Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.
Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
/
Tag

Artigos

Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência

O desafio pode fazer bem. O risco está na pressão sem recuperação — e isso vale para qualquer pessoa que trabalhe sob grande exigência depois dos 80.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

eua

Equipe de Lenny Kravitz esclarece história envolvendo artista e avião que caiu na Flórida; brasileira era co-pilota
Foto: Instagram

A equipe do cantor norte-americano Lenny Kravitz, negou que o artista estivesse envolvido em um acidente aéreo na Flórida, após os rumores se espalharem pelas redes sociais.

 

O nome do roqueiro foi associado ao acidente envolvendo um Learjet, que caiu em Palm Beach County, na Flórida, no domingo (1º), com destino as Bahamas, e levava nove passageiros. Todos morreram na queda.

 

De acordo com Carleen Donovan, representante do artista, todas os relatos envolvendo Lenny e o acidente eram "inverídicos e incorretos". Os rumores cresceram após a viralização de um print publicado no Twitter, que sugeria que o piloto levaria o cantor em uma mesma rota.

 

No post atribuído a Emily Shelton, lia-se: "Honrada em voar o único e inigualável Lenny Kravitz de AUS (Austin) para ELH (nas Bahamas) amanhã". A mesma publicação dizia que a música do artista tocaria no cockpit. "Ansiosa para tê-lo a bordo! 'It Ain't Over 'Til It's Over' vai estar tocando no cockpit", afirmava o texto.

 

Segundo a Variety, no entanto, Emily Shelton não era a piloto do jato que caiu. A profissional feminina que estava no voo foi identificada pelo New York Post como Nathalia Gadelha Filgueiras, enquanto o nome do piloto homem não havia sido informado.

 

Nathalia era filha de brasileiros e tinha 20 anos. A jovem acumulava mais de 1,3 mil horas de voo e conseguiu tirar a licença aos 17 anos.

Avião cai em avenida na Flórida e deixa 9 mortos
Foto: Divulgação/PBCFR

Uma aeronave particular decolou do estado do Texas com destino às Bahamas e caiu sobre uma avenida de sete faixas em West Palm Beach, região situada ao norte de Miami, nos Estados Unidos, neste domingo (1º). O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e Resgate do Condado de Palm Beach para combater as chamas provocadas pela queda no local.

 

 

Segundo informações do g1, o modelo do avião envolvido no acidente é um Learjet 60, que transportava nove pessoas a bordo no momento do impacto. Dados divulgados pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) indicam que o voo partiu do aeroporto de Austin por volta das 9h36 no horário local, tendo como destino previsto a ilha de North Eleuthera. A queda ocorreu cerca de duas horas após a decolagem, resultando na interdição total da Avenida Military.

 

Registros da plataforma de monitoramento aéreo FlightRadar24 mostram que a aeronave voava em altitude de cruzeiro, a aproximadamente 10,6 quilômetros de altura, antes de perder altitude abruptamente. A última velocidade computada pelo sistema de rastreamento antes da perda de sinal foi de 427,8 km/h.

Trump descarta encontro com Flávio mas afirma que senador pode ficar no país “quanto tempo quiser”
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

 

O presidente dos Estados Unidos,Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que não pretende se reunir com o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial brasileira. Em entrevista no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, Trump disse, porém, que o parlamentar pode permanecer no país "quanto tempo quiser".

 

Horas antes, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o governo dos Estados Unidos não participou diretamente da saída de Flávio do Brasil. Segundo ele, o senador já tinha visto e Trump autorizou sua entrada no país.

 

“Ele já dispunha de um visto, e o presidente [Trump] tomou a decisão de permitir sua entrada no país (...) O governo dos Estados Unidos não participou diretamente [da saída de Flávio do Brasil]”, explicou.  

 

Flávio deixou o Brasil na quarta-feira (28), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega de seus passaportes.

 

O senador viajou aos Estados Unidos passando pela Argentina e pelo Equador. Segundo os jornais The New York Times e The Wall Street Journal, o avião utilizado foi fretado por Jason Miller, assessor de Trump.

 

Desde que chegou aos Estados Unidos, Flávio afirmou, em uma carta, ser o verdadeiro líder do Brasil e disse ter deixado o país por ser vítima de perseguição.

Mesmo após atritos, Lula deve convidar Trump e Milei para a posse do quarto mandato, marcada para 5 de janeiro
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve convidar os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, para a posse do quarto mandato, marcada para 5 de janeiro de 2027. Os dois devem entrar na lista de autoridades estrangeiras convidadas mesmo depois dos atritos com o governo brasileiro e de não terem reconhecido a vitória de Lula no segundo turno.

 

O convite segue uma prática do Itamaraty, que costuma chamar para a cerimônia os chefes de Estado dos países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas. A presença de Trump e Milei, no entanto, depende da decisão de cada um, e os dois podem enviar representantes no lugar.

 

Esta será a primeira posse presidencial em 5 de janeiro. Até a última eleição, a cerimônia acontecia no dia 1º, mas uma emenda constitucional aprovada em 2021 mudou a data.

 

Na posse anterior, em 1º de janeiro de 2023, o então presidente da Argentina, Alberto Fernández, foi pessoalmente a Brasília. Os Estados Unidos, à época governados por Joe Biden, mandaram uma comitiva chefiada pela então secretária do Interior, Deb Haaland.

Relatório da embaixada dos EUA classifica vitória de Lula como 'definitiva' e descarta impacto de horário ampliado
Foto: Ricardo Stuckert - PR / Divulgação

 

A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília encaminhou, nesta segunda-feira (26), um relatório diplomático a órgãos governamentais norte-americanos, como o Departamento de Estado, classificando a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições como "definitiva" e "surpreendente". 

 

O documento pontuou que o pleito ocorreu de maneira majoritariamente pacífica, apesar de registros pontuais de dificuldades operacionais em algumas regiões. O documento obtido pela Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (30), indica que a extensão do horário de votação por duas horas foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e teve impacto insignificante no resultado final. 

 

Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados no texto, apenas 34 mil votos (cerca de 0,03% do total) foram depositados após as 17h, montante insuficiente para alterar a margem de cerca de 4,4 milhões de votos que consolidou a eleição do petista frente ao senador Flávio Bolsonaro.

 

O parecer da representação diplomática ressaltou ainda a validação do pleito por missões internacionais, ressaltando que observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) declararam não ter "nenhuma dúvida sobre os resultados". 

 

Embora aliados do candidato derrotado e o próprio Flávio tenham classificado o desfecho como "impossível de aceitar", o relatório observou que lideranças do campo conservador reconheceram publicamente o resultado das urnas.

 

No entanto, a avaliação técnica da embaixada contrasta com as declarações públicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem questionado reiteradamente a lisura do processo eleitoral brasileiro. 

 

Na segunda-feira (26), o republicano declarou que "A impressão que passou para o mundo foi terrível. Eleições precisam ser indiscutíveis". Já nesta quinta-feira (29), Trump voltou a criticar a votação, embora tenha indicado que pretende dialogar com o presidente reeleito. "Vou falar com ele, mas acho que a eleição no Brasil foi uma vergonha", afirmou. 

 

Ao ser questionado sobre quem considerava o vencedor legítimo, o mandatário norte-americano evitou resposta direta: "Não quero comentar, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro. O atual presidente me pediu para não tomar partido, e eu não tomei. Mas, quando vi o que aconteceu no Brasil, achei uma vergonha".

Eduardo Bolsonaro e Ramagem publicam fotos com Flávio após fuga para os EUA
Foto: Reprodução / Instagram

Os ex-deputados federais Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem publicaram fotos com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em suas redes sociais, nesta quarta-feira (28). Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na noite desta terça-feira (27) e desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, em um jatinho particular na manhã desta quarta (28) com a esposa e as filhas.

 

As imagens foram divulgadas pelos dois aliados do senador nas redes sociais X, antigo Twitter, e Instagram. Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos após a Polícia Federal (PF) pedir a apreensão de seu passaporte. 

 

"Foto de hoje, após reecontrar meu irmão. Ontem foi um dia longo, talvez o mais longo da minha vida. Mas prevalecemos. Mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil", diz Eduardo na publicação.

 

 

"Hoje nos Estados Unidos. Livre da perseguição para ser a voz do Brasil por liberdade, segurança e prosperidade. Flávio saiu do Brasil, mas não deixou os brasileiros. Essa luta só terminará quando o Brasil voltar a ser um país livre. Esse dia vai chegar", escreveu Ramagem.

 

 

O herdeiro de Jair Bolsonaro perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, mas passou a contestar o resultado da eleição sem apresentar provas de fraude.

 

Ainda nesta quarta, o senador e candidato à Presidência da República divulgou uma carta em que afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. O documento teve ao menos quatro versões, com alterações no texto e no brasão da República utilizado no cabeçalho. 

 

Em uma das versões divulgadas por aliados, Flávio se apresentava como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e, na sequência, a expressão foi substituída e ele passou a se identificar como "líder do Brasil".

Flávio Bolsonaro pousa em Miami em jatinho particular; veja imagens
Foto: Reprodução / CNN

O senador Flávio Bolsonaro pousou às 10h30 desta quarta-feira (28) em Miami, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. O candidato à Presidência da República deixou o Brasil na noite de terça-feira (27), em direção à Argentina por volta das 22h50, após cruzar a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. 

 

 

A viagem ocorreu após a Polícia Federal solicitar a entrega do passaporte do senador, medida que foi acatada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O filho de Jair Bolsonaro descumpriu a medida que solicitava a entrega até às 11h desta terça.

 

A entrada de Flávio em território argentino foi registrada com documentos de viagem válidos e sem impedimentos legais, informou a autoridade migratória. Ele teria ficado em uma fazenda em Foz do Iguaçu antes de viajar. 

 

Segundo o Estadão, a aeronave utilizada pelo senador é um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, que havia chegado ao Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú na noite de segunda-feira (26). Conforme informações do serviço de rastreamento Flightradar24, o avião partiu somente na madrugada de quarta-feira, às 0h18.

 

INVESTIGAÇÕES
Flávio é investigado pela relação com o advogado Willer Tomaz, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e apostas esportivas. A medida de apreensão do passaporte foi emitida no âmbito deste caso, que segue tramitando em sigilo de justiça. 

 

Flávio Bolsonaro também é formalmente investigado em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro embarca na Argentina, faz parada no Equador e segue para os EUA, diz site
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou a Argentina em um avião particular com destino aos Estados Unidos na noite desta terça-feira (27), segundo informações divulgadas pelo Departamento de Migração argentino na madrugada desta quarta-feira (28).

 

De acordo com o órgão, Flávio chegou ao país vizinho acompanhado de familiares por volta das 22h50 desta terça, após cruzar a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. A entrada foi registrada com documentos de viagem válidos e sem impedimentos legais, informou a autoridade migratória. Ele teria ficado em uma fazenda em Foz do Iguaçu antes de viajar. 

 

Segundo o Estadão, a aeronave utilizada pelo senador é um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, que havia chegado ao Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú na noite de segunda-feira (26). Conforme informações do serviço de rastreamento Flightradar24, o avião partiu somente na madrugada de quarta-feira, às 0h18.

 

A viagem também foi noticiada pelo portal argentino Infobae. Segundo o veículo, além de Flávio e seus familiares, outros quatro passageiros estavam a bordo. O trajeto previa uma parada para reabastecimento em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para os Estados Unidos. Dados do Flightradar24 indicaram que a aeronave pousou no Aeroporto Internacional de Guayaquil.

 

A viagem ocorre após a Polícia Federal informar que Flávio não havia entregado os passaportes no prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A corporação preparava uma comunicação ao magistrado sobre o descumprimento da ordem judicial e apurava informações sobre uma possível saída do senador do Brasil.

PL realiza reunião de emergência após relatos de saída de Flávio Bolsonaro do Brasil
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reúne parlamentares da legenda em uma reunião de emergência na tarde desta terça-feira, em Brasília, diante de relatos de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria deixado o Brasil rumo aos Estados Unidos após as eleições presidenciais.

 

O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha presidencial de Flávio, também chegou à sede do partido para participar das conversas.

 

Cinco aliados de Flávio relataram ao jornal O GLOBO ter recebido a informação de que o parlamentar embarcou para os Estados Unidos, com previsão de chegada a Miami por volta das 16h30 desta terça-feira. Até o momento, há incerteza sobre o paradeiro do senador e os próximos passos do partido.

 

Segundo os interlocutores, a possibilidade de deixar o país foi discutida no domingo, após a derrota eleitoral, mas inicialmente rejeitada por Flávio. A decisão teria mudado depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão de seus passaportes.

 

Inicialmente, o senador havia decidido que apenas a mulher e as filhas deixariam o Brasil, por questões de segurança. De acordo com aliados, a ordem de Moraes provocou indignação e fez Flávio temer uma possível prisão, levando-o a decidir acompanhar a família.

 

Na manhã desta terça-feira, integrantes da defesa afirmaram ao GLOBO que não conseguiam contato com o senador. Os advogados tinham um encontro previsto com Flávio para recolher os passaportes e providenciar a entrega à Polícia Federal, mas a reunião não ocorreu. O prazo determinado por Moraes terminou às 11h sem que os documentos fossem entregues.

 

A possível saída do país provocou divergências entre aliados. Enquanto parte deles critica a decisão por considerar que ela compromete a capacidade de Flávio de liderar a oposição, outros passaram a defender a viagem diante do receio de novas medidas judiciais.

 

A movimentação ocorre enquanto o PL começava a discutir a reorganização da oposição ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dirigentes tentam avaliar as consequências políticas e jurídicas de uma eventual saída do senador, enquanto integrantes da legenda cobram esclarecimentos sobre sua situação.

 

O episódio representa um novo desafio para Valdemar, que busca preservar a unidade do partido após a derrota presidencial e organizar a atuação das bancadas eleitas para o Congresso.

 

A decisão de Moraes foi tomada no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. Além de determinar a entrega dos passaportes, o ministro proibiu o senador de manter contato com o advogado. Ambos negam irregularidades.

Trump ataca Noruega e rejeita imigrantes do país após não receber Prêmio Nobel da Paz
Foto: Molly Riley / Official White House Photo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações críticas à Noruega e afirmou que imigrantes do país europeu não são bem-vindos em território americano. Durante comício de campanha realizado no domingo na cidade de Port Huron, em Michigan, o republicano utilizou termos vulgares para classificar a nação europeia: “Francamente, a Noruega é uma porcaria. A Noruega se tornou um país de merda, na verdade”.

 

Segundo informações da AFP, divulgadas pelo O Globo, Trump atrelou a declaração ao fato de não ter sido contemplado com o Prêmio Nobel da Paz, afirmando que receberia de bom grado imigrantes de determinados países, mas não da Noruega, “porque não ganhei o Prêmio Nobel”. O presidente concluiu: “Então, não quero ninguém da Noruega”.

 

A reação ocorreu após o Comitê do Nobel escolher a juíza e ex-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos Navi Pillay, da África do Sul, para receber a honraria deste ano. Trump classificou a decisão como “vergonhosa e constrangedora”.

 

Em resposta às declarações, o ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, ressaltou a autonomia da instituição responsável pela honraria em entrevista à rádio pública NRK. “Ele sabe muito bem que o Comitê do Nobel é independente. Nós o lembramos disso, caso alguém tivesse alguma dúvida, e continua sendo assim”, declarou Eide.

Trump declara apoio a Netanyahu nas eleições de Israel e destaca aliança militar
Foto: The Official White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, neste domingo (18), apoio formal ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na reta final da campanha para as eleições parlamentares do país, marcadas para 27 de outubro. O gesto ocorre em meio ao conflito no Oriente Médio, que se estende pelo sétimo mês, gerando impactos nos mercados globais de energia e desestabilizando economias da região.

 

Segundo informações do g1, Trump utilizou a rede social Truth Social para elogiar o aliado, classificando-o como um "grande primeiro-ministro guerreiro" e parceiro estratégico em ações militares conjuntas, como os ataques lançados contra o Irã em fevereiro. "Bibi Netanyahu foi forte, corajoso e brilhante diante de uma oposição tremenda, inclusive aquela vinda do próprio Israel", escreveu o líder americano. 

 

 

Em sua publicação dirigida ao "Grande Povo de Israel", o ex-presidente completou: "Apesar de tudo isso, ele perseverou e, na verdade, prosperou! Vi Bibi nos momentos mais difíceis. Homens ou mulheres comuns, em situações assim, teriam sucumbido à pressão — mas Bibi não sucumbiu. Na verdade, ficou ainda mais forte e mantém essa mesma Força hoje. Que esta Carta sirva para representar meu Apoio Completo e Total a Bibi Netanyahu em sua próxima disputa pela reeleição como primeiro-ministro de Israel."

 

Em reação ao endosso, Netanyahu divulgou um pronunciamento em suas redes sociais e publicou no X a mensagem: "Juntos, vamos completar a missão!". O chefe do Executivo israelense usou o apoio da Casa Branca como argumento central para convencer eleitores indecisos, afirmando que a aliança entre ambos atuou no combate ao "eixo iraniano" e no afastamento de ameaças nucleares imediatas. "Essa é a maior consideração", defendeu o primeiro-ministro, acrescentando que Trump fará a missão "apenas se nós dois a fizermos juntos" e apelando diretamente ao público: "Ouçam-no, ponderem estas coisas e votem em mim."

 

 

A disputa de 27 de outubro será o primeiro pleito nacional em Israel desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. As pesquisas de opinião apontam um cenário incerto, sem um caminho consolidado para a formação de maioria no Parlamento, sistema responsável por definir quem ocupará o cargo de primeiro-ministro. O movimento de Trump também reforça a prática do republicano de romper com a tradição diplomática americana de neutralidade ao declarar apoio ostensivo a candidatos em pleitos estrangeiros.

Apoiadores exibem réplica de míssil pedindo ataque de Trump ao Brasil durante ato de Bolsonaro na Paulista
Foto: Reprodução / Redes Socias / Somosresistência

O ato liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), neste domingo (18), reuniu apoiadores em torno de sua pré-candidatura à Presidência da República, marcado por críticas ao governo federal e referências aos Estados Unidos.

 

Entre elas, um grupo de apoiadores chamou a atenção ao exibir a réplica de um míssil inflável com a frase em inglês “Trump nuke Brazil” (cuja tradução literal é “Trump, bombardeie o Brasil”). O artefato gerou forte repercussão e repúdio nas redes sociais. 

 

A ação ocorreu ainda que a organização do evento tivesse solicitado que os apoiadores evitassem bandeiras e menções aos Estados Unidos mas, ainda assim, foram registradas várias referências. 

 

Flávio Bolsonaro participou da ação ao lado de apoiadores e aliados, dentre eles o governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos). 

Donald Trump suspende sanções contra a Rússia
Foto: Divulgação / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu suspender sanções e tarifas significativas relacionadas à Rússia, que estavam prestes a entrar em vigor devido a uma lei que ele assinou recentemente.

 

A legislação tinha como objetivo pressionar a Rússia em resposta à invasão da Ucrânia em 2022. No entanto, Trump tem demonstrado uma postura mais favorável a Moscou, enquanto critica o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sugerindo que a Ucrânia precisa de um novo líder.

 

Zelensky reagiu à decisão de Trump, afirmando que isso encoraja o presidente russo, Vladimir Putin, e que a suspensão das sanções representa um alívio para o agressor. Ele enfatizou a necessidade de continuar lutando para acabar com a guerra e não dar a Putin motivos para prolongá-la.

 

A poucos dias das eleições de meio de mandato nos EUA, onde os republicanos buscam manter o controle do Congresso, a suspensão das tarifas poderia impactar ainda mais os preços do petróleo, em um momento em que os americanos já enfrentam custos elevados devido a conflitos internacionais.

 

A legislação, apoiada pelo falecido senador Lindsey Graham, previa tarifas de até 100% sobre produtos importados da Rússia e de países que comprassem petróleo ou gás russo após a promulgação da lei. A isenção das sanções permanecerá até que Trump ou seus assessores decidam o contrário.

 

Trump assinou a Lei Lindsey O. Graham de Sanções à Rússia e ao Irã em setembro e justificou a isenção como sendo do interesse nacional. Países como China e Índia, grandes compradores de petróleo russo, expressaram preocupações sobre as sanções, com a China se opondo à jurisdição internacional e a Índia alertando sobre possíveis impactos nas relações bilaterais. A lei permite que o presidente conceda isenções, informando ao Congresso que isso é necessário para o interesse nacional.

 

Wagner Moura expõe "pátria submissa" em vídeo com entrevista com ex-ministro de Jair Bolsonaro
Foto: YouTube

O ator Wagner Moura aponta o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e seus aliados estarem envolvidos em um complô com os Estados Unidos contra os interesses do Brasil.

 

O baiano foi o convidado do sexto episódio da série de reportagem 'Revelando', produzida pelo podcast Calma Urgente, com apoio do ICL, Mídia Ninja, 342 Artes e Intercept Brasil, que conta com uma entrevista exclusiva com o general Santos Cruz, militar de três estrelas e ex-ministro do governo Jair Bolsonaro.

 

No vídeo divulgado nesta sexta-feira (16) pelo Revelando, o artista apresenta a entrevista e explica o plano do filho do ex-presdente para entregar terras raras do Brasil aos EUA.

 

"Hoje você vai descobrir a história de um complô pra saquear o Brasil. Um complô que conta com traidores da pátria, gente submissa, e voluntários que estão entregando o país de bandeja pros americanos", afirma o artista.

 

Na entrevista conduzida pelo jornalista Bruno Torturra, um dos editores do Revelando, Santos Cruz aborda as relações da família Bolsonaro com o grupo político de Donald Trump e os interesses norte-americanos em meio à guerra comercial travada contra a China.

 

“De cada dez quilos de terras raras que os Estados Unidos importam, sete vêm da China. E a China e os Estados Unidos estão numa briga que não acaba, por isso e um monte de outras coisas”, afirma o protagonista de 'O Agente Secreto'.

 

O projeto conta com outras cinco reportagens apresentadas por Flávio Porchat, Juliette, Luana Piovani, Camila Pitanga e Samara Felippo, com temas como o escândalo do Banco Master, a violência policial, a privatização das praias com a PEC das Praias, e a eugenia no Brasil.

EUA ameaçam acabar com Tribunal Penal Internacional
Foto: Reprodução / The White House

Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, ameaçou acabar com o Tribunal Penal Internacional (TPI) caso a instituição não ceda às exigências dos EUA. A declaração foi feita nesta sexta-feira (9).

 

O governo de Donald Trump impôs sanções ao tribunal horas depois de Navi Pillay, uma de suas ex-juízas, ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Em resposta, a vice-promotora do TPI, Nazhat Shameem Khan, condenou as sanções e afirmou que elas não interromperiam o trabalho do tribunal.

 

"O presidente Trump jamais permitirá que o Tribunal Penal Internacional processe americanos", afirmou Marco Rubio em um vídeo publicado na rede social X (antigo Twitter). 

 

"É por isso que, hoje, os Estados Unidos estão impondo sanções ao Tribunal Penal Internacional. Proibiremos transações com esse tribunal desonesto, cortando seus recursos e paralisando sua capacidade de operar", completou. 

 

Entre as críticas dos EUA direcionadas ao TPI estão os mandados de prisão emitidos contra autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e a uma investigação anterior sobre ações de soldados dos EUA no Afeganistão, apuração que a Corte acabou encerrando.

 

O QUE É O TPI 

O TPI é uma corte internacional permanente criada em 2002 para julgar indivíduos acusados dos crimes mais graves contra a humanidade. O tribunal conta com 125 países-membros, incluindo todos os países da União Europeia e quase todos os integrantes da Otan, a aliança militar ocidental, com exceção dos Estados Unidos e da Turquia.

 

Ele já recebeu forte apoio público de países-membros, incluindo importantes aliados dos EUA, e está sediado na Holanda, país que integra a União Europeia e a Otan.

Brasileiro é preso em Miami após usar fantasia de agente de imigração em local de votação
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um brasileiro de 46 anos foi detido no domingo (4) após circular fantasiado de agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) em um ponto de votação das eleições brasileiras no campus de Kendall do Miami Dade College, na Flórida. Trajando boné, jaqueta com a sigla do órgão federal, máscara e botas táticas, o homem abordava eleitores no local.

 

Segundo informações divulgadas pelo g1, relatórios do gabinete do xerife do condado de Miami-Dade apontam que a conduta de Danilo Silva visava causar intimidação nos votantes. Após denúncias, policiais à paisana monitoraram a área e intervieram durante uma discussão do brasileiro com outros eleitores. Questionado, Silva admitiu não integrar nenhuma força de segurança e afirmou ter adquirido o vestuário pela internet.

 

De acordo com as autoridades locais, o suspeito trocou o traje em seu veículo após votar e, durante a abordagem, ameaçou os investigadores e tentou subornar a equipe com transferências bancárias. Silva foi conduzido ao centro de detenção Turner Guilford Knight e responderá por intimidação de eleitores, tentativa de suborno, uso indevido de insígnias oficiais e conduta desordeira. 

 

Um vídeo divulgado pela NBC sobre durante a audiência de custódia, mostra que a juíza Mindy Glazer ressaltou a inadequação do traje ao lembrar ao acusado que a data "não se tratava do Halloween".

EUA retomam atendimento na embaixada e nos consulados nesta segunda
Foto: Reprodução / Jornal nacional

O governo dos Estados Unidos retomou, nesta segunda-feira (5), os atendimentos na embaixada e nos consulados no Brasil. As repartições americanas haviam sido fechadas na sexta-feira (2), alegando questões de segurança.

 

À Folha de S. Paulo, um porta-voz do Departamento de Estado informou que todos os serviços estão funcionando. Além da embaixada em Brasília, os EUA têm consulados em Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

A nota, porém, não esclarece como ficará a situação das pessoas que tinham agendamento na sexta e não foram atendidas, nem detalha a motivação do fechamento.

 

Na última sexta, o fechamento das representações americanas foi motivado por um perfil em rede social que dizia que colocaria uma bomba na embaixada americana. Funcionários das missões americanas no Brasil foram instruídos a permanecer em casa na sexta.

 

Uma operação policial chegou ao autor da ameaça ainda na sexta e não encontrou nada.

 

Pouco após o anúncio dos EUA na sexta, o governo da Austrália informou que cancelou o atendimento em sua embaixada e consulados, também citando preocupações de segurança.

Trump confunde Índia com Brasil e elogia rapidez da apuração nas eleições
Foto: Joyce N. Boghosian / The Official White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confundiu o Brasil com a Índia ao citar a eleição presidencial brasileira nas redes sociais nesta segunda-feira (5). Na publicação feita na rede social Truth Social, o líder norte-americano elogia a rapidez da apuração das eleições brasileiras. 

 

Sem mencionar Flávio Bolsonaro, ele fez uma comparação entre os modelos de votação e apuração brasileiras e americanas e criticou as eleições internas nos EUA a semanas das midterms, que devem renovar o parlamento. 

 

“125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. Os resultados saíram pouco depois do encerramento da votação, NO MESMO DIA! Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e várias outras cidades e estados dos EUA, os resultados, com números muito menores, muitas vezes levam semanas para serem fraudados — quer dizer, calculados. A votação nos Estados Unidos é CORRUPTA!!!”, afirmou Trump. 

 

Foto: Reprodução / Redes sociais 

 

A fala de Trump sobre o cenário interno dos EUA foca em criticar especialmente as cidades  estritamente governadas pelos democratas. A ação pode ser parte de sua campanha de pressão rumo aos midterms. Nas eleições de meio de mandato no país norte-americano, os eleitores votam para renovar os 435 membros da Câmara dos Representantes e cerca de um terço (35 cadeiras) dos 100 membros do Senado dos EUA.

 

Donald Trump busca manter o controle do Congresso por meio do Partido Republicano. 

Publicação sobre ameaça de bomba teria motivado fechamento da embaixada dos EUA no Brasil; PF nega riscos 
Foto: Reprodução / Jornal nacional

Um perfil em rede social dizendo que colocaria uma bomba na embaixada dos Estados Unidos teria sido o motivo do fechamento dos órgãos americanos no Brasil. A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo, nesta sexta-feira (2). 

 

O atendimento nas embaixadas e consulados americanos foi suspenso a partir desta sexta. O comunicado divulgado na quinta-feira (1º), diz que a decisão se dá por questões de segurança, sem citar mais detalhes sobre a motivação da medida.

 

Segundo fontes da embaixada americana, é bastante comum que haja mensagens com ameaças nas redes sociais a consulados e embaixadas americanas ao redor do mundo e elas são levadas muito a sério, dado o histórico de atentados contra o país. Mas não necessariamente levam a fechamento de todas as unidades diplomáticas dentro de um país.

 

Conforme a nota oficial dos órgãos americanos, “Cidadãos americanos que precisarem de assistência emergencial durante esse período não devem comparecer à embaixada, aos consulados ou a outras instalações diplomáticas dos Estados Unidos". A orientação oficial é entrar em contato com o oficial de plantão responsável pelo atendimento. 

 

À Folha, a Polícia Federal disse não ter encontrado elementos que confirmem um suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil. 

Trump quer financiar grupos contra STF no Brasil, diz jornal
Foto: Reprodução / Agência Brasil

 

O governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, planeja destinar US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,2 milhões) a iniciativas no Brasil contrárias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Guardian.

 

Segundo a reportagem, o recurso faz parte de um pacote de US$ 176,9 milhões (aproximadamente R$ 916,4 milhões) do Fundo de Direitos Humanos dos Estados Unidos. A verba seria distribuída entre 43 projetos em diferentes países.

 

No documento obtido pelo jornal, a iniciativa brasileira é descrita como "combate ao uso abusivo do sistema de Justiça e à censura no Brasil". A legislação que autoriza o fundo determina que os recursos sejam destinados até 30 de setembro. Segundo The Guardian, o governo Trump pressionou para que os repasses fossem realizados poucas horas antes do fim do prazo.

 

Entre os projetos previstos estão ainda US$ 2 milhões  (R$ 10,4 milhões) para uma iniciativa apresentada como de proteção a cristãos na Nigéria e outros US$ 2 milhões para ações contra o que o governo americano classifica como "ideologia de gênero" em países da Europa.

 

Também estão previstos recursos para iniciativas relacionadas à imigração, ao combate a um suposto racismo contra brancos na África do Sul e a projetos que contestam a credibilidade de veículos de imprensa.

 

O Departamento de Estado não informou ao jornal se os bloqueios foram efetivamente ignorados. Em nota, afirmou que os programas ainda estavam em "deliberação ativa" e que os beneficiários passariam por um processo de verificação.

 

A divulgação ocorre poucos dias antes do primeiro turno das eleições brasileiras, marcado para domingo (4). O período também é marcado por discussões sobre uma possível interferência estrangeira no processo eleitoral.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou a possibilidade de interferência estrangeira durante discurso na Assembleia-Geral da ONU. Sem mencionar os Estados Unidos, o presidente afirmou que o Brasil voltou a presenciar "ingerência externa em processos eleitorais".

Produtora americana acusa cantor Pablo de “calote” em shows nos EUA: “Falou comigo que não ia embarcar”
Foto: Reprodução - Redes sociais / Divulgação

A produtora norte-americana Schuina Productions acusou o cantor baiano Pablo de “calote” em duas apresentações marcadas nos Estados Unidos. Segundo a nota oficial divulgada pelo empresário Adilson Alves Schuina, nesta quarta-feira (30), todas as despesas e o cachê do cantor foram devidamente pagos pela empresa, mas a equipe do artista informou que ele não embarcaria para os shows internacionais.

 

 

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o empresário afirmou que: “Simplesmente o Mário Paim, que é um empresário do Pablo, falou comigo que não ia embarcar. Simplesmente isso. E veio me propor trocar por um show dele no Brasil de prefeitura. Isso que ele está fazendo, isso é um desacato”, destaca o empresário que já atua há mais de três décadas na região leste dos Estados Unidos.

 

Os shows do artista baiano em terras norte-americanas estavam marcados para os dias 2 e 3 de outubro, nas cidades de Boston, no estado de Massachusetts, e Newark, em New Jersey. A “Turnê EUA 2026” foi vendida como uma “dobradinha” de Pablo e do cantor Eduardo Costa. Uma das apresentações, inclusive, já tinha todos os ingressos vendidos em um dos setores.

 

 

Ainda segundo o empresário Alves Schuina, todos os cachês e despesas do cantor já haviam sido pagos. “Já foi paga metade do cachê para ele, mais de 88 mil dólares gastos com petição, passagem executiva do Pablo, passagem executiva da mulher do Pablo, passagem executiva do Mário Paim, e simplesmente ele não quis embarcar para fazer a turnê”, diz.

 

“Só que é o seguinte: eu tenho provas. Eu tenho documentos, eu tenho as petições aprovadas, eu tenho os passaportes com os vistos, eu tenho os prints do consulado de onde foram retirados os passaportes, tudo certinho. Simplesmente o cantor Pablo e o empresário Mário Paim estão me dando um cano”, narra o dono da Schuina Productions.

 

 

O representante da produtora diz ainda que vai entrar com um processo contra o artista baiano e afirma que “eles vão responder a isso perante uma corte americana”.

 

Aos consumidores, ele destaca que, apesar do cancelamento e dos trâmites contra o cantor, todos devem receber os valores de reembolso. “E todas aquelas pessoas que compraram os seus ingressos vão ter o dinheiro de volta. Eu sei que na hora em que esse vídeo for ao ar, muita gente vai me ligar falando sobre o reembolso, mas eu espero de vocês pelo menos uma semana para mim começar a fazer esse processo”, diz.

 

Alves Schuina ressalta ainda que o prejuízo pelo cancelamento da turnê seria de quase meio milhão de dólares e que teria sido ameaçado pelo empresário de Pablo. “Porque o que o Pablo está fazendo, isso é uma coisa gravíssima, isso é uma coisa séria, isso aqui não é o Brasil”, relata. “Só que eles vão se dar mal. Inclusive, o Mário Paim até me ameaçou no telefone, só que aqui ele não está mexendo com moleque”, completa.

EUA e China acordam redução tarifária de US$ 30 bi e iniciam diálogo sobre superinteligência
Foto: Reprodução / Instagram @whitehouse

 

Após uma visita de três dias a Washington do presidente chinês Xi Jinping, os Estados Unidos e a China anunciaram um acordo para reduzir tarifas sobre US$ 30 bilhões em mercadorias e iniciar discussões formais sobre o avanço tecnológico.

 

O entendimento bilateral estabelece condições tarifárias mais favoráveis para bens não sensíveis em ambas as direções. A redução beneficia exportações norte-americanas, como produtos agrícolas, madeira e cosméticos, e importações dos EUA provenientes da China, incluindo pequenos eletrodomésticos, brinquedos e itens de decoração.

 

Para dar espaço a negociações de maior alcance, os dois governos prorrogaram por dois meses a trégua comercial que venceria em 10 de novembro, segundo declarou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. As partes também acertaram a criação de um conselho comercial para dar continuidade aos compromissos estabelecidos em negociações anteriores em Kuala Lumpur, na Malásia.

 

Na área de tecnologia, Washington e Pequim concordaram em manter conversas periódicas sobre os riscos e benefícios do setor, com nova rodada marcada para novembro, além da criação de um canal de comunicação dedicado a incidentes tecnológicos.

 

Em um gesto diplomático, as lideranças concordaram em adotar formalmente o termo "superinteligência" em vez de "inteligência artificial", mudança que foi valorizada pelo Ministério das Relações Exteriores da China. Ambos os lados defenderam a necessidade de intensificar trocas de informações, acompanhando a evolução tecnológica.

 

O encontro também resultou em acordos de política externa e governança global, como o apoio mútuo na organização das próximas cúpulas da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e do G20; compromisso de não proliferação, reiterando que o Irã deve cumprir a obrigação de não desenvolver armas nucleares; E, por fim, o acordo de livre navegação, que estabelece que nenhum país ou entidade deve cobrar taxas de trânsito em vias navegáveis internacionais.

 

O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, avaliou a visita como um passo histórico para enriquecer a relação bilateral e manter a estabilidade global. Xi Jinping já retornou a Pequim após o encerramento das reuniões.

Avião dos EUA que participou da captura de Nicolás Maduro pousa na Base Aérea de Campo Grande
Foto: Força Aérea dos EUA/Reprodução

O avião dos Estados Unidos “Lockheed Martin HC-130J Combat King II” está na Base Aérea de Campo Grande (BACG), nesta quinta-feira (24). A aeronave deu apoio às tropas dos norte-americanas durante a operação de captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. 

 

Ao g1, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Preparo (COMPREP), informou que o avião da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) está na base para participar de um exercício operacional, "Tápio 2026".


 
O HC-130J Combat King II é uma versão do Hércules usada em missões de busca e salvamento em combate. O avião pode reabastecer helicópteros em voo e lançar botes e suprimentos para equipes de resgate. 

 

Não é a primeira vez que um HC-130J participa de um treinamento no Brasil. Aeronaves do mesmo modelo já estiveram em edições anteriores do exercício realizado no país. Em Campo Grande, o HC-130J participa da fase de Busca e Salvamento em Combate (C-SAR, na sigla em inglês) do Exercício Conjunto Tápio 2026.

 

O treinamento reúne militares brasileiros, norte-americanos e de outros países parceiros para simular missões de resgate e apoio em áreas de difícil acesso. A FAB não informou quais são as outras aeronaves que estão no local.

 

Segundo o site especializado Aeroin, na ocasião da captura de Nicolás Maduro, o avião operou a partir de Porto Rico e deu apoio às tropas envolvidas na incursão em território venezuelano. 

Trump anuncia na ONU que vai trocar o nome de Inteligência Artificial para 'Super Inteligência' após enquete em rede social
Foto: Reprodução / Agência Brasil

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou que mudará o nome da Inteligência Artificial (IA) para "Super Inteligência", na  Assembleia Geral da ONU, que ocorreu nesta terça-feira (22). A declaração acontece poucos dias depois de postagens nas redes sociais com sugestões de novos nomes.

 

O presidente é um defensor ferrenho de que a IA siga avançando com velocidade, Trump afirmou que os EUA adotarão oficialmente o novo nome, "que soa muito melhor".

 

"De agora em diante, todos os documentos dos Estados Unidos e, espero, todo o mundo, vão utilizar o nome Super Inteligência", afirmou. "O nome Inteligência Artificial faz soar com que ela seja falsa, e ela não é. É extraordinária".

 

Trump não explicou como a alteração seria feita.

 

No fim de semana, o norte-americano já havia defendido uma mudança de nome que, segundo ele, refletisse melhor a tecnologia. Ele chegou a lançar enquetes, em postagens na rede social X (antigo Twitter). Entre as opções, constavam: "Super Inteligência", "Inteligência Superior" e "Inteligência Extrema".

 

CONFIRA:

 

O anúncio ocorre em meio a apelos de CEOs e pesquisadores de empresas de IA, como a Anthropic e a OpenAI, em defesa de um freio no desenvolvimento da tecnologia. Pesquisadores da Anthropic alertaram para o risco, em um futuro não muito distante, que as IAs levem à extinção da humanidade.

 

Rejeitando os alertas e firme no avanço das ferramentas, o norte-americano mira a China, que vem desenvolvendo a tecnologia também de forma veloz. Segundo o presidente, uma redução no ritmo beneficiaria o país, principal rival geopolítico dos EUA e concorrente direto na corrida pela tecnologia.

"Apenas indivíduos com QI elevado": Trump anuncia cargo de 'czar da IA' nos EUA
Foto: Molly Riley / Official White House

Em uma investida para acelerar o avanço da inteligência artificial nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou, neste sábado (19), que nomeará um "czar da IA" para integrar sua administração. Segundo o republicano, o ocupante do novo cargo ficará responsável por liderar uma força-tarefa dedicada a fomentar o desenvolvimento e o uso da tecnologia no país, com previsão de lançamento para um futuro próximo.


Segundo o g1, a criação do comitê reflete a preocupação da Casa Branca em manter a hegemonia norte-americana e não perder espaço para a China no setor de inovação.


Em publicação feita em sua rede social, a Truth Social, Trump deixou claro que não pretende barrar a expansão do segmento e indicou que a seleção para a nova função terá critérios específicos: 
"(...) Anunciarei em breve o "Czar" da IA; apenas indivíduos com QI elevado devem se candidatar!", escreveu. Ele completa dizendo que "não vamos, de forma alguma, impedir ou sufocar o crescimento desta indústria incrível".


Apesar do foco no incentivo à indústria e aos centros de processamento de dados, o presidente assegurou que o órgão também atuará no monitoramento da tecnologia: "Pelo contrário, vamos valorizá-la, apoiá-la e acompanhá-la à medida que cresce! No entanto, também estaremos atentos a condutas ilícitas — e podemos fazer isso com muita facilidade, utilizando nosso sistema de justiça criminal e civil já existente".


Trump chegou a questionar o termo "Inteligência Artificial" e abriu uma enquete entre seus seguidores para sugerir um novo nome para a tecnologia.


A disputa pelo controle e regulamentação da tecnologia será a pauta central do encontro bilateral confirmado entre Donald Trump e o presidente da China, Xi Jinping, durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na próxima semana.

Abin alerta governo e TSE sobre nível 'crítico' de escalada de pressão dos EUA contra o Brasil nas eleições
Foto: Molly Riley / Official White House

Um relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) avaliou que as "ameaças ao processo eleitoral de 2026" está em "nível de criticidade". Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, divulgadas neste sábado (19), o documento foi enviado à Presidência da República, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao Ministério da Justiça no fim de agosto.

 

O texto vê uma "tendência de escalada de pressão sobre o Brasil" e alerta que "observa-se intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA" sobre o país, "sem ruptura de um padrão estrutural de influência já existente".

 

Citando documentos estratégicos do governo norte-americano divulgados entre novembro de 2025 e maio de 2026, a Abin afirma que os objetivos de Trump são a "redução da influência de potências rivais dos EUA na América Latina e de negação do acesso dessas potências a ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região, em favor de seu controle, direto ou indireto, pelo governo dos EUA ou pelo capital privado estadunidense".

 

O relatório diz que o Brasil tem hoje um "governo com maior disposição política e meios para defender sua autonomia estratégica, ante as pressões estadunidenses por concessões e realinhamento geopolítico", e, por isso, teria virado alvo de pressões e retaliações norte-americanas em diversas frentes.

 

A agência brasileira destaca que as sanções práticas já realizadas pelos EUA contra o Brasil exemplificam o aumento da interferência americana. O documento cita o anúncio, em julho, de sanções contra dois brasileiros e três empresas sediadas no Brasil e uma em Portugal por supostos vínculos com redes de lavagem de dinheiro associadas ao PCC.

 

"Com isso, a ação de interferência externa dos EUA passa a incidir diretamente sobre relações financeiras, reputação empresarial, acesso ao dólar, operações internacionais e exposição de terceiros a riscos de sanções secundárias", segue o relatório.

 

Os EUA, com isso, "ampliam o potencial de efeitos extraterritoriais sobre bancos, fintechs, empresas, prestadores de serviços e cadeias produtivas brasileiras". O Secretário de Estado e assessor de Segurança Nacional, Marco Rubio também foi mencionado no relatório.

 

Nele, a Abin afirma que Rubio "atribuiu ao presidente brasileiro [Lula] a responsabilidade pela imposição de tarifas" contra produtos brasileiros, "sob o argumento de que o Brasil não teria 'negociado de boa fé'".

 

Para a agência, "a declaração insere caráter personalista à ação política estadunidense e tem potencial de impactar o debate púbico sobre o tema no Brasil, uma vez que a narrativa passou a ser reproduzida e amplificada por veículos de comunicação, agentes econômicos, analistas e atores políticos nacionais".

 

A revelação em torno do relatório da Abin ocorre dias após o jornal O Estado de São Paulo revelar que o governo de Donald Trump exigiu, em um documento enviado ao Itamaraty, que o Brasil permitisse que "dissidentes políticos" concorressem às eleições de 2026.

 

As fontes não disseram se Washington especificou quais seriam os "dissidentes políticos" em questão — no ano passado, no entanto, Donald Trump acusou o Brasil de "caça às bruxas" e mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em carta enviada a Lula.

STF rejeita recurso por unanimidade e mantém condenação de Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão
Foto: X/Reprodução

Em julgamento iniciado na semana passada e finalizado nesta sexta-feira (18), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU) contra a decisão de condenar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação.

 

O recurso da DPU foi rejeitado por unanimidade na Primeira Turma. Os votos contrários foram proferidos pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, além do relator, Alexandre de Moraes.  

 

Em junho deste ano, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde março do ano passado, foi condenado pelo crime de coação no curso do processo. Os ministros da Primeira Turma concordaram com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). 

 

Segundo o relator, Alexandre de Moraes, havia provas de que o ex-deputado articulou a imposição do tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras. A ação de Eduardo Bolsonaro tinha como objetivo pressionar o STF para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

 

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento dos ministros da Primeira Turma do STF. 
 

Em Vitória da Conquista, Flávio Bolsonaro nega que oposição tenha ajuda do governo dos EUA nas eleições
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) negou, nesta quinta-feira (17), durante agenda de campanha em Vitória da Conquista, que a oposição brasileira receba ajuda do governo dos Estados Unidos. O senador foi questionado sobre a revelação de que a gestão Donald Trump apresentou ao governo Lula uma exigência relacionada à participação de "dissidentes políticos" nas eleições deste ano.

 

Ele afirmou que o pleito será decidido pelos brasileiros e rejeitou a ideia de que a cobrança feita por Washington represente uma ajuda à oposição.

 

"Vamos ser bem claros, não existe ajuda do governo americano. Essa narrativa não vai colar, desculpa. Quem resolve a eleição é a gente aqui. A oposição tá disputando a eleição. A gente disputa a eleição com as regras que estão aí. E, se Deus quiser, vai ser no primeiro turno", afirmou.

Vorcaro recebeu pedido de reunião com Flávio no dia em que Eduardo Bolsonaro anunciou que iria morar nos EUA
Foto: Montagem com fotos da Agência Senado, divulgação e reprodução redes sociai

A retirada do sigilo do inquérito relacionado ao filme “Dark Horse” trouxe, entre outras revelações, uma mensagem apreendida no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que cita um pedido de reunião dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro no mesmo dia em que o então deputado federal anunciou que iria morar nos Estados Unidos. Essa mensagem foi enviada pelo publicitário Thiago Miranda a Vorcaro em 18 de março do ano passado. 

 

Segundo relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito que apura o financiamento do filme, o publicitário, que intermediou as tratativas sobre o filme, enviou mensagem a Vorcaro às 9h34 do dia 18 de março de 2025. Disse Thiago Miranda: “Flavio B e Eduardo querem marcar uma agenda com vc. Filme”.

 

No mesmo dia, Eduardo Bolsonaro fez uma postagem às 11h37, convocando seguidores para uma live na qual acabou por anunciar que havia decidido morar nos Estados Unidos. Um dia depois do anúncio, o então deputado afirmou, em entrevista à CNN, que cogitava inclusive abrir mão do seu mandato, segundo ele, porque não tinha “tranquilidade para voltar ao Brasil”. 

 

O relatório não informa qual foi a resposta do dono do Banco Master sobre o pedido de reunião e nem se ela ocorreu. O primeiro repasse de verbas a mando de Vorcaro foi feito pouco mais de um mês antes do anúncio de Eduardo. 

 

Outros dois repasses foram realizados seis dias depois, segundo o relatório. O documento foi tornado público pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O dinheiro para o filme “Dark Horse foi repassado por Vorcaro por meio da empresa Entre Investimentos, que enviou os valores para o fundo Havengate, nos Estados Unidos. O fundo é controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

 

O então deputado Eduardo Bolsonaro estava nos Estados Unidos desde 27 de fevereiro de 2025. Na época, aquela era a sua quarta viagem ao país no início de ano, todas pagas com recursos próprios. Quando Daniel Vorcaro fez o seu primeiro repasse para o filme, de US$ 2 milhões, em 13 de fevereiro de 2025, Eduardo estava em sua terceira ida aos EUA. 

 

Em 24 de fevereiro, o deputado do PL foi a uma conferência nos Estados Unidos e passou duas semanas em um périplo para falar com autoridades americanas sobre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, meses depois sancionado pela Lei Magnitsky.

 

A data do primeiro pagamento é posterior ao que foi combinado na proposta de financiamento: seriam 14 parcelas repassadas todo dia 5 — sendo as duas primeiras no valor de US$ 2 milhões em janeiro de 2025 e outras 12 de US$ 1,66 milhão, como mostra documento anexado pela PF.

 

Em nota à imprensa, Eduardo Bolsonaro diz que nunca conversou ou se reuniu com Vorcaro e nega qualquer relação entre sua mudança para os EUA e o dinheiro do filme. Já a equipe de Flávio vem repetindo a afirmação de que ele não cometeu irregularidades e defende o fim do sigilo da investigação.
 

Moradora do Tennessee filma urso-negro passeando em avenida comercial e vídeo viraliza nos EUA 
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Uma moradora da cidade de Gatlinburg, no Tennessee, filmou a cena de um urso-negro atravessando uma avenida comercial da cidade e o vídeo viralizou nas redes sociais. O Tennessee é um estado da região sudeste dos Estados Unidos, conhecido por abrigar essa espécie de animal. 

 

 

Nas imagens de Jenn Marshall publicadas na última terça-feira (1°) é possível ver as pessoas andando nas ruas, fazendo compras e conversando enquanto o animal atravessa. Ao ver a presença do animal, a multidão se afasta rapidamente do caminho do urso enquanto ele passeia em frente a uma loja de doces e entra na pista.

 

“Gravei este vídeo do urso enquanto meu marido e eu aproveitávamos a noite no centro de Gatlinburg. Tínhamos acabado de estacionar e estávamos andando em direção ao Shamrock Pub quando avistamos o urso”, disse ela.

 

“Achei engraçado o fato de ter passado o dia todo fazendo trilha e ver um urso na cidade, e não lá”, brinca a moradora. Marshall diz ainda que gostaria que as pessoas parassem de ir atrás dos ursos e de alimentá-los, pois é “por isso que eles vêm para a cidade”.

Justiça americana diz que punição do governo Trump contra Anthropic foi ilegal 
Foto: Joyce N. Boghosian / The Official White House

 

A juíza federal Rita Lin, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos, decidiu nessa quinta-feira (27) que o governo Donald Trump agiu de forma ilegal ao classificar a Anthropic como um “risco à segurança” e impedir a startup de inteligência artificial de trabalhar com órgãos federais.

 

Segundo informações da Folha de S. Paulo, o entendimento da juíza foi de que a retaliação do governo  contra a Anthropic "por atividades de expressão protegidas pela Constituição" foi ilegal. "A invocação vazia da segurança nacional não é um cheque em branco para punir e retaliar contra críticos do governo", escreveu ela em uma decisão de 59 páginas. 

 

A decisão encerra a primeira de duas ações judiciais apresentadas pela Anthropic em 9 de março, em resposta à medida do governo Trump. A segunda ação, ajuizada no Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Circuito do Distrito de Columbia, continua em andamento. O governo Trump poderá recorrer da decisão de Lin ou aguardar uma decisão na segunda ação antes de tomar providências

 

O caso teve início em março, quando o Pentágono classificou a startup de IA como um risco à segurança nacional e impediu o uso de seus modelos pelos órgãos governamentais. Os dois lados entraram em confronto no início do ano por causa de um contrato de US$ 200 milhões para fornecer ao Pentágono tecnologia de IA destinada a sistemas sigilosos. 

 

A Anthropic insistiu que sua tecnologia não fosse usada na vigilância em massa de norte-americanos nem em armas letais autônomas. O Pentágono afirmou que uma empresa privada não poderia definir políticas para o governo dos Estados Unidos.

 

As partes não conseguiram chegar a um acordo e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou então que a Anthropic representava um "risco à cadeia de suprimentos", uma classificação formal que antes havia sido usada contra empresas estrangeiras consideradas pelo governo uma ameaça à segurança nacional. 

 

A classificação significava que nenhum prestador de serviços ou fornecedor que trabalhasse com as Forças Armadas poderia fazer negócios com a Anthropic.

 

Nas ações judiciais, a Anthropic argumentou que as disposições legais para classificá-la como risco à cadeia de suprimentos tinham alcance restrito e não se aplicavam a empresas norte-americanas. A companhia também afirmou que a classificação tinha motivação ideológica e visava puni-la, além de violar seus direitos garantidos pela Primeira Emenda.

 

Em sua decisão final nesta quinta-feira, Lin afirmou que o governo Trump havia recuado de muitas de suas principais alegações de que a Anthropic poderia sabotar a própria tecnologia. Ela escreveu que a decisão do governo de impedir a empresa de atuar no setor federal se resumiu ao "desejo de fazer da Anthropic um exemplo público por sua ‘arrogância’ ao criticar o governo".

 

Ela acrescentou que as negociações em andamento entre o governo Trump e a Anthropic sobre seu novo modelo de IA, Mythos, demonstravam que a empresa não era uma ameaça nacional.

 

Em junho, o governo Trump ordenou que a Anthropic restringisse o acesso de seus clientes ao Mythos, citando preocupações de segurança nacional. Após duas semanas de negociações, o governo permitiu que a Anthropic restabelecesse o acesso para a maioria dos clientes depois de acrescentar algumas salvaguardas.

EUA suspendem agendamento de entrevistas para vistos de imigrantes em todo o mundo
Foto: Divulgação / US Embassy

 

O governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão, nesta terça-feira (25), dos agendamentos de entrevistas para solicitantes de vistos de imigrantes em todo o mundo. A ação faz parte do processo de endurecimento da política migratória dos Estados Unidos na gestão de Donald Trump. 

 

Segundo o Departamento de Estado americano, a medida está relacionada a uma iniciativa global de treinamento que será realizada nas embaixadas e nos consulados dos Estados Unidos. O porta-voz da pasta informou que o governo Trump está “protegendo o povo americano ao manter os mais altos padrões de triagem e verificação dos requerentes de vistos”. As informações são do Estadão. 

 

“Uma America mais próspera significa garantir que os requerentes de visto não tenham probabilidade de se tornarem um encargo público, conforme definido pela legislação e regulamentação dos EUA, e que não tenham probabilidade de se tornarem dependentes de benefícios públicos dos EUA reservados a americanos qualificados em situação de necessidade”, informou.

 

A suspensão tem alcance global e, portanto, inclui as representações diplomáticas americanas no Brasil. O porta-voz informou que as pessoas afetadas diretamente pelas medidas, que já possuíam entrevistas agendadas nas embaixadas e consulados dos EUA, receberam e-mails informando sobre a suspensão dos atendimentos e afirmando que receberiam uma nova data e horário futuramente.

 

As informações disponibilizadas até o momento não detalham por quanto tempo os agendamentos permanecerão suspensos nem quando as entrevistas voltarão a ser marcadas normalmente.

Trump amplia cota isenta de tarifa para importação de carne moída nos EUA; medida beneficia frigoríficos brasileiros
Foto ilustrativa: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (21) que permitirá a importação de até 300 mil toneladas de carne destinada à produção de carne moída dentro de uma cota isenta de tarifas alfandegárias. A medida, válida por 90 dias, visa conter a alta dos preços ao consumidor americano no período que antecede as eleições de meio de mandato, programadas para novembro.

 

Apesar de a Casa Branca não ter detalhado a origem exata dos embarques, o Brasil figura atualmente como o segundo maior fornecedor de carne bovina para o mercado norte-americano. A decisão do governo americano impulsionou o valor das ações dos principais frigoríficos brasileiros na Bolsa de Valores.

 

“Hoje, concluí um acordo para reduzir substancialmente o preço da carne moída para as famílias trabalhadoras americanas”, alega Trump em suas redes sociais. O mandatário assegurou ainda que o produto será comercializado a um valor 25% inferior ao praticado no mercado atual.


REBANHO DOS EUA
A cota autorizada equivale a cerca de 2% do consumo doméstico anual de carne bovina nos EUA, estimado em aproximadamente 13 milhões de toneladas. A intervenção busca combater a disparada de preços provocada por uma severa escassez de gado no país, decorrente do aumento nos custos de produção e de secas em áreas de pastagem.

 

Segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os principais fornecedores de carne bovina para o mercado americano no primeiro semestre de 2026 foram:

  • Austrália: 250 mil toneladas
  • Brasil: 234 mil toneladas
  • Canadá: 178 mil toneladas
  • México: 156 mil toneladas
  • Nova Zelândia: 126 mil toneladas
  • Uruguai: 68 mil toneladas
  • Nicarágua: 46 mil toneladas
  • Argentina: 46 mil toneladas
  • Paraguai: 43 mil toneladas

 

A carne importada, de corte tipicamente mais magro, é combinada à matéria-prima de maior teor de gordura produzida nos EUA para atingir a composição ideal da carne moída. Adicionalmente, o país prepara a retomada da importação de gado vivo do México, suspensa por mais de um ano em razão de um surto de parasitas

Brasil aciona Lei da Reciprocidade e inicia retaliação contra tarifas dos EUA
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira (13) que deu início aos procedimentos oficiais para aplicar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos, em resposta às tarifas impostas pelos norte-americanos a produtos nacionais. A reação é respaldada pela Lei da Reciprocidade, sancionada em abril do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após aprovação unânime no Congresso.

 

A legislação permite ao Brasil aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela, como barreiras e sanções unilaterais consideradas injustas. Antes da norma, criada para proteger a economia e reequilibrar as relações comerciais, a única alternativa do país era recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC).

 

Entre as contramedidas previstas pela lei estão:

 

  • Imposição de tarifas e encargos sobre a importação de bens e serviços vindos dos EUA;
  • Suspensão de obrigações e concessões relativas a direitos de propriedade intelectual em acordos comerciais.


Para que as sanções definitivas entrem em vigor, o processo exige a realização de consultas públicas para ouvir os setores impactados, além de prazos de análise regulamentados pelo Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais. Contudo, o texto prevê uma exceção: o Poder Executivo tem autorização para decretar contramedidas provisórias de aplicação imediata em situações excepcionais.

Lula chama Trump de 'meu amigo' e diz que enviará dados sobre queda no desmatamento para contestar 'tarifaço'
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, neste sábado (8), que vai entrar em contato com o presidente americano, Donald Trump, para enviar dados oficiais sobre o desmatamento da Amazônia. Ao chamar o americano de “meu amigo”, ele diz que vai contestar as razões da aplicação da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. 

 

A prática de crimes ambientais foi uma das justificativas apresentadas por Washington para aplicar a sanção comercial. Para Lula, contudo, Trump tomou a decisão com base em relatórios incorretos.

 

“Um dos motivos era que a gente não cuidava do desmatamento. Eu quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump, para ele saber que quem informou ele não informou sobre a verdade”, declarou o presidente.

 

A fala ocorreu durante evento comemorativo dos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Durante o discurso, Lula dirigiu-se à ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, também presente ao encontro, para destacar os índices recentes de preservação.

 

“Marina, você pode ficar orgulhosa, porque nós anunciamos o menor desmatamento da história desde 2016. Foi uma coisa fantástica. E eu fiz questão de tirar uma fotografia dos números”, afirmou.

 

Os dados citados pelo presidente pertencem ao Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre agosto de 2025 e julho de 2026, os alertas de desmatamento na Amazônia somaram 2.874,38 km², representando uma uma redução de 36% em relação ao período anterior e o menor patamar da série histórica iniciada em 2016.

 

Apesar dos indicadores, o governo dos Estados Unidos aplicou em julho uma sobretaxa de 25% sobre parcela das exportações brasileiras após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), alegar falhas históricas do Brasil na fiscalização ambiental, além de divergências em comércio digital, propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol.

 

Desde então, o governo brasileiro rejeitou as alegações e classificou as tarifas como injustificadas.

Brasil vai adotar reciprocidade contra os EUA após visto retirado de embaixadora
Foto: Reprodução / Jornal Nacional

O governo Lula (PT) decidiu que vai adotar a medida de reciprocidade contra os Estados Unidos após a revogação do visto da embaixadora brasileira no país, Maria Luiza Ribeiro Viotti. A representante brasileira nos está com o visto revogado desde a tarde desta terça-feira (4). Nesse status, ela pode seguir nos Estados Unidos, mas poderá retornar caso deixe o país.

 

Segundo o Departamento de Estado dos EUA, a medida é uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada do país no Brasil. 

 

Daniel Perez é presidente da Câmara de Deputados dos Estados Unidos e foi indicado ao cargo de embaixador em junho. Há duas semanas, a indicação recebeu o aval de uma comissão do Senado norte-americano, mas ainda precisa ser aprovada pelo plenário da Casa.

 

No governo brasileiro, autoridades devem se reunir, nesta quarta-feira (5), para discutir a melhor forma de responder ao ato do governo Donald Trump. A discussão no governo é se a reciprocidade vai ser feita na esfera de visto, em mesmo formato adotado pelo governo Trump, ou de alguma outra medida que poderia ser equiparada em termos de gravidade diplomática.

 

Em nota na noite de terça-feira (4), o governo considerou que são "falsas" as justificativas usadas pelo governo Trump e que faz parte de medidas "motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo".

Governo Lula repudia decisão dos EUA de revogar visto de embaixadora brasileira
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta terça-feira (4), a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em nota, o Executivo brasileiro classificou como falsas as justificativas apresentadas para a medida. 

 

Segundo o Departamento de Estado dos EUA, a decisão está relacionada à demora do Brasil em conceder o agrément para Daniel Perez, indicado para assumir a embaixada norte-americana em Brasília. O governo brasileiro, porém, afirmou que o processo é confidencial e que o nome do diplomata só deveria ser divulgado após a anuência oficial.

 

"A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo. Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente", diz a nota.

 

A gestão Lula também ressaltou que não existe prazo previsto pela Convenção de Viena para a concessão do agrément e que o pedido continua em análise. A nota também relacionou a decisão a outras medidas recentes adotadas pelos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.

 

O governo citou o cancelamento de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal e integrantes do Executivo, sob a alegação de perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para o governo brasileiro, a revogação do visto da embaixadora integra uma sequência de ações hostis contra o país.

 

Na avaliação do governo Lula, a decisão dos EUA contraria a tradição de diálogo entre os dois países. O Planalto afirmou que continuará defendendo a negociação e a cooperação nas relações internacionais.

 

Leia a nota completa:

O Governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas.

O processo de concessão de agrément é confidencial e o nome designado só deveria vir a público depois de concedida a anuência, conforme estipula o artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.

O governo dos Estados Unidos anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal de agrément ao governo brasileiro.

O Brasil segue estritamente o direito internacional. Não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément. O pedido norte-americano ainda se encontra em análise.

Os dois funcionários do governo norte-americano que tiveram seus vistos de entrada no Brasil negados planejavam visitar o país para colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional.

Vale recordar que seguem em vigor sanções individuais sobre autoridades brasileiras, notadamente o cancelamento de vistos para os EUA, com base na alegação infundada de perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro. Entre essas autoridades estão ministros da Suprema Corte e funcionários de primeiro escalão do Poder Executivo.

O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais.

A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo.

Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente.

Em linha com sua tradição diplomática, o governo brasileiro se opõe à lógica de confrontação e reitera a defesa do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais.

Nos EUA, Eduardo Bolsonaro chora ao falar sobre medo de prisão e ataca Kim Kataguiri
Foto: Reprodução / Redes sociais

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) chorou publicamente ao manifestar receio de ser preso e afirmar que a família Bolsonaro sofre perseguição política. As declarações foram dadas durante o lançamento de uma emissora na Flórida (EUA), onde o político reside desde o início de 2025, nesta quinta-feira (30). 

 

Em evento reuniu investigados pela Justiça brasileira, como o blogueiro Allan dos Santos e o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), Eduardo relembrou em seu discurso a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e citou o impacto pessoal das investigações.

 

 

"Você vai para uma viagem, chega em um local e não sabe se vai ser preso. A gente se pergunta por que está fazendo tudo isso, podendo deixar os moleques em casa sem ver o pai", declarou, com a voz embargada, antes de ser abraçado por Allan dos Santos.

 

Além do tom emotivo, o ex-parlamentar usou a palavra para criticar alas da própria direita. Eduardo direcionou ataques ao deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), que recentemente comentou sobre potenciais rumores envolvendo o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

"Estão destruindo uma família e os caras não estão nem aí, falando como se fosse a coisa mais natural do mundo, dando risada. Quando voltar ao Brasil, dá vontade de pegar de porrada esses moleques", afirmou.

 

Após o evento, a escalada de tom continuou nas redes sociais. Eduardo compartilhou uma publicação de Allan dos Santos com ofensas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticando as restrições impostas pela Justiça brasileira a canais e perfis investigados por atos antidemocráticos.

Jovens de até 24 anos sabem pouco ou nada sobre tarifaço dos EUA, aponta pesquisa BTG/Nexus
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos de origem brasileira ainda não é um tema muito acompanhado pelos mais jovens. Levantamento inédito da BTG/Nexus mostra que apenas 18% dos brasileiros de até 24 anos dizem conhecer bem e acompanhar o assunto, enquanto 22% afirmam saber do que se trata e 37% reconhecem ter pouco conhecimento sobre o tema.

 

Outros 24% dessa faixa etária sequer tinham ouvido falar da medida, o maior índice entre todas as faixas pesquisadas. Em contraponto, os brasileiros com mais de 60 anos lideram o nível de informação sobre o tema, com 33% afirmando acompanhar de perto a decisão americana, percentual acima da média nacional, de 26%.

 

A pesquisa também indica que o desconhecimento sobre o assunto diminui conforme a idade avança. Entre os brasileiros de 41 a 59 anos, 29% dizem acompanhar o tema de perto. Já na faixa de 25 a 40 anos, predominam os que afirmam ter apenas conhecimento superficial sobre o tarifaço, com 36% dizendo saber pouco a respeito.

 

A Nexus entrevistou por telefone 2.004 pessoas para o levantamento. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Mais da metade dos brasileiros acredita Trump quer ajudar Flávio Bolsonaro com tarifaço, diz Datafolha 
Foto: Reprodução / Redes sociais / Ricardo Stuckert / Presidência da República

Cerca de 52% dos eleitores brasileiros acreditam que o tarifaço imposto pelo governo americano do presidente Donald Trump aos produtos brasileiros tem como objetivo ajudar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Isso é o que dizem os dados divulgados pela pesquisa Datafolha desta segunda-feira (27).

 

Ainda sobre o tema, outros 37% afirmam que a medida não busca favorecer o senador, enquanto 11% dizem não saber responder. A pesquisa também mostra que 63% dos entrevistados afirmam conhecer o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Desse total, 25% dizem estar bem informados sobre o assunto e 34% se declaram razoavelmente informados.

 

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa Datafolha está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026.

 

Em julho, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial. Dias depois, acrescentaram uma sobretaxa de 12,5% relacionada a alegações de abusos trabalhistas. A pesquisa questionou aos eleitores quem está correto ao atribuir a responsabilidade pela crise comercial.

 

Para 34%, Lula tem razão ao afirmar que a responsabilidade é de Flávio Bolsonaro. Já 26% concordam com o senador quando ele atribui a culpa ao governo brasileiro.Outros 24% consideram que nenhum dos dois está certo, enquanto 11% dizem que ambos têm razão. Mais 6% não souberam responder.

 

Ao serem questionados sobre quem é o principal responsável pela punição comercial imposta pelos Estados Unidos, 35% apontaram Lula. Outros 28% atribuíram a responsabilidade a Trump. Os irmãos Bolsonaro somaram 23% das respostas, sendo 13% para Flávio e 10% para Eduardo. Já 10% não souberam responder.

 

Segundo o levantamento, 74% dos brasileiros defendem que o país negocie uma solução para a crise comercial com os Estados Unidos. Outros 17% consideram que o governo brasileiro deveria retaliar os americanos na mesma proporção. Apenas 2% afirmam que o Brasil deveria aceitar as tarifas impostas por Washington.

 

A pesquisa também avaliou a atuação do governo Lula nas negociações. Para 51% dos entrevistados, o presidente fez menos do que poderia para tentar evitar o tarifaço. Já 29% avaliam que ele agiu corretamente e 12% dizem que Lula fez mais do que deveria. As informações são do G1. 

Petróleo cai após EUA suspenderem ataques contra o Irã e reduzir riscos de oferta global
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O petróleo iniciou a semana em forte queda depois que os Estados Unidos suspenderam os ataques contra o Irã, reduzindo os riscos de interrupção da oferta global, mesmo após os houthis afirmarem ter atacado alvos na Arábia Saudita.

 

O Brent, referência global para os preços do petróleo, caiu mais de 7% nos primeiros minutos de negociação, chegando a ser cotado abaixo de US$ 90 por barril, antes de se estabilizar próximo de US$ 92. O preço do gás natural na Europa também recuou.

 

Após cerca de duas semanas de ataques contra a República Islâmica, os Estados Unidos suspenderam as ofensivas desde o fim da sexta-feira, levantando dúvidas sobre qual será o próximo passo do presidente Donald Trump. O Exército iraniano afirmou que Teerã também interrompeu suas ações.

 

Ainda assim, os houthis do Iêmen, apoiados por Teerã, disseram ter atacado, no sábado, instalações ligadas à Saudi Aramco nas cidades portuárias de Jizan e Yanbu, às margens do Mar Vermelho. Nem o governo saudita nem a Aramco confirmaram a informação de imediato.

EUA planejam enviar funcionários para questionar eleições brasileiras, diz jornal
Foto: Joyce N. Boghosian / The Official White House

O governo dos Estados Unidos planeja enviar dois altos funcionários do Departamento de Estado a Brasília com a missão de questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro. A operação foi revelada pelo jornal The Washington Post nesta sexta-feira (24), com base em relatos de autoridades americanas que falaram sob condição de anonimato.

 

Conforme apurado pelo The Washington Post e repercutido pelo G1, a viagem está prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais brasileiras, marcadas para 4 de outubro. A delegação será composta por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado.

 

Samson é conhecido por percorrer países promovendo a pauta conservadora e cultivando laços com grupos de direita. A declaração ocorre dias após o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), ter feito ataques à integridade técnica das urnas eletrônicas durante um evento na presença de diplomatas. 

 

Na ocasião, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. 

 

A correlação estabelecida por Flávio foi desmentida em diversas notas técnicas do Tribunal Superior Eleitoral.

 

TENSÕES DIPLOMÁTICAS
O envio dos emissários representa um agravamento nas relações entre os dois países. The Washington Post aponta que o clima de atrito já envolve divergências em ao menos três frentes: o processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado; tarifas comerciais impostas pelos EUA a produtos brasileiros; e desentendimentos sobre os limites da liberdade de expressão.

 

A iniciativa também evidencia uma mudança no comportamento da diplomacia norte-americana. A postura contrasta com o papel exercido pelos EUA nas eleições brasileiras de 2022. Naquele período, o governo americano atuou para reforçar a estabilidade democrática e frear discursos golpistas, respaldando relatórios de inteligência que atestavam a ausência de fraudes no sistema de votação.

Governo Lula lança Plano Brasil Soberano de R$ 18,5 bi para exportadores
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O governo federal lançou nesta quarta-feira (22) a terceira fase do Plano Brasil Soberano, com um aporte de R$18,5 bilhões em crédito emergencial para empresas exportadoras prejudicadas pelas sobretaxas comerciais dos Estados Unidos. O anúncio coincidiu com a entrada em vigor da tarifa americana de 25% sobre produtos brasileiros.

 

Segundo o UOL, os recursos beneficiarão três grupos: exportadores atingidos pelo tarifaço, setores estratégicos da economia nacional e empresas que vendem para o Golfo Pérsico, região em conflito em razão da guerra no Irã. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou a medida provisória que viabiliza o crédito durante a solenidade de divulgação do programa, realizada em Brasília.

 

Os R$18,5 bilhões reúnem verbas de duas origens distintas. Do Tesouro Nacional virão R$13,5 bilhões, montante que corresponde ao saldo remanescente de linhas de crédito anteriores, conforme informou o governo. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) complementa a operação com R$5 bilhões em financiamentos.

 

As taxas de juros do crédito emergencial variam conforme o perfil do tomador e a finalidade do recurso, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento. Para produtores de minerais críticos, o encargo mínimo é de 3% ao ano. Empresas de grande porte que necessitam de capital de giro arcam com a taxa mais alta, de 9,8% ao ano. Quem optar por utilizar o crédito para investimentos pagará 6,5% ao ano.

 

"São três grupos: os afetados pelo tarifaço, setores estratégicos e exportadores para o Golfo Pérsico", afirmou o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. O ministro também adiantou que "estamos prevendo um comitê que vai reservar cotas para setores estratégicos, como minerais críticos e fertilizantes".

 

RISCO E CONTRAPARTIDAS
As novas tarifas americanas colocam em risco aproximadamente US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras, conforme os dados do governo. Máquinas, madeira, móveis, borracha, pneus e alimentos estão entre os segmentos mais expostos. Café e carnes permanecem isentos das sobretaxas.

 

Para acessar juros reduzidos e prazos de até 20 anos, as empresas beneficiadas precisam manter ou ampliar o número de vagas de emprego. O programa foi criado em agosto de 2025 com o objetivo de evitar demissões e preservar investimentos diante de tarifas americanas que chegam a 50%.

 

O agronegócio lidera a captação dos recursos nas fases anteriores do programa. O setor concentrou R$ 7,7 bilhões em financiamentos do BNDES, o equivalente a cerca de 40% do total já liberado, segundo o banco estatal.

 

Na mesma solenidade, Lula sancionou o texto que regulamenta a segunda fase do programa, cuja medida provisória havia sido aprovada pelo Congresso Nacional.

 

PRESSÃO DO SETOR PRIVADO
Exportadores apresentaram novas demandas aos ministérios nesta semana. As empresas pedem o adiamento por 120 dias do recolhimento de tributos federais para aliviar o caixa das indústrias prejudicadas pelas tarifas.

 

O setor privado também cobra medidas de proteção contra a entrada de produtos chineses no mercado interno, como forma de compensar a perda de espaço no mercado norte-americano provocada pelas novas taxas do governo de Donald Trump.

Justiça dos EUA marca julgamento de Maduro para 1º de junho de 2027
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, será julgado nos Estados Unidos em 1º de junho de 2027, conforme decisão de um juiz proferida nesta quarta-feira (22). A definição da data ocorre após a captura do ex-líder venezuelano em uma operação militar americana realizada em janeiro deste ano.

 

Maduro, de 63 anos, e sua esposa, Cilia Flores, estão detidos em uma prisão no Brooklyn há mais de sete meses. Ambos respondem a acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e de armas, e se declararam inocentes de todas as acusações na primeira audiência realizada após a prisão.

 

A audiência desta quarta-feira durou poucos minutos e teve como principal objetivo definir o cronograma do processo. Segundo a decisão do magistrado, o julgamento terá início na data proposta pela promotoria.

EUA vão reduzir prazos de estadia para vistos de estudantes e jornalistas
Foto: Divulgação

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (16), uma medida para reduzir o prazo de estadia para estrangeiros portadores de vistos de estudante, de jornalista e de programas de intercâmbio.

 

Atualmente, a validade da estadia de estudantes ou intercambistas está atrelada à duração dos cursos ou programas e jornalistas não têm prazo específico, com a mudança, o período passa a ser previamente fixado pelo governo dos EUA, e varia de acordo com o tipo de visto.

 

Também no modelo atual, os vistos podem ser renovados caso os estrangeiros se inscrevam em um novo curso ou ampliem seus contratos de trabalho. 

 

A nova medida anunciada, por sua vez, prevê que estrangeiros deverão solicitar a renovação diretamente ao USCIS (Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA) ou sair e reingressar no país ou deixar os EUA para pedir uma nova autorização, passado o período pré-estabelecido pelo governo norte-americano.

 

No documento que anuncia as novas regras, o Departamento de Segurança não informou se o próprio estrangeiro pode escolher pedir a renovação dos EUA ou deixar o país antes de uma nova autorização. As informações são do g1.

 

A regra entra em vigor em 60 dias a partir da publicação no Diário Oficial Federal dos Estados Unidos. Antes disso, no entanto, a medida está sujeita a análise do Congresso, mas ainda não há prazo para que isso ocorra.

 

VISTOS AFETADOS
O comunicado do Departamento de Segurança Interna dos EUA informa que as mudanças ocorrerão nas seguintes categorias: Vistos F, destinados a estudantes internacionais; Vistos J, que permitem que visitantes em programas de intercâmbio cultural trabalhem nos EUA; e Vistos I, direcionado a jornalistas e profissionais da mídia estrangeiros.

 

Assim, os portadores dos vistos F e J passarão a ser admitidos nos EUA pelo tempo necessário para completar seu programa, mas não poderão exceder o período de 4 anos; Já os portadores dos vistos I, de jornalista estrangeiro, terão a estadia limitada a 240 dias, podendo ser renovado.

 

Uma exceção é para representantes de mídia com passaporte da República Popular da China (exceto Hong Kong ou Macau). Nesse caso, o período de admissão é limitado a no máximo 90 dias.

Superstição impede Milei de acompanhar final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina nos EUA
Foto: Divulgação/Governo da Argentina

 

O presidente da Argentina, Javier Milei, não irá aos Estados Unidos acompanhar in loco a final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina, no próximo domingo (19). A informação foi confirmada pelo próprio mandatário ao jornal La Derecha Diario. Segundo Milei, uma superstição o impede de viajar, já que assistiu a todas as partidas desta Copa do Mundo no mesmo local.

 

“Não viajarei aos Estados Unidos neste domingo, de jeito nenhum. Assistirei à partida em Olivos, assim como no primeiro dia”, explicou Milei.

 

O presidente detalhou que assistirá ao jogo no cinema da residência presidencial com sua irmã, assim como tem feito desde a estreia da Argentina nesta Copa do Mundo.

 

Além do local da partida, Milei afirmou que uma jaqueta também tem sido uma companheira nos jogos.

 

"Como estava frio e eu não ligo o aquecimento, estou usando uma jaqueta da companhia de petróleo", comentou. Ele acrescentou, porém, que "no dia em que jogamos contra a Suíça estava muito quente, mas quando tirei a jaqueta eles fizeram um gol, então a vesti de novo".

 

Com a decisão tomada, o argentino segue o padrão dos seus antecessores. Em 2014, quando a seleção perdeu para a Alemanha, Cristina Fernández não viajou ao Brasil para assistir à final. Alberto Fernández, seu sucessor, também esteve ausente da final do Catar, em 2022, contra a França.

 

Do outro lado, Pedro Sánchez, acompanhado da Família Real Espanhola, estará presente na final.

Ricardo Alban diz que novo tarifaço dos EUA vai corroer a competitividade dos produtos brasileiros no exterior
Foto: Agência de Notícias CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, declarou que o tarifaço de 25% imposto nesta quarta-feira (15) aos produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos amplia um cenário que pressiona as exportações e amplia a insegurança para as empresas brasileiras. A taxação entra em vigor na próxima quarta, 22 de julho.

 

Para Ricardo Alban, o cenário de disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos tende a piorar, corroendo a competitividade da indústria brasileira. 

 

“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, afirmou o presidente da CNI.

 

Segundo a entidade, as vendas de produtos brasileiros aos Estados Unidos caíram 13% no primeiro semestre deste ano, o equivalente a US$ 2,6 bilhões (R$ 13 bilhões). Para Alban, a nova sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as exportações brasileiras. 

 

O governo dos Estados Unidos oficializou nesta quarta a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros. A medida foi anunciada após recomendação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) e faz parte de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

 

O órgão afirma que a apuração identificou práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais dos Estados Unidos, levando Trump a autorizar uma ação responsiva.

 

Apesar da nova rodada de sobretaxas, produtos como café e carne bovina não serão atingidos pela medida. Além disso, o documento do USTR prevê dezenas de exceções para produtos considerados essenciais à economia americana ou sem fornecedores alternativos suficientes, incluindo determinados produtos farmacêuticos, pescados, couros, ferro-gusa, mel orgânico, hidróxido de alumínio e componentes da indústria aeronáutica.
 

Governo Lula “repudia” tarifaço dos Estados Unidos e fala em aplicar Lei de Reciprocidade 
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Palácio do Planalto se pronunciou, nesta quinta-feira (16), sobre a decisão do governo de Donald Trump em confirmar a aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros. A nota oficial publicada no perfil do Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diz que “passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”. 

 

As medidas americanas entram em vigor em 22 de julho. O Planalto também anunciou que usará instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade contra as novas cobranças impostas por Washington. 

 

"O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. [...] Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país", disse em nota.

 

O governo federal argumenta que os Estados Unidos têm superávit comercial na relação bilateral, tendo acumulado saldo positivo de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos. 

 

“O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais”, diz o Planalto. 

 

O governo brasileiro ainda cita o Pix, apontado como um dos pontos de maior divergência entre as partes, e diz que são “descabidas” as alegações contra o sistema de pagamentos “e a regulação de plataformas digitais, bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento”.

 

"O Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital", defendeu o comunicado.

 

RECIPROCIDADE
Ainda na nota, o Palácio do Planalto indicou que a reação brasileira ao tarifaço atuará em três frentes: diversificação de mercados, medidas de socorro às empresas afetadas e acionamento da Lei de Reciprocidade.

 

"Por meio do Plano Brasil Soberano, manteremos medidas de proteção aos setores afetados por tarifas ilegais e arbitrariamente impostas pelo governo dos EUA, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional", escreveu.

 

"O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC", completou.

 

Confira a nota na íntegra: 
 

EUA confirmam tarifas adicionais de até 25% sobre produtos brasileiros 
Foto: The Official White House

O governo dos Estados Unidos, por meio do Escritório do Representante de Comércio (USTR, na sigla em inglês), confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, nesta quarta-feira (15). Com uma extensa lista de itens isentos, a medida entra em vigor em 22 de julho.

 

A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano. No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.

 

A lista final de taxas deixou de fora itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose, produtos considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente.

 

Pelo lado do Brasil, boa parte dos produtos mais importantes da pauta exportadora não será taxado pela nova medida. Durante a investigação e audiências públicas sobre essa investigação e taxação, os governos brasileiro e americano realizaram análises e negociações, no entanto, encontraram impasses. 

 

Representantes brasileiros afirmam que três temas concentraram os principais impasses nas tratativas: o PIX, a ampliação do acesso do etanol americano ao mercado brasileiro e uma proposta de moratória de quatro anos para isentar plataformas digitais do pagamento de tributos e multas.  

 

Acontece que esses pontos seriam considerados sensíveis ao Brasil, que alega decisão política na aplicação das taxações. As autoridades americanas, por sua vez, negam que a represália esteja sendo usada com esse objetivo. 

 

O governo americano diz que busca apenas reverter práticas comerciais que prejudicam a competitividade dos EUA.

 

Com a confirmação das tarifas adicionais, veja a lista de produtos impactados: 

  • Etanol
  • Máquinas agrícolas
  • Vestuário
  • Máquinas elétricas
  • Calçados
  • Ferramentas de jardinagem
  • Equipamentos relacionados à mineração
  • Papel
  • Aço
  • Açúcar orgânico
  • Diversos produtos agrícolas
  • Produtos manufaturados em geral

 

Veja abaixo os principais itens na lista de isenções:

  • Carne bovina
  • Café
  • Laranjas e sucos de laranja
  • Petróleo bruto e gás natural
  • Aeronaves civis, motores e componentes aeroespaciais
  • Produtos farmacêuticos e ingredientes químicos para uso farmacêutico
  • Semicondutores e máquinas para sua fabricação
  • Peixes e crustáceos
  • Certos produtos de madeira tropical
  • Mel orgânico
  • Ferro-gusa
  • Castanhas
  • Celulose de madeira
  • Pastas químicas de madeira
  • Helicópteros
  • Motores aeronáuticos e componentes do setor aeronáutico
  • Alguns minérios
  • Determinados produtos metálicos considerados estratégicos para cadeias produtivas americanas
     
Presidente da Fifa é denunciado ao COI sob suspeita de violar política de neutralidade na Copa
Foto: Elizabeth Ruiz Ruiz/Fifa

Com uma Copa do Mundo marcada por polêmicas, a relação entre Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos – principal país-sede da competição, chamou a atenção do Comitê Olímpico Internacional (COI) após uma denúncia da ONG de direitos humanos Fair Square à Comissão de Ética da entidade contra Infantino.

 

A ONG alega que o dirigente teria violado regras de neutralidade política previstas na Carta Olímpica. Ainda segundo a organização, o mandatário da Fifa, que é membro do COI desde 2020, teria demonstrado apoio político ao presidente dos Estados Unidos em diferentes ocasiões, contrariando o compromisso assumido de atuar de forma independente de interesses políticos e comerciais.

 

"A Fair Square apresentou hoje uma queixa contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao Comitê Olímpico Internacional. A queixa alega que Infantino violou repetidamente as regras do COI sobre neutralidade política ao oferecer seu apoio político ao presidente dos EUA, Donald Trump", afirmou o comunicado.

 

Na denúncia, a Fair Square cita episódios de proximidade entre os dois líderes. Entre eles, é citada a participação de Infantino no chamado 'Conselho da Paz', evento promovido por Trump em fevereiro. Na ocasião, o presidente da Fifa apareceu usando um boné com as inscrições 'USA' e '45-47', uma referência aos dois mandatos presidenciais de Trump.

 

Por fim, a ONG pediu que o COI investigue uma suposta interferência política de Trump em decisões disciplinares da Fifa durante a Copa do Mundo de 2026, citando o caso envolvendo o jogador Folarin Balogun – que, segundo Trump, teve a suspensão por cartão vermelho revertida após o mandatário norte-americano interceder junto a Infantino. O presidente da Fifa alega que a decisão foi tomada de forma autônoma pela Comissão de Arbitragem, negando qualquer interferência externa.

 

Infantino foi eleito para o COI em janeiro de 2020 e, ao assumir o cargo, se comprometeu a respeitar a Carta Olímpica e seguir o Código de Ética da organização. A denúncia agora será analisada pela estrutura ética do comitê.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

Mais Lidas