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Artigos

Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres

Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres
O candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, afirmou que a legenda tem ampliado a participação feminina nas disputas majoritárias, mas é necessário que "as mulheres decidam" disputar um lugar na majoritária. A declaração ocorreu durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias, com Fernando Duarte. Para ele, a escolha precisa partir das próprias integrantes do partido.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

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STF rejeita recurso por unanimidade e mantém condenação de Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão
Foto: X/Reprodução

Em julgamento iniciado na semana passada e finalizado nesta sexta-feira (18), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU) contra a decisão de condenar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação.

 

O recurso da DPU foi rejeitado por unanimidade na Primeira Turma. Os votos contrários foram proferidos pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, além do relator, Alexandre de Moraes.  

 

Em junho deste ano, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde março do ano passado, foi condenado pelo crime de coação no curso do processo. Os ministros da Primeira Turma concordaram com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). 

 

Segundo o relator, Alexandre de Moraes, havia provas de que o ex-deputado articulou a imposição do tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras. A ação de Eduardo Bolsonaro tinha como objetivo pressionar o STF para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

 

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento dos ministros da Primeira Turma do STF. 
 

Em Vitória da Conquista, Flávio Bolsonaro nega que oposição tenha ajuda do governo dos EUA nas eleições
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) negou, nesta quinta-feira (17), durante agenda de campanha em Vitória da Conquista, que a oposição brasileira receba ajuda do governo dos Estados Unidos. O senador foi questionado sobre a revelação de que a gestão Donald Trump apresentou ao governo Lula uma exigência relacionada à participação de "dissidentes políticos" nas eleições deste ano.

 

Ele afirmou que o pleito será decidido pelos brasileiros e rejeitou a ideia de que a cobrança feita por Washington represente uma ajuda à oposição.

 

"Vamos ser bem claros, não existe ajuda do governo americano. Essa narrativa não vai colar, desculpa. Quem resolve a eleição é a gente aqui. A oposição tá disputando a eleição. A gente disputa a eleição com as regras que estão aí. E, se Deus quiser, vai ser no primeiro turno", afirmou.

Vorcaro recebeu pedido de reunião com Flávio no dia em que Eduardo Bolsonaro anunciou que iria morar nos EUA
Foto: Montagem com fotos da Agência Senado, divulgação e reprodução redes sociai

A retirada do sigilo do inquérito relacionado ao filme “Dark Horse” trouxe, entre outras revelações, uma mensagem apreendida no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que cita um pedido de reunião dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro no mesmo dia em que o então deputado federal anunciou que iria morar nos Estados Unidos. Essa mensagem foi enviada pelo publicitário Thiago Miranda a Vorcaro em 18 de março do ano passado. 

 

Segundo relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito que apura o financiamento do filme, o publicitário, que intermediou as tratativas sobre o filme, enviou mensagem a Vorcaro às 9h34 do dia 18 de março de 2025. Disse Thiago Miranda: “Flavio B e Eduardo querem marcar uma agenda com vc. Filme”.

 

No mesmo dia, Eduardo Bolsonaro fez uma postagem às 11h37, convocando seguidores para uma live na qual acabou por anunciar que havia decidido morar nos Estados Unidos. Um dia depois do anúncio, o então deputado afirmou, em entrevista à CNN, que cogitava inclusive abrir mão do seu mandato, segundo ele, porque não tinha “tranquilidade para voltar ao Brasil”. 

 

O relatório não informa qual foi a resposta do dono do Banco Master sobre o pedido de reunião e nem se ela ocorreu. O primeiro repasse de verbas a mando de Vorcaro foi feito pouco mais de um mês antes do anúncio de Eduardo. 

 

Outros dois repasses foram realizados seis dias depois, segundo o relatório. O documento foi tornado público pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O dinheiro para o filme “Dark Horse foi repassado por Vorcaro por meio da empresa Entre Investimentos, que enviou os valores para o fundo Havengate, nos Estados Unidos. O fundo é controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

 

O então deputado Eduardo Bolsonaro estava nos Estados Unidos desde 27 de fevereiro de 2025. Na época, aquela era a sua quarta viagem ao país no início de ano, todas pagas com recursos próprios. Quando Daniel Vorcaro fez o seu primeiro repasse para o filme, de US$ 2 milhões, em 13 de fevereiro de 2025, Eduardo estava em sua terceira ida aos EUA. 

 

Em 24 de fevereiro, o deputado do PL foi a uma conferência nos Estados Unidos e passou duas semanas em um périplo para falar com autoridades americanas sobre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, meses depois sancionado pela Lei Magnitsky.

 

A data do primeiro pagamento é posterior ao que foi combinado na proposta de financiamento: seriam 14 parcelas repassadas todo dia 5 — sendo as duas primeiras no valor de US$ 2 milhões em janeiro de 2025 e outras 12 de US$ 1,66 milhão, como mostra documento anexado pela PF.

 

Em nota à imprensa, Eduardo Bolsonaro diz que nunca conversou ou se reuniu com Vorcaro e nega qualquer relação entre sua mudança para os EUA e o dinheiro do filme. Já a equipe de Flávio vem repetindo a afirmação de que ele não cometeu irregularidades e defende o fim do sigilo da investigação.
 

Moradora do Tennessee filma urso-negro passeando em avenida comercial e vídeo viraliza nos EUA 
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Uma moradora da cidade de Gatlinburg, no Tennessee, filmou a cena de um urso-negro atravessando uma avenida comercial da cidade e o vídeo viralizou nas redes sociais. O Tennessee é um estado da região sudeste dos Estados Unidos, conhecido por abrigar essa espécie de animal. 

 

 

Nas imagens de Jenn Marshall publicadas na última terça-feira (1°) é possível ver as pessoas andando nas ruas, fazendo compras e conversando enquanto o animal atravessa. Ao ver a presença do animal, a multidão se afasta rapidamente do caminho do urso enquanto ele passeia em frente a uma loja de doces e entra na pista.

 

“Gravei este vídeo do urso enquanto meu marido e eu aproveitávamos a noite no centro de Gatlinburg. Tínhamos acabado de estacionar e estávamos andando em direção ao Shamrock Pub quando avistamos o urso”, disse ela.

 

“Achei engraçado o fato de ter passado o dia todo fazendo trilha e ver um urso na cidade, e não lá”, brinca a moradora. Marshall diz ainda que gostaria que as pessoas parassem de ir atrás dos ursos e de alimentá-los, pois é “por isso que eles vêm para a cidade”.

Justiça americana diz que punição do governo Trump contra Anthropic foi ilegal 
Foto: Joyce N. Boghosian / The Official White House

 

A juíza federal Rita Lin, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos, decidiu nessa quinta-feira (27) que o governo Donald Trump agiu de forma ilegal ao classificar a Anthropic como um “risco à segurança” e impedir a startup de inteligência artificial de trabalhar com órgãos federais.

 

Segundo informações da Folha de S. Paulo, o entendimento da juíza foi de que a retaliação do governo  contra a Anthropic "por atividades de expressão protegidas pela Constituição" foi ilegal. "A invocação vazia da segurança nacional não é um cheque em branco para punir e retaliar contra críticos do governo", escreveu ela em uma decisão de 59 páginas. 

 

A decisão encerra a primeira de duas ações judiciais apresentadas pela Anthropic em 9 de março, em resposta à medida do governo Trump. A segunda ação, ajuizada no Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Circuito do Distrito de Columbia, continua em andamento. O governo Trump poderá recorrer da decisão de Lin ou aguardar uma decisão na segunda ação antes de tomar providências

 

O caso teve início em março, quando o Pentágono classificou a startup de IA como um risco à segurança nacional e impediu o uso de seus modelos pelos órgãos governamentais. Os dois lados entraram em confronto no início do ano por causa de um contrato de US$ 200 milhões para fornecer ao Pentágono tecnologia de IA destinada a sistemas sigilosos. 

 

A Anthropic insistiu que sua tecnologia não fosse usada na vigilância em massa de norte-americanos nem em armas letais autônomas. O Pentágono afirmou que uma empresa privada não poderia definir políticas para o governo dos Estados Unidos.

 

As partes não conseguiram chegar a um acordo e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou então que a Anthropic representava um "risco à cadeia de suprimentos", uma classificação formal que antes havia sido usada contra empresas estrangeiras consideradas pelo governo uma ameaça à segurança nacional. 

 

A classificação significava que nenhum prestador de serviços ou fornecedor que trabalhasse com as Forças Armadas poderia fazer negócios com a Anthropic.

 

Nas ações judiciais, a Anthropic argumentou que as disposições legais para classificá-la como risco à cadeia de suprimentos tinham alcance restrito e não se aplicavam a empresas norte-americanas. A companhia também afirmou que a classificação tinha motivação ideológica e visava puni-la, além de violar seus direitos garantidos pela Primeira Emenda.

 

Em sua decisão final nesta quinta-feira, Lin afirmou que o governo Trump havia recuado de muitas de suas principais alegações de que a Anthropic poderia sabotar a própria tecnologia. Ela escreveu que a decisão do governo de impedir a empresa de atuar no setor federal se resumiu ao "desejo de fazer da Anthropic um exemplo público por sua ‘arrogância’ ao criticar o governo".

 

Ela acrescentou que as negociações em andamento entre o governo Trump e a Anthropic sobre seu novo modelo de IA, Mythos, demonstravam que a empresa não era uma ameaça nacional.

 

Em junho, o governo Trump ordenou que a Anthropic restringisse o acesso de seus clientes ao Mythos, citando preocupações de segurança nacional. Após duas semanas de negociações, o governo permitiu que a Anthropic restabelecesse o acesso para a maioria dos clientes depois de acrescentar algumas salvaguardas.

EUA suspendem agendamento de entrevistas para vistos de imigrantes em todo o mundo
Foto: Divulgação / US Embassy

 

O governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão, nesta terça-feira (25), dos agendamentos de entrevistas para solicitantes de vistos de imigrantes em todo o mundo. A ação faz parte do processo de endurecimento da política migratória dos Estados Unidos na gestão de Donald Trump. 

 

Segundo o Departamento de Estado americano, a medida está relacionada a uma iniciativa global de treinamento que será realizada nas embaixadas e nos consulados dos Estados Unidos. O porta-voz da pasta informou que o governo Trump está “protegendo o povo americano ao manter os mais altos padrões de triagem e verificação dos requerentes de vistos”. As informações são do Estadão. 

 

“Uma America mais próspera significa garantir que os requerentes de visto não tenham probabilidade de se tornarem um encargo público, conforme definido pela legislação e regulamentação dos EUA, e que não tenham probabilidade de se tornarem dependentes de benefícios públicos dos EUA reservados a americanos qualificados em situação de necessidade”, informou.

 

A suspensão tem alcance global e, portanto, inclui as representações diplomáticas americanas no Brasil. O porta-voz informou que as pessoas afetadas diretamente pelas medidas, que já possuíam entrevistas agendadas nas embaixadas e consulados dos EUA, receberam e-mails informando sobre a suspensão dos atendimentos e afirmando que receberiam uma nova data e horário futuramente.

 

As informações disponibilizadas até o momento não detalham por quanto tempo os agendamentos permanecerão suspensos nem quando as entrevistas voltarão a ser marcadas normalmente.

Trump amplia cota isenta de tarifa para importação de carne moída nos EUA; medida beneficia frigoríficos brasileiros
Foto ilustrativa: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (21) que permitirá a importação de até 300 mil toneladas de carne destinada à produção de carne moída dentro de uma cota isenta de tarifas alfandegárias. A medida, válida por 90 dias, visa conter a alta dos preços ao consumidor americano no período que antecede as eleições de meio de mandato, programadas para novembro.

 

Apesar de a Casa Branca não ter detalhado a origem exata dos embarques, o Brasil figura atualmente como o segundo maior fornecedor de carne bovina para o mercado norte-americano. A decisão do governo americano impulsionou o valor das ações dos principais frigoríficos brasileiros na Bolsa de Valores.

 

“Hoje, concluí um acordo para reduzir substancialmente o preço da carne moída para as famílias trabalhadoras americanas”, alega Trump em suas redes sociais. O mandatário assegurou ainda que o produto será comercializado a um valor 25% inferior ao praticado no mercado atual.


REBANHO DOS EUA
A cota autorizada equivale a cerca de 2% do consumo doméstico anual de carne bovina nos EUA, estimado em aproximadamente 13 milhões de toneladas. A intervenção busca combater a disparada de preços provocada por uma severa escassez de gado no país, decorrente do aumento nos custos de produção e de secas em áreas de pastagem.

 

Segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os principais fornecedores de carne bovina para o mercado americano no primeiro semestre de 2026 foram:

  • Austrália: 250 mil toneladas
  • Brasil: 234 mil toneladas
  • Canadá: 178 mil toneladas
  • México: 156 mil toneladas
  • Nova Zelândia: 126 mil toneladas
  • Uruguai: 68 mil toneladas
  • Nicarágua: 46 mil toneladas
  • Argentina: 46 mil toneladas
  • Paraguai: 43 mil toneladas

 

A carne importada, de corte tipicamente mais magro, é combinada à matéria-prima de maior teor de gordura produzida nos EUA para atingir a composição ideal da carne moída. Adicionalmente, o país prepara a retomada da importação de gado vivo do México, suspensa por mais de um ano em razão de um surto de parasitas

Brasil aciona Lei da Reciprocidade e inicia retaliação contra tarifas dos EUA
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira (13) que deu início aos procedimentos oficiais para aplicar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos, em resposta às tarifas impostas pelos norte-americanos a produtos nacionais. A reação é respaldada pela Lei da Reciprocidade, sancionada em abril do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após aprovação unânime no Congresso.

 

A legislação permite ao Brasil aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela, como barreiras e sanções unilaterais consideradas injustas. Antes da norma, criada para proteger a economia e reequilibrar as relações comerciais, a única alternativa do país era recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC).

 

Entre as contramedidas previstas pela lei estão:

 

  • Imposição de tarifas e encargos sobre a importação de bens e serviços vindos dos EUA;
  • Suspensão de obrigações e concessões relativas a direitos de propriedade intelectual em acordos comerciais.


Para que as sanções definitivas entrem em vigor, o processo exige a realização de consultas públicas para ouvir os setores impactados, além de prazos de análise regulamentados pelo Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais. Contudo, o texto prevê uma exceção: o Poder Executivo tem autorização para decretar contramedidas provisórias de aplicação imediata em situações excepcionais.

Lula chama Trump de 'meu amigo' e diz que enviará dados sobre queda no desmatamento para contestar 'tarifaço'
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, neste sábado (8), que vai entrar em contato com o presidente americano, Donald Trump, para enviar dados oficiais sobre o desmatamento da Amazônia. Ao chamar o americano de “meu amigo”, ele diz que vai contestar as razões da aplicação da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. 

 

A prática de crimes ambientais foi uma das justificativas apresentadas por Washington para aplicar a sanção comercial. Para Lula, contudo, Trump tomou a decisão com base em relatórios incorretos.

 

“Um dos motivos era que a gente não cuidava do desmatamento. Eu quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump, para ele saber que quem informou ele não informou sobre a verdade”, declarou o presidente.

 

A fala ocorreu durante evento comemorativo dos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Durante o discurso, Lula dirigiu-se à ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, também presente ao encontro, para destacar os índices recentes de preservação.

 

“Marina, você pode ficar orgulhosa, porque nós anunciamos o menor desmatamento da história desde 2016. Foi uma coisa fantástica. E eu fiz questão de tirar uma fotografia dos números”, afirmou.

 

Os dados citados pelo presidente pertencem ao Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre agosto de 2025 e julho de 2026, os alertas de desmatamento na Amazônia somaram 2.874,38 km², representando uma uma redução de 36% em relação ao período anterior e o menor patamar da série histórica iniciada em 2016.

 

Apesar dos indicadores, o governo dos Estados Unidos aplicou em julho uma sobretaxa de 25% sobre parcela das exportações brasileiras após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), alegar falhas históricas do Brasil na fiscalização ambiental, além de divergências em comércio digital, propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol.

 

Desde então, o governo brasileiro rejeitou as alegações e classificou as tarifas como injustificadas.

Brasil vai adotar reciprocidade contra os EUA após visto retirado de embaixadora
Foto: Reprodução / Jornal Nacional

O governo Lula (PT) decidiu que vai adotar a medida de reciprocidade contra os Estados Unidos após a revogação do visto da embaixadora brasileira no país, Maria Luiza Ribeiro Viotti. A representante brasileira nos está com o visto revogado desde a tarde desta terça-feira (4). Nesse status, ela pode seguir nos Estados Unidos, mas poderá retornar caso deixe o país.

 

Segundo o Departamento de Estado dos EUA, a medida é uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada do país no Brasil. 

 

Daniel Perez é presidente da Câmara de Deputados dos Estados Unidos e foi indicado ao cargo de embaixador em junho. Há duas semanas, a indicação recebeu o aval de uma comissão do Senado norte-americano, mas ainda precisa ser aprovada pelo plenário da Casa.

 

No governo brasileiro, autoridades devem se reunir, nesta quarta-feira (5), para discutir a melhor forma de responder ao ato do governo Donald Trump. A discussão no governo é se a reciprocidade vai ser feita na esfera de visto, em mesmo formato adotado pelo governo Trump, ou de alguma outra medida que poderia ser equiparada em termos de gravidade diplomática.

 

Em nota na noite de terça-feira (4), o governo considerou que são "falsas" as justificativas usadas pelo governo Trump e que faz parte de medidas "motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo".

Governo Lula repudia decisão dos EUA de revogar visto de embaixadora brasileira
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta terça-feira (4), a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em nota, o Executivo brasileiro classificou como falsas as justificativas apresentadas para a medida. 

 

Segundo o Departamento de Estado dos EUA, a decisão está relacionada à demora do Brasil em conceder o agrément para Daniel Perez, indicado para assumir a embaixada norte-americana em Brasília. O governo brasileiro, porém, afirmou que o processo é confidencial e que o nome do diplomata só deveria ser divulgado após a anuência oficial.

 

"A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo. Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente", diz a nota.

 

A gestão Lula também ressaltou que não existe prazo previsto pela Convenção de Viena para a concessão do agrément e que o pedido continua em análise. A nota também relacionou a decisão a outras medidas recentes adotadas pelos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.

 

O governo citou o cancelamento de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal e integrantes do Executivo, sob a alegação de perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para o governo brasileiro, a revogação do visto da embaixadora integra uma sequência de ações hostis contra o país.

 

Na avaliação do governo Lula, a decisão dos EUA contraria a tradição de diálogo entre os dois países. O Planalto afirmou que continuará defendendo a negociação e a cooperação nas relações internacionais.

 

Leia a nota completa:

O Governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas.

O processo de concessão de agrément é confidencial e o nome designado só deveria vir a público depois de concedida a anuência, conforme estipula o artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.

O governo dos Estados Unidos anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal de agrément ao governo brasileiro.

O Brasil segue estritamente o direito internacional. Não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément. O pedido norte-americano ainda se encontra em análise.

Os dois funcionários do governo norte-americano que tiveram seus vistos de entrada no Brasil negados planejavam visitar o país para colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional.

Vale recordar que seguem em vigor sanções individuais sobre autoridades brasileiras, notadamente o cancelamento de vistos para os EUA, com base na alegação infundada de perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro. Entre essas autoridades estão ministros da Suprema Corte e funcionários de primeiro escalão do Poder Executivo.

O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais.

A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo.

Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente.

Em linha com sua tradição diplomática, o governo brasileiro se opõe à lógica de confrontação e reitera a defesa do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais.

Nos EUA, Eduardo Bolsonaro chora ao falar sobre medo de prisão e ataca Kim Kataguiri
Foto: Reprodução / Redes sociais

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) chorou publicamente ao manifestar receio de ser preso e afirmar que a família Bolsonaro sofre perseguição política. As declarações foram dadas durante o lançamento de uma emissora na Flórida (EUA), onde o político reside desde o início de 2025, nesta quinta-feira (30). 

 

Em evento reuniu investigados pela Justiça brasileira, como o blogueiro Allan dos Santos e o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), Eduardo relembrou em seu discurso a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e citou o impacto pessoal das investigações.

 

 

"Você vai para uma viagem, chega em um local e não sabe se vai ser preso. A gente se pergunta por que está fazendo tudo isso, podendo deixar os moleques em casa sem ver o pai", declarou, com a voz embargada, antes de ser abraçado por Allan dos Santos.

 

Além do tom emotivo, o ex-parlamentar usou a palavra para criticar alas da própria direita. Eduardo direcionou ataques ao deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), que recentemente comentou sobre potenciais rumores envolvendo o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

"Estão destruindo uma família e os caras não estão nem aí, falando como se fosse a coisa mais natural do mundo, dando risada. Quando voltar ao Brasil, dá vontade de pegar de porrada esses moleques", afirmou.

 

Após o evento, a escalada de tom continuou nas redes sociais. Eduardo compartilhou uma publicação de Allan dos Santos com ofensas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticando as restrições impostas pela Justiça brasileira a canais e perfis investigados por atos antidemocráticos.

Jovens de até 24 anos sabem pouco ou nada sobre tarifaço dos EUA, aponta pesquisa BTG/Nexus
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos de origem brasileira ainda não é um tema muito acompanhado pelos mais jovens. Levantamento inédito da BTG/Nexus mostra que apenas 18% dos brasileiros de até 24 anos dizem conhecer bem e acompanhar o assunto, enquanto 22% afirmam saber do que se trata e 37% reconhecem ter pouco conhecimento sobre o tema.

 

Outros 24% dessa faixa etária sequer tinham ouvido falar da medida, o maior índice entre todas as faixas pesquisadas. Em contraponto, os brasileiros com mais de 60 anos lideram o nível de informação sobre o tema, com 33% afirmando acompanhar de perto a decisão americana, percentual acima da média nacional, de 26%.

 

A pesquisa também indica que o desconhecimento sobre o assunto diminui conforme a idade avança. Entre os brasileiros de 41 a 59 anos, 29% dizem acompanhar o tema de perto. Já na faixa de 25 a 40 anos, predominam os que afirmam ter apenas conhecimento superficial sobre o tarifaço, com 36% dizendo saber pouco a respeito.

 

A Nexus entrevistou por telefone 2.004 pessoas para o levantamento. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Mais da metade dos brasileiros acredita Trump quer ajudar Flávio Bolsonaro com tarifaço, diz Datafolha 
Foto: Reprodução / Redes sociais / Ricardo Stuckert / Presidência da República

Cerca de 52% dos eleitores brasileiros acreditam que o tarifaço imposto pelo governo americano do presidente Donald Trump aos produtos brasileiros tem como objetivo ajudar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Isso é o que dizem os dados divulgados pela pesquisa Datafolha desta segunda-feira (27).

 

Ainda sobre o tema, outros 37% afirmam que a medida não busca favorecer o senador, enquanto 11% dizem não saber responder. A pesquisa também mostra que 63% dos entrevistados afirmam conhecer o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Desse total, 25% dizem estar bem informados sobre o assunto e 34% se declaram razoavelmente informados.

 

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa Datafolha está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026.

 

Em julho, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial. Dias depois, acrescentaram uma sobretaxa de 12,5% relacionada a alegações de abusos trabalhistas. A pesquisa questionou aos eleitores quem está correto ao atribuir a responsabilidade pela crise comercial.

 

Para 34%, Lula tem razão ao afirmar que a responsabilidade é de Flávio Bolsonaro. Já 26% concordam com o senador quando ele atribui a culpa ao governo brasileiro.Outros 24% consideram que nenhum dos dois está certo, enquanto 11% dizem que ambos têm razão. Mais 6% não souberam responder.

 

Ao serem questionados sobre quem é o principal responsável pela punição comercial imposta pelos Estados Unidos, 35% apontaram Lula. Outros 28% atribuíram a responsabilidade a Trump. Os irmãos Bolsonaro somaram 23% das respostas, sendo 13% para Flávio e 10% para Eduardo. Já 10% não souberam responder.

 

Segundo o levantamento, 74% dos brasileiros defendem que o país negocie uma solução para a crise comercial com os Estados Unidos. Outros 17% consideram que o governo brasileiro deveria retaliar os americanos na mesma proporção. Apenas 2% afirmam que o Brasil deveria aceitar as tarifas impostas por Washington.

 

A pesquisa também avaliou a atuação do governo Lula nas negociações. Para 51% dos entrevistados, o presidente fez menos do que poderia para tentar evitar o tarifaço. Já 29% avaliam que ele agiu corretamente e 12% dizem que Lula fez mais do que deveria. As informações são do G1. 

Petróleo cai após EUA suspenderem ataques contra o Irã e reduzir riscos de oferta global
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O petróleo iniciou a semana em forte queda depois que os Estados Unidos suspenderam os ataques contra o Irã, reduzindo os riscos de interrupção da oferta global, mesmo após os houthis afirmarem ter atacado alvos na Arábia Saudita.

 

O Brent, referência global para os preços do petróleo, caiu mais de 7% nos primeiros minutos de negociação, chegando a ser cotado abaixo de US$ 90 por barril, antes de se estabilizar próximo de US$ 92. O preço do gás natural na Europa também recuou.

 

Após cerca de duas semanas de ataques contra a República Islâmica, os Estados Unidos suspenderam as ofensivas desde o fim da sexta-feira, levantando dúvidas sobre qual será o próximo passo do presidente Donald Trump. O Exército iraniano afirmou que Teerã também interrompeu suas ações.

 

Ainda assim, os houthis do Iêmen, apoiados por Teerã, disseram ter atacado, no sábado, instalações ligadas à Saudi Aramco nas cidades portuárias de Jizan e Yanbu, às margens do Mar Vermelho. Nem o governo saudita nem a Aramco confirmaram a informação de imediato.

EUA planejam enviar funcionários para questionar eleições brasileiras, diz jornal
Foto: Joyce N. Boghosian / The Official White House

O governo dos Estados Unidos planeja enviar dois altos funcionários do Departamento de Estado a Brasília com a missão de questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro. A operação foi revelada pelo jornal The Washington Post nesta sexta-feira (24), com base em relatos de autoridades americanas que falaram sob condição de anonimato.

 

Conforme apurado pelo The Washington Post e repercutido pelo G1, a viagem está prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais brasileiras, marcadas para 4 de outubro. A delegação será composta por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado.

 

Samson é conhecido por percorrer países promovendo a pauta conservadora e cultivando laços com grupos de direita. A declaração ocorre dias após o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), ter feito ataques à integridade técnica das urnas eletrônicas durante um evento na presença de diplomatas. 

 

Na ocasião, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. 

 

A correlação estabelecida por Flávio foi desmentida em diversas notas técnicas do Tribunal Superior Eleitoral.

 

TENSÕES DIPLOMÁTICAS
O envio dos emissários representa um agravamento nas relações entre os dois países. The Washington Post aponta que o clima de atrito já envolve divergências em ao menos três frentes: o processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado; tarifas comerciais impostas pelos EUA a produtos brasileiros; e desentendimentos sobre os limites da liberdade de expressão.

 

A iniciativa também evidencia uma mudança no comportamento da diplomacia norte-americana. A postura contrasta com o papel exercido pelos EUA nas eleições brasileiras de 2022. Naquele período, o governo americano atuou para reforçar a estabilidade democrática e frear discursos golpistas, respaldando relatórios de inteligência que atestavam a ausência de fraudes no sistema de votação.

Governo Lula lança Plano Brasil Soberano de R$ 18,5 bi para exportadores
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O governo federal lançou nesta quarta-feira (22) a terceira fase do Plano Brasil Soberano, com um aporte de R$18,5 bilhões em crédito emergencial para empresas exportadoras prejudicadas pelas sobretaxas comerciais dos Estados Unidos. O anúncio coincidiu com a entrada em vigor da tarifa americana de 25% sobre produtos brasileiros.

 

Segundo o UOL, os recursos beneficiarão três grupos: exportadores atingidos pelo tarifaço, setores estratégicos da economia nacional e empresas que vendem para o Golfo Pérsico, região em conflito em razão da guerra no Irã. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou a medida provisória que viabiliza o crédito durante a solenidade de divulgação do programa, realizada em Brasília.

 

Os R$18,5 bilhões reúnem verbas de duas origens distintas. Do Tesouro Nacional virão R$13,5 bilhões, montante que corresponde ao saldo remanescente de linhas de crédito anteriores, conforme informou o governo. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) complementa a operação com R$5 bilhões em financiamentos.

 

As taxas de juros do crédito emergencial variam conforme o perfil do tomador e a finalidade do recurso, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento. Para produtores de minerais críticos, o encargo mínimo é de 3% ao ano. Empresas de grande porte que necessitam de capital de giro arcam com a taxa mais alta, de 9,8% ao ano. Quem optar por utilizar o crédito para investimentos pagará 6,5% ao ano.

 

"São três grupos: os afetados pelo tarifaço, setores estratégicos e exportadores para o Golfo Pérsico", afirmou o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. O ministro também adiantou que "estamos prevendo um comitê que vai reservar cotas para setores estratégicos, como minerais críticos e fertilizantes".

 

RISCO E CONTRAPARTIDAS
As novas tarifas americanas colocam em risco aproximadamente US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras, conforme os dados do governo. Máquinas, madeira, móveis, borracha, pneus e alimentos estão entre os segmentos mais expostos. Café e carnes permanecem isentos das sobretaxas.

 

Para acessar juros reduzidos e prazos de até 20 anos, as empresas beneficiadas precisam manter ou ampliar o número de vagas de emprego. O programa foi criado em agosto de 2025 com o objetivo de evitar demissões e preservar investimentos diante de tarifas americanas que chegam a 50%.

 

O agronegócio lidera a captação dos recursos nas fases anteriores do programa. O setor concentrou R$ 7,7 bilhões em financiamentos do BNDES, o equivalente a cerca de 40% do total já liberado, segundo o banco estatal.

 

Na mesma solenidade, Lula sancionou o texto que regulamenta a segunda fase do programa, cuja medida provisória havia sido aprovada pelo Congresso Nacional.

 

PRESSÃO DO SETOR PRIVADO
Exportadores apresentaram novas demandas aos ministérios nesta semana. As empresas pedem o adiamento por 120 dias do recolhimento de tributos federais para aliviar o caixa das indústrias prejudicadas pelas tarifas.

 

O setor privado também cobra medidas de proteção contra a entrada de produtos chineses no mercado interno, como forma de compensar a perda de espaço no mercado norte-americano provocada pelas novas taxas do governo de Donald Trump.

Justiça dos EUA marca julgamento de Maduro para 1º de junho de 2027
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, será julgado nos Estados Unidos em 1º de junho de 2027, conforme decisão de um juiz proferida nesta quarta-feira (22). A definição da data ocorre após a captura do ex-líder venezuelano em uma operação militar americana realizada em janeiro deste ano.

 

Maduro, de 63 anos, e sua esposa, Cilia Flores, estão detidos em uma prisão no Brooklyn há mais de sete meses. Ambos respondem a acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e de armas, e se declararam inocentes de todas as acusações na primeira audiência realizada após a prisão.

 

A audiência desta quarta-feira durou poucos minutos e teve como principal objetivo definir o cronograma do processo. Segundo a decisão do magistrado, o julgamento terá início na data proposta pela promotoria.

EUA vão reduzir prazos de estadia para vistos de estudantes e jornalistas
Foto: Divulgação

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (16), uma medida para reduzir o prazo de estadia para estrangeiros portadores de vistos de estudante, de jornalista e de programas de intercâmbio.

 

Atualmente, a validade da estadia de estudantes ou intercambistas está atrelada à duração dos cursos ou programas e jornalistas não têm prazo específico, com a mudança, o período passa a ser previamente fixado pelo governo dos EUA, e varia de acordo com o tipo de visto.

 

Também no modelo atual, os vistos podem ser renovados caso os estrangeiros se inscrevam em um novo curso ou ampliem seus contratos de trabalho. 

 

A nova medida anunciada, por sua vez, prevê que estrangeiros deverão solicitar a renovação diretamente ao USCIS (Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA) ou sair e reingressar no país ou deixar os EUA para pedir uma nova autorização, passado o período pré-estabelecido pelo governo norte-americano.

 

No documento que anuncia as novas regras, o Departamento de Segurança não informou se o próprio estrangeiro pode escolher pedir a renovação dos EUA ou deixar o país antes de uma nova autorização. As informações são do g1.

 

A regra entra em vigor em 60 dias a partir da publicação no Diário Oficial Federal dos Estados Unidos. Antes disso, no entanto, a medida está sujeita a análise do Congresso, mas ainda não há prazo para que isso ocorra.

 

VISTOS AFETADOS
O comunicado do Departamento de Segurança Interna dos EUA informa que as mudanças ocorrerão nas seguintes categorias: Vistos F, destinados a estudantes internacionais; Vistos J, que permitem que visitantes em programas de intercâmbio cultural trabalhem nos EUA; e Vistos I, direcionado a jornalistas e profissionais da mídia estrangeiros.

 

Assim, os portadores dos vistos F e J passarão a ser admitidos nos EUA pelo tempo necessário para completar seu programa, mas não poderão exceder o período de 4 anos; Já os portadores dos vistos I, de jornalista estrangeiro, terão a estadia limitada a 240 dias, podendo ser renovado.

 

Uma exceção é para representantes de mídia com passaporte da República Popular da China (exceto Hong Kong ou Macau). Nesse caso, o período de admissão é limitado a no máximo 90 dias.

Superstição impede Milei de acompanhar final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina nos EUA
Foto: Divulgação/Governo da Argentina

 

O presidente da Argentina, Javier Milei, não irá aos Estados Unidos acompanhar in loco a final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina, no próximo domingo (19). A informação foi confirmada pelo próprio mandatário ao jornal La Derecha Diario. Segundo Milei, uma superstição o impede de viajar, já que assistiu a todas as partidas desta Copa do Mundo no mesmo local.

 

“Não viajarei aos Estados Unidos neste domingo, de jeito nenhum. Assistirei à partida em Olivos, assim como no primeiro dia”, explicou Milei.

 

O presidente detalhou que assistirá ao jogo no cinema da residência presidencial com sua irmã, assim como tem feito desde a estreia da Argentina nesta Copa do Mundo.

 

Além do local da partida, Milei afirmou que uma jaqueta também tem sido uma companheira nos jogos.

 

"Como estava frio e eu não ligo o aquecimento, estou usando uma jaqueta da companhia de petróleo", comentou. Ele acrescentou, porém, que "no dia em que jogamos contra a Suíça estava muito quente, mas quando tirei a jaqueta eles fizeram um gol, então a vesti de novo".

 

Com a decisão tomada, o argentino segue o padrão dos seus antecessores. Em 2014, quando a seleção perdeu para a Alemanha, Cristina Fernández não viajou ao Brasil para assistir à final. Alberto Fernández, seu sucessor, também esteve ausente da final do Catar, em 2022, contra a França.

 

Do outro lado, Pedro Sánchez, acompanhado da Família Real Espanhola, estará presente na final.

Ricardo Alban diz que novo tarifaço dos EUA vai corroer a competitividade dos produtos brasileiros no exterior
Foto: Agência de Notícias CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, declarou que o tarifaço de 25% imposto nesta quarta-feira (15) aos produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos amplia um cenário que pressiona as exportações e amplia a insegurança para as empresas brasileiras. A taxação entra em vigor na próxima quarta, 22 de julho.

 

Para Ricardo Alban, o cenário de disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos tende a piorar, corroendo a competitividade da indústria brasileira. 

 

“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, afirmou o presidente da CNI.

 

Segundo a entidade, as vendas de produtos brasileiros aos Estados Unidos caíram 13% no primeiro semestre deste ano, o equivalente a US$ 2,6 bilhões (R$ 13 bilhões). Para Alban, a nova sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as exportações brasileiras. 

 

O governo dos Estados Unidos oficializou nesta quarta a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros. A medida foi anunciada após recomendação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) e faz parte de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

 

O órgão afirma que a apuração identificou práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais dos Estados Unidos, levando Trump a autorizar uma ação responsiva.

 

Apesar da nova rodada de sobretaxas, produtos como café e carne bovina não serão atingidos pela medida. Além disso, o documento do USTR prevê dezenas de exceções para produtos considerados essenciais à economia americana ou sem fornecedores alternativos suficientes, incluindo determinados produtos farmacêuticos, pescados, couros, ferro-gusa, mel orgânico, hidróxido de alumínio e componentes da indústria aeronáutica.
 

Governo Lula “repudia” tarifaço dos Estados Unidos e fala em aplicar Lei de Reciprocidade 
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Palácio do Planalto se pronunciou, nesta quinta-feira (16), sobre a decisão do governo de Donald Trump em confirmar a aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros. A nota oficial publicada no perfil do Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diz que “passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”. 

 

As medidas americanas entram em vigor em 22 de julho. O Planalto também anunciou que usará instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade contra as novas cobranças impostas por Washington. 

 

"O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. [...] Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país", disse em nota.

 

O governo federal argumenta que os Estados Unidos têm superávit comercial na relação bilateral, tendo acumulado saldo positivo de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos. 

 

“O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais”, diz o Planalto. 

 

O governo brasileiro ainda cita o Pix, apontado como um dos pontos de maior divergência entre as partes, e diz que são “descabidas” as alegações contra o sistema de pagamentos “e a regulação de plataformas digitais, bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento”.

 

"O Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital", defendeu o comunicado.

 

RECIPROCIDADE
Ainda na nota, o Palácio do Planalto indicou que a reação brasileira ao tarifaço atuará em três frentes: diversificação de mercados, medidas de socorro às empresas afetadas e acionamento da Lei de Reciprocidade.

 

"Por meio do Plano Brasil Soberano, manteremos medidas de proteção aos setores afetados por tarifas ilegais e arbitrariamente impostas pelo governo dos EUA, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional", escreveu.

 

"O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC", completou.

 

Confira a nota na íntegra: 
 

EUA confirmam tarifas adicionais de até 25% sobre produtos brasileiros 
Foto: The Official White House

O governo dos Estados Unidos, por meio do Escritório do Representante de Comércio (USTR, na sigla em inglês), confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, nesta quarta-feira (15). Com uma extensa lista de itens isentos, a medida entra em vigor em 22 de julho.

 

A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano. No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.

 

A lista final de taxas deixou de fora itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose, produtos considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente.

 

Pelo lado do Brasil, boa parte dos produtos mais importantes da pauta exportadora não será taxado pela nova medida. Durante a investigação e audiências públicas sobre essa investigação e taxação, os governos brasileiro e americano realizaram análises e negociações, no entanto, encontraram impasses. 

 

Representantes brasileiros afirmam que três temas concentraram os principais impasses nas tratativas: o PIX, a ampliação do acesso do etanol americano ao mercado brasileiro e uma proposta de moratória de quatro anos para isentar plataformas digitais do pagamento de tributos e multas.  

 

Acontece que esses pontos seriam considerados sensíveis ao Brasil, que alega decisão política na aplicação das taxações. As autoridades americanas, por sua vez, negam que a represália esteja sendo usada com esse objetivo. 

 

O governo americano diz que busca apenas reverter práticas comerciais que prejudicam a competitividade dos EUA.

 

Com a confirmação das tarifas adicionais, veja a lista de produtos impactados: 

  • Etanol
  • Máquinas agrícolas
  • Vestuário
  • Máquinas elétricas
  • Calçados
  • Ferramentas de jardinagem
  • Equipamentos relacionados à mineração
  • Papel
  • Aço
  • Açúcar orgânico
  • Diversos produtos agrícolas
  • Produtos manufaturados em geral

 

Veja abaixo os principais itens na lista de isenções:

  • Carne bovina
  • Café
  • Laranjas e sucos de laranja
  • Petróleo bruto e gás natural
  • Aeronaves civis, motores e componentes aeroespaciais
  • Produtos farmacêuticos e ingredientes químicos para uso farmacêutico
  • Semicondutores e máquinas para sua fabricação
  • Peixes e crustáceos
  • Certos produtos de madeira tropical
  • Mel orgânico
  • Ferro-gusa
  • Castanhas
  • Celulose de madeira
  • Pastas químicas de madeira
  • Helicópteros
  • Motores aeronáuticos e componentes do setor aeronáutico
  • Alguns minérios
  • Determinados produtos metálicos considerados estratégicos para cadeias produtivas americanas
     
Presidente da Fifa é denunciado ao COI sob suspeita de violar política de neutralidade na Copa
Foto: Elizabeth Ruiz Ruiz/Fifa

Com uma Copa do Mundo marcada por polêmicas, a relação entre Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos – principal país-sede da competição, chamou a atenção do Comitê Olímpico Internacional (COI) após uma denúncia da ONG de direitos humanos Fair Square à Comissão de Ética da entidade contra Infantino.

 

A ONG alega que o dirigente teria violado regras de neutralidade política previstas na Carta Olímpica. Ainda segundo a organização, o mandatário da Fifa, que é membro do COI desde 2020, teria demonstrado apoio político ao presidente dos Estados Unidos em diferentes ocasiões, contrariando o compromisso assumido de atuar de forma independente de interesses políticos e comerciais.

 

"A Fair Square apresentou hoje uma queixa contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao Comitê Olímpico Internacional. A queixa alega que Infantino violou repetidamente as regras do COI sobre neutralidade política ao oferecer seu apoio político ao presidente dos EUA, Donald Trump", afirmou o comunicado.

 

Na denúncia, a Fair Square cita episódios de proximidade entre os dois líderes. Entre eles, é citada a participação de Infantino no chamado 'Conselho da Paz', evento promovido por Trump em fevereiro. Na ocasião, o presidente da Fifa apareceu usando um boné com as inscrições 'USA' e '45-47', uma referência aos dois mandatos presidenciais de Trump.

 

Por fim, a ONG pediu que o COI investigue uma suposta interferência política de Trump em decisões disciplinares da Fifa durante a Copa do Mundo de 2026, citando o caso envolvendo o jogador Folarin Balogun – que, segundo Trump, teve a suspensão por cartão vermelho revertida após o mandatário norte-americano interceder junto a Infantino. O presidente da Fifa alega que a decisão foi tomada de forma autônoma pela Comissão de Arbitragem, negando qualquer interferência externa.

 

Infantino foi eleito para o COI em janeiro de 2020 e, ao assumir o cargo, se comprometeu a respeitar a Carta Olímpica e seguir o Código de Ética da organização. A denúncia agora será analisada pela estrutura ética do comitê.

EUA nega avaliação do Itamaraty sobre risco de ação militar no Brasil: “É um absurdo”
Foto: Joyce N. Boghosian / The Official White House

O governo do presidente dos Estados Unidos negou a avaliação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, de que a decisão de enquadrar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas possa abrir espaço para uma ação militar norte-americana no Brasil. 

 

Em nota enviada ao g1 nesta terça-feira (7), um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que os EUA classificou o comentário do ministro Mauro Vieira como “absurdo” e afirmou que o governo de Donald Trump está adotando medidas com base na própria legislação para combater os grupos brasileiros.

 

"Esse comentário [sobre risco de uma ação militar] é um absurdo. Os Estados Unidos estão adotando medidas decisivas, com base em suas próprias prerrogativas soberanas, para combater narcoterroristas", escreveu. 

 

Em junho, o Departamento de Estado classificou as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas, contrariando os pedidos do governo federal. A determinação abriu espaço para ações mais duras e unilaterais dos EUA contra o Brasil.

 

"Essas facções brasileiras agora operam nos Estados Unidos, e defenderemos nosso povo delas. Alegações vagas de intervenção costumam servir de pretexto para ajudar e favorecer alguns dos grupos mais violentos do mundo", disse o porta-voz.

 

No dia 2 de julho, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou um documento à Câmara dos Deputados afirmando haver o risco de uma eventual ação militar dos Estados Unidos em território brasileiro. O documento é uma resposta a um pedido de informações do deputado Evair de Melo (Republicanos-ES). 

 

Na nota, assinada por Vieira, o Itamaraty destaca que uma operação norte-americana no Brasil é uma das possíveis consequências da classificação do PCC e do CV como organizações terroristas. Ele completa dizendo que o governo brasileiro não foi formalmente comunicado sobre a decisão do governo dos EUA antes do anúncio feito pelo secretário de Estado, Marco Rubio.

 

"A referida classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional", diz o ministro.

Planalto vê 'desespero' em viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA e atribui 'tarifaço' à família do senador
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Agência Brasil

O Palácio do Planalto minimizou a viagem do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), aos Estados Unidos. Integrantes da gestão federal avaliam que a postura do parlamentar reflete um "desespero" político para tentar se desvincular da responsabilidade sobre o potencial aumento das tarifas comerciais norte-americanas sobre produtos brasileiros.

 

Enquanto a oposição critica a conduta diplomática atual, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem reforçado o discurso de defesa da soberania nacional para questionar as barreiras econômicas que podem ser impostas pelo mercado americano.

 

Paralelamente, em pleno ano eleitoral, aliados de Lula têm aproveitado o debate para disseminar a tese de que o chamado "tarifaço" é consequência direta das ações da família Bolsonaro. As informações foram reveladas pela coluna Painel da Folha de S. Paulo.

 

A disputa de narrativas remonta ao ano passado, quando Donald Trump anunciou as primeiras tarifas contra o Brasil, justificando a medida com menções à situação jurídica de Jair Bolsonaro e alegando que o ex-presidente sofria uma "caça às bruxas" no país.

 

Em junho de 2026, o governo dos Estados Unidos emitiu um novo alerta indicando que o Brasil poderia sofrer novos reveses comerciais. O anúncio ocorreu logo após uma visita de Flávio Bolsonaro a Trump. Na ocasião, o senador declarou publicamente que havia solicitado ao líder norte-americano que não aplicasse as sanções contra o Brasil.

 

Contudo, o Partido dos Trabalhadores (PT) vem utilizando suas redes sociais para contrapor essa versão, sustentando que as ações e articulações da família bolsonarista no exterior são as verdadeiras responsáveis pelas ameaças econômicas atuais.

 

O debate técnico sobre o setor produtivo ocorreu em audiências públicas nesta segunda-feira (6) e terça-feira (7) em Washington. Durante sua participação nas sessões, Flávio Bolsonaro defendeu que a aplicação das barreiras tarifárias neste momento traria, na verdade, benefícios políticos e eleitorais para a gestão de Lula.

 

O senador reforçou que a atual conjuntura representa o "pior momento" para a imposição de restrições comerciais norte-americanas sobre o Brasil.

Governo federal repudia fala de Flávio Bolsonaro nos EUA e acusa senador de 'traição à Pátria'
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Agência Brasil

O governo brasileiro, por meio de uma nota oficial emitida pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, repudiou nesta terça-feira (7) a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL) na audiência pública pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). 

 

No comunicado, o Palácio do Planalto acusa o parlamentar de atuar contra os interesses nacionais e classifica sua conduta no exterior como "traição à Pátria".

 

“Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, afirma a nota.

 

A audiência em Washington foi convocada para debater a aplicação de barreiras tarifárias norte-americanas sob a Seção 301. Segundo a Secom, o evento contou com a inscrição de 78 entidades e pessoas físicas da sociedade civil e do setor privado. 

 

Do total de participantes, 63 se posicionaram contra o "tarifaço" e 15 a favor. Entre os 34 inscritos brasileiros, a nota aponta que apenas Flávio Bolsonaro não se manifestou contrariamente às sanções, optando por sugerir o adiamento das medidas tarifárias.

 

"Em vez de rebater as alegações infundadas do governo norte-americano para taxar o Brasil, o senador optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país", declara a Secom.

 

OPORTUNISMO ELEITORAL
O Palácio do Planalto sustenta que a postura de Flávio Bolsonaro teve "claro objetivo eleitoreiro" e que o senador buscou se desvincular da responsabilidade política pelo impasse tarifário, cuja origem o governo atribui a campanhas promovidas pela família Bolsonaro.

 

A nota oficial também rebateu as críticas do senador sobre a segurança digital e a regulação de plataformas no Brasil. De acordo com o governo, ao defender a revogação de decretos de segurança pública digital, o parlamentar ataca medidas que visam combater a violência contra as mulheres e a circulação de conteúdos criminosos na internet.

 

O governo também acusou Flávio de omissão ao citar o "caso Master" (classificado pela Secom como o maior esquema de corrupção da história do país), afirmando que o senador ocultou a origem do caso no governo de Jair Bolsonaro e seus próprios vínculos com o empresário Daniel Vorcaro, a quem o parlamentar teria solicitado R$ 130 milhões.

 

A nota governamental contesta a recente mudança de postura de Flávio Bolsonaro em relação ao PIX, acusando-o de tentar construir uma imagem de defensor do sistema de pagamentos instantâneos ao mesmo tempo em que "propõe subordinar o PIX aos interesses norte-americanos".

 

O Planalto reafirmou que mantém negociações diplomáticas ininterruptas com os Estados Unidos desde julho de 2025 para tentar reverter as barreiras comerciais, argumentando tecnicamente que as tarifas aplicadas não possuem fundamentação real.

 

Leia a nota na íntegra:

"NOTA À IMPRENSA SOBRE PARTICIPAÇÃO DO SENADOR FLÁVIO BOLSONARO EM AUDIÊNCIA PÚBLICA 

O governo brasileiro repudia a intervenção do senador Flávio Bolsonaro em audiência pública realizada, nesta terça-feira (7), pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), aberta à participação do setor privado e da sociedade civil para discutir a imposição de tarifas contra o Brasil. Ao todo, 78 entidades e pessoas físicas se inscreveram para se manifestar sobre o tarifaço.

Desse total (somando brasileiros e estadunidenses), 63 são contra o tarifaço, 15 são a favor. Das 44 intervenções de estadunidenses, 30 são contra o tarifaço e 14 a favor. Entre os 34 brasileiros inscritos, só Flávio Bolsonaro não se posicionou contrário às medidas contra o Brasil, optando por sugerir o seu adiamento, com claro objetivo eleitoreiro. Em vez de rebater as alegações infundadas do governo norte-americano para taxar o Brasil, o senador optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país.

O senador não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil. Tampouco aproveitou a audiência de hoje para reconhecer que errou ao contrariar os interesses do povo brasileiro.  

O senador defendeu a revogação de decretos brasileiros que previnem a circulação de conteúdos criminosos e enfrentam a violência contra mulheres no ambiente digital. Isso só interessa a dois grupos: quem lucra com o caos e quem precisa dele para cometer crimes. Ao citar o caso Master, maior esquema de corrupção da história do país, omitiu sua origem vinculada ao governo de Jair Bolsonaro.

Também esqueceu de mencionar seus próprios vínculos com Daniel Vorcaro, para quem pediu mais de 130 milhões de reais para, segundo ele alega, produzir um filme sobre o seu pai.  Assim como o caso Master, os descontos ilegais que prejudicaram milhões de aposentados e pensionistas do INSS também começaram no governo Bolsonaro.

Foi no atual governo que o esquema foi desbaratado pela Controladoria Geral da União e a Polícia Federal e que 3,2 bilhões de reais que haviam sido desviados foram devolvidos para 4,2 milhões de beneficiários. Ao contrário do que o senador Flávio Bolsonaro e sua família defenderam ao longo do último ano, ele agora tenta mudar o discurso e passar a imagem de que defende o PIX. Mesmo assim, propõe subordinar o PIX aos interesses norte-americanos.  

O governo brasileiro negocia ininterruptamente com os Estados Unidos desde julho de 2025 para reverter as tarifas aplicadas injustificadamente contra o Brasil. Por meio de reuniões, cartas, telefonemas e encontros no mais alto nível, temos demonstrado que as tarifas não têm fundamento.

 Esta manhã, enquanto o senador Flávio Bolsonaro tentava politizar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos, funcionários do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Itamaraty; Ministério da Justiça; e do Palácio do Planalto mantinham reunião com técnicos do USTR para desfazer o tarifaço contra o Brasil.

Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro", conclui a nota.

Empresas como Tesla e Coca-Cola pedem que EUA não tarifem produtos do Brasil
Foto: The Official White House

Grandes empresas americanas enviaram cartas ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) solicitando que produtos importados do Brasil fiquem de fora da imposição de tarifas adicionais sob a investigação da Seção 301. As manifestações de gigantes como Tesla, Nestlé, Coca-Cola e eBay, foram enviadas no dia 1 de julho, e o material foi revelado nesta segunda-feira (6), com o início das audiências públicas sobre o tarifaço proposto pelo governo americano aos produtos brasileiros.

 

O USTR, que é o órgão responsável por formular a política comercial dos EUA, conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas, como a imposição de tarifas. No que diz respeito ao Brasil, além da tarifa de 12,5%, o órgão propõe outra taxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o governo adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos.

 

Segundo informações do g1, a manifestação das empresas alerta para os impactos negativos na competitividade, nas cadeias de suprimentos e no bolso dos consumidores dos EUA se as barreiras forem adotadas. Essa mobilização ocorre paralelamente a um momento de forte tensão diplomática. 

 

Nesta segunda-feira (6), documentos enviados pelo ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira mostram que o Itamaraty vê "risco" de o governo de Donald Trump usar "força militar" contra o território brasileiro após os EUA terem classificado as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.

 

Ainda assim, as corporações americanas argumentam que punir comercialmente os insumos do Brasil trará prejuízos internos imediatos para a economia dos EUA. Veja os apelos das empresas: 

 

Tesla - Montadora de veículos elétricos
A Tesla pediu que o USTR isente os insumos industriais vindos do Brasil. A empresa do bilionário Elon Musk afirma que está investindo bilhões de dólares para nacionalizar e diversificar sua cadeia de produtos, mas apelou que a transição leva tempo e certos insumos fundamentais para setores avançados (como veículos elétricos, robótica e baterias) ainda não podem ser produzidos nos EUA com a escala e qualidade necessárias.

 

Nestlé
A multinacional do setor de alimentos solicitou a expansão da lista dos isentos e a inclusão de dois produtos específicos importados do Brasil: o café instantâneo não aromatizado (café solúvel) e o colágeno bovino. A companhia chegou a rebater as alegações americanas sobre as preocupações com desmatamento dizendo que 96,7% de suas cadeias de suprimentos de commodities primárias já foram avaliadas como livres de desmatamento até o final de 2025, incluindo o Brasil.

 

Coca-Cola
A fabricante de bebidas solicitou que o governo dos EUA mantenha a isenção já proposta para o suco de laranja de origem brasileira e adicione o limão (e derivados) à lista de produtos livres de tarifas ou conceda um período de transição. A justificativa foi a queda na produção americana desses insumos devido a doenças climáticas e pragas.

 

eBay
A plataforma global de comércio eletrônico recomendou que o USTR modifique a proposta de ação para criar uma isenção categórica para produtos de segunda mão, usados e seminovos. Além disso, a empresa aponta ser inviável exigir declarações precisas de país de origem para itens usados (cerca de 30% das roupas chegam para revenda sem etiquetas), o que geraria um custo burocrático e operacional desproporcional para a alfândega e pequenos negócios.

 

As informações são do g1. 

Trump pediu para Infantino rever suspensão de Balogun por cartão vermelho na Copa
Foto: Divulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, e pediu que ele revisasse a suspensão do principal goleador dos Estados Unidos, Folarin Balogun, que recebeu um cartão vermelho na partida contra a Bósnia e Herzegovina, na quarta-feira (1º). A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times.

 

Neste domingo (5), a FIFA anunciou que Balogun estaria elegível para jogar na segunda-feira contra a Bélgica após sua suspensão por cartão vermelho ser retirada. Por meio da rede social Truth Social, Donald Trump celebrou o anúncio da entidade.

 

“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça”, escreveu o presidente no Truth Social. O presidente americano não cita a suposta ligação nem atribui a si mesmo a reversão da medida.

 

A decisão, no entanto, provocou forte reação da Federação Belga de Futebol (RBFA). Em comunicado oficial, a entidade afirmou estar "surpresa" com a decisão da FIFA de declarar Balogun apto para atuar e argumentou que a medida contraria o próprio Código Disciplinar da entidade.

 

Segundo a federação, o artigo 66.4 do Código Disciplinar da FIFA determina que um cartão vermelho, incluindo a expulsão por dois cartões amarelos, gera automaticamente suspensão para a partida seguinte, como ocorreu em todos os demais cartões vermelhos aplicados durante esta Copa do Mundo. A RBFA também afirmou que a decisão contradiz o regulamento da Copa do Mundo de 2026, que prevê suspensão automática para jogadores expulsos, além de uma circular enviada pela FIFA a todas as federações participantes em maio deste ano reforçando a mesma regra.

 

Ainda no comunicado, a federação informou que está avaliando "todas as opções possíveis" para proteger os direitos da seleção belga e os princípios de fair play da competição.

 

A reversão é altamente incomum e a primeira vez desde 1962 que a FIFA permitiu que um jogador participasse de um jogo quando ele estaria suspenso. Também ocorre enquanto Infantino passou anos tentando ganhar o favor de Trump. No ano passado, a FIFA criou e deu a Trump o Prêmio da Paz da FIFA em meio à campanha pública, mas fracassada, do presidente para ganhar o Prêmio Nobel da Paz.

 

CARTÃO DE BALOGUN

Balogun foi expulso de campo no jogo de quarta-feira depois de receber um cartão vermelho por cometer uma falta contra um defensor da Bósnia e Herzegovina. O cartão vermelho também acarretou uma suspensão de um jogo para a partida de segunda-feira contra a Bélgica. Mas no domingo, a FIFA disse que Balogun poderia jogar.

 

“De acordo com o artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, a aplicação da suspensão da partida está suspensa por um período probatório de um ano”, disse o órgão regulador em um comunicado. “Se Folarin Balogun cometer outra infração de natureza e gravidade similares durante o período probatório, a suspensão será revogada e a sanção aplicada sem prejuízo de qualquer sanção adicional imposta pela nova infração”, informou a FIFA.

 

Permitir que Balogun jogue beneficia os Estados Unidos, com o atacante sendo a principal ameaça de gol enquanto a equipe tenta avançar às quartas de final pela primeira vez em 24 anos.

Flávio Bolsonaro propõe aos EUA restrição a sistemas não ocidentais e defende que Pix não substitui cartões
Fotos: Reprodução / Google Maps / Redes Sociais via @flaviobolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), protocolou uma manifestação formal junto ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), na qual propõe um "compromisso legislativo" para garantir que o sistema de pagamentos Pix não seja interconectado a arranjos de liquidação financeira "não ocidentais".


O documento de 86 páginas, enviado nesta quarta-feira (1º), solicita ao órgão governamental norte-americano o adiamento por 180 dias da aplicação de uma tarifa de 25% proposta pela gestão de Donald Trump sobre exportações brasileiras. O senador defende que a eventual cobrança seja postergada para o período posterior às eleições presidenciais no Brasil.


Na petição, obtida pelo G1, Flávio Bolsonaro argumenta que uma sanção comercial contra o país devido ao Pix é uma medida inadequada que, além de não alterar a arquitetura do sistema financeiro nacional, prejudicaria diretamente os investimentos e as empresas norte-americanas no mercado brasileiro.

 

PAGAMENTOS E O PIX
De acordo com o senador, os cartões de crédito e débito de bandeiras privadas (majoritariamente controlados por empresas dos Estados Unidos) oferecem funcionalidades que o Pix não substitui, tais como crédito ao consumidor, financiamento, proteção contra disputas comerciais e mecanismos de reembolso (estorno).

 

Flávio sustenta que, paralelamente ao crescimento das transações instantâneas, o volume de operações com cartões norte-americanos no Brasil continuou a expandir. Ele também classificou como "exagerada" a teoria de conflito de interesses levantada pelo governo de Donald Trump, o qual aponta práticas desleais de mercado por parte do Banco Central do Brasil na gestão do Pix.

 

"O Pix é uma infraestrutura pública soberana de pagamentos, não uma empresa comercial concorrente. A teoria de conflito de interesses é exagerada, visto que o Federal Reserve dos EUA é, da mesma forma, regulador e operador de um sistema de pagamentos instantâneos, o FedNow", diz o parlamentar na manifestação.

Polícia Federal deflagra operação contra lavagem de dinheiro e prende secretária sancionada pelos EUA
Foto: Reprodução / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Exchange. O objetivo da ação é desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Entre os alvos da ofensiva está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, brasileira que foi alvo de sanções econômicas do governo dos Estados Unidos por ligação com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 10,4 bilhões em bens, valores e criptoativos dos investigados. Ao todo, foram expedidos 11 mandados de prisão temporária, dos quais sete foram cumpridos até o momento, e 13 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços.

 

O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como parceiro de Stella e também sancionado por Washington, é considerado foragido pela polícia. 

 

De acordo com as investigações da Polícia Federal, obtidas pelo jornal O Globo, os suspeitos utilizavam uma complexa rede financeira para ocultar a origem dos recursos. O fluxo incluía transferências ilícitas de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, transações bancárias de alto valor e repasses sucessivos entre diversas contas. 

 

Para tentar despistar as autoridades de controle, os investigados utilizavam codinomes. Shimada era identificado nas comunicações como "o Japa", enquanto Stella utilizava o apelido de "Lara Croft". Segundo o inquérito, Stella atuava como secretária e intermediária de Shimada, sendo responsável por organizar a coleta de grandes quantias de dinheiro vivo e fornecer suporte logístico.

 

Shimada, por sua vez, operava como o elo financeiro direto com traficantes de drogas. De acordo com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, Victor Shimada é sócio da empresa Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, no Brasil, e da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, sediada em Portugal.

 

O governo americano o acusa de lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) de recursos ilícitos utilizando criptomoedas para transferir os valores de volta ao Brasil em benefício de uma rede de lavagem de dinheiro associada ao PCC na Flórida.

 

No Brasil, Shimada é investigado pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público por suspeita de participação em fraudes financeiras relacionadas ao caso VaideBet, que apura o desvio de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas.

 

A denúncia aponta que a empresa de Shimada movimentou valores com a Wave Intermediações, firma que estaria ligada a operadores financeiros mencionados em delações sobre o crime organizado. A investigação brasileira, no entanto, não afirma de forma categórica que Shimada seja integrante do PCC, mas o descreve como parte de um fluxo financeiro que se conecta a pessoas investigadas.

 

Além dos crimes financeiros, Shimada responde a quatro processos na esfera comum por ameaça, violência doméstica, injúria e lesão corporal dolosa. Ele chegou a cumprir um breve período de prisão domiciliar em janeiro de 2025 devido a uma ação judicial envolvendo o Banco Votorantim (BV).

 

Em nota enviada pela defesa de Victor Shimada, o advogado Yuri Cruz declarou que ainda não teve acesso aos documentos oficiais que embasaram as sanções americanas ou a nova operação. No entanto, o defensor ressaltou que Shimada nega veementemente qualquer envolvimento com facções criminosas ou com a prática de lavagem de dinheiro, manifestando confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos pela Justiça.

 

Stella Stefanie, que atuava como secretária nas empresas e não possuía antecedentes criminais registrados no Brasil antes da operação desta sexta-feira, ainda não teve manifestação de defesa divulgada.

 

Em relação à prisão domiciliar anterior de Shimada, o banco BV informou que identificou movimentações irregulares em seus serviços de tecnologia de pagamento em agosto de 2024. A instituição comunicou imediatamente as autoridades e colaborou de forma ativa como assistente de acusação no processo penal que apurou as irregularidades.

Confira classificados e confrontos dos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026
Fotos Reproduzidas: Instagram/@leomessi | Rafael Ribeiro/CBF | FIFA | X/SEFutbol

Com a expansão da Copa do Mundo de 32 para 48 seleções, a Fifa criou uma nova fase eliminatória: os 16 avos de final, disputados antes das tradicionais oitavas de final. A etapa reúne os dois melhores colocados de cada grupo, além dos oito melhores terceiros colocados.

 

Com a definição de todos os classificados, a bola começa a rolar pelo mata-mata neste domingo (28), quando África do Sul e Canadá se enfrentam às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles. Este será o único jogo do dia.

 

A Seleção Brasileira estreia na fase eliminatória na segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), diante do Japão, no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos.


CONFIRA OS CLASSIFICADOS PARA OS 16 AVOS DE FINAL
Além dos primeiros e segundos colocados de cada grupo, avançaram os oito melhores terceiros colocados, definidos pelos critérios de desempate da Fifa: número de pontos, saldo de gols, gols marcados e fair play.
México (1º do Grupo A)
África do Sul (2º do Grupo A)
Suíça (1º do Grupo B)
Canadá (2º do Grupo B)
Brasil (1º do Grupo C)
Marrocos (2º do Grupo C)
Estados Unidos (1º do Grupo D)
Austrália (2º do Grupo D)
Alemanha (1º do Grupo E)
Costa do Marfim (2º do Grupo E)
Holanda (1º do Grupo F)
Japão (2º do Grupo F)
Bélgica (1º do Grupo G)
Egito (2º do Grupo G)
Espanha (1º do Grupo H)
Cabo Verde (2º do Grupo H)
França (1º do Grupo I)
Noruega (2º do Grupo I)
Argentina (1º do Grupo J)
Áustria (2º do Grupo J)
Colômbia (1º do Grupo K)
Portugal (2º do Grupo K)
Inglaterra (1º do Grupo L)
Croácia (2º do Grupo L)
RD Congo (1º mlelhor 3º colocado)
Suécia (2º mlelhor 3º colocado)
Equador (3º mlelhor 3º colocado)
Gana (4º mlelhor 3º colocado)
Bósnia (5º mlelhor 3º colocado)
Paraguai (6º mlelhor 3º colocado)
Argélia (7º mlelhor 3º colocado)
Senegal (8º mlelhor 3º colocado)

 

CONFRONTOS DOS 16 AVOS DE FINAL
Domingo (28)
* África do Sul x Canadá – 16h, em Los Angeles

 

Segunda-feira (29)
* Brasil x Japão – 14h, em Houston
* Alemanha x Paraguai – 17h30, em Boston
* Holanda x Marrocos – 22h, em Monterrey

 

Terça-feira (30)
* Costa do Marfim x Noruega – 14h, em Dallas
* França x Suécia – 18h, em Nova Jersey
* México x Equador – 22h, na Cidade do México

 

Quarta-feira (1º)
* Inglaterra x RD Congo – 13h, em Atlanta
* Bélgica x Senegal – 17h, em Seattle
* Estados Unidos x Bósnia e Herzegovina – 21h, em Santa Clara

 

Quinta-feira (2)
* Espanha x Áustria – 16h, em Los Angeles
* Croácia x Portugal – 20h, em Toronto

 

Sexta-feira (3)
* Suíça x Argélia – 0h, em Vancouver
* Austrália x Egito – 15h, em Dallas
* Argentina x Cabo Verde – 19h, em Miami
* Colômbia x Gana – 22h30, em Kansas City

PT critica carta de Rubio a Flávio Bolsonaro e acusa pré-candidato de "traição" ao Brasil
Foto: Reprodução

O secretário Nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, criticou nesta sexta-feira (26) a postura do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) diante da carta enviada pelo secretário de Estado americano Marco Rubio, que reafirmou a taxação dos Estados Unidos ao Brasil. 

 

Para o dirigente petista, a resposta de Rubio expõe o que ele chamou de traição e subserviência de Flávio ao governo Trump.

 

"Uma coisa que me chamou a atenção é o nível de traição de Flávio para com o seu país, o nosso país, porque Rubio agradece e descarta o que ele ofereceu, que seria a participação do governo dos Estados Unidos na suposta equipe de transição, caso ele ganhasse as eleições, coisa que não ocorrerá", afirmou Valadares em suas redes sociais.

 

O dirigente questionou quem seria de fato o candidato à presidência. "Ou seja, ele vai delegar isso ao governo estrangeiro. Na verdade, o candidato não é ele. Ele não será responsável pela educação, pela saúde, pela segurança, por enfrentar nenhum dos problemas que a sociedade brasileira espera. Ele vai delegar isso à sua liderança da extrema direita no mundo, que é Donald Trump"

 

Éden classificou a postura de Flávio como vexatória. 

 

"Uma vergonha para o país, uma vergonha para as eleições, uma vergonha até mesmo para a direita brasileira esse nível de entreguismo do senhor Flávio Bolsonaro. Mas o Brasil é maior do que isso. O Brasil é dos brasileiros", concluiu.

Rubio reforça defesa de tarifas ao Brasil em carta a Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, enviou uma carta ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na última terça-feira (23) reforçando a posição do governo Donald Trump de manter a imposição de tarifas ao Brasil. O documento foi uma resposta a um apelo feito pelo senador no início de junho para que os Estados Unidos não adotassem um novo tarifaço contra o país.

 

Na mensagem, Flávio alegou que novas sanções à economia brasileira trariam "sérios danos" à população e disse estar confiante em sua vitória nas eleições presidenciais de outubro, o que poderia redefinir as relações entre Brasília e Washington.

 

A campanha do pré-candidato divulgou o texto horas após o escritório americano de representação comercial, o USTR, anunciar a conclusão de uma investigação aberta sob a Seção 301, mecanismo que apura práticas comerciais de outros países que possam prejudicar os Estados Unidos.

 

A divulgação foi uma tentativa de gerenciamento de crise. A ofensiva tarifária do governo Trump reverteu os benefícios que a visita de Flávio ao presidente americano vinha rendendo, já que o anúncio ocorreu poucos dias após a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos EUA.

Terremoto na Venezuela: Agência americana aponta para entre 10 e 100 mil mortos 
Foto: Reprodução / Redes sociais

 

Após um terremoto de magnitude 7,5 atingir a Venezuela na noite desta quarta-feira (24), o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) afirmou que é provável que os abalos sísmicos tenham provocado milhares de mortes e danos materiais. Em uma avaliação preliminar divulgada após os abalos, a agência estimou que o número de mortos possa ficar entre 10 mil e 100 mil.

 

Segundo o USGS, há alta probabilidade de que o desastre tenha impactos generalizados nas áreas atingidas pelos tremores. “É provável que haja um alto número de vítimas e danos extensos, e é provável que o desastre seja generalizado”, informou a agência norte-americana em sua análise inicial.

 

Informações do jornal Metrópoles indicam que a projeção americana faz parte de um modelo automático utilizado pelo órgão para estimar possíveis consequências de grandes terremotos. 

 

O cálculo é baseado em fatores como magnitude, profundidade, localização do epicentro, densidade populacional e vulnerabilidade das construções. A estimativa é de que haja 44% de probabilidade de o número de mortos ficar entre 10 mil e 100 mil; 33% de chance de superar 100 mil óbitos. As estimativas devem ser revisadas conforme as atualizações das autoridades da Venezuela.

 

Até o momento, dados oficiais divulgados pelo governo venezuelo registram a confirmação de apenas 32 mortes e 700 feridos. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou que, equipes de resgate, segurança e assistência civil foram mobilizadas para atender as áreas afetadas.

VÍDEO: Jornalista filma momento do ataque de drone israelense no Líbano
Foto: Reprodução / Redes sociais

O jornalista libanês, Hadi Abdel Moneim Hoteit, ficou ferido após ser atingido por estilhaços durante um ataque de drone israelense na cidade de Kfar Tebnit, no sul do Líbano. O caso foi registrado em vídeo pelo próprio repórter, nesta segunda-feira (15). 

 

 

Informações da Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), o ataque ocorreu poucas horas após o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, divulgado neste domingo (14). Um dos termos prevê, entre outros pontos, um cessar-fogo no território libanês – uma das exigências apresentadas por Teerã nas negociações. 

 

De acordo com a NNA, um drone israelense atingiu um veículo na mesma cidade, matando o motorista. As imagens divulgadas pela imprensa local mostram o momento da explosão e o jornalista sendo ferido pelos estilhaços. No Brasil, o registro foi divulgado pelo jornal Metrópoles. 

 

Hoteit foi socorrido e encaminhado ao Hospital Najdeh Shaabia, na cidade de Nabatieh. Segundo a agência estatal, ele passou por cirurgia na perna em decorrência dos ferimentos. As Forças de Defesa de Israel (IDF) não se pronunciaram sobre a ocorrência.

Árbitro proibido de entrar nos EUA receberá cachê integral pela Copa do Mundo
Foto: Reprodução/TV Globo

 

Barrado na imigração dos Estados Unidos, sendo impedido de apitar a Copa do Mundo no país, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan receberá o cachê integral por sua participação no torneio. A informação foi publicada neste domingo pela BBC.

 

Segundo a rede britânica, fontes da Federação Internacional de Futebol (Fifa) garantem que Artan terá direito a receber a quantia, mesmo sem atuar na Copa. Os valores ainda são desconhecidos, já que os árbitros só recebem o pagamento ao fim da competição.

 

Aos 34 anos, Omar Artan faz parte do quadro de árbitros da Fifa desde 2018 e foi eleito o melhor árbitro da África em 2025. Recentemente, comandou a final da Liga dos Campeões da África entre Mamelodi Sundowns e AS FAR, consolidando seu protagonismo no cenário continental.

 

Escolhido entre os 52 árbitros da Copa do Mundo de 2026, Artan faria história como o primeiro somali a apitar uma partida do torneio. No entanto, teve a entrada nos Estados Unidos barrada pelas autoridades migratórias. Segundo o árbitro, nenhuma justificativa oficial foi apresentada no momento da recusa.

 

Em nota, a imigração norte-americana informou que o profissional foi considerado "inadmissível devido a preocupações relacionadas à verificação de antecedentes". Já na última quarta-feira (10), um representante do governo do presidente Donald Trump afirmou que Artan estaria sendo investigado por suposto envolvimento com terrorismo.

 

De volta à Somália, o árbitro foi recebido com homenagens no aeroporto. Apesar do episódio, ele segue escalado para apitar a Supercopa Europeia entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, marcada para o dia 12 de agosto, em Salzburgo, na Áustria.

Trump anuncia morte de líder de facção venezuelana El Tren de Aragua
Foto: Reprodução / Redes sociais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, neste sábado (13) em sua rede social (Truth) que o comando sul das forças armadas norte-americanas, com sede na Flórida, executou Niño Guerrero (Héctor Rusthenford Guerrero Flores) – tido como líder do El Tren de Aragua, grupo de traficantes de drogas.

 

Informações da Agência Brasil apontam que a ação aconteceu no sudeste do estado de Bolívar, cuja capital (Ciudad Bolívar) fica a 715 quilômetros de Pacaraima (RR), cidade brasileira na fronteira com a Venezuela.

 

Segundo Trump, a execução se deu em “um ataque rápido e letal” feito “em estreita colaboração com nossos amigos na Venezuela”. O presidente estadunidense descreve El Tren de Aragua como uma organização terrorista estrangeira.

 

O comunicado do governo venezuelano chama de “organização criminal”. Na nota, o governo venezuelano promete que “continuará adotando as medidas necessárias para garantir a paz, a tranquilidade e a proteção” da população.

 

Trump afirmou que “os terroristas do El Tren de Aragua não têm mais refúgio seguro na Venezuela ou em qualquer outro lugar” e que sob sua “liderança” serão encontrados “assassinos cruéis e chefões do narcotráfico a qualquer hora, em qualquer lugar.”

 

O comando do sul das forças armadas norte-americanas que atuou na execução é responsável pelo planejamento, operações militares e cooperação de segurança para os Estados Unidos na América Central, América do Sul e Caribe.

 

No final do mês de maio, o Departamento de Estado dos EUA, homólogo ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, publicou que passou a designar o PCC, assim como o Comando Vermelho, como organização terrorista criminosa.

Primeiro-ministro do Paquistão anuncia acordo sobre o texto final de paz entre EUA e Irã
Bandeiras dos países | Foto ilustrativa: Reprodução / I.A.(Gemini)

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou nesta sexta-feira (12), por meio de sua conta oficial na rede social X (antigo Twitter), que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um consenso sobre o texto final de um histórico tratado de paz para pôr fim às hostilidades.

 

"O Paquistão está agora trabalhando em estreita colaboração com ambas as partes para finalizar os próximos passos. A paz nunca esteve tão próxima como agora", publica o premiê, que marcou líderes das duas nações em sua postagem.

 

Confira postagem:

 

O Paquistão atua como o principal mediador entre Washington e Teerã. O país lidera os esforços diplomáticos desde que ajudou a intermediar um cessar-fogo em 8 de abril, interrompendo o conflito armado que havia começado em 28 de fevereiro. As negociações em Islamabad representam o diálogo de mais alto nível entre os dois países desde o rompimento das relações diplomáticas em 1979.

 

Além de anunciar o progresso das conversas, Sharif utilizou a rede social para fazer um alerta contundente sobre tentativas externas de interferência. "No meio dos intensos esforços de mediação do Paquistão, estamos plenamente conscientes da campanha incessante de desinformação promovida por aqueles que querem sabotar o acordo de paz", diz o primeiro-ministro.

Estudo americano associa uso de suplementos com evolução mais rápida do Alzheimer
Foto: Robson Moura / TV Brasil

Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, identificou que a glucosamina, suplemento amplamente utilizado para aliviar dores nas articulações, pode ser associada a uma progressão mais rápida do Alzheimer e de outras demências. O estudo foi publicado nessa terça-feira (9) na revista Nature Metabolism.

 

Os pesquisadores analisaram registros de saúde de pacientes atendidos entre 2012 e 2024 e combinaram os resultados com experimentos em tecido cerebral humano e modelos animais. Segundo informações do Jornal Metrópoles, o objetivo era investigar o papel de alterações metabólicas no avanço da doença.

 

A equipe avaliou dados de 24.481 pacientes com Alzheimer e outras demências e de 41.884 pessoas com comprometimento cognitivo leve, condição que pode anteceder quadros de demência. Os resultados estatísticos apontaram que o uso de glucosamina foi associado a uma probabilidade 25% maior de progressão do comprometimento cognitivo leve para demência. 

 

Entre pacientes que já tinham Alzheimer ou outras demências relacionadas, o suplemento também foi associado a um aumento de 25% no risco de morte durante o período analisado.

 

Segundo os pesquisadores, cerca de 8% dos pacientes avaliados utilizavam glucosamina. Entre eles, havia 1.896 pessoas com Alzheimer ou outras demências relacionadas e 2.750 com comprometimento cognitivo leve.

 

POR TRÁS DOS DADOS
Segundo os estudos científicos, foi possível observar uma alteração metabólica caracterizada pelo excesso de moléculas de açúcar ligadas a proteínas no cérebro. Em experimentos com camundongos, a glucosamina aumentou o processo e foi associada a um pior desempenho em testes de memória.

 

Já a redução da atividade da via metabólica levou à melhora dos resultados. A descoberta sugere que alterações metabólicas podem contribuir para a progressão do Alzheimer e podem representar um novo alvo para futuras terapias.

 

Os autores ressaltam que a pesquisa não demonstra que a glucosamina causa Alzheimer nem que o suplemento seja prejudicial para todas as pessoas que o utilizam. A análise dos prontuários mostra apenas uma associação entre o consumo da substância e a evolução mais rápida da doença. Para confirmar uma relação de causa e efeito, serão necessários estudos clínicos específicos.

Em evento do PGP em Ipirá, Jerônimo Rodrigues diz que EUA “castigam” o Brasil em disputa sobre o Pix
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

Em evento do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026 no município de Ipirá, na Bacia do Jacuípe, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou sobre as sanções propostas pelos Estados Unidos ao Brasil, especialmente acerca do Pix. A declaração foi dada na noite deste sábado (5), na qual o gestor estadual comentou sobre a atuação do senador Flávio Bolsonaro no país americano, e afirmou que ele teria influenciado as ações do governo de Donald Trump.

 

Segundo o petista, “está na origem” da oposição atuar de forma a prejudicar o país ou um município por conta de desavenças políticas. “O país paga um salário a um senador para ele poder ir nos Estados Unidos lamber as botas do Tio Sam [referência à personificação nacional dos Estados Unidos] e pedir: 'castiga o Lula'”, diz Jerônimo.

 

“[Eles dizem]: 'Castiga o Brasil porque está na mão de um partido do campo da esquerda’. ‘Acaba o Pix porque...' — vou usar suas palavras, senador [Jaques Wagner] — não é política só não, tá? Tem política porque eles querem continuar com o gado escravizado”, diz o governador. Ao se referir à primeira-dama da Bahia, Tatiana Velloso, que é professora e estava na plateia, ele continua: “A aula de história que eu peguei sua, está tudo aqui. A geografia também está atenta", destaca.

 

Por fim, Jerônimo conclui que essas disputas de interesses “têm um conteúdo de política, mas têm um conteúdo de interesse econômico”. Segundo o petista, “eles sabem que há prejuízo da forma que a gente faz, porque um povo educado, um povo estudado, tem a cabeça mais apurada, sabe tomar decisões”, completa.

VÍDEO: Eduardo Bolsonaro sugere que o Brasil abandone Pix e adote sistema dos EUA para facilitar negociações
Fotos: Reprodução / Canal do Youtube do Eduardo Bolsonaro / Banco do Brasil

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu nesta quarta-feira (03) que o Brasil avalie a substituição do Pix pelo sistema de pagamentos instantâneos norte-americano Zelle. Segundo o ex-parlamentar, a medida poderia ser utilizada como um gesto de boa vontade nas negociações comerciais com o governo de Donald Trump.


Confira sua declaração:

 

“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos. Aqui é o Zelle. Então, dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos”, alega Eduardo Bolsonaro.

 

O Zelle é um sistema de pagamentos e transferências rápidas amplamente utilizado nos Estados Unidos, mas que possui características estruturais e operacionais bastante distintas do Pix brasileiro.

 

EDUARDO E FLÁVIO
Vale contextualizar que seu irmão e pré-candidato Flávio Bolsonaro foi alvo de campanha de grupos da base do governo nas redes sociais após o anúncio de novas tarifas e acusado de ser responsável pelas mesmas, batizadas de "Tariflávio".  

 

Fotos: Ricardo Stuckert / PR /  Arthur Búrigo | Folhapress

 

Como resposta, Flávio pousou com um cartaz idêntico ao do presidente Lula, com os dizeres "O Pix é o do Brasil", mais a adição "E do Bolsonaro", como provocativa à pose do rival nas Eleições de 2026.  Além de suas declarações na imprensa: “Tem que sentar na mesa e conversar. O Brasil não pode brigar com os Estados Unidos. O Pix é do Brasil. O Pix é do Bolsonaro. Não tem essa conversa de que alguém vai acabar com o Pix".

 

Até mesmo em postagem recente, o senador ressaltou a posição: 

 

Por sua vez, o presidente Lula alega que é necessário abandonar o complexo nacional de vira-lata [sentimento de inferioridade e autodepreciação em que os brasileiros]: “Precisamos jogar fora o complexo de vira-lata, de achar que somos pequenos e que não temos nada. A gente precisa querer ter para poder fazer”, afirma.

 

Mesmo após a repercussão, Eduardo Bolsonaro segue alegando que Lula é contra a soberania nacional por meio das suas redes sociais:

 

Cuba suspende uso de cartões Visa e Mastercard após endurecimento de sanções dos EUA
Fernando Frazão / Agência Brasil

O governo de Cuba anunciou que deixará de aceitar transações realizadas com cartões Visa e Mastercard a partir deste sábado (6). A decisão foi comunicada pelo Banco Central cubano (BCC), que atribuiu a medida ao fortalecimento das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.

 

Segundo a autoridade monetária do país, a instituição financeira estrangeira responsável pelo processamento dessas operações decidiu interromper os serviços após a publicação de um decreto norte-americano, em 1º de maio, que ampliou as restrições comerciais contra a ilha.

 

Com a mudança, Cuba perderá a capacidade de receber pagamentos internacionais por meio das principais bandeiras de cartão utilizadas no mundo. O BCC afirmou que a suspensão impactará a comercialização de produtos e serviços destinados a turistas e clientes estrangeiros.

 

O novo pacote de sanções também tem provocado reflexos em outros setores da economia cubana. Nas últimas semanas, empresas ligadas aos segmentos de hotelaria, aviação e transporte marítimo iniciaram processos de retirada ou redução de operações no país.

Febraban rebate críticas dos EUA ao Pix e nega barreira à concorrência
Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

Após declarações do governo dos Estados Unidos contra o Pix, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o o sistema de pagamentos instantâneos. Em nota, a entidade afirmou que as conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) foram baseadas em informações incompletas sobre os objetivos e o funcionamento da plataforma.

 

A manifestação ocorre após a divulgação dos resultados de uma investigação comercial conduzida pelo órgão americano, que aponta o Pix como um dos fatores que poderiam dificultar a concorrência de empresas dos EUA no mercado brasileiro.

 

À Agência Brasil, a Febraban ressaltou que o Pix não tem fins comerciais e opera como uma infraestrutura de pagamentos criada para ampliar a competição entre instituições financeiras e aumentar a eficiência do sistema financeiro. A federação também rejeitou a alegação de que o Pix seja discriminatório. De acordo com a entidade, não existem barreiras para a entrada de novos participantes, independentemente do porte ou segmento de atuação.

 

A única exigência é que as empresas operem no mercado nacional, já que o sistema realiza transações em reais e foi desenvolvido para atender ao ambiente financeiro brasileiro.

 

A Febraban ressaltou ainda que o Pix funciona como uma plataforma aberta, disponível para todos os residentes do país, incluindo brasileiros e estrangeiros, tanto pessoas físicas quanto jurídicas. Outro ponto destacado é que as transferências são gratuitas entre pessoas físicas. No caso de empresas, podem existir cobranças, mas sem distinção entre companhias brasileiras e estrangeiras.

 


A entidade argumenta que o Pix tem contribuído para a inclusão financeira ao reduzir custos e ampliar o acesso aos meios digitais de pagamento. Segundo a federação, o sistema também trouxe ganhos de eficiência para empresas, facilitando processos de cobrança e recebimento, especialmente em operações de menor valor.

Lula diz que não vai “adotar mais a política do vira-lata” em negociação com os EUA e indica busca por novos parceiros comerciais
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que não vai mais adotar a “política do vira-lata” em meio à negociação com os Estados Unidos. Em reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto, o presidente afirmou que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos das novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros. 

 

“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse Lula aos ministros de Estado.

 

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou. As informações são da Agência Brasil. 

 

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

 

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar "injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

 

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

 

NEGOCIAÇÃO
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

 

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

 

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

 

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.

 

“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

EUA incluem Brasil em lista de sobretaxa por “falha” no combate ao trabalho forçado
Foto: The Official White House

 

Os Estados Unidos divulgaram uma lista com 60 países, entre eles o Brasil, que falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A lista faz parte do material da investigação do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, e divulgado nesta terça-feira (2). Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.

 

Esse é o mesmo texto utilizado para fundamentar a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. Informações do G1 indicam que a investigação foi iniciada em março deste ano. Segundo o Itamaraty, a expectativa é que as tarifas, se adotadas, serão acumulativas.

 

Segundo o relatório, a prática desses países é "irracional" e restringe o comércio dos EUA ao criar uma concorrência desleal para as empresas e trabalhadores americanos. O governo dos EUA estabeleceu dois níveis de sobretaxação:

 

  • 10% de tarifa adicional para países que já possuem alguma proibição parcial ou que se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de acordos de comércio recíproco. Entre eles: União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador.
  • 12,5% de tarifa adicional para todas as outras economias investigadas que não apresentam regimes eficazes de controle. São eles: Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina, Arábia Saudita, entre outros.

 

De acordo com o relatório, embora o Brasil assuma compromissos contra o trabalho escravo em acordos de livre comércio e investimentos, o país ainda carece de uma proibição legal efetiva que impeça, na prática, a entrada de mercadorias produzidas nessas condições em seu mercado interno.

Governo acusa “falsos patriotas” e rebate investigação comercial dos EUA contra o Brasil
Ricardo Stuckert / PR

O governo federal elevou o tom contra os Estados Unidos após a divulgação da conclusão preliminar da investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que recomendou a aplicação de tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros. Em nota divulgada nesta terça-feira (2), o Palácio do Planalto classificou a iniciativa como injustificada e acusou aliados da família Bolsonaro de atuarem contra os interesses brasileiros.

 

Segundo o governo, a investigação teve início em julho de 2025 e estaria relacionada a tentativas de interferência em assuntos internos do Brasil. O texto cita diretamente a atuação do pré-candidato a presidencia da República, Flávio Bolsonaro (PL) em viagens a Washington e afirma que as medidas contam com o apoio de pessoas que utilizam cargos públicos para favorecer interesses políticos e familiares.

 

"Essa investigação está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país, como feito na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington. Essas investidas têm contado com o auxílio de falsos patriotas que usam cargos e funções públicas para conspirar contra os interesses nacionais", afirma.

 

 

A nota também critica a inclusão do Pix entre os temas analisados pelas autoridades norte-americanas. O governo argumenta que o sistema de pagamentos instantâneos é uma infraestrutura pública administrada pelo Banco Central e que opera sob regras aplicadas de forma igualitária a empresas nacionais e estrangeiras.

 

Ao rebater as alegações de práticas comerciais desleais, o Planalto destacou que os Estados Unidos acumulam superávit comercial nas relações com o Brasil há mais de uma década. De acordo com os dados apresentados, o saldo positivo norte-americano em bens e serviços chegou a US$ 424,5 bilhões entre 2011 e 2025.

 

O governo também ressaltou que a maior parte dos produtos importados dos EUA entra no mercado brasileiro sem cobrança de imposto de importação. Segundo a nota, 76% das importações norte-americanas tiveram tarifa zero em 2025, enquanto a alíquota média efetiva cobrada foi de 3,1%.

 

Entre os pontos contestados pelo Brasil estão ainda temas relacionados ao comércio digital, propriedade intelectual, combate à corrupção, etanol e preservação ambiental. O governo sustenta que as políticas brasileiras seguem padrões internacionais e não discriminam empresas ou produtos dos Estados Unidos.

 

Apesar das críticas, o Planalto informou que continuam as negociações iniciadas após encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado em maio, em Washington. O objetivo é encerrar a investigação antes da conclusão prevista para 15 de julho e evitar a adoção de tarifas ou outras restrições comerciais.

Marco Rubio exclui Brasil de grupo de "amigáveis" dos EUA
Reprodução / White House

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (2) que o Brasil não integra o grupo de países latino-americanos considerados aliados ou alinhados aos interesses de Washington. A declaração foi dada durante audiência no Senado norte-americano ao comentar a política externa dos EUA para a região. 

 

Segundo Rubio, a América Latina vive atualmente um cenário favorável aos Estados Unidos, com diversos governos considerados parceiros. Ao listar exceções, porém, o secretário citou Brasil, Cuba, Nicarágua, Venezuela e o atual governo da Colômbia. No caso brasileiro, ele ressaltou que o país atravessa um ciclo eleitoral. 

 

“Nós agora temos, neste hemisfério, uma coalizão de países amigáveis de mais de uma dúzia (…). É uma história incrível, exceto por Nicarágua, por Cuba, por Venezuela, que ainda têm alguns desafios, e, claro, o Brasil, embora eles estejam no meio de um ciclo eleitoral (…). Em geral, é agora uma região repleta de aliados americanos”, afirmou.

 

ASSISTA:

Lula pede a Durigan que avalie possíveis prejuízos de medidas dos EUA
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que avalie os possíveis prejuízos a empresas e a bancos brasileiros provocados pela decisão do governo dos Estados Unidos de considerar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

 

Segundo informações da Agência Brasil, os dois se reuniram no Palácio da Alvorada nesta segunda-feira (1°). O ministro revelou que a principal preocupação do governo brasileiro consiste no impacto que protocolos externos podem ter sobre a soberania econômica e a estabilidade das instituições nacionais.

 

Dario Durigan ressaltou que o governo teme que o excesso de "discricionariedade" por parte do governo Donald Trump possa gerar prejuízos "irreais ou fantasiosos" para a economia brasileira. 

 

"Vamos seguir combatendo as organizações criminosas, então nós insistimos nesse ponto e evitar que haja prejuízo irreal, fantasioso para nossa economia. Nós temos que evitar isso com todo custo. é uma grande injustiça", declarou ao retornar do encontro.

 

Segundo o ministro, o ponto central da estratégia brasileira é evitar que empresas e bancos do país se tornem alvos de sanções ou restrições baseadas em critérios que não representem uma realidade concreta.

 

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
O ministro reiterou ter interesse em conversar com autoridades dos Estados Unidos para tratar da classificação de facções como terroristas. Durigan, no entanto, disse não haver conversas agendadas com o secretário do Tesouro estadunidense, Scott Bessent.

 

"Eu estou sempre aberto [a reuniões com Bessent]. Tenho contato direto com as autoridades norte-americanas, mas, por enquanto, não. A gente está reunindo as informações, vendo o que vem pela frente, avaliando os próximos passos", declarou.

 

Em entrevista ao canal SBT News, também na segunda-feira, Durigan disse que poderia ligar para Bessent. Segundo o ministro, o governo brasileiro está traçando diagnósticos. "Tendo as informações todas, tendo o diagnóstico claro e a posição, eu vou levar para o Scott Bessent, sem nenhuma dúvida", garantiu.

Embaixada iraniana publica vídeo com IA em que Cristo Redentor ataca Trump e viraliza nas redes: 'Seu acerto de contas chegou'
Foto: Reprodução / Redes sociais

A Embaixada do Irã na Tunísia publicou um vídeo gerado por inteligência artificial, no qual uma figura do Cristo Redentor e atacada e luta contra a Estátua da Liberdade, um dos principais símbolos dos Estados Unidos. A publicação foi feita na rede X, nesta segunda-feira (1°), e viralizou. 

 

 

O texto diz que é a 'vitória da fé sobre o imperialismo'. O episódio não é um caso isolado, uma outra publicação, feita pela Embaixada do Irã no Tajiquistão mostra Jesus Cristo atacando o presidente americano Donald Trump. Nas imagens, a sequência é direta: a figura desce do céu, aproxima-se de Trump e o derruba com um soco no rosto.

 

No áudio, uma frase reforça o tom da peça: "your reckoning has come", que significa algo como "a sua hora chegou” ou "o seu acerto de contas chegou". O vídeo incorpora uma postagem anterior do próprio Trump na Truth Social, usada como base para a montagem.

 

Segundo o site americano The Hill, representações diplomáticas iranianas têm recorrido com frequência a conteúdos produzidos com inteligência artificial para satirizar adversários, como Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. 

 

Essas produções, algumas associadas a empresas ligadas ao governo iraniano, apostam em caricaturas e exageros visuais para disputar atenção e narrativa. O objetivo, segundo o próprio material, é influenciar a opinião pública internacional.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que as coisas vão, não sei se o Soberano chega inteiro em outubro. Mas não foi o único que levou bola nas costas também. Tiveram que recorrer até ao passado pra lembrar da conexão entre o Pernambucano e o Capitão, por exemplo. Enquanto isso, o passado deixa outros tristes. Não é, Ferragamo? Mas o futuro também tira o sono de alguns. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, já tem seu plano B. Saiba mais!

Pérolas do Dia

André Viana

André Viana
Foto: Antena 1 Salvador

"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade". 


Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar as principais lideranças políticas na disputa pelo Executivo estadual e pelo Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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