Flávio Bolsonaro dispara na plataforma Polymarket, chega a 60% de chance de vitória e Elon Musk reage: "Uau"!
Por Edu Mota, de Brasília
Em uma disparada nos últimos 11 dias, o senador Flávio Bolsonaro (PL) atingiu na manhã desta segunda-feira (21) o seu mais alto patamar como favorito a vencer a disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições de outubro, conforme mostram estimativas do Polymarket, plataforma digital do chamado mercado de previsão.
Após ter ultrapassado Lula nas previsões do Polymarket no dia 10 de setembro, Flávio cresceu cerca de oito pontos percentuais e inicia a semana nesta segunda com 60% de apostas na sua vitória. Já o presidente Lula caiu para 40% de previsões em sua vitória nas eleições de outubro.
O crescimento de Flávio Bolsonaro no Polymarket foi citado pelo bilionário Elon Musk neste domingo (20). Musk reagiu com a expressão “Wow” (“Uau”) a uma publicação na rede X que destacava os números atribuídos a Flávio Bolsonaro (PL) e Lula no mercado de previsões.
A publicação compartilhada por Musk no domingo apresentava Flávio com 58% e Lula com 42% nas estimativas da plataforma para a eleição presidencial brasileira. De lá pra cá, Flávio subiu mais dois pontos percentuais, chegando a 60%.
A expectativa de vitória de Lula na plataforma Polymarket foi caindo desde o início de agosto, quando o presidente marcou sua maior diferença para Flávio Bolsonaro. Em 1º de agosto, Lula tinha 67% de chances de vitória, contra apenas 25% de Flávio, uma diferença de mais de 40 pontos percentuais. Essa vantagem foi caindo progressivamente até o dia 10 de setembro, quando Flávio passou Lula e passou a liderar as previsões de vitória na eleição brasileira.
A Polymarket é uma plataforma internacional do mercado de previsões, em que apostadores negociam suposições com dinheiro real — geralmente em criptomoedas — sobre a probabilidade de eventos futuros ocorrerem. As estimativas não seguem critérios metodológicos e o mercado preditivo é proibido no Brasil.
No mês de abril, o Conselho Monetário Nacional aprovou uma resolução que proíbe a oferta e a negociação de apostas atreladas a temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento no Brasil praticadas por plataformas que atuam em mercados preditivos. Na prática, a resolução impede as plataformas de oferecerem apostas sobre eleições, jogos, reality shows e outros acontecimentos que não sejam econômicos, a critério da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
