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Artigos

Adriano Sampaio
O Espectro Invisível das Pesquisas
Foto: Acervo pessoal

O Espectro Invisível das Pesquisas

Os fantasmas metodológicos que distorcem a intenção de voto

Multimídia

Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador

Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador
O secretário estadual de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, afirmou que o período em que o Teatro Castro Alves (TCA) permaneceu fechado para reforma evidenciou a carência de grandes espaços para espetáculos em Salvador. Em entrevista ao Projeto Prisma, ele classificou o equipamento como o principal complexo cultural das regiões Norte e Nordeste.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

trump

Jovens de até 24 anos sabem pouco ou nada sobre tarifaço dos EUA, aponta pesquisa BTG/Nexus
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos de origem brasileira ainda não é um tema muito acompanhado pelos mais jovens. Levantamento inédito da BTG/Nexus mostra que apenas 18% dos brasileiros de até 24 anos dizem conhecer bem e acompanhar o assunto, enquanto 22% afirmam saber do que se trata e 37% reconhecem ter pouco conhecimento sobre o tema.

 

Outros 24% dessa faixa etária sequer tinham ouvido falar da medida, o maior índice entre todas as faixas pesquisadas. Em contraponto, os brasileiros com mais de 60 anos lideram o nível de informação sobre o tema, com 33% afirmando acompanhar de perto a decisão americana, percentual acima da média nacional, de 26%.

 

A pesquisa também indica que o desconhecimento sobre o assunto diminui conforme a idade avança. Entre os brasileiros de 41 a 59 anos, 29% dizem acompanhar o tema de perto. Já na faixa de 25 a 40 anos, predominam os que afirmam ter apenas conhecimento superficial sobre o tarifaço, com 36% dizendo saber pouco a respeito.

 

A Nexus entrevistou por telefone 2.004 pessoas para o levantamento. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Trump ameaça destruir ponte ou usina no Irã a cada navio atacado no Estreito de Ormuz
Foto: Reprodução / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (22) que o governo americano passará a retaliar novos ataques do Irã contra embarcações no Estreito de Ormuz destruindo instalações de infraestrutura civil do país persa.

 

Segundo publicação feita por Trump em sua rede social, a Truth Social, a resposta militar dos EUA será acionada a cada investida contra navios que naveguem pela região estratégica.

 

"Daqui para a frente, sempre que a República Islâmica do Irã disparar contra um navio no Estreito de Ormuz — seja com míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma —, os Estados Unidos bombardearão e destruirão UMA PONTE OU USINA DE ENERGIA, incluindo aquelas localizadas próximas à capital, Teerã, ou dentro dela", escreve.

“Contra o Brasil ninguém ganha mentindo”, dispara Lula sobre tarifaço dos EUA
Foto: Ricardo Stuckert

Na manhã desta sexta-feira, (17) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda oficial no Rio de Janeiro para visitar a Carreta da Saúde da Mulher, instalada na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz). Durante o final de seu discurso, Lula realizou comentários pontuais ao tarifaço dos EUA sobre o Brasil. 

 

Ainda que o presidente brasileiro tenha reduzido suas falas à importância do Sistema Único de Saúde (SUS) quando se dirigiu aos profissionais da imprensa presentes, fez uma menção rápida à medida adotada pelos EUA: “Vocês percebem que eu falei pra caramba e não falei do tarifaço?”, perguntou.

 

Após isso, também afirmou que só entrará em detalhes para falar do tarifaço quando o presidente dos EUA, Donald Trump, fizer o mesmo:

 

“Eu vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Enquanto ele não falar, eu não falarei porque vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós ou não vai enganar a sociedade brasileira”, disse.

 

No final do evento,o presidente voltou a falar sobre o Brasil: “Esse país precisa estar de cabeça erguida porque não aceitamos que nenhum outro país do mundo faça desaforo para o Brasil. Nós queremos respeito, da mesma forma que vamos respeitar todo mundo”.

VÍDEO: Lula chama taxação de Trump no Estreito de Ormuz de 'pirataria'
Fotos: Reprodução / White House / Youtube via Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas nesta segunda-feira (13) à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de cobrar uma taxa de 20% sobre a carga que passa pelo Estreito de Ormuz, qualificando a medida como "pirataria". O presidente republicano anunciou ainda que pretende restaurar o bloqueio naval contra navios iranianos.

 

“Ele [Donald Trump] fez um tweet [postagem na rede social X, antigo Twitter], dizendo que ele vai desobstruir, mas cada navio que ele desobstruir, que ele tirar do estreito, o dono do petróleo tem que pagar 20% para ele. Isso, antigamente, se chamava pirataria“, acusa o presidente do Brasil.


Confira a declaração:


 

O petista, durante visita aos laboratórios do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Mais cedo, o presidente norte-americano havia declarado que o Exército dos EUA iria “tomar” o Estreito de Ormuz. O governo do Irã respondeu com ameaças, declarando que reagirá a qualquer ação no canal “com firmeza” e que atacará qualquer nação do Oriente Médio que auxilie as forças dos Estados Unidos.


Veja postagem do presidente norte-americano:


 

Trump declarou ainda que os EUA irão restabelecer “imediatamente” o bloqueio marítimo contra navios ligados ao Irã. A medida, que permaneceu vigente durante meses, ocorre em retaliação ao fechamento do Estreito de Ormuz por parte da Guarda Revolucionária do Irã.

 

Ilha de Laraque, próxima ao bloqueio. | Fotos ilustrativas (aprimoradas com I.A - Gemini): Reprodução / Google Earth.

 

De acordo com a alegação de Washington, o bloqueio, realizado nas águas do Mar Arábico, nas proximidades do Estreito de Ormuz, em como alvo exclusivo navios com origem ou destino em portos iranianos, ou que transportem produtos provenientes do país persa.

Governo espera nova reunião com EUA antes de decisão sobre novo tarifaço
Foto: Presidência da República

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera ter uma última reunião com representantes dos Estados Unidos antes de o país definir se aplica ou não um tarifaço contra o Brasil. Os norte-americanos tomam a decisão até quarta-feira (15), com base em investigação da chamada “seção 301”.

 

A gestão federal tenta, segundo fontes envolvidas nas negociações, alinhar a agenda junto ao chefe do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos), Jamieson Greer. O encontro aconteceria no âmbito de um GT (grupo de trabalho) entre os países, voltado a discutir tarifas.

 

A expectativa é de que, neste encontro, o USTR já indique ao Brasil qual será a decisão na investigação da chamada “seção 301”. Esta será a quinta reunião de Greer com membros do governo brasileiro.

 

O presidente Lula decidiu reunir ministros na última sexta-feira (10) para definir a estratégia do Brasil para os últimos dias de negociação.

 

No encontro, os ministros apresentaram o atual momento das negociações – em que o cenário considerado mais provável é de que os Estados Unidos taxem o Brasil em 25% no dia 15 de julho.

 

De acordo com fontes no Planalto, pesam para a avaliação sinais negativos em reuniões com os norte-americanos, o histórico negocial da administração de Donald Trump, mas também falas públicas recentes do chefe do USTR.

 

"Tenho conversado com os brasileiros. Temos tentado negociar. Acredito que ainda há uma grande distância entre nós; portanto, vocês verão uma decisão final sobre o Brasil muito em breve, pois temos um prazo legal que se encerra em 15 de julho", disse Greer em entrevista na quinta-feira (9).

 

Na reunião, Lula decidiu seguir com a estratégia adotada até agora: manter a negociação técnica, mas não fazer concessões que, na visão do governo brasileiro, não se justifiquem. Isso significa que temas considerados caros pelos norte-americanos, como tarifas para o etanol, seguirão fora da mesa.

 

Participaram da reunião Márcio Elias Rosa, do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), e Mauro Vieira, das Relações Exteriores – principais representantes brasileiros no grupo de trabalho de negociação do tarifaço.

 

Dentre os cenários traçados pelo Planalto, aquele considerado o mais provável segue sendo a aplicação das tarifas. Mas não está descartado, entre as projeções, que os Estados Unidos decidam adiar a aplicação das taxas, como uma maneira de viabilizar uma vitória política ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – que atuou na audiência do tarifaço nesta semana. A hipótese é considerada remota, contudo.

 

NEGOCIAÇÃO

Uma das principais apostas brasileiras para evitar a taxa foi a apresentação aos norte-americanos de um plano com medidas que o Brasil pode adotar para contornar as investigações da "seção 301", que serve como base para a ameaça norte-americana de taxar o país em 25%.

 

O Brasil apresentou as medidas que poderia estabelecer para contemplar preocupações norte-americanas relacionadas a cada um dos seis eixos da investigação, que critica desde corrupção até controle do desmatamento. O governo, contudo, voltou a dizer que o Pix é inegociável e deixou a ferramenta de fora do documento.

 

Parte das medidas apresentadas pelo Brasil são textos em tramitação no Congresso Nacional ou medidas infralegais formuladas internamente no Palácio do Planalto, de acordo com apuração da CNN.

 

Em reuniões anteriores, segundo fontes próximas ao assunto, o foco foi a discussão tarifária. O Brasil acenou aos norte-americanos com a possibilidade de reduzir taxas para cerca de 300 linhas tarifárias.

 

Sob as diretrizes da OMC (Organização Mundial do Comércio), o Brasil não poderia baixar tarifas para um único país. Portanto, não poderia fazê-lo somente aos Estados Unidos. A solução encontrada foi acenar com a redução das taxas a vários países, em setores nos quais os Estados Unidos teriam maiores condições de competir e que não prejudicariam a indústria nacional.

Fifa esclarece decisão alivia Balogun da suspensão e permite que atacante jogue contra a Bélgica
Foto: Reprodução/X/@balogun

A Federação Internacional do Futebol (Fifa) divulgou um comunicado oficial nesta segunda-feira (6) respondendo à repercussão internacional envolvendo o atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos. O jogador foi liberado para disputar as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 mesmo após ter recebido um cartão vermelho direto na vitória dos anfitriões sobre a Bósnia e Herzegovina.

 

O caso ganhou contornos políticos e virou polêmica após o presidente norte-americano, Donald Trump, criticar publicamente a punição e pedir que a entidade máxima do futebol revisasse o lance. O árbitro brasileiro Raphael Claus, que expulsou Balogun após recomendação do VAR, também foi pauta.

 

Em nota, a entidade explicou que o Comitê Disciplinar da federação não anulou a decisão do juíz, que foi tomada na partida do último dia 1º de julho. Segundo a Fifa, muito pelo contrário, o atacante foi considerado culpado tanto pela falta grave em campo quanto pela indisciplina de invadir o gramado para comemorar com os companheiros após a expulsão.

 

No julgamento concluído no sábado (5), Balogun recebeu um jogo de suspensão e uma multa de US$ 40 mil (cerca de R$ 205 mil). Metade do valor foi pela falta e a outra metade pela comemoração indevida, com a Federação de Futebol dos Estados Unidos (US Soccer) sendo responsabilizada a pagar o montante junto com o atleta.

 

Embora a punição de um jogo tenha sido mantida, o Comitê Disciplinar decidiu congelar a execução da pena. A entidade utilizou uma brecha do Artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, que permite suspender o cumprimento de sanções. Na prática, a punição do atacante entrou em "período de experiência" por um ano. Com isso:

 

* Balogun está liberado para enfrentar a Bélgica na noite desta segunda-feira (6).
* Se o jogador cometer qualquer infração disciplinar grave nos próximos 12 meses, a suspensão automática de um jogo cai imediatamente, acumulando com a nova punição.

 

A Fifa encerrou a nota garantindo que a decisão levou em conta "todas as circunstâncias específicas do incidente e as provas disponíveis", lembrando que o órgão possui total autonomia jurídica para aplicar o congelamento de penas, desde que o caso não envolva manipulação de resultados.

Aliados e auxiliares de Lula projetam dois cenários para novo tarifaço dos EUA
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / Google Maps

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva projetam, atualmente, dois possíveis cenários para a proposta do governo de Donald Trump de impor um tarifaço de 25% sobre as importações brasileiras: a aplicação imediata da taxa ou o adiamento da decisão para após as eleições de outubro no Brasil.

 

Segundo informações apuradas pelo portal Metrópoles, no primeiro cenário calculado por assessores da área internacional de Lula, os Estados Unidos confirmariam a ameaça e aplicariam de fato a taxa de 25% sobre os produtos nacionais.

 

Essa avaliação parte do princípio de que um eventual recuo exigiria de Trump uma complexa “engenharia política” para justificar a mudança de postura perante seu eleitorado, sem que a decisão pareça uma derrota política interna no cenário americano.

 

No segundo cenário traçado, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) aguardaria a realização das eleições de outubro no Brasil para tomar uma decisão definitiva sobre a barreira comercial.

 

Integrantes e aliados no Palácio do Planalto avaliam que o governo Trump pode optar por esperar o resultado da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) antes de bater o martelo sobre a aplicação das tarifas.

 

Assessores do presidente brasileiro relembram, ainda, que a gestão Trump tenta interferir na política nacional desde o primeiro tarifaço, implementado em 2025, ocasião em que Washington relacionou diretamente a medida econômica ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL).

Rubio reforça defesa de tarifas ao Brasil em carta a Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, enviou uma carta ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na última terça-feira (23) reforçando a posição do governo Donald Trump de manter a imposição de tarifas ao Brasil. O documento foi uma resposta a um apelo feito pelo senador no início de junho para que os Estados Unidos não adotassem um novo tarifaço contra o país.

 

Na mensagem, Flávio alegou que novas sanções à economia brasileira trariam "sérios danos" à população e disse estar confiante em sua vitória nas eleições presidenciais de outubro, o que poderia redefinir as relações entre Brasília e Washington.

 

A campanha do pré-candidato divulgou o texto horas após o escritório americano de representação comercial, o USTR, anunciar a conclusão de uma investigação aberta sob a Seção 301, mecanismo que apura práticas comerciais de outros países que possam prejudicar os Estados Unidos.

 

A divulgação foi uma tentativa de gerenciamento de crise. A ofensiva tarifária do governo Trump reverteu os benefícios que a visita de Flávio ao presidente americano vinha rendendo, já que o anúncio ocorreu poucos dias após a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos EUA.

Lula diz que está "cheio de nego maluco no mundo" e afirma que Trump quer tomar Panamá e Groenlândia
Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (26) que o mundo vive um cenário de instabilidade, defendeu que o Brasil invista em defesa, e criticou o presidente norte-americano Donald Trump por ameaçar anexar regiões como o Canal do Panamá e a Groenlândia.

 

Eu não quero guerra, mas eu também não quero ser pego de surpresa [...]. Está cheio de nego maluco no mundo. Agora mesmo, o presidente americano, ele quer tomar a Groelândia, o Canadá, que vai virar estadunidense. Vai tomar o Canal do Panamá, sabe, onde que nós estamos?", questionou Lula.

 

 

A declaração foi feita durante viagem a Santa Catarina, onde o presidente participou de evento de batismo da Fragata “Cunha Moreira”.

 

Na ocasião, Lula ainda reforçou o discurso de soberania nacional, contrário a interferências externas no Brasil.

 

As declarações citadas por Lula sobre a Groelândia e Canal do Panamá fazem referência a falas de Trump feitas no início de 2025, quando ele afirmou que não descartava usar a força para assumir o controle das regiões.

 

Nesse contexto, Lula afirmou que o Brasil precisa se preparar diante de um cenário de conflitos internacionais. “Estamos vendo o mundo vivendo a maior concentração de conflitos da história depois da Segunda Guerra, e temos que lembrar que ninguém respeita quem não se respeita”, disse.

 

O presidente também disse que o Brasil não pretende entrar em conflitos, mas que precisa estar pronto para se defender.

 

O tema ganhou ainda mais força após os Estados Unidos decidirem classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas.

 

A avaliação do governo brasileiro é de que a classificação abre margem para ações mais duras dos Estados Unidos e, em um cenário extremo, poderia ensejar os EUA a usarem desse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países.

 

RELAÇÃO BRASIL E ESTADOS UNIDOS

Brasil e Estados Unidos vivem momentos de tensão na relação. Lula e Trump estiveram presentes na Cúpula do G7, na França, na semana passada, mas a interação entre eles foi limitada.

 

Os dois chegaram a posar juntos para a foto oficial, sem troca de cumprimentos em frente às câmeras, em um cenário marcado por divergências comerciais e políticas.

 

O principal ponto de atrito é a política comercial adotada pelo governo americano. Os Estados Unidos propuseram tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros, medida criticada pelo governo Lula, que classificou o tratamento como inadequado.

 

Nesta semana, em carta endereçada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, após visita do parlamentar a Washington, o secretário de Estado Marco Rubio reforçou a posição americana em impor sobretaxas a produtos brasileiros.

 

Em 6 de julho, uma audiência pública sobre o tema pode ser decisiva para os próximos capítulos da disputa comercial entre os dois países.

 

A audiência integra o processo previsto na legislação comercial americana e permitirá que empresas, associações, governos e outros interessados apresentem argumentos antes da decisão final da administração do presidente Donald Trump.

 

MOMENTOS DE APROXIMAÇÃO

Antes disso, contudo, Lula e Trump tiveram momentos de aproximação. Em 7 de maio, Lula visitou a Casa Branca e se reuniu por cerca de três horas com o presidente americano.

 

Após o encontro, ambos adotaram tom positivo: Trump classificou a reunião como “muito boa” e elogiou Lula como “muito dinâmico”, enquanto o brasileiro disse ter saído satisfeito e defendeu o fortalecimento da parceria entre os dois países, especialmente nas áreas econômica e comercial.

 

Semanas depois, a relação bilateral passou a envolver também o senador Flávio Bolsonaro.

 

Em maio, ele viajou a Washington e se reuniu com integrantes do governo Trump, incluindo o próprio presidente, o vice J.D. Vance e Marco Rubio, tratando de temas como segurança e defendendo a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas.

 

O movimento ocorreu em meio a uma investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil por determinação de Trump, que levou à proposta de tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros.

 

Flávio chegou a enviar carta a Rubio pedindo que o tarifaço não fosse aplicado, mas, na resposta, o governo americano manteve a posição e reafirmou críticas às políticas comerciais brasileiras, aprofundando a tensão com o governo Lula.

Vice de Trump vai à Suíça para negociar tratado de paz com Irã em meio a impasses de confronto no Líbano
Foto: Reprodução / Casa Branca

JD Vance, o vice-presidente dos Estados Unidos, viajou à Suíça neste domingo (21) para a primeira reunião de negociações com o Irã após assinatura de memorando de entendimento para um acordo de paz abrangente no Oriente Médio. ???A proposta tem como objetivo dar fim ao conflito entre os dois países e atenuar os prejuízos causados pelo fechamento do estreito de Ormuz. As informações são da Agência Brasil.

 

 

Com duração de 80 minutos, a reunião ocorreu em meio ao impasse da guerra no Líbano entre o Hezbollah e Israel. A delegação iraniana afirmou aos norte-americanos que o acordo final só poderá ser alcançado com o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. Após Israel atacar o Líbano nesse sábado (20), o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz que, de acordo com o memorando de entendimento, deveria ficar com o tráfego livre pelos próximos 60 dias. 

 

 

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que o encontro na Suíça visou implementar os acordos previstos no memorando, destacando a necessidade de acabar com o conflito no Líbano.Baqaei informou ainda que foram discutidas as isenções para exportação de petróleo do Irã, hoje bloqueadas por sanções dos EUA, assim como as medidas para liberação de fundos iranianos congelados no exterior, também alvo de sanções econômicas.

 

“Sem a implementação dessas disposições, especialmente o parágrafo 1 (encerramento da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano), não é possível prosseguir para a fase de negociação do acordo final”, afirmou o porta-voz em suas redes sociais.

 

 

Enquanto o Irã cobra os EUA para forçar o aliado Israel a sair do Líbano, o governo de Tel Aviv segue mantando a posição de que o exército israelense vai manter suas posições no sul do Líbano. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o país tem liberdade para agir no Líbano “sem restrições” para eliminar “ameaças”, com a manutenção de tropas no território libanês. "Como o primeiro-ministro Netanyahu e eu esclarecemos - Israel não se retirará da zona de segurança no Líbano”, disse Katz em uma rede social.

VÍDEO: Lula passa recado para Trump: 'Não se meta nas eleições do Brasil'
Fotos: Reprodução / CanalGovBr / The White House

Em entrevista coletiva concedida hoje, quarta-feira (17), após se reunir na cúpula do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o sistema eleitoral brasileiro, mandou um recado direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e cobrou a cooperação jurídica internacional para a extradição de cidadãos brasileiros investigados que se encontram em território norte-americano.

 

Confira o momento:

 

"Ele pode gostar do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil, que as eleições são problema do Brasil. A única coisa que quero é o respeito pelo Brasil que eu tenho pelos Estados Unidos, só isso", exige o presidente.

 

O presidente mencionou ainda, em tom diplomático, que planeja apresentar a urna eletrônica a Donald Trump em um próximo encontro. "Se tem alguém que tem que aprender com as eleições civilizadas do Brasil é meu amigo Trump. Na próxima, vou levar a urna eletrônica para ele ver como é", completa.

 

Lula comentou sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem se referiu como inelegível e sob o alcance da Justiça brasileira, e mencionou a presença de apoiadores do ex-mandatário nos Estados Unidos que buscam interlocução com o governo americano.

 

O presidente declarou esperar que o governo dos Estados Unidos colabore com as autoridades brasileiras, realizando a entrega de cidadãos investigados para que a Polícia Federal possa dar andamento aos trabalhos de investigação em curso. "Quero que eles entreguem os bandidos brasileiros para a Polícia Federal trabalhar", pede o presidente.


Ao analisar os processos democráticos de ambos os países, Lula sugeriu que os Estados Unidos poderiam observar o modelo eleitoral adotado pelo Brasil, classificando-o como mais rápido e pacífico. "O EUA deveria aprender com o Brasil o que é eleição mais leve, mais tranquila. Não tem país no mundo com sistema como o nosso. Em duas horas, sabemos quem é o presidente, senadores e os deputados", comenta.


Lula enfatizou a importância de se manter o código de ética diplomático que rege as relações entre nações soberanas. Segundo ele, embora o líder norte-americano tenha liberdade para manter simpatias políticas pessoais, as eleições brasileiras constituem um assunto de exclusiva competência interna do Brasil.
 

Durante encontro do G7, Lula nega ser de esquerda e recebe elogio de Trump
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na cúpula do G7, realizada em Evian, na França. Os dois líderes se encontraram novamente nesta quarta-feira (17), em um dos corredores do hotel onde ocorre o evento.

 

 

 

Segundo registros obtidos pelo ICL Notícias, Trump caminhou em direção a Lula ao vê-lo, fez um gesto de cumprimento, e desejou ao líder brasileiro um "bom trabalho". Esse foi o segundo encontro informal entre os dois presidentes durante a cúpula. Antes, eles também haviam se cumprimentado na noite de terça-feira (8), durante um evento social organizado pelos anfitriões franceses do G7. Na ocasião, não houve registro fotográfico e os dois seguiram para um jantar oferecido aos chefes de Estado.

 

O novo encontro aconteceu após Lula participar de uma reunião da manhã e fazer um discurso sobre os desequilíbrios da economia mundial. Horas antes, em uma conversa informal com outros líderes, Lula afirmou que se considera uma pessoa de centro e declarou: “Nunca fui esquerdista”.

 

Durante o diálogo, o presidente brasileiro comentou sobre sua relação com sindicatos da Alemanha e da Itália e relembrou episódios de sua trajetória política. Ele também contou que foi convidado para visitar a Rússia nos anos 1980, mas foi impedido de viajar.

 

Apesar dos cumprimentos e dos gestos públicos de aproximação, Lula e Trump ainda não realizaram uma reunião bilateral para discutir a relação entre Brasil e Estados Unidos.

Em discurso no G-7, Lula faz críticas veladas a Trump ao citar protecionismo e soberania nacional
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas veladas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (16), durante seu discurso na reunião ampliada do G-7 em Évian-les-Bains, nos Alpes Franceses.

 

Sem citar diretamente o governo americano, Lula criticou as medidas protecionistas adotadas por países ricos e defendeu que o combate internacional ao crime organizado deve obrigatoriamente respeitar a soberania nacional de cada país. As declarações foram registradas pela imprensa. O Estadão confirmou o tom do discurso.

 

"O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias. Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas", relata o presidente brasileiro.

 

As declarações de Lula ocorrem em um momento de forte tensão diplomática, motivada pelo anúncio recente de tarifas alfandegárias impostas pelo governo Trump a produtos brasileiros, além da classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas pelo Departamento de Estado dos EUA.

 

 

Lula deve ligar para Trump e abordar questão das tarifas, diz Durigan
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve telefonar ou enviar uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para falar sobre as tarifas impostas ao Brasil. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista ao podcast Warren Política publicada nesta segunda-feira (15).


Segundo o titular da pasta, o país continua em busca de diálogo com autoridades norte-americanas contra a ameaça de imposição de novas tarifas a produtos brasileiros. “Eu também já disse, estou à disposição para falar com o Scott Bessent [secretário do Tesouro dos EUA]”, afirmou Durigan.

 

Os dois líderes se encontrarão no encontro do G7, grupo das sete maiores economias do mundo, na França. O Brasil não integra o grupo de países-membros, mas participa como convidado. 

 

Na terça-feira (9), o ministro disse que “nos próximos dias” haveria um encontro virtual entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Jamieson Greer, o representante comercial dos Estados Unidos..

Lula embarca para o G7 na França em meio a tensões comerciais com os EUA
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (14) para Évian-les-Bains, na França, para participar da Cúpula do G7. A viagem do mandatário brasileiro foi antecipada devido à possibilidade de o presidente norte-americano, Donald Trump, comparecer apenas à abertura do evento, que ocorre na segunda-feira (15).

 

Apesar da expectativa de um novo encontro, o Palácio do Planalto optou por não formalizar um pedido de reunião bilateral com Trump. A avaliação do governo é de que não há justificativa ou necessidade política para uma agenda logo após o recente encontro entre os dois na Casa Branca. Diante disso, uma reunião oficial ainda é incerta, mas interlocutores não descartam um diálogo informal.

 

A relação diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos ficou mais delicada nos últimos meses. A classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelo governo dos EUA, a ameaça norte-americana de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e a cobrança de uma taxa de 12,5% sob alegações de falhas do Brasil no combate ao trabalho forçado são alguns dos motivos desse enfraquecimento da relação entre os dois países. Lula teria sinalizado que deseja entender melhor o alcance dessas medidas e avaliar se há margem para negociação para proteger o comércio bilateral.

 

Nos discursos previstos para o G7, Lula deve adotar uma postura estratégica, retomando uma pauta que tem defendido em fóruns anteriores: a ampliação da participação dos países emergentes nas discussões globais. Além de criticar medidas unilaterais e protecionistas, fazendo referência ao "tarifaço" dos Estados Unidos sem citar nominalmente o governo de Trump. O Brasil participará de sessões abertas aos países convidados. Na terça-feira, 16, o debate será sobre parcerias internacionais. Na quarta-feira, 17, a discussão terá como foco o crescimento econômico equilibrado.

Trump cancela ataques ao Irã e afirma ter acordo de paz encaminhado; Teerã nega aprovação de texto
Fotos ilustrativa: Reprodução / Casa Branca / I.A Gemini

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (11) o cancelamento de uma série de ataques militares contra o Irã que estavam programados para ocorrer esta noite. De acordo com o mandatário norte-americano, a decisão de recuo foi motivada por um suposto consenso alcançado por negociadores em relação aos "pontos finais" de um acordo para pôr fim às hostilidades no Oriente Médio.

 

Contudo, o governo de Teerã negou prontamente que qualquer termo tenha sido aprovado pelo país. Em pronunciamento no Salão Oval da Casa Branca, Trump demonstrou otimismo e declarou que um acordo definitivo pode ser assinado já no próximo fim de semana, possivelmente em solo europeu, com a presença do vice-presidente JD Vance.

 

As informações foram confirmadas pela TV Globo, Trump assegurou que o "memorando de entendimento" já havia sido aprovado pelas principais lideranças iranianas, incluindo o líder supremo. "É um ótimo acordo, pois o Irã jamais terá uma arma nuclear", afirmou.

 

Em contrapartida, minutos após a declaração do presidente americano, a agência estatal iraniana Fars publicou um desmentido oficial das autoridades de Teerã. "Nenhum texto para o memorando de entendimento inicial com os Estados Unidos foi aprovado", declarou a agência, sinalizando que as negociações ainda carecem de consenso mútuo.

Gustavo Gómez projeta gol contra Estados Unidos e brinca sobre presença de Trump: “Ele vai ficar triste”
Foto: Reprodução/Instagram (@gustavogomez462)

Capitão da seleção paraguaia e do Palmeiras, Gustavo Gómez demonstrou confiança para a estreia do Paraguai na Copa do Mundo. Em entrevista, o zagueiro afirmou que imagina marcar um gol diante dos Estados Unidos, adversário da equipe no primeiro compromisso do Mundial.

 

A partida está marcada para o dia 12 de junho, em Los Angeles, às 22h (horário de Brasília). Ao comentar suas expectativas para o confronto, o defensor descreveu uma cena que espera vivenciar durante o jogo e fez uma brincadeira envolvendo o presidente norte-americano, Donald Trump.

 

"Vai vir o escanteio, eu vou pular, vou cabecear, fazer o gol e comemorar. Visualizo isso. Não sei se o Donald Trump vai estar no jogo, mas acho que vai estar meio triste se nós ganharmos. É nessas coisas que começamos a pensar", disse Gustavo Gómez em entrevista à PodpahTV.

 

O Paraguai disputará sua nona edição de Copa do Mundo. A seleção esteve presente nos torneios de 1930, 1950, 1958, 1986, 1998, 2002, 2006, 2010 e volta a participar em 2026. O melhor desempenho da equipe ocorreu em 2010, quando alcançou as quartas de final.

 

Além dos Estados Unidos, os paraguaios terão pela frente Turquia e Austrália no Grupo D. Após a estreia, a equipe enfrentará os turcos no dia 20 de junho, à 1h (horário de Brasília), em Santa Clara. O encerramento da participação na fase de grupos será contra a Austrália, em 25 de junho, às 23h (horário de Brasília), também em Santa Clara.

Febraban rebate críticas dos EUA ao Pix e nega barreira à concorrência
Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

Após declarações do governo dos Estados Unidos contra o Pix, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o o sistema de pagamentos instantâneos. Em nota, a entidade afirmou que as conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) foram baseadas em informações incompletas sobre os objetivos e o funcionamento da plataforma.

 

A manifestação ocorre após a divulgação dos resultados de uma investigação comercial conduzida pelo órgão americano, que aponta o Pix como um dos fatores que poderiam dificultar a concorrência de empresas dos EUA no mercado brasileiro.

 

À Agência Brasil, a Febraban ressaltou que o Pix não tem fins comerciais e opera como uma infraestrutura de pagamentos criada para ampliar a competição entre instituições financeiras e aumentar a eficiência do sistema financeiro. A federação também rejeitou a alegação de que o Pix seja discriminatório. De acordo com a entidade, não existem barreiras para a entrada de novos participantes, independentemente do porte ou segmento de atuação.

 

A única exigência é que as empresas operem no mercado nacional, já que o sistema realiza transações em reais e foi desenvolvido para atender ao ambiente financeiro brasileiro.

 

A Febraban ressaltou ainda que o Pix funciona como uma plataforma aberta, disponível para todos os residentes do país, incluindo brasileiros e estrangeiros, tanto pessoas físicas quanto jurídicas. Outro ponto destacado é que as transferências são gratuitas entre pessoas físicas. No caso de empresas, podem existir cobranças, mas sem distinção entre companhias brasileiras e estrangeiras.

 


A entidade argumenta que o Pix tem contribuído para a inclusão financeira ao reduzir custos e ampliar o acesso aos meios digitais de pagamento. Segundo a federação, o sistema também trouxe ganhos de eficiência para empresas, facilitando processos de cobrança e recebimento, especialmente em operações de menor valor.

Trump indica aliado político para assumir embaixada dos EUA no Brasil
Reprodução / Facebook Daniel Perez?

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (1º) a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador norte-americano no Brasil. A escolha será submetida à análise do Senado dos Estados Unidos, responsável por confirmar ou rejeitar a nomeação. Caso seja aprovado, Perez assumirá oficialmente a representação diplomática em Brasília.

 

Com a indicação, os Estados Unidos retomam o processo de preenchimento do posto de embaixador no país. Desde a mudança de governo em Washington, a embaixada norte-americana no Brasil vinha sendo comandada por Gabriel Escobar, que exercia interinamente a chefia da missão diplomática.

 

Daniel Perez é integrante do Partido Republicano e atualmente preside a Câmara dos Representantes da Flórida. A indicação segue uma prática comum da diplomacia dos EUA, onde postos de embaixador podem ser ocupados por políticos, empresários ou pessoas de confiança do presidente. Diferentemente do modelo brasileiro, em que os embaixadores são, em regra, diplomatas de carreira vinculados ao Ministério das Relações Exteriores.

Deputado reage a homenagem a Trump e protocola moção de repúdio na AL-BA
Divulgação

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) protocolou na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) uma moção de repúdio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a decisão do governo norte-americano de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

 

A iniciativa ocorre dias depois de o deputado Leandro de Jesus (PL) apresentar uma moção de aplausos ao líder americano pela mesma medida. Para Robinson, a decisão dos Estados Unidos abre precedentes para interferências externas e representa uma ameaça à soberania brasileira.

 

No documento, o parlamentar afirma que o enfrentamento ao crime organizado deve permanecer sob responsabilidade das instituições nacionais. “O Brasil não pode aceitar qualquer tentativa de tutela estrangeira sobre suas instituições, suas leis e seu território”, declarou.

 

O petista também criticou a atuação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, os políticos Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, apontados como articuladores da pauta junto ao governo americano. Segundo ele, a cooperação internacional no combate ao crime deve ocorrer com respeito à autonomia dos países.

VÍDEO: Eduardo Bolsonaro publica vídeo feito por IA com Flávio e Trump tocando música no salão oval
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / CantaDireita

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) publicou, nesta quinta-feira (28), um vídeo gerado por inteligência artificial (IA) que mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) cantando ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tocando piano. Na simulação com tom de humor, o presidente Lula (PT) é retratado do lado de fora da residência oficial, observando a cena por meio da janela.

 

Confira o vídeo:

 

Essa postagem foi compartilhada com a legenda "Isso é IA? Is that AI?", em uma referência direta às especulações e memes que circularam na internet questionando a autenticidade das fotos do encontro real entre Flávio e Trump na Casa Branca.  

 

Momento em que Flávio anda pela Casa Branca:

 

COMO FOI A VISITA? 
A visita de fato ocorreu na última terça-feira (26), no Salão Oval, no entanto, estava fora da agenda oficial. De modo rápido, o pré-candidato visitou o gabinete da presidência norte-americana. Segundo a apuração da imprensa, Flávio passou 1h e 40min na Casa Branca, mas a reunião teria sido rápida. 

 

Foto divulgada de Flávio Bolsonaro | Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Diferentemente da versão alegada pelos Bolsonaro e reproduzida pelo blogueiro Paulo Figueredo, Flávio não foi recebido como "um chefe de Estado". Em uma foto que viralizou, ele exibiu uma moeda como símbolo de honra para a base bolsonarista, todavia o objeto é uma "challenge coin" destinada a visitas à Casa Branca.

 

Na coletiva de imprensa, Flávio descreveu o presente como um “gesto raro, reservado apenas a aliados de confiança”. Segundo ele, a entrega simboliza “o tipo de líder que Trump é e a relação construída” entre o bolsonarismo e o governo do presidente norte-americano.

 

Imagens da passagem do senador na Casa Branca | Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

O item em questão é uma challenge coin, espécie de moeda comemorativa semelhante a um medalhão, tradicionalmente utilizada entre militares e autoridades dos Estados Unidos. No meio militar, receber a peça representa reconhecimento, prestígio e pertencimento a um grupo seleto.

 

A honraria, no entanto, não é restrita a autoridades ou aliados políticos. Trump já entregou moedas semelhantes até mesmo a crianças que demonstraram apoio ao governo durante visitas à Casa Branca. Em janeiro deste ano, por exemplo, um menino de 6 anos recebeu o objeto após explicar ao presidente o processo correto de pasteurização do leite.

 

O símbolo também costuma ser distribuído por Trump a crianças durante partidas oficiais da NFL, como forma de interação e reconhecimento público.

 

REPERCUSSÃO NAS REDES
Na música interpretada pelos avatares digitais, Trump refere-se a Flávio como "meu amigo" e canta o verso "Eu sei que você está com ciúmes da nossa química". Em outro trecho, a canção menciona que tentam "tirá-lo da corrida" e "trancá-lo em uma cela", em uma clara alusão às investigações judiciais enfrentadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

A peça audiovisual busca reforçar o discurso de proximidade e alinhamento político entre o governo norte-americano e a família Bolsonaro. Essa publicação de Eduardo Bolsonaro é uma reação à forte repercussão que o encontro presencial gerou nas redes sociais ao longo da semana.

 

Também participaram o economista Paulo Figueiredo e o próprio Eduardo, que dividiram opiniões e motivaram publicações de parlamentares da base governista e da oposição. Vale lembrar que as postagens são na mesma semana em que o portal The Intercept Brasil revelou a casa de R$ 6 milhões do ex-deputado cassado no estado do Texas.

 

Fotos: Reprodução / Agência Brasil / The Intercept Brasil

 

Os comentários na internet concentraram-se em duas vertentes principais: suspeitas infundadas de que as imagens do encontro teriam sido forjadas digitalmente e tentativas de associar a imagem do senador Flávio Bolsonaro à recente crise envolvendo o Banco Master.

 

Lula relata conversa com Trump e diz que guerra entre os dois é “na narrativa”
Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou nesta sexta-feira (22) detalhes de uma conversa recente que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Lula afirmou que defendeu uma relação diplomática baseada no diálogo e criticou a postura norte-americana em relação à América Latina.

 

Segundo o petista, ele afirmou a Trump que não pretende entrar em confronto militar com os Estados Unidos e que a disputa entre os dois países deve acontecer no campo político e ideológico. “Eu falei pro Trump: ‘Não adianta você ficar dizendo que tem navio de guerra, que tem avião de guerra. Eu não quero fazer guerra com você! A minha guerra com você é na narrativa. Eu quero provar que você tá errado e que eu tô certo’”, declarou Lula.

 

O presidente brasileiro também comentou, em tom descontraído, sobre a idade avançada dos dois líderes. Lula disse que costuma registrar formalmente os encontros que tem com Trump após as conversas. “Dizem que, quando as pessoas têm 80 anos, têm facilidade de esquecer”, brincou o presidente.

 

ASSISTA:

Lula diz que Donald Trump deveria investir em terras-raras no Brasil: “Não temos veto a ninguém”
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender, nesta segunda-feira (18), o controle brasileiro sobre as terras-raras do país, mas afirmou que o Brasil está aberto a investimentos estrangeiros no setor. A declaração foi dada durante evento em Campinas, no interior de São Paulo, duas semanas após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

“A gente faz com que o Trump pare de brigar com o Xi Jinping e venha se associar a nós, para que a gente possa explorar aqui. Nós não temos veto a ninguém, nós não temos preferência por ninguém. Aqui pode vir chinês, pode vir alemão, pode vir francês, pode vir japonês, pode vir americano, pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania”, afirmou Lula.

 

A fala marca uma diferença em relação a declarações anteriores do presidente sobre o tema. Em março, durante reunião da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo Celac-África, realizada na Colômbia, Lula defendeu as reservas brasileiras de terras-raras diante do interesse de países ricos.

 

Na ocasião, o presidente afirmou que países como o Brasil já foram colonizados, conquistaram soberania e não poderiam voltar a ocupar apenas o papel de exportadores de matérias-primas.

 

As chamadas terras-raras são um grupo de 17 elementos químicos usados na fabricação de baterias, turbinas eólicas, semicondutores, equipamentos eletrônicos e tecnologias militares. Apesar do nome, esses minerais não são necessariamente escassos, mas a extração e o processamento são considerados complexos, caros e ambientalmente sensíveis.

Trump afirma que “tempo está se esgotando” para o Irã e faz novas ameaças em rede social
Foto: Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (17) que o “tempo está se esgotando” para o Irã, em publicação na rede social Truth Social. O republicano advertiu que é “melhor eles se mexerem rápido, ou não sobrará nada deles”, em referência ao governo iraniano.

 

A declaração ocorre dias após encontros diplomáticos envolvendo o ex-presidente norte-americano e o líder chinês Xi Jinping, nos quais, segundo a Casa Branca, foram discutidas tensões no Oriente Médio e a posição de que o Irã não deve desenvolver armas nucleares.

 

Trump também voltou a fazer críticas ao governo iraniano em meio ao cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, afirmando que a trégua é “incrivelmente frágil”. Em falas recentes, ele já afirmou que não será “muito mais paciente” com as autoridades do país.

 

O ex-presidente voltou a defender o plano norte-americano para a região, dizendo que impedir o Irã de obter armas nucleares é essencial para evitar uma escalada de conflitos no Oriente Médio. Segundo ele, caso isso ocorra, haveria risco de expansão da guerra para outras regiões.

 

A Casa Branca também afirmou que Estados Unidos e China concordaram sobre a necessidade de manter abertas rotas marítimas estratégicas por onde circula parte significativa do petróleo e gás consumidos no mundo. 

Trump volta a sugerir anexação da Venezuela aos EUA
Abe McNatt/White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender a ideia de transformar a Venezuela no “51º estado” norte-americano. Nesta terça-feira (12), Trump publicou na rede Truth Social uma imagem do território venezuelano com as cores da bandeira dos EUA e a frase “51st State”. 

 

Um dia antes, o republicano já havia afirmado à Fox News que considerava “seriamente” anexar a Venezuela aos Estados Unidos. A declaração foi rebatida pela presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, que afirmou que o país “nunca” aceitará essa possibilidade e reforçou a defesa da soberania venezuelana.

 

VEJA:

Tribunal dos EUA mantém tarifa global de Trump enquanto disputa judicial continua
Patrick B. Ruddy/White House

Um tribunal de apelações dos Estados Unidos decidiu nesta terça-feira (12) manter temporariamente em vigor a tarifa global de 10% aplicada pelo governo do presidente Donald Trump sobre produtos importados. A medida suspende uma decisão anterior da Corte de Comércio Internacional dos EUA, que havia considerado ilegal o aumento das tarifas imposto pela administração Trump com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.

 

Com isso, as taxas seguem valendo, inclusive para três importadores que tinham conseguido na Justiça a suspensão da cobrança. Na semana passada, a corte comercial entendeu, por dois votos a um, que o presidente não possuía autoridade legal para aplicar tarifas amplas utilizando esse mecanismo da legislação americana. Apesar da decisão, os efeitos beneficiavam apenas os autores da ação, entre eles duas pequenas empresas e o estado de Washington.

 

Após a derrota judicial, o governo recorreu. O tribunal de apelações, então, decidiu congelar temporariamente a decisão da instância inferior até que o caso seja analisado definitivamente. A tarifa de 10% foi criada em fevereiro, depois que a Suprema Corte dos EUA limitou o uso de uma lei de emergência nacional de 1977 para justificar aumentos tarifários amplos. Na ocasião, os ministros entenderam que apenas o Congresso pode autorizar tarifas globais dessa natureza.

 

Desde então, o governo Trump passou a usar a Seção 122 da Lei de Comércio como base legal para manter o chamado “tarifaço”, argumentando que a medida é necessária para enfrentar desequilíbrios comerciais do país. As tarifas têm prazo temporário e devem expirar em 24 de julho, caso não sejam prorrogadas pelo Congresso americano.

Lula elogia reunião com Trump e brinca: “é melhor ele rindo do que de cara feia”
Foto: Reprodução / CanalGov

Após uma reunião bilateral de três horas na Casa Branca, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cinco de seus ministros concederam uma coletiva de imprensa na embaixada brasileira na tarde desta quinta-feira (7). “Vocês viram na fotografia o presidente Trump rindo? É sempre melhor ele rindo do que de cara feia”, brinca Lula.

 

Em tom elogioso ao encontro com Donald Trump, Lula afirmou que a visita representa um marco diplomático. "Saímos com um passo importante da consolidação histórica entre Brasil e Estados Unidos. As duas maiores democracias deste continente devem servir como exemplo para o mundo", declarou o presidente na abertura da coletiva.

 

Durante seu discurso, Lula reconheceu a sólida parceria comercial construída entre os dois países ao longo do século XX, mas observou que essa relação foi subestimada diante da ascensão da China.

 

O presidente fez uma análise crítica sobre o papel das potências ocidentais na região, afirmando que "tanto os EUA quanto a União Europeia deixaram de olhar para a América Latina e para a África".

 

Em uma defesa enfática do multilateralismo, Lula não poupou uma alfinetada direta. O mandatário brasileiro questionou o foco militarista nas relações internacionais, afirmando que "os Estados Unidos combatem as drogas com bases militares em outros países".

 

O anúncio oficial, realizado logo após a saída da comitiva da sede do governo americano, também detalhou os pontos técnicos da reunião. O ponto central da coletiva ministerial foi a exploração e o processamento de minerais críticos, conhecidos como terras raras. 

 

Confira a coletiva abaixo:

Trump classifica reunião com Lula como “muito boa” e sinaliza novos encontros
Foto: Ricardo Stuckert / Gabinete da Presidência da República

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais na tarde desta quinta-feira (7) para elogiar o encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trump descreveu a reunião, que durou cerca de três horas, como produtiva e chamou o mandatário brasileiro de “muito dinâmico”.

 

Em publicação na plataforma Truth Social, Trump detalhou os principais tópicos da agenda bilateral. Em tradução: “Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”, afirmou o presidente americano.

 

Confira a postagem abaixo:

 

O presidente dos Estados Unidos da América ainda acrescentou que representantes de ambos os países devem se reunir em breve para tratar de pontos-chave e que novos encontros entre os líderes serão marcados nos próximos meses. Apesar de o líder brasileiro sair elogiado, ambos os líderes não seguiram o protocolo e cancelaram coletiva de imprensa. 

 

Por sua vez, ainda nas redes sociais, Lula também classifica a reunião como produtiva:

Trump e Lula cancelam entrevista coletiva conjunta na Casa Branca
Foto: Reprodução / Casa Branca

Os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Luiz Inácio Lula da Silva cancelaram a entrevista coletiva conjunta que estava prevista para ocorrer na tarde desta quinta-feira (7), na Casa Branca. A informação foi confirmada pela equipe de reportagem da TV Globo que acompanha a visita oficial em Washington.

 

A reunião bilateral entre os dois líderes teve uma duração aproximada de três horas. Até o momento, a Casa Branca não emitiu um comunicado oficial confirmando o cancelamento da conversa com os jornalistas, mas assessores da Presidência da República informaram que Lula já deixou a sede do governo americano.

 

Veja postagem da chegada do Lula na Casa Branca:

 

O presidente brasileiro seguiu em direção à Embaixada do Brasil em Washington. A expectativa é que o mandatário preste declarações à imprensa e faça um balanço dos temas discutidos no encontro diretamente da representação diplomática brasileira.

Joesley Batista intermediou encontro entre Lula e Trump, afirma agência
Fotos: Reprodução / PR / Agência Brasil

O empresário Joesley Batista, um dos proprietários da JBS, atuou como intermediário na articulação da reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, programada para as 12h desta quinta-feira (07), na Casa Branca. 

 

A informação foi divulgada pela agência Reuters e confirmada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que reportou o desembarque do empresário na capital americana na última quarta-feira.

 

Embora Joesley Batista não componha a comitiva oficial do governo brasileiro, dados de rastreamento da plataforma FlightAware indicam que um jato da J&F, controladora da JBS, voou do Colorado para Washington na véspera do encontro. 

 

Esta não é a primeira vez que o empresário exerce papel diplomático informal; em outubro do ano passado, ele foi um dos articuladores da primeira reunião entre os dois mandatários após a implementação de tarifas comerciais, ocorrida na Malásia.

 


A atuação de Batista evidencia a influência de grandes líderes empresariais na agenda da administração Trump. Atualmente, o brasileiro é considerado um dos empresários mais próximos do presidente americano. 

 

Prova disso seria a Pilgrim’s Pride, empresa de processamento de aves sediada nos EUA e controlada pela JBS, que realizou uma doação de US$ 5 milhões ao comitê de posse de Trump em 2025, configurando-se como a maior contribuição individual registrada.

 

O histórico recente do empresário também inclui movimentações na América Latina. Segundo a Reuters, a mesma aeronave utilizada para a viagem a Washington esteve na Venezuela no fim do ano passado, em um contexto de tentativas de negociação para a saída de Nicolás Maduro do poder.

Câmara aprova marco legal da exploração de minerais críticos na véspera do encontro entre Lula e Donald Trump
Foto: Reprodução Redes Sociais

Na véspera do encontro que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá na Casa Branca, em Washington, com o líder norte-americano Donald Trump, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria, no país, o Marco Legal dos Minerais Críticos. O projeto foi aprovado de forma simbólica na sessão desta quarta-feira (6) e agora segue para ser apreciado pelo Senado.

 

O tema dos minerais críticos e as terras raras deve ser um dos pontos fortes da conversa entre Lula e Trump nesta quinta-feira (7). O governo brasileiro tenta aproveitar o interesse global crescente por minerais usados em baterias, chips, carros elétricos e datacenters para ampliar o peso do Brasil na nova geopolítica da energia e da tecnologia.  

 

A proposta analisada na Câmara, o PL 2780/2024, cria um marco legal para minerais como lítio, cobalto, nióbio, grafite e terras raras. Entre os minerais abrangidos estão matérias-primas usadas na fabricação de:

 

  • Smartphones
  • Carros elétricos
  • Baterias
  • Equipamentos eletrônicos
  • Sistemas militares

 

O projeto foi relatado pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que antes da votação fez novas mudanças no seu parecer, retirando do marco legal a menção à “anuência prévia” de Conselho Ministerial para a eventual mudança de controle societário de empresa titular de direitos minerários neste segmento. 

 

De acordo com o texto, o colegiado terá o condão “homologar” tal operação. Ou seja, validar um ato já realizado. A mudança foi justificada sob o risco de litígio comercial. 

 

O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) proporá políticas e ações públicas com vistas ao desenvolvimento da cadeia produtiva dos minerais críticos e minerais estratégicos no país. Haverá 15 representantes de órgãos do Poder Executivo. Haverá ainda representante dos Estados e do Distrito Federal, representante dos Municípios e do setor privado.

 

Pelo projeto, o Conselho Nacional, vinculado à Presidência da República, irá gerir os recursos e será responsável por aprovar projetos alinhados a essa política, além de monitorar transferências e mudanças de controle acionário no setor. Caberá ao conselho homologar contratos, acordos ou parcerias internacionais que envolvam o fornecimento desses minerais.

 

Com a criação do Conselho, o deputado Arnaldo Jardim atendeu a um pedido do governo federal, o que gerou discordâncias nos bastidores. Por um lado, o governo quis garantir um papel do Estado de gerenciar a atividade nas reservas brasileiras, sob a justificativa da soberania nacional. Já as empresas criticaram a intervenção estatal e a falta de critérios para embasar a decisão do Conselho de eventualmente barrar decisões empresariais.

 

“O Brasil não pode ser mero exportador de commodities minerais, deve ter estratégia política, determinação de agregar valor,fazer o seu beneficiamento,fazer a transformação e usar isso, que é um atributo nosso, geológico, como um instrumento claro de desenvolvimento”, disse o relator ao defender as mudanças no texto. 

 

Após a aprovação do projeto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a construção de um consenso sobre o texto e o diálogo entre os partidos que permitiu o avanço sobre o tema que, para ele, é de interesse mundial. 

 

“Trata-se de um assunto que está para o futuro assim como o petróleo, há alguns anos, esteve para o desenvolvimento de diversos países importantes, porque não há tecnologia sem a exploração das terras raras e dos minerais críticos”, disse Motta.

 

O texto aprovado pela Câmara prevê R$ 5 bilhões em créditos fiscais entre 2030 e 2034 para estimular a cadeia de minerais críticos no país. O benefício é limitado a até 20% dos investimentos e condicionado a processos concorrenciais para a produção de insumos estratégicos. O projeto também autoriza a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), voltado a viabilizar o financiamento de projetos no setor.

 

A proposta prevê ainda outros incentivos, como a emissão de debêntures incentivadas e de infraestrutura para financiar projetos de beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana. O relatório aprovado de forma simbólica inclui atividades no escopo do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), ampliando os benefícios fiscais para obras em setores como transporte, portos, energia, saneamento e irrigação, além da cadeia de minerais críticos e estratégicos.

 

Para viabilizar os incentivos fiscais, o governo vai propor ao Congresso uma mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que veda neste ano a concessão de novos incentivos fiscais ou a prorrogação de benefícios existentes e a criação de fundos para financiamento de políticas públicas.
 

Lula embarca para os EUA e terá reunião com Trump na Casa Branca
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou no início da tarde desta quarta-feira (6) para os Estados Unidos, onde se reunirá com o presidente Donald Trump. Lula deixou Brasília às 13h35 com destino a Washington, onde será recebido por Trump na Casa Branca nesta quinta-feira (7).

 

O presidente brasileiro está acompanhado dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também integra a comitiva.

 

Entre os temas previstos para discussão estão tarifas sobre exportações brasileiras, a política externa dos EUA em relação ao Irã, o combate ao crime organizado na América Latina e a exploração de minerais críticos.

 

Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a tarifa de 50% imposta por Trump sobre produtos brasileiros. Dias depois, o presidente norte-americano afirmou que seu governo mantém investigações sobre Brasil e China por supostas práticas comerciais desleais.

 

Outro ponto sensível da agenda é a possibilidade de os EUA classificarem facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Autoridades brasileiras avaliam que a medida pode gerar impactos sobre a soberania nacional.

 

Em março, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que considera as facções criminosas brasileiras uma ameaça relevante à segurança regional.

Imagens mostram suspeito fazendo selfies com armas antes de ataque em jantar com Trump
Foto: Departamento de Justiça dos Estados Unidos

Imagens divulgadas pelo governo dos Estados Unidos nesta quarta-feira (29) mostram Cole Tomas Allen fazendo selfies com armas em um quarto de hotel momentos antes de um ataque durante um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, evento que contou com a presença do presidente Donald Trump no último fim de semana.

 

As fotos e outros detalhes da atuação do suspeito foram incluídos em um memorando apresentado por promotores, que defendem a manutenção da prisão preventiva até o julgamento. Allen, de 33 anos, declarou-se inocente das acusações, incluindo tentativa de assassinato do presidente e outros crimes.

 

Nas imagens, o suspeito aparece em frente a um espelho, em seu quarto de hotel, com várias armas ao redor do corpo, incluindo uma faca e uma bolsa com munição. Segundo a acusação, ele portava uma pistola semiautomática, uma espingarda e três facas ao passar por um posto de segurança no evento.

 

O documento afirma ainda que, cerca de 30 minutos após registrar as imagens, Allen acessou diversos sites em busca de transmissões ao vivo do jantar e de informações sobre a presença do presidente. Em seguida, dirigiu-se ao salão onde ocorria o evento.

 

De acordo com o memorando, o suspeito passou correndo por um detector de metais enquanto carregava a espingarda.

 

Os promotores argumentam que ele deve permanecer preso antes do julgamento, classificando suas ações como “premeditadas, violentas e calculadas para causar a morte”.

Saiba quem é o suspeito de ataque durante jantar de Trump; presidente fala em "Lobo Solitário"
Foto: Reprodução/Truth Social

O professor Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi apontado como suspeito de efetuar disparos que interromperam um jantar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com jornalistas na noite de sábado (25). O líder norte-americano foi retirado do local por agentes de segurança.

 

De acordo com informações disponíveis em seu perfil profissional, Allen é morador da Califórnia, possui formação em engenharia mecânica e atuava como professor particular para estudantes que se preparam para ingressar na universidade.

 

Após o incidente, Trump afirmou, em entrevista na Casa Branca, que o suspeito foi detido pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos e classificou o caso como uma ação isolada.

 

“Uma pessoa doente”, declarou o presidente, acrescentando que o autor teria agido sozinho. “Um lobo solitário”, descreveu.

Petistas avaliam impacto de eventual apoio de Trump a Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) avaliam, nos bastidores, que uma eventual declaração de apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026 poderia ter reflexos no cenário político brasileiro.

 

De acordo com relatos atribuídos a lideranças petistas, a possibilidade é vista como um elemento que poderia ser explorado politicamente durante a campanha. A avaliação é de que um eventual posicionamento público de Trump teria potencial de influenciar o debate eleitoral.

 

Ainda segundo essas lideranças, a estratégia seria associar o apoio internacional ao discurso de soberania nacional, além de reforçar críticas ao adversário no contexto da disputa presidencial.

 

As informações são do Metrópoles.

VÍDEO: Tiros em hotel nos EUA levam retirada de Donald Trump de jantar com jornalistas em Washington
Foto: Reprodução / Globo News

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas de um jantar com jornalistas na noite de sábado (25), após disparos de arma de fogo serem ouvidos em um hotel em Washington, D.C..

 

 

O evento anual, que reúne profissionais que cobrem a Casa Branca, ocorreu em um hotel próximo à sede do governo norte-americano e contou com a presença de mais de 2 mil convidados, entre jornalistas e autoridades.

 

De acordo com informações das autoridades locais, um homem foi detido por agentes do Serviço Secreto. A polícia de Washington informou que o suspeito tentou invadir o salão onde Trump estava e portava uma espingarda, uma pistola e facas.

 

Imagens divulgadas pelo próprio presidente mostram o momento em que o homem corre em direção à área restrita na tentativa de ultrapassar o esquema de segurança. Durante a ação, houve troca de tiros, e um agente foi atingido, mas não sofreu ferimentos graves por estar utilizando colete à prova de balas.

Trump cancela envio de negociadores ao Paquistão para reunião com Irã
Foto: Reprodução / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou neste sábado (25) o envio de negociadores norte-americanos a Islamabad, no Paquistão, onde ocorreria a segunda rodada de negociações com representantes do Irã sobre a guerra no Oriente Médio.

 

Segundo publicação de Trump na rede Truth Social, a decisão foi motivada por divergências internas na liderança iraniana e pela recusa de autoridades do país em dialogar diretamente com os enviados dos EUA. “Eu acabei de cancelar a viagem de meus representantes a Islamabad para se encontrar com os iranianos”, escreveu.

 

A Casa Branca havia informado anteriormente que os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner embarcariam para o Paquistão, onde se reuniriam com o chanceler iraniano, Abbas Aragchi.

 

Aragchi esteve em Islamabad, mas não se reuniu com representantes norte-americanos. Segundo agências internacionais, o chanceler iraniano entregou as exigências de Teerã a mediadores paquistaneses e deixou o encontro sem diálogo direto com os EUA.

 

Após o cancelamento, Aragchi afirmou que a visita foi “frutífera” e questionou a disposição dos Estados Unidos para avançar nas negociações. “Ainda temos de ver se os EUA são sérios em relação à sua diplomacia”, disse.

 

A decisão ocorre um dia após Trump afirmar que havia confiança em avanços nas tratativas. O impasse interrompe a continuidade das negociações iniciadas há três semanas, quando representantes se reuniram presencialmente.

Caso Ramagem: PF aplica reciprocidade e retira credenciais de agente do governo Trump que atua no Brasil
Foto: arquivo Agência Brasil

Alegando atuar de forma recíproca ao governo norte-americano, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, retirou, nesta quarta-feira (22), as credenciais de um policial de imigração dos Estados Unidos do sistema da corporação. A medida foi tomada como reação à retirada de credenciais do delegado brasileiro Marco Ivo de Carvalho, envolvido na detenção do ex-deputado federal Alexandre Ramagem. 

 

Em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, o diretor-geral da Polícia Federal explicou que o delegado Marcelo Ivo de Carvalho estava em missão nos Estados Unidos e teve as suas credenciais retiradas do sistema norte-americano. O diretor-geral da PF negou que o agente tenha sido expulso e disse que ele mesmo ordenou o retorno ao Brasil.

 

“Ao chegar ao trabalho, ele teve a credencial de acesso ao sistema negada. Portanto, eu entendi que seria mais prudente mandá-lo voltar ao Brasil. Ele permanece creditado junto à agência nos Estados Unidos, a missão dele permanece em vigor, mas ele está aqui, no Brasil, para a gente poder compreender, inclusive de maneira formal, esse processo”, disse Andrei Rodrigues.

 

Em nota divulgada nesta tarde, o Itamaraty informou que comunicou ao representante da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil a aplicação do princípio da reciprocidade diante da decisão norte-americana sobre o delegado brasileiro. 

 

“[A medida] não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso, como [estabelece] o parágrafo 7.3 do memorando de entendimento bilateral que regula essa modalidade de cooperação policial”, disse o Itamaraty. 

 

Segundo a pasta, “o agente brasileiro atuava com base em memorando de entendimento firmado entre os dois governos sobre a facilitação do intercâmbio de oficiais de ligação na área de segurança”.

 

O Itamaraty afirmou ainda na nota oficial que “os termos da aplicação da reciprocidade foram também transmitidos verbalmente à representante da embaixada, e envolvem a interrupção imediata do exercício de funções oficiais de representante norte-americano de área homóloga em território brasileiro”.

 

Na última segunda (20), o Departamento de Estado do governo Donald Trump confirmou que o delegado Marcelo Ivo de Carvalho foi convidado a deixar o país. O agente brasileiro era oficial de ligação da PF com o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês).

 

“Nenhum estrangeiro tem o direito de manipular nosso sistema de imigração para, simultaneamente, contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, solicitamos que a autoridade brasileira em questão deixe o nosso país por tentar fazer exatamente isso”, informou o órgão norte-americano.
 

Papa rebate Trump após críticas: "Não tenho medo do governo"
Foto: Reprodução/Youtube

O papa Leão XIV respondeu aos ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o classificou como “fraco”. O pontífice afirmou não temer o governo norte-americano nesta segunda-feira (13).

 

Em conversa com jornalistas, o líder da Igreja Católica negou qualquer tipo de atuação política e assegurou que continuará atuando pela paz na região. A declaração acontece após comentários do presidente em sua rede social, Truth Social.


"Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, que acredito ser o que estou aqui para fazer", disse.


O papa ainda declarou que a mensagem cristã sofre distorções e o Evangelho é usado de forma indevida por algumas pessoas. Ele também alertou para o sofrimento global e a morte de inocentes.

Irã recusa proposta de reabertura do Estreito de Ormuz
Foto: Reprodução

O Irã rejeitou nesta segunda-feira (6) uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um cessar-fogo temporário. Segundo Teerã, os Estados Unidos não demonstram disposição para negociar uma trégua permanente.

 

A posição iraniana foi divulgada poucas horas após um ataque aéreo atribuído a Israel matar Majid Khademi, comandante da inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica. A morte foi confirmada pelo próprio grupo, que responsabilizou o que chamou de “inimigo americano-sionista”.

 

A tensão aumentou após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou ordenar ataques contra infraestruturas iranianas, como usinas e pontes, caso o estreito não seja reaberto.

 

O republicano havia estabelecido um prazo até a noite desta segunda-feira, mas depois adiou o ultimato para terça-feira (7).

Trump anuncia resgate de segundo piloto abatido no Irã e chama operação de “audaciosa”
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (5) o resgate do segundo piloto de um caça F-15E abatido no Irã, classificando a operação como uma das “mais audaciosas da história” do país.

 

Segundo o republicano, o militar estava em território iraniano após a aeronave ser derrubada no sudoeste do país. Autoridades iranianas reivindicaram o abate e teriam oferecido recompensa pela captura do piloto.

 

De acordo com relatos, os dois ocupantes do caça conseguiram se ejetar antes da queda. O primeiro piloto já havia sido resgatado anteriormente pelas forças americanas.

 

A operação para recuperar o segundo militar envolveu forças especiais e dezenas de aeronaves, em uma ação descrita como uma corrida contra o tempo em meio à presença de tropas iranianas na região. Houve troca de tiros durante a missão.

 

 

Em publicação na rede Truth Social, Trump celebrou o resgate. “Nós o pegamos! As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais audaciosas da história do nosso país”, escreveu.

 

“Tenho o prazer de informar que ele está agora são e salvo”, acrescentou o presidente.

 

Trump volta a ameaçar Irã e promete ofensiva se Estreito de Ormuz não for aberto
Foto: White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (4), que caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto ou o país não aceite negociar nas próximas 48 horas, “o inferno reinará” sobre a nação iraniana.

 

Trump também mencionou um prazo anterior de dez dias dado ao Irã, afirmando que o tempo está perto do fim. Apesar disso, o governo iraniano nega ter concordado com qualquer tipo de negociação com os norte-americanos.

 

“Lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para fazer um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz? O tempo está se esgotando - 48 horas antes que o inferno reine sobre eles”, escreveu o presidente.

 

O conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã, já dura mais de um mês e segue sem perspectiva de resolução. E o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, permanece fechado desde o início da guerra.

 

Em outro momento, Trump chegou a afirmar que o “novo regime” iraniano seria mais razoável que o anterior e indicou a existência de negociações diplomáticas. Ainda assim, manteve o tom de ameaça, mencionando possíveis ataques a pontos estratégicos do país.

 

Por sua vez, o Irã acusa os Estados Unidos de planejarem uma ofensiva terrestre de forma reservada, enquanto publicamente sinalizam disposição para o diálogo.

Trump diz que pode disputar eleição na Venezuela, mas Constituição proíbe candidatura de estrangeiros
Foto: The Official White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (26) que poderia disputar uma eleição presidencial na Venezuela contra a presidente interina, Delcy Rodríguez. Segundo ele, a população do país votaria em seu nome.

 

“Depois da presidência, posso ir para a Venezuela e me candidatar à presidência contra Delcy. É uma opção. Eles gostam de mim na Venezuela”, disse Trump a jornalistas.

 

A Constituição da Venezuela, porém, impede que estrangeiros ocupem o cargo. O artigo 227 estabelece que é necessário ser venezuelano nato e não possuir outra nacionalidade para assumir a Presidência.

 

O republicano afirmou ainda que seu governo teve sucesso ao intervir no setor de petróleo venezuelano e disse considerar medidas semelhantes em relação ao Irã.

Governo Trump processa Harvard por suposta discriminação contra judeus e israelenses
Foto: The Official White House

O governo do presidente Donald Trump entrou com uma ação judicial contra a Universidade Harvard nesta sexta-feira, alegando que a instituição violou direitos civis de judeus e israelenses. A medida representa uma escalada no conflito entre a Casa Branca e uma das universidades mais prestigiadas do mundo.

 

A ação foi apresentada em um tribunal distrital federal em Boston, após meses de investigação e tentativas do governo de firmar um acordo com a universidade. O embate já dura cerca de um ano e faz parte de uma ofensiva mais ampla da administração para reformular o ensino superior no país.

 

No processo, o governo afirma que Harvard “fez vista grossa ao antissemitismo e à discriminação contra judeus e israelenses”. Segundo a acusação, a universidade teria adotado políticas rígidas contra outras formas de preconceito, mas permitido que manifestações anti-Israel ocorressem “com impunidade” após o início da guerra em Gaza, em 2023.

 

“Em vez de prender os estudantes ou mesmo interromper a ocupação em tempo hábil, em violação à política da universidade, Harvard os alimentou”, diz o processo, que também menciona apoio de membros do corpo docente aos manifestantes.

 

A administração ainda sustenta que a instituição falhou em proteger estudantes judeus e israelenses de situações de assédio, incluindo agressões, perseguição e exclusão de espaços acadêmicos. Parte desses episódios, no entanto, é contestada.

 

“Os Estados Unidos não podem e não irão tolerar essas falhas e movem esta ação para obrigar Harvard a cumprir o Título VI e recuperar bilhões de dólares em subsídios pagos pelos contribuintes a uma instituição discriminatória”, afirma o texto da ação.

Lionel Messi deve encontrar Donald Trump em evento na Casa Branca

O atacante Lionel Messi deverá participar nesta quinta-feira (5) de um evento na Casa Branca ao lado do elenco do Inter Miami CF. A presença do jogador argentino foi confirmada pelo governo dos Estados Unidos e marcará o primeiro encontro do atleta com o presidente Donald Trump.

 

A visita ocorre após a conquista do título da Major League Soccer (MLS) na última temporada. A equipe da Flórida levantou o troféu pela primeira vez na história da competição.

 

Messi também é esperado como uma das principais atrações da próxima Copa do Mundo FIFA de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Em 2022, o camisa 10 liderou a Seleção Argentina de Futebol na conquista do tricampeonato mundial durante a Copa do Mundo FIFA de 2022, disputada no Catar.

 

Atualmente com 38 anos, o jogador completará 39 durante o torneio. A decisão do Mundial está prevista para 19 de julho e será realizada no MetLife Stadium, em East Rutherford, no estado de Nova Jersey.

Trump diz que vai 'se envolver' na escolha do novo líder supremo do Irã
Foto: Reprodução

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (5) que "precisa se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder supremo do Irã". 

 

Em entrevista ao site americano Axios, Trump apontou Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como o sucessor mais provável, mas considera o resultado inaceitável.

 

Karoline Leavitt, a porta-voz da Casa Branca, revelou que relatos recebidos pelos EUA indicavam que o nome do filho do ex-líder supremo era apontado como o principal candidato ao cargo.

 

Segundo o portal G1, Trump ainda declarou que se recusa a aceitar um líder iraniano que siga a política de Khamenei. Para ele, esse cenário o forçaria a voltar às disputas em cinco anos.

Departamento de Justiça dos EUA removeu arquivos sobre acusação de abuso envolvendo Trump no caso Epstein, diz site
Foto: Reprodução / BBC

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos manteve sob sigilo parte de arquivos relacionados ao caso de Jeffrey Epstein que mencionam o presidente Donald Trump. Além disso, o órgão removeu do banco de dados público alguns documentos nos quais o chefe da Casa Branca é citado.

 

O material está vinculado às acusações contra Epstein, financista norte-americano que morreu na prisão, em 2019, antes de responder judicialmente às denúncias de crimes sexuais envolvendo menores de idade. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (24) pela NPR (National Public Radio), organização pública de radiodifusão com sede em Washington.

 

Segundo a NPR, dezenas de páginas foram catalogadas pelo Departamento de Justiça, mas não disponibilizadas ao público. No fim de janeiro, uma nova leva de documentos foi liberada, porém parte do material permaneceu indisponível. Entre os arquivos não acessíveis estaria um documento com mais de 50 páginas contendo entrevistas do FBI e anotações de conversas com uma mulher que acusou Trump de abuso sexual décadas atrás, quando ela era menor de idade.

 

De acordo com a reportagem, o Departamento de Justiça se recusou a comentar o conteúdo dos arquivos e os motivos para a não divulgação.

 

Ainda segundo a NPR, documentos relacionados a uma mulher que foi testemunha-chave no julgamento criminal de Ghislaine Maxwell teriam sido temporariamente retirados do ar após a divulgação em janeiro. Eles voltaram a ficar disponíveis na semana passada, mas parte do conteúdo segue ocultada.

Trump eleva tarifa global de 10% para 15% após decisão da Suprema Corte
Foto: The Official White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado que elevará de 10% para 15% a tarifa global sobre produtos estrangeiros. A decisão ocorre após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegal o mecanismo utilizado por ele para aplicar as taxas.

 

“Eu, como presidente dos Estados Unidos da América, estarei, com efeito imediato, elevando a Tarifa Mundial de 10% sobre países, muitos dos quais vêm ‘explorando’ os EUA há décadas, sem retaliação (até eu chegar!), para o nível de 15%, totalmente permitido e legalmente testado”, escreveu Trump nas redes sociais.

 

Horas antes, na sexta-feira, após a decisão da Suprema Corte, o presidente havia anunciado uma tarifa global de 10% sobre produtos importados, como forma de manter sua agenda comercial.

 

Segundo comunicado da Casa Branca, a taxa anunciada na sexta estava prevista para entrar em vigor em 24 de fevereiro, às 0h01 (horário de Washington). Na publicação deste sábado, Trump não detalhou quando passará a valer o novo percentual de 15%.

Bad Bunny faz história com show no intervalo do Super Bowl e recebe crítica de Trump: "Terrível"
Foto: Apple TV+

O porto-riquenho Bad Bunny fez história ao se apresentar no intervalo do Super Bowl no último domingo (8). O artista, o mais ouvido do Spotify em todo o mundo em 2025, foi assistido por cerca de 135 milhões de pessoas nos Estados Unidos, levando toda latinidade existente para o Levi's Stadium em Santa Clara, Califórnia.

 

Com um forte discurso contrário a política de Donald Trump, Bad Bunny levou para o "palco" artistas latinos Pedro Pascal, Becky G, Cardi B, Ricky Martin e Jessica Alba, e evitou citar diretamente o ICE, serviço de imigração norte-americano, mas deu seu recado através da música, lembrando aos estadunidenses que 'América' se refere a todo o continente, e não exclusivamente aos Estados Unidos.

 

 

Entre as músicas apresentadas por Bad Bunny no show estavam 'Nuevayol', 'Lo Que Paso a Hawaii', 'El Apagón', 'Café con Ron', 'Tití Me Preguntó', 'Yo Perreo Sola', e o grande encerramento com 'DtMf', que leva o nome do icônico álbum 'DeBÍ TiRAR MáS FOToS', vencedor do Grammy de 2026.

 

 

A performance contou com expressões latinas identificadas pelo público, um casamento com a "benção" de Lady Gaga, surpresa da noite, que adaptou a música 'Die With a Smile', dueto dela com Bruno Mars, para uma versão latina, e um ato poderoso de Bad Bunny ao citar todos os países que compõem a América ao final do show.

 

 

Sem citar o nome de Benito, Trump criticou a apresentação em um dos eventos esportivos mais importantes da cultura estadunidense.

 

"Absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência. Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante", afirmou o presidente.

Trump publica vídeo racista em que Obama e Michelle são retratados como macacos
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, publicou um vídeo com teor racista retratando o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira dama Michelle Obama como macacos. A publicação foi registrada em sua rede social, Truth Social.

 


A imagem foi incluída ao final de um vídeo de cerca de 1 minuto, com teorias da conspiração que repercutem denúncias não comprovadas de fraude nas eleições de 2020, quando Trump perdeu para o presidente democrata Joe Biden e não reconheceu os resultados.


No vídeo em que Obama aparece como macaco aparecem as acusações já desmentidas de que a empresa de contagem de votos Dominion Voting Systems teria ajudado a fraudar a eleição.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Essa semana foi difícil separar quem é fã de quem é hater. Mas pra quem estiver com ódio, pode fazer que nem a música e deitar na BR... Aliás, você sabe que a polêmica envolvendo Victor do Jornal foi boa quando ela vem com trilha sonora. O evento do Molusco deixou claro quem manda na Comunicação do grupo, e também quem dá as cartas com o próprio Molusco. Por isso, nem o Cacique se fez de rogado. Mas às vezes é preciso vestir o personagem - ou pelo menos a dentadura. Saiba mais!

Pérolas do Dia

João Roma

João Roma
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo". 

 

Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal João Roma (PL) nesta segunda

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A entrevista integra a série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar os principais nomes na disputa pelo Senado e pelo governo do Estado nas eleições de 2026.

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