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Wilson Grassi cumpre promessa, corre 42 km ao redor do TSE e tem campanha liberada por Toffoli

Por Redação

Foto: Divulgação / Campanha Wilson Grassi

Wilson Grassi, candidato à Presidência da República pelo Democrata, prometeu que correria 42 quilômetros diariamente após a suspensão da campanha pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e cumpriu. Nesta quarta-feira, o presidenciável concluiu o percurso, dando voltas ao redor do prédio do Tribunal, em cerca de seis horas. O protesto, no entanto, não será repetido nesta quinta-feira, porque a campanha do candidato foi liberada pelo ministro Dias Toffoli. Além do bloqueio do uso de redes sociais, o magistrado havia suspendido a participação do candidato em debates e o acesso aos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) devido ao descumprimento, pela campanha, de um prazo estabelecido pela Corte relacionado às redes sociais.

 

Segundo a Corte eleitoral, o bloqueio dos perfis de Grassi aconteceu porque a campanha informou a existência de oito contas nas redes sociais 17 dias após o prazo estabelecido pelo tribunal, que terminou em 28 de agosto.

 

A legislação estabelece que todos os perfis já existentes devem ser informados à Corte no momento do registro da campanha. Já os criados posteriormente precisam ser informados ao Tribunal em até 24 horas após a criação.

 

Após a revisão da situação nesta quarta-feira, Toffoli liberou a campanha digital de Wilson Grassi, os repasses de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) à chapa majoritária do partido e a participação do candidato em debates.

 

A campanha de Renan Santos (Missão) também foi suspensa no último domingo por "omissão estratégica" dos perfis de redes sociais, segundo Toffoli, mas, nesta terça-feira, obteve a liberação do TSE.

 

MARATONA EM BRASÍLIA

O candidato à Presidência da República e veterinário — como faz questão de frisar nas redes sociais — concluiu o percurso de 42 quilômetros dando voltas ao redor do prédio do TSE em aproximadamente seis horas, segundo o Poder360.

 

Antes da corrida, em entrevista ao portal político de Brasília, Grassi afirmou que a decisão do Tribunal era um absurdo e que manteria o protesto "pacífico" até que a campanha fosse novamente liberada.

 

— Que absurdo! Isso se chama censura. E o erro que cometi, que foi fazer um post na minha conta pessoal, ao invés da minha conta profissional, esse erro foi cometido por mais de 3 mil candidatos e os 3 mil estão aí com o Instagram, com o Facebook e trabalhando. Como eu sou pacífico, a partir de agora eu vou começar uma maratona de 42 quilômetros, dando voltas nesse prédio. E vou continuar todos os dias até que eles acabem com a censura. Essa é uma corrida pela liberdade, uma corrida pela democracia, uma corrida pelo fim da censura — afirmou o candidato do Democrata ao Poder360.

 

Logo após retornar às redes sociais, Grassi publicou um vídeo feito com inteligência artificial zombando do ministro Dias Toffoli. Na publicação, Grassi pergunta ao ministro do TSE: "Como assim, você fez botox?". O ministro responde que "só ele" pode fazer uma aplicação deste tipo, faz uma careta, aponta para a testa e diz: "Viu? Profissional". Na legenda, o candidato à Presidência da República afirma que pode "perder a candidatura, mas não pode perder a piada."

 

A brincadeira tem relação com o programa de governo de Grassi. Em entrevistas, o candidato já defendeu o projeto “Meu Botox, Minha Vida”, que teria como público mulheres de baixa renda que passaram por situações de sofrimento e que, segundo ele, tiveram a autoestima afetada. Segundo ele, o procedimento seria tratado como uma política de saúde e melhoria as condições de vida das beneficiárias.