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Artigos

Daniela Cháves
Cultura independente à própria sorte
Foto: Divulgação

Cultura independente à própria sorte

Desde março de 2023, a Casa do Improviso se constituiu como um raro exemplo de iniciativa cultural independente em Salvador: um espaço erguido não por políticas públicas estruturantes, mas pela insistência de artistas que decidiram investir, com recursos próprios e redes de afeto, na criação de um território vivo para as artes cênicas.

Multimídia

Deputado Antonio Henrique Jr. destaca alinhamento ideológico com o PV: “A gente veio representar o partido, ajudar a crescer”

Deputado Antonio Henrique Jr. destaca alinhamento ideológico com o PV: “A gente veio representar o partido, ajudar a crescer”
O deputado estadual Antonio Henrique Jr (PV) comentou sobre a migração partidária dos parlamentares eleitos pelo Progressistas na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) após a consolidação da federação PP-União Brasil, na oposição ao governo estadual. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (27), o deputado afirmou que a decisão de romper com o partido e se manter na base governista foi coletiva.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

pt

Após rejeição de Messias, Lula se reúne com líder do governo no Senado
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O senador baiano Jaques Wagner (PT) foi convocado para uma reunião com o  presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)), na noite desta quarta-feira (29), logo após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Wagner é o líder do  governo no Senado Federal e afirmou, ao final da votação, que foi pego de “surpresa”. 

 

Segundo informações da CNN, Wagner chegou ao Palácio da Alvorada para se reunir com o presidente cerca de 20 minutos após resultado anunciado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União). Nas vésperas da votação, o grupo governista esperava entre 44 e 45 votos favoráveis à aprovação da indicação.

 

Em um cenário em que eram necessários ao menos 41 votos, o Senado rejeitou, por 42 votos a 34, a indicação de Messias a Suprema Corte. A votação é secreta e ocorreu no plenário da Casa Alta depois de oito horas de sabatina do candidato na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na comissão, o placar foi de 16 votos a 11.

Rui Costa rebate críticas sobre relação com Banco Master: “Na época nem Banco Master existia”
Foto: Reprodução / Antena 1

O ex-governador do Estado da Bahia, Rui Costa (PT), comentou sobre as correlaçãos apontadas por opositores entre a sua gestão, entre 2015 e 2023, com o escândalo do Banco Master. Em entrevista ao programa Linha de Frente, da Antena 1 (100.1), nesta terça-feira (28), o ex-ministro da Casa Civil afirmou que as acusações, em torno da venda do CredCesta, cartão de crédito vinculado a Cesta do Povo, não se sustentam. 

 

"Isso é coisa artificial. Quem acusava isso apareceu depois com contrato com consultoria para o Banco. Na época que nós vendemos a cesta do povo, com o cartão [Credcesta], nem Banco Master existia", afirmou o ex-ministro. 

 

Na entrevista, o ex-governador refez a linha do tempo da venda do CredCesta: "Nós não vendemos ao Banco, a cesta do povo não foi vendida ao Banco, ela foi vendida a um fundo de investimento espanhol. Nós tentamos vender uma vez, a segunda vez, e na terceira vez, depois de oferecer a Caixa Econômica, ao Banco do Brasil, a um monte de gente e banco público. E todos eram enfaticos dizendo: a única coisa de valor que tem nesse negócio ai que vocês estão vendendo é esse cartão de crédito da Cesta do Povo, isso vale algum dinheiro”, narra. 

 

O pré-candidato ao Senado destaca ainda que “vendemos a Cesta do Povo com a obrigação de que quem comprasse mantivesse, na época, no mínimo 50 lojas abertas, funcionando,por um prazo mínimo de 5 anos para manter aqueles empregos”. 


 

Para Rui, o problema real teria sido a própria Cesta do Povo, que, segundo ele foi uma “furada” criada pelo ex-governador Antonio Carlos Magalhães (ACM). “A Cesta do Povo foi criada por Antônio Carlos Magalhães, uma ideia que se mostrou, ao longo do tempo, furada, que deu um prejuizo bilionário ao Governo do Estado e ao povo baiano”, disse. 

 

“Era um supermercado que só dava prejuízo, não tem como um supermercado público estatal concorrer com um supermercado privado, não tem como”, conclui. 

Petistas avaliam impacto de eventual apoio de Trump a Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) avaliam, nos bastidores, que uma eventual declaração de apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026 poderia ter reflexos no cenário político brasileiro.

 

De acordo com relatos atribuídos a lideranças petistas, a possibilidade é vista como um elemento que poderia ser explorado politicamente durante a campanha. A avaliação é de que um eventual posicionamento público de Trump teria potencial de influenciar o debate eleitoral.

 

Ainda segundo essas lideranças, a estratégia seria associar o apoio internacional ao discurso de soberania nacional, além de reforçar críticas ao adversário no contexto da disputa presidencial.

 

As informações são do Metrópoles.

Em Congresso do PT, Maria Marighella confirma pré-candidatura à Câmara Federal
Foto:

A ex-presidente da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Maria Marighella reafirmou sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados durante sua participação no 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), em Brasília. 

 

No congresso, que marca os 46 anos de fundação do PT, uma das homenagens centrais foi dedicada à militante histórica Clara Charf, viúva de Carlos Marighella e avó de Maria. “Ser petista é também um ato de amor a Clara. Minha filiação ao partido é um ato de amor e devoção à política e à democracia. Clara é uma mulher feminista, vanguarda de todos os tempos, que ainda nos anos 40 se filia ao Partido Comunista”, afirmou.

 

Clara foi uma figura de referência na construção partidária e na defesa da democracia no país. Outra homenageada foi a  também militante Sonia Braga, fundadora do partido, ex-presidenta estadual do PT no Ceará, ex-secretária de Organização Nacional do PT.

 

Na mesma fala, Maria ressaltou o papel organizador e coletivo da militante. “Clara estaria aqui hoje, entre nós, pela mesa, mas sobretudo com as companheiras a quem dedicou seus dias, suas preocupações, sua capacidade de organizar e pensar”, disse.

 

O encontro reúne lideranças de todo o país para discutir os rumos do partido e a estratégia eleitoral para 2026.

 

A entrada na disputa por uma vaga na Câmara Federal ocorre em um cenário em que o PT busca ampliar sua representação no Congresso e dá continuidade ao projeto político de Maria Marighella que foi eleita vereadora de Salvador em 2020.

Com expectativa de Congresso mais bolsonarista, direita quer reforma do Judiciário só em 2027
Foto: Gustavo Moreno / STF

A bancada mais a direita no Congresso Nacional quer adiar uma tentativa de reforma do Poder Judiciário a partir da proposta levantada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. O adiamento ocorre mediante a expectativa de ter maioria no Congresso a partir de 2027 e, desta forma, ter mais força na discussão no ano que vem. 

 

Segundo bolsonaristas, Dino e o PT usam a pauta neste momento para distanciar o governo Lula da corte e da crise do Banco Master. Em público, a direita tem afirmado que rejeita uma reforma do Judiciário neste momento porque não acredita num processo capitaneado pelo próprio STF e encampado pelo PT. 

 

À Folha de S. Paulo, o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB) afirmou que "Não vamos apoiar”. “Os ministros não respeitam a Constituição, porque respeitariam esse código de conduta?", questionou. O mesmo posicionamento é divulgado pelo líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ). O parlamentar criticou diversos pontos da proposta de Dino e defendeu que a iniciativa, com adesão de parte da base do presidente Lula (PT), dificilmente se concretizaria este ano. 

 

A proposta de reforma defendida por Dino tem 15 pontos. Alguns visam a mudar questões técnicas como a demora na análise de processos, enquanto outras entram em discussões espinhosas como o fim da aposentadoria compulsória e a tipificação de certos crimes quando cometidos por juízes e outros integrantes do Judiciário.

 

Segundo a bancada oposicionista, apoiar a proposta de Dino só fortaleceria o governo no seu discurso e poderia ajudar uma reforma nos moldes defendidos pela base governista em convergência com o ministro. 

 

Para Sóstenes, a proposta de Dino é vaga e imprecisa quando trata de temas técnicos e da Justiça Eleitoral. "O próprio STF está contra um Código de Ética no STF, como sugerido pelo ministro Fachin", afirmou Sóstenes à Folha. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse em rede social que uma mudança é "necessária", mas afirmou que a "convergência entre o artigo do ministro Flávio Dino e a defesa da reforma do Judiciário pelo PT levanta dúvidas legítimas".

 

Já na ala petista, a proposta de Dino tem ressonância. O partido tem defendido uma reforma do Judiciário após o escândalo da fraude do Master revelar relações de ministros do STF e seus familiares com o banco. Em abril, o presidente do partido, Edinho Silva, afirmou: "Fulanizar é muito fácil. As pessoas são falíveis. O importante é ter instituições fortes". Ele defendeu que "deveríamos estar debatendo reforma do Poder Judiciário para que as falhas deixem de acontecer".

 

O assunto será discutido no congresso do PT, que começou nesta semana e segue até domingo (26). A expectativa é que a defesa de uma reforma do Judiciário seja citada na tese final do partido, uma espécie de carta com diretrizes que devem ser defendidas pela legenda.

“Cada um precisa ser o porta-voz de Lula e da democracia no ambiente virtual”, afirma Éden no Congresso do PT
Foto: Divulgação

O secretário Nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, afirmou, no primeiro dia do 8º Congresso Brasil Justo do partido, nesta sexta-feira (24), em Brasília, que os dirigentes, a militância e os apoiadores do projeto político de justiça e desenvolvimento social do PT precisam ser os porta-vozes do presidente Lula no mundo digital para garantir a sua reeleição neste ano e a continuidade da promoção de avanços no Brasil, após quatro anos de retrocesso da gestão de Jair Bolsonaro, que colocou o país no Mapa da Fome e bateu recordes de desemprego. 

 

“Quero destacar e convidar cada companheiro e companheira que ainda não aderiu e que ainda não é construtor das nossas estratégias digitais. Não basta só seguir o perfil do PT e do Lula, curtir e compartilhar o nosso conteúdo. Isso é importante. Não basta só seguir o perfil do PT no seu estado, no seu município ou do nosso candidato e candidata. Nós temos que ser falantes do presidente Lula também no universo digital. Cada um e cada uma aqui dos dirigentes precisa assumir o papel de ser o porta-voz do presidente Lula e da democracia no ambiente virtual”, disse o secretário de Comunicação. 

 

Éden falou sobre a importante tarefa de traduzir as políticas, o programa e as propostas do governo Lula e do PT e o empenho desse trabalho de levar a informação a cada território, estado ou cidade.

 

“Com o nosso sotaque, do nosso jeito, no nosso território e criar coragem de abrir a câmera e gravar e criar coragem de defender as ações, as obras e os programas do presidente Lula em cada cidade, em cada bairro”, disse Éden.

 

O secretário Nacional de Comunicação do PT também comentou sobre a articulação para a agenda do Dia do Trabalhador, em 1º de Maio, e reforçou o que considera fundamental para maior união do partido em todo o Brasil. 

 

“Nós estamos fazendo talvez o exercício de maior unidade política no PT, entre a esfera virtual e a mobilização territorial de núcleo de base. Nós precisamos, na construção do 1º de maio, de um exemplo de que o PT já compreendeu que não há na vida contemporânea, moderna, diferença entre a dimensão virtual e a real. Que não há mais divórcio entre aquilo que fazemos, que é militância política, disputa política de princípios de valores, no dia a dia, no sindicato, no trabalho, na universidade, na escola, na comunidade daquilo que fazemos nos ambientes digitais. Hoje, os celulares viraram praticamente uma extensão do nosso corpo e acho que é um sinal de maturidade que o PT apresenta nessa construção de que as coisas podem e vão caminhar juntas como já caminharam nas eleições de 2016, 2018, 2022 e 2026 ainda mais”, disse o secretário no primeiro dia do Congresso do partido

Flávio diz que é "fake news" matéria da Folha sobre plano que reduz aposentadorias e enfraquece proteção social
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse se tratar de “fake news” a notícia divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, nesta quarta-feira (22), sobre supostas discussões de sua equipe de campanha a respeito de medidas econômicas que podem envolver cortes em gastos sociais e mudanças estruturais que afetariam diretamente aposentados, trabalhadores e serviços públicos.

 

Em postagem nas suas redes sociais, Flávio mostra a reportagem da Folha com um carimbo de “fake news”. O pré-candidato afirma ainda, no post, que a notícia seria “furada”, e que ele nunca teria tratado desse tema internamente com sua equipe. 

 

A matéria da Folha de S.Paulo, que se baseia em relatos de aliados e integrantes da equipe do pré-candidato, afirma que a campanha de Flávio Bolsonaro trabalharia com a perspectiva de promover ajustes de natureza fiscal com impacto de cerca de 2% do PIB. Entre as propostas em discussão pela equipe do senador do PL estariam, segundo a Folha:

 

  • Desvinculação de gastos com saúde e educação dos pisos constitucionais, o que, na prática, pode limitar o crescimento real de investimentos nessas áreas essenciais;
  • Mudanças na política do salário mínimo, separando os reajustes reais dos benefícios previdenciários e assistenciais;
  • Revisão das regras da Previdência, incluindo possíveis alterações na forma como os benefícios são corrigidos.

 

As supostas medidas econômicas de um eventual governo Flávio Bolsonaro já vêm sendo criticadas por seus adversários em postagens nas redes sociais. A conta oficial do PT no Instagram, por exemplo, postou uma imagem da matéria da Folha em meio a uma foto do senador, com a seguinte mensagem: “URGENTE! Vaza plano de Flávio Bolsonaro para congelar gastos com saúde, educação e aposentadorias”.

 

A postagem vem sendo replicada por diversos parlamentares e ativistas de partidos de esquerda. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), por exemplo, não apenas replicou o post do partido como gravou vídeo denunciando o que seria uma iniciativa do candidato a presidente de congelar o salário mínimo e prejudicar aposentados e trabalhadores.

 

“A Folha revelou hoje o que o Flávio Bolsonaro e a equipe econômica dele tanto querem esconder: o brutal ataque aos trabalhadores que eles querem fazer acabando com a política de valorização do salário mínimo do Lula. E não é só isso. Eles querem destruir os pisos constitucionais da saúde e da educação. Eles querem repetir o governo do pai dele que congelou o salário mínimo por anos sem nenhum centavo de ganho real”, disse Lindbergh no vídeo. 

 

Quem também repercutiu o suposto plano econômico de Flávio Bolsonaro foi o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. À coluna “Painel”, da Folha, Guimarães afirmou que o presidenciável do PL vai promover um “desmonte” na saúde e na educação do país.

 

“Este é o verdadeiro Flávio, a fiel cópia do pai. É o inimigo da saúde e da educação”, disse o ministro ao “Painel”.
 

Vídeo do PT liga compra de mansão de R$ 6 milhões por Flávio a suposto favorecimento pelo ex-presidente do BRB
Foto: Reprodução Redes Sociais

Deputados federais como Lindbergh Farias (RJ), Paulo Pimenta (RS) e Gleisi Hoffmann (PR), além do presidente do PT, Edinho Silva, reproduziram vídeo editado pelo PT que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter sido beneficiado pelo então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na obtenção de um financiamento bancário para compra de uma mansão em Brasília no valor de cerca de R$ 6 milhões.

 

Paulo Henrique Costa foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16) por envolvimento nas fraudes cometidas em conluio com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no período em que esteve à frente da presidência do banco público do Distrito Federal. Costa foi enviado no mesmo dia para a Penitenciária da Papuda. 

 

Na legenda da postagem, o PT escreveu a seguinte chamada: "Banco Master e Flávio Bolsonaro: um negócio de família". O vídeo, que na conta do PT tem mais de 300 mil visualizações, vem sendo reproduzido em outras plataformas por políticos e influenciadores de esquerda.

 

No vídeo, são relembradas reportagens de diversos veículos de imprensa na época em que Flávio comprou a mansão, em 2021. As reportagens citadas no vídeo afirmaram que o senador pagou R$ 2,87 milhões à vista pelo imóvel. 

 

Os R$ 3,1 milhões restantes foram financiados em 360 meses pelo BRB, presidido na época por Paulo Henrique Costa, com taxa de juros nominal de 3,65% ao ano. O valor era abaixo da inflação, que ficou em 4,52% em 2020.

 

A compra, naquela ocasião, causou polêmica, porque o valor da casa tinha valor quase quatro vezes o valor do patrimônio declarado por Flávio Bolsonaro na sua eleição para o Senado, em 2018. O vídeo faz uma relação de possível favorecimento ao senador pelo presidente do BRB, já que o financiamento da casa teve juros de 3,65%, quando a taxa de balcão praticada pelo BRB para outros financiamentos seria de 4,85%.

 

Em 2022, como resposta a uma ação popular movida pela deputada Erika Kokay (PT-DF), o senador Flávio Bolsonaro no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT), o senador Flávio Bolsonaro afirmou que a compra da mansão estaria relacionada à sua renda como advogado. O parlamentar justificou que sua carreira na advocacia o ajudou a juntar o montante necessário para financiar o imóvel.

 

Além da renda como advogado, o hoje pré-candidato a presidente também informou que atua como empresário e empreendedor, e sua esposa, Fernanda Bolsonaro, atua na odontologia “há bastante tempo”.

 

“Cabe dizer ainda que o banco que concedeu o financiamento, assim como todas as instituições financeiras no Brasil, segue um rigoroso complience e está sujeito a regras regulatórias e de fiscalização que impedem qualquer irregularidade”, disse também o senador em nota à imprensa em 2022 sobre a compra da mansão.
 

PT tentou impedir, mas maioria na Câmara aprovou projeto que determina prisão federal para quem matar policiais
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Na sessão deliberativa realizada nesta quinta-feira (16), foi aprovado pela Câmara dos Deputados o PL 5391/2020, que determina a transferência, para presídios federais, de acusados e condenados por homicídio de policiais, agentes penitenciários e outros agentes de segurança. Como já havia sido aprovado também pelo Senado, o projeto segue agora para sanção presidencial.

 

Durante a análise da proposta, de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), a bancada do PT tentou adiar a votação, alegando que não havia acordo firmado sobre a matéria. O líder do PT, Pedro Uczai (SC), apresentou inicialmente um requerimento para retirada de pauta, que foi derrotado pela maioria, e logo depois entrou com outro requerimento, para adiamento da discussão, igualmente rejeitado.

 

Parlamentares da oposição afirmaram que partidos como o PT e o Psol sempre tentar obstruir a votação de projetos que dificultam a vida de criminosos. O autor do projeto, Carlos Jordy, disse que acha que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai querer vetar o projeto, o que, para ele, será um “prato cheio” para a oposição a campanha eleitoral.

 

“É impressionante: quando nós temos aqui projetos que envolvam a vida de policiais, o fortalecimento da segurança pública, projetos como este, que estabelece que assassinos de policiais e de outros operadores da segurança pública cumpram pena em presídio federal, em regime disciplinar diferenciado, nós temos o governo contra, a esquerda contra. Nós já estamos sabendo que, evidentemente, o governo vai querer vetar esse projeto. Será um prato cheio para nós. É inacreditável!”, disse Jordy.

 

Apesar da tentativa de obstrução do PT e outros partidos de esquerda, as mudanças feitas pelo Senado no projeto foram aprovadas. Segundo o texto do PL 5391/2020, presos provisórios ou condenados pelo homicídio de policiais federais, rodoviários, ferroviários, civis, militares ou penais (e também de bombeiros, agentes e autoridades das Forças Armadas ou da Força Nacional de Segurança Pública) devem ser recolhidos preferencialmente em estabelecimentos penais federais. A mesma regra vale para quem matar cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau desses agentes de segurança. 

 

Além disso, os presos provisórios e condenados por esse tipo de crime deverão ser submetidos ao regime disciplinar diferenciado (RDD), no qual as celas são individuais; as visitas são quinzenais, monitoradas e sem contato físico; a correspondência é fiscalizada; a saída da cela é limitada a duas horas por dia; e as audiências judiciais são por videoconferência. O mesmo regime deve ser imposto a quem tiver reincidido na prática de crimes com violência, com grave ameaça ou hediondos.

 

Pela lei, um preso só pode ser submetido ao RDD por até dois anos, mas o regime pode ser aplicado mais de uma vez, pelo mesmo período, se houver faltas ou crimes que justifiquem. O PL 5.391/2020 impõe que, enquanto estiver no regime diferenciado, o preso não poderá progredir de regime nem obter livramento condicional.

 

No Senado, foi aprovada uma emenda do senador Sérgio Moro (PL-PR) para que todos os presos de estabelecimentos penais federais participem das audiências por videoconferência, salvo por impossibilidade técnica, e não apenas em caso de homicídio contra profissionais de segurança ou militares. O objetivo foi o de dar economia processual, celeridade e maior segurança à sociedade, ao evitar o transporte do preso entre a prisão e o local da audiência, como justificou Sérgio Moro.

 

Outra emenda aprovada no Senado diferencia com maior clareza os conceitos de reincidência e reiteração delitiva. Reincidência é quando o criminoso volta a praticar um delito havendo sido anteriormente condenado por outro (de igual natureza ou não). Já a reiteração delitiva é a prática repetida de crimes.

Alcolumbre atuou por Odair Cunha e garantiu aprovação do nome do petista para o TCU também no Senado
Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Menos de 24 horas depois da votação realizada pela Câmara, o Senado ratificou a eleição do deputado Odair Cunha (PT-MG) para assumir a vaga aberta no Tribunal de Contas da União (TCU) após a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. Cunha teve seu nome aprovado na sessão plenária desta quarta-feira (15) com 50 votos favoráveis e oito contrários. 

 

Durante a votação, a indicação de Odair Cunha recebeu manifestações de apoio de diversos senadores em Plenário. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ressaltou a “legitimidade da aprovação”, pela votação obtida na Câmara.

 

“Teve o apoio expressivo de 303 votos de deputadas e deputados, em uma votação que contava com cinco candidaturas”, disse Alcolumbre. 

 

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse que a votação de Odair Cunha representou um “dia de nobreza” para o parlamento, principalmente pelo cumprimento de um acordo feito na eleição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

 

“Essa Casa vive de debates, discussões, compromissos e acordos cumpridos, e havia um acordo que foi feito. Por isso eu parabenizo o presidente Hugo Motta, assim como o indicado Odair Cunha, porque houve em determinado momento um acordo feito, e bato palmas, pois sei do esforço que Hugo Motta para que fosse respeitado o acordo feito”, disse Wagner. 

 

Além de Hugo Motta, o indicado pelo PT contou também com a atuação direta de Davi Alcolumbre para garantir a eleição de ao Tribunal de Contas da União. Segundo a Folha de S.Paulo, Alcolumbre chegou a ligar para deputados de seu próprio partido pedindo votos ao petista, mesmo com a candidatura de Elmar Nascimento (União-BA), nome da própria legenda. 

 

O deputado baiano ainda contou com apoio de parte do PL nos dias que antecederam a votação, mas fechou a votação com apenas 96 votos.

 

De acordo com a Folha, a movimentação de Alcolumbre para aprovar o nome de Odair Cunha ocorreu em meio a uma reaproximação entre o presidente do Senado e o governo Lula. A relação, antes desgastada, passou a dar sinais de distensão.

 

Na Câmara, o deputado Odair Cunha obteve um total de 303 votos após acordo com Hugo Motta e partidos do Centrão, com apoio de siglas como União Brasil e PSD. Ele é o primeiro petista a vencer uma eleição para ministro do TCU desde a redemocratização.

 

Odair Cunha é advogado e está em seu sexto mandato consecutivo como deputado federal. É autor de 18 projetos que viraram lei, entre eles o que originou a lei que retomou e reformulou incentivos do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado em 2021 para ajudar empresas que tiveram de paralisar as atividades durante a pandemia de Covid-19. Foi relator de 230 proposições transformadas em lei.
 

Deputado petista propõe evento com artistas na Câmara para defender PEC de incentivo à cultura e ao esporte
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) articula a realização de um evento com artistas no Congresso Nacional para defender uma proposta de emenda à Constituição (PEC) voltada ao financiamento indireto da cultura e do esporte.

 

A iniciativa é voltada à PEC de autoria do próprio parlamentar, que prevê mudanças na Constituição para permitir a concessão de fomentos indiretos por meio do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O tributo foi instituído no contexto da reforma tributária brasileira aprovada pelo Congresso.

 

Com a substituição do ICMS e do ISS pelo IBS, mecanismos de incentivo vinculados à renúncia fiscal em nível estadual e municipal tendem a ser extintos. Esses instrumentos são atualmente utilizados para viabilizar políticas de fomento à cultura e ao esporte.

 

As informações são do Metrópoles.

José Guimarães deixa coordenação de grupo eleitoral do PT após assumir ministério de Lula
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), terá de deixar a coordenação do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do Partido dos Trabalhadores (PT), além de se afastar da Câmara dos Deputados e de sua pré-candidatura ao Senado.

 

A mudança ocorre em razão da legislação eleitoral, que impede o acúmulo das funções. Com isso, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar um novo nome para comandar o grupo eleitoral petista, responsável pela articulação da reeleição presidencial.

 

De acordo com o Metrópoles, o senador Humberto Costa (PT-PE) é apontado como um dos cotados para assumir a coordenação do GTE. O parlamentar já exerceu a presidência interina do PT durante o período em que a ex-ministra e deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) integrou o governo federal.

Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro registram empate técnico no 2° turno, ambos com alta rejeição
Foto: Reprodução / Agência Brasil e Senado

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL) reverteu a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e registrou 46% das intenções de voto no 2° turno, frente a 45% de Lula, figurando um empate técnico. Isso é o que aponta a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11). Essa é a primeira vez que Flávio ultrapassa o petista númericamente.

 

A distância entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD) ou Romeu Zema (Novo), o atual presidente registra 45% dos votos frente a 42% dos opositores, também figurando um empate técnico em ambos os cenários. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades entre os dias 07 e 09 de abril e está registrada sob o código BR-03770/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

 

Em comparação ao levantamento do Datafolha de março, Caiado foi o pré-candidato que mais avançou nas pesquisas, saindo de 36% dos votos para 42%. Flávio Bolsonaro saiu de 43% para 46% e Romeu Zema foi avaliado pela primeira vez. 

 

Analisando o cenário do primeiro turno, Lula soma 45% das intenções em votos válidos - resultado produzido a partir da exclusão dos votos nulos e brancos -, enquanto os quatro adversários citados marcam, juntos, 55%. Segundo a Justiça Eleitoral, é preciso ter, no mínimo, 50% mais um dos votos válidos para a vitória no 1° turno. 

 

Na medição espontânea de votos, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Lula é citado por 26% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro é a resposta de 16% dos eleitores e Jair Bolsonaro e Ronaldo Caiado aparecem empatados com 2%. Outras respostas somadas são 5%. 7% disseram que vão votar branco, nulo ou nenhum, 1% disseram que não votam e 42% não souberam responder. 

 

REJEIÇÃO
No que diz respeito à rejeição, Lula e Flávio Bolsonaro também lideram na disputa. Segundo a pesquisa, 48% dos eleitores declararam que não votam em Lula e 46% dizem não votar no senador. 

 

O Datafolha ainda avalia que ambos são os nomes mais conhecidos da disputa: 99% dos entrevistados disseram conhecer Lula e 93% disseram conhecer Flávio Bolsonaro. 

 

Já Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registram uma rejeição e popularidade similares. Zema, que é governador de Minas Gerais, registra 17% de rejeição, e 56% dos eleitores dizem não o conhecer. No caso de Caiado, governador de Goiás, obteve 16% das respostas de rejeição e 54% dos eleitores disseram que não sabem quem ele é.

Otto Alencar aponta que Coronel “sempre foi bolsonarista” após senador revelar voto em Flávio Bolsonaro
Foto: Bahia Notícias no Ar / Agência Senado

O senador Otto Alencar (PSB-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, afirmou que o senador Angelo Coronel (Republicanos) é "bolsonarista desde 2019" após Coronel declarar apoio a Flavio Bolsonaro (PL) à presidência.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1, o parlamentar declarou seu apoio ao "amigo pessoal", candidato do PL, e afirmou que o apoio ao candidato do PL não impacta o cenario nacional e que “ninguém consegue mudar a cabeça de ninguém na hora do voto para presidente”. 

 

À coluna Milena Teixeira, do jornal Metrópoles, Otto afirmou não se surpreender com a posiçao de Coronel. “Ele [Coronel] é bolsonarista desde 2019. Ele é isso aí”, afirmou. 

 

Ex-aliado da base petista no estado, Coronel se afastou do partido no fim de 2025 após ficar de fora da chapa “puro-sangue”, formada por Rui Costa, Jacques Wagner e Jerônimo Rodrigues. A relação com Otto também foi rompida neste período, após Coronel ser acusado de tentar trair Alencar. 

 

À rádio Antena 1 Bahia, Coronel ainda afirmou possuir uma relação pessoal com Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República nas eleições de outubro. “Eu, por ser meu amigo pessoal, meu colega de Senado, não vou deixar de votar num amigo para votar em outro que não tenho nenhuma relação”, declarou. 

Lula diz que Brasil precisa “jogar fora o complexo de vira-lata” durante evento
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (10), que o Brasil precisa “jogar fora o complexo de vira-lata”. A declaração foi feita durante um evento em São Paulo.

 

“Precisamos jogar fora o complexo de vira-lata, de achar que somos pequenos e que não temos nada. A gente precisa querer ter para poder fazer”, disse.

 

Segundo o presidente, iniciativas do Ministério da Saúde buscam ampliar o acesso da população a serviços de qualidade.

 

Lula também destacou que investimentos e a compra de equipamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS) representam respeito à população.

 

“Isso significa respeito à dignidade do ser humano, independentemente da sua cor, religião ou origem”, afirmou.

Lula sanciona pacote que cria crime de vicaricídio e aumenta penas para violência contra a mulher
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quinta-feira (9), um pacote de leis voltadas ao combate à violência doméstica. As propostas foram aprovadas pelo Congresso Nacional no mês passado e integram um pacto que reúne os três Poderes, no enfrentamento à violência contra a mulher. 

 

As leis aprovadas criam novas medidas de proteção, como uso obrigatório de tornozeleira por agressores, e tipifica o crime de vicaricídio, quando agressor mata filhos ou parentes da mulher para atingi-la. Entre as medidas sancionadas, estão mudanças nas regras de monitoramento de agressores, a criação de um novo tipo penal e a instituição de uma data nacional de conscientização.

 

Entre as novas regras está a medida que institui tornozeleira eletrônica imediata para agressoses. A nova legislação determina o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores de mulheres e crianças em casos de violência doméstica. A vítima também deverá receber um dispositivo de segurança que emite alerta em caso de aproximação.

 

Além disso, delegados passam a ter autorização para determinar o monitoramento eletrônico em cidades sem comarcas com juízes. Até então, nessas localidades, a principal medida disponível era o afastamento do agressor do lar.

 

A Lei Maria da Penha já previa o uso da tornozeleira, mas de forma opcional e fora do rol das medidas protetivas de urgência. Com a nova regra, o monitoramento passa a ser obrigatório sempre que houver risco à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher ou de seus dependentes. A lei também aumenta a pena para o descumprimento das medidas, com acréscimo de um terço à metade sobre a punição atual, que varia de 2 a 5 anos de reclusão.

 

O pacote também formaliza a criação de uma nova lei, que tipifica o crime de vicaricídio, como a prtaica em que pais matam os os próprios filhos, ou dependentes, como familiares idosos, com o objetivo de atingir ou punir a mulher. 

 

A nova tipificação permite classificar esse tipo de homicídio como crime hediondo, com penas de 20 a 40 anos de reclusão, além de multa. A pena ainda poderá ser aumentada em um terço se o crime for cometido: na presença da mulher; contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; em descumprimento de medida protetiva já estabelecida.

 

O texto incluido na legislação brasileira define o crime de vicaricídio como: “Matar descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher, com o fim específico de causar sofrimento, punição ou controle, no contexto de violência doméstica e familiar”.

 

A mudança segue a mesma linha adotada em 2024, quando o feminicídio passou a ter tipificação própria.

Neusa Cadore assume liderança do PT e Osni é indicado à vice-liderança do governo após reassumirem mandato na AL-BA
Foto: Reprodução / AL-BA

A deputada estadual Neusa Cadore (PT) assumiu a liderança do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nesta quarta-feira (8). Ela chega na liderança no lugar de Marcelino Galo, que é suplente da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e deixou o mandato após os deputatos do PT renunciarem seus cargos no governo do estado em razão do prazo de desincompatibilização.

 

Neusa Cadore estava no comando da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e retornou à AL-BA nesta semana.

 

Além dela, os petistas Osni Cardoso, ex-Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), foi indicado para a vice-liderança do governo na AL-BA e Angelo Almeida, que deixou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), chegou para a vice-liderança do PT.

 

Com o retorno dos parlamentares ao exercício do mandato, os suplentes Radiovaldo Costa (PT), Fabíola Mansur (PV) e Marcelino Galo deixaram a AL-BA. O mesmo ocorre com a chegada de Jusmari Oliveira (PSD), que estava no posto de secretária estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), fazendo com que Marcone Amaral retorne à suplência do PSD.

Líder do PT defende proibição de bets, mas bancada avalia taxação como alternativa
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), declarou, nesta quarta-feira (8), que defende a proibição das apostas esportivas on-line no Brasil. Apesar disso, afirmou que a bancada ainda discutirá qual proposta será adotada.

 

De acordo com o deputado, estão em análise duas alternativas: a proibição total das chamadas bets ou o aumento progressivo da tributação sobre o setor. Nesse cenário, o projeto de lei apresentado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) é visto como o que mais agrada à equipe econômica. Uczai, no entanto, declarou ser pessoalmente favorável à medida mais rígida.

 

“Sou mais simpático à proibição das bets no país”, afirmou.

 

Para ele, o modelo atual incentiva o consumo contínuo de apostas e pode gerar impactos negativos para a população. O líder petista disse que a bancada pretende protocolar uma proposta legislativa sobre o tema na próxima semana.

 

Segundo Uczai, o assunto já foi discutido com integrantes da equipe econômica, que demonstram maior inclinação ao aumento de impostos sobre as plataformas.

Aliados de Lula na Bahia rechaçam fala de Bruno Reis sobre lançamento com presidente: "Descontrole e insensatez"
Foto: Reprodução / PT / Câmara dos Deputados / Divulgação

Após as declarações do prefeito Bruno Reis (União), sobre o cancelamento da inauguração do Residencial Zulmira Barros, aliados do presidente Lula criticaram o posicionamento do prefeito em declaração dada em evento de oficialização da parceria entre o União Brasil e o Novo, nesta terça-feira (7). Nas palavras de Éden Valadares, secretário Nacional de Comunicação do PT, Bruno Reis agiu com “descontrole e insensatez”. 

 

Na ocasião, Bruno Reis alegou que Lula não inaugurou residencial por ter ficado "tomando uísque até tarde" no Palácio de Ondina. Em resposta Éden destaca: “Lamentável a declaração e ainda mais a postura. Infelizmente Bruno Reis mostra não estar à altura do cargo que ocupa. Destemperado e desequilibrado, Bruno age com descontrole e insensatez toda vez que se vê pressionado na gestão ou na política. Absolutamente lamentável”, escreveu Éden, em nota. 

 

Outra liderança govenista, Lídice da Mata, líder estadual do PSB, também se posicionou contra a postura do prefeito da capital baiana. “Prefeito adota postura bolsonarista que nao combina com o cargo que exerce. É natural a divergência política, mas a falta de respeito não pode ser regra”, descreveu a deputada federal.

 


Foto: Reprodução / Instagram

 

O secretário estadual de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, também se posicionou publicamente sobre o ocorrido. Em seu posicionamento, Monteiro afirma que Bruno Reis faz "pouco caso dos investimentos federais em Salvador". 

 

“Eu achava que o máximo de grosseria do prefeito de Salvador estava na atitude de não comparecer aos eventos institucionais do Presidente da República na cidade. Além de fazer pouco caso dos investimentos federais em Salvador. Mas hoje ele nos surpreendeu. Decidiu escancarar seu bolsonarismo da pior forma: com mentiras e ataques pessoais. Atitude mal educada e deplorável", escreveu o gestor de Cultura. 

VÍDEO: Bruno Reis diz que base governista deve sofrer baixas devido a “incapacidade” de Jerônimo
Foto: Paulo Dourado / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), alegou que a base partidária de apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) deve diminuir até as convenções partidárias, marcadas para agosto. Em evento de oficialização da parceria entre o União Brasil e o Novo, no âmbito da campanha eleitoral no estado, o gestor municipal destacou que o PT deve perder 2 ou mais partidos aliados até o período oficial de campanha. 

 

 

“Vai perder o PRD, Solidariedade, e até as convenções, onde ainda tem mais baixas. Pela incapacidade, falta de habilidade. E aí eu pergunto, um governador que não é bom em gestão, que não é bom em política, é bom em quê?”, diz o prefeito. 

 

Segundo Bruno, as especulações em torno da chapa majoritária do governo petista, especialmente no que diz respeito à vice-governadoria, são um retrato dessa “incapacidade”. 

 

“Porque a gente vê agora, na política, o desastre que foi. A vice foi oferecida a mais de 20 pessoas diferentes e todos foram rejeitados. Ficou claro para a sociedade que, por falta de opção, quando não tem burro, vai tu mesmo”. Bruno Reis faz referência à confirmação do nome de Geraldo Júnior, do MDB, para a reeleição ao cargo de vice-governador. 

Chapa de ACM Neto lidera tempo de propaganda em TV e rádio na Bahia; governistas terão mais de um minuto a menos
Foto: Divulgação

Com o fim da janela partidária, período de 30 dias que permite a deputados e senadores trocarem de partido sem perda de mandato, tem início uma das fases mais intensas da pré-campanha eleitoral. Nesse contexto, ganha relevância o tempo de exibição da propaganda em rádio e televisão. O Bahia Notícias obteve, com exclusividade, o levantamento prévio realizado pelo escritório Ismerim Advogados Associados com os cálculos de minutos disponíveis para as chapas (extraoficialmente) estabelecidas até aqui.

 

Na Bahia, após o deputado federal José Carlos Aleluia (Novo) desistir da pré-candidatura ao governo e anunciar apoio ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), três chapas devem concentrar a maior parte da exposição: a da oposição, liderada por ACM Neto; a governista, encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT); e uma terceira, liderada por Ronaldo Mansur (PSOL).

 

Na disputa pelo governo, ACM Neto e o pré-candidato a vice, Zé Cocá, lideram no tempo de propaganda. Com uma coligação formada por sete partidos, sendo seis considerados no cálculo, o grupo reúne União Brasil/Progressistas (federação), PL, Republicanos, PSDB/Cidadania (federação), Podemos, PRD/Solidariedade e DC. Ao todo, serão 297 segundos, o equivalente a 4 minutos e 57 segundos por bloco.

 

Em seguida aparece o grupo governista, liderado por Jerônimo Rodrigues (PT) e com Geraldo Júnior (MDB) como pré-candidato a vice. A coligação reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), além de PSD, MDB, PSB, Avante e PDT, somando 211 segundos, ou 3 minutos e 31 segundos.

 

A terceira chapa, formada apenas pela federação PSOL/Rede, com Ronaldo Mansur e Meire Reis como pré-candidatos a governador e vice, respectivamente, terá 31 segundos de propaganda.

 

Além do tempo em blocos, os candidatos também contam com inserções diárias de 30 segundos ao longo da programação. Nesse critério, a coligação de ACM Neto lidera com 38 inserções por dia, seguida pela de Jerônimo, com 27, e pela federação PSOL/Rede, com 4.

 

Na disputa pelo Senado, a ordem das chapas se mantém, com variação apenas no tempo de propaganda.

 

A chapa liderada por ACM Neto tem como pré-candidatos o senador Angelo Coronel (Republicanos), que busca a reeleição, e o ex-ministro João Roma (PL). O grupo contará com 231 segundos de propaganda, o equivalente a 3 minutos e 51 segundos.

 

Já a chapa governista reúne o senador Jaques Wagner (PT) e o ex-governador Rui Costa (PT), somando 164 segundos, ou 2 minutos e 44 segundos.

 

A federação PSOL/Rede, que ainda não definiu seus nomes para o Senado, terá 24 segundos de propaganda.

 

ENTENDA OS HORÁRIOS
As propagandas em blocos fixos são exibidas em dias e horários definidos pela Justiça Eleitoral durante o período oficial de campanha. A divisão do tempo segue dois critérios: 10% igualitário, dividido entre os candidatos, e 90% proporcional, conforme o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados.

 

Para os cargos do Executivo, como governador, serão disponibilizados 9 minutos de exibição. Já para o Senado, o tempo total será de 7 minutos.

 

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As campanhas para Senado e governo estadual vão ao ar às segundas, quartas e sextas-feiras. No rádio, o Senado será exibido das 7h às 7h07 e das 12h às 12h07; e governo estadual, das 7h16 às 7h25 e das 12h16 às 12h25. Na TV, os horários são: Senado, das 13h às 13h07 e das 20h30 às 20h37; e governo estadual, das 13h16 às 13h25 e das 20h16 às 20h25.

 

Além dos blocos fixos, as emissoras devem veicular inserções de 30 ou 60 segundos ao longo da programação. Ao todo, são 70 minutos diários destinados a esse formato, também divididos entre tempo igualitário (10%) e proporcional (90%).

 

Desse total, 35 minutos são reservados às campanhas majoritárias (presidente, governador e senador) e 35 minutos às proporcionais (deputados federal e estadual). Dentro de cada grupo, 7 minutos são distribuídos de forma igualitária entre os partidos, enquanto 63 minutos seguem o critério proporcional.

VÍDEO: Prefeito de Maracás se envolve em discussão durante abertura de campeonato municipal
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

A partida de abertura do Campeonato Municipal de Maracás, realizada no último domingo (05) no Estádio Municipal, foi marcada não apenas pelo início da competição esportiva, mas também por um episódio de briga entre os torcedores. Durante o evento, o prefeito Nelson Portela (PT) se envolveu em uma discussão nas arquibancadas com diversas pessoas que acompanhavam a partida de futebol.

 

Em imagens que circulam nas redes sociais, é possível ver um momento de tensão, com trocas de palavras ofensivas e a necessidade de intervenção para evitar violência física. Confira abaixo:

 

Até o momento, não houve nenhuma manifestação oficial por parte do prefeito Nelson Portela ou de sua equipe de assessoria sobre o ocorrido. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos da gestão municipal.

Lula recua de compra de novo avião presidencial para evitar desgaste eleitoral
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu recuar dos planos de adquirir uma nova aeronave presidencial, em meio à preocupação com o impacto político da medida às vésperas da campanha eleitoral.

 

Apesar de já ter recebido orçamentos elaborados pelo Ministério da Defesa e pela Aeronáutica, o Palácio do Planalto optou por não avançar com o processo. A avaliação interna é de que a compra poderia gerar desgaste em um momento em que o presidente se prepara para disputar um novo mandato.

 

Segundo informações do Globo, interlocutores do governo afirmam que Lula reconsiderou a aquisição por estar no último ano de mandato e com o foco voltado para a eleição de 2026. Com isso, o tema deve ser deixado em segundo plano ao longo do ano.

 

A compra de uma nova aeronave havia ganhado força entre 2024 e 2025, período em que o presidente chegou a manifestar publicamente o interesse na substituição do avião oficial, após episódios considerados de risco em voos durante o mandato.

 

No entanto, a iniciativa enfrentava resistência devido ao alto custo. Estimativas de mercado apontam valores entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2 bilhões. O governo, porém, não divulga oficialmente os números das cotações realizadas.

VÍDEO: Jerônimo reúne “Amigos do Jero” em vídeo de aniversário pelos 61 anos
Foto: Ascom

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), completou 61 anos nesta sexta-feira (3) e compartilhou nas redes sociais um vídeo com mensagens de aliados políticos em comemoração à data. O material foi intitulado de “Amigos do Jero”.

 

A publicação ocorreu no mesmo dia em que foi confirmada a permanência do vice-governador Geraldo Jr. (MDB) na chapa governista para a disputa eleitoral.

 

Entre os nomes que aparecem no vídeo estão o senador Jaques Wagner (PT), o ex-governador e pré-candidato ao Senado Rui Costa (PT), o senador Otto Alencar (PSD), o presidente estadual do PT, Tássio Brito, e o próprio Geraldo Jr.

 

Secretários estaduais também participaram das homenagens, como o titular da Cultura, Bruno Monteiro, a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Fabya Reis, o secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, e o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, além de outras lideranças políticas do estado.

Lula exonera Camilo Santana e nomeia Leonardo Barchini como novo ministro da Educação
Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou o senador Camilo Santana (PT-CE) do cargo de ministro da Educação e nomeou Leonardo Barchini, até então secretário-executivo da pasta, como novo titular. A decisão foi publicada na edição desta quinta-feira (3) do Diário Oficial da União.

 

Camilo deixa o cargo para reforçar a campanha à reeleição de Elmano de Freitas (PT) ao governo do Ceará. Internamente, ele também é visto como uma alternativa do partido no estado, caso haja risco de derrota para o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB). Camilo foi governador do Ceará por dois mandatos e, em 2022, foi eleito senador.

 

O anúncio de Barchini como sucessor já havia sido feito no início da semana, durante cerimônia na Esplanada dos Ministérios que marcou a inauguração simultânea de 107 obras na área da educação em todo o país. Na ocasião, o governo destacou que 99 mil escolas já contam com conectividade adequada e anunciou investimento de R$ 413,49 milhões, via Novo PAC, para construção de creches, escolas de educação básica, campi de institutos federais e obras em universidades e hospitais universitários.

 

Servidor federal de carreira, Barchini é analista sênior em Ciência e Tecnologia da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia vinculada ao MEC. Ele é formado em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB).

 

Considerado um nome de confiança de Camilo Santana, o novo ministro também mantém proximidade com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e com o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. Barchini foi chefe de gabinete de Haddad na Prefeitura de São Paulo e atuou no Ministério da Educação durante o segundo mandato de Lula e nos governos da ex-presidente Dilma Rousseff.

Prefeitura de Salvador nega atraso em liberação de Habite-se e aponta falta de documentação no processo do governo
Foto: Divulgação

A Prefeitura de Salvador respondeu ao comentário do governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre um suposto atraso no Habite-se do Residencial Zulmira Barros, obra estadual no âmbito do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) na Fazenda Grande IV, que seria inaugurada na manhã desta quinta-feira (2). Em nota, a gestão municipal afirmou que o processo está em análise, com pendência de documentação por parte do Governo do Estado. 

 

“A Prefeitura de Salvador informa que recebeu com perplexidade a declaração do governador do Estado sobre o Habite-Se do Residencial Zulmira Barros, na Fazenda Grande IV. A gestão municipal, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), pontua que o processo está em análise, com pendência de documentação por parte do governo do estado”, diz um trecho da nota. 

 

 O Habite-se é um documento oficial, emitido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e entregue pela Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), que certifica a conclusão de obras de empreendimentos licenciados.

 

A gestão de Bruno Reis informou ainda que as equipes técnicas de ambas as esferas do Executivo seguem em contato para a liberação do documento, que depende da conclusão do envio de documentos. “Importante salientar que, tão logo a documentação completa seja encaminhada, a Prefeitura irá avaliar com celeridade para fazer a liberação do Habite-Se do empreendimento”

 

“Por fim, a gestão municipal salienta que a pendência do Habite-Se (frise-se, por pendências do próprio governo do Estado) não impede a inauguração do empreendimento.”, conclui a Prefeitura. 

 

Confira a nota da Prefeitura na íntegra: 

“A Prefeitura de Salvador informa que recebeu com perplexidade a declaração do governador do Estado sobre o Habite-Se do Residencial Zulmira Barros, na Fazenda Grande IV. A gestão municipal, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), pontua que o processo está em análise, com pendência de documentação por parte do governo do estado. 

A fala do governador causa maior surpresa quando as equipes técnicas da Prefeitura e do Estado estão em contato permanente para agilizar o processo de liberação. Importante salientar que, tão logo a documentação completa seja encaminhada, a Prefeitura irá avaliar com celeridade para fazer a liberação do Habite-Se do empreendimento. 

Por fim, a gestão municipal salienta que a pendência do Habite-Se (frise-se, por pendências do próprio governo do Estado) não impede a inauguração do empreendimento.”

 

MST retira candidaturas à estadual de Fabya Reis e Lucinha; entenda
Foto: Reprodução

Dois nomes que pleiteavam disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), filiadas pelo PT, desistiram de suas candidaturas. A Direção Estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou nesta quinta-feira (2) a retirada das pré-candidaturas da ex-secretária Fabya Reis e da suplente de deputado estadual Lucinha do MST, que concorreriam às eleições de outubro.

 

O diretório vai se concentrar na reeleição do deputado federal Valmir Assunção, esposo de Fabya e um dos fundadores do MST. Em nota, o movimento alegou que a decisão "é expressão de maturidade política e não se trata de recuo, mas de escolha estratégica".


O MST ainda reforçou o compromisso com a reeleição do atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT) e na "continuidade do projeto nacional liderado pelo presidente Lula". O comunicado ainda cita os pré-candidatos ao Senado, Rui Costa e Jaques Wagner.

 

Lucinha compõe a Executiva Nacional do PT e comanda frente da Secretaria de Movimentos Populares. Já Fabya Reis está a frende da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Bahia, e  chegou a ser candidata a vice na candidatura de Geraldo Jr. à Prefeitura de Salvador. 

 

Valmir, o candidato do movimento realizava "dobradinhas" com ambas, já que também são ligadas aos movimentos sociais e tem forte atuação no Movimento Sem Terra do Brasil, na Bahia. Agora, o deputado busca à reeleição e é um dos candidatos da nominata do PT, sigla que faz parte da Federação Brasil da Esperança. 

 

Além do PT, a formatação da lista de candidatos do grupo conta com os nomes do PV e PCdoB. Criada nas eleições de 2022, a federação foi mantida para avalancar o número de representantes, principalmente no Nordeste. O grupo projeta eleger entre 15 e 20 parlamentares para a AL-BA.

VÍDEO: Jerônimo diz que Prefeitura de Salvador não teve “boa vontade” em liberar Habite-se de obras do Residencial Zulmira Barros 
Foto: Reprodução / Canal Gov

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou que a Prefeitura de Salvador “não teve boa vontade” para formalizar a liberação do Habite-se do Residencial Zulmira Barros, obra estadual no âmbito do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) na capital baiana. A declaração foi dada pelo gestor estadual durante evento de anúncio de obras na presença do presidente Lula, nesta quinta-feira (2), em Salvador. 

 

 

“Nós iríamos hoje fazer uma entrega ao Zumira, um condomínio, mas não houve boa vontade da Prefeitura em liberar o Habite-se. E nós não iríamos botar o senhor [o presidente Lula] numa condição, se não tiver tudo pronto”, disse Jerônimo, em seu pronunciamento. 

 

O Habite-se é um documento oficial, emitido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e entregue pela Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), que certifica a conclusão de obras de empreendimentos licenciados. 

 

O governador ainda completa que as unidades a serem entregues já estariam concluídas. “Mas o condomínio está pronto. Nós iremos lá, Rui, iremos lá, Wagner. Nós vamos entregar aquelas 300 unidades habitacionais para que as pessoas tenham dignidade na moradia”, completa. 

 

A situação relembra um outro imbróglio entre os governos municipal e estadual durante entregas de obras em Salvador, ainda em fevereiro deste ano, durante a inauguração da Nova Rodoviária, no bairro de Águas Claras, quando Jerônimo Rodrigues também mencionou o atraso na liberação do Habite-se do local em relação à data prevista de entrega. 

 

Na ocasião, o prefeito da capital, Bruno Reis (União), chegou a responder às críticas afirmando que seriam “desculpas para a incompetência”.

VÍDEO: Em meio a impasse político, Rui acena para Wagner e diz que “soma das diferenças nos faz mais fortes”
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

Em um período de impasses na construção da chapa governista na Bahia, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, teceu elogios ao senador Jaques Wagner (PT) durante visita às obras do VLT nesta quinta-feira (2). O evento faz parte da agenda do presidente Lula (PT) na Bahia e deve ser o último compromisso de Rui como ministro.
 


“Esse cara começou a caminhada. Cada um tem seu estilo, tem sua forma, é da natureza humana. Um time se faz de pessoas diferentes. Nem todo mundo é igual, mas é a soma das diferenças que nos faz mais fortes”, afirmou o ministro.

 

A declaração acontece após movimentações na noite desta quarta-feira (1°), quando houve mais uma reunião com lideranças da base na tentativa de definidir o nome a ocupar a vice-governadoria na chapa. Dessa vez, o presidente Lula esteve presente. Também foi convidado o presidente de honra do MDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, além do governador e o senador Jaques Wagner.


Nos bastidores, após a especulação de que o atual vice-governador, Geraldo Jr (MDB), se mantivesse no posto, a informação é de que Rui estaria irredutível sobre o veto do atual vice na chapa que disputa a reeleição.


Rui ainda aproveitou a oportunidade para elogiar o atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT). “Ele andou em quatro anos, mais do que eu e Wagner corremos juntos. Ele é foguete”, disparou.

Ex-prefeito de Amargosa, Júlio Pinheiro destaca força do governo no Vale do Jiquiriçá frente a chapa de Zé Cocá e ACM Neto
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

O ex-prefeito de Amargosa e ex-Secretário Especial do governo federal, Júlio Pinheiro (PT), comentou sobre a aliança entre Zé Cocá, prefeito de Jequié, e o pré-candidato ao governo estadual, ACM Neto (União), na chapa majoritária das eleições de outubro. Pinheiro, que é pré-candidato à deputado estadual, destacou que a articulação da oposição em torno do Vale do Jiquiriçá é reduzida em comparação a popularidade governista na região.

 

“Eu acredito na política com muita coerência e o prefeito de Jequié mostrou total desconhecimento do trabalho que o governo tem no interior do estado e muito especialmente, particularmente no Vale do Jiquiriçá, assim como também mostrou que a política para ele não cabe coerência. Ele foi muito incoerente porque Zé Cocá passou durante todo o período que teve no governo, apoiando o governo, exaltando os feitos do governo pela Bahia inteira, inclusive no interior”, destaca Pinheiro. 

 

A “incoerência” apontada por Júlio ocorre pois, até 2022, o então prefeito de Jequié era aliado do governo de Rui Costa (PT) e demonstrou certa aproximação com o governo no último mandato. 

 

“Então, acho que a política não pode ser feita com conveniência com aquilo que interessa no momento, para o seu projeto pessoal. Acredito muito no que o governador Jerônimo tem feito, no que os governos do PT têm feito no Vale do Jiquiri e na Bahia. O Vale do Jiquiriçá é apenas um exemplo que eu utilizei para mostrar de tudo que nós temos em todo o interior da Bahia”, afirma. 

 

Júlio diz ainda que devido a esse fortalecimento da presença do Estado na região, o cenário é mais favorável para a chapa governista na região do que em 2022. “Essa eleição, inclusive, nós temos um cenário muito mais positivo no Vale do Jiquiriçá do que nós tínhamos em 2022, quando o Jerônimo foi candidato pela primeira vez. Nós tínhamos pelo menos três ou quatro prefeitos de oposição. Hoje nós só temos um, que é do menor município do Vale do Jiquiriçá. Então nós temos hoje um cenário muito mais favorável”, conclui.

Moema Gramacho diz que filiação no MDB foi conselho de Jaques Wagner
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

Recém filiada ao MDB, a ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, revelou detalhes sobre a decisão de mudança. Após 46 anos no PT, ela deixa o partido e afirma ter recebido o conselho do senador Jaques Wagner (PT).

 

“Não estava prevendo sair do PT. Mas eu tive convite do PSOL, do PSB e do MDB e antes de dar uma resposta consultei as lideranças, uma delas é o Jaques Wagner. Ele me orientou a ir pro MDB para fazermos uma base sólida para reeleger Jerônimo e Lula. 

 

Moema oficializou sua filiação ao MDB na noite desta quarta-feira (1º), em Salvador, e pretende fortalecer a unidade da base aliada para a disputa de outubro.

 

“É bom que essa base esteja unida, e ele [Wagner] acha que eu posso fazer esse elo de ligação MDB, Governo do Estado e Governo Federal para que a gente possa ter sucesso nas eleições”, afirmou a ex-prefeita.

Jerônimo Rodrigues compartilha chegada de Lula à Bahia
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), compartilhou nesta segunda-feira (1º), nas redes sociais, a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao estado. Na imagem, também aparecem os senadores Otto Alencar (PSD) e Jaques Wagner (PT), além do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT).

 

Lula cumpre agenda na Bahia para assinar a ordem de serviço da obra de ampliação do metrô de Salvador até o bairro do Campo Grande, no Centro da capital.

 

Esta é a primeira visita do presidente ao estado desde fevereiro, quando participou de eventos como o aniversário do PT, a entrega de ambulâncias do Samu e o Carnaval de Salvador.

 

 

A agenda ocorre em meio às articulações políticas no estado. A base governista ainda não definiu o candidato a vice na chapa de Jerônimo Rodrigues. Segundo o governador, a escolha deve ficar para após o fim da janela partidária.

 

“O foco vai ser a composição nos partidos até o dia 4 de abril. Parece que há um acordo de que, neste momento, ninguém está tratando de vice, mas sim da montagem das chapas estaduais e federais”, afirmou.

Lula se reúne com Moraes fora da agenda e sinaliza apoio ao ministro, dizem fontes
Foto: Antonio Augusto/TSE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve um encontro recente com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes fora da agenda oficial. A conversa, segundo fontes do Palácio do Planalto, ocorreu no início de março.

 

A reunião aconteceu após a divulgação de materiais extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entre eles mensagens atribuídas ao ministro do STF.

 

De acordo com auxiliares presidenciais, Lula sinalizou a Moraes que não pretende abandonar o magistrado, que deve assumir a presidência do STF em setembro de 2027.

 

Interlocutores do presidente afirmam que Lula é grato a Moraes pela atuação nas eleições de 2022, que garantiu a posse do petista, e pela condução de investigações relacionadas à trama golpista. As informações são do Metrópoles. 

Rui Costa faz críticas a comunicação liderada por Sidônio no governo em reunião e marqueteiro responde
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), fez críticas públicas à comunicação do governo federal em reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros nesta terça-feira (31). Durante a fala inicial na reunião, Rui Costa citou ao menos três vezes o nome do chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, ao dizer que era preciso comunicar à população sobre as propostas e conquistas do governo federal.

 

“A minha dúvida, Sidônio, é se o povo sabe disso. Acho que a gente tem que colocar como foco comparar e mostrar. O povo tem o direito de conhecer esses números, esses dados, porque, repito, é a mudança da água para o vinho, de um deserto de governança para um governo que tem um líder que montou uma equipe para trabalhar e produzir esses resultados”, afirmou Rui Costa.

 

Informações do O Globo apontam que a fala do chefe da Casa Civil foi interpretada pelos participantes como uma cobrança pública, tendo gerado constrangimento em Sidônio, que chegou a responder as críticas.

 

As críticas ao publicitário a frente da Secom são alimentadas pelo número de  levantamentos que mostram maior reprovação à gestão petista e rejeição a Lula, a exemplo da Datafolha de março. O publicitário, que foi marqueteiro de Lula na campanha de 2022, chegou ao Planalto no começo de 2025.

 

A transmissão feita pelo governo mostrou a cara de Sidônio, que respondeu: “Eu vou responder”. A resposta dele não foi gravada, mas fontes presentes na reunião indicam que o ministro da Secom, em sua fala, rebateu a cobrança de Rui Costa, ainda que sem citá-lo nominalmente. Ele teria atribuido os problemas ao seu antecessor no cargo, o deputado Paulo Pimenta (PT), que comandou a Secom entre janeiro de 2023 e janeiro de 2025. 

 

De acordo com relatos, Sidônio afirmou que faltou ao governo ter alardeado logo no início do mandato de Lula as condições herdadas da gestão anterior, de Jair Bolsonaro (PL). Como argumento, o chefe da Secom afirmou que a legislação não permite que canais governamentais façam comparação de uma gestão a outra.

 

À tarde, Rui Costa minimizou as cobranças ao colega da Esplanada. Em entrevista à GloboNews, o ministro disse que não fez críticas à Secom, “muito menos ao Sidônio”. “Ao contrário, quero parabenizar pelo excepcional trabalho que ele fez, que ele vem fazendo. Ele deu uma virada positiva na comunicação do governo”, disse o baiano.

 

Atualmente, a linha central da comunicação do governo aposta na estratégia de comparar o que o governo Lula fez em contraposição a Bolsonaro, estraté que foi adotada pelo próprio  presidente Lula em suas falas públicas. Segundo relatos, Sidônio pediu unidade no discurso dos ministros que agora assumem os cargos e os que estavam de saída. 

Após rumores no PSOL, Moema Gramacho encaminha filiação ao MDB
Foto: Reprodução / PT

A ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, irá se filiar ao MDB para disputar as eleições deste ano. A gestora, que era um dos quadros históricos do PT, era ventilada no PSOL, mas as conversas travaram após resistência de militantes da legenda.

 

Ela pleiteia sua sucessão à Câmara dos Deputados neste ano. Na chapa do MDB, atualmente também está o presidente estadual da legenda, Jayme Vieira Lima, apadrinhado pelos dois caciques do partido, Lúcio Vieira Lima e Geddel Vieira Lima.

 

Na Câmara, o partido conta apenas com a representação do deputado federal Ricardo Maia (MDB) .

 

Sobre Moema, a ex-prefeita irá disputar sua primeira eleição desde que deixou a prefeitura de Lauro de Freitas, na qual não conseguiu eleger seu sucessor. Até então, ela ocupava o cargo de Assessora Especial para Assuntos Federativos, na Secretaria de Relações Institucionais (SRI), pasta comandada pela ministra Gleisi Hoffmann. A gestora esteve filiada ao PT por mais de 40 anos.

 

Também há rumores de que o ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões, pode estar em diálogo para se filiar ao MDB. Ele também é um militante histórico do PT, partido no qual esteve filiado por 40 anos. 

 

Simões já foi  presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba),  secretário de agricultura do Estado (Seagri), além de deputado estadual e federal.

Menções à democracia batem recorde na Câmara e são usadas em disputas políticas
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A palavra “democracia” se tornou uma das mais mobilizadas no debate político recente. Levantamento do pesquisador Fábio Vasconcellos (ReDem/UFPR), com base em discursos na Câmara entre 2023 e 2025, mostra que o tema atingiu recorde em 2025, com 1.888 menções, após 1.480 em 2023 e 1.095 em 2024. Em 2026, ainda com dados parciais, o termo aparece em 145 discursos.

 

O protagonismo partidário é concentrado: PCdoB, PT, PSOL e PL respondem por 63% das falas sobre o tema.

 

Segundo o estudo, a maioria das menções ocorre em contexto de disputa política, seja para acusar adversários, defender posições ou questionar o próprio regime. O uso ligado a políticas públicas é minoritário, enquanto predominam embates políticos, disputas jurídicas envolvendo o STF e a utilização do termo como instrumento ideológico para deslegitimar o adversário.

Prefeitos do interior indicam presidente da UPB Wilson Cardoso para vice de Jerônimo
Fotos: Reprodução / Bahia Notícias

Um grupo expressivo de prefeitos do interior baiano manifestou apoio e indicou o atual presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), para compor a chapa de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) como candidato a vice-governador em 2026.

 

A articulação ocorre após sucessivas reuniões no interior do estado, onde Cardoso mobilizou o apoio de prefeitos e bases municipalistas. O movimento visa fortalecer a presença do interior na chapa majoritária, aproveitando o trânsito político de Wilson Cardoso na UPB para garantir capilaridade eleitoral ao governo.

 

Como presidente da UPB, Cardoso tem sido a voz dos prefeitos junto aos governos estadual e federal, o que lhe confere um trânsito único entre os gestores das diversas regiões da Bahia.

VÍDEO: Flávio Bolsonaro justifica voto a favor do PL da Misoginia: "Armadilha do PT
Foto: Reprodução

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro se pronunciou após repercussão negativa de seu voto favorável a um projeto apelidado por críticos de “PL da Misoginia”.

 

 

Segundo ele, a proposta foi distorcida para prejudicar sua imagem no cenário eleitoral. O parlamentar afirmou ainda que a situação teria sido uma “grande armadilha” articulada pelo Partido dos Trabalhadores.

 

O projeto tem sido alvo de críticas de parlamentares da direita, que alegam risco à liberdade de expressão dos homens, já que a definição do que seria misoginia estaria mal definido. No texto da proposição, argumenta-se que a legislação atual não prevê punições específicas mais rigorosas para crimes de injúria motivados por misoginia e não trata da disseminação de discursos misóginos. Segundo a justificativa, essa lacuna contribui para o aumento da violência contra mulheres.


O PROJETO
O Senado aprovou a inclusão da misoginia como crime de preconceito ou discriminação, tipificando-a como a conduta de ódio ou aversão às mulheres. O PL 896/2023, enviado para apreciação da Câmara dos Deputados, equipara o crime ao racismo e prevê penas de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

PL dispara em novas adesões de deputados, União é o que mais perde; Confira mudanças da janela partidária
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O período da janela partidária, que autoriza que parlamentares possam trocar de siglas sem sofrerem processos de perda de mandato, começou no dia 5 de março e está programado para terminar em 4 de abril. Até o início deste sábado (28), 23 dias após o início do prazo, apenas 20 trocas de legenda foram oficializadas na Secretaria-Geral da Câmara. 

 

Nas redes sociais, partidos anunciam crescimento de bancada e novas filiações, mas elas ainda não foram consignadas na Mesa Diretora. O PL, por exemplo, afirma que já estaria com um número entre 105 e 110 deputados, mas até o momento apenas sete parlamentares tiveram seus nomes oficializados no sistema da Câmara.

 

Nas trocas efetivadas até o momento, o PL é o partido que mais teve novas adesões de deputados federais. O partido não chegou a perder nenhum dos seus atuais membros. 

 

Já o que mais perdeu parlamentares nestas três semanas de janela partidária foi o União Brasil. O partido perdeu seis deputados e não ganhou nenhum, e de acordo com movimentações anunciadas nas redes sociais, a legenda pode ser afetadas por mais sete ou oito saídas.

 

Na bancada da Bahia, até esta sexta apenas dois deputados mudaram oficialmente de partido: Diego Coronel foi do PSD para o Republicanos e Raimundo Costa saiu do Podemos e ingressou no PSD.

 

Confira abaixo quem mais teve deputados ingressando em suas fileiras, quem mais perdeu parlamentares para outros partidos e o saldo total. 

 

                         Entraram        Saíram    Saldo

PL                            7                   x           +7
PSD                         3                   3            0
Podemos               2                   1           +1
Republicanos       2                  4           -2
PSDB                       2                   1           +1
PP                             1                   1             0
Missão                    1                  x            +1
MDB                         1                  3             -2
Solidariedade       1                  x            +1
União Brasil           x                 6            -6
PRD                          x                  1             -1


Com as mudanças atuais, as bancadas partidárias possuem até o momento o seguinte tamanho:
 

PL - 94 deputados

PT - 68 deputados

União Brasil - 51 deputados

PP - 49 deputados

PSD - 47 deputados

Republicanos - 42 deputados

MDB - 40 deputados

Podemos - 17 deputados

PDT - 17 deputados

PSB - 16 deputados

PSDB - 16 deputados

Psol - 11 deputados

PCdoB - 9 deputados

Avante - 8 deputados

Solidariedade - 6 deputados

Novo - 5 deputados

Cidadania - 4 deputados

PRD - 4 deputados

PV - 4 deputados

Rede - 4 deputados 

Missão - 1 deputado
 

Ex-prefeito de Itabuna deixa PT após décadas e anuncia filiação ao Psol com foco em Brasília
Foto: Reprodução / Políticos do Sul da Bahia

Ex-prefeito de Itabuna, no Sul, Geraldo Simões confirmou que deixará o PT após décadas de atuação política na sigla. Segundo o site Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, a decisão foi tomada com o objetivo de se filiar ao Psol e disputar uma vaga como deputado federal.

 

“Estou deixando o PT para me filiar ao PSOL e ser candidato a deputado federal”, afirmou. Geraldo Simões foi um dos fundadores do PT e teve atuação de destaque no partido, sobretudo entre as décadas de 1990 e 2010, período em que ocupou cargos relevantes e exerceu influência política.

 

Nos últimos anos, no entanto, o ex-prefeito acumulou derrotas eleitorais, perdeu espaço dentro da legenda e passou a divergir da condução interna do partido.

 

Ainda segundo o site, nos bastidores, a avaliação é de que Simões já não encontrava condições políticas no PT para viabilizar um novo projeto eleitoral. A filiação ao Psol surge como alternativa para retomar protagonismo político e viabilizar a candidatura federal. 

“Eles traíram Ângelo Coronel”, rebate Zé Cocá em resposta às críticas de Rui e Wagner
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / Blog do Marcos Frahm

O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), respondeu às críticas feitas pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelo senador Jaques Wagner (PT) nesta sexta-feira (20). Em nota enviada após as declarações dos petistas em emissoras de rádio e portais locais, o gestor, que é cotado como pré-candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto (União), rebateu as acusações de "ingratidão" e "traição".

 

“Tomei como surpresa os ataques endereçados a mim. Eles me chamam de traidor, mas foram eles que traíram Ângelo Coronel”, dispara Cocá. A declaração faz referência à recente exclusão do senador do PSD da chapa majoritária do governo, em favor de uma composição formada exclusivamente por nomes do PT, a chamada "chapa puro sangue".

 

Zé Cocá explica que sua relação com o governo estadual nos últimos dois anos foi institucional, focada no desenvolvimento de Jequié, no Médio Rio de Contas. Segundo o prefeito, o diálogo com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o secretário Adolpho Loyola, articulado pelo deputado Hassan (PP), visava apenas a execução de obras para o município.

 

O gestor ressaltou que nunca houve um acordo político firmado. “Sempre disse publicamente que caminharia com o governador Jerônimo se as obras prometidas fossem executadas. Como um homem democrático e republicano, coloquei as divergências ideológicas de lado para trabalhar pelo povo”, explica.

 

O prefeito também revelou que a postura de Rui Costa em visitas anteriores confirmava a falta de alinhamento político. As informações são do Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias. Segundo Cocá, o ministro já estaria preparando um nome ligado ao grupo petista para concorrer às eleições municipais em Jequié, o que desmentiria qualquer apoio.

 

A troca de acusações marca um novo capítulo no acirramento político para as eleições de 2026, com Jequié tornando-se um dos principais palcos do embate entre o grupo governista e a oposição liderada pelo União Brasil.

“Iniciou, mas ainda não é conclusivo”, diz Lídice sobre conversas de Jerônimo para chapa majoritária
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

A deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro na Bahia, afirmou que já foram iniciados os diálogos com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre a definição da chapa majoritária para as eleições de 2026. Segundo ela, as conversas começaram, mas ainda não chegaram a uma conclusão.

 

“O governador tem feito diálogo, mas ainda não é terminativo. Nós temos uma demanda para que continue”, afirmou a parlamentar em entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (16).

 

Lídice também destacou que Jerônimo tem demonstrado atenção à necessidade de dialogar com outros partidos da base aliada, especialmente aqueles que não fazem parte de federações partidárias e buscam ampliar sua participação política.

 

“O governador está atento a isso. Está buscando formas de estipular o crescimento dos partidos aliados”, declarou.

Deputada do PT recebe email com mensagem de extrema violência e ameaças: "Você vai morrer, sua preta de m****"
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A deputada federal Carol Dartora (PT-PR) ingressou nesta segunda-feira (16) com representações na Polícia Federal, no Ministério da Justiça, na Procuradoria-Geral da República e na Mesa Diretora da Câmara relatando ameaças de morte que recebeu. Nos ofícios enviados aos órgãos, a deputada revelou que as agressões e ameaças dirigidas a ela chegaram pelo email institucional da Câmara. 

 

Carol Dartora relata que recebeu a mensagem na madrugada de domingo (15), a partir de um usuário identificado como Lucas Bovolini Martins. 

 

“Então, sua p…, vou comprar uma passagem só de ida para a sua cidade. Vou te encontrar e fazer você pagar por cada palavra de m**** que você já disse. Vou te estuprar até você não aguentar mais… Você vai morrer, sua preta de m****.  E quando eu terminar, vou cuspir no seu cadáver e dizer que você mereceu cada segundo de dor. No final, vou enfiar uma bala na minha cabeça”, diz a mensagem. 

 

No ofício enviado ao presidente da Câmara, Carol Dartora menciona o conteúdo de extrema violência da mensagem, e pede que sua segurança seja reforçada com agentes da Polícia Legislativa. A deputada afirma ser alvo específico de ódio por ser uma mulher negra em posição de poder político institucional. 

 

“Mulheres negras conquistaram, através de muita luta, o direito de ocupar cadeiras nesta Casa. Não podemos permitir que o terror racial e de gênero nos expulse desses espaços. Não podemos permitir que a violência cibernética e o terrorismo político silenciem vozes fundamentais para a democracia brasileira”, afirma Carol no ofício a Motta. 

 

O autor do email, Lucas Bovolini Martins, havia feito ameaças de morte a uma outra deputada no início do mês de fevereiro. O e-mail foi enviado à deputada estadual Lívia Duarte, do Psol do Pará. 

 

Segundo denúncia da deputada Lívia Duarte, a mensagem recebida por e-mail continha ameaças explícitas contra a sua integridade física. A parlamentar é considerada a primeira deputada negra na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).

 

“Seu assassinato será tão real quanto a dor que você sentiu ao ler isso”, dizia a mensagem criminosa enviada com o nome Lucas Bovolini Martins no remetente.

 

O texto prosseguia com mais ameaças: “Deputada Lívia Duarte, sua existência é uma piada. Não é suficiente que eu quebre todos os seus ossos”, diz o email. 

 

Após o recebimento da mensagem, a deputada Lívia Andrade encaminhou ofícios ao presidente da Alepa, deputado Chicão (MDB), e ao gabinete militar da Casa, com pedidos para reforço da sua segurança. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado também foi requisitada para proceder com a investigação da autoria da mensagem por meio do serviço de inteligência. 

PF teria encontrado pagamentos de Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master, para nome ligado ao Governo da Bahia
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master, teria operado um esquema de pagamento de propina para empresas com políticos como sócios ocultos. A Polícia Federal teria identificado que uma das empresas a receber dinheiro está no nome da esposa de um secretário de Estado com conexões com o PT baiano.

 

Segundo a coluna Andreza Matais, do jornal Metrópoles, dados obtidos a partir da quebra de sigilo de Daniel Vorcaro explicam a dimensão dos valores envolvidos na operação. 

 

Relatos apontam que Lima operava um esquema de pagamento de propina, com malas de dinheiro distribuídas na sede do banco, em São Paulo, ou para empresas que teriam políticos como sócios ocultos.

 

Lima ficou preso por 11 dias, entre 18 e 29 de novembro de 2025, e foi solto por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) com monitoramento por tornozeleira eletrônica. O ex-CEO também é controlador do Banco Pleno.

 

Além da ligação com o PT, dados do Coaf indicam que uma empresa do ex-presidente de Salvador, ACM Neto (União Brasil), recebeu R$ 3,6 milhões do Master e da Reag. Segundo Neto, ele prestou serviço de consultoria ao banco.

Lula se reúne com Jaques Wagner e Randolfe Rodrigues antes de encontro com Davi Alcolumbre
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva almoçou com dois senadores do PT que atuam como líderes do governo no Poder Legislativo na terça-feira (10), no Palácio da Alvorada.

 

O encontro, que não constou na agenda oficial do presidente, reuniu o líder do governo no Senado Federal, Jaques Wagner (PT-BA), e o líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP).

 

Segundo auxiliares presidenciais, Lula quis conversar com os parlamentares para se preparar para uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

 

Lula e Alcolumbre conversaram por telefone na semana passada e combinaram um encontro, que pode ocorrer nesta quarta-feira (11). As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.

Rui diz que Geraldinho foi desleal após vazamento de mensagens em grupo no WhatsApp
Foto: Divulgação/Ascom CMS

 

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), esteve presente na entrega de uma Unidade Básica de Saúde em Belo Campo, nesta quarta-feira (11), ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e outros aliados. Na ocasião, o representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre sua relação com Geraldo Júnior (MDB), vice-governador, após a divulgação de conversas vazadas em um grupo no WhatsApp.

 

Informações divulgadas nas redes sociais apontam que Geraldo Júnior solicitou em um grupo de WhatsApp que interlocutores divulgassem uma mensagem com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). O conteúdo teria sido encaminhado ao grupo por engano. A mensagem dizia "Manda viralizar" e o link de uma publicação.

 

Em entrevista ao jornalista Giorlando Lima, Rui falou em deslealdade. “Obviamente, se você me perguntar qual a minha opinião sobre aquilo, posso dizer que é uma deslealdade aquilo. Mas, eu não faço política com rancor, com mágoa ou com raiva. A vida é sempre assim, às vezes você se surpreende com a deslealdade das pessoas. Ali foi um ato de deslealdade”, ressaltou o ministro da Casa Civil e pré-candidato a senador.

 

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Apesar de ainda manifestar contrariedade com o ocorrido, Rui Costa diz que não cabe a ele dizer se Geraldinho será novamente o candidato a vice-governador de Jerônimo: "Isso não cabe a mim, cabe ao governador decidir quem é que vai compo a chapa dele".

 

Na última quinta-feira (5), o ministro já havia dado indicativos de que a relação com o vice-governador estava abalada. Após o imbróglio com Geraldo Jr., ele publicou um provérbio com críticas relacionadas a “falsidade” e “infidelidade”, em suas redes sociais. O post com o provérbio 11:3, descreve sobre “a integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói”.

Federação PT, PCdoB e PV projeta eleger até 20 deputados estaduais na Bahia em 2026, diz Roberto Carlos
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

O deputado estadual Roberto Carlos (PV) afirmou que a federação formada por PT, PCdoB e PV (Brasil da Esperança) projeta eleger entre 15 e 20 parlamentares para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nas eleições de 2026. A declaração foi dada nesta quarta-feira (11), ao comentar as avaliações internas dos partidos sobre a formação da chapa proporcional.

 

Segundo o parlamentar, o cenário eleitoral tem se tornado mais complexo desde o fim das coligações proporcionais, o que, na avaliação dele, dificulta estimativas mais precisas sobre o desempenho das legendas. 

 

“Toda eleição é muito complexa. Até mesmo porque no momento que acabou as coligações, ficou mais difícel você fazer um prognóstico de qual o coeficiente eleitoral, qual é o partido melhor para ser eleito. Mas na Federação entre o PT, PCdoB e PV, há uma quantidade boa de candidatos. Isso pode facilitar [para] os deputados, [para] essa federação eleger, no mínimo, que nós estamos discutindo isso, no mínimo de 15 e pode chegar até 20 deputados estaduais. Quer dizer, com muitos candidatos do PT, do PCdoB e do PV, a gente pode fazer o maior número de partidos”, afirmou.

 

Ele acrescentou que as projeções levam em conta estimativas internas sobre o coeficiente eleitoral, embora ressalte que os cálculos ainda não são definitivos. “Claro que a gente tem discutido que o mínimo dessa federação é 50 mil votos para eleger o último deputado. Mas não é uma coisa científica, não é uma coisa concreta. A gente fala, mas sem muita base, porque os números em matemática não se discutem”, disse.

 

Durante a entrevista, Roberto Carlos também comentou especulações sobre uma possível saída do PV para retornar ao PDT, legenda à qual foi filiado por mais de três décadas. O deputado descartou a mudança e afirmou que pretende permanecer com os verdes.

 

“Eu estou muito bem, confortável no PV, tenho uma relação muito próxima com o nosso ex-ministro Edson Duarte, com o presidente do PV, Ivanilson [Gomes], e não tem por que eu sair do partido. Estou tranquilo e confortável, um partido que eu aprendi a gostar e vou continuar no PV”, declarou.

 

O parlamentar confirmou que recebeu convite para retornar ao PDT, feito pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, mas afirmou que decidiu permanecer no PV.

 

“O PDT já veio para a base de Jerônimo Rodrigues, já tem um ano e pouco. Houve o convite do presidente nacional Carlos Lupi para que eu pudesse entrar no PDT. Eu realmente pensei, mas eu não sou homem de estar num partido hoje e amanhã estar em outro. Na minha vida de nove mandatos, três de vereador e seis de deputado, eu só pertenci a dois partidos. O PDT, por 32 anos, e agora o PV, por quatro anos, e devo continuar no PV porque realmente é um partido que eu escolhi, me sinto muito bem em estar na base aliada do governador Jerônimo. Eu não tenho motivo nenhum de sair para outro partido”, finalizou.

Senador apresenta projeto que obriga plataformas a remover discurso de ódio contra mulher
Foto: Reprodução / Redes sociais

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) protocolou um Projeto de Lei (PL) que obriga as plataformas digitais a retirar conteúdos com discurso de ódio e incentivo à violência de gênero nas redes sociais. O foco do projeto é a criação da Política Nacional de Combate ao Discurso de Ódio contra a Mulher na Internet.

 

Conforme o texto, os provedores seriam obrigados a realizar a retirada dos conteúdos em até 180 dias, sob pena de multa de até 10% do faturamento do grupo. O sistema de detecção deve contar com ferramentas de IA (Inteligência Artificial) e revisão humana especializada.

 

Outra demanda do projeto é a desmonetização de canais que disseminem ódio por até cinco anos, considerando usuários sancionados administrativa ou judicialmente por violência contra a mulher.

 

Randolfe Rodrigues ainda estabeleceu no texto uma espécie de "Botão do Pânico Virtual", que poderá ser acionado a qualquer momento pela mulher em situação de risco iminente.

 

O projeto foi nomeado como "Lei Ivone e Tainara", duas mulheres assassinadas nos últimos meses e ainda define a Autoridade Central, órgão a ser criado pelo Poder Executivo para centralizar denúncias de discurso de ódio nas plataformas.

Dario Durigan assume Ministério da Fazenda após saída de Fernando Haddad
Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

Com a decisão do atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de deixar o ministério na proxima semana, o atual número dois da pasta, Dario Durigan, assumirá o comando. Haddad vinha trabalhando nos bastidores para que seu secretário-executivo fosse o sucessor, o que indica continuidade das diretrizes da política econômica implantada desde o começo do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Dario chegou ao Ministério da Fazenda em maio de 2023 para substituir Gabriel Galípolo, indicado na época para a diretoria de política monetária do Banco Central do Brasil.

 

Durigan é formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e tem mestrado em Direito e Pesquisa Jurídica pela Universidade de Brasília (UnB). Antes de assumir o posto de número dois da Fazenda, era Head de Políticas Públicas para o WhatsApp, empresa da Meta, no Brasil.

 

Ele também teve experiência anterior no serviço público, com passagens pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pela Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil entre 2011 e 2015, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Entre 2015 e 2016, foi assessor especial da Prefeitura de São Paulo na gestão de Fernando Haddad.

 

Para o lugar de Durigan na secretaria-executiva da Fazenda, irá o atual secretário do Tesouro, Rogério Ceron. Ceron é um dos principais responsáveis pelo Arcabouço Fiscal do Brasil, a principal regra de gestão das contas públicas do governo Lula.

 

O arcabouço substituiu o antigo teto de gastos, permitindo um crescimento real das despesas de até 2,5% ao ano, enquanto a regra anterior limitava a expansão à inflação do ano anterior.

CPI para investigar Moraes e Toffoli no caso Banco Master atinge número mínimo de assinaturas no Senado
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Um requerimento para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), conseguiu o número de assinaturas suficiente para que o colegiado possa ser instalado. Até o começo da tarde desta segunda-feira (9), o pedido reuniu o apoio de 29 senadores, dois a mais que o mínimo necessário.

 

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) é o autor do requerimento que quer investigar a conduta dos ministros no escândalo do Banco Master. Entre os apoiadores há maioria de senadores ligados à oposição, inclusive Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como possível pré-candidato à Presidência. Nenhum parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT) assinou o pedido. O único senador da base governista a endossar o documento foi Flávio Arns (PSB-PR).

 

A criação da comissão de inquérito, no entanto, depende do aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O chefe da Casa Legislativa tem resistido a instalar uma CPI sobre o tema. Uma CPI mista para investigar o escândalo do Banco Master também já reúne assinaturas, mas ainda não há previsão de instalação.

 

Mais cedo, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, divulgou uma nota sobre o contrato com o Banco Master, que está no centro de um escândalo financeiro bilionário investigado em inquérito que tramita no STF. No texto, o escritório afirma que, durante o período do contrato, entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, foram produzidos 36 pareceres e realizadas 94 reuniões de trabalho. A nota também afirma que a banca nunca atuou perante o STF.

 

Já o ministro Dias Toffoli, que estava à frente da relatoria do caso envolvendo o Banco Master, deixou a função após um relatório da Polícia Federal do Brasil apontar mensagens com Daniel Vorcaro, dono do banco, nas quais o ministro era citado. A relatoria foi repassada ao ministro André Mendonça.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que tem gente balançando que nem gangorra entre o Cacique e o Soberano, e os outros candidatos ao Senado, vai acabar surgindo o Santinho Frankenstein. Mas outro filme também pode estar em alta em 2026: o "Esquadrão Suicida". Já Elmato parece que não passa dos trailers. Na guerra das IAs, tentaram atacar o Soberano e se bobear deixaram ele foi feliz. Enquanto isso, o Cavalo do Cão vai treinando sua mira. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Edson Gomes

Edson Gomes
Foto: Bahia Notícias

"Quero que você prove". 

 

Disse o cantor Edson Gomes ao rebater a cantora Daniela Mercury que,  ao receber o prêmio de música do carnaval 2026 pela canção “É Terreiro”, pedir que ele tratasse sua esposa com"carinho", indicando que o artista teria comportamento agressivo.

Podcast

Projeto Prisma entrevista deputado estadual Antonio Henrique Júnior nesta segunda-feira

Projeto Prisma entrevista deputado estadual Antonio Henrique Júnior nesta segunda-feira
O deputado estadual Antonio Henrique Júnior (PV) é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (27). O programa é exibido ao vivo no YouTube do Bahia Notícias a partir das 16h.

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