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Julio Pinheiro avalia modalidade de políticos influencers e diz que rede social é “o canal, não pode ser o conteúdo”

Por Eduarda Pinto

Foto: Daniel Araújo / Antena 1 Salvador

O deputado estadual eleito Júlio Pinheiro (PT), comentou, em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1) nesta segunda-feira (21), sobre a popularização da modalidade de “políticos influencers”, aqueles parlamentares que se elegem com forte apelo das redes sociais e conteúdos virais. Segundo o ex-prefeito de Amargosa, “na democracia cabe a representação de qualquer forma”, mas é necessário avaliar o conteúdo produzido e incentivado pelos candidatos nas redes sociais. 

 

“Eu acho que na democracia cabe a representação de qualquer forma, desde que ela seja validada pelas urnas. Eu entendo que a rede social é um instrumento, ela não pode ser a base política, porque a base política ela precisa expressar anseios da sociedade que sejam calcados em coisas concretas, certo?”, afirma. 

 

Para Pinheiro, é necessário “que você tenha, de fato, a representação de determinados setores, de segmentos, de territórios”. “E quando você exclusivamente eleito por ideias, muitas delas, absurdas, extremistas que você apresenta no Instagram, no Facebook ou qualquer rede social, eu acho que é uma representação vazia”, destaca o deputado eleito. 

 

Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, ele resume que “a rede social como um instrumento de divulgar, ela é o canal, ela não pode ser o conteúdo”.

 

Júlio Pinheiro ressalta que o mandato parlamentar exige posicionamentos e pautas muitas vezes distintas ou mais complexas do que os candidatos costumam apresentar nas campanhas eleitorais.

 

“Então eu entendo que, se alguém que chega à Assembleia vai embasar a sua atuação na Assembleia ou no Congresso Nacional, apenas como atuou na campanha na rede social, eu acho que será um mandato vazio. A gente precisa entender o que é que a pessoa pensa sobre as políticas públicas, sobre os serviços que o Estado precisa apresentar à população, as demandas que a população tem, os anseios”, explica. 

 

“Então acho que precisa qualificar o mandato a partir de conteúdos que sejam da vida real das pessoas. Eu acho que enquanto as pessoas chegarem utilizando as estratégias que tem a rede social, não há problema algum, desde que, estando na Assembleia ou no Congresso, elas entendam que a rede social é um instrumento e não a base para a representação de parcela da população”, completa o ex-prefeito.