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O ex-meio-campista Dimitri Payet é alvo de um processo judicial no Brasil após a reabertura de uma ação movida por sua ex-companheira, Larissa Ferrari, que o acusa de violência física, psicológica e sexual durante o relacionamento. As informações são do jornal francês L'Équipe.
A denunciante acusa o ex-jogador, que atuou pelo Vasco da Gama entre 2023 e 2025, de “violência física, psicológica e sexual” durante o relacionamento, que teria ocorrido entre agosto de 2024 e março de 2025.
"Durante o sexo, começou a me castigar, me bater e pisotear minha cara", relatou Larissa Ferrari em depoimento apresentado às autoridades. Segundo ela, houve episódios recorrentes de comportamentos descritos como "humilhantes e violentos".
Em outro trecho, a denunciante detalhou os impactos emocionais da relação: "Não tinha outra escolha, nem dignidade. Apenas uma imposição brutal e repugnante por parte de um homem que se achava no direito divino de me possuir, abusar de mim e descartar-me."
O processo havia sido arquivado inicialmente, mas foi reaberto com base em alegações de danos morais. De acordo com as autoridades, o caso envolve “atitudes e comentários degradantes, bem como atos de humilhação e manipulação”. A defesa da denunciante afirma que há documentos, imagens e conversas anexadas ao processo.
Por outro lado, Payet nega as acusações. O ex-atleta reconhece o relacionamento, mas sustenta que os episódios ocorreram de forma consensual. Segundo sua versão, as práticas descritas eram “não convencionais”, mas teriam partido da própria denunciante.
O caso segue em análise na Justiça brasileira, que deverá decidir sobre o andamento da ação.
Em manifestação, Larissa Ferrari afirmou continuar lidando com as consequências do relacionamento. "Todos os dias suporto a vergonha e a humilhação. Espero que o Dimitri seja condenado. Quero que isto sirva de exemplo para todos aqueles que se calam perante os abusos."
Após circular nas redes sociais uma acusação que denuncia Silvio Humberto (PSB) pela prática de “rachadinha”, o parlamentar negou todas as acusações. Em publicação nesta segunda-feira (27), a equipe do vereador apresentou um atestado da Câmara Municipal que comprova a ausência de vínculo com Ingrid da Silva de Jesus, a denunciante.
Uma ex-funcionária identificada como Ingrid Da Mata publicou, em suas redes sociais, um vídeo em que expõe a prática “rachadinha” durante os dois anos em que trabalhou no mandato do parlamentar, entre 2024 e 2025. No material divulgado, ela apresenta trechos de conversas que, segundo afirma, mostram cobranças feitas ao vereador sobre pagamentos não realizados, além de relatar o despejo de um imóvel que teria sido cedido pela mãe do político.
Em nota, o vereador afirma que Ingrid foi acolhida pela família “com afeto genuíno'' quando estava em situação de vulnerabilidade e recebeu apoio em moradia,atendimento médico e exames. “Importa destacar que registros da própria Câmara Municipal de Salvador confirmam que a denunciante jamais integrou o quadro funcional do gabinete do vereador Silvio Humberto, nem de qualquer outro gabinete da Casa”, diz o comunicado.
A influenciadora digital Bia Lula, neta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), publicou neste domingo (12), em suas redes, um vídeo produzido com inteligência artificial que mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fazendo uma dancinha. O vídeo mostra o pré-candidato a presidente com uma roupa verde e amarela, dançando em uma pista de dança ao som de um funk chamado “a dança da rachadinha”.
Na peça, a música, cantada por uma voz de mulher, repete o refrão “essa é a dança da rachadinha”. Ao final, o vídeo faz um convite aos bolsonaristas: “venha dançar você também”. No Instagram de Bia Lula o vídeo ultrapassou as 100 mil visualizações.
Maria Beatriz da Silva Sato Rosa, conhecida como Bia Lula, tem 30 anos e é a neta mais velha do presidente Lula. Formada em comunicação social e gestão pública, Bia é filha da jornalista Lurian Cordeiro Lula da Silva, primogênita do líder petista com a enfermeira Miriam Cordeiro.
A sátira do vídeo divulgado por Bia Lula faz referência à acusação contra Flávio Bolsonaro de ter praticado o crime de “rachadinha” em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro apontava o então deputado estadual como líder de uma organização criminosa que recolhia parte do salário de ex-funcionários públicos empregados em seu antigo gabinete na Assembleia, onde exerceu mandato de 2003 a 2019.
A denúncia do MP-RJ acusava Flávio de organização criminosa, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e peculato (desvio de dinheiro público). Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça acolheu um recurso da defesa do já senador e anulou as decisões da Justiça do Rio de Janeiro na investigação, por entender que elas não foram tomadas pelo juiz certo para julgar o caso.
Para o STJ, a investigação deveria ter sido conduzida pelos desembargadores do TJ-RJ e não por um juiz de primeira instância, como ocorreu. Posteriormente, em novembro do mesmo ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou os relatórios do Coaf que embasaram a acusação. Foram estes relatórios que expuseram a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão de Fabrício Queiroz entre 2016 e 2017.
Queiroz é um PM aposentado que era chefe de gabinete de Flávio na Alerj. Flávio e Queiroz sempre negaram as acusações. Com as decisões do STJ e do STF, a denúncia acabou não indo para frente.
O jornalista esportivo Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco, é investigado pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de violência contra uma mulher de 32 anos. O caso, divulgado pelo UOL na última quinta-feira (9), envolve acusações de lesão corporal qualificada, violência psicológica, injúria e dano, com base na Lei Maria da Penha e no Código Penal.
Ainda segundo as informações do UOL, através de documentos obtidos pelo portal, o inquérito foi formalizado em março no 11º Distrito Policial de Santo Amaro, na capital paulista.
Strabko foi intimado a prestar depoimento no dia 18 de março e compareceu na quinta-feira, dentro do prazo estipulado. Ele foi ouvido ao longo da manhã e da tarde, acompanhado de advogado.
De acordo com a denúncia, a vítima manteve um relacionamento de cerca de dez meses com o investigado. O relato aponta uma escalada de episódios envolvendo violência psicológica, moral, patrimonial e física ao longo do período.
"Obviamente, nego qualquer agressão física, violência psicológica, injúria e dano contra a mesma", afirmou Cartolouco, ao UOL.
Segundo os autos, o primeiro episódio de violência física teria ocorrido em dezembro de 2025, durante uma viagem a Cusco, no Peru. A denunciante afirma que foi agredida em duas ocasiões dentro de um quarto de hotel, com chutes, empurrões e cusparadas.
Ainda conforme o relato, objetos pessoais teriam sido danificados, incluindo celular, óculos e um escapulário. Vestígios dessas situações teriam sido preservados e anexados ao inquérito.
Outro episódio descrito teria ocorrido em janeiro de 2026, em São Paulo. A vítima afirma que o jornalista arremessou um copo com bebida em seu rosto e, em seguida, encostou um cigarro aceso próximo à região do ouvido, causando queimadura. O caso teria sido presenciado por uma testemunha, já ouvida pelas autoridades.
Ainda na mesma ocasião, o investigado teria ido até o condomínio da vítima durante a madrugada e tentado acessar o apartamento. A entrada foi impedida pela segurança do local, e o episódio foi registrado por câmeras.
O inquérito também menciona episódios anteriores envolvendo o nome do jornalista. Em 2023, uma ex-companheira obteve medida protetiva de urgência contra ele em contexto de violência doméstica.
Além disso, em 2020, durante participação em um reality show, vieram à tona conversas nas quais ele admitia ter agredido outra parceira. Na época, reportagens reuniram relatos de ex-namoradas que apontaram comportamentos abusivos em relacionamentos anteriores. O caso segue em investigação.
Além da atuação como influenciador digital, Lucas Strabko construiu parte de sua trajetória recente produzindo conteúdos ligados ao futebol brasileiro. Em 2026, por exemplo, o jornalista esteve em Salvador, onde gravou um conteúdo no Barradão com o atacante Marinho, mostrando alguns bastidores da sua carreira, além do dia a dia no Vitória.
Seu último conteúdo no YouTube foi há dez dias, quando visitou o CT do Bangu, e mostrou o dia a dia do ex-jogador Thiago Neves, que hoje atua como técnico da equipe Sub-20 do clube carioca.
Cartolouco tem voltado a ganhar notoriedade principalmente na internet, com vídeos em estádios, entrevistas com torcedores e jogadores, além de desafios e coberturas de humor em eventos esportivos.
Ele também já trabalhou em veículos tradicionais de mídia esportiva, como o Grupo Globo, onde participou de programas e reportagens voltadas ao esporte.
Quadra de esportes, contato com animais e até terapia no jetski: assim é anunciado o tratamento para dependentes químicos nas redes sociais de uma clínica localizada em Camaçari. No entanto, a realidade se mostra diferente. O centro de reabilitação em questão conta com histórico de maus-tratos e até óbitos registrados dentro de suas unidades.
O Bahia Notícias conversou com familiares e pessoas ligadas à clínica Centro Terapêutico Família Camaçari, que recebe dependentes químicos. Os relatos vieram à tona após a morte de uma mulher na última semana.
No sábado (21), a interna Aline da Silva Fernandes, de 43 anos, faleceu após um soco. No boletim de ocorrência, o episódio foi caracterizado como consequência de uma briga entre duas pacientes.
O óbito de Leandro Araújo de Andrade também está sendo investigado. O homem, que tinha transtornos psíquicos, estava internado há sete meses e foi encontrado por funcionários com marcas no pescoço em 2024.
Diversas denúncias ainda relatam agressões por parte de funcionários. Uma delas teria ocorrido contra uma menor de 16 anos. Segundo parentes de internos, os pacientes são submetidos a "condições precárias" e deixados até sem alimentação.
“Essa clínica maltrata demais os internados, um parente meu foi pra clínica e perdeu muito peso. Ele conta que lá ele passou dias sem comer e sofreu muitas agressões. Já deram até um mata leão nele”, contou um familiar de um ex-interno.
Uma prática denunciada por pais ouvidos pelo Bahia Notícias é o isolamento de internos, que seriam mantidos por dias em um cômodo sem acesso a atividades externas ou qualquer tipo de assistência. Além disso, marcas de agressão e feridas nos acolhidos são frequentes.
A utilização da unidade para internações do estado também foi relatada por familiares, que chegaram até a entrar com ação para retirada de parentes. Em nota, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) negou que realize esse tipo de encaminhamento para a clínica.
A estrutura física das unidades do centro terapêutico também está comprometida, com a presença de insetos e roedores na área de convivência dos internos e falta de itens básicos de limpeza e higiene. Imagens obtidas pela reportagem mostram a situação dos quartos de uma das unidades, localizada em Barra do Jacuípe.


O caso teria sido levado ao Ministério Público, mas, até o fechamento desta reportagem, o órgão não se pronunciou. A clínica Centro Terapêutico Família Camaçari também foi procurada, e não respondeu até a publicação deste texto.
A UEFA confirmou a abertura de um processo para apurar possível conduta discriminatória na partida entre Benfica e Real Madrid, válida pelo playoff do mata-mata da Liga dos Campeões, na última terça-feira (17). O duelo terminou com clima tenso após denúncia feita por Vinícius Júnior contra o argentino Gianluca Prestianni.
Em nota oficial, a entidade informou que designou um inspetor de Ética e Disciplina para conduzir a apuração.
“O inspetor de Ética e Disciplina da Uefa foi nomeado para investigar alegações de comportamento discriminatório”, diz o comunicado, que acrescenta que novas atualizações serão divulgadas oportunamente.
A confusão começou no segundo tempo, quando Vini Jr afirmou ter sido alvo de racicmo por parte de Prestianni. Segundo o atacante do Real, o comentário feito pelo adversário teve teor racista. O jogador do Benfica nega a acusação e sustenta que houve um mal-entendido.
O protocolo antirracismo da Uefa foi acionado e a partida ficou paralisada por cerca de 11 minutos. O árbitro francês François Letexier interrompeu o jogo e seguiu os procedimentos previstos pela entidade.
Companheiros de Vinícius no Real Madrid, entre eles Kylian Mbappé, afirmaram ter ouvido o comentário direcionado ao brasileiro. Imagens da transmissão mostraram Prestianni cobrindo a boca com a camisa enquanto falava com o atacante.
O episódio ocorreu pouco depois de Vini Jr marcar o gol que abriu o placar. Na comemoração, ele celebrou próximo à bandeirinha de escanteio, em direção ao setor ocupado pela torcida do Benfica, e acabou advertido com cartão amarelo por celebração considerada excessiva. Logo em seguida, o brasileiro procurou a arbitragem para relatar o suposto insulto, dando início à aplicação do protocolo.
Uma mulher denunciou ter sido vítima de estupro na noite da última quinta-feira (12), no bairro da Barra, em Salvador, durante o primeiro dia oficial do Carnaval. Segundo informações do portal Alô Juca, ela relatou o caso às autoridades e afirmou que a violência ocorreu dentro de um banheiro químico instalado na região. Três policiais militares são apontados como suspeitos do crime.
A vítima procurou a Delegacia Territorial de Abrantes, onde registrou boletim de ocorrência. O caso é apurado como abuso sexual pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia.
Em nota, a pasta confirmou que a mulher já prestou depoimento à Polícia Civil e passou por exames no Departamento de Polícia Técnica da Bahia, responsável pela realização da perícia. Ela deu entrada na unidade do DPT/IML por volta das 11h para a realização do exame de corpo de delito.
A denunciante é argentina e mora em Salvador há alguns anos. Conforme informado à polícia, os três suspeitos seriam integrantes da Polícia Militar da Bahia. As circunstâncias do caso e a conduta dos envolvidos estão sendo investigadas.
Ainda segundo a Secretaria da Segurança Pública, imagens de câmeras de segurança instaladas na área também serão analisadas para auxiliar na apuração dos fatos. As diligências ocorrem de forma integrada entre as polícias Civil, Militar e Técnica.
“A SSP reafirma o seu compromisso com a verdade e com ações de combate à violência contra a mulher”, afirmou a pasta, em trecho da nota oficial.
Ivete Sangalo se tornou alvo de uma denúncia no Ministério Público da Bahia (MP-BA) devido à aposta da artista para o Carnaval de Salvador em 2026, a faixa 'Vampirinha'. A informação foi confirmada ao Bahia Notícias.
A representação, que pode ser apresentada por qualquer cidadão no MP-BA, sustenta que a composição musical "possuiria conteúdo considerado impróprio para a faixa etária da menor".
Em vídeo que circula nas redes sociais, a artista recebe uma menor de idade no palco para dançar e cantar a faixa. O episódio em questão aconteceu em um show realizado em Salvador, do qual Ivete foi convidada.
VÃDEO: Ivete Sangalo é denunciada ao Ministério Público da Bahia por dançar 'Vampirinha' com criança
— Bahia NotÃcias (@BahiaNoticias) January 28, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/ONgjsKtkcy
Ao Bahia Notícias, o Ministério Público do Estado da Bahia confirmou apurar quaisquer questões envolvendo os direitos de crianças e adolescentes. No entanto, por envolver um menor de idade os procedimentos tramitam sob sigilo.
Veja nota na íntegra:
O Ministério Público do Estado da Bahia apura quaisquer questões envolvendo os direitos de crianças e adolescentes. Esses procedimentos, conforme dispositivos legais, tramitam sob sigilo por envolver menores de 18 anos de idade.
O QUE ACONTECE AGORA?
Esta fase preliminar tem como objetivo a coleta de informações iniciais sobre possíveis infrações. Durante o procedimento, o Ministério Público pode realizar investigações, ouvir pessoas, requisitar documentos e solicitar diligências para esclarecer os fatos.
O procedimento é utilizado para apurar indícios de ilícitos, de natureza penal, cível ou administrativa, antes de decidir sobre o ingresso ou não de uma ação na Justiça.
SOBRE A MÚSICA
Composição de Samir Trindade, Luciano Chaves, JnrBeats e da própria Ivete, a música gerou polêmica já nos primeiros minutos de 2026, com críticas a artista pelo conteúdo da canção. Ao apresentar a faixa no Festival Virada Salvador, Ivete fez questão de afirmar que apostava em uma tendência do verão. "Já ouviu falar em fuleragem? Todo verão tem que ter uma fuleragem".
Nas redes sociais, a música dividiu opinião. Enquanto parte do público, especialmente os fãs da cantora, aprovam a escolha da artista para a folia baiana, outra parte acredita que Ivete tenha ultrapassado um limite.
O crítico musical Régis Tadeu, por exemplo, não poupou críticas ao comentar a canção. Em vídeo, o jornalista chegou a elogiar Ivete, mas pontuou que a canção baixou o nível de músicas lançadas pela baiana ao longo dos anos.
“Meu amigo e minha amiga, eu sempre digo aqui e eu não canso de repetir, ter boa voz não significa ter bom cérebro para escolher repertório. A Ivete Sangalo é a prova viva disso, porque ela acaba de lançar esse troço horrendo intitulado ‘Vampirinha’. E se você acha que aquela música horrível do ano passado, a “Macetando”, era o fundo do poço, a Ivete resolveu pegar uma escavadeira industrial para provar que o poço do mau gosto musical para esse carnaval de 2026 é, na verdade, um abismo sem fim. [...] ‘Vampirinha’ é […] uma composição anêmica que sobrevive à base de um duplo sentido tão óbvio e tão infantil que faria qualquer criança da 5ª série sentir vergonha alheia."
A artista também foi alvo de críticas por outro especialista, Mauro Fererira, do g1. No texto publicado na coluna Pop & Arte, o jornalista pontuou que a canção é "muito aquém do repertório" de Ivete.
"Ouvir o registro fonográfico oficial de “Vampirinha” – em single gravado ao vivo e disponível desde segunda-feira, 12 de janeiro – é comprovar a pobreza dessa música dessa música que tem elementos do pagode baiano e está assentada sobre batidas criadas por Jnr Beats, o produtor musical alagoano que ganhou notoriedade em 2025 com o sucesso do remix de “Febre”, música de Liniker, em ritmo de arrocha."
As críticas, no entanto, não afastaram os views da cantora nas plataformas digitais. 'Vampirinha' conta com quase 2 milhões de streams no Spotify, 1 milhão de views no YouTube e é uma das canções mais utilizadas nas redes sociais.
Uma denúncia de assédio envolvendo um adolescente de 13 anos, atleta de futebol de base, ganhou repercussão nas redes sociais após ser divulgada pela empresária Camila Marques, de 34 anos. Segundo o relato, o caso teria ocorrido durante a participação do jovem em um campeonato no interior de São Paulo, em alojamentos utilizados por atletas convidados pelo Atlético Goianiense.
De acordo com Camila, que é madrasta do adolescente, o garoto, morador do Rio de Janeiro, viajou para a competição após convite e ficou hospedado em locais definidos pela organização do evento. A família afirma ter arcado com todas as despesas de transporte, alimentação e hospedagem.
Ainda conforme a denúncia, o episódio mais grave aconteceu em um segundo alojamento, improvisado em um salão paroquial. Durante a madrugada, um homem adulto que se identificava como cozinheiro teria seguido o adolescente até o banheiro e iniciado uma conversa considerada inadequada. Temendo pela própria segurança, o jovem gravou cerca de sete minutos de áudio sem que o homem percebesse.
“Meu filho ficou trancado na cabine, com medo de sair. Ele só conseguiu voltar para o alojamento quando criou coragem”, afirmou Camila.
A família também relata que, após retornar ao primeiro local de hospedagem, o adolescente teria sido orientado por um homem que se apresentou como dirigente do clube a “ficar quieto” sobre o ocorrido, atitude interpretada pela madrasta como uma tentativa de intimidação.
O relato menciona ainda um episódio anterior, envolvendo um motorista do ônibus oficial da delegação, que teria entrado durante a madrugada no alojamento coletivo fumando e gritando, o que provocou confusão entre crianças e adultos responsáveis.
Segundo a denunciante, ao retornar ao Rio de Janeiro, o adolescente contou o que havia acontecido e apresentou o áudio gravado. A família afirma possuir também vídeos, mensagens e outros registros que reforçam a denúncia.
“Ele teve coragem de falar. Quantas outras crianças passam por isso e se calam por medo?”, questionou Camila.
O caso foi registrado na polícia e está sob investigação. A família informou que pretende adotar medidas judiciais e cobra providências dos clubes envolvidos e dos organizadores de competições de base.
O lateral-esquerdo Miguel Trauco se manifestou sobre a denúncia de abuso sexual envolvendo uma jovem argentina, registrada em Montevidéu, no Uruguai. O jogador do Alianza Lima é citado na acusação ao lado de seus companheiros de clube Carlos Zambrano e Sergio Peña. Todos negam qualquer envolvimento no crime.
Em nota, Trauco repudiou as acusações e afirmou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. “Rejeito de forma categórica qualquer imputação criminosa que se pretenda atribuir a mim, assim como qualquer um dos relatos que vieram a público. Confio que as diligências correspondentes serão conduzidas com o rigor e a seriedade que um assunto dessa natureza exige”, declarou o atleta.
Carlos Zambrano também se pronunciou publicamente e negou a denúncia de abuso sexual. Sergio Peña, por sua vez, ainda não divulgou manifestação oficial.
De acordo com as informações iniciais, o episódio teria ocorrido durante o período de pré-temporada do Alianza Lima. Diante da repercussão do caso, o clube peruano anunciou o afastamento por tempo indeterminado de Trauco, Zambrano e Peña do elenco principal.
Miguel Trauco, de 33 anos, defende o Alianza Lima desde janeiro do ano passado. No futebol brasileiro, atuou pelo Flamengo por três temporadas e pelo Criciúma em um ano. Os três jogadores também acumulam convocações e participações pela seleção do Peru.
O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) afirmou que recebeu uma denúncia narrando supostas fraudes trabalhistas contra Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético de Alagoinhas.
Conforme nota enviada para a reportagem do Bahia Notícias, o órgão ministerial recebeu, no último dia 8 de janeiro, uma notícia de fato que narra supostas fraudes trabalhistas, simulação de acordos judiciais, possíveis desvios de recursos e ausência de transparência nas operações da empresa.
A denúncia sugere a existência de um esquema que teria prejudicado tanto funcionários, com questões trabalhistas, quanto o patrimônio da própria SAF, através de um possível desvio de recursos.
O MP-BA afirmou, em comunicado, que "os fatos serão devidamente apurados para adoção de todas as medidas pertinentes".
Veja nota na íntegra:
Informamos que, no último dia 8 de janeiro, o Ministério Público do Estado da Bahia recebeu notícia de fato narrando supostas fraudes trabalhistas, simulação de acordos judiciais, possíveis desvios de recursos e ausência de transparência na operação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético de Alagoinhas, fatos que serão devidamente apurados para adoção de todas as medidas pertinentes.
Procurado pela reportagem do Bahia Notícias, o presidente do Atlético de Alagoinhas, Albino Leite, negou a existência de irregularidades e atribuiu a denúncia a um suposto "ataque político", relacionado ao processo eleitoral do clube realizado no ano passado.
“Não temos nada a temer em relação a isso. Quem fez essa denúncia, oposição que perdeu nas eleições, está tentando macular a imagem da instituição. Querem se aproveitar do momento difícil que o clube vive no Baiano para nos prejudicar”, declarou Albino.
Na sequência, o mandatário reforçou que todos os procedimentos relacionados à SAF e aos acordos trabalhistas ocorreram dentro da legalidade, destacando que as negociações foram homologadas pela Justiça do Trabalho e envolveram dezenas de ações judiciais.
“Está tudo legalizado, em relação à SAF também, tem todo um processo legal, legítimo, é tudo feito pela justiça. Todos os acordos foram feitos pela justiça trabalhista. Não foram uma ou duas não, foram 148 processos”, finalizou.
Ainda sem vitórias no Campeonato Baiano 2026, o Carcará ocupa a lanterna da competição. Com apenas dois pontos somados, vai buscar uma recuperação nas cinco rodadas finais do torneio. Depois da derrota por 4 a 1 para o Jequié, agora o Atlético de Alagoinhas se prepara para enfrentar o Galícia, no Estádio de Pituaçu, na próxima terça-feira (27), às 19h15.
Uma mulher denunciou o ex-vereador de Salvador, Sabá Metais (DC), por violência física, psicológica e perseguição. A vítima que preferiu não se identificar foi até a Casa da Mulher Brasileira, na Avenida Tancredo Neves, para relatar o ocorrido.
Segundo o Alô Juca, a mulher tinha um relacionamento com o ex-edil por cerca de 25 anos. Os episódios se iniciaram após o término da relação, onde Sabá não teria aceitado a separação. Ele teria passado a enviar mensagens constantes pedindo para que sua companheira retomasse o relacionamento
Após não conseguir retorno por telefone, ele chegou a ir até a residência da vítima e invadiu o imóvel pela janela, sem autorização. Conforme a publicação, nesta sexta-feira (9), a vítima comunicou que estava deitada em sua cama quando Sabá entrou na casa e efetuou uma ameaça de morte. De acordo com o Alô Juca, ele teria dito que mandaria matar ela e seus familiares.
Na sequência, o ex-vereador da capital baiana teria empurrado e segurado o rosto da mulher. Em seguida, Sabá ainda teria efetuado um golpe com um celular na região da nuca da vítima.
Depois de realizar o ataque, Sabá teria levado também o celular da vítima para que ela não conseguisse realizar contato com outras pessoas. Na denúncia, a vítima
relembrou um caso de 2024, onde seu antigo companheiro encomendou um assalto, para retirar provas que estariam guardadas no celular da mulher.
A vítima disse que ele teria instalado um rastreador no veículo da comunicante. A Polícia Civil vai investigar o caso. Em entrevista ao programa Alô Juca , nesta sexta-feira (9), ele disse que foi acusado injustamente e que seria vítima de chantagem. Ele confirmou que houve uma discussão, mas comunicou que deixou o local e não encostou na ex-companheira.
O Jacobina Esporte Clube denunciou um caso de racismo ocorrido durante a partida contra o Estrela de Março, no último sábado (25), pelo Campeonato Baiano Sub-17. De acordo com o clube, um jogador adversário teria ofendido um atleta do Jacobina com insultos racistas, chamando-o de “macaco”.
O árbitro da partida interrompeu o jogo após ser informado do ocorrido, seguindo o protocolo da Federação Bahiana de Futebol (FBF) para situações de discriminação. O Jacobina comunicou que o caso já foi levado às autoridades e que tomará todas as medidas cabíveis para responsabilizar o agressor.
O Jacobina Esporte Clube denunciou um caso de racismo ocorrido durante a partida contra o Estrela de Março, neste sábado (25), pelo Campeonato Baiano Sub-17. De acordo com o clube, um jogador adversário teria ofendido um atleta do Jacobina com insultos racistas, chamando-o de “macaco”.
O árbitro da partida interrompeu o jogo após ser informado do ocorrido, seguindo o protocolo da Federação Bahiana de Futebol (FBF) para situações de discriminação. O Jacobina comunicou que o caso já foi levado às autoridades e que tomará todas as medidas cabíveis para responsabilizar o agressor.
Em comunicado publicado nas redes sociais, o clube destacou que repudia veementemente qualquer forma de preconceito. “O Jacobina mantém seu compromisso com o respeito, a igualdade e o combate ao racismo. Não aceitaremos atitudes discriminatórias em hipótese alguma”, afirmou a nota.
Após tentativas infrutíferas de um oficial de justiça de notificar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que desde fevereiro se encontra nos Estados Unidos, o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou no Diário da Justiça edital de notificação informando o parlamentar a apresentar sua defesa prévia à denúncia contra ele formulada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
Com a publicação do edital nesta terça-feira (3), passou a contar o prazo de 15 dias para que Eduardo Bolsonaro apresente a sua defesa. A PGR acusa o deputado do PL a atuar nos Estados Unidos para pressionar o governo Trump a impor sanções e tarifas ao Brasil, como forma de coagir os ministros do STF no julgamento do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em decisão nesta segunda (29), o ministro Alexandre de Moraes disse que Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos para “reiterar na prática criminosa e evadir-se de possível responsabilização judicial”.
“O denunciado, de maneira transitória, encontra-se fora do território nacional, exatamente, conforme consta na denúncia, para reiterar na prática criminosa e evadir-se de possível responsabilização judicial evitando, dessa maneira, a aplicação da lei penal. Tal fato é confessado expressamente pelas postagens realizadas pelo denunciado nas redes sociais”, escreveu Moraes.
Para o ministro, que assumiu a vice-presidência do STF, o deputado Eduardo Bolsonaro declarou “expressamente” que está nos Estados Unidos para “se furtar à aplicação da lei penal”. Além disso, considerou “inequívoca a ciência” do deputado sobre a denúncia apresentada contra ele, por ter se manifestado sobre a acusação.
A notificação sobre a denúncia tem de ser feita pessoalmente aos acusados, por meio de um oficial de justiça, como determina a legislação brasileira. Na semana passada, um oficial de Justiça avisou ao STF que não conseguiu notificar Eduardo Bolsonaro, e que ligou para o gabinete do deputado na Câmara e teria sido informado sobre sua permanência no exterior.
Sem a notificação entregue diretamente ao denunciado, a comunicação pode ser feita por edital nos casos em que o endereço é desconhecido ou inacessível, após esgotadas todas as tentativas de contato pessoal.
A biomédica Andressa Marinho anunciou na última segunda-feira (25) o fim de seu casamento com o volante Bruno Silva, capitão do Rio Branco (ES). Em postagem nas redes sociais, ela acusou o atleta de múltiplas traições e de tê-la agredido durante os oito anos de relacionamento.
O desabafo ocorreu dois dias após o empate em 0 a 0 contra a Inter de Limeira, pela Série D do Campeonato Brasileiro, que culminou na eliminação do Rio Branco. Andressa relatou que decidiu expor a situação após receber a informação de que Bruno e outros jogadores teriam ido a um estabelecimento de entretenimento adulto em Campinas.
"Fui uma esposa fiel, dedicada e lutei muito pra que meus filhos fossem criados pelo pai. Fui parceira, leal, amiga. Eu não o abandonei nem mesmo quando ele descobriu que por causa do câncer teria que amputar parcialmente o seu órgão. Eu fui mulher! Mas ele, ele homem lindo, com um órgão comprometido, foi pra uma zona em Campinas no sábado junto com os colegas do clube. E eu, não preciso disso. Não mereço isso! Seguirei em paz, de cabeça erguida e pra ele? Desejo força, vai precisar", escreveu.
Andressa afirmou ainda que as dificuldades no casamento não eram recentes. Segundo ela, ao longo da relação foi vítima de repetidas infidelidades e chegou a sofrer agressão física durante a primeira gravidez.
"Pensei muito em como vir aqui falar sobre isso. Gravei 1 milhão de vídeos, mas decidi que simplesmente vou escrever sobre. Foram 8 anos, não foram anos fáceis, eu fui traída por esse homem LINDO, muitas vezes. Apanhei, inclusive grávida do meu primogênito. Há 4 anos, vivíamos um pouco mais tranquilos e tentando pela família, Bruninho e apaixonado por ele, Paolo também. Isso me segurou demais nessa relação doentia. Hoje venho aqui dizer que coloquei um ponto final, decidi recomeçar a vida com os meus filhos, Deus, eu e eles", completou.
Andressa Marinho e Bruno Silva se casaram em 2017 e tiveram dois filhos: Bruno Júnior, de cinco anos, e Paolo, de cinco meses.
Infiltrações, tetos mofados e zero de respeito com as pessoas, essa é a situação no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), uma das principais unidades de saúde do sudoeste da Bahia. Relatos obtidos pela equipe de reportagem nesta segunda-feira (18), do Bahia Notícias (BN), acompanhados de fotos, indicam problemas como infiltrações, mofo em corredores e dificuldades na comunicação com a equipe de gestão.
“Aqui os pacientes ficam em leitos expostos, com janelas abertas que permitem a entrada de pássaros e outros animais. Há relatos de médicos agindo com descaso, ausência de respeito e falta de zelo no atendimento. Além disso, profissionais de enfermagem relatam atrasos e falta de pagamento de salários”, relata um paciente com medo de se identificar.
Imagens registradas dentro do Hospital por pacientes | Foto: Reprodução / Leitor BN
Ainda temendo represálias da administração do hospital, um paciente procurou a redação do BN para denunciar a situação ‘ultrajante’ no local. Segundo o paciente, o ambiente é de medo dos funcionários serem desrespeitosos.
"Aqui está sempre o mesmo, o ambiente dos pacientes é de medo. Eu tentei tirar uma foto para mostrar a situação e me disseram que não era permitido. Não quero generalizar, pois alguns funcionários são muito complacentes, sabe? Mas já fui abordado dizendo que não poderia registrar. Aqui é um órgão público, eu tenho o direito de me manifestar. Não tirei foto dos rostos, tirei do local", conta o paciente.
As denúncias, que chegam em meio à alta demanda do hospital no fim de semana — que atende dezenas de municípios da região — apontam que o ambiente não estaria adequado para o tratamento de pacientes. A situação levanta questionamentos sobre a segurança e a qualidade do serviço prestado à população.
“A estrutura é insalubre: o teto sem forro, telhado manchado de mofo e infiltração, e também banheiros sem higienização adequada, sujeira generalizada e total ausência de condições mínimas de funcionamento. Os corredores e a enfermaria, as paredes estão sujas e manchadas, e os quartos estão com janelas abertas, sem ambiente de refrigeração adequada, falta de higiene e cuidado com os pacientes”, ressalta o paciente.
A redação do Bahia Notícias entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB) e com a direção do Hospital Geral de Vitória da Conquista em busca de um posicionamento oficial sobre as denúncias. Até o momento, o hospital não se manifestou sobre o caso.
Foram enviadas perguntas específicas sobre as condições do prédio e o procedimento adotado pela unidade. Até o momento, o hospital não se manifestou sobre o caso. Em nota, a secretaria explicou a situação e garante que esta recebendo investimentos.
“Quanto à denúncia de que um paciente teria sido impedido de registrar imagens dentro do hospital, a Sesab esclarece que a orientação vigente é preservar a privacidade e a segurança de todos os usuários e profissionais. A Sesab reforça seu compromisso permanente com a transparência e a melhoria da rede hospitalar, reafirmando que o Hospital Geral de Vitória da Conquista é referência para toda a região Sudoeste e continuará recebendo investimentos estruturantes para ampliar a assistência à população”, diz a nota.
A questão principal é que, desde que os pacientes estão no local, não houve melhora nas condições do Hospital. “Não é generalizado, temos funcionários maravilhosos e humanos, e tem outros que deixam a desejar. Há uma falta de investimento por parte do governo do estado, com certeza falta política. Precisamos rever essa gestão estadual”, finaliza a paciente contando que se sente refém do descaso.
Leia a nota na íntegra:
“O Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC) dispõe de equipe própria de manutenção predial, coordenada pela engenheira Janine, que atua de forma contínua para atender às demandas estruturais da unidade. Ao longo dos anos, o hospital já passou por diversas reformas e ampliações, sempre com o objetivo de garantir melhores condições de assistência aos pacientes e de trabalho aos profissionais.
Ainda em 2025, será lançada uma grande intervenção na unidade, conforme já anunciado pelo governador Jerônimo Rodrigues em junho deste ano (link), que vai contemplar modernizações estruturais e ampliar a capacidade de atendimento.
Quanto à denúncia de que um paciente teria sido impedido de registrar imagens dentro do hospital, a Sesab esclarece que a orientação vigente é preservar a privacidade e a segurança de todos os usuários e profissionais. A Sesab reforça seu compromisso permanente com a transparência e a melhoria da rede hospitalar, reafirmando que o Hospital Geral de Vitória da Conquista é referência para toda a região Sudoeste e continuará recebendo investimentos estruturantes para ampliar a assistência à população.”, finaliza a nota.
A Escola Municipal Arnaldo de Santana, em Ipupiara, na Chapada Diamantina, está no centro de uma polêmica após a denúncia de uma mãe, que relatou em redes sociais que seu filho foi agredido dentro da unidade. A mãe compartilhou uma foto que mostrava marcas no braço da criança, gerando grande repercussão.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que está ciente do caso e apurando os fatos. O órgão reforçou que preza pelo bem-estar e pela integridade de todos os alunos e que "todas as medidas necessárias" serão tomadas para esclarecer a situação.
Moradores da cidade expressaram ao Achei Sudoeste, parceiro local do Bahia Notícias preocupação com questão e solicitaram que a investigação seja conduzida de forma rápida e responsável.
Um caso lamentável ocorreu no oeste baiano: uma criança pediu ajuda à Guarda Civil Municipal (GCM) em Luís Eduardo Magalhães após presenciar o padrasto agredindo sua mãe dentro de casa. A ocorrência foi registrada na noite desta segunda-feira (04), na Rua Carmen Miranda, no bairro Florais Léa. O homem foi autuado e permanece preso.
De acordo com informações da Guarda Civil confirmadas ao Bahia Notícias, o acusado foi localizado na Rua Serra Dourada. Em meio a abordagem, ele resistiu à prisão, investiu contra os agentes e os desacatou. Foi necessário o uso de algemas para contê-lo.
O indivíduo foi encaminhado à Delegacia de Polícia da cidade, juntamente com a companheira, para as medidas cabíveis serem tomadas. Informações do Blog do Braga, parceiro do Bahia Notícias, o agressor continua preso e está à disposição da Justiça.
Uma denúncia aponta supostas ações irregulares na região do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PARNA), em um trecho próximo a uma estrada no município de Mucugê, que foi fechada com arame farpado e um portão durante o período junino. A cerca, que se estende ao longo da divisa com uma unidade do parque, gerou preocupações. A direção do parque confirmou que está investigando a situação com rigor.
A entrada mencionada é um ponto conhecido da região. O espaço abrigava a casa de uma mulher dedicada à fé budista. Após sua morte, o território foi herdado por Paola Tôrres, médica e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), que foi aluna da antiga moradora.
Cercas na região. | Foto: Reprodução / INCRA
O portal Jornal da Chapada foi o primeiro a informar sobre a instalação de uma grande cerca de arame na entrada, o que gerou estranheza entre os moradores da região, especialmente pelo fato de o local ser muito próximo a uma unidade de conservação natural. Observe o vídeo obtido no local:
Fechamento de acesso próximo a Parque Nacional da Chapada Diamantina gera debate e investigação; veja cerca
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Vale esclarecer que tanto moradores quanto nativos da região têm direito de uso do espaço. O usufruto de unidades federais, como imóveis da União, é um direito real, que permite a alguém (usufrutuário) utilizar e aproveitar um bem pertencente a outra pessoa (nu-proprietário), contudo sem modificar o espaço. Esse direito é regulamentado pelos artigos 1.390 a 1.411 do Código Civil brasileiro e pode ser estabelecido por contrato, testamento ou usucapião.
A área em questão é uma região com alta especulação imobiliária, muito procurada por ser bem localizada e turística, entre os municípios de Palmeiras, Mucugê e Piatã. O Bahia Notícias conversou com vários moradores e proprietários locais.
Veja o local no mapa:
Em versões divergentes, alguns moradores alegaram que a propriedade pertencia ao parque, mas ressaltaram que a antiga dona nunca interferiu na floresta e jamais teria fechado a região. Já moradores mais próximos da entrada, que preferiram não se identificar, afirmaram que, de fato, a área é uma propriedade privada.
O Bahia Notícias também entrou em contato com o denunciante, um morador que transita na região a mais de 30 anos. Ele solicitou sigilo, alegando que a proprietária teria influência na região.
"Essa casa é a única entrada, como uma fenda na região. A situação lá [na região] está impressionante. Tudo bem que a pessoa herdou, ela tem direito ou não à herança, tudo bem. A justiça e o ICMBio que resolvam. Agora, bloquear o acesso já está entrando mesmo no domínio, privatizar tudo, um patrimônio só para uso [pessoal] da região é outra coisa", explica o denunciante.
O incidente ocorreu em uma área localizada na comunidade de Estiva Nova, na Estrada do Guiné, no município de Mucugê. O local, conhecido como "Sítio da Monja", também é chamado de "Fazenda Monte Azul" e fica próximo ao povoado de Capãozinho. Moradores comentam ao Bahia Notícias que o local é isolado.
“Essa trilha é fechada há anos. Ela é fechada por mata fechada do Parque, eu não entendo a razão da discordância. A cerca com a placa é [estranho] mesmo, mas a entrada é bloqueada pela própria mata do parque”, conta um agricultor local de Capãozinho.
A estrada que leva à região não é pavimentada e sua largura é semelhante a uma trilha, seguindo até o Rio Preto, na parte interna do parque, uma área de grande atratividade turística. Algo que chamou a atenção foi a instalação de uma placa proibindo o acesso.
"É difícil alguém falar. O morador que gravou o vídeo mesmo, passou o vídeo para mim com medo. A cerca que ela colocou é na terra da monja, ela botou a cerca para separar. A reserva legal é para separar, subindo o morro no parque nacional ela subiu 500 metros paralelo ao morro, ela só não conseguiu cercar porque a terra não permite. Não há dúvida que o parque foi cercado. Feito de eucalipto e arame farpado subindo o morro, entende?", questiona o denunciante.
A denúncia estranha que uma cerca extensa foi erguida ao longo da serra, avançando até o topo do terreno, configurando, segundo os denunciantes, uma "tentativa de apropriação indevida de terras públicas pertencentes ao Parque Nacional".
Moradores locais das comunidades de Capãozinho e Estiva Nova, além de guias turísticos e visitantes, estranharam o fechamento da via e as restrições de acesso ao parque. “Assim é um espaço quase que turístico, era um local de acesso para levar para conhecer, né? Me causou assim por dizer estranheza aquela placa lá”, conta um guia que mora em Mucugê e solicitou sigilo.
A região contava com trilhas que levam ao Rio Preto, ao Vale do Pati, a grutas e até à área próxima ao clube AABB, em Mucugê. A área é considerada de alta biodiversidade. O Bahia Notícias procurou o ICMBio para comentar o caso, mas ainda não obteve resposta sobre o andamento das investigações.
A VERSÃO DA PROPRIETÁRIA
A professora e médica Paola Tôrres, em entrevista ao Bahia Notícias, explicou a situação. Ela confirmou que a propriedade foi herdada, junto a outros bens, e garantiu que a terra é certificada pelo Incra.
"A Fazenda Monte Azul é uma propriedade da minha antiga mestre Susan Dawn Lee, foi minha professora e eu fui médica dela durante 20 anos. Com o falecimento dela, ela deixou em testamento a Fazenda Monte Azul para mim. Inclusive no testamento dela, ela deixou várias propriedades que foram heranças dela", relata a médica.
Em entrevista, ela esclarece e responde às acusações, mostrando prontidão para qualquer dúvida e acesso aos nativos e residentes da região. E negou qualquer relação incomum com proprietários locais, apenas com a comunidade e seus vizinhos mais próximos.
"Olha, eu já estive diversas vezes no local. Assim como a monja, eu tenho muito interesse na Fazenda Monte Azul na questão ambiental de preservação. É uma região que tem muita diversidade, toda nativa. Foi uma atitude minha cercar toda a região. Não tenho associação nenhuma com 'proprietários locais', mas conheço os [vizinhos]. Isso é falso!", enfatiza a doutora.
Além disso, a proprietária da região explicou que o acesso é garantido, desde que com o devido cuidado. Ela ressaltou que o parque cerca a propriedade e, pelo contrário, ela não ocupa espaço do parque. Ela literalmente perdeu parte do território quando as fronteiras do parque foram refeitas no ano passado.
"Inclusive a terra é certificada pelo Incra e ICMBio. Foi assim, quando ela comprou a terra, ela adquiriu 197 hectares, isso em 2008. Quando o Parque delimitou em uma atualização, bem recentemente, em 2024, o espaço foi reatualizado. Quando tomei ciência, minha primeira atitude foi [demarcar], respeitando o parque, no limite, protegendo a terra. O limite respeita a terra que ela comprou. A terra cercada é justamente a que está fora do Parque Nacional", esclarece a professora.
Ainda em entrevista, a doutora nega as acusações de ter relações com interesse imobiliário na região e garante que não é somente uma imagem de uma “estrangeira” e cultiva com boas relações justamente com a comunidade mais próxima.
"Como sou médica e tenho interesse em questões sociais, já atendi várias pessoas da comunidade do Capãozinho. Tem pessoas que trabalham na terra para mim. E essa denúncia não é da comunidade! Essa trilha não é usada pela comunidade, é uma estrada de acesso exclusivo para a casa da monja. A estrada não dá em lugar nenhum. No Plano de Manejo do Parque é possível que essa estrada não tem acesso ao parque, ou seja, essa área é toda cercada pelo parque. Meu limite é justamente o parque", explica.
E AGORA?
O Bahia Notícias contatou o engenheiro de Mucugê, Hans Heinrich, responsável pelo mapeamento da ‘Fazenda Monte Azul’ ou ‘Sítio da Monja’. Ele reafirmou que o espaço respeita completamente os limites territoriais do Parque Nacional da Chapada Diamantina e forneceu os dados das medidas que batem justamente com o limite territorial. Veja:
Imagem do registro que marca o limite do PARNA a Fazenda. | Foto: Reprodução / INCRA
"Nós medimos uma área de 125 hectares, que está fora do Parque Nacional, e que pertencia a uma monja de nome Susan Dawn Lee (antiga proprietária específica). Respeitamos as medidas definidas pelo ICMBio", explica em entrevista.
A professora esclareceu também que agradece a oportunidade para explicar e garantir que está aberta para contato com moradores e guias locais.
"Tenho livros publicados falando de preservação e natureza, meu interesse é no futuro oferecer ervas e diversidade da Chapada para cura de pessoas. Uma propriedade privada e regularizada, o proprietário faz o que quiser. Não tenho que dar satisfação de dizer o que vou fazer com ela. Mas garanto, o máximo que vai acontecer ali é um local de usar a área como área de preservação ambiental e ecológico, já dou spoiler", avisa a proprietária.
Por parte do ICMBio e da direção do Parque, contatados pelo Bahia Notícias, confirmaram que farão uma investigação no espaço e a cerca. Até o momento, nenhuma decisão foi confirmada.
O Bahia Notícias também contatou o Incra para verificar o registro da terra. Em nota, o Incra confirmou o cadastro da propriedade em nome de Paola Tôrres. No entanto, o órgão esclareceu que o fato de o imóvel rural estar com cadastro ativo não comprova, por si só, sua situação sucessória ou a titularidade da área.
O ex-BBB Davi Brito voltou a falar sobre a denúncia feita ao Ministério Público da Bahia pelo projeto social anunciado por ele nas redes sociais que promete doar 100 mil cestas básicas a famílias carentes do bairro de Cajazeiras, em Salvador, onde o ex-motorista por aplicativo nasceu e foi criado.
Segundo o campeão da 24ª edição do reality da Globo, ele está sofrendo perseguição. Davi citou que páginas dedicadas a cobertura de personalidades e subcelebridades estão em uma campanha de difamação contra ele.
VÍDEO: Ex-BBB Davi Brito diz estar sendo alvo de perseguição após polêmica com projeto social: "Estão querendo barrar"
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"Sabe o que é que está acontecendo aí? Eles sabem que o projeto social vai dar muito certo, já tá dando muito certo. O projeto social, isso que eu quero fazer para ajudar o povo, é uma coisa grande, então, eu não estou pensando pequeno. Estou pensando em fazer uma coisa grande no meu bairro, onde eu nasci e me criei. Só que isso que eles estão querendo barrar, mostrar para as pessoas que eu sou uma pessoa totalmente ilegal, para que as pessoas não ajudem no projeto."
Davi contou que uma experiência na igreja o fez ter certeza de seguir com o projeto social. "Fui na igreja no domingo e o pastor que estava pregando só me deu uma confirmação dizendo uma coisa, tudo que Deus colocou em nossa mão, tem que ser instrumento de benção para a gente abençoar outras pessoas. O meu Instagram vai ser utilizado como instrumento de benção".
Em denúncia exposta pelo próprio ex-BBB na quarta-feira, é solicitado ao MP que o projeto social anunciado por ele nas redes sociais, seja apurado por ele não ter histórico de atuação social. "Há suspeitas de que esteja utilizando sua influência digital para arrecadar fundos de forma irregular", diz um trecho do documento.
Davi confirmou a realização do projeto, que terá a primeira edição no dia 11 de agosto. "O projeto vai acontecer, uma coisa que eu sou é raçudo", garantiu.
A solicitação feita ao MP pede para ser apurado: se a empresa anunciada por Davi Brito existe juridicamente e cumpre requisitos legais para captação de doações; a origem, destino e controle das doações realizadas via PIX; e a legalidade da conduta de arrecadação pública por parte de pessoa física ou empresa sem CNPJ ativo no ramo filantrópico.
O ex-BBB afirmou que será criada uma empresa e o CNPJ estará na mão de um contador, que irá prestar contas sobre todo projeto social.
"Vai ser aberta a empresa, o CNPJ, vai ser aberta uma conta nesse CNPJ e esse CPNJ vai estar na mão do contador. O contador vai analisar tudo que entrou, vai fazer um balanço, e como o CNPJ vai ser criado para projetos, para fundo de doações, não precisa a gente pagar imposto, mas a gente vai mostrar para o governo, declarar tudo direitinho. Eu não quero nada de ninguém, é só ajudar".
Vale lembrar que em 2024, Davi anunciou a criação de um projeto social nomeado de 'Prato na Mesa do Povo', em que pedia a doação de R$ 1 para ajudar na compra de cestas básicas, além de tentar premiar as famílias com televisão e geladeira.
A Justiça do Rio de Janeiro não acatou o pedido do Ministério Público para arquivar a denúncia de assédio contra o humorista Marcius Melhem, e marcou as audiências do caso para agosto.
A decisão foi da juíza Juliana Benevides de Barros Araújo, titular do Cartório da 20ª Vara Criminal, do Rio, publicada no dia 25 de junho.
De acordo com o site Splash, a acusação e a defesa serão ouvidas em dias diferentes e não haverá acareação.
Melhem é acusado de assédio por três profissionais da Globo, duas atrizes e uma editora de imagem, por casos que aconteceram na época em que o comediante era ex-diretor do núcleo de humor da emissora.
O pedido de arquivamento do processo foi feito pelo promotor Luís Augusto Soares de Andrade, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, em maio deste ano, que alegou "inexistência de justa causa para a presente demanda".
O MP é o titular da ação penal. A denúncia contra Melhem foi oferecida em agosto de 2023.
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) rebateu, em suas redes sociais, informação que circulou nesta segunda-feira (23) de que teria contratado dois maquiadores como assessores parlamentares em seu gabinete parlamentar. A informação divulgada pelo site Metrópoles afirma que Ronaldo Hass e Índy Montiel foram contratados como secretários parlamentares da Câmara e já maquiaram a congressista em diversas ocasiões.
Na nota divulgada à imprensa, Erika Hilton disse ser “invenção” que eles foram contratados para trabalhar na Câmara como maquiadores. A notícia da contratação dos assessores está entre os assuntos mais comentados nas redes sociais nesta terça (24).
“Não, meus amores, eu não contrato maquiador com verba de gabinete. Isso é simplesmente uma invenção”, afirmou a deputada.
“O que eu tenho são dois secretários parlamentares que, todos os dias, estão comigo e me assessoram em comissões e audiências, ajudam a fazer relatórios, preparam meus briefings, dialogam diretamente com a população e prestam um serviço incrível me acompanhando nas minhas agendas em São Paulo, em Brasília, nos interiores e no exterior. Tudo completamente comprovado por fotos, vídeos e pelo próprio trabalho cotidiano deles”, completou Erika Hilton.
A deputada afirma também que conheceu os dois como maquiadores, e posteriormente os chamou para trabalhar com ela. Segundo Erika, os dois fazem a sua maquiagem quando necessário, mas não teriam sido contratados apenas para essa função.
Para Erika Hilton, a notícia, da forma como foi divulgada e espalhada posteriormente, foi alimentada por seus inimigos para atingi-la politicamente.
“A velocidade com que espalharam essa mentira ontem é desumana. Um tweet, que virou uma matéria de título tendencioso, que virou trending topic, que virou uma onda de tweets e postagens da parlamentares da extrema-direita e daquelas figurinhas de sempre. Isso não são sintomas de uma reação por uma contratação vista como suspeita num gabinete. Isso temos dia sim, dia não, na política. E nunca acontece dessa forma. Isso são sintomas de uma perseguição, de uma tentativa de desmonte generalizado de tudo que alguém faz e já fez. São sintomas de uma revanche, daqueles eternos derrotados no debate público, que ainda não digeriram de tal PL que foi barrado, ou então porque tive sucesso em uma proposta ou denúncia que não queriam que avançasse”, disse a deputada do Psol.
A informação sobre a contratação de maquiadores vem sendo amplamente comentada e criticada nas redes sociais por políticos e autoridades de direita. Foi o caso do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), que criticou o que chamou de privilégios da classe política.
“Políticos e seus privilégios…Enquanto o povo rala para pagar as contas, tem deputada bancando dois maquiadores com dinheiro público. Não dá mais para aceitar esse tipo de absurdo. Cargo público é missão, não camarim de luxo”, disse Zema em comentário na rede X.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi outro que fez uma postagem no Instagram com críticas à contratação. Nos seus stories, Nikolas fez um print da matéria do Metrópoles, e disse: “Ela tá certa, errado é quem votou nisso…”.
A contratação dos maquiadores também rendeu ações de parlamentares. O deputado federal Junio Amaral (PL-MG), por exemplo, protocolou uma representação contra Erika Hilton (Psol-SP) na Procuradoria-Geral da República (PGR) pela nomeação dos dois funcionários no gabinete parlamentar.
O documento foi protocolado ainda nesta na segunda, e o deputado do PL pediu a investigação e eventual responsabilização de Hilton por improbidade administrativa. Na representação, Junio Amaral alegou que Hilton lotou em seu gabinete dois servidores, “desviando suas funções para atender a parlamentar como maquiadores, função totalmente irregular diante das atribuições” definidas em norma da Câmara.
“Temos o entendimento claro de uma interpretação literal da norma que contratar maquiadores com recurso público da verba de gabinete da Câmara de Deputados é promover o desvio de função e finalidade dos secretários parlamentares para benefício pessoal, caso em que temos ampla jurisprudência entendendo que tais situações são compreendidas como ato de improbidade administrativa”, completou o deputado mineiro.
O vereador Antônio Martins, conhecido como Tonho do Bode (PSD), eleito em Formosa do Rio Preto, no oeste da Bahia, usou a tribuna da Câmara Municipal na sessão da última terça-feira (11) para denunciar que seu nome consta como devedor no site do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), mesmo após ''ter quitado a dívida''. No momento do discurso, o vereador declarou que então ex-gestor, "assaltou" a casa legislativa.
"Todos vocês sabem quem sou. Sou um homem que nunca deixei meu nome ir 'de águas abaixo'. Na gestão passada, não quero falar o nome, fomos aqui assaltados por uma gestão desta Casa, não tenho medo de dizer. Fomos assaltados”, afirma o vereador
Veja em vídeo:
? Vereador de Formosa do Rio Preto chama ex-presidente da Câmara de “assaltante”
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Confira ? pic.twitter.com/YOBgf5iAX5
Martins, que integra a base governista com longa trajetória no Legislativo local, afirmou que a pendência é resultado de repasses não realizados por uma presidência anterior da Casa Legislativa. Segundo ele, a gestão da Câmara Municipal na “era” Pedro Guedes, ex-prefeito de Formosa do Rio Preto, arrecadou valores dos vereadores e não os destinou corretamente.
“Qualquer gestor que está aqui à frente desta Casa e que arrecada os impostos de nós e não repassa, se chama assaltante. Fomos assaltados. Quando vi meu nome na lista de dívida, fui ao órgão e perguntei o que poderia fazer para não deixar meu nome sujo", afirmou o vereador”, declara em plenário.
“Nós temos que rezar para nos livrar desse tipo de pessoa que assalta o que não é dele”, acrescentou o vereador.
O vereador revelou ter desembolsado quase R$ 12 mil para regularizar sua situação junto ao TCM. Ele afirmou não aceitar ter seu nome envolvido em inadimplência por erro de terceiros. “Todos vocês sabem quem sou eu. Nunca deixei meu nome ir de águas abaixo”, disse.
Moradores da comunidade de Fazendola cerca de 20 km do município de Rio de Contas, na Chapada Diamantina, denunciam a falta de coleta de lixo na região. Segundo relatos divulgados pela Rádio Portal Sudoeste, o lixo se acumula nas ruas e nos tambores de coleta da praça, causando mau cheiro e riscos à saúde pública.
"A nossa comunidade está a Deus dará, com lixo por todo lado. Não é para isso que os garis são pagos", desabafou uma moradora ao Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias.
A falta de recolhimento adequado do lixo tem atraído animais, que rasgam os sacos e espalham os resíduos pela comunidade. Os moradores cobram ações urgentes da prefeitura para solucionar o problema, que prejudica a qualidade de vida e o bem-estar da população local.
Procurada pela equipe do Bahia Notícias, até o momento, a prefeitura da cidade não se manifestou sobre a denúncia.
A 10ª Turma do Tribunal Regional Federal aceitou a denúncia contra o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, por crime de homofobia, feita pela Procuradoria-Geral da República. Com isso, Milton é considerado réu perante a Justiça.
Em setembro de 2020, o ex-ministro afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que a causa do "homossexualismo" na adolescência são as famílias "desajustadas".
“Acho que o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe”, disse ele em entrevista.
“Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato e caminha por aí. São questões de valores e princípios”, concluiu.
O relator do processo, juiz e desembargador federal Marcus Bastos, destacou em seu voto o entendimento do Supremo Tribunal Federal, que equiparou o crime de homofobia ao de racismo. Ele foi acompanhado pela desembargadora Daniele Maranhão e pelo juiz federal convocado José Magno Linhares nos votos.
A PGR apresentou a denúncia, com argumentos do vice-procurador-geral da União, Humberto Jacques de Medeiros, que a fala do ministro “discrimina jovens por sua orientação sexual” e “preconceituosamente desqualifica” suas famílias, tratando-as como fora da ordem normativa social. Além disso, a fala acaba por fortalecer e incentivar "comportamentos de rejeição e hostilidade violenta" contra a comunidade LGBT.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou, nesta segunda-feira (17), Thiago da Silva dos Santos conhecido como o "Assassino de Ibirapitanga" por dois homicídios qualificados e um latrocínio, além de furto e ocultação de cadáver. Os crimes foram cometidos em Ibirapitanga entre os dias 25 e 29 de dezembro de 2024, vitimando Joseilton dos Santos Silva, Rafael José dos Santos e Marilene Silva Nascimento.
Segundo a denúncia, oferecida pelas promotoras de Justiça Letícia Coutinho e Rafaella Carvalho, Tiago da Silva matou um homem por motivo fútil no dia 25 de dezembro, utilizando meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. No dia 27, ele matou uma mulher cruelmente e ocultou seu corpo em um matagal. Dois dias depois, matou um homem a tiros, roubando sua motocicleta.
Relembre o momento da captura:
? Foragido há dois meses, homem conhecido como “assassino em série” de Ibirapitanga é preso
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Saiba mais ? pic.twitter.com/I4OEFqseL6
Tiago da Silva foi preso e está no Conjunto Penal de Jequié. Após Thiago ser capturado por agentes no município de Itacaré em 10 de fevereiro, ou seja seis semanas foragidos pelo interior do estado. O MP-BA solicitou a manutenção da prisão preventiva, alegando a alta periculosidade do réu, que cometeu os crimes em um curto período e com extrema crueldade.
Relembre os assassinatos em série:
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Joseilton Silva dos Santos: Morto a pauladas em uma propriedade rural, após beber com o suspeito. Os dois trabalharam juntos em uma propriedade. Testemunhas relatam a polícia que os dois homens discutiram antes do crime.
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Marilene Silva Nascimento: Encontrada morta em um matagal, sem roupas e com sinais de violência. A polícia acredita que o crime tenha sido motivado por latrocínio, segundo agentes da polícia militar ao Bahia Notícias diversos itens foram furtados da casa da vítima.
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Rafael José dos Santos: Morto a tiros durante um assalto em meio fuga. Testemunhas viram um homem com as características de Tiago de Jesus fugindo do local do crime com a moto da vítima, a polícia já recuperou a moto, contudo o homem segue foragido.
Moradores do distrito de Jauá, em Camaçari, procuraram o Bahia Notícias nesta sexta-feira (14) para denunciar a ausência de médicos na Unidade de Saúde da Família (USF) local. Desde janeiro, não haveria um médico foram para moradores de Jauá. A prefeitura aponta que o problema acontece desde o final de 2024, quando a cidade era gerida por outro grupo político.
Segundo os relatos, até dezembro, a unidade contaria com um médico para atender os pacientes de Jauá. No entanto, antes da mudança de gestão no município, a região ficou sem um profissional exclusivo, e a unidade passou a contar com apenas uma médica para atender toda a área, na unidade de Pé de Areias. Além disso, os moradores reclamam da falta de medicamentos, o que agrava ainda mais a situação.
Uma moradora de 53 anos, que preferiu não se identificar, procurou atendimento na unidade para resolver problemas de saúde, mas, devido à ausência de médicos, foi atendida apenas por enfermeiros, que não podem prescrever medicamentos.
"Eu fiquei nervosa, não que seja culpa deles [dos enfermeiros]. Pedi para falar com a gerente, e ela me disse que eu deveria ser transferida para outra médica. O problema é que essa profissional atende apenas moradores de outro distrito, ou seja, não havia médicos para Jauá. No posto, só havia enfermeiros, e a gerente negou o atendimento dizendo 'não posso abrir exceção para você'. Meu caso é complexo, e os enfermeiros não conseguiram me ajudar", relatou a moradora.
Em meio a questão, a moradora chegou a receber uma recusa da gerência que passou ela para outro dia. Em entrevista, ela relata o quanto em seu estado de saúde isso era ultrajante.
"Desde janeiro não tenho atendimento, minha dificuldade já começa em sair de casa com 4 horas de transporte [até a unidade de saúde]. Após um acidente de trabalho tenho dificuldade de sair e não tem médico, portanto sem meu medicamento prescrito. Só agora com [remanejo da] agenda, tô sem médico e com imensa dificuldade", conta a moradora.
A Secretaria de Saúde de Camaçari (Sesau) esclareceu que a unificação dos atendimentos das USFs de Jauá e Pé de Areias ocorreu na gestão anterior, resultando na transferência dos serviços para a unidade de Pé de Areias, que atende ambas as comunidades. Atualmente, a unidade conta com duas equipes de saúde da família e uma médica.
A Sesau informou que, ao assumir a gestão, encontrou contratos de médicos suspensos, o que impactou a disponibilidade de profissionais. No entanto, a contratação de novos médicos está em andamento para reforçar a equipe e ampliar o atendimento.
O Bahia Notícias procurou a gerência do posto sobre o atendimento, mas até o momento não obteve resposta. (Atualizada às 18h47 para tornar trechos mais claros)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem um alto nível de responsabilidade em relação às denúncias de tentativa de um golpe para impedir que Luiz Inácio Lula da Silva assumisse a presidência, mas a maioria acha que ele será absolvido ao final do processo no Supremo Tribunal Federal. Essas são algumas das conclusões reveladas pela pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta terça-feira (25).
De acordo com o levantamento, 26,9% dos entrevistados afirmaram que Jair Bolsonaro é o principal responsável pela tentativa de um golpe de estado que impedisse a posse do presidente Lula. Outros 28,9% afirmaram que o ex-presidente é um dos responsáveis pela articulação golpista. Somando as duas hipóteses, são 55,8% que acreditam que Bolsonaro tem algum grau de responsabilidade pelas denúncias que a Procuradoria-Geral da República apresentou ao Supremo Tribunal Federal.
A quantidade de entrevistados que não vê responsabilidade de Jair Bolsonaro na articulação do golpe foi de 27,6%. Outros 16,6% não apresentaram opinião ou disseram não saber sobre a responsabilidade dele.
Apesar de ter sido muito comentada nos últimos dias, a denúncia apresentada pela PGR não foi tão acompanhada pela população como se poderia esperar. A pesquisa revelou que 27,3% dos entrevistados diz ter ouvido falar sobre as denúncias e que sabe detalhes sobre o caso. Entretanto, 39,7% afirma que ouviu falar do tema apenas superficialmente. E 31,7% dizem que nunca ouviram falar sobre o assunto.
Em meio aos que tiveram conhecimento da denúncia da PGR contra Bolsonaro e outras 33 pessoas, nada menos que 69,3% dizem que o documento não mudou sua opinião a respeito do ex-presidente. Para 13%, as denúncias pioraram muito a visão sobre o ex-presidente, e outros 6,7% afirmam que as notícias pioraram apenas um pouco a opinião a respeito de Bolsonaro.
Do outro lado, 2,2% disseram que o material levantado pela PGR levou eles a melhorarem um pouco a opinião sobre Bolsonaro, e 2% revelaram que o assunto fez com que eles tivessem uma visão ainda melhor a respeito do ex-presidente.
Por fim, a pesquisa CNT/MDA perguntou aos entrevistados a expectativa em relação ao desfecho das denúncias contra Jair Bolsonaro após o julgamento no STF. Para 44,9%, Bolsonaro será absolvido ao final do julgamento. Outros 41% dizem que o ex-presidente será condenado pelo STF, enquanto 14,1% afirmam que não tem opinião ou não sabem o que vai acontecer.
A pesquisa CNT/MDA foi realizada com dados coletados de 19 a 23 de fevereiro, um dia após as denúncias da PGR contra Bolsonaro e outras 33 pessoas. Foram 2002 entrevistas, por meio de coleta presencial e domiciliar distribuídas em 137 municípios, com margem de erro de 2,2%.
Citada na delação do tenente-coronel Mauro Cid, conforme consta na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse nesta sexta-feira (21) que o ex-assessor do seu marido, Jair Bolsonaro, teria “perturbações mentais”. Michelle falou rapidamente com a imprensa após participar da Seminário de Comunicação do PL, que acontece em Brasília.
A ex-primeira-dama disse ainda não estar preocupada com a denúncia oferecida contra Jair Bolsonaro, que ambos não “têm o que temer” e que “a verdade prevalecerá”. Perguntada se ela teria apoiado iniciativas golpistas, Michelle Bolsonaro respondeu: “por favor, olha pra minha cara”.
Em sua delação, o ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro afirmou que Michelle Bolsonaro “quase pirou” e “entrou em pânico” quando viu a mudança da família ser retirada do Palácio da Alvorada, em dezembro de 2022. A declaração consta em um dos vídeos liberados com depoimentos de Mauro Cid liberados nesta quinta (20) pelo ministro Alexandre de Moraes.
“E a própria primeira-dama, desespero de mulher, que quando ela viu a mudança dela saindo, ela quase que pirou, né? Entrou em pânico. Ela falava para a gente fazer alguma, que tinha que fazer alguma coisa”, disse Cid.
De acordo com o militar, a ex-primeira-dama fazia parte de uma ala mais radical no entorno de Jair Bolsonaro (PL), que o instigava a promover um golpe de Estado. Michelle, entretanto, não foi indiciada no inquérito que apurou a tentativa de golpe após a eleição de Lula em 2022.
No discurso que fez durante o seminário do PL, a ex-primeira-dama afirmou que “nunca mais teve um dia de paz” desde o final do governo Bolsonaro. Michelle disse também que ela e o marido continuarão “de pé”, salientando que as acusações da PGR contra Bolsonaro são “narrativas” e que a Justiça “não tem provas”.
Ainda segundo Michelle, o ex-presidente Bolsonaro estaria sendo alvo de perseguições. “O povo de bem está acordando e precisa estar firme. É só um momento difícil que nós estamos passando. Não desistam. Não vão nos calar. A nossa tropa é imparável e estaremos fundamentados na verdade sempre”, afirmou.
A ex-primeira-dama colocou ainda que Jair Bolsonaro foi um “divisor de águas no país” e pediu a volta do marido ao poder. “No Brasil, só há dois lados. Ou você é do lado da verdade ou da mentira. Ou você é do lado da vida, ou da morte”, declarou Michelle Bolsonaro.
Em postagem nesta quinta-feira (20) na sua conta na rede X, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que toda vez que o presidente Lula (PT) “está nas cordas”, acontecem “muitas coisas” com integrantes da oposição. O ex-presidente sugere que a denúncia formulada contra ele e outras 33 pessoas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) teria sido enviada ao Supremo Tribunal Federal para “abafar” o mau momento de Lula nas pesquisas.
“Toda vez que Lula está nas cordas (sem picanha, sem cervejinha, sem chicória, sem café, sem ovos, monitoramento do Pix, escândalos com ministros, gastos estratosféricos sem responsabilidade e o povo pagando aumentos exorbitantes de impostos sem o mínimo retorno), coincidentemente muitas coisas acontecem, sempre mirando o outro lado”, declarou Bolsonaro no X.
O comentário do ex-presidente foi rebatido também na rede X pela presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR). A deputada disse que ele, Bolsonaro, é que “estaria nas cordas”, e que se faz de vítima toda vez que é “confrontado com a verdade”.
“Toda vez que Jair Bolsonaro se vê confrontado com a verdade, com os crimes que cometeu contra o país e a democracia, ele se faz de vítima e tenta jogar a culpa nos outros”, escreveu a presidente do PT.
Segundo Gleisi, não há como Bolsonaro tentar “desviar do assunto” e “atacar” o presidente Lula por “problemas que ele tenta de verdade resolver“. A deputada cita a denúncia da PGR contra Bolsonaro e diz que ela “não nasceu anteontem”, e é um “resultado de dois anos de investigação” e que cumpriu “rigorosamente todas os ritos do devido processo legal”.
“A denúncia contra Bolsonaro e seus cúmplices é o resultado do que eles fizeram para usurpar o poder e a soberania do povo nas eleições de 2022“, afirmou a petista.
Gleisi finaliza sua postagem chamando Jair Bolsonaro de “inelegível“.
“A culpa é sua, inelegível! E Quem está nas cordas é você e prestes a se tornar réu por muitos crimes. Sem anistia!“, finalizou a presidente do PT, cotada para se tornar ministra do governo Lula.
O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), declarou, nesta quinta-feira (20), que está com a "consciência tranquila" em relação à denúncia feita contra ele apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A afirmação foi feita durante evento do PL.
No palco, o ex-presidente falou sobre a possibilidade de ser preso e minimizou situação: “O tempo todo falam: ‘Vamos prender o Bolsonaro’. Caguei para a prisão!”, debochou ele.
Além disso, Jair Bolsonaro falou que é movido pela "paixão pelo Brasil, e não pela "obsessão pelo poder". Ainda sobre a denúncia, o ex-presidente falou que “Investiram pesadamente agora nessa última: golpe” e criticou a acusação, dizendo que “todas as narrativas foram por água abaixo”.
A Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou, na última terça-feira (18), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.
Durante uma coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, concedida ao lado do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, o presidente Lula (PT) disse que, enquanto estiver à frente do governo, todos terão o direito a presunção de inocência, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No evento com o primeiro-ministro português, nesta quarta-feira (19), Lula falou pela primeira vez sobre a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República que implica acusa Bolsonaro e outras 33 pessoas de crimes como organização criminosa, abolição violenta do estado democrático de direito e tentativa de golpe de estado.
A declaração foi dada na parte aberta do encontro, quando foram assinados atos de cooperação bilateral entre os dois países. Segundo Lula, se ficar provado que Jair Bolsonaro e os demais denunciados não tentaram dar um golpe, eles estarão livres.
“A decisão de ontem é uma decisão da PGR. Ele [procurador-geral da República, Paulo Gonet] indiciou as pessoas. Eu não vou comentar um processo que está na Justiça. A única coisa que eu posso dizer é que nesse país, no tempo em que eu governo, todas as pessoas têm direito a presunção de inocência. Se eles provarem que não tentaram dar golpe e que não tentaram matar o presidente, eles ficarão livres e serão cidadãos que poderão transitar pelo Brasil inteiro”, afirmou o presidente.
Lula complementou sua colocação lembrando que agora a denúncia será decidida pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, e que os acusados terão todo o direito de se defender.
“Se na hora que o juiz for julgar, chegar à conclusão que eles são culpados, eles terão que pagar pelo que cometeram. Portanto, é apenas um indiciamento. Não posso comentar a decisão da PGR mais que isso”, concluiu o presidente.
O Ministério Público da Bahia considerou ausência de provas suficientes para recomendar a não continuação de uma ação criminal contra a influenciadora Thaís Carla. A dançarina foi denunciada em outubro do ano passado por divulgar jogos de azar através das redes sociais.
O pedido de abertura de inquérito policial foi feito pelo próprio Ministério Público e aceito pelo Tribunal de Justiça da Bahia. Porém, após revisão do promotor de Justiça, João B. Sapucaia Costa, foi identificado a ausência de provas que justificassem o início de um procedimento judicial criminal.
Segundo denúncia enviada ao órgão, a dançarina divulgava propagandas de empresas que não estão em harmonia com o ordenamento jurídico nacional. A notícia foi inicialmente recebida pela Promotoria de Justiça do Consumidor e, após avaliação, redistribuído para uma Promotoria d eJustiça Criminal.
Um confronto entre policiais militares da Rondesp e suspeitos terminou com um homem morto e a apreensão de três granadas e cerca de 150 gramas de drogas, na noite de terça-feira (28), em Eunápolis. A morte ocorreu em meio a uma operação em que suspeitos conseguiram fugir.
Segundo informações do Radar News, parceiro do Bahia Notícias, a ação policial ocorreu no bairro Minas Gerais, após a polícia receber uma denúncia de que havia um grupo de criminosos ostentando armas e vendendo drogas no local.
Em meio a uma operação, houve troca de tiros e um dos suspeitos foi baleado. Apesar de ter sido socorrido, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Os demais suspeitos conseguiram fugir por uma área de mata.
A polícia apreendeu com o suspeito morto um revólver, além das granadas e das drogas. A ocorrência foi registrada na delegacia de Eunápolis e a Polícia Civil investiga o caso.
Uma família foi vítima de um assalto violento em sua residência, localizada no bairro Rancho Alegre, em Caetité, na noite da última terça-feira (14). Dois homens armados invadiram a casa e levaram o valor estimado em R$ 210 mil em dinheiro, um relógio banhado a ouro, um cofre e uma motocicleta Honda XRE 300.
Segundo informações da 94ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) ao Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, os criminosos agiram com muita violência, ameaçando as vítimas de morte e agredindo-as com coronhadas.
Na manhã desta quarta-feira (15), a motocicleta roubada foi encontrada abandonada nas proximidades do condomínio empresarial, no trevo entre a BR-030 e a BR-430. O veículo foi apresentado na Delegacia Territorial de Caetité para perícia.
A polícia civil investiga o caso e pede a colaboração da população para identificar e prender os criminosos.
Agentes da 86ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) com a Polícia Civil prenderam dois homens por posse irregular de armas de fogo na manhã desta terça-feira (14), no povoado de Santa Cruz, em Santa Rita de Cássia, no Oeste baiano.
A ação contou com a participação da equipe do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO), foi deflagrada após denúncias de que um dos indivíduos estaria ameaçando moradores da região com uma arma de fogo. Em meio a busca na residência do suspeito, os policiais encontraram um rifle calibre.44.
Diante da informação de que o homem ameaçava um desafeto que residia no povoado da Malhada Grande, a polícia também realizou buscas na casa do segundo suspeito, onde foram encontradas duas espingardas artesanais.
A 86ª CIPM reforça seu compromisso com a segurança da população e ressalta a importância da denúncia anônima para o combate à criminalidade.
Os dois homens foram presos em flagrante e conduzidos para a Delegacia Territorial de Santa Rita de Cássia, onde foram autuados por posse irregular de arma de fogo.
Um confronto entre um homem armado e policiais militares terminou em morte na tarde desta sexta-feira (10), no bairro do Comércio, em Salvador. Segundo a Polícia Militar, equipes foram acionadas após denúncias de um indivíduo suspeito em atitude suspeita na região.
Ao abordarem o suspeito, por volta das 16h, houve troca de tiros. O homem, ainda não identificado, foi atingido e socorrido para o Hospital Ernesto Simões, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele foram encontradas uma pistola, munições, um carregador, embalagens de substância análoga à cocaína, balança de precisão e quatro celulares.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime e trabalha para identificar o homem. O caso ocorre em um momento de aumento da violência na cidade, com diversos registros de tiroteios e assaltos nas últimas semanas.
A Polícia Militar reforça a importância da denúncia anônima como ferramenta fundamental no combate à criminalidade. A população pode entrar em contato com a polícia através do disque-denúncia (190).
Uma ação da 80ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) na tarde desta terça-feira (07) resultou na desarticulação de um esquema de tráfico de drogas em Cândido Sales e na apreensão de uma excesso de entorpecentes.
A operação começou após denúncias de populares sobre a venda de drogas na cidade. Durante rondas, uma guarnição abordou um indivíduo em atitude suspeita, que foi encontrado com drogas. Ao ser interrogado, ele revelou estar traficando para outro indivíduo e um casal.
Com as informações obtidas pelo Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, os policiais se dirigiram à residência do casal, onde foram encontradas mais drogas, materiais para embalar entorpecentes e uma quantia em dinheiro. No local, também havia crianças, o que motivou o acionamento do Conselho Tutelar.
Um homem suspeito de feminicídio foi preso na tarde de segunda-feira (23), no povoado de Maracaiá, em Água Fria. A prisão foi realizada por policiais militares da 97ª CIPM na cidade de Irará, após denúncia da comunidade.
De acordo com informações da polícia, o suspeito era procurado pela justiça por um mandado de prisão em aberto. Ele é acusado de assassinar sua companheira no início deste mês de dezembro, na cidade de Irará.
Após receberem a denúncia, os policiais militares se deslocaram até o povoado de Maracaiá e localizaram o suspeito. Ele foi abordado e preso, sendo posteriormente encaminhado para a Delegacia de Polícia de Irará, onde foram tomadas as medidas cabíveis.
Uma operação conjunta da Patrulha Escolar da Guarda Civil Municipal de Salvador, em parceria com o Conselho Tutelar e a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DERCA), resultou na prisão de um homem suspeito de abusar sexualmente de quatro meninas na comunidade de Salvador.
A prisão aconteceu após uma das vítimas, uma menina de 9 anos, relatar os abusos na escola. Segundo o relato da criança, ela e outras três meninas, com idades entre 9 e 14 anos, foram vítimas de violência sexual por um período prolongado. O homem, que convivia com a mãe de três das vítimas, aproveitou-se da vulnerabilidade das crianças para cometer os crimes.
As investigações revelaram que a mãe das meninas tinha conhecimento dos abusos e omitia-se, o que configura um agravante no caso. A Patrulha Escolar, acionada pela escola, agiu rapidamente, localizando e prendendo o suspeito em cumprimento a um mandado de prisão preventiva.
A Polícia Civil está investigando o caso de forma aprofundada, buscando reunir todas as provas para levar o criminoso à justiça. Paralelamente, a vítima e sua família estão recebendo acompanhamento psicológico integral por parte do Conselho Tutelar
Agentes da Polícia Militar, através do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM), prenderam um homem suspeito de tráfico de drogas na manhã desta quinta-feira (05), por volta das 10h30, no bairro Urbis 2, no município de Brumado, após receberem várias denúncias de moradores sobre uma intensa movimentação relacionada ao tráfico de drogas em uma residência local.
Informações obtidas pelo Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, confirmam que, durante a operação, os policiais avistaram um homem saindo da casa em questão. Ao realizar a busca pessoal, foram encontrados quatro cigarros de maconha em sua carteira. Indagado sobre a possibilidade de haver mais drogas, o suspeito confirmou a existência de mais entorpecentes em um móvel da sala.
Imagens dos itens apreendidos com o suspeito | Foto: Reprodução / Achei Sudoeste
No local, os policiais encontraram, além da quantidade já mencionada, um tablete de maconha na garagem. Todo o material apreendido, juntamente com o suspeito, foi apresentado na Delegacia de Polícia Civil para as providências na justiça.
Em uma ação conjunta, agentes da 80ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) apreenderam quase 300 pacotes de drogas na noite desta segunda-feira (2), na cidade de Condeúba, no sudoeste baiano. A operação foi deflagrada após a polícia receber informações sobre uma ocorrência envolvendo disparos de arma de fogo.
Informações obtidas pelo portal Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, durante as diligências, os policiais identificaram um indivíduo envolvido com o tráfico de drogas. Em sua residência, foi encontrada uma quantidade significativa de substância análoga à cocaína, totalizando cerca de 254 papelotes.
O material apreendido foi apresentado na delegacia local para as medidas cabíveis. A Polícia Civil investiga o caso para identificar outros envolvidos na ocorrência.
Uma onda de denúncias de assédio moral, humilhação e ameaças sacudiu o Hemoba de Brumado nesta sexta-feira (29). Uma servidora com 34 anos de carreira, sendo 15 deles na unidade, decidiu romper o silêncio e registrar um boletim de ocorrência na Delegacia Territorial, expondo um cenário de terror psicológico no ambiente de trabalho.
Segundo a denúncia recebida pelo Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, a gestão atual do Hemoba tem instaurado um clima de caos e insegurança, prejudicando tanto os servidores quanto os usuários. Nos últimos quatro meses, nove funcionários pediram demissão e três foram desligados, demonstrando a gravidade da situação.
A denunciante afirma que a direção da unidade tem promovido perseguições e adotado medidas autoritárias, impossibilitando que os servidores exerçam suas funções com tranquilidade e segurança. A decisão de procurar a polícia pretende proteger seus colegas e evitar que outras pessoas sofram as mesmas violações.
Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) publicado em novembro apontou irregularidades em uma licitação realizada pela Prefeitura de Ipirá, para a compra de materiais de combate à pandemia de Covid-19. A dispensa da licitação n.º 27/2020, com a compra de equipamentos como máscaras cirúrgicas e N95 teve um superfaturamento estimado em RS 76 mil.
Uma empresa chamada Top Vida, vencedora da licitação, era a única das três empresas participantes com histórico de contratos anteriores com o município. As demais empresas, BR Hospitalar e Figueiredo Santos, registro de contratações com a administração pública municipal, segundo o relatório.
Imagens dos trechos que citam os valores e a empresa | Foto: Reprodução / Bahia Notícias / CGU
A investigação revelou indícios de irregularidades no processo licitatório, como a utilização de cotações de preços atribuídas a empresas com estreitos laços familiares e comerciais para EPI's. Esse resultado, que corresponde a um prejuízo estimado de R$ 76.430, configurando um prejuízo aos cofres públicos.
“Foram identificadas irregularidades relacionadas à aplicação dos recursos federais recebidos pelo município de Ipirá, visando o enfrentamento da pandemia do coronavírus. Sobre a aquisição de material penso, insumos e equipamentos de proteção individual (EPIs) resultando em apuração de superfaturamento estimado de preço da ordem de R$ 76.430”, aponta o relatório.
A CGU também comparou os preços pagos pela Prefeitura de Ipirá com a mediana dos preços praticados por outros municípios baianos no mesmo período. A análise revelou um desvio significativo, com um sobrepreço de 108,33% para as máscaras cirúrgicas e de 136,56% para as máscaras N95.
Conclusão do relatório sobre o município | Foto: Reprodução / Bahia Notícias / CGU
O órgão também conclui que a Prefeitura da cidade teria conhecimento e conivência com as irregularidades encontradas, seja pela aceitação de documentos providenciados por terceiros ou pela busca deliberada de empresas com as quais já mantinha algum tipo de relacionamento.
A Polícia Civil da Bahia, através da 1ª Delegacia Territorial de Vitória da Conquista, cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência de um homem investigado pela prática de discurso de ódio e homofobia. O crime ocorreu no dia 18 de setembro deste ano, nas dependências da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).
Segundo informações da polícia ao site Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, o indivíduo incitou à violência contra a comunidade LGBTQIA+, alegando que as “pessoas poderiam vender seus bens pessoais para comprar fuzis e exterminar pessoas LGBT”, além de associar pessoas LGBTQIA+ ao uso de drogas e à violência sexual.
O investigado também declarou ter criado um “ultimato” para exterminar homossexuais, que classificou como “libertinos”, configurando assim a prática de discurso de ódio e preconceito com base na orientação sexual. Essa conduta caracteriza crime de homofobia, previsto no Código Penal.
Indiciado pela Polícia Civil no dia 20 de setembro e denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) quatro dias depois, tornando-se réu, o homem teve sua liberdade provisória condicionada à proibição de frequentar a Uesb, medida deferida pelo Poder Judiciário.
Durante as buscas realizadas nesta terça-feira (26), em uma residência no Bairro Candeias, o celular do denunciado foi apreendido. As investigações confirmaram a autoria do conteúdo preconceituoso divulgado na Uesb, além de identificarem mensagens de texto com ameaça de morte ao atual Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enviadas para um perfil de rede social da Polícia Federal.
Com essa ação, a Polícia Civil demonstra seu compromisso com o combate à homofobia e ao discurso de ódio.
A Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) contra cinco homens acusados de envolvimento na morte do cacique Lucas Santos de Oliveira. O homicídio ocorreu em dezembro de 2023 no município de Pau Brasil, sul do estado.
A denúncia foi recebida pela Vara Criminal de Camacã, no último dia 17 de outubro. A pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais do M-PBA (Gaeco), também foi decretada a prisão preventiva dos denunciados Amatiry Fernandes Santos, Emerson Farias Fernandes, Michael Cardoso de Oliveira, Sandoval Barros dos Santos e Fábio Santos Possidônio.
O caso foi investigado pela Coordenação de Conflitos Fundiários (CCF), da Polícia Civil. Segundo o Ministério Público, Amatiry e Emerson estão foragidos da Justiça.
As investigações apontam que o homicídio foi planejado e executado pelo grupo que, em maioria, integra uma facção criminosa envolvida com o tráfico de drogas no sul da Bahia. O crime teria sido ordenado de dentro do Presídio de Itabuna por Fábio Possidônio e cometido em represália ao cacique Lucas, que teria colaborado com a polícia denunciando o crime organizado e o narcotráfico na região do Território Caramuru Catarina Paraguaçu.
Além disso, uma disputa pelo cargo de diretor do Colégio Estadual Gerson de Souza Melo Pataxó teria contribuído para que Lucas de Oliveira fosse considerado um desafeto dos traficantes. A liderança indígena foi contrária ao resultado da eleição para direção da unidade escolar, em razão de supostas irregularidades no processo quanto às tradições indígenas, o que provocou, por vingança, ter sido apontado como o delator do tráfico à polícia.
No dia 21 de dezembro de 2023, quando Lucas Oliveira se deslocava da cidade para a Aldeia indígena Caramuru, ele foi interceptado por dois criminosos em uma estrada vicinal e assassinado pelas costas, com 15 disparos de arma de fogo.
O cacique Lucas lutava pela defesa dos direitos indígenas e era líder comunitário, exercia as funções de cacique do Povo Pataxó Hã Hã Hãe, coordenador Regional do Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas do Estado da Bahia (Mupoiba), conselheiro Estadual de Direitos do Povos Indígenas da Bahia (Copiba), presidente do diretório municipal do partido Rede Sustentabilidade, agente comunitário de saúde indígena, mobilizador de esporte e defensor da educação escolar indígena.
A ministra da saúde, Nísia Trindade, disse, nesta quarta-feira (16), que a pasta sabia dos casos de infecção por HIV em órgãos recebidos por pacientes transplantados no Rio de Janeiro um mês antes da denúncia feita pela Band News FM. Em entrevista à imprensa, a chefe do órgão informou que apesar do ministério ter ciência do caso antecipadamente, não acionou a polícia por não haver “indícios de crime”.
“O Ministério da Saúde tomou conhecimento no dia 14 de setembro de um caso lamentável de uma pessoa que foi infectada por HIV e tinha recebido um órgão e se constatou que o doador ao se resgatar o material tinha HIV”, disse Trindade.
Nísia afirmou ainda que não havia motivos para denunciar o caso à polícia.
“Apenas quando se caracteriza suspeição de possível ação criminosa é que a polícia deve ser acionada. E a partir do momento que novos casos foram verificados e que indícios começaram a ser levantados é que eu procurei a Polícia Federal que é o papel que cabe a uma instância federal”, revelou a ministra.
Segundo reportagem da TV Band, no último dia 14 de setembro, ao saber dos erros no RJ, a pasta enviou um ofício à central estadual de transplantes do estado cobrando medidas após a identificação das contaminações. No entanto, o caso só foi alvo de operação da polícia civil após denúncia da imprensa.
Um especialista em direito processual penal da Universidade de São Paulo (USP), ouvido pela reportagem da Band, indicou que o atraso em levar o caso à polícia pode ter prejudicado as apurações do crime.
“Nesse caso, esse fator surpresa exige que a primeira medida a ser tomada seja uma medida do inquérito. Então, por exemplo, uma busca e apreensão que tivesse sido realizada nos laboratórios antes de qualquer aviso prévio, ou mesmo do ponto de vista administrativo, de que poderia ter alguma irregularidade descoberta permitiria se recolher um conjunto de provas muito maior e mais completa para investigação prosseguir a partir daí”, explicou Gustavo Badaró a TV Band.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou à Justiça, na terça-feira (30), o ex-diretor do Conjunto Penal de Brumado, capitão PM Cláudio José Delmondes Danda, a diretora adjunta Carol Souza Amorim e mais quatro servidores públicos envolvidos em episódio de tortura dentro da unidade.
A denúncia foi baseada em investigações realizadas pelo MP, por meio dos grupos de atuação especial de Execução Penal (Gaep) e de Segurança Pública (Geosp), com o apoio da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), que evidenciaram a tortura praticada em outubro de 2023 contra um preso, que foi submetido a “intenso sofrimento físico, como forma de lhe aplicar castigo pessoal”.
Conforme as investigações, participaram diretamente da ação criminosa os policiais penais Jamerson Evangelista dos Santos, Jaime Ferreira Santos Júnior e Paulo Sérgio Brito da Silva. Eles teriam atingido o preso com um disparo de bala de borracha na perna e spray de gengibre no rosto, além de terem aplicado golpes com chutes, cotoveladas e pontapés. “Em que pese ferido pelo disparo contra si realizado, e sangrando, o interno apenas recebeu atendimento médico no dia posterior ao fato e foi submetido a exame médico legal em 5 de fevereiro de 2024, após requisição do Ministério Público”, registra a denúncia.
No documento, os promotores de Justiça Daniela de Almeida, Edmundo Reis, Ernesto Medeiros, Matheus Azevedo, Gilmara Barretto e Cintia da Silva ressaltam que os fatos chegaram ao conhecimento da direção do Conjunto Penal, tanto do então diretor capitão PM Cláudio José Delmondes Danda, quanto da diretora adjunta Carol Souza Amorim, ao menos, desde o dia 30 de outubro de 2023. No entanto, “eles se omitiram e não adotaram nenhuma providência para apuração” e também foram denunciados.
Outro denunciado pelo crime de tortura foi o supervisor operacional da unidade, Alex Santos ngelo. As investigações apontam que ele presenciou os fatos e apenas registrou no livro de ocorrências que, naquela data, foi realizada a transferência da cela do interno, sem qualquer outra observação.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) voltou atrás e pediu a reabertura do inquérito contra o empresário Paulo Roberto Santos de Souza Filho por suspeita de ter abusado sexualmente da própria filha de apenas três anos. A decisão se deu após a fonoaudióloga, ex-esposa e mãe da criança, Tamires de Sousa Reis, dar detalhes da situação nas redes sociais. O caso ganhou repercussão com a cobertura da mídia local nesta segunda-feira (22).
Em nota, o MP-BA alegou que diante do recebimento de informações adicionais reconsiderou o arquivamento do caso, assim como medida de proteção à criança. Veja a nota completa abaixo.
Em junho deste ano, a promotora, Luciana Maria B. Cardoso Neves Almeida, promoveu o arquivamento do processo, alegando insuficiência de provas para a continuidade da investigação, mesmo com a abertura de inquérito pela Polícia Civil.
O entendimento do Ministério Público da Bahia foi seguido pelo desembargador e relator do processo, Raimundo Cafezeiro, em parecer emitido no dia 17 de julho. Com isso, a guarda da criança passou a ser compartilhada.
O Bahia Notícias entrou em contato com Paulo Roberto para saber como ele responde às acusações feitas, mas não houve sucesso. O espaço segue aberto para manifestação e posicionamento.
Veja a nota do Ministério Público na íntegra:
Após o recebimento de informações adicionais, que não haviam sido anexadas ao inquérito policial, o Ministério Público estadual reconsiderou o arquivamento do caso e hoje, dia 22, determinou o retorno dos autos à Polícia Civil solicitando a continuidade das investigações. Também foi solicitada, à Justiça, medida de proteção à criança. As informações foram apresentadas ao MP pelo advogado da mãe da criança na última quinta-feira, 18.
O MP havia solicitado o arquivamento do caso com base no inquérito policial que não identificou indícios suficientes de autoria e materialidade para a configuração do crime. Sem esses indícios, não é possível oferecer denúncia, já que, conforme a lei, as acusações criminais precisam apresentar elementos de prova minimamente seguros, sérios e compatíveis com a gravidade dos fatos criminosos supostamente ocorridos e atribuídos a alguma pessoa.
LUANA PIOVANI OFERECE AJUDA
A atriz Luana Piovani ofereceu ajuda para Tamires. Por meio das redes sociais, Piovani, que atualmente mora em Portugal, compartilhou o desabafo de Tamires e ofereceu auxílio de um advogado. "Você precisa de advogado? Mora onde? Eu vi os primeiros 6min do vídeo", escreveu.
Tamires agradeceu aos internautas a força para divulgar o caso e conseguir atingir nomes de relevância para alcançar a mídia nacional e ter um retorno da Justiça.
O 2º vice-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador José Alfredo Cerqueira da Silva, negou recurso especial do ex-prefeito de Jaguarari, Everton Carvalho Rocha (PSDB) que questionava acórdão da Primeira Câmara Criminal que votou no sentido de receber denúncia contra ele. A denúncia foi recebida em 24 de novembro de 2020, sem o afastamento do então prefeito.
Everton Rocha foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por, em 2017, a despeito da prolongada estiagem que atingia a região, manejar indevidamente rendas públicas para a realização de festejos populares, “de modo deliberado e para satisfação de interesse pessoal”.
Conforme o MP-BA, ao menos R$ 1.414.423,00 foram movimentados em favor de particulares para a promoção de festas, em especial no período junino, contratando, muitas vezes sem licitação, ora para fornecimento de insumos estruturais para os festejos e a divulgação desses na grande imprensa, ora para agenciamento ocasional de apresentações artísticas. “Sem que tais atuações, de qualquer sorte, minimizassem os efeitos da adversidade natural reconhecida pelos Decretos Municipais n° 219/2017; 412/2017; 493/2017 e 623/20171, ou guardassem relação com atividades dessa ordem, condutas atentatórias ao interesse público e social, além de gravosas ao erário”, indica a denúncia do Ministério Público.
Na decisão, o desembargador José Alfredo Cerqueira da Silva destacou que o acórdão questionado entendeu “que a Denúncia possui todos os requisitos necessários, pois contém a descrição da conduta supostamente antijurídica, com as suas circunstâncias, a qualificação do Réu, bem como a classificação do delito, de forma a permitir o exercício do contraditório e da ampla defesa”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.