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O senador Angelo Coronel (PSD), comentou a possibilidade da formação de uma chapa majoritária “puro-sangue” do PT, o ministro da Casa Civil Rui Costa, o senador Jaques Wagner e o atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. A declaração foi dada em entrevista à Antena 1 nesta sexta-feira (30).
Para o psdbista, seu partido, que sempre esteve na base do governo, deveria ter mais espaços nas eleições de outubro. “É um absurdo no meu pensamento o PSD abrir mão desse espaço, já que se prega tanto essa unidade entre os partidos que compõem a base. Eu vejo que é uma gula muito grande por parte do PT”, declarou.
O senador criticou a escolha de uma chapa formada por um único partido. As especulações vieram após declarações de Jaques Wagner que sugeriam uma formação 100% petista.
“Talvez seja a chapa dos sonhos para o Partidos dos Trabalhadores, porque pra mim mesmo, não vejo nada de chapa de sonho aí. Até então não vi nenhuma palavra por parte do governador Jerônimo”, declarou Coronel.
Ele ainda chamou atenção para o silêncio do governador sobre a questão. “Talvez o governador deve estar imaginando: essa chapa dos sonhos pode terminar virando uma chapa pesadelo”, completou.
Agora, seu filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD) é o responsável pelas articulações sobre o futuro dos dois para a corrida eleitoral.
A insistência em tornar pública a chapa “puro-sangue” do PT, formada pelas candidaturas à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner, somada à chegada de Rui Costa como candidato ao Senado, começa a gerar ruído entre partidos da base aliada — e não somente com o PSD. Os socialdemocratas tendem a ficar de fora da chapa com a saída de Angelo Coronel, porém outros aliados seguem sem ser consultados sobre as perspectivas eleitorais de 2026.
Para além das três cadeiras “principais”, há em jogo a vaga de vice, atualmente ocupada por Geraldo Jr. (MDB), e as suplências do Senado — que podem virar vagas temporárias em caso de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, dada as projeções do grupo para vitória conjunta nacional e estadual. São para essas composições que a queixa começa a aparecer, ainda que de maneira discreta.
“Não há alinhamento automático”, confidenciou um aliado que garante ter cadeira cativa nos espaços de debate. Às vésperas dos prazos estabelecidos pelos próprios agentes políticos — no caso, o governador Jerônimo Rodrigues, que traçou o mês de março como marco-limite —, não houve um encontro da base para tratar prioritariamente do pleito de outubro. Segundo o mesmo interlocutor, as informações que chegam são “truncadas” e pela imprensa, sem “conversa olho no olho”.
O ruído atinge desde partidos com maior envergadura até siglas que tradicionalmente ficam à margem de formações majoritárias, mas que convergem quase sempre com o PT. “Defendemos que, antes do Carnaval, haja uma conversa com os partidos. Não dá para postergar mais. Até agora está tudo num círculo muito restrito e não é uma tradição do nosso lado”, completa outro membro da base.
A reclamação não é pública, mas, nos bastidores, é tratada como crescente. Apesar do risco de fratura ser pequeno, qualquer desacerto em uma eleição apertada pode ser decisivo nas urnas. Por essa razão, as fontes ouvidas pelo Bahia Notícias cobram certa agilidade nas discussões, antes que o ruído se torne uma insatisfação mais difícil de ser contornada.
“Não é só o PT que importa”, bradou uma das fontes. Somente petistas estariam participando das discussões, deixando todas os demais partidos excluídos de qualquer conversa. Enquanto o senador Angelo Coronel torna pública uma “batalha” para permanecer candidato à reeleição, outros aliados reclamam em silêncio de estarem escanteados no debate. E nem todos estão devidamente contemplados no governo como o presidente do PSD da Bahia, Otto Alencar, que assegura o apoio ao grupo ainda que o PSD perca espaço na chapa majoritária.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmam que, no ano eleitoral de 2026, três partidos apresentam maior força em número de filiados no interior da Bahia. Com mais de 80 mil filiados, o Partido dos Trabalhadores (PT), o União Brasil (União) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) se mantiveram como as legendas com os principais números de pessoas engajadas em todo estado.
A Bahia é o quarto maior colégio eleitoral do Brasil, com uma importância inegável na política nacional e regional. Entre os eleitores, o número de filiados não se destaca nos grandes centros urbanos tanto quanto nas pequenas cidades. Os dados evidenciam ainda um aumento considerável de filiações dos Republicanos, PRD e MDB em pequenos municípios entre 2024 até 2025.
Entre as 15 maiores cidades em número de população do estado, como a própria capital Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Itabuna, a porcentagem desses eleitores com filiações é considerada menor que em outras cidades pequenas.
Entre os menores, ou seja, partidos com menos filiações temos o Partido Missão, Partido Social Cristão e Partido Republicano Progressista (PRP), todos com menos de 20 pessoas. Em seguido, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), a Unidade Popular (UP), o Partido da Causa Operária (PCO) e o antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) também são pequenos e possuem menos de mil filiados.
Já entre os outros 25 dos 30 partidos registrados no TSE, outros menores, porém com milhares de afiliados, é o partido Novo, com 3 mil, seguido pelo partido "O Democrata", antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB).
O top 5 da Bahia é formado por PT, União Brasil, MDB, PRD (Partido Renovação Democrática) e PP (Partido Progressistas). Não muito atrás a lista é completada pelo Podemos, PSB (Partido Socialista Brasileiro), Republicanos, PL (Partido Liberal) e PSD (Partido Social Democrata). Vale lembrar que cada município enfrenta certas particularidades políticas. Veja a lista em ordem dos maiores:
Também é relevante ressaltar que, para considerar o nível de engajamento partidário, não é ideal seguir pela linha do eleitorado baiano total. Afinal, a população que vota é diferente e complexa. Por isso o Bahia Notícias (BN) focou na porcentagem entre os eleitores registrados que são filiados a cada partido, dessa forma sendo mais preciso com a realidade de cada um dos 417 municípios baianos.
Exemplos claros são: Camaçari, Salvador, Vitória da Conquista, Juazeiro, Lauro de Freitas, Itabuna, Ilhéus, Jequié e Alagoinhas são as cidades com maior número de eleitores baianos no total. Todavia, todas essas cidades têm menos de 15% dos eleitores filiados a partidos políticos.
A capital baiana, por exemplo, tem 1.926.767 eleitores. Entre eles, menos de 6% dos eleitores são filiados aos partidos. Portanto, o total chega a cerca de 121 mil filiados. Esse número é impressionante, mas a capital é a sede do poder do estado e possui milhões de pessoas, é necessário considerar o efeito comutativo.
Imagem ilustrativa de filiação partidária | Foto: Reprodução / TRE-BA
Outro caso que chama atenção é o município de Barreiras, no Oeste da Bahia. Mesmo sendo um dos maiores redutos eleitorais do estado, tem baixíssima porcentagem de filiações. Para efeito ilustrativo, o União Brasil tem o maior número de filiados na cidade, 822.
Um valor pequeno para cidade de Barreiras, afinal, a cidade tem 105 mil eleitores, ao todo a somente 6,8% desses possuem filiação partidária (seja em qualquer partido).
O mesmo acontece com a cidade de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia. O partido Republicanos é o mais forte em número filiados. Contudo não possui mais que 548 filiados em um município com alto número de eleitores.
Todavia, essas realidades no Oeste baiano não é uma regra na totalidade do interior. Existem cidades em que pelo menos 1 em cada 4 pessoas está filiada a partidos, um valor de pelo menos 25%. É o caso de Jussari, Lajedão e Paripiranga. Nesses locais, os eleitores são muito mais aguerridos, mas isso representa no total menos de 10 mil pessoas filiadas.
Em outras cidades, esse número chega a 1 em 5 eleitores, ou seja, mais de 20% do eleitorado, como Rio do Antônio, Gongogi, Aiquara, Feira da Mata e outras cidades. Para efeito ilustrativo é necessário relembrar que as políticas locais para as eleições são contextos individuais de disputa.
O BN realizou um levantamento em forma de um Mapa, com a porcentagem em cada cidade do estado de eleitores afiliados, em como os partidos mais engajados em cada local, que está acessível no gráfico abaixo:
O ex-prefeito de Juazeiro Isaac Carvalho (PSD) passou a integrar a base do pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), em uma movimentação estratégica para angariar votos para a oposição no norte do estado. A migração, no entanto, não teria surpreendido a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que já via um clima de rompimento desde as eleições de 2024, conforme relatos feitos ao Bahia Notícias.
No do final do ano passado e no início deste ano, a reportagem apurava com lideranças políticas de Juazeiro o provável destino de Isaac. Em relatos ao BN, um dos líderes da região apontou que a movimentação “ia acontecer na alguma hora”, visto que o ex-prefeito teria se afastado da base após o imbróglio envolvendo o candidato do grupo de Jerônimo na última eleição municipal.
A fonte, inclusive, afirmou que “faria a mesma coisa”, caso estivesse na posição de Isaac Carvalho: “Era esperado, alguma hora ia acontecer [a mudança de lado]. Se eu tivesse no mesmo lugar que ele, talvez eu fizesse a mesma coisa”.
Ao BN, uma outra liderança da região do Sertão do São Francisco afirmou que, na época, a provável movimentação de Isaac se daria por uma “questão de sobrevivência política”. Foi confidenciado à reportagem que, dificilmente, o ex-prefeito de Juazeiro teria um espaço relevante dentro do governo Jerônimo.
“Olhe, é uma questão de sobrevivência política. Depois das eleições ele ficou escanteado, muito por culpa dele próprio também”, disse a outra fonte da reportagem.
AS ELEIÇÕES
Isaac Carvalho foi um dos principais personagens em um dos episódios mais conflituosos da pré-campanha municipal na Bahia em 2024. O processo foi marcado por disputas internas entre “caciques” da região, a chegada de um novato e decisões partidárias que geraram desgaste político na época.
Isaac Carvalho, governou Juazeiro por dois mandatos e, durante anos, foi considerado o nome natural para voltar a disputar a prefeitura com o apoio do grupo governista estadual. No entanto, o ex-prefeito enfrentava incertezas jurídicas sobre sua candidatura, visto que estava inelegível em razão de uma condenação por improbidade administrativa.
Em meio ao imbróglio sobre seus direitos políticos, outros caciques da região, os deputados estaduais Zó (PCdoB) e Roberto Carlos (PV), além do ex-prefeito e ex-deputado federal Joseph Bandeira (PSB), também chegaram a se lançar como candidatos.
Mesmo com o PT, partido em que era filiado da época, lançando a candidatura oficialmente a candidatura de Isaac em agosto de 2024, a situação jurídica pesou contra sua permanência no jogo. O ex-prefeito chegou a tentar um acordo com o Ministério Público para recuperar seus direitos políticos, porém o pedido foi rejeitado pelo Judiciário, mantendo o impedimento legal e enfraquecendo sua viabilidade como candidato em 2024.
Com Isaac fora do páreo e sua indicação rejeitada, a base de Jerônimo avançou em negociações com o MDB e acabou fechando apoio ao “novato” no meio político, Andrei da Caixa, como candidato a prefeito. A decisão foi anunciada como uma solução de unidade, mas, na prática, aprofundou o racha no grupo governista em Juazeiro, fazendo Isaac pedir sua desfiliação do PT em agosto, ainda antes das eleições.
Aliados históricos de Isaac viram a escolha como uma preterição política, e lideranças do PSD, partido com forte presença local, reclamaram de falta de diálogo e de uma condução centralizada por parte do núcleo do governo estadual. Insatisfeito, o ex-prefeito lançou seu sobrinho, Celso Carvalho (PSD), para o pleito, mas não foi acolhido pela federação nem pelos principais partidos da base de Jerônimo, que descartaram a indicação e seguiram com o apoio a Andrei da Caixa, que foi o vencedor do pleito.
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O desfecho político desse imbróglio veio um ano e meio depois, já com repercussões para além da disputa municipal. Em um movimento que simbolizou a ruptura definitiva com a base governista, Isaac Carvalho anunciou apoio ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, principal líder da oposição ao PT na Bahia.
Ao justificar a decisão, Isaac afirmou que a gestão de Jerônimo vinha “frustrando expectativas” e criticou o que classificou como falta de diálogo com lideranças do interior.
Durante a inauguração do viaduto José Linhares, na manhã desta segunda-feira (26), o prefeito Bruno Reis (União) comentou a foto tirada neste final de semana com os principais nomes do PT baiano.
Durante o encontro do MST na Bahia, Lula esteve ao lado do senador Jaques Wagner, o atual governador Jerônimo Rodrigues, e o atual ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa. A ausência de Otto Alencar e Angelo Coronel, senadores do PSD, chamou a atenção após rumores de rompimento entre as duas siglas no estado.
Para o gestor da capital baiana, a foto vai ao encontro do discurso de “unidade política” do grupo. “Uma foto onde praticamente só tem representantes petistas. Muito mais importante do que palavras é a imagem. E a imagem mostra um isolamento político”, declarou o prefeito.
O comentário vem em um momento de especulações sobre uma chapa governista “puro-sangue”. Os nomes de Jerônimo, Rui e Wagner são os principais cotados para assumir a disputa deste ano.
Na ocasião, o prefeito negou que a oposição estaria espalhando boatos sobre a substituição de Jerônimo por Rui Costa na chapa e alega que o nome do atual governador é avaliado como “meia boca” até por aliados.
“Por parte da oposição, apenas a recondução dos fatos que estão aí. Afinal de contas, o ex-governador chega em qualquer roda e não esconde de ninguém o desejo de ser governador do Estado da Bahia”, afirmou.
O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou que o Partido dos Trabalhadores deve montar uma estratégia para garantir que as candidaturas vinculadas à base governista sejam “lulistas” podendo incluir alianças no campo da direita. Em entrevista ao Bahia Notícias durante o evento de aniversário do MST, realizado no Parque de Exposições, em Salvador, o parlamentar afirmou que os formatos ainda estão sendo discutidos.
“A nossa estratégia é, exatamente, montar candidaturas lulistas para que nós possamos ter uma bancada de apoio ao futuro governo do presidente Lula, que seja majoritária. E, para isso, nós estamos discutindo, estado por estado, quais são as alianças possíveis”, relata.
O senador destaca que “haverá estados em que o PT terá candidatos e haverá estados em que nós vamos nos consolidar com aliança, inclusive com partidos de centro e até mesmo da centro-direita”.
Ele explica que a estratégia visa apenas um objetivo: “Porque o objetivo é garantirmos que o Senado não precise passar por todas essas dificuldades que estamos vivendo, provocando instabilidade e participando de um processo que eu acredito que é muito ruim, de quebra da independência e da autonomia dos poderes”.
Eleito senador pelo PT de Pernambuco, o parlamentar comentou ainda sobre o cenário estadual da disputa em outubro deste ano. “Em Pernambuco, o PT sabe que a decisão será uma decisão nacional, será da direção nacional do partido. Nós temos bom relacionamento tanto com a governadora Raquel Lira quanto com o prefeito João Campos. Creio que será uma eleição muito equilibrada, muito disputada”, avalia.
Com relação ao apoio do PT na região, Humberto Costa destaca que “historicamente, nós temos uma relação com o PSB”. Ele relata que a relação se reflete no atual governo: “O PSB tem o vice-presidente da República, já manifestou apoio à reeleição do presidente Lula, então há uma possibilidade de que nós estejamos na aliança com o João Campos. Mas, obviamente, isso vai ser discutido no partido local e nacionalmente”, conclui.
O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou que o Partido dos Trabalhadores deve montar uma estratégia para garantir que as candidaturas vinculadas à base governista sejam “lulistas” podendo incluir alianças no campo da direita. Em entrevista ao Bahia Notícias durante o evento de aniversário do MST, realizado no Parque de Exposições, em Salvador, o parlamentar afirmou que os formatos ainda estão sendo discutidos.
“A nossa estratégia é, exatamente, montar candidaturas lulistas para que nós possamos ter uma bancada de apoio ao futuro governo do presidente Lula, que seja majoritária. E, para isso, nós estamos discutindo, estado por estado, quais são as alianças possíveis”, relata.
O senador destaca que “haverá estados em que o PT terá candidatos e haverá estados em que nós vamos nos consolidar com aliança, inclusive com partidos de centro e até mesmo da centro-direita”.
Ele explica que a estratégia visa apenas um objetivo: “Porque o objetivo é garantirmos que o Senado não precise passar por todas essas dificuldades que estamos vivendo, provocando instabilidade e participando de um processo que eu acredito que é muito ruim, de quebra da independência e da autonomia dos poderes”.
Eleito senador pelo PT de Pernambuco, o parlamentar comentou ainda sobre o cenário estadual da disputa em outubro deste ano. “Em Pernambuco, o PT sabe que a decisão será uma decisão nacional, será da direção nacional do partido. Nós temos bom relacionamento tanto com a governadora Raquel Lira quanto com o prefeito João Campos. Creio que será uma eleição muito equilibrada, muito disputada”, avalia.
Com relação ao apoio do PT na região, Humberto Costa destaca que “historicamente, nós temos uma relação com o PSB”. Ele relata que a relação se reflete no atual governo: “O PSB tem o vice-presidente da República, já manifestou apoio à reeleição do presidente Lula, então há uma possibilidade de que nós estejamos na aliança com o João Campos. Mas, obviamente, isso vai ser discutido no partido local e nacionalmente”, conclui.
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) comentou, nesta sexta-feira (23), sobre as expectativas do Partido dos Trabalhadores para a composição da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nas eleições de 2026. Segundo ele, em entrevista ao Bahia Notícias durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a sigla, que atualmente possui nove cadeiras, pode ampliar a bancada para até 11 deputados.
“Olha, eu creio que, na chapa de deputado estadual, nós temos um indicativo de uma renovação importante. Primeiro, eu acredito que o PT pode ampliar o número de deputados, voltar aos 11 deputados de bancada. Hoje, o partido tem nove, e há novas lideranças colocando seus nomes à disposição, o que é muito bem-vindo”, declarou o parlamentar, ao projetar crescimento da legenda.
Ainda ao Bahia Notícias, Robinson comentou sobre o funcionamento da Assembleia em ano eleitoral. Segundo ele, o primeiro semestre deve transcorrer normalmente, mas a pauta tende a diminuir no segundo semestre, em razão do período pré-eleitoral e do início oficial das campanhas.
“A minha expectativa é de que, pelo menos no primeiro semestre, tudo funcione a pleno vapor. Temos um recesso no meio do ano, em julho, e, no retorno em agosto, realmente a pauta fica reduzida por conta da pressão do período eleitoral, com a campanha oficialmente iniciada. Ainda assim, não vejo motivo para que, no primeiro semestre, a Assembleia não funcione de forma plena, aprovando projetos de interesse da sociedade, dos deputados e do governo”, avaliou.
Ao comentar a morte do deputado Alan Sanches, Robinson destacou que, apesar das divergências ideológicas, o sentimento predominante é de luto, em razão da relação respeitosa que o parlamentar mantinha com os colegas da AL-BA.
“Eu ainda estou de luto. É uma perda grande para mim e para a Assembleia. Alan era de outro campo político, mas tinha um relacionamento muito plural. As dificuldades comuns da atividade parlamentar eram tratadas de forma cordial. Ele fazia o debate político com base no argumento, sem exaltação, sempre apresentando conteúdo para ser contestado ou apoiado”, concluiu o deputado.
O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Tássio Brito, destacou que a renovação dos quadros petistas nas chapas proporcionais devem se dar por idade e por ideias. Defendendo a candidatura de Jaques Wagner, um dos principais caciques do partido, ele aponta que apesar da idade e do tempo de política, o líder partidário aponta o senador como um propulsor de renovação.
“O PT faz um debate importante sobre renovação, que tem a ver com a idade e tem a ver com as ideias. Jacques Wagner tem sido, ao longo dos anos, o maior porta-voz de uma política renovada. Eu sou fruto disso, diversas pessoas que estão no partido, que estão ocupando espaço, são fruto disso. O próprio governador Jerônimo é fruto disso”, aponta o líder da legenda.
Ele garante, no entanto, que “nas nossas chapas proporcionais nós estamos no mesmo caminho, temos diversos nomes novos que estão chegando para com força política”. Tássio cita Fabya Reis e Juvenilson Passos, como dois nomes importantes.
Brito avaliou ainda a importância e a validade da Federação Brasil da Esperança, ao lado dos partidos aliados PCdoB e PV. O gestor partidário nega que a federação seja prejudicial à formação de uma bancada petista na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e no Congresso Federal.
“Nós estamos em diálogo constante entre a federação para que a gente possa construir uma chapa onde os três partidos da federação possam se fortalecer, onde a gente consiga ter não só aqueles que vão ganhar a eleição, mas construir nomes que deem a chapa também a robustez necessária para que a gente amplie nossos espaços”, afirma.
Segundo ele, “a conversa está muito boa com o PCdoB e com o PV, acho que nós vamos encontrar o caminho para ter uma chapa onde a gente possa ampliar a nossa votação e ampliar a nossa representação”, conclui.
O militante comunista, comunicador, historiador e educador Jones Manoel, que vem ganhando grande repercussão nas redes sociais, comentou, na última quarta-feira (21), sobre a possibilidade de disputar as eleições para a Câmara dos Deputados pelo PSOL. Atualmente filiado ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), ele explicou que a legenda ainda não possui registro eleitoral, o que motivou a abertura de diálogo com o PSOL para viabilizar uma candidatura.
Segundo Jones, o PCBR definiu como linha política o lançamento de candidaturas nas próximas eleições, mas, diante da ausência de registro oficial do partido, a saída encontrada foi buscar uma filiação democrática. Ele explicou que as conversas com o PSOL têm avançado para uma possível candidatura a deputado federal por Pernambuco, pontuando que o diálogo tem sido positivo.
Jones destacou ainda que já recebeu apoio público de lideranças da legenda.
“Várias figuras importantes do PSOL já declararam apoio. Na Bahia, o Kleber Rosa se pronunciou positivamente, assim como Hamilton Assis. Então a gente vem com uma perspectiva positiva”, disse o militante.
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Durante a entrevista, Jones Manoel também comentou o que classificou como o “surfe” do governo Lula e de setores da esquerda na pauta do fim da escala de trabalho 6x1. Para ele, o tema foi deixado em segundo plano e ganhou força apenas com a proximidade do período eleitoral.
“Deixaram a pauta do fim da escala 6x1 em banho-maria, esperando chegar o ano da eleição para virar bandeira eleitoral”, avaliou. Ainda assim, reconheceu que a ampliação do debate é positiva, “seja por oportunismo eleitoral ou não”, argumentou.
O comunicador também falou sobre a repercussão de seu nome no Big Brother Brasil, após ser citado por participantes do reality show, como Babu Santana e Juliano Floss. Para Jones, as menções refletem o crescimento de sua visibilidade e da circulação de suas ideias.
“Acho que foi um resultado esperado. Tem uma repercussão cada vez maior, fruto de uma análise teórica e de uma linha política acertada”, afirmou.
Em tom descontraído, ele agradeceu as citações feitas no programa. “Aproveitando, mando um abraço para o Babu e para o Juliano. O Juliano, inclusive, falou que um dia eu serei presidente do Brasil. Que os anjos e todos os santos deem o amém”, concluiu, em tom bem-humorado.
Veja a entrevista completa:
Militante comunista, comunicador, historiador e educador viralizado nas redes sociais, Jones Manoel comentou, na última quarta-feira (21), sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Segundo ele, o tratado representa uma “tragédia total” e pode aprofundar o processo de desindustrialização do país, com impactos diretos no polo industrial de Camaçari, na Bahia.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o militante afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se posicionou contra o acordo durante seus dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010. De acordo com Jones, o tratado tende a beneficiar, no Brasil, apenas no agronegócio.
“Uma tragédia para o Brasil. Esse acordo demorou muito para sair do papel porque, inclusive, o presidente Lula era contra no governo Lula I e no governo Lula II. Grandes nomes desses governos, como Samuel Pinheiro Guimarães e Marco Aurélio Garcia, também eram contrários”, afirmou.
“E por quê? Porque é um acordo neocolonial. É um acordo que ficou conhecido como ‘vacas por carros’. Ele só aumenta as exportações do agronegócio brasileiro e amplia as exportações da Europa para a América do Sul de produtos industriais, de alta complexidade tecnológica”, completou Jones.
Além disso, o militante alertou para os impactos do acordo na desindustrialização brasileira, o que, segundo ele, compromete a geração de empregos com salários mais elevados e ameaça diretamente o polo industrial de Camaçari.
“Vai aprofundar a desindustrialização brasileira, destruir empregos de qualidade, empregos que pagam salários mais altos, e prejudicar em particular o povo baiano”, disse.
“O impacto no polo de Camaçari pode ser gigantesco. Atenção, classe trabalhadora da Bahia: se já houve redução de empregos no polo desde o governo FHC, esse acordo Mercosul-União Europeia tem potencial de caminhar para o fechamento do polo de Camaçari. E não traz benefício nenhum para o Brasil”, argumentou.
Durante a entrevista, Jones Manoel citou dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), encaminhados pelo governo federal, que apontam os impactos econômicos do acordo. Segundo ele, a projeção indica um crescimento de apenas 0,45% ao longo de 15 anos, o que representa uma média de cerca de 0,03% ao ano.
Para o militante, o resultado é irrelevante diante dos prejuízos estruturais. “Isso, na prática, é nada”, pontuou.
Ao concluir, Jones reforçou que o acordo traz mais danos do que benefícios ao país.
“Vai prejudicar a geração de emprego qualificado no Brasil, aumentar o controle da economia brasileira pelo capital estrangeiro, afetar profundamente o polo de Camaçari e outras áreas industriais que ainda resistem no país”, afirmou.
“Além disso, vai ampliar as exportações do agronegócio e acelerar a destruição ambiental. É uma tragédia total e absoluta”, concluiu.
Confira o corte da entrevista:
O presidente Nacional do PT, Edinho Silva, se reuniu, com algumas das principais lideranças petistas na Bahia, como o governador Jerônimo Rodrigues e o senador Jaques Wagner; com o presidente do PT estadual, Tassio Brito e Éden Valadares, secretário nacional de Comunicação do PT. O encontro desta segunda-feira (19) foi realizado para discutir táticas visando aumentar as bancadas federais e estaduais do grupo governista.
Em visita a Jerônimo Rodrigues, o presidente Edinho também confirmou a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas celebrações do aniversário de 46 anos do partido, que será comemorado na capital baiana, entre os dias 05 e 07 de fevereiro. Os petistas também combinaram um conjunto de agendas ao longo desse encontro de acolhimento dos demais presidentes estaduais, dos ministros petistas que estarão na Bahia, deputados federais, senadores e outras lideranças.
A expectativa é que Lula lance a pré-candidatura à reeleição em um “megaevento”. A festa está prevista para ocorrer no Trapiche Barnabé, no Comércio. A previsão é de que o presidente participe do evento apenas no último dia.
A REUNIÃO
A agenda do presidente Nacional do PT, em Salvador, teve início às 8h30, na abertura do Encontro Nacional da MST, no Parque de Exposições. Depois, se reuniu com a direção do movimento e os candidatos ligados ao MST do Brasil inteiro, que estão todos na capital baiana.
Os secretários de Estado, Adolpho Loyola (Serin) e Felipe Freitas (Secretaria de Justiça e Direitos Humanos), que também participaram da reunião, agradeceram ao presidente Edinho pela escolha de Salvador para sediar o aniversário do Partido dos Trabalhadores e por garantir o empenho na mobilização das direções e da militância do PT.
O Ministério Público Federal (MPF) emitiu parecer a favor do deputado federal Joseildo Ribeiro Ramos (PT) em uma ação que seria a primeira representação por propaganda eleitoral antecipada na Bahia, há cerca de 9 meses do período eleitoral. Conforme parecer do procurador Ovídio Augusto Machado, assinado nesta segunda-feira (19), o MPF entendeu que a divulgação de atos parlamentares no exercício da função pública não configura propaganda eleitoral.
No caso em questão, o Partido Novo entrou com um pedido de urgência junto ao TRE-BA, alegando que o deputado teria veiculado propaganda eleitoral extemporânea no formato de outdoors instalados no município de Alagoinhas e região. No âmbito da justiça eleitoral baiana, o desembargador eleitoral substituto Isaías Vinícius de Castro Simões concedeu a liminar determinando a retirada do material em 48 horas.
Com o parecer do MPF, a expectativa é que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revise a decisão em primeira instância. Nele, o procurador compreende que “a divulgação de atos parlamentares encontra abrigo no ordenamento eleitoral e decorre do dever constitucional de prestação de contas à população e, portanto, não se confunde com a propaganda eleitoral no seu sentido estrito”.
Isso ocorre porque os outdoors exibiam apenas a frase “Em 2026 o trabalho continua para a vida melhorar”, que, para o MPF não implicaria em uma divulgação eleitoral, já que o parlamentar está no exercício do seu mandato até o final do ano de 2026 e as peças publicitárias não envolvem pedido explícito de voto, menção a uma pretensa candidatura e não exaltam qualidades pessoais.
Desta forma, o MPF pediu a improcedência da denúncia devido a ausência de conteúdo eleitoral. “Desta forma, ausente conteúdo eleitoral, o momento e o meio utilizado para veicular as aludidas mensagens não se submetem ao crivo da Justiça Eleitoral por serem consideradas o que se convencionou chamar de ‘indiferente eleitoral’”, conclui o parecer da procuradoria.
Em nota, o deputado federal Joseildo Ramos reiterou a procedência de seu material de divulgação. “Sempre prestei contas nas redes sociais, no nosso programa de rádio, concedendo entrevistas e também em outdoors. Faço isso o ano todo, todos os anos. Isso não é novidade. É uma obrigação legal de quem respeita o povo e honestamente é vergonhoso que outros parlamentares daqui não façam o mesmo”, afirmou.
O senador Otto Alencar (PSD) criticou a possibilidade de formação de uma “chapa puro-sangue” do PT na Bahia e fez referência ao histórico eleitoral desse tipo de composição, citando as eleições de 2006, quando uma chapa majoritária ligada ao carlismo acabou derrotada. As declarações foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, que também informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve atuar como mediador da crise entre os partidos no estado.
Segundo a reportagem, Otto avaliou que chapas formadas por um único grupo político tendem a enfrentar dificuldades eleitorais. O senador teria lembrado a disputa em que Paulo Souto e Eraldo Tinoco, então apoiados pelo grupo carlista, foram derrotados por Jaques Wagner, eleito governador da Bahia.
Ainda durante a entrevista ao Estadão, o presidente do PSD na Bahia comentou as articulações em torno da chapa majoritária para 2026. Otto revelou que rejeitou uma proposta para que o deputado federal Diego Coronel (PSD), filho do senador Angelo Coronel, ocupasse a vaga de vice-governador como forma de amenizar tensões internas diante da possibilidade de Angelo ficar fora da chapa.
O senador afirmou também que a hipótese de Angelo Coronel assumir a suplência seria inaceitável. “Isso fere o amor-próprio dele. É uma proposta que não deveria ter sido feita”, declarou.
Após a repercussão da reportagem, Otto Alencar negou ter usado a palavra “carniça” para se referir a adversários políticos ou à eventual chapa puro-sangue do PT. Em nota enviada à imprensa nesta sexta-feira (16), a assessoria do senador classificou a informação como falsa e afirmou que ele foi mal interpretado.
“A única observação feita pelo senador foi que, historicamente, as chamadas chapas ‘puro-sangue’ não obtiveram êxito eleitoral”, diz o comunicado. A assessoria reforçou ainda que Otto “em nenhum momento utilizou termos ofensivos ou depreciativos para se referir a adversários políticos”.
Confira o comunicado enviado:
"O senador Otto Alencar repudia veementemente a matéria publicada nesta sexta-feira (16) pelo jornal O Estado de S. Paulo, assinada pelo jornalista Daniel Weterman. Em nenhum momento o senador utilizou qualquer termo pejorativo para se referir a adversários políticos, tampouco a expressão que lhe foi atribuída. Presidente do PSD na Bahia e da CCJ no Senado, Otto Alencar apenas relembrou, em entrevistas, que chapas chamadas de “puro-sangue”, historicamente, não obtiveram êxito eleitoral, citando como exemplo a eleição de 2006 na Bahia, quando uma chapa da oposição, encabeçada pelo mesmo partido (Paulo Souto / Eraldo Tinoco) foi derrotada por Jaques Wagner, que se elegeu governador do Estado. O senador Otto reafirma seu compromisso com o debate político respeitoso e responsável e rechaça a distorção de suas declarações."
A secretária estadual de Saúde da Bahia, Roberta Santana, presente na tradicional Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), falou sobre os preparativos do poder público para as eleições e sobre os rumos da pasta. Questionada sobre especulações de que seu nome ganha força para uma candidatura a deputada estadual nas eleições deste ano, a secretaria evitou o tema político-eleitoral e focou sua fala nos trabalhos da secretaria.
“No sentido político, a gente não teve nenhuma conversa com o governador. O que o governador quer hoje e o que a gente conversa o tempo todo é sobre a saúde da Bahia”, disse Santana. Ela reforçou o alinhamento com o chefe do Executivo estadual e afirmou "a gente vai trabalhar muito para reeleger ele”.
A secretária dedicou a maior parte de sua fala aos projetos em andamento na saúde pública do estado. “Muito planejamento importante para a gente continuar tocando. Tem muita obra caminhando, muito hospital, ampliação, novos projetos. E a gente segue firme nisso aí”, disse.
Sobre a cobertura sanitária para o período das festas populares, que inclui a festa de Iemanjá (2 de fevereiro) e o Carnaval, Roberta Santana detalhou um investimento de R$ 15 milhões. A estrutura, segundo ela, conta com a rede de urgência e emergência de prontidão e sete postos de testagem para doenças, sendo dois na capital e os demais distribuídos no interior.
“Tudo pronto, preparado. E a gente garante à população que ela pode brincar em paz, que a saúde está segurada, os grandes hospitais, HGE, todo mundo pronto”, afirmou. Ela também mencionou a parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, coordenada por Rodrigo Alves, para fortalecer a assistência.
Durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), a secretária estadual de Educação, Rowena Brito, evitou falar sobre os planos eleitorais para outubro e preferiu tratar somente sobre a gestão na pasta. Rowena afirmou que aguarda decisões superiores do partido e do governo sobre o tema.
Questionada especificamente sobre as tratativas para uma possível candidatura a deputada estadual ou federal, a secretária demonstrou discrição. “O presidente Tássio [Brito] já me procurou, a gente já conversou sobre isso, mas nesse momento tô aguardando a decisão do partido e do governador pra gente poder caminhar”, afirmou.
Ela citou ações da pasta, como inaugurações de escolas e o período de matrículas da rede estadual, que segue aberto até o próximo dia 20. “A Rowena tá cuidando agora da educação, foco na gestão… Eu tô muito focada nisso”, declarou.
O deputado federal da Bahia pelo Partido dos Trabalhadores, Valmir Assunção, reforçou apoio a uma chapa “puro-sangue” ou “chapa dos governadores” do PT estadual na Bahia. Em entrevista coletiva durante a Lavagem do Bonfim, uma das principais festas tradicionais do estado, nesta quinta-feira (15), em Salvador, o parlamentar apontou que a chapa seria “um reconhecimento” do petismo na Bahia. O grupo seria formado pelo governador Jerônimo Rodrigues como candidato à reeleição e pelos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa como candidatos ao Senado.
“Não é a questão de ser puro-sangue. São três governadores: um atual que é Jerônimo; Wagner, que iniciou esse processo democrático; e Rui Costa, que foi um grande governador, hoje é ministro. Então são três figuras importantes, tem muita força política no Estado e essa chapa é um reconhecimento ao trabalho, à dedicação, ao respeito e o fortalecimento da nossa chapa em si”, garante.
Ele nega, por sua vez, que uma chapa nesse modelo representa uma ruptura com os partidos aliados. “Sem dúvida nenhuma, os partidos da base aliada que sempre esteve conosco, sempre teve oportunidade, sempre cresceu, sempre se fortaleceu e o que não estamos construindo justamente o resultado dessa política, por isso que é importante a gente reafirmar que são três governadores.”
O deputado, que foi o último petista baiano em número de votos para conquistar uma vaga no Congresso Nacional em 2022, comentou ainda sobre a ausência do colega, Josias Gomes, no próximo pleito. Indicado uma vaga vitalícia ao Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), o suplente de deputado deve deixar um espólio eleitoral, ou histórico de eleitores, de mais de 90 mil votos.
“Lógico que eu queria que ele continuasse candidato, porque para a chapa era importante a gente ter mais candidato a deputado federal. A ida para o tribunal, para nós na chapa do PT, foi ruim porque diminui um dos nomes importantes na bancada federal. Agora para ele e para o governo é importante ele estar no tribunal, torço para ele e desejo muita sorte para ele”, diz Valmir.
Segundo ele, com menos um nome de força na disputa, “nós aqui na chapa do PT, da federação, temos que trabalhar muito, nos dedicar muito. Isso nós fizemos ao longo desses três anos e com certeza, no dia 4 de outubro as pessoas vão escolher quem deve representar o povo da Bahia, eu espero que eu estarei lá”, conclui.
O secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, revelou que as desincompatibilizações de secretários estaduais para a campanha eleitoral de 2026 devem ocorrer ainda no final de janeiro. Em entrevista ao Bahia Notícias, durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15) em Salvador, o gestor institucional avalia que o secretariado estadual deve sofrer uma baixa de oito a dez nomes.
“Devem sair em torno de oito secretários, 8 a 10 secretários que serão candidatos. Eles devem sair agora no final de janeiro, o governador ainda está decidindo, para que eles possam já adiantar a campanha deles, a pré-campanha. E com isso nós vamos continuar trabalhando. É para mudar logo para a gente não perder muito tempo na transição dos novos secretários. Esse é o intuito do governador”, garante Loyola.
O secretário explica que, no que diz respeito à formação da chapa com as lideranças, “estamos conversando com os partidos da base para agora até abril a gente poder já ter a chapa fechada com acordo com todos os partidos da base aliada”.
Ao falar sobre aliados, Adolpho também comenta sobre a relação com a família do senador Angelo Coronel, aliada de longa data do governo. Sobre o tema, ele afirma que o diálogo foi estabelecido por meio do deputado federal Diego Coronel, filho de Angelo.
“A reunião foi muito boa, foi uma conversa. Ele [Coronel] não saiu da base, foi uma conversa amistosa de planejamento, de conversas de construção. Aqui no nosso grupo todo mundo cresce, então ninguém quer sair. Nós queremos fazer uma conversa com todos os partidos, não só é a pessoa física, a pessoa do senador Coronel, que já é uma grande coisa, mas todo um contexto de partido, de aliados que nós vamos ter que ouvir para poder definir a chapa”, detalha o articulador petista.
Ainda sobre apoios e alianças, ele comenta que, no interior, o diálogo ainda vai ser iniciado. “A ideia é essa, o governador está aberto para o diálogo com todos os prefeitos, todas as lideranças, mas esse momento de prefeito anunciar apoio ou não depende muito mais do prefeito do que da gente. A gente não fez conversa política ainda, fizemos apenas conversas institucionais e encaminhamento de demandas”, conclui.
O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), abriu espaço para diálogo com o senador Angelo Coronel na oposição ao grupo petista, como resposta a uma possível chapa “puro-sangue” do Partido dos Trabalhadores (PT) na eleição. Em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (15) durante a Lavagem do Bonfim em Salvador, o líder da oposição teceu críticas ao grupo petista e garantiu que, no caso de uma chapa com Jerônimo, Rui Costa e Jaques Wagner, “os três vão perder de uma vez só”.
“Depois de 20 anos, eles não conseguem mais separar o que é o público do que é o partidário. Então, eles se acham numa posição de tal força política que podem impor três do PT. Vão perder os três de uma vez só, é o que eu acredito. Os três vão perder de uma vez só. Nós vamos pegar essa panela, vamos fazer ela entornar e ela vai virar de uma vez só e a gente começa a construir uma nova história em 2026”, afirma.
Sobre o diálogo com o senador Angelo Coronel, que até então não foi confirmado como candidato à reeleição, ACM diz que “se o [Angelo] Coronel quiser fazer parte disso e quiser continuar senador, existe espaço para dialogar conosco. Nós só vamos tratar desse assunto se houver essa possibilidade”.
O vice-presidente nacional do União Brasil comenta ainda sobre a presença do governador do Goiás, Ronaldo Caiado, durante a celebração do Bonfim. Neto afirma que a pré-candidatura do goiano ao Palácio do Planalto segue mantida e tem o apoio do grupo. “A pré-candidatura dele foi lançada aqui em Salvador em abril do ano passado, eu estou com ele [Ronaldo Caiado] e vamos seguir juntos”.
A fala ocorre após o representante do União afirmar, durante evento em Ilhéus, que poderia apoiar “qualquer candidato” contra Lula, incluindo o senador Flávio Bolsonaro. ACM garante, no entanto, que Caiado “é o pré-candidato a presidente do União Brasil, agora até outubro, muitas coisas vão acontecer, muito diálogo pela frente há de se fazer temos que respeitar a possibilidade de conversar com todos os partidos que fazem oposição PT”, afirma.
Ainda sobre as eleições, o ex-prefeito de Salvador afirma que vai deixar a chapa em aberto até abril, no período de oficialização das candidaturas. “Não tem nenhuma razão para ser antes disso. A gente vai acompanhar os fatos, vai ver o desdobramento do que acontece com Jerônimo e companhia. Não que eu dependa dele, mas também não vou resolver o problema deles e eu não tenho pressa”, sucinta.
Ele garante ainda que, o que é possível confirmar é a candidatura do então líder do PL na Bahia, João Roma. “A gente vai ajustando e mudando as coisas, agora, com relação a João Roma, ele é o pré-candidato ao Senado hoje. Claro que isso depende da própria confirmação dele, mas eu acho que é natural hoje a pré-candidatura de João ao Senado, ao nosso lado. Isso seria já uma definição natural e vai se consolidando”, completa.
O deputado federal Antônio Brito negou a possibilidade de um rompimento do PSD com o grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A declaração foi dada durante o cortejo da Lavagem do Bonfim, na manhã desta quinta-feira (15).
Após rumores de eventual uma saída do senador Angelo Coronel (PSD) da chapa governista, o deputado, acompanhado de seu pai, professor Edvaldo Brito, reafirmou o apoio dos dois ao governador e destacou os debates para solucionar a questão do Senado. São apenas duas cadeiras e o PT indicou os nomes dos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa, enquanto o PSD apresentou Coronel para reeleição.
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“Nosso posicionamento é de apoio à Jerônimo. Quanto à formação da chapa, não tenha dúvida que na hora certa — e está acontecendo esse debate — Rui, Otto [Alencar], Wagner, Coronel e Jerônimo — que é o líder do processo — irão sentar. E agora com Diego Coronel, que parece estar inserido no processo”, garantiu.
Para ele, o clima é de resolução. “Fico feliz que as coisas vão se acalmar e o PSD vai marchar com o PT nas eleições de 2026 como fez ao longo desse período”, completou.
Questionado sobre a candidatura de Ratinho Jr. (PSD-PR) à Presidência da República, o parlamentar reforçou que o diretório baiano deve seguir com o tradicional apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que deve deixar o comando da pasta ainda no mês de janeiro. Segundo ele, a ideia é permitir que o sucessor assuma o cargo desde o início do ano e tenha tempo para conduzir integralmente a agenda econômica, especialmente as discussões orçamentárias e fiscais. Haddad disse que ainda vai conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para definir a data da saída.
Em entrevista à jornalista Miriam Leitão, o ministro foi questionado sobre a possibilidade de o secretário-executivo Dario Durigan assumir a Fazenda. Haddad afirmou que sempre valorizou a própria equipe, que considera qualificada, e disse torcer para que Durigan seja o escolhido para a sucessão.
Ao comentar os desafios fiscais em um ano eleitoral, Haddad destacou que o próximo ministro precisará lidar com uma pressão maior sobre as contas públicas, mas ressaltou que Durigan tem bom trânsito tanto na Esplanada dos Ministérios quanto no Palácio do Planalto, o que reforçaria seu nome para o cargo.
Haddad também minimizou a possibilidade de atritos entre o governo e o Congresso em razão do veto aos R$ 11 bilhões em emendas parlamentares. Segundo ele, os parlamentares tendem a compreender a decisão, já que o próprio Congresso aprovou uma lei complementar que estabelece limites para o crescimento das emendas.
“Se forem R$ 61 bilhões, como incluído no Orçamento, isso descumpre a regra”, explicou o ministro. De acordo com Haddad, o valor exato do limite está sendo calculado pelo Ministério do Planejamento, sob a coordenação da ministra Simone Tebet.
Por fim, ao rebater críticas de que a política fiscal teria sido um ponto fraco da gestão, Haddad afirmou que recebeu um cenário de forte desequilíbrio nas contas públicas e que sua administração conseguiu reduzir em cerca de 70% o déficit público, citando dados para sustentar a avaliação.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se reuniu com o deputado federal Diego Coronel (PSD) para “construir um ambiente” para as eleições de 2026. Em um vídeo publicado nas redes sociais, nesta quarta-feira (14), o líder estadual destacou que o deputado fará uma interlocução direta com a base do pai, o senador Angelo Coronel, e o líder do PSD, Otto Alencar.
A aproximação entre Jerônimo e Diego Coronel alimenta os rumores de que o PSD pudesse se encaixar em uma nova posição na chapa eleitoral do governo em 2026. Informações de bastidores sugerem que, possivelmente, o espaço, que antes seria do senador Angelo Coronel na tentativa de reeleição, seria ocupado, no entanto, por seu filho, no cargo de vice-governador.
O ajuste permitiria a manutenção de uma chapa “puro-sangue” do PT nos principais cargos - Jerônimo como candidato à reeleição estadual e Rui Costa e Jaques Wagner como candidatos ao Senado Federal - mantendo a parceria com o PSD, partido com maior número de prefeituras no estado.
Na publicação nesta quarta, Jerônimo garante que o senador Coronel “vai liderar” e o deputado será um “mediador” nesse processo. “Nós estamos construindo esse ambiente para 26. Acabei de receber o Diego para a gente poder iniciar um processo dessa construção. Pacificar para que o grupo continue unido e forte. E o Coronel vai liderar, mas um mediador bom é Diego, que sabe fazer isso muito bem”, aponta.
Jerônimo sugere ainda que é necessário um “distensionamento” na base. “Sob, naturalmente, a patente de Coronel, a patente de senador Otto Alencar, com Rui e Wagner acompanhando, ajudando, nós podemos dizer a vocês que nós nos encontramos para a gente poder distensionar e criar um ambiente positivo para a 26”, afirma.
O vídeo desta quarta não confirma os rumores sobre a chapa, mas Diego garante que a conversa esteve pautada, principalmente, nas eleições estaduais e nacionais. “Vencemos o ano de 2025, o ano de muitas entregas, de muito trabalho. E agora é o ano de 2026, é o ano de realmente falar de eleição. E aqui estamos num processo de construção. Então, não tenho a menor dúvida, que isso trará grandes novidades para a nossa Bahia, para que a gente possa continuar lançando”, garante o deputado.
Irmã do governador do estado, a vereadora Marta Rodrigues (PT), estaria limitada a uma única possibilidade de concorrer a uma vaga de deputada federal: a reeleição. Isso ocorre porque a legislação brasileira possui um mecanismo específico para limitar o acúmulo de poder político por uma mesma família (consanguínea ou adotiva). A norma afeta os chefes do Executivo nas três esferas: Presidência, Governo do Estado e Prefeitura. Assim, na condição de irmã, parente de segundo grau, do atual chefe do Executivo no mesmo território de jurisdição, Marta se encontra em uma lacuna jurídica que vem sendo explorada por seus aliados.
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, uma movimentação coletiva do Partido dos Trabalhadores seria necessária para garantir essa viabilidade por meio da tese de “reeleição”. Como não há um critério jurídico totalmente pacificado para suplentes nesse cenário específico, a estratégia seria fazer com que Marta assumisse o mandato no Congresso, ainda que por um breve período, para que possa constar formalmente como detentora de mandato e, assim, candidata à reeleição.
O QUE DIZ A LEI?
Segundo a Constituição Federal (Art. 14, § 7º), “são inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição”.
No texto constitucional, as principais variáveis são:
- O território de jurisdição dos titulares: O chefe do Executivo e seu familiar podem concorrer se as jurisdições forem distintas (em estados diferentes, por exemplo). Um caso clássico ocorreu com a família Bolsonaro: enquanto Jair era presidente, seus filhos Flávio (Rio de Janeiro) e Eduardo (São Paulo) puderam concorrer por estados diferentes da sede do Planalto.
- A titularidade do mandato e a reeleição: O segundo filho, Carlos Bolsonaro, aplicou-se a esta regra em 2020: ele se reelegeu vereador no Rio de Janeiro, cargo que já ocupava antes de o pai assumir a presidência.
O MOVIMENTO PETISTA
Para Marta Rodrigues, a mudança de jurisdição não é viável, dado que sua base eleitoral é consolidada na Bahia. Resta, portanto, o caminho da reeleição. Nas eleições de 2022, a vereadora obteve 53.306 votos, figurando como a quinta suplente da bancada petista baiana na Câmara dos Deputados.
Com o avançar da 57ª legislatura, Marta subiu na fila de suplência. Dos nomes à sua frente em 2022, Josias Gomes, Elisângela, Vilma Reis e Maria Marighella, a situação mudou. Josias Gomes, por exemplo, deixou a disputa para assumir o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA). Com isso, a suplente Elisângela assume a vaga aberta por Josias (que ocupava a cadeira de Afonso Florence, atual secretário da Casa Civil).
Nos bastidores, aliados avaliam uma "janela" em março, mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher. A ideia seria que deputados federais titulares do PT se licenciassem para abrir espaço para as mulheres suplentes, em um gesto simbólico. Caso Marta Rodrigues assuma o mandato nessa leva, ela passaria a ser titular de cargo eletivo no Congresso, o que, em tese, abriria a brecha jurídica necessária para que sua candidatura em outubro fosse registrada como reeleição, contornando a inelegibilidade reflexa causada pelo cargo do irmão, Jerônimo Rodrigues.
Atualmente, na "fila" de mulheres à frente de Marta na suplência da Câmara, há a terceira e quarta suplente, sendo elas a militante Vilma Reis (PT) e a presidente da Fundação Nacional das Artes (Funarte), ex-vereadora de Salvador, Maria Marighella (PT). Vale lembrar que recentemente a segunda suplente da lista, deputada federal Elisângela Araújo (PT), assumiu o mandato na Câmara após Josias Gomes ser empossado como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O deputado federal Lindbergh Farias (PT) publicou neste domingo (11) uma foto do presidente Lula modificada por IA em suas redes sociais. Na imagem, que também foi compartilhada por outros aliados, ele aparece de costas vestindo uma sunga e tem aparência mais musculosa do que a de registros oficiais.
O líder do PT na Câmara compartilhou uma montagem que circula nas redes sociais e ironizou o estado do presidente: “O homem tá on, o tetra vem!”.
A publicação do deputado recebeu "Notas da Comunidade" da rede social X, uma ferramenta utilizada para "adicionar contexto a posts potencialmente enganosos".
Além de aparência mais atlética, a imagem foi ironizada por opositores pelo fato de ter "adicionado" um dedo a Lula na mão esquerda.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que a política de segurança pública deve ser tratada como uma política de Estado, baseada em método, inteligência e responsabilidade. A declaração foi dada em entrevista às Páginas Amarelas da revista Veja, publicada nesta sexta-feira (9).
Para o petista, o enfrentamento ao crime organizado não deve ser encarado como uma disputa ideológica. Ele defendeu que a esquerda enfrente o tema sem preconceitos e rejeitou o rótulo de leniência.
“Bandido bom é bandido preso e entregue à Justiça”, afirmou, ao destacar que a atuação policial precisa ser firme, mas dentro da lei, com respeito aos direitos humanos e ao devido processo legal.
Jerônimo reconheceu os altos índices de violência no estado e assumiu a responsabilidade pelo combate ao problema. Segundo ele, a resposta passa por investimentos em inteligência policial, formação continuada das forças de segurança, controle externo e uso de tecnologias, como câmeras corporais.
Questionado se teme que a pauta da segurança pública seja explorada politicamente pela oposição, o governador afirmou que o tema não pertence a um espectro ideológico específico.
“Temos feito o investimento necessário para fazermos o contraponto nesse debate. A segurança pública não é uma questão de esquerda ou de direita. É um tema que precisa ser apropriado por todos. O que está imposto é a necessidade de dar paz às pessoas e criar ambientes seguros”, disse.
Sobre as últimas pesquisas eleitorais que apontam vantagem do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), Jerônimo afirmou que “não existe eleição fácil” e disse manter confiança com base no histórico recente do PT na Bahia.
“Respeito todas as pesquisas, mas nos dois mandatos de Wagner, nos dois de Rui e no meu, em cinco eleições consecutivas, não ganhávamos em nenhuma delas, segundo as sondagens. O que nos interessa agora é trabalhar muito e continuar com as agendas no interior”, declarou. Segundo o governador, dos 417 municípios baianos, ele já percorreu 370 para realizar entregas e firmar novos compromissos nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e segurança pública.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quinta-feira (8) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda formas de barrar cerca de R$ 11 bilhões reservados pelo Congresso para o pagamento de emendas parlamentares no Orçamento de 2026.
“Há uma regra definida, inclusive por decisão do plenário do STF, que estabelece o volume de emendas e como esse montante pode crescer. Tudo o que estiver fora do pactuado não será executado. A forma de não execução está em discussão: se será veto, bloqueio de recursos ou remanejamento, mas não será executado além do combinado, que é o que está previsto legalmente. Algo em torno de R$ 11 bilhões está acima do limite legal e do pactuado”, declarou Rui Costa.
A fala ocorreu após um evento realizado no Palácio do Planalto, em alusão aos três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.
O ministro se referiu ao acordo firmado entre o Congresso e o Executivo em 2024, que estabeleceu que o crescimento das emendas parlamentares deve obedecer ao arcabouço fiscal. Pela regra, os valores podem ser corrigidos apenas pela inflação, com aumento real limitado a 2,5%.
O Congresso aprovou o Orçamento de 2026 na última sessão de 2025, em 19 de dezembro. O texto prevê despesas de R$ 6,5 trilhões, superávit de R$ 34,5 bilhões nas contas públicas e uma reserva de cerca de R$ 61 bilhões para o pagamento de emendas parlamentares. Segundo cálculos do governo Lula, o valor excede em aproximadamente R$ 11 bilhões o limite previsto.
A filha mais velha do escritor e filósofo conservador Olavo de Carvalho, Heloísa de Carvalho, morreu na noite da última quarta-feira (7), em São Paulo. O caso foi registrado na Delegacia de Atibaia.
Em nota, a Polícia Civil informou que não divulgará mais detalhes em razão da natureza da morte. Nas redes sociais, um dos irmãos de Heloísa, Davi de Carvalho, pediu orações para a irmã.
“Pode parecer contraditório, considerando todas as desavenças que havia entre ela, os irmãos e os pais, mas gostaria de pedir que, quem puder, faça uma oração por sua alma”, escreveu. Davi também afirmou que não irá se pronunciar sobre o caso.
Ex-filiada ao PT, Heloísa ganhou notoriedade após a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, ao criticar publicamente o pai, considerado um dos principais ideólogos do bolsonarismo. Ela chegou a lançar um livro no qual relatou a convivência com Olavo, descrito como um pai ausente.
Pai e filha também protagonizaram disputas judiciais. Em 2017, Olavo apresentou uma queixa-crime contra Heloísa, sob a alegação de que ela integraria uma organização criminosa apoiada por partidos de esquerda para destruir sua reputação. O caso foi arquivado. Posteriormente, ele também a processou por calúnia e difamação após a publicação de uma carta. O conflito foi encerrado após um acordo judicial, que previa a exclusão da conta de Heloísa no Facebook e o fim do litígio.
Em 2020, Heloísa afirmou nas redes sociais que o então ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, investigado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema da “rachadinha”, estaria em Atibaia. Em junho daquele ano, Queiroz foi preso em um imóvel pertencente a Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, no município.
Olavo de Carvalho morreu em 2022, aos 74 anos. Heloísa foi excluída do testamento deixado pelo pai nos Estados Unidos, onde ele possuía duas casas. A herança foi dividida entre os outros sete filhos, um tio e a viúva, Roxane.
Na ocasião da morte do pai, Heloísa afirmou que Olavo morreu em decorrência da covid-19, doença cuja gravidade ele costumava minimizar. “Que Deus perdoe ele de todas as maldades que cometeu”, escreveu ao compartilhar a nota de falecimento.
O Partido dos Trabalhadores (PT) ingressou com uma série de ações judiciais e representações contra políticos opositores que associaram a sigla e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao narcotráfico. As medidas foram tomadas após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, no último sábado. Maduro será julgado nos EUA por crimes como conspiração para narcoterrorismo.
Na terça-feira, o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), protocolou uma representação à Polícia Federal contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A medida se baseia em uma montagem compartilhada por Ferreira em que Lula aparece sendo preso em uma intervenção estrangeira. Lindbergh defende que Nikolas responda criminalmente por "normalizar intervenção militar estrangeira no Brasil". Na mesma representação, foram incluídos o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, por declarações anteriores.
Sobre Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, Lindbergh citou declarações de outubro, nas quais o senador, após anúncio de um ataque dos EUA a um barco no Oceano Pacífico, sugeriu que os americanos atacassem "organizações terroristas" na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. "Vocês são vira-latas, defendem isso mesmo. Querem que o Brasil seja colônia norte-americana. Querem ficar de joelhos dobrados para atrapalhar o Brasil. Vamos continuar defendendo a democracia", disse Lindbergh.
Também na terça-feira (6), conforme O Globo, o PT decidiu processar o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), que definiu o partido como "narcoafetivo". A declaração foi feita ao comentar a situação de imigrantes venezuelanos no estado.
"Acredito que esse êxodo vai acabar levando aquelas pessoas, principalmente que estão na fronteira, a retornar ao seu país, onde vão poder desfrutar de liberdade. Porque vai deixar de ter aquele estado narcoafetivo, como o PT que temos aqui. Lamentavelmente, o partido que está no poder aqui no Brasil é um partido narcoafetivo", afirmou Ramuth.
Anteriormente, o partido já havia ingressado com uma ação por danos morais contra o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP). O parlamentar publicou um vídeo associando o PT e Lula ao tráfico de drogas e escreveu "Tem que ser preso" sobre o petista, ao lado de uma foto de Lula abraçado com Maduro. Segundo o PT, o conteúdo difunde "narrativa sabidamente falsa e difamatória sem qualquer lastro fático ou jurídico".
As informações são do O Globo.
O avanço das investigações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro passou a gerar apreensão nos bastidores do Partido dos Trabalhadores. O tema chegou ao conhecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após um alerta feito por uma liderança influente da sigla na Bahia. As informação são da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo e do parceiro do Bahia Notícias, BP Money.
O tema, amplamente debatido pelo setor financeiro, pode gerar desgaste ao partido. A avaliação dentro dos correligionários é direta: se as apurações da Polícia Federal avançarem de forma mais profunda, ou se houver colaboração de investigados, os efeitos políticos podem ultrapassar o sistema financeiro e atingir diretamente o núcleo partidário no Estado.
O ponto de tensão gira em torno da investigação que apura irregularidades relacionadas ao Banco Master, instituição que entrou em processo de liquidação.
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Segundo fontes ouvidas pela coluna, integrantes do PT baiano avaliam que o caso tem potencial de gerar desgaste político caso novas informações venham a público.
Nos bastidores, a leitura é que o impacto não ficaria restrito ao setor financeiro. A possibilidade de conexões políticas amplia o alcance do episódio, elevando o nível de atenção dentro do partido e no Palácio do Planalto.
Um dos próximos passos do inquérito ocorre no dia 26, quando Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Banco Master, deve prestar depoimento à Polícia Federal. Investigadores consideram essa etapa relevante para esclarecer a dinâmica interna do banco e eventuais responsabilidades.
O deputado federal pelo União Brasil, Paulo Azi, afirmou que “torce” para que o Partido dos Trabalhadores escolha disputar as eleições estaduais e federais de 2026 com uma chapa “puro-sangue”. O parlamentar, que é um dos caciques do União Brasil, disse em entrevista nesta terça-feira (6), que uma chapa com Jerônimo, Rui Costa e Jacques Wagner, poderia garantir uma vitória do seu grupo ao lado de ACM Neto, como oposição ao PT na Bahia.
“O voto 13 vai se resumir aos três votos do candidato a governador de dois senadores. Eu, pessoalmente, torço muito para que eles tomem essa decisão de colocar os três juntos, porque aí nós teremos a oportunidade de derrotar todos de uma única vez”, afirma. Na formação sugerida, Jerônimo Rodrigues sairia como candidato a reeleição no governo estadual, ao lado de Rui Costa e Jacques Wagner, ambos concorrendo as vagas no Senado.
Sobre o viés nacional da disputa eleitoral, o veterano do União destacou que ainda é cedo para fechar o apoio do União ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, que disputa pelo PL. “Nós ainda estamos com um cenário muito aberto em relação à eleição presidencial. Existem inúmeros candidatos, o próprio União Brasil tem um pré-candidato que é o [Ronaldo] Caiado, outros candidatos no campo do centro, no campo da direita”, explica o parlamentar.
O deputado disse ainda que “torço muito para que nós possamos sentar a mesa e buscar um nome que possa agregar a todos”. “Se isso não for possível, cada partido deve lançar o seu candidato com o compromisso de que todos possam estar com aquele que for ao segundo turno disputar a eleição, provavelmente contra o presidente Lula”, completa.
O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu mover uma ação judicial contra o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), em razão de declarações proferidas durante um debate sobre imigração. A medida foi confirmada pela assessoria jurídica do partido ao Globo.
Em sua fala, Ramuth associou a questão migratória a uma crítica ao partido do governo federal. "Acredito que esse êxodo vai acabar levando aquelas pessoas, principalmente que estão na fronteira, a retornar ao seu país, onde vão poder desfrutar de liberdade. Porque vai deixar de ter aquele estado narcoafetivo, como o PT que temos aqui. Lamentavelmente, o partido que está no poder aqui no Brasil é um partido narcoafetivo", afirmou o vice-governador.
O secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, fez um alerta neste domingo (4) sobre o que classificou como arbitrariedade do governo dos Estados Unidos após a ação contra a Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. Em publicações nas redes sociais, o dirigente afirmou que o episódio vai além de uma disputa ideológica e representa uma ameaça às regras do direito internacional.
Segundo Éden, tratar o caso como um embate entre esquerda e direita é uma leitura simplista que impede a compreensão da gravidade do cenário. Ele criticou políticos e apoiadores da direita brasileira, apontando o que chamou de “miopia política” diante das consequências históricas desse tipo de ação.
“Primeiro, é preciso afastar a visão rasa, binária, maniqueísta de que isso é uma questão entre direita e esquerda. Não é. Diversos líderes de direita pelo mundo condenaram a arbitrariedade da ação norte-americana. Não é Direita x Esquerda; é autoritarismo x multilateralismo. A arbitrariedade é assim: quem hoje sorri, amanhã pode estar chorando.”
O dirigente petista também destacou que, na avaliação dele, os Estados Unidos não têm legitimidade para intervir militarmente em um país soberano ou retirar à força seu chefe de Estado. Para Éden, o episódio deve ser caracterizado como sequestro, e não como captura.
“Está registrado que os EUA fizeram o sequestro do presidente de um país soberano e independente. Não é correto falar em ‘captura’, pois só pode capturar quem tem autoridade e legitimidade. E não foi o caso.”
Na avaliação do secretário, a postura do presidente norte-americano Donald Trump ignora princípios fundamentais das relações internacionais e desrespeita organismos multilaterais responsáveis por mediar conflitos entre países. Ele defendeu a autodeterminação dos povos e o respeito à democracia como pilares do direito internacional.
“Trump não tem delegação para ser xerife do mundo; nem os EUA podem acusar, julgar e sentenciar outros países arbitrariamente. Existem tribunais internacionais, existe a ONU e todo um arcabouço de leis que regem o Direito Internacional. Tudo isso está sendo rasgado aos olhos do mundo.”
O deputado federal Josias Gomes (PT) celebrou a aprovação de sua indicação ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) pelo plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), nesta segunda-feira (22), e garantiu que, apesar da suspensão da vaga pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a judicialização de sua posse “não está em discussão". Em entrevista coletiva após a votação, o parlamentar destacou que a “a PGE [Procuradoria Geral do Estado] e a Procuradoria da Assembleia vão buscar uma solução para isso”.
“A intenção do governador, quando me apresentou como candidato do governo para essa vaga no tribunal, era buscar agregar. A minha candidatura foi uma questão importante, porque não se trata de alguém que está sendo candidato desse ou daquele partido, desse ou daquele grupo político. Eu, a partir de hoje, serei conselheiro do Tribunal de Contas para julgar as contas, quer seja, desse ou daquele. Essa é a grande diferença do trato com as questões dos passos públicos”, garantiu o petista.
A indicação de Josias foi formalizada pelo governador Jerônimo Rodrigues no dia 12 deste mês e, logo em seguida, surgiram divergências jurídicas sobre o caso. Na sexta (19), a Corte decidiu manter a suspensão do processo de preenchimento da vaga deixada pelo falecimento do conselheiro Pedro Henrique Lino de Souza. A decisão da desembargadora Joanice Maria Guimarães de Jesus, da Seção Cível de Direito Público do TJ-BA é uma resposta a um mandado de segurança coletivo, movido pela Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros-Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon), que ajuizou ação no Supremo Tribunal Federal (STF) cujo mérito ainda não foi analisado.
Sobre o tema, o deputado afirma que “o que tem dependência jurídica é uma ação dos auditores por esse cargo, isso não está em discussão, é certo que esse é o cargo dos auditores”. No entanto, conclui que “o problema é que não tendo sido realizado o concurso para essa [posição] e acatando uma decisão do Supremo que já votou, o governador já sancionou e, portanto, haverá o concurso para essas vagas”, explica.
“Portanto, não tem uma pendência jurídica, tem uma interpretação que é preciso ser dirimida e que os nossos assessores jurídicos e a PGE e a Procuradoria da Assembleia vai encontrar o caminho para buscar uma solução para isso e, em breve, estará solucionado”, destaca Josias.
Ainda em entrevista coletiva, ele destaca que a aprovação da indicação pelos colegas “é para mim, um orgulho, uma demonstração de que há uma grande interação do parlamento baiano com as suas responsabilidades e eles agiram de forma muito correta e eu estou chegando aqui na Assembleia para agradecer a todas e todos por esse gesto de muita simpatia comigo”, conclui.
Com sua saída, a suplente Elisângela Araújo (PT) irá assumir o mandato na Câmara dos Deputados. Ela pode deixar o cargo em abril do próximo ano, com o retorno do secretário da Casa Civil, Afonso Florence.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que irá vetar o Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz as penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A declaração foi feita nesta sexta-feira (19), durante uma cerimônia em São Paulo. Segundo o petista, caso o Congresso discorde da decisão, poderá derrubar o veto presidencial.
“Com todo o respeito aos congressistas que votaram a lei da redução da pena, vou vetar e, se quiserem, que derrubem o meu veto”, afirmou Lula.
Sem citar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula declarou que, em uma democracia, “vence quem tem mais voto” e ressaltou que, apesar de ter perdido três eleições, nunca tentou “tomar o poder de assalto”.
“Eles têm que aprender que, na democracia, vence quem tem mais voto. Eu perdi três eleições e nunca tentei tomar o poder de assalto”, disse o presidente.
O projeto aprovado pelo Congresso beneficia diretamente Bolsonaro, que é réu em ações relacionadas aos ataques às sedes dos Três Poderes. O texto encaminhado para sanção presidencial propõe a aplicação do chamado concurso formal, mecanismo pelo qual apenas a pena do crime mais grave é considerada, com acréscimo de uma fração que pode variar de um sexto até metade do tempo total da condenação.
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) criticou, nesta quarta-feira (17), a obstrução promovida pela oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Segundo ele, trata-se de um método “medieval” que não traz benefícios à sociedade.
“Eu, às vezes, me pergunto o que a obstrução traz de vantagem para a sociedade baiana. Acho que, se não há motivação para alterar o projeto, a obstrução serve apenas para criar dificuldades para os próprios deputados. Esse método é medieval e não traz nenhum benefício para a sociedade”, afirmou.
O parlamentar também avaliou quando pode ocorrer a última sessão da Casa Legislativa neste semestre. De acordo com ele, o encerramento pode acontecer na quinta-feira (18) ou na próxima segunda-feira (22).
“Nós vamos trabalhar para votar o primeiro turno. Ontem, já fizemos a adequação no primeiro turno e devemos votar o segundo hoje, além do primeiro turno do orçamento. Se seguirmos de forma mais harmônica, acredito que podemos votar o segundo turno na quinta ou na próxima segunda-feira e encerrar o ano legislativo”, avaliou.
O governador Jerônimo Rodrigues comentou, nesta segunda-feira (15), sobre a indicação do deputado federal Josias Gomes (PT) para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA). O pronunciamento chega após o gestor enviar à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a indicação do parlamentar à cadeira do TCE, na última sexta-feira (12).
Em entrevista à imprensa, o gestor estadual afirmou que a indicação foi condicionada e feita de acordo com a justiça. Segundo ele, a articulação foi firmada após costuras no cenário político para que o nome de Josias fosse escolhido.
“É uma indicação condicionada, inclusive judicial. Nós fizemos tudo o que a justiça pediu. Encaminhamos o projeto de lei para abrir a vaga no TCE e Dialogamos com o TCE. A combinação toda cumprida no campo da política. Então, eu espero que Josias esteja aí dialogando com a Assembleia. É a vez da Assembleia fazer o papel dela. Meu papel enquanto indicador da vaga foi feito”, disse Rodrigues durante vistoria técnica às obras de macrodrenagem do Canal Mangabeira, em Salvador.
Jerônimo complementou explicando que lideranças políticas da base chegaram a consenso acerca do nome de Josias, em decorrência de ter uma figura ligada à política.
“O grupo político entende a importância da gente ter uma pessoa que contribui com a política do Estado, como deputado federal, como secretário de Estado. Dará uma grande contribuição ao Tribunal de Contas”, revelou o petista.
A convocação de Gomes ocorrerá na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para uma sabatina no colegiado na próxima terça-feira (16), às 11h. O encontro servirá para apreciar a indicação ao cargo.
O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) avaliou como improvável a formação de uma federação entre PT e PSOL, apesar de considerar positiva a sinalização pública feita por setores petistas. Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar afirmou que há limites estruturais e programáticos para uma unificação entre as duas legendas para as eleições de 2026.
Hilton destacou que há convergências na disputa política cotidiana, especialmente diante do avanço da extrema-direita. Segundo ele, “é importante destacar elementos de unidade, na prática, na luta política cotidiana, especialmente o enfrentamento à extrema-direita, onde precisa ser feito de maneira vigorosa”.
Apesar disso, o deputado disse não enxergar viabilidade para uma federação. Ele argumentou que, para além do cenário atual, existem diferenças profundas entre as formulações estratégicas de PSOL e PT. “Eu não acredito ser possível um processo de unificação, porque para além dessa situação momentânea, que é grave, nós temos também diferenças importantes com as elaborações mais estratégicas do PT”, afirmou.
Hilton também avaliou que uma federação poderia gerar incoerências no dia a dia das decisões políticas. “Causaria uma situação de artificialidade na hora de fazer uma intervenção prática. Nós poderemos ter posições bastante diferenciadas no cotidiano”, disse.
O parlamentar reforçou que reconhece o gesto político vindo do PT, mas reafirmou seu ceticismo quanto à concretização da proposta. “Valorizo essa sinalização, mas não acho viável que essa federação entre PT e PSOL se viabilize na prática”.
Vale destacar que nesta semana, o diretório nacional do Partido dos Trabalhadores realizou à sigla socialista uma proposta para o partido aderir à Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), que hoje é integrada pelo próprio pelo PT e mais o PCdoB e o PV.
Conforme a CNN, a movimentação faz parte de uma estratégia a legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a criação de uma grande coalização da centro-esquerda. A ideia seria, ainda, convidar o PSB e o PDT para formarem a nova federação.
O PSOL
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) foi fundado em 2005 a partir de um rompimento entre membros do PT. Dois anos antes, a sigla petista expulsou quatro membros do partido: a senadora Heloísa Helena e os deputados João Fontes, Luciana Genro e João Batista de Araújo, conhecido como Babá.
A movimentação ocorreu quando os quatro votaram contra o projeto do governo para a reforma da previdência, revelando divergências na cúpula do partido. Cerca de 67% dos membros do Diretório Nacional votaram pela expulsão em uma reunião conturbada. Após 15 meses recolhendo assinaturas, os quatro dissidentes fundaram o PSOL, registrado no TSE em 15 de setembro de 2005.
Apesar da fissura entre os partido, atualmente, o PSOL possui membros compondo o governo Lula. A exemplo do deputado federal licenciado, Guilherme Boulos, que recentemente assumiu ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, e Sônia Guajajara, atual ministra dos Povos Indígenas.
Levantamento realizado pelo Bahia Notícias em torno das pesquisas mais recentes que mostram a disputa para os governos estaduais revela um quadro de pequenas mudanças em relação à divisão de governadores por partido.
Enquanto partidos do centro mantém alguma estabilidade na conquista de governos, o PT, até aqui, é o partido que mais pode perder. Já o principal partido de oposição, o PL, é o que aparece com chances de ganhar maior quantidade de administrações estaduais.
As pesquisas de momento dos principais institutos nacionais mostram que 11 governadores tentarão a reeleição em 2026. Desses, sete estão liderando as pesquisas, e quatro aparecem na segunda colocação.
Lideram as pesquisas o governador Alan Rick (União Brasil), no Acre; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; Rafael Fonteles (PT), no Piauí; Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe; Eduardo Riedel (PP), no Mato Grosso do Sul; Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo; e Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina.
Entre os quatro que no momento demonstram dificuldade em se reeleger está o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que está perdendo para o candidato ACM Neto (União Brasil). Aparecem na mesma situação o governador do Amapá, Clécio Luís (Solidariedade); o de Tocantins, Laurez Moreira (PDT); e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD).
Outro dado que o levantamento revela diz respeito à posição dos atuais vice-governadores que vão concorrer ao governo de seus estados em 2026. Dos seis que já manifestaram intenção de buscar a eleição, dois deles lideram as pesquisas, e quatro estão na segunda colocação.
No Distrito Federal, a vice-governadora Celina Leão (PP) está na liderança das pesquisas para suceder o governador Ibaneis Rocha (MDB). Em Goiás, Daniel Vilela (MDB), vice de Ronaldo Caiado (União Brasil), aparece na frente na disputa estadual.
Já os quatro vices que atualmente figuram na segunda colocação em pesquisas são os seguintes: Edilson Damião (Republicanos) em Roraima; Lucas Ribeiro (PP) na Paraíba; Otaviano Pivetta (Republicanos) no Mato Grosso; e Ricardo Ferraço (MDB) no Espírito Santo.
Em relação à divisão dos governos estaduais entre os partidos políticos, o quadro atual no país revela a seguinte partilha:
- PT - 4
- União Brasil - 4
- PSD - 4
- PSB - 3
- MDB - 3
- PP - 3
- Republicanos - 2
- PL - 2
- Novo - 1
- Solidariedade - 1
O levantamento realizado pelo BN com as pesquisas eleitorais mais recentes mostra principalmente a ascensão de União Brasil e PL como os partidos com mais governadores, e a queda na quantidade de governos do PT. Confira abaixo uma simulação de como ficaria a divisão dos 27 governos entre os partidos caso venha a se confirmar a atuação da corrida eleitoral.
- União Brasil - 5
- PL - 5
- MDB - 4
- PSD - 4
- Republicanos - 3
- PSB - 2
- PT - 2
- PP - 2
Apresentamos a seguir as pesquisas mais recentes dos institutos nacionais com o quadro atual das disputas pelos governos estaduais:
REGIÃO NORTE
ACRE (Paraná Pesquisas)
- Alan Rick (União Brasil) - 44,5% (R)
- Tião Bocalom (PL) - 24,1%
- Mailza Gomes (PP) - 17,6%
- Dr. Thor Dantas (PSB) - 3,5%.
AMAPÁ (Paraná Pesquisas)
- Dr. Furlan (MDB) - 65,6%
- Clécio Luís (Solidariedade) - 25,4% (R)
AMAZONAS (Real Time Big Data)
- Omar Aziz (PSD) - 43%
- Maria do Carmo Seffair (PL) - 22%
- Tadeu de Souza (Avante) - 10%
PARÁ (Paraná Pesquisas)
- Dr. Daniel Santos (PSB) - 26%
- Éder Mauro (PL) - 22,5%
- Hana Ghassan (MDB) - 18,7%
RONDÔNIA (Real Time Big Data)
- Marcos Rogério (PL) - 23%
- Fernando Máximo (União Brasil) - 21%
- Adailton Fúria (PSD) - 19%
- Hildon Chaves (PSDB) - 12%
RORAIMA (Real Time Big Data)
- Arthur Henrique (PL) - 33%
- Edilson Damião (Republicanos) - 28%
- Soldado Sampaio (Republicanos) - 11%
- Juscelino Kubitschek Pereira (PT) - 6%
TOCANTINS (Real Time Big Data)
- Professora Dorinha (União Brasil) - 33%
- Laurez Moreira (PDT) - 24% (R)
- Cinthia Ribeiro (PSDB) - 13%
- Amelio Cayres (Republicanos) - 11%
REGIÃO NORDESTE
ALAGOAS (Real Time Big Data)
- Renan Filho (MDB) - 48%
- JHC (PL) - 45%
BAHIA (Real Time Big Data)
- ACM Neto (União Brasil) - 44%
- Jerônimo Rodrigues (PT) - 35% (R)
- José Carlos Aleluia (Novo) - 3%
- Kleber Rosa (Psol) - 2%
CEARÁ (Real Time Big Data)
- Elmano de Freitas (PT) - 39% (R)
- Ciro Gomes (PSDB) - 39%
- Eduardo Girão (Novo) - 14%
MARANHÃO (Real Time Big Data)
- Eduardo Braide (PSD) - 35%
- Orleans Brandão (MDB) - 25%
- Lahesio Bonfim (Novo) - 17%
- Felipe Camarão (PT) - 6%
PARAÍBA (Real Time Big Data)
- Cícero Lucena (MDB) - 31%
- Lucas Ribeiro (PP) - 16%
- Efraim Filho (União Brasil) - 13%
- Pedro Cunha Lima (PSD) - 13%
PERNAMBUCO (Instituto Alfa Inteligência)
- João Campos (PSB) - 50%
- Raquel Lyra (PSD) - 24% (R)
- Eduardo Moura (Novo) - 5%
- Gilson Machado (PL) - 3%
PIAUÍ (Real Time Big Data)
- Rafael Fonteles (PT) - 66% (R)
- Margarete Coelho (PP) - 14%
- Mainha (Podemos) - 5%
- Jornalista Toni Rodrigues (PL) - 2%
RIO GRANDE DO NORTE (Real Time Big Data)
- Alysson Bezerra (União Brasil) - 36%
- Rogério Marinho (PL) - 34%
- Cadu Xavier (PT) - 10%
SERGIPE (Real Time Big Data)
- Fábio Mitidieri (PSD) - 46% (R)
- Walmir de Francisquinho (PL) - 33%
REGIÃO CENTRO-OESTE
DISTRITO FEDERAL (Paraná Pesquisas)
- Celina Leão (PP) - 32,2%
- José Roberto Arruda (Sem partido) - 29,8%
- Leandro Grass (PT) - 11,8%
- Ricardo Capelli (PSB) - 6,4%
- Paula Belmonte (PSDB) - 6%
GOIÁS (Real Time Big Data)
- Daniel Vilela (MDB) - 30%
- Marconi Perillo (PSDB) - 26%
- Wilder Morais (PL) - 14%
- Delegada Adriana Accorsi (PT) - 12%
MATO GROSSO (Real Time Big Data)
- Wellington Fagundes (PL) - 43%
- Otaviano Pivetta (Republicanos) - 17%
- José Carlos do Pátio (PSB) - 7%
MATO GROSSO DO SUL (Real Time Big Data)
- Eduardo Riedel (PP) - 55% (R)
- Fábio Trad (PT) - 16%
- Marcos Pollon (PL) - 11%
REGIÃO SUDESTE
ESPÍRITO SANTO (Real Time Big Data)
- Lorenzo Pazolini (Republicanos) - 27%
- Ricardo Ferraço (MDB) - 26%
- Sérgio Vidigal (PDT) - 11%
- Arnaldinho Borgo (Podemos) - 11%
- Helder Salomão (PT) - 5%
MINAS GERAIS (Paraná Pesquisas)
- Cleitinho (Republicanos) - 40,6%
- Alexandre Kalil (PDT) - 13,5%
- Rodrigo Pacheco (PSD) - 13%
- Marília Campos (PT) - 10,6%
- Mateus Simões (Novo) - 5,9%
RIO DE JANEIRO (Real Time Big Data)
- Eduardo Paes (PSD) - 53%
- Rodrigo Bacellar (União Brasil) - 13%
- Washington Reis (MDB) - 12%
- Ítalo Marsili (Novo) - 3%
- Bombeiro Rafa Luz (Missão) - 3%
- William Siri (Psol) - 2%
SÃO PAULO (Real Time Big Data)
- Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 45% (R)
- Geraldo Alckmin (PSB) - 26%
- Erika Hilton (Psol) - 9%
- Paulo Serra (PSDB) - 6%
- Kim Kataguiri (Missão) - 6%
- Felipe D´Avila (Novo) - 1%
REGIÃO SUL
PARANÁ (Real Time Big Data)
- Sérgio Moro (União Brasil) - 41%
- Requião Filho (PDT) - 20%
- Guto Silva (PSD) - 13%
- Paulo Martins (Novo) - 8%
- Ênio Verri (PT) - 5%
RIO GRANDE DO SUL (Real Time Big Data)
- Luciano Zucco (PL) - 27%
- Juliana Brizola (PDT) - 21%
- Edegar Pretto (PT) - 21%
- Gabriel Souza (MDB) - 13%
- Covatti Filho (PP) - 3%
SANTA CATARINA (Real Time Big Data)
- Jorginho Mello (PL) - 48% (R)
- João Rodrigues (PSD) - 22%
- Décio Lima (PT) - 14%
- Adriano Silva (Novo) - 2%
- Marcos Vieira (PSDB) - 1%
Levantamento mostra como está disputa ao Senado para 2026 em meio a debates sobre Lei de Impeachment
Mesmo com adaptações, a decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes que suspendeu trechos da Lei do Impeachment de 1950 impactam diretamente nas estratégias dos partidos para as disputas ao Senado em 2026. Agora em plenário físico, os ministros devem decidir sobre a cautelar que atendeu as ADPFs 1259 e 1260 apresentadas pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Ao suspender diversos artigos da Lei do Impeachment (Lei 1.079/1950) relativos ao afastamento de ministros da Corte, Gilmar Mendes chegou a estabelecer que somente o procurador-geral da República pode protocolar pedidos de impeachment de ministros do STF no Senado. Todavia, após entendimento com o Senado, em um acordo de bastidores, o próprio ministro recuou. Gilmar também decidiu pelo entendimento de que o quórum para iniciar processos de impeachment é o de dois terços dos senadores (54), acima da maioria simples exigida anteriormente, de 41 votos pela admissão do processo - esse trecho da cautelar ainda segue vigente.
“Se trata de aplicar a Constituição, é isso que estamos fazendo. Tendo em vista que a lei, de alguma forma, ela já caducou. É de 1950, feita para regulamentar o impeachment no processo da Constituição de 1946. Ela já passou por várias constituições, e, agora, se coloca a sua discussão face à Constituição de 1988”, afirmou o ministro.
O ministro Flávio Dino, em evento no final da semana passada, foi o primeiro a defender a decisão do seu colega de STF. Dino defendeu a revisão da lei de 1950 e afirmou que já foram apresentados 81 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
“Isso jamais aconteceu antes no Brasil e isso nunca aconteceu em nenhum país do planeta Terra. Então, é preciso analisar para ver se de fato são imputações, acusações de crime de responsabilidade. Por que agora? Porque tem 81 pedidos de impeachment”, afirmou Dino.
A decisão do ministro Gilmar Mendes gerou fortes protestos de parlamentares de oposição e de direita, e foi elogiada por deputados e senadores governistas. Foi o caso, por exemplo, do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), que celebrou a medida.
“A liminar de Gilmar Mendes na ADPF sobre o impeachment de ministro do STF foi um contragolpe preventivo. Hoje, a decisão do STF cumpre papel similar ao bloquear o uso político do impeachment para subjugar a Corte, impedindo que a Constituição seja capturada por uma hipotética conquista de uma maioria parlamentar golpista”, afirmou o líder petista.
O parlamentar comparou a decisão de Gilmar Mendes ao episódio de 11 de novembro de 1955, quando o então ministro da Guerra, Marechal Henrique Lott, interveio para garantir a posse de Juscelino Kubitschek.
Segundo Lindbergh, há uma movimentação da direita para formar maioria no Senado e tentar destituir ministros do Supremo. Ele argumentou que essa investida teria como meta “destruir o papel do tribunal como guardião da Constituição” e permitir a substituição dos ministros por nomes alinhados a interesses políticos.
“A extrema direita trama abertamente o impeachment de ministros do STF, visando a destruir seu papel de guardião da Constituição. Uma maioria no Senado poderia ‘impichar’ todos os ministros e recompor o tribunal com aliados, convertendo-o em um poder submisso”, disse o deputado do PT.
Já senadores e deputados de direita acusaram Gilmar Mendes de dar um “golpe” no parlamento. Esses parlamentares disseram em discursos na Câmara e no Senado e nas redes sociais que o ministro buscou blindar a si mesmo e aos colegas do risco de sofrerem um processo de impeachment.
Para esses parlamentares, a mudança na regra atrapalha frontalmente os planos da oposição nas eleições do ano que vem. O motivo é que o impeachment de ministros do STF faz parte da estratégia da direita para a campanha de seus candidatos ao Senado.
Desde 2023, o bolsonarismo priorizou a eleição ao Senado como forma de reagir às punições por atos golpistas. O tom crítico ao Supremo faria parte da campanha em 2026, e a decisão de Gilmar Mendes, neste aspecto, seria uma “antecipação ao resultado das eleições”, como afirmou o senador Jorge Seif (PL-SC).
Essa estratégia já havia sido confirmada por diversas vezes pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O dirigente vinha trabalhando para lançar candidaturas fortes ao Senado, com a intenção de conquistar a maior bancada e ter força para levar à frente os pedidos de impeachment.
O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro por diversas vezes desde o ano passado vinha estimulando essa estratégia, de conquistar pelo menos uma vaga de senador em cada um dos 27 estados brasileiros. Bolsonaro disse em eventos públicos que a ideia do seu grupo era a de aumentar a representatividade da direita no Senado, para facilitar ações como a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.
Em outubro de 2026, o Senado passará por uma renovação de dois terços de suas cadeiras, com a eleição de dois senadores por estado. Na última eleição com mudança de dois terços das cadeiras, em 2018, o Senado assistiu à maior renovação da sua história.
Naquela eleição, de cada quatro senadores que tentaram a reeleição, três não conseguiram manter o mandato. Desde a redemocratização do país não aconteceu um pleito que levasse tantas caras novas para o tapete azul do Senado. No total, das 54 vagas em disputa em 2018, 46 foram ocupadas por novos nomes, uma renovação de mais de 85%.
Para as eleições de 2026, é esperada uma repetição de uma renovação alta, mas desta vez com outro ingrediente: é possível que os partidos de direita e de centro-direita conquistem a hegemonia das cadeiras em disputa.
Caso a maioria dos ministros do STF acompanhe a decisão de Gilmar Mendes, uma expressiva vitória de senadores de direita dificilmente teria utilidade para a abertura de processos de impeachment. Somente haveria essa possibilidade caso a direita alcance 54 ou mais cadeiras no Senado, contando as que serão disputadas em 2026 e as demais que entrarão em disputa apenas em 2030.
O Senado, atualmente, possui maioria dos partidos de centro, como PSD, MDB, PP, União e Podemos. No total, esse grupo domina a Casa, com 46 cadeiras, embora mais da metade dos senadores desses partidos votem fechados com o governo Lula.
Os partidos de esquerda juntos detém apenas 16 cadeiras no Senado, ou cerca de 20% do total. Já a oposição declarada (PL, PSDB e Novo) possui 19 senadores, ou 22% da composição do Senado.
Para alcançar os 54 apoios necessários, portanto, a oposição e os partidos de direita terão que alcançar uma expressiva votação nas urnas de outubro de 2026.
Levantamento realizado pelo Bahia Notícias revela como pode ficar o Senado Federal após as eleições de 2026. O levantamento levou em consideração as pesquisas mais recentes realizadas nos estados, com os nomes que se colocam no momento para a disputa.
Esses nomes ainda podem mudar até outubro de 2026, portanto a simulação é apenas com base no cenário existente no momento, a partir de pesquisas de institutos nacionais.
Confira abaixo como está a disputa, com os estados divididos por região:
REGIÃO NORTE
ACRE (Paraná Pesquisas)
- Gladson Cameli (PP) - 42,4%
- Marcio Bittar (PL) - 24,8%
- Jorge Viana (PT) - 23,7%
- Jéssica Sales (MDB) - 21,2%
- Mara Rocha (MDB) - 20,3%
AMAPÁ (Paraná Pesquisas)
- Rayssa Furlan (MDB) - 60,9%
- Lucas Barreto (PSD) - 45,1%
- Randolfe Rodrigues (PT) - 38,6%
- Waldez Góes (PDT) - 17,2%
AMAZONAS (Real Time Big Data)
- Eduardo Braga (MDB) - 21%
- Alberto Neto (PL) - 21%
- Wilson Lima (União Brasil) - 18%
- Marcos Rotta (Avante) - 8%
- Marcelo Ramos (PT) - 8%
PARÁ (Paraná Pesquisas)
- Helder Barbalho (MDB) - 49,3%
- Éder Mauro (PL) - 32,5%
- Celso Sabino (União Brasil) - 20,7%
- Zequinha Marinho (Podemos) - 19,6%
- Paulo Rocha (PT) - 15,6%
RONDÔNIA (Real Time Big Data)
- Coronel Marcos Rocha (União Brasil) - 22%
- Silvia Cristina (PP) - 20%
- Confúcio Moura (MDB) - 15%
- Bruno Bolsonaro Scheid (PL) - 14%
RORAIMA (Real Time Big Data)
- Teresa Surita (MDB) - 27%
- Antonio Denarium (PP) - 24%
- Chico Rodrigues (PSB) - 13%
- Mecias de Jesus (Republicanos) - 11%
TOCANTINS (Real Time Big Data)
- Wanderley Barbosa (Republicanos) - 24%
- Eduardo Gomes (PL) - 19%
- Alexandre Guimarães (MDB) - 12%
- Vicentinho Junior (PP) - 12%
- Carlos Gaguim (União Brasil) - 11%
REGIÃO NORDESTE
ALAGOAS (Real Time Big Data)
- Renan Calheiros (MDB) - 26%
- Davi Davino (Republicanos) - 21%
- Alfredo Gaspar (União Brasil) - 18%
- Arthur Lira (PP) - 13%
BAHIA (Real Time Big Data)
- Rui Costa (PT) - 28%
- Jaques Wagner (PT) - 14%
- Angelo Coronel (PSD) - 14%
- João Roma (PL) - 13%
- Márcio Marinho (Republicanos) - 4%
CEARÁ (Real Time Big Data)
- Roberto Cláudio (União Brasil) - 20%
- Alcides Fernandes (PL) - 16%
- Eunício Oliveira (MDB) - 14%
- José Guimarães (PT) - 14%
- Priscila Costa (PL) - 10%
MARANHÃO (Real Time Big Data)
- Carlos Brandão (Sem partido) - 27%
- Weverton Rocha (PDT) - 19%
- Lahesio Bonfim (Novo) - 15%
- Andre Fufuca (PP) - 11%
- Eliziane Gama (PSD) - 7%
PARAÍBA (Real Time Big Data)
- João Azevêdo (PSB) - 30%
- Veneziano Vital do Rego (MDB) - 22%
- Marcelo Queiroga (PL) - 14%
- Nabor Wanderley (Republicanos) - 9%
- Major Fábio (Novo) - 5%
PERNAMBUCO (Instituto Alfa Inteligência)
- Humberto Costa (PT) - 26%
- Eduardo da Fonte (PP) - 18%
- Anderson Ferreira (PL) - 14%
- Jo Cavalcanti (Psol) - 14%
- Silvio Costa Filho (Republicanos) - 12%
PIAUÍ (Real Time Big Data)
- Marcelo Castro (MDB) - 29%
- Julio Cesar (PSD) - 20%
- Ciro Nogueira (PP) - 19%
- Tiago Junqueira (PL) - 11%
RIO GRANDE DO NORTE (Real Time Big Data)
- Styvenson Valentim (PSDB) - 22%
- Fátima Bezerra (PT) - 15%
- Álvaro Dias (Republicanos) - 14%
- Carlos Eduardo Alves (PSD) - 13%
- Dra. Zenaide Maia (PSD) - 13%
SERGIPE (Real Time Big Data)
- Rodrigo Valadares (União Brasil) - 14%
- Edvaldo Nogueira (PDT) - 14%
- Eduardo Amorim (PSDB) - 12%
- André Moura (União Brasil) - 12%
- Alessandro Vieira (MDB) - 9%
- Rogério Carvalho (PT) - 9%
REGIÃO CENTRO-OESTE
DISTRITO FEDERAL (Paraná Pesquisas)
- Michelle Bolsonaro (PL) - 34,1%
- Ibaneis Rocha (MDB) - 30,2%
- Leila do Vôlei (PDT) - 23,2%
- Érika Kokay (PT) - 21,4%
- Fred Linhares (Republicanos) - 20,7%
GOIÁS (Real Time Big Data)
- Gracinha Caiado (União) - 30%
- Gustavo Gayer (PL) - 18%
- Gustavo Medanha (PSD) - 9%
- Adriana Accorsi (PT) - 9%
- Major Victor Hugo (PL) - 8%
- Vanderlan Cardoso (PSD) - 6%
MATO GROSSO (Real Time Big Data)
- Mauro Mendes (União Brasil) - 49%
- Janaína Riva (MDB) - 37%
- Carlos Fávaro (PSD) - 20%
- Jayme Campos (União Brasil) - 17%
- José Medeiros (PL) - 13%
MATO GROSSO DO SUL (Real Time Big Data)
- Reinaldo Azambuja (PL) - 31%
- Capitão Contar (PL) - 18%
- Nelsinho Trad (PSD) - 16%
- Simone Tebet (MDB) - 12%
- Soraya Thronicke (Podemos) - 9%
REGIÃO SUDESTE
ESPÍRITO SANTO (Real Time Big Data)
- Renato Casagrande (PSB) - 33%
- Sérgio Meneghelli (Republicanos) - 15%
- Da Vitória (PP) - 11%
- Fabiano Contarato (PT) - 10%
- Maguinha Malta (PL) - 8%
- Marcos do Val (Podemos) - 6%
MINAS GERAIS (Paraná Pesquisas)
- Aécio Neves (PSDB) - 29%
- Carlos Viana (Podemos) - 26,4%
- Maurício do Vôlei (PL) - 18,3%
- Rogério Correia (PT) - 14,7%
- Eros Biondini (PL) - 13,6%
- Alexandre Silveira (PSD) - 9,6%
RIO DE JANEIRO (Real Time Big Data)
- Flávio Bolsonaro (PL) - 27%
- Claudio Castro (PL) - 27%
- Pedro Paulo (PSD) - 12%
- Marcelo Crivella (Republicanos) - 11%
- Benedita da Silva (PT) - 11%
SÃO PAULO (Real Time Big Data)
- Fernando Haddad (PT) - 19%
- Capitão Derrite (PP) - 18%
- Marina Silva (Rede) - 12%
- Coronel Mello Araújo (PL) - 11%
- Ricardo Salles (Novo) - 11%
- Paulo Serra (PSDB) - 7%
- Paulinho da Força (Solidariedade) - 4%
REGIÃO SUL
PARANÁ (Real Time Big Data)
- Ratinho Jr. (PSD) - 31%
- Cristina Graeml (União Brasil) - 14%
- Deltan Dallagnol (Novo) - 13%
- Filipe Barros (PL) - 13%
- Gleisi Hoffmann (PT) - 10%
- Zeca Dirceu (PT) - 8%
RIO GRANDE DO SUL (Real Time Big Data)
- Eduardo Leite (PSDB) - 19%
- Manuela D´Ávila (Psol) - 16%
- Paulo Pimenta (PT) - 15%
- Marcel van Hatten (Novo) - 15%
- Sanderson (PL) - 12%
- Luiz Carlos Heinze (PP) - 6%
SANTA CATARINA (Real Time Big Data)
- Carlos Bolsonaro (PL) - 21%
- Carol de Toni (PL) - 18%
- Esperidião Amin (PP) - 14%
- Décio Lima (PT) - 14%
- Tânia Ramos (Psol) - 5%
O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores decidiu, em reunião do neste sábado (6), manter posição em defesa da criação de um ministério exclusivo da Segurança Pública, desmembrando o Ministério da Justiça. Segundo informações do Uol, o tema foi alvo de divergências dentro do partido durante esta semana.
O presidente do PT, Edinho Silva afirmou à reportagem que agora há uma posição consensual depois da reunião. "Essa é uma posição de consenso no partido —a importância da criação do ministério da Segurança Pública. Não significa que é uma posição do governo".
Segundo o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), “há duas visões” dentro do partido sobre o tema da segurança pública. "Uma que acha que o tema da segurança terá grande peso na eleição e outra visão de que não devemos trazer esse tema para o nosso colo. Mas acho que precisamos ter todo o cuidado necessário com esse tema", afirmou.
Ele, que também é do Grupo de Trabalho Eleitoral do PT, sustenta a primeira visão. "Se indicarmos no nosso programa de governo que vai ser consolidada agora, acho que repercute positivamente", disse. "É uma pauta para 2026", acrescentou.
Por outro lado, informações apontam que o titular da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e secretários da pasta são contra a divisão do ministério, sob o argumento de que isso enfraqueceria até mesmo o combate ao crime organizado. Em uma nova configuração, a Polícia Federal, por exemplo, não ficaria mais subordinada ao Ministério da Justiça.
A reunião do Diretório Nacional terminou hoje, ainda aguardando últimos ajustes para divulgar a resolução final do encontro. "São quatro textos; vão juntar para ficar um só", disse Edinho Silva. O texto contém informações do Uol e Estadão.
A CPI do INSS rejeitou, nesta quinta-feira (4), por 19 votos a 12, a convocação de Fábio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os 32 membros da comissão, houve uma abstenção, a Bahia contou com apenas um representante, o senador Jaques Wagner (PT).
Líder do governo no Senado, Wagner votou contra o pedido apresentado pela oposição. Ele acompanhou o argumento da base de que a convocação teria caráter político, e não técnico, uma vez que Fábio Luís não é investigado nem figura como alvo formal das apurações conduzidas pela CPI.
O prefeito de Maricá (RJ) e um dos vice-presidentes do Partido dos Trabalhadores (PT), Washington Quaquá (PT) defendeu, nesta terça-feira (2), a megaoperação que matou mais de 130 pessoas no Rio de Janeiro. A declaração do político ocorreu no seminário da sigla sobre segurança pública no RJ.
?? Vice-presidente do PT defende megaoperação no RJ e diz que polícia “só matou otário
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) December 3, 2025
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Na ocasião, ele demonstrou apoio ao ato e disse que a polícia “só matou otário” e “tinha que matar mil”.
“O Bope só matou ali otário, vagabundo, bandido. Eu perguntei: ‘Tem trabalhador aí?’. Não. Tudo bandido”, declarou o petista.
“Eu acho que a operação foi malsucedida não é pelo número de mortos. O Complexo da Penha tem mais de 1 mil soldados do tráfico. Então, se fosse para matar, tinha que matar 1 mil soldados. A questão é que a operação foi uma operação de entrar e não de ocupar”, afirmou o vice-presidente do PT.
"Ou a gente entra nesses territórios para mudar a prática e a vida do território e libertar a vida do povo...se a gente não faz isso, ninguém o fará. É óbvio que a polícia do Rio, o Bope, só matou ali otário, vagabundo, bandido. Eu perguntei: 'Tem trabalhador aí?'. Não. Tudo bandido",completou o prefeito.
Durante o posicionamento, uma mulher ainda não identificada rebateu Quaquá e indicou ser mentira o que ele falava.
"Você vai ouvir eu falar ou vai ficar berrando? Então, era tudo bandido. Eu ouço bobagens à vontade. Espero que na democracia se ouça as bobagens dos outros. Eu ouço a de vocês, valeu? E depois querem dizer que são de esquerda e democráticos, mas só ouvem a própria opinião"
Anteriormente, o vice-presidente já havia defendido a polícia do RJ em outra ocasião.
“Não concordo com a maneira como o governador botou o pé na operação, tentando jogar a culpa no Governo Federal, mas a ação foi necessária, embora devesse ser melhor planejada”, revelou.
A 28ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou o envio da queixa-crime movida pelo PT contra a cantora Jojo Todynho para um dos fóruns criminais da Justiça de São Paulo. O processo trata de alegações de calúnia, injúria e difamação.
A base do conflito são declarações da artista em uma entrevista ao podcast do canal Brasil Paralelo, nas quais ela afirmou ter recebido uma oferta de R$ 1,5 milhão para apoiar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.
Em despacho, o juiz Antonio Alves Cardoso Junior justificou a decisão com base em um declínio de competência. O magistrado argumentou que a empresa responsável pelo podcast, identificada como BP Educação e Entretenimento S/A, tem domicílio na cidade de São Paulo, local de onde o conteúdo foi disponibilizado.
O magistrado escreveu: “Nos casos de difamação pela internet, quando identificado o local em que foi disponibilizado o conteúdo ofensivo e, não sendo possível, como na presente hipótese, que se determine quando terceiros tomaram conhecimento das ofensas (uma vez que se trata de plataforma de alcance nacional), prevalece a competência do local em que foi disponibilizado o conteúdo ofensivo."
Anteriormente, em setembro, uma tentativa de conciliação entre a cantora e o partido foi realizada, mas não resultou em acordo. Com a nova decisão, o caso seguirá para tramitação na Justiça paulista.
As informações são do O Globo.
O senador Jaques Wagner (PT) comentou, nesta segunda-feira (24), sua relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à GloboNews, Wagner afirmou que soube que o senador estaria “chateado” com ele, mas disse desconhecer as razões.
“Recebi notícias de que Alcolumbre estava chateado comigo ou rompido comigo. Confesso que não sei o motivo. Sempre tentei colaborar com ele. Nesse episódio agora do Messias, houve uma chateação, mas foi uma escolha do presidente [Lula]. Eu nunca faltei com a verdade nem com o Rodrigo Pacheco, nem com Davi”, declarou.
O mal-estar teria relação com a indicação de Jorge Messias para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente Lula (PT) optou pelo advogado-geral da União, contrariando setores do Congresso que defendiam o nome do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Wagner disse acreditar que Lula deve conversar diretamente com Alcolumbre para dissipar o desconforto.
Uma tensão entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), e o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT), atinge um ponto máximo e foi formalizada por Alcolumbre como uma ruptura definitiva nesta sexta-feira (21). O rompimento, descrito como definitivo por Alcolumbre coloca em xeque a dinâmica de poder no Senado com a base governista.
A informação foi publicada pela colunista Daniela Lima, do UOL. Procurado por senadores preocupados em compreender a extensão do distanciamento entre os dois líderes, Alcolumbre foi direto e taxativo sobre a situação. "Não existe mais relação institucional ou pessoal entre mim e ele. E é definitivo", teria respondido o presidente do Senado.
Com essa declaração, a articulação política da casa muda, visto que a relação entre o presidente da Casa e o líder do governo é crucial para a pauta de votações e a tramitação de projetos de interesse do Executivo.
Aliados de Alcolumbre relataram que a irritação do senador do Amapá aumentou após o petista Jaques Wagner tentar minimizar publicamente o desconforto entre eles, que já haviam travado uma discussão acalorada no plenário no início desta semana.
O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) ingressou, nesta terça-feira (18), com uma Ação Popular pedindo a suspensão imediata do Edital nº 01/2025, lançado pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) em parceria com a Secretaria da Saúde (SESAB) e a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI). O programa prevê custeio integral das despesas para que estudantes baianos cursem Medicina em Cuba.
O valor, repassado diretamente ao governo cubano, inclui mensalidades, hospedagem, alimentação, seguro, passagens aéreas e bolsa mensal por um período de até seis anos. Segundo informações apuradas pelo Bahia Notícias, o investimento total será de R$ 21.584.142,90 (R$ 21,5 milhões) para custear os estudos de 60 alunos baianos de baixa renda na Escola Latino-Americana de Medicina (Elam)
A iniciativa, anunciada pelo governo Jerônimo Rodrigues (PT), é classificada pelo parlamentar como ilegal, imoral e totalmente inconstitucional. No documento encaminhado ao Judiciário, Leandro sustenta que o Estado da Bahia criou “um programa milionário sem qualquer lastro legal, sem lei específica, sem previsão orçamentária e sem estudo de impacto financeiro”, o que violaria a Constituição, a Lei de Responsabilidade Fiscal e normas estaduais.
Segundo o deputado, o edital também apresenta critérios político-ideológicos, já que exige comprovação de engajamento em movimentos sociais e carta de recomendação assinada. Para ele, o modelo “fere a impessoalidade e cria uma seleção orientada por alinhamento político e não por mérito ou igualdade de oportunidades”.
A Ação Popular argumenta que o Acordo Básico Brasil (OEI), que baseia o Edital, trata de cooperação técnica e não autoriza o financiamento de cursos de graduação fora do país, configurando, segundo o parlamentar, “desvio de finalidade e violação do próprio objeto da parceria”.
Na peça, o deputado pede liminar para suspender imediatamente o edital, a portaria e qualquer execução ou repasse financeiro relacionado ao programa. Ele ainda requer a anulação definitiva da iniciativa e a responsabilização dos agentes públicos envolvidos por eventuais danos ao patrimônio público.
Para Leandro, o caso representa “um desvio inaceitável da finalidade do dinheiro público” e inaugura “um perigoso precedente de financiamento político travestido de programa educacional”, conclui o parlamentar.
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Rosemberg Pinto (PT), negou que o grupo aliado do governador Jerônimo Rodrigues esteja vivendo um processo de debandada, ou abandono de aliados. A declaração, dada nesta terça-feira (18), ocorre após os deputados Nelson Leal (PP) e Cafu Barreto (PSD) declararam apoio formal a candidatura do ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto, principal figura da oposição na Bahia.
“Eu acho que não [há debandada], porque há uma relativa satisfação na relação com o governo. Ainda hoje estiveram reunidos os deputados ligados aos partidos da base aliada. O PSB eu tenho conversado, tirado todas as dúvidas que possam ter, e não vi nenhuma insatisfação ao ponto de ser respondido com uma mudança de lado. Esses dois deputados já tinham suas manifestações feitas anteriormente. Eu vim acompanhando todos os dois e o governador também já sabia que havia essa perspectiva”, ressaltou.
O parlamentar destaca que não se surpreendeu com o posicionamento dos deputados. “Olha, na realidade, acho que o deputado Nelson volta ao seu espaço. Ele, na eleição passada, não apoiou o governador”, inicia. “Conversei com Cafu, e ele também tem toda a sua base formada na oposição e disse que se sentiria mais confortável para o seu projeto de reeleição no alinhamento com a base de oposição na sua região”, explica.
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Compreendendo o cenário, Rosemberg afirma que essas saídas “não altera o resultado do ponto de vista da pretensão da reeleição do governador”. O líder da base governista ainda defende que não há movimentação de debandada.
O petista destaca ainda que “se me pedissem opinião, eu ia dizer que eles estão errados, porque eles estão indo para uma candidatura, na minha opinião, derrotada. É esse o sentimento dos colegas da oposição aqui na casa, de que é uma candidatura com suas dificuldades”, completa.
O secretário de Comunicação Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, afirmou que “recebeu sem surpresa alguma” o apoio declarado do deputado estadual Nelson Leal (PP) ao ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto. O legislador baiano anunciou, nesta sexta-feira (7), o rompimento com o grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para coordenar a campanha de ACM Neto na eleição estadual de 2026.
Em comentário sobre o ocorrido, o ex-presidente estadual do PT destacou o grande respeito pelo deputado, mas que não desconsiderava a aliança, visto que Nelson Leal e ACM Neto tem uma relação pessoal de longa data.
"Surpreendendo um total de zero pessoas. Eu gosto e tenho respeito pelo deputado Nelson Leal, sempre tivemos muito boa convivência. Mas essa notícia aí é ‘a volta dos que não foram’. Nelsinho já votou em ACM Neto em 2022 e, igual a 2022, vai perder novamente. Zero surpresa", concluiu.
Conforme destacado pelo anúncio de Leal, nesta sexta, o deputado, além de coordenar a campanha da oposição, o legislador disse que abriu mão de disputar a reeleição para se dedicar integralmente à candidatura de ACM Neto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (4) a operação policial que resultou na morte de 121 pessoas no Rio de Janeiro, classificando a ação como uma “matança” e “desastrosa”.
“O dado concreto é que, do ponto de vista da quantidade de mortes, a operação foi considerada um sucesso, mas do ponto de vista da ação do Estado, eu acho que ela foi desastrosa”, declarou o presidente durante entrevista em Belém (PA), onde cumpre agenda às vésperas da COP30.
Lula também afirmou que o governo federal pretende acompanhar as investigações sobre o caso. “Nós estamos tentando ver se os legistas da Polícia Federal participam da investigação. A decisão do juiz era uma ordem de prisão, não uma ordem de matança, e houve matança. Acho bom especificar em que condições ela se deu”, disse.
Antes da fala do presidente, o governo federal já havia se manifestado sobre o episódio, defendendo a necessidade de uma ação coordenada entre os estados e a União no combate ao narcotráfico e ao crime organizado.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou sobre os resultados da “megaoperação” da Polícia do Rio de Janeiro contra a atuação do Comando Vermelho na capital fluminense. Em declaração dada nesta quarta-feira (29), o gestor estadual destacou a preparação para possíveis reações do crime organizado na Bahia.
“Na Bahia, nós nos preparamos para qualquer tipo de reação que pudesse acontecer aqui. O secretário Marcelo está acompanhando por minuto essa situação”, afirma. Ele afirmou ainda que o exemplo deixado pelo Rio de Janeiro, que, nesta ação, protagonizou a operação policial mais letal da história brasileira, deve pautar as revisões metodológicas das polícias em todo o país.
“Outra fotografia posta é que a forma como se deve tratar temas como este. Não deve ser com a força bruta desse formato, esse modelo é possível que não sirva. Nós temos que ter a unidade entre governo federal, governo do estado, para fortalecermos as forças estaduais”, destacou. O governador completa afirmando que, até o momento, a SSP-BA “dá conta” da demanda de gestão de segurança, sem necessitar de suporte nacional.
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“Não há previsão de nenhum pedido de reforço aqui na Bahia, nós damos conta do que nós estamos fazendo. A Secretaria de Segurança Pública está preparada com a inteligência, com a Polícia civil, com a Militar, para poder evitar que qualquer tipo de ação repercuta aqui”, completa.
Jerônimo comentou ainda sobre a identificação de sete suspeitos baianos entre os alvos da ação no Rio de Janeiro.
“O fato de termos baianos envolvidos, isso é a mobilidade deles. Eles mandam os representantes de um canto para outro e a ordem que eu dei ao Marcelo [Werner, secretário estadual de Segurança Pública] era poder acompanhar, porque a responsabilidade é da Polícia do Rio de Janeiro, mas podemos acompanhar para ver o que nós, enquanto Estado da Bahia, podemos ajudar nessa situação, ver esses sete que estão lá colocados como baianos, que tipo de atuação eles têm aqui, para a gente também botar inteligência para poder acompanhar”, destacou o governador.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Difícil".
Disse o senador Jaques Wagner (PT), um dos nomes que deve integrar a chapa majoritária ao avaliar o cenário atual em que existe a possibilidade do grupo ligado ao governo Jerônimo Rodrigues (PT) aceitar uma candidatura independente de um partido aliado à gestão estadual, no caso do senador Angelo Coronel (PSD).