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Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (30) que não usará o cargo para proteger o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, alvo de uma investigação da Polícia Federal. Segundo o presidente, o filho será tratado como qualquer outra pessoa e não terá privilégios diante da apuração.
"Quando eu vejo essas barbaridades faladas contra o meu filho, se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu seria tratado. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado, um juiz, não fazer as coisas corretas", disse.
Lula afirmou que o apoio ao filho depende da conduta dele diante das investigações. "Se ele estiver certo, ele vai ter ajuda minha; se fizer coisa errada, ele sabe o que eu passei. Não vão usar meu cargo para proteger. Ele vai ter que comprovar que é inocente, como eu provei, vai ter que provar. E se for culpado, vai ter que pagar o que todo mundo paga quando erra", completou.
O presidente disse ainda que o filho não vai se esquivar da Justiça. "Ele jura para mim todo dia. Se for julgado, ele vira para cá, não vai ficar escondido não", afirmou.
O governador Jerônimo Rodrigues comentou sobre as repercussões jurídicas de uma ação movida pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) contra o deputado estadual Leandro de Jesus (PL). Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, programa da Antena 1 Salvador (100.1), nesta quinta-feira (30), o gestor estadual destacou que uma ação “fora do tom” de um político “estraga toda a categoria”.
“Vocês nunca vão ver um comportamento fora do tom, de forma intencional. A gente tem deslizes, mas nunca vai ver um comportamento que fuja do papel da gente como político, porque cada um de nós que está fora de um comportamento ético, gente estraga toda a categoria”, afirma o governador.
Ele ressalta que, “além de governar e entregar” é necessário manter uma postura ética no exercício dos cargos. “Eu tenho que ter uma pregação de algo que eu acredito. Não fica legal para nós políticos, pular muros, agredir de forma física aos guardas de obras. A oposição tem direito a solicitar visitas e o governador aqui não vai... se fizeram [a solicitação] e não teve [a visita] não foi sob minha orientação", aponta o governador.
A fala de Jerônimo ocorre após o deputado Leandro de Jesus entrar, sem autorização prévia, em um canteiro de obras da Ponte Salvador-Itaparica e da BA-649. Nesta última, o parlamentar registrou a ação e publicou um vídeo arrancando uma placa de inauguração de um dos trechos da rodovia.
Em resposta a ação, a Justiça da Bahia determinou nesta quarta-feira (29) que o deputado estadual Leandro de Jesus (PL) só poderá realizar visitas a canteiros de obras do Governo do Estado mediante agendamento prévio, autorização do órgão responsável ou da concessionária e cumprimento das normas de segurança.
Segundo os autos, Leandro de Jesus teria acessado áreas operacionais sem equipamentos de proteção, acompanhado de assessores e seguranças privados, colocando em risco a segurança dos trabalhadores e o andamento das obras.
Sobre a decisão, que parte do acolhimento de uma denúncia da PGE, o governador do Estado diz que “o deputado e a classe cidadã tem regras para fazer essa fiscalização”.
Jerônimo afirma ainda que “não dá para entender” o comportamento do deputado. “Um ente público eleito pelo povo quebrar, depredar o patrimônio como nós vimos. Uma atitude de quebrar a placa. O que é que tem a ver a placa, o investimento ali, com a atitude dele de fiscalizador do povo? Então, está errado”, destaca.
Por fim, o gestor estadual diz que "ninguém quer cercear o direito e o dever de exercer [a fiscalização], os vereadores e deputados, mas alguns exageram".
O governador Jerônimo Rodrigues lidera o índice de rejeição entre os candidatos à eleição estadual na Bahia. Segundo o levantamento divulgado pela Quaest, nesta quarta-feira (29), 40% dos eleitores baianos conhecem e não votaria no atual governador, que é pré-candidato à reeleição pelo PT.
O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-05856/2026 e BA-02331/2026 ouviu presencialmente 1.200 eleitores de 16 anos ou mais, residentes na Bahia, entre os dias 23 e 27 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A Quaest avaliou o conhecimento, potencial de voto e rejeição dos candidatos os candidatos e pré-candidatos ACM Neto, Aroldo Felix (UP), Jerônimo Rodrigues (PT), José Estêvão (DC) e Ronaldo Mansur (PSOL) frente aos eleitores.
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Foto: Gráfico disponibilizado pela Quaest
Ao citarem o candidato ACM Neto, 90% dos eleitores disseram conhecê-lo, sendo que 57% conhecem e votariam nele, e outros 33% conhecem e não votariam. 10% disseram não conhecer o candidato.
No caso do atual governador, Jerônimo Rodrigues, ele também é conhecido por 90% dos eleitores questionados e dentre eles, 50% deles votariam nele para a reeleição e outros 40% não votariam. 10% disseram que não conhecem.
Ronaldo Mansur, candidato pelo PSOL, foi reconhecido por apenas 21% dos eleitores. Entre os que o conheciam, 17% disseram que não votariam e 4% votariam. 79% dos eleitores disseram não conhecer o candidato. No caso de João Estevão, 16% dos eleitores o disseram conhecer o candidato, sendo que apenas 3% votariam nele e outros 13% alegaram que não votariam. 84% não o reconheceram.
Já o candidato Aroldo Félix foi reconhecido por 10% dos entrevistados, sendo que 1% votaria nele e 9% disseram que não votariam. 90% dos eleitores não reconheceram o candidato.
O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado Federal, Rui Costa (PT), afirmou que as definições para o fechamento de sua chapa, considerando a vaga em aberto para a 2° suplência ao Senado, devem ser feita até a convenção partidária do Partido dos Trabalhadores na Bahia, no dia 1° de agosto. A declaração foi dada durante sua participação na convenção partidária do Avante, em Salvador.
Até o momento, Rui já definiu a 1° suplência para o seu pleito ao Senado na figura do presidente do Avante, Ronaldo Carletto. Sobre o segundo nome, o ex-governador diz que “não defini ainda partido, um perfil de partido, a única coisa que eu defini é que eu quero botar uma mulher na segunda suplência”.
“Olha, eu defino até a convenção, para anunciar na convenção o segundo suplente. Eu não defini ainda partido, um perfil de partido, a única coisa que eu defini é que eu quero botar uma mulher na segunda suplência, mas eu ainda não defini”, ressalta.
O petista respondeu ainda sobre a participação em debates e entrevistas durante o período eleitoral. “Eu sim participarei de sabatinas ou debates, tudo vai ter que compatibilizar com a agenda. Não posso dizer que participarei de todos, porque eu não sei quais são as datas, quais são as agendas”, afirma.
Rui afirma que “eu não abro mão da presença física nos municípios e nos lugares”. “Acho que isso não se substitui. Portanto, vou ter que compatibilizar, mas, compatibilizando, sim, eu irei a debates e entrevistas”, explica.
Segundo o ex-ministro, o formato dos debates com os candidatos ao Senado também demandam uma organização complexa: “O debate com o Senado sempre é mais complicado, porque são duas candidaturas por partido, então fica um número grande de debatedores, não fica bom o formato”, completa.
Uma pesquisa realizada pela Nexus e pelo BTG Pactual divulgada nesta segunda-feira (27) apresentou dados relacionados à avaliação do desempenho do Governo Lula. Conforme o levantamento acessado pelo Bahia Notícias, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi considerado como ótimo/ bom por 36% da população.
Deste percentual, 15% consideram o governo como ótimo e 21% bom. Os outros números mostram ainda que 20% consideram a gestão regular. Já nos índices de ruim/péssimo, o governo marcou 43%, sendo 9% ruim e 34% péssimo.
Não sabem ou não responderam somam 1%. Quando questionados se aprovam ou desaprovam o trabalho que o presidente vem fazendo, os resultados foram:
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Aprova: 47%.
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Desaprova: 49%.
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Não sabem ou não responderam: 4%.
A aprovação do governo registrou variação em diferentes regiões do país. O maior índice de aprovação está no Nordeste (62%), enquanto o menor está no Sul (33%).
PERFIL DOS ENTREVISTADOS
O governo é mais aprovado pelas mulheres (54%) do que pelos homens (40%). Católicos (54%) e pessoas sem religião (55%) aprovam mais o governo do que evangélicos (33%), segmento onde a desaprovação chega a 64%.
A aprovação é mais alta entre quem ganha até 1 salário mínimo (62%) e cai para 38% entre os que ganham mais de 5 salários mínimos.A faixa de 60 anos ou mais é a que mais aprova o governo (60%). Outros dados mostraram que 40% consideram o momento atual da economia melhor que o do governo anterior (dezembro de 2022), enquanto 42% consideram pior. Já 43% afirmam que sua situação financeira está melhor do que no governo anterior, e 33% dizem estar pior.
Para os próximos seis meses, 33% acreditam que a economia do país vai melhorar, enquanto 32% acham que vai piorar. Já em relação à própria vida financeira, 47% esperam melhora.
O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. Foram entrevistados 2.004 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral pelo código BR-01489/2026.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) declarou nesta sexta-feira (24) que perdeu parte de um terreno de sua propriedade com a construção da Via Metropolitana, rodovia projetada durante seu governo, e que abriu mão de receber indenização pela área.
"Sobre o terreno, dá até vontade de rir, porque o terreno talvez tenha sido a única obra feita na Bahia para benefício dos baianos que não teve paga desapropriação. A estrada passou pelo traçado que os engenheiros acharam melhor, cortou lá um pedaço do terreno e eu digo, não vou cobrar nenhuma desapropriação", disse o senador em entrevista à rádio Andaiá FM.
O terreno fica nas margens da Via Metropolitana, rodovia criada para ser um eixo de expansão da Grande Salvador e contratada durante a gestão do próprio Jaques Wagner à frente do governo do estado.
A área, comprada em 2000, quando Wagner ainda era deputado federal, foi vendida pelo senador em 2025 por R$ 15 milhões. O contrato previa o pagamento antecipado de R$ 2 milhões, enquanto os outros R$ 13 milhões seriam pagos em permuta física em um empreendimento futuro.
O terreno tinha 51 mil metros quadrados, tamanho equivalente a sete campos de futebol, e havia sido adquirido na época por R$ 28 mil, o equivalente a cerca de R$ 130 mil em valores corrigidos. Passados 25 anos, a área foi vendida com valorização de 11.400%, já descontada a inflação do período.
Durante a entrevista, o senador minimizou a valorização do terreno ao longo do tempo. "É óbvio que tudo valoriza em 26 anos", disse.
A transferência do terreno vendido foi barrada em 25 de junho por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, como parte da nona fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades relacionadas ao Banco Master. Mendonça determinou restrições a atividades econômicas de Wagner, incluindo o bloqueio de contas, bens e valores do senador.
O deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).
Segundo Hilton, Boulos defendia que o PSol integrasse uma federação com o PT e outros partidos da base governista, mas a ideia foi derrotada internamente. "O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos", declarou.
Na entrevista, o parlamentar também rebateu críticas de que o Partido Socialismo e Liberdade atuaria como um acessório ao partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Hilton destacou que, embora a legenda apoie Lula no cenário nacional, na Bahia optou por lançar candidatura própria ao Palácio de Ondina com Ronaldo Mansur (PSol).
Ao comentar a segurança pública, Hilton criticou os índices de letalidade policial na Bahia e defendeu mudanças na estratégia de combate ao crime organizado. Segundo ele, o Estado precisa ampliar investimentos em inteligência e políticas sociais voltadas à juventude, além de direcionar o enfrentamento às organizações criminosas.
"Nós não podemos continuar sendo o estado com o pior índice de letalidade policial do Brasil. A Bahia, em 2025, matou simplesmente 1.600 pessoas em ações policiais seguidas de morte. Quando o segundo lugar, que foi São Paulo, ficou com 900 mortes. Isso é um número macabro", disse.
Na área ambiental, o parlamentar também cobrou medidas para proteger o Cerrado baiano e defendeu a criação da Unidade de Conservação da Serra da Chapadinha, argumentando que a região é estratégica para o abastecimento hídrico da Bahia e deve ser preservada diante do avanço de atividades minerárias.
Ronaldo Mansur critica atual governo e descarta qualquer possibilidade de apoio a Jerônimo Rodrigues
Nesta sexta-feira (24), o presidente estadual do PSOL e da Federação PSOL-Rede, Ronaldo Mansur, oficializa sua candidatura ao Governo da Bahia durante convenção partidária realizada no Fiesta Bahia Hotel, em Salvador. Durante coletiva de imprensa, Mansur concentrou críticas ao atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) que tenta a reeleição.
O candidato destacou que o governo não cumpriu promessas cruciais de 2022, como a instalação de câmeras no fardamento de policiais militares e o fim da fila da regulação na saúde. Ronaldo também fez comentários sobre o crescimento do crime organizado no estado.
“A Bahia hoje está entregue ao crime organizado e o governo não teve coragem nem política de segurança para combater a criminalidade", afirma.
Ao ser questionado sobre o apoio do PSOL a Jerônimo no segundo turno das eleições de 2022, Mansur esclareceu que aquela foi uma decisão pontual por considerá-lo o "menos pior", mas que isso nunca significou adesão ao projeto petista.
“O menos pior não significa que a gente acha que ele seria mil maravilhas, tanto que nós continuamos com a nossa independência na Assembleia Legislativa, com o nosso deputado estadual Hilton Coelho, fazendo o enfrentamento.”, explica.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) confirmou nesta quinta-feira (23) o pedido de exoneração do secretário de Comunicação do Estado da Bahia, Marcus Di Flora, motivado por questões pessoais. Segundo nota divulgada pelo governo, a saída vinha sendo tratada de forma alinhada entre as partes desde o início de julho.
Na mesma nota, o governo informou que o chefe de gabinete Luciano Suedde vai responder interinamente pela Secretaria de Comunicação até a definição de um novo titular. O texto também destacou o reconhecimento do governador pela dedicação e pelos serviços prestados por Di Flora ao longo de sua gestão à frente da pasta.
Além da saída de Di Flora, o governo confirmou a nomeação de Eracy de La Fuente, atual presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia, para assumir a Secretaria da Casa Civil. Ele substitui o deputado federal Afonso Florence (PT), que precisou se descompatibilizar do cargo para poder concorrer à reeleição em 2026.
O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado Federal pela Bahia, Rui Costa (PT), foi beneficiado com um período de quarentena remunerada após deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informações do O Globo, o regime de remuneração foi aprovado pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República e deve ser válido por seis meses, a contar pelo período de sua exoneração.
Rui Costa deixou oficialmente o comando da Casa Civil no início de abril para cumprir o prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral e disputar uma vaga no Senado pela Bahia. O salário bruto de um ministro de estado está em R$46,3 mil por mês no Brasil, o que totaliza R$278 mil ao longo de um semestre.
De acordo com a investigação do O Globo, a quarentena foi aplicada porque Rui Costa, durante os últimos meses à frente da Casa Civil, teve acesso a informações estratégicas e sensíveis do governo federal.
A situação de Rui Costa é semelhante à do ex-ministro Márcio França (PSB), que também deixou o governo para disputar as eleições deste ano e foi submetido à quarentena remunerada pela Comissão de Ética.
Essa quarentena não impede a participação dos candidatos na campanha eleitoral, mas restringe exclusivamente o exercício de atividades profissionais na iniciativa privada durante os seis meses seguintes à sua saída do governo federal.
OUTRO LADO
Por meio de nota, a assessoria de Comunicação da Casa Civil informou que não houve solicitação, por parte do ex-ministro, do pagamento de salários durante a quarentena. O Ministério da Gestão e Inovação (MGI) confirmou não ter havido pagamento a Rui Costa desde o afastamento dele do cargo de ministro da Casa Civil. Confira o posicionamento na íntegra abaixo:
Na administração pública federal, há duas responsabilidades distintas no processamento do pagamento da remuneração compensatória (chamada de quarentena), instituída pelo Decreto nº 4.187, de 2002, para servidores públicos, incluídos ocupantes de cargos de confiança, nos casos em que ele é autorizado pela Comissão de Ética da Presidência da República.
Com a compensação autorizada, o servidor encaminha o pedido ao respectivo órgão ao qual estava vinculado e o registro no Sistema Integrado de Administração de Pessoal (SIAPE) e o processamento dos pagamentos é de competência desse órgão. Por isso, informações individualizadas sobre eventuais autorizações de pagamentos de quarentena devem ser solicitadas diretamente ao ministério ou órgão ao qual o servidor estava vinculado.
Após o processamento de cada folha, o MGI organiza as informações dos pagamentos já realizados por cada órgão e esses dados são compilados e colocados em transparência ativa no link: https://dados.gov.br/dados/conjuntos-dados/gestão. Considerando os dados extraídos pelo MGI após o processamento dos pagamentos feitos pelos demais órgãos, no ano de 2026 até junho (valores recebidos no início de julho) não foi registrado pagamento de quarentena para nenhum ex-ministro ou ministra do atual governo. Como nesse momento o sistema que disponibiliza, de forma aberta, os dados está passando por manutenção, por isso segue anexa tabela extraída em 13 de julho, com dados atualizados dos pagamentos referentes a junho de 2026. Novos dados atualizados só estarão disponíveis após o pagamento de julho, a partir de 1 de agosto.
O MGI registra e processa diretamente apenas o pagamento dos servidores dos 13 ministérios que compõe o Colaboragov. No caso do ex-ministro Marcio França, que ocupou o Ministério do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), que faz parte da rede Colaboragov, informamos que ele solicitou o pagamento da quarentena, após parecer favorável da Comissão de Ética da Presidência da República, e o primeiro pagamento referente a essa remuneração compensatória será feito em agosto de 2026, referente a folha de julho. Por enquanto ele é o único ministro do Colaboragov que fez tal solicitação. (Atualizado às 16h14 de 23/07/2026)
O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participar da convenção da chapa governista na Bahia, marcada para o dia 1º de agosto, é "muito grande". A declaração foi dada durante a convenção do PSD (Partido Social Democrático), realizada nesta segunda-feira (21), no Edifício Mundo Plaza, em Salvador.
Confira em forma de vídeo:
Segundo o parlamentar, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a equipe da Presidência da República trabalham em conjunto para ajustar a agenda do chefe do Executivo nacional para a data. O senador também confirmou que o próprio governador Jerônimo Rodrigues deve marcar presença no evento.
"Hoje mesmo falei com o governador Jerônimo antes de vir para cá e esse trabalho de ajuste está sendo feito. Eu diria que a chance é muito grande de ele vir. Não vou bater martelo, que a agenda do presidente realmente é uma agenda complexa, muita demanda, mas ele já demonstrou a vontade de estar aqui", conta Wagner.
As convenções partidárias começam nesta segunda-feira (20) em todo o país e vão até 5 de agosto, dando início à fase que define oficialmente quem vai disputar as eleições deste ano. Os encontros reúnem filiados de partidos e federações para escolher os nomes que vão concorrer aos cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual, além de deputado distrital no caso do Distrito Federal.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o especialista em direito eleitoral Ademir Ismerim explicou como funciona essa etapa e o que já pode ser feito pelos pré-candidatos.
Segundo ele, as convenções vão se realizar a partir de hoje até o dia 5 de agosto, e o registro da candidatura tem que ser feito até 15 de agosto.
Ismerim destacou que a escolha em convenção é obrigatória para quem quer concorrer. "O indivíduo só pode ser candidato se for escolhido em convenção pelo partido ao qual está filiado. A partir da escolha, a lei determina que a ata seja registrada logo em seguida, mas o prazo final para esse registro é 15 de agosto", contou ele ao BN.
De acordo com o especialista, a campanha eleitoral propriamente dita só começa no dia 16 de agosto, quando passam a ser permitidas ações como carreatas, uso de carro de som e pedido de voto ao eleitor.
"Até o momento nada muda em relação a isso. A partir do dia 16 eles podem fazer caminhada e pedir voto", afirmou. Antes dessa data, os pré-candidatos podem apenas dar entrada no registro da candidatura e providenciar o CNPJ necessário para movimentar recursos de campanha.
"Eles vão pedir o registro da candidatura, o tribunal encaminha para a Receita poder liberar o CNPJ, e aí eles providenciam para poder receber dinheiro e fazer gastos de campanha. Isso tudo já pode ser feito agora. A propaganda mesmo só a partir do dia 16", explicou Ismerim.
Na prática, depois da convenção, os pré-candidatos passam a ser considerados oficialmente escolhidos por seus partidos, mas ainda não são tratados como candidatos plenos até que o registro seja aprovado pela Justiça Eleitoral. O prazo para esse registro vai até 15 de agosto. No dia seguinte, 16 de agosto, a campanha eleitoral começa de forma oficial, com propaganda e eventos liberados nas ruas e na internet.
Elmar Nascimento defende alternância de poder na Bahia, mas alerta: “O PT não pode ser menosprezado”
O deputado federal Elmar Nascimento (União) destaca a importância da alternância de poder na Bahia durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (20). O estado é governado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) há quase 20 anos, com o grupo no comando do palácio de Ondina. Apesar de defender a necessidade de mudança, o parlamentar adotou um tom moderado e alertou que o partido governista é um adversário forte.
"Olha, o PT tem sido vitorioso ao longo dos 20 anos, é um grupo forte que conta com a máquina do governo e não pode ser menosprezado. Temos um candidato forte, mas defendo o princípio da democracia de ter alternância de poder", alerta.
Para o parlamentar, a Bahia não possui um histórico de alternâncias políticas constantes. Pelo contrário, ele avalia que as mudanças estruturais ocorrem em períodos longos, impulsionadas principalmente pelo sentimento das populações do interior do estado.
"Na minha experiência, isso acontece de 20 em 20 anos. Eu nunca assisti a um candidato ganhar contra a chapa do governador, a Bahia é acostumada a mudar em 20 anos. Há um ambiente, até mesmo no interior, propício para isso. Nos municípios pequenos, vão recrudescer as diferenças; nos maiores, que têm problemas mais sérios, os eleitores vão notar áreas sensíveis, como a saúde pública e a segurança pública. Não sei a forma de fazer isso, mas sei que haverá essa [percepção]", argumenta Nascimento.
O diagnóstico do deputado sobre o crescimento dos problemas de segurança reflete a realidade das grandes cidades baianas, que funcionam como entroncamentos rodoviários e portuários estratégicos, tornando-se pontos de disputa para o crime organizado. Contudo, vale recordar que o União Brasil, partido do próprio deputado, gerencia a maior dessas cidades desde 2024, inclusive na capital baiana.
Além disso, mesmo em municípios administrados por partidos de oposição, como Camaçari, sob a gestão de Luiz Caetano (PT), a segurança pública continua sendo um desafio complexo e persistente em todo o território estadual, afinal, mesmo com a contínua e aumentada presença de policiais civis armados em diversas cidades, a gestão da segurança pública é de competência estadual.
Confira a entrevista logo abaixo:
O pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos, apresenta como principais bandeiras de sua campanha a defesa das liberdades, a redução do tamanho do Estado e a ruptura política com o governo Lula. No entanto, o Livro Amarelo, que serve como base programática do Partido Missão, reúne propostas que contrastam com essa imagem liberal e se assemelham a bandeiras historicamente defendidas por partidos de esquerda.
Algumas das pautas são: a regulamentação da imprensa, a desdolarização da economia sul-americana e uma maior atuação dos países emergentes no cenário internacional.
Além disso, a obra propõe a chamada "democracia familiar", que visa deslocar a representação política do voto individual para o núcleo familiar, medida que já foi alvo de representação da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados por possíveis impactos sobre a autonomia política das mulheres.
Procurados, o Partido Missão e Renan Santos, presidente da legenda, afirmaram por meio de nota que "os fascículos de pesquisa do Livro Amarelo que foram publicados não constituem um corpo definitivo de propostas do partido", classificando-os como "textos ensaísticos, com caráter de manifesto". Essa nota enviada à imprensa não se manifestou especificamente sobre as ideias de regulação da mídia e desdolarização da economia.
Evento do partido | Foto: Reprodução / Redes Sociais
AS IDEIAS DO MBL
O Livro Amarelo é uma coleção de seis volumes estruturada para reunir diagnósticos e propostas para orientar o projeto político do Missão. No site da publicação, o partido afirma que o material "não é apenas uma cartilha", mas um movimento destinado a formular um projeto de país "além das narrativas da esquerda e do centrão".
O jornal Estado de São Paulo analisou os volumes e notou esse padrão carregado por contradição entre os discursos dos integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL). Na área da comunicação, o terceiro fascículo da coleção, intitulado Para Onde Vamos?, dedica um capítulo à defesa de uma nova legislação para o setor, prevendo uma regulação para "disciplinar" a mídia nacional.
Volume sobre a imprensa e Renan Santos em live falando dos livros | Foto: Reprodução / Redes Sociais
Essa proposta é criticada por especialistas, que apontam riscos de interferência na liberdade de expressão e censura. Sob o título "A farsa da imprensa livre", o texto aponta que o principal problema do jornalismo brasileiro é "a ausência de uma lei própria que discipline a mídia".
Segundo a publicação, essa legislação deveria servir como "instrumento de Estado para diluir o pesado oligopólio que controla o fluxo de informações do país". Embora o capítulo se apresente preliminarmente como um "interlúdio" de diagnóstico, o texto avança na defesa de um novo marco regulatório, um código jornalístico e critérios de responsabilização para o exercício da atividade.
A obra argumenta que a resistência dos proprietários de emissoras de rádio e televisão impediu mudanças nas regras e que o setor vive em um "quase estado de anarquia" desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) revogou, em 2009, a Lei de Imprensa de 1967, editada durante a ditadura militar.
Manifestação do partido e sede do supremo | Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Gustavo Moreno / STF
AGENDA PT-MISSÃO
Essa formulação aproxima o programa do Missão de bandeiras históricas de Lula e do PT. Em 2014, o atual presidente defendeu a "democratização dos meios de comunicação", apontando que a regulamentação do setor estava defasada.
A proposta de combater a concentração de mídia também constou no plano de governo petista de 2018. Lula retomou o tema na pré-campanha de 2022 e, em 2026, voltou a defender uma agenda regulatória com foco no ambiente digital e nas plataformas de tecnologia.
Para Patrícia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta, propostas dessa natureza exigem cautela extrema, especialmente em cenários de forte polarização. Ela alerta que termos como "disciplinar a mídia" e o uso da legislação como "instrumento de Estado" abrem margem perigosa para a tutela do jornalismo.
"O que é disciplinar a mídia? É tutelá-la? Quem vai regular? Que órgão vai determinar?", questiona Blanco, ressaltando que, embora seja necessário debater o fortalecimento do jornalismo independente e o combate à desinformação, isso não deve ser confundido com mecanismos de controle. "A imprensa é fundamental e tem que ser livre. Não tem regulamentação possível que não seja a regulamentação pela liberdade", conclui.
POLÍTICA EXTERNA
Na política externa, o Livro Amarelo apresenta o capítulo "Desdolarizar a América do Sul e exportar o real brasileiro". O texto defende a redução da dependência da moeda norte-americana e a criação de mecanismos financeiros regionais com maior autonomia.
A publicação tece críticas ao peso das grandes potências no sistema financeiro internacional e propõe dar mais voz aos países emergentes em instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. O texto sugere o uso de moedas locais no comércio regional e o aproveitamento do fundo de reservas do Brics.
Essa agenda encontra forte paralelo na política externa do governo Lula, que também preconiza o uso de moedas locais nas transações comerciais, a reforma das instituições multilaterais, a ampliação do espaço do Sul Global e a defesa de uma ordem global multipolar. O livro do Missão faz a ressalva de que a atuação no bloco do Brics traz tanto oportunidades quanto desafios geopolíticos diante da forte influência da China.
Outro ponto controverso do documento programático é a proposta de "democracia familiar". O texto apresenta uma crítica ao sufrágio universal e propõe que a família, e não o indivíduo, passe a ser a unidade básica de representação política. Sob esse modelo, os direitos políticos seriam organizados no âmbito do núcleo familiar, permitindo inclusive a renúncia individual ao direito de voto.
A ideia motivou uma representação da Bancada Feminina da Câmara à Procuradoria-Geral da República (PGR), devido ao risco de que a vontade política das mulheres seja tutelada ou absorvida pela decisão do chefe de família. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o voto direto, secreto, universal e periódico é cláusula pétrea, não podendo ser alterado pelo Congresso Nacional.
O MISSÃO RESPONDE
Em nota oficial, o Partido Missão esclareceu que os fascículos publicados do Livro Amarelo não representam propostas definitivas ou legislativas do partido. A legenda destaca que o primeiro e o sexto fascículos possuem caráter puramente ensaístico e de manifesto.
Segundo a nota, o capítulo que discute o voto familiar integra o fascículo 6 e tem o objetivo de debater teoricamente os limites da democracia liberal a partir de autores como Jason Brennan (teórico da epistocracia), sem que isso signifique uma proposta de governo:
"Não há endosso, porque não há proposta programática ou legislativa colocada nesse fascículo: quando o texto emprega a palavra 'proposta', emprega-a no sentido ensaístico — uma tese posta em debate —, tanto que todo o trecho está escrito no futuro do pretérito: 'passaria', 'seriam', 'dariam lugar'. É o modo verbal da hipótese, não o de um programa."
A executiva do partido reforça que os textos são "exercícios de imaginação política" concebidos para testar os limites do debate nacional e criticar o patrimonialismo e o clientelismo brasileiros. A legenda informou que suas propostas programáticas e plano de governo oficiais, endossados por Renan Santos, serão apresentados no lançamento do Livro Amarelo de 2026 em agosto.
Leia a nota na íntegra do partido:
“Os fascículos de pesquisa do Livro Amarelo que foram publicados não constituem um corpo definitivo de propostas do partido. Em especial, o primeiro e o sexto fascículos — o de abertura e o de encerramento — são textos ensaísticos, com caráter de manifesto. O capítulo em questão, onde se discute a ideia do voto familiar, faz parte do fascículo 6, e discute críticas à democracia liberal a partir de pressupostos teóricos diversos, engajando com autores como Jason Brennan, autor da noção de epistocracia, e de toda uma tradição que examina os limites do sufrágio moderno. Não há endosso, porque não há proposta programática ou legislativa colocada nesse fascículo: quando o texto emprega a palavra “proposta”, emprega-a no sentido ensaístico — uma tese posta em debate —, tanto que todo o trecho está escrito no futuro do pretérito: “passaria”, “seriam”, “dariam lugar”. É o modo verbal da hipótese, não o de um programa. Nesse sentido, o que está ali não se assemelha em nada a um programa sobre o futuro do Brasil, mas a uma crítica ao nosso sistema político hoje posto.
O próprio prefácio do fascículo estabelece essa distinção em suas primeiras linhas: “Não seria possível encerrar o Livro Amarelo com um capítulo comum, dedicado a políticas públicas ou programas de governo.” E adiante: trata-se de “um manifesto — não no sentido panfletário ou eleitoral, mas como um ato espiritual e civilizacional”. O leitor é avisado, antes de qualquer capítulo, de que saiu do terreno da técnica e entrou no terreno do pensamento. Os capítulos que seguem são exercícios de imaginação política — provocações deliberadas, construídas para testar os limites do pensável e arrancar o debate nacional de sua inércia. Não à toa, o título do capítulo em questão é uma pergunta — “É Possível Imaginar Uma Nova Democracia?”
Não podemos nos furtar a discutir essas ideias. Este é um país onde qualquer discussão política, qualquer discussão teórica, é inviabilizada por uma espécie de hipermoralismo jornalístico. Esse hipermodalismo é o que possibilita a manutenção indefinida dos organismos cancerosos da democracia brasileira, como o Centrão.
O exercício mental é este: e se partíssemos de outra unidade política que não o indivíduo atomizado? O valor do exercício está na discussão que ele abre sobre as fragilidades do modelo atual — a compra de votos, o clientelismo, a dependência — e não na adoção literal de suas conclusões. Quem lê o capítulo inteiro encontra uma crítica ao patrimonialismo brasileiro, não uma defesa da abolição do sufrágio universal, que reconhecemos como conquista civilizatória.
Neeee sentido, a discussão sobre voto familiar no sexto fascículo serve para chamar atenção a um pressuposto anterior: a inadequação das nossas formas políticas ao projeto moderno liberal, em função do patrimonialismo que faz parte da tradição brasileira.
Não se trata portanto de uma proposta programática do nosso Partido - uma vez que essa não era a função do fascículo 6 do Livro Amarelo. Nossas propostas programáticas, endossadas por Renan Santos e pelo Partido Missão, estarão presentes no Livro Amarelo de 2026, que será lançado no Congresso da Missão dia 01/08, junto ao nosso plano de governo", conclui a nota.
A maior parte dos brasileiros não sabia sobre as investigações envolvendo o senador baiano Jaques Wagner (PT) no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, mas acredita que o petista agiu de forma errada. Isso é o que apontam os dados da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15).
A pesquisa questiona inicialmente aos entrevistados sobre o domínio deles sobre o assunto. Na ocasião, 31% disseram que sabiam da investigação envolvendo o ex-governador e estavam bem informados, outros 15% responderam que sabiam mas não estavam bem informados sobre o tema. Por outro lado, a maioria dos entrevistados, 54%, disseram que não sabiam sobre o ocorrido.
A 9ª fase da Operação Compliance Zero, ocorreu no dia 18 de junho, no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no âmbito do esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. Entre os alvos estavam o senador Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima, no Congresso Nacional.
Quando questionados sobre a avaliação das ações de Jaques Wagner, a maioria dos brasileiros, cerca de 61%, disseram acreditar que Jaques Wagner agiu de forma errada na relação com o Master. Apenas 11% acreditam que ele não agiu de forma errada e outros 28% disseram não saber ou não responderam.
A pesquisa Quaest falou com 2.004 pessoas por meio de entrevistas face a face, possui uma margem de erro de dois pontos percentuais e uma confiança de 95%. A coleta ocorreu entre os dias 10 a 13 de julho. O público alvo foram brasileiros em idade eleitoral, ou seja, com 16 anos ou mais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-071181/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece empatado nas intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Isso é o que diz a pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (16). No levantamento, o petista aparece com 46,3% e Flávio com 46,1%, ambos empatados tecnicamente dentro da margem de erro do levantamento.
Ainda no levantamento, brancos, nulos e eleitores que afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos somam 6,5%, enquanto 1,1% não souberam responder. A pesquisa ouviu 2.000 pessoas em todo o Brasil entre os dias 7 e 11 de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.
O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07294/2026.
OUTROS CENÁRIOS
O instituto também testou outros cenários de segundo turno envolvendo o presidente Lula contra os ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, além de Renan Santos e Michelle Bolsonaro.
Em um cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece com 45,1% das intenções de voto, contra 38,9% do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos somam 13,6%, enquanto 2,3% não souberam responder.
Já na simulação de um segundo turno contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o presidente registra 46%, ante 38,1% do adversário. Brancos e nulos chegam a 13,8%, e os indecisos representam 2,1%.
Contra Renan Santos (Missão), Lula acumula 46,4% e o representante do MBL chega a 33,1%. Brancos e nulos somam 17,3% e indecisos, 3,2%.
No confronto entre Lula e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), ambos aparecem empatados tecnicamente, com 46,1% e 44,3%, respectivamente. Brancos e nulos são 8,1%, enquanto indecisos, 1,5%.
O senador Camilo Santana (CE), ex-ministro da Educação, foi oficializado nesta quarta-feira (8) como o novo líder da bancada do PT no Senado. O nome de Santana foi escolhido após reunião da bancada.
Camilo Santana substituirá na função a senadora Teresa Leitão (PT-PE), que no final do mês passado assumiu a função de líder do governo no Senado. A senadora entrou no lugar de Jaques Wagner (BA), que deixou a liderança do governo após ter seu nome envolvido em transações suspeitas com o banco Master.
Eleito em 2022 pelo Ceará, o ex-governador Camilo Santana está na metade do seu mandato de oito anos e não será candidato nas eleições deste ano. Além da liderança do partido, Camilo Santana também deve seguir como principal coordenador da campanha do governador cearense Elmano Freitas (PT).
Já como líder do PT, Camilo Santana esteve presente em diversas reuniões nesta quarta com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e com líderes partidários, para definição da pauta de votações. Outra negociação foi realizada a respeito de uma eventual sessão conjunta do Congresso Nacional, que estava a princípio programada para esta quinta (9).
Alcolumbre, entretanto, disse no plenário, durante a sessão deliberativa, que não iria convocar a sessão do Congresso. Segundo ele, não houve acordo entre os líderes para a realização da sessão nesta semana.
Ao lado de Camilo Santana, o presidente do Senado afirmou que continuará buscando um entendimento para definir uma pauta consensual antes de convocar uma nova sessão do Congresso. Segundo ele, realizar a sessão sem acordo poderia impedir até mesmo a obtenção do quórum necessário para a abertura dos trabalhos.
Já sobre o projeto que modifica a jornada de trabalho 6x1, Camilo Santana disse nesta quarta, em conversa com jornalistas, que dificilmente o projeto será votado antes do recesso parlamentar. Santana afirmou que tem mantido diálogo tanto com Alcolumbre quanto com o presidente Lula, mas que o presidente do Senado diz que só colocará pautas como a redução da jornada 6×1 e a PEC da Segurança em pauta depois de ter uma conversa com o presidente.
“Acho que dificilmente vão votar qualquer coisa dessas pautas mais importantes antes do recesso que deve começar agora no próximo dia 16. O próprio Davi Alcolumbre tem dito que só vai colocar as pautas importantes em votação depois de conversar com o presidente”, disse Camilo, que vem trabalhando nessa intermediação desde que o ambiente se deteriorou devido à rejeição, articulada por Alcolumbre, do nome de Jorge Messias para uma vaga de ministro do STF.
Na manhã desta quarta-feira (8), lideranças políticas da Bahia se reuniram na sede do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), para a assinatura do Pacto pela Integridade nas Eleições 2026. Durante o evento, o presidente do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Tassio Brito, aproveitou o espaço para repercutir o cenário político local, defender os governos estadual e federal, e tecer críticas à oposição.
O encontro, conduzido pelo presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, tem como objetivo firmar um compromisso entre a Justiça Eleitoral e os partidos para garantir um pleito seguro e transparente, combatendo a violência política e o uso indevido de Inteligência Artificial.
Aproveitando a pauta democrática e o aquecimento para as disputas de 2026, Tassio Brito delineou as diretrizes do PT baiano para o próximo ciclo eleitoral.
Brito destacou a realização do Plano de Governo Participativo em todo o estado como ferramenta de escuta da população. Ele defendeu os avanços do governo de Jerônimo Rodrigues, citando investimentos em infraestrutura, educação e a interiorização da saúde. Segundo o presidente do PT-BA, as pesquisas refletem que o governador possui "aprovação maior do que a desaprovação", o que indicaria que a gestão "está no caminho correto".
Questionado sobre a postura da oposição, Tassio foi enfático ao reafirmar que o PT não tem "nenhum medo nem nenhuma vergonha de dizer o nosso lado", referindo-se ao alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele alfinetou o grupo político liderado por ACM Neto (União Brasil), classificando-os como "os maiores anti-Lula que a Bahia já viu", mas que adotam a estratégia do "tanto faz" em anos eleitorais devido à alta popularidade do presidente no estado, que, segundo ele, atinge a marca de 70% a 72% de intenção de votos.
Sobre o PT ter superado o União Brasil em número de filiações na Bahia, o dirigente ressaltou que o partido possui um filtro rigoroso para novos membros, o que torna o crescimento ainda mais expressivo. Ele também pontuou que o PT lidera a preferência partidária no estado, variando entre 40% e 42% nas pesquisas de opinião. "Isso é fruto da identidade que o povo da Bahia tem com o nosso partido", concluiu.
A manifestação de Tassio Brito ocorreu paralelamente à agenda institucional do TRE-BA, que segue na manhã desta quarta (8). O Pacto pela Integridade nas Eleições 2026 foca em diretrizes fundamentais para o processo democrático, incluindo:
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A prevenção e combate a qualquer forma de violência política, com ênfase na proteção às mulheres.
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O cumprimento rigoroso das cotas de financiamento e de propaganda eleitoral para candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas.
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O uso responsável e ético de ferramentas de Inteligência Artificial pelas campanhas.
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A promoção de um acesso inclusivo ao direito de voto, alinhado ao programa Seu Voto Importa.
O evento desta quarta-feira também marca a inauguração da Sala da Democracia, um espaço permanente criado pelo Tribunal para estreitar o diálogo e a cooperação institucional com as agremiações partidárias.
A postura do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro em relação às tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil tem exposto profundas contradições políticas dentro da oposição. Nesta terça-feira (7), após reunião em Washington contra as tarifas no USTR com seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL). Eduardo responsabiliza o governo Lula, ignorando que houve várias declarações públicas favoráveis ao tarifaço.
Relembre algumas das declarações:
Enquanto seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), participou de audiências com o objetivo de reverter a tarifa comercial de 25% sobre os produtos brasileiros, Eduardo havia apoiado abertamente as sanções econômicas contra o próprio país e agora associa o Partido dos Trabalhadores pelo tarifaço. Confira:
— Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) July 7, 2026
DECLARAÇÕES ESQUECIDAS?
Em entrevista concedida à agência de notícias Reuters, Eduardo defendeu abertamente a manutenção e até mesmo a ampliação das barreiras comerciais que afetam as exportações brasileiras. "Então, eu espero mais tarifas, porque as autoridades brasileiras não mudaram seu comportamento", afirma o ex-deputado.
Esta não é a primeira vez que o parlamentar, condenado no STF, se posiciona favoravelmente às medidas protecionistas norte-americanas que prejudicam o mercado nacional. Em um vídeo gravado e publicado por ele mesmo em 25 de novembro de 2025, Eduardo já havia admitido que a aplicação das tarifas comerciais representava "uma boa notícia".
Fotos: Reprodução / @eduardobolsonaro / Canal Uol no Youtube da Reuters
Apesar de defender as restrições que sobrecarregam a economia brasileira, Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (7) para blindar a atuação do irmão e atacar o governo federal. "Flávio nem é presidente ainda e já faz mais pelo Brasil do que Lula. Estamos aqui consertando as cagadas que Lula faz", alega em sua publicação.
Veja postagem do ex-deputado:
Em declarações dadas à emissora britânica BBC, Eduardo justificou seu apoio às sanções comerciais que afetam diretamente o setor produtivo brasileiro, transferindo a responsabilidade da crise diplomática e econômica para o Palácio do Planalto e para o Supremo Tribunal Federal (STF).
"O responsável por tudo isso é o Lula, que dá suporte ao regime capitaneado pelo Alexandre de Moraes. E os brasileiros estão entendendo que existe um sacrifício a ser feito", diz. Ao ser questionado sobre as consequências dessas tarifas para a economia do país e o custo político de sua posição para as próximas eleições, Eduardo minimizou os danos.
"Eu não estou preocupado com cálculo eleitoral ou se isso vai aumentar ou diminuir a popularidade. Eu estou preocupado com a liberdade do meu país, e a liberdade vem antes da economia", concluiu à BBC.
De um lado, o senador Flávio Bolsonaro busca construir um palanque moderado, focado na defesa dos interesses comerciais do país, de olho em sua pré-candidatura presidencial. Nas redes sociais, internautas e opositores criticaram a contradição do ex-deputado. Confira algumas postagens:
ridículos. pediram a tarifa e agora tão tentando remendar a parada toda e jogando a culpa em quem tava fazendo política de verdade. implorar piedade depois de fazer merda não é fazer política, é ser subserviente e capacho.
— Robson Kumode (@kumode) July 7, 2026
Será que é o Lula que defende as tarifas???
— Será que ele é? (@Onda_27) July 7, 2026
Curtam esse vídeo do Bananinha e do TARIFLÁVIO elogiando o tarifaço do Trump...https://t.co/AfCXWWguUK
Em nota divulgada nesta terça-feira (7), antes do início da sessão deliberativa em plenário, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) rebateu declaração do líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), que disse que o presidente do Senado será tratado como “inimigo dos trabalhadores” se não der início à tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) para redução da jornada de trabalho 6x1.
“Vamos dar uma trégua para o Davi Alcolumbre nessa semana. Se até semana que vem ele não encaminhar a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça, vamos elegê-lo como inimigo também... Inimigo dos trabalhadores e da pauta”, afirmou o líder do PT na chegada da reunião de líderes da Câmara.
Na nota divulgada pela Presidência do Senado, Alcolumbre afirmou que “esse tipo de ameaça e tentativa de intimidação não será mais tolerado" e que a definição da pauta e da tramitação das matérias "não se submete a ultimatos ou pressões político-eleitorais”.
Davi Alcolumbre disse ainda que a definição da pauta e da tramitação das matérias é prerrogativa constitucional da Presidência e “não se submete a ultimatos ou pressões político-eleitorais”. O presidente do Senado acrescentou que qualquer tentativa de constranger a condução dos trabalhos da Casa representa afronta à independência entre os Poderes.
A proposta de emenda à Constituição que modifica a jornada de trabalho no país foi aprovada no dia 27 de maio pela Câmara, e desde então aguarda ser enviada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para o início da sua tramitação. Alcolumbre vem segurando o despacho da proposta e afirma que o Senado não pode analisar o tema de forma açodada.
Em Washington, Flávio e Eduardo Bolsonaro criticam governo e classificam PT como 'partido das taxas'
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), e seu irmão, o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, intensificaram as críticas à gestão federal nesta terça-feira (7) em Washington. O senador classificou o PT como o "partido das taxas" e questionou a ausência de autoridades brasileiras.
Confira a postagem:
A ofensiva ocorre em meio a discussões sobre a imposição de barreiras alfandegárias pelos Estados Unidos ao Brasil, misturando discursos de oposição técnica com declarações de apoio às sanções econômicas contra o próprio país.
Flávio participou de uma audiência pública realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que debate a aplicação de uma tarifa comercial de 25% sobre produtos brasileiros.
"Acabei de fazer a defesa do Brasil contra as tarifas e contra o Lula também. Fizemos uma defesa técnica, mas também política, explicando que o único que quer essa tarifa no Brasil é o Lula, achando que isso pode ter algum benefício eleitoral para ele", diz o senador em vídeo gravado em Washington.
Durante o pronunciamento, Flávio Bolsonaro questionou a falta de representação do governo brasileiro no debate tarifário e justificou sua viagem aos Estados Unidos como uma iniciativa de oposição para suprir a lacuna do Palácio do Planalto.
"Não tinha ninguém, nem umzinho do governo Lula escalado para fazer a defesa nessa espécie de tribunal", critica o senador. Ele reforçou sua atuação no exterior ao afirmar que está cobrindo a ausência da atual gestão.
O deputado estadual Diego Castro (PL) declarou que há "zero de chance" de dividir palanque com os ex-governadores Romeu Zema (Minas Gerais) ou Ronaldo Caiado (Goiás) em solo baiano. Em pronunciamento sobre as articulações da oposição (composta por União Brasil, PL e Republicanos), o parlamentar cobrou coerência ideológica e defendeu que as candidaturas presidenciais fora do campo direto de articulação da família Bolsonaro acabam por fragmentar a direita.
"Zero de chance de subir no palanque de Romeu Zema ou Ronaldo Caiado. Meu candidato é Flávio Bolsonaro. Na política, você tem que ter coerência no que defende. Não tem possibilidade nenhuma, e eu acho que qualquer candidatura nacionalmente e na Bahia, fora do Neto, está ajudando o PT. Qualquer uma fora de Flávio [Bolsonaro] está ajudando o PT", reafirma o parlamentar.
Ao comentar a composição das forças de oposição na Bahia, que une partidos como o PL, o União Brasil e o Republicanos, Diego Castro pontuou que o eleitorado conservador local é guiado por valores e que o grupo busca uma convergência tática para fazer frente ao atual governo estadual.
"Nosso público conservador tem princípio. E a gente está aí amadurecendo esses diálogos em um denominador comum para tirar o PT da Bahia", explica, defendendo o alinhamento em torno do nome de ACM Neto (União Brasil) no plano estadual.
"PLANO B DO PT"
O deputado também direcionou duras críticas a Renan Santos, liderança do Movimento Brasil Livre (MBL) e integrante do recém-criado partido Missão, legenda de oposição ao PT e associada aos articuladores do impeachment de Dilma Rousseff. Para Diego Castro, as movimentações de Renan Santos têm o objetivo prático de enfraquecer o campo bolsonarista.
"Eu vejo esse cara do MBL, o Renan Santos. Ele se preocupa, dizendo que quer tirar o PT, mas tem uma preocupação em desgastar Flávio Bolsonaro porque ele é o plano B do PT. Ele quer minar a direita", dispara o deputado estadual.
Confira o momento abaixo:
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) criticou nesta segunda-feira (6) as projeções fiscais do governo Lula (PT) e protocolou um requerimento de informação ao Ministério da Fazenda cobrando esclarecimentos sobre as estimativas do Tesouro Nacional e as medidas previstas para garantir o equilíbrio das contas públicas nos próximos anos.
O baiano atua como vice-líder da oposição na Câmara. No protocolo, Alden pede acesso às premissas econômicas, memórias de cálculo e estudos técnicos que embasam os números oficiais, além de informações sobre ações planejadas pelo governo para cumprir as metas fiscais.
No documento, ele cita o relatório do Tesouro Nacional que aponta a necessidade de um esforço fiscal equivalente a cerca de 1,2% do PIB entre 2027 e 2036 para manter o equilíbrio das contas públicas.
“O Congresso Nacional tem o dever constitucional de fiscalizar os atos do Poder Executivo e garantir que qualquer medida com potencial impacto sobre a sociedade esteja fundamentada em critérios técnicos, transparentes e amplamente debatidos”, afirmou.
O deputado defende ainda que a população tenha acesso prévio às medidas que podem ser adotadas para enfrentar os desafios fiscais apontados pelo governo, evitando surpresas para famílias, trabalhadores e setores produtivos.
Segundo ele, a iniciativa reforça o papel fiscalizador do Parlamento e a necessidade de transparência na gestão das contas públicas.
O deputado federal e líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), usou as redes sociais neste domingo (5) para comentar o pênalti desperdiçado pela Seleção Brasileira na partida contra a Noruega, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Em publicação, o parlamentar associou o lance ao número 13, utilizado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Foi aos 13 minutos", escreveu Sóstenes, afirmando que o número seria uma "praga" ao comentar a cobrança desperdiçada.
O pênalti aconteceu no início do primeiro tempo, após Matheus Cunha sofrer falta dentro da área. Depois de revisão do lance pelo árbitro de vídeo (VAR), a penalidade foi confirmada, mas Bruno Guimarães acabou desperdiçando a cobrança.
CONFIRA A PUBLICAÇÃO:
Praga: o pênalti foi aos 13 minutos, resultado, perdeuuuuukkkk
— Sóstenes Cavalcante (@DepSostenes) July 5, 2026
Os recentes desdobramentos políticos envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fizeram dela o alvo de memes compartilhados, por razões divergentes, tanto por integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) quanto por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro em mensagens entre nomes de cada lado em Brasília.
As publicações que associam a ex-presidente do PL Mulher à sigla petista ganharam força após episódios de desistência da liderança da ala feminina do partido e ruptura do apoio de Flávio Bolsonaro pelas eleições presidenciais. Na última quarta-feira (1°), o enteado criticou os ataques e pediu o apoio para união com Michelle.
Após isso, Michelle elogiou um programa do governo Lula, na oposição, e manifestações públicas de apoio a medidas do governo federal. Segundo informações dos bastidores do portal Metrópoles, entre parlamentares e militantes petistas, o episódio foi recebido com ironia, resultando na criação de montagens que retratam a ex-primeira-dama como a "funcionária do mês" do PT.
Mensagem com imagem de Michelle | Foto ilustrativa: Reprodução / Metrópoles
Paralelamente, o descontentamento na ala bolsonarista ficou ainda mais voraz após uma declaração de Michelle sobre o lançamento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, ação formulada pelo Ministério da Educação (MEC) sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
A ex-primeira-dama classificou a iniciativa do atual governo como um "sonho realizado". Em reação ao aceno institucional, o presidente do PL, Waldemar Costa Neto, alega que a ex-primeira-dama não tem pretensões de concorrer ao Senado Federal, mesmo já havendo pesquisas pelas cadeiras na casa.
Parlamentares alinhados a Jair Bolsonaro passaram a compartilhar, em grupos restritos de mensagens como o WhatsApp, montagens de Michelle vestida com trajes de militante petista. O movimento de opositores que buscam associá-la à esquerda ocorre de forma simultânea às publicações satíricas.
O senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) deve assumir, na próxima terça-feira (7), a liderança da bancada do PT no Senado. A definição ocorre após o parlamentar ter sido cotado para comandar a liderança do governo na Casa, cargo que acabou ficando com a senadora Teresa Leitão (PT-PE).
Com a nova função, Camilo deverá acumular a articulação da bancada petista no Senado com a coordenação da campanha do PT no Ceará, um dos principais redutos eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No estado, a disputa ocorre em meio ao cenário de enfrentamento político com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB).
Nos bastidores do Palácio do Planalto, Camilo chegou a ser apontado como um dos favoritos para substituir o senador Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado. O nome do parlamentar ganhou força em razão da boa relação com integrantes da base aliada e da proximidade com o presidente Lula, mas a escolha recaiu sobre Teresa Leitão.
Interlocutores do PT afirmam que, à frente da bancada no Senado, Camilo terá papel estratégico na articulação das pautas do governo, especialmente às vésperas do período eleitoral.
No Ceará, o senador seguirá como principal coordenador das campanhas de reeleição do presidente Lula e do governador Elmano Freitas. Aliados avaliam que a combinação das duas funções amplia o protagonismo de Camilo na estrutura nacional do PT.
Com mandato no Senado até 2030, Camilo Santana não disputará cargo eletivo neste ano, o que, segundo aliados, lhe permitirá dedicar-se tanto à articulação política no Congresso quanto à coordenação da campanha no estado.
O pré-candidato ao Senado, João Roma (PL), rebate as declarações de adversários políticos e criticou episódios registrados durante as comemorações do 2 de Julho na capital baiana. O dirigente, presente no evento, acusou o ex-governador e ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), de praticar xenofobia ao afirmar que ele não possuiria "alma baiana" pelo fato de ter nascido em outro estado.
Confira o vídeo:
??João Roma acusou Rui Costa de xenofobia por falar que ele não é daqui.
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 3, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/EURzkj2Apw
Em suas redes sociais, Roma classificou a declaração de Rui como preconceituosa e ironizou a postura do ex-ministro, apontando uma suposta incoerência interna no grupo governista, mencionando a origem fluminense do senador Jaques Wagner (PT), que é nascido no Rio de Janeiro.
"Cheguei no carro, peguei o celular e vi um show de horrores. O Rui Costa, mais uma vez, destilando ódio, com xenofobia, dizendo que eu não podia ter alma baiana porque não nasci na Bahia. É lamentável mais esse preconceito. Eu fico pensando se ele usa isso também para atacar o seu então coleguinha Jaques Wagner. Todo mundo fica falando aí que os dois estão se odiando ultimamente", diz Roma.
Nome do PL presente no 2 de Julho | Foto: Ednei Cunha / Bahia Notícias
Por sua vez, Wagner respondeu ao adversário pela cadeira do Senado Federal nas eleições de 2026. Jaques Wagner adotou tom moderado, destacando que vive há 5 décadas no estado, e atribuiu o comportamento ao calor do momento do 2 de julho.
"É o calor, até para o que eu diga, é o calor do 2 de julho, todo mundo com a cabeça quente. Eu vivo aqui há 52 anos, não sei quanto tempo Roma está aqui. Mas, na medida em que o cara está legalizado, eleitoralmente ele pode ser candidato. Eu acho que não é por aí, é o calor da disputa eleitoral", responde Wagner.
A aula magna do pré-candidato, Fernando Haddad (PT), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nesta quinta-feira (2), foi marcada por um tumulto envolvendo um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) e pessoas que acompanhavam a palestra.
Confira em vídeo:
O crítico, identificado como Matheus Pereira (Missão), entrou em uma discussão com a equipe de segurança do evento e acabou sendo derrubado. Vídeos publicados na internet mostram o pré-candidato a deputado estadual interrompendo a aula aos gritos para criticar Haddad: "Pior prefeito da história" e "Terrível".
Nas imagens e publicações nas redes sociais, o manifestante afirma que Haddad realizava campanha eleitoral antecipada no campus enquanto era empurrado pelo funcionário. Logo após virar de costas, Pereira é atingido por uma rasteira e cai no chão.
Em nota oficial, Pereira declarou que foi ao evento acadêmico com o objetivo de questionar o petista sobre a taxação de importações de pequeno valor, conhecida popularmente como "taxa das blusinhas", e sobre a suposta campanha antecipada.
Ele alegou que sua equipe foi recebida com socos e chutes tanto por estudantes quanto por seguranças de Haddad, reiterando que o grupo não buscava o confronto e que as agressões partiram de terceiros e de um funcionário. Em suas redes sociais nesta sexta-feira (03), relata que irá gravar um vídeo sobre o caso.
Por outro lado, estudantes que assistiam à aula magna apresentaram uma versão divergente sobre o ocorrido. De acordo com relatos de presentes, cerca de dez manifestantes ligados ao MBL compareceram ao local com a intenção expressa de provocar tumulto e atrair atenção para postar nas redes sociais, gritando palavras de ordem.
Certamente, os integrantes do grupo, agora filiados a um partido, utilizam as redes sociais para publicar vídeos se opondo a uma suposta "invasão da esquerda" na Universidade de Campinas. Haddad não comentou as denúncias, mas agradeceu ao público e ressaltou a importância da universidade.
Veja a postagem do ex-ministro:
Hoje, realizamos uma Aula Magna na Unicamp. É sempre muito bom estar aqui para conversar com estudantes, professores e pesquisadores sobre o futuro do nosso estado e do nosso país.
— Fernando Haddad (@Haddad_Fernando) July 3, 2026
Campinas é uma cidade estratégica para São Paulo e para o Brasil. E o Governo Federal tem atuado… pic.twitter.com/D1KoDg7lEP
A Reitoria da instituição de ensino superior informou em nota que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes. Bem como defende o pluralismo de ideias, desde que feito com respeito.
Teatro onde ocorreu o caso e placa na reitoria | Fotos: Reprodução / Unicamp
Ao portal G1, a Polícia Militar de São Paulo informou que foi acionada para averiguar a confusão, mas que não houve necessidade de intervenção, pois "a situação foi prontamente controlada pelos organizadores".
Leia a nota da universidade na íntegra:
"A Reitoria da Universidade Estadual de Campinas condena veementemente os atos de violência e tumulto registrados no transcurso da aula magna realizada na noite de 2 de julho, no Teatro de Arena da Universidade. A interrupção, por meio de agressões, de uma atividade acadêmica aberta à comunidade é inaceitável e contraria os princípios mais fundamentais da instituição.
A Unicamp reafirma seu compromisso histórico com a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o debate qualificado — valores essenciais de qualquer universidade pública e da própria democracia. Divergências políticas e ideológicas são bem-vindas e devem ser expressas dentro do respeito mútuo e das regras do debate acadêmico, jamais por meio de violência ou intimidação.
A Reitoria informa que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes. A Universidade permanecerá um espaço livre, seguro e plural para a construção do conhecimento e o exercício da cidadania", conclui a nota.
O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), avaliou nesta quinta-feira, durante a caminhada do 2 de Julho, o cenário eleitoral do município e da região metropolitana de Salvador para as eleições de outubro.
Para Caetano, a gestão está bem consolidada em Camaçari e pesquisas internas indicam um bom momento político. Ele projetou vitória de Jerônimo Rodrigues, Lula, Jaques Wagner e Rui Costa já no primeiro turno na região metropolitana.
"A gente tem trabalhado em toda a região metropolitana e essa região vai dar uma grande vitória a Jerônimo no primeiro turno", afirmou.
O prefeito também falou sobre os candidatos apoiados pelo grupo em Camaçari, citando Ivoneide, Tagner Cerqueira e Junior Muniz para as vagas estadual e federal.
Segundo ele, a expectativa é de expressiva votação para todos. "Vai ter vagas e votos para todos os candidatos de Camaçari. O município tem mais de 200 mil eleitores e é um município aberto para todas as forças políticas", disse.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou nesta quinta-feira, durante a caminhada do 2 de Julho, que a primeira suplência do senador Jaques Wagner (PT) está acordada para o PSD, mas deixa claro que não tem nada fechado até o momento.
"Existe um acordo feito com o PSD para que a suplência seja do PSD. Estamos dialogando com Otto [Alencar, presidente do PSD na Bahia] e Wagner está mediando. Estamos no prazo e vamos construir isso com muita naturalidade", disse Jerônimo.
Ao ser questionado sobre a pesquisa Paraná Pesquisas/Bahia Notícias divulgada na última quarta-feira (1), o governador afirmou que não depende de números para moldar sua atuação.
"Eu nunca me limito a ficar feliz ou triste com pesquisa. Pesquisas vão acontecendo e a gente vai trabalhando", declarou.
O senador Jaques Wagner (PT) foi recebido com vaias ao ser reconhecido pela população durante a caminhada do 2 de Julho, realizada nesta quinta-feira do Largo da Lapinha até o Campo Grande, em Salvador.
A reação do público ocorre semanas após a deflagração da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve Wagner entre os alvos, gerou desgaste em sua imagem e o levou a deixar a liderança do governo Lula (PT) no Senado.
Veja o vídeo:
?? Wagner é recebido com vaias na caminhada do 2 de Julho em Salvador pic.twitter.com/KJ5mmWjsTU
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 2, 2026
Entre os cartazes vistos no percurso, estavam frases relacionando o senador ao ex-banqueiro do Banco Master, Daniel Vorcaro.
João Roma critica Jerônimo por defender Wagner e diz que senador "usou mandato para servir os ricos"
O presidente estadual do PL e pré-candidato ao Senado, João Roma, criticou nesta sexta-feira (26) a declaração do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que afirmou, durante agenda em Barreiras, que o "erro" do senador Jaques Wagner foi dedicar a vida a cuidar dos pobres.
Para Roma, a fala tenta desviar o foco da investigação da Polícia Federal e minimizar a gravidade das suspeitas contra o senador.
A declaração de Jerônimo ocorreu no primeiro ato público de Wagner após a operação da PF que o colocou no centro das investigações do caso Banco Master. A apuração, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, investiga suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro e aponta o possível recebimento de vantagens indevidas, como imóveis, viagens e outros benefícios, em troca de atuação em pautas de interesse da instituição financeira.
"Wagner fez algo muito usual no PT: fazer um discurso defendendo os pobres e fazer uma prática política completamente diferente. Ele está sendo investigado pela Polícia Federal justamente por utilizar o seu mandato para servir os ricos e se servir para ser rico", afirmou Roma.
O dirigente do PL também criticou a reação de aliados do governo à operação. "Ainda tirou chacota com a Polícia Federal, dizendo que a operação foi uma patacoada. Quer dizer que a Polícia Federal só serve quando é para investigar os adversários?", questionou.
Roma encerrou com um recado direto ao governador. "Jerônimo Rodrigues, você pode querer estar defendendo sua patota, mas querer fazer o povo baiano de besta não vai acontecer, porque o povo baiano já não aceita mais", disse.
Veja o vídeo:
O secretário Nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, criticou nesta sexta-feira (26) a postura do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) diante da carta enviada pelo secretário de Estado americano Marco Rubio, que reafirmou a taxação dos Estados Unidos ao Brasil.
Para o dirigente petista, a resposta de Rubio expõe o que ele chamou de traição e subserviência de Flávio ao governo Trump.
"Uma coisa que me chamou a atenção é o nível de traição de Flávio para com o seu país, o nosso país, porque Rubio agradece e descarta o que ele ofereceu, que seria a participação do governo dos Estados Unidos na suposta equipe de transição, caso ele ganhasse as eleições, coisa que não ocorrerá", afirmou Valadares em suas redes sociais.
O dirigente questionou quem seria de fato o candidato à presidência. "Ou seja, ele vai delegar isso ao governo estrangeiro. Na verdade, o candidato não é ele. Ele não será responsável pela educação, pela saúde, pela segurança, por enfrentar nenhum dos problemas que a sociedade brasileira espera. Ele vai delegar isso à sua liderança da extrema direita no mundo, que é Donald Trump"
Éden classificou a postura de Flávio como vexatória.
"Uma vergonha para o país, uma vergonha para as eleições, uma vergonha até mesmo para a direita brasileira esse nível de entreguismo do senhor Flávio Bolsonaro. Mas o Brasil é maior do que isso. O Brasil é dos brasileiros", concluiu.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou sua participação na caminhada do 2 de Julho, em Salvador, que ocorreria ao lado do senador Jaques Wagner (PT) e do governador Jerônimo Rodrigues.
Segundo uma fonte da executiva nacional do PT ouvida pela CNN, a exposição ao sol, ao calor intenso, ao suor e à multidão não pode ser conciliada com o tratamento de radioterapia a que ele está submetido.
Apesar do cancelamento, Lula mantém outras agendas na Bahia. No dia 1 de julho, ele inaugura o Hospital Regional de Alagoinhas e participa da entrega de veículos do Ministério da Saúde no mesmo município, ao lado do ex-ministro Rui Costa e de Wagner.
À noite, deve participar da solenidade de reabertura da Sala Principal do Teatro Castro Alves, em Salvador.
As agendas ocorrem em meio ao desgaste político causado pela saída de Wagner da liderança do governo no Senado, após ele ser alvo de uma operação da Polícia Federal no caso Master.
Em um evento ocorrido em Barreiras, no Oeste da Bahia, nesta sexta-feira (26), o governador baiano, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu com veemência o senador e pré-candidato Jaques Wagner (PT), associando que o aliado teria cometido o “erro de cuidar de pobre”. Este foi o primeiro ato público conjunto dos partidários após as revelações da Polícia Federal, que mostram a relação de Wagner com um banqueiro, ex-sócio do Banco Master.
Em seu discurso, sob aplausos do público presente, o governador elogiou a trajetória de Wagner e destacou a recente interlocução do parlamentar com o Palácio do Planalto para pacificar sua situação política. Emocionados, ambos se abraçam. Confira o momento em vídeo:
"É o primeiro ato público com Wagner depois do que quiseram fazer com ele. Ele esteve lá anteontem, conversou com o amigo dele, amigo nosso, o Lula, e se acertou. Porque, para além de um cargo de liderança, estão o Brasil e a Bahia. E nós vamos mostrar, nós vamos provar que, se você tem um erro na vida, para eles o erro é cuidar de pobre e dedicar a sua vida [a isso]. E nós confiamos em você. A Bahia te ama", alega o governador.
A manifestação de apoio de Jerônimo Rodrigues ocorre em um momento delicado para o senador. Jaques Wagner é alvo de investigação da Polícia Federal por suposto recebimento de vantagens indevidas da parte de Augusto Lima, banqueiro do banco Pleno, ex-sócio do banco Master.
O objetivo da suposta ação seria beneficiar o Banco Master em tramitações e discussões no Senado Federal. Em resposta, Wagner chamou a investigação de "patacoada". Em decorrência das investigações e do desgaste político, o parlamentar foi recentemente afastado da liderança do governo no Senado pelo presidente Lula, a ação segue na Operação Compliance Zero.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (25), que a senadora Teresa Leitão (PT-PE) é a nova líder do governo no Senado, após a saída de Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a função nesta quarta (24).
Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros.
— Lula (@LulaOficial) June 25, 2026
Em publicação no X, antigo Twitter, o presidente escreveu: "Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros", afirmou.
O senador baiano Jaques Wagner deixou o cargo de líder do governo no Senado, dias após ser incluído na lista de alvos da 9ª fase da Compliance Zero, operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Em uma publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (24), o senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou seu afastamento da liderança do Governo no Senado Federal. A decisão, segundo o próprio parlamentar, foi tomada em “comum acordo” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após uma reunião que classificou como “uma conversa entre amigos”.
A decisão ocorre dias depois de o parlamentar ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao petista em Brasília e Salvador.
O senador também indicou que a prioridade, neste momento, será concentrar esforços em sua defesa diante das investigações e na articulação política para as eleições de 2026. “Minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, afirmou.
Desde a operação da Polícia Federal realizada na última quinta-feira (18), aliados do governo no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto vinham defendendo a saída de Wagner da função. Integrantes da base governista avaliavam que a permanência do senador na liderança havia se tornado um fator de desgaste para o governo, diante da repercussão da investigação.
A operação incluiu buscas em endereços ligados ao parlamentar e resultou na apreensão de valores em espécie. Segundo informações da investigação, foram encontrados US$ 49 mil em um imóvel relacionado a Wagner em Brasília. Somando também dólares e euros apreendidos em um endereço em Salvador, o montante recolhido pela Polícia Federal equivale a cerca de R$ 482 mil, conforme a cotação atual.
Segundo o O Globo, os bastidores do governo, interlocutores de Lula avaliavam que a situação tornava “praticamente insustentável” a permanência de Wagner no cargo de confiança. Apesar disso, a expectativa era de que o afastamento ocorresse sem rompimento político, considerando a longa trajetória de proximidade entre o senador e o presidente.
O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, determinou que o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, remova de suas redes sociais um vídeo no qual sugere, sem apresentar evidências, que o Partido dos Trabalhadores (PT) recebe financiamento de facções criminosas. A decisão liminar, proferida na sexta-feira (19), atendeu a uma representação da federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PV e PCdoB.
Na publicação, o parlamentar afirma que não é verdade que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vá "mandar bombas e mísseis" para comunidades em razão da classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, medida anunciada recentemente pelo governo americano.
Segundo o deputado, essa informação estaria sendo divulgada por "presidentes de ONGs". Em seguida, ele declara que os EUA vão investigar os recursos dessas facções e que "há grandes suspeitas" de que esses valores financiem campanhas do PT.
Na liminar, Mendonça destacou que a liberdade de expressão é um pilar da democracia, mas não ampara a divulgação de "fatos inverídicos, descontextualizados ou sem lastro mínimo". O ministro afirmou que "a liberdade de expressão não protege, em princípio, a imputação de fato ilícito grave" e ressaltou que "o que se veda, neste momento, não é a discussão pública sobre tais temas, mas a manutenção de conteúdo específico que, em contexto eleitoral, atribui a partido político a suspeita de financiamento por facções criminosas sem indicar base mínima de verificação".
Segundo o magistrado, a imputação de acusação grave sem comprovação mínima tem potencial para comprometer a integridade do debate eleitoral e induzir o eleitorado a erro. A decisão estabeleceu prazo de 24 horas para a exclusão da postagem, sob pena de multa diária. Até as 19h de domingo (21), o vídeo ainda permanecia no perfil do deputado no Instagram.
AÇÕES NO TSE
De acordo com a Folha de S. Paulo, a ação movida pela federação é mais uma entre as mais de 60 representações protocoladas pela campanha do presidente Lula no TSE, a maioria delas por propaganda eleitoral antecipada.
Desse total, 18 ações são direcionadas contra a campanha do deputado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas também há pedidos contra o presidenciável Romeu Zema (Novo-MG) e outros pré-candidatos bolsonaristas, com destaque para o uso de inteligência artificial em vídeos publicados por adversários.
DEPUTADO ALVO DE OPERAÇÃO
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na sexta-feira (19) contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do Partido Liberal (PL), na Operação Galho Fraco. O alvo da investigação é um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de cotas parlamentares.
Durante as diligências, os agentes apreenderam aproximadamente R$ 400 mil em espécie em um endereço vinculado a Sóstenes, em Brasília. De acordo com os investigadores, o dinheiro estava armazenado dentro de um saco preto, guardado em um armário.
Lideranças do PT no Congresso Nacional avaliam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está dando um "tiro no pé" ao segurar a votação da PEC do fim da escala 6x1, já aprovada pela Câmara dos Deputados.
Segundo apuração de Igor Gadelha, para avaliação de petistas, caso uma proposta popular como essa não seja votada no Senado, manifestações podem ser convocadas, pressionando Alcolumbre e os demais senadores.
A leitura interna é de que a situação se assemelha à da PEC da Blindagem, que criava exceções judiciais para parlamentares e dirigentes partidários e cuja possível votação gerou protestos.
A avaliação do PT é de que, se a PEC não for votada, o presidente Lula pode usar o bloqueio de Alcolumbre como argumento de que as elites políticas estariam impedindo o fim da escala 6x1, pedindo apoio popular para viabilizar sua aprovação.
O presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.
O caso foi parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional e possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Em publicação oficial, Roma afirmou:
"Minha posição é a mesma de sempre: toda irregularidade deve ser apurada com seriedade, respeito ao devido processo legal e punição aos responsáveis. A lei não pode ter lado político. A Bahia merece verdade, transparência e respeito", diz o pré-candidato.
O ex-ministro do governo Bolsonaro também relacionou o episódio ao cenário político estadual e fez críticas à gestão petista na Bahia: "Em 2026, os baianos terão a oportunidade de decidir os rumos do nosso estado. Escolham com consciência. O futuro da Bahia está nas mãos de vocês. São 20 anos de PT na Bahia desse mesmo jeito", diz.
Roma reforçou o discurso de mudança política: "A Bahia cansou. O eleitor tem chance real de escolher representantes dignos, tanto para o Senado quanto para o governo. O futuro está na mão de vocês".
Foto: Moreira Mariz / Agência Senado
SENADOR NO MASTER
A operação contra Jaques Wagner (PT) ocorre em meio ao avanço das investigações relacionadas ao chamado Caso Banco Master. Para a Polícia Federal, há apurações sobre uma possível relação entre agentes públicos e integrantes do grupo empresarial ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, Wagner teria feito lobby em favor do banco Master.
Wagner nega irregularidades e afirma que não recebeu vantagens indevidas. Segundo as decisões judiciais divulgadas pela imprensa nacional, os investigadores apuram supostos benefícios que teriam sido destinados ao senador e pessoas próximas a ele.
O STF autorizou as buscas com base em elementos considerados suficientes para aprofundar as investigações, ressaltando que a medida não representa condenação nem oferecimento de denúncia.
A repercussão do caso alcança diferentes setores da política nacional. Reportagens publicadas nos últimos meses apontaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL) também teve seu nome mencionado em desdobramentos das investigações envolvendo Daniel Vorcaro, assim como o senador Ciro Nogueira (PP), que nega qualquer irregularidade.
A operação contra um dos principais líderes do PT no Congresso adiciona novos elementos ao debate político nacional e estadual, especialmente diante das articulações para as eleições de 2026. Aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jaques Wagner é uma das figuras centrais do grupo político que governa a Bahia.
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O vice-líder petista no Senado Federal também pede afastamento de Wagner: "Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas", escreve o mineiro Rogério Correia.
Confira abaixo:
O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Com as novas informações reveladas pela Operação Compliance não seria diferente.
— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) June 18, 2026
Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar a sua…
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou nesta sexta-feira (19) a situação do atacante Neymar na Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026, afirmando que ele é "o primeiro convocado home office do mundo". A fala foi feita durante evento em Belo Horizonte (MG), provocando risos na plateia.
Lula conversava com uma criança sobre igualdade de gênero quando perguntou ao menino se ele já tinha visto a jogadora Marta, seis vezes eleita a melhor futebolista do mundo, em campo. A criança respondeu que não. Em seguida, o presidente questionou quem o Brasil tem de "bom de bola" atualmente, e o menino respondeu: "Neymar".
Ao ouvir a resposta, Lula lembrou que o atacante não está nem jogando, já que segue afastado dos gramados por uma lesão na panturrilha.
"Eu vi uma coisa ontem, que o Neymar é o primeiro convocado home office do mundo. Jogador home office", brincou o presidente.
"Isso eu vi na internet ontem. Eu acho que qualquer dia a gente vai ter que fazer uma seleção na inteligência artificial: 11 Pelés", completou.
Neymar está fora dos jogos da Seleção há cerca de um mês por causa da lesão e não participou nem da estreia contra o Marrocos, nem da partida contra o Haiti, que será disputada nesta sexta-feira.
O PT da Bahia divulgou, nesta quinta-feira (18), uma nota em defesa do senador Jaques Wagner (PT), alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Em manifestação, o presidente estadual da legenda, Tássio Brito, afirmou que o parlamentar possui uma trajetória pública pautada pela ética e disse confiar que as investigações confirmarão sua atuação dentro da legalidade.
Segundo o dirigente, Wagner tem uma carreira marcada pela "retidão e compromisso com o interesse público" e já apresentou esclarecimentos sobre os fatos investigados. "Tem total confiança minha e do PT. Não temos dúvidas de que as investigações provarão, mais uma vez, que o senador sempre se pautou dentro da legalidade", declarou.
Na nota, Tássio defendeu que a apuração siga com transparência e responsabilidade para identificar os responsáveis pelos fatos investigados. Ele também afirmou que Wagner não possui relação com os investigados no caso e criticou adversários políticos ao dizer que há uma tentativa de desviar o foco do escândalo envolvendo o Banco Master.
O presidente estadual do PT ainda atribuiu as críticas ao senador a uma estratégia da oposição. "O que vejo é uma tentativa desesperada da extrema direita de criar um massacre midiático contra o senador Jaques Wagner para tentar estancar o crescimento da nossa chapa na Bahia", afirmou.
Por fim, Tássio Brito destacou que foi durante um governo do PT que o Banco Central promoveu a liquidação do Banco Master e reiterou confiança na condução das investigações e na inocência do senador baiano.
O senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, negou nesta quinta-feira (18) ter recebido qualquer dinheiro do Banco Master após ser alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
Em entrevista à TV Band, o senador afirmou que os US$ 49 mil encontrados pela PF são referentes a diárias recebidas do Congresso Nacional para viagens ao exterior.
"O dinheiro, várias vezes viajei pro exterior. Mandei até levantar: de diária eu recebi 70 mil dólares. Eu fui viajar e comprei via Banco do Brasil. Então não tenho nada para esconder desse dinheiro. Do ponto de vista do dinheiro, estou absolutamente tranquilo", disse Wagner.
O senador também comentou sobre um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões no Horto Florestal, em Salvador. Segundo ele, não houve transferência de patrimônio.
Wagner afirmou que queria dar o imóvel à filha e pediu ao empresário Augusto Lima, a quem chama de "Guga", que comprasse o apartamento com a intenção de recomprá-lo depois.
"Nunca recebi dinheiro do Master ou de Augusto Lima. Sobre o apartamento, eu tinha interesse de dar à minha filha um apartamento desse. Falei com o Guga: você pode comprar e depois eu recomprar? Não tem nenhuma transferência de patrimônio para mim", declarou.
A Polícia Federal definiu a atuação de Eduardo Sodré como interlocutor de pagamentos entre o senador Jaques Wagner, seu padrasto, e Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro. Ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18), a PF resume que Eduardo "teria exercido papel ativo nas cobranças" dos valores repassados ao senador em forma de vantagens financeiras.
O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a liberação dos mandados de busca e apreensão contra Jaques Wagner e Augusto Lima. Nos registros destacados na peça jurídica, a Polícia Federal diz que, em conversas com Augusto Lima, o secretário estadual do Meio Ambiente da Bahia teria mencionado boletos, notas fiscais, documentos a serem assinados e providências necessárias à formalização de pagamentos.
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Uma das transferências da PKL One Participações S.A. — empresa do grupo de Augusto Lima — à BN Financeira, empresa de Bonnie Bonilha — esposa de Eduardo Sodré e, consequentemente, nora de Jaques Wagner —, no valor de R$ 3,5 milhões, teria sido precedida por diálogos nos quais ele cobrava os pagamentos das pendências financeiras, em outubro de 2025.
A autoridade policial aponta ainda que, em uma planilha no celular de Daniel Lopes Monteiro, operador vinculado ao núcleo empresarial e jurídico-financeiro de Augusto Lima e do Banco Master, constam pagamentos a “Dudu”, que, segundo a investigação, corresponderia a Eduardo Sodré, com valores superiores a R$ 2,34 milhões.
Segundo o documento do STF, esses apontamentos da investigação foram suficientes para justificar a busca em seus endereços residenciais e profissionais. Conforme a peça, a busca e apreensão relacionada a Eduardo Sodré na Operação Compliance Zero prevê a apreensão de documentos, contratos, notas fiscais, registros bancários, comunicações e dispositivos eletrônicos relativos à BN Financeira e empresas correlatas.
Na sessão plenária do Senado na última terça-feira (16), o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), disse que processaria a revista Veja por fazer ilações a respeito de ligações dele e do PT da Bahia com o dono do Master, Daniel Vorcaro. O senador disse também que procuraria o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para saber se havia alguma acusação contra ele ou declaração de alguém que o envolvesse em atividades suspeitas.
A fala do líder do governo se deu em uma manifestação de solidariedade ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Naquela mesma sessão, Alcolumbre negou informações divulgadas pela Veja de que teria recebido cerca de US$ 30 milhões de Vorcaro em uma conta no exterior. Jaques Wagner disse que a revista mentia e que se tratava de uma 'guerra de narrativas'.
“Do meu ponto de vista, meu advogado já está preparando a peça para processar, e eu quero saber a mesma verdade. Eu vou perguntar ao chefe da Polícia Federal, Dr. Andrei, se essa coisa pode chegar a alguém para me acusar, eu quero saber também para poder me defender”, afirmou o senador baiano.
No seu discurso na última terça, Jaques Wagner reiterou que não possuía qualquer vínculo com Daniel Vorcaro ou o Banco Master, e classificou as informações da revista como infundadas.
“Eu estou muito à vontade porque não tenho, como V. Exa. afirmou, nenhuma relação com ... Conheci esse senhor duas vezes, uma vez em Salvador e uma vez em São Paulo. Não tenho nenhuma relação com ele, não tenho nenhum negócio. Aliás, eu não tenho nem CNPJ, eu só tenho CPF - eu não tenho CNPJ. Então, eu quero me solidarizar com V. Exa. e antecipar que meu advogado já está preparando a peça para processar a revista”, reforçou o senador.
Jaques Wagner aproveitou ainda para criticar a forma como a delação premiada vem sendo utilizada dentro de um contexto de guerra política e voltada à difamação da classe política. Para o senador, há uma distorção no uso da delação, que, para ele, tem servido de instrumento para coerção e obtenção de elementos de acusação que posteriormente não se sustentam.
“Nós, acho, cometemos um erro, o Congresso Nacional. A lei de delação premiada, que foi aprovada ainda no tempo da presidenta Dilma, admitiu a delação premiada com as pessoas sob coação, com as pessoas presas. Na verdade, foi com essa delação, sob coação psicológica, ou real, que se arrancou um número infindável de acusações que levaram [...] Lula à cadeia. Talvez, naquele momento, a gente não tenha se dado conta da violência”, explicou o senador Jaques Wagner.
Além do discurso, o líder do governo publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando que a informação da revista Veja sobre ele seria mentirosa e que foi proveniente de uma delação que não se concretizou.
“A capa da Veja trata de uma delação inexistente, já negada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. A verdade sempre vencerá”, afirmou o senador do PT da Bahia, alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta (18) por relações suspeitas com o dono do Banco Master.
PF aponta pagamentos a enteada e imóvel de R$ 2,5 mi no Horto Florestal como propina à Jaques Wagner
A Polícia Federal realiza uma ação de busca e apreensão na residência do senador Jaques Wagner, na manhã desta quinta-feira (18), no Corredor da Vitória, em Salvador. Segundo informações da jornalista Malu Gaspar, do O Globo, as buscas visam aprofundar a investigação sobre indícios de que o líder do PT no Senado tenha recebido pagamentos do Banco Master.
Entre as formas de pagamento estariam os valores pagos durante anos pela empresa da enteada, viagens em jatinhos particulares de Daniel Vorcaro e ainda um apartamento avaliado em R$2,5 milhões de reais no Horto Florestal, bairro de luxo em Salvador.
Entre esses indícios desses pagamentos estão mensagens trocadas por Wagner e o sócio de Vorcaro, Augusto Lima, além de documentos que mostram os pagamentos feitos à enteada do senador, Bonnie Bonilha, que recebeu cerca de R$11 milhões do Master por meio de um contrato de consultoria.
O marido de Bonnie Bonilha, Eduardo Sodré, que é secretário estadual do Meio Ambiente da Bahia, também foi um dos alvos da operação. A operação de hoje também coloca no centro das investigações o ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, que segundo as apurações era quem manejava boa parte das relações com políticos, em especial com o Congresso Nacional.
A suspeita da PF ainda inclui informações de que o senador petista teria feito lobby no governo pela aprovação da compra do Master pelo BRB e no Senado pela aprovação da “emenda Master”, que foi apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PI-PP). A emenda em questão propunha aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para investimentos em CDBs.
A emenda interessava diretamente ao Master porque seus negócios eram largamente lastreados em CDBs que rendiam acima das taxas médias do mercado.
O secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, também foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero na Bahia. A operação, que investiga um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional, realizou cumpriu 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.
Na Bahia, a ação foi cumprida inicialmente na residência do senador e líder do Partido dos Trabalhadores (PT) no Congresso Jaques Wagner, no Corredor da Vitória, em Salvador. Eduardo Sodré é enteado do senador, segundo informações do Uol, também foi alvo de busca e apreensão ao lado do pai, Guilherme Sodré.
O secretário estadual também é casado com Bonnie Bonilha, sócia da BN financeira junto com o advogado Moisés Dantas. Em março deste ano, a empresa de Bonnie manteve contrato com o Banco Master durante três anos e recebeu mais de R$ 11 milhões em pagamentos da instituição comandada por Daniel Vorcaro entre 2022 e 2025.
A BN Financeira foi citada na folha de pagamentos do Master. A empresa foi fundada em 2021. Em nota, a BN Financeira informou que os contratos com o banco de Vorcaro tinham como objetivo a prospecção e indicação de operações e convênios de crédito público e privado.
A empresa negou que estivesse na “folha de pagamentos” e afirma que os serviços foram prestados regularmente, por meio de contrato, e todos os valores recebidos foram por meio de emissão de nota fiscal, declarados à Receita.
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), líder da base governista na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), negou que exista acordo para a escolha do próximo presidente da Casa, atualmente ocupada por Ivana Bastos (União Brasil).
"Não há um acordo pré-eleitoral. É melhor esperar as urnas fecharem", declarou ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias.
Rosemberg defendeu a reeleição de Ivana, afirmando que sua permanência no cargo traria "musculatura" junto aos demais deputados.
"A reeleição de Ivana é algo muito forte, porque quem está sentado ali cria uma musculatura junto aos pares da Casa", disse.
Em tom de brincadeira, o líder governista contou que, em reunião com outros parlamentares, defendeu indicar logo o nome de Ivana para evitar que surgisse a possibilidade do deputado Adolfo Menezes assumir a cadeira, descrita por ele como "muito doce".
"Falei que, se acontecer alguma coisa adversa com Adolfo, aquela cadeira é muito doce. E Adolfo respondeu: governador, eu já estou diabético", relatou.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e sua esposa, Lívia Orletti Ferreira, viajaram aos Estados Unidos para acompanhar a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, realizada no MetLife Stadium, em Nova York. A caminho do estádio neste sábado (13), o parlamentar fez uma provocação em suas redes sociais ao comentar a partida do Brasil contra a seleção do Marrocos.
Confira a declaração:
??VÍDEO: No jogo do Brasil, Nikolas Ferreira associa símbolos da bandeira do Marrocos ao PT
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 13, 2026
?????? Confira: pic.twitter.com/w5tIyu5dqW
Em vídeo divulgado na internet, Nikolas ironizou os elementos visuais do país adversário e a data do confronto. "Hoje a gente joga contra um time de vermelho, com uma estrela no meio, no dia 13. Só ganham da gente hoje no tapetão", alega o deputado de oposição.
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
A referência direta à cor vermelha, à estrela central e ao número 13, que são símbolos historicamente associados ao Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar da associação satírica feita pelo deputado ao cenário político brasileiro, a bandeira nacional do Marrocos possui profundas raízes históricas e religiosas, tendo sido adotada oficialmente pelo governo do país em 1915.
BANDEIRA AFRICANA
O pavilhão marroquino é composto por um campo inteiramente vermelho com um pentagrama verde no centro. Na tradição local:
- O vermelho: simboliza o sangue dos antepassados e a unidade do povo.
- O verde: É a cor tradicional do Islã.
- A estrela verde (pentagrama): Conhecida historicamente como o Selo de Salomão, suas cinco pontas representam os cinco pilares do Islã.
O desenho atual foi introduzido pelo sultão Iúçufe em 1915, por meio de um decreto real (dahir). Durante o período em que o Marrocos esteve sob o controle de protetorados franceses e espanhóis, o uso da bandeira foi restringido apenas ao interior do território, sendo proibida a sua utilização em embarcações marítimas. Com a restauração da independência do país, em 1955, ela voltou a ser adotada plenamente como pavilhão nacional.
De acordo com o artigo sétimo da Constituição do Reino do Marrocos, a bandeira deve ser confeccionada em tecido retangular de cor vermelho-brilhante e opaco, contendo no centro uma estrela aberta de cor verde-palmeira, tecida de forma a ser visível de ambos os lados da peça.
O uso da tradicional camisa verde e amarela da Seleção Brasileira de futebol voltou a ser mais novo palco de disputa simbólica na corrida presidencial. Em evento no Pará nesta quinta-feira (11), na véspera da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) travam um embate direto pela apropriação das cores nacionais.
Confira em vídeo:
Durante agenda de pré-campanha de Flávio Bolsonaro no Pará. Em discurso direcionado a apoiadores que vestiam o uniforme da Seleção, o senador corrigiu um ato falho na sua fala e chamou a vestimenta de "camisa do Bolsonaro".
"A Copa do Mundo começa hoje. E a gente vai torcer [pelo] Brasil. A gente vai botar a camisa do Br... do Bolsonaro que vocês estão vestindo aí", corrige o parlamentar. Na ocasião, Flávio também acusou o atual presidente de tentar "roubar" a bandeira nacional e criticou a gestão petista.
Nas redes sociais, o presidente Lula (PT) publicou uma imagem utilizando o uniforme da Seleção sob a legenda "o Brasil é dos brasileiros". O próprio Flávio usa uma camisa azul com a frase "A Amazônia é dos brasileiros", logo após críticas sobre vira-latismo do presidente e opositores no jogo político nacional.
A estratégia discursiva nacionalista tem sido adotada pelo Palácio do Planalto para responder à recente decisão do governo de Donald Trump de impor novas tarifas alfandegárias sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Nesse caso em especial, o deputado tá com seu advogado respondendo as questões na justiça. É um caso de justiça. E meu limite vai até aí".
Disse entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (30) ao programa Bahia Notícias no Ar, na Rádio Antena 1 Salvador, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), repercutiu a oficialização da pré-candidatura à reeleição do deputado estadual Binho Galinha (Avante).