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Vídeo produzido por IA e postado pela neta do presidente Lula mostra Flávio fazendo a "dança da rachadinha"

Por Edu Mota, de Brasília

Foto: Reprodução Instagram Bia Lula

A influenciadora digital Bia Lula, neta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), publicou neste domingo (12), em suas redes, um vídeo produzido com inteligência artificial que mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fazendo uma dancinha. O vídeo mostra o pré-candidato a presidente com uma roupa verde e amarela, dançando em uma pista de dança ao som de um funk chamado “a dança da rachadinha”.

 

Na peça, a música, cantada por uma voz de mulher, repete o refrão “essa é a dança da rachadinha”. Ao final, o vídeo faz um convite aos bolsonaristas: “venha dançar você também”. No Instagram de Bia Lula o vídeo ultrapassou as 100 mil visualizações.

 

Maria Beatriz da Silva Sato Rosa, conhecida como Bia Lula, tem 30 anos e é a neta mais velha do presidente Lula. Formada em comunicação social e gestão pública, Bia é filha da jornalista Lurian Cordeiro Lula da Silva, primogênita do líder petista com a enfermeira Miriam Cordeiro. 

 

A sátira do vídeo divulgado por Bia Lula faz referência à acusação contra Flávio Bolsonaro de ter praticado o crime de “rachadinha” em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro apontava o então deputado estadual como líder de uma organização criminosa que recolhia parte do salário de ex-funcionários públicos empregados em seu antigo gabinete na Assembleia, onde exerceu mandato de 2003 a 2019. 

 

A denúncia do MP-RJ acusava Flávio de organização criminosa, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e peculato (desvio de dinheiro público). Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça acolheu um recurso da defesa do já senador e anulou as decisões da Justiça do Rio de Janeiro na investigação, por entender que elas não foram tomadas pelo juiz certo para julgar o caso. 

 

Para o STJ, a investigação deveria ter sido conduzida pelos desembargadores do TJ-RJ e não por um juiz de primeira instância, como ocorreu. Posteriormente, em novembro do mesmo ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou os relatórios do Coaf que embasaram a acusação. Foram estes relatórios que expuseram a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão de Fabrício Queiroz entre 2016 e 2017. 

 

Queiroz é um PM aposentado que era chefe de gabinete de Flávio na Alerj. Flávio e Queiroz sempre negaram as acusações. Com as decisões do STJ e do STF, a denúncia acabou não indo para frente.