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“O multilateralismo está sendo jogado fora”, diz Lula em críticas a Trump e cobranças de reforma na ONU

Por Fernando Duarte / Leonardo Almeida

Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teceu críticas ao chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, e cobrou uma reforma na Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir o direito ao multilateralismo. Em discurso durante o evento de aniversário do MST, realizado no Parque de Exposições, em Salvador, o petista também revelou que está diálogo com lideranças políticas para agendar uma reunião visando “impedir a predominância da força da arma e intolerância”.

 

No pronunciamento desta sexta-feira (23) na capital baiana, Lula afirmou que o “multilateralismo está sendo jogado fora”. Em críticas a Trump, o petista também o acusou de querer criar uma nova ONU, em que o presidente norte-americano atuaria, sozinho, como “dono” da entidade.

 

“O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo, ou seja, está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada, e ao invés da gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que eu fui presidente em 2003, reforma da ONU. O que está acontecendo? O presidente Trump está fazendo a proposta de criar uma nova ONU e que ele, sozinho, é o dono da ONU”, disse Lula.

 


Lula em evento do MST em Salvador | Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

 

Em relação aos diálogos com outros países, o presidente brasileiro informou que já telefonou para alguns chefes de Estado ao redor do mundo. O objetivo seria justamente assegurar o direito ao multilateralismo. Durante o discurso, Lula também reforçou que o Brasil “não tem preferência de relação”, mas que não aceita que o país “volte a ser colônia”.

 

“Eu estou há uma semana telefonando para todos os países do mundo, já falei com muitos países. Conversei com Putin, Xi Jinping, o primeiro-ministro da Índia, com o presidente da Hungria. Tentando encontrar uma forma de se reunir, e não permitir que o multilateralismo seja jogado no chão para que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer bem do mundo”, disse o presidente.

 

“O Brasil não tem preferência de relação, o Brasil quer ter relação com os Estados Unidos, o Brasil quer ter relação com Cuba, o Brasil quer ter relação com a China, o Brasil quer ter relação com a Índia, o Brasil quer ter relação com a Rússia, a gente não tem preferência, o que a gente não aceita mais é voltar a ser colônia”, completou.