"Não pode jogar Xadrez com a cabeça de quem joga Dama", alerta Silvio Humberto sobre política baiana
Por Francis Juliano / Rebeca Menezes
O vereador Sílvio Humberto (PSB) avaliou, na noite deste sábado (14), as movimentações provocadas pelas eleições de 2026, especialmente o rompimento do senador Angelo Coronel com o grupo do governador Jerônimo Rodrigues.
Questionado sobre o "xadrez político" que se desenha, Sílvio concordou com a analogia: "O que não pode é a gente jogar Xadrez com a cabeça de quem joga Dama. A gente vai perder logo, nem senta pra jogar. Esse de fato é um momento de muitas articulações e conversas, de juntar e convencer as pessoas. Mas eu sei que só tem um juiz, e vai ser no primeiro domingo de outubro quando o conjunto chamado povo vai decidir", ponderou.
Segundo o vereador, que participou nesta noite da saída do Ilê Aiyê no Curuzu, um "projeto político que não tem desafios cairia numa aparente e complicada zona de conforto".
O socialista ainda respondeu sobre a comparação, feita nos bastidores, da situação de Coronel com a de Lídice da Mata (PSB), que também perdeu a vaga ao Senado no grupo ligado ao PT na Bahia. "Uma coisa é você ter a defesa de um projeto político de raiz, porque você vem de uma tradição, de entender que a justiça social é fundamental para fazer o país avançar. E outra coisa é você aderir ao projeto. E aí há que se perguntar, embora se tenha um número considerável de votações, até que ponto isso está internalizado para além de um projeto político individual? Eu venho de uma tradição, e a deputada Lídice da Mata também, de quem tem projetos coletivos, que entende que a mudança precisa ser construída de forma coletiva, e que é fundamental a gente avançar para enfrentas as desigualdades sociais e raciais", justificou.
