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Lula defende conduta ética no STF e afirma: "Ninguém pode ser ministro para ficar rico"

Por Redação

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Durante um evento em Curitiba neste sábado (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a apuração e punição de eventuais condutas ilícitas, independentemente de quem sejam os envolvidos, citando desde seus familiares até integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

O chefe do Executivo afirmou que ocupantes da Suprema Corte devem manter um padrão de comportamento ético rigoroso, ressaltando que o cargo exige dedicação e não deve ser utilizado para enriquecimento pessoal.

 

"Ninguém pode ser ministro da suprema corte para ficar rico, aquilo é um sacerdócio. As pessoas têm que se dedicar. Porque é a Corte Suprema, quando ela toma uma decisão, ninguém pode mudar. As pessoas têm de ter um padrão de comportamento acima da média da sociedade. É por isso que nós vamos investigar", disse no ato "Brasil Pronto Pra Mais."

 

 

Segundo informações da CNN, a declaração ocorreu após a decisão que determinou a retirada do sigilo das investigações relativas ao caso Master, medida cumprida pelo ministro relator André Mendonça após determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. A reportagem apurou que o presidente Lula manteve contatos telefônicos prévios com a presidência da Corte para tratar da publicidade dos autos.

 

Durante o discurso no ato político, ao lado de correligionários e aliados, Lula declarou que os desdobramentos das apurações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro devem expor condutas irregulares e relações mantidas no meio político, reiterando que eventuais responsabilidades devem ser apuradas no âmbito do processo.