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Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
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O senador Angelo Coronel rebateu as críticas feitas por seu opositor e antigo aliado, Rui Costa (PT), durante encontro com prefeitos realizado na última quarta-feira (19). Na ocasião, o ex-ministro da Casa Civil criticou o ex-aliado por mudar de grupo político para as eleições de 2026. Em entrevista ao Bahia Notícias na tarde desta sexta-feira (21), o senador do Republicanos teceu críticas à postura de Rui e à chapa petista.
Ao BN, ele classificou a atitude do petista como um ato de “desespero”. Coronel se mostrou surpreso com as declarações e disse que foi chamado de “traidor”, mesmo tendo sido convidado para assumir o cargo de vice-governador ou a suplência do senador Jaques Wagner.
“O que me causa surpresa é reunir tMatos prefeitos para simplesmente falar mal da minha pessoa, tentar descaracterizar a minha pessoa. Isso realmente é abominável e fica patenteado um certo desespero por parte da chapa petista”, afirmou.
Em conversa com a reportagem, o ex-prefeito de Coração de Maria comentou sobre a tentativa de pacificação revelada por Rui para que ele continuasse no grupo político.
“A proposta era para eu ser suplente de Wagner. E que Wagner seria chamado [para algum ministério do Governo Federal] e eu assumiria o lugar de Wagner na suplência. Mas, se era para assumir o mandato, então para que Wagner seria candidato? Eu podia ser candidato direto. Não precisaria ser suplente para isso. Não teve retorno porque eu era candidato à titularidade, e não à suplência”, apontou.
Sobre as acusações de não ter apoiado a candidatura de Otto Alencar e de ser considerado um “traidor”, Coronel disse que se trata de uma “narrativa de conveniência”.
“Tudo são narrativas de quem está procurando um álibi, está procurando alguma narrativa para justificar uma possível derrota. Estão procurando narrativas, porque, há seis meses, nada disso estava acontecendo. Muito pelo contrário, há seis meses, o Coronel era convidado para ser suplente de Wagner, para ser vice-governador. Diego Coronel também era convidado para ser suplente, para ser vice-governador. Quer dizer, como é que, depois de seis meses, muda tudo e está voltando a 2018? É uma franca contradição nas falas”, comentou.
A liderança do governo Gleisi Hoffmann (PT) manifestou-se na noite deste sábado (18) em oposição a declarações recentes do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Durante um evento partidário realizado mais cedo, o parlamentar fluminense declarou que a Lei Maria da Penha é "um pedaço de papel" e afirmou que a legislação "não vai defender as mulheres".
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Gleisi classificou o posicionamento do senador como "ignorante" e defendeu a relevância da norma no enfrentamento à violência doméstica e familiar no país.
"Como é ignorante esse Flávio Bolsonaro. Disse que a Lei Maria da Penha é um pedaço de papel e que ele, sim, vai ter programa efetivo", escreveu a deputada petista.
Na rádio Antena 1 Salvador (100.1 FM), durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, nesta segunda-feira (16), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), respondeu que pode “jogar até capoeira”, caso haja uma disputa mais acalorada com seus outros candidatos a prefeitura.
A declaração é uma alusão e chegou em resposta ao seu adversário Geraldo Jr (MDB), que disse saber “jogar fora das quatros linhas”. Após a fala do vice-governador, Bruno afirmou que também está disposto a apostar tudo na corrida eleitoral. Apesar do discurso, o gestor comentou que não tem posturas e ações duras em sua trajetória e que deve continuar jogando limpo.
“A jogar até capoeira. [...] Gente, se tem uma coisa que eu tenho muito orgulho na minha vida pública, eu nunca traí ninguém, eu nunca prejudiquei ninguém, eu não falo da vida de ninguém. Fui deputado de oposição duas vezes, sendo destaque parlamentar eleito pela imprensa. Procura um discurso meu falando algo que não seja fora das críticas aos problemas aos fatos, cobrando atitude e posturas e ações. Eu brinco sempre digo isso na época de escola na aula de subtrair e dividir eu faltei eu só sei somar e multiplicar”, apontou.
Bruno alfinetou também seus concorrentes e indicou que caso seja alvo de ataques vai reagir.
“Os outros candidatos nunca governaram nada praticamente, não ocuparam o cargo no Executivo nenhum e minha rejeição é menor do que as deles. Eu falo no olho das pessoas, eu não dou papel nas costas não. [...] Aprendi desde criança, quando meu pai ainda era vivo ‘não bata em ninguém, mas se bater reage, se bater em você, reage’. É o que eu tenho feito na minha campanha, e olha que vocês assistiram o debate, eu ouvi no primeiro bloco todo e no segundo bloco eu tive que dizer a verdade aqui, por mais que ela doa vou ter que dizer a verdade. Vocês viram como o candidato [Geraldo Jr.] saiu do debate, porque é a história dele. Se ele tem vergonha da história dele, eu não, eu tenho muito orgulho da minha como prefeito de Salvador”, apontou Reis.
O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira (26), na Espanha, que ninguém pode ter dúvida de que o Brasil condenou a violação territorial da Ucrânia pela Rússia. O petista, no entanto, se esquivou de responder se considera Crimeia e Donbass, antigas regiões da Ucrânia, territórios ucranianos ou russos.
“Ninguém pode ter dúvida de que nós, brasileiros, condenamos a violação territorial que a Rússia fez com a Ucrânia”, disse Lula em declaração ao lado do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, no Palácio Moncloa, sede do governo espanhol.
O petista afirmou que o Brasil foi “taxativo” ao condenar a invasão e disse que, após a deflagração do conflito, não adianta dizer quem está certo ou errado. Segundo ele, é preciso parar a guerra. “Só vai se discutir um acerto de contas quando parar de dar tiro”, declarou.
Em sua fala, Lula também criticou diretamente a Organização das Nações Unidas (ONU) na mediação do conflito e defendeu uma reforma no Conselho de Segurança do órgão para a entrada de novos países. “A ONU que me perdoe, mas já poderia ter convocado uma sessão extraordinária para discutir essa questão da guerra”, pontuou.
O presidente brasileiro avaliou que, se não se buscar a paz o mais rapidamente possível, a guerra vai demorar para ter fim. “E não sei o que pode acontecer com o prolongar dessa guerra. Pode acontecer tudo, até uma desgraça maior”, frisou o chefe do Palácio do Planalto.
O mandatário ainda comparou a guerra com uma greve trabalhista. “Sei que não é correto mostrar esse exemplo. Já fiz greve dizendo 80% (de aumento salarial) ou nada. Eu ficava com nada”, declarou. Para ele, a guerra já chegou a um estágio que precisa de interferência externa para acabar.
Conforme publicou o Metrópoles, embora tenha condenado a invasão russa da Ucrânia, Lula evitou responder, ao ser indagado por jornalistas espanhóis, se considera Crimeia e Donbass territórios da Rússia ou da Ucrânia. “Não cabe a mim decidir de quem é a Crimeia”, respondeu o petista.
“Acho que, quando sentar na mesa de negociação, pode discutir qualquer coisa. Até a Crimeia. Mas não sou eu que vou discutir. Quem tem que discutir isso são os russos e ucranianos. Primeiro para a guerra, depois vamos conversar”, acrescentou.
Após o encontro com o primeiro-ministro, Lula seguiu para um almoço com o rei Felipe VI, no Palácio Real. O monarca foi um dos chefes de Estado que prestigiou a posse do petista em Brasília, em 1º de janeiro. A previsão é de que Lula retorne ao Brasil por volta das 16h desta quarta, no horário local (11h no Brasil).
O tenor italiano Andrea Bocelli surpreendeu seus compatriotas por suas declarações controversas durante uma audiência promovida pelo deputado Vittorio Sgarbi, que reuniu negacionistas da Covid-19, no Senado, nesta segunda-feira (27).
O artista, que antes demonstrava apoiar as políticas de isolamento e chegou a cantar no Duomo de Milão, no domingo de Páscoa, em uma transmissão chamada “Music for Hope”, nos momentos mais críticos da pandemia, agora se colocou contra as medidas do governo da Itália para conter o novo coronavírus e negou a gravidade da doença.
“Aceitei esse convite, mas sou distante da política”, declarou Bocelli, durante o evento. “Quando entramos em pleno lockdown eu também procurei ter empatia com aqueles que deviam tomar as decisões delicadas. Depois procurei analisar a realidade e percebi que as coisas não eram assim como estavam contando”, disse o músico, segundo informações do jornal La Repubblica.
“Eu conheço um monte de gente, mas nunca conheci ninguém que foi para a UTI, então, porque essa gravidade? Chegou um momento em que me senti humilhado e ofendido pela privação de liberdade de sair de casa sem ter cometido um crime. E devo confessar publicamente de ter desobedecido a essa proibição que não me parecia justa e saudável”, acrescentou o artista, que fez ainda um apelo para que as crianças voltem à escola. “É preciso reabrir as escolas e recuperar os livros. Espero que todos juntos possamos sair dessa situação terrível”, declarou.
Veja vídeo das declarações:
Em um vídeo crítico, as atrizes Débora Falabella, Mariana Ximenes, Andreia Horta e Bianca Comparato vestiram personagens caricatos e ironizaram as declarações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro sobre o novo coronavírus.
Vestidas de forma exagerada e com alguns trejeitos que lembram os da viúva Porcina, personagem icônica de Regina Duarte, elas citam frases e palavras ditas por Bolsonaro para minimizar a gravidade da Covid-19.
"Fantasia", "histeria", "gripezinha", "medinho", "e daí?", "eu não sou coveiro", "tá indo embora", "cala a boca", "churrasco", "tá ok?", “cloroquina” e “tubaína” foram algumas das declarações lembradas no vídeo, que recebeu o título de "Minutos de sua atenção” e faz parte do projeto “Cara Palavra”, classificado por Bianca Comparato como “uma força vital de resistência, de lutar contra tudo o que uma pandemia representa”.
O vídeo de cerca de dois minutos mostra ainda a contagem dos brasileiros mortos durante a pandemia. O material é uma criação coletiva das quatro atrizes, com trilha sonora assinada por Chuck Hipolitho e Thiago Guerra; conceito, edição e finalização de Gian Misiti e Gustavo Giglio. Este último divide a direção executiva com Bianca Comparato.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Otto Alencar
"Agora que o relatório está pronto, vamos pautar na reunião da próxima quarta".
Disse o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ao confirmar que o relatório sobre a PEC 18/2025, que reorganiza o sistema de segurança pública no país, será lido e votado na reunião do dia 2 de setembro.