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Artigos

Ivan Cordeiro
Edgard Santos e o futuro da universidade federal em Conquista
Foto: Divulgação

Edgard Santos e o futuro da universidade federal em Conquista

Ao ler o livro “Edgard Santos e a reinvenção da Bahia”, de Antonio Risério, somos convidados a revisitar um momento singular da história do ensino superior no estado. Ali aparece a figura de Edgard Santos, primeiro reitor da Universidade Federal da Bahia, como um homem movido por uma característica que hoje parece rara na vida pública: a coragem de pensar grande.

Multimídia

Após deixar Podemos, Raimundo da Pesca comenta convites e explica escolha pelo PSD

Após deixar Podemos, Raimundo da Pesca comenta convites e explica escolha pelo PSD
O deputado federal Raimundo Costa (PSD) comentou, nesta segunda-feira (9), sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD) após deixar o Podemos. Em declaração ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, ele detalhou a motivação da mudança partidária.

Entrevistas

VÍDEO: Sílvio Humberto fala sobre cultura de Salvador, critica Executivo e comenta pré-candidatura a deputado; confira entrevista

VÍDEO: Sílvio Humberto fala sobre cultura de Salvador, critica Executivo e comenta pré-candidatura a deputado; confira entrevista
Foto: Divulgação
O vereador Sílvio Humberto (PSB), presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, falou sobre o cenário cultural da capital baiana, criticou a gestão municipal, comentou a relação entre o Legislativo e o Executivo e também abordou a possibilidade de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar avaliou o Plano Municipal de Cultura, fez críticas à administração do prefeito Bruno Reis e afirmou que pretende ampliar o debate sobre representação política e desenvolvimento da cidade.

pt

PF teria encontrado pagamentos de Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master, para nome ligado ao Governo da Bahia
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master, teria operado um esquema de pagamento de propina para empresas com políticos como sócios ocultos. A Polícia Federal teria identificado que uma das empresas a receber dinheiro está no nome da esposa de um secretário de Estado com conexões com o PT baiano.

 

Segundo a coluna Andreza Matais, do jornal Metrópoles, dados obtidos a partir da quebra de sigilo de Daniel Vorcaro explicam a dimensão dos valores envolvidos na operação. 

 

Relatos apontam que Lima operava um esquema de pagamento de propina, com malas de dinheiro distribuídas na sede do banco, em São Paulo, ou para empresas que teriam políticos como sócios ocultos.

 

Lima ficou preso por 11 dias, entre 18 e 29 de novembro de 2025, e foi solto por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) com monitoramento por tornozeleira eletrônica. O ex-CEO também é controlador do Banco Pleno.

 

Além da ligação com o PT, dados do Coaf indicam que uma empresa do ex-presidente de Salvador, ACM Neto (União Brasil), recebeu R$ 3,6 milhões do Master e da Reag. Segundo Neto, ele prestou serviço de consultoria ao banco.

Lula se reúne com Jaques Wagner e Randolfe Rodrigues antes de encontro com Davi Alcolumbre
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva almoçou com dois senadores do PT que atuam como líderes do governo no Poder Legislativo na terça-feira (10), no Palácio da Alvorada.

 

O encontro, que não constou na agenda oficial do presidente, reuniu o líder do governo no Senado Federal, Jaques Wagner (PT-BA), e o líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP).

 

Segundo auxiliares presidenciais, Lula quis conversar com os parlamentares para se preparar para uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

 

Lula e Alcolumbre conversaram por telefone na semana passada e combinaram um encontro, que pode ocorrer nesta quarta-feira (11). As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.

Rui diz que Geraldinho foi desleal após vazamento de mensagens em grupo no WhatsApp
Foto: Divulgação/Ascom CMS

 

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), esteve presente na entrega de uma Unidade Básica de Saúde em Belo Campo, nesta quarta-feira (11), ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e outros aliados. Na ocasião, o representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre sua relação com Geraldo Júnior (MDB), vice-governador, após a divulgação de conversas vazadas em um grupo no WhatsApp.

 

Informações divulgadas nas redes sociais apontam que Geraldo Júnior solicitou em um grupo de WhatsApp que interlocutores divulgassem uma mensagem com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). O conteúdo teria sido encaminhado ao grupo por engano. A mensagem dizia "Manda viralizar" e o link de uma publicação.

 

Em entrevista ao jornalista Giorlando Lima, Rui falou em deslealdade. “Obviamente, se você me perguntar qual a minha opinião sobre aquilo, posso dizer que é uma deslealdade aquilo. Mas, eu não faço política com rancor, com mágoa ou com raiva. A vida é sempre assim, às vezes você se surpreende com a deslealdade das pessoas. Ali foi um ato de deslealdade”, ressaltou o ministro da Casa Civil e pré-candidato a senador.

 

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Apesar de ainda manifestar contrariedade com o ocorrido, Rui Costa diz que não cabe a ele dizer se Geraldinho será novamente o candidato a vice-governador de Jerônimo: "Isso não cabe a mim, cabe ao governador decidir quem é que vai compo a chapa dele".

 

Na última quinta-feira (5), o ministro já havia dado indicativos de que a relação com o vice-governador estava abalada. Após o imbróglio com Geraldo Jr., ele publicou um provérbio com críticas relacionadas a “falsidade” e “infidelidade”, em suas redes sociais. O post com o provérbio 11:3, descreve sobre “a integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói”.

Federação PT, PCdoB e PV projeta eleger até 20 deputados estaduais na Bahia em 2026, diz Roberto Carlos
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

O deputado estadual Roberto Carlos (PV) afirmou que a federação formada por PT, PCdoB e PV (Brasil da Esperança) projeta eleger entre 15 e 20 parlamentares para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nas eleições de 2026. A declaração foi dada nesta quarta-feira (11), ao comentar as avaliações internas dos partidos sobre a formação da chapa proporcional.

 

Segundo o parlamentar, o cenário eleitoral tem se tornado mais complexo desde o fim das coligações proporcionais, o que, na avaliação dele, dificulta estimativas mais precisas sobre o desempenho das legendas. 

 

“Toda eleição é muito complexa. Até mesmo porque no momento que acabou as coligações, ficou mais difícel você fazer um prognóstico de qual o coeficiente eleitoral, qual é o partido melhor para ser eleito. Mas na Federação entre o PT, PCdoB e PV, há uma quantidade boa de candidatos. Isso pode facilitar [para] os deputados, [para] essa federação eleger, no mínimo, que nós estamos discutindo isso, no mínimo de 15 e pode chegar até 20 deputados estaduais. Quer dizer, com muitos candidatos do PT, do PCdoB e do PV, a gente pode fazer o maior número de partidos”, afirmou.

 

Ele acrescentou que as projeções levam em conta estimativas internas sobre o coeficiente eleitoral, embora ressalte que os cálculos ainda não são definitivos. “Claro que a gente tem discutido que o mínimo dessa federação é 50 mil votos para eleger o último deputado. Mas não é uma coisa científica, não é uma coisa concreta. A gente fala, mas sem muita base, porque os números em matemática não se discutem”, disse.

 

Durante a entrevista, Roberto Carlos também comentou especulações sobre uma possível saída do PV para retornar ao PDT, legenda à qual foi filiado por mais de três décadas. O deputado descartou a mudança e afirmou que pretende permanecer com os verdes.

 

“Eu estou muito bem, confortável no PV, tenho uma relação muito próxima com o nosso ex-ministro Edson Duarte, com o presidente do PV, Ivanilson [Gomes], e não tem por que eu sair do partido. Estou tranquilo e confortável, um partido que eu aprendi a gostar e vou continuar no PV”, declarou.

 

O parlamentar confirmou que recebeu convite para retornar ao PDT, feito pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, mas afirmou que decidiu permanecer no PV.

 

“O PDT já veio para a base de Jerônimo Rodrigues, já tem um ano e pouco. Houve o convite do presidente nacional Carlos Lupi para que eu pudesse entrar no PDT. Eu realmente pensei, mas eu não sou homem de estar num partido hoje e amanhã estar em outro. Na minha vida de nove mandatos, três de vereador e seis de deputado, eu só pertenci a dois partidos. O PDT, por 32 anos, e agora o PV, por quatro anos, e devo continuar no PV porque realmente é um partido que eu escolhi, me sinto muito bem em estar na base aliada do governador Jerônimo. Eu não tenho motivo nenhum de sair para outro partido”, finalizou.

Senador apresenta projeto que obriga plataformas a remover discurso de ódio contra mulher
Foto: Reprodução / Redes sociais

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) protocolou um Projeto de Lei (PL) que obriga as plataformas digitais a retirar conteúdos com discurso de ódio e incentivo à violência de gênero nas redes sociais. O foco do projeto é a criação da Política Nacional de Combate ao Discurso de Ódio contra a Mulher na Internet.

 

Conforme o texto, os provedores seriam obrigados a realizar a retirada dos conteúdos em até 180 dias, sob pena de multa de até 10% do faturamento do grupo. O sistema de detecção deve contar com ferramentas de IA (Inteligência Artificial) e revisão humana especializada.

 

Outra demanda do projeto é a desmonetização de canais que disseminem ódio por até cinco anos, considerando usuários sancionados administrativa ou judicialmente por violência contra a mulher.

 

Randolfe Rodrigues ainda estabeleceu no texto uma espécie de "Botão do Pânico Virtual", que poderá ser acionado a qualquer momento pela mulher em situação de risco iminente.

 

O projeto foi nomeado como "Lei Ivone e Tainara", duas mulheres assassinadas nos últimos meses e ainda define a Autoridade Central, órgão a ser criado pelo Poder Executivo para centralizar denúncias de discurso de ódio nas plataformas.

Dario Durigan assume Ministério da Fazenda após saída de Fernando Haddad
Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

Com a decisão do atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de deixar o ministério na proxima semana, o atual número dois da pasta, Dario Durigan, assumirá o comando. Haddad vinha trabalhando nos bastidores para que seu secretário-executivo fosse o sucessor, o que indica continuidade das diretrizes da política econômica implantada desde o começo do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Dario chegou ao Ministério da Fazenda em maio de 2023 para substituir Gabriel Galípolo, indicado na época para a diretoria de política monetária do Banco Central do Brasil.

 

Durigan é formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e tem mestrado em Direito e Pesquisa Jurídica pela Universidade de Brasília (UnB). Antes de assumir o posto de número dois da Fazenda, era Head de Políticas Públicas para o WhatsApp, empresa da Meta, no Brasil.

 

Ele também teve experiência anterior no serviço público, com passagens pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pela Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil entre 2011 e 2015, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Entre 2015 e 2016, foi assessor especial da Prefeitura de São Paulo na gestão de Fernando Haddad.

 

Para o lugar de Durigan na secretaria-executiva da Fazenda, irá o atual secretário do Tesouro, Rogério Ceron. Ceron é um dos principais responsáveis pelo Arcabouço Fiscal do Brasil, a principal regra de gestão das contas públicas do governo Lula.

 

O arcabouço substituiu o antigo teto de gastos, permitindo um crescimento real das despesas de até 2,5% ao ano, enquanto a regra anterior limitava a expansão à inflação do ano anterior.

CPI para investigar Moraes e Toffoli no caso Banco Master atinge número mínimo de assinaturas no Senado
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Um requerimento para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), conseguiu o número de assinaturas suficiente para que o colegiado possa ser instalado. Até o começo da tarde desta segunda-feira (9), o pedido reuniu o apoio de 29 senadores, dois a mais que o mínimo necessário.

 

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) é o autor do requerimento que quer investigar a conduta dos ministros no escândalo do Banco Master. Entre os apoiadores há maioria de senadores ligados à oposição, inclusive Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como possível pré-candidato à Presidência. Nenhum parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT) assinou o pedido. O único senador da base governista a endossar o documento foi Flávio Arns (PSB-PR).

 

A criação da comissão de inquérito, no entanto, depende do aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O chefe da Casa Legislativa tem resistido a instalar uma CPI sobre o tema. Uma CPI mista para investigar o escândalo do Banco Master também já reúne assinaturas, mas ainda não há previsão de instalação.

 

Mais cedo, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, divulgou uma nota sobre o contrato com o Banco Master, que está no centro de um escândalo financeiro bilionário investigado em inquérito que tramita no STF. No texto, o escritório afirma que, durante o período do contrato, entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, foram produzidos 36 pareceres e realizadas 94 reuniões de trabalho. A nota também afirma que a banca nunca atuou perante o STF.

 

Já o ministro Dias Toffoli, que estava à frente da relatoria do caso envolvendo o Banco Master, deixou a função após um relatório da Polícia Federal do Brasil apontar mensagens com Daniel Vorcaro, dono do banco, nas quais o ministro era citado. A relatoria foi repassada ao ministro André Mendonça.

Política além do algoritmo: Lideranças destacam adaptações para engajar a juventude fora das redes 
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

Considerando que são “jovens” as pessoas entre 15 e 29 anos, isso significa que a juventude contemporânea é fruto das gerações Z (1997-2010) e Alpha (2010-2024), mantendo uma relação direta e intrínseca com a internet e as redes sociais. Enquanto as demais gerações anteriores conheceram o mundo pré-conectado virtualmente, os jovens atuais - e os que virão - nasceram em meio à ascensão das plataformas com atualizações que já promoveram mudanças significativas em diversas áreas, incluindo a política. Do chão de fábrica e dos palanques em praças públicas até vídeos em redes sociais e contagem de engajamento por hashtags, ainda é possível mobilizar a juventude? 

 

Tentando responder a essa pergunta, o Bahia Notícias elaborou uma série de reportagens mesclando dados e relatos de lideranças juvenis para compreender o cenário de renovação política e participação jovem na política eleitoral na Bahia. A terceira reportagem desta série explora justamente os desafios dos líderes políticos para garantir a aproximação dos jovens com a vida política e promover o engajamento social dentro e fora das redes. 

 

Para compreender esse cenário, a reportagem conversou com os seguintes líderes partidários de juventude: Ítalo Menezes, do Partido dos Trabalhadores (PT); Felipe Santana, do Partido Social Democrático (PSD); Matheus Pinheiro, do União Brasil; e Yuri Andrade, do Progressistas (PP). 

 

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Divididos entre siglas, posicionamentos políticos e ideologias distintas, o consenso entre as lideranças juvenis é que os desafios que a juventude enfrenta na política são múltiplos e os artifícios para se conectar com esse grupo têm se atualizado cada vez mais rápido.

 

Para o social-democrata Felipe Santana (PSD), a dificuldade é que, para manter jovens na disputa e atrair novos nomes, é necessário romper com parte da “tradição”. “Em um cenário macro, um cenário externo, a dificuldade é romper as estruturas que as grandes famílias, que os grandes mandatos e que os veteranos vêm fazendo”, explica o líder, que também é vereador de Salvador. 

 

O posicionamento é o mesmo que o do prefeito de Pedro Alexandre, no interior da Bahia, Yuri Andrade (PP). O representante da Juventude Progressista diz que o maior desafio são “as velhas práticas políticas”. “Isso você pode ter certeza que é do início da política, que a gente faz aqui no interior, até a nacional”, completa. 

 

Segundo ele, essas velhas práticas funcionam como uma espécie de excessiva burocracia, que limita a renovação. “Cada uma no seu nível, municipal, estadual, e nacional, vai aumentando as dificuldades, mas é o mais comum, e não só com a classe política, realmente, mas também com aquela classe dos bastidores, das pessoas que estão na política”, aponta. Yuri completa dizendo que “essa dificuldade, para mim, era uma coisa que eu achava que evoluiria mais rápido, mas vejo um pouco devagar na política ainda”. 

 

Por outro lado, Felipe acredita, no entanto, que apesar da barreira, a própria juventude também pode apresentar uma solução para o problema. “Nós viemos com um gosto de gás diferenciado que representa a nossa juventude. A gente vem com a vontade, a gente vem aguerrido, a gente vem com novas ideias, novas proposições, com um jeito de fazer política e de fazer o trabalho do homem público de uma maneira diferenciada”, garante. 

 

Já na visão do petista Ítalo Menezes, “o maior desafio hoje do jovem é ser ouvido”. “É ter o seu lugar de fala nos lugares e posteriormente conseguir dar seguimento para aquilo”, afirma. Para ele, a questão mais sensível na política partidária, no entanto, é o orçamento. 

 

“Então, tem essa dificuldade, mas, para além disso, tem uma questão de dificuldade de orçamento também. Às vezes não chega muito, porque são muitos candidatos em uma legenda para se dividir valores, mas a gente está correndo atrás para que a juventude tenha sim, um lugar de fala, mas também um lugar de pautar e um lugar de construção, por óbvio”, destacou o líder petista. 

 

O mesmo ocorre do outro lado do espectro político. Matheus Pinheiro, líder do União Jovem, também cita o orçamento e participação como as principais barreiras. “A gente sabe hoje que os principais desafios de muitos dentro de qualquer partido político são, às vezes, os recursos financeiros. O acesso ao recurso financeiro é uma grande dificuldade. Também tem dificuldade na construção de redes de apoio, é a dificuldade de invenção nos espaços de decisão. Além disso, às vezes existe um preconceito em alguns partidos que também gera dificuldade para conquistar uma visibilidade em meio a grandes lideranças tradicionais”, ressalta. 

 

O secretário da Juventude do PT  afirmou ao BN que, para se conectar com uma juventude cada vez mais “cronicamente online”, adaptações foram necessárias na comunicação do Partido dos Trabalhadores. 

 

“Hoje a gente tem uma comunicação pujante para que a gente consiga atingir esses públicos. Não é à toa que o governo federal, por exemplo, está no TikTok, coloca meme todos os dias, então consegue chegar nesse público, para poder conseguir externalizar aquilo que a gente pensa, porque às vezes uma notícia não chega na sociedade, simplesmente porque o algoritmo ou porque determinado público não costuma ver”, explica. 

 

A mesma mudança foi promovida na oposição. Para o representante do União Brasil, “a gente está organizando e vamos incorporar temas como inovação, sustentabilidade, diversidade, inclusão digital para esses jovens, para essa geração que quer estar ali debatendo, formando essa militância digital que hoje é muito grande. Então a gente já está se adaptando a esse novo método.” 

 

Todas essas mudanças ocorrem porque, segundo os próprios líderes, é necessário encontrar um ponto de equilíbrio entre a realidade “presencial” e a virtual. 

 

MOBILIZAÇÃO REAL? 
“Eu acredito que não é uma questão de adaptação, é uma questão do que a gente oferece”. É o que defende o vereador Felipe Santana. Segundo ele, a mobilização política dos jovens está relacionada ao nível de interesse em cada tema. 

 

“Quando você oferece um serviço e um diálogo em que a geração alfa, a geração Z, independentemente da geração, queira fazer parte daquele projeto político, daquele momento, as pessoas buscam e a gente faz esse diálogo afetivo”, destaca o representante do PSD. 

 

Segundo o democrata, o “jeito de falar com o jovem” é o mesmo jeito de falar com as demais gerações. “Eu acredito que, muito mais do que uma estratégia, é uma maneira de se comunicar para que a geração é, ao fazer, ou qualquer geração, a geração mais madura, ela tenha interesse no tema e aí vêm as nossas propostas de renovação política, de renovação de ideias e de trabalho”, garante Felipe. 

 

Com um grupo de jovens participativo e engajado nas ruas e nas redes, o petista Ítalo Menezes também concorda ser necessário “pautar” os jovens. “Então, é pautar que as pessoas saibam discutir política e saibam implementar o processo político nas redes sociais, isso é óbvio, mas também nas ruas, não é à toa que a juventude do PT estava na rua há uns dias pedindo a tarifa zero da passagem de Salvador ou fazendo atividades de panfletagem”, diz. 

 

O representante da Juventude do PT defende que a mudança geracional provocou mudanças por si só, mas que elas não são necessariamente negativas. “A juventude anterior não é a mesma de hoje e o pensamento, por óbvio, também muda. Eu acho que a gente tem que ter uma presença qualificada, não apenas na rua, mas também nas redes sociais”, afirma. 

 

Para Menezes, o equilíbrio é saber como se posicionar em ambos os espaços. “Estamos aí na rua, estamos lutando, mas também nas redes sociais, que é muito importante para evitar que a extrema direita avance como avançou na pandemia”, conclui. 

 

Esse não é o ponto de vista do progressista, Yuri Andrade (PP). Ele, que é chefe do Executivo, destaca que, em sua visão, falta um engajamento espontâneo dos jovens. “Nós temos muitos jovens que, quando estão engajados, que estão na política, eles estão de coração, então eles se doam mais, mas muitos se desviam no meio do caminho, ou porque não é o que querem, ou porque desfocam mesmo”, contextualiza. 

 

Ele explica que “acredito muito que o jovem está precisando se engajar mais na política, se preocupar mais com política”. O representante do Progressistas defendeu ainda que isso não diz respeito à qualidade técnica da geração. “Nós temos muitos jovens bons no Brasil, eu acho que a gente melhorou até a qualidade de jovens, na parte técnica de estudos, jovens que se dedicam mais, porém que estão se afastando cada vez mais da política”, destaca. 

 

E ele segue dizendo que esse afastamento é mais visível ao observar que o engajamento político é mais forte quanto “à distância”. “Nas redes sociais, o engajamento é incrível. Infelizmente, às vezes, eles chegam ao ponto de misturar notícias com política. Agora, nós temos a dificuldade de trazer para o campo. É isso que acontece”, afirma.

 

O líder jovem do União Brasil, Matheus Pinheiro, por sua vez, destacou que cada geração tem uma marca própria e esta é, inevitavelmente, tecnológica. “A gente sabe que a juventude de hoje, ela está muito tecnológica. A juventude de hoje tem um pensamento diferente de muitos que estão na política atualmente”, aponta. Para ele, isso é bom para oxigenar as ideias nos partidos. “Então eu acho que o que acontece hoje é que, quando junta um pouco da experiência com um pouco da juventude, a gente consegue movimentar novos e bons frutos dentro do partido. É preciso essa oxigenação”, garante. 

 

No entanto, mesmo sendo um jovem, Matheus afirma compreender as críticas à geração: “É, os jovens, é, mobilizam muito facilmente na internet, eles entendem como é que funcionam os trending topics, é, sabem viralizar os temas importantes, mas dificilmente eles conseguem transformar isso em uma mobilização real, no sentido de ter impacto na política real”. 

 

A solução encontrada pelo partido foi garantir que as plataformas sejam mais bem exploradas. “A gente tem feito alguns encontros, algumas pesquisas para entender um pouco da demanda dessa geração que debate em casa, que gosta de entrar no debate em casa, porque se a gente não consegue levar algumas pessoas para o debate na rua, a gente tem que começar a arrumar um formato que, mesmo de casa, essas pessoas possam debater”, contextualiza. 

 

Pelo PSD, Felipe Santana se posiciona dizendo que “a rede social serviu para blindar e dar conforto às pessoas, não só aos jovens”. Ele acredita que a reputação precede a própria geração, desestimulando os jovens. “A gente tem que começar a separar essa ideia de que o jovem não vai para a rua, o jovem não vai para a rua porque, quando a gente trata o jovem dessa maneira, a gente exclui o jovem da sociedade e do diálogo. Então, o nosso papel aqui é trazer o jovem para o centro, é trazer o jovem para o espaço de poder, um espaço de decisão”, explica.

 

O vereador soteropolitano completa dizendo que “acredito que a gente viva uma ótica em que a gente tenha que quebrar esses paradigmas enquanto a gente jovem interromper o tipo do discurso”.

 

Andrade, junto ao PP, vai de encontro a essa posição. “Assim, ficou muito fácil você ficar atrás de um computador, do celular, defendendo suas ideias, mas quando vai para o campo mesmo, a gente não vê essa vontade e a gente acaba perdendo força. Força nas decisões, força até no respeito, na credibilidade de poder ter uma opinião no partido”, diz. 

 

Para o prefeito de Pedro Alexandre, a solução deve ser conjunta para garantir que a presença seja valorizada. “Os partidos, todos os partidos, também precisam fazer com que o jovem tenha interesse em buscar, se aproximar da política, porque a política, queira ou não queira, para os que gostam e os que não gostam, ela move o país”, destaca. 

 

Garantindo que a participação nas ruas não é o problema central do debate, Ítalo Menezes (PT) finaliza ressaltando que é necessário usar os conhecimentos da geração como ferramenta: “Nós almejamos que tenham ainda mais jovens engajados dentro do processo, que tenha um processo espontâneo dessa nova galera que a gente já vai acabar furando a bolha. [Almejamos] Um legado que tenha mais pessoas e pessoas com qualidade e pensamento a partir de uma formação política adequada e correta, por óbvio”, conclui. 

Deputado Hilton Coelho critica proposta de federação do PSOL com o PT: “PSOL não nasceu para ser auxiliar de ninguém” 
Foto: Divulgação

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) se manifestou publicamente, nesta segunda-feira (2), com relação à proposta de federação partidária entre o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), do qual é filiado, e o Partido dos Trabalhadores (PT). A fala ocorre em meio ao final do primeiro ciclo de federações partidárias, iniciado em 2021, com possibilidade de renovação ou novas alianças até 04 de abril. Segundo o representante psolista na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), “a independência do PSOL é inegociável”. 

 

 

“O PSOL não nasceu para ser auxiliar de ninguém. Guilherme Boulos e militantes do seu grupo, dentro do PSOL, estão defendendo a possibilidade de uma federação com o PT. Isso não é um detalhe técnico, não é apenas uma estratégia eleitoral, é uma decisão política que mexe com a identidade do nosso partido”, destacou o deputado em uma publicação nas redes sociais. 

 

Segundo ele, “o PT escolheu governar ao lado dos setores sempre dominantes desse país” e, por isso, os espaços de ambos os partidos são distintos. “Nossa marca é enfrentar a concentração de riqueza, combater a desigualdade e lutar contra todas as formas de opressão. E não se enfrenta a extrema-direita neofascista abrindo mão dessa autonomia. Não se constrói a alternativa real diluindo o pessoal num projeto que já demonstrou seus limites históricos”, destacou Hilto, citando a justificativa dos correligionários para promover a mudança, a ideia de combater a ascensão da extrema direita. 

 

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E finaliza dizendo que “o desafio do nosso tempo é derrotar a extrema-direita e a direita tradicional, e ao mesmo tempo, apontar um novo caminho. Romper com a dependência em relação ao capital financeiro, enfrentar as elites e não repetir a lógica de conciliar com esses mesmos setores que tantas vezes frustrou o nosso povo”. Segundo o deputado, o fórum para a avaliação da proposta deve ocorrer no próximo dia 7 de março. 

 

“Tenho certeza, vai derrotar essa posição de federação com o PT e mostrar que a maioria do pessoal tem a convicção. Independência não se negocia”, conclui.

Jaques Wagner diz que votação sobre sigilo de Lulinha foi manipulada
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta quinta-feira (26) que a votação que aprovou a quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na CPMI do Instituto Nacional do Seguro Social foi “manipulada”.

 

“Houve uma manipulação, prefiro não adjetivar e, portanto, não sei exatamente como esse imbróglio vai terminar”, disse o senador à CNN Brasil.

 

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) foi suspensa após bate-boca e empurrões entre parlamentares. Durante a entrevista, Wagner classificou o episódio como “absurdo”, mas afirmou que não poderia “se calar”.

 

“Um absurdo. Realmente foi-se às vias de fato porque as pessoas ficaram indignadas com a proclamação do presidente Carlos Viana sobre o resultado. Não há como negar que o número nosso era 14 e não 7, e quem ganha é a maioria”, declarou.

 

“Na minha opinião, um horror, porque eu acho que o tratamento dentro do Congresso deveria se dar de outra forma, mas não há como se calar”, completou.

 

A ministra de relações institucionais, Gleisi Hoffman (PT), protestou contra a aprovação da quebra de sigilo de Lulinha pela CPMI do INSS. A ministra disse ao SBT News que o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), deu um "golpe". 

 

Gleisi disse que o governo tinha votos suficientes para barrar a medida, mas Viana colocou o requerimento para ser votado de forma simbólica, sem atender pedidos para apuração nominal dos votos. 

 

"Foi golpe do presidente da CPMI. Temos maioria. Tínhamos ganhado a votação anterior. Ele não contou os votos. Fez votação simbólica, e tratorou ao anunciar o resultado.. Vamos recorrer disso”, declarou Gleisi.

 

Segundo a ministra, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) vai recorrer ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para reverter a votação do requerimento que promoveu a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

 

O presidente da CPMI, Carlos Viana, disse que na hora da votação, o governo só contava com sete votos entre os presentes. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), entretanto, divulgou imagem em suas redes sociais do momento da votação do requerimento, e apontou 14 parlamentares presentes a favor do governo e contra a quebra de sigilo.

Guerra na Justiça: PL entra com ação contra Lula por causa de desfile e PT contra-ataca alegando crime de Flávio
Foto: Montagem com imagens da Agência Brasil e da Agência Senado

A Federação Brasil Da Esperança ingressou nesta sexta-feira (20) com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por propaganda eleitoral antecipada. A Federação, que reúne as siglas PT, PV e PCdoB, afirma que o senador promoveu campanha eleitoral antecipada negativa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e pediu a remoção dos conteúdos.

 

Segundo o texto da ação, o vídeo de Flávio Bolsonaro teria sido feito com As imagens geradas por inteligência artificial, e mostram o presidente Lula e a primeira-dama Janja com roupas de presidiários em uma cadeia e legendas como "Bloco do Luladrão". Além de Flávio, o vídeo em questão foi publicado pela deputada Bia Kicis (PL-DF) e pelo senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Rogério Marinho (PL-RN).

 

Os partidos da Federação Brasil Da Esperança alegam que a divulgação do vídeo por Flávio Bolsonaro não apenas busca prejudicar a imagem de Lula, mas também configura uma tentativa de influenciar o cenário político de forma antecipada. A representação cita ainda resolução do TSE que prevê que “não será tolerada propaganda que caluniar, difamar ou injuriar qualquer pessoa”.

 

“Não há dúvidas de que os Representados promoveram campanha eleitoral antecipada negativa, na medida em que realizaram publicação de imagem manipulada nas redes sociais com a desqualificação da imagem e da honra, principalmente, de Luiz Inácio Lula da Silva, com a divulgação de fatos sabidamente inverídicos, com o único intuito de influir, negativamente, na formação da opinião dos eleitores”, diz trecho da ação.

 

Nos conteúdos divulgados pelo senador do PL, também há uma paródia de samba-enredo com acusações a Lula e a integrantes do governo, com menções a fake news veiculadas em momentos anteriores da gestão, como a de taxação do Pix. Imagens de IA dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) também são usadas nos vídeos.

 

A ação do PT, PV e PCdoB foi apresentada um dia depois de o Partido Liberal (PL) protocolar um pedido de produção antecipada de provas no TSE contra o presidente Lula, a quem a sigla acusa de abuso de poder político e econômico no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, no Carnaval de 2026.

 

A legenda sustenta que a apresentação, que teve enredo em homenagem a Lula, se transformou em um “ato político-eleitoral” em ano de eleição presidencial, bancado majoritariamente com recursos públicos e com ingerência direta do Palácio do Planalto. No texto, o partido afirma que o desfile da Acadêmicos de Niterói extrapolou os limites da manifestação cultural e se converteu em “peça de marketing político-biográfico”, com exaltação do presidente e ataque a adversários.

 

Os casos estão agora nas mãos dos ministros do TSE, que deverão avaliar tanto o desfile da Acadêmicos de Niterói quanto se a publicação do vídeo de Flávio Bolsonaro realmente configura propaganda eleitoral antecipada e quais medidas poderão ser tomadas em resposta à ação.

Marcelino Galo defende mais organização na Mudança do Garcia após crescimento do bloco
Foto: Francis Juliano / Liz Barretto

O deputado Marcelino Galo (PT) marcou presença na ‘Mudança do Garcia’ nesta segunda-feira (16). O parlamentar ressaltou a importância do bloco e a necessidade de organização após o crescimento do festejo nos últimos anos. 

 


“Isso tem que ser mais organizado, regulamentado. Tem que ter o controle do trânsito. Aqui é um espaço popular. É um espaço contra hegemônico do carnaval industrial. Aqui o povo manifestava suas críticas… Então à medida que você enche aqui de trio, tem que ter organização por parte daqueles que organizam o Carnaval”, afirmou o deputado.

 


O desfile surgiu como um bloco de protesto com caráter popular e político. A manifestação também já foi conhecida como “Faxina do Garcia”, antes de adotar o nome atual nos anos 1950.

No Carnaval, Fabya Reis defende reeleição de Jerônimo e projeta vitória de Lula em 2026
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

A secretária de Assistência e Desenvolvimento Social da Bahia (Seades), Fabya Reis, comentou nesta sexta-feira (13) de Carnaval sobre as expectativas para as eleições de 2026, tanto no âmbito estadual quanto nacional. Segundo ela, a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas no estado.

 

“A minha expectativa é que Lula vença as eleições. Tenho certeza da reeleição do nosso governador Jerônimo Rodrigues e que a gente tenha uma bancada de mulheres na composição da Alba, junto com homens e mulheres progressistas, para continuar ajudando o nosso governador a fortalecer as políticas públicas para o nosso estado, especialmente na redução das desigualdades, e dar continuidade a esse trabalho extraordinário que Jerônimo tem feito aqui na Bahia”, afirmou ao Bahia Notícias.

 

Além disso, a secretária destacou as ações desenvolvidas pela pasta durante o Carnaval, com foco no combate ao trabalho infantil e no apoio aos trabalhadores da festa de rua.

 

“Estamos realizando ações que garantem segurança alimentar e nutricional para catadores, ambulantes e cordeiros. Também firmamos parcerias para ampliar a acessibilidade e assegurar segurança alimentar aos blocos, inclusive com atenção às pessoas com deficiência. Além disso, expandimos o Programa Corra pro Abraço em todos os territórios”, declarou.

Com Jerônimo na comitiva, Lula embarca para Ásia com 10 ministros e 315 empresários
Foto: Divulgação/PT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca na próxima segunda-feira (17) para uma viagem de oito dias à Ásia, com passagens pela Coreia do Sul e pela Índia. A comitiva contará com pelo menos 10 ministros de Estado, 315 empresários brasileiros e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).

 

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, integram a delegação os ministros Carlos Fávaro (Agricultura), Alexandre Padilha (Saúde), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Esther Dweck (Gestão) e Frederico Siqueira (Comunicações), entre outros integrantes da Esplanada. O retorno ao Brasil está previsto para o dia 24.

 

Além do governador baiano, Lula convidou os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), respectivamente, mas ambos não devem participar da viagem.

 

A agenda internacional terá três eixos principais: a participação do presidente na cúpula global sobre Inteligência Artificial (IA), na Índia; a abertura de novos mercados para produtos brasileiros; e o fortalecimento das relações diplomáticas e comerciais com as duas potências asiáticas.

 

A cúpula sobre IA será realizada nos dias 19 e 20 de fevereiro, em Nova Délhi, e deve reunir cerca de 40 mil participantes de 50 países já confirmados entre os 100 convidados. Será a primeira vez que um presidente brasileiro participa de um evento global de alto nível voltado exclusivamente ao tema da inteligência artificial.

“Não descarto ninguém”, diz Bruno Reis sobre nomes ventilados para vice de ACM Neto
Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), comentou nesta quinta-feira (12) sobre os nomes cotados para compor como vice-governador na chapa majoritária liderada pelo ex-prefeito e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União). Segundo ele, as tratativas estão em aberto, mas as conversas já começaram.

 

Entre os nomes ventilados estão o ex-prefeito de Belo Campo, Quinho (PSD), e a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), além de outras lideranças do grupo político.

 

“A gente vai dar início às tratativas em relação ao vice. Não tenho dúvidas de que não só Quinho, como outros nomes que vêm sendo ventilados, Zé Ronaldo, Sheila… não quero nem excluir ninguém por não estar citado, mas todos são grandes nomes”, declarou o prefeito durante coletiva na abertura do Observatório da Câmara Municipal de Salvador.

 

RELAÇÃO COM A CÂMARA
Ao lado do presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), Bruno também afirmou que espera manter uma boa relação com o Legislativo municipal, diferentemente do que ocorreu em 2022, quando o então presidente da Casa, Geraldo Júnior, rompeu com a base do prefeito, aproximou-se do governo estadual e foi escolhido vice na chapa de Jerônimo Rodrigues (PT).

 

“[Eu espero], em nome de Jesus, vocês verem que minha vida é fácil, mas graças a Deus, tanto com o presidente Muniz, que está aqui ao nosso lado, como com os nossos vereadores, temos a melhor relação possível. E eu tenho certeza que, se depender de nós dois, nós vamos estar no mesmo palanque nessa eleição agora, em 2026”, afirmou.

 

O prefeito destacou ainda que mantém uma relação de parceria e harmonia com a Câmara, respeitando a autonomia do Legislativo. “Sempre disse isso: temos uma amizade desde o início das nossas vidas públicas e hoje, com independência, respeitando a autonomia do Legislativo, a gente tem com a Câmara uma relação de parceria, um ajudando o outro, porque trabalhando juntos temos muito mais condições de trabalhar por nossa cidade”, concluiu.

Fala de ministro sobre consulta popular para reduzir maioridade penal irrita PT e ala do governo
Foto: Reprodução

A declaração do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, de que não se opõe à discussão de uma consulta popular sobre a redução da maioridade penal para todos os crimes gerou incômodo no PT e contrariou parte de uma ala do governo federal. A proposta consta no relatório apresentado pelo deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE) à PEC da Segurança Pública e já vinha sendo alvo de críticas de integrantes da base governista.

 

Na última terça-feira (10), o ministro afirmou que a eventual consulta não seria “algo imediato”, mas classificou o debate como legítimo.

 

“O substitutivo contempla a hipótese de consulta. Não seria algo imediato. Há debates se a melhor maneira seria referendo, plebiscito, como iria acontecer. (...) Não se pode dizer que uma modalidade de consulta popular como exercício de democracia direta seja em si mesma um mal. A ideia de colocar para a sociedade brasileira esse debate é uma ideia legítima e bem orientada”, afirmou.

 

A sinalização foi mal recebida por setores do PT, que historicamente se posicionam contra a redução da maioridade penal. Integrantes do partido avaliam que a fala pode enfraquecer o discurso contrário à proposta dentro da própria base aliada.

 

Aliados do ministro, por outro lado, minimizaram a declaração. Segundo interlocutores, Lima e Silva buscou fazer um gesto ao Congresso para não criar obstáculos à tramitação da PEC, considerada prioritária para o governo. Na avaliação desse grupo, o ministro não poderia “fechar portas” para o debate em um momento de articulação política.

 

Nos bastidores, a fala foi interpretada como um movimento de aproximação com a cúpula da Câmara e do Senado, além de um reconhecimento da legitimidade do tema para parte do Parlamento, ainda que sem endosso explícito à redução da maioridade penal.

Alckmin pode ficar de fora das eleições se não for candidato a vice
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Caso não seja candidato à reeleição como vice-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT),  Geraldo Alckmin pode ficar de fora das eleições deste ano.

 

A informação, divulgada pela coluna de Valdo Cruz, do G1, teria sido de amigos de Alckmin, incomodados com as articulações de dentro do PT para “rifar” o atual vice-presidente da República da chapa presidencial.

 

Alckmin não tem feito comentários a respeito de qual será seu destino neste ano eleitoral, mas teria preferência por ser novamente candidato a vice de Lula e não tem vontade de disputar a eleição em São Paulo.

 

Nas articulações internas, o PT gostaria de ter Alckmin disputando ou o governo ou o Senado por São Paulo. O presidente nacional do PSB, prefeito de Recife, João Campos, esteve ontem com o presidente Lula e reafirmou o desejo de manter Geraldo Alckmin como vice na chapa de Lula.

 

O presidente do PT, Edinho Silva, mais cedo havia dito que a vaga será de Alckmin se assim ele desejar.

VÍDEO: Lula toma “bronca” de Janja após falar com mulher durante evento do PT em Salvador
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dormiu de “couro quente” após tomar uma bronca da primeira-dama, Janja, durante evento de aniversário do PT em Salvador. Na transmissão do encontro, realizada pelo próprio partido, é possível ver que Janja reclamou com o presidente petista após ele conversar com uma mulher que se aproximou dele no palanque. A gravação "vazou" nesta terça-feira (10) e movimentou as redes sociais.

 

No vídeo, Janja chega a olhar a mulher, identificada como Manuella Tyler,  de “cima a baixo” e gesticula com Lula após ela deixar o palanque.

 

Confira:

 

Nas redes sociais, o influenciador Velloso, que costuma fazer vídeos com leitura labial, identificou que Janja teria reclamado da aproximação em razão de uma cirurgia recente no olho do presidente, o limitando de tirar fotos. Primeiro, ela teria avisado, inclusive, ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Lula esteve em Salvador no último sábado (7) para as comemorações dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores. O evento foi realizado pelo período da manhã no Trapiche Barnabé.

Após hiato de 6 anos, Jean Willys anuncia retorno à política e irá disputar a Câmara dos Deputados pelo PT
Foto: José Cruz / Agência Brasil

O ex-deputado federal Jean Wyllys decidiu retornar à política após ficar afastado desde 2019. Após reunião, o baiano aceitou o convite do PT para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo nas eleições de outubro. Em 2019, Jean Wyllys renunciou seu terceiro mandato de deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro e deixou o país após ter sido ameaçado de morte.

 

Segundo o ex-parlamentar, a decisão foi formalizada na tarde da última segunda-feira (9), após reunião com o presidente da legenda, Edinho Silva, e com a filósofa Marcia Tiburi, uma das lideranças do movimento “Um outro Congresso é possível”.

 

Ao Metrópoles, Jean Wyllys afirmou que a decisão de disputar novamente uma vaga na Câmara está diretamente ligada à proposta do movimento, surgido a partir da articulação de empresários e artistas.

 

“Acredito que eu possa integrar essa retomada da decência humana e da honestidade intelectual e material na política, já que meus dois mandatos foram marcados por esses valores e são a prova de que um outro Congresso é, de fato, possível”, declarou Wyllys.

 

“Retornar a essa arena implica muita coisa, já que tenho família e amigos. Mas o movimento, assim como os presidentes estadual, Kiko Celeguim, e nacional do PT, garantiram-me a retaguarda necessária para este retorno, no qual não estarei só. Tenho plena consciência de que a violência política interrompeu um trabalho ao qual preciso retornar, principalmente quando o mundo democrático se vê ameaçado por uma nova forma de fascismo (a das big techs) e o planeta pelas mudanças climáticas”, completou o parlamentar.

Mencionado como possível “candidato da esquerda” em Salvador, Bellintani é cortado de foto em encontro com Lula
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O ex-presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, foi cortado de uma fotografia publicada nas redes sociais oficiais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após um almoço na casa do cantor Gilberto Gil, no Corredor da Vitória, em Salvador. Bellintani é cotado em círculos políticos como possível candidato da esquerda à prefeitura da capital baiana.

 

A imagem original, divulgada pelo secretário de Cultura, Bruno Monteiro, mostra Bellintani ao lado do presidente Lula e de outras personalidades, como os músicos Gilberto Gil e Caetano Veloso, a cantora Margareth Menezes, o senador Jaques Wagner e o governador Jerônimo Rodrigues.

 

No entanto, na publicação feita na rede social em uma collab que reúne Lula e os demais artistas, Bellintani foi suprimido da composição.

 

 

 

Veja foto original:

 

Foto: Ricardo Stuckert / PR

“Reeleito em 1º turno com uma votação maior que Rui”, prevê Jorge Solla sobre desempenho de Jerônimo nas eleições
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

Quadro histórico e um dos fundadores do PT, o deputado federal Jorge Solla exaltou a história do Partido dos Trabalhadores durante a comemoração dos 46 anos da sigla em evento no Trapiche Barnabé, em Salvador, neste sábado (7). Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar também foi questionado sobre o rompimento do senador Angelo Coronel (PSD) com a base governista, mas, apesar da perda, afirmou que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) será reeleito em primeiro turno.

 

Sobre a fundação do PT, Solla exaltou avanços que teriam sido promovidos pelos governos petistas, com investimentos nas políticas públicas para o combate à desigualdade no país.

 

“Eu tive a honra de acompanhar os 46 anos, eu fui fundador do PT como estudante na Universidade Federal da Bahia, e eu vi o quanto esse país mudou. Começando pela própria universidade que eu fui aluno. Naquela época não tínhamos acesso ao filho do trabalhador, filho do empregado de doméstica, a população mais pobre e excluída da universidade, isso mudou, como temos hoje um sistema de saúde que na época nós não tínhamos saúde pública de qualidade”, disse Solla.

 

Questionado sobre uma tentativa do grupo petista em manter Coronel na base de Jerônimo, o deputado optou por exaltar o histórico do senador Otto Alencar, um dos fundadores do PSD. Solla também disse que o PT irá fazer “barba, cabelo e bigode”, com a reeleição de Jerônimo ao governo e o êxito de Jaques Wagner e Rui Costa na chapa do Senado.

 

“Olha, eu acho que a trajetória de construção do PSD na Bahia, ela tem um líder, ela tem uma pessoa que é responsável por essa vitória, que é o nosso senador, Otto Alencar. Só tenho a parabenizar a sua trajetória e o seu compromisso com a população da Bahia. Os momentos mais difíceis, foi assim na pandemia, foi assim todas as inflexões que ele foi chamado a tomar decisão, ele sempre teve lado, teve lado do povo baiano, por isso que eu estou muito tranquilo. Jerônimo vai ser reeleito no primeiro turno, com uma votação igual ou superior que o Rui teve na reeleição, vamos fazer cabelo, barba e bigode na chapa do senado”, prevê Solla.

Robinson Almeida avalia que PT promove “revolução política” e diz que oficialização da chapa majoritária cabe a Jerônimo
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) avaliou que o PT passa por um processo contínuo de renovação sem renunciar a suas tradições históricas e do compromisso com as camadas mais vulneráveis da população. Em entrevista ao Bahia Notícia, em entrevista ao Bahia Notícias neste sábado (7), durante evento de 46 anos do partido, realizado no Trapiche Barnabé, em Salvador, o parlamentar enxergou que a sigla fez uma “revolução política” desde sua fundação.

 

Segundo o parlamentar, que participou da fundação do PT, o partido teve papel central na transformação política e social do país ao longo das últimas décadas. Na entrevista, Robinson também destacou que, mesmo após quase meio século de existência, a sigla mantém vitalidade política.

 

“O PT promoveu uma revolução política e cultural no Brasil. É o único partido que conseguiu chegar por cinco vezes à Presidência da República e que implantou as políticas mais transformadoras para a parcela mais vulnerável da população. O partido se renova, mantendo suas tradições de valores e lideranças, como o presidente Lula, e ao mesmo tempo abrindo espaço para novas lideranças, inclusive aqui na Bahia. Isso é um retrato dessa renovação”, disse.

 

Questionado sobre a possibilidade de anúncio da chapa majoritária ainda neste sábado, Robinson Almeida afirmou que não esperava uma oficialização imediata, apesar de sinalizações recentes. O deputado analisou que a composição majoritária para a disputa estadual está praticamente definida, especialmente após a sinalização do PSD.

 

“O senador Otto deu um spoiler ao declarar que o PSD já tem uma chapa colocada, que também é a chapa do PT. Mas a oficialização cabe ao governador Jerônimo Rodrigues. O programado é para o mês de março, quando todas as conversas devem ser consolidadas. Creio que a chapa está encaminhada, a chapa que tem Rui, que tem Wagner e, principalmente, Jerônimo. Com a declaração do PSD em apoio, a pendência em relação às vagas do Senado deixou de existir”, concluiu.

Presidente estadual do PT exalta "transformação da Bahia" e desenha chapa com Wagner e Rui Costa para 2026
Foto: Maurício Leiro/ Bahia Notícias

O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, Tassio Brito, celebrou a presença do presidente Lula e da militância nacional em solo baiano, em evento realizado neste sábado (7), no Trapiche Barnabé, em Salvador, para celebrar os 46 anos da sigla.

 

Classificando o evento como um reconhecimento ao modelo de gestão petista que, segundo ele, "mudou a cara da Bahia", o dirigente destacou a unidade do conselho político e o impacto do estado nessa transformação.

 

"A gente lidera aqui junto com os partidos aliados e as transformações que a gente realizou nesse estado. Nós mudamos a cara da Bahia completamente nesse sentido de governo nosso. Em todas as áreas que você for olhar, em todos os temas, nós conseguimos avançar na Bahia. E o PT Nacional reconhece isso, o presidente Lula reconhece isso. É por isso que esse evento é aqui hoje. Para nós é uma alegria receber o presidente Lula, receber os ministros, receber o nosso governo e os dirigentes e militantes do Brasil inteiro, do PT, que estão aqui."

 

Durante a entrevista, Tássio ainda falou sobre o comando do PT baiano, e afirmou que a estratégia eleitoral já possui nomes de peso. 

 

De acordo com o presidente, o partido fez uma opção clara por indicar o ministro Rui Costa para compor a chapa ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner.

 

"O conselho se reuniu para debater um pouco o ambiente político, para fazer uma leitura do cenário, fazer uma leitura da presença do nosso governo nos diversos territórios da Bahia, na região metropolitana, para a gente também conversar um pouco sobre tática eleitoral. Nós estamos no início da construção da nossa tática eleitoral e tem muita unidade entre todos os partidos, muita unidade sob a liderança do governador Jerônimo. Então, foi uma reunião para a gente dar um pontapé inicial. Vamos nos reunir de novo depois do Carnaval para a gente ir encaminhando os rumos da nossa estratégia eleitoral."

 

Questionado sobre a situação do senador Angelo Coronel (PSD), o presidente estadual do PT foi diplomático, mas direto. Tássio pontuou que o senador tomou atitudes que geraram ruídos internos em sua própria legenda, o PSD, mas ressaltou que o debate sobre a chapa ainda estava em construção.

 

"O senador Angelo Coronel tomou algumas atitudes que precipitou um problema interno no partido dele, mas o debate sobre a chapa ainda estava em construção. Então hoje o que eu sinto é que tem um amplo sentimento positivo na construção da chapa com o governador Jerônimo, o senador Jacques Wagner, o ministro Rui Costa."

Zé Dirceu define principal desafio para eleições de 2026: “Tão importante quanto Lula é mudar o Congresso”
Foto: Maurício Leiro/ Bahia Notícias

O ex-ministro e ex-presidente do PT, José Dirceu (PT-SP), fez uma análise sobre o Partido dos Trabalhadores durante o evento que celebra os 46 anos da sigla realizado em Salvador neste sábado (7), no Trapiche Barnabé.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, o ex-ministro falou sobre a trajetória do partido na política brasileira e pontuou a força dos eleitores na história do PT.

 

"Em 86, eu fui num programa, Cadeira do Barbeiro, no final ele me perguntou, em 86, 'Qual o seu maior sonho?', falei eleger o Lula presidente do Brasil. Realmente, mas esse sonho foi realizado por causa do povo, foi realizado pela classe trabalhadora, por aqueles que se aliaram conosco. Nós não fizemos isso sozinhos."

 

De olho nas eleições de 2026, Zé Dirceu elencou o principal desafio do PT para a corrida: conseguir fazer uma transformação no Congresso Nacional.

 

"O desafio é muito grande, mas a Bahia nos deu 4 milhões de votos. Espero reeleger o presidente Lula e mudar o Congresso Nacional. Tão importante quanto reeleger o presidente Lula é mudar o Congresso Nacional. Eu inclusive vou fazer uma campanha muito no foco de mudar o Congresso Nacional para ajudar o presidente Lula a fazer as reformas que o Brasil precisa. O Brasil precisa crescer 5% ao ano, precisa dobrar essa riqueza e distribuir ela melhor em 10 anos, precisa fazer uma revolução tecnológica, e principalmente o Brasil precisa distribuir renda. Eu acredito que não é fácil, é uma disputa, mas a tendência é o Lula ser reeleito."

ACM Neto avalia saúde e segurança na Bahia e diz que PT “deixou de lado o cuidado com a vida das pessoas”
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, avaliou o cenário da saúde e segurança pública na Bahia, nesta quinta-feira (5), durante evento em Irecê, município no centro-norte baiano. Ao liderar o Fórum S.O.S Bahia, iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil, em reunião com lideranças políticas e especialistas, o atual vice-presidente do partido afirmou que os dados sobre ambos os setores indicam que o atual governo estadual, liderado por Jerônimo Rodrigues (PT), “virou as costas para as pessoas mais pobres”. 

 

“Eu acho que os dois problemas acabam mostrando como está sendo tratada a vida dos baianos. Os baianos mais pobres, os baianos que dependem do sistema de saúde, que esperam dentro de casa a fila da regulação, que esperam dentro de uma ambulância na porta do hospital, que esperam numa maca no corredor do hospital. Do outro lado, os baianos que morrem vítimas do crime organizado, das balas perdidas, do tráfico de drogas, do banditismo que tomou conta do nosso território”, frisou Neto. 

 

Ele que é pré-candidato ao governo estadual nas eleições estaduais de outubro, pleiteando o cargo de Governador da Bahia, disse ainda que esse cenário “mostra que o PT da Bahia, que depois de 20 anos, virou as costas das pessoas mais pobres, deixou de lado o cuidado com a vida das pessoas, não está nem aí para quem precisa, não protege o cidadão não cuida do seu filho”, sucinta. 

 

Na mesma ocasião, Neto comentou sobre acusações de que o governo estadual estaria “segregando” propositalmente as cidades as quais os prefeitos não demonstrassem apoio à sua reeleição. “Eu também espero que ele se faça presente, porque nada justifica a ausência do governador. Não é porque o prefeito integra um partido adversário ao governo do estado que isso justifica a ausência ou a omissão por parte do governador. O que está presente tem que garantir os investimentos, é isso que a gente espera que aconteça. Caso, infelizmente, prevalência de sedição política, descaso político, não tem nada não, porque isso já tem data para acabar”, conclui. 

ACM Neto exalta realização do Fórum S.O.S Bahia e critica PT sobre conduções de políticas ao semiárido
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

Durante a 3ª edição do Fórum S.O.S Bahia, em Irecê, no interior do estado, o pré-candidato ao governo do estado e presidente da Fundação Índigo, ACM Neto (União), fez críticas aos governos do PT pela condução das políticas públicas voltadas ao semiárido baiano. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (5), Neto afirmou que, mesmo após duas décadas de gestão petista no estado, não houve a execução de obras estruturantes capazes de garantir segurança hídrica à população mais vulnerável.

 

O Fórum S.O.S Bahia é uma iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil e tem como tema “Caminhos para Transformar a Realidade do Semiárido Baiano”. A programação inclui debates com lideranças políticas, como o pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gome (PSDB), e especialistas sobre os impactos da seca no estado.

 

O dirigente do União Brasil destacou que o semiárido ocupa cerca de 85% do território baiano e abriga metade da população do estado, mas, ainda assim, segue sem investimentos consistentes.

 

“Mais uma vez, a gente mostra que o PT, que se diz defensor dos mais pobres, que se diz protetor das pessoas que mais precisam, vira as costas para algo que toca no coração das pessoas mais pobres da Bahia. Quando a gente olha, em 20 anos de governo do PT, não houve o início e a conclusão de uma grande obra para reforçar a segurança hídrica em todo o semiárido da Bahia. Não há, por exemplo, uma barragem que tenha sido começada e concluída pelo governo do PT no semiárido que eles possam mostrar”, disse.

 

ACM Neto apontou que a escassez de água afeta diretamente o abastecimento humano, a produção agrícola e a criação de animais, com reflexos em toda a economia local. Segundo ele, os impactos da seca ultrapassam a zona rural e atingem também os centros urbanos.

 

“A gente olha a situação de diversos municípios: falta água para o abastecimento humano, falta água para garantir a produção animal, falta água para a produção de alimentos. O pequeno produtor foi esquecido. Não existe apoio técnico, não existe linha de crédito, não existe acesso à água. Isso acaba vitimando não só quem vive na zona rural, mas tem um efeito em cascata. Em algumas cidades, compromete a economia, o comércio gira menos, tem menos emprego e isso impacta diretamente na arrecadação das prefeituras”, afirmou.

José de Abreu divulga pré-candidatura a deputado federal pelo PT

O ator José de Abreu anunciou sua pré-candidatura a deputado federal pelo PT do Rio de Janeiro. A notícia foi inicialmente divulgada pelo jornalista Ricardo Bruno. 

 

A novidade ocorre um dia após o ator compartilhar uma foto de quando foi preso pela ditadura militar, em 1968. “Meu passado me condena, rsrs! Vem novidade por aí”, escreveu o artista na legenda. 

 

O último trabalho televisivo do ator foi em 2025, quando viveu o Coronel Elói Bandeira na novela ‘Guerreiros do Sol’, da Globoplay. O ator participou de grandes sucessos da TV Globo como “Bebê a Bordo” (1988), “Renascer” (1993), “Avenida Brasil” (2012) e “A Regra do Jogo” (2015). 
 

Morre ex-deputado do PT e um dos fundadores do MST, Frei Sérgio Gorgen
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Frei Sérgio Antônio Gorgen morreu na manhã desta terça-feira (3), aos 70 anos, em sua casa no Assentamento Conquista da Fronteira, na região da Campanha do Rio Grande do Sul. O religioso foi deputado estadual pelo PT, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e prestou apoio espiritual ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que esteve preso em Curitiba (PR).

 

Nascido no Rio Grande do Sul, frei Sérgio ingressou ainda jovem na Ordem dos Frades Menores e construiu uma trajetória marcada pela Teologia da Libertação. Além de fundador do MST, foi dirigente histórico do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), organizações nas quais ajudou a formular estratégias de luta pela terra, soberania alimentar e defesa da agricultura camponesa como modo de vida.

 

Sua trajetória na política institucional começou em 2000, quando se filiou ao PT no Rio Grande do Sul e foi eleito deputado estadual. No Parlamento, atuou em pautas como o direito à terra, o combate à fome e a defesa de políticas públicas voltadas ao campo. Ao longo de sua militância, também recorreu diversas vezes à greve de fome como forma de protesto.

 

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o perfil oficial de frei Sérgio destacou a convicção de que o frade “já está junto de Deus, olhando e intercedendo por todos nós”.

 

Os atos de despedida começaram ainda nesta terça-feira, no próprio Assentamento Conquista da Fronteira, e seguem no Salão Paroquial de Candiota, onde será celebrada uma missa às 19h, presidida pelo bispo Dom Frei Cleonir Dal Bosco. Na quarta-feira, as despedidas continuam no Convento São Boaventura, no distrito de Daltro Filho, em Imigrante, com sepultamento previsto para as 16h, no cemitério dos freis, no próprio convento.

Deputado é preso por importunação sexual contra mulher em aeroporto do Ceará
Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

O suplente de deputado estadual Pedro Lobo (PT) foi detido, nesta segunda-feira (2), por suspeita de importunação sexual contra uma mulher. A situação ocorreu no Aeroporto de Juazeiro do Norte, interior cearense. 

 

Segundo a Polícia Federal, via G1, o parlamentar foi conduzido para uma delegacia depois do caso. Ele teria encostado e esfregado as partes íntimas na vítima de 33 anos, durante o desembarque de um voo. A mulher denunciou Lobo no aeroporto.  

 

Em 2022, Pedro concorreu ao cargo de deputado estadual e ficou como sexto suplente da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). Ele assumiu temporariamente o mandato como deputado na Assembleia Legislativa do Ceará em agosto de 2024 e voltou a assumir como titular em junho de 2025.

 

Ainda não se sabe se o deputado vai seguir detido após o exame de corpo de delito.

 Bruno Reis comenta situação de Angelo Coronel e celebra migração de Caiado para o PSD: “Aonde for, é o nosso pré-candidato”
Foto: Max Haack / Agência Haack

Durante a abertura de trabalhos da Câmara Municipal para o ano de 2026, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), comentou o rompimento do senador Angelo Coronel (PSD) com o PT na Bahia, e afirmou que as negociações com partidos de sua base devem avançar nas próximas semanas.

 

“Tiraram o direito dele de disputar a eleição.  A decisão está tomada por parte dele, de seguir o caminho dele e iniciar as tratativas conosco. A partir dessa semana, vamos discutir a forma. Muitos partidos da nossa base manifestaram o desejo de abrir as portas caso ele decida disputar a vaga ao Senado”, garantiu o gestor.

 

Ao comentar a postura do Partido dos Trabalhadores na disputa pelo Governo do Estado em outubro. “O PT suga o sangue dos aliados, dá aquele abraço de urso e depois descarta”, disparou o prefeito.

 

Na ocasião, ele também comentou sobre a migração de Ronaldo Caiado para o PSD, sigla de Angelo Coronel que protagoniza momentos de tensão com a base do atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT). Para o prefeito, a mudança de legenda acelerou as negociações.

 

“A saída de Caiado gerou essa precipitação política. Antecipou muitas coisas que iriam acontecer em março para agora em janeiro. Essa movimentação nos aproxima muito mais do PSD. Aonde Caiado for, é o nosso pré-candidato”, declarou.

Cirurgia de catarata feita por Lula é a mais realizada e com maior fila no SUS
Foto:© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A cirurgia de catarata, realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na manhã desta sexta-feira (30), é o procedimento oftalmológico mais feito e também o que concentra a maior fila de espera no Sistema Único de Saúde (SUS). Um ano atrás, cerca de 179 mil pessoas aguardavam pela operação na rede pública em todo o país.

 

Essencial para a preservação da visão, especialmente entre pessoas idosas, o procedimento apresentou crescimento expressivo na última década. Entre 2015 e 2024, o número de cirurgias de catarata realizadas pelo SUS aumentou cerca de 150%, passando de 470,2 mil para aproximadamente 1,2 milhão de procedimentos, conforme dados do Observatório da Saúde Ocular, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

 

Somente em 2024, até o mês de novembro, foram realizadas 1.034.714 cirurgias de catarata. Desde 2015, o total acumulado chega a cerca de 7,8 milhões de procedimentos na rede pública.

 

O avanço é contínuo. Em 2022, o SUS registrou 846,7 mil cirurgias do tipo. No ano seguinte, em 2023, o número subiu para 983,5 mil.

 

Em relação ao perfil dos pacientes, os dados de 2024 apontam que 59% das cirurgias foram realizadas em homens. A maioria dos procedimentos ocorreu em pessoas entre 40 e 69 anos (52%), enquanto pacientes com 70 anos ou mais responderam por 46% do total. As informações são do Globo.

“Não vejo nada de chapa de sonho”, diz Coronel sobre possível chapa puro-sangue do PT
Foto: Agência Senado

O senador Angelo Coronel (PSD) comentou a possibilidade da formação de uma chapa majoritária “puro-sangue” do PT, com o ministro da Casa Civil Rui Costa, o senador Jaques Wagner, ambos candidato ao Senado, e o atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, como candidato à reeleição. A declaração foi dada em entrevista à Antena 1 nesta sexta-feira (30).



Para o socialdemocrata, seu partido, que sempre esteve na base do governo, deveria ter mais espaços nas eleições de outubro. “É um absurdo, no meu pensamento, o PSD abrir mão desse espaço, já que se prega tanto essa unidade entre os partidos que compõem a base. Eu vejo que é uma gula muito grande por parte do PT”, declarou.

 

O senador criticou a escolha de uma chapa formada por um único partido. As especulações vieram após declarações de Jaques Wagner que sugeriam uma formação 100% petista.

 

“Talvez seja a chapa dos sonhos para o Partidos dos Trabalhadores, porque pra mim mesmo, não vejo nada de chapa de sonho aí. Até então não vi nenhuma palavra por parte do governador Jerônimo”, declarou Coronel.

 

Ele ainda chamou atenção para o silêncio do governador sobre a questão. “Talvez o governador deve estar imaginando: essa chapa dos sonhos pode terminar virando uma chapa pesadelo”, completou.

 

Agora, seu filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD) é o responsável pelas articulações sobre o futuro dos dois para a corrida eleitoral. Segundo ele, a permanência na corrida ao lado do PT ainda está em negociação.

Aliados de Jerônimo reclamam que debate sobre eleições de 2026 na Bahia está restrito ao PT

A insistência em tornar pública a chapa “puro-sangue” do PT, formada pelas candidaturas à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner, somada à chegada de Rui Costa como candidato ao Senado, começa a gerar ruído entre partidos da base aliada — e não somente com o PSD. Os socialdemocratas tendem a ficar de fora da chapa com a saída de Angelo Coronel, porém outros aliados seguem sem ser consultados sobre as perspectivas eleitorais de 2026.

 

Para além das três cadeiras “principais”, há em jogo a vaga de vice, atualmente ocupada por Geraldo Jr. (MDB), e as suplências do Senado — que podem virar vagas temporárias em caso de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, dada as projeções do grupo para vitória conjunta nacional e estadual. São para essas composições que a queixa começa a aparecer, ainda que de maneira discreta.

 

“Não há alinhamento automático”, confidenciou um aliado que garante ter cadeira cativa nos espaços de debate. Às vésperas dos prazos estabelecidos pelos próprios agentes políticos — no caso, o governador Jerônimo Rodrigues, que traçou o mês de março como marco-limite —, não houve um encontro da base para tratar prioritariamente do pleito de outubro. Segundo o mesmo interlocutor, as informações que chegam são “truncadas” e pela imprensa, sem “conversa olho no olho”.

 

O ruído atinge desde partidos com maior envergadura até siglas que tradicionalmente ficam à margem de formações majoritárias, mas que convergem quase sempre com o PT. “Defendemos que, antes do Carnaval, haja uma conversa com os partidos. Não dá para postergar mais. Até agora está tudo num círculo muito restrito e não é uma tradição do nosso lado”, completa outro membro da base.

 

A reclamação não é pública, mas, nos bastidores, é tratada como crescente. Apesar do risco de fratura ser pequeno, qualquer desacerto em uma eleição apertada pode ser decisivo nas urnas. Por essa razão, as fontes ouvidas pelo Bahia Notícias cobram certa agilidade nas discussões, antes que o ruído se torne uma insatisfação mais difícil de ser contornada.

 

“Não é só o PT que importa”, bradou uma das fontes. Somente petistas estariam participando das discussões, deixando todas os demais partidos excluídos de qualquer conversa. Enquanto o senador Angelo Coronel torna pública uma “batalha” para permanecer candidato à reeleição, outros aliados reclamam em silêncio de estarem escanteados no debate. E nem todos estão devidamente contemplados no governo como o presidente do PSD da Bahia, Otto Alencar, que assegura o apoio ao grupo ainda que o PSD perca espaço na chapa majoritária. 

PT, MDB e União Brasil lideram engajamento partidário pelo interior na Bahia para 2026; confira os números
Partidos em eventos públicos | Foto: Montagem / Bahia Notícias

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmam que, no ano eleitoral de 2026, três partidos apresentam maior força em número de filiados no interior da Bahia. Com mais de 80 mil filiados, o Partido dos Trabalhadores (PT), o União Brasil (União) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) se mantiveram como as legendas com os principais números de pessoas engajadas em todo estado.

 

A Bahia é o quarto maior colégio eleitoral do Brasil, com uma importância inegável na política nacional e regional. Entre os eleitores, o número de filiados não se destaca nos grandes centros urbanos tanto quanto nas pequenas cidades. Os dados evidenciam ainda um aumento considerável de filiações dos Republicanos, PRD e MDB em pequenos municípios entre 2024 até 2025.

 

Entre as 15 maiores cidades em número de população do estado, como a própria capital Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Itabuna, a porcentagem desses eleitores com filiações é considerada menor que em outras cidades pequenas.

 

Entre os menores, ou seja, partidos com menos filiações temos o Partido Missão, Partido Social Cristão e Partido Republicano Progressista (PRP), todos com menos de 20 pessoas. Em seguido, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), a Unidade Popular (UP), o Partido da Causa Operária (PCO) e o antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) também são pequenos e possuem menos de mil filiados.

 

Já entre os outros 25 dos 30 partidos registrados no TSE, outros menores, porém com milhares de afiliados, é o partido Novo, com 3 mil, seguido pelo partido "O Democrata", antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB).

 

O top 5 da Bahia é formado por PT, União Brasil, MDB, PRD (Partido Renovação Democrática) e PP (Partido Progressistas). Não muito atrás a lista é completada pelo Podemos, PSB (Partido Socialista Brasileiro), Republicanos, PL (Partido Liberal) e PSD (Partido Social Democrata). Vale lembrar que cada município enfrenta certas particularidades políticas. Veja a lista em ordem dos maiores:

 

 

Também é relevante ressaltar que, para considerar o nível de engajamento partidário, não é ideal seguir pela linha do eleitorado baiano total. Afinal, a população que vota é diferente e complexa. Por isso o Bahia Notícias (BN) focou na porcentagem entre os eleitores registrados que são filiados a cada partido, dessa forma sendo mais preciso com a realidade de cada um dos 417 municípios baianos. 

 

Exemplos claros são: Camaçari, Salvador, Vitória da Conquista, Juazeiro, Lauro de Freitas, Itabuna, Ilhéus, Jequié e Alagoinhas são as cidades com maior número de eleitores baianos no total. Todavia, todas essas cidades têm menos de 15% dos eleitores filiados a partidos políticos.

 

A capital baiana, por exemplo, tem 1.926.767 eleitores. Entre eles, menos de 6% dos eleitores são filiados aos partidos. Portanto, o total chega a cerca de 121 mil filiados. Esse número é impressionante, mas a capital é a sede do poder do estado e possui milhões de pessoas, é necessário considerar o efeito comutativo.

 

Imagem ilustrativa de filiação partidária | Foto: Reprodução / TRE-BA

 

Outro caso que chama atenção é o município de Barreiras, no Oeste da Bahia. Mesmo sendo um dos maiores redutos eleitorais do estado, tem baixíssima porcentagem de filiações. Para efeito ilustrativo, o União Brasil tem o maior número de filiados na cidade, 822.

 

Um valor pequeno para cidade de Barreiras, afinal, a cidade tem 105 mil eleitores, ao todo a somente 6,8% desses possuem filiação partidária (seja em qualquer partido).

 

O mesmo acontece com a cidade de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia. O partido Republicanos é o mais forte em número filiados. Contudo não possui mais que 548 filiados em um município com alto número de eleitores.

 

Todavia, essas realidades no Oeste baiano não é uma regra na totalidade do interior. Existem cidades em que pelo menos 1 em cada 4 pessoas está filiada a partidos, um valor de pelo menos 25%. É o caso de Jussari, Lajedão e Paripiranga. Nesses locais, os eleitores são muito mais aguerridos, mas isso representa no total menos de 10 mil pessoas filiadas.

 

Em outras cidades, esse número chega a 1 em 5 eleitores, ou seja, mais de 20% do eleitorado, como Rio do Antônio, Gongogi, Aiquara, Feira da Mata e outras cidades. Para efeito ilustrativo é necessário relembrar que as políticas locais para as eleições são contextos individuais de disputa.

 

O BN realizou um levantamento em forma de um Mapa, com a porcentagem em cada cidade do estado de eleitores afiliados, em como os partidos mais engajados em cada local, que está acessível no gráfico abaixo:

Migração de Isaac Carvalho para a base de Neto era “esperada” e seria “sobrevivência política”, avaliam lideranças
Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Juazeiro Isaac Carvalho (PSD) passou a integrar a base do pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), em uma movimentação estratégica para angariar votos para a oposição no norte do estado. A migração, no entanto, não teria surpreendido a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que já via um clima de rompimento desde as eleições de 2024, conforme relatos feitos ao Bahia Notícias.

 

No do final do ano passado e no início deste ano, a reportagem apurava com lideranças políticas de Juazeiro o provável destino de Isaac. Em relatos ao BN, um dos líderes da região apontou que a movimentação “ia acontecer na alguma hora”, visto que o ex-prefeito teria se afastado da base após o imbróglio envolvendo o candidato do grupo de Jerônimo na última eleição municipal.

 

A fonte, inclusive, afirmou que “faria a mesma coisa”, caso estivesse na posição de Isaac Carvalho: “Era esperado, alguma hora ia acontecer [a mudança de lado]. Se eu tivesse no mesmo lugar que ele, talvez eu fizesse a mesma coisa”. 

 

Ao BN, uma outra liderança da região do Sertão do São Francisco afirmou que, na época, a provável movimentação de Isaac se daria por uma “questão de sobrevivência política”. Foi confidenciado à reportagem que, dificilmente, o ex-prefeito de Juazeiro teria um espaço relevante dentro do governo Jerônimo.

 

“Olhe, é uma questão de sobrevivência política. Depois das eleições ele ficou escanteado, muito por culpa dele próprio também”, disse a outra fonte da reportagem.

 

AS ELEIÇÕES
Isaac Carvalho foi um dos principais personagens em um dos episódios mais conflituosos da pré-campanha municipal na Bahia em 2024. O processo foi marcado por disputas internas entre “caciques” da região, a chegada de um novato e decisões partidárias que geraram desgaste político na época.

 

Isaac Carvalho, governou Juazeiro por dois mandatos e, durante anos, foi considerado o nome natural para voltar a disputar a prefeitura com o apoio do grupo governista estadual. No entanto, o ex-prefeito enfrentava incertezas jurídicas sobre sua candidatura, visto que estava inelegível em razão de uma condenação por improbidade administrativa.

 

Em meio ao imbróglio sobre seus direitos políticos, outros caciques da região, os deputados estaduais Zó (PCdoB) e Roberto Carlos (PV), além do ex-prefeito e ex-deputado federal Joseph Bandeira (PSB), também chegaram a se lançar como candidatos.

 

Mesmo com o PT, partido em que era filiado da época, lançando a candidatura oficialmente a candidatura de Isaac em agosto de 2024, a situação jurídica pesou contra sua permanência no jogo. O ex-prefeito chegou a tentar um acordo com o Ministério Público para recuperar seus direitos políticos, porém o pedido foi rejeitado pelo Judiciário, mantendo o impedimento legal e enfraquecendo sua viabilidade como candidato em 2024.

 

Com Isaac fora do páreo e sua indicação rejeitada, a base de Jerônimo avançou em negociações com o MDB e acabou fechando apoio ao “novato” no meio político, Andrei da Caixa, como candidato a prefeito. A decisão foi anunciada como uma solução de unidade, mas, na prática, aprofundou o racha no grupo governista em Juazeiro, fazendo Isaac pedir sua desfiliação do PT em agosto, ainda antes das eleições.

 

Aliados históricos de Isaac viram a escolha como uma preterição política, e lideranças do PSD, partido com forte presença local, reclamaram de falta de diálogo e de uma condução centralizada por parte do núcleo do governo estadual. Insatisfeito, o ex-prefeito lançou seu sobrinho, Celso Carvalho (PSD), para o pleito, mas não foi acolhido pela federação nem pelos principais partidos da base de Jerônimo, que descartaram a indicação e seguiram com o apoio a Andrei da Caixa, que foi o vencedor do pleito.

 

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O desfecho político desse imbróglio veio um ano e meio depois, já com repercussões para além da disputa municipal. Em um movimento que simbolizou a ruptura definitiva com a base governista, Isaac Carvalho anunciou apoio ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, principal líder da oposição ao PT na Bahia.

 

Ao justificar a decisão, Isaac afirmou que a gestão de Jerônimo vinha “frustrando expectativas” e criticou o que classificou como falta de diálogo com lideranças do interior.

Bruno Reis comenta desenho de chapa "100% petista" e sinaliza que grupo teria “isolamento político”
Foto: Liz Barretto / Bahia Notícias

Durante a inauguração do viaduto José Linhares, na manhã desta segunda-feira (26), o prefeito Bruno Reis (União) comentou a foto tirada neste final de semana com os principais nomes do PT baiano. 



Durante o encontro do MST na Bahia, Lula esteve ao lado do senador Jaques Wagner, o atual governador Jerônimo Rodrigues, e o atual ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa. A ausência de Otto Alencar e Angelo Coronel, senadores do PSD, chamou a atenção após rumores de rompimento entre as duas siglas no estado.

 

Para o gestor da capital baiana, a foto vai ao encontro do discurso de “unidade política” do grupo. “Uma foto onde praticamente só tem representantes petistas. Muito mais importante do que palavras é a imagem. E a imagem mostra um isolamento político”, declarou o prefeito.

 

O comentário vem em um momento de especulações sobre uma chapa governista “puro-sangue”. Os nomes de Jerônimo, Rui e Wagner são os principais cotados para assumir a disputa deste ano.

 

Na ocasião, o prefeito negou que a oposição estaria espalhando boatos sobre a substituição de Jerônimo por Rui Costa na chapa e alega que o nome do atual governador é avaliado como “meia boca” até por aliados. 

 

“Por parte da oposição, apenas a recondução dos fatos que estão aí.  Afinal de contas, o ex-governador chega em qualquer roda e não esconde de ninguém o desejo de ser governador do Estado da Bahia”, afirmou.

Senador Humberto Costa diz que PT pode incluir alianças no campo da direita: “Estamos discutindo”

O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou que o Partido dos Trabalhadores deve montar uma estratégia para garantir que as candidaturas vinculadas à base governista sejam “lulistas” podendo incluir alianças no campo da direita. Em entrevista ao Bahia Notícias durante o evento de aniversário do MST, realizado no Parque de Exposições, em Salvador, o parlamentar afirmou que os formatos ainda estão sendo discutidos. 

 

“A nossa estratégia é, exatamente, montar candidaturas lulistas para que nós possamos ter uma bancada de apoio ao futuro governo do presidente Lula, que seja majoritária. E, para isso, nós estamos discutindo, estado por estado, quais são as alianças possíveis”, relata.

 

O senador destaca que “haverá estados em que o PT terá candidatos e haverá estados em que nós vamos nos consolidar com aliança, inclusive com partidos de centro e até mesmo da centro-direita”.

 

Ele explica que a estratégia visa apenas um objetivo: “Porque o objetivo é garantirmos que o Senado não precise passar por todas essas dificuldades que estamos vivendo, provocando instabilidade e participando de um processo que eu acredito que é muito ruim, de quebra da independência e da autonomia dos poderes”.

 

Eleito senador pelo PT de Pernambuco, o parlamentar comentou ainda sobre o cenário estadual da disputa em outubro deste ano. “Em Pernambuco, o PT sabe que a decisão será uma decisão nacional, será da direção nacional do partido. Nós temos bom relacionamento tanto com a governadora Raquel Lira quanto com o prefeito João Campos. Creio que será uma eleição muito equilibrada, muito disputada”, avalia.

 

Com relação ao apoio do PT na região, Humberto Costa destaca que “historicamente, nós temos uma relação com o PSB”. Ele relata que a relação se reflete no atual governo: “O PSB tem o vice-presidente da República, já manifestou apoio à reeleição do presidente Lula, então há uma possibilidade de que nós estejamos na aliança com o João Campos. Mas, obviamente, isso vai ser discutido no partido local e nacionalmente”, conclui.

Senador Humberto Costa diz que PT pode incluir alianças no campo da direita: “Estamos discutindo”

O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou que o Partido dos Trabalhadores deve montar uma estratégia para garantir que as candidaturas vinculadas à base governista sejam “lulistas” podendo incluir alianças no campo da direita. Em entrevista ao Bahia Notícias durante o evento de aniversário do MST, realizado no Parque de Exposições, em Salvador, o parlamentar afirmou que os formatos ainda estão sendo discutidos. 

 

“A nossa estratégia é, exatamente, montar candidaturas lulistas para que nós possamos ter uma bancada de apoio ao futuro governo do presidente Lula, que seja majoritária. E, para isso, nós estamos discutindo, estado por estado, quais são as alianças possíveis”, relata.

 

O senador destaca que “haverá estados em que o PT terá candidatos e haverá estados em que nós vamos nos consolidar com aliança, inclusive com partidos de centro e até mesmo da centro-direita”.

 

Ele explica que a estratégia visa apenas um objetivo: “Porque o objetivo é garantirmos que o Senado não precise passar por todas essas dificuldades que estamos vivendo, provocando instabilidade e participando de um processo que eu acredito que é muito ruim, de quebra da independência e da autonomia dos poderes”.

 

Eleito senador pelo PT de Pernambuco, o parlamentar comentou ainda sobre o cenário estadual da disputa em outubro deste ano. “Em Pernambuco, o PT sabe que a decisão será uma decisão nacional, será da direção nacional do partido. Nós temos bom relacionamento tanto com a governadora Raquel Lira quanto com o prefeito João Campos. Creio que será uma eleição muito equilibrada, muito disputada”, avalia.

 

Com relação ao apoio do PT na região, Humberto Costa destaca que “historicamente, nós temos uma relação com o PSB”. Ele relata que a relação se reflete no atual governo: “O PSB tem o vice-presidente da República, já manifestou apoio à reeleição do presidente Lula, então há uma possibilidade de que nós estejamos na aliança com o João Campos. Mas, obviamente, isso vai ser discutido no partido local e nacionalmente”, conclui.

Robinson Almeida projeta crescimento do PT e aposta em 11 cadeiras na AL-BA em 2026
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) comentou, nesta sexta-feira (23), sobre as expectativas do Partido dos Trabalhadores para a composição da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nas eleições de 2026. Segundo ele, em entrevista ao Bahia Notícias durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a sigla, que atualmente possui nove cadeiras, pode ampliar a bancada para até 11 deputados.

 

“Olha, eu creio que, na chapa de deputado estadual, nós temos um indicativo de uma renovação importante. Primeiro, eu acredito que o PT pode ampliar o número de deputados, voltar aos 11 deputados de bancada. Hoje, o partido tem nove, e há novas lideranças colocando seus nomes à disposição, o que é muito bem-vindo”, declarou o parlamentar, ao projetar crescimento da legenda.

 

Ainda ao Bahia Notícias, Robinson comentou sobre o funcionamento da Assembleia em ano eleitoral. Segundo ele, o primeiro semestre deve transcorrer normalmente, mas a pauta tende a diminuir no segundo semestre, em razão do período pré-eleitoral e do início oficial das campanhas.

 

“A minha expectativa é de que, pelo menos no primeiro semestre, tudo funcione a pleno vapor. Temos um recesso no meio do ano, em julho, e, no retorno em agosto, realmente a pauta fica reduzida por conta da pressão do período eleitoral, com a campanha oficialmente iniciada. Ainda assim, não vejo motivo para que, no primeiro semestre, a Assembleia não funcione de forma plena, aprovando projetos de interesse da sociedade, dos deputados e do governo”, avaliou.

 

Ao comentar a morte do deputado Alan Sanches, Robinson destacou que, apesar das divergências ideológicas, o sentimento predominante é de luto, em razão da relação respeitosa que o parlamentar mantinha com os colegas da AL-BA.

 

“Eu ainda estou de luto. É uma perda grande para mim e para a Assembleia. Alan era de outro campo político, mas tinha um relacionamento muito plural. As dificuldades comuns da atividade parlamentar eram tratadas de forma cordial. Ele fazia o debate político com base no argumento, sem exaltação, sempre apresentando conteúdo para ser contestado ou apoiado”, concluiu o deputado.

Tássio Brito destaca renovação petista em chapa de governadores: “Tem a ver com a idade e tem a ver com as ideias”
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Tássio Brito, destacou que a renovação dos quadros petistas nas chapas proporcionais devem se dar por idade e por ideias. Defendendo a candidatura de Jaques Wagner, um dos principais caciques do partido, ele aponta que apesar da idade e do tempo de política, o líder partidário aponta o senador como um propulsor de renovação. 

 

“O PT faz um debate importante sobre renovação, que tem a ver com a idade e tem a ver com as ideias. Jacques Wagner tem sido, ao longo dos anos, o maior porta-voz de uma política renovada. Eu sou fruto disso, diversas pessoas que estão no partido, que estão ocupando espaço, são fruto disso. O próprio governador Jerônimo é fruto disso”, aponta o líder da legenda.

 

Ele garante, no entanto, que “nas nossas chapas proporcionais nós estamos no mesmo caminho, temos diversos nomes novos que estão chegando para com força política”. Tássio cita Fabya Reis e Juvenilson Passos, como dois nomes importantes. 

 

Brito avaliou ainda a importância e a validade da Federação Brasil da Esperança, ao lado dos partidos aliados PCdoB e PV. O gestor partidário nega que a federação seja prejudicial à formação de uma bancada petista na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e no Congresso Federal. 

 

“Nós estamos em diálogo constante entre a federação para que a gente possa construir uma chapa onde os três partidos da federação possam se fortalecer, onde a gente consiga ter não só aqueles que vão ganhar a eleição, mas construir nomes que deem a chapa também a robustez necessária para que a gente amplie nossos espaços”, afirma. 

 

Segundo ele, “a conversa está muito boa com o PCdoB e com o PV, acho que nós vamos encontrar o caminho para ter uma chapa onde a gente possa ampliar a nossa votação e ampliar a nossa representação”, conclui. 

Jones Manoel fala sobre filiação ao PSOL, possível candidatura, BBB e debate sobre o fim da escala 6x1; veja entrevista completa
Foto: Divulgação

O militante comunista, comunicador, historiador e educador Jones Manoel, que vem ganhando grande repercussão nas redes sociais, comentou, na última quarta-feira (21), sobre a possibilidade de disputar as eleições para a Câmara dos Deputados pelo PSOL. Atualmente filiado ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), ele explicou que a legenda ainda não possui registro eleitoral, o que motivou a abertura de diálogo com o PSOL para viabilizar uma candidatura.

 

Segundo Jones, o PCBR definiu como linha política o lançamento de candidaturas nas próximas eleições, mas, diante da ausência de registro oficial do partido, a saída encontrada foi buscar uma filiação democrática. Ele explicou que as conversas com o PSOL têm avançado para uma possível candidatura a deputado federal por Pernambuco, pontuando que o diálogo tem sido positivo.

 

Jones destacou ainda que já recebeu apoio público de lideranças da legenda. 

 

“Várias figuras importantes do PSOL já declararam apoio. Na Bahia, o Kleber Rosa se pronunciou positivamente, assim como Hamilton Assis. Então a gente vem com uma perspectiva positiva”, disse o militante.

 

 

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Durante a entrevista, Jones Manoel também comentou o que classificou como o “surfe” do governo Lula e de setores da esquerda na pauta do fim da escala de trabalho 6x1. Para ele, o tema foi deixado em segundo plano e ganhou força apenas com a proximidade do período eleitoral. 

 

“Deixaram a pauta do fim da escala 6x1 em banho-maria, esperando chegar o ano da eleição para virar bandeira eleitoral”, avaliou. Ainda assim, reconheceu que a ampliação do debate é positiva, “seja por oportunismo eleitoral ou não”, argumentou.

 

O comunicador também falou sobre a repercussão de seu nome no Big Brother Brasil, após ser citado por participantes do reality show, como Babu Santana e Juliano Floss. Para Jones, as menções refletem o crescimento de sua visibilidade e da circulação de suas ideias. 

 

“Acho que foi um resultado esperado. Tem uma repercussão cada vez maior, fruto de uma análise teórica e de uma linha política acertada”, afirmou.

 

Em tom descontraído, ele agradeceu as citações feitas no programa. “Aproveitando, mando um abraço para o Babu e para o Juliano. O Juliano, inclusive, falou que um dia eu serei presidente do Brasil. Que os anjos e todos os santos deem o amém”, concluiu, em tom bem-humorado.

 

Veja a entrevista completa:

VÍDEO: Jones Manoel alerta que acordo Mercosul-UE pode levar ao colapso do polo de Camaçari: "É uma tragédia"
Fotos: Divulgação

Militante comunista, comunicador, historiador e educador viralizado nas redes sociais, Jones Manoel comentou, na última quarta-feira (21), sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Segundo ele, o tratado representa uma “tragédia total” e pode aprofundar o processo de desindustrialização do país, com impactos diretos no polo industrial de Camaçari, na Bahia.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, o militante afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se posicionou contra o acordo durante seus dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010. De acordo com Jones, o tratado tende a beneficiar, no Brasil, apenas no agronegócio.

 

“Uma tragédia para o Brasil. Esse acordo demorou muito para sair do papel porque, inclusive, o presidente Lula era contra no governo Lula I e no governo Lula II. Grandes nomes desses governos, como Samuel Pinheiro Guimarães e Marco Aurélio Garcia, também eram contrários”, afirmou.

 

“E por quê? Porque é um acordo neocolonial. É um acordo que ficou conhecido como ‘vacas por carros’. Ele só aumenta as exportações do agronegócio brasileiro e amplia as exportações da Europa para a América do Sul de produtos industriais, de alta complexidade tecnológica”, completou Jones.

 

Além disso, o militante alertou para os impactos do acordo na desindustrialização brasileira, o que, segundo ele, compromete a geração de empregos com salários mais elevados e ameaça diretamente o polo industrial de Camaçari.

 

“Vai aprofundar a desindustrialização brasileira, destruir empregos de qualidade, empregos que pagam salários mais altos, e prejudicar em particular o povo baiano”, disse.

 

“O impacto no polo de Camaçari pode ser gigantesco. Atenção, classe trabalhadora da Bahia: se já houve redução de empregos no polo desde o governo FHC, esse acordo Mercosul-União Europeia tem potencial de caminhar para o fechamento do polo de Camaçari. E não traz benefício nenhum para o Brasil”, argumentou.

 

Durante a entrevista, Jones Manoel citou dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), encaminhados pelo governo federal, que apontam os impactos econômicos do acordo. Segundo ele, a projeção indica um crescimento de apenas 0,45% ao longo de 15 anos, o que representa uma média de cerca de 0,03% ao ano.

 

Para o militante, o resultado é irrelevante diante dos prejuízos estruturais. “Isso, na prática, é nada”, pontuou.

 

Ao concluir, Jones reforçou que o acordo traz mais danos do que benefícios ao país.

 

“Vai prejudicar a geração de emprego qualificado no Brasil, aumentar o controle da economia brasileira pelo capital estrangeiro, afetar profundamente o polo de Camaçari e outras áreas industriais que ainda resistem no país”, afirmou.

 

“Além disso, vai ampliar as exportações do agronegócio e acelerar a destruição ambiental. É uma tragédia total e absoluta”, concluiu.

 

Confira o corte da entrevista:

Presidente do PT Nacional se reúne com Wagner e Jerônimo e confirma vinda de Lula a Salvador em fevereiro
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Nacional do PT, Edinho Silva, se reuniu, com algumas das principais lideranças petistas na Bahia, como o governador Jerônimo Rodrigues e o senador Jaques Wagner; com o presidente do PT estadual, Tassio Brito e Éden Valadares, secretário nacional de Comunicação do PT. O encontro desta segunda-feira (19) foi realizado para discutir táticas visando aumentar as bancadas federais e estaduais do grupo governista.

 

Em visita a Jerônimo Rodrigues, o presidente Edinho também confirmou a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas celebrações do aniversário de 46 anos do partido, que será comemorado na capital baiana, entre os dias 05 e 07 de fevereiro. Os petistas também combinaram um conjunto de agendas ao longo desse encontro de acolhimento dos demais presidentes estaduais, dos ministros petistas que estarão na Bahia, deputados federais, senadores e outras lideranças.

 

A expectativa é que Lula lance a pré-candidatura à reeleição em um “megaevento”. A festa está prevista para ocorrer no Trapiche Barnabé, no Comércio. A previsão é de que o presidente participe do evento apenas no último dia.

 

A REUNIÃO
A agenda do presidente Nacional do PT, em Salvador, teve início às 8h30, na abertura do Encontro Nacional da MST, no Parque de Exposições. Depois, se reuniu com a direção do movimento e os candidatos ligados ao MST do Brasil inteiro, que estão todos na capital baiana. 

 

Os secretários de Estado, Adolpho Loyola (Serin) e Felipe Freitas (Secretaria de Justiça e Direitos Humanos), que também participaram da reunião, agradeceram ao presidente Edinho pela escolha de Salvador para sediar o aniversário do Partido dos Trabalhadores e por garantir o empenho na mobilização das direções e da militância do PT.

Parecer do MPF é contra acusação de propaganda eleitoral antecipada contra Joseildo Ramos
Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu parecer a favor do deputado federal Joseildo Ribeiro Ramos (PT) em uma ação que seria a primeira representação por propaganda eleitoral antecipada na Bahia, há cerca de 9 meses do período eleitoral. Conforme parecer do procurador Ovídio Augusto Machado, assinado nesta segunda-feira (19), o MPF entendeu que a divulgação de atos parlamentares no exercício da função pública não configura propaganda eleitoral.

 

No caso em questão, o Partido Novo entrou com um pedido de urgência junto ao TRE-BA, alegando que o deputado teria veiculado propaganda eleitoral extemporânea no formato de outdoors instalados no município de Alagoinhas e região. No âmbito da justiça eleitoral baiana, o desembargador eleitoral substituto Isaías Vinícius de Castro Simões concedeu a liminar determinando a retirada do material em 48 horas. 

 

Com o parecer do MPF, a expectativa é que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revise a decisão em primeira instância. Nele, o procurador compreende que “a divulgação de atos parlamentares encontra abrigo no ordenamento eleitoral e decorre do dever constitucional de prestação de contas à população e, portanto, não se confunde com a propaganda eleitoral no seu sentido estrito”. 

 

Isso ocorre porque os outdoors exibiam apenas a frase “Em 2026 o trabalho continua para a vida melhorar”, que, para o MPF não implicaria em uma divulgação eleitoral, já que o parlamentar está no exercício do seu mandato até o final do ano de 2026 e as peças publicitárias não envolvem pedido explícito de voto, menção a uma pretensa candidatura e não exaltam qualidades pessoais. 

 

Desta forma, o MPF pediu a improcedência da denúncia devido a ausência de conteúdo eleitoral. “Desta forma, ausente conteúdo eleitoral, o momento e o meio utilizado para veicular as aludidas mensagens não se submetem ao crivo da Justiça Eleitoral por serem consideradas o que se convencionou chamar de ‘indiferente eleitoral’”, conclui o parecer da procuradoria. 

 

Em nota, o deputado federal Joseildo Ramos reiterou a procedência de seu material de divulgação. “Sempre prestei contas nas redes sociais, no nosso programa de rádio, concedendo entrevistas e também em outdoors. Faço isso o ano todo, todos os anos. Isso não é novidade. É uma obrigação legal de quem respeita o povo e honestamente é vergonhoso que outros parlamentares daqui não façam o mesmo”, afirmou.

Otto Alencar critica “chapa puro-sangue” do PT na Bahia, diz jornal
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O senador Otto Alencar (PSD) criticou a possibilidade de formação de uma “chapa puro-sangue” do PT na Bahia e fez referência ao histórico eleitoral desse tipo de composição, citando as eleições de 2006, quando uma chapa majoritária ligada ao carlismo acabou derrotada. As declarações foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, que também informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve atuar como mediador da crise entre os partidos no estado.

 

Segundo a reportagem, Otto avaliou que chapas formadas por um único grupo político tendem a enfrentar dificuldades eleitorais. O senador teria lembrado a disputa em que Paulo Souto e Eraldo Tinoco, então apoiados pelo grupo carlista, foram derrotados por Jaques Wagner, eleito governador da Bahia.

 

Ainda durante a entrevista ao Estadão, o presidente do PSD na Bahia comentou as articulações em torno da chapa majoritária para 2026. Otto revelou que rejeitou uma proposta para que o deputado federal Diego Coronel (PSD), filho do senador Angelo Coronel, ocupasse a vaga de vice-governador como forma de amenizar tensões internas diante da possibilidade de Angelo ficar fora da chapa.

 

O senador afirmou também que a hipótese de Angelo Coronel assumir a suplência seria inaceitável. “Isso fere o amor-próprio dele. É uma proposta que não deveria ter sido feita”, declarou.

 

Após a repercussão da reportagem, Otto Alencar negou ter usado a palavra “carniça” para se referir a adversários políticos ou à eventual chapa puro-sangue do PT. Em nota enviada à imprensa nesta sexta-feira (16), a assessoria do senador classificou a informação como falsa e afirmou que ele foi mal interpretado.

 

“A única observação feita pelo senador foi que, historicamente, as chamadas chapas ‘puro-sangue’ não obtiveram êxito eleitoral”, diz o comunicado. A assessoria reforçou ainda que Otto “em nenhum momento utilizou termos ofensivos ou depreciativos para se referir a adversários políticos”.

 

Confira o comunicado enviado:

"O senador Otto Alencar repudia veementemente a matéria publicada nesta sexta-feira (16) pelo jornal O Estado de S. Paulo, assinada pelo jornalista Daniel Weterman.  Em nenhum momento o senador utilizou qualquer termo pejorativo para se referir a adversários políticos, tampouco a expressão que lhe foi atribuída. Presidente do PSD na Bahia e da CCJ no Senado, Otto Alencar apenas relembrou, em entrevistas, que chapas chamadas de “puro-sangue”, historicamente, não obtiveram êxito eleitoral, citando como exemplo a eleição de 2006 na Bahia, quando uma chapa da oposição, encabeçada pelo mesmo partido (Paulo Souto / Eraldo Tinoco) foi derrotada por Jaques Wagner, que se elegeu governador do Estado. O senador Otto reafirma seu compromisso com o debate político respeitoso e responsável e rechaça a distorção de suas declarações."

Na Lavagem do Bonfim, secretária de Saúde da Bahia reforça atuação na pasta e evita falar sobre candidatura própria
Foto: Antonio Cavalcante / Bahia Notícias

A secretária estadual de Saúde da Bahia, Roberta Santana, presente na tradicional Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), falou sobre os preparativos do poder público para as eleições e sobre os rumos da pasta. Questionada sobre especulações de que seu nome ganha força para uma candidatura a deputada estadual nas eleições deste ano, a secretaria evitou o tema político-eleitoral e focou sua fala nos trabalhos da secretaria.

 

“No sentido político, a gente não teve nenhuma conversa com o governador. O que o governador quer hoje e o que a gente conversa o tempo todo é sobre a saúde da Bahia”, disse Santana. Ela reforçou o alinhamento com o chefe do Executivo estadual e afirmou "a gente vai trabalhar muito para reeleger ele”.

 

A secretária dedicou a maior parte de sua fala aos projetos em andamento na saúde pública do estado. “Muito planejamento importante para a gente continuar tocando. Tem muita obra caminhando, muito hospital, ampliação, novos projetos. E a gente segue firme nisso aí”, disse.

 

Sobre a cobertura sanitária para o período das festas populares, que inclui a festa de Iemanjá (2 de fevereiro) e o Carnaval, Roberta Santana detalhou um investimento de R$ 15 milhões. A estrutura, segundo ela, conta com a rede de urgência e emergência de prontidão e sete postos de testagem para doenças, sendo dois na capital e os demais distribuídos no interior.

 

“Tudo pronto, preparado. E a gente garante à população que ela pode brincar em paz, que a saúde está segurada, os grandes hospitais, HGE, todo mundo pronto”, afirmou. Ela também mencionou a parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, coordenada por Rodrigo Alves, para fortalecer a assistência.

"Eu cumpro missão": secretária de Educação se esquiva sobre planos eleitorais em meio a Lavagem do Bonfim
Foto: Marcelo Cavalcante / Bahia Notícias

Durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), a secretária estadual de Educação, Rowena Brito, evitou falar sobre os planos eleitorais para outubro e preferiu tratar somente sobre a gestão na pasta. Rowena afirmou que aguarda decisões superiores do partido e do governo sobre o tema.

 

Questionada especificamente sobre as tratativas para uma possível candidatura a deputada estadual ou federal, a secretária demonstrou discrição. “O presidente Tássio [Brito] já me procurou, a gente já conversou sobre isso, mas nesse momento tô aguardando a decisão do partido e do governador pra gente poder caminhar”, afirmou.

 

Ela citou ações da pasta, como inaugurações de escolas e o período de matrículas da rede estadual, que segue aberto até o próximo dia 20. “A Rowena tá cuidando agora da educação, foco na gestão… Eu tô muito focada nisso”, declarou.

Valmir reforça “chapa dos governadores” e diz que indicação de Josias ao TCE “diminui nomes na bancada federal”
Foto: Nilson Tellys/ Bahia Notícias

O deputado federal da Bahia pelo Partido dos Trabalhadores, Valmir Assunção, reforçou apoio a uma chapa “puro-sangue” ou “chapa dos governadores” do PT estadual na Bahia. Em entrevista coletiva durante a Lavagem do Bonfim, uma das principais festas tradicionais do estado, nesta quinta-feira (15), em Salvador, o parlamentar apontou que a chapa seria “um reconhecimento” do petismo na Bahia. O grupo seria formado pelo governador Jerônimo Rodrigues como candidato à reeleição e pelos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa como candidatos ao Senado. 

 

“Não é a questão de ser puro-sangue. São três governadores: um atual que é Jerônimo; Wagner, que iniciou esse processo democrático; e Rui Costa, que foi um grande governador, hoje é ministro. Então são três figuras importantes, tem muita força política no Estado e essa chapa é um reconhecimento ao trabalho, à dedicação, ao respeito e o fortalecimento da nossa chapa em si”, garante. 

 

Ele nega, por sua vez, que uma chapa nesse modelo representa uma ruptura com os partidos aliados. “Sem dúvida nenhuma, os partidos da base aliada que sempre esteve conosco, sempre teve oportunidade, sempre cresceu, sempre se fortaleceu e o que não estamos construindo justamente o resultado dessa política, por isso que é importante a gente reafirmar que são três governadores.”

 

O deputado, que foi o último petista baiano em número de votos para conquistar uma vaga no Congresso Nacional em 2022, comentou ainda sobre a ausência do colega, Josias Gomes, no próximo pleito. Indicado uma vaga vitalícia ao Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), o suplente de deputado deve deixar um espólio eleitoral, ou histórico de eleitores, de mais de 90 mil votos. 

 

“Lógico que eu queria que ele continuasse candidato, porque para a chapa era importante a gente ter mais candidato a deputado federal. A ida para o tribunal, para nós na chapa do PT, foi ruim porque diminui um dos nomes importantes na bancada federal. Agora para ele e para o governo é importante ele estar no tribunal, torço para ele e desejo muita sorte para ele”, diz Valmir. 

 

Segundo ele, com menos um nome de força na disputa, “nós aqui na chapa do PT, da federação, temos que trabalhar muito, nos dedicar muito. Isso nós fizemos ao longo desses três anos e com certeza, no dia 4 de outubro as pessoas vão escolher quem deve representar o povo da Bahia, eu espero que eu estarei lá”, conclui.

Adolpho Loyola revela 8 a 10 saídas de secretários ao final de janeiro: “Mudar logo para não perder tempo”
Foto: Antonio Cavalcante / Bahia Notícias

O secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, revelou que as desincompatibilizações de secretários estaduais para a campanha eleitoral de 2026 devem ocorrer ainda no final de janeiro. Em entrevista ao Bahia Notícias, durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15) em Salvador, o gestor institucional avalia que o secretariado estadual deve sofrer uma baixa de oito a dez nomes. 

 

“Devem sair em torno de oito secretários, 8 a 10 secretários que serão candidatos. Eles devem sair agora no final de janeiro, o governador ainda está decidindo, para que eles possam já adiantar a campanha deles, a pré-campanha. E com isso nós vamos continuar trabalhando. É para mudar logo para a gente não perder muito tempo na transição dos novos secretários. Esse é o intuito do governador”, garante Loyola. 

 

O secretário explica que, no que diz respeito à formação da chapa com as lideranças, “estamos conversando com os partidos da base para agora até abril a gente poder já ter a chapa fechada com acordo com todos os partidos da base aliada”. 

 

Ao falar sobre aliados, Adolpho também comenta sobre a relação com a família do senador Angelo Coronel, aliada de longa data do governo. Sobre o tema, ele afirma que o diálogo foi estabelecido por meio do deputado federal Diego Coronel, filho de Angelo. 

 

“A reunião foi muito boa, foi uma conversa. Ele [Coronel] não saiu da base, foi uma conversa amistosa de planejamento, de conversas de construção. Aqui no nosso grupo todo mundo cresce, então ninguém quer sair. Nós queremos fazer uma conversa com todos os partidos, não só é a pessoa física, a pessoa do senador Coronel, que já é uma grande coisa, mas todo um contexto de partido, de aliados que nós vamos ter que ouvir para poder definir a chapa”, detalha o articulador petista. 

 

Ainda sobre apoios e alianças, ele comenta que, no interior, o diálogo ainda vai ser iniciado. “A ideia é essa, o governador está aberto para o diálogo com todos os prefeitos, todas as lideranças, mas esse momento de prefeito anunciar apoio ou não depende muito mais do prefeito do que da gente. A gente não fez conversa política ainda, fizemos apenas conversas institucionais e encaminhamento de demandas”, conclui.

ACM Neto diz que PT "não consegue separar o público do partidário" e prevê vitória: "Vão perder os três de uma vez"
Foto: Antonio Cavalcante/ Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), abriu espaço para diálogo com o senador Angelo Coronel na oposição ao grupo petista, como resposta a uma possível chapa “puro-sangue” do Partido dos Trabalhadores (PT) na eleição. Em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (15) durante a Lavagem do Bonfim em Salvador, o líder da oposição teceu críticas ao grupo petista e garantiu que, no caso de uma chapa com Jerônimo, Rui Costa e Jaques Wagner, “os três vão perder de uma vez só”. 

 

“Depois de 20 anos, eles não conseguem mais separar o que é o público do que é o partidário. Então, eles se acham numa posição de tal força política que podem impor três do PT. Vão perder os três de uma vez só, é o que eu acredito. Os três vão perder de uma vez só. Nós vamos pegar essa panela, vamos fazer ela entornar e ela vai virar de uma vez só e a gente começa a construir uma nova história em 2026”, afirma. 

 

Sobre o diálogo com o senador Angelo Coronel, que até então não foi confirmado como candidato à reeleição, ACM diz que “se o [Angelo] Coronel quiser fazer parte disso e quiser continuar senador, existe espaço para dialogar conosco. Nós só vamos tratar desse assunto se houver essa possibilidade”.

 

O vice-presidente nacional do União Brasil comenta ainda sobre a presença do governador do Goiás, Ronaldo Caiado, durante a celebração do Bonfim. Neto afirma que a pré-candidatura do goiano ao Palácio do Planalto segue mantida e tem o apoio do grupo. “A pré-candidatura dele foi lançada aqui em Salvador em abril do ano passado, eu estou com ele [Ronaldo Caiado] e vamos seguir juntos”. 

 

A fala ocorre após o representante do União afirmar, durante evento em Ilhéus, que poderia apoiar “qualquer candidato” contra Lula, incluindo o senador Flávio Bolsonaro. ACM garante, no entanto, que Caiado “é o pré-candidato a presidente do União Brasil, agora até outubro, muitas coisas vão acontecer, muito diálogo pela frente há de se fazer temos que respeitar a possibilidade de conversar com todos os partidos que fazem oposição PT”, afirma. 

 

Ainda sobre as eleições, o ex-prefeito de Salvador afirma que vai deixar a chapa em aberto até abril, no período de oficialização das candidaturas. “Não tem nenhuma razão para ser antes disso. A gente vai acompanhar os fatos, vai ver o desdobramento do que acontece com Jerônimo e companhia. Não que eu dependa dele, mas também não vou resolver o problema deles e eu não tenho pressa”, sucinta.

 

Ele garante ainda que, o que é possível confirmar é a candidatura do então líder do PL na Bahia, João Roma. “A gente vai ajustando e mudando as coisas, agora, com relação a João Roma, ele é o pré-candidato ao Senado hoje. Claro que isso depende da própria confirmação dele, mas eu acho que é natural hoje a pré-candidatura de João ao Senado, ao nosso lado. Isso seria já uma definição natural e vai se consolidando”, completa. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Coronel Card passou tanto tempo ao lado do Cavalo do Cão que até o coração partido ele tentou imitar. Já o Cacique tentou um estilo diferente essa semana: o "venha a nós o vosso reino". Só faltou me contarem mesmo os detalhes mais íntimos da passagem de Marmotta por aqui. Já Lero anda mal na política e na vida pessoal, aparentemente. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Solange Almeida

Solange Almeida
Foto: Reprodução Redes Sociais

"Cuidar de mim". 


Disse a cantora Solange Almeida ao surgir com um novo visual nas redes sociais e chamou atenção dos seguidores. A mudança feita pela cantora veio através de um procedimento estético.

Podcast

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A deputada federal Lídice da Mata (PSB) é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda-feira (16). O programa é exibido ao vivo no YouTube do Bahia Notícias a partir das 16h.

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