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O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 registrou 34.393 votos depositados após as 17h, número 16,2% inferior ao contabilizado no mesmo período da disputa de 2022, quando 41.025 eleitores votaram depois do horário oficial de encerramento. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram divulgados nesta quinta-feira (29), em despacho da Coordenadoria de Arquitetura, Identificação e Inovação do órgão.
A comparação considera que, em 2026, o horário de votação foi prorrogado por duas horas, até as 19h, por determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2022, não houve extensão do prazo, e os votos registrados após as 17h foram de eleitores que já estavam nas filas das seções eleitorais.
Segundo o TSE, apenas 4.773 votos foram depositados em seções efetivamente impactadas pela decisão de prolongar a votação. O número representa uma parcela do total registrado depois das 17h neste ano.
A prorrogação foi determinada após um pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que relatou dificuldades de eleitores com o transporte público em diferentes estados. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também solicitou a extensão do horário.
Após a decisão de Zanin, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, definiu que a medida seria aplicada apenas às seções em que a votação ainda não havia terminado e cujas urnas permaneciam abertas. Lula venceu Flávio por uma diferença de 4,43 milhões de votos. Apesar do resultado, o senador contestou inicialmente a eleição e afirmou que pediria sua anulação, mas recuou no dia seguinte.
Em decisão considerada histórica pela corte eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta quinta-feira (29) que condenados por violência doméstica e lesão contra mulher são considerados inelegíveis e não podem se candidatar.
Uma proposta de alteração lesgislativa será enviada pelos ministros ao Congresso Nacional. A mudança permite que crimes praticados mediante violência contra a mulher sejam expressamente incluídos entre as causas de inelegibilidade.
Até a alteração, o entendimento da Justiça Eleitoral para casos semelhantes deve se guiar pelo precedente firmado nesta quinta, com o indeferimento do registro do advogado conhecido como Dr. João Neto, que teria agredido a companheira em 2025 e foi preso em abril do mesmo ano. Ele concorreu "sub judice" a deputado federal por Alagoas, pelo Solidariedade, e recebeu 167 votos.
No TSE, prevaleceu o voto do ministro Dias Toffoli. Ele foi seguido pelos ministros Ricardo Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis Júnior, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha, André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
Presidente do TSE, Nunes Marques disse que o julgamento é considerado um "momento histórico". Ele se antecipou a críticas de que a corte estaria se sobrepondo às atribuições do Legislativo e disse que é "muito comum" que tribunais deliberem sobre um assunto antes de o Congresso aperfeiçoar suas leis.
Reeleito no último domingo (25) para seu quarto mandato como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva terá pela frente a oportunidade de indicar, até o final de 2030, quase duas dezenas de novos integrantes para todos os tribunais superiores do país. Lula deverá também preencher cerca de 37 cargos nas diretorias colegiadas dos 12 principais órgãos reguladores da economia.
Em relação aos tribunais superiores, o presidente Lula poderá indicar até 21 ministros, ou decidir reconduzir alguns nomes. O presidente terá cadeiras para decidir, até o final do seu mandato, no Supremo Tribunal Federal (STF), no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Tribunal Superior do Trabalho (TST), no Superior Tribunal Militar (STM) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No STF, por exemplo, Lula tem a cadeira que segue em aberto desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, em 2025. Como o Senado rejeitou o indicado por Lula, o advogado-geral da União, Jorge Messias, essa já é a primeira indicação a ser feita pelo presidente.
Em seguida, o presidente Lula terá no mínimo mais duas vagas a preencher no STF, com as aposentadorias de Luiz Fux (2028) e de Cármen Lúcia (2029). Já o ministro Gilmar só completa 75 anos em 30 de dezembro de 2030, e a renovação desta vaga pode ficar para o futuro presidente que será eleito após Lula.
No Superior Tribunal de Justiça (STJ), que conta com 33 ministros, seis aposentadorias compulsórias estão previstas entre 2026 e 2029. As saídas programadas são dos ministros Antonio Saldanha Palheiro, Og Fernandes, Francisco Falcão, Nancy Andrighi, Moura Ribeiro e Benedito Gonçalves.
O total de indicações para o STJ poderá chegar a sete caso seja confirmada uma vaga adicional relacionada ao processo disciplinar envolvendo o ministro Marco Buzzi, afastado durante as apurações. A abertura definitiva do posto depende da conclusão do procedimento.
A escolha dos integrantes do STJ segue um rito diferente do adotado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Os candidatos são selecionados a partir de listas tríplices, votadas pelo plenário do tribunal e encaminhadas ao presidente da República.
As vagas são distribuídas entre a Justiça Federal, a Justiça Estadual, a advocacia e o Ministério Público. Depois da indicação presidencial, os escolhidos precisam passar por sabatina e obter aprovação da maioria do Senado Federal.
No Tribunal Superior do Trabalho (TST), a previsão é de seis indicações no total, incluindo os nomes de Antônio Fabrício e Margareth Costa, já escolhidos, além de quatro substituições esperadas entre 2027 e 2028, em razão da idade-limite para permanência no cargo.
Já no Superior Tribunal Militar (STM), a expectativa é de seis nomeações acumuladas. Quatro indicações já foram concluídas, enquanto as saídas previstas dos ministros Francisco Joseli e Péricles Queiroz até 2030 devem abrir espaço para outras duas escolhas presidenciais.
Em relação aos órgãos reguladores, o presidente Lula terá indicações a fazer para as diretorias de dez agências reguladoras, além do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O número de indicados sobe se forem considerados os conselheiros do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Atualmente, as dez agências reguladoras estão com 15 vagas em aberto em suas diretorias colegiadas. Somando Banco Central e CVM, o número sobe a 18. No Cade, são três cargos de conselheiro vagos.
Até o final do ano, mais sete posições ficarão abertas em todos esses órgãos, por término de mandato dos dirigentes. Em 2027, serão mais 12 postos disponíveis, incluido o Cade. Já no Banco Central, mandatos de quatro diretores acabarão em 2027.
Até o fim do próximo mandato do presidente Lula, que começa em 5 de janeiro, praticamente todos os cargos de diretorias colegiadas poderão ser trocados. Uma legislação sancionada em 2019 definiu regras gerais para as agências reguladoras e harmonizou os mandatos de dirigentes para cinco anos.
Portanto, mesmo quem foi nomeado há pouco tempo terá a gestão encerrada até o fim de 2030.
Finalizado o segundo turno das eleições presidenciais, as atenções se voltam, em Brasília, à atuação dos três poderes e as negociações para pautas que não foram concluídas antes do período eleitoral. Uma dessas pautas é a PEC da Segurança Pública, que teve sua votação adiada no plenário do Senado devido à falta de entendimento entre governo e oposição sobre a questão da redução da maioridade penal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito com mais de 64 milhões de votos, retorna a Brasília e terá nesta terça-feira (27) a comemoração do seu aniversário de 81 anos. Ainda não se sabe se Lula já retomará suas atividades nesta semana ou se descansará da disputa eleitoral.
No Judiciário, o destaque é o eventual pedido de anulação do segundo turno das eleições, prometido pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL). Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entretanto, disseram reservadamente a jornalistas que essa iniciativa não tem chance de prosperar.
Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula não tem compromissos marcados em sua agenda oficial nesta segunda-feira (26). Lula deve voltar de São Paulo para Brasília ainda hoje.
A Secretaria de Comunicação da Presidência da República ainda não divulgou a agenda de Lula para esta semana. Também não relatou se haverá alguma comemoração pelo aniversário do presidente Lula, que completa 81 anos nesta terça (27).
Na agenda da divulgação de indicadores da economia, o destaque da semana é a apresentação dos números da Pnad Contínua do IBGE sobre a situação do emprego no Brasil. O IBGE apresentará seu estudo na próxima sexta (30), com os números da ocupação e do desemprego no trimestre encerrado em setembro deste ano.
PODER LEGISLATIVO
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não definiram o calendário de sessões plenárias nesta semana. Os dois presidentes devem se reunir com os líderes partidários para acertar os projetos a serem votados nos próximos dias.
Alcolumbre e Motta deram uma declaração conjunta na noite deste domingo (25), para reconhecer a vitória do presidente Lula no segundo turno das eleições e defender a pacificação do país após a disputa. Em declaração na residência oficial do Senado, Davi destacou o respeito à decisão dos eleitores e afirmou que o Congresso Nacional estará à disposição para atender às demandas da sociedade brasileira.
“Hoje nós estamos aqui, o Poder Legislativo brasileiro, o presidente da Câmara e o presidente do Senado, reconhecendo a decisão livre e soberana do povo brasileiro, sufragada nas urnas eletrônicas, que completam 30 anos e que são um patrimônio do Brasil que nós precisamos exaltar”, afirmou o senador.
O presidente do Senado revelou que, logo após a confirmação do resultado, ele e Hugo Motta telefonaram para Lula e para o vice-presidente Geraldo Alckmin para cumprimentá-los pela vitória e desejar sucesso no novo mandato. Na fala à imprensa, os presidentes das duas Casas reafirmaram o compromisso do parlamento com as demandas apresentadas pela sociedade durante o processo eleitoral.
Hugo Motta ainda disse que a reeleição de Lula abre uma nova oportunidade para conciliar o país, marcado pela divisão política e pela radicalização. Ele também defendeu o diálogo entre os Poderes e disse que o Congresso estará pronto para apoiar pautas consideradas necessárias para a população brasileira.
“Temos um Brasil dividido e radicalizado e, com a vitória de hoje, o presidente Lula tem uma nova oportunidade de conciliar o país, de olhar para frente e governar para todos”, afirmou o presidente da Câmara.
PODER JUDICIÁRIO
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, agendou uma semana de poucos temas a serem debatidos no plenário, nas sessões de quarta (28) e quinta (29). Uma das ações que serão debatidos pelos ministros será a RE 1384562, que trata da possibilidade de instituição de alíquotas progressivas para as contribuições previdenciárias dos servidores públicos federais, nos parâmetros da Reforma da Previdência de 2019 (Emenda Constitucional EC 103/2019).
O recurso diz respeito a decisão da 5ª Turma Recursal Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul que condenou a União a restituir a uma servidora federal os valores descontados em decorrência da aplicação das alíquotas progressivas, previstas nos incisos V a VIII do parágrafo 1º do artigo 11 da EC 103/2019.
De forma incidental, o colegiado declarou inconstitucionais os dispositivos, por considerar que a sistemática de tributação progressiva viola o princípio da isonomia e é confiscatória. De acordo com a decisão, a tributação deve se limitar à alíquota de 14%. No STF, a União argumenta que não há impedimento constitucional à progressividade e ao aumento da alíquota, desde que se observem os princípios da legalidade, da anterioridade, da isonomia, da capacidade contributiva e do não confisco.
Outro tema previdenciário na pauta é a ADI 6336, que questiona a regra da Reforma da Previdência de 2019 que revogou a isenção parcial da contribuição previdenciária sobre proventos de aposentadoria de servidores acometidos por doenças graves e incapacitantes.
De acordo com a regra revogada pela Emenda Constitucional 103/2019, a contribuição para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do servidor nessa condição incidia apenas sobre as parcelas de aposentadoria e de pensão que superassem o dobro do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). A nova regra limita a isenção ao teto do RGPS.
A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), autora da ação, argumenta que o tratamento idêntico a aposentados saudáveis e aos que têm doenças incapacitantes viola os princípios constitucionais da isonomia e da dignidade da pessoa humana na efetivação do direito fundamental à aposentadoria. A Anamatra também alega que a regra original não poderia ser revogada porque efetivava direitos fundamentais dos servidores na Constituição Federal.
A Advocacia-Geral da União (AGU), por sua vez, defende que a reforma visou dar sustentabilidade aos regimes próprios de servidores e que não houve a supressão total da imunidade para aposentados e pensionistas nessa condição, mas a redução da imunidade estendida.
Em nota divulgada na área de checagem de notícias falsas do site do Tribunal Superior Eleitoral, já na madrugada desta segunda-feira (26), foi desmentida a denúncia feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) de que fiscais do seu partido teriam sido retirados da sala-cofre do TSE. O tribunal afirma ser falsa a informação dada pelo candidato.
Flávio Bolsonaro deu essa declaração na noite deste domingo (25), em discurso após a confirmação do resultado da eleição em segundo turno. “Outra coisa, detalhe que poucos sabem aqui: os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que essa eleição foi tomada”, disse o candidato derrotado.
Na nota para desmentir a informação, o TSE informou que a sala-cofre que mantém os computadores responsáveis por processar os votos funcionando não é um espaço aberto para visitação de fiscais de qualquer partido eleitoral.
“A sala-cofre do TSE não é um espaço aberto à visitação. Todas as demais unidades e áreas do Tribunal, como a Sala de Totalização, podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros, que acompanham, de lá, desde o início, a totalização e a divulgação dos resultados do pleito”, diz um trecho do comunicado da Justiça Eleitoral.
Segundo o TSE, neste domingo, dois fiscais do PL estiveram presentes para acompanhar o teste de integridade das urnas eletrônicas, além da totalização e divulgação dos resultados do segundo turno.
“Há registro de presença nos locais visitados, além de filmagem na Sala de Totalização, que comprovam o acesso livre dos fiscais às unidades do TSE”, diz a nota da autoridade eleitoral.
O comunicado destaca ainda que o resultado das eleições 2026 foi anunciado na noite deste domingo pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Ao final da totalização dos votos, o ministro proclamou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elogiou a participação da população no pleito e destacou as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para facilitar o exercício do voto.
“Esta noite não pertence apenas às chapas eleitas. Ela pertence, sobretudo, à eleitora e ao eleitor brasileiros, principais protagonistas das eleições e os destinatários de todo o trabalho realizado pela Justiça Eleitoral”, ressaltou o presidente do TSE.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, afirmou neste domingo (25) que considera “impossível” reconhecer o resultado das urnas e anunciou que pretende pedir a anulação do pleito. Durante pronunciamento à imprensa, o candidato classificou o resultado como uma “sacanagem” e questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação em 2 horas.
“É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. [...] É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, disse Flávio.
O senador alegou que a decisão de Zanin, tomada em meio a relatos de dificuldades de deslocamento de eleitores, teria comprometido a igualdade de condições entre os votantes de diferentes estados. Segundo ele, a extensão do horário poderia ter influenciado o resultado da disputa.
“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. Eu nunca vou saber se no estado aonde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, afirmou.
A crítica, no entanto, contrasta com uma solicitação feita pela própria campanha de Flávio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mais cedo, o grupo pediu a extensão do horário de votação até as 19h em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sob a justificativa de que fortes chuvas prejudicaram o deslocamento de eleitores.
A abstenção nas eleições presidenciais de 2026 caiu no segundo turno e atingiu o menor percentual desde 2006. Cerca de 3 milhões de eleitores que não compareceram à votação do primeiro turno foram às urnas neste domingo (25). Ao todo, 30,4 milhões de pessoas deixaram de votar, segundo dados divulgados durante a apuração.
Com 98,27% das urnas apuradas, a taxa de abstenção ficou em 19,11%, uma redução de 1,97 ponto percentual em relação ao primeiro turno, quando o índice chegou a 21,08%, o maior da série histórica até então. Além da redução no número de ausentes, os votos brancos e nulos também registraram queda. Juntos, eles representaram 3,23% dos votos, o menor percentual observado nos dois turnos das eleições presidenciais neste século.
Apesar da queda na abstenção, dificuldades na oferta de transporte público prejudicaram o deslocamento de eleitores em diferentes regiões do país. O Ministério da Justiça identificou problemas em municípios da Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas e Rio de Janeiro. Em Salvador, a Justiça Eleitoral determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, em meio a medidas para garantir a circulação dos ônibus durante a votação.
Diante das dificuldades, o PT pediu a ampliação do horário de votação, de 17h para 19h. O PL também solicitou a extensão do prazo em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando dificuldades provocadas pelas chuvas intensas.
Os ministros Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acolheram os pedidos e autorizaram a extensão do horário em todo o país. No entanto, as decisões foram anunciadas perto das 17h, quando diversas seções eleitorais já haviam encerrado os trabalhos, o que limitou o alcance da medida.
A redução da abstenção no segundo turno também rompeu uma tendência observada em eleições presidenciais anteriores. Até 2022, o percentual de eleitores ausentes aumentava entre o primeiro e o segundo turno em todas as disputas realizadas no país.
Na eleição de 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou Jair Bolsonaro (PL), a abstenção caiu de 20,95% no primeiro turno para 20,57% no segundo, uma redução de 0,38 ponto percentual.
Em 2026, a queda foi significativamente maior, passando de 21,08% para 19,11%, conforme os dados parciais da apuração. O perfil detalhado dos eleitores ausentes, por faixa etária e escolaridade, depende da divulgação posterior dos dados pelo TSE.
Em vídeo publicado neste domingo (25) em suas redes sociais, o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) anunciou ter protocolado no Senado um pedido de impeachment contra o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A iniciativa do senador eleito pelo Rio Grande do Sul foi tomada após o ministro determinar a extensão do horário de votação do segundo turno das eleições das 17h para 19h. Zanin tomou a decisão devido à demora do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, em prorrogar a votação nos estados prejudicados por dificuldades na oferta de transporte público.
Van Hattem classificou a decisão de Zanin como uma “atuação desidiosa’ e argumentou que o ministro do STF não teria competência para determinar a mudança após as 17h, horário previsto para o encerramento da votação.
“Decidiu sem ter competência para tal e depois das 17h, quando o processo eleitoral já estava legalmente encerrado”, afirmou o parlamentar.
Van Hattem também questionou a imparcialidade do ministro, alegando que Zanin atuou como advogado pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de assumir uma cadeira no Supremo e que o pedido de prorrogação partiu da coligação do próprio petista. O ministro determinou a extensão após uma solicitação da campanha de Lula, que apontou dificuldades no transporte público.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) para um quarto mandato à frente da Presidência da República, segundo projeção do Datafolha. O petista venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após uma virada na disputa do segundo turno das eleições de 2026.
A projeção é feita a partir dos dados de apuração divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O instituto utiliza um sistema próprio que considera agrupamentos de eleitores por mesorregião e características dos municípios em cada estado para estimar o resultado da votação.A vitória ocorre após uma campanha marcada pela polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, o senador do PL ficou à frente do petista, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente.
O segundo turno foi marcado por uma disputa acirrada e por estratégias distintas dos candidatos. Enquanto Flávio apostou no antipetismo e no apoio de setores da direita, Lula intensificou sua atuação na reta final da campanha, com mudanças na estratégia de comunicação e mobilização de apoiadores nas redes sociais.
O dia da votação também foi marcado por tensão envolvendo o transporte público. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o adiamento do encerramento da votação em duas horas, após questionamentos da campanha petista sobre dificuldades para a liberação do transporte público em dez estados.
Com a vitória, Lula se torna o primeiro presidente brasileiro a conquistar quatro mandatos pelo voto direto. O petista já havia vencido as eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2022.
Com 73,31% das seções eleitorais totalizadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 51,03% dos votos válidos no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, contra 48,97% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com atualização às 20h46 deste domingo (25).
Até o momento, Lula contabiliza 46.202.950 votos, enquanto Flávio Bolsonaro soma 44.341.721. A diferença entre os candidatos é de 1.861.229 votos. Segundo o TSE, das 499.248 seções eleitorais previstas em todo o país, 366 mil haviam sido totalizadas. O eleitorado apto a votar é de 158.745.502 pessoas.
O sistema também registra 93.485.698 votos nominais. Desse total, 90.544.671 são válidos. Os votos em branco correspondem a 1,09% (1.021.825), enquanto os nulos representam 2,05% (1.919.202). A abstenção chega a 21.909.739 eleitores, o equivalente a 18,99% do eleitorado apto.
A apuração segue em andamento, e os números podem mudar conforme novas urnas forem totalizadas.
O CEO do Atlas, Andrei Roman, afirmou neste domingo (25) que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a disputa presidencial de 2026. A declaração foi publicada na rede social X, após um usuário questionar se o presidente havia garantido a vitória contra Flávio Bolsonaro (PL). A manifestação ocorre após o jornal O Estado de S. Paulo divulgar uma projeção estatística que aponta Lula com 51,4% dos votos válidos no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 48,6%. A diferença estimada é de 2,8 pontos percentuais.
Veja manifestação do CEO do Instituto Atlas:
Sim, ganhou.
— Andrei Roman (@andrei__roman) October 25, 2026
O cálculo divulgado pelo Estadão considera os resultados parciais disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dados de eleições anteriores para estimar a distribuição dos votos ainda não contabilizados. Na parcial da apuração citada pelo jornal, Lula registrava 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% de Flávio Bolsonaro.
Apesar da estimativa, a projeção estatística não equivale ao resultado oficial da eleição. A confirmação do vencedor depende da conclusão da apuração pela Justiça Eleitoral.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou a liderança na disputa pela Presidência da República contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Com 50,12% das seções eleitorais totalizadas, Lula registra 50,14% dos votos válidos, o equivalente a 30.993.470 votos. Já Flávio Bolsonaro aparece com 49,86%, somando 30.820.968 votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados às 20h26 deste domingo (25).
A diferença entre os dois candidatos é de 172.502 votos, equivalente a 0,28 ponto percentual. Até o momento, 250.244 das 499.248 seções eleitorais foram totalizadas. A apuração continua em andamento, e o resultado pode mudar conforme os votos restantes forem contabilizados.
Ao todo, foram registrados 63.766.689 votos. Desse total, 61.814.438 são votos válidos, enquanto 1.270.868 foram contabilizados como nulos e 681.383 como votos em branco.
A disputa ocorre em meio a relatos de dificuldades no transporte público em pelo menos nove estados. Na Bahia, Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana estão entre as cidades citadas nas ocorrências que teriam prejudicado o deslocamento de eleitores durante o segundo turno.
Diante dos problemas relatados, também houve mudanças no horário de votação. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prorrogação da votação até as 19h em todo o país. Posteriormente, o TSE orientou os tribunais regionais eleitorais a manterem as seções abertas até o horário estabelecido.
A totalização dos votos segue sob responsabilidade da Justiça Eleitoral, e o resultado definitivo dependerá da conclusão da apuração em todas as seções eleitorais.
Com 25,19% das seções eleitorais totalizadas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na frente na disputa presidencial, com 50,51% dos votos válidos, o equivalente a 15.716.679 votos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem logo atrás, com 49,49%, somando 15.399.270 votos, segundo dados da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados às 20h03 deste domingo (25).
A diferença entre os dois candidatos é de 317.409 votos, equivalente a 1,02 ponto percentual. Até o momento, 125.763 das 499.248 seções eleitorais foram totalizadas. A apuração segue em andamento, e o resultado pode mudar à medida que novas urnas forem contabilizadas.
A apuração segue em andamento em meio a relatos de problemas no transporte público em pelo menos nove estados, com destaque para Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana, na Bahia. As ocorrências teriam dificultado o deslocamento de eleitores durante o segundo turno. A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) informou que a operação do transporte público em Salvador estava sendo normalizada.
A situação também levou a medidas relacionadas ao horário de votação. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a extensão da votação até as 19h em todo o país. Na sequência, o TSE orientou os tribunais regionais eleitorais a manterem as seções abertas até o novo horário.
Com 10,40% das seções eleitorais totalizadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na frente na disputa presidencial, com 50,46% dos votos válidos, o equivalente a 6.567.952 votos. O senador Flávio Bolsonaro (PL) vem logo atrás, com 49,54%, somando 6.449.165 votos, segundo dados da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados às 19h38 deste domingo (25). A diferença entre os dois candidatos é de 118.787 votos, equivalente a 0,92 ponto percentual.
A apuração segue em andamento após relatos de problemas no transporte público em pelo menos 9 estados, com destaque a três cidades da Bahia [Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana] que teriam provocado atrasos durante o segundo turno das eleições. A situação também teria motivado a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e do TSE em relação ao horário de votação e ao funcionamento das seções eleitorais.
Informações reveladas pela imprensa mostram que o então presidente Kassio Nunes foi criticado por colegas do TSE. Na prática, as urnas não foram atualizadas desde as 17h. O resultado do segundo turno em 2022 foi terminado às 19h56 com a vitória do candidato Lula; agora, com o atraso e polêmicas no transporte, deve sair mais tarde.
O cenário eleitoral é marcado pela polarização entre os dois candidatos. Todas as pesquisas divulgadas antes da votação apontavam uma disputa acirrada no segundo turno. Com a continuidade da apuração, os percentuais podem mudar a qualquer momento, conforme novos votos forem contabilizados.
A demora do ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para decidir sobre a prorrogação do horário de votação provocou revolta entre integrantes da Corte. A informação foi revelada pelo jornalista Guilherme Amado durante a live Voto a Voto.
Segundo Amado, um ministro do TSE, que conversou com o jornalista sob condição de anonimato, classificou a situação como um “caos” e atribuiu à lentidão da decisão a responsabilidade pelo impasse eleitoral.
O episódio ocorreu em meio à discussão sobre a extensão do horário de votação, que terminou às 17h em algumas seções eleitorais, enquanto eleitores ainda aguardavam para votar.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encaminhou comunicação oficial aos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para orientar que as seções eleitorais que ainda estiverem abertas permaneçam em funcionamento até as 19h (horário de Brasília). A medida cumpre decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão foi motivada por um pedido da Coligação Brasil Pronto Pra Mais contra os municípios baianos de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Na ação, a coligação apontou o descumprimento de precedente firmado na ADPF nº 1.013/DF e alegou que não havia frota suficiente no transporte público para garantir o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.
Ao analisar o caso, Zanin determinou a prorrogação, por duas horas, do horário de encerramento da votação em todas as seções eleitorais do país. Na decisão, o ministro destacou a urgência da situação e o horário em que os fatos chegaram ao conhecimento da Corte.
“Considerando a gravidade dos fatos narrados, que chegaram ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal às 16h32, da data de hoje, e diante da urgência evidente na medida, determino prorrogação por duas horas, até as 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar cumprimento”, determina o ministro.
Após a decisão, o ministro Nunes Marques encaminhou orientação aos Tribunais Regionais Eleitorais inclusive ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), para que a determinação fosse cumprida imediatamente, com comunicação aos juízos eleitorais e às mesas receptoras de votos.
“Orienta-se que as seções eleitorais que ainda estiverem abertas permaneçam em funcionamento até as 19h (horário de Brasília), em estrito cumprimento à determinação judicial. Solicita-se a imediata adoção das providências necessárias ao cumprimento da decisão, com a devida orientação aos juízos eleitorais e às mesas receptoras de votos”, diz o comunicado.
Para assegurar a execução da medida, Zanin também atribuiu ao despacho força de mandado/ofício, permitindo que a decisão fosse encaminhada e cumprida pelas autoridades eleitorais competentes. Por hora, as urnas seguem pausadas, com o presidente Lula na frente, com menos de 1% dos votos.
Eleitores baianos protestaram neste domingo (25) após relatarem dificuldades para votar no Colégio Estadual Luiz Viana Filho, em Salvador. A situação ocorreu em meio à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h, com cumprimento orientado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Veja em vídeo:
?? Eleitores protestam após serem impedidos de votar em colégio estadual de Salvador ???? Instagram @pretaletrada Confira?? https://t.co/GH56I8rgF8
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 25, 2026
Segundo a determinação, as seções eleitorais que ainda estivessem abertas deveriam permanecer em funcionamento até as 19h, no horário de Brasília. A medida foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, e comunicada aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) pelo TSE. Apesar da orientação, eleitores relataram que foram barrados no colégio estadual e não conseguiram exercer o direito ao voto. A situação provocou protestos no local.
A decisão do STF foi motivada por uma ação da Coligação Brasil Pronto para Mais, que apontou dificuldades no transporte público em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. A coligação alegou que a frota disponível era insuficiente para garantir o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.
Ao analisar o caso, Cristiano Zanin determinou a prorrogação por 2 horas do encerramento da votação em todas as seções eleitorais do país. O ministro considerou a urgência da situação e determinou que o TSE adotasse as providências necessárias para o cumprimento da decisão.
Até o momento, não há informações detalhadas sobre o motivo pelo qual os eleitores foram impedidos de votar no Colégio Estadual Luiz Viana Filho.
Após decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação até as 19h deste domingo (25), as urnas que já haviam sido fechadas não podem ser reabertas. A decisão foi tomada após pedido da coligação do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A campanha solicitou, por meio de uma petição com pedido de liminar, a ampliação do horário de votação em municípios afetados por problemas no transporte público.
De acordo com a última atualização do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizada às 17h06, os votos para presidente já haviam sido apurados em 1.225 seções eleitorais em todo o país. Na parcial divulgada pelo sistema, Lula registrava 57,66% dos votos contabilizados nessas seções, com 193.574 votos. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecia com 42,34%, correspondente a 142.169 votos.
Os números se referem às seções com votos apurados até o horário da atualização e não representam, necessariamente, o resultado final da eleição.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou a substituição de 467 urnas eletrônicas entre 8h e 10h deste domingo (25), nas primeiras duas horas de votação do segundo turno das eleições. O número representa 0,09% dos 499.248 equipamentos utilizados no pleito em todo o país.
De acordo com o boletim divulgado pela Justiça Eleitoral, outros 48.815 equipamentos estão reservados para substituições, caso seja necessário. O TSE não detalhou as causas das trocas registradas até o momento. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, 1.904 urnas precisaram ser substituídas.
A legislação eleitoral prevê o uso de cédulas de papel como último recurso, caso não seja possível manter a votação eletrônica, mas essa alternativa ainda não havia sido necessária neste domingo. Mais de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar para presidente da República no segundo turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia à frente de Flávio Bolsonaro (PL) no início da apuração do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Às 17h06 deste domingo (25), com 0,25% das seções eleitorais totalizadas, Lula registrava 57,66% dos votos válidos, contra 42,34% do adversário.
De acordo com os dados exibidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula tinha 193.574 votos, enquanto Flávio Bolsonaro somava 142.169. A divulgação dos resultados começou após as 17h, mesmo com a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação em todo o país até as 19h.
A medida foi determinada após relatos de dificuldades no transporte público de eleitores. O sistema de divulgação do TSE ficou sem novas atualizações após a primeira parcial, que contabilizava 1.225 das 499.248 seções eleitorais do país. A suspensão ocorreu após o início da apuração e depois da decisão judicial que ampliou o horário de votação.
Os números representam apenas uma parcela inicial das urnas totalizadas e não permitem indicar uma tendência para o resultado final da eleição.
Vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro André Mendonça votou na manhã deste domingo (25) em um colégio de Brasília, e afirmou à imprensa que as eleições de 2026 marcam o início de um “novo ciclo” no país. Mendonça é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Terminam as eleições hoje e se começa o início de um novo ciclo dentro do país, onde aqueles que forem mantidos e aqueles que forem eleitos, renovando, possam fazer o melhor para o país que. É isso que a gente espera e que o grande vencedor seja o eleitor e seja o país”, disse o ministro a jornalistas antes de votar.
André Mendonça, criticado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suposto favorecimento ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), exaltou ainda a força da democracia e a liberdade da população em fazer a sua escolha.
“Hoje é um dia importante para a história do país, hoje se encerram as eleições. O povo decide com liberdade, com segurança quem irá representá-lo”, afirmou o vice-presidente do TSE.
O ministro se atrapalhou na hora de votar, indo para a cabine de votação sem ter feito a leitura biométrica. Chamado pela fiscal de mesa, retornou para a checagem biométrica e só depois se encaminhou para a votação, deixando o aparelho celular em uma mesa ao lado.
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (23) o pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ampliar a gratuidade do transporte público no segundo turno das eleições, incluindo viagens interestaduais.
Ao justificar a decisão, a ministra afirmou que cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisar a questão. Ela também considerou que não havia tempo nem informações suficientes para uma decisão do Supremo a dois dias da votação.
A campanha de Lula argumentou que uma decisão do STF de 2023, que assegurou a gratuidade do transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal, inclusive metropolitano, não contemplou expressamente as viagens entre estados.
Para o segundo turno deste ano, uma resolução do TSE prevê que o poder público ofereça transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal gratuito no dia da votação, mantendo a frequência habitual dos dias úteis.
A Justiça do Trabalho concedeu liminar de urgência contra o vereador Flávio Arruda Morais, conhecido como Galeguinho (União Brasil), o presidente da Câmara Municipal, Marcos Antônio dos Santos Lima, e o Município de Feira de Santana, por assédio eleitoral no Legislativo municipal.
A decisão proferida pelo juiz Murilo Carvalho Sampaio Oliveira, acolheu a denúncia feita pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e teve como motivação publicações e declarações atribuídas ao vereador Galeguinho, que afirmou em rede social que, para assessores com divergência política, "a porta de entrada seria também a de saída", além de reportagens sobre exigência de alinhamento político para a manutenção de cargos.
A ação movida pelo MPT ainda reúne áudios com ameaças de prejuízos funcionais a servidores. Na decisão, o juiz destacou que a liberdade de nomeação e exoneração de cargos em comissão não autoriza coação sobre o voto nem retaliação pelo exercício de direitos fundamentais.
"A confiança necessária ao desempenho de atribuições de assessoramento não se confunde com a sujeição da escolha eleitoral privada do trabalhador à vontade da autoridade", fundamentou.
Desta forma, ficou determinado pela Justiça do Trabalho que os réus estão proibidos de coagir, ameaçar, monitorar ou demitir trabalhadores (efetivos, comissionados, terceirizados ou estagiários) por motivos políticos ou preferência de voto.
A Câmara também deve informar formalmente todos os colaboradores sobre a decisão e o respeito à liberdade de voto. Foi fixada multa de R$ 10.000,00 por ato de descumprimento ou alteração de provas, além de multa diária de R$ 2.000,00 em caso de atraso na divulgação interna.
Os pedidos de retratação pública, campanhas educativas e indenização por dano moral coletivo de R$ 200.000,00 serão julgados após a defesa dos acusados. O caso também foi encaminhado ao Ministério Público Eleitoral.
O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ultrapassou 10 milhões de inscritos na noite desta sexta-feira (23). No mesmo dia, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu que o grupo não poderá ser suspenso ou restringido novamente por decisão monocrática.
A decisão foi tomada em resposta a um mandado de segurança preventivo apresentado pela campanha de Lula, candidato à reeleição. Na quinta-feira (22), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, havia determinado uma análise das publicações do canal após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal funciona como uma ferramenta de mobilização digital da campanha petista. A plataforma compartilha vídeos, áudios e orientações para ações de apoiadores nas redes sociais, incluindo iniciativas de engajamento e divulgação de conteúdos.
A Meta, empresa dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não encontrou indícios de irregularidade no canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones. Segundo a empresa, uma análise preliminar não identificou “comportamento inautêntico coordenado” nem violações às regras das plataformas. A Meta, porém, pediu mais prazo para concluir a verificação.
A resposta foi enviada ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Na quinta-feira (22), ele havia determinado que a empresa apresentasse em até 24 horas um relatório detalhado sobre as atividades do canal no WhatsApp, que chegou a 10 milhões de participantes nesta sexta-feira (23).
“Comportamento inautêntico coordenado” é o termo usado pelas plataformas para descrever o uso articulado de contas falsas ou redes organizadas para enganar usuários e inflar artificialmente o alcance de conteúdos.
A empresa explicou que analisou até agora parte dos conteúdos publicados no Instagram. Ainda falta verificar outras publicações, reunidas em um pen drive entregue ao tribunal pela campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), autora do pedido de investigação. Por isso, a Meta pediu ao ministro mais tempo para apresentar uma resposta completa.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (23) que defende a saída do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), do Brasil caso ele perca a disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita durante entrevista ao podcast norte-americano Louder with Crowder.
Ao explicar a posição, Eduardo alegou que Flávio poderia ser alvo de investigações após o fim do mandato de senador e da imunidade parlamentar. Ele citou uma fala de Lula durante o debate eleitoral, na qual o presidente teria mencionado a possibilidade de investigar o adversário. “Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza”, declarou.
Na mesma entrevista, Eduardo questionou a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras. Ele criticou a ausência de comprovantes impressos entregues ao eleitor e afirmou que o sistema depende da confiança nas máquinas. “Da mesma forma que eu não posso provar que houve fraude, eles não podem provar que não houve”, disse.
O ex-deputado também criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que barraram dispositivos sobre o voto impresso aprovados pelo Congresso. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por sua vez, afirma que não há registro de fraude comprovada no sistema eletrônico. A Justiça Eleitoral disponibiliza os boletins de urna, que permitem a conferência dos resultados de cada seção.
A entrevista ocorreu dois dias antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). Eduardo vive nos Estados Unidos desde 2025 e foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, em caso relacionado a ações para pressionar autoridades brasileiras durante o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro.
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, determinou a remoção de vídeos veiculados em redes sociais que mostravam jovens detidos em Piracicaba, no estado de São Paulo, vestindo camisetas de apoio ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nas imagens, publicadas na quarta-feira (23) pelos senadores eleitos Guilherme Derrite (PP) e Carlos Jordy (PL), aliados do candidato Flávio Bolsonaro (PL), e compartilhadas no canal do WhatsApp "Tropa do Flávio". Testemunhas e um dos detidos acusam policiais militares de terem obrigado os suspeitos a vestir as peças durante a abordagem.
Em sua decisão, a ministra Estela Aranha ressaltou que a aparição de suspeitos de atos criminosos com vestimentas de determinado candidato não comprova vínculo ou preferência política. As informações foram confirmadas pelo jornal O Globo.
"A circunstância de pessoas suspeitas de envolvimento em atividade criminosa aparecerem com camisetas alusivas a determinado candidato não permite concluir que exista vínculo entre esse candidato, seu partido e as condutas investigadas, tampouco comprova a preferência eleitoral dos envolvidos", diz a magistrada.
A ministra afirmou ainda que a associação das imagens à criminalidade sem respaldo probatório mínimo "ultrapassa, em princípio, os limites da crítica político-eleitoral, por atribuir significado factual à associação entre o candidato, sua agremiação e a criminalidade sem suporte probatório mínimo".
O deputado federal André Janones (Rede-MG) fez um alerta aos eleitores e seguidores do presidente Lula, de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estaria articulando o bloqueio do canal “Exército do Lula” na hora do debate da TV Globo, na noite desta sexta-feira (23). O canal já ultrapassou nove milhões de inscritos.
Janones pediu aos seguidores para espalharem a informação de que o canal poderia ser prejudicado pelo TSE, e passou a “missão” a seus comandados de conquistar novas adesões com objetivo de atingir a marca de dez milhões de inscritos até a hora do debate.
"Se a gente meter dez milhões de pessoas no canal, eles passam a não ter condições morais de praticar isso que eles querem praticar, que é censura", afirmou Janones, pedindo mobilização para aumentar a quantidade de pessoas no "Exército".
No vídeo gravado nas suas redes sociais, André Janones comenta notícia divulgada pela repórter Bela Megale, do jornal O Globo, que afirma que a derrubada do canal aconteceria por uma decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes. A repórter afirma ter conversado com fontes do TSE, e, segundo ela, a possibilidade de bloqueio ao canal é concreta.
O ministro Nunes Marques, de acordo com a colunista, tem dito a interlocutores que não há nenhuma decisão sobre o tema e que qualquer medida dependerá da resposta a ser enviada pela Meta ao TSE. O TSE aceitou um pedido do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e deu 24 horas, a partir desta quinta (22), para a Meta prestar esclarecimentos sobre o funcionamento do canal, com objetivo de saber se o alcance das mensagens estaria sendo ampliado artificialmente.
Uma decisão de bloqueio de canais incluiria outros, como o Canal do Lula, que tem 2,8 milhões de seguidores, e o Canal do Flávio, que tem pouco mais de dois milhões de inscritos. O maior prejuízo, entretanto, seria ao “Exército do Lula”, com seus nove milhões de inscritos no WhatsApp.
O presidente Lula também divulgou vídeo em suas redes sociais, pedindo a adesão de mais pessoas ao “Exército”, como forma de pressionar o TSE a não tomar decisão de proibir o canal.
“Depois do debate, vamos ficar 24 horas mobilizando o Exército. Mas é importante que você comece a entrar no Exército já, porque eu quero ver se a gente chega depois do debate a mais de dez milhões de soldados. Vai ser o maior exército do mundo, e eu preciso de vocês”, disse Lula no vídeo.
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta sexta-feira (23) que as empresas Meta e X apresentem, no prazo de 24 horas, relatórios detalhados sobre suas diretrizes para o uso de inteligência artificial, distribuição de conteúdos políticos, impulsionamento de anúncios eleitorais e critérios para a remoção de publicações.
Segundo informações do g1, a decisão ocorre no âmbito de uma ação movida pela campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL). A coligação do candidato petista aponta suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, alegando favorecimento a perfis adversários, restrição de alcance em publicações pro-Lula e inconsistências no impulsionamento pago.
Entre as divergências apontadas pela representação jurídica estão a derrubada de um vídeo no Instagram por alegação de uso de IA e possíveis assimetrias nas respostas geradas pela ferramenta Grok, da rede social X, ao responder consultas sobre os postulantes ao pleito.
Em paralelo à determinação da corregedoria, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, agendou reunião com representantes de grandes plataformas digitais para alinhamento de procedimentos de segurança na reta final de preparação para o segundo turno das eleições.
O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, afirmou que cabe aos candidatos decidir se divulgam voluntariamente seus próprios dados bancários, fiscais e telefônicos. Segundo ele, a Justiça Eleitoral não deve determinar quais informações os concorrentes à Presidência da República devem tornar públicas.
A manifestação ocorreu no processo que envolve o desafio de abertura de sigilos entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mendonça destacou que os dois podem divulgar as informações por iniciativa própria, sem necessidade de autorização judicial. “Não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor”, escreveu o ministro.
Mendonça explicou que os extratos bancários podem ser obtidos diretamente nas instituições financeiras, enquanto as declarações de Imposto de Renda estão disponíveis no portal da Receita Federal. Já os registros telefônicos podem ser solicitados às operadoras.
O ministro, no entanto, ressaltou que a divulgação voluntária não substitui investigações oficiais para apurar possíveis irregularidades. “A divulgação espontânea e voluntária de extratos e declarações pessoais, embora legítima, não substitui as investigações conduzidas pelos órgãos competentes e sob controle judicial”, afirmou.
Nesta quinta-feira (22), um documento apresentado pelo senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula e líder do PT no Senado, informou que os dois candidatos aceitaram os termos recíprocos do desafio e autorizaram a abertura total dos respectivos sigilos.
A nova pesquisa Datafolha sobre o segundo turno da eleição presidencial, divulgada nesta quinta-feira (22), aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). No levantamento, Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto Flávio pontua 47%.
Os votos brancos e nulos somam 5%, enquanto 2% dos entrevistados estão indecisos ou não quiseram responder. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos aparecem tecnicamente empatados na disputa pelo Palácio do Planalto, cuja votação será realizada no próximo domingo (25).
Na pesquisa anterior, divulgada na semana passada, Flávio Bolsonaro tinha 47% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Os votos brancos, nulos ou nenhum candidato somavam 5%, enquanto 1% dos entrevistados estava indeciso.
Segundo os dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o levantamento, nível de confiança de 95%, ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 22 de outubro. A pesquisa está registrada sob o número BR-09709/2026.
Pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 50% das intenções de voto válidas no segundo turno da eleição presidencial.
O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Os votos válidos excluem os brancos, nulos e os eleitores que não souberam ou não quiseram responder. A votação do segundo turno está marcada para este domingo (25). Na semana passada, o petista apontava 48% e Flávio 52%.
Segundo os dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 22 de outubro. O levantamento está registrado sob o número BR-09709/2026.
As equipes das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) firmaram um acordo nesta quinta-feira (22) para que haja a quebra conjunta de sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos. O acordo foi celebrado na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O pedido de quebra do sigilo foi formulado pelo presidente Lula no debate do último domingo (18) na Band. Lula fez um desafio a Flávio de que os dois, juntos, apresentassem os seus sigilos para a população antes do debate desta sexta (23) na TV Globo.
“Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Nantes Bolsonaro candidatos à Presidência da República, já qualificados nos autos, vêm, conjuntamente, informar que aceitaram integralmente os termos recíprocos do desafio objeto destes autos e autorizam a abertura total dos respectivos sigilos”, diz trecho do documento.
O acordo foi assinado pelo presidente Lula e, da parte de Flávio Bolsonaro, por sua advogada de campanha, Maria Claudia Bucchianeri. No acordo, eles indicam que as devidas liberações devem ser enviadas ao TSE até 23h59 desta quinta (22).
“A abertura será imediata, total, nas condições integrais aceitas por ambos, e simultânea para os dois candidatos. Os dados relativos às autorizações já apresentadas, próprias, de familiares, e de empresas, serão abertos e divulgados hoje, 22.10.2026”, detalha o texto.
O documento assinado prevê o levantamento dos sigilos das pessoas listadas na petição inicial, da qual constam, do lado petista:
Luiz Inácio Lula da Silva – presidente da República e candidato à reeleição;
Janja Lula da Silva – primeira-dama;
Lurian Cordeiro Lula da Silva – filha de Lula;
Marcos Cláudio Lula da Silva – filho de Lula;
Fábio Luís Lula da Silva – filho de Lula conhecido nacionalmente como Lulinha;
Sandro Luís Lula da Silva – filho de Lula;
Luís Cláudio Lula da Silva – filho de Lula.
Além disso, está na lista a empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações, da qual Lula é sócio.
Do lado bolsonarista, as pessoas listadas na petição inicial são:
Flávio Bolsonaro – senador e candidato a presidente;
Jair Bolsonaro – ex-presidente e pai de Flávio;
Rogéria Bolsonaro – mãe de Flávio;
Carlos Bolsonaro – irmão de Flávio;
Eduardo Bolsonaro – irmão de Flávio;
Jair Renan Bolsonaro – irmão de Flávio;
Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro – mulher de Flávio.
Também estão incluídas na petição quatro empresas que seriam ligadas a Flávio e a Alcazar Holdins, registrada fora do Brasil pelo advogado Willer Tomaz, com a qual o candidato do PL também teria ligação.
Nesta quarta (21), o candidato Flávio Bolsonaro havia apresentado uma lista de 19 exigências para aceitar o desafio proposto pelo presidente Lula. A campanha de Lula se comprometeu a apresentar as informações cobradas pelo senador do PL.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro escalou o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo) para analisar os documentos da quebra de sigilo do presidente Lula. Deltan esteve no TSE e acusou a campanha do PT de não querer esclarecer informações sobre o Instituto Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou um vídeo-selfie no final da manhã desta quinta-feira (22) convocando seus seguidores a participarem de uma live que acontecerá às 19h. O vídeo circulou primeiro no canal Exército do Lula, no WhatsApp, que alcançou a marca de oito milhões de pessoas inscritas.
Segundo áudio distribuído pelo deputado André Janones (Rede-MG), Lula gravou o vídeo já em seu novo aparelho de celular. Janones presenteou o presidente com o telefone e disse que ele vai dar “ordens” ao seus seguidores diretamente no canal do WhatsApp.
No vídeo, Lula pediu que os seguidores “explodam” o chamado para a live das 19h, no Youtube. Segundo ele, a batalha será dura e por isso seria preciso uma atuação de todos os que acreditam em seu projeto para virar o jogo no segundo turno.
“Vamos derrotar os adversário. Vocês viram que o meu general está bravo. Está convocando todo mundo e eu vou chegar exatamente às 19h, e eu quero todo o exército do Lula pronto, porque a batalha vai ser dura, mas vamos derrotar nossos adversários”, afirmando Lula no vídeo aos seguidores, se referindo a Janones como “General” do grupo e a ele mesmo como “Marechal”.
O canal Exército do Lula se tornou uma das principais armas da campanha do presidente Lula neste segundo turno das eleições, a ponto de os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terem aventado a hipótese de bloquear canais no WhatsApp acima de 200 mil inscritos 48 horas antes do pleito do próximo domingo (25). A proposta, que estava sendo debatida internamente, acabaria por prejudicar principalmente o canal ligado a Lula, que possui oito milhões de inscritos, enquanto o grupo de apoio a Flávio tem o registro de pouco mais de dois milhões de pessoas.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes, deu declarações à imprensa afirmando que não colocará em discussão um eventual bloqueio dos canais no WhatsApp. Já o vice-presidente, André Mendonça, ainda pensa em levar o assunto a uma votação no plenário.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu um volume recorde de processos e decisões inéditas sobre a disputa presidencial. Segundo um levantamento do g1, até a noite desta quarta-feira (21), o TSE registrava ao menos 804 ações recebidas, mais do que o dobro das 325 no mesmo período em 2022 e das 388 de 2018.
Entre os impasses enfrentados pelo tribunal estão a definição de quando um canal de WhatsApp deve estar oficialmente vinculado a uma campanha e os limites para o uso de deepfakes, conteúdos gerados por inteligência artificial com alto grau de realismo.
Inicialmente, os processos tratavam principalmente de propaganda eleitoral antecipada. Agora, abordam assuntos como a divulgação de fatos inverídicos, episódios de impulsionamento de conteúdo negativo contra candidatos, realização de showmícios e conteúdo das propagandas eleitorais no rádio e na televisão.
TSE reuniu as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro no dia 13 de outubro, após o primeiro turno, para discutir como frear a judicialização da disputa. Na ocasião, as campanhas concordaram em abrir mão de representações da pré-campanha e de pedidos de direitos de resposta relacionados ao primeiro turno.
Ainda assim, a disputa jurídica entre as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se intensificou no segundo turno, com discussões sobre estratégias nas redes sociais e distribuição de conteúdo no WhatsApp.
No caso desta última, a discussão começou com o crescimento do canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) e que atingiu 7,5 milhões de participantes nos últimos dias. O canal, que chegou a ser derrubado por decisão do ministro Nunes Marques, foi oficialmente vinculado às redes de campanha de Lula após a disputa judicial.
Lula protocola no TSE documento aceitando exigências; Flávio escala Deltan para analisar informações
O coordenador da campanha do presidente Lula (PT), senador Camilo Santana (PT), protocolou nesta quinta-feira (22), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um documento em que o candidato diz aceitar integralmente as exigências apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a quebra de sigilo de dados bancários, fiscais e telefônicos.
Camilo Santana esteve no TSE acompanhado do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, além do presidente nacional do PT, Edinho Silva. Os representantes da campanha de Lula cobraram que Flávio Bolsonaro faça o mesmo e disponibilize suas informações ainda nesta quinta.
Ao chegar no TSE, Boulos postou uma foto junto com Camilo Santana mostrando o documento protocolado. Boulos desafiou Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo.
“Chegando no TSE com o documento assinado pelo Presidente Lula para liberação total do sigilo HOJE! Vamos ver se Flávio Bolsonaro fará o mesmo. Aí o Brasil saberá quem é o ladrão!”, disse o ministro.
A campanha de Flávio Bolsonaro, por sua vez, escalou o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo) para analisar os sigilos que o presidente Lula prometeu entregar. Segundo informações da coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, Dallagnol irá pessoalmente à sede do TSE para analisar o material.
O ex-procurador estará acompanhado, no TSE, da advogada Maria Cláudia Bucchianeri, que comanda o jurídico da campanha de Flávio, e de Fábio Portela, assessor de imprensa. O discurso na campanha do candidato do PL é de que ele só entregará seus sigilos bancário e telefônico se Lula apresentar os seus primeiro.
No TSE, a petição protocolada pela campanha do presidente Lula tem como relator o ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal. Lula propõe tornar públicos os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares, desde que o senador Flávio Bolsonaro adote a mesma medida.
O presidente Lula argumenta que a iniciativa da quebra de sigilo é necessária para que os eleitores tenham acesso a informações e possam decidir livremente em quem votar. Já o senador Flávio Bolsonaro fez uma lista com 19 exigências, e diz esperar que Lula as cumpra para poder apresentar informações de suas contas.
Em resposta ao desafio colocado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para quebra de sigilo de informações bancárias e telefônicas antes do debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23), o candidato Flávio Bolsonaro fez 19 exigências ao líder petista antes de dar transparência aos seus próprios dados.
Além dos 19 pedidos, Flávio solicita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que intime o presidente Lula a se manifestar sobre as condições e apresente os termos individuais de autorização para a quebra de sigilo. A campanha de Flávio Bolsonaro, na solicitação ao TSE, afirma que caso o presidente não concorde, que a recusa seja formalmente registrada nos autos.
Após participar de uma agenda de campanha em São Paulo, nesta quarta (21), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) criticou as 19 exigências feitas por Flávio Bolsonaro para aceitar o desafio imposto por Lula. Na avaliação do vice, o senador do PL não quer de fato tornar públicas as suas informações, e defendeu que presidente e vice-presidente não deveriam ter sigilos fiscal, bancário nem telefônico.
“Eu acho até que quem é eleito presidente e vice-presidente não devia ter sigilo, nem fiscal nem bancário nem telefônico. Vida pública é pública, tem que ser transparente. Quem quer ter vida privada vai cuidar do setor privado. Agora não é possível ter vida pública e não prestar contas para a sociedade”, disse Alckmin.
Representantes da campanha do presidente Lula irão ao TSE), nesta quinta (22), para protocolar documentos relacionados à proposta de abertura de sigilos bancários e telefônicos. A equipe do petista também cobrou que a campanha de Flávio Bolsonaro compareça ao tribunal para formalizar a autorização de acesso às informações solicitadas.
Confira abaixo quais foram as 19 exigências feitas pelo senador Flávio Bolsonaro para poder concordar com a quebra de sigilo de suas informações bancárias e telefônicas.
1 - Autorização para a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático (desde 2003) de Lulinha, de sua mulher Renata e das empresas do antigo grupo Gamecorp/Gol;
2 - Liberação dos sigilos de empresas offshore de Lulinha no exterior, como a Synapta em Madri;
3 - Quebra dos sigilos da empresa FlexBR Tecnologia, dos filhos Sandro Luís e Marcos Cláudio;
4 - Abertura dos sigilos das empresas de Fernando Bittar, indicado como titular formal do sítio de Atibaia;
5 - Quebra dos sigilos das empresas dos demais filhos (Lurian, Marcos Cláudio, Sandro Luís e Luís Cláudio), incluindo a LFT Marketing Esportivo;
6 - Liberação dos sigilos do Instituto Lula e do seu ex-presidente Paulo Okamotto;
7 - Divulgação da lista de visitantes de Daniel Vorcaro na prisão da PF em Brasília;
8 - Apresentação dos registros de passageiros e planos de voo do jato particular atribuído a Daniel Vorcaro em novembro de 2025;
9 - Liberação da lista de participantes, pauta e registros da reunião mantida entre Lula e Vorcaro em dezembro de 2024;
10 - Histórico completo de entradas de Vorcaro e de seus intermediários no Planalto e da Alvorada desde 2023;
11 - Registros de entrada no Palácio do Planalto do ex-ministro Guido Mantega e do diretor do Banco Master, Augusto Lima;
12 - Quebra dos sigilos dos últimos 8 anos de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT;
13 - Liberação dos sigilos dos últimos 8 anos de Roberta Luchsinger, de sua empresa RL Consultoria e de Edson Claro;
14 - Liberação dos sigilos dos últimos 8 anos de Roberta Luchsinger, de sua empresa RL Consultoria e de Edson Claro;
15 - Acesso aos registros de entrada e saída de Roberta Luchsinger nos Palácios do Planalto e da Alvorada entre 2023 e 2026;
16 - Divulgação da lista de voos da FAB em que Roberta Luchsinger viajou como passageira;
17 - Relação completa das reuniões de Luchsinger em órgãos do governo;
18 - Quebra dos sigilos bancários e fiscais dos últimos 8 anos de Marcola; Abertura dos sigilos dos últimos 8 anos de Frei Chico e do sindicato Sindnapi;
19 - Divulgação completa dos gastos com o cartão corporativo da Presidência da República (desde janeiro de 2023) e da agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, incluindo visitas dos filhos, uso de helicópteros e gastos do Palácio da Alvorada.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação de investigação eleitoral para cassar o registro da candidatura da chapa formada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL).
Na ação, movida nesta quarta-feira (21), os advogados da campanha petista acusam a chapa adversária de cometer abuso de poder econômico e uso indevidos dos meios de comunicação. As informações são da Agência Brasil.
A campanha alega que a candidatura de Flávio foi beneficiada por direcionamento de postagens nas redes sociais, enquanto os conteúdos referentes a Lula foram restringidos pelas plataformas da Meta.
Entre as provas utilizadas estão os registros de que a geração de imagens de inteligência artificial da Meta não permitiu a criação de conteúdos sobre Lula. Contudo, a criação de imagens relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro foi liberada. A Meta nega qualquer tipo de benefício a candidaturas.
O processo foi distribuído para o ministro Ricardo Villas Bôas Curva. Não há prazo para decisão do relator.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e o ministro André Mendonça estão circulando uma minuta de resolução para bloquear todos os canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores à eleição.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, a proposta teria sido apresentada por Mendonça e, no texto, equipara os canais de WhatsApp ao uso de inteligência artificial em qualquer publicação, proibido dentro do mesmo período.
A ideia inicial era proibir apenas a criação de novos canais para impedir o surgimento de focos de desinformação. Mas, no texto de Mendonça, ficaram proibidos todos os canais.
“No período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição, aplica-se o disposto no § 11 deste artigo aos canais de transmissão de conteúdo de natureza político-eleitoral com mais de 200.000 (duzentos mil) seguidores”, diz o texto.
Caso aprovada, a minuta atingiria principalmente o “Exército do Lula”, canal de WhatsApp criado pelo deputado André Janones, que já tem mais de 7 milhões de inscritos e tem conseguido mobilizar a esquerda nas redes. O canal já foi alvo de uma censura do ministro Nunes Marques, mas voltou ao ar.
À jornalista Mônica Bergamo, Nunes Marques respodeu que "não haverá alteração alguma" nas regras eleitorais às vésperas do pleito. "Não marquei reunião para discutir o assunto nem vou marcar. Sou contra alterações de última hora nas regras, às vésperas da eleição", afirma.
O presidente diz ainda que haverá apenas uma sessão do TSE antes da eleição, e que o assunto não será discutido. "Ele não está na pauta, não tem pedido para que ele entre em pauta e não haverá reunião excepcional para que isso seja deliberado", afirma.
Segundo Kassio, a ideia chegou a ser discutida na semana passada, quando o TSE criou regras para o funcionamento de canais ligados às campanhas. Mendonça teria recolhido as sugestões e elaborado a minuta.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) publicou uma nota informando sobre as mudanças dos locais de votação para o segundo turno das Eleições Gerais de 2026. Segundo o TRE, no Estado, apenas cinco seções de votação, em três municípios do interior, passaram por alterações. As mudanças decorrem de inadequações estruturais dos imóveis utilizados no primeiro turno, com o objetivo de assegurar mais conforto e segurança ao eleitorado no dia do pleito.
A Bahia possui 199 zonas eleitorais, sendo 19 delas em Salvador e 180 no interior do estado. Destas, apenas a 63ª zona (município de Lagoa Real); 184ª (Conceição do Almeida); e 185ª (Itanagra) promoveram algum tipo de mudança, feita pelo próprio Cartório. Ainda assim, as distâncias entre os locais antigos e os novos são próximos, sejam eles imóveis vizinhos, ou com distâncias que variam de 5 a 350 metros.
COMO CONFERIR
É importante que a eleitora e o eleitor consultem o local de votação com antecedência, especialmente aquelas pessoas que não votaram no primeiro turno, e dessa forma evite contratempos e deslocamentos desnecessários. A consulta pode ser feita pelo e-Título, aplicativo da Justiça Eleitoral, baixado gratuitamente; site do TRE-BA, no autoatendimento eleitoral; e WhatsApp, por meio da assistente virtual Maia no contato (71) 3373-7000, que também funciona como central de atendimento telefônico.
ALTERAÇÕES
- Em Lagoa Real, as seções 64 e 65 passaram do PSF - Unidade de Saúde da Família – Riachão para o Grupo Escolar Donerio Aguiar.
- Em Conceição do Almeida, as seções 50 e 51 mudaram da Escola Dr Djalma Rocha Galvão - sede - para a Creche Antonio Ribeiro Falcão.
- Já em Itanagra a seção 86 saiu do Colégio Angelina Garcia Avena e foi para a Escola Municipal Recanto do Saber.
As mudanças ainda podem ocorrer até 25 de outubro, data do segundo turno, caso surjam situações excepcionais, que exijam providências da Justiça Eleitoral.
A Meta, conglomerado de tecnologia responsável pelas plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, alegou, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deu tratamento igualitário às campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Ainda ontem, a Corte havia dado um prazo de 24 horas para que a empresa se manifestasse e comprovasse que não havia favorecimento do candidato Flávio.
A manifestação da Meta elenca as determinações impostas pelo TSE, as respectivas medidas que adotou para corrigir os problemas e uma declaração técnica que supostamente atesta o mecanismo de isonomia entre os perfis dos candidatos e os conteúdos de ambas as campanhas. Segundo a empresa, é recomendação do TSE a não indicação dos perfis dos presidenciáveis pelo algoritmo, e alegaram que suspenderam a restrição aos candidatos eleitos ou que não passaram para o segundo turno.
Na semana passada, a Corte Eleitoral ratificou a decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze, que ordenou à empresa que não favorecesse nenhum dos candidatos à Presidência da República. Essa decisão foi proferida na quinta-feira, em resposta a uma ação da campanha de Lula, que acusa a Meta de limitar o alcance de postagens favoráveis ao presidente e de permitir a disseminação de conteúdos gerados por inteligência artificial contra sua candidatura.
Após a deliberação, a empresa argumentou, entre outros pontos, que a exigência de revisão humana prévia dos conteúdos imposta pelo tribunal "poderia alterar drasticamente a operação e atrasar a aprovação de anúncios de todas as campanhas". A Meta também destacou que o cumprimento da decisão do TSE "implicaria a suspensão de todos os anúncios relacionados a temas sociais, eleições ou política".
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estipulou o prazo de 24 horas para que a Meta comprove o fornecimento de tratamento igualitário aos sistemas de inteligência artificial e algoritmos das candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em caso de descumprimento da determinação, a multa diária fixada em R$ 500 mil passará para R$ 1 milhão.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, a decisão decorre do entendimento do magistrado de que a empresa não cumpriu satisfatoriamente a determinação prévia do plenário da Corte. De acordo com Bellizze, a Meta fixou prazos de forma autônoma, alegou dificuldades técnicas e apresentou relatórios descontextualizados e em idioma estrangeiro. "Incumbe às partes cumprir com exatidão as decisões judiciais, e não criar embaraços à sua efetivação", afirmou o relator.
A representação contra a empresa foi movida pelo jurídico da campanha de Lula, sob a alegação de que postagens do candidato tinham menor alcance orgânico em comparação com as de seu adversário. A petição apontou ainda que a ferramenta de inteligência artificial do WhatsApp se recusava a gerar materiais para o candidato petista, enquanto atendia às solicitações relativas ao senador. Documentos e mensagens internas revelaram admissão de restrições por parte de funcionários da empresa, além da recomendação algorítmica do perfil do candidato do PL.
A medida do TSE proíbe a implementação de mecanismos que reduzam artificialmente o alcance de conteúdos eleitorais no segundo turno, a exemplo do ajuste de métricas, diminuição de distribuição ou restrição de buscas. Em manifestação prévia, a Meta classificou as acusações como falsas e atribuiu as falhas a oscilações técnicas globais. Contudo, Bellizze ressaltou que "a conclusão de que não há sinais de comportamento inautêntico coordenado não supre a exigência da informação das medidas adotadas".
O cenário de atuação da plataforma em períodos eleitorais tem sido alvo de levantamentos independentes. Um estudo divulgado pela organização britânica Eko apontou a veiculação de anúncios políticos sem rotulagem direcionados ao público brasileiro e financiados a partir de contas no exterior com informações eleitorais falsas.
Do mesmo modo, uma pesquisa do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (NetLab), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou o impulsionamento de peças políticas irregulares no país pagas fora do território nacional.
O cantor Caetano Veloso não conteve a emoção ao assistir Geraldo Azevedo apresentar um de seus maiores sucessos da carreira durante o Ato Pela Democracia, realizado em Copacabana, no Rio de Janeiro, no último domingo (18).
Em vídeo compartilhado no perfil oficial do baiano, é possível ver o artista chorar ao ouvir 'Dia Branco', composta em parceria com Renato Rocha e lançada em 1981.
"O @geraldoazevedooficial sempre me emociona! Ambos fomos presos no regime militar. Nossa democracia sempre precisou e ainda precisa da sua voz!", informou a legenda da postagem no Instagram de Veloso.
O perfil de Geraldo também comentou a postagem feita por Caetano: "Amigo querido! Companheiro de luta".
Além de Geraldo Azevedo, o Ato pela Democracia no Rio de Janeiro contou com as participações de Marina Sena, o pastor Kleber Lucas, Djavan, Duda Beat, Flor Gil, Maria Gadú, Paulo Vieira, Ivan Lins, João Bosco, Simone, Jota.pê, Gabriel O Pensador, Chico César, Léo Jaime, Diogo Nogueira, Frejat, Jorge Vercilo, Fernanda Abreu e mais.
Na última semana, a campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender postagens feitas pelo Coletivo 342 Artes, criado por Paula Lavigne, que foi um dos responsáveis por organizar as manifestações do último domingo.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira (16), novas regras para canais de WhatsApp que tenham ligação direta com campanhas eleitorais. Pela decisão, os canais que receberem recursos financeiros ou apoio técnico de candidaturas deverão ser registrados na Justiça Eleitoral.
A atualização da resolução sobre propaganda eleitoral na internet estabelece que o vínculo com uma campanha pode ser identificado pelo recebimento de recursos, assistência técnica ou direcionamento para páginas oficiais de candidatos. O apoio espontâneo e o compartilhamento de materiais eleitorais, por si só, não serão considerados vínculo direto.
Os canais que descumprirem as exigências poderão ser desativados até que a situação seja regularizada. A decisão ocorre após a disputa judicial envolvendo o canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na terça-feira (13), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a reativação do canal depois que a campanha de Lula realizou o registro na Corte. O caso havia sido marcado por decisões divergentes entre Nunes Marques e o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, que havia liberado o funcionamento do canal.
As eleições de 2026 foram as mais judicializadas da história eleitoral do Brasil. Entre o início das convenções partidárias, em 20 de julho, e o primeiro turno, em 4 de outubro, foram registrados 88.066 processos na Justiça Eleitoral.
Segundo levantamento, desse total, apenas 1.206 processos chegaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a última instância da Justiça Eleitoral, excluídos os recursos relacionados a registro de candidatura.
Em 2018, a Justiça Eleitoral recebeu 64.162 casos de todas as classes, sendo 467 deles no TSE. Já em 2022, foram 82.775 processos no total, com 518 chegando à corte superior.
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quinta-feira (15) que a Meta não restrinja de forma desigual a distribuição de conteúdos relacionados aos candidatos à Presidência da República. Em caso de descumprimento, a empresa poderá pagar multa diária de R$ 500 mil.
A decisão estabelece que o Facebook, uma das plataformas controladas pela companhia, não reduza o alcance de publicações, bloqueie recomendações ou limite resultados de busca de maneira desigual entre as candidaturas. A determinação também prevê tratamento igualitário para os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A medida foi tomada após a campanha de Lula denunciar ao TSE que comandos da ferramenta de inteligência artificial da Meta não permitiam gerar imagens do presidente, enquanto solicitações envolvendo Flávio Bolsonaro eram aceitas.
Na análise do caso, Bellizze afirmou que há indícios de falha no sistema de controle de comandos da ferramenta, mas ressaltou que não existem elementos suficientes para concluir que o problema foi provocado deliberadamente ou ocorreu de forma sistemática. Segundo ele, a proximidade do segundo turno, marcado para 25 de outubro, exige medidas preventivas para evitar prejuízos à disputa eleitoral que não possam ser corrigidos posteriormente.
Em resposta à denúncia, a Meta informou que suspendeu temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens deles, além de adotar medidas para impedir que comandos com os primeiros nomes e números eleitorais produzam esse tipo de conteúdo.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a retirada de publicações em redes sociais que disseminam informações falsas sobre suposta fraude nas urnas eletrônicas e intimidam servidores da Justiça Eleitoral. A liminar concedida no sábado (10) determinou que as plataformas Instagram, Threads e X removessem os conteúdos, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora. As empresas também terão que informar à Justiça Eleitoral os responsáveis pelas publicações.
Segundo o MP Eleitoral, por meio de conteúdos publicados no Instagram e na rede social X, os acusados aproveitaram a interrupção temporária na divulgação dos resultados do primeiro turno das eleições deste ano para disseminar, de forma enganosa, suspeitas de fraude e de envolvimento de servidores do tribunal e de ex-ministros do TSE. Nas postagens, os envolvidos também divulgam informações de um servidor e ameaçam expor outros dados pessoais. As contas possuem mais de 3 milhões de seguidores no Instagram e 600 mil seguidores no X.
A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE identificou quase dez mil links com publicações semelhantes. Por isso, o TSE também determinou que as plataformas removam conteúdos idênticos ou equivalentes aos ilícitos praticados nesses casos, sem a necessidade de novas decisões judiciais.
Na decisão, o presidente do TSE, Nunes Marques, destaca que as publicações ultrapassam os limites da crítica política e da cobrança por transparência. Para o ministro, a exposição de dados pessoais, com mensagens intimidatórias e acusações de fraude sem provas, coloca em risco a segurança dos servidores e de seus familiares, além de comprometer a confiança da sociedade no processo eleitoral. “A exposição de dados pessoais, associada à advertência dirigida aos servidores, confere à publicação caráter intimidatório, que ultrapassa a crítica ao funcionamento do serviço público”, pontua o ministro, na decisão.
A decisão reforça que os arquivos das urnas são protegidos por assinatura digital e que os resultados podem ser conferidos pelo boletim de urna, impresso ao fim da votação. Segundo esclareceu o próprio TSE, no primeiro turno da eleição, houve um problema técnico temporário no programa que divulga os resultados, em razão do aumento no volume de dados. Isso não gerou impacto na apuração, que seguiu normalmente, sem interrupção. “Registros de erro, sem demonstração de alteração de resultados, não amparam a conclusão de que votos possam ser modificados de forma indetectável”, concluiu o ministro na liminar.
O eleitorado brasileiro está exatamente dividido quanto ao receio do resultado das eleições presidenciais. Segundo dados da pesquisa Quaest publicados nesta quarta-feira (14), 43% dos entrevistados afirmam ter mais medo da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto outros 43% declaram temer a volta da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao comando do país.
O resultado aponta para um empate numérico entre as duas opções. No levantamento anterior do instituto, divulgado em 21 de setembro, o receio da continuidade do governo Lula registrava 43%, ante 42% que temiam o retorno do grupo político de Bolsonaro.
Na pesquisa atual, 7% dos entrevistados afirmaram ter medo de ambos os cenários, enquanto 3% disseram não temer nenhuma das alternativas. Outros 2% não souberam ou não quiseram responder. A sondagem da Quaest expõe diferenças significativas nas respostas quando analisada por segmentos específicos do eleitorado:
- Público feminino: 47% das mulheres afirmam ter mais medo do retorno da família Bolsonaro ao poder, contra 37% que citam a permanência de Lula no governo.
- Beneficiários do Bolsa Família: A rejeição à volta do grupo bolsonarista atinge 57% entre os atendidos pelo programa social, enquanto 30% manifestam mais medo da reeleição do atual presidente.
A amostragem abrange a percepção pública após anúncios recentes do Executivo federal, como as restrições e proibição das empresas de apostas virtuais (bets) no país, formalizadas na última sexta-feira (25). A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 24 e 27 de setembro.
Encomendado pelo jornal O Globo e pela TV Globo, o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06520/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
A primeira pesquisa Quaest de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial de 2026, divulgada nesta quarta-feira (14), aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Contratado pelo jornal O Globo e pela TV Globo, o levantamento mostra Flávio com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Outros 9% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 1% disseram estar indecisos. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula teve 45,16%.
A pesquisa, que tem nível de confiança de 95%, ouviu 2.154 pessoas aptas a votar, com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de outubro. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026.
Horas após a derrubada, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizou o retorno do canal do WhatsApp 'Exército do Lula'. Para Nunes Marques, o canal, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede), atuava em colaboração com a campanha presidencial do candidato à reeleição Lula (PT) e, portanto, deveria estar registrado no TSE.
A medida foi tomada após o ministro identificar que o endereço do canal havia sido informado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no processo de registro de candidatura.
Na decisão, o ministro disse que a suspensão do canal não se justifica mais após o registro da página no TSE. Antes do registro, Kassio havia condicionado o funcionamento do canal ao cumprimento da medida.
O canal já havia sido censurado no último domingo (11) por Kassio, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A ação alegava que o canal disseminava conteúdos falsos sobre Nossa Senhora, a conexão de Flávio com milícias e lavagem de dinheiro na Kopenhagen, além de cortes no INSS. A decisão do presidente do TSE foi revertida algumas horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Cueva, até que o plenário faça uma análise.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.