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O senador Angelo Coronel (Republicanos) formalizou, nesta quinta-feira (30), o registro de sua candidatura para disputar a vaga novamente no Senado Federal pelo estado da Bahia nas Eleições de 2026. Os dados do parlamentar já foram inseridos no sistema da Justiça Eleitoral e constam no status de "aguardando julgamento", etapa em que os juízes analisam se a documentação atende a todos os requisitos legais.
Natural de Coração de Maria, no portal do Sertão baiano, Angelo Mário Coronel de Azevedo Martins tem 68 anos, possui ensino superior completo em Engenharia Civil pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e atua na vida pública. Hoje segue sendo um defensor de ACM Neto pela cadeira no palácio de Ondina.
Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias
OS DADOS
No painel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Coronel declarou um total de R$ 5,32 milhões em bens. O valor apresenta uma leve redução em relação a 2018, quando ele se elegeu senador pelo PSD (Partido Social Democrático) com um patrimônio declarado de R$ 5,66 milhões.
Entre os itens de maior valor declarados pelo candidato este ano estão R$ 3,1 milhões em participações societárias de empresas, uma propriedade rural (Fazenda Novo Horizonte) no município de Utinga, na Chapada Diamantina, avaliada em R$ 250 mil, além de contas bancárias e investimentos no Brasil e no exterior.
O político de carreira também declarou R$ 265 mil em dinheiro vivo (somando valores próprios e da sua cônjuge).
NOMES DOS SUPLENTES
Para a disputa ao Senado, a chapa de Angelo Coronel formalizou os dois suplentes, já confirmados pela equipe do Bahia Notícias, que assumem o cargo caso o titular precise se afastar durante o mandato:
1.º Suplente: Marcelo Guimarães Filho (Podemos) - Empresário e ex-presidente do Bahia.
2.º Suplente: Edylene Ferreira (Republicanos) - médica e vereadora da cidade de Serrinha.
Na autodeclaração apresentada à Justiça Eleitoral, o candidato se identificou como pardo após anos se declarando branco. No painel oficial do TSE constam, até o momento, o registro de apenas dois dos cinco principais postulantes ao Senado pela Bahia: João Roma (PL) e o próprio Angelo Coronel (Republicanos).
O ex-ministro da Cidadania e presidente do Partido Liberal (PL) na Bahia, João Roma, formalizou a submissão de sua candidatura para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. As informações já constam no painel oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (30). Em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, a soma total foi de R$ 17,01 milhões, triplicou em quatro anos.
Esse valor, que apresenta um crescimento significativo em comparação ao pleito de 2022, quando se candidatou ao governo da Bahia e foi derrotado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT). Na disputa anterior, declarou um patrimônio de R$ 5,56 milhões.
Natural de Recife (Pernambuco) e radicado na Bahia, João Inácio Ribeiro Roma Neto tem 53 anos, é formado em Direito e teve cargos de ex-deputado federal e ex-ministro no governo Bolsonaro. Saindo do braço mirim do Partido da Frente Liberal (PFL), teve passagens por assessorias em órgãos públicos e chefiou escritório da Agência Nacional de Petróleo (ANP) em Salvador, bem como o gabinete da prefeitura da capital baiana.
Ele desponta como a principal aposta da sigla para a disputa das vagas baianas no Senado Federal nas eleições de 2026.
IMÓVEIS E PROPRIEDADES
O grupo de bens de maior valor declarado pelo candidato é composto por propriedades rurais localizadas em diversos municípios baianos. Entre os destaques estão as participações na Fazenda Mirage (avaliadas em R$ 5,1 milhões no total), na 'Fazenda Selma Nunes', em Iraquara (R$ 1,62 milhão), a Fazenda São Benedito, em Cachoeira (R$ 1,25 milhão), e a Fazenda Isabel, em Brejões (R$ 1,2 milhão).
Em Salvador, João Roma declarou um apartamento no Edifício Phileto Sobrinho, localizado no bairro do Corredor da Vitória, avaliado em R$ 3,57 milhões. A ficha do candidato no TSE inclui também um crédito de R$ 2,28 milhões referente a um empréstimo concedido à empresa LN Agropecuária, além de participações societárias em empresas como a JRN Consultoria e a Prata da Chapada.
O político também declarou bens móveis e acervos. Constam um veículo Toyota Hilux SW4 Diamond (modelo 2022) no valor de R$ 417,9 mil, R$ 148 mil em obras de arte, R$ 73,5 mil em dinheiro vivo, além de um título do Yacht Clube da Bahia, avaliado em R$ 18 mil.
O nome de João Roma é a força partidária do bolsonarismo na Bahia, contudo se posiciona de modo mais moderado na direita brasileira. Hoje apoia publicamente ACM Neto (União) ao governo do estado, após disputarem nas eleições e serem derrotados pelo Partido dos Trabalhadores. Para Roma, é preciso uma união acima de tudo contra a atual gestão.
Em celebrações do 2 de julho, o seu potencial adversário na disputa pelo Senado, o também ex-ministro Rui Costa, chegou a comentar sobre sua falta de propriedade por não possuir "alma de baiano". Em resposta, Roma o acusou de xenofobia.
NOMES DOS SUPLENTES
Para a disputa ao Senado, a definição dos suplentes que assumem o cargo caso o titular precise se afastar durante o mandato segue a estrutura oficial da chapa:
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1.º Suplente: Suzana Ramos (PSDB) — Assistente Social e ex-prefeita de Juazeiro.
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2.º Suplente: Rodrigo Hagge (PSDB) — Advogado e ex-prefeito de Itapetinga.
Até o momento, o painel do TSE disponibilizou os dados das candidaturas ao Senado na Bahia de João Roma (PL) e do atual senador Angelo Coronel (Republicanos), que busca a reeleição.
(Nota atualizada às 18h27 após a assessoria do candidato esclarecer que houve uma duplicação do valor de uma propriedade. A Fazenda Mirage vale em torno de 5 milhões).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
“Uma coisa importante acabou de acontecer. Uma fala do nosso governador. Ele veio aqui na simplicidade de um desembargador. Nunca tinha passado pela cabeça dele ser governador. Vocês o aplaudiram pelo gesto dele de dizer que não era político. Ele não está governando porque votaram nele pela promessa de investimento na ciência. Vocês o aplaudiram porque sabem que ele pode fazer como governador provisório aquilo que nenhum eleito seria capaz. Esse é o milagre da política. É o improvável acontecer na vida da gente”.
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comentar a atuação do desembargador Ricardo Couto à frente do governo do Rio de Janeiro representa um “milagre da política”.