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O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a eventual abertura de processos de impeachment contra ministros do STF é uma questão de caráter político, cuja discussão e deliberação cabem exclusivamente ao Senado Federal.
Em entrevista à revista Veja, o magistrado evitou fazer projeções sobre os desdobramentos da nova composição do Congresso após os resultados do último domingo. Segundo Nunes Marques, a análise de processos dessa natureza não configura decisão judicial nem faz parte das competências do STF ou do TSE, ressaltando que não é possível antecipar se os pedidos de impeachment defendidos por parlamentares eleitos serão de fato levados adiante.
Questionado sobre o desgaste na imagem do Supremo, debate recorrente ao longo da campanha eleitoral, o ministro afirmou possuir convicções pessoais sobre o tema, mas optou por não torná-las públicas. Na oportunidade, elogiou a condução do presidente do STF, Edson Fachin, classificando sua atuação diante das instabilidades institucionais como pautada pela moderação e tranquilidade.
Durante a entrevista, o presidente do TSE reiterou a decisão de não analisar, antes do segundo turno das eleições, o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo STF por participação em trama golpista.
Relator da matéria, Nunes Marques pontuou que o adiamento busca evitar interferências no ambiente eleitoral e esclareceu que o término da votação não implica julgamento imediato, já que não há data fixada. A definição de um eventual julgamento presencial dependerá da pauta definida pela presidência do Supremo.
Segundo informações confirmadas pelo Jornal O Globo, o ministro indicou ainda que a revisão da dosimetria das penas poderá ser apreciada na ocasião. Na mesma ocasião, justificou sua ausência em julgamento no STF referente à possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes por conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
O magistrado explicou que sua participação poderia gerar exploração política durante o período eleitoral. Nunes Marques rechaçou as acusações dirigidas a ele no contexto do caso envolvendo o banco, afirmando que as alegações não afetaram sua atuação na presidência do TSE.
Em resposta a um pedido de explicações feito pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Advocacia do Senado argumentou que não pode divulgar registros de entrada de visitantes devido ao risco de violação do sigilo parlamentar e para que não haja o comprometimento da independência do Poder Legislativo.
A resposta se deu no âmbito do processo em que um vereador de Curitiba, Guilherme Kilter (Novo), recorreu ao STF para obter informações a respeito de visitas registradas no Senado de fevereiro de 2019 até o início de 2026. O vereador alega na ação que entrou com pedido no Senado com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), mas que a reivindicação foi negada.
O pedido original feito pelo vereador abrange possíveis entradas e saídas do Senado especificamente de oito pessoas: Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes; Daniel Vorcaro; José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula; Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS; Felipe Macedo Gomes; Anderson Cordeiro de Vasconcelos; e Américo Monte Junior.
No documento enviado a Fux, a Advocacia do Senado argumenta que os registros de entrada e saída podem revelar fontes, interlocutores e articulações políticas protegidas pela Constituição. Por isso, defende que os dados não sejam fornecidos a particulares apenas com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).
A Advocacia do Senado também invocou, em sua manifestação, o artigo 53 da Constituição, que protege os congressistas da obrigação de testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas no exercício do mandato e sobre seus interlocutores. Segundo o órgão, divulgar os registros permitiria reconstruir agendas e identificar contatos políticos, comprometendo a confidencialidade da atividade parlamentar. O documento enviado ao ministro do STF compara essa proteção ao sigilo da fonte jornalística.
O advogado Ciro Soares convidou o banqueiro Daniel Vorcaro para um encontro em uma casa ligada à família do senador Otto Alencar (PSD-BA), em Trancoso, na Bahia. A conversa ocorreu em setembro de 2025, quando Vorcaro estava na região acompanhado da então noiva, Martha Graeff.
As mensagens foram recuperadas do celular do banqueiro e obtidas pelo Estadão. Nos diálogos, Ciro também orientou Vorcaro sobre a roupa para o encontro e informou que Otto estaria no local por um período limitado. “Vc acha que vou com a martha pra apresentar pra turma e ficar mais serio rsrs Ou vou sozinho”, perguntou Vorcaro.
Ciro respondeu que ele deveria ir acompanhado e, na sequência, recomendou: “Bermuda, viu”. Em outra mensagem, enviada às 14h18, Ciro reforçou o convite: “Venha às 15h. Ele só está lhe aguardando. Viaja às 16h”. Vorcaro pediu novamente o endereço, mas não houve registro de novas mensagens entre os dois naquele dia.
As conversas também mostram que Ciro Soares tentou intermediar encontros entre Otto e Vorcaro em Brasília. Em dezembro de 2024, afirmou ao banqueiro que o senador estaria atuando em sua defesa na capital. “Otto fez um movimento grande pra vc. Ficou lhe aguardando ontem e hj”, escreveu.
Em fevereiro de 2025, Ciro voltou a mencionar o senador: “Vamos falar aqui em BSB. Otto quer falar com vc”. As referências aos encontros haviam sido divulgadas inicialmente pelo jornal O Globo.
A assessoria de Otto Alencar afirmou ao Estadão que o senador “nunca viu Vorcaro pessoalmente” e que teria falado com ele apenas duas vezes, por meio do telefone de Ciro Soares. O advogado não quis comentar. Atualmente, Otto preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e é aliado do PT na Bahia.
Enquanto no Senado foi realizada uma sessão deliberativa na tarde desta terça-feira (6) para discutir a PEC 221/2019, que altera a jornada 6x1, na Câmara dos Deputados as portas do plenário permaneceram fechadas ao longo de todo o dia.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), não marcou nenhuma sessão deliberativa para esta semana. Segundo informação de um funcionário da Secretaria da Mesa Diretora da Casa, não há previsão de sessões nem mesmo para a próxima semana, que antecede o feriado de Nossa Senhora Aparecida.
Já no Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP), apesar da resistência da oposição, abriu a sessão para discussão do projeto que implanta a jornada 5x2 no país. Diversos senadores discutiram a matéria, a grande maioria a favor da aprovação do texto.
"No momento adequado, cada senador e senadora terá o livre-arbítrio de votar com o seu coração, com a sua consciência e com sua convicção, se acha razoável diminuirmos a escala de trabalho de quase 40 milhões de brasileiros que vivem na escala 6x1 há décadas", diz Alcolumbre.
Durante a sessão, Alcolumbre anunciou que vai cumprir o rito regimental exigido para a votação da PEC, que inclui cinco sessões deliberativas antes da votação da matéria em primeiro turno. Na prática, portanto, serão realizados cinco debates ao longo desta e da próxima semana, até que o texto seja votado, com previsão para o dia 15 de outubro.
"O meu desejo é cumprir integralmente o rito constitucional, sem atropelos, sem acelerar nada, cumprir terça, quarta e quinta as sessões de discussão. A partir daí, organizar novamente uma pauta para semana que vem termos sessões terça, quarta e quinta e, se caso todos nós pudermos concluir as cinco sessões de debate na semana que vem, do ponto de vista regimental, colocar pra sua deliberação em primeiro turno", concluiu o presidente da Casa.
Na chegada ao Congresso Nacional, na tarde desta terça-feira (6), o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União), evitou responder a perguntas de jornalistas sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6x1 de trabalho, pauta alinhada após acordo com o governo Lula. Sem conceder entrevista à imprensa, o parlamentar abriu a sessão plenária às 16h40 para dar início aos debates sobre o tema.
Segundo informações dos bastidores do portal Bahia Notícias em Brasília, a sessão começou com quórum esvaziado, contando com a presença de menos de 10 parlamentares em plenário. Entre os senadores presentes no início dos trabalhos estavam Damares Alves (Republicanos), Randolfe Rodrigues, Teresa Leitão (PT) — líder do PT no Senado —, Rogério Carvalho (PT), além de outros poucos nomes.
Ao abrir a sessão, Alcolumbre concedeu a palavra ao senador Paulo Paim para iniciar as discussões. Em seguida, o presidente da Casa informou ter sido apresentado pelo senador baiano Otto Alencar (PSD) um requerimento de urgência para a votação do texto sob calendário especial, mecanismo que permite dispensar prazos e etapas regimentais de discussão.
Alcolumbre ressaltou, contudo, que o requerimento precisa ser apresentado formalmente no plenário, depende da assinatura dos líderes partidários no Senado e exige a realização prévia de uma sessão de discussão nesta terça-feira (6).
Em seu pronunciamento na abertura dos debates, o senador Paulo Paim, do PT-RS, afirmou que Alcolumbre "cumpriu sua palavra", destacando que o presidente da Casa havia se comprometido a pautar a proposta de alteração da jornada de trabalho logo após o término do período eleitoral.
As cadeiras decididas para o Senado a partir de 2027, cinquenta e quatro das 81 cadeiras do Senado Federal, foram colocadas em disputa em todo o país, o equivalente à renovação de 2/3 da Casa Alta do Congresso Nacional. Cada estado e o Distrito Federal escolheram dois parlamentares neste domingo eleitoral (4°).
Confira a relação dos senadores eleitos por unidade federativa para os próximos oito anos, de acordo com as apurações oficiais:
- Acre: Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos)
- Alagoas: Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB)
- Amapá: Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD)
- Amazonas: Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB)
- Bahia: Dupla do Partido dos Trabalhadores (PT): Rui Costa e Jaques Wagner
- Ceará: Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede)
- Distrito Federal: Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
- Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos)
- Goiás: Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União)
- Maranhão: André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo)
- Mato Grosso: Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL)
- Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)
- Minas Gerais: Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT)
- Pará: Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União)
- Paraíba: João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB)
- Paraná: Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo)
- Pernambuco: Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)
- Piauí: Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD)
- Rio de Janeiro: Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)
- Rio Grande do Norte: Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT)
- Rio Grande do Sul: Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo)
- Rondônia: Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)
- Roraima: Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB)
- Santa Catarina: Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL)
- São Paulo: Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL)
- Sergipe: Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB)
- Tocantins: Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB)
Os dados e apurações oficiais detalhadas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão reunidos na cobertura completa das Eleições 2026. A casa apresenta grande renovação em uma trajetória histórica, segunda maior de todas as eleições da casa, com somente 13 reeleitos. Mesmo assim, há o mesmo número de mulheres no Senado: 5 cadeiras.
A consulta abrange os resultados para a Presidência da República, governos estaduais, Senado Federal, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas, permitindo a verificação do desempenho dos candidatos e mapas detalhados da votação em todo o território nacional.
A extrema-direita ganhou muita força com 28 cadeiras. Confira a futura composição da casa:
Os candidatos Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT), conquistaram as duas vagas da Bahia no Senado Federal. Com 94,28% das seções eleitorais apuradas no estado, de acordo com o boletim oficial divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) às 21h02 deste domingo (4º), os ex-governadores baianos receberam 4.041.989 votos (29,79% dos válidos) e 3.710.694 votos (27,35% dos válidos), respectivamente.
Ambos assumirão os mandatos em fevereiro de 2027 e permanecerão no Senado até 2035. Em todo o país, 54 das 81 cadeiras da Casa estão sendo renovadas neste pleito. Wagner vai para o segundo mandato na Câmara Alta.
SOBRE OS CANDIDATOS
Com o resultado, Jaques Wagner chega ao seu segundo mandato na Casa Alta do Congresso, após a primeira eleição em 2018; enquanto Rui Costa, que atuou como ministro da Casa Civil no terceiro mandato do presidente Lula, entre 2022 e 2026, conquista uma vaga no Senado pela primeira vez.
Vinculados à chapa majoritária de Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, os candidatos “puro-sangue” do PT são parte importante do legado de 20 anos da sigla no comando do Palácio de Ondina. Tudo começou com a eleição de Jaques Wagner, então deputado federal pela Bahia, em 2005, derrotando Paulo Souto (PFL), apoiado pelo então senador Antonio Carlos Magalhães, a maior força política do estado, até então.
Rui Costa atuou como secretário de Relações Institucionais (Serin) do governo até 2010, quando foi eleito deputado federal pela Bahia. Jaques Wagner foi reeleito no mesmo ano. Em 2014, Rui foi escolhido como sucessor político do grupo, sendo eleito e posteriormente reeleito em 2018.
Wagner assumiu cargos nos ministérios de Defesa e Casa Civil no governo de Dilma Rousseff e, após o impeachment da então presidente, foi nomeado gestor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia.
Esse histórico colocou os baianos na lista de prioridades do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no cenário nacional. Antecessor de Jerônimo, após eleição, Rui Costa retorna ao cenário político com cargo eletivo e “estabilidade” em Brasília por oito anos.
No caso de Jaques Wagner, ex-líder do governo petista no Senado, a vitória na urna chega após uma campanha eleitoral marcada por momentos de tensão.
Ainda em junho deste ano, o senador foi alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. O vínculo entre o PT da Bahia, em especial Jaques Wagner, com o empresário Augusto Lima se tornou alvo de escrutínio na pré-campanha e durante as mobilizações eleitorais.
Juntos, Jaques e Rui superaram outros 8 candidatos ao Senado Federal pela Bahia, incluindo nomes como Angelo Coronel (Republicanos), atual senador e candidato à reeleição, e João Roma (PL), ex-ministro da Cidadania no governo de Jair Bolsonaro.
Confira como ficará o Senado Federal em 2027:
[Atualização em tempo real]
Com 87,12% das seções eleitorais apuradas no estado, o candidato Rui Costa (PT) assegurou a vitória matemática para o Senado Federal na Bahia. De acordo com o boletim oficial divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) às 20h54 deste domingo (4), o ex-governador contabiliza 3.699.173 votos (29,67% dos votos válidos) e já está eleito. A segunda vaga segue liderada por Jaques Wagner (PT), que soma 3.393.979 votos (27,22%).
Na disputa pelo terceiro lugar, Angelo Coronel (REPUBLICANOS) contabiliza 2.545.912 votos (20,42%), seguido de perto por João Roma (PL), com 2.536.003 votos (20,34%).
CADEIRAS FICARAM COM:
-
Rui Costa (PT) - ELEITO: 29,65% (3.552.989 votos)
-
Jaques Wagner (PT): 27,20% (3.259.677 votos)
NÃO OBTÉM VAGA:
-
Angelo Coronel (REPUBLICANOS): 20,42% (2.447.346 votos)
-
João Roma (PL): 20,36% (2.439.636 votos)
-
Professora Delliana (PSOL): 1,62% (194.206 votos)
-
Marcelo Carvalho (REDE): 0,38% (45.636 votos)
-
Carlos Sodré (MOBILIZA): 0,15% (18.249 votos)
-
Marcelo Santtana (DC): 0,10% (11.405 votos)
-
Gregorio Gould (UP): 0,09% (11.291 votos)
-
Marcelo Millet (PCO): 0,04% (4.429 votos)
Com 80,49% das seções eleitorais totalizadas na Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, lideram a disputa pelas duas vagas ao Senado Federal. Rui soma 3,38 milhões de votos, enquanto Wagner contabiliza 3,10 milhões. Angelo Coronel (Republicanos) aparece na terceira colocação, com 2,34 milhões, seguido por João Roma (PL), com 2,33 milhões.
CADEIRAS FICARAM COM:
-
Rui Costa (PT): 29,56% (3.382.665 votos)
-
Jaques Wagner (PT): 27,10% (3.101.224 votos)
NÃO OBTÉM VAGA:
-
Angelo Coronel (REPUBLICANOS): 20,49% (2.344.885 votos)
-
João Roma (PL): 20,43% (2.337.572 votos)
-
Professora Delliana (PSOL): 1,65% (188.477 votos)
-
Marcelo Carvalho (REDE): 0,38% (44.047 votos)
-
Carlos Sodré (MOBILIZA): 0,15% (17.571 votos)
-
Marcelo Santtana (DC): 0,10% (10.922 votos)
-
Gregorio Gould (UP): 0,10% (10.902 votos)
-
Marcelo Millet (PCO): 0,04% (4.320 votos)
Confira abaixo como está o Senado Federal do Brasil:
Com 70,78% das seções eleitorais apuradas no estado, a contagem de votos para o Senado Federal na Bahia ultrapassou a marca de 70%. De acordo com o boletim oficial divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) às 20h08 deste domingo (4º), a chapa governista petista consolida a liderança: Rui Costa (PT) contabiliza mais de 2,92 milhões de votos, enquanto Jaques Wagner (PT) soma mais de 2,67 milhões e segue na frente pela segunda vaga.
Na disputa pelas posições seguintes, Angelo Coronel (REPUBLICANOS) permanece na terceira colocação com 20,72% dos votos válidos, ligeiramente à frente de João Roma (PL), que registra 20,67%.
CADEIRAS FICARAM COM:
-
Rui Costa (PT) - ELEITO: 29,28% (2.924.446 votos)
-
Jaques Wagner (PT): 26,80% (2.676.623 votos)
NÃO OBTÉM VAGA:
-
Angelo Coronel (REPUBLICANOS): 20,72% (2.069.298 votos)
-
João Roma (PL): 20,67% (2.064.766 votos)
-
Professora Delliana (PSOL): 1,73% (173.120 votos)
-
Marcelo Carvalho (REDE): 0,40% (40.385 votos)
-
Carlos Sodré (MOBILIZA): 0,16% (15.520 votos)
-
Gregorio Gould (UP): 0,10% (9.945 votos)
-
Marcelo Santtana (DC): 0,10% (9.857 votos)
-
Marcelo Millet (PCO): 0,04% (3.956 votos)
DADOS GERAIS
-
Eleitorado Apto Total: 11.304.314
-
Eleitorado Apto das Seções Totalizadas: 7.822.645
-
Comparecimento: 6.267.388 (80,12%)
-
Abstenção: 1.555.257 (19,88%)
-
Votos em Branco: 1.673.817 (13,35%)
Com 51,63% das urnas totalizadas no estado, os candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) mantêm a liderança na disputa pelas duas vagas da Bahia no Senado Federal. Segundo o boletim das 19h14 do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), divulgado neste domingo de eleições ordinárias de 2026, a apuração ultrapassou a metade das seções nos 417 municípios baianos. Rui Costa contabiliza mais de 2,07 milhões de votos, enquanto Jaques Wagner soma mais de 1,90 milhão.
CADEIRAS FICARAM COM:
-
Rui Costa (PT): 29,12% (2.077.134 votos)
-
Jaques Wagner (PT): 26,67% (1.902.424 votos)
NÃO OBTÉM VAGA:
-
João Roma (PL): 20,78% (1.481.989 votos)
-
Angelo Coronel (REPUBLICANOS): 20,73% (1.478.516 votos)
-
Professora Delliana (PSOL): 1,86% (132.500 votos)
-
Marcelo Carvalho (REDE): 0,43% (30.937 votos)
-
Carlos Sodré (MOBILIZA): 0,16% (11.214 votos)
-
Gregorio Gould (UP): 0,10% (7.402 votos)
-
Marcelo Santtana (DC): 0,10% (7.281 votos)
-
Marcelo Millet (PCO): 0,04% (2.986 votos)
DADOS GERAIS:
-
Eleitorado Apto Total: 11.304.314
-
Eleitorado Apto das Seções Totalizadas: 5.576.191
-
Comparecimento: 4.473.694 (80,23%)
-
Abstenção: 1.102.497 (19,77%)
Com quase metade das urnas apuradas, os candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) seguem na frente na disputa pelas duas vagas baianas no Senado Federal. Rui Costa ultrapassou a marca de 1,8 milhão de votos, enquanto Jaques Wagner soma mais de 1,6 milhão. A apuração dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) alcançou 46,48% das seções totalizadas nos 417 municípios baianos no boletim das 19h09 deste domingo de eleições ordinárias de 2026.
CADEIRAS FICARAM COM:
-
Rui Costa (PT): 28,99% (1.853.093 votos)
-
Jaques Wagner (PT): 26,52% (1.695.573 votos)
NÃO OBTÉM VAGA:
-
João Roma (PL): 20,89% (1.335.386 votos)
-
Angelo Coronel (REPUBLICANOS): 20,82% (1.330.858 votos)
-
Professora Delliana (PSOL): 1,92% (122.670 votos)
-
Marcelo Carvalho (REDE): 0,45% (28.574 votos)
-
Carlos Sodré (MOBILIZA): 0,16% (10.060 votos)
-
Gregorio Gould (UP): 0,11% (6.846 votos)
-
Marcelo Santtana (DC): 0,11% (6.731 votos)
-
Marcelo Millet (PCO): 0,04% (2.771 votos)
DADOS GERAIS
-
Eleitorado Apto Total: 11.304.314
-
Eleitorado Apto das Seções Totalizadas: 4.994.719
-
Comparecimento: 4.006.334 (80,21%)
-
Abstenção: 988.385 (19,79%)
Michelle Bolsonaro (PL) foi eleita senadora pelo Distrito Federal neste domingo (4) e conquistou uma vaga no Senado pela primeira vez. Com cerca de 96,93% das seções apuradas, a ex-primeira-dama somava aproximadamente 29% dos votos, o equivalente a 905.058 votos.
Bia Kicis (PL) também garantiu uma das vagas destinadas ao Distrito Federal. A deputada federal tinha cerca de 27,41%, com 855.573 votos, no mesmo estágio da apuração. Natural de Ceilândia, Michelle Bolsonaro se casou em 2007 com Jair Bolsonaro, então deputado federal. A eleição para o Senado marca sua primeira experiência em um cargo eletivo.
Bia Kicis, por sua vez, nasceu no Rio de Janeiro e é formada em Direito pela Universidade de Brasília (UnB). Advogada, ela foi subprocuradora-Geral do Distrito Federal e se aposentou do cargo em 2016. Eleita para o Senado pela primeira vez, Bia estava no segundo mandato como deputada federal.
A apuração dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ultrapassou a marca de 30% das seções totalizadas nos 417 municípios do estado neste domingo de eleições ordinárias de 2026. Com 31,47% das urnas apuradas, os candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) continuam na dianteira da disputa pelas duas vagas baianas no Senado Federal. Por hora, os petistas são os únicos que já alcançaram 1 milhão de votos dos baianos.
CADEIRAS FICARAM COM:
-
Rui Costa (PT): 28,88% (1.239.059 votos)
-
Jaques Wagner (PT): 26,37% (1.131.428 votos)
NÃO OBTÉM VAGA:
-
João Roma (PL): 20,91% (897.123 votos)
-
Angelo Coronel (REPUBLICANOS): 20,88% (895.603 votos)
-
Professora Delliana (PSOL): 2,05% (87.830 votos)
-
Marcelo Carvalho (REDE): 0,48% (20.452 votos)
-
Carlos Sodré (MOBILIZA): 0,16% (7.006 votos)
-
Gregorio Gould (UP): 0,11% (4.899 votos)
DADOS GERAIS
-
Eleitorado Apto Total: 11.304.314
-
Eleitorado Apto das Seções Totalizadas: 3.341.449
-
Comparecimento: 2.684.147 (80,33%)
-
Abstenção: 657.302 (19,67%)
As urnas das 417 cidades baianas estão sendo contadas pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) neste domingo (4º) de eleições ordinárias de 2026. A Bahia conta com um eleitorado de 11,3 milhões de pessoas. Com a apuração de 10% das seções totalizadas até o momento, os candidatos Rui Costa (PT) e XXXX (X) estão à frente da disputa, com 28,65% e 26,11% dos votos, respectivamente.
Embora ainda falte contabilizar a maior parte dos votos, os primeiros resultados mostram a consolidação das posições iniciais. Os votos registrados para os candidatos que disputam as vagas no Senado apresentam a seguinte configuração parcial:
CADEIRAS FICARAM COM:
-
Rui Costa (PT – 133): 28,65% (391.501 votos)
-
Jaques Wagner (PT – 130): 26,11% (356.898 votos)
NÃO OBTÉM VAGA:
-
Angelo Coronel (REPUBLICANOS – 100): 20,95% (286.346 votos)
-
João Roma (PL – 222): 20,95% (286.281 votos)
-
Professora Delliana (PSOL – 500): 2,35% (32.085 votos)
-
Marcelo Carvalho (REDE – 180): 0,53% (7.244 votos)
-
Carlos Sodré (MOBILIZA – 333): 0,17% (2.317 votos)
-
Gregorio Gould (UP – 800): 0,13% (1.733 votos)
-
Marcelo Santtana (DC – 277): 0,11% (1.540 votos)
-
Marcelo Millet (PCO – 290): 0,05% (716 votos)
DADOS GERAIS
-
Eleitorado Apto Total: 11.304.314
-
Eleitorado Apto das Seções Totalizadas: 96.782
-
Comparecimento: 77.252 (79,82%)
-
Abstenção: 19.530 (20,18%)
-
Votos em Branco: 19.630 (12,71%)
-
Anulados Sub Judice: 10.539 (6,82%)
-
Nulos: 0
É possível acompanhar a evolução dos votos e os comentários ao vivo com os editores do Bahia Notícias (BN) logo abaixo. Confira logo abaixo:
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para a próxima terça-feira (6) a análise em Plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho. Em nota, a assessoria da Presidência do Senado afirmou que o tema será debatido com “responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas”.
A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados no final de maio e seguiu para o Senado. Na Casa, a base do governo tentou pautar a proposta, mas Alcolumbre manteve o texto parado e só o encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em agosto.
No início de setembro, a CCJ aprovou o fim da escala 6x1. Alcolumbre, porém, não levou a proposta ao Plenário naquele momento e afirmou que a votação ocorreria após as eleições. A declaração foi feita durante uma sessão deliberativa no dia 3 de setembro, após um apelo do senador Paulo Paim (PT-RS). Na ocasião, Paim anunciava sua aposentadoria e o fim de seu último mandato no Congresso Nacional.
“Quero aproveitar essa oportunidade que o senador Paulo Paim está aqui na mesa e veio me dar um abraço, para dizer para vossa excelência e para o Brasil, que vossa excelência estará aqui votando, após as eleições, o fim da escala 6x1 no plenário do Senado Federal”, disse Alcolumbre.
A PEC 221 de 2019 prevê o fim da escala 6x1, com a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana. O texto também reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. A proposta permite a compensação do sábado ou domingo trabalhados em categorias com jornadas especiais, desde que sejam mantidas duas folgas remuneradas por semana, em média, dentro do mesmo mês.
Desde o início do mês de setembro, quando o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou públicas diversas informações que expunham o relacionamento de Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, nada menos que 33 novos pedidos de impeachment foram protocolados no sistema do Senado Federal.
Os novos pedidos se juntaram a outros 100 que de 2021 até os dias atuais aguardam ser apreciados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Com a crise aberta no STF após confrontos entre ministros e uma sessão, realizada no dia 15, com ataques e trocas de acusações, este setembro se tornou o mês que mais recebeu representações e pedidos de impeachment desde 2021.
Entre os mais recentes estão três representações protocoladas pelo presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), nesta terça-feira (29), com pedido de impeachment dos ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Os três formam um bloco que se opõe ao outro grupo, composto por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Sobre André Mendonça, o deputado Paulinho da Força aponta que ele teria praticado crime de responsabilidade, a mesma acusação que Moraes fez contra ele em pedido de abertura de investigação do STF. O presidente do Solidariedade descreve a atuação de Mendonça como “parcial” e “com direcionamento político-eleitoral”, citando a “criação de eventos processuais que possam favorecer o grupo político com quem ele tem ligação”.
O deputado cita ainda diálogos de André Mendonça com o banqueiro Daniel Vorcaro, além de um encontro pessoal dele com o ministro e decisões favoráveis do magistrado ao grupo do dono do Banco Master.
Paulinho da Força afirma que outros ministros do STF também tiveram relação exposta com Vorcaro, a exemplo de Luiz Fux e seu filho, Rodrigo Fux, a quem o banqueiro teria solicitado sobre um precatório bilionário.
O deputado também cita as relações expostas entre Daniel Vorcaro com outros ministros, como o próprio Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No pedido contra Fux, por exemplo, Paulinho da Força aponta que o ministro tem suspeição no julgamento do tema e procede “de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro do cargo”.
O texto da ação volta mais à frente a citar os contatos do filho de Luiz Fux, o advogado Rodrigo Fux, com o banqueiro Vorcaro em novembro de 2024. O banqueiro teria apresentado um recurso ao advogado às vésperas do julgamento no STF.
Sobre Kassio Nunes Marques, Paulinho transcreve conversas de Vorcaro sobre custeio de hospedagens de luxo e eventos pelo banqueiro para o ministro. O deputado também menciona o suposto pagamento de R$ 500 mil para Kevin Marques, advogado filho do atual presidente do TSE.
O ministro Kassio Nunes é alvo de um outro pedido de impeachment, protocolado nesta quarta (30), e que foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB). O texto da representação cita mensagens extraídas do celular de Vorcaro, e que expõe a chamada “Turma do KN”, formada por amigos do ministro e que atuariam junto ao dono do Master para obter vitórias em julgamentos no STF.
Entre os 133 pedidos de impeachment, existem diversos que incluem dois ou três ministros, ou mesmo todos eles em ações coletivas. As ações foram protocoladas por senadores, deputados, partidos políticos, associações da sociedade civil e cidadãos de forma isolada.
Alexandre de Moraes é disparado o alvo principal das representações que se encontram paradas na Mesa Diretora do Senado. São 73 ações contra ele, ou em que ele aparece em meio a outros ministros a quem são imputados crimes passíveis de impeachment.
Em meio a todos os pedidos existem 14 que foram apresentados contra o então ministro Luís Roberto Barroso. Como Barroso deixou o cargo de ministro, essas representações devem ser enviadas ao arquivo. Há uma também contra Ricardo Lewandowski, que já se aposentou.
Confira abaixo o ranking dos ministros que mais foram alvos de pedidos de impeachment no Senado, contando as ações individuais e as coletivas:
Alexandre de Moraes - 73
Gilmar Mendes - 17
Dias Toffoli - 16
Flávio Dino - 9
Carmen Lúcia - 8
Edson Fachin - 6
Kassio Nunes - 5
André Mendonça - 4
Luiz Fux - 4
Cristiano Zanin - 3
O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco tomou posse, nesta quarta-feira (30), como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A cerimônia foi restrita a convidados.
Ele assume a vaga do ministro Bruno Dantas, que decidiu antecipar a aposentadoria para atuar na iniciativa privada.
A nomeação de Pacheco para o cargo já havia sido publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (29).
Com a renúncia de Pacheco ao mandato de senador, quem assume a cadeira é Renzo Braz (PP-MG), que ficará no cargo até fevereiro de 2027, quando os senadores eleitos neste ano tomam posse.
O Congresso aprovou a indicação de Pacheco para o TCU no início de setembro, em articulação encabeçada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Uma nova pesquisa Quaest para o Senado Federal na Bahia, encomendada pela TV Bahia e divulgada nesta quinta-feira (24), aponta Rui Costa na liderança das intenções de voto com 23%, seguido por Wagner, que registra 17%, e João Roma, com 11%.
De acordo com o levantamento, os resultados apurados foram os seguintes:
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Rui Costa (PT): 23%
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Jaques Wagner (PT): 17%
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João Roma (PL): 11%
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Coronel (Republicanos): 9%
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Professora Delliana (PSOL): 2%
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Marcelo Carvalho (Rede): 1%
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Marcelo Santana (DC): 1%
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Carlos Sodré (Mobiliza): 1%
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Marcelo Millet (PCO): não pontuou (0%).
O levantamento ouviu 900 entrevistados entre os dias 20 e 23 de setembro de 2026. A pesquisa foi encomendada pela TV Bahia e divulgada nesta quinta-feira (24). A pesquisa está registrada no TSE (BA-01850/2026).
Os candidatos Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do Partido dos Trabalhadores, lideram a corrida eleitoral pelas duas vagas no Senado Federal pela Bahia. Conforme os dados da nova rodada da Paraná Pesquisas, contratada pelo Bahia Notícias e divulgada nesta quinta-feira (24), o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, sai na frente na disputa com 46,4% das intenções de voto, cerca de 12 pontos à frente do correligionário.
Vale destacar que a pesquisa estimulada, quando são apresentados os nomes dos candidatos, permite que os eleitores respondam até dois nomes. Este ano, os eleitores devem votar em dois candidatos para preencher as vagas da Bahia ao Senado. Nesse cenário, o atual senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner, surge em segundo lugar com 34,0%.
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Foto: Paraná Pesquisas
Na chapa de oposição, o ex-ministro da Cidadania no governo de Jair Bolsonaro, João Roma (PL), aparece em terceiro lugar com 27,3%. O atual senador e candidato à reeleição, Angelo Coronel obteve com 25,1%, empatado tecnicamente com o colega de chapa.
Já a candidata Professora Delliana (PSOL), a única mulher na disputa, aparece com 3,8%; Marcelo Carvalho (Rede), obteve 2,2% das intenções de voto; e Carlos Sodré (PMN) surge com 1,1%.
Os demais candidatos, Marcelo Santtana (DC), Gregorio Gould (UP), Marcelo Millet (PCO) pontuaram 0,9%, 0,6% e 0,4%, respectivamente.
O Instituto Paraná Pesquisas ouviu 1.400 eleitores entre os dias 21 e 23 de setembro, espalhados por 60 municípios. Possui margem de erro de 2,7% para mais ou para menos e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob n? BA-00759/2026.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu, em decisão liminar, a campanha do ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A medida, assinada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques e publicada na noite deste sábado (19), vale até o julgamento de um recurso contra o registro da candidatura.
Segundo a Folha de São Paulo, até a análise definitiva, Dallagnol fica impedido de realizar atos de campanha, usar recursos públicos, veicular propaganda gratuita no rádio e na TV e participar de debates.
O ministro apontou indícios de que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) contrariou entendimento do próprio TSE ao deferir o registro. Em 2023, a corte considerou Dallagnol inelegível por entender que ele pediu exoneração do Ministério Público Federal de forma antecipada, para evitar procedimentos disciplinares que poderiam comprometer sua candidatura, o que configurou fraude nos termos da Lei da Ficha Limpa.
O TRE-PR aceitou o registro para 2026 ao considerar que os procedimentos administrativos foram arquivados sem punições e que a decisão de 2023 não previa impedimento automático para esta eleição.
Para Floriano de Azevedo Marques, os desdobramentos posteriores não afastam, por si só, a possível fraude na exoneração, e a falta de mudança relevante na situação jurídica do candidato recomenda manter o entendimento anterior.
A liminar foi concedida a pedido da Coligação Paraná Para Todos e da Federação Brasil da Esperança, que reúnem PDT, PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PRD e Solidariedade.
Dallagnol diz que vai recorrer. A defesa aponta a proximidade entre o relator e o ministro do STF Alexandre de Moraes, citando reportagem da Folha de 2023 sobre a influência de Moraes na indicação de Floriano ao TSE.
Os advogados afirmam ainda que a decisão foi tomada em sigilo, sem ouvir o candidato, e que ainda não tiveram acesso integral ao pedido. Também dizem que ela contradiz decisão de Floriano em caso de 2024, no Paraná, em que ele defendeu que dúvida razoável sobre inelegibilidade deve favorecer o direito de ser votado.
Dallagnol ganhou projeção nacional como coordenador da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, e foi eleito deputado federal pelo Paraná em 2022.
A Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral (MPE) rejeitaram os pedidos de urgência, protocolados pelo candidato ao Senado Federal, Rui Costa (PT), para a retirada de anúncios sobre os impactos do fim da escala de trabalho 6x1 que mencionam o candidato. As peças publicitárias, promovidas pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Bahia (Abrasel-BA) e por seu presidente, Júlio César Calado, traziam o destaque: “Rui Costa. Fim da escala 6x1 pode prejudicar o comércio na Bahia. Você está seguro de que isso é bom para nós?”
Os anúncios foram amplamente divulgados em portais de notícias e impulsionados em redes digitais como Facebook, Instagram e Google, exibiam a imagem do candidato ao lado de questionamentos sobre possíveis prejuízos econômicos. O material contava também com a marca "fim da 6x1: custo de todos nós" sobreposta em tom de alerta.
Ao analisar a representação, o desembargador Gustavo Teles Veras Nunes, relator do caso, indeferiu a liminar requerida pelo grupo político de Rui Costa. Na decisão, o magistrado observou que a publicação aborda matéria de relevante interesse público e que o questionamento feito ao eleitorado se insere no campo do debate democrático.
"A formulação da pergunta 'Você está seguro de que isso é bom para nós?' insere-se no campo do questionamento retórico e da crítica política legítima a teses e propostas programáticas, inexistindo imputação de crime, ofensa desonrosa à pessoa do candidato ou pedido explícito de não voto", diz trecho da decisão.
Além de pedir a retirada do material, a coligação partidária “Mais Bahia, Mais Brasil”, da base petista, pediu a reconsideração da decisão e requereu a decretação de revelia dos réus por ausência de contestação no prazo legal, sustentando que a contratação de impulsionamento por entidade privada configurava propaganda eleitoral negativa ilícita. Esse pedido também foi considerado improcedente pelo Ministério Público Eleitoral.
No parecer assinado pelo Procurador Regional Eleitoral Auxiliar Ovídio Augusto Amoedo Machado, o órgão fundamentou que associar o candidato à proposta que ele defende publicamente não constitui irregularidade e criticou a tentativa de suspender a veiculação.
O senador Eduardo Girão (Novo) fez uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada”, afirmou no programa Bahia Notícias no Ar.
Girão relembrou uma fala atribuída a Alcolumbre, apontando que mesmo com 81 assinaturas (o total de senadores) não abriria processo de impeachment contra ministros do Supremo.
“Ele já tinha engavetado, de uma forma eu posso dizer assim, submissa, dezenas de pedidos de impeachment. Então eu já sabia qual era o jogo ali, que ele não ia levar [pedido de impeachment]. O presidente do Senado meses atrás bate no peito e diz o seguinte na frente dos colegas senadores, o que para mim é um desrespeito muito grande: ‘se tiver 81 assinaturas para abrir um processo de impeachment contra qualquer ministro do STF, eu não abro.’ Você sabe o que significa 81 assinaturas? É inclusive a dele. Então isso é fazer um deboche com todos os colegas. E muitos baixam a cabeça e aceitam isso”, observou aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.
O ex-presidente do Fortaleza contou que acionou o STF por meio do Partido Novo para obrigar o Senado a instalar a Comissão de Ética. Segundo ele, a ação está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia há cerca de 60 dias sem decisão.
“Tive que entrar [com um pedido] no Supremo Tribunal Federal para pedir que o Senado abra a Comissão de Ética. Já está com a ministra Cármen Lúcia há 60 dias. Ela já ouviu o Alcolumbre, a PGR e não decide. Para você ver como as nossas instituições estão deterioradas hoje, como o processo democrático está contaminado nesse aspecto, porque é como se um poder protegesse o outro. É um jogo de 'uma mão lava a outra'. Eu fico muito preocupado com isso”, revelou.
Eduardo informou que se deslocará para Brasília para participar de uma manifestação ao lado do candidato Romeu Zema em frente ao STF nesta terça.
“Vou amanhã para uma manifestação pública ali próxima ao STF junto com Romeu Zema, que estará comigo, para gente acompanhar esse julgamento como uma final de Copa do Mundo”, indicou.
O Grupo Aratu dá início, na próxima segunda-feira (14), a uma série de sabatinas ao vivo com os candidatos que disputam a vaga ao Senado Federal pela Bahia nas Eleições 2026. As entrevistas serão transmitidas diariamente das 18h40 às 19h15 pela TV Aratu (afiliada do SBT na Bahia), pelo Portal Aratu On, pela Rádio Antena 1 Bahia (100.1 FM) e pelos canais digitais do grupo, sob a mediação do jornalista Pablo Reis.
A programação contempla 6 postulantes ao cargo ao longo de duas semanas. O cronograma do primeiro bloco traz Rui Costa na segunda-feira (14), a professora Deliana Ricelli na terça-feira (15) e Angelo Coronel na quarta-feira (16). Na semana seguinte, a sequência de entrevistas prossegue com Jaques Wagner (21), Marcelo Carvalho (22) e João Roma (23).
De acordo com o mediador Pablo Reis, a iniciativa busca oferecer um espaço de utilidade pública para a apresentação e contestação de propostas sobre temas relevantes ao estado e ao país. "As eleições são um dos momentos mais importantes da democracia, e o papel do jornalismo é garantir que o eleitor tenha acesso a informações confiáveis para formar sua opinião", destacou o jornalista.
As sabatinas integram um conjunto de projetos editoriais do Grupo Aratu voltados para a cobertura do pleito de 2026. A emissora realizou, em 9 de agosto, o primeiro debate televisivo com os candidatos ao Governo da Bahia. A cobertura multiplataforma inclui ainda o programa diário Linha de Frente, transmitido na Rádio Antena 1 Bahia das 18h às 19h com a participação de jornalistas convidados para análise política, e o formato documental Na Pista, focado no acompanhamento dos bastidores da rotina de campanha dos concorrentes ao governo estadual.
Os candidatos ao Senado Federal pela Bahia, Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) lideram as intenções de votos nas eleições de 2026. Uma pesquisa divulgada pelo instituto AtlasIntel nesta quinta-feira (3) mostrou que o ex-ministro da Casa Civil tem 31,6% de preferência dos eleitores, enquanto Wagner tem 26,5%.
Atrás deles aparece o ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), com 20,4% e Ângelo Coronel (Republicanos), que registrou 17,9% dos votos válidos. Delliana Ricelli e Marcelo Carvalho, da Federação Rede-Sustentabilidade, registraram 2,6% e 0,6% respectivamente.
No cenário onde foram contabilizados os votos brancos e nulos, Rui Costa ficou com 28,2% e Jaques Wagner 23,7%. Já o candidato do PL obteve 18,3% e Coronel caiu para 16%. Já 8% dos entrevistados apontaram que votarão branco ou nulo e 2,9% não souberam responder.
A pesquisa entrevistou 1.804 pessoas, através de recrutamento digital, entre os dias 28 de agosto de 2026 e 2 de setembro de 2026. De acordo com o levantamento, a margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-08891/2026.
O relator da proposta de emenda à Constituição que modifica a jornada 6x1, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer pela aprovação do projeto no início da reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta quarta-feira (2). O projeto reduz a jornada semanal de trabalho no país de 44 para 40 horas, além de garantir dois dias de descanso por semana.
Omar Aziz manteve sem alterações o texto do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), aprovado pela Câmara em dois turnos de votação. Prates inclusive participou da sessão na CCJ do Senado, e foi elogiado pelo relator.
Ao apresentar seu relatório, Omar Aziz apresentou justificativas para rejeitar todas as emendas apresentadas ao projeto por senadores. A maioria das emendas foi protocolada pela oposição, principalmente para aumentar o período de transição de entrada em vigor da mudança.
Segundo Aziz, as emendas promoviam mudanças no projeto, e se fossem admitidas, levariam a proposta a ser novamente discutida pela Câmara dos Deputados. Omar Aziz afirmou que tem votos para aprovar a proposta na comissão e pretende pedir urgência e um calendário especial para acelerar a tramitação da PEC.
O relator também disse que conversou com representantes dos setores de comércio, serviços, aviação e escolas particulares, que apresentaram sugestões de mudança. Segundo Aziz, esses pontos devem ser discutidos durante o período de transição, por meio de um projeto de lei ou de outra PEC.
Uma das emendas rejeitadas foi apresentada pelo coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN). A emenda permitiria acordos para pagamento de salários conforme as horas trabalhadas.
Ao falar na sessão, Rogério Marinho criticou a proposta e afirmou que o texto não representa um projeto para o país, mas uma iniciativa política do PT. Segundo ele, o trabalhador estaria sendo usado como "peça eleitoreira."
A PEC 221/19 prevê que a jornada será reduzida de 44 horas para 42 horas 60 dias após a promulgação da emenda. Passados mais 12 meses dessa primeira mudança, haveria a redução de 42 para 40 horas semanais de trabalho.
O projeto segue em discussão na CCJ. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), disse que daria a palavra a todos os senadores que desejam discutir a matéria.
Com 63 votos favoráveis e apenas quatro contrários, foi aprovada nesta terça-feira (1°) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Pacheco assumirá na vaga aberta após a renúncia do ministro Bruno Dantas.
A votação da indicação aconteceu no plenário do Senado, após a aprovação unânime de um requerimento de urgência. A indicação deveria ter sido apreciada inicialmente na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, mas com a urgência, a votação foi realizada sem a necessidade de sabatina.
O projeto para indicar Pacheco ao TCU foi apresentado pelo próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O presidente do Senado foi o maior fiador da indicação de Rodrigo Pacheco, e negociou a escolha inclusive com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião na semana passada.
Para relatar a indicação de Rodrigo Pacheco para o TCU, Davi Alcolumbre escolheu o senador Renan Calheiros (MDB-AL). O senador é o atual presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, que acabou não realizando a sabatina do indicado por conta do pedido de urgência.
Rodrigo Pacheco, de 49 anos, estava cumprindo seu primeiro mandato no Senado. Pacheco havia desistido de concorrer à sua reeleição nas eleições deste ano.
Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Pacheco ocupou, entre outros, os cargos de Conselheiro Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MG – 2007-2012); Conselheiro Federal da OAB (2013-2015); e de Auditor no Tribunal de Justiça (TJ-MG) Desportiva do Estado de Minas Gerais (2011-2014). Em 2014, em sua primeira disputa a um cargo eletivo, foi eleito deputado federal pelo PMDB.
Em 2018, Pacheco filiou-se ao DEM e elegeu-se senador, com 20,49% dos votos válidos. Em fevereiro de 2021, o representante de Minas Gerais foi eleito como presidente do Senado Federal, sendo reeleito em 2023 para o mesmo cargo.
Durante a votação da indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), subiu à tribuna do plenário para fazer um contundente discurso em defesa de medidas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
"A democracia está podre no Brasil. Será que ninguém quer enxergar? Vejam o ambiente que temos nos três poderes hoje", disse o senador do PL, destacando revelações de conversas entre o ministro do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Flávio Bolsonaro chamou a atenção do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a necessidade de providências da Casa. O candidato disse que o pedido deveria ser apresentado e votado ainda na sessão desta terça.
"É inaceitável continuarmos com esse estado de coisas no Brasil. Estou fazendo a minha parte, em respeito à Constituição", disse o senador.
"Uma súplica: vamos resgatar a democracia. Temos que abrir esse processo de impeachment hoje. Não podemos mais nos omitir. Vamos abrir imediatamente um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes", finalizou Flávio Bolsonaro.
Após o discurso de Flávio Bolsonaro, o presidente do Senado chamou outro parlamentar para discursar, sem fazer qualquer menção a processo de impeachment.
O número de deputados federais em exercício que deixaram a disputa pela reeleição à Câmara para concorrer a uma vaga no Senado dobrou nas eleições de 2026. Ao todo, 42 integrantes da Câmara são candidatos a senador, contra 21 em 2022. O dado representa uma alta de 100%.
O levantamento, feito pelo Metrópoles, cruzou dados de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a composição da Câmara em 2022 e 2026. O crescimento se dá em um ano no qual há o dobro de vagas para o Senado em disputa. Em 2022, cada estado e o Distrito Federal escolheram um senador, com a renovação de um terço da Casa.
Neste ano, cada unidade da Federação elegerá dois, totalizando 54 das 81 cadeiras do Senado. Cada eleitor terá, portanto, dois votos para senador no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Em sabatina do Vota BN, o podcast Projeto Prisma, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) comentou a possibilidade de disputar espaço com o ex-ministro João Roma (PL) na composição da chapa da oposição para o Senado Federal nas eleições de 2026.
Ao abordar o tema, o parlamentar adotou um tom conciliador e afirmou esperar que a relação entre os dois permaneça harmoniosa ao longo do processo político. "Espero que a gente esteja na paz até o final", conta Coronel ao ser questionado sobre uma eventual disputa interna pela vaga ao Senado.
Confira o episódio logo abaixo:
Um gesto do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nas redes sociais voltou a expor divergências internas na família do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar endossou publicamente críticas feitas à pré-candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal, em um momento no qual o comando da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) buscava consolidar a reaproximação com ela e ampliar sua presença na corrida presidencial.
Eduardo comentou e republicou um vídeo divulgado pelo influenciador Allan dos Santos. Na gravação, o aliado defende a eleição da deputada federal Bia Kicis (PL) e do ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo) para as duas vagas ao Senado pelo DF, em preterição a Michelle, líder nas pesquisas de intenção de voto na capital federal, segundo o Datafolha.
No vídeo, Allan dos Santos classifica a ex-primeira-dama como uma "incógnita" para o campo da direita e questiona as pautas políticas que ela poderá defender caso seja eleita.
"Eu prefiro mil vezes Bia Kicis e Sebastião Coelho do que a Michelle com oito anos de incógnita. É uma incógnita, porque nós não sabemos o que ela poderá trazer para a direita. O que não é incógnita: pauta feminista, pauta de esquerda, saindo da boca de alguém que se diz de direita", diz o influenciador.
Ao publicar o comentário "Triste, mas verdadeiro…" e retransmitir o vídeo em suas redes sociais, Eduardo teve o gesto interpretado por interlocutores de Michelle como um aval público às críticas e à tese de apoiar outros nomes ao Senado.
Segundo bastidores do jornal O Globo, a atitude provocou irritação no entorno da ex-primeira-dama e gerou apreensão na equipe de campanha de Flávio. A cúpula partidária avalia a participação de Michelle como um ativo central para fortalecer a inserção de Flávio entre os eleitores evangélicos e femininos.
Diante da nova manifestação de Eduardo, interlocutores da campanha demonstraram receio de que a exposição pública das divergências familiares prejudique a imagem de unidade que o grupo político busca projetar.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, Otto Alencar (PSD), alinhou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), a escolha dos dois relatores para as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) do Fim da Escala 6x1 e da Segurança Pública no colegiado.
O senador Omar Aziz (PSD) foi designado para relatar a PEC do fim da escala 6x1, enquanto o senador Rogério Carvalho (PT) assumirá a relatoria da PEC da Segurança Pública. Encaminhadas à CCJ nesta sexta-feira (21), ambas as matérias são tratadas como estratégicas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Otto Alencar informou que aguardará a definição do cronograma de trabalhos de ambos os relatores para avaliar a possibilidade de votar as propostas durante o próximo esforço concentrado do Senado, previsto para ocorrer entre o fim de agosto e o início de setembro.
MAIS SOBRE PEC
A proposta reduz o limite da jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece pelo menos dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. A jornada diária continuará limitada a oito horas.
O texto aprovado pela Câmara dos Deputados prevê um período de transição de até 14 meses sem redução nominal ou proporcional de salários:
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Primeiros 2 meses: a jornada máxima cai para 42 horas semanais.
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12 meses seguintes: as empresas deverão adequar a carga de trabalho ao limite de 40 horas semanais.
A regra, garantindo pelo menos duas folgas semanais (que não precisam ser consecutivas), passará a valer 60 dias após a promulgação da emenda. A mudança não impede o funcionamento contínuo de estabelecimentos aos sábados, domingos e feriados, desde que a escala individual dos funcionários respeite os limites legais e as folgas previstas.
O projeto insere na Constituição Federal o Sistema Único de Segurança Pública, com atuação descentralizada e responsabilidades divididas entre a União, os estados e os municípios. As polícias civis, militares, penais e os corpos de bombeiros permanecerão subordinados aos governadores estaduais.
Entre as principais mudanças organizacionais e estruturais, destacam-se:
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Atribuições da Polícia Federal (PF): passa a ter competência constitucional expressa para investigar e combater organizações criminosas e milícias privadas com atuação interestadual ou internacional.
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Atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF): expande seu campo de atuação, permitindo que a corporação atue também em ferrovias e hidrovias além das rodovias federais.
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Financiamento permanente: insere no texto constitucional o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional, garantindo diretrizes e bases permanentes de custeio para o setor.
A proposta traz ainda instrumentos voltados ao combate a facções de alta periculosidade.
Durante a tramitação na Câmara, uma versão da PEC previa a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes cometidos com violência ou grave ameaça. O trecho, contudo, foi retirado pelo relator da matéria na Câmara, deputado Mendonça Filho (União), após articulação com o governo federal e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos).
Com a alteração, o tema da maioridade penal foi desvinculado do texto e deverá ser discutido em uma proposta legislativa separada. As informações foram confirmadas pelo G1.
ERRAMOS – Ao contrário da nota publicada 17h05, a veterinária atacada por um cão da raça pastor-belga-malinois no Senado Federal, na manhã desta terça-feira (18/8), não morreu.
Segundo o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Vitória Valle de Oliveira Pinha de 36 anos, “passou por procedimento cirúrgico com a equipe de Cirurgia do Trauma do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave”.
O portal Bahia Notícias (BN) pede desculpas públicas à família e aos leitores pelo erro e deseja uma plena recuperação à profissional.
A candidata ao Senado Federal pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL), fez duras críticas à política de aprovação automática praticada na rede estadual de ensino durante entrevista ao Projeto Prisma nesta segunda-feira (17). A postulante de esquerda criticou a gestão da educação do governo Jerônimo Rodrigues (PT) e classificou a medida como uma das práticas mais “odiosas” no ambiente escolar. A educadora defendeu uma reformulação no ensino da Bahia.
“Os governos ainda não entenderam que não é criminalizar os professores. O Ideb mede a escola e mede o governo. Essa aprovação automática que tem sido promovida pelo governo tem sido uma das coisas mais odiosas que tenho enfrentado nas escolas. O aluno avança de série e não tem o conhecimento necessário para entrar no mercado de trabalho ou entrar na universidade”, dispara a candidata.
Delliana Ricelli relembrou que os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 — nos quais a rede pública não atingiu nenhuma das metas nacionais nas três etapas de ensino — evidenciam, segundo ela, a disfunção do estado na garantia do aprendizado.
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Para a candidata, a ampliação do tempo de permanência na escola é uma etapa fundamental, mas exige, prioritariamente, a valorização e a adequação das condições de trabalho dos professores da rede pública.
“Eu penso que a gente precisa de fato garantir o tempo na escola após um debate da valorização do professor. Na Bahia, tivemos aumento de um pouco mais de 5% no salário, mas o Planserv aumentou mais de 30%. Foi diluído o aumento dos professores”, pontua.
Durante a entrevista, a representante do PSOL ressaltou a dimensão transformadora da educação pública e defendeu que o espaço escolar deve ser um ponto de convergência para diferentes classes e ideias sociais.
“A importância da educação é absoluta. Ela é uma forma de [mobilidade] social; foi através dela que saí da miserabilidade para ter uma vida decente. Ter acesso a coisas muito básicas, como comprar televisão ou reformar sua casa, é a educação que garante”, argumenta.
Delliana concluiu defendendo a implantação de parâmetros claros de avaliação do ensino e maior atenção aos profissionais sobrecarregados e aos estudantes atípicos no estado. “Como vamos resolver os problemas da Bahia sem projetos na educação? Queremos um projeto que crie uma régua — não que seja igual, porque as realidades são diferentes —, mas precisamos de uma coisa clara que meça a educação. Perceber que nós, professores e profissionais da educação, estamos sobrecarregados e que a pauta dos alunos atípicos é importante”, finaliza.
Confira a sabatina completa:
A candidata ao Senado Federal pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL), falou sobre as mudanças de posicionamento do PSOL para as eleições de 2026 no cenário baiano e nacional. Durante a sabatina em entrevista ao Projeto Prisma nesta segunda-feira (17), a candidata deixou claro que o "inimigo é a extrema-direita", mas pontuou que não é possível deixar de enxergar as diferenças entre seus adversários na Bahia.
"Ao contrário da esquerda tradicional, que vive refém do processo eleitoral, então num cenário que a gente tivesse uma extrema-direita que não representasse 30% do eleitorado do Brasil, a gente não teria essa adesão a Lula. Mas a gente precisa, nosso inimigo maior é a extrema-direita, que vem o tempo inteiro tentando cassar os nossos direitos", afirmou Delliana.
Além disso, a postura marca uma mudança em relação ao pleito anterior na esfera estadual. Em 2022, o partido apoiou a candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) ao Palácio de Ondina. Contudo, para as eleições de 2026, o PSOL foca em seu próprio nome, lançando Ronaldo Mansur na disputa pelo governo do estado da Bahia.
"Nossos esforços estão voltados para Mansur [candidato do partido]." Alguns sinais e conselhos não foram seguidos, não teria por que agora a gente ter uma adesão à de Jerônimo Rodrigues (PT). Temos a compreensão clara de que ACM e Jerônimo não são farinha do mesmo saco, existem diferenças. Temos um muito ruim e outro que não é bom", explica a candidata.
Sobre o eixo federal, a postulante deixou clara a postura da legenda em relação ao Palácio do Planalto: o apoio ao quarto mandato presidencial de Lula da Silva (PT) se dá somente pelo fato de que a extrema-direita, representada pelo Partido Liberal (PL), segue firme nas pesquisas, tornando o candidato Lula o mais aceitável em um segundo turno.
"Nosso compromisso é apoiar a reeleição do presidente Lula, mas o fato de a gente apoiar não quer dizer que isso é um cheque em branco e que isso não será acompanhado e cobrado", complementa a candidata.
Confira a entrevista completa logo abaixo:
O presidente do Senado Federal do Brasil, Davi Alcolumbre, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passam por uma reaproximação após desgastes recentes. Em nota à imprensa, o presidente do Senado diz que se encontrou com Lula na quarta-feira (12) e teve um diálogo "maduro, franco e republicano."
Lula e Alcolumbre se encontraram, pela segunda vez nesta semana, nesta sexta-feira (14), no Palácio da Alvorada, o que demonstra maior proximidade entre os líderes. A expectativa de aliados é que o movimento também se reflita em troca de apoio nas eleições.
Segundo Alcolumbre, como presidente do Congresso, ele tem a função de analisar as propostas submetidas ao Parlamento. "Com absoluto respeito às prerrogativas do Poder Legislativo e ao papel de cada senadora e senador", disse em nota.
Nesse sentido, determinei o encaminhamento às comissões competentes de três propostas prioritárias: a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6x1, a PEC 18/2025, a PEC da Segurança Pública, e o PL 2780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. São matérias de alta complexidade que seguirão o rito ordinário e regimental no Senado, com a análise e o aprofundamento necessários.
Pautas como a PEC da Segurança e do fim da escala 6x1 são prioridades do governo Lula. Na Câmara, a tramitação da 6x1 avançou rapidamente, sob Hugo Motta (Republicanos-PB), que já declarou apoio ao presidente Lula.
ENTENDA O DESENTENDIMENTO
Desde a reprovação no Senado do então ministro Jorge Messias, Alcolumbre e o petista estavam com a relação rompida. Lula tinha indicado o chefe da AGU (Advocacia-Geral da União) para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF (Supremo Tribunal Federal). Ao mesmo tempo, as matérias de interesse do governo ficaram travadas no Senado.
Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, sabatina promovida pelo portal Bahia Notícias (BN) com candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente do Partido Liberal (PL) e candidato ao Senado Federal pela Bahia, João Roma, comentou nesta segunda-feira (3) sobre a reestruturação de sua aliança política com ACM Neto (União) para o pleito de 2026.
Veja momento:
"Nossa relação foi reconstruída com pilares muito positivos, dentro de uma conversa séria e amadurecida. Cada eleição carrega uma história. Naquela eleição, achavam que era um jogo combinado, mas muitos sabiam que não era", argumenta Roma.
Durante a sabatina, o ex-ministro analisou o rompimento entre ambos nas eleições de 2022 e destacou que a divisão na direita abriu espaço para o crescimento do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado.
"O que precisa é justamente a gente conseguir enxergar o futuro, fazer o papel de duas pessoas que se respeitam e carregam uma visão pelo futuro da Bahia. Não precisamos de guerra de egos ou algo que dificulte a mudança de cenário para o povo baiano. Quem mais sofreu fomos ACM e eu, mas sobretudo o povo baiano", avalia.
Momento de união na convenção | Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias
Questionado pelo editor Maurício Leiro sobre até que ponto as duras críticas trocadas no pleito passado foram superadas e como se tornou possível a construção da atual aliança oposicionista, João Roma sustentou que "cada eleição tem sua história" e defendeu o diálogo maduro como base para o reencontro político.
O candidato admitiu que a disputa de 2022 representou um momento de forte tensão política e ideológica entre os dois grupos. "A verdade é que foi, sim, um momento de uma séria ruptura. Como ele mesmo disse, temos uma história de anos e estivemos distantes em 2022. Eu levantava uma bandeira e ACM se levantava contra. Foi uma eleição muito tensa", desabafa.
Para o ex-ministro, o acirramento do pleito anterior faz parte do processo eleitoral e não deve impedir o alinhamento de projetos para o futuro do estado. "Era muito calor e paixões naquela campanha. O que aconteceu ali não se apaga, fica na história política da Bahia. Sabemos o que é isso, sabemos a história política eleitoral. Faz parte da história”, acrescenta.
Momentos da entrevista | Foto: Reprodução / Max Haack
Durante a entrevista, o apresentador e editor-chefe do Bahia Notícias, Fernando Duarte, salientou que o veículo de imprensa acompanhou a disputa com rigor na época. O candidato brincou com a observação do jornalista: "Talvez porque você tinha uma boa fonte", responde Roma de forma descontraída.
Confira a entrevista por completo logo abaixo:
O ex-governador da Bahia e ex-ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, formalizou o registro de sua candidatura ao Senado Federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para as eleições de 2026. Segundo dados atualizados nesta segunda-feira (3) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a declaração de bens apresentada pelo candidato totalizou R$ 1.264.911,31.
O valor representa um crescimento de aproximadamente 87% em comparação à eleição de 2018, ocasião em que disputou e venceu a reeleição ao governo baiano, informando um patrimônio de R$ 674.317,43.
Natural de Salvador (BA), Rui Costa dos Santos tem 63 anos, é graduado em Economia pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e iniciou sua trajetória pública no movimento sindical do Polo Petroquímico de Camaçari. Político de longa data, filiado ao PT, exerceu o cargo de vereador na capital baiana, atuou como secretário estadual de Relações Institucionais e da Casa Civil, e foi eleito deputado federal em 2010.
Comandou o Poder Executivo da Bahia por dois mandatos consecutivos (2015-2022) e exerceu o cargo de ministro-chefe da Casa Civil no governo Lula.
IMÓVEIS E APLICAÇÕES
Na prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral para o pleito de 2026, o bem de maior valor informado por Rui Costa refere-se a 50% de um apartamento de quatro quartos localizado na Avenida Princesa Isabel, em Salvador, avaliado em R$ 1.250.000,00.
O montante restante do patrimônio declarado distribui-se em duas aplicações financeiras do Banco do Brasil, nos valores de R$ 13.842,25 e R$ 1.069,06. Em contraste, na declaração relativa às eleições de 2018, o candidato havia registrado um apartamento na Rua Manoel Barreto, no bairro da Graça, em Salvador, cotado em R$ 632.881,67.
O portfólio anterior incluía ainda saldo em conta corrente no Banco do Brasil (R$ 19.255,99), participações em ações de empresas como Petrobras (R$ 8.000,00), Vale (R$ 5.000,00), Banco do Brasil (R$ 4.000,00) e BB Small Caps (R$ 4.000,00), além de saldos em cartões pré-pagos de viagem em euro (R$ 1.144,05) e em dólar (R$ 35,72).
E A PROPRIEDADE?
Apesar de informações sobre a posse de uma fazenda na Bahia, nenhuma propriedade rural consta na declaração oficial de bens apresentada por Rui Costa ao TSE nas eleições de 2026 — restringindo-se seu patrimônio imobiliário apenas à fração do apartamento em Salvador.
Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por unanimidade em sua 2.ª Câmara, não admitir e arquivar em definitivo a representação que apurava possíveis irregularidades na Casa Civil ligadas a um suposto favorecimento pessoal na aquisição do imóvel rural e à destinação de verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) aos municípios baianos de Ipiaú e Itagibá.
Sob o colegiado que integra o ministro Aroldo Cedraz, a Corte fundamentou o arquivamento na ausência dos requisitos regimentais de admissibilidade e na total falta de elementos probatórios concretos.
O processo teve origem em uma reportagem veiculada em agosto de 2024 pelo portal UOL, que atribuía ao ex-ministro a posse não declarada de uma área de R$ 1,5 milhão registrada em nome de uma aliada política, além do direcionamento de R$ 42 milhões do PAC para a região.
No entanto, diligências oficiais promovidas pelo TCU junto à Casa Civil não encontraram qualquer indício de desvio de finalidade, favorecimento pessoal ou irregularidade na alocação dos recursos federais, o que motivou o encerramento sumário do caso.
NOMES DOS SUPLENTES
Para a disputa ao Senado, a definição dos suplentes que assumem o cargo caso o titular precise se afastar durante o mandato segue a estrutura oficial da chapa:
1.º Suplente: Ronaldo Carletto (Avante) - ex-deputado federal e liderança partidária na Bahia.
2.º Suplente: Jailma Gama (PT) — Partido dos Trabalhadores - Ex-prefeita de Banzaê, no Semiárido Nordeste II.
O senador Angelo Coronel (Republicanos) formalizou, nesta quinta-feira (30), o registro de sua candidatura para disputar a vaga novamente no Senado Federal pelo estado da Bahia nas Eleições de 2026. Os dados do parlamentar já foram inseridos no sistema da Justiça Eleitoral e constam no status de "aguardando julgamento", etapa em que os juízes analisam se a documentação atende a todos os requisitos legais.
Natural de Coração de Maria, no portal do Sertão baiano, Angelo Mário Coronel de Azevedo Martins tem 68 anos, possui ensino superior completo em Engenharia Civil pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e atua na vida pública. Hoje segue sendo um defensor de ACM Neto pela cadeira no palácio de Ondina.
Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias
OS DADOS
No painel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Coronel declarou um total de R$ 5,32 milhões em bens. O valor apresenta uma leve redução em relação a 2018, quando ele se elegeu senador pelo PSD (Partido Social Democrático) com um patrimônio declarado de R$ 5,66 milhões.
Entre os itens de maior valor declarados pelo candidato este ano estão R$ 3,1 milhões em participações societárias de empresas, uma propriedade rural (Fazenda Novo Horizonte) no município de Utinga, na Chapada Diamantina, avaliada em R$ 250 mil, além de contas bancárias e investimentos no Brasil e no exterior.
O político de carreira também declarou R$ 265 mil em dinheiro vivo (somando valores próprios e da sua cônjuge).
NOMES DOS SUPLENTES
Para a disputa ao Senado, a chapa de Angelo Coronel formalizou os dois suplentes, já confirmados pela equipe do Bahia Notícias, que assumem o cargo caso o titular precise se afastar durante o mandato:
1.º Suplente: Marcelo Guimarães Filho (Podemos) - Empresário e ex-presidente do Bahia.
2.º Suplente: Edylene Ferreira (Republicanos) - médica e vereadora da cidade de Serrinha.
Na autodeclaração apresentada à Justiça Eleitoral, o candidato se identificou como pardo após anos se declarando branco. No painel oficial do TSE constam, até o momento, o registro de apenas dois dos cinco principais postulantes ao Senado pela Bahia: João Roma (PL) e o próprio Angelo Coronel (Republicanos).
O ex-ministro da Cidadania e presidente do Partido Liberal (PL) na Bahia, João Roma, formalizou a submissão de sua candidatura para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. As informações já constam no painel oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (30). Em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, a soma total foi de R$ 17,01 milhões, triplicou em quatro anos.
Esse valor, que apresenta um crescimento significativo em comparação ao pleito de 2022, quando se candidatou ao governo da Bahia e foi derrotado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT). Na disputa anterior, declarou um patrimônio de R$ 5,56 milhões.
Natural de Recife (Pernambuco) e radicado na Bahia, João Inácio Ribeiro Roma Neto tem 53 anos, é formado em Direito e teve cargos de ex-deputado federal e ex-ministro no governo Bolsonaro. Saindo do braço mirim do Partido da Frente Liberal (PFL), teve passagens por assessorias em órgãos públicos e chefiou escritório da Agência Nacional de Petróleo (ANP) em Salvador, bem como o gabinete da prefeitura da capital baiana.
Ele desponta como a principal aposta da sigla para a disputa das vagas baianas no Senado Federal nas eleições de 2026.
IMÓVEIS E PROPRIEDADES
O grupo de bens de maior valor declarado pelo candidato é composto por propriedades rurais localizadas em diversos municípios baianos. Entre os destaques estão as participações na Fazenda Mirage (avaliadas em R$ 5,1 milhões no total), na 'Fazenda Selma Nunes', em Iraquara (R$ 1,62 milhão), a Fazenda São Benedito, em Cachoeira (R$ 1,25 milhão), e a Fazenda Isabel, em Brejões (R$ 1,2 milhão).
Em Salvador, João Roma declarou um apartamento no Edifício Phileto Sobrinho, localizado no bairro do Corredor da Vitória, avaliado em R$ 3,57 milhões. A ficha do candidato no TSE inclui também um crédito de R$ 2,28 milhões referente a um empréstimo concedido à empresa LN Agropecuária, além de participações societárias em empresas como a JRN Consultoria e a Prata da Chapada.
O político também declarou bens móveis e acervos. Constam um veículo Toyota Hilux SW4 Diamond (modelo 2022) no valor de R$ 417,9 mil, R$ 148 mil em obras de arte, R$ 73,5 mil em dinheiro vivo, além de um título do Yacht Clube da Bahia, avaliado em R$ 18 mil.
O nome de João Roma é a força partidária do bolsonarismo na Bahia, contudo se posiciona de modo mais moderado na direita brasileira. Hoje apoia publicamente ACM Neto (União) ao governo do estado, após disputarem nas eleições e serem derrotados pelo Partido dos Trabalhadores. Para Roma, é preciso uma união acima de tudo contra a atual gestão.
Em celebrações do 2 de julho, o seu potencial adversário na disputa pelo Senado, o também ex-ministro Rui Costa, chegou a comentar sobre sua falta de propriedade por não possuir "alma de baiano". Em resposta, Roma o acusou de xenofobia.
NOMES DOS SUPLENTES
Para a disputa ao Senado, a definição dos suplentes que assumem o cargo caso o titular precise se afastar durante o mandato segue a estrutura oficial da chapa:
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1.º Suplente: Suzana Ramos (PSDB) — Assistente Social e ex-prefeita de Juazeiro.
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2.º Suplente: Rodrigo Hagge (PSDB) — Advogado e ex-prefeito de Itapetinga.
Até o momento, o painel do TSE disponibilizou os dados das candidaturas ao Senado na Bahia de João Roma (PL) e do atual senador Angelo Coronel (Republicanos), que busca a reeleição.
(Nota atualizada às 18h27 após a assessoria do candidato esclarecer que houve uma duplicação do valor de uma propriedade. A Fazenda Mirage vale em torno de 5 milhões).
O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado Federal, Rui Costa (PT), afirmou que as definições para o fechamento de sua chapa, considerando a vaga em aberto para a 2° suplência ao Senado, devem ser feita até a convenção partidária do Partido dos Trabalhadores na Bahia, no dia 1° de agosto. A declaração foi dada durante sua participação na convenção partidária do Avante, em Salvador.
Até o momento, Rui já definiu a 1° suplência para o seu pleito ao Senado na figura do presidente do Avante, Ronaldo Carletto. Sobre o segundo nome, o ex-governador diz que “não defini ainda partido, um perfil de partido, a única coisa que eu defini é que eu quero botar uma mulher na segunda suplência”.
“Olha, eu defino até a convenção, para anunciar na convenção o segundo suplente. Eu não defini ainda partido, um perfil de partido, a única coisa que eu defini é que eu quero botar uma mulher na segunda suplência, mas eu ainda não defini”, ressalta.
O petista respondeu ainda sobre a participação em debates e entrevistas durante o período eleitoral. “Eu sim participarei de sabatinas ou debates, tudo vai ter que compatibilizar com a agenda. Não posso dizer que participarei de todos, porque eu não sei quais são as datas, quais são as agendas”, afirma.
Rui afirma que “eu não abro mão da presença física nos municípios e nos lugares”. “Acho que isso não se substitui. Portanto, vou ter que compatibilizar, mas, compatibilizando, sim, eu irei a debates e entrevistas”, explica.
Segundo o ex-ministro, o formato dos debates com os candidatos ao Senado também demandam uma organização complexa: “O debate com o Senado sempre é mais complicado, porque são duas candidaturas por partido, então fica um número grande de debatedores, não fica bom o formato”, completa.
O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado Federal pela Bahia, Rui Costa (PT), foi beneficiado com um período de quarentena remunerada após deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informações do O Globo, o regime de remuneração foi aprovado pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República e deve ser válido por seis meses, a contar pelo período de sua exoneração.
Rui Costa deixou oficialmente o comando da Casa Civil no início de abril para cumprir o prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral e disputar uma vaga no Senado pela Bahia. O salário bruto de um ministro de estado está em R$46,3 mil por mês no Brasil, o que totaliza R$278 mil ao longo de um semestre.
De acordo com a investigação do O Globo, a quarentena foi aplicada porque Rui Costa, durante os últimos meses à frente da Casa Civil, teve acesso a informações estratégicas e sensíveis do governo federal.
A situação de Rui Costa é semelhante à do ex-ministro Márcio França (PSB), que também deixou o governo para disputar as eleições deste ano e foi submetido à quarentena remunerada pela Comissão de Ética.
Essa quarentena não impede a participação dos candidatos na campanha eleitoral, mas restringe exclusivamente o exercício de atividades profissionais na iniciativa privada durante os seis meses seguintes à sua saída do governo federal.
OUTRO LADO
Por meio de nota, a assessoria de Comunicação da Casa Civil informou que não houve solicitação, por parte do ex-ministro, do pagamento de salários durante a quarentena. O Ministério da Gestão e Inovação (MGI) confirmou não ter havido pagamento a Rui Costa desde o afastamento dele do cargo de ministro da Casa Civil. Confira o posicionamento na íntegra abaixo:
Na administração pública federal, há duas responsabilidades distintas no processamento do pagamento da remuneração compensatória (chamada de quarentena), instituída pelo Decreto nº 4.187, de 2002, para servidores públicos, incluídos ocupantes de cargos de confiança, nos casos em que ele é autorizado pela Comissão de Ética da Presidência da República.
Com a compensação autorizada, o servidor encaminha o pedido ao respectivo órgão ao qual estava vinculado e o registro no Sistema Integrado de Administração de Pessoal (SIAPE) e o processamento dos pagamentos é de competência desse órgão. Por isso, informações individualizadas sobre eventuais autorizações de pagamentos de quarentena devem ser solicitadas diretamente ao ministério ou órgão ao qual o servidor estava vinculado.
Após o processamento de cada folha, o MGI organiza as informações dos pagamentos já realizados por cada órgão e esses dados são compilados e colocados em transparência ativa no link: https://dados.gov.br/dados/conjuntos-dados/gestão. Considerando os dados extraídos pelo MGI após o processamento dos pagamentos feitos pelos demais órgãos, no ano de 2026 até junho (valores recebidos no início de julho) não foi registrado pagamento de quarentena para nenhum ex-ministro ou ministra do atual governo. Como nesse momento o sistema que disponibiliza, de forma aberta, os dados está passando por manutenção, por isso segue anexa tabela extraída em 13 de julho, com dados atualizados dos pagamentos referentes a junho de 2026. Novos dados atualizados só estarão disponíveis após o pagamento de julho, a partir de 1 de agosto.
O MGI registra e processa diretamente apenas o pagamento dos servidores dos 13 ministérios que compõe o Colaboragov. No caso do ex-ministro Marcio França, que ocupou o Ministério do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), que faz parte da rede Colaboragov, informamos que ele solicitou o pagamento da quarentena, após parecer favorável da Comissão de Ética da Presidência da República, e o primeiro pagamento referente a essa remuneração compensatória será feito em agosto de 2026, referente a folha de julho. Por enquanto ele é o único ministro do Colaboragov que fez tal solicitação. (Atualizado às 16h14 de 23/07/2026)
O Senado Federal deu início ao recesso parlamentar após um semestre marcado pelo acirramento das tensões políticas entre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esse período foi pautado por derrotas marcantes para o Palácio do Planalto, o represamento de projetos de grande apelo popular para o Executivo e o avanço de matérias com impacto bilionário nas contas públicas.
O ponto mais agudo desse embate foi a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A resistência de Alcolumbre iniciou-se após o presidente Lula preterir o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB), para a vaga. Na tentativa de articular apoio, o governo atrasou o envio da documentação de Messias até 1º de abril. Apesar das visitas do atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) aos gabinetes de senadores, ele não chegou a ser recebido pela presidência da Casa.
Messias foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 16 votos a 11, mas acabou rejeitado no Plenário em 29 de abril. Alcolumbre atuou diretamente na articulação contra o indicado, telefonando para aliados e antecipando o placar exato momentos antes da votação, quando seu microfone captou a frase: "Ele vai perder por oito".
O revés marcou uma inflexão na relação com o Executivo, aproximando Alcolumbre da oposição, em especial do senador Flávio Bolsonaro (PL). No dia seguinte à rejeição de Messias, o Senado derrubou o veto presidencial à dosimetria — votação que registrou 318 votos a 144 na Câmara e 49 a 24 no Senado.
Outro ponto de desgaste evitado para Alcolumbre foi o cancelamento definitivo da sessão conjunta do Congresso marcada para 18 de junho, que analisaria cerca de 50 vetos, inviabilizada pela falta de consenso entre líderes partidários.
VEJA EM NÚMEROS
Em termos estatísticos, o Senado encerrou o semestre com os seguintes dados operacionais:
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258 matérias deliberadas;
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206 propostas aprovadas (sendo 106 em Plenário e 100 em comissões);
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1 matéria rejeitada (a indicação de Jorge Messias);
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50 propostas prejudicadas, retiradas ou Medidas Provisórias com validade expirada;
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107 sessões realizadas (sendo 38 deliberativas);
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38 indicações de autoridades aprovadas.
PROPOSTAS E EMPASSES
No campo das propostas de campanha prioritárias para a agenda de reeleição de Lula, Alcolumbre manteve o andamento travado, sem despachar os projetos. Entre as matérias paralisadas estão as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) da Segurança Pública e do fim da escala de trabalho 6x1, além do Projeto de Lei dos Minerais Críticos.
A PEC do fim da escala 6x1 (que prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais) foi aprovada na Câmara no final de maio com forte articulação do governo e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). No entanto, o texto continua parado no Senado. Alcolumbre argumentou que a Casa necessita de tempo "razoável" para análise e que o Senado "não pode ser carimbador" de decisões da Câmara, promovendo reuniões com empresários e sindicalistas antes de enviar a medida à CCJ.
O governo também sofreu reveses no âmbito fiscal com o avanço das chamadas "pautas-bomba" capitaneadas pelo Senado. Em junho, três propostas avançaram na Casa com impacto estimado de R$ 250 bilhões em dez anos: a renegociação de dívidas rurais, o reajuste do piso salarial de médicos e dentistas e a aposentadoria especial para agentes de saúde.
Alcolumbre ignorou os apelos da equipe econômica para conter as propostas, rejeitando o rótulo de "homem das pautas-bomba" e afirmando que o andamento decorria de acordos prévios de lideranças partidárias.
Foto: Reprodução / Agência Brasil
Nos bastidores do governo, as opiniões sobre os próximos passos da relação com Alcolumbre estão divididas. Enquanto uma ala governista aposta que o presidente do Senado possa destravar propostas cruciais (como a escala 6x1) no próximo período legislativo para restabelecer pontes com o Planalto, outro grupo adota tom mais cético, afirmando que cabe a Alcolumbre dar novos acenos políticos para consolidar a pacificação com o presidente Lula.
Em um plenário praticamente vazio de senadores, mas com as galerias repletas, foi aprovada em segundo turno nesta terça-feira (14), com 73 votos a favor e apenas um contra, a PEC 14/2019, que garante aposentadoria especial aos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. A proposta segue agora para promulgação.
De autoria do ex-deputado Dr. Leonardo, a PEC estabelece o direito à aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e para agentes de combate às endemias. No plenário, os senadores aprovaram o parecer favorável apresentado pelo senador Irajá (PSD-TO).
O senador manteve o mesmo texto que havia sido aprovado inicialmente pela Câmara. No final do ano passado, os deputados aprovaram o relatório do líder do PSD, Antonio Brito (BA).
Pelo texto da PEC, os agentes comunitários se saúde e de combate às endemias poderão se aposentar aos 57 anos de idade, no caso das mulheres, e aos 60 anos, no caso dos homens, desde que comprovem 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na atividade.
A proposta também trata da regularização do vínculo funcional desses profissionais, prevê regras de transição, bem como assistência financeira da União. Além disso, estende os mesmos benefícios aos agentes indígenas de saúde e aos agentes de saneamento.
O governo Lula se posicionou contra a aprovação do projeto. No plenário, entretanto, a líder Teresa Leitão (PT-PE) liberou os governistas para votarem a favor da matéria. "Todos nós sabemos que o tema tem implicações previdenciárias, na paridade. Mas o tempo calendário foi mais forte que o tempo político, então nos submetemos e nos curvamos a eles", afirmou a líder do governo, a única a registrar vota contra o projeto.
O governo Lula vê com preocupação a aprovação do texto no atual contexto. O Palácio do Planalto entende que a aprovação da PEC pode comprometer o orçamento dos anos seguintes, o que teria um impacto nos programas sociais federais, já que estimativas falam em um impacto da ordem de R$ 3 bilhões anuais para as contas públicas.
Ao anunciar a votação do projeto nesta terça, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou que não poderia ser "o único vilão" do país por frear a tramitação de propostas que impactam os cofres públicos. Apesar da posição contrária do Palácio do Planalto, todos os senadores da base governista votaram a favor.
O Palácio do Planalto minimizou a viagem do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), aos Estados Unidos. Integrantes da gestão federal avaliam que a postura do parlamentar reflete um "desespero" político para tentar se desvincular da responsabilidade sobre o potencial aumento das tarifas comerciais norte-americanas sobre produtos brasileiros.
Enquanto a oposição critica a conduta diplomática atual, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem reforçado o discurso de defesa da soberania nacional para questionar as barreiras econômicas que podem ser impostas pelo mercado americano.
Paralelamente, em pleno ano eleitoral, aliados de Lula têm aproveitado o debate para disseminar a tese de que o chamado "tarifaço" é consequência direta das ações da família Bolsonaro. As informações foram reveladas pela coluna Painel da Folha de S. Paulo.
A disputa de narrativas remonta ao ano passado, quando Donald Trump anunciou as primeiras tarifas contra o Brasil, justificando a medida com menções à situação jurídica de Jair Bolsonaro e alegando que o ex-presidente sofria uma "caça às bruxas" no país.
Em junho de 2026, o governo dos Estados Unidos emitiu um novo alerta indicando que o Brasil poderia sofrer novos reveses comerciais. O anúncio ocorreu logo após uma visita de Flávio Bolsonaro a Trump. Na ocasião, o senador declarou publicamente que havia solicitado ao líder norte-americano que não aplicasse as sanções contra o Brasil.
Contudo, o Partido dos Trabalhadores (PT) vem utilizando suas redes sociais para contrapor essa versão, sustentando que as ações e articulações da família bolsonarista no exterior são as verdadeiras responsáveis pelas ameaças econômicas atuais.
O debate técnico sobre o setor produtivo ocorreu em audiências públicas nesta segunda-feira (6) e terça-feira (7) em Washington. Durante sua participação nas sessões, Flávio Bolsonaro defendeu que a aplicação das barreiras tarifárias neste momento traria, na verdade, benefícios políticos e eleitorais para a gestão de Lula.
O senador reforçou que a atual conjuntura representa o "pior momento" para a imposição de restrições comerciais norte-americanas sobre o Brasil.
Em meio às comemorações da independência da Bahia e em clima de Copa do Mundo, não há espaço para pensar em suplência na oposição. Pelo menos é esse o discurso do senador Angelo Coronel, candidato à reeleição. Coronel (Republicanos) adiou a escolha de suplentes para as pré-candidaturas dele e de João Roma (PL) ao Senado Federal. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (2), o entrevistado informou que a definição será feita em cerca de 15 dias.
Segundo Coronel, os nomes que devem compor a suplência das chapas da oposição à Câmara Alta do Congresso Nacional já estão sendo discutidos. Ainda de acordo com o republicano, a decisão deverá ficar para depois da Copa do Mundo de futebol, que tem sua partida final marcada para o dia 19 de julho deste ano.
"As discussões continuam e já temos nomes cotados, mas vamos deixar o Brasil ser campeão primeiro para batermos o martelo nisso", disse o senador, agora integrante da oposição ao governo da Bahia.
O pré-candidato ainda afirmou que as preferências por um suplente que atue no cargo de vereador, dando prioridade aos atuantes no interior do estado. "Nada como prestigiar quem está no interior todos os dias fazendo o melhor pelo povo", elogiou o político. "A identidade com o interior é um requisito para a suplência em uma das candidaturas", completou.
Alvo de críticas nos últimos dias, o senador Romário (PL-RJ) anunciou que irá devolver aos cofres públicos o salário referente ao período da Copa do Mundo. Em pronunciamento por videoconferência no plenário do Senado, nesta terça-feira (30), o parlamentar revelou ter enviado um ofício à Presidência da Casa solicitando a suspensão dos pagamentos. Ele afirma que qualquer valor eventualmente creditado durante a competição será estornado.
O ex-jogador está desde a segunda semana de junho nos Estados Unidos, um dos países-sede do Mundial, onde atua como comentarista na CazéTV, principal parceira na transmissão da Copa em 2026.
Segundo Romário, a decisão foi tomada de forma voluntária. “Abri mão do meu salário por todo o período em que estarei acompanhando a Copa. Não receberei salário desde o primeiro dia da Copa. O que for pago será devolvido aos cofres públicos”, afirmou. Confira o momento abaixo:
O senador ressaltou que optou por não pedir licença do cargo para continuar apto a participar das votações no Senado, especialmente da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.
“Votarei pelo fim da escala 6x1. O dia da votação ainda não foi marcado. Pelo compromisso que assumi de votar favoravelmente a essa matéria é que decidi não tirar licença no Senado no período em que estou acompanhando a Copa do Mundo. A tecnologia moderna permite que eu me conecte por vídeo, como estou fazendo agora, e dê o meu voto”, disse.
Além do trabalho como comentarista, o ex-jogador passou a assinar uma coluna de análises sobre os jogos da Seleção Brasileira em um jornal, mantendo as atividades parlamentares apenas por meio de videoconferências e do sistema remoto de votação da Casa.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), fez críticas públicas nesta terça-feira (30) à deputada federal Erika Hilton (Psol). O motivo da insatisfação foi a cobrança pública feita pela parlamentar para que o Senado vote a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho na escala 6x1, que estabelece seis dias de trabalho para um de descanso.
A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados no final de maio e, atualmente, segue paralisada no Senado por decisão do próprio Alcolumbre. Segundo os bastidores do portal Metrópoles, o senador já sinalizou que pretende retomar os debates sobre o tema somente após o recesso parlamentar, agendado para começar em 18 de julho.
Foto: Wilson Dias / Agência Brasil
Durante discurso no plenário do Senado, Alcolumbre demonstrou incômodo com a estratégia de pressão utilizada por Hilton, classificando o ato como uma tentativa de intimidação. Embora não tenha mencionado o nome da deputada diretamente em sua fala, aliados do parlamentar confirmaram que a declaração foi direcionada a ela.
"O problema é que está na boca da autoridade, dizendo que tem que pressionar o presidente Davi Alcolumbre, e isso é uma ameaça, em cima de um trio elétrico. Inclusive, falando na palavra: 'Fora, Alcolumbre!'. Então, se é 'Fora, Alcolumbre!', essa autoridade não está pensando nos trabalhadores; talvez essa autoridade esteja pensando na eleição", discursa o presidente do Senado.
A reação de Alcolumbre refere-se a um episódio ocorrido no início de junho, quando Erika Hilton discursou em cima de um trio elétrico durante a Parada LGBT+ em São Paulo. Na ocasião, a deputada convocou o público presente a se mobilizar contra o andamento lento da proposta na Casa vizinha.
"Vamos usar a força da nossa comunidade para pressionar o Senado da República a destravar a PEC do fim da escala 6x1. Senador Davi Alcolumbre, o Brasil quer mais tempo, o Brasil quer descanso, o Brasil quer dignidade", discursa a deputada na paulista..
O ex-governador e ex-ministro Márcio França (PSB) será vice na chapa do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para o Governo de São Paulo. A decisão foi tomada após conversa com o presidente Lula (PT) na quarta-feira (24), no Palácio da Alvorada. As também ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) disputarão as vagas ao Senado no estado.
Segundo a Folha de S. Paulo, o acerto foi possível após França, que queria ser candidato a senador ou governador, ceder e aceitar a vice. Aliados de Haddad avaliam que ele soma à chapa votos em regiões de São Paulo onde o PT tem pouca força, como a Baixada Santista.
Interlocutores do presidente Lula afirmam que o petista acompanha de perto a aliança em São Paulo porque o estado tem o eleitorado mais numeroso do país, o que torna ainda mais importante a existência de um palanque forte para seu nome.
Na ala governista, há a avaliação de que França tem um perfil de confronto político que falta a Haddad. Devem ficar por conta do vice os principais ataques ao atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tentará a reeleição.
A NEGOCIAÇÃO
Ainda conforme a Folha, na reunião com Lula, França ponderou que poderia ajudar o presidente sendo candidato a governador. Ele apresentou um raciocínio de que poderia tomar votos de Tarcísio e forçaria um segundo turno entre Haddad e o atual governador no Estado.
No entanto, a ideia que prevaleceu, porém, é a de que a possibilidade de Haddad ter mais votos neste primeiro turno do que em 2022, já é benéfica para Lula. Aliados do presidente da República também avaliam que, se for reeleito no primeiro turno, Tarcísio não se empenhará tanto no segundo para pedir votos para Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário do presidente na eleição nacional.
Em 2022, Haddad obteve o melhor desempenho do PT na história das eleições paulistas. Ele conseguiu 36% dos votos no primeiro turno e 45% dos votos no segundo. O resultado foi considerado fundamental para a vitória de Lula naquele ano.
O pré-candidato a governador deverá anunciar oficialmente ainda nesta quinta-feira (25) as posições que seus aliados ocuparão na chapa.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 completa, nesta semana, um mês de aprovação em dois turnos pela Câmara dos Deputados, ocorrida em 27 de maio de 2026. No entanto, a matéria segue sem andamento no Senado Federal, dependendo do aval dos senadores para que possa ser promulgada.
Membros da base aliada do governo no Congresso Nacional acompanham a tramitação com crescente preocupação. O foco está no prazo limite de 17 de julho de 2026, data em que se inicia o recesso legislativo, após o qual as atividades parlamentares serão interrompidas em decorrência das eleições.
Caso a proposta não seja votada até julho, o presidente Lula da Silva (PT) perderá a oportunidade de capitalizar politicamente com a pressão eleitoral sobre o tema, além de não poder incluir a medida já promulgada como uma conquista na plataforma de sua campanha.
PRÓXIMOS PASSOS
Como a única movimentação oficial registrada no Senado foi o agendamento de uma sessão de debate temático no plenário para o dia 1º de julho de 2026, às 10h, a bancada do PT no Senado solicitou que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União), receba representantes das centrais sindicais.
A expectativa do governo é que Alcolumbre encaminhe a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde um relator deverá ser designado. Contudo, o colegiado não possui sessões agendadas para esta semana, sugerindo que o texto continuará paralisado temporariamente.
Após passar pela CCJ, o projeto poderá seguir para o plenário, mas parlamentares e assessores demonstram incerteza quanto ao cronograma final. Entre as possibilidades avaliadas estão a realização de uma nova rodada de debates na semana de 6 de julho ou mesmo a criação de uma comissão especial.
ENTRE BASTIDORES
Nos bastidores de Brasília, as dificuldades de tramitação são acentuadas pela falta de diálogo direto entre o presidente Lula e Davi Alcolumbre. A relação entre o Palácio do Planalto e a presidência do Senado segue ruim após a recente rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na última quarta-feira (17), o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT), celebrou a marcação do debate temático e declarou-se confiante na aprovação da PEC antes do início do recesso parlamentar. Randolfe também sinalizou que um encontro de conciliação entre Lula e Alcolumbre estaria próximo de ocorrer, embora ainda sem data confirmada.
Entretanto, o cenário político sofreu um novo abalo no dia seguinte às declarações de Randolfe, devido a uma operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT). Na mesma data, Alcolumbre cancelou a sessão conjunta do Congresso destinada à análise de vetos presidenciais. No sábado (20), o senador e ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), admitiu que os canais de interlocução entre Lula e Alcolumbre continuam "travados", mas manifestou otimismo de que o impasse será superado.
Enquanto as articulações políticas patinam em Brasília, o presidente Lula cumpre agenda nesta segunda-feira (22) no Rio de Janeiro e, na terça-feira (23), terá compromissos na região da Serra das Araras. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.