Federal: a Corte julga o ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação, e retoma a análise de recursos contra trechos do Marco Civil da Internet, uma decisão que vai definir a responsabilidade das big techs em relação a danos causados por conteúdos publicados por usuários.
Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula chegou nesta segunda-feira (15) à cidade de Évian-les-Bains, na França, onde vai acontecer a reunião dos líderes do G7, o grupo formado pelas principais economias do mundo. Essa reunião acontece pouco depois de o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, anunciar que chegou a um acordo para encerrar a guerra com o Irã.
E além de discutir os próximos passos desse acordo entre Estados Unidos, Israel e Irã, os líderes globais vão debater temas como a interminável guerra entre Rússia e Ucrânia, assim como os desequilíbrios econômicos globais, o fornecimento de minerais críticos fora da China, entre outros assuntos.
Durante a cúpula, o presidente Lula participará de debates sobre parcerias internacionais, desenvolvimento global e crescimento econômico equilibrado. Lula deve cobrar dos países ricos a manutenção do financiamento de iniciativas voltadas ao combate à pobreza e ao desenvolvimento das economias emergentes.
Na agenda de Lula está previsto um encontro bilateral com o presidente da França, Emmanuel Macron, além de outra reunião fechada com a premiê do Japão, Sanae Takaichi. A delegação brasileira também quer aproveitar a cúpula para tentar reverter a proibição de importação determinada em 5 de junho pela União Europeia a vários produtos agropecuários brasileiros.
Outro encontro que está sendo negociado pelo Brasil é com o presidente norte-americano Donald Trump. O governo brasileiro quer tentar reverter a disposição dos EUA de aplicar novas tarifas ao Brasil e busca acertar uma conversa entre Lula e Trump. O presidente brasileiro retorna ao Brasil na próxima quinta (18).
No calendário da economia, o destaque da semana será a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que decidirá sobre a taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião, no final de abril, o Copom reduziu a Selic de 14,75% para 14,50%, o segundo corte seguido de 0,25% nos juros neste ano.
Para a reunião desta semana, o mercado financeiro aposta em um novo corte de 0,25% na taxa de juros, reduzindo a Selic a 14,25% ao ano. O Comitê começa a se reunir na terça (16) e divulga a sua decisão sobre a Selic na quarta (17).
PODER LEGISLATIVO
Cansado de esperar que o governo retirasse a urgência constitucional do projeto que modifica a escala de trabalho 6x1, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), marcou para esta terça (16) a votação da matéria no plenário. A apreciação do projeto do governo levará à desobstrução da pauta de plenário.
Motta escalou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para ser o relator do projeto no plenário. Prates já havia sido o relator da proposta de emenda constitucional que tratava do tema, e que foi aprovada em 27 de maio pelos deputados.
O texto proposto pelo governo é parecido com a PEC do fim da 6x1, que estabelece o limite de 40 horas de jornada e dois dias de descanso semanais. A diferença entre os dois textos está justamente no regime de urgência do projeto de lei. Como foi apresentado em 14 de abril, o texto deveria ser votado até o final de maio.
Em uma publicação nas redes sociais, o presidente da Câmara deixou claro que a análise do projeto que trata sobre a redução de jornada de trabalho tem como objetivo destravar a pauta para focar em dois projetos ainda neste semestre: a regulamentação da Inteligência Artificial no Brasil e a proposta que reajusta o teto de faturamento para os MEIs (Microempreendedores Individuais).
O primeiro foi aprovado no Senado no fim de 2024, mas deve retornar se os deputados fizeram mudanças no texto. O projeto determina quais são os compromissos das empresas que desenvolvem IA no país e orienta a finalidade para o uso dessa ferramenta. Para isso, a proposta define o SIA (Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial).
Já a outra proposta aumenta o limite de faturamento de MEI para R$ 130 mil e passa a permitir a contratação de até dois empregados.
Esses projetos são o foco de Motta para este semestre, mas outra proposta também volta à Câmara e deve gerar pressão para ser votada antes do recesso: o texto aprovado pelo Senado que cria uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos adversos e dificuldades econômicas.
Caso haja a desobstrução da pauta, Motta deve priorizar também a votação do “PL dos Combustíveis”. O texto entrou em pauta no plenário nas últimas semanas, mas não foi discutido e pode ser levado à votação.
Criado com o objetivo de diminuir impactos econômicos gerados pelo conflito no Oriente Médio, o projeto busca reduzir os tributos incidentes em combustíveis, como gasolina e etanol.
Nas comissões da Câmara, o destaque será a análise do relatório da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) ao projeto que criminaliza a misoginia. A relatora manteve em seu parecer o ponto central da proposta original, de tornar a misoginia crime inafiançável e imprescritível, nos moldes do racismo. A principal mudança feita pela deputada está na definição jurídica da conduta.
Em vez de caracterizar a misoginia como “ódio” ou “aversão” às mulheres, o novo texto fala em “menosprezo ou discriminação” em razão da “condição de mulher”. Segundo Tabata Amaral, a mudança que ela introduziu no texto busca aproximar o projeto da linguagem já usada na legislação penal e processual penal.
No Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, apresentou uma pauta de temas diversificados para serem analisados no plenário nesta semana. Entre os destaques estão projetos sobre formação continuada de professores, criação de uma universidade voltada ao esporte e inclusão da educação política no currículo escolar.
Na sessão deliberativa de terça (16), os senadores devem analisar o projeto de lei 96/2024, de autoria do deputado Idilvan Alencar (PDT-CE), que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para detalhar quais atividades poderão ser consideradas para fins de aperfeiçoamento profissional continuado dos profissionais da educação básica pública.
Também está na pauta o projeto de lei 5.672/2025, de autoria do deputado Leo Prates, que prevê a transferência simbólica da sede do governo federal para Salvador no dia 2 de julho de cada ano, em referência à consolidação da Independência do Brasil na Bahia.
Outro destaque é o projeto de lei 6.133/2025, encaminhado pela Presidência da República, que cria a Universidade Federal do Esporte. A proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Esporte e busca ampliar a formação acadêmica e a produção de conhecimento voltadas ao setor esportivo.
Já na quarta (17), o plenário deve apreciar o projeto de lei 4.088/2023, da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), que inclui educação política e direitos da cidadania como componente curricular obrigatório da educação básica. A proposta também institui a Semana Nacional da Ética e da Cidadania.
Os senadores ainda poderão analisar o projeto de lei 162/2024, que institui a Semana Nacional da Ética e da Cidadania, e o projeto de lei 6.113/2023, do deputado Duda Ramos (Podemos-RR), que cria o Banco Nacional de Boas Práticas na Prevenção e no Combate à Violência contra a Mulher.
Além das votações, o Senado realizará na terça a cerimônia de entrega da Comenda Santa Dulce dos Pobres e, na quinta (18), uma sessão especial em homenagem aos 70 anos de criação do Conselho Federal de Química.
PODER JUDICIÁRIO
A semana começa no Supremo Tribunal Federal com o julgamento, marcado para esta terça (16) na Primeira Turma, do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). O ex-parlamentar é acusado de coação por articular sanções a autoridades brasileiras junto ao governo dos Estados Unidos, como forma de influenciar no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República, o objetivo de Eduardo Bolsonaro com suas ações nos Estados Unidos teria sido o de constranger integrantes do STF e interferir nas investigações relacionadas aos atos antidemocráticos e à tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.
A acusação tem como base elementos reunidos pela Polícia Federal, que apontam que Eduardo passou a atuar de forma mais intensa nos EUA após deixar o Brasil. O ex-deputado afirma ser alvo de perseguição política.
Na Primeira Turma do STF votarão os ministros Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, além de Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.
No plenário virtual, os ministros do STF analisarão decisão do ministro Flávio Dino que cobra do Congresso Nacional a regulamentação da mineração em terras indígenas. A decisão em debate estabelece prazo de dois anos para que os parlamentares aprovem uma lei sobre o tema e, enquanto isso não ocorre, prevê regras provisórias para a atividade, como a realização de consulta às comunidades afetadas, participação dos povos indígenas nos lucros da exploração e medidas de proteção ambiental.
Já no plenário físico, o presidente do STF, Edson Fachin, agendou para a próxima quarta (17) a continuidade do julgamento dos recursos apresentados a uma decisão da Corte sobre o Marco Civil da Internet. No julgamento, o STF deve consolidar a tese que servirá de referência para milhares de processos envolvendo redes sociais e plataformas digitais em todo o país, na discussão do marco civil.
Os dois recursos que serão analisados esta semana são relatados pelos ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. A Corte já definiu que grandes empresas de tecnologia terão de adotar medidas para combater conteúdos ilegais, como publicações relacionadas à pornografia infantil, terrorismo, tráfico de pessoas, discursos de ódio e incentivo à automutilação.
A redação final da tese deve esclarecer em quais situações as plataformas poderão ser responsabilizadas por danos causados por conteúdos publicados por usuários, encerrando um dos julgamentos mais relevantes dos últimos anos para a regulação da internet no Brasil. Um dos pontos de consenso, até o momento é de que as plataformas terão 60 dias, a partir do final do julgamento, para implementar as mudanças estruturais previstas na tese.
As determinações abrangem, além do chamado dever de cuidado (adoção de medidas concretas para reduzir riscos de ofensas a direitos fundamentais), a autorregulação e a disponibilização de canais de atendimento específico para pedidos de retirada de conteúdo.
Também ficou definido que os provedores de aplicações de internet terão responsabilidade solidária pelos danos decorrentes de conteúdos gerados por terceiros em casos de crime ou atos ilícitos. Na responsabilidade solidária, a dívida pode ser cobrada de todos ou apenas da parte que tem mais probabilidade de quitá-la.
Ainda nesta semana, está na pauta do STF a discussão sobre os efeitos da decisão que passou a exigir a comprovação de intenção de cometer irregularidades para enquadrar um agente público por improbidade administrativa. Na prática, o entendimento dificulta a punição de gestores por erros, negligência ou má administração quando não houver prova de má-fé, tema que divide especialistas em combate à corrupção e defesa da administração pública.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu nas redes sociais nesta quarta-feira (11) o nome da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) para compor a chapa de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), como vice na disputa à Presidência da República.
Em publicação na rede X, Eduardo afirmou que Zanatta está "à altura do cargo" por sua lealdade e pelas pautas que defende no Congresso.
"Se os maus reclamam, este é o caminho", acrescentou.
A indicação de Júlia Zanatta representaria uma chapa puro-sangue do PL, com dois nomes do partido. Flávio ainda não definiu a vice, mas declarou em maio ter preferência por uma mulher no cargo.
O nome mais cotado até então era o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), inserida em uma negociação que envolvia o apoio do PP e do União Brasil à campanha de Flávio, considerado estratégico para ampliar tempo de televisão, estrutura eleitoral e capilaridade regional.
SE OS MAUS RECLAMAM, ESTE É O CAMINHO
— Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) June 11, 2026
Certamente a Dep. @apropriajulia (PL-SC) está a altura do cargo, basta ver sua lealdade, pautas que muito bem defende no Congresso e, claro, o esperneio da esquerda. pic.twitter.com/WBr9akiKYa
Em evento do PGP em Ipirá, Jerônimo Rodrigues diz que EUA “castigam” o Brasil em disputa sobre o Pix
Em evento do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026 no município de Ipirá, na Bacia do Jacuípe, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou sobre as sanções propostas pelos Estados Unidos ao Brasil, especialmente acerca do Pix. A declaração foi dada na noite deste sábado (5), na qual o gestor estadual comentou sobre a atuação do senador Flávio Bolsonaro no país americano, e afirmou que ele teria influenciado as ações do governo de Donald Trump.
Segundo o petista, “está na origem” da oposição atuar de forma a prejudicar o país ou um município por conta de desavenças políticas. “O país paga um salário a um senador para ele poder ir nos Estados Unidos lamber as botas do Tio Sam [referência à personificação nacional dos Estados Unidos] e pedir: 'castiga o Lula'”, diz Jerônimo.
“[Eles dizem]: 'Castiga o Brasil porque está na mão de um partido do campo da esquerda’. ‘Acaba o Pix porque...' — vou usar suas palavras, senador [Jaques Wagner] — não é política só não, tá? Tem política porque eles querem continuar com o gado escravizado”, diz o governador. Ao se referir à primeira-dama da Bahia, Tatiana Velloso, que é professora e estava na plateia, ele continua: “A aula de história que eu peguei sua, está tudo aqui. A geografia também está atenta", destaca.
Por fim, Jerônimo conclui que essas disputas de interesses “têm um conteúdo de política, mas têm um conteúdo de interesse econômico”. Segundo o petista, “eles sabem que há prejuízo da forma que a gente faz, porque um povo educado, um povo estudado, tem a cabeça mais apurada, sabe tomar decisões”, completa.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) publicou um vídeo em suas redes sociais nesta quinta-feira (04) para rebater as críticas que recebeu após sugerir a inclusão do sistema de pagamentos norte-americano Zelle em discussões bilaterais com os Estados Unidos. O ex-parlamentar negou que tenha defendido a substituição do Pix e acusou veículos de comunicação de distorcerem suas declarações.
“Jamais falei em substituir o pix! O Pix foi criado pelo meu pai, sem taxas, e assim deve permanecer”, escreveu Eduardo em sua publicação, classificando a repercussão do caso como uma "patifaria" em uma postagem. Confira sua fala abaixo:
?? VÍDEO: Eduardo Bolsonaro nega ter sugerido substituição do Pix por sistema americano
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 5, 2026
????????? Confira: pic.twitter.com/3V42PPHUks
A nova manifestação ocorre em meio a um histórico de relações tensas entre o clã Bolsonaro e a imprensa, frequentemente marcado por acusações mútuas de desinformação e divergências no enquadramento de declarações públicas. O próprio Eduardo foi desmentido sobre uma versão de que um jornalista "ligado ao PCC" rondou sua família. Após isso, o portal revelou que o jornalista apenas pediu uma entrevista, e foi negado.
E A FALA?
Em uma entrevista concedida ao canal TMC News, ao analisar possíveis estratégias de aproximação comercial com a futura gestão de Donald Trump, Eduardo Bolsonaro citou o Zelle, uma plataforma privada de transferências rápidas operada por um consórcio de bancos nos EUA. “Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos. Aqui é o Zelle. Então, dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos”, sugeriu o ex-deputado na entrevista gravada.
A fala foi interpretada por adversários políticos e críticos como uma abertura para a substituição ou facilitação de plataformas estrangeiras no mercado nacional, afinal o deputado sugere como uma possibilidade de negociação. A aspa que deflagrou reações imediatas da base governista. Na prática, ele propõe o uso do sistema como um instrumento de negociação e, logo em seguida, reforça que o Pix foi criado durante a gestão de seu pai.
Reveja a fala debatida abaixo:
Pediu sim!
— Lucas Sena (@lucsena2568) June 4, 2026
Eduardo Bolsonaro comemorou quando Trump tarifou o Brasil e ontem sugeriu que o Pix pode entrar numa negociação com os Estados Unidos com o Zelle
Bolsonaros Inimigos do Pix pic.twitter.com/gnXokZpxNa
PIX É DO BOLSONARO?
De modo simples, não. Aos fatos: o Pix foi lançado oficialmente em novembro de 2020, durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o histórico de desenvolvimento da ferramenta mostra uma construção que atravessou diferentes governos, seja Dilma, Temer e do próprio Bolsonaro. O Banco Central (BC) já desmentiu o ex-deputado cassado.
A primeira manifestação oficial sobre a necessidade de "soluções que permitam, a baixo custo, pagamentos de varejo em tempo real e ininterruptos" ocorreu em 2014, sob a gestão de Dilma Rousseff. O projeto começou a ser elaborado tecnicamente pelo corpo de servidores do Banco Central em maio de 2018, ainda no governo de Michel Temer, conforme registrado no Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro.
Na Portaria n.º 97.909, de maio de 2018, instituída pelo BC, foi criado o grupo de trabalho destinado a "contribuir para a construção de um ecossistema de pagamentos instantâneos competitivo, eficiente, seguro e inclusivo". O nome "Pix" ainda não era utilizado, mas as bases operacionais do sistema já estavam definidas naquele documento.
"A infraestrutura centralizada de liquidação será operada pelo Banco Central do Brasil e estará disponível 24 horas por dia, sete dias por semana e em todos os dias do ano. As transações serão liquidadas uma a uma, no momento em que a ordem de liquidação for aceita pela infraestrutura", determina a portaria.
Confira abaixo:
Registro da decisão que mostra a formação do grupo antes mesmo do governo Bolsonaro | Foto: Reprodução / DOU
De acordo com o Banco Central, esse grupo de trabalho para pagamentos instantâneos (GT-PI) representou "a primeira etapa para o desenvolvimento dos pagamentos instantâneos no Brasil". O debate foi aberto a partes interessadas e recebeu contribuições de mais de 130 participantes do setor.
A partir de outubro de 2019, já sob o governo de Jair Bolsonaro, teve início o desenvolvimento da infraestrutura tecnológica da ferramenta. A marca "Pix" foi lançada oficialmente em fevereiro de 2020. Segundo o Banco Central, o nome "é baseado em tecnologia, transação e pixel, e representa a transposição dos limites do sistema financeiro, a comunicação entre os agentes de mercado e a solidez do pixel".
Em outubro de 2020, um mês antes do lançamento oficial do sistema, o então presidente Jair Bolsonaro demonstrou desconhecer o meio de pagamento ao ser parabenizado por um apoiador na saída do Palácio da Alvorada. Na ocasião, Bolsonaro confundiu a ferramenta com medidas de desburocratização na aviação civil.
Ao ser informado pelo cidadão de que se tratava de um novo sistema de transferências financeiras criado pelo Banco Central, o então presidente respondeu: "Não tomei conhecimento, vou conversar esta semana com o [então presidente do BC] Roberto Campos".
O episódio recente expôs novamente a sensibilidade política em torno do Pix, uma ferramenta de alta aprovação popular cuja autoria histórica é disputada por diferentes correntes políticas de campanhas para as eleições de 2026, com distorções de membros ou ex-membros da política nacional sobre a inovação tecnológica.
Foto ilustrativa: Reprodução / Agência Brasil
O Palácio do Planalto reagiu de forma indireta ao caso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou contra o que chamou de "complexo de vira-lata", defendendo a valorização das tecnologias desenvolvidas no país. Na mesma linha, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, declarou que o Brasil não iria "ceder o Pix para empresas americanas", enquanto o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, classificou a sugestão como "entreguista". O PDT também emitiu nota alertando para possíveis riscos à soberania nacional.
Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro (PL), irmão de Eduardo, buscou blindar sua pré-campanha para 2026. Alvo de críticas nas redes sociais por conta de discussões sobre tarifas comerciais norte-americanas, Flávio posou com um cartaz com os dizeres "O Pix é do Brasil. E do Bolsonaro", enfatizando o papel do governo do pai na implementação da plataforma. Aliados do senador também reforçaram que a opinião emitida por Eduardo na entrevista, de caráter pessoal, não reflete o posicionamento oficial da campanha.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu nesta quarta-feira (03) que o Brasil avalie a substituição do Pix pelo sistema de pagamentos instantâneos norte-americano Zelle. Segundo o ex-parlamentar, a medida poderia ser utilizada como um gesto de boa vontade nas negociações comerciais com o governo de Donald Trump.
Confira sua declaração:
?? Eduardo Bolsonaro sugere que o Brasil abandone Pix e adote sistema dos EUA
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 4, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/qWQw8OSjMR
“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos. Aqui é o Zelle. Então, dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos”, alega Eduardo Bolsonaro.
O Zelle é um sistema de pagamentos e transferências rápidas amplamente utilizado nos Estados Unidos, mas que possui características estruturais e operacionais bastante distintas do Pix brasileiro.
EDUARDO E FLÁVIO
Vale contextualizar que seu irmão e pré-candidato Flávio Bolsonaro foi alvo de campanha de grupos da base do governo nas redes sociais após o anúncio de novas tarifas e acusado de ser responsável pelas mesmas, batizadas de "Tariflávio".
Fotos: Ricardo Stuckert / PR / Arthur Búrigo | Folhapress
Como resposta, Flávio pousou com um cartaz idêntico ao do presidente Lula, com os dizeres "O Pix é o do Brasil", mais a adição "E do Bolsonaro", como provocativa à pose do rival nas Eleições de 2026. Além de suas declarações na imprensa: “Tem que sentar na mesa e conversar. O Brasil não pode brigar com os Estados Unidos. O Pix é do Brasil. O Pix é do Bolsonaro. Não tem essa conversa de que alguém vai acabar com o Pix".
Até mesmo em postagem recente, o senador ressaltou a posição:
Por sua vez, o presidente Lula alega que é necessário abandonar o complexo nacional de vira-lata [sentimento de inferioridade e autodepreciação em que os brasileiros]: “Precisamos jogar fora o complexo de vira-lata, de achar que somos pequenos e que não temos nada. A gente precisa querer ter para poder fazer”, afirma.
Mesmo após a repercussão, Eduardo Bolsonaro segue alegando que Lula é contra a soberania nacional por meio das suas redes sociais:
Lula não defende a soberania do Brasil,
— Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) June 4, 2026
ele defende a soberania do crime.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o próximo dia 16 de junho o julgamento da ação penal que tem como réu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). O processo apura suposta prática do crime de coação no curso do processo por articulações realizadas nos Estados Unidos. A data foi definida pelo ministro Flávio Dino, presidente do colegiado, após o relator do caso, Alexandre de Moraes, liberar o processo para julgamento nesta quarta-feira (3).
Segundo a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República, Eduardo teria atuado junto a autoridades norte-americanas para defender a adoção de sanções contra integrantes do Judiciário brasileiro e medidas econômicas contra o país. A investigação sustenta que essas ações buscavam influenciar o andamento do processo que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
A denúncia foi apresentada em setembro de 2025 e aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF dois meses depois. De acordo com os autos, Eduardo também teria defendido a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e associado as medidas ao Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria afirma que o parlamentar buscou relacionar as sanções diretamente às decisões da Corte.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes liberou nesta quarta-feira (3) para julgamento a ação penal que tem como réu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O caso será analisado pela Primeira Turma da Corte, cabendo ao presidente do colegiado, Flávio Dino, definir a data da sessão.
Eduardo responde pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República em 2025 e aponta que o ex-parlamentar teria atuado nos Estados Unidos para pressionar integrantes do STF e influenciar o andamento de processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a acusação, Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo teriam buscado apoio de autoridades norte-americanas para promover sanções contra ministros da Suprema Corte e medidas econômicas contra o Brasil. O processo, inicialmente conjunto, foi posteriormente desmembrado.
A defesa do ex-deputado é realizada pela Defensoria Pública da União, que questiona a condução do caso e pede a nulidade da ação. Entre os argumentos apresentados estão a alegação de falta de imparcialidade de Moraes e a tese de que as manifestações de Eduardo estariam protegidas pela imunidade parlamentar e pela liberdade de expressão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) responsabilizou diretamente, nesta terça-feira (2), a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela elaboração de um relatório governamental dos Estados Unidos que propõe uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. A proposta americana alega a existência de práticas restritivas ao comércio por parte do Brasil.
Veja o momento:
Durante discurso em um evento no município de Catalão, no sul de Goiás, o petista subiu o tom contra os filhos do ex-mandatário, classificando-os como "traidores" e "vendilhões da pátria".
“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores do que ele, e são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer em alto e bom som. São traidores”, dispara Lula.
O presidente ainda relembrou o passado brasileiro, com o herói símbolo da República nacional: “Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado”, pontua.
Em nota oficial, o governo brasileiro manifestou "indignação" com o relatório apresentado pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). No comunicado, o Executivo federal argumentou que o documento foi produzido sob "provocação da família Bolsonaro" e criticou o que considerou uma tentativa de ingerência em assuntos internos do país.
O próprio Trump fez uma postagem agradecendo a reunião com Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro no Salão Oval. "Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!", escreveu o presidente norte-americano.
Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, reagiu às declarações e articulações do Partido dos Trabalhadores que o associam a essa nova onda de tarifas. Negando que tenha pedido mais tarifas ao Brasil.
"Eu pedi expressamente: 'não taxem as empresas brasileiras'. Em 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual. O nosso agro alimenta o mundo e não é justo taxar as nossas empresas. Temos que valorizar a nossa tecnologia, o nosso Pix, o nosso etanol, que é uma energia limpa", relata Flávio em entrevista à Rádio Itatiaia.
Relembre em postagem do senador:
(Nota atualizada às 19h07 para incluir hiperlinks e postagens)
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) publicou, nesta quinta-feira (28), um vídeo gerado por inteligência artificial (IA) que mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) cantando ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tocando piano. Na simulação com tom de humor, o presidente Lula (PT) é retratado do lado de fora da residência oficial, observando a cena por meio da janela.
Confira o vídeo:
Essa postagem foi compartilhada com a legenda "Isso é IA? Is that AI?", em uma referência direta às especulações e memes que circularam na internet questionando a autenticidade das fotos do encontro real entre Flávio e Trump na Casa Branca.
Momento em que Flávio anda pela Casa Branca:
Meu amigo Flávio na Casa Branca. pic.twitter.com/qDWJsPy6q6
— Nanibarbosa (@RosaneBonoro) May 26, 2026
COMO FOI A VISITA?
A visita de fato ocorreu na última terça-feira (26), no Salão Oval, no entanto, estava fora da agenda oficial. De modo rápido, o pré-candidato visitou o gabinete da presidência norte-americana. Segundo a apuração da imprensa, Flávio passou 1h e 40min na Casa Branca, mas a reunião teria sido rápida.
Foto divulgada de Flávio Bolsonaro | Foto: Reprodução / Redes Sociais
Diferentemente da versão alegada pelos Bolsonaro e reproduzida pelo blogueiro Paulo Figueredo, Flávio não foi recebido como "um chefe de Estado". Em uma foto que viralizou, ele exibiu uma moeda como símbolo de honra para a base bolsonarista, todavia o objeto é uma "challenge coin" destinada a visitas à Casa Branca.
Na coletiva de imprensa, Flávio descreveu o presente como um “gesto raro, reservado apenas a aliados de confiança”. Segundo ele, a entrega simboliza “o tipo de líder que Trump é e a relação construída” entre o bolsonarismo e o governo do presidente norte-americano.
Imagens da passagem do senador na Casa Branca | Foto: Reprodução / Redes Sociais
O item em questão é uma challenge coin, espécie de moeda comemorativa semelhante a um medalhão, tradicionalmente utilizada entre militares e autoridades dos Estados Unidos. No meio militar, receber a peça representa reconhecimento, prestígio e pertencimento a um grupo seleto.
A honraria, no entanto, não é restrita a autoridades ou aliados políticos. Trump já entregou moedas semelhantes até mesmo a crianças que demonstraram apoio ao governo durante visitas à Casa Branca. Em janeiro deste ano, por exemplo, um menino de 6 anos recebeu o objeto após explicar ao presidente o processo correto de pasteurização do leite.
O símbolo também costuma ser distribuído por Trump a crianças durante partidas oficiais da NFL, como forma de interação e reconhecimento público.
REPERCUSSÃO NAS REDES
Na música interpretada pelos avatares digitais, Trump refere-se a Flávio como "meu amigo" e canta o verso "Eu sei que você está com ciúmes da nossa química". Em outro trecho, a canção menciona que tentam "tirá-lo da corrida" e "trancá-lo em uma cela", em uma clara alusão às investigações judiciais enfrentadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
A peça audiovisual busca reforçar o discurso de proximidade e alinhamento político entre o governo norte-americano e a família Bolsonaro. Essa publicação de Eduardo Bolsonaro é uma reação à forte repercussão que o encontro presencial gerou nas redes sociais ao longo da semana.
Também participaram o economista Paulo Figueiredo e o próprio Eduardo, que dividiram opiniões e motivaram publicações de parlamentares da base governista e da oposição. Vale lembrar que as postagens são na mesma semana em que o portal The Intercept Brasil revelou a casa de R$ 6 milhões do ex-deputado cassado no estado do Texas.
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / The Intercept Brasil
Os comentários na internet concentraram-se em duas vertentes principais: suspeitas infundadas de que as imagens do encontro teriam sido forjadas digitalmente e tentativas de associar a imagem do senador Flávio Bolsonaro à recente crise envolvendo o Banco Master.
O portal The Intercept Brasil divulgou, nesta quinta-feira (28), o registro em vídeo da abordagem de um repórter à residência de R$ 6 milhões onde vive o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), na cidade de Southlake, no Texas. As imagens revelam que o profissional atuou de forma cordial: caminhou pela calçada de acesso público, tocou a campainha para solicitar uma entrevista e saiu após a recusa.
A esposa do ex-parlamentar, a influenciadora Heloísa Bolsonaro, havia relatado ainda que ele ficou um tempo usando o celular no carro. Algo que não aparece no vídeo. Contudo, é visível sua recusa, e o repórter se retira quase que imediatamente. Confira o vídeo abaixo:
O caso ocorreu na sexta-feira da semana passada, dia 22 de maio. Minutos após a visita do jornalista, Eduardo Bolsonaro acionou as autoridades policiais locais, alegando que um indivíduo estaria a rondar e a bater à porta da sua habitação de forma suspeita.
Em resposta aos questionamentos, o departamento de polícia de Southlake confirmou o registro do boletim de ocorrência, mas informou que não há nenhuma investigação aberta sobre o caso, uma vez que a conduta do jornalista não configurou qualquer ilícito penal.
Nos Estados Unidos, o livre exercício da atividade jornalística é garantido pela Primeira Emenda da Constituição.
DECLARAÇÕES FEITAS
Após o incidente de sexta-feira (22), Eduardo Bolsonaro fez declarações nas redes sociais com críticas à atuação da imprensa. O ex-deputado associou a abordagem do repórter a uma organização criminosa paulista.
“O que pretendem pessoas ligadas ao PCC ao invadir minha privacidade e constranger minha esposa e minha filha de apenas 5 anos?”, escreveu em sua conta oficial.
Relembre a versão do ex-deputado:
O ex-parlamentar afirmou ter-se sentido ameaçado e fez menção à legislação local sobre armas no Texas, onde reside desde 2025. “Aqui no Texas muitas pessoas têm armas em casa e, normalmente, as pessoas que você recebe na sua casa são pessoas que você conhece. Não estou fazendo ameaça a ninguém, estou só falando que é uma situação totalmente grave”, alega em vídeo.
A influenciadora e esposa, Heloísa Bolsonaro, fez uma postagem mostrando o momento em que sua filha foi à porta "achando que fosse o pai". Contudo, não houve um contato direto entre a filha do casal e o repórter. Na publicação, a influenciadora até diz "uma casa de $5 [mil]. Texas, um sonho". Confira a postagem:
Postagem da esposa | Foto: Reprodução / Redes Sociais
A Polícia Federal investiga se a sua estadia no exterior é custeada com recursos associados ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A linha de investigação apura transações de R$ 61 milhões que teriam sido intermediadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para financiar um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro.
Uma investigação publicada pelo portal Intercept Brasil nesta quarta-feira (27) revelou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro reside atualmente em uma mansão avaliada em cerca de R$ 6 milhões na cidade de Southlake, localizada no estado do Texas, nos Estados Unidos. A cidade está listada entre as comunidades de maior poder aquisitivo do país norte-americano.
A residência, de acordo com anúncios imobiliários que estiveram ativos até fevereiro deste ano, possui estrutura de alto padrão e já foi oferecida para locação por aproximadamente R$ 30 mil mensais. Atualmente, Eduardo Bolsonaro tem seus bens bloqueados pela Justiça brasileira e, publicamente, afirma que "mora de aluguel" e enfrenta dificuldades financeiras.
A Polícia Federal investiga se o ex-parlamentar recebe suporte financeiro proveniente do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, conforme informações publicadas originalmente pelo portal G1.
BENS DECLARADOS
Em sua última prestação de contas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o pleito de 2022, Eduardo Bolsonaro declarou um patrimônio total de R$ 1,76 milhão. Deste montante, R$ 1 milhão correspondia a um imóvel financiado, R$ 160 mil a uma propriedade quitada e R$ 600 mil a depósitos bancários oriundos da comercialização de um curso online.
Ainda no dia 17 de maio, em publicação no Instagram, o ex-deputado negou ser proprietário de um imóvel em Arlington (que havia sido objeto de notícias na imprensa nacional) e reiterou que reside sob regime de aluguel nos Estados Unidos, mencionando dificuldades para "honrar as parcelas" de um financiamento imobiliário de longo prazo que possui no Brasil.
Em transmissão ao vivo realizada na mesma data, Eduardo afirmou que se mantém no exterior por meio de “renda passiva” e confirmou ter recebido um repasse de R$ 2 milhões de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A transferência, realizada via Pix, foi confirmada publicamente pelo próprio Jair Bolsonaro em junho de 2025. Na ocasião, o ex-deputado não detalhou outras fontes de renda.
Anúncios imobiliários ativos até fevereiro deste ano mostram estrutura da mansão | Foto: Reprodução / Homes.com/
O endereço em Southlake foi confirmado pelo Intercept por meio do cruzamento de registros públicos do estado do Texas, dados comerciais de inteligência, publicações da família Bolsonaro em redes sociais e verificação presencial.
Durante a apuração no local, um repórter do portal esteve na calçada da residência e solicitou uma entrevista. A influenciadora Heloísa Bolsonaro, esposa do ex-parlamentar, atendeu o profissional e recusou o pedido de pronunciamento.
Após o contato, Eduardo Bolsonaro acionou a polícia local, alegando a presença de um indivíduo suspeito ao redor da residência. De acordo com o boletim de ocorrência obtido pela reportagem, a polícia de Southlake informou que não há nenhuma investigação criminal aberta sobre o episódio, uma vez que a atividade jornalística é protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (26) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados como organizações terroristas. A declaração foi dada após reunião entre os dois no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Segundo Flávio, o tema foi tratado diretamente durante o encontro com o presidente norte-americano.
“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou o parlamentar durante entrevista coletiva.
O senador também criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas relações com os Estados Unidos e disse que atua em direção oposta ao governo federal no debate sobre segurança pública e combate às facções criminosas.
Apesar do pedido, Flávio Bolsonaro afirmou que Trump não deu uma resposta definitiva sobre a possibilidade de enquadrar as facções brasileiras como grupos terroristas. “Ele ficou de avaliar”, declarou.
O deputado estadual baiano Leandro de Jesus (PL), foi convidado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro para integrar a comitiva de parlamentares brasileiros que acompanha a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos. O parlamentar já está em solo americano ao lado de Eduardo Bolsonaro.
“O Eduardo é diferenciado e consegue ler muito bem a política brasileira. Estamos aqui representando a Bahia para dizer que a esquerda vai perder em outubro”, afirmou o deputado baiano.
De acordo com o pré-candidato a deputado federal, o senador Flávio Bolsonaro informou, em ligação neste sábado (23), que deve chegar aos Estados Unidos nos próximos dias para uma reunião com o presidente norte-americano Donald Trump, a convite da Casa Branca.
Flávio também afirmou que mantém conversas frequentes com o ex-presidente Jair Bolsonaro e destacou que o grupo deve permanecer mobilizado politicamente.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) acionou as autoridades policiais dos Estados Unidos na última sexta-feira (22) após um repórter do portal Intercept Brasil bater à porta de sua residência, no Texas. Ao relatar e criticar o episódio em suas redes sociais, o ex-parlamentar alega que o jornalista poderia ter feito uma prática criminosa por bater na porta e fazer perguntas aos vizinhos.
Confira a postagem:
???? GRAVE! O que pretendem pessoas ligadas ao PCC ao invadir minha privacidade e constranger minha esposa e minha filha de apenas 5 anos??? pic.twitter.com/tYKewFa9RE
— Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) May 23, 2026
MENÇÃO AO PCC
Em seu posicionamento nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro sugeriu que a abordagem do jornalista com uma facção criminosa paulista. “O que pretendem pessoas ligadas ao PCC [Primeiro Comando da Capital] ao invadir minha privacidade e constranger minha esposa e minha filha de apenas 5 anos?”, escreve.
O ex-parlamentar disse ter se sentido ameaçado e fez menção ao fato de que, no estado norte-americano onde reside autoexilado desde 2025, a posse de armamento civil é comum. Sua esposa também faz a menção em postagens nas redes.
“Aqui no Texas muitas pessoas têm armas em casa e, normalmente, as pessoas que você recebe na sua casa são pessoas que você conhece. Não estou fazendo ameaça a ninguém, estou só falando que é uma situação totalmente grave”, diz Eduardo em vídeo.
O Intercept Brasil é o veículo responsável por revelar transações financeiras de R$ 61 milhões envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Conforme as investigações, os recursos teriam sido supostamente intermediados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para financiar um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, tendo como destino final um fundo gerido por um advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Sede do Arlington Police Department | Foto ilustrativa: Reprodução / Google Maps
De fato, o endereço do ex-membro da Câmara dos Deputados não é de conhecimento público. O Departamento de Polícia de Arlington (Texas) não fez nenhuma manifestação pública sobre o caso.
Há suspeitas de que os valores estejam sendo utilizados para custear a permanência do ex-deputado em território americano. Em uma nota enviada ao site Metrópoles, a redação do Intercept confirma que um jornalista contratado estaria atuando de forma ética sobre uma matéria do então ex-deputado Eduardo Bolsonaro e que segue acompanhando o caso.
Leia a nota na íntegra:
“Estamos acompanhando a situação envolvendo um jornalista local experiente, contratado pelo Intercept Brasil para esta cobertura, incluindo ameaças, mentiras e exposição pública relacionadas ao exercício da atividade jornalística, que cumpre todos os padrões éticos e profissionais.
No momento, seguimos acompanhando o caso e avaliando os desdobramentos relacionados à segurança do profissional envolvido", conclui o The Intercept Brasil.
O ex-candidato a vereador da capital baiana, o policial militar André Porciúncula adquiriu uma casa de R$3,6 milhões nos Estados Unidos por meio de um fundo financeiro administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro, que também gerenciou os milhões de dólares aportados por Daniel Vorcaro no filme “Dark Horse”. A informação foi publicada nesta sexta-feira (22), pela jornalista Malu Gaspar, no O Globo.
Acontece que, quando concorreu a vereador de Salvador pelo PL em 2024, o policial militar declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio de apenas R$ 164 mil nas eleições de 2024. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a casa de US$ 726 mil foi adquirida em fevereiro passado pelo Mercury Legacy Trust, fundo administrado por Paulo Calixto, advogado de imigração de Eduardo.
Calixto também administra o fundo Havengate, que recebeu parte dos R$ 61 milhões de reais injetados pelo dono do Banco Master para a produção do longa sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa relação entre a família Bolsonaro, o fundo Havengate e Daniel Vorcaro levantou suspeitas de que o imóvel fosse destinado a Eduardo Bolsonaro.
FUNDO E PATRIMÔNIO
Em entrevista ao jornal Metrópoles, André Porciúncula disse ser o dono da casa desde 2023, quando se mudou do Brasil para os Estados Unidos. André Porciúncula atuou como
ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro em 2022. Ele disse ainda que, ao lado da esposa, que também seria dona do Mercury, fizeram um financiamento bancário, e usaram o fundo para reduzir os impostos de herança a serem pagos pelos filhos.
Acontece que o patrimônio declarado por Porciúncula há dois anos é incompatível com o padrão milionário da residência. Em 2024, quando informou ao TSE ter R$ 164 mil em bens, o ex-secretário listou um automóvel Honda HR-V fabricado em 2018 com valor declarado de R$ 86 mil, uma moto Honda NXR160 Bros ESDD de R$ 8 mil e participações societárias em duas empresas, a Alpen Segurança Patrimonial Ltda e a Alpen Security Serviços de Portaria, que somavam R$ 70 mil.
Já nos Estados Unidos, André fundou uma entidade chamada Instituto Liberdade junto com um ex-sócio de Eduardo Bolsonaro chamado Paulo Generoso. De acordo com informações da Agência Pública, o agente registrado junto ao governo do Texas para receber documentos legais, fiscais e notificações do governo é Paulo Calixto — que também é o responsável pelo Havengate, o fundo usado pela produtora Go Up Entertainment, responsável pela produção de “Dark Horse”, para receber remessas internacionais, incluindo pagamentos de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Ao Metrópoles, ele declarou ter um Greencard, documento dos EUA que atesta a autorização permanente de residência e trabalho no país. A compra da casa de US$726 mil pela casa por meio do Mercury Legacy Trust veio a público depois que a atuação de Paulo Calixto, passou a ser alvo de escrutínio.
O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) confirmou que viajará aos Estados Unidos para participar de reuniões com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), em meio à repercussão envolvendo o filme “Dark Horse” e os áudios atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro. Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar afirmou que o encontro, previsto para ocorrer em Dallas, no Texas, terá foco nas eleições de 2026 e não será bancada pelos cofres públicos.
“Alguns temas específicos que dizem respeito, por exemplo, às eleições agora de 2026, os desdobramentos dos próximos meses, as nossas estratégias de expansão, de campanha e de busca do resultado que nós esperamos ter no Brasil como um todo. [...] Só para deixar claro: os recursos que pagam essa minha viagem aos Estados Unidos são recursos próprios”, declarou.
Leandro também destacou que Eduardo Bolsonaro acompanha de perto a política baiana e apoia sua pré-candidatura a deputado federal. “No caso da Bahia, especialmente o Eduardo, ele é um apoiador direto em relação à minha caminhada”, disse. O deputado ainda citou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto ao comentar o cenário eleitoral no estado. Segundo ele, Eduardo considera Neto “o único nome de oposição capaz de vencer o PT na Bahia”.
Durante a entrevista, Leandro de Jesus também saiu em defesa do filme “Dark Horse”, projeto inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o parlamentar, as críticas envolvendo o longa e as recentes revelações sobre negociações financeiras seriam motivadas pelo crescimento político do grupo bolsonarista.
“Toda essa 'desinformação' está sendo criada exatamente porque estávamos num cenário em que o Flávio vinha despontando para derrotar o Lula. O filme retrata uma história real do Jair Bolsonaro e reacende essa chama sobre aquilo que nós queremos para o Brasil”, afirmou.
As reuniões organizadas por Eduardo Bolsonaro devem reunir deputados federais, estaduais e pré-candidatos ligados ao PL. Os encontros também são vistos como uma demonstração de apoio ao filho do ex-presidente após a divulgação de reportagens sobre o financiamento do filme e movimentações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) negou ter recebido recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para custear sua estadia nos Estados Unidos ou atuar como produtor do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em vídeo publicado em seu canal no YouTube, Eduardo afirmou que investiu cerca de US$ 50 mil do próprio bolso para garantir a contratação de um diretor de Hollywood responsável pelo roteiro da produção.
"Recebi de volta o dinheiro investido, referente ao contrato com a produtora, mas essa transação não passou pelo fundo de investimento. A afirmação de que Eduardo Bolsonaro é financiado por Daniel Vorcaro é falsa. Investi US$ 50 mil nos Estados Unidos. O objetivo era garantir um contrato com um diretor de Hollywood, para que ele pudesse elaborar o roteiro e dar início ao projeto. Esse contrato permitiu manter o diretor por dois anos, assumindo eu, pessoalmente, todos os riscos," declarou.
Segundo o ex-parlamentar, o valor foi enviado aos Estados Unidos para manter o diretor ligado ao projeto por dois anos, até a chegada de investidores interessados em financiar o longa. Ele também afirmou que chegou a constar como diretor-executivo do filme em um contrato antigo, mas disse que deixou a função após a criação de uma estrutura de investimento fora do Brasil.
A declaração ocorre após reportagens apontarem que o banqueiro Daniel Vorcaro teria destinado recursos para a produção do filme, alvo de apurações sobre a origem e destinação do dinheiro.
CONFIRA:
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (15) que podem surgir novos vazamentos envolvendo conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mas garantiu que toda a relação entre os dois foi ligada apenas ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL).
“É legitimo que pensem dessa forma [sobre novos vazamentos], mas não tem nada diferente do filme. Pode vazar um 'videozinho' mostrando o estúdio que eu possa ter enviado pra ele, algum encontro que eu possa ter tido com ele, foi tudo para tratar sobre o filme, não vai ter surpresinha”, disse à CNN Brasil.
Flávio também afirmou estar disposto a divulgar os contratos ligados ao financiamento do longa, mas alegou que os documentos pertencem a um fundo privado nos Estados Unidos e seguem regras de compliance. O senador ainda pediu desculpas por ter negado inicialmente contato com Vorcaro após a divulgação de mensagens pelo The Intercept Brasil.
“Se alguém não entende a razão da minha obrigação de me comportar daquele jeito, eu peço desculpas. Eu sabia que isso ia acontecer, essa perseguição, sabia que iam jogar sujo”, declarou.
Ao comentar a participação do irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), Flávio afirmou confiar “100%” nele e no deputado federal Mário Frias (PL). De acordo com o senador, Eduardo chegou a investir recursos próprios no projeto para manter o roteirista ligado à produção.
Eduardo Bolsonaro assinou contrato como produtor-executivo de Dark Horse e teria poder pelo dinheiro
O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) ocupou um papel muito mais central do que o de simples "cedente de imagem" na produção de Dark Horse, a cinebiografia sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Contratos assinados e diálogos exclusivos obtidos pelo portal The Intercept Brasil revelam que Eduardo atuou como produtor-executivo, detendo responsabilidades e poder de decisão sobre a gestão financeira e o controle orçamentário do projeto audiovisual.
Os registros desmentem categoricamente as afirmações feitas pelo próprio Eduardo em suas redes sociais na última quinta-feira (14). Na ocasião, o parlamentar cassado tentou minimizar seu envolvimento, omitindo sua conexão direta com a busca de financiamento para a obra.
Veja suas declarações nas redes sociais:
Desculpe o desabafo, mas essa gente precisa ouvir umas verdades!
— Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) May 15, 2026
???? pic.twitter.com/uqHaE40q3y
No entanto, um contrato datado de novembro de 2023 coloca Eduardo e o deputado Mario Frias (PL) no comando da produção-executiva, cargo que implica o manejo direto de verbas.
NOVAS REVELAÇÕES
A influência de Eduardo não se limitava ao título no papel. Mensagens trocadas entre o empresário Thiago Miranda e o banqueiro Daniel Vorcaro, em março de 2025, expõem o deputado como um articulador financeiro estratégico. Em um dos diálogos, Eduardo orienta Miranda sobre a melhor forma de movimentar recursos para os Estados Unidos: "O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo", escreveu.
Ele demonstrou preocupação com a burocracia das remessas internacionais, sugerindo que, caso os valores não fossem enviados pelo "sistema atual" de forma célere, a operação poderia tardar até seis meses (o que prejudicaria o cronograma da produção). Esse movimento coincide com o período em que Eduardo anunciou licenciamento do mandato para se estabelecer em solo americano.
Contrato cita que Eduardo, que consta como “financiador”, se compromete a “financiar" | Foto: Reprodução / The Intercept Brasil
A reportagem teve acesso ainda a uma minuta de aditivo contratual de fevereiro de 2024, em que Eduardo Bolsonaro é qualificado especificamente como "financiador". O documento indica que ele se comprometeria a financiar parcialmente a produção, o que derruba a tese de que sua participação se restringia ao uso de sua história de vida.
O contrato foi assinado de maneira digital, e apesar de a data ser 26 de novembro de 2023, a assinatura de Eduardo Bolsonaro foi oficializada no acordo em 30 de janeiro de 2024 | Foto: Reprodução / The Intercept Brasil
A produtora do filme, a GoUp Entertainment, sediada na Flórida, compartilha sócios com o Instituto Conhecer Brasil. Esta organização está sob a lupa do Ministério Público e do STF por suspeitas de irregularidades em contratos milionários de Wi-Fi público em São Paulo e no uso de emendas parlamentares destinadas por Mario Frias. A mesma negou qualquer financiamento de Vorcaro em nota para a imprensa.
A Polícia Federal investiga agora se parte dos US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) negociados pelo senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro foi utilizada para custear a vida de Eduardo Bolsonaro nos EUA. Os indícios apontam que ao menos US$ 10,6 milhões foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025 para um fundo controlado por aliados de Eduardo, incluindo seu advogado de imigração.
Eduardo e Flávio Bolsonaro foram procurados, mas não responderam até o momento. A defesa de Mario Frias nega que Eduardo tenha sido produtor ou recebido valores. Já o empresário Thiago Miranda afirmou que sua atuação limitou-se a intermediar o contato entre investidores e interessados no projeto.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) negou, nesta quinta-feira (14), ter recebido recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro para manter sua permanência nos Estados Unidos. A declaração ocorreu após a Polícia Federal (PF) iniciar apurações sobre possíveis repasses vinculados ao empresário para financiar despesas do ex-parlamentar no exterior.
Investigadores tentam esclarecer se os valores destinados ao filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, tiveram outra finalidade. Nas redes sociais, Eduardo afirmou que seu processo migratório nos EUA impediria qualquer irregularidade financeira.
“Meu status migratório não permitiria, se isso tivesse acontecido o próprio governo americano me puniria. No meu processo migratório expliquei as autoridades americanas toda a origem dos meus recursos e não tive qualquer problema, porque aqui não vigora um regime de exceção. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, escreveu.
Ele também declarou que informou às autoridades americanas a origem dos recursos utilizados durante o processo migratório e negou qualquer problema com a documentação apresentada.
As investigações analisam se o dinheiro enviado ao fundo responsável pelo filme foi realmente aplicado na produção audiovisual ou se parte dos recursos teria sido usada para bancar despesas pessoais nos Estados Unidos.
Em entrevista à GloboNews, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que os recursos pagos por Vorcaro foram destinados exclusivamente ao fundo do filme e administrados por um advogado ligado a Eduardo.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (14) que os recursos obtidos junto ao banqueiro Daniel Vorcaro foram utilizados exclusivamente na produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar negou que o dinheiro tenha sido usado para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.
“Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para esse filme, são integralmente utilizados para fazer o filme”, declarou em entrevista à GloboNews.
As declarações ocorreram após reportagens do The Intercept Brasil divulgarem mensagens e áudios em que Flávio aparece cobrando recursos de Vorcaro para financiar o longa. Segundo as publicações, cerca de R$ 61 milhões teriam sido destinados ao projeto.
O senador afirmou que sua participação se limitou à busca de investidores para viabilizar a produção audiovisual. Ele também disse que eventuais pagamentos a advogados estariam ligados à administração do fundo responsável pelo financiamento do filme. “Não tem por que querer empurrar uma intimidade que não tenho”, afirmou.
O caso também é alvo de apuração da Polícia Federal, que investiga se parte dos recursos pode ter sido utilizada para bancar despesas e articulações políticas de Eduardo nos Estados Unidos. A polêmica envolvendo o financiamento do filme ocorre em meio às investigações relacionadas ao Banco Master e à atuação de Daniel Vorcaro no mercado financeiro.
ASSISTA:
????URGENTE - Malu Gaspar questiona Flávio Bolsonaro por que o dinheiro foi para um fundo gerido pelo advogado de Eduardo
— SPACE LIBERDADE ? (@NewsLiberdade) May 14, 2026
Flávio - “Eu não sei de detalhes. Esse advogado é gestor desse fundo (…) é uma pessoa de confiança do Eduardo”
Malu - “então o senhor não sabe o destino?” pic.twitter.com/m1RfrTVBzW
Em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que valores captados junto ao banqueiro Daniel Vorcaro tivessem sido utilizados para custear despesas do seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos.
O pré-candidato repetiu explicação dada nas redes sociais no dia anterior sobre suas conversas com o dono do Banco Master, reveladas pelo site The Intercept. Flávio colocou que ele apenas estava buscando recursos para financiar a produção do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Minha participação foi buscar investidores para colocar de pé um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, meu pai, uma pessoa que está passando por uma grande perseguição e foi vítima de uma farsa por meio de uma corte, e é meu sonho fazer com que a história de vida dele, que é emocionante, seja uma homenagem em forma de filme”, disse o senador, reforçando que todos os recursos foram destinados exclusivamente ao filme.
A Polícia Federal iniciou uma nova linha de investigação para apurar se o dinheiro solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro serviu para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A PF quer identificar se o montante negociado com Vorcaro de fato foi destinado para o filme ou se a produção serviu para camuflar o repasse das verbas.
Isso porque cerca de US$ 2 milhões teriam sido transferidos para um fundo sediado no Texas denominado Havengate Development Fund LP, que tem como um dos responsáveis legais Paulo Calixto, advogado de Eduardo.
Na entrevista, Flávio Bolsonaro explicou que o fundo criado para financiar o filme teve utilização específica. Segundo ele, todos os recursos captados e enviados ao fundo foram utilizados “integralmente” para fazer o filme.
O pré-candidato ainda justificou a aproximação com investidores privados para o projeto cinematográfico. “Fui buscar investimento privado para um filme em homenagem ao meu próprio pai”, declarou.
Questionado sobre sua relação com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro negou ter relação próxima com o banqueiro, além das tratativas relacionadas ao filme. “Eu não tenho nenhum contato com Daniel Vorcaro, a não ser para tratar de filme. As conversas mostram isso”, afirmou.
Outro questionamento foi feito pela emissora sobre o tom informal das mensagens trocadas com Vorcaro, o senador do PL do Rio de Janeiro disse que expressões como “irmão” e “mermão” fazem parte do vocabulário popular carioca e não indicam proximidade pessoal.
“Irmão, mermão, é uma expressão que a gente usa para cumprimentar, até para pedir um coco na praia. É igual guri no Rio Grande do Sul, piá no Paraná, mano em São Paulo. Não tem por que querer empurrar goela abaixo uma intimidade que não tenho”, concluiu o senador.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) utilizou, nesta quinta-feira (14), a doação de R$ 1 milhão feita por Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ao Partido Novo, de Minas Gerais, para atacar o pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema.
Nas redes sociais, Eduardo disse que Zema estaria se aproveitando acerca da polêmica envolvendo mensagens e áudios trocados entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master em novembro do ano passado.
“Nem sequer ouviu o outro lado. Bastaram algumas horas para a ‘união da direita’ e o ‘potencial vice’ se aproveitarem e lançarem essa acusação sem fundamento. Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou uso de recursos públicos. Não seja tão baixo, tão vil, Romeu Zema”, disse o ex-parlamentar em seu perfil do X (antigo twitter).
Eduardo ainda compartilhou detalhes de uma prestação de contas do Partido Novo e ressaltou acerca do repasse feito por Henrique Vorcaro. Na publicação, o ex-deputado indagou se a doação não seria semelhante ao caso envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro.
Zema respondeu o questionamento em um post no twitter apontando acerca da diferença de oportunismo e coerência.
“Pra quem não sabe diferenciar oportunismo de coerência: o problema é seu.”
As críticas ao ex-governador chegam após Zema considerar “imperdoável” e “um tapa na cara dos brasileiros de bem”, o pedido de dinheiro feito por Flávio ao banqueiro, para financiar o filme “Dark Horse”, que conta a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PT).
Após o post, o pré-candidato ao Senado por Santa Catarina e também irmão de Flávio, se referiu ao ex-gestor mineiro como "comedor de casca de bananas" e disse que ele estaria "passando todos os limites".
No parecer enviado à Corte, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que Eduardo tentou pressionar autoridades brasileiras por meio de articulações junto aos Estados Unidos para favorecer o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da chamada trama golpista. Segundo a PGR, o ex-parlamentar utilizou redes sociais e entrevistas para defender sanções estrangeiras contra ministros do STF e contra o Brasil.
Em publicação no X, Eduardo compartilhou um vídeo em que o ministro Alexandre de Moraes afirma não se sentir ameaçado após sofrer sanção baseada na Lei Magnitsky.
“Se o próprio Moraes, em vídeo, diz não se dobrar a isso que eles chamam de “ameaça” da minha parte, que coação é essa? Será que um poderoso ministro do STF é tão sensível assim? Qual vídeo/post eu ameaço Moraes, @MPF_PGR Gonet? Ou falando que atuo para absolver meu pai? Mostre ao público e detone-me, por favor”, escreveu Eduardo.
O ex-deputado ainda desafiou a PGR a apresentar provas de ameaças contra Moraes ou de tentativa de interferência no julgamento do pai.
CONFIRA:
Se o próprio Moraes, em vídeo, diz não se dobrar a isso que eles chamam de “ameaça” da minha parte, que coação é essa? Será que um poderoso ministro do STF é tão sensível assim?
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Qual vídeo/post eu ameaço Moraes, @MPF_PGR Gonet? Ou falando que atuo para absolver meu pai? Mostre… pic.twitter.com/huJnvAxXXc
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro confirmou que vai apoiar o candidato ACM Neto nas eleições para o governo da Bahia em 2026. Durante entrevista ao Jornal Comunica Brasil, o ex-parlamentar descartou a possibilidade de se manter neutro no próximo pleito.
?? Dos EUA, Eduardo Bolsonaro confirma apoio a ACM Neto em disputa na Bahia: “Não adianta torcer o nariz”
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“O voto nulo não vai resolver nada e o PT você pode descartar, então gostando ou indo por um processo de exclusão, você vai chegar em ACM Neto. E a política é interessante porque eu sei que vai ter gente que vai torcer o nariz. Gente, não adianta torcer o nariz, tem arroz e tem feijão. Quer se alimentar de quê? Ah, eu gosto de purê, eu gosto de galinha, não, é arroz e feijão, vai querer o quê?”, afirmou.
Para Eduardo, o candidato do União Brasil desponta como o favorito para o pleito desse ano. Na visão dele, a aliança com João Roma, que será candidato ao senado, pode ser um fator decisivo na disputa com o governador Jerônimo Rodrigues.
“Na (eleição) anterior, alguns amigos da Bahia falam que ele (teria ganho) se tivesse feito um acordo com o João Roma, que performou exatamente aquilo que faltou para o ACM Neto ganhar no primeiro turno. Isso acabou abrindo margem para a vitória do Jerônimo no segundo turno, enfim, mas isso daí são águas passadas, o Neto voltou a ter uma boa relação com o João Roma, então isso faz com que tenha realmente uma possibilidade grande de eleição”.
O ex-parlamentar está nos EUA desde março de 2025, quando se licenciou do cargo de deputado federal, alegando perseguição política no Brasil. Apesar do nome de Neto não ser unanimidade entre os eleitores do campo bolsonarista, Eduardo ressaltou a importância dos apoiadores não anularem o voto.
“Eu não sou da Bahia, mas eu acho que até pra quem não é da Bahia é fácil de chegar nesse raciocínio por você não vai votar nulo. Primeiro, porque você não é vagabundo do MBL, que fala para as pessoas irem para a praia durante a eleição e fala que a culpa é do Bolsonaro depois que o Lula é eleito. Somos pessoas que temos responsabilidade. A política é a arte do possível, então, na Bahia, estamos com ACM Neto e vamos dar esse grande passo para tirar o PT do coração do Brasil que é aí na Bahia”, concluiu.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (11), a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pelo crime de coação no curso do processo. O pedido foi apresentado nas alegações finais encaminhadas pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, no inquérito que investigou a atuação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos.
Segundo a PGR, Eduardo utilizou redes sociais e entrevistas para pressionar ministros do STF e autoridades brasileiras, defendendo sanções internacionais como tarifas econômicas e suspensão de vistos. De acordo com Gonet, as ações teriam o objetivo de favorecer Jair no processo sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022.
O procurador afirmou que as ameaças feitas pelo ex-parlamentar acabaram gerando impactos concretos em setores econômicos brasileiros atingidos pelas sobretaxas impostas pelos norte-americanos. A investigação foi aceita pelo STF em novembro do ano passado. Desde então, o ex-mandatário permaneceu nos Estados Unidos e acabou perdendo o mandato na Câmara dos Deputados por faltas às sessões legislativas.
As alegações finais são as últimas manifestações das partes antes de um julgamento. Por lei, primeiro fala a acusação, e por isso o ministro Alexandre de Moraes havia concedido, no dia 23 de abril, um prazo de 15 dias para a PGR se manifestar. Agora será dado o mesmo prazo para manifestação da Defensoria Pública da União (DPU), que é responsável pela defesa de Eduardo Bolsonaro.
Concluída esta etapa, o julgamento na Primeira Turma poderá ser marcado, quando os ministros vão decidir se o ex-deputado será absolvido ou condenado.
No último fim de semana, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente, acusou o ministro Alexandre de Moraes de estar “articulando” para tornar seu irmão, Eduardo. Caso seja condenado pelo STF, Eduardo Bolsonaro estará enquadrado na Lei da Ficha Limpa e ficará inelegível.
Flávio afirmou em entrevista à CNN que Moraes não poderia atuar em casos relacionados a Eduardo Bolsonaro, que está vivendo em exílio autoimposto nos Estados Unidos. O senador acusou o ministro de tentar inviabilizar politicamente a candidatura do irmão.
“É óbvio que ele não poderia participar dessa articulação, e aí pretende articular para deixar Eduardo inelegível. Isso faz mal para a democracia brasileira”, disse o presidenciável do PL.
Na semana passada, Eduardo Bolsonaro confirmou que pretende concorrer ao Senado mesmo morando atualmente nos Estados Unidos. O irmão do senador Flávio Bolsonaro anunciou seu nome como primeiro suplente na chapa liderada pelo deputado estadual André do Prado (PL),
A defesa de Daniela Mercury voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal para tornar Eduardo Bolsonaro réu por difamação. As informações são da coluna de Lauro Jardim, do jornal 'O Globo'.
De acordo com a publicação, os advogados pontuam que a queixa-crime movida pela artista aguarda decisão acerca de seu recebimento há mais de um ano e 8 meses.
O documento da equipe jurídica de Daniela afirma que o caso envolvendo o ex-deputado e filho de Jair Bolsonaro é simples, desta forma, não demanda uma maior complexidade. Eduardo ainda é citado como réu em outros processos por fatos análogos ao caso de Daniela, a exemplo de uma ação movida por Tábata Amaral pelo mesmo motivo.
O caso de Daniela aconteceu em 2022, quando a baiana registrou uma queixa-crime contra o ex-deputado por distorcer uma fala sua como se tivesse chamado Jesus Cristo de "muito gay" e "muito bicha".
Na época, Eduardo publico no Twitter um vídeo editado da cantora, atacando-a pela declaração. A fala, em questão, era uma referência à Renato Russo.
O deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL), afirmou que o apoio do pré-candidato ao Senado, Angelo Coronel (Republicanos), pode ser decisivo para Flávio Bolsonaro ter mais votos que o presidente Lula na Bahia. Durante declaração nesta terça-feira (28), o parlamentar se mostrou confiante com a perspectiva dos partidos de direita vencerem as eleições de 2026.
?? Eduardo indica que apoio de Coronel à Flávio pode ser decisivo para vitória na Bahia e evitar " 7x1"
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De acordo com Eduardo, a influência de partidos como PP e PSD nos municípios baianos pode auxiliar na saída de “partidos da esquerda” do comando do Governo do Estado.
“Há décadas [o Governo da Bahia] é dominada pela esquerda, basicamente desde a saída da política do ACM avô, Antônio Carlos Magalhães, mas do avô, a esquerda tem dominado a Bahia. Mas eu também escuto muitos amigos falando que outros partidos, como o Partido Progressista e o próprio PSD, por terem muitas prefeituras, são muito influentes”, disse em entrevista ao Jornal Comunica Brasil.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, apontou também que o apoio de figuras como do senador Coronel pode ser decisivo para que seu irmão, Flávio, supere o presidente Lula no estado e ajude o pré-candidato a vencer a disputa pelo Planalto.
“Acredito que esse apoio vindo do Ângelo Coronel e de outros segmentos que não são identificados com a direita, mas que estão aí na Bahia, vai ser muito frutífero para o Flávio. Isso está dando até uma esperança no coração”, observou.
Eduardo observou ainda que um “palanque” com Coronel pode impedir uma vitória de "goleada" de Lula na Bahia, segundo estado que mais proporcionou votos ao petista em 2022.
“Não vou mentir que estou esperançoso. Tem gente falando que a Bahia não dará vitória ao Lula. Se isso realmente ocorrer vai ser algo histórico, porque nas nossas contas, se não perdermos de 7 à 1 lá, será um grande feito. A Bahia sempre figura, junto com o Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, os maiores colégios eleitorais do Brasil “, contou.
“Se os baianos não derem uma vitória acachapante para o Lula, isso significa que vai estar muito bem encaminhado no Nordeste inteiro. Essa possibilidade para o Flávio vencer, tem nos deixado muito animados, com essas configurações que estão saindo”, completou.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) rebateu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) após ele sugerir mesários teriam participado da votação nas eleições de 2022 no lugar de eleitores ausentes. Em nota emitida neste sábado (25), a Corte eleitoral negou veementemente a informação, destacando que é falsa.
“Circula nas redes sociais uma alegação de que, na Bahia, mesários(as) estariam votando, após as 17 horas, no lugar de eleitores(as) que não compareceram à sua seção eleitoral, no dia da eleição, para votar. A informação é falsa”, diz o comunicado.
De acordo com o TRE-BA, os mesários convocados são criteriosamente selecionados e treinados pela Justiça Eleitoral. Segundo a Corte, a atuação deles também é supervisionada por fiscais de partidos políticos durante todo o processo, além de demais integrantes da sociedade civil.
“Mesários e mesárias são cidadãos criteriosamente convocados e treinados pela Justiça Eleitoral, conforme determinação do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), e atuam com responsabilidade, sob rigorosa supervisão e com a presença de fiscais de partidos políticos durante todo o processo, além de demais integrantes da sociedade civil, o que contribui para coibir qualquer tipo de irregularidade no pleito.”, completa a nota.
O TRE-BA também enfatizou que há um protocolo que impede a possibilidade dos desários substituírem os eleitores ausentes no momento de depositar os votos.
“Quando a identificação biométrica não é reconhecida pela urna eletrônica, a habilitação do voto pode ser realizada por meio da verificação do ano de nascimento do eleitor — e não pelo leitor biométrico do terminal do mesário.(...) Não há qualquer possibilidade de mesários votarem no lugar de eleitores. O processo eleitoral brasileiro é seguro, auditável e transparente. Antes de compartilhar qualquer informação, verifique. Combater a desinformação é um compromisso com a democracia”, finalizou.
SUGESTÃO DE FRAUDE
Em entrevista à uma rádio bolsonarista na quinta-feira (23), Eduardo Bolsonaro afirmou que há indícios de irregularidades na apuração de votos provenientes da Bahia, sugerindo que mesários poderiam estar votando em substituição a eleitores ausentes.
Na fala, Eduardo Bolsonaro citou o horário de inserção de votos na totalização como um ponto de suspeita.
“Vários votos, principalmente da Bahia, entram nos computos depois das 5 horas da tarde. Ora, eu posso muito bem imaginar que os mesários em conluio, já que sempre são os mesmos eleição após eleição, se for um bando de mesário de esquerda que não tem valor nenhum, né, não liga para honestidade, acima de tudo tá ganhar a eleição e se permanecer no poder, eu posso imaginar que eles em conluio vão lá e ficam lá digitando o número, né, várias vezes dos ausentes para votar pelos ausentes presentes”, disse.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que há indícios de irregularidades na apuração de votos provenientes da Bahia, sugerindo que mesários poderiam estar votando em substituição a eleitores ausentes. As declarações foram dadas em entrevista ao Jornal Comunica Brasil.
Veja:
?? Eduardo Bolsonaro volta a questionar sistema eleitoral e sugere fraude em votos da Bahia
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Na fala, Eduardo Bolsonaro citou o horário de inserção de votos na totalização como um ponto de suspeita. “Vários votos, principalmente da Bahia, entram nos computos depois das 5 horas da tarde. Ora, eu posso muito bem imaginar que os mesários em conluio, já que sempre são os mesmos eleição após eleição, se for um bando de mesário de esquerda que não tem valor nenhum, né, não liga para honestidade, acima de tudo tá ganhar a eleição e se permanecer no poder, eu posso imaginar que eles em conluio vão lá e ficam lá digitando o número, né, várias vezes dos ausentes para votar pelos ausentes presentes”, disse.
O ex-deputado também mencionou uma suposta quantidade expressiva de votos sob essa condição. “Então, milhões de votos, tô falando de mais de 1 milhão de votos que entram, né, com essa suspeita”, acrescentou.
Como sugestão para evitar o que chamou de possível fraude, Eduardo Bolsonaro propôs uma mudança nas regras de apuração. “Se o TSE fizer uma resolução encerrando as urnas definitivamente às 5 horas da tarde, não permitindo que nem mais um voto seja somado após as 5 horas da tarde, você já fecha uma porta de uma possível fraude. Então, isso daí tem que ser feito. O sistema tem que ser aprimorado”, afirmou.
Uma pessoa dotada de capacidade cognitiva que não alcança a de uma “toupeira cega”. Foi desta forma que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) qualificou a inteligência (ou falta dela) do vereador pela cidade de Balneário Camboriú, Jair Renan (PL), apelidado de “filho 04” do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O comentário de Nikolas foi postado na rede X nesta sexta-feira (24), em relação a um diálogo mantido pelo vereador com o blogueiro bolsonarista Fernando Lisboa. Os dois fizeram comentários sobre uma resposta dada pelo deputado mineiro a uma crítica que recebeu de outro influenciador de direita, Junior Japa.
Junior Japa reproduziu uma postagem de Nikolas no Instagram e criticou o fato dele ter trocado a camisa preta de seus vídeos por uma camiseta branca. Nikolas reagiu no próprio post, dizendo que iria mandar uma emenda para “internar vocês no hospício”.
Em reação à resposta de Nikolas Ferreira, Jair Renan escreveu: “Galvão”. Logo depois o influenciador Fernando Lisboa, do “Vlog do Lisboa” disse “Diga, Tino”, e o filho mais novo de Jair Bolsonaro completou: “Sentiu!”.
Reproduzindo um print desse diálogo, foi então que Nikolas Ferreira afirmou, na rede X: “Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega”.
Até a noite desta sexta, o vereador Jair Renan ainda não havia se manifestado sobre o comentário do seu colega de partido. Já Fernando Lisboa reproduziu uma crítica que tem sido feita por membros da família Bolsonaro, como Eduardo e Carlos, de que Nikolas Ferreira não se engaja na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Falou a voz da sabedoria. O cara que passou o Eduardo Bolsonaro para trás. Não satisfeito, ainda deu um chega pra lá em Jair Bolsonaro. Vivia lá na porta do Alvorada, mendigando atenção. Subiu um pouco e já entrou o rei na barriga. Hoje faz frescura para apoiar o filho do cara que te deu projeção política. Com todo carinho: tome vergonha na sua cara. Você ainda é jovem, dá tempo”, disse o dono do Vlog do Lisboa.
A discussão levou Nikolas para o quarto lugar entre os assuntos mais comentados da rede X, enquanto Jair Renan aparece nesta noite de sexta na 18ª colocação no trending topics. Já o termo “briguem”, com referência aos ataques de um lado ao outro, figura na 21ª colocação.
Os filhos de Jair Bolsonaro, Eduardo, Carlos e o pré-candidato a presidente Flávio, até esta noite não tinham saído em defesa do irmão Jair Renan.
Com o feriado do Dia de Tiradentes, nesta terça-feira (21), a semana promete ser mais curta e esvaziada em Brasília, mas ainda assim muitos temas estarão em discussão nos próximos. O destaque é a votação do projeto que busca alterar a jornada de trabalho 6x1, marcada para a próxima quarta (22).
A proposta no momento está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já fala em criar ainda nesta semana a comissão especial que vai analisar o mérito do projeto. Apesar da resistência da oposição, que considera o projeto eleitoreiro, tanto Motta quanto o Palácio do Planalto tentam acelerar a análise das PECs que tratam do assunto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a semana em giro por países da Europa iniciada há alguns dias, e quando retornar ao Brasil, pretende se reunir com a equipe econômica para fechar um pacote de socorro aos endividados. Já no Judiciário, o destaque é o julgamento sobre a manutenção da prisão ou não do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, por seu envolvimento em ilícitos relacionados ao Banco Master.
Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula iniciou a semana no giro que faz por alguns países europeus, acompanhado de 15 ministros e empresários brasileiros. Nesta segunda (20), Lula está na Alemanha, onde já participou da Feira Industrial de Hannover, e conheceu o stand brasileiro.
Acompanhado da sua comitiva, o presidente Lula também participou da abertura da 42ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha. Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu com os ministros alemães Lars Klingbeil (Finanças) e Reem Alabali-Radovan (Cooperação Econômica e Desenvolvimento).
Na parte da tarde, Lula visitará as instalações da fábrica da Volkswagen, na cidade alemã de Wolfsburg. No final do dia o presidente Lula segue para Portugal.
Na terça (21), Lula irá se reunir com o presidente português, António José Seguro (Partido Socialista, centro-esquerda). Será o primeiro encontro oficial entre os líderes.
O presidente também tem na sua agenda um encontro com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, no Palácio de São Bento. Ao final de seus compromissos, o presidente Lula embarca para o Brasil no mesmo dia.
De volta ao Brasil, na quinta (23), o presidente Lula participará de uma feira sobre riqueza alimentar brasileira promovida pela Embrapa, em Planaltina (DF). Já na sexta (24), é possível que Lula compareça ao 8º Congresso Nacional do PT, que será realizado em Brasília.
PODER LEGISLATIVO
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou apenas uma sessão deliberativa nesta semana, na próxima quarta (22). Na pauta, projetos que tiveram consenso entre os líderes partidários.
Devem ser votados na sessão de quarta os seguintes projetos:
- PL 466/2015 - Sobre a adoção de medidas que assegurem a circulação segura de animais silvestres no território nacional, com a redução de acidentes envolvendo pessoas e animais nas estradas, rodovias e ferrovias brasileiras.
- PL 2780/2024 - Institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), o Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral, e dá outras providências.
- PL 539/2024 - Altera a Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, que institui o Código Brasileiro de Aeronáutica, para estabelecer hipóteses de autorização da realização de serviços aéreos de transporte doméstico por empresas sul-americanas na Amazônia Legal
- PL 533/2024 - Institui a Política Nacional “Mais Cultura nas Escolas”
- PL 3025/2023 - Estabelece normas de controle de origem, compra, venda e transporte de ouro no território nacional e altera a Lei nº 7.766, de 11 de maio de 1989.
- PRC 80/2025 - Altera o Regimento Interno da Câmara dos Deputados, para permitir que os membros efetivos da Mesa Diretora possam fazer parte de Liderança e de comissões permanentes e temporárias.
O destaque da semana na Câmara é a votação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), de dois projetos que tratam das mudanças na jornada de trabalho 6x1. O relator, deputado Paulo Azi (União-BA), apresentou parecer favorável a duas propostas que caminham juntas para redução da carga semanal de 44 para 40 horas, a PEC 8/2025 e a PEC 221/2019.
O presidente da CCJ, Leur Lomanto (União-BA), marcou a votação do relatório para a sessão da próxima quarta (22). Caso seja aprovado o projeto, o presidente Hugo Motta pretende instalar no mesmo dia a comissão especial que vai analisar a proposta, com a escolha do presidente do colegiado e do relator.
No Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou sessão deliberativa no plenário apenas para a quarta (22). A pauta de votação ainda não foi distribuída.
Na sexta, tanto na Câmara quanto no Senado, serão realizadas sessões solenes para comemoração do aniversário de Brasília. Neste dia 21 de abril, a capital da República completa 66 anos de fundação.
PODER JUDICIÁRIO
No Supremo Tribunal Federal (STF), a semana começa com a continuidade do julgamento, em plenário virtual, da ação que pede a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Apenas o ministro Alexandre de Moraes votou, pedindo a prisão do ex-deputado por um ano.
Eduardo Bolsonaro está sendo julgado por ter, em uma publicação na rede X, acusado Tabata Amaral de elaborar um projeto de lei para beneficiar o empresário Jorge Paulo Lemann, um dos financiadores de sua campanha. O projeto em questão propõe a distribuição de absorventes em espaços públicos.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a condenação de Eduardo Bolsonaro em parecer enviado ao STF. A manifestação foi assinada pela vice-procuradora-geral da República, Ana Borges.
Outro destaque da semana é julgamento, também no plenário virtual, sobre a decisão do ministro André Mendonça que decretou as prisões preventivas do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Lopes Monteiro. O julgamento começa na quarta (22) e os integrantes do colegiado terão até sexta (24) para apresentar os votos.
Os ministros Gilmar Mendes (presidente), Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques podem apenas seguir ou não o relator, sem publicizar um voto próprio, cenário mais comum nesse tipo de análise. No momento, a maior expectativa é sobre como os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes se portarão quanto às prisões.
No plenário física, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, programou para a sessão da próxima quarta (22) o julgamento conjunto das ADPFs 1005, 1006 e 1097, nas quais a Corte analisará a regulamentação, pelo Poder Executivo federal, da Lei do Superendividamento (Lei 14.181/2021). O decreto presidencial questionado fixa o valor estimado para cobrir despesas básicas e que não poderá ser utilizado para pagamento de dívidas.
As ações são relatadas pelo ministro André Mendonça. Membros do Ministério Público e da Defensoria Pública acionaram o STF contra decreto presidencial que fixou em 25% do salário mínimo atual o conceito de mínimo existencial, valor estimado para que uma pessoa possa pagar suas despesas e que não poderá ser utilizado para pagamento de dívidas.
De acordo com o Decreto 11.150/2022, só pessoas que teriam, ao final do mês, menos de R$ 303,05 (correspondente a 25% do salário mínimo atual, de R$ 1.212) estariam superendividados. Segundo as ADPs, o valor é incompatível com a dignidade humana, pois impede a fruição de uma vida digna e dos direitos sociais correlatos a ela, além de vulnerar a proteção ao consumidor.
Também está na pauta da sessão do dia 22 a análise do referendo de liminares concedidas pelo ministro Flávio Dino (relator) na ADPF 1196. As decisões estabeleceram um teto para a cobrança de serviços funerários e de cemitérios no município de São Paulo, além de medidas para sua divulgação e fiscalização.
Na ação são discutidas leis municipais que autorizaram a concessão à iniciativa privada da exploração de cemitérios e crematórios públicos, além dos serviços funerários. O julgamento foi suspenso em maio do ano passado por pedido de vista do ministro Luiz Fux.
Já para a sessão da próxima quinta (23), o presidente do STF programou o julgamento da RE 966177, no qual o Tribunal discutirá se o artigo 50 da Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688/1941), que proíbe a exploração de jogos de azar no país, foi recepcionado pela Constituição de 1988. No caso concreto, o Ministério Público do Rio Grande do Sul questiona decisão da Justiça estadual que considerou que os fundamentos que embasaram a proibição não se harmonizam com os princípios constitucionais vigentes.
Bizarra e ilegal. Foi desta forma que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou o voto do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a favor de uma condenação à prisão do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
O julgamento acontece no plenário virtual do STF, e Alexandre de Moraes foi o primeiro ministro a apresentar seu voto. O ministro condenou Eduardo Bolsonaro a um ano de prisão por postagem contra Tabata.
Em uma publicação na rede X, Eduardo Bolsonaro acusa Tabata Amaral de elaborar um projeto de lei para beneficiar o empresário Jorge Paulo Lemann, um dos financiadores de sua campanha. O projeto em questão propõe a distribuição de absorventes em espaços públicos.
Para Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, a condenação de seu irmão, que mora nos Estados Unidos, não tem “pé e nem cabeça”.
“Depois da farsa que condenou Jair Bolsonaro, após autorizar investigação ilegal contra mim, por uma réles postagem aqui no X, agora uma condenação bizarra e ilegal, sem pé nem cabeça, de Eduardo Bolsonaro. Nós, o povo, vamos resgatar nossa democracia e a credibilidade das Instituições”, afirmou o senador.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a condenação de Eduardo Bolsonaro em parecer enviado ao STF. A manifestação foi assinada pela vice-procuradora-geral da República, Ana Borges.
Em seu voto, Alexandre de Moraes afirma que a conduta de Eduardo Bolsonaro imputa à deputada Tabata um fato ofensivo à reputação dela, ou seja, a elaboração de projeto de lei com objetivo de “beneficiar ilicitamente terceiro interessado”.
“No caso dos autos, portanto, estão amplamente demonstradas a materialidade e a autoria do crime de difamação”, afirmou Moraes.
O julgamento de Eduardo Bolsonaro no plenário virtual se encerra no próximo dia 28 de abril. Ainda faltam votar os demais nove ministros do STF.
O ex-deputado Alexandre Ramagem foi solto nesta quarta-feira (15) após ter sido preso na última segunda (13) pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). Ramagem estava preso no sistema penitenciário de Orange County, na Flórida, onde foi detido.
Segundo o governo dos Estados Unidos, Alexandre Ramagem foi preso por questões migratórias. Documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos mostra que ele estava com visto expirado.
O também ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) confirmou, em suas redes sociais, que Ramagem foi colocado em liberdade pelas autoridades prisionais norte-americanas. Segundo Eduardo, o ex-chefe da Abin já estaria em casa com a família.
De acordo com informação dada pelo influenciador Paulo Figueiredo à jornalista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Ramagem não precisou pagar fiança para ser liberado, e aguardará em liberdade pelo julgamento do seu pedido de asilo político.
"Ele foi solto, está em casa, em lugar seguro. Não será deportado. Sua situação foi considerada regular pois o pedido de asilo que fez aos EUA está em análise", afirmou Figueiredo à colunista da Folha.
Alexandre Ramagem é foragido da Justiça brasileira. Ele foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Ramagem teve o mandato cassado em 18 de dezembro, no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados também declarou a perda do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem foi condenado por participação na tentativa de golpe para reverter o resultado das eleições de 2022. Após a condenação, ele deixou o país e fugiu para os EUA, em setembro.
No final de janeiro, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública informou ao STF que o pedido de extradição do ex-deputado federal foi entregue ao governo dos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2025.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não compareceu à sua audiência de interrogatório, marcada para esta treça-feira (14), junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). A audiência, segundo informações do Uol, ocorreria no âmbito da ação penal em que ele é acusado de tentar coagir a Justiça brasileira por meio de sanções do governo dos EUA.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, seria o responsável pela sessão por vídeoconferência. O ex-deputado federal está nos EUA desde fevereiro de 2025 e foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por sua atuação junto ao governo estadunidense para buscar sanções contra o Brasil.
Na época, o ex-parlamentar promoveu uma série de ações na tentativa de pressionar o STF a não condenar seu pai, Jair Bolsonaro (PL), por envolvimento na trama golpista. A denúncia contra Eduardo foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma do STF em novembro de 2025. Ao aceitar a acusação, os ministros entenderam haver indícios suficientes para a abertura do processo.
O interrogatório é a chance para Eduardo se defender pessoalmente das acusações. Eduardo não indicou advogados para atuar no processo e também não respondeu à intimação por edital. Por causa disso, Moraes determinou a atuação da Defensoria Pública no caso. O órgão, no entanto, havia apontado que ele tinha o direito de escolher quem ficaria responsável por defendê-lo e que precisava ser intimado pessoalmente. Moraes rebateu que ele tem feito isso para protelar a intimação.
A prisão, nesta segunda-feira (13), do ex-deputado federal Alexandre Ramagem pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduana dos Estados Unidos, conhecido pela sigla ICE, gerou uma guerra de narrativas entre o governo federal e parlamentares e influenciadores de oposição. Logo depois da divulgação da prisão, a Polícia Federal, de seu lado, disse que Ramagem teria sido detido graças à cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos.
“A prisão é fruto da cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular”, afirmou Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF.
Já a oposição, por meio de parlamentares como a deputada Bia Kicis (PL-DF), fizeram postagens nas redes sociais afirmando que o ex-deputado teria sido detido apenas por uma infração de trânsito, e que ele logo deve ser solto.
“Conversei com a advogada dele e ela disse que podemos ficar tranquilos, não tem nada a ver com Alexandre de Moraes, nada a ver com deportação, com asilo político. Foi só uma infração administrativa e a essa altura é capaz até de ele estar sendo liberado”, afirmou Bia Kicis.
O influenciador de direita Paulo Figueiredo, que mora nos Estados Unidos, deu a mesma opinião, de que Alexandre Ramagem “deve ser solto o mais brevemente possível”. Segundo Figueiredo, o ex-deputado teria sido detido temporariamente.
“Ramagem apresentou a carteira de motorista brasileira durante uma abordagem, já que não havia uma carteira americana. Ele está sendo acompanhado por advogados. A expectativa é de que ele seja liberado o mais breve possível”, afirmou o influenciador, que atuou junto com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro para que o governo americano impusesse sanções a autoridades brasileiras.
O próprio ex-deputado Eduardo Bolsonaro corroborou a versão de que a prisão de Alexandre Ramagem (PL-RJ) teria sido motivada por uma suposta infração de trânsito leve e que há “boa expectativa” pela liberação. Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo disse que está trabalhando para que Ramagem seja solto pelas autoridades com agilidade.
Além das narrativas, no final da tarde, o site Metrópoles obteve um documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos que afirma que o ex-deputado Ramagem teria sido preso em Orlando, e está sujeito a deportação. De acordo com o documento, Ramagem foi admitido nos EUA no dia 11 de setembro de 2025, com um visto B-2, no formato não imigrante para turismo. O prazo de permanência no país era até 10 de março deste ano.
O órgão norte-americano completa dizendo que por Ramagem ter ficado nos EUA após o vencimento da permissão, “fica determinado que está sujeito à remoção (deportação) dos Estados Unidos, nos termos da Lei de Imigração e Nacionalidade”.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (6), a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro (PL) após declarações do ex-parlamentar sobre as eleições.
Na semana passada, Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende denunciar ao governo de Donald Trump eventuais irregularidades de autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a disputa ao Planalto, que tem as pré-candidaturas do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro.
Para o petista, a fala demonstra que Eduardo “não recuou e segue apostando na mesma estratégia de constranger instituições brasileiras com apoio externo, agora com foco direto no processo eleitoral”.
No pedido encaminhado à Suprema Corte, Lindbergh solicita a adoção de medidas cautelares, além do envio do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) para aprofundamento das investigações.
“Não se pode admitir que um réu instrumentalize a fuga para o exterior como plataforma de ataque contra a soberania nacional, o Judiciário e a democracia brasileira”, argumentou o aliado de Lula.
DECLARAÇÃO
Em entrevista ao Metrópoles, Eduardo Bolsonaro afirmou que autoridades do TSE podem sofrer sanções por parte dos Estados Unidos, caso Washington considere necessário. Segundo ele, caberia a si próprio formalizar as denúncias.
“Nós podemos fazer isso também em tempo real, por meio de aplicativos de mensagem. Isso é importantíssimo. Hoje o mundo funciona em tempo real, e a eleição brasileira será muito dinâmica. Então, sim, estarei atento e farei as minhas denúncias quando entender pertinentes. E que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para compreender e adotar as providências”, declarou.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se auto-exilou nos Estados Unidos desde o ano passado, fez duras críticas ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), alegando que o colega de partido desrespeita a sua família e não se empenha na campanha do senador Flávio Bolsonaro. Eduardo fez uma longa postagem na rede X neste sábado (4) com críticas ao comportamento de Nikolas.
A divergência teve início na sexta (3), quando Eduardo compartilhou um vídeo do influenciador de direita Kim Paim. No conteúdo, Paim criticava Nikolas por ter compartilhado uma postagem do perfil Space Liberdade, que segundo Eduardo Bolsonaro, não apoia a candidatura de Flávio à Presidência.
Ao compartilhar o perfil Space Liberdade, Nikolas criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por fala sobre o Pix e reforçou que foi o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que criou o mecanismo financeiro. Silvio Grimaldo respondeu Eduardo Bolsonaro ao publicar um print da postagem de Nikolas, afirmando que o conteúdo era “contra o Lula e em defesa do pai do rapaz [Eduardo]”. Em comentário à postagem, Nikolas escreveu “kkk’, interpretado por Eduardo como deboche e desrespeito.
“Risinho de deboche para mim, Nikolas? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família. Triste ver essa versão caricata de si mesmo. Não é, nem de longe, o menino que conheci, apoiei e acreditei”, disse Eduardo.
O ex-deputado pelo PL de São Paulo declarou ainda que a “fama não faz bem” à Nikolas e afirmou que o congressista mineiro não apoia Flávio Bolsonaro.
“Eu realmente acreditava que você iria cair em si, que com a eleição se aproximando o senso de salvar o país falasse mais alto do que o ego e eventuais desentendimentos, mas meses se passaram e você continua colocando Flavio numa espiral do silêncio, com menos de meia dúzia de apoios públicos, apenas para fingir não ter abandonado o grupo político que te projetou”, criticou Eduardo Bolsonaro.
“A eleição de Flávio não é um capricho da minha família, mas a única chance real de acabarmos com um regime que persegue senhorinha e cidadãos inocentes. Afaste-se desse tipo de gente, que apenas rebaixa sua história até aqui. Deixe eventuais desavenças de lado, não por mim ou por minha família, mas pelo Brasil. Ou tudo que lhe restará é o risinho de deboche”, completou o ex-deputado e irmão de Flávio.
Até a publicação deste texto, o deputado Nikolas Ferreira não havia respondido às críticas.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi afastado do cargo de escrivão da Polícia Federal até a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que investiga suas faltas não justificadas na corporação. O afastamento foi publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (26), sendo assinado pelo corregedor da PF no Rio de Janeiro.
A medida também estabelece que ele deve entregar sua carteira funcional e a arma de fogo institucional ao chefe imediato no prazo de cinco dias úteis. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ocupava o cargo de escrivão em uma delegacia da PF em Angra dos Reis.
Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado. Ele deixou Brasil alegando que estaria sendo perseguido pela Justiça. Além da apuração disciplinar, o ex-deputado é réu no Supremo Tribunal Federal por coação no curso do processo em razão de sua atuação nos EUA contra autoridades brasileiras.
A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República apontou que o bolsonarista teria atuado de forma reiterada para submeter interesses da República a objetivos pessoais e familiares. Com a abertura da ação penal contra ele, no último dia 19, o ex-deputado deverá apresentar defesa e indicar testemunhas.
Ao final do processo, os ministros do STF decidirão pela absolvição ou condenação.
Em uma reunião fechada do Partido Liberal (PL) na noite desta quarta-feira (25) em Brasília, com direito a emoção e lágrimas, o senador Flávio Bolsonaro (RJ) fez um apelo por união e o encerramento de brigas e disputas por vagas nas eleições de outubro, e conseguiu garantir um compromisso de maior engajamento do deputado federal Nikolas Ferreira (MG). O encontro teve a participação de parlamentares e dirigentes do partido.
O deputado Nikolas Ferreira, hoje o político do PL com maior potencial eleitoral e força nas redes sociais, vinha sendo atacado pelos irmãos Bolsonaro por falta de maior participação na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Na reunião desta quarta, Nikolas prometeu empenhar todo o seu “capital político” para ajudar o candidato do partido a presidente.
“Todo o meu capital, seja pequeno ou grande, o que qualquer um achar, ele vai ser direcionado no fim das contas para uma pessoa. E essa pessoa tá aqui do meu lado [Flávio Bolsonaro]. Ou seja, tudo que eu estou construindo agora vai ser direcionado pra ela”, afirmou o deputado.
Ao explicar o posicionamento, Nikolas relembrou sua trajetória de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à sua família. O deputado mineiro destacou no evento do partido a sua lealdade a Jair Bolsonaro, e garantiu que atuará em Minas Gerais para impulsionar a candidatura do senador.
“Porque se tem uma coisa que eu fiz desde 2015, quando o Bolsonaro tinha 3%, foi ser fiel e grato ao seu pai desde aquele momento. E eu não tenho dúvidas que ele tem também gratidão, porque naquele momento ele era um deputado como todos nós”, disse Nikolas.
Ao falar do pai na reunião, o senador Flávio Bolsonaro chorou e se emocionou. O senador relatou a visitas a Jair Bolsonaro na prisão, na Papudinha, e disse que vem do pai a motivação para ser candidato a presidente.
“Eu sou candidato para mostrar um caminho que esse país tem que seguir. [...] Ele não merece passar o que está passando, [...] a família sofre”, disse Flávio.
O candidato a presidente pelo PL também criticou as condições da cela em que Jair Bolsonaro está preso. Disse ter ficado aflito ao visitar o local.
“Ainda não tinha visto onde ele está dormindo. A gente sabe que ele não cometeu crime nenhum. Um ex-presidente da República, que não tem nenhum privilégio por isso. Todo mundo aqui tem consciência do contexto em que ele foi colocado lá”, declarou.
O senador também se emocionou ao falar de seus irmãos e da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Flávio disse respeitar todos da família, citando nominalmente os irmãos e Michelle. “Dá uma aflição na gente, é muito sério o que está acontecendo”, enfatizou Flávio.
Flávio Bolsonaro minimizou os atritos entre seu irmão, Eduardo, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Eduardo criticou Michelle e Nikolas Ferreiras por não estarem dando apoio suficiente à campanha de Flávio.
"A gente acaba às vezes querendo que as coisas aconteçam num tempo que não é o tempo que tem que acontecer ainda. Respeito todos, respeito muito a Michelle, respeito cada um que está aqui, e que está aqui, e que está no seu tempo querendo entrar de corpo e alma", colocou Flávio.
"Não adianta querer me separar de Nikolas, de Michelle, de qualquer um. Essa é uma coisa que o Eduardo lá de fora está passando, está com as contas bloqueadas, as contas da mulher dele bloqueadas. Está batalhando para conseguir sobreviver, e se sacrificou de verdade. Ele foi fundamental também para que a minha candidatura acontecesse", completou o senador.
O senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse nesta quarta-feira (25) que pretende conversar com seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, para definir os candidatos do partido ao Senado pelo estado de São Paulo. Eduardo sinalizou ao irmão que pretende concorrer mesmo morando atualmente nos Estados Unidos.
Segundo o senador, Eduardo Bolsonaro alega que está elegível, apesar de estar fora, e que está atualmente em primeiro lugar na pesquisa para o Senado em São Paulo. O senador do PL, entretanto, acha difícil justificar essa candidatura aos eleitores.
“Eduardo teria a chance teórica de ser candidato. Ele quer? Óbvio que ele quer. [...] Eu expliquei pra ele que eu vejo dificuldade em função disso. Se ele perde o mandato por falta, como é que ele vai explicar para o eleitor que ele vai se eleger, vai tomar falta e vai perder o mandato também?”, questionou o senador.
Flávio visitou nesta manhã o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na Papudinha, onde ele cumpre pena. Após sair do encontro, o senador conversou com a imprensa, e falou sobre os conflitos envolvendo membros da família Bolsonaro ocorridos nos últimos dias.
O candidato a presidente disse que pretende reunir a família para conversar e solucionar as questões envolvendo principalmente Eduardo Bolsonaro e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
“Não tenho problema em dizer que vou procurar um por um para aparar qualquer tipo de aresta que, por ventura, possa existir ainda”, afirmou o senador.
Ao lado do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), Flávio Bolsonaro disse que há um objetivo maior, destacando que todos estão na mesma página. “O Brasil corre um sério risco de virar um narcoestado sob a administração do PT nos próximos quatro anos”, declarou.
O deputado Derrite foi confirmado pelo senador Flávio Bolsonaro como um dos candidatos do partido ao Senado por São Paulo. Derrite teria recebido o apoio também do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador também informou que convocou para a tarde desta quarta (25) uma reunião na sede do PL, em Brasília, com a bancada de deputados e senadores da legenda. O encontro, tem como objetivo reorganizar a pré-campanha e aparar arestas internas que vêm se acumulando entre aqueles que postulam principalmente as vagas para o Senado pelo partido.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro é mais útil para a candidatura presidencial do seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se “ficar calado”. A opinião foi dada nesta terça-feira (24) pelo pastor Silas Malafaia, em entrevista ao SBT News.
Malafaia criticou na entrevista os ataques feitos por Eduardo Bolsonaro ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Para o líder espiritual, que é ligado politicamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo estaria falando “muitas asneiras”.
"Calado, (Eduardo) vai ajudar muito mais o irmão (Flávio) do que abrindo a boca para falar asneira. Ele calado vai ser um belíssimo cabo eleitoral para o irmão”, declarou o pastor.
Em postagem nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro disse que Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro estariam com “amnésia”, por não citarem a candidatura do irmão, Flávio Bolsonaro, em seus conteúdos. Nikolas, ao sair de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, no último sábado (21), disse que já estava acostumado a apanhar do ex-deputado, e afirmou ainda que “ele não está bem”.
Já Michelle Bolsonaro não respondeu diretamente às críticas de seu enteado. Michelle, entretanto, postou um vídeo preparando “bananinhas fritas” para levar ao marido, o que foi entendido como uma estocada em Eduardo Bolsonaro, apelidado jocosamente por adversários como “Bananinha”.
Para Malafaia, se Eduardo Bolsonaro continuar com as críticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “vai agradecer”. O pastor classificou as declarações de Eduardo como “amadorismo político sem tamanho”, disse que Michelle está “sofrendo’ por causa da prisão do marido, e que ela merece respeito neste momento.
“O ex-deputado não pode querer determinar a hora que cada pessoa vai manifestar seu apoio. Tem que respeitar a hora e o espaço de cada um’, criticou Silas Malafaia.
“Eduardo Bolsonaro não está bem”. Em uma postagem com esse o título, a esposa do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, Heloísa Bolsonaro, faz coro ao que disse recentemente o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre o colega de partido. Em uma entrevista na porta da Papudinha, concedida no último sábado (21) após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, Nikolas rebateu críticas de Eduardo dizendo que “ele não está bem”.
Na sua postagem, Heloísa Bolsonaro concorda que seu marido “pode não estar bem mesmo”, mas elenca os motivos pelos quais Eduardo Bolsonaro estaria passando por um momento ruim.
“Ele pode não estar bem, mesmo! É humano, carrega uma cobrança e um peso absurdo nas costas, além da dor da saudade. Mas é incansável e também nossa base emocional, firme como uma rocha, que não deixa a gente (eu, Geórgia e JH) desmoronar”, disse Heloísa.
Morando com Eduardo Bolsonaro e os filhos nos Estados Unidos desde o ano passado, Heloísa afirma que o ex-deputado estaria sofrendo por ter tido que “se afastar do seu país para continuar lutando pelo que acredita”. Ela afirma também que o fato de não poder se relacionar com o pai também seria um fator de peso emocional.
“Ficar longe da sua terra, da sua história, e, principalmente, do seu pai - seu maior ídolo e exemplo - não foi escolha simples. No início ainda conseguiam falar por telefone. Depois, nem isso. E hoje somente por cartas”, relatou Heloísa Bolsonaro.
No texto, Heloísa afirma que não gravou um vídeo porque iria se emocionar, e afirma que Eduardo Bolsonaro sabia dos riscos que poderiam vir com a sua atitude de ir para os EUA.
“Mesmo assim, ele seguiu e segue firme. Mas Eduardo Bolsonaro não está bem”, reforça a esposa. “Porque continua trabalhando, todos os dias, de forma voluntária, pelo Brasil que acredita”, completou.
Heloísa Bolsonaro afirma que gravou o vídeo sem que seu marido soubesse. E conclui seu texto afirmando acreditar na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para, segundo ela, “libertar o Brasil”, e talvez favorecer o retorno de Eduardo Bolsonaro dos Estados Unidos.
Em conversa com jornalistas, após visitar na manhã deste sábado (21) o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu críticas feitas a ele pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos. Nikolas falou com a imprensa após ficar duas horas reunido com Bolsonaro.
Em entrevista ao SBT News, Eduardo Bolsonaro criticou Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro por considerar insuficiente o engajamento deles na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro. Eduardo declarou ver “amnésia” por parte de Nikolas e Michelle em relação ao irmão.
“Primeiro, que eu discordo que eu tenha amnésia e que a Michelle tenha amnésia. Eu me lembro muito bem de todos os anos que eu fui atacado injustamente”, disse o deputado mineiro, relembrando ataques que sofreu de Eduardo Bolsonaro em ocasiões anteriores.
Nikolas Ferreira disse que já está acostumado com os ataques que sofre não apenas de Eduardo, mas de outros políticos e influenciadores de direita. O deputado também defendeu Michelle Bolsonaro e pediu foco no que chamou de “inimigo comum”.
“Diante das situações que estão acontecendo, nós temos o pai dele preso, sofrendo dificuldades de saúde, você tem as pessoas do dia 8 presas e precisando da derrubada do veto a dosimetria, você tem o STF envolvido em diversos escândalos, você tem o Lula literalmente fazendo de tudo para poder destruir esse país e a prioridade é nos atacar? Então, isso diz muito mais sobre ele do que a mim”, rebateu Nikolas.
“Bater em mim eu já estou acostumado. Já tem mais de três anos que eles estão aí nessa saga. Mas, sabe, deixa a Michelle viver o calvário dela. Ela, acima de tudo, é uma esposa, ela é uma mãe, que tem que cuidar de uma filha, que está vindo aqui todos os dias preparando alimento pro marido dela, acima de tudo, é uma esposa, ela é uma mãe, que tem que cuidar de uma filha, que está vindo aqui todos os dias preparando alimento pro marido dela, de 70 anos, que está preso injustamente”, concluiu o deputado do PL mineiro.
Por fim, Nikolas Ferreira criticou o comportamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que se auto-exilou nos Estados Unidos enquanto é réu em processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de coação.
“Então, eu acho que o Eduardo não tá bem. E eu realmente faço questão de não perder meu tempo com essas divergências, porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar”, finalizou Nikolas.
O deputado mineiro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes a visitar Jair Bolsonaro no 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como “Papudinha”. Entre os assuntos da conversa esteve a discussão sobre a estratégia do PL em Minas Gerais para as próximas eleições, especialmente a formação da chapa no estado.
A visita ocorreu em meio a movimentações políticas que envolvem tanto o cenário estadual quanto o nacional. Embora o nome de Nikolas tenha sido cogitado para disputar o governo de Minas Gerais, o parlamentar descartou essa possibilidade, e vem dizendo publicamente que pretende concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados.
O deputado assegurou que recebeu de Jair Bolsonaro a "liberdade" para "construir" suas alianças eleitorais em Minas Gerais.
"Ele me deu essa liberdade para poder construir em Minas Gerais, tanto no Senado quanto no governo, porque eu acredito que hoje temos uma força no estado para poder tomar algumas decisões; e essas vão ser algumas decisões que serão tomadas", declarou Nikolas Ferreira.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.