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Após reunião de líderes tumultuada definir votação na última semana de eleição, sessão de segunda da CMS é cancelada

Por Paulo Dourado

Foto: Antonio Queirós / CMS

A sessão da Câmara Municipal de Salvador (CMS) marcada para esta segunda-feira (28) foi cancelada. A data da votação havia sido definida durante o colégio de líderes da última quarta-feira (23), reunião marcada por um bate-boca entre o presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), e o vereador Alexandre Aleluia (Novo), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

 

Segundo apurou o Bahia Notícias com interlocutores da reunião, o desentendimento começou quando Muniz apresentou a pauta que seria votada nesta segunda-feira. Os presentes lembraram que, em agosto, havia ficado acordado no colégio de líderes não realizar votações antes das eleições gerais.

 

Aleluia então citou um dispositivo do regimento interno para obter um prazo de 24 horas, afirmando que a exigência era para "conhecer as pautas". Muniz reagiu com nervosismo, segundo os relatos, e disse que a decisão "era dele" e que a sessão aconteceria "com ou sem" os projetos de autoria dos vereadores da base aliada. 

 

De acordo com o relato, também seriam votados os projetos dos vereadores de oposição, além do projeto de emendas enviado pela Prefeitura. Na sequência, os dois trocaram acusações mútuas de imposição de pautas sem o conhecimento dos demais parlamentares e cobraram respeito um do outro. Foi nessa reunião que ficou definida a data de segunda-feira (28) para a votação, sessão que acabou sendo cancelada.

 

Vereadores ouvidos pelo Bahia Notícias relataram temer que a sessão desta segunda-feira desse início à corrida pela presidência da Câmara, com receio de que Muniz convocasse a eleição para formalizar as chapas e realizar a votação já nesta sexta-feira (2 de outubro).

 

Entre as matérias previstas para votação estava o Projeto de Lei nº 273/2026, encaminhado pelo Executivo para alterar o Plano Plurianual (PPA) 2026-2029, documento que define as prioridades de investimento do município para os próximos anos. A pauta também incluía projetos de autoria dos vereadores, requerimentos e moções.

 

O PL 273/2026 foi enviado à Câmara pelo prefeito Bruno Reis (União) em 21 de setembro e tramita em regime de urgência. Segundo a administração municipal, a mudança busca organizar a inclusão das emendas individuais dos vereadores, aprimorar a execução orçamentária e preparar a estrutura necessária para a elaboração do Orçamento de 2027.