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Artigos

Bernardo Araújo
Os “meninus” do trio
Foto: Acervo pessoal

Os “meninus” do trio

A poucas semanas do início do Carnaval, sempre me pego pensando: qual será a polêmica de 2026? Porque, convenhamos, em Salvador, polêmica carnavalesca não é acidente — é tradição. Todos os anos, essa cidade vocacionada para os serviços e, sobretudo, para a economia criativa, se prepara para a maior festa do planeta. Pelo menos é assim que nós, baianos, gostamos de dizer, misturando exagero e orgulho na mesma dose.

Multimídia

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sosthenes Macedo, afirmou, nesta segunda-feira (26) durante o Projeto prisma, Podcast do Bahia Notícias, que a Sedur vai priorizar eficiência, atração de investimentos e desenvolvimento urbano com impacto social, mesmo diante das críticas da oposição sobre espigões e áreas verdes em Salvador.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

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Papa Leão XIV pede paz em meio a protestos contra ICE e Trump nas Olimpíadas de Inverno
Foto: Vatican News

O papa Leão XIV pediu que líderes mundiais usem os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, que ocorrem a partir da próxima sexta-feira (6), para promover a paz. Em declaração dada neste domingo (1º), o líder católico ressaltou a importância do diálogo, ao convocar autoridades a adotarem medidas concretas para desacelerar os conflitos.

 

“A trégua olímpica é um costume antigo que acompanha a realização dos jogos”, disse o papa. "Espero que aqueles que se preocupam com a paz entre os povos e ocupam posições de autoridade deem, nesta ocasião, passos concretos em direção à desescalada (de conflitos) e ao diálogo", acrescentou.

 

Foto: Divulgação / Jogos Olímpicos De Inverno 2022

 

A cidade italiana de Milão e a estação alpina de Cortina d’Ampezzo serão coanfitriãs das Olimpíadas, que começam na próxima sexta-feira e seguem até o dia 22 de fevereiro. A fala do papa ocorre em meio a protestos na Itália após os Estados Unidos informaram que o seu Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE, na sigla em inglês) irá atuar nos jogos, fazendo a segurança da delegação olímpica americana.

 

O papa Leão, que é norte-americano, não especificou a que conflitos se referia, mas neste sábado (31), centenas de manifestantes protestaram em Milão contra a presença dos agentes nos jogos. O pontífice também já criticou a política rígida de imigração do governo de Donald Trump no passado e também as ofensivas, por exemplo, contra a Venezuela e o México.

 

Após a oração semanal do Angelus, no Vaticano, o papa Leão afirmou que grandes eventos esportivos carregam uma "poderosa mensagem de fraternidade" e podem reacender a esperança em "um mundo em paz", ao recordar a antiga tradição da trégua olímpica.

 

Neste domingo, o papa também expressou preocupação com as recentes tensões entre os EUA e Cuba e pediu um "diálogo sincero e efetivo" entre os países.

Em meio a política anti-imigratória de Trump, rejeição de visto dos EUA para brasileiros cai em 2025
Foto: Micah & Sammie Chaffin / Unsplash

Brasileiros tiveram seus vistos menos rejeitados durante tentativas de viajar aos Estados Unidos em 2025. O percentual de vistos de turismo e negócios para brasileiros aprovados pelos Estados Unidos em 2025 foi maior do que no ano anterior, apesar das políticas de restrição do governo de Donald Trump, que atingiram diversos países.

 

Segundo informações divulgadas pelo G1, neste domingo (1°), o Departamento de Estado dos EUA registrou negativas para apenas 14,8% das solicitações de visto B1/B2 (turismo e negócios) feitas por brasileiros. A queda é de cerca de 0,6% em comparação ao ano de 2024, ainda no governo de Joe Biden, quando a taxa de rejeição foi de 15,4%.

 

O recorde nos últimos dez anos foi em 2020, durante o início da pandemia, quando a taxa de rejeição de vistos brasileiros chegou a 23,1%. O menor índice, por sua vez, foi em 2023, no governo Biden, quando os EUA negaram 11,9% das solicitações de visto a brasileiros.

 

RESTRIÇÕES 
Uma medida que impactou o processo para obter o visto de turista, por exemplo, foi que menores de 14 anos e maiores de 79 voltaram a ser obrigados a realizar entrevista presencial, para obtenção do documento, a partir de outubro de 2025.

 

Já a suspensão temporária para a emissão de vistos para 75 países foi anunciada em 2026 e, apesar de incluir o Brasil, não afeta vistos de turismo e nem os demais da categoria de "não imigrantes". 

 

Trump também emitiu uma ordem em abril de 2025 exigindo que turistas de 38 países, principalmente da África, Oceania e parte da Ásia, paguem um caução de até US$ 15 mil para que o documento seja emitido. O Brasil, no entanto, não faz parte da lista.

 

Além disso, desde junho de 2025, candidatos a vistos de estudante dos EUA passaram a ser obrigados a manter seus perfis em redes sociais abertos ao público para análise das autoridades americanas.

 

A verificação busca identificar “qualquer indício de hostilidade” contra cidadãos, instituições ou princípios dos EUA. No último mês de outubro, menores de 14 anos e maiores de 79 passaram a ser obrigados a realizar entrevista presencial para obtenção de visto, com algumas exceções.

 

A mudança vale para cidadãos de todos os países que precisam de visto para entrar nos EUA, incluindo brasileiros.

EUA vão divulgar mais de 3 milhões de documentos inéditos do caso Jeffrey Epstein
Foto: Divulgação/Departamento de Justiça dos Estados Unidos

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos vai divulgar, nesta sexta-feira (30), mais de três milhões de páginas de arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. O anúncio foi feito pelo vice-procurador-geral Todd Blanche, que informou que o material inclui fotos e vídeos ligados à investigação.

 

A expectativa é de que a nova leva de documentos traga conteúdos inéditos sobre o caso envolvendo o financista americano bilionário, que morreu em uma prisão de Nova York em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores.

 

Segundo Blanche, todas as imagens de mulheres presentes nos arquivos serão censuradas, com exceção das que envolvem Ghislaine Maxwell, ex-companheira e cúmplice de Epstein.

 

Divulgações anteriores já revelaram conexões do financista com figuras influentes, como altos executivos, celebridades, acadêmicos e políticos. Entre os nomes citados nos documentos estão o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ex-presidente Bill Clinton.

 

Entre os materiais mais relevantes tornados públicos até agora estão dois e-mails do FBI, datados de julho de 2019, que mencionam a existência de dez supostos “co-conspiradores” de Epstein. No entanto, os nomes aparecem ocultos nos registros.

 

Até o momento, apenas Ghislaine Maxwell foi condenada pelos crimes relacionados ao caso. Ela cumpre pena de 20 anos de prisão por recrutar menores para Epstein. A morte do financista foi oficialmente registrada como suicídio.

Embaixada dos EUA emite alerta para americanos “evitarem favelas” durante Carnaval no Brasil e cita “crimes oportunos”
Foto: Rúbia Mariniello / Bahia Notícias

A Embaixada dos Estados Unidos emitiu um alerta de segurança para os cidadãos norte-americanos que pretendem vir ao Brasil para passar o Carnaval deste ano. Com uma lista de instruções, a entidade falou das festas mais famosas do país, como Salvador, Recife e Rio de Janeiro, e instruiu os foliões dos EUA a “evitarem favelas” por questões de segurança ao longo da folia.

 

“A celebração anual do Carnaval acontecerá entre sábado, 14 de fevereiro, e quarta-feira, 18 de fevereiro. Embora os eventos mais famosos ocorram no Rio de Janeiro, Salvador e Recife, você pode esperar grandes aglomerações e desfiles, também conhecidos como "blocos", por todo o Brasil. Antes das festividades, os cidadãos dos EUA são lembrados de permanecerem vigilantes e atentos ao seu entorno”, diz o comunicado enviado nesta terça-feira (27).

 

Dentro das orientações, a representação do governo norte-americano também sugeriu que os cidadãos evitem usar “joias caras” e andar com “grandes quantias de dinheiro”. Além disso, o comunicado reforçou a ocorrência de “crimes oportunistas”, com o furto de celulares sendo “comum” durante a festa momesca.

 

Também se destaca a instrução para evitar bebidas de estranhos durante o Carnaval, além de não oferecer resistência física em possíveis tentativas de roubo, pois, de acordo com a embaixada, os criminosos “geralmente andam armados”.

 

Veja as instruções:

  • Evite favelas (comunidades) em todos os momentos, mesmo durante festas/blocos de rua;
  • Não use joias caras nem carregue grandes quantias de dinheiro. Crimes oportunistas, incluindo roubo de celulares, são comuns durante o Carnaval;
  • Esteja atento ao que acontece ao seu redor. Evite andar sozinho, especialmente à noite;
  • Não aceite bebidas de estranhos e não deixe bebidas sem vigilância;
  • Não ofereça resistência física a qualquer tentativa de roubo, pois os criminosos geralmente estão armados;
  • Planeje com antecedência para chegar ao seu destino;
  • Faça planos alternativos para o caso de se separar de amigos ou familiares durante as comemorações;
  • Mantenha as janelas fechadas quando estiver dentro do veículo. Estacione em áreas bem iluminadas e evite deixar objetos de valor dentro do carro;
  • Beba bastante água para evitar a desidratação durante os dias quentes de verão;
  • Mantenha-se informado. Acompanhe as notícias para ficar por dentro dos últimos acontecimentos na área da segurança;
  • Denuncie qualquer atividade criminosa primeiro à polícia local (190) e depois entre em contato conosco nos números listados abaixo se precisar de ajuda.
Lula e Macron conversam sobre Conselho da Paz e fortalecimento da ONU
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na manhã desta terça-feira (27), um telefonema do presidente da França, Emmanuel Macron. A ligação, que durou cerca de 1 hora, veio após uma conversa entre Lula e o presidente americano, Donald Trump, nesta segunda-feira (26). 

 

Segundo informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, os dois líderes conversaram sobre a proposta de Conselho da Paz apresentada pelos Estados Unidos. Sobre o tema, ambos defenderam o fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e “coincidiram que iniciativas em matéria de paz e segurança devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios e propósitos da Carta da ONU”, diz o informe do governo brasileiro.

 

Os chefes de Estado ainda conversaram sobre a situação na Venezuela, tema sobre o qual condenaram o uso da força em violação ao direito internacional e concordaram com a necessidade de paz e estabilidade na América do Sul e no mundo.

 

Segundo o Planalto, o Acordo MERCOSUL - União Europeia também foi abordado na conversa. Atualmente, o acordo Mercosul-UE está paralisado, depois que o Parlamento Europeu decidiu levar o texto final à Justiça. Publicamente, o presidente francês Emmanuel Macron se posicionou contra o acordo desde o início das negociações, argumentando que o texto não garante proteção suficiente ao setor agrícola europeu, especialmente aos produtores franceses.

 

A nota do governo Lula aponta que o presidente brasileiro “reafirmou sua visão de que o Acordo MERCOSUL - União Europeia é positivo para os dois blocos e constitui uma importante contribuição para a defesa do multilateralismo e do comércio baseado em regras”. 

 

Ao final da ligação, ambos os presidentes garantiram a manutenção da cooperação bilateral, em especial nos temas de defesa, ciência e tecnologia e energia. “A esse respeito, comprometeram-se a instruir suas equipes técnicas a ultimar as negociações em curso, com vista à conclusão de acordos ainda no primeiro semestre de 2026”, conclui a nota.

Lula conversa com Trump por telefone, discute situação na Venezuela e marca visita aos EUA
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou, nesta segunda-feira (26), por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a ligação, que durou cerca de uma hora, os dois trataram sobre a situação na Venezuela e acordaram uma visita a Washington, nos próximos meses. 

 

Segundo a nota divulgada pelo governo brasileiro,Lula teria defendido o equilíbrio na América Latina. "No curso da conversa, Lula e Trump trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano", diz o posicionamento do Palácio do Planalto. 

 

Também foi acordado que Lula fará uma visita a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro. A data, no entanto, ainda será fixada. Segundo informações obtidas pelo g1, o presidente sugeriu a visita, que foi bem recebida pelo chefe da Casa Branca.

 

Entre outros temas, o convite feito ao Brasil para integrar o Conselho da Paz, criado por Trump, também entrou em pauta. No entanto, Lula não confirmou se vai integrar a iniciativa.

 

Ao comentar o convite, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina. O representante brasileiro ainda defendeu a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

"Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança", conclui a nota.

Vídeos mostram que homem baleado por agentes federais nos EUA estava desarmado, contradiz versão oficial
Foto: Reprodução

Vídeos que circulam nas redes sociais e foram verificados pelo jornal The New York Times contradizem a versão apresentada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) sobre o caso em que um homem foi baleado por agentes federais em Minneapolis, na manhã deste sábado. O episódio ampliou as tensões entre forças federais responsáveis pela política anti-imigração do presidente Donald Trump e setores da resistência civil.

 

De acordo com o DHS, a ação teria começado após o homem se aproximar de agentes da Patrulha da Fronteira portando uma arma de fogo, o que teria motivado a tentativa de desarmá-lo. No entanto, as imagens analisadas pelo jornal mostram que ele segurava apenas um telefone celular ao se aproximar dos agentes. Também não há indícios claros de que ele tenha tentado sacar uma arma antes de ser contido.

 

Uma das gravações, analisada quadro a quadro, mostra diversos agentes lutando com o homem antes de derrubá-lo no chão. Durante a abordagem, ele aparenta resistir enquanto é segurado pelas pernas, pressionado contra o solo e atingido repetidamente. O vídeo não registra o momento inicial da ação, o que impede identificar com precisão como o confronto começou.

 

Nas imagens, um agente se aproxima e se junta aos demais para imobilizar o homem. Em seguida, parece retirar uma arma do meio do grupo, enquanto outro agente saca a própria arma. Um deles aponta em direção às costas do homem e dispara à queima-roupa. Logo depois, outros disparos são efetuados, mesmo com o homem já caído no chão.

 

Um terceiro agente também saca a arma, e ao menos dois agentes continuam atirando enquanto o homem permanece imóvel. A análise indica que cerca de dez disparos foram feitos em um intervalo de aproximadamente cinco segundos.

“O multilateralismo está sendo jogado fora”, diz Lula em críticas a Trump e cobranças de reforma na ONU
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teceu críticas ao chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, e cobrou uma reforma na Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir o direito ao multilateralismo. Em discurso durante o evento de aniversário do MST, realizado no Parque de Exposições, em Salvador, o petista também revelou que está diálogo com lideranças políticas para agendar uma reunião visando “impedir a predominância da força da arma e intolerância”.

 

No pronunciamento desta sexta-feira (23) na capital baiana, Lula afirmou que o “multilateralismo está sendo jogado fora”. Em críticas a Trump, o petista também o acusou de querer criar uma nova ONU, em que o presidente norte-americano atuaria, sozinho, como “dono” da entidade.

 

“O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo, ou seja, está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada, e ao invés da gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que eu fui presidente em 2003, reforma da ONU. O que está acontecendo? O presidente Trump está fazendo a proposta de criar uma nova ONU e que ele, sozinho, é o dono da ONU”, disse Lula.

 


Lula em evento do MST em Salvador | Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

 

Em relação aos diálogos com outros países, o presidente brasileiro informou que já telefonou para alguns chefes de Estado ao redor do mundo. O objetivo seria justamente assegurar o direito ao multilateralismo. Durante o discurso, Lula também reforçou que o Brasil “não tem preferência de relação”, mas que não aceita que o país “volte a ser colônia”.

 

“Eu estou há uma semana telefonando para todos os países do mundo, já falei com muitos países. Conversei com Putin, Xi Jinping, o primeiro-ministro da Índia, com o presidente da Hungria. Tentando encontrar uma forma de se reunir, e não permitir que o multilateralismo seja jogado no chão para que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer bem do mundo”, disse o presidente.

 

“O Brasil não tem preferência de relação, o Brasil quer ter relação com os Estados Unidos, o Brasil quer ter relação com Cuba, o Brasil quer ter relação com a China, o Brasil quer ter relação com a Índia, o Brasil quer ter relação com a Rússia, a gente não tem preferência, o que a gente não aceita mais é voltar a ser colônia”, completou.

Trump revela que EUA e Otan avançaram em acordo sobre Groenlândia e Ártico
Foto: The Official White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo norte-americano e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estabeleceram a estrutura de um futuro acordo envolvendo a Groenlândia e a região do Ártico. Em declaração dada na tarde desta quarta-feira (21), por meio de sua rede social, Truth Social, ele diz que o acordo atende aos interesses mútuos. 

 

A fala do líder americano foi feita após uma reunião com o secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte. Ele não detalhou os termos, mas indicou que as negociações envolvem questões estratégicas de segurança e presença no Ártico.

 

“O vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e outros, conforme necessário, serão responsáveis pelas negociações — e se reportarão diretamente a mim”, afirmou.

 


Foto: Truth Social

 

Com o andamento da negociação, Trump disse que não irá impor tarifas que estavam previstas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. No domingo, ele disse que iria impor taxas contra países europeus que estavam contrariando os interesses dos EUA na Groenlândia.

 

O presidente também afirmou que há discussões adicionais em andamento sobre o chamado “Domo de Ouro”, estrutura militar planejada pelos EUA para interceptar mísseis, em relação à Groenlândia.

 

As declarações ocorrem em meio ao aumento da relevância geopolítica do Ártico, região estratégica tanto por razões militares quanto econômicas, e que tem sido alvo de crescente disputa entre potências globais.

França descarta boicote e confirma presença na Copa do Mundo de 2026, apesar de críticas a Trump
Foto: Divulgação | Reprodução / Instagram / @realdonaldtrump

A França confirmou que disputará a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. De acordo com a ministra dos Esportes francesa, Marina Ferrari, o governo do país não tem, neste momento, qualquer intenção de boicotar o torneio, apesar das pressões políticas vindas de diferentes setores da Europa em razão da política internacional do presidente norte-americano Donald Trump.

 

"Até agora, não há vontade de boicote", afirmou a ministra. Segundo ela, embora existam manifestações contrárias dentro de alguns blocos políticos, o esporte deve permanecer dissociado de questões diplomáticas.

 

"Agora, não faço previsões sobre o que pode acontecer, mas também ouvi vozes que se levantam vindas de alguns blocos políticos. Faço questão de que se dissocie o esporte (da política). A Copa do Mundo de futebol é um momento extremamente importante para todos os amantes do esporte", acrescentou.

 

As declarações ocorrem em meio a um debate crescente na Europa sobre a permanência dos Estados Unidos como uma das sedes do Mundial. Na última terça-feira (20), o deputado francês Éric Coquerel, do partido A França Insubmissa (LFI), solicitou à Fifa que a competição seja disputada apenas no México e no Canadá.

 

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar questionou a realização do torneio em solo americano. "Sério, dá para imaginar jogar uma Copa do Mundo de futebol em um país que agride seus ‘vizinhos’, ameaça invadir a Groenlândia, destrói o direito internacional, quer sabotar a ONU, instaura uma milícia fascista e racista em seu território, ataca as oposições, proíbe o acesso à competição de torcedores de cerca de quinze países, planeja banir dos estádios qualquer sinal LGBT, etc.?", escreveu Coquerel no X.

 

 

O tema também repercute em outros países europeus. Na Alemanha, a secretária de Estado para o esporte, Christiane Schenderlein, afirmou que uma eventual decisão sobre boicote caberia exclusivamente à Federação Alemã de Futebol e à Fifa, ressaltando que ambas teriam total “autonomia” para deliberar sobre o assunto.

 

Já na França, o ex-treinador do Senegal, Claude Le Roy, levantou dúvidas sobre a participação no Mundial. Em entrevista ao jornal Figaro, ele disse "se perguntar se não seria o caso de convocar um boicote à Copa do Mundo de 2026, diante do comportamento de Donald Trump em relação ao continente", citando também as dificuldades de obtenção de visto para torcedores senegaleses.

 

No Reino Unido, o debate ganhou contornos políticos. O parlamentar conservador Simon Hoare defendeu que a retirada da seleção inglesa da Copa do Mundo de 2026 poderia representar uma forma de protesto contra o presidente dos Estados Unidos.

 

"(Trump) é sensível, tem um ego inflado e não gosta de passar vergonha. A visita de Estado (do Rei Charles aos EUA) deve acontecer? As seleções de futebol devem jogar em estádios americanos na Copa do Mundo? Essas são coisas que envergonhariam o presidente em casa. É necessário combater fogo com fogo", declarou.

 

Apesar das críticas e pressões políticas, até o momento não há indicação oficial de que grandes seleções europeias deixarão de disputar o próximo Mundial.

Ex-NBA Delonte West é preso novamente nos EUA por roubo e agressão
Foto: Divulgação

O ex-armador Delonte West, conhecido por sua passagem por equipes tradicionais da NBA, voltou a se envolver em problemas com a polícia nos Estados Unidos. Na última ocorrência, registrada no condado de Fairfax, nesta semana, na Virgínia, o ex-jogador foi detido sob acusações de roubo e agressão.

 

Segundo informações repassadas pelas autoridades locais, a polícia foi chamada após um homem afirmar ter sido atacado e assaltado em um trecho da Richmond Highway, na região de Belle Haven. O suspeito deixou o local antes da chegada dos agentes, mas acabou localizado e preso ainda no mesmo dia.

 

West foi formalmente acusado de subtrair US$ 23 da vítima, além de responder por agressão física. Após a prisão, ele foi liberado mediante o pagamento de fiança no valor de US$ 1.000, conforme divulgou o site TMZ.

 

Com oito temporadas disputadas na NBA, Delonte West construiu uma carreira sólida na liga, defendendo franquias como Boston Celtics, Seattle SuperSonics, Cleveland Cavaliers e Dallas Mavericks. Ao longo desse período, acumulou mais de US$ 16 milhões em salários.

 

Nos últimos anos, no entanto, o ex-atleta passou a chamar atenção fora das quadras, em meio a episódios recorrentes envolvendo dependência química, detenções e dificuldades pessoais. Em novembro do ano passado, por exemplo, ele foi encontrado inconsciente em uma via pública, sob efeito de álcool, e acabou levado sob custódia após recusar atendimento médico oferecido pela polícia.

 

Ao longo da carreira, Delonte West também ficou marcado pela parceria com LeBron James no Cleveland Cavaliers, onde atuaram juntos entre 2008 e 2010. Naquele período, West teve papel relevante na rotação da equipe, especialmente na temporada 2008/2009, quando o time alcançou a final da Conferência Leste. A relação entre os dois voltou a ganhar destaque anos depois, quando LeBron ajudou publicamente West em momentos de dificuldade pessoal, oferecendo apoio e assistência fora das quadras.

Antes de pedir demissão, Lewandowski pediu para PF investigar Flávio Bolsonaro por post contra Lula
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um dos últimos atos de Ricardo Lewandowski como ministro da Justiça foi o envio, à Polícia Federal, de um pedido para apurar postagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a organizações terroristas e fraudes eleitorais. Lewandowski deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública na última sexta-feira (9). 

 

O pedido de Lewandowski, feito na semana passada, foi encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O então ministro atendeu representação apresentada no Ministério da Justiça pela deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG). 

 

A deputada afirma em seu ofício que a postagem do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República, faz acusações graves a Lula sem qualquer lastro probatório. Lewandowski, ao encaminhar o ofício ao diretor da PF, reitera pedido da deputada de que haja a preservação de provas digitais e apuração sobre a postagem.

 

“Não se trata de censura ou de restrição à crítica política, mas de responsabilidade no uso das redes sociais, especialmente quando imputações genéricas e gravíssimas são feitas ao Chefe de Estado, com alto potencial de desinformação e dano institucional”, afirma a deputada Dandara Tonantzin.

 

“A democracia exige liberdade de expressão. Mas exige também compromisso com a verdade, respeito às instituições e responsabilidade no debate público”, completou a parlamentar do PT. 

 

Em seu ofício, Dandara sustenta que a postagem de Flávio Bolsonaro pode configurar, em tese, os crimes de calúnia, difamação e injúria, previstos nos artigos 138 a 140 do Código Penal. A deputada diz ainda que pode haver possível incidência das causas de aumento de pena do artigo 141, uma vez que as imputações foram dirigidas ao presidente da República e divulgadas em meio de ampla circulação.

 

No post que pode vir a ser investigado, Flávio Bolsonaro diz, após a captura de Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, que Lula seria delatado. “É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, escreveu o senador.

 

O Ministério da Justiça, no despacho encaminhado à Polícia Federal,  solicita a apreciação do caso e orienta que, se necessário, os autos retornem ao gabinete do ministro. O documento também prevê comunicação à Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos (SAL) sobre o andamento do procedimento, para ciência da parlamentar autora do pedido.
 

Presidente do México diz que conversa com Trump foi produtiva e descarta intervenção dos EUA
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira (12) que conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e classificou o diálogo como “muito produtivo”. A conversa ocorreu em meio a um clima de tensão entre os dois países, após declarações de Trump sobre possíveis ataques terrestres contra supostos cartéis de drogas em território mexicano.

 

Segundo Sheinbaum, o tema da segurança pública foi tratado “com respeito à soberania nacional”. De acordo com a presidente, Trump descartou completamente qualquer intervenção ilegal dos Estados Unidos no México, conforme relatou o jornal mexicano El País.

 

“O povo do México precisa saber, primeiro, que seu presidente jamais negociará soberania ou integridade territorial. Jamais. Segundo, que buscamos coordenação sem subordinação, como iguais. E terceiro, que isso é permanente”, afirmou a mandatária durante coletiva de imprensa no Palácio Nacional.

 

Sheinbaum destacou ainda que o respeito à soberania de ambos os países foi um ponto central da conversa, princípio que, segundo ela, norteia a cooperação bilateral desde o início de seu governo. “A colaboração e a cooperação em um contexto de respeito mútuo sempre produzem resultados”, escreveu a presidente nas redes sociais.

 

Antes da ligação, Sheinbaum já havia descartado publicamente a possibilidade de ataques dos EUA ao México. Após a conversa, afirmou que o diálogo foi cordial.

 

Na última quinta-feira (8), Trump declarou que “os cartéis estão comandando o México”, discurso semelhante ao usado anteriormente contra a Venezuela, quando acusou o presidente Nicolás Maduro de liderar o Cartel de Los Soles. Posteriormente, o governo norte-americano recuou dessa acusação.

 

Além do contato entre os presidentes, o ministro das Relações Exteriores do México, Juan Ramón de la Fuente, também conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo a chancelaria mexicana, o diálogo tratou do acompanhamento do Programa de Cooperação em Segurança de Fronteiras.

Trump descarta captura de Putin: "Não acho que será necessário"'
Foto: Daniel Torok / White House

Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, afirmou nesta sexra-feira (9) que não vê necessidade de capturar o presidente da Rússia, Vladmir Putin. A declaração aconteceu após Trump ter sido ser questionado por um repórter.


"Não acho que será necessário", afirmou. Durante uma reunião com executivos do setor de petróleo, um jornalista perguntou ao líder norte-americano se pensava que algum dia ordenaria uma missão para capturar o líder russo.

 

O republicano disse que tem um "ótimo relacionamento" com Putin, mas apontou  a falta de resolução da Guerra na Ucrânia, que vai completar 4 anos.

 

Ele também citou a situação econômica da Rússia para defender o fim do conflito.

Argentina reembolsa empréstimo de US$ 20 bilhões dos EUA antes de eleição, diz secretário do Tesouro
Foto: The Official White House

O governo argentino devolveu os US$ 20 bilhões, valor equivalente a R$ 107 bilhões, na cotação atual, enviados pelos Estados Unidos em outubro do ano passado como uma linha de financiamento, dias antes da eleição legislativa. Segundo comunicado do secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bessent, o valor foi devolvido dias antes do pleito, que teve vitória do partido de Milei. 

 

"Tenho o prazer de anunciar que, como sinal de sua estabilidade financeira, a Argentina reembolsou rápida e integralmente [o empréstimo]", postou o secretário na rede social X. O anúncio do "swap", acordo de troca de moedas, em apoio de Trump ao governo do presidente argentino, Javier Milei, aliado ideológico de Donald na América Latina. 

 

A ideia era contribuir com a estabilização do peso argentino antes da disputa eleitoral. "Estabilizar um aliado sólido dos Estados Unidos é essencial para avançar rumo à política ‘Estados Unidos Primeiro’", comentou Bessent.

 

Além do swap, o Tesouro anunciou na época que vinha trabalhando há semanas com agentes privados em outro programa de US$ 20 bilhões para ajudar a Argentina a pagar sua dívida. Essa assistência acabou se limitando a um empréstimo de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões) concedido no início de janeiro, que não envolveu bancos americanos, mas sim os bancos europeus Santander, BBVA e Deutsche Bank.

Macron acusa EUA de desrespeitar normas internacionais após ataque a Venezuela
Foto: Durand Thibault / Présidence de la République

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que os Estados Unidos estão "desrespeitando as normas internacionais" e "se distanciando progressivamente" de alguns aliados. A fala do líder francês ocorreu nesta quinta-feira (8), durante seu tradicional discurso aos embaixadores franceses em todo o mundo. Na ocasião, Macron cita que o mundo vive um contexto diplomático de crescente "agressividade neocolonial". 

 

"Os Estados Unidos são uma potência consolidada, mas estão se distanciando progressivamente de alguns de seus aliados e desrespeitando as normas internacionais que ainda promoviam até recentemente", disse Macron no Palácio do Eliseu, residência presidencial.

 

Sobre o cenário mundial, ele aponta que "as instituições multilaterais funcionam de forma cada vez pior. Estamos evoluindo para um mundo de grandes potências com uma verdadeira tentação de dividir o mundo", acrescentou o presidente francês. Ele disse ainda que vai "rejeitar o novo colonialismo, o novo imperialismo".

 

A fala ocorre em um contexto no qual a França, embora tenha comemorado o fim da "ditadura de Maduro", afirmou que a operação militar dos EUA é "ilegal" e "contraria a Carta das Nações Unidas", segundo as palavras do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, nesta terça-feira (6).

 

Em seguida, Macron afirmou que a UE deve proteger seus interesses e defendeu a "consolidação" da regulamentação europeia do setor tecnológico, que tem sido alvo de críticas nos Estados Unidos, e a aceleração da agenda de preferências comerciais europeias. A França, que detém a presidência do G7 este ano, também buscará promover uma "reforma da governança global", assegurou aos embaixadores.

 

O presidente francês fez um apelo para que "os grandes países emergentes que desejam participar" também se unam a esse objetivo. Macron já havia defendido uma reforma do Conselho de Segurança da ONU para incluir as potências emergentes e expressou seu apoio à inclusão do Brasil como membro permanente desse órgão.

Trump avalia "ativamente" compra da Groenlândia e descarta uso de força militar, diz Casa Branca
Foto: Daniel Torok/ White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia de forma “ativa” com sua equipe de governo a possibilidade de compra da Groenlândia, território que pertence à Dinamarca. A informação foi confirmada pela Casa Branca, que descartou, por ora, qualquer opção militar para a anexação da região, considerada estratégica e rica em recursos naturais.

 

A declaração ocorre após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmar a parlamentares que a intenção do presidente é negociar a compra do território, e não promover uma invasão. Segundo ele, há previsão de reunião com representantes do governo dinamarquês na próxima semana para tratar do tema.

 

“É algo que o presidente e sua equipe de segurança nacional estão debatendo ativamente neste momento”, afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ao ser questionada sobre uma possível oferta dos Estados Unidos.

 

De acordo com Leavitt, Trump avalia que a iniciativa atende aos interesses estratégicos do país. “O presidente considera fundamental conter a influência russa e chinesa na região do Ártico, e por isso sua equipe discute como uma eventual compra poderia ocorrer”, disse.

 

Questionada sobre a possibilidade de uso da força, a porta-voz negou o cenário. “Isso não é algo que o presidente faça”, afirmou, acrescentando, no entanto, que “todas as opções seguem sobre a mesa”.

Município dos EUA paga US$ 3,25 milhões após erro médico declarar jovem viva como morta em 2020
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A cidade de Southfield, no estado de Michigan, Estados Unidos, concordou em pagar US$ 3,25 milhões (cerca de R$ 17,5 milhões) em um acordo judicial com a família de Timesha Beauchamp. O valor encerra uma ação movida pela família após um erro médico que declarou a jovem de 20 anos como morta em agosto de 2020, quando ela ainda apresentava sinais vitais.

 

De acordo com os fatos do caso, equipes de emergência atenderam Timesha Beauchamp em 23 de agosto de 2020. Após avaliação no local, os paramédicos contataram por telefone um médico de um pronto-socorro. Com base apenas nas informações repassadas, sem examinar pessoalmente a paciente, o médico declarou-a morta. O corpo foi então encaminhado para uma funerária em Detroit.

 

No entanto, durante os preparos para o embalsamamento, um funcionário da funerária identificou que a jovem estava respirando e com os olhos abertos. Timesha foi transferida com urgência para um hospital. Apesar dos esforços para mantê-la viva com suporte de um ventilador mecânico, ela sofreu danos cerebrais irreversíveis devido à falta prolongada de oxigenação. A jovem veio a falecer oito semanas depois, em outubro de 2020, no Children’s Hospital of Michigan.

 

Em comunicado oficial, a prefeitura de Southfield reconheceu a tragédia. “Reconhecemos que nenhuma resolução pode desfazer a profunda tragédia que ocorreu em 23 de agosto de 2020 ou aliviar a dor vivenciada pela família da sra. Beauchamp”, afirmou a cidade. O texto ainda destacou que “este caso envolveu circunstâncias extraordinariamente difíceis que surgiram no complexo contexto de uma pandemia global”.

 

O advogado da família, em declaração reproduzida na íntegra, afirmou: “Finalmente, Timesha e sua família puderam obter parte da justiça que merecem”. Ele avaliou que nenhuma compensação financeira poderia reparar totalmente o dano sofrido.

 

Os familiares optaram por não comentar publicamente o desfecho do acordo. O órgão responsável pela supervisão dos serviços médicos na região não respondeu a pedidos de esclarecimento sobre o caso.

 

As informações são do O Globo.

Rússia envia submarino e navios de guerra para escoltar petroleiro sancionado pelos EUA, diz jornal
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Rússia enviou um submarino e outros navios de guerra para escoltar o petroleiro Bella 1, uma embarcação antiga que vem sendo monitorada pelos Estados Unidos há quase três semanas. As informações são do jornal norte-americano Wall Street Journal e foram divulgadas na terça-feira (6).

 

Segundo a publicação, Moscou reivindica a propriedade do navio, o que pode gerar um novo impasse diplomático entre Washington e o Kremlin sobre o destino da embarcação. Autoridades americanas acompanham de perto o deslocamento do petroleiro e avaliam a possibilidade de apreensão.

 

O Bella 1 foi sancionado pelos EUA em 2024 por integrar uma chamada “frota sombra”, formada por navios utilizados para o transporte de petróleo de origem ilícita. Inicialmente, a embarcação seguia em direção à Venezuela, mas mudou de rota em dezembro para evitar uma possível apreensão pela Guarda Costeira dos Estados Unidos.

 

No mês passado, a Rússia apresentou um pedido diplomático formal exigindo que os EUA interrompessem a perseguição ao navio. Ao reivindicar o petroleiro como propriedade russa, Moscou pode tornar mais complexas as questões legais envolvendo uma eventual apreensão.

 

A Casa Branca se recusou a comentar o caso. A emissora CBS News foi a primeira a informar que os Estados Unidos estudam apreender o petroleiro.

Maioria dos americanos rejeita que EUA assumam controle da Venezuela e escolham novo governo, aponta pesquisa
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Os americanos estão divididos entre a aprovação e a desaprovação do envio de forças militares dos Estados Unidos para capturar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Apesar disso, a maioria avalia que a operação deveria ter passado pelo crivo do Congresso norte-americano. Os dados constam em pesquisa do Washington Post, que ouviu 1.004 adultos por meio de mensagens de texto.

 

Segundo o levantamento, seis em cada dez entrevistados afirmaram ter acompanhado “uma boa quantidade” de informações sobre a operação. As respostas foram levemente editadas na tradução para maior clareza.

 

Questionados se aprovam ou desaprovam o envio de tropas à Venezuela para capturar Maduro, 40% disseram aprovar, 42% desaprovaram e 18% afirmaram não ter certeza. O resultado aponta um empate técnico, com leve vantagem para a desaprovação.

 

A divisão é ainda mais evidente quando analisada por orientação política. Entre os republicanos, 74% aprovam a operação. Já entre os democratas, 76% desaprovam. Entre os independentes, há mais reprovação do que apoio, além de um percentual elevado de indecisos.

 

Sobre a decisão unilateral do presidente Donald Trump, 63% dos entrevistados afirmaram que a operação deveria ter exigido aprovação do Congresso, enquanto 37% consideraram apropriado que Trump a tivesse ordenado por conta própria. Entre republicanos, a maioria avalia a decisão como correta, numa proporção de cerca de três para um. Democratas e independentes, por sua vez, defendem majoritariamente que o Congresso deveria ter autorizado a ação.

 

A pesquisa também abordou a possibilidade de Maduro ser julgado nos EUA por tráfico de drogas. Metade dos entrevistados (50%) defendeu que ele seja levado a julgamento. Outros 36% disseram não ter certeza, e 14% afirmaram que isso não deveria ocorrer.

 

Quando o tema é uma eventual intervenção mais profunda, a rejeição aumenta. Apenas 24% apoiariam que os Estados Unidos assumissem o controle da Venezuela e escolhessem um novo governo. Já 45% se opõem à ideia, enquanto 30% não souberam opinar.

 

Por fim, a pesquisa mostra consenso quase absoluto sobre quem deve decidir o futuro político do país. Para 94% dos americanos, cabe ao próprio povo venezuelano definir sua liderança. Apenas 6% acreditam que essa decisão deveria ficar a cargo dos Estados Unidos.

 

O levantamento foi realizado nos dias 3 e 4 de janeiro de 2026, com uma amostra nacional aleatória do Painel de Opinião da SSRS. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

EUA recuam e desfaz associação de Maduro a cartel de drogas
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O governo dos Estados Unidos deixou de acusar Nicolás Maduro de liderar o Cartel de Los Soles e recuou também sobre a existência do grupo. As mudanças foram feitas em nova versão da acusação judicial do Departamento de Justiça norte-americano contra o ditador.

 

Ao longo de 2025, os Estados Unidos alegaram a existência do Cartel de Los Soles, que seria liderado por Maduro. As acusações de envolvimento dele com o tráfico justificou a invasão americana no território venezuelano. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão presos em Nova Iorque e sendo julgados pelo crime de narcoterrorismo.

 

Na primeira versão do documento, o grupo criminoso era tratado como organização terrorista estrangeira e foi citado inúmeras vezes. Agora, o cartel foi mencionado apenas duas vezes no novo documento.

 

Maduro, que antes era acusado de ser chefe de uma organização terrorista, passou a ser culpado de "participar, proteger e perpetuar uma cultura de corrupção de enriquecimento a partir do tráfico de drogas". Maduro e sua esposa seguem presos nos Estados Unidos e devem participar de novas audiências.

Tren de Aragua: Facção da Venezuela citada por Trump possui membros em 6 estados brasileiros
Foto: Ministério da Defesa da Colômbia

O Tren de Aragua, maior grupo criminoso venezuelano possui membros em 6 estados do Brasil, tendo a maior concentração em Roraima. O estado faz fronteira com a Venezuela, sendo a entrada de refugiados nos últimos anos. 

 

De acordo com o Metropoles, a Polícia Civil de Roraima informou que há membros “diplomáticos” da facção Aragua em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nos estados de São Paulo e no Rio, os traficantes venezuelanos fizeram aliança às ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). 

 

O grupo foi citado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que associou um suposto envolvimento do líder venezuelano, Nicolás Maduro, com a facção. Esse foi um dos argumentos indicados pelos EUA como uma das motivações para prender Maduro e sua esposa, Cilia Flores no último sábado (03).

 

A acusação norte-americana apontou que Maduro, por mais de vinte anos, teria liderado uma estrutura criminosa instalada no alto escalão do Estado venezuelano. Os EUA indicaram ainda que as instituições públicas, forças de segurança, aeroportos, portos e canais diplomáticos facilitavam o envio de toneladas de cocaína aos Estados Unidos.

 

“Maduro enviou gangues, assassinas e selvagens, incluindo a Sangrenta Gangue de Trem de Aragua, para aterrissar comunidades americanas em todo o país. Eles fizeram isso, ele fez isso. Tomavam complexos de apartamento, cortavam dedos de pessoas que ligavam para a polícia, foram brutais. Eles não serão mais brutais agora”, disse Trump na época.

Drones não identificados sobrevoam Palácio de Miraflores e forças de segurança disparam em Caracas
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Drones não identificados sobrevoaram o Palácio de Miraflores, sede do governo da Venezuela, no centro de Caracas, na noite desta segunda-feira (5). Segundo fonte ouvida pela AFP, forças de segurança efetuaram disparos para tentar conter os artefatos.

 

 

Os tiros começaram por volta das 20h no horário local (21h em Brasília). De acordo com a mesma fonte, os drones realizavam um voo não autorizado sobre a área. Ainda segundo o relato, a situação estava sob controle. Até o momento, não houve pronunciamento oficial das autoridades venezuelanas.

EUA alertam cidadãos no Brasil para evitar protestos contra ação na Venezuela
Foto: Reprodução

A Embaixada dos Estados Unidos e os consulados-gerais no Brasil emitiram um alerta a cidadãos americanos para que evitem áreas com manifestações previstas contra o ataque à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro.

 

Segundo o comunicado, atos estão programados para esta segunda-feira (5) em cidades como Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. As autoridades de segurança pública brasileiras, de acordo com a embaixada, estão cientes dos protestos e acompanham a situação.

 

O alerta destaca que, embora manifestações desse tipo sejam historicamente pacíficas, elas podem se tornar imprevisíveis. Diante disso, a orientação é que cidadãos americanos evitem grandes aglomerações, mantenham cautela nas proximidades dos atos, ajam com discrição e acompanhem a mídia local para atualizações.

EUA dizem na ONU que não irão ocupar a Venezuela após captura de Nicolás Maduro
Foto: Ricardo Stuckert / PR

A representação norte-americana no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, convocado para discutir ação dos EUA de inavidir caracas e capturar Nicolas Maduro em operação militar, afirmou que o pais "não ira ocupar a Venezuela".

 

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Segundo embaixador dos EUA, Mike Waltz, não se trata de uma "guerra contra o país ou sua população" mas de uma ação contra "fugitivos e narcotraficantes" referindo a Maduro e sua esposa, CIlia FLores. 

 

De acordo com Waltz, a operação “torna indiscutivelmente a região mais segura” e busca responsabilizar Maduro pelos “crimes que cometeu contra a população norte-americana por 15 anos”, incluindo “terrorismo, assassinatos, extorsões e sequestros”, além de ataques a cidadãos dos EUA e ações que “desestabilizaram o hemisfério ocidental”.

Após reconhecimento diplomático, Lula mantém diálogo com Delcy Rodríguez sobre operação americana na Venezuela
Foto: Reprodução / Redes sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria entrado em contato com a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante o final de semana. Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (5), o presidente brasileiro abriu diálogo informal com Rodriguez entre sábado (3) e domingo (4).

 

O contato ocorreu após o Itamaraty, ou Ministério das Relações Exteriores, reconhecer formalmente a liderança da vice-presidente de Nicolás Maduro, após a captura do então líder venezuelano durante uma ação militar norte-americana.  

 

Há a possibilidade de que os dois voltem a se falar ainda nesta segunda (5), ainda conforme a reportagem. Ainda no sábado, Lula manifestou, nos bastidores, preocupação com as consequências da operação militar ordenada por Donald Trump à estabilidade na América do Sul.

 

Durante uma reunião virtual realizada com auxiliares no sábado, Lula pediu que ministros acompanhem com atenção os desdobramentos da intervenção americana na Venezuela, especialmente possíveis impactos na fronteira com o Brasil.

 

Lula também determinou posicionamento crítico à operação americana, apontada por integrantes do governo como um precedente perigoso para o continente.

“Sou inocente”, diz Maduro em audiência de custódia em tribunal de Nova York
Foto: Reprodução / Fox

O líder chavista Nicolás Maduro, capturado por autoridades dos Estados Unidos em Caracas, compareceu nesta segunda-feira (5) a um tribunal federal em Manhattan, em Nova York, dando início formal ao processo judicial em território norte-americano, que deve se estender por meses.

 

Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram apresentados às acusações que incluem suposto narcoterrorismo e conspiração para a importação de cocaína para os Estados Unidos. Durante a audiência, ao ser questionado sobre culpa ou inocência, o presidente venezuelano declarou: “Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente.”

 

A apresentação ao juiz federal faz parte do procedimento inicial obrigatório do sistema judicial americano. Nessa etapa, não há espaço para debates sobre o mérito do caso nem para pronunciamentos extensos das partes.

 

Segundo a imprensa norte-americana, logo após a abertura da sessão, o juiz Alvin K. Hellerstein solicitou que Maduro se identificasse perante a Corte. Em espanhol, ele afirmou ser o presidente da República da Venezuela e disse que estava ali “sequestrado”. Ao final da audiência, a expectativa é que o magistrado determine que Maduro e Flores permaneçam presos enquanto aguardam o julgamento.

 

Cilia Flores acompanhou o marido na audiência e também se declarou “completamente inocente”. Ainda durante a sessão, o juiz informou ao casal que ambos têm o direito de solicitar contato com o consulado venezuelano. Maduro afirmou compreender a prerrogativa e manifestou interesse em receber a visita consular, pedido que também foi feito por Flores.

Semana em Brasília tem governo de olho na situação de Maduro, atos sobre 8 de janeiro e divulgação da inflação
Foto: Reprodução Redes Sociais

A primeira semana do ano de 2026 começa em Brasília sob o impacto da operação militar do governo dos Estados Unidos que capturou e prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O governo brasileiro, que emitiu nota no fim de semana considerando a ação norte-americana uma “afronta gravíssima à soberania de outro país”, deve seguir nos próximos dias na mesma linha, de alertar para a violação de tratados internacionais, mas sem maior veemência em criticar diretamente o presidente Donald Trump.

 

Nesta segunda-feira (5), o Brasil deve participar da reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), e provavelmente deve apresentar a mesma linha de argumentação, de que a ação militar na Venezuela “ultrapassou uma linha inaceitável”. 

 

Em meio à crise política que ameaça também a Colômbia, outro aliado do governo brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende realizar nesta semana um ato no Palácio do Planalto para marcar os três anos dos acontecimentos no dia 8 de janeiro de 2023, com o vandalismo nas sedes dos três poderes. Além desse evento, o restante da agenda de Lula para essa semana ainda não foi divulgado.

 

Para o ato, na próxima quinta (8), Lula convidou os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, além de parlamentares, ministros, autoridades públicas e membros dos tribunais superiores. As presenças de Motta e Alcolumbre ainda não foram confirmadas.

 

No mesmo dia 8 de janeiro, o STF realiza o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro - Um dia para não esquecer”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate. 

 

O STF segue de recesso, embora alguns ministros estejam trabalhando normalmente, como Alexandre de Moraes e André Mendonça. O Congresso também segue em recesso parlamentar até o início de fevereiro. 

 

No calendário da divulgação de indicadores econômicos, o IBGE divulgará na próxima quinta (8) a Pesquisa Industrial Mensal. O estudo apresentará os resultados do setor industrial brasileiro no mês de novembro de 2025. 

 

O destaque da semana, entretanto, será a divulgação, na sexta (9), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O indicador representa a inflação oficial brasileira, e os números apresentados se referem à alta de preços no mês de dezembro. 

Governo da Venezuela envia nota a comunidade internacional e chama ação dos EUA de “agressão militar”
Foto: Wikipédia/Divulgação

O governo da Venezuela enviou um comunicado oficial a comunidade internacional, neste sábado (03), e denunciou a ação do governo de Donald Trump como uma “gravíssima agressão militar perpetrada pelos Estados Unidos” contra o território e a população venezuelanos.

 

Em nota, as autoridades do país afirmam que esta seria uma tentativa norte-americana de impor uma guerra colonial com objetivo de se apoderar do petróleo e minerais venezuelanos. As informações são da Agência Brasil. 

 

“Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas”, diz o comunicado.

 

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O país alega que foram atingidas localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. No comunicado, a diplomacia venezuelana garante que apresentará as denúncias ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, ao secretário-geral da ONU, António Guterres, à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e ao Movimento dos Países não Alinhados (MNOAL), exigindo a condenação e a prestação de contas do governo dos Estados Unidos.

 

A Venezuela informou ainda que, em conformidade com o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, se reserva o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência. O texto cita ainda uma convocação para a população. “O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativar os planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista.”

 

Sobre o ataque a soberania e controle do petróleo, o governo diz que “não conseguirão”. “Após mais de duzentos anos de independência, o povo e o seu governo legítimo mantêm-se firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir o seu destino”, acrescentou.

 

“A tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma ‘mudança de regime’, em aliança com a oligarquia fascista, fracassará como todas as tentativas anteriores”, diz o governo.

 

O documento termina com uma citação do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez: “Diante de qualquer circunstância de novas dificuldades, sejam elas quais forem, a resposta de todos e todas as patriotas... é unidade, luta, batalha e vitória”.

Trump afirma que EUA vai administrar a Venezuela após captura de Maduro: "Não queremos que outra pessoa assuma o poder"
Foto: Daniel Torok/ White House

 

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos vão "administrar" a Venezuela interinamente após a derrubada do regime de Nicolás Maduro. Em pronunciamento oficial na tarde deste sábado (3), Trump detalhou a operação militar que resultou na captura de Maduro, então presidente da Venezuela.

 

Sem citar Mária Corina Machado ou Edmundo González Urrutia, ambas figuras de oposição a Maduro na Venezuela, Trump alegou que "não queremos que outra pessoa assuma o poder e que a situação se repita há muitos anos”. “Portanto, vamos governar o país.", afirmou durante uma coletiva de imprensa em seu clube Mar-a-Lago, na Flórida.

 

"Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela", completou o presidente republicano. Trump não especificou quanto tempo prevê que essa transição de poder levará.

 

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Trump continua o pronunciamento afirmando ainda que petroleiras norte-americanas começarão a atuar na indústria petrolífera da Venezuela. "Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país", disse.

 

E finaliza: "Nós construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós (...). Uma enorme infraestrutura petrolífera foi tomada como se fôssemos crianças".

Donald Trump divulga imagem de Nicolás Maduro sendo levado a NY
Foto: Reprodução / Truth Social

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou, na tarde deste sábado (3), a primeira imagem oficial da captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. O então líder político da Venezuela estaria sendo conduzido pelas forças armadas norte-americanas para Nova York, onde deve ser levado a julgamento. 

 

A foto foi publicada por Trump em sua rede social, Truth Social, com a seguinte legenda: “Nicolas Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima”. A imagem mostra Maduro vendado com óculos, de moletom e supostamente algemado. 

Sequestrado, Maduro será julgado pelos Estados Unidos, diz procuradora-geral dos EUA
Foto: Daniel Torok / Official White House Photo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, serão julgados em tribunais de justiça dos Estados Unidos. É o que dizem as informações divulgadas pela procuradora-geral estadunidense, Pamela Bondi, neste sábado (3). O casal foi capturado por militares norte-americanos durante uma operação comandada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. 

 

Em seu pronunciamento, Bondi afirma que ambos foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. Maduro foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos.

 

“Eles em breve enfrentarão toda a força da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, escreveu Bondi no X. “Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, gostaria de agradecer ao presidente Trump por ter a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano, e um enorme agradecimento às nossas bravas Forças Armadas que conduziram a incrível e bem-sucedida missão de captura desses dois supostos narcotraficantes internacionais”, finalizou Bondi.

 

Segundo informações da Agência Brasil, o mesmo posicionamento foi reiterado pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, neste sábado (3). Sem mencionar provas da acusação, Rubio diz que “Maduro não é o presidente da Venezuela e seu regime não é o governo legítimo”. 

 

“Maduro não é o presidente da Venezuela e seu regime não é o governo legítimo. Maduro é o chefe do Cartel de los Soles, uma organização narcoterrorista que tomou posse do país. E ele é indiretamente acusado de traficar drogas para os Estados Unidos”, disse Rubio, em seu perfil no antigo Twitter. As acusações contra Cilia Flores não foram detalhadas.  

 

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, rejeitou a presença de tropas estrangeiras no país e classificou o ataque de "vil e covarde". Padrino pediu ajuda internacional. Bombardeios dos Estados Unidos a barcos nas águas do Caribe ocorreram nos últimos meses.

María Corina Machado se pronuncia e defende que aliado seja proclamado "legítimo Presidente” da Venezuela
Foto: Reprodução / Redes sociais

A líder da oposição ao regime de Nicolás Maduro, María Corina Machado, defendeu que seu aliado, Edmundo González Urrutia seja proclamado "legítimo Presidente da Venezuela”. Em pronunciamento realizado por meio de uma rede social, neste sábado (03), Corina diz que Edmund, adversário de Maduro nas eleições de 2024, deve assumir o poder “imediatamente”. 

 

"Este é o momento dos cidadãos. Para aqueles de nós que arriscaram tudo pela democracia em 28 de julho. Para aqueles de nós que elegeram Edmundo González Urrutia como o legítimo Presidente da Venezuela, que deve assumir imediatamente seu mandato constitucional e ser reconhecido como Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Nacionais por todos os oficiais e soldados que as compõem", escreveu no X, antigo Twitter. 

 

A vencedora do Nobel da Paz ainda celebrou a captura do presidente Nicolás Maduro, durante a ação militar dos Estados Unidos.  Segundo ela, "Maduro passa a enfrentar, a partir de hoje, a justiça internacional pelos crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos e contra cidadãos de muitas outras nações". Ela escreveu ainda que o governo dos EUA cumpriu sua promessa de fazer valer a lei, após a recusa de Maduro em aceitar uma saída negociada.

 

“Hoje, estamos preparados para exercer nosso mandato e tomar o poder. Permaneçamos vigilantes, ativos e organizados até que a Transição Democrática seja alcançada. Uma transição que precisa de todos nós", afirmou a líder oposicionista. "Aos venezuelanos que estão dentro do nosso país, estejam preparados para implementar o que em breve comunicaremos a vocês por meio de nossos canais oficiais”, completa. 

Trump diz que EUA precisam da Groenlândia por segurança nacional e cita presença russa e chinesa
Foto: Divulgação / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar, nesta segunda-feira (22), que os EUA precisam da Groenlândia por razões de segurança nacional. Segundo ele, a presença de navios russos e chineses na região torna o território estratégico para os interesses norte-americanos.

 

“Precisamos da Groenlândia para a segurança nacional, não por minerais. Se você olhar para a Groenlândia, de ponta a ponta da costa, verá navios russos e chineses por toda parte. Precisamos dela para a segurança nacional. Temos que tê-la”, disse Trump a jornalistas em Palm Beach, na Flórida. As informações são da agência Reuters.

 

No domingo (21), Trump nomeou o governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial para a Groenlândia. A decisão provocou reações negativas tanto do governo da Dinamarca quanto das autoridades groenlandesas. Landry, que governa o estado desde janeiro de 2024, declarou apoio à proposta de anexação.

 

Em publicação em seu perfil na rede social X, Landry afirmou ser “uma honra servir” em uma posição voluntária para “tornar a Groenlândia parte dos Estados Unidos” e disse que a nomeação não interfere em seu cargo como governador estadual.

EUA interceptam novo petroleiro ligado à Venezuela, afirma agência
Foto ilustrativa: Tânia Rego / Agência Brasil

A Guarda Costeira dos Estados Unidos realizou mais uma operação para interceptar um petroleiro na região próxima à Venezuela. Segundo informações divulgadas pelas agências Reuters e Bloomberg neste domingo (21), a embarcação foi abordada em águas internacionais, mas o local exato da ação não foi informado.

 

De acordo com a Bloomberg, o navio tem bandeira do Panamá e seguia em direção à Venezuela, onde seria carregado com petróleo. Uma autoridade ouvida pela Reuters afirmou que a embarcação estava incluída em listas de sanções internacionais. A Casa Branca foi procurada, mas não respondeu aos questionamentos das agências.

 

A nova interceptação ocorre poucos dias após uma ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para endurecer o cerco a petroleiros ligados ao país sul-americano. Na terça-feira (16), o republicano determinou o bloqueio total de embarcações sancionadas que entrem ou saiam da Venezuela. Em publicação na rede Truth Social, Trump acusou o governo venezuelano de roubar petróleo e terras de cidadãos norte-americanos.

 

No sábado (20), outro petroleiro também foi apreendido na mesma região. Assim como no caso mais recente, a embarcação tinha bandeira do Panamá e transportava petróleo venezuelano. A operação contou com apoio do Pentágono, segundo relatos da imprensa internacional.

 

O diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Kevin Hassett, afirmou que os dois primeiros navios apreendidos neste mês estariam fornecendo petróleo a países que também sofrem sanções internacionais.

 

A primeira ação desse tipo em dezembro ocorreu no dia 10, quando autoridades norte-americanas apreenderam o petroleiro Skipper. A embarcação estava sob sanções por manter ligações com o Irã. Se confirmada oficialmente, a operação deste domingo será a terceira realizada pelos Estados Unidos contra petroleiros ligados à Venezuela apenas neste mês.

Diretor do FBI informa que agentes baleados na Casa Branca não morreram, mas estão em estado grave; Trump pede orações
Foto: The Official White House

 

O diretor do FIB (Federal Bureau of Investigation), Kash Patel, afirmou que os soldados baleados em frente à Casa Branca nesta quarta-feira (26), não morreram. A morte dos agentes foi divulgada mais cedo e, até então, a Casa Branca havia confirmado apenas os ataques. 

 

Em sua rede social, Truth Social, o presidente Donald Trump pediu orações aos agentes. "O animal que atirou nos dois membros da Guarda Nacional, ambos gravemente feridos e agora internados em hospitais diferentes, também está gravemente ferido, mas, independentemente disso, pagará um preço muito alto", afirmou o republicano. 

 

O suspeito, que também foi ferido, está preso, segundo a polícia de Washington. De acordo com a emissora americana CNN, os dois membros da Guarda Nacional trocaram tiros com o atirador antes de serem baleados. O chefe do Departamento de Polícia Metropolitana de Washington, no entanto, afirmou em uma entrevista coletiva que os soldados estavam armados no momento do ataque, mas que ainda não se sabe quem atirou no suspeito.

Dois militares são baleados ao redor da Casa Branca e sede do governo americano é fechada
Foto: The Official White House

Dois agentes da Guarda Nacional foram baleados, nesta quarta-feira (26), perto da Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela imprensa americana e, segundo o The New York Times, o presidente Donald Trump já foi informado sobre o ataque. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dos militares. 

 

O presidente Donald Trump já havia deixado Washington na noite de terça-feira (25), em uma viagem a Flórida, onde deve passar o feriado de Ação de Graças. A Casa Branca confirmou o ataque e fechou as entradas e saídas de servidores nesta quarta. A secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos EUA, Kristi Noem, afirmou que o órgão trabalha com a polícia local para reunir mais informações.

 

Uma pessoa teria sido presa, mas não há mais informações sobre o atirador ou o que motivou o ataque. (A reportagem foi atualizada às 19h40 para retificar informações sobre a saúde dos agentes. O Bahia Notícias pede desculpas pelo erro).

Estados Unidos retiram tarifas de 40% de alguns produtos agrícolas brasileiros
Foto: Daniel Torok / Casa Branca

A Casa Branca, nos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (20), a retirada da tarifa de 40% sobre alguns produtos brasileiros do setor agrícola. A decisão é válida para os produtos que entrarem nos EUA a partir de 13 de novembro. 

 

Segundo o site G1, a decisão do presidente Donald Trump informa que alguns produtos agrícolas não estarão sujeitos à alíquota adicional de imposto ad valorem, publicada no Decreto Executivo 14323. Ainda não há informações sobre os produtos específicos, mas foram incluídos na lista carnes, café e outros produtos agrículas.

 

Na última sexta-feira (14), o presidente dos EUA já havia decidido reduzir tarifas sobre a importação de carne bovina, tomate, café e banana de maneira retroativa.

 

O movimento ocorreu após recomendações de autoridades responsáveis por monitorar o estado de emergência declarado no estado desde abril. Desde a adoção da tarifa de 50% sobre o café, em agosto, exportadores brasileiros registraram forte retração. Segundo o Cecafé, em outubro as vendas caíram 54,4% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. 

 

Trump reduz tarifas sobre café, carne e outros produtos importados; Brasil deve ser um dos principais beneficiados
Foto: Daniel Torok / Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma medida que reduz tarifas sobre a importação de carne bovina, tomate, café e banana, em uma tentativa de conter a inflação dos alimentos no país após o recente tarifaço imposto pelo próprio governo. A ordem foi despachada nesta sexta-feira (14).

 

A decisão tende a favorecer diversos países exportadores, incluindo o Brasil, que é o maior produtor mundial de café e o segundo maior produtor de carne bovina, atrás apenas dos EUA, conforme dados do Departamento de Agricultura americano (USDA).

 

A redução passa a valer de forma retroativa, a partir das 2h01 desta quinta-feira (13), segundo documento divulgado pela Casa Branca. Centenas de produtos alimentícios aparecem na lista contemplada pelo decreto.

 

A ordem assinada por Trump modifica o escopo das chamadas tarifas recíprocas, justificadas pela administração como parte da estratégia para enfrentar os “grandes e persistentes déficits comerciais” dos EUA.

 

O movimento ocorre após recomendações de autoridades responsáveis por monitorar o estado de emergência nacional declarado pelo presidente em abril. A Casa Branca citou como fatores para a revisão: o avanço das negociações com parceiros comerciais, a demanda interna e a capacidade produtiva americana.

 

Trump justificou no decreto que a mudança se tornou necessária após avaliar “as recomendações recebidas, o andamento das negociações com diversos parceiros, a demanda doméstica atual e a capacidade de produção dos Estados Unidos”.

 

O BRASIL
Em 2024, o Brasil exportou US$ 1,96 bilhão em café para os EUA, mantendo-se como o maior fornecedor do produto ao mercado americano, segundo a International Trade Administration.

 

Desde a adoção da tarifa de 50% sobre o café, em agosto, exportadores brasileiros registraram forte retração. Segundo o Cecafé, em outubro as vendas caíram 54,4% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

 

A expectativa agora é de que a revisão tarifária alivie o impacto sobre os produtores brasileiros e contribua para recuperar parte do mercado perdido nos últimos meses.

Donald Trump avalia restrição de vistos por questões de saúde crônica e obesidade
Foto: Daniel Torok / Official White House Photo

O governo de Donald Trump avalia restringir a emissão de vistos a imigrantes em caso de condições de saúde pré-existentes. A medida, encaminhada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos a embaixadas e consulados dos EUA pelo mundo, indica que os consulados analisem as condições físicas e de saúde dos solicitante de vistos possam ter para autorizar ou não entradas no país.

 

Uma lista de doenças como a hipertensão, a diabete e a obesidade podem agora ser justificativa para barrar cidadãos estrangeiros. O material foi divulgado pela agência de notícias norte-americana Associated Press, que teve acesso ao documento.

 

Segundo informações iniciais, a diretriz não deve funcionar como uma regra obrigatória, mas já foi encaminhada pelo governo dos Estados Unidos emitida na semana passada a embaixadas e consulados por meio de um comunicado do Departamento de Estado. A intenção é padronizar as análises das embaixadas.

 

Entre as condições médicas que podem desclassificar um candidato a visto estão: doenças crônicas; obesidade; hipertensão; doenças cardiovasculares, metabólicas e neurológicas (não foram especificadas quais); depressão; ansiedade; condições de saúde mental que possam exigir “centenas de milhares de dólares em cuidados”.

Mensagens obtidas pelo Congresso dos EUA indicam que Trump tinha conhecimento sobre crimes de Jeffrey Epstein
Foto: White House

Democratas do Congresso dos EUA revelaram e-mails em que Jeffrey Epstein revela que o presidente Donald Trump teria "passado horas" na casa dele com uma de suas vítimas. As mensagens, divulgadas nesta quarta-feira (12), sugerem que o líder americano sabia mais sobre os crimes de Epstein, que incluem tráfico sexual, do que admite.

 

Trump nega firmemente ter qualquer envolvimento ou conhecimento do esquema de Epstein. Segundo ele, sua relação com o suspeito era amigável, mas houve uma separação.

 

No entanto, os democratas que integram o Comitê de Supervisão Americana afirmou que os e-mails, tirados de algumas das milhares de páginas recebidas, levantam novas questões sobre a relação entre o presidente e o suspeito. Os documentos foram publicados pelo jornal The New York Times.

 

Em uma das mensagens, Epstein afirma categoricamente que Trump "sabia sobre as garotas", que eram em sua maioria menores de idade. Em outra mensagem, Jeffrey pondera sobre como responder perguntas de jornalistas sobre a relação dos dois a medida em que Trump virou uma figura política.

 

"Esses últimos e-mails e correspondências levantam questões sobre o que mais a Casa Branca estaria escondendo e qual a natureza da relação entre Epstein e o Presidente", declarou o representando democrata do comitê, Robert Garcia.

 

Os três e-mails diferentes, que foram divulgados nesta quarta, fazem parte do acordo judicial, fechado na Flórida em 2008, onde promotores federais concordaram em não prosseguir com as acusações. Elas surgiram anos depois de Trump e Epstein relatarem um afastamento, no começo dos anos 2000.

 

Num e-mail de abril de 2011, Epstein disse a Ghislaine Maxwell, que mais tarde foi condenada por acusações relacionadas à facilitação de seus crimes: “Quero que você perceba que aquele cachorro que não latiu é Trump”. Ele acrescentou que uma vítima não identificada “passou horas na minha casa com ele, ele nunca foi mencionado”, ao falar com a confidente.

 

"Eu tenho pensado sobre isso", respondeu Maxwell.

 

Em um e-mail de janeiro de 2019, Epstein escreveu ao autor Michael Wolff sobre Trump: “É claro que ele sabia sobre as meninas quando pediu a Ghislaine que parasse”. Os democratas da Câmara, citando um denunciante não identificado, disseram esta semana que Maxwell estava se preparando para pedir formalmente a Trump que comutasse sua sentença de prisão federal.

 

Os e-mails foram fornecidos ao Comitê de Supervisão com uma parcela maior de documentos do espólio de Epstein que o painel solicitou como parte de sua investigação sobre Epstein e Maxwell, que cumpre pena de 20 anos por acusações de tráfico sexual.

Exportações da Bahia caem 16,4% em outubro com efeitos de tarifaço de Trump
Terminal Portuário de Cotegipe / Foto: Divulgação / SEI

As exportações baianas registraram uma queda de 16,4% em outubro de 2025, em relação ao mesmo mês do ano anterior.

 

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (10) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), entidade vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan). Mesmo com um total de 1,03 bilhão de dólares exportado [o maior valor mensal do ano], o resultado foi impactado por uma redução de 17,6% no volume embarcado, parcialmente compensada por uma alta média de 1,4% nos preços dos produtos exportados.


QUEDA EM VENDAS PARA OS EUA
Segundo a SEI, o principal motivo para o recuo foi a forte retração das vendas para os Estados Unidos, que caíram 60,8% em valor e 65% em volume. O resultado é consequência das tarifas impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump e da consequente redução na demanda por produtos baianos.


Em contrapartida, houve crescimento nas exportações para outros mercados: China: +23,7%, impulsionada pela soja; Canadá: +147%, com destaque para ouro e níquel; e Índia: +178,1%, puxada pelo algodão.
 
Mesmo assim, a SEI alerta para incertezas futuras, já que as negociações comerciais entre China e EUA podem afetar os embarques de soja — embora boa parte da safra já tenha sido exportada.

 

AGROPECUÁRIA CRESCE, INDÚSTRIA RECUA
Conforme a autarquia, entre os setores, apenas a agropecuária apresentou crescimento no mês, com alta de 21,4% frente a outubro de 2024. Já a indústria extrativa caiu 47,4%, e a indústria de transformação teve recuo de 38,7%, o que reflete o enfraquecimento da demanda global.

 

De janeiro a outubro, as exportações da Bahia somaram 9,54 bilhões de dólares, uma queda de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações, por sua vez, totalizaram 8,07 bilhões de dólares, recuo de 13%, o que manteve o saldo comercial positivo em 1,46 bilhão de dólares.


A SEI aponta que o avanço da safra agrícola, estimada em 12,8 milhões de toneladas (+12,3%), e a melhora nos preços das commodities têm ajudado a sustentar o nível das exportações, mesmo em um cenário global de barreiras comerciais e instabilidade econômica.
 

IMPORTAÇÕES TAMBÉM CAEM
No caso das importações baianas, estas somaram 770,9 milhões de dólares em outubro, uma queda de 19,3% frente a 2024. A principal causa foi a redução nas compras de combustíveis (-58,8%), segundo o levantamento da SEI.

 

Por outro lado, alguns segmentos cresceram: Bens de capital: +102,7%, com destaque para máquinas e equipamentos; e Bens de consumo: +186,3%, impulsionados por veículos, produtos químicos e eletrônicos.
No acumulado até outubro, o estado mantém um ritmo moderado nas compras externas, com avanço de 2,7% nos bens intermediários, totalizando 4,7 bilhões de dólares.

 

A autarquia também informou que os EUA seguem como principal fornecedor para a Bahia, com 29% de participação, mas registraram queda de 9,3% nas exportações para o estado. No caso da China, o país asiático já ocupa a segunda posição, com 1,3 bilhão de dólares em vendas, um crescimento de 67,7% em relação ao ano passado. As compras chinesas são impulsionadas por células fotovoltaicas, veículos, fertilizantes e máquinas industriais.


Já a Rússia teve queda de 49,2% nas exportações à Bahia, por conta da redução nos embarques de diesel e nafta. Mesmo assim, continua como principal fornecedora de fertilizantes, com 220 milhões de dólares em vendas, uma alta de 18% no ano.

Em meio ao tarifaço, Trump questiona preços da carne bovina nos EUA e inicia investigação contra frigoríficos
Foto: The Official White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o Departamento de Justiça (DOJ) vai investigar os frigoríficos do país que, segundo ele, estão elevando o preço da carne bovina. A declaração, dada por meio das redes sociais nesta sexta-feira (7), chama a atuação dos estabelecimentos de “conluio ilícito”. 

 

“Pedi ao DOJ que inicie imediatamente uma investigação sobre as empresas frigoríficas que estão elevando o preço da carne bovina por meio de conluio ilícito, fixação de preços e manipulação de preços”, disse Trump em publicação no Truth Social, sem mencionar os nomes das empresas.

 

Trump completa dizendo que o preços do gado têm caído, mas que o da carne embalada subiu. “Portanto, sabe-se que há algo de suspeito. Vamos descobrir a verdade muito rapidamente. Se houver crime, os responsáveis pagarão um preço alto!”, declarou.

 

A Procuradora-Geral do país, Pamela Bondi, disse que a investigação já está em andamento. Por outro lado, os pecuaristas norte-americanos seguem criticando o republicano, depois do presidente sugerir que o país importe mais carne bovina da Argentina.

 

Na ocasião, Trump disse que usaria a medida para reduzir os preços da carne bovina nos EUA, que atingiram níveis recordes. Os produtores viram o comentário como uma ameaça já que tem lucrado com a alta demanda e menos concorrência no mercado de carnes desde o tarifaço. 

 

Sobre isso, Trump respondeu, citando o tarifaço contra o Brasil, que era o maior fornecedor de carne para a indústria norte-americana. "Os pecuaristas, que eu amo, não entendem que a única razão pela qual estão indo bem, pela primeira vez em décadas, é porque eu impus tarifas sobre o gado que entra nos EUA, incluindo uma tarifa de 50% sobre o Brasil", disse Trump em sua rede social.

Na Exposibram, Henrique Carballal exalta Bahia como “locomotiva do desenvolvimento da mineração” no Brasil
Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

 

O presidente da Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM), Henrique Carballal, destacou o potencial de crescimento da Bahia frente a transição energética e exploração mineral no Brasil. Durante a cerimônia da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM) 2025, que ocorreu no Centro de Convenções de Salvador, nesta segunda-feira (27), o gestor da estatal baiana revelou que o enorme acervo baiano de minérios já despertou o interesse de potências internacionais, como os Estados Unidos. 

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, Carballal detalha que o governo americano solicitou informações sobre as áreas baianas de exploração de grafita, mineral composto de carbono puro amplamente utilizado em baterias. “Na reunião que o governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos teve, o Ministério das Minas e Energia entrou em contato conosco [a CBPM] a interesse do governo estadunidense acerca de áreas de grafita que nós possuímos aqui na Bahia, até porque acho que eles não sabem das áreas de terra rara que a gente tem.”

 

No evento, a CBPM montou um stand imersivo para detalhar todo o catálogo da mineração baiana. “Então, essa é uma oportunidade na EXPOSIBRAM para anunciar que a gente tem grafita, tem terra rara, cobre, cobalto, nós temos praticamente todos os minerais da transição energética com um teor muito elevado, com grandes quantidades”, explica o presidente da entidade. 

 

O gestor destaca ainda que esse potencial do país dá ao governo “a possibilidade real de transformar a Bahia na locomotiva do desenvolvimento da mineração e da transição energética no Brasil e atender as expectativas do mundo”. E com intenção de trazer investimentos para o estado neste setor, Carballal destaca a atuação da CBPM em oferecer um ambiente propício para os negócios. 

 

“A nossa expectativa é exatamente poder atrair os investimentos. Nós mudamos, inclusive, a nossa forma de atuação, tanto que estamos abertos, portanto, a outras formas de negócio onde a gente espera, com a iniciativa privada e a presença do Estado através da CBPM, encurtar o tempo, que normalmente é de até 15 anos, para você conseguir iniciar um processo de exploração”, aponta. 

 

Ele explica que com o novo formato de atuação e contratos, os resultados da exploração de minério do estado podem chegar 10 anos mais cedo: “Desde que você tenha um conhecimento acerca de uma área geológica para a exploração, de uma larva propriamente dita, a gente pode encurtar no mínimo em 12 ou 13 anos. A gente espera em 2 ou 3 anos já estar desenvolvendo minas, produção mineral em áreas que levariam 20 anos, por exemplo, para você conseguir iniciar um processo de exploração”, completa.

Jerônimo Rodrigues destaca “terras raras” na Bahia em meio a negociação entre Lula e Trump
Foto: Paulo Dourado / Bahia Notícias

O governador Jerônimo Rodrigues compareceu, nesta segunda-feira (27), a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM) 2025, que ocorre no Centro de Convenções de Salvador. No evento, que é o maior evento de mineração da América Latina, o gestor estadual destacou as potencialidades da Bahia na extração de terras raras, especialmente em um contexto de negociações internacionais, como no caso dos Estados Unidos. 

 

Em sua fala, Jerônimo destacou a realização do evento em Salvador. “Fazer um evento aqui é chamar a atenção do potencial que nós temos, até as terras raras que nós disponibilizamos a outros minérios. É nos colocar a luta dizendo: ‘Nós queremos apresentar o que a Bahia tem, queremos dialogar com vocês um formato de exploração que seja responsável, sustentável, que possa envolver ações de ciência, tecnologia e inovação’. O  tempo inteiro foi montando uma estratégia para que o mundo e o Brasil pudessem ver o potencial mineral que a Bahia tem”. 

 

Jerônimo compareceu à cerimônia de abertura da Exposição, ao lado do presidente da Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM), Henrique Carballal. A estatal baiana conta com um stand para a divulgação do potencial da mineração baiana. 

 

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Ao citar as terras raras, o governador comentou ainda as negociações entre o Brasil, na figura do presidente Lula, e o governo de Donald Trump nos Estados Unidos. “O setor empresarial aguardava por isso, para evitar qualquer trauma, qualquer transtorno na relação de exportação e de importação. E a Bahia tem interesse, sim [na negociação]. Nós exportamos produtos minerais, de petróleo, frutas, nós exportamos pescado. Por isso, temos interesse que essa relação se tranquilize”, explica. 

 

Mas ainda assim, Jerônimo se disse otimista no resultado do diálogo bilateral entre os países: “O próprio Trump reconhece o papel do presidente do Brasil e fora dele. E eu espero que essa relação seja ratificada porque houve de má interpretação. Os Estados Unidos são um país importante na economia mundial, precisam de nós e nós precisamos dele. O bom é quando essa relação diplomática acontece”, finaliza. (Atualizada às 20h26)

De volta ao Brasil após encontro com Trump, Lula pode indicar escolhido ao STF; confira agenda da semana em Brasília
Foto: Ricardo Stuckert/PR

A semana em Brasília será marcada por decisões que podem impactar principalmente a economia e o Judiciário. Após o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, dos Estados Unidos, o governo aguarda respostas sobre o tarifaço, enquanto tenta no Congresso Nacional aprovar projetos que elevem a arrecadação e imponham cortes de gastos. 

 

De volta ao Brasil após viagem à Ásia, Lula pode vir a indicar o seu escolhido para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. O principal nome na bolsa de apostas em Brasília é o do advogado-geral da União, Jorge Messias.

 

O presidente Lula também empossará oficialmente nesta semana o seu novo ministro, Guilherme Boulos, que assume a Secretaria-Geral da Presidência. Já o STF retoma julgamentos que podem redefinir regras sobre nepotismo, enquanto a Câmara dos Deputados realiza uma semana de esforço concentrado com quase 50 projetos em pauta, entre eles o que proíbe a cobrança por bagagens de mão.

 

Confira abaixo um resumo da semana nos três poderes.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula iniciou a semana nesta segunda-feira (27) em Kuala Lumpur, na Malásia, fazendo uma entrevista coletiva. Lula descreveu em detalhes como foi a reunião de cerca de 50 minutos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e disse que a solução para o tarifaço aplicado aos produtos brasileiros viria “em poucos dias”. 

 

Na sequência, já na parte da tarde na Malásia, Lula participou da sessão de abertura da 20.ª Cúpula da Ásia do Leste. Em seguida, foi recebido em um jantar de gala, oferecido pelo presidente da Malásia, Anwar Ibrahim, e pela primeira-dama, Wan Azizah Wan Ismail.  

 

Nesta terça (28), o presidente Lula retornará ao Brasil de sua viagem à Ásia, que incluiu compromissos na Indonésia e na Malásia, assim como o encontro com Trump e sua equipe de negociadores. 

 

Na quarta (29), Lula empossa, em solenidade no Palácio do Planalto, Guilherme Boulos como ministro da Secretaria-Geral da Presidência. A nomeação de Boulos foi publicada no Diário Oficial na semana passada, e com a posse oficial, ele começará a atuar para tentar reaproximar Lula de movimentos sociais. 

 

Também para essa semana há a expectativa de que o presidente Lula indique o substituto do ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). Barroso anunciou sua aposentadoria e deixou o STF no último dia 17. 

 

Lula indicou a auxiliares que o seu escolhido para o Tribunal é o atual advogado-geral da União, Jorge Messias. O presidente deixou o anúncio para a volta da viagem à Ásia porque ainda pretende conversar com senadores como Davi Alcolumbre (União-AP) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG). 

 

No calendário da divulgação de indicadores econômicos, na próxima quinta (30) o Ministério do Trabalho divulga dados do Caged do mês de setembro. Ainda sobre a situação do mercado de trabalho, na sexta (31) o IBGE divulga a taxa de desemprego no mês de setembro.

 

PODER LEGISLATIVO

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), programou uma semana de esforço concentrado, com sessões de votação no plenário já a partir desta segunda (27) até a próxima quinta (30). Motta pautou 47 projetos para serem apreciados nesta última semana de outubro. 

 

Além dos projetos de lei sobre falsificação de bebidas (PL 2307/07) e garantia de gratuidade na bagagem de bordo (PL 5041/25), o presidente da Câmara programou a apreciação de  proposições em alusão ao Outubro Rosa, de enfrentamento ao câncer de mama, além de uma série de matérias voltadas à saúde e aos direitos da mulher, a maioria deles sob regime de urgência.

 

Iniciativas importantes no campo da saúde feminina incluem o projeto de lei nº 5.821/2023, que propõe ações para ampliar os serviços de mamografia e exames de triagem no SUS, visando a prevenção, detecção e tratamento dos cânceres do colo uterino e de mama. Além disso, está em pauta o projeto de lei nº 499/2025, do Senado Federal, que assegura o direito à realização anual do exame de mamografia para rastreamento do câncer de mama para mulheres a partir dos 40 anos de idade.

 

O foco em proteção e direitos é ampliado com a inclusão de requerimentos de urgência para o projeto de lei 1.527/2025, que dispõe sobre normas para a prevenção e combate à violência obstétrica contra mulheres indígenas, garantindo o respeito às particularidades culturais e à integridade física e psicológica durante o período gravídico, parto e pós-parto. 

 

Confira alguns dos principais itens na pauta prevista da semana na Câmara dos Deputados:

 

Saúde da mulher

 

  • Projeto de lei 1.249/2022: de autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), propõe a licença menstrual de três dias, a cada mês, para mulheres que comprovadamente sofrem com graves sintomas menstruais;
  • Projeto de lei 5.821/2023: de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), busca expandir serviços de mamografia no SUS;
  • Projeto de lei 2.112/2024: de autoria da deputada Maria Arraes (Solidariedade- PE), cria o MAMM, voltado à redução da mortalidade materna;
  • Projeto de lei 775/2025: de autoria da deputada Nely Aquino (PSD-MG), cria o Voucher Saúde da Mulher;
  • Projeto de lei 1.527/2025: de autoria da deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), estabelece normas de prevenção à violência obstétrica contra mulheres indígenas.

 

Também entre os 47 itens da pauta figura o Projeto de Lei 5041/25, do deputado Da Vitoria (PP-ES), que garante ao passageiro levar dentro da cabine uma mala de bordo segundo especificações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em viagens nacionais e internacionais. Companhias aéreas têm começado a cobrar pela bagagem levada a bordo em voos internacionais.

 

O projeto é relatado pelo deputado Neto Carletto (PP-BA), que ainda não apresentou o seu parecer. O deputado pode acatar algumas emendas que pedem o fim por completo da cobrança de bagagens por parte das companhias aéreas.

 

Um outro tema que pode ser votado na semana envolve as plataformas de vídeo sob demanda (VoD, na sigla em inglês), que poderão ter de pagar a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine).

 

O tema está no Projeto de Lei 8889/2017, do deputado licenciado Paulo Teixeira (PT-SP). Conforme o relator do texto, deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), tem divulgado na imprensa, poderá haver alíquotas diferenciadas para essas plataformas (4%) e para plataformas de compartilhamento de conteúdo audiovisual, como redes sociais mantidas por big techs (2%).

 

Ainda entre os destaques na pauta está o Projeto de Lei 2307/07, do ex-deputado Otavio Leite (RJ), que considera hediondo o crime de adulteração de alimentos e bebidas. O projeto foi apresentado por ocasião do “batismo” de leite por cooperativas em Minas Gerais, mas vai englobar os casos recentes envolvendo metanol e outras substâncias químicas em bebidas alcoólicas, problema que levou a diversos casos de morte e deficiências causadas pela ingestão de bebidas “batizadas”. 

 

A equipe econômica do governo Lula quer aproveitar essa projeto das bebidas para tentar aprovar trechos da medida provisória 1303/2025, derrubada na Câmara no dia 8 deste mês. O texto do projeto sobre bebidas recebeu um pacote de cinco dispositivos que estavam na MP e somam cerca de R$ 10,7 bilhões em impacto estimado. São eles:

 

  • Inclusão do programa Pé-de-Meia no piso constitucional da educação, com criação de um fundo permanente para o benefício;
  • Limitação do seguro-defeso à dotação prevista na Lei Orçamentária Anual, com exigência de biometria e cruzamento de dados;
  • Redução para 30 dias do prazo máximo do auxílio-doença concedido por análise documental (Atestmed);
  • Fixação de limite orçamentário para a compensação financeira (Comprev) entre o INSS e os regimes próprios de previdência de estados e municípios;
  • Endurecimento das regras de compensações tributárias de PIS/Cofins, para coibir créditos indevidos.

 

A pauta da Câmara possui ainda outras matérias que interessam diretamente ao governo federal. Uma delas é a urgência do projeto de lei que cria o Código de Defesa do Contribuinte e define regras para enquadrar devedores contumazes — empresas e pessoas que acumulam dívidas tributárias de forma reiterada e deliberada. A proposta foi aprovada no Senado Federal e é considerada prioritária pela equipe econômica do governo.

 

No Senado, a pauta divulgada pelo presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), prevê assuntos que já possuem acordo entre as lideranças e que não apresentam maiores polêmicas. Na sessão de terça (28), no plenário, pode ser votado o PL 4497/2024, que estabelece procedimentos para a ratificação dos registros imobiliários decorrentes de alienações e de concessões de terras públicas situadas em faixa de fronteira.

 

Também deve ser apreciado o PL 3436/2021, que altera a legislação para incluir a garantia de assistência fisioterapêutica aos pacientes submetidos a cirurgia de mastectomia. Ainda está na pauta de terça o projeto sobre o texto do Acordo de Previdência Social entre o Brasil e a República da Áustria, celebrado em Brasília, em 17 de maio de 2022.

 

Já para a sessão de quarta (29) está prevista a votação do do PL 2133/2023, que altera a Lei de Licitações e Contratos Administrativos para prever o uso do Sistema de Compras Expressas (Sicx) na contratação de bens e serviços comuns padronizados. Outro projeto em pauta é o PL 4712/2019, que busca criar o Programa Nacional de Prevenção à Depressão. Há ainda o projeto de decreto legislativo que ratifica o acordo entre o governo brasileiro e o governo da Itália sobre a Proteção Mútua de Informações Classificadas.

 

Nas comissões do Senado, o destaque é a possibilidade de o relator do projeto que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda, Renan Calheiros (MDB-AL), finalizar o seu parecer. O governo espera que haja a votação do projeto já no começo de setembro, para que a medida, que beneficia milhões de brasileiros, possa ter efeitos já no começo do ano que vem.

 

Nesta segunda (27), a CPMI do INSS ouve Alexandre Guimarães, ex-diretor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A convocação atende a requerimentos apresentados pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelos deputados Rogério Correia (PT-MG), Adriana Ventura (Novo-SP), Duarte Jr. (PSB-MA) e Sidney Leite (PSD-AM).

 

Alexandre Guimarães ocupou a estratégica Diretoria de Governança, Planejamento e Inovação do INSS, entre 2021 e 2023. De acordo com membros da comissão, investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto expõem um nexo financeiro direto e suspeito entre o ex-diretor e o epicentro da organização criminosa comandada pelo Careca do INSS.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus do chamado “núcleo 1” da tentativa de golpe de Estado têm até esta segunda (27) para recorrer da condenação imposta pelo STF (Supremo Tribunal Federal). 

 

O prazo se encerra às 23h59 para que as defesas apresentem o principal recurso cabível: os embargos de declaração. Esse instrumento é usado para apontar possíveis contradições ou omissões nos votos dos ministros, mas raramente altera o resultado de uma condenação. 

 

A defesa de Jair Bolsonaro deve insistir na tese de que os crimes de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito deveriam ser considerados como um só, sem soma de penas. A maioria dos ministros, no entanto, já se posicionou contra essa interpretação, o que reduz as chances de êxito. 

 

Os recursos dos réus serão avaliados em plenário virtual pela Primeira Turma. Não há prazo para o julgamento, mas a expectativa é de que ocorra de forma rápida, e é possível que seja realizado a partir do final da semana. 

 

Caso os recursos sejam rejeitados, as defesas dos réus ainda podem apresentar mais um embargo. Se esses também forem negados, o STF pode considerar o processo encerrado e certificar o chamado “trânsito em julgado”, momento em que a condenação se torna definitiva e as penas passam a ser executadas.

 

No plenário do STF, na próxima quarta (29), será retomado o julgamento sobre a extensão da proibição do nepotismo a cargos políticos, como secretários e ministros.

 

Até o momento, seis ministros votaram para excluir esses cargos da restrição prevista na Súmula Vinculante 13, enquanto apenas um defende a aplicação integral da norma. A decisão poderá redefinir limites éticos para nomeações no Executivo.

 

Na pauta do STF para essa semana também está a discussão da ação que questiona se o período de licença-maternidade pode ser concedido a um homem que integra casal homoafetivo.

 

Uma outra ação que pode ser julgada durante a semana é a contestação do Psol, que acusa o Congresso de omissão por não legislar sobre o IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas). O partido alega que a falta de lei complementar impede a aplicação do tributo e contraria os objetivos de redução das desigualdades sociais.
 

Governo dos EUA impõe sanções a presidente da Colômbia Gustavo Petro
Foto: The Official White House

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (EUA) impôs sanções econômicas contra o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sua esposa Veronica Garcia e seu filho Nicolas Petro Burgos. A medida, que estabelece um bloqueio dos bens e proibindo transações com cidadãos americanos, foi oficialmente anunciada nesta sexta-feira (24). O governo de Donald Trump justificou que Petro permitiu o fortalecimento de cartéis de drogas e beneficiou organizações narcoterroristas, sem apresentar provas concretas dessas acusações.

 

As sanções também atingem Armando Villaneda, e surgem um dia após Petro acusar os EUA de realizar "execuções extrajudiciais" em operações militares marítimas. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a decisão ocorre em um contexto de crescente deterioração nas relações diplomáticas entre os dois países.

 

Em resposta às sanções, o presidente colombiano publicou uma declaração: "De fato, a ameaça de Bernie Moreno se cumpriu: eu, meus filhos e minha esposa entramos na lista OFAC. (...) Lutar contra o narcotráfico durante décadas e com eficácia me traz esta medida do governo da sociedade à qual tanto ajudamos para combater o consumo de cocaína. Toda uma paradoxa, mas nem um passo atrás e jamais de joelhos".

 

A escalada das tensões começou quando o presidente colombiano criticou operações militares americanas no Caribe e no Oceano Pacífico contra embarcações supostamente ligadas ao tráfico de drogas. O presidente Trump, por sua vez, chamou Petro de "líder narcotraficante" e "meliante".

 

Na quinta-feira (23), durante coletiva de imprensa em Bogotá, Petro declarou: "Nesse tipo de manobras, que acreditamos violar o direito internacional, os Estados Unidos (...) estão cometendo execuções extrajudiciais. Há um uso desproporcional da força que é punido pelo direito internacional humanitário".

 

O mandatário colombiano também denunciou a presença militar americana: "O mar do Caribe está repleto de navios de guerra, aeronaves navais e mísseis. (...) Inclusive, um pescador de Santa Marta foi assassinado em seu barco. Quando anularam a certificação antidrogas, achamos muito paradoxal e, obviamente, recebemos isso como se fosse um insulto".

 

Desde 2 de setembro, os EUA atacaram 10 embarcações suspeitas de transportar drogas, resultando em mais de 40 mortes. Washington divulga regularmente vídeos dos destroços em chamas após os ataques. O governo colombiano denunciou que, durante essas operações, os Estados Unidos violaram águas nacionais da Colômbia.

 

Um grupo de especialistas nomeado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU criticou as operações americanas na quarta-feira (22), afirmando que "mesmo que tais alegações fossem comprovadas, o uso de força letal em águas internacionais sem base legal adequada viola o direito internacional do mar e equivale a execuções extrajudiciais".

 

Os especialistas alertaram que "Esses movimentos são uma escalada extremamente perigosa com graves implicações para a paz e a segurança na região do Caribe", acrescentando que uma ação militar contra outro Estado soberano constituiria "uma violação ainda mais grave" da Carta da ONU.

 

Em comunicado, o Tesouro americano mencionou declarações anteriores de Petro, quando em fevereiro ele comparou substâncias entorpecentes a bebidas alcoólicas, afirmando que "cocaína não é pior que uísque", em crítica à abordagem dos EUA no combate às drogas. Respondendo às acusações de Trump, Petro afirmou: "O senhor Trump me caluniou e insultou a Colômbia".

 

Em 19 de setembro, a Procuradoria da Venezuela solicitou à ONU que investigue os ataques dos Estados Unidos a embarcações no Caribe.

Tinder lança verificação facial nos EUA para combater contas falsas e bots
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O Tinder iniciou a implementação gradual de um novo sistema de verificação facial para usuários nos Estados Unidos. A ferramenta, chamada Face Check, tem o objetivo de confirmar a identidade dos cadastrantes e reduzir a criação de perfis falsos e automatizados, segundo informou o Match Group, empresa responsável pelo aplicativo.

 

De acordo com a plataforma, o processo de autenticação exige que novos usuários enviem um vídeo selfie, que será comparado às fotos do perfil. Aqueles que forem aprovados na análise receberão um selo de “Foto Verificada”, exibido para outros membros como sinal de autenticidade.

 

Além de identificar rostos e validar perfis, o sistema impede que uma mesma pessoa crie múltiplas contas com o mesmo rosto, oferecendo uma camada adicional de segurança contra fraudes digitais e uso indevido da imagem.

 

O Face Check está disponível desde junho na Califórnia, além de países como Colômbia, Canadá, Austrália, Índia e algumas nações do Sudeste Asiático. A expectativa da empresa é ampliar o recurso para outros estados norte-americanos nos próximos meses e, até 2026, estendê-lo para outros aplicativos de namoro do grupo.

Trump anuncia operações terrestres contra cartéis de drogas
Foto: The Official White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu país realizará "operações terrestres" contra cartéis de drogas latino-americanos "muito em breve". A declaração foi feita nesta quinta-feira (23) durante conversa com jornalistas. Sem mencionar diretamente a Venezuela, a fala do presidente americano ocorre em um momento de crescente tensão com o governo de Nicolás Maduro em Caracas. 

 

Ataques a embarcações nas águas da América do Sul já causaram pelo menos 37 mortes. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Trump expressou que os EUA estão "muito insatisfeitos" com o regime venezuelano. Mais cedo no mesmo dia, o republicano havia desmentido relatos sobre bombardeios americanos se aproximando do espaço aéreo da Venezuela.

 

Importantes setores do governo americano, liderados pelo secretário de Estado Marco Rubio, defendem uma intervenção para derrubar o regime de Maduro. A CIA recebeu autorização de Trump para realizar operações secretas em solo venezuelano com esse objetivo.

 

O governo Trump ainda não apresentou ao Congresso americano provas de que as embarcações atacadas transportavam drogas para território dos EUA, conforme alega. Especialistas indicam que o direito internacional permite ações desse tipo, quando não há ameaça iminente, apenas em situações de guerra declarada.

 

Sobre a necessidade de uma declaração formal de guerra, Trump declarou: "Não precisamos fazer uma declaração de guerra. Nós simplesmente vamos matar quem tentar trazer drogas ao nosso país. Matar, assim."

 

Em resposta, o governo venezuelano afirmou que as agressões americanas não prosperarão.

Donald Trump ameaça “erradicar” Hamas em caso de violação do cessar-fogo em Gaza
Foto: Official White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que o Hamas poderá ser "erradicado" se o grupo não cumprir o acordo de cessar-fogo estabelecido com Israel. A declaração foi feita nesta segunda-feira (20) durante pronunciamento oficial na Casa Branca, em Washington D.C., quando o líder americano foi questionado sobre a situação no Oriente Médio.

 

Na ocasião, o republicano deixou claro que tomará medidas severas caso o Hamas descumpra os termos do acordo. Segundo informações da CNN, Trump afirmou que uma possível intervenção seria implementada rapidamente e com uso intenso de força para resolver a situação na Faixa de Gaza.

 

"Se for preciso, eles serão erradicados, e eles sabem disso", declarou Trump. Ele acrescentou que, se as hostilidades persistirem, "iremos intervir e resolver a situação, e isso acontecerá muito rapidamente e com bastante violência".

 

A advertência presidencial surge após recentes episódios de violência que comprometeram o cessar-fogo. No fim de semana, dois soldados israelenses morreram na Faixa de Gaza, o que provocou uma série de ataques aéreos israelenses. Confrontos internos entre o Hamas e grupos rivais palestinos também aumentaram a instabilidade na região.

 

Trump indicou que outros países estão preparados para agir mediante suas ordens, embora tropas americanas não participem diretamente de novos combates. "Alguns países me ligaram quando viram alguns dos assassinatos do Hamas, dizendo que adoraríamos entrar e cuidar da situação nós mesmos", disse o presidente.

 

Apesar do tom firme, Trump finalizou com uma perspectiva menos belicosa: "Vamos dar uma pequena chance e, com sorte, haverá um pouco menos de violência".

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O ditado já indicava a verdade pro Cavalo do Cão e pra Coronel Card, mas ninguém quis ouvir. Inclusive, será que alguém foi pedir conselho pra Baixixa? A grande pergunta é o que vai restar de natural pra essas eleições. E a nova moda já está colocada. Se continuar desse jeito, daqui a pouco só vai ter campanha virtual mesmo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Ivana Bastos

Ivana Bastos
Foto: Foto: Max Haack / Agência Haack

"Gostaria que tivesse terminado de outra maneira". 

 

Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), ao lamentar o anúncio de saída do senador Angelo Coronel (PSD) do partido após embates por uma vaga na chapa do Senado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), durante a abertura dos trabalhos da AL-BA, a deputada estadual afirmou que preferia que a tratativas “tivessem terminado de outra maneira”.

Podcast

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