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Com slogan "Make Humanity Great Again", Augusto Cury diz que fará campanha barata, inteligente e pacífica

Por Edu Mota, de Brasília

Foto: Facebook de Augusto Cury

 

Uma campanha barata, pacífica e inteligente, que promova uma “repaginação” educacional no país voltada a criar profissionais para a nova economia, e com forte estímulo ao empreendedorismo. Esta é, em resumo, a plataforma Make Humanity Great Again (fazer a humanidade grande outra vez),   um projeto de nação que será apresentada pelo psiquiatra Augusto Cury na campanha presidencial deste ano, para unir desenvolvimento econômico com saúde emocional, tecnologia com humanismo, crescimento com justiça social.

 

Essas e outras propostas foram detalhadas por Augusto Cury em entrevista ao jornal Diário de Notícias, de Portugal, publicada nesta segunda-feira (20). Cury, um dos autores brasileiros mais lidos no exterior, com mais de 40 milhões de livros vendidos, é pré-candidato à presidência da República pelo Avante, e na última pesquisa Genial/Quaest, apareceu com 2% de intenções de votos, na primeira vez que teve seu nome inserido entre os candidatos. 

 

O slogan bolado para a sua campanha - Make Humanity Great Again - é propositalmente adaptado do “Make America Great Again” da campanha do norte-americano Donald Trump. Se dizendo de centro, Augusto Cury ambiciona preparar o Brasil para o que chama de ‘grande tsunami da robótica e da inteligência artificial”, propondo a criação de clubes de empreendedorismo pelo país. 

 

“Não faço este caminho por poder. Não amo o poder, não preciso dele e sempre fui um crítico do culto ao ego e da busca ansiosa pelo centro das atenções. A minha pré-candidatura é um gesto de contribuição. O meu projeto é Make Humanity Great Again. Faço-a com um compromisso inegociável: não perder a minha alma, não negociar a minha essência, não abrir mão dos valores que construíram a minha história como psiquiatra mais lido do mundo. O que me move é algo raro: o romantismo de contribuir para mudar o país e influenciar o teatro radicalizado das nações, onde projetos pessoais transcendem projetos para a sociedade”, explica o psiquiatra sobre suas ideias para o país. 

 

O jornal Diário de Notícias, ao traçar um perfil do pré-candidato a presidente pelo Avante, afirma que Cury é o “psiquiatra mais lido do mundo” e “mentor de projetos internacionais gratuitos, incluindo em Portugal, para prevenção de suicídios”. O autor possui um best-seller internacional, o livro “O Vendedor de Sonhos: O Chamado”, publicado em 70 países. 

 

“Candidato-me porque me tiram o sono as dores que muitos brasileiros vivem: oito milhões de jovens que não trabalham nem estudam, vivendo à margem das oportunidades, 1560 mulheres assassinadas por ano, sete milhões de jovens no ensino médio no Brasil que precisam de uma repaginação educacional sem formação técnica para a nova economia, muitos não terão lugar ao sol na sociedade digital e serão silenciosamente excluídos, o aumento do índice de suicídios desde a pandemia em 148%. Essas dores não são números. São vidas, histórias interrompidas, sonhos sufocados. E são elas que me impulsionam a dar este passo”, disse Augusto Cury em resposta ao questionamento do jornal português a respeito dos motivos que o fizeram se candidatar.

 

Em relação a seus projetos educacionais, Augusto Cury disse ao Diário de Notícias que pretende “repaginar” o ensino médio no país, integrando formação técnica e profissional voltada para o que ele chama de nova economia. 

 

“Quero ver o Brasil como centro global de inovação e tecnologia: criar diversos polos de inovação – micro Silicon Valleys – espalhados pelo país. Como costumo dizer, os professores de hoje são cozinheiros do conhecimento que preparam alimento para uma plateia sem apetite”, disse.

 

Já nas respostas a respeito de suas propostas para a economia brasileira, o psiquiatra e pré-candidato afirmou que entre suas ideias está a de criar zonas francas de exportação para ampliar a competitividade internacional do país. Augusto Cury falou também em ampliar o papel exercido pelas embaixadas brasileiras no exterior, para transformá-las em plataformas de negócios com o objetivo de “vender” o Brasil. 

 

“Precisamos vender o Brasil não como celeiro do mundo ou produtor de commodities mas como o supermercado do mundo; dobrar a produção de alimentos em dez anos, pois o mundo precisará de aumentar em 70% a sua produção de grãos até 2050; regularizar mais de 30 milhões de residências; Bolsa Família Turbo, proteger os vulneráveis sim mas premiar quem empreende, sem punições da perda do próprio Bolsa Família, gerando incentivos, como embrião da renda universal, que pode ser necessária se ocorrer o desemprego em massa devido às novas tecnologias; transformar a nação numa das mais empreendedoras do mundo ao estimular milhões de microempresas; preparar o país para o tsunami da IA e robótica, criar políticas de requalificação para evitar o caos social; criar a Black Week do Turismo Brasileiro, semanas anuais para atrair turistas do mundo com condições especiais”, descreveu o pré-candidato.

 

Perguntado se, dentro do atual cenário de polarização política no país, e se tem mais proximidade com Lula ou Flávio Bolsonaro, Augusto Cury disse que possui uma mente capitalista, mas com um coração social, não socialista. 

 

“Desejo realizar uma pré-campanha e uma campanha que elevem o nível do debate, substituindo ataques por ideias, rótulos por propostas e radicalização por consciência crítica. Precisamos encerrar um ciclo perigoso de radicalização. Não é aceitável que extremos ideológicos se alimentem de acusações superficiais, sem compreensão profunda da psicologia humana e dos processos históricos e sociais que moldam comportamentos coletivos. O Brasil e o mundo precisam amadurecer emocional e intelectualmente”, afirmou o pré-candidato do Avante.

 

“Tenho recebido o apoio de líderes e pensadores que têm valorizado a transparência, a coerência e a inteligência deste projeto. Quero, por fim, reafirmar com convicção: desejo realizar a campanha mais barata, mais pacífica, mais inteligente e mais propositiva da história do Brasil – uma campanha com 0% de ataques pessoais e 100% de projetos”, completou Augusto Cury na entrevista ao Diário de Notícias.