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Artigos

Bernardo Araújo
Os “meninus” do trio
Foto: Acervo pessoal

Os “meninus” do trio

A poucas semanas do início do Carnaval, sempre me pego pensando: qual será a polêmica de 2026? Porque, convenhamos, em Salvador, polêmica carnavalesca não é acidente — é tradição. Todos os anos, essa cidade vocacionada para os serviços e, sobretudo, para a economia criativa, se prepara para a maior festa do planeta. Pelo menos é assim que nós, baianos, gostamos de dizer, misturando exagero e orgulho na mesma dose.

Multimídia

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sosthenes Macedo, afirmou, nesta segunda-feira (26) durante o Projeto prisma, Podcast do Bahia Notícias, que a Sedur vai priorizar eficiência, atração de investimentos e desenvolvimento urbano com impacto social, mesmo diante das críticas da oposição sobre espigões e áreas verdes em Salvador.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

trump

Homem que tentou matar Donald Trump em campo de golfe é condenado à prisão perpétua
Foto: White House

Um homem condenado por tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um campo de golfe na Flórida, em 2024, foi sentenciado nesta quarta-feira (4) à prisão perpétua por um tribunal federal.

 

A decisão foi anunciada pela juíza Aileen Cannon, em Fort Pierce, no mesmo tribunal onde, em setembro, o réu Ryan Routh causou tumulto ao tentar se ferir com uma faca logo após o júri considerá-lo culpado de todas as acusações.

 

O Ministério Público pediu prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, argumentando que Routh não demonstrou arrependimento nem pediu desculpas pelo crime. A defesa, por outro lado, solicitou uma pena de 27 anos de prisão, destacando que o condenado está próximo de completar 60 anos.

 

Além da prisão perpétua, Routh recebeu uma pena adicional de sete anos de detenção por uma das condenações relacionadas ao porte de arma. Essa pena será cumprida de forma consecutiva.

 

A sentença estava inicialmente marcada para dezembro, mas foi adiada após a juíza aceitar o pedido do réu para ser representado por um advogado na fase final do processo. Durante a maior parte do julgamento, Routh optou por fazer a própria defesa.

Papa Leão XIV pede paz em meio a protestos contra ICE e Trump nas Olimpíadas de Inverno
Foto: Vatican News

O papa Leão XIV pediu que líderes mundiais usem os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, que ocorrem a partir da próxima sexta-feira (6), para promover a paz. Em declaração dada neste domingo (1º), o líder católico ressaltou a importância do diálogo, ao convocar autoridades a adotarem medidas concretas para desacelerar os conflitos.

 

“A trégua olímpica é um costume antigo que acompanha a realização dos jogos”, disse o papa. "Espero que aqueles que se preocupam com a paz entre os povos e ocupam posições de autoridade deem, nesta ocasião, passos concretos em direção à desescalada (de conflitos) e ao diálogo", acrescentou.

 

Foto: Divulgação / Jogos Olímpicos De Inverno 2022

 

A cidade italiana de Milão e a estação alpina de Cortina d’Ampezzo serão coanfitriãs das Olimpíadas, que começam na próxima sexta-feira e seguem até o dia 22 de fevereiro. A fala do papa ocorre em meio a protestos na Itália após os Estados Unidos informaram que o seu Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE, na sigla em inglês) irá atuar nos jogos, fazendo a segurança da delegação olímpica americana.

 

O papa Leão, que é norte-americano, não especificou a que conflitos se referia, mas neste sábado (31), centenas de manifestantes protestaram em Milão contra a presença dos agentes nos jogos. O pontífice também já criticou a política rígida de imigração do governo de Donald Trump no passado e também as ofensivas, por exemplo, contra a Venezuela e o México.

 

Após a oração semanal do Angelus, no Vaticano, o papa Leão afirmou que grandes eventos esportivos carregam uma "poderosa mensagem de fraternidade" e podem reacender a esperança em "um mundo em paz", ao recordar a antiga tradição da trégua olímpica.

 

Neste domingo, o papa também expressou preocupação com as recentes tensões entre os EUA e Cuba e pediu um "diálogo sincero e efetivo" entre os países.

Trump é citado em acusação de abuso sexual contra adolescente em arquivos do caso Epstein
Foto: Comitê da Câmara dos EUA/Reprodução

Documentos do caso Jeffrey Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos nesta sexta-feira (30) citam uma acusação antiga de abuso sexual envolvendo o presidente norte-americano, Donald Trump. O material faz referência a uma denúncia segundo a qual uma adolescente, à época com 13 ou 14 anos, teria sido vítima de violência sexual décadas atrás, no estado de Nova Jersey. Trump não se manifestou sobre o conteúdo dos arquivos.

 

De acordo com os registros, a denúncia foi feita por uma pessoa que se identificou como amiga da suposta vítima. Um funcionário do Departamento de Justiça teria conversado com a denunciante, e o caso foi encaminhado ao escritório de Washington para possível apuração, conforme anotação oficial.

 

Os documentos não informam a data exata em que o suposto crime teria ocorrido nem indicam se a acusação resultou na abertura de investigação formal. Segundo os próprios registros, o relato se refere a fatos que teriam ocorrido há mais de 30 anos.

 

O Departamento de Justiça destaca que parte do material divulgado contém denúncias não verificadas e que os documentos devem ser analisados com cautela. Em divulgações anteriores relacionadas ao caso Epstein, por exemplo, houve a inclusão de conteúdos posteriormente considerados falsos e retirados dos arquivos oficiais.

 

No mesmo conjunto de documentos, aparecem outras acusações envolvendo Trump que, segundo a própria pasta, carecem de credibilidade. Entre elas está o relato de uma mulher que afirmou ter sido vítima e testemunha de um suposto esquema de tráfico sexual ocorrido entre 1995 e 1996 em um campo de golfe pertencente a Trump, na Califórnia. Essa denúncia também não resultou em confirmação oficial ou ação judicial conhecida.

Lula conversa com Trump por telefone, discute situação na Venezuela e marca visita aos EUA
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou, nesta segunda-feira (26), por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a ligação, que durou cerca de uma hora, os dois trataram sobre a situação na Venezuela e acordaram uma visita a Washington, nos próximos meses. 

 

Segundo a nota divulgada pelo governo brasileiro,Lula teria defendido o equilíbrio na América Latina. "No curso da conversa, Lula e Trump trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano", diz o posicionamento do Palácio do Planalto. 

 

Também foi acordado que Lula fará uma visita a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro. A data, no entanto, ainda será fixada. Segundo informações obtidas pelo g1, o presidente sugeriu a visita, que foi bem recebida pelo chefe da Casa Branca.

 

Entre outros temas, o convite feito ao Brasil para integrar o Conselho da Paz, criado por Trump, também entrou em pauta. No entanto, Lula não confirmou se vai integrar a iniciativa.

 

Ao comentar o convite, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina. O representante brasileiro ainda defendeu a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

"Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança", conclui a nota.

"Trump quer criar nova ONU", diz Lula sobre Conselho de Paz
Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (23) que a carta da Organização das Nações Unidas (ONU) está sendo "rasgada" e criticou a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criação de um Conselho de Paz. A declaração aconteceu durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador.
 

“Está prevalecendo a lei do mais forte, a carta da ONU está sendo rasgada e, em vez de a gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que fui presidente em 2003, reforma da ONU com entrada de novos países [como membros permanentes no Conselho de Segurança], com a entrada de México, do Brasil, de países africanos… E o que está acontecendo: o presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU, em que ele sozinho é o dono da ONU”, afirmou Lula.

 

O presidente dos Estados Unidos convidou Lula para compor conselho da Paz, que será criado para supervisionar o trabalho de um Comitê Nacional para a Administração de Gaza.

 

Lula disse ainda que está telefonando para vários líderes mundiais para discutir o tema, entre eles o presidente da China, Xi Jinping; da Rússia, Vladimir Putin; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; e a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

 

“Estou conversando para fazer com que seja possível a gente encontrar uma forma de se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado para o chão e que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer país do mundo”, pontuou.

 

Na ocasião, o presidente voltou a criticar a ação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada e primeira-dama, deputada Cilia Flores.

 

Citando os Estados Unidos, Cuba, a Rússia e a China, como exemplos, Lula disse ainda que o Brasil não tem preferência de relação com qualquer país, mas que não vai aceitar “voltar a ser colônia para alguém mandar na gente”.

“O multilateralismo está sendo jogado fora”, diz Lula em críticas a Trump e cobranças de reforma na ONU
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teceu críticas ao chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, e cobrou uma reforma na Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir o direito ao multilateralismo. Em discurso durante o evento de aniversário do MST, realizado no Parque de Exposições, em Salvador, o petista também revelou que está diálogo com lideranças políticas para agendar uma reunião visando “impedir a predominância da força da arma e intolerância”.

 

No pronunciamento desta sexta-feira (23) na capital baiana, Lula afirmou que o “multilateralismo está sendo jogado fora”. Em críticas a Trump, o petista também o acusou de querer criar uma nova ONU, em que o presidente norte-americano atuaria, sozinho, como “dono” da entidade.

 

“O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo, ou seja, está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada, e ao invés da gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que eu fui presidente em 2003, reforma da ONU. O que está acontecendo? O presidente Trump está fazendo a proposta de criar uma nova ONU e que ele, sozinho, é o dono da ONU”, disse Lula.

 


Lula em evento do MST em Salvador | Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

 

Em relação aos diálogos com outros países, o presidente brasileiro informou que já telefonou para alguns chefes de Estado ao redor do mundo. O objetivo seria justamente assegurar o direito ao multilateralismo. Durante o discurso, Lula também reforçou que o Brasil “não tem preferência de relação”, mas que não aceita que o país “volte a ser colônia”.

 

“Eu estou há uma semana telefonando para todos os países do mundo, já falei com muitos países. Conversei com Putin, Xi Jinping, o primeiro-ministro da Índia, com o presidente da Hungria. Tentando encontrar uma forma de se reunir, e não permitir que o multilateralismo seja jogado no chão para que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer bem do mundo”, disse o presidente.

 

“O Brasil não tem preferência de relação, o Brasil quer ter relação com os Estados Unidos, o Brasil quer ter relação com Cuba, o Brasil quer ter relação com a China, o Brasil quer ter relação com a Índia, o Brasil quer ter relação com a Rússia, a gente não tem preferência, o que a gente não aceita mais é voltar a ser colônia”, completou.

María Corina Machado entrega Nobel da Paz à Trump
Foto: Reprodução / X

María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, presenteou Donald Trump com sua medalha do Prêmio Nobel da Paz nesta quinta-feira (15). A entrega aconteceu durante uma reunião na Casa Branca após declarações do presidente norte-americano de que ela não tinha apoio para comandar Venezuela.


Em uma publicação nas redes sociais, Trump escreveu: "María me presenteou com seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que tenho feito. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María!"

 

Corina descreveu a reunião como "excelente" e disse que o presente foi um reconhecimento do que ela chamou de compromisso de Trump com a liberdade do povo venezuelano.

FBI faz busca contra repórter que cobre governo Trump nos EUA por suspeita de vazamento
Foto: Divulgação / White House

Agentes do FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, realizaram nesta quarta-feira (14) uma operação de busca envolvendo uma repórter do jornal The Washington Post, como parte de uma investigação sobre o possível compartilhamento de segredos de Estado.

 

A ação foi confirmada pelo Departamento de Justiça e revelada pelo The New York Times, que classificou o episódio como “muito raro”, mesmo em apurações relacionadas a vazamentos de informações sigilosas.

 

A secretária de Justiça, Pam Bondi, afirmou, sem apresentar provas, que a jornalista teria obtido e divulgado informações confidenciais vazadas de forma ilegal. Segundo Bondi, a operação ocorreu a pedido do Departamento de Defesa.

 

A repórter do Washington Post é Hannah Natanson, jornalista que acompanha e cobre os esforços do governo de Donald Trump para demitir servidores federais.

EUA suspende visto para o Brasil e mais 74 países, diz emissora
Foto: White House

Os Estados Unidos vão suspender o processamento de vistos para o Brasil e mais 74 países. Segundo a Fox News, O Departamento de Estado orientou funcionários consulares a recusarem os vistos. Na lista dos países afetados estão Rússia, Irã, Somália, Afeganistão, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e outros.


A proibição passa a valer a partir de 21 de janeiro. Segundo documento que a emissora teve acesso, os funcionários devem recusar vistos de acordo com a legislação vigente enquanto o governo reavalia os procedimentos de triagem e verificação.

 

A medida do governo Trump faria parte de um "esforço para coibir candidatos considerados propensos a se tornarem um encargo público".

Trump cancela diálogo com Irã e incentiva manifestantes a tomarem instituições
Foto: White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (13) que cancelou qualquer diálogo com autoridades do Irã e instou manifestantes a “tomarem as instituições”, em meio aos grandes protestos que tomaram as ruas de diversas cidades do país persa.

 

Teerã deve executar nesta quarta-feira (14) um manifestante preso durante a onda de protestos, segundo organizações de direitos humanos. Caso a sentença seja cumprida, será a primeira execução desde o início das manifestações, em dezembro.

 

“Patriotas iranianos, continuem a protestar, tomem suas instituições! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um alto preço. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que essa matança sem sentido de manifestantes ACABE. Ajuda está a caminho! [Make Iran Great Again]”, escreveu Trump na rede Truth Social.

 

De acordo com dois funcionários do governo americano ouvidos pela CBS News, Trump já foi informado por seus auxiliares sobre uma série de ações possíveis em relação ao Irã. Entre as opções avaliadas estariam operações cibernéticas e psicológicas, além de eventuais ataques com mísseis de longo alcance.

Antes de pedir demissão, Lewandowski pediu para PF investigar Flávio Bolsonaro por post contra Lula
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um dos últimos atos de Ricardo Lewandowski como ministro da Justiça foi o envio, à Polícia Federal, de um pedido para apurar postagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a organizações terroristas e fraudes eleitorais. Lewandowski deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública na última sexta-feira (9). 

 

O pedido de Lewandowski, feito na semana passada, foi encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O então ministro atendeu representação apresentada no Ministério da Justiça pela deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG). 

 

A deputada afirma em seu ofício que a postagem do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República, faz acusações graves a Lula sem qualquer lastro probatório. Lewandowski, ao encaminhar o ofício ao diretor da PF, reitera pedido da deputada de que haja a preservação de provas digitais e apuração sobre a postagem.

 

“Não se trata de censura ou de restrição à crítica política, mas de responsabilidade no uso das redes sociais, especialmente quando imputações genéricas e gravíssimas são feitas ao Chefe de Estado, com alto potencial de desinformação e dano institucional”, afirma a deputada Dandara Tonantzin.

 

“A democracia exige liberdade de expressão. Mas exige também compromisso com a verdade, respeito às instituições e responsabilidade no debate público”, completou a parlamentar do PT. 

 

Em seu ofício, Dandara sustenta que a postagem de Flávio Bolsonaro pode configurar, em tese, os crimes de calúnia, difamação e injúria, previstos nos artigos 138 a 140 do Código Penal. A deputada diz ainda que pode haver possível incidência das causas de aumento de pena do artigo 141, uma vez que as imputações foram dirigidas ao presidente da República e divulgadas em meio de ampla circulação.

 

No post que pode vir a ser investigado, Flávio Bolsonaro diz, após a captura de Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, que Lula seria delatado. “É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, escreveu o senador.

 

O Ministério da Justiça, no despacho encaminhado à Polícia Federal,  solicita a apreciação do caso e orienta que, se necessário, os autos retornem ao gabinete do ministro. O documento também prevê comunicação à Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos (SAL) sobre o andamento do procedimento, para ciência da parlamentar autora do pedido.
 

Trump descarta captura de Putin: "Não acho que será necessário"'
Foto: Daniel Torok / White House

Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, afirmou nesta sexra-feira (9) que não vê necessidade de capturar o presidente da Rússia, Vladmir Putin. A declaração aconteceu após Trump ter sido ser questionado por um repórter.


"Não acho que será necessário", afirmou. Durante uma reunião com executivos do setor de petróleo, um jornalista perguntou ao líder norte-americano se pensava que algum dia ordenaria uma missão para capturar o líder russo.

 

O republicano disse que tem um "ótimo relacionamento" com Putin, mas apontou  a falta de resolução da Guerra na Ucrânia, que vai completar 4 anos.

 

Ele também citou a situação econômica da Rússia para defender o fim do conflito.

Trump indica encontro com María Corina Machado e diz ser “uma honra” aceitar Prêmio Nobel da Paz
Foto: Daniel Torok/ White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última quinta-feira (8) que deve se reunir com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, na próxima semana, em Washington. A declaração ocorre após o republicano tê-la deixado de lado no processo de transição de poder após a prisão de Nicolás Maduro.

 

“Entendo que ela virá na próxima semana e estou ansioso para cumprimentá-la”, disse Trump em entrevista à Fox News, concedida na Casa Branca.

 

María Corina tentou se aproximar do presidente americano e, no início desta semana, ofereceu a Trump o Prêmio Nobel da Paz que recebeu no ano passado — honraria que o republicano ambiciona publicamente há anos. Ela já havia dedicado o prêmio ao presidente dos EUA.

 

Apesar disso, Trump afirmou que a opositora, embora tenha liderado uma campanha eleitoral bem-sucedida em 2024 contra Maduro, não teria apoio nem respeito suficientes dentro da Venezuela para governar o país.

 

Na última segunda-feira (5), María Corina disse à Fox News que a entrega do prêmio seria um gesto de gratidão do povo venezuelano pela destituição de Maduro. Mesmo afastada do processo de transição, ela afirmou que “planeja voltar para casa o mais rápido possível”.

 

Segundo informações do jornal O Globo, Trump já havia decidido, antes mesmo da entrada em Caracas, que não apoiaria María Corina no cenário pós-Maduro. A decisão teria sido baseada em avaliações da inteligência americana, no desgaste da relação da opositora com autoridades em Washington e, segundo fontes próximas à Casa Branca, até mesmo na aceitação do Prêmio Nobel da Paz, título cobiçado pelo presidente dos EUA.

Trump retira EUA de 30 organizações ligadas à ONU
Foto: Reprodução / Instagram

O presidente dos EUA, Donald Trump, retirou o país de 35 organizações do quadro de relacionadas às Nações Unidas e de 31 entidades da ONU nesta quarta-feira (7). Segundo comunicado da Casa Branca, a saída ocorre porque eles "operam contrariamente aos interesses nacionais dos EUA".

 

As organizações afetadas são agências, comissões e painéis consultivos ligados à ONU que trabalham questões climáticas, trabalhistas e outras classificadas por Trump como voltadas para iniciativas "woke".

 

Entre elas, estão entidades de grande importância internacional como a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres); a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC)

 

O republicano diminuiu o pagamento de suas contribuições à ONU, escolhendo agências consideradas alinhadas à sua agenda. Após a redução de apoio, a organização passou a enfrentar corte de pessoal e programas

 

Em seu primeiro mandato, Trump já havia removido os EUA de órgãos multilaterais e em julho de 2020, durante a pandemia da Covid-19, anunciou a retirada do país da Organização Mundial da Saúde.
 

Trump avalia "ativamente" compra da Groenlândia e descarta uso de força militar, diz Casa Branca
Foto: Daniel Torok/ White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia de forma “ativa” com sua equipe de governo a possibilidade de compra da Groenlândia, território que pertence à Dinamarca. A informação foi confirmada pela Casa Branca, que descartou, por ora, qualquer opção militar para a anexação da região, considerada estratégica e rica em recursos naturais.

 

A declaração ocorre após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmar a parlamentares que a intenção do presidente é negociar a compra do território, e não promover uma invasão. Segundo ele, há previsão de reunião com representantes do governo dinamarquês na próxima semana para tratar do tema.

 

“É algo que o presidente e sua equipe de segurança nacional estão debatendo ativamente neste momento”, afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ao ser questionada sobre uma possível oferta dos Estados Unidos.

 

De acordo com Leavitt, Trump avalia que a iniciativa atende aos interesses estratégicos do país. “O presidente considera fundamental conter a influência russa e chinesa na região do Ártico, e por isso sua equipe discute como uma eventual compra poderia ocorrer”, disse.

 

Questionada sobre a possibilidade de uso da força, a porta-voz negou o cenário. “Isso não é algo que o presidente faça”, afirmou, acrescentando, no entanto, que “todas as opções seguem sobre a mesa”.

Maioria dos americanos rejeita que EUA assumam controle da Venezuela e escolham novo governo, aponta pesquisa
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Os americanos estão divididos entre a aprovação e a desaprovação do envio de forças militares dos Estados Unidos para capturar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Apesar disso, a maioria avalia que a operação deveria ter passado pelo crivo do Congresso norte-americano. Os dados constam em pesquisa do Washington Post, que ouviu 1.004 adultos por meio de mensagens de texto.

 

Segundo o levantamento, seis em cada dez entrevistados afirmaram ter acompanhado “uma boa quantidade” de informações sobre a operação. As respostas foram levemente editadas na tradução para maior clareza.

 

Questionados se aprovam ou desaprovam o envio de tropas à Venezuela para capturar Maduro, 40% disseram aprovar, 42% desaprovaram e 18% afirmaram não ter certeza. O resultado aponta um empate técnico, com leve vantagem para a desaprovação.

 

A divisão é ainda mais evidente quando analisada por orientação política. Entre os republicanos, 74% aprovam a operação. Já entre os democratas, 76% desaprovam. Entre os independentes, há mais reprovação do que apoio, além de um percentual elevado de indecisos.

 

Sobre a decisão unilateral do presidente Donald Trump, 63% dos entrevistados afirmaram que a operação deveria ter exigido aprovação do Congresso, enquanto 37% consideraram apropriado que Trump a tivesse ordenado por conta própria. Entre republicanos, a maioria avalia a decisão como correta, numa proporção de cerca de três para um. Democratas e independentes, por sua vez, defendem majoritariamente que o Congresso deveria ter autorizado a ação.

 

A pesquisa também abordou a possibilidade de Maduro ser julgado nos EUA por tráfico de drogas. Metade dos entrevistados (50%) defendeu que ele seja levado a julgamento. Outros 36% disseram não ter certeza, e 14% afirmaram que isso não deveria ocorrer.

 

Quando o tema é uma eventual intervenção mais profunda, a rejeição aumenta. Apenas 24% apoiariam que os Estados Unidos assumissem o controle da Venezuela e escolhessem um novo governo. Já 45% se opõem à ideia, enquanto 30% não souberam opinar.

 

Por fim, a pesquisa mostra consenso quase absoluto sobre quem deve decidir o futuro político do país. Para 94% dos americanos, cabe ao próprio povo venezuelano definir sua liderança. Apenas 6% acreditam que essa decisão deveria ficar a cargo dos Estados Unidos.

 

O levantamento foi realizado nos dias 3 e 4 de janeiro de 2026, com uma amostra nacional aleatória do Painel de Opinião da SSRS. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Éden Valadares critica ação de Trump na Venezuela e alerta: “Quem hoje sorri, amanhã pode estar chorando”
Foto: Divulgação

O secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, fez um alerta neste domingo (4) sobre o que classificou como arbitrariedade do governo dos Estados Unidos após a ação contra a Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. Em publicações nas redes sociais, o dirigente afirmou que o episódio vai além de uma disputa ideológica e representa uma ameaça às regras do direito internacional.

 

Segundo Éden, tratar o caso como um embate entre esquerda e direita é uma leitura simplista que impede a compreensão da gravidade do cenário. Ele criticou políticos e apoiadores da direita brasileira, apontando o que chamou de “miopia política” diante das consequências históricas desse tipo de ação.

 

“Primeiro, é preciso afastar a visão rasa, binária, maniqueísta de que isso é uma questão entre direita e esquerda. Não é. Diversos líderes de direita pelo mundo condenaram a arbitrariedade da ação norte-americana. Não é Direita x Esquerda; é autoritarismo x multilateralismo. A arbitrariedade é assim: quem hoje sorri, amanhã pode estar chorando.”

 

O dirigente petista também destacou que, na avaliação dele, os Estados Unidos não têm legitimidade para intervir militarmente em um país soberano ou retirar à força seu chefe de Estado. Para Éden, o episódio deve ser caracterizado como sequestro, e não como captura.

 

“Está registrado que os EUA fizeram o sequestro do presidente de um país soberano e independente. Não é correto falar em ‘captura’, pois só pode capturar quem tem autoridade e legitimidade. E não foi o caso.”

 

Na avaliação do secretário, a postura do presidente norte-americano Donald Trump ignora princípios fundamentais das relações internacionais e desrespeita organismos multilaterais responsáveis por mediar conflitos entre países. Ele defendeu a autodeterminação dos povos e o respeito à democracia como pilares do direito internacional.

 

“Trump não tem delegação para ser xerife do mundo; nem os EUA podem acusar, julgar e sentenciar outros países arbitrariamente. Existem tribunais internacionais, existe a ONU e todo um arcabouço de leis que regem o Direito Internacional. Tudo isso está sendo rasgado aos olhos do mundo.”

EUA realizam ataques na Venezuela; Trump diz que Nicolás Maduro foi capturado após ofensiva
Foto: Luis Jaimes/AFP

O governo dos Estados Unidos realizou ataques contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3), segundo informou o próprio governo venezuelano. Em declaração publicada no mesmo dia, o ex-presidente norte-americano Donald Trump afirmou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa teriam sido capturados após a ofensiva. Até o momento, não há confirmação independente sobre a informação.

 

 

Segundo a Folha, mais cedo, autoridades venezuelanas declararam que o país foi alvo de uma “agressão militar” dos Estados Unidos, após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões durante a madrugada. Diante dos acontecimentos, o governo decretou estado de emergência nacional e determinou a mobilização das forças de defesa.

 

Em comunicado oficial, o governo da Venezuela informou que os ataques também atingiram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo as autoridades, a medida de emergência foi adotada para responder aos danos e garantir a segurança da população.

 

Trump afirmou ainda que mais detalhes sobre a operação seriam apresentados em uma entrevista coletiva marcada para as 13h, no horário de Brasília.

 

De acordo com testemunhas ouvidas pela agência Reuters e com imagens divulgadas nas redes sociais, explosões, aeronaves e colunas de fumaça preta foram observadas em diferentes pontos de Caracas a partir de cerca das 2h no horário local (6h em Brasília). Moradores relataram queda de energia na região sul da cidade, nas proximidades de uma importante base militar.

 

Os Estados Unidos haviam enviado uma flotilha militar ao Caribe em agosto e, desde então, realizaram bombardeios contra quase 30 embarcações, com um balanço de mais de cem mortes, segundo informações divulgadas por Caracas. O governo venezuelano afirma que essas ações têm como objetivo derrubar o regime no país.

 

Na terça-feira (30), Washington informou ter realizado ataques contra mais três embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais. Segundo o Comando Sul dos Estados Unidos, responsável por operações que abrangem do Caribe ao sul da Argentina, os navios viajavam em comboio.

 

Em novembro, Trump havia declarado que iniciaria ataques terrestres na Venezuela e que havia autorizado operações da CIA no país sul-americano.

 

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou em seu perfil na rede social X (antigo Twitter) um comunicado oficial no qual afirmou que seu governo acompanha com “profunda preocupação” os relatos de explosões e de atividades aéreas incomuns registradas na Venezuela.

Trump diz que EUA precisam da Groenlândia por segurança nacional e cita presença russa e chinesa
Foto: Divulgação / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar, nesta segunda-feira (22), que os EUA precisam da Groenlândia por razões de segurança nacional. Segundo ele, a presença de navios russos e chineses na região torna o território estratégico para os interesses norte-americanos.

 

“Precisamos da Groenlândia para a segurança nacional, não por minerais. Se você olhar para a Groenlândia, de ponta a ponta da costa, verá navios russos e chineses por toda parte. Precisamos dela para a segurança nacional. Temos que tê-la”, disse Trump a jornalistas em Palm Beach, na Flórida. As informações são da agência Reuters.

 

No domingo (21), Trump nomeou o governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial para a Groenlândia. A decisão provocou reações negativas tanto do governo da Dinamarca quanto das autoridades groenlandesas. Landry, que governa o estado desde janeiro de 2024, declarou apoio à proposta de anexação.

 

Em publicação em seu perfil na rede social X, Landry afirmou ser “uma honra servir” em uma posição voluntária para “tornar a Groenlândia parte dos Estados Unidos” e disse que a nomeação não interfere em seu cargo como governador estadual.

Joesley Batista voou para Venezuela para pedir renúncia de Nicolás Maduro
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O empresário Joesley Batista viajou a Caracas para dialogar com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma tentativa de convencê-lo a considerar o apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por uma transição pacífica de poder. A visita, descrita como independente e não oficial, ocorreu poucos dias depois de Trump telefonar a Maduro pedindo sua saída.

 

A iniciativa ocorre em meio ao histórico de relações comerciais e políticas da JBS no país, incluindo contratos de fornecimento de alimentos e interesses no setor de petróleo. Batista também mantém articulação política nos Estados Unidos, com registros de doações e contatos com líderes como Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De volta ao Brasil após encontro com Trump, Lula pode indicar escolhido ao STF; confira agenda da semana em Brasília
Foto: Ricardo Stuckert/PR

A semana em Brasília será marcada por decisões que podem impactar principalmente a economia e o Judiciário. Após o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, dos Estados Unidos, o governo aguarda respostas sobre o tarifaço, enquanto tenta no Congresso Nacional aprovar projetos que elevem a arrecadação e imponham cortes de gastos. 

 

De volta ao Brasil após viagem à Ásia, Lula pode vir a indicar o seu escolhido para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. O principal nome na bolsa de apostas em Brasília é o do advogado-geral da União, Jorge Messias.

 

O presidente Lula também empossará oficialmente nesta semana o seu novo ministro, Guilherme Boulos, que assume a Secretaria-Geral da Presidência. Já o STF retoma julgamentos que podem redefinir regras sobre nepotismo, enquanto a Câmara dos Deputados realiza uma semana de esforço concentrado com quase 50 projetos em pauta, entre eles o que proíbe a cobrança por bagagens de mão.

 

Confira abaixo um resumo da semana nos três poderes.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula iniciou a semana nesta segunda-feira (27) em Kuala Lumpur, na Malásia, fazendo uma entrevista coletiva. Lula descreveu em detalhes como foi a reunião de cerca de 50 minutos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e disse que a solução para o tarifaço aplicado aos produtos brasileiros viria “em poucos dias”. 

 

Na sequência, já na parte da tarde na Malásia, Lula participou da sessão de abertura da 20.ª Cúpula da Ásia do Leste. Em seguida, foi recebido em um jantar de gala, oferecido pelo presidente da Malásia, Anwar Ibrahim, e pela primeira-dama, Wan Azizah Wan Ismail.  

 

Nesta terça (28), o presidente Lula retornará ao Brasil de sua viagem à Ásia, que incluiu compromissos na Indonésia e na Malásia, assim como o encontro com Trump e sua equipe de negociadores. 

 

Na quarta (29), Lula empossa, em solenidade no Palácio do Planalto, Guilherme Boulos como ministro da Secretaria-Geral da Presidência. A nomeação de Boulos foi publicada no Diário Oficial na semana passada, e com a posse oficial, ele começará a atuar para tentar reaproximar Lula de movimentos sociais. 

 

Também para essa semana há a expectativa de que o presidente Lula indique o substituto do ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). Barroso anunciou sua aposentadoria e deixou o STF no último dia 17. 

 

Lula indicou a auxiliares que o seu escolhido para o Tribunal é o atual advogado-geral da União, Jorge Messias. O presidente deixou o anúncio para a volta da viagem à Ásia porque ainda pretende conversar com senadores como Davi Alcolumbre (União-AP) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG). 

 

No calendário da divulgação de indicadores econômicos, na próxima quinta (30) o Ministério do Trabalho divulga dados do Caged do mês de setembro. Ainda sobre a situação do mercado de trabalho, na sexta (31) o IBGE divulga a taxa de desemprego no mês de setembro.

 

PODER LEGISLATIVO

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), programou uma semana de esforço concentrado, com sessões de votação no plenário já a partir desta segunda (27) até a próxima quinta (30). Motta pautou 47 projetos para serem apreciados nesta última semana de outubro. 

 

Além dos projetos de lei sobre falsificação de bebidas (PL 2307/07) e garantia de gratuidade na bagagem de bordo (PL 5041/25), o presidente da Câmara programou a apreciação de  proposições em alusão ao Outubro Rosa, de enfrentamento ao câncer de mama, além de uma série de matérias voltadas à saúde e aos direitos da mulher, a maioria deles sob regime de urgência.

 

Iniciativas importantes no campo da saúde feminina incluem o projeto de lei nº 5.821/2023, que propõe ações para ampliar os serviços de mamografia e exames de triagem no SUS, visando a prevenção, detecção e tratamento dos cânceres do colo uterino e de mama. Além disso, está em pauta o projeto de lei nº 499/2025, do Senado Federal, que assegura o direito à realização anual do exame de mamografia para rastreamento do câncer de mama para mulheres a partir dos 40 anos de idade.

 

O foco em proteção e direitos é ampliado com a inclusão de requerimentos de urgência para o projeto de lei 1.527/2025, que dispõe sobre normas para a prevenção e combate à violência obstétrica contra mulheres indígenas, garantindo o respeito às particularidades culturais e à integridade física e psicológica durante o período gravídico, parto e pós-parto. 

 

Confira alguns dos principais itens na pauta prevista da semana na Câmara dos Deputados:

 

Saúde da mulher

 

  • Projeto de lei 1.249/2022: de autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), propõe a licença menstrual de três dias, a cada mês, para mulheres que comprovadamente sofrem com graves sintomas menstruais;
  • Projeto de lei 5.821/2023: de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), busca expandir serviços de mamografia no SUS;
  • Projeto de lei 2.112/2024: de autoria da deputada Maria Arraes (Solidariedade- PE), cria o MAMM, voltado à redução da mortalidade materna;
  • Projeto de lei 775/2025: de autoria da deputada Nely Aquino (PSD-MG), cria o Voucher Saúde da Mulher;
  • Projeto de lei 1.527/2025: de autoria da deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), estabelece normas de prevenção à violência obstétrica contra mulheres indígenas.

 

Também entre os 47 itens da pauta figura o Projeto de Lei 5041/25, do deputado Da Vitoria (PP-ES), que garante ao passageiro levar dentro da cabine uma mala de bordo segundo especificações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em viagens nacionais e internacionais. Companhias aéreas têm começado a cobrar pela bagagem levada a bordo em voos internacionais.

 

O projeto é relatado pelo deputado Neto Carletto (PP-BA), que ainda não apresentou o seu parecer. O deputado pode acatar algumas emendas que pedem o fim por completo da cobrança de bagagens por parte das companhias aéreas.

 

Um outro tema que pode ser votado na semana envolve as plataformas de vídeo sob demanda (VoD, na sigla em inglês), que poderão ter de pagar a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine).

 

O tema está no Projeto de Lei 8889/2017, do deputado licenciado Paulo Teixeira (PT-SP). Conforme o relator do texto, deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), tem divulgado na imprensa, poderá haver alíquotas diferenciadas para essas plataformas (4%) e para plataformas de compartilhamento de conteúdo audiovisual, como redes sociais mantidas por big techs (2%).

 

Ainda entre os destaques na pauta está o Projeto de Lei 2307/07, do ex-deputado Otavio Leite (RJ), que considera hediondo o crime de adulteração de alimentos e bebidas. O projeto foi apresentado por ocasião do “batismo” de leite por cooperativas em Minas Gerais, mas vai englobar os casos recentes envolvendo metanol e outras substâncias químicas em bebidas alcoólicas, problema que levou a diversos casos de morte e deficiências causadas pela ingestão de bebidas “batizadas”. 

 

A equipe econômica do governo Lula quer aproveitar essa projeto das bebidas para tentar aprovar trechos da medida provisória 1303/2025, derrubada na Câmara no dia 8 deste mês. O texto do projeto sobre bebidas recebeu um pacote de cinco dispositivos que estavam na MP e somam cerca de R$ 10,7 bilhões em impacto estimado. São eles:

 

  • Inclusão do programa Pé-de-Meia no piso constitucional da educação, com criação de um fundo permanente para o benefício;
  • Limitação do seguro-defeso à dotação prevista na Lei Orçamentária Anual, com exigência de biometria e cruzamento de dados;
  • Redução para 30 dias do prazo máximo do auxílio-doença concedido por análise documental (Atestmed);
  • Fixação de limite orçamentário para a compensação financeira (Comprev) entre o INSS e os regimes próprios de previdência de estados e municípios;
  • Endurecimento das regras de compensações tributárias de PIS/Cofins, para coibir créditos indevidos.

 

A pauta da Câmara possui ainda outras matérias que interessam diretamente ao governo federal. Uma delas é a urgência do projeto de lei que cria o Código de Defesa do Contribuinte e define regras para enquadrar devedores contumazes — empresas e pessoas que acumulam dívidas tributárias de forma reiterada e deliberada. A proposta foi aprovada no Senado Federal e é considerada prioritária pela equipe econômica do governo.

 

No Senado, a pauta divulgada pelo presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), prevê assuntos que já possuem acordo entre as lideranças e que não apresentam maiores polêmicas. Na sessão de terça (28), no plenário, pode ser votado o PL 4497/2024, que estabelece procedimentos para a ratificação dos registros imobiliários decorrentes de alienações e de concessões de terras públicas situadas em faixa de fronteira.

 

Também deve ser apreciado o PL 3436/2021, que altera a legislação para incluir a garantia de assistência fisioterapêutica aos pacientes submetidos a cirurgia de mastectomia. Ainda está na pauta de terça o projeto sobre o texto do Acordo de Previdência Social entre o Brasil e a República da Áustria, celebrado em Brasília, em 17 de maio de 2022.

 

Já para a sessão de quarta (29) está prevista a votação do do PL 2133/2023, que altera a Lei de Licitações e Contratos Administrativos para prever o uso do Sistema de Compras Expressas (Sicx) na contratação de bens e serviços comuns padronizados. Outro projeto em pauta é o PL 4712/2019, que busca criar o Programa Nacional de Prevenção à Depressão. Há ainda o projeto de decreto legislativo que ratifica o acordo entre o governo brasileiro e o governo da Itália sobre a Proteção Mútua de Informações Classificadas.

 

Nas comissões do Senado, o destaque é a possibilidade de o relator do projeto que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda, Renan Calheiros (MDB-AL), finalizar o seu parecer. O governo espera que haja a votação do projeto já no começo de setembro, para que a medida, que beneficia milhões de brasileiros, possa ter efeitos já no começo do ano que vem.

 

Nesta segunda (27), a CPMI do INSS ouve Alexandre Guimarães, ex-diretor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A convocação atende a requerimentos apresentados pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelos deputados Rogério Correia (PT-MG), Adriana Ventura (Novo-SP), Duarte Jr. (PSB-MA) e Sidney Leite (PSD-AM).

 

Alexandre Guimarães ocupou a estratégica Diretoria de Governança, Planejamento e Inovação do INSS, entre 2021 e 2023. De acordo com membros da comissão, investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto expõem um nexo financeiro direto e suspeito entre o ex-diretor e o epicentro da organização criminosa comandada pelo Careca do INSS.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus do chamado “núcleo 1” da tentativa de golpe de Estado têm até esta segunda (27) para recorrer da condenação imposta pelo STF (Supremo Tribunal Federal). 

 

O prazo se encerra às 23h59 para que as defesas apresentem o principal recurso cabível: os embargos de declaração. Esse instrumento é usado para apontar possíveis contradições ou omissões nos votos dos ministros, mas raramente altera o resultado de uma condenação. 

 

A defesa de Jair Bolsonaro deve insistir na tese de que os crimes de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito deveriam ser considerados como um só, sem soma de penas. A maioria dos ministros, no entanto, já se posicionou contra essa interpretação, o que reduz as chances de êxito. 

 

Os recursos dos réus serão avaliados em plenário virtual pela Primeira Turma. Não há prazo para o julgamento, mas a expectativa é de que ocorra de forma rápida, e é possível que seja realizado a partir do final da semana. 

 

Caso os recursos sejam rejeitados, as defesas dos réus ainda podem apresentar mais um embargo. Se esses também forem negados, o STF pode considerar o processo encerrado e certificar o chamado “trânsito em julgado”, momento em que a condenação se torna definitiva e as penas passam a ser executadas.

 

No plenário do STF, na próxima quarta (29), será retomado o julgamento sobre a extensão da proibição do nepotismo a cargos políticos, como secretários e ministros.

 

Até o momento, seis ministros votaram para excluir esses cargos da restrição prevista na Súmula Vinculante 13, enquanto apenas um defende a aplicação integral da norma. A decisão poderá redefinir limites éticos para nomeações no Executivo.

 

Na pauta do STF para essa semana também está a discussão da ação que questiona se o período de licença-maternidade pode ser concedido a um homem que integra casal homoafetivo.

 

Uma outra ação que pode ser julgada durante a semana é a contestação do Psol, que acusa o Congresso de omissão por não legislar sobre o IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas). O partido alega que a falta de lei complementar impede a aplicação do tributo e contraria os objetivos de redução das desigualdades sociais.
 

Lula classifica reunião com Trump como “ótima” e diz que equipes discutirão acordos comerciais
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou, na manhã deste domingo (26), sobre a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula classificou o encontro como “ótimo” e afirmou que as equipes dos dois chefes de Estado já têm uma nova reunião marcada para discutir acordos comerciais e econômicos.

 

“Tive uma ótima reunião com o presidente Trump na tarde deste domingo, na Malásia. Discutimos de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral. Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e sanções contra as autoridades brasileiras”, escreveu o petista em sua conta no X, antigo Twitter.

 

 

Já o presidente norte-americano disse acreditar que Brasil e Estados Unidos chegarão a um “bom acordo” após a imposição de tarifas aos produtos brasileiros.

 

“Acho que conseguiremos fechar alguns bons acordos, como temos conversado, e acho que acabaremos tendo um ótimo relacionamento”, declarou Trump.

 

Em uma rápida fala à imprensa, o republicano acrescentou: “Vamos chegar a uma conclusão rápida sobre tarifas”.

 

“É uma grande honra estar com o presidente do Brasil. É um grande país, e eles estão indo muito bem até onde eu sei”, completou o presidente dos EUA.

VÍDEO: Trump publica animação com IA pilotando avião que despeja fezes em manifestantes nos EUA
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou no último sábado (18) um vídeo criado com inteligência artificial em sua plataforma, a Truth Social. Na animação, o republicano aparece pilotando um avião de guerra chamado “King Trump” (“Rei Trump”, em tradução livre) e despejando fezes sobre manifestantes reunidos na Times Square, em Nova York.

 

No mesmo dia, milhares de pessoas foram às ruas em diversas cidades americanas para protestar contra as políticas do governo, especialmente nas áreas de imigração, educação e segurança. Segundo os organizadores, as medidas adotadas por Trump representam riscos à democracia e aproximam o país de um regime autoritário.

 

No vídeo compartilhado por Trump, ele é retratado usando uma coroa dentro da aeronave enquanto líquidos marrons, parecido com fezes, caem sobre as pessoas nas ruas. 

 

Lula e Trump terão encontro bilateral na Malásia durante cúpula da Asean
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, realizarão uma reunião bilateral no próximo domingo (26) em Kuala Lampur, capital da Malásia. O encontro ocorrerá durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), evento que contará com a participação de ambos os chefes de Estado.

 

A confirmação da reunião foi feita pelo presidente brasileiro durante despacho com auxiliares realizado no domingo (19) no Palácio da Alvorada. Três fontes do governo brasileiro confirmaram a informação, anteriormente antecipada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

 

A oportunidade para o encontro surgiu naturalmente, já que os dois líderes estarão presentes no mesmo evento internacional. A Asean reúne nações do Sudeste Asiático e a cúpula deste ano acontecerá na capital malaia.

 

Esta será a terceira interação entre os presidentes em menos de um mês. Lula e Trump conversaram por telefone em 6 de outubro e, anteriormente, tiveram um breve encontro na sede da ONU, em Nova York, no final de setembro.

 

A agenda específica da reunião bilateral entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos ainda não foi divulgada. Até o momento, não há declarações oficiais das equipes presidenciais sobre os temas que serão abordados durante o encontro em Kuala Lampur.

Mauro Vieira afirma que reunião com Marco Rubio foi "muito produtiva" e em breve haverá encontro entre Lula e Trump
Foto: Reprodução Redes Sociais

Uma “ótima” reunião, muito “produtiva” e em ambiente descontraído, sem qualquer tentativa de constrangimento. Essas foram algumas das descrições usadas pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao descrever a reunião na tarde desta quinta-feira (16) com o secretário de Estado do governo dos Estados Unidos, Marco Rubio, ocorrida em Washington.

 

Mauro Vieira deu uma rápida entrevista e expôs alguns detalhes do encontro. Segundo Vieira, os dois chanceleres fizeram uma primeira conversa apenas entre eles, que durou cerca de 15 minutos. Em seguida, partiram para outra reunião expandida, que durou aproximadamente 50 minutos.

 

Segundo o chanceler, a conversa foi marcada por uma atitude construtiva, com ênfase em cooperação e respeito mútuo.

 

“Prevaleceu uma atitude construtiva na retomada das relações entre nossos países”, disse Vieira, destacando que o diálogo com parlamentares norte-americanos faz parte dos esforços para reaproximar Brasil e EUA em temas econômicos, ambientais e de segurança.

 

Pelo lado do Brasil, participaram deste encontro expandido o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, Mauricio Carvalho Lyrio; Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores; e Joel Sampaio, chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do MRE.

 

Já pelo lado do governo dos Estados Unidos, além de Marco Rubio, participou da conversa o representante comercial da administração Trump, Jamieson Greer.

 

Na entrevista, Mauro Vieira destacou que após o encontro, serão mantidas as tratativas para uma reunião futura entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. O chanceler disse, entretanto, que ainda não foi definida data e lugar para a conversa entre ambos.

 

Questionado se eles podem se encontrar na próxima semana na Malásia, onde haverá a reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático, Vieira pontuou que “até pode ser”, mas que dependeria de coincidência de datas.

 

“Há um interesse de ambas as partes de que os presidentes se encontrem muito em breve”, comentou.
 

PT condena declarações de Donald Trump sobre operações secretas da CIA na Venezuela
Foto: White House

O Partido dos Trabalhadores (PT) condenou, em nota divulgada nesta quinta-feira (16), a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que confirmou ter autorizado operações secretas da CIA, a Agência Central de Inteligência americana, na Venezuela.

 

De acordo com o partido, as falas do líder norte-americano afrontam a soberania de Caracas e violam o direito internacional. “É uma iniciativa inaceitável e deplorável”, afirmou a legenda.

 

O PT também mencionou o envio de navios de guerra dos EUA para a costa venezuelana nos últimos meses.

 

“Soma-se a isso o cerco militar praticado contra o povo venezuelano, com execuções sumárias de civis por forças norte-americanas. Trata-se de uma prática inadmissível, sem base legal e sem qualquer processo investigativo”, destacou o comunicado.

 

Ainda segundo o partido, a CIA possui um “longo histórico de patrocínio e articulação de ações ilegais e desestabilizadoras em países da América do Sul, voltadas à mudança de regimes considerados hostis por Washington”.

 

LEIA NA ÍNTEGRA:
“As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que autoriza operações secretas da CIA no território da Venezuela, são uma afronta à soberania do país sul-americano e uma violação do Direito Internacional. É uma iniciativa inaceitável e deplorável.

 

Soma-se a isso o cerco militar que vem sendo praticado contra o povo venezuelano, com execuções sumárias de vidas humanas por forças militares norte-americanas. Trata-se de uma prática inadmissível, sem base legal e sem qualquer processo investigativo.

 

A Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA tem um longo histórico de patrocínio e articulação de ações ilegais e desestabilizadoras em países da América do Sul, voltadas à mudança de regimes considerados hostis por Washington. Essas ações antidemocráticas deixaram marcas de ingerência, ilegalidades, golpes, repressão e ditaduras sangrentas no subcontinente. Em pleno século XXI, não podemos aceitar a repetição de práticas de um período opressor e sombrio. Não podemos aceitar mais um ataque à soberania na América Latina.

 

O Partido dos Trabalhadores condena com veemência mais um ataque dos EUA à soberania da Venezuela. Somos defensores do Direito Internacional e dos princípios da não ingerência e da autodeterminação dos povos em qualquer parte do mundo.”

EUA autorizam CIA a realizar operações secretas na Venezuela contra Nicolás Maduro
Foto: The Official White House

O governo do presidente Donald Trump autorizou oficialmente a CIA, agência de inteligência dos Estados Unidos, a realizar operações secretas na Venezuela com o objetivo de derrubar Nicolás Maduro do poder.

 

A informação foi confirmada pelo próprio Trump, que afirmou que o país sul-americano “está sentindo a pressão”.

 

A estratégia envolve aumentar a pressão nas próximas semanas por meio de operações militares nos arredores da Venezuela, sem invadir o país, e coordenar ações de inteligência para capturar Maduro. A determinação americana seria prendê-lo ou, em última instância, eliminá-lo, como forma de sinalizar que o ditador deve se entregar e deixar o poder voluntariamente.

 

Além de visar Maduro, a operação teria outros objetivos estratégicos na América Latina, incluindo o Brasil, para demonstrar que a atuação do crime organizado em território americano terá resposta firme dos EUA. O principal destinatário da mensagem seria o México, segundo fontes próximas à operação.

Milei se reúne com Trump na Casa Branca após anúncio de linha de swap de US$ 20 bilhões para a Argentina
Foto: White House

O presidente da Argentina, Javier Milei, chegou a Washington nesta terça-feira (14) para um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. A reunião ocorre após o anúncio de uma linha de swap cambial de US$ 20 bilhões concedida pelos Estados Unidos à Argentina.

 

O encontro entre os dois líderes deve durar cerca de duas horas, seguido de um almoço de trabalho com altos funcionários do governo norte-americano. Durante sua estadia em Washington, Milei também participará de uma cerimônia na Casa Branca em homenagem a Charlie Kirk, ativista político de direita assassinado no mês passado.

 

A visita acontece em meio a uma grave crise cambial na Argentina, com reservas internacionais em queda e às vésperas das eleições legislativas marcadas para 26 de outubro. Segundo analistas, a ajuda norte-americana é vista como uma tentativa de estabilizar a moeda argentina e recuperar a confiança dos investidores.

 

A crise se agravou após o partido de Milei sofrer uma derrota nas eleições locais na província de Buenos Aires no mês passado. O revés político e as dificuldades do governo no Congresso geraram insegurança entre investidores, que passaram a vender títulos argentinos e a se desfazer do peso.

 

A linha de swap cambial anunciada pelo Tesouro dos EUA permitirá que a Argentina troque pesos por dólares em valor equivalente, ajudando o país a reforçar suas reservas e controlar a desvalorização da moeda.

 

De acordo com informações da agência Associated Press (AP), Milei tem dois principais objetivos na visita: negociar isenções ou reduções de tarifas para produtos argentinos e definir os termos da linha de swap cambial.

Aprovação de Lula chega a 48% e tem o seu melhor resultado em 2025, revela nova pesquisa Quaest
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (8) confirma a recuperação da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que outros levantamentos já tinham mostrado. Nos números mais recentes, com pesquisas realizadas nos primeiros cinco dias de outubro, a Quaest apurou que a aprovação de Lula subiu de 46% para 48%. 

 

Já a desaprovação teria caído dos 51% verificados na pesquisa de setembro para 49% agora em outubro. O resultado mostra um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. 

 

O crescimento da aprovação do presidente Lula revela uma rápida recuperação após ter chegado ao pior momento do seu governo no mês de maio. Na pesquisa Quaest daquele mês, a desaprovação de Lula estava em 57%, e a aprovação em 40%, uma diferença de 17%. 

 

Em cinco meses a diferença entre desaprovação e aprovação caiu para apenas um ponto percentual. O melhor desempenho de Lula visto até então foi em janeiro, com 47%. 

 

Desde julho o crescimento da aprovação do presidente passou a ser mais acelerado, principalmente por conta da reação do governo ao tarifaço imposto aos produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com foco na defesa da soberania nacional.

 

O tarifaço foi anunciado por Trump, entre outras coisas, pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), na ação sobre tentativa de golpe de Estado em 2022.

 

Outra influência positiva que pode ter ajudado a melhorar o desempenho de Lula tem relação com a aprovação do projeto que eleva a faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil. O projeto é considerado a maior prioridade do governo Lula, e sua aprovação por unanimidade na Câmara dos Deputados, no último dia 1º, tem potencial para elevar em alguns pontos a aprovação do presidente e do governo federal.

 

Para o levantamento, a Quaest ouviu 2.004 pessoas, pessoalmente, entre 2 e 5 de outubro. A margem de erro é de 2%. O nível de confiança é de 95%.
 

ONU abre investigação após Trump dizer ter sido alvo de sabotagem
Foto: ONU / News

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que abriu uma investigação sobre os problemas técnicos que afetaram a passagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump durante sua visita à sede da organização, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O presidente americano discursou nesta terça-feira (23), e, após sua passagem pela Assembleia, ele classificou as falhas técnicas como uma "sabotagem tripla". 

 

Os problemas técnicos perseguiram Trump antes e durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU. Na primeira ocasião, o presidente de 79 anos e Melania Trump estavam subindo as escadas rolantes do prédio quando ela parou bruscamente. No momento do discurso, ele apontou que o teleprompter não estava funcionando. Ao final, Trump também reclamou que o sistema de alto-falantes foi manipulado para que seu discurso de uma hora não pudesse ser ouvido.

 

Em uma mensagem nas redes sociais, Trump pediu a prisão dos responsáveis e afirmou que o Serviço Secreto dos Estados Unidos também estava investigando. "Não foi uma coincidência, foi uma tripla sabotagem na ONU. Eles deveriam ter vergonha", escreveu ele em sua plataforma, Truth Social. "Exijo uma investigação imediata", acrescentou.

 

Na quarta-feira (25), Washington enviou uma carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres, exigindo explicações sobre a falha em uma escada rolante que parou quando Trump e a primeira-dama, Melania Trump, subiram, assim como o mau funcionamento do teleprompter e do sistema de som.

 

"O secretário-geral informou à Missão Permanente dos Estados Unidos que já havia ordenado uma investigação exaustiva e expressou que a ONU está disposta a cooperar com total transparência com as autoridades americanas para determinar as causas dos incidentes", declarou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.

 

A ONU insistiu que o teleprompter foi operado pela Casa Branca. Em relação à escada, Dujarric informou aos jornalistas, na quarta-feira, que um cinegrafista da delegação americana que estava filmando na escada acionou acidentalmente um interruptor que fez seu mecanismo parar.

 

"O sistema de som foi projetado para que os participantes pudessem ouvir os discursos traduzidos em seis idiomas via fones de ouvidos", declarou um funcionário da ONU que falou sob a condição de anonimato.

Lula embarca para primeira viagem aos EUA após tarifaço
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou para Nova York, por volta das 11h deste domingo (21), onde fará o discurso de abertura do debate de líderes da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) na próxima terça-feira (23).

 

Em publicação em uma rede social, o presidente afirmou: "Sigo agora para Nova York, onde representarei o Brasil na 80ª Assembleia Geral da ONU. Estarei presente em encontros importantes sobre o fortalecimento da democracia, o enfrentamento da crise climática e a defesa do multilateralismo".

 

Esta é a primeira viagem de Lula aos Estados Unidos desde que o então presidente americano, Donald Trump, impôs uma sobretaxa de 50% para a entrada de produtos brasileiros no país.

 

As informações são do G1.

FBI oferece U$ 100 mil por informações que levem a captura do assassino do ativista Charlie Kirk
Foto: Reprodução

O FBI anunciou, nesta quinta-feira (11), uma recompensa de até U$ 100 mil por informações que possam levar à identificação e captura do suspeito de assassinar o ativista de direita Charlie Kirk, aliado do presidente dos Estados Unidos Donald Trump. No X, antigo Twitter, o FBI divulgou imagens do possível suspeito e as bonificações que poderão ser disponibilizadas caso disponibilize alguma informação.

 

 

Veja o vídeo do ocorrido:

 

Charlie Kirk era aliado do presidente norte-americano e morreu após ser baleado durante evento na Universidade Utah Valley, em Orem, no estado de Utah, nessa quarta-feira (10).

 

Segundo testemunhas, o disparo que atingiu o homem foi feito de um prédio localizado há 180 metros de distância do evento

Jerônimo reage a ameaças de Trump à soberania brasileira
Foto: Divulgação

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) reagiu nesta terça-feira (9) às declarações da porta-voz do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, Karoline Leavitt, que voltou a citar possíveis medidas contra o Brasil durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Em publicação nas redes sociais, Jerônimo aproveitou a data de fundação da Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro jornal brasileiro, para ressaltar a importância do jornalismo e da liberdade de expressão, vinculando a defesa da democracia ao episódio.

 

“A Gazeta do Rio de Janeiro, o primeiro jornal do país, foi lançada em 10 de setembro de 1808 e faz hoje 217 anos. É um momento de reafirmarmos a importância do jornalismo e da liberdade de expressão para a democracia e a soberania de uma nação. Ainda mais quando essa liberdade é desvirtuada por aqueles que, no Brasil, querem minar nossas instituições ou, fora daqui, atacam a todos nós com sanções comerciais e, agora, com descabida ameaça militar”, escreveu.

Governo Lula reage a ameaça de ação militar feita por Trump e diz que não aceitará intimidação contra a democracia
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo brasileiro reagiu às declarações da Casa Branca que mencionou a possibilidade de uma ação militar contra o Brasil em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota nesta terça-feira, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou, mais uma vez, o tarifaço e afirmou que não vai se intimidar.

 

"O governo brasileiro condena o uso de sanções econômicas ou ameaças de uso da força contra a nossa democracia. O primeiro passo para proteger a liberdade de expressão é justamente defender a democracia e respeitar a vontade popular expressa nas urnas. É esse o dever dos três Poderes da República, que não se intimidarão por qualquer forma de atentado à nossa soberania. O governo brasileiro repudia a tentativa de forças antidemocráticas de instrumentalizar governos estrangeiros para coagir as instituições nacionais", diz a nota na íntegra.

 

Nas redes sociais, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, atribuiu a fala de Trump a uma articulação da família Bolsonaro contra o país. “Os Estados Unidos ameaçam invadir o Brasil para livrar Bolsonaro da cadeia”, escreveu.

 

O posicionamento de Itamaraty veio após a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmar que o governo de Donald Trump está disposto a "usar meios militares" em caso de uma possível intervenção ou retaliação ao governo brasileiro em caso de uma eventual condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

 

"O presidente [dos EUA, Donald Trump] não tem medo de usar meios econômicos nem militares para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo”, disse a porta-voz. "A liberdade de expressão é a questão mais importante dos nossos tempos. Presidente Trump leva isso muito a sério, e por isso tomamos ações contra o Brasil", completou Leavitt.

Estrategista aliado de Trump posta foto com Bolsonaro e pede liberdade; veja fotos
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O estrategista político norte-americano Jason Miller, conhecido por ser um aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou, na última quarta-feira (27), uma foto com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Na postagem, o estrategista publicou foto com o ex-presidente e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e uma bandeira do Brasil. Ele escreveu na legenda da postagem um pedido de liberdade pelo ex-presidente. 

 

Além disso, Miller já havia postado que não desistiria de Bolsonaro até que ele estivesse "livre". Em abril, ele havia falado que Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), era "a maior ameaça à democracia no hemisfério Ocidental". 

 

Jason Miller, embora não tenha um cargo oficial, participou das campanhas presidenciais de Trump desde 2016 e acaba por influenciar como consultor político e de comunicação. 

Lula abre reunião ministerial com críticas a Trump e dizendo que Eduardo Bolsonaro é um dos maiores traidores da história
Foto: Reprodução Redes Sociais

Vestido com um boné onde se lê a frase “O Brasil é dos Brasileiros”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu nesta terça-feira (26) a segunda reunião ministerial do seu governo, e no pronunciamento que abriu o encontro, o tarifaço imposto aos produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi o tema principal da fala. 

 

O boné azul usado por Lula foi vestido também por outros ministros presentes na reunião. A ideia do boné surgiu no começo do ano, para fazer um contraponto ao presidente norte-americano. Trump foi eleito usando um boné vermelho com a inscrição MAGA (Make America Great Again). 

 

Sobre o tarifaço, Lula disse que o presidente dos Estados Unidos age como se fosse o imperador do planeta Terra. Lula criticou também declarações recentes de Donald Trump de que ninguém deveria “mexer” com as big techs, sob pena de sofrerem represálias. 

 

No seu pronunciamento, o presidente Lula voltou a criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Lula classificou Eduardo Bolsonaro como um “traidor da pátria” e disse que ele já deveria ter sido cassado pela Câmara dos Deputados.

 

“O que está acontecendo hoje no Brasil com a família do ex-presidente e com o comportamento do filho dele nos EUA é, possivelmente, uma das maiores traições que uma pátria sofre de filhos seus”, disse Lula.

 

“Não conheço na história desse país algum momento em que um traidor da pátria teve a desfaçatez de mudar para o país, que ele está adotando como pátria, negando a sua pátria e tentando insuflar o ódio de alguns governantes americanos contra o povo brasileiro”, acrescentou o presidente.

 

Lula ainda orientou seus ministros a destacarem a defesa da soberania do país em declarações públicas e entrevistas. "Se a gente gostasse de imperador, a gente não tinha acabado com o Império", disse o presidente.

 

Na abertura da reunião, realizada no Palácio do Planalto, o presidente Lula disse que o encontro seria mais rápido do que outros, porque poucos ministros iriam se pronunciar. Segundo o presidente, só iriam falar na reunião os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, da Casa Civil, Rui Costa, das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, das Relações Exteriores, Mauro Vieira, da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, além do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

 

Apenas os discursos iniciais foram abertos à imprensa. Na fala do presidente Lula, ele também reforçou críticas à guerra em Gaza. Outro ponto destacado pelo presidente foi a defesa da soberania brasileira, e o respeito à Constituição e as leis do país. Lula também destacou a atuação do vice-presidente Geraldo Alckmin e de outros ministros nas negociações para reverter o tarifaço imposto pelos EUA.

 

“Esse homem aqui [Alckmin], aquele homem ali que é o Haddad, aquele ali que é o Mauro Vieira, estão 24 horas por dia à disposição de negociar com quem quer que seja o assunto que for, sobretudo na questão comercial. Estamos dispostos a sentar na mesa em igualdade de condições. O que não estamos dispostos é sermos tratados como se fôssemos subalternos. Isso nós não aceitamos de ninguém”, colocou o presidente Lula. 

 

Logo após sua fala inicial, o presidente Lula passou a palavra ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, que falou sobre as últimas medidas anunciadas pelo governo para incentivar a indústria e reduzir as perdas de exportadores com o tarifaço. 

 

Após a reunião, Alckmin viajará para o México, junto com uma comitiva de empresários brasileiros. A missão oficial do vice-presidente tem como objetivo ampliar as relações comerciais entre Brasil e México, após o tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Alckmin estará acompanhado na viagem pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, e pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Lula diz que o Brasil "não vai ficar de joelho" e chama Trump de mentiroso
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula Silva declarou, nesta quinta-feira (14), que Donald Trump está mentindo ao dizer que o Brasil é um mau parceiro dos Estados Unidos. 

 

"É mentira quando o presidente norte-americano diz que o Brasil é um mau parceiro comercial. O Brasil é bom, só não vai ficar de joelho para o governo americano", disse Lula.

 

A declaração do petista vem após Donald Trump afirmar, nesta quinta-feira (14), que o Brasil é um "péssimo parceiro comercial" além de chamar o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como execução política.

 

"O Brasil tem sido um péssimo parceiro comercial em termos de tarifas — como você sabe, eles nos cobram tarifas enormes, muito, muito maiores do que as que nós cobramos, e, basicamente, nós nem estávamos cobrando nada. (...) Eles cobram tarifas enormes e tornaram tudo muito difícil de fazer. Então, agora estão sendo cobrados 50% de tarifas, e não estão felizes, mas é assim que funciona", disse.

Bolsonaro cogitou, mas desistiu de gravar vídeo pedindo a Trump revisão do tarifaço
Foto: Reprodução

Antes do embate com Donald Trump ganhar força, com os Estados Unidos anunciando a cassação dos vistos de oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em retaliação às medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro, aliados do ex-presidente tentaram convencê-lo a adotar um tom mais brando.

 

Lideranças do Centrão e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sugeriram que Bolsonaro gravasse um vídeo agradecendo a Trump pelos gestos de apoio, mas pedindo que ele reconsiderasse a tarifa de 50% imposta aos produtos brasileiros, medida que pode impactar fortemente o Brasil.

 

Bolsonaro chegou a considerar a ideia, mas preferiu não gravar o vídeo. As informações são de Lauro Jardim, do Globo. 

Lula encaminhará nova carta aos EUA, declara Alckmin
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), declarou, nesta terça-feira (15), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai encaminhar outra carta ao governo dos Estados Unidos para negociar os termos comerciais das relações entre os países.  A declaração foi feita durante encontro com representantes da indústria.

 

“Nós enviamos uma carta há 2 meses, uma carta confidencial, sobre tratativas de acordo de entendimento, mas não obtivemos resposta. Vamos encaminhar dizendo: aguardamos a resposta e continuamos empenhados em resolver esse problema”, declarou ele.

 

O vice-presidente também disse que o presidente trabalhará para reverter a decisão do tarifaço até agosto, quando a decisão passa a valer. Ele afirmou que, se necessário, tentará prorrogar o prazo imposto por Trump. 

 

“Nós queremos resolver o problema e o mais rápido possível. Se houver necessidade de mais prazo, vamos trabalhar neste sentido”, disse Alckmin.“O prazo é exíguo, mas vamos trabalhar para tentar avançar ao máximo neste prazo”, completou.

“Não podemos admitir nenhum risco da nossa soberania”, diz presidente da AL-BA sobre tarifaço de Trump
Foto: Bahia Notícias

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputada estadual Ivana Bastos (PSD), afirmou nesta terça-feira (15), que o chamado “tarifaço” anunciado pelo presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, tem causado apreensão no setor produtivo baiano, sobretudo entre os pecuaristas. A declaração foi feita em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador 100,1 FM.

 

“A Bahia está assustada, temos aqui pecuaristas, e há preocupação. Os frigoríficos suspenderam a compra de carne, e vai entrar numa entressafra”, declarou Ivana. Ela destacou a necessidade de uma atuação firme das instituições brasileiras diante de possíveis interferências externas. "A Assembleia precisa ser firme. Nós já lançamos uma nota, precisamos ter posição, não podemos admitir nenhum risco da nossa soberania", afirmou.

 

 

A deputada reiterou que a AL-BA está atenta aos impactos e se coloca à disposição para discutir e votar, em caráter de urgência, medidas que possam mitigar os efeitos econômicos das decisões internacionais sobre o estado. "O que a Casa puder discutir será discutido, as leis, o que puder votar em caráter de urgência e evitar esse prejuízo", completou.

 

Ivana Bastos também informou que cumprirá agendas nos próximos dias voltadas ao fortalecimento do setor agrícola. "No dia 19 eu tenho um compromisso em Luís Eduardo Magalhães, onde vamos nos reunir com a Aiba e discutir o nosso polo de agricultura, e no dia 20 temos evento, onde vamos mostrar o nosso papel, a nossa defesa".

 

Apesar do cenário, a parlamentar demonstrou otimismo quanto a uma possível revisão da medida norte-americana. "Mas no fundo tenho esperança que os Estados Unidos volte atrás, dessa irresponsabilidade e o mundo já está dando uma resposta. A gente precisa ter cautela, de responsabilidade, e a AL-BA está tendo essa cautela", concluiu.

Lula é atacado por defender o Brasil, diz PT

Lula é atacado por defender o Brasil, diz PT
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Partido dos Trabalhadores (PT) afirmou, nesta segunda-feira (14), que a "extrema-direita fingiu que não viu", ao se referir à decisão do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, em impor as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. 

 

"Mas quando é o governo Lula defendendo o Brasil, eles apareceram para atacar", diz a publicação, que acaba com "nosso lado é do trabalhador".


A legenda da publicação acompanha uma arte com a bandeira do Brasil e a frase "Respeita o Brasil", onde a letra "S" corrige o "Z" no Brazil. 

 

Alckmin lidera articulação com empresários após tarifa dos EUA contra produtos brasileiros
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, foi encarregado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de liderar o diálogo entre o governo federal e representantes do setor empresarial diante do aumento tarifário imposto pelos Estados Unidos. A partir de 1º de agosto, os produtos brasileiros estarão sujeitos a uma alíquota de 50%, conforme anúncio recente do presidente norte-americano, Donald Trump.

 

Na última sexta-feira (11), Alckmin afirmou que o governo deve apresentar desdobramentos nos próximos dias em resposta à medida norte-americana. O plano envolve a criação de um comitê formado por autoridades e empresários de segmentos diretamente impactados pela decisão.

 

Ainda em fase de definição, o grupo contará com representantes de setores como carnes, suco de laranja, café e tecnologia. A Embraer, uma das principais fabricantes de aeronaves do país, também deve integrar o núcleo de discussões.

 

O objetivo do comitê será traçar estratégias para a negociação com os EUA e, caso não haja avanço, estudar a abertura de novos mercados para os produtos nacionais. A iniciativa busca mitigar os impactos econômicos da tarifa e fortalecer a posição do Brasil no comércio internacional.
 

Bahia, Ceará e Pernambuco têm contêineres de pescados retidos com suspensão de exportações para os EUA
Fotos: Reprodução / Freepik

A decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil já provoca impactos diretos em portos brasileiros. Estados como Bahia, Ceará e Pernambuco concentram a maior parte dos contêineres de pescados retidos desde a última quinta-feira (10), após importadores norte-americanos suspenderem os embarques diante da incerteza comercial.

 

Com a medida, as exportações brasileiras de pescados para os Estados Unidos estão temporariamente paralisadas. O transporte marítimo leva, em média, três semanas até o território norte-americano, o que significa que os produtos enviados agora chegariam ao país já sob a nova taxação, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.

 

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), ao menos 1.500 toneladas de peixes e frutos do mar deixaram de ser embarcadas desde o início do impasse. O mercado dos EUA responde por cerca de 70% das exportações brasileiras do setor, com uma movimentação anual que ultrapassa US$ 240 milhões.
 

Trump anuncia tarifa de 35% sobre produtos do Canadá
Foto: Shealah Craighead / Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a aplicação de uma tarifa de 35% sobre todos os produtos importados do Canadá. O país vizinho aos EUA é o 23º a ser notificado oficialmente por Washington desde o início da semana, em uma ofensiva comercial que amplia tensões diplomáticas e econômicas com diferentes regiões do mundo. A decisão foi anunciada na noite desta quinta-feira (10), por meio de carta ao Canadá.

 

Com validade a partir de 1º de agosto, as sobretaxas integram uma nova estratégia unilateral da Casa Branca para pressionar nações a firmarem acordos comerciais bilaterais sob os termos definidos pelos EUA. “Essas tarifas são temporárias e podem ser revistas caso os países busquem um entendimento com os Estados Unidos”, disse Trump em comunicado.

 

O Brasil segue liderando a lista de tarifas mais altas, com 50% sobre os produtos exportados ao mercado americano. A nova lista divulgada inclui ainda Argélia, Brunei, Filipinas, Iraque, Líbia, Moldávia e Sri Lanka, com alíquotas que variam entre 20% e 36%.

 

Veja abaixo a lista atualizada de países que já foram notificados e as respectivas tarifas:

  • Brasil: 50%
  • Laos, Myanmar: 40%
  • Tailândia, Camboja, Indonésia: 36%
  • Canadá, Sérvia, Bangladesh: 35%
  • África do Sul, Argélia, Iraque, Líbia, Bósnia e Herzegovina: 30%
  • Sri Lanka: 30%
  • Japão, Malásia, Moldávia, Coreia do Sul, Brunei, Cazaquistão, Tunísia: entre 25% e 30%
  • Filipinas: 20% (menor tarifa até agora)
Ministro da Secom nega possibilidade de Lula telefonar Trump: "Não vai ligar"
Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vai telefonar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para negociar a taxa adicional de 50% sobre as exportações de todos os produtos brasileiros imposta pelos EUA. Entretanto, o ministro disse que o petista não teria "problema em atender" a ligação do presidente dos EUA.

 

"O presidente não vai ligar para Trump. Se Trump ligar, e isso é um problema do Trump, não terá problema em atender", disse o ministro. 

 

Conforme as informações do Globo, Lula e o ministro da Secom se reuniram após decisão do norte-americano, onde o petista caracterizou a conduta de Trump como "totalmente sem sentido". Sidônio também disse que a carta do norte-americano tem o estilo "cópia e cola".

Alcolumbre e Motta rebatem ‘tarifaço’ de Trump e preservam soberania brasileira: “Em defesa de nossa economia”
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), lançaram uma nota em conjunto rebatendo o "tarifaço" de 50% sobre produtos brasileiros imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No texto enviado nesta quinta-feira (10), os representantes do Congresso Nacional relembrou que o legislativo do Brasil foi responsável pela aprovação da Lei da Reciprocidade econômica e defenderam a soberania do país.

 

“Com muita responsabilidade, este Parlamento aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica. Um mecanismo que dá condições ao nosso país, ao nosso povo, de proteger a nossa soberania. Estaremos prontos para agir com equilíbrio e firmeza em defesa da nossa economia, do nosso setor produtivo e da proteção dos empregos dos brasileiros”, diz a nota assinada por Alcolumbre e Motta.

 

Os presidentes do Senado e da Câmara também pregaram diálogo para solucionar a taxação imposta por Trump e garantiram que o Congresso irá acompanhar a situação entre o Brasil e os Estados Unidos.

 

"A decisão dos Estados Unidos de impor novas taxações sobre setores estratégicos da economia brasileira deve ser respondida com diálogo nos campos diplomático e comercial. O Congresso Nacional acompanhará de perto os desdobramentos”, afirmaram.

 

Nesta quarta (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também se posicionou contra as tarifas sobre os produtos brasileiros. No comunicado, o governo federal afirmou que o Brasil "é soberano" e que "não aceitará ser tutelado", além de prometer a "reciprocidade econômica".

 

A medida, adotada pelo gestor norte-americano, foi justificada pela alegação de que o Brasil teria atacado "as eleições livres" e violado a "liberdade de expressão" dos estadunidenses. Além disso, Trump afirmou que as relações comerciais com o país estariam trazendo prejuízos aos cofres dos Estados Unidos.

Lula e Barroso conversaram por telefone para alinhar reação à carta de Trump
Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversaram na quarta-feira (9) por telefone para tratar sobre a resposta à carta escrita por Donald Trump com críticas ao tribunal.

 

De acordo com informações da CNN, os dois alinharam que a reação à decisão dos Estados Unidos de retaliar o Brasil com aumento da tarifa em produtos brasileiros por decisões do Supremo e pela forma como o tribunal conduz o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) viria por via política e diplomática.

 

Os presidentes dos dois Poderes concordaram que o STF, alvo das críticas do presidente norte-americano na carta divulgada por meio de sua rede social, não se manifestaria, como o tribunal já vem fazendo diante das críticas de Trump sobre o julgamento de Bolsonaro.

 

Ainda segundo a CNN, fontes afirmaram que a decisão de incluir na carta a situação jurídica de Bolsonaro foge do plausível e extrapola a possibilidade de negociação entre os dois países.

Após Trump anunciar taxa ao Brasil, Bolsonaro cita versículo bíblico em rede social
Foto: Alan Santos / PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou um versículo bíblico em suas redes sociais, na noite desta quarta-feira (9), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma taxação de 50% ao Brasil. 

 

Em um post no X (antigo Twitter), Bolsonaro citou o versículo de Provérbios que fala sobre “justos governarem”. 

 

"Quando os justos governam, o povo se alegra. Mas quando os perversos estão no poder, o povo geme – Provérbios 29:2", publicou o ex-presidente. 

 

Foto: Reprodução X 

 

A declaração chega após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandar, nesta quarta-feira (9), uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A nova taxa deverá entrar em vigor em 1º de agosto. 

 

Segundo a carta, a tarifa de 50% será aplicada sobre "todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os EUA, separada de todas as tarifas setoriais existentes". Trump sugere, por sua vez, que a relação comercial Brasil x EUA é deficitária para este último. 

Governo Lula se posiciona após “tarifaço” anunciado por Trump e promete reciprocidade: “Não aceitaremos ser tutelados”
Fotos: Agência Brasil | Shealah Craighead / Casa Branca

O governo federal brasileiro emitiu uma nota rebatendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o anúncio de um "tarifaço" de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, adotada pelo gestor norte-americano, foi justificada pela alegação de que o Brasil teria atacado "as eleições livres" e violado a "liberdade de expressão" dos estadunidenses. Em comunicado enviado à imprensa nesta quarta-feira (9), a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu "reciprocidade econômica".

 

No comunicado, o governo federal afirmou que o Brasil "é soberano" e que "não aceitará ser tutelado". Além disso, a nota enviada à imprensa destaca que o julgamento de tentativas de golpes de Estado é de responsabilidade exclusiva da Justiça Eleitoral do país.

 

"O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém. O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais", diz a nota.

 

O comunicado também enfatiza que liberdade de expressão não pode ser confundida com "práticas violentas". O texto destacou, ainda, que as plataformas digitais devem seguir a legislação brasileira para operar no país.

 

"No contexto das plataformas digitais, a sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a liberdade democrática. No Brasil, liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas. Para operar em nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras estão submetidas à legislação brasileira", afirma o texto.

 

Por fim, o governo negou que a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos gere déficit para o país norte-americano, apontando que, na verdade, há um balanço positivo de US$ 410 bilhões para os EUA no comércio de bens e serviços com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos . A nota também prometeu rebater o tarifaço de Trump sob "a luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica".

 

"É falsa a informação, no caso da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, sobre o alegado déficit norte-americano. As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos. Neste sentido, qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica", afirmou o governo.

 

"A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo", finalizou o comunicado.

Trump manda carta a Lula e anuncia tarifa de 50% sobre produtos brasileiros: “É uma ameaça à nossa economia” 
Foto: US Embassy

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou, nesta quarta-feira (9), uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A nova taxa deverá entrar em vigor em 1º de agosto. As informações são do g1. 

 

Segundo a carta, a tarifa de 50% será aplicada sobre "todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os EUA, separada de todas as tarifas setoriais existentes". Trump sugere, por sua vez, que a relação comercial Brasil x EUA é deficitária para este último.  

 

No documento, o republicano alegou que a decisão de aumentar a taxa foi tomada "em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos". Além disso, o republicano volta a falar sobre Jair Bolsonaro e diz que o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF) é "uma vergonha internacional". 

 

"[Isso ocorreu] como demonstrado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro", escreveu Trump.

 

Veja a carta na íntegra:

"Sua Excelência
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil
Brasília

Prezado Sr. Presidente:

Conheci e tratei com o ex-Presidente Jair Bolsonaro, e o respeitei muito, assim como a maioria dos outros líderes de países. A forma como o Brasil tem tratado o ex-Presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!

Em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos (como demonstrado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro), a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma tarifa de 50% sobre todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais existentes. Mercadorias transbordadas para tentar evitar essa tarifa de 50% estarão sujeitas a essa tarifa mais alta.

Além disso, tivemos anos para discutir nosso relacionamento comercial com o Brasil e concluímos que precisamos nos afastar da longa e muito injusta relação comercial gerada pelas tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil. Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco.

Por favor, entenda que os 50% são muito menos do que seria necessário para termos igualdade de condições em nosso comércio com seu país. E é necessário ter isso para corrigir as graves injustiças do sistema atual. Como o senhor sabe, não haverá tarifa se o Brasil, ou empresas dentro do seu país, decidirem construir ou fabricar produtos dentro dos Estados Unidos e, de fato, faremos tudo o possível para aprovar rapidamente, de forma profissional e rotineira — em outras palavras, em questão de semanas.

Se por qualquer razão o senhor decidir aumentar suas tarifas, qualquer que seja o valor escolhido, ele será adicionado aos 50% que cobraremos. Por favor, entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos. Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional!

Além disso, devido aos ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas, bem como outras práticas comerciais desleais, estou instruindo o Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a iniciar imediatamente uma investigação da Seção 301 sobre o Brasil.

Se o senhor desejar abrir seus mercados comerciais, até agora fechados, para os Estados Unidos e eliminar suas tarifas, políticas não tarifárias e barreiras comerciais, nós poderemos, talvez, considerar um ajuste nesta carta. Essas tarifas podem ser modificadas, para cima ou para baixo, dependendo do relacionamento com seu país. O senhor nunca ficará decepcionado com os Estados Unidos da América.

Muito obrigado por sua atenção a este assunto!"

 


 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O ditado já indicava a verdade pro Cavalo do Cão e pra Coronel Card, mas ninguém quis ouvir. Inclusive, será que alguém foi pedir conselho pra Baixixa? A grande pergunta é o que vai restar de natural pra essas eleições. E a nova moda já está colocada. Se continuar desse jeito, daqui a pouco só vai ter campanha virtual mesmo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Ivana Bastos

Ivana Bastos
Foto: Foto: Max Haack / Agência Haack

"Gostaria que tivesse terminado de outra maneira". 

 

Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), ao lamentar o anúncio de saída do senador Angelo Coronel (PSD) do partido após embates por uma vaga na chapa do Senado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), durante a abertura dos trabalhos da AL-BA, a deputada estadual afirmou que preferia que a tratativas “tivessem terminado de outra maneira”.

Podcast

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O Projeto Prisma desta segunda-feira (2) recebe o historiador Marcos Rezende para falar sobre a tradicional Festa de Iemanjá, data que faz parte do calendário soteropolitano e une sagrado e profano nas ruas do bairro do Rio Vermelho.

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