Em Juazeiro, Lula diz que Flávio não vai aceitar quebrar o sigilo bancário "porque a vida dele é podre"
Por Edu Mota, de Brasília
A vida do senador Flávio Bolsonaro é “podre”, e ele não aceita abrir o sigilo bancário dele para não expor suas “desonestidades”. A afirmação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início da noite desta terça-feira (20), durante evento de campanha na cidade baiana de Juazeiro.
Lula, acompanhado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), do senador Jaques Wagner, do ex-ministro Rui Costa (PT), entre outros, atravessou com sua comitiva a ponte que liga Juazeiro à cidade pernambucana de Petrolina. A comitiva foi acompanhada por milhares de pessoas.
No carro de som, Lula exibiu um cartaz que dizia “Quebra o sigilo, Flávio”. Ao falar para a multidão que o acompanhava, o presidente falou que o seu desafio para a abertura dos sigilos bancários e telefônicos dele e do senador do PL deveria abranger dados de pessoas físicas e jurídicas.
“Ele sabe que a vida dele é podre e se trata de uma desonestidade”, afirmou.
A declaração do líder petista veio depois de seus advogados protocolarem no Tribunal Superior Eleitoral um pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula e de familiares. A medida abrange os últimos oito anos e está condicionada à reciprocidade de Flávio.
“Ele certamente não vai ter coragem de abrir o sigilo dele. Não vai ter coragem, nem o telefônico, nem a conta bancária”, declarou o presidente.
Ainda em sua fala na cidade de Juazeiro, o presidente Lula pediu que a campanha e seus apoiadores convençam quem não votou no primeiro turno a comparecer às urnas no segundo turno. O presidente citou especialmente os eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo.
“Vamos ter que convencer as pessoas que não foram votar, a ir votar. A pessoa que tem mais de 70 anos, transformar o voto numa questão de honra”, declarou.
Lula disse que a disputa não se limita à escolha de um candidato. “Não é a eleição de um homem, o que está em jogo é a definição de país que a gente quer”, completou o presidente.
