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Coronel reage a críticas de Rui Costa e questiona mudança de postura do grupo petista

Por Victor Hernandes

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Angelo Coronel rebateu as críticas feitas por seu opositor e antigo aliado, Rui Costa (PT), durante encontro com prefeitos realizado na última quarta-feira (19). Na ocasião, o ex-ministro da Casa Civil criticou o ex-aliado por mudar de grupo político para as eleições de 2026. Em entrevista ao Bahia Notícias na tarde desta sexta-feira (21), o senador do Republicanos teceu críticas à postura de Rui e à chapa petista.

 

Ao BN, ele classificou a atitude do petista como um ato de “desespero”. Coronel se mostrou surpreso com as declarações e disse que foi chamado de “traidor”, mesmo tendo sido convidado para assumir o cargo de vice-governador ou a suplência do senador Jaques Wagner.

 

“O que me causa surpresa é reunir tMatos prefeitos para simplesmente falar mal da minha pessoa, tentar descaracterizar a minha pessoa. Isso realmente é abominável e fica patenteado um certo desespero por parte da chapa petista”, afirmou.

 

Em conversa com a reportagem, o ex-prefeito de Coração de Maria comentou sobre a tentativa de pacificação revelada por Rui para que ele continuasse no grupo político.

 

“A proposta era para eu ser suplente de Wagner. E que Wagner seria chamado [para algum ministério do Governo Federal] e eu assumiria o lugar de Wagner na suplência. Mas, se era para assumir o mandato, então para que Wagner seria candidato? Eu podia ser candidato direto. Não precisaria ser suplente para isso. Não teve retorno porque eu era candidato à titularidade, e não à suplência”, apontou.

 

Sobre as acusações de não ter apoiado a candidatura de Otto Alencar e de ser considerado um “traidor”, Coronel disse que se trata de uma “narrativa de conveniência”.

 

“Tudo são narrativas de quem está procurando um álibi, está procurando alguma narrativa para justificar uma possível derrota. Estão procurando narrativas, porque, há seis meses, nada disso estava acontecendo. Muito pelo contrário, há seis meses, o Coronel era convidado para ser suplente de Wagner, para ser vice-governador. Diego Coronel também era convidado para ser suplente, para ser vice-governador. Quer dizer, como é que, depois de seis meses, muda tudo e está voltando a 2018? É uma franca contradição nas falas”, comentou.