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João Roma quadriplica patrimônio em quatro anos; veja dados da formalização da candidatura ao Senado

Por Ronne Oliveira

Fotos: Ronne Oliveira / Bahia Notícias / Jonas Pereira / Agência Senado

O ex-ministro da Cidadania e presidente do Partido Liberal (PL) na Bahia, João Roma, formalizou a submissão de sua candidatura para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. As informações já constam no painel oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (30). Em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, a soma total foi de R$ 22,11 milhões, quase quadriplicou em quatro anos.

 

Esse valor, que apresenta um crescimento significativo em comparação ao pleito de 2022, quando se candidatou ao governo da Bahia e foi derrotado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT). Na disputa anterior declarou um patrimônio de R$ 5,56 milhões.

 

Natural de Recife (Pernambuco) e radicado na Bahia, João Inácio Ribeiro Roma Neto tem 53 anos, é formado em Direito e teve cargos de ex-deputado federal e ex-ministro no governo Bolsonaro. Saindo do braço mirim do Partido da Frente Liberal (PFL), teve passagens por assessorias em órgãos públicos e chefiou escritório da Agência Nacional de Petróleo (ANP) em Salvador, bem como o gabinete da prefeitura da capital baiana.

 

Ele desponta como a principal aposta da sigla para a disputa das vagas baianas no Senado Federal nas eleições de 2026.

 

IMÓVEIS E PROPRIEDADES
O grupo de bens de maior valor declarado pelo candidato é composto por propriedades rurais localizadas em diversos municípios baianos. Entre os destaques estão as participações na Fazenda Mirage (avaliadas em R$ 10,2 milhões no total), na 'Fazenda Selma Nunes', em Iraquara (R$ 1,62 milhão), a Fazenda São Benedito, em Cachoeira (R$ 1,25 milhão), e a Fazenda Isabel, em Brejões (R$ 1,2 milhão).

 

Em Salvador, João Roma declarou um apartamento no Edifício Phileto Sobrinho, localizado no bairro do Corredor da Vitória, avaliado em R$ 3,57 milhões. A ficha do candidato no TSE inclui também um crédito de R$ 2,28 milhões referente a um empréstimo concedido à empresa LN Agropecuária, além de participações societárias em empresas como a JRN Consultoria e a Prata da Chapada.

 

O político também declarou bens móveis e acervos. Constam um veículo Toyota Hilux SW4 Diamond (modelo 2022) no valor de R$ 417,9 mil, R$ 148 mil em obras de arte, R$ 73,5 mil em dinheiro vivo, além de um título do Yacht Clube da Bahia, avaliado em R$ 18 mil.

 

O nome de João Roma é a força partidária do bolsonarismo na Bahia, contudo se posiciona de modo mais moderado na direita brasileira. Hoje apoia publicamente ACM Neto (União) ao governo do estado, após disputarem nas eleições e serem derrotados pelo Partido dos Trabalhadores. Para Roma, é preciso uma união acima de tudo contra a atual gestão.

 

Em celebrações do 2 de julho, o seu potencial adversário na disputa pelo Senado, o também ex-ministro Rui Costa, chegou a comentar sobre sua falta de propriedade por não possuir "alma de baiano". Em resposta, Roma o acusou de xenofobia.

 

NOMES DOS SUPLENTES
Para a disputa ao Senado, a definição dos suplentes que assumem o cargo caso o titular precise se afastar durante o mandato segue a estrutura oficial da chapa:

  • 1.º Suplente: Suzana Ramos (PSDB) — Assistente Social e ex-prefeita de Juazeiro.

  • 2.º Suplente: Rodrigo Hagge (PSDB) — Advogado e ex-prefeito de Itapetinga.

 

Até o momento, o painel do TSE disponibilizou os dados das candidaturas ao Senado na Bahia de João Roma (PL) e do atual senador Angelo Coronel (Republicanos), que busca a reeleição.