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Pablo Souza defende tarifa de ônibus em Salvador e cobra revisão de acordo com o Estado

Por Eduarda Pinto

Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias

O secretário de Mobilidade Urbana (Semob), Pablo Souza, respondeu às críticas ao valor da tarifa dos ônibus do sistema de transporte coletivo da capital baiana e destacou a necessidade de “repactuação” da divisão de valores com o Governo do Estado. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 (100.1), nesta segunda-feira (24), o gestor da pasta destacou que os modais de Salvador possuem uma integração distinta de outras capitais brasileiras.

 

“A gente compreende as fragilidades sociais da cidade, as pessoas colocam: ‘olha, R$ 5,90 pesa no bolso da população’, e eu ouço falar de muitas comparações com o Rio e São Paulo”, contextualiza Pablo. Segundo ele, no entanto, o Rio de Janeiro não possui o sistema de integração de tarifa entre o metrô e o ônibus, e a distribuição do transporte público de São Paulo é descentralizada.

 

O gestor destaca que parte do problema diz respeito à divisão de recursos com o metrô, justamente por conta da integração.

 

“Então a gente tem hoje uma tarifa de R$ 5,90 e, a cada vez que um usuário utiliza um ônibus na cidade de Salvador, R$ 2 vão para o sistema de transporte sobre pneus na cidade. É uma câmara de compensação gerida pela CCR Metrô, que é a concessionária do governo do Estado. Então, se uma pessoa pega ônibus-metrô-ônibus, R$ 4 ficam para o sistema de transporte sobre pneus na cidade de Salvador”, explica.

 

Pablo Souza relembra que esse acordo foi firmado há cerca de 10 anos, ainda nas gestões de Antonio Carlos Magalhães Neto na prefeitura e Rui Costa no governo. Por isso, ele define como meta uma revisão dos termos.

 

“A gente tem dialogado com o governo do estado sobre a necessidade de a gente ter uma mudança nessa repartição tarifária. O acordo que foi feito lá atrás, quando o então prefeito ACM Neto decidiu ceder o metrô para o estado, para que a gente pudesse ter esse modal tirado do papel, ele previa essa nova pactuação de valores”, diz o secretário.

 

Ele cita ainda que, com a chegada de novos modais de transporte, a repactuação do acordo se torna ainda mais necessária para garantir a distribuição de recursos e manter as integrações. “Temos aí a chegada do VLT, temos a chegada do teleférico, que naturalmente vão repartir também esses valores, então a gente precisa repensar esse modelo. A gente precisa compreender que, independente de lado político, hoje em dia quem está sendo mais impactado é a população”, conclui.

 

Confira o trecho: